Meu Feed

Hoje

Lula mantém vantagem mas Bolsonaro avança nas intenções de voto, mostra Datafolha

em - Internacional O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém uma ampla vantagem de 15 pontos nas intenções de voto sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), que reduziu a diferença entre os dois a pouco mais de 40 dias do primeiro turno das eleições, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18).Lula, 76 anos, mantém 47% das intenções de voto para o pleito de 2 de outubro, contra 32% para o presidente, de acordo com uma nova consulta do instituto Datafolha.Na pesquisa anterior, publicada em 28 de julho, a diferença na intenção de voto entre os dois candidatos era de 18 pontos percentuais: Lula tinha 47%, e Bolsonaro, 29%. Em maio, a diferença entre os candidatos do PT e do PL alcançou 21 pontos, o que mostra um avanço progressivo do presidente.O governo Bolsonaro aumentou a partir deste mês de 400 para 600 reais ao mês o benefício do programa Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família, criado por Lula, para 20,2 milhões de famílias vulneráveis, entre outras iniciativas, como o pagamento de ajudas a caminhoneiros. Além disso, o governo reduziu os impostos sobre os combustíveis, conseguindo baixar os preços, que subiram fortemente no último ano, muito acima da inflação (10,07% em 12 meses até julho).Segundo o Datafolha, com a vantagem mantida por Lula, o ex-presidente teria chances de vencer a eleição no primeiro turno, com 51% dos votos válidos, (exceto brancos e nulos) contra 35% para Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, Lula venceria o presidente por 54% contra 37% dos votos, prossegue o Datafolha, que atribuiu em julho aos dois 55% e 35%, respectivamente. Os dois candidatos protagonizam a corrida presidencial mais polarizada em décadas, muito distantes dos demais candidatos. Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes (PDT), com 7% das intenções de voto, o único que se destaca no pelotão de candidatos com até 2%.A campanha presidencial teve início nesta terça-feira, com atos simbólicos de Bolsonaro, que conduziu um comício em Juiz de Fora, cidade mineira onde foi esfaqueado em 2018, e Lula, que esteve em uma fábrica automotiva em São Bernardo do Campo, São Paulo, onde iniciou sua trajetória como líder sindical. Mas os dois candidatos mantêm há meses uma agenda pesada de aparições públicas em vários pontos do país.O Datafolha entrevistou 5.744 pessoas entre terça-feira e hoje, em 281 cidades brasileiras, e seus resultados consideram uma margem de erro de 2 pontos. Veja Mais

Facebook e Instagram eliminam um dos maiores grupos antivacina dos EUA

em - Internacional A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, disse nesta quinta-feira que removeu um dos grupos antivacina mais influentes dos Estados Unidos das redes sociais, por espalhar desinformação sobre a Covid-19.Chamado The Children's Health Defense (CHD), o grupo, crítico das vacinas contra a Covid, acusou a Meta de cercear seu direito à liberdade de expressão: "O Facebook age neste caso como um agente para a cruzada do governo federal que busca silenciar qualquer crítica com políticas draconianas", disse o fundador do CHD, Robert Kennedy Jr., sobrinho do presidente John F. Kennedy.O porta-voz da Meta, Aaron Simpson, informou à AFP que as contas do grupo no Facebook e no Instagram foram apagadas ontem, o que aconteceu após violações repetidas das regras da Meta sobre desinformação.O CHD afirmou que suas contas nas redes sociais eram seguidas por centenas de milhares de pessoas, e que recebeu com supresa a decisão da Meta. Em comunicado, o grupo compartilhou uma captura de tela que mostrava as mensagens em que era notificada a suspensão das contas devido à "desinformação, que poderia resultar em danos no mundo real". O CHD argumentou que a proibição pode estar relacionada a uma ação que o grupo moveu contra a Meta, em que acusa a gigante da tecnologia de infringir o direito à liberdade de expressão.Meta Veja Mais

Cientistas descobrem método para destruir produtos químicos permanentes

em - Internacional Os chamados produtos químicos permanentes, presentes em artigos de uso diário, como frigideiras anti-aderentes, são vinculados há muito tempo a problemas graves de saúde, e agora cientistas dizem ter descoberto a forma de combatê-los.Químicos de Estados Unidos e China anunciaram nesta quinta-feira (18) terem descoberto um método inovador para degradar esses compostos contaminantes, conhecidos como PFAS, usando temperaturas relativamente baixas e reagentes comuns.Os resultados de suas pesquisas foram publicados na revista "Science" e podem representar uma solução para uma fonte permanente de danos ao meio ambiente, ao gado e aos seres humanos."Realmente é por isso que faço ciência, para ter um impacto positivo no mundo", disse a jornalistas durante coletiva de imprensa o principal autor do estudo, William Dichtel, da Universidade Northwestern.Os PFAS, ou substâncias de perfluoroalquil e polifluoroalquil, foram desenvolvidos pela primeira vez na década de 1940 e estão presentes agora em uma variedade de produtos, que incluem frigideiras antiaderentes, têxteis impermeáveis e espumas para extinção de incêndio.Com o tempo, os contaminantes se espalharam e se acumularam no meio ambiente, penetrando no ar, no solo, nas águas subterrâneas, nos lagos e rios como resultado de processos industriais e da degradação em lixões.Um estudo publicado na semana passada por cientistas da Universidade de Estocolmo demonstrou que a água da chuva em todo o planeta não é segura para beber devido à contaminação por PFAS.A exposição crônica - inclusive em níveis baixos - tem sido relacionada a danos hepáticos, colesterol alto, baixa resposta imunológica, deficiência de peso ao nascer e vários tipos de câncer.Embora os produtos químicos PFAS possam ser filtrados e eliminados da água, há poucas soluções para descartá-los uma vez eliminados.- Dez menos, faltam milhares -Os métodos atuais para destruir os PFAS requerem tratamentos intensos, como a incineração a temperaturas extremamente altas ou a irradiação com ondas ultrassônicas. A indestrutibilidade dos PFAS se deve a suas ligações de fluoreto de carbono, uma das mais fortes da química orgânica.O flúor é o elemento mais eletronegativo e acumula elétrons, enquanto o carbono busca compartilhá-los. As moléculas de PFAS contêm longas cadeias destas ligações, mas os cientistas encontraram um ponto fraco.Em um extremo da molécula há átomos de oxigênio que podem ser atacados com um solvente e um reagente comum a temperaturas de 80 a 120 graus Celsius, decapitando, assim, a cabeça do grupo molecular e deixando uma cauda reativa.Uma segunda parte do estudo se concentrou no uso de poderosos métodos computacionais para mapear a mecânica quântica por trás das reações químicas que a equipe executou para destruir as moléculas."Quando isto ocorre, acessa-se vias não reconhecidas anteriormente, que fazem com que toda a molécula se desintegre em uma série de reações complexas", disse Dichtel, que em última instância tornam benignos os produtos finais. O novo procedimento poderia, eventualmente, levar a melhorias no método de destruição.O estudo atual se concentrou em 10 produtos químicos PFAS, inclusive em um contaminante chamado GenX, que contaminou o rio Cape Fear, no estado da Carolina do Norte.Mas isso é apenas a ponta do iceberg, pois a Agência de Proteção Ambiental americana identificou mais de 12.000 produtos químicos PFAS. "Há outras classes que não têm o mesmo calcanhar de Aquiles, mas cada uma terá a sua própria fragilidade. Se pudermos identificá-la, então saberemos como ativá-la para destruí-la", destacou Dichtel. Veja Mais

Crescimento desacelera no Chile com aumento de 5,4% do PIB no segundo trimestre

em - Internacional O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile cresceu 5,4% no segundo trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, informou nesta quinta-feira (18) o Banco Central, um percentual menor do que o esperado, mas em linha com as estimativas de desaceleração da economia local para este ano.O percentual é inferior ao crescimento de 7,4% do primeiro trimestre do ano, e confirma, segundo analistas, a desaceleração do crescimento da economia chilena após a expansão recorde de 2021.No ano passado, a atividade econômica cresceu 11,7%, empurrada por ajudas estatais para fazer frente à pandemia de covid-19."As atividades apresentaram resultados diferentes; as maiores incidências (positivas) foram registradas nas atividades de serviços, em particular, pessoais, transporte e empresariais", explicou o BC em seu informe de Contas Nacionais.Ao contrário, acrescentou, "entre as atividades que apresentaram quedas destacaram-se a mineração e o setor agropecuário-silvícola".A expansão no segundo trimestre foi menor do que o esperado pelo mercado, que previa um aumento de 5,7% no período abril-junho.Por sua vez, em comparação com o trimestre imediatamente anterior e em dados dessazonalizados, a atividade se manteve estável. No primeiro trimestre, o PIB medido trimestre a trimestre encolheu 0,6%, segundo dados revisados pelo BC.É este dado que leva os economistas a estimarem que a economia chilena já entrou em fase de desaceleração e estaria perto do início de uma "recessão técnica".- Risco de recessão -"O PIB (dessazonalizado) do segundo trimestre de 2022 mostrou variação nula em relação ao primeiro trimestre, situando-se muito perto de uma recessão técnica, situação que ocorreria no segundo semestre", explicou à AFP Francisco Castañeda, economista da Universidade Mayor.As taxas de comparação em relação ao excepcional ano de 2021 - quando foram injetados na economia chilena quase 90 bilhões de dólares após as ajudas estatais e saques antecipados de fundos de pensão - também atentam contra as projeções para este ano, que o governo estimou que terminará com uma expansão de 1,6% do PIB.Outro fator que preocupa é a inflação. Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 1,4%, deixando a inflação em 12 meses em 13,1%, a maior em 28 anos.- Menores remessas de cobre -No segundo trimestre, a demanda interna aumentou 8,7% com base no mesmo trimestre do ano passado, impulsionada principalmente pelo consumo das famílias. No entanto, este aumento foi compensado em parte por uma queda das exportações, que diminuíram 0,3%, enquanto as importações aumentaram 10,9%.As exportações chilenas foram impactadas principalmente "pelas menores remessas de cobre", metal do qual o Chile é o principal produtor mundial, com quase um terço da oferta global. Sobre o PIB, o aporte da mineração de cobre é estimado entre 10% e 15%. No período, "a mineração diminuiu 4,5%, resultado que incidiu principalmente na extração de cobre e compensado em parte pela mineração não metália (...) Assim como no trimestre anterior, a menor atividade cuprífera foi reflexo de uma menor disponibilidade de água, uma menor lei mineral e falhas operacionais em seus principais trabalhos", explicou o BC.Nas importações, enquanto isso, destacaram-se compras maiores de químicos, combustíveis e vestuário. Veja Mais

Ucrânia obtém apoio turco contra Rússia e pede proteção de usina nuclear à ONU

em - Internacional O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, obteve nesta quinta-feira (18) o apoio do seu homólogo turco contra a Rússia e apelou à ONU para "garantir a segurança" da central nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pelos russos e alvo de bombardeios. "Enquanto continuamos nossos esforços para encontrar uma solução [para o conflito], continuamos do lado de nossos amigos ucranianos", disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, após se encontrar com Zelensky em Lviv (oeste da Ucrânia). Zelensky considerou a visita de Erdogan uma "forte mensagem de apoio, vinda de um país tão poderoso", e descartou qualquer acordo de paz sem a retirada prévia das tropas russas. "Pessoas que matam, estupram, bombardeiam civis todos os dias em nossas cidades com mísseis de cruzeiro não podem querer a paz", declarou ele, depois que Erdogan garantiu que a Rússia estava "pronta para algum tipo de paz". "Primeiro [os russos] devem sair do nosso território e depois veremos", disse Zelensky. Desde a invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro, Erdogan se estabeleceu como mediador. Embora condenasse a ofensiva, ele tentou permanecer neutro e se recusou a aderir às sanções impostas pelos países ocidentais contra Moscou.- "Um suicídio" nuclear-Em Lviv, Zelensky também se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que se declarou "profundamente preocupado" com a situação na usina nuclear de Zaporizhzhia (no sul), ocupada por tropas russas desde março e alvo de bombardeios, dos quais russos e ucranianos se acusam mutuamente. "Devemos dizer as coisas como são: qualquer dano potencial a Zaporizhzhia seria suicídio", alertou Guterres. Zelensky pediu à ONU que garantisse "a segurança deste local estratégico" e acusou a Rússia de realizar uma política de "terror deliberado" que poderia ter "consequências catastróficas para o mundo inteiro". A Ucrânia garante que a Rússia armazena armas pesadas na central, a maior da Europa, e que de lá bombardeia posições ucranianas. Também acusa as tropas russas de disparar contra setores da usina para atribuir esses bombardeios à Ucrânia. "Não queremos outra Chernobyl", disse Erdogan, referindo-se ao acidente nesta usina ucraniana em 1986, o pior da história nuclear civil.- Aumentar exportações de grãos -Erdogan e Guterres foram os principais intermediários do acordo fechado em julho entre Moscou e Kiev para retomar as exportações de grãos através do Mar Negro. Cerca de 20 milhões de toneladas de grãos foram bloqueadas nos portos da região de Odessa pela presença de navios de guerra russos e minas colocadas por Kiev para defender sua costa. Segundo a ONU, entre 1º e 15 de agosto, foi autorizada a saída de 21 graneleiros, transportando um total de 563.317 toneladas de matérias-primas agrícolas, incluindo 451.481 toneladas de milho. Além disso, o primeiro navio humanitário fretado pela ONU, carregado com 23.000 toneladas de trigo, deixou a Ucrânia na terça-feira rumo à África. A ONU tentará aumentar ainda mais as exportações de grãos ucranianos, cruciais para o abastecimento de alimentos de muitos países africanos. Segundo o Programa Alimentar Mundial (PAM), 345 milhões de pessoas em 82 países enfrentam insegurança alimentar aguda - um número recorde - e cerca de 50 milhões de pessoas em 45 países correm o risco de passar fome se não receberem ajuda humanitária."Faremos tudo o que pudermos para intensificar nossas operações e, assim, enfrentar as dificuldades do próximo inverno", disse Guterres após a reunião com Zelensky e Erdogan. No campo de batalha, os combates continuam, deixando novas vítimas civis. A Ucrânia relatou pelo menos seis mortos e 25 feridos no bombardeio russo de Kharkiv (nordeste) na manhã desta quinta-feira. Na véspera, Kharkiv já havia sido alvo de atentados, nos quais 13 pessoas morreram, segundo as autoridades locais. As tropas russas tentaram chegar a Kiev nas primeiras semanas da invasão, mas foram repelidas e desde então concentram sua operação principalmente no leste e sul do país, com o apoio de forças separatistas pró-russas. Veja Mais

Suspeito de esfaquear Salman Rushdie se declara inocente de tentativa de homicídio

em - Internacional O suspeito de esfaquear Salman Rushdie se declarou nesta quinta-feira (18) inocente das acusações de tentativa de assassinato e agressão, em uma audiência em um tribunal no norte do estado de Nova York.Hadi Matar, de 24 anos, reiterou, por meio de seu advogado, sua declaração de inocência das acusações que enfrenta por supostamente invadir o palco de um evento literário na última sexta-feira na cidade de Chautauqua e esfaquear o escritor britânico várias vezes no pescoço e no abdômen. Preso logo em seguida, o suspeito já havia se declarado inocente durante uma audiência de julgamento no sábado. Veja Mais

Vice-presidente do Paraguai decide permanecer no cargo, apesar de sanção dos EUA

em - Internacional O vice-presidente do Paraguai, Hugo Velázquez, decidiu permanecer em seu cargo, apesar de na semana passada ter manifestado que renunciaria depois de ter sido sancionado pelos Estados Unidos, que o acusaram de "corrupção significativa", segundo indicou nesta quinta-feira (18)."Quando dei minha palavra de renunciar, presumi que havia uma investigação contra mim, mas ontem (quarta-feira) recebi um parecer do Ministério Público no qual indica que não há causa contra mim", disse Velázquez em entrevista coletiva, na qual assegurou que o presidente Mario Abdo Benítez respeita sua decisão. "Muitos setores me pediram para parar com minha renúncia. O povo merece saber pelo menos o motivo pelo qual eu me demiti do cargo, para que não fique na história que (o vice-presidente) o fez por corrupção", disse.Em 12 de agosto, o Departamento de Estado sancionou Velázquez, de 54 anos, e o impediu de entrar nos Estados Unidos, "por sua participação em atos de corrupção significativos, incluindo o suborno de um funcionário público e a interferência em processos públicos", segundo um comunicado oficial. Veja Mais

Ar-condicionado e refeições quentes: em Bagdá, acampamentos de manifestantes se consolidam com o tempo

em - Internacional As tensões políticas no Iraque se traduzem nos últimos dias em protestos massivos em frente ao Parlamento em Bagdá, de apoiadores e adversários do líder xiita Moqtada Sadr, com uma logística que inclui acampamentos com ar-condicionado e refeições quentes.No final de julho, uma onda de barracas apareceu no gramado do Parlamento iraquiano. Elas foram instaladas por partidários de Moqtada Sadr, um líder religioso e político a quem centenas de milhares de iraquianos obedecem à risca.O objetivo do protesto era mostrar a seus oponentes xiitas do Marco de Coordenação a capacidade de mobilização de Sadr, em meio às tensões sobre o futuro político do Iraque. O Marco de Coordenação respondeu organizando seu próprio acampamento de protesto em uma avenida que leva à zona verde, uma área ultrassegura que abriga instituições governamentais e embaixadas. A organização de ambos os protestos tem suas raízes na tradição "mawakeb". Essas barracas, geralmente financiadas por particulares, são usados para fornecer comida e bebida aos peregrinos em Ashura e Arbaan, dois pontos altos do calendário xiita, durante a viagem que os leva todos os anos à cidade sagrada de Kerbala (centro). "Pegamos nossos travesseiros e viemos", contou à AFP Fadel Rahmane, um motorista de tuk-tuk de 33 anos que simpatiza com Sadr. Ele e cerca de 20 outros ajudaram a financiar um "mawkeb" contribuindo com cerca de 170 dólares. "Servimos comida para os manifestantes. Tem chá e água fria, que é o mais importante neste calor", acrescenta, já que as temperaturas ultrapassam os 40 graus.Ele diz que quer "tirar os corruptos do poder", o mesmo discurso de Moqtada Sadr, que exige a dissolução do Parlamento e eleições legislativas antecipadas. Mais de dez meses após as eleições de outubro de 2021, o Iraque ainda não tem um novo primeiro-ministro ou governo. As barracas sadristas coloridas se alinham na avenida que leva ao Parlamento, protegendo do sol os manifestantes deitados em colchões. Os mais sortudos têm ar-condicionado, ligado à rede elétrica do Parlamento. Os voluntários distribuem comida em mesas dobráveis. Um caminhão foi transformado em uma cantina móvel, onde arroz, feijão e carne ao molho são cozidos em panelas enormes.Ao todo, "70 mawakeb abastecem o acampamento dos sadristas", financiados por partidários do líder xiita, disse um organizador à AFP sob condição de anonimato. Todos os dias, cada "mawkeb" prepara e serve cerca de 100kg de arroz, além de carnes, bebidas e frutas, com um orçamento diário de cerca de 4.000 dólares, estima ele. No acampamento opositor, os partidários do Marco de Coordenação, facções xiitas influentes que são em sua maioria pró-iranianas e menos numerosas que os sadristas, ocupam há uma semana uma avenida que leva à zona verde. Eles exigem um governo capaz de melhorar a vida cotidiana dos iraquianos e remediar a falta de eletricidade e água, entre outros problemas. Também contam com o apoio dos "mawakeb", segundo um responsável, que pediu anonimato. "Milhares de pessoas são afetadas pela demora na formação do governo. Estão dispostas a fornecer qualquer tipo de apoio para que um governo se forme", diz. "Nós mesmos cozinhamos e servimos o povo", conta Abu Ali al-Zayadi, manifestante de 45 anos, à AFP. O protesto continuará "até que nossas demandas legítimas sejam atendidas e especialmente até a formação de um governo", destaca. Veja Mais

Papa descarta investigação de cardeal canadense acusado de agressão sexual (oficial)

em - Internacional O papa Francisco descartou a abertura de uma "investigação canônica" do cardeal canadense Marc Ouellet por falta de provas. Ele foi acusado em seu país de abuso sexual, disse o porta-voz do Vaticano nesta quinta-feira(18). "O papa Francisco declara que não há elementos suficientes para abrir uma investigação canônica por agressão sexual sobre o cardeal Ouellet contra a pessoa F.", disse o porta-voz em comunicado. As denúncias foram feitas por uma mulher identificada com a letra "F.", que alegou ter sido agredida várias vezes pelo cardeal. Veja Mais

Pesquisa aponta amplo favoritismo de Liz Truss para suceder Boris Johnson em Downing Street

em - Internacional A ministra britânica das Relações Exteriores, Liz Truss, é a favorita para assumir o cargo de primeira-ministra do Reino Unido, em substituição a Boris Johnson, de acordo com uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (18).Truss tem 32 pontos de vantagem sobre o rival na disputa, o ex-ministro das Finanças Rishi Sunak: 66% dos membros do Partido Conservador apoiam e apenas 34% pretendem votar em Sunak, de acordo com a pesquisa News que não considera os 13% que se declaram indecisos.Há duas semanas, uma pesquisa Times apontava uma vantagem de 38 pontos.Vários debates, alguns tensos, foram organizados nas últimas semanas entre os dois candidatos à sucessão de Boris Johnson, em um contexto econômico e social particularmente difícil, com inflação superior a 10% em ritmo anual e greves em vários setores devido ao colapso do poder aquisitivo da população.Boris Johnson foi obrigado a renunciar em 7 de julho, depois que mais de 50 funcionários do governo pediram demissão, cansados dos escândalos e mentiras do primeiro-ministro demissionário.Os 200.000 integrantes do Partido Conservador votam por correspondência ou online para designar quem o sucederá como líder do partido e, portanto, como chefe de Governo.Quase 57% dos membros do partido (majoritariamente homens, brancos, mais velhos) afirmam que já votaram e outros 38% informaram que ainda não registraram o voto. Liz Truss, de 47 anos, à direita do partido e que se considera pupila de Margaret Thatcher, tem 37 pontos de vantagem entre os que já votaram (68% contra 31% para Sunak).A pesquisa, que ouviu 1.089 membros do partido, mostra que os dois candidatos continuam sendo menos populares que Boris Johnson, que se estivesse na disputa eleitoral receberia 46% dos votos dos membros do partido, contra 24% para Truss e 23% para Sunak. Veja Mais

Rússia envia mísseis hipersônicos a Kaliningrado

em - Internacional A Rússia anunciou nesta quinta-feira o envio de aviões equipados com mísseis hipersônicos de última geração para Kaliningrado, em um momento de grande tensão ao redor do território russo cercado por países da Otan, em pleno conflito na Ucrânia."Como parte da aplicação de medidas estratégicas de dissuasão adicionais, três MiG-31 com mísseis hipersônicos Kinjal foram novamente enviados à base aérea de Chakalovsk, na região de Kaliningrado", afirmou o ministério russo da Defesa em um comunicado.As três aeronaves integrarão uma unidade de combate "operacional 24 horas", acrescenta a nota.Os mísseis balísticos hipersônicos "Kinjal" (punhal em russo) e os mísseis de cruzeiro "Zircon" pertencem a uma gama de novas armas desenvolvidas pela Rússia. O presidente Vladimir Putin as classificou de "invencíveis", porque supostamente não são detectadas pelos sistemas de defesa adversários.A Rússia anunciou em várias ocasiões que usou mísseis hipersônicos em condições reais como parte da ofensiva em larga escala que executa na Ucrânia desde fevereiro.A presença dos mísseis em Kaliningrado, um território já muito militarizado, acontece em um momento de grande tensão: o território, situado no Báltico, foi alvo de uma disputa diplomática entre Rússia e União Europeia nas últimas semanas.Com as sanções aprovadas pela UE em resposta ao ataque russo contra a Ucrânia, a Lituânia proibiu o tráfego por seu território de algumas mercadorias que seguiam para Kaliningrado.Mas, após os protestos e ameaças de Moscou, a UE pediu a Vilnius que autorize o trânsito por ferrovia de produtos russos, desde que não inclua material militar.Kaliningrado, que fica entre a Polônia e a Lituânia, é abastecida principalmente por ferrovia a partir da Rússia continental. Veja Mais

