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G1 Ouviu #160 - Britney Spears, o retorno: como serão hits pós-tutela e batalha judicial?

G1 Pop & Arte Podcast debate carreira de Britney e convida drag queen Tiffany Bradshaw, nome artístico de Rafael Baptistella; Alan Mangabeira, estudioso de fandoms; e Francinne, cantora e ex-cover. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado. G1/Divulgação Veja Mais

Emporio Armani comemora 40 anos da marca com desfile em Milão

G1 Pop & Arte 'Receber o público é emocionante', comemorou Giorgio Armani, criador da icônica marca italiana, após desfile na Semana de Moda da cidade italiana. Estilista italiano Giorgio Armani, sua sobrinha Silvana Armani e Leo dell’Orco agradecem os aplausos após desfile da Emporio Armani, na Fashion Week de Milão, nesta quinta (23) Miguel Medina/AFP A respeitada marca Emporio Armani celebrou nesta quinta-feira (23) os 40 anos de sua fundação com um desfile em Milão que presta homenagem à "moda democrática" e acessível, que soube se adaptar ao gosto de um público jovem, urbano e irreverente. O mestre Giorgio Armani, o primeiro a fechar as portas ao público há 18 meses, quando a covid-19 começou a se espalhar na Lombardia, irradiava felicidade ao apresentar sua nova coleção a um público de convidados seletos no segundo dia da Semana da Moda milanesa. "Receber o público é emocionante. Embora agora a palavra passe para o público! Como sempre, estaremos abertos ao seu julgamento!", comentou o criador da icônica marca italiana. Emporio Armani apresenta coleção primavera-verão 2022, na Semana de Moda de Milão, em setembro de 2021 Miguel Medina/AFP O estilista, que revisou alguns dos símbolos da empresa, continua experimentando depois de tantos anos e usa materiais inovadores, como quando lançou a marca em 1981 e estabeleceu no panorama internacional. Armani, que desde então aposta em oferecer roupas funcionais e ao mesmo tempo elegantes a preços acessíveis, continua conquistando a audiência com suas propostas, peças às vezes unissex, blazers amplos, de corte perfeito, que todos querem ter no próprio armário, como uma joia. "Lembro do dia em que desenhei o logo da águia, que se tornou em seguida no logo da Emporio. Estava falando por telefone com Sergio Galeotti, meu sócio da época, que me dizia: Temos que criar nossa própria Lacoste! Pensei, o que será que voa alto sobre todo mundo? Pois então, a águia", contou. BDSM é pop: famosos adotam máscaras e acessórios de fetiche sexual na volta dos eventos A chamada "revolução silenciosa", que Armani causou no mundo da moda, sobrevive há quase meio século graças à introdução do denim, com o qual abriu o desfile em Milão com jeans em patchwork. A elegância e a sobriedade se destacam na nova coleção, inspirada em países longínquos, com calças fluidas que evocam o deserto, camisas de gola Mao e cores vivas de terras distantes. Suas roupas não são rígidas, mas sempre leves, flexíveis, em linho ou seda lavada. Como continuar inovando? À pergunta, o estilista responde sem hesitar: "Olhando ao meu redor e não fazendo o que me propõem. Essa é a minha forma de pensar e nunca vou me render", admitiu. Veja reportagem de 2019 sobre o estilista Giorgio Armani: Estilista italiano Giorgio Armani completa 85 anos Veja Mais

James Bond volta ao cinema após adiamento de 18 meses provocado pela pandemia

G1 Pop & Arte 'Sem Tempo para Morrer', último filme de Daniel Craig como famoso espião, estreia no dia 30 de setembro, após ser adiado três vezes. Daniel Crag se despede de James Bond em "007 - Sem Tempo Para Morrer" Divulgação "007 - Sem Tempo Para Morrer", novo filme do espião James Bond, será exibido na próxima semana em Londres, uma estreia adiada por 18 meses pela pandemia e quase seis anos após o longa-metragem anterior da saga. Integrantes da realeza britânica e heróis da luta contra a pandemia estarão entre os convidados para a pré-estreia do filme número 25 da série James Bond, no célebre Royal Albert Hall de Londres. O longa-metragem deve representar a despedida do ator Daniel Craig, de 53 anos, como o agente 007. Três estreias programadas previamente - em março e novembro de 2020 e abril de 2021 - foram canceladas. 'Parte gigante da minha vida', diz Daniel Craig sobre longas como James Bond Craig e seus colegas de elenco, incluindo Rami Malek e Léa Seydoux, estarão no tapete vermelho ao lado dos príncipes Charles e William para uma exibição de gala em 28 de setembro, dois dias antes da estreia nos cinemas do Reino Unido e do Brasil. Profissionais da saúde e membros das Forças Armadas também estarão presentes e foram convidados para outras 10 estreias no Reino Unido como reconhecimento a seu trabalho contra a covid-19. "Estamos incrivelmente emocionados de lançar o filme nos cinemas", afirmou a produtora, Barbara Broccoli, ao podcast oficial do longa-metragem. "O filme é uma celebração de Bond, o número 25 em quase 60 anos e, o mais importante, Daniel Craig está saindo. Então sentimos que é um grande evento", completou. Experiência cinematográfica Cena de perseguição de carro do novo filme de James Bond é flagrada na Itália Operadores de salas de cinema, estúdios como MGM (proprietário da saga 007) e a distribuidora Universal Pictures esperam que o lançamento consiga atrair os espectadores de volta aos cinemas ao redor do mundo. As salas ficaram fechadas durante a pandemia em mercados importantes, como Reino Unido e Estados Unidos, o que provocou o adiamento de várias estreias, com um elevado custo financeiro. MGM, adquirido este ano pela gigante das compras eletrônicas Amazon por quase US$ 9 bilhões de dólares, investiu US$ 250 milhões na produção. O filme anterior de James Bond, "007 - Contra Spectre", de 2015, arrecadou mais de 880 milhões de dólares em todo o mundo, segundo as revistas especializadas. Daniel Craig em '007 contra Spectre' Divulgação "É muito importante que as pessoas assistam este filme nos cinemas, foi pensado, filmado e produzido para estar nas salas, para ser uma experiência de cinema", disse o coprodutor Michael Wilson. "Realmente resistimos a outras alternativas como o 'streaming'", completou. Broccoli considera o filme, dirigido pelo americano Cary Joji Fukunaga e rodado na Noruega, Itália e Jamaica, é "uma obra-prima cinematográfica". Papéis femininos Elenco do novo filme de James Bond reunido na Jamaica em foto de 2019 Reprodução/Instagram Em "Sem Tempo Para Morrer", Bond abandona seu merecido descanso na Jamaica para embarcar em uma perigosa missão e resgatar um cientista sequestrado, após um pedido de um amigo e agente da CIA Felix Leiter. Malek, vencedor do Oscar de melhor ator pelo papel do vocalista do Queen Freddie Mercury em "Bohemian Rhapsody", interpreta o vilão Safin. Lashana Lynch aparece como uma nova espiã do MI6 britânico ao lado de Bond, enquanto a francesa Seydoux retorna como Madeleine Swann, já presente em "Spectre". A atriz e roteirista britânica Phoebe Waller-Bridge ("Fleabag") colaborou com o roteiro para melhorar a representação feminina, após as muitas críticas de misoginia e sexismo contra a saga. A estrela jovem da música pop Billie Eilish e seu irmão Finneas O'Connell escreveram a música tema do filme, "No Time to die", que se tornou um sucesso no Reino Unido. Bond desde 2006 A Rainha Elizabeh, seus corgis e 007 (o ator Daniel Craig) no filme da abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 Divulgação Craig, de 53 anos, interpretou o elegante agente secreto em outros quatro filmes, começando por "007 - Cassino Royale" em 2006, e chegou a aparecer como o agente ao lado da rainha Elizabeth II na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres-2012. No podcast de Bond, Craig disse que obteve o papel com a promessa de tentar "reinventar", mais do que recriar, o personagem. "O que Daniel trouxe para o personagem foi uma espécie de revelação das emoções", disse Broccoli sobre o papel de Craig. Em 2015, o ator britânico declarou, no entanto, que "preferia cortar os pulsos" a voltar a interpretar 007. O filme `No Time To Die` será o último da franquia de James Bond interpretado por Daniel Craig Getty Images Em uma entrevista publicada esta semana, Craig afirmou que o comentário foi uma "brincadeira", mas reconheceu que pareceu "ingrato". "Para ser completamente honesto, eu estava pensando: não sei se posso fazer outro destes", declarou, ao recordar que quebrou uma perna durante as filmagens de "Spectre". Veja Mais

'Fundação' troca temas ricos do livro clássico de ficção científica por aventura espacial genérica

G1 Pop & Arte Produção de nível cinematográfico supera o padrão técnico para séries, mas desvio da história escrita por Isaac Asimov vai afastar fãs. Para quem nunca leu o clássico de ficção científica de Isaac Asimov, "Fundação" pode ser uma belíssima nova série. Com produção de nível cinematográfico, ela seduz com locações e designs, com o perdão do trocadilho, de outro mundo. Infelizmente, fãs do livro de mesmo nome que aguardam há décadas uma versão da obra, considerada por muitos como inadaptável, talvez precisem esperar um pouco mais. A produção, que estreia os dois primeiros de sua temporada com dez capítulos nesta sexta-feira (24) na Apple TV+, se afasta dos temas ricos da história original em uma busca desnecessária por mais ação, que a transformam em mais uma aventura espacial genérica. Há exceções importantes, como a já mencionada excelência técnica e um ótimo elenco com nomes conhecidos e figuras novas, mas um início empolgante logo dá lugar a momentos previsíveis e personagens pouco inspirados. Claramente o resultado conseguido por mentes que até admiram a obra de um dos maiores escritores do gênero de todos os tempos, mas que talvez não tenham entendido tão bem os motivos de seu sucesso. Assista ao trailer de 'Fundação' Matemática é difícil O mais triste é que "Fundação" começa bem demais. O primeiro episódio atende a todos os pontos que fãs do livro de 1951, o primeiro de uma trilogia posteriormente estendida pelo autor, sempre quiseram. E deve agradar também quem nunca ouviu falar do americano na nascido na Rússia (por mais que seus livros tenham gerado adaptações como "O homem bicentenário" e "Eu, robô"). A abertura da série costura com maestria os principais temas do livro, adaptando em medida necessária – e absolutamente compreensível – pontos da trama que não funcionariam na transição de mídias. Em "Fundação", a humanidade se espalhou por toda a galáxia ao longo de milênios. Tanto que ninguém nem sabe ao certo seu ponto de origem. Acima dos trilhões de habitantes de incontáveis planetas está o Império, responsável pelo delicado equilíbrio de toda a existência. Lou Llobell e Jared Harris em cena de 'Fundação' Divulgação É compreensível, então, que a presença na capital de um professor influente, Hari Seldon (Jared Harris), e suas teorias sobre a queda da dinastia e uma provável era de caos e conflitos, seja vista como ameaça. O problema é que as chances que ele esteja certo são reais. Principal estudioso de uma ciência conhecida como psico-história, ele utiliza matemática para encontrar padrões em grandes populações. Quanto maior o grupo, maior sua precisão – e parece que trilhões, potencialmente até mais, formam um grupo bem grande. Ele prevê que em poucos séculos o Império será fragmentado, assim como aconteceu antes com outras organizações poderosas. O resultado será 30 mil anos de trevas. A decadência é inevitável, mas ele tem um plano. Caso lhe deem a chance de formar a Fundação, uma instituição com o intuito de reunir todo o conhecimento da humanidade em uma enciclopédia, esse longo período pode durar apenas um milênio. Cooper Carter, Lee Pace e Terrence Mann em cena de 'Fundação' Divulgação Foi com medo de errar que acabou errando Tudo isso se desenvolve ainda no primeiro episódio. A descrição acima parece complicada, mas é apresentada com uma desenvoltura invejável pelo criador, roteirista e responsável pela série, David S. Goyer (que tem alguns créditos impressionantes na carreira, como o roteiro de "Batman: O Cavaleiro das Trevas", e outros mais preocupantes, como a história de "Batman vs Superman: A Origem da Justiça"). Mudanças em relação ao livro não só não incomodam, mas são bem-vindas. Personagens importantes do livro, protagonizado na maior parte por homens, trocam de gênero e dão oportunidade a novos rostos competentes como os das atrizes Lou Llobell e Leah Harvey conduzirem bem a história. Além disso, a introdução de um triunvirato no comando do Império, formado por clones de um líder morto há séculos, permite a escalação e permanência de Lee Pace ("Guardiões da Galáxia"), de longe uma das forças mais magnéticas do elenco. Se ficassem nisso, estaria tudo muito bem. Infelizmente não é o caso. A partir do segundo capítulo, crescem as concessões da história a pontos comuns de aventuras espaciais padrão. Aos poucos, debates como a teimosia dos poderosos em virar os olhos para alertas dados por especialistas (que ecoam ainda mais alto em um Brasil durante pandemia), dão lugar a tiros e lutas. Como se isso não fosse o bastante, personagens ricos como Salvor Hardin, um herói improvável com seu jeitão manipulador e arrogante, é diluído em uma guardiã boazinha e boa de briga. Harvey faz o que pode e impede o pior, mas o enfraquecimento é gritante. Nem é preciso um olhar tão atento para ver refletidas na trama as exigências de executivos, preocupados que uma narrativa com pouca ação talvez aliene espectadores. Mas não deixa de ser muito triste observar impotente a mudança, em especial depois de uma abertura com equilíbrio excelente, prova maior de que nada disso era necessário. O livro não precisou disso. A série também não precisava. Uma pena que a ousadia fique limitada ao orçamento. E "Fundação" continua inadaptável. Leah Harvey em cena de 'Fundação' Divulgação Veja Mais

Melvin Van Peebles, pioneiro do cinema 'Blaxploitation', morre aos 89 anos

G1 Pop & Arte Filme 'Sweet Sweetback's Baadasssss Song' é considerado o marco inicial de movimento que deu à comunidade negra uma voz influente em Hollywood e influenciou gerações de cineastas. Diretor Melvin Van Peebles posa no Festival de Cinema dos EUA em 2012 Charly Triballeau/AFP O diretor e roteirista americano Melvin Van Peebles, pioneiro do cinema "Blaxploitation", cujo filme "Sweet Sweetback's Baadasssss Song" inspirou várias gerações de cineastas negros, morreu aos 89 anos na madrugada de quarta-feira (22). "Temos a tristeza de anunciar a morte de um gigante do cinema americano, Melvin Van Peebles, que faleceu durante a noite passada (madrugada de terça para quarta) em sua casa, com sua família, aos 89 anos", anunciaram seu filho, o ator Mario Van Peebles, e a distribuidora Criterion Collections em um comunicado. "Em uma carreira incomparável, Van Peebles deixou uma marca indelével no cenário cultural internacional. Sua falta será profundamente sentida", completa o texto. Com o filme "Sweet Sweetback's Baadasssss Song" (1971), Melvin Van Peebles inaugurou a era do "Blaxploitation", um movimento cinematográfico que deu à comunidade negra uma voz influente em Hollywood e influenciou cineastas como Spike Lee e Barry Jenkins. "Sweet Sweetback's Baadasssss Song" é um filme de baixo orçamento sobre um homem que atua em shows de sexo que mata dois policiais racistas que agrediram um ativista dos Panteras Negras. "Eu nem sabia que tinha um legado", declarou ao jornal New York Times em 2010. "Eu faço o que quero fazer". "Sweet Sweetback", que ele escreveu, dirigiu e financiou, e no qual interpreta o protagonista, foi exigido em apenas duas salas de cinema, mas ganhou fama e no fim arrecadou US$ 10 milhões de dólares. Este foi o longa-metragem independente mais rentável da história naquela época, segundo o Hollywood Reporter. Veja Mais

'A menina que matou os pais': Filmes sobre Suzane von Richthofen narram duas versões maçantes da mesma história; g1 já viu

G1 Pop & Arte Projeto, que conta ainda com 'O menino que matou meus pais', tenta ousar ao retratar histórias contadas por Suzane e Daniel Cravinhos, mas tropeça em linguagem padronizada e pouco inovadora. Não é sempre que um filme tem duas oportunidades de contar uma história de forma ousada e surpreendente. "A menina que matou os pais" e "O menino que matou meus pais" infelizmente desperdiçam suas chances. Os filmes, gravados ao mesmo tempo pela mesma equipe e elenco, têm a proposta de narrar as diferentes versões dadas pelos autores de um dos crimes mais infames do Brasil. VÍDEO: Relembre o caso Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais em 2002 Enquanto um segue o relato de Suzane von Richthofen, condenada em 2006 pelo assassinato de seus pais, o outro retrata a história contada por Daniel Cravinhos, então namorado da jovem e também julgado como culpado. A ideia, com formato inicialmente ousado e raro, esbarra no entanto em roteiros poucos inspirados. Ao dispensarem qualquer inovação narrativa e adotarem uma linguagem padronizada, apresentam retratos tão maçantes que dão poucas chances à dupla de protagonistas (Carla Diaz e Leonardo Bittencourt). Depois de uma longa espera, aumentada pelo adiamento causado pela pandemia, os dois filmes estreiam ao mesmo tempo nesta sexta-feira (24) na plataforma digital Prime Video. Veja trailer 'A menina que matou os pais' e 'O menino que matou meus pais ' A outra face Por mais frustrante que seja para quem esperava ver as produções nos cinemas, a mudança para o serviço de vídeos na verdade fortalece o projeto. Afinal, com a possibilidade de maratonar os dois filmes de uma hora e meia cada, ou até de pausar e analisar cenas complementares, o público pode montar uma narrativa um pouco mais empolgante. No processo, também economiza dois ingressos – e a decepção de sair de uma sessão com a sensação de ver uma obra pela metade. Afinal, uma não funciona sem a outra. Ambos seguem uma linha de tempo muito parecida. Começam pelo momento em que o casal se conhece e terminam no assassinato, e até dividem eventos marcantes, mas diferem completamente em relação ao desenrolar das situações. Enquanto Suzane se coloca como influenciada por um jovem ciumento e possessivo, Cravinhos fala sobre uma namorada infeliz, manipuladora e potencialmente abusada pelo pai. Retratos tão conflitantes poderiam criar uma narrativa rica e complexa, principalmente se fossem costurados de forma inteligente em um só roteiro que conseguisse expor os contrastes. Mas, ao dividi-los como tramas fechadas, acaba diluindo a força existente nas enormes contradições. Leonardo Bittencourt interpreta Daniel Cravinhos e Carla Diaz dá vida a Suzane von Richthofen Divulgação Público esquecido Para piorar, a produção esquece que no cinema não há obrigação de imparcialidade – em especial se a ideia já era a de se basear em dois lados dos mais suspeitos. A decisão de dar os mesmos espaço e oportunidade às duas versões é louvável, com durações e linguagens semelhantes nos dois filmes, mas não serve de muita coisa se a história contada já não era interessante para começar. O relato de Cravinhos, base de "A menina que matou os pais", é francamente terrível. A primeira hora, focada na construção do relacionamento dos dois, parece mais um romance jovem comum, com pitadas de angústia adolescente que demoram tempo demais para serem esclarecidos. Em momentos como estes, é como se o roteiro tivesse se tornado refém da proposta e se esquecido de sua função primordial: manter o público engajado. Leonardo Bittencourt, Carla Diaz, Leonardo Medeiros, Vera Zimmermann e Kauan Ceglio em cena Divulgação Reconstituição de luxo Com uma base de sustentação tão frágil, chega a ser injusto avaliar o trabalho dos protagonistas. Diaz (conhecida principalmente por trabalhos de sua infância, como "Chiquititas" e "O clone") e Bittencourt ("Malhação") até conseguem entregar versões bem distintas de seus personagens. Mas, sem uma narrativa mais rica e complexa, ficam limitados a sombras caricatas carentes de nuances. Com tudo isso, "A menina que matou os pais" e "O menino que matou meus pais" se tornam dois filmes de certa forma desperdiçados, que partem de uma iniciativa ousada mas se acomodam em um formato seguro. Sua soma até daria uma bela reconstituição de luxo, digna de um grande episódio de "Linha direta". Faltou só lembrar que, no fim do dia, ainda eram produções de cinema. Carla Diaz e Leonardo Bittencourt em cena Divulgação Veja Mais

'Madalena', filme brasileiro contra transfobia, compete no Festival de San Sebastián

G1 Pop & Arte Longa de Madiano Marcheti narra desaparecimento de transexual em região conservadora do país. Roteiro tem reações de quem a conhece: da indiferença até a presunção de que está morta. Cena de 'Madalena', um filme do diretor brasileiro Madiano Marcheti Reprodução "Madalena", do diretor brasileiro Madiano Marcheti, é um filme contra a transfobia e entrou nesta semana na disputa pelo prêmio de melhor produção latino-americana no Festival de Cinema de San Sebastián. A cerimônia de premiação é no sábado (25). O filme narra a história do desaparecimento da transexual Madalena, em uma região conservadora do país. A partir disso, o roteiro mostra as reações das pessoas que a conhecem, que vão desde a indiferença até a presunção de que ela está morta, por esta ser uma "hipótese natural" para as pessoas transexuais, explica Marcheti. "Infelizmente, a expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil é de 35 anos e, para essas pessoas, acaba sendo uma hipótese natural: se desaparecem é porque podem ter sido assassinadas", diz o diretor em entrevista à agência France Presse. Além disso, "Madalena" também é uma história que ele precisava contar: "Queria falar sobre meu lugar de origem no Brasil, o estado do Mato Grosso, região muito conhecida e importante no país pelo agronegócio. Queria falar sobre os impactos do agronegócio na natureza e na vida das pessoas." "Por outro lado, também quis falar sobre as minhas experiências. Cresci nessa região muito conservadora, cresci sendo gay e foi difícil, me sentia parte e, ao mesmo tempo, não me sentia parte desse lugar, então quis falar dessa sensação", destaca. Ele também buscou chamar a atenção para "a transfobia porque, na população LGBTQIA+, as pessoas trans são as que mais sofrem violência". Cartaz de 'Madalena', do diretor Madiano Marcheti Divulgação Ataques normalizados O diretor afirma que, embora o filme "tenha nascido cinco anos atrás", hoje em dia "tem mais sentido", já que, se naquele momento as coisas já não eram boas para a comunidade LGBTQIA+, "estão piores" agora sob a presidência de Jair Bolsonaro. "O nível de violência aumentou, não só a violência concretamente física, mas a violência verbal. Agora no Brasil estão normalizados os ataques verbais e as ofensas, o discurso de ódio", lamenta. "Um presidente falar abertamente as coisas que fala é um incentivo para que qualquer um que antes tinha um preconceito guardado, agora fale ou escreva na internet", acrescenta. As ofensas de Bolsonaro lhe renderam acusações de homofobia e misoginia. O presidente também trouxe uma "falta de apoio" do governo ao cinema, afirma Marcheti. "As instituições de apoio e incentivo ao cinema existem, mas estão paralisadas, nada acontece. O cinema teoricamente existe, mas sem força alguma", lamenta. No Festival de San Sebastián, "Madalena" compete na seção Horizontes de cinema latino-americano com outras nove produções ou co-produções da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Uruguai. Veja Mais

Se joga no vulcão... Não! Música 'Só o Amor', de Preta Gil e Gloria Groove, gerou vários memes na web

G1 Pop & Arte Canção estava na trilha sonora da novela "A Dona do Pedaço". Em 2020, foto com o trecho "Ela faz o destino dela" já havia viralizado. Que meme é esse? Veja o vídeo! Uma remixagem da música "Só o Amor", interpretada por Preta Gil e Gloria Groove, viralizou nas últimas semanas: "Suave como um vulcão. Tranquila como um vulcão. Se joga no vulcão. Não!". Não é o tipo de conselho que se dê, não é mesmo? E não foi a primeira vez que a canção, que foi trilha sonora da novela "A Dona do Pedaço", virou meme. Túlio Mello explica esse meme! Veja o vídeo Como se inscrever Para seguir o G1 no YouTube é simples, basta clicar neste link. Ou você ainda pode acessar o canal do G1 no YouTube, fazer o login e clicar no botão "inscrever-se" que fica no topo da página, no lado direito. Que Meme É Esse G1 Veja Mais

Rock in Rio Card, ingresso antecipado para o festival em 2022, está esgotado

G1 Pop & Arte 200 mil ingressos foram vendidos em menos de 1h30, diz organização. Dua Lipa, Justin Bieber, Demi Lovato, Post Malone e Iron Maiden estão entre as atrações já confirmadas. . Kevin Winter / The Recording Academy / AFP O Rock in Rio Card, ingresso antecipado para o festival de 2022, está esgotado. A venda foi aberta às 19h desta terça-feira (21). "Em tempo recorde, apenas 1h28 min, a organização do Rock in Rio anuncia que os 200 mil ingressos colocados à venda foram vendidos. O Rock in Rio Card está esgotado", anunciou a assessoria do evento. O cartão equivale a um ingresso antecipado para o Rock in Rio 2022, e dá ao comprador a chance de escolher em qual data pretende usá-lo. A escolha da data poderá ser feita entre 23 de novembro de 2021 a 1º de abril de 2022, antes que a venda oficial de ingressos seja aberta ao público em geral, em abril de 2022. O festival está marcado para os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022. A nona edição do Rock in Rio, que aconteceria em 2021, foi adiada para setembro de 2022 por causa da pandemia do novo coronavírus. Veja os shows do Palco Mundo que já foram divulgados do festival em 2022: Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura (2 de setembro) Post Malone, Jason Derulo, Marshmello e Alok (3 de setembro) Justin Bieber, Demi Lovato e Iza (4 de setembro) Dua Lipa e Ivete Sangalo (11 de setembro) Veja os shows do Palco Sunset que já foram divulgados do festival em 2022: Joss Stone, Corinne Bailey Rae, Gloria Groove e Duda Beat (8 de setembro) A programação completa ainda não foi divulgada. Justin Bieber e Demi Lovato são atrações do Rock in Rio 2022 Divulgação Veja Mais

Audiência do Emmy se recupera nos EUA com cerimônia presencial

G1 Pop & Arte Premiação teve audiência de 7,4 milhões de pessoas nos EUA. Edição do ano passado, que foi quase toda online por causa da pandemia, teve 6,1 milhões de espectadores. Olivia Colman ganha o prêmio de melhor atriz em série de drama no Emmy 2021 Peter Nicholls/Reuters Os prêmios Emmy tiveram audiência de 7,4 milhões de pessoas nos Estados Unidos neste domingo (20). Trazendo de volta o tradicional tapete vermelho e uma constelação, ainda que reduzida, de estrelas, a cerimônia transmitida pela CBS alcançou um aumento de 16% na audiência em relação à edição do ano passado, que foi virtual e marcou o pior número televisivo, com 6,1 milhões de telespectadores. "No geral, foi uma noite maravilhosa na televisão e uma ótima maneira de começar a nova temporada", disse a CBS em um comunicado. Mas a audiência deste domingo ainda foi a terceira menor da história do Emmy, em um momento em que o público de todas as premiações sofre uma clara queda. Emmy 2021: 'The Crown', 'Ted Lasso' e 'O gambito da rainha' são grandes vencedoras da noite Emmy 2021: veja fotos da premiação Leia análise do Blog Legendado Veja Mais

Casa na árvore do Ursinho Pooh é recriada por ilustrador do desenho e pode ser alugada por um final de semana

G1 Pop & Arte Casa fica na Floresta de Ashdown, na Inglaterra, local onde o Bosque dos Cem Acres foi inspirado. Potes de mel enchem os armários para os hóspedes. Casa baseada nos desenhos do Ursinho Pooh é recriada por desenhista original e pode ser alugada pelo Airbnb Divulgação/Airbnb Sempre teve vontade de passar um fim de semana na casa do Ursinho Pooh? Agora você pode. Para comemorar os 95 anos da criação do personagem, o ilustrador dos desenhos, Kim Raymond, criou e decorou uma casa baseada as histórias. Ela fica na Floresta de Ashdown, em Sussex, na Inglaterra. Foi ela que serviu de inspiração para a criação do Bosque dos Cem Acres, onde Pooh, Leitão, Bisonho e Tigrão vivem. Casa inspirada nos desenhos do Ursinho Pooh Divulgação/Airbnb Raymond ilustra as histórias de Pooh há mais de 30 anos. Para recriar a casa original do ursinho, ele se inspirou na decoração criada por E.H. Shepard. A casa foi construída com ramos de árvores expostos e enrolados em volta da entrada, com a placa “Mr. Sanders” por cima. Dentro dos armários da cozinha, há prateleiras cheias de potes de mel. A casa pode ser alugada por um fim de semana pelo Airbnb e acomoda até quatro pessoas, com uma cama de casal e duas de solteiro em mezanino. Pooh e seus amigos em filme de 2011 Divulgação A estadia também inclui atividades típicas do ursinho nas histórias, como o lanchinho das 11h e a brincadeira "Poohsticks", de jogar gravetos da ponte. Pooh e o Bosque dos Cem acres Mapa original de Bosque dos Cem Acres do Ursinho Pooh é vendido por valor recorde em leilão REUTERS/Simon Dawson O mapa original do Bosque dos Cem Acres foi desenhado pelo artista E.H. Shepard para o livro infantil clássico de A.A. Milne e concluído em 1926. Ele ficou desaparecido por cerca de meio século, mas foi leiloado em 2018 pelo valor de 430 mil libras (cerca de US$ 570 mil ou R$ 2.1 milhões) na época. Superou com facilidade sua estimativa pré-venda entre 100 e 150 mil libras. Impresso no início do livro original, o mapa apresenta os leitores ao mundo imaginário de Christopher Robin e seus amigos da floresta Bisonho e Guru. Pooh foi criado por Alan Alexander Milne inspirado no ursinho de pelúcia de seu filho, Christopher Robin, que também é personagem das histórias. Em português o menino ganhou o nome de Cristóvão. Veja Mais

Global Citizen Live: Alok, Billie Eilish, Elton John, Lorde e mais cantam em festival neste sábado

G1 Pop & Arte Rock in Rio é parceiro do festival global e viabilizou shows do DJ brasileiro, Liniker, Criolo e Mart'nália. Canal Bis vai transmitir live a partir das 23h. Alok, Billie Eilish, Elton John e Lorde vão cantar no Global Citizen Live Divulgação/Gabriel Wickbold Billie Eilish, Elton John, Lorde, BTS, Demi Lovato, Coldplay, Jennifer López... O número de artistas que vai se apresentar no Global Citizen Live neste sábado (25) passa de 50. O festival será transmitido a partir das 23h pelo canal Bis, com entradas no Multishow e na Globo. A programação começa mais cedo, às 13h, no YouTube da Global Citizen. O DJ Alok, atração do Palco Mundo no Rock in Rio 2022, fará uma performance direto da Amazônia. A ideia é mostrar o trabalho que tem feito ao lado dos povos Yawanawá, Huni Kuin e Guarani nos últimos meses. O festival carioca é parceiro da ONG Global Citizen nesta transmissão, que também terá Liniker, Mart'nália e Criolo na programação de 24 horas de música. A maioria das apresentações é previamente gravada de diferentes partes do mundo, mas haverá performances ao vivo. Coldplay e Jennifer López cantam em Nova York, Ed Sheeran, Black Eyed Peas em Paris e Adam Lambert em Los Angeles. BTS, Kylie Minogue, Lorde, Maneskin, Andrea Bocelli, Metallica, Ricky Martin também estão confirmadas no evento, além de personalidades como o príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle. Esta edição "Global Citizen Live" (GCL) foi organizado por Hugh Evans, um australiano conhecido no mundo da filantropia, segundo o jornal New York Times. A Global Citizen pretende convocar "os governos, grandes empresas e os filantropos para que trabalhem juntos na defesa do planeta e para vencer a pobreza, concentrando-se nas ameaças mais urgentes". Mesma organização fez live com curadoria de Lady Gaga Celine Dion, Lang Lang, Lady Gaga e Andrea Bocell - Festival One World Reprodução/Globoplay No auge das lives do ano passado, a ONG Global Citizen organizou o Festival One World: Together At Home, com curadoria de Lady Gaga e exibição em rede nacional pela Globo e pelo Globoplay. Lady Gaga, Jack Johnson, Rolling Stones, Paul McCartney, Lizzo, J Balvin fizeram performances direto de suas casas ao redor do mundo. A organização conseguiu arrecadar US$ 127,9 milhões com a transmissão em abril de 2020. Os shows devem durar 24 horas, com transmissão para todo mundo na Apple Music, Apple TV App, YouTube e Twitter, além de canais de televisão de todo o planeta. No Brasil, a live vai ser transmitida pelo canal Bis, com entradas na programação da Globo e do Multishow. As informações sobre o festival estão disponíveis no site e nas redes sociais da ONG. Veja Mais

Mick Jagger diz que Charlie Watts era a rocha que mantinha os Rolling Stones unidos

G1 Pop & Arte 'Trouxe uma sensação linda de suingue e gingado que a maioria das banda gostaria de ter', afirma Mick Jagger. Banda homenageou baterista em show para convidados na terça (21). Charlie Watts, Mick Jagger, Ron Woods e Keith Richards posam juntos após uma coletiva de imprensa na Julliard School of Music em Nova York, em maio de 2005 Gary Hershorn/Reuters/Arquivo Os Rolling Stones voltam à estrada neste final de semana sem o baterista Charlie Watts, que o líder da banda, Mick Jagger, classificou como a rocha que mantinha o grupo unido. Em entrevistas a David Fricke, redator da revista de música Rolling Stone, Jagger, Keith Richards e Ron Wood conversaram pela primeira vez sobre suas lembranças de Watts, que morreu em Londres um mês atrás, aos 80 anos. Eles não quiseram especular se esta será a ultima turnê da banda. Rolling Stones homenageiam Charlie Watts em primeiro show após a morte do baterista A turnê "No Filter", cuja etapa norte-americana começa no domingo em St. Louis, no Missouri, será a primeira sem Watts desde 1963. Eles fizeram uma homenagem ao subir ao palco para uma apresentação fechada para convidados na terça-feira (21). Veja acima. "Ele manteve a banda junta durante muito tempo, musicalmente, porque ele era a rocha em torno da qual o resto de nós estava construído", disse Jagger na entrevista divulgada nesta quinta-feira (23). "O que ele trouxe foi uma sensação linda de suingue e gingado que a maioria das banda gostaria de ter. Tivemos algumas conversas muito legais nos últimos dois anos sobre como tudo isso aconteceu com a banda", acrescentou o vocalista. "É uma perda enorme para todos nós. É muito, muito duro. Mas tivemos momentos maravilhosos, e Charlie criou música maravilhosa", acrescentou. FOTOS: relembre carreira de Charlie Watts HOMENAGENS: Ringo, Elton John e outros lamentam PERFIL: De fã de jazz à estrela mundial do rock com os Rolling Stones Charlie Watts ao lado de Steve Jordan, baterista que vai tocar na turnê dos Rolling Stones Instagram / Steve Jordan O baterista Steve Jordan tocará com os Stones na turnê. Em agosto ele foi anunciado como substituto temporário de Watts, que precisava de tempo para se recuperar de uma cirurgia não especificada. Richards, de 77 anos, disse que seguir adiante foi uma decisão dura. "Chegamos em um ponto muito difícil para colocar isso para fora. Mas o faremos", disse. GLOBONEWS: Veja análise do crítico Arthur Dapieve sobre o legado de Watts: Dapieve: ‘Watts sustentava não só no bastidor, mas também a imagem dos Rolling Stones’ Veja Mais

Coldplay e BTS lançam single 'My Universe'; OUÇA

G1 Pop & Arte Música tem letra cantada em inglês e coreano. Versão instrumental da faixa também saiu nesta sexta (24). Coldplay lançou a música 'My Universe', em parceria com o BTS Reprodução/Twitter/Coldplay Coldplay lançou a música "My Universe", parceria com o grupo sul-coreano BTS, nesta sexta-feira (24). Ouça abaixo. A banda de Chris Martin anunciou o single no começo do mês e disponibilizou a pré-venda de um CD Single físico, que se esgotou em alguns minutos. O material traz a reprodução de letra da canção escrita à mão, além de contar com duas versões da canção: a original e a instrumental. "My Universe" faz parte do álbum "Music of the Spheres", do Coldplay, que será lançado em 15 de outubro. Tanto o BTS quanto a banda britânica estão confirmados para o festival Global Citizen Live neste sábado (26). Coldplay anuncia single "My Universe" em parceria com BTS Reprodução/Instagram Veja, no vídeo abaixo, os 15 hits que marcaram os 15 anos do G1: Veja 15 hits que marcaram os 15 anos do G1 Veja Mais

Tom Felton passa mal durante jogo de golfe nos EUA

G1 Pop & Arte Ator conhecido por atuação como Draco Malfoy nos filmes de 'Harry Potter' recebeu atendimento médico no local e foi retirado do campo. Tom Felton recebe atendimento médico durante partida de golfe nos EUA Mike Segar/Reuters O ator Tom Felton, conhecido por sua atuação como Draco Malfoy nos filmes de "Harry Potter", passou mal durante uma partida de golfe com celebridades nos Estados Unidos nesta quinta-feira (23). De acordo com a agência de notícias Reuters, o britânico de 34 anos recebeu atendimento médico no local. O jornal "Daily Mail" afirma que depois ele foi retirado do campo com um veículo. Segundo o tabloide, ele participava de um treino para uma competição entre celebridades europeias e americanas que começa nesta sexta-feira (24). Tom Felton recebe ajuda após passar mal em partida de golfe Mike Segar/Reuters Além do ator, o evento conta com nomes como a atriz e lutadora Mandy Rose, o surfista Kelly Slater e o ex-jogador de futebol Alessandro Del Piero. Felton repetiu sua atuação como o vilão relutante Draco Malfoy ao longo dos oito filmes baseados nos livros de J. K. Rowling. Nos últimos anos, esteve também em séries como "Flash" e "Origin". G1 15 anos: Os 15 filmes que se destacaram no cinema Veja Mais

Globo é indicada a 4 prêmios Emmy Internacional de Entretenimento

G1 Pop & Arte 'Cercados', 'Amor de Mãe', 'Diário de um Confinado' e 'Todas as Mulheres do Mundo' estão entre as produções indicadas. Adriana Esteves e Regina Casé em cena da 2ª fase de 'Amor de Mãe' Globo/ Divulgação Quatro produções da Globo foram indicadas ao Emmy Internacional de Entretenimento. Os nomes dos concorrentes de cada categoria foram anunciados nesta quinta-feira (23). "Cercados" na categoria documentário; "Amor de Mãe" na categoria telenovela; "Diário de um Confinado" na categoria série de curta duração; "Todas as Mulheres do Mundo" na categoria filmes e minisséries para TV. A Globo concorre a melhor documentário com "Cercados", produção original da Globoplay em parceria com o Jornalismo da emissora. Com direção de Caio Cavechini, o documentário mostra os desafios da cobertura jornalística da pandemia. Cavechini e Eliane Scardovelli assinam o roteiro. Assista ao trailer abaixo. Assista ao trailer do documentário 'Cercados' Já "Amor de Mãe", escrita por Manuela Dias e dirigida por José Luiz Villamarim, foi indicada na categoria telenovela. As produções do Globoplay, "Diário de um Confinado" e "Todas as Mulheres Mundo", aparecem nas categorias de série curta duração e filme para TV ou Minissérie, respectivamente. "Diário de um Confinado" é uma criação do ator Bruno Mazzeo e da diretora Joana Jabace ("Segunda Chamada"). A série foi produzida durante a pandemia e teve como roteiristas Mazzeo, Rosana Ferrão, Leonardo Lanna e Veronica Debom, além da direção artística de Joana. Em "Todas as Mulheres do Mundo", Emílio Dantas e Sophie Charlotte fazem tributo ao cineasta Domingos Oliveira, com roteiro de Jorge Furtado com Janaína Fischer. A direção artística é de Patrícia Pedrosa. A cerimônia do Emmy Internacional vai acontecer no dia 22 de novembro, em Nova York. A outra produção brasileira indicada é o documentário "AmarElo: É Tudo Para Ontem", do rapper Emicida, sobre o show "AmarElo" no Theatro Municipal de São Paulo. Ele concorre na categoria programação artística. Assista aos indicados ao Emmy Internacional no Globoplay: "Cercados" "Amor de Mãe" "Diário de um Confinado" "Todas as Mulheres do Mundo" Veja Mais

'Britney vs. Spears', documentário sobre tutela da cantora, ganha trailer; ASSISTA

G1 Pop & Arte Filme focado na batalha da cantora para se livrar da tutela mantida pelo pai, Jamie Spears, estreia terça-feira (28). Assista ao trailer de 'Britney vs. Spears' O documentário "Britney vs. Spears", sobre a batalha de Britney Spears para se livrar da tutela mantida pelo pai, ganhou trailer nesta quarta-feira (22). Assista ao vídeo acima. Com direção de Erin Lee Carr ("Eu te Amo, agora morra - O caso de Michelle Carter"), o filme estreia na terça-feira (28) na Netflix. Depois de meses de uma campanha pelo fim da tutela da cantora, que já dura 13 anos, Jamie Spears entrou com um pedido na justiça americana em setembro para encerrar o processo. Em depoimento em junho, a cantora classificou a decisão judicial que permitia que sei pai continuasse no controle sobre sua vida como abusiva, idiota e constrangedora. Em uma participação de 23 minutos, a estrela disse que foi drogada, forçada a atuar contra sua vontade e impedida de ter filhos. "Eu só quero minha vida de volta", disse ela, por telefone, ao pedir ao tribunal o fim de sua tutela. Veja Mais

Johnny Depp é homenageado no festival de San Sebastián

G1 Pop & Arte Decisão gerou polêmica, porque o ator americano se viu envolvido em um caso de violência conjugal que o levou aos tribunais e abalou sua imagem. Ator Johnny Depp durante chegada à Suprema Corte de Londres REUTERS/John Sibley O Festival de Cinema de San Sebastián presta homenagem nesta quarta-feira (22) à carreira multifacetada de Johnny Depp, com a entrega do Prêmio Donostia, uma decisão que gerou polêmica porque o ator americano se viu envolvido em um caso de violência conjugal que o levou aos tribunais e abalou sua imagem. O astro de Hollywood, de 58 anos, é "um dos atores mais talentosos e versáteis da cinematografia contemporânea", com quase 100 filmes no currículo, destacou a organização do festival na cidade do norte da Espanha. Indicado três vezes ao Oscar, Depp, que interpretou todo tipo de personagens, principalmente desajustados, como Edward Mãos de Tesoura, o capitão pirata Jack Sparrow ou o excêntrico cineasta Ed Wood, receberá o troféu em uma cerimônia às 22h locais (17h de Brasília). Três momentos da carreira de Johnny Depp Editoria de Arte/G1 Mas a entrega do prêmio, que já celebrou em outras edições do festival, artistas como Al Pacino, Isabelle Huppert ou Woody Allen, provocou críticas de associações de mulheres cineastas devido aos problemas judiciais de Depp. O ator processou o tabloide sensacionalista britânico The Sun por tê-lo apresentado em 2018 como um "agressor de esposas", em referência a sua ex-mulher, a atriz Amber Heard, de 34 anos. Depp perdeu o processo, depois que o juiz considerou que "a grande maioria das supostas agressões foram comprovadas". Johnny Depp lança o quinto 'Piratas do Caribe' em Paris Divulgação/Disney O julgamento também revelou os excessos do ator com as drogas e seu extravagante estilo de vida, o que prejudicou sua imagem. Depp teve que desistir, por exemplo, do papel de vilão no novo filme da série "Animais Fantásticos", derivada do universo de Harry Potter. Em 2016, Depp e Amber Heard se divorciaram em um conturbado processo que resultou em acusações de abusos físicos, que a atriz retirou depois de receber uma quantia milionária. "Que mensagem deseja passar a direção do Festival de San Sebastián? (...) Que as acusações de uma mulher não são confiáveis? (...) Que a arte está acima do bem e do mal?", questionou a Associação de Mulheres Cineastas e de Meios Audiovisuais (CIMA), uma das vozes crítica à homenagem. Mas o festival se defendeu e fez um alerta contra o "linchamento nas redes sociais". "Depp não foi detido, não foi acusado no tribunal nem condenado por maus-tratos, (então) quando alguém diz que ele é um agressor, esta pessoa está fazendo juízos de valor que vão além daqueles dos juízes", declarou o diretor do festival, José Luis Rebordinos. Veja Mais

Globo e Lázaro Ramos não renovam contrato: 'Não significa o final de uma parceria', diz emissora

G1 Pop & Arte Ator estará em novas produções da Globo, como as próximas temporadas de 'Sob Pressão' e 'Aruanas', longas da Globo Filmes e na temporada inédita de 'Ó Paí Ó', prevista para 2022. Lázaro Ramos Globo /Divulgação A Globo e Lázaro Ramos anunciaram, nesta quarta-feira (22), que o contrato do ator de 42 anos não vai ser renovado. O artista baiano agradeceu à emissora e relembrou a trajetória de 17 anos na empresa em vídeo publicado nas redes sociais. Veja abaixo. "Meus amores, hoje vim aqui para agradecer. Há 17 anos, eu chegava à Rede Globo menino, era um ator baiano, nascido e criado no Bando de Teatro Olodum. Sabia um pouco de tudo e um pouquinho de mim também, trazia os ensinamentos e os meus ídolos do bando", afirmou o ator. Initial plugin text "O pouco que sabia era que eu tinha possibilidades, tinha muito a descobrir. Nesses anos, a Globo me proporcionou ir muito além daquilo que eu sonhei". Ele cita os papéis marcantes como Massu, Negro Bonifácio, Mister Brau, Foguinho e Lazinho ao longo de quase duas décadas de trabalho como ator, apresentador e, recentemente, como diretor do especial "Falas Negras". "Acima de tudo, gente, na Globo, eu fui feliz, muito feliz e, de quebra, ainda conheci Taís [Araújo], meu amor, minha companheira, mãe dos meus filhos e fiz muitos amigos. Me aproximei de ídolos que estavam por trás e à frente das câmeras, e agora eu seguirei para outras descobertas, outras aventuras". "O desassossego e a ânsia de entender as pessoas e a realidade do meu país seguem sendo a base do meu trabalho como artista", continua. "Hoje, eu digo um até logo à Globo, porque já já vocês vão me ver em 'Aruanas', 'Sob Pressão' e alguns filmes. Eu sei que essa é uma despedida de alguém que ama, de alguém que nunca irá se esquecer e que sempre vai estar perto. Brigado!" Lázaro Ramos como Roque, de 'Ó Pai, Ó', Foguinho em 'Cobras e Lagartos', Mister Brau e Priscilla em 'Mister Brau' Divulgação/Globo 'Não significa o final de uma parceria' Em nota, a Globo confirmou o fim do contrato de Ramos, mas destacou que pode voltar a trabalhar com o ator. (Leia nota na íntegra no final da reportagem). "A não renovação de um contrato não significa o final de uma parceria. Ao contrário, o novo modelo de gestão de talentos permite que essa parceria seja renovada em muitos outros formatos e projetos futuros". "Lázaro Ramos tem abertas as portas da empresa para futuros projetos em nossas múltiplas plataformas", explica o comunicado. A emissora destacou que o ator ainda será visto em produções nos próximos meses, como as próximas temporadas de "Sob Pressão" e "Aruanas", os longas da Globo Filmes, "Silêncio da Chuva" e "Medida Provisória", e em uma temporada inédita de "Ó Pai Ó", prevista para estrear no Canal Brasil em 2022. Nota sobre o fim do contrato de Lázaro Ramos com a Globo: "Como todos sabem, a Globo, em sintonia com as transformações pelas quais passa o mercado, vem adotando novas dinâmicas de trabalho com seus talentos. A não renovação de um contrato não significa o final de uma parceria. Ao contrário, o novo modelo de gestão de talentos permite que essa parceria seja renovada em muitos outros formatos e projetos futuros. Lazaro Ramos tem abertas as portas da empresa para futuros projetos em nossas múltiplas plataformas. Inclusive, o ator poderá ser visto muito em breve em novas produções da Globo como a próxima temporada de Sob Pressão, na segunda temporada de Aruanas, “Silêncio da Chuva” e “Medida Provisória”, filmes da Globo Filmes, no infantil DPA Detetives do Prédio Azul e numa temporada inédita de 'Ó Paí Ó', que deve estrear em 2022, no Canal Brasil, onde ele também está no ar com o programa Espelho". Veja o depoimento de Lázaro Ramos ao 'Memória Globo' em 2020: Depoimento - Lázaro Ramos: Formação e estreia na TV Veja Mais

Saiba quem é Fabiano, personagem de 'Vidas secas' citado por Renan Calheiros na CPI ao criticar ministro da CGU

G1 Pop & Arte 'Diante do patrão, fala fino, obedece, é puro servilismo e se borra de medo do Soldado Amarelo. Aqui, do Capitão Amarelo', disse o senador nesta terça ao falar do depoente da vez, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. Renan compara ministro da CGU a Fabiano, de Vidas Secas: 'Para o poderoso, fala fino' "Eu não quero fazer nenhuma comparação com ninguém. Mas, há pouco, eu estava fazendo um esforço aqui para lembrar o Fabiano, que é um personagem do livro 'Vidas secas', do Graciliano Ramos." O comentário foi feito nesta terça-feira (21) na CPI da Covid pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e tinha como alvo o depoente da vez: ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário (veja mais no vídeo acima). Renan justificou: "Dentro de casa, Fabiano grita, xinga, bate na mulher, nos filhos e até na cachorra Baleia. Mas, diante do patrão, fala fino, obedece, é puro servilismo e se borra de medo do Soldado Amarelo. Aqui, do Capitão Amarelo [...]. É assim: para o desamparado, para o Estado, para o município, ele ruge e rosna; para o poderoso, mia e abana a cauda". Publicado em 1938 por Graciliano Ramos (1898-1953), alagoano como Renan, "Vidas secas" é um clássico da literatura brasileira e um clássico das obrigatórias sinopses de livros livros didáticos e apostilas pré-vestibulares. É aquilo: muita gente conhece a história de cor – mesmo sem ter nunca pegado a obra na mão (até porque já teve filme). Resumo da ópera: uma família miserável vive (ou sobrevive) em andanças e fugas da estiagem. Tem o pai, a mãe, dois filhos e a cachorra mais célebre da nossa literatura, a Baleia. O pai é o Fabiano mencionado ali em cima pelo Renan Calheiros. O personagem é um vaqueiro bruto e silencioso. E que toma uma surra violentíssima do tal Soldado Amarelo, seu rival na trama. É uma humilhação física e uma sujeição psicológica absoluta (e cometida por uma "autoridade", assim, entre aspas, porque o termo significa muita coisa). Na sessão desta terça na CPI, o senador achou certo mudar a patente de soldado para "capitão", no que parece ser uma referência ao presidente Jair Bolsonaro. Vale lembrar que o depoimento de Rosário mais tarde virou tumulto, quando ele chamou a senadora Simone Tebet de "descontrolada" (veja mais no vídeo abaixo). Ele fez o comentário após Tebet criticar a postura do depoente em relação a Bolsonaro e ao processo de compra pelo governo federal da vacina Covaxin. A senadora tinha acabado de afirmar que "a CGU não foi criada para ser órgão de defesa de ninguém", uma sugestão de que Rosário atuaria para atender a interesses do presidente. "Temos um controlador que passa pano, deixa as coisas acontecerem", disse ela, para quem o ministro não pode se comportar como "advogado do governo". Voltando a "Vidas secas". Cabe citar o evidente componente político da obra de Graciliano Ramos, ele que entre 1928 e 1930 foi prefeito de Palmeira dos Índios (AL) e também se filiou ao Partido Comunista. Sobre isso, falou ao g1 o curador da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2013, Miguel Conde – aquela edição teve justamente Graciliano como homenageado. Para Conde, Graciliano se ocupava "diretamente nos livros desse lugar problemático do intelectual e do artista num país em que o 'letramento' pode se tornar muitas vezes uma maneira de reiterar e marcar a divisão do país". Essa conduta se revelava num texto que era tudo, menos empolado e excessivo. "A própria escrita concisa e irônica do Graciliano tem algo de uma recusa de certo virtuosismo mais rebuscado da linguagem. Porque a linguagem pode se tornar, na verdade, um bem simbólico que reafirma em vez de questionar as divisões e as desigualdades do país", avaliou o curador na época. Quer dizer: tem gente de classe social superior que fala e escreve "difícil" para reiterar determinada posição social e econômica. Ou por ter acesso a uma instrução negada a outros grupos. Graciliano Ramos buscava aparência de simplicidade precisamente para evitar contribuir com a manutenção desse cenário e para questioná-lo. 'Descontrolada', 'moleque': troca de ofensas entre Tebet e Rosário gera confusão na CPI Veja Mais

o emmy 2021 estava indo bem até que...

