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Berlusconi volta ao hospital para fazer exames de rotina

em - Internacional O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi voltou ao hospital neste domingo (23) para exames "de rotina", disse um porta-voz, um dia depois que o bilionário desistiu da corrida para se tornar o novo presidente da Itália.Seu médico, Alberto Zangrillo, do hospital San Raffaele, em Milão (norte), confirmou que o político de 85 anos foi internado neste domingo para fazer "exames clínicos periódicos" planejados há muito tempo.Um dos aliados políticos de Berlusconi, Matteo Salvini, do partido de extrema direita La Liga, disse que teve uma longa conversa por telefone com o ex-primeiro-ministro e que ele estava "calmo e bem"."Il Cavaliere", como é conhecido, vinha fazendo campanha há semanas para ser o substituto do presidente Sergio Mattarella, embora poucos analistas acreditassem que ele tivesse apoio suficiente para vencer as eleições.Mas, no sábado, Berlusconi anunciou que estava retirando sua candidatura por "responsabilidade nacional" e porque a Itália "precisa de unidade" em sua luta contra a covid-19.No entanto, a mídia italiana diz que sua família está preocupada com sua saúde.Berlusconi, que foi primeiro-ministro (com o partido de centro-direita Forza Italia) três vezes entre 1994 e 2011, passou por uma cirurgia de coração aberto em 2016 e esteve no hospital várias vezes nos últimos meses.Em setembro de 2020, após ficar 11 dias internado por pneumonia devido à covid-19, o político afirmou ter escapado por pouco da morte. Veja Mais

Papa acompanha 'com preocupação' tensões na Ucrânia

em - Internacional O papa Francisco declarou que acompanha "com preocupação" as tensões na Ucrânia. A Rússia concentra dezenas de milhares de soldados na fronteira ucraniana, levantando temores de uma invasão. Veja Mais

Congresso hondurenho tem dois presidentes e crise antes da posse de Castro

em - Internacional O Congresso hondurenho nomeou dois presidentes neste domingo (23) em cerimônias separadas, aprofundando a crise política a quatro dias da posse da presidente eleita de esquerda, Xiomara Castro.Dezoito deputados dissidentes do partido de Castro, o Liberdade e Refundação (Libre), com o apoio de formações de direita, elegeram Jorge Cálix como presidente do Congresso em um centro social,de acordo com uma lista fornecida pelo próprio legislador.Paralelamente, parlamentares do Libre leais a Castro nomearam para presidente da Câmara Baixa o deputado do Partido Salvador de Honduras (PSH), Luis Redondo, no marco de um acordo entreo os dois partidos.Cálix, acusado de ser um "traidor" por Castro, ainda assim prometeu trabalhar para o programa da presidente eleita, que assume o governo na próxima quinta-feira."Nossa agenda legislativa tem como prioridade tornar realidade o plano de governo de Xiomara Castro", assegurou o deputado.Cálix afirmou que obteve o apoio de 80 parlamentares, incluindo 44 votos do Partido Nacional (PN, à direita), do governo cessante, 15 do Partido Liberal (PL) e 19 do Libre, segundo listas divulgadas pelo deputado, o que corresponde a um total de 78.Xiomara Castro chegou a um acordo com o PSH para votar em Luis Redondo, que pertence a esse partido, para liderar o Congresso com 96 votos, incluindo o de suplentes.São necessários 65 votos para alcançar a liderança do Congresso, metade mais uma das 128 cadeiras.Centenas de simpatizantes do Libre se reuniram desde sábado à noite em frente à sede do Congresso, convocados por Castro, em uma vigília que durou até a manhã deste domingo.Cálix argumentou que sua posse ocorreu em um centro social porque o prédio legislativo estava cercado por centenas de apoiadores de Castro e ele temia por sua segurança.No entanto, a escolha e posse de Redondo aconteceu na sede do poder legislativo.A crise eclodiu na sexta-feira em uma sessão repleta de golpes e gritos, após Cálix tomar posse como presidente provisório do Congresso, em desobediência ao pacto entre o Libre e o PSH.Os 18 deputados dissidentes foram expulsos do Libre."Reconheço a presidência do Congresso chefiada pelo deputado Luis Redondo, convido-o para meu juramento com o povo em 27 de janeiro", escreveu Castro no Twitter."Parabenizo os deputados que rejeitam 12 anos de redes de corrupção de JOH (atual presidente Juan Orlando Hernández)", acrescentou a presidente eleita.Castro acusa os dissidentes de seu partido de se aliarem ao PN para impedi-la de realizar as transformações que prometeu ao povo durante a campanha presidencial.- Perigos -"Aproxima-se uma crise de grandes dimensões, corre-se o risco de Xiomara Castro nem sequer tomar posse", declarou à AFP Eugenio Sosa, analista e professor de Sociologia da Universidade Nacional. "Há também o perigo de um novo golpe de Estado", alertou.No entanto, em seu primeiro discurso, Cálix foi contundente: "Enquanto eu mantiver a presidência do primeiro poder do Estado, não haverá golpe contra a presidente eleita".Sobre a legalidade da nomeação de Cálix, Sosa considerou que o voto dos dissidentes fora do Congresso contou com mais deputados eleitos, o que lhe confere "legalidade".Mas "Xiomara não vai ceder. Ela vai reconhecer Redondo, vai mandar publicar Diário Oficial os decretos aprovados por Redondo. É o Executivo quem manda publicar no Diário Oficial", explicou.Castro venceu as eleições de 28 de novembro por maioria esmagadora, graças a uma aliança com o PSH, em troca de nomear seu candidato presidencial, Salvador Nasralla, para a vice-presidência.O Congresso é composto por 50 deputados do Libre, 44 do PN (do atual presidente Juan Orlando Hernández), 22 do Partido Liberal (PL, à direita), 10 do PSH e dois de outros partidos. Veja Mais

OMS considera 'plausível' que pandemia na Europa termine com a ômicron

em - Internacional A variante ômicron do coronavírus, com a qual 60% dos europeus poderão ser infetados antes de março, deu lugar a uma nova fase da pandemia de covid-19 na região e poderá acelerar o seu fim, disse o diretor da OMS para a Europa."É plausível que a região esteja se aproximando do fim da pandemia", declarou à AFP Hans Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, embora tenha pedido cautela, dada a versatilidade do vírus. "Assim que a onda da ômicron se acalmar, haverá imunidade por algumas semanas e meses, seja graças à vacina ou porque as pessoas terão sido imunizadas pela infecção, e também uma queda devido à sazonalidade", considerou. No entanto, a Europa não está numa "era endêmica", sublinhou o responsável."Endêmico significa [...] que podemos prever o que vai acontecer; esse vírus surpreendeu mais de uma vez, então temos que ter cuidado", insistiu Kluge. Veja Mais

Incêndio em boate em Camarões mata 16 pessoas

em - Internacional Um incêndio de origem acidental causado por fogos de artifício matou pelo menos 16 pessoas na madrugada deste domingo (23) em uma boate num bairro nobre de Yaoundé, a capital de Camarões.Esta tragédia ocorre quando o país sedia a Copa das Nações Africanas (CAN), a principal competição do futebol africano.Incêndios não são incomuns em Camarões em estabelecimentos noturnos, assim como as debandadas fatais, mas o número de vítimas dessa tragédia é o maior dos últimos anos.A tragédia ocorreu no meio da madrugada no salão principal da Liv's Night Club, localizada no bairro de Bastos, que abriga luxuosas casas, embaixadas e residências de diplomatas."Um incêndio acidental" eclodiu e "o primeiro relatório aponta 16 mortos (...) e oito feridos graves", anunciou o ministério das Comunicações em comunicado."O drama, que foi causado por fogos de artifício normalmente usados nesses locais, primeiro consumiu o teto do prédio, resultando em duas explosões de grande amplitude, causando pânico e debandada", explicou o ministério. "Quando chegamos, havia pânico, havia um incêndio com muita fumaça", contou à AFP um oficial dos bombeiros de Yaoundé. "Contamos 16 mortos e cinco feridos".No pátio do estabelecimento, alguns objetos carbonizados evocam um incêndio, mas a fachada da boate não foi destruída nem carbonizada, observou um jornalista da AFP."Foi muito rápido, era pouco depois das 2h e a maioria dos clientes chega por volta das 3h, aconteceu no salão", disse à AFP um segurança presente no momento da tragédia.Cem pessoas estavam reunidas no final da manhã no necrotério do hospital militar de Ekounou.Lá, mulheres gritavam sua dor, caídas no chão, outras, em prantos, eram apoiadas por familiares.Mais adiante, homens e mulheres, prostrados, lamentavam sentados em bancos de madeira."Não estava sabendo de nada. Acordei esta manhã e me disseram que meu filho de 38 anos tinha morrido", comentou Fidèle."Estava esperando meu irmão e seus amigos ontem à noite para jantar, mas eles não vieram e por volta das 7 da manhã recebi ligações de todos os lugares perguntando se meu irmão estava vivo ou morto e eu vim para o necrotério, já identifiquei seu corpo", disse Claude, filha de Fidèle e irmã da vítima. "Eles estavam em cinco, estavam celebrando uma despedida de solteiro. Apenas um sobreviveu", contou."Perdi meu irmãozinho", gritava Stéphane Hamza, de 38 anos. "Era um menino bom e simpático, que trabalhava como garçom na boate há cerca de dois meses. Quando soube da explosão, fui ao necrotério e soube que ele estava morto", soltou. Em Douala, capital econômica no sul, nos últimos seis anos, pelo menos cinco discotecas foram palco de incêndios acidentais que destruíram parcial ou totalmente o estabelecimento.Uma boate também foi palco há dois anos de uma debandada mortal após uma briga. Veja Mais

Governo de Burkina Faso nega golpe de Estado, após tiroteios em bases militares

em - Internacional Tiros foram disparados neste domingo (23) em várias bases militares em Burkina Faso, incluindo na capital Ouagadougou. O governo, porém, negou "uma tomada do poder pelo Exército" e afirmou que as instituições não estavam ameaçadas "neste momento". Burkina Faso experimentou vários golpes e tentativas de golpe no passado, e os tiroteios de hoje ilustram a fragilidade do poder do presidente Roch Marc Christian Kaboré diante da crescente violência jihadista no país desde 2015."Desde 01h00, tiros são ouvidos aqui em Gounghin provenientes do campo de Sangoulé Lamizana", afirmou um soldado deste bairro localizado na saída oeste de Ouagadougou.Tiros também foram ouvidos em outro campo militar em Ouagadougou, o de Baba Sy, na saída sul da capital, e na base aérea próxima ao aeroporto, segundo fontes militares. Tiroteios também ocorreram nos quartéis de Kaya e Ouahigouya, no norte do país, segundo moradores contatados pela AFP. Moradores do distrito de Gounghin disseram que soldados do campo de Sangoulé Lamizana saíram de seus quartéis, disparando tiros para o ar, e isolaram o perímetro ao redor do quartel.O perímetro ao redor do quartel da base aérea também foi isolado com soldados encapuzados atirando para o ar.Cem pessoas que tentaram se reunir no centro de Ouagadougou para expressar seu apoio ao movimento dos soldados, foram dispersadas com gás lacrimogêneo pela polícia, segundo um correspondente da AFP.- Internet cortada -A internet móvel foi cortada esta manhã, de acordo com jornalistas da AFP. A base de Sangoulé Lamizana abriga o Centro Prisional e Correcional das Forças Armadas (Maca), onde está detido o general Gilbert Diendéré, próximo ao ex-presidente Blaise Compaoré, deposto em 2014, que desde então vive na Costa do Marfim. O general Diendéré foi condenado a 20 anos de prisão por uma tentativa de golpe em 2015 e atualmente está sendo julgado por seu suposto papel no assassinato do ex-presidente Thomas Sankara, um ícone pan-africano, em 1987.O governo reagiu rapidamente negando uma tentativa de golpe."Informações veiculadas nas redes sociais tendem a fazer crer numa tomada de poder pelo Exército", diz um comunicado de imprensa do porta-voz do governo, Alkassoum Maiga. "O governo, embora reconheça tiroteios em determinados quartéis, desmente estas informações e apela às populações para que mantenham a calma", acrescenta."Nenhuma instituição da República está ameaçada por enquanto", declarou o ministro da Defesa, o general Barthélémy Simporé, numa intervenção em rede nacional.Ele acrescentou que os movimentos observados são "localizados, circunscritos", e que está "em contato com os responsáveis para compreender as motivações".Ontem, protestos foram organizados por moradores exasperados com a impotência das autoridades para lidar com a violência jihadista que assola Burkina Faso. Incidentes violentos ocorreram em Ouagadougou e outras cidades em todo o país entre policiais e manifestantes.Burkina Faso está mergulhado desde 2015 em uma espiral de violência atribuída a grupos jihadistas armados, afiliados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico. Ataques contra civis e soldados são cada vez mais frequentes e concentrados principalmente no norte e leste do país. No sábado, pelo menos dois militares morreram e vários ficaram feridos numa explosão entre Ouahigouya e Titao (norte).Em 23 de dezembro, uma emboscada de grupos armados visando um comboio de suprimentos composto por civis e Voluntários de Defesa da Pátria (VDP) na zona de You (norte) matou 41 pessoas, incluindo Ladji Yoro, considerado líder do VDP.A violência extremistas islâmica matou mais de 2.000 pessoas nos últimos seis anos e forçou 1,5 milhão de pessoas a fugir de suas casas. Vários soldados estão detidos desde meados de janeiro por supostos atos de "tentativa de desestabilizar as instituições". Entre eles, o tenente-coronel Emmanuel Zoungrana, ex-comandante do 12º regimento de infantaria de comando, que até agora era comandante do grupo de forças do setor oeste na luta contra o terrorismo. Veja Mais

Chefe da Marinha alemã renuncia após comentários controversos sobre Ucrânia

em - Internacional O chefe da Marinha alemã, Kay-Achim Schönbach, renunciou ao cargo após comentários controversos sobre a crise na Ucrânia, informou um porta-voz do Ministério da Defesa neste sábado (22).O vice-almirante, que classificou como "absurda" a ideia de que a Rússia pretendia invadir a Ucrânia, deixará o cargo "com efeito imediato", disse o porta-voz à AFP.Schönbach também disse que o presidente russo, Vladimir Putin, merecia respeito, de acordo com um vídeo gravado durante uma reunião de um centro de pesquisa em Nova Délhi nesta sexta-feira e que circula online."É fácil dar a [Putin] o respeito que ele quer, e que provavelmente também merece", declarou Schönbach.O vice-almirante também argumentou que a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, "já se foi e não voltará" a estar sob soberania da Ucrânia.O oficial fez um 'mea culpa' à tarde, descrevendo suas declarações como "imprudentes". "Não há necessidade de objetar: isso foi claramente um erro", escreveu no Twitter.No entanto, em um comunicado divulgado na noite deste sábado, Schönbach explicou que havia apresentado sua renúncia para "evitar maiores danos à Marinha alemã e, acima de tudo, à República Federal da Alemanha".O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia convocou a embaixadora alemã, Anka Feldhusen, à tarde, depois de chamar os comentários do vice-almirante de "absolutamente inaceitáveis".As declarações de Schönbach ocorrem em meio à crise russo-ocidental sobre a Ucrânia.Ambos os lados estão fazendo intensos esforços diplomáticos para evitar que a situação se agrave, enquanto dezenas de milhares de soldados russos permanecem concentrados na fronteira ucraniana. Veja Mais

Governador do RJ promete revitalizar duas comunidades

em - Internacional O governador do estado brasileiro do Rio de Janeiro anunciou no sábado um plano para revitalizar duas comunidades. Segundo o governo, serão investidos cerca de R$ 500 milhões. Veja Mais

Berlusconi desiste da corrida presidencial na Itália

em - Internacional O ex-primeiro-ministro e magnata das comunicações Silvio Berlusconi anunciou neste sábado(22) a retirada de sua candidatura à presidência da Itália, dois dias antes do início da votação no Parlamento. 'Il Cavaliere', de 85 anos, faz campanha há semanas para substituir o presidente Sergio Mattarella, embora poucos analistas acreditem que ele tenha apoio suficiente para vencer. Em um comunicado durante uma reunião virtual com líderes da direita italiana, Berlusconi insistiu que tinha votos suficientes, mas por "responsabilidade nacional", pediu aos que propuseram seu nome que o retirassem. "Hoje, a Itália precisa de unidade", disse ele, aludindo à atual pandemia de covid-19. "Continuarei a servir meu país de outras maneiras", acrescentou. O principal candidato à presidência continua sendo o primeiro-ministro Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu que liderou o governo de unidade nacional da Itália no ano passado.Berlusconi, cujo partido Força Itália é membro do governo, repetiu seu desejo de que Draghi permaneça no cargo até as próximas eleições legislativas em 2023. "Considero necessário que o governo Draghi complete seu trabalho até o final da legislatura", escreveu ele em comunicado divulgado por seu porta-voz. Desta forma, será possível garantir a implementação das reformas exigidas pela União Europeia, lançadas há um ano para obter fundos europeus pós-covid e evitar uma crise governamental. Berlusconi disse que trabalharia com Matteo Salvini, do partido anti-imigração La Liga, e Giorgia Meloni, dos Irmãos da Itália, de extrema-direita, para chegar a um acordo sobre um nome capaz de obter "amplo consenso". O parlamento italiano começa a votar na segunda-feira para eleger um novo presidente da República. Nos três primeiros turnos de votação, uma maioria de dois terços é necessária, mas a partir do quarto turno, uma maioria simples é suficiente. O cargo de presidente na Itália é em grande parte cerimonial, mas desempenha um papel crucial de arbitragem durante crises políticas e exerce influência significativa. O mandato é de sete anos. Veja Mais

As prisões continuam, mas há muitos mistérios sobre o assassinato de Moise no Haiti

em - Internacional Mais de seis meses após o assassinato do presidente haitiano Jovenel Moise por um comando armado, as prisões de suspeitos se multiplicaram nas últimas semanas em diferentes países, mas o motivo do crime ou seus patrocinadores permanecem desconhecidos. Enquanto isso, a investigação realizada em Porto Príncipe parece paralisada, ilustrando as graves disfunções no sistema judicial do país.- Investigação na Flórida -Moise foi morto a tiros no início de julho de 2021 em sua residência particular em Porto Príncipe. Suspeita-se que um comando composto por colombianos foi o responsável pelo ataque. Desde o início do ano, a justiça dos Estados Unidos acusou dois homens em Miami por envolvimento no assassinato. Mario Palacios, de nacionalidade colombiana, seria um dos cinco homens armados que entraram na sala onde o presidente foi assassinado. Ele foi preso em 3 de janeiro no Panamá, durante uma escala em um voo da Jamaica. Rodolphe Jaar, cidadão haitiano-chileno, foi apresentado nesta quinta-feira a um tribunal de Miami, após sua prisão na República Dominicana. De acordo com um documento de arquivo do FBI, Jaar admitiu em dezembro ter fornecido armas e munições ao grupo de colombianos."Os Estados Unidos têm ferramentas para processar pessoas que participaram de conspirações em solo americano, mesmo que essas conspirações tenham sido para cometer crimes fora do solo americano: é uma coisa boa", disse Marie-Rosy Auguste Ducena, advogada da Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos no Haiti. Os mercenários colombianos foram de fato recrutados pela empresa de segurança CTU, com sede em Miami, e várias reuniões entre os suspeitos ocorreram na Flórida antes do ataque mortal. Philippe Larochelle, advogado do filho do falecido presidente, é cauteloso sobre essas acusações. "Como eles serão responsabilizados por suas ações nos Estados Unidos ainda não se sabe", disse Moise, representante de Joverlein Moisen. "Estamos nos estágios iniciais."- Um juiz de instrução criticado -A polícia haitiana levou apenas algumas horas para prender cerca de vinte ex-soldados colombianos e dois cidadãos haitiano-americanos que teriam feito parte do comando que assassinou o presidente de 53 anos. Detidos na prisão da capital haitiana, esses colombianos ainda não foram interrogados pelo juiz de instrução. A decisão do magistrado Garry Orélien de libertar quatro policiais haitianos suspeitos de cumplicidade no início de janeiro também causou confusão. Ducena acusa o juiz de "incorrer em atos de corrupção". O pedido de extradição feito pelas autoridades haitianas contra um suspeito preso na Turquia em novembro continua parado. Não está claro se uma medida semelhante foi solicitada contra John Joel Joseph, um ex-senador da oposição preso na semana passada na Jamaica por seu suposto papel no assassinato do presidente.- Muitos mistérios -Embora Moise fosse impopular e acusado de excessos autoritários, seu assassinato chocou toda a população haitiana e muitas perguntas permanecem sem resposta. Como um comando armado conseguiu entrar na sala presidencial sem encontrar resistência das unidades especializadas encarregadas da segurança do chefe de Estado? Qual foi o papel de Christian Emmanuel Sanon, um haitiano de 63 anos que vive na Flórida e atualmente está preso, depois de chegar ao país em junho com cidadãos colombianos? Onde se esconde a ex-juíza do Tribunal de Cassação Wendelle Coq Thélot, suspeita de ser parte da trama e alvo de um mandado de busca? Por que o atual primeiro-ministro, Ariel Henry, teria falado ao telefone, no mesmo dia do ataque, com Joseph Félix Badio, um dos principais suspeitos? Quando um promotor pediu que o governante fosse acusado, Henry chamou a medida de distração, antes de demitir o magistrado e nomear um novo ministro da Justiça."Quem pagou para que o assassinato fosse cometido? Esse é um aspecto que deveria ter sido investigado pela polícia judiciária", disse Ducena. O advogado do filho de Moise acredita que um tribunal especial como o criado após o assassinato do primeiro-ministro libanês Rafic Hari é "a única alternativa viável" para seu cliente, que apenas pede "para saber quem é o responsável pela morte de seu pai". Veja Mais

Quatro macacos de laboratório escapam após acidente nos EUA; três foram recapturados

em - Internacional Um caminhão que transportava 100 macacos na Pensilvânia se acidentou e quatro animais fugiram. A polícia iniciou uma operação de busca e alertou a população a não se aproximar dos animais. A colisão foi perto de Danville na tarde de sexta-feira, a caminho de um laboratório na Flórida. Três macacos foram capturados mais tarde, mas um ainda estava solto na manhã deste sábado. O site de notícias local WNEP disse que um helicóptero da polícia com câmeras térmicas foi usado para rastrear os macacos cynomolgos, enquanto os policiais em terra usavam potentes lanternas.A Polícia Estadual da Pensilvânia divulgou uma imagem de um primata empoleirado em uma árvore ao lado da Rota 54 durante a noite. Um repórter disse que a polícia cercou o macaco antes que tiros fossem disparados de uma arma não identificada. "Atualização do acidente: um macaco ainda está desaparecido, mas pedimos que ninguém tente procurar ou capturar o animal", tuitou a polícia neste sábado de manhã. Os macacos cynomolgus, também conhecidos como macacos de cauda longa, podem custar até 10 mil dólares e têm sido muito procurados para pesquisas de vacinas contra o coronavírus, de acordo com o New York Times. Eles podem viver 30 anos em cativeiro. Veja Mais

Um rival de Merkel é eleito novo presidente dos conservadores alemães

em - Internacional Os conservadores alemães elegeram neste sábado (22) o rival de longa data de Angela Merkel, Friedrich Merz, por ampla maioria como seu novo presidente, com a tarefa de endireitar um partido em crise desde sua derrota nas eleições legislativas.Os quase 980 delegados da União Democrática Cristã (CDU), reunidos no congresso por videoconferência devido à pandemia de covid, votaram a favor do deputado de 66 anos, único candidato e já apontado em dezembro como favorito pelos membros do partido.Friedrich Merz, que havia tentado duas vezes sem sucesso este cargo nos últimos anos, declarou-se "profundamente comovido" por este plebiscito.Voltando a uma linha conservadora tradicional, após os anos de centrismo de Angela Merkel, terá que relançar uma formação em profunda crise desde seu retumbante fracasso nas eleições legislativas de 26 de setembro, nas quais registrou o pior resultado de sua história. Esse desempenho ruim levou o líder cessante e candidato a chanceler, Armin Laschet, a colocar seu mandato de volta na linha. Neste sábado, Merz convocou o partido a cerrar fileiras. "Temos de ser uma oposição forte. Queremos ganhar as eleições nos Länder", disse, referindo-se às várias eleições regionais previstas para este ano no país.BLACKROCK Veja Mais

EUA suspende 44 voos de passageiros à China operados por companhias chinesas

em - Internacional Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira a suspensão de 44 voos de passageiros para a China em resposta às restrições de Pequim impostas a companhias americanas evocando seus protocolos contra a covid.A China mantém controles rígidos para cruzar suas fronteiras, incluindo a redução de voos e a interrupção automática de rotas em que ocorrem contágios excessivos.Devido a esta interrupção automática, as autoridades chinesas cancelaram voos das companhias americanas American, Delta e United Airlines porque passageiros que tinham testado negativo para a covid antes da decolagem testaram positivo após serem examinados na chegada à China. O Departamento de Transportes dos EUA disse na sexta-feira que "ações que prejudiquem as operações da Delta, American e United (...) são adversas ao interesse público e justificam ações corretivas proporcionais por parte do departamento"."As companhias americanas, que estão seguindo todas as normas chinesas relevantes relacionados aos protocolos de pré-embarque e durante o voo não deveriam ser penalizadas", comentou o Departamento.Os 44 voos suspensos por Washington são operados pela Air China, China Eastern Airlines, China Southern Airlines e Xiamen Airlines e estão programados entre 30 de janeiro e 29 de março. A decisão foi tomada três semanas antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim. A capital chinesa já suspendeu milhares de voos e aumentou os testes depois de registrar sua primeira infecção comunitária da variante contagiosa ômicron no último fim de semana.DELTA AIR LINESAIR CHINAChina Southern Airlines Veja Mais

Coalizão liderada pela Arábia Saudita nega ter bombardeado prisão no Iêmen

em - Internacional A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita negou em comunicado neste sábado (22) ter bombardeado um centro de detenção controlado por rebeldes houthis no Iêmen, um ataque que matou pelo menos 70 pessoas na sexta-feira.Relatos de um ataque a uma prisão em Saada (norte) são "infundados", disse um porta-voz dessa coalizão, que apoia o governo iemenita em sua guerra contra os houthis, que tem o suporte do Irã, em comunicado citado pela agência de imprensa saudita. Veja Mais