Antes odiado pela esquerda, FBI agora é atacado pelos conservadores dos EUA

em - Internacional Os agentes do 'Federal Bureau of Investigation' (FBI, a polícia federal dos Estados Unidos) estão acostumados com as críticas, mas nunca na história da agência enfrentaram algo como os ataques dos conservadores após a operação de busca na residência do ex-presidente Donald Trump na Flórida, na semana passada.Em mais de 100 anos de história, o FBI já foi odiado por sulistas racistas e segregacionistas, por defensores das liberdades civis e especialmente por afro-americanos cujo movimento de libertação dos anos 1960 foi tratado como uma grave ameaça nacional pela agência.Mas as ameaças da semana passada têm origem em sua base política: os conservadores republicanos."É o mundo virado de cabeça para baixo", disse Kenneth O'Reilly, historiador aposentado da Universidade do Alasca, que escreveu livros sobre o FBI e a política.De acordo com ele, o FBI é historicamente uma "instituição profundamente conservadora", com apoio bipartidário em Washington.Mas desde que Trump chamou a instituição de corrupta e fascista após a operação em sua propriedade de Mar-a-Lago, em 8 de agosto, para procurar por documentos secretos retidos ilegalmente pelo ex-presidente, os ataques não dão trégua.A presidente do Comitê Nacional Republicano, Ronna McDaniel, acusou o FBI de "abuso de poder".O senador Marco Rubio, republicano da Flórida, comparou a agência à polícia secreta de uma ditadura marxista, enquanto o representante Paul Gosar declarou: "Temos que destruir o FBI".Na internet, e inclusive na rede social criada por Trump, Truth Social, as ameaças foram ainda mais violentas e se tornaram reais.Em 11 de agosto, um homem armado de 42 anos atacou a unidade do FBI em Cincinnati depois de escrever em algumas contas de redes sociais que as pessoas deveriam "responder com força" à operação contra Trump e "matar o FBI".Ele não conseguiu entrar no escritório na cidade de Ohio e foi morto por um tiro de um policial.Um dia depois, um homem de 46 anos foi detido na Pensilvânia por ameaças similares."Se você trabalha para o FBI, então você merece morrer", escreveu nas redes sociais.- Crítica, mas sem violência -O FBI, mitificado durante muito tempo no cinema e na televisão - incluindo as histórias sobre os 'G-men' na década de 1930 e o poderoso e inescrutável J. Edgar Hoover -, recebe críticas recorrentes de todos os lados, disse O'Reilly à AFP."Entre os racistas do sul no início dos anos 1960, houve uma grande reação contra o FBI, que foi tratado como a Gestapo por investigar os linchamentos de afro-americanos".O pior período, disse O'Reilly, também aconteceu na década de 1960, quando o FBI espionou e trabalhou para minar o movimento pelos direitos civis, difamando Martin Luther King Jr. e alimentando a violência entre grupos rivais para desacreditá-los.Mas as reações na época foram de indignação e disputa jurídica, o que levou a uma ampla investigação no Congresso, que expôs os abusos cometidos, afirma o homem que documentou a guerra do FBI contra o movimento nacionalista negro."Não havia violência direcionada contra contra os agentes do FBI". - Apoio popular até o momento -Em 1995, as ações do FBI desencadearam um ataque violento. Extremistas contrários ao governo detonaram uma bomba em um prédio federal em Oklahoma City que incluía a sede regional do FBI, um atentado que matou 168 pessoas.A reação dos extremistas foi motivada em parte pela má gestão do FBI de duas tomadas de reféns em 1992 e 1993, que terminaram com várias mortes.Apesar da crise, o FBI conseguiu manter, de maneira geral, um forte apoio político e popular.A atual onda anti-FBI tem sua origem na longa batalha de Trump com a agência e, em particular, as investigações da polícia federal sobre centenas de simpatizantes do ex-presidente que invadiram o Capitólio de maneira violenta em 6 de janeiro de 2021.Para O'Reilly, as ameaças abertas de políticos e apoiadores de Trump são o que tornam o momento atual chocante."Eu acredito que a grande maioria dos agentes do FBI votou em Trump", disse."Então é uma ideia sem sentido que os elementos mais conservadores do Partido Republicano vejam o FBI como uma ferramenta da esquerda radical".- Clima de violência -A forte resposta das autoridades judiciais dos Estados Unidos às ameaças também foi extraordinária. Cercas foram instaladas para proteger a sede do FBI em Washington"A violência e as ameaças contra agentes da lei, incluindo o FBI, são perigosas e deveriam preocupar profundamente todos os americanos", advertiu o diretor da agência, Chris Way.O Departamento de Segurança Interna alertou em um boletim especial que os agentes podem estar em perigo."Não me lembro de ameaças similares nos últimos anos", disse à emissora NPR Brian O'Hare, presidente da Associação de Agentes do FBI."É preocupante. É inaceitável. E deveria ser condenado por todos que estão cientes", disse. "É um clima de aceitação da violência que precisa mudar". Veja Mais

Reino Unido enfrenta onda de greves contra a inflação que corrói os salários

em - Internacional As greves por reajustes salariais se multiplicaram neste verão (hemisfério norte) no Reino Unido e há novas paralisações previstas para o final de agosto, diante de uma inflação em alta e um poder aquisitivo que em colapso.Os sindicatos britânicos RMT, TSSA e Unite convocaram uma nova paralisação de funcionários ferroviários para esta quinta-feira e sábado. O movimento, que envolve dezenas de milhares de trabalhadores, começou em junho e representa a maior greve no setor nos últimos trinta anos.Neste período de férias escolares, a Network Rail - administrador público da rede ferroviária - alertou que circularia com apenas um trem de cada cinco e pediu aos britânicos que "usem os trens somente se for absolutamente necessário".Na sexta-feira, toda a rede de transportes de Londres ficará praticamente paralisada e continuará debilitada por todo o fim de semana.No domingo, os estivadores do porto de Felixstowe (leste da Inglaterra), o maior porto de carga do país, iniciarão uma greve de oito dias, ameaçando interromper grande parte do tráfego de cargas. Em todos os lugares, o lema é o mesmo: os trabalhadores exigem reajustes salariais correspondentes à inflação, que atingiu 10,1% em 12 meses em julho e pode superar 13% em outubro, segundo projeções do Banco da Inglaterra. O poder de compra está sendo consumido em velocidade recorde pelo aumento dos preços, o que "demonstra a necessidade vital... de defender o valor dos salários", disse Sharon Graham, secretária-geral do Unite, um dos principais sindicatos do país.- Primeira greve em 35 anos -Convocados pelo sindicato do setor CWU, mais de 115.000 funcionários dos correios planejam quatro dias de greve entre o final de agosto e o início de setembro, enquanto 40.000 trabalhadores da operadora de telecomunicações BT farão sua primeira greve em 35 anos. Ações semelhantes estão planejadas ou já ocorreram em depósitos da Amazon, entre advogados criminais ou entre coletores de lixo. "As empresas fazem todo o possível para ajudar seus funcionários a passar por esse período", disse o sindicato dos empregadores da CBI na terça-feira. "Mas uma grande maioria não pode se dar ao luxo de aumentar os salários o suficiente para compensar a inflação", acrescentou. Algumas greves foram evitadas de última hora graças a ofertas de remuneração consideradas satisfatórias. Funcionários de uma empresa de abastecimento de combustível no Aeroporto Internacional de Heathrow, em Londres, que ameaçaram interromper o tráfego, acabaram cancelando a greve. A equipe de terra da British Airways, que pedia como mínimo o restabelecimento dos salários cortados em 10% durante a pandemia, aceitou um aumento de 13% e desistiu da paralisação.Mas os ferroviários mantêm a greve, já que as negociações com uma multidão de operadores privados estão congeladas.- Propostas "miseráveis" -Os sindicatos também denunciam a decisão do governo de modificar a lei para permitir que trabalhadores temporários substituam os grevistas. A famosa loja de departamentos de luxo de Londres Harrods foi a "primeira empresa a ameaçar seus funcionários" de recorrer a essa lei, em meio a uma votação de funcionários sobre uma proposta de greve, segundo a Unite. Os movimentos sociais podem prosseguir além do verão e se estender aos trabalhadores da educação e saúde, dos quais os sindicatos chamam as ofertas de aumentos salariais de 4% de "miseráveis".BT GROUPROYAL MAILIAG - INTERNATIONAL CONSOLIDATED AIRLINES GROUP Veja Mais

Atentado em mesquita de Cabul deixa 21 mortos

em - Internacional Vinte e uma pessoas morreram e 33 ficaram feridas em um atentado com explosivos em uma mesquita lotada de fiéis na capital do Afeganistão, Cabul, anunciou a polícia local."Ontem (quarta-feira) aconteceu uma explosão em uma mesquita, durante a oração da tarde. Vinte e um cidadãos foram martirizados e 33 ficaram feridos", afirmou o porta-voz da polícia de Cabul, Khalid Zadran, em um comunicado."Explosivos foram colocados dentro da mesquita", acrescentou o porta-voz.Nenhum grupo reivindicou o ataque."Ele era meu primo (...) Um ano se passou desde seu casamento, ele tinha 27 anos e seu nome era Fardin. Ele era uma boa pessoa", disse um homem que se identificou como Masiullah ao relatar a morte de um parente na explosão.A ONG italiana Emergency, que administra um hospital em Cabul, informou na quarta-feira que atendeu 27 vítimas da explosão, com três mortos. Entre os pacientes estavam cinco crianças."A maioria dos pacientes que recebemos após a explosão na mesquita sofreu ferimentos por estilhaços e queimaduras", afirmou a Emergency em um e-mail.A mesquita que foi alvo do ataque fica no distrito sunita do noroeste de Cabul e também tem uma escola religiosa. Nesta quinta-feira, o edifício, com as janelas quebradas, estava protegido por vários talibãs armados, que também patrulhavam as ruas próximas.- EI, um desafio para o Talibã -Na semana passada, um homem-bomba detonou explosivos dentro de uma escola religiosa de Cabul, um ataque que matou o clérigo talibã Rahimullah Haqqani e seu irmão.O religioso era conhecido em particular por seus discursos inflamados contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), que reivindicou o ataque.Embora os índices de violência tenham registrado queda no Afeganistão desde a tomada do poder pelos talibãs, em agosto do ano passado, o país registra com frequência atentados.No mês de agosto já foram executados vários ataques mortais. E uma série de atentados com bombas foi registrada no final de abril, durante o mês sagrado do Ramadã, e no fim de maio, com um balanço de dezenas de mortos.A maioria dos ataques é reivindicada pelo EI, geralmente direcionados contra minorias como os xiitas, os sufis ou os sikhs, mas também contra os talibãs. O Talibã afirma que derrotou este grupo extremista, mas analistas afirmam que o EI continua sendo um desafio de segurança para o movimento islamita.Os dois grupos são islamitas sunitas radicais, mas o Talibã e o EI se tornaram grandes rivais, com divergências ideológicas e estratégicas.O ataque de quarta-feira aconteceu na véspera de uma importante reunião nesta quinta-feira, com mais de 2.000 clérigos religiosos e líderes talibãs na cidade de Kandahar, berço do movimento talibã.Um porta-voz talibã afirmou em um comunicado que "decisões importantes serão adotadas na conferência". Veja Mais

Líder rebelde no exílio retorna ao Chade para diálogo de paz

em - Internacional Um importante líder rebelde do Chade, no exílio há vários anos, retornou nesta quinta-feira (18) a N'Djamena, dois dias antes de um diálogo nacional entre a oposição civil e armada e a junta que governa o país.Líder da União das Forças da Resistência (UFR), Timan Erdimi, de 67 anos, morava no Catar há uma década, depois de tentar derrubar seu tio e ex-presidente Idriss Déby Itno em 2008 e depois em 2019.Erdimi participará a partir de sábado no diálogo que deve resultar em eleições "livres e democráticas", assim como no retorno dos civis ao poder.O fórum foi anunciado pelo comandante da junta militar, o general Mahamat Idriss Deby, e acontece após a assinatura, em 8 de agosto, de um acordo com 40 grupos opositores para o início de um processo de paz.O diálogo deve durar três semanas e reunirá 1.400 representantes do governo militar, da sociedade civil, de partidos da oposição, sindicatos e grupos rebeldes.O novo governante assumiu o o poder no ano passado, depois que seu pai e presidente durante 30 anos morreu durante uma operação militar contra os rebeldes.A negociação de paz deveria ter começado em fevereiro, mas foi adiada em diversas ocasiões pelas divergências entre os grupos rebeldes sobre participar ou não no diálogo.A UFR está entre os 40 grupos rebeldes que assinaram o acordo e decidiram prosseguir com o diálogo.O grupo rebelde tentou derrubar o governo em 2008 e novamente em 2019, quando enviou uma coluna de guerrilheiros em 50 veículos a partir da Líbia e através do Sudão.O avanço foi interrompido pelos bombardeios da aviação da França, aliada na força de segurança da região do Sahel a qual às autoridades do Chade pediram ajuda. Veja Mais

Explosão em mesquita de Cabul deixa 21 mortos

em - Internacional Uma explosão destruiu uma mesquita lotada de fiéis na capital do Afeganistão, Cabul, e deixou pelo menos 21 mortos e 33 feridos, anunciou a polícia local."Ontem (quarta-feira) aconteceu uma explosão em uma mesquita, durante a oração da tarde. Vinte e um cidadãos foram martirizados e 33 ficaram feridos", afirmou o porta-voz da polícia de Cabul, Khalid Zadran, em um comunicado."Explosivos foram colocados dentro da mesquita", acrescentou o porta-voz.Nenhum grupo reivindicou o ataque.A ONG italiana Emergency, que administra um hospital em Cabul, informou na quarta-feira que atendeu 27 vítimas da explosão, com três mortos. Entre os pacientes estavam cinco crianças."A maioria dos pacientes que recebemos após a explosão na mesquita sofreu ferimentos por estilhaços e queimaduras", afirmou a Emergency em um e-mail.Na semana passada, um homem-bomba detonou explosivos dentro de uma escola religiosa de Cabul, um ataque que matou o clérigo talibã Rahimullah Haqqani e seu irmão. A ação foi reivindicada pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).Embora os índices de violência tenham registrado queda no Afeganistão desde a tomada do poder pelos talibãs, em agosto do ano passado, o país sofre com frequência ataques do EI, geralmente direcionados contra minorias como os xiitas, os sufis ou os sikhs. Os talibãs afirmam que derrotaram este grupo extremista, mas analistas afirmam que o EI continua sendo um desafio de segurança para o movimento islamita.Os dois grupos são islamitas sunitas radicais, mas o Talibã e o EI se tornaram grandes rivais, com divergências ideológicas e estratégicas.O ataque aconteceu antes de uma importante reunião nesta quinta-feira com mais de 2.000 clérigos religiosos e líderes talibãs na cidade de Kandahar, berço do movimento talibã.Um porta-voz talibã afirmou em um comunicado que "decisões importantes serão adotadas na conferência". Veja Mais

Tabaco e álcool são principais causas de câncer no mundo

em - Internacional Cerca de metade dos cânceres do mundo se devem a um fator de risco determinado, e o tabaco e o álcool estão no topo da lista, segundo um grande estudo divulgado nesta sexta-feira. As medidas de prevenção são essenciais, mas não são a panaceia, advertem os autores."Segundo nossa análise, 44,41% das mortes por câncer no mundo podem ser atribuídas a um fator de risco determinado", considera o estudo, publicado na revista "Lancet" como parte do projeto mundial Global Burden of Disease. Milhares de pesquisadores em todo o mundo estão envolvidos nesse amplo projeto, financiado pela Fundação Bill Gates e de dimensão sem precedentes. O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre os fatores de risco de câncer por região.As primeiras conclusões confirmam que o tabaco é o principal fator que favorece o câncer (33,9%), seguido do álcool (7,4%), em todo o planeta. No entanto, aproximadamente metade dos cânceres não são atribuíveis a um determinado fator de risco, o que mostra que a prevenção não é suficiente.O diagnóstico precoce e um tratamento eficaz devem ser os outros dois pilares de uma política de saúde inteligente. Dois epidemiologistas que não têm relação com o estudo - Diana Sarfati e Jason Gurney - concordam, na mesma edição da revista, com as conclusões do mesmo, embora alertem que os dados colhidos apresentam deficiências em alguns países. Veja Mais

Militares mexicanos têm responsabilidade no desaparecimento de 43 estudantes em 2014

em - Internacional Militares mexicanos têm alguma responsabilidade, por suas ações ou omissões, no desaparecimento de 43 alunos da escola de Ayotzinapa em 2014, de acordo com um relatório de uma comissão do governo divulgado nesta quinta-feira (18)."Suas ações, omissões ou participações permitiram o desaparecimento e execução dos estudantes, bem como o assassinato de outras seis pessoas", disse Alejandro Encinas, subsecretário do Interior, ao apresentar o relatório em ato público."Não foi comprovada uma ação de natureza institucional, mas havia responsabilidades claras de elementos" das secretarias de Defesa e da Marinha enviados à região no momento dos acontecimentos, acrescentou o chefe da Comissão da Verdade de Ayotzinapa, que não detalha se esses agentes ainda estão na ativa.Encinas esclareceu que é preciso continuar investigando até que ponto militares do Exército e da Marinha participaram do que voltou a classificar como um "crime de Estado".Em 29 de março, o presidente Andrés Manuel López Obrador anunciou que membros da Marinha estavam sob investigação por supostamente terem adulterado provas durante as primeiras investigações, especificamente em um depósito de lixo onde foram encontrados restos humanos, incluindo os dos únicos três estudantes identificados até o momento."A instrução foi dada para investigar os chefes da Marinha que participaram daquela operação e todos os que participaram já depuseram perante o Ministério Público", disse o presidente de esquerda, que criou a comissão para dar um novo impulso às investigações.O desaparecimento dos 43 estudantes ocorreu entre a noite de 26 de setembro e a madrugada de 27 de setembro de 2014, quando se dirigiam à cidade de Iguala (estado de Guerrero, sul) para pegar os ônibus nos quais pretendiam viajar até a Cidade do México para participar de alguns protestos.O caso constitui uma das piores violações de direitos humanos no México - que contabiliza cerca de 100.000 desaparecidos - e gerou forte condenação internacional.De acordo com as investigações, os jovens foram capturados pela polícia local em conluio com o cartel de drogas Guerreiros Unidos, acusado de assassiná-los e incinerar seus corpos. Veja Mais

China: peixes vivos são testados para COVID em meio a novo surto

 China: peixes vivos são testados para COVID em meio a novo surto

em - Internacional Mais de cinco milhões de pessoas tiveram que ser submetidas a testes de covid-19 na cidade costeira de Xiamen, na China, depois que cerca de 40 casos do vírus foram detectados nesta semana. As pessoas não foram as únicas a serem testadas: um aviso oficial afirma que algumas formas de vida marinha também devem ser incluídas na onda de testes em massa. Nas últimas semanas, o comitê distrital de Controle de Pandemia Marítima de Jimei, em Xiamen, emitiu um aviso dizendo que, quando os barcos retornarem aos portos, "tanto os pescadores quanto seus peixes e frutos do mar devem ser testados". O resultado foi que, em meio a esse último surto, imagens de vídeo apareceram em várias plataformas de mídia social, incluindo a Douyin — a versão local do TikTok na China — mostrando profissionais de saúde fazendo testes do tipo PCR em peixes e caranguejos vivos.'Não é o único lugar que faz isso'Embora isso possa parecer incomum, não é a primeira vez que peixes vivos são testados para covid-19. Um funcionário do Departamento Municipal de Desenvolvimento Oceânico de Xiamen disse ao jornal South China Morning Post que o governo aprendeu "muitas lições" de Hainan — que está passando por um grave surto da doença. O servidor afirmou que o surto naquela província pode ter sido desencadeado pela compra e venda de frutos do mar e peixes entre pescadores locais e seus colegas no exterior. A província de Hainan, no sul da China, uma região costeira como Xiamen, registrou mais de 10 mil casos de covid-19 desde o início de agosto, e as autoridades disseram acreditar que esse surto provavelmente está ligado à comunidade pesqueira. A mídia chinesa há muito tempo expressa preocupações de que a vida marinha possa ter ligações com o coronavírus. O primeiro surto de covid-19 foi rastreado em um mercado de animais vivos e frutos do mar na cidade de Wuhan.  Embora seja improvável que os frutos do mar sejam hospedeiros do vírus, muitos dos surtos na China estão ligados a trabalhadores portuários, pessoas que lidam com produtos congelados ou trabalhadores de mercados de pescados. Em junho de 2020, um desses surtos em Pequim provocou pânico. A mídia estatal disse que o vírus da covid-19 foi detectado em tábuas usadas para cortar salmão importado. Isso não apenas levou restaurantes e supermercados a retirar o salmão de suas prateleiras, mas também interrompeu as importações. O pânico se espalhou por todo o país, com medo generalizado sobre a ingestão do peixe. Os peixes não são os únicos bichos a serem testados para covid-19 durante o esforço da China para eliminar o vírus nos últimos dois anos. Em maio, a mídia oficial divulgou imagens de um hipopótamo sendo testado em uma reserva natural em Huzhou, leste de Zhejiang, dizendo que era necessário que o bicho fosse testado duas vezes por semana. It's really massive mass testing if even the hippos are undergoing Covid19 tests (twice a week now, apparently). pic.twitter.com/WSxeQq8m7A — Manya Koetse (@manyapan) May 8, 2022 Também há vídeos nas mídias sociais chinesas mostrando cachorros, gatos, galinhas e até pandas fazendo testes do tipo PCR. O motivo citado pela mídia estatal para os testes é para "garantir a segurança dos animais" e dos visitantes dos locais em que os bichos vivem. - Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62583362Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Morte de dezenas de vacas envenenadas na Itália pode ter sido causada pela seca

em - Internacional A morte surpreendente no início de agosto de dezenas de vacas envenenadas por sorgo na Itália aparentemente foi causada pela seca que afeta o país, disse um cientista à AFP nesta quinta-feira (18). Em 6 de agosto, 50 vacas piemontesas de uma fazenda em Sommariva del Bosco, perto de Turim, na região de Piemonte, sofreram intoxicação aguda por durrina. O agente causa intoxicação por cianeto de hidrogênio em bovinos e está presente naturalmente em plantas jovens de sorgo. "Suspeitamos que a seca seja responsável pela grande quantidade de durrina descoberta em plantas de sorgo", explicou à AFP Stefano Giantin, veterinário do Instituto Zooprofilático Experimental de Piemonte, Ligúria e Val d'Aosta. O sorgo pode ocasionalmente produzir toxicidade devido ao ácido cianídrico produzido pela durrina e, como a quantidade desta substância é grande nos estágios iniciais do crescimento da planta, sua toxicidade é alta.A morte do animal ocorre dentro de 15 a 30 minutos após a ingestão, com distúrbios respiratórios, nervosos e musculares, acompanhados de tremores e convulsões. A durrina também é um meio de autodefesa contra insetos herbívoros: quando hidrolisa no estômago de ruminantes, libera cianeto de hidrogênio. "Normalmente, não leva à morte", enfatiza Giantin. No entanto, nas plantas de sorgo de Sommariva del Bosco, as análises registraram que a concentração de durrina era de 10.717 quantidade considerada "muito anormal" por Giantin. Um número alto devido ao estresse hídrico, ou seja, a seca que afeta a Itália e a Europa em geral, segundo as primeiras análises. Nos animais que morreram em Sommariva, a quantidade de cianeto de hidrogênio foi superior a 900 enquanto uma dose superior a 700 é considerada fatal para o gado. A única maneira de evitar a morte desses animais é injetar rapidamente tiossulfato de sódio, que tem o efeito de neutralizar o cianeto. Este antídoto permitiu salvar trinta cabeças de gado em 11 de agosto, quando o mesmo fenômeno foi registrado em três fazendas de Piemonte, o que causou a morte de 14 vacas. Veja Mais

Ex-diretor da Organização Trump se declara culpado de sonegação fiscal

em - Internacional Allen Weisselberg, ex-diretor financeiro da Organização Trump e próximo a Donald Trump, se declarou culpado de sonegação fiscal nesta quinta-feira (18) e terá que testemunhar no julgamento contra a empresa, segundo nota à imprensa da promotoria de Manhattan. Weisselberg se declarou culpado de 15 acusações de fraude e sonegação de impostos no valor de US$ 1,76 milhão em renda não declarada entre 2005 e 2021, segundo o comunicado. Este homem discreto de 75 anos, que trabalha para os Trump desde 1973, é acusado pela justiça de ter aproveitado benefícios em espécie, em particular de um apartamento em um bairro de luxo de Manhattan, o aluguel de dois carros Mercedes Benz para ele e sua esposa, e de ter recebido dinheiro vivo para suas férias, ocultando tudo do fisco. "Hoje, Allen Weisselberg admitiu na corte que usou sua posição na Organização Trump para fraudar os contribuintes e enriquecer pessoalmente", declarou na nota o promotor do distrito de Manhattan, Alvin Bragg. "O acordo alcançado com o tribunal vincula diretamente a Organização Trump a uma ampla gama de atividades delituosas e requer que Weisselberg dê um testemunho inestimável no próximo julgamento contra a empresa", acrescentou. Em julho de 2021, o ex-executivo da Organização Trump havia declarado inocência, arriscando-se a uma pena de até 15 anos de prisão. Segundo o acordo, ele agora poderá passar apenas cinco meses na prisão e terá que pagar US$ 2 milhões em impostos, multas e juros incluídos, segundo o comunicado à imprensa. Weisselberg tinha se negado até agora a testemunhar pessoalmente conta Donald Trump. O julgamento penal contra a Organização Trump será iniciado em 24 de outubro. Outra investigação cível sobre as mesmas suspeitas de fraude financeira e fiscal é conduzida pela procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James. Foi neste contexto que Trump teve que depor sob juramento na semana passada. No entanto, ele se negou a responder às perguntas amparado na 5ª Emenda da Constituição americana, que permite não testemunhar contra si próprio.Em outro caso, a residência de Donald Trump na Flórida foi revistada na semana passada pelo FBI, a Polícia Federal americana. Os investigadores suspeitam que o ex-presidente republicano tenha violado uma lei de espionagem americana que regula muito estritamente a posse de documentos confidenciais relacionados à segurança nacional, alguns dos quais só devem ser consultados e vistos em edifícios seguros, segundo documentos judiciais. Um comitê parlamentar também busca lançar luz sobre o papel que o magnata desempenhou na invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Veja Mais

Zelensky descarta acordo de paz enquanto houver tropas russas na Ucrânia

em - Internacional O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descartou nesta quinta-feira (18) qualquer acordo de paz com Moscou sem uma retirada prévia das tropas russas que invadiram seu país. Zelensky disse que ficou "muito surpreso" ao ouvir o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, dizer que a Rússia estava "pronta para algum tipo de paz", acrescentando: "Deixe-os primeiro sair de nosso território e depois veremos"."Pessoas que matam, violentam, bombardeiam civis todos os dias em nossas cidades com mísseis de cruzeiro não podem querer a paz", declarou Zelensky em Lviv (oeste), onde se reuniu com Erdogan e com o secretário-geral da ONU, António Guterres."Não confio na Rússia", acrescentou.A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro. Nas primeiras semanas da ofensiva, tentou chegar a Kiev, mas foi rechaçada e desde então concentrou sua operação principalmente no leste e no sul do país, com apoio das forças separatistas pró-russas da região do Donbass. Veja Mais

Erdogan: Turquia está 'do lado da Ucrânia' contra a Rússia

em - Internacional O presidente turco Recep Tayyip Erdogan expressou nesta quinta-feira (18) um firme apoio à Ucrânia, invadida pela Rússia, e expressou sua preocupação com a situação na usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, ocupada por tropas russas e alvo de bombardeios."Enquanto continuamos com nossos esforços para encontrar uma solução [ao conflito], nos mantemos do lado de nossos amigos ucranianos", disse Erdogan depois de se reunir em Lviv (oeste da Ucrânia) com seu homólogo ucraniano Volodimir Zelensky.O presidente turco expressou sua preocupação com a situação na usina nuclear de Zaporizhzhia (sul da Ucrânia), tomada por tropas russas desde março e alvo de bombardeios dos quais Rússia e Ucrânia se acusam mutuamente. "Estamos preocupados. Não queremos outra Chernobyl", disse ele, referindo-se ao acidente na usina ucraniana, o pior da história nuclear civil, ocorrido em 1986, quando a Ucrânia fazia parte da União Soviética. A visita de Erdogan à Ucrânia ocorre duas semanas após seu encontro em Sochi (sul da Rússia) com o presidente russo, Vladimir Putin, com quem concordou em fortalecer a cooperação econômica entre os dois países. Veja Mais

