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Fux suspende pagamento da dívida do município do Rio de Janeiro com a União

G1 Economia Prefeitura pediu ao STF que suspendesse parcelas da dívida com o BNDES, que somam R$ 563,1 milhões. Ministro determinou que recursos sejam aplicados em ações contra coronavírus. Ministro Luiz Fux Fátima Meia/Futura Press/Estadão Conteúdo O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quinta-feira (2) a dívida do município do Rio de Janeiro com a União, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ministro determinou que os recursos deverão ser aplicados em ações de combate ao novo coronavírus. A Prefeitura tinha parcelas a vencer, entre abril e setembro, no valor de R$ 563,1 milhões. As dívidas são resultados de contratos com o BNDES para viabilizar obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de 2016. "Não se pode esquecer que medidas de contenção ao Covid-19 consistem em políticas públicas cujo implemento demanda recursos orçamentários, os quais precisam ser garantidos com a máxima urgência, a justificar, em caráter excepcional, a intervenção desta Corte", afirmou Fux na decisão. No último dia 25, a prefeitura tinha informado à Corte que não tem como honrar os pagamentos neste momento por conta das medidas que vem tomando para o combater a doença. "No presente caso, indubitavelmente, a abstenção judicial ensejaria ao Município do Rio de Janeiro o agravamento de uma crise financeira sem precedentes, como também, em último grau, a perda de mais vidas humanas em decorrência da COVID-19. Essa consequência indesejada pode ser atenuada por este provimento judicial", completou o ministro. Veja Mais

Governo prevê déficit de R$ 419 bi nas contas públicas em 2020, maior valor da série histórica

G1 Economia Segundo secretário de Fazenda, revisão foi motivada por medidas econômicas adotadas para enfrentamento da crise do coronavírus. Déficit previsto no Orçamento era de R$ 124 bi. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou nesta quinta-feira (2) que o governo federal aumentou a previsão de déficit nas contas públicas para R$ 419,2 bilhões em 2020. Waldery deu a informação em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica. O orçamento de 2020, sancionado em janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro, previa déficit de R$ 124 bilhões. Conforme Waldery Rodrigues, o aumento na previsão do déficit foi motivado pelo aumento de gastos relacionado a medidas de combate ao avanço da crise do coronavírus. Segundo o secretário, essas medidas somam R$ 224,6 bilhões. Ainda segundo Waldery, se confirmado o déficit de R$ 419,2 bilhões, o valor será o maior da série histórica. Ele afirmou também que o valor é uma estimativa e pode ser revisada mais adiante. Medidas econômicas Segundo o secretário, entre as medidas adotadas pelo governo, a que causará maior impacto fiscal será o auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais. A medida tem impacto estimado de R$ 98,2 bilhões. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional, e o presidente Jair Bolsonaro já informou ter assinado o texto. Mas a sanção ainda não foi publicada no "Diário Oficial da União". A segunda medida com maior impacto financeiro, segundo o governo, será o programa de manutenção de empregos que prevê a redução de salário e jornada de trabalho. A medida tem um impacto estimado de R$ 51,2 bilhões. Veja Mais

Tinha passagem de avião ou pacote de viagem comprados. E agora?

G1 Economia Valor dos bilhetes deve ser reembolsado integralmente, mas consumidor poderá arcar com eventuais multas contratuais. Reagendamentos não terão custos adicionais. Muitas viagens, sejam elas nacionais ou internacionais, estão sendo canceladas por causa da pandemia do coronavírus. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o valor das passagens deve ser reembolsado integralmente, mas há regras. Veja o que muda nas empresas aéreas e de turismo Festa cancelada, troca de produto: mais sobre direitos do consumidor na pandemia Uma medida provisória publicada pelo governo determinou que as empresas aéreas reembolsem integralmente os compradores em até 12 meses, contando a partir da data da solicitação, em passagens que tenham sido compradas até o dia 31 de dezembro de 2020. Os consumidores que aceitarem a devolução em forma de crédito na companhia ficarão isentos de possíveis penalidades contratuais previstas no momento da compra. O crédito valerá para a compra de novas passagens em até 12 meses após a data do voo cancelado. Para quem preferir realizar o cancelamento total, a companhia poderá executar penalidades, como multas. O dinheiro será devolvido na mesma forma de pagamento da compra. A decisão também vale para passagem do tipo não reembolsável. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) tem discutido diretamente com os fornecedores de passagens e hospedagens para que eles facilitem "remarcações ou reembolso, sem custo, aos passageiros que não se sentirem confortáveis em viajar neste momento". Veja Mais

Estou desempregado. Vou receber alguma ajuda do governo?

G1 Economia As opções disponíveis são o auxílio-emergencial ou o seguro-desemprego, em caso de demissões sem justa causa. Saiba o que fazer em casa uma das opções. O governo federal anunciou uma série de medidas de auxílio financeiro à população e às empresas para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus sobre a economia. Uma delas é o auxílio emergencial de R$ 600 sancionado pelo governo na quarta-feira (1). Este benefício foi desenhado, justamente, para socorrer, quem está desempregado, é trabalhador informal ou Microempreendedor Individual (MEI). Veja quem deve ter direito e como deve funcionar o auxílio emergencial de R$ 600 Segundo as regras, quem tiver direito ao auxílio receberá R$ 600 por três meses. Mas, para as mulheres que são mães e chefes de família, esse auxílio será de R$ 1,2 mil por mês, também por um período de três meses. A advogada Gisela Freire, sócia em Trabalhista do Cescon Barrieu Advogados, diz que solicitar o auxílio será a melhor opção para quem está desempregado. A outra seria pedir o seguro-desemprego, mas, neste caso, só vale para quem foi demitido. Resumindo, as opções são: 1) Solicitar o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal 2) Solicitar o seguro-desemprego se houver demissão sem justa causa “Não sobram opções além dessas alternativas, até este momento”, diz Gisela. “Porém, o auxílio emergencial já vai atender muita gente”. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 59 milhões de pessoas irão se enquadrar nas exigências do auxílio emergencial. Auxílio Emergencial Para receber o auxílio emergencial, é preciso se encaixar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, os beneficiários deverão cumprir todos os requisitos abaixo: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não receber benefício previdenciário, assistencial ou seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. Veja mais informações sobre o auxílio emergencial aqui Seguro-desemprego A outra opção para quem está desempregado devido a uma demissão recente sem justa causa é solicitar rápido o seguro-desemprego. Ao solicitar o seguro-desemprego, não é possível receber o auxílio emergencial. O seguro-desemprego pode ser solicitado diretamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal www.gov.br. Todas as unidades da Secretaria do Trabalho nas 27 unidades da Federação estão com atendimento presencial suspenso em razão da pandemia de coronavírus. Durante o período em que o atendimento presencial estiver interrompido, a recomendação é para que os trabalhadores busquem o portal de serviços do governo federal ou o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país. O que não puder ser resolvido por estes canais ficará temporariamente suspenso. Quem tem direito ao seguro-desemprego? Tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa, inclusive em dispensa indireta – quando há falta grave do empregador sobre o empregado, configurando motivo para o rompimento do vínculo por parte do trabalhador. Também pode requerer o benefício quem teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, o pescador profissional durante o período de defeso e o trabalhador resgatado da condição semelhante à de escravo. Não é permitido receber qualquer outro benefício trabalhista em paralelo ao seguro nem possuir participação societária em empresas. Como funciona e quanto tempo dura? O trabalhador recebe entre 3 a 5 parcelas, dependendo do tempo trabalhado. O trabalhador recebe 3 parcelas do seguro desemprego se comprovar no mínimo 6 meses trabalhado; 4 parcelas se comprovar no mínimo 12 meses; e 5 parcelas a partir de 24 meses trabalhado. Para solicitar o seguro-desemprego pela 1ª vez, o profissional precisa ter atuado por pelo menos 12 meses com carteira assinada em regime CLT. Para solicitar pela 2ª vez, precisa ter trabalhado por 9 meses. Já na 3ª e demais, no mínimo 6 meses de trabalho. O prazo entre um pedido e outro deve ser de, pelo menos, 16 meses. Veja Mais

Como ficam os salários com a redução de jornada? Veja simulações

G1 Economia Trabalhadores com salários mais baixos devem ter maior fatia da renda preservada. O governo anunciou na quarta-feira (1º) uma medida provisória (MP) que permite a redução da jornada de trabalho com corte de salário de até 70% num período de até três meses. A medida prevê que que redução poderá ser de 25%, 50% ou de 70%. Por exemplo, quem tiver uma redução de 50% por parte da empresa no salário e na jornada vai receber uma parcela de 50% do que seria o seu seguro-desemprego caso fosse demitido. A MP também permite a suspensão do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador vai receber o equivalente ao total do seguro-desemprego a que teria direito caso fosse demitido. Como ficam os pagamentos: Corte de 25% no salário: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego Corte de 50% no salário: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego Corte de 70% no salário: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego Veja perguntas e reposta da MP que permite redução da jornada e do salário Segundo a equipe econômica, nenhum trabalhador vai ganhar menos do que um salário mínimo. As reduções de 50% ou 70% valem apenas para quem ganha acima de três salários mínimo (R$ 3.135). As simulações foram realizadas pela área trabalhista do escritório de advocacia Demarest. O exercício mostra que os trabalhadores com os salários mais baixos devem ter uma maior fatia da renda preservada. Na outra ponta, um trabalhador com salário de R$ 10 mil, por exemplo, pode passar a receber menos da metade e ver o seu salário recuar para R$ 4.269,12, no cenário de redução de 70% na jornada. Veja como podem ficar os salários, segundo cálculos feitos pelo escritório Demarest a pedido do G1: *Os números não levam em conta o Imposto de Renda retido na fonte Salário bruto de R$ 2 mil Cenário com redução de 25% Salário pago pelo empregador: R$ 1,5 mil Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 369,97 Remuneração total: R$ 1.869,97 Redução real de 7% Salário bruto de R$ 4 mil Cenário com redução de 25% Salário pago pelo empregador: R$ 3.00 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 453,26 Remuneração total: R$ 3.453,26 Redução real de 14% Cenário com redução de 50% Salário pago pelo empregador: R$ 2.000 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 906,52 Remuneração total: R$ 2.906, 52 Redução real de 27% Cenário com redução de 70% Salário pago pelo empregador: R$ 1.200 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 1.269,12 Remuneração total: R$ 2.469,12 Redução real de 38% Salário bruto de R$ 6 mil Cenário com redução de 25% Salário pago pelo empregador: R$ 4.500 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 453,26 Remuneração total: R$ 4.953,26 Redução real de 17% Cenário com redução de 50% Salário pago pelo empregador: R$ 3.000 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 906,52 Remuneração total: R$ 3.906, 52 Redução real de 35% Cenário com redução de 70% Salário pago pelo empregador: R$ 1.800 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 1.269,12 Remuneração total: R$ 3.069,12 Redução real de 49% Salário bruto de R$ 8 mil Cenário com redução de 25% Salário pago pelo empregador: R$ 6.000 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 453,26 Remuneração total: R$ 6.453,26 Redução real de 19% Cenário com redução de 50% Salário pago pelo empregador: R$ 4.000 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 906,52 Remuneração total: R$ 4.906, 52 Redução real de 39% Cenário com redução de 70% Salário pago pelo empregador: R$ 2.400 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 1.269,12 Remuneração total: R$ 3.669,12 Redução real de 54% Salário bruto de R$ 10 mil Cenário com redução de 25% Salário pago pelo empregador: R$ 7.500 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 453,26 Remuneração total: R$ 7.953,26 Redução real de 20% Cenário com redução de 50% Salário pago pelo empregador: R$ 5.000 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 906,52 Remuneração total: R$ 5.906, 52 Redução real de 41% Cenário com redução de 70% Salário pago pelo empregador: R$ 3.000 Benefício com base no seguro-desemprego: R$ 1.269,12 Remuneração total: R$ 4.269,12 Redução real de 57% Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho Acordos para a redução Para trabalhadores que recebem até três salários mínimos, o acordo para redução de jornada e salário pode ser feita por acordo individual. Para quem recebe entre três salários mínimos e dois tetos do INSS (R$ 12.202,12, valor de referência), a redução de jornada e salário terá que ser feita por acordo coletivo, já que nessa faixa a compensação da parcela do seguro-desemprego não compensa toda a redução salarial. Acima de R$ 12.202,12, a lei trabalhista atual já autoriza acordo individual para redução de jornada e salário. No caso de reduções de 25%, a MP permite que seja feita por acordo individual independente da faixa salarial. Garantia provisória A MP estabelece uma "garantia provisória" do emprego do trabalhador pelos meses em que ele tiver a jornada e o salários reduzidos e por igual período quando as atividades e pagamentos forem normalizados. Por exemplo, se o trabalhador tiver a jornada e o salário alterados por dois meses, a garantia do emprego valerá por quatro meses. Ainda assim, o empregador continua podendo demitir o funcionário durante esse período. Porém, se dispensá-lo sem justa causa, a medida prevê o pagamento pela empresa das verbas rescisórias e de uma indenização. Essa regra não vale para casos de dispensa a pedido ou por justa causa do empregado. O valor desta indenização será de: 50% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; 75% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; ou 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário em percentual superior a 70% ou de suspensão temporária do contrato de trabalho. Veja Mais

Relator no STF suspende portaria que muda regra para registro de agrotóxicos

G1 Economia Medida, publicada no fim de fevereiro, previa aprovação automática dos pesticidas em 60 dias após a análise técnica do Ibama, da Anvisa e do Ministério da Agricultura. Decisão do Supremo é liminar e cabe recurso. O Ministro Ricardo Lewandowski durante sessão plenária no Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília (DF), nesta quinta-feira (24), para votação sobre prisão em 2ª instância Fátima Meia/Futura Press/Estadão Conteúdo O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos de uma portaria do Ministério da Agricultura que estabelecia uma nova regra para a liberação de agrotóxicos. A decisão da noite de quarta-feira (1º) é liminar e cabe recurso. A portaria do governo, publicada no final de fevereiro, mantinha a análise técnica por 3 órgãos: Ibama, Anvisa e Ministério da Agricultura. Mas, após o aval de todos eles, o ministério teria 60 dias para conceder a autorização. Se o governo não se manifestasse neste período, a concessão do registro seria automática (chamada também de "tácita"). Em sua decisão, Lewandowski, que é relator do caso na Suprema Corte, destacou que existe "perigo de grave lesão à saúde pública que a liberação indiscriminada de agrotóxicos pode causar, situação que se potencializa ainda mais em razão da atual pandemia de Covid-19". A medida havia entrado em vigor na quarta-feira (1º) e só serviria para novos pedidos de registro, segundo o governo. Aprovação de agrotóxicos tem nova regra na etapa final Roberta Jaworski/G1 Os autores dos pedidos são PSOL e Rede Sustentabilidade. Os dois partidos argumentaram que a portaria, ao regulamentar as previsões da Lei de Liberdade Econômica, vai incentivar o uso de agrotóxicos, trazendo riscos à saúde. O Ministério da Agricultura informou que a portaria não muda as exigências de avaliação por parte dos ministérios de Saúde, Meio Ambiente e da própria pasta. Julgamento virtual parado O julgamento em plenário do pedido de suspensão da portaria do Ministério da Agricultura está em análise em sessão virtual desde o dia 20 de março. Ricardo Lewandowski já tinha votado contra a medida, acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Mas, na última quinta-feira (26), o ministro Luís Roberto Barroso pediu vista do processo e a análise foi interrompida. Segundo o STF, o relator, no caso Lewandowski, tem a prerrogativa de conceder a liminar até que a análise da ação seja concluída. Initial plugin text Veja Mais

Jornada de trabalho: como fica com a nova MP?

G1 Economia Medida prevê salários reduzidos e acesso a um adicional pago pelo governo, mas o dia a dia também muda. Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho O governo Jair Bolsonaro colocou em vigor nesta quarta-feira (1) a Medida Provisória 936, que estabelece o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. A MP permite a suspensão de contratos de trabalho ou a redução salarial e de jornada para reduzir a folha de pagamentos e evitar demissões em massa durante a crise do novo coronavírus. Os contratados, contudo, ainda têm dúvidas sobre a extensão do programa e como as mudanças afetarão as jornadas de trabalho caso a empregadora opte pelo dispositivo. Em caso de suspensão completa do contrato de trabalho, a MP estipula como prazo máximo 60 dias. Neste caso, a jornada fica travada, a empresa não paga salários e não poderá cobrar qualquer tipo de colaboração do funcionário. Em caso de limitação de jornada, a equipe econômica estabeleceu três faixas possíveis de redução: 25%, 50% ou 70%. Os ajustes de salários são proporcionais aos cortes. Para esses casos, o limite de tempo é de 90 dias. Jornadas de trabalho Como o padrão dos contratos de trabalho prevê a mudança de horários de trabalho, o empregador também poderá definir novos horários para ajustar as escalas de sua equipe e otimizar custos. Mas o manejo deve ser feito em comum acordo com o empregado. Mas o ponto de atenção é que o texto da MP não estipula formatos de modificação dos contratos. Então, as mudanças podem ser das mais variadas: dias intercalados, redução de dias de trabalho na semana e até cargas horárias diferentes de um dia para o outro. "É necessário observar apenas as restrições de descanso da CLT, como o intervalo de trabalho de uma hora para turnos maiores que seis horas e tempo mínimo de um dia para o outro", diz Luis Mendes, advogado trabalhista e sócio do Pinheiro Neto Advogados. "A questão, inclusive, é uma das fragilidades da MP. Para os críticos, todos os acordos deveriam ser mediados pelos sindicatos." As jornadas voltam ao normal em três situações: caso acabe o estado de calamidade pública antes do previsto (31 de dezembro deste ano), ao fim do período de 60 ou 90 dias, ou por vontade do empregador. Em qualquer hipótese, a empresa tem dois dias para restabelecer o contrato como era antes. Como deve ser feita a negociação? O tamanho da redução deve ser ajustado em acordos individuais ou com sindicatos do setor. A faixa de 25% pode ser implementada a todos os trabalhadores mediante negociação individual. Acima de 25% de redução só é possível fazer acordo individual para faixas salariais menores do que R$ 3.135,00 ou para profissional com ensino superior e que receba mais que R$ 12.202,12 (duas vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social). Nos demais casos, é preciso acordo com coletivo, que envolve o sindicato dos trabalhadores do setor. “O governo entende que reposição de benefício quase equivale a perda para os salários mais baixos”, diz Caroline Marchi, advogada trabalhista e sócia do escritório Machado Meyer. “Para os hipersuficientes, que ganham acima de R$ 12 mil, o impacto é muito grande, mas essas pessoas têm mais poder de negociação.” Auxílio do governo Tanto para a suspensão do contrato de trabalho como para a redução de jornada, o governo reservou R$ 51 bilhões para compensações financeiras e manutenção de parte do poder de compra do funcionário. A complementação dos salários reduzidos é calculada com base no seguro-desemprego a que o trabalhador teria acesso em caso de demissão, que depende da média salarial dos últimos três meses anteriores. Entenda a regra de cálculo. Cabe ao empregador informar a redução de jornada ao Ministério da Economia, que libera o acesso ao auxílio, batizado Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda. O complemento começa a ser pago em até 30 dias após o acordo entre funcionário e empregador e terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego a que o empregado teria direito. Assim, em uma redução de jornada de 50%, o empregador paga metade do salário ao funcionário, que ainda tem direito ao Benefício Emergencial do governo, que não pode ser inferior ao salário mínimo. “O foco da medida não é a redução da jornada ou redução salarial, mas a criação de um benefício social que protege o trabalhador, o emprego e a renda do brasileiro, fazendo com que o Brasil possa evitar o desemprego em massa e a quebra de empresas”, disse Bruno Bianco, secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, em seminário organizado nesta quinta-feira pela Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel). Estabilidade A MP garante também um período de estabilidade para qualquer trabalhador com contrato reduzido ou suspenso. Ao longo de todo o tempo em que estiver vigente o acordo, o trabalhador não pode ser dispensado. E fica estável por igual período ao fim do acordo. Se a redução de jornada durar 90 dias, por exemplo, os 90 dias seguintes ao fim da restrição estão assegurados. Em caso de descumprimento, o empregador deve arcar com custos demissionais adicionais. “Era uma medida esperada pelas empresas, pois trouxe uma referência e segurança jurídica maior do que tínhamos”, diz Luis Mendes, do Pinheiro Neto. “Mas se não tivéssemos pagamento de nada aos empregados, teríamos uma convulsão social.” Initial plugin text Veja Mais

Sou CLT. Posso ser demitido mesmo que esteja no programa de redução de jornada e salário?

G1 Economia Programa anunciado estabelece que as reduções de jornada poderão ser de 25%, 50% ou de 70%; trabalhador que for incluído não pode ser demitido, mas há exceções. Governo aprova redução de jornada de trabalho e de salário por até três meses O governo federal anunciou uma medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados. O objetivo é evitar que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo novo coronavírus. O programa contempla todas as empresas, inclusive os empregadores domésticos, englobando o total de 24,5 milhões de trabalhadores. O prazo máximo para a utilização das medidas é de 90 dias. De acordo com a medida provisória, as empresas que aderirem ao programa não vão poder demitir os funcionários pelo período em que acordaram a redução proporcional de jornada e salário. Além disso, o empregador tem a obrigação de garantir o emprego do funcionário por um período igual ao da redução de jornada. Por exemplo: se houver uma redução de jornada durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. “Quando a empresa participa da iniciativa, automaticamente seus funcionários adquirem uma estabilidade provisória no emprego, ou seja, se durante três meses o funcionário trabalhou com salário e jornada reduzida, ele tem estabilidade pelos três meses seguintes”, explica a advogada trabalhista Bianca Canzi, do Aith, Badari e Luchin Advogados. Empresa pode não aderir No entanto, a advogada ressalta que as empresas têm liberdade de aderir ou não ao programa e podem inclusive suspender temporariamente o contrato de trabalho durante esse período – nesse caso, o trabalhador será compensado com o valor integral da parcela mensal do seguro-desemprego, que pode variar de R$ 1.045 a R$ 1.813,03. De acordo com o advogado Fernando Almeida Prado, sócio do BFAP Advogados, o funcionário pode ser demitido, mesmo porque as hipóteses gerais de demissão não foram alteradas pela MP, como demissão sem justa causa, demissão por justa causa ou encerramento de termo contratual. “A MP 936/2020 criou garantia no emprego para os empregados que receberem benefícios emergenciais decorrentes da suspensão ou redução de jornada”, salienta. Prado explica que a empresa tem a liberdade de não aderir do programa e, portanto, pode demitir o funcionário. “Os funcionários que não receberem esses benefícios emergenciais podem ser desligados normalmente, pois não têm garantia no emprego. Se a empresa aderir ao programa, somente os empregados atingidos terão garantia; os demais não”. O funcionário que estiver dentro do programa do governo de redução da jornada e do salário não pode ser demitido por desempenho, por exemplo. Bianca afirma que o trabalhador da empresa que aderir ao programa só poderá ser demitido nesse período por justa causa, do contrário, ele estará garantido pela estabilidade provisória prevista na MP. Se demitir, paga indenização No entanto, o advogado observa que a medida provisória traz a regra de que, mesmo para os que tenham garantia provisória no emprego, é possível a demissão, inclusive sem justa causa, desde que o empregador realize o pagamento de indenização adicional, que variará de 50% a 100% do valor do salário do empregado, de acordo com a forma da redução realizada (veja abaixo). A indenização adicional não incide para as hipóteses de demissão por justa causa ou por pedido de demissão. Assim, de acordo com Bianca, caso o empregador faça a dispensa desse empregado sem justa causa durante o período de estabilidade provisória, ele terá de arcar com: 50% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; 75% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário em percentual superior a 70% ou de suspensão temporária do contrato de trabalho. De acordo com os advogados, mesmo esses direitos do empregado dispensado durante o período de estabilidade provisória poderão ser contestados na Justiça. Quem já demitiu ou deu férias pode reverter? De acordo com o governo, quem já foi demitido, antes do anúncio do programa de redução de jornada e salário, e já cumpriu aviso prévio, não terá como reverter a situação. Nesse caso, o trabalhador receberá o seguro-desemprego a que tem direito normalmente. Já quem está em férias, cumprindo aviso prévio ou trabalhando em home office pode ser contemplado com as medidas do governo. Veja Mais

Coronavírus: 43 países adotam 166 medidas tributárias para conter crise, aponta levantamento

G1 Economia Estudo, feito pelo Insper, informa que metade das medidas foram para adiar o pagamento de tributos. Pesquisador avalia que ação do governo brasileiro é 'tímida'. Levantamento do Núcleo de Tributação do Centro de Regulação e Democracia do Insper em 43 países revela que foram adotadas 166 medidas tributárias para combater os efeitos do novo coronavírus e conter o seu efeito na economia. O Insper é uma instituição de ensino superior e pesquisa. O estudo, concluído na última terça-feira (30), foi realizado pelos pesquisadores Breno Vasconcelos, Lorreine Messias, Thais Shingai e Letícia Sugahara, e coordenado por Vanessa Canado, assessora especial do Ministério da Economia. Entre os países analisados, estão Bélgica, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Itália, Japão, Portugal, Suécia e Suíça. De acordo com o estudo, as ações de governos concentram-se, sobretudo, no chamado "diferimento", ou seja, atraso no pagamento, de tributos. Metade das medidas refere-se à essa postergação do pagamento de tributo, enquanto que 15,7% refere-se à redução da carga tributária propriamente dita (corte de impostos). As ações dos governos concentram-se, principalmente, em tributos relacionados à renda e ao consumo, correspondendo, respectivamente, a 39,8% e 36,75% do total. "Na Alemanha, por exemplo, ficou decidida a renúncia, até o fim deste ano, de medidas para fazer cumprir o pagamento de tributos vencidos. Já a Coreia do Sul optou por isentar pequenas empresas do pagamento de IVA, além de conceder incentivos para quem trocar de carro mais cedo", diz o Insper, no documento. No Reino Unido, foi instituída a possibilidade de prorrogá-lo por seis meses o prazo para quitação de Imposto de Renda, enquanto que no Peru e Na Polônia, de acordo com o levantamento, estenderam em um mês o prazo para quitação de IR. A Espanha, segundo o levantamento, aprovou benefícios fiscais para pequenas e médias empresas e trabalhadores independentes. "Essas empresas poderão adiar obrigações fiscais relativas ao imposto de renda e IVA por seis meses sem juros", informou. Medidas brasileiras Nas últimas semanas, a área econômica do governo tem anunciado uma série de medidas para proporcionar melhores serviços de saúde para a população e também para impedir que a crise econômica tenha impacto muito grande no nível de emprego, mas elas se concentraram principalmente no campo fiscal (gastos públicos) e financeiro (facilitação e barateamento do crédito). No campo de tributos, o governo brasileiro anunciou as seguintes medidas: Simples nacional: postergação no prazo de pagamento por 6 meses IOF: redução temporária por três meses Sistema S: redução temporária da alíquota por três meses meses FGTS: atraso no pagamento dos meses de março abril e maio, com retomada a partir de julho de 2020. Redução do IPI na importação ou fabricação, II produtos na área de saúde. Segundo o Pesquisador do NEF/FGV-SP e do Insper, Breno Vasconcelos, um dos coordenadores do estudo, o governo brasileiro está sendo "tímido" no campo tributário, quando é feita a comparação com outros países. Ele observou que a área econômica indicou nesta semana que pode adiar o pagamento do PIS/Cofins e contribuição previdenciária sobre folha de pagamentos, mas por apenas dois meses. "Se não for implementado com urgência, estamos muito tímidos. Se for com urgência, ainda assim estamos tímidos, pois a crise é grave", declarou. Vasconcelos avaliou que esse alívio de caixa momentâneo proporcionado pelo governo, mesmo se adiado o pagamento do PIS/Cofins e contribuição previdenciária, pode não ser suficiente para manter as atividades depois de passada a crise sanitária do coronavírus. "É problemático porque, depois da crise sanitária, os efeitos na economia serão sentidos, serão potencializados no tempo. Quando houver a retomada da circulação das pessoas, da possibilidade de consumo e reabertura de lojas, muitas empresas ainda estarão com dificuldades de caixa", avaliou. Ele recomendou que os governos, não somente o brasileiro, adiem o pagamento de tributos e, nos próximos meses, depois de passada a crise sanitária, avaliem se será possível de fato realizar essa cobrança dos valores atrasados, ou se concedem uma anistia para evitar um tombo maior da economia e alta do desemprego. Medidas brasileiras de gastos públicos e voltadas ao crédito Em 12 de março, o governo anunciou a antecipação do pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas, e a prova da suspensão de vida dos aposentados, entre outras. Em 16 de março, anunciou três meses para depósito de FGTS, a antecipação da segunda parcela do 13º do INSS e o reforço Bolsa Família. Em 18 de março, informou que será liberado auxílio mensal de R$ 200 a autônomos, em pacote de R$ 15 bi a 'pessoas desassistidas'. Depois esse valor foi ajustado pelo Congresso Nacional para R$ 600, e a forma de pagamento está sendo discutida. Em 19 de março, o governo informou que pagará os primeiros 15 dias para trabalhador doente pelo coronavírus. Em 23 de março, o governo anunciou que governo vai implementar um plano de R$ 88 bilhões para fortalecer os estados e os municípios, medida que visa o enfrentamento da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Em 23 de março, o Banco Central anunciou medidas para injetar recursos no sistema financeiro com um impacto total de R$ 1,2 trilhão na chamada "liquidez" (recursos nas mãos dos bancos). Em 27 de março, a área econômica anunciou uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas e que vai ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses, no valor de R$ 40 bilhões. No dia 1º de abril, o governo federal anunciou uma medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados por até 3 meses e contarem com um auxílio emergencial do governo, que custará R$ 51 bilhões. Veja Mais

Festa ou evento cancelado: posso receber o dinheiro de volta?

G1 Economia Procon-SP sugere dar preferência a que o valor pago vire um em crédito para ser utilizado depois da pandemia. Vários eventos como festas de aniversários, formaturas, casamentos e shows estão sendo cancelados por causa da pandemia de coronavírus. Segundo os órgãos de defesa do consumidor, tanto o cliente como os fornecedores podem decidir pelo cancelamento. Mensalidades, viagens, garantia de produtos... veja mais sobre direitos do consumidor na epidemia "Nesses casos o consumidor pode exigir a devolução do valor, sem pagamento de multa, ou outras alternativas de seu interesse, como a remarcação da data ou crédito para compras futuras. Ainda que as empresas ofereçam apenas uma ou outra solução, é o consumidor quem escolhe a solução que mais lhe atende", afirma o Idec, citando o artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor. O consumidor tem o direito de escolher entre: o reagendamento do serviço contratado; a substituição por outro produto ou serviço equivalente; a utilização de crédito para ser consumido na mesma empresa O Procon-SP sugere como opção preferencial dos consumidores a conversão do serviço em crédito para ser usufruído em momento posterior. Já nas situações em que há direito a reembolso, o Procon-SP recomenda que os consumidores aguardem o encerramento do decreto de calamidade pública do município para exigir o pagamento. Segundo a advogada Amanda Saraiva, se as partes não chegarem a um acordo, deve-se buscar a Justiça. "Por ser uma situação excepcional, os dois lados podem alegar que cancelaram o contrato por força maior. Neste caso, a decisão dependerá do entendimento do juiz”, diz. Veja Mais

Exportação de soja avança 37,6% em março; carne bovina aumenta 6%

G1 Economia Mês mostra aceleração das vendas após fevereiro registrar baixo desempenho do setor agropecuário. Exportação de soja no porto de Paranaguá (PR) Divulgação/ Governo do Paraná Os embarques brasileiros de soja em grão avançaram 37,6% em março, em relação ao mesmo período do ano passado, e alcançaram 11,64 milhões de toneladas, informou na quarta-feira (1º) a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. No comparativo mensal, os embarques de março mais que dobraram, considerando que o volume de soja exportado em fevereiro foi de 5,1 milhões de toneladas, com as exportações neste início do escoamento da safra pouco afetadas por questões relacionadas ao coronavírus, que já têm causado alguns transtornos nas rodovias, onde caminhoneiros encontram menos postos de parada abertos. Em faturamento, o Brasil alcançou US$ 3,978 bilhões com as vendas externas da oleaginosa em março, avanço de 31,6% em relação aos US$ 3,021 bilhões faturados um ano antes. O recorde mensal da exportação de soja do Brasil, até o momento, é de 12,3 milhões de toneladas, registrado em maio de 2018, conforme dados da Secex. Carne bovina Provedora das maiores receitas de exportação ao país no setor de proteína animal, a carne bovina in natura teve 125,9 mil toneladas enviadas ao exterior em março, informou o governo federal. O resultado representa alta de 6,2% em relação às 118,5 mil toneladas exportadas em março de 2019. Na variação mensal, o avanço é de 13,8%. Em março, companhias do setor de carnes como a JBS e Minerva anunciaram férias coletivas alegando, dentre outros motivos relativos à prevenção do coronavirus, a falta de contêineres para embarcar o produto. Ainda assim, o desempenho foi positivo. Vale destacar, também, que há relatos de retorno da China de maneira mas ávida nas compras de carne bovina do Brasil, dada a melhora na circulação de cargas no país, após restrições impostas durante o pico de contenção do coronavírus. Em faturamento, o Brasil atingiu US$ 555,4 milhões com as exportações da proteína em março, aumento de 26% ante os US$ 440,8 milhões faturados um ano antes. Veja Mais

Trump diz esperar acordo entre Rússia e sauditas sobre petróleo em breve; preços do barril saltam

G1 Economia Barril de petróleo e negociado em alta ao redor de 10% nesta quinta-feira (2). Preços do petróleo desabam nesta segunda com disputa entre Arábia Saudita e Rússia Gregory Bull, File/AP O presidente norte-americano Donald Trump disse que conversou recentemente com líderes da Rússia e da Arábia Saudita e que acredita que os dois países chegarão a um acordo para encerrar sua guerra de preços no mercado de petróleo "em poucos dias", reduzindo a produção para apoiar as cotações. Ele também afirmou que convidou executivos do setor de petróleo dos Estados Unidos à Casa Branca para discutir meios de ajudar à indústria, "devastada" pela forte queda na demanda durante a pandemia de coronavírus e pela disputa entre russos e sauditas. "Eu vou me encontrar com os produtores de petróleo na sexta-feira. Vou me reunir com produtores independentes de petróleo também na sexta-feira ou no sábado. Talvez domingo. Nós teremos um monte de reuniões sobre isso", disse Trump a jornalistas. "Ao redor do mundo, a indústria de petróleo tem sido devastada", disse ele. "É muito ruim para a Rússia, é muito ruim para a Arábia Saudita. Quero dizer, é muito ruim para ambos. Eu acredito que eles vão fazer um acordo." Os preços do petróleo saltavam nesta quinta-feira (2). Perto das 8h20 (horário de Brasília), o barril do tipo Brent subia 10,23%, em Londres, a US$ 27,27. Já o barril WTI, nos EUA, tinha alta de 9,35%, a US$ 22,21. O que explica o tombo do preço do petróleo e quais os seus efeitos Os preços globais do petróleo caíram mais de 60% neste ano, à medida que o coronavírus impacta economias pelo mundo, ao mesmo tempo em que os importantes produtores Rússia e Arábia Saudita começam a inundar o mercado com petróleo. A queda nos preços ameaça a indústria de produção de petróleo "shale" nos EUA com possíveis falências e dispensas de funcionários em massa, o que levou o governo norte-americano a buscar meios de proteger o setor. Nos encontros com executivos de petróleo, Trump deve discutir uma série de opções para apoiar a indústria, incluindo a possibilidade de tarifas sobre importações de petróleo da Arábia Saudita, segundo o Wall Street Journal, que noticiou primeiro as reuniões. Importantes petroleiras como Exxon, Chevron, Occidental Petroleum e Continental Resources devem participar do encontro inicial na sexta-feira, segundo o jornal. Veja Mais

O namorado está espionando o WhatsApp – o que fazer?