Irã libera pagamento e caminha para recuperar direito de voto na ONU

em - Internacional O Irã está prestes a recuperar seu direito de voto na ONU, perdido no último dia 11 por falta de contribuição para o orçamento da organização, após liberar nesta sexta-feira pouco mais de 18 milhões de dólares para uma conta da ONU em Seul, informaram fontes da organização."Esse dinheiro é esperado para domingo ou segunda-feira", disse uma das fontes, que não quis ser identificada. O artigo 19º da Carta das Nações Unidas prevê a suspensão do direito de voto na Assembleia Geral para qualquer país cujo montante em atraso seja igual ou superior à contribuição por ele devida nos dois anos anteriores completos.Em 11 de janeiro, o secretário-geral da ONU anunciou que o Irã teria que pagar 18,4 milhões de dólares para recuperar seu direito de voto. No ano passado, o país já havia perdido esse direito devido aos atrasos.Teerã alegou que não poderia honrar o valor mínimo exigido por suas dívidas com a ONU, devido às sanções econômicas e financeiras impostas pelos Estados Unidos. Após meses de negociações, Teerã pôde, em junho, usar fundos bloqueados na Coreia do Sul para pagar o valor mínimo devido e recuperar seu direito de voto, pouco antes da eleição dos novos membros do Conselho de Segurança da ONU.No começo de janeiro, o ministro das Relações Exteriores iraniano havia dito que o país estava "determinado a pagar integralmente e no prazo". "Infelizmente, pelo segundo ano consecutivo, devido às sanções opressivas e ilegais dos EUA, os pagamentos do nosso país foram dificultados", acrescentou, pedindo à ONU que encontrasse rapidamente uma solução.O orçamento operacional anual da ONU, aprovado em dezembro, é de cerca de US$ 3 bilhões. O das operações de paz, à parte e aprovado em junho, é de US$ 6,5 bilhões. Veja Mais

EUA permitem que mais estudantes estrangeiros trabalhem para apoiar economia

em - Internacional Os Estados Unidos adicionaram 22 especialidades ao programa de treinamento profissional para estudantes estrangeiros de ciências, tecnologia, engenharia e matemática, "a fim de apoiar o crescimento da economia e a inovação", anunciou nesta sexta-feira o Departamento de Segurança Interna (DHS).Chamado Treinamento Prático Opcional (OPT) Stem, o programa permite aos estudantes com bacharelado, mestrado ou doutorado em determinados campos de estudo morar nos Estados Unidos por até 36 meses, para trabalhar em sua especialidade."A inovação Stem nos permite resolver os desafios complexos que enfrentamos hoje e fazer a diferença na forma como garantimos a segurança e protegemos o nosso país", disse o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas.Entre os 22 novos campos de estudo estão a bioenergia, silvicultura, produção e gestão de recursos florestais, design de tecnologia centrada no homem, computação em nuvem, antrozoologia, ciência do clima, ciência de sistemas terrestres, economia e ciência da computação, geociências ambientais, geobiologia, geografia e estudos ambientais, economia matemática e matemática e ciências atmosféricas.Essas decisões "sobre imigração que estão muito atrasadas terão um impacto econômico positivo e ajudarão os Estados Unidos a competir de forma mais efetiva no século XXI, incentivarão o espírito empresarial e a inovação, e também beneficiarão o país durante a atual escassez de mão de obra, sem precedentes", reagiu Jeremy Robbins, diretor do Conselho Americano de Imigração.Os Estados Unidos enfrentam há meses uma escassez de mão de obra, especialmente para empregos de baixa remuneração, em um contexto de pandemia que aumentou as aposentadorias e causou um fenômeno conhecido como A Grande Demissão, quando funcionários mudam de emprego em busca de melhores condições. Veja Mais

EUA anuncia exercício naval da Otan no Mediterrâneo

em - Internacional Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (21) o lançamento de um exercício naval em larga escala da Otan no Mediterrâneo na segunda-feira, com participação do porta-aviões USS Harry Truman e em meio a tensões com a Rússia, que também anunciou manobras navais no mesmo período.O exercício "Neptune Strike 22 vai durar até 4 de fevereiro e está destinado a demonstrar a capacidade da Otan para integrar uma força de ataque marítima sofisticada" para efeitos de dissuasão e defesa da Aliança, disse o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, John Kirby.Kirby garantiu que as manobras estavam previstas desde 2020 e que não tinham nada a ver com as tensões atuais entre Rússia e Ocidente sobre a Ucrânia."O exercício não está concebido para contrapor os tipos de cenários que poderiam se produzir em torno da Ucrânia", afirmou.Moscou, por sua vez, também anunciou ontem a realização de exercícios navais em grande escala. Mais de 140 embarcações de guerra e cerca de 10.000 efetivos tomarão parte em janeiro e fevereiro de manobras militares no Atlântico, no Ártico, no Pacífico e no Mediterrâneo.Kirby reconheceu que a situação de tensão com a Rússia havia suscitado debates sobre a dimensão do exercício naval, mas, "após discussões com nossos aliados, a Otan decidiu seguir adiante", explicou. Veja Mais

Milhares de manifestantes contrários ao aborto marcham nos EUA

em - Internacional Milhares de pessoas se reuniram nesta sexta-feira(21) em uma manifestação anual contra o aborto. A esperança é de que este ano a Suprema Corte, de maioria conservadora, anule a decisão histórica que legalizou a interrupção voluntária da gravidez nos Estados Unidos há 50 anos."Esperamos e rezamos para que este ano de 2022 traga uma mudança histórica para a vida", disse Jeanne Mancini, presidente da Marcha pela Vida."Sabemos que este ano é o começo do fim do aborto nos Estados Unidos", lamentou Joseph Scordato, um jovem de 20 anos de Wisconsin vestido como um cavaleiro medieval e carregando uma cruz gigante.A Suprema Corte ouviu argumentos orais em 1º de dezembro sobre uma lei do Mississippi que proibiria a maioria dos abortos após 15 semanas de gravidez, um caso conhecido como Dobbs v. Jackson Women's Health Organization.A ala conservadora do tribunal, que inclui três juízes nomeados pelo ex-presidente Donald Trump, parece pronta para defender essa lei e talvez ir mais longe e derrubar Roe v. Wade, o caso de 1973 que legalizou o aborto no país.Se Roe v. Wade for derrubada, cada um dos 50 estados poderá estabelecer suas próprias leis de aborto. Leis que restringem severamente o aborto já foram aprovadas em vários estados liderados pelos republicanos, mas foram derrubadas precisamente por violar Roe v. Wade, que garante o direito da mulher ao aborto até que o feto seja viável fora do útero, geralmente em torno de 22 a 24 semanas de gestação.Antes de ouvir o caso do Mississippi, a Suprema Corte recentemente se recusou repetidamente a bloquear uma lei do Texas que proíbe o aborto após seis semanas de gravidez, antes que a maioria das mulheres saiba que está grávida. O tribunal deve emitir uma decisão sobre o caso do Mississippi em junho.Pesquisas de opinião indicam que a maioria dos americanos acredita que o aborto deveria ser legal em todos ou na maioria dos casos, mas um segmento da população, particularmente a direita religiosa, nunca aceitou a decisão Roe vs. Wade e faz uma campanha incansável para derrubá-la. Veja Mais

Biden e primeiro-ministro do Japão prometem frente unida contra China

em - Internacional O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, concordaram nesta sexta-feira (21) em combater as ambições da China na Ásia-Pacífico e coordenar de perto as ameaças russas na Ucrânia, durante uma videoconferência.Desde que chegou à Casa Branca há um ano, Biden fez do relacionamento EUA-Japão uma prioridade para promover as alianças americanas enfraquecidas durante o mandato seu antecessor, Donald Trump."Foi uma honra encontrar o primeiro-ministro Kishida para aprofundar a aliança entra Estados Unidos e Japão, a pedra angular da paz e da segurança no Indo-Pacífico e em todo o mundo", tuitou o presidente americano após cerca de uma hora e 20 minutos de conversa.A reunião permitiu ao presidente democrata "enfatizar a força da relação entre os Estados Unidos e o Japão e desenvolver nossa visão comum de uma região do Indo-Pacífico livre e aberta", disse a Casa Branca em comunicado.Os dois líderes também expressaram sua determinação em "rejeitar as tentativas da República Popular da China de mudar o status quo no mar da China Oriental e no mar do Sul da China", segundo o governo americano, e disseram estar "preocupados" com as ações da China em Hong Kong e na região de Xinjiang, onde vive a minoria muçulmana uigur.Biden e Kishida também "se comprometeram a trabalhar juntos para impedir a agressão russa contra a Ucrânia", escreveu a Casa Branca.Os dois líderes também "condenaram" os recentes lançamentos de mísseis da Coreia do Norte, que na quinta-feira sugeriu que poderia retomar os testes de mísseis balísticos nucleares e intercontinentais, motivo de preocupação para os dois países.Biden e Kishida também discutiram a luta contra a proliferação nuclear, a pandemia de covid-19, as alianças econômicas na região e a erupção vulcânica nas ilhas de Tonga.Twitter Veja Mais

FAO se diz alarmada por produção agrícola de Tonga após erupção de vulcão

em - Internacional Cerca de 12.000 famílias que se dedicam à pesca, agricultura e criação de animais foram afetadas pela erupção vulcânica e o tsunami ocorridos no arquipélago de Tonga, assinalou nesta sexta-feira (21) Xiangjun Yao, coordenadora sub-regional da FAO para as ilhas do Pacífico."Em um país onde cerca de 86% da população se dedica à agricultura, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla em inglês) acompanha com extrema preocupação as possíveis repercussões em todos os setores agrícolas, incluindo a pesca, a agricultura e a criação de animais, apesar da pouca informação disponível, já que as comunicações e o acesso continuam gravemente afetados", informou a entidade em comunicado.Trata-se de uma primeira e difícil avaliação devido à nuvem de cinzas que cobriu parte das ilhas após a erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha'apai em 15 de janeiro, e aos danos causados pelo tsunami que se formou em seguida, explicou Yao na nota da FAO."É possível que os tubérculos, como a batata e o inhame, sejam afetados, mas é certo que também estão em perigo os cultivos de frutas e hortaliças de todo o arquipélago. A inundação com água salgada certamente afetou também as terras cultiváveis. E também há preocupação pela possibilidade de chuva ácida", advertiu a agência das Nações Unidas.Segundo as estimativas preliminares da FAO, entre 60% e 70% dos lares dedicados à criação de animais foram afetados, sobretudo porcos e aves, a principal fonte de alimentação nesta região.A FAO trabalha há muitos anos em Tonga para ajudar a fortalecer a resiliência e a segurança alimentar e alocou um fundo para a avaliação de danos e a realização de algumas medidas de resposta inicial.Tonga é um dos 14 pequenos Estados insulares em desenvolvimento do Pacífico.A região é uma das mais expostas a catástrofes do mundo, com riscos naturais como ciclones, secas (em particular durante o fenômeno "El Niño") e erupções vulcânicas, segundo dados da ONU.Assim como Tonga, Vanuatu, Ilhas Salomão e Fiji estão entre os 15 países do mundo com maior risco de sofrer catástrofes naturais extremas, e são especialmente vulneráveis à mudança climática. Veja Mais

Países bálticos enviarão mísseis antitanque e antiaéreos à Ucrânia

em - Internacional Estônia, Letônia e Lituânia anunciaram nesta sexta-feira (21) que enviarão mísseis antitanque e antiaéreos para ajudar a Ucrânia a se defender contra "uma possível agressão russa".Os três países bálticos especificaram em comunicado que enviarão mísseis americanos Javelin e Stinger, após terem obtido a autorização de Washington para fazê-lo no início da semana."Diante do aumento da pressão militar da Rússia sobre a Ucrânia e sobre a região, os Estados bálticos decidiram responder às necessidades da Ucrânia e oferecer uma ajuda adicional em defesa", diz o comunicado."Essa ajuda reforçará ainda mais a capacidade da Ucrânia de defender seu território e sua população diante de uma possível agressão russa", acrescenta.A Estônia fornecerá mísseis antitanque Javelin; Letônia e Lituânia oferecerão os Stinger antiaéreos."Esperamos sinceramente que a Ucrânia não precise usar essas armas", declarou o ministro da Defesa lituano, Arvydas Anusauskas. "Os Estados bálticos pedem à Rússia para encerrar seu comportamento agressivo e irresponsável", acrescentou, afirmando que as armas serão entregues "em um futuro próximo". O ministro da Defesa da Estônia, Kalle Laanet, declarou que é "importante apoiar a Ucrânia de todas as formas possíveis". Veja Mais

Inundações destroem ferrovias e interrompem acesso a Machu Picchu, no Peru

em - Internacional As fortes chuvas na cidade turística de Machu Picchu Pueblo, vizinha da cidadela joia da cultura inca no Peru, causaram inundações nesta sexta-feira(21) que destruíram ferrovias e pontes além de interromper o serviço de trem para o principal destino turístico do país andino. O governo regional do departamento de Cusco, onde fica Machu Picchu, informou que "o transbordamento do rio Alccamayo afetou a infraestrutura turística e o serviço ferroviário", descartando "a perda de vidas humanas". O Alccamayo, que circunda a cidade de Machu Picchu, é um afluente do rio Vilcanota, em cujas margens está localizada a ferrovia que liga a cidade de Cusco com a cidade próxima à cidadela inca. A empresa ferroviária Peru Rail confirmou em comunicado que interrompeu as viagens até segunda ordem, após o deslizamento de rochas e terra no leito do rio Alccamayo. De acordo com a empresa, nenhum passageiro ou trabalhador ficou ferido. Veja Mais

Mianmar condena à morte deputado do partido de Aung San Suu Kyi

em - Internacional A Junta de Mianmar condenou um membro do partido de Aung San Suu Kyi à morte nesta sexta-feira(21) por crimes de terrorismo, informou um comunicado. Phyo Zeyar Thaw, membro da Liga Nacional para a Democracia, preso em novembro, foi "condenado hoje à pena de morte sob a lei antiterrorismo", segundo a Junta. O proeminente ativista da democracia Kyaw Min Yu - mais conhecido como "Jimmy" - recebeu a mesma sentença do tribunal militar, segundo o comunicado. A junta condenou dezenas de ativistas contrários ao golpe à morte como parte de sua repressão à dissidência, mas Mianmar não realiza nenhuma execução há décadas. Phyo Zeyar Thaw - cujo nome verdadeiro é Maung Kyaw - foi detido em um apartamento no centro de Yangon após "uma denúncia e a cooperação de cidadãos obedientes", disse a equipe de informações da junta militar.Ele foi acusado de orquestrar vários ataques contra as forças do regime, incluindo o tiroteio em um trem em Yangon em agosto, no qual cinco policiais foram mortos. Ele foi eleito deputado pela Liga Nacional para a Democracia de Suu Kyi nas eleições de 2015 que deram início à transição para o governo civil. O país do Sudeste Asiático está em turbulência desde que o golpe provocou protestos em massa e uma sangrenta repressão militar à dissidência, que já matou mais de 1.400 pessoas, segundo um grupo de monitoramento local. Veja Mais

Fórum de Davos terá reunião presencial de 22 a 26 de maio

em - Internacional O Fórum Econômico Mundial convocou uma reunião presencial de 22 a 26 de maio na cidade suíça de Davos, pela primeira vez desde o início da pandemia de covid-19, informaram os organizadores. "Depois de todas as reuniões virtuais realizadas nos últimos dois anos, os líderes políticos, empresariais e da sociedade civil finalmente concordaram em se encontrar pessoalmente novamente", disse o chefe do Fórum, Klaus Schwab, em comunicado."Devemos estabelecer a atmosfera de confiança que é realmente necessária para acelerar a ação colaborativa e enfrentar os muitos desafios que enfrentamos", acrescentou. A reunião, que se chamará "Trabalhar Juntos, Restaurar a Confiança", oferecerá aos líderes uma oportunidade de fazer um balanço do estado do mundo e formular políticas para o período crucial que se avizinha, disse o Fórum."Recuperar-se da pandemia, combater as mudanças climáticas, construir um futuro melhor para os empregos, acelerar o capitalismo das partes interessadas e aproveitar as tecnologias da quarta revolução industrial estão na agenda", apontou. Esta semana, o Fórum organizou uma série de mesas redondas online nas quais líderes mundiais e empresariais compartilharam suas opiniões sobre as perspectivas econômicas globais.A organização com sede em Genebra disse que estaria em estreita comunicação com o governo suíço sobre a situação da covid-19 na nação alpina. "A reunião será realizada desde que estejam reunidas todas as condições necessárias para garantir a saúde e segurança dos seus participantes e da comunidade anfitriã", disse o Fórum. Veja Mais

Irã, Rússia e China empreendem manobras contra a pirataria marítima

em - Internacional Irã, Rússia e China iniciaram nesta sexta-feira (21) exercícios navais e aéreos no oceano Índico com o cenário da liberação de dois navios que caíram nas mãos de piratas, disse a agência de notícias iraniana Irna. "Segundo uma hipótese, as unidades navais e aéreas dos três países liberaram dois navios mercantes sequestrados por piratas em águas internacionais", afirmou o almirante Mostafa Tajeddini, porta-voz das manobras. Nesta região, os ataques costumam ser obra de piratas somalis. No início de novembro, tentaram pela segunda vez em duas semanas atacar um navio petroleiro iraniano no golfo de Aden.O navio se dirigia ao estreito estratégico de Bab Al Mandeb, entre o Mar Vermelho e o oceano Índico, quando seis piratas - a bordo de quatro embarcações - tentaram se apoderar dele, mas se viram obrigados a fugir após os tiros de advertência da Marinha iraniana, informou uma fonte militar.Em 16 de outubro, os piratas já lançaram um ataque contra um comboio de dois petroleiros iranianos na mesma área. A Marinha iraniana que escoltava os petroleiros atirou contra eles, fazendo-os fugir.O estreito de Bab Al Mandeb é usado por vários petroleiros que viajam para a Europa através do Canal do Suez, mais ao norte.Essas manobras de três dias acontecem em uma superfície de 17.000 km2 com a participação de onze unidades marítimas do Exército do Irã, três unidades da Marinha da Guarda Revolucionária, três unidades da Rússia e duas unidades da China. Veja Mais

Protesto

em - Internacional Protesto contra a obrigatoriedade do uso de máscara e vacinação contra a covid-19 em Washington, em 23 de fevereiro de 2022 Veja Mais

Presidente da Armênia renuncia e cita 'tempos difíceis'

em - Internacional Armenian President Armen SarkissianO presidente armênio, Armen Sarkissian, cujo papel é protocolar, anunciou sua renúncia neste domingo, alegando que seu gabinete se mostrou incapaz de influenciar a política do país durante a atual crise. Veja Mais

Com ômicron, Europa pode vislumbrar fim da pandemia

em - Internacional A variante ômicron do coronavírus, que poderia infectar 60% dos europeus antes de março, pode ser o fim da pandemia na região, considerou neste domingo (23) o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge."É plausível que a região esteja se aproximando do fim da pandemia", disse Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, à AFP, embora tenha pedido cautela, dada a versatilidade do vírus."Assim que a onda ômicron se acalmar, haverá imunidade global por algumas semanas e meses, seja graças à vacina ou porque as pessoas terão sido imunizadas pela infecção, e também uma queda devido à sazonalidade", considerou.A OMS espera "um período de calma antes do possível retorno da covid-19 no final do ano, mas não necessariamente o retorno da pandemia".Na África do Sul, onde a variante ômicron foi detectada pela primeira vez, novos casos caíram nas últimas quatro semanas.Na mesma linha, o assessor da Casa Branca para o combate à pandemia nos Estados Unidos, Anthony Fauci, declarou neste domingo que pode haver uma "virada" na situação no país.- Não há "era endêmica" -No entanto, a Europa não está numa "era endêmica", o que permitiria comparar o vírus com o de uma gripe sazonal, sublinhou o responsável da OMS."Endêmico significa [...] que podemos prever o que vai acontecer; esse vírus surpreendeu mais de uma vez, então temos que ter cuidado", insistiu Kluge.A variante delta continua circulando e outras cepas podem surgir."Seremos muito mais resistentes, mesmo diante de novas variantes", afirmou Thierry Breton, comissário europeu para o Mercado Interno, à rede francesa LCI neste domingo."Estaremos prontos para adaptar as vacinas, se necessário, particularmente aquelas que usam RNA mensageiro, para adaptá-las para lidar com uma variante virulenta", completou.Na região europeia da OMS, que inclui 53 países, alguns dos quais na Ásia Central, a organização estima que 60% da população pode ter sido infectada por ômicron entre agora e 1º de março.Nos 27 Estados-membros da UE, bem como na Islândia, Liechtenstein e Noruega, esta variante, que surgiu no final de novembro e é mais contagiosa que a delta, porém menos virulenta, sobretudo entre os vacinados, é agora a dominante, segundo a agência europeia de saúde.Com um aumento exponencial de infecções, o diretor do escritório europeu da OMS insistiu na necessidade de mudar as políticas públicas para "minimizar as perturbações e (...) proteger as pessoas vulneráveis".O objetivo agora, segundo Kluge, é estabilizar a situação sanitária."Estabilizar significa que o sistema de saúde não estará mais sobrecarregado pela covid-19 e poderá continuar a prestar serviços essenciais de saúde, que infelizmente foram muito perturbados, como o câncer, as doenças cardiovasculares e a imunização", sublinhou. Veja Mais

Chipre do Norte realiza legislativas em meio à crise econômica

em - Internacional Os eleitores da República Turca do Chipre do Norte (RTCN) celebraram neste domingo(23) eleições legislativas antecipadas, no final de uma campanha dominada pela crise econômica que atinge este território, reconhecido apenas por Ancara. Desde sua invasão pelo exército turco em 1974, em reação a um golpe de nacionalistas cipriotas gregos que queriam uni-la à Grécia, a ilha foi dividida entre a República de Chipre - membro da União Europeia - que exerce sua autoridade no sul, e a República Turca de Chipre do Norte, proclamada em 1983, e reconhecida apenas por Ancara.A queda da lira turca, que perdeu 44% em relação ao dólar em 2021, traduziu-se no norte de Chipre numa subida espetacular dos preços, com uma inflação superior a 46% interanual em dezembro. Os cipriotas turcos têm até às 18h locais para eleger 50 deputados em seis círculos eleitorais com representação proporcional. Os primeiros resultados provisórios são esperados na segunda-feira. "A campanha eleitoral não despertou tanta energia e entusiasmo como nas eleições anteriores na RTCN, pois os cidadãos estão preocupados acima de tudo com sua saúde, segurança e condições de vida", afirmaram os analistas políticos Ahmet Sözen e Devrim Sahin em comunicado publicado na terça-feira pelo think tank italiano ISPI. A Turquia foi acusada de interferir nas eleições presidenciais da RTCN de 2020, que foram vencidas por uma pequena margem pelo nacionalista Ersin Tatar contra Mustafa Akinci, um defensor da reunificação da ilha mediterrânea como um estado federal. De acordo com as pesquisas, o Partido da Unidade Nacional (UBP, direita nacionalista), a favor de uma solução de dois Estados, deve manter sua posição como a principal força política no Parlamento da RTCN, onde tem 21 assentos, à frente do Partido Republicano turco (CTP, esquerda), a favor de um acordo com os cipriotas gregos.O debate sobre a resolução do conflito cipriota não surgiu durante a campanha, mas parte das forças de esquerda - a favor de uma solução federal - apelou ao boicote da votação, uma vez que o Partido Unificado do Chipre (BKP) considerou, em particular, que "nada mudará" até que "a comunidade cipriota turca seja libertada do jugo de Ancara". As negociações para resolver o conflito estão paralisadas desde 2017. Em abril de 2021, falhou uma tentativa de retomar as conversações organizadas pelas Nações Unidas, que controlam uma zona-tampão entre as duas partes da ilha. Em 2004, um plano das Nações Unidas para reunificar a ilha foi submetido a um referendo. O acordo, aprovado pelos cipriotas turcos por quase 65%, foi rejeitado por mais de 75% dos cipriotas gregos do sul. Veja Mais

Marinha dos EUA intercepta navio procedente do Irã

em - Internacional Um navio do Irã que transportava 40 toneladas de fertilizantes, cujos componentes podem ser usados para fazer explosivos, foi interceptado quando utilizava uma rota usada pelos rebeldes houthis do Iêmen, anunciou a Marinha dos Estados Unidos no sábado. A Marinha explicou que revistou o navio "sem bandeira", depois de tê-lo localizado nas águas internacionais do Golfo de Omã, na terça-feira. O mesmo navio já havia sido interceptado há um ano quando carregava milhares de armas a bordo, segundo esta fonte. "As forças dos EUA descobriram 40 toneladas de fertilizantes, um produto químico que pode ser usado para fins agrícolas, mas também para fazer explosivos", acrescentou a 5ª Frota dos EUA, com sede no Bahrein. Tudo isso ocorre em um momento de grande tensão na região. Em 17 de janeiro, os houthis realizaram um ataque sangrento nos Emirados Árabes Unidos, explodindo caminhões-tanque com drones e mísseis. Em resposta, a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, que apoia o governo iemenita, respondeu com bombardeios aéreos com pelo menos 17 mortos em Sanaa e Hodeida.A coalizão e seus aliados, incluindo os Estados Unidos, acusam o Irã de apoiar os houthis com meios militares, o que Teerã nega. Veja Mais

Socialistas favoritos a manter o poder em Portugal

em - Internacional Os portugueses começaram a votar antecipadamente neste domingo (23) para as eleições legislativas de 30 de janeiro, uma votação que o primeiro-ministro socialista Antonio Costa é o favorito, embora a sua vantagem sobre a oposição de centro-direita tenha diminuído.Pandemia obriga, cerca de 315.000 eleitores, incluindo o chefe do Governo cessante, inscreveram-se para votar a partir das 08h00 GMT (5h00 de Brasília), uma semana antes da data oficial destas eleições antecipadas.O primeiro-ministro Antonio Costa, deve votar na parte da manhã no Porto (norte).Estas eleições foram convocadas pelo presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa na sequência da rejeição do orçamento do Executivo, que é minoritário, pelos seus antigos aliados da esquerda radical. O Partido Socialista é atualmente creditado com cerca de 38% das intenções de voto, em comparação com pouco mais de 30% para o principal partido de oposição de centro-direita, o Partido Social Democrata (PSD) do ex-prefeito do Porto Rui Rio, de acordo com um agregador de sondagens publicado pela Rádio Renascença.Mas, de acordo com várias pesquisas, a tendência dos últimos dias indica uma queda da diferença entre as duas forças.O partido de extrema-direita Chega, que entrou no Parlamento com apenas um deputado em 2019, pode se tornar a terceira força política do país, com quase 7% dos votos.- Equilíbrio de forças -Liderado por André Ventura, o Chega está lado a lado com as formações de esquerda radical que levaram Antonio Costa ao poder em 2015: o Bloco de Esquerda e a coalizão comunista-verde.Criticando a decisão "irresponsável" de seus ex-parceiros, dos quais espera não depender mais para governar, Costa pede aos eleitores que lhe deem a maioria absoluta que lhe escapou em 2019.Se não atingir esse objetivo, já disse que tentará governar sozinho, negociando apoio parlamentar caso a caso ou contando com um pequeno partido."É provável que se mantenha o atual equilíbrio de forças", considera o cientista político José Santana Pereira, da Universidade de Lisboa, acrescentando que será "complicado" para Costa formar "um governo estável" sem os partidos da esquerda radical.No entanto, "Antonio Costa é um político nato e, aos olhos do eleitorado, está mais bem preparado que Rui Rio", muito contestado em seu próprio campo, observa a analista Marina Costa Lobo. Durante seu primeiro mandato, o país experimentou quatro anos de crescimento econômico que lhe permitiu reverter a política de austeridade implementada após a crise da dívida de 2011, ao mesmo tempo em que registrou o primeiro superávit orçamentário de sua história recente.Os últimos dois anos foram marcados pela crise sanitária da qual Portugal espera sair em breve graças a uma das taxas de cobertura vacinal mais elevadas do mundo.Os portugueses são chamados às urnas pela terceira vez desde o início da pandemia de covid-19, depois da reeleição há um ano do presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa e das eleições municipais de setembro, que os socialistas venceram apesar da perda da prefeitura de Lisboa.Tal como os seus vizinhos europeus, Portugal é afetado pela variante ômicron com recordes de casos - que chegaram a quase 60.000 novos casos diários na sexta-feira e no sábado. Cerca de 600 mil pessoas estão atualmente em quarentena, dois terços delas potenciais eleitores, de um total de 9,3 milhões de eleitores recenseados em território português.Esses eleitores poderão quebrar o isolamento no próximo domingo para ir votar. Veja Mais

