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Americano morre ao se lançar em um foguete caseiro

Glogo - Ciência "Mad" Mike Hughes era acompanhado por uma equipe do canal Science Channel e morreu ao cair de uma altura de mais de 1,5 km. Americano morre ao se lançar em um foguete caseiro Um americano de 64 anos morreu no sábado (22) após o lançamento mal-sucedido de um foguete que ele mesmo fabricou no quintal da sua casa, na Califórnia, EUA, informou o canal de televisão Science Channel. "Mad" Mike Hughes era conhecido por declarações polêmicas e por tentar "provar", com seu foguete, que a Terra é plana. O inventor foi projetado a uma altura de mais de 1,5 km, mas o para-quedas de segurança falhou. Em um comunicado, a emissora, que pertence ao grupo Discovery Channel, disse que Huges "morreu tragicamente durante a tentativa de lançamento do foguete que ele mesmo havia fabricado", afirmou a emissora. Americano promete se lançar em foguete para 'provar' que a Terra é plana "Nossos pensamentos e orações estão com a família e amigos durante este momento difícil", completou o canal em sua conta no Twitter. Initial plugin text Foguete amador Hughes, conhecido como "Mad Mike", havia construído em seu jardim, com a ajuda de um amigo, um foguete movido a vapor. Ele recebeu patrocínio de várias marcas para fabricar a nave. Ele declarou à imprensa que pretendia subir 1,5 km metros acima do nível do mar para demonstrar que a Terra não é redonda, e sim que "tem a forma de um disco voador". O americano "Mad" Mike Hughes Waldo Stakes/HO courtesy of Mad Mike Hughes via AP Imagens do lançamento, ao qual compareceram muitas testemunhas em uma área de deserto próxima à residência de Hughes, em Barstow, 180 km ao nordeste de Los Angeles, foram divulgadas nas redes sociais. Nas imagens é possível observar como um paraquedas surge do foguete alguns segundos após a decolagem, então a nave muda imediatamente de rumo e cai algumas centenas de metros adiante. "Este lançamento sempre foi um sonho e o Science Channel estava lá para contar a história", afirmou o canal americano, que filmava o evento para uma nova série com o título "Astronautas amadores". Veja Mais

Crescimento global será modesto em 2020 e 2021, prevê líderes financeiros no G20

Glogo - Ciência Documento final citou condições financeiras mais cômodas e sinais de redução das tensões comerciais, mas surto de coronavírus preocupa autoridades. Os líderes financeiros das 20 principais economias do mundo estimam um crescimento modesto neste ano e no próximo, devido à política monetária frouxa e à diminuição das tensões comerciais, e prometeram monitorar os efeitos do surto de coronavírus. Os ministros das Finanças e os chefes de bancos centrais do G20 assistiram a uma apresentação sóbria do Fundo Monetário Internacional (FMI), que previu que o coronavírus reduzirá 0,1 ponto percentual do crescimento global. "O crescimento global deverá crescer modestamente em 2020 e 2021. A recuperação é apoiada pela continuidade de condições financeiras mais cômodas e por alguns sinais de redução das tensões comerciais", afirmou o comunicado dos líderes financeiros. "Aprimoraremos o monitoramento global de riscos, incluindo o recente surto de Covid-19. Estamos prontos para tomar medidas adicionais para lidar com esses riscos", afirmou o comunicado. O presidente chinês, Xi Jinping, que não esteve presente à reunião das principais economias do mundo, passou a mensagem de que Pequim intensificará medidas para ajudar a amortecer as consequências do coronavírus na economia. "O surto por coronavírus terá inevitavelmente um impacto relativamente grande na economia e na sociedade", disse Xi, acrescentando que o impacto seria de curto prazo e controlável. A China esteve representada na reunião do G20 por seu embaixador na Arábia Saudita. "Discutimos o surto de coronavírus na China e em outros países e todos do G20 concordaram coletivamente em estar prontos para intervir com as políticas necessárias", disse o ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed al-Jadaan, em entrevista coletiva. O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed al-Jadaan, em entrevista coletiva Ahmed Yosri/Reuters "No atual cenário, as políticas anunciadas serão implementadas e a economia da China retornará ao normal no segundo trimestre. Como resultado, o impacto na economia mundial seria relativamente menor e de curta duração", disse no sábado a diretora do FMI, Kristalina Georgieva. "Mas também estamos analisando cenários mais terríveis em que a disseminação do vírus continua por mais tempo e globalmente, e as conseqüências do crescimento são mais prolongadas", acrescentou. O número de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, subiu para 77.048 na China, 656 a mais que o registrado no último levantamento. Foram registradas 2.445 mortes, 97 a mais que no último balanço. No mundo, são 1.712 pacientes em 29 países que estão com o novo coronavírus, 460 a mais que no último levantamento, e 22 pessoas já morreram. Taxação de gigantes digitais Os ministros e banqueiros centrais também incentivaram o trabalho da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que está desenvolvendo regras globais para fazer as gigantes digitais como Google, Amazon e Facebook pagarem impostos onde fazem negócios, e não onde registram subsidiárias. Um acordo final sobre as regras globais deve estar pronto até o final deste ano para evitar a proliferação de diferentes regimes fiscais digitais em todo o mundo. Segundo a OCDE, isso pode aumentar as receitas fiscais nacionais em um total de US$ 100 bilhões por ano. A chave do acordo é a cooperação dos Estados Unidos, que vem impedindo o progresso, sem ter certeza do impacto político do acordo em um ano de eleições presidenciais. Veja Mais

Japão confirma terceira morte causada pelo novo coronavírus em cruzeiro

Glogo - Ciência Princess Diamond, uma embarcação turística, é o principal foco da doença no país, com 691 casos confirmados. Pessoas caminham em um parque de Tóquio utilizando máscaras de proteção para evitar o contágio do Covid-19 REUTERS/Athit Perawongmetha As autoridades do Japão confirmaram neste domingo (23) a terceira morte causada pelo novo coronavírus dentro de um cruzeiro turístico que atracou no país. Um homem de 80 anos foi a vítima. Segundo a agência japonesa de notícias NHK, já são 691 casos confirmados de Covid-19 no Princess Diamond, um cruzeiro que é o principal foco da doença no país. O navio atingido pelo novo coronavírus tem quase 3.700 passageiros e tripulantes. Na quinta-feira (20), dois passageiros japoneses, um homem e uma mulher com cerca de 80 também não resistiram ao vírus. Passageiras da Princess Diamond, o cruzeiro em quarentena no Japão, acenam para os fotógrafos, em 16 de janeiro de 2020 Athtit Perawongmetha/Reuters Após o fim de uma quarentena de duas semanas no navio, em 19 de fevereiro, os passageiros que apresentaram resultado negativo para o vírus puderam desembarcaram. Porém, algumas destas pessoas testaram positivo para a doença dias depois. O ministro de Saúde do Japão, Park Neung-hoo, disse neste domingo que serão feitas ligações diárias para as centenas de pessoas que desembarcaram da Princess Diamond para acompanhar de perto suas condições de saúde. A última atualização do Japão informa que são 838 casos confirmados, sendo 619 no navio atingido por vírus, 133 infecções domésticas e 14 pessoas retornaram ao país de outras partes do mundo. Veja Mais

Número de infectados pelo novo coronavírus na China passa dos 77 mil

Glogo - Ciência No país, foram registradas 2.445 mortes até o momento. No mundo, já são 1.712 casos confirmados. Em Wuhan, na China, doente com coronavírus trabalha em um laptop durante isolamento, neste sábado (22). Chinatopix vía AP O número de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, subiu para 77.041 76.392 na China na manhã deste sábado (22), 649 a mais que o registrado no último levantamento. Foram registradas 2.445 mortes, 97 a mais que no último balanço. A Itália é um dos países que mais está tendo casos nos últimos dias. Segundo a agência de notícias Reuters, já passam de 100 pessoas infectadas com Covid-19. Partidas do campeonato italiano foram adiadas por conta do problema. No mundo, são 1.712 pacientes que estão com o novo coronavírus, 460 a mais que no último levantamento, e 17 pessoas já morreram em 29 países. Casos de coronavírus pelo mundo até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 OMS vai investir US$ 675 milhões O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse neste sábado que a agência vai investir US$ 675 milhões em um plano de resposta à doença para apoiar os países, especialmente os mais vulneráveis. Ele afirma que a OMS identificou 13 países prioritários na África por serem locais com alto número de voos diretos para a China. Segundo Adhanom, a preocupação da organização no momento é o aumento no número de casos de Covid-19 sem relação epidemiológica clara, ou seja, sem que a pessoa infectada tenha viajado à China ou tido contato com alguém que esteve lá. Brasileiros vão sair da quarentena O Ministério da Defesa confirmou que os repatriados vindos da China deixarão a quarentena na Base Aérea de Anápolis na manhã deste domingo (23). A decisão de adiantar o fim do isolamento foi tomada após o último resultado para testes do coronavírus – o terceiro desde o período que o grupo chegou ao Brasil - também dar negativo. Initial plugin text Veja Mais

Itália confirma terceira morte causada pelo novo coronavírus

Glogo - Ciência Governo decretou "toque de recolher" para impedir avanço do surto no país. Já são mais de 150 casos da doença em território italiano. Mulher é conduzida a ambulância em Casalpusterlengo, no norte da Itália, região afetada pelo coronavírus, no sábado (22) Reuters/Flavio Lo Scalzo Autoridades da Itália confirmaram neste domingo (23) a terceira morte causada pelo novo corononavírus no país. O caso ocorreu em Cremona, na região da Lombardia, a mais afetada pela epidemia. Veja a situação do novo coronavírus na China e no mundo Segundo a agência de notícias EFE, o conselheiro para o bem-estar social da região da Lombardia, Giulio Gallera, disse em entrevista coletiva que a terceira vítima é uma mulher idosa que ficou hospitalizada por um longo tempo no departamento de oncologia de Cremona e teve resultado positivo para o vírus. A outras mortes ocorreram em Vo’Euganeo, em Veneto, e em Codogno, também na Lombardia. As duas regiões ficam no norte da Itália. Todas as mortes até o momento ocorreram com pessoas idosas. O jornal "La Repubblica" afirma que são mais de 150 casos no país. 'Toque de recolher' O governo da Itália publicou na noite deste sábado (22) um decreto com medidas para conter o avanço do novo coronavírus no país. Os italianos enfrentam dificuldades para localizar o "paciente 0", ou seja, quem trouxe o novo coronavírus para a Itália. A legislação de emergência restringe a circulação nas cidades afetadas pelo vírus, proíbe a entrada e saída de pessoas dessas regiões e paralisa atividades comerciais e escolares, uma espécie de "toque de recolher". De acordo com a imprensa local, 11 cidades são afetadas pelo decreto, com uma população que envolve mais de 50 mil pessoas. Milão suspendeu as aulas e Veneza cancelou os dois últimos dias do famoso Carnaval da cidade. Os dois municípios ainda não estão nas áreas de risco. Veja Mais

UE ainda não vê 'motivos para pânico' com surto do coronavírus na Itália, diz comissário europeu

Glogo - Ciência Governo italiano decretou isolamento de regiões que registraram casos do Covid-19. Paolo Gentiloni em foto de arquivo Geoffroy Van Der Hasselt/AFP O comissário para assuntos econômicos da União Europeia, o ex-premiê italiano Paolo Gentiloni, disse neste domingo (23) que o bloco ainda não vê "motivos para pânico" com o surto do novo coronavírus na Itália. "A UE confia plenamente nas autoridades italianas e nas decisões que estão tomando", disse Paolo Gentiloni a repórteres após uma reunião dos líderes financeiros do G20 na Arábia Saudita. "Compartilhamos a preocupação por um possível contágio [mas] não há necessidade de entrar em pânico." A Itália decretou na noite de sábado uma espécie de “toque de recolher” em regiões afetadas pelo Covid-19 no país. Até o momento, o governo italiano confirmou mais de 130 casos da doença e 2 mortes. Veja Mais

Cortar completamente carne e laticínios faz bem à saúde? O que diz a ciência

Glogo - Ciência Mais e mais pessoas estão comendo refeições vegetarianas e veganas — e parte do motivo é que isso é visto como mais saudável. A BBC buscou as evidências sobre o impacto na saúde. Pessoas que seguem dieta vegana ou vegetariana tendem a apresentar risco menor de desenvolver doenças cardíacas Getty Images O número de pessoas que diminuíram o consumo de carnes e laticínios ou cortaram completamente esses alimentos de suas dietas tem aumentado na última década. Em 2018, segundo o Ibope, 30 milhões de brasileiros não comiam nenhuma carne — em áreas metropolitanas, o percentual de brasileiros vegetarianos havia saltado de 8%, em 2012, para 16% em 2018, segundo o instituto. Já no Reino Unido, segundo pesquisa da The Vegan Society, o número de veganos quadruplicou entre 2006 e 2018. Uma motivação comum para quem decide deixar o bife para trás são os benefícios à saúde. A dieta vegana é geralmente considerada mais rica em fibras e tem índices menores de colesterol, proteínas, cálcio e sal do que a dieta onívora. Mas ainda existem conceitos equivocados e a eliminação completa de carne, peixe, ovos e laticínios de nossas dietas gera preocupações. Vitamina B12 Uma delas é se uma dieta vegana fornece vitamina B12 suficiente. Essa vitamina ajuda a prevenir danos no sistema nervoso e é encontrada em carnes, peixes, ovos e laticínios, mas não em frutas ou vegetais. Recomenda-se que os adultos consumam 1,5 microgramas de vitamina B12 por dia. "A deficiência de B12 pode levar a sintomas neurológicos irreversíveis se a deficiência se prolongar muito", diz Janet Cade, do Grupo de Epidemiologia Nutricional da Escola de Ciência e Nutrição Alimentar da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Um estudo recente com 48 mil pessoas com mais de 18 anos comparou a saúde de quem come carne, pescetarianos (aqueles que comem peixes, ovos e laticínios, mas não carne de outros animais) e vegetarianos, incluindo alguns veganos (aqueles que não consomem nenhum tipo de carne, nem produtos derivados de animais, como mel, leite, gelatina ou ovos). Eles descobriram que as pessoas com dietas veganas e vegetarianas têm menor risco de doença cardíaca, mas maior risco de derrame, em parte, possivelmente, devido à falta de vitamina B12. Os pesquisadores descobriram que aqueles que não comiam carne registraram 10 casos a menos de doenças cardíacas e três derrames a mais a cada mil pessoas, em comparação com carnívoros. A pesquisadora Tammy Tong, epidemiologista nutricional da Universidade de Oxford, diz que o maior risco de derrame hemorrágico — quando há sangramento em uma parte do cérebro — pode ter várias razões. Embora o colesterol baixo proteja o organismo contra doenças cardíacas e derrames isquêmicos, existem evidências de que os baixos níveis de colesterol (associados à dieta vegana e vegetariana) podem estar associados a um pequeno risco de derrame hemorrágico. Mas é fácil obter a quantidade "minúscula" que nosso organismo precisa de vitamina B12 a partir da chamada levedura nutricional ou de alimentos fortificados — aqueles enriquecidos com nutrientes — como o leite vegetal, diz Marco Springmann, pesquisador sênior de sustentabilidade ambiental e saúde pública da Universidade de Oxford. Em países onde os alimentos não são enriquecidos com vitamina B12, o especialista recomenda suplementos vitamínicos. Já a Academia de Nutrição e Dietética, dos EUA, afirma que a levedura nutricional não é uma fonte adequada de vitamina B12, e diz que os veganos devem tomar suplementos ou comer alimentos fortificados. As crianças e os bebês alimentados com dieta vegana também precisam ter volumes suficientes de vitamina B12 garantidos. Proteína Outra preocupação comum para quem está tentado a fazer a transição é se uma dieta vegana fornece proteína suficiente. Embora as frutas e os legumes não tenham muita proteína, não há motivo para preocupação, diz Springmann. "Nunca [vimos] problemas de deficiência de proteína, apenas em pessoas que não comem calorias suficientes", diz ele. "A proteína está em tudo." O leite de soja, por exemplo, tem aproximadamente a mesma quantidade de proteínas que o leite de vaca. Também é improvável que uma dieta vegana cause deficiência de ferro, diz Springman, desde que sua alimentação inclua frutas e vegetais de todas as cores. "Com o tempo, o corpo pode se adaptar à quantidade de ferro disponível na dieta. Se você tiver uma ingestão de ferro menor, poderá usar esse nutriente de forma mais eficiente ", diz o especialista. Para Springman, a dieta vegana equilibrada é uma das dietas mais saudáveis. "Descobrimos que a dieta vegana pode ser uma das mais saudáveis, superando a performance dos pescetarianos e vegetarianos, porque a dieta vegana é mais rica em frutas, legumes e vegetais e os benefícios à saúde compensam qualquer outra coisa", diz Springman. Ele recomenda que se coma muitas frutas e legumes de diferentes cores, nozes e castanhas, cereais integrais, feijões e lentilhas, além de sementes de chia, cânhamo e linhaça, que contêm ômega 3. Variedade Para aqueles que se preocupam com o fato de a dieta vegana supostamente não oferecer variedade suficiente, um estudo em 2018 não encontrou evidências de que uma dieta mais variada seja mais saudável. Na verdade, foi descoberto que aqueles que seguiam uma dieta mais diversificada tendiam a ingerir mais alimentos processados ​​e bebidas açucaradas. Ainda sobre alimentos não saudáveis, Springman mostrou preocupação com a crescente popularidade de junk food vegana. "Essas substituições veganas de junk food podem resultar no mesmo perfil de consumo de um onívoro não saudável", diz. Mas não precisa ser assim. Em um estudo recente sobre os efeitos de uma dieta rica em plantas, mas não estritamente vegana, pesquisadores usaram índices que classificaram pessoas de acordo com o percentual de comidas a base de plantas em comparação com as de origem animal em suas dietas. Aqueles que tinham dietas com maior ingestão de frutas e vegetais e menor consumo de produtos animais tiveram resultados mais saudáveis. O risco de doenças cardiovasculares entre os que consumiam mais plantas foi até 32% mais baixo, após ajustes de variáveis como idade, sexo, raça, educação e comportamentos como fumo, consumo de álcool e exercício. "Encontramos uma relação impressionante entre padrões alimentares e o risco de ocorrências clínicas importantes", diz Casey Rebholz, autora do estudo e professora assistente da Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomberg, em Baltimore, nos EUA. Ela notou que pessoas que comiam mais frutas e vegetais geralmente comiam menos carne vermelha e processada, laticínios e peixe. No entanto, a pesquisa não confirma se a relação entre comer mais alimentos não-animais e a queda nos riscos de doença cardíaca se mantêm com o tempo ou se altera. Em outras palavras, ela não provou se uma dieta estritamente vegana é mais positiva do que uma dieta composta principalmente por frutas e vegetais, mas com alguns produtos animais. "Acredito que os benefícios para a saúde de uma dieta baseada em vegetais venham da combinação entre comer mais frutas e vegetais e quantidades menores de alimentos de origem animal, incluindo gordura saturada", avalia a especialista. Associações precipitadas Muitos cientistas questionam a confiabilidade de pesquisas que associam a dieta vegana a uma melhora na saúde, uma vez que os veganos já tendem a ser mais saudáveis de forma geral. "Normalmente, os veganos fumam menos, bebem menos álcool e se exercitam mais", diz Faidon Magkos, professor associado do Departamento de Nutrição, Exercício e Esportes da Universidade de Copenhague (Dinamarca), que no ano passado publicou um estudo sobre pesquisas que examinam os efeitos da dieta vegana na saúde. Esses fatores ligados ao estilo de vida, que também podem contribuir para um risco menor de doenças cardíacas e mortalidade, podem sugerir que a dieta vegana sozinha é mais saudável do que realmente pode ser. Esses estudos servem como ponto de partida, lembra Faidon, e como a maioria dos dados sobre o veganismo é de observação, ainda existem incertezas em torno da dieta, principalmente quando se trata de efeitos a longo prazo. Por exemplo: embora a glicemia mais alta possa indicar um risco maior de desenvolver diabetes, isso não ocorre necessariamente. Para confirmar se uma mudança na dieta afeta a saúde, é necessário seguir os participantes por tempo suficiente para que sintomas de doenças apareçam, com estudos que durem pelo menos um ano", diz Faidon. Longo prazo Evelyn Medawar, autora de uma análise sobre os benefícios metabólicos de uma dieta baseada em vegetais, diz que é importante que mais pesquisadores comecem a observar os efeitos da dieta na saúde. "No momento, a sociedade está à frente das pesquisas quando se trata da dieta vegana", diz ela. "Muitas pessoas têm dúvidas sobre a dieta vegana devido a possíveis deficiências nutricionais, e só agora os pesquisadores estão pesquisando isso e os benefícios e riscos a longo prazo." "Precisamos afastar os medos ou conhecer as consequências a longo prazo. Isso pode fazer com que mais pessoas se interessem em adotar a dieta vegana por motivos de saúde", diz. Segundo Medawar, ainda pode demorar alguns anos até que tenhamos resultados de pesquisas sobre a forma como a dieta vegana afeta nossa saúde, já que isso exige estudos controlados. Mas, apesar da falta de dados específicos sobre a dieta vegana, os pesquisadores dizem que as evidências existentes sobre dieta e saúde geralmente indicam algumas tendências. Embora as evidências não sejam muito fortes para a dieta vegana especificamente, ela parece estar ligada a uma saúde melhor em geral. Em termos de densidade óssea, fraturas podem ser mais comuns devido a uma possível menor ingestão de cálcio e de vitamina B12. Veganos têm um índice de massa corporal mais baixo (IMC), o que significa melhores níveis de colesterol e pressão arterial mais baixa, o que é um importante fator de risco para doenças cardíacas. A dieta vegana é muito parecida com qualquer outra. Ou seja, ela pode ajudar a diminuir o risco de doenças ou aumentá-lo, dependendo dos alimentos que você consome. "Se você comparar uma dieta baseada em vegetais com uma dieta não saudável que inclui carne, a dieta baseada em vegetais é certamente melhor", diz Faidon. "Mas, se você seguir uma dieta onívora relativamente prudente, como a dieta mediterrânea, rica em frutas, legumes, verduras e pouca carne, há evidências que sugerem que esse tipo de dieta onívora é pelo menos tão saudável quanto uma dieta vegana", ele prossegue. Ainda há muito para se pesquisar antes de termos certeza se o veganismo pode ser mais saudável do que qualquer outra dieta — especialmente quando se trata de efeitos à saúde a longo prazo. Enquanto isso, os especialistas aconselham que a melhor dieta vegana é aquela que inclui muitas frutas e vegetais, suplementos de vitamina B12 e menos frituras e alimentos processados. Veja Mais

Biodança, um movimento pela vida

Glogo - Ciência Enfermeira utiliza prática com idosos e crianças Biodança ajuda idosos a trabalhar os movimentos Sorriso largo e acolhedor, Neiva Mendes explica como a biodança entrou em sua vida. Formada em enfermaria pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), ela não se conformava com a dureza da rotina hospitalar. “Sou rebelde, não conseguiria trabalhar num hospital seguindo as regras estabelecidas. No internato do último ano do curso, antes de sair, eu passava pelos leitos com uma jarra de água para os pacientes. Naqueles momentos dessa pequena troca, eles me contavam de dores que não tinham relatado, de pesares como a tristeza por causa de um filho que não aparecia para as visitas”, relembra. Neiva Mendes, enfermeira e professora de biodança Mariza Tavares Essa angústia sobre como trazer aconchego e empatia para o trabalho de enfermagem a levou a fazer três pós-graduações, em fitoterapia; geriatria e gerontologia; e educação biocêntrica. A formação em biodança, curso com duração de três anos, foi uma consequência natural para quem buscava um leque de opções mais abrangente para cuidar das pessoas. “A visão biocêntrica põe a vida no centro, e não o homem. Portanto, tudo o que é vivo tem o mesmo valor e deve ser respeitado e preservado”, comenta. Esses são os ensinamentos do psicólogo e antropólogo chileno Rolando Toro, que criou a técnica na década de 1970. Neiva trabalha com crianças e idosos e não se cansa de testemunhar os benefícios da prática: “ela traz homeostase, equilíbrio. Utilizamos música, canto e movimento, o contato com os outros e consigo mesmo”. A sessão sempre começa com os participantes sentados num círculo, falando sobre o encontro anterior: o que cada um sentiu, como foi tocado pela experiência. Ali já se estabelece uma conexão. “Acende uma centelha, porque o ambiente fica enriquecido de afeto. Em vez de buscar o racional, a biodança faz com que primeiro a pessoa sinta, para depois modificar o cognitivo. Isso é muito importante para os idosos, que trazem um repertório próprio e conceitos arraigados. No entanto, ao experimentar novas sensações, conseguem expandir sua vivência”, afirma. A professora apresenta a forma ideal de execução dos movimentos, mas cada um realiza a prática dentro de suas possibilidades. O objetivo é resgatar a base motora, a sincronização rítmica e a mobilidade, mas, principalmente, estimular vitalidade e afetividade, ou seja, os laços com a vida. “Também convido o cuidador e o familiar a participarem desse grande círculo de afeto”, diz Neiva. Em sua trajetória, a relação com a avó, que viveu até os 96 anos, foi determinante para suas escolhas. Neiva ainda cuidou da babá da mãe até os 86 anos e conversa todos os dias por telefone com a tia Mira, professora aposentada de 83 anos que mora em Salvador. Seu maior desejo? “Que a biodança faça parte da grade curricular de todos os profissionais de saúde”, responde de pronto. Convite: no dia 7 de março, às 9h, haverá uma aula aberta e gratuita de biodança no Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Neiva convida todos que estejam por perto e queiram participar. Veja Mais

'Ainda não consegui assentar as ideias', diz estudante após deixar quarentena em Goiás

Glogo - Ciência Vitor Siqueira diz que ainda não conseguiu 'assentar as ideias', visa concluir o mestrado e diz que período de 14 dias na Base Aérea de Anápolis foi 'extremamente significativo'. Estudante se diz confuso após quarentena, mas ressalta convívio e lembranças do isolamento Passados os 14 dias de quarentena, o estudante Vitor Siqueira, de 28 anos, ainda não teve tempo para "assentar as ideias". Se dizendo muito confuso com o período em que ficou isolado, ele ainda quer colocar tudo em ordem. Único do grupo de 58 que não embarcou ainda para sua cidade - Belo Horizonte - ele relembrou o tempo na Base Aérea de Anápolis, afirmou que lá dentro tudo foi muito intenso e que vai guardar boas lembranças do convívio que teve. "Agora é total confusão. Foi uma coisa muito rápida, que ficamos sabendo há muito pouco tempo e eu não tive tempo ainda para processar tudo. Dentro da quarentena realmente foi um turbilhão de sentimentos, muita coisa veio e muita coisa ficou. Agora estou realmente meio assim, o que está acontecendo, onde que eu estou? E é mais ou menos esse sentimento de confusão porque eu ainda não consegui assentar as ideias", afirma. Assim que deixou a base, na manhã deste domingo (23), Vitor reencontrou o pai, José Neves Siqueira Júnior, que se hospedou em um hotel de Anápolis à espera do filho. No mesmo local, ele concedeu a entrevista. Eles seguiram depois para Goiânia de carro para encontrar amigos e posteriormente devem voltar para casa. Estudante VItor Siqueira se diz confuso após quarentena, mas ressalta convívio e lembranças do isolamento: 'Turbilhão de emoções' Goiás Vitor Santana/G1 Vitor considera o período que ficou em isolamento como um "retiro espiritual". Cada minuto vivido ali ficará guardado em sua memória como algo marcante para sua vida. "Acho que todo o processo, cada coisa. As pessoas, os lugares, as imagens, qualquer coisa acho que ficou gravada de uma maneira muito profunda, extremamente profunda. Imagino que não vai ser uma [lembrança]. Vai ser tudo que vou levar. Porque cada coisa foi extremamente significativa para mim", destaca. Vitor fazia mestrado em ensino de línguas em Wuhan - epicentro do coronavírus. Ele estava no último semestre e pretende defender sua dissertação tão logo seja possível. "Os planos para o futuro, basicamente, é continuar com o que eu estava fazendo. A questão é: qualquer coisa que acontece na vida a gente não pode parar. Vamos seguir e pelo menos terminar o mestrado, seguir com um emprego", estima. Com o pai, Vitor seguirá para Goiânia e depois para Belo Horizonte Vitor Santana/G1 'Guerra psicológica' Para ele, o maior desafio foi a “guerra psicológica”. Porém, conta que vai guardar boas lembranças desse momento, que ele considerou praticamente como um retiro espiritual. “Foi uma guerra mais psicológica comigo mesmo, porque, quando você está isolado, não pode fugir de si mesmo, então tive emoções bem difíceis, mas que consegui trabalhar”, disse. Durante o período de quarentena, disse que o convívio com todos foi fácil, pois muitos já se conheciam da universidade. “Mesmo entre os que não se conheciam, eram pessoas maravilhosas e são contatos que imagino que vou levar para o resto da vida. A gente sempre tinha um apoio e um suporte mútuo”, completou. Antes de voltar ao Brasil, ele conta ficou com medo de não conseguir embarcar. “Tinha um senhor da Argélia que estava com muita roupa de frio e o termômetro marcou que ele estava com febre, mas não estava e todo mundo estava com roupa de inverno, então eu fiquei com medo de não embarcar. Mas, todo mundo embarcou e deu tudo certo no voo”, contou. Grupo deixa a quarentena na Base Aérea de Anápolis após 14 dias Vitor Santana/G1 Antes dessa viagem de volta ao Brasil, Vitor pretendia fazer um retiro na Índia e praticar yoga. Porém, com o surto do coronavírus, não conseguiu sair da China antes. “Com tudo que aconteceu, acabei fazendo lá [na quarentena] esse retiro, conheci uma professora de yoga, então foi muito legal. O pai do estudante conta que se apegou à fé para esperar a liberação do filho. Ao reencontrar Vitor. A emoção foi muito intensa. “Eu estava quase saltando na frente [durante a cerimônia de encerramento na Base Aérea], quebrando todos os protocolos, mas estava morrendo de saudade dele. Mas agora é uma sensação de alívio e agradecimento à vida”, disse. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. Veja Mais

Irã se torna o país com mais mortes por coronavírus depois da China

Glogo - Ciência São 8 mortes e 43 casos confirmados. Líder supremo iraniano, Ali Khamenei, acusou a imprensa estrangeira de usar a epidemia como "pretexto" para prejudicar as eleições legislativas. Mulher usa máscara de proteção contra o coronavírus durante votação para o parlamento iraniano neste domingo (23) Nazanin Tabatabaee/WANA via Reuters O Irã se tornou neste domingo (23) o país com o maior número de mortes provocadas pelo novo coronavírus fora da China, com 8 mortes e 43 casos confirmados. A doença já matou 2.445 pessoas na China. Fora do território chinês, são 22 mortes no total. O Irã foi o primeiro país do Oriente Médio a registrar mortes provocadas pelo novo coronavírus. As duas primeiras vítimas fatais eram idosos, segundo as autoridades. A nacionalidade dos outros mortos ou infectados não foi divulgada, o que dá a entender que também são iranianos. Como "medida de prevenção", o governo anunciou o fechamento de escolas e universidades, cinemas, teatros e outros centros culturais em 14 das 31 províncias do país, incluindo Teerã. Os eventos culturais e artísticos foram proibidos por uma semana nas regiões afetadas. O ministro da Saúde, Said Namaki, anunciou que o tratamento da doença será gratuito. Ao menos um hospital de cada cidade se dedicará exclusivamente a atender, examinar e tratar os casos de coronavírus". Na capital Teerã, cidade com mais de 8 milhões de habitantes, onde foram registrados quatro dos 15 novos casos anunciados neste domingo, a prefeitura ordenou o fechamento das fontes de água e dos postos de vendas de doces no metrô. Gholamreza Mohammadi, porta-voz da prefeitura, afirmou que os trens do metrô e os ônibus estão sendo desinfetados. "Se o número de pessoas infectadas aumentar em Teerã, toda a cidade será colocada em quarentena", declarou Mohsen Hashemi, presidente do Conselho Municipal da capital. Epidemia afeta eleições legislativas Os primeiros casos no Irã e as duas primeiras mortes, que aconteceram na cidade sagrada xiita de Qom, foram anunciados na quarta-feira, dois dias antes das eleições legislativas. O ministro do Interior, Abdolreza Rahmani Fazli, informou que o índice de participação na votação de domingo foi de 42,57%, a menor taxa registrada em eleições legislativas desde a proclamação da República Islâmica, em 1979. Nas 10 legislativas anteriores, a participação sempre superou 50%. Fronteiras fechadas O Afeganistão suspendeu a partir deste domingo (23) as viagens aéreas e terrestres para o Irã, onde vivem milhões de refugiados afegãos, à medida que os temores por toda a região crescem com o avanço da propagação do coronavírus. O Paquistão anunciou o fechamento da fronteira com o Irã como forma de prevenção, assim como a Turquia. Líder ataca a imprensa estrangeira O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, acusou a imprensa estrangeira de usar a epidemia como "pretexto" para prejudicar as eleições legislativas. "A propaganda começou há alguns meses e se intensificou à medida que as eleições se aproximavam e nos últimos dois dias, sob o pretexto de uma doença e um vírus", afirmou neste domingo o guia supremo, Ali Khamenei, durante sua aula semanal aos estudantes de Teologia em Teerã. De acordo com seu site oficial, o aiatolá Khamenei denunciou a "grande nuvem (de desinformação) criada pela imprensa estrangeira, que não perdeu a oportunidade para dissuadir a população de votar". "Apesar da propaganda, o guia da Revolução Islâmica aplaudiu a grande participação da população nas eleições", afirma o site. Veja Mais

Turquia fecha fronteira com o Irã e suspende voos devido a coronavírus

Glogo - Ciência Todas as rodovias e ferrovias estarão fechadas a partir das 17h do horário local (11h no Brasil) deste domingo. Família iraniana usa máscaras de proteção em Teerã WANA/Nazanin Tabatabaee A Turquia fechará sua fronteira com o Irã como medida de precaução para impedir a possível propagação do coronavírus depois que o país vizinho notificar 43 casos da doença, disse no domingo o ministro da Saúde da Turquia, Fahrettin Koca. Veja a situação do novo coronavírus na China e no mundo Todas as rodovias e ferrovias estarão fechadas a partir das 17h do horário local (11h no Brasil) deste domingo e voos do Irã suspensos, disse ele a repórteres. Oito pessoas morreram no Irã, o número mais alto de mortes por novos coronavírus fora da China. Veja Mais

Reino Unido confirma mais 4 casos do novo coronavírus

Glogo - Ciência Pacientes contaminados estavam no cruzeiro "Princess Diamond", que é principal foco da doença no Japão. Quatro passageiros testaram positivo para coronavírus no Reino Unido neste domingo (23), depois de terem sido evacuados do navio de cruzeiro Princess Diamond no Japão, disse o chefe do departamento de Saúde, Chris Whitty, em comunicado no Twitter. "Quatro outros pacientes na Inglaterra deram positivo para Covid-19, elevando o número total de casos no Reino Unido para 13", disse. Initial plugin text "O vírus foi transmitido no navio de cruzeiro Diamond Princess e os pacientes estão sendo transferidos de Arrowe Park para centros especializados em infecção do NHS (Serviço Nacional de Saúde)". O governo britânico resgatou no sábado (22) 32 passageiros do navio de cruzeiro Princess Diamond do Japão. Os quatro, juntamente com o resto do grupo repatriado, foram transferidos para o hospital Arrowe Park (noroeste da Inglaterra) para iniciar os 14 dias de quarentena. Quarentena polêmica no Japão Após o fim de uma quarentena de duas semanas no navio, em 19 de fevereiro, os passageiros que apresentaram resultado negativo para o vírus puderam desembarcaram. Porém, algumas destas pessoas testaram positivo para a doença dias depois. Essa atitude gerou críticas ao governo japonês. O ministro de Saúde do Japão, Park Neung-hoo, disse neste domingo que serão feitas ligações diárias para as centenas de pessoas que desembarcaram da Princess Diamond para acompanhar de perto suas condições de saúde. Veja Mais

Coreia do Sul ativa nível mais elevado de alerta por causa do novo coronavírus

Glogo - Ciência Passa de 600 o número de casos de infecção pelo Covid-19 no país. Policias usam máscaras de proteção em Seul, capital da Coreia do Sul, neste sábado AP Photo/Lee Jin-man A Coreia do Sul vai aplicar o nível mais elevado de alerta devido ao novo coronavírus, anunciou neste domingo (23) o presidente Moon Jae-in, após um repentino aumento do número de contágios. A epidemia de Covid-19 está em um "ponto de inflexão grave", declarou Moon após uma reunião do governo sobre o tema. O presidente afirmou que segue as recomendações dos especialistas, depois que o país registrou quatro mortes pela pneumonia viral e 602 casos de contágio. O número de infectados disparou nos últimos dias, sobretudo na cidade de Daegu, sudeste do país, onde centenas de fiéis de uma seita cristã foram diagnosticados com a doença. A Coreia do Sul virou o segundo país com o maior número de pacientes em seu território, atrás da China, berço da epidemia, e sem levar em consideração o cruzeiro "Princess Diamond", atracado em quarentena na costa do Japão. O presidente sul-coreano Moon pediu às autoridades a adoção de "medidas de uma magnitude sem precedentes", após a informação de que centenas de membros de uma seita cristã foram infectados no sul do país. Mais de 9.000 pessoas estão em quarentena ou foram obrigadas a permanecer em suas casas. A Coreia do Norte, um dos primeiros países a fechar a fronteira com a China, está a salvo do vírus no momento, mas seu sistema de saúde não estaria preparado para a epidemia, de acordo com especialista. Veja Mais

Itália decreta "toque de recolher" em regiões onde há casos do novo coronavírus

Glogo - Ciência Medidas afetam 11 cidades do país e uma população em torno de 50 mil pessoas. Já são mais de 100 casos confirmados de Covid-19. Pessoas usam máscaras de proteção para evitar o contágio pelo novo coronavírus em Codogno, na Itália AP Photo/Luca Bruno O governo da Itália publicou na noite deste sábado (22) um decreto com medidas para conter o avanço do novo coronavírus no país. Segundo a agência de notícias Reuters, já são mais de 100 casos confirmados da doença. A legislação de emergência restringe a circulação de pessoas nas cidades afetadas pela doença, proíbe a entrada e saída de pessoas dessas regiões e paralisa atividades comerciais e estudantis. De acordo com a imprensa local, 11 cidades são afetadas pelo decreto, com uma população que envolve mais de 52 mil pessoas (leia mais abaixo). O governo italiano listou as seguintes medidas para as áreas com focos da doença: os cidadãos que estiverem em áreas ou municípios com caso confirmado de Covid-19 não poderão deixar o local; está proibida a entrada de pessoas de fora em áreas ou municípios com caso confirmado da doença; suspensão de atividades e eventos públicos de qualquer natureza, mesmo em locais fechados ou públicos; suspensão de aulas em todos os níveis escolares e de ensino superior, exceto para ensino à distância; suspensão de abertura de museus públicos e outros institutos culturais; suspensão de todas as viagens educacionais, nacionais e internacionais; cidadão que entrar na Itália será obrigado a avisar o governo que esteve em alguma área de risco de contaminação; encerramento de todas as atividades comerciais, exceto as de utilidade pública e serviços públicos essenciais; acesso a serviços e empresas públicas essenciais está condicionado ao uso de equipamentos de proteção individual (como máscaras); limitação no acesso ou suspensão de serviços para o transporte de mercadorias; suspensão de atividades de trabalho para empresas, exceto para as que prestam serviços essenciais e de utilidade pública; "Já atribuímos à polícia um mandato para fornecer e, se necessário, haverá as forças armadas, mas estaremos muito confiantes sobre o colaboração cidadã. Tenho certeza", disse o primeiro-ministro Giuseppe Conte à imprensa local. Segundo o jornal “Corriere Della Sera”, até o momento, 11 municípios são afetados pelo decreto do governo. A Lombardia, no norte do país, é a área mais afetada, com 10 delas, a outra fica em Veneto. Milão, que é a cidade mais famosa da Lombardina, não faz parte das áreas de risco neste momento, mas adotou algumas medidas, como a suspensão de aulas. Semana de moda e futebol são afetados O surto de Covid-19 afetou também a Semana de Moda de Milão, uma das mais famosas do mundo. O desfile da nova coleção da grife Armani ocorreu a portas fechadas, apenas com transmissão via internet. Segundo os organizadores ouvidos pela agência de notícias Associeted Press, mesmo com a preocupação, o evento seguirá conforme planejado. A Câmara Nacional de Moda da Itália disse em comunicado que não há indicações de autoridades de saúde de que mudanças sejam necessárias. Porém, a associação afirmou cabe às marcas decidirem individualmente se vão seguir adiante ou não. A Dolce & Gabbana, que não faz parte da câmara de moda, estava programada para continuar como planejado, de acordo com a assessoria de imprensa. Como efeito do novo coronavírus no país, a federação de futebol da Itália suspendeu 3 jogos do campeonato nacional por estarem nas regiões que tiveram casos confirmados pela doença. Imigrantes em quarentena Um navio de resgate de imigrantes com 272 pessoas chegou ao país neste fim de semana. Como medida de precaução, o governo da Itália decidiu colocar todos em quarentena. De acordo com o jornal "La Repubblica", são 208 adultos e 64 crianças, que estavam a bordo do navio Ocean King. A prefeitura de Ragusa, que cuida do porto de Pozzallo, está organizando a recepção de acordo com as orientações do governo. Os imigrantes serão mantidos em quarentena no ponto de acesso, enquanto a tripulação permanecerá isolada a bordo "pelo tempo que for necessário". Veja Mais

