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Intenção de consumo das famílias tem maior nível desde início da pandemia

G1 Economia Indicador cresceu 1,1% na passagem de julho para agosto, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 1,1% entre julho e agosto, com expansão de 17% ante agosto de 2021, para 82,1 pontos, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (18). Com o aumento, o ICF atingiu maior patamar desde abril de 2020 (95,6 pontos), ou seja, desde começo de pandemia de covid-19, pontuou a entidade. De acordo com a CNC, o desempenho foi impulsionado por famílias com renda mais alta, mais otimistas e dispostas a consumir em agosto. Dos sete tópicos usados para cálculo do indicador, seis apresentaram alta em agosto, como emprego atual (0,9%); renda atual (1,9%); acesso ao crédito (1,3%); nível de consumo atual (2,8%) perspectiva de consumo (0,8%) e momento para duráveis (1,2%). Nessa comparação, o único recuo foi observado em perspectiva profissional (-0,3%). Também na comparação com agosto de 2021 seis tópicos mostraram aumento. É o caso das elevações observadas, nessa comparação, em emprego atual (26,1%), perspectiva profissional (27,3%), renda atual (23,8%), acesso ao crédito (4,9%), nível de consumo atual (18%) e perspectiva de consumo (10,4%). A única queda foi registrada em momento para duráveis (-1,3%). A CNC destacou que, em agosto, as famílias com maior renda – com ganhos mensais acima de dez salários mínimos, na faixa de renda pesquisada pelo levantamento – se mostraram satisfeitas com o acesso ao crédito, com indicador acima dos 100 pontos, o que não acontecia desde março deste ano. “Apesar do aumento do auxílio para as famílias de menor renda, esses consumidores estão cautelosos, principalmente pela inflação em nível ainda elevado, alto endividamento e custo do crédito crescente”, ressaltou a economista responsável pela pesquisa Catarina Carneiro. Pesquisa aponta consumo maior de alimentos industrializados Outro item destacado pela CNC no comunicado foi indicador Nível de Consumo Atual em agosto, com crescimento de 2,8% ante julho, o maior dos últimos seis meses nessa comparação. Ele é medido a partir das respostas dos entrevistados a respeito do quanto as famílias estão comprando em relação ao ano passado (mais, menos ou a mesma quantidade), detalhou a confederação. “Importante destacar que esse item foi o que obteve o maior crescimento em ambos os grupos de renda”, afirmou, em comunicado, o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Veja Mais

Para onde vai o preço da gasolina?

G1 Economia Preço do combustível começou a cair em junho, após disparada desde meados de 2021. Mas o que esperar para os próximos meses? Imagem mostra carro sendo abastecido em posto de combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço da gasolina começou a disparar em meados do ano passado – e só recentemente começou a dar sinais de alívio ao bolso dos consumidores. Veja perguntas e respostas sobre os preços dos combustíveis no Brasil Mas para onde vai o preço do combustível agora? Por que os preços estão caindo? Enquanto a alta foi puxada pela retomada da economia global após o tombo provocado pela pandemia da Covid, aliada à forte alta do dólar frente ao real e aos efeitos da guerra na Ucrânia, a queda recente veio principalmente na esteira do corte da tributação sobre o produto. Em meados de junho, entrou em vigor a legislação que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) que incidem sobre itens considerados essenciais – como combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. O ICMS é um imposto estadual, compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país e é responsável pela maior parte dos tributos arrecadados pelos estados. A mesma lei também zerou as alíquotas dos tributos federais incidentes sobre a gasolina – que, em junho, representavam cerca de 10% do preço do combustível vendido ao consumidor, segundo dados da Petrobras. Como estão os preços hoje? A entrada em vigor da nova lei teve efeito rápido: no mesmo mês, o preço da gasolina vendida ao consumidor recuou 0,72%. E, em julho, o tombo foi de 15,48%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado em 12 meses, depois de 16 meses seguidos com alta na casa dos dígitos, a gasolina finalmente voltou a ter uma alta discreta no mês passado, de 5,64%. O litro da gasolina, que chegou a ser vendido no primeiro semestre, em média, a R$ 7,39 (embora em alguns locais tenha passado a casa dos R$ 10) – recuou para R$ 5,74 no final de julho. Uma tentativa de ataque aos sistemas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que realiza esse levantamento de preços, no entanto, deixou indisponíveis dados mais recentes. A expectativa é que, quando a divulgação for retomada, a pesquisa mostre nova queda – já que a Petrobras reduziu mais uma vez, nesta terça-feira (16), o preço da gasolina vendida às distribuidoras, acompanhando um alívio nos preços internacionais do petróleo. Gasolina fica mais barata nas distribuidoras E como fica daqui pra frente? A expectativa é que preço do litro da gasolina se estabilize – ou até continue caindo por mais algum tempo. "A nossa perspectiva é de que não ocorram novos aumentos do preço de gasolina esse ano", diz o líder de análise da Warren Investimentos, Frederico Nobre. "É possível que a gasolina se mantenha nos patamares atuais ou até caia um pouco mais no decorrer de 2022", completa. "Tudo vai depender do ritmo da economia mundial", aponta André Braz, economista e coordenador dos índices de preços da Fundação Getulio Vargas (FGV). Braz explica que o mundo ainda vive um período de inflação em alta, o que deve fazer com que bancos centrais das principais economias sigam elevando suas taxas de juros para deter a alta de preços. Esse movimento 'esfria' a economia, e dificulta uma alta de preços das commodities – incluindo o petróleo. "Para essas matérias primas mais baratas, incluindo aí o petróleo, a tendência é que os preços não subam tão fortemente ou até caiam", diz o economista. Ele lembra que, em dólar, o preço do barril já caiu em torno de 20%, o que abriu espaço para as recentes reduções no preço da gasolina vendida pela Petrobras. E que, se essa tendência continuar, há chances de novas quedas nos preços da gasolina e do diesel. Entenda por que a queda internacional do petróleo não significa recuo dos preços dos combustíveis no Brasil O economista aponta, no entanto, que essas expectativas podem ser revertidas, por conta das eleições marcadas para outubro, e por conflitos geopolíticos, como a guerra na Ucrânia e a tensão entre os Estados Unidos e a China em relação a Taiwan. "Então vai depender exatamente de como o mundo vai se comportar. Só que nesse momento o que eu descrevi [a estabilidade ou queda de preços] parece ser a tendência, o que a gente deve ter a maior probabilidade de acontecer", aponta. Um levantamento da XP estima que a gasolina tenha deflação, dentro do IPCA, de 8,28% em agosto, seguida de outra, bem mais suave, em setembro (-0,67%). No último trimestre do ano, leves altas devem fazer o preço subir cerca de 5%. Mas a expectativa da instituição financeira é que, ao final de 2022, o litro esteja sendo vendido cerca de 15% mais barato do que era no início de janeiro. Se isso se concretizar, o brasileiro pode entrar no próximo ano pagando, em média, pouco mais de R$ 5,60 por litro da gasolina. E em 2023? O alívio deste ano, no entanto, pode ter fôlego curto: isso porque, caso não haja mudança, a partir de janeiro os tributos federais voltam a incidir sobre a gasolina – e a pressionar o bolso dos motoristas. "Para 2023 é outra conversa. Acho que tem que esperar um pouco mais para a gente conseguir se aprofundar. Existe uma eleição aí no meio do caminho que pode modificar a medida do ICMS, a questão toda da PEC dos benefícios, enfim, então preferimos esperar para entender", diz Nobre, da Warren. Veja Mais

Governo leiloou Congonhas e mais 14 aeroportos nesta quinta-feira

G1 Economia Os 3 blocos foram arrematados; governo garantiu uma arrecadação de mais de R$ 2,7 bilhões. Governo leiloou Congonhas e mais 14 aeroportos nesta quinta-feira Os 3 blocos foram arrematados; governo garantiu uma arrecadação de mais de R$ 2,7 bilhões. Leilão aconteceu na B3, em São Paulo,. Foram oferecidos 15 aeroportos divididos em 3 blocos. Expectativa é que vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões nos terminais Veja Mais

Ibovespa opera sem direção definida nesta quinta-feira

G1 Economia Na quarta-feira, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,17%, a 113.708 pontos. Imagem ilustrativa sobre a alta do dólar e o mercado de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera sem direção definida nesta quinta-feira (18), após quatro avanços consecutivos, com movimentos de realização de lucros prejudicando o desempenho da bolsa paulista. Às 14h13, o Ibovespa recuava 0,19%, a 113.494 pontos. Veja mais cotações. Entre os destaques, Petrobras subia mais de 1%, acompanhando a alta dos preços do petróleo que operam com avanço de mais de 2% nesta quinta. Na quarta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,17%, a 113.708 pontos, renovando a máxima desde 20 de abril. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular avanço de 10,22% no mês. No ano, a alta é de 8,48%. Parte relevante das altas recentes no pregão paulista têm sido atribuída à perspectiva de que o Banco Central encerrou ou deve concluir em breve o ciclo de alta da taxa básica de juros. Congonhas e outros 14 aeroportos devem passar para a iniciativa privada O que está mexendo com os mercados? No exterior, as bolsas tinham viés de alta em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed) poderá seguir um caminho menos agressivo no ritmo de elevação da taxa de juros na maior economia do mundo. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 2.000, para 250.000 na semana encerrada em 13 de agosto, informou nesta quinta-feira o o Departamento do Trabalho. A ata da última reunião do Fed reforçou as apostas de que o BC dos EUA deve elevar a taxa básica de juros americana em 50 ponto percentual na próxima reunião, em setembro,, e encerrar o ciclo de altas até o fim deste ano – em 3,25% ao ano. Desde março, o Fed já aumentou sua taxa de juros em 2,25 pontos percentuais. A ata da reunião de 26 e 27 de julho, publicada na quarta-feira, mostrou que, embora as autoridades do Fed "tenham observado que o mercado de trabalho permaneceu forte", muitos também notaram "que havia alguns sinais iniciais de um abrandamento das perspectivas para o mercado de trabalho". Por aqui, a agenda econômica do dia tem como destaque o leilão de concessão do aeroporto de Congonhas e mais 14 aeroportos. O governo prevê investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões durante os 30 anos da concessão. Veja Mais

Governo leiloa nesta quinta-feira Congonhas e mais 14 aeroportos

G1 Economia Anac prevê investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões durante os 30 anos da concessão. Se os 3 blocos forem arrematados, governo garantirá uma arrecadação inicial de ao menos R$ 938 milhões. Movimentação no aeroporto de Congonha, na cidade de São Paulo, SP, em imagem de arquivo RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza nesta quinta-feira, a partir das 14h, o leilão de concessão de 15 aeroportos – incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais ainda não administrados por operadores privados. A expectativa do governo federal é que os vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas – a "joia da coroa" do leilão. Os 15 aeroportos da 7ª rodada de concessões da Anac estão divididos em 3 blocos. Quem arrematar Congonhas, por exemplo, também terá de administrar outros 10 aeroportos localizados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. O lote deve ser o mais disputado, e terá lance mínimo de R$ 740 milhões. Se os 3 blocos forem arrematados, o governo garantirá uma arrecadação inicial de ao menos R$ 938,4 milhões. Com leilão desta quinta, tráfego nacional privatizado deve passar de 90% Veja lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada Esta será a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em 6 estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Veja no mapa abaixo: Regras do leilão Vencerá cada bloco a concessionária que oferecer o maior valor de contribuição inicial mínima. Um mesmo proponente poderá arrematar mais de um bloco. O requisito mínimo de habilitação técnica será a comprovação de experiência de processamento, em pelo menos um dos últimos 5 anos, de um 1 milhão de passageiros para o Bloco Norte II e 5 milhões de passageiros para os blocos SP-MS-PA-MG. No caso do Bloco Aviação Geral, o número exigido será de no mínimo 200 mil passageiros ou, alternativamente, 17 mil pousos e decolagens. Além da contribuição inicial a ser paga ao governo na assinatura dos contratos, as novas concessionárias terão que pagar uma outorga variável sobre a receita bruta – estabelecida em percentuais crescentes calculados do 5º ao 9º ano do contrato, tornando-se constantes a partir de então até o final da concessão. Os valores projetados para os contratos contemplam uma receita estimada de R$ 15,2 bilhões para os 15 aeroportos, sendo R$ 11,6 bilhões para o Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 1,7 bilhão para o Bloco Aviação Geral; e R$ 1,9 bilhão para o Bloco Norte II. As regras do edital estabelecem investimentos mínimos a serem realizados nos 5 primeiros anos de concessão. Composição dos 3 blocos Bloco SP-MS-PA-MG Lance inicial mínimo: R$ 740,1 milhões Investimentos previstos: R$ 5,8 bilhões Congonhas/São Paulo (SP) Campo Grande (MS) Corumbá (MS) Ponta Porã (MS) Santarém (PA) Marabá (PA) Carajás/Parauapebas (PA) Altamira (PA) Uberlândia (MG) Uberaba (MG) Montes Claros (MG) Bloco Aviação Geral Lance inicial mínimo: R$ 141,4 milhões Investimentos previstos: R$ 552 milhões Campo de Marte/São Paulo (SP) Jacarepaguá/Rio de Janeiro (RJ) Bloco Norte II Lance inicial mínimo: R$ 56,8 milhões Investimentos previstos: R$ 875 milhões Belém (PA) Macapá (AP) Os 15 aeroportos concentram cerca de 15% do tráfego de passageiros Segundo a Anac, os três blocos da 7ª rodada concentram o equivalente a 15,8% do total do tráfego de passageiros do país, o equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano. Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Segundo a Anac, se os 3 lotes do leilão desta quinta-feira forem arrematados, o percentual de passageiros pagos movimentados no mercado brasileiro atendidos por operadores privados chegará a 91,6%. A expectativa do mercado é de que a 7ª rodada atrairá interessados nos 3 lotes. O grupo CCR, no entanto, que já detém a concessão de diversos aeroportos no país, anunciou na terça-feira que decidiu ficar de fora do leilão e focar nas entregas de obras e operações dos aeroportos que administra. Para Maysa Abrahão Tavares Verzola, do escritório Gasparini, Nogueira de Lima e Barbosa Advogados, a inclusão de Congonhas em bloco de aeroportos menos expressivos ou rentáveis pode acabar resultando em pouca competitividade no leilão e ausência de outros grandes operadores. "É provável que as concessões sejam arrematadas pelo lance mínimo", avalia. 'Principal fator de mudança com a desestatização é agilidade em algumas transformações', diz especialista sobre leilão de aeroportos Próximos da fila Se o leilão tiver sucesso, entre os aeroportos sob gestão da Infraero vai restar só o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na fila da privatização. Os demais aeroportos são estaduais ou municipais. A previsão é que o aeroporto Santos Dumont seja leiloado no segundo semestre de 2023, junto com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão, que será relicitado após a concessionária RIOGaleão pedir para devolver a administração do aeroporto. Outro aeroporto que será relicitado e aguarda um próximo leilão é o de Viracopos. Veja Mais

Anac inicia leilão de 15 aeroportos na B3; bloco com Congonhas foi arrematado por R$ 2,45 bilhões

G1 Economia São 3 blocos reunindo terminais localizados em 6 estados; expectativa do governo federal é que os vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza nesta quinta-feira (18) o leilão de concessão de 15 aeroportos — incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais ainda não administrados por operadores privados. A sessão pública começou às 14h, na sede da B3, na capital paulista. ACOMPANHE AO VIVO A expectativa do governo federal é que os vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas – a "joia da coroa" do leilão. É a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em 6 estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Com leilão desta quinta, tráfego nacional privatizado deve passar de 90% Veja lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada VEJA OS BLOCO LEVADOS A LEILÃO Bloco SP-MS-PA-MG Vencedor: Aena Desarrollo Internacional Valor: R$ 2,45 bilhões Ágio: 231,02% Lance inicial mínimo: R$ 740,1 milhões Investimento previsto: R$ 5,8 bilhões Congonhas/São Paulo (SP) Campo Grande (MS) Corumbá (MS) Ponta Porã (MS) Santarém (PA) Marabá (PA) Carajás/Parauapebas (PA) Altamira (PA) Uberlândia (MG) Uberaba (MG) Montes Claros (MG) Bloco Aviação Geral Vencedor: XP Infra IV FIP Infraestrutura Valor: R$ 141,4 milhões Ágio: 0,01% Lance inicial mínimo: R$ 141,38 milhões Investimentos previstos: R$ 552 milhões Campo de Marte/São Paulo (SP) Jacarepaguá/Rio de Janeiro (RJ) Bloco Norte II Em andamento Lance inicial mínimo: R$ 56,8 milhões Investimentos previstos: R$ 875 milhões Belém (PA) Macapá (AP) Regras do leilão Vence cada bloco a concessionária que oferecer o maior valor de contribuição inicial mínima. Um mesmo proponente poderá arrematar mais de um bloco. O requisito mínimo de habilitação técnica é a comprovação de experiência de processamento, em pelo menos um dos últimos 5 anos, de um 1 milhão de passageiros para o Bloco Norte II e 5 milhões de passageiros para os blocos SP-MS-PA-MG. No caso do Bloco Aviação Geral, o número exigido será de no mínimo 200 mil passageiros ou, alternativamente, 17 mil pousos e decolagens. Além da contribuição inicial a ser paga ao governo na assinatura dos contratos, as novas concessionárias terão que pagar uma outorga variável sobre a receita bruta – estabelecida em percentuais crescentes calculados do 5º ao 9º ano do contrato, tornando-se constantes a partir de então até o final da concessão. Os valores projetados para os contratos contemplam uma receita estimada de R$ 15,2 bilhões para os 15 aeroportos, sendo R$ 11,6 bilhões para o Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 1,7 bilhão para o Bloco Aviação Geral; e R$ 1,9 bilhão para o Bloco Norte II. As regras do edital estabelecem investimentos mínimos de modernização nos aeroportos a serem realizados já nos 5 primeiros anos de concessão. Congonhas e outros 14 aeroportos devem passar para a iniciativa privada Veja Mais

Auxílio Brasil e vale-gás: parcela de agosto está liberada para quem tem NIS final 8; veja o calendário