ONU quer 'intensificar' exportações de grãos da Ucrânia antes do inverno boreal

em - Internacional O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, prometeu nesta quinta-feira (18) que sua organização tentaria "intensificar" as exportações de grãos ucranianos antes da chegada do inverno boreal, porque são cruciais para o abastecimento de alimentos de muitos países africanos."Faremos tudo o que pudermos para intensificar nossas operações e, assim, enfrentar as dificuldades do próximo inverno", disse Guterres após uma reunião a três em Lviv (oeste da Ucrânia) com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e o presidente turco, Recep. Tayyip Erdogan. O funcionário também aplaudiu o acordo alcançado entre a Ucrânia e a Rússia, patrocinado pela Turquia, que permitiu a retomada das exportações de grãos ucranianos neste mês. Ucrânia e Rússia são dois dos maiores exportadores de grãos do mundo, cujos preços dispararam desde que a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. Veja Mais

Zelensky diz que visita de Ergogan é 'potente mensagem de apoio' à Ucrânia

em - Internacional O presidente ucraniano Volodimir Zelensky afirmou nesta quinta-feira (18) que a presença em Lviv (oeste) do presidente turco Recep Tayyip Erdogan representa uma "potente mensagem de apoio" ao seu país, que enfrenta há quase seis meses uma invasão russa."A visita do presidente da Turquia à Ucrânia é uma potente mensagem de apoio, vindo de um país tão poderoso", escreveu Zelensky no Telegram. A conversa entre os dois presidentes se concentrou nas questões da exportação de cereais ucranianos e na situação na usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, que russos e ucranianos se acusam mutuamente de bombardear. Veja Mais

Dois líderes rebeldes no exílio retornam ao Chade para diálogo de paz

em - Internacional Dois importantes líderes rebeldes do Chade, no exílio há vários anos, retornaram nesta quinta-feira (18) a N'Djamena, dois dias antes de um diálogo nacional entre a oposição civil e armada e a junta que governa o país.Os líderes são Timan Eridmi e Mahamat Nouri.O líder da União das Forças da Resistência (UFR), Timan Erdimi, de 67 anos, morava no Catar há uma década, depois de tentar derrubar seu tio e ex-presidente Idriss Deby Itno em 2008 e depois em 2019.Erdimi aterrissou de madrugada no aeroporto internacional de N'Djamena, onde foi recebido por quase 50 familiares e simpatizantes."Estou muito feliz de voltar para casa após tantos anos no exílio", disse o rebelde de 67 anos.Um pouco depois, Mahamat Nouri, líder da União das Forças pela Democracia e o Desenvolvimento (UFDD), chegou ao aeroporto da capital do Chade.Nouri, ex-ministro da Defesa de Idriss Deby, foi investigado na França por "crimes contra a humanidade" pelo suposto recrutamento de crianças-soldados no Chade e no Sudão. Foi preso em Paris em 2019, mas em 2020 foi libertado por motivos de saúde.Os dois líderes rebeldes participarão a partir de sábado no diálogo que deve resultar em eleições "livres e democráticas", assim como no retorno dos civis ao poder.O fórum foi anunciado pelo comandante da junta militar, o general Mahamat Idriss Deby, e acontece após a assinatura, em 8 de agosto, de um acordo com 40 grupos opositores para o início de um processo de paz.O diálogo deve durar três semanas e reunirá 1.400 representantes do governo militar, da sociedade civil, de partidos da oposição, sindicatos e grupos rebeldes.O novo governante assumiu o o poder no ano passado, depois que seu pai e presidente durante 30 anos morreu durante uma operação militar contra os rebeldes.- Pouco tempo -A negociação de paz deveria ter começado em fevereiro, mas foi adiada em diversas ocasiões pelas divergências entre os grupos rebeldes sobre participar ou não no diálogo.A UFR está entre os 40 grupos rebeldes que assinaram o acordo e decidiram prosseguir com o diálogo.O grupo rebelde tentou derrubar o governo em 2008 e novamente em 2019, quando enviou uma coluna de guerrilheiros em 50 veículos a partir da Líbia e através do Sudão.O avanço foi interrompido pelos bombardeios da aviação da França, aliada na força de segurança da região do Sahel a qual às autoridades do Chade pediram ajuda.Entre os ausentes estão uma importante aliança política e dois dos principais grupos rebeldes, incluindo a Frente pela Alternância e Concórdia no Chade, responsáveis pela ofensiva na qual o ex-presidente Deby foi morto. Seu filho e sucessor apresentou o diálogo como uma oportunidade de reconciliação em um país fraturado que abre as portas para eleições "livres e democráticas" dentro de 18 meses após a tomada do poder militar.O vice-presidente do comitê organizador e ex-opositor de Deby pai, Saleh Kebzabo, disse que essa negociação deve facilitar uma nova Constituição que será submetida a referendo.No entanto, há grandes desafios, a começar pelos prazos. "O cronograma para o diálogo, que deveria ser de 21 dias, não é credível", disse Enric Picco, do International Crisis Group.Além disso, o prazo de 18 meses proposto pela junta expira em outubro. "Não é possível chegar a um acordo em tão pouco tempo", acrescentou. Veja Mais

Fumaça dos incêndios florestais da Rússia chega a Moscou

em - Internacional Vários bairros de Moscou amanheceram nesta quinta-feira (18) em uma neblina com cheiro de queimado, causada pelos grandes incêndios florestais que assolam uma região próxima, em plena onda de calor na Rússia.Segundo a Agência Federal de Florestas (Rosleskhoz), 850 pessoas e 300 dispositivos foram mobilizados, como aviões e helicópteros, para combater as chamas que devoram a região de Ryazan, cerca de 250 quilômetros ao sudeste da capital.A ONG Greenpeace, que se baseia em imagens de satélite, informou que o fogo já afetou mais de 3.300 hectares. No Telegram, o governador interino da região, Pavel Malkov, declarou na quarta-feira à noite que ao menos 800 hectares foram queimados.No início desta quinta, afirmou que três incêndios continuam ativos, em uma superfície de 181 hectares, incluindo a reserva natural de Oka e o parque nacional Meshchiorski, áreas pantanosas.Em nota, a agência Rosleskhoz acusou as autoridades florestais de ter "ocultado a verdadeira extensão" dos incêndios, o que "impediu que as forças federais fossem mobilizadas a tempo"."Não sabemos as causas do incêndio, mas não foi observada nenhuma tempestade ou causa natural na região, então talvez seja de origem humana", apontou nesta quinta-feira o Greenpeace, que enviou uma equipe de bombeiros ao local.Com a mudança climática, a Rússia foi afetada nos últimos anos por graves incêndios florestais, especialmente na Sibéria e no Extremo Oriente, áreas gigantescas e de difícil acesso. Veja Mais

Incêndio é controlado em Portugal, chuva dá uma trégua na Espanha

em - Internacional Portugal apresentou uma trégua nesta quinta-feira (18) pela manhã após declarar "controlado" o incêndio que atingiu o parque natural da Serra da Estrela, no centro do país, enquanto a chuva enfraqueceu os dois grandes incêndios da região espanhola de Valência (leste)."O fogo está controlado, mas não está extinto. Há muito trabalho de consolidação que vai continuar nos próximos dias", disse o comandante da Proteção Civil português Miguel Oliveira à rádio TSF na noite de quarta-feira."Ainda é possível e muito provável que haja novas reativações, mas esperamos que não alcancem proporções preocupantes", disse. Quase mil bombeiros estão mobilizados no local nesta quinta-feira de manhã, segundo informações da Autoridade Nacional de Proteção Civil. O incêndio, que foi controlado pela primeira vez na semana passada, voltou a aumentar na segunda-feira, alimentado por fortes ventos.O fogo, que começou em 6 de agosto no coração deste parque natural reconhecido pela Unesco, é o maior deste verão em Portugal, com cerca de 25.000 hectares de floresta queimados nesta serra, que tem aproximadamente 2.000 metros de altura, segundo estimativas provisórias.Portugal, que este ano sofre uma seca excepcional, espera uma nova onda de calor a partir de sábado.O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um aumento gradual das temperaturas até setembro, que deve ser "mais quente e seco" que o normal.Desde o início do ano, cerca de 92.000 hectares queimaram em Portugal, a maior superfície desde os incêndios mortais de 2017 nos quais cerca de cem pessoas morreram, segundo o último balanço do Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas.A chegada da chuva, porém, freou consideravelmente os dois grandes incêndios que assolavam a região espanhola de Valência."Finalmente, uma boa notícia: a chuva e a queda das temperaturas ajudaram a delimitar o perímetro do incêndio de Vall d'Ebo. Os moradores retirados poderão retornar gradualmente às suas casas", escreveu no Twitter o presidente regional valenciano, Ximo, Puig.Sobre o outro incêndio, Puig afirmou, nesta quinta-feira pela manhã à rádio Cadena Ser, que "esta noite o incêndio de Bejís teve um comportamento muito positivo", portanto espera que seja "o dia decisivo para acabar" com ele.Os incêndios de Bejís e Vall d'Ebo queimaram quase 25.000 hectares e forçaram a retirada de cerca de 3.000 pessoas.A mudança climática é um fator no aumento dos incêndios florestais em todo o mundo. As ondas de calor, que secam as florestas e as fragilizam diante da ameaça das chamas, são cinco vezes mais prováveis hoje do que há um século e meio. Veja Mais

Rússia bombardeia Kharkiv antes de reunião do secretário-geral da ONU com Zelensky

em - Internacional A Rússia bombardeou nesta quinta-feira (18) a região de Kharkiv e matou pelo menos cinco pessoas, poucas horas antes de uma reunião entre o secretário-geral da ONU e os presidentes da Ucrânia e da Turquia para falar sobre o impacto da guerra e possíveis soluções, quase seis meses após o início da invasão russa. Antonio Guterres, Volodimir Zelensky e Recep Tayyip Erdogan, que se reunirão em Lviv, no oeste do país, discutirão o recente acordo para a exportação de cereais ucranianos, "a necessidade de uma solução política para o conflito" e a segurança da central nuclear de Zaporizhzhia, afirmou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.A Rússia negou que seu exército armazene "armas pesadas" na central nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia. A usina, a maior da Europa, está ocupada desde março pelo exército russo e é alvo de bombardeios, o que provoca uma troca de acusações entre Moscou e Kiev sobre a autoria dos ataques.Em sua mensagem diária, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky informou que o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, já chegou ao país."Vamos trabalhar juntos para conseguir os resultados que a Ucrânia precisa", disse.Guterres terá um encontro bilateral com Zelensky e na sexta-feira visitará Odessa, um dos três portos utilizados no acordo de exportação de cereais, antes de viajar à Turquia para conhecer o Centro de Coordenação Conjunta (CCC) que supervisiona o acordo.De acordo com a ONU, entre 1º e 15 de agosto foram autorizadas as saídas de 21 navios da Ucrânia com mais de 563.000 toneladas de produtos agrícolas, incluindo mais de 451.000 toneladas de milho.Os principais destinos dos produtos foram Turquia (26%), Irã (22%) e Coreia do Sul (22%).O primeiro navio humanitário fretado pela ONU, com 23.000 toneladas de trigo, zarpou da Ucrânia na terça-feira com destino ao continente africano, como parte do acordo anunciado em julho com mediação das Nações Unidas e da Turquia.- Risco alimentar -Ucrânia e Rússia estão entre os maiores exportadores mundiais de grãos, que registraram uma disparada dos preços desde a invasão russa em 24 de fevereiro.De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), 345 milhões de pessoas em 82 países enfrentam uma insegurança alimentar aguda - número recorde - e até 50 milhões de pessoas em 45 países correm o risco de morrer de fome caso não recebam ajuda humanitária. Zelensky mantém a intensa atividade diplomática e informou que 55 embaixadas retomaram os trabalhos no país.O chefe de Estado busca ajuda financeira e material para o país e insiste que a comunidade internacional deve adotar sanções mais severas contra a Rússia. No campo de batalha, os combates prosseguem e provocam novas vítimas civis. A Ucrânia anunciou que cinco pessoas morreram em bombardeios russos contra Kharkiv na manhã de quinta-feira.Outro bombardeio com mísseis atingiu a cidade de Krasnograd, 80 quilômetros ao sul de Kharkiv, e provocou duas mortes.Na quarta-feira, Kharkiv já havia sido atingida por bombardeios que mataram sete pessoas, de acordo com as autoridades locais.Localizada a apenas 40 quilômetros da fronteira russa, Kharkiv é alvo frequente de ataques do exército russo desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, mas não foi ocupada pelas tropas invasoras.Centenas de civis morreram na região desde o começo da invasão, de acordo com as autoridades locais.- Risco nuclear -No sul da Ucrânia, a situação continua tensa ao redor da central nuclear de Zaporizhzhia.A Rússia afirmou que não têm armas pesadas no complexo, como acusa a Ucrânia, e que no local "há apenas unidades responsáveis pela segurança".Moscou acusou Kiev de planejar uma "provocação" na central para coincidir com a visita à Ucrânia do secretário-geral da ONU.Rússia e Ucrânia trocam acusações desde o fim de julho sobre os bombardeios na área da central nuclear.Um bombardeio atingiu um edifício de depósito radioativo e outro provocou a suspensão automática de um reator."Ninguém poderia prever que tropas russas disparariam contra os reatores nucleares com tanques. Foi algo sem precedentes", disse o ministro ucraniano do Interior, Denys Monastyrsky, durante uma visita a Zaporizhzhia, cidade localizada a 50 quilômetros da usina."Devemos nos preparar para todos os cenários possíveis", alertou, antes de acusar a Rússia de ser um "Estado terrorista (...) Enquanto a Rússia controlar a usina nuclear de Zaporizhizha haverá grandes riscos". Veja Mais

Morre palestino ferido em confrontos com o exército israelense na Cisjordânia

em - Internacional Um palestino de 20 anos, ferido a tiros em confrontos com as forças israelenses em Nablus, na Cisjordânia ocupada, faleceu nesta quinta-feira em consequência dos ferimentos.A vítima foi identificada como Wassim Abu Khalifa, do campo de refugiados palestinos de Balata em Nablus. Ele foi ferido no peito durante a madrugada, segundo a agência palestina Wafa.O Crescente Vermelho palestino informou um balanço de 31 feridos nos confrontos registrados nas proximidades do suposto túmulo de José, um dos 12 filhos do patriarca Jacó.Os palestinos consideram este local, próximo ao campo de Balata, o túmulo de uma figura religiosa muçulmana.O exército israelense afirmou que a operação tinha o objetivo de "garantir a entrada de fiéis no túmulo de José na localidade de Nablus". Veja Mais

Inundações no noroeste da China deixam 16 mortos e dezenas de desaparecidos

em - Internacional Ao menos 16 pessoas morreram e dezenas são consideradas desaparecidas após inundações na região noroeste da China que provocaram deslizamentos de terra e a mudança de curso de um rio, informou a imprensa estatal.As inundações aconteceram em uma área montanhosa da província de Qinghai e afetaram mais de 6.200 moradores de seis localidades, de acordo com o canal oficial CCTV."Dezesseis pessoas morreram e 36 estão desaparecidas", informou a emissora, que também citou operações de resgate.O evento ocorre durante um verão de calor extremo na China, com recordes históricos de temperatura em várias cidades.As inundações foram provocadas por uma tempestade intensa e repentina na quarta-feira à noite.Os cientistas afirmam que os fenômenos meteorológicos extremos se tornaram mais frequentes devido à mudança climática e devem continuar aumentando com o aquecimento global.Em junho, grandes inundações provocaram o deslocamento de quase meio milhão de pessoas no sul da China e causaram danos avaliados em 250 milhões de dólares.No sábado, no sudoeste do país, quatro pessoas morreram e nove ficaram feridas em inundações.Ao mesmo tempo, também no sudoeste, milhões de pessoas enfrentam cortes de energia elétrica esta semana porque a onda de calor levou o sistema de energia ao limite e provocou a paralisação das fábricas. Veja Mais

Rússia nega ter "armas pesadas" na central ucraniana de Zaporizhzhia

em - Internacional O ministério da Defesa da Rússia negou nesta quinta-feira que seu exército armazene "armas pesadas" para central nuclear de Zaporizhizha, na Ucrânia, alvo recente de bombardeios."As tropas russas não têm armas pesadas no complexo da central nem nas áreas próximas. Há apenas unidades responsáveis pela segurança", afirmou o ministério em um comunicado."As Forças Armadas russas tomam todas as medidas necessárias para garantir a segurança da central nuclear de Zaporizhzhia", acrescenta a nota.Também acusou Kiev de planejar uma "provocação" para quinta-feira no local, durante a visita à Ucrânia do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.Moscou acredita que as unidades artilharia ucranianas pretendem atirar contra a central para depois acusar a Rússia de provocar um acidente nuclear.Rússia e Ucrânia trocam acusações desde o fim de julho sobre os recentes bombardeios contra a maior central nuclear da Europa, que provocaram o temor de uma catástrofe.Kiev acusa Moscou de armazenar armas pesadas na central e de usar o local como plataforma de disparos contra as posições de seu exército, mas o Kremlin nega.As tropas russas tomaram o controle da central no início de março, pouco depois do início da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro.Para garantir a segurança do local e permitir uma missão de inspeção, Antonio Guterres e o governo dos Estados Unidos anunciaram uma proposta na semana passada para estabelecer uma zona desmilitarizada ao redor da central. Veja Mais

Bolsonaro se envolve em confusão com influenciador que o insultou em Brasília

em - Internacional O presidente Jair Bolsonaro se envolveu em uma confusão nesta quinta-feira (18) com um influenciador digital que o questionou e insultou chamando-o de "vagabundo" e "tchutchuca do Centrão", agarrando o homem pela camiseta e pelo braço enquanto ele gravava um vídeo.As imagens do incidente em Brasília mostram Bolsonaro segurando o homem, em uma aparente tentativa de tomar o seu telefone celular, enquanto ele filmava a si próprio criticando o presidente aos gritos. O site G1, que publicou o vídeo, identificou o homem como Wilker Leão, que se apresenta como advogado, cabo do Exército, aficionado da política e entusiasta dos militares, com 127.000 seguidores no TikTok. A discussão ocorreu quando um Bolsonaro sorridente cumprimentava apoiadores do lado de fora do Palácio da Alvorada. Filmando com seu celular, Leão se aproximou do presidente e perguntou por que ele havia se aliado ao "Centrão" e sancionado uma lei limitando a delação premiada, usada em investigações contra a corrupção. Uma pessoa não identificada afastou Leão e o jogou no chão, mas ele se levantou e voltou a se aproximar do presidente, que havia entrado em seu carro, chamando-o de "covarde" e "vagabundo". Bolsonaro, então, desceu do carro e enfrentou o influenciador. "Vem cá, quero falar contigo", disse o presidente, que, primeiramente, segurou Leão pela camiseta, e depois o agarrou pelo braço. Os seguranças do presidente afastaram o rapaz, que também gravou vídeos criticando a esquerda. Minutos depois, Bolsonaro permitiu que ele se aproximasse e falou com ele rapidamente. "Eu preciso aprovar as coisas no Parlamento, certo?", disse o presidente, antes de voltar para o carro e ir embora. Nem Leão, nem o gabinete do presidente responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Bolsonaro, 67 anos, tentará a reeleição em outubro, e terá como principal concorrente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), que lidera as pesquisas de intenção de voto. Veja Mais

Filhos menores de opositores presos na Nicarágua sofrem 'traumas', denunciam famílias

em - Internacional Os filhos menores de opositores presos na Nicarágua estão sofrendo de ansiedade e depressão, afastados há um ano de seus pais e sem permissão para visitá-los, afirmaram familiares nesta quinta-feira (18).Ao menos 19 filhos menores de idade enfrentam a ausência de seus pais ou mães, que estão na prisão, de diversas formas, mas a maioria tem "traumas" e transtornos de "ansiedade", além de "medo da polícia", disse em coletiva de imprensa virtual Ana Álvarez, parente de Tamara Dávila, uma das presas."Mamãe, não me lembro do seu rosto, já são muitos dias sem te ver (...) Penso em você todos os dias (...) Aprendi as letras para escrever seu nome", diz uma carta atribuída à filha de seis anos de Dávila, lida por um familiar.A família compartilhou ainda um vídeo com desenhos feitos pela menina. As autoridades não permitiram que a mãe receba nada de sua filha, denunciaram.Em um comunicado, os familiares pedem que sejam permitidas imediatamente a visita da criança e de todos os filhos dos opositores detidos, e que sejam garantidas chamadas telefônicas semanais.Alguns opositores, incluindo Dávila, haviam anunciado medidas extremas, como uma greve de fome, em protesto pelo impedimento de ver seus filhos.Outro que adotou a medida foi o jornalista Miguel Mora, cujo filho, que tem deficiência, pede sua presença, de acordo com denúncia anterior de sua esposa Verónica Chávez.Em 2021, foram presos 46 opositores nos meses que antecederam as eleições em que o presidente Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro de 76 anos, obteve seu quarto mandato consecutivo.Eles foram posteriormente condenados pela justiça a até 13 anos de prisão, acusados de crimes como violação da soberania e lavagem de dinheiro.A filha de Tamara Dávila, que presenciou a captura de sua mãe dentro de casa, padece de "um estado de ansiedade permanente e de medo constante" da polícia e de que outros familiares "desapareçam de sua vida", afirmou Álvarez.Enquanto isso, no caso de Alejandra, filha do ex-aspirante à presidência preso Félix Maradiaga, "a ansiedade a levou a desenvolver gastrite", contou a mãe da menina, Bertha Valle."Para nós, como pais, é devastador. Há problemas de aprendizagem, de crescimento e outros prejuízos, ainda que não sejam aparentes", declarou Valle.Organizações de direitos humanos contabilizaram 190 opositores presos na Nicarágua nos últimos anos.Durante a coletiva, a presidente do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), Vilma Núñez, alertou que fazer greve de fome nas condições em que estão esses presos representa "um risco muito grande", além de que pode gerar "mais repressão contra eles". Veja Mais

Bispo agradece solidariedade após duas semanas de detenção policial na Nicarágua

em - Internacional O bispo nicaraguense Rolando Álvarez, detido pela polícia há duas semanas em sua cúria enquanto é investigado por supostamente tentar "desestabilizar" o país, agradeceu nesta quinta-feira (18) os gestos de solidariedade, em meio a tensões entre o clero e o governo."Obrigado por lembraram de nós, obrigado por esta grande comunhão espiritual" na qual reside "nossa força", disse o bispo, em missa transmitida pelo Facebook de dentro da cúria, que está cercada pela polícia.Álvarez, bispo da diocese de Matagalpa, no norte do país, é crítico do governo de Daniel Ortega e está detido em sua cúria junto com uma dezena de pessoas desde 4 de agosto.Álvarez foi detido depois de denunciar o fechamento de cinco rádios religiosas e exigir que o governo Ortega "respeitasse" a liberdade de culto diante do "assédio" que, segundo ele, a Igreja Católica sofre.A polícia anunciou que a diocese de Álvarez é investigada por tentar "organizar grupos violentos" e incitar o "ódio" para "desestabilizar o Estado da Nicarágua"."Estamos nas mãos de Deus", declarou o bispo nesta quinta-feira.A detenção de Álvarez ocorre em meio a desentendimentos entre a Igreja e o governo de Ortega, um guerrilheiro de 76 anos que se mantém no poder desde 2007, após vencer três eleições consecutivas.A última aconteceu em novembro de 2021, com seus opositores presos ou exilados e em meio a questionamentos internacionais.As relações entre a Igreja e o governo Ortega se deterioraram em 2018, quando vários templos abriram suas portas para abrigar manifestantes feridos durante os protestos contra o presidente que foram duramente reprimidos. O governo sustenta que essas manifestações fizeram parte de uma tentativa de golpe promovida pela oposição com o apoio de Washington e na qual os bispos foram cúmplices.A Associação Missionárias da Caridade, da ordem de Madre Teresa de Calcutá, que deixou o país em julho, também foi proibida. Em março, o núncio apostólico Waldemar Sommertag, que participou das negociações entre governo e oposição em 2018 e 2019, já havia sido expulso. Veja Mais

EUA expressa preocupação com insegurança no México

em - Internacional Os Estados Unidos expressaram preocupação, nesta quinta-feira (18), com a insegurança no México, após ataques recentes que deixaram uma dúzia de mortos e comércios incendiados, e alertaram que a violência "esfria" os investimentos no país."A segurança é mais fundamental do que outras questões de preocupação que são difíceis, incluindo o T-MEC", disse o embaixador americano no México, Ken Salazar, em entrevista coletiva, referindo-se ao acordo comercial do qual o Canadá também é membro.Salazar referia-se em particular a uma polêmica levantada pelos Estados Unidos e Canadá contra a política energética mexicana no âmbito do T-MEC."Essas coisas podem ser resolvidas e serão resolvidas, mas se não tivermos resultado na questão da segurança, tudo continuará em dúvida", completou o diplomata.Em função dos atentados da semana passada em vários estados mexicanos, como os fronteiriços Chihuahua e Baixa Califórnia, os consulados dos Estados Unidos de Guadalajara (centro) e Tijuana (norte) emitiram alertas de segurança e pediram aos funcionários que tenham cuidado.Para Salazar, o clima de insegurança "esfria sim o investimento" no México, não só dos Estados Unidos, mas de outros países também.As declarações do embaixador fazem alusão à ação criminosa da semana passada, que incluiu uma série de ataques a civis e comércios e deixou uma dúzia de mortos, incluindo um menor de 12 anos e um radialista, baleado durante uma transmissão ao vivo em Ciudad Juárez (Chihuahua).O governo do presidente Andrés Manuel López Obrador classificou a violência como uma "propaganda criminosa" em resposta aos golpes que as forças de segurança impuseram aos cartéis, que estariam enfraquecidos.Atos de violência foram vistos também em Jalisco (oeste), Guanajuato (centro) e Michoacán (oeste).Salazar descartou classificar os ataques como "terrorismo", mas sim como atos de "insegurança real" com "consequências gravíssimas para a população atingida".Após a violência, o governo mexicano reforçou a segurança em Ciudad Juárez e Baixa Califórnia com o envio de centenas de militares.Na segunda-feira, um porta-voz do Departamento do Estado americano disse que Washington trabalha "muito de perto" com as autoridades mexicanas para avaliar a situação na Baixa Califórnia, um destino turístico muito procurado por cidadãos americanos.O México sofre desde 2006 com uma espiral de violência ligada ao crime organizado que já deixou mais de 340.000 mortos. Veja Mais