Últimos dias

Três jogos do campeonato italiano são adiados por causa do coronavírus

Glogo - Ciência País tem 79 infectadas e já registrou duas mortes por causa da doença. Governo italiano aprovou um decreto-lei especial para proibir a entrada e saída em áreas consideradas o foco da epidemia. Mulher é conduzida a ambulância em Casalpusterlengo, no norte da Itália, região afetada pelo coronavírus, no sábado (22) Reuters/Flavio Lo Scalzo As autoridades esportivas da Itália decidiram adiar três jogos programados para domingo (23) pelo campeonato de futebol da primeira divisão, após a descoberta de dois focos de contágio do novo coronavírus no norte do país. Por essa decisão, as partidas entre Inter e Sampdoria, Atalanta e Bergamo e Verona e Cagliari serão disputadas numa data posterior ainda não definida. Essa é apenas uma das medidas adotadas pelas autoridades italianas, depois que foi descoberto que 79 pessoas foram infectadas no país e duas morreram entre sexta e sábado por causa do novo coronavírus. Neste sábado, o governo italiano aprovou um decreto-lei especial para proibir a entrada e saída em áreas consideradas o foco da epidemia. "Em áreas consideradas com focos, nem a entrada nem a saída serão autorizadas, com exceções particulares", disse o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. Casos de coronavírus pelo mundo, incluindo Líbano e Israel, até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 Além disso, Conte anunciou o fechamento de empresas e escolas e o cancelamento de eventos públicos. A área principal fica em torno de Codogno, a 60 km de Milão. Entre o total de infectados no país estão dois turistas chineses que contraíram o vírus há várias semanas fora da Itália e um jovem que deixou o hospital em Roma no sábado. A maioria dos outros casos foi detectada na Lombardia (54 casos), na região de Codogno, e em Veneza (17 casos). Classificação de gravidade da epidemia de coronavírus na China Carolina Dantas/G1 Initial plugin text Veja Mais

A surpreendente imagem de milhares de aves migrando captada por radar meteorológico

Glogo - Ciência De acordo com meteorologistas, o grupo ocupou um raio de pelo menos 145 km no céu. Radar na Flórida detectou pássaros (em verde e amarelo) voando a 3 mil pés NOAA/BBC Uma enorme revoada de pássaros migrando não é nada incomum — bandos podem voar milhares de quilômetros sem serem detectados. Mas, em um evento raro na segunda-feira (17/02), o radar do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos registrou a movimentação de pássaros migrando da América do Sul sobre a Flórida. As condições atmosféricas favoreceram para que os sistemas detectassem os pássaros, que levaram horas para sobrevoar a estação de Key West. 'Eles mataram minha husky e disseram que mulheres não podiam ter cachorros' A tartaruga pré-histórica do tamanho de um carro que viveu na Amazônia O grupo ocupou um raio de pelo menos 145 km, segundo meteorologistas. Em 2017, um enxame de borboletas migratórias do tipo Vanessa foi detectado por um radar sobre o Colorado, mas a detecção desses fenômenos por radares é algo raro. Um GIF produzido pelo Serviço Meteorológico mostra as aves migratórias em verde e amarelo e a chuva representada em azul. Mais de 100 espécies Todos os anos, milhões de pássaros fazem viagens árduas de milhares de quilômetros para migrar de acordo com as estações do ano para procriar e procurar comida. Initial plugin text Nas Américas, os pássaros voam para o norte da América do Sul e do Caribe para os EUA, começando nos primeiros meses do ano. Uma animação produzida pela Universidade de Cornwell mostra 118 espécies migratórias nas Américas. Algumas começam suas viagens rumo ao norte em fevereiro, mas o maior movimento ocorre entre março e abril. Um dos pássaros que sobrevoam a Flórida depois de passar o inverno no Caribe e na América Central é a pequena parula do norte, com uma envergadura de apenas 16 a 18 centímetros. O pilrito-peitoral também sobrevoa a Flórida, fazendo uma viagem de ida e volta de quase 30 mil quilômetros. Ele faz ninho no Alasca e no norte do Canadá, antes de voar para passar o inverno na América do Sul. O pilrito-peitoral é um dos pássaros que sobrevoam a Flórida durante a migração Gett Imaes/BBC As razões exatas de como e por que os pássaros optam por migrar em um determinado momento não são totalmente compreendidas. "Alguns pássaros podem estar passeando no México ou em Cuba, esperando os ventos de cauda pegá-los", disse Gina Kent, cientista de conservação do Instituto de Pesquisa e Conservação de Aves ao jornal Tampa Bay. "O vento permite que mais pássaros, com muitos que poderiam não estar prontos (para encarar a viagem) conseguindo aproveitar o impulso." O grupo que passou por Key West saiu de Cuba no dia anterior e chegou à Flórida pouco antes do nascer do sol na segunda-feira, disse Kate Lenninger, do Serviço Meteorológico. Mas só foi possível registrar a presença dos pássaros graças às condições climáticas específicas na Flórida. "Havia uma espécie de camada estável de ar acima de nós que estava desviando o raio do radar para mais perto da superfície", acrescentou Lenninger. "Então, conseguimos registrar mais objetos em baixas altitudes." Sabe-se que 118 espécies de aves fazem a migração norte-sul nas Américas Getty Images/BBC Os radares meteorológicos usam pulsos eletromagnéticos para medir a localização e a intensidade das chuvas. O radar mede o tempo necessário para que esses pulsos retornem de um objeto. Esse tempo, então, é usado para calcular a localização do fenômeno detectado, explicou o Serviço Meteorológico do Reino Unido. "Há muitos anos sabemos que outros objetos (além da chuva) também podem gerar um retorno, como bandos de pássaros." As populações de aves nos EUA e no Canadá estão em risco, com o número diminuindo em três bilhões, ou 29%, nos últimos 50 anos, segundo dois estudos. As mudanças climáticas também podem colocar em risco as aves migratórias. As águias douradas podem não conseguir mudar o período de sua migração anual para coincidir com a chegada da mudança da primavera. No Reino Unido, mudanças no tempo das migrações também podem levar a diferenças entre quando os filhotes precisam ser alimentados e a disponibilidade de alimentos. Veja Mais

Itália registra segunda morte causada pelo novo coronavírus

Glogo - Ciência Uma mulher de 75 anos moradora da região da Lombardia morreu após complicações causadas pelo Covid-19. A Itália registrou neste sábado (22) a segunda morte causada pelo Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com a agência italiana de notícias Ansa, uma mulher de 75 anos residente na região da Lombardia foi a vítima. Ela foi hospitalizada em Codogno, no norte do país, e o teste do coronavírus foi realizado após a morte. Na sexta-feira (21), o país havia registrado a morte de um paciente de 78 anos, em Pádua, também na região norte do país. Com o caso deste sábado, já são três mortes causadas pelo Covid-19 na Europa. Ainda neste sábado, chegou a Roma o avião das Forças Aéreas que trouxe 19 italianos que estavam a bordo do cruzeiro Diamond Princess, em quarentena. O grupo foi encaminhado para uma unidade do exército, onde completarão o período de isolamento. São 31 casos confirmados no país. Dos infectados até o momento, 26 estão na Lombardia e dois em Veneto, ambas regiões do norte da Itália. Além disso, há três pessoas internadas em um hospital de Roma, já diagnosticadas com a doença que é originária da cidade de Wuhan, na China. Segundo a EFE, a região norte da Itália amanheceu neste com ruas vazias, atividades comerciais suspensas e tendo todos os órgãos públicos que abrem aos sábados fechados. Mortes e casos pelo mundo De acordo com o mais recente balanço da OMS, a epidemia na China já deixou mais de 76,3 mil pessoas infectadas e causou mais de 2,3 mil mortes. No mundo, já são 11 mortes e 1,2 mil casos confirmados. Casos de coronavírus pelo mundo até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 Veja Mais

Após aumento nos casos de novo coronavírus, Itália fecha espaços públicos do norte do país

Glogo - Ciência Ao menos 17 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19, segundo autoridades de saúde. Cordogno, no norte da Itália, ficou esvaziada nesta sexta-feira (21) após aumento no número de casos do novo coronavírus Luca Bruno/AP Photo Autoridades do norte da Itália emitiram ordens nesta sexta-feira (21) para o fechamento de locais públicos — entre eles escolas, bares, escritórios e centros esportivos — como forma de deter a propagação do novo coronavírus. A decisão foi tomada pelo ministro da Saúde, Roberto Speranza, e as autoridades da Região da Lombardia durante uma reunião de crise com as autoridades locais após detectar 14 casos de contágio dentro da Itália, entre eles em cinco médicos. O país tem 17 casos confirmados no total. Todos os eventos esportivos foram suspensos, enquanto os habitantes foram alertados a não saírem de suas casas durante ao menos os próximos cinco dias. A medida de precaução afeta cerca de 50 mil habitantes dessa região. Primeiro caso na Itália Equipe de hospital leva novas cama para unidade em Codogno, onde pacientes foram diagnosticados com o novo coronavírus nesta sexta-feira (21) Luca Bruno/AP Photo O primeiro caso registrado foi em Codogno e se trata de um italiano de 38 anos, que se encontra internado tratamento intensivo por se tratar de um caso grave. O paciente foi infectado por outro italiano, que esteve na China há várias semanas. A esposa do paciente em estado grave e um colega de uma prática esportiva estão entre os casos confirmados. Os 60 funcionários da sede da multinacional Unilever em Casalpusterlengo, na mesma região, também foram submetidos a análises. A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu à comunidade internacional para "combater fortemente" esse vírus, que já contagiou mais de 75 mil pessoas na China e 1.100 em outras partes do mundo. VEJA TAMBÉM: OMS alerta contra 'teorias da conspiração' Casos de coronavírus pelo mundo, incluindo Líbano e Israel, até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 Veja Mais

Grupo na Base Aérea de Anápolis pode sair da quarentena antes do prazo previsto, diz Ministério da Saúde

Glogo - Ciência Segundo o órgão, será colhida nesta sexta-feira uma nova amostra dos isolados na Base Aérea de Anápolis. Caso resultado seja negativo, o Ministério da Defesa poderá organizar a saída do grupo a partir de sábado (22). Novo exame será feito nesta sexta-feira na Base Aérea de Anápolis Goiás Reprodução/Instagram O ministro interino da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informou nesta sexta-feira (21) que o grupo em quarentena na Base Aérea de Anápolis pode ser liberado antes do prazo previsto pelo órgão, que seria dia 27 de fevereiro, ao completar 18 dias em isolamento. O último exame será feito ainda nesta sexta-feira, às 17h, e caso o resultado seja negativo para a presença do coronavírus, o Ministério da Defesa pode organizar a saída da unidade militar nos próximos dias. O resultado do exame deve ficar pronto entre 24h e 72h, de acordo com o ministro interino, se o laboratório precisar fazer novas testes no material coletado. João Gabbardo diz ainda que os integrantes do grupo serão levados para a residência no Brasil por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ou em voos comerciais, mas que a decisão ficará a cargo da Defesa. Os exames realizados desde a chegada de Wuhan, província chinesa onde começou o surto de coronavírus, têm sido negativos para a presença do vírus, por isso a última coleta no grupo, que tem 58 pessoas, acontecerá nesta sexta-feira. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na sede do órgão em Brasília. O órgão, em conjunto com o Ministério da Defesa e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estipulou anteriormente que o grupo ficaria em quarentena até o dia 27 de fevereiro. Mas que a partir de agora a Saúde passa a usar o padrão internacional de quarentena, que prevê 14 dias em isolamento, estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aplicado em países como os Estados Unidos e o Canadá. "A saída de Anápolis deverá feita pela Defesa, a partir dos próximos dias. Se o resultado der negativo, eles podem dar andamento ao processo de concluir o trabalho de levar as pessoas a sua residência. Não sabemos se sairão todos juntos ou em equipes, isso ficará com a Defesa", explicou o ministro interino. Exames Os brasileiros repatriados e equipe que foi buscá-los em Wuhan terão secreções colhidas por equipe da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que serão testadas, no Lacen de Goiás, para saber se há ou não infecção pelo coronavírus. O grupo passou por outras duas avaliações no Brasil e o resultado foi negativo nas duas vezes. Segundo o Ministério da Saúde, a coleta do material deve ser feita após o 14º dia de isolamento. Contando a partir do dia que embarcaram na China, esta sexta-feira (21) é considerado este o limite. Isolamento Lacen divulga resultado de teste para coronavírus, em Goiás Secretaria Estadual de Sáude/Divulgação Initial plugin text Veja Mais

Decreto oficializa tombamento de sítio paleontológico em Presidente Prudente e área deve ser isolada em março

Glogo - Ciência Local, no Parque dos Girassóis, colocou a cidade nos holofotes da ciência após descobertas de raros fósseis. Documento foi publicado nesta sexta-feira (21). Nava (à esquerda) junto a paleontólogos da Argentina e dos EUA escavando fósseis de aves da Era dos Dinossauros Willian Roberto Nava/Arquivo Pessoal O decreto de tombamento, em caráter definitivo, de áreas municipais com vestígios paleontológicos entre o Parque dos Girassóis e o Jardim São João, em Presidente Prudente (SP), foi publicado nesta sexta-feira (21) no Diário Oficial do Município, nove meses após o anúncio do procedimento. Ao G1, a Prefeitura adiantou que a área deve ser isolada em março. Do local já foram extraídas raridades, como ossos de aves que viveram no período Cretáceo, a chamada “Era dos Dinossauros”. A decisão considera que “compete ao município a necessidade de ações para proteção dos sítios arqueológicos e paleontológicos, não apenas com fundamento nas leis ambientais, mas também na legislação de patrimônio cultural brasileiro”. Pondera ainda que “áreas municipais com valores culturais de importância científica (dotadas de elementos geológicos, arqueológicos e paleontológicos) podem ser propostas para receber uma nova forma de reconhecimento de seu valor como ‘paisagem cultural'”. Outros pontos considerados são a manifestação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Comudephaat) pelo tombamento do local e que “a preservação de locais de valor histórico é intrínseco do Poder Público” constam em termos das constituições Federal e Estadual, bem como da Lei Orgânica do Município. “Ficam tombadas em caráter definitivo as áreas situadas entre os bairros Parque dos Girassóis e São João, entre as ruas João Pedro Pereira com a Salvador Francisco dos Santos, confrontando com a antiga Estrada Boiadeira com a Avenida Odinir Marangoni”, destaca o documento em seu artigo 1º. Ainda de acordo com a medida, “as despesas decorrentes da execução do decreto correrão por conta de verba própria, consignada em orçamento”. Alguns fósseis de aves associados Willian Roberto Nava/Arquivo Pessoal Descobertas significativas A importância científica da área foi descoberta há pouco mais de 15 anos pelo paleontólogo Willian Roberto Nava, do Museu de Paleontologia de Marília (SP). Diante da notícia do decreto, ele lembrou ao G1 que a proteção do sítio paleontológico "William's Quarry", como foi denominado pela equipe do Museu de Los Angeles, nos Estados Unidos, é uma reivindicação antiga da equipe de paleontólogos que atua no local em busca de fósseis de aves da época dos dinossauros. A possibilidade de alguma proteção física na área das escavações, com vistas a impedir que seja despejado lixo no local, é levantada desde 2017. “Diante de nossas argumentações, sobre a relevância desse sítio que abriga fósseis tão raros, ficou estabelecido que o local seria cercado, ou algo assim, para garantir a continuidade das pesquisas científicas agora e para o futuro, pois acreditamos que muitas outras descobertas significativas estão para ocorrer, contribuindo para o desenvolvimento da paleontologia nacional e mesmo internacional”, destacou ao G1 o paleontólogo. O sítio "William's Quarry" abriga milhares de fósseis de pequenas aves muito semelhantes às encontradas na China, conforme recordou Nava ao G1, e abre um campo de estudos “muito amplo”, como o entendimento de como esses pássaros primitivos se relacionavam num ambiente que também abrigava crocodilos, peixes e dinossauros. “Se busca saber que nichos ecológicos elas ocupavam, de que se alimentavam (encontramos crânios apresentando dentes) e como era o ambiente na época”, comentou ao G1 o pesquisador. “Estudando as rochas e os fósseis, dá pra imaginar esse cenário de milhões de anos atrás. Uma descoberta de nível mundial, que coloca Presidente Prudente e Marília mais uma vez em evidência no panorama paleontológico”, salientou. Nava destacou ao G1 que o sentimento, particularmente para ele, que vai à área com frequência, “é de ver garantido que o local permaneça em situação favorável à continuidade das escavações, ou seja, como está, sem a preocupação de que no futuro vão construir algo sobre as rochas do sítio, o que tornaria inviável a sequência das pesquisas e a ciência perderia o único local do Brasil com esse tipo de fóssil”. “Seria uma grande perda para a sociedade também, sem dúvida”, disse. O "sítio das aves" de Presidente Prudente foi apresentado no ano passado em um evento internacional de paleontologia na França e nos Estados Unidos da América, segundo contou Nava. Neste ano, o espaço já foi apresentado na Austrália e Nava o mostrou num painel na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, em outro Congresso de Paleontologia. Paleontólogo William Nava escava em busca de fósseis de aves, em Presidente Prudente, em 2008 Willian Roberto Nava/Arquivo pessoal Próximos passos O prefeito de Presidente Prudente, Nelson Roberto Bugalho (PSDB), adiantou ao G1 nesta sexta-feira (21) que o material para o isolamento da área já foi adquirido e sua instalação deve ser colocada na programação da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Sosp). A previsão é de que o serviço seja realizado em março. Conforme contou ao G1 o chefe do Poder Executivo, outras medidas também serão analisadas, como a elaboração, junto a pesquisadores, de placas informativas sobre o local, o que abriga e a sua importância. Outra possibilidade futura é a instalação de câmeras para monitorar o espaço. Com o tombamento oficializado, o prefeito também comentou a importância de que os estudos dos fósseis sejam realizados na cidade de Presidente Prudente e de universidades do município se engajarem em pesquisas relacionadas ao sítio paleontológico. Pesquisadores realizam escavações em sítio paleontológico em Presidente Prudente Stephanie Fonseca/G1 Referência O terreno na zona sul de Presidente Prudente abriga fragmentos de história incrustados em suas rochas. Foram eles pequenos fósseis que por anos ficaram “escondidos” e que colocaram a cidade nos holofotes da ciência nacional e internacional. O espaço foi descoberto há pouco mais de 15 anos e começou a ser explorado. O paleontólogo Willian Roberto Nava contou ao G1 que estava na cidade para outras pesquisas e escavações, quando foi atraído pelas rochas que se afloravam no terreno. Raridades já foram extraídas, como os ossos de aves que viveram no período Cretáceo, a “Era dos Dinossauros” Em maio de 2019, pesquisadores realizaram escavações em sítio paleontológico em Presidente Prudente Stephanie Fonseca/G1 Novo dinossauro é descoberto no interior de São Paulo Pesquisadores encontram novos fósseis de aves, crocodilo e peixes em sítio paleontológico em Presidente Prudente Fósseis de 80 milhões de anos acendem preocupação com preservação de área de pesquisa em Presidente Prudente Descoberta de fósseis raros de aves da ‘Era dos Dinossauros’ em Presidente Prudente completa 15 anos Seis meses após anúncio, trâmite de tombamento de sítio paleontológico continua na Prefeitura de Presidente Prudente Por se tratar de um espaço com raros materiais, Nava e companheiros de trabalho da Argentina e dos Estados Unidos da América pediram a proteção do local à administração pública de Presidente Prudente. O pedido, segundo Nava, é solicitado desde maio de 2017. O Museu de Los Angeles considera o sítio paleontológico prudentino como o mais rico em quantidade e grau de preservação dos fósseis, comparável aos sítios de fósseis de aves da China, segundo lembrou Nava ao G1. Em maio de 2019, ocasião em que ocorreram novas escavações, o prefeito Nelson Roberto Bugalho esteve no local e novamente foi enfatizada a importância da preservação do sítio para a ciência brasileira, apesar de ser área pública e estar dentro do perímetro urbano. Na ocasião, também foi anunciado o pedido de tombamento da área ao Comudephaat. No mês seguinte, em 25 junho, a Secretaria Municipal de Comunicação informou ao G1 que o decreto com o texto de tombamento deveria ser publicado “nos próximos 60 dias”, o que não ocorreu, e que também seria realizado um Termo de Cooperação com instituições acadêmicas para a utilização da área como laboratório de pesquisas científicas. Em janeiro deste ano, a TV Fronteira flagrou mato alto, lixo e entulho acumulados na área. A situação desagrada a moradores do conjunto habitacional conhecido como "predinhos do São João". Após o contato da emissora com a Prefeitura de Presidente Prudente, uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semea) foi ao local recolher os materiais. Decreto foi publicado nesta sexta-feira (21) e oficializa o tombamento do sítio paleontológico Reprodução Decreto foi publicado nesta sexta-feira (21) e oficializa o tombamento do sítio paleontológico Reprodução Fósseis raros foram encontrados em rochas extraídas do terreno, em Presidente Prudente Stephanie Fonseca/G1 Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região. Veja Mais

Capacetes da 1ª Guerra protegem contra efeitos de explosão tão bem quanto os modernos, diz pesquisa

Glogo - Ciência E um modelo francês se saiu ainda melhor do que os fabricados hoje, segundo constataram cientistas da Universidade Duke, na Carolina do Norte. Gif mostra um capacete francês da Primeira Guerra Mundial sendo atingido por uma onda de impacto feita para imitar um ataque de artilharia alemã a poucos metros de distância. Joost Op 't Eynde, Duke University Capacetes fabricados na Primeira Guerra Mundial, no início do século 20, protegem a cabeça contra ondas de impacto tão bem quanto os mais modernos – e um modelo francês deu até mais proteção que os de hoje em dia, constataram cientistas da Universidade Duke, na Carolina do Norte. Os pesquisadores testaram 4 modelos de capacetes com ondas causadas por explosões próximas, três deles da época da Primeira Guerra: um fabricado pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos (modelo Brodie), outro pela França (Adrian) e outro pela Alemanha (Stahlhelm). O quarto é um modelo moderno, o Advanced Combat Helmet, também dos EUA. Os resultados das análises foram publicados no dia 13 na revista "Plos One". "Apesar de termos constatado que todos os capacetes davam uma quantidade substancial de proteção contra explosões, ficamos surpresos ao descobrir que os capacetes de 100 anos de idade se saíram tão bem quanto os modernos", disse Joost Op't Eynde, estudante de doutorado em engenharia biomédica em Duke em primeiro autor do estudo. "Na verdade, alguns capacetes históricos se saíram melhor em alguns aspectos", completou. Capacete francês da Primeira Guerra Mundial aparece embaixo de um tubo que testa o quão bem ele protege a cabeça de uma onda de impacto. Joost Op 't Eynde, Duke University Eles revezaram os quatro modelos na cabeça de um manequim, que tinha sido equipado com sensores em vários locais. Usaram, então, um tubo de choque para canalizar a onda causada por uma explosão. Os capacetes foram testados com ondas de força variável, cada uma correspondendo a um tipo diferente de projétil de artilharia alemã, explodindo a uma distância de 1 a 5 metros de distância. A quantidade de pressão experimentada no topo da cabeça foi então comparada a gráficos de risco de lesão cerebral criados em estudos anteriores. Apesar de todos os modelos terem proporcionado uma redução de 5 a 10 vezes no risco de hemorragia cerebral moderada, o risco para alguém usando o modelo francês, Adrian, fabricado por volta de 1915, foi menor que em qualquer outro testado - incluindo o moderno. "O resultado é intrigante, porque o capacete francês foi fabricado com materiais semelhantes aos dos alemães e britânicos e até tinha uma camada mais fina", disse Op't Eynde. "A principal diferença é que o capacete francês tinha uma crista. Embora tenha sido projetada para desviar estilhaços, esse recurso também pode ter desviado ondas de choque". O modelo francês, por outro lado, não mostrou a mesma vantagem em sensores de pressão aplicados em nenhum outro local da cabeça. Nas orelhas, por exemplo, o desempenho parecia ser determinado pela largura da aba do capacete e por quanto da cabeça ele realmente cobria. Pioneiro Op't Eynde acredita que o estudo seja o primeiro a avaliar as capacidades protetoras de capacetes históricos contra explosões. E isso, diz a universidade, é por um bom motivo: a ciência só começou a estudar os danos trazidos ao cérebro por ondas causadas por impactos recentemente. Esse tipo de onda é capaz de matar por estrago nos pulmões bem antes de causar até mesmo pequenos danos ao cérebro. (Mas, depois do surgimento das armaduras, os pulmões dos soldados estão bem mais protegidos). Caçadores de tesouros recuperam garrafas de licor e conhaque da Primeira Guerra Mundial no fundo do mar Já capacetes foram originalmente pensados para proteger a cabeça contra balas ou estilhaços. Apesar de outros estudos sugerirem que capacetes modernos dão algum grau de proteção contra ondas de choque, nenhum capacete em uso hoje foi desenvolvido especificamente para proteger contra explosões, diz a Duke. Os resultados da pesquisa indicam que os capacetes podem desempenhar um papel importante na prevenção de traumas na cabeça causados por explosões. A análise pode, ainda, ajudar a melhorar os futuros modelos pela escolha de materiais diferentes, aplicação deles em camadas ou mudanças na geometria. Segundo os pesquisadores, só essa descoberta já mostra a importância de continuar esse tipo de pesquisa para projetar capacetes que possam absorver melhor ondas de choque causadas por explosões próximas. "Com todos os materiais modernos e recursos de fabricação que possuímos hoje, deveríamos poder melhorias no design do capacete que protejam melhor contra ondas de explosão que os capacetes de hoje ou de 100 anos atrás", declarou Op 't Eynde. Veja Mais

Após exame negativo, RS não tem casos suspeitos de coronavírus

Glogo - Ciência Menina de dois anos, de Novo Hamburgo, apresentou sintomas após viagem na China, mas exame do laboratório referência para a doença no país deu negativo para coronavírus. O único caso de suspeita de Covid-19, o novo coronavírus, no Rio Grande do Sul foi descartado nesta quinta-feira (20), com a divulgação do resultado de um exame do laboratório referência para a doença, o Fiocruz, no Rio de Janeiro. A paciente era uma menina de 2 anos, que esteve em viagem à China, e apresentou sintomas compatíveis com a suspeita ao retornar a Novo Hamburgo, na Região Metropolitana. Ela foi posta em isolamento domiciliar. Initial plugin text A Secretaria da Saúde informa que continua em alerta e suspeitas de novos casos podem ser notificados pelo telefone 150 do Disque Vigilância do estado. No total, 10 casos suspeitos foram descartados no estado. No Brasil, um caso segue sob suspeição, em São Paulo, conforme o Ministério da Saúde. Initial plugin text Veja Mais

Heinz faz recall de milho por risco de presença de bactérias

Glogo - Ciência Possível contaminação pode causar náuseas, vômitos e infecção intestinal. A fabricante de produtos alimentícios Heinz Brasil anunciou o recall de 244 caixas do produto "milho verde tetra recart 200g", da marca Quero, por risco de presença de bactérias. Os produtos afetados foram produzidos no dia 8 de janeiro de 2020, entre as 6h30 e as 23h, e têm validade até 31 de julho de 2021. As embalagens fazem parte do lote L08 Val 07/2021. Imagem mostra onde encontrar as informações nos produtos afetados Reprodução/Heinz Brasil Segundo a empresa, há potencial risco de presença de bactérias que podem causar náuseas, vômitos e infecção intestinal, "sobretudo em pessoas com baixa imunidade". A bactéria foi identificada ainda na fábrica, diz a Heinz, e não houve queixa registrada até o momento por nenhum consumidor. "A Heinz Brasil recomenda que os produtos envolvidos nesta campanha não sejam consumidos", indica a companhia. Cerca de 50% do lote afetado já foi recolhido e está em posse da empresa (a Heinz havia informado inicialmente que 95% do lote já havia sido recolhido, mas corrigiu a informação). Os produtos afetados serão substituídos gratuitamente. Para isso, o consumidor deve entrar em contato com o SAC da empresa, pelo 0800 16 5858, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, ou pelo site da companhia. Veja Mais

Estudo liderado por brasileiros aponta relação entre perda de memória, excesso de peso e substância presente em comidas gordurosas

Glogo - Ciência O palmitato, um componente achado principalmente em comidas industrializadas, foi associado a um déficit cognitivo em pessoas acima do peso e causou perda de memória em camundongos, segundo estudo feito por cientistas da UFRJ e da Unicamp. Pesquisadores brasileiros identificaram substância em cérebro de pessoas acima do peso que está relacionada a problemas cognitivos Celso Tavares/G1 Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificaram que uma substância presente em comidas gordurosas e industrializadas, o palmitato, aparece em maior quantidade no cérebro de pessoas acima do peso, e, nelas, está relacionada a problemas de memória. Se essas pessoas também tiverem doenças como diabetes, hipertensão ou colesterol alto, o prejuízo ao cérebro pode ser ainda maior. O estudo, publicado na revista "Cell Reports" na terça-feira (18), também constatou que a mesma substância é capaz de causar a perda de memória em camundongos. Segundo Fernanda de Felice, da UFRJ, que coordena um dos grupos de pesquisadores, o estudo traz uma nova contribuição para entender como dietas pouco saudáveis podem contribuir para prejuízos cognitivos, incluindo a perda de memória. O palmitato está presente em alimentos como carnes, leite e derivados, além de produtos industrializados como bolos, biscoitos e chocolate. A substância, explica Felice, já era conhecida como "vilã" para os tecidos do corpo em pessoas que sofrem com a obesidade. "Não se sabia se ele também teria um efeito negativo no cérebro. Fomos testar justamente isso", diz. Teste em 49 voluntários Para realizar o estudo, cientistas da Unicamp reuniram 49 pessoas – com obesidade, sobrepeso e peso normal – que tinham em comum a queixa sobre problemas de memória, explica Sérgio Ferreira, também da UFRJ. Depois dessa pré-seleção, os especialistas do Rio de Janeiro examinaram o líquor – o líquido que banha o cérebro — para analisar a quantidade de palmitato ali. Eles perceberam que o sobrepeso e a quantidade elevada da substância, sozinhos, já estavam relacionados a problemas cognitivos. "Mas a perda cognitiva parece ser agravada quando essas duas coisas são somadas a outras doenças, como o diabetes", diz Sérgio Ferreira. "Sabemos que o diabetes tipo 2 é causado por excesso de gordura e açúcar na alimentação". O estudo, explica Felice, foi feito com poucas pessoas porque o líquido analisado requer uma punção – que é um processo invasivo – para ser retirado do corpo. “Não é um processo que se queira fazer com muitas pessoas — e o comitê de ética não aprova. Normalmente, qualquer estudo que é feito com esse líquido é sempre bem restrito. É diferente, por exemplo, de um teste que é feito com sangue. Fora do Brasil, inclusive, é até mais difícil conseguir esse tipo de material", afirma. Ao mesmo tempo, ela lembra que, em testes feitos com humanos, como foi o caso desse, é possível conseguir dados que estabelecem relações, mas eles não conseguem mostrar uma relação de causa e consequência. "Para isso, partimos para os camundongos", explica. Testes com camundongos Os cientistas também injetaram o palmitato no cérebro de camundongos e descobriram que a substância causava perda de memória nos animais. Reprodução/Pexels Em paralelo, os cientistas injetaram o palmitato no cérebro de camundongos e descobriram que a substância causava perda de memória nos animais. Com essa conclusão e a anterior, relacionada ao prejuízo cognitivo em humanos, a meta agora é entender se o palmitato estimula o desenvolvimento dos primeiros sinais de Alzheimer, explica Felice. "É claro que tem vários componentes que favorecem ou previnem a pessoa de desenvolver a doença. Mas, como a gente vê que o cérebro sente o aumento do palmitato no corpo, pensamos se não pode ser um link que desencadeia o Alzheimer em alguns pacientes", argumenta. No ano passado, Felice, Ferreira e outros cientistas da UFRJ publicaram um estudo no qual apontaram um hormônio que podia reverter a perda de memória causada pela doença. Na pesquisa publicada na terça (18), eles conseguiram impedir a perda de memória nos camundongos com um anticorpo, que já é usado em medicamentos para artrite reumatoide. Mas, em testes anteriores contra o Alzheimer, o recurso não deu certo. Felice lembra que a doença é complexa. "Quando o paciente chega no neurologista com queixa de memória e vários sintomas, a gente já sabe que muitos problemas aconteceram, e por muitos e muitos anos — talvez décadas. A pesquisa em Alzheimer está evoluindo no sentido de tentar identificar a doença antes, para conseguir tratar melhor", afirma. VÍDEOS Veja vídeos sobre o tema: Entenda a relação do câncer com a obesidade Como combater a obesidade, crescente entre os brasileiros? Estudo mostra que subnutrição e obesidade são problemas mundiais Veja Mais

Coronavírus: fim de quarentena para 500 passageiros de navio no Japão gera críticas

Glogo - Ciência Depois de 14 dias de quarentena, 500 passageiros do navio Diamond Princess, foram autorizados a deixar a embarcação. Passageiros de navio em quarentena atracado em Yokohama, no Japão, permanecem nas varandas das cabines nesta terça-feira (19) Athit Perawongmetha/Reuters Fim do pesadelo para 500 passageiros do navio Diamond Princess depois de 14 dias de quarentena a bordo do navio no Japão por causa da epidemia do coronavírus (Covid-19). Diagnosticados negativos, eles foram autorizados a desembarcar em Yokohama. Ao mesmo tempo, 79 novos casos de contaminação foram detectados nos outros passageiros, que continuam a bordo. A decisão das autoridades japonesas provoca controvérsia no país. Ministério da Saúde monitora 2 casos suspeitos de coronavírus Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas O desembarque dos passageiros do Diamand Princess começou com meia hora de atraso, mas tudo foi feito com muita discrição. As câmeras de televisão foram mantidas a vários metros do navio e as autoridades exigiram que as imagens fossem desfocadas, para impedir que as pessoas fossem identificadas. Inicialmente, 3711 passageiros e tripulantes estavam no "coronacruzeiro", como o apelidou a mídia internacional. Além dessas primeiras 500 pessoas, outros confinados devem ser autorizados a deixar o navio até a próxima sexta-feira (21). As condições para obter este precioso passaporte para a liberdade e a terra firme são rígidas. Somente os diagnosticados negativos nos testes de detecção da infecção, assintomáticos e que não tiveram contato com nenhum contaminado puderam deixar o navio. Eles receberam um certificado oficial indicando que não “representam nenhum risco de infecção do novo coronavírus e que não apresentavam nenhum sintoma da doença no momento da inspeção”. Ao desembarcar, os passageiros se comprometeram a informar as autoridades sobre a evolução de seu estado de saúde. Eles deixaram o porto de Yokohama em ônibus e táxis fretados. Preocupação dos japoneses Com os novos 79 casos confirmados nesta quarta-feira, subiu para 621 o número de passageiros contaminados no Diamond Princess, que segue sendo o principal foco da doença fora da China. Os japoneses estão preocupados. Apesar das medidas oficiais anunciadas, eles temem que uma parte dos turistas que deixaram o navio estejam infectados, devido ao prazo de incubação do covid-19. Desde o anúncio do desembarque, comentários alarmantes começaram a se propagar nas redes sociais do país. Eles temem que os desembarcados fiquem doentes nos próximos dias e contaminem outras pessoas em terra. Uma pesquisa publicada na terça-feira (18), revela os erros do governo na gestão dessa crise sanitária do Diamond Princess. Segundo a sondagem, a maioria dos japoneses acha que faltaram informações e explicações. Somente 39% dos entrevistados julga que o governo reagiu corretamente. Casos de coronavírus pelo mundo Juliane Monteiro/G1 Situação caótica a bordo Além do mais, a situação a bordo do Diamond Princess seria “completamente caótica”, segundo o professor da divisão de doença infecciosas da Universidade de Kobe, Kentaro Iwata, que vistoriou o navio. Em vídeos postados na internet e visualizado por milhares de pessoas, ele diz ter tido “medo" a bordo. “Este navio é totalmente inapropriado para o controle da propagação de infecções. Não há separação entre as áreas onde o covid-19 não foi detectado e as áreas infectadas. As pessoas que trabalham no navio podem circular de uma área a outra, comer e telefonar” em qualquer lugar, explicou o médico. O médico ficou tão impressionado que decidiu por conta própria respeitar uma quarentena de 14 dias para não contaminar sua família. Diante das críticas, o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, declarou que “desde 5 de fevereiro, medidas rigorosas foram tomadas a bordo para prevenir a propagação da doença, principalmente a utilização de máscaras de proteção e a utilização de desinfetantes”. Sobre a falta de separação entre as áreas contaminadas e não-infectadas do Diamond Princess, ele disse que o “governo faz o melhor que pode”, garantindo que, segundo os especialistas, a situação está “sob controle”. Balanço na China Segundo a atualização diária, a China chegou a 2.000 mortos e 74.000 pessoas contaminadas pelo coronavírus. Mas os novos casos de contágio (1.693) atingiram o número mais baixo da semana na quarta-feira. Sem minimizar a "seriedade" do surto, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) lembra que mais de 80% dos pacientes sofrem uma forma muito leve da doença, e a taxa de mortalidade permanece muito baixa, de 0,2% até 39 anos, aumentando gradualmente com a idade. Passageiros desembarcam de navio isolado por causa do coronavírus, no Japão Veja Mais

Irã anuncia que duas pessoas morreram por causa do novo coronavírus no país

Glogo - Ciência Pacientes estavam na cidade de Qom, cerca de 150 quilômetros ao sul de Teerã. O Irã anunciou, nesta quarta-feira (19), que duas pessoas no país morreram por causa do novo coronavírus. Segundo o ministério da Saúde iraniano, as duas vítimas estavam em Qom, cidade a cerca de 150km ao sul de Teerã. Não foram divulgados mais detalhes sobre as mortes. Com este registro, sobe para 26 o número de países com casos da doença, incluindo a China. O país havia confirmado os dois casos um pouco mais cedo nesta quarta. De acordo com um oficial no ministério da Saúde, as vítimas haviam sido diagnosticadas nos últimos dois dias. Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora A Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, já matou mais de 2 mil pessoas e infectou 74 mil só na China. O Irã vinha aplicando medidas de segurança em voos de chegada para controlar uma possível disseminação do vírus, segundo a Associated Press. Em outros países do Oriente Médio, foram confirmados 9 casos da doença nos Emirados Árabes, sendo 7 em chineses e os outros dois em cidadãos da Índia e das Filipinas. No Egito, um outro caso chegou a ser anunciado mas, segundo a estatal chinesa CGTN, os exames descartaram a doença nesta quarta. Confira a situação sobre o coronavírus até as 14h desta quarta-feira (19): 2.007 mortes confirmadas na China (incluindo 2 em Hong Kong, e 1 em Taiwan) – ao menos 1.921 destas mortes são em Hubei 3 mortes fora da China (Filipinas, Japão, e França) 74.279 casos confirmados na China – sendo 61.682 em Hubei Mais de 900 casos confirmados em outros 26 países, incluindo o Irã 14.376 pacientes se recuperaram do Covid-19 – 9,1 mil em Hubei Fora de Hubei, os novos casos de Covid-19 têm caído há 15 dias consecutivos Casos de coronavírus pelo mundo Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text Veja Mais

Hospital de Clínicas da UFTM é autorizado a captar e transplantar tecidos musculoesqueléticos

Glogo - Ciência Hospital em Uberaba passa também a transplantar ossos, tendões e ligamentos captados a partir de doadores cadáveres. Procedimentos vão beneficiar pacientes de mais de 25 cidades da região. Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro é autorizado a fazer captação e transplantes ósseos João Pedro Vicente/HC-UFTM O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba, divulgou que foi autorizado a captar e transplantar tecidos musculoesqueléticos. A portaria com a autorização do Ministério da Saúde foi publicada no Diário Oficial da União. Conforme divulgado nesta segunda-feira (17), agora, além de transplantes de rins, córneas, medula óssea e valva cardíaca, o HC-UFTM passa também a transplantar ossos, tendões e ligamentos captados a partir de doadores cadáveres. Os procedimentos vão beneficiar principalmente pacientes de Uberaba e da região Triângulo Sul de Minas Gerais, composta por 27 municípios, para a qual o Hospital de Clínicas é referência em alta e média complexidade. Ainda de acordo com o HC-UFTM, dois pacientes estão aptos a receber os tecidos e serão transplantados a partir de material processado pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), localizado no Rio de Janeiro. A primeira cirurgia será feita em março. Segundo o coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do HC-UFTM, Ilídio Antunes de Oliveira Júnior, a prioridade é atender a demanda da região, havendo ainda a possibilidade de receber pacientes de todo o estado e os cadastrados no sistema nacional. “Essa é uma grande conquista para a saúde local e pode impactar positivamente a vida de pessoas que sofreram perdas ósseas decorrentes de tumores, precisam trocar próteses ou possuem deformidades congênitas e de coluna” Triagem e acompanhamento De acordo com o responsável técnico pelos transplantes ósseos do HC-UFTM, Adriano Jander Ferreira, a triagem do público será feita a partir dos atendimentos ambulatoriais da instituição. Já os encaminhamentos vindos de outros estados serão coordenados pela Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade. “Projetamos que a maior demanda será nas áreas de quadril, joelho e tumores ósseos. A expectativa é de aconteçam até dois transplantes ao mês. Essa quantidade é em virtude de que não podemos realizar um procedimento sem prestar contas do anterior, e esse processo leva em média 15 dias”, adianta Ferreira. Após as cirurgias, haverá acompanhamento pós-transplantes nos ambulatórios do HC-UFTM, no caso dos pacientes de Uberaba e região. Já os pacientes de outros estados, após as altas, serão referenciados para serviços de saúde dos locais de origem, com as orientações de cuidados pós-operatórios. Hospital de Clínicas em Uberaba passa a fazer outros transplantes, além de rins, córneas, medula óssea e valva cardíaca Edmundo Gomide/UFTM Veja Mais