Negociações

em - Internacional Representantes do Talibã chegam a Gardermoen, Noruega, em 22 de janeiro de 2022, para conversas com representantes ocidentais sobre direitos humanos e ajuda de emergência Veja Mais

'Decisão certa'

em - Internacional Moradores de São Paulo entrevistados pela Agência France Presse concordam com o adiamento dos desfiles de carnaval. O evento que deveria ocorrer no fim de fevereiro, foi adiado para abril, devido à nova onda de infecções por covid-19 no país. Veja Mais

Sete mortos em atentado contra micro-ônibus no Afeganistão

em - Internacional Sete pessoas morreram em um ataque a bomba em um micro-ônibus em Herat, no oeste do Afeganistão, em um bairro predominantemente xiita, informaram autoridades locais à AFP neste sábado (22).A explosão também deixou nove feridos."Entre os sete mortos havia quatro mulheres", anunciou o chefe do hospital regional de Herat, Arif Jalali.A explosão foi confirmada pelo escritório de inteligência local."De acordo com os primeiros elementos, a bomba foi colocada no porta-malas do veículo", explicou um porta-voz, Sabit Haarwi.O ataque também foi confirmado pela polícia de Herat.A situação de segurança melhorou consideravelmente desde que o Talibã tomou o poder em agosto e as tropas americanas se retiraram do país após uma guerra desgastante de 20 anos contra a presença militar estrangeira.No entanto, os ataques continuam, alguns deles reivindicados pelo grupo Estado Islâmico-Khorasan (IS-K), a filial local da organização Estado Islâmico. Veja Mais

Orgulho no Paquistão por médico pioneiro em trasplante de coração de porco

em - Internacional Amigos e ex-colegas do cirurgião paquistanês Muhammad Mansoor Mohiuddin, cuja equipe conseguiu o primeiro transplante de coração de um porco para um humano, orgulham-se do feito do médico para quem já previam grandes feitos quando era estudante. Muhammad Mansoor Mohiuddin, nascido em Karachi, ganhou as manchetes na semana passada como cofundador do programa universitário dos Estados Unidos que transplantou com sucesso o coração de um porco geneticamente modificado em um homem gravemente doente.Embora celebrado como um avanço médico, o procedimento levanta questões éticas, principalmente entre alguns judeus e muçulmanos, que consideram o porco um animal impuro e que proíbem seu consumo. Nada disso preocupa os antigos amigos e colegas de Mohiuddin no Paquistão, que se lembram dele como um fantástico estudante apaixonado pela medicina. "Estava sempre interessado, sempre lá, sempre disponível e sempre pronto para se envolver em uma cirurgia", disse Muneer Amanullah, especialista que estudou com Mohiuddin no Dow Medical College em Karachi na década de 1980.O vice-reitor da universidade, Muhammad Saeed Qureshi, assegura que o campus está cheio de orgulho. "Houve alegria por um graduado nosso ter feito isso", disse à AFP.Mas o protagonista não quer todos os holofotes, em vez disso, faz questão de compartilhar o feito com a equipe de 50 pessoas da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland."Todos são especialistas em suas respectivas áreas", disse à AFP por telefone. "São os melhores cirurgiões, os melhores médicos, os melhores anestesiologistas...", explicou.O futuro do receptor de coração é muito incerto, mas a cirurgia representa um marco nos transplantes entre animais e humanos.Cerca de 110.000 americanos aguardam um transplante de órgão e mais de 6.000 pacientes morrem anualmente por não receber um, de acordo com dados oficiais. Transplantes de animais podem acabar com esse déficit. "Trabalhamos neste modelo há 18 anos", disse Mohiuddin. "Esses 18 anos foram marcados por diferentes fases de frustração - e também de progresso - mas finalmente conseguimos", explicou.A cirurgia é controversa, especialmente entre a fé islâmica que Mohiuddin compartilha. Este animal é considerado impuro por muçulmanos e judeus, até mesmo por alguns cristãos que seguem à risca o Antigo Testamento."Na religião, nenhuma escritura é tão suprema quanto salvar uma vida humana", sustentou Mohiuddin sobre o assunto.Em Karachi, seus colegas acreditam que o futuro ainda reserva mais feitos para ele, incluindo um grande prêmio em medicina. "Acho que toda a equipe está esperando por isso, esperando pelo Prêmio Nobel", diz o vice-reitor Qureshi. Veja Mais

Mais de 450 detenções no Cazaquistão após tumultos sangrentos

em - Internacional O Cazaquistão anunciou neste sábado(22) que prendeu mais de 450 pessoas por terrorismo e desordem pública após os confrontos sangrentos neste país da Ásia Central no início de janeiro. Manifestações sem precedentes contra o aumento dos preços da energia degeneraram nesta ex-república soviética em graves tumultos e forte repressão armada. Os incidentes resultaram em 225 mortes e centenas de feridos e o presidente, Kasym-Jomart Tokayev, foi forçado a solicitar o envio de forças armadas russas e de outras nações aliadas para restaurar a ordem. De acordo com Eldos Kilymjanov, funcionário da promotoria cazaque, 464 suspeitos foram presos por terrorismo e desordem pública. No total, 970 pessoas acusadas de roubo, perturbação da ordem pública ou posse ilegal de armas foram presas, disse Kilymjanov à imprensa.Esses distúrbios, sem precedentes desde a independência do país em 1991, levaram ao envio de cerca de 2.000 soldados da Rússia e de outros países aliados, que acabaram se retirando em 19 de janeiro, uma vez concluída sua missão. O presidente Tokayev acusou "terroristas" treinados, segundo ele, no exterior de terem provocado a revolta, embora não tenha apresentado provas disso. Veja Mais

Ministros da Defensa da Rússia e do Reino Unido vão se reunir

em - Internacional O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, aceitou um convite para se encontrar com seu colega britânico Ben Wallace para discutir a crise na fronteira Rússia-Ucrânia, informou uma fonte de defesa do Reino Unido neste sábado (22)."O secretário de Defesa está satisfeito que a Rússia tenha aceitado o convite para falar com seu colega", disse a fonte."Desde que a última reunião bilateral entre nossos dois países ocorreu em Londres em 2013, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, propôs um encontro em Moscou", acrescentou. Do lado britânico, "o ministro deixou claro que exploraria todos os caminhos para alcançar a estabilidade e resolver a crise ucraniana", acrescentou a fonte, que especificou que ainda está "em comunicação com o governo russo" sobre os detalhes práticos.O anúncio desta reunião bilateral ocorre em um momento de certa distensão entre o Ocidente e Moscou, que começou na sexta-feira, após várias semanas de escalada verbal, em conversas em Genebra entre os chefes da diplomacia russa e americana, Serguei Lavrov e Antony Blinken.Ambos concordaram em continuar suas conversas "francas" na próxima semana, dando ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, a esperança de que uma invasão russa ou incursão militar na Ucrânia "não aconteça".O Ocidente acusa a Rússia de concentrar dezenas de milhares de soldados na fronteira para preparar um ataque.O Kremlin nega qualquer intenção bélica, mas condiciona a desescalada a tratados que garantam a não expansão da Otan, em particular para a Ucrânia, bem como a retirada da Aliança Atlântica do Leste Europeu.Algo que os ocidentais consideram inaceitável e ameaçam a Rússia com duras sanções em caso de ataque. Veja Mais

Igreja beatifica padres assassinados por militares em El Salvador

em - Internacional O padre jesuíta salvadorenho Rutilio Grande e o franciscano italiano Cosme Spessotto, assassinados pelos militares no prelúdio da guerra civil (1980-1992) em El Salvador, serão beatificados neste sábado (22), juntamente com dois leigos, por seu martírio em defesa dos pobres e perseguidos no país. Pelo menos 6.000 fiéis são esperados na praça Divino Salvador del Mundo para a cerimônia, que será presidida pelo cardeal salvadorenho Gregorio Rosa Chávez, representante do papa Francisco.Um grande pavilhão com telhado de palmeiras, como símbolo de simplicidade, foi erguido para a cerimônia em que todos os presentes foram convidados a usar uma máscara para prevenir infecções por covid-19."O fato de que a Igreja os aceita oficialmente como mártires é que sua vida foi correta, eles se arriscaram para ajudar os pobres e foram fiéis a um chamado (de serviço) que lhes custou a vida", disse à AFP Rosa Chavez.Em plena Guerra Fria, quando El Salvador vivia a agitação social reprimida pelos militares, Grande manteve "uma palavra enérgica e questionadora" e Spessotto o valor de "enterrar" os mortos que os militares deixavam como aviso nas ruas, recorda o cardeal.Para Doris Yanira Barahona, de 63 anos, católica fervorosa, a beatificação de ambos representa "o merecido reconhecimento de dois homens que foram muito amados por seu trabalho em tempos difíceis, e foram homens que se entregaram à defesa dos mais despossuídos".Grande foi assassinado em 12 de março de 1977, enquanto atravessava em seu veículo uma rodovia em El Paisnal, 40 km ao norte de San Salvador. Morreram também o sacristão Manuel Solórzano (72 anos) e Nelson Rutilio Lemus (16), que também serão beatificados e sepultados ao lado dele. O ataque fatal a Grande foi o início da perseguição ao clero salvadorenho que denunciava a injustiça social vigente. Fray Cosme Spessotto, por sua vez, foi assassinado em 14 de junho de 1980 dentro da igreja de San Juan Nonualco, 54 km a sudeste da capital e onde foi pároco por 27 anos.- Assassinos identificados -Em El Salvador, além do arcebispo de San Salvador, Óscar Arnulfo Romero, canonizado em 2018, foram assassinados o bispo militar Joaquín Ramos, vinte sacerdotes e milhares de leigos. A grande maioria dos crimes permanece impune."Em ambos os casos foram agentes do Estado (os assassinos); no caso do padre Cosme, da Polícia da Fazenda, e Rutilio, da Guarda Nacional. Foi totalmente comprovado", explica Rosa Chávez."Eu vi uma carta dos guardas assassinos. Quando eles estavam em Mariona (prisão), mandaram uma carta pedindo perdão, pedindo misericórdia", lembra. Com o fim da guerra civil em 1992, a Guarda e a Polícia da Fazenda foram declaradas proscritas por múltiplas violações dos direitos humanos. "Como é possível que um país de cristãos tenha matado 20 padres?", pergunta o cardeal.O padre jesuíta Rodolfo Cardenal, biógrafo de Rutilio Grande, destaca que ele deixou um "duplo legado": por um lado, foi um "defensor dos camponeses pobres e explorados dos canaviais". Enquanto no nível eclesial, "promoveu a reforma da igreja de El Salvador" do ponto de vista de aproximá-la do povo e assumir o compromisso de melhorar a situação dos pobres, denunciando situações que causavam miséria.O assassinato de Grande comoveu o arcebispo Romero a ponto de forçá-lo a sair em defesa dos oprimidos pelas forças de segurança do Estado e pelos fatídicos esquadrões da morte. Cardenal lembra que durante um encontro com a Igreja salvadorenha em 2015, o papa Francisco lhe disse que "o grande milagre de Rutilio Grande era monsenhor Romero".Nesse sentido, "monsenhor Romero não é compreendido no trabalho pastoral na igreja salvadorenha, na arquidiocese (na capital) sobretudo, sem o trabalho de Rutilio Grande e outros padres mártires", explica Cardenal. Veja Mais

Coalizão liderada pela Arábia Saudita nega ter bombardeado p...

em - Internacional Coalizão liderada pela Arábia Saudita nega ter bombardeado prisão no Iêmen (comunicado) Veja Mais

Wall Street fecha em forte queda

em - Internacional Wall Street voltou a fechar em forte baixa nesta sexta-feira, depois que os resultados decepcionantes da Netflix fizeram as ações da empresa de streaming caírem, empurrando o Nasdaq para uma correção ainda mais profunda.O Dow Jones teve o sexto dia consecutivo de queda, de 1,30%. A do Nasdaq foi de 2,72%, e a do S&P 500, de 1,90%."O Fed continua sendo a grande notícia", destacou Ross Mayfield, analista da consultoria Baird. Para os investidores, o banco "parece mais agressivo a cada nova declaração, a cada nova informação. Logicamente, isso é ruim para as ações de tecnologia e de crescimento".O destaque do dia foi a queda pronunciada do papel da Netflix, após o anúncio feito ontem de uma previsão de crescimento decepcionante do seu número de assinantes. A empresa perdeu 21,79%, a 397,50 dólares, e acumula uma queda de 43% em dois meses.NETFLIX Veja Mais

Namorado da influenciadora Gabby Petito confessou seu assassinato por escrito, segundo FBI

em - Internacional O namorado de Gabby Petito, uma influenciadora cujo assassinato comoveu os Estados Unidos no ano passado, confessou por escrito, antes de se suicidar, que era o responsável por sua morte, informou nesta sexta-feira (21) o FBI em comunicado.Brian Laundrie se matou com um tiro na cabeça, depois de levantar suspeitas sobre a morte de sua namorada. Seu corpo foi encontrado em 20 de outubro em uma reserva natural do norte da Flórida, no sudeste do país, junto com vários objetos, entre eles um caderno."A revisão do caderno revelou declarações escritas do senhor Laundrie nas quais ele assume a responsabilidade pela morte de Petito", afirmou o FBI na nota."A investigação não identificou nenhum outro indivíduo, além de Brian Laundrie, com envolvimento na trágica morte de Gabby Petito", assinalou o agente Michael Schneider no documento.A família de Petito, por sua vez, se mostrou convencida da responsabilidade do então namorado de sua filha após entrevistas com o FBI."A qualidade e quantidade dos fatos e a informação recolhida pelo FBI não deixam nenhuma dúvida sobre o fato de que Brian Laundrie assassinou Gabby", diz uma nota compartilhada pelo advogado da família.Laundrie, de 23 anos, e Petito, de 22, saíram de Nova York em julho para percorrer o oeste dos Estados Unidos em uma van durante quatro meses.O jovem casal passou dias documentando a viagem nas redes sociais, publicando diversas imagens em que apareciam sorridentes.No entanto, em 1º de setembro, Laundrie retornou sem sua namorada a North Port, na Flórida, onde ambos viviam com a família do rapaz.Em 13 de setembro, Brian fugiu após recusar-se a responder os questionamentos da polícia, enquanto Gabby ainda era considerada desaparecida.O pior presságio se confirmou dias depois. O corpo de Petito foi encontrado em 19 de setembro no Parque Nacional de Gran Teton, no Wyoming. Em 12 de outubro, a perícia anunciou que ela tinha morrido por estrangulamento.Um vídeo publicado em setembro pela polícia de Moab, uma pequena cidade de Utah, aumentou ainda mais as suspeitas em torno de Laundrie.Nas imagens, Petito aparecia chorando em uma viatura, depois que a polícia havia intervindo durante briga com Brian. Veja Mais

Autoridades desintegram caravana de migrantes no sul do México

em - Internacional Autoridades mexicanas desintegraram nesta sexta-feira (21) uma caravana de migrantes que havia partido na noite anterior da cidade de Tapachula, no estado de Chiapas, no sul do país, com a intenção de chegar à fronteira norte do México, informou o governo.O contingente, que incluía centro-americanos, venezuelanos e haitianos, foi surpreendido por agentes de imigração e da Guarda Nacional por volta das 05h00 locais (08h00 no horário de Brasília), em uma propriedade perto de uma rodovia enquanto dormiam, indicaram fontes oficiais.Em uma primeira ação, os agentes identificaram um grupo de 281 migrantes, enquanto numa ação paralela nas estradas secundárias do perímetro foi localizado um segundo grupo de 38 estrangeiros, detalhou o Instituto Nacional de Migração (INM) em comunicado.Os migrantes, que avançaram apenas 15 km, participaram na quinta-feira de uma marcha pelas ruas centrais de Tapachula exigindo que as autoridades lhes permitam viajar livremente para os Estados Unidos.O ativista Luis García Villagrán, organizador dessas caravanas, culpou o INM por causar o êxodo ao não resolver a tempo os procedimentos dos estrangeiros, que buscam regularizar sua situação imigratória no México."Golpearam e colocaram mulheres e crianças nos ônibus", disse à AFP, condenando a operação de segurança.Os detidos foram transferidos para os gabinetes migratórios da entidade, onde é analisada a sua situação, enquanto os que viajavam em família ficaram sob a tutela das autoridades de assistência social, detalhou o INM.O governo mexicano reforçou as operações para combater o fluxo irregular de migrantes que, em sua jornada pelo país, enfrentam inúmeros perigos, como perseguição por criminosos, além dos traficantes de pessoas que os transportam em condições subumanas.Em 9 de dezembro, um trailer que transportava 160 imigrantes irregulares colidiu com uma ponte de pedestres em uma rodovia em Chiapas (sul), deixando 56 mortos, a maioria guatemaltecos.Mais de 190.000 pessoas sem documentos foram localizadas no México entre janeiro e setembro de 2021, o triplo do número de 2020. Cerca de 74.300 foram deportados. Veja Mais

Dados dos EUA mostram que vacinas anticovid têm alta eficácia contra casos graves de ômicron

em - Internacional As vacinas e doses de reforço contra a covid-19 continuam apresentando uma eficácia muito alta contra as consequências graves da doença durante a onda da variante ômicron, informou nesta sexta-feira (21) um estudo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).O relatório da agência de saúde pública americana analisou dados de mais de 300.000 visitas a departamentos de emergência, clínicas de atendimento urgente e hospitalizações em dez estados do país, entre 26 de agosto de 2021 e 5 de janeiro de 2022.Durante o período em que a variante delta era dominante, a eficácia da vacina para prevenir a hospitalização por covid-19 foi de 90%, entre 14 e 179 dias depois da segunda dose, caiu para 81% mais de 180 dias depois da segunda dose e aumentou para 94% 14 dias ou mais depois da terceira dose.Depois que a ômicron se tornou a cepa dominante, a estimativa de eficácia da vacina para evitar hospitalizações entre 14 e 179 dias após a segunda dose foi de 81%, de 57% após mais de 180 dias da segunda injeção e de 90% 14 ou mais dias depois da dose de reforço.Uma segunda pesquisa dos CDC, baseada em dados de 25 jurisdições estaduais e locais dos Estados Unidos, descobriu que a eficácia da vacina para prevenir um contágio diminuiu de 93%, antes da delta, para cerca de 80% quando a delta se tornou dominante. Contudo, a proteção contra mortes se manteve estável em 94%.A eficácia da vacina contra a infecção caiu para 68% quando surgiu a ômicron. Os autores, no entanto, não puderam estimar a eficácia da vacina contra óbitos durante a ômicron, devido a um atraso nos relatórios. Contudo, a expectativa científica geral é que continuará sendo muito alta.O documento também mostrou que, se as mortes entre os completamente vacinados aumentaram consideravelmente durante a onda de delta, com um total de mais de 20 mil óbitos entre julho e novembro, as pessoas não vacinadas ainda tinham 16 vezes mais chances de morrer durante o mesmo período.A proteção foi ainda maior para as pessoas que receberam a dose adicional. Entre outubro e novembro, as pessoas não vacinadas tinham cerca de 50 vezes mais chances de morrer de covid-19 que as pessoas imunizadas com três doses da vacina. Veja Mais

Otan descarta a retirada de tropas da Bulgária e da Romênia, como exige Rússia

em - Internacional A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rejeitou nesta sexta-feira (21) a exigência da Rússia de retirar suas tropas da Bulgária e da Romênia, disse a porta-voz da Aliança."As exigências da Rússia criariam membros da Otan de primeira e segunda classe e não podemos aceitar isso", disse a porta-voz Oana Lungescu, acrescentando que a aliança militar transatlântica "não desiste" de defender e proteger seus membros.Segundo a porta-voz, "a Otan segue vigilante e continua a avaliar a necessidade de fortalecer a parte oriental da nossa aliança". A Otan "sempre responderá a qualquer deterioração da segurança, inclusive fortalecendo nossa defesa coletiva", disse Lungescu.A Rússia pede a assinatura de acordos para que a organização cesse seu processo de ampliação e retorne à arquitetura de segurança construída na Europa após o fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética.Esta demanda foi feita no contexto do aumento das tensões entre Otan e Rússia sobre a Ucrânia.O governo russo concentrou uma enorme capacidade militar ao longo de sua fronteira com a Ucrânia e está exigindo que a Otan negue a entrada da ex-república soviética na aliança.Diante dessa demanda, a Otan responde que não cabe à Rússia decidir quais países podem ou não aderir à organização.A demanda pela retirada de "forças estrangeiras, equipamentos e armas" da Romênia e da Bulgária foi apresentada durante conversas realizadas em Genebra, na Suíça, pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e pelo secretário de Estado americano, Antony Blinken.Atualmente, a Otan mantém cerca de 1.000 soldados americanos, cerca de 140 italianos e 250 poloneses estacionados na Romênia, embora a França já tenha anunciado que está disposta a enviar tropas para reforçar a presença da Aliança naquele país.Enquanto isso, a Bulgária selou um acordo com os Estados Unidos para um campo de treinamento para 2.500 soldados, com um máximo de 5.000 em períodos de rotação de pessoal. Veja Mais

Ameaça russa em Venezuela e Cuba é isca para EUA, dizem especialistas

em - Internacional A ameaça russa de posicionar forças militares em Cuba e Venezuela "não é crível" e tem como único objetivo distrair a atenção da crise na Ucrânia para que os Estados Unidos mordam a isca e reajam, opinam especialistas."Não quero confirmar nada [...] nem descartar", respondeu o vice-ministro de Relações Exteriores russo Sergei Ryabkov ao canal de televisão RTVI sobre se previa uma mobilização militar na Venezuela ou em Cuba, como parte do contexto envolvendo a crise com o Ocidente sobre a questão ucraniana.É uma "fanfarronice", disse o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. Contudo, "se a Rússia avançar nessa direção, nos ocuparemos do tema de forma decisiva", advertiu.Os governos de Venezuela e Cuba mantêm uma péssima relação com os Estados Unidos, que os considera regimes autoritários, mas isso não tem nada a ver com as relações de Moscou com esses países.O comentário russo "tem o propósito de agitar a todos nós e não podemos cair nessa artimanha. É uma provocação, um blefe para gerar uma reação", declarou à AFP Juan Cruz, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) e ex-assessor sobre América Latina e Caribe no Conselho de Segurança Nacional, durante o mandato de Donald Trump."A ameaça não é crível", coincidiu Evan Ellis, professor de estudos latino-americanos do Instituto de Estudos Estratégicos da Escola de Guerra do Exército americano."A Rússia carece de capacidade para projetar e manter forças militarmente significativas no hemisfério [ocidental]. Tampouco têm os recursos" necessários devido ao custo de sua mobilização na fronteira ucraniana e às sanções que seriam impostas por europeus e americanos se Putin decidisse invadir o país vizinho, acrescentou."[Os russos] não podem se dar esse luxo, nem mesmo através de seu instrumento, o Grupo Wagner", uma organização militar privada. Seu único interesse "é meter o dedo no olho dos gringos [americanos]", opinou Juan Cruz.- Venezuela, a aliada -A Rússia é a principal fornecedora de armas a Caracas, explica Rocío San Miguel, diretora da ONG venezuelana Control Ciudadano, especializada em temas de segurança nacional.Além disso, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, comentou que "a Rússia considera a possibilidade de aprofundar as relações de cooperação militar" com Caracas.Para San Miguel, o governo do presidente Nicolás Maduro aposta em uma presença militar russa "cada vez maior" na Venezuela, que inclusive se reflete em ações como o treinamento de forças venezuelanas por empresas de segurança russas.Desde que chegou ao poder há mais de 20 anos, Putin tenta recuperar algo do poderio soviético do passado, "e países como Venezuela, Nicarágua e Cuba têm servido muito para esse propósito, porque aproximaram seus vínculos" com Moscou, afirma a venezuelana Giovanna de Michelle, especialista em Relações Internacionais.- O hermetismo de Cuba -Em Cuba, no entanto, prevalece o silêncio. "Os cubanos não querem barulho com os gringos", diz Juan Cruz.Os russos sabem que "qualquer movimentação militar teria que ser negociada com a parte cubana e que Cuba responderia levando em conta as circunstâncias", opina Carlos Alzugaray, ex-diplomata e acadêmico cubano.Na mente de todos está a crise dos mísseis de 1962, quando EUA e URSS estiveram à beira de uma guerra nuclear depois que Moscou posicionou mísseis balísticos em Cuba.Porém, caso ocorra alguma movimentação russa agora, a reação americana "seria mais como nos anos 1980 do que como na década de 1960", sem um enfrentamento direto, acredita Cruz.O Exército americano tem a obrigação de levar a sério as ameaças de um Estado com capacidade nuclear como a Rússia, "mas duvido que o próprio vice-chanceler Ryabkov esperasse que sua ameaça fosse levada a sério", concluiu Evan Ellis. Veja Mais

Extremistas sequestram 20 crianças e matam dois homens na Nigéria

em - Internacional Os extremistas islâmicos mataram dois homens e sequestraram 20 crianças no estado de Borno, epicentro de uma insurgência islâmica na Nigéria, informaram um líder comunitário e residentes nesta sexta-feira (21).Os extremistas do grupo Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP, nas siglas em inglês) invadiram na quinta-feira a aldeia de Piyemi, matando dois homens adultos e sequestrando 13 meninas e sete meninos, segundo as fontes.O ataque de quinta-feira ocorreu perto da cidade de Chibok, onde há oito anos os extremistas do Boko Haram sequestraram mais de 200 estudantes em um ataque que gerou condenação internacional.Os membros do ISWAP, vestidos com uniformes militares, começaram a atirar e saquear os comércios da cidade e a incendiar as casas, segundo os moradores."Mataram a tiros dois homens e levaram 13 meninas e sete meninos de entre 12 e 15 anos", disse à AFP por telefone Samson Bulus, um dos habitantes.Os extremistas colocaram as "20 crianças sequestradas na aldeia em um caminhão e as levaram para a floresta" de Sambisa, perto dali, contou outro dos habitantes, Silas John.As autoridades militares não estavam disponíveis até o momento para comentar o ataque, mas um funcionário do governo local de Chibok confirmou os fatos, sem mais detalhes."Esse ataque foi o terceiro nos últimos dias e evidencia os riscos que as cidades dos arredores de Chibok correm em relação aos extremistas", declarou Ayuba Alamson, um líder dessa cidade.Os moradores voltaram na sexta-feira para a aldeia de Piyemi após passarem a noite no monte para escapar dos atacantes. Os extremistas destruíram parte da aldeia, incluindo uma igreja, e queimaram 10 veículos no ataque que durou três horas, disse John.O ISWAP, que nasceu em 2016, é uma divisão do Boko Haram e é reconhecido pelo grupo Estado Islâmico. Desde que começou a rebelião do grupo islâmico radical Boko Haram em 2009, no nordeste da Nigéria, o conflito deixa quase 36.000 mortos e dois milhões de deslocados. Veja Mais