G1 Economia Veja onde obter mais informações sobre os benefícios, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. Se aprovada, a PEC liberará, no total, R$ 93 bilhões para o governo investir no Auxílio Brasil GETTY IMAGES via BBC Beneficiários do Auxílio Brasil recebem nesta quinta-feira (18) a parcela de agosto dos benefícios. Terão direito aos pagamentos as pessoas que tenham Número de Identificação Social (NIS) com final 8. O mesmo grupo também recebe o vale-gás com valor integral do botijão. Os beneficiários dos grupos com NIS final 1 a 7 já receberam os pagamentos. O benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados (veja calendário abaixo). LEIA TAMBÉM: Auxílio 2022 pode reduzir pobreza, mas conta para os mais pobres virá depois, alerta economista da FGV Governo e Congresso driblam regras eleitorais e orçamentárias às vésperas da disputa nas urnas Um total de 20,2 milhões de beneficiários em condição de vulnerabilidade social vai receber o mínimo de R$ 600 neste mês referente ao Auxílio Brasil. O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 400 para R$ 600, será válido entre agosto e dezembro deste ano. Esse acréscimo no valor do Auxílio Brasil está dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em medidas de auxílio à população pobre e a algumas categorias profissionais. Auxílio Brasil bate recorde de buscas em julho Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa Novo cartão começa a ser entregue; veja perguntas e respostas TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O investimento total para o pagamento do Auxílio Brasil em agosto de 2022 é superior a R$ R$ 12,1 bilhões. O valor médio é de R$ 607,88. Além do benefício principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Informações por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Informações por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Auxílio Gás O Auxílio Gás manteve as datas de depósitos do Auxílio Brasil, que funcionam de acordo com o fim do Número de Inscrição Social (NIS). No valor de R$ 110 a parcela se refere ao mês de agosto e irá beneficiar 5,6 milhões de famílias. 5,6 milhões de famílias irão receber o auxílio gás no valor de R$ 110 em agosto. Reprodução/RBS TV O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. Veja no calendário abaixo: Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Consulta É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121. Veja Mais

China tenta 'semear chuva' para aliviar seca extrema

G1 Economia Autoridades estão realizando operações de semeadura de nuvens no centro e sudoeste da China. Autoridades realizam operações de semeadura de nuvens na Província de Hubei CHINA DAILY VIA REUTERS Autoridades chinesas estão tentando induzir chuvas em partes do centro e sudoeste da China em meio a uma seca severa e uma onda de calor recorde. O rio Yangtze, a hidrovia mais longa da Ásia, está agora em níveis recordes de baixa. Em alguns trechos, houve menos da metade das chuvas habituais. Entenda: o arriscado plano da China de 'semear nuvens' em mais da metade de seu território Os reservatórios hidrelétricos estão atualmente reduzidos pela metade, segundo autoridades. Ao mesmo tempo, um aumento na demanda por ar-condicionado colocou as empresas de energia sob extrema pressão. A onda de calor de dois meses é a mais longa já registrada na China, de acordo com o Centro Nacional do Clima. As províncias ao redor do rio Yangtze, atingido pela seca, recorreram a operações de semeadura de nuvens para combater a falta de chuva, com Hubei e várias outras províncias lançando 'foguetes' transportando produtos químicos para o céu, segundo a mídia local. Mas a falta de cobertura de nuvens paralisou os esforços em algumas áreas que buscam fazer a mesma operação. Enquanto isso, as temperaturas em Sichuan e nas províncias vizinhas ultrapassaram 40°C. Nesse contexto, os escritórios do governo em Sichuan foram solicitados a manter os níveis de ar condicionado em não inferiores a 26°C, de acordo com o jornal Sichuan Daily, citado pela agência de notícias Reuters. Os trabalhadores também foram orientados a usar escadas em vez de elevadores, sempre que possível. Milhões de moradores também foram atingidos por apagões na província. Na cidade de Dazhou, onde vivem cerca de 5,4 milhões de pessoas, os apagões duram até três horas, informou a mídia local. Os relatos são de que as fábricas da província foram forçadas a cortar a produção ou interromper o trabalho como parte das medidas de emergência para redirecionar o fornecimento de energia para as residências. - Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62589828 Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis em Araripina e Salgueiro nesta quinta-feira (18)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de Trabalho Divulgação/prefeitura de Rio das Ostras Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta quinta-feira (18) em Araripina e Salgueiro no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho, em Salgueiro, ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Últimos dias

Câmara de Comércio Exterior formaliza redução de 10% na Tarifa Externa Comum do Mercosul

G1 Economia Medida foi selada pelos países do bloco no mês passado. A Camex também aprovou a redução do imposto de importação de proteínas do soro do leite e de airbags para motos . O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) formalizou nesta quarta-feira (17) a redução em 10% das alíquotas da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. A TEC é uma tarifa de importação usada nos países que compõem o Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A ideia de uma tarifa única é evitar disputas tarifárias dentro do grupo. A redução da alíquota em até 10% já tinha sido aprovada pelo bloco em julho. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro não compareceu à cúpula dos líderes do bloco. Ele enviou um vídeo no qual defendeu a redução da tarifa. Agora, a Camex incorporou a redução na norma brasileira. A resolução entra em vigor no dia 1º de setembro. Países do Mercosul se reúnem presencialmente pela 1ª vez após a pandemia, mas Bolsonaro escolhe participar virtualmente Segundo o Ministério da Economia, a decisão “busca estabelecer uma estrutura tarifária mais eficiente para ampliar a inserção dos países do Mercosul no comércio internacional, além de aumentar a competitividade e a integração das economias do bloco”. Ainda segundo a pasta, a redução atinge a “maior parte do universo tarifário, resguardadas as exceções já existentes no bloco”. Na prática, o Brasil já estava trabalhando com uma Tarifa Externa Comum reduzida. Isso porque o governo anunciou dois outros cortes no imposto de importação. Em novembro de 2021, aprovou um corte permanente de 10%. Em maio deste ano, outro de 10%, mas com duração até o final de 2023. A Camex também aprovou a redução do imposto de importação de sete produtos, dentre eles, airbags para proteção de motociclistas, proteínas do soro do leite, e complementos alimentares. Com a medida, esses produtos passam a integrar a Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec). As alíquotas serão reduzidas a partir de 1º de setembro. As tarifas de importação desses itens serão zeradas ou reduzidas a 4%. Até agora, variavam de 11,2% a 35%. Veja Mais

B3 quer que empresas expliquem falta de diversidade em diretoria e conselho

G1 Economia Uma das regras prevê que as companhias listadas tenham ao menos uma mulher e um integrante 'de comunidade minorizada' na diretoria ou conselho de administração. A operadora da bolsa brasileira B3 disse nesta quarta-feira (17) que colocou em audiência pública um conjunto de regras sobre representatividade em empresas listadas, incluindo a previsão de que as companhias tenham que explicar ao mercado a falta de diversidade nos cargos mais altos. Uma das regras prevê que as companhias listadas tenham ao menos uma mulher e um integrante "de comunidade minorizada" na diretoria ou conselho de administração, disse a B3 em comunicado à imprensa. Quem descumprir, porém, terá apenas que comunicar ao mercado os motivos. Museu do mercado de capitais 'estreia' na B3 com passeio pela história das bolsas e foco em educação financeira A B3 considera comunidade minorizada pessoas pretas ou pardas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ ou pessoas com deficiência. Serão utilizados critérios de autodeclaração. Além disso, se uma mesma pessoa se enquadrar em ambos os critérios – uma mulher com deficiência, por exemplo –, a empresa também já estaria enquadrada na regra, segundo a B3. Das mais de 400 empresas listadas, 60% não têm nenhuma mulher na diretoria estatutária, e 37% não possuem participação feminina no conselho, de acordo com a operadora da bolsa. A B3 afirmou não ter dados amplos sobre raça e etnia, mas um levantamento com 73 companhias mostrou que 79% delas responderam ter entre zero e 11% de pessoas negras em cargos de diretoria. A audiência pública, onde podem ser sugeridas mudanças, vai até 16 de setembro e a previsão da B3 é que o texto comece a vigorar em 2023. Além das normas para representatividade em conselho e diretoria, o conjunto de regras proposto ainda engloba a inclusão de indicadores sociais, de governança e ambientais nas remunerações variáveis (condicionadas ao desempenho) dos conselheiros das companhias listadas. A série de regras vale para empresas listadas em todos os segmentos. Os prazos de implementação são distintos, com tempo de carência até 2026, por exemplo, para a norma de representatividade nas lideranças das companhias, sendo que em 2025 as empresas já precisariam comprovar a eleição de uma das posições. As companhias que listarem ações na B3 após a vigência das novas normas também terão um tempo de adaptação às regras. Veja Mais

Ibovespa opera em queda seguindo exterior

G1 Economia Na terça-feira, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,43%, a 113.512 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quarta-feira (17), acompanhando o clima negativo nas bolsas do exterior, à espera de novas pistas sobre os rumos da taxa de juros nos Estados Unidos. Às 10h04, o Ibovespa recuava 0,41%, a 113.044 pontos. Veja mais cotações. Na terça-feira, a bolsa fechou em alta de 0,43%, a 113.512 pontos, renovando a máxima desde 20 de abril. Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 10,03% no mês. No ano, a alta é de 8,29%. O que está mexendo com os mercados? Os mercados aguardam nesta quarta-feira a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), atrás de mais pistas sobre o ritmo de alta da taxa de juros nos EUA. O documento pode ajudar a esclarecer o que levaria as autoridades do Fed a adotar um terceiro aumento de 0,75 ponto percentual em sua reunião de 20 e 21 de setembro, e o que poderia levá-los a limitar os próximos aumentos a 0,5 ponto. Dados desde a última reunião do Fed mostraram que a inflação anual ao consumidor diminuiu em julho para 8,5%, de 9,1% no mês anterior, um fato que levou a maioria dos investidores a esperar um aumento de 0,5 ponto nos juros no próximo mês. Na Europa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre foi revisado de 0,7% para 0,6% na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início da campanha eleitoral e para as primeiras pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostraram nesta quarta-feira que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,69% neste mês, na primeira deflação desde o final do ano passado, refletindo a queda nos preços das commodities e a redução do ICMS sobre os setores de energia elétrica e combustíveis.. Veja Mais

Dólar opera em alta e volta a passar de R$ 5,20

G1 Economia Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,95%, a R$ 5,14. O dólar opera em alta nesta quarta-feira (17), à espera da divulgação, esperada para a tarde, da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), que pode dar pistas sobre os rumos da taxa de juros norte-americana. Às 10h05, a moeda norte-americana subia 1,16%, vendida a R$ 5,1997. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,2133. Veja mais cotações. Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,95%, a R$ 5,14. Com o resultado desta terça, passou a acumular recuo de 0,66% no mês. No ano, tem desvalorização de 7,80% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? Os mercados aguardam nesta quarta-feira a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), atrás de mais pistas sobre o ritmo de alta da taxa de juros nos EUA. O documento pode ajudar a esclarecer o que levaria as autoridades do Fed a adotar um terceiro aumento de 0,75 ponto percentual em sua reunião de 20 e 21 de setembro, e o que poderia levá-los a limitar os próximos aumentos a 0,5 ponto. Dados desde a última reunião do Fed mostraram que a inflação anual ao consumidor diminuiu em julho para 8,5%, de 9,1% no mês anterior, um fato que levou a maioria dos investidores a esperar um aumento de 0,5 ponto nos juros no próximo mês. Na Europa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre foi revisado de 0,7% para 0,6% na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início da campanha eleitoral e para as primeiras pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostraram nesta quarta-feira que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,69% neste mês, na primeira deflação desde o final do ano passado, refletindo a queda nos preços das commodities e a redução do ICMS sobre os setores de energia elétrica e combustíveis. Prévia do PIB sobe 0,69% em julho; índice avança 2,18% em 12 meses Veja Mais

Viracopos tem queda no volume de carga movimentada em julho, mas acumulado do ano segue em alta

G1 Economia Aeroporto de Campinas recebeu ou despachou 30.875 toneladas pelo Terminal de Cargas no 7º mês de 2022, retração de 0,89% diante das 31.155 movimentadas no mesmo mês de 2021. Terminal de Cargas de Viracopos, o aeroporto de Campinas Aeroportos Brasil Viracopos O Aeroporto Internacional de Viracopos, de Campinas (SP), teve queda no volume movimentado pelo Terminal de Cargas em julho. A retração de 0,89% em relação ao mesmo mês de 2021, no entanto, não foi suficiente para interromper o aumento no acumulado do ano. O aeroporto vive um processo de relicitação e o governo federal sustenta que fará a nova concorrência ainda neste ano. No entanto, o edital está há cinco meses no Tribunal de Contas da União (TCU). Relicitação de Viracopos: entenda o que ainda falta para o aeroporto ter um novo leilão Nos primeiros sete meses de 2022, o terminal recebeu ou despachou 210.163 toneladas - volume acumulado 5% maior que no ano passado. Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, este foi o melhor resultado para movimentação de cargas desde o início da concessão, 2013. "Neste período, se destacaram, novamente, os setores farmacêutico, metalmecânico, químico, de tecnologia, automotivo e de vestuário. Hoje, Viracopos é o maior aeroporto em importação de carga do país, movimentando 40% de toda a carga aérea que chega ao Brasil", afirma a concessionária. Já nos 31 dias de julho, o aeroporto movimentou 30.875 toneladas, contra 31.155 toneladas no mesmo mês de 2021. Ainda que tenha ocorrido retração, o resultado de julho deste ano foi o quarto melhor de 2022. Passageiros Passageiros no Aeroporto de Viracopos, em Campinas Aeroportos Brasil Viracopos Já em relação ao número de passageiros, o mês de julho foi o mais movimentado desde o início da concessão. Embarcaram ou desembarcaram no terminal 1.058.194 pessoas. O recorde anterior havia sido registrado em maio também deste ano, com 1.018.456. Na comparação entre julho de 2021 e julho de 2022, a alta foi de 16,7%. No ano passado, foram 906.434 passageiros ante os 1.058.194 deste ano. Em meio ao recorde de passageiros, a Delegacia da Polícia Civil no Aeroporto Internacional de Viracopos registrou, no primeiro semestre de 2022, aumento de furtos de 65% de janeiro a junho, no comparativo com o mesmo período de 2021. Leia mais aqui. A relicitação O aeroporto encerrou 2021 com lucro líquido de R$ 276 milhões e registrou, pela primeira vez desde a concessão para a iniciativa privada, superávit financeiro em um exercício. A concessionária sempre reivindicou reequilíbrios no contrato de concessão por parte da Anac. De acordo com a empresa, a agência descumpriu itens que contribuíram para a perda de receita da estrutura. Em 2017, a concessionária manifestou pela primeira vez o interesse da devolver o aeroporto, mas emperrou na lei 13.448/2017, que regulamenta as relicitações de concessões aeroportuárias, ferroviárias e rodoviários do Brasil e só teve o decreto publicado em agosto de 2019. Por isso, apostou na recuperação judicial para solucionar a crise. A Aeroportos Brasil protocolou o pedido em 7 de maio de 2018 na 8ª Vara Cível de Campinas. Viracopos também foi o primeiro aeroporto do Brasil a pedir recuperação. Entre os pedidos de Viracopos, estavam o valor de reposição das cargas em perdimento - que entram no terminal e ficam paradas por algum motivo -, além da desapropriação de áreas para construção de empreendimentos imobiliários, um dos principais motivos apontados pela concessionária para a crise financeira, e um desacordo no preço da tarifa teca-teca, que é a valorização de cargas internacionais que chegam no aeroporto e vão para outros terminais. A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. Os outros 51% são divididos entre a UTC Participações (48,12%), Triunfo Participações (48,12%) e Egis (3,76%), que formam a concessionária. Os investimentos realizados pela Infraero correspondem a R$ 777,3 milhões. VÍDEOS: destaques da região de Campinas Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

Preço da arroba do boi começa agosto em queda e chega a R$ 258 em Rondônia

G1 Economia Valor caiu 1,52% em relação à semana anterior. Cotação refere-se ao preço médio pago ao produtor rural. O preço médio da arroba do boi gordo apresentou queda em Rondônia, apontou a nova cotação da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-RO). Na segunda semana de agosto, o preço médio da arroba foi de R$ 258,88. Arroba do boi TV TEM No levantamento mais recente, o preço médio foi 1,52% menor do que o comercializado na semana anterior, quando o produto era vendido por R$ 262,89. Além disso, o preço médio também é 11,64% menor do que o comercializado no mesmo período de 2021. A cotação da Emater refere-se ao preço médio pago ao produtor rural. Abaixo, veja os valores pagos em algumas cidades. Cotação do boi gordo à vista em RO O maior preço foi encontrado em Pimenta Bueno, onde o produtor recebe, por arroba, R$ 270. Já o menor valor, foi encontrado em Jaru, onde o produtor recebe R$ 245 por arroba. Veja outras notícias do campo Veja Mais