Quatro anos após zika, novo coronavírus causa preocupação sobre Olimpíada de Tóquio

Glogo - Ciência Oficialmente, Comitê Olímpico Internacional nega cancelar ou adiar os Jogos. Em 2016, epidemia do vírus transmitido pelo mosquito também lançou dúvidas sobre a organização do evento no Rio de Janeiro. Turista com máscara posa para foto em frente aos anéis olímpicos na Baía de Tóquio, no Japão Jae C. Hong, File/AP Photo Com a epidemia do novo coronavírus, a organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, no Japão, enfrenta desafio semelhante ao vivido quatro anos atrás pelas autoridades brasileiras. Em 2016, o Brasil lidou com a crise do vírus da zika meses antes da Olimpíada do Rio de Janeiro. A atual epidemia na China já afetou as competições classificatórias olímpicas de esportes como futebol e basquete. Além disso, o Sars — um irmão do novo coronavírus — levou a Fifa a mudar a sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2003 (leia sobre esses assuntos mais adiante na reportagem). Logo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio ao lado de mensagem sobre o vírus da zika Ricardo Moraes/Reuters Por causa do zika, em 2016, um grupo de cientistas chegou a pedir o adiamento ou o cancelamento dos Jogos Olímpicos. Além disso, após estudos concluírem que o vírus causava mesmo microcefalia em bebês, autoridades internacionais recomendaram que atletas grávidas não viajassem ao Rio de Janeiro para evitar os riscos da malformação. Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, porém, transcorreram dentro do calendário previsto. Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nenhum atleta pegou zika durante a Olimpíada. E há risco de cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio? COI diz que Olimpíada de Tóquio não será adiada por causa do coronavírus Não há, ao menos oficialmente, risco de cancelamento dos jogos, que começam em 24 de julho. O Comitê Olímpico Internacional (COI) diz que não cogita adiar, transferir a sede ou mesmo cancelar a Olimpíada deste ano. E, apesar da declaração de emergência internacional para o novo coronavírus, a OMS também não emitiu nenhum alerta em relação aos Jogos de Tóquio. A preocupação, entretanto, existe. O diretor do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, Toshiro Muto, admitiu estar "seriamente preocupado" com a epidemia do novo coronavírus na China. Embora quase todos os casos fatais de Covid-19 — nome oficial da doença — tenham se concentrado em território chinês, o temor se agravou depois da confirmação da primeira morte pelo vírus no Japão. O médico Juvêncio Furtado, infectologista chefe do Hospital Heliópolis em São Paulo, afirma que um adiamento deverá ser considerado se o número de casos no Japão aumentar muito nos próximos meses. Porém, o especialista não acredita que isso vá acontecer. "Apesar do anúncio tardio da China sobre a doença, houve tempo para que os países tomassem medidas. E o Japão historicamente tem essa preocupação de conter epidemias antes que cheguem ao país", analisa Furtado. Quais medidas o Japão tem tomado? Passageiros de navio em quarentena atracado em Yokohama, no Japão, permanecem nas varandas das cabines nesta terça-feira (19) Athit Perawongmetha/Reuters A epidemia na China levou Tóquio a tomar medidas contundentes para evitar a transmissão do novo coronavírus. Além da proximidade geográfica, os chineses são a nacionalidade que mais visita o Japão — em 2018, eles representaram 26,9% de todos os visitantes, segundo dados do governo japonês. O Japão também cancelou, por precaução, as festas públicas do aniversário do imperador Naruhito. As inscrições da tradicional Maratona de Tóquio — que deveria ser um aperitivo dos Jogos Olímpicos — ficaram restritas aos competidores de elite para diminuir riscos de contaminação pelo novo coronavírus por turistas estrangeiros. Em outra medida drástica, as autoridades japonesas mantiveram em quarentena um navio de cruzeiro com centenas de turistas estrangeiros. Mais de 300 passageiros foram diagnosticados com o novo coronavírus durante esse período. A embarcação está parada no porto de Yokohama, cidade que sediará jogos de futebol, softbol e beisebol durante a Olimpíada. Na foto, o navio de cruzeiro Diamond Princess aparece atracado no porto de Yokohama, no Japão, nesta terça-feira (18) Koji Sasahara/AP Para o infectologista Juvêncio Furtado, as medidas tomadas pelo Japão são necessárias. "Nesses casos, isolamento é sempre o melhor meio. Quando você tem uma doença respiratória como essa, você tem que isolar as pessoas", afirma. "A situação da China foi mais difícil, porque precisou isolar uma cidade, uma região inteira", aponta o médico. Casos de coronavírus pelo mundo – Atualizado em 17/02 às 10h30 Arte G1 Embora dados mostrem que 80% dos casos de infecção pelo novo coronavírus são leves, o infectologista ouvido pelo G1 acredita que as medidas rigorosas estão corretas. "Talvez até pareça exagerado, mas é melhor exagerar. Se o vírus fura o bloqueio, a epidemia se torna pior", afirma Furtado. Quais as consequências do coronavírus para os Jogos? Cidade de Wuhan, na China, sediaria eventos classificatórios para a Olimpíada de Tóquio. Porém, localidade se tornou epicentro da epidemia do novo coronavírus cnsphoto via Reuters Mesmo com as precauções por parte do Japão e com a garantia de que não haverá adiamento, a epidemia do novo coronavírus já afeta os Jogos Olímpicos de Tóquio. Alguns eventos esportivos na China que valem vaga para a Olimpíada precisaram ser adiados ou ter a sede trocada. Houve também equipes que desistiram de participar dos classificatórios. Veja abaixo alguns exemplos: Basquete: um dos grupos do Pré-Olímpico feminino teria jogos em Foshan, na China. Sede foi transferida para Belgrado, capital da Sérvia. Boxe: A cidade de Wuhan — justamente o epicentro da epidemia — receberia um dos classificatórios para a Olimpíada. Etapa agora ocorrerá em Amã, na Jordânia. Futebol: sede de um dos grupos do Pré-Olímpico feminino também seria em Wuhan e foi trocada para Sidney (Austrália). Handebol: A China não mais participará do Pré-Olímpico feminino da modalidade. O time de Hong Kong foi chamado para ocupar o lugar, mas também recusou e será substituído pela equipe da Tailândia. Zika e coronavírus Mosquito Aedes aegypti é o tranmissor da zika, dengue e chikungunya. Rodrigo Méxas e Raquel Portugal/Fundação Oswaldo Cruz/Divulgação Embora ambas as epidemias tenham lançado dúvidas sobre organização dos Jogos Olímpicos, há diferenças consideráveis entre a crise do zika e do novo coronavírus, disseram médicos ouvidos pelo G1. A principal delas, explica o médico Pedro Luiz Tauil, do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília (UnB), é a forma de transmissão. O novo coronavírus pode passar de pessoa para pessoa pelo ar, enquanto o zika é transmitido pelo Aedes aegypti ou sexualmente entre humanos. "No caso do novo coronavírus, o que se pede é para evitar aglomerações que facilitem a transmissão", explica Tauil. Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP Outra diferença apontada pelo professor da UnB é o grau de conhecimento sobre os dois vírus. "O zika já era conhecido e veio parar no Brasil. Esse novo coronavírus, porém, é novo, uma mutação", explica Tauil. Além disso, as autoridades de saúde estavam otimistas antes da Olimpíada de 2016 com a diminuição nas transmissões do zika com a chegada do inverno brasileiro. Embora a estação não tenha temperaturas tão baixas na maior parte do Brasil, o número de mosquitos realmente diminuiu no país. 'Irmão' do coronavírus cancelou Copa Feminina Homem participa de reforma do hospital Xiaotangshan, em Pequim (China). Unidade recebeu pessoas com Sars em 2003 e agora se prepara para atender pacientes com o novo coronavírus Peng Ziyang/Xinhua via AP Em 2003, a epidemia do Sars na China — um outro tipo de coronavírus — levou a Fifa a cancelar a Copa do Mundo de Futebol Feminino prevista para o país asiático naquele ano. Às pressas, o órgão transferiu a organização do torneio para os Estados Unidos, que havia sediado o evento quatro anos antes. Segundo comunicado divulgado em maio de 2003, a Fifa ouviu especialistas da OMS para tomar a decisão. Para compensar as autoridades chinesas, a entidade do futebol pagou US$ 1 milhão à China e prometeu que o país organizaria a Copa do Mundo Feminina seguinte, em 2007 — o que acabou se concretizando. A epidemia do Sars deixou mais de 900 mortos entre 2002 e 2003, segundo dados da OMS. Tanto o Sars quanto o Covid-19 são causados por vírus da família "coronavírus", e recebem este nome porque têm formato de coroa. Initial plugin text Veja Mais

Anvisa aprova regras para liberação de terapias genéticas no Brasil

Glogo - Ciência Tratamentos e medidas preventivas com modificação do DNA podem ajudar a tratar doenças como o câncer. Simulação de molécula de DNA. Algumas terapias modificam o material genético humano. Pixabay A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (18) o texto normativo para o registro de terapias genéticas e celulares na medicina, como tratamentos ou medidas preventivas com modificação do DNA, as chamadas "terapias avançadas". As terapias genéticas têm potencial para tratar doenças como o câncer. Elas podem usar, também, um vírus como "transporte" para uma modificação que vá ser positiva ao paciente. "Eles são aqueles produtos a base de células ou genes. Então, essas células podem ser cultivadas em laboratório, ou células manipuladas geneticamente, ou mesmo um gene com uma ação terapêutica específica", disse Renata Parc, especialista em Vigilância Sanitária. Em 2018, a agência reguladora publicou duas regulamentações para o uso de células humanas e fabricação de produtos. Além disso, um outro texto normativo passou a tratar das pesquisas científicas para a investigação da aplicação dessas terapias. Desde o ano passado, uma consulta pública foi aberta para elaborar a proposta de regulamentação para produtos das terapias avançadas. Em outubro, um paciente com câncer terminal teve alta após a aplicação de um desses tratamentos. Foi a primeira vez que a técnica pioneira obteve sucesso na América Latina. Veja Mais

'Tem mais assassinatos no Brasil por mês do que mortes por coronavírus no mundo', diz brasileiro que decidiu ficar na China

Glogo - Ciência O professor de judô Rodrigo Duarte vive desde 2016 em Wuhan, epicentro do surto do coronavírus, mas apesar disso, ele preferiu não fazer parte da operação de resgate de brasileiros que estavam na cidade. Rodrigo Duarte preferiu ficar em Wuhan, epicentro do surto de coronavírus Arquivo Pessoal Há vários dias, Rodrigo Duarte não tem contato com mais ninguém além de sua namorada, com quem está confinado no apartamento onde moram em Wuhan, na China, por causa do surto do novo coronavírus. Desde 31 de dezembro, quando o país notificou à Organização Mundial da Saúde (OMS) que um vírus até então desconhecido estava se espalhando, foram registrados 73 mil casos em 26 países – nenhum deles na América Latina, com um total de 1.874 mortes, a grande maioria, na província de Hubei, onde fica Wuhan. No final de janeiro, toda a cidade de Wuhan, que é considerada epicentro do surto, foi colocada em quarentena pelo governo chinês na tentativa de conter a disseminação do Covid-19, como foi batizado oficialmente o novo coronavírus. Desde então, Rodrigo só vê outras pessoas pela janela de casa — normalmente, elas também estão em seus apartamentos, esperando a epidemia passar. "A cidade está deserta. Só os profissionais de segurança e de saúde circulam pelas ruas", diz o brasileiro de 28 anos. Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora Comida, máscaras e todo tipo de álcool Rodrigo vive em Wuhan desde 2016. Ele era professor de judô em Natal, no Rio Grande do Norte, e soube por dois alunos que havia poucos lugares que ensinavam esta arte marcial em uma cidade de 11 milhões de habitantes. Depois de passar um mês conhecendo Wuhan, em 2015, ele gostou do que viu. Mudou-se para lá no ano seguinte e abriu uma academia. Ele conta que as primeiras informações sobre o novo vírus chegaram quando a cidade estava em clima de festa, na semana entre o Natal e o Ano Novo. Rodrigo se recorda de estar dirigindo quando sua namorada viu a notícia pelo celular. Ela se lembrou da epidemia da Síndrome Respiratória Grave (Sars, na sigla em inglês), que também começou na China e afetou quase 8,1 mil pessoas em 29 países entre 2002 e 2003, causando a morte de mais de 800 pessoas. "Meu Deus, será que vai ser a mesma coisa?", ela comentou na hora. Criança usando uma máscara usa um scooter em Pequim, na China, nesta terça-feira (18). Tingshu Wang/Reuters O casal decidiu se prevenir e comprou "muitas máscaras e tudo que é tipo de álcool". "A vida continuou normal. Não havia pânico nem alarde. A gente usava máscara quando saía, mas nem metade das pessoas fazia isso. Ninguém sabia que seria algo em grande escala e tomaria essa proporção", conta ele. Mas o número de casos confirmados começou a crescer rapidamente, e o governo chinês tomou medidas cada vez mais restritivas até anunciar a quarentena de Wuhan. "Não posso falar que foi algo tranquilo, mas foi algo progressivo, passo a passo", diz Rodrigo. 'Coisas piores já aconteceram' Nesta época, diante da incerteza de como seria viver na cidade dali em diante, estrangeiros que moram em Wuhan entraram em contato com suas embaixadas para voltar aos seus países e aguardar por lá até que a situação na China melhorasse. Em 9 de feveireiro, 34 cidadãos brasileiros que estavam na cidade foram trazidos de volta e, agora, estão em quarentena em uma base militar em Anápolis, em Goiás. Mas Rodrigo preferiu permanecer. Pesou na sua decisão o fato de já estar estabelecido na cidade e ter se preparado para ficar isolado em casa por um longo tempo. "Minha namorada é de Wuhan e me ajudou a entender o que estava acontecendo, a não entrar em pânico e a resolver o que era necessário para conseguir ficar. Pensei no que já havia investido para isso e nos custos financeiros de ficar um tempo no Brasil e depois voltar para a China. Não estou em um bom momento financeiramente, então, é importante ter mais controle", diz ele. O brasileiro conta também ter levado em consideração a dimensão do surto, em comparação com, por exemplo, a pandemia de gripe suína de 2009, que infectou dezenas de milhões de pessoas no mundo e matou mais de 200 mil. Até o momento, 1.874 pessoas morreram por causa do Covid-19, das quais a grande maioria na China continental. Apenas 5 mortes foram registradas fora do território chinês (uma morte na França, uma no Japão, uma em Taiwan, uma nas Filipinas e uma em Hong Kong), de acordo com dados da OMS. Isso indica que o vírus tem uma taxa de letalidade de 2,4%, bem abaixo dos índices de 10% entre os 8,1 mil infectados no surto de Sars e de 35% entre os quase 2,5 mil infectados na epidemia da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), em 2012 — ambas causadas por outros tipos de coronavírus. Desde meados de janeiro, a OMS trata o surto do Covid-19 como a uma situação de emergência de saúde, decisão tomada por haver uma preocupação com a ocorrência de casos de transmissão entre pessoas fora da China e com o impacto que o vírus poderia ter em países em sistemas de saúde mais frágeis. "Em termos de números, esse vírus não é tão alarmante", opina Rodrigo. "Acho que existe um sensacionalismo que faz com que esta situação pareça ser maior do que realmente é. Coisas piores já aconteceram no mundo e não causaram tanto alarde. Se você parar para pensar, tem mais mortes por assassinatos no Brasil em um mês do que mortes pelo coronavírus no mundo inteiro." 'Basta ter paciência, cooperar com o governo e ficar em casa' Ele não sente estar correndo um risco ao permanecer em Wuhan, junto com uma dezena de outros brasileiros que fizeram o mesmo. "Basta ter paciência, cooperar com as ações do governo e ficar em casa para se manter a salvo." Ele conta que às vezes acabam alimentos perecíveis, como frutas, legumes e verduras. "Mas não é um problema, porque, antes da quarentena, dava para ir ao supermercado comprar e, agora, os serviços de entrega voltaram a funcionar e ficou mais fácil comprar." O potiguar diz que tenta manter uma atitude positiva e aproveitar o tempo em casa para pensar em novos projetos e aprender mais sobre a cultura chinesa e mandarim. "Minha vida é bem corrida normalmente, então, ficar em casa é um privilégio. Eu me distraio assistindo filmes, cozinhando, jogando vídeo game. Parece um feriado prolongado", diz Rodrigo. Ele diz estar confiante de que as medidas tomadas pelo governo chinês surtirão efeito. Sua expectativa é que, quando o frio passar, por volta de março ou abril, o vírus desapareça, mas diz que "ainda não dá para ter certeza" se isso realmente vai acontecer e de como será a vida em Wuhan após a epidemia. "Com certeza, vai ser diferente daqui em diante, mas vamos superar. A história mostra que, sempre que os chineses passam por uma crise, eles ficam mais fortes. O mesmo vai acontecer em Wuhan." Estudo feito pela China aponta que 80% dos casos de novo coronavírus são leves Initial plugin text Veja Mais

Navio cruzeiro em quarentena no Japão tem 88 novos casos de coronavírus

Glogo - Ciência Embarcação está em quarentena desde que chegou a Yokohama, uma cidade ao sul de Tóquio, em 3 de fevereiro. O navio cruzeiro "Diamond Princess", que está atracado em um porto do Japão, registrou 88 novos casos de coronavírus nesta terça-feira (18). O Diamond Princess, de propriedade da Carnival Corp, está em quarentena desde que chegou a Yokohama, uma cidade ao sul de Tóquio, em 3 de fevereiro. A medida foi tomada depois que um homem que havia desembarcado em Hong Kong foi diagnosticado com a doença. Os passageiros passam a maior parte do tempo trancados nos quartos, e durante uma hora por dia são autorizados a saírem para caminhar e ver a luz do sol. A embarcação transportava mais de 3,7 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes. Na segunda-feira, mais de 300 cidadãos americanos e familiares foram retirados do navio e levados de avião para os Estados Unidos. Entre eles, foram registrados 14 estavam contaminados. Navio cruzeiro Diamond Princess Guilherme Pinheiro/ G1 Initial plugin text Veja Mais

China usa plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do coronavírus em pacientes internados

Glogo - Ciência País pede que pessoas que se curaram de coronavírus doem plasma. Médicos afirmam que, em alguns casos, pacientes se recuperam em até 24 horas. Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP As autoridades de saúde chinesas pediram, nesta segunda-feira (17), para que as pessoas que se recuperaram do novo coronavírus doem sangue para extrair o plasma com o objetivo de tratar os doentes que ainda se encontram em estado grave. Os perigos da polêmica terapia com plasma que está na moda nos EUA China tem 1,7 mil mortes por novo coronavírus e mais de 70,6 mil casos confirmados Alguns médicos já estão usando infusões de plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do coronavírus para tratar aqueles que ainda lutam contra a infecção. O método é apontado como uma solução enquanto os laboratórios farmacêuticos ainda estão em busca de desenvolverem um tratamento e uma vacina contra o vírus. Casos de coronavírus pelo mundo – Atualizado em 17/02 às 10h30 Arte G1 Posição da OMS Mike Ryan, chefe do programa de emergências em saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o método é válido, mas que é importante acertar o tempo de aplicação do plasma para que ele seja eficiente à imunidade dos pacientes. O plasma de ex-pacientes que foram infectados pelo coronavírus contém anticorpos que podem reduzir a carga viral em pacientes graves, explicou a Comissão Nacional de Saúde da China durante uma coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira (17). Pedido de doação de plasma "Gostaria de pedir aos que se recuperaram que doassem seu plasma. Ao fazer isso, dariam esperança àqueles que ainda estão gravemente doentes", disse Guo Yanhong, funcionária da Comissão Nacional de Saúde chinesa. Em Wuhan, epicentro da epidemia, onze pacientes receberam transfusões de plasma na semana passada, anunciou o Ministério da Ciência e Tecnologia da China. "Um deles já voltou para casa, outro conseguiu se levantar e andar, e os outros estão se recuperando. Os ensaios clínicos mostraram que as transfusões de plasma (de pacientes curados) são seguras e eficazes", disse Sun Yanrong, pesquisadora do centro biológico do Ministério. Em uma postagem em uma rede social, o China National Biotec Group afirmou que os pacientes que receberam transfusões de plasma viram sua condição "melhorar em 24 horas". "Apenas o plasma será usado, os outros componentes do sangue, incluindo glóbulos vermelhos e plaquetas, serão restituídos aos doadores", completaram. Bolsa de sangue dividida em hemácias, plasma e crioprecipitado Fabiana Assis/G1 Vídeos Veja vídeos sobre o tema: Epidemia do novo coronavírus ameaça levar economia do Japão à recessão Coronavírus: '97% dos doentes se recuperaram', diz médico francês que ficou em Wuhan Entenda como funciona a doação de plaquetas sanguíneas Cruzeiro no Japão é maior foco da doença fora da China Coronavírus: após contágio, autoridades buscam passageiros liberados em cruzeiro Veja Mais

Maranhão registra mais de 500 casos suspeitos de dengue em 45 dias

Glogo - Ciência De acordo com a Secretaria de Saúde, municípios de Barra do Corda, São Pedro dos Crentes e Fortaleza dos Nogueiras são os que mais preocupam pela incidência dos casos. Maranhão registra mais de 500 casos suspeitos de dengue em menos de dois meses Em 45 dias, foram registrados 503 casos suspeitos de dengue em municípios do Maranhão, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). O relatório também aponta que durante este período, o estado obteve 25 ocorrências de febre chikungunya e 21 de zika virus. De acordo com a SES, os municípios que mais preocupam são Barra do Corda, São Pedro dos Crentes e Fortaleza dos Nogueiras, por serem locais com índice de infestação alto e onde o mosquito Aedes aegypti tem mais chance de se proliferar. De acordo com o Ministério da Saúde, o Maranhão é um dos estados que poderão ter surto de dengue em 2020. No ano passado, foram registrados mais de 1 milhão de casos de dengue, com 782 mortes, o que representou um aumento de 488% em relação a 2018. Saiba como se prevenir contra a dengue, chikungunya e zika vírus Preocupação O problema preocupa moradores de bairros de São Luís, já que com o início do período chuvoso, as chances de proliferação do mosquito transmissor das doenças é mais alto. Além disso, eles alegam que o mau exemplo do poder público também dificulta o combate aos focos da doença. Exemplo dessa situação, são as obras de construção da Maternidade da Cidade Operária que não foram concluídas. Cinco fossas abertas pela construtora estão cheias de lixo, água parada e ainda estão abandonadas. Com isso, o local vem servindo de criadouro para o mosquito e se tornando um perigo para que vive nas proximidades. Obra de maternidade abandonada serve de criadouro para o mosquito transmissor da dengue. Reprodução/TV Mirante “Isso daqui é da prefeitura, criando muito mosquito, muita larva e a situação é essa aqui. Eles não limpam, não faz nada e a população aqui é que sofre. Eles jogam cachorros, jogam gatos, todos mortos aqui. A gente trabalha bem ali no posto de mototáxi, mas a situação é desse jeito aqui. Ninguém do poder público toma providência de nada e o que acontece é doença em cima de doença, mosquito da dengue e urubus 24 horas por dia no local”, disse Auri Batista, mototaxista. A Prefeitura de São Luís informou que agentes de endemias serão enviados para realizar vistorias nos locais e adotar medidas necessárias. Galerias com água parada A água parada, principal meio de reprodução das larvas do mosquito, também preocupa. Galerias cheias de água que pertencem a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) incomodam moradores em diversos bairros de São Luís. Uma galeria na Avenida dos Africanos, bem em frente a entrada principal do bairro Coroadinho, tem tirado o sossego da população. A peça de concreto que cobria a tubulação foi retirada e com isso, a água acumula no buraco. Além disso, muito lixo é depositado no local o que deixa a situação ainda mais preocupante. Galerias com água paradas incomoda moradores que vivem próximo a Avenida dos Africanos em São Luís (MA) Reprodução/TV Mirante "Serve de criadouro né? A gente passa e tá tudo cheio de bichinhos e lixo também. As vezes derrama e a gente passa e vê transbordando aí. Quando tá dando muita água que transborda aí", disse Rosângela Lima, dona de casa. Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), a água da chuva acumulada dentro da caixa da Avenida dos Africanos não entra na tubulação e a drenagem é feita periodicamente. A companhia também informou que uma equipe vai avaliar a situação no local. Alerta O mau exemplo também não vem só dos órgãos públicos e a população também pode se tornar vilão na batalha contra o mosquito. No bairro Cidade Operária, os próprios moradores denunciam a ação de algumas pessoas que jogam uma grande quantidade de lixo bem ao lado de um Ecoponto, local construído pela Prefeitura de São Luís para recolher os resíduos. "E jogam de propósito, as pessoas já estão acostumadas. Já acostumou a jogar o lixo em qualquer lugar, de forma inadequada. Prejudica todo mundo com certeza. Acostumou a fazer a coisa errada, descartar o lixo em qualquer lugar, então é um pouco mais de mentalidade mesmo", explica Eliseu Alves, pastor. Por meio de nota, o Comitê Gestor de Limpeza Urbana de São Luís informou que o Ecoponto no bairro Cidade Operária recebe o serviço de remoção de lixo duas vezes na semana, podendo ser ampliado de acordo com as demandas existentes. Lixo é jogado próximo a Ecoponto no bairro Cidade Operária, em São Luís (MA) Reprodução/TV Mirante Veja Mais

Coronavírus: China planeja construir fábrica de máscaras cirúrgicas em 6 dias

Glogo - Ciência País enfrenta escassez de produtos de proteção em meio a epidemia de Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus. A China disse que irá construir, em seis dias, uma fábrica de máscaras de proteção contra o Covid-19. Na segunda-feira (17), a estatal de notícias Xinhua informou que a nova planta deve atender a alta demanda por estes equipamentos, em escassez após o início da epidemia de coronavírus. A fábrica, que será criada a partir de um prédio industrial pelo China Construction First Group, poderá produzir 250 mil máscaras por dia. Em um comunicado, o grupo informou que as obras serão concluídas no sábado (22). Mulher se protege com máscara como medida de prevenção contra o surto de coronavírus Soe Zeya Tun/Reuters O ritmo acelerado e a natureza improvisada da planta refletem as medidas tomadas em Wuhan, na província central de Hubei, epicentro do vírus, onde os prédios foram adaptados para tratar pacientes infectados e hospitais, construídos do zero em poucos dias. Produtores de máscaras e outros equipamentos de proteção em todo o mundo não conseguiram atender à demanda desencadeada pelo surto, que já matou mais de 1.700 pessoas na China. No mês passado, a CMmask, fabricante chinesa de máscaras que fornece 30% do mercado doméstico, informou que os pedidos diários de 5 milhões de máscaras eram mais de 10 vezes maior que o nível habitual. Improviso na proteção Moradores de áreas atingidas pela epidemia de coronavírus na China buscam maneiras improvisadas de se proteger contra o Covid-19. Em alguns locais, a escassez de equipamentos adequados de proteção fez com que os chineses recorressem ao uso de sacolas plásticas e garrafas para tentar escapar do vírus. Família se envolve em sacolas plásticas para tentar se proteger de epidemia de coronavírus em Xangai, China Aly Song/Reuters Na segunda, o governo chinês apontou que 1.772 pessoas morreram pela epidemia no país. Há 70.635 casos confirmados de Covid-19 na China, segundo a rede estatal de televisão. Escassez de produtos Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o mundo enfrenta uma escassez de trajes, máscaras, luvas e outros formas de proteção para se prevenir contra o surto do novo coronavírus e assegurou que a organização enviará equipamentos para nações mais vulneráveis. "Vamos identificar os gargalos, encontrar soluções e garantir equilíbrio na distribuição de equipamentos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A agência de saúde da ONU pediu que os equipamentos sejam adquiridos apenas quando necessário e que profissionais da saúde de áreas de risco tenham o acesso garantido aos materiais. "Profissionais da saúde devem ter prioridade para receber estes materiais. Em segundo lugar estão os doentes e seus cuidadores", disse Ghebreyesus. "A OMS não encoraja que estas formas de proteção sejam adquiridas e estocada em países onde os riscos de transmissão são baixos." Construções em tempo recorde No início de fevereiro, o governo de Pequim entregou dois hospital emergenciais para receber mais de mil infectados por coronavírus na cidade de Wuhan, epicentro da doença. A construção levou dez dias entre anúncio e recebimento dos primeiros pacientes. Segundo o governo chinês, a rapidez da construção está no uso de peças pré-fabricadas para abrigar as centenas de leitos. Módulo a módulo, os hospitais foram montados a partir das peças que chegam das fábricas ou depósitos. Entenda como a China pode construir um hospital em 10 dias O uso dos pré-fabricados repete um método que a China usou para conter outro surto, muito semelhante ao do novo coronavírus: em 2003, em meio à crise do vírus da Sars, Pequim correu para construir um hospital temporário, também feito com peças pré-fabricadas. Foto aérea mostra escavadeiras no canteiro de obras do novo hospital dedicado a pacientes do novo coronavírus em Wuhan. STR/AFP Vídeos sobre coronavírus Coronavírus: após contágio, autoridades buscam passageiros liberados em cruzeiro Depois da China, o Japão é o país mais afetado pelo novo coronavírus Chineses tentam minimizar isolamento causado por epidemia do coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Repatriados têm terapia em grupo, videogames, música e xadrez para lidar com a ansiedade na quarentena

Glogo - Ciência O grupo que veio de Wuhan - epicentro do surto do coronavírus - tem mais dez dias de isolamento previstos. Primeiro exame descartou contaminação pelo coronavírus, mas novo teste será feito com amostras colhidas na segunda-feira. Brasileiros repatriados jogaram videogame neste domingo, na Base Aérea de Anápolis Reprodução/Instagram Durante a quarentena na Base Aérea de Anápolis, a 55 km de Goiânia, o grupo que veio de Wuhan, na China, por causa do surto do coronavírus, exercita alguns passatempos e tiveram uma terapia em grupo para ajudar lidar com a ansiedade e para se manter ativo durante o período de isolamento. Neste domingo (16), depois do culto inter-religioso, eles jogaram videogame e se reuniram em roda para tocar e cantar músicas - saiu até uma canção chinesa. Mestrando e secretário executivo, Alefy Medeiros Rodrigues, de 26 anos, disse que as psicólogas realizaram uma sessão em grupo no sábado (15). Segundo ele, o encontro foi ótimo para conversar e trocar experiências sobre o isolamento. "Conversamos sobre ansiedade, sobre o que ela é. Todo mundo conversou bastante", afirmou. Também de acordo com ele, o apoio psicológico os ajudou a entender e lidar com esse sentimento. "A gente sabe que a ansiedade é quando a gente para de viver o presente e passa ansiar pelo futuro. O melhor que a gente pode fazer é ocupar a mente para termos outros sentimentos. Quanto mais cheio for nosso dia, mais ansioso a gente se sente", disse. Por isso, os repatriados relatam que passatempos e atividades culturais - como apresentações musicais, por exemplo - são tão bem-vindas. "Tem gente caminhando, tem gente correndo, tem gente meditando, tem gente jogando bola, jogando xadrez, também tem o dominó. A gente está ficando bastante nas áreas em comum, se integrando bastante", descreveu. Repatriados tocaram violão para se distrair neste domingo, na Base Aérea de Anápolis Reprodução/Instagram Atividades Uma das noites do grupo foi em volta do videogame a que eles têm acesso em uma sala comum. Adultos e crianças entraram na brincadeira e pareceram se divertir em conjunto, revezando os controles. Outra atividade que aparece nas redes sociais dos repatriados é o xadrez chinês. Algumas imagens já mostraram alguns deles se enfrentando no jogo. Ao falar sobre o ambiente em isolamento, o comandante da Ala 2 da Base Aérea de Anápolis, coronel-aviador Gustavo Pestana, comentou sobre atividades diversas serem importantes no período de quarentena. "Todo o nosso esforço foi para acolhe-los da melhor forma possível, com acesso a internet. [...] Eles têm seis refeições ao dia, programação cultural, como uma das nossas bandas na Base Aérea. Algumas atrações que os deixam mais entretidos para ficarem melhor acomodados nesse período", disse. Em isolamento na Base Aérea, repatriados tiveram domingo de lazer para lidar com ansiedade Reprodução/Instagram Essa programação citada pelo comandante tem se mostrado diversa. Os repatriados já mostraram que houve um grupo com acordeons, outro cantou e tocou hits nacionais e internacionais, além de bandas militares. Na tarde deste domingo, outra surpresa: o quarteto de cordas da Orquestra Filarmônica de Goiás esteve na Base Aérea se apresentando, como também foi registrado pelos repatriados. Imagens mostram os músicos - três violinistas e um violoncelista - de máscaras tocando algumas músicas, entre elas, "Como 3 grande meu amor por você", do cantor Roberto Carlos. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Aparecido Gonçalves/Arte G1 Initial plugin text Veja Mais

Ao menos 40 americanos estão infectados com coronavírus em cruzeiro no Japão

Glogo - Ciência Os Estados Unidos começaram a resgatar seus cidadãos em aviões fretados. Hong Kong e Coreia do Sul também adotaram o mesmo procedimento. Navio Diamond Princess está atracado em Yokohama, no Japão, com infectados pelo novo coronavírus em quarentena Kim Kyung-Hoon/Reuters O Instituto Nacional de Saúde norte-americano anunciou, neste domingo (16), que ao menos 40 americanos a bordo do cruzeiro Diamond Princess, em quarentena no Japão, estão infectados com o novo coronavírus. OMS diz que coronavírus já matou 1669 pessoas Na China, número de casos de coronavírus diminui pelo terceiro dia seguido De acordo com Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, esses pacientes serão tratados em hospitais no Japão. Cerca de 400 americanos estão entre os passageiros do navio. A embaixada dos EUA em Tóquio disse em um comunicado no sábado (15) que o voo fretado deverá chegar ao Japão neste domingo (16). No texto, ainda há uma recomendação para que o desembarque seja feito cautelosamente e que haja monitoramento depois da repatriação. Os Estados Unidos começaram a retirar nesse domingo seus cidadãos bloqueados no navio desde 5 de fevereiro. Os passageiros serão obrigados a passar por uma nova quarentena, de 14 dias, depois de chegarem aos EUA. Se eles não quiserem voltar nessa aeronave, não poderão voltar ao seu país “por um período”, de acordo com o texto. Hong Kong e a Coreia do Sul, também, disseram que vão enviar aviões para o Japão para buscar os seus cidadãos que estão em quarentena no cruzeiro. A Coreia do Sul anunciou neste domingo (16) que também vai retirar seus cidadãos do barco. "O governo tem planos para trazer os coreanos para casa, caso o teste para infecção deles seja negativo", disse o ministro de Saúde Park Neung-hoo. Raio X do novo coronavírus Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1 Números atualizados pela OMS, neste domingo (16): Casos no mundo: 51.857 casos confirmados em laboratório 1.278 a mais que os números de sábado (15) China: 51.174 casos confirmados em laboratório 1121 a mais que os números de sábado (15) 1666 mortos 142 a mais que os números de sábado (15) Fora da China: 683 casos confirmados em laboratório 157 a mais que os números de sábado (15) 25 países têm pelo menos um caso registrado 3 mortos (Japão, Filipinas e França) Americana de 83 anos é diagnosticada com o novo coronavírus na Malásia Veja Mais

Província de Hubei tem mais 96 mortes e 630 novos casos confirmados de coronavírus

Glogo - Ciência Número de casos no país já ultrapassa os 77 mil. Itália confirmou neste sábado segunda morte pela doença. A província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, registrou no sábado (22) mais 96 mortes devido à doença e confirmou novos 630 casos. O país já registra mais de 77 mil casos de Covid-19. Fora da China, segundo a Organização Mundial Saúde (OMS), há outros 1.252 casos. Destaques sobre o coronavírus deste sábado: Na China, são 76.392 casos confirmados e 2.348 mortes (além das novas em Hubei) A Itália confirmou a segunda morte por Covid-19 Coreia do Sul já registrou 433 confirmações da doença OMS alerta que África está mal preparada para o coronavírus Brasil tem um caso suspeito de coronavírus; outros 51 já foram descartados Casos de coronavírus pelo mundo, incluindo Líbano e Israel, até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 Um estudo divulgado na segunda-feira (17) mostrou que, apesar do grande número de casos, a maioria dos infectados apresentaram uma versão leve da Covid-19, nome dado à doença causada pelo coronavírus. Apenas pessoas em situação crítica, menos de 5% do total, correram risco de vida. A pesquisa confirma os indícios apresentados por outros cientistas: a maior taxa de mortalidade (14,8% dos infectados) está entre as pessoas com mais de 80 anos. Pacientes com outras doenças, principalmente as cardiovasculares, também têm uma chance maior de ter a versão crítica da Covid-19. Classificação de gravidade da epidemia de coronavírus na China Carolina Dantas/G1 No Brasil, nenhuma confirmação da doença. Nesta sexta, o Ministério da Saúde informou que acompanha um caso suspeito de coronavírus e que, desde o começo do monitoramento, outros cinquenta e um foram descartados. Segundo a pasta, a mulher de 21 anos não esteve em Wuhan, mas apresentou sintomas similares aos da infecção respiratória. Na quinta-feira (20), o Brasil tinha anunciado a suspeita de que uma criança de 2 anos, em São Paulo, que esteve na China, poderia estar infectada, mas os exames eliminaram esta hipótese. OMS expressa preocupação com novo coronavírus fora da China Initial plugin text Veja Mais

OMS alerta que África está mal preparada para o coronavírus

Glogo - Ciência Principal preocupação continua sendo a possível propagação do Covid-19 nos países cujos sistemas de saúde são mais precários, disse o diretor-geral da OMS durante uma videoconferência em Genebra. OMS expressa preocupação com novo coronavírus fora da China A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou neste sábado (22) que os sistemas de saúde do continente africano estão mal preparados para enfrentar a epidemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, caso os casos da doença aumentem em seus países. Até o momento, o Egito é o único país da África em que há a confirmação de um caso de contaminação. O número de casos de Covid-19 subiu para 76.392 na China na manhã deste sábado, 825 a mais que o registrado no último levantamento. Foram registradas 2.348 mortes, 109 a mais que no último balanço. No mundo, são 1.252 pacientes que estão com o novo coronavírus e 11 pessoas já morreram em 29 países. Em uma reunião de ministros da Saúde dos países da União Africana (UA), em Adis Abeba, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países que compõem o continente "façam uma frente comum para ser mais combativos" na luta contra o novo coronavírus. "Nossa principal preocupação continua sendo a possível propagação do Covid-19 nos países cujos sistemas de saúde são mais precários", disse o diretor-geral da OMS durante uma videoconferência em Genebra. Até o momento foram detectados 200 casos suspeitos na África, sendo que quase todos tiveram testes com resultados negativos para a doença, informou no sábado a diretora do escritório regional da OMS no continente, Matshidiso Rebecca Moetei. Porém, caso o coronavírus se alastre, os sistemas de saúde terão que atender uma série de pacientes com sintomas como insuficiências respiratórias, ressaltou Adhanom Ghebreyesus. No continente, muitos países não possuem o material necessário e isso "é um motivo para preocupação", alertou. O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, pediu às autoridades africanas que "tomassem medidas drásticas de prevenção e de controle" em relação ao novo coronavírus. Há o desafio de que os países africanos tenham como realizar testes para a detecção do vírus. Em três semanas, o número de países capazes de fazer esses testes passou de dois a 26, acrescentou Moetei. Várias companhias aéreas africanas, como a Kenya Airways, suspenderam os voos que tinham a China como destino. No entanto, a Ethiopian Airlines, a maior empresa do setor no continente, manteve suas conexões. Initial plugin text Veja Mais

Coreia do Sul confirma mais 142 casos de coronavírus nas últimas 24 horas

Glogo - Ciência Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo sul-coreano, 346 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19. Na China, o número passou dos 76 mil, com e mais de 2,3 mil mortes foram registradas. Trabalhadores com equipamento protetor usam desinfetante em spray contra o novo coronavírus em frente a uma igreja em Daegu, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (20). Kim Jun-beom/Yonhap via AP A Coreia do Sul registrou, nesta sexta-feira (21), mais 142 novos casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, informaram autoridades de saúde no país. O número total de infectados no país asiático chegou a 346, em menos de 24 horas. No primeiro balanço do dia, divulgado na manhã de sexta pelo horário de Brasília, a Coreia confirmou uma segunda morte pela doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que o salto no número de casos na Coreia do Sul não sinaliza um risco maior de uma pandemia global. O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que "o número de casos é realmente gerenciável e espero que a Coreia do Sul faça tudo para conter esse surto nesta fase inicial". Na quinta (20), ele havia alertado contra informações erradas e "teorias da conspiração" sobre o novo coronavírus. Destaques sobre o coronavírus desta sexta: Na China, são 76.288 casos confirmados e 2.345 mortes Israel confirmou o primeiro caso dentro do país O Irã confirmou mais duas mortes por Covid-19 O primeiro caso da doença foi confirmado no Líbano A Itália registrou a morte de um paciente de 78 anos Na China, o número de mortos subiu para 2.345, 106 a mais que o registrado no último balanço da quinta-feira (20). A quantidade de infectados chegou a 76.288 em todo o país, 366 a mais que o registrado no último levantamento; o número de pessoas com o vírus aumentou particularmente nas prisões. OMS expressa preocupação com novo coronavírus fora da China Initial plugin text Veja Mais