Países bálticos anunciam envio de mísseis antitanque e antia...

em - Internacional Países bálticos anunciam envio de mísseis antitanque e antiaéreos à Ucrânia Veja Mais

Hong Kong confina milhares de pessoas de um bloco de apartamentos

em - Internacional As autoridades de Hong Kong vão confinar cerca de 3.000 pessoas em um bloco de apartamentos por cinco dias, informaram nesta sexta-feira (21), enquanto lutam para conter um surto da nova variante ômicron.A ordem de confinamento ocorre quando Hong Kong adere com mais força a estratégia "covid zero" da China.Pelo menos 20 casos positivos confirmados ou preliminares foram detectados em um bloco habitacional público no bairro de Kwai Chung, disse a chefe de Saúde, Sophia Chan."Está claro que há um surto e a situação é preocupante", disse Chan a repórteres.Um segurança, um faxineiro e vários moradores de andares não adjacentes foram infectados, acreditando-se que a fonte de contato seja um homem que visitou o prédio em 13 de janeiro."Esses focos de infecção estão se espalhando e têm um risco extremamente alto", acrescentou Chan.De acordo com Edwin Tsui, que dirige o Centro de Proteção da Saúde, o vírus pode ter sido espalhado por um faxineiro que teve que trabalhar andar por andar.Os quase 2.700 moradores terão que ficar em casa até 26 de janeiro e passar por testes diários.Como a China, Hong Kong reage ao menor indício do vírus com fechamento de fronteiras, rastreamento de contatos, fechamentos seletivos e longas quarentenas.Esta quarentena de cinco dias é a mais longa já ordenada na cidade. Anteriormente, os confinamentos em edifícios eram durante a noite e os moradores podiam sair com um teste negativo.Pessoas positivas são transferidas para salas de isolamento e contatos próximos para um campo de quarentena do governo.O Executivo de Hong Kong disse que fornecerá alimentos e suprimentos aos moradores afetados. Veja Mais

Mulheres afegãs que trabalham para ONGs são ameaçadas de morte se não usam burca

em - Internacional A polícia religiosa talibã ameaçou atirar em mulheres que trabalham para ONGs de uma província do noroeste do Afeganistão se não usarem burca, informaram funcionários das organizações nesta sexta-feira (21).Representantes do Ministério de Promoção da Virtude e Prevenção do Vício na província de Badghis se reuniram no domingo com organizações humanitárias, explicaram à AFP dois membros locais de ONGs internacionais."Nos disseram (...) que se nossa equipe feminina vier para o escritório sem burca, atirariam nelas", afirmou uma dessas fontes, pedindo anonimato como medida de segurança. Os talibãs também pediram que essas mulheres estejam acompanhadas por um homem, acrescentou.A segunda fonte humanitária confirmou essa informação. "Também disseram que iriam em cada escritório sem avisar para garantir que as regras sejam cumpridas", explicou. As organizações que trabalham na província receberam uma notificação por escrito, da qual a AFP obteve uma cópia. Não contém ameaças de morte, mas pede às mulheres que se cubram. A burca é um véu integral com uma faixa de tela à altura dos olhos, tradicionalmente usada nas áreas mais conservadoras do país e cujo uso era obrigatório sob o primeiro governo do Talibã (1996-2001). Veja Mais

Alemanha investiga responsabilidade de 42 eclesiásticos em abusos sexuais contra menores

em - Internacional O Ministério Público de Munique anunciou, nesta sexta-feira (21), que está investigando possíveis responsabilidades de 42 clérigos em casos de abusos sexuais contra menores na Alemanha, um dia depois da publicação de um relatório que acusa de inação altos cargos da Igreja, incluindo o papa emérito Bento XVI.O escritório de advocacia Westpfahl Spilker Wastl (WSW), autor do relatório encomendado pela Igreja Católica, "colocou à disposição" do MP em agosto de 2021 informações sobre supostas faltas de 41 responsáveis eclesiásticos, declarou à AFP uma porta-voz do MP, Anne Leiding. Em novembro foi apresentado outro caso. "Esses casos fazem parte do relatório e se referem exclusivamente a responsáveis eclesiásticos vivos e foram transferidos [ao MP] sob o estrito anonimato das pessoas em questão", disse. Se após analisar os casos, o MP considerou que entram no âmbito do direito penal e pedirá informações adicionais ao escritório de advocacia, informou.Os autores do relatório denunciaram na quinta-feira o encobrimento sistemático e "assustador" dos casos de abusos a menores entre 1945 e 2019 na arquidiocese de Munique e Freising, e culpam seus líderes da época, incluindo o atual papa emérito Bento XVI, de não ter feito nada em vários casos para evitar os abusos às crianças. Joseph Ratzinger foi acusado, antes de se tornar papa, de não ter tomado nenhuma medida para afastar quatro clérigos suspeitos de abusos sexuais contra menores nesta arquidiocese, que dirigiu entre 1977 e 1982.A partir dos arquivos e depoimentos disponíveis, os advogados identificaram um total de 497 vítimas entre 1945 e 2019, em sua maioria crianças e adolescentes, e 235 supostos agressores, principalmente padres.O relatório dos advogados de Munique "mostra clara e escandalosamente, mais uma vez, a magnitude dos abusos e violações do dever por parte dos dignatários da igreja", disse nesta sexta-feira Christiane Hoffmann, porta-voz do chanceler Olaf Scholz. Veja Mais

Fogos

em - Internacional Fogos de artifício iluminam o céu de Dubai em 23 de janeiro de 2022 Veja Mais

Ativista iraniana Narges Mohammadi condenada a 8 anos de prisão, diz seu marido

em - Internacional A ativista iraniana de direitos humanos Narges Mohammadi foi condenada por um tribunal a 8 anos de prisão e 70 chicotadas, anunciou seu marido neste domingo(23). Segundo tuítes do marido, Taghi Rahmani, que mora na França, a sentença foi pronunciada após uma audiência que durou cinco minutos. Narges Mohammadi foi presa em 16 de novembro. Até o momento, os detalhes das acusações e o veredicto são desconhecidos. Mohammadi, porta-voz do Centro para Defensores dos Direitos Humanos, fundado pela ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi, foi presa várias vezes nos últimos anos. Libertada em outubro de 2020 depois de passar cinco anos na prisão, ela foi condenada novamente em maio de 2021 a 80 chicotadas e trinta meses de prisão, por realizar "propaganda contra o sistema político iraniano" e por difamação e "rebelião" contra as autoridades. Ela foi acusada de publicar uma declaração contra a pena de morte e organizar uma manifestação durante sua detenção na prisão de Evin, em Teerã. Veja Mais

Talibãs e membros da sociedade civil afegã 'quebram o gelo' em Oslo

em - Internacional Na véspera das conversas com diplomatas ocidentais, os talibãs "quebraram o gelo" neste domingo(23) em Oslo ao se reunir com membros da sociedade civil afegã, com foco em direitos humanos. Liderados por seu ministro das Relações Exteriores, Amir Khan Mutaqqi, os talibãs dedicaram o primeiro dos três dias ao encontro com militantes feministas e jornalistas. Na delegação de 15 membros do Talibã, todos homens que chegaram na noite de sábado a bordo de um avião norueguês, está Anas Haqqani, um dos chefes da rede Haqqani, considerada pelos Estados Unidos um grupo terrorista. O encontro foi a portas fechadas no hotel Soria Moria, nos arredores de Oslo. Uma das ativistas feministas, Jamila Afghani, disse que a reunião foi um "quebra-gelo positivo". "Os talibãs mostraram boa vontade", disse ela em mensagem enviada à AFP. "Vamos ver se as palavras deles se traduzem em ação". Os participantes enfatizaram que "todos os afegãos devem trabalhar juntos para melhorar a política, a economia e a segurança do país", tuitou o porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, no que classificou como uma "declaração conjunta". Assim, os presentes na reunião reconheceram que "a compreensão e a cooperação conjunta são as únicas soluções para todos os problemas no Afeganistão", disse o porta-voz. Na segunda-feira, a delegação talibã se reunirá com autoridades dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e União Europeia. A terça-feira será dedicada a contatos bilaterais com as autoridades norueguesas.Nenhum país até agora reconheceu o governo talibã e o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Anniken Huitfeldt, enfatizou que as negociações "não constituem legitimação ou reconhecimento". "Mas temos que falar com as autoridades que de fato governam o país. Não podemos deixar que a situação política leve a um desastre humanitário ainda maior", disse. "A formação de um sistema político representativo, a resposta a crises humanitárias e econômicas, preocupações de segurança e antiterrorismo, e direitos humanos, em particular a educação de meninas e mulheres", estarão na mesa, disse o Departamento de Estado americano.O Talibã, que foi deposto em 2001, mas voltou ao poder em agosto, espera que as negociações ajudem a "mudar a atmosfera de guerra... para uma de paz", disse à AFP um porta-voz do governo islâmico Zabihullah Mujahid.Desde agosto, a ajuda internacional que financia cerca de 80% do orçamento afegão foi cortada repentinamente e os Estados Unidos congelaram US$ 9,5 bilhões em ativos do banco central afegão. O desemprego disparou e os funcionários públicos não são pagos há meses, em um país já assolado por uma seca severa. A fome agora ameaça 23 milhões de afegãos, 55% da população, segundo a ONU, que pediu aos países doadores US$ 4,4 bilhões este ano.- "Apartheid de gênero" -"Seria um erro infligir punição coletiva aos afegãos apenas porque as autoridades de fato não estão se comportando bem", reiterou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na sexta-feira. Mas a comunidade internacional está esperando para ver como os fundamentalistas islâmicos planejam governar o Afeganistão, já que violaram os direitos humanos durante sua primeira passagem pelo poder entre 1996 e 2001. Apesar das promessas, as mulheres são excluídas dos empregos no serviço público e a maioria das escolas secundárias para meninas permanecem fechadas. Nargis Nehan, ex-ministra afegã de Minas e Petróleo, agora refugiada na Noruega, recusou-se a participar das negociações, temendo que elas "normalizem o Talibã, o fortaleçam sem mudar nada". "Que garantia temos de que desta vez eles cumprirão suas promessas?", pergunta ela, indicando que as prisões de ativistas e jornalistas feministas continuaram em seu país nos últimos dias. O analista político Davood Moradian criticou a iniciativa de paz, que considera um "espetáculo" para o país anfitrião. "Receber um alto funcionário do Talibã lança uma sombra sobre a reputação da Noruega como um país que se preocupa com os direitos das mulheres, enquanto o Talibã instituiu de fato um apartheid de gênero", disse. Veja Mais

Combates entre curdos e terroristas já mataram 136 em 4 dias na Síria

em - Internacional Pelo quarto dia consecutivo, os combates entre extremistas islâmicos e as forças curdas apoiadas pela coalizão internacional continuam, neste domingo (23), na Síria, com o número de mortos ultrapassando 130.Desencadeados na noite de quinta-feira por um grande ataque do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) contra a prisão de Ghwayran (nordeste), onde estão presos muitos extremistas, os combates levaram à fuga de milhares de civis.O ataque foi lançado por cerca de 100 combatentes do EI para libertar seus companheiros da prisão localizada em Hassaké, região que faz parte do território controlado pelos curdos na Síria, país em guerra desde 2011. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), "84 jihadistas e 45 combatentes curdos morreram" em quatro dias, assim como "sete civis".Este ataque é o maior reivindicado pelo EI desde sua derrota na Síria em 2019 contra as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas por forças curdas e apoiadas pela coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos. "Combates ferozes começaram antes do amanhecer deste domingo. As forças curdas estão tentando recuperar o controle da prisão e neutralizar os jihadistas nas áreas circundantes" do centro de detenção que abriga cerca de 3.500 terroristas, informou o OSDH. As FDS são apoiadas pela força aérea da coalizão internacional.- "Milagre" -Os combates podiam ser ouvido nos arredores, segundo um correspondente da AFP.Membros das FDS foram mobilizados dentro e ao redor da prisão, caçando os extremistas e chamando por alto-falantes para que os civis deixassem a área.Os terroristas "entram nas casas e matam as pessoas", disse à AFP um civil que fugia a pé. "É um milagre termos saído vivos", afirmou, carregando uma criança em um cobertor de lã.Segundo as autoridades curdas, milhares de pessoas deixaram suas casas perto da prisão. As FDS encontraram cintos explosivos, armas e munições.Já os atacantes disseram que roubaram armas e libertaram "centenas" de jihadistas. Mais de 100 dos fugitivos foram recapturados pelas forças curdas, mas dezenas ainda estão foragidos, segundo o OSDH. Em um vídeo divulgado no sábado, o EI mostra cerca de 20 homens, alguns deles em uniforme militar, dizendo que são curdos capturados durante o ataque. Comentando o vídeo, as FDS disseram que os prisioneiros eram funcionários que trabalhavam na cozinha da prisão. De acordo com Nicholas Heras, do Newlines Institute em Washington, "as fugas das prisões representam a melhor oportunidade para o EI recuperar forças e a prisão de Ghwayran é um bom alvo porque está superlotada". Milhares de jihadistas estão detidos em centros de detenção nos vastos territórios do norte e nordeste da Síria sob o controle das autoridades curdas. Muitas prisões eram originalmente escolas e, portanto, são inadequadas para manter os presos por um longo período. Segundo as autoridades curdas, cerca de 12.000 jihadistas de mais de 50 nacionalidades - europeias e outras - estão detidos em suas prisões. Há anos que pedem, em vão, a sua repatriação.Apesar de sua derrota, o EI ainda consegue realizar ataques mortais usando células adormecidas. Desencadeada em março de 2011 pela repressão às manifestações pró-democracia, a guerra na Síria tornou-se mais complexa ao longo dos anos com o envolvimento de potências regionais e internacionais e a ascensão de jihadistas.O conflito matou cerca de 500.000 pessoas de acordo com o OSDH, devastou a infraestrutura do país e deslocou milhões de pessoas. Veja Mais

Coreia do Sul usa bens congelados para pagar dívidas do Irã na ONU

em - Internacional A Coreia do Sul utilizou 18 milhões de dólares em bens iranianos congelados para pagar as dívidas de Teerã na ONU, informou Seul neste domingo (23).O pagamento foi realizado na sexta-feira em cooperação com os Estados Unidos e a ONU, depois que o Irã fez uma "solicitação de emergência" à Coreia do Sul para pagar as dívidas, informou o ministério sul-coreano das Finanças.O Irã tem mais de US$ 7 bilhões em fundos de petróleo congelados em bancos sul-coreanos devido às sanções dos EUA. "O direito do Irã de votar na Assembleia Geral da ONU deve ser restaurado imediatamente mediante o pagamento", disse o ministério sul-coreano. O país islâmico era o terceiro maior parceiro comercial da Coreia do Sul antes de os Estados Unidos se retirarem unilateralmente de um acordo nuclear de 2015 entre Teerã e potências mundiais, reimpondo sanções. A ONU citou dívidas não pagas ao suspender o direito do Irã de votar na Assembleia Geral deste mês. De acordo com a carta da ONU, um país-membro perde o direito de voto quando suas dívidas são iguais ao que deveria ter pago nos dois anos anteriores. O Irã também perdeu o direito de votar no ano passado por dívidas não pagas. Na ocasião, disse que não poderia quitar nem mesmo o valor mínimo devido às sanções econômicas americanas.Após meses de negociação, o Irã recebeu uma exceção para acessar o dinheiro bloqueado pelos Estados Unidos e recuperou seu direito de voto em junho, a tempo da eleição dos novos membros do Conselho de Segurança. Veja Mais

Reino Unido acusa Rússia de querer colocar 'líder pró-russo' na Ucrânia

em - Internacional O Reino Unido afirmou neste sábado (22) ter informações confiáveis sobre manobras da Rússia para "colocar um líder pró-russo em Kiev", no momento em que crescem os temores de que Moscou inicie uma invasão da Ucrânia.De acordo com um comunicado da chancelaria britânica, os serviços de inteligência russos tiveram contatos com vários políticos ucranianos e "o ex-deputado Yevhen Murayev é considerado um líder em potencial" desta ex-república soviética, "embora não seja o único".A secretária de Relações Exteriores, Liz Truss, citada no comunicado, disse que o relatório revela "a magnitude da atividade russa destinada a desestabilizar a Ucrânia".Truss insta a Rússia a iniciar uma "redução da escalada" e "encerrar suas campanhas de agressão e desinformação, dando continuidade ao caminho da diplomacia".As acusações são publicadas um dia depois que os chefes da diplomacia russa, Sergey Lavrov, e dos Estados Unidos, Antony Blinken, se reuniram em Genebra para tentar reduzir as tensões na fronteira russo-ucraniana e concordaram em continuar suas conversas "francas" na próxima semana.Países ocidentais acusam a Rússia de enviar tanques, artilharia e cerca de 100.000 soldados para a fronteira ucraniana em preparação para um ataque.O Kremlin nega qualquer intenção bélica, mas condiciona a desescalada a tratados que garantam a não expansão da Otan, em particular para a Ucrânia, bem como a retirada da Aliança Atlântica do Leste Europeu, algo que os ocidentais consideram inaceitável.Na última terça-feira, a Casa Branca afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia ordenar um ataque "a qualquer momento" e alertou que o ocidente "não descarta nenhuma opção".No comunicado deste sábado, Truss afirmou que "qualquer incursão militar na Ucrânia seria um grande erro estratégico" e resultaria em "graves custos" para a Rússia.O chefe da Marinha alemã, Kay-Achim Schönbach, classificou o cenário de uma invasão russa da Ucrânia como "absurda", um comentário que provocaram sua renúncia do cargo neste mesmo sábado, após comunicado do Ministério da Defesa alemão.- Com nome e sobrenome -A lista de pessoas mencionadas por nome e sobrenome no comunicado britânico que teriam sido cogitadas pelos serviços russos também inclui o ex-primeiro-ministro Mykola Azarov, que fugiu para a Rússia junto com o então presidente Viktor Yanukovic em 2014, devido a uma revolta popular em Kiev.Os outros são o ex-chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Vladimir Sivkovich (sancionado esta semana pelos Estados Unidos, juntamente com outros três políticos ucranianos por sua suposta cooperação com os serviços de inteligência russos), o ex-vice-primeiro-ministro Serhiy Arbuzov e o ex-chefe do gabinete presidencial Andriy Kluyev.A acusação do Reino Unido também ocorre poucas horas depois que o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, aceitou um convite para se encontrar em Moscou com seu colega britânico, Ben Wallace, para discutir a crise na fronteira ucraniana.A reunião bilateral, que seria a primeira desde 2013, visa "explorar todos os caminhos para alcançar a estabilidade e resolver a crise ucraniana", informou uma fonte do Ministério da Defesa britânico neste sábado. Veja Mais

Limpeza

em - Internacional Vista aérea de equipes de limpeza trabalhando para remover óleo de uma praia anexada à cidade de veraneio de Ancon, norte de Lima, em 22 de janeiro de 2022 Veja Mais

Desinformação sobre vacinação afeta crianças em meio à variante ômicron

em - Internacional A pandemia de covid-19 custou muitas vidas adultas nos Estados Unidos ao longo de dois anos, mas não afetou muito as crianças. No entanto, a rápida disseminação da variante ômicron levou a recordes de infecções e hospitalizações pediátricas, e a disseminação de informações erradas sobre a vacinação aumenta este risco. As chances de jovens morrerem de covid-19 continuam baixas. As vacinas reduzem muito as chances de doenças graves, e as mães imunizadas podem passar a proteção para seus bebês. Apesar disso, versões equivocadas se espalharam de tal forma que há até quem afirme que as vacinas podem afetar a fertilidade das meninas. Para Wassim Ballan, do Phoenix Children's Hospital, o combate à desinformação se tornou parte de seu trabalho. Ele disse que os pais devem entender que as vacinas são "a ferramenta mais importante para a proteção" de seus filhos, especialmente para evitar a síndrome inflamatória multissistêmica em crianças, uma complicação rara e perigosa que pode seguir a uma infecção leve por covid-19. Apenas 27% das crianças de 5 a 11 anos receberam a primeira dose da vacina nos Estados Unidos. As hospitalizações de crianças durante a pandemia atingiram o pico de 914 por dia este mês, um aumento dramático em relação ao pico anterior de 342 em setembro de 2021.- Proteção desde o útero -Na primeira semana de janeiro de 2022, o Hospital Infantil do Texas, em Houston, registrou 12 casos de bebês internados em terapia intensiva com covid-19. Os bebês são muito jovens para receber uma vacina contra o coronavírus, mas Kathryn Gray, especialista materno-fetal do Brigham and Women's Hospital, disse que pesquisas crescentes mostram que a vacinação durante a gravidez leva à transferência de anticorpos com segurança para o bebê. "Não há sinais conclusivos até o momento" disse ela, ainda assim, a médica garante estar "muito confiante" de que a vacina é segura durante a gravidez para a mãe e o bebê. As agências de saúde de todo o mundo pensam da mesma forma, mas a falta inicial de dados continua a ser explorada em mensagens antivacinas nas redes sociais.Postagens no Facebook e no Twitter afirmaram que os natimortos aumentaram após o esforço para vacinar mulheres grávidas. Os epidemiologistas Carla DeSisto e Sascha Ellington, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, disseram que os dados de 1,2 milhão de nascimentos nos Estados Unidos não mostraram "nenhuma evidência de que a taxa de natimortos seja mais alta em geral durante a pandemia". Veja Mais

Talibã reivindica 'direito' de reprimir protestos 'ilegais'

em - Internacional O novo poder talibã afegão se considera no direito de reprimir dissidentes e prender manifestantes "ilegais", declarou seu principal porta-voz neste sábado (22), em um momento em que cresce a preocupação com o desaparecimento de duas mulheres ativistas.Em entrevista à AFP, o porta-voz, Zabihullah Mujahid, negou que as duas mulheres tenham sido detidas, mas disse que as autoridades "têm o direito de prender e deter aqueles que infringirem a lei"."Ninguém deve provocar distúrbios, porque isso perturba a lei e a ordem", alertou.De acordo com ativistas feministas afegãs, as duas mulheres - Taman Zaryabi Paryani e Parwana Ibrahimkhel - foram presas esta semana em suas casas em Cabul depois de participar de uma manifestação.A Missão das Nações Unidas no Afeganistão instou o governo a "fornecer informações" sobre o paradeiro de ambas, sem resultado até o momento.Desde que chegou ao poder em agosto, facilitado pela retirada apressada das tropas norte-americanas, o Talibã recorreu à repressão para tentar conter os protestos, multiplicando os espancamentos de jornalistas e a prisão de críticos.Nos últimos meses, houve algumas pequenas reuniões de mulheres, cujos direitos melhoraram durante os vinte anos em que o Talibã esteve fora do poder nesta nação muçulmana patriarcal.Nenhum desses protestos foi autorizado, o que levou Zabihullah Mujahid a afirmar que "em qualquer país essas pessoas teriam sido presas"."Não permitimos atividades ilegais", enfatizou o porta-voz do Emirado Islâmico do Afeganistão.- Funcionários "novatos" -O Talibã se absteve de adotar medidas em nível nacional que pudessem incomodar a comunidade internacional e bloquear o fluxo de fundos vindo do exterior para aqueles que precisam urgentemente de ajuda.Mas as autoridades provinciais emitiram diretrizes e decretos baseados em interpretações locais da lei e tradições islâmicas que restringiram os direitos das mulheres.As estudantes do ensino médio não puderam retornar às escolas nas províncias, onde muitas universidades fecharam, e as mulheres foram impedidas de trabalhar na administração pública.As mulheres que fazem viagens longas também devem ser acompanhadas por um parente do sexo masculino, e placas nas ruas ordenam que usem a burca, um véu que cobre todo o rosto com uma rede de pano sobre os olhos.Na província de Bagdis (noroeste), a polícia religiosa ameaçou atirar em mulheres que trabalham para ONGs se elas não usarem burca, informaram funcionários da entidade na sexta-feira.Mujahid, que também ocupa o cargo de vice-ministro da Cultura e Informação, minimizou essas ameaças e intimidações, alegando que essas forças regionais eram compostas de "novatos (...) e não muito profissionais"."Eles não têm treinamento", justificou.- Negociações na Noruega -Mujahid insiste que o novo regime apoia os direitos das mulheres, mas estes são interpretados à luz da lei islâmica."Mesmo sem essas exigências [da comunidade internacional], vemos a necessidade das mulheres trabalharem e receberem educação", disse, sem adiantar uma data precisa para a reabertura dos centros educacionais.Isso vai acontecer "no ano que vem", mas "não podemos marcar uma data", devido a problemas econômicos e à inexperiência das novas autoridades, explicou.Uma delegação do governo talibã, chefiada pelo chanceler do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, viajou neste sábado à Noruega para se reunir entre segunda e quarta-feira com autoridades dos Estados Unidos, da União Europeia e de outras nações das quais espera apoio financeiro, bem como com representantes da sociedade civil afegã com a presença de mulheres.Esta será a primeira visita do Talibã a um país ocidental desde que chegaram ao poder.Desde então, a situação humanitária deteriorou-se visivelmente.A ajuda internacional, que representava 80% do orçamento afegão, cessou e os Estados Unidos congelaram 9,5 bilhões de dólares que o Banco Central afegão tem no exterior.A fome ameaça atualmente 23 milhões de afegãos, 55% da população, segundo a ONU, que pede 5 bilhões de dólares este ano para conter a crise."O Emirado Islâmico tomou medidas para atender às demandas do mundo ocidental e esperamos fortalecer as relações diplomáticas com todos os países", concluiu Mujahid. Veja Mais