G1 Pop & Arte Jason Sudeikis mostra o prêmio que ganhou no Emmy 2021 Rich Fury/Getty Images North America/Getty Images via AFP Estava tudo indo até que muito bem. Prêmios merecidíssimos de ator e atrizes para “Mare of Easttown” (Kate Winslet, que pessoa incrível, Julianne Nicholson merecidísismo), Michaela Coel ganhando ao menos uma estatueta por melhor roteiro (apesar de seu agradecimento estranho 100% lido), Jean Smart rainha faturando pela maravilhosa “Hacks” (que levou ainda direção e roteiro), galerinha de “Ted Lasso” levando tudo – por mim “Hacks” ganhava, sem a menor dúvida, de melhor comédia, mas não deu pra achar ruim “Ted Lasso” levar não. Essa série faz a gente feliz. Veja a lista com todos os vencedores do Emmy 2021 Tudo muito bom, tudo muito bem, “The Crown” que tinha sua própria sala paralela do Emmy em Londres levando absolutamente todos os prêmios de drama (não vejo, mas também não acho que algum outro concorrente na categoria merecesse muito um prêmio, não). Só que aí chega no momento mais importante da noite, que este ano veio a ser o prêmio para melhor minissérie/série limitada. E eis que os votantes do Emmy deram a estatueta para “O Gambito da Rainha”. Que tristeza. Sim, “Gambito” foi a série mais badalada de 2020 e fez as pessoas acharem sexy jogar xadrez e tal. É uma série legal. Teve mais episódios do que deveria. E de jeito nenhum, em nenhum universo, é melhor que a excelente “Mare of Easttown”, melhor que a incrível, impactante e necessária “I May Destroy You”. Mas esse é o Emmy. Se não fez a gente passar raiva, não valeu. Veja Mais

Fernanda Abreu comemora 30 anos de carreira solo orgulhosa de legado no pop e funk, mas sente falta 'de diversidade de letra'

G1 Pop & Arte Cantora lançou álbum de remixes com Projota e Emicida para celebrar aniversário do 'Sla radical dance disco club' e prepara projeto só com DJs mulheres para 2022. Fernanda Abreu comemora 30 anos de carreira solo e fala de álbum com mulheres e funk Fernanda Abreu, com seus recém-completados 60 anos, foi a primeira popstar do Brasil. Em 1990, ela deixou para trás o sucesso da Blitz e se jogou na música pop eletrônica com seu álbum "Sla radical dance disco club". Em 2020, em meio à maior pandemia da história recente, ela comemorou os 30 anos de carreira solo trabalhando muito em estúdio. Na última quinta (17), finalmente lançou a primeira parte dessa celebração: "Fernanda Abreu 30 anos de baile", um projeto com remixes de sucessos ao lado de DJs e dos rappers Emicida e Projota. Para celebrar o momento, a cantora deu uma longa entrevista ao G1 na qual falou de tudo um pouco. Veja, abaixo, as frases mais marcantes da garota sangue bom sobre música, funk, Rio de Janeiro, velhice: Funk: "Demorou para ser valorizado, foi um processo longo e doloroso durante muitos anos." Música pop: "Às vezes eu sinto falta de uma diversidade de letra, de assuntos, acho que ainda está muito focado no empoderamento feminino, no sexo, e tem muitos assuntos que a gente pode tratar." Fazer 60 anos: "Não tem por que esconder a idade. Para mim, traz muito mais solidez eu ter esses 60 anos e essa carreira. Mas compreendo que é como o machismo estrutural, como se fosse um elogio dizer que você não parece que tem 60." Rio, 40 graus: "A única coisa que mudou é que naquela época não tinha milícia, a gente só trabalhava com tráfico e polícia, mas continua sendo a cidade das cidades misturadas, o melhor e o pior do Brasil." Fernanda Abreu comemora 30 anos de carreira solo com disco de remixes Divulgação/Murilo Alvesso Veja os principais momentos da conversa: G1 - Queria que você começasse contando a história desse disco de remixes. Fernanda Abreu - Bom, eu tinha algumas ideias para celebrar meus 30 anos de carreira solo. Uma delas era gravar e lançar o CD e o DVD da turnê "Amor Geral", do último disco de inéditas que lancei em 2016. E aí gravei esse DVD no dia do lockdown aqui no Rio de Janeiro. Tinham 400 pessoas na porta para entrar no show e tiveram que ir embora. Era 13 de março, uma sexta-feira 13, e às 19h chegou a menina e falou "as pessoas vão ter que ir embora, o governador mandou um decreto, isso aqui é um equipamento público". Acabei gravando o DVD sem público, foi tipo a primeira live, né? Eu já tinha plano de um álbum de remixes porque, quando eu lancei meu primeiro disco em 1990, ele foi muito abraçado pelos DJs, foi o primeiro disco de música dançante brasileira, aquela festa. Eles falavam "finalmente uma música brasileira cantada em português para a gente tocar na pista". Em todos esses anos, eu tive sempre muito apoio dos DJs, então resolvi fazer essa homenagem. G1 - A escolha de dois rappers negros para o álbum, no caso Emicida e Projota, é política de certa forma? Fernanda Abreu - Não. Primeiro porque os rappers no Brasil, que eu saiba, a maioria é negro. Claro que eu tenho um grande amigo que é o Gabriel, o Pensador, mas ele é pré-histórico assim, nem tinha muita essa questão na virada dos anos 1990. E o D2 que tem um pé ali também na negritude, assim como Gabriel sempre curtiu. Todo mundo que curte música dançante, groove e hip hop tem uma relação com a música negra. Agora a maior parte dos rappers é negra, né? E eu sempre curti música negra, nem pensei exatamente nessa questão da militância, mas mesmo no trabalho deles. Capa do disco '30 anos de baile', de Fernanda Abreu Divulgação G1 - Esse projeto é o encerramento das comemorações dos seus 30 anos de carreira solo. Como você avalia esse tempo? Fernanda Abreu - Mais ou menos, porque vai ter a parte 2 só com mulheres. A gente já começou um pouquinho garimpando. As meninas estão mandando o trabalho delas para eu conhecer dentro de estúdio. "Essa cena ainda é muito masculina, tem muito DJ homem, e a gente já tem um monte de DJ mulher aí na cena que eu acho que vale a pena botar uma luz." Mas sobre a carreira, acho que cheguei na cena com um disco muito precursor de música pop dançante brasileira. "Sla radical dance" foi um divisor de águas para começar um outro capítulo e fico muito orgulhosa desse trabalho. Tive a oportunidade de ouvir esse material ano passado quando a minha gravadora fechou parceria de distribuição com a Universal. Eu nunca escuto meus discos depois que faço, então voltei depois de muitos anos e fiquei muito contente, com arranjos que não ficaram datados na minha opinião. Então acho que foi uma trajetória vitoriosa, né? Eu até gosto de dizer que fiz 60 anos. E vou dar essa acelerada de 60 a 70 para fazer muito projeto e depois dar uma descansada, porque eu nunca parei. G1 - E o que prepara para o próximo capítulo da sua carreira, principalmente em questão de tendência? Fernanda Abreu - Têm quatro coisas programadas, mas quero fazer um disco que chama "Garotas sangue bom", feminino/feminista para o qual quero chamar um monte de cantoras que eu adoro e que também têm a ver com meu trabalho, Anitta, Ludmilla, Jade Baraldo, Glória Groove, Pabllo. Já fechei com algumas, mas é segredo, vamos fazer uma coisa inédita. Fernanda Abreu na gravação do show 'Amor geral' Alexandre Calladinni / Divulgação G1 - Você é considerada a mãe do pop brasileiro. Como avalia seu "filho" hoje, acha que é vanguardista ou tem algo ainda para melhorar? Fernanda Abreu - Adoro quando vejo especialmente a mulherada dentro do pop, que era uma coisa que na minha época não tinha, né? E hoje eu vejo quantas meninas não só no pop, mas no hip hop, no funk. Fico muito feliz porque o pop se juntou com funk e um pouco do hip hop, porque hoje a música pop é feita inicialmente basicamente com um beat, né com um bom beat e alguns samples você tem uma música pop bacana. Às vezes eu sinto falta de uma diversidade de letra, de assuntos, acho que ainda está muito focado no empoderamento feminino, no sexo, e tem muitos assuntos que a gente pode tratar, mas que faz parte também da época. O axé e o rock também tinham suas letras, faz parte do movimento. Mas com certeza vai ter uma galera aí chegando com letras diferentes e beats diferentes também, mas já é super bacana, né? A gente ter hoje uma solidez de muitos artistas. É o que o DJ Marlboro falava no começo do funk, porque o funk não tinha Mc, era só música instrumental, equipes de som que tocavam em baile como DJs. Ele se perguntava "como a gente pode transformar essa música que a gente toca nos bailes em um movimento? Tendo artistas” e aí começaram a ter os Mcs. Então é importante o movimento como pop hoje ter uma quantidade grande de artistas. G1 - Falando de funk, você foi uma das primeiras a tirá-lo do reduto das comunidades. Qual o seu sentimento ao ver hoje o reconhecimento internacional? Fernanda Abreu - Maravilhoso, sensacional. Demorou né? Porque lá no comecinho dos anos de 2000, a gente teve que ir pra Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) para criar uma lei e afirmar que o funk era um movimento cultural que não podia ser criminalizado nem marginalizado, que a Secretaria de Segurança tinha que liberar os bailes, então foi um processo longo e doloroso que o funk passou durante muitos anos. Eu fiquei chocada a primeira vez que fui em um baile funk, em 1989. Eu tinha 19 anos, morava na zona sul, sou branca, classe média. E tinha baile funk no asfalto, os bailes eram os clubes. Eu fui levada pelo Hermano Vianna que é antropólogo e irmão do Herbert Vianna, do Paralamas. E quando eu cheguei no baile, quem estava tocando era o DJ Marlboro. Fiquei chocada com uma parede de som com grave espetacular que eu nunca tinha visto no Brasil e 2 mil pessoas dançando, 2 mil pessoas negras. No dia seguinte, a gente foi para o estúdio e fez a "Melô do radical". E nunca mais deixei o Marlboro em paz, fui em tudo que é baile, acompanhei o movimento, toda a proibição do funk no asfalto, todos os bailes que tiveram que ir para o morro. É uma música muito potente, porque o Brasil tem como música oficial internacional o samba, né? O samba é reconhecido como a música brasileira, e o funk é a música eletrônica brasileira, feita por DJ, dentro de estúdio. A potência que tinha a galera trazendo de Miami, mas já transformando no nosso ritmo, depois que entrou o tamborzão, então, ficou um negócio muito mais Brazuca, mais legal ainda. G1 - Agora falando um pouquinho de "Rio 40 Graus", o que mudou do Rio de Janeiro de 1992 para hoje? Você ainda acha que é "o purgatório da beleza e do caos"? Fernanda Abreu - Acho que o Rio de Janeiro é exatamente isso, a única coisa que mudou é que naquela época não tinha milícia, a gente só trabalhava com tráfico e polícia. Agora, a gente tem milícia também, mas continua sendo a cidade das cidades misturadas, continua sendo o melhor e o pior do Brasil, continua sendo a chapa quente que é, continua sendo o comando de comando, submundo oficial, submundo bandidaço. É uma letra muito atual ainda. G1 - Ano que vem a música vai fazer 30 anos. Você pensa em trabalhar com ela de alguma maneira, lançar uma nova versão com olhar para o Rio atual? Fernanda Abreu - Sim, tem muita gente já me procurando para fazer novas versões. G1 - Com "Sla radical dance", você foi pioneira no uso de sample no Brasil. Queria saber como você teve contato com essa tecnologia e como avalia a evolução dela no mercado musical. Fernanda Abreu - A gente estava mixando no estúdio, quando chegou o primeiro sample, não era nem o Akai. O primeiro sample mesmo vinha dentro de um teclado sequência que você podia samplear até 20 segundos. E eu fui para o estúdio sampleei um monte de coisa, aí tem aquele disco que foi uma loucura porque usei Madonna, Michael Jackson, Prince, Novos Baianos, Caetano, Gil, mais um monte de gente. E o jurídico da gravadora é que falou "bom, como não tem nenhuma legislação ainda, pode usar". Todo mundo no mundo lançou aquilo. Dali em diante, muita coisa aconteceu. As pessoas hoje sampleiam, mas mudam bpm, botam efeitos, filtro, gravam por cima. O mais importante é pedir autorização, creditar e pagar. Diante disso, não tem problema nenhum e faz parte da linguagem do hip hop e da música pop. E ainda acho uma homenagem porque você está trazendo essa música de novo. Ludmilla, Fernanda Abreu e Buchecha cantam com a Funk Orquestra neste sábado (5) no Rock in Rio 2019 Alexandre Durão/G1 G1 - Ainda sobre tendências, você acha que hoje tem alguma questão, tecnologia, ritmo ou algo que está subrepresentado, mas que pode crescer e estourar nos próximos anos? Fernanda Abreu - Acho que no Brasil, a grande coisa é a gente misturar. Se você for copiar o Trap que faz lá fora, o reggaeton, a house ou eletro... Por isso que o funk carioca deu tão certo, porque a gente conseguiu... quando a gente pegou o tamborzão, que vem de uma cultura negra de jongo, e botou no eletrônico, a gente criou uma batida que não tinha nenhum lugar do mundo. Mas o Trap tem, outros têm. Então quando a gente consegue misturar esses beats, a gente consegue criar alguma coisa nova. Vamos ver a criatividade dos produtores. G1 - Você sempre diz que tem orgulho de afirmar seus 60 anos, mas as pessoas insistem em dizer que não parece, te chamar de jovem. Fernanda Abreu - Não tem por que esconder a idade. Para mim, traz muito mais solidez eu ter esses 60 anos e essa carreira. Mas compreendo que é como o machismo estrutural, como se fosse um elogio dizer que você não parece que tem 60. Na verdade, não é um elogio. As pessoas acham que o jovem que é legal, mas acho que a juventude está na vitalidade, na capacidade de realização, criação e inventividade. Mas para mim, o bacana é a gente se assumir com a idade que a gente tem, com o corpo, a cor que a gente tem. Cada vez mais na sociedade a gente tá precisando se assumir e ganhar essa autoestima. G1 - E como você se vê daqui a 10 anos sendo uma mulher de 70 mercado? Fernanda Abreu - Tem mercado para todo mundo, isso foi uma coisa legal também que aconteceu com a internet porque criou a cauda longa. Mas acho que estarei em uma posição privilegiada por ser cantora pop com 30 anos de carreira. Porque as pessoas sempre falaram que a música pop era descartável e efêmera. Diziam "O pop não dura, presta atenção, aproveita agora". Então é importante as meninas verem que eu estou aqui há 30 anos, sabe? As meninas podem ver que lá na frente também vão ter 30, 40 anos de carreira. Então eu acho que com 70 anos eu vou estar lá do alto da minha "vovozice". Espero que alguma da minhas filhas tenha filhos também. Mas se não quiserem, está ótimo porque esse mundo está uma loucura. Fernanda Abreu em 'Blitz – O filme' Divulgação / Viralata Produções G1 - Você já pensou ou teve vontade de voltar para a Blitz nessa onda de nostalgia? Fernanda Abreu - Eu falo com o Evandro [Mesquita] toda semana, de vez em quando ele me chama assim "Vamos fazer um DVD", aí eu vou lá e canto uma música com eles. Mas mais que isso não tem como, eles já me chamaram várias vezes para turnês, mas não conseguia conciliar. Claro que se tiver qualquer evento comemorativo, com certeza estarei lá. Veja Mais

Testes de DNA: relembre famosos que, como Lívia Andrade, se envolveram em brigas de paternidade

G1 Pop & Arte Apresentadora gerou repercussão ao acompanhar namorado em exame para reconhecer filho da ex. Semana Pop mostra outros 7 casos do tipo, que viraram assunto; assista. Semana Pop relembra famosos que se envolveram em brigas de paternidade De tempos em tempos, algum teste de DNA vira assunto. O último foi o do empresário Marcos Araújo, pra reconhecer a paternidade de Lucas, filho da blogueira Pétala Barreiros. O caso ganhou repercussão, principalmente, porque a atual namorada de Marcos, a apresentadora Lívia Andrade, o acompanhou no exame. O Semana Pop deste sábado (25) mostra outros 7 casos famosos de brigas por paternidade envolvendo celebridades. Assista ao vídeo acima. Veja todas as edições do programa O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo. Veja Mais

Nevermind, do Nirvana, completa 30 anos e ganha releitura on-line da Orquestra Ouro Preto em 'ópera-grunge'

G1 Pop & Arte Ideia de misturar bateria, baixo e guitarra a instrumentos de orquestra veio do maestro Rodrigo Toffolo, que, assim como milhares de jovens, foi influenciado pelo álbum. Capa do disco 'Nevermind', do Nirvana Divulgação O emblemático "Nevermind", do Nirvana, completa 30 anos nesta sexta-feira (24). Para celebrar o aniversário do álbum que marcou gerações pelo mundo, a Orquestra Ouro Preto apresenta nesta noite uma “ópera-grunge”, com releitura das faixas, como “Smells like teen spirit”, “Come as you are”, “Lithium” e “In bloom”. 'Nevermind', 30 anos: álbum que subverteu o mercado musical ainda é um marco além do rock A ideia de misturar bateria, baixo e guitarra a instrumentos de orquestra veio do maestro Rodrigo Toffolo, que, assim como milhares de jovens, foi influenciado pelo álbum. "'Nevermind’ vai muito além da música, representou toda uma geração que precisava extravasar seus sentimentos. Três caras fizeram aquela barulheira toda, que nada mais é que a voz do jovem daquela época. Acho a música deles muito impactante", diz. Orquestra Ouro Preto Íris Zanetti/Divulgação Os arranjos ficaram por conta de Leonardo Gorosito. O concerto, que mistura música e intervenções cênicas, será transmitido pela internet, às 20h30. Legado O que "Nevermind" tinha – e ainda tem – de especial? No dia em que o segundo álbum do Nirvana completa 30 anos, o g1 faz uma análise de seu legado, relembra a criação do disco detalha a história do hino grunge "Smells like teen spirit" (leia aqui). Linha do tempo Nirvana G1 Vídeos mais vistos do g1 Minas: Veja Mais

'Nevermind', 30 anos: álbum que subverteu o mercado musical ainda é um marco além do rock

G1 Pop & Arte Álbum ainda é referência para nova geração que ama a música pop e odeia seguir suas regras, do rap ao pop. No aniversário, g1 analisa legado e lembra criação do hino 'Smells like teen spirit'. Nirvana em ensaio de fotos de Nevermind Kirk Weddle/Modern Rocks Gallery O que "Nevermind" tinha - e ainda tem - de especial? No dia em que o segundo álbum do Nirvana completa 30 anos, o g1 faz uma análise de seu legado, relembra a criação do disco detalha a história do hino grunge "Smells like teen spirit". "Crescemos com Biggie e Nirvana", canta Halsey na música que a projetou, "New americana" (2015). A cantora pop nascida nos anos 90 não está sozinha. Das camisas de Travis Scott à tatuagem de Kid Cudi, Kurt Cobain figura como referência de arte inconformista, mesmo de quem dispensa guitarras. "Nevermind" ainda guia artistas que, assim como Kurt Cobain, amam música pop e odeiam suas regras. Longe de imitadores, o legado foi parar no sample de "In bloom" em "Panini", de Lil Nas X, e na referência nominal em "Cobain", do falecido Lil Peep. Acima até dos "Lil"s do rap, há mulheres de estilos diversos. Não foi por acaso que os ex-músicos do Nirvana colocaram St. Vincent, Lorde e Joan Jett para cantar no lugar do falecido Kurt Cobain no Hall da Fama do Rock. O cantor desprezava a misoginia e dizia que o futuro do rock era feminino. Pat Smear, Joan Jett, Lorde, Dave Grohl, St. Vincent, Kim Gordon e Krist Novoselic se apresentam durante a indução do Nirvana ao Rock and Roll Hall of Fame, na noite de 10 de abril Larry Busacca/Getty Images/AFP É uma mulher que o baterista Dave Grohl aponta como principal herdeira do espírito de Kurt Cobain hoje: Billie Eilish. A cantora faz uma nova tradução musical da inadequação adolescente que ele vê na geração de sua filha, Violet. "Acho que é por isso que a Billie Eilish [cantora que Dave conheceu através de Violet e já elogiou várias vezes] se tornou tão popular. Porque há milhões de jovens que se sentem do mesmo jeito que ela. Eu vejo o futuro da música na minha filha e nas amigas dela", disse Dave ao g1. "Minhas filhas estão obcecadas com Billie Eilish. Sua conexão com o público é a mesma que o Nirvana tinha em 1991", contou o baterista à AFP. De Billie Eilish a Lil Nas X, de Travis Scott a St. Vincent, a marca está em artistas meio desajustados que querem provar seu talento, não ir atrás só de dinheiro. (Ou seja, figuras bem diferentes dos oportunistas que estão aí há trinta anos, de aberrações do "post-grunge" como o Creed ao bebê que nadou atrás de US$ 1 na capa do disco e hoje nada atrás de milhões em um processo picareta contra suposta 'exploração sexual' pela banda). Capa de disco do Nirvana quando era bebê processa a banda por exploração sexual Mas o que 'Nevermind' tinha de especial para servir de referência esses jovens talentosos, que renovam a indústria musical ao se opor a ela, 30 anos depois? O álbum nunca foi só música. E ainda hoje é muito mais do que isso. Lançado em 24 de setembro de 1991, o segundo disco do Nirvana representava a invasão do cenário pop pelo rock alternativo. O perdedor angustiado e sensível substituindo o rockstar cheio de marra. A voz contraditória de Kurt Cobain revelava um cara que, ao mesmo tempo, desejava o sucesso e desprezava a fama. Veja no vídeo abaixo 25 curiosidades sobre o disco, que você talvez não saiba. 25 coisas que você talvez não saiba sobre Nevermind, do Nirvana O hino Nem os autores apostavam na música de versos incompreensíveis- mesmo assim, ela mudou a carreira do Nirvana e os rumos do rock. Toda canção tem um propósito. O Nirvana começou a levar “Smells Like Teen Spirit” ao mundo em um show no pequeno OK Hotel, em Seattle, em 17 de abril de 1991, com um objetivo: juntar dinheiro para pagar a gasolina da viagem que fariam até Los Angeles, para gravar "Nevermind". A música foi bem recebida pelo público, mas a completa falta de expectativa da própria banda de que a faixa pudesse se transformar em um grande sucesso só começou a mudar em maio de 1991. Foi no estúdio Sound City, em Los Angeles, California, que a banda notou o entusiasmo do produtor Butch Vig com “Smells Like Teen Spirit”. “Pensei que ‘In Bloom’ ou ‘Lithium’ seriam os hits. 'Smells' era só um outro pedaço do disco. Gravamos rápido, mas acho que era uma das favoritas do Butch Vig e então ficou claro que seria uma música especial...”, lembrou Dave Grohl à revista "Mojo". Ao contrário da maioria das composições do Nirvana, ela é creditada não só ao vocalista e guitarrista Kurt Cobain, mas também ao baterista Dave Grohl e o baixista Krist Novoselic. Kurt chegou no estúdio com o riff e o refrão para que eles experimentassem a dinâmica de maneira livre. De cara, Novoselic achou a ideia “ridícula”, mas sugeriu que eles tocassem mais devagar, e a partir daí eles foram inserindo mais elementos até o acabamento final junto com Butch Vig. Sobrepor vocais na gravação foi uma ideia que Kurt rejeitou no início, mas Vig conseguiu convencê-lo com um argumento simples: “John Lennon também fazia isso”. Capa do disco 'Nevermind', do Nirvana Divulgação "Não podemos tocar isso. Não entendo nada que o cara canta”. A reação inicial de alguns radialistas, como descrita na biografia "Mais Pesado Que O Céu", de Charles Cross, foi logo vencida pelo poder hipnotizante do riff simples - quase idêntico ao de “More Than A Feeling”, do Boston, e várias outras músicas, como o próprio Kurt Cobain admitia - repetido à exaustão. Mais do que a melodia, foi na dinâmica que Kurt Cobain, Dave Grohl e Kirst Novoselic foram capazes de carregar toda a revolução alternativa que acontecia desde os anos 80 e atirar na direção do mainstream. “Eu estava basicamente tentando copiar os Pixies” é a declaração clássica de Kurt sobre a música, junto a tantos outros elogios que fez aos pioneiros do indie rock americano dos anos 80. A transformação de “Teen Spirit” em um fenômeno cultural que catapultou Nevermind ao topo do Hot 100 da Billboard e todo o rock alternativo ao circuito comercial contou com um elemento visual que ajudou a dar significado às palavras desconexas de+ Kurt: o clipe. veu “Kurt Smells Like Teen Spirit” na parede de sua casa e ele pensou que fosse uma frase mais filosófica, não uma referência à marca. A transformação de “Teen Spirit” em um fenômeno cultural que catapultou Nevermind ao topo do Hot 100 da Billboard e todo o rock alternativo ao circuito comercial contou com um elemento visual que ajudou a dar significado às palavras desconexas deKurt: o clipe em que a banda destruía uma escola. Após 8 horas de gravação, cansativas para a banda e para os adolescente que figuravam como estudantes na plateia, a ideia para as cenas mais marcantes do vídeo veio do próprio Kurt Cobain: sair do lugar e destruir o cenário. G1 G1 nunca deixou passar em branco as datas comemorativas deste marco do rock. Relembre outros textos sobre "Nevermind": Em 2006, André Forastieri falou dos 15 anos de 'Nevermind' Em 2011, Zeca Camargo falou dos 20 anos de 'Nevermind' Em 2016, Cauê Muraro fez um faixa a faixa nos 25 anos de Nevermind Veja Mais

Roger Michell, diretor de 'Um lugar chamado Notting Hill', morre aos 65 anos

G1 Pop & Arte Diretor nascido na África do Sul e naturalizado britânico ficou conhecido pela comédia romântica com Julia Roberts e Hugh Grant de 1999. Roger Michell em foto de setembro de 2020 Alberto Pizzoli/AFP/Arquivo O diretor Roger Michell, conhecido pelo filme "Um lugar chamado Notting Hill", morreu aos 65 anos, disse nesta quinta-feira (23) a rede de TV BBC. A causa da morte ainda não foi divulgada. Roger Michell nasceu na África do Sul, mas foi criado na Inglaterra e era naturalizado britânico. "Um lugar chamado Notting Hill", com Julia Roberts e Hugh Grant, de 1999, é o trabalho mais conhecido de sua carreira. A comédia romântica é um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema inglês de todos os tempos. Mas ele teve vários outros trabalhos de direção conhecidos e premiados, como "Minha prima Raquel" (2017), "Venus" (2006) e "Amor obsessivo" (2004). Ele ganhou o Bafta de TV duas vezes: em 2015 pela série de TV "The Lost Honour of Christopher Jefferies", e em 1995 pelo filme "Persuasão". Foi seu trabalho em "Persuasão", adaptação de Jane Austen, que despertou a atenção de RIchard Curtis, roteirista e produtor que o convidou para dirigir "Um lugar chamado Notting Hill". Confira um trailer do filme 'Um Lugar Chamado Notting Hill' Veja Mais

Capital da Somália tem 'noite histórica' com primeira exibição de filme em 30 anos

G1 Pop & Arte Mogadíscio já teve vários cinemas, mas eles fecharam quando a guerra civil estourou nos anos 90. Teatro Nacional da Somália, local onde filmes foram exibidos, já foi alvo de ataques suicidas. Depois de 30 anos sem exibições, cinema reabre na capital da Somália nesta quarta (22) Abdirahman Yusuf/AFP Os habitantes de Mogadíscio, a capital da Somália, assistiram nesta quarta-feira (22) à primeira projeção de cinema em 30 anos, um evento cultural cercado por rígidas medidas de segurança. O local da exibição, o Teatro Nacional da Somália, doado pelo líder chinês Mao Zedong em 1967, testemunhou décadas tumultuadas neste país do Chifre da África. Foi alvo de ataques suicidas e serviu de base para senhores da guerra. "Será uma noite histórica para os somalis", disse seu diretor, Abdikadir Abdi Yusuf, horas antes. A programação de estreia: dois curtas do diretor somali IBrahim CM, "Hoos" e "Date from Hell". A entrada custou cerca de 8,50 euros (US$ 10 dólares), um preço alto para muitos habitantes de Mogadíscio. A capital já teve muitos cinemas, mas eles fecharam quando a guerra civil estourou em 1991. Caído em desuso, o Teatro Nacional foi reaberto em 2012, mas foi destruído duas semanas depois pela Al Shabab, uma milícia islâmica ligada à Al Qaeda que comete ataques na cidade. Restaurado, sua reabertura traz lembranças de momentos felizes. "Nos velhos tempos, eu ia ao Teatro Nacional para ver concertos, peças de teatro, shows pop, danças folclóricas e filmes. Entristece-me ver Mogadíscio sem a vida noturna que existia antes", disse Osman Yusuf Osman, um cinéfilo. "Mas é um bom começo (...) Não vou perder este acontecimento histórico esta noite", declarou à AFP antes da exibição. Outros estavam menos entusiasmados e se preocupavam com a segurança, como Hakimo Mohamed, mãe de seis filhos, que frequentava o local quando criança. "As pessoas saíam à noite e ficavam até tarde se quisessem, mas agora não acho muito seguro", comentou. O Al Shabab foi expulso de Mogadíscio há dez anos, mas continua controlando as áreas rurais. Segundo fontes contatadas pela AFP, a noite transcorreu sem nenhum incidente de segurança. Veja Mais

Leonardo DiCaprio investe em duas empresas de carne cultivada em laboratório

G1 Pop & Arte Ator diz que transformar o sistema de alimentação é uma das formas mais eficazes de combater a crise climática. Leonardo DiCaprio investe em duas empresas de carne cultivada em laboratório Reuters O ator americano Leonardo DiCaprio decidiu apostar em duas start-ups que desenvolvem carne a partir de células animais, Aleph Farms e Mosa Meat, investindo capital nelas e tornando-se um de seus assessores. "Uma das formas mais eficazes de combater a crise climática é transformar nosso sistema de alimentação", comentou o artista em um comunicado conjunto das duas empresas. Brasil já faz hambúrguer, linguiça e até bolinho de 'siri' com plantas e grãos WEBSTORIES: veja curiosidades sobre a carne vegetal "Mosa Meat e Aleph Farms oferecem novas formas de satisfazer a demanda mundial de carne bovina, enquanto resolvem alguns dos problemas mais urgentes da atual produção industrial dessa carne", acrescentou. DiCaprio, que já é investidor na empresa de hambúrgueres, salsichas e almôndegas de origem vegetal Beyond Meat, não especificou o quanto investirá nas duas empresas. Nos últimos anos, várias empresas emergentes se introduziram no ramo da carne cultivada, que promete produzir proteínas animais com menos impacto ambiental que a agricultura intensiva. Mosa Meat é uma empresa holandesa co-fundada por Mark Post, o primeiro a apresentar ao público uma porção de carne picada "in vitro" feita com células-mãe de vaca em 2013. Os defensores da carne alternativa consideram que essas empresas são um componente fundamental para abordar a mudança climática. A gestão convencional do gado é uma fonte de gases de efeito estufa pelo desmatamento para dar espaço à criação de gado e pelas emissões dos próprios animais. Mas enquanto a carne de origem vegetal chega aos principais supermercados, a carne cultivada continua em uma fase muito mais precoce de comercialização. Os custos ainda são altos e, até agora, só a Singapura aprovou a venda desses produtos. Vídeos: tudo sobre agronegócios Veja Mais

'Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore' tem estreia antecipada para abril de 2022

G1 Pop & Arte Terceiro filme da franquia teve título e data de lançamento divulgados nesta quarta (22). Eddie Redmayne em cena de 'Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald' Divulgação O terceiro filme da franquia "Animais Fantásticos" ganhou data de estreia e teve o título revelado nesta quarta-feira (22). "Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore" vai estrear em 15 de abril de 2022. O lançamento estava previamente marcado para julho do ano que vem, mas a Warner Bros. adiantou a estreia. O longa está em fase de produção e já teve as gravações interrompidas por conta da pandemia. Initial plugin text "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald" foi lançado em 2018, e "Animais Fantásticos e Onde Habitam" começou a franquia em 2016, que é derivada de "Harry Potter". Pelo título, o novo longa deve focar na história de Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga de J.K. Rowling. Novo vilão Gellert Grindelwald Mads Mikkelsen em cena de 'Hannibal' Divulgação A Warner Bros. pediu que Johnny Depp deixasse o personagem de Gellert Grindelwald na série de filmes "Animais Fantásticos", após a derrota do ator na ação que movia contra um tabloide inglês que o chamou de "espancador de esposa". O ator dinamarquês Mads Mikkelsen ("Hannibal") vai substituir Depp como o vilão da franquia. Mikkelsen protagonizou o filme "Druk - Mais uma rodada", que ganhou o Oscar de melhor filme internacional neste ano. Veja quais são as principais estreias do 2º semestre no 'Semana Pop': Semana Pop fala sobre principais estreias nos cinemas no 2º semestre de 2021 Veja Mais

Rock in Rio 2022 anuncia CeeLo Green, Macy Gray e Ludmilla no Palco Sunset

G1 Pop & Arte CeeLo Green vai fazer show de encerramento do Palco Sunset no dia 10 de setembro. Ludmilla e Macy Gray fazem shows no dia 11. CeeLo Green canta no Rock in Rio 2017 Marcos Serra Lima/G1 A organização do Rock In Rio 2022 anunciou nesta terça-feira (21) shows de CeeLo Green, Macy Gray e Ludmilla no Palco Sunset do festival. CeeLo Green vai ser o headliner do palco no dia 10 de setembro. No dia 11, Ludmilla será o primeiro nome nacional a ocupar a posição de headliner do palco em 10 edições. Antes dela vai cantar a americana Macy Gray, que o festival anuncia como co-headliner. O festival está marcado para os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022.Veja os shows do Palco Mundo que já foram divulgados do festival em 2022: Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura (2 de setembro) Post Malone, Jason Derulo, Marshmello e Alok (3 de setembro) Justin Bieber, Demi Lovato e Iza (4 de setembro) Dua Lipa e Ivete Sangalo (11 de setembro) Veja os shows do Palco Sunset que já foram divulgados do festival em 2022: Joss Stone, Corinne Bailey Rae, Gloria Groove e Duda Beat (8 de setembro) CeeLo Green (10 de setembro) Ludmilla e Macy Gray (11 de setembro) A venda do Rock in Rio Card começou às 19h desta terça-feira (21). O cartão que equivale a um ingresso antecipado dá ao comprador a chance de escolher em qual data pretende usá-lo antes que a venda oficial de ingressos seja aberta ao público em geral, em abril de 2022 — a definição poderá ser feita de 23 de novembro de 2021 a 1º de abril de 2022. A nona edição do Rock in Rio, que aconteceria em 2021, foi adiada para setembro de 2022 por causa da pandemia do novo coronavírus. O anúncio da nova data foi feito em março de 2021. Veja Mais

Piscina que não molha e nuvem em caixa estão em exposição do CCBB que brinca com absurdos; FOTOS

G1 Pop & Arte Belo Horizonte é a primeira cidade brasileira que recebe a exposição do artista argentino Leandro Erlich, que depois segue para Rio de Janeiro e São Paulo. A entrada é gratuita. A obra Swimming Pool causa a impressão de que as pessoas estão debaixo d'água Thais Pimentel/G1 Que tal um mergulho em um mundo surreal? Não precisa levar roupa de banho para visitar a exposição “A Tensão”, do artista argentino Leandro Erlich, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte. Você não vai se molhar, mas vai sair “encharcado” de absurdos. Isso no bom sentido, tá? Leandro brinca com a realidade, criando salões de beleza com espelhos sem reflexo, elevadores ilusórios, janelas de avião e até “nuvens aprisionadas”. Mostra 'A tensão' tem piscina com ilusão de ótica no CCBB em Belo Horizonte Uma das 19 obras mais populares e espantosas é a “swimmimg pool” – piscina – instalada no pátio do CCBB. O visitante pode “entrar para um mergulho” e terá a sensação de que está debaixo d’água, mesmo sem se molhar. Quem enxerga do alto, tem a impressão que as pessoas ao fundo estão mesmo “mergulhadas” e até mesmo molhadas. Mas todo mundo sai sequinho. Entrada do cinema proposto por Leandro Erlich Thais Pimentel/G1 Uma nuvem aprisionada está entre as obras da exposição A Tensão Thais Pimentel/G1 A proposta do argentino é confundir. Embaralhar as sensações, deixando a nossa imaginação mais livre. Em uma das salas, um jardim brinca com a perspectiva do olhar através de espelhos. Em outra, o cinema é a inspiração e convida o visitante a dar uma espiada em cartazes inspirados na própria obra de Erlich. A obra The Classroom faz parte da exposição CCBB/Divulgação Belo Horizonte é a primeira cidade brasileira que recebe a exposição. Ela fica em cartaz no CCBB até o dia 22 de novembro. A entrada é gratuita. Os ingressos devem ser retirados aqui. “A Tensão” ainda seguirá para Rio de Janeiro e São Paulo. Lifted Lift: Um elevador imaginário é uma das obras de Erlich CCBB/Divulgação/Guyot-Ortiz Paisagens do avião fazem parte de A Tensão CCBB/Divulgação Obra de Leandro Erlich fica em cartaz em BH até novembro Thais Pimentel/G1 Os vídeos mais vistos do G1 Minas: Veja Mais

Jake Gyllenhaal diz que estava brincando quando questionou necessidade de tomar banho

G1 Pop & Arte Vários atores deram declarações polêmicas sobre higiene pessoal recentemente. Ator de 'O abutre' disse a revista que achava 'banhos cada vez menos necessários', mas agora diz que era sarcasmo. Jake Gyllenhaal na Comic Con Experience, em SP, em 2018 Júlio Zerbatto/Futura Press/Estadão Conteúdo O ator Jake Gyllenhaal disse que estava sendo sarcástico quando falou que acha "cada vez mais o banho menos necessário" em uma entrevista à revista "Vanity Fair". Em uma nova entrevista coletiva sobre o filme "The Guilty", ele disse: "Eu respondi uma pergunta sendo sarcástico e irônico, e isso me seguiu. infelizmente eu tomei banho antes de vir para cá. Então foi mal, pessoal." A entrevista inicial à "Vanity Fair" repercutiu pois entrou em uma lista de outras celebridades, como Ashton Kutcher e Mila Kunis, que deram declarações recentes polêmicas sobre banhos e higiene pessoal. "Cada vez mais eu acho que o banho é menos necessário, às vezes. Eu acredito, porque Elvis Costello é maravilhoso, que boas maneiras e mau hálito não levam a lugar nenhum", disse o ator na entrevista publicada no início de agosto de 2021 à revista americana "Vanity Fair". Gyllenhaal faz referência à música "New Lace Sleeves", da banda Elvis Costello & The Attractions. Na entrevista, o ator de "O Abutre" falava sobre uma nova campanha de perfume que estrelou dentro do mar. Semana Pop fala sobre famosos que têm hábitos de higiene bem estranhos Ashton e Mila Os atores revelaram revelaram em entrevista ao podcast "Armchair Expert" que não tomam banho todos os dias no final de julho. O casal afirmou que também não dá banho nos filhos diariamente. "Eu não tive água quente quando era criança, então não tomei muitos banhos", explicou Kunis. A atriz ainda afirmou que segue a mesma linha peculiar de higiene com os filhos Wyatt, de 6 anos, e Dimitri, de 4. "Não fomos aqueles pais que dão banhos em seus recém-nascidos sempre." "Se você pode ver a sujeira neles, limpe-os. Do contrário, não adianta", completou Kutcher. O ator ainda afirmou que lava as "axilas e virilha diariamente e nada mais" e que , após os treinos, "joga um pouco de água no rosto após para tirar os sais". Veja Mais