O alucinógeno que pode ter sido a 'arma secreta' dos vikings

Glogo - Ciência As grandes invasões vikings podem ter sido facilitadas por uma erva que deixava os guerreiros em uma espécie de 'transe psicótico' que os tornava imunes à dor e ao medo. O consumo de um chá alucinógeno pode explicar a lendária ausência de medo dos guerreiros vikings iStock via BBC As grandes invasões vikings podem ter sido facilitadas por uma erva que deixava os guerreiros em uma espécie de "transe psicótico" e imunes ao medo. Os chamados berserkers — que lutavam seminus, apenas cobertos de algumas peles de animais — ficaram famosos por sua violência e porque não pareciam ter medo nem sentir dor. Há indícios de que, por trás desse comportamento, estava o consumo de uma poderosa planta alucinógena chamada Hyoscyamus niger — conhecida como meimendro em português. Segundo Karsten Fatur, etnobotânico da Universidade de Liubliana, na Eslovênia, os "sintomas" exibidos pelos berserkers são consistentes com os produzidos por dois alucinógenos presentes na H. niger. "O consumo deles teria reduzido a sensação de dor e os tornaria selvagens, imprevisíveis e altamente agressivos", explica Fatur em um artigo publicado recentemente no periódico científico Journal of Ethnofharmacology. "Também poderia ter produzido efeitos dissociativos, como perder o contato com a realidade. Isso poderia permitir que eles matassem indiscriminadamente sem objeções morais", acrescenta. O uso do alucinógeno também ajudaria a entender a tendência dos berserkers a lutar despidos. E a desaceleração que geralmente acontece após o pico gerado pelo consumo dessas substâncias seria responsável pelo contraste de comportamento: furioso durante a batalha e calmo depois. Hiosciamina e escopolamina A 'Hyoscyamus niger' tem dois tipos de alucinógenos diferentes Science Photo Library via BBC Ao longo da história, várias substâncias foram consideradas possíveis explicações para as ações dos guerreiros vikings. Consumo de grandes quantidades de álcool, de beladona e principalmente do fungo psicoativo Amanita muscaria são algumas das possibilidades. Mas, de acordo com Fatur, os dois alucinógenos contidos na H. niger — hioscinamina e escopolamina — fazem dela uma melhor explicação. Os efeitos alucinógenos do meimendro, que se acredita ter chegado ao norte da Europa pelas mãos dos romanos, são bem conhecidos desde os tempos antigos. Na Grécia antiga, a planta foi queimada no oráculo de Delfos, permitindo que seus videntes entrassem em transe e fizessem um ritual de recebimento de profecias. E em uma tumba do ano 980 d.C. na Dinamarca, um saco de sementes foi encontrado enterrado ao lado de uma mulher que parece ter sido uma sacerdotisa, que também provavelmente as usava para produzir visões. A planta, que pode ser letal se ingerida diretamente, "foi usada como como psicoativo em muitas culturas europeias, por isso é razoável supor que os vikings também sabiam o que ela podia fazer e encontraram maneiras de usá-la", diz Fatur. "Eles podiam fazer um chá com ela, uma infusão de álcool ou uma pomada com gordura vegetal e animal e esfregá-la na pele", diz o etnobotânico. Veja Mais

Brasil tem um caso suspeito de coronavírus; outros 51 já foram descartados

Glogo - Ciência O governo anunciou uma ampliação da definição de casos, agora passageiros que estiveram viajando do Japão e apresentarem sintomas similares à infecção Covid-19 também serão investigados. O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (21) que o Brasil tem um caso suspeito de coronavírus e que, desde o começo do monitoramento, outros 51 foram descartados. O caso investigado é o de uma paciente do Rio de Janeiro que esteve na China. Segundo a pasta, a mulher de 21 anos não esteve em Wuhan, mas apresentou sintomas similares aos da infecção respiratória. Na quinta-feira (20), o Brasil tinha anunciado a suspeita de que uma criança de 2 anos, em São Paulo, que esteve na China, poderia estar infectada, mas os exames eliminaram esta hipótese. Além disso, o governo anunciou uma ampliação nos critérios de definição dos casos. A partir de agora, passageiros que estiveram viajando do Japão e apresentarem sintomas similares à infecção por Covid-19 também serão investigados. Mortes e casos pelo mundo De acordo com o mais recente balanço da OMS, a epidemia na China já deixou mais de 75 mil pessoas infectadas e causou mais de 2 mil mortes. Fora da China, segundo a OMS, há outros 1.152 casos e sete mortes. Fora da China, mais da metade dos casos tem relação com o cruzeiro Diamond Princess, que ficou em quarentena no Japão. Dois passageiros com cerca de 80 anos que estavam no navio morreram, informou na quinta-feira (20) o Ministério da Saúde japonês. Destaques sobre o coronavírus desta sexta (21): Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora A Coreia do Sul registrou, em um dia, mais de 100 novos casos da doença, e a quantidade de infectados no país cresceu para 208; Israel confirmou o primeiro caso dentro do país - de um passageiro que estava bordo do navio de cruzeiro que ficou em quarentena no Japão. Ele e outros 10 cidadãos israelenses foram repatriados depois de sair do navio. Antes disso, 4 israelenses já haviam sido diagnosticados e hospitalizados no Japão. A previsão é que os últimos passageiros com exames negativos para o vírus deixem o navio nesta sexta (21). Até a quinta (20), 634 casos da doença haviam sido confirmados na embarcação. O Irã confirmou mais duas mortes por Covid-19; agora, são quatro vítimas fatais pela doença no país. Ao todo, 18 casos foram confirmados lá, incluindo os das pessoas que morreram. O primeiro caso da doença foi confirmado no Líbano, de uma mulher que chegou ao país em um avião que vinha do Irã. Agora, há 1.152 casos confirmados fora da China, em 26 países, segundo a OMS. Initial plugin text Veja Mais

Número de infectados pelo novo coronavírus na China passa dos 75,6 mil

Glogo - Ciência Número de casos de Covid-19 cresce particularmente nas prisões. Em Wuhan, cidade onde o surto começou, mais um médico morreu pela doença; no país, foram registradas 2.239 mortes. Mulher usa máscara em área comercial em Shanghai, na China, nesta sexta-feira (21). Aly Song/Reuters O número de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, subiu para 75.567 na China na manhã desta sexta-feira (21), 517 a mais que o registrado no último levantamento. Foram registradas 2.239 mortes, 10 a mais que no último balanço. A quantidade de infectados cresceu, particularmente, nas prisões do país: mais de 500 casos foram registrados, segundo o jornal britânico "The Guardian". Morte de médico Autoridades de saúde em Wuhan, cidade onde surgiu o novo coronavírus, informaram que mais um médico morreu na cidade pela Covid-19. Peng Yinhua, de 29 anos, trabalhava na unidade intensiva e respiratória do Primeiro Hospital do Povo. Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei G1 Ele chegou a adiar sua festa de casamento para continuar o trabalho de combater a doença, informou o "The Guardian". Peng foi levado ao hospital no dia 25 de janeiro, e seu estado de saúde piorou no dia 30. O médico morreu na quinta-feira (20). Situação no Brasil O Ministério da Saúde monitora um caso suspeito do novo coronavírus, em São Paulo. Outros 50 já foram descartados, segundo a atualização mais recente, na quinta-feira (20). Destaques sobre o coronavírus desta sexta (21): Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora A Coreia do Sul registrou, em um dia, 100 novos casos da doença, e a quantidade de infectados no país cresceu para 204; Israel confirmou o primeiro caso dentro do país - de um passageiro que estava bordo do navio de cruzeiro que ficou em quarentena no Japão. Ele e outros 10 cidadãos israelenses foram repatriados depois de sair do navio. Antes disso, 4 israelenses já haviam sido diagnosticados e hospitalizados no Japão. O Irã confirmou mais duas mortes por Covid-19; agora, são quatro vítimas fatais pela doença no país. Ao todo, 18 casos foram confirmados no país, incluindo os das pessoas que morreram. Initial plugin text Veja Mais

Província de Hubei tem mais 115 mortes e 411 novos casos confirmados de coronavírus

Glogo - Ciência Com novos registros, número de infecções na China passa de 75 mil. São 2.229 mortes até agora no país devido à doença. Médicos ajudam paciente a sair de uma ambulância em Euhan, na província de Hubei, na China Chinatopix via AP A província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, registrou entre quarta-feira (19) e esta quinta-feira (20) mais 115 mortes devido à doença e confirmou novos 411 casos. Com essas novas infecções, o número de pessoas com o 2019 n-CoV no país passou para 75.050 e o de mortes chegou a 2.229. Mais dados de Hubei nesta quinta-feira: Desde o início da epidemia, a região teve 62.422 casos 45.346 casos foram na cidade de Wuhan, onde os primeiros casos foram notificados 11.788 pessoas receberam alta hospitalar no último dia 42.056 pacientes ainda estão em tratamento Imagem do dia 18 de fevereiro mostra pacientes com sintomas leves de Covid-19, a doença do novo coronavírus, em alojamento temporário do Hospital Fengcai, instalado em um estádio esportivo de Wuhan, na China. STR/AFP De acordo com estudo divulgado na segunda-feira (17), apesar do grande número de casos, a maioria dos infectados apresentaram uma versão leve da Covid-19, nome dado à doença causada pelo coronavírus. Apenas pessoas em situação crítica, menos de 5% do total, correram risco de vida. A pesquisa confirma os indícios apresentados por outros cientistas: a maior taxa de mortalidade (14,8% dos infectados) está entre as pessoas com mais de 80 anos. Pacientes com outras doenças, principalmente as cardiovasculares, também têm uma chance maior de ter a versão crítica da Covid-19. Classificação de gravidade da epidemia de coronavírus na China Carolina Dantas/G1 No Brasil, nenhuma confirmação da doença. Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde informou que acompanha um caso suspeito de coronavírus e que, desde o começo do monitoramento, outros cinquenta foram descartados. Na situação ainda em investigação, os médicos de São Paulo acompanham uma criança de 2 anos que esteve na China, mas não especificamente na cidade de Wuhan, epicentro da epidemia. Destaques da epidemia nesta quinta A Organização Mundial de Saúde (OMS) voltou a condenar 'teorias da conspiração' sobre o vírus Coreia do Sul registra a primeira morte por coronavírus Dois passageiros do cruzeiro Diamond Princess morrem por causa do Covid-19 Petrobras prevê impacto financeiro por conta do coronavírus Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) diz que epidemia pode causar perdas no valor de 27,8 bilhões de dólares para as companhias aéreas Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem um caso suspeito de coronovírus; outros 50 já foram descartados

Glogo - Ciência Médicos de São Paulo acompanham uma criança de 2 anos que esteve na China. O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (20) que o Brasil tem um caso suspeito de coronavírus e que, desde o começo do monitoramento, outros cinquenta foram descartados. Na situação ainda em acompanhamento, os médicos de São Paulo acompanham uma criança de 2 anos que esteve na China, mas não especificamente na cidade de Wuhan, epicentro da epidemia. Destaques da epidemia nesta quinta A Organização Mundial de Saúde (OMS) voltou a condenar 'teorias da conspiração' sobre o vírus Coreia do Sul registra a primeira morte por coronavírus Torneio de tênis WTA de Xian é cancelado devido ao coronavírus Petrobras prevê impacto financeiro por conta do coronavírus Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) diz que epidemia pode causar perdas no valor de 27,8 bilhões de dólares para as companhias aéreas Mortes e casos pelo mundo De acordo com o mais recente balanço da OMS, a epidemia na China já deixou 74.675 pessoas infectadas e 2.121 mortes. Fora da China, segundo a OMS, há outros 1.076 casos e sete mortes. Fora da China, mais da metade dos casos tem relação com o cruzeiro Diamond Princess. Dois passageiros com cerca de 80 anos que estavam no navio morreram, informou nesta quinta-feira (20) o Ministério da Saúde japonês. Aumenta número de mortos pelo novo coronavírus fora da China Initial plugin text Veja Mais

Coreia do Sul registra a primeira morte por coronavírus

Glogo - Ciência Maioria dos casos confirmados no país estão ligados a uma pessoa com o vírus que frequentou igreja e hospitais antes de testar positivo para a doença. Trabalhadores com equipamento protetor usam desinfetante em spray contra o novo coronavírus em frente a uma igreja em Daegu, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (20). Kim Jun-beom/Yonhap via AP A Coreia do Sul registrou nesta quinta-feira (20) a primeira morte provocada por Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pela agência de notícias Yonhap News, citando autoridades locais. A maioria dos casos da Coreia do Sul estão ligados a uma pessoa com o vírus que frequentou igreja e hospitais antes de testar positivo para a doença. Ao todo, a Coreia do Sul tem 104 casos confirmados de Covid-19. Confira a situação até as 7h30: 2.121 mortes na China 7 mortes em outros países – Filipinas (1), Japão (3), França (1), Irã (1), Coreia do Sul (1) 74.675 casos confirmados na China 929 em outros países 'Super disseminação' A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quinta que está em contato com a Coreia do Sul para auxiliar nos casos Covid-19, concentrados na cidade central de Daegu, informou a Reuters. De acordo com a agência de notícias, as autoridades sul coreanas estão tratando o caso como um "evento de super disseminação" . Dos 22 novos casos de coronavírus registrados na quarta-feira, 14 eram de pessoas ligadas a uma igreja em Daegu. "A OMS não usa 'super disseminação' como termo técnico. No entanto, pode haver incidentes de transmissão em que um grande número de pessoas pode ser infectado de uma fonte comum. Isso pode ocorrer por várias razões ambientais e epidemiológicas", afirmou o porta-voz da OMS Tarik Jasarevic. Morrem dois passageiros com coronavírus do navio que estava em quarentena, no Japão Casos de coronavírus pelo mundo no dia 19/02 Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text Veja Mais

ONU quer reduzir em 50% as mais de 1 milhão de mortes por acidentes no trânsito

Glogo - Ciência Entre recomendações está a meta de estabelecer limite máximo de 30 km/h em áreas de maior concentração de usuários vulneráveis e veículos. Acidentes de trânsito matam dezenas de milhares de pessoas no Brasil Kawanny Barros/TV Fronteira A terceira Conferência Global da ONU sobre Segurança no Trânsito foi aberta nesta quarta-feira (19), em Estocolmo, com um chamado aos países-membros para a adoção de medidas destinadas a reduzir as mortes no trânsito em pelo menos 50% até 2030. Entre as principais recomendações da Declaração de Estocolmo está o controle da velocidade no trânsito, incluindo a meta de estabelecer um limite máximo de 30 km/h em áreas de maior concentração de usuários vulneráveis e veículos - exceto se houver “fortes evidências” de que velocidades acima deste limite possam ser adotadas com segurança.  Alemanha tem rodovias sem limite de velocidade, mas trânsito mata 4 vezes menos do que no Brasil Entre as principais recomendações da ONU, está a meta de estabelecer um limite máximo de 30 km/h Divulgação/ADAC A cada ano, os acidentes de trânsito causam a morte de mais de 1,35 milhão de pessoas em todo o mundo, além de 50 milhões de feridos - e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os acidentes são a principal causa de morte entre crianças e jovens com idade entre 5 e 29 anos. “É preciso trabalharmos juntos para compartilhar experiências sobre a  imposição de leis relacionadas a riscos comportamentais como excesso de velocidade, beber e dirigir e não utilizar cintos de segurança, cadeiras adaptadas para crianças e capacetes de motocicleta, além da implementação de iniciativas comprovadas para mitigar tais riscos, que podem salvar centenas de milhares de vidas”, diz a declaração da conferência, que terá duração de três dias. Ministros de Estado de 80 países e cerca de 1.700 representantes de 140 nações participam da conferência, que é co-patrocinada pela OMS. O Brasil está representado por uma delegação chefiada por Marcello da Costa, secretário nacional dos Transportes Terrestres. Brasil Na Europa, cerca de 25 mil pessoas perdem a vida a cada ano em acidentes de trânsito. Em todo o mundo, segundo a ONU, cerca de 90 por cento dos acidentes ocorrem em países em desenvolvimento. O Brasil é, segundo dados da OMS, o quarto país com mais mortes no trânsito - atrás de China, Rússia, Índia e Estados Unidos. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2017 foi registrado um total de 35,3 mil mortes. “É preciso observar que a frota de veículos dos Estados Unidos é muito maior, com cerca de 120 milhões de carros a mais do que a frota brasileira”, disse em entrevista à RFI Francisco Garonce, diretor da entidade civil Observatório Nacional de Segurança Viária, e que também participa da conferência de Estocolmo. Nas rodovias federais, a média mensal de vítimas chegou a aumentar quando o governo Jair Bolsonaro determinou a suspensão do uso de radares móveis, em agosto de 2019, a fim de evitar o que classificou como ‘indústria de multas”. Segundo dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) compilados pela organização SOS Estradas, entre agosto e outubro do ano passado o número de mortes aumentou 2%, e o de feridos 9,1%. “Hoje, a Polícia Rodoviária Federal está utilizando os radares móveis, que foram suspensos temporariamente”, afirma Francisco Garonce. “O problema é que muitos radares foram instalados fora das normas previstas pela legislação, por exemplo atrás de árvores. É papel do Ministério Público determinar a regularização”, acrescenta ele. Acidente BR-407 Distrito de Rajada. Reprodução/Redes Sociais Em junho do ano passado, o governo Bolsonaro também apresentou proposta para acabar com as multas aplicadas a quem transporta crianças de zero a sete anos sem a cadeirinha adaptada. Mas segundo Francisco Garonce, a proposta foi retirada do projeto de lei 3267, que propõe mudanças no Código de Trânsito brasileiro e que deverá ser votado na Câmara nas próximas semanas. “O governo também queria mudar a exigência de exame toxicológico dos condutores, que verifica o consumo de drogas e não permite a renovação da carteira caso ele seja detectado. Mas a proposta do governo também não prosperou, e não está incluída no projeto de lei 3267”, afirma Garonce. Segundo ele, o Brasil enfrenta um desafio gigantesco. “As declarações de Bolsonaro (sobre suspensão de radares e da obrigatoriedade da cadeirinha) não ajudam. Mas temos também diversos técnicos, e não apenas políticos, que estão envolvidos na tentativa de melhorar a segurança no trânsito”, diz Garonce. “Não considero que vivemos um retrocesso. É um caminhar. Na última década, melhoramos em aspectos como a fiscalização e as exigências em relação ao uso de dispositivos de segurança como o airbag, e discutimos atualmente um programa abrangente de educação para o trânsito nas escolas”, acrescenta ele. Sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro, que defendeu a retirada dos radares pelo “prazer de dirigir”, Garonce observa que a sociedade como um todo precisa abraçar a causa por maior segurança no trânsito. “Pode-se perder o prazer de dirigir livremente, mas ganha-se em vidas”, diz ele. “O ideal é alcançar velocidades de 30 quilômetros por hora, para que ninguém mais morra no trânsito." Segundo o diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária, um dos principais desafios do Brasil é a segurança dos motociclistas. “Por exemplo, no Norte e no Nordeste do Brasil o número de vítimas causadas por acidentes com motocicletas já ultrapassa a quantidade de pedestres mortos em acidentes de trânsito”, ele enfatiza. Lições da Suécia A Suécia, país anfitrião da Conferência Global da ONU sobre Segurança no Trânsito, apresenta um dos melhores níveis mundiais de segurança no trânsito. No ano passado, foi registrada uma queda recorde no número de mortes: 223 vítimas. A experiência sueca mostra que iniciativas robustas podem reduzir de forma considerável o número de vítimas fatais no trânsito: desde 1966, segundo dados do Ministério sueco dos Transportes, o índice de mortes foi reduzido em quase 80%. Esta tendência positiva se deveu a melhorias graduais na infraestrutura e na segurança dos veículos, assim como na introdução de limites mais rígidos de velocidade e de consumo de álcool para quem dirige. Em 1997, o Parlamento sueco aprovou o programa Visão Zero, que tem como meta final eliminar as mortes no trânsito. Segundo estatísticas mais recentes do Ministério sueco dos Transportes, entre 2000 e 2018 o número de mortes apresentou uma queda de 52%. Em 2018, foram registradas 3.2 mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes, em comparação com 6.7 mortes no ano 2000. Na União Européia, a média registrada em 2018 foi de 4.9 mortes a cada 100 mil habitantes. Em 2016, o Ministério dos Transportes iniciou uma abrangente revisão dos limites de velocidade, com a meta de elevar ainda mais a segurança no trânsito. Os limites foram reduzidos de 90 para 80 quilômetros em diversas vias; em áreas próximas a escolas, o limite máximo de velocidade é de 50 quilômetros por hora. Outra iniciativa sueca foi a introdução de regras rígidas contra o consumo de álcool por parte dos motoristas. Na Suécia, o limite máximo aceitável de concentração de álcool no sangue é de 0,2 g (dois decigramas) por litro de sangue. Isso significa que um motorista pode ser processado se beber apenas o equivalente a menos de uma lata de cerveja, e a polícia sueca faz uma fiscalização frequente e rigorosa. E através de equipamentos instalados em todos os táxis e caminhões do país, motoristas só podem acionar a ignição após fazerem o teste do bafômetro. Motoristas suspeitos de dirigir sob influência de drogas são obrigados a fornecer amostras de sangue ou saliva para análise. O uso de cintos de segurança é compulsório na Suécia desde 1975 nos assentos dianteiros dos veículos, e a partir de 1896 tornou-se compulsório também nos assentos traseiros. O uso de cadeiras especiais para crianças também é mandatório desde 1988. Entre os ciclistas, também é obrigatório o uso de capacetes para crianças menores de 15 anos de idade, e cerca de 70% cumprem a lei. Crianças suecas do pré-escolar também são obrigadas a usar coletes fluorescentes durante passeios escolares. A cifra é menor entre os ciclistas adultos - apenas 30% usam o capacete, dado que levou o governo sueco a estabelecer a meta de elevar a utilização para 70%. Declaração de Estocolmo Anunciada na Conferência Global de Alto Nível da ONU sobre Segurança no Trânsito, que foi aberta pelo rei sueco Carl Gustaf XVI, a Declaração de Estocolmo afirma que a previsão de um total de até 500 milhões de mortes em todo o mundo entre 2020 e 2030 “é uma crise evitável, que para ser evitada vai exigir um maior e mais significativo empenho político, liderança e ações abrangentes em todos os níveis na próxima década”. Além da recomendação para a redução dos limites de velocidade, a Declaração de Estocolmo chama a atenção para a necessidade de garantir que todos os veículos produzidos e vendidos em todos os mercados até 20130 sejam equipados de forma a assegurar níveis apropriados de prevenção de riscos. O comunicado recomenda ainda acelerar a transição rumo a meios mais seguros e sustentáveis de transporte, e promover maiores níveis de atividade física, como caminhar e pedalar. A Declaração de Estocolmo também propõe a convocação da primeira Conferência de Alto Nível da ONU sobre Segurança no Trânsito a nível de chefes de Estado e de governo, a fim de mobilizar lideranças nacionais e estreitar a colaboração internacional para alcançar as metas de segurança global. A cada dois anos, a Assembléia Geral da ONU adota uma resolução sobre segurança no trânsito. Esta é a terceira Conferência Global de Alto Nível da organização sobre Segurança no Trânsito. A primeira foi realizada em 2009, em Moscou, e a segunda no Brasil, em 2015. Entre as iniciativas positivas do Brasil, a adoção de medidas consistentes para salvar vidas no trânsito deu à cidade de Fortaleza em 2018 o prêmio global de Transporte Sustentável (Sustainable Transport Award), concedido anualmente pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento por meio de um comitê de especialistas do Banco Mundial e de diversas outras organizações internacionais. Segundo a prefeitura, houve uma redução de 35% na taxa de mortalidade no trânsito de 2010 a 2017, com 9,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Entre as iniciativas citadas para a concessão do prêmio, estão a implantação de 108 quilômetros de corredores de ônibus exclusivos, e a expansão da rede cicloviária em mais de 240%. Veja Mais

Ministério da Saúde monitora 2 casos suspeitos de coronavírus

Glogo - Ciência Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (19), que casos investigados estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (19), que avalia dois casos suspeitos de coronavírus no país. Estes casos, estão concentrados nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Já foram descartados 48 casos em todo o Brasil. O país permanece sem registro da doença. China tem mais de 2 mil mortes por coronavírus e 74,2 mil casos confirmados Coronavírus: estudantes brasileiros na China ficam no 'limbo' em meio ao surto Sobre os 58 brasileiros repatriados, em quarentena na Base Aérea de Anápolis, o ministro interino da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informou que os últimos exames realizados mostram que ninguém está infectado com coronavírus. Esse é o mesmo resultado obtido na primeira análise, feita com amostras colhidas no dia em que eles chegaram à cidade goiana vindos de Wuhan, na China. Casos de coronavírus pelo mundo Juliane Monteiro/G1 Confira a situação até as 7h30 desta quarta-feira (19): 2.007 mortes confirmadas na China (incluindo 2 em Hong Kong, e 1 em Taiwan) – ao menos 1.921 destas mortes são em Hubei 3 mortes fora da China (Filipinas, Japão, e França) 74.279 casos confirmados na China – sendo 61.682 em Hubei 905 casos confirmados em outros 25 países 14.376 pacientes se recuperaram do Covid-19 – 9,1 mil em Hubei Fora de Hubei, os novos casos de Covid-19 têm caído há 15 dias consecutivos Pesquisa aponta que 80% dos casos de Covid-19 são leves Teste que verifica presença de coronavírus em brasileiros em quarentena dá negativo Veja Mais

Segundo exame aponta ausência de coronavírus em grupo em quarentena em Anápolis, diz governador

Glogo - Ciência Ronaldo Caiado (DEM) anunciou resultado em um post nas redes sociais. Amostras colhidas na segunda-feira (17) foram processadas no Lacen de Goiás. Resultado é o mesmo da primeira análise. Equipes fazem teste em repatriados para detectar coronavírus, Anápolis, Goiás Ho Yeh Li/Arquivo pessoal O governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) afirmou nas redes sociais que os exames concluídos nesta quarta-feira (19) mostram que os 58 em quarentena na Base Aérea de Anápolis não estão infectados com coronavírus. Esse é o mesmo resultado obtido na primeira análise, feita com amostras colhidas no dia em que eles chegaram à cidade goiana vindos de Wuhan, na China. As amostras processadas no Lacen de Goiás esta semana foram colhidas na segunda-feira (17), 8º dia de isolamento dos 18 previstos pelo protocolo de segurança do Ministério da Defesa. A superintendente de vigilância em saúde de Goiás, Flúvia Amorim, contou que esta segunda análise foi prevista porque os sintomas da contaminação podem se apresentar em até sete dias. "Foi um protocolo definido pelos Ministérios da Saúde e da Defesa, de que sejam feitos esses três exames. Mesmo se der negativo, faremos. Assim como deu negativo na primeira e estamos fazendo a segunda. É um protocolo de segurança", explicou. Após o resultado do primeiro exame ser negativo para o coronavírus, as pessoas que estão em isolamento comemoraram. Eles publicaram fotos e vídeos nas redes sociais falando sobre o alívio que foi ter certeza de que nenhum deles havia sido infectado. O Ministério da Saúde havia informado que, com o resultado desse novo exame em mãos, reavaliar a possibilidade de liberar a equipe que buscou os repatriados na China antes do fim da quarentena. De toda forma, um terceiro exame já está previsto para ser feito após o 14ºdia de quarentena. Isso porque 14 dias é o tempo de incubação do vírus. Veja Mais

Idoso acompanhado de perto após cirurgia de emergência tem recuperação melhor, diz estudo

Glogo - Ciência Além da diminuição de complicações e mortes, o acompanhamento tem custo considerado relativamente baixo dentro do tratamento geral. Atendimento médico personalizado a idosos que passaram por cirurgia de emergência reduziu em 19% complicações ou mortes. Banco de Imagens Atendimento médico personalizado a idosos que passaram por cirurgia de emergência reduziu em 19% as complicações ou mortes durante o pós-operatório, apontou estudo canadense publicado no final de janeiro no jornal internacional "JAMA Surgery". Cada paciente passou pela avaliação de um geriatra nas 48 horas após a cirurgia e teve um acompanhamento personalizado de um enfermeiro que, entre outros cuidados, aplicou um programa de recondicionamento ao lado do leito com a finalidade de fortalecer os músculos e retirar os idosos da cama o quanto antes. Tubos e drenos também foram retirados o mais rápido possível para evitar infecções e as doses dos analgésicos foram reajustadas para cada paciente. Segundo pesquisadores da Universidade de Alberta que conduziram o estudo, este tipo de atendimento também diminuiu em três dias o tempo médio de permanência dos idosos no hospital e permitiu que mais pacientes voltassem para casa após a alta hospitalar sem precisar de cuidados continuados. Custo baixo O estudo também destacou que a intervenção personalizada aos pacientes idosos de emergências teve um custo relativamente baixo no todo, uma vez que resultou em menos complicações e em estadias mais curtas no hospital. Nos Estados Unidos, há crescentes discussões sobre o custo da saúde no país para o indivíduo e a respeito da atuação do governo em planos de saúde. O tema é um dos que se destacam no debate da próxima eleição presidencial no país. Extremamente vulneráveis Segundo os pesquisadores, idosos que passam por cirurgia de urgência são extremamente vulneráveis a complicações pós-cirúrgicas e a morte porque são pessoas mais debilitadas e que não têm tempo para se preparar para o procedimento. Os riscos dos anti-inflamatórios para os rins dos idosos Como o preconceito afeta a saúde dos idosos O estudo acompanhou 684 pacientes entre 2014 a 2017. Todos tinham 65 anos quando passaram pelos procedimentos de urgência. Cuidados no pós-operatório minimizam riscos da cirurgia de catarata Veja Mais

Passageiros em quarentena por coronavírus deixam navio no Japão

Glogo - Ciência Foram 14 dias de isolamento; mais de 2 mil já morreram por causa da epidemia. Passageiros de navio sob quarentena no Japão começam a deixar embarcação Os passageiros do navio "Diamond Princess", onde foram detectados mais de 540 casos de infecção pelo novo coronavírus, começaram a deixar o navio nesta quarta-feira (19), depois de 14 dias de quarentena no Japão, no mesmo dia em que as autoridades chinesas anunciaram mais 132 mortes pela doença, elevando o total de óbitos no país a dois mil. Em sua atualização diária, as autoridades chinesas também reportaram 1.693 novos casos de contágio, o número mais baixo da semana. Com o novo balanço em Hubei, o número de infecções na China continental chegou a pelo menos 74.000. Fora da China continental foram registrados cerca de 900 casos de contágio e seis mortos em trinta países. Em Hong Kong, as autoridades divulgaram que uma segunda pessoa morreu por conta da doença. A vítima é um homem de 70 anos que estava internado desde o dia 12 de fevereiro em um hospital local. OMS pede calma Citando um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, com uma amostra de 72.000 pessoas, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou na segunda (17) que mais de 80% dos pacientes sofrem uma forma muito leve da doença. Segundo este estudo, até os 39 anos, a taxa de mortalidade do Covid-19 permanece muito baixa, de 0,2%, e aumenta gradualmente com a idade. "Este é um surto muito sério e tem o potencial de crescer, mas precisamos colocá-lo em sua justa medida com o número de pessoas infectadas", disse Michael Ryan, encarregado do departamento de emergência médica da OMS. "Proporcionalmente, fora de Hubei esta epidemia está afetando muito pouca gente", afirmou depois da divulgação de um informe, segundo o qual 81% dos mais de 73.000 pacientes têm infecções leves. O estudo, divulgado pelo Centro Chinês de Prevenção e Controle de Doenças mostra que o índice de mortalidade é de 2,3% e cai abaixo de 1% na faixa etária de 30 a 40 anos. Zhong Nanshan, especialista da Comissão Nacional de Saúde Chinesa, disse que 85% dos pacientes podem melhorar "se contarem com bom suporte (médico), tratamento e estar bem alimentados" Com base nestes dados, encarregados da OMS insistiram em que a epidemia do Covid-19 é "menos letal" que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) ou a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers). Por outro lado, a OMS elogiou a China por tomar medidas drásticas para conter o vírus. Wuahn, capital da província de Hubei, realiza "uma prática de saúde pública muito boa", com vigilância ativa e porta a porta, disse Michale Ryan. Cerca de 56 milhões de pessoas estão em quarentena na província de Hubei, foco da epidemia. No entanto, a situação continua difícil em Wuhan, onde o diretor de um hospital morreu nesta terça (18), a sétima pessoa da área de saúde a sucumbir à epidemia de Covid-19. Preocupação com os cruzeiros Outras 88 pessoas testaram positivo para o coronavírus no cruzeiro Diamond Princess que está atracado em frente à costa de Yokohama no Japão, elevando para 542 o número de infecções. Após a decisão dos Estados Unidos de repatriar 300 americanos do navio na segunda-feira, outros países como Reino Unido, Canadá, Austrália, Hong Kong e Coreia do Sul seguirão a iniciativa. A OMS havia criticado a restrição de viagens e a ideia de suspender os cruzeiros, após o contágio de centenas de passageiros em uma embarcação em frente à costa japonesa com cerca de 3.700 pessoas a bordo. Temor econômico Apesar das garantias da OMS, a preocupação persiste. Um salão internacional de invenções foi adiado em Genebra, um evento de artes marciais em Singapura será realizado a portas fechadas e os lutadores chineses foram excluídos do campeonato asiático na Índia. Nesta terça, a Rússia declarou, ainda, que nenhum cidadão chinês poderá entrar em seu território a partir de 20 de fevereiro. A União Europeia, por sua vez, cancelou um deslocamento dos presidentes das instituições europeias a Pequim, previsto para o fim de março para preparar uma cúpula UE-China, agendada para setembro na Alemanha. As cadeias produtivas de multinacionais como Foxconn, provedora da Apple, foram interrompidas após o fechamento temporário de fábricas na China. A Apple anunciou nesta segunda que não atingirá sua previsão de faturamento no segundo trimestre, já que o abastecimento de seu principal produto, o iPhone, estará "temporariamente limitado" e a demanda na China foi afetada. O BHP, maior grupo minerador do planeta, advertiu que a demanda de commodities pode ser afetada, especialmente a de petróleo, cobre e ferro, se a epidemia continuar avançando. Veja Mais

Por epidemia do novo coronavírus, Rússia suspenderá entrada de chineses

Glogo - Ciência Cidadãos da China não poderão viajar à Rússia, determinou governo russo. Medida tem caráter temporário e passa a valer a partir desta quinta-feira (20) A Rússia vai suspender a entrada de cidadãos da China a partir desta quinta-feira (20) para evitar a transmissão do novo coronavírus no país, anunciou a vice-primeira-ministra Tatyana Golikova nesta terça. Segundo a agência Tass, a medida tem caráter temporário, mas as autoridades russas não disseram quanto tempo a determinação valerá. Em 30 de janeiro, a Rússia fechou a fronteira da China por causa do novo coronavírus. Desta vez, porém, a medida vale para todos os cidadãos chineses que chegam ao território russo por turismo, trabalho ou para fazer cursos. Reportagem em atualização Veja Mais

Salão do Automóvel de Pequim é adiado por surto de coronavírus

Glogo - Ciência Segundo organização do evento, adiamento foi feito para garantir a saúde e a segurança de participantes e expositores. Mercado chinês é o maior do mundo. Salão de Pequim 2018 Ng Han Guan/AP A organização do Salão do Automóvel de Pequim, na China, anunciou o adiamento do evento em razão do surto do coronavírus, que já matou mais de 1,7 mil pessoas no mundo. O evento aconteceria entre os dias 21 e 30 de abril. A nova data ainda não foi divulgada. Segundo comunicado do Comitê Organizador da Exposição Internacional de Automóveis de Pequim 2020, a decisão foi tomada para garantir a saúde e a segurança de participantes e expositores. Mercado chinês é o maior do mundo. O adiamento é só mais uma consequência do novo vírus para a indústria automobilística. Marcas como a Toyota paralisaram a produção na China. Fornecedoras de diversas fabricantes também interromperam suas atividades no país e seus componentes já começam a fazer falta em fábricas de todo o mundo. Veja a nota do comitê organizador: "Para garantir a saúde e a segurança dos expositores e participantes, nós, em nome do Comitê Organizador da Exposição Internacional de Automóveis de Pequim 2020 (16ª) (Auto China 2020), decidimos adiar o evento que foi inicialmente agendado para novos e antigos locais do Centro Internacional de Exposições da China (CIEC) em Pequim, de 21 a 30 de abril deste ano. A data reagendada será notificada separadamente. Pedimos desculpas pelo inconveniente causado pelo atraso e agradecemos sua compreensão. Obrigado a todos os expositores, parceiros e público-alvo por seu apoio contínuo à Auto China! Monitoraremos a situação da epidemia de perto e informaremos sobre o progresso organizacional da Auto China 2020 em tempo hábil." Initial plugin text Veja Mais

Vasos das mulheres envelhecem mais rapidamente

Glogo - Ciência Risco de doença cardiovascular aumenta depois da menopausa As pesquisas sobre a saúde humana sempre privilegiaram os homens, deixando as questões femininas em segundo plano. Felizmente, isso vem mudando, e um número cada vez maior de trabalhos joga luz sobre problemas específicos delas. O Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles (EUA), apresentou estudo mostrando que os vasos sanguíneos das mulheres – tanto as artérias pequenas quanto as maiores – envelhecem mais rapidamente que os dos homens. Isso explicaria por que elas desenvolvem diferentes tipos de doenças cardiovasculares e num período de tempo também distinto. Susan Cheng, cardiologista do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles Divulgação A cardiologista Susan Cheng, coordenadora do trabalho, enfatiza que a pesquisa não só confirma que as mulheres têm biologia e fisiologia diferentes, mas são suscetíveis a desenvolver alguns tipos de enfermidades ao longo de sua vida. Sua equipe analisou dados de 145 mil medições de pressão que cobriam um período de 43 anos e abrangiam pessoas do sexo feminino entre 5 e 98 anos. A pressão arterial é fator crítico para a detecção de doença cardiovascular e o time da doutora Cheng buscou padrões sobre como e quando a pressão começa a subir. Em vez de comparar dados de homens com os de mulheres, os pesquisadores fizeram comparações entre mulheres e entre homens, separadamente. Essa abordagem permitiu que identificassem a progressão das funções vasculares femininas. “Nossa análise mostrou que as taxas de elevação da pressão arterial são significativamente mais altas nas mulheres e isso começa mais cedo”, afirmou a médica. “Portanto, uma mulher de 30 anos que sofre de hipertensão provavelmente tem um risco maior de desenvolver doença cardiovascular que um homem da mesma idade”. À pesquisa da doutora Cheng, publicada no meio de janeiro na revista científica “JAMA Cardiology”, vem se somar uma outra, divulgada no começo de fevereiro. Cientistas da Universidade de Pittsburgh confirmaram o aumento de risco cardíaco depois da menopausa, com base no mais amplo levantamento sobre saúde de mulheres de meia-idade realizado nos Estados Unidos. O perigo é ainda maior para as negras do que para as brancas. Esse estudo será publicado em março pela Associação Americana de Cardiologia. Samar El Khoudary, professora de epidemiologia da Universidade de Pittsburgh Divulgação Samar El Khoudary, professora de epidemiologia e principal autora do trabalho, explicou: “o período de meia-idade não é apenas aquele no qual as mulheres sofrem com os sintomas da menopausa. É também quando os riscos de doença cardiovascular aumentam e verificamos mudanças significativas em múltiplas medições de sua saúde física”. Na média, o índice de aumento do endurecimento das artérias – a chamada aterosclerose – cresce de 0.9% para 7.5% entre um ano antes da última menstruação e o fim das regras. Trata-se de uma aceleração de peso e, para a pesquisadora, as mudanças hormonais dessa fase desempenham um papel crucial no quadro. Portanto, temos um desafio extra pela frente, sendo necessário um zelo redobrado com a saúde. Veja Mais

Depois de receber transplante duplo de pulmões, jovem alerta sobre riscos de cigarros eletrônicos