O último navio negreiro dos EUA e uma 'cidade de revoltas' expõem o racismo em Sundance

em - Internacional Do último navio negreiro conhecido ao treinamento das forças de ordem para reprimir manifestações pelos direitos civis nos anos 1960: a história repleta de racismo dos Estados Unidos é colocada sob os holofotes em Sundance esta semana. "Descendant" e "Riotsville, USA" são dois dos vários documentários e filmes sobre justiça racial exibidos neste festival de cinema independente, que será realizado em formato online pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia. Em "Descendant", que estreia neste sábado, Margaret Brown retorna à sua cidade natal no Alabama, onde o navio "Clotilda" desembarcou com 110 escravos em 1860, décadas após a proibição do comércio transatlântico. Muitos descendentes desses escravos ainda vivem na mesma comunidade e as histórias sobre seus ancestrais foram passadas de geração em geração. Enquanto isso, a família dos proprietários do navio continua a possuir muitas terras na área.Mas os restos do navio - deliberadamente afundado por seu dono para fugir da justiça - só foram encontrados em 2018. E localizar destroços de navios negreiros é extremamente incomum."Eu sabia que se o barco fosse encontrado seria uma prova. É uma forma das pessoas seguirem os rastros de seus ancestrais de uma forma que nunca aconteceu nesse país", disse à AFP Brown, que começou as filmagens há seis anos.Os descendentes, cujos ancestrais escaparam da escravidão cinco anos depois com o fim da Guerra Civil, ainda vivem em áreas marginalizadas, cercadas por zonas industriais que emitem poluentes ligados ao câncer.Segundo a produção, algumas dessas fábricas chegaram a ser construídas em terrenos da família Meaher, à qual também pertencia "Clotilda".Apesar de cooperar com Brown em um documentário anterior, ninguém da família Meaher quis falar com ele para "Descendant"."As pessoas estavam com medo", disse Brown."Esta história é uma maneira de focar a conversa na compensação", acrescentou."Compensação pode ser vista como uma palavra de armadilha. Mas não há nada de armadilha na justiça. Espero que o filme possa abrir conversas sobre justiça."- "Sombrio" -Um dia antes, "Riotsville, USA" estreou em Sundance, no qual Sierra Pettengill desenterra imagens de cidades-modelo falsas usadas pela polícia e militares na década de 1960 para reprimir protestos pelos direitos civis.Imagens de arquivo perturbadoras mostram -entre outras coisas- arquibancadas cheias de líderes militares rindo e aplaudindo enquanto um homem negro é conduzido a um novo veículo de controle de distúrbios -de última tecnologia para a época- diante de fachadas falsas com o nome "Riotsville", a cidade das revoltas."A CIA está ali, agentes do serviço secreto estão ali, chefes de polícia, membros dos mais altos escalões das forças armadas, políticos, senadores", disse Pettengill à AFP."E ver aquele grupo de pessoas rindo de algo tão sombrio quanto isso - e apenas o fato de ter sido recriado - acho que é muito revelador sobre as atitudes da época", assegurou.As ruas de "Riotsville", mostradas em arquivos de treinamento militar e gravações da mídia, foram criadas em resposta aos protestos e tumultos ocorridos em dezenas de grandes cidades americanas no final da década de 1960. Sem visar explicitamente as minorias raciais, os exercícios distinguiam entre "manifestantes brancos e o que eles chamaram de 'agitadores profissionais extremos', que obviamente eram todos negros", disse Pettengill.A organizadora do Sundance, Tabitha Jackson, afirmou à AFP que a injustiça racial é um dos vários temas de "responsabilização" que foram abordados pelos cineastas na edição deste ano."Estas são as questões do momento, especialmente neste país", disse Brown, destacando a batalha em curso pelos direitos de voto nos Estados Unidos, onde os democratas denunciam um ataque de estados conservadores para dificultar o voto das minorias raciais.Ver as origens de sistemas como a militarização da polícia "é empoderador para perceber que podemos desmantelá-los", acrescentou."Nós não vivemos na inevitabilidade. Mas no geral, isso diz muito sobre a forma como vivemos agora e não há um número para ligar para resolver o problema. Depende de nós", concluiu. Veja Mais

Isabel Allende: "os capangas da política têm que ir para casa"

em - Internacional A escritora chilena Isabel Allende lança neste mês seu novo romance "Violeta", a história de uma mulher independente que nasce durante uma pandemia e morre em outra. Ao longo do caminho, a protagonista testemunha as inúmeras transformações sofridas por um país sul-americano muito parecido com o Chile. Allende é autora de cerca de 30 livros que venderam cerca de 70 milhões de exemplares, traduzidos para mais de 40 idiomas. A escritora - filha de um diplomata chileno e nascida em Lima em 1942 - concedeu uma entrevista por videochamada de sua residência perto de San Francisco (Califórnia), no oeste dos Estados Unidos. Durante a conversa, ela falou sobre mulheres fortes, desigualdade nos países latino-americanos, a recente vitória do esquerdista Gabriel Boric no Chile e seu trabalho como escritora.Pergunta: Como nasceu este romance? Resposta: Tive a ideia depois que minha mãe morreu. Ela morreu pouco antes da pandemia [covid-19] e nasceu quando a gripe espanhola chegou ao Chile, em 1920. Ela viveu 98 anos, mas imaginei que, se tivesse vivido um pouco mais, teria nascido em um pandemia e morrido em outra. "Violeta" se passa no tempo que minha mãe viveu, um período do século 20 com guerras, depressões, ditaduras na América Latina, revoluções. Criei uma protagonista que se parece muito com minha mãe, mas que não é ela e tem uma vida muito mais interessante. P: O que sua mãe tinha da Violeta? R: Minha mãe era linda, inteligente, talentosa, independente e forte. No entanto, ela nunca conseguiu se sustentar, e isso foi decisivo em sua vida. A diferença entre Violeta e minha mãe é que Violeta consegue se sustentar, e isso lhe dá uma grande liberdade. Minha mãe dependeu de dois maridos e depois de mim. Ele também tinha, como Violeta, uma visão financeira. Ele poderia ter ganhado dinheiro se tivesse algo para investir, mas ninguém lhe deu atenção.P: Violeta e sua família saem da capital para se estabelecer no sul do país, onde vivem com pessoas mais humildes do que eles. Foi importante mostrar essa diferença entre as classes? R: Sim, porque quem já viveu em um país latino-americano sabe que existe um sistema de castas, que em algumas partes é muito impermeável. E o Chile é um país com muitos preconceitos de classe, mais do que outros países, talvez porque teve pouca imigração no início. Então, Violeta, se ela tivesse permanecido em sua classe social, levando a vida que lhe correspondia, nunca teria uma visão mais ampla do país e da vida.- "Que país queremos" -P: O que você acha da vitória de Gabriel Boric? R: Estou feliz com a vitória dele, por vários motivos. A primeira é porque é uma geração jovem que assume o poder. No Chile, os velhos capangas da política e do mundo financeiro têm que ir para casa ou para um asilo. A segunda é que não é só esse jovem que ganha a presidência e nomeia um gabinete com 14 mulheres e 10 homens, mas que o governo vai ter que aplicar uma nova Constituição. E esta nova Constituição é uma oportunidade para nos perguntarmos que país queremos. P: Você mora no exterior há muitos anos. Como você se sente quando volta? R: Na primeira semana fico feliz, e depois percebo que sou estrangeira lá também. Eu sou um estrangeiro em todos os lugares. Esse é o meu destino. Nos Estados Unidos, falo inglês com sotaque. Quem me vê na rua sabe que sou latina e imigrante. E no Chile, morei 40 anos no exterior, e o país mudou muito. Tenho na cabeça e no coração um país que já não existe. Veja Mais

Coalizão saudita nega responsabilidade em ataque no Iêmen

em - Internacional A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita no Iêmen negou, neste sábado (22), a responsabilidade por um ataque aéreo que no dia anterior deixou pelo menos 70 mortos e cerca de 100 feridos em uma prisão controlada pelos rebeldes houthis, um ataque condenado pela ONU. Desde 2015, a Arábia Saudita lidera uma coalizão que apoia as forças pró-governo iemenitas contra os rebeldes houthis próximos ao Irã.Os rebeldes, que controlam grande parte do norte do país, culparam a coalizão pelo bombardeio.Em mais de sete anos de guerra, todas as partes do conflito foram acusadas de "crimes de guerra" por especialistas da ONU. Implicada em vários incidentes, a coalizão militar reconhece "erros", mas acusa os rebeldes de usar civis como escudos humanos. A ONU vem tentando há vários anos acabar com esse conflito devastador que, segundo ela, matou 377.000 pessoas e levou uma população de 30 milhões à beira da fome.O ataque a uma prisão em Saada, um reduto houthi no norte, matou pelo menos 70 pessoas e feriu 138, segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).Esta avaliação diz respeito apenas a um hospital da Saada, enquanto "dois outros estabelecimentos também receberam muitos feridos". "As buscas continuam nos escombros", acrescentou MSF. Oito ONGs, incluindo Action Against Hunger, Oxfam e Save the Children, disseram em um comunicado conjunto que os mortos incluem migrantes, denunciando uma "indiferença flagrante" pela vida dos civis.A coalizão, da qual os Emirados Árabes Unidos fazem parte, negou ter alvejado o centro de detenção de Saada, denunciando "desinformação" dos houthis.Em um comunicado, citado pela agência de notícias oficial saudita SPA, a aliança militar anti-rebelde disse que examinou as alegações, antes de concluir que eram "falsas". Os rebeldes transmitiram um vídeo mostrando imagens apresentadas como consequências do ataque em Saada: prédios destruídos, equipes de resgate retirando corpos e cadáveres mutilados. Os Estados Unidos pediram uma "desescalada", enquanto o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou "os ataques da coalizão liderada pela Arábia Saudita" e pediu "investigações eficazes". O Irã também condenou os ataques e alertou que os bombardeios tornariam o processo de paz "mais difícil" no Iêmen devastado pela guerra.- Internet cortada -Na quinta-feira, a coalizão confirmou, por outro lado, ter visado a cidade portuária de Hodeida nas mãos dos houthis, por onde transita a maior parte da ajuda internacional destinada ao país.Pelo menos três crianças foram mortas enquanto "aparentemente estavam brincando em um campo de futebol próximo quando os mísseis caíram", segundo a ONG Save the Children. A coalizão disse que visou Hodeida como um "centro de pirataria e crime organizado". Após o ataque, a internet foi cortada no país.Na Arábia Saudita, as forças de defesa antiaérea interceptaram e destruíram na noite de sexta-feira um míssil disparado de Saada em direção à região de Khamis Mushait (sul), que abriga uma grande base aérea, segundo a coalizão. Os ataques da coalizão se intensificaram nos últimos dias no Iêmen, depois que os houthis assumiram a responsabilidade pelos ataques que deixaram três pessoas mortas em Abu Dhabi, capital dos Emirados. O país do Golfo havia avisado que retaliaria.Em 3 de janeiro, os houthis sequestraram um navio com bandeira dos Emirados no Mar Vermelho, aumentando ainda mais as tensões à medida que a coalizão ganha terreno nas províncias disputadas.A coalizão alertou que bombardearia os portos de Hodeida.Após a captura da capital Sanaa em 2014, os rebeldes conseguiram conquistar grandes áreas do território iemenita, principalmente no norte. Veja Mais

Mais de 70 mortos em três dias de combates entre as forças curdas e o EI na Síria

em - Internacional Os combates continuavam, neste sábado (22), pelo terceiro dia consecutivo, entre o grupo Estado Islâmico (EI) e as forças curdas no nordeste da Síria, após um grande ataque jihadista que deixou mais de 70 mortos. "Pelo menos 28 membros das forças de segurança curdas, cinco civis e 45 combatentes do Estado Islâmico foram mortos" desde o início do ataque à prisão de Ghwayran, uma das maiores abrigando extremistas na Síria, informou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).O EI lançou um ataque durante a noite de quinta para sexta-feira contra esta prisão, localizada na cidade de Hassake, que abriga cerca de 3.500 supostos membros do EI, incluindo líderes do grupo, disse o OSDH.De acordo com a ONG, que tem uma vasta rede de fontes na Síria, os jihadistas "apreenderam armas que encontraram" no arsenal do centro de detenção. O OSDH também declarou que a prisão foi cercada por forças curdas com o apoio da força aérea da coalizão internacional e que centenas de prisioneiros do EI foram presos. Dezenas de detidos conseguiram escapar após este ataque, o maior desde a derrota do EI em 2019 na Síria, segundo a ONG.As Forças Democráticas Sírias (SDF), dominadas por combatentes curdos, disseram em comunicado neste sábado que "continuam as operações para manter a segurança na cidade de Hassake e no perímetro da prisão de Ghwayran", com a ajuda da coalizão internacional e das forças de segurança curdas.De acordo com as FDS, os confrontos se concentram agora em bairros ao norte de Ghwayran, onde as incursões "mataram vários combatentes do EI que atacaram a prisão".Na sexta-feira, em comunicado divulgado pela "sua agência de notícias" Amaq, o grupo jihadista reivindicou a autoria do ataque à prisão, indicando que o objetivo desta operação era "libertar os presos".- "Bonne cible" -"O Estado Islâmico quer ir além de seu status de rede terrorista e criminosa e, para isso, precisa de mais combatentes", disse à AFP Nicholas Heras, do Instituto Newlines, em Washington. "As fugas de prisões representam a melhor oportunidade para o EI recuperar sua força, e a prisão de Ghwayran é um bom alvo, pois está superlotada", acrescentou.Muitas prisões nas áreas sírias controladas pelos curdos, onde grande parte do antigo "exército" do EI está detido, eram originalmente escolas e, portanto, inadequadas para manter detidos por longos períodos de tempo. De acordo com as autoridades curdas, que controlam grandes áreas do norte da Síria, cerca de 12.000 jihadistas de mais de 50 nacionalidades estão detidos em prisões sob seu controle. Abdelkarim Omar, alto funcionário de política externa da administração semi-autônoma curda, disse que o ataque do EI à prisão de Ghwayran se deveu "ao fracasso da comunidade internacional em assumir suas responsabilidades".Na linha de frente da luta contra o EI, as FDS, apoiadas pela coalizão internacional, derrotaram o grupo jihadista na Síria em 2019, expulsando-o de seu último reduto de Baghuz, na província de Deir Ezzor (leste).Apesar da derrota, o EI está realizando ataques mortais, principalmente no vasto deserto sírio, que se estende da província central de Homs até a de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque. Desencadeada em março de 2011 pela repressão aos protestos pró-democracia, a guerra na Síria tornou-se mais complexa ao longo dos anos com o envolvimento de potências regionais e internacionais e a ascensão de jihadistas.O conflito matou cerca de 500.000 pessoas, devastou a infraestrutura do país e deslocou milhões de pessoas desde o início. Veja Mais

Rio de Janeiro adia desfile das escolas de samba para abril

em - Internacional Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo, que deveriam acontecer no fim de fevereiro, foram adiados para abril, devido à nova onda de infecções por covid-19 no país, informaram autoridades nesta sexta-feira (21).Em nota conjunta, as prefeituras do Rio e de São Paulo anunciaram que, "sob a orientação de seus secretários de Saúde, optaram por adiar a realização dos desfiles das Escolas de Samba para o fim de semana do feriado de Tiradentes", em abril, "em respeito ao atual quadro da pandemia de covid-19 no Brasil e a necessidade de, neste momento, preservar vidas".A decisão de adiar os famosos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, que atraem turistas de todo o Brasil e do mundo, e de São Paulo foi anunciada após uma reunião virtual entre os prefeitos, seus secretários de Saúde e os representantes das escolas de samba dos dois estados.Em meio a um avanço da variante ômicron e após os feriados de fim de ano, o Brasil bateu seu recorde diário de infecções nesta semana, com 204.854 casos registrados em um único dia, e já tem mais de 622 mil mortes pelo coronavírus."É um adiamento necessário e a gente vai ter muito mais segurança ao realizar o carnaval no final do mês de abril", declarou o secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz. "Acompanhando a curva [de infecções] de todos os outros países, é muito difícil que a variante ômicron avance até lá" no Brasil, completou.A nova data prevista para os desfiles das escolas de samba é o feriado prolongado de Tiradentes, que começa em 21 de abril. O desfile dos blocos de rua em ambas as cidades foi cancelado no começo do mês.- Sem preocupação -"A gente respeita a ciência. Vamos tomar as medidas adequadas respeitando uma festa que é a maior manifestação popular e cultural do Brasil. E é impactante, importante para a economia do Rio de Janeiro", declarou o prefeito Eduardo Paes após a reunião.As ligas das escolas de samba do Rio e de São Paulo apoiaram a decisão das autoridades. "É uma atitude acertada, tem todo o apoio da Liga e das escolas e esperamos que dia 21 de abril poderemos fazer um desfile de alegria, de calor humano. Não queremos forçar um desfile enquanto houver preocupação", declarou Sidnei Carriuolo Antonio, presidente da Liga de São Paulo.As escolas de samba, que contam com até 4.000 integrantes cada, passam meses preparando seus desfiles coloridos, com carros alegóricos sofisticados, milhares de figurinos feitos à mão e um exército de dançarinos e músicos que ensaiam por meses para se exibir perante os júris do Sambódromo."Tão importante quanto a festa na Marquês de Sapucaí é o respeito à vida e à saúde do público e dos componentes das agremiações", ressaltou em nota a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).Aqueles que compraram ingressos para o sambódromo poderão usá-los nas novas datas. A Liesa abrirá uma linha telefônica para tirar dúvidas sobre o assunto.As medidas sanitárias que serão exigidas para entrar no local ainda não foram divulgadas, mas por se tratar de um ambiente mais controlado, como estádios de futebol, as autoridades poderiam solicitar comprovante de vacinação ou outros protocolos.O Brasil vacinou quase 70% de seus 213 milhões de habitantes com duas doses anticovid. Veja Mais

Fechamento dos grãos de soja em Chicago

em - Internacional (Em Fechamento hoje / Fechamento anterior: MAR 22 14,1425 / 14,2575 MAI 22 14,23 / 14,3450 JUL 22 14,2725 / 14,3875 AGO 22 14,0025 / 14,11 SET 22 13,44 / 13,5150 Veja Mais

Rio de Janeiro adia desfiles das escolas de samba para abril...

em - Internacional Rio de Janeiro adia desfiles das escolas de samba para abril por causa da pandemia (oficial) Veja Mais

ONU condena ataques aéreos de coalizão árabe contra prisão no Iêmen

em - Internacional O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou nesta sexta-feira (21) o ataque aéreo da coalizão liderada por Arábia Saudita no Iêmen, que deixou ao menos 70 mortos em uma prisão e afetou as telecomunicações.Guterres "lembra a todas as partes que os ataques contra civis e infraestrutura civil estão proibidos pelo direito internacional humanitário", assinalou a ONU em uma declaração.O tom forte e incomum do titular da ONU sobre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos contrasta com sua declaração de terça-feira, quando havia se limitado a "deplorar" os ataques aéreos mortíferos anteriores da coalizão, desatados em represália aos ataques dos rebeldes houthis contra os Emirados, que deixaram três mortos e seis feridos entre os civis.Em uma coletiva de imprensa anterior ao comunicado, Guterres considerou que os houthis, apoiados pelo Irã, tinham cometido "um grave erro" ao se recusarem a receber seu emissário para o Iêmen, o diplomata sueco Hans Grundberg.Algumas horas antes, na noite de quinta-feira, a coalizão árabe, que intervém desde 2015 no país devastado pela guerra, reivindicou um bombardeio na cidade de Hodeida (oeste), que, segundo uma ONG, causou a morte de três crianças.A Arábia Saudita lidera a coalizão militar de países muçulmanos, entre os quais estão os Emirados Árabes Unidos, que apoia as forças governamentais iemenitas contra os rebeldes houthis.No meio da noite, um ataque aéreo atingiu uma prisão em Saada, bastião dos houthis no norte do Iêmen.Ao menos 70 pessoas morreram e 138 ficaram feridas, segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), que denunciou o "horrível" ataque.Um porta-voz da MSF disse que "as buscas entre os escombros da prisão ainda estão sendo feitas".Não estava claro, de imediato, quem e quantos eram os prisioneiros de Saada. No entanto, oito ONGs, entre elas Ação contra a Fome, Oxfam e Save the Children, informaram em um comunicado conjunto que entre os mortos havia migrantes e denunciaram a "flagrante indiferença" com a vida dos civis. Veja Mais

Congresso de Honduras inicia legislatura entre golpes, gritos e rebelião contra Castro

em - Internacional O Congresso hondurenho inaugurou nesta sexta-feira (21) seus trabalhos legislativos 2022-2026 com a eleição de um diretório provisório em meio a golpes, gritos e empurrões desencadeados pela rebelião de um grupo de deputados do partido da presidente eleita, Xiomara Castro.A briga começou depois que o ministro do Interior, Leonel Ayala, abriu a sessão e 20 deputados do partido Partido Liberdade e Refundação (Libre, esquerda) indicaram Jorge Cálix como presidente provisório, violando um pacto com o partido aliado.Ayala chamou Cálix, um dos dissidentes, até o conselho de administração e o empossou. Em meio a gritos de "traidores" e "Xiomara", sete deputados leais a Castro subiram para atacar Cálix e o obrigaram a fugir.O deputado do Libre Rasel Tomé denunciou que Ayala, que pertence ao governista Partido Nacional (PN, direita), "deu a palavra ilegalmente" ao grupo de dissidentes que "traiu o mandato que o povo deu a Xiomara Castro" nas últimas eleições.Ayala disse a uma emissora de televisão local que a eleição de Cálix "foi acompanhada de 83 assinaturas". Para a eleição da liderança do Congresso, são necessárias 65 cadeiras.Com Calix na presidência do Congresso, o Partido Nacional, derrotado nas urnas, "consegue manobrar e ganhar o controle do Congresso Nacional", disse à AFP o analista e professor da Universidade Nacional Eugenio Sosa.A crise dentro do Libre eclodiu na noite de quinta-feira, quando Castro - que venceu o candidato do PN, Nasry Asfura, nas eleições de 28 de novembro - convocou os 50 deputados de seu partido a apoiarem o deputado Luis Redondo como presidente do Legislativo, mas 20 não compareceram à reunião.A presidente eleita venceu com uma aliança entre o Libre, coordenado por Manuel Zelaya -seu marido e ex-presidente deposto em 2009- e o Partido Salvador de Honduras (PSH), do ex-candidato Salvador Nasralla. Um dos compromissos assumidos pela aliança foi nomear Nasralla vice-presidente e ceder a presidência do Congresso a ele. Nasralla indicou Redondo para essa posição. Castro acusou os dissidentes de "trair o acordo constitucional" e "fazer alianças com os representantes do crime organizado, corrupção e narcotráfico" do PN, destacou. "Convém expulsar aqueles que traíram (...) o projeto de refundação do nosso país" prometido por Castro, Zelaya publicou em um tuíte, no qual convocou uma reunião virtual para concluir a medida.O Congresso é composto por 128 deputados: 50 do Libre, 10 do PSH, 44 do PN, 22 do Partido Liberal (PL, direita) e dois de dois partidos minoritários. Os 20 deputados que se rebelaram violaram o acordo do Libre com Nasralla, ignorando Redondo e propondo Jorge Cálix. Ao lado de outros altos funcionários, como o presidente do Congresso, Castro tomará posse no dia 27 de janeiro em cerimônia no Estádio Nacional de Tegucigalpa, que contará com a presença de autoridades de vários países, incluindo a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris. O Congresso deve tomar posse em 25 de janeiro com uma mesa definitiva indicada dois dias antes. Veja Mais

Rússia e EUA farão novas reuniões sobre Ucrânia na próxima semana

em - Internacional A Rússia e os Estados Unidos voltarão a se reunir "na próxima semana" depois de manter conversas "francas" nesta sexta-feira (21), sobre a crise em torno da Ucrânia, em cuja fronteira as forças militares russas ainda estão concentradas. A reunião de hoje em Genebra entre os chefes da diplomacia russa, Sergei Lavrov, e americana, Antony Blinken, é a mais recente de uma série de iniciativas diplomáticas que começaram com duas conversas telefônicas entre Vladimir Putin e Joe Biden em dezembro. Embora o tom tenha sido "franco e substancial", de acordo com Blinken, pouco serviu para acalmar as tensões após semanas de escalada verbal.Por sua vez, Lavrov disse que estabeleceu com o secretário de Estado dos EUA "um diálogo razoável" para "acalmar as emoções" após menos de duas horas de reunião.Após o encontro, o Ministério de Relações Exteriores da Rússia advertiu em um comunicado que, se os ocidentais continuarem "ignorando as preocupações legítimas da Rússia" em relação à ampliação da Otan na Ucrânia e em sua fronteira ocidental, haverá "graves consequências"."Isso pode ser evitado se Washington reagir positivamente a nossos projetos de acordo sobre garantias de segurança", disse o MRE russo.O chefe da diplomacia dos EUA pediu à Rússia que mostre que não tem intenção de invadir seu vizinho e "uma boa maneira de começar seria diminuir a escalada, retirar essas forças da fronteira com a Ucrânia", disse Blinken. O Kremlin nega qualquer intenção bélica, mas condiciona a desescalada à assinatura de tratados que garantam a não expansão da Otan e a retirada da Aliança do Leste Europeu. Algo inaceitável, segundo o Ocidente, que ameaça a Rússia com duras sanções se atacar a Ucrânia. Blinken concordou em colocar "ideias" na mesa na próxima semana, mas não disse se elas atenderiam às exigências detalhadas dos russos. No entanto, o americano alertou que haveria uma resposta mesmo em caso de agressão "não militar" da Rússia contra a Ucrânia. - Retorno à Otan de 1997 -"Não sei se estamos no caminho certo", disse Lavrov, enquanto seu colega garantia: "agora estamos no caminho certo para entender as preocupações e posições um do outro." Os dois chefes diplomáticos concordaram em se encontrar novamente, e Blinken não descartou uma cúpula entre Joe Biden e Vladimir Putin. Uma ideia que Lavrov considerou prematura."Bom saber que os contatos diplomáticos com a Rússia permanecem ativos", disse o ministro ucraniano de Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, após a reunião.Como sinal da complexidade da situação, a diplomacia russa escolheu esta sexta-feira, dia das negociações, para insistir na retirada das tropas estrangeiras dos países da Otan que aderiram à Aliança após 1997. Moscou mencionou especificamente a Bulgária e a Romênia, embora a lista inclua 14 países do antigo bloco comunista. A Romênia considerou essa exigência inaceitável, e a própria Otan a rejeitou, alegando que essa medida "criaria membros da Otan de primeira e de segunda classe", segundo a porta-voz da Aliança, Oana Lungescu.O serviço de inteligência militar da Ucrânia acusou Moscou de continuar a "fortalecer as capacidades de combate" dos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com tanques, sistemas de artilharia e munição. A Rússia é considerada, apesar de suas negações, a principal apoiadora desses combatentes e instigadora do conflito que deixou mais de 13.000 mortos desde 2014, o mesmo ano em que anexou a Crimeia em resposta a uma revolução pró-ocidental em Kiev.O presidente da Câmara Baixa russa, Vyacheslav Volodin, anunciou que o Parlamento vai debater na próxima semana um pedido para que Putin reconheça a independência dos dois territórios separatistas de Donetsk e Lugansk. A reunião de Genebra conclui uma viagem pela Europa de Antony Blinken para se encontrar com seus aliados ucranianos, alemães, franceses e britânicos. Europeus e americanos insistiram que Moscou enfrentará duras sanções se atacar a Ucrânia. Uma ameaça que o Kremlin ignorou por oito anos e que não o fez mudar sua política. Para Moscou, o principal objetivo é fazer a Otan recuar, já que a aliança é percebida como uma ameaça. Para os americanos, uma retirada da Europa não é uma opção, embora o governo Biden diga que está disposto a discutir os temores russos por sua segurança. Uma possibilidade seria trabalhar no extinto tratado de desarmamento nuclear assinado durante a Guerra Fria, que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, enterrou. Enquanto isso, Moscou continua a demonstrar seu poderio militar. Os exemplos mais recentes são exercícios militares em Belarus, ao norte da Ucrânia, e exercícios navais em grande escala em janeiro e fevereiro no Atlântico, Ártico, Pacífico e Mediterrâneo.Por outro lado, as ex-repúblicas soviéticas do Báltico - Estônia, Letônia e Lituânia - anunciaram que enviarão mísseis antitanque e antiaéreos, de fabricação americana, para ajudar a Ucrânia a se defender de "uma possível agressão russa". Veja Mais