Ex-modelo Linda Evangelista diz que procedimento estético a deixou 'deformada'

G1 Pop & Arte Linda fez procedimento há cinco anos e teve efeito colateral que deixou seu rosto 'irreconhecível'. 'Estou tão cansada de viver assim', diz ela após perder trabalhos e ficar deprimida. Linda Evangelista, em foto de setembro de 2014 Giuseppe Cacace/AFP/Arquivo A ex-supermodelo Linda Evangelista disse que foi permanentemente desfigurada por um procedimento estético de redução de gordura que deu errado e a deixou "irreconhecível". Evangelista, de 56 anos, contou que passou pelo procedimento "CoolSculpting" há cinco anos e sofreu um raro efeito colateral que faz com que suas células de gordura aumentem em vez de diminuir. Ícone da moda dos anos 90, que dominou as passarelas ao lado de Cindy Crawford e Naomi Campbell, a canadense Evangelista disse em postagem em seu Instagram que não foi avisada sobre os riscos do procedimento e entrará com um processo. Sete meses sem respirar direito: pacientes relatam deformações em procedimento para afinar o nariz Ela garantiu que sua aparência atual - produto de uma condição chamada hiperplasia adiposa paradoxal - explica sua ausência dos holofotes nos últimos anos. "Para meus seguidores que se perguntam por que não tenho trabalhado enquanto as carreiras de minhas colegas prosperam, o motivo é que fui brutalmente desfigurada pelo procedimento CoolSculpting de Zeltiq, que fez o oposto do que prometia", escreveu Evangelista nesta quinta (23). "Minhas células de gordura aumentaram, não diminuíram, e fiquei permanentemente deformada mesmo depois de passar por duas cirurgias corretivas dolorosas e mal sucedidas. Tenho estado, como a mídia descreve, 'irreconhecível'", acrescentou. O procedimento cosmético de modelagem deve congelar e matar as células dos depósitos de gordura para que o corpo possa eliminá-las. Evangelista disse que o fracasso do procedimento a levou a se isolar e a ficar deprimida, enquanto seu meio de trabalho desapareceu. "Estou avançando para me libertar de minha vergonha e divulgar minha história a público", escreveu Evangelista. "Estou tão cansada de viver assim. Gostaria de sair pela porta com a cabeça erguida, embora não me pareça mais comigo mesma." LEIA MAIS: Linda Evangelista apoia mulheres que acusam seu ex-marido, Gérald Marie, de abuso sexual e estupro Veja Mais

Advogado de R. Kelly defende 'vida de playboy' do artista para justificar abusos

G1 Pop & Arte Nos argumentos finais do processo, defesa ainda citou trecho do discurso de Martin Luther King Jr. R. Kelly chega em audiência para responder sobre acusações de abuso sexual em Chicago, em maio de 2019 Nuccio Dinuzzo/Getty Images North America/AFP A equipe de defesa de R. Kelly classificou nesta quinta-feira (23) o cantor como um "símbolo sexual" que levava uma "vida de playboy", nos argumentos finais contra as acusações que o envolvem no comando por décadas de uma rede de crimes sexuais. O advogado Deveraux Cannick chamou as supostas vítimas do artista (cujas acusações incluem estupro, drogas e pornografia infantil, bem como abusos físico e emocional) de fanáticas com sede de dinheiro, e disse que o governo está obstinado em criminalizar um comportamento que, segundo ele, é comum entre os grandes astros internacionais. "Sua gravadora começou a vendê-lo como um símbolo sexual, como um playboy, motivo pelo qual ele começou a viver como um símbolo sexual, como um playboy", explicou o advogado ao júri. "Onde está o crime nisso?" Ex-namorada de R. Kelly diz que cantor exigiu que ela fizesse sexo oral antes de teste O relato do advogado de defesa foi feito após seis horas de argumentos finais meticulosos da promotoria, que retrataram o artista como um chefe criminoso que teria cometido abusos arrepiantes contra mulheres e adolescentes durante décadas, com o apoio de seus funcionários e de sua equipe. Cannick usou um tom irônico quando se referiu ao depoimento das supostas vítimas (nove mulheres e dois homens que acusam Kelly de abuso sexual), criticou a sua credibilidade e as reduziu a pessoas que estão apenas "trabalhando para ter dias de pagamento". Foto de 2015 mostra cantor R. Kelly na Semana de Moda de Nova York Michael loccisano/Getty Images North America/AFP Em uma abertura peculiar, Cannick iniciou seus comentários febris evocando Martin Luther King Jr., ao afirmar que Kelly estava apenas tentando "protestar contra a injustiça", como havia feito o icônico líder dos direitos civis. O advogado continuou seus argumentos dizendo ao júri que "sexo pervertido não é crime", e que "algumas pessoas simplesmente gostam" de relações entre um homem mais velho e uma "mulher mais jovem". "Vocês ouviram sobre um homem que tratava essas mulheres como ouro. Comprava para elas bolsas mais caras do que carros", destacou. O artista, nascido Robert Sylvester Kelly, enfrenta uma acusação de crime organizado e oito violações da Lei Mann, que proíbe o transporte de pessoas através dos limites estaduais para fazer sexo. O cantor da famosa "I Believe I Can Fly" nega todas as acusações. A refutação da promotoria continuará nesta sexta (24), e o júri deve começar a deliberar em breve sobre o destino de Kelly. Relembre, no vídeo abaixo, as primeiras denúncias em 2019: Semana Pop: Lady Gaga no Oscar, o escândalo de R. Kelly e as possíveis músicas do Carnaval Veja Mais

'A menina que matou os pais': como filme sobre Suzane von Richthofen se dividiu em dois

G1 Pop & Arte Carla Diaz, Leonardo Bittencourt, Mauricio Eça e Raphael Montes falam ao g1 sobre gravação em 33 dias de dois filmes ao mesmo tempo e recomendam ordem para assistir. Caso Richthofen: Carla Diaz e Leonardo Bittencourt falam sobre gravações dos dois filmes Fazer um filme no Brasil não é fácil. É por isso que, quando foi anunciado que "A menina que matou os pais" se dividiria em duas produções gravadas ao mesmo tempo, a expectativa pela adaptação cinematográfica da história de Suzane von Richthofen se tornou uma das maiores dos últimos anos. Este é, afinal, um dos crimes reais mais infames da história recente do país. E agora o público, que cresceu horrorizado com o assassinato de Mandred e Marísia von Richthofen em 2002, ganharia não apenas uma oportunidade para entender melhor o que aconteceu, mas duas. Relembre o caso. E quem assistir a "A menina que matou os pais" e "O menino que matou meus pais", que estreiam juntos na plataforma digital Prime Video nesta sexta-feira (24), vai encontrar até mais. "A gente fala que no final acabou criando e interpretando três personagens", conta em entrevista ao g1 Carla Diaz, atriz que vive Suzane nas produções. Assista ao vídeo acima. "Porque a gente tá falando sobre dois filmes que abordam o mesmo assunto sob dois olhares diferentes. Só que em um deles a gente também tem a versão no tribunal, onde a gente narra a história anos depois. A personagem muito mais velha, depois de presa. Então, acaba sendo uma outra perspectiva. Com certeza foi um grande desafio." G1 já viu: Filmes narram duas versões maçantes da mesma história Depois de começar a carreira ainda bebê, a atriz ficou conhecida por atuações em "Chiquititas" e na novela "O Clone". Mesmo trabalhando há 29 de seus 30 anos, ela diz que nunca viveu algo como gravar dois filmes ao mesmo tempo ao longo de 33 dias. "No set, a gente tinha que gravar, no mesmo dia, às vezes cena dos dois filmes. Era misturado. Então, a equipe precisou de muita concentração, muito foco, para ter essas mudanças." Carla Diaz e Leonardo Bittencourt em cena de 'A menina que matou os pais' Divulgação Ela disse, ele disse Cada uma das produções se baseia nos depoimentos de Suzane e de Daniel Cravinhos, seu namorado na época e também condenado pelo crime, durante as investigações e o julgamento. Enquanto "O menino que matou meus pais" segue a versão de Suzane sobre como conheceu Cravinhos e se deixou influenciar por um jovem possessivo e ambicioso, "A menina que matou os pais" retrata o relato dele, no qual a mentora do crime é uma jovem infeliz com a família, manipuladora e potencialmente abusada pelo pai. "Eu costumo falar que é muito de domínio. Em um, um personagem domina mais. No outro filme, ele é mais dominado", afirma Leonardo Bittencourt ("Malhação"), responsável por interpretar as versões de Daniel. "E, de início, pode parecer mais chocante essa gravação de cenas espelho, que são duas cenas de versões diferentes. Mas depois de um tempo para mim era a melhor coisa, porque me ajudava a ter a referência dos dois extremos. Eu saberia como é que as duas coisas estão sendo contadas nessa altura da história." Leonardo Bittencourt, Carla Diaz, Leonardo Medeiros, Vera Zimmermann e Kauan Ceglio em 'A menina que matou os pais' Divulgação Como um se tornou dois Quando foi anunciado em 2018, o projeto contava com apenas um filme. Mauricio Eça tinha dirigido o clipe de "Sou a Barbie Girl", de Kelly Key, e os dois filmes da novela "Carrossel", mas deseja há tempos levar a história dos von Richthofen aos cinemas. Com a ajuda do produtor Marcelo Braga ("A garota invisível"), ele buscou a criminóloga Ilana Casoy, autora do livro "O Quinto Mandamento – Caso de Polícia", sobre o assassinato do casal. Em parceria com o escritor de livros policiais Raphael Montes ("Bom dia, Verônica"), ela se debruçou novamente sobre os autos do processo e chegou a um roteiro divido em duas partes. A primeira com a versão de Daniel. A segunda, com a de Suzane. A ideia já era rara e seguia moldes de filmes como o francês "Bem me quer, mal me quer" (2002) e do clássico japonês "Rashomon" (1950). Quando Diaz ficou sabendo da produção, as buscas pela atriz para o papel durava cerca de um ano. Em seu anúncio como a protagonista, ainda havia um só roteiro. Foi o produtor Gabriel Gurman, da Galeria Distribuidora, quem leu o texto e deu início à discussão de transformar aquilo em dois filmes distintos. Por isso, a equipe jogou fora a estrutura anterior e concluiu que seriam necessários dois roteiros. "Eu acho que isso foi feito muito porque a gente percebeu como era importante a gente tratar de maneira igualitária sobre as duas versões", diz Montes. "A gente não sabe qual é a verdade, por isso era importante a gente ser imparcial nessa apresentação. Então, a gente tem dois filmes com duração de 80 minutos apresentando cada uma." Isso influenciou até na linguagem das produções. Depois de flertar com a ideia de gravar com olhares diferentes cada uma delas, Eça escolheu por técnicas iguais para ambos. "São dois filmes iguais. É o mesmo fato. O mesmo caso. O que vai diferir são os pontos de vista. Mas eu não posso roubar de um lado ou de outro", conta o cineasta. "Não posso fazer o espectador sentir de forma diferente. Quem rege a forma como cada filme é narrado é o próprio depoente de cada filme. Cada um tem um ritmo diferente por causa de como cada um contou a história." Carla Diaz nos filmes 'A menina que matou os pais' e 'O menino que matou meus pais' Divulgação Qual ver primeiro? Nesse caso tão incomum, o espectador pode ficar confuso em relação a qual dos dois deve assistir primeiro. Para confundir ainda mais, a pandemia adiou o lançamento do projeto e com isso eles ficaram de fora dos cinemas – algo que pode ser frustrante, mas que também oferece a oportunidade de maratonar tudo de uma vez ou então ver aos poucos. Há, então, uma maneira ideal de assistir às histórias? Diretor e roteirista dizem que a decisão é do espectador, mas também chegam à mesma indicação. "Isso é muito pessoal. Até porque a gente já viu diversas vezes em ordens distintas. Eu hoje te diria para ver primeiro o 'O menino que matou' e depois 'A menina'. Seria a ordem que eu aconselharia. Mas não tem ordem. O importante é ver os dois", aconselha Eça. "Talvez seja legal ver maratonando. Talvez seja interessante deixar um dia para respirar, porque em um dia você está com a visão de um deles e pensa: 'nossa, isso faz sentido'. E daí no dia seguinte você vê a outra visão que desconstrói tudo o que tinha entendido até então", acrescenta Montes. "Eu mesmo já mudei de opinião algumas vezes. Joga na moeda, mas assista aos dois." Leonardo Bittencourt e Carla Diaz em 'A menina que matou os pais' Divulgação Veja Mais

Remake de 'Rebelde' ganha primeira foto

G1 Pop & Arte Novela teen mexicana fez sucesso no Brasil nos anos 2000 e voltou a ganhar força em meio à nostalgia da quarentena. Giovanna Grigio será uma das protagonistas. Remake de 'Rebelde' ganha primeira foto Reprodução/Twitter/Netflix A primeira foto do remake de "Rebelde" foi divulgada pela Netflix nesta quinta-feira (23). A atriz brasileira Giovanna Grigio será uma das protagonistas. "Quem dormiu, não viu ???? Eu queria comentar o uniforme da nova geração Rebelde que chega no meu site em breve, mas só tenho olhos pra @gigi_grigio nessa foto", diz a legenda do post publicado no Twitter. O remake da novela teen que se tornou fenômeno no Brasil nos anos 2000 vai ser produzido no México. A estreia será em 2022. Mais detalhes sobre o lançamento serão dados em um evento do streaming neste sábado (25). Elenco da nova 'Rebelde' A atriz brasileira Giovanna Grigio, conhecida principalmente pelos papéis em "Malhação: Viva a diferença" (TV Globo) e "As five" (Globoplay), será uma das protagonistas. Os outros nomes confirmados são os de Azul Guaita, Sergio Mayer Mori, Andrea Chaparro, Jeronimo Cantillo, Franco Masini, Lizeth Selene e Alejandro Puente. O RBD, banda da novela 'Rebelde' Divulgação Exibida originalmente entre 2004 e 2006, "Rebelde" foi um dos maiores sucessos da TV mexicana, além de dar origem ao grupo musical RBD, que durou até 2009. Mesmo após a separação, a banda manteve uma base de fãs fiéis e ganhou ainda mais força em meio à nostalgia gerada na quarentena causada pelo coronavírus. A entrada de músicas do grupo nas plataformas de streaming, após anos de entraves por direitos autorais, quebrou recordes no Brasil e no México. Em dezembro, quatro dos seis integrantes se reuniram para uma live paga. Semana Pop explica reencontro do RBD e o que ele significa para os fãs Veja Mais

Johnny Depp critica 'cultura do cancelamento' antes de receber prêmio em San Sebastián

G1 Pop & Arte Ator foi homenageado mesmo após perder processo contra tablóide que o chamou de 'espancador de mulheres'. Tribunal determinou que Depp agrediu repetidas vezes Amber Heard. Johnny Depp é homenageado pelo Festival de San Sebastián, na Espanha Reuters/Vicent West Ninguém está a salvo da chamada "cultura de cancelamento", disse o astro de cinema Johnny Depp nesta quarta-feira (22) no Festival de Cinema de San Sebastián, onde receberia o prêmio principal do evento por seus quase 40 anos de carreira. Depp, de 58 anos, perdeu uma batalha judicial por difamação contra um tablóide britânico que o rotulou de "espancador de mulheres", no ano passado, quando um tribunal de Londres determinou que ele agrediu repetidamente sua ex-parceira, a atriz norte-americana Amber Heard. Desde então, o ator reclama de ter sido boicotado por Hollywood, uma vez que seu último filme, "Minamata", tem dificuldade para garantir uma estreia nos Estados Unidos. Na quarta-feira, Depp lamentou "esta cultura do cancelamento ou esta pressa instantânea de julgamento com base essencialmente no que equivale a ar poluído que é exalado". "Vou à casa de alguém. Vou me apresentar na festa de aniversário do seu filho em determinado momento", disse ele em entrevista coletiva, pouco antes de uma cerimônia em que seria homenageado com o prêmio honorário Donostia, o principal de San Sebastián. "Ninguém está seguro, desde que alguém esteja disposto a dizer uma frase. É preciso uma frase." Homenagem criticada Três momentos da carreira de Johnny Depp Editoria de Arte/G1 Grupos feministas e associações da indústria cinematográfica criticaram a decisão do festival de homenagear Depp quando o prêmio foi anunciado em agosto. Em resposta a essas críticas, o diretor do festival, Jose Luis Rebordinos, disse que o prêmio é reflexo das realizações cinematográficas de Depp e não tem relação com sua vida pessoal. “O papel de um festival de cinema não é julgar a conduta dos membros da indústria cinematográfica”, disse ele à época. Depp é o segundo premiado este ano. Na sexta-feira, a atriz francesa Marion Cotillard recebeu a estátua da espanhola Penelope Cruz. Veja Mais

Valentino produz edição limitada de moletom com palavra 'Vacinado'

G1 Pop & Arte Lady Gaga e o estilista da marca Pierpaolo Piccioli já posaram com a peça que custa US$ 690, cerca de R$ 3,6 mil. Renda vai ser doada para Unicef. Valentino produz moletom com palavra 'Vacinado' e vai doar renda para Unicef Valentino/Divulgação via Reuters A marca de luxo Valentino está produzindo uma edição limitada de moletom com a inscrição "(V) Vacinado", de US$ 690 dólares cada, usando seu logotipo com a assinatura V em apoio à campanha de vacinação contra Covid-19, com recursos doados ao Unicef. Os moletons pretos, com a palavra "vacinado" em vermelho no peito, foram criados por uma pequena empresa de Los Angeles chamada Cloney, sem que a marca italiana soubesse deles. Quando o estilista da Valentino, Pierpaolo Piccioli, soube da iniciativa, decidiu comprar todos os 5 primeiros moletons disponíveis e dar de presente a amigos, incluindo Lady Gaga, disse Valentino em um comunicado. Diretor criativo da Valentino, Pierpaolo Piccioli, usa moletom com escrito 'Vacinado'; marca passa a vender peça por US$ 690 dólares Pierpaolo Piccioli/Handout via Reuters Em seguida, ele passou a produzir uma série de moletons para serem vendidos no site da Valentino a partir de 23 de setembro. Os rendimentos irão para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), para apoiar seu trabalho com a plataforma global de compartilhamento de vacinas Covax, que está focada em obter vacinas contra a Covid para países mais pobres. "Ser vacinado se tornou a forma mais eficaz de combater esta pandemia global, bem como um símbolo de respeito aos outros e responsabilidade social", disse Piccioli. Veja Mais

Gus Van Sant estreia no teatro com musical sobre Andy Warhol, ícone da pop art

G1 Pop & Arte Diretor de 'Gênio Indomável' e 'Elefante' disse que vai mostrar 'um personagem estranho, que não corresponde ao Andy Warhol que nós conhecemos'. O diretor Gus Van Sant durante o 68º Festival de Cinema de Cannes REUTERS/Yves Herman O cineasta americano Gus Van Sant apresenta nesta quinta-feira (23), em Lisboa, sua primeira produção para o teatro, um espetáculo musical sobre um jovem Andy Warhol prestes a virar um ícone da pop art. "Tentei reunir os melhores momentos da vida de Andy Warhol para explicar sua ascensão no mundo da arte nos anos 1960", explicou Van Sant, de 69 anos. Ele foi diretor de "Gênio Indomável" (1997) e vencedor da Palma de Ouro de Cannes com "Elefante" (2003). Dos encontros de Warhol com o escritor Truman Capote, com o crítico de arte Clement Greenberg, ou com a atriz Edie Sedgwick, emerge "um personagem estranho, que não corresponde ao Andy Warhol que nós conhecemos". "É um pouco como o seu duplo", contou Gus Van Sant antes da estreia de "Andy", no Teatro Nacional D. Maria II, de Lisboa. Auto-retrato em grande escala do artista plástico Andy Warhol AP Autor dos diálogos e das canções, Van Sant "mistura o tempo, a realidade e a ficção, para construir sua relação imaginária com Andy Warhol", comenta John Romão. Ele incentivou o cineasta a arriscar sua primeira criação teatral durante a bienal de arte contemporânea BoCa, organizada pela capital portuguesa. O espetáculo, que depois segue para Roma, Amsterdã, Paris e Atenas, permitiu ao diretor concretizar um projeto, com o qual sonhava há muito tempo. O diretor, roteirista, pintor, fotógrafo e músico já havia preparado o roteiro de um filme, no qual o ator River Phoenix, irmão de Joaquin Phoenix falecido em 1993 aos 23 anos, interpretaria Warhol. A obra foi produzida com uma equipe 100% portuguesa, o que reduziu as limitações vinculadas à pandemia de covid-19. 'Um jovem tímido' Gus Van Sant no set de filmagens de 'Milk - A voz da igualdade'. Divulgação Em sua filmografia, Van Sant fez outras incursões no gênero biográfico, incluindo "Últimos Dias" (2005), sobre o fim da vida do cantor do Nirvana Kurt Cobain, ou "Milk" (2008), sobre o ativista dos direitos homossexuais Harvey Milk. "Poucas pessoas sabem realmente quem era Andy Warhol", afirma o ator português Diogo Fernandes, que interpreta Warhol ao lado de um jovem elenco em que todos falam e cantam em inglês. "Penso que era um garoto tímido, fascinado pela cultura americana e que queria ser uma estrela, mas que nunca imaginou o impacto que teria", completa. A obra revela a superficialidade do artista que, neste retrato, mostra sua atração pelo glamour e pelo dinheiro associados ao mundo da arte. Para John Romão, o autor dos retratos coloridos de Marilyn Monroe, ou das latas de sopa Campbell, "é um personagem meio escondido na sombra, tímido e, ao mesmo tempo, com uma grande força, graças a sua capacidade de concretizar suas ideias". "Isto provocou uma espécie tanto de fascínio como de medo ao redor dele", acrescenta. "Andy" também atende o desejo de Van Sant "de levar ao palco seu olhar de diretor de atores, de escritor de diálogos, mas também de criador de atmosferas musicais", afirma Tiago Rodrigues. Em breve, ele deixará a direção artística do teatro lisboeta para se tornar o primeiro estrangeiro a comandar o prestigioso Festival de Avignon (França). Veja Mais

Willie Garson, ator de 'Sex and the city', morre aos 57 anos

G1 Pop & Arte Informação foi confirmada à revista 'Variety' por um membro da família. Causa da morte não foi revelada. Willie Garson em cena de 'Sex and the city 2' Divulgação O ator Willie Garson, conhecido por sua atuação nas séries "Sex and the city" e "White collar", morreu aos 57 anos. A informação foi confirmada por um membro da família à revista "Variety". A causa da morte não foi revelada. Garson interpretava o agente de talentos Stanford Blatch, o melhor amigo homem da protagonista de "Sex and the city" entre 1998 e 2004, e nos dois filmes da série. Ele ia repetir o papel na continuação da história na TV, "And just like that...". Ao longo de uma carreira de mais de três décadas, o americano trabalhou em diversas produções da televisão do país. Em projetos mais recentes, esteve em séries como "White collar", "Hawaii Five-0" e "Supergirl". No cinema, teve participações em filmes como "Feitiço do tempo" (1993), "Quem vai ficar com Mary" e "Quero ser John Malkovich" (1999). Veja Mais

Rock in Rio 2022: Vendas para o Rock in Rio Card começam nesta terça-feira às 19h

G1 Pop & Arte Cartão equivale a um ingresso antecipado para o festival. Dua Lipa, Justin Bieber, Demi Lovato, Post Malone e Iron Maiden estão entre as atrações já confirmadas; veja a lista. . Kevin Winter / The Recording Academy / AFP A venda do Rock in Rio Card começa nesta terça-feira (21) às 19h, pelo site rockinrio.ingresso.com. O cartão equivale a um ingresso antecipado para o Rock in Rio 2022, e dá ao comprador a chance de escolher em qual data pretende usá-lo. A escolha da data poderá ser feita entre 23 de novembro de 2021 a 1º de abril de 2022, antes que a venda oficial de ingressos seja aberta ao público em geral, em abril de 2022. O valor da entrada é de R$ 545,00 (inteira) e R$ 272,50 (meia-entrada). O festival está marcado para os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022. A nona edição do Rock in Rio, que aconteceria em 2021, foi adiada para setembro de 2022 por causa da pandemia do novo coronavírus. Veja os shows do Palco Mundo que já foram divulgados do festival em 2022: Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura (2 de setembro) Post Malone, Jason Derulo, Marshmello e Alok (3 de setembro) Justin Bieber, Demi Lovato e Iza (4 de setembro) Dua Lipa e Ivete Sangalo (11 de setembro) Veja os shows do Palco Sunset que já foram divulgados do festival em 2022: Joss Stone, Corinne Bailey Rae, Gloria Groove e Duda Beat (8 de setembro) Justin Bieber e Demi Lovato são atrações do Rock in Rio 2022 Divulgação Veja Mais

Na ONU, BTS incentiva vacinação contra a Covid-19 e lança clipe na sede das Nações Unidas

G1 Pop & Arte 'Claro que tomamos vacina', diz integrante. 'O dia em que poderemos nos encontrar cara a cara não vai demorar a chegar.' Apresentação ocorre na véspera da abertura dos debates na Assembleia Geral da ONU. Integrantes da banda BTS caminham próximo à sede da ONU em Nova York nesta segunda-feira (20) Eduardo Munoz/Reuters Os integrantes do grupo sul-coreano de k-pop BTS incentivaram a vacinação contra a Covid-19 e parabenizaram a resiliência dos jovens ao longo da pandemia, em um breve discurso nesta segunda-feira (20) em Nova York, antes da abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU. K-POP É PODER: Como a Coreia do Sul investiu em cultura e colhe lucro com BTS No discurso, o cantor RM confirmou no púlpito da Assembleia que todos os sete integrantes do grupo se vacinaram contra o coronavírus: "Claro que tomamos a vacina. A vacina é uma espécie de ticket para que nós possamos nos encontrar com nossos fãs" "Acho que o dia em que poderemos nos encontrar cara a cara não vai demorar a chegar", completou V, um dos músicos do BTS. RM, integrante da banda BTS, fala no púlpito durante evento da Assembleia Geral da ONU nesta segunda-feira (20) John Angelillo/Pool via Reuters Os k-popers também lamentaram as dificuldades enfrentadas pela juventude na pandemia. "Fiquei triste ao saber que formaturas e ouros momentos que vocês gostariam de celebrar foram cancelados, assim como foi triste cancelar as turnês", comentou Jungkook. A banda, porém, rejeitou a ideia de que os jovens afetados pela Covid formam uma "geração perdida". Jungkook ouve Jimin, ambos do BTS, apresentar painel com figuras dos jovens na pandemia durante evento na Assembleia da ONU nesta segunda (20) John Angelillo/Pool via REUTERS "Acho ruim dizer isso. Estão aprendendo a fazer amizades virtuais e a manter hábitos saudáveis, aprender coisas novas", disse Jimin, enquanto apresentava um painel com figuras enviadas por fãs do mundo inteiro em que mostram o que fizeram durante a pandemia. Ao fim da apresentação, o BTS apresentou um novo clipe da música "Permission to Dance", gravado dentro da sede da ONU em Nova York. Assista ao VÍDEO abaixo. BTS na ONU As declarações foram dadas durante o evento que promoveu os Objetivos Sustentáveis da ONU, uma série de metas relacionadas a meio ambiente, direitos humanos e segurança alimentar que a organização pretende atingir até 2030. Essa sessão precedeu o início dos debates gerais, ou seja, o momento em que os chefes de estado ou de governo discursam — o primeiro será o presidente brasileiro Jair Bolsonaro na manhã desta terça (21). Foi a terceira participação do grupo no evento: em 2020, os integrantes gravaram uma mensagem à juventude em 2020, na sessão completamente virtual da Assembleia por causa da pandemia. Dois anos antes, o BTS discursou presencialmente pra lançar a campanha "Geração Sem Limites" com a Unicef. VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento Veja Mais

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G1 Ouviu #159 - As 15 músicas que marcaram os 15 anos do G1

G1 Pop & Arte De Psy a Michel Teló, de Amy Winehouse a Anitta: relembre 15 hits que marcaram cada ano do portal de notícias da Globo, que acaba de completar 15 anos. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado. G1/Divulgação Veja Mais

San Sebastian abre seu festival de cinema com homenagem a Marion Cotillard

G1 Pop & Arte Atriz francesa receberá prêmio honorário por sua carreira. Festival de Cinema teve início nesta sexta-feira (17), na Espanha. Longa 'Madalena', do diretor mato-grossense Madiano Marcheti, está entre filmes que serão apresentados. A atriz francesa Marion Cotillard é homenageada no Festiva de Cinema de San Sebastian, na Espanha REUTERS/Vincent West O festival de cinema de San Sebastian começou nesta sexta-feira (17) com a exibição do filme "Um segundo", do famoso diretor chinês Zhang Yimou, em um dia protagonizado pela atriz francesa Marion Cotillard, que receberá um prêmio honorário por sua carreira. Ainda com restrições pela pandemia, como capacidade reduzida nas salas, máscara obrigatória e o cancelamento de todos os tapetes vermelhos, o festival na cidade do norte da Espanha inicia, porém, com uma agenda com mais estreias e estrelas do que na edição do ano passado, muito reduzida pela Covid-19. Serão exibidos mais de 170 filmes até 25 de setembro, quando ocorrerá a gala de premiação. A abertura desta 69ª edição esteve a cargo de Zhang Yimou, cujo longa-metragem "Um segundo", muito aplaudido na sala, marcou o início da competição pela Concha de Ouro de melhor filme, o prêmio máximo. Além de contar com estreias dos franceses Claire Simon e Laurent Cantet, e do britânico Terence Davies, a seção principal tem um forte contingente espanhol, no qual se destacam "Maixabel", de Iciar Bollain; "O bom patrão", de Fernando León de Aranoa, e "A avó" de Paco Plaza. A atriz francesa Marion Cotillard durante evento de abertura do 69º Festival de Cinema de San Sebastian REUTERS/Vincent West Cotillard e o polêmico Johnny Depp Neste dia inaugural, todos os holofotes se voltaram para Marion Cotillard, que recebeu o honorário Prêmio Donostia. Em coletiva de imprensa, Cotillard falou da pressão que sente ao trabalhar. "É algo que sempre fez parte da minha vida. Sempre que começo um filme, não sei se estarei à altura", explicou a atriz francesa de 45 anos. Ganhadora do Oscar por sua interpretação de Édith Piaf em "Piaf - Um Hino ao Amor", Cotillard brilhou nas telas com papéis muito diversos em filmes dirigidos por nomes como Woody Allen, Christopher Nolan, Steven Soderbergh e Michael Mann. O outro Prêmio Donostia do festival será entregue na quarta-feira (22) a Johnny Depp, o que gerou polêmica e críticas de organizações de mulheres da indústria do cinema pelas acusações de violência doméstica contra o ator americano por parte de sua ex-esposa Amber Heard. Penélope Cruz Nesta sexta-feira, o público de Donastia se reencontrou com uma de suas atrizes mais queridas, Penélope Cruz, que apresentou "Competição Oficial", uma comédia dos argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat. "A comédia é um gênero que sempre me fascinou, embora eu tenha feito mais drama do que comédia", afirmou a atriz, que há poucos dias ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Veneza pelo seu papel em "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar. A seção Horizontes, categoria estritamente latino-americana deste festival e considerada um trampolim desse continente para a Europa, foi inaugurada com a exibição de "Jesus López", uma história do diretor argentino Maximiliano Schonfeld. O filme concorre com outros nove longa-metragens de países como Brasil, Colômbia, Costa Rica, México e Uruguai. Pelo Brasil, a produção "Madalena" do diretor mato-grossense Madiano Marcheti conta o mistério da morte de uma mulher trans. Penélope Cruz chega ao Festival de Cinema San Sebastian REUTERS/Vincent West Veja Mais

NFTs de Freddie Mercury são leiloadas para instituição de caridade de luta contra Aids

G1 Pop & Arte Quatro obras de arte de tokens não-fungíveis (NFT) inspiradas no ex-vocalista da banda Queen serão vendidos em um leilão cronometrado durante 75 horas a partir de 20 de setembro. NFTs de Freddie Mercury são leiloadas para instituição de caridade de luta contra Aids Mercury Phoenix Trust/SuperRare/Divulgação via REUTERS Quatro obras de arte de tokens não-fungíveis (NFT) inspiradas em Freddie Mercury estão sendo leiloadas para uma instituição de caridade para lembrar o que seria o 75º aniversário do ex-vocalista da banda Queen. Três NFTs mostram o cantor, e a quarta é um retrato surreal de um piano de cauda branco com uma coroa na banqueta cercado por um lago de peixes-dourados. Os trabalhos dos artistas Blake Kathryn, Chad Knight, Mat Maitland e MBSJQ serão vendidos em um leilão cronometrado no mercado de arte digital SuperRare durante 75 horas a partir de 20 de setembro, informaram os organizadores. A renda irá para o Mercury Phoenix Trust, uma instituição de caridade para pessoas com Aids fundada por Brian May e Roger Taylor, membros do Queen, e pelo empresário da banda, Jim Beach, em homenagem ao cantor. O mercado de NFTs -- critpomoedas que são registros de propriedade de um item digital, como uma imagem ou vídeo, baseados em blockchain -- está em disparada, mas céticos alertam para uma bolha. "Freddie Mercury deixou um recado criativo muito simples ao mundo ao morrer: 'vocês podem fazer o que quiserem com meu trabalho, só não me tornem chato'", disseram a SuperRare e o Mercury Phoenix Trust em um comunicado conjunto nesta quinta-feira (16). Freddie, que estudou arte gráfica e design, teria feito 75 anos em 5 de setembro. Ele morreu de pneumonia decorrente da Aids em 1991. VÍDEO: Primeira obra com certificado NFT da história vai a leilão em Nova York Veja Mais

'Y: The last man' estreia após 14 anos de tentativas frustradas para adaptar HQs: 'Demorou o tempo que precisava', diz atriz

G1 Pop & Arte Em entrevista ao G1, atores Ben Schnetzer e Ashley Romans e produtora Eliza Clark falam sobre adaptação de HQ na qual doença misteriosa mata todos os seres vivos com cromossomo Y. Atores e criadora de 'Y: the last man' falam sobre série baseada em quadrinhos Foram 14 anos e inúmeras tentativas frustradas para adaptar as HQs de Brian K. Vaughn e Pia Guerra para o cinema ou a TV, mas "Y: The last man" finalmente estreou como série na segunda-feira (13). Para contar a história sobre um mundo pós-apocalíptico no qual uma doença misteriosa matou todos os seres vivos com cromossomos Y, com duas pequenas exceções, o projeto superou a troca de produtores-executivos e protagonistas depois da realização de um piloto e o adiamento das gravações por causa da pandemia. "O que precisava acontecer era um alinhamento muito específico de muitas coisas perfeitas para fazer essa tempestade perfeita. Porque essa série parece uma tempestade perfeita", diz em entrevista ao G1 a atriz Ashley Romans. Assista ao vídeo acima. Com passagens por séries como "NOS4A2", a americana aparece no maior papel de sua carreira como a Agente 355, membro de uma misteriosa organização governamental que recebe uma missão incomum da presidente (Diane Lane) dos Estados Unidos. "Demorou o tempo que precisava demorar. Brian K. Vaughn e Pia Guerra têm sido tão generosos com suas avaliações, mas também com sua liberdade." Com os três primeiros episódios da temporada, que terá dez no total, já disponíveis de uma só vez, os próximos serão lançados individualmente na plataforma de vídeos Star+ toda segunda. Ben Schnetzer em cena de 'Y: The last man' Divulgação Quem manda no mundo? Com a premissa distópica e uma sociedade em colapso, cabe às sobreviventes se mostrarem a grande diferença entre "Y" e outras histórias do tipo contadas na TV. "Acho que o que diferencia essa série em relação a narrativa e enredo é a especificidade do evento que acontece. Ele atinge o planeta e elimina todos os mamíferos com o cromossomo Y, com exceção de dois indivíduos", conta o ator Ben Schnetzer ("Warcraft"). Aos 31 anos, ele interpreta Yorick, o único sobrevivente humano com o tal cromossomo responsável pela determinação do sexo masculino (o outro é seu macaco, Ampersand). "Então há um conjunto bem específico de situações que taca fogo nesse mundo. E é aí que mora um grande número de complexidades e dinâmicas que são exploradas na história da série." Ashley Romans em 'Y: The last man' Divulgação Com a premissa bem parecida à da série de quadrinhos lançada nos Estados Unidos entre 2001 e 2008, uma das principais diferenças está em como o enredo aborda o gênero. Com aparições menores nas HQs, pessoas transexuais ganham mais atenção na trama. "Todo mundo com o cromossomo Y morre. Isso inclui mulheres, homens, pessoas não-binárias e intersexuais. E o mesmo ocorre com as sobreviventes. Isso era algo importante que eu queria atualizar", diz a produtora-executiva, roteirista e responsável pelo projeto Eliza Clark. "Central à minha adaptação estava a ideia de que gênero e cromossomos são duas coisas separadas. E eu queria expandir a diversidade de gênero da série." Tentativas frustradas Com três prêmios Eisner, o principal dos quadrinhos americanos, a HQ era uma das mais bem-sucedidas nos Estados Unidos durante os anos em que foi publicada. Tanto que em 2007 surgiu a primeira tentativa de adaptá-la. O estúdio New Line Cinema comprou os direitos da história e chegou a anunciar um filme com o diretor D. J. Caruso. Depois de trabalhar com Shia LaBeouf em dois projetos ("Paranóia" e "Controle absoluto"), parecia que o ator assumiria o papel do protagonista. Depois de discordâncias sobre a realização de uma trilogia, desejo do cineasta, o estúdio sondou outros roteiristas e diretores. Dan Trachtenberg ("Rua Cloverfield, 10") foi até confirmado, mas em 2014 os direitos voltaram aos criadores por causa da demora. Ben Schnetzer em 'Y: The last man' Divulgação O projeto atual também penou para sair do papel. Produzido pelo canal americano FX, foi divulgado em 2015. A ideia era que Michael Green ("American gods") e Aida Mashaka Croal ("Luke Cage") dividissem o cargo de showrunners, os responsáveis pela série. Um piloto foi gravado, mas diferenças criativas fizeram com que a dupla desse lugar a Clark em 2019. Junto deles, saíram membros importantes do elenco, como os primeiros Yorick e Agente 355, Barry Keoghan ("Dunkirk") e Lashana Lynch ("Capitã Marvel"). "Eu tive muita sorte de que, quando fui trazida, a FX estava pronta para abrir mão de quaisquer versões anteriores e me deixar meio que começar de novo. Então, eu não senti como se estivesse chegando em algo que já estava meio pronto", afirma Clark. Não bastasse a chegada com bola rolando, faltando duas semanas para começar a gravar em Toronto a sua versão da história, a produção teve ser adiada por causa da pandemia. "Eu estava apavorada que a série não fosse acontecer mais. E eu amo esses quadrinhos há dez anos. Queria que fosse feita", lembra ela. "Acho que a Covid tornou tudo mais difícil, mas também sou grata pelo que pude viver com o elenco. Quero dizer, estávamos todos presos no Canadá. Não conhecíamos ninguém. Basicamente só tínhamos uns aos outros. Então ficamos incrivelmente próximos. Foi basicamente o ano mais artisticamente e criativamente satisfatório da minha vida." Diane Lane em 'Y: The last man' Divulgação Veja Mais

Norm Macdonald, comediante do 'Saturday Night Live', morre aos 61 anos

G1 Pop & Arte Ele se tratava contra um câncer há nove anos, mas preferia não divulgar situação de saúde. Norm Macdonald apresenta o talk show 'Norm Macdonald has a show' Eddy Chen/Netflix Norm Macdonald, comediante conhecido por seus anos no elenco do humorístico "Saturday Night Live", morreu nesta terça-feira (14) aos 61 anos. Ele se tratava contra um câncer há nove anos. A morte foi confirmada ao site Deadline pela agência de Macdonald, a Brillstein Entertainment. Sua parceira de produções há anos e amiga, Lori Jo Hoekstra, estava com ele no momento de sua morte e afirmou que ele tinha a doença há quase uma década, mas não queria divulgá-la para público, família ou amigos. "Ele tinha muito orgulho de sua comédia", afirmou Hoekstra ao Deadline. "Ele nunca quis que o diagnóstico afetasse a maneira como o público ou seus entes queridos o vissem. Norm era um comediante puro. Ele uma vez escreveu que 'uma piada deve pegar as pessoas de surpresa e nunca se submeter aos gostos dos outros'. Ele certamente nunca se submeteu. Norm vai fazer muita falta." Conhecido por um humor sutil e debochado, Macdonald integrou o elenco do programa de esquetes "Saturday Night Live", um dos mais longevos da TV americana, de 1993 a 1998. Lá, ele ocupou um dos cargos mais prestigiados do humorístico, como o apresentador do segmento de notícias "Weekend Update" por três temporadas. Nascido em Quebec, no Canadá, em 1959, ele começou sua carreira em clubes de comédia de stand-up no país. Entre alguns trabalhos em filmes e séries ao longo dos anos, também foi apresentador de programas de entrevistas. O último deles foi "Norm Macdonald has a show", em 2018. Veja Mais

Fortnite: 'Minha mãe virou gamer e streamer profissional'

G1 Pop & Arte Anne Fish é mãe e gerente de um dos melhores jogadores profissionais do game Fortnite no mundo, Benjyfishy. Agora, ela mesma acaba de ser contratada profissionalmente. Anne reconhece que ainda está longe do nível do filho no game Fortnite, mas espera chegar lá Galaxy Racer via BBC A mãe de um dos melhores jogadores profissionais do game Fortnite no mundo acaba de assinar um contrato profissional para seguir sua própria carreira como jogadora. A britânica Anne Fish, 58, administra a carreira de seu filho Benjy Fish, conhecido também como Benjyfishy, desde que ele se profissionalizou há três anos. A mãe conta que começou a jogar em fevereiro para melhorar sua compreensão do jogo, mas rapidamente conseguiu um grande número de seguidores na internet. "Nunca pensei jogaria Fortnite, faria streamings (transmissões de jogos em tempo real) ou chegaria ao ponto de ser contratada por uma empresa, então é realmente emocionante", comemora Anne. Ela transmite seus jogos na Twitch (plataforma de streaming) para seus 430 mil seguidores e publica vídeos de suas partidas para uma crescente base de 165 mil fãs no YouTube. "O próximo passo é um milhão", diz a britânica, dando entrevista na mesma sala em que transmite seus jogos para fãs e onde está sua coleção de ursinhos de pelúcia e um prêmio por 100 mil inscritos em seu canal no YouTube. Anne agora receberá mensalmente da empresa Galaxy Racer, que trabalha com jogadores e influenciadores na área dos games. Detalhes sobre valores e o contrato não foram divulgados, mas Anne será paga por vídeos dela mesma jogando e para conversar com seguidores nas redes sociais. A mulher conta que não pegava em um controle remoto desde que jogava há 15 anos Nintendo 64 com o seu filho mais velho, e neste ano começou a jogar Fortnite. "Eu era muito ruim no começo. Eu meio que me escondia de outros jogadores." "Lentamente, comecei a melhorar. Meus reflexos não são tão bons quanto os dos jogadores jovens, então tenho que ser mais estratégica." "Passei a querer chegar ao nível dos campeões, e eu consegui. Tenho participado de várias competições, mas ainda não ganhei nenhum prêmio em dinheiro. Tenho um longo caminho pela frente, mas estou tentando." O diretor da Galaxy Racer, Paul Roy, explicou por que a empresa a contratou: "Estamos entusiasmados em anunciar mamabenjyfishy como a mais nova contratação da equipe de criadores de conteúdo da Galaxy Racer." "Tendo provado suas habilidades no Fortnite em nosso campeonato recente, The Aubameyang Cup; considerando seus anos de experiência no meio, incluindo o gerenciamento de Benjyfishy, e seu empenho compartilhado por nós para tornar os jogos eletrônicos mais inclusivos, estamos orgulhosos de dar as boas-vindas a Anne." 'Meus reflexos não são tão bons quanto os dos jogadores jovens, então tenho que ser mais estratégica', diz a jogadora de Fortnite Galaxy Racer via BBC O filho de Anne, Benjy, diz "é muito louco" que sua mãe agora seja uma jogadora profissional. "É muito estranho, porque obviamente eu sempre quis ser um jogador, e o fato de que minha mãe agora é tecnicamente uma streamer de jogos profissional é muito esquisito", confessa o adolescente de 17 anos. "Eu nunca teria pensado que isso pudesse acontecer há três anos. Se tivessem me dito isso, eu não acreditaria. É muito louco." Benjyfishy é considerado um dos 10 melhores jogadores do mundo por vários sites e foi um dos poucos jogadores britânicos a chegar à Copa Mundial de Fortnite em Nova York, no ano de 2019. Ele diz que dá algumas dicas para sua mãe, mas que ele basicamente "deixa ela se virar " na sala ao lado onde ele joga campeonatos de alto nível por milhares de libras em prêmios monetários. Anne diz que sonha em ser boa o suficiente para desafiar seu filho na arena de batalha, mas reconhece que há muitos passos até chegar neste nível "Seria muito bom se eu pudesse competir contra ele em uma Copa do Mundo ou algo assim, mas há uma grande diferença de habilidades entre gente como Benjy e eu, então acho que nunca conseguiria chegar a esse nível. Vou tentar!" Jovens gamers profissionais têm rotina e salário de adultos Veja Mais

Advogado de Toninho Geraes explica acusação contra Adele de plagiar 'Mulheres' em 'Million years ago'