Derrota de Liz Cheney consolida inclinação do Partido Republicano ao 'trumpismo'

em - Internacional A derrota de Liz Cheney para uma apoiadora fiel de Donald Trump nas eleições primárias nos Estados Unidos ressalta a mudança dramática do Partido Republicano que, com o ex-presidente, se distancia do conservadorismo tradicional para se tornar uma formação política centrada em um líder.O fracasso de Cheney, na terça-feira, no estado de Wyoming, não só põe fim a suas esperanças de tentar um quarto mandato na Câmara de Representantes nas eleições de meio de mandato em novembro, mas também demonstra o forte repúdio dos eleitores republicanos à linha anti-Trump. Cheney, filha de Dick Cheney, ex-vice-presidente de George Bush filho, se alinhou às posições de Trump quando era presidente em 93% de seus votos na Câmara. Mas ousou criticá-lo abertamente em um movimento político que parece cada vez menos aberto à dissidência."Acredito que o Partido Republicano hoje está muito mal e que temos muito trabalho pela frente", disse Cheney à emissora NBC na manhã seguinte à sua derrota."O país precisa de um Partido Republicano baseado na substância, nos princípios, nas crenças. (Mas) um partido que, ao contrário, abraçou Donald Trump, abraçou seu culto à personalidade, está olhando para outro lado", avaliou.Muitos presidentes republicanos, de Ronald Reagan a Bush filho, enfrentaram oposição interna. Mas os debates sobre as pessoas raramente ofuscaram as orientações fundamentais do partido: impostos mais baixos, livre comércio, um poder federal frágil e forças de segurança poderosas.- "Bastante assustador" -Hoje, o "Grand Old Party", ou GOP, está unido em torno de um homem que tem pouca consideração por estes códigos."O Partido Republicano não é o 'Partido de Reagan' ou o 'Partido de Nixon'", disse à AFP Aron Solomon, da agência de marketing Esquire Digital. "É um partido que se perdeu e agora encontrou seu caminho. Mas para muitos é um caminho bastante assustador".Se a doutrina batizada de "Reaganomics" se tornou uma clara referência ao neoliberalismo, a ideologia por trás do "trumpismo" é mais difícil de detalhar para além de um populismo com matizes de nacionalismo.O "trumpismo" tem um forte desapego pelas formas tradicionais da política, mas também alude ao "culto à personalidade" que Cheney descreveu.No entanto, Trump, que chama seus críticos republicanos de "RINO" (sigla em inglês para "republicanos só de nome"), nem sempre esteve vinculado a este partido. Foi republicano na década de 1980, mas em seguida se tornou independente e inclusive se aproximou do Partido Democrata, ao qual chegou a financiar.- Apoio cego -A metamorfose do Partido Republicano também fica evidente quando se compara as convenções nacionais de 1980 e 2020.Em 1980, o partido liderado por Reagan publicou um programa com cerca de 60 páginas, contendo propostas sobre impostos, assistência social, transporte, imigração, direitos da mulher, saúde.Mas em 2020, no lançamento da campanha de reeleição de Trump, o partido abandonou por completo sua plataforma política e optou, ao contrário, por um apoio cego a seu líder e suas prioridades, quaisquer que fossem."Tragicamente, parece que se perderam os princípios republicanos", escreveu Sean O'Keefe, que ocupou um alto cargo no governo de George Bush pai. "Nada o evidencia mais claramente do que a ausência de uma agenda republicana para 2020". O controle ferrenho de Trump sobre o partido ficou claro quando mais de dois terços dos republicanos da Câmara Baixa se negaram a certificar a vitória eleitoral de Joe Biden, horas depois de trumpistas invadirem o Capitólio em uma tentativa de manter o magnata na Casa Branca.E, em uma prova a mais da influência de Trump no partido, dos dez congressistas republicanos que votaram a favor de seu segundo julgamento político na Câmara de Representantes, em janeiro de 2021, apenas dois tentarão manter seus cargos em novembro: quatro desistiram de se candidatar novamente e outros quatro foram derrotados nas primárias.Cheney, que pertence a este segundo grupo, anunciou, no entanto, que fará "o que for necessário" para manter Trump fora do Salão Oval, não descartando inclusive disputar a indicação presidencial para 2024. Mas, para o analista Solomon, ela teria mais sucesso na mídia do que nas urnas."O mais provável é que vejamos Liz Cheney como comentarista de rádio e televisão" - disse -, "o que lhe cairia bem e lhe permitiria influenciar os eleitores". Veja Mais

Suspeito de esfaquear Salman Rushdie se declara inocente de ...

em - Internacional Suspeito de esfaquear Salman Rushdie se declara inocente de tentativa de homicídio Veja Mais

EUA fornecerá vacinas contra a varíola dos macacos em desfiles do Orgulho LGBTQIA+

em - Internacional As vacinas contra a varíola dos macacos estarão disponíveis na Parada do Orgulho LGBTQIA+ e em outros eventos como parte de um novo programa piloto para conter a rápida disseminação do vírus, anunciaram as autoridades de saúde dos Estados Unidos nesta quinta-feira (18). Os casos no país americano dispararam para 13.500 desde maio, quando o surto começou na Europa. Os dados oficiais mais recentes mostram que 98% dos casos ocorreram entre homens e 93% entre homens que relataram contato sexual recente com outros homens. Tanto os hispânicos quanto os negros são desproporcionalmente afetados. O governo federal "está lançando um programa piloto que fornecerá até 50.000 doses do estoque nacional para serem disponibilizadas para a Parada do Orgulho LGBTQIA+ e outros eventos", disse o coordenador de resposta à varíola dos macacos da Casa Branca, Bob Fenton. Os próximos eventos notáveis incluem o Black Pride da comunidade negra em Atlanta e o Southern Decadence, da comunidade LGBTQIA+, em Nova Orleans, ambos em torno do Dia do Trabalho, 5 de setembro, e no fim de semana anterior. A reabertura das universidades neste outono também deve acelerar a propagação do vírus. Departamentos de saúde de diferentes estados podem fazer solicitações com base no tamanho do evento a ser contemplado e na capacidade de atingir participantes de maior risco, acrescentou a diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Rochelle Walenksy. Veja Mais

Sérvia e Kosovo não chegam a acordo, mas mantêm diálogo (UE)

em - Internacional Os líderes da Sérvia e do Kosovo "não chegaram a um acordo" nesta quinta-feira(18) em Bruxelas para reduzir as tensões entre os dois países, mas "as negociações vão continuar nos próximos dias", anunciou a diplomacia da União Europeia (UE)."Infelizmente, não chegamos a um acordo hoje", disse o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, após o encontro entre os dois líderes em Bruxelas. "Os dois lados serão totalmente responsáveis em caso de escalada [...]. Ainda há tempo até 1º de setembro", acrescentou. Em 1º de setembro, devem entrar em vigor as novas regras administrativas e de fronteira impostas pelo Kosovo e criticadas pela Sérvia. A reunião foi organizada após o aumento das tensões causadas por essas mudanças.Borrell conversou separadamente com o primeiro-ministro de Kosovo, Albin Kurti, e com o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, antes de reuni-los no marco do "Diálogo Belgrado-Pristina", monitorado desde 2011 pela Comissão Europeia.Alegando um princípio de "reciprocidade", Kosovo planeja impor permissões de residência temporária para as pessoas que entrarem no país com documentos de identidade sérvios e exige aos sérvios de Kosovo que substituam as placas sérvias de seus veículos por placas de Kosovo.Essas medidas provocaram um novo episódio de violências no final de julho no norte de Kosovo. A Sérvia não reconhece a independência proclamada por Kosovo em 2008, uma década depois de uma guerra sangrenta que deixou 13.000 mortos. Desde então, a região é afetada por episódios recorrentes de violência. Os 120.000 sérvios de Kosovo não reconhecem a autoridade de Kosovo e se mantêm fiéis à Sérvia.O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, que se reuniu na quarta-feira com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que esperava "discussões difíceis". Stoltenberg pediu a "todas as partes" que "atuem com moderação e evitem a violência" e alertou que a força de manutenção de paz da Otan em Kosovo (KFOR) estava "preparada para intervir se a estabilidade for ameaçada".Tanto Sérvia como Kosovo desejam entrar na UE. A Sérvia tem desde 2012 o status de candidato oficial, enquanto Kosovo é "candidato potencial". Cinco países da UE se recusam a reconhecer a independência da ex-província sérvia.Twitter Veja Mais

Complexo megalítico com mais de 500 menires é descoberto em Andaluzia

em - Internacional Um complexo megalítico com mais de 500 menires de milhares de anos foi encontrado no sul da Espanha e pode ser um dos maiores da Europa, explicaram nesta quinta-feira(18) à AFP os arqueólogos responsáveis pela descoberta. O sítio ocupa uma fazenda de 600 hectares entre as cidades de Ayamonte e Villablanca, na província de Huelva (sudoeste), perto do rio Guadiana, que se tornaria uma plantação de abacate, mas cujo potencial arqueológico exigia um levantamento que revelasse sua importância. "Trata-se da maior concentração e diversidade de menires da Península Ibérica agrupados em um só lugar", explicou José Antonio Linares, pesquisador da Universidade de Huelva e um dos três diretores do projeto. "É um grande sítio megalítico na Europa", arriscou Linares. É provável que as primeiras pedras verticais da propriedade La Torre-La Janera tenham sido erguidas entre o quinto e sexto milênios antes de Cristo. "Os menires são os elementos mais numerosos documentados: 526 estão conservados in situ ou deitados", o seu tamanho variaria de 1 a 3 metros de comprimento, e apresentam-se nas mais diversas formas, explicam os responsáveis pelas escavações em um artigo publicado na revista Trabajos de Prehistoria.As obras para escavar estes monumentos estão inicialmente previstas para até 2026, mas "entre a campanha de trabalho deste ano e a seguinte, já haverá uma parte que poderá ser visitada", acrescentou o pesquisador. Veja Mais

Mudança climática afeta zangões, de acordo com estudo britânico

em - Internacional A mudança climática afeta e prejudica os zangões, indicaram nesta quinta-feira (18) pesquisadores britânicos que estudaram a evolução física desses insetos polinizadores durante mais de um século.Ao estudar os zangões conservados em museus e instituições do Reino Unido, pesquisadores do Imperial College de Londres constataram que os insetos desenvolviam assimetrias nas asas quando a meteorologia os afeta.O estudo, que examina zangões de quatro espécies conservadas desde 1900, mostra que a assimetria de suas asas - sinônimo de estresse durante seu desenvolvimento - se acentuou ao longo do século XX.Os pesquisadores também destacaram que os zangões desenvolviam assimetrias mais pronunciadas nos anos em que as condições climáticas foram particularmente quentes e úmidas."Nosso objetivo é compreender melhor as respostas (dos zangões) a fatores ambientais específicos, para aprender com o passado e, assim, prever o futuro", explicou Andres Arce, um dos autores do estudo."Prevemos que as condições mais quentes e mais úmidas deixam os zangões sob pressão e o fato de que essas condições sejam cada vez mais frequentes com a mudança climática significa que os zangões podem viver tempos difíceis no século XXI", alertou Richard Gill, outro autor do estudo do Imperial College.Em um segundo estudo também publicado nesta quinta-feira, pesquisadores do Museu de História Natural de Londres conseguiram sequenciar os genomas (a informação genética) de mais de uma centena de zangões, às vezes preservados por mais de 130 anos, usando pela primeira vez com insetos métodos geralmente usados com mamutes e homens pré-históricos. Eles agora poderão estudar como esses genomas evoluíram ao longo do tempo e ver se as espécies se adaptaram - ou não - às mudanças ambientais.Os insetos são os principais polinizadores do mundo: 75% das 115 principais culturas dependem da polinização animal, incluindo cacau, café, amêndoas e cerejas, segundo a ONU. Em um relatório histórico publicado em 2019, os cientistas concluíram que quase metade de todas as espécies de insetos do mundo estão em declínio e que um terço pode ser extinto até o final do século. Veja Mais

Distúrbios durante operação em campo de refugiados na Grécia

em - Internacional Policiais e migrantes se enfrentaram nesta quinta-feira (18) durante a operação de retirada de um acampamento de refugiados de Atenas.A tentativa de expulsar os 670 ocupantes do acampamento de Eleonas começou de madrugada, quando a polícia retirou barricadas instaladas na entrada do local.Os migrantes e os ativistas que defendiam os refugiados enfrentaram os policiais, que usaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes."Em cooperação com a prefeitura de Atenas, procedemos o fechamento do campo de Eleonas, pois a modernização da área avança e há vagas disponíveis em outras estruturas", explicou o ministro da Migração, Notis Mitarachi, no Twitter."Infelizmente, um pequeno número de migrantes e grupos que os apoiam estão tentando prejudicar o processo", acrescentou."Todos os migrantes transferidos assinaram uma declaração de consentimento", afirmou à AFP uma fonte do ministério da Migração.Eleonas foi o primeiro campo de refugiados aberto na Grécia continental, em agosto de 2015.A maioria dos refugiados e migrantes de Eleonas, onde vivem dentro de contêineres, será transferida para Schisto, o último campo de refugiados que resta na capital grega.A Grécia é uma das principais portas de entrada na Europa para as pessoas que migram da África e do Oriente Médio. Veja Mais

Homem acusado de 'financiar' o genocídio de Ruanda será julgado em setembro

em - Internacional O homem acusado de "financiar" o genocídio de Ruanda de 1994, Félicien Kabuga, começará a ser julgado em Haia em 29 de setembro, acusado de genocídio e crimes contra a humanidade.Kabuga, que era um dos homens mais procurados do mundo, foi detido em maio de 2020 perto de Paris, depois de passar 25 anos foragido, e transferido para Haia.Ele é acusado de participar na criação das milícias hutu Interahamwe, as principais forças armadas do genocídio de 1994 que provocou 800.000 mortes, segundo a ONU, em particular entre a minoria tutsi."A câmara ordena que o julgamento comece na unidade de Haia com as alegações iniciais em 29 de setembro... e que os depoimentos comecem em 5 de outubro", afirmou o juiz Iain Bonomy, do Mecanismo para Tribunais Criminais Internacionais (MTPI).Kabuga, 89 anos, ouviu a declaração do juiz com fones de ouvido. Ele foi levado para o tribunal em uma cadeira de rodas.A princípio ele compareceria ao tribunal de Arusha, que tem uma unidade do MTPI, mas os juízes decidiram que deve permanecer em Haia.Os advogados de defesa tentaram interromper o processo por motivos de saúde, mas os juízes consideraram em junho que ele estava apto para ser julgado.Bonomy afirmou que o réu comparecerá ao tribunal "três vezes por semana durante duas horas cada dia".Kabuga está preso na unidade de detenção do tribunal, a poucos quilômetros de distância. Ele terá permissão para acompanhar as audiências por videoconferência em caso de necessidade, anunciou o juiz. Ao ser questionado se tinha algo a declarar ao tribunal, Kabuga afirmou a Bonomy que deseja mudar de advogado.- Anos como foragido -O advogado Emmanuel Altit declarou que o cliente é inocente durante sua primeira audiência em Haia, em novembro de 2020.Kabuga enfrenta seis acusações, incluindo uma de genocídio e três de crimes contra a humanidade: perseguição, extermínio e assassinato.A ONU afirma que 800.000 pessoas foram assassinadas em Ruanda em 1994, durante um massacre de 100 dias que chocou o mundo.Kabuga, aliado do então partido governante de Ruanda, supostamente ajudou a criar o grupo de milícia hutu Interahamwe e a Rádio-Televisão Livre das Mil Colinas (RTLM), cujos programas incitavam os assassinatos.A RTLM também identificava os esconderijos dos tutsis, segundo os promotores do processo.Mais de 50 testemunhas devem comparecer ao julgamento.Os promotores afirmam que Kabuga controlava o conteúdo das transmissões da RTLM e dava as ordens, incitava, criava, facilitava e não tomava medidas para impedir a divulgação das mensagens de ódio.Ele também é acusado de ter contribuído para a compra em larga escala de facões que foram distribuídos aos milicianos, sob ordens de matar tutsis.Em julho de 1994, Kabuga se refugiou na Suíça antes de ser expulso e depois seguiu temporariamente para Kinshasa. Em 1997 foi localizado em Nairóbi, mas conseguiu escapar de uma operação para prendê-lo, assim como de outra em 2003, segundo a ONG especializada TRIAL.De acordo com as autoridades francesas, ele também viveu na Alemanha e na Bélgica. O governo dos Estados Unidos chegou a oferecer uma recompensa de cinco milhões de dólares por sua prisão. Veja Mais

Restos mortais de duas crianças são encontrados em malas leiloadas na Nova Zelândia

em - Internacional A polícia da Nova Zelândia anunciou nesta quinta-feira (18) a descoberta dos corpos de duas crianças em idade escolar em malas leiloadas em um depósito de Auckland.A polícia abriu uma investigação por homicídio após ter encontrado os restos mortais humanos em duas malas de tamanho parecido e, nesta quinta, confirmou que correspondiam a duas crianças de entre cinco e dez anos.O inspetor Tofilau Faamanuia Vaaelua afirmou que os corpos provavelmente estavam guardados ali há vários anos."A natureza desta descoberta apresenta algumas complexidades para a investigação, especialmente devido ao tempo que passou entre o momento da morte e o momento da descoberta", disse Vaaelua.Os restos mortais foram encontrados quando uma família levou para casa um trailer cheio de itens vendidos em um leilão de armazém. A polícia disse que a família compradora não estava ligada ao assassinato, mas estava "compreensivelmente angustiada com a descoberta" e pediu privacidade.Os objetos pessoais encontrados junto com as malas ajudam a encontrar pistas para identificar as vítimas.Tanto o depósito quanto a casa de onde as malas foram retiradas estão sendo examinados por peritos forenses. Vaaelua destacou que a polícia da Nova Zelândia está trabalhando com a agência internacional Interpol.A polícia suspeita que os familiares das vítimas estejam na Nova Zelândia. O inspetor mostrou compaixão a eles porque talvez não soubessem que as crianças haviam morrido. "Estamos fazendo o nosso melhor para identificar as vítimas... o que posso dizer é que estamos fazendo um progresso muito bom com a investigação do DNA", disse ele. "A equipe de investigação está trabalhando muito para responsabilizar a pessoa ou pessoas responsáveis pela morte dessas crianças", acrescentou. Veja Mais

EUA e Taiwan anunciam negociações comerciais diante da crescente "coerção" da China

em - Internacional Estados Unidos e Taiwan anunciaram nesta quinta-feira (18) que iniciarão negociações comerciais no outono (hemisfério norte, primavera no Brasil), em um momento de crescente "coerção" militar, diplomática e econômica da China sobre Taiwan, nas palavras do principal diplomata de Washington para a o leste da Ásia.As Forças Armadas chinesas executaram as maiores manobras militares aéreas e marítimas durante vários dias no Estreito de Taiwan, como resposta à recente visita a Taipé da presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, que enfureceu o governo de Pequim.Taiwan vive sob a ameaça constante de uma invasão chinesa, que considera a ilha parte de seu território e que poderia, inclusive, ser ocupado pela força em caso de de necessidade.E neste contexto Estados Unidos e Taiwan iniciarão negociações comerciais, em uma demonstração de apoio à ilha de governo democrático diante das manobras chinesas, apesar de Washington não ter relações formais com Taipé.As negociações incluirão diversas áreas, como agricultura, comércio digital e redução ou anulação de tarifas de importação, informou em um comunicado o Escritório do Representante Comercial dos Estados UnidosAlém do desenvolvimento do comércio e investimentos, as negociações abordarão a questão das respostas às "políticas e métodos contrários ao mercado", anunciou o escritório da representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, o que pode ser interpretado como uma referência à China.O início formal das negociações é uma demonstração da vontade dos Estados Unidos de estabelecer uma aproximação com Taiwan, um sócio comercial importante."Damos as boas-vindas a esta oportunidade de aprofundar a colaboração econômica entre os dois países amantes de liberdade", afirmou no Twitter o ministério das Relações Exteriores de Taiwan.- Taiwan, crucial para semicondutores - Taiwan é um produtor e fornecedor global dos mais avançados semicondutores, usados em vários âmbitos, dos smartphones aos computadores, passando por automóveis ou mísseis.Mas o sócio comercial mais importante de Taiwan continua sendo, de longe, a China, que expressou "oposição veemente" às conversações comerciais entre a ilha e Washington."A China sempre foi contrária a qualquer negociação entre qualquer país e a região chinesa de Taiwan" disse a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Shu Jueting.Um total de 42% das exportações taiwanesas vão para a China e Hong Kong, enquanto apenas 15% seguem para os Estados Unidos, de acordo com os dados de 2021.Washington reconhece diplomaticamente a China, mas mantém relações de fato com Taiwan e defende o direito da ilha de decidir seu futuro.- "Coerção e intimidação" -O governo dos Estados Unidos acusa a China de usar a visita de Pelosi como desculpa para intimidar e exercer coerção sobre Taiwan com suas manobras militares."Nossa política não mudou, o que mudou foi a crescente coerção de Pequim", disse Daniel Kritenbrink, enviado de Washington para o leste da Ásia."Estas ações são parte de uma campanha de pressão intensificada (...) para intimidar e pressionar Taiwan e minar sua resistência", acrescentou Kritenbrink.O diplomata disse acreditar que a pressão sobre o governo taiwanês prosseguirá nas próximas "semanas e meses"."As palavras e ações (da China) são profundamente desestabilizadoras. Correm o risco de provocar um erro de cálculo e ameaçam a estabilidade no Estreito de Taiwan", afirmou Kritenbrink.Ele disse ainda que Washington responderá com "passos tranquilos mas decididos" para manter o Estreito de Taiwan aberto e pacífico.Na quarta-feira em Singapura, o vice-almirante da Sétima Frota dos Estados Unidos, Karl Thomas, disse que as manobras chinesas ao redor de Taiwan deveriam receber uma resposta.Taiwan apresentou na quarta-feira seu avião de combate mais moderno em uma rara exibição noturna. Veja Mais

Bombardeios russos deixam 4 mortos na cidade ucraniana de Kharkiv

em - Internacional Quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas em novos bombardeios russos nesta quinta-feira contra Kharkiv e outra cidade próxima na região nordeste da Ucrânia, anunciaram as autoridades regionais."Às 4H30 (22H30 de Brasília, quarta-feira), o inimigo lançou oito mísseis a partir da cidade de Belgorod (na Rússia) contra Kharkiv", informou no Telegram o governador da região, Oleg Sinegubov."No bairro de Slobidsky, um dos mísseis atingiu um edifício residencial. O imóvel ficou parcialmente destruído. De acordo com as informações preliminares, duas pessoas morreram e 18 ficaram feridas, incluindo duas crianças", disse.Outro bombardeio com mísseis atingiu a cidade de Krasnograd, 80 quilômetros ao sul de Kharkiv, e provocou duas mortes.Os bombardeios aconteceram no dia da visita à Ucrânia do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que deve se reunir com os presidentes ucraniano Volodymyr Zelensky e turco Recep Tayyip Erdogan em Lviv, oeste do país.Na quarta-feira, Kharkiv já havia sido atingida por bombardeios que mataram sete pessoas, de acordo com as autoridades locais.A apenas 40 quilômetros da fronteira russa, Kharkiv é alvo frequente de ataques do exército russo desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, mas não foi ocupada pelas tropas invasoras.Centenas de civis morreram na região desde o começo da invasão, de acordo com as autoridades locais. Veja Mais

Bolsa de Tóquio fecha em queda

em - Internacional A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de quinta-feira em baixa de 0,96%.O índice Nikkei 225 perdeu 280,63 pontos, a 28.942,14 unidades. Veja Mais

Colômbia proporá fundo internacional para preservação da Amazônia

em - Internacional O presidente da Colômbia, o esquerdista Gustavo Petro, anunciou nesta quinta-feira (18) que vai pedir aos países ricos e grandes empresas que paguem aos camponeses para cuidar da floresta amazônica e recuperar áreas desmatadas.Petro, em visita a Leticia (sul), capital do departamento do Amazonas, disse que levará a iniciativa à próxima conferência da ONU sobre o clima, a COP27, que será realizada no Egito em novembro."É preciso criar um fundo financeiro de aproximadamente 500 milhões de dólares ao ano, permanentemente por 20 anos, para que as grandes empresas do mundo e os governos mais ricos possam, se realmente quiserem avançar na luta contra as mudanças climáticas, nos financiar através de títulos de carbono ou através de contribuições diretas", explicou Petro em uma escola indígena.Com esse dinheiro, o novo governo espera pagar salários mensais a "cem mil famílias amazônicas" que deixem "nascer a floresta onde já foi queimada" ou protegê-la "onde é vulnerável" para "resgatar 21 milhões de hectares" destruídos na sub-região mais rica e densa em biodiversidade do planeta.A bacia amazônica, com 7,4 milhões de km², cobre quase 40% da América do Sul e abrange nove países, com uma população estimada de 34 milhões de pessoas.O primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia tomou posse em 7 de agosto com um ambicioso projeto ambiental que visa conduzir o país em direção às energias limpas e cessar a exploração de novos poços de petróleo, entre outras medidas.Em um discurso sob forte chuva, o presidente também ordenou que a força pública capture os "grandes predadores da floresta amazônica" e "responda imediatamente" a qualquer incêndio."A força pública aqui simplesmente tem que parar o grande capital que está se movendo para queimar a floresta amazônica. Não quero que o camponês seja atingido", pediu.A Colômbia é um dos países com maior biodiversidade do mundo e o mais perigoso para os líderes ambientais, que são alvos frequentes do prolongado conflito armado, segundo a ONG Global Witness.Entre 2018 e 2021, o país perdeu uma área de 7.018 km² devido ao desmatamento, pouco maior que a extensão da cidade de São Paulo, segundo a ONU.A maioria das florestas devastadas foi registrada na Amazônia."Se destruírem a floresta amazônica, uma das maiores esponjas de gás C02 que está aquecendo o planeta e mudando o clima, (...) a humanidade vai acabar", alertou Petro. Veja Mais

EUA se mostra 'preocupado' com fechamento de escritórios de ONGs palestinas por Israel

em - Internacional Os Estados Unidos expressaram "preocupação" nesta quinta-feira (18), depois das forças de segurança israelenses invadirem os escritórios de vários grupos palestinos de direitos humanos na Cisjordânia ocupada, considerados "organizações terroristas" por Israel."Estamos preocupados com o fechamento de escritórios de seis ONGs em Ramallah e seus arredores por parte das forças de segurança israelenses", declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.Ainda segundo Price, as autoridades americanas estão em contato com os colegas israelenses "em alto nível" para obter mais informações sobre as organizações. Israel prometeu colaborar.Nesta quinta-feira pela manhã, forças israelenses invadiram e fecharam os escritórios de sete ONGs em Ramallah, sede da Autoridade Palestina na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.Trata-se de seis grupos classificados como organizações terroristas por Israel em outubro de 2021 por suposta ligação com o grupo militante de esquerda Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP). As organizações rejeitam as acusações.Durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, Price garantiu que os Estados Unidos não mudaram sua "posição ou abordagem" em relação a essas organizações, que não receberam fundos americanos."Não vimos nada nos últimos meses para mudar" nossa posição, afirmou Price, acrescentando que Washington esperará por novas informações israelenses antes de tomar qualquer medida.A União Europeia garantiu nesta quinta-feira que "continuará a apoiar as organizações da sociedade civil que desempenham um papel na promoção do direito internacional, dos direitos humanos e dos valores democráticos", segundo Nabila Massrali, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell. Veja Mais