Polícia encontra bomba pronta para ser ativada em sede política de ex-Farc em Bogotá

em - Internacional A polícia encontrou nesta sexta-feira (21) uma bomba pronta para ser ativada em uma das sedes em Bogotá do partido de esquerda Comunes, formado por ex-guerrilheiros das Farc que firmaram a paz, onde realizam atividades pré-eleitorais.O general Eliécer Camacho, comandante da polícia da capital, informou que no local foi descoberta uma "garrafa com aproximadamente um quilo e meio de anfo", um poderoso explosivo.Os policiais também encontraram um celular com o qual a bomba provavelmente seria ativada. Esse artefato poderia "informar que poderia ser ativado remotamente", declarou o oficial em um áudio para a mídia.No local, conhecido como Casa Alternativa, funciona um restaurante e é ponto de encontro de ex-combatentes que preparam a campanha para as eleições legislativas de março."Lá faríamos um encontro com a Juventude do Partido @ComunesCoL e amanhã seria o lançamento da campanha do nosso Partido. Chega de ataques à Paz!", escreveu no Twitter o deputado Sergio Marín, desmobilizado das Farc.A polícia e a promotoria isolaram o local e estão investigando os detalhes do ataque frustrado."A partir de agora, dizemos a quem quer usar a violência para impedir nossa participação política que não seremos intimidados", o senador Julián Gallo, do movimento político que surgiu do acordo de paz assinado entre o governo e a então guerrilha em 2016, alertou no Twitter.Twitter Veja Mais

Alemanha e Reino Unido advertem Rússia contra ataque à Ucrânia

em - Internacional O chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, lançaram uma dura advertência à Rússia, na quinta-feira (20), contra uma possível agressão militar à Ucrânia.Em uma conversa por telefone ontem à noite, os dois líderes concordaram em que "é preciso evitar uma agressão militar da Rússia contra a Ucrânia (...)", mas que, se isso acontecer, "a Rússia deve saber que sofrerá custos consideráveis e graves", informou a Chancelaria alemã, em um comunicado.Um porta-voz de Johnson disse, por sua vez, que ambos "compartilharam sua profunda preocupação com as ações desestabilizadoras da Rússia na Ucrânia e declararam que qualquer invasão será um grave erro estratégico"."O primeiro-ministro ressaltou a importância de os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) trabalharem juntos para conseguirem uma resposta coordenada", acrescentou o porta-voz.Reforçando as declarações da véspera, a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss, afirmou nesta sexta-feira (21), que a Rússia entrará em um "terrível atoleiro", se decidir invadir a Ucrânia, evocando a possibilidade de um conflito prolongado e sangrento que acabaria afundando Moscou.Em discurso feito na Austrália, Truss pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que evite "um erro estratégico colossal". Segundo ela, o presidente "não aprendeu as lições da história". "A invasão levará apenas a um terrível atoleiro e à perda de vidas, como vimos na guerra soviética no Afeganistão e no conflito na Chechênia", insistiu a chanceler britânica.Liz Truss pediu, ainda, que os países aliados "deem um passo à frente" diante dessa escalada, a qual vinculou ao fortalecimento de regimes autoritários que buscam "exportar ditaduras".A ministra frisou que, se houver uma invasão, as consequências podem ser severas, com duras sanções ocidentais impostas tanto ao setor financeiro quanto a indivíduos.O ministro australiano da Defesa, Peter Dutton, apoiou seu aliado e disse que a atitude da Rússia "estimula outros perseguidores e outras ditaduras a fazerem o mesmo".A viagem de Truss acontece em meio a contatos diplomáticos entre as potências ocidentais e a Rússia para encontrar uma saída para a crise na Ucrânia. Segundo os Estados Unidos, dezenas de milhares de soldados russos se encontram estacionados na fronteira, preparados para invadir o território ucraniano.Os temores de uma invasão crescem há meses. A Casa Branca disse acreditar que um ataque pode acontecer "a qualquer momento". Poucos especialistas militares acreditam que as forças ucranianas tenham condições de repelir uma incursão russa. Uma reunião sobre o assunto entre os chefes das diplomacias russa e americana, Serguei Lavrov e Antony Blinken, respectivamente, acontece nesta sexta em Genebra. Veja Mais

Estado Islâmico ataca prisão na Síria e base militar no Iraque em escalada mortal

em - Internacional O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) atacou uma prisão no nordeste da Síria onde vários de seus membros estão detidos e uma base militar no Iraque, em operações quase simultâneas que deixaram pelo menos 70 mortos e reviveram temores de um ressurgimento da organização extremista islâmica.Até o momento, os terroristas não comentaram os ataques ocorridos na noite de quinta-feira (20) e não há indícios de que tenham sido coordenados.Contudo, analistas dizem que o EI está tentando reforçar seu arsenal para se reorganizar nos dois países.Na Síria, os combates começaram depois que os terroristas invadiram a prisão de Ghwayran, em Hassakeh, que abriga 3.500 prisioneiros acusados de pertencer ao grupo, incluindo supostos líderes, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).Pelo menos 20 membros das forças curdas e 39 combatentes do EI foram mortos durante confrontos dentro e ao redor da prisão síria, de acordo com o OSDH, com sede no Reino Unido, mas com fontes no local."Vários prisioneiros conseguiram escapar", acrescentou a ONG, sem especificar quantos, estimando que é o maior ataque desde a derrota do EI em 2019 na Síria, quando o grupo foi expulso de seu último reduto no leste.No Iraque, onze soldados morreram na província de Diyala, no leste, segundo um oficial militar, que pediu para não ser identificado."O principal motivo (do ataque) é a negligência dos soldados, porque a base é fortificada, há uma câmera térmica, dispositivos de visão noturna e uma torre de vigia de concreto", explicou.Os jihadistas continuam a ser uma ameaça no Iraque e realizam ataques pontuais contra habitantes dessas áreas e forças de segurança, especialmente na região de Kirkuk e nas províncias de Saladino e Diyala.- 'Ressurgimento do Estado Islâmico' -Em Hasakeh, os confrontos causaram cortes de energia e forçaram centenas de pessoas a fugir.Combatentes do EI se barricaram em casas próximas à prisão, às vezes usando moradores como escudos, enquanto as forças curdas lutavam para recuperar o controle da área.As Forças Democráticas Sírias (SDF), o exército de fato que comanda a administração semi-autônoma dos curdos, informou em um comunicado que havia detido 89 prisioneiros que tentaram fugir.A coalizão internacional contra o EI, liderada pelos Estados Unidos, confirmou o ataque e acrescentou que as SDF sofreram baixas, sem especificar o número de vítimas.O EI "continua sendo uma ameaça existencial na Síria e não pode se regenerar", disse a coalizão em comunicado na quinta-feira.O grupo terrorista ganhou força no Iraque e na vizinha Síria em 2014, tomando grandes partes destes territórios e autoproclamando seu "califado", derrotado no final de 2017. Hoje, a organização terrorista "mantém uma presença clandestina no Iraque e na Síria e realiza uma insurgência sustentada em ambos os lados da fronteira", segundo um relatório da ONU publicado no ano passado. Nestes dois países, o grupo teria "um total de cerca de 10.000 combatentes ativos", informa o documento. O EI "está tentando reorganizar suas tropas e suas atividades no Iraque", considera o analista iraquiano Imed Alau, que destaca "a má formação das forças de segurança, a falta de acompanhamento das autoridades, o descumprimento de instruções e as baixas temperaturas (...) que facilitam" as ofensivas dos terroristas."As fugas das prisões e os tumultos têm sido um elemento central do ressurgimento do EI no Iraque e representam uma séria ameaça na Síria hoje", disse Dareen Khalifa, analista do International Crisis Group.Segundo as autoridades curdas, que controlam um grande território no norte da Síria, cerca de 12.000 jihadistas de mais de 50 nacionalidades estão detidos em prisões sob seu controle. Veja Mais

Rússia e EUA concordam em se reunir na próxima semana para discutir a crise na Ucrânia

em - Internacional A Rússia e os Estados Unidos se reunirão "na próxima semana" depois de manter conversas "francas" nesta sexta-feira (21) sobre a crise em torno da Ucrânia, em cuja fronteira as forças militares russas ainda estão concentradas. A reunião de hoje em Genebra entre os chefes da diplomacia russa, Serguei Lavrov, e americana, Antony Blinken, é a mais recente de uma série de iniciativas diplomáticas que começaram com duas conversas telefônicas entre Vladimir Putin e Joe Biden em dezembro. Embora o tom tenha sido "franco e substancial", de acordo com Blinken, pouco serviu para acalmar as tensões após semanas de escalada verbal.Serguei Lavrov disse que concordou com o secretário de Estado dos EUA com "um diálogo razoável" para "acalmar as emoções" após menos de duas horas de reunião. Washington acredita que a perspectiva de uma incursão militar russa na Ucrânia é cada vez mais provável, com dezenas de milhares de soldados posicionados há semanas perto de seu vizinho pró-ocidental.O chefe da diplomacia dos EUA pediu à Rússia que mostre que não tem intenção de invadir seu vizinho e "uma boa maneira de começar seria diminuir a escalada, retirar essas forças da fronteira com a Ucrânia", disse Blinken. O Kremlin nega qualquer intenção bélica, mas condiciona a desescalada à assinatura de tratados que garantam a não expansão da Otan e a retirada da Aliança do Leste Europeu. Algo inaceitável, segundo o Ocidente, que ameaça a Rússia com duras sanções se atacar a Ucrânia. Blinken concordou em colocar "ideias" na mesa na próxima semana, mas não disse se elas atenderiam às exigências detalhadas dos russos. No entanto, o americano alertou que haveria uma resposta mesmo em caso de agressão "não militar" da Rússia contra a Ucrânia. "Não sei se estamos no caminho certo", disse Lavrov, enquanto seu colega garantiu que "agora estamos no caminho certo para entender as preocupações e posições um do outro". Os dois homens concordaram em se encontrar novamente, e Blinken não descartou uma cúpula entre Joe Biden e Vladimir Putin. Uma ideia que Lavrov considerava prematura.- Retorno à Otan de 1997 -Como sinal da complexidade da situação, a diplomacia russa escolheu esta sexta-feira, dia das negociações, para insistir na retirada das tropas estrangeiras dos países da Otan que aderiram à Aliança após 1997. Moscou mencionou especificamente a Bulgária e a Romênia, embora a lista inclua 14 países do antigo bloco comunista. Uma exigência inaceitável, segundo o Ministério das Relações Exteriores romeno, que ecoou a posição de todos os membros da Aliança. O serviço de inteligência militar da Ucrânia acusou Moscou nesta sexta-feira de continuar a "fortalecer as capacidades de combate" dos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com tanques, sistemas de artilharia e munição. A Rússia é considerada, apesar de suas negações, como a principal apoiadora desses combatentes e instigadora do conflito que deixou mais de 13.000 mortos desde 2014. Nesse mesmo ano anexou a Crimeia em resposta a uma revolução pró-ocidental em Kiev.O presidente da câmara baixa russa, Viacheslav Volódin, anunciou que o Parlamento vai debater na próxima semana um pedido para Putin reconhecer a independência dos dois territórios separatistas de Donetsk e Lugansk. A reunião de Genebra conclui uma viagem pela Europa de Antony Blinken para se encontrar com seus aliados ucranianos, alemães, franceses e britânicos. Europeus e americanos insistiram que Moscou enfrentará duras sanções se atacar a Ucrânia. Uma ameaça que o Kremlin ignorou por oito anos e que não o fez mudar sua política. Para Moscou, o principal objetivo é fazer a Otan recuar, já que a aliança é percebida como uma ameaça. Para os americanos, uma retirada da Europa não é uma opção, embora o governo Biden diga que está disposto a discutir os temores russos por sua segurança. Uma possibilidade seria trabalhar no extinto tratado de desarmamento nuclear assinado durante a Guerra Fria, que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, enterrou. Enquanto isso, Moscou continua a demonstrar seu poderio militar. Os exemplos mais recentes são exercícios militares em Belarus, ao norte da Ucrânia, e exercícios navais em grande escala em janeiro e fevereiro no Atlântico, Ártico, Pacífico e Mediterrâneo. Veja Mais

Pelo menos 70 mortos em bombardeio de prisão controlada por rebeldes iemenitas

em - Internacional Pelo menos 70 pessoas foram mortas ou feridas em um ataque a uma prisão em uma área controlada por rebeldes no Iêmen, disseram equipes de resgate nesta sexta-feira(21), após uma série de bombardeios noturnos. Bachir Omar, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Iêmen, indicou que o número de vítimas está aumentando após o ataque a Saada, reduto de origem dos rebeldes houthis. Os socorristas começaram a retirar corpos dos escombros da prisão e a empilhar cadáveres desmembrados, segundo imagens chocantes divulgadas pelos rebeldes houthis apoiados pelo Irã. Durante a noite, outro bombardeio da coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo do Iêmen atingiu a cidade portuária de Hodeida, um posto rebelde no oeste do país, causando uma interrupção generalizada da Internet.Segundo a ONG Save The Children, pelo menos três crianças morreram nesse ataque. "Aparentemente, eles estavam jogando em um campo de futebol próximo quando os mísseis caíram", explicou a diretora da organização para o Iêmen, Gillian Moyes. O hospital da cidade recebeu cerca de 200 feridos e disse que está sobrecarregado e não pode receber mais pacientes, informou a organização Médicos Sem Fronteiras. "Ainda há muitos corpos no local do atentado e muitos desaparecidos", disse Ahmed Mahat, chefe da delegação dos Médicos Sem Fronteiras no Iêmen.- Direito à defesa -A agência oficial de imprensa saudita informou que a coalizão lançou "bombardeios destinados a destruir a capacidade das milícias houthis de agir em Hodeida". A aliança militar indicou que atacou um "centro de pirataria e crime organizado". O porto de Hodeida é uma área estratégica por onde transita a ajuda humanitária ao Iêmen e é um bastião fundamental no conflito. A organização NetBlocks, especializada em vigilância na Internet, relatou uma "interrupção de conexão à Internet em todo o país" após o atentado. Correspondentes da AFP nas cidades de Hodeida e Sana'a confirmaram esta informação.Essa escalada do conflito no Iêmen ocorre depois que os rebeldes houthis sequestraram um navio com bandeira dos Emirados no Mar Vermelho no início de janeiro. A coalizão então ameaçou bombardear os portos controlados pelos rebeldes se o navio não fosse liberado. Na segunda-feira, milícias houthis lançaram um ataque de drones a instalações petrolíferas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, deixando três mortos e seis feridos. O Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta sexta-feira em uma sessão de emergência sobre o ataque houthi contra os Emirados, a pedido do país, membro não permanente desta entidade desde 1º de janeiro passado. O assessor presidencial dos Emirados, Anwar Gargash, alertou que o país exerceria o direito de se defender, em comunicado enviado ao emissário dos Estados Unidos, Hans Grundberg, que foi publicado pela agência oficial WAM. Os Emirados desempenharam um papel fundamental no estabelecimento, treinamento e armamento das "forças da Brigada dos Gigantes", que permitiram que as forças do governo recapturassem uma província no sul do Iêmen. Segundo a ONU, a guerra no Iêmen deixou 377 mil mortos entre vítimas diretas e indiretas desse conflito que já dura sete anos. Veja Mais

Mais de 100 vítimas em ataque contra prisão no Iêmen (CICV)

em - Internacional Mais de 100 pessoas morreram ou ficaram feridas em um ataque a uma prisão no Iêmen, informou nesta sexta-feira (21) à AFP o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), acrescentando que o número de vítimas está aumentando."Há mais de 100 pessoas entre mortos e feridos (...) o saldo está aumentando", disse Bachir Omar, porta-voz do CICV no Iêmen, citando dados do hospital. Veja Mais

Zoológico cuida de aves marinhas resgatadas no Peru após derramamento de óleo

em - Internacional Um zoológico de Lima está tentando salvar aves marinhas ameaçadas de extinção após um derramamento de petróleo na costa central do Peru, atribuído a uma tempestade causada por uma erupção vulcânica em Tonga. Mais de 40 aves, incluindo os pinguins de Humboldt, uma espécie ameaçada de extinção, foram resgatadas por brigadistas em estado crítico das praias e reservas naturais dos distritos de Ventanilla, na província de Callao e Ancón, em Lima. As aves banhadas em óleo foram levadas ao zoológico Parque das Lendas, no distrito de San Miguel, em Lima, onde zoólogos e veterinários lutam para salvar suas vidas e remover o óleo de sua plumagem. "Estamos fazendo um esforço incansável. Não é uma coisa comum isso acontecer e tentamos fazer o melhor que podemos", afirmou a bióloga Liseth Bermúdez, do Parque das Lendas. As aves ficam em um ambiente especial e são cuidadas por veterinários que as banham com detergentes especiais para retirar o óleo. Além disso, eles as alimentam, aplicam medicina preventiva com medicamentos antifúngicos e antibacterianos e as hidratam. "Esta (ave) que estamos avaliando agora não está tão encharcada, mas vimos que perdeu sua impermeabilidade, baixa condição corporal e está desidratada, por isso merece, como todos os animais, um controle veterinário, preventivo manejo com antibióticos, antifúngicos, hidratação e vitaminas", disse a veterinária Giovanna Yépez. "Nunca na história do Peru se viu uma situação semelhante. Não há precedente para um tipo de derramamento na costa peruana. Não acreditávamos que seria dessa magnitude", acrescentou Bermúdez.O biólogo Guillermo Ramos, do Serviço Nacional de Florestas e Fauna Silvestre (Serfor), alertou que, se a mancha de óleo avançar e as ações não forem tomadas rapidamente, pássaros e animais marinhos continuarão morrendo. Ele indicou que esta semana os brigadistas da Serfor encontraram um número indeterminado de aves mortas e lontras marinhas nas praias e reservas naturais. No Peru, mais de 150 espécies de aves dependem do mar para se alimentar e se reproduzir. As aves habitam os ilhéus, reservas naturais e ao longo da costa. Juan Carlos Riveros, diretor científico da Oceana Peru, disse à imprensa que certos componentes do petróleo bruto, como os hidrocarbonetos aromáticos, podem afetar a reprodução dos animais e causar malformações embrionárias, especialmente em aves, peixes e até tartarugas. Cerca de 6.000 barris de petróleo bruto foram derramados no mar no sábado, 15 de janeiro, enquanto um petroleiro desembarcava na refinaria La Pampilla, de propriedade da espanhola Repsol e localizada em Ventanilla, 30 km ao norte de Lima. Com cartazes que diziam "Repsol assuma a culpa" e "O crime ecológico não ficará impune" dezenas de pessoas de grupos de defesa animal, pescadores e demais cidadãos realizaram um protesto neste domingo em frente à empresa Repsol no distrito de Ventanilla. "O enorme impacto ecológico deste derramamento é sem precedentes", disse um estudante. Veja Mais

'Homem-Aranha' retoma liderança das bilheterias dos EUA

em - Internacional Uma semana depois que sua poderosa teia se enfraqueceu o suficiente para permitir que "Pânico" o superasse nas bilheterias norte-americanas, "Homem-Aranha: Sem Volta para Casa" retomou a ponta na lista de arrecadação, informou o observador da indústria Exhibitor Relations nest domingo (23).Em sua sexta semana nos cinemas, a história de super-herói da Sony, estrelada por Tom Holland, arrecadou cerca de US$ 14,1 milhões depois de cair brevemente para o segundo lugar no fim de semana passado.Em todo o mundo, um total esperado de US$ 1,69 bilhão levaria o novo filme do Homem-Aranha ao lugar ocupado por "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" (US$ 1,67 bilhão) e "O Rei Leão" (US$ 1,66 bilhão) na lista dos filmes de maior bilheteria de todos os tempos, de acordo com a Box Office Mojo, uma divisão do Internet Movie Database (IMDb).O último filme da franquia de terror da Paramount, "Pânico", arrecadou US$ 12,4 milhões, ficando em segundo lugar no período de sexta a domingo.Assim como no "Pânico" original de 1996, o filme é estrelado por Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette.O terceiro lugar nas bilheterias deste fim de semana foi para o musical animado "Sing 2", da Universal, com receita de US$ 5,7 milhões.A Universal também ficou em quarto lugar com o novo drama romântico "Redeeming Love", que arrecadou US$ 3,7 milhões.Em quinto lugar pela segunda semana consecutiva está a comédia de ação de espionagem "King's Man: A Origem", com 1,8 milhão, estrelada por Ralph Fiennes, Gemma Arterton, Rhys Ifans e Matthew Goode. O filme arrecadou US$ 1,8 milhão. Veja Mais

Resgate continua após ataque a prisão no Iêmen atribuído à coalizão liderada por Riade

em - Internacional Equipes de resgate continuaram neste domingo(23) suas buscas nos escombros de uma prisão iemenita, alvo de um ataque que deixou pelo menos 70 mortos e que grupos humanitários atribuíram a uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita.O centro de detenção é administrado pelos rebeldes houthis e localizado na cidade de Saada, no norte do país, reduto dos insurgentes. A coalizão militar liderada por Riade, da qual os Emirados Árabes Unidos também fazem parte, intervém no Iêmen desde 2015 em apoio ao governo contra o avanço dos rebeldes houthis, que controlam a maior parte do norte do país e da capital, Saná. Tanto os houthis quanto várias ONGs acusaram a coalizão de bombardear a prisão. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também pareceu confirmar a responsabilidade da aliança, quando na sexta-feira denunciou "o bombardeio da coalizão liderada pela Arábia Saudita a uma prisão em Saada". No entanto, a coalizão, que controla o espaço aéreo iemenita, negou no sábado qualquer responsabilidade pelo ataque e acusou os houthis de "desinformar" a sociedade.- Ataque "indiscutível" -"Este é o mais recente de uma longa série de bombardeios aéreos injustificáveis da coalizão liderada pela Arábia Saudita contra escolas, hospitais, mercados, festas de casamento e prisões", disse Ahmed Mahat, chefe da missão da Médicos Sem Fronteiras no Iêmen. Segundo a ONG, o atentado matou pelo menos 70 pessoas e feriu 138. Um hospital perto da prisão não tinha leitos suficientes para atender as vítimas e havia "feridos caídos no chão", disse um dos seus membros. Já os houthis afirmaram que o ataque deixou 82 mortos e 266 feridos, balanço que não pôde ser verificado com nenhuma fonte independente. Na quinta-feira, a coalizão reconheceu ter realizado um bombardeio na cidade portuária de Hodeida (oeste), controlada pelos houthis. Pelo menos três crianças foram mortas no ataque, segundo a ONG Save the Children. Desde então, a conexão com a internet foi cortada em todo o país.Os bombardeios ocorreram depois que os houthis atacaram várias instalações em Abu Dabi, matando três pessoas, em 17 de janeiro. O governo dos Emirados prometeu que responderia. Nesse contexto, a Liga Árabe realizou uma reunião extraordinária neste domingo e pediu à comunidade internacional que "designe os rebeldes houthis iemenitas como uma organização terrorista" após seus ataques contra os Emirados.Em mais de sete anos de conflito, todas as partes envolvidas foram acusadas de "crimes de guerra" por especialistas da ONU. A coalizão reconheceu ter cometido "erros", mas muitas vezes acusa os insurgentes de usar civis como escudos humanos. Segundo as Nações Unidas, o conflito já causou 377 mil mortos e deixou uma população de 30 milhões de pessoas à beira da fome. Veja Mais

Soldados se amotinam em Burkina Faso para exigir demissão de chefes do Exército

em - Internacional Soldados se amotinaram neste domingo (23) em vários quartéis em Burkina Faso para exigir a saída de chefes do Exército e "meios mais adequados" para lutar contra os extremistas islâmicos que atacam este país desde 2015. Tiros foram disparados em várias bases militares, incluindo na capital Ouagadougou. Burkina Faso experimentou vários golpes e tentativas de golpe no passado, e os tiroteios de hoje ilustram a fragilidade do poder do presidente Roch Marc Christian Kaboré diante da crescente violência jihadista."Desde 01h00, tiros são ouvidos aqui em Gounghin provenientes do campo de Sangoulé Lamizana", afirmou um soldado deste bairro localizado na saída oeste de Ouagadougou.Tiros também foram ouvidos em outro campo militar em Ouagadougou, o de Baba Sy, na saída sul da capital, e na base aérea próxima ao aeroporto, segundo fontes militares. Tiroteios também ocorreram nos quartéis de Kaya e Ouahigouya, no norte do país, segundo moradores contatados pela AFP. Moradores do distrito de Gounghin disseram que soldados do campo de Sangoulé Lamizana saíram de seus quartéis, disparando tiros para o ar, e isolaram o perímetro ao redor do quartel.O perímetro ao redor do quartel da base aérea também foi isolado com soldados encapuzados atirando para o ar."Queremos meios adaptados à luta antijihadista e pessoal substancial", bem como a "substituição" dos oficiais mais altos do Exército nacional, diz uma gravação de áudio enviada à AFP por um soldado do quartel de Sangoulé Lamizana, sob condição de anonimato.Ele também desejou "melhor atendimento aos feridos" durante os ataques e os combates contra os jihadistas.Em nenhum momento este soldado exigiu a saída do presidente Roch Christian Kaboré, acusado por grande parte da população de ser "incapaz" de combater os grupos jihadistas.Cem pessoas que tentaram se reunir no centro de Ouagadougou para expressar seu apoio ao movimento dos soldados, foram dispersadas com gás lacrimogêneo pela polícia, segundo um correspondente da AFP.- Internet cortada -A internet móvel foi cortada esta manhã, de acordo com jornalistas da AFP. A base de Sangoulé Lamizana abriga o Centro Prisional e Correcional das Forças Armadas (Maca), onde está detido o general Gilbert Diendéré, próximo ao ex-presidente Blaise Compaoré, deposto em 2014, que desde então vive na Costa do Marfim. O general Diendéré foi condenado a 20 anos de prisão por uma tentativa de golpe em 2015 e atualmente está sendo julgado por seu suposto papel no assassinato do ex-presidente Thomas Sankara, um ícone pan-africano, em 1987.O governo reagiu rapidamente negando uma tentativa de golpe."Informações veiculadas nas redes sociais tendem a fazer crer numa tomada de poder pelo Exército", diz um comunicado de imprensa do porta-voz do governo, Alkassoum Maiga. "O governo, embora reconheça tiroteios em determinados quartéis, desmente estas informações e apela às populações para que mantenham a calma", acrescenta."Nenhuma instituição da República está ameaçada por enquanto", declarou o ministro da Defesa, o general Barthélémy Simporé, numa intervenção em rede nacional.Ele acrescentou que os movimentos observados são "localizados, circunscritos", e que está "em contato com os responsáveis para compreender as motivações".Ontem, protestos foram organizados por moradores exasperados com a impotência das autoridades para lidar com a violência jihadista que assola Burkina Faso. Incidentes violentos ocorreram em Ouagadougou e outras cidades em todo o país entre policiais e manifestantes.Burkina Faso está mergulhado desde 2015 em uma espiral de violência atribuída a grupos jihadistas armados, afiliados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico. Ataques contra civis e soldados são cada vez mais frequentes e concentrados principalmente no norte e leste do país. No sábado, pelo menos dois militares morreram e vários ficaram feridos numa explosão entre Ouahigouya e Titao (norte).Em 23 de dezembro, uma emboscada de grupos armados visando um comboio de suprimentos composto por civis e Voluntários de Defesa da Pátria (VDP) na zona de You (norte) matou 41 pessoas, incluindo Ladji Yoro, considerado líder do VDP.A violência extremistas islâmica matou mais de 2.000 pessoas nos últimos seis anos e forçou 1,5 milhão de pessoas a fugir de suas casas. Vários soldados estão detidos desde meados de janeiro por supostos atos de "tentativa de desestabilizar as instituições". Entre eles, o tenente-coronel Emmanuel Zoungrana, ex-comandante do 12º regimento de infantaria de comando, que até agora era comandante do grupo de forças do setor oeste na luta contra o terrorismo. Veja Mais