G1 Pop & Arte Até o momento, cantora, produtor e gravadora foram notificados, mas não deram resposta. Geraes encomendou laudos técnicos e vai entrar com ação pedindo créditos como coautor, recebimento de royalties e indenização por danos morais. Compositor e sambista Toninho Geraes Divulgação/Organização O compositor Antônio Eustáquio Trindade Ribeiro, conhecido como Toninho Geraes, vai processar a cantora inglesa Adele por suposto plágio da música "Mulheres" (1995). Segundo o compositor, grande parte de sua melodia foi usada na canção "Million years ago" (2015), creditada a Adele e ao produtor musical Greg Kurstin. Ao G1, o advogado Fredímio Biasotto Trotta, responsável pela ação, explica o que levou Geraes a processar a cantora, as três notificações já enviadas às partes e quais os próximos passos judiciais. "Million Years Ago" foi lançada 6 anos atrás, mas Toninho só ouviu no ano passado. Ele ainda não entrou com um processo, mas já enviou três notificações. Duas delas foram para Adele, que não deu resposta. Ele quer ser creditado como coautor, receber royalties e uma indenização por danos morais. Por que o processo veio só em 2021? Adele durante apresentação no Grammy, em fevereiro Matt Sayles/Invision/AP Segundo o advogado, Toninho Geraes não conhecia a música. Ele escutou a "Million years ago" por meio do produtor e músico Misael da Hora no início de 2020. Misael é filho do Maestro Rildo Hora, que orquestrou a gravação de "Mulheres". "Não fosse o Misael da Hora ter ouvido numa festa uma execução da canção e imediatamente presumido se tratar de uma versão (autorizada) da obra original, é bem possível que o Toninho até hoje não soubesse da existência do plágio", diz Trotta. De acordo com Trotta, Misael procurou os créditos da música e viu que não tinha menção aos brasileiros. O produtor então mostrou a faixa ao compositor e orientou que ele contratasse um advogado. "Quando o Toninho escutou a obra atribuída à Adele, ficou estarrecido e, ao mesmo tempo, com medo", diz. Foi então que Misael apresentou Toninho a Trotta. O que foi feito até agora? Até o momento, foram emitidas três notificações. A primeira, em 27 de fevereiro deste ano, para a Sony Music. "A resposta que temos é da Sony que disse que o caso estava nas mãos da Adele e da XL Recordings para uma solução", explica o advogado. Assim, no início de maio, foram enviadas notificações para a XL Recordings [gravadora britânica]/Beggars Group [incorporador da XL], a Adele e a Greg Kurstin. Como não houve resposta, o advogado enviou uma segunda notificação aos três em 20 de maio, com um prazo de cinco dias para se manifestarem. As partes também não responderam a esse segundo envio. A equipe de Toninho encomendou laudos técnicos com três peritos musicais, com a missão de "destrinchar tecnicamente" as duas obras. Segundo o advogado, o resultado do primeiro sairá nesta semana. "O perito disse que, retirando-se os ornamentos e outras notas de apoio, o que resta é um mesmo esqueleto, uma mesma estrutura melódica", diz. "Não creio que tenha sido obra só da Adele. Para mim, há impressões digitais muito fortes, aí, do Greg Kurstin, produtor premiado (Paul McCartney, Sia, Pink, Foo Fighters e Adele), estudioso da música brasileira", conta. Kurstin estudou música brasileira na universidade e aprendeu a tocar berimbau, segundo seu perfil no Spotify. Segundo o advogado, a música de Adele é muito parecida com uma versão de "Mulheres" cantada por Simone, cantora já conhecida pelo produtor. "Ela gravou também 'Mulheres', mas em um ritmo lento e na forma de balada pop, muito mais parecido com o que Adele interpretou do que a versão do Toninho", diz Trotta. Quais serão os próximos passos? Agora, eles precisam esperar o resultado dos laudos técnicos. A isso, vão juntar comentários e depoimentos do público sobre a semelhança nas músicas colhidos pela equipe e também nas redes sociais. Com isso em mãos, vão entrar com a ação principal. Os pedidos de Toninho são: Ser creditado como coautor; Recebimento dos royalties que a música rendeu para Adele, Kurstin e o lucro obtido indiretamente pelas gravadoras; Indenização por danos morais. Adele ou Pablo? G1 promove duelo da 'sofrência' com faixa a faixa; VÍDEO Veja Mais

VMA 2021; FOTOS

G1 Pop & Arte Premiação aconteceu na noite deste domingo (12), nos Estados Unidos, e contou com performance de Lil Nas X, Olivia Rodrigo, Justin Bieber e outros. Anitta no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Doja Cat no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Travis Barker e Kourtney Kardashian no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Billie Eilish no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Lil Nas X no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Anitta no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Avril Lavigne no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Simone Biles no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Charli XCX no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Charli XCX no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Kim Petras no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Rita Ora no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Tinashe no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Ciara no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Paris Hilton no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Olivia Rodrigo no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Madonna durante o MTV Video Music Awards, no Barclays Center, em Nova York Charles Sykes/Invision/AP Megan Fox no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Megan Fox e Machine Gun Kelly no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Normani no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Lance Bass, Nick Lachey e AJ McLean no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Travis Scott no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Winnie Harlow no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Ed Sheeran no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Kacey Musgraves no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Shawn Mendes no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Cyndi Lauper no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Chloe Bailey no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Halle Bailey no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Saweetie no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Bella Poarch no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Avril Lavigne no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Mod Sun e Lavigne no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Wyclef Jean e Claudinette Jean no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Conor McGregor no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Justin Bieber durante apresentação no MTV Video Music Awards 2021, em Nova York Bennett Raglin/Getty Images North America/Getty Images via AfFP Veja Mais

'Vaca louca ou vaca sã': a história de um dos primeiros memes brasileiros

G1 Pop & Arte Com a doença da vaca louca de volta ao noticiário, muita gente lembrou de um meme clássico, considerado um dos primeiros feitos por aqui. Conheça a história e veja as novas versões do meme. Roupas neon, inflação nas alturas, doença da vaca louca... Tá sentindo esse cheirinho de anos 90 no ar? Nessa época, surgiu um dos primeiros memes da história. A Rafaela Putini te conta qual é e mostra novas versões que surgiram com a volta, décadas depois, do assunto ao noticiário. Veja o vídeo: Como se inscrever Para seguir o G1 no YouTube é simples, basta clicar neste link. Ou você ainda pode acessar o canal do G1 no YouTube. Fazer o login e clicar no botão inscrever-se que fica no topo da página no lado direito. Que meme é esse G1 Veja Mais

Games 'play to earn': Novo modelo de jogos com blockchain e NFTs atrai usuários com chance de ganhar dinheiro

G1 Pop & Arte Semana Pop explica nova onda da indústria dos games, na qual jogadores podem ganhar centenas de dólares por dia ao vender e trocar itens dentro das plataformas. Semana Pop fala sobre games 'play to earn', um novo modelo de jogos com blockchain e NFTs Ganhar dinheiro jogando games é uma ideia tão atraente que não param de aparecer modelos para oferecer ao público oportunidades do tipo. A nova onda na indústria é exatamente a dos jogos "play to earn", que misturam tecnologias como blockchain, NFTs e criptomoedas para conseguir novos usuários. O Semana Pop deste sábado (11) explica como isso acontece. Assista ao vídeo acima. Veja todas as edições do programa O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo. Veja Mais

Atores da Broadway se preparam para voltar aos palcos

G1 Pop & Arte Retorno dos espetáculos acontecem ao longo de todo o mês de setembro após longa pausa causada pela pandemia de coronavírus. 'A Broadway é forte o suficiente para superar essa tempestade', comemora a produtora Sue Frost. Anúncios chamam para musical da Broadway "Come from away" em retorno de espetáculos após pausa por pandemia Angela Weiss / AFP Eles tiveram de se manter em forma, manter sua paixão intacta e, em muitos casos, encontrar outras fontes de renda. Agora, após um hiato de 18 meses, atores e dançarinos da Broadway estão começando a retornar aos palcos de Nova York. Para os atores de "Come from away", musical relacionado aos atentados de 11 de setembro de 2001, o retorno tem um significado particular. "É, de certa forma, o espetáculo perfeito para este momento, porque destaca nossa humanidade compartilhada", diz Paul Whitty, um dos atores nesta criação atípica. Apresentado desde 2017 na Broadway, mas interrompido desde março de 2020, devido à pandemia do coronavírus, "Come from away" conta como habitantes anônimos de Gander, na região canadense de Terra Nova, receberam cerca de 7.000 passageiros. Durante vários dias, eles se viram forçados a pousar e a permanecer na ilha, devido ao fechamento do espaço aéreo dos Estados Unidos pós-11 de Setembro. "Isso lembra que a vontade, a compaixão e a graça existem, mesmo em tempos difíceis", ressalta James Seol, um dos recém-chegados à companhia. Na Broadway, pulmão cultural de Nova York, que gerava em torno de US$ 33 milhões em receita semanal antes da pandemia, os espetáculos estão sendo retomados, aos poucos, este mês, para um público 100% vacinado. Na terça-feira, será a vez do "Rei Leão", "Hamilton" e "Chicago". Escrita pelos canadenses Irene Sankoff e David Hein, "Come From Away" será reencenada em 21 de setembro, perto da Times Square. Uma versão gravada começará a ser transmitida na sexta-feira na Apple TV. Barulho do camarim Os ensaios chegam ao fim, e a vontade de reencontrar o público cresce. "Estou com saudades do público. O contato, de compartilhar essa história", diz Q. Smith, que não sobe ao palco desde outubro de 2019. "Do meu camarim, posso ouvir os espectadores que se instalam, e o clima, que é animado. É do que mais gosto", conta. O fechamento, desde março de 2020, dos teatros da Broadway e dos 31 espetáculos então em cartaz tem sido um dos símbolos da paralisia nova-iorquina, duramente atingida pela Covid-19. Embora as salas de espetáculos tenham recebido autorização para reabrir na primavera boreal (outono no Brasil) de 2021, as bilheterias eram muito baixas para a maioria dos teatros afiliados à Liga da Broadway. Para os atores, o período foi sinônimo de um salto para o desconhecido. "Foi muito complicado (...). Porque os artistas não têm estabilidade financeira", explica Q. Smith. Embora tenha aproveitado o intervalo para dedicar os "365 dias do ano" ao seu bebê, ela diz que a retomada é um alívio. "Nunca imaginei que um dia diria que estou ansiosa para fazer oito shows por semana", porque é "muito difícil", ressalta. EUA: Broadway anuncia retorno dos espetáculos para 14 de setembro Turismo interno James Seol, de 43 anos, admite que mudou temporariamente de profissão e começou a dar aulas particulares. Mas nunca pensou em interromper sua carreira artística, garante. Em um dado momento, Paul Whitty chegou a se perguntar se algum dia os teatros seriam abertos. "Foi tudo tão assustador (...) tentei achar um jeito de continuar criativo" com o piano, ou com "leituras por Zoom". Para "permanecer artisticamente ativo, em vez de assistir à Netflix o dia todo", completa. Para o retorno, a lotação está completa. Olhando para o futuro, Sue Frost, uma das produtoras, está otimista, apesar de os turistas internacionais ainda não poderem visitar Nova York, devido ao fechamento das fronteiras americanas com vários países. "Quando vimos o CEP das pessoas que compraram ingressos, ficamos animados. Eles vêm de todo litoral leste (dos Estados Unidos). Haverá turismo interno, muito mais do que o esperado", comemora. Segundo ela, a Broadway é "forte o suficiente para superar essa tempestade". Veja Mais

Michael Constantine, ator de 'Casamento Grego', morre aos 94 anos

G1 Pop & Arte Constantine morreu pacificamente em 31 de agosto de causas naturais em sua casa em Reading, na Pensilvânia, ao lado de seus parentes, informou sua representante, Julia Buchwald. Michael Constantine em foto de março de 2016 Andy Kropa/Invision/AP/Arquivo Michael Constantine, conhecido por seu trabalho em "Casamento Grego", morreu aos 94 anos, informou sua representante nesta quinta-feira (9). Apesar de a informação ter sido divulgada apenas nesta semana, Constantine morreu pacificamente em 31 de agosto de causas naturais em sua casa em Reading, na Pensilvânia, ao lado de seus parentes, informou sua representante, Julia Buchwald, em um e-mail, citando a família do ator. Constantine atuou em mais de 30 filmes, dezenas de programas de televisão e nos palcos da Broadway durante uma carreira que se estendeu até os anos 1950. O ator ganhou um Emmy pela atuação como diretor de escola na série televisiva dos anos 1970 "Room 222". Sua carreira ficou bastante marcara pelo pelo papel de Kostas "Gus" Portokalos, o antiquado, amoroso e ferozmente orgulhoso pai grego da noiva em "Casamento Grego". Seu personagem encontrava inúmeras utilizações para o limpa-vidros chamado Windex. Nia Vardalos, que escreveu e estrelou o filme, disse que foi um prazer trabalhar com Constantine no projeto. "Atuar com ele veio com uma onda de amor e diversão", escreveu ela no Twitter. "Vou valorizar este homem que deu vida à Gus." Veja Mais

'Star Wars: Knights of the Old Republic – Remake' é anunciado como exclusivo do PS5 no lançamento

G1 Pop & Arte Versão refeita do zero do clássico de RPG de 2003 ainda está no começo do desenvolvimento e não tem previsão de lançamento. Anúncio de 'Star Wars: Knights of the Old Republic - Remake' Divulgação A Sony anunciou nesta quinta-feira (9) "Star Wars: Knights of the Old Republic – Remake", uma versão refeita do zero do clássico de RPG de 2003. O game vai ser exclusivo no lançamento do PlayStation 5, mas com o desenvolvimento ainda no começo ainda há previsão de quando isso vai acontecer. Veja Mais

Priscilla Alcantara mira grandes festivais com nova carreira pop: 'Esse é o meu maior sonho'

G1 Pop & Arte Cantora paulista comenta a parceria com o produtor Lucas Silveira, da Fresno, e ri dos rumores de que é a Unicórnio do programa 'The Masked Singer'. Ouça entrevista em PODCAST e VÍDEO. Se você não tinha ouvido esse nome, é melhor ir se acostumando. Após 12 anos e cinco álbuns dedicados ao gospel, agora Pricilla Alcantara é, definitivamente, uma cantora pop. Nos próximos meses, não estranhe se ouvir o nome da ex-estrelinha mirim em um programa campeão de audiência da TV Globo ou no line-up de um grande festival. O primeiro passo para essa "onipresença" foi dado na semana passada, quando ela lançou o EP “Tem Dias (Expansão)” . Em entrevista ao G1, cantora paulista de 25 anos esmiuçou os novos passos da carreira, comentou a parceria com o produtor Lucas "Fresno" Silveira e riu dos rumores de que é a Unicórnio do programa "The Masked Singer". Priscilla Alcântara fala sobre sua 'transição' da música gospel para o pop G1 - Como está essa correria de lançamento, como está se sentindo? Priscilla Alcantara - Semana de lançamento é sempre muito louco, ainda mais nessa especificamente que tem um fator muito diferente. Dessa vez, tem essa transição do gênero para o pop. Então, tinha muita expectativa de como isso iria acontecer com o público, como eles iriam responder a essa questão e a gente preparou muita coisa, muito conteúdo com muito carinho para deixar tudo muito claro para as pessoas. Então, foi bem corrida toda essa preparação, essa pré-produção e ainda tem muita coisa para a gente soltar, né? Então, a correria acho que vai ser longa, mas eu estou muito feliz, porque estava esperando já aí há muito tempo. G1 - Mudando para o pop, você passa a ter que se dedicar ainda mais para pensar não só na parte musical, mas na parte da imagem, nos figurinos, no conceito, certo? Priscilla Alcantara - Sim, penso nisso bem mais hoje. Meu trabalho com moda é com profissionais maravilhosas que eu tenho trabalhado faz mais ou menos dois anos. Eles me trouxeram essa visão de como era importante e quanto benefício tinha ao atrelar moda a música. Eu comecei a entrar nesse universo e observar que as grandes artistas que eu admiro têm esse entendimento. Elas trazem isso também para sua para suas carreiras e foi uma coisa que adorei. Decidi trazer para minha vida artística. Então, hoje eu trabalho com essa equipe e tem sido muito divertido pensar numa estética diferente para cada música que produzi. É mais um fator que agora eu tenho que prestar atenção, planejar e eu tenho que trabalhar com pessoas incríveis que têm me trazido essa consciência e os resultados são muito legais. É muito legal ver como a galera é impactada quando enxerga um conceito de atrelado à música que eu produzo. Acho que só faz crescer a minha arte, só faz ela realmente tomar outra proporção. A cantora Priscilla Alcantara Divulgação/Rodolfo Magalhães G1 - O que você acha que você vai trazer da sua fase de música cristã, de música religiosa, para essa fase pop? O que vai continuar com você pra sempre? Priscilla Alcantara - Eu sempre costumo falar para as pessoa que o que vai ficar sou eu. Eu vou ficar. De forma alguma nesta mudança de gênero musical, eu vou me mudar ou me transformar em algo que altera a minha identidade. Só vai alterar o tipo de temática que as pessoas vão me ouvir cantando e que é uma coisa que eu sempre conversei sobre isso com meu público. Eu não queria fazer essa transição como uma ruptura, algo que de repente decidi mudar. "Nos últimos quatro anos, eu vim conversando sobre esse assunto com meu público. Desmistificando alguns tabus que a gente da Igreja sempre carregou, por conta da religião." Eu vim conversando sobre isso para trazer clareza, acredito ser um ato de respeito e de gentileza. Eu acho que eles entenderam que a Priscilla com os valores que ela carrega vai continuar e isso que precisava continuar, e o que houver de alteração nas temáticas, na sonoridade, evolução, na sua liberdade também. G1 - Mas sendo mais específico, você acha que entre essas coisas que ficam está a forma de cantar que faz lembrar cantoras formadas no gospel, como uso de melismas, essa forma de cantar esticada? Você sempre vai levar isso contigo? Priscilla Alcantara - Sim, porque essa minha identidade vocal, né? Desde criança eu estudo a música R&B que é de onde vem todas essas técnicas, os melismas, aprojeturas. Todas essas técnicas do R&B me formaram cantora. E eu acredito que esse pode ser o meu diferencial. É muito comum a gente ver na sonoridade do pop, elas mantêm essas características de vocal. Eu sempre achei isso muito brilhante, muito bonito e é uma coisa que eu quero manter aproveitando. Desde criança, esse tipo de sonoridade vocal é a que eu gosto e que eu estudo. Então, isso vai se manter presente, eu acredito que pode se tornar também o meu diferencial aí no cenário. A cantora Priscilla Alcântara Divulgação/Rodolfo Magalhães G1 - Você poderia citar algumas dessas cantoras? Priscilla Alcantara - A Beyoncé é uma delas. Ela fez muita música pop, mas você sempre via a identidade no vocal, muito linear em todos os trabalhos dela. Você sempre vai ouvir, conseguir identificar a voz da Beyoncé, porque ela carrega o que ela carrega independente do gênero. Uma cantora mais nova, Ariana Grande, uma cantora pop, mas ela carrega todas as técnicas do R&B e canta maravilhosamente bem. Eu acho que ela se destaca também nisso. Ela usa técnicas que, por exemplo, a gente ouvia a Mariah Carey, aqueles vocais que pareciam um assobio, sabe? Que no inglês eles chamam assobio... E ela mantém, traz isso para a música pop de uma maneira brilhante. G1 - A soprosidade, é isso, né? Aquele vocal bem sopradinho. Eu adoro, a Ariana é uma das minhas preferidas... Priscilla Alcantara - Também. G1 - Você já pensou que algum dia iria lançar uma música como "Boyzinho"? Pensando com a cabeça que você tinha há cinco anos, ou até há mais tempo... Priscilla Alcantara - Sim, eu acho que o momento que eu estou vivendo hoje é toda a construção que eu fiz durante a minha carreira. Acho que a partir do momento que eu ganhei uma consciência pessoal também. Acho que nos meus 18 a 19 anos foi quando eu comecei a entender onde eu queria chegar e eu acho que o momento de hoje é isso que eu estou vivendo. E acho que toda minha construção até aqui é sobre esse momento então eu sempre me imaginei fazendo isso. Eu só escolhi é esperar o momento certo, crescer, amadurecer, aprender para eu não fazer isso de uma forma muito arriscada. Mas fazer isso de uma forma segura, uma forma que eu acredito que pode ser mais duradoura. Eu sempre me imaginei fazendo isso, mas eu escolhi passar os últimos anos conversando primeiro com as pessoas sobre isso para então fazer algo. Priscilla Alcântara e Yudi Tamashiro apresentaram o 'Bom Dia & Cia', do SBT, entre 2005 e 2013 Roberto Nemanis/SBT/Divulgação G1 - Como foi trabalhar com o Lucas Silveira e como ele te ajudou a encontrar essa nova sonoridade por meio dessa parceria? Priscilla Alcantara - Foi muito bom, porque quando eu decidi que esse era o momento certo para fazer essa transição, eu entendi que uma das coisas que mais ia fazer isso acontecer era trabalhar com pessoas que queriam me ajudar, porque querendo ou não é um cenário que sempre tive muito relacionamento, mas eu não estava presente naquele cenário. "Eu queria entender como fazer. Que tipo de sonoridade funciona? Que tipo de composição funciona? Como que a gente escreve uma música para ela ser considerada uma música pop, sabe? Tem a questão da estrutura das músicas, do refrão chiclete, do nome das músicas e tudo isso, toda essa visão, que o Lucas [Silveira] foi o responsável em me trazer." Então, bem no início da produção, eu mandava algumas composições, ele me devolvia com algumas alterações. Toda vez que ele fazia isso eu entendia quais foram as mudanças e por que que ele mudou. E aí conforme a gente foi trabalhando assim. Eu fui pegando jeito e às vezes nas últimas, ele já nem me mandava nenhum "recall", porque eu já tinha aprendido como fazer isso. Eu me senti muito honrada de saber que a gente tem uma pessoa como ele como produtor aqui no Brasil, sabe? Às vezes, a gente fica olhando para fora, quando na verdade a gente já tem aqui. Existem pessoas extremamente competentes e com uma visão muito brilhante sobre o assunto e o Lucas, pra mim, foi uma das pessoas. Foi muito legal que ele confiou em mim, porque eu mesma fiz as minhas produções vocais aqui na minha casa. A gente trabalhou de maneira remota e foi muito legal essa troca de confiança um no outro. G1 - A gente falou bastante da sonoridade, mas queria também saber um pouco das letras. O que mudou para você na hora de pensar o que você quer cantar? Antes você já pensava, mas os temas já estavam em você, mas agora você resolveu falar? Priscilla Alcantara - Falando mais das letras românticas, desde a minha adolescência, na verdade, as minhas primeiras composições quando tinha 14 anos foram composições românticas. E as composições com temáticas religiosas sempre também foram uma parte natural, porque eu sempre fui de igreja. Era natural escrever músicas com temáticas humanas de experiência, de vivência humana... Mas só agora que eu decidi externalizar isso, produzir essas músicas, oficializar essa minha relação com outras temáticas na hora de compor. E é legal porque eu posso me inspirar tanto nas minhas experiências, mas também nas experiências de outras pessoas. Porque eu acho que é a grande mágica da música é a gente escrever algo que vai fazer total sentido para uma pessoa que eu nunca vi na vida, sabe? "Na verdade, compor sobre romance, sobre término, sobre celebração e curtição sempre foi algo que esteve comigo, porque é parte da experiência humana. Eu sou crente, mas eu também sou gente. Então, sempre esteve comigo, só cheguei no momento de compartilhar essas composições agora com o meu público." A cantora Priscilla Alcantara Divulgação/Rodolfo Magalhães G1 - Voltando a falar de imagem, eu sei que a gente ainda está vivendo uma pandemia, mas já estão saindo programações de festivais, datas de shows... Como você pensa no show desta nova fase? Você já vem pensando isso, as ideias estão na sua cabeça ou no papel? Priscilla Alcantara - Eu estou muito animada e eu acho que é a coisa que eu mais estou animada, porque eu amo ao vivo, todo mundo sabe que eu sou apaixonada pelo ao vivo e eu não vejo a hora de entender e ver como que é essas novas músicas e essa nova sonoridade vão ser quando eu estiver com a minha banda. A gente tocando ao vivo sentindo o público ali. Eu não vejo a hora de pensar em uma forma de apresentar realmente as minhas ideias e a nova imagética, uma nova composição de palco, talvez com dançarinos, que é uma coisa que eu nunca trouxe, quem sabe. Mas por isso que estou com muita vontade de produzir uma primeira turnê, assim que possível eu mesma produzir essa turnê para ser do jeito que eu quero. Então, eu acho que vai ser uma coisa muito explosiva, muito artística. Eu amo vários tipos de expressões artísticas, então, eu quero isso muito presente nos meus shows, não só subir lá, né? Quero muita manifestação artística, muito som, porque eu sou apaixonada pelos instrumentos ao vivo e eu estou muito curiosa em saber como que esse pop vai ficar. G1 - Saiu a programação do Rock in Rio com a Demi Lovato e Justin Bieber no dia pop. Não especificamente falando deste dia pop, mas você se vê cantando com esses artistas, sendo a artista brasileira de um dia pop de Rock in Rio, ou de um fim de tarde de Lollapalooza, por exemplo? Priscilla Alcantara - Esse é o meu maior sonho atualmente. Se alguém me pergunta qual é o meu maior sonho profissionalmente falando, é estar nesses palcos dos grandes festivais. Eu sempre falei para as pessoas. Inclusive, teve um episódio, anos atrás, quando eu fui no Lollapalooza e os crentes não gostaram de me ver no Lollapalooza e causou mó bafafá e não sei o quê. E a minha resposta foi: "Gente, se vocês estranham eu dentro no Lollapalooza [na plateia], imagina quando eu cantar no Lollapalooza, porque isso vai acontecer um dia." [risos] Porque realmente é uma vontade muito grande. Como eu falei para você, a coisa do ao vivo é o que eu mais amo na minha profissão. Então, a minha maior vontade realmente é estar no line-up desses grandes festivais, quem sabe nesse novo momento isso aconteça. Semana Pop relembra os altos e baixos das carreiras de Justin Bieber e Demi Lovato, confirmados no Rock in Rio G1 - Há alguma conversa? Como é seu objetivo e você tá nessa missão... Há algo a ser conversado algo, algo que você possa contar? Alguma negociação? Priscilla Alcantara - Por enquanto nada concreto. Se está em negociação, não pode contar né... [Risos] Mas, assim, nada concreto, mas eu estou sinalizando de todas as formas, porque foi uma mudança de mercado também para mim. Então, um dos nossos objetivos era sinalizar ao mercado de que eles podem contar comigo também nesses festivais agora, porque eu tenho tô preparando um case para poder me apresentar nesses eventos. Eu acho que é uma fase de sinalização. Acredito que conforme for lançando as músicas e o álbum, o próprio mercado vai entendendo onde eles podem reposicionar e onde eles podem contar comigo e é isso que eu espero que aconteça quanto antes melhor. G1 - Então, não será uma surpresa se vermos seu nome nos próximos anúncios... Priscilla Alcantara - Não, tomara que isso aconteça. Mas não seria surpresa não [risos]. Eu estou trabalhando para isso. G1 - Voltando um pouco para as letras, a gente acompanha aqui no G1 que tem muito artista, principalmente cantora gringa, que a abordam questões de ansiedade, de depressão: Ariana, Selena, Billie Eilish, Camila Cabello também... elas cantam sobre esses temas, sobre saúde mental, e você também já trouxe isso e traz nas letras. O quão importante é um artista não só viver, mas cantar isso? Priscilla Alcantara - Eu acho que vem a partir de um senso de responsabilidade. A gente tem o privilégio de uma plataforma que facilita a comunicação para milhares de pessoas. Então por que não usar essa plataforma de uma maneira consciente. Não só ser sobre autopromoção, sobre eu atingir números, atingir popularidade. Mas atingir a alma de pessoas nessa comunicação do tipo "talvez a pessoa que você admira passa pela mesma coisa que você". Isso tem um valor e uma expressão muito grande. Eu pude notar isso na relação com os meus fãs, de como ele se sentiam seguros quando eu me apresentava vulnerável também. "Foi um processo pessoal para mim poder expor as minhas vulnerabilidades enquanto pessoa pública. Porque é muita gente te olhando. Então, nem todo mundo vai saber tratar sua vulnerabilidade com sensibilidade. Dá um pouco de medo, mas eu vi pela perspectiva de quantas pessoas eu podia ajudar a partir disso." Então, começa a partir dessa consciência de eu ter uma plataforma e quantas pessoas eu posso ajudar a partir dela. Então, talvez seja um risco eu me apresentar um pouco mais vulnerável, mas eu acho que maior é o fruto disso, sabe? Quantas pessoas eu posso ajudar. A gente vai sempre ter a oportunidade de fazer algo para ser popular ou para ser trending, mas é legal a gente equilibrar com coisas que seguem uma temática real e que podem impactar as pessoas. A cantora Unicórnio do programa 'The Masked Singer' Divulgação/TV Globo G1 - Agora é um assunto que eu tenho que falar sem falar. Como é ver o seu nome especulado em algo - no 'Masked Singer', no caso - sem você poder confirmar nem negar? Como que você se sente vendo seu nome na boca do povo, nas redes, e você tem que se manter plena? Priscilla Alcantara - Eu achei engraçado, assim. Eu só tenho duas observações mesmo para fazer para as pessoas. A primeira é que toda vez que eu lançar alguma coisa, eu quero que tenha o mesmo bafafá. Eu quero os meus nomes ali, ali no segundo dos trends mundial, foi no mundial. Eu falei: "Gente, quando eu lanço música, vocês não fazem isso. Vamo estar fazendo". E a segunda coisa que me chamou muita atenção que eu gosto de lembrar as pessoas é que da próxima vez que forem falar muito meu nome, só lembra que é Priscilla com dois "L's". Só isso. [risos] É tudo que eu tenho para falar. G1 - A última pergunta é: você gosta de unicórnios? Gosta do que eles simbolizam e da imagem deles? Priscilla Alcantara - Gosto de tudo que é lúdico, eu sou uma pessoa muito lúdica, sou fã de "As Crônicas de Nárnia". Então, você já vê por aí. Eu leio literatura infanto-juvenil. Então, eu já te dei essa resposta aí, de graça. [risos] Veja Mais

'Frase de Keith Richards me revelou que sobreviveria', diz brasileiro sobre atentado que vai a julgamento em Paris

G1 Pop & Arte Vários números tornam esse julgamento um dos maiores já realizados na França. Além das 1,8 mil partes interessadas e seus mais de 300 advogados, o dossiê com relatórios de investigações, testemunhos e perícias possui 542 volumes, totalizando cerca de 1 milhão de páginas. Arquiteto brasileiro Gabriel Sepe Camargo sobreviveu ao ataque terrorista em 2015, em Paris Gabriel Sepe Camargo/Acervo pessoal Depois de levar um tiro no pulmão que por muito pouco não o deixou paraplégico e outro na perna que "estraçalhou" a tíbia, no restaurante Le Petit Cambodge, em Paris, um dos alvos da onda de atentados na capital da França em 13 de novembro de 2015, o arquiteto brasileiro Gabriel Sepe Camargo achou que iria morrer. Deitado no asfalto, ele conta que pensou na avó e na mãe e depois se lembrou de uma frase do livro "Vida", do guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, sobre o corpo continuar a funcionar independentemente do que sua mente acha. Ele conta que foi aí que disse a si mesmo que iria sobreviver e se tranquilizou. Quase seis anos após a tragédia que matou 130 pessoas e deixou centenas de feridos (nos atentados na casa de shows Bataclan, em bares e restaurantes da capital francesa e no Stade France), Sepe é uma das cerca de 1,8 mil partes interessadas (entre vítimas e parentes) no julgamento. Com 20 acusados pelos ataques, o julgamento que começou nesta quarta-feira (8) é considerado "histórico" na França e deve durar cerca de nove meses (veja no vídeo abaixo). França reforça segurança para julgamento dos acusados pelos atentados de Paris de 2015 A inclusão de Sepe no processo foi feita de forma automática por um fundo de assistência às vítimas de atentados terroristas na França. Na primeira entrevista à imprensa desde os atentados, o arquiteto disse à BBC News Brasil que não espera uma compensação individual nesse julgamento. Ele avalia que o processo judicial é importante para as pessoas que perderam familiares e amigos obterem um encerramento de todo esse período. Para ele, o que está em jogo no julgamento é o "ato último" que leva uma pessoa envolvida em extremismos na internet a pegar armas e sair atirando. As investigações revelaram que autores dos ataques assistiam regularmente a vídeos do Estado Islâmico e integraram a organização, fazendo inclusive viagens à Síria. Entre os 20 acusados, há o único sobrevivente dos grupos que atacaram diversos locais em Paris e o Stade de France: o franco-belga Salah Abdeslam, que abandonou seu cinturão de explosivos na periferia da capital e conseguiu fugir para Bruxelas, onde foi detido em 2016 e entregue às autoridades francesas. Os demais são acusados de cumplicidade. Eles participaram da logística (esconderijos, transporte, armas, fabricação de bombas) ou do financiamento dos ataques. Seis deles serão julgados à revelia, sendo que cinco são tidos como mortos. As penas vão de seis anos de detenção à prisão perpétua, como no caso de Abdeslam e dez outros acusados. Não há expectativa de que Abdeslam, que completará 32 anos na próxima semana, responda algo durante o julgamento. Nos últimos anos, ele tem se mantido calado sobre sua implicação nos atentados. Detido em 2016, ele é vigiado por câmeras 24 horas por dia para evitar um eventual suicídio. "Falar seria uma concessão à sociedade que ele quer destruir", avalia Sepe. O fato de considerar que foi vítima de uma violência aleatória, em que ele não era um alvo premeditado, garante ao arquiteto paulista de 35 anos mais tranquilidade em relação ao drama. Na época do atentado, aos 29 anos, ele tinha feito poucas viagens internacionais e estava apenas de passagem por Paris. Seu destino era Valência, na Espanha, onde apresentaria um projeto de arquitetura na Fundação Le Corbusier. Sepe estava à mesa no Le Petit Cambodge — no 10° distrito de Paris, uma área popular e de imigrantes repleta de bares e restaurantes — com sete outras pessoas (seis brasileiros e um francês). Ele conta que o que mais o impressionou foi descobrir a dimensão de seus ferimentos após as cirurgias na perna e para a retirada de um dos lóbulos do pulmão direito. "Foi aí que entendi o que aconteceu e me emocionei. A enfermeira me levantou para cuidar do ferimento nas costas e vi um corte em diagonal sobre a coluna. Foi por pouco que não fiquei paraplégico." Flores e notas em frente ao café Carillon, na esquina das ruas Bichat e Alibert, onde pessoas foram mortas durante os ataques terroristas de 2015 em Paris Thomas Samson/AFP O arquiteto avalia que, em meio à tragédia, teve sucessivas "sortes": o pulmão direito baleado tem três lóbulos, enquanto o esquerdo tem apenas dois, e a bala não pegou a coluna por uma curta distância. Muito ferido, ele quase foi deixado de lado na triagem feita pelas equipes de socorro no local, que estavam dando prioridade para levar ao hospital as pessoas que tinham mais chances de sobreviver. "Um médico disse que tinham de me levar porque ainda dava [para salvar]", diz Sepe, se baseando em relatos que ouviu de amigos presentes. O arquiteto conta que entendeu imediatamente que se tratava de um atentado terrorista e não de um ato de violência urbana, como um assalto. "O grau de violência, o som das metralhadoras, não era algo normal", afirma. Ele ouviu os tiros, saiu correndo e caiu baleado, consciente. Ele teve a impressão de ficar ali 15 minutos, mas segundo pessoas presentes foram mais de 40. Ele se lembra de sua chegada ao hospital e até dos azulejos nas paredes. (O G1 conversou com o pai de Gabriel no dia seguinte ao atentado, antes de Abel Camargo embarcar para Paris para ir ver o filho no hospital. Relembre aqui.) O bar A la Bonne Biere, um dos alvos dos ataques terroristas de 2015 em Paris, durante sua reinauguração após 1 mês Kenzo Tribouillard/AFP Processo de recuperação Sepe ficou 40 dias hospitalizado na França, sendo cerca de duas semanas em um serviço de pneumologia. Depois foi transferido para um asilo de idosos. "Foi uma experiência curiosa. Eu me senti como no filme Um Estranho no Ninho." Seu progressivo processo de recuperação levou um ano, o que acabou provocando uma interrupção temporária de suas atividades profissionais e acadêmicas. Na época, ele havia acabado de abrir seu próprio escritório de arquitetura e diz que fez questão de continuar morando sozinho, sendo monitorado pela família. "Estava independente e de repente regredi." Sepe afirma que não tem sequelas e que leva uma vida normal. Ele diz que não tem dificuldades para caminhar nem respirar, mas ressalta que às vezes sente cansaço. O arquiteto diz ainda não ter visto a dimensão da violência do ataque que matou 12 pessoas no restaurante asiático, situado na área do Canal Saint-Martin, a poucos metros de um hospital. Apesar de saber que tinha sido baleado e estar consciente, sua percepção, atenuada com o passar do tempo, estava concentrada nele mesmo e não no que ocorria ao seu redor. "Não vi o que aconteceu depois dos tiros. Quem não ficou ferido viu cenas piores, pessoas sangrando, casais mortos", afirma. É o caso da brasileira Amanda Antunes, que também estava no Le Petit Cambodge — a única do grupo que reside em Paris. Na época recém-chegada à capital francesa, ela conta que durante um tempo viveu com medo de descobrir as coisas na cidade. Ela também afirma ter tido pesadelos durante meses. "Parecia que eu estava em um filme de ficção. Nada fazia sentido. Não podia ser real. São cenas que nunca imaginamos", conta, acrescentando que depois as situações de medo foram passando, apesar de alguns sobressaltos quando ouvia barulhos diferentes. Amanda, que realiza cenografias de exposições, também é uma das partes interessadas no julgamento dos atentados que começa nesta quarta. Segundo ela, essa participação faz sentido por conta da dimensão coletiva do processo. "Nada consegue substituir o fato de ter vivido isso. Mas é uma maneira de dar voz às vítimas, de permitir que elas sejam ouvidas". Ela diz estar vivendo o início do julgamento de maneira distante. Mas, como mora na França, ouve diariamente notícias a respeito, o que traz de volta algumas cenas e provoca emoções, que ela diz conseguir "filtrar". Diferentemente de Sepe, Amanda afirma não ter entendido na hora que se tratava de um ataque terrorista. "Achei que era um acerto de contas entre criminosos". Isso não a impediu de reagir rapidamente aos disparos. "Derrubei a mesa, me joguei no chão e me arrastei para dentro do restaurante. Protegi minha cabeça com as mãos logo que começaram os disparos. Eu ouvia pessoas se perguntando o que estava acontecendo, mas eu já estava deitada", relembra. Seu grande temor no momento era que os três atiradores entrassem no restaurante, o que não ocorreu. Sala especial Vários números tornam esse julgamento um dos maiores já realizados na França. Além das 1,8 mil partes interessadas (vítimas ou parentes de pessoas mortas) e seus mais de 300 advogados — cujos honorários são pagos pelo Estado francês em casos de terrorismo —, o dossiê com relatórios de investigações, testemunhos e perícias possui 542 volumes, totalizando cerca de 1 milhão de páginas. O julgamento é considerado "histórico" também em razão da organização das audiências. Uma sala dentro do Tribunal de Justiça foi construída especialmente para a ocasião, com capacidade para 550 lugares. Ela custou 8 milhões de euros. Um canal de radio pela internet, com sistema de segurança, foi criado para permitir às vítimas que não podem comparecer assistir aos debates à distância. A medida custou 250 mil euros. A duração de nove meses do julgamento, que será integralmente filmado, também é considerada excepcional. Ele ocorrerá sob forte esquema de segurança. Os acusados serão escoltados em furgões blindados com o apoio de um helicóptero. Eles não serão julgados por um júri popular, e sim por juízes. VEJA TAMBÉM: Assaltantes levam mais de R$ 60 milhões em mercadorias de joalheria em Paris VÍDEO: O que é a 'luz do apocalipse' que apareceu durante o terremoto do México? 11 de setembro: as 2 causas científicas para queda das torres do World Trade Center VÍDEOS: as últimas notícias internacionais Veja Mais

Cineasta espanhol Mario Camus morre aos 86 anos

G1 Pop & Arte Camus foi autor de clássicos do cinema como "Os santos inocentes", "A colmeia", "Os dias do passado" e recebeu o Prêmio de Honra Goya em 2011. Mario Camus Reprodução/IMDB O cineasta espanhol Mario Camus, premiado nos festivais de Cannes e Berlim, morreu aos 86 anos, anunciou neste sábado (18) a Academia Espanhola de Artes e Ciências Cinematográficas. “O cineasta Mario Camus morre em Santander [norte do país, onde nasceu]", noticiou a Academia nas redes sociais. Camus foi "o autor de clássicos do cinema como "Os santos inocentes", "A colmeia", "Os dias do passado" e recebeu o Prêmio de Honra Goya em 2011, lembrou a Academia. O diretor recorreu a grandes obras literárias para realizar seus melhores filmes. "A colmeia", inspirada no romance do Prêmio Nobel Camilo José Cela, ganhou o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim em 1983. No ano seguinte, com outra adaptação, "Os santos inocentes", do romance de Miguel Delibes, ele ganhou menção especial do júri no Festival de Cannes. "Os santos inocentes" rendeu ainda aos seus dois atores principais, Paco Rabal e Alfredo Landa, a Palma de Ouro na competição francesa. Camus dirigiu também séries televisivas bastante populares, como "Curro Jiménez" e "Fortunata y Jacinta". Veja Mais

'Dogfluencers': cães de Singapura são tendência no Instagram

G1 Pop & Arte População do país asiático gosta muito de animais de estimação. Os dois terriers brancos ganham em média US$ 500 por ações pagas em sua rede social. Fotos de Sasha e Piper são publicadas regularmente em "Lomodoggies", sua conta do Instagram Reprodução/Instagram Dois terriers brancos com lenços e boina escocesa posam radiantes para sua dona, que tira uma foto em troca de uma guloseima. Com dezenas de milhares de seguidores no Instagram, esses cachorros são tendência nesta rede social em Singapura. É uma moda que já estava em voga neste país do sudeste asiático, que gosta muito de animais de estimação. O múltiplos confinamentos pelo coronavírus e o crescimento do comércio on-line acentuaram essa paixão. Com um chapéu de verão e lenços coloridos, no parque, na cesta de uma bicicleta ou em casa junto a uma garrafa de vinho, as fotos de Sasha e Piper são publicadas regularmente em "Lomodoggies", sua conta do Instagram. Os animais já renderam vários milhares de dólares à sua dona, graças ao uso de produtos que vão desde aspiradores de pó a sapatos. Os cachorros têm, inclusive, uma agência de representação. A empresa também presta serviços ao gato Brossy Meowington, com mais de 50.000 seguidores, e a um Spitz japonês com muitos pelos chamado Luna. Gato Brossy Meowington tem mais de 50.000 seguidores Reprodução/Instagram A dona de todos eles, Carrie Er, começou há alguns anos a publicar fotos de Sasha com vestidos diferentes, enquanto brincava ou quando saía para passear. "Queríamos fazer um blog capturando momentos preciosos com seu focinho lindo e o que costuma fazer", explica a diretora de comunicação e publicidade. As imagens tiveram um sucesso tão grande que algumas marcas começaram a perguntar se Sasha poderia promover seus produtos. Piper, um ex-cão de concursos, chegou depois para completar a dupla. "É divertido, para os cachorros e para mim", disse Er, enquanto tira mais fotos de suas duas estrelas caninas com seu celular. US$ 500 por trabalho Os dois cães têm 24.000 seguidores no Instagram e ganham em média 500 dólares da Singapura (370 euros, 315 euros) por cada promoção. Cachê dos terriers brancos é de cerca de US$ 500 por ação Reprodução/Instagram Sua dona é seletiva na hora de escolher suas colaborações. Não quer promover marcas para cachorros que não atendam aos padrões mínimos, já que eles se alimentam de patê feito em casa. Os animais 'influencers' são cada vez mais procurados pelas marcas, que querem reforçar sua visibilidade online desde que a pandemia começou, explica Jane Peh, cofundadora da The Woof Agency, a agência que representa os terriers. "Acho que os animais 'influencers' têm uma vantagem, porque nós adoramos os animais", disse a empresária, que tem cerca de 6.000 perfis de animais agenciados. "São tão bonitos, ninguém consegue odiá-los", afirma. Dicas de segurança na web: Veja Mais

Dan Ventura: a saga do cantor que estourou, sumiu e dá a volta por cima com 'Passinho debochado'