Glogo - Ciência 'Quero que saibam que todos os seus sonhos e todos os seus planos para o futuro, tudo isso pode mudar se você continuar a usar cigarros eletrônicos. Por ser tão perigoso, realmente não vale a pena. Vocês devem parar', diz Daniel Ament à BBC News Brasil. Daniel Ament foi o primeiro a receber transplante duplo de pulmões em decorrência de doença ligada ao uso de cigarros eletrônicos Fight4Wellness via BBC Em outubro do ano passado, no auge da crise provocada por uma misteriosa doença pulmonar ligada ao uso de cigarros eletrônicos que se alastrava pelos Estados Unidos, um adolescente anônimo virou manchete por ter sido o primeiro paciente afetado pelo surto a receber um transplante duplo de pulmões. Mortes por doenças ligadas ao cigarro eletrônico são mais de 50 nos Estados Unidos Brasil tem 3 casos de danos no pulmão por cigarro eletrônico Agora, quatro meses depois e ainda se recuperando da cirurgia que salvou a sua vida, Daniel Ament, de 17 anos, decidiu revelar sua identidade e contar sua história para alertar outros jovens sobre os perigos relacionados ao uso de cigarros eletrônicos. "Quero que saibam que todos os seus sonhos e todos os seus planos para o futuro, tudo isso pode mudar se você continuar a usar cigarros eletrônicos. Por ser tão perigoso, realmente não vale a pena. Vocês devem parar", diz Ament à BBC News Brasil. Desde o primeiro caso, identificado em abril do ano passado, a doença, nomeada como EVALI, já causou 64 mortes e levou à hospitalização de 2.758 pessoas em todos os 50 Estados americanos, no Distrito de Columbia (onde fica a capital, Washington) e nos territórios de Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas. Antes de ficar doente, Ament era um adolescente que gostava de nadar, correr e velejar e sonhava em fazer parte dos Navy SEALs, força de elite da Marinha americana. Hoje, ele precisa tomar mais de 20 comprimidos diários, e seu sistema imunológico ainda está comprometido. Depois de dois meses e meio no hospital, onde os médicos constataram danos irreversíveis em seus pulmões e temiam que ele não fosse sobreviver, emagreceu 18 quilos e sofreu atrofia nos músculos. "Tive de reaprender a respirar e a caminhar", conta. Hábito cada vez mais comum Ament, que nunca fumou cigarros convencionais, havia começado a usar cigarros eletrônicos aos 16 anos, poucos meses antes de ficar doente. O adolescente vive em Grosse Pointe, nos arredores de Detroit, no Estado de Michigan, e diz que muitos de seus colegas e amigos também fumavam cigarros eletrônicos. Antes de ficar doente, Daniel (em pé) gostava de velejar e sonhava em fazer parte da força de elite da Marinha americana Fight4Wellness via BBC "Era (um hábito) cada vez mais comum entre meus amigos", observa. Ele conta que, no início, nem tinha seu próprio aparelho, fumando apenas quando os amigos ofereciam, mas com o tempo se tornou mais frequente. Na maioria das vezes eram cigarros eletrônicos com nicotina, mas em cerca de dez ocasiões ele diz ter usado THC (tetra-hidrocanabinol, componente psicoativo da maconha). A maconha é legal em 33 Estados americanos — em alguns para uso recreativo, em outros somente para uso medicinal. Ao investigar a doença, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, agência de pesquisa em saúde pública ligada ao Departamento de Saúde americano) descobriu que muitas das mortes estavam ligadas ao uso de THC e à presença de acetato de vitamina E. Esse componente em forma de óleo da vitamina costuma ser utilizado em cremes para pele e suplementos vitamínicos, mas não é autorizado em produtos à base de maconha para uso em cigarros eletrônicos. O CDC suspeita que acetato de vitamina E e outros componentes tenham sido usados para diluir o THC em produtos adulterados ilegalmente. Antes do transplante, Ament foi mantido vivo graças a uma máquina de oxigenação por membrana extracorpórea, que atua como coração e pulmões artificiais, oxigenando e circulando o sangue Fight4Wellness via BBC Mas Ament acredita que todos os cigarros eletrônicos que usou foram comprados em lojas autorizadas, e não do mercado negro. Além disso, 14% dos pacientes identificados com EVALI relataram ter usado apenas cigarros eletrônicos com nicotina, sem THC. Os médicos não sabem que produto específico, se nicotina ou THC, causou os danos nos pulmões do jovem, mas apenas que a doença está ligada ao uso de cigarros eletrônicos. 'Risco de morte iminente' Ament havia ouvido falar da doença misteriosa que estava afetando usuários de cigarros eletrônicos, a maioria jovens como ele, e decidiu parar de usar os dispositivos quando voltou às aulas, em setembro do ano passado, depois das férias do verão americano. Mas, poucos dias depois, acordou com dor de cabeça, dores nas costas, febre alta e fadiga. Como os sintomas não passavam, foi levado ao pronto-socorro. Cirurgião Hassan Nemeh (na foto com Ament) diz que os danos nos pulmões do jovem eram irreversíveis Fight4Wellness via BBC "Eu sentia dificuldade de respirar. E esta é a última coisa de que me lembro. Acordei 50 dias depois e só então soube que havia passado pelo transplante", relata. Depois daqueles primeiros sintomas, a condição de Ament se deteriorou rapidamente. Ele foi internado no hospital Ascension St. John, em Detroit, no dia 5 de setembro. Inicialmente, a suspeita era de pneumonia. Mas os médicos constataram que seus pulmões estavam extremamente inflamados, cheios de líquido e tecido morto. Menos de duas semanas depois, como seu quadro se agravava, ele foi transferido para o Hospital Infantil de Michigan, onde foi mantido vivo graças a uma máquina de oxigenação por membrana extracorpórea, chamada de ECMO, que atua como coração e pulmões artificiais, oxigenando e circulando o sangue quando os órgãos do paciente não são capazes de desempenhar essas funções. Em 3 de outubro, Ament foi transferido pela terceira vez, para o hospital Henry Ford. Os médicos disseram que nunca haviam visto nada parecido com o que encontraram nos pulmões de Daniel. Os danos eram tão graves e o risco de morte era tão alto que ele foi colocado no topo da lista de espera para transplante. "Ele corria risco de morte iminente se não recebesse o transplante de pulmões", disse o cirurgião Hassan Nemeh, que liderou a equipe responsável pela cirurgia, realizada em 15 de outubro. Sonho interrompido Depois de 50 dias sedado, Ament acordou no hospital e descobriu que havia recebido o transplante. Ele ainda ficou várias semanas internado, e passou o aniversário de 17 anos no hospital. Aos poucos, ele reaprendeu a andar e está recuperando a força nos músculos. Mas os médicos salientam que a recuperação depois de um transplante como o dele pode levar vários meses. Seu sistema imunológico ainda está fraco, e ele terá de tomar medicamentos pelo resto da vida para evitar que seu organismo rejeite os pulmões transplantados. O sonho da carreira militar teve de ser abandonado. Ament ainda não voltou à escola, e está estudando online em casa enquanto se recupera. Mas nas últimas semanas ele tem percorrido algumas escolas da região onde mora para compartilhar sua história e alertar outros jovens para os riscos dos cigarros eletrônicos. Ele também criou uma organização sem fins lucrativos, a Fight4Wellness, para aumentar a conscientização sobre o problema e ajudar adolescentes que querem abandonar o hábito. "Não posso fazer nada do que tinha planejado, mas estou me concentrando em outras coisas, na organização e em voltar à escola", afirma ele, que está no penúltimo ano do ensino médio. Epidemia entre os jovens Ament sabe que não é fácil convencer jovens a abandonarem os cigarros eletrônicos, e conta que seu próprio irmão gêmeo ainda não conseguiu se livrar do hábito. "O vício é muito forte", afirma. O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes americanos é descrito por autoridades de saúde como uma epidemia. Mais de um em cada quatro alunos do ensino médio relatam terem usados os dispositivos nos últimos 30 dias, muitos dos quais, assim como Ament, nunca haviam fumado cigarros convencionais. Ament tem compartilhado sua história em escolas para alertar outros jovens sobre os riscos dos cigarros eletrônicos Fight4Wellness via BBC Apesar de a venda para menores de idade ser proibida, o número de estudantes americanos do ensino fundamental e médio que usam cigarros eletrônicos saltou de 3,6 milhões em 2018 para 5,4 milhões em 2019, segundo o CDC. Em 2011, eram apenas 220 mil. No início do ano, o governo americano anunciou a proibição da maioria dos cigarros eletrônicos com sabores — que costumam atrair os usuários jovens. Mas a medida foi criticada por não englobar mentolados ou com sabor de tabaco e deixar de fora alguns tipos de cigarros eletrônicos. Fabricantes afirmam que os cigarros eletrônicos são menos nocivos para os pulmões do que os cigarros convencionais, já que não incluem as toxinas perigosas, muitas delas cancerígenas, provenientes da combustão do tabaco. Diferentemente de cigarros convencionais, nos cigarros eletrônicos ou vaporizadores a nicotina, THC ou aromatizantes são misturados a um tipo de solvente ou óleo, que atua como difusor ao ser aquecido por uma bateria, transformado em vapor, que é inalado. O sabor pode ser alterado com a inclusão de outros químicos nessa solução líquida. Mas especialistas alertam para os riscos de alguns químicos e da mistura de diferentes componentes que, mesmo que sejam seguros para ingestão, podem ser tóxicos ao serem inalados, e afirmam que ainda pode levar anos até que os efeitos do uso de cigarros eletrônicos na saúde da população sejam conhecidos. Ament não sabe quem foi o doador de seus pulmões, mas pretende escrever uma carta para a família. "Quero que saibam como sou grato por ter uma segunda chance", diz. Vídeos sobre cigarro: Vaping - Os perigos do cigarro eletrônico Posso ajudar? Parar de fumar Nos EUA, cigarro eletrônico está causando internações e até mortes Veja Mais

Diretor de hospital em Wuhan, na China, morre por Covid-19, diz jornal estatal chinês

Glogo - Ciência Liu Zhiming, diretor do hospital Wuchang, é o primeiro diretor de hospital a falecer por causa do coronavírus, segundo o veículo. Liu Zhiming, diretor de um hospital em Wuhan, na China, morreu nesta segunda-feira (17) por Covid-19, segundo jornal chinês Reprodução/Twitter People's Daily, China Um diretor de um hospital em Wuhan, na China, morreu nesta segunda-feira (17) por Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, informou o jornal estatal chinês "People's Daily". Segundo o veículo, Liu Zhiming, que trabalhava no hospital Wuchang, é o primeiro diretor de hospital a morrer por causa da doença, que já deixou 1.772 mortos e teve 70.635 casos registrados na China. Initial plugin text Wuhan, capital da província de Hubei, é onde o surto de Covid-19 surgiu, em 31 de dezembro do ano passado. Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei G1 Esta reportagem está em atualização. Veja Mais

Bayer e Basf são condenadas nos EUA a pagar US$ 265 milhões para um agricultor

Glogo - Ciência Produtor do Missouri denunciou que os herbicidas das empresas destruíram suas lavouras de pêssegos. Aplicação incorreta do dicamba pode prejudicar lavouras vizinhas Reprodução/TV Diário Um tribunal americano condenou as empresas alemãs Bayer e Basf a pagar US$ 265 milhões a um agricultor que denunciou que os herbicidas das empresas destruíram suas colheitas de pêssegos. Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? O júri do tribunal federal de Cape Girardeau, no estado do Missouri, anunciou a sentença após uma denúncia de Bill Bader, que alegava que as duas empresas estimulavam os agricultores a usar o herbicida dicamba, um dos mais vendidos nos EUA, de forma irresponsável. O dicamba é um herbicida popular, mas polêmico, pois tende a matar as plantações nos campos vizinhos onde é utilizado. Expande facilmente e acaba com as plantas que não estão adaptadas ao produto. De acordo com a agência Bloomberg, este foi o primeiro julgamento nos Estados Unidos sobre o pesticida dicamba, que está há muitos anos no mercado. Agricultores de várias regiões dos Estados Unidos processaram a Bayer pelos prejuízos sofridos por culpa do dicamba. A decisão judicial acontece depois de outro caso no qual a Bayer foi condenada por júri da Califórnia a pagar US$ 290 milhões a um jardineiro que tem um câncer incurável. A sentença foi motivada pelo fato da empresa não ter informado de maneira suficiente sobre o perigo do RoundUp, à base de glifosato, outro pesticida polêmico. Bayer, que afirma que o dicamba é inócuo para as plantações caso os agricultores sigam as instruções, anunciou em um comunicado que pretende apelar contra a sentença o mais rápido possível. A Basf também anunciou que deseja "utilizar todos os meios legais à disposição" para contestar a decisão, afirmou um porta-voz da empresa. A Bayer comprou em 2018 o grupo americano Monsanto e teve que vender para a BASF parte de suas atividades agroquímicas para respeitar as normas de concorrência. Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus leva Japão a cancelar celebração pública do aniversário do imperador

Glogo - Ciência Autoridades pediram à população que evitasse concentrações e reuniões 'não essenciais'. Príncipe Naruhito em foto de setembro de 2018 Thomas Sanson/AFP O Japão anunciou nesta segunda-feira (17) o cancelamento da celebração pública do aniversário do imperador Naruhito - a primeira desde que ele assumiu o trono - , marcada para 23 de fevereiro, em meio a crescentes temores de uma propagação do novo coronavírus no país. "À luz de várias situações, decidimos cancelar a visita do público em geral ao palácio para o aniversário de sua majestade", disse a agência imperial em comunicado. "O aparecimento de sua majestade pela manhã e a assinatura pública do livro de cumprimentos serão canceladas", acrescentou a nota, publicada um dia depois que as autoridades pediram à população que evitasse concentrações e reuniões "não essenciais". Cerca de 60 pessoas foram diagnosticadas com o coronavírus no Japão, incluindo a morte de uma idosa. Há pelo menos outras 355 infecções a bordo do navio "Diamond Princess", isolado no porto de Yokohama. Com o aumento do contágio, o ministro da Saúde Katsunobu Kato alertou no domingo (16) que o país estava "entrando em uma nova fase". "Estamos vendo casos de infecção em que não podemos rastrear suas rotas de transmissão", afirmou o ministro. Primeiro aniversário como imperador A celebração pública do aniversário do imperador Naruhito seria a primeira desde que ele assumiu o trono em maio do ano passado. Duas vezes por ano - por ocasião do Ano Novo e de seu aniversário - o imperador faz aparições públicas no terraço envidraçado de um edifício do palácio imperial, cujo recinto se abre excepcionalmente. A última vez que essa cerimônia foi cancelada foi em dezembro de 1996, devido à tomada de reféns na residência do embaixador japonês no Peru durante a celebração do aniversário do então imperador Akihito (agora imperador emérito). Veja Mais

'Me disseram que eu era feio demais para ser gay'

Glogo - Ciência Discriminação, redes sociais e aplicativos de paquera fazem cada vez mais gays recorrerem a medidas como cirurgia plástica ou até uso de esteroides anabolizantes sem acompanhamento médico procurando atender a padrões de beleza. Problemas com imagem corporal afetam milhões de pessoas em todo o mundo e vêm se tornando cada vez mais disseminados na comunidade gay Gettty Images via BBC "Você é feio demais para ser gay". Foi o que Jakeb Arturio Bradea ouviu de um homem em um bar gay em Huddersfield, na Inglaterra. Não era a primeira vez que ele escutava um comentário do tipo. Na verdade, foram várias vezes. Bradea tentou, então, se matar. Comunidade LGBT sofre com preconceito e luta por aceitação em cidades do interior do Brasil Metade dos profissionais LGBT assumiu orientação sexual no trabalho, diz pesquisa Problemas com a imagem corporal afetam milhões de pessoas em todo o mundo e vêm se tornando cada vez mais disseminados na comunidade gay, segundo a ONG LGBT Foundation, sediada em Manchester, na Inglaterra. A entidade diz que homens gays e bissexuais são "muito mais propensos" do que homens heterossexuais a enfrentar tais problemas. A BBC conversou com vários homens gays que vêm fazendo de tudo para mudar seus corpos — incluindo o uso de esteroides e cirurgia plástica — apenas para serem "aceitos" por outros membros da comunidade LGBT. Muitos dizem que redes sociais e aplicativos de namoro estão aumentando a pressão em busca do "corpo perfeito". "Pessoas com corpos impressionantes recebem todos os comentários e a atenção", diz Jakeb. "Eu não saio para encontros porque tenho medo de que as pessoas me vejam na vida real. Honestamente, faria uma cirurgia plástica se pudesse pagar." Anabolizantes e quase morte Em vez de cirurgia, alguns anos atrás, Jakeb recorreu ao uso de esteroides anabolizantes — sem acompanhamento médico — para aumentar a massa muscular. "Malhava e ia à academia, mas chegou uma hora que não conseguia ficar mais musculoso. Na minha cabeça, precisava ser maior", diz ele. Muitos gays vêm recorrendo a esteroides e a outros procedimentos estéticos Getty Images via BBC "Meu amigo disse que conhecia um traficante de esteroides, então pensei em tomar uma dose baixa para ver o que acontecia", acrescenta. Mas esteroides anabolizantes podem ser viciantes. De repente, Jakeb não conseguia mais parar. "Cheguei ao tamanho que queria, mas não me senti bem o suficiente", diz ele. "Continuei querendo mais. Era como se tivesse uma voz na minha cabeça dizendo que era muito magro." Jakeb chegou, então, perto da morte uma segunda vez. Foi em novembro do ano passado, quando sofreu insuficiência cardíaca após vários anos de uso intenso de esteróides. "Não conseguia respirar, não conseguia dormir, estava a poucos dias de morrer", diz ele. "O cardiologista disse que se eu tivesse tomado outra injeção ou tivesse ido à academia mais algumas vezes, teria caído morto." Meses depois, Jakeb parou de tomar esteroides e perdeu massa muscular, mas continua tendo problemas de saúde para os quais está recebendo tratamento médico. "Simplesmente não valeu a pena", diz ele. Jakeb Bradea chegou a ficar à beira da morte BBC Medidas arriscadas O uso de anabolizantes e similares sem recomendação médica, dentro e fora do esporte de alto rendimento, não é uma prática restrita ao Reino Unido. No Brasil, muitos homens, sobretudo jovens, vêm recorrendo a esses medicamentos para melhorar a aparência e o condicionamento físico, independentemente da orientação sexual. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, trata-se de um "problema de saúde pública". No ano passado, a entidade lançou uma campanha chamada Bomba, Tô Fora com o objetivo de ampliar a conscientização sobre o assunto. Esteroides anabolizantes são derivados sintéticos da testosterona, um hormônio sexual masculino. Seu uso só deve ocorrer em casos de deficiência hormonal e com supervisão médica, já que podem causar uma série de efeitos colaterais, desde aumento da pressão arterial até câncer. Jakeb não é o único a tomar medidas drásticas para tentar chamar a atenção de outros homens. James Brumpton, engenheiro de software em Lincoln, no Reino Unido, se viu "sugado para este mundo de culto ao corpo perfeito" depois de se encontrar com um homem em um bar gay. Eles saíram juntos do local. Quando Brumpton chegou à casa do homem e tirou a camiseta, recebeu um olhar de desprezo acompanhado de um barulho de nojo. Mas você "tem belos braços", ouviu. Segundo ele, outros homens também o humilharam. Depois de experiências similares, Brumpton decidiu se submeter a uma abdominoplastia. "Permiti que outro homem me influenciasse a tal ponto que removi parte de mim", diz ele. Pressão e redes sociais Segundo os dados mais recentes divulgados pela Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (Baaps), 179 abdominoplastias foram realizadas em homens em 2018 — um aumento de 18% em relação ao ano anterior. Afshin Mosahebi, da Baaps, diz que gays estão atualmente realizando mais procedimentos estéticos do que heterossexuais, embora ele observe que as mulheres ainda se submetam a mais cirurgias do que os homens em geral. Mosahebi acredita que a pressão das redes sociais faz com que cada vez mais pessoas tomem decisões drásticas. "Alguns pacientes não precisam de cirurgia, precisam de ajuda psicológica, e mesmo os pacientes que precisam de cirurgia precisam ser adequadamente informados de todos os riscos potenciais", diz ele. Brumpton decidiu se submeter à abdominoplastia após sofrer várias humilhações BBC Depois que a abdominoplastia de Brumpton deu errado, ele ficou com cicatrizes permanentes, o que o deixou ainda mais inseguro sobre seu corpo. "Fui humilhado várias vezes desde então", diz Brumpton. "Um cara com quem eu estava namorando disse uma vez que eu precisava encontrar jeans na seção de maternidade porque tenho quadris largos." Os aplicativos de namoro alimentam preocupações com a imagem corporal, acrescenta Brumpton. "Há pessoas que têm em seus perfis 'zero gordura', ou outras que gostam apenas de homens masculinos e musculosos, então não querem ninguém que seja super magro", diz ele. Imagens nas redes sociais e nas principais revistas gays também levaram James a sentir que ele é um "estranho no ninho". "Você fica com essa ideia na cabeça que, se você é gay, tem de parecer um modelo da Calvin Klein", diz. Fotos de "corpos sexy" impulsionam as vendas de revistas gays, de acordo com Matthew Todd, ex-editor de uma dessas publicações, a Attitude. "Isso sempre foi um problema e eu tentei repetidamente colocar pessoas na capa que não eram assim: o primeiro homem trans, a primeira mulher trans, a primeira lésbica", diz Matthew. "Continuei fazendo esse tipo de coisa, mas nenhuma revista vendeu bem." Quando Matthew colocou uma foto de Stephen Fry, famoso comediante gay britânico, de 62 anos, na capa da revista em 2010, "foi uma das edições com pior vendagem de todos os tempos", diz ele. "Não estou criticando Stephen Fry, porque ele é incrivelmente popular", diz ele. "Acho que diz mais sobre o que os leitores estão buscando nas publicações gays." Baixa autoestima Todd, autor de Straight Jacket: How to be Gay and Happy (Camisa de Força: Como ser Gay e Feliz, em tradução livre), diz que a homofobia alimenta problemas de autoestima de homens gays. "É realmente importante lembrar que existe uma pressão sem precedentes sobre todos nós para nos apresentarmos assim ou assado", diz ele. "Mas não podemos esquecer que os LGBTs crescem sofrendo humilhação, impedidos de serem eles mesmos." "Acho que, para muitas pessoas, esse é um trauma gigantesco que se reflete em baixa autoestima. Se você não gosta de si mesmo, você não é feliz com a sua aparência." Segundo Todd, o resultado é que os homens gays sofrem mais pressão do que os homens heterossexuais para ter o corpo perfeito. "Vendo alguns aplicativos de namoro gay, você pensa que a maioria dos homens ali é modelo", continua ele. "Se você é um homem gay, achar outro homem atraente é um autojulgamento também. Muitos homens gays confundem 'Eu quero ficar com ele?' com 'Eu quero ser ele?'." Redes sociais e apps de namoro vêm aumentando pressão pela busca do 'corpo perfeito' Getty Images via BBC 'Passei 10 anos destruindo meu corpo' Jeff Ingold, da ONG LGBT Stonewall, voltada para os direitos LGBT, diz ser "crucial" que vejamos representações mais diversas de gays e bissexuais com diferentes tipos de corpo na mídia. "Isso não apenas ajudaria gays e homens bissexuais a se verem refletidos, como também ajudaria a quebrar estereótipos prejudiciais que afetam a imagem corporal e a autoestima deles." Mas Jakeb diz que ainda recebe comentários online de pessoas dizendo que "não teriam coragem de sair de casa se tivessem a minha aparência". "Não participei de paradas gays e levei pedrada para construir a comunidade que temos agora", diz ele. "Temos igualdade, mas somos horríveis uns com os outros." Vídeos sobre a comunidade LGBTQI O TEMA É PRECONCEITO Os perigos da homofobia e a vulnerabilidade da população LGBT Aplicativo ajuda na denúncia de violência contra população LGBTI Veja Mais

O que podemos aprender com as pessoas absurdamente talentosas

Glogo - Ciência Polimatia é a habilidade de desenvolver-se em múltiplos campos diferentes entre si. Mas o que produz um polímata — e como essa habilidade pode ser cada vez mais útil no mundo atual? Albert Einstein, em 1931; além de físico, ele era um talentoso violinista e pianista Getty Images/BBC Se não fosse por uma atriz e pianista, talvez o GPS e o wi-fi não existissem. No fim dos anos 1930 e início dos anos 40, Hedy Lamarr já era famosa em Hollywood por interpretar femme fatales. Poucos de seus contemporâneos sabiam, porém, que sua outra grande paixão era inventar: ela inclusive já havia projetado aviões aerodinâmicos para seu amante, o magnata da aviação Howard Hughes. Mas foi em outra pessoa que Lamarr encontrou uma alma gêmea. George Antheil era um pianista de vanguarda, compositor e romancista que também tinha interesse em engenharia. E quando a dupla percebeu, durante a Segunda Guerra, que forças inimigas estavam interferindo nos sinais de rádio dos Aliados, Lamarr e Antheil se puseram a pensar em uma solução. O resultado foi um método de transmissão de sinal chamado espalhamento espectral com salto de frequência (patenteado sob o sobrenome de casada de Lamarr, Markey), que ainda é usado em boa parte da tecnologia sem-fio atual. Pode parecer uma origem surpreendente para uma tecnologia inovadora, mas a história de Lamarr e Antheil se encaixa perfeitamente com o que se tem aprendido a respeito da mente polímata — a mente de pessoas com múltiplos talentos. Além de ajudar a entender quais traços específicos permitem que algumas pessoas equilibrem sucesso em tantos campos diferentes de especialidade, novas pesquisas mostram que há muitos benefícios em se cultivar múltiplos talentos, como mais satisfação na vida pessoal, mais produtividade no trabalho e mais criatividade. A maioria de nós pode nunca alcançar o sucesso obtido por pessoas como Lamarr ou Antheil, mas a ciência indica que todos poderíamos nos beneficiar em passar um tempo fora de nossas áreas de especialização escolhidas. Além de atriz, Hedy Lamarr desenvolveu tecnologias úteis até hoje Alamy/BBC O que é um polímata? Para começar, a definição de polímata é alvo de debate. O termo tem raízes na Grécia Antiga e foi usado no início do século 17 para referir-se a uma pessoa com "muitos aprendizados", mas não tem jeito simples de decidir quão avançados esses aprendizados têm de ser e em quantas disciplinas. A maioria dos pesquisadores argumenta que, para ser um verdadeiro polímata, é preciso ter algum tipo de conhecimento formal em ao menos dois campos não relacionados entre si. Uma das análises mais detalhadas do assunto vem de Waqas Ahmed, em seu livro The Polymath (O Polímata), publicado no início de 2019. A inspiração para o livro foi parcialmente pessoal: Ahmed passou por diversos campos em sua carreira. Com bacharelado em economia e pós-graduações em relações internacionais e neurociência, Ahmed já trabalhou como jornalista diplomático e personal trainer (carreira que aprendeu nas Forças Armadas britânicas). Hoje, ele coloca à prova seu amor pelas artes visuais como diretor artístico de uma das maiores coleções privadas de arte do mundo, enquanto atua também como artista profissional. A despeito dessas habilidades, Ahmed não se autoidentifica como polímata. "Seria um elogio grande demais me referir a mim mesmo assim", ele diz. Enquanto examinava as vidas de polímatas históricos, ele só levava em conta os que haviam feito contribuições significativas em ao menos três campos — caso de Leonardo da Vinci (como artista, inventor e anatomista), Johann Wolfgang von Goethe (o grande escritor que também estudou botânica, física e mineralogia) e Florence Nightingale (que, além de ter fundado a enfermagem moderna, foi também uma exitosa estatística e teóloga). A partir dessas biografias, e com a ajuda da literatura de psicologia, Ahmed conseguiu identificar as qualidades que permitem aos polímatas alcançar sua grandeza. Como é de se esperar, a inteligência acima da média certamente ajuda, por "facilitar ou catalisar o aprendizado", diz Ahmed. Mas ter curiosidade e a mente aberta também é essencial. "Você pode se interessar por um fenômeno, sem se interessar por onde esse interesse vai te levar", prossegue Ahmed, mesmo que isso te leve para um território desconhecido. O polímata não apenas transita entre diferentes esferas, campos ou disciplinas, mas busca conexões fundamentais entre esses campos, de forma a oferecer percepções únicas para cada um deles, diz o autor Waqas Ahmed Adrian Fisk/BBC Polímatas costumam ser, também, autossuficientes — felizes em ensinar a si mesmos — e individualistas; são movidos por um grande desejo de realização pessoal. Essas qualidades também são combinadas com uma visão mais holística do mundo. "O polímata não apenas transita entre diferentes esferas, campos ou disciplinas, mas busca conexões fundamentais entre esses campos, de forma a oferecer percepções únicas para cada um deles", diz Ahmed. Assim como qualquer traço de personalidade, essas qualidades têm alguma base genética, mas também são moldadas por nosso ambiente. Ahmed lembra que muitas crianças são fascinadas por diferentes interesses, mas nossas escolas, universidades e profissões nos empurram para a constante especialização. Sendo assim, muitas pessoas teriam a capacidade de ser polímatas, se fossem devidamente encorajadas. Essa ideia tem eco no trabalho de Angela Cotellessa, cujo doutorado na Universidade George Washington consistiu em entrevistar polímatas modernos a respeito de suas experiências. (Seus critérios foram ligeiramente menos rígidos que os de Ahmed. Os participantes tinham de ter carreiras bem-sucedidas em ao menos duas áreas separadas — uma em arte e outra em ciências — e se autoidentificar como polímata). Assim como Ahmed, ela identificou que traços como curiosidade são essenciais. Mas Cotellessa descobriu que os polímatas também precisam de alta resiliência emocional para buscar seus interesses diante das expectativas externas, "porque vivemos em uma sociedade que nos diz para nos especializarmos, e essas pessoas não fizeram isso — elas traçaram seu próprio caminho". O poder da 'polinização cruzada' Há, é claro, algumas boas razões para que hesitemos em cultivar múltiplos interesses. Um deles é o medo de que podemos nos enfraquecer por nos devotar a mais de um passatempo. Com a atenção dividida, teríamos dificuldade em obter sucesso em qualquer um desses campos. Goethe, o grande escritor que também estudou botânica, física e mineralogia Alamy/BBC Na realidade, existem algumas evidências de que desenvolver-se em diversas disciplinas pode estimular a criatividade e a produtividade. Sendo assim, embora o aprimoramento de um segundo ou terceiro interesse possa parecer uma distração, pode acabar estimulando seu sucesso em seu campo inicial de trabalho. No recém-lançado livro Range (Alcance, em tradução livre), David Epstein diz que cientistas influentes têm maior probabilidade de cultivar interesses diversos fora de seu campo primário de pesquisa, em relação à média de cientistas. Estudos mostram que cientistas vencedores do prêmio Nobel têm 25 vezes mais chances de cantar, dançar ou atuar do que seus pares. Também têm 17 vezes mais probabilidade de criar arte visual, 12 vezes mais de escrever poesia e quatro vezes mais de serem músicos. Ahmed e outros estudiosos argumentam que isso funciona como uma polinização cruzada, em que as ideias cultivadas em um campo servem de inspiração para o trabalho no outro. George Antheil, por exemplo, havia se dedicado a fazer trilhas sonoras para pianolas autônomas sincronizadas. Com Hedy Lamarr, ele usou os mecanismos usados para esses instrumentos para desenvolver o aparelho que usou para descongestionar as linhas de rádio na Segunda Guerra. Ahmed também observou esse comportamento nas biografias de grandes polímatas da história. "A polimatia é o caminho ótimo à criatividade porque, por natureza, exige que você seja diversificado em sua experiência e aprendizado", diz o autor. Ele diz que isso fica evidente nos talentos de alguém como Leonardo da Vinci — cujos conhecimentos de anatomia, matemática e geometria melhoraram a precisão de suas pinturas, e cuja imaginação visual estimulou sua criatividade na engenharia mecânica. "Essas coisas se retroalimentam." Transitando entre áreas Se você se sente tentado a viver uma vida mais polímata, Ahmed sugere que use seu tempo de modo mais eficiente, para abrir espaço para interesses múltiplos. Existe uma crescente percepção de que, quando é necessário se concentrar em uma tarefa complexa, o cérebro chega a uma espécie de saturação, depois da qual sua atenção se perde — e esforços adicionais podem não servir. Mas, se você se dedicar a uma atividade diferente e não relacionada, vai retomar a capacidade de se esforçar. Transitar entre diferentes tarefas pode, dessa forma, aumentar a sua produtividade geral. Vencedores do Nobel tendem a transitar entre diferentes áreas — caso da química Frances Arnold, que toca diversos instrumentos musicais além de pesquisar enzimas Alamy/BBC As evidências disso vêm de estudos em educação. Pesquisas com estudantes de diferentes disciplinas mostram que, depois de uma certa quantidade de prática ou estudo, paramos de aprender de modo eficiente. Podemos, então, usar nosso tempo com mais eficiência se regularmente nos dedicarmos a diferentes habilidades ou disciplinas. O mesmo vale para a solução de problemas: você terá mais chance de encontrar soluções se retomar a busca depois de voltar sua atenção a algo completamente diferente, em vez de apenas passar mais tempo diante do problema. Aspirantes a polímatas podem usar isso em seu benefício, alternando entre seus diferentes interesses — assegurando-se de que estão usando seus cérebros a uma capacidade máxima em cada campo, evitando o desperdício de esforço depois de chegar a um ponto de saturação cognitiva. "Você pode entrar na zona [de produtividade] e ser muito eficiente até um certo ponto; daí você precisa mudar de atividade para conseguir voltar ao estado ótimo", diz Ahmed. Albert Einstein, que além de físico era um talentoso violinista e pianista, aparentemente usava essa abordagem. Segundo seus filhos, ele dedicava-se a tocar música cada vez que se via diante de um problema insolúvel e costumava concluir suas apresentações dizendo "agora sim, entendi". Era um uso muito melhor de seu tempo do que se tivesse agonizado inutilmente diante dos dilemas de matemática e física. Quando 'empacava' em um problema, Einstein se voltava para a música — uma técnica que hoje é validada por neurocientistas Alamy/BBC Cultive seu polímata interior Tudo isso sugere que as habilidades polímatas podem estar ao alcance de mais gente do que se possa imaginar. E mesmo que não cheguemos ao nível de Da Vinci, podemos nos beneficiar da ampliação de nossos interesses, em vez de buscarmos uma única especialização. E temos muitas vantagens em relação aos polímatas do passado. A internet está repleta de cursos gratuitos em disciplinas diversas, e é mais fácil do que nunca conectar-se com um professor especialista, mesmo que a milhares de quilômetros de distância. "Temos uma oportunidade única de produzir polímatas — especialmente em lugares onde a polimatia não seria possível", diz Michael Araki, que pesquisa o tema no Brasil, na PUC-Rio. Ahmed concorda que é hora de mais pessoas abraçarem essas possibilidades. Ele destaca que muitos dos desafios urgentes da atualidade, como as mudanças climáticas, exigem soluções altamente criativas que passam por diferentes campos, e polímatas podem ser as pessoas certas para a tarefa. Muitas pessoas, ele diz, associam a polimatia aos homens do Renascimento. "Mas é mais relevante hoje do que jamais foi." *David Robson é autor de "The Intelligence Trap" (A armadilha da inteligência, em tradução livre), que analisa por que pessoas inteligentes cometem erros tolos - e como evitá-los. Veja Mais

Casos de coronavírus na Coreia do Sul mais que dobram e Samsung paralisa atividades de fábrica

Glogo - Ciência Segundo autoridades do país, número pode aumentar significativamente após cerca de 1.200 pessoas relatarem sintomas da doença após frequentarem uma igreja. Médicos e enfermeiros cuidam do transporte de um paciente infectado com o novo coronavírus em Chuncheon, na Coreia do Sul Lee Sang-hak/Yonhap via AP A Coreia do Sul confirmou neste sábado (22) que o número de novos casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus, no país dobrou para 433. Número de infectados na China passa dos 76 mil Itália registra segunda morte causada pelo Covid-19 Segundo as autoridades, essa contagem poderá aumentar significativamente, já que cerca de 1.200 pessoas que compareceram a uma igreja no centro do surto relataram sintomas semelhantes ao da infecção do vírus. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coréia (KCDC) relataram 142 novos casos em um briefing matinal e outros 87 à tarde. O KCDC também informou que mais uma pessoa morreu por Covid-19, elevando o total para três. Mais da metade dos casos nacionais está ligada a uma mulher de 61 anos, conhecida como "Paciente 31", que assistiu a cultos religiosos em um ramo da Igreja Shincheonji de Jesus em Daegu, o Templo do Tabernáculo do Testemunho. A mulher não tinha registros recentes de viagens ao exterior, disseram autoridades. O KCDC disse no sábado que obteve uma lista de 9.300 pessoas que compareceram aos cultos da igreja, cerca de 1.200 das quais se queixaram de sintomas semelhantes aos da gripe. População da Coreia do Sul utiliza máscaras de proteção para evitar a contaminação do novo coronavírus AP Photo/Lee Jin-man O governo designou Daegu, que tem uma população de 2,5 milhões de habitantes, e o condado de Cheongdo, lar de cerca de 43 mil pessoas, como "zonas de cuidados especiais" na sexta-feira. O país enviou equipe médica militar e outros profissionais de saúde, além de recursos extras, incluindo leitos hospitalares. Também estavam entre os novos casos as primeiras infecções relatadas em Busan, a segunda maior cidade da Coreia do Sul, e na ilha de Jeju, um popular destino turístico. Samsung paralisa fábrica A Samsung Electronics informou também neste sábado que um dos casos de vírus foi confirmado em seu complexo fabril de dispositivos móveis em Gumi, causando o encerramento das instalações até a manhã de segunda-feira. Gumi está perto de Daegu. A fábrica da Samsung em Gumi responde por uma pequena parte de sua produção total de smartphones, já que a maior fabricante de smartphones do mundo produz a maioria de seus produtos no Vietnã e na Índia. Três mortes Três pessoas morreram na Coreia do Sul no atual surto: um homem de 41 anos foi encontrado morto em sua casa neste sábado, e as autoridades de saúde confirmaram que ele foi testado positivo. Além dele, uma mulher de 50 anos e um homem de 63 anos também morreram. Policias usam máscaras de proteção em Seul, capital da Coreia do Sul, neste sábado AP Photo/Lee Jin-man Na capital Seul, milhares de pessoas foram às ruas no sábado para comícios políticos regulares nos finais de semana, apesar do prefeito da cidade ter dito na sexta-feira que as reuniões seriam proibidas como parte de medidas de contenção. A polícia de Seul disse à Reuters que estava ciente da proibição, mas só poderia intervir se a administração da cidade processasse um indivíduo ou grupos. Veja Mais

Província de Hubei tem mais 106 mortes e 366 novos casos confirmados de coronavírus

Glogo - Ciência Com novos registros, número de infecções na China passa de 76 mil. São 2.345 mortes até agora no país devido à doença. Guarda usa máscara para se proteger do novo coronavírus em um checkpoint em Pequim, na China, nesta quinta-feira (20). A OMS descartou a possibilidade de o vírus ser uma arma biológica. Greg Baker / AFP A província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, registrou na sexta-feira (21) mais 106 mortes devido à doença e confirmou novos 366 casos. Com essas novas infecções, o número de pessoas com o 2019 n-CoV no país passou para 76.288 e o de mortes chegou a 2.345. Fora da China, segundo a Organização Mundial Saúde (OMS), há outros 1.152 casos e oito mortes: 1 nas Filipinas, 3 no Japão, 1 na França, 1 no Irã, 1 na Coreia do Sul e esta na Itália. Destaques sobre o coronavírus desta sexta: Na China, são 76.288 casos confirmados e 2.345 mortes A Coreia do Sul registrou mais de 100 novos casos da doença Israel confirmou o primeiro caso dentro do país O Irã confirmou mais duas mortes por Covid-19 O primeiro caso da doença foi confirmado no Líbano A Itália registrou a morte de um paciente de 78 anos Casos de coronavírus pelo mundo, incluindo Líbano e Israel, até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 Um estudo divulgado na segunda-feira (17), mostrou que, apesar do grande número de casos, a maioria dos infectados apresentaram uma versão leve da Covid-19, nome dado à doença causada pelo coronavírus. Apenas pessoas em situação crítica, menos de 5% do total, correram risco de vida. A pesquisa confirma os indícios apresentados por outros cientistas: a maior taxa de mortalidade (14,8% dos infectados) está entre as pessoas com mais de 80 anos. Pacientes com outras doenças, principalmente as cardiovasculares, também têm uma chance maior de ter a versão crítica da Covid-19. Classificação de gravidade da epidemia de coronavírus na China Carolina Dantas/G1 No Brasil, nenhuma confirmação da doença. Nesta sexta, o Ministério da Saúde informou que acompanha um caso suspeito de coronavírus e que, desde o começo do monitoramento, outros cinquenta e um foram descartados. Segundo a pasta, a mulher de 21 anos não esteve em Wuhan, mas apresentou sintomas similares aos da infecção respiratória. Na quinta-feira (20), o Brasil tinha anunciado a suspeita de que uma criança de 2 anos, em São Paulo, que esteve na China, poderia estar infectada, mas os exames eliminaram esta hipótese. OMS expressa preocupação com novo coronavírus fora da China Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: por que é difícil encontrar o paciente zero da epidemia