G1 Economia Blog também responde dúvidas sobre veracidade de site com mapa do coronavírus e propagação de informações falsas e golpes. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras. Quando pessoas próximas não podem ser confiadas, é arriscado usar a biometria para desbloquear o celular com o reconhecimento de digital ou da face. No entanto, outras medidas de segurança também podem falhar. Altieres Rohr/G1 WhatsApp espionado pelo namorado Me ajude a saber como faço para bloquear o acesso do meu namorado ao meu celular. Ele entra no meu WhatsApp pelo celular dele e longe de mim, e não é pelo WhatsApp Web. Como faço pra bloquear? Não aguento mais isso! – (nome omitido pelo blog) Em primeiro lugar, é importante saber que a invasão de dispositivos de outras pessoas é crime. Logo, espionar o smartphone de um amigo, namorado ou esposa é proibido pela lei. Se ele estiver mesmo espionando o seu WhatsApp sem usar o WhatsApp Web, é muito provável que haja um programa espião instalado em seu smartphone. A orientação padrão para qualquer caso com suspeita de espionagem é a restauração do celular à configuração de fábrica. Isso vai remover todos os seus dados do celular e todos os aplicativos instalados – na imensa maioria dos casos, qualquer programa espião também será removido por esse processo. Caso você tenha um iPhone, veja as instruções para restaurar o smartphone aqui. Se o seu celular utiliza o sistema Android, os passos podem variar de acordo com o modelo, mas algumas instruções estão aqui. Caso você enfrente dificuldades, procure o suporte técnico do fabricante. Antes de realizar esse procedimento, faça uma cópia das suas fotos e outros arquivos em um local seguro, seja no seu computador ou em um serviço de armazenamento em nuvem de sua preferência. Em alguns casos, é possível que suas fotos e dados de aplicativos já estejam sincronizados, mas é importante conferir que tudo foi sincronizado corretamente. Sem isso, você pode perder esses dados e não será possível recuperá-los. Após realizar a restauração de fábrica, é importante que você configure o bloqueio de tela no aparelho. O G1 já publicou essas e outras dicas para ajudar a impedir que seu aparelho seja espionado. O problema é que nada vai conseguir proteger o seu smartphone de uma pessoa próxima que tenha a intenção de espioná-la. Quando o inimigo está tão perto, e faz parte do círculo de pessoas que confiamos, a maioria dos sistemas de segurança não tem condições de funcionar e prevenir a ação do "inimigo". Quando um hacker ou inimigo se aproveita de uma oportunidade eventual para atacar um dispositivo, esse invasor tem um curto intervalo de tempo para atuar. É nesse intervalo que tudo precisa dar certo para o invasor: seu celular pode estar desbloqueado, um aplicativo não foi atualizado, e assim por diante. Mas uma pessoa próxima pode se aproveitar de uma dessas situações a qualquer momento, não havendo espaço para descuidos. Além disso, uma pessoa próxima tem oportunidades únicas para burlar sistemas de bloqueio de tela, se aproveitando da captura ou abuso da biometria (quando você está dormindo, por exemplo). Uma pessoa muito determinada pode até observar seu uso do telefone para saber a sua senha na tela de bloqueio. Sendo assim, você seria obrigada a esconder a existência do aparelho por completo e sempre desligar o telefone (ou desativar a biometria) ao dormir. Essa é uma situação estressante e, provavelmente, inviável. A tecnologia raramente é capaz de resolver problemas entre pessoas. Se não for possível chegar a um acordo de respeito mútuo com diálogo ou terapia, você terá de se questionar se realmente deseja permanecer próximo de uma pessoa com esse comportamento criminoso. Site 'Covid Visualizar' é malicioso? Recebi esse site — https://www.covidvisualizer.com/ — e gostaria de saber se é vírus. – Maricleide Pinheiro Este site específico é um projeto acadêmico e não apresenta códigos maliciosos. No entanto, conhecer fontes de informação confiáveis é mais importante do que apenas identificar um ou outro site que não possui códigos maliciosos. Atualmente, a referência para o coronavírus é o mapa da Universidade Johns Hopkins, que compila informações de vários órgãos de saúde ao redor do mundo. Você pode acessar por meio deste link. Você também pode consultar o Ministério da Saúde ou sites da imprensa (como o G1) que reproduzem números e orientações de órgãos oficiais. Facebook recebe denúncias por 'notícia falsa'. Reprodução Propagação de 'fake news' Nunca vi tantas fake news como nesta época difícil que nos vivemos. Como quebrar esse mal? – Davi Quadros As notícias falsas, assim como os golpes de internet, tentam tirar proveito de temas chocantes ou importantes para as pessoas, A pandemia do novo coronavírus, portanto, é um "prato cheio" para a proliferação de boatos e de golpes envolvendo o tema. De maneira geral, é bastante difícil checar se uma informação inventada é verdadeira. Às vezes, os fatos aparecem tão distorcidos que não é possível pesquisar sobre eles. Em outros casos, há algumas "migalhas" de verdade no meio da mentira – como uma fraude recente no WhatsApp que prometia um link para cadastro do inexistente "auxílio cidadão", que era baseado na notícia verdadeira de que o governo auxiliaria trabalhadores autônomos com R$ 200 por mês (esse valor foi aumentado para R$ 600). A seção Fato ou Fake do G1 é uma das melhores maneiras de conhecer algumas das informações falsas que estão sendo disseminadas sobre qualquer tema. Mas a principal medida para evitar se informar com notícias falsas é procurar meios de informação confiáveis. Notícias que circulam no WhatsApp, principalmente em vídeos, textos ou gráficos encaminhados diretamente na plataforma (sem link que permite atestar a fonte do material) devem acender o sinal vermelho. Se não houver link ou qualquer identificação de fonte no material (como uma marca de um site de notícias) não pode ser confiada, a não ser que você consiga encontrar um material idêntico no site original – o que dá trabalho. Evidentemente, um link não é um sinal absoluto de confiança. Até a fraude do WhatsApp, mencionada acima, era propagada por um link. Mas o link acaba sendo uma condição básica para a veracidade do conteúdo, já que você não terá um meio fácil para checá-la sem a indicação do link. Uma mensagem que pede para ser encaminhada também normalmente não merece muita confiança. Na maioria dos casos, elas são falsas. Nos países democráticos, como o Brasil, a internet não é censurada e, por essa razão, não é possível impedir que informações falsas circulem pelas redes. Cada um deve fazer o seu papel como cidadão, desconfiar de mensagens sem identificação clara de sua origem e até tentar checar sites confiáveis quando isso for possível. Se não for possível encontrar outras fontes confiáveis para a mesma informação, é muito provável que ela seja mentira. Em algumas redes sociais, você também pode denunciar conteúdo falso usando as ferramentas do próprio serviço. Isso ajuda a diminuir o alcance desse tipo de material, o que pode ser educativo para quem está compartilhando o conteúdo falso e para desencorajar novas publicações. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Veja Mais

Preço de venda dos imóveis residenciais sobe acima da inflação esperada para março

G1 Economia Florianópolis (+0,90%), Curitiba (+0,72%) e Manaus (+0,65%) tiveram maiores altas, diz FipeZap. Preço médio do metro quadrado é de R$ 7.262 em março Reprodução/TV TEM O preço de venda dos imóveis residenciais em 50 cidades subiu 0,18% em março, resultado superior ao mês anterior (+0,15%) e acima da inflação esperada para março (+0,11%), segundo expectativa do último Boletim Focus do Banco (BC). Uma vez confirmada essa variação dos preços ao consumidor, calcula-se que o preço médio de venda de imóveis residenciais encerrará março com alta real de 0,07%, afirma a FipeZap. Dentre as 16 capitais monitoradas pelo índice, as que apresentaram maior elevação foram Florianópolis (+0,90%), Curitiba (+0,72%) e Manaus (+0,65%). Por outro lado, Recife (-0,55%) teve o maior recuo no preço médio entre as capitais monitoradas, sendo acompanhada por Fortaleza (-0,33%) e Goiânia (-0,21%). Considerando as duas cidades de maior representatividade no Índice FipeZap, São Paulo apresentou alta de 0,29% em março, superando a variação observada no Rio de Janeiro, onde os preços permaneceram estáveis (+0,03%). Preço médio de venda Tendo como base a amostra de imóveis residenciais anunciados para venda em março de 2020, o preço médio calculado foi de R$ 7.262 o metro quadrado (m²) entre as 50 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap. Dentre elas, Rio de Janeiro se manteve como a capital monitorada com o preço do metro quadrado mais elevado (R$ 9.297/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.059/m²) e Brasília (R$ 7.412/m²). Já dentre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por metro quadrado, estão Campo Grande (R$ 4.173/m²), Goiânia (R$ 4.300/m²) e João Pessoa (R$ 4.320/m²). Veja Mais

Governo reduz a zero cobrança de IOF de operações de crédito, anuncia Receita

G1 Economia Atualmente, Imposto sobre Operações Financeiras para operações de crédito é de 3% ao ano. Secretário da Receita Federal afirmou que custo da medida será de R$ 7 bilhões. O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quarta-feira (1º) que o governo decidiu reduzir a zero a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. Atualmente, o IOF para operações de crédito é de 3% ao ano. Segundo o secretário, a medida vai diminuir o custo do crédito em um momento em que o governo inicia um amplo número de linhas de crédito com juros reduzidos para ajudar a enfrentar a crise gerada pelo coronavírus. Segundo Tostes, o custo dessa medida é de R$ 7 bilhões. Veja Mais

Supermercados veem queda nas vendas após pico no início de março

G1 Economia Analistas do setor apostam em uma nova onda de consumo para a reposição de estoques. As vendas em supermercados paulistas começam a desacelerar nesta semana, com queda em relação ao início do mês passado. Os dados indicam que houve uma forte antecipação de compras nas lojas, e o consumidor, estocado com receio do coronavírus, reduziu a ida aos pontos de venda. A dúvida dos executivos do setor é se essa curva voltará a subir e se estabilizar – com os clientes retornando às lojas para a reposição dos estoques – ou se a antecipação foi tão forte que o ritmo de desaceleração se intensificará. Especialistas ouvidos pelo Valor acreditam mais na primeira opção. Supermercados tiveram alta procura e falta de alguns itens durante quarentena pelo coronavírus Camila Lima Os dados da Apas, a associação paulista de supermercados, mostram que, na segunda-feira, 30 de março, houve queda de 2,9% nas vendas em relação a 2 de março, outra segunda-feira. Foi o segundo período consecutivo com retração. No relatório da Apas relativo aos dias 27 a 29 de março, versus 28 de fevereiro a 31 de fevereiro, o recuo foi mais intenso, de 7,7%. O movimento de desaceleração e até retração na demanda já era esperado pelo mercado. “Agora, as vendas estão relativamente em ritmo normal e abaixo do movimento do começo do mês de março”, resume comunicado da Apas. Esse dado de comportamento do consumidor é importante dentro da discussão de como os supermercados podem ser impactados negativamente pela crise, apesar do crescimento das vendas em primeiro momento, dada a necessidade de estoque da população. “A expectativa é que depois dessa queda, volte a subir um pouco, numa nova onda de consumo, menor que a do pico verificado dez dias atrás”, disse sócio diretor da consultoria Martinez de Araújo, Manoel de Araújo, ex-diretor do Carrefour. “Depois dessa alta, o provável é que volte a cair na segunda semana do mês”, afirma. “Quem vai sofrer mais é quem depende de Páscoa, que será muito ruim neste ano.” “Viemos de uma curva com alta forte, meio em ‘V’, e agora devem vir novas ondas com altas mais suaves. Isso se, obviamente, a situação da quarentena não piorar e formos para alguma normalidade”, diz Antonio Coriolano, analista a RetailConsulting. As vendas do setor supermercadista em São Paulo chegaram a superar taxas de crescimento diárias de 40%, com alguns produtos triplicando de venda em março. No último dia 19, na semana em que se decretou quarentena no Estado, as vendas subiram 48,5% em relação a 20 de fevereiro. De sexta a domingo, a alta foi de 45,6%. A partir de 23 de março, houve desaceleração contínua das vendas, até ter a queda no índice no fim de semana. Veja Mais

Wall Street tem forte queda com aumento de mortes por coronavírus

G1 Economia Receio com o futuro das empresas fez investidores fugirem até das ações com menor volatilidade O índice S&P 500, referência da bolsa de valores de Nova York, fechou em queda de mais de 4% nesta quarta-feira, com o aumento do número de mortos em decorrência do coronavírus nos Estados Unidos. O dado levou investidores a fugir até mesmo das ações mais defensivas. Dados econômicos mostraram que a atividade manufatureira dos EUA contraiu menos do que o esperado no mês de março, mas as interrupções causadas pela pandemia do coronavírus levaram os novos pedidos recebidos pelas fábricas às mínimas em 11 anos, reforçando a visão dos economistas de que há sinais de recessão. Operador na Bolsa de Nova York - Wall Street Andrew Kelly/Reuters Além disso, o fechamento de empresas, com as autoridades tentando conter o coronavírus, gerou uma redução de 27 mil postos de trabalho no setor privado no mês passado. Trata-se do primeiro declínio desde setembro de 2017, de acordo com o Relatório Nacional de Emprego divulgado nesta quarta-feira. O índice Dow Jones e o índice de referência S&P 500 acentuaram as perdas à medida que o presidente Donald Trump alertou os norte-americanos sobre "dolorosas" duas semanas pela frente, e as autoridades de saúde destacarem as previsões de pesquisas sobre um enorme salto das mortes relacionadas ao vírus. Aproximadamente duas semanas antes do início da temporada de balanços do primeiro trimestre, os investidores estão "muito sensíveis às últimas notícias" sobre o vírus devido à falta de informações fundamentais, disse John Augustine, diretor de investimentos do Huntington National Bank em Columbus, Ohio. "Ainda não sabemos todo o impacto econômico e nos balanços e isso é preocupante para os norte-americanos com essas projeções da taxa de mortalidade." As empresas do S&P 500 devem entrar em recessão em 2020, recuando 4,3% no primeiro trimestre e 10,9% no segundo, de acordo com as últimas estimativas coletadas pela Refinitiv. O Dow Jones Industrial Average recuou 4,44%, para 20.943,51 pontos, o S&P 500 perdeu 4,41%, para 2.470,5 pontos e o Nasdaq Composite retraiu 4,41%, para 7.360,58 pontos. Initial plugin text Veja Mais

Como saber se estou no Cadastro Único?

G1 Economia Consulta pode ser feita pelo site, aplicativo ou telefone. O governo anunciou que vai pagar um auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, desempregados e MEIs por três meses em razão da pandemia do coronavírus. Entre os grupos que poderão receber o auxílio está o dos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) até o último dia 20 de março. Você pode saber se está inscrito no CadÚnico de três maneiras: pelo site do Ministério de Desenvolvimento Social, pelo aplicativo Meu CadÚnico e pelo telefone. Pelo site Para saber se o seu nome está no CadÚnico, é preciso acessar este link: aplicacoes.mds.gov.br/sagi/consulta_cidadao/. No endereço acima, você irá encontrar essa página: Página da Consulta Cidadão Reprodução do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) Nessa página, rolando a tela para baixo, você encontrará este formulário: Formulário Cadúnico Reprodução do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) Neste formulário, é preciso preencher o nome completo, data de nascimento, o nome da mãe e selecionar o estado e o município onde que você mora. Após preencher, é só clicar em "Emitir" e, assim, saber se o seu nome está ou não inscrito no CadÚnico. O planejador financeiro da Par Mais, Jailon Giacomelli, diz que se uma pessoa lembra que foi cadastrado, mas não encontra, uma dica é buscar por várias versões do seu nome. "Muitas vezes, quando um assistente de uma secretaria estadual vai até a casa de uma família de baixa renda fazer o cadastro, a pessoa não lembra qual foi o nome que ela informou ao assistente. Então é importante tentar várias versões". Aplicativo É possível também fazer a consulta pelo aplicativo Meu CadÚnico. Clique aqui para baixar o aplicativo no seu celular. Após baixar e abrir o app, é só clicar em 'entrar'. Cadunico Reprodução E inserir as mesmas informações solicitadas pelo site: nome completo, data de nascimento, nome da mãe e estado. Cadunico Reprodução Consulta telefônica O MDS também disponibiliza um canal de atendimento por telefone para tirar as dúvidas sobre os programas sociais e CadÚnico no 0800 707 2003. O serviço de ligação é gratuito, mas precisa ser feito por meio de um telefone fixo. Os horários de atendimento são: 07h às 19h de segunda a sexta-feira. 10h às 16h nos finais de semana e feriados nacionais e durante o Calendário de Pagamento do Bolsa Família. Veja Mais

Governo da Argentina impede demissões, dá desconto em contribuição e complementará salários

G1 Economia O presidente Alberto Fernández havia decretado isolamento obrigatório no dia 20 de março; ele foi prorrogado até o dia 12 de abril. Rua Florida, ponto comercial em Buenos Aires, vazio no dia 30 de maio de 2020 Ronaldo Schemidt / AFP O governo da Argentina anunciou, nesta quarta-feira (1) medidas econômicas para ajudar as empresas a enfrentar a crise financeira decorrente da pandemia de Covid-19 no país. Na Argentina, entra em vigor regra que fecha fronteiras até para argentinos que estão fora do país Argentina amplia confinamento por mais duas semanas contra coronavírus Entre as medidas, estão a suspensão da contribuição patronal à Previdência, o auxílio ao pagamento de salário dos empregados de empresas que têm até cem funcionários e também aos prestadores de serviços das companhias maiores. Argentina proíbe demissões durante 60 dias Os auxílios do governo não valem para as empresas de setores fundamentais, que continuam funcionais mesmo com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Mais cedo, o presidente Alberto Fernández assinou um decreto que proíbe que as empresas demitam seus empregados por causa da falta de trabalho e força maior ou sem justa causa. O país também prorrogou a quarentena até o dia 12 de abril. Fernández decretou isolamento obrigatório no dia 20 de março. Segundo o “La Nación”, os empresários vinham pedido ao governo financiamento barato, alívio fiscal e mais intervenção do Estado para atravessar o momento de crise. A Argentina identificou 1.054 casos de coronavírus até esta quarta-feira. Houve 27 mortes no país. Initial plugin text Veja Mais

Pesquisa aponta queda de 26,9% na demanda por transporte de cargas no Brasil

G1 Economia Considerando apenas o agronegócio, retração é de 12,4%. Por outro lado, houve aumento na quantidade de fretes para produtos vendidos em supermercados. BR-163, uma das principais vias de escoamento do agronegócio Marcos Santos/Agência Pará O Brasil registrou uma queda de 26,9% no volume de cargas transportadas por caminhões entre os dias 23 e 29 de março, na comparação com o movimento registrado antes das medidas contra o coronavírus, segundo pesquisa realizada pela associação de empresas de transporte NTC&Logística, divulgada nesta quarta-feira (1º). O levantamento, que envolveu transportadoras, mostrou ainda queda de 30,9% no transporte de cargas fracionadas, que atendem distribuidores e lojas; e redução de 23,2% na demanda por cargas lotação (em geral, compostas de um só tipo de produto que ocupa toda a capacidade dos veículos). Nos números gerais, a pesquisa mostrou uma certa estabilidade em relação aos problemas apontados em levantamento semelhante que considerou somente o início da semana passada. Considerando apenas o agronegócio, a queda na demanda por transporte é de 12,4%. Já a demanda por transporte de produtos vendidos por lojas, muitas delas fechadas por medidas contra o coronavírus, caiu 75%. Por outro lado, a pesquisa apontou aumento de 23% na demanda por transporte de produtos vendidos em supermercados, uma atividade considerada essencial durante a crise que está correndo para atender a população. O responsável pela pesquisa, Lauro Valdivia, disse que há disponibilidade de transporte de sobra no Brasil e que setor está contornando problemas como escassez pontos de paradas abertos para caminhoneiros nas estradas, uma questão que, segundo segmentos do agronegócio, está afetando a contratação de transporte. Para ele, os principais problemas para transporte são associados a férias coletivas das indústrias e incertezas sobre funcionamento de estabelecimentos que recebem cargas. No caso de setores do agronegócio, que têm alegado aumento no custo do frete por supostamente haver falta de caminhoneiros dispostos a fazer viagem sem certeza sobre a infraestrutura na rodovia, o especialista da NTC disse que o dito aumento dos custos está associado ao transporte de uma safra recorde de soja para os portos. Initial plugin text Veja Mais

Bolsas da Europa fecham em queda com piora da indústria

G1 Economia Pesquisa mostrou que a atividade industrial da zona do euro entrou em colapso em março, com analistas prevendo que interrupções prolongadas no setor podem ter impacto duradouro na economia. As ações europeias encerraram em baixa nesta quarta-feira (1º), em meio a dados econômicos cada vez mais terríveis devido ao coronavírus, enquanto os papéis de bancos despencaram conforme várias grandes instituições do setor suspenderam o pagamento de dividendos. O índice FTSEurofirst 300 caiu 2,92%, a 1.224 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 2,9%, a 311 pontos. Na terça-feira, o STOXX encerrou os primeiros três meses do ano com a maior perda trimestral em quase 18 anos. No período de janeiro a março o valor de mercado das companhias que compõem o índice despencou cerca de US$ 2,8 trilhões. A Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, cujo índice acionário DAX é o mais importante da Europa continental Reuters Uma pesquisa mostrou que a atividade industrial da zona do euro entrou em colapso em março, com analistas prevendo que interrupções prolongadas no setor podem ter um impacto duradouro e profundo na economia. "Com a produção e a atividade empresarial reduzidas a níveis extremamente baixos e já que as medidas de contenção ainda precisam provar sua eficácia, a maioria das empresas é confrontada com uma queda drástica nas receitas, o que provavelmente levará a um rápido aumento do desemprego", disse Davide Oneglia, economista da TS Lombard. "Esperamos uma recessão severa na zona do euro no primeiro semestre e apenas uma recuperação modesta depois disso." A expectativa é que o lucro das empresas listadas no STOXX 600 caia em um quinto no segundo trimestre, aprofundando a recessão europeia no setor corporativo, enquanto os dividendos pagos por essas empresas provavelmente devem cair cerca de 40%. As ações de bancos estiveram entre os piores desempenhos do dia, em queda de 5,8%. Pesos-pesados do índice HSBC, Santander e Lloyds of London estiveram entre as maiores quedas do setor, depois que suspenderam o pagamento de dividendos para reforçar a liquidez. Os papéis de viagens e lazer recuaram 6,4%, apagando os ganhos da sessão anterior, pois o setor ainda enfrenta imensa pressão com as restrições generalizadas de movimentos devido ao surto. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 3,83%, a 5.454,57 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 3,94%, a 09.544,75 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 4,30%, a 4.207,24 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,97%, a 16.544,97 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 3,04%, a 6.579,40 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,89%, a 3.992,69 pontos. Initial plugin text Veja Mais

Concursos públicos e processos seletivos oferecem vagas com salário de mais de R$ 3,7 mil no Oeste Paulista

G1 Economia Interessados devem se inscrever pela internet. Prefeitura de Rosana abre vagas para concurso público Reprodução/TV Fronteira Concursos públicos e processos seletivos estão abertos em quatro cidades do Oeste Paulista. As inscrições devem ser feitas pela internet, de acordo com o interesse do candidato pela vaga disponível. A remuneração pode chegar a mais de R$ 3,7 mil. Alfredo Marcondes A Prefeitura de Alfredo Marcondes, divulga concurso público e processo seletivo que visam a formação de cadastro reserva de profissionais que tenham ensinos fundamental, médio e superior nas áreas exigidas. Conforme o edital, há oportunidades disponíveis para os seguintes cargos: escriturário, operador de máquinas, professor de ensino básico I, trabalhador braçal, tratorista e vigilante. Ainda segundo informações do edital, também há vagas para os cargos de educador social, monitor de transporte escolar, professor de creche e professor de ensino básico I. O salário varia de R$ 1.045,00 a R$ 2.886,15 e a carga horária a ser cumprida é de 30 e 40 horas semanais. Para o concurso, as inscrições serão recebidas até o dia 8 de abril pelo site. As inscrições para o processo seletivo também devem ser feitas até o dia 8 de abril pela internet. Panorama A Prefeitura de Panorama abre concurso público e processo seletivo destinados à contratação de profissionais que tenham ensino fundamental, médio, curso especifico e superior nas áreas exigidas. Para o concurso público, conforme o edital, as vagas são para os cargos de auxiliar de enfermagem, farmacêutico e médico clínico geral. Interessados nas vagas do concurso público devem se inscrever pelo site. As oportunidades para o processo seletivo, de acordo com o edital, são para os cargos de advogado, agente comunitário de saúde - ESF I, II e III, agente geral, ajudante geral, auxiliar de educação I e II, auxiliar de enfermagem, auxiliar técnico desportivo, encanador, encarregado de setor, enfermeiro, escriturário, guarda-vidas, motorista, operador de máquinas e professor PEB II - educação física PEI I e II. As inscrições devem ser feitas até o dia 26 de abril pelo site. A carga horária a ser cumprida é de 15 a 40 horas semanais e o salário base ofertado varia de R$ 901,95 a R$ 3.763,76. Rosana A Universidade Estadual Paulista (Unesp), abre novo concurso público destinado a contratação de um emprego público no campus experimental de Rosana. O interessado em concorrer a vaga deve possuir curso técnico em química, registro no conselho regional da classe, conforme edital. É necessário ainda ter disponibilidade de 40 horas semanais para exercer a função, equivalente ao salário de R$ 3.401,37. A inscrição deve ser feita pelo site até o dia 6 de maio. São João do Pau d'Alho Por meio de concurso público, a Prefeitura de São João do Pau d'Alho, divulga vagas para profissionais que tenham ensinos fundamental, médio e superior nas áreas exigidas. São 11 oportunidades distribuídas para os seguintes cargos, de acordo com o edital: ajudante geral (1), assistente social (1), auxiliar de creche (1), cozinheira (1), enfermeiro (1), escriturário (1), farmacêutico (1), monitor de projetos sociais (1), motorista I (1), psicólogo (1), servente II (1). O regime de trabalho a ser cumprido varia de 20 e 40 horas semanais e o salário varia de R$ 1.187 a R$ 2.392,65. Os interessados devem se inscrever via internet até o dia 8 de abril. Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região. Veja Mais

Sucesso da retomada econômica vai depender de medidas tomadas durante a crise, diz FMI

G1 Economia Pandemia de coronavírus é 'crise como nenhuma outra', diz o Fundo, que comparou a crise a uma guerra. Texto defende apoio público para que pessoas possam ficar em casa sem perder seus empregos. Uma vez superada a pandemia de coronavírus, a retomada econômica vai depender de medidas tomadas durante a crise. A avaliação é de pesquisadores do Fundo Monetário Internacional (FMI), órgão que vem alertando para a possibilidade de uma recessão mais profunda que a registrada durante a crise financeira. FMI: previsão de recuperação no próximo ano depende de como pandemia será contida FMI vê recessão 'pelo menos tão ruim quanto' a da crise financeira "Se as políticas garantirem que os trabalhadores não percam seus empregos, os locatários e os proprietários de imóveis não sejam despejados, as empresas evitem a falência e as redes de negócios e comércio sejam preservadas, a recuperação ocorrerá mais cedo e sem problemas", diz o texto, divulgado nesta quarta-feira (1º), que defende apoio público para que pessoas possam ficar em casa sem perder seus empregos. Segundo os pesquisadores, a pandemia de Covid-19 é uma "crise como nenhuma outra". "Parece uma guerra, e de muitas maneiras é mesmo. Pessoas estão morrendo. Profissionais médicos estão nas linhas de frente". Papel do setor público Os pesquisadores apontam para um maior papel do setor público durante a crise, assim como acontece durante uma guerra. "Uma maior intervenção do setor público é justificada pela emergência, por tanto tempo quanto persistam as situações extraordinárias, mas devem ser oferecidas de maneira transparente e com cláusulas claras de caducidade". As políticas públicas devem ter três objetivos: Garantir o funcionamento dos setores essenciais, com ampliação de recursos para testes e tratamento da Covid-19. Serviços de saúde, produção e distribuição de alimentos e infraestrutura essencial devem ser mantidos. Fornecer recursos suficientes para as pessoas atingidas pela crise. O apoio deve ajudar as pessoas a ficarem em casa enquanto mantêm seus empregos. Auxílios desemprego devem ser expandidos e estendidos. Transferências de renda são necessárias para atingir os autônomos e os desempregados Prevenir interrupções econômicas excessivas. As políticas precisam garantir a rede de relações entre trabalhadores e empregadores, produtores e consumidores, para que os negócios possam ser retomados quando a emergência médica diminuir. Um a dois trimestres de redução nas atividades Segundo o texto, a epidemia está em plena atividade, e as medidas de mitigação estão reduzindo severamente a atividade econômica – o que deve durar pelo menos um ou dois trimestres. Após esse período de "guerra", quando a epidemia estiver sob controle e as restrições começarem a ser levantadas, a economia retornará – mesmo que hesitantemente – a seu funcionamento normal, dependendo das ações tomadas durante o período da crise. Veja Mais

Bovespa tem forte queda e perde os 70 mil pontos

G1 Economia No acumulado de março, bolsa registrou o pior desempenho mensal desde agosto de 1998. No ano tombo, é de 36,86%. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em forte queda nesta quarta-feira (1º), após encerrar março com o pior desempenho mensal em mais de 20 anos. O movimento sinaliza um começo de mês ainda pessimista no mercado acionário brasileiro, em meio a persistentes preocupações e dúvidas sobre os efeitos da pandemia do coronavírus nas economias em todo o mundo. Às 10h13, o Ibovespa tinha queda de 4,32%, a 69.864 pontos. Veja mais cotações. Já o dólar opera em alta, chegando a alcançar R$ 5,25. Na terça, a bolsa recuou 2,17%, para 73.019 pontos. Com o desempenho desta terça, a bolsa acumulou queda de 29,9% em março, marcando o pior desempenho desde agosto de 1998 (recuo de 39,55%), quando o Brasil lidava com os impactos da crise da Rússia. Em 2020, o tombo já é de 36,86%. Empresas listadas na bolsa perderam R$ 1,1 trilhão em valor de mercado em março Acompanhe as últimas notícias sobre os mercados Entenda os impactos do avanço do coronavírus na economia global e brasileira Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 Initial plugin text Veja Mais

Produção industrial cresce 0,5% em fevereiro e tem 2ª alta seguida, diz IBGE

G1 Economia Apesar do começo de ano positivo, setor ainda acumula perda de 1,2% em 12 meses. Produção de veículos cresceu 2,7% em fevereiro e foi destaque da atividade do setor industrial no mês Nacho Doce/Reuters A produção industrial brasileira cresceu 0,5% em fevereiro, na comparação com janeiro, conforme divulgou nesta quarta-feira (1°) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor marcou o segundo avanço mensal consecutivo, mas eliminou apenas uma parte das perdas registradas nos dois últimos meses de 2019. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve queda de 0,4% – o quarto mês de resultado negativo seguido nessa base de comparação. Já a atividade industrial de janeiro foi revisada de uma alta de 0,9% para avanço de 1,2% ante dezembro. No ano, a indústria acumula queda de 0,6% frente ao mesmo período de 2019. Evolução da produção industrial Economia G1 O resultado de fevereiro veio melhor do que o esperado pelo mercado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,4% na variação mensal e de 2,5% na base anual. Setor acumula perda de 1,2% em 12 meses Apesar do começo de ano positivo, antes das medidas de isolamento e dos impactos da pandemia de coronavírus na economia global, o setor industrial ainda acumula perda de 1,2% em 12 meses, eliminou apenas uma parte do forte recuo registrado nos últimos meses de 2019. “É o segundo avanço após uma queda importante nos dois últimos meses de 2019. Mas o saldo desse período ainda é negativo, pois os resultados de novembro e dezembro acumulam -2,5%”, destacou o gerente da pesquisa, André Macedo. Segundo o IBGE, o setor ainda se encontra 16,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. 15 dos 26 ramos industriais têm alta Dentre os 26 ramos da atividade industrial pesquisados, 15 tiveram alta em fevereiro, com destaque para a produção de veículos (2,7%) e outros produtos químicos (2,6%) e farmoquímicos e farmacêuticos (3,2%). “Automóveis e caminhões ajudam a explicar esse resultado no começo do ano, depois da perda do ano passado. Houve férias coletivas em novembro e dezembro, e com a volta da produção nos primeiros meses de 2020, é natural que representem impulso de crescimento”, explicou o pesquisador do IBGE. Queda na produção de petróleo e de eletrônicos e informática Entre os ramos que tiveram produção reduzidas, o que mais pressionou o índice foi o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%), em fevereiro. Também impactaram negativamente o resultado geral da indústria no mês os segmentos de equipamento de informática, eletrônicos e ópticos (-5,8%) e outros equipamentos de transporte (-8,7%). Para André, a queda da produção na informática pode já ter sofrido influência da pandemia, uma vez que insumos, principalmente os produzidos na China, deixaram de ser importados diante dos impactos do coronavírus nas cadeias globais de suprimentos. Dentre as quatro grandes categorias econômicas pesquisadas, duas apresentaram aumento: bens de capital (1,2%) e bens intermediários (0,5%). Já bens de consumo duráveis e semi e não duráveis tiveram queda de 0,7% e 0,2%, respectivamente. Mercado prevê recuo do PIB em 2020 por causa do coronavírus Impactos do coronavírus e perspectivas Apesar da melhora do ritmo de recuperação da indústria nos primeiros meses de 2020, economistas avaliam que a economia brasileira corre o risco de voltar a entrar em recessão diante do abalo provocado pelo coronavírus na economia doméstica e global. Entenda os impactos da pandemia de coronavírus nas economias global e brasileira Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a pandemia do novo coronavírus causou uma queda na demanda por produtos e serviços industriais para 79% das empresas, sendo que 53% delas relatam uma "queda intensa". De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o mercado financeiro passou a projetar retração de 0,48% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020. Já a previsão dos analistas para a produção industrial no ano é de um crescimento de 0,85%. Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Já a indústria cresceu 0,5% no ano passado, mantendo o mesmo ritmo registrado em 2018. Veja Mais

Seguro-desemprego: veja como pedir o auxílio após demissão

G1 Economia Agências da Secretaria do Trabalho estão fechadas em todo o país em decorrência da pandemia de coronavírus. Assim, pedido do auxílio deve ser feito de forma eletrônica. Trabalhadores que perderem seus empregos sem justa causa durante a pandemia do coronavírus deverão pedir o seguro-desemprego exclusivamente por meios eletrônicos, já que as agências da Secretaria do Trabalho dos 26 estados e do Distrito Federal estão fechadas. Isso pode ser feito de duas maneiras: acessando o portal https://www.gov.br/pt-br/temas/trabalho-emprego usando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que pode ser baixado em aparelhos que usam os sistemas operacionais Android e iOS. Nos dois casos, o trabalhador pode dar entrada no pedido do seguro. Isso deve ser feito de 7 a 120 dias após a demissão. Quando aprovado, o saque do seguro-desemprego será pago pela Caixa Econômica Federal. O banco já informou que está trabalhando com operação reduzida, mas esse tipo de atendimento está garantido para quem não tiver cartão cidadão ou conta na instituição. Quem precisar tirar dúvidas, ainda pode usar o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país. Vídeo: MP autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho MP autoriza redução de jornada e salário por até 3 meses; veja perguntas e respostas Seguro-desemprego: posso perder o direito? O que muda com a nova MP? Veja Mais

Imposto de Renda: calendário de restituição está mantido, informa Receita Federal

G1 Economia Anúncio foi feito em entrevista coletiva no Planalto. Nesta quarta (1º), Receita anunciou adiamento do prazo de entrega da declaração do IR de 30 de abril para 30 de junho. O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo decidiu manter o cronograma de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Com isso, o primeiro lote de restituição está mantido para 30 de maio. Tostes Neto deu a declaração ao conceder uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica. Nesta quarta (1º), o secretário anunciou a decisão do governo de adiar de 30 de abril para 30 de junho o prazo de entrega das declarações do Imposto de Renda. Na entrevista no Planalto nesta quarta, acrescentou que "ficou pendente" o anúncio da restituição. "Ficou pendente para anunciar hoje o cronograma de restituições, tivemos reuniões com o Tesouro. Considerando a situação excepcional, decidimos manter o cronograma de restituições previsto anteriormente. Nos anos anteriores, começava em junho e ia até dezembro. Neste ano já havíamos antecipados para maio e terminando em setembro. Vamos manter esse cronograma previsto inicialmente, mesmo com a prorrogação dos prazos de entrega", afirmou o secretário no Palácio do Planalto. Veja Mais

Tomou multa e quer recorrer? Pandemia de coronavírus faz órgãos mudarem prazos e procedimentos

G1 Economia Órgão responsável pelas leis de trânsito interrompeu período para defesa de infrações e suspendeu envio das notificações. Multas de trânsito estão com prazos de recurso e defesa interrompidos Divulgação A pandemia do coronavírus provocou uma mudança nos processos administrativos dos órgãos de trânsito de todo o país. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu que, por tempo indeterminado, estão interrompidos os prazos para defesa de autuação, recursos de multa, recursos de suspensão de direito de dirigir e cassação do documento de habilitação. Além disso, o conselho também mudou os procedimentos de notificação de multas. Por enquanto, os avisos de autuação não serão enviados ao infrator, apenas inseridos em um sistema eletrônico. Isso quer dizer que quem cometeu a infração não será avisado. Contran suspende prazo de vencimento da CNH Quando a situação for normalizada, o órgão de trânsito deverá enviar as notificações de infrações praticadas a partir de 20 de março, informando a data da infração. A partir daí, o motorista terá um prazo para apresentação o recurso e a indicação do condutor infrator, se for o caso. O mesmo vale para as notificações de penalidade, que só poderão ser expedidas após o término do prazo dado para defesa da autuação e indicação do condutor. Veja Mais

Preciso pedir minha aposentadoria ou outro benefício no INSS. Como faço?