G1 Pop & Arte Criador da bregadeira e ex-Bonde do Maluco fez hits adotados por Ivete há 15 anos, teve crise de pânico ao ler comentários de que carreira tinha acabado e hoje volta às paradas aos 42 anos. Dan Ventura: arrochadeira, Bonde do Maluco, pânico e 'Passinho debochado' Na dancinha viral do "Passinho debochado" existe uma virada tardia na carreira do baiano Dan Ventura, aos 42 anos. Os movimentos dele começaram no berço do arrocha e passam por hits carimbados por Ivete em Salvador, um longo jejum de sucesso, uma crise de pânico e, hoje, o retorno às paradas, "Se eu te incomodo, então desliga o celular... Se não gosta de mim, do meu jeito debochado / me desculpa, olha como eu tô preocupado..." Os versos parecem bobos, mas o ex-líder do Bonde do Maluco penou até aprender a desencanar de comentários de que sua carreira estaria no fim. Veja a ascensão, a queda e a nova ascensão de Dan Ventura no vídeo acima. Abaixo, conheça os oito passos principais da história do dono do "Passinho debochado": O pai dele tinha um estúdio em Madre de Deus (BA), onde fez gravações pioneiras do arrocha com a banda Asas Livres, de onde saiu Pablo. Dan ajudou a criar a base do Tayrone Cigano, outro herói do arrocha. Depois, ele misturou essa base com pagodão e criou um ritmo que chamou de arrochadeira. Como grupo Um Toque Novo, fez a arrochadeira "Piririm pompom", que estourou em 2006. Ivete cantou a música nesse ano e até incorporou a personagem “Piriguete Sangalo”. Foi para o Bonde do Maluco e, em 2007, emplacou “Não vale mais chorar por ele”, versão de "Don't matter", do Akon. Ivete também cantou ao vivo e disse que era do "Bonde da maluca". O Bonde do Maluco teve outros sucessos locais e foi muito querido e influente (até o sertanejo Zé Felipe falou ao G1 sobre essa influência no hit "Só tem eu"). Só que o grupo não tinha muita estrutura e era eclipsado por artistas maiores. Em 2010, quando Akon veio ao Brasil, foi Claudia Leitte quem cantou a versão com o americano. Em 2013, Dan saiu do Bonde do Maluco. Entre 2014 e 2016, teve crises de pânico. Ele tentava emplacar faixas pelo YouTube, onde lia comentários sobre a carreira em baixa. Em 2020, se mudou de Salvador para Mossoró (RN). Em 2021, com a base da música "Alors on dance", do belga Stromae, criou o "Passinho debochado". E, após tanto tempo, o hit veio... O "Passinho debochado" estourou no TikTok está hoje entre as vinte músicas mais tocadas em streaming no Brasil no Spotify e no YouTube. "Chegou a um ponto em que eu não sentia mais dor pelo que as pessoas falavam: 'Envelheceu, não vai a lugar nenhum mais...' E eu falava: 'É, tô com 42 anos, já um senhor de idade, não vou mais me preocupar com isso.' E pronto. Foi quando, de repente, as coisas aconteceram", diz Dan. O clipe custou R$ 800. A música foi composta, tocada e produzida por Dan. Desde o início da carreira, no estúdio caseiro do pai, ele aprendeu a valorizar a espontaneidade. Testemunha do arrocha Dan Ventura Divulgação O estúdio do seu Antônio Pereira ficava em Madre de Deus, perto de Candeias, onde foi criado o arrocha, estilo romântico marcado pelo romantismo nordestino (seresta, brega) e latino (bachata, bolero). Enquanto a sofrência de Pablo nascia, Dan apertava botões. “Cresci vendo meu pai mexendo em gravação. Eu era operador de 'rec', apertava e esperava o cara gravar. De tanto fazer isso, comecei a fazer minhas produções. E vi que, quando o povo abraça, não tem jeito…” Desde então, sempre fez tudo em estúdios caseiros. “Eu já vi o cara pagar estúdio caro, encher de músico, e a música não vai para lugar nenhum.” Mesmo assim, ele mesmo se surpreendeu em 2021. “Eu subestimei ‘Passinho debochado’. Estava gravando um CD, a ‘Pisadinha da cachorrada’. E falei: vou soltar na semana que vem essa música, um ‘memezinho’. Era um desabafo sobre haters. De repente, o negócio começa a acontecer.” “Eu falei: cara, o que eu faço ‘à toa’ dá certo. Agora, quando eu me dedico, não dá”, ele brinca. Nasce a arrochadeira Foi com esse espírito explorador que ele pegou, há 14 anos, a base de arrocha que tinha criado para Tayrone Cigano e criou a arrochadeira. “O arrocha era uma coisa mais romântica. E eu era fã de pagodão, de suingueira, de É o Tchan. E eu falei: cara, vou fazer uma forma de tocar pagode no teclado. E comecei a introduzir uma coisa mais dançante”, ele conta. “‘Priririm pompom’ é basicamente o ritmo (de teclado) feito de boca. E através da arrochadeira vieram várias vertentes. Hoje tem a bregadeira. As pessoas perguntam: você foi o criador? E eu: não, eu dei o pontapé para que isso acontecesse.” Seja arrochadeira, arrocha, bregadeira ou pisadinha, o trabalho de Dan ajudou a espalhar uma revolução que hoje está no topo do pop brasileiro: os ritmos do nordeste sintetizados no teclado e no computador, em formatos que antes eram vistos até dentro deste mercado como algo menor. “Antigamente para ter uma banda precisava ter muita estrutura. O cara que tinha uma percussão completa era rico. Hoje, graças a Deus, o cara em casa, com um tecladinho pequenininho, faz um hit. Foi nesse tecladinho que eu fiz o passinho debochado.” “Eu vejo muita gente falar: ‘Ah, mas o piseiro é só um teclado, só uma coisa eletrônica’. Gente, mas a música hoje internacional é baseada no eletrônico. Lady Gaga, Jay Z, todos os artistas mundiais hoje”. (Entre estes artistas globais está Stromae, criador da base de “Alors on danse” que está no passinho. Ele afirma que a música foi “baseada” no belga, mas não dá créditos de composição ou sample.) “O público não está interessado em ver uma orquestra em cima do palco. O pessoal quer ver o resultado final. Eu vejo muita gente virando o nariz, falando que é passageiro. O funk era passageiro. E hoje é o segundo maior ritmo do país.” Bonde do Maluco Divulgação 'Piriguete Sangalo' e o 'Bonde da Maluca' E como foi estourar um hit de arrochadeira antes da reviravolta do streaming, lá em 2006? “Para mim foi uma coisa louca. Eu me arrepiei todo, não tava entendendo o que era aquilo. Imagina, eu vim Madre de Deus, 6 mil habitantes, criando uma coisa ali na sala. De repente, a Ivete canta no festival”. Após virar a "piriguete", Ivete também encarnou a “bonde da maluca” com “Não vale mais chorar por ele”. Ela deu força ao grupo formado por Dan, Dekinho, Billy-X e Adriano seguir rodando o Nordeste ao som de arrochadeira, arrocha e pisadinha. Na época em que não se vendia mais CDs e ainda não se ganhava com streaming, eles tiveram sucessos locais marcantes como “Abre abre”, “Isabela" e a ótima "Melô do chorão". O grupo viajou muito ("ia tocar e dormia em rede", lembra Dan). Aos poucos, perderam o fôlego. Dan saiu em 2013. Crises de pânico “A última vez que eu fiz algo nacional foi no programa 'Esquenta', da Regina Casé, lá em 2014. Naquela época eu estava passando por problema seríssimo de ansiedade. Estava tendo crise de pânico e tive um bloquei mental muito grande”, lembra. “Eu não sabia nem o que eu estava sentindo. Foi um momento muito difícil na minha carreira. Fui parando com o gosto de tudo.” Dan conseguia emplacar algumas músicas pela internet, como o "Quadradinho do arrocha", em 2014, mas longe dos fenômenos iniciais da carreira. Ele não desistia. “Eu sempre me recusei a viver o paradigma de que o sucesso só vinha uma vez.” “Antes de tudo fui para o psiquiatra. Falei: ‘ó, quero logo que me dê o remédio. Não quero conversar. Era loucura, algo que eu não imaginava que nunca ia ter. Porque foi uma cobrança muito grande. Boa parte da minha ansiedade veio da cobrança do público de ter que estourar”. “No momento que não estourou, o pessoal ficava: ‘E aí, cadê, não estoura mais, ficou velho, acabou a carreira’...” E como ele superou a ansiedade e relaxar para o passinho debochado? “Quando cheguei ao fundo do poço, que as pessoas já tinham me esquecido, que ninguém mais me cobrava nada, eu não tinha nada a oferecer na cabeça delas, foi aí que eu consegui voltar a criar as coisas. Então foi a época da minha vida que eu consegui juntar coisas para voltar”, ele conta. “A gente fala: não vou me cobrar. Mas nosso eu lá dentro cobra. Hoje as pessoas andam muito cruéis na internet. Tem comentário que a gente consegue digerir em 1 minuto ou 1 hora. E outros que não consegue, fica lá dentro. Comecei a entender que as pessoas falavam exclusivamente para machucar." "Eu só voltei, só consegui fazer minhas coisas, no momento em que eu parei de me preocupar." Como quem não quer nada Dan Ventura Divulgaçaõ O "Passinho debochado" assume essa despreocupação com malemolência. "Porque eu, como cantor, não tenho o estereótipo de um megastar pop. O cara fala: 'Ele não é bonito, não é nada'. Eu tinha o objetivo de fazer uma música sobre isso. Do 'hater' vir, bater, e o cara não precisar discutir", ele diz. "Quando lancei essa música, tinha 10 seguidores no TikTok, nem ligava. E falei: 'Vou fazer uma dancinha só para ver como funciona.' Quando cheguei em casa já tinha 100 mil visualizações. Eu não entendi nada e foi assim que a música ecoou." "Aí começaram os famosos. Quando Deborah Secco gravou, falei: 'Pronto'. Uma famosa gravou. E vieram os influencers: Virgínia, Orlandinho, Tirulipa, todo mundo que movimenta a internet. De repente eu tava nas paradas com um clipe feito com orçamento de 800 reais. Ai sim, eu vi que virou." Desde que o Bonde do Maluco bombou com "Não vale mais chorar por ela", Dan Ventura consegue viver com o dinheiro de direitos autorais. " Não dava para sair por aí ir comer sushi no prato quadrado, mas dava para se segurar. Tinha mês que apertava. Mas tinha mês que dava tranquilo", descreve. "Tenho uma filosofia que enquanto não faltar o que comer, o que vestir e onde morar, para mim está mil maravilhas. Porque eu vim do nada. De repente, tive tudo. Depois, fiquei, tranquilo, tinha dinheiro para pagar as continhas no fim do mês e sobreviver." Após altos e baixos, Dan aprendeu que seu nome vale mais que um hit. "Meu pensamento hoje já não é nem o 'Passinho debochado'. É tentar estabilizar o artista Dan Ventura. Vamos lançar mais música, mais clipe. Sem achar que vai estourar igual. Porque isso é um em um milhão", ensina. Veja Mais

'Cry Macho' vale pela perseverança de Clint Eastwood como ator e diretor; G1 já viu

G1 Pop & Arte Filme estrelado e dirigido pelo veterano ídolo busca desconstruir imagem de durão com leveza e bom humor. Produção foi feita em plena pandemia. A passagem do tempo e seus efeitos têm sido a tônica de alguns dos projetos comandados e protagonizados por Clint Eastwood, como os oscarizados "Os Imperdoáveis" e "Menina de Ouro", além dos elogiados pela crítica "Cowboys do Espaço", "Gran Torino" e "A Mula", onde anunciou que iria se aposentar da telona como ator, em 2018. Mas, para surpresa geral, Eastwood desistiu de só ficar atrás das câmeras e voltou a estrelar e comandar um novo filme, na direção e na produção. E em plena pandemia, mostrando que continua com muita vontade de continuar a trabalhar com o que gosta, mesmo com a idade avançada. O resultado, o drama "Cry Macho: O caminho para a redenção", pode ser conferido pelo público nos cinemas a partir desta quinta-feira, 16 de setembro. Assista ao trailer do filme "Cry Macho: O caminho para redenção" No filme, ambientado no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, Eastwood interpreta Mike Milo, um ex-cowboy de rodeios que tentou se reinventar como criador de cavalos, sem sucesso. Um dia, Mike recebe o pedido de seu ex-patrão, Howard Polk (Dwight Yoakam, de "O Quarto do Pânico"), para ir até o México e resgatar o filho Rafael "Rafo" (Eduardo Minett) e trazê-lo para o Texas. A princípio relutante, o veterano vaqueiro acaba aceitando a missão. Depois de alguns percalços, Mike encontra Rafo num local onde acontecem brigas de galo. O rapaz, que tira uns trocados com seu galo, batizado de Macho, aceita em ir para os Estados Unidos para viver com o pai. Mas a mãe do garoto, Leta (Fernanda Urrejola), não gosta da ideia e coloca seus capangas para impedir que isso aconteça. Enquanto tentam fugir dos seus perseguidores, Mike e Rafo acabam criando uma forte amizade e passam por situações que vão mexer com a vida do velho cowboy. Clint Eastwood e Dwight Yoakam numa cena de "Cry Macho: O caminho para redenção" Divulgação Consagrado como um bom realizador, Eastwood não tem pudores de usar elementos de "Os Imperdoáveis", "Gran Torino" e "Um Mundo Perfeito" para contar a sua história e torná-la a mais cativante possível, mesmo que não apresente grandes surpresas. Mesmo assim, funciona de forma satisfatória, leve e bem humorada, com seu intuito de desconstruir a imagem de homem durão, celebrada em toda a carreira do ator e diretor. O roteiro escrito por N. Richard Nash, baseado no livro de sua autoria, e Nick Schenk, cria situações que são muito simples e resolvidas de forma corriqueira, nunca dando a impressão de que os protagonistas estão correndo um real perigo. Mas, pelo menos, o texto cria personagens agradáveis e boas situações de humor que conseguem cativar o público e tornar a falta de peso dramático um problema a ser relevado. Um outro problema está no fato de que as cenas de ação não têm o impacto esperado. Algo que nem a edição foi capaz de salvar. Mas levando em conta de que Eastwood está com 91 anos, fica difícil cobrar vigor maior ao ator. Felizmente, sua figura ainda surge imponente na tela, apesar das limitações que surgiram com a idade avançada, tornando seu personagem (que quase foi vivido por Arnold Schwarzenegger em 2011) um tipo durão, como muitos que já viveu em sua carreira, mas que sente o passar do tempo. Clint Eastwood divide a tela com o novato Eduardo Minett em "Cry Macho: O caminho para redenção" Divulgação Parceiro fraco O grande problema em "Cry Macho", no entanto, não está na baixa tensão que a trama oferece. Mas, sim, no novato Eduardo Minett, que vive o co-protagonista do filme. O jovem ator não consegue sair da canastrice nem quando tem que falar uma frase simples, como pedir um copo de água, e prejudica os esforços de Eastwood para tornar plausível a relação entre o garoto e o vaqueiro idoso. Em alguns momentos, as cenas chegam a ser tão ruins quanto às que Sylvester Stallone fez em "Falcão - O Campeão dos Campeões". Melhor sorte Eastwood teve quando teve Hillary Swank como parceira de cenas em "Menina de Ouro" ou mesmo seu filho, Kyle Eastwood, em "Honktonk Man - A Última Canção", em 1982. O galo que "interpreta" Macho cumpre bem melhor o seu papel do que o jovem Minett. Outro problema no elenco está em Horacio Garcia-Rojas ("Narcos: Mexico") como o capanga Aurelio, que segue no encalço da dupla. Como vilão, ele jamais chega a ser perigoso ou ameaçador, chegando a passar por alguns momentos risíveis para alguém que deveria ser um verdadeiro obstáculo para os dois. Já Dwight Yoakam consegue se sair um pouco melhor como o controverso ex-patrão de Mike e pai de Rafo. Clint Eastwood, Eduardo Minett e Natalia Traven numa cena de "Cry Macho: O caminho para redenção" Divulgação Salvando Marta Um ponto curioso em "Cry Macho" é a guinada que o filme dá a partir do momento em que Mike e Rafo vão parar numa cidade mexicana para fugir de seus perseguidores e conhecem Marta (Natalia Traven), dona de um bar, que dá abrigo à dupla. A partir daí, a trama fica focada mais na forma com que o fazendeiro descobre que pode se reencontrar com o que fazia bem no passado, como cuidar de animais, e o clima de romance que surge entre ele e sua nova amiga. Nesses momentos, não tem como não pensar em outra obra consagrada de Eastwood, "As Pontes de Madison". Clint Eastwood numa cena de "Cry Macho: O caminho para redenção" Divulgação Graças aos atores, a relação entre os dois personagens nunca soa estranha ou artificial, tornando-a um dos pontos altos do filme. O relacionamento dos dois ajuda, inclusive, a mostrar a volta da alegria de viver do protagonista, que aparece até mais "jovial", graças à boa atuação de Eastwood. Com "Cry Macho: O caminho para redenção", Clint Eastwood mostra que ainda tem muito a oferecer ao cinema, seja como ator, diretor ou produtor. Embora não figure entre um dos melhores e mais marcantes momentos de sua carreira, o filme serve para manter viva a chama do mito que Eastwood se tornou para fãs do mundo inteiro. E ao que parece, essa chama ainda estará acesa por muito tempo. Veja Mais

Cinco curiosidades sobre Dante Alighieri, 700 anos após sua morte

G1 Pop & Arte Famoso pela obra 'A Divina Comédia', poeta também é o pai da língua italiana. Nesta terça (14), Itália celebra 7 séculos de sua morte, ocorrida na noite de 13 para 14 de setembro de 1321. Busto do poeta italiano Dante Alighieri em Roma, na Itália REUTERS/Yara Nardi Famoso por ser o autor de "A Divina Comédia", o poeta Dante Alighieri (1265-1321) também é o pai da língua italiana. Nesta terça (14), a Itália celebra os 700 anos desde sua morte, ocorrida na noite de 13 para 14 de setembro de 1321. A seguir, alguns fatos sobre este monumento da literatura mundial. O pai da língua italiana Dante contribuiu para o nascimento da língua italiana, ao escolher o dialeto toscano, em vez do latim, para escrever sua obra-prima. "A Divina Comédia" é uma viagem imaginária ao inferno, purgatório e paraíso e foi publicada no início do século XIV. Seu sucesso contribuiu para que outros autores da Idade Média, incluindo Petrarca e Boccaccio, também escrevessem em dialeto, lançando assim as bases do italiano moderno. Semana Pop explica por que ‘1984’, livro rasgado por Flay, é tão importante pra cultura A entidade encarregada de difundir a língua e a cultura italiana pelo mundo se chama Sociedade Dante Alighieri. A Itália também planeja a criação do Museu da Língua Italiana, em Florença, cidade natal do poeta. Como Shakespeare "A Divina Comédia" é um poema, um relato pessoal sobre a redenção, um tratado sobre as virtudes humanas e também uma poderosa obra de ficção científica. Com seus diferentes círculos, que correspondem aos sete pecados capitais, o inferno de Dante ainda representa a imagem que temos da vida após a morte, segundo o imaginário cristão. O poeta britânico T.S. Eliot considerava que "Dante e Shakespeare dividem o mundo moderno, e não há um terceiro homem". O grande escritor argentino Jorge Luis Borges considerou "A Divina Comédia" como "o melhor livro que a literatura já produziu". Dante na cultura popular Cem gravuras assinadas por Salvador Dalí e inspiradas em "A Divina Comédia" compõem a exposição. Divulgação: Colégio Dante Alighieri Gerações de escritores, pintores, escultores, músicos, diretores de cinema e autores de quadrinhos se inspiraram em "A Divina Comédia". Entre eles, estão o pintor renascentista italiano Sandro Botticelli, o pintor espanhol Salvador Dalí, o compositor russo Tchaikovsky, os criadores da saga "X-Men" e o escritor Dan Brown. Molde de bronze da escultura do século 19 'O beijo', do francês Auguste Rodin Reprodução / site Binoche et Giquello "O Beijo", famosa escultura de Auguste Rodin, representa Paolo e Francesca, os amantes adúlteros que Dante encontra no segundo círculo do inferno. "A Divina Comédia" também inspirou um videogame popular ("Dante's Inferno"), e Bret Easton Ellis começa seu famoso romance "American Psycho" com o início do terceiro canto do inferno: "Vós que entrais, abandonai toda esperança". Dante, no lugar de Durante Dante_Alighieri_literatura reproducao Como muitos grandes artistas da história italiana (Giotto, Michelangelo, Raphael...), Dante é conhecido, sobretudo, pelo primeiro nome, que é o diminutivo de "Durante". Nasceu em 1265, em Florença, foi para o exílio em 1302 e morreu em Ravenna, no nordeste da Itália, na costa do Adriático, em 13 ou 14 de setembro de 1321. Oriundo de uma família rica, Dante nunca teve de trabalhar para viver. Destacou-se na política, literatura, filosofia e cosmologia. Teve pelo menos três filhos com sua esposa, Gemma Donati, mas sua musa era outra mulher, Beatriz, que aparece em "A Divina Comédia" como guia para o céu. Dante, o político Homem das letras, Dante também esteve muito envolvido na vida política de Florença. Em 1300, foi eleito prior, um dos nove membros do governo local, por um período de dois meses. Esse cargo foi a causa de seu infortúnio. Naquela época, as cidades italianas estavam constantemente à beira de uma guerra civil entre os guelfos, próximos ao papa, e os gibelinos, favoráveis ao Sacro Império Romano-Germânico. Em Florença, os guelfos estavam, por sua vez, divididos em "negros", prontos para aceitar a influência papal nos assuntos da cidade, e "brancos", que exigiam que o papa limitasse seu poder à esfera espiritual. Dante, um "branco", teve de ir para o exílio. Foi julgado à revelia, pois teve de deixar Florença, após a chegada ao poder de um novo regime que perseguia a velha classe dominante e nunca mais colocou os pés em sua cidade natal. Em 1302, um juiz ordenou que Dante e seus aliados fossem queimados vivos, caso tentassem retornar para Florença. Essa sentença foi, posteriormente, comutada para decapitação. Dante aproveitou "A Divina Comédia" para acertar contas com muitos de seus inimigos, entre eles, o papa Bonifácio XIII, para quem reservou um lugar no inferno. Veja Mais

'Rehab', 'Ai se eu te pego', 'Despacito', 'Vai malandra': 15 hits que marcaram os 15 anos de G1

G1 Pop & Arte G1, portal de notícias da Globo, completa uma década no ar neste sábado (18). VÍDEO resume quais foram as músicas que mais marcaram desde 2006, uma por ano. Veja 15 hits que marcaram os 15 anos do G1 No baile de 15 anos do G1, é impossível o DJ se apegar a só um tipo de som. No vídeo acima e na lista abaixo, veja os hits que mais marcaram cada ano desde 2006, de soul sofredor a sertanejo festivo. Teve o drama da Amy Winehouse ("Rehab") e o adeus da Vanessa da Mata com o Ben Harper ("Boa sorte/Good luck"). O sertanejo foi universitário ("Chora me liga"), pegador ("Ai se eu te pego") e jurídico ("Liberdade provisória"). O funk e o k-pop explodiram... O G1, portal de notícias da Globo, completa uma década e meia no ar neste sábado (18). Para celebrar o aniversário, a editoria de Pop & Arte publica nesta semana vídeos e listas com as séries, músicas, filmes e novelas mais importantes desde 2006. Não é eleição dos melhores nem playlist pessoal. São as músicas que mais marcaram cada ano, tocaram sem parar, e que hoje a gente pensa: esse foi o ano dessa música. 2006: "Rehab" - Amy Winehouse Amy Winehouse no festival Glastonbury, na Inglaterra Ben Stansall/AFP/Arquivo Pouco mais de um mês depois de o G1 nascer, saiu a música que iria marcar o ano - e, sem exagero, a história do pop. O site era novinho mas já estava esperto. Logo depois que saiu o disco com essa música, o clássico "Back to Black", saiu uma crítica que terminava com um ótimo resumo: o álbum era um “exemplo bom de que o pop também pode vir acompanhado de sofisticação”. 2007 - "Umbrella" - Rihanna e Jay-Z Rihanna em cena de 'Umbrella' Reprodução No dia 10 de setembro de 2007, uma notícia do G1 sobre o VMA dizia que uma “novata de 19 anos, de Barbados, levou o troféu de “vídeo do ano”, derrotando gente como Kanye West, Amy Winehouse e Beyoncé”. Era, claro, a Rihanna. “Umbrella” mostrou que Rihanna era uma artista ousada e acessível. Essa música foi tão hit que, em março de 2008, um show dela na Inglaterra rendeu um título marcante:“Fãs são proibidos de levar guarda-chuvas para o show de Rihanna” 2008 - "Boa sorte / Good luck" - Vanessa da Mata e Ben Harper Vanessa da Mata em show no Rio Tuiki / Divulgação Em 2008 aconteceu um fenômeno hoje inexistente: uma artista da MPB no topo do ranking anual das rádios. Tudo bem que tinha um "feat gringo", mas Vanessa da Mata era a estrela de "Boa sorte / Good Luck", com Ben Harper. Vanessa contou ao G1 na época como nasceu a música: “Eu cantei a música por telefoneao Ben Harper, que estava em Los Angeles, e ele adorou a canção a partir do momento em que soube do que se tratava a letra” 2009 - "Chora me liga" - João Bosco e Vinícius João Bosco & Vinícius com o produtor Dudu Borges e o compositor Euler Coelho, o quarteto responsável por 'Chora me liga' Divulgação Essa música mudou tudo no pop brasileiro e confirmou a força de um movimento que está no topo até hoje. Na época a gente chamava de sertanejo universitário. O sucesso que demarcou esse território de vez foi “Chora me liga”, de João Bosco e Vinícius. Eles saíram do Mato Grosso do Sul e começaram a tocar em festas universitárias pelo Centro-Oeste. E tocavam um sertanejo mais despojado e mais pop. Essa vertente foi crescendo e esse hit mostrou que ela tinha dominado tudo. 2010 - "Bad Romance" - Lady Gaga Lady Gaga 'nasce' de ovo para cantar 'Bad romance' no palco montado no Estádio do Morumbi Marcelo de Almeida/Divulgação No começo de 2010, o G1 publicou uma nota com um título que, na época, era muito provocativo: “Lady Gaga pode ser a próxima Madonna’, diz diretor de clipes”. Hoje a gente sabe que a Lady Gaga ia continuar alegrando o mundo e devastando o Brasil. E, mais do que isso, ela fez uma geração inteira ficar muito mais afrontosa no jeito de se vestir e de conversar sobre sexo, cultura e música. 2011 - "Ai se eu te pego" - Michel Teló Michel Teló no documentário 'O fenômeno sertanejo' Divulgação / Music Box Brasil Se a semente sertaneja renovada já tinha crescido, em 2011 ela virou apoteose celetiva. Parece que nem cabia no Brasil, de tanto sucesso, e foi parar até na Europa. O tal sertanejo universitário agora era mais chamado de sertanejo pegação. Ele nunca foi tão eufórico, tão urbano e tão central no pop brasileiro. Se fosse preciso escolher um hit que mais marcou e que foi mais importante nesses 15 anos de G1, seria "Ai se eu te pego". Ela resume muita coisa: nasceu na Bahia, nas dancinhas de Porto Seguro, foi adotada pelo forró e depois pescada pelo Michel Teló. Ele fez o tal “sertanejo pegação” virar a grande trilha de festa do Brasil naquele período. 2012 - "Gangnan style" - Psy O rapper sul-coreano Psy se apresentou nesta sexta-feira (14) ao vivo no programa 'Today', na rede de TV norte-americana NBC Reuters/Brendan McDermid Essa é mais uma para a lista do “mal a gente sabia o que viria depois”. “Gangnan style”, do Psy, foi o primeiro clipe a chegar a 1 bilhão de views no YouTube. E era só o começo do domínio coreano. Na época, todo mundo queria entender o Psy, e o G1 explicou como a música tinha uma crítica social por trás daquele refrão viciante. Mas o que ficou mesmo foram quatro letrinhas: k-pop. O Psy teve que andar de cavalinho pra que o BTS e o Blackpink pudessem voar. 2013 - "Royals" - Lorde Lorde canta no Governors Ball Music Festival, em Nova York Charles Sykes/Invision/AP Em 2013, ela apareceu na nossa lista de cantores sub-18 anos que iam surpreender. E o pop eletrônico e minimalista de “Royals”, de fato, projetou a Lorde como estrela da música aos 16 anos. Ela foi chamada de "o futuro da música" por David Bowie. De fato, ela influenciou muita coisa e tornou o pop mais intimista, eletrônico e minimalista - isso antes de ir para a praia e mudar tudo, já em 2021. 2014 - "Happy" - Pharrell Williams Pharrell Williams canta no evento A Very Grammy Christmas, no Shrine Auditorium, em Los Angeles, em 28 de novembro de 2014 Frederick M. Brown/Getty Images/AFP Do filme “Meu Malvado Favorito 2” direto para o topo das paradas, "Happy" foi indicada ao Oscar e tocou até não poder mais. É um pop soul sem mistério de refrão facílimo. As coreografias e o clipe com as pessoas dançando, felizes, pelas ruas... tudo parecia um hit do TikTok antes de existir o TikTok. 2015 - "Uptown funk" - Mark Ronson e Bruno Mars Mark Ronson (ao fundo, de camiseta branca e blazer cinza) e Bruno Mars (à frente, de blazer rosa) no clipe de 'Uptown funk' Divulgação É a segunda vez que Mark Ronson aparece por aqui. Ele foi produtor de "Back to Black", da Amy Winehouse. A parceria entre o DJ e produtor inglês com Bruno Mars virou hit atemporal. O produtor diz que a energia estava lá em cima e manter o astral sempre foi um dos maiores objetivos deles. 2016 - "Infiel" - Marília Mendonça Marília Mendonça volta aos palcos após licença-maternidade Divulgação A euforia dos anos anteriores dá lugar à sofrência que conquistou o Brasil. Foi com "Infiel" que a gente teve o prazer de conhecer a veia cantora da Marília Mendonça, na onda do "feminejo". Marília já era uma compositora importante nos bastidores do sertanejo, mas foi para frente dos palcos só em 2016. A história real da tia traída da Marília virou hino daquele ano. A música é uma bachata, ritmo latino derivado do bolero, que virou o queridinho do sertanejo dali pra frente. 2017 - "Despacito" - Luis Fonsi, Daddy Yankee e Justin Bieber Fantástico conversa com Luis Fonsi, cantor do sucesso "Despacito" Fantástico É impossível você tenha passado por 2017 sem ter ouvido ouvir um reggaeton. Foi quando “Despacito” escancarou a porta do ritmo latino famoso entre os que falam espanhol desde os anos 80 para o mundo. O G1 entrevistou o Luis Fonsi na 1ª vez que ele veio ao Brasil em 2018. O cantor porto-riquenho disse que amava o funk brasileiro e que a música rítmica e urbana era o futuro do pop. 2018 - "Vai Malandra" - Anitta , Mc Zaac, Maejor, Tropkillaz e Dj Yuri Martins Annita na gravação do clipe da música 'Vai malandra' Divulgação A música une funk, trap e pop, e o colunista Mauro Ferreira fez uma crítica logo depois do lançamento que tinha o título: “Com código de pop gringo, Anitta expõe o Brasil sem filtro de “Vai Malandra”. O G1 foi ao estúdio do Tropkillaz e conversou com os DJs Zegon e André Laudz sobre esse hit. Eles mostraram como fizeram o meio-campo entre o pop da Anitta, o funk do MC Zaac e do DJ Yuri Martins e o rap de Maejor. 2019 - "Hoje Eu Vou Parar na Gaiola" - MC Livinho e Rennan da Penha DJ Rennan da Penha Divulgação Rennan da Penha é o criador do “Baile da Gaiola”, evento que espalhou a batida mais acelerada do Rio, presente em quase todos os funks de sucesso do ano de 2019. “Hoje eu Vou Parar na Gaiola”, parceria do Rennan com o paulista Livinho, tocou demais. Esse movimento é considerado uma reviravolta para o mercado do funk, especialmente o carioca, que tava em segundo plano com o sucesso da cena de SP. 2020 - "Liberdade Provisória" - Henrique e Juliano Carinho entre Henrique & Juliano durante show no Rodeio de Jaguariúna Júlio César Costa/G1 Mandados de prisão, operações policiais, contratos de união, divisão de bens, abandono de incapaz, legítima defesa: podia ser assunto de tribunal, mas são temas de vários sucessos sertanejos. O "sertanejo jurídico" teve um hit supremo em 2020: "Liberdade provisória", cantada por Henrique e Juliano. O refrão compara as idas e vindas de um casal a um regime de liberdade provisória. O G1 descobriu a musa judicial de "Liberdade provisória": a advogada Thays Brom, namorada do compositor Henrique Casttro. Veja Mais

'Shang-Chi e a lenda dos dez anéis' mantém liderança da bilheteria nacional

G1 Pop & Arte 'Patrulha Canina - O Filme' e 'Maligno' completam top 3 no período de quinta (9) a domingo (12). Meng'er Zhang, Simu Liu e Awkwafina em cena de 'Shang-Chi e a lenda dos dez anéis' Divulgação "Shang-Chi e a lenda dos dez anéis" se manteve no topo de bilheteria nacional pela segunda semana seguida, após ser visto por quase 330 mil pessoas. A renda do final de semana foi de R$ 6,4 milhões. Assista ao trailer abaixo. O filme é ambientado em uma China imaginária que mistura criaturas gigantes, misticismo e kung fu. Leia crítica do G1. Assista ao trailer de "Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis" Na segunda colocação ficou "Patrulha Canina - O Filme" (R$ 2 milhões), seguido de "Maligno" (R$ 1,67 milhão). Os dados divulgados pela Comscore são referentes ao período entre os dias 9 e 12 de setembro. Os números de bilheteria tiveram uma pequena queda em relação ao final de semana anterior. A soma dos dez longas mais vistos no período foi de R$ 12,3 milhões, com um público de 647,8 mil pessoas. Na semana anterior, a renda foi de R$ 14,7 milhões com público de 776 mil. Veja o ranking de bilheteria entre os dias 9 e 12 de setembro de 2021: "Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis" - R$ 6,4 milhões "Patrulha Canina - O Filme" - R$ 2 milhões "Maligno" - R$ 1,67 milhão "After - Depois do Desencontro" - R$ 651 mil "Infiltrado" - R$ 454 mil "O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família" - R$ 304 mil "Free Guy - Assumindo o Controle" - R$ 227 mil "Pedro Coelho 2 – O fugitivo" - R$ 198 mil "O Esquadrão Suicida" - R$ 182 mil "Uma Noite de Crime: A Fronteira" - R$ 156 mil Ryan Reynolds fala sobre herói otimista de 'Free Guy' Veja Mais

Britney Spears e Sam Asghari anunciam que estão noivos: 'Não posso acreditar nisso'

G1 Pop & Arte Casal contou a novidade nas redes sociais. Os dois começaram a se relacionar em 2016. Britney Spears e Sam Asghari anunciam que estão noivos Reprodução/Instagram Britney Spears e Sam Asghari usaram as redes sociais para contar que estão noivos após quase cinco anos de relacionamento. Neste domingo (12), o casal anunciou a novidade com duas publicações no Instagram. Britney escolheu um vídeo no qual mostra inúmeras vezes sua aliança. "Não posso acreditar nisso", escreveu a cantora. Já Asghari optou por uma foto do casal e emojis os representando. Initial plugin text Segundo a revista People, o empresário do noivo informou que Asghari está "orgulhoso com a celebração e confirma o noivado". O anúncio acontece dias após o pai da cantora, Jamie Spears, entrar com uma petição para encerrar a tutela da filha após 13 anos. Segundo a imprensa americana, Jamie entrou com uma petição em um tribunal de Los Angeles em 7 de setembro. Em documentos enviados ao tribunal que julga o caso em agosto, ele se pronunciou sobre o fim da tutela e disse que ajudaria na transição para um novo tutor. Mas em novos documentos, o pai da cantora vai mais longe e pede que o tribunal encerre totalmente a tutela, de acordo com a NCB News e a CNN. Britney Spears "tem o direito de que este Tribunal considere seriamente se essa tutela não é mais necessária", disse Jamie Spears em um novo processo citado por meios de comunicação. As circunstâncias dela mudaram "a tal ponto que os fundamentos para o estabelecimento de uma tutela podem não existir mais", acrescentou ele. Britney comemorou a desistência de tutela pelo pai, mas rejeitou acordo: "Nossa investigação sobre a má gestão financeira e outros problemas vai continuar", disse o advogado de Britney. Pai de Britney Spears: entenda como funciona a figura do tutor nos Estados Unidos Luta pelo fim da tutela Em depoimento em junho, a cantora classificou a decisão judicial que permitia que sei pai continuasse no controle sobre sua vida como abusiva, idiota e constrangedora. Em uma participação de 23 minutos, a estrela disse que foi drogada, forçada a atuar contra sua vontade e impedida de ter filhos. "Eu só quero minha vida de volta", disse ela, por telefone, ao pedir ao tribunal o fim de sua tutela. Ouça depoimento de Britney Spears, que luta pelo fim de sua tutela, à Justiça americana O advogado da cantora, cuja contratação foi permitida pelo tribunal em julho, comentou a desistência de Jamie. "Estamos satisfeitos que o senhor Spears e seu advogado tenham hoje concedido em um processo que ele deve ser removido. Prova que Britney estava certa", afirmou Mathew S. Rosengart em comunicado publicado pela revista "Variety". "Estamos decepcionados, no entanto, por seus ataques vergonhosos e repreensíveis contra a senhorita Spears e outros." Apesar do anúncio, o advogado da cantora afirma que Jamie deveria deixar o cargo imediatamente. "Estamos ansiosos para continuar nossa vigorosa investigação da conduta do senhor Spears, e outros, ao longo dos últimos 13 anos, enquanto ele colhia milhões de dólares das propriedades de sua filha, e eu estou ansioso para tomar o depoimento sob juramento do senhor Spears no futuro próximo." Dos 22 anos de Britney como cantora profissional, 13 deles foram vividos tendo o pai como tutor. Desde 2008, Jamie foi nomeado na justiça americana como responsável legal por assuntos pessoais e financeiros da princesa do pop. Ele não está realmente encarregado de seus assuntos pessoais desde setembro de 2019, quando deixou a função por causa de problemas de saúde. Ele foi substituído desde então por Jodi Montgomery, cuidadora da cantora, mas ainda é responsável pelo lado profissional da tutela. Entenda como surgiu o movimento 'Free Britney' Veja Mais

G1 Ouviu #158 - Conheça Marina Sena, que saiu de Taiobeiras (MG) e virou revelação do pop nacional

G1 Pop & Arte G1 pega 'carona virtual' na van da cantora e compositora do Norte de Minas após o lançamento do álbum 'De Primeira'. Ouça podcast com entrevista e faixa a faixa. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado. G1/Divulgação Veja Mais

Mario Vargas Llosa fala sobre abuso sexual que sofreu, quando tinha 12 anos, por um padre: 'Me afastei da religião'

G1 Pop & Arte Vencedor do prêmio Nobel de Literatura escreveu sobre episódio em livro de 1993, e respondeu a perguntas de jornal sobre o que aconteceu. Escritor Mario Vargas Llosa, em foto de dezembro de 2019 Orlando Estrada/AFP O escritor peruano Mario Vargas Llosa, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, falou sobre quando um padre tentou abusá-lo sexualmente quando tinha 12 anos. Em entrevista ao jornal "El País" publicada nesta sexta-feira (10), ele deu detalhes sobre o episódio, que voltou a ser discutido após contar sobre ele na Feira Virtual do Livro de Cajamarca, há alguns dias. O autor também já tinha escrito sobre o que aconteceu em seu livro "Peixe na Agua - Memorias", de 1993. "Quando senti suas mãos vasculhando minha braguilha, fiquei muito nervoso, saí da sala e ele também foi atacado com o mesmo nervosismo", afirma Vargas Llosa. "Aconteceu quando eu estava no sexto ano. No ano seguinte, o padre ficou muito envergonhado, não se atreveu a me cumprimentar nos recreios, quando eu nem estava mais na sua classe. A única consequência dessa história foi que eu, que tinha sido muito católico, comecei a perceber que não acreditava mais." O escritor classifica como um pequeno incidente porque foi capaz de sair do quarto quando percebeu o que ia acontecer. Mas sabe que, para outras pessoas, as consequências foram traumáticas. "A religião se tornou um tipo de coisa puramente formal, e eu tinha sido muito crente. Mas me distanciei com isso, a religião deixou de ser um problema para mim, ao contrário de alguns colegas que eram muito obcecados com a questão religiosa. A verdade é que, no meu caso, foi um pequeno incidente", contou. "Todas as precauções que se tomam são necessárias. Muitos desses meninos sofrem geralmente um trauma que dura toda sua vida e ficam muito afetados. Me afastei da religião, mas meninos do bairro nunca se recuperaram." Vargas Llosa nunca contou para a família ou amigos próximos sobre o abuso. "A Igreja deveria tomar uma atitude mais enérgica, sim. Agora a Igreja tem consciência, antes mesmo de tentar esconder essas coisas. Agora ela os assume e tem muita vergonha. Como deveria ser." Veja Mais

Atriz Kathryn Prescott é atropelada por caminhão de cimento e está internada em UTI nos EUA

G1 Pop & Arte Britânica de 30 anos teve 'pélvis quebrada em dois lugares, além das pernas, o pé e a mão esquerda', segundo irmã. Prescott ficou conhecida por sua participação nas séries 'Skins' e '24 horas: o legado'. Kathryn Prescott em foto de junho de 2019 Image Press Agency/NurPhoto /NurPhoto via AFP/Arquivo A atriz Kathryn Prescott foi atropelada por um caminhão de cimento na última terça-feira (7), enquanto cruzava uma estrada em Nova York. Prescott ficou conhecida por sua participação nas séries "Skins" e "24 horas: o legado", além do filme "O mínimo para viver". A informação foi dada pela irmã gêmea da atriz, Megan Prescott, em suas redes sociais. De acordo com Megan, a britânica de 30 anos está internada em uma UTI nos Estados Unidos. Após ter passado por uma "cirurgia complexa", ela está com "a pélvis quebrada em dois lugares, além das pernas, o pé e a mão esquerda", relatou a irmã. Initial plugin text "Ela tem uma sorte incrível de estar viva. Ela por pouco não ficou paralisada. Os médicos estão esperançosos de que ela terá uma recuperação completa, mas isso só será possível com os cuidados corretos", disse. Segundo Megan, Kathryn está sozinha em Nova York e vai precisar de ajuda e cuidados 24 horas por dia em sua recuperação. "Solicitei à Embaixada dos Estados Unidos a isenção das atuais restrições que proíbem qualquer cidadão estrangeiro de entrar no país e fui negada hoje, estou arrasada", relatou. Emily Fitch (Kathryn Prescott) e Naomi Campbell (Lily Loveless) em 'Skins' Divulgação "Estou duplamente vacinada, fiz um teste de PCR ontem e posso voar rapidamente. Tenho documentos do hospital que confirmam a extensão dos ferimentos de Kathryn e estou disposta a fazer qualquer coisa para chegar até ela o mais rápido possível. Se alguém souber de alguma maneira de apelar da decisão da Embaixada dos Estados Unidos, por favor, entre em contato", diz. Atualmente, apenas cidadãos americanos ou pessoas com visto permanente podem ir do Reino Unido para os Estados Unidos, segundo o site da Embaixada americana no Reino Unido. Veja Mais

Famosos enviam mensagens para Tiago Leifert após anúncio de despedida da Globo

G1 Pop & Arte Apresentador vai deixar emissora após 15 anos. Ele apresenta 'Voice' até 23 de dezembro. Novos apresentadores do 'BBB22' e do próximo 'Voice' ainda serão definidos. Tiago Leifert se despede da Globo no ‘The Voice Brasil’ Boninho, Tatá Wernek, Iza, Ivete Sangalo e outros famosos deixaram mensagens de carinho e apoio para Tiago Leifert após anúncio de despedida da Globo. O apresentador vai deixar a emissora após 15 anos. Segundo comunicado da emissora, Leifert apresenta o "Voice" até 23 de dezembro. Novos apresentadores do "BBB22" e do próximo "The Voice" ainda serão definidos. Boninho, diretor Initial plugin text "Querido Tiago, você sabe que respeito muito sua decisão, mas esse até breve tem que ser breve! Você foi um mega parceiro em todos os projetos que fizemos juntos, Zero1, Voice, É De Casa, Central da Copa, Dança dos Famosos e finalmente, o nosso BBB. Um fenômeno lindo que teve temporadas inesquecíveis com você. Uma parceria que se transformou em amizade, respeito e admiração. Mesmo sabendo que teremos um Voice inteiro pela frente, o projeto que deu início a nossa jornada, confesso que já estou com saudades. Mas tudo bem, porque vamos continuar com nossos almoços, nossos papos e trocas de ideias. Com o coração apertado, obrigado por tudo, meu amigo." Ivete Sangalo, cantora Initial plugin text "Tive a oportunidade de conviver e terei mais inúmeras de trabalhar com Tiago Leifert . Ele comunica! Rápido, sagaz, inteligente, ele faz tudo que parece complicado ser leve e completamente resolvido (coisas de pessoas de muita capacidade). Ele se joga e se emociona sem perder jamais o foco, sem deixar de lado a tarefa de conduzir da melhor maneira. Tiago, você conhece a sua caminhada e sabe o quão bem sucedido você é! Será nessa mesma estrada que você continuará sendo esse cara incrível e tão amado por nós! Muito amor do lado de cá." Marcos Mion, apresentador "Irmão, apesar de termos conversado bastante hoje, eu faço questão de falar publicamente: ai de você se sair antes de cantar 'hoje é um novo dia...' abraçado comigo. Se vira. Falando sério, também como te disse hoje: você é um dos grandes. Que eu me pego assistindo e tomando nota. Nesse meio é difícil fazer amigo, mas saiba que aqui você tem um, irmão." Tatá Werneck, apresentadora "Sou sua fã." Iza, cantora "Você é gigante. E sabe de todo meu amor e admiração por você. Sou fã de carteirinha e me sinto grata pela oportunidade de trabalhar e aprender tanto contigo! Brilha muito, maninho." Thiaguinho, cantor "Xará! Tenho certeza que tudo que fizer dará certo! E desejo felicidade demais na nova jornada! É uma honra ser teu amigo! Conta comigo, irmão! Obs: choraremos com você! Mas será um choro de gratidão." Ary Fontoura, ator "Toda sorte, Tiago. Você é jovem, tem toda uma vida pela frente! E todo o direito e qualidades pra enfrentar novos desafios. Bola pra frente! Estamos aqui para aplaudir você, onde estiver." Gil do Vigor, ex-BBB "Meu amado! Estou emocionado com suas palavras e feliz por você ter alcançado a vitória. Tu és um ser iluminado e eu sou grato a Deus por tido a honra de conviver com você por 98 dias. Desejo todo sucesso do mundo e que você possa cada dia mais, viver a plenitude de sua felicidade! Eu ti amo visse?" Alok, DJ "Você brilha em qualquer lugar! Tô aqui torcendo por você!" Rafa Kalimann, ex-BBB "Tiago!! Te acho imenso, eu não sei expressar minha admiração por você." Veja Mais

Carros de 'Max Max: Estrada da fúria' são leiloados na Austrália

G1 Pop & Arte 'Envio nitroso e sem brincadeiras pode ser arranjado para qualquer lugar do que sobrou do mundo', brinca site do leilão, que inclui caminhão dirigido pelos heróis do filme de 2015. Cena de 'Mad Max: Estrada da Fúria' Divulgação Cerca de 13 carros usados nas gravações de "Mad Max: Estrada da fúria" (2015) estão sendo leiloados na Austrália. "Com motores super turbo e armados até os dentes com armas e garotos de guerra, as máquinas que ultrapassaram o fim da civilização foram desenterradas na maior descoberta de celeiro jamais registrada", descreve a casa de leilões Lloyd, responsável pelo evento. Entre os veículos listados, está inclusive o caminhão de guerra, dirigido pelos heróis interpretados por Tom Hardy e Charlize Theron no filme de George Miller. Os lances podem ser enviados até o dia 26 de setembro e o site não lista um preço mínimo. Apesar de ser realizado na Austrália, qualquer comprador pode participar. "Envio nitroso e sem brincadeiras pode ser arranjado para qualquer lugar do que sobrou do mundo", conclui o site. Assista ao trailer legendado de 'Mad Max: Estrada da fúria' Veja Mais