Combates entre curdos e terroristas já mataram 123 em 4 dias na Síria

em - Internacional Pelo quarto dia consecutivo, os combates entre extremistas islâmicos e as forças curdas apoiadas pela coalizão internacional continuam, neste domingo (23), na Síria, com o número de mortos ultrapassando 120.Desencadeados na noite de quinta-feira por um grande ataque do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) contra a prisão de Ghwayran (nordeste), onde estão presos muitos extremistas, os combates levaram à fuga de milhares de civis.O ataque foi lançado por cerca de 100 combatentes do EI para libertar seus companheiros da prisão localizada em Hassaké, região que faz parte do território controlado pelos curdos na Síria, país em guerra desde 2011. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), "77 jihadistas e 39 combatentes curdos morreram" em quatro dias, assim como "sete civis".Este ataque é o maior reivindicado pelo EI desde sua derrota na Síria em 2019 contra as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas por forças curdas e apoiadas pela coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos. "Combates ferozes começaram antes do amanhecer deste domingo. As forças curdas estão tentando recuperar o controle da prisão e neutralizar os jihadistas nas áreas circundantes" do centro de detenção que abriga cerca de 3.500 terroristas, informou o OSDH. As FDS são apoiadas pela força aérea da coalizão internacional.- "Milagre" -Os combates podiam ser ouvido nos arredores, segundo um correspondente da AFP.Membros das FDS foram mobilizados dentro e ao redor da prisão, caçando os extremistas e chamando por alto-falantes para que os civis deixassem a área.Os terroristas "entram nas casas e matam as pessoas", disse à AFP um civil que fugia a pé. "É um milagre termos saído vivos", afirmou, carregando uma criança em um cobertor de lã.Segundo as autoridades curdas, milhares de pessoas deixaram suas casas perto da prisão. As FDS encontraram cintos explosivos, armas e munições.Já os atacantes disseram que roubaram armas e libertaram "centenas" de jihadistas. Mais de 100 dos fugitivos foram recapturados pelas forças curdas, mas dezenas ainda estão foragidos, segundo o OSDH. Em um vídeo divulgado no sábado, o EI mostra cerca de 20 homens, alguns deles em uniforme militar, dizendo que são curdos capturados durante o ataque. Comentando o vídeo, as FDS disseram que os prisioneiros eram funcionários que trabalhavam na cozinha da prisão. De acordo com Nicholas Heras, do Newlines Institute em Washington, "as fugas das prisões representam a melhor oportunidade para o EI recuperar forças e a prisão de Ghwayran é um bom alvo porque está superlotada". Milhares de jihadistas estão detidos em centros de detenção nos vastos territórios do norte e nordeste da Síria sob o controle das autoridades curdas. Muitas prisões eram originalmente escolas e, portanto, são inadequadas para manter os presos por um longo período. Segundo as autoridades curdas, cerca de 12.000 jihadistas de mais de 50 nacionalidades - europeias e outras - estão detidos em suas prisões. Há anos que pedem, em vão, a sua repatriação.Apesar de sua derrota, o EI ainda consegue realizar ataques mortais usando células adormecidas. Desencadeada em março de 2011 pela repressão às manifestações pró-democracia, a guerra na Síria tornou-se mais complexa ao longo dos anos com o envolvimento de potências regionais e internacionais e a ascensão de jihadistas.O conflito matou cerca de 500.000 pessoas de acordo com o OSDH, devastou a infraestrutura do país e deslocou milhões de pessoas. Veja Mais

Reino Unido acusa Rússia de 'querer colocar líder pró-russo'...

em - Internacional Reino Unido acusa Rússia de 'querer colocar líder pró-russo' na Ucrânia (chancelaria) Veja Mais

Chefe da Marinha alemã renuncia após comentários controverso...

em - Internacional Chefe da Marinha alemã renuncia após comentários controversos sobre Ucrânia (oficial) Veja Mais

Balanço do derramamento de óleo no Peru: pássaros mortos e pescadores sem trabalho

em - Internacional O derramamento de petróleo bruto na costa central do Peru deixou um balanço sombrio: pássaros mortos flutuando no mar ou cobertos de óleo nas rochas incapazes de voar, além de pescadores sem trabalho nas docas.Cerca de 6.000 barris de petróleo bruto foram lançados no mar no último sábado enquanto um petroleiro descarregava na refinaria La Pampilla, localizada em Ventanilla, 30 km ao norte de Lima, pertencente à petrolífera espanhola Repsol. A empresa atribuiu o acidente às ondas causadas pela erupção vulcânica em Tonga."No auge, eles cortaram nossos braços", disse à AFP o pescador Bernardo Espinoza, lembrando que ele e seus colegas não puderam trabalhar no meio do verãol, época em que tradicionalmente vendem mais peixe."Não podemos trabalhar, já estamos sacando os últimos recursos da poupança, estamos fazendo o possível", completou Espinoza, pescador há 50 anos na Baía de Ancón, 45 km ao norte de Lima.Uma semana após o derramamento, o governo declarou uma "emergência ambiental" por 90 dias no sábado na "área marinha costeira danificada" pelo petróleo, que está se dirigindo para o norte.As correntes marinhas espalharam o petróleo ao longo da costa a mais de 40 quilômetros da refinaria, afetando 21 praias, segundo o Ministério da Saúde, que recomendou que as pessoas não as frequentassem após serem classificadas como "insalubres".As brigadas de limpeza de óleo substituíram os banhistas em Ancón e outros resorts populares peruanos. Jornalistas da AFP observaram as enormes manchas de óleo na superfície do mar em um passeio pela Baía de Ancón."Eles fizeram um atentado contra a vida selvagem e a vida, [e] o trabalho, do que é o pescador", lamentou Rodney Vásquez, 30, capitão de um pequeno barco, que viveu toda a vida perto do mar e é filho de um pescador.O pescador Alfredo Roque indica que as dificuldades para a pesca nesta zona vão durar muito tempo, já que muitos peixes recém-nascidos morreram devido ao derrame. "Os filhotes [dos peixes adultos] já estão mortos, a maioria dos filhotes se alimenta na beira do mar e a beira do mar está cheia de óleo", explica à AFP. Além dos pescadores, outras pessoas que viviam de atividades ligadas às praias ficaram sem renda: donos de restaurantes e funcionários, os que alugam guarda-sóis e outros ambulantes.- "Não se vende nada" -No cais de Ancón, apenas os tripulantes de embarcações maiores que pescam em alto mar continuam trabalhando, enquanto as barracas de peixe estão vazias, porque não há mais clientes. "Não se vende nada [...], o peixe mais do que tudo sai com cheiro de óleo, e as pessoas não compram, não consomem porque têm medo de se envenenarem com ele, com o derramamento de óleo" conta Giovana Rugel, 52 anos, que vende peixe na entrada do cais de Ancón. O vazamento foi descrito como um "desastre ecológico" pelo governo, mas a Repsol afirma que não foi responsável, já que as autoridades marítimas peruanas não emitiram alertas sobre um possível aumento das ondas após a erupção em Tonga. O Peru exigiu na quarta-feira que a Repsol "compensasse" os danos causados pelo derramamento. O Ministério do Meio Ambiente indicou que mais de 174 hectares (equivalentes a cerca de 270 campos de futebol) foram afetados na costa e 118 na superfície do mar. O navio-tanque de bandeira italiana "Mare Doricum", que carregava o petróleo, teve sua saída proibida pelo governo peruano, a menos que seja apresentada uma carta de fiança de cerca de 39 milhões de dólares, ou até que as investigações sobre o vazamento sejam concluídas. Veja Mais

Biden pede apoio ao direito ao aborto no aniversário de decisão histórica

em - Internacional O presidente Joe Biden marcou o 49º aniversário da decisão histórica da Suprema Corte que legalizou o aborto nos Estados Unidos ao pedir novamente que esse direito seja consagrado na lei federal. "O direito constitucional estabelecido em Roe v. Wade há quase 50 anos está hoje sob ataque como nunca antes", disse Biden neste sábado(22) em um comunicado também assinado pela vice-presidente Kamala Harris. "É um direito que acreditamos que deve ser codificado em lei, e estamos comprometidos em defendê-lo com todas as ferramentas que temos", disse o comunicado. O direito constitucional estabelecido na decisão da Suprema Corte de 1973 está sob constante ameaça. Vários estados liderados por republicanos adotaram regras que tornam cada vez mais difícil para as mulheres fazerem abortos. "Nos últimos anos, vimos os esforços para restringir o acesso aos cuidados de saúde reprodutiva aumentarem a um ritmo alarmante", disse o comunicado de Biden-Harris, citando leis recentes no Texas, Mississippi e outros estados.Defensores do direito ao aborto temem que a atual Suprema Corte, composta por três juízes conservadores nomeados pelo ex-presidente Donald Trump, entre outros, limite ou elimine esse direito. Em Washington, milhares de ativistas antiaborto participaram de um encontro anual na sexta-feira. "Nos próximos meses, prevemos uma decisão extraordinária da Suprema Corte", disse Julia Letlow, uma congressista republicana da Louisiana. A capacidade de um presidente afetar a lei é limitada, mas o Congresso tem o poder de aprovar leis que forneçam alguma proteção aos direitos ao aborto. "Devemos garantir que nossas filhas e netas tenham os mesmos direitos fundamentais pelos quais suas mães e avós lutaram e conquistaram neste dia, há 49 anos", acrescentou o comunicado da Casa Branca. Veja Mais

Mais de 90 mortos em três dias de combates entre as forças curdas e o EI na Síria

em - Internacional Os combates continuavam, neste sábado (22), pelo terceiro dia consecutivo, entre o grupo Estado Islâmico (EI) e as forças curdas no nordeste da Síria, após um grande ataque jihadista que deixou mais de 90 mortos. "Pelo menos 28 membros das forças de segurança curdas, cinco civis e 56 combatentes do Estado Islâmico foram mortos" desde o início do ataque à prisão de Ghwayran, uma das maiores abrigando extremistas na Síria, informou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).O EI lançou um ataque durante a noite de quinta para sexta-feira contra esta prisão, localizada na cidade de Hassake, que abriga cerca de 3.500 supostos membros do EI, incluindo líderes do grupo, disse o OSDH.De acordo com a ONG, que tem uma vasta rede de fontes na Síria, os jihadistas "apreenderam armas que encontraram" no arsenal do centro de detenção. O OSDH também declarou que a prisão foi cercada por forças curdas com o apoio da força aérea da coalizão internacional e que centenas de prisioneiros do EI foram presos. Dezenas de detidos conseguiram escapar após este ataque, o maior desde a derrota do EI em 2019 na Síria, segundo a ONG.As Forças Democráticas Sírias (SDF), dominadas por combatentes curdos, disseram em comunicado neste sábado que "continuam as operações para manter a segurança na cidade de Hassake e no perímetro da prisão de Ghwayran", com a ajuda da coalizão internacional e das forças de segurança curdas.De acordo com as FDS, os confrontos se concentram agora em bairros ao norte de Ghwayran, onde as incursões "mataram vários combatentes do EI que atacaram a prisão".Na sexta-feira, em comunicado divulgado pela "sua agência de notícias" Amaq, o grupo jihadista reivindicou a autoria do ataque à prisão, indicando que o objetivo desta operação era "libertar os presos".- "Bonne cible" -"O Estado Islâmico quer ir além de seu status de rede terrorista e criminosa e, para isso, precisa de mais combatentes", disse à AFP Nicholas Heras, do Instituto Newlines, em Washington. "As fugas de prisões representam a melhor oportunidade para o EI recuperar sua força, e a prisão de Ghwayran é um bom alvo, pois está superlotada", acrescentou.Muitas prisões nas áreas sírias controladas pelos curdos, onde grande parte do antigo "exército" do EI está detido, eram originalmente escolas e, portanto, inadequadas para manter detidos por longos períodos de tempo. De acordo com as autoridades curdas, que controlam grandes áreas do norte da Síria, cerca de 12.000 jihadistas de mais de 50 nacionalidades estão detidos em prisões sob seu controle. Abdelkarim Omar, alto funcionário de política externa da administração semi-autônoma curda, disse que o ataque do EI à prisão de Ghwayran se deveu "ao fracasso da comunidade internacional em assumir suas responsabilidades".Na linha de frente da luta contra o EI, as FDS, apoiadas pela coalizão internacional, derrotaram o grupo jihadista na Síria em 2019, expulsando-o de seu último reduto de Baghuz, na província de Deir Ezzor (leste).Apesar da derrota, o EI está realizando ataques mortais, principalmente no vasto deserto sírio, que se estende da província central de Homs até a de Deir Ezzor, na fronteira com o Iraque. Desencadeada em março de 2011 pela repressão aos protestos pró-democracia, a guerra na Síria tornou-se mais complexa ao longo dos anos com o envolvimento de potências regionais e internacionais e a ascensão de jihadistas.O conflito matou cerca de 500.000 pessoas, devastou a infraestrutura do país e deslocou milhões de pessoas desde o início. Veja Mais

Talibãs dizem que negociações com o Ocidente mudarão 'atmosfera bélica'

em - Internacional As conversas com diplomatas ocidentais na próxima semana ajudarão a mudar "a atmosfera bélica" que prevalece no Afeganistão desde que a coalizão americana interveio há 20 anos, disse um porta-voz do governo islâmico neste sábado (22)."O Emirado Islâmico [nome dado pelo Talibã ao seu regime] tomou medidas para atender às demandas do mundo ocidental e esperamos fortalecer nossas relações diplomáticas com todos os países, incluindo países europeus e o Ocidente em geral", disse Zabihullah Mujahid à AFP.Os talibãs, no poder desde agosto após a rápida conquista do país, querem "mudar o clima de guerra (...) por uma situação pacífica", acrescentou. Embora até agora nenhum país tenha reconhecido o governo talibã, as negociações entre os novos líderes do Afeganistão e diplomatas ocidentais começarão em Oslo, na Noruega, no domingo.Uma delegação do Talibã deve se reunir com autoridades norueguesas e com representantes de outros países aliados, como Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e União Europeia.As conversas vão centrar-se no respeito pelos direitos humanos, especialmente os das mulheres, condição imposta para um possível restabelecimento da ajuda internacional que financiou 80% do orçamento do Afeganistão, mergulhado numa profunda crise humanitária.As negociações, que durarão até terça-feira, "não constituem uma legitimação ou reconhecimento do Talibã", insistiu na sexta-feira o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Anniken Huitfeldt."Mas temos que falar com as autoridades que de fato governam o país. Não podemos deixar que a situação política leve a um desastre humanitário ainda maior", declarou.Desde agosto, a ajuda internacional parou repentinamente e os Estados Unidos também congelaram US$ 9,5 bilhões em ativos do banco central afegão. O desemprego disparou e os salários dos funcionários públicos não são pagos há meses em um país já devastado por uma seca severa. Segundo a ONU, a fome já ameaça 23 milhões de afegãos, 55% da população.A delegação talibã, composta por 15 representantes, composta apenas por homens e liderada pelo ministro das Relações Exteriores Amir Khan Mutaqqi, deixou Cabul hoje a bordo de um avião fretado pelo governo norueguês, disse um porta-voz do Talibã no Twitter.Essas negociações foram condenadas pela Frente de Resistência Nacional (FNR), um grupo de oposição que continua a resistir aos fundamentalistas islâmicos no Afeganistão.As negociações podem "normalizar um grupo terrorista e torná-lo um representante do Afeganistão", tuitou Ali Maisam Nazary, delegado de relações exteriores da FNR, na sexta-feira. Veja Mais

População de Tonga determinada a reconstruir o país após a erupção

em - Internacional Uma semana depois da catástrofe desencadeada por uma erupção vulcânica e um tsunami, a população de Tonga está determinada a reconstruir o seu país onde, apesar das complicações logísticas e sanitárias, começa a chegar ajuda humanitária.A forte erupção do vulcão Hunga Tonga Hunga Ha'apai no sábado passado provocou um tsunami que causou estragos em todo o arquipélago, afetando mais de 80% de seus 100.000 habitantes, segundo as Nações Unidas. A jornalista tonganesa Marian Kupu disse que a maioria dos moradores quer continuar morando lá e participar da enorme tarefa de reconstrução. "Queremos ficar aqui em nosso país, porque é isso que nos identifica como tonganeses. Queremos reconstruir nosso país, nos unir e superar", declarou a repórter à AFP.As cinzas tóxicas contaminaram as reservas de água, as colheitas foram destruídas e pelo menos duas aldeias foram varridas do mapa. Estima-se que um quilômetro cúbico de material tenha sido expelido do vulcão, que, segundo especialistas, permanecerá ativo "por semanas ou meses"."O povo de Tonga vai precisar de apoio sustentado para responder a um desastre dessa magnitude", disse Sione Hufanga, coordenadora da ONU para Tonga."O povo de Tonga ainda está impressionado com a magnitude do desastre", acrescentou.Este arquipélago está listado em terceiro lugar no World Risk Report, uma classificação que mede os países de acordo com sua suscetibilidade a sofrer desastres naturais. Mas, apesar do perigo, Kupu diz que a maioria de seus compatriotas quer ficar em suas ilhas. "É o sentimento de orgulho que temos aqui, de não querermos sair do país onde nascemos e crescemos", disse a jornalista.Um sobrevivente da ilha de Atata, devastada pelo tsunami, disse que retornaria à ilha mesmo após a devastação. "Ele explicou que queria voltar porque seus pais estão enterrados lá, ele nasceu lá e sua vida está lá".- Assistência humanitária -As forças armadas da Austrália e da Nova Zelândia começaram a entregar suprimentos de emergência, especialmente água, para o país de 100.000 pessoas, embora um ministro australiano tenha dito que os temores de uma "crise da covid" estão complicando essas tarefas.Tonga está livre do vírus e possui protocolos rígidos que exigem entrega de ajuda sem contato e um período de quarentena de três semanas para qualquer trabalhador humanitário que queira entrar em seu território. "Este é um momento muito, muito difícil para o povo de Tonga", disse o ministro australiano para o Desenvolvimento Internacional, Zed Seselja."Respeitamos totalmente o desejo do governo de Tonga de não adicionar uma crise de covid à crise humanitária causada pelo tsunami", acrescentou. Por sua vez, a Nova Zelândia anunciou que um terceiro navio da Marinha estava indo para Tonga com helicópteros, água, leite em pó e lonas. O governo de Tonga disse que os dois fenômenos naturais causaram "um desastre sem precedentes" e declarou uma emergência nacional por quase um mês. A catástrofe também cortou um importante cabo de comunicação submarino que liga Tonga ao resto do mundo. A comunicação foi parcialmente restaurada, mas levará pelo menos um mês para recuperar todos os serviços. Veja Mais

Venezuela: 12 horas para reunir 4,2 milhões de assinaturas por revogatório contra Maduro

em - Internacional A coleta de mais de 4,2 milhões de assinaturas necessárias para um referendo para revogar o mandato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será na próxima quarta-feira (26), anunciou ontem a autoridade eleitoral, mas a oposição e analistas criticam condições que consideram impossíveis."O dia de recepção das manifestações de vontade para o RR (referendo revogatório) terá lugar no dia 26 de janeiro, entre as 6h00 e as 18h00, em 1.200 centros" em todo o país, informou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) no Twitter. O CNE especificou que será utilizado o registro leitoral das eleições para governadores e prefeitos de 21 de novembro, com 20,9 milhões inscritos nesta nação de 30 milhões de habitantes.As organizações opositoras, que na segunda-feira iniciaram procedimentos de consulta contra o mandato do presidente socialista (2019-2025), precisarão coletar assinaturas equivalentes a 20% do registro em Caracas e em cada um dos 23 estados do país.Isso significa que terão apenas 12 horas para coletar mais de 4,2 milhões de assinaturas. Se em uma única região não atingirem 20%, mesmo que nas demais atinjam a meta necessária para a consulta, o procedimento seria anulado.O Movimento Venezuelano pelo Revogatório (MOVER), formado por meia dúzia de pequenas organizações políticas, é o principal promotor do referendo, sem apoio formal dos partidos políticos majoritários da oposição.- "Não é factível" -O CNE foi reestruturado no ano passado como resultado de uma negociação que abriu espaço para autoridades próximas à oposição, embora continue controlado pelo chavismo. Um dos reitores com vínculos com a oposição, Roberto Picón, disse que economizou seu voto na aprovação das condições do revogatório."Não é viável (...). Teriam que processar cinco eleitores por minuto, durante 12 horas, em todas as máquinas do país, sem margem de erro", disse Picón, que também rejeitou a falta de tempo para "avisar aos cidadãos os pontos de recolha", que ainda não foram definidos.As próximas eleições presidenciais estão marcadas para 2024 e setores da oposição defendem abrir mão da possibilidade de revogação para se concentrar nessas eleições. "Se nesta etapa o número for alcançado, o CNE organizará então o referendo revogatório. Caso contrário, o processo será encerrado", alertou o organismo."Qual é o medo, #Maduro? Você não permite assinaturas", escreveu o líder da oposição Juan Guaidó no Twitter, questionando as condições de coleta de assinaturas."É uma farsa anunciar (...) 1.200 postos de coleta para que 20 milhões de cidadãos possam exercer seu direito. É como colocar 1.000 litros de água em um recipiente de 5 litros", criticou César Pérez Vivas, um dos promotores do revogatório.A oposição já tentou, sem sucesso, convocar um referendo em 2016 contra o primeiro mandato de Maduro (2013-2019), antes de sua reeleição em 2018 em eleições denunciadas como "fraudulentas" e desconhecidas pelos Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina. Veja Mais

Decreto não assinado de Trump ordenava ao Pentágono apreender máquinas de votação

em - Internacional Um mês após a derrota presidencial de Donald Trump em 2020, um projeto de decreto da Casa Branca, que não chegou a ser assinado, ordenava que o Pentágono apreendesse as máquinas de votação em todo os Estados Unidos, de acordo com documentos revelados nesta sexta-feira (21).O texto, publicado pelo Arquivo Nacional e obtido pelo jornal Politico, destaca as medidas que Trump pode ter se disposto a tomar para se agarrar ao poder após a vitória de Joe Biden.Com data de 16 de dezembro de 2020, o decreto também previa a nomeação de um advogado especial para apresentar denúncias por qualquer denúncia de fraude derivada das apreensões."Com efeito imediato, o secretário de Defesa apreenderá, coletará, reterá e analisará todas as máquinas, equipamentos, informações armazenadas eletronicamente e registros materiais", diz o rascunho de três páginas.Para justificar esse projeto, o documento lista uma série de teorias da conspiração - repetidamente desmentidas - sobre as máquinas eleitorais teriam sido hackeadas. Não se sabe quem escreveu o texto.Trata-se de um dos mais de 750 documentos entregues ao comitê especial da Câmara dos Representantes que investiga o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021, depois que a Suprema Corte rejeitou o recurso do ex-presidente para bloquear sua divulgação.A comissão, formada principalmente por legisladores democratas, busca estabelecer a responsabilidade de Trump e seus aliados no ataque à sede do Congresso, na tentativa de impedir a certificação da vitória de Biden.Entre os alvos dos investigadores está o advogado Sidney Powell, que declarou a repórteres que a eleição havia sido objeto de "dinheiro comunista por meio da Venezuela, Cuba e provavelmente China".Powell e o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani tentaram sem sucesso fazer com que os tribunais rejeitassem os resultados das eleições nos estados chave, nas semanas após a derrota do magnata republicano.O ex-presidente e seus aliados passaram meses insistindo em falsas alegações de fraude generalizada, apesar de membros de seu próprio governo dizerem que foi a votação mais segura da história dos EUA. As acusações também foram rechaçadas pelo procurador-geral indicado por Trump, Bill Barr.Um ano depois de deixar oficialmente o poder, Trump afirma que a eleição de 2020 foi "roubada" dele. Segundo pesquisas de opinião, mais da metade dos eleitores republicanos concordam com ele. Veja Mais

Rio de Janeiro adia desfiles das escolas de samba para abril por causa da pandemia

em - Internacional Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo, programados para o final de fevereiro, foram adiados para abril devido à nova onda de infecções por covid-19 no país, informaram as autoridades nesta sexta-feira (21).Em nota conjunta, as prefeituras de Rio e São Paulo anunciaram que, "sob a orientação de seus secretários de Saúde, optaram por adiar a realização dos desfiles das Escolas de Samba para o fim de semana do feriado de Tiradentes", em abril, "em respeito ao atual quadro da pandemia de covid-19 no Brasil e a necessidade de, neste momento, preservar vidas".A decisão de adiar os famosos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, que atraem turistas de todo o Brasil e do mundo, e de São Paulo foi anunciada após uma reunião virtual entre os prefeitos, seus secretários de Saúde e os representantes das escolas de samba dos dois estados.Em meio a um avanço da variante ômicron e após os feriados de fim de ano, o Brasil bateu seu recorde diário de infecções nesta semana, com 204.854 casos registrados em um único dia, e já tem mais de 622 mil mortes pelo coronavírus.O carnaval de rua nas duas principais cidades do Brasil já havia sido cancelado no início do mês devido à situação sanitária, e no momento não há nova data previstaO Brasil vacinou quase 70% de seus 213 milhões de habitantes com duas doses anticovid. Veja Mais