G1 Economia Atendimento presencial está suspenso nas agências até 30 de abril e prazo pode ser prorrogado. Pedidos devem ser feitos pela internet ou por telefone. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu o atendimento presencial nas agências até 30 de abril, como medida de enfrentamento da epidemia do coronavírus, e esse prazo poderá ser prorrogado. No período em que as agências estiverem fechadas, os pedidos de serviços previdenciários e assistenciais deverá ser feito, exclusivamente, por meio de dois canais: pela internet, em Meu INSS, e por telefone, na central de atendimento 135, que funciona de segunda a sábado de 7h às 22h. Segurados que fizerem requerimentos de auxílio-doença e Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoa com deficiência devem enviar o atestado médico pelo Meu INSS. O documento será recepcionado pela perícia médica, que fará as devidas verificações. É #FAKE que medida provisória determina suspensão da aposentadoria dos idosos que saírem às ruas em meio à pandemia do coronavírus Os agendamentos estão suspensos, inclusive de reabilitação profissional e serviço social, devendo ser reagendados apenas quando o atendimento nas agências for retomado. O INSS diz que está garantida, no entanto, a observância da data de entrada do requerimento. Adiada prova de vida O governo também decidiu suspender, por 120 dias, a exigência de prova de vida dos beneficiários do INSS. A medida começou a valer em março e deve valer até meados de setembro. A lei prevê que, todos os anos, beneficiários do INSS precisam comprovar ao governo que estão vivos. A medida evita fraudes e pagamento indevido dos benefícios. Essa comprovação é sempre presencial e pode ser feita em uma agência do INSS, em embaixadas e consulados ou na casa de aposentados e pensionistas com dificuldade de locomoção. Outros procedimentos suspensos Por até 120 dias (prorrogáveis por enquanto perdurar a pandemia do coronavírus), a partir de abril, vários procedimentos, antes necessários para a manutenção do benefício em dia, não serão mais requeridos. São eles: bloqueio dos créditos dos benefícios por falta de realização da comprovação de vida aos beneficiários residentes no Brasil ou no exterior; exclusão de procuração por falta de renovação ou revalidação após 12 meses; suspensão de benefício por falta de apresentação de declaração de cárcere; suspensão de benefício por falta de apresentação de CPF; suspensão de benefício por não apresentação de documento que comprove o andamento regular do processo legal de tutela ou curatela quando se tratar de administrador provisório, além do prazo de 6 meses; envio das cartas de convocação aos beneficiários com dados cadastrais inconsistentes ou faltantes identificados pelo Sistema de Verificação de Conformidade da Folha de Pagamento de Benefícios - SVCBEN e disponibilizados no Painel de Qualidade de Dados do Pagamento de Benefícios - QDBEN; e suspensão de benefícios por impossibilidade da execução do programa de Reabilitação Profissional. Veja Mais

Coronavírus: isolamento social altera horário de pico de consumo de energia, diz governo

G1 Economia Até implementação da medida, horário de pico era registrado à tarde; agora, passou para a noite. Segundo governo, previsão é que consumo total de energia no país caia 0,9% em 2020. O governo federal informou nesta terça-feira (1º) que as medidas voltadas ao isolamento social, adotadas em razão da pandemia do novo coronavírus, alteraram o horário de pico de consumo de energia no país. Até a implementação dessas medidas, o horário de pico era registrado à tarde. Agora, passou para o período da noite. "A partir do início da adoção pelos Estados brasileiros de medidas de isolamento social, verificou-se uma rápida redução da carga e também a mudança no perfil de consumo: aumento do consumo residencial e diminuição das demais classes, que fizeram com que a demanda máxima do sistema fosse deslocada do período diurno para o noturno", informou o Ministério de Minas e Energia. A nota foi divulgada após reunião do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), o consumo total de energia elétrica no país deve cair 0,9% neste ano. A previsão anterior era de aumento de 4,2% no consumo. Veja Mais

Bolsas europeias sobem com expectativa de acordo sobre petróleo

G1 Economia Somente o índice Ibex 35, da Espanha recuou, todos os demais fecharam em alta no aguardo de um acordo entre Arábia Saudita e Rússia sobre a produção de petróleo. Como de costume desde que a covid-19 começou a se propagar pela Europa e pelos Estados Unidos há mais de um mês, as bolsas europeias enfrentaram uma sessão volátil nesta quinta-feira (2) e oscilaram entre perdas e ganhos durante o pregão devido a dados sobre mercado de trabalho e o noticiário geopolítico em torno do petróleo. No fim, fecharam em alta, com exceção da Espanha. O índice pan-europeu Stoxx Europe 600, que operou em território negativo após os dados de seguro-desemprego nos EUA, virou e encerrou a jornada em alta de 0,42%, a 312,08 pontos, ajudado pelas ações das empresas de energia, que pegaram carona na escalada dos preços do petróleo depois que o presidente americano, Donald Trump, declarou, no Twitter, que o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed Bin Salman, e o líder russo, Vladimir Putin, estariam prestes a fechar um acordo para cortar a produção em algo entre 10 milhões e 15 milhões de barris por dia. Depois do tuíte de Trump, os preços dos contratos para junho do Brent, a referência global do petróleo, chegaram a subir 40%. Em seguida, as cotações desaceleraram após a Rússia ter afirmado que Putin não conversou com a Arábia Saudita sobre o assunto. No início da tarde desta quinta, os contratos ainda subiam 20%, a US$ 29,81, depois da queda de cerca de 65% no primeiro trimestre de 2020. Mesmo com a desaceleração no fim do pregão europeu, as ações da petroleira britânica BP fecharam o dia em alta de 5,89% na Bolsa de Londres, o que contribuiu para que o índice FTSE 100 conseguisse terminar a jornada com alta de 0,47%, a 5.480,22 pontos. Outro destaque do pregão foi a petroleira Royal Dutch Shell, que fechou em alta de 9% na Bolsa de Amsterdã. Outras bolsas também se favoreceram do movimento de recuperação das empresas de energia. O DAX, índice de referência da Bolsa de Frankfurt, saiu do território negativo e terminou o dia com leves ganhos de 0,27%, a 9.570,82 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 também conseguiu reverter as perdas e avançou 0,33%, a 4.220,96 pontos. A queda anterior aos ganhos com a escalada do petróleo veio com os dados sobre os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que aumentaram em 6,6 milhões na semana passada, dobrando o recorde da semana anterior em que 3,3 milhões de reivindicações pelo benefício foram solicitadas. O aumento abrupto do número de desempregados nos EUA ocorre na esteira das paralisações necessárias para a contenção do novo coronavírus no país. A Oxford Economics prevê que o número de desempregados nos EUA pode chegar a 20 milhões durante a pandemia, a uma taxa de desemprego de 12% — até fevereiro estava em 3,5%. Itália Já as bolsas de Milão e Madri, além do noticiário global, também foram influenciadas durante o pregão por questões locais. Na Itália, os sinais de que a curva de contaminação pelo coronavírus pode estar finalmente se firmando em deslocamento descendente ajudou o índice FTSE MIB a ficar acima dos seus pares europeus durante todo o pregão, até fechar em alta de 1,75%, a 16.834,03 pontos. Espanha Na Espanha, por outro lado, pesaram as informações divulgadas nesta quinta-feira que evidenciaram o duro golpe da pandemia no mercado de trabalho local. Segundo dados oficiais, 302 mil pessoas solicitaram o benefício de auxílio-desemprego em março, uma alta mensal de 9,3% no número de reivindicações, elevando a cifra oficial de pessoas desempregadas no país para 3,5 milhões. Além disso, o número de contribuintes ativos do sistema de seguridade social espanhol caiu em 833,9 mil, para 18,4 milhões, sinalizando que mais de 833 mil empregos foram cortados até 31 de março. Diante desses dados e mais o recorde de 950 mortos pela covid-19 nas últimas 24 horas, alcançando mais de 10 mil vítimas fatais pelo vírus no país, o Ibex 35, índice de referência da Bolsa de Madri, terminou o dia em queda de 0,08%, a 6.574,10 pontos, apesar do bom desempenho das empresas de energia devido à alta do preço do petróleo na sessão. A Repsol, por exemplo, subiu 6,02% na bolsa espanhola. Veja Mais

Veja os 50 carros novos mais vendidos em março de 2020 no Brasil

G1 Economia Em mês com queda de 22% nas vendas, Ka volta a vice-liderança, e Renegade e T-Cross ficam separados por menos de 80 unidades. Onix continua liderando com folga. Ford Ka retomou a vice-liderança das vendas Divulgação/Ford O mercado brasileiro de veículos novos já sente os impactos da pandemia de coronavírus. As vendas caíram 22% em março, na comparação com o mesmo período de 2019. Mesmo assim, Chevrolet Onix continua liderando o ranking, apesar da queda de 32% nos emplacamentos. Em março, o hatch vendeu 12.007 unidades, de acordo com dados divulgados pela associação das concessionárias, a Fenabrave, nesta quinta-feira (2). O Ford Ka recuperou a segunda colocação, seguido por Hyundai HB20 e Chevrolet Onix Plus. Entre os SUVs, o destaque foi o a briga entre Jeep Renegade e Volkswagen T-Cross, respectivamente 8º e 9º colocados no geral, e na ponta do segmento. Os dois modelos ficaram separados por menos de 80 unidades, com leve vantagem para o Jeep. Veja os 50 carros mais vendidos do Brasil: (em unidades) Chevrolet Onix: 12.007 Ford Ka: 7.103 Hyundai HB20: 7.042 Chevrolet Onix Plus: 6.670 Fiat Argo: 6.071 Volkswagen Gol: 5.681 Fiat Strada: 4.799 Jeep Renegade: 4.492 Volkswagen T-Cross: 4.417 Renault Kwid: 4.109 Volkswagen Polo: 3.774 Toyota Corolla: 3.643 Ford Ka Sedan: 3.627 Fiat Toro: 3.598 Nissan Kicks: 3.597 Fiat Mobi: 3.527 Hyundai Creta: 3.484 Renault Sandero: 3.303 Jeep Compass: 3.059 Toyota Hilux: 2.971 Honda HR-V: 2.761 Volkswagen Saveiro: 2.667 Volkswagen Virtus: 2.562 Ford EcoSport: 2.050 Chevrolet Tracker: 1.907 Hyundai HB20S: 1.778 Toyota Yaris HB: 1.700 Chevrolet S10: 1.582 Ford Ranger :1.560 Fiat Cronos: 1.557 Nissan Versa: 1.467 Volkswagen Fox: 1.404 Honda Civic: 1.356 Volkswagen Voyage: 1.340 Fiat Fiorino: 1.328 Chevrolet Spin: 1.274 Honda Fit: 1.274 Renault Logan: 1.264 Chery Tiggo 5X: 1.192 Toyota Yaris Sedan: 1.165 Volkswagen Amarok: 1.145 Renault Captur: 1.117 Fiat Uno: 1.104 Renault Duster: 1.015 Fiat Siena: 913 Toyota /Etios HB: 823 Volkswagen Up!: 812 Citroën C4 Cactus: 804 Chevrolet Montana: 793 Honda WR-V: 785 Veja Mais

Exportações devem cair cerca de 10% neste ano, ou US$ 20 bilhões, aponta estimativa inicial da CNI

G1 Economia Segundo Fabrizio Panzini, da CNI, essa é uma previsão conservadora, feita em meados de março. Para ele, deterioração do cenário econômico está muito forte e queda nas vendas externas tende a ser maior. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que as exportações brasileiras poderão recuar cerca de US$ 20 bilhões neste ano, ou 10% do total, por conta dos efeitos da pandemia do novo coronavírus. Esse cenário, traçado em meados de março, foi divulgado nesta quinta-feira (2). Com isso, o valor das vendas externas cairia de cerca de R$ 220 bilhões, em 2019, para um valor próximo de US$ 200 bilhões neste ano, segundo essa previsão inicial da CNI. A entidade a avaliou que a recessão global provocaria uma redução de 56 milhões de toneladas de cargas nacionais indo para o exterior. "A América Latina, grande destino dos nossos produtos manufaturados, poderá ter, nas próximas semanas, um aumento maior nas medidas para contenção do vírus, o que poderá vir a afetar ainda mais as exportações de manufaturas do Brasil", afirmou o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi. Segundo Fabrizio Panzini, gerente de Negociações Internacionais da entidade, desde meados de março, quando foi feita essa previsão de queda das exportações, a deterioração do cenário econômico está muito forte, o que indica que o tombo nas vendas externas tende a ser maior. "Esse é um dado conservador, de meados de março, mas [a queda de vendas externas] deve ser maior. Foi uma previsão inicial, que a cada semana muda. Quando a gente fez esse cálculo, não tinha essa questão dos Estados Unidos tão forte quanto temos agora, com medidas restritivas de verdade", explicou Panzini. Para o diretor Carlos Abijaodi, a alta do dólar (que encarece os produtos exportados) pode representar uma "janela a ser aproveitada pelos exportadores", principalmente daqueles setores com cadeias de produção mais longas e envolvendo pequenas empresas como alimentos e bebidas, calçados, joias, móveis e vestuário. "Mas o câmbio é um elemento temporário de melhora da competitividade", acrescentou. A CNI defende que o país pense em medidas para "sustentar e ampliar as exportações na retomada da economia pós-crise, preservando a capacidade da indústria de competir com setores mais intensivos em tecnologia, como aeronáutico, automotivo, eletroeletrônicos e de máquinas e equipamentos". Veja Mais

Coronavírus: 43 países adotam 166 medidas tributárias para conter crise, diz levantamento do Insper

G1 Economia Metade das medidas refere-se à postergação do pagamento de tributo. Pesquisador avalia que o governo brasileiro está sendo 'tímido' nas medidas tributárias. Levantamento do Núcleo de Tributação do Centro de Regulação e Democracia do Insper em 43 países revela que foram adotadas 166 medidas tributárias para combater os efeitos do novo coronavírus e conter o seu efeito na economia. O Insper é uma instituição de ensino superior e pesquisa. O estudo, concluído na última terça-feira (30), foi realizado pelos pesquisadores Breno Vasconcelos, Lorreine Messias, Thais Shingai e Letícia Sugahara, e coordenado por Vanessa Canado, assessora especial do Ministério da Economia. Entre os países analisados, estão Bélgica, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Itália, Japão, Portugal, Suécia e Suíça. De acordo com o estudo, as ações de governos concentram-se, sobretudo, no chamado "diferimento", ou seja, atraso no pagamento, de tributos. Metade das medidas refere-se à essa postergação do pagamento de tributo, enquanto que 15,7% refere-se à redução da carga tributária propriamente dita (corte de impostos). As ações dos governos concentram-se, principalmente, em tributos relacionados à renda e ao consumo, correspondendo, respectivamente, a 39,8% e 36,75% do total. "Na Alemanha, por exemplo, ficou decidida a renúncia, até o fim deste ano, de medidas para fazer cumprir o pagamento de tributos vencidos. Já a Coreia do Sul optou por isentar pequenas empresas do pagamento de IVA, além de conceder incentivos para quem trocar de carro mais cedo", diz o Insper, no documento. No Reino Unido, foi instituída a possibilidade de prorrogá-lo por seis meses o prazo para quitação de Imposto de Renda, enquanto que no Peru e Na Polônia, de acordo com o levantamento, estenderam em um mês o prazo para quitação de IR. A Espanha, segundo o levantamento, aprovou benefícios fiscais para pequenas e médias empresas e trabalhadores independentes. "Essas empresas poderão adiar obrigações fiscais relativas ao imposto de renda e IVA por seis meses sem juros", informou. Medidas brasileiras Nas últimas semanas, a área econômica do governo tem anunciado uma série de medidas para proporcionar melhores serviços de saúde para a população e também para impedir que a crise econômica tenha impacto muito grande no nível de emprego, mas elas se concentraram principalmente no campo fiscal (gastos públicos) e financeiro (facilitação e barateamento do crédito). No campo de tributos, o governo brasileiro anunciou as seguintes medidas: Simples nacional: postergação no prazo de pagamento por 6 meses IOF: redução temporária por três meses Sistema S: redução temporária da alíquota por três meses meses FGTS: atraso no pagamento dos meses de março abril e maio, com retomada a partir de julho de 2020. Redução do IPI na importação ou fabricação, II produtos na área de saúde. Segundo o Pesquisador do NEF/FGV-SP e do Insper, Breno Vasconcelos, um dos coordenadores do estudo, o governo brasileiro está sendo "tímido" no campo tributário, quando é feita a comparação com outros países. Ele observou que a área econômica indicou nesta semana que pode adiar o pagamento do PIS/Cofins e contribuição previdenciária sobre folha de pagamentos, mas por apenas dois meses. "Se não for implementado com urgência, estamos muito tímidos. Se for com urgência, ainda assim estamos tímidos, pois a crise é grave", declarou. Vasconcelos avaliou que esse alívio de caixa momentâneo proporcionado pelo governo, mesmo se adiado o pagamento do PIS/Cofins e contribuição previdenciária, pode não ser suficiente para manter as atividades depois de passada a crise sanitária do coronavírus. "É problemático porque, depois da crise sanitária, os efeitos na economia serão sentidos, serão potencializados no tempo. Quando houver a retomada da circulação das pessoas, da possibilidade de consumo e reabertura de lojas, muitas empresas ainda estarão com dificuldades de caixa", avaliou. Ele recomendou que os governos, não somente o brasileiro, adiem o pagamento de tributos e, nos próximos meses, depois de passada a crise sanitária, avaliem se será possível de fato realizar essa cobrança dos valores atrasados, ou se concedem uma anistia para evitar um tombo maior da economia e alta do desemprego. Medidas brasileiras de gastos públicos e voltadas ao crédito Em 12 de março, o governo anunciou a antecipação do pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas, e a prova da suspensão de vida dos aposentados, entre outras. Em 16 de março, anunciou três meses para depósito de FGTS, a antecipação da segunda parcela do 13º do INSS e o reforço Bolsa Família. Em 18 de março, informou que será liberado auxílio mensal de R$ 200 a autônomos, em pacote de R$ 15 bi a 'pessoas desassistidas'. Depois esse valor foi ajustado pelo Congresso Nacional para R$ 600, e a forma de pagamento está sendo discutida. Em 19 de março, o governo informou que pagará os primeiros 15 dias para trabalhador doente pelo coronavírus. Em 23 de março, o governo anunciou que governo vai implementar um plano de R$ 88 bilhões para fortalecer os estados e os municípios, medida que visa o enfrentamento da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Em 23 de março, o Banco Central anunciou medidas para injetar recursos no sistema financeiro com um impacto total de R$ 1,2 trilhão na chamada "liquidez" (recursos nas mãos dos bancos). Em 27 de março, a área econômica anunciou uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas e que vai ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses, no valor de R$ 40 bilhões. No dia 1º de abril, o governo federal anunciou uma medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados por até 3 meses e contarem com um auxílio emergencial do governo, que custará R$ 51 bilhões. Veja Mais

Venda de veículos novos cai 22% em março como reflexo do coronavírus

G1 Economia Foram emplacadas 163.588 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no último mês, contra 209.148 em março de 2019. Vendas de carros novos Reprodução/TV TEM A venda de veículos novos caiu 21,8% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela associação das concessionárias, a Fenabrave, e mostram forte impacto da pandemia do coronavírus no setor. Foram emplacadas 163.588 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no último mês, contra 209.148 em março de 2019. Em relação ao mês anterior, fevereiro, a queda foi de 18,6%. Já comparando os acumulados de janeiro a março, as vendas tiveram uma queda menor, de 8,2% em relação a 2019. Por segmentos O bloco que inclui automóveis e comerciais leves foi que mais sentiu o efeito da pandemia em março, com queda de 21,9% em relação ao ano passado. Foram emplacadas 43.706 unidades a menos, fechando o mês com 155.810. Considerando somente os automóveis, o impacto foi de 23% a menos nas vendas. Entre caminhões e ônibus a queda foi ligeiramente menor, de 19,3%. Porém, os ônibus representaram a maior queda de todo o mercado: 35,4%, passando de 2.004 para 1.295 unidades vendidas nos respectivos meses de março. Onix sente queda, mas segue líder Modelo mais vendido do país, o Chevrolet Onix fechou o último mês com uma queda de mais de 5 mil unidades. Em fevereiro, o modelo registrou o emplacamento de 17.652 exemplares, contra 12.007 em março. O sedã Onix Plus passou da vice-liderança para a quarta colocação com 6.670 unidades - contra as 9.123 anteriores. Já a Hyundai pouco sentiu a crise e vendeu 1.360 HB20 a menos. Foram 7.042 em março, garantindo o terceiro lugar do pódio, atrás apenas do Ford Ka, que emplacou 7.103 unidades. Esta matéria está em atualização. Veja Mais

Prefeitura de SP abre 50 vagas de emprego para psicólogos para hospital de campanha do Anhembi

G1 Economia Profissionais têm até as 14h para cadastrar currículo no site. Coronavírus: hospital de campanha do Anhembi (SP) terá 1,8 mil leitos A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, recebe até as 14h desta quinta-feira (2) currículos para seleção online de 50 psicólogos, que irão trabalhar por 90 dias no hospital de campanha do Complexo Anhembi, gerido pelo Iabas - Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde. Veja mais vagas de emprego pelo país Para se inscrever é necessário acessar o site e anexar o currículo atualizado. Os pré-selecionados serão convocados até sexta-feira (3) para provas e entrevista presencial na unidade do Cate Central. Entre as exigências para participar estão a formação superior completa em psicologia ou pós-graduação na área hospitalar e seis meses de experiência no atendimento em hospital. Durante o processo seletivo será informado o salário, benefícios e horários de trabalho para as equipes a serem formadas. Além desse processo seletivo, o Cate Central atende até sexta-feira, 3 de abril, candidatos que foram pré-selecionados para a fase de prova e entrevista em cargos como enfermeiro, escriturário, assistente social entre outros. Os aprovados também irão trabalhar no hospital do Complexo Anhembi. Esse é o terceiro processo seletivo realizado na última semana para o hospital de campanha do Complexo Anhembi com o suporte dos selecionadores do Cate. Foram mais de 6 mil currículos recebidos e analisados no período. Veja Mais

Bolsas da China fecham em alta puxada por setores de energia e tecnologia

G1 Economia Índice de energia subiu 3,3% salto do preço do petróleo por expectativas de um acordo para acabar com a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia. Os índices acionários da China fecharam em alta nesta quinta-feira (2), liderados pelas ações de tecnologia e de energia uma vez que os futuros do petróleo saltaram por expectativas de um acordo para acabar com a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,62%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,69%. O subíndice do setor financeiro do CSI300 ganhou 1,62%, o do setor financeiro avançou 0,96%, o de consumo subiu 1,75%, e o subíndice imobiliário ex teve alta de 0,84%, enquanto o de saúde teve avanço de 1,48%. O índice de energia fechou com ganho de 3,3% uma vez que os futuros do petróleo saltaram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer esperar que Arábia Saudita e Rússia alcancem em breve um acordo para acabar com sua guerra de preços, enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, pediu uma solução para o "desafiador" mercado de petróleo. China isola a região de Jian por causa da Covid-19 As ações de tecnologia também se destacaram com o índice de tecnologia da informação saltando 4,8% uma vez que investidores esperam que Pequim busque mais autosuficiência tecnológica. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,37%, a 17.818 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,84%, a 23.280 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,69%, a 2.780 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,62%, a 3.734 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 2,34%, a 1.724 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,46%, a 96.663 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,52%, a 2.453 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,98%, a 5.154 pontos. Veja Mais

Veja medidas adotadas por aplicativos para auxiliar motoristas e entregadores diante do coronavírus

G1 Economia Não há vínculo trabalhista entre prestadores de serviço e as empresas, segundo decisão da Justiça, mas empresas criaram fundos de ajuda e oferecem produtos de limpeza. Aplicativos de entrega e de transporte anunciam auxílios para trabalhadores durante pandemia do coronavírus. Kid Júnior/G1 Os aplicativos de transporte não têm relação de emprego formal com os trabalhadores dessas plataformas, que passam agora por uma situação complicada durante a pandemia de coronavírus: precisam trabalhar ou não terão renda. Embora existam processos que busquem estabelecer vínculo empregatício, o atual parecer do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é que não há relação formal entre esses prestadores de serviços e aplicativos como Uber, iFood, Rappi e 99. Neste ano, Tribunal Superior do Trabalho (TST) tomou parecer semelhante, levando em conta a ausência de subordinação como argumento. “Nesse momento de pandemia, eles se tornam um grupo de trabalhadores em uma situação mais vulnerável, porque não têm garantias e direitos como um empregado”, afirma a advogada Thereza Cristina Carneiro, sócia trabalhista da CSMV Advogados. Publicitários criam campanha para incentivar doações para entregadores Apesar da ausência de direitos trabalhistas, as empresas têm tomado algumas atitudes para mitigar os riscos: várias delas anunciaram pacotes de auxílio para motoristas e entregadores que eventualmente ficarem doentes, além de equipamentos e produtos de proteção. Número de candidatos para trabalhar com aplicativo de entrega mais que dobra "Se um motorista tem álcool gel ou outro produto de limpeza, ainda que tenha sido disponibilizado pela empresa, é menos provável que ele contraia a doença e o usuário também", afirma Diogo Junqueira, advogado especializado em direito trabalhista do escritório Feijó Lopes. Ele diz ainda que a demanda por alguns serviços, como entrega de alimentos, não deve diminuir durante a quarentena. Veja algumas das medidas adotadas por alguns dos principais aplicativos no Brasil para entregadores e motoristas. Uber O Uber anunciou um fundo que deve auxiliar os cerca de 1 milhão de motoristas e entregadores que trabalham para a plataforma no país. A empresa dará auxílio financeiro durante 14 dias para quem for confirmado com Covid-19 ou tiver quarentena decretada por um órgão de saúde — durante esse período, o aplicativo fica bloqueado para novas corridas e pedidos. O valor recebido será uma média de ganhos diários do motorista nos 6 meses anteriores a 6 de março. Caso esteja usando o aplicativo há menos tempo que isso, o valor será uma média desde que a pessoa começou a trabalhar até 6 de março. A empresa também anunciou que "oferecerá recursos" para que motoristas possam manter os carros limpos. Questionada sobre quais recursos, a empresa disse que se tratam de álcool em gel e outros produtos de limpeza, que são reembolsados aos motoristas mediante apresentação de nota. As cidades mais afetadas pela pandemia de coronavírus terão prioridade. 99 A gigante chinesa Didi, dona da 99 desde 2018, anunciou um fundo global de US$ 10 milhões para ajudar os motoristas diagnosticados ou em quarentena em todo o mundo. No Brasil, motoristas da 99 que tiverem diagnóstico confirmado de Covid-19 poderão solicitar ajuda financeira da empresa por 28 dias. Os que forem colocados em quarentena por autoridade médica também terão direito ao auxílio, mas durante período menor, de 14 dias. O valor mínimo é de R$ 300, mas a quantidade a ser recebida será uma média dos rendimentos mensais entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020. Durante o tempo que durar o auxílio, o aplicativo do motorista fica bloqueado e não é possível iniciar novas corridas. A empresa também iniciou um programa de higienização de carros em São Paulo, no bolsão de estacionamento do aplicativo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Esse projeto será expandido para outra localidade em São Paulo, além de outras cidades nas próximas semanas, como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. iFood Para os entregadores, o iFood anunciou inicialmente um fundo de R$ 1 milhão voltado para casos confirmados da doença ou para aqueles afastados por recomendação de órgãos de saúde. O fundo tem como objetivo garantir renda igual a do mês anterior durante 14 dias, além de cestas básicas e refeições. Quando o auxílio é concedido, o aplicativo fica bloqueado durante o período. A empresa depois anunciou um segundo fundo, também de R$ 1 milhão, para retirar das ruas entregadores que estejam nos quadros de risco definidos pela empresa — pessoas com mais de 65 anos ou com doenças pulmonares, cardíacas, imunossupressão (incluindo HIV), obesidade mórbida, diabetes descompensada, insuficiência renal crônica e cirrose. Aqueles com mais 65 anos já têm a conta automaticamente bloqueada e receberão um repasse equivalente ao mês anterior durante 30 dias. Até o momento, a empresa foi a única a apresentar um programa para pessoas no grupo de risco. Além disso, o iFood vai distribuir álcool em gel para entregadores em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília, Porto Alegre e Curitiba. A entrega será feita por vans itinerantes e, para evitar aglomerações, os entregadores serão chamados para buscar o produto pelo aplicativo, como se estivessem indo buscar uma entrega. Rappi A Rappi afirmou que também trabalha em um fundo de auxílio aos entregadores, mas não deu detalhes de valores e nem de como ele irá funcionar. Veja Mais