Glogo - Ciência Ainda não há consenso sobre a origem exata da atual epidemia; enquanto alguns cientistas defendem esse tipo de busca, outros temem que ela leve à perseguição de indivíduos. Ainda não há consenso na China a respeito da origem exata da atual epidemia. Getty Images Em meio à persistência da epidemia do novo coronavírus, autoridades chinesas e especialistas ainda não entraram em acordo quanto à origem da doença, que até esta sexta-feira (21/2) acumulava 76,7 mil casos no mundo (75,5 mil deles na China), 2.239 mortes em território chinês e oito no restante do mundo, segundo o boletim mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda há divergências a respeito de quem é o "paciente zero" da epidemia — termo usado para descrever o primeiro humano infectado por uma determinada doença viral ou bacteriana. Identificar o "paciente zero" de uma epidemia é importante para alguns cientistas porque ajuda na compreensão de como, quando e por que o contágio aconteceu. Ao entender como a primeira pessoa foi infectada, é possível traçar o percurso da epidemia. As respostas a essas perguntas são importantes para prevenir que mais pacientes sejam infectados, neste ou em futuros casos. Sabemos quem é o paciente zero do novo coronavírus? Ao entender como a primeira pessoa foi infectada, é possível traçar o percurso da epidemia. Getty Images A resposta direta é não, porque não há consenso a respeito. Autoridades chinesas disseram inicialmente que o primeiro caso do novo coronavírus (rebatizado de Covid-19 pela OMS) ocorreu em 31 de dezembro de 2019, e muitos dos casos da doença foram conectados imediatamente a um mercado de venda de animais e frutos do mar na cidade de Wuhan, na Província de Hubei. A infecção pelo vírus pode causar desde sintomas mais leves, como coriza, tosse, dor de garganta e febre, até pneumonia e dificuldade respiratória em algumas pessoas, às vezes de modo fatal. Essa região é o epicentro da epidemia, concentrando 82% dos casos registrados até agora, segundo estatísticas compiladas pela universidade americana Johns Hopkins. No entanto, um estudo de pesquisadores chineses publicado no periódico médico Lancet alega que o primeiro diagnóstico do Covid-19 ocorreu bem antes, em 1º de dezembro, e que o paciente em questão "não teve contato" com o mercado de Wuhan. Wu Wenjuan, médico sênior no Hospital Jinyintan, de Wuhan, e um dos autores do estudo, disse ao serviço chinês da BBC que esse paciente era um homem idoso que sofria do mal de Alzheimer. "Ele (paciente) morava a quatro ou cinco ônibus de distância do mercado de frutos do mar", disse Wu Wenjuan. "E como ele estava doente, basicamente não saía de casa." Segundo ele, três outras pessoas desenvolveram sintomas nos dias seguintes — duas das quais tampouco tiveram contato com o mercado. Por enquanto, o médico diz que não é possível ter certeza de se existe outro foco inicial de contaminação além do mercado. Outra suspeita é de que a doença tenha acometido seu primeiro paciente em 8 de dezembro: uma pessoa que apresentou sintomas também em Wuhan, segundo a Comissão Municipal de Saúde da cidade. Ao mesmo tempo, pesquisadores também descobriram que 27 pessoas de uma amostra de 41 pacientes internados em um hospital, nos primórdios da epidemia, "haviam sido expostas ao ambiente do mercado". A hipótese de que a epidemia começou no mercado e foi transmitida de um animal vivo para um hospedeiro humano, antes de se espalhar de humano a humano, ainda é considerada a mais provável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa provável fonte animal ainda não foi identificada. Uma pessoa é capaz de desencadear uma enorme epidemia? Família cujo filho foi identificado como paciente zero da epidemia de ebola no oeste da África. Getty Images Entre 2014 e 2016, a epidemia de ebola no oeste da África foi a maior desde que o vírus foi descoberto, em 1976. A epidemia matou 11 mil pessoas e infectou mais de 28 mil, segundo a OMS. Perdurou por mais de dois anos e se alastrou por dez países — a maioria deles na África, mas também foram registrados casos nos EUA, na Espanha, no Reino Unido e na Itália. Cientistas concluíram que essa epidemia começou com uma única pessoa: um menino de dois anos da Guiné. Acredita-se que ele tenha sido infectado enquanto brincava em um vão dentro de uma árvore, que abrigava uma colônia de morcegos. Essa conclusão foi tirada depois de uma expedição à aldeia Meliandou, onde o menino morava e onde foram coletadas amostras, segundo um estudo publicado no EMBO Molecular Medicine. 'Mary Tifoide' Caricatura da Mary Tifoide, em 1909; ela é tida como a primeira paciente zero. Getty Images O primeiro paciente zero de que se tem notícia foi Mary Mallon, apelidada de Mary Tifoide por ter sido a primeira infectada em uma epidemia de febre tifoide em Nova York em 1906. Mary emigrou da Irlanda para os EUA e trabalhava como cozinheira para famílias nova-iorquinas abastadas. E, em todos os lugares onde ela cozinhava, moradores começavam a apresentar sintomas da doença. Acredita-se que cerca de cem pessoas tenham sido infectadas por ela. Médicos a chamavam de portadora saudável — alguém infectado por uma doença, mas que não manifesta nenhum sintoma. Existem evidências científicas de que algumas pessoas são mais "eficientes" do que outras em propagar vírus, e Mary é um dos primeiros casos registrados de pessoas com essa "habilidade". Na época, a febre tifoide afetava milhares de pessoas em Nova York anualmente, com uma taxa de mortalidade de 10%. Por que muitos cientistas não gostam do termo Ao mesmo tempo, muitos especialistas em saúde se opõem aos esforços para identificar o primeiro caso de uma epidemia, por temor de que isso crie um ambiente propício para a propagação de desinformação e para a perseguição de indivíduos. Um exemplo famoso é o de um homem que foi erroneamente identificado como paciente zero da epidemia de aids, em um estudo realizado em 1984. Gaétan Dugas, um comissário de bordo canadense que era homossexual, acabou sendo demonizado e responsabilizado pelo avanço do HIV nos EUA nos anos 1980. Chegou a ser chamado de promíscuo e irresponsável pelo próprio autor do estudo. Dugas morreu em 1984, em decorrência da aids. Mas, três décadas depois, cientistas concluíram que ele não poderia ter sido o primeiro caso da doença: em estudo de 2016, esses cientistas mostraram que o vírus havia se deslocado do Caribe para a América do Norte no começo dos anos 1970. Curiosamente, foi durante a epidemia de HIV que o termo paciente zero foi cunhado, acidentalmente. Enquanto investigavam o avanço da doença em Los Angeles e San Francisco, no início dos anos 1980, pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) usaram a letra "o" para se referir a um caso de alguém de "fora ('outside', em inglês) da Califórnia". Outros pesquisadores erroneamente interpretaram a letra "o" como se fosse o número "0" — e daí chegou-se a paciente zero. Na época, o professor Oliver Pybus, da Universidade de Oxford, comentou o estudo dizendo: "O paciente zero se tornou um assunto a respeito das origens da aids. No entanto, não importando o quão atrativa essa narrativa possa ser, ela não tem base científica e é muito triste que essa pessoa tenha sido identificada". Veja Mais

Líbano confirma primeiro caso de Covid-19

Glogo - Ciência Paciente seria uma mulher de 45 anos que chegou ao país em um avião vindo do Irã. Pessoas usando máscaras protetoras contra o coronavírus passam de moto em frente ao Hospital Rafiq Hariri, em Beirute, no Líbano, onde o primeiro caso detectado no país está sendo mantido em quarentena nesta sexta (21). Mohamed Azakir/Reuters O Líbano confirmou, nesta sexta-feira (21), o primeiro caso de Covid-19 no país. A paciente seria uma mulher de 45 anos que chegou ao país em um avião vindo do Irã - onde quatro pessoas já morreram por causa da doença e 18 casos foram detectados. Veja mais informações em instantes. Veja Mais

O que as bebidas energéticas prometem e como realmente impactam a saúde

Glogo - Ciência Em propagandas, é comum vê-los associados a estilos de vida saudáveis, mas os energéticos têm sido alvo de estudos e políticas públicas mirando alguns de seus principais ingredientes. Dois dos principais componentes dos energéticos preocupam especialmente: a cafeína e o açúcar Gadini/Pixabay Pular, cantar, dançar, beijar — talvez. Aproveitar festas como o carnaval que se aproxima pedem muita energia, e há um produto na prateleira de mercado mais próxima que promete entregar isso com alguns goles: as bebidas energéticas. Só que, nos últimos anos, a bebida, associada na publicidade aos esportes, a atividades saudáveis e à vitalidade, vem sendo estudada por seus possíveis impactos negativos justamente na saúde. Autoridades pelo mundo também estão atentas ao tema — como no Reino Unido, onde o governo abriu uma consulta pública em 2018 e ainda analisa a possibilidade de proibição da venda dos energéticos a pessoas menores que determinada idade, possivelmente 16 ou 18 anos. Os defensores do banimento apontam para aquilo que vem sendo alvo de estudos e preocupações: os efeitos de dois dos principais componentes destas bebidas, o açúcar e a cafeína. Há grupos considerados especialmente vulneráveis, como os mais jovens, cujos organismos são mais suscetíveis a altas doses dessas substâncias e que não têm maiores impedimentos para comprar os energéticos. "Todos temos a responsabilidade de proteger as crianças de produtos que afetam sua saúde e educação, e sabemos que bebidas repletas de cafeína e, muitas vezes, açúcar, estão se tornando um item comum na dieta delas", argumentou na época Steve Brine, subsecretário para Saúde Pública no Reino Unido. Ao mesmo tempo, representantes da indústria reclamam que uma medida do tipo discrimina um único produto, entre muitos que também carregam esses ingredientes. Em dezembro de 2018, uma avaliação técnica do Comitê de Ciência e Tecnologia do Parlamento britânico relatório concluiu não haverem evidências científicas suficientes para sustentar um banimento. "O consumo de bebidas energéticas tem correlação com pessoas jovens adotando comportamentos de risco, como beber álcool e fumar, mas não é possível determinar se há uma causalidade nisso", diz o relatório da comissão. "Do nosso ponto de vista, não há evidências suficientes sobre se os hábitos de consumo das crianças são significativamente diferentes para bebidas energéticas em comparação com outros produtos com cafeína, como chá e café." No Brasil, segundo dados da consultoria Kantar, do volume de energéticos consumidos em 2019, 1% ficou na faixa dos 11 a 17 anos; 26% de 18 a 29 anos; 18% de 30 a 39 anos; 28% de 40 a 49 anos; e 28% na parcela de pessoas com mais de 50 anos. Com o carnaval se aproximando no país, a reportagem consultou especialistas e levantou dados sobre os efeitos para a saúde dos energéticos — que de acordo com levantamento da consultoria Kantar, é o terceiro tipo de bebida que mais cresce em penetração (percentual de indivíduos que consomem o produto) no consumo fora do lar no Brasil, atrás da cerveja e água de coco. Spoiler: com doses relativamente altas de açúcar e cafeína, é o consumo excessivo destas bebidas — como várias latas em uma noite ou latas contendo quantidades grandes de líquido — que mais preocupa, e isso para pessoas mais velhas também. A realidade de ingestão dos energéticos também acende o alerta: eles muitas vezes são combinados com o álcool, cenário que gera preocupações extras (entenda abaixo). Confira também, no final da matéria, o posicionamento da associação que representa as marcas de bebidas energéticas no Brasil. O papel de velhos conhecidos: açúcar e cafeína Nos energéticos, a principal fonte de energia é o açúcar BBC Tecnicamente, a "energia" prometida por estas bebidas, como em qualquer alimento, viria das calorias — ou seja, dos chamados macronutrientes, como as gorduras, os açúcares e proteínas, que são como combustível para o nosso corpo. Portanto, nos energéticos, a principal fonte de energia é mesmo o açúcar, explicou à BBC News Brasil Ellen Cristini de Freitas, pós-doutora em ciências médicas e professora da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto na área de nutrição e educação física. O açúcar normalmente está nestas bebidas em doses de 10 a 30 g por cerca de 250 ml, a depender da marca — a reportagem consultou os rótulos de várias delas comercializadas no Brasil, considerando as do tipo padrão, ou seja, excluindo as versões com redução de açúcar ou sugar free. Em geral, um produto com mais de 15 gramas de açúcar por 100 gramas é considerado como de alto teor de açúcar. Em 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu a recomendação de consumo diário de açúcar para uma dieta saudável a 5% do total de calorias ingeridas. O limite máximo é de 10%. Assim, considerando também a recomendação genérica de que uma pessoa adulta consuma aproximadamente 2 mil calorias por dia, o limite máximo de 10% corresponde a 50 g de açúcar diários; e o limite considerado ideal, de 5%, a 25 g. O açúcar que está presente naturalmente em frutas, verduras, legumes e leite fresco não deve ser considerados nestes números. Os problemas para a saúde do excesso de açúcar são bem sabidos: danos aos dentes, sobrepeso e obesidade, problemas cardíacos, alguns tipos de câncer e diabetes. Se o açúcar dá "energia", a cafeína é a responsável pelo "estímulo" trazido por estas bebidas, explica Ellen Cristini de Freitas. Há também a taurina (um aminoácido naturalmente presente no nosso corpo e em peixes e frutos do mar ingeridos) — mas em quantidades (nos energéticos) que, para Freitas, não são relevantes o suficiente para gerar os efeitos positivos ou negativos tipicamente associados a ela. "Tanto a taurina quanto a cafeína são conhecidas como drogas psicoativas, ou seja, estimulantes diretos do sistema nervoso central — especialmente a cafeína. Nos 45 minutos iniciais, há um pico (da substância) na circulação, deixando o indivíduo mais alerta, atento, concentrado. Reduz-se o cansaço, a fadiga mental. Depois, o efeito da cafeína começa a cair e vem o efeito do açúcar", explica a pesquisadora. Nos energéticos, há aproximadamente 80 a 90 mg de cafeína para cada 250 ml de bebida. O consumo recomendado de cafeína para adultos é de até 400 mg por dia. Já crianças com menos de 12 anos não devem consumir cafeína; e, dos 12 e 18 anos, o consumo não deve passar de 100 mg por dia, de acordo com a Academia Americana de Pediatria. Assim, mais uma vez, é a dosagem ingerida que preocupa — principalmente por seus efeitos de curto prazo, como irritabilidade, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca e piora no sono. Já o impacto da cafeína em problemas crônicos, como a hipertensão, ainda não têm tanta sustentação científica assim. O cardiologista Roberto Kalil, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, destaca que ainda é preciso entender melhor os desdobramentos da combinação entre taurina e cafeína, "combo" que alguns estudos já mostraram potencializar os efeitos da última. "Sabemos que o excesso destes estimulantes promove a liberação de hormônios de excitação, como a adrenalina e noradrenalina, que favorecem o aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e promovem a vasoconstricção dos vasos", escreveu à BBC News Brasil Kalil, que também é presidente do Instituto do Coração (inCor/HCFMUSP). "Assim, as principais complicações cardiovasculares decorrentes do uso em excesso dos energéticos são as arritmias (aumento desordenado da frequência cardíaca) e os picos hipertensivos. Em casos extremos, podem causar infarto agudo do miocárdio." Quanto há de cafeína em: Uma caneca de café solúvel: 100 mg Uma caneca de café filtrado: 140 mg Uma caneca de chá preto: 75 mg Uma lata de Coca-Cola: 35 mg Uma lata de 250ml de energético: entre 80 e 90 mg Uma barra de chocolate puro: cerca de 25 mg Uma barra de chocolate ao leite: menos de 10 mg A mistura com o álcool Se a cafeína nos energéticos tem o papel de colocar o pé no "acelerador", o álcool, que muitas vezes se junta na forma de vodca ou uísque, por exemplo, seria como colocar o pé no "freio" ao mesmo tempo. Essa é a analogia escolhida por Erica Siu, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), para falar dos problemas de se misturar energético com álcool, combo frequente nas noites. Ela explica que as drogas são classificadas em três grupos: as depressoras do sistema nervoso central (cujo principal órgão é o cérebro); as estimulantes; e as perturbadoras. As primeiras reduzem funções cognitivas como memória e concentração; as estimulantes, o contrário. Já as perturbadoras alteram a percepção dos sentidos e produzem alucinações. "A cafeína é um estimulante e o álcool, um depressor. E é justamente esse contraponto que as pessoas tentam fazer: tomar um estimulante para contrapor os efeitos depressores do álcool, como o sono, para, por exemplo, durar mais na noite", aponta Siu, com formação em biomedicina e especialização em dependência química. "Você pode até mascarar os efeitos depressores do álcool, o problema é que a mistura não corta os efeitos do álcool em si, mas sim a percepção da embriaguez. Tem vários estudos mostrando que a mistura leva a comportamentos de risco mais intensos, como beber maior quantidade de álcool e ter comportamento sexual de risco." Ela destaca também que a mistura muitas vezes é feita para adocicar o gosto do álcool — não à toa, em uma pesquisa de mercado da Kantar, os consumidores apontaram o sabor dos energéticos como o principal motivador para seu consumo. Além disso, tanto a cafeína presente nos energéticos quanto o álcool são diuréticos, ou seja, aumentam o fluxo urinário e, com isso, podem levar mais facilmente à desidratação. Por isso, Siu recomenda, primeiro, que não se faça a mistura álcool e energéticos; e, quando houver o consumo desses produtos, que seja acompanhado da hidratação e alimentação. Kalil também alerta para os efeitos da combinação na saúde cardiovascular. "A associação da cafeína com bebida alcoólica pode se tornar uma bomba relógio no sistema cardiovascular, mesmo nos mais jovens. Se a pessoa já tem doença cardiovascular, como arritmias cardíacas e doença das coronárias, o cuidado tem que ser redobrado", alerta. "O álcool em excesso, por si só, já acelera o coração e faz subir a pressão arterial. Logo, com energético, os efeitos são potencializados. Sintomas como tremores e dor de cabeça também podem acontecer." Como produto ultraprocessado, energéticos deveriam sofrer restrições, diz organização Para além dos impactos fisiológicos, Paula Johns, diretora da organização ACT Promoção da Saúde — que nasceu motivada pela agenda antitabaco — alerta também para as ações publicitárias e de marketing desses produtos. "Eles são propagandeados como bons para a saúde, associados a atividades esportivas... Mas os energéticos trazem mais danos do que benefícios. Eles estão absolutamente dentro da categoria de ultraprocessados", afirmou Johns à BBC News Brasil, referindo-se ao grupo de alimentos cujo consumo não é recomendado por ter altos níveis de sal, açúcar e gordura, além de uma lista de muitos ingredientes, boa parte deles artificiais. "Sendo uma bebida açucarada, os energéticos devem estar submetidos às políticas que defendemos para os ultraprocessados: primeiro, serem sobretaxados; segundo, não deveria ser permitida sua publicidade; terceiro, deveriam vir com rótulos frontais informando sobre a quantidade de açúcar e outros componentes nocivos", defende. Hoje, as latas de energéticos trazem em seu verso a recomendação de que "crianças, gestantes, nutrizes, idosos e portadores de enfermidades" devem "consultar o médico antes de consumir o produto". Além disso, há a advertência de que "não é recomendado o consumo com bebida alcoólica". Mas as restrições pelo poder público mais explícitas talvez se limitem a regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determinam as quantidades de cafeína e taurina nestas bebidas — respectivamente 35 mg por 100 ml; e 400 mg por 100 ml. O que dizem os produtores de energéticos Em documento enviado à BBC News Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (ABIR), que representa o segmento, afirmou que a "venda de bebidas energéticas ocorre em mais de 165 países, estando em conformidade com as melhores e mais aprimoradas regulações internacionais". "A ABIR informa ainda que diversas pesquisas e literaturas nacionais e internacionais comprovam e atestam que as bebidas energéticas não são prejudiciais à saúde e/ou relacionadas a ocorrências de doenças, se consumidas com segurança". "Além disso, importante frisar que a quantidade dos componentes presentes nessas bebidas não tem qualquer efeito maléfico à saúde, podendo, inclusive, serem encontrados em alimentos habitualmente consumidos pela população em geral." A associação cita ainda pareceres da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e do Committee on Toxicity of Chemicals in Food, Consumer Products and the Environment (COT) afirmando que não há indicação de que as bebidas energéticas tenham qualquer efeito específico, positivo ou negativo, quando combinadas com bebidas alcoólicas. A ABIR evoca ainda uma pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, publicada em 2016 no periódico Jama Internal Medicine, que descartou os efeitos nocivos da cafeína para pacientes que sofrem de arritmia. Veja vídeos sobre o assunto: Energéticos aumentam os batimentos cardíacos Conheça os cuidados na hora de consumir os energéticos Veja Mais

A seita apontada como 'viveiro' do coronavírus na Coreia do Sul

Glogo - Ciência Pelo menos 30 das novas infecções pelo Covid-19 foram registradas na quinta-feira entre membros da seita em Daegu, uma cidade de cerca de 2,5 milhões de pessoas. Área em torno do lugar onde grupo se encontrava foi desinfetada AFP via BBC Um grupo religioso na Coreia do Sul foi identificado como um viveiro de coronavírus, segundo autoridades, em meio a um aumento acentuado de casos confirmados no país. A filial da Igreja Shincheonji que atua na cidade de Daegu responde por 30 de 53 novos casos do coronavírus registrados oficialmente na Coreia do Sul, deixando autoridades alarmadas. As autoridades de saúde sul-coreanas acreditam que as infecções estejam ligadas a uma mulher de 61 anos cujo resultado do exame que testa para a presença do vírus foi positivo. O Centro Coreano de Controle de Doenças diz que a mulher — que não foi identificada — teve contato com 166 pessoas, que foram solicitadas a se colocarem em quarentena. Lee Man-hee, fundador da seita Getty Images via BBC Pelo menos 30 das novas infecções por Covid-19 foram registradas na quinta-feira entre membros da seita em Daegu, uma cidade de cerca de 2,5 milhões de pessoas. A Shincheonji, que foi acusada de ser um culto, disse que fechou sua filial em Daegu e que serviços em outras regiões seriam mantidos online ou individualmente, em residências. O prefeito da cidade descreveu a situação atual como uma "crise sem precedentes" e instou as pessoas da cidade a ficarem dentro de casa. Os comandantes de uma base militar americana também impuseram restrições de acesso, informou a agência de notícias AFP. A seita é uma organização religiosa fundada em 1984 pelo sul-coreano Lee Man-hee, hoje com 80 anos, que se descreve como "o pastor prometido" mencionado na Bíblia. A Shincheonji tem mais de 120 mil membros em todo o mundo. Como está a situação do coronavírus na Coreia do Sul? Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP O número de casos confirmados na Coreia do Sul agora é de 104, segundo informaram autoridades nesta quinta-feira (20). Novos casos também foram relatados na capital Seul e na província vizinha de Gyeongsang do Norte. O país também registrou sua primeira morte que parece relacionada à epidemia: um homem de 63 anos vítima de pneumonia em hospital na cidade de Cheongdo, no sudeste. Ele estava hospitalizado havia 20 dias e era um entre 15 pacientes do mesmo hospital cujos testes haviam confirmado a infecção pelo coronavírus, relata a agência de notícias Yonhap. O coronavírus, originário da província de Hubei, na China, causa sintomas semelhantes aos da pneumonia. A China já registrou mais de 2 mil mortes e 75,2 mil infecções pelo vírus. O cruzeiro japonês Passageiros de navio em quarentena atracado em Yokohama, no Japão, permanecem nas varandas das cabines nesta terça-feira (19) Athit Perawongmetha/Reuters Também na quinta-feira, o Japão disse que morreram dois dos passageiros japoneses que pegaram o vírus a bordo do navio de cruzeiro Diamond Princess, atualmente em quarentena. As vítimas estavam na casa dos 80 anos. O transatlântico transportava 3.700 pessoas no total e os passageiros que não tinham o vírus começaram a deixar o navio na quarta-feira, após uma quarentena de 14 dias. Centenas já desembarcaram do navio atracado em Yokohama. Outros devem sair nos próximos dois dias. Mais de 150 passageiros australianos já chegaram a Darwin, onde iniciarão mais duas semanas de quarentena. O mesmo ocorrerá com passageiros originários de Hong Kong que acabaram de retornar ao território. TÓQUIO 2020: 4 anos após zika, coronavírus lança preocupação sobre Olimpíada O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, disse que os britânicos que estão no navio poderão embarcar em um voo para casa na sexta-feira, desde que não apresentem sintomas do vírus. A Indonésia também deve repatriar seus cidadãos. Ao mesmo tempo, o Irã diz que duas pessoas infectadas com o vírus morreram na cidade de Qom — são as primeiras mortes relacionadas ao coronavírus no Oriente Médio. Na quarta-feira, o governo de Hong Kong disse que um homem de 70 anos com doenças se tornou a segunda fatalidade do território. O Japão tem três mortes atribuídas ao vírus, enquanto França, Filipinas e Taiwan registraram uma morte cada. Casos de coronavírus pelo mundo no dia 19/02 Juliane Monteiro/G1 Veja Mais

O que pessoas cegas 'veem' em seus sonhos?

Glogo - Ciência Deficientes visuais têm seus outros sentidos aguçados? A série de vídeos da BBC 'Pergunte-me o que quiser' faz algumas das perguntas mais pesquisadas na internet para pessoas capacitadas para respondê-las. BBC responde perguntas importantes para entender a vida das pessoas cegas iStock via BBC "As pessoas cegas têm seus outros sentidos aguçados? O que veem em seus sonhos? Pessoas cegas podem trabalhar?" Essas são algumas das perguntas feitas na internet sobre a vida de pessoas com deficiências visuais. As questões foram compiladas pela série de vídeos do site da BBC Pergunte-me o que quiser, que leva algumas das perguntas mais pesquisadas online para as pessoas mais capacitadas para respondê-las. A BBC entrevistou três pessoas com variados graus de problemas visuais: Lucy Edwards, que é totalmente cega, Simon Brown e Amir Patel, que têm "severa dificuldade de visão". Eles responderam as seguintes perguntas: Pessoas cegas podem trabalhar? Sim, claro. Edwards tem seu próprio canal no YouTube, no qual conta sua rotina e ensina maquiagem. Patel hoje se descreve como consultor em diversidade e acessibilidade, dá palestras, escreve livros e é ativista pelos direitos de pessoas com deficiência. Brown trabalha em uma organização britânica que atende veteranos de guerra que também tenham sofrido perda de visão. Cegos ligam para a aparência? "Sim, sim, sim, sim, sim!", diz Edwards, que escreveu um guia de beleza, em inglês, para cegos. "Só porque não podemos nos ver no espelho não quer dizer que não queremos estar bonitos e nos sentirmos bem", diz ela. "Sou doida por maquiagem, isso faz parte de mim. Só porque fiquei cega não quer dizer que perdi contato com quem eu sou." 'Eu adoro fazer compras, então conto com os vendedores e as pessoas nas lojas para descreverem as roupas para mim', diz Amir Patel BBC Também é a opinião de Patel. "Sim, sem dúvida. Eu adoro fazer compras, então conto com os vendedores e as pessoas nas lojas para descreverem as roupas para mim", diz ele. "Eu tenho muito orgulho da minha aparência." Você sempre foi cego? Brown perdeu a visão em 2006, no Iraque, como combatente pelo Exército britânico. Brown foi baleado na cabeça por um franco-atirador, e a bala rompeu os nervos óticos do seu olho esquerdo. O olho direito também foi afetado. Edwards perdeu a visão ainda na infância. Durante um check-up, quando tinha oito anos, o médico a encaminhou direto ao hospital, dizendo que "havia algo errado no fundo dos seus olhos". Aos 11, ela perdeu a visão do olho esquerdo e aos 17, a do direito. Hoje vê apenas um pouquinho de luz. Para Patel, tudo mudou aos 33 anos, repentinamente, por conta de uma hemorragia nos vasos sanguíneos dos olhos. "Acordei com dor no olho e 36 horas depois, estava cego", ele contou em entrevistas prévias. Lucy Edwards é cega desde a infância BBC As pessoas cegas têm seus outros sentidos aguçados? "Entendo por que as pessoas acham que temos ouvidos supersônicos, mas não, quem me dera!", brinca Edwards. "Nenhum sentido pode melhorar, você só aprende a ficar mais alerta aos outros que ainda tem", diz Brown. "Aprendi a ficar mais atento à minha audição, presto mais atenção ao que preciso escutar. O mesmo vale para o toque", diz Patel. O que as pessoas cegas 'veem' em seus sonhos? "Eu, pessoalmente, não vejo nada, só tenho pensamentos quando sonho", diz Edwards. Já Patel tem "sonhos muito vívidos". "Perdi a visão do nada, acordei sem ver. Jantei com a minha mulher, fui dormir e, quando acordei, estava cego. Então me apeguei a essa memória. Vejo minha mulher e eu jantando com frequência." Simon Brown perdeu a vista ao levar um tiro de sniper na cabeça enquanto servia o Exército britânico no Iraque BBC Todas as pessoas cegas têm cães-guias? Como os cães sabem para onde ir? Não todas, dizem eles. "Se a minha cachorra não conhece um lugar, não vai saber chegar lá. Cães-guias aprendem a fazer caminhos específicos", diz Patel. "Eles são capazes de driblar obstáculos, como postes, lixeiras, pessoas nas ruas. E eles aguardam direções, como 'direita', 'esquerda' e 'atravesse a rua'", explica ele. Se vir uma pessoa cega na rua, devo ajudá-la? "Se vemos alguém na rua passando dificuldade, mesmo que não seja cega, acho que temos obrigação de ver se ela quer ajuda", diz Brown. "Às vezes acontece de eu estar atravessando a rua e ser levada pelas pessoas", diz Edwards. "Um bom jeito de chamar a atenção da pessoa cega é tocar a parte de cima do seu braço com a parte de cima da mão, assim você não é agressivo com ela. Se apresente e pergunte se precisa de ajuda. E é sempre bom lembrar: não se ofenda se a pessoa disser 'não'", diz Brown. "Nunca se sabe, aqueles dois minutinhos da sua vida podem fazer uma diferença enorme para uma pessoa como eu", diz Patel. Que pergunta você gostaria que as pessoas te fizessem? Para Patel, é "como eu ajudo alguém que não vê?". "Essa é a pergunta que tornaria a minha vida muito mais fácil", diz ele. "Não tenha vergonha de perguntar 'o que aconteceu?', 'como é ser cego?'. Tem tantas coisas que eu responderia tranquilamente se as pessoas perguntassem", diz Brown. Para Lucy Edwards, seria legal se as pessoas falassem com ela, além de com seu cão-guia. "Se as pessoas dissessem 'olá, Lucy, tudo bem?' isso me deixaria feliz", diz ela. Veja Mais

'Por que esperei até os 41 anos para perder minha virgindade’

Glogo - Ciência Aos 35 anos, Amanda McCracken escreveu um artigo no New York Times explicando o motivo dela ser virgem e o texto viralizou; seis anos depois, ela conta à BBC por que decidiu, finalmente, abrir mão da virgindade. Amanda McCracken dançando com o marido, Dave, no dia do casamento Zack Weinstein Photography/via BBC Em 2013, a escritora freelancer americana Amanda McCracken publicou um artigo no jornal The New York Times que viralizou. O título era "Does my virginity have a shelf life?" ('Minha virgindade tem prazo de validade?', em tradução livre). McCracken, que tinha 35 anos na época, contava as razões pelas quais decidiu esperar para fazer sexo. "Preferia suportar a dor de perder (a oportunidade de fazer sexo) do que sofrer uma solidão mais profunda por ter me entregado ao amor apenas para me dar conta que o sentimento não era correspondido", explicou. Ela também contou que "ser virgem" tinha se tornado sua identidade, mas isso não a impedia de ter dezenas de relacionamentos sentimentais com homens. Em uma entrevista para o programa Newsday, do Serviço Mundial da BBC, McCracken revelou como recebeu uma enxurrada de críticas por sua decisão de "esperar até encontrar amor e compromisso" antes de fazer sexo. "As críticas me surpreenderam muito. Senti que estavam me punindo por ser tão honesta", disse ela. "Fui atacada por não seguir os preceitos da cultura dominante". "Agora, me dou conta de que foi muito ingênuo da minha parte supor que minha história seria aceita, ainda mais levando em conta que vivemos em uma cultura progressista, onde as mulheres são incentivadas a fazer o que quiserem com seus corpos", analisou ela. Ela faz uma comparação com consumo de álcool para explicar por que a virgindade dela causou indignação nos outros. "Hoje, se você não bebe álcool é visto como algo saudável, mas no passado perguntavam: 'Por que você não bebe? Você supõe que eu não deveria beber?'" McCracken também diz que foi atacada por todas as frentes: conservadores e liberais. "Acho que as pessoas ficaram muito frustradas por eu não me encaixar em nenhum dos lados. Elas não podiam me marcar." Como uma dieta A escritora, que também é professora de inglês e treina corredores de longa distância, conta que quando corria, conhecia pessoas que tinham distúrbios alimentares. "Enquanto eles resistiam a comida, eu resistia ao sexo. São duas formas de exercer um tipo de controle sobre sua vida — quando as coisas estão fora de controle." Para McCracken, o medo de perder o controle está por trás de boa parte de sua motivação para não fazer sexo. "Meus primeiros namorados me deixaram por outras mulheres. E uma década depois eu continuava, inconscientemente, sentindo medo toda vez que começava a namorar com alguém, e pensando que 'se ele for me largar, pelo menos ainda terei minha virgindade'". Ela também reconhece que começou a se perguntar se suas expectativas de encontrar amor e compromisso eram muito altas. E se sua decisão de não fazer sexo poderia realmente estar, na verdade, afastando suas chances de encontrar o amor e o compromisso que ela procurava. "Mas então percebi que não era esse o caso", revela. O amor A história de Amanda teve um final feliz. Em um artigo que ela escreveu no dia 14 de fevereiro (Dia dos Namorados em vários países do Hemisfério Norte) para o jornal online HuffPost, ela contou como conheceu Dave, que hoje é marido dela. "No verão de 2018, conheci um geólogo e corredor de montanha enquanto bebia margaritas no telhado com os amigos." Ela tinha acabado de terminar um relacionamento "com um homem indisponível" e Dave tinha se divorciado seis meses antes, após um relacionamento de 18 anos. "O ex-baterista de cabelos compridos de Long Island não fazia o meu tipo; mas ele de fato retornou minhas ligações e mensagens de texto", diz ela com humor. "No nosso terceiro encontro, ele me levou ao aeroporto e andou comigo até a entrada de passageiros. Havia algo ali, mas não necessariamente um frio na barriga." "Eu não sentia que estava apaixonada. Era tranquilo demais. Onde estava a ansiedade que eu comparava ao amor? Onde estava o medo de que ele me deixasse?", escreveu. No final — e graças à ajuda de vários conselheiros — Amanda percebeu que estava sabotando a si mesma. "Eu me apaixonava por homens indisponíveis, homens com quem eu sabia que nunca faria sexo porque eles nunca me amariam ou se comprometeriam comigo." Ela também percebeu que tinha se tornado uma "anoréxica sexual", que "em vez de ser viciada em rejeitar comida, ela era viciada em rejeitar sexo". Mas com a ajuda de Dave — em quem ela confiava completamente antes mesmo de se apaixonar por ele — ela conseguiu superar seus medos e deixou de ser virgem aos 41 anos. "Todo mundo quer saber se valeu a pena esperar", reconhece. "Sim, valeu a pena, mas não da maneira que a maioria acredita." "O sexo foi ótimo, mas essa jornada nunca foi sobre sexo. Era sobre esperar para entrar em um relacionamento com alguém que pudesse oferecer amor e eu pudesse receber esse amor." Veja Mais

Número de mortos na China por coronavírus chega a 2,1 mil

Glogo - Ciência São 75.553 pessoas infectadas no mundo, sendo 74.639 na China. O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 2.114, nesta quarta-feira (19), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados no país ficou em 74.639. Estes números incluem o balanço do dia da Organização Mundial da Saúde (OMS) mais a atualização da província de Hubei. Destaques sobre o coronavírus desta quarta-feira (19): Pessoas que vivem com o vírus do HIV na China correm o risco de ficar sem seus remédios. Isso pode acontecer por causa das quarentenas e interdições adotadas para conter o surto de coronavírus que estão impedindo o reabastecimento de medicamentos essenciais. O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (19), que avalia dois casos suspeitos de coronavírus no Brasil. Estes casos, estão concentrados nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Já foram descartados 48 casos em todo o Brasil. O país permanece sem registro da doença. Diagnosticados negativos, 500 passageiros do navio Diamond Princess foram autorizados a desembarcar, em Yokohama. Coronavírus: estudantes brasileiros na China ficam no 'limbo' em meio ao surto. Com reinício das aulas suspenso por tempo indeterminado, alguns passam os dias sem poder sair do alojamento estudantil e sem saber quando o ano letivo vai recomeçar Irã anuncia que duas pessoas morreram por causa do novo coronavírus no país. Pacientes estavam na cidade de Qom, cerca de 150 quilômetros ao sul de Teerã. Pesquisadores nos Estados Unidos fizeram uma descoberta sobre a estrutura do novo coronavírus que pode ajudar no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. As novidades foram publicadas nesta quarta (19) na revista científica "Science", uma das mais importantes do mundo. Casos de coronavírus pelo mundo Juliane Monteiro/G1 Mais números da epidemia em Hubei: Somente na província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, foram registradas mais 108 mortes e 349 novos casos confirmados da doença entre esta terça (18) e quarta-feira (19). Na região, são 59.989 pacientes com o vírus e 1.789 mortes desde o início do surto. 10.337 pacientes receberam alta do hospital. 43.745 pessoas estão em tratamento hospitalar 65.525 estão sob observação médica Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei G1 Os números de novos casos na região estão caindo há uma semana. Os dados apresentados pela OMS, na manhã desta quarta-feira, ainda não têm os números atualizados dos novos casos apresentados pela província chinesa. Vídeos: Passageiros desembarcam de navio isolado por causa do coronavírus, no Japão Veja Mais

Câmara aprova projeto que garante ultrassonografia mamária no SUS; texto vai à sanção

Glogo - Ciência Pelo projeto, exame será garantido a mulheres jovens com risco de câncer de mama, às que não possam ser expostas à radiação ou para complementar diagnóstico. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19) um projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar o exame de ultrassonografia mamária para prevenir o câncer de mama. O texto, de autoria do Senado, vai agora à sanção presidencial. Pelo projeto, o acesso será garantido, segundo avaliação médica: a mulheres jovens que tenham risco elevado de câncer de mama ou que não possam ser expostas à radiação; como exame complementar a mulheres entre 40 e 49 anos ou com alta densidade mamária. O projeto altera uma lei de 2008 que trata de ações de prevenção, detecção e tratamento de cânceres de colo de útero e de mama. Atualmente, a lei garante às mulheres acima de 40 anos a realização da mamografia, um exame diferente, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a autora da proposta, a então senadora Lúcia Gomes (PSDB-GO), justificou que a ultrassonografia é um exame capaz de diagnosticar casos de câncer de mama sem sintomas e que, muitas vezes, não são identificados por meio da mamografia. “Na presença de tecido mamário denso, a mamografia não se mostra adequada, nem suficiente para o diagnóstico do câncer de mama”, afirmou a ex-senadora na apresentação de seu texto. Segundo o projeto, “nesses casos, há indicação de se realizar outro exame complementar de imagem, procedimento também necessário nas ocasiões em que a mamografia está contraindicada devido ao risco de efeitos colaterais da radiação ionizante em algumas mulheres.” Nesta quarta-feira, algumas deputadas foram à tribuna para defender o projeto. A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) afirmou que muitos municípios brasileiros têm dificuldade de acesso, inclusive, à mamografia, já obrigatória. A proposta, segundo a parlamentar, complementa os exames de diagnóstico precoce e acesso rápido às cirurgias. "Nós precisamos, cada vez mais, avançar na prevenção, no diagnóstico e no tratamento rápido de todos os tipos de câncer", disse a deputada. Mais da metade dos pacientes com câncer de mama recebe diagnóstico tardio Sessão Em sessão esvaziada nas vésperas do Carnaval, deputados retiraram da pauta projetos mais polêmicos e que ainda não tinham acordo para votação, como o que reforça a efetividade da Política Nacional de Segurança de Barragens. Na mesma sessão, parlamentares aprovaram o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, realizado no dia 13 de março, e a Semana Nacional de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose. O texto segue para o Senado. Veja Mais

Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas

Glogo - Ciência Imagem do formato de uma proteína do vírus foi publicada na 'Science' nesta quarta (19). Esquema da estrutura do novo coronavírus divulgado nesta quarta (19). Divulgação/Science Pesquisadores nos Estados Unidos fizeram uma descoberta sobre a estrutura do novo coronavírus que pode ajudar no desenvolvimento de vacinas ou retrovirais contra a Covid-19. As novidades foram publicadas nesta quarta (19) na revista científica "Science", uma das mais importantes do mundo. Os cientistas, da Universidade do Texas em Austin e dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), em Maryland, decifraram a estrutura de uma proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo, e publicaram uma ilustração dela. Com a imagem, que foi feita em alta resolução usando uma técnica chamada de microscopia crio-eletrônica, pode ficar mais fácil desenvolver medidas para combater o vírus, diz a "Science". A proteína mostrada pelos cientistas é usada pelo vírus para reconhecer um hospedeiro (a célula) e se fundir a ele ao entrar. Por isso, explicam, ela representa um alvo importante para tratamentos. A Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, já matou mais de 2 mil pessoas e infectou 74 mil só na China, segundo o último levantamento da manhã de quarta-feira (19). Initial plugin text Veja Mais

China tem mais de 2 mil mortes por coronavírus e 74,2 mil casos confirmados

Glogo - Ciência Fora de Hubei, a província considerada epicentro da epidemia, os novos casos de Covid-19 têm caído há 15 dias consecutivos, segundo o governo chinês. Imagem do dia 18 de fevereiro mostra pacientes com sintomas leves de Covid-19, a doença do novo coronavírus, em alojamento temporário do Hospital Fengcai, instalado em um estádio esportivo de Wuhan, na China. STR/AFP O número de mortos por coronavírus na China ultrapassou a marca de 2 mil, de acordo com o mais recente balanço do governo chinês. Confira a situação até as 7h30 desta quarta-feira (19): 2.007 mortes confirmadas na China (incluindo 2 em Hong Kong, e 1 em Taiwan) 3 mortes fora da China (nas Filipinas, Japão e Egito) 74.279 casos confirmados na China 905 casos confirmados em outros 25 países 14.376 pacientes se recuperaram do Covid-19 Pesquisa aponta que 80% dos casos de Covid-19 são leves Fim da quarentena no cruzeiro Ônibus com passageiros do cruzeiro japonês 'Diamond Princess' deixa o pier de Dailolu em Yokohama, onde passou o tempo atracado durante a quarentena. Athit Perawongmetha/Reuters Os passageiros do navio "Diamond Princess" começaram a deixar o navio nesta quarta-feira (19), depois de 14 dias de quarentena no Japão, segundo a agência France Presse. De acordo com o Ministério da Saúde do Japão, foram confirmados 79 novos casos no cruzeiro, elevando o total de infectados para 621. Passageiro do cruzeiro 'Diamond Princess' é interceptado por repórter ao deixar o navio nesta quarta-feira (19). Athit Perawongmetha/Reuters Maioria dos casos de coronavírus são leves Uma análise dos dados oficiais da China divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (17) mostra que a maioria dos casos confirmados de coronavírus é leve (80,9%), sem pneumonia ou com pneumonia branda. Todos os pacientes que morreram desenvolveram a versão mais grave da Covid-19, doença causada pelo vírus, que atingiu menos de 5% dos infectados. O estudo confirma os indícios apresentados por outros cientistas: a maior taxa de mortalidade (14,8% dos infectados) está entre as pessoas com mais de 80 anos. Pacientes com outras doenças, principalmente as cardiovasculares, também têm uma chance maior de ter a versão crítica da Covid-19. Mais de 80% dos casos do novo coronavírus na China são leves, diz estudo Initial plugin text Veja Mais