Caminhoneiros já podem fazer a autodeclaração para receber auxílio

G1 Economia Quem fizer o registro até o dia 29 de agosto receberá as duas primeiras parcelas de R$ 1 mil no dia 6 de setembro. O auxílio tem por objetivo ajudar os transportadores autônomos de carga a enfrentar o estado de emergência que decorre da alta do preço de combustíveis e derivados. Thomaz Silva/Agência Brasil O auxílio caminhoneiro começou ser pago neste mês e trabalhadores autônomos de carga que ainda estão de fora já podem fazer a autodeclaração para ter acesso ao benefício. O período de autodeclaração para recebimento da primeira e da segunda parcelas vai até o dia 29 de agosto. Quem fizer a autodeclaração até o final do mês e se encaixar nas regras do programa receberá as duas primeiras parcelas de R$ 1 mil no dia 6 de setembro. Devem fazer a autodeclaração os profissionais com cadastro em situação “ativo” no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas que não tiveram registro de operação de transporte rodoviário de carga neste ano. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, todos os profissionais nessa situação estão com uma notificação nos sistemas do governo. O preenchimento da autodeclaração pode ser feito no Portal Emprega Brasil, utilizando o login do Gov.br, ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, a fim de garantir que estão aptos a realizar operações de transportes. No primeiro lote, em 9 de agosto, mais de 190 mil foram habilitados a receber as duas primeiras parcelas de pagamento do Benefício Caminhoneiro-TAC,, referentes aos meses de julho e agosto. O governo estima que cerca de 900 mil caminhoneiros autônomos terão direito ao benefício. O chamado Benefício Emergencial aos Transportadores Autônomos de Carga (BEm Caminhoneiro) faz parte do pacotão eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze e será pago a transportadores autônomos de carga para compensar os efeitos do aumento no preço dos combustíveis. Mas, para ter direito ao benefício, os caminhoneiros precisam ficar atentos aos critérios exigidos pelo governo. Veja abaixo quem tem direito e como funciona o Benefício Caminhoneiro-TAC: Entenda como funciona o pagamento do Auxílio Caminhoneiro Quem tem direito e quais as regras? Têm direito ao benefício os transportadores autônomos de cargas devidamente cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) até 31 de maio de 2022 e em situação "ativo" em 27 de julho de 2022. Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos. O pagamento mensal do benefício no valor de R$ 1 mil será feito independentemente do número de veículos que eles possuírem. Os profissionais não precisarão apresentar comprovantes de compra de óleo diesel para ter direito ao valor. Quem estiver com situação cadastral "pendente" ou "suspenso" poderá regularizar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e se habilitar para ter direito ao auxílio. Quem precisa fazer a autodeclaração? Os caminhoneiros com cadastro em situação “ativo” no registro da ANTT mas sem operações registradas neste ano precisam preencher uma autodeclaração específica para fins de recebimento do benefício. Na autodeclaração, o caminhoneiro-TAC deverá afirmar que atende aos requisitos legais exigidos para recebimento do benefício e que está apto a realizar, de forma regular, transporte rodoviário de carga. Também será necessário informar o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) dos veículos cadastrados junto à ANTT. O período para fazer a autodeclaração vai de 15 a 29 de agosto, com pagamento da primeira e da segunda parcela previstos para 6 de setembro. Encerrado o período, a Dataprev fará um novo processamento dos dados para verificar os caminhoneiros a aptos a receber o benefício, se cumpridos os demais requisitos. "Os caminhoneiros-TAC que efetuarem a autodeclaração após 29 de agosto somente terão direito a receber o benefício a partir do mês da realização da autodeclaração, desde que atendidos os demais requisitos legais, sem possibilidade de pagamento retroativo", informa o ministério. Veja o calendário de pagamentos: Como saber se estou apto a receber? Para consultar a situação atual no RNTRC, basta fazer a consulta no site da ANTT, neste link. A busca pode ser feita a partir de informações do transportador, da localidade ou do veículo. As informações sobre os resultados do processamento e os pagamentos realizados poderão ser consultados na página eletrônica https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/beneficiocaminhoneiro. As informações sobre a elegibilidade do caminhoneiro ou as pendências/notificações para ter direito ao benefício estão disponíveis no Portal Emprega Brasil e no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Caso o motivo do indeferimento seja por irregularidade no CPF, o caminhoneiro deverá procurar a Receita Federal para regularizar sua situação. Nos casos de indeferimento por motivo de cadastro em situação “pendente” ou “suspenso” na ANTT, os profissionais deverão procurar a agência a fim de regularizar o registro. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? O BEm Caminhoneiro não será pago nas seguintes situações: se o caminhoneiro estiver com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; caso o caminhoneiro tenha seu CPF vinculado à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou caso o caminhoneiro seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos, ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente ao caminhoneiro que estiver recebendo benefício assistencial (como BPC/LOAS para a pessoa com deficiência), benefício por incapacidade, por invalidez, auxílio-reclusão ou se for elegível ao benefício taxista. MEI Caminhoneiro está incluído? Sim. A categoria de MEI Caminhoneiro poderá, como transportador autônomo de cargas cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), receber o benefício. Esse registro deve ter sido feito até 31 de maio de 2022. A categoria de MEI Caminhoneiro foi criada em dezembro de 2021, colocando os caminhoneiros no rol de profissões que podem se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs) e garantir os direitos previdenciários, sociais e tributários da categoria. Caminhoneiros podem aderir ao MEI; veja regras e como fazer Veja Mais

Auxílio Brasil e vale-gás: parcela de agosto é paga para novo grupo; saiba quem tem direito

G1 Economia Veja onde obter mais informações sobre os benefícios, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. Benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados. MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Será pago nesta terça-feira (16) a parcela de agosto do Auxílio Brasil e do vale-gás para o grupo de beneficiários portadores Número de Identificação Social (NIS) com final 6. O mesmo grupo também recebe o vale-gás com valor integral do botijão. Na semana passada, receberam os benefícios dos grupos com NIS final 1, 2, 3 e 4. O benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados (veja calendário abaixo). LEIA TAMBÉM: Auxílio 2022 pode reduzir pobreza, mas conta para os mais pobres virá depois, alerta economista da FGV Governo e Congresso driblam regras eleitorais e orçamentárias às vésperas da disputa nas urnas Um total de 20,2 milhões de beneficiários em condição de vulnerabilidade social vai receber o mínimo de R$ 600 neste mês referente ao Auxílio Brasil. O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 400 para R$ 600, será válido entre agosto e dezembro deste ano. Esse acréscimo no valor do Auxílio Brasil está dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em medidas de auxílio à população pobre e a algumas categorias profissionais. Auxílio Brasil bate recorde de buscas em julho Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa Novo cartão começa a ser entregue; veja perguntas e respostas TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O investimento total para o pagamento do Auxílio Brasil em agosto de 2022 é superior a R$ R$ 12,1 bilhões. O valor médio é de R$ 607,88. Além do benefício principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Informações por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Informações por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Auxílio Gás O Auxílio Gás manteve as datas de depósitos do Auxílio Brasil, que funcionam de acordo com o fim do Número de Inscrição Social (NIS). No valor de R$ 110 a parcela se refere ao mês de agosto e irá beneficiar 5,6 milhões de famílias. 5,6 milhões de famílias irão receber o auxílio gás no valor de R$ 110 em agosto. Reprodução/RBS TV O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. Veja no calendário abaixo: Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Consulta É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121. Veja Mais

Gasolina fica mais barata para distribuidoras a partir desta terça

G1 Economia Valor do litro vendido às distribuidoras terá queda de 4,8% a partir de terça-feira (16). No ano, combustível ainda acumula alta de 14,24%. A Petrobras reduziu nesta terça-feira (16) o preço da gasolina vendida às distribuidoras em 4,85%. O preço do litro passa de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Os preços dos demais combustíveis não foram alterados. O litro da gasolina era vendido às distribuidoras a R$ 3,71 desde a última redução, em 29 de julho. No ano, o combustível ainda acumula alta de 14,24%. No mês de julho, a gasolina ficou em média 15,48% mais barata nas bombas, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Em 12 meses, no entanto, ainda acumulava alta de 5,64%. A queda de preços no mês foi puxada principalmente pela imposição de um limite para as alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre o combustível. O levantamento semanal de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no entanto, não é divulgado há duas semanas, após uma tentativa de ataque aos sistemas da agência. Preços da gasolina nos EUA caem abaixo de US$ 4 pela 1ª vez desde março Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina "Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio", diz a estatal em nota. A Petrobras esclarece ainda que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,70, em média, para R$ 2,57 a cada litro vendido na bomba. Veja Mais

Movimentação de cargas nos portos cai 3,3% no primeiro semestre, diz Antaq

G1 Economia Setor movimentou 581,3 milhões de toneladas de janeiro a junho. Queda, a primeira desde 2019, foi motivada por 'lockdown' na China e desaceleração da economia global. Movimentação de cargas no Porto de Santos (SP). Divulgação/Santos Port Authority A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou nesta segunda-feira (15) que o setor portuário brasileiro movimentou 581,3 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2022, valor que representa uma queda de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado abrange a movimentação de cargas nos portos públicos e nos terminais privados. A última queda registrada no período havia sido no primeiro semestre de 2019, quando a movimentação caiu 2,9%. Segundo a agência, a redução na movimentação de cargas registrada neste ano acontece devido às medidas de lockdown na China e também ao desaquecimento da economia mundial. "Este ano, o primeiro semestre está fechando com um pequeno decréscimo, decréscimo que entendemos que ocorre principalmente em função dos problemas ocorridos nas China, em função de lockdown, de fechamento de indústrias, de portos. Isso impactou nas movimentações de granel sólido mineral e vegetal", afirmou o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery. "Nossos containeres também, cuja principal origem é a China, apresentou uma redução no período", completou Nery. Detalhamento Segundo os dados apresentados pela agência, commodities como minério de ferro, soja e petróleo puxaram a queda na movimentação de granéis, como são chamadas as mercadorias transportadas sem embalagem e em grandes quantidades nos porões dos navios. A queda de granel sólido foi de 4,4% no primeiro semestre, de granel líquido, 4,5%, e de contêineres, 4,4%. Houve aumento de movimentação somente da categoria de carga geral, de 18,6%, puxada por celulose. Já em relação ao tipo de produto transportado, a queda foi de 6,4% para minério de ferro (movimentação de 161,9 milhões de toneladas), 5,6% para petróleo (92,2 milhões) e 11,2% para soja (72,1 milhões), os três principais produtos movimentados pelo setor portuário no Brasil, considerando o número de toneladas. Somente a China, que apresentou restrições no início do ano, importa 60% do minério de ferro extraído no Brasil. Ainda em relação ao tipo de produto, houve aumento apenas na movimentação de fertilizantes (alta de 14,1%, chegando a 18,9 milhões de toneladas), celulose (17%, 12 milhões) e resíduos de óleo de soja (24,2%, 9,8 milhões) no primeiro semestre. Previsão para o ano O diretor-geral da Antaq disse que a agência espera que a perda seja compensada no segundo semestre, de modo a fechar o ano com uma movimentação próxima da ocorrida em 2021, quando foi movimentada 1,214 bilhão de toneladas pelos portos brasileiros. A projeção é que sejam movimentadas 631 milhões de toneladas no segundo semestre, encerrando este ano com 1,212 bilhão de toneladas movimentadas, uma queda de apenas 0,2% em relação ao ano passado. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Por que cada vez mais chineses param de pagar hipotecas e causam preocupação global

G1 Economia O setor imobiliário do país está lutando contra uma crise de caixa, forçando os compradores a tomar medidas extremas e interromper os financiamentos. "A construção para, o financiamento para. Entregue as casas e seja pago!" Construções não concluídas se tornaram comuns na China Getty Images via BBC Esse foi um dos gritos que os compradores de apartamentos descontentes na China usaram em um protesto em junho. Mas a ira deles sobre os imóveis inacabados não parou apenas em gestos e cânticos. Centenas deles pararam de pagar as parcelas de suas hipotecas – um passo radical para a China, onde a dissidência não é tolerada. Um jovem casal que se mudou para Zhengzhou, no centro da China, disse à BBC que, depois de receber o adiantamento no ano passado, a construtora desistiu do projeto e a construção parou. "Imaginei inúmeras vezes a alegria de viver em uma casa nova, mas agora tudo parece ridículo", disse a mulher, que não quis ser identificada. Por que o mundo está preocupado com a crise imobiliária na China? Uma outra mulher de pouco mais de 20 anos, que também comprou uma casa em Zhengzhou, disse à BBC que está pronta para parar de pagar o financiamento: "Depois que o projeto for totalmente retomado, continuarei pagando". Muitos deles podem pagar, mas estão optando por parar, ao contrário da crise das hipotecas subprime nos EUA em 2007, quando o dinheiro foi emprestado a pessoas que depois não conseguiam arcar com as dívidas. Na China, essas pessoas compraram casas em cerca de 320 projetos em todo o país, de acordo com uma estimativa de crowdsourcing no Github, onde os proprietários têm publicado sobre a decisão de parar o pagamento. Mas não está claro quantos realmente interromperam. Os empréstimos boicotados podem totalizar US$ 145 bilhões (R$ 735 bilhões), segundo estimativa da S&P Global. Outros analistas dizem que o número pode ser ainda maior. A revolta abalou as autoridades, que passaram a concentrar a atenção em um mercado já sob pressão de uma economia em desaceleração e uma séria crise financeira. Mais alarmante, isso sinalizou uma falta de confiança em um dos principais pilares da segunda maior economia do mundo. "Boicotes de hipotecas, impulsionados pela deterioração do sentimento em relação à propriedade, são... uma ameaça muito séria à posição financeira do setor", disse a think tank Oxford Economics em nota divulgada recentemente. Por que a crise imobiliária da China é preocupante? O setor imobiliário da China representa um terço da produção econômica do país. Isso inclui casas, aluguel e serviços de corretagem, além de indústrias que produzem produtos da linha branca que vão para apartamentos e materiais de construção. Mas a economia da China vem desacelerando - no último trimestre cresceu apenas 0,4% em relação ao ano anterior. Alguns economistas esperam uma estagnação neste ano. Isso se deve em grande parte à estratégia de covid-zero de Pequim - constantes lockdowns e restrições de isolamento afetaram a renda e, por sua vez, a poupança e os investimentos. O tamanho da economia da China significa que uma crise em um mercado crucial – como o imobiliário – pode afetar o sistema financeiro global. Especialistas acreditam que o contágio é a preocupação atual – os bancos não emprestarão se acreditarem que o setor está afundando. "Tudo vai depender da política", diz Ding Shuang, chefe de pesquisa econômica da Grande China no Standard Chartered. "Ao contrário de outras partes do mundo onde as bolhas imobiliárias estouram por causa dos mercados, aqui é por conta do governo." Trinta imobiliárias já perderam o pagamento da dívida externa. A Evergrande, que deu calote no ano passado em sua dívida de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão), é a de maior destaque. A S&P alertou que, se as vendas não aumentarem, mais empresas poderão seguir o mesmo caminho. A demanda por moradias também não está crescendo, pois a China passa por uma mudança demográfica, com a urbanização e o crescimento populacional em desaceleração. "A questão fundamental é que atingimos um ponto de virada no mercado imobiliário na China", diz Julian Evans-Pritchard, economista sênior da Capital Economics no país. Como chegamos a esse ponto? O setor imobiliário responde por cerca de 70% da riqueza pessoal na China – e os compradores de imóveis costumam pagar adiantado por projetos inacabados. Essas "pré-vendas" representam de 70% a 80% das vendas de novas casas na China, disse Evans-Pritchard, acrescentando que as construtoras precisam desse dinheiro porque o usam para financiar vários projetos ao mesmo tempo. Mas muitos chineses jovens e de classe média não estão mais investindo em imóveis, provavelmente por causa de uma economia fraca, perda de empregos e cortes salariais – e agora por medo de que as construtoras não concluam os projetos. "Isso é só parte do problema – as construtoras estavam contando com a entrada de dinheiro novo, e essas novas vendas não estão mais acontecendo", disse Evans-Pritchard. Mais de US$ 220 bilhões (R$ 1,11 trilhão) em empréstimos podem estar vinculados a projetos inacabados, segundo o grupo bancário ANZ. E o crédito - uma importante fonte de dinheiro nos anos de expansão - também secou. Em 2020, o governo da China introduziu as "três linhas vermelhas" - que são medidas contábeis para limitar quanto as construtoras poderiam tomar emprestado. Isso cortou o financiamento e a subsequente falta de confiança no mercado também afetou a disposição dos bancos de emprestar a empresas imobiliárias. O que o governo está fazendo? Por um lado, Pequim está colocando o ônus sobre os governos locais – eles estão oferecendo empréstimos reduzidos, descontos fiscais e subsídios em dinheiro para compradores de casas e fundos de alívio para construtoras. Mas isso tem um custo porque os cofres locais serão atingidos, à medida que as construtoras compram menos terras. "Acho que este é o momento para o governo central e os reguladores intervirem", disse Ding. "Em algum momento ele vai intervir para isolar o problema de algumas empresas e evitar o contágio. O setor é muito importante para a economia." O Financial Times informou recentemente que a China emitiu US$ 148 bilhões (R$ 750 bilhões) em empréstimos para ajudar o setor imobiliário, e a Bloomberg informou que os detentores de hipotecas podem receber um pagamento sem afetar sua pontuação de crédito. Mas, em uma nota recente, a Oxford Economics disse que qualquer intervenção governamental em imóveis e infraestrutura pode fornecer um impulso de curto prazo, mas que "não é ideal para o crescimento de longo prazo da China, pois o governo e o setor financeiro estão sendo forçados a ajudar a sustentar um setor imobiliário improdutivo (e falido)". Esta não é apenas uma crise financeira. O boicote às hipotecas corre o risco de se tornar um sério problema social, disse Ding. E isso pode se tornar um problema para o presidente Xi Jinping antes da realização de um congresso crucial do partido no final deste ano, onde se espera que ele busque um terceiro mandato histórico. O que acontece depois? Analistas dizem que o possível resgate – no valor de US$ 148 bilhões R$ 750 bilhões – pode não ser suficiente. A Capital Economics estima que as empresas precisam de US$ 444 bilhões (R$ 2,25 trilhões) apenas para concluir projetos interrompidos. Também não está claro se os bancos – especialmente os rurais menores – podem absorver o custo da greve das hipotecas. Mesmo que a construção reinicie, muitas construtoras podem não sobreviver porque é improvável que as vendas de casas sustentem o prejuízo. As vendas nas 100 maiores incorporadoras da China caíram 39,7% em julho em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a China Real Estate Information Corp (CRIC). Esta crise é a indicação mais clara de que a economia da China está em uma encruzilhada. "O governo está fazendo o possível para encontrar novas fontes de crescimento, mas isso será desafiador porque a economia depende, nas últimas três décadas, muito de propriedades, investimentos em infraestrutura e exportações", disse Evans-Pritchard. "A era de crescimento muito rápido na China provavelmente acabou... e isso é mais óbvio no setor imobiliário no momento." Reportagem adicional da BBC Pequim. Veja Mais