Veja detalhes da MP que autoriza redução de jornada e salário em até três meses

G1 Economia Governo federal vai compensar os trabalhadores das empresas que aderirem ao programa. Governo detalha MP que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho O governo federal detalhou na quarta-feira (1) a medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados. A MP faz parte das iniciativas para evitar com que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo coronavírus. A medida foi chamada de Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. O programa prevê a preservação do valor do salário-hora dos trabalhadores e estabelece que as reduções de jornada poderão ser de 25%, 50% ou de 70%. Porcentagens diferentes dessas terão que ser acordadas em negociação coletiva. Porém, a MP prevê que a redução seja de até 70%. O programa ficará em vigor por 90 dias. Veja perguntas e respostas sobre a MP: Quais empresas podem participar? Todas as empresas, inclusive os empregadores domésticos. Por quanto tempo a medida irá vigorar? Durante um prazo de 90 dias. A empresa que aderir ao programa pode demitir o trabalhador? Não. As empresas que aderirem ao programa não vão poder demitir os funcionários pelo período em que acordaram a redução proporcional de jornada e salário. Além disso, o empregador tem a obrigação de garantir o emprego do funcionário por um período igual ao da redução de jornada. Por exemplo: se houve uma redução de jornada durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. O governo vai compensar os trabalhadores? Sim. O governo federal prevê a concessão do Beneficio Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda aos trabalhadores que tiverem sua jornada reduzida. Como vai funcionar a compensação? Para quem teve sua jornada e salário reduzidos e ganha até um salário mínimo, ou seja, até R$ 1.045, o governo vai complementar o salário do trabalhador até o valor integral. Para quem ganha acima de um salário mínimo, o benefício terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido. Se o trabalhador teve a sua jornada reduzida em 25% por parte da empresa, ele irá receber 25% do valor da parcela que seria o seu seguro-desemprego. A mesma lógica vale para as jornadas reduzidas em 50% e 70%. Como vai funcionar o acordo entre a empresa e trabalhador? A redução proporcional da jornada e salário precisa ser acordada entre o empregador e o empregado. Para quem ganha até três salários mínimos (ou seja, até R$ 3.135), a negociação pode ser individual ou coletiva. Já para a faixa de R$ 3.135 até o valor de dois tetos do INSS (12.202,12), o acordo tem que ser coletivo. Por fim, para quem ganha acima de R$ 12.202,12, o acordo pode ser individual, como já está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A empresa pode suspender temporariamente o contrato de trabalho? Sim. Neste caso, o trabalhador será compensado pelo governo com o valor integral da parcela mensal do seguro-desemprego. Mas há regras para isso. Empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões estão autorizadas a suspender o salário de todos os empregados. Já as empresas que faturam acima de R$ 4,8 milhões, precisarão arcar com, pelo menos, 30% dos salários. Neste caso, o benefício emergencial do governo que o trabalhador vai receber é de 70% do valor da parcela mensal do seguro-desemprego a que teria direito. Ao receber o auxílio emergencial, o trabalhador continuará tendo direito ao seguro-desemprego quando for demitido? Sim. Mesmo recebendo este auxílio emergencial do governo, o trabalhador continuará tendo direito ao seguro-desemprego quando for demitido, e não terá nenhum desconto no benefício. Acordos coletivos O programa prevê que os acordos coletivos que estabelecerem uma porcentagem de redução diferente das faixas estabelecidas pela MP, o benefício emergencial será pago nos seguintes valores: Redução inferior a 25%: não há direito ao benefício emergencial Redução igual ou maior que 25% e menor que 50%: benefício no valor de 25% do seguro desemprego Redução igual ou maior que 50% e menor que 70%: benefício no valor de 50% do seguro desemprego Redução igual ou superior a 70%: benefício no valor de 70% do seguro desemprego Segundo o governo, o programa engloba 24,5 milhões de trabalhadores. Veja Mais

Polícia investiga vídeo postado por Bolsonaro que mostrava Ceasa da Grande BH vazia

G1 Economia Presidente postou vídeo no Twitter que depois foi apagado. Nesta manhã, muitos caminhões de alimentos, que vão chegar às mesas dos moradores da Grande BH, eram descarregados normalmente no entreposto. Ceasa tem dia cheio em Contagem A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para investigar um vídeo que teria sido gravado nesta terça-feira (31) na Ceasa, a Central de Abastecimento de Minas Gerais, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi postado pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais no início da manhã desta quarta-feira (1º). Em seguida, o vídeo foi apagado. Nas imagens, um homem aparece mostrando o local vazio e dizendo que há desabastecimento. No texto, Bolsonaro diz que "não é um desentendimento entre o presidente e alguns governadores e prefeitos", e que "são fatos e realidades que devem ser mostrados". Mas a reportagem da TV Globo registrou grande movimentação de caminhões e clientes no local. A assessoria de imprensa da Ceasa também garantiu que não há falta de produtos por lá (leia mais abaixo). De acordo com a polícia, é contravenção penal "provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto". Segundo delegado Rodrigo Bustamante, o vídeo possivelmente foi realizado durante um período de higienização. Jair Bolsonaro posta vídeo sobre desabastecimento que não condiz com a realidade Ceasa garante abastecimento na Grande BH Reprodução/TV Globo Algumas medidas foram adotadas para evitar a propagação do coronavírus na semana passada, mas o comércio de alimentos segue normalmente no entreposto e a Ceasa garante o abastecimento na Grande BH. Nesta manhã, muitos caminhões de verduras, frutas e legumes, que vão chegar às mesas dos moradores da região, eram descarregados. Caminhões formam fila na Ceasa em Contagem Reprodução/TV Globo No fim da manhã desta quarta-feira (1º), o vídeo que Bolsonaro postou no Twitter foi apagado. Nota da Ceasa A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), responsável pela administração da Ceasa, enviou uma nota de esclarecimento. Leia na íntegra: "A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) esclarece que desde o dia 12 de março – quando foi decretada pelo Governo do Estado a situação de emergência em saúde pública em razão do surto de doença respiratória causada pelo Coronavírus (Covid-19) – segue monitorando, diariamente, as ações da Ceasaminas e afirma que o fluxo de abastecimento segue normal. Ontem, 31 de março, circulou pela internet um vídeo indicando o desabastecimento no entreposto da Grande BH, localizado Contagem. A Seapa afirma que a informação é inverídica. A limpeza do Mercado Livre do Produtor (MLP), local em que o vídeo foi gravado, é realizada todas as terças, quintas e sextas-feiras, no período da tarde, e aos finais de semana. Não é permitido no momento da limpeza a permanência das caixas com os alimentos. Informamos, ainda, que a Secretaria e suas vinculadas (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA) estão realizando o monitoramento da produção agropecuária no Estado, visando identificar possíveis impactos no processo de produção e abastecimento de alimentos. O levantamento e a sistematização das informações serão acompanhados semanalmente e atualizados uma vez por mês. O relatório da segunda quinzena de março, apresentado ao Comitê Extraordinário Covid-19, aponta situação de normalidade, sinalizando não haver impacto significativo da pandemia, nas produções dos principais grãos (soja, milho, feijão e sorgo); café, frutas e olerícolas; e carnes (bovina, suína e aves). O levantamento está disponível no site da Seapa (https://bit.ly/341PMFR)." Medidas para conter o coronavírus As medidas para evitar o coronavírus passaram a valer no último dia 23. Por causa da pandemia, menores de 14 anos e maiores de 60 não podem entrar na Ceasa por ora. Somente podem acessar o entreposto produtores rurais, consumidores e compradores dos entes ligados ao abastecimento, movimentadores de mercadoria, carregadores, motoristas de veículos utilitários e caminhões, sócios e empregados das empresas concessionária e empregados da Ceasa. Movimento na Ceasa na manhã desta quarta-feira (1º) Pedro Bohnenberger/CBN BH O funcionamento é normal nas empresas de hortifrutigranjeiros, abastecimento alimentar de pessoas e animais, bebidas, higiene e limpeza, farmácias e drogarias, fornecimento de insumos para produção agrícola, embalagens para produtos alimentícios, postos de combustíveis e agências bancárias para atendimento exclusivamente interno. Já as outras empresas podem abrir a partir das 11h. Restaurantes e lanchonetes ficarão abertos somente para pronta-entrega ou para retirada dos alimentos no local. Veja Mais

Usuários relatam instabilidade no WhatsApp, Instagram e Facebook nesta quarta-feira

G1 Economia Plataformas estavam funcionando, mas houve problemas para envio de imagens. Usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp relataram instabilidade nas plataformas — todas pertencentes ao grupo Facebook — no final da tarde desta quarta-feira (1°). Embora fosse possível acessar os serviços, pessoas disseram que não conseguiam enviar mídias, como imagens ou áudios. O site Down Detector, que reúne reclamações de usuários ao redor do mundo em páginas e serviços, apontou problemas nas três redes. Apesar disso, o site de desenvolvedores do Facebook, que mostra o status atual da rede, não informou qualquer tipo de erro nas plataformas. Com a quarentena causada pelo coronavírus, o tráfego de internet no Brasil tem crescido nos últimos dias. Initial plugin text Initial plugin text Veja Mais

Agricultores enfrentam escassez de mão de obra em meio ao 'lockdown' na Índia

G1 Economia Segundo associação, falta de funcionários prejudicará severamente os mercados atacadistas do país, podendo até mesmo paralisá-los. Trabalhador descansa durante colheita de trigo em Mannana, no estado de Punjab, Índia REUTERS/Ajay Verma Uma severa escassez de mão de obra na Índia, desencadeada pelo isolamento de 21 dias que visa conter a disseminação do coronavírus, vai dificultar a colheita das safras de inverno no segundo maior produtor global de grãos básicos para alimentação, como o trigo. Os estados produtores de Punjab, Haryana e Uttar Pradesh, no norte do país, dependem de trabalhadores rurais do leste da Índia, mas a maior parte deles retornou para seus locais de origem após o início do "lockdown" no dia 24 de março, temendo o vírus e enfrentando interrupções salariais. "Nós nunca vimos algo assim", disse Ramandeep Singh Mann, agricultor de Punjab, cuja família produz trigo, arroz e algodão em mais de 18 hectares e empregaria dez trabalhadores com o uso de colheitadeiras mecânicas. "Não temos ninguém para as colheitas." Mann é apenas um dos milhares de agricultores preocupados com a possibilidade de a escassez sem precedentes de mão de obra resultar em dificuldades para que as colheitadeiras sejam colocadas nos campos ou até mesmo para que as colheitas manuais, previstas para meados de abril, ocorram. Colheitas mais tardias significam produtividades menores, retornos reduzidos e uma janela mais estreita para o plantio da próxima safra, além de deixarem os cultivos vulneráveis à chuva e às tempestades de granizo. Mesmo que os agricultores consigam de alguma forma concluir a colheita, em seguida passariam a enfrentar dificuldades para levar os produtos ao mercado, com poucos caminhões disponíveis para o transporte de grandes volumes. Segundo Sudhir Panwar, presidente da associação de produtores Kisan Jagriti Manch, a falta de mão de obra prejudicará severamente os mercados atacadistas do país, podendo até mesmo paralisá-los. Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: a catástrofe econômica e social em números

G1 Economia A agência France Presse destacou índices que mostram os primeiros impactos da pandemia ao redor do mundo Levantamento da agência francesa France Presse mostra algumas das cifras da catástrofe econômica e social causada pelo novo coronavírus. Os indicativos vão da redução de voos comerciais até o número de desempregados. Zero Nenhum avião da Easyjet levantou voo desde que a companhia aérea britânica decidiu paralisar toda a frota. Na França, nenhum avião comercial decolou do aeroporto de Paris-Orly desde que o local fechou, na noite desta terça-feira. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, as companhias aéreas precisam de uma ajuda de emergência de até US$ 200 bilhões devido às medidas de contenção e ao fechamento de fronteiras. Aeroporto internacional de Orly, em Paris, é visto vazio nesta quarta-feira (1) Francois Mori/G1 -5% Na Alemanha, motor econômico da Europa, o governo prevê que a atividade econômica diminuirá 5% este ano. Já a China terá crescimento neste ano de +0,1%, no pior dos casos previstos pelo Banco Mundial. Em janeiro, o aumento esperado era de 5,9%. De acordo com a agência Moody's, os países do G20 sofrerão coletivamente uma contração de 0,5% do seu PIB em 2020. Nos Estados Unidos, ela seria de -2% e na Eurozona, de -2,2%. -30% Em Wall Street, o Dow Jones registrou o pior trimestre desde 1987, caindo 23% desde 1º de janeiro. Na Europa, a queda foi ainda maior, de cerca de 30% nas principais praças. Muitos grupos industriais viram suas ações desmoronar. No setor automobilístico, por exemplo, a ação da francesa Renault caiu pela metade desde o começo do ano. O mesmo aconteceu com a montadora alemã Daimler e a americana Ford. Dividido por três Os preços dos dois barris de petróleo de referência, Brent e WTI, foram divididos por três desde o começo do ano. O movimento é resultado da junção entre demanda reduzida e uma oferta cada vez mais abundante, dentro da guerra de preços entre os maiores produtores mundiais. Trata-se da maior queda em um trimestre desde a criação destes contratos, nos anos 1980. US$ 5 trilhões As nações do G20 prometeram aportar mais de US$ 5 trilhões para tentar evitar que uma crise econômica de curto prazo se converta em uma depressão econômica de anos. Só nos Estados Unidos, a previsão é que mais de US$ 2 trilhões sejam destinados à ajuda aos lares e empresas daquele país. A França anunciou US$ 45 bilhões, dos quais US$ 8,5 bilhões serão destinados a apoiar o desemprego temporário, um sistema inspirado na Alemanha. Frente às dificuldades que alguns países terão para pagar suas dívidas, o FMI garante uma capacidade de empréstimo de US$ 1 trilhão para os próximos anos. Três milhões, oito milhões A pandemia faz temer um surto mundial de desemprego e desigualdade. Nos Estados Unidos, onde mesmo empregados com contratos longos podem ser demitidos mais facilmente, mais de 3 milhões de pessoas apresentaram pedidos de auxílio-desemprego entre 15 e 21 de março, algo nunca visto. No mundo árabe, cerca de 8 milhões de pessoas correm o risco de cair na pobreza devido à pandemia, segundo a Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental das Nações Unidas. Na Ásia, o Banco Mundial estimou que 11 milhões de pessoas correm o mesmo risco. Dobro As ações da empresa de videoconferências americana Zoom dispararam, à medida que o planeta confinado se converteu ao trabalho remoto. De US$ 68 no início deste ano, o papel passou a valer US$ 150 em 31 de março. Acontece que o programa está também na mira da Justiça americana, preocupada com o número crescente de usuários cujas reuniões foram hackeadas. Outro setor que se beneficia é o de entregas. A gigante Amazon anunciou o recrutamento de 100 mil pessoas para suas lojas e operações de entrega nos Estados Unidos. Mas apesar o crescimento vem acompanhado de críticas, em vários países, às condições de trabalho e segurança sanitária do grupo de Jeff Bezos. Initial plugin text Veja Mais

Exportadores de soja criam medidas de apoio aos caminhoneiros durante a crise do coronavírus

G1 Economia Setor vai distribuir kits de alimentação e vai destacar as medidas de prevenção à doença nos pontos de parada dos motoristas. Com postos fechados em razão da pandemia de coronavírus, caminhoneiros têm dificuldades para comprar comida na região de Ribeirão Preto, SP Valdinei Malaguti/EPTV A associação que representa as exportadoras de soja do Brasil (Abiove) anunciou nesta quarta-feira (1º) que vai fornecer aos caminhoneiros kits de lanches nos pátios nas estradas do país que não possuem estrutura de restaurante ou refeitório enquanto durarem as medidas de isolamento para controle do novo coronavírus. A soja é o principal produto do agronegócio brasileiro, ela é utilizada na fabricação de óleos, ração para animais e usado na fabricação de biodiesel. A entidade afirma que mapeou os serviços oferecidos nos 158 pátios próprios de suas associadas e elaborou um plano de ações "visando dar melhores condições de trabalho aos motoristas que não param de circular pelo Brasil levando produtos que garantem a segurança alimentar de milhões de brasileiros". Como medidas preventivas, cartazes de conscientização e marcações de distanciamento também foram implantados nas instalações, bem como ações de reforço da higienização dos ambientes e sanitários, inclusive com a disponibilização de álcool gel em pontos dos pátios. “O trabalho do transportador é fundamental para toda sociedade. Atuar para garantir melhores condições de trabalho nas estradas neste cenário crítico, de grande insegurança para todos, é fundamental”, afirmou em nota o presidente da Abiove, André Nassar. O estudo realizado pela Abiove identificou todos os pátios utilizados pelas suas associadas, que representam cerca de 60% do mercado de soja brasileiro. Foram analisados 228 pátios, sendo 158 próprios, 38 operados por parceiros e 32 pátios em pool localizados em portos e áreas de transbordo. A partir do levantamento, um plano de ações para uniformização das práticas foi colocado em prática. Restrições No início da semana, a Abiove relatou que continuavam as paralisações de postos de serviços a caminhoneiros no interior do país, medidas que foram impostas por municípios para combater a doença. O fechamento de borracharias e restaurantes nos postos está "dificultando o transporte no nosso setor e ainda não vimos uma mudança desde que a portaria (que detalha os serviços essenciais) foi publicada pelo governo semana passada", disse a Abiove. O Ministério da Agricultura já definiu esses locais como serviço essencial. Veja Mais

Aneel libera leitura de medidor pelo próprio consumidor durante crise do coronavírus

G1 Economia Objetivo é permitir que distribuidoras não precisem enviar funcionários para apurar o consumo de energia. Empresas, porém, terão que fornecer meios para consumidor fazer a autoleitura. Aneel cria alternativas para a leitura dos medidores nas casas por causa do coronavirus As distribuidoras vão poder adotar medidas alternativas para apurar o consumo de energia de seus clientes, em substituição à prática tradicional que consiste em enviar funcionários aos endereços para fazer a leitura dos medidores. Entre as possibilidades está permitir que os próprios consumidores façam a leitura. Neste caso, porém, as distribuidoras terão oferecer os meios para que os clientes informem os dados. É através da leitura dos medidores que as distribuidoras registram o consumo e geram as contas de luz que são enviadas às casas e empresas. A autorização para a adoção de medidas alternativas foi dada na semana passada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por meio de uma resolução que visa garantir o fornecimento de eletricidade no país durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (leia mais abaixo). Além da chamada autoleitura, a Aneel permitiu às distribuidoras que optem por gerar as faturas com base na média do consumo de seus clientes nos últimos 12 meses. No caso de empresas, além da opção da autoleitura as distribuidoras poderão gerar as faturas levando em consideração "o custo de disponibilidade e, quando cabível, demanda mínima faturável." De acordo com a Aneel, a adoção dessas medidas visa "assegurar a continuidade do serviço e reforçar a segurança da população" em meio à pandemia da covid-19. A resolução da Aneel também prevê outras medidas como: suspensão dos cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento; suspensão da entrega mensal da fatura impressa; suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social; suspensão de atendimento presencial ao público; elaboração de planos de contingência específicos para atender hospitais e locais usados para o tratamento da população. As medidas valem por 90 dias e podem ser alteradas pela Aneel antes desse prazo. Veja Mais

Via Varejo abre vagas de emprego na área de TI

G1 Economia Companhia procura desenvolvedores e analistas de dados; disponibilidade é para admissão imediata. A Via Varejo está com dezenas de vagas abertas para contratação imediata de profissionais para a área de Tecnologia da Informação (TI). Veja mais vagas de emprego pelo país É uma boa hora para procurar emprego? Veja áreas que estão contratando e mudanças nas seleções Com isolamento, veja alternativas para trabalho remoto O foco está na admissão de desenvolvedores de softwares (front end e back end) e analistas de dados, entre outras funções, em diversos níveis de senioridade. As vagas estão disponíveis no LinkedIn e no site da empresa. A companhia mantém ritmo acelerado no processo seletivo. Da entrevista à admissão, o tempo de contratação leva de uma a duas semanas. Em decorrência do regime de quarentena, a Via Varejo vem realizando as entrevistas de forma não presencial. O uso de canais digitais é mais uma medida de prevenção no esforço de combate ao novo Coronavírus (Covid-19). Uma vez contratados, os novos funcionários serão integrados dentro do programa de onbording à distância e receberão o equipamento necessário em casa ou buscarão em uma central operacional. Os interessados podem cadastrar seus dados e CV pelo site da Via Varejo. Veja Mais

Correios abrem 4,5 mil vagas para menores aprendizes

G1 Economia Os candidatos devem ter idade entre 14 e 22 anos completos e cursar, no mínimo, o 6º ano do ensino fundamental. Agência Central dos Correios, em BH, no último dia 20 Elton Lopes/TV Globo Os Correios abriram processo seletivo para 4.462 vagas de menores aprendizes em todo o país. Veja todas as informações da seleção no site dos Correios Veja a distribuição das vagas Os candidatos devem ter idade entre 14 e 22 anos completos e cursar, no mínimo, o 6º ano do ensino fundamental ou matriculado e frequentando a escola (caso não tenham concluído o ensino médio). A formação técnico-profissional dos jovens aprendizes será nas áreas de assistente administrativo ou assistente de logística e nas modalidades de educação presencial ou à distância (EaD). Ou seja, será oferecida a vaga no curso de assistente administrativo ou assistente de logística, nas modalidades presencial ou à distância, ao candidato aprovado. Os aprovados terão direito a um salário mínimo-hora, vale-transporte compartilhado, vale-refeição ou alimentação compartilhado em 5% e uniforme dos Correios. A jornada de aprendizagem será de 20 horas semanais, distribuídas em 4 horas diárias, totalizando, no mínimo, 800 horas no decorrer do programa. O programa terá duração entre 12 a 24 meses consecutivos, a critério da administração pública. O programa terá a fase teórica, com formação técnico-profissional, e a fase prática, realizada nas instalações dos Correios. São atribuições do aprendiz: transportar documentos entre as áreas internas; receber e expedir documentos; arquivar documentos; repor material de expediente; apoiar a realização de eventos (organizar ambientes e verificar equipamentos/materiais conforme o solicitado); manter arquivos ordenados e atualizados; executar serviços em meios eletrônicos, tais como elaborar planilhas, digitar expedientes e contatar, por mensagens eletrônicas, os clientes internos; realizar serviços reprográficos; utilizar multimídia e retroprojetor; realizar atendimento telefônico; auxiliar na entrega de senhas e organização de filas, fornecendo informações necessárias ou encaminhando os clientes conforme o serviço solicitado; prestar informações sobre os serviços e produtos dos Correios, cumprir as atividades previstas no curso de aprendizagem coordenado pela entidade qualificada em formação técnico-profissional. As inscrições devem ser feitas até 30 de abril pelo site dos Correios. As inscrições são gratuitas. O candidato será classificado de acordo com a renda familiar mensal, idade, escolaridade e participação em programas sociais. Veja Mais

ONU e OMC alertam para risco de 'escassez de alimentos' provocada pelo coronavírus

G1 Economia Organizações fazem alerta sobre atrasos nas fronteiras para os contêineres de mercadorias e onda de restrições à exportação. Existe um risco de "escassez de alimentos" no mercado mundial por perturbações derivadas da Covid-19 no comércio internacional e nas cadeias de abastecimento, advertiram os dirigentes de dois organismos da ONU e da OMC. As incertezas "podem gerar uma onda de restrições à exportação" que podem provocar uma "escassez no mercado mundial", afirmam em um comunicado incomum o chinês Qu Dongyu, que dirige a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), e o brasileiro Roberto Azevêdo, diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para os três organismos multilaterais é "importante" garantir os negócios comerciais, "em particular para evitar escassez de alimentos", afirma o texto. Entenda os impactos da pandemia de coronavírus nas economias global e brasileira OPAS, FMI e ONU defendem medidas para conter o coronavírus Os três organismos se preocupam com a "desaceleração da circulação de trabalhadores da indústria agrícola e alimentícia", que bloqueia várias agriculturas ocidentais, e com os "atrasos nas fronteiras para os contêineres" de mercadorias, gerando "um desperdício de produtos perecíveis". Também destacam a necessidade de "proteção" dos trabalhadores do setor para "minimizar a propagação do vírus no setor e manter as cadeias de abastecimento alimentar". "Ao proteger a saúde e o bem-estar dos cidadãos, os países devem assegurar que o conjunto das medidas comerciais não perturbe a rede de abastecimento alimentar", completam os diretores da FAO, OMS e OMC. "Em períodos como este, a cooperação internacional é essencial" completam. "Devemos garantir que nossa resposta à pandemia de Covid-19 não crie de maneira involuntária uma escassez injustificada de produtos essenciais e exacerbe a fome a desnutrição", conclui o texto. Veja Mais

Petrobras corta produção em 200 mil barris diários para enfrentar 'pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos'

G1 Economia Na semana passada, estatal já havia anunciado corte na produção e outras medidas para reduzir gastos. A Petrobras informou nesta quarta-feira (1º) que está reduziu em 200 mil barris sua produção diária de petróleo. O volume inclui a redução anunciada na semana passada, de 100 mil barris diários. Outras medidas incluem a postergação de desembolso de caixa e redução de custos. Segundo a estatal, as ações são necessárias para garantir a sustentabilidade da companhia no que se configura "a pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos". "O cenário atual é marcado por uma combinação inédita de queda abrupta do preço do petróleo, excedente de oferta no mercado e uma forte contração da demanda global por petróleo e combustíveis", diz a Petrobras em nota. A duração dessa redução na produção, assim como possíveis aumentos ou novos cortes, será continuamente avaliada, afirmou a companhia. Na semana passada, ao anunciar o corte de 100 mil barris diários em sua produção, a estatal havia afirmado que a medida deveria durar até o final de março. O processamento nas refinarias da Petrobras também está sendo ajustado, em linha com a demanda por combustíveis. Entre as ações anunciadas pela companhia, estão várias para economizar cerca de R$ 700 milhões em gastos com pessoal, destinadas a promover o corte anunciado na semana passada de R$ 2 bilhões em gastos operacionais. Veja as principais: Postergação do pagamento, entre 10% a 30%, da remuneração mensal de demais empregados com função gratificada (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores); Mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de cerca de 3,2 mil empregados; Redução temporária da jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, de cerca de 21 mil empregados. Medidas já anunciadas Na semana passada, além do corte inicial da produção, a Petrobras já havia anunciado medidas de redução de custos. Veja abaixo: Desembolso de linhas de crédito compromissadas, no montante de cerca de US$ 8 bilhões, conforme anunciado em 20/03/2020; Desembolso de duas novas linhas de empréstimo que somam R$ 3,5 bilhões; Adiamento para 15/12/2020 do pagamento de dividendos com base no resultado anual de 2019, no valor de R$ 1,7 bilhão. Essa proposta será submetida à aprovação da Assembleia Geral Ordinária, que foi reagendada para 27/04/2020. Redução e postergação de gastos com recursos humanos, no valor total de R$ 2,4 bilhões, incluindo adiamento do pagamento de horas-extras, do Programa de Prêmio por Performance; Postergação do pagamento de 30% da remuneração mensal total do Presidente, Diretores, Gerentes Executivos e Gerentes Gerais; Cancelamento dos processos de avanço de nível e promoção para os empregados e avanço de nível de funções gratificadas de 2020; Redução de 50% no número de empregados em sobreaviso parcial nos próximos três meses e suspensão temporária de todos os treinamentos; Redução dos investimentos programados para 2020 de US$ 12 bilhões para US$ 8,5 bilhões (sendo US$ 7 bilhões na visão caixa); Redução dos gastos operacionais em US$ 2 bilhões, incluindo a hibernação das plataformas em operação em campos de águas rasas, postergação de novas contratações relevantes pelo prazo de 90 dias. Veja Mais

Bolsas da China fecham em baixa mas esperanças de novo estímulo limitam perdas

G1 Economia Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,57%. As ações da China encerraram a primeira sessão do segundo trimestre em baixa nesta quarta-feira (1), em linha com os mercados asiáticos em geral, embora as perdas tenham sido limitadas pelas esperanças de que Pequim divulgue mais medidas para reforçar a economia atingida pela pandemia de coronavírus. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,57%. China tenta identificar casos assintomáticos da Covid-19 O subíndice do setor financeiro teve variação positiva de 0,04%, o de consumo teve queda de 0,93%, o setor imobiliário subiu 1,12% e o subíndice de saúde recuou 1,51%. As perdas no continente foram relativamente limitadas devido à esperança de mais estímulos para ajudar a sustentar a segunda maior economia do mundo. A China intensificará os ajustes de política fiscal e monetária para combater o impacto do surto de vírus, informou a mídia estatal na terça-feira, citando uma reunião do gabinete presidida pelo premiê Li Keqiang. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 4,50%, a 18.065 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 2,19%, a 23.085 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,57%, a 2.734 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,30%, a 3.675 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 3,94%, a 1.685 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,46%, a 96.663 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,65%, a 2.440 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 3,58%, a 5.258 pontos. Veja Mais

Ministro de Minas e Energia diz que governo pode isentar conta de luz dos consumidores de baixa renda

G1 Economia Segundo Bento Albuquerque, a medida está em fase final e deve ser bancada com recursos do Tesouro Nacional. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal está elaborando uma medida para isentar a cobrança da conta de luz dos consumidores de baixa renda. A proposta se dá num cenário em que o coronavírus tem provado um forte abalo na economia brasileira e, especificamente no setor de energia, há uma grande preocupação com um eventual aumento da inadimplência dos consumidores. De acordo com o ministro, a proposta de isenção já está em fase final de elaboração e, se for adiante, deve ser bancada com recursos do Tesouro Nacional. Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil "Estamos trabalhando na questão da inadimplência (...) para que o consumidor de baixa renda, num primeiro momento, seja isento (da cobrança), e as distribuidoras não tenham inadimplência", afirmou Alburqueque ao participar de um encontro online promovido pela XP Investimentos. Na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) proibiu o corte de luz por falta de pagamento em residências urbanas e rurais e nos serviços essenciais, como hospitais. A suspensão vale por 90 dias. Aneel proíbe cortes de luz por falta de pagamento Veja Mais

Preciso deixar o leitor de luz entrar na minha casa?

G1 Economia Medidas alternativas, como a autoleitura e a média de consumo dos últimos 12 meses, poderão ser adotavas pelas empresas distribuidoras. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou as distribuidoras a buscarem outras formas para a medição do consumo de energia elétrica em virtude da pandemia de coronavírus. A resolução vale por 3 meses, a partir de abril. Entre as alternativas está a possibilidade de que o próprio cliente realize a leitura do relógio de energia. Porém, as empresas precisarão oferecer meios para o envio dos dados. Caso a autoleitura não seja possível, a distribuidora poderá emitir a conta calculando a média de consumo do imóvel considerando os últimos 12 meses. Energia não pode ser cortada por falta de pagamento A resolução da Aneel também prevê outras medidas válidas por 3 meses, como: suspensão dos cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento; suspensão da entrega mensal da fatura impressa; suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social; suspensão de atendimento presencial ao público; elaboração de planos de contingência específicos para atender hospitais e locais usados para o tratamento da população. Veja Mais

Bolsas dos EUA fecham em alta com fortes ganhos do setor de energia

G1 Economia O Dow Jones fechou em alta de 2,24%, a 21.413,44 pontos, o S&P 500 subiu 2,28%, a 2.526,90 pontos, e o Nasdaq avançou 1,72%, a 7.487,31 pontos Os índices acionários de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (2), puxados pelos ganhos do setor de energia, que avançou com a perspectiva de um corte de produção de petróleo coordenado entre a Arábia Saudita e a Rússia, impulsionando os preços da commodity. O Dow Jones fechou em alta de 2,24%, a 21.413,44 pontos, o S&P 500 subiu 2,28%, a 2.526,90 pontos, e o Nasdaq avançou 1,72%, a 7.487,31 pontos. Os ganhos foram puxados em grande parte pelo setor de energia, que liderou com folga os ganhos durante toda a sessão e fechou em alta de 9%, depois de chegar a operar com ganhos de dois dígitos durante o dia. Placa de Wall Street perto da bolsa de Nova York REUTERS/Shannon Stapleton Os ganhos do setor, por sua vez, foram puxados pela disparada dos preços do petróleo. O contrato do Brent para junho chegou a subir 46,68% na máxima intradiária, tocando os US$ 36,29 por barril, mas fechou em alta de 17,36%, a US$ 29,94. O do WTI para maio avançou 25,0%, a US$ 25,32 por barril, depois de tocar os US$ 27,39, com alta de 34,8%. O petróleo chegou às máximas intradiárias já no começo da sessão americana, quando o presidente americano, Donald Trump, disse, pelo Twitter, que espera ver uma redução de pelo menos 10 milhões de barris por dia na produção de petróleo global. “Acabei de conversar com meu amigo [Mohammad Bin Salman, príncipe herdeiro] da Arábia Saudita, que falou com o presidente [Vladimir] Putin, da Rússia. Eu espero e torço que eles estejam cortando aproximadamente 10 milhões de barris e talvez substancialmente mais”, escreveu Trump. O petróleo moderou os ganhos depois que Moscou negou que Putin tenha conversado com Bin Salman sobre o assunto, mas se estabilizou em forte alta após comentário de autoridades sauditas de que o reino consideraria cortes significativos de produção, contanto que outros países do G-20 estejam dispostos a se unir aos esforços. "Esta foi uma surpresa positiva para os mercados, mas ainda estamos muito distantes de vermos cortes significativos reais", disse Gary Ross, executivo-chefe da Black Gold Investors LLC. "A demanda ainda está sendo devastada". A disparada do petróleo foi suficiente para apagar um outro recorde anotado nesta quinta: o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego disparou para 6,64 milhões, dobrando o recorde anterior, anotado na semana passada, de 3,28 milhões. Os futuros dos índices de Nova York até chegaram a cair a terreno negativo após a divulgação, que foi bem pior do que as expectativas dos investidores, mas os índices devolveram todas as perdas ainda na primeira hora de negociações, com os comentários de Trump sobre o petróleo. Veja Mais

Sou CLT. A empresa pode reduzir meu salário?