Douglas Souza diz ter sofrido homofobia em aeroporto na Holanda ao viajar com namorado

G1 Pop & Arte Ele estava em conexão para a Itália, onde vai jogar pelo Vibo Valentia. Ele diz que, ao dizer que ia com namorado, 'tratamento mudou', e que eles ficaram 'largados no chão até 7h da manhã'. Douglas Souza fala sobre chegada à Europa Douglas Souza disse ter sofrido homofobia no aeroporto em Amsterdã, na Holanda, na conexão de um voo do Brasil para a Itália. O jogador de vôlei viajava com o namorado, Gabriel Campos, para se apresentar à equipe Vibo Valentia, na qual vai jogar. Ele diz que ficou por 15h no aeroporto, que percebeu um tratamento diferente quando as autoridades souberam que ele estava com o namorado e que teve que dormir no chão pois só foi liberado quando não havia mais voos no dia para Roma. Veja trechos do relato acima. Na noite de terça-feira, Douglas disse no Instagram: "Hoje é um dos piores dias da minha vida. Foi horrível. Está sendo horrível", ele reclamou. "Puro preconceito, homofobia, vocês não têm noção. Eu vou, sim, explanar isso, porque eu não mereço, ninguém merece isso." Nos vídeos de terça, ele ainda estava no aeroporto. "Eu só não vou contar realmente o que aconteceu hoje porque eu tenho medo deles tirarem a minha passagem e me deportarem", ele disse. Nesta quarta, já na Itália, ele postou vários vídeos detalhando o que aconteceu. Ele disse que o processo de entrada estava normal até que ele disse que estava indo com o namorado, Gabriel Campos, que vai morar com ele na Itália. "Quando falei que era meu namorado, a fisionomia dele mudou na hora e o tratamento também", diz Douglas sobre o funcionário no aeroporto. "Ele perguntou o que o Gabriel ia fazer lá, eu mostrei no documento de união estável, disse que ele ia me acompanhar, trabalhar lá. Ele chamou um cara no telefone e disse que ele ia cuidar da gente. Levaram a gente para um outro lugar do lado da fila, onde tinha umas 20 pessoas, largaram a gente ali por umas 5 horas sem nenhum tipo de explicação", diz Douglas. Ele diz que perguntou várias vezes qual era o problema, mas não deve resposta. "Depois de umas cinco, seis horas me chamaram em uma salinha e fizeram uma entrevista para perguntar o que eu ia fazer lá. Até então achei normal, tranquilo. Mas aí bateram de novo na tecla de quem era o Gabriel, e eu tentava explicar que era meu namorado e eles tinham muita dificuldade de entender." "Eu comecei a perceber um padrão no tratamento deles, porque fomos colocados ali com mais 20 pessoas. Dessas, 18 eram pretas ou latinas", descreve Douglas. "Chegaram pessoas depois da gente, resolveram o problema de todo mundo e não resolvia o da gente." "A gente ficou literalmente o dia inteiro lá esperando. Quando deu 23h, que o aeroporto já estava fechado, não tinha mais voo para Roma, aí liberaram a gente", ele afirma. "A gente teve que dormir no aeroporto porque já tínhamos passado pela imigração, não tinha nem como ir para um hotel. Ficamos largados no chão até 7h da manhã, que era o próximo voo para Roma." "Foi uma situação muito estranha, muito difícil, porque a gente se sente fragilizado nessa situação, porque não pode fazer nada. Era contra a polícia, então se a gente falasse alguma coisa, se se exaltasse poderia ter dado problema para a gente. Se eu não tivesse vindo a trabalho, se fosse turismo, com certeza nem estaria aqui, teria voltado para casa", afirma o jogador. "Passei 15h no aeroporto que era para ser 3 horas no máximo. Infelizmente foi o que aconteceu, eu não achei normal essa situação. É uma coisa que acontece em todas as partes do mundo. Eu vivi aquilo, eu sei o que vivi, sei o olhar, o jeito que trataram eu e meu namorado na frente de todo mundo e foi uma situação muito constrangedora." Douglas Souza, jogador de vôlei brasileiro, durante partida contra a Argentina, nas Olímpiadas de Tóquio Yuri Hiroshi/Enquadrar/Estadão Conteúdo VÍDEO: Douglas Souza, atleta do vôlei, conquista web mostrando bastidores da Olimpíada Veja Mais

The Wanted anuncia reencontro após sete anos com show especial e álbum de sucessos

G1 Pop & Arte Grupo se une para show beneficente promovido por Tom Parker. Cantor foi diagnosticado com tumor no cérebro há um ano e está em recuperação. Banda The Wanted Reprodução/The Wanted A boy band britânica The Wanted anunciou, nesta quarta-feira (8), que irá se reunir após sete anos de pausa. Eles vão lançar um álbum de maiores sucessos em 12 de novembro. E também vão se apresentar no Royal Albert Hall, em Londres, no dia 20 de setembro. O show é parte do concerto beneficente "Inside my head", promovido por Tom Parker para arrecadar fundos para pesquisas contra o câncer. O cantor foi diagnosticado com tumor no cérebro há um ano e está em recuperação. Initial plugin text O anúncio do reencontro foi feito por um vídeo em que Max George, Siva Kaneswaran, Jay McGuiness, Tom Parker e Nathan Sykes surgem, um a um, em uma sala de espera de um hospital. A banda se separou no começo de 2014. Na época, os artistas queriam se dedicar a projetos pessoais e não estabeleceram data para o retorno. Semana Pop explica como alguns países estão voltando a realizar shows Veja Mais

'A Favorita', 'A força do querer', 'Verdade Secretas' e mais: as 15 novelas mais marcantes em 15 anos de G1

G1 Pop & Arte G1, portal de notícias da Globo, completa uma década e meia no ar neste sábado (18). Semana Pop resume quais foram as principais novelas desde 2006, uma por ano. 'A Favorita', 'A força do querer', 'Verdade Secretas' e mais: as 15 novelas mais marcantes Você sabia que já tem 15 anos que o G1 existe? Pois é. A gente estava na internet desde que tudo era mato. E, nesse tempo, assistimos à web se aproximar muito da televisão. As novelas são um grande exemplo disso. Quanto assunto elas já não renderam nas redes sociais? Ao longo dos últimos anos, muitos debates e memes foram levantados nas plataformas enquanto iam ao ar novelas como "A Favorita", "A força do querer", "Amor de mãe", "Verdades Secretas" e tantas outras. No vídeo acima e na lista abaixo, o G1 mostra os 15 novelas que representam os últimos 15 anos. O G1, portal de notícias da Globo, completa uma década e meia no ar neste sábado (18). Para celebrar o aniversário, a editoria de Pop & Arte publica nesta semana vídeos e listas com as séries, músicas, filmes e novelas mais importantes desde 2006. 2006: "Cobras e Lagartos" Foguinho Cobras e Lagartos Reprodução Em 2006, o G1 era um recém-nascido, mas o pessoal da Luxus, a loja que era o centro da trama de "Cobras e Lagartos", já tinha muito experiência em babado e confusão. Essa novela do João Emanuel Carneiro era chiquérrima, tinha os melhores looks e a Carolina Dieckmann com o cabelo platinado, que é tendência até hoje. Até a Billie Eilish copiou. 'Tropa de Elite', 'Vingadores', 'Minha mãe é uma peça', 'Parasita': os 15 filmes mais marcantes em 15 anos de G1 E quem não lembra do Foguinho? O cara era carisma puro, e ainda por cima apresentou pra gente o maravilhoso Lázaro Ramos. Foi a estreia dele em novelas. 2007: "Paraíso Tropical" Olavo (Wagner Moura) e Bebel (Camila Pitanga) em cena de "Paraíso Tropical" TV Globo/Willian Andrade Enquanto o YouTube ganhava uma versão em português e a Apple lançava o primeiro iPhone nos Estados Unidos, Camila Pitanga desfilava pleníssima pelas ruas de Copacabana com sua personagem Bebel. O casal formado ela e por Wagner Moura, o Olavo, foi o grande destaque da novela "Paraíso Tropical". A paixão entre a prostituta e o grande vilão da história conquistou os telespectadores. E os bordões de Bebel também ganharam as ruas. Quem é que não lembra da personagem falando “cueca maneira” e “catiguria”? 2008: "A Favorita" Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar) em cena de 'A Favorita' Globo/Rafael França Uma mocinha e uma vilã. Mas a que a gente achava que era mocinha, era vilã. E a que a gente achava que era vilã, era mocinha. João Emanuel Carneiro conseguiu enganar todo mundo em "A Favorita", uma novela tão tensa que parecia filme de Hollywood. Mas a trilha era bem brasileira. 2009 – "Caminho das Índias" Raj (Rodrigo Lombardi) e Maya (Juliana Paes) em cena de "Caminho das Índias" TV Globo / Thiago Prado Neris Are baba! Como uma típica novela de Gloria Perez, "Caminho das Índias" fez a Ásia parecer bem pertinho. Essa foi a primeira novela brasileira a vencer o prêmio Emmy Internacional. A história contava o amor impossível entre dois jovens indianos de origens diferentes: Maya, de uma família tradicional de comerciantes, e Bahuan, um dalit, uma casta considerada impura na Índia. Só que aí no meio, a história tem uma reviravolta porque a Maya passa a curtir muito o Raj, que tinha sido o marido prometido pra ela. A gente não dar spoiler, mas se você quiser acompanhar o desfecho dessa história, atualmente a novela está sendo exibida no “Vale a pena ver de novo”. 2010: "Ti-Ti-Ti" Cena da novela 'Ti ti ti', com Alexandre Borges e Murilo Benício Divulgação/TV Globo Em 2010, quem marcou a época foi a novela "Ti-Ti-Ti". A novela não era só um remake. Mas, digamos, um bem bolado de remakes. Além de trazer de volta a história que foi ao ar pela primeira vez, lá na década de 1980, incluía também duas tramas que faziam parte de uma outra novela do passado, a "Plumas e Paetês". Ambas foram escritas por Cassiano Gabus Mendes, a quem a autora Maria Adelaide Amaral quis homenagear na nova versão. Isso porque Cassiano foi o responsável por levá-la pra televisão. 2011: "Cordel Encantado" Cena de "Codrdel Encantado": Jesuíno ( Cauã Reymond ) interrompe a cerimônia de casamento Açucena ( Bianca Bin ) com Felipe ( Jayme Matarazzo ) TV Globo / Rafael França Em 2011, quando acontecia o casamento do Príncipe William e da duquesa Kate, as histórias de outra realeza tomavam conta das telinhas. "Cordel encantado" tinha como pano de fundo o reino fictício de Seráfia e contava com estrelas como Bruno Gagliasso, Nathalia Dill, Cauã Reymond e Bianca Bin. 'Rehab', 'Ai se eu te pego', 'Despacito', 'Vai malandra': 15 hits que marcaram os 15 anos de G1 Pra fazer as cenas da família real, o elenco passou pouco mais de uma semana na França colhendo imagens de dentro de um castelo, que serviu de locação para o registro das imagens. E uma curiosidade: só de figurino, a produção levou, pra essa gravação, 65 malas. 2012: "Avenida Brasil" Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella) brigam em cena de 'Avenida Brasil', novela vai ser exibida no Vale a Pena Ver de Novo Renato Rocha Miranda/Rede Globo Um clássico. Uma obra-prima da TV brasileira. Um cânone da dramaturgia nacional. "Avenida Brasil" transcendeu o próprio conceito de novela e virou um fenômeno cultural. Se a gente parar pra falar tudo que fez sucesso nessa novela, vai ficar até o próximo aniversário do G1. Mas fica aí uma curiosidade: João Emanuel Carneiro se inspirou em personagens de Dostoievski pra criar a personagem Carminha. Chique demais. O final da novela parou o Brasil e também foi destaque até na imprensa internacional. 2013: "Amor à vida" O beijo entre os personagens Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano) fez história no horário nobre da Globo com a novela "Amor à vida" Reprodução - TV Globo Em 2013, Walcyr Carrasco resolveu contar uma história contemporânea com São Paulo como cenário e que girava em torno das relações familiares. Além da história central, a novela "Amor à vida" também promoveu uma ação socio-educativa e colocou luz em alguns temas como o autismo, com a personagem Linda, que foi o papel de Bruna Linzmeyer. E falou também sobre a lúpus, uma doença auto-imune, através da Paulinha, que era a personagem da Klara Castanho. E ainda teve o beijo entre os personagens Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano), que fez história na Globo. 2014: "Império" Alexandre Nero como o comendador José Alfredo, protagonista da novela 'Império', indicada ao Emmy Internacional Globo/Alex Carvalho "Império", de 2014, nos rendeu ótimos frutos. Primeiro, a história inesquecível do Comendador, o homem de preto, e da briga dos filhos deles pela herança da empresa do pai. Segundo, mais um Emmy Internacional. E, terceiro, foi a primeira novela do Chay Suede na Globo. Ele viveu o Comendador José Alfredo na primeira fase da trama. Foram só alguns capítulos, mas que capítulos! 2015: "Verdades Secretas" Larissa (Grazi Massafera) e Visky (Rainer Cadete) em 'Verdades Secretas' Globo/Estevam Avellar Em 2015, foi ao ar mais uma história pros noveleiros que dormem tarde. "Verdades secretas", uma das poucas novelas das 23h, girava em torno do triangulo amoroso formado por Alex, Angel e sua mãe, Carolina. Além desse cenário, a novela teve como pano de fundo o lado obscuro do mundo da moda. E trouxe pra conhecimento geral o termo “book rosa”, que antes era conhecido mais ali dentro do mundinho fashion. O sucesso da novela não foi só de público. Em 2016, "Verdades Secretas" venceu a categoria de melhor novela no Emmy Internacional, que é considerado o Oscar da TV mundial. 'Verdades Secretas 2': veja o que se sabe até agora da série que deve estrear no 2º semestre 2016: "Velho Chico" Domingos Montagner e Camila Pitanga como os personagem Santo e Tereza, durante gravações da novela 'Velho Chico' Caiuá Franco/TV Globo Em 2016, foi ao ar a novela "Velho Chico". A trama principal foi dividida em duas fases pra mostrar que a rivalidade entre duas famílias resistiu mesmo com a passagem dos anos. Assim como o amor entre dois membros dessas famílias Os personagens Tereza e Santo foram interpretados por Camila Pitanga e Domingos Montagner na fase adulta. A novela ficou marcada também por uma tragédia longe das câmeras. Após uma manhã de filmagens, Domingos se afogou durante um mergulho no Rio São Francisco. Com a morte de Domingos, a novela seguiu seu desfecho, Santo se casou com Terê, e a produção fez uma belíssima homenagem ao ator no capítulo final. 2017: "A força do querer" Juliana Paes como Bibi em 'A força do querer' Reprodução/TV Globo Bibi Perigosa talvez seja um dos personagens mais lembrados da história recente das novelas. A "Força do Querer" teve várias cenas super tensas de perseguição, envolvendo a Bibi, que era a Juliana Paes, e a policial Jeiza, a Paolla Oliveira. Que dupla! 'Lost', 'Game of Thrones', 'Office', 'Modern Family': as 15 séries mais marcantes em 15 anos de G1 Mas também tinha outros personagens maravilhosos. A sereia Ritinha, a Silvana, que era viciada em jogo, e a Ivana, que se tornou Ivan mais pro fim da novela e emocionou todo mundo numa trama histórica sobre a descoberta da identidade de gênero. 2018: "Segundo Sol" Emílio Dantas grava cenas como o cantor de axé Beto Falcão, de "Segundo sol" João Cotta/Gshow "Segundo Sol" se passava na Bahia e falava sobre um cantor de axé, que já tá meio decadente, é dado como morto por engano. E, por causa disso, volta a ser um ídolo. Ele vê que a carreira finalmente está deslanchando de novo, desiste de revelar que tá vivo, vai se esconder numa vila praiana e lá se apaixona por uma catadora de mariscos. 2019: "Amor de mãe" Regina Casé e Adriana Esteves em cena de 'Amor de Mãe' Globo/Estevam Avellar "Amor de mãe" estreou no finzinho de 2019 e rapidinho ganhou o coração do público. A história estava indo super bem, com os espectadores ansiosos para ver dona Lourdes encontrar seu filho desaparecido, mas assim como o mundo todo, a novela precisou parar. A reta final de Amor de mãe precisou ser adiada por conta da pandemia de coronavírus e foi exibida 10 meses depois. Foi só em março desse ano, 2021, que os fãs da novela mataram a curiosidade do grande final. 2020: "Salve-se quem puder" Alexia (Deborah Secco), Kyra (Vitória Strada) e Luna (Juliana Paiva) em cena de "Salve-se quem puder" Paulo Belote/Globo E chegamos a 2020, o ano em que o mundo todo parou por causa da pandemia. Com as novelas, não poderia ser diferente. "Salve-se quem puder" foi uma das que foram interrompidas pelo risco de transmissão do coronavírus. Mas as gravações foram retomadas, seguindo regras bem rígidas de segurança, e ela entrou pra história como uma das tramas que conseguiram ser finalizadas, mesmo em meio à pandemia. Veja Mais

O que influencers sacrificam pela fama — e o que ganham com isso

G1 Pop & Arte Administrar seu próprio canal popular no YouTube pode ser lucrativo, mas tem suas desvantagens. Administrar seu próprio canal popular no YouTube pode ser lucrativo, mas tem suas desvantagens JOY WONG via BBC O que pode acontecer por trás da vida aparentemente idílica de um "influenciador" de sucesso? A maquiadora americana Michelle Phan tem a resposta. Ela conta que teve que parar de fazer seus populares vídeos de maquiagem e beleza no YouTube porque estava "exausta". Mas não era só isso. "Tornou-se cada vez mais difícil para mim fingir que era feliz", diz ela. "E (como resultado) me tornei uma pessoa tóxica, tanto nos meus relacionamentos quanto nas minhas amizades. Tinha chegado ao meu limite." Phan, de 34 anos, faz alusão aos anos de 2017 a 2019, quando decidiu dar uma pausa na postagem de seus vídeos tutoriais. Ela alega que precisava se liberar da pressão constante de caçar mais e mais visualizações e curtidas produzindo conteúdo novo. Hoje seu canal homônimo no YouTube tem 8,84 milhões de assinantes em todo o mundo, e Phan, baseada em Los Angeles, orienta e apoia outras pessoas que estão fazendo vídeos para as redes sociais. Ela diz que muitos se sentem estressados com a falta de ideias e compelidos a produzir conteúdos novos várias vezes por dia. Mas quem são exatamente os chamados "influencers"? Não existe uma definição rígida, mas em essência é alguém que tem seguidores suficientes nas redes sociais, mais especificamente no YouTube, Instagram ou TikTok, e que pode fazer dinheiro com isso. A receita vem de duas fontes principais — uma parcela da receita de publicidade gerada por seu próprio conteúdo e contratos com empresas para promover suas marcas. Em relação ao primeiro, no YouTube, qualquer um pode se inscrever para começar a receber uma parte das receitas dos anúncios veiculados em seus vídeos, desde que tenha mais de mil assinantes e 4 mil horas assistidas. A plataforma de vídeo não divulga quanto paga, mas, segundo fontes do mercado, o valor varia entre US$ 3 a US$ 5 (R$ 16 a R$ 26) por cada mil visualizações. E, quando se trata de acordos com marcas, o que importa, mesmo, além do conteúdo, é o número de seguidores, claro. No Instagram, se você tiver mais de 1 milhão de seguidores, é possível ganhar mais de US$ 10 mil (R$ 52 mil) por apenas uma postagem promovendo determinado produto. A BBC conversou com Phan e quatro outros influenciadores sobre suas experiências. Embora a possibilidade de ganhar muito dinheiro seja alta, Phan diz que os criadores de conteúdo "precisam determinar seus próprios limites e cuidar de si mesmos", em vez de postar o tempo todo. Essa preocupação é repetida pela analista de mídia Rebecca McGrath, da empresa de pesquisas Mintel. Segundo ela, alguns influenciadores, no afã de ganhar dinheiro fácil e rápido, postam "mesmo que não tenham nada de novo para criar ou dizer". Phan também adverte que é preciso ter estômago de ferro para lidar com os trolls online "escrevendo coisas horríveis sobre seus vídeos". "Você também está exposto a comentários odiosos, para os quais acho que as pessoas não estão preparadas", diz. Esse foi o ponto levantado em julho pela influenciadora britânica Em Sheldon, quando falou para parlamentares na Câmara dos Comuns (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil). Um comitê de parlamentares continua investigando o crescimento da cultura de influenciadores. Nesse contexto, o TikTok é a 'bola da vez' entre os grandes sites de mídia social — estando disponível apenas fora da China desde 2018. Com mais de 1 bilhão de usuários ao redor do mundo, a plataforma é sinônimo de sucesso entre gerações mais jovens: passa-se mais tempo ali do que no YouTube, por exemplo. Os irmãos Colin e Dylan McFarland, e seu pai Dan, produzem esquetes cômicos e danças para o aplicativo de vídeo desde 2019. Conhecido como The McFarlands, o trio de Louisville, no Estado americano do Kentucky, agora tem 2,6 milhões de seguidores no TikTok. "Os influenciadores são uma nova onda de pessoas em quem você pode confiar na Internet", diz Colin, de 27 anos. "Se você está vendendo um produto ou dando conselhos, as pessoas vão confiar nas pessoas que veem em seus telefones todos os dias." Dylan, de 25 anos, acrescenta que seu humor fez com que marcas como Colgate e Gillette "quisessem trabalhar conosco, e ver o que poderíamos fazer, porque estamos genuinamente agindo como somos com nossa família". Nos últimos dois anos, o dinheiro que ganharam permitiu que os dois irmãos abandonassem seus empregos diários, comprassem casas e até investissem em outras propriedades. "Acredito sinceramente que qualquer um pode fazer isso", diz Colin, que começou editando os vídeos em seu iPhone. "Basta encontrar o seu nicho e mantê-lo." Morador de Toronto, o youtuber Kevin Parry leva uma boa vida fazendo vídeos de animação stop-motion para seus 936 mil assinantes e outros espectadores. Em seu primeiro ano, ele alega ter faturado mais de 100 mil dólares canadenses (R$ 412 mil). Parry, de 32 anos, que já trabalhou com Disney, Apple, Amazon e Lego, diz que 90% de sua receita vêm de contratos publicitários. Os 10% restantes vêm da publicidade do seu próprio canal e de uma agência que reivindica receitas de pessoas roubando e monetizando seu conteúdo. Ele adverte os possíveis influenciadores a não compartilhar muito de sua vida pessoal. "Se as pessoas não gostam de um vídeo que fiz, pelo menos isso é apenas um trabalho criativo, e posso tentar melhorar nessa habilidade, em vez de compartilhar minha vida e as pessoas não gostarem", diz ele. "Como você compensa e conserta isso? Não dá." Parry aconselha os criadores a aprimorarem um conjunto de habilidades específicas, como produção de filmes ou carpintaria, e compartilhar essa paixão, em vez de falar sobre sua vida cotidiana. A autora Shan Boodram tem falado sobre sexo e questões de relacionamento em seu canal do YouTube, Shan Boody, desde 2012. Ela tem 664 mil assinantes e seus vídeos foram assistidos mais de 71 milhões de vezes. Boody diz que os novos youtubers devem reconhecer se estão em uma situação ruim, e não criar conteúdo, se for o caso. E em relação ao que postar, ela tem uma regra de ouro: "Pense na última pessoa que você gostaria de ver primeiro esse conteúdo. Apesar das desvantagens de ser um influenciador — a necessidade de sempre postar mais vídeos ou comentários, sem falar no provável abuso online — muitas pessoas gostariam de ser um. Pode ser uma maneira divertida e lucrativa de ganhar a vida. Ainda assim, o psicólogo Stuart Duff, da consultoria de psicologia empresarial Pearn Kandola, adverte que você precisa de uma certa personalidade para esperar ter sucesso nisso. "É claro que há uma grande diversidade de influenciadores de sucesso, em termos de estilo e personalidade, mas para ser realmente bem sucedido, o influenciador usará uma grande dose de psicologia para influenciar seus seguidores", diz ele. "Eles precisam ser altamente relacionáveis, contar ótimas histórias, ter uma marca forte e única e se manter fiéis à mensagem. Também não pode faltar paixão pelo que querem dizer e parecem sempre saber o que seu público quer ouvir." Phan começou a postar vídeos no YouTube em 2007 e, em grande parte graças ao seu sucesso, ela agora possui e dirige sua própria empresa multimilionária, a EM Cosmetics. "Se você é um bom contador de histórias, você pode ter uma legião de seguidores e mudar sua vida", diz ela. Veja Mais

Obra póstuma do artista Christo, 'Arco do Triunfo Embrulhado' é inaugurado em Paris

G1 Pop & Arte 'Um sonho louco realizado', comentou o presidente francês, Emmanuel Macron. Artista búlgaro teve em 1961 a ideia de envolver monumento icônico em 2,5 mil m² de embrulho plástico prateado. Arco do Triunfo de Paris recebe retoques finais do embrulho nesta quinta-feira (16), em óbra póstuma do artista Christo Thomas Samson/AFP Foi inaugurada nesta quinta-feira (16) a instalação póstuma concebida pelo falecido artista Christo que envolve o monumento do Arco do Triunfo de Paris com 2,5 mil metros quadrados de embrulho de plástico reciclável azul prateado. O presidente francês, Emmanuel Macron, participou da cerimônia. "Esta é a conquista de um sonho de 60 anos, um sonho louco realizado", disse Macron, que estava acompanhado pela esposa Brigitte e por autoridades como Roselyne Bachelot, ministra da Cultura, e Anne Hidalgo, prefeita de Paris. O presidente francês, Emmanoel Macron, durante inauguração do 'Arco do Triunfo Embrulhado' em Paris Ludovic Marin/pool via AFP Macron disse estar particularmente feliz pelo fato de a instalação ocorrer no Arco do Triunfo porque o monumento "sofreu muito no final de 2018", uma alusão aos saques e atos de vandalismo no Arco do Triunfo durante os protestos contra o governo dos "Coletes Amarelos". Arco do Triunfo de Paris recebe retoques finais do embrulho nesta quinta-feira (16), em óbra póstuma do artista Christo Gonzalo Fuentes/Reuters Imaginado em 1961 pelo artista búlgaro Christo, "O Arco do Triunfo, Embrulhado" foi concretizado finalmente por seu sobrinho, Vladimir Yavatchev, a um custo aproximado de 14 milhões de euros. Arco do Triunfo de Paris recebe retoques finais do embrulho nesta quinta-feira (16), em óbra póstuma do artista Christo François Mori/AP O artista, cujo nome completo era Christo Javacheff, ficou conhecido por suas instalações gigantescas. Ele embrulhou um trecho do litoral da Austrália e o edifício do Parlamento alemão em Berlim, além de estender uma cortina enorme em parte do cânion no Estado norte-americano do Colorado, trabalhando com a esposa Jeanne-Claude nos projetos. A dupla também cobriu a Ponf Neuf parisiense com tecido amarelo em 1985 (veja abaixo). A Pont Neuf ('Ponte Nova') de Paris embrulhada em obra de Christo e Jeanne-Claude realizada em setembro de 1985 Pierre Guillaud/AFP Christo em frente ao projeto The London Mastaba, no Hyde Park, em Londres, London. Imagem feita em junho de 2018 Simon Dawson/Reuters/Arquivo Veja Mais

'Tropa de Elite', 'Vingadores', 'Minha mãe é uma peça', 'Parasita': os 15 filmes mais marcantes em 15 anos de G1

G1 Pop & Arte G1, portal de notícias da Globo, completa uma década e meia no ar neste sábado (18). VÍDEO resume quais foram os principais filmes desde 2006, um por ano. G1 15 anos: Os 15 filmes que se destacaram no cinema Em 15 anos, a história do cinema foi sacudida muitas vezes. E muitos filmes, de ação, comédia, animação, futurísticos e de todas as partes do mundo, marcaram também o coração dos fãs. No vídeo acima e na lista abaixo, o G1 mostra os 15 filmes que representam os últimos 15 anos. Nós cruzamos lista de vencedores do Oscar ("Parasita", "Moonlight"), mais vistos no Brasil ("Se eu fosse você", "Minha mãe é uma peça"), no mundo ("Avatar", "Vingadores", "Toy story 3"), selecionados pra representar o Brasil no Oscar. E quando mesmo assim o filme do ano não era lá grande coisa, a gente escolheu com o coração ("Relatos Selvagens") porque ninguém é de ferro, né? O G1, portal de notícias da Globo, completa uma década e meia no ar neste sábado (18). Para celebrar o aniversário, a editoria de Pop & Arte publica nesta semana vídeos e listas com as séries, músicas, filmes e novelas mais importantes desde 2006. 2006: 'Se eu fosse você' Tony Ramos e Glória Pires em cena do filme 'Se eu fosse você' Reprodução/Globo A gente começa essa lista com um sucão de Brasil: Tony Ramos, Glória Pires, um humor bem brasileirinho e casal que troca de corpo. Não tinha como "Se eu fosse você" dar errado. Mas quase deu. Teve problemas na escalação, estreou dando prejuízo, mas ganhou de virada e se tornou o filme brasileiro mais visto em 2006. Confira o trailer do filme 'Se Eu Fosse Você' E você sabe que o filme fez sucesso quando ele ganha sequência. "Se eu fosse você 2" estreou em 2009 e é a uma das comédias brasileiras mais vistas da história. 2007: 'Tropa de Elite' Cena do filme 'Tropa de Elite' Universal/Divulgação Em 2007, era difícil encontrar alguém que ainda não tivesse visto "Tropa de Elite". E isso antes mesmo do filme ser lançado. Dirigido por José Padilha e estrelado por Wagner Moura, o filme superou um dos vazamentos mais infames do cinema nacional, se tornou uma das maiores bilheterias brasileiras da história e marcou uma geração com seus bordões inesquecíveis. 2008: 'Batman: O Cavaleiro das Trevas' Personagem Coringa no filme 'Batman: O Cavaleiro Das trevas', de 2008; Michael Pinheiros diz que foi fantasiado assim ao BGS onde alega ter sido torturado por seguranças do evento em SP Reprodução/Filme 'Batman - O Cavaleiro Das Trevas' A gente pode até fingir aqui que "O Cavaleiro das Trevas" tem muitos méritos, e até tem mesmo, mas o que todo mundo sempre vai lembrar é do Coringa de Heath Ledger. Tanto que o australiano recebeu um raro Oscar póstumo pelo papel. Não tem transformação, risadinha, choro ou dancinha de Joaquin Phoenix que supere a lenda que foi o Heath Ledger, me desculpem fãs. 2009: 'Avatar' Cena de 'Avatar' Divulgação Tem gente que ama, tem muita gente que odeia, mas nada disso importa. "Avatar" foi o grande acontecimento do cinema antes dos Vingadores existirem. E esses dias até recuperou seu posto como a maior bilheteria de todos os tempos. Era o tipo de filme que você precisava ver no cinema, muito bonito, um marco mesmo – por mais que a história não fosse lá essas coisas. Agora vão vir mais três sequências. Será que elas vão repetir o sucesso? Fica aí o questionamento. 2010: 'Toy Story 3' Cena de 'Toy story 3' Reprodução Quem não chorou na famosa cena da fornalha pode ir verificar os sinais vitais, porque ou está morto ou é um robô. O terceiro filme de Woody, Buzz e seus amigos podia ser o final emocionante e perfeito que os brinquedos merecem – tanto que dá quase para esquecer que o 4 existiu. 2011: 'Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 2' Ron Weasley (Rupert Grint), Hermione Granger (Emma Watson) e Harry Potter (Daniel Radcliffe) em 'Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2' Divulgação A saga Harry Potter começou com os bruxinhos pequeninos e fofinhos e terminou mais madura. Alguns diriam até que mais sombria. Faz 10 anos que ele estreou e levou filas de criança, jovem, adulto, cosplayers pros cinemas do mundo inteiro. E tem tudo ali: é emocionante, visualmente incrível, atuações boas. 2012: 'Os Vingadores' Thor e o Capitão América em cena da batalha final do filme 'Os Vingadores' Marvel Bom, quem esteve vivo nos últimos anos pode até não gostar, mas é impossível negar o poder dos heróis da Marvel nos cinemas. Essa jornada até começou em 2008, com o primeiro "Homem de Ferro", mas foi o encontro de Tony Stark, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro que provou que esse universo integrado era mesmo possível. 2013: 'Frozen' Cena de 'Frozen: Uma aventura congelante' Divulgação "Frozen" se tornou um fenômeno cultural. Todo mundo cantou ou ouviu alguém cantar "Let it go". Fazer a Elsa virou sinônimo de dar um gelo e toda vez que neva (ou chove granizo) no Rio Grande do Sul, as pessoas não fazem mais boneco de neve, elas fazem o Olaf. Foi nessas que "Frozen" levou dois Oscars e se tornou o filme mais visto no mundo em 2013. 2014: 'Relatos Selvagens' Erica Rivas em cena de Relatos Selvagens Divulgação São 6 histórias urbanas que misturam terror, ação, vingança, faroeste, meio que tudo junto. E todas têm aquele humor sarcástico que os nossos vizinhos argentinos sabem fazer muito bem. Assista ao trailer de 'Relatos selvagens' O filme fez o maior sucesso na Argentina, no Brasil e no mundo inteiro e não chegou a ganhar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas nos nosso corações merece a presença – especialmente em um ano sem grandes exemplos. 2015: 'Star Wars: O despertar da Força' Carrie Fisher em 'Star Wars - O Despertar da Força' (2015). Divulgação/Lucas Film Dez anos depois do fim da segunda trilogia, a saga "Star Wars" voltou com toda a força (hãn? hãn?) com "O despertar da Força". 'Star Wars: o despertar da Força': veja análise de principais spoilers da trama Os filmes seguintes podem até ter dividido muito as opiniões por aí, mas o primeiro deles, dirigido por JJ Abrams, dominou bilheterias ao misturar homenagem e novos elementos na dose certa. 2016: 'Aquarius' Filme 'Aquarius' será exibido nesta terça-feira (10), no Sesc Thermas de Presidente Prudente Divulgação Aquarius é um filmão do Kleber Mendonça Filho. É uma reflexão política com conflitos raciais e sociais, bem a cara do cinema do Kleber. E tem a Sônia Braga de protagonista. Kleber Mendonça Filho e Sonia Braga falam de 'Aquarius' E ele merecia a presença na lista, né? "O som ao redor" ainda não é tão conhecido e "Bacurau" infelizmente saiu em um ano com muitos grandes concorrentes. Mas "Aquarius" é um representante à altura. 2017: 'Moonlight' Os atores Mahershala Ali e Alex R. Hibbert em cena de 'Moonlight' Divulgação "Moonlight" é um dos melhores filmes dos últimos anos com tranquilidade, e mais do que merecia ganhar a categoria principal do Oscar de 2017. 'Moonlight' leva o Oscar após erro no anúncio da vitória de 'La La Land' Infelizmente, mais do que ser lembrado por sua visão sensível de questões raciais e sexualidade, o filme de Barry Jenkins entrou para a história por causa da confusão no anúncio de sua vitória. 2018: 'Vingadores: Guerra Infinita' Filme 'Vingadores: Guerra Infinita' Reprodução/trailer Sim, os Vingadores estão de volta à lista, mas seria impensável fingir que os dois últimos filmes da equipe, que encerra o primeiro grande arco da Marvel nos cinemas, nunca existiram. 'Vingadores: Guerra Infinita' é o grande final de 10 anos da Marvel, diz Chris Pratt "Guerra Infinita" reuniu mais uma vez os maiores heróis da editora para enfrentar uma grande ameaça em comum e terminou da forma mais impensável para o gênero: a morte de metade do universo. 2019: 'Minha mãe é uma peça 3' Paulo Gustavo e Rodrigo Pandolfo em 'Minha mãe é uma peça 3' Divulgação 2019 foi um grande ano para o cinema. "Vingadores: Ultimato" se tornou o segundo filme mais visto da história. No Brasil, tivemos um concorrente de peso: "Minha mãe é uma peça 3", o filme mais sensível da trilogia do saudoso Paulo Gustavo como Dona Hermínia. A comédia bateu de frente com a Marvel para impedir que os heróis dominassem de vez a nossa lista. Afinal, estamos falando aqui apenas da maior bilheteria de um filme nacional de todos os tempos. 2020: 'Parasita' Cena de 'Parasita' Reprodução E como esta lista é tudo, inclusive eclética, tem até filme coreano! Claro, o fenômeno que foi "Parasita" ajuda demais. O filme de Bong Joon-Ho conquistou o mundo com sua sátira, mais do que universal, sobre relações de classe – e se tornou a primeira produção em língua estrangeira a ganhar o Oscar de melhor filme. Trailer de 'Parasita' E você, concorda? Quer jogar tomate na gente? Amou? Conta aí pra gente nos comentários. Veja Mais

Met Gala 2021: looks glamourosos de alguns convidados também deixaram mensagens de protestos

G1 Pop & Arte 'Taxem os ricos' e 'Direitos iguais para as mulheres' foram algumas das mensagens exibidas nos figurinos de convidados durante evento. Alexandria Ocasio-Cortez e Aurora James chegam ao Met Gala 2021 Dimitrios Kambouris/Getty Images for The Met Museum/Vogue /AFP Nem só de looks estilosos e glamourosos se fez o Met gala, tradicional festa beneficente organizada anualmente no Metropolitan Museum of Art, em Nova York (EUA). O evento aconteceu na noite desta segunda-feira (13) e contou com diversas estrelas do esporte, do entretenimento e da política. Cerca de 400 pessoas estiveram no evento na primeira edição após a pausa por conta da pandemia de coronavírus. VEJA FOTOS Entre uma pose e outra na escadaria na entrada do evento, alguns figurinos faziam parte de protestos silenciosos. Como foi o caso da congressista dos Estados Unidos Alexandria Ocasio-Cortez (AOC). Ela optou por ir à festa usando um vestido branco. Nas costas, em letras vermelhas, a peça exibia a mensagem: "Taxem os ricos". A escolha do look no evento beneficente dividiu opiniões nas redes sociais. Entre mensagens de apoio, era possível também encontrar outras que diziam que "obscenamente fora da realidade e completamente hipócrita". Segundo a agencia AFP, não ficou claro se a deputada ganhou o convite ou desembolsou os US$ 30 mil (cerca de R$ 156 mil) do ingresso para o evento AOC, que se autodeclara democrata socialista, já se posicionou diversas vezes sobre o aumento dos impostos sobre os mais ricos, para assim promover iniciativas políticas como o acesso gratuito ao sistema de saúde. A deputada democrata Carolyn B. Maloney no Met Gala 2021 Mario Anzuoni / Reuters Quem também fez um manifesto com seu figurino foi a congressista Carolyn B. Maloney. Ela entrou no evento com um vestido que exibia longas faixas com os dizeres: "Direitos iguais para as mulheres". O protesto era em apoio a ratificação da Emenda de Direitos Iguais, que garantiria a igualdade legal de gêneros. Cara Delevingne também deixou sua mensagem com a frase "Peg the Patriarchy" em seu figurino. A modelo de 29 anos declarou que o manifesto era sobre o empoderamento feminino e a igualdade de gêneros. Cara Delevingne no Met Gala 2021 Angela WEISS / AFP O ator Dan Levy e a estrela do futebol Megan Rapinoe também fizeram seus manifestos. Enquanto o ator optou por uma peça de mangas bufantes e com uma arte que mostrava dois homens se beijando; a atleta exibiu sua bolsa que fazia um trocadilho com o famoso slogan "In America We Trust" (Confiamos na América) e trocava pelos dizeres: "In gay we trust". Dan Levy no Met Gala 2021 Mario Anzuoni / Reuters Atleta americana de futebol Megan Rapinoe Angela WEISS / AFP Vídeos: Saiba tudo sobre entretenimento com o Semana Pop Veja Mais

'Deathloop' é mistura criativa de tiros, investigação e repetição temporal; G1 jogou

G1 Pop & Arte Game dos criadores de 'Dishonored' oferece mistério instigante e diversas possibilidades para jogadores enfrentarem história como quiserem para superar pequenos problemas de mecânica. À primeira vista, "Deathloop" parece uma mistura de elementos instigantes quando isolados, mas cuja soma pode ser ambiciosa e confusa demais. Por sorte, a impressão dura pouco. A combinação criativa de tiros, investigação e ciclo temporal, que obriga o jogador a repetir diversas vezes o mesmo dia, faz do game um dos mais criativos dos últimos anos. O novo jogo do estúdio Arkane, criador de "Dishonored" e "Prey", é lançado nesta terça-feira (14) para computadores e PlayStation 5 como mais um bom representante de sua tradição em buscar novas formas de subverter gêneros consagrados. Essas tentativas nem sempre funcionam totalmente, e o game sofre com algumas delas, mas supera seus problemas ao amarrar muito bem mecânicas com a história e ao oferecer aos jogadores a liberdade para enfrentarem os desafios como preferirem. Assista ao trailer de 'Deathloop' Volta o cão arrependido Apesar da trama focada em um ciclo temporal à la "Feitiço do tempo" (1993) ou "Russian doll" (série de 2019, para os mais novinhos), "Deathloop" começa como se não tivesse tempo a perder sem grandes vídeos de apresentação ou contextualização. De cara, o jogador encontra apenas um breve retrato de um assassinato brutal, visto em primeira pessoa pela perspectiva da vítima. Em seguida, acorda em uma praia, sem ideia de quem é ou de onde veio, e descobre aos poucos que é caçado por grupos de maníacos armados e mascarados. Enquanto reúne recursos para enfrentar os inimigos e se salvar da triste situação, descobre também que todos na ilha estão presos em uma anomalia temporal. Quando morre ou atinge o fim do dia, o protagonista é enviado para o começo do mesmo período e tudo se reinicia. E é exatamente por isso que é perseguido. Enquanto oito figuras poderosas lutam para manter a imortalidade dentro do ciclo, o objetivo do jogador é matá-los e assim escapar da repetição. Em 'Deathloop' é preciso encontrar pistas e pensar em formas de derrotar os oito vilões Divulgação Estrutura da liberdade Depois de um tutorial que prende o jogador em uma investigação inicial mais guiada, o game se abre em uma estrutura que ajuda a manter as coisas interessantes e livres, mesmo com a repetição. Com divisão da ilha em quatro áreas diferentes, que podem ser visitadas em quatro períodos distintos antes que o dia seja reiniciado, cabe ao protagonista encontrar pistas e atalhos que o ajudem em sua missão final. Com os inimigos espertos para seu plano e evitando se encontrarem no mesmo local em um só momento, cabe ao herói encontrar uma maneira de reunir o maior número deles para que todos sejam eliminados antes do fim da noite e inevitável recomeço. Ao explorar os mapas, é possível encontrar armas mais potentes e algumas melhorias contidas em itens que facilitam o combate ou até ajudam a evitá-lo totalmente com uma estratégia mais furtiva. Poderes ajudam em 'Deathloop' Divulgação Poderes especiais podem ainda ser coletados e melhorados ao eliminar cada um dos líderes – já que os vilões retornam no ciclo seguinte. Enquanto algumas dessas habilidades são padrão e beiram o clichê obrigatório, como teletransporte ou telecinese, outras realmente ampliam possibilidades e estratégias. Uma delas, por exemplo, conecta psiquicamente todos os adversários atingidos, deixando-os suscetíveis a tudo o que acontecer a um deles – um tiro na cabeça, por exemplo. Por mais que a maior parte de itens e melhorias desapareçam com o fim do ciclo, é possível investir pontos coletados nas fases, e em equipamentos sacrificados, para torná-los permanentes mesmo após os recomeços. Alta costura Nada disso funcionaria se a busca por pistas não fosse tão bem costurada à mecânica cíclica do jogo. Com algumas horas, o jogador descobre o tamanho do impacto de suas ações em momentos futuros, e consegue planejar seus passos para explorá-las da melhor maneira – evitando assim que a repetição fique, com a falta de uma palavra melhor, repetitiva. Um menu que liga cada uma das pistas descobertas impede um pouco que o público chegue às próprias conclusões, mas uma história tão interessante e bem amarrada faz com que isso não se torne um problema tão grande. Ao mesmo tempo em que protege o jogador de maiores frustrações, essa estrutura também provoca no jogador a satisfação de realmente estar desvendando um enigma gigante. Armas diferentes ajudar a enfrentar variados inimigos em 'Deathloop' Divulgação Além disso, o ciclo ainda combina muito bem com o sistema básico de um game com morte e recomeço, que sempre destoa de qualquer narrativa mais realista. Ironicamente, um jogo tão carregado do absurdo naturaliza um dos fundamentos mais surreais de jogos eletrônicos. Furos no ciclo Claro que tamanha ambição não escaparia sem problemas. Pelo menos na versão pré-lançamento enviada para jornalistas, o combate ainda apresenta defeitos irritantes. Às vezes, por exemplo, um tiro dado de trás da proteção de um muro esbarra em uma barreira invisível nos limites da cobertura. Com isso, o alvo não só não é atingido como pode ser alertado pelo barulho e chamar reforços. Em uma mecânica de confrontos tão punitiva a ponto de uma troca aberta de tiros com mais de três adversários ao mesmo tempo não ser indicada, já que mortes que podem custar todo o equipamento até ali, é um dos diversos problemas quase imperdoáveis. Para piorar, a inteligência artificial dos adversários sofre para manter um equilíbrio. Ao mesmo tempo em que esquecem da presença do protagonista que estão caçando dois segundos depois de avistá-lo por uma fresta a metros de distância, todos aqueles que são alertados pelos demais por algum motivo automaticamente sabem da localização atual do jogador, por mais que ele já tenha se reposicionado. Há também um modo no qual é possível assumir a identidade de um dos rivais principais para invadir a história de outros jogadores e caçá-los, mesmo que o game em si seja focado na campanha individual. A vitória garante algumas recompensas visuais para a história principal e itens melhores para futuras incursões. É possível assumir a identidade de um dos inimigos de 'Deathloop' e invadir o jogo de outras pessoas Divulgação Da mesma forma, dá para permitir que seu próprio jogo seja invadido, o que aumenta o caos, o desafio e oferece outros prêmios. Infelizmente, no momento antes do lançamento ainda não havia usuários o suficiente para testar direito a ideia, e nas poucas vezes que uma partida foi encontrada a conexão caiu em poucos segundos. Parece muita coisa, mas são pequenos detalhes diante dos esforços para apresentar uma série de ideias interessantes que pareciam ter pouco em comum, mas cuja mistura funciona graças à criatividade e à vontade de apresentar algo que fugisse do óbvio. Com seu "dia da marmota letal" e cheio de personalidade, "Deathloop" escapa de uma fria e se torna uma das mais instigantes novidades nessa nova geração de consoles. Veja Mais