Lula deve comparecer à posse de Moraes na presidência do TSE

G1 Economia O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante encontro com empresários na Fiesp, em SP. Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir à posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (16), em Brasília. Fontes da campanha do petista relataram ao blog que Lula quer ir à posse e tentava organizar a agenda. No mesmo dia, ele tem o primeiro ato oficial de campanha em São Bernardo do Campo (SP), onde iniciou na política. A partir desta terça, com o início do período das campanhas eleitorais, os candidatos podem pedir votos a eleitores. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que vai lançar sua campanha à reeleição em Juiz de Fora (MG), também indicou que vai à posse de Moraes. Todos os ex-presidentes foram convidados. Michel Temer, que indicou Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017, já confirmou presença. Veja Mais

Região de Ribeirão Preto tem 437 vagas de emprego abertas; saiba como se candidatar

G1 Economia Oportunidades nesta segunda-feira (15) são em Ribeirão Preto, Jaboticabal, Sertãozinho, Serrana, Barretos e Bebedouro. Região de Ribeirão Preto tem 437 vagas de emprego abertas Marcelo Camargo/Agência Brasil As cidades de Ribeirão Preto (SP), Jaboticabal (SP), Sertãozinho (SP), Serrana (SP), Barretos (SP) e Bebedouro (SP) e estão com 437 vagas de emprego abertas nesta segunda-feira (15). (Veja abaixo como se candidatar) Entre as oportunidades estão cargos de auxiliar de produção, motorista, soldador, gerente de restaurante, pintos, mecânico, desenhista técnico e outros. O trabalhador interessado pode fazer o cadastro on-line no site do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para consultar as vagas e participar dos processos. Em caso de atendimento presencial nos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs), o candidato deve apresentar carteira de trabalho, RG, CPF ou CNH, comprovante de endereço atualizado e número do PIS. Ribeirão Preto - 55 vagas O PAT fica na Avenida Francisco Junqueira, 2625, Jardim Macedo. O atendimento acontece de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h. Mais informações sobre vagas e agendamento podem ser obtidas pelo telefone (16) 3625-7381. Gerente de restaurante Analista de recursos humanos Analista de crédito Técnico em segurança no trabalho Agente de vendas de serviços Supervisor administrativo Auxiliar de escritório (3 vagas) Armazenista Operador de caixa (3 vagas) Cobrador externo Operador de telemarketing ativo (2 vagas) Atendente de lanchonete Zelador de edifício Limpador de vidros Auxiliar de manutenção predial Faxineiro (4 vagas) Trabalhador da manutenção de edificações (2 vagas) Vigilante Porteiro de locais de diversão Controlador de pragas Lavador de veículos (2 vagas) Vendedor de comercio varejista (6 vagas) Promotor de vendas Repositor de mercadorias Atendente de lojas e mercados Instalador de cortinas e persianas Instalador de som e acessórios de veículos Vendedor em domicílio Costureiro na confecção em série Motorista de furgão ou veiculo similar (2 vagas) Motorista de caminhão (2 vagas) Embalador (2 vagas) Alimentador de linha de produção Operador de máquinas fixas (2 vagas) Operador de estação de tratamento de água Mecânico de manutenção de motores diesel Jaboticabal - 41 vagas O PAT fica no prédio da Prefeitura de Jaboticabal. O endereço é Esplanada do Lago Carlos Rodrigues Serra, 160, Vila Serra. O atendimento é feito de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 12h e das 13h às 16h. Técnico de garantia da qualidade Auxiliar de escritório Zelador de edifício (2 vagas) Faxineiro (4 vagas) Porteiro de edifícios (4 vagas) Porteiro de locais de diversão (2 vagas) Motociclista no transporte de documentos (8 vagas) Vendedor de comercio varejista Demonstrador de mercadorias Eletricista de instalações Operador de máquinas-ferramenta convencionais Pintor de veículos Motorista de ônibus urbano (5 vagas) Operador de moenda na fabricação de açúcar Mecânico de manutenção de motores diesel (3 vagas) Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas Mecânico de manutenção de automóveis Eletricista de instalações Funileiro de veículos (2 vagas) Serrana- 18 vagas Os interessados devem se cadastrar pelo site do Sine Fácil. De acordo com a última divulgação do Sine, a cidade tem as seguintes vagas: Armazenista (10 vagas) Operador de telemarketing receptivo Trabalhador da manutenção de edificações (3 vagas) Marmorista Operador de máquinas-ferramenta convencionais (2 vagas) Mecânico montador de motores Sertãozinho - 134 vagas O PAT Sertãozinho fica na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O endereço é Rua Voluntário Otto Gomes Martins, 1.380, Centro. O atendimento acontece de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 11h e das 13h às 16h. Informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3942-3714. Gerente de restaurante Analista de pesquisa de mercado Tecnólogo em automação industrial Engenheiro electrônico Farmacêutico Enfermeiro Administrador Contador Secretária(o) executiva(o) Técnico em eletromecânica Técnico químico Técnico de manutenção eletrônica Técnico eletrônico Técnico em manutenção de equipamentos Técnico mecânico Desenhista técnico (2 vagas) Desenhista projetista mecânico (3 vagas) Técnico de enfermagem Técnico em segurança no trabalho Assistente de vendas (3 vagas) Vendedor pracista (2 vagas) Supervisor de compras Representante comercial autônomo Inspetor de qualidade (2 vagas) Auxiliar de escritório (4 vagas) Assistente administrativo (2 vagas) Almoxarife Recepcionista (2 vagas) Empregado domestico nos serviços gerais (3 vagas) Cozinheiro geral Garçom Auxiliar de manutenção predial (3 vagas) Faxineiro Agente funerário Leiturista Vendedor de comercio varejista (7 vagas) Promotor de vendas Atendente de lojas e mercados (6 vagas) Instalador de som e acessórios de veículos (2 vagas) Mestre (construção civil) Eletricista de instalações (3 vagas) Servente de obras Operador de máquinas operatrizes Operador de máquinas-ferramenta convencionais (6 vagas) Afiador de ferramentas Operador de torno com comando numérico (2 vagas) Pintor de estruturas metálicas Encanador (2 vagas) Instalador de tubulações Soldador (6 vagas) Caldeireiro (4 vagas) Serralheiro (2 vagas) Operador de máquina de dobrar chapas Ajustador mecânico Montador de máquinas Instalador-reparador de redes telefônicas Costureira de reparação de roupas Costureiro na confecção em série Montador de moveis e artefatos de madeira Motorista de furgão ou veículo similar (3 vagas) Motorista de ônibus rodoviário Motorista de ônibus urbano (2 vagas) Motorista de caminhão Ajudante de motorista Embalador Alimentador de linha de produção (8 vagas) Mecânico de manutenção e instalação Mecânico de manutenção de máquinas (3 vagas) Mecânico de manutenção de empilhadeiras Técnico em manutenção de instrumentos Supervisor de manutenção elétrica Eletricista de manutenção eletroeletrônica Eletricista de instalações (3 vagas) Reparador de equipamentos de escritório Barretos - 113 vagas O PAT Barretos funciona no Poupatempo, no setor de Serviços Municipais. É necessário agendamento para ser atendido. O serviço pode ser feito presencialmente ou pelo site. O endereço é Via Conselheiro Antonio Prado, 1400, Pedro Cavalini, ao lado do North Shopping. O atendimento é de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h, e sábado, das 9h às 13h. Auxiliar de cozinha (2 vagas) Auxiliar de padaria Auxiliar de pizzaiolo Auxiliar de salgadeira e auxiliar de confeiteiro Chapeiro (2 vagas) Chefe de cozinha Cozinheira Garçom Padeiro Nutricionista Enfermeiro Técnico de enfermagem Atendente balconista Assistente de vendas balconista Consultor de vendas Gerente de vendas Operador de caixa Vendedor interno Vendedor externo (2 vagas) Vendedora Eletricista (3 vagas) Ajudante de pedreiro/terraplanagem Pedreiro (2 vagas) Servente de obras Camareira de hotel Recepcionista de hotel Motorista de caminhão ( 5 vagas) Motorista de caminhão pipa (2 vagas) Tratorista Ajudante de sinalização Ajudante geral Auxiliar administrativo (2 vagas) Auxiliar de conservação de rodovias Auxiliar de depósito Auxiliar de mecânico Auxiliar logístico Ajudante de serviços gerais Analista contábil (2 vagas) Analista de telecomunicação Analista de recursos humanos Analista de recrutamento e seleção Analista contábil Analista de dados Assistente de almoxarifado Assistente de escritório Assistente administrativo Assistente de produção (2 vagas) Atendente balconista Atendente de balcão (2 vagas) Atendente de pit stop Atendente e caixa Atendente de loja Auxiliar de almoxarifado Auxiliar de cabeleireiro Auxiliar de documentação Auxiliar de engenharia elétrica ou técnico Auxiliar de limpeza (3 vagas) Auxiliar de manutenção predial Auxiliar de produção Auxiliar de produção Auxiliar de relacionamento Auxiliar de soldador Auxiliar de vendas Auxiliar de manutenção Auxiliar técnico de ar condicionado Ajudante de pintor Balconista de padaria Bombeiro civil Caixa de bar Copeira Contador Costureiro (2 vagas) Cuteleiro Depiladora Desenhista de cad e solidworks Designer gráfico Eletricista automotivo Empregada doméstica (2 vagas) Encarregado de produção Encarregado de manutenção Engenheiro de produção Estagiário em laboratório Estagiário em atendimento ao cliente Frentista Garçom Gerente Gerente de lanchonete (2 vagas) Greidista Inspetor de pragas Instalador de equipamentos de segurança Lavador de ônibus Manicure Auxiliar de mecânico de autos Mecânico Mecânico industrial Mecânico de manutenção de caminhões e ônibus Mecânico de motor a diesel Mecânico de manutenção de máquinas em geral Mecânico de manutenção Mecânico montador/soldador industrial Mecânico de manutenção industrial Monitor social Montador de motos Moto entregador Operador de higienização Operador de máquina cnc Operador de escavadeira hidráulica Operador de pá carregadeira Operador de pá carregadeira Operador de motoniveladora/ patrol Operador de silkscreen Operador de rolo compactador de solo Operador de rolo compactador Pintor de automotivo Professor de ensino infantil Professor de inglês Serralheiro de ferro Serviços gerais (2 vagas) Soldador (2 vagas) Técnico em borracha Técnico de informática Técnico de serviço Supervisor técnico Torneiro mecânico (3 vagas) Trocador de óleo Vigia noturno Bebedouro - 76 vagas O PAT fica na Avenida Hércules Pereira Hortal, nº 1367. O atendimento é de segunda a sexta-feira das 8h às 16h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (17) 3342-3422. Ajudante de açougue Ajudante de eletricista Assistente administrativo Atendente de balcão Auxiliar administrativo Auxiliar de armazenamento Auxiliar de codificador de dados Auxiliar de cozinha Auxiliar de instalação Auxiliar de pessoal Auxiliar de supervisão(serviços externos) Caldeireiro instalador Carregador de caminhão Carregador de armazém Chapeiro Caseiro (retireiro) Coordenador comercial Empregada doméstica Encarregado de obras Eletricista de instalações Eletricista Engenheiro químico Farmacêutico (a) Funileiro de automóveis Mecânico de automóveis e caminhões Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas Mecânico de manutenção de máquinas industriais (2 vagas) Mecânico industrial Montador e entregador de móveis Motorista carreteiro Motorista cegonheiro Motorista de caminhão Motorista de ônibus urbano Motorista entregador Nutricionista Oficial de manutenção Oficial de serviços gerais (4 vagas) Operador de caixa Operador de cremalheira Operador de empilhadeira Operador de retroescavadeira Operador de telemarketing Pedreiro (2 vagas) Professor de inglês Promotor de vendas Químico Recepcionista atendente Reparador de linhas de comunicação de dados Representante comercial Servente de obras Sinaleiro Soldador (2 vagas) Técnico de enfermagem Técnico em nutrição Técnico em farmácia Técnico em química ou assistente de laboratório Técnico instalador Vendedor de comércio varejista (6 vagas) Vendedor de serviços Vendedor externo (2 vagas) Vendedor interno (2 vagas) Vendedor porta a porta (2 vagas) Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região Veja Mais

Quem tem direito ao Auxílio Brasil?

G1 Economia Veja onde obter mais informações sobre o benefício, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. O valor médio do Auxílio Brasil para as famílias em agosto é de R$ 607,88. André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo O governo começou a pagar na última semana as parcelas do Auxílio Brasil com valor mínimo de R$ 600. LEIA TAMBÉM: Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL Mas quem tem direito ao benefício? O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Calendário de pagamentos Como obter informações Por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Veja Mais

Sine Maceió oferta mais de 200 vagas de emprego nesta segunda-feira

G1 Economia Interessados podem enviar currículo pelo email ou entregar pessoalmente na unidade, no Shopping Popular, no Centro. Sine Maceió oferta vagas de emprego e estágio para moradores da capital Ascom/Semtabes O Sine Maceió oferta 249 vagas de emprego para quem possui ensino fundamental ao superior completo e uma para estágio em administração nesta segunda-feira (15). Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram As oportunidades são para diversas áreas, entre elas, auxiliar de produção, auxiliar de carga e descarga, empregado(a) doméstico (a), mecânico, pintor industrial e 13 vagas exclusiva para pessoas com deficiência (PcD). Clique aqui para conferir a lista de vagas Os interessados podem enviar o currículo para o e-mail imosine.semtabes@gmail.com ou entregar de forma presencial, sem necessidade de agendamento prévio, no Sine Maceió, que fica localizado no 2º piso do Shopping Popular, no Centro. O horário de funcionamento do Sine é de 8h às 14h, de segunda-feira a sexta-feira. O candidato com deficiência precisam, além do currículo, comprovar sua condição, com laudo médico constando o CID. O Sine Maceió disponibiliza os seguintes canais de atendimento: 0800 082 6205 - para ligação ou o whatsapp (82) 9 8879-1919. (82) 9 8879-1919 - WhatsApp Assista aos vídeos mais recentes do g1 AL Veja mais notícias da região no g1 AL Veja Mais

Produtor investe em cultivo de limão orgânico no frio da Serra da Mantiqueira

G1 Economia Clima e a água em abundância contribuem para a produção da fruta com qualidade para exportação. Agricultor em Itajubá mostra como garantir a colheita durante todo o ano. Produtor investe em cultivo de limão orgânico no frio da Serra da Mantiqueira Na Serra da Mantiqueira, um agricultor está aproveitando as peculiaridades da região e abrindo espaço nos pomares para o limão siciliano. Em Itajubá (MG), Rafael Solomon largou a carreira na advocacia para se dedicar à agricultura. Ele explica que, diferentemente das outras áreas produtoras, a colheita ocorre durante todo o ano por conta da variação da temperatura e da altitude, que ajudam no desenvolvimento da fruta. Assista a todos os vídeos do Globo Rural A região tem água em abundância e clima mais frio. Essas características naturais também são favoráveis para produzir a fruta com qualidade para exportação. Solomon destaca que a propriedade é cercada por matas e evita o perigo de contaminação de outros pomares. Por muitas décadas, a área estava ocupada com plantação de bananas, que deixou uma herança valiosa no solo, com o potássio e umidade. Para garantir a qualidade, entre os pés dos limoeiros foram plantados capim-mombaça. Também são feitas roçadas ecológicas e compostagem na lavoura. No pomar, o manejo é manual e para evitar pragas e doenças são utilizados produtos permitidos pelo sistema orgânico. Uma mistura de chuchu, cerveja e sal grosso é utilizada como armadilha natural para evitar caramujo. Além disso, para motivar e manter os funcionários no sítio, o produtor criou uma espécie de bonificação. Na premiação, os colaboradores que trabalham com carteira assinada por cinco anos, ganham uma moto. Veja no vídeo acima no início da reportagem. VEJA TAMBÉM: Plantio de cacau no Pará gera recuperação de áreas degradadas Pesquisadores e pecuaristas se unem para preservar raposinhas em Goiás Controlando formigas: manual explica como lidar com os insetos Pecuarista, que passou fome em Londres, prospera com esposa na produção de leite no Sul de Minas Vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Pirarucu se torna ameaça ambiental em águas paulistas

G1 Economia Pirarucu, nativo da Amazônia, não teve dificuldades para se adaptar às condições locais, mas há um temor de que a espécie possa causar um desequilíbrio ambiental. Pirarucu se torna ameaça ambiental em águas paulistas Reprodução/TV TEM O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce. Pode passar dos 200 quilos e medir até três metros de comprimento. O gigante dos rios, como é conhecido, se alimenta de peixes, e o apetite voraz tem assustado pescadores do interior de São Paulo. Ninguém sabe como a espécie amazônica foi parar no Rio Grande, na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 14/08/2022) Pirarucu se torna ameaça ambiental em águas paulistas A suspeita é que o rompimento de um tanque de criação de pirarucus há dez anos tenha levado os peixes para o local. E a grande preocupação é com o desequilíbrio ambiental que ele pode causar. Além de se adaptar muito bem por aqui, no rio não existe um predador para ele. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

‘Parece leite, mas não é’: como crise 'empobreceu' a fórmula dos produtos lácteos do Brasil