G1 Economia Medida Provisória autorizou a redução de salário proporcionalmente à redução da jornada de trabalho por até três meses. Trabalhadores serão recompensados pelo governo federal. Os empregados no setor privado poderão ter o salário reduzido em até 70%, mas receberão uma compensação financeira por parte do governo. É o que estabelece a Medida Provisória 936, editada na quarta-feira (1) pelo governo federal. A redução salarial mediante diminuição proporcional da jornada de trabalho é uma das medidas adotadas pelo governo brasileiro no chamado Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, criado diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus. A MP não afeta os servidores públicos da União, estados e municípios. Já os empregados domésticos que têm carteira assinada também terão direito ao benefício da compensação financeira por parte do governo federal. O governo estabeleceu que a redução salarial deverá ser feita a partir de acordo trabalhista cuja modalidade, individual ou coletiva, está condicionada a regras específicas: Acordo Individual poderá ser feito para redução de 25% do salário independente do salário recebido pelo empregado. Já a redução de 50% ou 70% só pode ser aplicada mediante acordo individual para trabalhadores que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou acima de dois tetos da Previdência (R$ 12.202,12) e que tenham ensino superior. Acordo Coletivo deverá ser firmado para reduzir 50% ou 70% do salário dos trabalhadores que recebem entre três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou acima de dois tetos da Previdência (R$ 12.202,12); redução de percentuais diferentes de 25%, 50% e 70% também deverão ser feitas mediante acordo coletivo. Para esclarecer dúvidas sobre a medida, o G1 conversou com dois advogados especialistas em direito trabalhista: Cássia Pizzotti, sócia do escritório Demarest, e Flávio Aldred Ramacciotti, sócio do escritório Chediak Advogados. Veja abaixo algumas perguntas e respostas a respeito da redução salarial. Qual percentual do salário do empregado pode ser reduzido? A MP estabelece que a redução salarial pode ser de até 70%. A empresa pode aplicar essa redução a qualquer momento? Em caso de acordo individual, ele deve ser apresentado ao empregado com antecedência de, no mínimo, 2 dias corridos. O empregado pode se recusar a assinar acordo com a empresa? A MP não torna obrigatória a adesão do trabalhador ao programa. Mas, neste caso, a empresa não será obrigada a garantir estabilidade a ele. Por quanto tempo a empresa poderá reduzir os salários? A MP estabelece o prazo de até 90 dias, ou seja, três meses de redução salarial. A empresa poderá demitir o empregado durante este período? Não. Se demitir, a empresa será penalizada. Ao permitir a redução de salários, o governo tem como objetivo preservar os empregos. Assim, a empresa que demitir o funcionário sem justa causa após adesão ao programa deverá pagar, além das verbas rescisórias já previstas na legislação, indenização extra que poderá ser de até 100% do salário a que o empregado teria direito. O empregado que tiver o salário reduzido terá garantia de estabilidade no emprego? Sim, por igual período em que teve o salário reduzido. Por exemplo: se o empregado teve o salário reduzido por dois meses, ele terá garantia de estabilidade por mais dois meses após terminado o período da redução salarial, totalizando quatro meses de estabilidade. Se a empresa demitir sem justa causa antes deste período, ela terá que pagar, além das verbas rescisórias já previstas, indenização extra que pode chegar a 100% do salário devido. Com a compensação paga pelo governo, o empregado vai acabar recebendo o mesmo salário que receberia sem a redução da empresa? Não necessariamente. A compensação a ser paga pelo governo terá percentual relativo ao valor do seguro desemprego ao qual o trabalhador teria direito. Se o trabalhador teve o salário reduzido em 25%, receberá do governo 25% do seguro desemprego a que teria direito. Atualmente, o valor do seguro-desemprego varia entre R$ 1.045 e R$ 1.813,03. O valor depende da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão. No entanto, o valor da parcela não pode ser inferior ao salário mínimo vigente. Veja as regras. Segundo o governo, quem ganha até um salário mínimo (R$ 1.045) terá garantido o valor integral. A compensação paga pelo governo será feita no mesmo dia em que o salário é pago? Não necessariamente. A MP estabelece que o pagamento do benefício será feito 30 dias após a celebração do acordo. Se, por exemplo, o acordo para redução salarial for firmado no dia 10 de abril, o benefício será pago pelo governo no dia 10 de maio, mesmo que o salário seja depositado pela empresa no dia 5. De que forma o governo irá pagar aos trabalhadores? O crédito do benefício será feito diretamente na conta bancária do trabalhador, que deverá ser informada pela empresa quando ela comunicar ao governo a adesão ao programa. Trabalhador doméstico também poderá participar deste programa? A MP só exclui os servidores públicos, das três esferas de governo, do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. Assim, o empregado doméstico que tem a carteira de trabalho assinada também poderá ter o salário reduzido proporcionalmente à jornada de trabalho e ser recompensado pelo governo. Ainda não foi informado, no entanto, como o empregador do trabalhador doméstico deverá comunicar ao Ministério da Economia a adesão ao programa. O que o trabalhador precisa verificar caso tenha o salário reduzido? Ao assinar acordo individual, é importante que o trabalhador acompanhe, de algum modo, a notificação da empresa ao governo federal, porque ele somente receberá o benefício se a comunicação tiver sido feita. Veja Mais

Produção da indústria de eletroeletrônicos cai 7% em fevereiro em função do novo coronavírus

G1 Economia Segundo associação, problemas no recebimento de materiais e componentes provenientes da China prejudicaram o setor. Fábrica da Samsung em Manaus Governo do Amazonas/Divulgação A produção da indústria elétrica e de eletrônicos no país caiu 7% em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a associação que representa o setor (Abinee) nesta quinta-feira (2). Os fabricantes de produtos de Tecnologia da Informação (celulares, computadores, entre outros) foram os primeiros a serem afetados pelo coronavírus, em função de problemas no recebimento de materiais e componentes provenientes da China, quando o surto estava mais concentrado neste país. A China é justamente a principal fonte de componentes do Brasil, com 42% do volume total. O país é um dos principais vendedores de chips, circuitos integrados e outras partes e peças que vão se tornar celulares, máquinas de lavar, televisores e diversos outros eletrônicos em outros países. O resultado de fevereiro foi influenciado, principalmente, pela queda de 10,6% na produção de bens eletrônicos, uma vez que a área elétrica registrou retração mais modesta (-3,6%). No acumulado de janeiro e fevereiro de 2020, a produção industrial do setor eletroeletrônico recuou 1,3%. O resultado decorre da retração de 3% da área eletrônica e da elevação de 0,5% da área elétrica. Setores afetados Os dados da Abinee mostraram redução na produção de bens eletrônicos, tais como: equipamentos de comunicação (-19,3%), de bens de informática (-10,5%), aparelhos de áudio e vídeo (-12,1%) e instrumentos de medida (-3,4%). Por outro lado, a produção de componentes eletrônicos cresceu 23%. Na área elétrica, a retração observada foi na produção de lâmpada (-13,8%), de geradores, transformadores e motores (-8,7%) de pilhas e baterias (-7,6%), e de outros equipamentos elétricos não especificados anteriormente (-16,5%), grupo em que estão classificados os aparelhos elétricos de alarme para proteção contra roubo ou incêndio e eletrodos, escovas e outros artigos. Veja Mais

Com maior demanda por chamadas em vídeo, Facebook lança versão desktop do Messenger

G1 Economia De acordo com rede social, uso do navegador web para fazer chamadas em vídeo pelo Facebook cresceu mais de 100% no mês passado. Versão do Messenger do Facebook para desktop quer facilitar chamadas em vídeos. Divulgação O Facebook lançou nesta quinta-feira (2) a versão desktop do aplicativo Messenger em computadores Mac e Windows para usuários da rede social. O intuito é disponibilizar e facilitar teleconferências diante do isolamento causado pela pandemia de coronavírus. Como fazer ligações em vídeo para várias pessoas ao mesmo tempo O lançamento ocorreu em um momento em que o uso de aplicativos de videoconferência, como o Zoom, disparou, com empresas, escolas e milhões de pessoas em todo o mundo trabalhando e estudando em casa depois que quarentenas foram impostas para retardar a disseminação do coronavírus. O Facebook havia anunciado o plano para a versão para desktop no ano passado, ao mesmo tempo em que revelou as etapas para se transformar em uma empresa de mensagens privadas. App de videoconferência Zoom remove código do Facebook A rede social observou nesta quinta que houve uma alta de mais de 100% nas pessoas que usam um navegador de desktop para fazer chamadas de áudio e vídeo no Messenger no mês passado. Veja Mais

Comissões e gorjetas: como ficam com a MP que permite redução da jornada

G1 Economia Como remunerações variáveis, comissões e gorjetas não foram incluídas na MP de redução da jornada. A medida provisória anunciada pelo governo na quarta-feira (1º) que permite a redução de jornada e salários dos trabalhadores não contemplou comissões e gorjetas recebidas por trabalhadores. A MP diz que a redução da jornada, com corte equivalente no salário, poderá ser de 25%, 50% ou de 70% e vigorar por 90 dias. Quem tiver a jornada e o salário reduzidos receberá um auxílio do governo proporcional ao valor do seguro-desemprego. Assim, quem tiver uma redução de 50% por parte da empresa vai receber uma parcela de 50% do que seria o seu seguro-desemprego caso fosse demitido. Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho Na leitura do professor do professor de direito trabalhista da Fundação Getúlio Vargas, Jorge Boucinhas, a MP trata apenas do salário-base, não da remuneração variável. As comissões, por exemplo, têm natureza salarial, mas para cálculos de 13º salário e férias, por exemplo. Veja perguntas e respostas sobre a MP "Na minha interpretação, o cálculo (da redução) seria em relação ao salário-fixo, o que faz algum sentido, imaginando que são trabalhadores do comércio não estão vendendo nada nesse período (de quaretena)", afirma Boucinhas. O mesmo raciocínio vale para as gorjetas. Elas não integram o salário-base. "Pela própria natureza, ninguém pode considerar gorjeta, já que os restaurantes estão fechados." Atenuar demissões As medidas da MP que reduz a jornada foram anunciadas na quarta-feira pelo governo para atenuar a crise gerada pela epidemia do coronavírus. Segundo o governo, o programa atenderá a 24,5 milhões de trabalhadores. Sem a medida, o governo projetava a demissão de 12 milhões de pessoas. Com a medida, essa projeção cai para 3,2 milhões de trabalhadores. O custo estimado é de R$ 51 bilhões. Veja Mais

Sou empresário. Preciso recolher o FGTS dos funcionários?

G1 Economia Medida Provisória permite que empresas adiem o pagamento do Fundo de Garantia em 3 meses. Isso também vale para quem emprega trabalhadores domésticos. Empresas poderão adiar, em três meses, o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. A alteração faz parte de uma Medida Provisória, divulgada pelo governo federal em meados de março, que flexibiliza leis trabalhistas, para enfrentar a crise gerada pela pandemia de coronavírus. Esse adiamento também vale para quem emprega trabalhadores domésticos. Como fica o recolhimento do FGTS: fica suspensa a obrigatoriedade do recolhimento referente aos períodos de março, abril e maio, com vencimento em abril, maio e junho de 2020; o pagamento poderá ser feito a partir de julho, em 6 parcelas fixas, com vencimento no dia 7 de cada mês. O valor total a ser parcelado poderá ser antecipado a interesse do empregador ou empregador doméstico. a prorrogação independe de adesão prévia. Para ter direito ao benefício, entretanto, o empregador permanece obrigado a declarar as informações no eSocial até o dia 7 de cada mês e a emitir a guia de recolhimento do Documento de Arrecadação (DAE); o empregador que não prestar a declaração da informação ao FGTS até o dia 7 de cada mês, deve realizá-la impreterivelmente até a data limite de 20 de junho 2020 para não ficar sujeito a incidência de multa e encargos. A Caixa Econômica Federal, que é o agente operador do FGTS, informou ainda que, na hipótese de rescisão do contrato de trabalho, o empregador passa a estar obrigado ao recolhimento dos valores decorrentes da suspensão do pagamento do FGTS, bem como os demais valores devidos ao recolhimento rescisório, sem incidência da multa e encargos devidos, caso efetuado dentro do prazo legal estabelecido para sua realização. Veja medidas econômicas já anunciadas contra o coronavírus Veja Mais

Aula de curso ou escola suspensa: preciso continuar pagando mensalidade?

G1 Economia Escolas, em geral, estão cobrando normalmente as mensalidades neste período de isolamento e discutindo eventuais reposições de aula ou cancelamento de férias. As escolas estão discutindo a flexibilização do calendário letivo durante a pandemia de coronavírus. A natureza desse serviço permite a reposição de aulas em outros períodos e até mesmo o adiamento ou cancelamento de férias. Por isso, de forma geral, elas estão cobrando normalmente as mensalidades, com muitas escolas inclusive desenvolvendo atividades de ensino à distância nesse período de isolamento e fechamento dos estabelecimentos de ensino. MEC autoriza aulas à distância em cursos presenciais Como montar plano de estudos para as crianças no isolamento Viagens, festas canceladas, troca de produto: mais sobre direitos do consumidor na pandemia O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), explica, porém, que o consumidor pode pedir o cancelamento da matrícula, sem pagamentos de multas, e até reembolso em casos específicos, como cursos de curta duração, que ficarão prejudicados pela suspensão de aulas e com "impossibilidade de continuação pelo aluno em períodos posteriores". Segundo a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), o direito de suspender o pagamento também vale para os cursos de idiomas e para contratos que não possam ser mantidos como o inicialmente previsto. “A prática mais recomendada, entretanto, é que as partes cheguem a um consenso quanto ao adiamento das atividades ou encerramento antecipado dos contratos. Trata-se de uma situação atípica, na qual todos estão sendo prejudicados sem ter dado causa ao problema", afirma o diretor da Proteste, Henrique Lian. Serviços não usufruídos, como alimentação e aulas extras podem ser abatidos? Ainda que as escolas estejam disponibilizando atividades alternativas online para tentar manter o calendário letivo, os órgãos de defesa do consumidor afirmam que o consumidor pode pedir o abatimento do pagamento de atividades extras e serviços adicionais que não estejam sendo usufruídos como refeição e ensino em período integral. "Você não é obrigado a pagar por uma coisa não está usufruindo", explica o diretor-executivo do Procon São Paulo, Fernando Capez. "Não é justo a escola continuar cobrando a taxa correspondente a refeição servida porque o aluno não vai estar indo lá". Veja Mais

Amazon promete medir temperaturas de funcionários e distribuir máscaras em armazéns nos EUA

G1 Economia Medida veio após protestos de funcionários em meio à pandemia de coronavírus. Armazem da Amazon em São Francisco, na Califórnia. Reuters A Amazon prometeu novas medidas protetivas para funcionários que trabalham em armazéns e centros de distribuição nos Estados Unidos. A medida foi tomada depois que trabalhadores ameaçaram protestos, pedindo por maior segurança em meio à pandemia de coronavírus, segundo a agência Reuters. No novo sistema, que deve ser implementado a partir da semana que vem, trabalhadores vão receber máscaras enquanto estão nas dependências da empresa e terão a temperatura checada na entrada — qualquer pessoa que tiver 38°C será mandada para casa. A empresa também irá usar algoritmos para analisar vídeos dos armazéns e assegurar que os funcionários estão mantendo distâncias apropriadas uns dos outros. De acordo com o portal americano The Verge, insatisfações aumentaram depois que a administração de um centro de distribuição em Detroit, no estado do Michigan, não informou apropriadamente o primeiro caso de Covid-19 no local. A direção também teria agido com lentidão para notificar os trabalhadores de um segundo caso no mesmo lugar. Em março, a empresa fechou um pequeno armazém em Nova York, depois que um funcionário foi testado como positivo para a doença. Veja Mais

Bovespa opera em alta com pandemia ainda no centro das atenções

G1 Economia Na quarta-feira, Ibovespa fechou em alta de 2,81%, a 70.966 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (2), em sessão marcada por uma forte alta dos preços internacionais do petróleo, mas com os mercados globais ainda voláteis, enquanto a pandemia do Covid-19 continua no centro das atenções. Às 10h54, o Ibovespa subia 0,89%, a 71.598 pontos. Veja mais cotações. Já o dólar passou a subir, após novo recorde na véspera. Na véspera, a bolsa fechou em alta de 2,81%, a 70.966 pontos, após fechar março com perda acumulada de quase 30%. Salto no preço do petróleo O preço do barril de petróleo saltava ao redor de 10% nesta quinta, por expectativas de um acordo para acabar com a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia. Para a equipe da Guide Investimentos, a manutenção do cenário de forte incerteza continua promovendo volatilidade adicional nos mercados. O presidente norte-americano Donald Trump disse que conversou recentemente com líderes da Rússia e da Arábia Saudita e que acredita que os dois países chegarão a um acordo para encerrar sua guerra de preços no mercado de petróleo "em poucos dias", reduzindo a produção para apoiar as cotações. Já o número de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA bateu novo recorde. Segundo o Departamento do Trabalho, o número saltou para 6,65 milhões na última semana, ante 3,3 milhões ​​na semana anterior. Na cena doméstica, o governo federal detalhou na véspera a medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados. A MP faz parte das iniciativas para evitar com que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo coronavírus. Ministro da Casa Civil anuncia a sanção de R$ 200 bilhões para economia Empresas listadas na bolsa perderam R$ 1,1 trilhão em valor de mercado em março Acompanhe as últimas notícias sobre os mercados Entenda os impactos do avanço do coronavírus na economia global e brasileira Variação do Ibovespa em 2020 Economia/G1 Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: 4 previsões para a economia brasileira que despencaram em um mês

G1 Economia Economistas do mercado financeiro passaram a prever uma recessão na economia brasileira em 2020. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters As projeções para a economia brasileira, que já não ia tão bem quanto o mercado esperava, despencaram com a chegada do coronavírus. No mês em que o Brasil registrou sua primeira morte devido à Covid-19, enquanto a rotina da população mudava de forma drástica devido às medidas para conter o avanço do vírus, os economistas do mercado financeiro refaziam suas contas para tentar prever o que vai acontecer com a economia brasileira no cenário de pandemia. A mudança mais simbólica está na previsão do Produto Interno Bruto (PIB): do fim de fevereiro, quando houve primeiro caso de coronavírus confirmado no país, até o fim de março, a projeção passou de uma alta de mais de 2% para uma previsão de recessão em 2020. Mais do que nunca, a sociedade (e, consequentemente, os economistas) está sendo obrigada a rever planos e previsões semana a semana, aponta a economista Vivian Almeida, professora do Ibmec. "Todo mundo está em tiro curto de previsão para poder tomar as decisões. Estamos olhando semanalmente o que vamos fazer", disse à BBC News Brasil. "Não sabemos quando a atividade será retomada, então é difícil saber quando virá uma aceleração maior." O Fundo Monetário Internacional (FMI) já disse que deve acontecer uma recessão global neste ano, mas que espera uma recuperação em 2021. A diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, disse que essa previsão de recuperação econômica no próximo ano depende do resultado das ações de contenção da pandemia e de uma redução do nível de incerteza. Veja, a seguir, como mudaram no último mês quatro das principais projeções do mercado financeiro para a economia brasileira e como isso tem a ver com a crise do coronavírus. Os números são do Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, com base em projeções feitas principalmente por instituições que atuam no mercado financeiro (bancos, gestoras de recursos e consultorias). Boletim Focus: projeção para PIB do Brasil é de queda de 0,48% em 2020 1. Crescimento econômico A projeção dos analistas do mercado financeiro para o PIB brasileiro neste ano era de 2,17% na última semana de janeiro, quando foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no país. Essa estimativa caiu nas semanas seguintes e, no relatório divulgado na última semana de março (segunda-feira, 30) foi para o negativo. A projeção mais recente é a de que haverá uma retração de 0,48% neste ano. Para 2021, no entanto, a projeção era de um crescimento de 2,5% no fim de fevereiro e foi mantida neste patamar. "Temos uma economia totalmente dependente da circulação de bens, serviços, pessoas, dinheiro. E foi justamente a circulação que parou. Então a projeção do PIB negativa é um reflexo de como essa não possibilidade de exercer a economia da forma que conhecemos — saindo pra comprar produtos e para adquirir serviços — faz com que essa desaceleração econômica se efetive em um indicador negativo", explica Vivian Almeida. Dólar fecha o dia em recorde histórico: R$ 5,26 2. Taxa de câmbio Outra projeção que mudou no último mês foi a taxa de câmbio. O valor do real despencou frente ao dólar. No fim de fevereiro, o mercado previa que o dólar custaria R$ 4,20 no fim deste ano. Agora, o boletim mais recente indica que a expectativa saltou para R$ 4,50. Em março, o Brasil viu a cotação do dólar atingir valores recordes, diante do colapso dos preços do petróleo e de temores econômicos relacionados ao coronavírus. As altas ocorreram mesmo diante de intervenções reforçadas do Banco Central no mercado de câmbio. "A taxa de câmbio é uma das primeiras variáveis que é alterada, na medida em que a taxa de câmbio é um preço, e que vai refletir as variações de acordo com abundância ou escassez do produto referenciado, que no caso é o dólar", diz Almeida. A economista lembra que, numa crise internacional como esta, é natural ter fuga de capitais para moedas mais fortes, como o dólar. O primeiro movimento observado, segundo ela, foi a fuga dos investidores externos, o que torna o dólar mais escasso no Brasil — e, portanto, mais caro. "Também há impacto pelo lado da redução do comércio internacional. Estamos tendo uma redução dos níveis de comércio internacional. Conforme você tem uma desaceleração econômica ampla, ela também vai se refletir nas trocas comerciais e vai circular menos dinheiro aqui." 3. Inflação Também é esperada, nesse cenário, uma redução da inflação. "Como estamos falando de uma redução dos padrões de comércio e de crescimento, há uma desaceleração dos preços, porque tem menos procura", disse. "É sempre a ideia de retornar para o gráfico de oferta e demanda: se eu tenho muita procura, o preço aumenta. Se eu tenho pouca procura, o preço diminui", diz a economista. No fim de fevereiro, os analistas do mercado financeiro previam inflação de 3,19% neste ano. Agora, a projeção para a inflação medida pelo IPCA é de 2,94%. 4. Taxa básica de juros No mesmo período, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) no fim do ano passou de 4,25% para 3,5%, em mais um reflexo da redução da atividade econômica. "Os bancos centrais estão respondendo a essa questão diminuindo a taxa de juros, o que torna o custo do dinheiro mais barato. Assim, você estimula as pessoas a tomarem decisões que elas não tomariam se tudo tivesse normal. Você torna o custo do crédito mais barato para pessoas que não estão conseguindo honrar seus compromissos financeiros", explica Almeida. No Brasil, o Banco Central baixou em março a Selic para 3,75% ao ano. A taxa ainda é bem maior que em economias desenvolvidas — nos Estados Unidos, por exemplo, os juros chegaram a quase zero. O banco central americano anunciou, após reunião emergencial em um domingo (15), que a taxa de juros passaria a variar de 0% a 0,25%. Veja Mais

Imposto de Renda 2020: veja 13 erros mais comuns e como evitá-los

G1 Economia Entre deslizes estão omissão de rendimentos, erro na digitação de valores e dados incompatíveis com os informados pelas fontes pagadoras. selo feed Imposto de Renda 2020 Arte G1 A cada ano, a Receita Federal tem apertado mais o cerco, dificultando para os contribuintes burlarem informações na declaração de Imposto de Renda. Clique aqui para fazer o download do programa Receita adia prazo de entrega do IR para 30 de junho SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2020 “A Receita utiliza inúmeros filtros, que são acrescentados ano a ano, para conferir as informações apresentadas pelos contribuintes. O chamado cruzamento de dados é a ferramenta que revela inconsistências das informações, portanto, é preciso ficar atento para que erros possam ser evitados”, diz o especialista em Imposto de Renda da King Contabilidade, Roberto Kazu. O especialista revela os 13 principais erros dos contribuintes cometidos na declaração: Digitação errada no campo de valores Muitas declarações caem na malha fina por conta de desatenção, ou mesmo deixar a entrega para o último dia aumenta as chances de erros de digitação por conta da pressa. O programa de declaração não aceita mais o ponto como separador dos centavos, pois isso gerava muitos erros. Se nada for digitado, automaticamente serão acrescentados dois zeros após a vírgula. Informar dados incompatíveis com os comprovantes de rendimentos Essa informação precisa ser checada antes de ir para a declaração. É preciso atenção para não lançar valores diferentes dos que estão nos comprovantes de rendimento fornecidos pela fonte pagadora. Supondo que alguma fonte pagadora apresente um comprovante com algum tipo de inconsistência, será necessário em caráter de urgência solicitar um novo informe de rendimentos. Omissão de rendimentos Sou aposentado e recebo o ínfimo aluguel de R$ 500, preciso declarar? É fundamental declarar todos os seus rendimentos. Pessoas que recebem rendimentos do exterior, mesmo que os valores não sejam expressivos, precisam comunicar à Receita. Lembrando que na hora de fazer o cruzamento dos dados, se não informar corretamente os ganhos, pode acabar parando na malha fina. Erros na ficha de rendimentos tributáveis Um dos problemas mais encontrados é não informar corretamente, ou até não informar, o CNPJ das fontes pagadoras no campo apropriado. Esquecer receitas dos dependentes É comum lembrar do dependente apenas no momento da dedução e esquecer de mencionar os rendimentos dele. Portanto, se na declaração aparecem filhos ou pais como dependentes, e caso eles receberam algum valor comprovável durante o ano de 2019, é necessário informar esse valor no campo correspondente. Inclusão de dependentes em mais de uma declaração O filho não pode ser colocado como dependente nas declarações tanto do pai quanto da mãe, pois, para a Receita, o filho é dependente do pai ou da mãe. Dessa forma, antes de finalizar as declarações, analise em qual das duas declarações a inclusão de um dependente concede mais descontos relacionados aos valores a pagar. A dupla inclusão fará com que os dois acabem caindo na malha fina, gerando até mesmo multas duplicadas. Despesas médicas sem comprovação Esse erro merece destaque, afinal, grande parte da malha fina tem relação com despesas médicas. Muitas pessoas declaram nas despesas médicas valores que não têm comprovação fiscal. Lembrando que um mero recibo não tem valor fiscal, é necessário ser nota fiscal (NF). Atualização do valor do bem Claro que toda pessoa deseja valorizar seu patrimônio, mas com o Leão não é bem assim que funciona. Os imóveis e automóveis devem ser declarados pelo seu custo de aquisição. Em grandes reformas ocorridas em imóveis, como a colocação de armários embutidos ou de piso, os gastos podem ser utilizados para a atualização do valor do imóvel, mas deve haver comprovação das despesas. Rendas de aluguéis São duas pontas: tanto os que pagam aluguel quanto os que recebem devem mencionar esses valores em suas declarações de imposto de renda. No caso de valor recebido, trata-se de um rendimento tributável e, por isso, deve ser informado sempre. Já para aqueles que pagam, a informação deve estar incluída no campo “Pagamentos Efetuados”, com isso, a Receita cruza as informações. Portanto, se uma das pontas se omitir, os supercomputadores da Receita darão conta desse desajuste. Declarar qualquer doação entre as que possuem incentivo fiscal São dedutíveis apenas aquelas que se destinarem para instituições que possuam cadastro no governo e tenham incentivo tributário. Dentre as principais alternativas estão projetos com aprovação do Ministério da Cultura, como os que se enquadram na Lei Rouanet e na Lei de Incentivo para Atividades Audiovisuais, projetos com aprovação do Ministério do Esporte e que se enquadrem na Lei de Incentivo ao Esporte, Fundos Municipais, Estaduais e Federais da Criança, do Adolescente (enquadrados no Estatuto da Criança e do Adolescente) e do Idoso, entre outros. Rendimentos de planos de previdência privada O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é indicado para quem declara o IR pelo modelo completo. Você pode abater parte do valor investido da base de cálculo do IR no limite de 12% da renda bruta anual tributável. Por exemplo, caso os rendimentos tributáveis (salário, aluguel de imóveis, pensão, aposentadorias do INSS etc) somem R$ 100 mil, o montante a ser deduzido é de até R$ 12 mil. O benefício fiscal só vale para quem entrega a declaração de IR pelo modelo completo e contribui para o INSS ou outro regime de previdência social, como o de servidores públicos. Essa vantagem tributária não significa deixar de arcar com o imposto, e sim adiar o pagamento do IR para quando houver resgate do plano. Na prática, ocorre o chamado “diferimento fiscal”. Ao sacar os recursos de um PGBL, o imposto incide sobre o montante total acumulado (soma das aplicações e dos rendimentos no período). Quem declara o imposto de renda pelo modelo simplificado ou é isento de IR pode optar por fazer aportes em um VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Além disso, se você pretende investir mais do que 12% da renda anual tributável, o VGBL é uma alternativa, inclusive para complementar aportes em um PGBL. Lembrando que no VGBL, o IR incide sobre o rendimento da aplicação, e não sobre o valor total investido, como ocorre no PGBL. Valores relacionados a pensões alimentícias Há obrigações tanto para quem recebe pensão alimentícia quanto para quem paga. Aqueles que recebem esses valores devem declarar como ganhos, independentemente da quantia. Já quem faz o pagamento de pensão pode deduzir integralmente o valor pago no campo “Pagamentos Efetuados”. Contudo, isso só deve ocorrer se houver uma decisão judicial ou um acordo homologado em cartório. Em ambos os casos, é claro, torna-se indispensável a comprovação por meio de documentos. Não informar ganhos com ações Quem negocia ações é obrigado a informar tal operação na declaração de IR. De acordo com as regras estipuladas pela Receita Federal, ganhos com ações acima de R$ 20 mil precisam obrigatoriamente ser declarados e o imposto sobre eles deve ser recolhido. Solicite o auxílio da sua corretora para obter as informações necessárias: notas de corretagem e as DARFs. Veja Mais

Câmara aprova projeto para assegurar que não haja queda na verba de fundos de estados e municípios

G1 Economia Pelo projeto, União repassará em 2020 valor igual ao de 2019, mesmo com eventual queda na arrecadação. Governo federal anunciou envio de R$ 16 bilhões a mais para fundos. Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz sessão virtual nesta quarta-feira (1º) Cleia Viana/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), em sessão virtual, um projeto para assegurar em lei que não haverá queda na verba destinada aos fundos de participação de estados (FPE) e de municípios (FPM). Pelo projeto, o FPE e o FPM receberão da União neste ano os mesmos valores de 2019, mesmo que haja eventual queda na arrecadação federal em razão da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com o autor da proposta, Efraim Filho (DEM-PB), o FPE recebeu R$ 78 bilhões em 2019, e o FPM, R$ 90,5 bilhões. Com a aprovação nesta quarta, o projeto seguirá para o Senado. Há cerca de uma semana, o governo federal anunciou a destinação de R$ 16 bilhões a mais para estados e municípios justamente, segundo a equipe econômica, para recompor eventuais perdas causadas pela crise. O FPE e o FPM são formados por verbas repassadas pelo governo federal a estados e municípios. O cálculo para o repasse é feito com base no número de habitantes e na renda per capita dos entes federados. Os recursos são constituídos por tributos arrecadados pela União. Por acordo entre partidos, foi incluído no texto o adiamento do recolhimento das contribuições patronais previdenciárias dos municípios enquanto durar a pandemia (leia os detalhes mais abaixo). Argumentos Efraim Filho argumenta que a retração da atividade econômica causada pela pandemia afetará as receitas públicas, o que deve impactar os recursos transferidos por meio do FPE e do FPM. "A solução passa pela maior participação da União para garantir no mínimo o valor transferido no exercício anterior de forma que seja possível manter uma previsibilidade e planejamento nos entes subnacionais e que não faltem recursos para o combate à pandemia e seus efeitos sociais", argumenta. Relator do projeto, o deputado Acácio Favacho (PROS-AP) também propôs a suspensão de bloqueios nos repasses dos fundos, condicionados ao pagamento de créditos dos estados e municípios à União. "Entendemos como irrazoável que a União segure repasses que podem ser pagos mais à frente, quando normalizada a situação do país", afirmou. No parecer, o relator destacou que o Poder Executivo anunciou a intenção de recompor os repasses, mas ainda não enviou uma proposta ao Congresso Nacional. Contribuições previdenciárias Favacho decidiu, também, acolher uma emenda (sugestão de alteração) que suspende o recolhimento das contribuições patronais previdenciárias dos municípios entre março e maio de 2020. O adiamento pode ser prorrogado, enquanto valer o estado de calamidade pública causado pelo coronavírus. O recolhimento será feito posteriormente, de forma parcelada em 24 vezes, corrigido pela Selic. Veja Mais

Bolsonaro sanciona com vetos auxílio de R$ 600 mensais a trabalhadores informais

G1 Economia Projeto aprovado no Congresso prevê pagamento de benefício para até duas pessoas da mesma família, por três meses. Auxílio é voltado para quem teve a renda mais afetada pelo coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos, nesta quarta-feira (1º), a lei que estabelece um auxílio de R$ 600 mensais, por três meses, a trabalhadores informais. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, anunciou a sanção em rede social. A medida não tinha sido publicada no "Diário Oficial da União" até a publicação desta reportagem. O auxílio tem o objetivo de diminuir o impacto da pandemia do coronavírus na renda dessas pessoas – que não têm carteira assinada e, por isso, foram mais afetadas pelas medidas de isolamento social. Pela manhã, Bolsonaro anunciou em pronunciamento que sancionaria o texto ainda nesta quarta. Segundo ele, o auxílio deverá beneficiar 54 milhões de pessoas, com custo aproximado de R$ 98 bilhões. O governo ainda não anunciou o calendário oficial de pagamento. Enviado ao Congresso Nacional pelo governo, o projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada e pelo Senado na última (30). A proposta original previa um auxílio de R$ 200 mas os parlamentares, com o aval do Executivo, aumentaram o valor para R$ 600. Segundo o projeto, o auxílio será limitado a duas pessoas da mesma família. O texto aprovado ainda definiu que a trabalhadora informal que for mãe e chefe de família terá direito a duas cotas, ou seja, receberá R$ 1,2 mil mensais por três meses. Vetos ao texto O presidente Jair Bolsonaro vetou três itens do texto aprovado pelo Congresso Nacional. Segundo o Planalto, esses vetos foram orientados pelos ministérios da Economia e da Cidadania. Com o veto, essas condições ficam excluídas do texto que entrará em vigor. Os vetos serão analisados pelo Congresso, que pode derrubar os trechos em definitivo ou restaurar a validade dessas regras. Ampliação do BPC O principal trecho vetado é o que garantia, na nova lei, a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) definida pelo Congresso no início de março. Essa ampliação, segundo o governo federal, tem impacto de R$ 20 bilhões ao ano nas contas públicas. A extensão do BPC foi definida quando o Congresso derrubou um veto de Bolsonaro ao tema. O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), chegou a adiar a mudança nas regras até a definição de medidas "compensatórias" para esse custo extra. Dias depois, Dantas mudou de ideia e suspendeu todas as decisões por 15 dias. Segundo o ministro, a flexibilização das regras fiscais e de austeridade no contexto da pandemia do coronavírus poderia ser aproveitada, também, para garantir a inclusão de novos beneficiários no BPC. Enquanto não há resposta definitiva, os parlamentares voltaram a incluir o tema na lei do auxílio emergencial. E, na análise final, Bolsonaro voltou a vetar o dispositivo. Segundo o governo, a medida fere a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Reavaliação dos critérios O governo também vetou um dispositivo, aprovado pelo Congresso, que cancelava o auxílio emergencial do beneficiário que, ao longo dos três meses, deixasse de atender aos pré-requisitos. Segundo o governo, esse ponto "contraria o interesse público" e gera um esforço desnecessário de conferência, mês a mês, de todos os benefícios que estarão sendo pagos. O Ministério da Cidadania defende que é preferível "concentrar esforços e custos operacionais" na construção de outras medidas de enfrentamento à Covid-19. Restrição à conta bancária O Palácio do Planalto também decidiu vetar uma regra que restringia o tipo de conta bancária onde o auxílio poderia ser depositado. Pelo texto aprovado, o benefício só poderia ser pago em "conta do tipo poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários", criada para receber recursos exclusivos de programas sociais, do PIS/Pasep e do FGTS. Fila de prioridades Em entrevista na segunda-feira (30), o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que trabalhadores informais que recebem o Bolsa Família, e aqueles que estão no Cadastro Único, devem ser os primeiros a receber o auxílio. Bolsonaro anunciou que sancionaria nesta quarta auxílio de R$ 600 a informais No caso do Bolsa Família, o benefício não será acumulado. Se o pagamento de R$ 600 for mais vantajoso, haverá uma substituição automática e o trabalhador informal receberá apenas esse auxílio temporário. Ao fim desse período, se continuar atendendo aos critérios, ele volta a receber o Bolsa Família. Trabalhadores informais que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento, que ainda não tem data para começar a ser feito. Segundo Onyx, o pagamento deverá ser feito por meio de agências e aplicativos de bancos federais, como Caixa, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, além de lotéricas e aplicativos desses bancos. Requisitos A lei sancionada estabelece uma série de requisitos para que o autônomo tenha direito ao auxílio, apelidado por alguns parlamentares de "coronavoucher". Segundo o texto aprovado no Congresso, o trabalhador precisa ter mais de 18 anos, cumprir critérios de renda familiar e não pode receber benefícios previdenciários, seguro desemprego nem participar de programas de transferência de renda do governo federal, com exceção do Bolsa Família. Initial plugin text Veja Mais