Farmácias são condenadas a pagar US$ 650 milhões por venda de opioides

 Farmácias são condenadas a pagar US$ 650 milhões por venda de opioides

em - Internacional Um juiz federal decidiu que as três maiores redes de farmácias dos Estados Unidos devem pagar US$ 650,5 milhões por ter ajudado a fomentar uma crise de uso indevido de opioides em dois condados no Estado americano de Ohio. Em novembro, um tribunal federal considerou que a Walgreens Boots Alliance, a CVS e o Walmart contribuíram para criar uma oferta excessiva de comprimidos opioides que podem causar dependência. Como baixa tolerância à dor causou epidemia nos EUA Medicamentos em falta: o que fazer se seu remédio 'sumir' das prateleiras O dinheiro será usado para ajudar a combater o impacto da crise nos condados de Lake e Trumbull. As empresas pretendem recorrer da decisão. Milhões de pessoas nos EUA se tornaram dependentes de analgésicos à base de opioides, como fentanil e oxicodona, nos últimos 20 anos. Quase meio milhão de mortes foram atribuídas a overdoses de analgésicos entre 1999 e 2019. No tribunal, os advogados dos condados de Lake e Trumbull — ambos perto de Cleveland — estimaram o custo financeiro total da crise em US$ 3,3 bilhões. Ambos os condados, assim como outras jurisdições nos EUA, argumentaram que a crise colocou uma enorme pressão sobre os recursos locais de saúde, programas sociais e sistemas jurídicos.Perturbação da ordemA falha em se certificar de que as receitas eram válidas, argumentaram seus advogados, gerou uma perturbação da ordem pública à medida que grandes quantidades de comprimidos inundavam suas comunidades. Entre 2012 e 2016, mais de 80 milhões de analgésicos teriam sido distribuídos no condado de Trumbull — cerca de 400 comprimidos por morador. No condado de Lake, teriam sido 61 milhões de comprimidos no mesmo período.Um juiz distrital dos EUA decidiu que o condado de Lake receberá US$ 306 milhões em 15 anos, enquanto o condado de Trumbull receberá US$ 344 milhões. No curto prazo, as três empresas foram condenadas a pagar cerca de US$ 87 milhões para cobrir os dois primeiros anos do plano. A decisão foi elogiada por autoridades de ambos os condados. O comissário do condado de Lake, John Hamercheck, afirmou, por exemplo, que a decisão "marca o início de um novo capítulo na luta para acabar com a crise dos opioides". As três empresas negaram as acusações e alegaram que tentaram impedir que os analgésicos fossem desviados para uso ilícito. Além disso, argumentaram que foram os médicos — e não as farmácias — que determinaram, no fim das contas, quantas pílulas foram receitadas e para quem.Contatadas pela BBC, as três empresas disseram que vão recorrer da decisão. "Nós nunca fabricamos ou comercializamos opioides nem os distribuímos para 'pontos ilegais' e farmácias da internet que alimentaram essa crise", afirmou a Walgreens em comunicado. "A tentativa dos autores do processo de resolver a crise dos opioides com uma expansão sem precedentes da lei de perturbação da ordem pública é equivocada e insustentável", acrescenta o texto. Mais de 3 mil ações judiciais foram movidas contra fabricantes de opioides e farmácias na esperança de recuperar o valor gasto no combate à crise.- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62588567Sabia que a BBC está também no Telegram? Inscreva-se no canal.Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! Veja Mais

Incêndio atinge depósito de munições russo próximo à fronteira ucraniana

em - Internacional Duas cidades russas foram evacuadas nesta quinta-feira (18) devido a um incêndio em um depósito de munições perto da fronteira com a Ucrânia, informaram autoridades locais. O incêndio ocorre dois dias depois de várias explosões registradas em uma base militar e outro depósito de munições na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014."Um depósito de munições pegou fogo perto da cidade de Tomonovo", localizada a menos de 50 km da fronteira com a Ucrânia, na província russa de Belgorod, disse o governador regional, Viacheslav Gladkov, em um comunicado. Não houve vítimas, mas os habitantes de Timonovo e da cidade vizinha de Soloti foram "deslocados para uma distância segura", acrescentou, explicando que uma investigação sobre as causas do incidente foi aberta.Em um vídeo publicado nas redes sociais, vê-se uma enorme bola de fogo que produz uma fumaça escura. Outro vídeo mostra várias explosões sucessivas à distância. No início de agosto, a explosão de munições destinadas à força aérea russa perto do aeródromo militar de Saki, na Crimeia, causou um morto e vários feridos. Dias depois, explosões foram registradas em um depósito de munições da Crimeia, que a Rússia atribuiu a um ato de "sabotagem" da Ucrânia. Desde que a ofensiva russa na Ucrânia começou, no final de fevereiro, o governo russo acusa reiteradamente as forças ucranianas de executarem bombardeios em seu território, especialmente na região de Belgorod. No mês passado, vários mísseis atingiram a cidade de Belgorod - capital da província - e causaram quatro mortes, segundo autoridades locais. No início de abril, o governador regional acusou a Ucrânia de ter bombardeado com dois helicópteros um depósito de combustível de Belgorod. Veja Mais

Nos EUA, moradores ajudam a mapear ilhas de calor em prol da resiliência climática

em - Internacional A tela do telefone mostra 32°C em Silver Spring, nos arredores de Washington, em um domingo em meados de agosto. Mas em termos de exposição ao calor, nem todas as partes da cidade são iguais. María Vélez, 53 anos, sabe que tem sorte de morar ao lado de um riacho. Muito perto de sua casa, outros bairros com pequenos prédios residenciais são muito mais pavimentados e têm muito menos espaço verde: a receita perfeita para a geração de ilhas de calor, com temperaturas muito mais altas e a apenas alguns quarteirões de distância. O fenômeno está se tornando cada vez mais perigoso devido ao aquecimento global. Nos Estados Unidos, onde furacões, tornados e inundações são uma realidade, o fenômeno climático que mais mata é o calor. É por isso que Vélez, preocupada com o assunto, decidiu participar de uma campanha para mapear essas ilhas de calor no condado de Montgomery, onde mora, ao norte da capital americana. A iniciativa é liderada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), que há seis anos tem possibilitado estudar cerca de 70 municípios de todo o país, com a ajuda de seus habitantes. "Eu me inscrevi imediatamente", conta esta professora universitária à AFP. "Achei que era exatamente isso que o condado deveria fazer: saber o que está acontecendo com as mudanças climáticas e quais são os impactos".No carro cinza da família, ela e o marido penduraram um sensor, uma espécie de pequena antena branca, na janela do lado do passageiro. Uma vez ligado, o dispositivo registra temperatura, umidade, hora e sua posição exata a cada segundo. Ao casal foi atribuído um percurso de aproximadamente 17 quilômetros, a ser percorrido a não mais de 55 e que cobre grande parte da cidade. No espaço de uma hora, eles regressam ao ponto de partida, onde são esperados por funcionários do condado, que recuperam o sensor e registram as dificuldades encontradas.- Desigualdades históricas -No total, mais de cem pessoas participaram do experimento nesse dia: 57 duplas percorreram 19 rotas diferentes, cobrindo mais de 500 quilômetros quadrados do município. A temperatura foi medida ao longo de cada rota três vezes durante o dia: às 06h00, às 15h00 e às 19h00. O programa foi um sucesso que surpreendeu até mesmo seus organizadores: cerca de 600 moradores se inscreveram para participar (500 tiveram que ser rejeitados). Os escolhidos poderiam receber algumas dezenas de dólares de compensação, mas mais de 60% não aceitaram o dinheiro. Após os passeios, os sensores foram enviados para a empresa parceira CAPA Strategies, que em poucas semanas deve analisar os dados e transformá-los em mapas detalhados, indicando os pontos mais quentes. "Pessoas de baixa renda e pessoas negras tendem a ser as mais afetadas", disse à AFP Gretchen Goldman, climatologista do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca. Estudos mostram o impacto que antigas políticas discriminatórias ainda têm, como o 'redlining', pelo qual os bancos limitavam os empréstimos para moradia a habitantes de determinados bairros negros pobres, marcados com uma linha vermelha nos mapas, reforçando assim a segregação. "Esses bairros são, ainda hoje, mais quentes do que os bairros mais brancos e ricos", diz Goldman.Adaptar-se a eventos de calor cada vez mais extremos, alimentados pelas mudanças climáticas, está se tornando essencial. As ilhas de calor urbano se formam porque o calor do sol é absorvido mais por superfícies impermeáveis, como concreto, estradas e edifícios, do que por grama ou água, por exemplo.Plantar árvores é, portanto, essencial, mas outras soluções também estão sendo desenvolvidas.Graças às campanhas de mapeamento realizadas nos últimos anos, "foram construídos parques em certos bairros, ou foram feitas mudanças na cor dos telhados: cores claras em vez de escuras", explicou Graham. "Tornar-se uma nação preparada para enfrentar as mudanças climáticas exigirá a participação de todos. Mas se trabalharmos juntos, conseguiremos", concluiu. Veja Mais

ONU alerta que danificar a usina nuclear ucraniana em Zaporizhzhia seria 'suicídio'

em - Internacional O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou nesta quinta-feira(18) que qualquer dano à usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, seria "suicídio", depois que a Rússia e a Ucrânia se acusaram mutuamente de bombardear o local. "Devemos dizer as coisas como são: qualquer dano potencial a Zaporizhzhia seria suicídio", declarou Guterres em Lviv (oeste da Ucrânia), onde mais uma vez pediu que a usina fosse "desmilitarizada". Guterres se declarou "profundamente preocupado" com a situação da usina e pediu que ela não fosse usada "para nenhuma operação militar". "Precisamos urgentemente de um acordo para restaurar Zaporizhzhia como uma infraestrutura unicamente civil e garantir a segurança da região", disse ele. Rússia e Ucrânia acusam-se mutuamente de terem bombardeado a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa.As forças russas ocuparam a instalação em março, poucas semanas depois de invadir a ex-república soviética. O governo ucraniano garante que a Rússia armazena armas pesadas na fábrica e que de lá bombardeia suas posições. Também acusa as tropas russas de alvejar setores da usina para atribuir os bombardeios à Ucrânia. As autoridades russas negaram ter implantado armas pesadas no local e afirmaram que existem apenas unidades encarregadas de garantir a segurança das instalações. Moscou também acusou Kiev de preparar uma "provocação" na central durante a visita do secretário-geral da ONU à Ucrânia. Veja Mais

PIB do Chile cresceu 5,4% no segundo trimestre (Banco Central)

em - Internacional O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile cresceu 5,4% no segundo trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, informou o Banco Central nesta quinta-feira (18).O valor é inferior ao crescimento de 7,4% no primeiro trimestre do ano e mostra uma desaceleração da economia chilena após o crescimento recorde de 2021, quando a atividade expandiu 11,7% sustentada por ajudas estatais para enfrentar a pandemia de covid-19."As atividades apresentaram resultados díspares; as maiores incidências (positivas) foram registradas nas atividades de serviços, em particular, pessoais, transporte e negócios", explicou o BC em seu relatório. Em contrapartida, acrescentou, "entre as atividades que apresentaram quedas, destacaram-se a mineração e o setor agroflorestal". A expansão no segundo trimestre ficou abaixo do esperado pelo mercado, que previa alta de 5,7% entre abril e junho. Por outro lado, na comparação com o trimestre imediatamente anterior e em dados dessazonalizados, a atividade manteve-se estável. No primeiro trimestre, o PIB medido trimestre a trimestre contraiu 0,6%, segundo dados revisados pelo BC. "O PIB (ajustado sazonalmente) do segundo trimestre de 2022 não apresentou variação em relação ao primeiro trimestre, estando muito próximo de uma recessão técnica, situação que ocorreria no segundo semestre", explicou Francisco Castañeda, economista da Universidad Mayor, à AFP. As taxas de comparação com o ano excepcional de 2021 - quando quase 90 bilhões de dólares foram injetados na economia chilena após auxílios estatais e saques antecipados de fundos de pensão - também prejudicam as projeções para este ano, que o governo estima fechar com uma expansão do PIB de 1,6%.Outro fator de preocupação é a inflação. Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 1,4%, deixando a inflação acumulada em 12 meses em 13,1%, a maior em 28 anos.No segundo trimestre, a demanda interna cresceu 8,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, impulsionada principalmente pelo consumo das famílias. No entanto, esse aumento foi parcialmente compensado pela queda nas exportações, que caíram 0,3%, enquanto as importações cresceram 10,9%. As exportações chilenas foram afetadas principalmente "por menores embarques de cobre", metal do qual o Chile é o maior produtor mundial, com quase um terço da oferta global. No período, "a mineração caiu 4,5%, resultado afetado principalmente pela extração de cobre e parcialmente compensado pela mineração não metálica. (...) Assim como no trimestre anterior, a menor atividade de cobre foi reflexo da menor disponibilidade hídrica, menor teor de minério e falhas operacionais em suas principais operações", explicou o BC.Já nas importações, destacaram-se as maiores compras de produtos químicos, combustíveis e vestuário. Veja Mais

'Ameba comedora de cérebro' pode ter provocado a morte de criança nos EUA

 'Ameba comedora de cérebro' pode ter provocado a morte de criança nos EUA

em - Internacional Uma criança morreu sob suspeita de contrair meningoencefalite amebiana primária ou PAM, na sigla em inglês, causada por um parasita raro e conhecido como “ameba comedora de cérebro”, em Nebraska, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada nessa quarta-feira (17/8) pelas autoridades de saúde, conforme a NBC.  Segundo o Departamento de Saúde do Condado de Douglas, onde a criança morava, a contaminação pode ter ocorrido no último domingo (14/8), enquanto ela nadava no rio Elkhorn.Entre os sintomas da doença, estão vômito, dor de cabeça. intolerância aos sonos e luz, febre e dor de cabeça.  O organismo unicelular vive em locais quentes de água doce, como lagos, córregos, fontes termais e no solo. Testes estão sendo feitos pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) para confirmar o caso. No último dia 27, foi confirmado que um adolescente de 13 anos estava internado em estado grave por causa da doença. Carl Ziegelbauer teria contraído o protozoário enquanto nadava na praia de Port Charlotte, na Flórida.Alta mortalidade  O organismo, com nome cientifico de Naegleria fowleri, contamina por meio do nariz ou boca e, depois, se instala no cérebro das vítimas. Apesar de ser uma doença rara, segundo o CDC, a taxa de fatalidade é superior a 97%.  Nos EUA, entre 1962 e 2021, apenas 154 ocorrências foram registradas, sendo que somente quatro pessoas sobreviveram.  Em agosto do ano passado, David Pruitt, de 7 anos, morreu uma semana após entrar em contato com o protozoário após nadar em um lago que fica na propriedade da família, no condado de Tehama, na Califórnia. Neste estado, desde 1971 até 2021, dez casos foram registrados. *Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata Veja Mais

Zelensky pede à ONU para 'garantir a segurança' da usina nuclear de Zaporizhzhia

em - Internacional O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, pediu à ONU para "garantir a segurança" da usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia e alvo de bombardeios, após receber nesta quinta-feira (18) o secretário-geral da instituição multilateral, Antonio Guterres."A ONU deve garantir a segurança deste local estratégico, sua desmilitarização e sua completa libertação das tropas russas", afirmou Zelensky em declaração pouco depois de sua reunião com Guterres em Lviv (oeste da Ucrânia).O presidente ucraniano denunciou o "terror deliberado" provocado pela Rússia, que "pode ter consequências catastróficas para todo o mundo".Rússia e Ucrânia se acusam mutuamente de ter bombardeado a usina nuclear de Zaporizhzhia (sul), a maior da Europa. As forças russas ocupam as instalações desde março, poucas semanas depois de ter invadido a ex-república soviética.O governo ucraniano afirma que a Rússia armazena armas pesadas na usina e que bombardeia posições ucranianas. Também acusa as tropas russas de disparar contra setores da usina com o objetivo de atribuir esses bombardeios à Ucrânia.As autoridades russas negaram nesta quinta-feira ter usado armas pesadas no local e afirmaram que ali há apenas unidades encarregadas de garantir a segurança das instalações. Moscou também acusou Kiev de preparar uma "provocação esmagadora" na usina por ocasião da visita do secretário-geral da ONU à Ucrânia. A ONU e os Estados Unidos pediram na quinta-feira da semana passada o estabelecimento de uma zona desmilitarizada ao redor da usina. Uma demanda que a Ucrânia vem formulando há muito tempo. Veja Mais

Nove pessoas são resgatadas após deslizamento de mina na Colômbia

em - Internacional As autoridades colombianas resgataram nesta quinta-feira(18) nove trabalhadores que estavam presos desde a manhã de quarta-feira sob os escombros de uma mina de carvão ilegal que desabou no centro do país. "Os nove trabalhadores presos na mina El Bosque, localizada em Lenguazaque, Cundinamarca, foram resgatados com vida", informou em um tuíte a Agência Nacional de Mineração, responsável pela operação.As equipes de resgate conseguiram entrar em contato com os mineiros na quarta-feira e dar suporte de ar às vítimas. Eles saíram dos escombros na manhã de quinta-feira "com boa saúde", acrescentou a ANM. Petróleo e carvão são as principais exportações da Colômbia, onde os acidentes de mineração são frequentes. Em 2021, a quarta economia latino-americana registrou 148 mortes nesse tipo de incidente. Veja Mais

Sérvia e Kosovo mantêm diálogo sob a égide da UE

em - Internacional O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, iniciou nesta quinta-feira (18) em Bruxelas reuniões com os líderes da Sérvia e de Kosovo, após um aumento das tensões provocado por novas regras administrativas e fronteiriças denunciadas pelos sérvios."As recentes tensões no norte de Kosovo mostraram mais uma vez que é hora de avançar para uma normalização completa das relações" entre os dois países, o que é uma condição à sua adesão à UE, indicou Borrell em um tuíte.Borrell conversou separadamente com o primeiro-ministro de Kosovo, Albin Kurti, e com o presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, antes de reuni-los no marco do "Diálogo Belgrado-Pristina", monitorado desde 2011 pela Comissão Europeia.Alegando um princípio de "reciprocidade", Kosovo planeja impor permissões de residência temporária para as pessoas que entrarem no país com documentos de identidade sérvios e exige aos sérvios de Kosovo que substituam as placas sérvias de seus veículos por placas de Kosovo.Essas medidas, que devem entrar em vigor em 1º de setembro, provocaram um novo episódio de violências no final de julho no norte de Kosovo. A Sérvia não reconhece a independência proclamada por Kosovo em 2008, uma década depois de uma guerra sangrenta que deixou 13.000 mortos. Desde então, a região é afetada por episódios recorrentes de violência. Os 120.000 sérvios de Kosovo não reconhecem a autoridade de Kosovo e se mantêm fiéis à Sérvia.O presidente sérvio, Aleksandar Vucic, que se reuniu na quarta-feira com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que esperava "discussões difíceis". Stoltenberg pediu a "todas as partes" que "atuem com moderação e evitem a violência" e alertou que a força de manutenção de paz da Otan em Kosovo (KFOR) estava "preparada para intervir se a estabilidade for ameaçada".Tanto Sérvia como Kosovo desejam entrar na UE. A Sérvia tem desde 2012 o status de candidato oficial, enquanto Kosovo é "candidato potencial". Cinco países da UE se recusam a reconhecer a independência da ex-província sérvia.Twitter Veja Mais

Incêndios florestais deixam ao menos 38 mortos na Argélia

em - Internacional Os bombeiros tentavam nesta quinta-feira (18) controlar os incêndios florestais ainda ativos no norte e leste do país que deixaram ao menos 38 mortos e "cenas de desolação".O balanço dos incêndios dos últimos dias aumentou para um total de 30 mortos na região de El Tarf, perto da Tunísia, além de cinco em Souk Ahras, duas mulheres em Setif e uma pessoa em Guelma, todas elas no leste, segundo a Proteção Civil, jornalistas locais e o canal de TV Ennahar. Mais de 200 pessoas ficaram feridas, de acordo com a mídia local.Na estrada para El Kala, perto de El Tarf, uma cidade de 100.000 habitantes, "um tornado de fogo levou tudo em poucos segundos, a maioria dos mortos foi cercada enquanto visitava um parque de animais", disse um jornalista local à AFP. Dos 39 incêndios ativos no dia anterior em 14 'wilayas' (municípios) do norte do país, alguns ainda estavam ativos nesta quinta-feira e as autoridades temiam que o vento reavivasse as chamas nas áreas sob controle. A gendarmaria fechou várias estradas nacionais devido às chamas e a Proteção Civil e helicópteros do exército intervieram em vários locais.A Argélia também alugou um hidroavião russo Beriev BE 200 que, depois de ser usado em vários lugares sofreu uma falha e não voltará a funcionar até sábado, reconheceu na quarta-feira o ministro do Interior, Kamel Beldjoud.O primeiro-ministro Ayman Benabderrahmane se deslocou nesta quinta-feira de manhã para El Tarf, segundo o canal de TV Ennahar.Em Souk Ahras, também perto da fronteira com a Tunísia, um grande incêndio atingia a região montanhosa de Djebel Oued Chouk na segunda-feira, segundo um jornalista local contatado pela AFP que falou de cenas de pânico na cidade de 500.000 habitantes.Segundo este repórter, 97 mulheres e 17 recém-nascidos que estavam em um hospital próximo a uma região florestal tiveram que ser retirados.Imagens de televisão mostraram os moradores saindo de suas casas em chamas, incluindo mães com os filhos nos braços. Nessa região, 350 famílias foram retiradas, segundo a mídia local.Todo ano, o norte da Argélia é afetado por incêndios florestais, um fenômeno que se acentua sob o efeito das mudanças climáticas. Na quarta-feira, cidades como El Tarf, Guelma e Souk Ahras alcançaram os 48 ºC.A Argélia, o maior país da África, tem apenas 4,1 milhões de hectares de floresta, com uma escassa taxa de reflorestamento de 1,76% Veja Mais

Julgamento contra acusado de financiar genocídio de Ruanda começará em 29/9

em - Internacional O ruandês Felicien Kabuga, acusado de financiar o genocídio de 1994 em Ruanda, começará a ser julgado em Haia em 29 de setembro pelas acusações de genocídio e crimes contra a humanidade."A câmara ordena que o julgamento comece na unidade de Haia com as alegações iniciais em 29 de setembro... e que os depoimentos comecem em 5 de outubro", afirmou o juiz Iain Bonomy, do Mecanismo para Tribunais Criminais Internacionais.Kabuga, 89 anos, ouviu a declaração do juiz com fones de ouvido.Felicien Kabuga, que era um dos homens mais procurados do mundo, foi detido em maio de 2020 perto de Paris, depois de passar 25 anos foragido.Ele é acusado de participar na criação das milícias hutu Interahamwe, as principais forças armadas do genocídio de 1994 que provocou 800.000 mortes, segundo a ONU, em particular entre a minoria tutsi. Veja Mais

Exército israelense fecha escritórios de sete ONGs palestinas

em - Internacional O exército israelense executou operações de busca e fechou nesta quinta-feira (18) os escritórios de sete ONGs palestinas com sede na Cisjordânia e acusadas de "terrorismo" pelo Estado hebreu, informaram as organizações.O governo israelense havia anunciado em outubro de 2021 a inclusão em sua lista de "organizações terroristas" de seis ONGs palestinas vinculadas, segundo as autoridades do país, à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), uma decisão criticada por organizações de defesa dos direitos humanos.Nesta quinta-feira, o exército israelense executou operações de busca e fechou os escritórios de sete ONGs em Ramallah, sede da Autoridade Palestina na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.A medida inclui as seis ONG apontadas como "terroristas" em outubro de 2021 e a organização Health Work Committees, que Israel também considera vinculada à FPLP, movimento marxista palestino que tem um braço armado, mas bem menor que os grupos islamitas Hamas ou Jihad Islâmica.Estas organizações negaram vínculos com a FPLP. No mês passado, nove países, incluindo França e Alemanha, anunciaram que desejavam seguir cooperando com as seis organizações por falta de elementos de prova contra estas.A associação Al Naq confirmou a intervenção das "forças de ocupação" israelenses.O exército de Israel informou que durante a operação "pedras e coquetéis molotov" foram jogados contra os soldados, que precisaram utilizar "meios para dispersar a multidão".Um líder da Autoridade Palestina, Hussein al-Sheikh, denunciou as medidas israelenses como uma "tentativa de silenciar a voz da verdade e da justiça". Veja Mais

China enviará tropas à Rússia para exercícios militares

em - Internacional A China enviará tropas à Rússia para participar em exercícios militares conjuntos com o objetivo de "melhorar o nível de colaboração estratégica", informou o ministério da Defesa do país asiático.Pequim e Moscou mantêm vínculos na área de defesa e o governo chinês afirmou que deseja levar as relações bilaterais a "um nível mais elevado", mesmo no momento em que a Rússia enfrenta sanções ocidentais pela guerra na Ucrânia.O ministério da Defesa da China explicou na quarta-feira que a participação do país nos exercícios anuais "Vostok", que acontecerão de 30 de agosto a 5 de setembro, de acordo com Moscou, é parte do acordo de cooperação bilateral entre as duas potências.O ministério chinês informou que as manobras também terão as participações de Índia, Belarus, Mongólia e Tadjiquistão, entre outros."O objetivo é aprofundar a cooperação prática e amistosa entre os exércitos dos países participantes, melhorar o nível de colaboração estratégica entre as partes e fortalecer a capacidade de resposta a várias ameaças de segurança", acrescentou em um comunicado.China e Índia foram acusadas de fornecer cobertura diplomática à Rússia durante os meses de guerra na Ucrânia, sem aderir às sanções ocidentais e ao fornecimento de armas a Kiev.Mas Pequim destacou que sua participação nos exercícios conjuntos "não têm relação com a atual situação internacional e regional".Estas serão as segundas manobras conjuntas entre China e Rússia em 2022.Bombardeiros dos dois países participaram de 13 horas de exercícios perto do Japão e da Coreia do Sul em maio, o que forçou a mobilização de caças dos dois países no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitava Tóquio.O porta-voz da diplomacia dos Estados Unidos, Ned Price, disse que os vínculos cada vez mais estreitos entre China e Rússia minam a segurança global, mas que Washington não faz qualquer interpretação das manobras."A maioria dos países envolvidos também participa em um amplo leque de exercícios militares e intercâmbios com os Estados Unidos", disse. Veja Mais