G1 Economia Misturas com soro de leite, amido, gordura vegetal, açúcar e aditivos químicos ‘invadiram’ as prateleiras dos supermercados e são confundidas com os produtos ‘tradicionais’. Entenda o que está por trás da mudança e o que ela pode significar no bolso, na saúde e no preparo de receitas. Versões de lácteos com soro de leite, amido, gordura vegetal, açúcar e aditivos se tornaram muito mais comuns nos mercados brasileiros GETTY IMAGES/BBC Nos últimos meses, os consumidores brasileiros mais atentos notaram uma mudança importante no Moça, uma das marcas de leite condensado mais conhecidas e utilizadas no país. Junto ao produto tradicional, cuja embalagem é azul, as gôndolas dos supermercados foram inundadas por uma nova versão, na cor marrom. Na parte inferior do rótulo, é possível entender melhor a diferença entre as opções. Enquanto a caixinha azul traz o leite condensado convencional (integral ou desnatado), a marrom é uma "mistura láctea condensada de leite, soro de leite e amido". Leite e ovos mais caros e em menor quantidade: entenda por que produtores estão diminuindo oferta Bebida láctea à base de soro de leite é vendida junto com leite integral e causa confusão entre consumidores; Procon notifica empresa E esse não foi o único produto lácteo a apresentar uma nova fórmula nos últimos meses: de acordo com especialistas e relatos dos próprios consumidores, houve um aumento na oferta de opções que substituem parte do leite por outros ingredientes, como o soro de leite, o amido, o açúcar, a gordura vegetal e os aditivos químicos, como conservantes e aromatizantes. Entenda por que o leite está tão caro Algumas marcas, por exemplo, transformaram o creme de leite em "mistura de creme de leite". Já o queijo ralado virou "mistura alimentícia com queijo ralado". O doce de leite, por sua vez, foi substituído pelo "doce de soro de leite sabor doce de leite". Em alguns mercados, até o leite tradicional compete nas gôndolas com novas bebidas lácteas. "Do ponto de vista nutricional, isso pode ser danoso", alerta Rafael Claro, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "A estratégia é trocar um alimento in natura por ingredientes mais baratos e com baixa densidade de nutrientes." "Ou seja: a pessoa compra um produto que parece leite, mas não é", resume. Que fique claro: a venda dessas opções está regulamentada nos órgãos competentes, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e, a princípio, não fere nenhuma lei. O grande problema, de acordo com os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, é que vários desses alimentos lácteos "alternativos" têm uma embalagem muito similar à original, trazem no rótulo elementos que remetem ao leite — como vacas, pastos, tonéis e líquidos brancos — e são colocados nas mesmas prateleiras que os produtos tradicionais. Para completar, nem sempre as novas opções são muito mais baratas — ou a diferença em relação aos itens convencionais é de apenas alguns centavos. Novos produtos nas prateleiras BBC O que está por trás do fenômeno A pesquisadora Kennya Beatriz Siqueira, da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora (MG), explica que as movimentações recentes da indústria dos produtos lácteos têm a ver com a crise financeira, a inflação e a escassez de matéria-prima no mercado. "Nos últimos dois anos, tivemos um aumento de 62% no custo de produção do leite", calcula. A especialista explica que toda a cadeia produtiva sofreu com o aumento dos preços: os custos da ração que alimenta as vacas, da energia elétrica que mantém o funcionamento dos currais e do próprio combustível que transporta esse alimento subiram consideravelmente. "Por conta disso, muitos produtores se desfizeram de parte do rebanho e venderam as vacas menos produtivas para os abatedouros." Isso, por sua vez, significa que há menos leite saindo das fazendas brasileiras. "Para completar, o meio do ano é o período de entressafra do leite, já que as pastagens não estão boas por causa do clima seco e da temperatura fria", complementa. A união desses fatores fez com que o leite (e os produtos lácteos no geral) se transformassem nos "vilões da inflação" durante os últimos meses. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), o leite longa vida acumula uma alta de 57% no ano. Outros itens também registraram uma subida considerável. Apenas em julho, houve um aumento de 19% no leite condensado, 17% na manteiga, 16% no queijo e 14% no requeijão. Hora do plano B Com menos matéria-prima no mercado e um preço cada vez mais elevado, a estratégia da indústria foi substituir uma parte do leite que ia nas formulações originais dos produtos lácteos. Uma porção desse ingrediente, então, foi trocada pelo soro do leite, um composto que "sobra" e antigamente era descartado durante a fabricação de queijos. Para ter ideia, a produção de um quilo de queijo gera cerca de oito litros de soro, em média. E vale destacar que esse soro, apesar de trazer menos nutrientes, não faz mal à saúde e pode ser consumido. "O soro, porém, tem uma base sólida muito menor do que o leite. Essencialmente, ele é água, com um teor menor de proteínas e carboidratos. E isso muda a composição do produto final para algo pior do ponto de vista nutricional", diz Claro. Porém, muitas vezes essa troca simples de leite por soro de leite não é suficiente para manter o aspecto sensorial daquele alimento — afinal, o soro traz menos proteínas e gorduras que o leite "inteiro", como você confere na tabela a seguir. Os nutrientes que aparecem em cada bebida BBC Para garantir que o produto "alternativo" fique mais parecido com o original, as empresas acrescentam em leites condensados, requeijões e bebidas lácteas no geral alguns ingredientes complementares, que dão consistência e sabor, como o amido, a gordura vegetal e o açúcar. "Falamos aqui de compostos que barateiam o custo daquele alimento", resume a nutricionista Carolina Grehs, cofundadora do Desrotulando, um aplicativo que analisa e dá notas aos alimentos vendidos nos supermercados de acordo com uma série de critérios relacionados à saúde. Em alguns casos, a adição desses compostos não é suficiente e as empresas precisam acrescentar outros compostos químicos, como emulsificantes, adoçantes e aromatizantes. Gato por lebre? Por um lado, essa estratégia não traz nada de errado do ponto de vista legal e regulatório. "Esses alimentos não são exatamente uma novidade e têm nomes e regras bem definidos na legislação", esclarece Grehs. "A indústria está cumprindo o seu papel ao lançar produtos que atendem às demandas da população", opina Siqueira. "As empresas lidam com a escassez de matéria-prima, mas tentam oferecer alternativas ao consumidor", defende a pesquisadora da Embrapa Gado de Leite. Por outro, os especialistas criticam a falta de clareza na comunicação de muitos desses novos produtos — muitas vezes, a embalagem é tão parecida à original que o consumidor nem percebe que está comprando algo diferente daquilo que esperava. "Há casos em que as bebidas lácteas são colocadas nas mesmas gôndolas do leite. E o rótulo delas traz um copo com líquido branco e outros elementos gráficos que remetem ao leite de verdade", observa Grehs. "Vemos que alguns desses novos lácteos são vendidos por um preço muito parecido ou até mais alto em comparação com as versões anteriores", complementa. A BBC News Brasil entrou em contato com a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), e a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) para que elas pudessem se posicionar a respeito de toda discussão, mas não foram enviadas respostas até a publicação desta reportagem. Procurada, a Nestlé, responsável pela fabricação do Leite Moça, enviou uma nota dizendo que a versão atualizada do leite condensado é "um novo produto da linha Moça que possui os mesmos ingredientes do Moça Tradicional, porém, em quantidades diferentes, com adição de soro de leite e amido". "Trata-se de um produto de alta qualidade, sem gordura vegetal, estabilizantes ou espessantes, e é uma opção no portfólio da marca para consumidores que buscam soluções com menor desembolso, sem abrir mão do resultado e da qualidade Nestlé", finaliza o texto. Prejuízos nutricionais e culinários Além de uma possível confusão na hora da compra, o consumo constante desses produtos gera preocupação entre os especialistas. "A substituição do leite por outros ingredientes significa que o produto vai ter menos proteínas e vitaminas, o que representa um prejuízo na alimentação", analisa a nutricionista Laís Amaral, supervisora técnica do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Outro ponto que chama a atenção em alguns desses produtos é o acréscimo de açúcar nas formulações. "Uma coisa é consumir a lactose, o açúcar natural do leite. Outra muito diferente é o açúcar adicionado de outras fontes, como o xarope de glicose", compara Grehs. "Isso nos preocupa, pois o leite é um elemento central na dieta de muitos brasileiros e observamos níveis crescentes de obesidade na nossa população, que está relacionada ao consumo excessivo de alimentos calóricos e ricos em açúcar." Segundo a Embrapa, cada brasileiro consome uma média de 166 litros de leite por ano — taxa que aumenta exponencialmente desde os anos 1990. Além da menor qualidade nutricional de alguns desses lácteos "alternativos", é preciso prestar atenção na adição dos compostos que terminam com "ante" neles, como os corantes, os emulsificantes, os adoçantes… "São ingredientes que barateiam a produção, fazem com que aquele alimento seja minimamente comestível e mudam substancialmente a parte sensorial do produto", explica Amaral. Isso faz com que muitos desses novos lácteos se encaixem na categoria dos ultraprocessados. Na lista de ingredientes de uma mistura alimentícia de queijo ralado, por exemplo, é possível saber que ele contém amido de milho e/ou amido de mandioca, ricota em pó, queijos ralados, soro de leite em pó, creme de leite, acidulante ácido cítrico, antioxidante lecitina, conservantes sorbato de potássio e ácido sórbico, aroma idêntico ao natural de queijo parmesão e corante artificial amarelo crepúsculo. Já no queijo ralado tradicional, essa tabela costuma ser bem mais enxuta: o produto é feito geralmente de queijo ralado (leite pasteurizado, fermento, sal e coalho bovino) e conservante ácido sórbico. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde em 2014, o consumo de alimentos ultraprocessados, que trazem muitos desses ingredientes de nome complicado e não são encontrados facilmente na despensa ou na geladeira de nossas casas, deve ser evitado sempre que possível. "Devido a seus ingredientes, alimentos ultraprocessados — como biscoitos recheados, salgadinhos 'de pacote', refrigerantes e macarrão 'instantâneo' — são nutricionalmente desbalanceados. Por conta de sua formulação e apresentação, tendem a ser consumidos em excesso e a substituir alimentos in natura ou minimamente processados. As formas de produção, distribuição, comercialização e consumo afetam de modo desfavorável a cultura, a vida social e o meio ambiente", aponta o texto. "A fabricação de alimentos ultraprocessados, feita em geral por indústrias de grande porte, envolve diversas etapas e técnicas de processamento e muitos ingredientes, incluindo sal, açúcar, óleos, gorduras e substâncias de uso exclusivamente industrial", contextualiza o guia. Além dos riscos nutricionais, Grehs chama a atenção para outro aspecto relevante do uso dos lácteos alternativos: possíveis alterações na textura e no gosto de pratos típicos e muito populares. "Algumas misturas lácteas geram problemas em receitas que dependem da gordura para formar a estrutura daquele preparo, como em pudins e brigadeiros." De acordo com a especialista, o uso de alguns dos novos produtos nas receitas muda o aspecto sensorial desses doces — o brigadeiro, por exemplo, pode não chegar ao ponto ideal, quando ele começa a se desgrudar do fundo da panela, enquanto o pudim não ganharia aquela consistência típica do quitute. O que fazer? Rafael Claro, da UFMG, entende que a solução óbvia é evitar o consumo desses alimentos ultraprocessados e consumir produtos frescos, se possível. Mas o especialista entende que essa é uma discussão que ultrapassa os limites da nutrição e envolve assistência social e políticas públicas — ainda mais num cenário de crise econômica e inflação em alta. "Nem todo mundo pode comer itens frescos e in natura, porque eles costumam ser mais caros." "Muitas pessoas não têm dinheiro para comprar um litro de leite integral ou meio queijo. Daí elas precisam partir para as bebidas lácteas e as versões alternativas." "Mas fornecer um alimento 'porcaria' barato para os mais pobres não pode ser visto como um caminho para nosso futuro como país", protesta. "Também precisamos pensar que grande parte desses produtos lácteos ultraprocessados não são necessários para a alimentação. Se eles não representam uma alternativa para garantir a segurança alimentar, a orientação é que eles não sejam incorporados aos hábitos de consumo", conclui. Siqueira, da Embrapa Gado de Leite, entende que a tendência é que a inflação dos lácteos fique mais controlada nos próximos meses. "A gente espera a importação de matéria-prima e uma melhora nos custos de produção. A expectativa é que tenhamos uma redução nos preços já neste segundo semestre", projeta. Como não comprar gato pro lebre BBC Do ponto de vista prático, Grehs orienta que os consumidores fiquem atentos ao nome técnico de cada produto, que aparece em letras menores na parte frontal do rótulo — é ali que você vai saber se está diante de um creme de leite ou de uma mistura de creme de leite, por exemplo. "E mesmo dentro das misturas lácteas, é possível procurar opções melhores e mais saudáveis. Algumas só trazem soro de leite e amido, enquanto outras têm o acréscimo de açúcar e aditivos químicos", sugere. Para checar essas diferenças, vale ler a lista de ingredientes que aparece na parte traseira da embalagem. Se itens como "xarope de glicose", "açúcar" ou "gordura vegetal" aparecem logo de cara, é bom ligar o sinal de alerta. "Além disso, se a palavra 'sabor' está no rótulo, isso significa que há a adição de aromatizantes para reforçar o paladar, como é o caso de opções como o 'pó para preparo de bebida sabor leite' ou a 'bebida láctea sabor morango'", acrescenta a nutricionista. Por fim, caso o consumidor se sinta lesado e enganado na hora em que comprou alguns desses compostos lácteos, é possível acionar órgãos de fiscalização. "Se você achar que comprou gato por lebre, pode fazer denúncias no Procon, no site consumidor.gov.br e no Observatório de Publicidade de Alimentos", finaliza Amaral. Veja Mais

Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (14/08/2022)

G1 Economia O Globo Rural deste domingo (14) mostra mulheres da periferia de SP que transformam lixão em uma urbana horta. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (14) O Globo Rural deste domingo (14) mostra mulheres da periferia de SP que transformam lixão em uma horta urbana. Tem ainda o projeto que quer plantar morango na Lua e em Marte, o produtor que está investindo em cultivo de limão orgânico no frio da Serra da Mantiqueira e mais! O programa começa a partir das 8h. Não perca! VÍDEOS: mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Medida provisória autoriza parceria entre estatal e setor privado para explorar minérios nucleares

G1 Economia Objetivo da medida é aumentar produção nacional, diz Ministério de Minas e Energia. Texto já está em vigor, mas precisa ser aprovado no Congresso para virar lei em definitivo. O governo federal publicou nesta sexta-feira (12) medida provisória que permite o estabelecimento de parceria entre os setores público e privado para a exploração de jazidas nucleares – como as de urânio, por exemplo. A pesquisa e o comércio de minérios nucleares são de responsabilidade da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A MP autoriza que a INB firme contratos com empresas privadas para explorar as jazidas. Por se tratar de medida provisória, o texto já está em vigor desde a data da sua publicação. Contudo, precisa ser aprovado pelo Congresso para se tornar lei em definitivo. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o objetivo da norma é aumentar a produção nacional e estimular investimentos em pesquisa. O futuro da energia nuclear "Apesar de ser rico em minérios nucleares, atualmente o Brasil importa a maior parte dos insumos necessários à fabricação do combustível nuclear para atender as usinas de Angra I e II. Isso resulta em maior custo para produção do combustível e a perda de oportunidades de negócio, tanto no Brasil como no exterior", diz a pasta. De acordo com a MP, os agentes privados serão remunerados pela parceria, por meio de parte do valor arrecadado pela comercialização do minério; pelo direito de comercializar o produto; ou outras formas estabelecidas em contrato. O texto também autoriza que a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A.(ENBpar) – criada depois da privatização da Eletrobras – possa controlar a INB. A exportação de minérios nucleares, segundo a norma, deverá ser autorizada pelo ministro de Minas e Energia. Veja Mais

Taxa de desemprego cai no RJ, mas procura por trabalho ainda é grande: 'Fiquei 10 anos batendo cabeça', diz comerciante

G1 Economia Taxa passou de 14,9% para 12,6% no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, segundo IBGE. Taxa de desemprego cai no Rio A taxa de desemprego caiu no estado do Rio. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (12). Mesmo assim, ainda tem muita gente tentando entrar no mercado de trabalho. “Dez anos, fiquei dez anos, dez anos parado, dez anos batendo cabeça”. Emanuel Andrade chegou a trabalhar de carteira assinada, mas sofreu um acidente e nunca mais conseguiu um emprego formal. “Eu montei uma loja de bicicleta e já tô lá há dois anos com a loja de bicicleta, trabalhando pra mim mesmo”, falou Emanuel José. Desemprego cai em 22 estados no 2º trimestre; Bahia e Pernambuco têm as piores taxas Emanuel Andrade abriu uma loja de bicicletas Reprodução/TV Globo É o mesmo caso da Suzy Elisa que, diante das dificuldades, buscou se qualificar. “Eu tentei 10 anos já, fiz muito currículos, nunca tive oportunidades, nem do primeiro emprego. Eu fui atrás dos meus cursos, das minhas coisas, que eu gosto de fazer unha, graças a Deus consegui ser independente. É muito importante você correr atrás do seu, ser independente porque tá difícil a oportunidade hoje em dia.” Uma pesquisa do IBGE mostra que a taxa de desemprego diminuiu no estado do Rio no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior — passou de 14,9% para 12,6%. Ainda segundo o IBGE, pouco mais de 36% da população trabalha sem carteira assinada. “O primeiro trimestre tinha um efeito da pandemia, com a questão da Ômicron, depois as coisas vão se normalizando, as pessoas vão voltando a circular e com isso tem um aquecimento da atividade. Além disso, também foi um período que teve uma injeção de recursos na economia”, explica o economista da Fundação Getúlio Vargas, Rodolpho Tobler. “Pra que a gente volte de fato a ter uma recuperação mais forte do mercado de trabalho, a gente precisa focar no desenvolvimento econômico, focar em medidas que possam ajudar a empregabilidade, principalmente daquelas pessoas mais jovens que estão entrando no mercado de trabalho.” O RJ1 esteve nesta sexta no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde muitas pessoas buscam uma vaga no mercado de trabalho. E a maior queixa é a falta de oportunidade. A diarista Débora Oliveira e a filha Larissa procuram uma vaga com carteira de trabalho assinada, que garanta todos os direitos. Por enquanto, elas se viram para tentar manter as contas em dia. “Eu trabalho, mas é uma vez na semana só de diarista, só que não tá dando pra manter uma casa, quando a pessoa trabalha uma vez só é complicado. Hoje em dia não tá podendo escolher, então o que aparecer eu tô pegando”, diz Débora. “O mercado tá muito exigente, aí fica difícil, porque tem que ter experiência e eu não tenho ainda”, fala Larissa. A Secretaria de Trabalho e Renda afirmou que o Rio de Janeiro foi o terceiro estado que mais gerou empregos em 2021 e que, no primeiro semestre deste ano, já criou mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada. Veja Mais