Preços do petróleo recuam nesta quarta com aumento de estoques nos EUA

G1 Economia Reservas de petróleo dos EUA avançaram em 13,8 milhões de barris na última semana. Os preços do petróleo recuaram nesta quarta-feira (1), depois de os estoques da commodity nos Estados Unidos registrarem na semana passada o maior aumento desde 2016, enquanto a demanda por gasolina sofreu sua baixa semanal mais expressiva da história devido à pandemia de coronavírus. As reservas de petróleo dos EUA avançaram em 13,8 milhões de barris na última semana, disse a Administração de Informação sobre Energia (AIE). Esse é o maior aumento em uma só semana desde 2016, e analistas esperam que dados semelhantes sejam verificados nas próximas semanas, à medida que refinarias reduzem ainda mais as operações e a demanda por gasolina continua a cair. Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação "A demanda está um desastre", disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia da Mizuho em Nova York. "Esse é todo o problema por aqui. Está horrível." O petróleo dos EUA fechou em queda de 0,17 dólar, a US$ 20,31 dólares, após atingir uma mínima de US$ 19,90 na sessão. Já o petróleo Brent para junho recuou 1,61 dólares, ou 6,1%, para US$ 24,74 o barril. O valor de referência internacional chegou a recuar a 21,65 dólares na segunda-feira, menor nível desde 2002, quando o agora já expirado contrato maio era o vencimento de primeiro mês. Veja Mais

Com crise do coronavírus, quais são os direitos de autônomos e trabalhadores informais? Veja perguntas e respostas

G1 Economia Mais de 24 milhões de brasileiros podem ser afetados pelos reflexos da pandemia de coronavírus. Governo anunciou auxílio emergencial de R$ 600 para quem está nessa situação. Taxista está entre as profissões de trabalhadores autônomos Quésia Melo/G1 A quarentena e o isolamento social são medidas fundamentais para conter o avanço do coronavírus. Mas, certamente trarão impactos econômicos para trabalhadores em todo o mundo. O grupo que mais deve sentir essas consequências é o dos autônomos e trabalhadores informais, que, segundo o IBGE, são mais de 24 milhões de pessoas. Após a edição de Medidas Provisórias com medidas que alteram regras trabalhistas para os trabalhadores formais, um projeto prevê o pagamento de um auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais e autônomos, desde que estes estejam dentro de critérios pré-estabelecidos. O texto já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado (veja quem poderá receber o benefício). O presidente Jair Bolsonaro informou que deve sancionar a medida nesta quarta-feira (1º). O G1 ouviu advogados, e tira dúvidas sobre direitos trabalhistas de quem é autônomo ou trabalhador informal: qual a diferença entre empregado, trabalhador informal e autônomo? quais são os direitos de autônomos e informais? empresa que contrata os serviços tem alguma responsabilidade? funcionário que atua como pessoa jurídica tem algum direito adicional? a empresa pode romper o contrato com um prestador de serviço? como deve funcionar o auxílio emergencial? Trabalhadores informais dependem do comércio para obter renda Reprodução/TV Globo Qual a diferença entre empregado, trabalhador informal e autônomo? “Todo empregado é um trabalhador, mas nem todo trabalhador é um empregado”, explica Leone Pereira, especialista em Direito Trabalhista e sócio do Escritório PMR Advogados. Empregado é aquele que possui acesso às leis trabalhistas, regidas pela CLT. Ele recebe salário, tem subordinação e possui benefícios como 13º salário, férias remuneradas e seguro-desemprego. Já o autônomo não usufrui das mesmas condições. “É uma pessoa física que exerce atividade econômica por conta própria, podendo prestar serviço a outra pessoa sem gerar vínculo empregatício”, diz Bianca Canzi, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados. A função do autônomo pode ser regulamentada por alguma entidade. Essa, de acordo com os advogados ouvidos, é uma das diferenças para o trabalhador informal. “O informal ocorre quando a pessoa física não possui registro em carteira de trabalho e também não possui registros de sua atividade econômica junto aos órgão públicos”, define Erick Magalhães, sócio do escritório Magalhães & Moreno Advogados. G1 faz guia do home office em tempo de coronavírus Veja o que muda na vida do empregado com a MP que altera regras trabalhistas Quais são os direitos de autônomos e informais? “O autônomo é patrão de si próprio. Por ele não ter vínculo, ele não tem direito nenhum”, explica a advogada Priscila Ferreira. O mesmo vale para os trabalhadores informais. Como não possuem vínculos com empresas, dependem de si próprios para prover, por exemplo, plano de saúde ou férias. No entanto, tanto o informal como o autônomo podem atuar como contribuintes individuais do INSS. Nesse caso, “terão os mesmo direitos garantidos a pessoas registradas, como aposentadoria por idade, por invalidez, por tempo de contribuição ou especial; auxílio-doença; auxílio-reclusão; salário-maternidade e pensão em caso de morte”, diz Bianca Canzi. Caso fiquem doentes, autônomos e trabalhadores informais que fazem a contribuição facultativa podem recorrer ao auxílio-doença. "Isso é atestado por um médico. Com o fechamento dos postos, os atendimentos foram flexibilizados. Mas não é uma autodeclaração", afirma o advogado Carlos Eduardo Ambiel, sócio do escritório Ambiel, Manssur, Belfiore & Malta Advogados. Nessas situações, Ambiel explica que o INSS concede o pagamento no ato do afastamento. O valor do benefício varia de acordo com a contribuição do trabalhador. A empresa que contrata o serviço de um autônomo tem responsabilidade sobre ele? De acordo com os advogados ouvidos pelo G1, a relação entre empresa e o autônomo é diferente daquela entre a empregadora e o empregado. Por isso, do ponto de vista legal, não há obrigação por parte das companhias. “Não existe qualquer responsabilidade da empresa contratante, da mesma forma que não existe entre o empregador e a empregada diarista, por exemplo”, Fernando Almeida Prado, sócio do BFAP Advogados. Esse também é o entendimento para um setor que tem crescido no país: o de aplicativos de transporte. Nesse caso, algumas empresas têm anunciado auxílios aos colaboradores. Quando o trabalhador é um empregado, a situação muda de figura. “De um dia para outro, muita gente perde toda a renda. Isso não acontece com o empregado. Ele é protegido pela lei. A tal ponto que todo risco do negócio é assumido pela empresa, inclusive o salário”, aponta Thereza Cristina Carneiro, sócia trabalhista do CSMV Advogados. Funcionário que atua como pessoa jurídica tem algum direto adicional? Nesse caso, vale a mesma regra dos autônomos. Afinal, os chamados “PJs” são autônomos que abriram uma empresa. “O PJ não é nem autônomo, nem empregado. É um empresário da sua própria força de trabalho. Ele é uma empresa, que emite nota fiscal. Qualquer benefício que ele queira, ele que precisa providenciar”, diz Thereza Cristina Carneiro. A empresa pode romper o contrato com um prestador de serviço? Nesse caso, é preciso considerar o que está escrito no contrato. O advogado Carlos Eduardo Ambiel alerta que o descumprimento unilateral não é recomendado. "Quando há um contrato de serviço, presume-se uma situação que existia quando a negociação foi feita. É possível pedir uma revisão ou uma rescisão do contrato, motivada por uma força maior, como uma pandemia", completa. Como deve funcionar o auxílio emergencial? Segundo o projeto de lei, o benefício será pago a trabalhadores informais, desempregados e MEIs. Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, todos os beneficiários deverão: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Auxílio emergencial: quem deve ter direito e como deve funcionar a ajuda de R$ 600 para trabalhadores informais Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Initial plugin text Veja Mais

Hackers nigerianos realizaram mais de 1 milhão de ataques por e-mail em 2019, inclusive no Brasil

G1 Economia Fraude conhecida como 'BEC' atinge empresas com comprovantes e cobranças falsas. Um e-mail falso do SilverTerrier enviado a uma empresa brasileira. Mensagem se disfarça de aviso de comprovante de pagamento. Reprodução/Palo Alto Networks A empresa de segurança Palo Alto Networks publicou um estudo sobre as atividades de diversos golpistas nigerianos que a companhia classifica sob um mesmo rótulo, o "SilverTerrier". Foram registrados, em média, 92.739 ataques por mês em 2019 – mais de 1,1 milhão no total, representando um aumento de 172% em relação ao ano de 2018. Na classificação da Palo Alto, o SilverTerrier é composto por mais de 480 indivíduos e grupos que empregam táticas semelhantes, enviando e-mails falsos e invadindo a rede de empresas. Os ataques focaram vários alvos, inclusive de forma automatizada, e foram detectados em 177 países – incluindo o Brasil. Para Pete Renals, pesquisador chefe da UNIT 42 da Palo Alto Networks, os criminosos envolvidos nesse tipo de fraude evoluíram bastante nos últimos cinco anos, o que permitiu a eles ampliar a atividade global. "Vimos 220 amostras de malware usadas pelo menos 2.248 vezes no Brasil em 2019. Como destacamos no relatório, o SilverTerrier evoluiu nos últimos cinco anos e agora possui a capacidade de comercializar e vender suas ferramentas globalmente, por isso esperamos continuar vendo suas impressões digitais em ataques em várias regiões do mundo", disse o especialista ao blog. Em seus cinco anos de atividade, os criminosos classificados no grupo SilverTerrier produziram um total de 81,3 mil amostras de malware, usadas em 2,1 milhões de tentativas de ataque. Ladrão de dados 'comprado' e golpe nigeriano De acordo com o relatório da Palo Alto Networks, muitas das fraudes realizadas por esses golpistas nigerianos começam por e-mail, em que uma mensagem é enviada para as empesas simulando um comprovante de pagamento ou ordem de cobrança. Quando o funcionário da empresa abre o documento, o sistema é contaminado com um malware (vírus). A Palo Alto compartilhou com o blog os assuntos dos e-mails fraudulentos que circularam no Brasil. A maioria deles foi enviada em inglês, mas há registros de mensagens em espanhol e português, com assuntos como "Nova Encomenda" e "Pago". A isca é quase sempre algum problema de pagamento, pedido ou compra, de modo a despertar o interesse das empresas. Embora os criminosos inventem suas próprias histórias e documentos falsos para realizar esses ataques, as ferramentas utilizadas são programas maliciosos vendidos comercialmente, muito conhecidos entre especialistas em segurança. Segundo o relatório, as ferramentas mais comuns para roubar dados, por exemplo, são as pragas digitais AgentTesla , AzoRult , Lokibot, Pony e PredatorPain. Normalmente, os antivírus não teriam dificuldade para detectar essas pragas digitais e defender os sistemas contra o ataque, mas os hackers utilizam programas que embaralham o código malicioso e tornam os programas irreconhecíveis para os antivírus. Mais de 40% dos produtos do mercado tendem a ser enganados de alguma forma por esse truque, de acordo com o relatório. A coleta de informações das empresas é útil para construir outros e-mails e convencer a vítima a realizar um pagamento, que vai cair em uma conta dos criminosos. É uma versão corporativa do conhecido "golpe nigeriano", em que um criminoso entra em contato com a vítima se passando por um príncipe, empresário ou herdeiro que precisa de ajuda financeira para "liberar dinheiro" e promete uma parcela dos fundos para a vítima, que nunca recebe nada. Nas empresas, os criminosos aplicam o golpe usando pagamentos e encomendas falsas. Embora esses golpistas tenham iniciado a atividade de forma bastante modesta, já existem entre eles alguns membros capazes de personalizar ou desenvolver suas próprias ferramentas. Essa é uma das evidências da evolução desse tipo de fraude. Perfil dos hackers Como "SilverTerrier" é uma denominação geral da Palo Alto para diversos criminosos que atuam de maneira semelhante, há também muitos perfis entre os indivíduos e grupos envolvidos nessa atividade. A empresa deu exemplo de um perfil que se enquadraria como SilverTerrier: um pai de família, casado e com três filhos, com pouco mais de 40 anos. Graduado na Universidade Federal de Tecnologia Owerri, ele hoje tenta se passar por um empresário na comunidade de Owerri, na Nigéria, mantendo inclusive contato com autoridades locais. No entanto, ele já registrou mais de 480 endereços na internet e produziu 4 mil variações de pragas digitais para realizar suas fraudes e para dar apoio técnico a outros criminosos que atuam de forma semelhante. Para a Palo Alto, é importante que empresas e autoridades entendam quem é o adversário nesse tipo de fraude, tanto para desenvolver técnicas de defesa como para punir os responsáveis. Setores mais atacados pelo SilverTerrier Os números abaixo levam em conta as tentativas de ataque a empresas de cada setor: Alta tecnologia (313 mil) Consultoria e serviços jurídicos (248 mil) Indústria (145 mil) Educação (143 mil) Varejo e atacado (107 mil) Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja Mais

Superávit comercial sobe para US$ 4,71 bi em março, mas recua 32% no 1º trimestre com coronavírus

G1 Economia Saldo comercial positivo registrou alta de 9,7% na comparação com março do ano passado. Entretanto, segundo dados do Ministério da Economia, registrou o pior resultado para o primeiro trimestre em cinco anos com a pandemia do coronavírus. A balança comercial registrou superávit de US$ 4,713 bilhões em março, informou o Ministério da Economia nesta quarta-feira (1º). O superávit acontece quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial. Em relação a março do ano passado, houve uma alta de 9,7% no saldo comercial positivo, de acordo com os números oficiais. Primeiro trimestre Já no acumulado do primeiro trimestre deste ano, a balança comercial registrou um superávit (exportações menos importações) de US$ 6,135 bilhões. A cifra representa uma queda de 32% frente ao saldo positivo de US$ 9,025 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. Esse foi o pior resultado, para este período, desde 2015, quando foi registrado um déficit comercial (importações maiores do que vendas externas) de US$ 5,577 bilhões. Deste modo, foi o pior valor para os três primeiros do calendário em cinco anos. A redução do saldo comercial positivo acontece em meio ao processo de desaceleração da economia mundial, intensificado nas últimas semanas com a pandemia do coronavírus. A China, que registrou o primeiro caso do Covid-19 em dezembro do ano passado, é o principal comprador de produtos brasileiros. A pandemia se espalhou, posteriormente, por outros países, atingindo os Estados Unidos, o segundo maior importador de produtos nacionais, com mais intensidade nas últimas semanas. "O comportamento do trimestre foi influenciado, entre outros fatores, por um comércio mundial pouco dinâmico, agravado pela pandemia da COVID-19. Os países têm adotado medidas severas para diminuir o ritmo de contágio da doença", avaliou Herlon Brandão, subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia. Segundo ele, quedas bruscas na demanda nos mercados de destino podem demorar meses para se refletirem na redução das exportações brasileiras. "Parte das mercadorias exportadas possuem contratos de fornecimento de longa duração. Além disso, as exportações são contabilizadas na saída da mercadoria do território nacional, e podem demorar 30 dias para chegar ao mercado de destino", acrescentou Brandão. Exportações e importações No mês de março, as exportações somaram US$ 19,239 bilhões, valor 4,7% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 14,525 bilhões, recuo de 4,5% na mesma comparação. De acordo com o governo, houve queda, em março, nas exportações de produtos básicos (-0,6%) e de manufaturados (-14,9%), enquanto avançaram as vendas externas de semimanufaturados (+6,1%). Nas importações, recuaram as compras do exterior de combustíveis e lubrificantes (-32,5%) e bens de consumo (-19,3%), ao mesmo tempo em que cresceram as aquisições de bens intermediários (+3,5%) e bens de capital (+2,8%). Já no primeiro trimestre de 2020, ainda de acordo com o governo, as exportações somaram US$ 50,095 bilhões –queda de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. A média diária foi de US$ 808 milhões. As importações somaram US$ 43,960 bilhões, com alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2019. A média diária foi de US$ 709 milhões. Mercados compradores De acordo com o governo, os principais compradores de produtos brasileiros no primeiro trimestre foram: China, Hong Kong e Macau: 14,621 bilhões; Estados Unidos: US$ 5,288 bilhões; Argentina: US$ 2,168 bilhões; Países Baixos: US$ 2,067 bilhões; Cingapura: US$ 1,698 bilhão. Ano de 2019 e projeções No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 46,6 bilhões. Com isso, o saldo positivo, assegurado principalmente pela exportação de produtos básicos, ficou 19,6% abaixo do de 2018. A expectativa do mercado financeiro para este ano é de nova queda do saldo comercial. Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central na semana passada, a previsão para 2020 é de um saldo positivo de US$ 35 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior. O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 33,5 bilhões neste ano – com exportações em US$ 191 bilhões e importações no valor de US$ 157,5 bilhões. Veja Mais

Antes de revisão da malha aérea por conta do coronavírus, Viracopos tem queda de 95% nos voos domésticos

G1 Economia No dia 28 de março, previsão era de 237 operações e apenas 13 foram realizadas. No dia seguinte, nova programação de voos determinada junto à Anac começou a valer. O Aeroporto Internacional de Viracopos Ricardo Lima O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou redução de até 95% nos voos domésticos, de acordo com dados da concessionária Aeroportos Brasil, que administra a estrutura. O índice foi registrado no dia 28 de março, último dia antes da nova malha aérea entrar em funcionamento. MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil Coronavírus: veja perguntas e respostas A Agência Nacional de Aviação (Anac) negociou com as três principais empresas aéreas do país a manutenção de voos em todas as 27 capitais do país e mais 19 localidades. A nova malha aérea segue até o final de abril, quando uma nova avaliação será feita. A revisão tenta diminuir o impacto da queda de movimentação de aeronaves e passageiros nos terminais com o avanço da Covid-19 no país. Segundo a concessionária, no dia 28 de março estavam previstas 237 movimentações de aeronaves domésticas no terminal, mas apenas 13 delas foram realizadas, o que equivale à redução de 95%. Confira no gráfico abaixo todos os números de fluxo de voos no aeroporto desde o dia 15 de março. A concessionária informou que não se trata de um cancelamento de rotas e garantiu que as frequências voltarão ao normal quando a movimentação de passageiros no terminal for normalizada. Voos internacionais Nas movimentações internacionais, a queda de voos chegou a 87% antes da revisão da malha aérea. Também no dia 28, a previsão era de 15 operações, mas apenas duas aeronaves passaram pelo terminal. Segundo a concessionária, o único voo internacional que ainda desembarca em Viracopos é o de Orlando, que é usado para trazer brasileiros que moram nos Estados Unidos. Ações contra o Covid-19 A Aeroportos Brasil Viracopos informa que intensificou os procedimentos de limpeza e desinfecção no terminal, "especialmente nos sanitários, elevadores, escadas e esteiras rolantes". "Além disso, a concessionária está veiculando, no terminal de passageiros, avisos sonoros em inglês, português e espanhol sobre sinais, sintomas e cuidados básicos", diz, em nota. A empresa que administra o terminal em Campinas divulgou uma série de orientações aos colaboradores e terceirizados que têm contato com passageiros e outros agentes que atuam no terminal. São elas: Se não houver relato de caso suspeito, utilizar máscara cirúrgica e luvas; Se houver relato de presença de caso suspeito, utilizar máscara cirúrgica, avental, óculos de proteção e luvas; Em caso suspeito, a Central de Acionamento e Monitoramento Eletrônico de Segurança da concessionária deverá ser acionada imediatamente. Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Governo anuncia R$ 51 bilhões para complementar salário de quem tiver redução de jornada

G1 Economia Contrapartida das empresas, segundo o ministro Paulo Guedes (Economia), é manter o emprego. Ele disse que complementação do governo seria de até 30% do salário. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o governo destinará R$ 51 bilhões para pagamento da complementação de salários dos trabalhadores que tiverem redução de jornada pela empresa. O governo já havia dito que pretendia fazer a complementação salarial, como parte das medidas para amenizar o dano econômico da pandemia de coronavírus na economia. Uma medida provisória com ações na área de trabalho e emprego deve ser enviada ao Congresso nesta quarta ou na quinta (2), de acordo com o Palácio do Planalto. “São R$ 51 bilhões do nosso programa trabalhista que dão às empresas várias possibilidades, como reduzir jornada em 20%, 25%, 30% e o governo cobre essa diferença de salário. Se a empresa está com dificuldade e quiser reduzir [a jornada e os salários] 20%, 25%, 30%, o governo paga. Estamos pagando às empresas pra manterem os empregos”, declarou ele. Além dos R$ 51 bilhões anunciados para complementar o salário dos trabalhadores que tiverem jornada reduzida, o ministro Guedes lembrou que foi anunciada, na semana passada, uma linha de crédito (com 85% de garantia do Tesouro Nacional) de até R$ 40 bilhões para as empresas pagarem os salários dos funcionários. “Está sem dinheiro para pagar os outros 70% [dos salários dos trabalhadores]? Damos crédito para manter o emprego. Tanto o programa trabalhista de complementação salarial quanto o de crédito para financiamento da folha estão sendo segurados. O total é de R$ 200 bilhões, 2,6% do PIB para manutenção da saúde, preservação de vida e manutenção de empregos”, concluiu. Guedes também disse que a ajuda programada aos trabalhadores informais, que foi estendida também aos microempreendedores individuais, englobaria um total de R$ 98 bilhões e será destinada a cerca 54 milhões de brasileiros. Até então, a área econômica do governo tinha informado que o valor seria de R$ 45 bilhões. Veja Mais

Candidatos a entregador de aplicativo mais que dobram após isolamento causado pelo coronavírus

G1 Economia Demanda por pedidos na categoria "supermercados" no iFood cresceu 5 vezes. Uber Eats expandiu aplicativo para atender farmácias, lojas de conveniência e pet shops. Seguro do aplicativo também vai cobrir quem faz entregas de bicicleta. Divulgação/iFood O aplicativo brasileiro iFood viu o número de candidatos a vagas de entregador da plataforma mais que dobrar em março, disse um executivo à agência Reuters diante da pandemia o coronavírus, que levou muitas pessoas e empresas a adotarem medidas de isolamento para conter o avanço da doença. O aplicativo, que opera em mais de mil cidades em todo o Brasil, recebeu em março 175 mil inscrições de candidatos interessados em atuar como entregadores na plataforma ante 85 mil em fevereiro, contou o vice-presidente financeiro e estratégico do iFood, Diego Barreto. Embora sejam um desafio para muitos, as medidas de isolamento social vêm impulsionando a demanda por entregas de compras de supermercado e refeições, tornando o iFood e outros aplicativos do gênero um serviço essencial para população. Controlado pelo grupo brasileiro de tecnologia Movile, o iFood atualmente conta com 140 mil entregadores cadastrados, além de outros 200 mil terceirizados que atendem diretamente restaurantes. "O fluxo tem sido bastante intenso e vemos grande mudança de comportamento dos clientes em todas as categorias", afirmou Barreto, sem informar o total de pedidos entregues pelo iFood em março. Ainda de acordo com o executivo, o número de restaurantes com pedidos registrados na plataforma atingiu 160 mil em março, alta de 11% frente aos 142 mil observados em fevereiro. Na categoria supermercados, o iFood apurou em março aumento de 400% nas entregas de produtos de limpeza, incluindo álcool em gel, principalmente em função da estocagem de items por parte de clientes em meio à quarentena. A demanda por outros produtos, tais como peixes enlatados e os tradicionais ingredientes da culinária brasileira arroz e feijão, subiu 70% e 45%, respectivamente, mostraram os números da empresa. Rivais também expandem negócio O Uber Eats, braço de entrega da Uber, está diversificando a atuação para atender à crescente demanda no mundo todo em meio à pandemia do coronavírus. No Brasil, o Uber Eats está adicionando novas categorias para usuários de São Paulo a partir desta quarta-feira (1°), após acordos com redes de farmácias, lojas de conveniência e pet shops para oferecer entregas de produtos básicos. O objetivo é expandir esses serviços para outras cidades brasileiras já nos próximos dias, disse em comunicado. A rival colombiana Rappi também está acelerando a expansão no Brasil, com planos de triplicar a quantidade de assistentes pessoais de compras em supermercados. "E estamos constantemente trabalhando para ter mais parceiros de entrega também", disse a startup financiada pelo japonês Softbank em comunicado enviado à Reuters. No início de março, a Rappi informou alta de aproximadamente 30% em todas as entregas na América Latina nos dois primeiros meses de 2020 em comparação com os dois últimos meses de 2019. O grupo colombiano, que tem cerca de 200 mil entregadores em nove países da América Latina, ainda não divulgou números de março. Veja Mais

Setor privado dos EUA registra 1º fechamento de vagas desde 2017, aponta pesquisa

G1 Economia Pesquisa mostrou corte de 27 mil vagas em março, o primeiro declínio desde setembro de 2017, depois de criação de 183 mil postos em dado não revisado em fevereiro. Trump vai estender o distanciamento social até o final de abril A criação de postos de trabalho no setor privado dos Estados Unidos recuou em março pela primeira vez desde 2017, provavelmente porque as empresas fecharam em conformidade com medidas de isolamento impostas pelas autoridades para conter a pandemia de coronavírus, apoiando as opiniões dos economistas de que o maior boom de empregos da história terminou no mês passado. O Relatório Nacional de Emprego da ADP nesta quarta-feira mostrou corte de 27 mil vagas no mês passado no setor privado, o primeiro declínio desde setembro de 2017, depois de criação de 183 mil postos em dado não revisado em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam o fechamento de 150 mil vagas de trabalho em março. O fechamento menor que o esperado ocorreu porque os estabelecimentos foram consultados em meados de março, antes de muitos Estados e governos locais ordenarem que os moradores ficassem em casa, a menos que estivessem em atividades essenciais. Restaurantes, bares e outros locais de encontro social também foram fechados para retardar a propagação da Covid-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus. O relatório ADP, desenvolvido em conjunto com a Moody's Analytics, foi publicado antes do relatório governamental que é mais abrangente, na sexta-feira. Pedidos de seguro desemprego nos EUA disparam e passam de 3 milhões EUA têm recorde de pedidos de seguro-desemprego em meio à pandemia Os futuros do índice de ações dos EUA tinham forte queda nesta quarta-feira, com fortes previsões de um aumento no número de mortes nos EUA e o agravamento dos danos econômicos causados pela pandemia. Os índices S&P 500 e Dow Jones terminaram a terça-feira com seus piores trimestres da história, com os esforços. O presidente Donald Trump pediu à população que se prepare para semanas "muito, muito dolorosas". O vírus matou mais de 4.000 pessoas nos Estados Unidos, um número que dobrou em três dias, segundo o balanço da Universidade Johns Hopkins. "As bolsas ao redor do mundo fecharam um trimestre horrível, um dos piores da história, e a passagem para o segundo trimestre deve ser muito delicada após as declarações sombrias de Trump sobre a situação nas próximas duas semanas", resumiu Tangi Le Liboux, analista da corretora Aurel BGC. Veja Mais

Argentina continuará conversando com credores após perder prazo, diz ministro da Economia

G1 Economia País está correndo para renovar sua dívida em moeda estrangeira e evitar um 'calote'. A Argentina continuará conversando com seus credores nesta semana e na próxima sobre a reestruturação de sua dívida externa de US$ 83 bilhões, disse o ministro da Economia do país, Martín Guzmán, na terça-feira (31), depois que o país sul-americano perdeu o prazo de 31 de março que havia estabelecido anteriormente. Argentina precisa de alívio 'substancial' na dívida, diz FMI A Argentina está correndo para renovar sua dívida em moeda estrangeira e evitar um default que colocaria em risco seu acesso aos mercados globais justo no momento em que o surto de coronavírus assola a região. Casa Rosada, sede da presidência argentina, em março de 2019 Reuters/Agustin Marcarian Os negociadores argentinos estão trabalhando o mais rápido possível para enviar um novo acordo a seus credores, mas a pandemia interrompeu o processo, disse Guzmán em entrevista coletiva. Ele não estabeleceu uma data nova e firme para a oferta. O governo de centro-esquerda do presidente Alberto Fernández disse que está avaliando "múltiplas combinações de variáveis" para garantir que qualquer novo acordo seja sustentável. Isso inclui atrasos no vencimento, redução "substancial" nos cupons e possíveis cortes nos valores principais, de acordo com uma declaração do ministério. A Argentina está considerando incluir instrumentos com pagamentos de cupons vinculados ao desempenho econômico em sua última oferta, disse Guzmán. O governo também levará em conta o "rendimento de saída", porque poderia determinar quanto custaria ao país explorar os mercados de crédito a taxas mais razoáveis no futuro. "Se a ideia é que o rendimento de saída seja baixo, isso diminuiria as expectativas de que a taxa convergiria rapidamente para níveis mais sustentáveis. E essa interação é importante quando projetamos uma oferta concreta", disse Guzmán. A Argentina espera aumentar as reservas do banco central para US$ 65 bilhões até 2024, acima dos US$ 43,585 bilhões atualmente, de acordo com um documento descrevendo os planos de reestruturação do país apresentado pelo ministro na noite de terça-feira. Tanto Guzmán quanto o presidente Fernández disseram repetidamente que precisam fechar um acordo com os detentores de títulos em breve para evitar novas hemorragias nas reservas. A Reuters informou na segunda-feira que a Argentina deve definir "diretrizes" sobre sua reestruturação da dívida, embora ainda não esteja pronta para apresentar uma proposta concreta. Veja Mais

Oportunidades de emprego voltam a cair pela metade nos PATs do Alto Tietê

G1 Economia A unidade de Arujá é a única oferecendo oportunidades, com 200 vagas para vendedor pracista. PAT de Arujá é a única unidade oferecendo oportunidades, com 200 vagas para vendedor pracista. Divulgação/Prefeitura de Arujá Nesta quarta-feira (1), a unidade do Posto de Atendimento ao Trabalhador de Arujá é a única da região oferecendo 200 oportunidades de trabalho na função de vendedor pracista. Nos PATs do Alto Tietê as vagas caíram pela metade desde segunda-feira (30). O mesmo já tinha acontecido na semana anterior por causa do coronavírus. Com a suspensão dos atendimentos presenciais nas unidades, os interessados devem acessar as oportunidades pelo site da instituição ou pelo aplicativo Sine Fácil. Para esclarecimento de dúvidas, os candidatos podem enviar mensagem no endereço suporte.sd@sde.sp.gov.br. O Emprega Mogi continua com as oportunidades zeradas nas três unidades nesta semana. O Suzano Mais Emprego, também continua com as oportunidades retiradas temporariamente a pedido das empresas. Segundo a unidade do Suzano Mais Emprego, as empresas estão readequando os processos seletivos para evitar as aglomerações de pessoas propícias para a proliferação do coronavírus. O atendimento está sendo realizado pelo telefone 4745-2264. Para os interessados em incluir o currículo no banco de vagas, a unidade disponibiliza o e-mail suzano.vagas@gmail.com. Veja Mais

Empresas de turismo devem ganhar mais prazo para fazer reembolso de serviços cancelados

G1 Economia Ministro do Turismo afirmou que medida provisória com prazo de 12 meses para o reembolso de serviços já está pronta. Prazo começaria a contar após o fim da pandemia de coronavírus. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo já tem pronta uma medida provisória para permitir que empresas de turismo e de eventos tenham mais tempo para fazer o reembolso por serviços cancelados. O texto da MP, segundo o ministro, foi elaborado pelo Ministério do Turismo e pelo Ministério da Justiça. A MP, afirmou Álvaro Antonio, permitirá que essas empresas reembolsem os clientes ou prestem os serviços contratados em até 12 meses após o fim da pandemia do novo coronavírus. “Essa medida provisória vai desobrigar as empresas a fazer o reembolso imediato, mas também obrigando que façam, no prazo máximo de 12 meses após a pandemia – façam na totalidade, na integralidade, sem custos adicionais ou multas – entregar esses serviços aos consumidores”, afirmou o ministro durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Segundo o ministro, a medida é importante porque muitas empresas de pacotes turísticos e de eventos, sem fluxo de caixa desde o início da pandemia, ainda teriam de desembolsar recursos de cancelamentos. O Ministério do Turismo informou que a medida beneficiará empresas de hospedagem, agências de turismo, parques temáticos, organizadoras de eventos, transportadoras de turismo, além de empresas de shows e eventos culturais. Initial plugin text Veja Mais

Não estou no Cadastro Único. Como me inscrevo? Posso receber o auxílio emergencial?