Pesquisa com bebês mostra que comportamento altruísta pode começar ainda na primeira infância

Glogo - Ciência Em artigo publicado na revista cientifica 'Scientific Reports', pesquisadores da Universidade de Washington revelam que em alguns humanos o altruísmo é desenvolvido bem cedo. Um estudo publicado na revista científica "Scientific Reports" revelou que bebês podem ter comportamentos altruístas. A pesquisa foi feita pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e envolveu 96 crianças de 1 ano e 7 meses. A pesquisa verificou se os bebês estavam predispostos a compartilhar suas frutas favoritas com estranhos. Os autores fizeram dois grupos de estudo com abordagens diferentes. As crianças são naturalmente altruístas? Treinar a empatia, compaixão e altruísmo são a chave da felicidade Bananas, morangos, uvas e mirtilos foram colocados à disposição para verificar se as crianças dariam alguma dessas frutas aos cientistas, até então pessoas desconhecidas para os bebês. Foram feitos dois grupos: um em que um pesquisador se mostrava interessado na comida e outro em que ele se mostrava indiferente. Cientistas da Universidade de Washington fizeram experimentos que mostram que bebês podem ser altruístas. Dhanelle/ Pixabay No grupo em que o cientista se mostrou indiferente à fruta, apenas 4% das crianças entregaram os alimentos. Já naquele em que o cientista demonstrou interesse, mais de 50% dos bebês deram um pedaço de fruta. Bebês com fome são altruístas? Em um segundo momento, os bebês chegaram ao local do teste antes de comer, o que incluiu o fator fome na pesquisa. Os pesquisadores queriam avaliar se o comportamento altruísta seria mantido até com uma sensação ruim. A diferença observada neste teste, em relação ao primeiro, foi que enquanto nenhuma criança ofereceu o pedaço de fruta para o cientista indiferente, 37% dos bebês do segundo grupo ofereceram o pedaço de fruta mesmo sem comer aos pesquisadores que mostraram interesse. A conclusão é que existem comportamentos altruístas ainda na primeira infância. Eles acreditam que certas práticas e valores de criação – como um ambiente familiar que enfatiza a conexão e o compromisso com outras pessoas – transmitem aos bebês a expectativa de que as pessoas tendem a ajudar as outras. Os cientistas também acreditam que a criação pode gerar nas crianças um sentimento generalizado de obrigação interpessoal em relação a outros humanos que tenham alguma necessidade. "Descobrimos que bebês mesmo quando estão com fome, em um ambiente estranho, são capazes de comportamentos espontâneos, robustos e repetidos de doação de alimento de forma altruísta. Dessa maneira, as primeiras experiências sociais em ambientes familiares podem ser entendidas como contribuição para um sistema psicológico que alimenta a expressão do potencial altruísta dos seres humanos", diz o artigo da 'Scientific Reports'. O que é 'altruísmo'? Segundo o psiquiatra Daniel Barros, o altruísmo é o investimento de tempo, recursos, energia, dinheiro, em outras pessoas, ao invés de em nós mesmos. "O impulso a agir de forma altruísta existe até mesmo em animais simples, provavelmente, por causa da reciprocidade. A seleção natural favoreceu o comportamento de ajuda mútua, pois ele aumenta as chances de sobrevivência. Nesse sentido, crianças pequenas já podem apresentar essa tendência". Segundo Barros, o altruísmo, assim como toda característica comportamental, pode ser ensinado e estimulado. O psiquiatra diz que uma pessoa pode desenvolver tal comportamento ao ser recompensado, como atenção, elogios e incentivos. Vídeos: O que é ter empatia? Compaixão é o tema na 5ª reportagem da série SenteMente O filósofo Roman Krznaric e a importância de empatia Veja Mais

Chibano, a idade geológica da Terra que acabou há 126 mil anos e só agora ganhou um nome

Glogo - Ciência Mudanças ocorridas no planeta nessa época podem voltar a acontecer. O Chibano é uma das quatro idades do Pleistoceno, uma época de muitas glaciações Istock via BBC Uma idade geológica da Terra que começou há cerca de 770 mil anos e terminou há cerca de 126 mil anos finalmente ganhou um nome oficial. A União Internacional de Ciências Geológicas concordou que a idade que começou com a última inversão conhecida dos polos magnéticos da Terra e terminou com o início do último grande período glacial será conhecida como Chibano ou Idade Chibana. A Idade Chibana é uma das quatro subdivisões da época do Pleistoceno, que por sua vez faz parte do período quaternário da era Cenozóica. O nome escolhido é uma referência ao município japonês de Chiba, onde é possível observar os ​​sedimentos que registram essa inversão dos polos magnéticos. O fenômeno da inversão dos polos é conhecido como "inversão magnética de Brunhes-Matuyama" em homenagem ao geofísico francês Bernard Brunhes, o primeiro a concluir que o chamado polo norte magnético já foi localizado no hemisfério sul; e a seu colega japonês Motonori Matuyama, o primeiro a afirmar que o campo magnético da Terra passou por várias inversões no passado. Os sedimentos conservados no penhasco localizado em Ichihara, no município de Chiba, permitem indentificar o início da inversão há cerca de 770 mil, um tempo de constantes glaciações. "Nessa seção, em Chiba, está um dos melhores registros do mundo do intervalo de inversões", explicou o geólogo Stanley Finney à Eos, uma publicação especializada em notícias científicas sobre a Terra e o espaço. "É um registro significativo da história passada da Terra que nos ajuda a entender o que pode acontecer agora." Fenômeno que se repete De fato, os polos magnéticos da Terra estão se movendo em uma velocidade diferente da prevista, o que poderia nos afetar de várias maneiras. A física espacial Lucie Green explicou à BBC que "o campo geomagnético é tremendamente importante porque atua como uma barreira que nos protege da radiação solar". Além disso, uma inversão dos polos magnéticos também pode afetar negativamente muitas de nossas tecnologias. A Terra já inverteu seus polos magnéticos diversas vezes; a última inversão conhecida deu início à idade Chibano Istock via BBC "Os efeitos provavelmente seriam notados na infraestrutura elétrica, mas também nos satélites, que são suscetíveis à radiação solar", disse o geofísico Phil Livermore. No entanto, essa mudança é algo que acontece ao longo de milhares de anos, portanto, os animais e humanos "provavelmente se adaptariam", segundo Livermore. A maioria dos cientistas estima que a inversão de Brunhes-Matuyama levou cerca de 22 mil anos para ocorrer, mas também existem estudos afirmando que ela aconteceu em menos tempo. "Sabemos que a vida não acabou (durante a último inversãa)", diz Livermore. No início da Idade Chibana, a espécie humana já havia começado a se espalhar pela Europa e também há indícios de que nossos ancestrais já conheciam o fogo. Eras, períodos, épocas e idades Quando se fala em tempo da Terra, as distâncias temporais são tão grandes que, em vez de dividir o tempo em anos, o geólogos falam em éons, eras, períodos, épocas... — e cada termo tem um significado diferente. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, éons compreendem o maior período de tempo. Os 4,54 bilhões de anos da Terra estão divididos em quatro éons, sendo o mais recente o Fanerozoico. Os éons são divididos em eras, caracterizadas pelo modo como os continentes e os oceanos estavam distribuídos. As eras são divididas em períodos, que por sua vez são subdivididos em épocas. As idades, como a recém-nomeada idade Chibana, são a menor divisão do tempo geológico. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, as idades têm no máximo 6 milhões de anos (e só as épocas mais recentes ganham esse tipo de subdivisão). O final da Idade Chibana foi marcado pelo início do último período glacial, há cerca de 126 mil anos. O fim dessa glaciação, há cerca de 10 mil anos, deu início ao período Holoceno, conhecido por ser quando os seres humanos proliferaram pelo planeta. As três idades do Holoceno são Gronelandesa, a Norte-Gripiana e a Meghalaiana, que vai de 4 mil anos atrás até o presente. Os nomes fazem referêcia à localização dos três estratos de sedimentos que registram os eventos geológicos que marcaram os inícios e fins dessas idades. Veja Mais

China tem 1.870 mortes por novo coronavírus e 72,5 mil casos confirmados

Glogo - Ciência Foram 98 novas mortes registradas desde o último levantamento, na segunda (17), e 1.893 novos casos confirmados. Criança usando uma máscara contra o coronavírus brinca em um scooter em Pequim, na China, nesta terça-feira (18). Tingshu Wang/Reuters O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.870 nesta terça-feira (18), informaram autoridades de saúde do país. Foram registradas 98 novas mortes desde o último levantamento, que indicava 1.772 vítimas fatais; entre elas está a do diretor de um hospital em Wuhan, que trabalhou no combate à doença. O total de casos confirmados na China ficou em 72.528, aumento de 1.893 em um dia. Fora do país, as autoridades chinesas afirmam que há 800 casos confirmados; na segunda-feira (17), eram cerca de 700. O maior foco da doença fora da China é o navio "Diamond Princess', que está em quarentena no Japão desde o dia 3 de fevereiro e onde há 542 infectados. Destaques sobre o coronavírus desta terça (18): Cientistas chineses publicaram um estudo, na segunda-feira (17), no qual mostraram que 80% dos casos de Covid-19 são leves. No Japão, o navio em quarentena registrou mais 88 casos confirmados da doença. O isolamento da embarcação está previsto para terminar na quarta (19). Initial plugin text Veja Mais

Análise de perfil de 44 mil pacientes com coronavírus mostra que 80% dos casos são leves

Glogo - Ciência Cientistas usaram dados do governo chinês e confirmaram que maior taxa de mortalidade está entre pessoas com mais de 80 anos. Pacientes com doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias, hipertensão e câncer também apresentaram índice superior à média geral das pessoas infectadas. Imagem microscópica do novo coronavírus 2019 n-CoV NIAID-RML/AP Uma análise dos dados oficiais da China divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (17) mostra que a maioria dos casos confirmados de coronavírus é leve (80,9%), sem pneumonia ou com pneumonia branda. Todos os pacientes que morreram desenvolveram a versão mais grave da Covid-19, doença causada pelo vírus, que atingiu menos de 5% dos infectados. O estudo confirma os indícios apresentados por outros cientistas: a maior taxa de mortalidade (14,8% dos infectados) está entre as pessoas com mais de 80 anos. Pacientes com outras doenças, principalmente as cardiovasculares, também têm uma chance maior de ter a versão crítica da Covid-19. Classificação: Casos leves: sem pneumonia ou pneumonia branda – sem mortes e 80,9% dos registros Casos severos: falta de ar, mudança na frequência respiratória, saturação de oxigênio no sangue, infiltração pulmonar, síndrome respiratória aguda – sem mortes e 13,8% dos registros Casos críticos: insuficiência respiratória, choque séptico, falência múltipla dos órgãos – 1.023 mortes (100%) e 4,7% das infecções. Classificação de gravidade da epidemia de coronavírus na China G1 Foram coletadas as informações da epidemia na China até 11 de fevereiro, incluindo os casos confirmados naquele dia. A taxa geral de mortalidade se firmou como 2,3%, mas, além dos idosos com mais de 80 anos, pacientes com outras doenças têm uma probabilidade maior de desenvolver a versão mais crítica. Veja na arte abaixo: Mortalidade do 2019 n-CoV junto a outras doenças Cido Gonçalves/G1 Entre os infectados pelo 2019 n-CoV, 51,4% eram homens, que têm uma taxa de mortalidade maior do que a média, calculada em 2,8%. Já no caso das mulheres, o índice está abaixo: 1,7% não resistiram ao vírus. Fazendeiros e trabalhadores foram os profissionais mais afetados (22%). A maioria entre os 44 mil casos confirmados (85,8%) relatou exposição ao vírus na cidade de Wuhan, onde o primeiro caso foi detectado. A taxa de mortalidade do coronavírus é menor que a de outros vírus da mesma família, como Sars e Mers. Ela está também abaixo de outras síndromes respiratórias, como o vírus Influenza no Brasil. No caso do H1N1, no ano passado, a média de idade era de 55 anos, e 72% apresentavam algum fator de risco, como outras doenças prévias. Evolução da transmissão dos casos de coronavírus Carolina Dantas/G1 Análise da propagação Os cientistas chineses dizem que a epidemia é "mista", com duas fases de disseminação - uma transmissão contínua no final de 2019 e uma propagação maior em 2020. Em dezembro, apenas 22 casos passaram a apresentar sintomas. O pico ocorreu em 1º de fevereiro e, desde então, a doença tem apresentado uma redução nas mortes. "Esta tendência mista do tempo de surto é consistente com a teoria de que vários eventos tenham ocorrido no Mercado de Frutos do Mar em Wuhan, e que eles tenham permitido que o 2019 n-CoV fosse transmitido de um animal ainda desconhecido para os seres humanos e, devido às altas taxas de mutação e recombinação, ele se adaptou para se tornar capaz, em seguida, de uma transmissão eficiente entre humanos", analisam os pesquisadores. Disseminação do coronavírus na China Wagner Magalhães/G1 No dia 13 de fevereiro, data posterior ao período de dados analisado pelo estudo, o governo chinês mudou a metodologia de identificação de casos confirmados. Com isso, o número passou de 44,5 mil para 59,8 mil, um aumento de 33,87% nos infectados pela doença. Este deverá ser o segundo pico da doença, influenciado por esta nova definição. Initial plugin text Veja Mais

Em meio ao temor do coronavírus, até cães usam máscaras na China

Glogo - Ciência Donos botam proteção nos bichos, apesar de não haver evidência de que transmitam ou se contaminem pela doença. Cachorros com máscara em área comercial em Shanghai, na China Aly Song/Reuters Donos de cães na China têm comprado máscaras para seus pets para protegê-los do coronavírus, mesmo não havendo claras evidências de que outras espécies, além da humana, possam pegar a doença. Na foto acima, dois cachorros foram flagrados com máscaras numa área comercial de Shanghai. Zhou Tianxiao, de uma empresa sediada em Pequim, informou que as vendas de máscaras caninas dispararam, segundo reportagem do tabloide britânico "Daily Mail". Zhou -- cujo negócio, antes da epidemia de Covid-19, era vender as máscaras para proteger os cães da poluição do ar -- disse que os dispositivos podem ajudar a impedir que os cães lambam pessoas ou superfícies infectadas. As máscaras para cães "podem não ser tão profissionais quanto as máscaras médicas feitas para humanos, mas são funcionais", afirmou. Cão com máscara em área comercial de Shanghai Aly Song/Reuters A Organização Mundial da Saúde disse que não está claro se o vírus "tem algum impacto na saúde dos animais". "Nenhum evento específico foi relatado em nenhuma espécie", disse a agência. Mas a Comissão Nacional de Saúde da China alertou que os donos de animais devem ser cautelosos com os pacientes infectados, informou o "China Daily". "Se os animais de estimação saem e têm contato com uma pessoa infectada, eles têm a chance de se infectar", disse Li Lanjuan, epidemiologista do comitê do NHC para o vírus, segundo o relatório. Não há evidências de que um cão ou gato de estimação possa estar infectado com o novo coronavírus. Mas isso não significa que não se deve lavar as mãos regularmente com água e sabão depois de tocá-los. Mesmo os bichos de estimação mais bem tratados podem portar micro-organismo como E. coli e salmonela — e eles podem ser transmitidos entre estes animais e humanos. Mesmo com a possibilidade de o surto do novo coronavírus ter se originado em um mercado de animais vivos em Wuhan, na China, é importante saber que a fonte provavelmente foi uma espécie selvagem. O vírus poderia passar despercebido entre animais antes de infectar seres humanos, que é como muitas epidemias deste tipo começam, como por exemplo, as de gripe aviária, ebola e Sars. Mas isso não significa que animais em geral são perigosos ou espalham a doença. Cães com máscaras em área comercial de Shanghai Aly Song/Reuters Initial plugin text Veja Mais

China tem 1,7 mil mortes por novo coronavírus e mais de 70,6 mil casos confirmados

Glogo - Ciência Duas mortes foram registradas desde o último levantamento, no domingo (16), além de 87 novos casos. Pedestres usam máscaras protetoras enquanto andam por uma rua de Hong Kong, região administrativa especial da China, nesta segunda-feira (17). Tyrone Siu/Reuters O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.772 nesta segunda-feira (17), informaram autoridades de saúde do país. Duas mortes foram registradas desde o último levantamento, que indicava 1.770 vítimas fatais. O total de casos confirmados na China ficou em 70.635, aumento de 87 em um dia. Há 688 casos registrados fora do país, de acordo com as autoridades chinesas. Coronavírus: '97% dos doentes se recuperaram', diz médico francês que ficou em Wuhan Situação no Brasil No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus – dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações de domingo (16) do Ministério da Saúde. Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país. Cai para três o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil Destaques sobre o coronavírus desta segunda-feira (17): Outras 99 pessoas no navio de cruzeiro Diamond Princess, que está em quarentena há mais de 10 dias no Japão, testaram positivo para o novo coronavírus – levando o número de infectados a bordo a 454. 14 dos 300 americanos que foram retirados do navio estão infectados com o vírus, anunciou o Departamento de Estado americano. De acordo com as autoridades dos EUA, eles haviam sido testados há dois ou três dias e não tinham apresentado sintomas. Eles serão mantidos em quarentena assim que chegarem a uma base na Califórnia, nesta segunda (17). No domingo (16), outra autoridade americana havia afirmado que ao menos 40 americanos tinham sido infectados pelo vírus. Uma mulher russa a bordo do Diamond Princess foi diagnosticada com a doença – a primeira cidadã do país. Veja Mais

Coronavírus: com produto em falta, gangue armada rouba centenas de rolos de papel higiênico em Hong Kong

Glogo - Ciência Avanço do surto, com mais de 70 mil casos na China continental e 57 em Hong Kong, fez com que muitas pessoas estocassem mantimentos e itens de necessidade básica; prática levou a prateleiras vazias e aumento nos preços. Hong Kong vive escassez de papel higiênico Getty Images/BBC Homens armados com facas roubaram centenas de pacotes de papel higiênico em Hong Kong, território que enfrenta a escassez de diversos produtos por causa do pânico em torno do novo coronavírus. Segundo a polícia, o grupo de criminosos rendeu um entregador em frente a um supermercado em Mong Kok, distrito de Hong Kong onde atuam há anos gangues conhecidas como "tríades". Os 600 rolos foram avaliados em quase R$ 1 mil. A polícia disse ter prendido dois homens suspeitos do crime e recuperado parte do papel higiênico roubado. Coronavírus: por que não houve casos confirmados na América Latina? Exame para detectar coronavírus é falho? O avanço do surto — com mais de 70 mil casos na China continental e 57 em Hong Kong — fez com que muitas pessoas estocassem mantimentos e itens de necessidade básica. A prática levou a prateleiras vazias e aumento nos preços. Surgem enormes filas a cada nova leva desses produtos nos mercados e nas farmácias, com pessoas na porta desde a madrugada. Ainda que o governo de Hong Kong assegure que o abastecimento não foi afetado pelo surto de coronavírus, moradores têm enfrentado bastante dificuldade para encontrar (e estocar) produtos como máscaras, papéis higiênicos e álcool para higiene. Mulher usa uma garrafa de água plástica com um recorte para cobrir o rosto em uma tentativa de se proteger da contaminação por coronavírus, em Hong Kong, nesta sexta-feira (31) Anthony Wallace / AFP A corrida aos mercados também levou à escassez de alimentos como arroz e macarrão. As autoridades locais atribuem o pânico a informações falsas que circulam em redes sociais. Até o momento, uma pessoa morreu em decorrência do coronavírus em Hong Kong. Esse cenário de pânico e escassez de produtos tem sido visto em diversos lugares da Ásia, como Cingapura e Taiwan. Em Taiwan, o governo afirmou ter detectado a circulação da informação falsa de que a produção de papel higiênico iria ser reduzida para priorizar a produção de máscaras. Qual é a situação atual do surto? Epicentro do novo coronavírus (rebatizado de Covid-19), a China tem adotado medidas cada vez mais restritivas para tentar conter o avanço do surto. O governo disse a pelo menos 60 milhões de pessoas na província de Hubei, cuja capital (Wuhan) registrou os primeiros casos da doença em dezembro, que só deixem suas residências em situação de emergência. Situação do coronavírus na China Guilherme Luiz Pinheiro/Arte G1 Sistemas de transporte público, escolas e shoppings foram fechados, e agora a circulação de carros também foi suspensa. Wuhan e outras cidades na região estão submetidas a quarentenas (ou seja, praticamente ninguém entra e ninguém sai). Hubei concentra 1.696 das 1.775 mortes registradas até agora. Do total de 70 mil casos, quase 58 mil foram diagnosticados nessa província. Segundo as autoridades chinesas, apesar da alta recente do número de casos registrados (após a adoção de uma metodologia de diagnóstico mais flexível e célere), as notificações diárias estão "estáveis". Até o momento, quase 30 países e territórios tiveram casos da doença, mas grande parte está relacionada a um cruzeiro turístico atracado no Japão, com mais de 3 mil pessoas a bordo. Na embarcação Diamond Princess, sob quarentena há dias, 369 pessoas foram diagnosticadas com a doença e encaminhadas para hospitais da região. A situação é considerada sob controle por autoridades. Passageiros conversam em suas cabines durante quarentena de cruzeiro com casos de coronavírus em navio no cais de Yokohama Issei Kato/Reuters Mas outro cruzeiro passou a gerar pânico entre autoridades estrangeiras. O MS Westerdam conseguiu atracar no Camboja na semana passada após ser rejeitado em cinco lugares da Ásia. O cruzeiro, administrado pela Holland America Line, estava programado para durar duas semanas — e com esses 14 dias chegando ao fim, havia preocupações com suprimentos de combustível e alimentos. Ele havia partido de Hong Kong em 1º de fevereiro com 1.455 passageiros e 802 tripulantes a bordo. Autoridades do Camboja divulgaram que a embarcação estava livre da doença, e centenas de pessoas desembarcaram e logo seguiram de avião para seus lugares de origem. Só que um dos passageiros do Westerdam, de cidadania americana, foi parado em um aeroporto da Malásia no sábado e acabou recebendo o diagnóstico positivo. A corrida agora é para encontrar todos os passageiros e monitorá-los para eventual detecção de sintomas n#ao apenas neles mas também em pessoas com as quais tiveram contato. "Nós antecipamos brechas, mas eu preciso dizer que não previmos uma dessa magnitude", afirmou William Schaffner, especialista em doenças infecciosas da Universidade Vanderbilt, ao jornal americano The New York Times. O novo coronavírus, cujos principais sintomas são febre, tosse e falta de ar, pode ser transmitido durante o período de incubação da doença, que varia de 1 a 14 dias. Até agora, especialistas afirmam que uma pessoa infectada transmite o vírus para até três outras. Vídeos sobre coronavírus Depois da China, o Japão é o país mais afetado pelo novo coronavírus Coronavírus: após contágio, autoridades buscam passageiros liberados em cruzeiro Coronavírus: '97% dos doentes se recuperaram', diz médico francês que ficou em Wuhan Initial plugin text Veja Mais

Taiwan registra primeira morte pelo coronavírus

Glogo - Ciência Taxista de 61 anos foi a vítima. Já são 20 casos de COVID-19 confirmados em Taiwan. Taiwan anunciou, neste domingo (16), a primeira vítima fatal do coronavírus em seu território, ampliando para cinco os mortos fora da China continental, onde o balanço é de 1.665 óbitos. Esta nova vítima se soma às de Hong-Kong, Filipinas, Japão e França. Já são 20 casos confirmados de COVID-19 em Taiwan. Um homem de 61 anos procedente do centro de Taiwan que apresentava problemas de saúde e não havia saído do país recentemente morreu no hospital no último sábado(15), após o exame dar positivo para o coronavírus, informaram as autoridades. "O caso mais recente envolveu um taxista. Seus principais passageiros haviam chegado de China, Hong Kong e Macau", assinalou o ministro da Saúde de Taiwan, Chen Shih-chung. Segundo o ministro, autoridades estão examinando a lista de clientes do taxista e seu histórico de viagens, para tentar encontrar o possível transmissor do vírus. Um parente de 50 anos da vítima também foi infectado, mas não apresenta sintomas. Pessoas usam máscaras em um shopping de Taiwan, sexta-feira, 31 de janeiro de 2020 Chiang Ying-ying/AP Números atualizados pela OMS, neste domingo (16): Casos no mundo: 51.857 casos confirmados em laboratório 1.278 a mais que os números de sábado (15) China: 51.174 casos confirmados em laboratório 1121 a mais que os números de sábado (15) 1666 mortos - ainda sem contabilizar a morte de Taiwan 142 a mais que os números de sábado (15) Fora da China: 683 casos confirmados em laboratório 157 a mais que os números de sábado (15) 25 países têm pelo menos um caso registrado 3 mortos (Japão, Filipinas e França) Taiwan anuncia primeiro caso fatal de coronavírus na ilha Veja Mais

Repatriados esperam com ansiedade volta para casa após quarentena na Base Aérea de Anápolis

Glogo - Ciência Com saudade da família, alguns deles disseram que grupo será liberado assim que sair resultado do último exame para o coronavírus. Ministério da Defesa ainda não definiu se antecipará fim do isolamento. Alefy diz que não vê a hora de deixar quarentena para rever a família em MG Reprodução/Instagram Os repatriados que estão em quarentena na Base Aérea de Anápolis revelam que estão ansiosos para voltar para casa. Na sexta-feira (21) eles fizeram o último exame para detectar o coronavírus. Alguns deles informaram ao G1 que o grupo será liberado assim que o resultado sair. O G1 entrou em contato com o Ministério da Defesa por email, às 14h57 deste sábado (22), para confirmar qual a data e o horário do fim da quarentena, mas ainda não obteve retorno. Na sexta-feira, o ministro interino da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informou, que o grupo pode ser liberado antes do prazo previsto pelo órgão, inicialmente estipulado para 27 de fevereiro. No entanto, também não cravou uma data. Desde que o grupo chegou ao Brasil, no último dia 9, foram feitos dois exames, todos com resultados negativos. “Fomos informados que assim que sair o resultado [do último exame], seremos liberados. Deve haver uma reunião de encerramento, mas ainda não temos a data do resultado dos exames”, disse o estudante Alefy Medeiros Rodrigues, de 26 anos. Ele está há cerca de um ano sem ver a família, que mora em Minas Gerais. Os parentes estão reunidos para o carnaval na cidade de São Pedro dos Ferros e ele acredita que saia da quarentena a tempo de encontrar com todos. “A expectativa para rever minha família está alta. Voltar para casa é sempre um acalento. Será uma ótima chance de ver todo mundo de uma vez”, completou. Mauro Hart planeja rever a família em Natal, mas sabe que terá de voltar, assim que possível, para Wuhan Mauro Hart/Arquivo Pessoal O piloto de avião Mauro Hart, de 59 anos, também disse que está bastante ansioso para reencontrar a família. “Eu moro em Natal, Rio Grande do Norte. Lá vão me esperar a minha esposa, meus filhos e alguns amigos”, contou. Ele ainda não sabe quanto tempo ficará no Brasil, pois tem contrato com uma empresa aérea chinesa e não sabe quando o aeroporto em Wuhan, epicentro do coronavírus, vai reabrir. Assim que isso acontecer, ele voltará para a cidade asiática. Os repatriados receberam a informação de que voltarão aos seus estados de origem em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), o que também ainda não foi confirmado pela Defesa. VE - Repatriação de brasileiros na China Aparecido Gonçalves e Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text Veja Mais

Número de infectados pelo novo coronavírus na China passa dos 76 mil

Glogo - Ciência No país, foram registradas 2.348 mortes até o momento. No mundo, já são 1.252 casos confirmados. Equipe de hospital leva novas cama para unidade em Codogno, na Itália, onde pacientes foram diagnosticados com o novo coronavírus nesta sexta-feira (21) Luca Bruno/AP Photo O número de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, subiu para 76.392 na China na manhã deste sábado (22), 825 a mais que o registrado no último levantamento. Foram registradas 2.348 mortes, 109 a mais que no último balanço. A Itália confirmou a segunda morte causada pelo Covid-19. Uma mulher de 75 anos moradora do norte do país. Já são 31 casos confirmados da doença no país. É a terceira morte causada pelo coronavírus na Europa. Já o Irã registrou a quinta morte causada pelo vírus neste sábado. De acordo com o governo local, já são 28 casos confirmados de Covid-19. No mundo, são 1.252 pacientes que estão com o novo coronavírus e 11 pessoas já morreram. Casos de coronavírus pelo mundo até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 Situação no Brasil O Ministério da Saúde monitora um caso suspeito do novo coronavírus - de uma paciente do Rio de Janeiro que esteve na China. Outros 51 já foram descartados, segundo atualização desta sexta (21). Veja Mais

Itália confirma primeira morte por coronavírus

Glogo - Ciência Um paciente de 78 anos, morador da cidade de Pádua, no norte do país, foi o primeiro na península a morrer por complicações do Covid-19. Cordogno, no norte da Itália, ficou esvaziada nesta sexta-feira (21) após aumento no número de casos do novo coronavírus Luca Bruno/AP Photo A Itália registrou, nesta sexta-feira (20), a primeira morte provocada por Covid-19 no país – a doença é causada pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pela agência italiana de notícias, Ansa. Um paciente de 78 anos, na cidade de Pádua, no norte do país, morreu após ter sido infectado pelo 2019-nCov. As autoridades de saúde anunciaram também que há 15 casos confirmados de Covid-19 do vírus no norte da Lombardia e dois na região vizinha, Veneto, onde Pádua está localizada. Mortes e casos pelo mundo De acordo com o mais recente balanço da OMS, a epidemia na China já deixou mais de 75,5 mil pessoas infectadas e causou mais de 2 mil mortes. Fora da China, segundo a Organização Mundial Saúde (OMS), há outros 1.152 casos e oito mortes: 1 nas Filipinas, 3 no Japão, 1 na França, 1 no Irã, 1 na Coreia do Sul e esta na Itália. Casos de coronavírus pelo mundo, incluindo Líbano e Israel, até a sexta-feira, 21 de fevereiro Arte/G1 Destaques sobre o coronavírus desta sexta (21): A Coreia do Sul registrou, em um dia, mais de 100 novos casos da doença, e a quantidade de infectados no país cresceu para 208; Israel confirmou o primeiro caso dentro do país - de um passageiro que estava bordo do navio de cruzeiro que ficou em quarentena no Japão. Ele e outros 10 cidadãos israelenses foram repatriados depois de sair do navio. Antes disso, 4 israelenses já haviam sido diagnosticados e hospitalizados no Japão. A previsão é que os últimos passageiros com exames negativos para o vírus deixem o navio nesta sexta (21). Até a quinta (20), 634 casos da doença haviam sido confirmados na embarcação. O Irã confirmou mais duas mortes por Covid-19; agora, são quatro vítimas fatais pela doença no país. Ao todo, 18 casos foram confirmados lá, incluindo os das pessoas que morreram. O primeiro caso da doença foi confirmado no Líbano, de uma mulher que chegou ao país em um avião que vinha do Irã. Agora, há 1.152 casos confirmados fora da China, em 26 países, segundo a OMS. Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora Initial plugin text Veja Mais

Arqueólogos encontram o que seria o túmulo de Rômulo, fundador de Roma

Glogo - Ciência O lugar era conhecido por especialistas que desde o século XIX haviam levantado a hipótese de que sob o Fórum Romano poderia estar um monumento erguido em memória do fundador da cidade. Arqueólogos dizem ter encontrado tumba antiga que pertenceu ao fundador de Roma, Rômulo Filippo Monteforte/AFP A descoberta é considerada "excepcional" pelos arqueólogos. O que poderia ser o túmulo de Rômulo (Romulus), o rei fundador de Roma, foi apresentado ao público pela primeira vez nesta sexta-feira (21), trazendo à tona uma parte da capital da Itália que remete às suas origens, há 3.000 anos. O lugar era conhecido pelos especialistas e, em particular, pelo italiano Giacomo Boni (1859-1925) que, desde o século XIX, havia levantado a hipótese de que sob o Fórum Romano, ao redor do Comitium - espaço previsto para reuniões públicas na Antiguidade - poderia estar um monumento erguido em memória do fundador da cidade. "Essa informação foi esquecida por um século, assim como a localização exata do túmulo. Foi uma grande descoberta para nós encontrá-lo como Boni o havia descrito", disse a diretora do Parque Arqueológico do Coliseu, Alfonsina Russo. Escavações recentes no parque do Coliseu confirmaram essa hipótese, ao trazer à luz "um sarcófago (já conhecido por Giacomo Boni) com cerca de 1,40 metro de comprimento, associado a um elemento circular, provavelmente um altar ", ambos os elementos datados do século VI a.C. Os responsáveis pelo Parque Arqueológico esclarecem que é impossível "afirmar cientificamente" tratar-se de fato do túmulo de Rômulo. "É apenas uma sugestão baseada em fontes antigas que evocam a presença da tumba de Rômulo nesta zona do Fórum", explicou a responsável pelas escavações, Patrizia Fortini. "É sem dúvida um monumento importante, a forma da caixa faz pensar em um memorial, mas o que realmente era, não se pode dizer", acrescentou a arqueóloga. Arqueólogos dizem ter encontrado tumba antiga que pertenceu ao fundador de Roma, Rômulo Filippo Monteforte/AFP Amamentados pela loba Popularizada por autores antigos como Tito-Lívio (-59,17) e Ovídio (-43,17), a história dos dois gêmeos amamentados por uma loba - figura que se tornaria o símbolo de Roma - sempre dividiu historiadores. Conta a lenda que Rômulo e Remo eram filhos do deus grego Ares, ou Marte, seu nome latino, e da mortal Reia Sílvia (ou Rhea Silvia), filha de Numitor, rei de Alba Longa. Ao saber do nascimento das crianças, Amúlio, um rei tirano, as jogou no rio Tibre. A correnteza arremessou os bebês à margem, onde foram encontrados por uma loba, que teria amamentado e cuidado dos irmãos até que eles foram encontrados pelo pastor Fáustulo, que os criou como filhos. Rômulo viria a se tornar o fundador da cidade de Roma e o seu primeiro rei. Mito e realidade A data de fundação de Roma é indicada, por tradição, em 21 de abril de 753 a.C por Rômulo, que teria matado seu irmão, Remo, por ele ter desrespeitado a demarcação do que viria a ser a nova cidade. Um episódio dessa lenda foi revelado pela arqueologia no final dos anos 1980 por uma equipe de cientistas, liderada pela italiana Andrea. A arqueóloga descobriu um corte longo e profundo em uma área pouco explorada do Fórum. Para Carandini, tratava-se do “pomoerium”, o "sulco sagrado" desenhado por Rômulo. A morte dele também oscila entre mito e realidade. A versão mais corrente é que Rômulo foi assassinado por senadores que, depois de desmembrarem seu corpo, dispuseram os pedaços em diferentes cantos da cidade. Essa teoria defende a ausência de um cadáver e, portanto, de uma sepultura. Arqueólogos dizem ter encontrado tumba antiga que pertenceu ao fundador de Roma, Rômulo Filippo Monteforte/AFP Segundo outra tradição, defendida pelo autor antigo Varron (no século I a.C.), a tumba de Rômulo estaria localizada no Comitium, onde o primeiro dos sete reis de Roma teria sido morto. "O fato de Rômulo existir ou não é irrelevante. O que importa é que essa figura tenha sido considerada pelos autores da antiguidade como o ponto de partida para marcar o nascimento político da cidade de Roma", analisa o arqueólogo Paolo Carafa, especialista em antiguidade romana na Universidade La Sapienza, em Roma. "Os arqueólogos do Parque do Coliseu se propõem a reconhecer esses dois objetos - o sarcófago e o cilindro de pedra - como o túmulo de Rômulo. Porém, eu aconselharia que, a partir dessa descoberta, possa ser aberto um debate científico", conclui Carafa. Veja Mais

Último exame para detectar se há infectados por coronavírus no grupo em quarentena em Anápolis será feito sábado

Glogo - Ciência Duas primeiras coletas de amostras para análise tiveram resultados negativos. Segundo Ministério da Saúde, nesta sexta-feira completa 14 dias que eles embarcaram de Wuhan. Nova coleta deve ser feita neste sábado Ho Yeh Li/Arquivo Pessoal A última análise que deve ser feita nas 58 pessoas em quarentena em Anápolis, a 55 km de Goiânia, será feita neste sábado (22), segundo o Ministério da Saúde. Repatriados e equipe que foi buscá-los em Wuhan terão secreções colhidas por equipe da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que serão testadas, no Lacen de Goiás, para saber se há ou não infecção pelo coronavírus. "Faremos a última coleta, que deve acontecer durante o sábado. São 58 pessoas a serem examinadas", afirmou João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde em coletiva na quinta-feira (20). O grupo passou por outras duas avaliações no Brasil e o resultado foi negativo nas duas vezes. Segundo o Ministério da Saúde, a colheita do material deve ser feita após o 14º dia de isolamento. Contando a partir do dia que embarcaram na China, esta sexta-feira (21) é considerado este o limite. A SES-GO ainda não informou o horário previsto para a coleta na Base Aérea de Anápolis. A previsão, de acordo com o órgão, é que o resultado saia em até 72 horas. Lacen de Goiás vai processar as amostras Secretaria Estadual de Sáude/Divulgação Exames Segundo a superintendente de vigilância em Saúde, Fluvia Amorim, o procedimento super é comum já na Saúde, feito desde o surto de H1N1. Fluvia afirmou ainda que a análise é bem precisa e segura. "Pegamos uma amostra e amplificamos ela. Esse exame vai identificar o vírus, por isso ele é tão específico. Então, se der positivo, a chance de contaminação é muito alta, e se der negativo, realmente está descartado", detalhou. Base Aérea de Anápolis, Goiás Vanessa Martins/G1 Isolamento Os 34 repatriados e 24 profissionais que foram busca-los em Wuhan estão em quarentena em um dos Hotéis de Trânsito, que foi adaptado para recebe-los. O Ministério da Defesa ficou responsável por organizar esse isolamento e tem até R$ 11,2 milhões disponíveis para os custos com a Operação Regresso. Estão previstos 18 dias de quarentena – quatro a mais que o prazo de incubação do coronavírus. Casos Brasil tem um caso suspeito de coronovírus, enquanto outros 50 já foram descartados. A informação é da tarde de sexta-feira (20). Médicos de São Paulo acompanham uma criança de 2 anos que esteve na China. Na China, número de infectados pelo novo coronavírus passa dos 75,5 mil. Foram registradas 2.239 mortes no país. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. Veja Mais

Coreia do Sul registra 100 novos casos de Covid-19 e declara emergência por novo coronavírus

Glogo - Ciência Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (21), 204 pessoas estão infectadas com o novo coronavírus na Coreia do Sul. Na China, o número passou dos 75,6 mil, com 2.239 mortes registradas. Agente usa desinfetante spray em estação de metrô em Seul, na Coreia do Sul, nesta sexta-feira (21), como tentativa de prevenir a disseminação do novo coronavírus. Ahn Young-joon/AP A Coreia do Sul registrou, nesta sexta-feira (21), 100 novos casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, informaram autoridades de saúde no país, levando o número total de infectados a 204. Na quinta-feira, o país também viu a primeira morte pela doença. "Entramos em uma fase de emergência", disse o primeiro-ministro, Chung Se-kyun, em televisão nacional, segundo a Associated Press. De acordo com a agência, enquanto as primeiras infecções pelo vírus no país tinham ligação com a China, as mais recentes não envolveram viagens internacionais. “Até agora, nossos esforços estavam concentrados em impedir que a doença entrasse no país. Mas agora mudaremos o foco para impedir que a doença se espalhe ainda mais nas comunidades locais", declarou o premiê sul-coreano. A cidade de Daegu, quarta maior da Coreia do Sul e que tem uma população de 2,5 milhões de pessoas, emergiu como o foco dos esforços do governo para conter a doença. O primeiro caso lá foi registrado na terça-feira (18). Nesta sexta, já eram 153. A primeira morte por causa da doença no país também foi lá. China Trabalhadores com máscaras contra o novo coronavírus entregam almoço em Pequim, na China, nesta sexta-feira (21). Mark Schiefelbein/AP Na China, o número de mortos subiu para 2.239, 10 a mais que o registrado no último balanço da quinta-feira (20). A quantidade de infectados chegou a 75.567 em todo o país, 517 a mais que o registrado no último levantamento. Também na quinta-feira, as autoridades de saúde chinesas anunciaram uma mudança no método de detecção de novos casos, segundo o qual eles não considerariam mais casos que tivessem resultados negativos em exames de laboratório. Initial plugin text Veja mais informações em instantes. Veja Mais

Quarta Turma do STJ decide que plano de saúde não é obrigado a pagar tratamento de fertilização

Glogo - Ciência Decisão foi unânime. Plano de saúde alegava que o tratamento não está previsto no contrato. Mulher recorreu à Justiça após ter sido diagnosticada com endometriose, que dificulta gravidez. A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade nesta quinta-feira (20) que um plano de saúde não pode ser obrigado a custear o tratamento de fertilização in vitro de uma paciente diagnosticada com endometriose. A endometriose é uma doença crônica que atinge mulheres e provoca dificuldades para engravidar. No caso em julgamento, uma mulher de São Paulo recorreu à Justiça para garantir que o plano arcasse com os custos do tratamento. Ela foi derrotada na primeira instância do Judiciário, mas obteve decisão favorável no julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A empresa que oferece o serviço recorreu ao STJ argumentando que o contrato exclui da cobertura o tratamento de fertilização, e que essa determinação está expressa claramente no documento. A decisão da Quarta Turma vale somente para esse caso, sem repercussão em outros pedidos semelhantes. Qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro? Mas a jurisprudência (entendimento majoritário em casos semelhantes) do STJ tem sidoa de que é possível excluir a fertilização in vitro da cobertura prevista nos planos. Nesta semana, por exemplo, a Terceira Turma decidiu a favor do plano de saúde em caso semelhante. A discussão sobre se há obrigação ou não de planos médicos custearem este tipo de tratamento, no entanto, ainda não está totalmente consolidada no tribunal. Em processos analisados por outras turmas, os ministros ainda divergem sobre se as empresas devem ou não custear a fertilização in vitro. Especialista tira dúvidas sobre endometriose Veja Mais