Inflação anual na Argentina atinge 71%, recorde nos últimos 30 anos

G1 Economia Atual ritmo de aumento de preços na Argentina já é o mais alto de todo o continente americano, superando, em julho, até mesmo a Venezuela. Com 7,4% de inflação só em julho, a Argentina teve a maior inflação mensal dos últimos 20 anos e a maior anual dos últimos 30 anos. O país tem pela frente um aumento nas tarifas de serviços públicos e uma provável desvalorização da moeda que pode elevar a inflação a um patamar acima de 100%. O atual ritmo de aumento de preços na Argentina já é o mais alto de todo o continente americano, superando, em julho, até mesmo a Venezuela. Com a maior inflação dos últimos 30 anos, argentinos dependem cada vez mais do dólar Argentina vê compras por medo e remarcação de preços em meio à inflação Placa em frente a comércio em Buenos Aires diz 'compre hoje, mais barato que amanhã'. Agustin Macarian/Reuters Histórico É preciso recuar mais de 20 anos para encontrar um número superior aos 7,4% de julho. Foi em abril de 2002, três meses depois de o país abandonar a chamada conversibilidade, o sistema de paridade do peso com o dólar em 1 a 1, vigente por quase 11 anos. Nos últimos 12 meses, o aumento de preços foi, em média, de 71%. Nesse caso, é preciso recuar mais de 30 anos, até janeiro de 1992, quando o país já tinha adotado o regime de câmbio fixo que acabou com a inflação depois de uma traumatizante hiperinflação. Segundo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), nos primeiros sete meses de 2022, o aumento de preços chega a 46,2%, sendo julho o mês mais alto, superando os 6,7% de março, os 6% de abril, os 5,1% de maio e os 5,3% de junho. Enquanto a inflação subiu 7,4%, os salários aumentaram apenas a metade: 3,5%, indicando uma tendência de uma fórmula letal que conjuga alta inflação com recessão. Argentina registra maior índice de inflação mensal em 20 anos Tendência a piorar O próprio Banco Central da Argentina divulgou, na semana passada, as expectativas do mercado para 2022. Os 30 principais analistas do país preveem uma inflação anual de 90,2%, 14,2 pontos acima da previsão de um mês atrás. E os dez analistas que mais acertam, os denominados TOP-10 do país, preveem 94,7%, 15,4 pontos a mais do que avaliavam em junho. Esses números, no entanto, podem ser conservadores porque, a partir de setembro, estão previstos aumentos nas tarifas de energia elétrica, gás e água. Calcula-se que o aumento possa chegar a 300%. Outro elemento que deve alimentar a inflação é uma aguardada desvalorização do peso argentino. "Se projetarmos o atual ritmo de inflação para os próximos meses, terminaremos 2022 com 92% anual. Mas esse número é sem reajustar as tarifas de serviços públicos e sem ajustar a taxa de câmbio. Portanto, é muito provável que cheguemos a 100% de inflação", indica à RFI o economista Roberto Cachanosky, uma referência no país. A primeira consultora a projetar essa cifra é uma das mais reconhecidas, a Fundação de Investigações Econômicas Latino-americanas (FIEL) que prevê 112,4% de inflação neste ano. Nova dinâmica da crise Em julho, a inflação escalou dois degraus acima dos já elevados cinco. De 5,3% a 7,4% como consequência de uma economia asfixiada pelas inconsistências fiscais, monetárias e cambiais, e diante de um governo que se nega ao ajuste fiscal. Essa resistência fez o país, em apenas um mês, ter três ministros da Economia, depois da renúncia de Martín Guzmán em 2 de julho e da demissão de Silvina Batakis, 24 dias depois. O atual ministro Sergio Massa, há nove dias no cargo, ainda não anunciou um plano de estabilização, manifestando apenas objetivos sem explicar as estratégias para atingir as metas. O novo ministro, por exemplo, garante que vai reduzir os atuais 4% de déficit fiscal primário aos 2,5% do PIB, previstos no acordo com o FMI. No entanto, não revelou como conseguiria essa façanha a apenas cinco meses para o fim do ano. Sergio Massa, um político com formação em Direito, precisa do apoio de um economista reconhecido pelo mercado, mas, até agora, nenhum aceitou o posto de vice-ministro. As incertezas políticas foram o estopim para o peso argentino se desvalorizar face ao dólar paralelo, único mercado ao qual os argentinos têm acesso. E o dólar na Argentina é uma referência para os preços. "Na Argentina, boa parte da governabilidade é administrar a relação peso-dólar. Quem não consegue administrar esse ponto, tem dificuldades para governar. Por isso, o dólar na Argentina é um assunto econômico, mas também político", explica à RFI o analista Gustavo Marangoni, ex-presidente do segundo maior banco do país, o Banco Provincia. "O argentino tem o dólar como referência. Pensa em dólares. Quem tem capacidade de poupar, poupa em dólares.", acrescenta. Ao mesmo tempo, devido à escassez das reservas do Banco Central, o governo dificultou o acesso aos dólares para os importadores, complicando a produção local e fortalecendo o mercado paralelo. Como consequência da onda expansiva de julho, o atual mês de agosto já parte de um mínimo de 6% de inflação. Falta de reação O núcleo do problema na Argentina é um gigantesco déficit fiscal, financiado com emissão monetária sem respaldo. A montanha de dinheiro que o Banco Central imprime transforma-se em inflação e em pressão cambial. As reservas disponíveis no Banco Central rondam apenas US$ 1 bilhão, suficientes para somente as próximas duas semanas de importações. "Sem desvalorização, acabam-se as reservas. Com este nível de reservas, se não houver uma desvalorização, faltarão dólares para a importação de insumos e, sem poder importar componentes para a produção local, a economia fica paralisada", adverte Cachanosky. Apesar da situação emergencial, o governo parece apostar numa velha receita: um novo congelamento de preços. O presidente Alberto Fernández anunciou que vai convocar empresários e sindicalistas para um novo acordo de preços e salários, a terceira vez que tenta a mesma receita no seu atual mandato iniciado em dezembro de 2019, durante o qual a inflação acumulada chega a 201,6%. "É a mesma receita fracassada de sempre. A economia argentina precisa de um choque drástico de ajuste fiscal, mas o governo prefere esticar a situação o máximo possível até as eleições de outubro de 2023. Parece muito difícil que consigam esticar tanto", observa Cachanosky. Segundo analistas políticos, Massa quer aguentar até as eleições de outubro do ano que vem e deixar o custo político de um ajuste para o próximo governo. "Sergio Massa quer controlar a partida, mas não virar o jogo. Estamos perdendo o jogo por 4 a 0. Massa entra em campo para garantir esse placar, para evitar uma goleada maior. Não é para vencer. O plano é perder as eleições do ano que vem com 35% dos votos e deixar o caos para o próximo presidente. Com 35% dos votos, conseguem suficiente presença no Congresso para bloquear o próximo governo", explica à RFI o analista político Jorge Giacobbe. "Mas o abismo pode aparecer antes. Talvez essa proximidade do abismo seja o que os leve a tomar medidas que, de outra maneira, não tomariam. Talvez seja a gravidade da situação o que motive medidas mais assertivas", pondera Gustavo Marangoni. Líder no ranking inflacionário Enquanto isso, a inflação mensal na Argentina é a maior do continente americano. Os 7,4% de julho superaram até mesmo os 5,3% da Venezuela. Chile (1,4%) e Peru (1%) chegam ao ponto de inflação enquanto Colômbia (0,81%), Uruguai (0,77%), México (0,74%), Paraguai (0,7%), Bolívia (0,39%) e Equador (0,16%) vêm baixo. O Brasil foi o único a ter uma inédita deflação (-0,68%). Se retirarmos a Venezuela (139% em 12 meses), a inflação argentina é sete vezes maior do que a dos demais países que mais inflação acumulam no último ano. Enquanto a Argentina soma 71%, os países da região têm 13,1% (Chile), 11,1% (Paraguai), 10,21% (Colômbia), 10,07% (Brasil), 9,56% (Uruguai), 8,74% (Peru), 8,15% (México), 3,86% (Equador) e 2,04% (Bolívia). Apenas um mês na Argentina equivale, ou até supera, um ano de inflação nos países vizinhos. Veja Mais

Mais de 40 vagas de emprego estão disponíveis no Sine de Porto Velho nesta sexta, 12

G1 Economia Há vagas para vendedor e motorista. Cadastro pode ser realizado pela internet. Vagas para motorista Reprodução O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está com 41 vagas abertas nesta sexta-feira (12). Entre as oportunidades, há vagas para vendedor e motorista. Abaixo, veja a lista com as vagas disponíveis: Promotor de Vendas (vagas: 1) Auxiliar de Pizzaiolo (vagas: 1) Vendedor de Seguros (vagas: 1) Auxiliar de Serviços Gerais (vagas: 1) Zeladora (vagas: 1) Pedagoga (vagas: 1) Operador com Curso NR10, NR12, NR22 E NR35 (vagas: 1) Gerente de Loja (vagas: 1) Motorista Categoria D (vagas: 1) Montador de Móveis (vagas: 1) Marceneiro (vagas: 1) Lanterneiro de Automóveis (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Vendedor (vagas: 2) Vendedora (vagas: 1) Cabeleireiro (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Oficial de Cozinha PCD (vagas: 1) Empregada Doméstica (vagas: 1) Oficial de Limpeza PCD (vagas: 1) Técnico em Refrigeração (vagas: 1) Esteticista (vagas: 1) Podóloga (vagas: 1) Manicure (vagas: 2) Operador de Trator (vagas: 1) Auxiliar de Logística PCD (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Pizzaiolo (vagas: 2) Cozinheira (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Mecânico Montador (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Caldeireiro (vagas: 1) Pedreiro (vagas: 1) Vistoriador de Móveis (vagas: 1) Mecânico Geral (vagas: 1) Primeiro Emprego (vagas: 1) Como se candidatar? Para se candidatar a uma das vagas, o morador precisa realizar um cadastro online e apresentar documentos como carteira de trabalho, registro geral, comprovante de residência e currículo atualizado. Clique aqui e faça o cadastro. Os atendimentos presenciais serão realizados das 07h30 às 13h30 para os que não possuem acesso à internet. O Sine Municipal atende em dois pontos em Porto Velho, sendo: Sine Centro: rua General Osório, nº 81, Centro. Sine Leste: rua Antônio Fraga Moreira, nº 8250, bairro Juscelino Kubitschek Para mais informações, os telefones para contato são: (69) 998473-3411 (WhatsApp) e (69) 3901-3181 e o e-mail: sinemunicipalpvh@gmail.com. Veja outras notícias de Rondônia Veja Mais

Bolsonaro fala em manter imposto zero para combustíveis e repete promessa de reajuste a servidores

G1 Economia Governo reduziu taxação até dezembro, mas especialistas veem efeito negativo em 2023. Reajuste foi prometido para este ano e adiado; inclusão no orçamento não garante pagamento. Candidato à reeleição, Jair Bolsonaro discursa em evento com prefeitos em Brasília YouTube/Reprodução O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (17) em evento da campanha à reeleição, em Brasília, que estuda incluir duas medidas no projeto do Orçamento de 2023: a prorrogação do imposto federal zero sobre combustíveis e o reajuste salarial de servidores públicos. O governo chegou a zerar o imposto federal para gasolina, diesel, álcool e gás em 2022 – mas a medida tem validade até 31 de dezembro. Especialistas afirmam que a redução tem efeito temporário na inflação deste ano, mas pode levar a uma pressão ainda maior sobre os preços do setor em 2023. No caso do reajuste do funcionalismo federal, Bolsonaro chegou a prometer a medida para este ano, mas não cumpriu. O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou em um reajuste de 5% para todas as carreiras, mas o percentual desagradou categorias da base eleitoral de Bolsonaro, como as de segurança pública. No fim, nenhum salário foi reajustado pela União. "Hoje, tive mais uma conversa com parte da equipe econômica do Paulo Guedes sobre o PLOA [Projeto de Lei Orçamentária da União], o nosso orçamento para o ano que vem. Garantimos para o ano que vem continuar com zero imposto federal na gasolina, no diesel, no álcool e no gás de cozinha. Pedi para o pessoal ver agora se pode zerar também os impostos no querosene de aviação", disse Bolsonaro. "Dizer aos servidores públicos federais que terão reajuste ano que vem, tá? Não definimos o percentual ainda. Bem como teremos reestruturação de carreiras", afirmou em outro momento. O projeto do Orçamento 2023 deve ser aprovado pelo Congresso Nacional ainda em 2022 – mas só no fim do ano, quando o resultado das eleições já for conhecido. O texto também pode ser alterado em 2023, a depender das mudanças na composição do governo e do Legislativo. Isso significa que, mesmo sem dizer isso textualmente no evento, Bolsonaro fez promessas de campanha que só poderão ser cumpridas em uma eventual reeleição. O presidente e candidato prometeu ainda fixar o valor mínimo de R$ 600 para o Auxílio Brasil nos próximos anos – o que também depende da aprovação do Congresso Nacional. O programa em vigor atualmente paga R$ 600, mas só tem garantia de pagamento até dezembro. Fake news sobre Covid Após a Polícia Federal (PF) ter afirmado em relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao associar a vacina contra a Covid-19 ao risco de desenvolver Aids, o presidente voltou a defender a utilização de remédios sem eficácia contra a Covid-19 no combate à pandemia. "Acredito que fizemos muito, levando-se em conta o que aconteceu na pandemia no Brasil. Eu lamento e muito uma pressão enorme em cima dos médicos contra a sua liberdade. O médico sempre teve liberdade para clinicar, sugerindo medicamentos para o seu paciente em comum acordo com o mesmo ou com a família para que esse medicamento fosse administrado. Pode ter certeza de uma coisa: notícias já começam a aparecer e brevemente nós saberemos que muitas vidas poderiam ter sido evitadas no Brasil se os médicos tivessem realmente a plenitude, a sua garantia de clinicar", afirmou. Após o encontro com os prefeitos, o presidente foi questionado por jornalistas sobre o relatório entregue pela PF ao STF. Apesar de ter sido indagado por várias vezes, o presidente não comentou as conclusões da investigação policial. Varíola dos macacos Durante seu discurso, o presidente criticou a ação movida pelo PSB no STF que pede a montagem de um plano nacional para combater a varíola dos macacos. Na segunda-feira (15), o ministro do STF Alexandre de Moraes abriu prazo de cinco dias para que a União e governos estaduais informem as estratégias adotadas até o momento para enfrentar a varíola dos macacos. O ministro também estabeleceu que a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União também se manifestem em cinco dias. Sem indicar qual posição adotaria, Bolsonaro disse esperar que a decisão sobre como combater a doença seja do presidente da República. Ao longo da pandemia de Covid, Bolsonaro afirmou falsamente inúmeras vezes que o Supremo havia tirado a autonomia do governo federal para enfrentar o vírus. "Começa a se falar da varíola do macaco. Já se fala, tem um partido aí de esquerda, que entrou no Supremo, entre outros pedidos, para que eu compre vacina para essa questão da varíola dos macacos. Estou aguardando para ver qual é a decisão do nosso Supremo Tribunal Federal", disse o presidente. Veja Mais

Empréstimo consignado do Auxílio Brasil deve começar em setembro, diz ministro da Cidadania

G1 Economia 17 instituições financeiras já foram homologadas pelo ministério para operar a linha. Consignado ainda não está disponível devido à falta de normas complementares que ainda serão publicadas pelo governo. O ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, afirmou nesta quarta-feira (17) que o empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil deve começar em setembro. Ele, porém, não cravou um data. A lei que permite esse tipo de crédito -- com desconto direto na fonte -- foi sancionada no começo do mês. Um decreto regulamentando as concessões foi publicado na semana passada, mas ainda não é possível fazer o empréstimo. Governo regulamenta crédito consignado no Auxílio Brasil O Ministério da Cidadania ainda editará normas complementares para que as instituições financeiras possam dar início às operações de crédito. As normas, segundo o ministro, devem ser publicadas até o início de setembro, para que o empréstimo esteja liberado aos beneficiários do Auxílio Brasil no mesmo mês. "A lei foi aprovada, sancionada pelo presidente, logo em seguida o presidente assinou um decreto. A portaria, o sistema para concessão, habilitação, homologação dessas empresas, uma série de documentos também. Acredito que até início do mês que vem seja tudo regulamentado", afirmou o ministro, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. "Em setembro deve estar operacional", completou Bento. 17 instituições financeiras homologadas O ministro negou que não haja interesse do mercado em oferecer crédito vinculado ao Auxílio Brasil. Grandes bancos privados como o Bradesco já informaram que não vão ofertar a linha. "Hoje já temos quase 17 instituições financeiras homologadas pelo ministério da Cidadania aptas à concessão do empréstimo consignado. É um número que mostra o interesse do mercado em estar disponibilizando o crédito consignado a essa população", disse Bento, sem citar nomes das empresas. O ministro defendeu, ainda, a concessão do crédito como uma forma de dar autonomia à população. "O objetivo nosso é democratizar o acesso ao crédito. Com o auxílio, bancarizamos grande parte dessa população para fim de melhoria da sua qualidade de vida. Quando você coloca à disposição o direito ao crédito consignado, você está dirigindo a elas mais uma ferramenta para busca dessa autonomia que elas merecem", defendeu. A oferta de crédito consignado por meio do Auxílio Brasil tem sido criticada por especialistas e entidades. Eles alegam que a medida é perigosa, porque os recursos do programa de transferência de renda costumam ser utilizados para gastos básicos de sobrevivência. Com o empréstimo, no entanto, o cidadão pode ter até 40% do benefício descontado antes do pagamento. Bento afirmou que, muitas vezes, os beneficiários do Auxílio Brasil recorriam a agiotas, sem proteção dos órgãos de defesa do consumidor. Agora, segundo ele, terão acesso à crédito formal com todos os direitos inclusos. "O propósito é isso, democratização do acesso ao crédito formal, com proteção. Quando essas pessoas recorrem ao mercado informal, na mão de agiota, não há sistema de proteção de defesa do consumidor." MEI O presidente do Ipea, Erik Figueiredo, afirmou que, ao ter acesso ao microcrédito, uma das opções para os beneficiários é empreender, principalmente para aqueles que já tinha uma atividade informal, o que pode ajudar na emancipação dessas pessoas. "Pode ser efetivo para superação da pobreza, caso já tenha negócio pregresso." O ministro lembrou que os beneficiários do Auxílio Brasil podem virar Microempreendedores Individuais (MEIs) sem perder o auxílio. Questionado sobre a manutenção do valor mínimo do Auxílio Brasil em R$ 600, Bento disse que essa é a prioridade do governo. Por lei, o valor mínimo é R$ 600, mas uma emenda a constituição ampliou em R$ 200 o benefício até o fim de dezembro. Veja Mais