De líder anti-Trump a pária no partido

 De líder anti-Trump a pária no partido

em - Internacional  Filha do ex-vice-presidente Dick Cheney, ela exerce o cargo de segunda liderança do comitê criado pela Câmara dos Representantes para investigar a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro. Membro do Partido Republicano, assumiu uma postura de oposição a Donald Trump e chegou a defender o FBI (a polícia federal dos EUA) após a apreensão de documentos na mansão de Mar-a-Lago, o resort privativo do ex-presidente, na Flórida. As críticas a Trump custaram caro a Liz Cheney, de 56 anos, que recebeu várias ameaças de morte nos últimos meses.Na noite de terça-feira, a deputada sofreu uma derrota na primária republicana em Wyoming, seu estado natal, para Harriet Hageman, aliada do magnata. O revés a impossibilitará de disputar novo mandato no Congresso, nas eleições legislativas de novembro.Ao reconhecer a derrota, Liz Cheney enviou um recado a Trump. "Desde 6 de janeiro eu afirmo que farei o que for preciso para garantir que Donald Trump nunca mais chegue perto do Salão Oval, e estou falando sério", declarou.Ontem, ela admitiu que "pensa" em concorrer à Casa Branca, em 2024, e anunciou a criação de um comitê de ação política. "É algo em que estou pensando. Tomarei uma decisão nos próximos meses", disse ao ser entrevistada no programa “Today show” da emissora NBC. Nos últimos meses, Trump destilou sua fúria sobre Cheney, a quem classificou de "desleal" e de "fracassada que dá lições". Ontem, o ex-presidente celebrou o fracasso nas urnas da colega de partido como "um resultado maravilhoso para os Estados Unidos". "Agora ela pode finalmente desaparecer nas profundezas do esquecimento político, onde, tenho certeza, será muito mais feliz do que é agora", afirmou em sua rede social, Truth Social.Partido da conspiração Adam Kinzinger, também deputado republicano, não poupou críticas ao próprio partido. "Isso envia uma mensagem muito forte de que não é mais um partido comprometido com a verdade. Este é um partido comprometido com a conspiração", disse. Em entrevista à mesma emissora, ele elogiou Cheney como uma "política muito determinada e obstinada". "Ela perseguirá Donald Trump até os portões do inferno, isso é certo", disparou. Para Allan Lichtnman, historiador político da American University (em Washington), a derrota de Cheney é "um símbolo do fim dos princípios conservadores no Partido Republicano". "Cheney é uma conservadora sólida em praticamente todos os temas. Ela foi derrotada porque se recusou a seguir o perigoso autoritarismo de Trump", explicou ao Correio.Ele lembra que, sob a gestão do magnata, quase todos os princípios que os republicanos conservadores alegavam defender sumiram: a moralidade pessoal, a responsabilidade pessoal e fiscal, o governo limitado e o respeito à tradição. "Eles foram substituídos por uma guerra cultural e por uma busca de poder a todo custo."Lichtman não acha que Liz Cheney tenha muito futuro para concorrer a cargos no Partido Republicano. "Mas, ela poderia disputar a Presidência apenas para ganhar uma plataforma para seus pontos de vista. Imagine só um debate entre Trump e Cheney!", disse. Thomas E. Patterson, professor de governo e imprensa da Faculdade de Governo Kennedy, da Universidade de Harvard, afirmou à reportagem que a participação de Cheney no comitê da Câmara posicionou-a para liderar a oposição a Trump dentro do Partido Republicano."Isso pode incluir uma campanha independente a presidente, o que poderia minar as chances de uma vitória de Trump em 2024. Ela não é uma candidata alternativa para muitos republicanos e não teria chance em obter a indicação do partido. Mas, enquanto candidata independente, Liz Cheney poderia diminuir as chances de eleição de Trump, ao desviar os votos dos republicanos que creem que o magnata não é adequado para ser presidente, mas também não querem votar em um democrata."ANÁLISE"O ponto de virada na posição de Liz Cheney dentro do Partido Republicano ocorreu quando ela votou, em 2021, pelo impeachment de Donald Trump. Aquilo levou à sua remoção de uma posição de liderança entre os deputados republicanos e a uma censura por parte do Partido Republicano, em Wyoming. Sua participação no comitê que investiga a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, meramente solidificou a oposição republicana a Cheney."Thomas E. Patterson, Professor de governo e imprensa da Universidade de Harvard "Não há nada mais que os republicanos possam fazer para retaliar Liz Cheney. Ela ainda servirá como vice-presidente do comitê que investiga a invasão ao Capitólio por mais de quatro meses. E terá seguidores, presença midiática e recursos abundantes para repercutir sua mensagem. Liz Cheney está de olho em fazer história, o que não depende de ser um dos 435 deputados dos Estados Unidos. Sua missão é preservar a democracia americana e restaurar o Partido Republicano às suas raízes históricas.”Allan Lichtman, Historiador político da American University (em Washington)   Veja Mais

Últimos dias

Petro pede trégua a grupos armados ante temida temporada de chuvas na Colômbia

em - Internacional O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu nesta quarta-feira (17) uma trégua aos grupos armados para que os militares possam se ocupar de "salvar gente" na temporada de chuvas que se aproxima.Durante uma visita a Villavicencio, cidade próxima a Bogotá, Petro fez a proposta às organizações com as quais explora possíveis diálogos ou acordos de sujeição em troca de benefícios judiciais."Eu diria a estas organizações que pela gravidade da situação que se avizinha, façam uma trégua", disse Petro, que assumiu em 7 de agosto como o primeiro presidente de esquerda a governar a Colômbia.O presidente antecipou uma forte "onda de inverno" nos próximos três meses devido ao La Niña, um fenômeno cíclico que ocorre no Oceano Pacífico e é acompanhado de fortes chuvas."Como podemos levar o exército a salvar famílias se virando a esquina a emboscada está montada?", questionou Petro.O novo governo se encaminha a retomar as negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), interrompidas em 2019 devido a um ataque mortal contra uma academia de polícia em Bogotá.Coincidindo com a proposta de trégua, este grupo pôs em liberdade seis militares do exército e o policial que mantinha em seu poder.Uma missão humanitária da Defensoria do Povo e da Igreja Católica recebeu nesta quarta os reféns em uma zona rural de Arauca, nos limites com a Venezuela, informou o primeiro organismo no Twitter, sem detalhar o período que passaram em cativeiro.A Defensoria também publicou imagens dos cinco militares e do policial libertados junto a guerrilheiros armados com fuzis. Em um comunicado divulgado pela Blu Radio, o ELN ressaltou ter soltado os militares como um "gesto humanitário unilateral" e saudou o desejo de paz do governo.Ao mesmo tempo do diálogo com a última guerrilha reconhecida do país, Petro ofereceu benefícios jurídicos às quadrilhas de narcotraficantes e aos dissidentes que permaneceram em armas após a desmobilização da maioria das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a organização guerrilheira que assinou a paz em 2016.No entanto, não informou se a oferta inclui uma redução de penas ou alternativas à prisão, como as pactuadas com as Farc, transformadas em partido político.Twitter Veja Mais

Estilista japonesa Hanae Mori morre aos 96 anos

em - Internacional A estilista japonesa Hanae Mori, primeira asiática a entrar para a elite da alta-costura de Paris, morreu em Tóquio, aos 96 anos, anunciou nesta quinta-feira a imprensa do Japão.Mori morreu no último dia 11, em sua residência, informou a agência de notícias Kyodo, que citou a assessoria da estilista e não divulgou detalhes.Apelidada de "Madame Butterfly", por sua assinatura com um motivo alado, suas criações manuais de luxo foram usadas por Nancy Reagan, Grace Kelly e membros da alta sociedade japonesa. Ela também foi pioneira entre as mulheres japonesas na liderança de uma corporação internacional.A carreira de Mori a levou de Tóquio - onde ela começou fazendo roupas para o cinema - para Nova York e Paris, onde, em 1977, sua marca se tornou a primeira maison asiática a se somar às fileiras da alta-costura.Sua primeira coleção internacional, em 1965, em Nova York, celebrava o tema "Encontro Leste-Oeste". Figuras da moda japonesa, como Issey Miyake, que morreu semanas atrás, seguiram seus passos.Embora tenha fechado seu ateliê em Paris em 2004, as lojas Hanae Mori ainda existem em Tóquio, e suas fragrâncias são vendidas em todo o mundo. Veja Mais

Petróleo fecha em alta após queda surpreendente de reservas nos EUA

em - Internacional Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (17), depois de uma queda forte e surpreendente das reservas comerciais de petróleo cru nos Estados Unidos.O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro subiu 1,41% a 93,65 dólares.Enquanto isso, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em setembro subiu 1,82% a 88,11 dólares.De qualquer forma, o petróleo permanece longe dos níveis máximos deste ano, com o Brent beirando os US$ 91,51 durante o dia, uma cifra que não alcançava desde meados de fevereiro, antes da invasão russa da Ucrânia.As reservas nos Estados Unidos permitiram que o petróleo recuperasse parte do terreno perdido esta semana por temores de uma recessão, após indicadores pouco animadores na Europa e na Ásia, que poderiam afetar a demanda de ouro negro.Segundo a Administração de Informações sobre Energia (EIA) dos EUA, as reservas comerciais de petróleo e gasolina caíram na semana encerrada em 12 de agosto: os estoques de petróleo cru diminuíram em 7,1 milhões de barris (mb), a 425 mb, e os de gasolina caíram 4,6 mb. Os analistas aguardavam um pequeno aumento das reservas de petróleo cru de 800.000 barris e uma diminuição de 1 mb dos estoques de gasolina."Os estoques de cru caíram 6% abaixo de sua média nos últimos cinco anos nesta época e os de gasolina são 8% inferiores, o que pode gerar inquietações quando o inverno se aproxima" no hemisfério norte, avaliou Phil Flynn, do Price Futures Group. Em um contexto de oferta limitada, estas preocupações favorecem a alta dos preços. Veja Mais

Pelo menos três mortos em ataque russo contra segunda maior cidade da Ucrânia

em - Internacional Ao menos três pessoas morreram e 10 ficaram feridas em um bombardeiro russo em Kharkiv, nesta quarta-feira (17), anunciou o prefeito desta cidade do nordeste da Ucrânia, a segunda maior do país."Neste momento, as informações relatam três mortos e 10 feridos", afirmou Igor Terejov no Telegram. "Há um grande incêndio no local do ataque, em um edifício residencial", acrescentou.Kharkiv, situada a cerca de 40 km da fronteira russa, tem sido bombardeada frequentemente desde o início da invasão, no final de fevereiro, mas as tropas de Moscou não conseguiram tomar a cidade.Centenas de civis morreram na região desde o início da guerra.As forças russas concentram atualmente sua ofensiva no leste e sul da Ucrânia. Veja Mais

Acidente deixa ao menos 23 mortos em estrada de Marrocos

em - Internacional Pelo menos 23 pessoas morreram e 36 ficaram feridas nesta quarta-feira (17) em um acidente de ônibus a leste da cidade de Casablanca, no Marrocos, informaram as autoridades sanitárias do reino.O veículo tombou em uma curva de uma rodovia federal na província de Juribga, informou a fonte, sem detalhar se havia algum turista estrangeiro entre as vítimas.O ônibus ia de Casablanca para a região rural de Ait Aatab, próxima à cidade de Meni Belal, ao pé da Cordilheira do Atlas.O último balanço registrou 23 passageiros mortos e 36 feridos, indicou à AFP o médico Roshdi Kaddar, diretor-regional dos serviços de saúde.O acidente é o mais mortal dos últimos anos no Marrocos, país conhecido pela periculosidade de suas estradas.Segundo a Agência Nacional de Segurança Rodoviária, cerca de 3.500 pessoas morrem por ano e 12 mil ficam feridas em acidentes nas estradas do país.As autoridades implementaram uma série de medidas para reforçar a segurança rodoviária depois do pior acidente já registrado no país, que deixou 42 mortos em 2012. Veja Mais

Fed planeja novos aumentos dos juros, mas pretende moderá-los

em - Internacional O Federal Reserve (Fed, banco central americano) continuará elevando as taxas básicas de juros, mas "em certo momento" será apropriado moderar estes aumentos, segundo trechos das atas de sua última reunião no fim de julho, publicados nesta quarta-feira (17).Neste encontro, no qual decidiu-se por um segundo aumento de 0,75 ponto percentual das taxas de referência, os encarregados do organismo avaliaram que levará tempo para levar a inflação "inaceitavelmente alta" ao patamar de 2% que consideram adequado para a economia. Também avaliaram o "risco" de que as taxas possam subir mais do que o necessário, afetando a atividade econômica.O banco central americano elevou suas taxas quatro vezes este ano, incluindo dois aumentos de 0,75 ponto percentual em junho e julho, com a inflação em 12 meses registrando 9,1% em junho.Depois, o índice se moderou entre junho e julho, ficando em 8,5% em 12 meses, e os preços da gasolina, chaves no orçamento dos americanos e que dispararam após o início da guerra na Ucrânia, caíram nas últimas semanas.Os membros do Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC) já observaram em sua última reunião as quedas nos preços da energia e alguns sinais de que os desarranjos nas cadeias de abastecimento estão se ajustando.No entanto, enfatizaram que não se pode confiar unicamente na queda dos preços da gasolina para que a inflação ceda. Uma redução da demanda é um fator-chave para aliviar a pressão sobre os preços, destacam as atas conhecidas como "minutas".O aumento agressivo de taxas começou a ter um impacto e enquanto alguns dirigentes do Fed esperam que a economia americana continue crescendo no segundo semestre do ano, muitos acreditam que o crescimento perderá força. Veja Mais

Ataques na Crimeia aumentam pressão sobre Rússia

em - Internacional Dois ataques contra bases militares russas na Crimeia na última semana fortaleceram o moral ucraniano e colocam a Rússia sob pressão, oito anos depois da humilhante anexação da península por parte de Moscou. O Ministério da Defesa da Rússia anunciou na terça-feira (16) que uma "ação de sabotagem" produziu uma série de explosões em um paiol de munições perto do vilarejo de Dzhankoi, e também provocou danos em uma ferrovia. As autoridades ucranianas não reivindicaram a autoria desse ataque, mas o chefe do gabinete presidencial, Andriy Yermak, falou no Twitter sobre uma "ação de desmilitarização" das forças armadas ucranianas, usando a mesma terminologia que a Rússia utiliza para justificar a invasão. Este incidente aconteceu uma semana depois de outro ataque contra uma base aérea russa na Crimeia, que foi descrito como um "trabalho especial bem-preparado" por um responsável ucraniano que não quis falar seu nome. Para o analista Oliver Alexander, esses ataques, que ele acredita que podem ter sido realizados com mísseis balísticos, estão minando o moral russo e levantando o ânimo do lado ucraniano. "A Crimeia era um lugar relativamente seguro nos últimos seis meses, mas já não é assim. Isso aumentou a pressão sobre os russos", explicou Alexander. Também cresce a preocupação entre os turistas russos que visitam a região, conhecida por suas praias. Por outro lado, o conselheiro da presidência ucraniana, Mikhailo Podoliak, pediu o "desmantelamento" da ponte de Kerch, inaugurada em 2018, e que une a Rússia com a península pelo leste. Isso aumenta o medo em Moscou de que ela se torne um alvo militar legítimo.- 'Contraofensiva coerente' -O centro de estudos The Institute for the Study of War de Washington, nos Estados Unidos, explicou que o alvo do ataque de terça-feira era um centro-chave para o abastecimento das tropas russas no sul da Ucrânia. Os especialistas consideram que os ataques da última semana são parte de "uma contraofensiva ucraniana coerente", cortando as linhas de abastecimento ao longo do rio Dnieper. A Ucrânia afirma que retomou o controle de dezenas de vilarejos na frente sul, e que destruiu pontos estratégicos como pontes. Também houve explosões em cidades ocupadas pelas tropas russas, que se acredita que foram realizadas por sabotadores. Nesta quarta-feira (17), Ivan Fedorov, prefeito de Melitopol, cidade ocupada pela Rússia próxima da península da Crimeia, afirmou que duas explosões interromperam o sinal da televisão russa. O Ministério da Defesa do Reino Unido disse que essas ações aumentarão a preocupação dos comandantes russos na Crimeia, pois a península funciona "como uma base na retaguarda" para a ofensiva. Nas primeiras horas da invasão, a Rússia usou a península para avançar sobre o sul da Ucrânia e tomar Kherson, a maior cidade ucraniana sob seu controle. Isso também permitiu que a Rússia criasse um corredor terrestre entre o sul e o leste da Ucrânia, controlado por rebeldes pró-Rússia desde antes da guerra. Na medida em que o conflito avança, muitos ucranianos não se contentam apenas em recuperar as posições anteriores à invasão, mas também querem a Crimeia. "A maioria dos cidadãos do Estado terrorista [Rússia] começam a entender que a Crimeia não é lugar para eles", disse o presidente ucraniano Volodimir Zelensky em sua mensagem diária de terça-feira. Twitter Veja Mais

Homem é detido no aeroporto da Tailândia com 17 animais selvagens nas malas

em - Internacional Um indiano foi detido no aeroporto internacional de Bangcoc com 17 animais vivos em suas malas. Autoridades tailandesas de proteção à fauna informaram nesta quarta-feira (17) que o homem levava macacos, iguanas e pítons."As autoridades prenderam um homem que pretendia viajar ilegalmente com animais para a Índia", disse Prasert Sonsatapornkul, do serviço de proteção à fauna e flora.Durante uma verificação das malas por raio-x, as autoridades encontraram oito macacos, três iguanas, dois lagartos, duas pítons brancas, uma raposa e um guaxinim dentro de caixas de plástico, escondidas atrás de comidas.O suspeito, identificado como Abilash Annaduri, tem 21 anos e foi acusado de tráfico de animais selvagens.As autoridades estimaram o valor de mercado dos animais, inclusive os que não vivem na natureza na Tailândia, em cerca de US$ 2.700.Os animais foram enviados a veterinários para serem examinados.A Tailândia é um grande centro de tráfico de espécies selvagens, geralmente destinados ao Vietnã e à China, onde são usados para a medicina tradicional. Veja Mais

Israel retomará relações diplomáticas com a Turquia

em - Internacional Israel retomará as relações diplomáticas com a Turquia, anunciou nesta quarta-feira (17) o primeiro-ministro israelense, Yair Lapid, após anos de tensões entre os dois países, enquanto Ancara afirmou que continuará "defendendo os direitos dos palestinos" apesar da decisão."Decidimos aumentar novamente o nível das relações entre os dois países, para laços diplomáticos plenos e com o retorno dos embaixadores e cônsules-gerais dos países a seus postos", afirmou o gabinete de Lapid em um comunicado.O primeiro-ministro israelense disse que a medida representa um "importante ativo para a estabilidade regional e uma notícia econômica muito importante para os cidadãos de Israel".O ministro turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, afirmou em uma entrevista coletiva em Ancara que, apesar da medida, a Turquia "continuará defendendo os direitos dos palestinos, de Jerusalém e de Gaza". "É importante que nossas mensagens (sobre a questão palestina) sejam transmitidas por meio do embaixador", destacou Cavusoglu, que confirmou desta maneira a designação em breve de um embaixador turco em Tel Aviv.O anúncio acontece após meses de negociações bilaterais para reforçar laços que começaram a perder força em 2008, após uma operação militar israelense em Gaza.As relações esfriaram em 2010 com a morte de 10 civis em um bombardeio israelense contra o navio turco "Mavi Marmara", que integrava uma frota que tentava romper o bloqueio imposto por Israel em Gaza. Em 2016, um acordo de reconciliação permitiu o retorno a seus postos dos embaixadores, mas isso foi deixado de lado em 2018, quando mais de 200 habitantes de Gaza foram mortos por forças israelenses durante protestos na fronteira entre a Faixa de Gaza e o território israelense, o que levou os países a convocar seus representantes para consultas.Durante uma visita do presidente israelense, Isaac Herzog, a Ancara em março, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o encontro representou uma "mudança nas relações" entre os dois países.Israel ainda não revelou quando seu embaixador retornará a Ancara. Veja Mais

'Strippers' querem se sindicalizar em Los Angeles

em - Internacional Dançarinas de um clube de striptease de Los Angeles deram os primeiros passos rumo à sindicalização nesta quarta-feira (17), tornando-se o mais recente grupo de trabalhadores americanos a buscar poder de negociação coletiva.As estrelas do Star Garden Topless Dive Bar entraram com uma petição junto ao governo federal, iniciando um processo que poderia vê-las representadas pelo sindicato de artistas Actors' Equity, um movimento que as autoridades descreveram como inédito."Gostamos do que fazemos", disse Velveeta, dançarina do Star Garden. "Gostaríamos ainda mais de nossos empregos se tivéssemos proteções trabalhistas básicas."O sindicato Equity já representa mais de 51.000 artistas e produtores nos Estados Unidos, muitos deles em Los Angeles e arredores."As strippers são artistas ao vivo e, embora muitos aspectos de seu trabalho sejam únicos, elas têm muito em comum com os outros membros do Equity que vivem da dança", disse a presidente do sindicato, Kate Shindle."Essas dançarinas relataram problemas de pagamento constantes - incluindo roubo de salário significativo - juntamente com riscos e violações de saúde e segurança"."Elas querem seguro de saúde e outros benefícios, como indenização trabalhista. Elas precisam de proteção contra assédio sexual, discriminação e demissão sem justa causa".A petição foi apresentada ao Conselho Nacional de Relações Trabalhistas, que deve agendar uma votação para as trinta strippers elegíveis.Se a maioria votar pela sindicalização, o sindicato Equity começará a negociar um novo contrato com a Star Garden em nome das dançarinas.Enquanto isso, as dançarinas exóticas dizem que farão uma manifestação em frente ao clube na área de North Hollywood da cidade.A campanha é apoiada pela Strippers United, um grupo sem fins lucrativos que defende os direitos das dançarinas.Ninguém no Star Garden atendeu às ligações da AFP nesta quarta-feira.Embora o Equity nunca tenha tido membros strippers, não é a primeira vez que elas se organizam nos Estados Unidos.As dançarinas que trabalham no Lusty Lady de San Francisco formaram o Sindicato de Bailarinas Exóticas em 1996, observou o Equity. Esse clube fechou em 2013.O movimento desta quarta-feira ocorre em meio ao aumento do interesse de trabalhadores nos Estados Unidos em se sindicalizar, com funcionários de várias filiais da Starbucks entre os mais proeminentes.Até os três primeiros trimestres do ano fiscal de 2022 - de 1º de outubro a 30 de junho - foram apresentadas 1.935 campanhas de sindicalização à Diretoria Nacional de Relações Trabalhistas, 56% a mais que no ano anterior. Veja Mais

Tribunal dos EUA provoca ira ao ratificar que adolescente não é 'madura' para abortar

em - Internacional Um tribunal de apelações da Flórida confirmou uma decisão segundo a qual uma garota de 16 anos não seria "suficientemente madura" para realizar um aborto, o que provocou a ira de legisladores americanos.Dois meses depois da Suprema Corte dos Estados Unidos revogar o direito ao aborto em todo o país, o caso da adolescente está gerando uma nova irritação ao redor dos direitos das mulheres nos EUA.A jovem, que não foi identificada, disse ao tribunal que "não estava pronta para ter um bebê", que estava ainda na escola, que não tinha trabalho e que o pai não teria condições de ajudá-la.Menores de idade que desejam abortar na Flórida precisam do consentimento de ao menos um de seus progenitores. Porém, a menina não tem pais, vive com um parente e tem um tutor designado, segundo documentos.Ela buscava uma exceção a essa norma, mas a corte decidiu que ela "não estabeleceu mediante evidência clara e convincente ser suficientemente madura para decidir sobre a interrupção de sua gravidez".Na segunda-feira, o tribunal de apelações estadual ratificou essa decisão."Se está furiosa porque uma corte está forçando uma adolescente a levar adiante sua gestação após uma decisão judicial que diz que ela não é 'madura' o suficiente para um aborto, não está sozinha. É aberrante", escreveu no Twitter a congressista Pramila Jayapal.Lois Frankel, parlamentar da Flórida, descreveu o caso como "inaceitável" e acrescentou que é "um exemplo perigoso e horroroso da guerra da Flórida contra as mulheres".A garota afirmou ao tribunal que, nas 10 semanas de gravidez, seu tutor havia autorizado o procedimento, mas aparentemente não o fez por escrito, de acordo com os documentos.Depois que a medida da Suprema Corte deixou a questão do aborto nas mãos de cada estado, a Flórida mudou suas leis para proibir a interrupção da gestação após as 15 semanas, em vez de 24 como antes.Twitter Veja Mais

Agressor de Salman Rushdie, 'surpreso' de que escritor tenha sobrevivido

em - Internacional O jovem americano acusado de esfaquear Salman Rushdie se disse "surpreso" de que o escritor britânico tenha sobrevivido ao ataque, segundo declarações ao jornal New York Post, publicadas nesta quarta-feira (17)."Quando soube que sobreviveu, fiquei surpreso", afirmou Hadi Matar, de 24 anos, ao tabloide, que destacou ter feito uma entrevista em vídeo com o suspeito, que está preso.O suposto agressor, que se declarou inocente das acusações de tentativa de homicídio, não contou se se inspirou no decreto religioso de 1989, ou fatwa, emitido pelo ex-líder supremo iraniano, aiatolá Ruhollah Khomeini, que ordenava aos muçulmanos matar o escritor pelo que considerava a natureza blasfematória de seu livro "Versos Satânicos". "Respeito o aiatolá. Penso que é uma grande pessoa. Isso é tudo o que direi sobre isto", afirmou Matar, a quem, segundo o New York Post, seu advogado aconselhou a não falar sobre o tema.Matar disse ao jornal que tinha lido "algumas páginas" do romance de Rushdie. "Não gosto da pessoa. Não acho que seja uma pessoa muito boa", disse sobre o autor. "Não gosto. Não gosto muito". "É alguém que atacou o Islã, atacou suas crenças, os sistemas de crenças", continuou.Matar disse não manter contato com a Guarda Revolucionária do Irã, exército ideológico da República Islâmica.Também contou que tinha se inteirado de que Rushdie daria uma conferência literária na Instituição Chautauqua através de um tuíte no começo deste ano.O jovem, morador de Nova Jersey, disse ao jornal que tinha embarcado em um ônibus na cidade de Buffalo, no norte do estado de Nova York, na véspera do ataque, e depois foi para a pequena cidade de Chautauqua em um carro do Lyft, serviço de transporte por aplicativo."Andei por aí fazendo hora. Não fiz nada em particular, só caminhei", contou ao jornal. "Fiquei do lado de fora todo o tempo". Na sexta-feira passada, antes de Rushdie dar uma palestra como parte de uma série de conferências literárias, um homem invadiu o palco e o esfaqueou várias vezes no pescoço e no abdômen. O escritor foi levado de avião para um hospital próximo, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência com lesões potencialmente letais.O escritor de 75 anos permanece em estado grave, mas saiu do respirador e deu sinais de melhora.Matar disse ao jornal New York Post que tinha assistido a vídeos do YouTube de Rushdie falando e qualificou o escritor de "falso". Na segunda, a mãe de Matar, a libanesa Silvana Fardos, moradora de Fairview, Nova Jersey, descreveu Matar como "um introvertido de caráter mutável" e destacou que ele estava cada vez mais obcecado pelo Islã depois de visitar o Líbano para ver seu distante pai, segundo declarações ao jornal britânico Daily Mail. Matar deve se apresentar perante um tribunal na sexta-feira.GOOGLELyftDaily Mail Veja Mais