Anitta no VMA 2021: Tapete vermelho, apresentação no intervalo comercial dos EUA e apoio de famosos

G1 Pop & Arte Anitta marcou presença na premiação e celebrou: 'primeira artista brasileira da história'. Anitta recebe homenagem de famosos durante passagem pelo VMA 2021 Anitta marcou presença no VMA 2021, que aconteceu na noite deste domingo (12), em Nova York, nos Estados Unidos. Anunciada como uma das artistas a fazer uma performance, Anitta teve uma apresentação especial de "Girl From Rio" pré-gravada e exibida no intervalo comercial da transmissão nos EUA. VMA 2021: FOTOS Mas além disso, a cantora brasileira também marcou presença na festa de premiação. "Entrar no VMA como a primeira artista brasileira da história foi mais ou menos assim...", escreveu a cantora na legenda de uma imagem publicada nas redes sociais. A cantora, que posou e deu entrevistas no tapete vermelho, também acompanhou a premiação direto do Barclays Center e compartilhou um pouquinho dos bastidores de sua passagem por Nova York nos Stories. Fazendo história na premiação, Anitta ainda recebeu o apoio e os parabéns de diversos famosos. Pabllo Vittar vibrou com a cantora dando entrevista no tapete vermelho. "Que orgulho". "Vai, Anitta", escreveu Gloria Groove na legenda de um vídeo compartilhado no Instagram. Mumuzinho: "Orgulho de ver o Brasil sendo bem representado por você, Anitta, minha grande amiga." Duda Beat: "Que lindo isso. Fico muito feliz em poder ver a primeira brasileira no VMA. Emocionada. Parabéns por essa conquista linda. O Brasil todo tá vibrando junto." Juliette: "É ela e acabou. A gente morre de orgulho da nossa menina. Vai ter brasileira no VMA, sim." Mas as mensagens não foram só enviadas por brasileiros. Camila Cabello compartilhou uma imagem de Anitta no Stories e escreveu: "Rainha". Anitta no VMA 2021 Evan Agostini/Invision/AP Veja Mais

VMA 2021: Anitta no tapete vermelho, e Lil Nas X, Olivia Rodrigo e Justin Bieber entre premiados; veja lista

G1 Pop & Arte Cerimônia de premiação aconteceu na noite deste domingo (12). Anunciada como um dos números da noite, Anitta teve uma apresentação especial de 'Girl From Rio' pré-gravada e exibida no intervalo comercial da transmissão nos EUA. Doja Cat e SZA recebem premio de melhor colaboração por "Kiss Me More" REUTERS/Mario Anzuoni Lil Nas X, Justin Bieber e Olivia Rodrigo estão entre os premiados do Video Music Awards 2021 (VMA). A premiação aconteceu na noite deste domingo (12), em Nova York, nos Estados Unidos, e teve início com um vídeo pré-gravado de Madonna, que fez história no primeiro VMA, em 1984, com uma apresentação de "Like A Virgin". A festa contou ainda com performances de diversos artistas como Doja Cat, Camila Cabello, Olivia Rodrigo, Lil Nas X e Justin Bieber. Anunciada como um dos números da noite, Anitta teve uma apresentação especial de "Girl From Rio" pré-gravada e exibida no intervalo comercial da transmissão nos EUA. A cantora brasileira marcou presença no tapete vermelho e na festa de premiação. Anitta no VMA 2021 Angela Weiss/AFP Premiados Líder em indicações (7 no total), Bieber levou duas estatuetas para casa: artista do ano e melhor clipe de pop ("Peaches"). Já Lil Nas X recebeu o prêmio mais importante da noite: Vídeo do Ano, por "Montero (Call Me by Your Name)". Olivia Rodrigo venceu em três categorias, incluindo Canção do Ano por "Drivers License" e Artista Revelação. FOTOS "Eu sou muito agradecida por poder fazer música e as coisas que amo e chamar isto de meu trabalho", disse a artista de 18 anos. Olivia se tornou a quinta artista mais jovem a vencer o prêmio de revelação desde que a categoria foi criada. Veja lista de premiados: Clipe do ano Lil Nas X – "MONTERO (Call Me By Your Name)" Artista do ano Justin Bieber Música do ano Olivia Rodrigo – "drivers license" Artista em ascensão Olivia Rodrigo Olivia Rodrigo faz sucesso já no seu primeiro álbum solo Melhor parceria Doja Cat ft. SZA – "Kiss Me More" Melhor clipe de Pop Justin Bieber ft. Daniel Caesar, Giveon -- "Peaches" Melhor clipe de Hip Hop Travis Scott ft. Young Thug & M.I.A. -- "FRANCHISE" Melhor clipe de Rock John Mayer -- "Last Train Home" Melhor clipe de música alternativa Machine Gun Kelly ft. blackbear -- "my ex's best friend" Melhor clipe de música latina Billie Eilish & ROSALÍA -- "Lo Vas A Olvidar" Melhor clipe de R&B Bruno Mars, Anderson .Paak, Silk Sonic -- "Leave The Door Open" Melhor clipe de K-POP BTS -- "Butter" -- BIGHIT MUSIC Monsta X -- "Gambler" Melhor clipe com mensagem Billie Eilish -- "Your Power" Melhor direção Lil Nas X -- "MONTERO (Call Me By Your Name)" -- Dirigido por Lil Nas X e Tanu Muino Melhor direção de fotografia Beyoncé, Blue Ivy, SAINt JHN, WizKid – “Brown Skin Girl” – Fotografia de Benoit Soler, Malik H. Sayeed, Mohammed Atta Ahmed, Santiago Gonzalez, Ryan Helfant Melhor direção de arte Saweetie ft. Doja Cat – “Best Friend” – Direção de arte de Art Haynes Melhores efeitos visuais “Montero (Call Me By Your Name)” – Lil Nas X Melhor coreografia “Treat People With Kindness” – Harry Styles –Coreografia por: Paul Roberts Melhor edição Bruno Mars, Anderson .Paak, Silk Sonic – “Leave tfsihe Door Open” – Editado por Troy Charbonnet Grupo do Ano BTS Música do Verão "Butter" - BTS Veja Mais

Cineasta francesa Audrey Diwan vence Leão de Ouro em Veneza com filme sobre o aborto

G1 Pop & Arte 'L'Evénement' ('O Evento') conta a história de uma estudante que engravida e busca uma forma de fazer um aborto, um crime na França dos anos 1960. Cineasta francesa Audrey Diwan ganhou o Leão de Ouro em Veneza Reuters/Yara Nardi A cineasta francesa Audrey Diwan ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza neste sábado (11) com o filme "L'Evénement" ("O Evento"), uma história chocante e crua sobre um aborto clandestino na década de 1960. "Foi difícil fazer esse filme. Infelizmente sabemos que o que contamos ainda acontece no mundo", declarou emocionada a diretora ao receber o maior prêmio do festival. Baseado no romance homônimo da francesa Annie Ernaux, o filme conta uma história feminina e universal, a de Anne, uma estudante que engravida e busca uma forma de fazer um aborto, um crime na França dos anos 1960. Como ainda acontece com milhares de mulheres em países onde o aborto não foi legalizado, médicos, amigos, o próprio namorado e professores acabam por não ajudá-la. Com uma longa e contundente sequência durante a qual Anne faz um aborto, o filme é muito realista ao descrever esse calvário com imagens que mesclam intimidade e cotidiano, desespero e sofrimento, tudo ao ritmo das semanas de gestação. Diwan, 41 anos, de origem libanesa, que trabalhou como jornalista e roteirista, é membro do Collectif 50/50, ONG francesa que promove a igualdade entre homens e mulheres na indústria cinematográfica. "L'Evénement" é protagonizado pela atriz franco-romena Anamaria Vartolomei, a quem Diwan agradeceu publicamente por aceitar o peso de um filme tão forte. Diwan se tornou a quarta mulher a ganhar o cobiçado prêmio veneziano nos últimos 21 anos, se juntando a nomes como Mira Nair, Sofia Coppola e a vencedora do ano passado Chloé Zhao, que também ganhou o Oscar por "Nomadland". Veja Mais

Viúva de Paulinho, do Roupa Nova, nega gravidez e diz que apenas avalia chance de fertilização

G1 Pop & Arte Elaine Bastos diz ao G1 que cantor deixou gametas congelados, e que ela pensa em fazer fertilização. Ela desmente notícias baseadas em post no Instagram e esclarece que não está grávida. Paulinho, do Roupa Nova, com a esposa Elaine Bastos Arquivo Pessoal Elaine Bastos, viúva de Paulinho Santos, vocalista do Roupa Nova, diz que o cantor deixou espermatozoides congelados e que ela avalia a possibilidade de fazer fertilização in vitro. O músico morreu em dezembro de 2020 de Covid-19. Entenda a notícia ponto a ponto: Os dois congelaram gametas em 2009, mas desistiram do processo Após a morte do músico, ela começou a avaliar a chance de fertilização Ela fez um post no Instagram sobre o assunto, mas alguns veículos interpretaram que seria um anúncio de gravidez Ao G1, ela esclarece que não está grávida e que apenas citou um desejo que vai examinar A viúva, de 52 anos, diz que eles congelaram os gametas em uma clínica no Rio em 2009, quando tentavam ter filhos, mas ela acabou desistindo do processo na época. O material foi guardado e, após a morte do cantor, ela começou a fazer exames para avaliar a opção. Elaine nega notícias publicadas em sites e programas de TV de que ela estaria grávida do cantor. Essas notícias foram baseadas em um post que ela fez em seu perfil no Instagram. No post, ela escreveu: "Esse é o maior presente de aniversário para nós dois. Lembra das gametas que congelamos e que só eu tenho autorização para usar? Pois é. Em breve nosso baby estará aqui. Meu melhor presente. Obrigada papaizinho". O texto era acompanhado da foto de uma barriga de uma mulher grávida, que não é Elaine. "O neném ainda não foi encomendado. Houve um erro, eles jogaram matérias no ar sem me consultar", diz Elaine ao G1. "Em 2009 eu e ele fomos a uma clínica co Rio e ele fez a coleta, porque eu ia fazer o tratamento naquela época. Eu não estava conseguindo engravidar pelo método natural." "Mas na ocasião eu não quis ter os nenéns porque ele é gêmeo, eu fiquei com medo de ter três, quatro, filhos. E aí desisti do procedimento. Mas permaneceu congelado", ela conta. Elaine diz que ainda está na fase de "não aceitação" da morte. "Fiquei com ele o tempo todo. Enfeitei minha casa para o Natal, pensei que ele ia ficar bom, peguei Covid, ele também pegou, mas o sistema imunológico dele não estava respondendo bem. Aí ele partiu e eu fiquei", diz, emocionada. "E aí eu resolvi procurar o médico e resolvi começar a fazer os exames para que eu possa fazer uma fertilização in vitro. O documento está assinado pelo Paulinho me autorizando a retirar os espermas. É isso", ela esclarece. VÍDEO: Morre Paulinho, vocalista do Roupa Nova, aos 68 anos Paulinho foi diagnosticado com coronavírus enquanto se recuperava de um transplante de medula óssea que havia feito em setembro para tratar um linfoma – no procedimento, foram utilizadas as próprias células do paciente, que respondeu bem ao tratamento. No entanto, em novembro, ele precisou ser novamente internado, desta vez com Covid-19. Trajetória Paulinho faz os vocais principais do Roupa Nova em hits como "Canção de verão", “Sensual”, “Volta pra mim”, “Asas do prazer” e “Meu universo é você”. Foi também percussionista do grupo, além de autor de músicas como “Assim como eu” e “Fora do ar”, ao lado de outros integrantes. Com Serginho Herval, Kiko, Nando, Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, ajudou a transformar o Roupa Nova em fenômeno já no início dos anos 80. O grupo se consagrou a partir do segundo disco da carreira, lançado em 1982, com a clássica “Clarear”, que se tornou tema da novela “Jogo da vida” (TV Globo). Era o início de uma trajetória que transformaria o Roupa Nova em recordista de trilhas de novelas, com mais de 30 músicas selecionadas para tramas de TV. Com o grupo, Paulinho já dividiu os vocais com nomes como Ivete Sangalo, Zélia Duncan, Elba Ramalho, Zezé di Camargo e Luciano e artistas internacionais, como a banda de Soul americana The Commodores. Paulinho deixou dois filhos - que não são filhos de Elaine: Pepê, baterista da banda Jamz, revelada no programa SuperStar (TV Globo), e a cantora Twigg. Relembre momentos da carreira de Paulinho, vocalista do Roupa Nova, morto pela Covid Veja Mais

Alain Delon e o cinema francês se despedem de Jean-Paul Belmondo em funeral com 4 minutos de aplauso

G1 Pop & Arte Estrela de 'Acossado' e ícone da Nouvelle Vague morreu aos 88 anos na segunda (6). Funeral reuniu estrelas do cinema e políticos para despedida. Funeral do astro Jean-Paul Belmondo Thomas Samson/AFP Uma longa de lista de estrelas do cinema francês, com Alain Delon à frente, se despediu nesta sexta-feira (10) do ator Jean-Paul Belmondo na igreja de Saint-Germain-des-Près de Paris, onde aconteceu o funeral. A cerimônia, reservada para a família de Belmondo e os amigos, provocou a presença de muitos fãs na entrada do templo. Jean-Paul Belmondo em foto de janeiro de 2015 Sebastien Nogier/Pool via AP/Arquivo Jean-Paul Belmondo, lenda do cinema francês, faleceu na segunda-feira (6) aos 88 anos. O presidente francês, Emmanuel Macron, liderou uma homenagem nacional solene na quinta-feira (9). O público aplaudiu durante quatro minutos a chegada do caixão de "Bébel". E uma vez dentro da igreja, por iniciativa do cineasta Claude Lelouch, os presentes voltaram a saudar com aplausos emocionados o astro de filmes como "Acossado". "Bébel" "Bébel", gritaram alguns fãs. O maior astro no funeral foi Alain Delon, que protagonizou vários filmes com Belmondo. Delon, três anos mais jovem que Belmondo, estava acompanhado pelo filho Anthony. Ator francês Alain Delon participa do funeral de Jean-Paul Belmondo Thomas Coex/AFP A multidão saudou o ator. "A presença de Alain Delon é reconfortante, nos ajuda a não estar totalmente tristes", afirmou Rita, uma das fãs atrás das barreiras de segurança. Outras personalidades presentes foram os atores Pierre Richard, Jean Dujardin, Béatrice Dalle, Véronique Jannot, Danny Boon, além de Thierry Frémaux, delegado geral do Festival de Cannes. Presidente Emmanuel Macron em homenagem nacional a Jean-Paul Belmondo no pátio do Palácio dos Inválidos Ian Langsdon/Pool/AFP A homenagem nacional a Belmondo de quinta-feira aconteceu no pátio do Palácio dos Inválidos, um local histórico em Paris, reservado para grandes personalidades e grandes ocasiões. O evento contou com a presença de uma banda militar e um discurso do presidente Macron, que recordou que Belmondo encarnou uma França "feliz" e que todos os franceses se sentiram representados por seu sorriso e simpatia. Morre aos 88 anos Jean-Paul Belmondo VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento Veja Mais

Matrix 4: 5 coisas curiosas que o esperado trailer do novo filme da saga mostra

G1 Pop & Arte 'The Matrix Resurrections' vai estrear nos cinemas e no serviço de streaming HBO Max em dezembro. Keanu Reeves interpretando seu personagem Neo ao lado de Trinity de Carrie-Anne Moss (à esquerda) Warner Bros via BBC Os fãs de "Matrix" puderam desfrutar nesta quinta-feira (9) da primeira amostra completa do quarto filme da saga, protagonizada pelo herói Neo (Keanu Reeves). "Matrix: Resurrections" vai estrear nos cinemas e no serviço de streaming HBO Max em dezembro. A saga mostra uma realidade virtual construída por uma inteligência artificial futurista que escraviza a humanidade. O primeiro longa da série Matrix foi lançado em 1999, um sucesso estrondoso de bilheteria. Dois filmes chegaram às telas dos cinemas na sequência, ambos em 2003. Trailer de 'Matrix: Resurrections' A estrela Carrie-Anne Moss também aparece no trailer, que estreou pela internet nesta quinta-feira. Confira cinco curiosidades sobre o novo filme: 1) Um pato de plástico amarelo O trailer começa com um Neo barbudo buscando a orientação de um psiquiatra de óculos interpretado por Neil Patrick Harris da série "How I Met Your Mother". Neo diz que está tendo sonhos que parecem aludir ao passado dele, como a figura messiânica de um movimento de resistência em guerra com a inteligência artificial por trás da Matrix. Reeves, a quem Harris chama de Thomas, parece alheio à verdade que Neo aprendeu no primeiro filme: que o mundo que ele conhece é uma simulação sofisticada criada por computador. Mas ele percebe que algo está acontecendo enquanto pega um elevador, observa seu reflexo no espelho e se senta em uma banheira com um pato de plástico amarelo em sua cabeça. 2) Nos conhecemos? Dado que Neo pareceu morrer no final de "The Matrix Revolutions" (2003), somos levados a nos perguntar se Reeves está interpretando uma variação de seu personagem original. O mesmo também pode ser aplicado à personagem de Moss, Trinity, que não parece reconhecer Reeves quando se encontram e apertam as mãos em um café. Por outro lado, Thomas/Neo pode estar tentando bloquear as memórias do homem que ele foi, possivelmente ingerindo um punhado de pílulas azuis. No filme original, Neo recebe uma pílula dessa cor que lhe permitiria retornar e continuar sua existência simulada. 3) Alice no País das Maravilhas "Alice no país das maravilhas" é um elemento recorrente no universo de Matrix e reaparece em forma de livro no novo trailer de três minutos Warner Bros via BBC Neo, é claro, escolheu tomar uma pílula vermelha que, nas palavras de Morpheus, interpretado por Laurence Fishburne, permitiu a ele "ficar no País das Maravilhas e (ver) a profundidade da toca do coelho". "Alice no país das maravilhas", famosa obra ficcional do autor britânico Lewis Carroll, é um elemento recorrente no universo de Matrix e reaparece em forma de livro no novo trailer de três minutos. Uma tatuagem de coelho que faz alusão ao coelho branco de Carroll é vista no braço de outra personagem, interpretada pela atriz britânica-chinesa Jessica Henwick. A música de fundo, por sua vez, é 'White Rabbit' de Jefferson Airplane, um hino psicodélico de 1967 inspirado na escrita e nas imagens de Carroll. 4) Neo ainda sabe kung fu Personagem também parece despertar sua habilidade nas artes marciais Warner Bros via BBC A pedido do ator Yahya Abdul-Mateen II (conhecido por seu papel em Candyman), Reeves acaba tomando uma pílula vermelha que parece revelar os segredos da Matrix. Também parece despertar sua habilidade nas artes marciais e bate em seu novo amigo com tanta força que ele destrói o dojo (local onde se treinam artes marciais japonesas) simulado em que eles estão treinando. O personagem de Abdul-Mateen II parece ter muitos dos atributos de Morpheus, sugerindo que ele pode ser uma versão mais jovem ou talvez o filho do personagem de Fishburne. O próprio Fishburne revelou em 2020 que "não havia sido convidado" para reprisar seu papel no filme de Lana Wachowski. 5) Explosões sem fim Trens, helicópteros, motocicletas e carros são destruídos a todo o momento no filme Warner Bros via BBC Enquanto a trilogia original foi dirigida por Lana Wachowski em conjunto com sua irmã Lily, o quarto filme é dirigido somente por Lana. No entanto, ter uma pessoa a menos atrás das câmeras não parece ter reduzido a dinâmica explosiva do novo filme. Trens, helicópteros, motocicletas e carros são destruídos a todo o momento. E se houver um prédio alto por perto, você pode ter certeza de que alguém vai pular dele em algum momento. Veja Mais

Logan Williams, ator de 'The Flash', morreu aos 16 anos por overdose acidental, conclui relatório

G1 Pop & Arte Ele sofria de problemas de saúde mental e tomou dose letal de fentanil, opioide sintético 100 vezes mais forte que a heroína, em abril de 2020. Logan Williams em cena de 'The Flash' Reprodução O ator Logan Williams, que fez uma participação na série "The Flash", morreu por uma overdose acidental de fentanil, opioide sintético 100 vezes mais forte que a heroína, concluiu um relatório do Departamento de Legistas da Colúmbia Britânica, no Canadá. Logan morreu aos 16 anos em abril de 2020. O relatório diz que Logan "lutava contra problemas de saúde mental e tinha histórico de consumir drogas ilícitas". Em "The Flash", Williams interpretou um jovem Barry Allen, personagem vivido por Gustin. O protagonista da série, Grant Gustin, lamentou em abril de 2020 a notícia ao publicar uma foto com Williams em seu perfil no Instagram. "Eu fiquei tão impressionado não apenas pelo talento de Logan, mas por seu profissionalismo nas gravações. Meus pensamentos e orações vão para ele e sua família neste que tenho certeza ser um momento inimaginavelmente difícil para eles", escreveu. Ao jornal canadense "Tri-City News", a mãe do ator disse estar "absolutamente devastada". Initial plugin text Semana Pop mostra 6 casos de pessoas que não gostaram de aparecer em capas de discos Veja Mais

VÍDEOS: Quando eu hitei

G1 Pop & Arte Série semanal entrevista artistas que contam como foi o auge e como estão agora. Série semanal entrevista artistas que contam como foi o auge e como estão agora. Veja Mais

Lil Nas X faz rap afrontoso e pop redondo em ‘Montero’, melhor álbum do ano até agora; G1 Ouviu

G1 Pop & Arte Cantor que foi encarado como piada no hit country-rap 'Old town road' ri por último e mostra no álbum de estreia que nunca foi sorte, sempre foi talento para fazer pop cativante e versátil. Lil Nas X lança seu primeiro álbum, 'Montero' Reprodução/Instagram "Estou tentando transar, cara, dane-se o papinho", canta Lil Nas X em "Scoop", música do seu álbum de estreia. "Montero" todo é assim: direto. Numa era de álbuns conceituais, pretensiosos e infinitos, o conceito aqui é não torrar a paciência do ouvinte e cantar rap afrontoso com pop redondo. Initial plugin text Nunca foi sorte, sempre foi talento Com 15 faixas em pouco mais de quarenta minutos, o rapper ri por último na cara de quem achou que ele seria só uma piada de curta duração com o hit de country-rap "Old town road", de 2018. Não era um fenômeno acidental. Ele mostra que domina a alquimia do pop como poucos atualmente. O título vem do nome real do rapper, Montero Lamar Hill. Na primeira faixa, também chamada "Montero", ele canta sem rodeios sobre sua homossexualidade. No clipe, ele compra briga com a igreja e até com a Nike. Há afronta e bom humor - mas, musicalmente, a coisa é séria. Semana Pop explica polêmica em torno do novo hit de Lil Nas X Concentrado Os versos confessionais impressionam em "Dead right now". O tema é batido no rap: pessoas falsas que não davam moral antes do sucesso. Mas ele inclui até os pais na lista e diz que a mãe nunca a amou - entre os passionais MCs de hoje, difícil achar algo tão tocante e bem narrado. Tem muito rap firme com refrão matador - ou seja, ele sabe bem o caminho de "Old town road". E tudo direto, sem enrolação: o riff arrasador de "Industry baby" e as parcerias pesadas com Doja Cat em "Scoop" e Megan Thee Stallion em "Dollar sign slime". Ele oferece em versão concentrada o que seus colegas Drake e Kanye West pingaram em doses diluídas nesse ano. E tem uma versatilidade impressionante: de piano de Elton John a guitarra emo; de rap eufórico a pop delicado. Lil Nas X em clipe de 'Montero (Call Me By Your Name)' Reprodução/YouTube/Lil NasX Versátil "Montero" é uma revelação atrás da outra. Por exemplo: "That's what I want" parece The Smiths tocando "Hey Ya!", do Outkast. "Sun goes down" e "Void" têm vocal forte e ao tempo vulnerável a serviço de canções comoventes ("Ultimamente me sinto pequeno como o sal no mar", ele canta). "Lost in the citadel" poderia ser tanto um hit de punk pop nos anos 2000 como de synthpop nos anos 80. "One of me" tem o tal piano de Elton John e uma cara de punk pop. A roupagem emo é ainda mais explícita na guitarra de "Life after Salem". Ainda há baladas com base em violão dedilhado: as belas "Tales of Dominica" e "Am I dreaming", faixa de encerramento, com Miley Cyrus. Ainda faltam três meses em 2021 para alguém lançar um disco melhor, mas vai ser difícil. Veja Mais

Lil Nas X lança seu primeiro álbum, 'Montero'

G1 Pop & Arte Rapper celebrou a chegada do disco com um vídeo em que 'dá à luz' projeto que sucede seu EP de estreia. Lil Nas X lança seu primeiro álbum, 'Montero' Reprodução/Instagram Após uma série de postagens anunciando a futura chegada de seu primeiro álbum, Lil Nas X "deu à luz" "Montero", seu disco de estreia. O rapper, que apareceu em diversas imagens com barriga de gestante, fez um vídeo em que mostra o "parto" do álbum para celebrar a chegada do disco ao mercado nesta sexta-feira (17). "Bebê Montero está aqui", escreveu Lil Nas X no post. Initial plugin text "Montero" tem 15 faixas e conta com participações de Miley Cyrus, Megan Thee Stallion, Doja Cat, Jack Harlow e Elton John. Em recente entrevista à revista People sobre o álbum o rapper afirmou ser "pai e mãe" do disco. "Mas acho que os produtores que trabalharam comigo nele são como pais também. Ou, talvez, tios". O primeiro álbum de Lil Nas X chega ao mercado dois anos após seu EP de estreia, lançado em junho de 2019. O projeto inicial contava com o premiado hit "Old Town Road". A canção que dá título ao disco de estreia do cantor e que abre o álbum -- "Montero (Call Me by Your Name)" – também já ganhou alguns prêmios. No VMA 2021, que aconteceu no domingo (12), Lil Nas X levou três prêmios pelo clipe da canção, incluindo vídeo do ano. No clipe lançado em março, o rapper vai do céu ao inferno em uma produção com efeitos visuais impressionantes e referências bíblicas e da mitologia grega. O título é uma homenagem ao premiado filme com o mesmo nome de 2017. Leia também: Lil Nas X leva country rap 'Old Town Road' ao topo com polêmica: conheça o rapper de 20 anos Semana Pop explica polêmica em torno do novo hit de Lil Nas X Veja Mais

Como nascem as dancinhas dos maiores hits do Brasil? Por dentro de uma 'TikTok house'

G1 Pop & Arte Músicas com coreografias no app bombam nas paradas, mas origem dos desafios nem sempre é a mesma.Tiktokers profissionais contratados por artistas e jovens amadores tentam 'hitar'. Como nascem as dancinhas do TikTok "Tipo gin", "Não, não vou", "Bipolar", "Não nasceu pra namorar" são algumas das músicas que ganharam dancinhas simples, mas virais no TikTok. As coreografias projetaram seus artistas para o topo das paradas dos serviços de streaming. As danças já são super conhecidas de quem usa redes sociais. Mas elas não têm uma origem única e não nascem da mesma maneira. Por trás dos fenômenos do TikTok, há desde criadores profissionais e casas especializadas em produção de conteúdo a dançarinos iniciantes ou usuários amadores. O G1 já mostrou músicas que atingiram o topo das paradas por causa da viralização de dancinhas e como os artistas têm criado batidas tentando "caber" nas coreografias do app. Agora, entenda que está por trás dessas criações de sucesso: "Tipo Gin", do Kevin o Chris, foi um dos maiores hits do primeiro semestre deste ano e mostrou o lado mais profissional do esquema de coreografias. Por trás da simplicidade dos passos está um contrato entre a agente do cantor e uma casa de tiktokers profissionais, que recebem para passar o dia pensando em dancinhas. Também existem dançarinos com formação e/ou experiência que se aperfeiçoaram nos movimentos de sucesso do app e lançam danças em busca de hitar. Usuários comuns também criam passos por diversão ou em busca de seguidores. O que ajuda a bombar é a repetição do "padrão TikTok": mímica e movimentos literais que repetem o que diz a letra da música, facilidade, passinhos mais famosos do app e uma divulgação que desafie usuários. A origem dos passos vem do hip hop, mas funk tem ganhado espaço. A entrada das TikTok houses no Brasil pode aumentar ainda mais a parceria entre cantores, empresários e produtores de conteúdo para a rede. Casas funcionam como um "BBB" da geração Z: têm processo seletivo, atividades planejadas e desafios. 1. 'Tipo Gin' e o contrato publicitário Influenciadores da Nice House passam dia criando para o TikTok e são responsáveis pelo sucesso de 'Tipo Gin' no app Marcelo Brandt/G1 Quem criou essa dancinha de "Tipo Gin" foi uma jovem de uns 20 anos que não revela nome, nem idade. Ela é conhecida como "cereja" e é uma das contratadas da Nice House Brasil. Ela foi uma das selecionadas pelo processo seletivo para morar por 3 meses na casa e produzir conteúdo. Kamilla Fialho, empresária de Kevin, descobriu a Nice House e contratou uma “peça publicitária” do pessoal: algo que tivesse a cara do app e fizesse a música bombar. “Começou comigo, né. A gente tinha que desenvolver e estava todo mundo muito ocupado, eu era a mais disponível no momento. E eu pensei em alguma coisa, no ritmo da música, que viralizasse, que fosse fácil, que seria replicável”, conta "cereja". Ela se inspirou em uma trend gringa. "Eu peguei essa ideia que o pessoal estava fazendo comparações. Por exemplo, eu vou pra escola, aí você tá triste. Aí quando eu vou pra escola e tem o menino que eu gosto, aí você tá feliz. É uma comparação que tem os dois lados." "Aí eu pensei em trazer pra música porque tem um momento mais calmo e tem um momento que fica mais intenso. E tem como você dançar e colocar as comparações, então é uma coisa muito replicável e muito fácil de fazer", explica. Ring light, celular e muito molejo são essenciais pra encarar dos desafios de dança do TikTok Marcelo Brandt/G1 Depois disso, "cereja" saiu correndo pela casa e pediu pro pessoal fazer também. Deu certo e eles apresentaram para a empresa da Kamilla. Do outro lado da casa, dois dançarinos trabalhavam em algo mais “elaborado”: uma dança de casal, que estava super em alta no começo do ano. E também apresentaram pra empresa. A K2L aprovou as duas ideias e eles lançaram no mundo. Com 10 tiktokers dentro da casa, era “fácil” criar um burburinho assim que as dancinhas foram postadas. Mas o negócio ficou enorme, chegou a artistas, influenciadores, famosos e todo mundo estava “movimentando” ao som de Kevin O Chris. 2. Sucesso amador e profissional Erika Tavares, João Pedro e Helloa Amaral são criadores de virais no TikTok Reprodução/TikTok Tem muito dançarino profissional no TikTok criando coreografias. Essa foi a origem dos principais "challenges" gringos no começo. Por aqui, pessoas com formação também aproveitaram a rede para crescer e mostrar o que sabem fazer. É o caso de Erika Tavares, a responsável pela dança de "Não Nasceu pra Namorar". A skatista Rayssa Leal repetiu os passinhos nas Olimpíadas de Tóquio. Antes de emplacar esse sucesso, Erika enfrentou muitos contratempos. Hoje, ela tem mais de 570 mil seguidores e é procurada por artistas para fechar parcerias de criação de desafios para suas músicas. Erika Tavares é dançarina e acumula milhares de seguidores Reprodução/TikTok/Erika Tavares O dançarino João Pedro Lima Machado, de 17 anos, espera o mesmo êxito. Ele viu os seguidores aumentarem e seus vídeos bombarem quando começou a fazer remixes de músicas antigas e danças mais "elaboradas", diferentes das que costumam ir bem no app. "Comecei a criar porque, na minha opinião, estava ficando a mesma mesmice. E pensei: por que não trazer uma coisa diferente, mais difícil? Então comecei a criar danças com uma pegada mais acelerada e vários movimentos." O dançarino João Pedro Lima Machado faz sucesso com danças no TikTok Reprodução/TikTok/João Pedro Helloa Amaral tem 13 anos e é dona de uma dança viral. Ela fez aulas de jazz por dois anos e a mãe é professora. Ela é uma tiktoker, acompanha tiktokers e passa horas no TikTok. De tanto ver, os passos se internalizam. "Pensei em criar a dancinha depois que vi que talvez viralizasse, me veio na mente a música e naturalmente fui fazendo os passos, quando percebi que não havia nenhuma parecida, gravei e postei", ela diz. Assim, Helloa fez o funk "Sua amiga deu" tocar em milhares de perfis da rede. A postagem em que faz a coreografia com uma amiga da escola tem mais de 230 mil visualizações. E a música tem mais de um milhão de vídeos. 3. Passos e inspirações Semana Pop explica como as dancinhas do TikTok estão mudando a música no Brasil e no mundo Dança do TikTok não é bagunça: ela é muito mais padronizada do que parece e já conseguiu dar a alguns movimentos o status de "clássicos". O mais famoso é o Woah, uma movimentação circular com as mãos que pode ser adaptada e é encontrada em quase todas as dancinhas do app. É este aqui: Woah é o passo mais famoso do TikTok Marcelo Brandt/G1 A maioria dos movimentos é feita com a parte de cima do corpo: tronco, braços, mão e cabeça. A influência começou com o Hip Hop, por conta da movimentação estilizada e livre. Não à toa, as primeiras músicas que viralizaram no app eram vertentes de hip hop e rap: a dança "Renegade" (o primeiro grande sucesso da rede) para a musica "Lottery", de K Camp; "Wap", de Cardi B; e "Savage", de Megan Thee Stallion. O mundinho BR tem importado movimentos do funk e incorporado o corpo inteiro à telinha. Os principais elementos são os passinhos e a rebolada, que estão em quase todo hit de funk na plataforma. Veja no GIF abaixo: TikTok incorpora passinho do funk Marcelo Brandt/G1 Outra característica é que os passos parecem mímica. Se a música falar de amor ou coração, faça um coração. Se falar de cabeça, aponte para a cabeça. Se falar de casa, junte as mãos em forma de telhado. Essa simplicidade faz com que as danças sejam fáceis, principalmente para crianças. Mas um conteúdo pode também se tornar famoso justamente por sua dificuldade. É aí que entra o elemento do desafio. A jogada é arriscada, mas pode dar muito certo, como foi a complicada "Renegade". Por isso, os criadores capricham na descrição dos vídeos, sempre com legendas no estilo "quero ver vai conseguir fazer". E, claro, MUITA hashtag. 4. Por dentro de uma TikTok house 11 TikTokers do Brasil inteiro foram selecionados para fazer parte da segunda temporada da Nice House, em São Paulo Marcelo Brandt/G1 A Nice House é uma das casas de tiktokers do Brasil. Esse modelo de negócio ficou muito famoso lá fora e chegou ao país no ano passado. A ideia é juntar vários produtores e somar as forças um do outro pra viralizar. Os perfis são distintos: existem os que fazem mais danças, os de humor, os que interpretam histórias, os maquiagem, e os que fazem de tudo um pouco. Nas casas, eles têm aulas com coreógrafos, preparadores vocais, especialistas em dramaturgia e precisam completar algumas missões diárias e semanais, com mínimo de posts e desafios. Há ainda outras casas que funcionam no país, como a Black House, em São Paulo, só com influenciadores negros. A Play House, por sua vez, começou e terminou antes de ficar mais conhecida. Fora do país, as opções são muito maiores. Nos Estados Unidos, a multiplicação desses espaços levou a uma corrida por mansões em Los Angeles. Segundo o jornal "The New York Times", além do aumento pela procura de aluguel fixo de mansões, também cresceu a procura por aluguéis temporários via Airbnb e escritórios para produtores da rede social. As casas precisam ser lindas, espaçosas, com piscina, muita luz natural e longe de vizinhos. Essa é uma tendência que dura há pelo menos seis anos com espaços que reúnem criadores de diversas plataformas: já foi de youtubers, gamers, usuários do Vine e por aí vai. A mais famosa é a Hype House, pioneira do estilo para o TikTok. Ela acumula quase 20 milhões de seguidores na rede e já lançou estrelas como Charli D'Amelio (124 milhões), Addison Rae (84 milhões) e Chase Hudson (32 milhões). Veja também: 15 hits que marcaram os últimos 15 anos Veja 15 hits que marcaram os 15 anos do G1 Veja Mais

Britney Spears: perfil da cantora no Instagram é desativado

G1 Pop & Arte Página da cantora na rede social saiu do ar na tarde desta terça-feira (14). Não há comunicado oficial sobre o motivo. Ela ganhou disputa contra o pai em processo de tutela. Britney Spears em foto de 2018 no prêmio Glaad Media, em Beverly Hills, California Chris Pizzello/Invision/AP, Archivo O perfil de Britney Spears no Instagram foi desativada na tarde desta terça-feira (14). Não houve um comunicado oficial sobre o motivo. Também não se sabe se a retirada aconteceu por iniciativa da cantora, de alguém que administrava a conta ou da rede social. Ela tem mais de 34 milhões de seguidores na rede. Seus perfis no Twitter e no Facebook continuam no ar. Mas o Instagram era a rede que ela mais utilizava. A cantora ganhou recentemente a uma disputa contra o pai no seu processo de tutela. Conta de Britney Spears no Instagram é desativada Reprodução Jamie Spears entrou com um pedido na justiça americana para encerrar a tutela de Britney Spears. O controle do pai sobre a cantora já durava 13 anos. Em documentos enviados ao tribunal que julga o caso em agosto, ele se pronunciou sobre o fim da tutela e disse que ajudaria na transição para um novo tutor. Entenda como surgiu o movimento 'Free Britney' E em novos documentos, o pai da cantora vai mais longe e pede que o tribunal encerre totalmente a tutela, de acordo com a NCB News e a CNN. Britney Spears "tem o direito de que este Tribunal considere seriamente se essa tutela não é mais necessária", disse Jamie Spears em um novo processo citado por meios de comunicação. As circunstâncias dela mudaram "a tal ponto que os fundamentos para o estabelecimento de uma tutela podem não existir mais", acrescentou ele. Pai de Britney Spears: entenda como funciona a figura do tutor nos Estados Unidos Luta pelo fim da tutela Em depoimento em junho, a cantora classificou a decisão judicial que permitia que sei pai continuasse no controle sobre sua vida como abusiva, idiota e constrangedora. Em uma participação de 23 minutos, a estrela disse que foi drogada, forçada a atuar contra sua vontade e impedida de ter filhos. "Eu só quero minha vida de volta", disse ela, por telefone, ao pedir ao tribunal o fim de sua tutela. Ouça depoimento de Britney Spears, que luta pelo fim de sua tutela, à Justiça americana O advogado da cantora, cuja contratação foi permitida pelo tribunal em julho, comentou a desistência de Jamie. "Estamos satisfeitos que o senhor Spears e seu advogado tenham hoje concedido em um processo que ele deve ser removido. Prova que Britney estava certa", afirmou Mathew S. Rosengart em comunicado publicado pela revista "Variety". "Estamos decepcionados, no entanto, por seus ataques vergonhosos e repreensíveis contra a senhorita Spears e outros." Dos 22 anos de Britney como cantora profissional, 13 deles foram vividos tendo o pai como tutor. Desde 2008, Jamie foi nomeado na justiça americana como responsável legal por assuntos pessoais e financeiros da princesa do pop. Veja Mais

Série popular da Netflix reanima debate sobre alistamento militar na Coreia do Sul

G1 Pop & Arte 'Deserter Pursuit' acompanha a polícia militar encarregada de capturar desertores e lança luz sobre a vida diária de muitos recrutas, que inclui abusos mentais e físicos. Série 'Deserter Pursuit' acompanha a polícia militar encarregada de capturar desertores. Divulgação/Netflix/Blackaura Uma série popular da Netflix está ressuscitando um debate na Coreia do Sul a respeito de seu enorme contingente militar, sua história de escândalos de abuso e o alistamento obrigatório que preenche suas fileiras de homens jovens. "D.P", abreviação de "Deserter Pursuit", está entre as principais atrações da Netflix no país desde que estreou no final de agosto. A série acompanha a polícia militar encarregada de capturar desertores e lança luz sobre a vida diária de muitos recrutas, que inclui abusos mentais e físicos de outros soldados. LEIA: Coreia do Sul aprova projeto de lei que adia serviço militar de artistas de K-pop O diretor Han Jun-hee disse que tentou contar uma história humanizada sobre como o sistema transforma desertores em vítimas e criminosos ao mesmo tempo, além do fardo imposto aos que são forçados a persegui-los. "'D.P' fala sobre perseguir um desertor, mas ao mesmo tempo é uma história paradoxal sobre procurar o filho, irmão, ou amor infeliz de alguém", disse Han à Reuters por e-mail. Indagado sobre a popularidade da atração, um porta-voz do Ministério da Defesa disse que o meio militar mudou e que o ministério tenta acabar com os abusos e o tratamento brutal. G1 15 anos: As 15 séries que mais se destacaram na TV Na semana passada, os militares anunciaram que, mesmo antes de a série estrear, planejavam acabar com o sistema de perseguição por soldados a colegas desertores a partir de julho de 2022. A Coreia do Sul mantém um contingente militar ativo de 550 mil pessoas, além de 2,7 milhões de reservistas devido às décadas de tensões com a Coreia do Norte. Todos os homens precisam servir por até 21 meses, dependendo da divisão militar. A série estreou enquanto o país debate o futuro do alistamento e seu potencial para abusos, especialmente porque jovens que enfrentam perspectivas econômicas incertas se queixam de passar no serviço militar um tempo que poderiam dedicar aos estudos ou ao trabalho. Veja Mais

Anitta participa do Met Gala 2021

G1 Pop & Arte Festa beneficente é organizada anualmente no Metropolitan Museum of Art, em Nova York (EUA). Essa é a primeira vez que Anitta participa. Anitta e o designer Alexandre Birman chegam ao Met Gala 2021 Theo Wargo/Getty Images North America/Getty Images via AFP Anitta mostrou nesta segunda-feira (13) seu vestido para o Met Gala, festa beneficente em Nova York. Essa é a primeira vez que ela participa do baile anual. Veja acima. A cantora foi convidada para ir ao baile pelo empresário brasileiro do setor de calçados Alexandre Birman. “Fico muito honrada pelo convite para participar de um eventos mais aguardados do ano em todo mundo. Pouca gente sabe, mas o evento é beneficente, em prol do instituto de vestuário do museu de arte Metropolitan, em Nova York. Isso me deixa mais animada ainda! Eu amo moda e nunca havia comparecido a este evento fashionista. Tô adorando a ideia e quero ver de perto todos os lookinhos maravilhosos. Essa noite promete!", disse a cantora em comunicado à imprensa. Veja as fotos do Met Gala 2021 Anitta e o designer Alexandre Birman chegam ao Met Gala 2021 Mike Coppola/Getty Images North America/Getty Images via AFP Anitta e o empresário Alexandre Birman vestidos para o Met Gala 2021 Alicia Shi / F2Max / Divulgação Veja Mais

'Lost', 'Game of Thrones', 'Office', 'Modern Family': as 15 séries mais marcantes em 15 anos de G1