Ciro Gomes lança pré-candidatura à presidência

em - Internacional O ex-governador do Ceará Ciro Gomes foi confirmado nesta sexta-feira como pré-candidato do PDT para as eleições presidenciais de outubro, uma disputa que tem como favoritos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual, Jair Bolsonaro.Terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2018, com 12,5% dos votos, Ciro, 64, é líder do PDT, que no passado aliou-se ao PT de Lula. Ele é um dos candidatos de centro que aspiram à presidência, em um ambiente bastante polarizado."A incompetência de Bolsonaro apenas agravou uma situação que piorava ano após ano" no Brasil, e a pandemia do novo coronavírus "foi potencializada pela política genocida" do governo, disse Ciro após o PDT aprovar sua candidatura, durante convenção nacional em Brasília.Segundo pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha em dezembro, Ciro tem 7% das intenções de voto, muito atrás dos 48% de Lula, que ainda não confirmou sua candidatura, e dos 22% de Bolsonaro, que aspira à reeleição, embora seu índice de popularidade esteja no nível mais baixo.Ex-ministro da Integração Nacional de Lula (2003-2010), Ciro busca se posicionar como o candidato de centro, sob o slogan "A rebeldia da esperança", com foco no eleitorado jovem.Nessa disputa pela chamada "terceira via", aparece também o ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro Sergio Moro, com 9% das intenções de voto, e o governador de São Paulo, João Doria, com 4%.Chamando Moro de "lambe-botas de Bolsonaro", Ciro responsabilizou o ex-juiz por ter favorecido a eleição da extrema direita "ao tirar Lula da disputa eleitoral em 2018". Ciro inicia sua quarta candidatura à presidência. Em 1998, ele concorreu pelo PCB, e em 2002 e 2018, pelo PDT.Candidato inflamado, que sonha em reorientar a esquerda, Ciro foi governador do Ceará, prefeito de Fortaleza e deputado entre 2007 e 2011. Especialistas consultados pela AFP concordam que, no momento, não há um pré-candidato com perfil que possa superar Lula ou Bolsonaro. Veja Mais

Brasileiros se despedem emocionados da cantora Elza Soares

em - Internacional Entre homenagens e lágrimas, centenas de brasileiros se despediram nesta sexta-feira (21) da lendária cantora Elza Soares, durante seu velório no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.Admiradores, amigos e parentes da artista se revezaram em torno do caixão aberto, exposto ao pé da escadaria de mármore do salão principal do teatro, no centro do Rio, em meio a imponentes coroas de flores."Era uma pessoa alegre, que botava as pessoas pra cima, era uma das melhores cantoras para mim", disse Jons Ademir, um dos fãs que foi se despedir.Elza Soares faleceu nesta quinta-feira (21) aos 91 anos de causas naturais, após mais de seis décadas de carreira e uma vida repleta de adversidades."Vai deixar um legado extenso, porque essa mulher lutou muito para chegar onde chegou, foi incrível", afirmou Maria Eduarda Soares, bisneta da cantora, entre lágrimas.As homenagens incluíram aplausos de pé dos integrantes da escola de samba Mocidade, da qual ela era integrante, e trechos de um musical sobre sua vida, culminando com um poderoso "Viva Elza Soares!" gritado em coro.O prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve presente no velório e decretou três dias de luto oficial.Nascida em 23 de junho de 1930 em uma família pobre, Elza Soares passou pelos mais diversos ambientes, desde seu início precário em uma favela do Rio de Janeiro até palcos e casas de shows ao redor do mundo.Na vida pessoal alternava alegrias e dramas. Ela enfrentou fome, violência doméstica e a morte de quatro de seus oito filhos, três deles na infância.Durante 17 anos, manteve uma relação apaixonada e tempestuosa com Garrincha, uma lenda do futebol que morreu em 1983 de cirrose em decorrência de seu alcoolismo.Com mais de trinta álbuns em sua extensa e eclética carreira, que começou no samba e cobriu gêneros como jazz, bossa nova, funk e hip hop, essa diva da voz rouca característica e personalidade avassaladora foi consagrada como "cantora brasileira do milênio" pela BBC, em 1999.Entre suas várias reviravoltas musicais está o álbum "A Mulher do Fim do Mundo", lançado em 2015, com o qual conquistou as novas gerações.O disco, que aborda temas como racismo, machismo e violência contra a mulher, foi um sucesso estrondoso e ganhou o Grammy Latino de melhor álbum de músicas brasileiras."Temos discos dela, a gente vai estar sempre matando a saudades dela. Ela nunca vai morrer para a gente", assegurou Jons Ademir. Veja Mais

Sundance começa com documentário 'imersivo' sobre princesa Diana

em - Internacional Um "imersivo" documentário sobre a princesa Diana que oferece a "história do início" dos mais recentes problemas da família real britânica foi um dos filmes que abriram nesta quinta-feira (21) a primeira noite do Festival Sundance de Cinema.O evento, que é realizado no estado americano de Utah e celebra o cinema independente, foi forçado a adotar o formato online pelo segundo ano consecutivo devido à disseminação da variante ômicron do coronavírus nos Estados Unidos.A pandemia obrigou os cineastas a inovar, e "The Princess" é um dos vários filmes exibidos em Sundance que foram produzidos inteiramente a partir de imagens de arquivo.Sem um narrador, ele transporta os espectadores de volta ao tumultuado casamento de Diana com o príncipe Charles, e explora a obsessão da mídia e o impacto desses eventos com imagens contemporâneas."É como uma tragédia shakespeariana, mas que muitos de nós vivemos e até participamos", disse o diretor do longa, Ed Perkins.Embora muitos documentários anteriores tenham tentado "entrar na cabeça de Diana", Perkins se concentra em como a imprensa e o público percebiam e julgavam seu comportamento.Entrevistas famosas e constrangedoras que o casal deu a grandes redes de televisão são exibidas ao lado de gravações brutas de paparazzis com enormes lentes escondidos em arbustos, reclamando da cautela de Diana.A morte de Diana é vista por meio de vídeos caseiros de um grupo de amigos que assistia ao noticiário ao vivo na televisão, cuja emoção e leveza inicial se transformam em horror quando a gravidade do acidente em Paris é revelada.Com tantos documentários feitos sobre Diana, Perkins disse que espera que sua produção possa "adicionar algo novo à conversa", criando algo "mais imersivo e experimental".Enquanto isso, a monarquia britânica atravessa uma crise com a partida do filho de Diana, o príncipe Harry, e sua esposa Meghan, que acusaram a família de racismo e travam batalhas legais com a imprensa britânica por privacidade."Parte da intenção deste filme, ou a razão pela qual parecia ser o momento certo para fazê-lo, talvez fosse, entre outras coisas, por sua história", afirmou o produtor Simon Chinn."Nosso instinto foi voltar ao que sempre pensamos ser 'a origem da história' e ver o que poderíamos aprender com o que aconteceu, através da história de Diana", acrescentou.- "Evolução" -A diretora do festival, Tabitha Jackson, disse a repórteres na abertura que a versão virtual de Sundance provavelmente veio para ficar, mesmo após a pandemia, pois ajudou a "diversificar o público"."Uma vez que descobrirmos como fazer isso, e que possamos fazê-lo, eu pessoalmente não quero voltar atrás", declarou.Ao abrir o festival, o cofundador Robert Redford descreveu o formato online como "uma emocionante evolução da perspectiva do Sundance".Sua mensagem gravada, que seria exibida "em uma nave espacial" de realidade virtual em um teatro, teve um problema técnico e teve que ser postada posteriormente no site do festival.Outra das produções da noite de abertura foi "Fire of Love", mais um documentário construído a partir de imagens de arquivo. Ele segue as façanhas dos vulcanólogos franceses Katia e Maurice Krafft.Os Kraffts morreram em 1991 enquanto filmavam a explosão do vulcão Monte Unzen no Japão. O filme recupera imagens gravadas por eles, combinando espetaculares erupções vulcânicas com a relação única que existia entre eles."When You Finish Saving The World", estrelado por Julianne Moore e Fin Wolfhard, também debutou no festival.A estreia na direção de Jesse Eisenberg fala de uma família disfuncional e os confrontos entre uma mãe, que administra um abrigo para mulheres, e seu filho adolescente interessado em se tornar famoso na internet através da música.O Festival Sundance de Cinema vai até 30 de janeiro. Veja Mais

Senadores dos EUA pedem que Unicef proteja menores cubanos detidos após protestos

em - Internacional Senadores dos Estados Unidos pediram à diretora da agência da ONU para a infância, o Unicef, que proteja 45 adolescentes detidos em Cuba por participarem das manifestações de julho do ano passado, segundo uma carta publicada nesta sexta-feira (21)."Instamos que priorize a proteção de pelo menos 45 menores cubanos arbitrariamente presos e processados pelo regime cubano por sua participação nos protestos históricos de julho de 2021. Urgimos que exija sua libertação imediata", disseram.A carta se dirige à diretora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Catherine Russell, ex-assessora do presidente americano, Joe Biden, nomeada para o cargo em dezembro.O pedido bipartidário é promovido pelo republicano Marco Rubio e assinado por seu correligionário Bill Cassidy e pelos democratas Bob Menéndez, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e Ben Cardin.Os senadores indicaram que, segundo a ONG independente Justicia 11J, o governo cubano prendeu 45 jovens entre 14 e 17 anos por supostos "crimes" durante as manifestações. Destes, 14 permanecem detidos à espera de julgamento."O regime cubano é prolífico no uso da detenção arbitrária como ferramenta de repressão", afirmaram."Acreditamos que a situação em Cuba merece toda a atenção e condenação da comunidade internacional", acrescentaram os legisladores, pedindo ao Unicef que "interceda por esses menores e suas famílias, que simplesmente buscam justiça e respeito pelos direitos humanos fundamentais".Os protestos de 11 e 12 de julho em cerca de 50 cidades cubanas, sob gritos de "pátria e vida", "estamos com fome" e "liberdade", deixaram um morto, dezenas de feridos e 1.377 presos, dos quais mais de 720 continuam detidos, de acordo com a organização de direitos humanos Cubalex, que tem sede em Miami.Havana disse que as manifestações faziam parte de uma estratégia de mudança de regime apoiada pela mídia digital anticubana e financiada por Washington. Veja Mais

Kim Jones, estilista da Dior: 'vivemos em uma bolha'

em - Internacional Kim Jones dá mais um passo para superar as fronteiras de gênero em sua nova coleção de moda masculina para a Dior, com lantejoulas bordadas nos suéteres dos modelos, mas o estilista não tem ilusões: o mundo da moda vive em uma bolha. "Vivemos em cidades, incrivelmente abertas, mas assim que você sai não é a mesma coisa", explica Jones em entrevista à AFP, em seu estúdio em Paris. "Há quarenta países no mundo onde se você sair na rua assim, eles te matam", acrescenta, descrevendo seu desejo de vestir os homens de forma diferente, mais feminina. Para a coleção que apresentou nesta sexta-feira(21) na capital francesa, Kim Jones ofereceu uma versão masculina da icônica jaqueta Bar feminina, com a qual Christian Dior foi apresentado em 1947, quando os costureiros trabalhavam para as mulheres. - O homem Dior neste outono -Os homens Dior usam delicadas lantejoulas rosa bordadas em suéteres, jaquetas amarradas na cintura e calças largas e generosas. Uma blusa abre totalmente na vertical nas costas do modelo. Kim Jones também apostou em seu desfile de moda em Paris, realizado como de costume em um imponente palco montado nos Jardins das Tulherias, em uma parceria com a marca de calçados Birkenstock. O estilista recusou o característico tênis aberto Birkenstock com toques dourados, ou pequenos alfinetes. Na última terça-feira foi a nova marca da Paris Fashion Week, Egonlab, que se associou à marca de sandálias de plástico Crocs. A Dior reconstruiu uma balaustrada da elegante ponte Alexandre III, no coração de Paris, em escala quase em tamanho real para a passarela. Alternando com a música, ouvia-se o lendário Christian Dior, em uma entrevista antiga sobre como criava seus vestidos.- Viajante do mundo -Jones, 42 anos, cresceu viajando de mãos dadas com o pai, geólogo, por isso tem uma visão pragmática do mundo real, fora da espetacularidade das passarelas. "Tenho sorte, cresci viajando pelo mundo, então vi de tudo e entendo que vivemos em uma bolha", explica à AFP. "Se você viaja para outros lugares, precisa respeitar a cultura deles", diz ele. Jones alterna seu trabalho na Dior com linha feminina e alta costura para a Fendi, desde setembro de 2020. "Agora que faço coleções femininas, percebo os limites da linha masculina", diz. "As roupas masculinas não mudaram muito desde a década de 1940." Sua prioridade atual é deixar os modelos clássicos da Dior mais confortáveis, mesmo em meio à pandemia. "O que as pessoas querem agora é conforto: eu vejo isso através das vendas, quando falo com os clientes, em todos os lugares", diz ele. Essa foi a marca que Jones deixou na Louis Vuitton entre 2011 e 2018, quando trouxe "streetwear" para as passarelas.Sobre o excesso de trabalho, Jones garante que não tem medo: "Gosto de trabalhar e agora estou em um momento muito bom", afirma. "O único problema para mim agora é a covid, porque quando volto para casa tenho que me isolar e me manter isolado de todos. Não posso perder 10 dias", explica. Ele diz que tira férias a cada dois meses, para evitar que o estresse o sobrecarregue. "Eu não vou me matar por essas pessoas. Eu não sou estúpido!", ele diz com uma risada. Seu ânimo muda, no entanto, quando ele se lembra de seu amigo e sucessor da Louis Vuiton, Virgil Abloh, que morreu de câncer em novembro e cuja coleção final foi apresentada esta semana em Paris. "Ainda é difícil para mim falar sobre isso, não consigo acreditar que aconteceu", confessa. "(Virgil e eu) trocávamos mensagens todas as semanas. Atravessamos o mundo juntos. Costumávamos sentar no chão em quartos de hotel junto com Kanye (West), Pharrell (Williams)... Eu me sinto muito sortudo por ter conhecido ele", diz. "Que grande perda, com tudo que poderia ter feito", lamenta em voz alta. Veja Mais

Biden aposta em recuperar produção de semicondutores nos EUA

em - Internacional O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, busca responder a uma das emergências econômicas do momento unindo forças nesta sexta-feira (21) ao anúncio da Intel de investir 20 bilhões de dólares para produzir chips eletrônicos no país, cuja escassez contribuiu para o aumento da inflação.O presidente americano insiste que a inflação nos EUA está diretamente relacionada com os problemas das cadeias de suprimentos globais e quer que as fábricas retomem sua produção em território nacional, em particular de semicondutores. Esses chips são essenciais para uma grande quantidade de setores e produtos, desde automóveis e smartphones até equipamentos médicos, inclusive respiradores. A Intel disse nesta sexta que começará a construção de duas fábricas de semicondutores perto de Columbus, a capital do estado de Ohio, no fim deste ano, com o objetivo de iniciar a produção de chips a partir de 2025. "O anúncio de hoje é o último indicador de progresso nos esforços da administração Biden-Harris para acelerar a fabricação nacional de bens críticos, como os semicondutores, para enfrentar os gargalos na cadeia de suprimentos no curto prazo, revitalizar nossa base fabril e criar bons empregos aqui em casa", disse a Casa Branca em comunicado. A Intel planeja contratar 3.000 novos empregados para esses locais, cuja construção envolverá 7.000 operários. A explosão da demanda durante a pandemia criou gargalos que obrigam as empresas a reduzir a produção em todo o mundo, o que, consequentemente, fomenta a inflação.- Independência industrial -"Em outra época, os Estados Unidos lideravam a fabricação global de semicondutores. Mas, nas últimas décadas, perderam sua vantagem: nossa participação na produção mundial de semicondutores caiu de 37% para apenas 12% nos últimos 30 anos", lamentou a Casa Branca. Biden pressionará o Congresso nesta sexta-feira para que aprove uma legislação para fortalecer o setor de pesquisa e desenvolvimento e a fabricação nos Estados Unidos de produtos para as cadeias de suprimentos críticas, em especial os semicondutores. "A administração está trabalhando com a Câmara e o Senado para finalizar esta legislação", assinalou a Casa Branca. O texto inclui fundos para a lei "CHIPS for America", que proporcionará 52 bilhões de dólares "para catalisar mais investimentos do setor privado e manter a liderança tecnológica americana", explicou a Presidência. A pandemia evidenciou a dependência industrial dos países do Ocidente em relação à Asia, que se tornou o maior produtor de microchips do mundo devido ao baixo custo de produção no continente. Nesta sexta, Biden se reúne na Casa Branca com o responsável da Intel, Pat Gelsinger, para conversar sobre o projeto. Desde o início de 2021, a indústria de semicondutores anunciou quase 80 bilhões de dólares em novos investimentos nos Estados Unidos até 2025, segundo dados da federação da indústria citados pela Casa Branca. Segundo o governo americano, esses investimentos serão responsáveis por criar "dezenas de milhares de empregos bem remunerados nos Estados Unidos. Além disso, a secretária de Comércio, Gina Raimondo, assinalou que "os consumidores americanos podem esperar preços menores" na medida em que os semicondutores começarem a ser produzidos nos EUA. Contudo, dados os atrasos no início da produção, os investimentos terão pouco efeito sobre a inflação no curto prazo. Veja Mais

Mulheres, juventude e diversidade no futuro gabinete de Boric no Chile

em - Internacional O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, nomeou nesta sexta-feira (21) o ex-presidente do Banco Central Mario Marcel como futuro ministro da Fazenda, e a ex-presidente do Colégio Médico Izkia Siches no Interior, ao apresentar um gabinete formado em sua maioria por mulheres e de grande diversidade política.Com essa equipe de 24 ministros, dos quais 14 são mulheres e um terço independente, Boric busca ultrapassar os limites de sua coalizão Apruebo Dignidad - que reúne o Frente Amplio e o Partido Comunista - para tentar alcançar maiorias no futuro Congresso, dividido quase em partes iguais entre as forças de esquerda e direita."Nos acompanham nessa equipe de ministros e ministras pessoas de diversas origens e partidos; um gabinete diverso, um gabinete com maioria de mulheres (...), com presença de regiões, intergeracional, com pluralidade política, com diversos pontos de vista e com uma forte presença também de independentes e de militantes de partidos políticos", disse Boric na cerimônia que aconteceu no pátio do Museu Histórico Natural de Santiago.Marcel, independente vinculado ao Partido Socialista, de 62 anos, renunciou na quinta-feira ao Banco Central. Antes, ocupou diversos cargos nos governos de centro-esquerda entre 1990 e 2008, e era o preferido dos mercados, que veem em sua nomeação um gesto de moderação nas reformas econômicas que Boric busca implantar.Izkia Siches, futura ministra do Interior ou chefe de gabinete, tem 35 anos, é médica cirurgiã da Universidade do Chile e em 2017 se tornou a primeira mulher a chegar à presidência do Colégio Médico. O gabinete incluirá também Giorgio Jackson e Camila Vallejo, ex-líderes estudantis e deputados, que junto a Boric lideraram os protestos de 2011 para exigir reformas educativas.Na lista está também a neta do ex-presidente socialista Salvador Allende (1970-1973) Maya Fernández, que se encarregará do Ministério da Defesa.Para a pasta das Relações Exteriores, o presidente eleito nomeou Antonia Urrejola, advogada de 53 anos, que presidiu em 2021 a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.Vários futuros ministros faltaram o ato de apresentação por estarem de férias ou afetados por casos próximos de coronavírus.A média de idade dos integrantes do novo gabinete é de 49 anos. A mais jovem, com 32 anos, é Antonia Orellana, que estará à frente do Ministério da Mulher a partir de 11 de março, quando assumir o novo governo. Veja Mais

Oito membros da frente de resistência no Afeganistão morrem em combate contra os talibãs

em - Internacional Oito combatentes do Frente Nacional de Resistência (FNR) morreram em combates com os talibãs da província de Balj, no norte do Afeganistão, anunciou a polícia local nesta sexta-feira (21).Os membros do FNR morreram em um "confronto direto" com as forças talibãs, informou o porta-voz da polícia de Balj, Asif Waziri, em uma mensagem de áudio enviada à imprensa. Os talibãs também apreenderam armas e munições, acrescentou.A AFP tentou contatar, sem sucesso, algum porta-voz do FNR para que comentasse essa informação.O FNR é dirigido por Ahmad Masud, filho do lendário comandante Masud, assassinado em 2001 pela Al-Qaeda, e quem prometeu "continuar" a luta após o retorno dos talibãs ao poder em meados de agosto.O último ponto de resistência do FNR, o Vale do Panshir, ao norte de Cabul, foi tomado pelos islâmicos no final de setembro.O FNR não falou muito desde então, mas este último confronto mostra que ainda está ativo.Esses combates ocorrem menos de duas semanas depois de um encontro em Teerã entre Ahmad Masud e o ministro talibã das Relações Exteriores, Amir Khan Muttaqi.Após um breve encontro entre ambos, houve "negociações informais" entre as delegações dos talibãs e do FNR, mas "não deram nenhum resultado", segundo o movimento opositor. Veja Mais

Bolsonaro cancela visita à Guiana devido à morte de sua mãe

em - Internacional A visita oficial de Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (21) à Guiana foi cancelada devido à morte da mãe do presidente, que anunciou seu retorno ao Brasil."Com pesar [informo] o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade. Nesse momento me preparo para retornar ao Brasil", disse o presidente em uma mensagem publicada no Twitter às 02h34 de Brasília.Consultada pela AFP, a Presidência não respondeu de imediato se o chefe de Estado já voltou ao país, já que no momento da morte liderava sua primeira viagem internacional de 2022 a Suriname e Guiana.Olinda Bonturi Bolsonaro morreu nesta sexta-feira aos 94 anos. As causas da morte ainda não foram reveladas.Ela estava internada desde segunda-feira em um hospital do município de Registro, no interior de São Paulo, a 56 quilômetros de Eldorado, onde vivia.Casada com o dentista Percy Geraldo Bolsonaro, falecido em 1995, Olinda teve sete filhos, sendo Jair o terceiro deles.O presidente, de 66 anos, visitou Paramaribo na quinta-feira e planejava um encontro oficial em Georgetown nesta sexta para impulsionar a cooperação energética e fortalecer as relações bilaterais, segundo o ministério das Relações Exteriores.Além de se solidarizar com o presidente, o governo da Guiana informou mais tarde que o encontro foi cancelado, sem especificar se será reprogramado.Twitter Veja Mais

Ucrânia é há meses centro das tensões entre Rússia e Ocidente

em - Internacional As tensões sobre a Ucrânia aumentaram nos últimos meses, devido a acusações por parte dos países ocidentais de que Moscou prepara uma invasão.Ucrânia e Rússia estão em desacordo desde que o governo russo anexou a península da Crimeia em 2014. A situação se agravou com o conflito no leste da Ucrânia, que deixou mais de 13.000 mortos e onde a Rússia é acusada de apoiar os separatistas. O Kremlin nega.- Movimentação de tropas -Em 10 de novembro, os Estados Unidos pedem explicações à Rússia, após detectarem movimentos "incomuns" de tropas na fronteira com a Ucrânia.Em abril, Moscou já havia concentrado cerca de 100.000 soldados na fronteira, alimentando os primeiros temores de invasão.O presidente russo, Vladimir Putin, acusa os ocidentais de exacerbarem as tensões, ao entregarem armamento moderno à Ucrânia e fazerem "exercícios militares provocativos" no Mar Negro e perto de suas fronteiras.- Medo de uma ofensiva -Em 28 de novembro, a Ucrânia afirma que a Rússia tem cerca de 92.000 soldados estacionados em suas fronteiras, prontos para uma ofensiva no final de janeiro, ou início de fevereiro.Moscou nega essas acusações e, em 1º de dezembro, acusa a Ucrânia de deslocar tropas para o leste do território. - Cúpula Virtual Biden-Putin -Em uma cúpula bilateral virtual realizada em 7 de dezembro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ameaça Putin com "sérias sanções econômicas", se ele invadir a Ucrânia. O presidente russo exige "garantias legais" de que a Ucrânia não vai aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).No dia 17, Moscou apresenta dois projetos de tratados para proibir qualquer expansão da Aliança Atlântica e o estabelecimento de bases militares americanas em países da antiga órbita soviética.Washington diz estar pronto para lançar um "diálogo diplomático" com Putin, mas considera algumas de suas exigências "inadmissíveis". Em 28 de dezembro, Moscou e Washington concordam com uma negociação sobre a segurança na Europa.- Semana diplomática -Em 10 de janeiro de 2022, russos e americanos iniciam tensas negociações em Genebra, primeira etapa de uma intensa semana diplomática. No dia 12, Otan e Rússia declaram suas profundas "divergências" sobre a segurança na Europa, ao final de um conselho bilateral em Bruxelas. - Ataque cibernético maciço na Ucrânia -Em 14 de janeiro, vários sites do governo ucraniano são alvo de um ataque cibernético em massa. As autoridades afirmam ter "provas" do envolvimento russo.No mesmo dia, Washington acusa Moscou de ter enviado à Ucrânia operações de "sabotagem" para criar um "pretexto" para uma invasão, o que o Kremlin descreve como declarações "gratuitas".- Tropas russas em Belarus -Em 18 de janeiro, a Rússia começa a enviar soldados para Belarus para exercícios de prontidão de combate "improvisados" nas fronteiras da UE e da Ucrânia. Preocupada com a possível implantação de armas nucleares russas em Belarus, Washington adverte que Moscou pode atacar a Ucrânia "a qualquer momento".- Blinken na Ucrânia -Na quarta-feira, 19, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, pede a Putin que escolha a "via pacífica", durante uma visita a Kiev para expressar seu apoio à Ucrânia.Washington anuncia uma ajuda de segurança adicional de US$ 200 milhões para a Ucrânia. O governo ucraniano diz que não planeja qualquer ofensiva contra os separatistas pró-russos.- Biden espera uma 'incursão' -Ainda em 19 de janeiro, Biden menciona a possibilidade de uma "pequena incursão" da Rússia na Ucrânia.Mais tarde, a Casa Branca esclarece essas declarações, prometendo "uma resposta rápida, dura e unida" dos Estados Unidos e de seus aliados, se as forças militares russas cruzarem a fronteira da Ucrânia. Em 20 de junho, os Estados Unidos aprovam pedidos dos países bálticos para enviar armas de fabricação americana para a Ucrânia.- Lavrov e Blinken cara a cara -Nesta sexta-feira, 21 de janeiro, Blinken e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, reúnem-se em Genebra, no momento em que a Ucrânia acusa a Rússia de aumentar seu apoio militar aos separatistas, e Moscou exige a retirada das tropas estrangeiras da Otan estacionadas na Romênia e na Bulgária. Blinken promete uma resposta "unida, rápida e severa" de Washington e seus aliados, se a Ucrânia for invadida, assegurando, ao mesmo tempo, que os Estados Unidos ainda buscam uma solução diplomática.No início da reunião bilateral, Lavrov afirmou, por sua vez, que não espera "avanços" com seu homólogo americano. Veja Mais