Rússia prevê que preço do gás para exportação mais que dobrará em 2022

G1 Economia Fluxos de gás da Rússia, principal fornecedor da Europa, estão em níveis reduzidos este ano depois que uma rota foi fechada quando Moscou enviou tropas para a Ucrânia em fevereiro. * Este conteúdo foi produzido na Rússia, onde a lei restringe a cobertura de operações militares russas na Ucrânia. A Rússia prevê que seu preço médio de exportação de gás mais que dobrará este ano, para 730 dólares por 1.000 metros cúbicos, antes de cair gradualmente até o final de 2025, à medida que as exportações de gás via gasoduto diminuem, mostrou uma previsão do Ministério da Economia vista pela Reuters. As sanções da UE contra a Rússia estão funcionando? Os fluxos de gás da Rússia, principal fornecedor da Europa, estão em níveis reduzidos este ano depois que uma rota foi fechada quando Moscou enviou tropas para a Ucrânia em fevereiro. Além disso, alguns países europeus foram cortados do fornecimento por se recusarem a pagar pelo gás em rublos, e uma disputa eclodiu sobre reparos em uma turbina do gasoduto Nord Stream 1, que liga Rússia e Alemanha. Os preços do gás subiram como resultado. O Ministério da Economia da Rússia prevê que as exportações de gás da Gazprom cairá para 170,4 bilhões de metros cúbicos (bcm) este ano, ante previsão de 185 bcm divulgada em maio e contra 205,6 bcm exportados em 2021. A pasta antecipa que os volumes de gás continuarão a cair além deste ano, mas não deu nenhuma explicação. Como resultado de oferta já apertada, o preço médio do gás da Gazprom foi estimado em 730 dólares por 1.000 metros cúbicos (cm) em 2022, mais que o dobro dos 304,6 dólares cobrados no ano passado, e representando um aumento de 40% em relação à previsão anterior de 523,3 dólares. Saída de petróleo aumentando A Rússia começou a aumentar gradualmente sua produção de petróleo após restrições relacionadas às sanções e à medida que os compradores asiáticos aumentaram as compras, levando Moscou a aumentar suas previsões de produção e exportação até o final de 2025, mostrou o documento. A Gazprom também disse que os suprimentos de gás estão aumentando para a China, mas não forneceu detalhes. A Europa continua sendo de longe o maior mercado para o gás russo. Maiores volumes de exportação de petróleo, juntamente com o aumento dos preços do gás, ajudariam a Rússia a ganhar 337,5 bilhões de dólares com as exportações de energia neste ano e 255,8 bilhões de dólares no próximo. O Ministério da Economia não respondeu ao pedido de comentário. Veja Mais

Consignado do Auxílio Brasil: o que pensa quem vai pegar empréstimo e quem vai passar longe

G1 Economia Beneficiários relatam situações dramáticas que levam à decisão de tomar crédito com juros de até 79% ao ano. 'Evidência de uma falha da sociedade, da política de cuidado e da gestão econômica', diz educadora financeira. Beneficiários do auxílio relatam situações dramáticas que levam à decisão de tomar empréstimo com juros de até 79% ao ano. 'Evidência de uma falha da sociedade, da política de cuidado e da gestão econômica', diz educadora financeira. Getty Images via BBC Mayara quer reformar seu barraco que pegou fogo. Elton pretende arcar com as despesas do nascimento da quarta filha, fruto de uma gravidez de risco que deve deixá-lo fora do mercado de trabalho por algum tempo, enquanto ele cuida da esposa em recuperação. Beneficiários do Auxílio Brasil (programa que substituiu o Bolsa Família), ambos pretendem recorrer ao empréstimo consignado (quando as parcelas são descontadas diretamente da fonte – salário, aposentadoria ou benefício, por exemplo) aprovado pelo governo federal, como parte do pacote de medidas para estimular a economia, às vésperas das eleições de outubro, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta ser reeleito. Com juros de até 79% ao ano, segundo instituições financeiras consultadas pela BBC News Brasil, o valor a ser devolvido pelos beneficiários será quase o dobro do emprestado. Crédito consignado atrelado a programas como Auxílio Brasil: veja riscos e cuidados Quem tem direito ao Auxílio Brasil? Perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL Com renda familiar mensal de até R$ 210 por pessoa, pelos critérios do Auxílio Brasil, eles se dizem cientes dos riscos, mas apostam em uma melhora incerta das condições de vida à frente para pagar parcelas que devem consumir até 40% do benefício durante 24 meses. E isso num momento em que mais de 78% dos lares brasileiros estão endividados e 29% têm contas em atraso, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) referentes a julho desde ano. Ambos os indicadores estão em patamar recorde, no nível mais alto registrado em 12 anos. Quem já decidiu que não vai tomar o crédito consignado cita o medo de se endividar ainda mais e ficar em situação pior à frente como principais motivos por trás da decisão de passar longe da nova modalidade de empréstimo. "Eu até pensei em pegar, mas depois fui analisar e pensei assim: a gente vai contrair uma dívida de dois anos e o auxílio aumentou agora para R$ 600, mas isso só vai até dezembro", diz a diarista Tamires Santos, de 33 anos e moradora de Guaianases, na zona leste de São Paulo. "Vem o dinheiro agora, mas no mês seguinte você vai estar com mais uma dívida, porque esse dinheiro não vai dar para resolver todas as dívidas que você já tem. Então optei por não pegar, porque na realidade eu acho que é uma grande ilusão, você só vai se endividar mais ainda." O governo publicou na sexta-feira (12/8) decreto no Diário Oficial da União regulamentando o empréstimo consignado do Auxílio Brasil (Decreto nº 11.170/2022). A liberação do crédito pelas instituições financeiras ainda depende, no entanto, da regulamentação de normas complementares pelo Ministério da Cidadania, ainda sem data definida. Segundo o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, a expectativa é de que a operação seja iniciada até o início de setembro. Enquanto grandes bancos optam por não conceder o novo empréstimo temendo prejuízos financeiros e de reputação, especialista em finanças pessoais alerta que o consignado do auxílio pode endividar ainda mais os mais pobres, comprometendo com o pagamento de parcelas e de juros um benefício que é usado para sobrevivência. Na segunda-feira (15/8), entidades jurídicas, de defesa do consumidor e personalidades de diferentes setores lançaram uma campanha pedindo o adiamento do consignado do auxílio, até que estudos e análise técnica de especialistas sejam realizados. Entre os apoiadores da "Nota em Defesa da Integridade Econômica da População Vulnerável", estão o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Programa de Apoio ao Endividado da Faculdade de Direito da USP Ribeirão Preto. "A concessão de crédito consignado para beneficiários de programas de transferência de renda, no presente momento, tende a trazer ainda mais dificuldades para essa população. Se os valores atuais são insuficientes para garantir uma vida digna, a possibilidade de comprometer até 40% desse valor com empréstimos condenará essas famílias ainda mais à miséria", diz a nota. 'Vai ficar apertado, mas seja o que Deus quiser' Mayara Cristina Passarinho, de 31 anos e moradora da favela Capadócia, na Brasilândia, região noroeste de São Paulo, quer usar o dinheiro do empréstimo do Auxílio Brasil para reformar seu barraco, que pegou fogo e atualmente tem paredes de madeirite (um tipo de compensado de madeira). 'Pegou fogo na parte de cima do meu barraco e hoje ele é de madeirite. Então eu quero construir o mais rápido possível', diz Mayara Passarinho, sobre por que está decidida a tomar o empréstimo Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC Antes da pandemia, ela trabalhava como diarista, mas perdeu os clientes durante a crise sanitária e agora já está desempregada há quase três anos. Com três filhos, de três, seis e oito anos, a família se sustenta com o Auxílio Brasil e os bicos de ajudante de pedreiro feitos pelo companheiro de Mayara. Esse trabalho esporádico rende a ele cerca de R$ 600 por mês, o que dá à família uma renda mensal de R$ 120 por pessoa, sem o benefício do governo. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda mensal por pessoa abaixo de R$ 210 e R$ 105, respectivamente. A família de Mayara está, portanto, muito perto dessa segunda linha, a dos mais vulneráveis do país. "Quero terminar de construir meu barraco, para ver se eu consigo fazer pelo menos umas paredes de tijolo e pagar algumas dívidas", diz Mayara. Ela conta que tem dívidas de cartão de crédito e de fazer fiado nos mercadinhos do bairro, devido à situação difícil. Pelas regras definidas pelo governo federal, até 40% do valor do Auxílio Brasil poderá ser descontado para pagamento do empréstimo. Para concessão do crédito, as instituições financeiras consideram o valor recebido pela família antes do atual aumento temporário do benefício para R$ 600. Assim, uma família que recebia R$ 400 até julho, por exemplo, pagaria parcelas de R$ 160 por 24 meses. Com isso, se o valor do benefício voltar a R$ 400 em janeiro de 2022, essa família teria R$ 160 descontados na fonte, passando a receber apenas R$ 240, de um benefício utilizado principalmente para a compra de alimentos. E isso se a família continuar no programa durante todo o período, pois caso seja descredenciada do Auxílio Brasil por algum motivo, ainda assim terá que arcar com a dívida contratada. "Eu acho que vai ser um pouco complicado", diz Mayara, sobre o momento em que seu benefício for reduzido pelo pagamento da dívida. "Mas não tem o que fazer, porque há um tempo atrás pegou fogo na parte de cima aqui do meu barraco e hoje ele é de madeirite. Então eu quero construir o mais rápido possível. Tendo a oportunidade de fazer, eu vou ter que fazer", afirma. "Vai ficar [apertado], mas seja o que Deus quiser. Está na mão de Deus. Quem sabe Deus prepara algum emprego bom para mim ou para o meu esposo? Porque pior não pode ficar." Dinheiro extra para enfrentar uma gravidez de risco Elton de Barros, de 39 anos e morador de Conceição da Barra, no Espírito Santo, tem três filhos e sua esposa está esperando a caçula, numa gravidez considerada de risco. Desempregado, faz bicos do que aparecer e ele souber fazer. "Limpo quintal, pinto muro, ajudante de pedreiro, segurança, o que tiver", enumera. Seu último emprego com carteira assinada foi na caldeiraria de uma usina de álcool. 'Como minha esposa está para ganhar neném e eu estou fazendo bico, é um dinheiro que ajudaria na despesa', diz Elton de Barros Getty Images via BBC Natural de Linhares, também no Espírito Santo, a esposa de Elton, que é cabeleireira, ainda tem poucos clientes na cidade do marido, para onde eles se mudaram há cerca de oito meses. Com uma renda de pouco mais de R$ 1 mil para cinco pessoas (que logo serão seis), a família recebe o benefício do governo desde a pandemia, quando ainda era Auxílio Emergencial. "Esse empréstimo me ajudaria bastante. Como minha esposa está para ganhar neném e eu estou fazendo bico, é um dinheiro que ajudaria na despesa", diz Elton. O pai de família simulou o consignado pelo Banco Pan, que ofereceu a ele um crédito de R$ 2.025, a ser pago em 24 parcelas de R$ 160. Assim, ao quitar a dívida, ele terá pagado ao banco R$ 3.840, quase o dobro do valor emprestado inicialmente. Questionado sobre como vai ser quando seu auxílio for reduzido devido ao valor das parcelas descontado na fonte, Elton diz que está sendo cauteloso, e colocando tudo na ponta do lápis para decidir se o empréstimo vai de fato caber no seu orçamento. "É uma preocupação que nós temos, mas como eu tenho meu bico, acredito que não vai pesar muito. E estou fazendo porque é necessário", explica. "A gravidez da minha esposa é de risco, ela não vai ganhar neném aqui na minha cidade. Estou contando com esse dinheiro cair antes do parto, porque vamos ter que nos locomover de uma cidade para outra e ela vai ficar 60 dias de cama", relata. "Eu vou ter que ficar um período com ela também. Calculo que vou ficar parado no mínimo duas semanas cuidando da minha esposa, então não vou ter ganho nenhum. Por causa disso, estou fazendo o empréstimo. E criança pequena de início gasta muito, então seria bem-vindo esse dinheiro. Se eu estivesse trabalhando de carteira assinada, não faria esse empréstimo." 'Eu ia viver só pagando conta' Bruna Pereira, de 30 anos e moradora do Jardim Sapopemba, na zona leste de São Paulo, faz parte de outro grupo dos beneficiários do Auxílio Brasil: aqueles que não pretendem pegar o empréstimo consignado. Com uma filha de 3 anos que ela cria sozinha, Bruna mora com a tia e faz bicos de diarista quando aparece trabalho. Ela cobra R$ 50 por faxina. Por mês, calcula que ganhe cerca de R$ 150 com seu trabalho. Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda mensal por pessoa abaixo de R$ 210 e R$ 105, respectivamente Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC Com uma renda tão restrita, o auxílio que recebe do governo é fundamental para Bruna comprar as coisas de que sua filha necessita, como leite, roupas e produtos de higiene. Mas a tia de Bruna aconselhou a jovem a ficar longe do empréstimo consignado. "Ela disse para eu não pegar, porque o valor que eu vou ter que devolver vai ser muito mais do que eu peguei. E eu não tenho condições [de pagar], porque não estou trabalhando fixo e todo o dinheiro que recebo do auxílio é para comprar as coisas da minha filha", afirma, explicando que, para a alimentação, tem contado com a ajuda de uma doação de cesta básica. "Eu ia viver só pagando conta, entendeu? Porque eu não tenho ajuda do pai da criança e com esse auxílio eu compro todas as coisas para ela. Não dá para eu pegar [o empréstimo], para depois ter que ficar pagando. É essa minha situação." 'Empréstimo é uma ilusão' Tamires Nascimento Santos, a moradora de Guaianases de 33 anos que também decidiu não pegar o empréstimo consignado, acredita que muitos dos que vão contrair essa dívida agora poderão se arrepender mais à frente. Casada e mãe de três filhos – de três, oito e 12 anos –, ela é diarista, assim como Bruna e Mayara. Com poucas diárias desde a pandemia, faz cerca de R$ 600 por mês com o trabalho de limpeza, complementados pelo marido, que faz bicos de pintor. Beneficiária do auxílio federal há cerca de um ano e endividada no cartão, ela não quer saber de uma nova dívida. "Eu ia usar [o empréstimo] para pagar minha dívida, mas aí eu iria contrair outra dívida de dois anos, que é muito pior", avalia. O fato de as parcelas serem descontadas diretamente do auxílio também a desestimulou. "Eu uso esse auxílio para ajudar na alimentação das crianças. Se você compromete, e aí depois, quando ele já vem descontado? Vai ficar elas por elas. Na realidade, é uma ilusão", afirma. Como todos os brasileiros, num momento em que a inflação acumula alta de 10% em 12 meses, mesmo após a deflação de 0,68% registrada em julho, Tamires tem sofrido com os altos preços dos alimentos. "Está tudo muito caro, tudo subiu um absurdo. O leite, tem lugar que está quase R$ 10 o litro", lamenta. "Então está bem apertado nosso orçamento, mas estamos sobrevivendo, economizando um pouquinho aqui, outro ali." Assim, o aumento temporário do Auxílio Brasil para R$ 600 até dezembro é considerado por ela muito bem-vindo. Com o valor adicional, a diarista espera incluir mais frutas, verduras e legumes na dieta da família, pois atualmente tem priorizado arroz, feijão e mistura. Mas Tamires diz que esse aumento do auxílio não vai afetar em nada seu voto em outubro. "Para mim não muda em nada. Eu nunca votei nesse governo, nem vou votar. Para mim não influi em nada, porque a gente tem que ver o que está acontecendo", afirma. "Muita coisa ficou a desejar. A gente que vive nas periferias sente nas questões de saúde, está faltando muito remédio. Além disso, subiu [o preço de] muita coisa. Teve também o auxílio que foi cortado ainda não tinha acabado a pandemia", cita. "Então muita gente está passando necessidade. Porque esses R$ 400 [valor do Auxílio Brasil antes do aumento temporário para R$ 600], para quem não tem outra ajuda, não dá para nada. Ficou muita gente vulnerável mesmo." Grandes bancos dizem não ao consignado do auxílio Alguns dos maiores bancos brasileiros — como Bradesco, Itaú, Santander, Nubank e BMG — indicaram que não devem oferecer o empréstimo consignado do Auxílio Brasil a seus clientes. "Estamos falando de pessoas vulneráveis. Em vez de ser uma boa operação para o banco e para o cliente, entendemos que a pessoa terá mais dificuldade quando o benefício cessar, e por isso preferimos não operar", disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Júnior, durante apresentação de resultados do segundo trimestre. O Itaú deu justificativa similar: "Entendemos que não é o produto certo para público vulnerável. Assim, o banco preferiu não operar", disse Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, em entrevista coletiva sobre resultados. Para Luis Santacreu, analista de setor bancário da Austin Rating, os bancos estão considerando na decisão de não aderir ao consignado riscos financeiros — relacionados à instabilidade do auxílio e às taxas de juros elevadas — e reputacionais, devido à perspectiva de inadimplência dos mais vulneráveis, que pode se tornar um problema para a imagem dos bancos perante a sociedade. "O benefício foi aumentado para R$ 600, mas só até o final do ano. Isso gera imprevisibilidade quanto ao valor que o beneficiário receberá a partir do ano que vem, o que é um fator de incerteza para a concessão de crédito", diz Santacreu. Ele destaca que o prazo de dois anos para a quitação da dívida, que representa a metade de um mandato presidencial, também é um fator de incerteza, já que as próprias regras do programa social podem sofrer mudanças nesse período. "O segundo ponto é que, como não há um limite para as taxas de juros, há aí uma questão de ESG [sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de gestão das empresas], de governança", diz o analista. Juros do consignado BBC "Estamos falando de uma população em situação de vulnerabilidade, que depende em muitos casos desse auxílio para comer. Ao criar um endividamento para essa pessoa, você pode estar asfixiando o tomador de crédito, criando um problema maior para pessoas que não têm uma educação financeira para avaliar se esses juros são compatíveis com seu orçamento familiar", observa. Assim, com a desistência dos grandes bancos, a concessão de crédito consignado para beneficiários do auxílio deverá ser feita por instituições financeiras de médio porte, como Pan, Safra e Facta Financeira. Além dos bancos públicos federais, como Caixa e Banco do Brasil, que, no entanto, ainda não confirmaram se e como participarão da nova modalidade de empréstimo. 'Consignado é um empréstimo perverso' A educadora financeira Evelin Bonfim reforça que o crédito consignado representa um risco para os beneficiários do auxílio e avalia a decisão do governo de conceder esse crédito às vésperas da eleição como uma política pública equivocada. "O consignado, de maneira geral, é um empréstimo perverso, porque ele não dá uma chance para o consumidor de, numa situação de emergência, não pagar a parcela e ficar em atraso", afirma. Isso porque, no empréstimo consignado, o valor da parcela é descontado na folha de pagamento, antes mesmo de a pessoa receber o dinheiro na conta. "Isso é excelente para o banco emprestador, mas significa que o consumidor não tem escolha", diz Evelin. Ela observa que há países onde é possível tirar uma "folga" das dívidas por um período determinado, possibilidade que não existe no consignado brasileiro. A educadora financeira destaca ainda que o Auxílio Brasil é um benefício destinado à parcela mais vulnerável da população, que usa esse dinheiro para subsistência. "A pessoa usa esse dinheiro para sobreviver: para comprar o arroz e feijão, pagar o aluguel e trocar o gás em casa. Então a pessoa vai comprometer [com o pagamento das parcelas] 40% de um benefício que é necessário para ela ter o mínimo", diz Evelin. "A pessoa vai pegar o dinheiro do empréstimo agora e, no próximo mês, as necessidades delas são as mesmas. Mas nesse próximo mês, o benefício dela será menor, porque ela só terá o valor que sobrar depois do pagamento da parcela", explica. E isso considerando que a pessoa continue recebendo o benefício. Evelin lembra que, diferente de uma aposentadoria, o Auxílio Brasil pode acabar, pode ter seu valor reduzido, ou a pessoa pode ser desenquadrada, caso deixe de cumprir os critérios do programa. "Ninguém deveria se endividar para comprar comida, e é isso que vai acabar acontecendo com muitos dos beneficiários", diz a especialista em finanças pessoais. "Isso é uma evidência de uma falha muito grande da sociedade, da política de cuidado com as famílias mais vulneráveis e da gestão econômica como um todo", acrescenta. - Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62527996 Veja Mais