G1 Economia O CadÚnico só irá auxiliar na verificação da renda de quem está inscrito. Os demais trabalhadores informais também terão acesso. O governo anunciou na quarta-feira (1º) que vai pagar um auxílio emergencial de R$ 600 mensais, por três meses, a trabalhadores informais, desempregados e MEIs. Como saber se estou no Cadastro Único? Quem tem direito ao auxílio emergencial? Uma das possibilidades para receber este benefício é estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania até o último dia 20 de março. Para as inscrições feitas após esta data, este enquadramento não será válido. Ou seja, não adianta se inscrever agora se o seu objetivo for somente receber o auxílio emergencial. O trabalhador, porém, poderá receber o benefício se cumprir UM dos demais requisitos: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, os beneficiários deverão se enquadrar em TODAS as condições abaixo: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. Auxílio na verificação O CadÚnico só irá auxiliar na verificação da renda de quem já estava inscrito até o dia 20 de março. Quem não estiver também poderá receber o benefício, mas a verificação será feita por meio de autodeclaração em plataforma digital. Ainda não foi informado como essa declaração será feita. Pelo que se sabe até o momento, segundo declaração do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, as pessoas que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento. Como me inscrevo no Cadastro Único? De acordo com o governo federal, o cadastro é realizado presencialmente. É preciso procurar o setor responsável pelo Cadastro Único e/ou pelo Bolsa Família na cidade em que mora. É possível buscar essa orientação no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua casa ou buscar no endereço: https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mops/. Em muitas localidades, o próprio CRAS realiza o cadastramento das famílias. Na manhã desta quinta-feira (2), diversos usuários relataram instabilidade e dificuldade para acessar o sistema por meio do site. Procurado pelo G1, o Ministério da Cidadania informou que está trabalhando para aumentar a disponibilidade de acessos múltiplos ao site Consulta Cidadão. O G1 também entrou em contato com o Ministério da Cidadania para saber se esse atendimento está sendo realizado presencialmente, mesmo com a pandemia do coronavírus. Porém, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno. Para tirar dúvidas sobre o Cadastro Único, o Ministério disponibiliza um canal de atendimento por telefone no 0800 707 2003. O serviço de ligação é gratuito, e pode ser feito por um telefone fixo ou móvel. Pode se inscrever no CadÚnico quem cumpre os requisitos abaixo: renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,5); renda mensal familiar total de até três salários (R$ 3.135); pessoas que tenham uma renda acima das duas opções anteriores, mas que estejam vinculadas ou pleiteando algum programa ou benefício que utilize o Cadastro Único em suas concessões; pessoas em situação de rua — sozinhas ou com a família. Detalhes para a inscrição Para a inscrição, é preciso que uma pessoa da família se responsabilize por prestar as informações de todos os demais membros familiares para o entrevistador. Essa pessoa é chamada de Responsável pela Unidade Familiar (RF) e deve ter pelo menos 16 anos e, preferencialmente, ser mulher. O responsável deve procurar o setor responsável pelo Cadastro Único e/ou pelo Bolsa Família na cidade em que mora e prestar as informações ao entrevistador. Veja os documentos necessários para se cadastrar Veja Mais

Petróleo tem maior alta diária já registrada com expectativa de cortes de produção

G1 Economia O contrato do Brent para junho fechou em alta de 17,36%; o WTI para maio terminou em alta de 25,0% Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação Os contratos do petróleo fecharam esta quinta-feira (2) com os maiores saltos em uma única sessão já registrados, com os investidores sendo animados pela perspectiva de um corte coordenado de produção para aliviar uma parte da pressão gerada pela pandemia do novo coronavírus. Os contratos encerram com isso uma sessão de alta volatilidade. No começo do pregão americano, o presidente americano, Donald Trump, disse, pelo Twitter, que espera ver uma redução de pelo menos 10 milhões de barris por dia na produção de petróleo global. "Acabei de conversar com meu amigo [Mohammad Bin Salman, príncipe herdeiro] da Arábia Saudita, que falou com o presidente [Vladimir] Putin, da Rússia. Eu espero e torço que eles estejam cortando aproximadamente 10 milhões de barris e talvez substancialmente mais”, escreveu Trump. Trump diz esperar acordo entre Rússia e sauditas sobre petróleo em breve Os preços da commodity dispararam após os comentários do presidente dos EUA. O contrato do Brent para junho chegou a subir 46,68%, na máxima intradia, tocando os US$ 36,29 por barril, mas fechou em alta de 17,36%, a US$ 29,94 o barril. O do WTI para maio encerrou com valorização de 25,0%, a US$ 25,32 por barril, depois de tocar os US$ 27,39, alta de 34,8%. Os ganhos de hoje representam as maiores altas diárias já registradas para ambas as referências, de acordo com dados da Dow Jones Market Data. A série histórica da Dow Jones vai até 1983 para o WTI e 1988 para o Brent. O petróleo moderou os ganhos depois que Moscou negou que Putin tenha conversado com Bin Salman sobre o assunto, mas se estabilizou em forte alta após comentário de autoridades sauditas de que o reino consideraria cortes significativos em sua produção contanto que outros países do G-20 estejam dispostos a se unir aos esforços. "Esta foi uma surpresa positiva para os mercados, mas ainda estamos muito distantes de vermos cortes significativos reais", disse Gary Ross, executivo-chefe da Black Gold Investors LLC. "A demanda ainda está sendo devastada". Por outro lado, o fato de que a capacidade de armazenamento de petróleo está se esgotando, em meio ao tombo na demanda causado pela pandemia do coronavírus, limita o entusiasmo dos investidores. Muitos analistas dizem que uma trégua da disputa de preços entre os sauditas e a Rússia fariam pouca coisa para mudar esta dinâmica. "É fisicamente impossível para a Arábia Saudita e a Rússia retirarem dos mercados 10 milhões de barris por dia, eles acabariam com as suas reservas em terra e todos os navios petroleiros existentes", disse Edward Marshall, operador de commodities da Global Risk Management. "Mesmo com a Opep ajudando, essa é uma quantidade fenomenal de petróleo, e seria muito difícil alinhar todo mundo." Trump deve se reunir nesta sexta (3) com os principais executivos de algumas das maiores companhias do setor de petróleo nos EUA. Entre os nomes esperados estão os presidentes da Exxon, Chevron e Continental Resources. Veja Mais

UE anuncia ajuda a agricultores e pescadores para amenizar impacto do coronavírus

G1 Economia Bloco acredita que entrará em profunda recessão este ano por causa da Covid-19, que desacelerou a atividade econômica nos 27 Estados-membros. A Comissão Europeia propôs nesta quinta-feira um pacote de medidas para amenizar o impacto da pandemia de coronavírus na economia da União Europeia, incluindo um esquema de jornada de trabalho reduzida e acesso mais fácil a fundos para agricultores e pescadores. A Comissão espera que a UE entre em profunda recessão este ano por causa do surto de coronavírus, que desacelerou a atividade econômica nos 27 Estados-membros. "A profundidade e a amplitude desta crise exigem uma resposta em escala sem precedentes, velocidade e solidariedade", afirmou o Executivo da UE em um documento que descreve as medidas. Para impedir que as empresas demitam trabalhadores quando não há trabalho suficiente, a Comissão propôs que todos os países da UE adotassem um esquema alemão segundo o qual os empregadores cortam horas de trabalho, não empregos, e o governo paga pela diferença de salários, para que os trabalhadores mantenham seus salários e, assim, seu poder de compra. "Ele pode beneficiar todos os Estados membros que desejam usá-lo", disse a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, em entrevista coletiva. A Comissão também propôs aumentar os adiantamentos em dinheiro para os agricultores no âmbito da Política Agrícola Comum da UE e dar-lhes mais tempo para solicitar o apoio. O pacote pagará até 75% da compensação aos pescadores no âmbito do fundo europeu Maritime & Fisheries por qualquer perda temporária de trabalho, com o resto sendo atendido pelos governos nacionais. Ajuda semelhante estará disponível para fazendas de salmão e empresas similares. "Essas medidas ajudarão a proteger milhares de empregos nas regiões costeiras da UE e a manter a segurança alimentar", afirmou o comissário da UE para o Meio Ambiente, Virginijus Sinkevicius. Veja Mais

Coronavírus: fechamento de agências provoca redução da fila por benefícios no INSS

G1 Economia A crise causada pela pandemia do novo coronavírus acabou por contribuir para a diminuição na fila de espera por benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em especial aquela das pessoas que aguardam há mais de 45 dias, prazo estabelecido em lei para a análise dos pedidos. O fechamento das agências para atendimento ao público direcionou cerca de 17 mil servidores para a análise de benefícios, via teletrabalho. Antes, em torno de 2 mil funcionários faziam a avaliação dos novos benefícios e manutenção. Até poucas semanas atrás, mais de 2 milhões de pessoas esperavam pela análise de benefícios. Em 23 de março, os benefícios que esperavam análise por mais de 45 dias eram de 1,09 milhão. Segundo o presidente do INSS, Leonardo Rolim, desde então, a análise se acelerou, e a queda deve ser mais acentuada nas próximas semanas. “Vamos conseguir reduzir o estoque antes do prazo previsto, que era outubro”, disse Rolim. Em 2019, espera para ter resposta do INSS foi, em média, de 74 dias O presidente do órgão afirma que o atendimento a todas as pessoas que precisam do INSS continua pelo telefone, internet e aplicativo para celular. Por causa do fechamento das agências e pela crise do coronavírus, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) passou a ser concedido a todas as pessoas que aguardam análise, apenas com a verificação da renda familiar. Duas outras etapas da conferência – a análise social e a perícia presencial – serão realizadas apenas depois que as atividades forem normalizadas. A ameaça do coronavírus também levou à suspensão da prova de vida para benefícios e aposentadorias. Veja Mais

Câmeras de segurança mostram galpão da Ceasa com mercadorias no mesmo dia em que vídeo postado por Bolsonaro foi gravado

G1 Economia A polícia investiga se houve contravenção penal por provocar alarme. Homem que fez o vídeo afirmando que local estava desabastecido vai prestar depoimento. Câmeras mostram galpão da Ceasa com mercadorias no mesmo dia em que vídeo foi postado Imagens de câmeras de segurança da Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, gravadas nesta terça-feira (31) mostram um galpão com várias mercadorias. No mesmo dia, o homem, de 48 anos, fez um vídeo alegando que o local estava vazio por risco de desabastecimento. Nas imagens que chegaram ser postadas pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais. Horas depois, as postagem foi apagada. No fim da tarde desta quarta-feira (2), Bolsonaro pediu desculpas "pelo erro". A Polícia Civil, que investiga o caso, disse que o homem, identificado como Édson Venâncio, escolheu um ângulo para que desse a falsa impressão de que o local estava vazio. Segundo a Ceasa, uma feira foi realizada na madrugada daquele dia e as sobras ainda eram negociadas. A reportagem da TV Globo registrou grande movimentação de caminhões e clientes no local nesta quarta-feira (1º). A assessoria de imprensa da Ceasa também garantiu que não há falta de produtos por lá. Édson Venâncio foi intimado para depor e deve ser ouvido na semana que vem. ue o Reprodução/TV Globo De acordo com a polícia, é contravenção penal "provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto". Coronavírus Algumas medidas foram adotadas para evitar a propagação do coronavírus na semana passada, mas o comércio de alimentos segue normalmente no entreposto e a Ceasa garante o abastecimento na Grande BH. Nesta quarta, muitos caminhões de verduras, frutas e legumes, que vão chegar às mesas dos moradores da região, eram descarregados. Caminhões formam fila na Ceasa em Contagem Reprodução/TV Globo Nota da Ceasa A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), responsável pela administração da Ceasa, enviou uma nota de esclarecimento. Leia na íntegra: "A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) esclarece que desde o dia 12 de março – quando foi decretada pelo Governo do Estado a situação de emergência em saúde pública em razão do surto de doença respiratória causada pelo Coronavírus (Covid-19) – segue monitorando, diariamente, as ações da Ceasaminas e afirma que o fluxo de abastecimento segue normal. Ontem, 31 de março, circulou pela internet um vídeo indicando o desabastecimento no entreposto da Grande BH, localizado Contagem. A Seapa afirma que a informação é inverídica. A limpeza do Mercado Livre do Produtor (MLP), local em que o vídeo foi gravado, é realizada todas as terças, quintas e sextas-feiras, no período da tarde, e aos finais de semana. Não é permitido no momento da limpeza a permanência das caixas com os alimentos. Informamos, ainda, que a Secretaria e suas vinculadas (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA) estão realizando o monitoramento da produção agropecuária no Estado, visando identificar possíveis impactos no processo de produção e abastecimento de alimentos. O levantamento e a sistematização das informações serão acompanhados semanalmente e atualizados uma vez por mês. O relatório da segunda quinzena de março, apresentado ao Comitê Extraordinário Covid-19, aponta situação de normalidade, sinalizando não haver impacto significativo da pandemia, nas produções dos principais grãos (soja, milho, feijão e sorgo); café, frutas e olerícolas; e carnes (bovina, suína e aves). O levantamento está disponível no site da Seapa (https://bit.ly/341PMFR)." Medidas para conter o coronavírus As medidas para evitar o coronavírus passaram a valer no último dia 23. Por causa da pandemia, menores de 14 anos e maiores de 60 não podem entrar na Ceasa por ora. Somente podem acessar o entreposto produtores rurais, consumidores e compradores dos entes ligados ao abastecimento, movimentadores de mercadoria, carregadores, motoristas de veículos utilitários e caminhões, sócios e empregados das empresas concessionária e empregados da Ceasa. Movimento na Ceasa na manhã desta quarta-feira (1º) Pedro Bohnenberger/CBN BH O funcionamento é normal nas empresas de hortifrutigranjeiros, abastecimento alimentar de pessoas e animais, bebidas, higiene e limpeza, farmácias e drogarias, fornecimento de insumos para produção agrícola, embalagens para produtos alimentícios, postos de combustíveis e agências bancárias para atendimento exclusivamente interno. Já as outras empresas podem abrir a partir das 11h. Restaurantes e lanchonetes ficarão abertos somente para pronta-entrega ou para retirada dos alimentos no local. Veja Mais

Seguro-desemprego: posso perder o direito? O que muda com a nova MP?

G1 Economia Quem tiver a jornada e o salário reduzidos receberá um auxílio do governo proporcional ao valor do seguro-desemprego. Mas caso o trabalhador seja demitido no futuro nada muda nas regras do benefício. A medida anunciada pelo governo que autoriza as empresas suspenderem contratos de trabalho e reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados prevê um auxílio emergencial da União proporcional ao valor mensal do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido. O benefício emergencial será calculado levando-se em conta as regras atuais do seguro-desemprego,. Mas, de acordo com o governo, não haverá nenhum desconto caso o trabalhador seja demitido no futuro. Assim, nada mudará nas regras para requisição do seguro-desemprego. "Pelo texto da medida provisória, o pagamento do benefício não vai alterar a concessão ou alteração do valor do seguro desemprego a que o empregado vier a ter direito", informou o Ministério da Economia. Veja abaixo as regras do seguro-desemprego e como funcionará a compensação anunciada pelo governo: Como é calculado o valor do seguro-desemprego? O valor do seguro-desemprego varia atualmente de R$ 1.045 a R$ 1.813,03. O benefício máximo é pago aos trabalhadores com salário médio acima de R$ 2.666,29. O valor do benefício é calculado a partir da média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão. No entanto, o valor da parcela não pode ser inferior ao salário mínimo vigente, que é de R$ 1.045. Veja quadro abaixo: Valores do seguro-desemprego em 2020 Editoria de Arte/G1 Quem tem direito ao seguro-desemprego? Tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa, inclusive em dispensa indireta – quando há falta grave do empregador sobre o empregado, configurando motivo para o rompimento do vínculo por parte do trabalhador. Também pode requerer o benefício quem teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, o pescador profissional durante o período de defeso e o trabalhador resgatado da condição semelhante à de escravo. Não é permitido receber qualquer outro benefício trabalhista em paralelo ao seguro nem possuir participação societária em empresas. Como funciona e quanto tempo dura? O trabalhador recebe entre 3 a 5 parcelas, dependendo do tempo trabalhado. O trabalhador recebe 3 parcelas do seguro desemprego se comprovar no mínimo 6 meses trabalhado; 4 parcelas se comprovar no mínimo 12 meses; e 5 parcelas a partir de 24 meses trabalhado. Para solicitar o seguro-desemprego pela 1ª vez, o profissional precisa ter atuado por pelo menos 12 meses com carteira assinada em regime CLT. Para solicitar pela 2ª vez, precisa ter trabalhado por 9 meses. Já na 3ª e demais, no mínimo 6 meses de trabalho. O prazo entre um pedido e outro deve ser de, pelo menos, 16 meses. Como solicitar o seguro-desemprego? O seguro-desemprego pode ser solicitado diretamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal www.gov.br. Todas as unidades da Secretaria do Trabalho nas 27 unidades da Federação estão com atendimento presencial suspenso em razão da pandemia de coronavírus. Durante o período em que o atendimento presencial estiver interrompido, a recomendação é para que os trabalhadores busquem o portal de serviços do governo federal ou o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país. O que não puder ser resolvido por estes canais ficará temporariamente suspenso. Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho Como vai funcionar a compensação para quem tiver a jornada reduzida? A redução da jornada poderá ser de 25%, 50% ou de 70% durante um prazo de até 90 dias. Para quem teve sua jornada e salário reduzidos e ganha até um salário mínimo, ou seja, até R$ 1.045, o governo vai complementar o salário do trabalhador até o valor integral. Para quem ganha acima de um salário mínimo, o benefício terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido. Se o trabalhador teve a sua jornada reduzida em 25% por parte da empresa, ele irá receber 25% do valor da parcela que seria o seu seguro-desemprego. A mesma lógica vale para as jornadas reduzidas em 50% e 70%. A MP prevê que o emprego do trabalhador que tiver a jornada reduzida deve ser mantido por um período igual ao da redução. Por exemplo: se o trabalhador e a empresa fizerem um acordo para redução de jornada e salário por dois meses, após esse período ele deve ter estabilidade no emprego por dois meses. Como vai funcionar a compensação para quem tiver o contrato suspenso A MP anunciada pelo governo também autoriza a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias. Nesse caso, os trabalhadores também receberão uma compensação do governo de até 100% da parcela mensal do seguro-desemprego que teria direito. Empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões estão autorizadas a suspender o salário integral dos empregados. Já as empresas que faturam acima de R$ 4,8 milhões, precisarão arcar com, pelo menos, 30% dos salários. Neste caso, o benefício emergencial do governo que o trabalhador vai receber é de 70% do valor do valor do seguro-desemprego a que teria direito. Em caso de suspensão, o trabalhador ainda terá a garantia provisória no emprego durante o período de suspensão e após o restabelecimento da jornada por um período igual ao da suspensão do contrato. Veja Mais

Empresa brasileira cria site para receber denúncias de golpes e informações falsas sobre o coronavírus

G1 Economia Sistema usa triagem humana e denúncias automatizadas para tentar derrubar sites falsos que se aproveitam da pandemia e da Covid-19. Página recebe denúncias de sites com golpes ou conteúdo falso sobre o coronavírus. Reprodução A Axur, uma empresa de segurança brasileira especializada na proteção de marcas na internet, criou o site Quarentena Sem Fraudes para que usuários possam denunciar páginas com conteúdo suspeito do novo coronavírus. Os links passam por uma triagem humana e são remetidos para um sistema automatizado que denuncia essas páginas para que elas saiam do ar. Muitos provedores de serviços na internet, responsáveis por administrar redes ou manter sites de clientes no ar, possuem políticas que impedem "abusos de serviço". O site criado pela Axur usa esses canais para repassar a denúncia do usuário aos provedores responsáveis. Em muitos casos, a página maliciosa será derrubada após a denúncia. Embora qualquer pessoa possa realizar esse tipo de denúncia diretamente aos provedores, é preciso conhecer o canal correto, usar a linguagem certa e fornecer detalhes técnicos – sem isso, a denúncia pode acabar sendo ignorada. O objetivo da "Quarentena sem Fraudes" é facilitar esse processo. Fábio Ramos, presidente da Axur, explicou ao blog que sua equipe começou a detectar sites falsos ligados ao coronavírus internamente, atuando em cinco sites falsos do gênero por dia. Segundo ele, criminosos passaram inclusive a criar fraudes associando marcas que são clientes da empresa ao coronavírus e à Covid-19. Fraudes que circulam no Brasil prometem cadastrar usuário para receber auxílio do governo. O auxílio é real, mas as páginas são falsas e não podem conceder benefício à vítima, nem informam quem pode realmente recebe-lo. Reprodução/Axur A ideia do Quarentena sem Fraudes, que surgiu em colaboração com os funcionários da companhia, é abrir um espaço para a comunidade e ampliar a atuação do monitoramento. "Entidades governamentais organizações sem fins lucrativos não têm a mesma capacidade financeira para contratar um serviço para monitorar sites falsos, e às vezes isso nem está no radar deles por conta de tudo que estão enfrentando", explicou Ramos. Além de sites falsos, a empresa também diz que já observou perfis e até "lives" fraudulentas. Segundo o executivo, a taxa de sucesso para remoção desse conteúdo é boa – diferente de outras fraudes, que envolvem marcas comerciais, o tema do coronavírus sensibiliza os provedores com a questão humanitária e de saúde pública. Como as denúncias ao site vão passar por análise humana, os usuários podem denunciar qualquer página. Sites que utilizam indevidamente os nomes da Cruz Vermelha, da Organização Mundial da Saúde ou de órgãos públicos, por exemplo, podem ser denunciados. "A gente quer tentar limpar a internet para que as pessoas fiquem menos expostas", resume Ramos. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja Mais

Tive problemas com uma compra e não posso ir à loja trocar. E agora?

G1 Economia Com isolamento e parte do comércio fechada, não é possível exigir que o consumidor faça a troca pessoalmente, dizem especialistas. Veja também como proceder com compras feitas pela internet e em relação a consertos e revisão do carro. Com parte do comércio fechada em várias regiões do país e a recomendação para que a população não saia de casa durante a epidemia do coronavírus, órgãos de defesa do consumidor dizem que as lojas não podem exigir que a pessoa compareça ao ponto de venda para exercer o direito de troca de produtos com defeito ou em desacordo com a compra. Mensalidades, festa cancelada, viagem: veja direitos do consumidor na epidemia "Nesse caso, recomenda-se que o consumidor encaminhe comunicação por escrito (e-mail com confirmação) apontando o interesse em trocar o produto e questionando os procedimentos e novos prazos da empresa para fazer a troca", orienta Igor Marchetti, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Comprei online e quero devolver. Terei prorrogação para não ter que ir ao Correio agora? O Código de Defesa do Consumidor assegura que todas as compras realizadas fora do estabelecimento comercial, ou seja, feitas pela internet, catálogos, telefone ou em domicílio, podem ser canceladas no prazo de 7 dias corridos, a partir da data da entrega. Diante da quarentena, o entendimento é que as empresas serão mais flexíveis quanto ao prazo, mas como não há garantia de prorrogação, a recomendação é que o consumidor procure a central de atendimento e questione as alternativas oferecidas. "Não podem ser exigidas medidas impossíveis ou que vão contra a saúde e segurança do consumidor. Isso seria totalmente desproporcional e feriria a boa fé que deve permear as relações de consumo", afirma Marchetti. O Idec recomenda, porém, que em caso de necessidade de troca o consumidor manifeste esse interesse dentro do prazo de 7 dias, por e-mail, por exemplo, para que seja garantido o direito. Terei prazo maior para troca ou conserto de algum produto ou bem? O Segundo o Procon-SP, alguns prazos ficam devem ficar suspensos em função da crise. O consumidor não deve se deslocar para levar um carro para a revisão prevista na garantia, por exemplo. O serviço deve ser realizado assim que a situação for normalizada, sem que o consumidor tenha prejuízo. O órgão recomenda, no entanto, fazer o contato por escrito com o fornecedor deixando registrado o motivo pelo não comparecimento Veja Mais

Preços globais de alimentos recuam em março com coronavírus e queda do petróleo

G1 Economia Índice, calculado pelas Nações Unidas, mostra queda de 4,3% no mês. Lavoura de trigo Embrapa Trigo/Divulgação Os preços mundiais de alimentos caíram acentuadamente em março, impactados pela queda na demanda ligada à pandemia de coronavírus e pela retração nos preços globais do petróleo, informou a agência de alimentos das Nações Unidas nesta quinta-feira (2). O índice de preços dos alimentos da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, teve média de 172,2 pontos no mês passado, queda de 4,3% ante fevereiro. "As quedas de preços são motivadas em grande parte por fatores de demanda, não por oferta, e os fatores de demanda são influenciados por perspectivas econômicas cada vez mais deterioradas", disse o economista sênior da FAO, Abdolreza Abbassian. A FAO também aumentou levemente sua previsão para a produção de cereais, prevendo uma safra total de cerca de 2,721 bilhões de toneladas em 2019, superior à previsão anterior de 2,719 bilhões e 2,4% acima da safra de 2018. O índice de preços do açúcar da FAO registrou a maior queda, de 19,1% em relação ao mês anterior. A baixa foi desencadeada por uma redução no consumo associada a quarentenas em muitos países para combater a propagação do vírus e à menor demanda enfrentada por produtores de etanol devido à recente derrocada nos preços do petróleo, disse a agência com sede em Roma. O índice de preços do óleo vegetal caiu 12%, pressionado pela redução dos preços do óleo de palma, ligada à retração nos preços do petróleo e à crescente incerteza sobre o impacto do coronavírus no mercado. "Os preços do petróleo caíram mais que 50% no mês passado, o que catalisa um grande impacto de baixa nos biocombustíveis, que são uma importante fonte de demanda nos mercados de açúcar e óleos vegetais", disse o analista da FAO Peter Thoenes. O índice de preços dos laticínios caiu 3%, puxado pela queda nas cotações dos produtos e pela desaceleração da demanda global por importações de leite em pó desnatado e integral, enquanto o índice de carne caiu 0,6%. O índice de preços dos cereais caiu 1,9%, mas os preços do arroz resistiram à tendência de queda e subiram pelo terceiro mês consecutivo, impulsionados pela formação de estoques em meio a preocupações com a pandemia e por relatos de que o Vietnã pode vetar exportações. A FAO disse que o Vietnã posteriormente minimizou esses rumores. Em termos de projeções, a FAO elevou a previsão para a produção mundial de cereais em 2019, mas manteve estável a estimativa de produção de trigo em 2020, em 763 milhões de toneladas, próxima do nível recorde do ano passado. "Isso, juntamente com os amplos estoques, ajudará a proteger os mercados de alimentos das turbulências durante a tempestade dos coronavírus", previu a FAO. Veja Mais

Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA batem novo recorde

G1 Economia Foram mais de 6,65 milhões de pedidos na semana passada, ante 3,3 milhões ​​na semana anterior. O número de norte-americanos que apresentaram pedidos de auxílio-desemprego na semana passada atingiu um recorde pela segunda semana consecutiva, superando 6 milhões, à medida que mais jurisdições impõem medidas de isolamento em casa para conter a pandemia de coronavírus, que os economistas dizem ter empurrado economia para uma recessão. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 6,65 milhões na última semana, ante 3,3 milhões em dado não revisado ​​na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira. Veja Mais

Empresas de RH oferecem serviços digitais gratuitos para agilizar recrutamento de hospitais no combate à Covid-19

G1 Economia Empresas oferecem serviços como seleção, entrevista e admissão a hospitais e profissionais da saúde para combate à Covid-19. Profissionais do Hospital Memorial Alzira Ribeiro recebem treinamento de como utilizar os EPIs em casos de coronavírus HMAR/Arquivo Empresas de tecnologia focadas em processos de RH se juntaram para agilizar a contratação de profissionais como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e técnicos em enfermagem por conta da pandemia causada pelo Covid-19 e o consequente aumento da demanda do sistema de saúde. A Gupy, startup de recrutamento e seleção de candidatos por meio de inteligência artificial, se uniu à Acesso Digital, empresa de reconhecimento facial e admissão online, e à Jobecam, plataforma 100% digital de vídeo recrutamento e uso de inteligência artificial, para disponibilizar seus serviços de recrutamento e seleção e admissão gratuitamente a hospitais e profissionais. Por meio da plataforma da Gupy, hospitais podem se inscrever pelo link, solicitando atendimento da startup. Todos os pedidos vão passar por uma triagem, dando prioridade a hospitais com maior demanda. A Gupy ajudará a entidade hospitalar a desenhar o processo de seleção, da abertura de vagas na plataforma até o manuseio e gerenciamento da ferramenta. Aos profissionais de saúde interessados, a Gupy vai disponibilizar uma página que dará acesso ao painel de vagas em aberto, assim o profissional se candidata à posição que tiver mais interesse. Para o projeto, a Jobecam disponibilizará sua plataforma para realização de entrevistas online, por videoconferência, com os candidatos que tiverem mais aderência à posição, garantindo que o processo seja 100% remoto. Após a etapa de seleção, a Acesso Digital vai disponibilizar aos hospitais o uso do AcessoRH, que permite que os candidatos selecionados enviem os documentos para admissão pelo smartphone, sem que precisem se deslocar até a empresa. A ferramenta faz a validação dos dados e qualificação no e-Social. A empresa de RH Employer também está fazendo uma força-tarefa para atender hospitais no estado de São Paulo. Os profissionais são selecionados por meio do Banco Nacional de Empregos (BNE) para a captação dos currículos. Depois é feito contato telefônico com os candidatos para entrevistas e provas teóricas, feitas por meio de ferramentas de videochamadas. Após a aprovação pela unidade de saúde, a empresa faz a coleta de documentos de admissão por meio de ferramenta 100% online. Segundo a gerente da unidade de São Paulo da empresa, Luciana Pires, a necessidade está no recrutamento, seleção e contratação urgente para os postos de enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de radiologia, higienizadores, atendentes e recepcionistas. Os interessados devem se cadastrar no BNE. Veja Mais

Últimas notícias sobre mercados de 2 de abril

G1 Economia Bolsas de valores da Europa abriram com lucros modestos. As bolsas de valores europeias estavam estáveis na reabertura do mercado nesta quinta-feira (2), mas com índices bem perto de 0%, casos de Frankfurt, com 0,20%; Paris, 0,40%; Londres, 0,62%; e Milão, 0,60%. Apenas Madri operava com pequena baixa de 0,09%. Na Ásia, o mercado mostrou ganhos modestos. No Japão, o pregão encerrou em queda de 1,37%. Seul mostrou lucro de 2,34%. Xangai fechou o dia com lucro de 1,69%. E Hong Kong terminou quase sem lucro: 0,61%. Veja Mais

Redução de jornada com redução de salário pode ser de até 70% e durar até três meses

G1 Economia Governo detalhou medida provisória que faz parte das iniciativas para enfrentar a crise do coronavírus. Trabalhador deve ter estabilidade por período igual ao da redução da jornada. Empregado e empregador poderão decidir em consenso redução de jornada e salário O governo anunciou nesta quarta-feira (1º) a medida provisória que permitirá a redução da jornada de trabalho com redução de salário. A MP faz parte das iniciativas para enfrentar a crise provocada pela pandemia de coronavírus. A redução poderá ser de 25%, 50% ou de 70% e vigorar por 90 dias, anunciou o secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, Bruno Bianco. A MP prevê que o emprego do trabalhador que tiver a jornada reduzida deve ser mantido por um período igual ao da redução. Por exemplo: se o trabalhador e a empresa fizerem um acordo para redução de jornada e salário por dois meses, após esse período ele deve ter estabilidade no emprego por dois meses. Compensação pelo governo Quem tiver a jornada e o salário reduzidos receberá um auxílio do governo proporcional ao valor do seguro-desemprego. Assim, quem tiver uma redução de 50% por parte da empresa vai receber uma parcela de 50% do que seria o seu seguro-desemprego caso fosse demitido. Para quem recebe até três salários mínimos, esse pagamento quase compensa a redução de salário, segundo o secretário. "Ele [o trabalhador] vai ter uma jornada menor, um salário menor, proporcional, e vai ter um pagamento pago pelo governo no mesmo percentual que ele tem reduzido em proporções do seguro-desemprego. Portanto, uma redução muito pequena, uma recomposição quase completa do salário do empregado, mesmo com uma redução na carga horária", disse. Bianco explicou que apesar de o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda ser pago como se paga o seguro-desemprego, não haverá desconto caso o trabalhador seja demitido no futuro. “Em uma eventual demissão o trabalhador recebe 100% do seu seguro-desemprego”, afirmou. Bianco disse ainda que nenhum trabalhador vai receber menos de um salário mínimo. Acordo individual Para trabalhadores que recebem até três salários mínimos, o acordo para redução de jornada e salário pode ser feita por acordo individual. “Isso porque nessa faixa salarial quase não haverá perda salarial porque há uma recomposição quase completa por parte do governo”, afirmou. Para quem recebe entre três salários mínimos e dois tetos do INSS (R$ 12.202,12, valor de referência), a redução de jornada e salário terá que ser feita por acordo coletivo, já que nessa faixa a compensação da parcela do seguro-desemprego não compensa toda a redução salarial. Acima de R$ 12.202,12, a lei trabalhista atual já autoriza acordo individual para redução de jornada e salário. Veja Mais

Coronavírus faz Receita adiar para 30 de junho prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda

G1 Economia Prazo era 30 de abril. Motivo do adiamento é a crise provocada pela pandemia do coronavírus. Até a última segunda, tinham sido entregues 8 milhões dos 32 milhões de declarações esperadas. Integrantes da equipe econômica detalham medidas do governo em entrevista no Palácio do Planalto Gustavo Garcia/G1 O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quarta-feira (1º) a prorrogação do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) por 60 dias. Com isso, o prazo para a entrega da declaração de 2020 passa de 30 de abril para 30 de junho. "Esse prazo venceria no próximo dia 30 de abril e está sendo prorrogado para entrega no dia 30 de junho. Portanto prorrogação por dois meses do prazo de entrega das pessoas físicas", afirmou o secretário. A Receita ainda avalia se será mantido o prazo do primeiro lote da restituição, previsto para 30 de maio. Tostes Neto deu as informações em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica do governo. De acordo com o último balanço divulgado pela Receita, em 30 de março, foram recebidas pelo órgão 8,1 milhões de declarações – cerca de 25% do total. A expectativa, segundo o governo federal, é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração em 2020. Impacto do coronavírus Há cerca de duas semanas, o secretário Tostes Neto afirmou que a Receita avaliaria o adiamento do prazo em razão do avanço da pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, explicou que o órgão avaliaria o impacto da crise nas condições do contribuinte de declarar o imposto. Veja Mais