OMS alerta contra 'teorias da conspiração' sobre novo coronavírus

Glogo - Ciência Diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu que só sejam levadas em conta evidências trazidas pelos especialistas 'certos'. Na quarta-feira (19), um representante da organização afirmou que vírus não é uma arma biológica; declaração conjunta feita por 27 pesquisadores também desconsiderou a hipótese. Guarda usa máscara para se proteger do novo coronavírus em um checkpoint em Pequim, na China, nesta quinta-feira (20). A OMS descartou a possibilidade de o vírus ser uma arma biológica. Greg Baker / AFP O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, voltou a alertar, nesta quinta-feira (19), contra informações falsas sobre o novo coronavírus, que causa a Covid-19. O vírus já matou mais de 2 mil pessoas só na China. "Sobre a fonte do vírus, há muitas especulações. Mas a OMS realmente evita isso. Nos acreditamos em nos ater à ciência e à evidência", declarou. "Mas uma coisa que eu gostaria de dizer, e que eu já disse antes: há muita informação errada, teoria da conspiração, e temos que ser cautelosos", alertou. "Não deveríamos acreditar em nada até que esteja provado pela ciência e por evidências, até termos isso dos especialistas certos". Na quarta-feira (19), o diretor regional de emergências da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Richard Brennan, disse em uma coletiva de imprensa no Cairo que a entidade não acredita que o vírus seja uma arma biológica. No mesmo dia, 27 cientistas publicaram um comunicado em que também descartam essa possibilidade. (Veja mais abaixo nesta reportagem). O diretor regional de emergências da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Richard Brennan, durante coletiva de imprensa no Cairo na quarta-feira (19) Mohamed el-Shahed / AFP "Nós acreditamos que é uma zoonose; não acreditamos que esteja sendo fabricado em nenhum laboratório, em lugar nenhum. Esse é um dos rumores que precisamos desmentir muito, muito cedo", declarou Brennan. Ele também afirmou ter havido um "progresso notável" no combate à doença causada pelo coronavírus, e lembrou que a quantidade de casos confirmados fora da província de Hubei, na China, onde começou o surto, vinha caindo por 15 dias seguidos até a quarta-feira. Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei G1 "Mesmo assim, a epidemia não atingiu seu ponto de virada e não podemos ser complacentes", disse Brennan, acrescentando que, como a epidemia foi causada por um novo vírus, a situação está mudando rapidamente. No dia 7 de fevereiro, a OMS já havia pedido cautela com a notícia da diminuição na quantidade de novos infectados pelo vírus. 'Teorias da conspiração' Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora Desde os primeiros registros, no dia 31 de dezembro, de Covid-19 – como foi batizada a doença causada pelo novo coronavírus –, começaram a aparecer sugestões de que o vírus poderia ser uma arma biológica construída em laboratório. Essa hipótese ganhou força com a publicação de uma pesquisa feita por cientistas de três universidades chinesas. De acordo com o resumo do estudo, o vírus teria surgido em laboratórios que fazem pesquisas sobre o coronavírus em morcegos; um deles fica a "apenas 280 metros" do mercado de frutos do mar em que o novo coronavírus apareceu pela primeira vez, diz o texto. A íntegra do artigo, que foi publicado no site "ResearchGate", parece ter sido retirada do ar desde então. Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas Uma declaração conjunta de 27 cientistas ao redor do mundo, publicada na revista "The Lancet" na quarta (19), refutou a possibilidade de uma arma biológica, e afirmou que essa possibilidade era uma teoria da conspiração. "O compartilhamento rápido, aberto e transparente de dados sobre esse surto agora está sendo ameaçado por rumores e informações erradas sobre suas origens. Estamos unidos para condenar fortemente as teorias da conspiração sugerindo que o Covid-19 não tem uma origem natural", escreveram os especialistas. "Cientistas de vários países publicaram e analisaram genomas do agente causador, o coronavírus 2 (da síndrome respiratória aguda grave, Sars) e concluíram de forma robusta que esse coronavírus se originou na vida selvagem", continuou o comunicado. "As teorias da conspiração não fazem nada além de criar medo, rumores e preconceitos que comprometem nossa colaboração global na luta contra esse vírus", diz ainda o texto. Initial plugin text Veja Mais

Mulheres mais velhas estão bebendo além do recomendável

Glogo - Ciência Entre os 50 e 70 anos, elas consomem álcool sem levar em conta os riscos Apesar dos riscos para a saúde, muitas mulheres entre a meia-idade e o começo da velhice estão consumindo álcool acima dos limites recomendáveis. O que, para início de conversa, já se trata de algo polêmico, porque um número cada vez maior de médicos avalia que todo consumo de bebida é potencialmente nocivo. De acordo com pesquisa realizada pela New Edith Cowan University (ECU), da Austrália, mulheres entre os 50 e 70 anos encaram o comportamento como algo normal e aceitável, desde que mantenham o controle da situação. Apesar dos riscos para a saúde, muitas mulheres entre a meia-idade e o começo da velhice estão consumindo álcool acima dos limites recomendáveis https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9d/D%C3%A9gustation_vin_-_lamper.jpg O estudo é resultado de uma parceria entre a ECU e a Aalborg University, da Dinamarca. Para as autoridades de saúde australianas, tomar mais de dois drinques por dia aumenta consideravelmente o risco de morte prematura. No entanto, para as mulheres desses dois países que foram entrevistadas, o mais importante eram atributos como o prazer social e a sensação de liberação. A única preocupação era manter a respeitabilidade, ou seja, não exagerar a ponto de pagar mico. Uma parcela das pessoas ouvidas argumentou que fazer exercício físico “neutralizaria” os efeitos nocivos do álcool. A médica Julie Dare, professora de saúde pública e coordenadora do trabalho, afirmou que a recomendação de no máximo dois drinques por dia, e nunca mais de quatro numa única ocasião, não pareceu ter relevância para as entrevistadas. Segundo ela, enquanto mulheres jovens têm bebido menos, a tendência não se verifica entre as mais velhas em países como Austrália, Dinamarca e Reino Unido. Principalmente entre as australianas, o hábito de tomar um drinque depois de um dia pesado ou quando têm um aborrecimento era amplamente aceito. O estudo foi publicado na revista científica Sociology of Health & Illness. Pesquisa feita ano passado pela escola de medicina da New York University mostrava que cerca de 10% dos indivíduos acima de 65 anos bebiam pesadamente, se expondo a uma série de doenças. Beber sem moderação é ruim em todas as idades, mas as complicações são maiores na velhice, a começar pelo risco aumentado para quedas. Some-se a isso a presença de doenças crônicas ou o uso de medicamentos - ou ambos. VÍDEO Consumo de álcool entre as mulheres cresce 50% em todo país Veja Mais

Chineses que vivem com HIV podem ficar sem remédios por causa das quarentenas do coronavírus, alerta Unaids

Glogo - Ciência Distribuição dos medicamentos está sendo prejudicada por causa das quarentenas e interdições nas cidades chinesas. País tem cerca de 1,8 milhões de pessoas que vivem com o vírus HIV. Células do vírus HIV (viriões), em imagem microscópica produzida em 2011 Maureen Metcalfe, Tom Hodge/CDC/AP O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) alertou, nesta quarta-feira (19), que as pessoas que vivem com o vírus do HIV na China correm o risco de ficar sem seus remédios. Isso pode acontecer por causa das quarentenas e interdições adotadas para conter o surto de coronavírus que estão impedindo o reabastecimento de medicamentos essenciais. Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas Coronavírus: fim de quarentena para 500 passageiros de navio no Japão gera críticas A Unaids disse que entrevistou mais de mil pessoas soropositivas na China e descobriu que a epidemia de coronavírus, agora conhecido como COVID-19, está tendo um "grande impacto" em suas vidas. Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP Quase um terço dos portadores de HIV entrevistados pela UNAids disseram que as interdições e restrições à movimentação na China os sujeitam ao risco de ficar sem tratamento nos próximos dias. Destes, 48,6% disseram que não sabem onde buscar a próxima dose de sua terapia antirretroviral. "As pessoas que vivem com o HIV precisam continuar a receber os remédios que precisam para mantê-las vivas. Temos que fazer com que todos que precisam de tratamento para o HIV o recebam seus remédios, não importa onde estejam.", disse em um comunicado a diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima. A Unaids informou que, de acordo com fontes do governo chinês, havia cerca de 1,25 milhão de soropositivos no país no final de 2018. Teste que verifica presença de coronavírus em brasileiros em quarentena dá negativo Veja Mais

Coronavírus: estudantes brasileiros na China ficam no 'limbo' em meio ao surto

Glogo - Ciência Com reinício das aulas suspenso por tempo indeterminado, alguns passam os dias sem poder sair do alojamento estudantil e sem saber quando o ano letivo vai recomeçar. Bruna Sebastiany e o namorado usando máscaras; ela precisou ficar em quarentena e agora não sabe quando suas aulas de mandarim vão recomeçar Arquivo Pessoal Ao retornar ao alojamento estudantil do Instituto Politécnico de Macau (IPM) no dia 31 de janeiro, depois de passar o feriado do Ano Novo chinês em Hong Kong, a brasileira Bruna Sebastiany, de 24 anos, de Cruzeiro do Sul (RS), foi avisada de que não poderia entrar no local em razão da epidemia do novo coronavírus. Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas Irã anuncia que duas pessoas morreram por causa do novo coronavírus no país "Por determinação da administração da universidade, os estudantes que saíssem de Macau teriam de ficar em quarentena em um outro dormitório. Tive 15 minutos para pegar roupas e pertences e sair sem falar com ninguém", relata por telefone a brasileira de 24 anos, que estuda mandarim na China há três anos. O episódio ilustra a realidade dos estudantes em toda a China, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda considera como local de alto risco para a transmissão do coronavírus, oficialmente chamado de Covid-19. Foram registrados, no país, 73,3 mil casos da doença até 18 de fevereiro, com 1.870 mortes. No restante do mundo, o total de casos confirmados é de 804 (por enquanto, nenhum no Brasil), com três mortes até agora. Inicialmente previstas para iniciarem em fevereiro, as aulas presenciais do primeiro semestre letivo estão suspensas por tempo indeterminado na China. Alunos que aproveitaram o feriado para viajar pelo país ou para o exterior enfrentaram restrições ao voltar ou preferiram aguardar a normalização da situação para retornar. Alguns voltaram para seus países de origem. Os que ficaram nas moradias estudantis relatam um cotidiano de tédio e incerteza. Por duas semanas, Bruna permaneceu em alojamento universitário na ilha de Taipa. Em razão das férias escolares, o local estava quase deserto. Duas vezes por dia, às 9h30min e às 21h30min, seguranças mediam sua temperatura. Na manhã do dia 4, ela foi notificada de que não poderia sair do prédio. Por e-mail, os estudantes protestaram dizendo que precisavam comprar mantimentos e se exercitar. A universidade acabou permitindo saídas por uma hora diária, mediante pedido por escrito no qual o estudante informava o motivo do deslocamento. Stéfani Kummer resolveu voltar para o Brasil e agora espera para saber se vai ter aulas à distância Arquivo Pessoal Embora soubesse da epidemia desde o dia 22 de janeiro, Bruna não havia notado alterações na rotina do país até chegar a Hong Kong. No dia 25, as comemorações públicas do Ano Novo foram canceladas em Hong Kong e Macau para evitar aglomerações. "No domingo, meu namorado e eu fomos a um templo budista, como é costume. O local estava lotado, e os chineses, que eram a imensa maioria, usavam máscaras. Os que não usavam eram estrangeiros", relembra. O uso de máscaras ajuda, segundo a OMS, a limitar o avanço de algumas doenças respiratórias, embora seja, por si só, uma medida insuficiente. A organização recomenda também lavar as mãos, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e manter uma distância mínima (1m) das demais pessoas, sobretudo se elas tiverem sintomas de doenças respiratórias. O Covid-19 pode causar desde sintomas leves, como coriza, dor de garganta, tosse e febre, até problemas mais graves em alguns pacientes (particularmente idosos e pessoas com problemas médicos anteriores), como pneumonia e dificuldade em respirar. Em alguns casos extremos, a doença pode ser fatal. A cerca de 3 mil quilômetros de distância dali, os estudantes Wesley Ranier Pereira Flores, 26 anos, e Bruno Farias, de 23, que cursam mandarim na Universidade de Línguas e Cultura de Pequim, também têm passado os dias com apreensão e pouco o que fazer. Eles têm de ficar o tempo todo no dormitório do campus, sem uma definição sobre o início do semestre. "Lemos e navegamos na internet para passar o tempo, porque o alojamento está praticamente vazio", afirma Wesley. Viagem cancelada Bruno Locatelli, 22 anos, de Bom Retiro do Sul (RS), que também estuda mandarim no IPM, aguarda em Bali, na Indonésia, um momento propício para voltar à China. Ele passava férias com a namorada em outros países da Ásia quando ficou sabendo, pela internet, da epidemia do coronavírus. O casal decidiu cancelar o voo de volta a Pequim, inicialmente previsto para 18 de fevereiro. "Pretendemos ficar na Indonésia até receber de nossa universidade a notificação de volta às aulas presenciais. Cada um tem de se manter por conta própria. Nossos familiares e amigos estão naturalmente apreensivos com a situação. Embora estejamos numa área de baixa risco, ainda assim ficam preocupados", afirma Bruno por e-mail. O novo coronavírus fez Stéfani Kummer, 22 anos, tomar uma medida mais radical: retornar ao Brasil. "Comprei minha passagem à tarde e fui embora à noite", relata a estudante de mandarim do IPM, de Roca Sales (RS), por telefone. Ela embarcou em Pequim no dia 29 de janeiro e chegou a São Paulo no dia seguinte. No aeroporto, na capital chinesa, ficou preocupada ao ver estrangeiros sem máscara facial. O namorado de Stéfani, português, também retornou para seu país. A perspectiva de aulas online preocupa Stéfani. "Estou esperando uma posição da universidade. Se isso se confirmar, terei aulas de madrugada. Tenho saudade da rotina na China", afirma. Na pequena Roca Sales, de 12 mil habitantes, o retorno da estudante não passou despercebido. "Fiquei sabendo que alguns ligaram para a Secretaria Municipal de Saúde perguntando como permitiam a vinda de alguém que estava na China. Mesmo alguns parentes evitaram ter contato comigo", conta. Vídeos Veja abaixo vídeos sobre o tema: Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora Novo coronavírus: termina quarentena de navio com mais de 600 infectados no Japão Veja Mais

Melanoma: 'Perdi uma orelha por causa do meu vício em bronzeamento artificial'

Glogo - Ciência Anthea Smith usou câmaras de bronzeamento desde os 14 anos. Exposição a raios UV aumenta risco de câncer de pele. A amputação do ouvido fez Anthea Smith ficar surda de um lado e ter problemas de equilíbrio BBC "Ninguém deveria passar pelo que estou passando. E tudo isso por um bronzeado." Anthea Smith, uma mulher de 44 anos de Bolton, cidade no noroeste do Reino Unido, não esconde seu arrependimento pelas escolhas que a levaram a perder, há alguns anos, toda sua orelha esquerda. Após usar câmaras de bronzeamento com frequência desde os 14 anos, Smith desenvolveu um melanoma, tipo de câncer de pele, na orelha. Foi necessária uma amputação para evitar que o câncer se espalhasse por seu corpo. "Me sinto muito culpada em relação ao meu marido e meus filhos, porque é uma coisa que eu fiz para mim mesma", disse ela à BBC. "Eu não conhecia os riscos." Smith foi operada duas vezes em 2015. Na primeira, teve a parte externa do ouvido retirada. "Na segunda, retiraram meu ouvido interno, o ouvido médio, as glândulas salivares do lado esquerdo e todos os meus nódulos linfáticos", conta. Além da surdez resultante do lado esquerdo, a retirada do ouvido também trouxe a ela problemas de equilíbrio. Smith reconhece que a obtenção de um bronzeado perfeito se tornou uma obsessão. "Fiquei viciada em me bronzear, em estar sempre bronzeada. Eu usava principalmente as câmaras de bronzeamento artificial, porque os resultados eram mais rápidos", diz, Ponto vermelho Smith notou pela primeira vez um ponto vermelho na orelha em 2010. Segundo ela conta, seu médico não deu muita atenção no problema até que finalmente, em 2015, uma biópsia revelou que ela tinha um melanoma em estágio 3. Apesar dos exames mais recentes mostrarem que ela está livre da doença, ela ainda vive com medo de que essa forma agressiva de câncer de pele volte. O melanoma é o tipo mais grave de câncer de pele e pode se espalhar por outros órgãos do corpo. Ele se forma nas células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele. O sinal mais comum de melanoma é a aparição de uma pinta nova ou a mudança em uma pinta já existente. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas as áreas mais comuns são nas pernas para as mulheres e nas costas para os homens. Na maioria dos casos os melanomas têm uma forma irregular e mais de uma cor. A pinta também pode ser maior do que o normal e, às vezes, coça ou sangra. Causas Segundo a Clínica Mayo, organização internacional de pesquisas médicas, não se sabe exatamente por que os melanomas surgem, mas sabe-se que a exposição à radiação ultravioleta (UV) da luz solar ou das lâmpadas e câmaras de bronzeamento artificial aumenta o risco. "Limitar a exposição à radiação UV pode ajudar a reduzir o risco de ter um melanoma." O NHS, o serviço de saúde público do Reino Unido, também destaca os riscos do uso das câmaras de bronzeamento. "As câmaras de bronzeamento emitem raios ultravioletas que aumentam o risco de desenvolver câncer de pele (tanto melanoma maligno como outros cânceres de pele que não são melanomas)", adverte o serviço. Além disso, "muitas câmaras de bronzeamento emitem doses de raios UV mais fortes que as do sol tropical do meio-dia." Os riscos, segundo o NHS, são maiores para as pessoas mais jovens. Segundo o serviço, os dados disponíveis mostram que "as pessoas que se expõem com frequência a raios UV antes dos 25 anos correm um risco maior de desenvolver câncer mais tarde". As queimaduras solares durante a infância também aumentam esse risco. As autoridades britânicas de saúde advertem ainda que a exposição à radiação UV dos equipamentos para bronzeamento artificial é potencialmente mais danosa às pessoas que têm pele branca ou sensível, às pessoas que sofreram queimaduras de sol durante a infância, gente com muitas sardas, muitas pintas, pessoas que estão tomando remédos ou usando cremes que tornam a pele mais sensível à luz solar ou àqueles que têm casos de câncer de pele na família. Veja Mais

Paralisação econômica da China pelo coronavírus reduz emissões de CO2

Glogo - Ciência Concentração de gases poluentes está pelo menos 25% menor se comparado ao mesmo período do ano anterior. Foto de 2013 mostra Hong Kong poluída Reuters/Tyrone Siu A epidemia de coronavírus, que paralisa a atividade econômica na China, pode ter reduzido as emissões de CO2 do gigante asiático em pelo menos 25%, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (19), mas o impacto pode ser apenas momentâneo. A informação é da agência France-Presse. Nesta quarta-feira (19), o número de mortos por coronavírus na China chegou a 2.007, incluindo duas mortes em Hong Kong, e uma em Taiwan. Três pessoas morreram em outros países. O número de casos confirmados é de 74.279 na China e 905 em outros países. Emissões globais de CO2 crescem e atingem maior alta da história, diz estudo Os 15 países que emitiram mais CO2 nos últimos 20 anos Observatório no Havaí registra pico de concentração de CO2 na atmosfera do Pacífico O recesso do Ano Novo Lunar, que aconteceu em 25 de janeiro, foi prorrogado de fato até 10 de fevereiro. Desde então, em consequência das drásticas medidas de contenção e das restrições aos deslocamentos para conter a epidemia, muitas fábricas permanecem inativas ou funcionam de modo parcial. Desta maneira, o consumo de energia e as emissões de gases do efeito estufa diminuíram em 100 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período do ano passado, afirma um estudo divulgado pelo site especializado Carbon Brief. Nas duas últimas semanas (de 3 a 16 de fevereiro), as emissões de CO2 se aproximam de 300 milhões de toneladas, mostra o estudo elaborado pelo Centro de Pesquisas sobre Energia e Ar Limpo (CREA), que tem sede na Finlândia. Nas duas semanas posteriores ao recesso de Ano Novo em 2019 o país emitiu 400 milhões de toneladas. "A redução do consumo de carvão e petróleo mostra uma queda de, pelo menos, 25% das emissões na comparação com o mesmo período no ano passado, o equivalente a uma diminuição de 6% das emissões mundiais durante o período", destaca o estudo. Uma queda deste tipo durante duas semanas poderia representar, por si só, uma redução de aproximadamente 1% das emissões anuais da segunda maior economia mundial. VÍDEOS SOBRE CO2 Petrobras está entre as maiores empresas emissoras de CO2 do mundo, diz estudo ONU alerta para aumento das emissões de CO2, depois de 3 anos de estagnação Veja Mais

Número de mortes na China por coronavírus passa de 2 mil

Glogo - Ciência Apenas a província de Hubei tem mais de 61,6 mil casos e 1,9 mil mortes. No país, são mais de 74,2 mil infecções. O 2019-nCoV causou mais de 2 mil mortes na China. Entre esta segunda-feira (17) e esta terça-feira (18), a província de Hubei confirmou 1.693 casos e 132 novas mortes. Apenas na região, desde o início da contagem dos casos, 61.682 pessoas foram infectadas, sendo que 1.921 não resistiram à doença. Mais dados do coronavírus em Hubei: 9,1 mil pacientes receberam alta do hospital 43.471 ainda estão em tratamento 68.345 estão em observação médica Mais cedo, o balanço nacional chinês havia apontado um total de 1.870 mortes no país e 72.528 casos. Com esses novos números de Hubei, o total de infecções no país fica em pelo menos 74,2 mil casos. Os dados das outras províncias ainda não foram contabilizados. Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP Destaques sobre o coronavírus desta terça (18): No Japão, o navio em quarentena registrou mais 88 casos confirmados da doença. O isolamento da embarcação está previsto para terminar na quarta (19). Cientistas chineses publicaram um estudo, na segunda-feira (17), no qual mostraram que 80% dos casos de Covid-19 são leves. O Salão do Automóvel de Pequim anunciou, também na segunda, que vai adiar o evento, marcado para o fim de abril, por causa do surto de coronavírus. O mercado chinês de automóveis é o maior do mundo. Disseminação do coronavírus na China Wagner Magalhães/G1 Initial plugin text Veja Mais

Operação que trouxe repatriados da China tem orçamento de R$ 11,2 milhões, diz Ministério da Defesa

Glogo - Ciência Segundo órgão, verba é um 'crédito extraordinário' para custear despesas aéreas, de saúde e infraestrutura, além de uma reserva. Grupo de 34 pessoas, mais equipe técnica, cumprem quarentena na Base Aérea de Anápolis. Hotel da Base Aérea foi adaptado para receber repatriados; orçamento total é de R$ 11,2 milhões Sílvio Túlio/G1 O Ministério da Defesa informou que tem um orçamento de R$ 11,2 milhões disponíveis para os custos com a operação que trouxe brasileiros de Wuhan, na China, por causa do coronavírus. Os repatriados estão em quarentena na Base Aérea de Anápolis há nove dias e devem ficar pelo mesmo período no local até que se complete o hiato de 18 dias de isolamento. Também de acordo com o Ministério da Defesa, o dinheiro é um “crédito extraordinário” em favor do órgão, o qual serve para arcar com as seguintes pendências: Atividades aéreas (tanto da parte nacional quanto internacional); Apoio terrestre nas ações de saúde e de infraestrutura geral Reserva técnica em caso de intercorrência. O G1 questionou o Ministério sobre o valor já gasto até segunda-feira (17) e aguarda resposta. Os Hotéis de Trânsito da Base Aérea foram adaptados para receber o grupo, que desembarcou na cidade goiana no último dia 9. No local, foi montada uma grande estrutura para o isolamento do grupo, o qual contém brinquedoteca, videogame e apresentações musicais. Eles também têm acesso a seis refeições diárias e atendimento médico integral. Equipes fazem teste em repatriados para detectar coronavírus, Anápolis Ho Yeh Li/Arquivo pessoal Operação Regresso Segundo informações disponíveis no portal da Força Aérea Brasileira (FAB), vários ministérios se mobilizaram para repatriar os brasileiros que estavam em Wuhan, assim como seus cônjuges chineses. A medida foi tomada em decorrência do surto de contaminação pelo coronavírus na cidade chinesa. A Operação Regresso enviou 24 pessoas - entre tripulantes, médicos e jornalistas - para buscar os repatriados. No total, 34 pessoas que estavam no epicentro do contágio foram resgatas e levadas para a Base Aérea de Anápolis. As 58 pessoas que fizeram a viagem completa a bordo das duas aeronaves da FAB estão em quarentena desde o último dia 9, quando chegaram à cidade goiana. Segundo o protocolo de segurança definido pelo Ministério da Defesa, eles devem ficar isolados por 18 dias no total - com saída prevista para 27 de fevereiro. Grupo cumpre quarentena de 18 dias na Base Aérea de Anápolis Sílvio Túlio/G1 Exames A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) testou secreções de todos os isolados assim que chegaram e os exames deram negativo para a presença do coronavírus. Na segunda-feira, eles forneceram outras amostras para uma segunda análise, que deve ficar pronta até quarta-feira (19). Um terceiro exame deve ser feito a partir do 14º dia de isolamento, conforme previsto no protocolo de segurança. Também na segunda-feira, o Ministério da Saúde informou que avaliará se há possibilidade de liberar, antes do fim da quarentena, os 24 profissionais que foram buscar os repatriados. VE - Repatriação de brasileiros na China Aparecido Gonçalves e Juliane Monteiro/G1 Initial plugin text Veja Mais

Estudantes de Campinas criam absorvente biodegradável com gel à base de amido e bucha vegetal

Glogo - Ciência Produto leva ainda óleo de alecrim e ácido cítrico na formulação. Segundo o grupo, ao contrário dos produtos tradicionais com plástico, que podem durar até 100 anos na natureza, 'BioAbs' se decompõe em seis meses. Alexa, Aline, Clara e Flora no laboratório da ETEC, em Campinas (SP), onde desenvolveram o absorvente biodegradável Erica Figueiredo Quatro estudantes de Campinas (SP) desenvolveram um absorvente feminino 100% biodegradável feito com tecido de algodão e gel à base de amido de milho e bucha vegetal. Segundo o grupo, ao contrário dos produtos convencionais, que possuem 90% de plástico e aditivos químicos que levam até 100 anos para se decompor na natureza, o "BioAbs" se decompõe entre três e seis meses. O projeto surgiu como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de meio ambiente na Escola Técnica Estadual (Etec) Conselheiro Antônio Prado. De acordo com a professora Erica Gayego, que orientou o grupo, testes mostraram que os produtos naturais utilizados pelas alunas cumpriram a mesma função de absorção presente no absorvente convencional. "A proposta era desenvolver algo em cima da resolução de um problema, e a ideia do absorvente partiu delas. Foi uma escolha interessante, uma vez que esse tipo de produto dificilmente a sociedade vai deixar de utilizar, apesar de algumas alternativas já existentes", destaca Erica. Segundo a estudante Alexa de Oliveira, no primeiro teste com gel à base de amido de milho a proteção do absorvente tinha ficado "muito fina", e a solução foi adicionar a biomassa a partir da bucha vegetal - e o resultado agradou ao grupo. Para aumentar a durabilidade e evitar odores, as estudantes também recorreram a componentes naturais, como o óleo de alecrim e ácido cítrico. De acordo com a professora, as substâncias possuem as mesmas ações bactericidas e fungicidas dos absorventes tradicionais. Absorvente 100% biodegradável, feito com algodão e gel à base de amido de milho e bucha vegetal Erica Figueiredo Apesar de ter nascido em sala de aula, as alunas pretendem investir na ideia. O grupo formado por Alexa de Oliveira, Aline Enokawa, Clara Harumi e Flora de Andrade disse que busca a patente do projeto, e levantar recursos para desenvolver a parte estética e processos de produção que possam baratear o 'BioAbs' - o custo inicial foi de R$ 15,60 cada. "Fizemos uma escolha por produtos naturais que tivessem um custo barato. Ou seja, na produção em grandes quantidades, o custo do absorvente cai. Além disso, agora queremos melhorar o produto, e desenvolver a parte estética dele", conta Alexa, de 17 anos. Pesquisa Para saber a possibilidade de aceitação do produto, o grupo fez uma pesquisa com outras estudantes da Etec em que estudam. Foram ouvidas 153 alunas que utilizam absorventes e, 83% delas disseram que usariam uma versão biodegradável do produto. Ainda segundo as estudantes, outros 17% das entrevistadas responderam que talvez usassem, e nenhuma aluna disse que não usaria de forma alguma. De acordo com as estudantes, absorvente biodegradável se decompõe em até seis meses na natureza Erica Figueiredo Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Número de mortos na China por coronavírus chega a 1,8 mil

Glogo - Ciência Há 72.460 pessoas infectadas pelo vírus no país; 7.862 pessoas já receberam alta. O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.885 nesta segunda-feira (17), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados no país ficou em 72.460. Estes números incluem o balanço do dia da Organização Mundial da Saúde (OMS) mais a atualização da província de Hubei. China usa plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do coronavírus em pacientes internados Casos de coronavírus pelo mundo – Atualizado em 17/02 às 10h30 Arte G1 Somente na província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, foram registradas mais 93 mortes e 1.807 casos confirmados da doença entre este domingo (16) e segunda-feira (17). Na região são 59.989 pacientes com o vírus e 1.789 mortes desde o início do surto. 7.862 pacientes receberam alta do hospital. 41.957 pessoas estão em tratamento hospitalar e outras 69.270 estão sob observação médica. Os números de novos casos na região vem caindo há 5 dias. Os dados apresentados pela OMS na manhã desta segunda-feira, ainda não tem os número atualizados dos novos casos apresentados pela província chinesa. Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei G1 Situação no Brasil No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações, desta segunda-feira (17), do Ministério da Saúde. Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país. Destaques sobre o coronavírus desta segunda-feira (17): Outras 99 pessoas no navio de cruzeiro Diamond Princess, que está em quarentena há mais de 10 dias no Japão, testaram positivo para o novo coronavírus – levando o número de infectados a bordo a 454. 14 dos 300 americanos que foram retirados do navio estão infectados com o vírus, anunciou o Departamento de Estado americano. De acordo com as autoridades dos EUA, eles haviam sido testados há dois ou três dias e não tinham apresentado sintomas; todos serão mantidos em quarentena assim que chegarem a uma base na Califórnia nesta segunda (17). No domingo (16), outra autoridade americana havia afirmado que ao menos 40 americanos tinham sido infectados pelo vírus. Uma mulher russa a bordo do Diamond Princess foi diagnosticada com a doença – a primeira cidadã do país. Na China, o diretor de um hospital em Wuhan morreu. A morte dele foi a primeira de um diretor de hospital por causa da doença, segundo o jornal estatal chinês "People's Daily". China usa plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do coronavírus em pacientes internados Vídeos: Coronavírus: após contágio, autoridades buscam passageiros liberados em cruzeiro Novo coronavírus: brasileiros em quarentena passam por novos exames Epidemia do novo coronavírus ameaça levar economia do Japão à recessão Veja Mais

Após novo exame, Ministério da Saúde avaliará saída antecipada de médicos e tripulação em quarentena em Anápolis

Glogo - Ciência Tanto eles como os repatriados tiveram amostras de secreção colhidas nesta segunda-feira (17) para passar por nova análise. Grupo de 58 pessoas está há oito dias em isolamento. Equipes fazem teste em repatriados em Anápolis Ho Yeh Li/Arquivo pessoal O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que, após o resultado do segundo exame que pode identificar coronavírus, o órgão deve avaliar saída antecipada de quarentena para os médicos, tripulantes e jornalistas que foram buscar os repatriados em Wuhan – epicentro do surto do coronavírus. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (17). “Eles coletaram [secreção] para novo exame hoje. Esse exame deve ficar pronto até quarta-feira. Até quarta-feira deverá ser dada solução para essas pessoas que não são os que vieram de Wuhan. Vamos aguardar o resultado para anunciar qual vai ser a estratégia em relação a eles, se eles vão permanecer até o final ou se poderão sair antes do fim da quarentena”, afirmou. O secretário-executivo reforçou que a decisão é tomada em conjunto com o Ministério da Defesa e que a questão seguirá sob análise ao menos até quarta-feira (19). Repatriados passam por novo exame Ho Yeh Li/Arquivo Pessoal Coleta para segundo exame Segundo a superintendente de vigilância em Saúde, Fluvia Amorim, foram coletadas secreções de nariz e garganta das 58 pessoas em quarentena. As amostras saíram da Base Aérea de Anápolis a caminho do Lacen, em Goiânia, por volta das 11h. O resultado pode sair em até 72 horas. O procedimento, segundo a superintendente, é comum já na Saúde - o mesmo usado para identificar se a pessoa está contaminada por H1N1. Flúvia acrescentou que a análise é bem precisa e segura. "Pegamos uma amostra e amplificamos ela. Esse exame vai identificar o vírus, por isso ele é tão específico. Então, se der positivo, a chance de contaminação é muito alta, e se der negativo, realmente está descartado", detalhou. Apesar do alto rigor no exame, a superintendente disse que, além deste, será feito outro próximo ao final previsto para a quarentena. "Foi um protocolo definido pelos Ministérios da Saúde e da Defesa, de que sejam feitos esses três exames. Mesmo se der negativo, faremos. Assim como deu negativo na primeira e estamos fazendo a segunda. É um protocolo de segurança", explicou. VE - Repatriação de brasileiros na China Aparecido Gonçalves e Juliane Monteiro/G1 Casos O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.770 neste domingo (16), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados ficou em 70.548, aumento de 2.048 em um dia. No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações de domingo (16) do Ministério da Saúde. Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país. Veja outras notícias da região no G1 Goiás. Initial plugin text Veja Mais

Grupo em quarentena em Anápolis passa por segundo exame que detecta contaminação por coronavírus

Glogo - Ciência Lacen coleta material para análise nesta segunda-feira, 7º dia de isolamento das pessoas que chegaram de Wuhan. Repatriados passam por novo exame para detectar coronavírus, em Anápolis Ho Yeh Li/Arquivo Pessoal O grupo que está em quarentena há sete dias em Anápolis, a 55 km de Goiânia, fornece na manhã desta segunda-feira (17) novas amostras para exame que detecta o coronavírus. Uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) chegou à Base Aérea, onde os repatriados estão em quarentena, por volta das 8h20. O resultado dos testes deve sair em três dias. Os 34 repatriados e 24 profissionais que os buscaram em Wuhan - epicentro do surto do vírus - têm ainda dez dias de isolamento previstos. O primeiro exame foi feito com amostras colhidas no dia 9, quando eles pousaram na cidade goiana. O resultado saiu dois dias depois e apontou que nenhum deles apresentava indícios de contaminação. No entanto, o período de incubação da doença é de 14 dias. Por isso as forças que integram a Operação Regresso decidiram, por cautela, mantê-los isolados por 18 dias. Grupo de brasileiros repatriados da China está em quarentena em Anápolis Reprodução/GloboNews Coleta A SES informou que "técnicos do Lacen e a superintendente de vigilância em saúde estão capacitados e foram designados para realizarem essas coletas". Segundo o órgão, são sete pessoas responsáveis por essa coleta, "formando três equipes de coleta com 2 profissionais cada e um profissional para o apoio". A secretaria disse que, para realizar o exame, são retiradas dos pacientes amostras de "secreção de naso e orofaringe". Para isso, eles usam hastes com algodão na ponta. Para que o material colhido chegue em segurança e sem alterações prejudiciais ao laboratório, eles "são acondicionados em tubos" e "mantidos em caixa de transporte contendo gelo reciclável para manter a temperatura entre 2 e 8°C". Chegando ao Lacen, as hastes "são processados para obtenção do material celular" e depois passam por análise para detectar o coronavírus. Equipes fazem teste em repatriados para detectar coronavírus Ho Yeh Li/Arquivo pessoal Repatriados Os grupo dos 34 repatriados da China é composto da seguinte forma: 4 chineses casados com brasileiros; 7 crianças com idades entre 2 e 12 anos; 23 brasileiros adultos – casais e homens e mulheres solteiros (sendo três diplomatas). Casos O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.770 neste domingo (16), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados ficou em 70.548, aumento de 2.048 em um dia. No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações deste domingo (16) do Ministério da Saúde. Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país. Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas Aparecido Gonçalves/Arte G1 Initial plugin text Veja Mais

Quatorze infectados pelo coronavírus estão entre americanos retirados de cruzeiro no Japão

Glogo - Ciência Primeiro avião com cidadãos americanos retirados do cruzeiro Diamond Princess pousou na Califórnia nesta segunda-feira (17). Coronavírus: americanos que estavam em quarentena no Japão chegam aos EUA Quatorze pessoas infectadas com o novo coronavírus estão entre os mais de 300 americanos e parentes que foram retirados do navio cruzeiro "Diamond Princess" em quarentena no Japão para retornar de avião para os Estados Unidos. O Departamento de Estado americano informou nesta segunda-feira (17) que os 14 passageiros, que eram assintomáticos, tinham sido submetidos ao teste para o COVID-19 havia dois ou três dias. Durante a retirada do cruzeiro, as autoridades foram informadas de que o teste tinha dado positivo. Estas pessoas foram levadas rapidamente para uma área de contenção especializada do avião para permanecer em isolamento. Elas foram monitoradas durante o voo. O primeiro avião com cidadãos americanos retirados do cruzeiro pousou nesta segunda-feira (17) em uma base da Força Aérea dos Estados Unidos na Califórnia, onde todos os passageiros serão submetidos a 14 dias de quarentena. O segundo voo chegou à base aérea de San Antonio, no Texas, nesta manhã, cerca de 12 horas após decolar do aeroporto Haneda. "Qualquer pessoa que se tornar sintomática será transferida para a zona de contenção especializada, onde será tratada", afirmou o comunicado. O Diamond Princess, de propriedade da Carnival Corp, está em quarentena desde que chegou a Yokohama, uma cidade ao sul de Tóquio, em 3 de fevereiro. A medida foi tomada depois que um homem que havia desembarcado em Hong Kong foi diagnosticado com a doença. Os passageiros passam a maior parte do tempo trancados nos quartos, e durante uma hora por dia são autorizados a saírem para caminhar e ver a luz do sol. Ao menos 40 americanos em quarentena a bordo do cruzeiro já haviam sido diagnosticados com o novo coronavírus, afirmou uma fonte do Departamento de Saúde dos Estados Unidos. Essas seriam levadas para hospitais no Japão. A imprensa japonesa anunciou 99 novos casos de contaminação nesta segunda. Das 3.711 pessoas a bordo do cruzeiro, mais de 450 casos foram registrados. Os pacientes foram levados para hospitais japoneses. O novo coronavírus já deixou quase 1.800 mortos e 70.500 pessoas infectadas na China. Outros cinco pacientes morreram fora da China. Aviões de resgate Hong Kong e a Coreia do Sul também disseram que vão enviar aviões para o Japão para trazer os seus cidadãos que estão em quarentena no cruzeiro. Initial plugin text Veja Mais

Hubei tem mais 100 mortes e 1,9 mil novos casos confirmados de coronavírus

Glogo - Ciência Dados deste domingo (16) seguem tendência de queda em número de novos casos. A província de Hubei, epicentro do coronavírus na China, registrou mais 100 mortes e 1933 casos confirmados da doença entre este sábado (15) e domingo (16). Com esses dados, o número total de mortos vai a 1.770 e os casos confirmados vão a 70.517. Estes números incluem o balanço do dia da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais a morte registrada em Taiwan. Apenas na região de Hubei são 58.182 pacientes com o vírus e 1.698 mortes desde o início do surto. 6.639 pacientes receberam alta do hospital. 40.814 pessoas estão em tratamento hospitalar e outras 71.613 estão sob observação médica. OMS diz que coronavírus já matou 1669 pessoas Cai para três o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil Os números de novos casos na região vem caindo há 4 dias. Os dados apresentados pela OMS na manhã deste domingo, ainda não tem os número atualizados dos novos casos apresentados pela província chinesa. Coronavírus foi detectado em Wuhan pela primeira vez em dezembro; a cerca de 1,2 mil km de Pequim, a cidade é a capital da província de Hubei G1 Situação no Brasil No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações deste domingo (16) do Ministério da Saúde. Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país. Cai para três o número de casos suspeitos de coronavírus no Brasil Destaques sobre o coronavírus deste domingo (16): Ao menos 40 americanos a bordo do cruzeiro Diamond Princess estão contaminados com o coronavírus. Há três pessoas no Brasil com suspeita de coronavírus Número de casos de coronavírus diminui pelo terceiro dia seguido na China Taiwan registra primeira morte por coronavírus. Anvisa descarta casos suspeitos de coronavírus em navio que atracará em Santos Initial plugin text Taiwan anuncia primeiro caso fatal de coronavírus na ilha Veja Mais