G1 Pop & Arte G1 completa 15 anos no ar neste sábado (18). VÍDEO resume quais foram as principais séries desde 2006, uma por ano. G1 15 anos: As 15 séries que mais se destacaram na TV Não foi fácil resumir 15 anos de séries em um mero top 15. No vídeo acima e na lista abaixo, o G1 mostra a evolução dos seriados internacionais. Como fomos dos clássicos que mudaram a forma de ver TV ("Família Soprano", "Lost") às narrativas recentes com o talento e a franqueza de jovens autoras ("Fleabag", "I May Destroy You")? E o que dizer da força de fenômenos como "Modern Family", "Game of Thrones" e "La Casa de Papel"? O G1 completa uma década no ar neste sábado (18). Para celebrar o aniversário do portal de notícias da Globo, a editoria de Pop & Arte publica nesta semana vídeos e listas com as séries, músicas, filmes e novelas mais importantes desde 2006. 2006: ‘Lost’ Foto da primeira temporada de 'Lost' Divulgação Você acha que o Brasil é polarizado hoje? É porque você talvez não se lembre como era na época de “Lost”.O mundo todo se dividia entre quem amou e quem detestou o final da série, mas nem sempre houve essa cisão. Teve gente, por exemplo, que amou a série nas primeiras temporadas, mas detestou o final. Era fascinante acompanhar a vida dos sobreviventes da queda do avião naquela ilha. Eram ótimos personagens, grandes mistérios… A série foi um marco também, porque a história extrapolava os episódios na TV. Foi a primeira vez em que uma série movimentou com força também a internet: sites criavam teorias mil sobre o que estava acontecendo e tentavam desvendar cada mínima pista que aparecesse na série. Eram os tais “easter eggs”. Talvez por isso o final tenha causado frustração em tanta gente. Mas, gostando ou não do que a série virou, foi um privilégio ter feito parte desse momento histórico da TV. 2007: ‘Família Soprano’ Família Soprano Divulgação/HBO É meio clichê escrever isso, mas “Família Soprano” é a série que deu início à era de ouro da TV. Depois dela, a TV nunca mais foi a mesma… e ainda bem. Só melhorou. “Sopranos” deu adeus em 2007 com uma cena final que até hoje é discutida por aí e simplesmente mudou o jeito de se fazer televisão, mudou o status das séries. Ela mostrou ser possível fazer arte na TV. Ainda lançou a moda de ter anti-heróis como protagonistas. Tony Soprano, o mafioso com ataques de pânico vivido por James Gandolfini (1961-2013), era tudo menos uma pessoa bacana. Matava gente, traía a mulher, era bem desagradável. E mesmo assim a gente amou Tony Soprano por seis temporadas 2008: ‘The Wire’ Cena da primeira temporada de The Wire Divulgação “The Wire” talvez seja a série de drama mais impactante já feita. Principalmente, porque ela usa muito bem a narrativa em formato seriado. As tramas e personagens vão crescendo episódio a episódio. Você nunca tem a impressão de que está vendo um filme gigante. “A escuta”, como foi rebatizada no Brasil, teve cinco temporadas na HBO, entre 2008 e 2013. O showrunner é o ex-repórter policial David Simon, que depois também fez as ótimas “The Deuce” e “The Plot Against America”. Cada uma das temporadas de “The Wire” tem núcleos, temas e cenários diferentes, mas em comum há a relação entre policiais e traficantes de drogas em Baltimore, nos Estados Unidos. Esses dois grupos são misturados a outros, como estivadores, jornalistas, alunos e professores de uma escola pública. É uma série sobre a relação complexa entre várias instituições e como é foda fazer parte disso né. Essa sensação de se ver preso em uma teia de burocracia e corrupção é muito bem passada. 2009: ‘Modern Family’ Claire (Julie Bowen) e Jay (Ty Burrell) vivem um dos três núcleos de 'Modern family' Divulgação “Modern Family” é a série de comédia mais mainstream aqui desta lista. Ela representa 2009, o ano da estreia. Ficou onze temporadas no ar, com um começo incrível, mas depois deu uma caída, o que é natural para uma série que durou tanto. Em formato de um documentário fake, em que os personagens às vezes conversam com a câmera, a comédia seguiu a rotina de três famílias ligadas entre si. Quase todos os 250 episódios têm algum falha de comunicação gerado por algum perrengue com internet, redes sociais ou aparatos da vida moderna em geral… Um episódio clássico é aquele todo contado com a ajuda de telas: a telinha do celular, a tela do computador, algumas videochamadas… Foi por causa de bons roteiros como o desse episódio e por atuações excelentes que “Modern Family” ganhou impressionantes 22 Emmys. 2010: ‘The Office’ Steve Carell em 'The Office' Divulgação 2010 foi o ano que “The Office” teve que se reinventar, após a saída do protagonista Steve Carrell. A audiência caiu, mas a série rendeu mais duas temporadas. Elas foram inconstantes, mas tiveram bons momentos. O auge, porém, foi com Michael Scott, o chefe sem-noção interpretado por Carrell. “The Office” era inspirado em uma série inglesa, criada pelo Ricky Gervais. A versão americana também mostrava o dia a dia em um escritório chefiado por um idiota, mas era mais levinha, menos ácida, bem mais família. Ela entregava o que você esperava: era uma série sem tantas surpresas ou invencionices. Você sabia qual reação esperar de cada personagem. Você sabia que o Jim e Pam iam ficar juntos. Você sabia que o Michael ia fazer alguma besteira. Ou que o Dwight iria ser o Dwight. Era muito reconfortante ver “The Office”. E era engraçado demais. 2011: ‘Black mirror’ O ator Toby Kebbell em cena da primeira temporada de 'Black mirror' Divulgação “Black Mirror” surgiu em 2011, como uma antologia de contos sobre inovações tecnológicas e como elas podem nos impactar. Começou no canal inglês Chanel 4, com duas temporadas e um especial. Em 2014, migrou para o Netflix. A gente já fez no blog Legendado aqui do G1 um ranking de todos os episódios lançados até então, do melhor ao pior. “White Christmas”, especial natalino estrelado pelo John Hanm, ficou no topo. São tantas reviravoltas que dá torcicolo só de pensar no roteiro. O segundo lugar daquela lista ficou com “The Entire History of You”, outro da primeira fase da série. É aquele em que geral bota um chip no cérebro para poder ter acesso completo a todas as memórias, como se fosse um vídeo. Um perigo. Esse top 2 mostra como aquelas duas primeiras temporadas eram bem melhores do que o resto. Mas há grandes momentos nas temporadas seguintes, como “San Junipero”, da terceira, e “Hang the DJ”, da quarta. 2012: ‘Grey’s Anatomy’ Grey’s Anatomy ABC “Grey’s Anatomy” estreou na programação da TV americana como uma série meio para tapar o buraco entre as temporadas das grandes séries, no chamado “midseason”. Isso em 2005, antes até de existir o G1. Mas não demorou para “Grey's” virar um dos maiores sucessos da história. E foi essa série que fez de Shonda Rhimes, a criadora, um dos nomes mais poderosos da indústria do entretenimento hoje. “Grey’s” mostra a vida de médicos e pacientes de um hospital em Seattle e já brilhou muito, ganhou muito prêmio e continua no ar. Ela já está indo para a 18ª temporada. Depois de tantos anos, tanta tragédia no hospital e quase ninguém do elenco original, é claro que ficou difícil manter o nível. Foi em 2012 que rolou um dos episódios mais memoráveis da série, o do acidente de avião, em que morreram personagens bem emblemáticos. Talvez a partir daí a gente tenha começado a cansar um pouco: quem aguenta tanta tragédia? Mas quem já foi fã de “Grey’s” ainda guarda a série no coração. 2013: ‘Breaking Bad’ Breaking bad Divulgação O começo de Breaking Bad, em 2008, não foi lá muito bom e muito gente largou a série ali mesmo. Mas quem voltou depois obviamente não se arrependeu. O desenvolvimento da trama é demais e nos leva até um final cheio de ação, tensão. Muito disso é graças ao vai e vem do personagem principal: com ele sendo Walter White, Heisenberg, Walter White, Heisenberg... Aos que não assistiram esta obra prima, “Breaking Bad” segue a trajetória de um frustrado professor de química que descobre ter câncer e vira produtor e traficante de metanfetamina para deixar uma herança para a família. A premissa é demais, o protagonista Bryan Cranston está no auge, mas não podemos esquecer: a série é muito bem dirigida, bem pensada, linda, colorida, com uma sequência incrível de cenas nos episódios finais. E muito disso a gente tem que botar na conta do criador, Vince Gilligan. 2014: ‘True Detective’ Matthew McConaughey e Woody Harrelson em 'True detective' Divulgação Quando “True detective” estreou, não teve meio termo: era ou amar ou detestar. Mas o hype em cima da série era bem justificado. Ela parecia bem pretensiosa, mas entregou o que prometia. Era linda, bem filmada, bem dirigida, com Matthew McConaughey arrasando, Woody Harrelson idem. A história da investigação de um crime bárbaro era contada em duas linhas do tempo que deixavam a gente meio confuso, mas muito deslumbrado. Tinha aquele clima tenso, aquela trilha sonora bem encaixada. Era tudo incrível. Até tentaram repetir o sucesso com outras duas temporadas, com histórias e atores diferentes, mas à sombra da primeira elas foram apenas... boas. 2015: ‘Mad Men’ Cena de 'Mad men' Divulgação “Mad men” é uma daquelas séries que sobem o padrão de qualquer coisa lá para o alto. Com uma ambientação impecável da Nova York dos anos 60, ela é centrada em Don Draper, um publicitário cínico e genial. Ela é uma daquelas séries em que não acontece muita coisa, mas ainda assim é maravilhosa. E é cheia de personagens instigantes: Peggy, Joan, Sally Draper… E falava de assuntos importantes como consumismo, machismo, liberação feminina, depressão. Quem assistiu às sete temporadas, exibidas originalmente entre 2007 e 2015, ficou com vontade de seguir vendo a vida vazia e bem sucedida de Don Draper por mais e mais anos. 2016: ‘Fleabag’ Phoebe Waller-Bridge em 'Fleabag' Divulgação “Fleabag” estreou em 2016 com uma trama sobre amor, sexo, luto, família, saúde mental. Tudo isso costurado pela performance da atriz e roteirista Phoebe Waller-Bridge. A série nasceu como um espetáculo teatral em que ela conversa com a plateia. Quando foi para a tela, essa ideia foi mantida. A gente vira cúmplice da protagonista, porque ela vive olhando para a câmera e comentando o que está acontecendo ali. São duas temporadas de seis episódios, você assiste rapidinho. É imperdível. 2017: ‘Girls’ 'Girls' Divulgação Quem assistiu às seis temporadas de “Girls”, e todos aqueles 62 episódios, pelo menos uma vez se pegou pensando: “Meu Deus, que povo mala, por que eu estou vendo isso?”. Mesmo assim, muita gente não parou de ver. “Girls” é assim. Quando era chata, era chata ao extremo. Mas quando a Lena Dunham acertava a mão, aí você ria, chorava e às vezes fazia as duas coisas ao mesmo tempo. Mas por que tanta gente aguentou tanto constrangimento? Talvez porque essa fase da vida é meio constrangedora mesmo e “Girls” capta isso bem. São personagens autocentradas, egoístas, sem noção, em relacionamentos muitas vezes doentios. Quem deixou de ver por achar que era uma série “de meninas”, “da geração y” ou de “jovens adultas” tem que ver. Vale a pena. Mas tem que aceitar episódios malas e outros excelentes, como aquele em que Lena encontra um escritor assediador interpretado pelo Matthew Rhys. 2018: ‘La Casa de Papel’ Cena do seriado 'La Casa de Papel' Divulgação “La casa de papel” foi lançada em 2017 pelo canal espanhol Antena3, mas virou um megahit mundial em 2018. Virou também febre, inspirou funk, foi campeã entre as fantasias de carnaval... É fácil de entender tanta empolgação. Ela foi a série mais viciante dos últimos anos, mesmo não sendo um primor no roteiro e nas atuações. Mas quem não maratonou essa trama sobre um bando de desajustados assaltando a casa da moeda não viveu 2018. Tudo era meio exagerado. E daí? Tinha inspetora se apaixonando em 10 segundos pelo vilão, o Professor? Tinha. Um episódio terminava com um gancho, um cliffhanger absurdo, e daí ele era totalmente esquecido no episódio seguinte? Sim, claro. O que importa é que tudo em “La casa de papel” é charmoso demais, bem conduzido demais. As outras temporadas fizeram algum sucesso, ficaram mais absurdas ainda, mas a força da primeira temporada é inegável. 2019: ‘Game of Thrones’ Jon Snow (Kit Harington) e Daenerys Targarye (Emilia Clarke) em 'Game of Thrones' Divulgação/HBO 2019 foi o ano do fim de “Game of Thrones” e talvez o fim daquela comoção de o mundo inteiro ver uma série junto, ao mesmo tempo, semana a semana. Foi meio que o fim de uma era para os fãs de séries. Isso aconteceu mesmo com as temporadas finais sem aquele impacto dos primeiros anos. Mas o final não diminuiu o impacto de “Game of Thrones”, é claro. A série tinha um ar meio medieval, com reis, rainhas, a briga por um trono, mas também tinha muita cena ousada, muito sexo, violência... Tinha também dragões, seres malignos do gelo, até incesto tinha lá. Por oito temporadas, a gente acompanhou a briga pelo trono de ferro nos sete reinos de Westeros e fez apostas sobre quem ia levar a melhor. 2020: ‘I may destroy you’ Michaela Coel em 'I May Destroy You' Divulgação/HBO “I may destroy you” é uma das séries mais impactantes dos últimos tempos. E não é uma série fácil de assistir, não. Apesar de ter momentos fofos e engraçados, ela é uma série incômoda. Porque fala de estupro, abuso, relações tóxicas. E, o que é mais forte: ela é baseada em experiências vividas na vida real pela protagonista, a Michaela Coel, também criadora, roteirista e diretora da série. A Michaela, que é basicamente uma gênia, conseguiu pegar uma história traumática e transformar em uma série vibrante e muito, muito boa. Não só boa, mas necessária para os nossos tempos. Veja Mais

Marina Sena desponta como revelação do pop de 2021 com músicas sobre amor e 'voz agreste'

G1 Pop & Arte G1 pega 'carona virtual' na van da cantora e compositora do Norte de Minas após o lançamento do álbum 'De Primeira'. Ouça podcast com entrevista e faixa a faixa. Quando "De Primeira" saiu em agosto, quem gosta de música brasileira passou a ouvir o álbum de Marina Sena em looping, sonhando com uma tarde ensolarada de festival. As músicas que falam de amor com arranjos tropicais e clara influência do pop latino (alô, Kali Uchis) credenciam a cantora mineira de 24 anos ao título de revelação do pop brasileiro de 2021. O G1 pegou uma "carona virtual" na van da cantora enquanto ela ia para a passagem de som de uma live. Ouça a conversa no podcast abaixo. A vontade de cantar e trabalhar com música vem desde de cedo e chegou a ser confundida com "esquisitice" para uma criança de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais. "Eu já era muito 'artistinha' assim, mas achava que era esquisita. Depois que falei: não, sou artista, justificando a minha esquisitice porque era muito expressiva, muito chamativa", diz Marina ao G1. Marina passou em uma etapa da seletiva do "The Voice Brasil", aos 17 anos, e viu como um sinal de que poderia tentar uma carreira, de fato. Mudou-se para Montes Claros, onde começou a Outra Banda da Lua. O projeto foi a ponte até a formação de outro grupo, o Rosa Neon. Ambos não existem mais, mas foram espaços nos quais compôs e cantou músicas conhecidas de quem curte uma MPB mais alternativa, como "Cavalaria" e "Ombrim". Amor está no ar Marina Sena Divulgação/Fernando Tomaz Uma paixão que não é para acontecer, a vontade de uma pegação e até um término de relacionamento já viraram música na mão de Marina. Ela brinca que até tenta cantar sobre outros assuntos diferentes, mas é difícil. "Sou uma pessoa que sente muito, vou sempre falar disso, não tem jeito. Toda hora eu começo a fazer uma música falando: 'Eu não vou falar de amor'. Só que passa cinco minutos e eu já estou lá de novo." "Pelejei", segunda faixa do disco, fala exatamente sobre uma tentativa de não se apaixonar, que foi pauta até de conselhos da mãe de.... Marina. Tudo porque o crush em questão era simplesmente o produtor do disco, Iuri Rio Branco. Eles começaram a namorar durante o processo do 1º álbum, que foi feito com a Marina em Belo Horizonte e ele, em São Paulo. "A gente nem se conheceu pessoalmente, foi tudo à distância. Já apaixonei antes de conhecer", diz, novamente rindo, ao lado dele na van. Initial plugin text Ela explica a sonoridade do disco como uma mistura da sua personalidade com a de Iuri. "Sou realmente aquela pessoa que sente todas aquelas coisas ali". "É exatamente o que queria, mas não sabia como era exatamente. Eu já tinha algumas referências de sonoridade assim, mas a leitura de Iuri é muito moderna, com referências de todo tipo de música brasileira, misturado com tudo que está rolando no mercado latino e mundial mesmo". Kali Uchis brasileira e Marisa Monte mais jovem são conexões que surgem e deixam Marina feliz. Sobre a primeira, é uma referência que dá para pescar na primeira ouvida. "Acho muito difícil uma cantora hoje, no início como eu, que não se inspira na Kali Uchis. Ela é muito referência, porque ela é muito artista, ela é uma grande compositora... Mas não só, Rosalía, Alicia Keys, Mayra Andrade também, sabe?", continua. Marina Sena Divulgação/Fernando Tomaz A brincadeira com Marisa Monte acontece, principalmente, por causa da semelhança entre elas, que ficou mais destacada ainda com o conceito adotado nesse primeiro álbum. Marina lembra que já foi confundida com a cantora em Montes Claros, quando era mais jovem. "Teve uma vez que eu estava na rua e passaram uns gringos falando 'Marisa Monte, Marisa Monte'. Eu estava com cabelão grande, ondulado, batom vermelho". Ela ama a comparação e clama por um feat: "Marisa, se quiser fazer uma música comigo, eu imploro!". Para ficar perfeito, Marina inclui Gal Costa na parceria dos sonhos. Confiança para brilhar Marina Sena Divulgação/Fernando Tomaz Por falar em sonhos, Marina é uma artista bastante confiante. Não é à toa que o primeiro álbum se chama "De Primeira". Além de ser uma lembrança do jeito de falar da avó mineira, é também um mantra de que a carreira vai dar certo logo de cara. E a confiança foi a força necessária para que ela saísse de uma cidade de menos de 35 mil habitantes para se destacar na música. "Às vezes, eu fico me perguntando se sou muito iludida. Só que consegui tudo que consegui na minha vida sendo muito confiante. É muito difícil alguém sair de Taiobeiras e falar que vai ser artista. Ninguém faz isso". Tanto que ao ser perguntada sobre qual é a impressão que ela quer que as pessoas tenham ao terminar de ouvir "De Primeira", Marina responde sem hesitar: "[Que sou uma artista] completa. Quero que as pessoas vejam que sou compositora, cantora pra caralho, que sou muito artista mesmo". "Quero que as pessoas confiem que vou entregar arte mesmo, de verdade, com muito perfeccionismo, com muito cuidado". 'Voz agreste' e cantoria na infância Marina Sena queria ser cantora desde criança Reprodução/Instagram/MarinaSena Marina pode ser a sensação da música brasileira hoje, mas as lembranças das costureiras que trabalham para as tias e a mãe da cantora podem não ser tão felizes. A família tem fábricas de lingerie na região do Vale do Jequitinhonha e boa parte da infância da cantora foi entre tecidos. Com tempo livre, o que ela fazia? A trilha sonora do trabalho na sala de costura com óperas. "Era brincadeira de criança. Eu cantava bonitinho, mas enchia o saco obviamente." Ela agradece à mãe pela paciência e por apostar na carreira musical. "Lembro de ir para Belo Horizonte 10 horas de carro, cantando a viagem inteira. Fico pensando se tiver uma filha desse jeito, será que vou ter paciência? Minha mãe é uma santa". A voz aguda e anasalada é um traço bem característica de Marina e está relacionado ao lugar de onde vem, região das Gerais, e a uma tia que cantava na Igreja e em casa o tempo inteiro. Isso não quer dizer que nunca tenha sido uma questão na vida dela. "Achava minha voz chata, muito aguda. Só depois fui entender porque o meu registro é assim". "Minha tia que canta na Igreja tem esse registro, ela canta nesse lugar, a voz dela é nasal e aguda. Tem também as lavadeiras do Vale do Jequitinhonha, as cantoras de forró, então são referências que tive a vida inteira". "Quando entendi isso aceitei que meu registro é cabuloso, que tenho referência e isso aqui é Brasil profundo, sabe? Então tudo bem, minha voz é agreste mesmo", se resolve rapidamente. Faixa a faixa de 'De Primeira' (por Marina Sena) A capa do álbum 'De primeira', de Marina Sena Divulgação 1. "Me Toca" "Foi a penúltima música que a gente fez e a primeira que fizemos juntos [Eu e Iuri]. É uma música que significa muito para gente, porque ela sintetiza e simplifica a sonoridade do álbum". 2. "Pelejei" "Eu compus em 15 minutos no telefone, mandei para o Iuri na mesma hora e ele me mandou a música pronta, produzida no outro dia. É uma música que gosto muito, até porque foi uma música que eu fiz para ele, quando comecei a ficar apaixonada". 3. "Por Supuesto" "É a música mais antiga de todas, deve ter uns quatro ou cinco anos. Eu achava que ela não era boa. Até falei pro Iuri antes de ele começar a produzir: 'Ó tem uma aí que chama 'Por Supuesto', pode tirar, a gente não vai pôr ela mais não'. E, agora, ela é simplesmente uma das músicas que eu mais gosto do disco, porque depois que ele produziu, eu falei 'Olha aí a música apareceu, chegou, temos". 4. "Cabelo" "É uma das que eu mais gosto, porque ela me representa muito assim, meu espírito. Ela veio em um momento muito bom para mim, assim como "Voltei Pra Mim", um momento de liberdade, de amor próprio muito grande. É isso que ela significa para mim". 5. "Voltei Pra Mim" "'Voltei Pra Mim' é uma coisa que eu sempre pensei de todos os tipos de relação, às vezes, você precisa sair para você conseguir enxergar o mundo de novo. Você está muito fechado em uma vibe e você está precisando sair para se enxergar e se conectar com você mesmo. É uma música é real, são coisas que eu vivi não foi uma, nem duas vezes. Foram várias, então me representa muito. É uma das que eu penso 'Nú, falei mesmo o que tudo o que eu queria". 6. "Temporal" "Eu fiz essa música em uma época em que eu estava escutando muito Djavan, estava completamente fissurada em Djavan e em toda obra dele. Tem uma pegada de reggae em algumas músicas, que eu gosto muito, muito, então eu queria trazer isso para o meu trabalho. Além de tudo, eu estava super apaixonada, fiz essa música porque estava super emocionada, mas depois de uma semana, eu não queria nem saber mais". 7. "Tamborim" "Tamborim é a música mais malandrinha que tenho. Eu fiz também porque eu queria incorporar a coisa do samba e do pagode na minha música, são coisas que eu escuto muito, amo mesmo. Sou muito consumidora da música que a gente faz no nosso país. Queria incorporar também no meu role, mas sem ser uma coisa forçada. Acho que eu estava escutando tanto que calhou de ser um pagode, porque não teve jeito, estava no subconsciente". 8. "Amiúde" "Foi a primeira que eu compus depois que conheci Iuri e Jean Tassy (compositor e cantor de Brasília). Eu queria fazer uma coisa mais moderninha, mais baladinha e saiu 'Amiúde'". 9. "Seu Olhar" "É uma música bem antiga também, escrevi há muito tempo, ainda morava em Montes Claros. Gosto muito, porque ela mostra minha voz e a potência vocal que consigo chegar. É mais experimental e ao mesmo tempo chiclete, eu vim da música experimental então é uma faixa muito especial para mim". 10. "Santo" "Eu fiz no meu aniversário de 22 anos exatamente na hora que nasci, 4h20 da madrugada. Foi uma música que significou muito para mim, porque eu disse exatamente o que estava sentindo sobre fazer aniversário". Veja Mais

Precursor do queernejo, Gabeu explica movimento que introduz artistas LGBTQIA+ no cenário sertanejo: 'som diverso'

G1 Pop & Arte Em busca de representatividade dentro do gênero musical, artistas investem na produção de músicas que abordam sexualidade e ligação com origens no interior. Nascido em Franca (SP), Gabeu se destaca no estilo Queernejo com canções autorais Divulgação Com um milhão de visualizações no clipe de lançamento do primeiro trabalho, Gabeu se destaca no cenário musical como um dos precursores do queernejo. Autor de letras que referenciam vivências compartilhadas pela comunidade LGBTQIA+, o jovem busca revolucionar o sertanejo convencional. “[O queernejo] É um lugar onde uma mulher trans canta sobre ser uma mulher trans caipira, onde tem o menino gay falando sobre um relacionamento gay no campo. O sertanejo pode ser várias coisas, é um som muito diverso”, diz. Gabeu esteve a maior parte da vida embebido de sertanejo. Ele é filho do cantor Solimões, dupla de Rionegro. Aos 23 anos, ressignificou suas próprias raízes e encontrou no gênero musical que repeliu por boa parte da adolescência, a ferramenta artística para que pessoas diferentes pudessem ouvir sua realidade. O que é o queernejo? Definido por artistas do seguimento, o queernejo é um movimento musical que se deriva de uma matriz sertaneja. O termo queer engloba as múltiplas possibilidades de gênero e sexualidade. De acordo com Gabeu, o queernejo surgiu em 2019, quando ele assinou as primeiras produções inspirado pelo trabalho da drag queen Reddy Allor. O principal objetivo é promover um espaço de acolhimento para artistas que, apesar de se identificarem com o sertanejo, não se sentem representados pela produção convencional que abordam o universo heterossexual. "O queernejo tem um papel social de fazer com que pessoas LGBTs do campo, dos interiores, em contextos sertanejos e rurais, se sintam mais possíveis dentro desses contextos", explica. Cantor e compositor, Gabeu busca trazer representatividade para dentro do sertanejo Divulgação Além de trazer a representatividade que tanto sentiu falta durante a adolescência e parte da vida adulta, Gabeu destaca a importância de se criar um espaço capaz de aproximar os indivíduos de suas raízes e promover um estilo musical rico em diferentes narrativas. "É uma música que mistura outros tipos de narrativas, outras abordagens, outros tipos de corpos e vozes. É um lugar para as pessoas que não se sentem abraçadas pelo sertanejo." Junto a Gabeu, artistas como Alice Marcone, Gali Galó, Zerzi e Bemti, constroem a base do movimento. Para Gali Galó, artista com mais de 10 anos de carreira, o queernejo tem espaço para crescer. Gali aponta que ao desenvolver, em parceria com Gabeu, o primeiro festival queernejo do Brasil, batizado como Fivela Fest e realizado em 2020, o movimento ganhou mais adeptos e aproximou os artistas. “Foi tudo de maneira independente, sem nenhum patrocínio. Criamos ali um embrião e, agora, a nossa expectativa é crescer isso. Desse festival nasceram muitas parcerias, fomos nos misturando”, afirma. Gali Galó e Gabeu foram os responsáveis pelo Fivela Fest, primeiro festival de queernejo do Brasil Reprodução/Redes sociais Raízes sertanejas Gabeu presenciou desde pequeno o movimento nos palcos e a proximidade com o público. Com dúvidas sobre o rumo profissional, chegou a se envolver com teatro e cinema, mas logo percebeu que o caminho estava mesmo na música. No repertório, recheado de referências do sertanejo 'raiz' e do universo pop, Gabeu mescla múltiplas inspirações, que vão de Milionário & José Rico a Lady Gaga. Dessa mistura, surge uma persona artística que explora tanto temas leves como pautas delicadas. "Gosto muito da dupla Alvarenga & Ranchinho, as personas artísticas, porque além de cantores, eles eram atores. Toda essa coisa caricata e cômica do humor eu acredito que vem desse lugar, um pouco do meu pai também, ele é uma inspiração nesse sentido", aponta. Gabeu aponta ter crescido sob influência da música sertaneja e da produção do pai Reprodução/Redes sociais Com apoio da família, Gabeu utiliza suas produções para abordar temáticas pouco discutidas no meio musical tradicional e que trazem forte impacto para integrantes da comunidade LGBTQIA+. No queernejo, as canções falam sobre ser um menino gay no campo. No novo álbum, 'Agropoc', Gabeu soma quase um milhão de acessos na conta oficial no Spotify. De chapéu e botina Gali Galó, que é natural de Ribeirão Preto (SP), enxergou no queernejo sua reinvenção artística. Se antes era pela guitarra do indie rock que encontrava identificação, agora é com a viola nas mãos que se sente em casa. "Eu tive pouco tempo para experimentar o queernejo no palco e ainda bem que eu tive. Foi muito louco tocar. Subi fazendo o queernejo com moda de viola e violão, foi como se encontrasse o meu lugar ali, a minha casa", relembra. Gali Galó durante apresentação musical Reprodução/Redes sociais Depois de passar 15 anos em São Paulo, Gali retornou a Ribeirão Preto e pôde abraçar suas raízes, enxergando beleza e acolhimento no chão de 'sua terra'. É com botina e chapéu que resgata o sentimento de pertencimento ao interior. "Tem uma falta de representatividade e por essa falta eu acabei me afastando, fui parar em São Paulo, dei um volta para descobrir que o que tem na minha terra é legal", afirma. Para Galó, as experiências que cada artista do gênero coleciona faz com que o movimento se fortaleça e seja vivenciado com ainda mais orgulho e vontade de expansão. Aos seus olhos, o futuro guarda muitas novidades e reconhecimento. "Temos que ter orgulho desse movimento que a gente criou, porque se não tivéssemos nascido aqui e não tivesse tido os costumes, passado até pelo preconceito que passamos, a gente não teria criado músicas com essas narrativas", diz. *Sob supervisão de Thaisa Figueiredo Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região Veja Mais

Art Metrano, astro de 'Loucademia de Polícia', morre aos 84 anos

G1 Pop & Arte Segundo o site The Hollywood Reporter, o ator morreu de causas naturais, em sua casa em Ventura, na Flórida. Art Metrano, astro de 'Loucademia de Polícia', morre aos 84 anos Reprodução/Instagram O comediante Art Metrano, conhecido por seu trabalho como o capitão da polícia Ernie Mauser em filmes da franquia "Loucademia de Polícia", morreu aos 84 anos. Segundo o site The Hollywood Reporter, Harry Metrano, filho do ator, informou que o pai morreu de causas naturais, em sua casa em Ventura, na Flórida. A morte aconteceu na quarta-feira (8). Harry prestou homenagem ao pai em uma publicação do Instagram. "É com o coração partido que escrevo esse texto. Ontem perdi meu melhor amigo, meu mentor, me pai. Ele sempre vai ser o maior homem que eu já conheci. Pai, você sempre foi parte de mim e continuarei mantendo vivo seu legado. Você é agora meu anjo guardião." Ao longo das três décadas de carreira, Metrano atuou em diversas séries e filmes. Embora sua estreia tenha acontecido em 1961, seu primeiro grande trabalho foi na série "The Tonight Show Starring Johnny Carson." Além de "Loucademia de Polícia", o extenso currículo do ator inclui filmes como "A Noite dos Desesperados" e "Casei-me por Engano" e séries como "Casei Com Uma Feiticeira ” e "A Família Dó-Ré-Mi". O ator interrompeu sua carreira artística em 1989 após sofrer uma queda enquanto fazia uma reforma no telhado de sua casa. Metrano quebrou o pescoço no acidente. Após um período, Metrano transformou a experiência que mudou sua vida no monólogo "Comédia Acidental de Metrano". Art Metrano com o filho, Harry Reprodução/Instagram Veja Mais

Tiago Leifert explica saída da Globo no 'Mais Você' com Ana Maria Braga: 'Minha missão aqui está cumprida'

G1 Pop & Arte Apresentador vai deixar emissora, após 15 anos, disse Globo nesta quinta (9). Ele apresenta 'The Voice Brasil' até 23 de dezembro. Novos apresentadores do 'BBB22' e do próximo 'Voice' ainda serão definidos. Tiago Leifert se despede da Globo no ‘The Voice Brasil’ Tiago Leifert participa nesta sexta (10) do "Mais Você" com Ana Maria Braga. À apresentadora, ele conta sobre sua saída da TV Globo. "Se for pegar a primeira vez que eu tive uma sensação dessa, faz muito tempo, pelo menos quatro anos. Mas eu soterrei. A minha história mesmo começa 20 anos atrás, quando me mudo pros Estados Unidos. Meu objetivo era trabalhar no esporte na Globo", contou. "Isso aqui vai muito além do emprego. Sair daqui é sair de casa." "Tive uma vida de atleta. Na véspera do 'The Voice' ou do 'Big Brother', eu não saía. Essa obsessão sempre, trabalhando muito, sem férias. Minha grande epifania no ano passado, 'BBB 20', minha esposa grávida. O programa tinha sido grande e eu não estava feliz", ele conta. Tiago Leifert explica saída da Globo no 'Mais Você' com Ana Maria Braga Reprodução/Globo O apresentador diz que não conseguiu comemorar os recordes do "BBB20" e nem o sucesso que foi a edição. "Me perguntava 'quando eu vou comemorar a vitória?' É agora, minha mulher está grávida, tem tanta coisa que eu quero aprender, tanta coisa maravilhosa, quero voltar a estudar", disse. "Era essa escolha que eu tinha que fazer. Sair ou ficar mais quatro anos. Ano passado, quando eu falei isso, foi um choque. Mas eles entenderam." "Eu preciso declarar vitória e falar: Tiago, deu certo." Conversei com a empresa, vocês foram maravilhosos comigo desde o começo. Sou muito grato por todos os conselhos, conversei com a família Marinho. Mas estava tudo muito em cima. A decisão mais lógica é não fazer agora. Então falei: 'daqui um ano, a gente conversa de novo'." "Decidi que ia sair da Globo porque minha missão aqui está cumprida." Apesar do nervosismo, ele disse que conseguiu dormir esta semana. "Eu consigo relaxar. Na hora de dormir eu consigo. Mas ontem chegou muita mensagem", disse Leifert. 'Super dança' e 'The Voice' Tiago Leifert Reprodução/TV Globo Ele diz que ia almoçar na casa da mãe para contar ao pai da decisão quando recebeu a ligação para substituir o Faustão no "Domingão". "Pessoal, finge que eu sou o Faustão e eu vou fazer igual a ele. Brinquei de Faustão e amei aquele domingo. Foi muito legal, gostoso de fazer", ele conta. "Meu contrato iria terminar em setembro. Na semifinal do 'Dança', eu decidi". Depois disso, ele pediu para fazer mais uma temporada do "The Voice Brasil" e a emissora aceitou. "Vou desfrutar mais, me emocionar muito porque sei que está acabando. Estou muito emocionado, tenho fama de chorão. Se o 'The Voice' fosse sobre mim, não iria querer fazer", disse. 'BBB' Tiago Leifert Reprodução Ele contou como se preparou para substituir Pedro Bial no comando do "BBB". "Se esse dia de janeiro de 2017 fosse o primeiro BBB da história, o que eu falaria? Como eu faria? Romper com o que foi feito e falar como eu faria". Ele diz que se inspirou no livro "Ignore everybody" ("Ignore todo mundo") para dar vazão a suas ideias de mudança do formato. "Decidi que ia fazer mais um ['BBB']. Eu estava muito feliz fazendo. Todas as três primeiras semanas de 'Big Brother' vão ser difíceis. Foram difíceis, mas a equipe tá muito cascuda. A gente se conhece, está muito fechado. Por mais que a gente tenha tido problemas com a Karol e o Lucas, a gente conseguiu." "The Voice Brasil": Tiago Leifert com Michel Teló, Carlinhos Brown, Lulu Santos e Iza Globo/Victor Pollak Ana Maria resumiu o colega com quatro palavras: "Competência, coragem, coerência, verdade". O apresentador vai deixar a emissora após o "The Voice Brasil". "Tiago Leifert irá se despedir da Globo, após 15 anos de uma parceria feliz e bem-sucedida", informou a empresa, por meio de comunicado. VEJA COBERTURA DO GSHOW Ele vai apresentar o "The Voice" até 23 de dezembro. Os novos apresentadores das próximas edições do "BBB" e do "'Voice" ainda serão definidos. Leifert nasceu em São Paulo no dia 22 de maio de 1980. Ele entrou na Globo em 2008 e já comandou programas como "Central da Copa", "Globo Esporte", "The Voice Brasil" e "The Voice Kids Brasil". Desde 2017, apresentava o "Big Brother Brasil". Em junho de 2021, com a saída de Faustão, ele assumiu as tardes de domingo da TV Globo até a estreia de Luciano Huck. Leifert comandou o "Super dança dos famosos", que foi vencido por Paolla Oliveira e Leandro Azevedo. Leia o comunicado na íntegra: "O começo foi em 2004 como apresentador e editor na Rede Vanguarda, afiliada da Globo no interior de São Paulo. Depois, Tiago Leifert chegou ao SportTV, em 2006, como repórter e logo virou editor-chefe do "Globo Esporte", apresentador e foi o responsável pela mudança no formato do jornal. Com um estilo único, chamou atenção e foi convidado para alçar novos voos como apresentador da versão brasileira do "The Voice", em 2012. Em 2015, assumiu mais um novo projeto na emissora, desta vez, o matinal "É de Casa". Esteve à frente, ainda, da "Central da Copa", em 2010, 2014 e 2018, e participou do crescimento da franquia "Voice", apresentando a primeira temporada da versão "Kids". Em 2016, trouxe sua paixão pelos games e pelo universo geek para a TV Globo, com o "Zero 1". E, em 2017, assumiu um de seus maiores desafios: comandar o "Big Brother Brasil". Apresentando as últimas cinco edições do BBB, Tiago deixou sua marca não apenas com seus bordões como “fogo no parquinho” e “textão não decide paredão”, mas também com edições históricas – uma delas garantiu o recorde mundial de votação popular em um reality show. Por diversas vezes substituiu colegas em seus programas e, mais recentemente, encarou a missão de comandar as tardes de domingo durante uma licença médica de Fausto Silva e, depois, no "Super Dança dos Famosos". Mas será à frente daquele que foi seu primeiro projeto no entretenimento na emissora – o "The Voice Brasil" – que Tiago Leifert irá se despedir da Globo, após 15 anos de uma parceria feliz e bem-sucedida. O apresentador amadureceu a vontade, que já havia manifestado no ano passado, de parar e preferiu não renovar seu contrato com a empresa, mas deixa as portas abertas para futuras parcerias: “A ideia de parar surgiu no meio do ano passado e venho conversando com calma com a Globo desde então, esperando o momento ideal. E é agora! A sensação é a de sair da casa dos pais para encarar o mundo. Eu cresci aqui, como pessoa e como profissional. Aliás, faz 20 anos que saí de casa para estudar nos EUA com a missão de um dia trabalhar na Globo. Eu consegui muito mais do que imaginava, e estou no momento perfeito, pessoal e profissionalmente, para encerrar esse capítulo que durou duas décadas. Tudo deu certo, foi lindo demais. Saio maduro, sem pressa, feliz e pronto para o mundo que está à minha frente. Aqui dentro construí uma história linda no esporte, onde pude criar novos estilos e narrativas, fazer parte de três Copas do Mundo e uma Olimpíada. No entretenimento, pude estar presente na implementação de quatro formatos e estar à frente de 16 temporadas de realities, uma paixão do Brasil e também minha. Mais lindo ainda foi comandar o ‘Big Brother Brasil’, um fenômeno apaixonante, do qual sempre fui fã, e que teve edições recentes consideradas históricas. Eu tenho um caso de amor com a Globo. E por isso saio com a absoluta certeza de que posso me dar esse tempo e de que vou continuar sendo bem-vindo aqui a qualquer momento. Meu muito obrigado a todos que estiveram comigo. E em especial ao público, que sempre me acolheu”. Tiago Leifert apresentará a décima temporada do "The Voice Brasil" na TV Globo até o dia 23 de dezembro. Os novos apresentadores de 2022 do "Big Brother Brasil" e do "The Voice Brasil" ainda serão definidos." VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento Veja Mais

'Segunda Chamada' amplifica discussão sobre educação ao inserir alunos que vivem nas ruas

G1 Pop & Arte Segunda temporada estreia com novo ano letivo nesta sexta (10) no Globoplay. Ao G1, Ângelo Antônio e autoras falam sobre como a escola é um lugar de transformação. 'Segunda Chamada' vai incluir pessoas em situação de rua na discussão sobre educação de jovens e adultos Mauricio Fidalgo/Globo A segunda temporada de "Segunda Chamada" vai incluir no ensino de jovens e adultos pessoas em situação de rua. Seis novos episódios ficam disponíveis no Globoplay nesta sexta (10). A ideia das autoras Carla Faour e Júlia Spadaccini é aprofundar a discussão do poder transformador da escola, com personagens ainda mais vulneráveis ao acesso à educação. "A temporada fala da aceitação, de romper um preconceito que você tem em relação a essa população de rua. Em alguma esfera, essas pessoas não se sentem no direito de frequentar a escola", diz Carla Faour. "É quase como se fosse um universo inacessível para eles. A gente retrata na série essa inadequação, esse sentimento de não pertencimento. Não é um processo romantizado, é um processo de conquista, de aceitação", continua. Quem vai liderar esse movimento na Escola Carolina Maria de Jesus é a professora Lúcia, papel da atriz Debora Bloch. Além de ser uma questão social importante, a busca por novos alunos também era necessária para manter a escola aberta. A situação da evasão escolar foi observada pela equipe desde as primeiras pesquisas sobre as EJAs (Educação de Jovens e Adultos) e ganha destaque na continuação da série. Júlia Spadaccini e Carla Faour são as autoras de 'Segunda Chamada' Globo/FábioRocha "A gente recebia vários relatos de fechamento de escolas como políticas de contenção de gastos, como política de não investimento nessa educação para jovens e adultos", afirma Carla. Paulo Gorgulho, Thalita Carauta, Silvio Guindane e Hermila Guedes seguem no elenco na segunda temporada dirigida por Joana Jabace. Vida cruzando com a ficção Angelo Antônio entra em 'Segunda Chamada' como Hélio; personagem vai se envolver com Lúcia (Debora Bloch) Globo/Fábio Rocha São nove alunos que vivem nas ruas e entram para escola nesta segunda temporada. A passagem de tempo em relação a primeira, que terminou com a bonita formatura da turma de Natasha (Linn da Quebrada), Jurema (Teca Pereira) e Giraia (José Trassi), é apenas de um mês de férias. Hélio, personagem interpretado por Ângelo Antônio, é um deles. O homem passa a viver na rua depois de uma tragédia familiar e vai se envolver com a professora Lúcia (Debora Bloch). Para o ator, uma das cenas mais marcantes foi a do desabamento da casa em que Hélio vivia, gravada no mesmo período das fortes chuvas em Minas Gerais no ano passado em que muitas pessoas perderam tudo e ficaram desabrigadas. "No dia exato que eu estava gravando a cena estava acontecendo aquilo. Foi muito impressionante, não tinha como não sentir a angústia daquelas famílias que estavam vivendo aquilo", conta o ator ao G1. A equipe esteve em contato com pessoas que vivem nas ruas de São Paulo para entender a dinâmica, ouvir histórias e conhecer de perto a realidade. Uma delas em especial chamou atenção de Antônio. "Quando a gente visitou as pessoas que moram nas ruas, convivemos um pouco e vimos que eles moravam naquela barraca com um monte de livro do lado. Eu não acreditava". "Fiquei amigo, levei um monte de livros para eles, levei Guimarães Rosa, foi uma troca incrível. Pena que a gente se afastou abruptamente deles, com a parada da série e o fato de não poder mais gravar na rua, mas foi uma experiência impressionante", lembra o ator. Flávio Bauraqui, Moacyr Franco, Rui Ricardo Dias, Jennifer Dias e Pedro Wagner também estarão na nova temporada. Humanizar quem não é visto por muitos Ângelo Antônio entra para o elenco de 'Segunda Chamada' como Hélio Globo/Fábio Rocha Mostrar o rosto, a história, o presente e o passado de quem é considerado por muitos como "invisível" é uma das bandeiras da série. "A população em situação de rua não é um bolo, não é uma massa. Dentro dessa população flutuante que está na rua, você tem histórias de vida", explicam as autoras. Júlia Spadaccini diz que um dos objetivos é mudar o olhar do outro: "O Hélio até fala 'as pessoas olham, mas eles não veem a gente aqui'". "Quando a gente retrata a história de cada um, o que está movimentando emocionalmente, [a ideia é] que cada vez que você olhar uma pessoa em situação de rua, talvez você pense diferente, essa pessoa tem uma história". Dentro desse universo, a dupla vai tratar de questões relacionadas à velhice, às mulheres, às crianças e aos vícios. Trama reduzida Foto da primeira temporada mostra Deborah Bloch e Paulo Gorgulho em cena de 'Segunda Chamada' Globo/Mauricio Fidalgo Para Carla e Júlia, o ano passado se resumiu em adaptar a história conforme as regras sanitárias. A trama teve as gravações interrompidas mais de três vezes e acabou ficando com seis capítulos. A primeira temporada tem 11. "Quando a pandemia paralisou as gravações, a gente estava no começo da temporada e nós passamos praticamente o ano de 2020 fazendo modificações", explica Carla. "A pandemia apertava, a gente escrevia cenas que só tinha 2 ou 3 atores. Quando liberava um pouco, colocávamos mais atores. Algumas mudanças até aprofundaram alguns conflitos, mas outros a gente teve que abrir mão", continua a autora. Ângelo Antônio também comentou sobre o ritmo de gravações fragmentado. "A história teve que ser encurtada por conta da Covid, então o que iria ser, ainda pode acontecer em uma futura temporada", diz o ator deixando no ar que uma terceira temporada pode vir por aí. Veja reportagem exibida no 'Fantástico', em 2019, sobre a primeira temporada: Nova série ‘Segunda Chamada’ mostra a luta de quem não desistiu de ter acesso à educação Veja Mais

Jennifer Lawrence está grávida do primeiro filho

G1 Pop & Arte Segundo a revista People, um representante da atriz confirmou a informação. Ela e Cooke Maroney estão juntos desde 2018. Jennifer Lawrence AFP Photo-Joe Klamar Jennifer Lawrence está grávida do primeiro filho. Um representante da atriz confirmou, nesta quarta-feira (8), para a revista People, que a atriz de 31 anos e o diretor de galeria de arte Cooke Maroney estão à espera do primeiro filho. Lawrence e Maroney estão juntos desde junho de 2018 e ficaram noivos meses depois. Em outubro de 2019, eles se casaram em uma cerimônia para 150 convidados, incluindo celebridades como Adele, Amy Schumer, Kris Jenner e Emma Stone. Vídeo: Jennifer Lawrence fala sobre o suspense 'Mãe!': "É uma obra de arte". ‘É uma obra de arte’, diz Jennifer Lawrence sobre o suspense 'Mãe!' Veja Mais

Marília Mendonça testa positivo para Covid-19, tranquiliza fãs e cita importância da vacinação

G1 Pop & Arte Cantora sertaneja usou as redes sociais para fazer relato após exames: 'Está tudo bem, graças a Deus e a primeira dose da vacina que eu já tinha tomado'. Marília Mendonça testa positivo para Covid-19 e fala sobre importância de vacinação Marília Mendonça testou positivo para Covid-19. A cantora sertaneja usou as redes sociais na tarde desta quarta-feira (8) para tranquilizar os fãs e falar sobre a importância da vacinação. "Graças a Deus, já tinha tomado a primeira dose e eu tenho certeza absoluta que isso influenciou muito pra meu caso passar praticamente despercebido." "Tive sintomas de gripe simples, mas está tudo certo, não tem nenhum risco de complicação, de respiração nem nada. Vacinem! A vacina é importante. Só tive a oportunidade de tomar a primeira dose por enquanto, mas ela já me ajudou muito", contou em seu Instagram. Em uma série de vídeos, ela ainda afirmou que antes do teste positivo, já havia feito outros dois exames que deram negativo, o que fez ela acreditar que estava com sinusite. "Eu já havia feito dois testes. E esses dois testes haviam dado negativo. Partindo desses dois testes, imaginei que realmente seria uma sinusite. Mas não era." "Quando fiz o terceiro teste, deu positivo e foi quando me isolei imediatamente. Mas fiquei com a cabeça bem ruim, fiquei bem mal mesmo, por isso que sumi das redes. Porque pra mim, foi realmente um baque", afirmou a cantora. Marília também fez uma breve postagem no Twitter repetindo que está bem e está cumprindo isolamento. "Aqui tá tudo bem, meus amores. Já fiz todos os exames, não há risco de complicação nenhuma, graças a Deus e graças a primeira dose da vacina que eu já tinha tomado. Inclusive, atentem-se sempre a importância da vacina… só estou cumprindo o isolamento", contou a cantora pelo Twitter. Marília Mendonça Reprodução/Instagram Veja Mais