Senado aprova mudanças no auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais; entenda

G1 Economia Texto permite benefício dobrado a pai de família, retira teto de renda em anos anteriores e lista algumas das categorias que terão direito à bolsa. Proposta vai à análise da Câmara. O Senado aprovou em sessão virtual, nesta quarta-feira (1º), um projeto com alterações no auxílio emergencial de R$ 600 que deve ser pago a trabalhadores informais nos próximos três meses. O texto mantém o valor e a duração do benefício, mas retira alguns pré-requisitos previstos na primeira versão. O benefício foi aprovado pelo Congresso e enviado à sanção do presidente Jair Bolsonaro na última segunda-feira (30). Até a publicação deste texto, Bolsonaro ainda não havia sancionado o texto. O governo também não divulgou, até o momento, um cronograma para o pagamento. O auxílio emergencial tem o objetivo de diminuir o impacto da pandemia do coronavírus na renda dessas pessoas – que não têm carteira assinada e, por isso, foram mais afetadas pelas medidas de isolamento social. Especialistas em saúde pública de todo o mundo vêm afirmando que o isolamento é a melhor estratégia para controlar a expansão da Covid-19. O novo texto permite, entre outras coisas, que homens chefes de família recebam o dobro do valor, ou seja, R$ 1,2 mil mensais. A versão original autorizava esse acúmulo apenas a mulheres provedoras de lares. >> Veja outras mudanças abaixo Na votação da última segunda (30), o Senado não fez alterações na proposta aprovada pela Câmara para evitar que o texto voltasse à análise dos deputados, o que acabaria atrasando a tramitação. O texto aprovado nesta quarta faz essas alterações, que deverão ser publicadas separadamente. As mudanças aprovadas pelos senadores seguem, agora, para análise da Câmara dos Deputados. Se for aprovado sem alterações, o texto vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro. Coronavírus: Bolsonaro diz que anuncia nesta quarta sanção de auxílio de R$ 600 Segundo cálculos preliminares da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, a proposta, se entrar em vigor, ampliará em 7,7 milhões o número de pessoas que poderão receber o auxílio. O impacto adicional seria de R$ 13,9 bilhões. O projeto inicial foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O relator do texto, Esperidião Amin (PP-SC), acolheu sugestões de outros parlamentares e apresentou um substitutivo, ou seja, uma nova versão do projeto. De acordo com essa versão, têm direito ao auxílio de R$ 600 mensais os trabalhadores informais, sejam empregados, autônomos ou desempregados, de qualquer natureza. O texto deixa claro que profissionais intermitentes inativos também serão incluídos. O contrato intermitente é uma modalidade criada na última reforma trabalhista. Entenda, abaixo, as principais mudanças feitas pelo novo texto no benefício que já foi aprovado pelo Congresso Nacional. Categorias citadas O projeto de lei que criou o auxílio emergencial estendeu o benefício a informais de todas as categorias, sem mencionar profissões ou atividades específicas. O novo texto cria uma lista de atividades beneficiadas. Essa relação não impede que outras profissões também sejam contempladas mas, segundo o relator, cria uma "salvaguarda" para os profissionais incluídos. A lista é composta, entre outras atividades, por pescadores profissionais artesanais e aquicultores; agricultores familiares registrados no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar; catadores de recicláveis associados ou cooperados; diaristas; taxistas e mototaxistas; caminhoneiros, entregadores de aplicativo e motoristas de app ou transporte escolar. Sem renda máxima anterior O texto também revoga o requisito, previsto originalmente, de que o trabalhador com direito a receber o auxílio emergencial não tivesse recebido, em 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. “Consideramos justo não se exigir requisito de limite de rendimentos tributáveis recebidos em ano anterior ao de 2020 para a concessão do auxílio emergencial. Foi, então, construído um texto, debatido entre mim e o Ministério da Economia, de forma a garantir a lisura do atendimento, impedindo que trabalhadores com renda, acima do limite de isenção, não se beneficiem do auxílio emergencial”, afirmou o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC). “Ao invés de criarmos uma proibição ao acesso ao auxílio emergencial, que poderia prejudicar cidadãos que tiveram renda em anos anteriores e perderam devido às medidas de combate à pandemia da covid-19; criamos uma sanção a posteriori aos que postularem o auxílio e que possuem rendimentos acima do limite de isenção”, completou o parlamentar catarinense. Mães adolescentes O texto também abre a possibilidade de as mães adolescentes receberem o auxílio emergencial, desde que atendam aos demais requisitos previstos no projeto aprovado no início da semana. Para isso, elas não precisam comprovar que trabalham como informais. Assim como o texto original, o projeto deixa claro que o recebimento do Bolsa Família não impede o acesso ao benefício emergencial. Se o auxílio de R$ 600 for maior, o sistema vai "substituir" um pagamento pelo outro. Cada família pode receber até duas cotas do novo auxílio, ou acumular uma cota e um benefício do Bolsa Família. Mães e pais de família Se as mudanças aprovadas pelo Senado entrarem em vigor, poderão acumular duas cotas do benefício os "pais solo" que forem chefes de família. Cada um poderá receber R$ 1,2 mil mensais. O primeiro texto previa essa possibilidade apenas para a mulher chefe de família. Suspensão do Fies A proposta também prevê a suspensão, durante a pandemia, do pagamento das parcelas do Fies, programa governamental de financiamento de cursos de ensino superior. No entanto, a suspensão valerá apenas para os estudantes adimplentes no momento em que foi declarado o estado de calamidade pública, ou seja, no dia 20 de março. Programa de Auxílio Emprego O projeto também cria a possibilidade de um "Programa de Auxílio Emprego", autorizando o Executivo a firmar acordos com empresas ou pessoas físicas empregadoras para ajudar no pagamento dos funcionários. Essa autorização possibilita que o Executivo, enquanto durar o estado de calamidade pública, se responsabilize por até três salários mínimos por trabalhador – dentro do salário que ele já receberia. Para isso, será preciso que o empregador se comprometa a não demitir o funcionário nos 12 meses posteriores ao fim do auxílio. O projeto permite que o programa seja criado, mas a efetivação disso depende do Poder Executivo. Veja Mais

China reforça prevenção à peste suína e apela por aumento de produção

G1 Economia Segundo o governo chinês, apesar dos avanços na contenção da doença, ainda levará tempo para que a oferta de carne de porco seja restaurada. Criação de suínos Reprodução/TV TEM A China vai monitorar de perto as medidas de prevenção à peste suína africana em um momento em que pressiona agricultores a retomarem a produção de porcos para que a meta anual do país seja atingida, disse nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura local. Apesar dos avanços chineses na contenção da doença, ainda levará tempo para que a produção de carne suína seja toda restaurada, afirmou o ministério a governos locais em uma videoconferência, acrescentando que o transporte frequente de leitões e matrizes elevou o risco de que a patologia ressurja. A peste suína africana foi um dos principais motivos que fizeram os chineses aumentarem – e muito – as compras de carne do Brasil em 2019 e início de 2020. O ministério também pediu que governos locais conduzam investigações rígidas quanto ao transporte de animais e reprimam irregularidades, como a venda de porcos que tenham morrido em decorrência da peste. "(Cada região) deve acelerar seus projetos que estão em construção... e reabastecer estoques em criações de pequeno a médio porte", acrescentou a pasta. A China registrou diversos novos casos da doença no mês passado, sendo a maior parte deles por causa do transporte de animais entre províncias. O Ministério da Agricultura chinês iniciou uma investigação de 60 dias sobre transporte ilegal de suínos, com início em 1º de abril, disse a pasta em outro comunicado. Veja Mais

Ebserh lança edital para contratação temporária de até 6 mil profissionais para combate à Covid-19

G1 Economia Cargos são de nível médio e superior; salários vão de R$ 3.255,32 a R$ 10.350,45. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) publicou edital de processo seletivo super-simplificado, realizado em caráter emergencial, para cadastro de reserva de até 6 mil profissionais para atuar temporariamente no enfrentamento à Covid-19 nos 40 hospitais universitários que integram a Rede Ebserh. Os salários vão de R$ 3.255,32 a R$ 10.350,45. Veja as informações do concurso no site da organizadora Os profissionais selecionados poderão ser convocados para atuar no hospital de sua escolha no momento da inscrição. O processo seletivo tem como objetivo suprir a Rede Ebserh com profissionais que atuarão na linha de frente do combate à Covid-19 e para reposição de trabalhadores que, por ventura, venham a se ausentar por conta da doença. O processo seletivo é de caráter urgente e temporário, apenas enquanto durar o estado de calamidade decretado pelo governo federal. A seleção será por meio de análise curricular e avaliação de títulos e experiência profissional. Os interessados devem se inscrever até a próxima segunda-feira, dia 6 de abril, por meio do link , onde está disponível o edital com todas as instruções e o formulário de inscrição. O resultado da seleção será divulgado na quarta-feira, 8 de abril. De acordo com a Ebserh, foram autorizadas para cadastro de reserva aproximadamente 900 vagas para médicos (nas especialidades de Medicina de Emergência, Anestesiologia, Clínica Médica e Medicina Intensiva), 1,4 mil enfermeiros (incluindo as especialidades de Terapia Intensiva e de Urgência e Emergência), 3 mil técnicos em enfermagem, 500 fisioterapeutas e 100 vagas para engenheiros (clínico e mecânico) e arquitetos, necessários para promover as mudanças estruturais exigidas para a acomodação de pacientes infectados pela Covid-19. Veja Mais

BRF diz que vai manter empregos e que contratará mais 2 mil novos funcionários para manter produção

G1 Economia Empresa afirmou também que o grupo, que tem mais de 90 mil funcionários no mundo, vai doar R$ 50 milhões em alimentos e insumos médicos e equipamentos hospitalares. Planta frigorífica da BRF BRF A BRF afirmou nesta quarta-feira (1º) que não fará demissões até o final de maio e anunciou que vai contratar 2 mil funcionários para garantir a continuidade de sua produção em caso de necessidade de quarentena de equipes no Brasil e em outros países onde opera. O presidente-executivo da dona das marcas Sadia e Perdigão, Lorival Luz, afirmou também que o grupo, que tem mais de 90 mil funcionários no mundo, vai doar R$ 50 milhões em alimentos e insumos médicos e equipamentos hospitalares, além de verba para pesquisa científica de combate ao novo coronavírus. "Abril e maio é onde conseguimos enxergar com alguma clareza. Torço muito para que após abril e maio já tenhamos passado por este momento mais crítico da doença. Se tiver algum cenário novo, vamos avaliar", disse Luz em teleconferência com jornalistas. "Queremos trazer mais tranquilidade para todos e não criar aqui uma insegurança para junho, porque ela não existe", acrescentou o executivo ao ser questionado sobre as razões para a definição do prazo em que a BRF se compromete a não demitir. A companhia até agora não sentiu problemas na sua cadeia de insumos ou no volume de vendas, que está registrando uma migração dos canais de food service para o varejo uma vez que os consumidores estão se alimentando em casa e não em restaurantes. Segundo Luz, a BRF está com um estoque de milho, usado na ração dos animais que serão abatidos para produção de alimentos, "confortável" para o atual cenário. "Hoje não temos nenhum impacto na produção. Continuamos produzindo...Não chegamos a dar férias coletivas e a companhia avalia que neste momento isso não é necessário", afirmou o presidente da BRF, ressaltando que o grupo está cumprindo recomendações da Organização Mundial de Saúde, de separação de pelo menos 1 metro entre cada funcionário. O executivo comentou ainda que a BRF comprou 20 mil kits para testes de Covid-19 que deverão chegar ao Brasil em "2 ou 3 dias" e serão enviados para "hospitais e unidades de saúde que precisam". O grupo também está ampliando apoio de alimentação aos funcionários e suas famílias, acrescentou. Paralisações no setor No mês passado, indústrias de carne bovina tomaram medidas para conter a produção. A JBS, líder global no segmento, deu férias coletivas em 5 fábricas em função da queda nas exportações. A Minerva, outra gigante do setor, paralisou as atividades de 4 plantas por até 15 dias, neste caso em função do novo coronavírus. Veja Mais

Governo diz que é preciso uma PEC para pagamento de R$ 600; especialistas discordam

G1 Economia O Congresso concluiu nesta semana a aprovação de um projeto que determina o pagamento de R$ 600 mensais a trabalhadores informais, como uma forma de mitigar os danos econômicos da pandemia de coronavírus. No entanto, o governo entende que é necessário a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para viabilizar o pagamento; parlamentares e especialistas discordam. Na argumentação do governo, a PEC deveria alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impõe limites para os gastos públicos. Com a alteração, na visão do governo, o caminho fica liberado para o aumento de gastos, como aqueles voltados para amenizar a crise. Nesta terça (31), o ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou que falta concluir o trâmite "jurídico e político" para viabilizar os pagamentos. "Tem um problema técnico de liberação de fontes, e aí está se discutindo a velocidade com que se pode aprovar uma PEC para dar origem a fontes para essas despesas. De qualquer forma, do nosso ponto de vista técnico está tudo pronto, tudo o já provado na economia, e agora é um trâmite jurídico e político”, disse o ministro. “Qual o nosso problema hoje? É a LRF, pedalada fiscal, impeachment, esse tipo de coisa. Tem que ter cláusula qualquer que, em caso de calamidade, suspende e nos permite agir rapidamente", concluiu. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), discordou do ministro. Em resposta a Guedes, ele lembrou que, quando foi reconhecida a calamidade pública em razão do coronavírus, o governo já havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade de gastos extras. E o ministro Alexandre de Moraes entendeu que os gastos, no estado de calamidade, não ferem a lei. "O encaminhamento desse pleito ao ministro Alexandre de Moraes, onde ele garantiu por liminar a suspensão, o afastamento desses artigos da LRF e da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], garantem ao governo, pelas próprias palavras do governo, garantem a possibilidade, a certeza, da edição de uma MP [medida provisória] de crédito para pagar os R$ 600 que foram aprovados na Câmara e no Senado, e aguardam, todos nós aguardamos, os brasileiros, ansiosamente, a sanção do presidente da República", disse Maia. O presidente Jair Bolsonaro disse que vai sancionar o projeto ainda nesta quarta. Os pagamentos, segundo o governo, devem começar a ser feitos na segunda semana de abril. O que dizem os especialistas O economista e professor do IDP José Roberto Afonso, um dos idealizadores da LRF, também entende que o governo não precisa de PEC para começar a efetuar os pagamentos. "Não falta o recurso, o recurso tem que sair da dívida pública. Não falta autorização, o Congresso já aprovou calamidade pública em todo território nacional. Eu acho que não falta boa disposição de governadores, prefeitos, que inclusive estão fazendo o que o governo federal devia estar fazendo", afirmou. "O Congresso aprovou tudo que foi pedido ao Congresso. O Supremo aprovou tudo que foi pedido a ele. O que não pode é a cada momento ficar querendo aparecer novas dúvidas, novas questões e isso justificar você não agir", completou. Para Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, entidade ligada ao Senado, o pagamento pode ser viabilizado por medida provisória. Por isso, segundo ele, cabe ao governo tomar a iniciativa. "O pagamento do auxílio de R$ 600, ele independe de aprovação de PEC. Ele pode ser viabilizado de imediato a partir de uma edição de uma MP, um ato do Poder Executivo, então a bola está na mão do presidente da República, para que esse gasto seja feito o mais rápido possível", afirmou. Veja Mais

Coronavírus: Bolsonaro diz que anuncia nesta quarta sanção de auxílio de R$ 600 a informais

G1 Economia Projeto estabelece o pagamento do benefício para até duas pessoas maiores de 18 anos de uma mesma família, por três meses. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que anunciará ainda nesta quarta-feira (1º) a sanção da lei que cria o auxílio mensal de R$ 600 para trabalhadores informais. Ele deu a informação em pronunciamento no Palácio do Planalto. Uma das principais ações voltadas ao enfrentamento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o auxílio se destina a famílias que tiveram a renda afetada pelas medidas de restrição e de isolamento social adotadas nas últimas semanas e que visam reduzir a velocidade de contágio pela covid-19 no país. Coronavírus: Senado aprova projeto que prevê R$ 600 mensais a trabalhadores informais O projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada e pelo Senado na segunda-feira (30). O repasse mensal de R$ 600 previsto na lei tem duração prevista de três meses e será limitado a duas pessoas de uma mesma família. "No dia de hoje (quarta) anunciaremos também a sanção do projeto do auxílio emergencial, onde 54 milhões pessoas serão atingidas, a um custo de aproximadamente R$ 98 bilhões para o Tesouro, aquele auxílio de R$ 600 por três meses, podendo chegar a R$ 1.200", disse o presidente no pronunciamento. Bolsonaro não informou quando os pagamentos começarão a ser feitos. O governo vem recebendo críticas pela demora em dar início aos repasses. Um dos críticos é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Nesta segunda, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que trabalhadores informais que recebem o Bolsa Família, e aqueles que estão no Cadastro Único, devem ser os primeiros a receber o auxílio. Trabalhadores informais que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento, que ainda não tem data para começar a ser feito. O texto aprovado ainda define que a trabalhadora informal que for mãe e chefe de família terá direito a duas cotas, ou seja, receberá R$ 1,2 mil por mês, durante três meses. O pagamento deverá ser feito por meio de agências e aplicativos de bancos federais, como Caixa, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, além de lotéricas e aplicativos desses bancos. Requisitos Bolsonaro enviou o projeto ao Congresso como uma das medidas para tentar reduzir o impacto financeiro da crise provocada pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Governo anuncia R$ 200 mensais para autônomos de baixa renda No entanto, o projeto original do governo previa R$ 200 por mês como auxílio. No Congresso, os parlamentares aumentaram o valor para R$ 600. Guedes anuncia auxílio mensal de R$ 200 a autônomos, em pacote de R$ 15 bi a 'pessoas desassistidas' Coronavírus: Maia diz que auxílio para trabalhador informal pode ser elevado de R$ 200 para R$ 500 Coronavírus: Senado aprova projeto que prevê R$ 600 mensais a trabalhadores informais A lei sancionada estabelece uma série de requisitos para que o autônomo tenha direito ao auxílio, apelidado por alguns parlamentares de "coronavoucher". ser maior de 18 anos de idade; não ter emprego formal; não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos; que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento de desses requisitos. O texto diz também que o trabalhador deve exercer atividade na condição de: microempreendedor individual (MEI); contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria; trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado, intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020, ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo. De acordo com a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, o auxílio emergencial, nos três meses de pagamento, representará cerca de R$ 59,8 bilhões. A IFI aponta que 30,8 milhões de trabalhadores informais poderão ser beneficiados. Veja Mais

Trabalhadores do campo estão entre os mais vulneráveis ao coronavírus nos EUA, diz associação

G1 Economia Camponeses relatam que não estão recebendo informações sobre a Covid-19. Como muitos não têm documentos legais, acesso aos serviços de saúde é difícil Camponeses podem ser mais vulneráveis à Covid-19 pela falta de informações sobre a doença Fabio Rodrigues/G1 Dormitórios superlotados, trabalho em conjunto, sem máscaras, ou luvas: embora os agricultores sejam considerados essenciais, uma vez que cabe a eles colher as culturas que alimentam os Estados Unidos, as condições em que vivem e trabalham os tornam muito vulneráveis ao coronavírus. Segundo ativistas, muitos não receberam informações sobre o vírus, nem adaptaram seu trabalho a protocolos de distanciamento social, muito menos receberam equipamentos de proteção. Em uma pesquisa feita pela UFW nas redes sociais, 90% dos 277 trabalhadores rurais que responderam relataram que ainda não receberam qualquer informação sobre o vírus. Outros não têm como cuidar dos filhos. Com as aulas suspensas pela pandemia e diante do medo de perderem o emprego por falta, mesmo em caso de emergência, deixam as crianças sozinhas em casa. "Acho que somos os mais vulneráveis, os menos vistos" na pandemia, lamentou o agricultor Juan Guerrero, em entrevista ao canal Univision. Como muitos não têm documentos legais, o acesso aos serviços de saúde é difícil, o medo da polícia migratória permanece, sem mencionar a impossibilidade de acesso ao seguro-desemprego, ou aos benefícios de um plano de ajuda recentemente anunciado pelo presidente Donald Trump. "A realidade deles é que, se não trabalham, não recebem e, se não recebem, não têm como alimentar a família e pagar o aluguel", disse à AFP Erik Nicholson, vice-presidente da União dos Camponeses da América (UFW), o maior sindicato de trabalhadores agrícolas. Cerca de 2,4 milhões de pessoas trabalham no campo nos EUA, o país com mais casos da Covid-19 no mundo. Assim como médicos e enfermeiros, policiais, bombeiros e funcionários de supermercados, esses trabalhadores não podem parar durante esta crise, que já forçou 75% da população a se confinar em casa. "É comum que trabalhem mesmo com febre, tosse... ou um dos sintomas da Covid-19", relatou Nicholson. 'Os mais vulneráveis' A agricultura representa um enorme motor da economia norte-americana, gerando mais de 5% do PIB em 2017. Steve Lyle, porta-voz do Departamento de Agricultura da Califórnia disse à AFP que "os trabalhadores agrícolas são uma parte fundamental" da cadeia de alimentos. Segundo ele, "os produtores de alimentos se concentraram em melhorar as medidas de segurança dos trabalhadores desde o início desta crise" e introduziram "o distanciamento social nos campos e nas linhas de produção". Algumas fazendas, como a de Ellen Brokaw, já reestruturaram sua operação. "Nosso objetivo é manter nossos trabalhadores seguros e mantê-los trabalhando, a menos que estejam doentes, ou precisem estar em casa para cuidar de crianças, ou porque alguém está doente", declarou, em entrevista ao jornal "VC Star". O professor e diretor do Instituto de Pesquisa Agrícola da Universidade Estadual da Califórnia em Pomona, David Still, adverte que um único paciente pode comprometer a cadeia de alimentos. "Se você os coloca em um ônibus (...) e alguém está infectado, sua força de trabalho acabou", disse ele à AFP. "E, se 5, 10, 20, ou 30% dos trabalhadores não aparecerem para trabalhar, será um grande problema", completou. Initial plugin text Veja Mais

Hopi Hari abre processo de audições para contratação de artistas em 110 vagas de emprego temporárias

G1 Economia Profissionais da região de Campinas(SP), Valinhos (SP), Vinhedo(SP) e Jundiaí(SP) podem se inscrever até o dia 24 de abril. Devido à pandemia, a primeira etapa do processo acontecerá à distância. Parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), abre vagas de emprego Patrícia Teixeira/G1 O parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), iniciou processo de seleção de artistas profissionais de Campinas(SP), Valinhos (SP), Vinhedo e Jundiaí(SP) que participarão da atração "Hora do Horror" 2020. São 110 vagas temporárias de emprego oferecidas. Interessados podem se inscrever até 24 de abril, por meio de formulário online. Para se candidatar, o artista precisa ter registro no Ministério do Trabalho (DRT) e junto ao Sindicato dos Artistas (Sated). Os profissionais serão contratados na modalidade de Microempreendedor Individual (MEI). Segundo assessoria, devido à pandemia de coronavírus, a primeira fase de audições e entrevistas será feita por vídeo, de forma previamente agendada. Os artistas irão compor o elenco da "Hora do Horror" que, neste ano, terá três meses de duração. A data do evento ainda será divulgada pelo parque. Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Dólar opera em alta e chega a R$ 5,25

G1 Economia Moeda dos EUA acumulou alta de quase 30% nos três primeiros meses do ano. O dólar opera em alta nesta quarta-feira (1º) , após acumular alta de quase 30% nos primeiros três meses do ano. O clima segue negativo nos mercados externos, contaminados pelos impactos econômicos da pandemia provocada pelo novo coronavírus e o número de mortos subindo em todo o mundo. Às 9h33, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,2441, em alta de 0,93%. Na máxima até o momento, chegou a R$ 5,2511. Veja mais cotações. Na terça-feira, o dólar subiu 0,31%, e fechou a R$ 5,1960. Com isso, acumulou alta de 16% no ano. Veja as últimas notícias sobre os mercados O Banco Central dá início, nesta quarta, à rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 4 de maio de 2020, no montante de US$ 4,9 bilhões (98.580 contratos). Com isso, devem ser realizados leilões diários de swap tradicional. Sem alívio Para analistas ouvidos pela Reuters, a perspectiva de recessão global e no Brasil mina chances substanciais de um alívio, ainda que de curto prazo, no câmbio. "A moeda (o real) tende a se fortalecer quando a economia cresce. E dificilmente vamos ver o Brasil crescer neste ano", disse William Castro, estrategista-chefe da Avenue Securities, em Miami. Uma economia mais vibrante atrai investimentos estrangeiros para o setor produtivo e recursos para portfólio, o que amplia a oferta de dólar e tende a baixar o preço da moeda. Mas o mercado espera que o PIB do Brasil retraia 0,48% em 2020, contra expectativa anterior de crescimento de 1,48%, devido aos efeitos da pandemia. Para Castro, somam-se a isso questões como a situação fiscal brasileira, o juro baixo (que oferece menor retorno ao investidor que abre mão de investidor em ativos em dólar) e persistentes ruídos políticos locais. Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, disse que em seu cenário-base o dólar volta a R$ 4,70 ao fim do ano, considerando acomodação dos problemas globais pelo Covid-19. "Mas, num cenário alternativo, com as infecções no Brasil aumentando junto com o dano econômico local enquanto o mundo começa a inverter essa curva, então acho que estaríamos falando de dólar a R$ 6", afirmou. A cotação de R$ 6 implicaria valorização de 15,5% ante o fechamento desta terça. É menos que os mais de 29% de alta que o dólar registrou no primeiro trimestre, que iniciou em torno de R$ 4 e encerrou perto de R$ 5,20. A pressão cambial forçou o Banco Central a intervir no mercado por meio tanto de venda de dólar à vista quanto por linhas de moeda e swaps cambiais. A posição cambial líquida do BC caiu quase US$ 15 bilhões em março sobre fevereiro (considerando dados do último dia 20), a maior queda mensal desde junho de 2018 (-US$ 37 bilhões). A posição cambial líquida é composta pelas reservas cambiais menos estoque no mercado de instrumentos de atuação cambial. Ou seja, a queda neste mês dá ideia do maior grau de intervenção da autoridade monetária no câmbio. "Ainda assim, acho que o BC poderia ter sido mais agressivo em alguns momentos", afirmou Castro, da Avenue Securities, para quem inclusive nesta terça-feira a autarquia poderia ter atuado com mais força. Variação do dólar em 2020 Economia/G1 Veja Mais

'Parei de mandar dinheiro para minha mãe', 'cortei a internet'; como os brasileiros estão lidando com a queda na renda

G1 Economia Novo coronavírus traz interrupção das atividades e corte na renda de trabalhadores; entre as medidas relatadas estão interrupção do pagamento do cartão de crédito, diminuição das compras e corte em pedidos de comida por aplicativo. Brasileiros afetados pelo desemprego e queda ou interrupção nas suas atividades em decorrência da quarentena devido ao avanço do novo coronavírus já começaram a refazer seus gastos para enfrentar a queda abrupta da renda. Entre as medidas relatadas estão interrupção do pagamento do cartão de crédito, corte nas compras do supermercado e de pedidos de entrega de comida e até de internet. Veja abaixo os relatos de uma desempregada, de um motorista de aplicativo que teve corte de 90% nas corridas e de uma vendedora em férias coletivas. ‘Nem minha mãinha foi poupada’ Dede Bezerra refez seu orçamento e cortou gastos no supermercado, pagamento do cartão de crédito e até a mesada que enviava para a mãe no Ceará Arquivo pessoal A vendedora Dede Bezerra, de 44 anos, está em férias coletivas desde a semana passada. Esta foi a alternativa encontrada pela empresa para atender à determinação de quarentena na cidade de São Paulo. Ela continua recebendo o salário, mas o dinheiro da comissão das vendas – que tem a maior proporção na renda – não vai entrar no período. Além disso, o baixo movimento na loja nas últimas semanas antes de ser decretada a quarentena em São Paulo também refletiu na queda das suas comissões. A vendedora não colocou as contas no papel, mas já está repensando todos os seus gastos. Nem a ajuda financeira que dava para sua mãe será poupada dos cortes. Dede conta que vai priorizar o pagamento do aluguel e das contas de água, luz, gás e internet. “Agora que estou mais em casa, vai aumentar o valor, então tenho que estar preparada para isso”, prevê. Além disso, ela já começou a diminuir as compras do supermercado. Só levará para casa arroz, feijão e “alguma mistura que seja mais barata”. Ela diminuiu até a compra de produtos de limpeza. “Então nem dá para pensar em fazer estoque”. Dede passará ainda a comprar rações de marcas mais baratas para os dois cachorros. Os pedidos de comida por aplicativo também foram suspensos. E quando voltar a trabalhar decidiu que levará marmita todos os dias. Os pagamentos de suas dívidas terão de ser interrompidos. E ela decidiu que vai parcelar o que deve no cartão de crédito. A vendedora afirma que não poderá mais mandar dinheiro para a mãe que mora no Ceará – a irmã vai cobrir a parte dela e, quando sua renda voltar ao normal, pagará os valores devidos. “Nem minha mãinha foi poupada”, lamenta. Dede tinha férias marcadas para abril, mas seu voo foi cancelado. Ela até se animou com a possibilidade de conseguir logo o dinheiro de volta, mas a empresa aérea deu como opção o estorno em até 12 meses ou a remarcação do voo. Se não voltar a trabalhar no próximo dia 8, que é quando terminam as férias coletivas, não sabe o que a espera. “Porque eles não podem cortar o salário, mas o dinheiro da comissão não vai entrar, aí vou ter que pensar em cortar mais coisas”, afirma. ‘Não sei se conseguirei pagar o aluguel’ Cleber de Lima está tendo que fazer adaptações em seu orçamento pela segunda vez Arquivo pessoal O motorista de aplicativo Cleber Antonio de Lima, de 42 anos, está amargando a perda de 90% no número de corridas. “Cheguei a trabalhar das 6h à 1h da manhã na semana passada para fazer sete corridas”, conta. A queda na demanda fez com que o motorista reduzisse seu tempo na rua – se antes ele ficava 16 horas fazendo corridas, agora ele trabalha das 6h30 às 16h. “Tive que tomar essa decisão porque não tem corrida e não dá para ficar gastando gasolina”, justifica. Ele conta que tirava cerca de R$ 3 mil por mês, descontados os custos com o carro. Agora acredita que vai tirar ao redor de R$ 400. Como era o responsável pela maior parte da renda dentro de casa, agora ele conta com o dinheiro que vem das encomendas de bolos que a mulher faz para fora. Os R$ 300 que tinha guardado já foram gastos com as compras de supermercado. Neste mês já pagou as contas de consumo e aluguel, mas no mês que vem não sabe se vai ter o dinheiro e já avisou o dono da casa que poderá ficar devendo. “Estou fazendo o possível para ter o dinheiro do aluguel. Até então estava tudo organizado” conta. O motorista de aplicativo diz que cortou o possível das compras e, no mês que vem, seguirá a mesma prática. “Comprei só o necessário, porque ninguém vai morrer comendo só arroz e feijão. Tenho arroz, feijão, óleo e sal para dois meses. E cortei os supérfluos, não peço mais pizza nem esfiha em casa. Cortei até o pão, comprava 10 por dia, agora compro cinco. Reduzi as frutas também”, diz. A esposa não pega mais transporte por aplicativo: Lima é quem está fazendo todas as corridas com ela, principalmente as entregas dos bolos. Outra decisão foi deixar de pagar o cartão de crédito. A dívida chega a R$ 8 mil, incluindo os juros. “Não tem nem como refinanciar as dívidas”, afirma. A mulher de Lima trabalha como cuidadora há quase 15 anos tomando conta de uma pessoa com deficiência. Mas foi dispensada por 15 dias. “Minha esposa me ajuda, se ela não estivesse trabalhando ficaria muito mais difícil, então ela completa o que falta. Embora ela ganhe pouco também”. Segundo Lima, as encomendas de bolo aumentaram neste momento em que as pessoas não estão saindo de casa. “Se melhorar mais e eu conseguir abrir um comércio para ela, com certeza eu paro com o transporte por aplicativo”, comenta. O motorista diz que optou pelas corridas por aplicativo após perder o emprego de supervisor de estacionamento. No começo de março, ele havia sido contrato como eletricista, mas foi dispensado após uma semana de trabalho porque um funcionário da empresa contraiu a Covid-19. Como supervisor de estacionamento, sua renda era três vezes maior. Então teve de adequar seus gastos ao que passou a ganhar como motorista de aplicativo. Esta é a segunda vez que Lima terá de mexer em seu orçamento para conseguir viver com o dinheiro que tem. ‘Vou cortar até a internet’ Gleice dos Santos perdeu o emprego e lamenta ainda o fechamento do salão de cabeleireiro do marido Arquivo pessoal A promotora de vendas Gleice Regina dos Santos perdeu o emprego após 1 ano e meio como contratada. Ela conta que a justificativa da empresa foi que não teria condições de pagar os funcionários que iriam ficar em casa após a interrupção das atividades. “Então agora tudo vai ficar mais difícil, pagar o aluguel e sustentar meus filhos de 3 e 7 anos. Sou responsável pela maior parte da renda”, afirma. O marido teve que fechar seu salão de cabeleireiro por causa da quarentena. Os dois agora contam com o que ainda têm no banco. Gleice já planeja não pagar o que deve no cartão de crédito – a dívida é de R$ 2,5 mil. “Vou cortar até a internet de casa. E os celulares só terão internet quando realmente precisar”, diz. Os passeios em família também estão suspensos. Ela afirma que só manterá o pagamento do aluguel e vai reservar uma parte para comprar comida, mas “só o básico”. “Os pedidos de costume como pizza aos finais de semana tive que cortar. Não vou mais pagar também a escola de balé da minha filha de 7 anos”, conta. O marido está há duas semanas sem trabalhar. "Ele está muito bravo, porque agora vai atrasar o pagamento de todas as dívidas do salão, as de antes e as próximas, incluindo aluguel e contas de água e luz. Ele improvisou um salãozinho no quintal de casa e está cortando um ou dois cabelos por dia”, diz Gleice. A família estava com viagem de férias programada para o Rio em agosto. "Estava tudo bem, e do nada aconteceu isso. A gente não esperava. Tomara que isso passe logo porque eu ganhava bem, salário mais comissões, fora vale-refeição em dinheiro”, lamenta. Veja Mais