Wall Street fecha em baixa

em - Internacional Wall Street fechou em baixa nesta quarta-feira, após várias altas consecutivas, em meio a resultados de empresas divergentes e à divulgação das atas da reunião mais recente do Federal Reserve.O Dow Jones caiu 0,50%; o Nasdaq, 1,25%; e o S&P 500, 0,72%. Veja Mais

Bélgica apreendeu 36 toneladas de cocaína na Antuérpia no primeiro semestre

em - Internacional A alfândega da Bélgica anunciou nesta quarta-feira (17) a apreensão de 35,8 toneladas de cocaína, durante os seis primeiros meses de 2022, no porto da Antuérpia, no noroeste do país, um nível similar ao de 2020 e longe do recorde do ano passado.Em todo o ano de 2021, as autoridades belgas confiscaram 89,5 toneladas de cocaína na Antuérpia, primeira via de entrada dessa droga no mercado europeu. Trata-se de uma alta de 36% com relação ao ano anterior. Essa quantidade, que dobrou em cinco anos, tem um valor estimado em 12,76 bilhões de euros.As apreensões recordes de 2021 se explicam pela vasta operação lançada após a interceptação de conversas no Sky ECC, sistema de telefonia muito utilizado no tráfico de cocaína entre a América Latina e a Europa. Foi iniciada uma série de investigações na Bélgica, com mais de 550 prisões.Ao mesmo tempo, um acordo de colaboração com a Organização Mundial das Aduanas (OMA) e com países parceiros da América Latina permitiu interceptar no primeiro semestre 28 toneladas de cocaína com destino à Bélgica nos portos de origem, explicou nesta quarta-feira o Ministério das Finanças belga em um comunicado.Panamá, Equador, Paraguai, Colômbia e Brasil se mantiveram como os cinco maiores países de origem da droga apreendida, e a Bélgica segue sendo o principal ponto de entrada da cocaína na Europa, seguida por Espanha e Holanda.No primeiro semestre de 2022, a alfândega belga na Antuérpia também interceptou 2,2 toneladas de haxixe e 1,27 tonelada de heroína, de acordo com as autoridades.SKY Veja Mais

Resgate de mineiros no México completa duas semanas sem resultados

em - Internacional As operações em uma mina de carvão inundada no estado mexicano de Coahuila (norte) completaram duas semanas nesta quarta-feira (17) sem perspectivas de um resgate próximo de dez mineiros desaparecidos."Estamos completando 327 horas de trabalho ininterrupto" para resgatar os mineiros, afirmou nesta quarta-feira a chefe da Defesa Civil, Laura Velázquez, sem mencionar uma data para a conclusão da operação.O nível de água no poço por onde mergulhadores militares esperavam entrar na mina está em 38,04 metros, depois de subir repentinamente no domingo quando estava em 1,3 metros, informou Velázquez durante a conferência diária do presidente, Andrés Manuel López Obrador.Devido a esse aumento, os socorristas trabalham desde segunda-feira em uma nova estratégia para vedar os orifícios por onde a água vaza para a mina de cavão El Pinabete a partir da mina adjacente de Conchas Norte, abandonada há quase três décadas.Para isto, a Defesa Civil buscou a assessoria de duas empresas da Alemanha e Estados Unidos para que "possam verificar todas as ações realizadas. É importante ter uma segunda opinião", indicou a coordenadora do órgão, sem identificar as empresas.O fracasso do plano inicial derrubou as esperanças dos familiares dos trabalhadores, que permanecem em menor número nos arredores da área de resgate na comunidade de Agujita.O acidente ocorreu em 3 de agosto quando os trabalhadores abriram uma coluna na mina El Pinabete, provocando o vazamento da água acumulada em Conchas Norte para o local onde estavam. Cinco mineiros conseguiram sair caminhando e até agora não há sinais de vida dos outros dez.Coahuila é um dos estados com maior atividade mineira do México, mas na maioria dos casos, em condições precárias de segurança.Em 19 de fevereiro de 2006, uma explosão na mina de carvão Pasta de Conchos deixou 65 trabalhadores mortos neste mesmo estado. Somente dois corpos foram recuperados. Veja Mais

Consumo se mantém forte nos EUA graças à queda nos preços da gasolina

em - Internacional Os consumidores americanos mantiveram seu nível de gastos em julho graças à margem deixada pela queda nos preços da gasolina, segundo analistas e dados oficial publicados nesta quarta-feira(17).O mercado observa com atenção estes números, que influenciam as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central), após várias altas nas taxas de juros para conter a inflação.O total que os americanos gastaram em lojas, postos de gasolina, bares, restaurantes, entre outros, alcançou 682,8 bilhões de dólares em julho, semelhante a junho, segundo o Departamento de Comércio. O número é um pouco menor que o tímido aumento esperado por analistas, de 0,1%, segundo o consenso do MarketWatch.- Nova margem -"A vendas no varejo continuam fortes", confirmou a economista Kathy Bostjancic, da Oxford Economics."As pessoas parecem ter utilizado parte da economia obtida com queda dos preços da gasolina para gastar em outros artigos", constatou Ian Shepherdson, da Pantheon Macroeconomics, em nota.As prestadoras de serviços também registraram queda da demanda, de 1,8% em julho sobre junho.As vendas de veículos e peças automotivas também caíram no mês passado (-1,6%). Com exceção destes itens que sofreram retrocessos, as vendas varejistas subiram 0,7% em julho.Os americanos gastaram mais principalmente em artigos para o lar como materiais de construção e jardinagem (+1,5%).Estes números, no entanto, consideram o total de gastos mas não foram ajustados pela inflação, assim, embora o montante de gastos tenha sido mantido, as quantidades adquiridas foram reduzidas.- Modo de ajuste -O consumo se mantém forte apesar das medidas do Fed para aliviar a economia.A inflação caiu igualmente em julho, a 8,5% em 12 meses, e não variou em comparação com a mensal. Continua alta, no entanto, mas abaixo dos 9,1% em 12 meses registrados em junho, um recorde em 40 anos.O Fed se reunirá em meados de setembro e é esperado um novo aumento na taxa de juros."O sólido relatório de hoje (quarta) mantém o Fed em modo de ajuste agressivo de sua política" monetária, estimou Bostjancic.Os consumidores americanos mantiveram os gastos, porém mudaram seus hábitos. O diretor financeiro da gigante dos supermercados Walmart, John David Rainey, explicou na terça-feira que cada vez mais eles escolhem comprar itens mais baratos, especialmente, alimentos.WALMART Veja Mais

Jihadismo se expande do Sahel para a costa oeste da África

em - Internacional Primeiro, os jihadistas tomaram o norte do Mali; depois, partes de Níger e Burkina Faso. Agora, aumentam os temores de que esses grupos, que multiplicam seus ataques no Sahel, estejam se espalhando para os países da África Ocidental.Após diversas incursões recentes, incluindo ataques em Benin, Gana, Costa do Marfim e Togo, os quatro governos estão revisando sua política de segurança.Sua principal preocupação é como evitar repetir os erros de seus vizinhos do Sahel - faixa da África Subsaariana que faz limite ao norte com o deserto do Saara e inclui 10 países -, onde a segurança continua se deteriorando.Outro debate-chave se concentra no apoio estrangeiro. Depois que a junta militar no Mali tomou o poder em agosto de 2020, os vínculos com Paris foram rompidos, o que desencadeou a saída das tropas francesas.Entre os Estados costeiros, Benim é o mais afetado pela ameaça da expansão jihadista, com cerca de 20 ataques contra suas forças de segurança desde o fim de 2021."O que estamos vivendo é aterrador", contou um oficial beninês à AFP, sob anonimato. "Levantamos a cada dia sem saber se será o último", acrescentou.Durante visita à região em julho, o presidente francês Emmanuel Macron garantiu que o seu país, mesmo com sua saída do Mali, está comprometido com a "luta contra o terrorismo" na África Ocidental e está disposto a participar da "Iniciativa Acra", uma organização fundada em 2017 para aumentar a cooperação de segurança entre os países da região. "A piora da situação de segurança em Burkina Faso e Mali transformou o norte dos países costeiros na nova linha de frente contra os grupos armados que operam no Sahel", diz um relatório de abril da Fundação Konrad Adenaeur da Alemanha. - Recrutamentos -As forças de segurança estão mobilizadas no norte do Togo, onde aconteceu o primeiro ataque jihadista no país em maio de 2022, e também na Costa do Marfim, que não sofreu nenhum ataque desde o ano passado, e no norte de Gana, outro país que não registrou ataques recentemente.Alguns dos ataques foram reivindicados por grupos jihadistas conhecidos e poderosos na região, como o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM, na sigla em francês), a principal aliança jihadista do Sahel, vinculada à Al-Qaeda.Contudo, uma segurança fronteiriça mais forte poderia ser "ineficaz, como ocorreu no Sahel", adverte o grupo de especialistas marroquinos Policy Center for the New South em um relatório publicado em agosto.Os grupos jihadistas no Sahel "não são exércitos tradicionais", eles "difundem ideias e exploram as queixas das populações" em áreas subdesenvolvidas, acrescentou o grupo marroquino.Os ataques recentes são apenas "a ponta visível do iceberg", segundo Jeannine Ella Abatan, pesquisadora do Instituto Pan-Africano de Estudos de Segurança (ISS, na sigla em inglês) com sede no Senegal. "Desde 2019, os estudos sobre o Sahel mostram que os grupos extremistas já estavam conectados com os Estados costeiros, seja para apoio logístico e operacional, mas também para financiamento", disse à AFP. Os milicianos não ocupam território em Benim, Togo, Gana e Costa de Marfim, mas se infiltram nas regiões do norte, onde realizam "ataques sofisticados", segundo Abatan.Esses ataques apenas são possíveis devido ao fato de que contam com a "cumplicidade" de atores locais, explicou, assinalando o aumento do recrutamento entre a população fronteiriça."As difíceis condições de vida podem incentivar facilmente pessoas desesperadas a entrarem" nessas redes, ressaltou à AFP um oficial de polícia beninês.- Investir no desenvolvimento -"O Estado deve responder urgentemente às necessidades dessas pessoas, fazer com que se sintam protegidas pela presença das forças de segurança, ao invés de deixar que elas busquem proteção nesses grupos", opinou Abatan. Para a pesquisadora da ISS, é necessário "abordar as raízes do extremismo violento". Os países litorâneos começaram a tomar medidas para tentar evitar que o extremismo se propague: no Benim, o governo lançou projetos de desenvolvimento, construindo escolas e hospitais, em algumas dessas áreas subdesenvolvidas e o mesmo na Costa do Marfim.No entanto, o Policy Center for the New South adverte que é necessário fazer muito mais e pede o fim da militarização da fronteira."Sem uma mudança imediata no enfoque", assinalou, a população local "colaborará com extremistas para se manter com vida".APRILISS Veja Mais

Tribo da Amazônia assume as câmeras no documentário "The Territory"

em - Internacional Quando a covid-19 chegou à Amazônia brasileira e uma tribo indígena fechou o acesso a seu território, o diretor Alex Pritz encontrou uma forma inovadora de concluir seu documentário: ele entregou as câmeras aos próprios uru-eu-wau-wau."The Territory", que estreia no canal National Geographic na sexta-feira (19), acompanha a difícil situação de quase 200 caçadores-coletores que vivem em uma área protegida de floresta tropical, cercada e invadidas por grileiros e madeireiros agressivos e ilegais.Embora no filme apareçam com trajes tradicionais e honrando os costumes ancestrais, os uru-eu-wau-wau e seu jovem líder Bitate - protagonista do documentário - ficaram mais do que felizes em utilizar a tecnologia moderna para sua defesa."Quando a covid aconteceu, Bitate tomou a decisão realmente ousada de dizer 'OK, sem jornalistas entrando em nosso território, não há mais cineastas, não há mais Alex, não há mais equipe de documentários, ninguém'", disse Pritz."Precisamos ter uma conversa com ele, algo como 'OK, nós já terminamos o filme? Temos tudo o que precisamos? Há algo mais? Devemos começar a editar?'"."Bitate foi muito claro: 'Não, não terminamos. Ainda temos muito por fazer. Vocês não tinham terminado antes, por que deveriam terminar agora?"."'Basta nos enviar câmeras melhores, enviem equipamentos de áudio, e nós vamos filmar e produzir a última parte do filme'".O resultado foi um "modelo de coprodução", no qual um uru-eu-wau-wau ficou responsável pela direção do filme e a comunidade em geral assumiu a produção, com uma participação nos lucros e voz nas decisões comerciais sobre a distribuição do filme.Além de permitir que as filmagens continuassem durante a pandemia, Pritz acredita que a decisão de fornecer equipamentos e treinamento direto aos uru-eu-wau-wau beneficiou o filme ao adicionar uma "perspectiva em primeira mão" sobre as atividades do grupo, que incluem patrulhas na área para impedir invasores."Eu filmei várias missões de vigilância. Nenhuma entrou no corte final", disse Pritz."Não porque queríamos transferir as filmagens... era mais cru, era mais urgente".- "Crianças digitais" -Antes mesmo da chegada da equipe de Pritz, os uru-eu-wau-wau já haviam se tornado adeptos do poder da tecnologia moderna e dos meios de comunicação para defender sua causa, presentes no cenário global como guardiões de uma floresta cuja sobrevivência está ligada a questões de mudanças climáticas e biodiversidade."Bitate e esta geração mais jovem dentro do uru-eu-wau-wau são crianças digitais. Ele nasceu no fim dos anos 1990. Ele está no Instagram. E isso é parte de sua forma de relacionamento com o mundo", disse Pritz.Quando os drones que registraram imagens impressionantes e angustiantes de um grande desmatamento aparecem no início do documentário, muitos espectadores imaginam que pertencem aos cineastas, disse Pritz.Mas, de fato, as câmeras voadoras foram compradas e operadas pelos próprios uru-eu-wau-wau."Enquanto teria levado quatro dias para atravessar a pé as montanhas na floresta espessa e densa... com o drone você chega no destino em 30 minutos e tem imagens marcadas com metadados", explica Pritz."As pessoas não podem argumentar contra isso".E este é um grande contraste com os grileiros, também personagens centrais do documentário. O filme mostra um grupo no momento em que derruba e incendeia florestas sob proteção, abrindo espaço de maneira ilegal para rodovias em um território que um dia desejam estabelecer e reivindicar como próprio.O acesso foi possível porque muitos grileiros se consideram pioneiros heroicos. Nas entrevistas com Pritz, eles falam sobre a abertura da floresta tropical para o bem da nação.É uma mistura explosiva de cultura dos cowboys do "oeste selvagem" de filmes americanos e propaganda nacionalista alimentada pelo presidente Jair Bolsonaro."Eram pessoas ingênuas que não entendiam o contexto histórico de suas ações, as consequências ecológicas, o que estavam fazendo para o resto do planeta", disse Pritz.Para os invasores, muitos deles sem educação formal ou qualquer outra oportunidade econômica, "era apenas sobre 'eu e o que é meu', 'apenas este pequeno lote', 'se eu conseguir apenas isto'"."Enquanto Bitate tem a perspectiva expansiva. Ele está pensando na mudança climática. Ele está pensando no planeta. Ele é politicamente experiente, orientado para a mídia".AMAZON.COM Veja Mais

Grandes farmácias dos EUA deverão pagar US$ 650 milhões por venda de opioides

em - Internacional As redes de farmácias Walmart, Walgreens e CVS foram condenadas nesta quarta-feira (17), por um juiz de Ohio, a pagar US$ 650,6 milhões a dois condados desse estado do norte dos Estados Unidos por seu papel na crise dos opioides."Um juiz federal condenou [essas três empresas] a pagar US$ 650,6 milhões" aos condados de Lake e Trumbull, em Ohio, anunciou, em um comunicado, o escritório de advogados The Lanier Law Firm, que defendeu essas localidades.Essa quantia permitirá "financiar programas de educação e prevenção e reembolsar as agências e organizações pelos gastos incorridos para enfrentar a crise", acrescentou.O Walmart anunciou em um comunicado sua intenção de recorrer da decisão, ao denunciar que se tratou de um processo "repleto de erros jurídicos e factuais".As três redes varejistas nos Estados Unidos, que distribuíram maciçamente analgésicos a esses dois condados, foram consideradas culpadas em novembro do ano passado.Os advogados dos dois condados de Ohio conseguiram convencer os jurados de que a presença maciça de opiáceos foi um problema público e que as farmácias participaram do mesmo, ignorando durante anos sinais de alerta sobre prescrições suspeitas.Os responsáveis dos condados "queriam simplesmente ser compensados pelo peso de uma epidemia de drogas sustentada pela cobiça de empresas, pela negligência e a falta de responsabilidade destas redes farmacêuticas", comentou Mark Lanier, advogado das duas localidades, citado na nota.As redes de farmácias, por sua vez, alegam que os farmacêuticos apenas respeitam as prescrições legais feitas por médicos, que receitam substâncias aprovadas pelas autoridades sanitárias.Algumas partes concluíram acordos com os condados de Lake e Trumbull para pôr fim às demandas em troca de compensações financeiras. É o caso das redes de farmácias Rite Aid e Giant Eagle.A crise sanitária que provocou mais de 500.000 mortes por overdose de opioides em 20 anos nos Estados Unidos levou a diversas ações judiciais.A condenação de produtores de opiáceos com base nos problemas públicos também sofreu reveses, como na Califórnia e em Oklahoma.No ano passado, CVS, Walgreens, Rite Aid e Walmart aceitaram desembolsar um total de 26 milhões de dólares a dois condados do estado de Nova York.CVS HEALTHWALGREENS BOOTS ALLIANCEWALMART Veja Mais

Deputados do Chile serão submetidos a testes de drogas

em - Internacional Um total de 78 dos 155 deputados do Chile deverão realizar um teste de drogas como parte de um novo regulamento interno que busca dar "transparência" ao trabalho legislativo e evitar crimes de narcotráfico.Os deputados foram selecionados em um sorteio realizado nesta quarta-feira (17) no Congresso, situado na cidade de Valparaíso (120 km a oeste de Santiago), durante o lançamento do novo regulamento de controle de consumo de drogas da Câmara, aprovado em julho."A normativa busca elevar os padrões de transparência no trabalho parlamentar, além de evitar crimes relativos ao tráfico de drogas e qualquer relação deste flagelo com a Câmara", assinala um comunicado da Casa Legislativa."Foi estabelecido um prazo, entre os dias 22 e 30 de agosto, para que os deputados se dirijam ao laboratório da Universidade do Chile para realizar esse teste de cabelo", disse Raúl Soto, presidente da Câmara, um dos sorteados para o exame.No fim de setembro será a vez dos deputados restantes se submeterem aos testes. Os resultados, que levam entre 10 e 15 dias para ficarem prontos, serão públicos e, em caso de resultado positivo, poderá ser levantado o sigilo bancário do parlamentar para comprovar que não há movimentações de dinheiro que não possam ser justificadas.O exame será semestral e aplicado a cada parlamentar pelo menos duas vezes em seus quatro anos de mandato."Não me abasteço de forma ilegal, não compro, eu ganho de presente. Em algum momento da vida, quando era mais jovem, plantei. Cheguei a ter, no auge, duas plantas ao ar livre, nada muito elaborado", disse o deputado de esquerda, Jaime Sáez, que disse abertamente que consumia maconha."Eu também fumo, não me envergonho, e cultivo minhas plantas para não alimentar os cofres do narcotráfico", assinalou, por sua vez, Ana María Gazmuri, deputada e ativista em favor do consumo da cannabis. Veja Mais

Israel e Turquia retomarão relações diplomáticas plenas

em - Internacional Israel e Turquia anunciaram nesta quarta-feira (17) que vão retomar suas relações diplomáticas após vários anos de tensões, mas Ancara afirmou que continuará "defendendo os direitos dos palestinos" apesar desta aproximação.O primeiro-ministro israelense, Yair Lapid, disse que a medida representa um "ativo significativo para a estabilidade regional" e "uma notícia econômica muito importante para os cidadãos de Israel".De acordo com o gabinete de Lapid, os dois países vão designar embaixadores e cônsules-gerais, e retomarão os voos diretos.Além disso, o gabinete informou que o premiê israelense conversou por telefone com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e ambos concordaram que a normalização de relações levaria "a muitas conquistas, especialmente nos setores de comércio e turismo".O gabinete de Erdogan, por sua vez, assinalou que, durante a conversa, o presidente turco expressou seu apoio ao "desenvolvimento da cooperação e do diálogo entre Turquia e Israel sobre uma base sustentável e de respeito às sensibilidades respectivas".As relações entre Turquia e Israel começaram a se deteriorar em 2008, após uma operação militar israelense na Faixa de Gaza.A situação piorou ainda mais em 2010, depois que 10 civis morreram em um ataque israelense contra a embarcação turca Mavi Marmara, que tentava romper o bloqueio imposto por Israel ao território palestino.Em 2016, houve um acordo de reconciliação, mas este ficou em suspenso em 2018, quando o exército israelense matou mais de 200 palestinos em protestos na fronteira entre Gaza e o território israelense. A Turquia acabou expulsando o embaixador israelense e, em resposta, Israel fez o mesmo com o cônsul-geral turco em Jerusalém.O anúncio ocorre após meses de esforços bilaterais para fortalecer os laços, com visitas recíprocas de funcionários de alto escalão. Em maio, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, se tornou o primeiro titular da diplomacia turca a visitar Israel em 15 anos, e o presidente de Israel, Isaac Herzog, visitou Ancara em março.Para Cavusoglu, o retorno dos embaixadores "é importante para melhorar as relações bilaterais". Contudo, ele afirmou que a Turquia continuará "defendendo os direitos dos palestinos, de Jerusalém e de Gaza".- 'Legitimar o ocupante' -A Turquia tem relações com o governo palestino da Cisjordânia ocupada e com o movimento islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza."Como sempre dissemos, continuaremos defendendo os direitos dos palestinos", insistiu Cavusoglu nesta quarta-feira.O Hamas, por sua vez, reagiu com desconfiança ao anúncio. "Esperamos que todos os países árabes, muçulmanos e amigos isolem o ocupante [israelense] e o pressionem para que responda aos direitos legítimos dos palestinos", disse à AFP Basem Naim, chefe do movimento armado palestino em Gaza."Qualquer normalização com o ocupante é uma legitimação de sua presença em nossas terras", acrescentou.Para Efraim Inbar, presidente do Instituto de Estratégia e Segurança de Jerusalém, não deve haver "ilusões" de que as relações bilaterais entre Turquia e Israel serão tão boas quanto na década de 1990."Enquanto Erdogan estiver no poder, continuará havendo certo nível de hostilidade da Turquia em relação a Israel", disse Inbar à AFP.- Investimentos -Nesta quarta-feira, o presidente israelense apontou que a restauração de relações diplomáticas plenas "impulsionará maiores relações econômicas, o turismo mútuo e a amizade entre os povos israelense e turco".A Turquia enfrenta uma forte inflação e o colapso de sua moeda. Nesse contexto, Ancara "tenta normalizar seus laços com muitos países da região", incluindo Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, com o objetivo de "atrair investimentos estrangeiros diretos", opinou Gallia Lindenstrauss, analista do Instituto de Estudos Estratégicos (INSS, na sigla em inglês) em Tel Aviv.Apesar das disputas diplomáticas dos últimos anos, o comércio entre os dois países se manteve e a Turquia continua sendo um destino popular para os turistas israelenses. Veja Mais

Rapper americano A$AP Rocky se declara inocente de agressão com arma de fogo

em - Internacional O rapper americano A$AP Rocky, acusado de agressão com arma de fogo em novembro passado, se declarou inocente nesta quarta-feira (17) em um tribunal de Los Angeles, Califórnia. O músico de 33 anos, alvo de duas acusações de agressão com uma arma semiautomática, foi liberado após pagar fiança de 550.000 dólares e deve voltar a se apresentar ao tribunal em 2 de novembro.Rakim Mayers, seu nome de registro, teria apontado sua arma contra um antigo amigo durante uma discussão em novembro passado e atirado nele duas vezes, provocando-lhe um "ferimento leve", segundo a polícia.O rapper nega as acusações. O músico foi detido em abril no aeroporto de Los Angeles, quando desembarcava de um jato privado procedente de Barbados, terra natal de sua companheira, Rihanna, a estrela por trás de sucessos como "Diamonds" e "Umbrella". O casal teve um filho em maio.A$AP Rocky foi condenado em agosto de 2019 a uma pena de prisão com direito a sursis por violência após uma briga em Estocolmo. Veja Mais

OMS pede cautela após transmissão da varíola dos macacos de humano para cachorro

em - Internacional A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira (17) às pessoas infectadas com varíola dos macacos que não exponham animais ao vírus, após um primeiro caso de transmissão de humano para cachorro.Na semana passada, a revista médica The Lancet informou sobre o primeiro caso de transmissão da varíola dos macacos de humano para cachorro, que ocorreu na França."Trata-se do primeiro caso conhecido de transmissão de humano para animal, e acreditamos que o primeiro caso de um cachorro infectado", afirmou Rosamund Lewis, diretora-técnica da OMS para o monitoramento do vírus.Os especialistas tinham consciência de que esse salto poderia acontecer, por isso as agências públicas de saúde já aconselhavam que as pessoas infectadas pelo vírus "ficassem isoladas de seus animais de estimação".Agora, Lewis afirma que "a gestão de resíduos é fundamental" para reduzir o risco de contaminação para roedores e outros animais selvagens. Além disso, a OMS ressalta que, quando os vírus saltam de uma espécie para outra, há grande risco de mutação."A situação mais perigosa é quando um vírus salta para um pequeno mamífero com alta densidade populacional", explicou aos jornalistas o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, que, no entanto, não considerou que os animais de estimação representem perigo. "O vírus não sofrerá mutações mais rápido se estiver em um só cachorro do que se estiver em um único humano", disse Ryan.O termo varíola dos macacos foi usado após a detecção do vírus em macacos de um laboratório na Dinamarca em 1958, mas o vírus também foi encontrado em outros animais, sobretudo roedores. A enfermidade foi detectada pela primeira vez no ser humano em 1970 e é menos perigosa e contagiosa do que sua prima, a varíola humana, erradicada em 1980.O vírus pode ser transmitido de animais para humanos, mas a explosão recente de casos se deve à transmissão entre humanos por contatos próximos.Mais de 35.000 casos já foram detectados desde o início do ano em 92 países, e o vírus já provocou 12 mortes - uma delas no Brasil -, segundo a OMS, que classificou o surto como uma emergência sanitária mundial. Veja Mais

Paciente peruano relata seu calvário ao contrair a varíola do macaco

em - Internacional "Quando comecei a ter lesões nas extremidades (...), me assustei", relatou à AFP um paciente peruano de 32 anos que contraiu a varíola do macaco.Na América Latina, o Peru é, depois do Brasil, o segundo país com maior número de casos de varíola do macaco, e o terceiro no mundo com maior taxa de contágios por milhão de habitantes, atrás dos Estados Unidos e do Canadá, segundo a Universidade de Oxford."Tenho uma doença pré-existente e tinha deixado o tratamento, isso talvez tenha feito com que o quadro da varíola do macaco tenha se espalhado em mim", acrescentou o homem, que pediu para ter sua identidade preservada e é mantido em isolamento no Hospital Arcebispo Loayza de Lima desde 4 de agosto.Ele tem lesões circulares, algumas já cicatrizadas, nas mãos, braços, pés e em menor medida no couro cabeludo e o tórax, assim como na região genital e na boca."Nunca tive febre, nem dor muscular, nem nenhum dos sintomas que indica a patologia da doença, as lesões simplesmente apareceram", contou.Ele diz desconhecer como se contaminou, mas atribui a infecção à sua intensa atividade social."Estes dois últimos meses estive muito em reuniões sociais e provavelmente aí aconteceu o contágio", afirmou."Foi muito surpreendente", acrescentou o paciente, que teve os primeiros sintomas em 15 de agosto. - 114 pacientes no hospital -Desde maio passado, países de todo o mundo registram um número cada vez maior de casos da doença não vinculados às regiões da África Ocidental e central, onde a varíola do macaco é endêmica."Surgiu uma lesão no lábio, como uma espécie de herpes, e na semana seguinte nos genitais e a mesma coisa nas extremidades superiores e inferiores", relatou o paciente peruano."São dores muito intensas que surgem de repente e nestes dias tem acontecido que o calmante não dura as oito horas que normalmente deveria durar, mas dura menos", acrescentou.Em 24 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de varíola do macaco uma emergência de saúde pública de alcance internacional, seu nível máximo de alerta. E informou que o surto atual afeta principalmente homens que fazem sexo com homens (HSH)."A maioria dos pacientes tem entre 20 e 54 anos, gente jovem e adultos, e estamos observando que mais de 90% são indivíduos do sexo masculino e mais de 92% são pessoas HSH", disse à AFP o doutor Moisés Guido Sihuancha, chefe de Epidemiologia do Hospital Loayza."Estamos recebendo [neste hospital] quase um quinto dos casos que são reportados em Lima. Até hoje temos o total de 114 casos confirmados, dos quais 113 são homens e uma mulher e estamos vendo um aumento a cada dia", acrescentou.A maioria dos casos é leve e o paciente se cura depois de duas a quatro semanas, mas têm sido registradas mortes fora da África.Alguns dos mortos também tinham outras patologias, entre eles um peruano de 45 anos que tinha abandonado a medicação contra o e morreu em 1º de agosto.A doença foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo e é endêmica em vários países da África.É considerada uma doença viral rara transmitida por contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões na pele.- "Os casos mais severos" -"Vimos [no Hospital Loayza] os casos mais severos. Em um caso o que pudemos verificar foi uma pessoa com o sistema imunológico muito deteriorado por causa da infecção pelo vírus HIV, que não foi tratado ou que perdeu o tratamento por mais de um ano", disse à AFP o médico infectologista Aldo Lucchetti Rodríguez."Se estão com o tratamento completo, então uma infecção deste tipo provavelmente não será muito severa e apenas terá um manejo ambulatório como praticamente 95% dos pacientes que estamos vendo", prosseguiu o chefe da área de isolamento do hospital.O Ministério da Saúde peruano informou na segunda-feira que havia 834 casos da doença no país, dos quais 666 em Lima. Do total, 321 pacientes tiveram alta. Veja Mais

Traqueostomia realizada no ex-presidente paraguaio Fernando Lugo por sangramento na faringe

em - Internacional O ex-presidente e senador do Paraguai Fernando Lugo (2008-2012) foi submetido a uma traqueostomia devido a sangramento na faringe, informou nesta quarta-feira um porta-voz da junta médica que o atende em um hospital privado de Assunção, onde está internado após sofrer um AVC há uma semana.Lugo, senador do partido de esquerda Frente Guasú (Grande Frente), "sofreu uma hemorragia faríngea que nos obrigou a fazer uma traqueostomia", explicou o médico Jorge Querey. Veja Mais

Israel e Alemanha condenam declarações do presidente palestino sobre o Holocausto

em - Internacional Israel e Alemanha condenaram com veemência as declarações do presidente palestino Mahmud Abbas que comparou, em uma viagem a Berlim, a política israelense aos palestinos com o genocídio judeu pela Alemanha nazista.O líder palestino de 87 anos, na Alemanha para consultas médicas, conversou na terça-feira em Berlim com o chanceler Olaf Scholz sobre o conflito israelense-palestino e a cooperação bilateral.Em uma coletiva de imprensa conjunta com Scholz na terça-feira, Abbas foi questionado se pediria desculpas pelos palestinos que tomaram reféns durante os Jogos Olímpicos de Munique em 1972, ação que terminou com 11 atletas e treinadores israelenses mortos."De 1947 até hoje, Israel cometeu 50 massacres em 50 cidades palestinas (...) 50 massacres, 50 Holocaustos, e ainda hoje, todo dia há mortos causados pelo exército israelense", respondeu em árabe Abbas, que depois tentou explicar suas palavras."Queremos a paz, queremos a segurança, queremos a estabilidade (...) temos que desenvolver a confiança entre nós", acrescentou em Berlim, antes de denunciar a política de "apartheid" de Israel."Estou irritado com as declarações ultrajantes feitas pelo presidente palestino Mahmud #Abbas", tuitou Scholz."Para nós alemães, em particular, qualquer relativização da singularidade do Holocausto é intolerável e inaceitável. Eu condeno qualquer tentativa de negar os crimes do Holocausto".Scholz também foi criticado por não ter condenado imediatamente as declarações de Abbas durante a entrevista coletiva, que terminou após os comentários do líder palestino."Gostaríamos que o esclarecimento (de Scholz) tivesse acontecido de modo mais imediato", escreveu a revista Spiegel."Abbas relativiza o Holocausto... e Scholz fica em silêncio", é a manchete do popular jornal Bild em seu site.- "Mentiras monstruosas" -Abbas usa geralmente as palavras "genocídio" e "apartheid", assim como ONGs como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, para descrever a ocupação e a colonização dos Territórios Palestinos. Mas raramente recorre à palavra "Holocausto".Nesta quarta-feira, o discurso provocou indignação em Israel, especialmente do primeiro-ministro israelense Yair Lapid"Mahmud Abbas acusando Israel de ter cometido '50 Holocaustos' enquanto está em território alemão não é apenas uma desgraça moral, mas uma mentira monstruosa", escreveu o primeiro-ministro no Twitter."Seis milhões de judeus foram assassinados no Holocausto, incluindo um milhão e meio de crianças judias. A história nunca o perdoará", acrescentou.Dani Dayan, presidente do Yad Vashem, o memorial e museu israelense do Holocausto, condenou as "declarações indignas" e o "comportamento imperdoável" ao qual "o governo alemão deve responder adequadamente".- Abbas se explica -Diante das reações, o presidente Abbas - que agradeceu à Alemanha, pedindo a este país para reconhecer o Estado palestino - disse que desejava "esclarecer" sua posição.Suas declarações "não tinham a intenção de negar a singularidade do Holocausto", que ainda é o "pior crime de ódio da era moderna", afirmou seu gabinete."O presidente não negou os massacres sofridos pelos judeus sob a Alemanha nazista, apenas disse ao mundo que não perdesse de vista os massacres infligidos ao povo palestino", acrescentou o primeiro-ministro palestino Mohamed Shtayyeh.Na Alemanha, Charlotte Knobloch, representante da comunidade judaica de Munique e líder do Congresso Judaico Mundial, pediu mais que uma simples condenação verbal de Olaf Scholz. É necessário que a Alemanha faça a Autoridade Palestina pagar suas "consequências", pediu. Veja Mais

Guarda suíço desmaia durante audiência com o papa Francisco

em - Internacional Um membro da Guarda Suíça desmaiou nesta quarta-feira (17) diante do olhar do papa Francisco durante a tradicional audiência geral na sala Paulo VI do Vaticano. O guarda suíço caiu de repente, de bruços, com sua alabarda e capacete emplumado, observou um fotógrafo da AFP. Ele foi imediatamente auxiliado pelas pessoas ao seu redor, que o ajudaram a se levantar. O episódio durou apenas cerca de vinte segundos. Nas imagens, o papa Francisco, sentado em uma grande poltrona estofada em tecido branco, aparece observando, com olhar preocupado, o jovem guarda em seu colorido uniforme oficial recuperar a consciência. Após cerca de dois minutos, o tempo que levou para recobrar a consciência, o guarda foi escoltado para fora da sala Paulo VI. Questionado pela AFP sobre as causas do desmaio e o estado de saúde do guarda suíço, o porta-voz do Vaticano disse que "provavelmente foi uma queda da pressão arterial". "Ele está bem agora", acrescentou.Para muitos observadores, o famoso uniforme da Guarda Suíça - com listras azuis, amarelas e vermelhas, uma gola plissada de tecido branco brilhante e um capacete de metal leve com penas de avestruz - pode não ser adequado para o calor do verão, apesar de o vasto salão do Vaticano ter ar condicionado. Segundo o fotógrafo da AFP, o papa Francisco aproximou-se ao final da audiência para falar com um membro da Guarda Suíça, o que não costuma fazer. A Guarda Suíça é um dos corpos militares que, apesar de sua aparência peculiar, leva muito a sério sua missão, pois se dedica exclusivamente a proteger o papa.É o menor exército do mundo e também o mais antigo, com mais de 500 anos de história. Foi criado em 1506 pelo papa Júlio II e ao longo de sua história teve seus altos e baixos e esteve à beira da dissolução em várias ocasiões. No início de seu pontificado, em 2013, Francisco elogiou "o profissionalismo" da Guarda Suíça do Vaticano.E, segundo rumores na imprensa, o papa argentino ainda ofereceu uma cadeira e algo para comer ao guarda suíço encarregado de sua proteção noturna em seu apartamento na residência Santa Marta, no Vaticano, onde vive, pois não quis se mudar para o luxuoso apartamento pontifício do palácio apostólico.As rígidas regras do órgão histórico surpreenderam o papa latino-americano, que convidou o jovem capitão perplexo a descansar depois de descobrir que havia passado a noite inteira em pé. Como o guarda recusou, argumentando que as regras o impediam, Francisco disse: "Eu sou o papa e peço-lhe que se sente", e depois ofereceu pão e presunto. Veja Mais

OMS investiga se rápida propagação da varíola do macaco se deve a mutações

em - Internacional Vários estudos em andamento tentam averiguar se as mudanças genéticas no vírus da varíola do macaco estão impulsionando a rápida propagação da doença, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) à AFP nesta quarta-feira (17).Os dois clados ou variantes diferentes do vírus foram denominados clados da Bacia do Congo (África central) e da África ocidental devido às duas regiões onde são endêmicos. Mas na sexta-feira, a OMS mudou o nome dos grupos para clado I e clado II, respectivamente, para evitar o risco de estigmatização geográfica. Também anunciou que o clado II tinha dois subclados, IIa e IIb, com os vírus dentro deste último identificados como responsáveis pelo atual surto global. Nesta quarta, a agência de saúde da ONU especificou que o IIa e o IIb estão relacionados e compartilham um ancestral comum recente, portanto, o IIb não é uma ramificação da IIa. - Estudos sobre as mutações -O clado IIb contém vírus recolhidos nos anos 1970 e a partir de 2017. "Olhando para o genoma, veem-se algumas diferenças genéticas entre os vírus do surto atual e os vírus antigos clado IIb", informou a OMS à AFP. "No entanto, nada se sabe sobre a relevância destas mudanças genéticas e está em andamento um estudo para determinar os efeitos (se houver) destas mutações na transmissão e severidade da doença", acrescentou. Além disso, "ainda é cedo, tanto no surto quanto nos estudos de laboratório, para saber se o aumento das infecções se deve a mudanças observadas no genótipo do vírus ou a fatores do hospedeiro" humano. O surto de infecções da varíola do macaco começou a ser registrado em maio fora dos países endêmicos da África. A OMS o declarou emergência de saúde pública internacional em 23 de julho. Foram reportados à organização mais de 35.000 casos em 92 países, com 12 mortes. Quase todos os casos novos são registrados na Europa e nas Américas e os especialistas têm estudado amostras destes casos. "A diversidade entre os vírus responsáveis pelo surto atual é mínimo e não há diferenças genotípicas óbvias entre os vírus de países não endêmicos", explicou a OMS. - Novo nome -Enquanto isso, a OMS informou que seu plano de mudar o nome da varíola do macaco levaria "meses". A entidade expressou preocupação com o nome, que os cientistas consideram enganoso. O nome se deve ao fato de que o vírus foi identificado originalmente em macacos usados em pesquisas na Dinamarca em 1958. No entanto, a doença ocorre com mais frequência em roedores e o surto atual é transmitido de humano a humano. A OMS pediu ajuda do público para definir um nome novo, com um site na internet no qual qualquer pessoa pode fazer sugestões. Veja Mais

Incêndios florestais deixam 26 mortos na Argélia

em - Internacional Vinte e seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em incêndios florestais que atingiam nesta quarta-feira o norte da Argélia, anunciou nesta quarta-feira o ministro argelino do Interior, Kamel Beldjoud, revivendo o espectro do verão de 2021, o mais letal na história moderna do país.Entre os feridos, o balanço mais recente da Defesa Civil detalha 41 pessoas com dificuldades respiratórias e quatro com queimaduras de diversas gravidades, em Souk Ahras, fronteira com a Tunísia.Estradas estavam bloqueadas e as chamas ardiam perto de algumas cidades do país, segundo a imprensa, enquanto autoridades mobilizavam helicópteros para tentar conter as chamas.A imprensa local exibiu imagens de moradores fugindo de suas casas diante da chegada do fogo em Souk Ahras, de onde cerca de 350 habitantes foram removidos. "Existem 39 incêndios ativos em 14 wilayas (prefeituras)", informou a Defesa Civil, destacando que a wilaya de El Tarf registra o maior número de incêndios (16), incluindo um bom número ainda ativo.Segundo o canal de TV privado Ennahar, meia centena de pessoas tiveram que ser internadas em El Tarf, que tem cerca de 100 mil habitantes.Os incêndios atuais reacendem o debate que agitou a opinião pública argelina no último verão, sobre a insuficiência de aviões no país para combater as chamas.- Anulação de contrato -Segundo o site Mena Defense, após um confronto com a Espanha, autoridades da Argélia cancelaram um contrato com a empresa espanhola Plysa, subsidiária especializada da companhia aérea Air Nostrum, para o fornecimento de sete aviões anfíbios.A Argélia suspendeu em junho o "tratado de amizade, boa vizinhança e cooperação" assinado em 2002 com a Espanha, depois que Madri mudou sua posição sobre o status do Saara Ocidental e passou a se alinhar à posição do Marrocos e apoiar o plano marroquino de autonomia dessa ex-colônia espanhola. Após a anulação do contrato, não foi previsto nenhum plano B para substituir os aviões espanhóis, segundo a imprensa.Desde o começo de agosto, ocorreram 106 incêndios, que destruíram 800 hectares de floresta e 1.800 hectares de vegetação, informou o ministro do Interior, afirmando que "alguns incêndios são provocados".Com as 26 mortes desta quarta-feira, o balanço do verão de 2022 é de 30 mortos. Os incêndios florestais no país, o maior da África, pioram a cada ano, devido ao aquecimento global.O verão de 2021 foi até agora o mais letal no país. Noventa pessoas morreram no ano passado nos incêndios florestais que devastaram o norte do país, onde desapareceram mais de 100.000 hectares de floresta. Veja Mais

Fechamento dos grãos de soja em Chicago

em - Internacional (Em Fechamento hoje / Fechamento anterior: SET 22 14,7525/ 14,5425 NOV 22 13,90 / 13,81 JAN 23 13,9650 / 13,88 MAR 23 13,9975 / 13,9075 MAI 23 14,0225 / 13,94 Veja Mais

Incêndios deixam 26 mortos na Argélia (ministro)

em - Internacional Ao menos 26 pessoas morreram e várias dezenas ficaram feridas em incêndios florestais no norte da Argélia, informou nesta quarta-feira(17) o ministro argelino do Interior, Kamel Beldjoud."Vinte e seis pessoas morreram: duas em (departamento de) Setif e 24 em El Tarf", próximo à fronteira com a Tunísia, anunciou o ministro na televisão. Um balanço anterior havia informado dois mortos e vários feridos. Veja Mais

Síria nega manter cativo jornalista americano Austin Tice

em - Internacional O governo sírio negou nesta quarta-feira (17) manter cativos cidadãos americanos, entre eles o jornalista Austin Tice, sequestrado há uma década na capital síria, Damasco.Através do Ministério de Relações Exteriores, a Síria negou a acusação do governo dos Estados Unidos em nota divulgada pela agência oficial de notícias Sana."A República Árabe Síria nega ter sequestrado ou forçar o desparecimento de qualquer cidadão americano que tenha entrado em seu território ou residido em regiões sob sua autoridade", indicou a nota.O governo sírio só aceitará "o diálogo ou a comunicação oficial com o governo americano se as negociações forem públicas e baseadas no respeito à soberania, à independência e à integridade territorial da Síria", acrescentou. Na semana passada, o presidente americano, Joe Biden, afirmou em nota que tinha "certeza" de que Tice "tinha sido detido pelo regime sírio".Tice trabalhava como fotojornalista independente para vários meios, incluindo a Agence France Presse, McClatchy News, The Washington Post e CBS. Ele foi detido em um posto de controle próximo a Damasco em 14 de agosto de 2012, aos 31 anos.Um mês depois, apareceu em um vídeo com os olhos vendados nas mãos de um grupo não identificado de homens armados. Desde então, pouco se soube sobre seu paradeiro.Autoridades americanas anunciaram em 2018 uma recompensa de um milhão de dólares por informações que levassem ao jornalista.Nesta quarta, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, garantiu que a posição do governo Biden não mudou a este respeito."Pedimos ao governo sírio que garanta que Austin Tice e todos os cidadãos americanos feitos reféns na Síria possam voltar para casa", expressou."Acreditamos até o dia de hoje que a Síria tem o poder de libertar Austin Tice. Por isso pedimos ao regime sírio que o faça", destacou Price.THE MCCLATCHY COMPANYCBS CORPORATION Veja Mais

Incêndios florestais na Argélia deixam dois mortos

em - Internacional Duas pessoas morreram e várias ficaram feridas nesta quarta-feira (17) em incêndios florestais no norte da Argélia, segundo a Defesa Civil e os meios de comunicação.A imprensa informou o fechamento de várias estradas e também queimadas perto de algumas cidades do país."Duas mulheres, uma mãe de 58 anos e sua filha, de 31, morreram no incêndio de Setif (leste do país)", onde o fogo atingiu várias casas, segundo a Defesa Civil da cidade.Na cidade de Souk Ahras, na fronteira com a Tunísia, imagens impressionantes mostram moradores que fugiram de suas casas diante das chamas.As autoridades enviaram helicópteros para tentar apagar os incêndios.Quatro pessoas na mesma cidade sofreram queimaduras de graus variados e outras 41 enfrentam dificuldades respiratórias, segundo um último relatório. A mídia local informou que 350 habitantes foram evacuados. Desde o início do verão boreal foram declarados vários incêndios na Argélia, com o total de quatro vítimas fatais.Os incêndios florestais na Argélia estão piorando a cada ano devido ao aquecimento global.Até o momento, o verão de 2021 foi o mais mortífero no país com 90 mortos. Veja Mais

Noruega arrecada US$ 20.000 para erguer estátua da morsa Freya

em - Internacional Mais de 20.000 dólares foram arrecadados na Noruega para erguer uma estátua em homenagem a uma morsa sacrificada pela ameaça que representava para a segurança dos humanos.Freya, uma fêmea de 600 quilos, foi a sensação do verão na Noruega, onde brincava no fiorde de Oslo e tirava cochilos em alguns barcos. "O sacrifício de Freya envia sinais extremamente negativos de que a Noruega, e em particular Oslo, não é capaz de acomodar animais selvagens", disse o organizador da coleta, Erik Holm, ao site Spleis.no. "Ao erguer uma estátua do símbolo que Freya se tornou em pouco tempo, vamos lembrar a nós mesmos (e às gerações futuras) que não podemos e não devemos matar ou apagar a natureza quando ela 'nos atrapalhar'", acrescenta.As morsas, uma espécie protegida que se alimenta principalmente de invertebrados como moluscos, camarões, caranguejos e pequenos peixes, normalmente vivem em latitudes mais ao norte, no Ártico. Mas Freya (em homenagem à deusa do amor e da beleza na mitologia nórdica) foi vista pela primeira vez no fiorde da capital norueguesa em 17 de julho. Desde então, tornou-se uma atração para os curiosos e um risco para as autoridades norueguesas, que haviam avisado que matariam o animal se as pessoas continuassem se aproximando dele. O público não seguiu as recomendações e a morsa foi morta a tiros no domingo."A decisão de sacrificá-la foi tomada com base em uma avaliação global da ameaça que representava para a segurança humana", disse Frank Bakke-Jensen, chefe da Diretoria Norueguesa de Pesca, em comunicado. Veja Mais

Síria nega manter o jornalista americano Austin Tice em cativeiro

em - Internacional O governo sírio negou nesta quarta-feira (17) a prisão de cidadãos americanos, incluindo o jornalista Austin Tice, sequestrado há uma década em Damasco, capital da Síria.Em um comunicado, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden afirmou "saber com certeza" que Tice "foi detido pelo regime sírio".O ministério de Relações Exteriores da Síria negou a acusação em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias Sana."A República Árabe Síria nega ter sequestrado ou provocado o desaparecimento de qualquer cidadão americano que tenha entrado em seu território ou residido em áreas sob sua autoridade", afirma a nota.O governo sírio só aceitará "diálogo ou comunicação oficial com o governo dos EUA se as conversas forem públicas e baseadas no respeito à soberania, independência e integridade territorial da Síria".Tice trabalhou como fotógrafo independente para vários meios de comunicação, incluindo a Agence France Presse, McClatchy News, The Washington Post e CBS.Austin Tice tinha 31 anos quando foi detido em um posto de controle perto de Damasco no dia 14 de agosto de 2012. Um mês depois ele apareceu em um vídeo com os olhos vendados, sob controle de um grupo não identificado de homens armados. Desde então não se sabe quase nada sobre ele.As autoridades americanas anunciaram em 2018 uma recompensa de um milhão de dólares por informações que levassem ao seu paradeiro.THE MCCLATCHY COMPANYCBS CORPORATION Veja Mais

Mineiros ucranianos continuam extraindo carvão, apesar da guerra

em - Internacional Enquanto os exércitos ucraniano e russo se enfrentam pelo controle do leste da Ucrânia, os mineiros continuam a cavar as entranhas da terra para abastecer seu país com carvão. Depois que as tropas russas fracassaram em sua tentativa de tomar Kiev, a capital ucraniana, os combates se concentram desde abril no leste industrial e no sul agrícola do país. Perto de Pavlograd, uma cidade no centro-leste da Ucrânia, 4.000 trabalhadores trabalham em uma mina fundada há 43 anos, quando o país ainda fazia parte da União Soviética. Cerca de 800 funcionários foram convocados para servir como soldados na guerra que se estende a 150 quilômetros a leste e em breve entrará em seu sétimo mês.A produção não diminuiu, garantem os responsáveis pela mina."Todo mundo está onde precisa estar, mas estamos com eles em pensamento", diz o chefe dos poços, Oleksandr Oksen, de 42 anos.Do lado de fora, o lugar parece um campus universitário. Folhas de salgueiro flutuam ao vento e uma fonte de água jorra ao lado de um jogo de xadrez gigante com peças na altura da cintura.Mas a uma profundidade de 370 metros, em um elevador que geme ao longo da descida, a situação é diferente. O calor é sufocante e o ar está cheio de poeira. Uma lenda conta que um fantasma que vive na mina ajuda os mineiros.Mas mesmo a centenas de metros abaixo do solo, a guerra está na mente de todos. Os mineiros devem entregar seus telefones antes de começar o dia, então por várias horas ficam sem saber das últimas notícias, incluindo possíveis ataques perto de suas casas. "Quando eles saem, a primeira coisa que fazem é pegar o telefone e ligar" para suas famílias, explica Vassyl, o diretor da mina, que pediu para não divulgar seu sobrenome. Depois de entrar nos túneis, os trabalhadores são transportados 3,6 quilômetros em vagões, antes de subir a pé por um túnel estreito, cujas paredes de pedra são mantidas no lugar por gaiolas de metal enferrujadas. AAo longo do túnel, uma esteira transporta o carvão para carrinhos que o transporta para um elevador e depois para a superfície, de onde é levado para as usinas termelétricas.Lá dentro, curvado em seu posto, Volodymyr Palienko, de 33 anos, tenta consertar uma máquina metálica que extrai carvão do solo. "O que acontece em nosso país afeta todo mundo", diz. "Todos têm amigos e conhecidos que estão envolvidos de alguma forma". Veja Mais