Preço da melancia sobe 53% no atacado em julho; banana teve alta de 15%

G1 Economia Relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra os valores médios nas Ceasas em dez capitais do país. Preço da melancia sobe 53% no atacado em julho. Divulgação O preço médio das principais frutas teve alta no atacado em julho em relação a junho, enquanto os valores da maioria dos legumes e verduras caíram no mesmo período, mostra um relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O documento coletou informações de produtos comercializados nas Centrais de Abastecimentos do país (Ceasas) em dez capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Fortaleza e Rio Branco. Veja a seguir detalhes dos principais alimentos: Frutas Melancia (+53,5): houve queda na comercialização, aumento das cotações e da rentabilidade dos produtores. A colheita começou a aumentar no fim do mês no Tocantins. O plantio já começou no sul baiano. As exportações estão no seu intervalo, mas com números positivos no ano; Banana (+15,6%): ocorreu aumento de preços junto à diminuição da produção da variedade nanica e prata, com tendência não uniforme de comercialização no atacado a depender da situação da demanda local e da proximidade com os centros produtores. As exportações caíram; Maçã (+9,84%): foi registrada ligeira queda na comercialização. Houve queda dos estoques nas câmaras frias, o que provocou maior controle da oferta e preços mais elevados, principalmente para as maçãs graúdas. A rentabilidade continua positiva. As importações devem permanecer elevadas por causa da baixa oferta nacional; Mamão (+5%): Houve demanda estável e regular, elevação das cotações e queda da quantidade comercializada, com o arrefecimento dessa tendência por causa do aumento das temperaturas. As exportações continuaram em níveis mais baixos em relação a 2021 por causa da menor produção em 2022; Laranja (+0,9%): estabilidade das cotações, principalmente na parte final do mês, junto com pequenas variações na comercialização, devido ao tempo mais quente e à maior absorção da laranja pela indústria, diminuindo a oferta para o varejo. As exportações devem ter melhor desempenho para a próxima temporada. Precisamos lavar verduras, legumes e frutas antes de comer? Plantio sem uso do solo: conheça o sistema hidropônico De onde vem o que eu como: banana Legumes e verduras Legumes e verduras com propriedades similares e que são da estação, podem ser ótima opção para dieta equilibrada, segundo nutricionista do Sistema Hapvida/RN Sáude, Igor Oliveira Freepik Tomate (-25%): continuação da queda de preços foi observada nos mercados em julho, movimento iniciado após o ápice de preços registrados em abril deste ano. A oferta se manteve em elevação. Os danos e perdas causados pelas chuvas do final de 2021 e início de 2022 foram superados, com as áreas produtoras ofertando de forma suficiente para atender a demanda. Batata (-16,3%): continuação da queda de preços iniciada em maio, depois de um período de alta no início do ano. A safra da seca ainda no mercado e a entrada da safra de inverno fizeram com que a oferta permanecesse em níveis elevados, bem como o perfil dela modificasse, tornando o Centro-Oeste e o Sudeste como os principais abastecedores. Alface (-15,4%): o movimento em julho foi de queda de preços. Oferta também diminuiu principalmente nos mercados da região Centro-Oeste. A demanda ficou reduzida pelo período de férias escolares. Tendência de alta de preços em agosto nas Ceasas do Nordeste devido as chuvas intensas na região produtora. Cenoura (-12,7%): nova queda de preços em julho foi observada para a cenoura, mantendo os níveis deles em patamares baixos. O preço médio ponderado na comparação com junho teve queda de 12,75%. A oferta vem se mantendo em patamares elevados, pois os estados produtores aumentaram seus envios aos mercados, não mais pressionando a oferta mineira. Cebola (+3%): apesar de pequena intensidade, os preços tiveram viés de alta, diferentemente do ocorrido em 2021. Os preços em relação a julho de 2021 estão bastante elevados. A boa qualidade produto e a menor oferta advinda do Nordeste pode estar segurando os preços em nível mais altos. De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' Veja Mais

Ibovespa opera em queda nesta terça-feira

G1 Economia Na segunda-feira, o principal índice da B3 subiu 0,24%, a 113.032 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta terça-feira (16), diante de preocupações com a desaceleração da economia global. Às 10h07, o Ibovespa recuava 0,26%, a 112.741 pontos. Veja mais cotações. Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 0,24%, a 113.032 pontos – maior pontuação desde 20 de abril (114.344 pontos). Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 9,56% no mês. No ano, a alta é de 7,83%. Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina O que está mexendo com os mercados? No exterior, o foco dos investidores segue na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nos temores de uma recessão global. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início oficial da campanha eleitoral e para as pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulga o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de junho. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central indicou que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Veja Mais

Exigência de divulgar salário em vagas de emprego trará foco a plano de cargos e salários de empresas; entenda

G1 Economia Política salarial tem como objetivo definir o que é pago ao trabalhador de acordo com as responsabilidades e exigências dos cargos em relação à realidade do mercado e tem ainda a função de atrair e reter os profissionais. Salários de acordo com plano de carreira Freepik O projeto de lei que determina a divulgação da faixa salarial em anúncios de emprego pode trazer grandes mudanças para as empresas – entre elas, o foco em relação aos funcionários já contratados e a necessidade de uma política transparente de cargos e salários. O projeto de lei 1.149/22, que tramita na Câmara dos Deputados, determina a obrigatoriedade de informar a faixa salarial na divulgação das vagas e vale para empresas públicas e privadas. Em caso de descumprimento, a multa é de cinco salários mínimos. “As empresas terão que se readequar para não ficar em desvantagem no mercado de trabalho, com políticas mais claras de cargos e salários. Ou seja, uma grande mudança com impacto relevante para todas as partes. Vencerá este jogo quem tiver a marca empregadora mais forte”, avalia Ketlhenn Layla Xavier Monteiro, analista de Recursos Humanos da Confirp Contabilidade. Para a especialista, se a lei for aprovada, o foco será em relação a quem já está contratado. “Imagine que para suprir uma vaga complexa a empresa tenha que elevar os valores que paga normalmente para funcionários que atuam na mesma função, mas que recebem menos. Por isso, será de extrema importância realizar o mapeamento das competências juntamente com os cargos e salários para enxergar de forma ampla e criar um plano de ação dentro da organização”, alerta. Segundo ela, as empresas podem ter os melhores benefícios, mas as que pagam mais sempre estarão à frente na visibilidade das vagas no mercado, aumentando a competividade pela mão de obra qualificada. Assim, haverá a necessidade de estabelecer boas políticas de remuneração, com um processo apurado de cargos e salários. LEIA TAMBÉM: 90% são a favor que as empresas informem salário nos anúncios de emprego, aponta enquete Os 10 fatores que definem o ‘salário emocional’ País bate recorde de pedidos de demissão em 12 meses, mostra levantamento A importância da política de cargos e salários Ketlhenn explica que a política de cargos e salários exerce papel determinante no desempenho e no resultado das empresas – ela define a importância e a preocupação que a organização dá ao seu potencial humano e como ela retribuiu o trabalho executado. “Com isso, a construção do plano de cargos e salários torna-se de fundamental importância, pois é somente a partir dele que podemos pensar em outras estratégias como a implantação de um plano de carreira, planos de treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho e outras práticas de remuneração, como programas de remuneração variável, participação nos lucros e resultados, remuneração por habilidades e competências, entre outras”, diz. O que é plano de cargos e salários De acordo com a especialista em RH, a política de cargos e salários é uma estratégia que equilibra os salários, ou seja, paga o trabalhador de acordo com as responsabilidades e exigências dos cargos em relação à realidade do mercado, e tem a função de atrair e reter os profissionais. “É fundamental para que a empresa possa desenvolver uma gestão transparente, por meio do mérito pelos resultados obtidos e pela evolução técnica, a partir de critérios lógicos e bem definidos”, diz. Como implementar Para implementação desse plano de cargos e salários é necessário o alinhamento entre a diretoria e os gestores e o envolvimento de profissionais de RH que conheçam as metodologias de avaliação de cargos e trabalhem no detalhamento de todas as informações de forma clara e objetiva. Definição dos salários A definição dos salários envolve pesquisa de mercado para desenvolver estatisticamente os comparativos e equilibrá-los com a oferta externa e a realidade econômica da empresa, aplicando-os de acordo com a estrutura da companhia. Para chegar a uma remuneração adequada, é feita uma pesquisa de mercado dentro dos cargos semelhantes. São ainda levados em consideração a complexidade das atribuições, o perfil requisitado e o nível hierárquico, além da localidade, do porte e da atividade da empresa. As empresas precisam fazer essa pesquisa de forma rotineira para se adequarem ao momento do mercado. Avaliação dos cargos Dentro do plano de cargos e salários estão descritas as atribuições de cada função, as exigências de formação e de experiência e as faixas salariais. As avaliações dos cargos devem ser feitas de acordo com seu peso de importância na atividade da empresa, sendo que as atribuições de cada um devem ser detalhadas com a participação de gestores, equipe do RH e ocupantes dos próprios cargos por meio de questionários e entrevistas complementares. Como são definidas as faixas salariais Os cargos geralmente são divididos em níveis júnior, pleno e sênior, pois nesse caso é levado em conta o tempo de experiência do profissional. Por isso, as faixas salariais são diferentes para cada nível. O mesmo cargo pode ter grandes variações de salário dependendo do nível de experiência do profissional. Nessa conta entram ainda o quanto a experiência é relevante para o cargo, o que pode aumentar ainda mais a diferença entre o nível júnior e sênior, por exemplo. Além disso, o salário também varia de acordo com o tamanho da empresa. A exigência de formação também determina as faixas salariais. Cargos que estão com grande demanda de mão de obra e escassez de profissionais por justamente pedirem formações, experiências e conhecimentos específicos tendem a ter salários mais valorizados. Nesses casos, eles geralmente são precificados pelo mercado e não pela política salarial da empresa. Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis no Sertão de Pernambuco nesta terça-feira (16)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho, Goiás Divulgação/Sedec Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta terça-feira (16) em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho, em Salgueiro, ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Nota técnica do MPF contesta 'mínimo existencial' de R$ 303 e pede revisão de decreto federal

G1 Economia Valor mensal que não pode ser comprometido para quitar dívidas é 'irrisório' e aumenta vulnerabilidade dos mais pobres, diz documento. Cifra corresponde a 25% de um salário mínimo. O Ministério Público Federal divulgou nota técnica nesta segunda-feira (15) em que chama de "irrisório" o valor de R$ 303 mensais definido como "mínimo existencial" por um decreto do governo Jair Bolsonaro. Segundo a Lei do Superendividamento, esse valor – equivalente a 25% do salário mínimo atual, de R$ 1.212 – não pode ser comprometido com o pagamento ou a renegociação de dívidas. O decreto que fixou o valor foi assinado por Bolsonaro no fim de julho, mas só entra em vigor em setembro. De acordo com o Ministério Público, no entanto, o valor aumenta a vulnerabilidade dos mais pobres e estimula o superendividamento brasileiro. A nota técnica avalia que o decreto presidencial desvirtuou a intenção da Lei do Superendividamento de preservar os direitos do consumidor e equilibrar as relações de consumo. O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho Consumidor, vinculado à Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do MPF. "É notório que tal valor é irrisório para assunção realizável dos compromissos domésticos mais basilares. Além disso, a ampla margem disponibilizada para endividamento não contribuiria para a sustentabilidade nem das relações de consumo, nem do mercado de crédito", diz a nota. Entidades assinam nota em defesa dos vulneráveis e pedem adiamento do empréstimo consignado atrelado ao Auxílio Brasil O documento aponta como problema, ainda, o fato de o decreto assinado por Bolsonaro prever a reserva de R$ 303 apenas para dívidas ligadas ao consumo. Isso significa que débitos relacionados a financiamentos imobiliários, tributos e crédito consignado, por exemplo, podem incidir sobre esse "mínimo existencial" – reduzindo ainda mais a renda mensal disponível para o devedor. O Ministério Público avalia que essa diferenciação viola o Código de Defesa do Consumidor – que define expressamente a avaliação conjunta de todos os compromissos financeiros assumidos na relação de consumo ao lidar com o tema do superendividamento. Empréstimo consignado: especialistas alertam para superendividamento e aprofundamento da miséria Mínimo existencial A garantia do mínimo existencial é a quantia mínima da renda de uma pessoa para pagar despesas básicas e que não poderá ser usada para quitar as dívidas. Essa medida impede que o consumidor contraia novas dívidas para pagar contas básicas, como água e luz. A ideia não é promover o calote, mas, sim, o pagamento da dívida com uma parte da remuneração, sem haver uma exploração do endividado. Nem todas as dívidas vão ser levadas em conta para o cálculo do mínimo existencial. Parcelas de financiamento imobiliário, por exemplo, não entram na conta. Leia mais: Lei do Superendividamento: saiba o que muda na vida do consumidor 18 meses, 36 ligações e 95% de desconto: como funciona uma negociação de superdívidas Perseguição por agiotas, 10 cartões de crédito e tremedeira: uma reunião de devedores anônimos Saiba identificar os sinais de superendividamento e como não cair nesta situação Veja Mais

Crua ou refogada, lhama se aproxima das mesas no Equador

G1 Economia Chef Mauricio Acuña, do restaurante El Salnés, prepara lombo de lhama cru a clientes. Para ele, Prato com carne de lhama no restaurante El Salnés Reprodução/Instagram Sal e macambo no prato para temperar a carne crua de um mamífero que tem estado ausente das mesas no Equador. Isso até agora, com a inovação do chef Mauricio Acuña de incluir carne de lhama no cardápio. A lã deste parente distante dos camelos é usada para confeccionar roupas, mas sua carne quase não era utilizada na gastronomia. Carne de cavalo é permitida no Brasil? Faz mal? Tire dúvidas Líquido vermelho da carne não é sangue; saiba mais O chef Acuña, que trabalhou nos restaurantes estrelados dos espanhóis Ferran Adrià e Martín Berasategui, está tentando mudar isso. Em seu restaurante El Salnés, no norte de Quito, o cozinheiro de 50 anos oferece lombo de lhama cru para apreciar o sabor diferente. Também serve um pedaço do pescoço, que cozido possui um sabor semelhante ao da carne de porco. A população do único animal de carga da América pré-colombiana aumentou com a expansão do império inca, explica à AFP Carlos Montalvo, arqueólogo do Museu de Arte Pré-Colombiana Casa del Alabado de Quito. Registros arqueológicos revelam que os habitantes das altas terras equatorianas comiam principalmente cuy (porquinho-da-índia) e veados, sem registros de manadas massivas de lhamas. Segundo Montalvo, por não estar "presente na tradição culinária", os animais foram trocados pelas ovelhas, vacas e porcos trazidos pelos europeus. Restaurantes para estrangeiros El Salnés faz parte de uma recente leva de restaurantes em Quito que experimentam ingredientes locais com técnicas modernas. Acuña não é o primeiro chef do Equador a fazer experimentos com carne desse camelídeo. Há uma década, o luxuoso Hotel Casa Gangotena, no centro histórico de Quito, serve bifes da paleta. Com a ajuda do programa Pequenas Doações da ONU, o cozinheiro chegou depois de muitos anos a uma comunidade que produz carne de lhama na província de Chimborazo, no sul, e de lá conseguiu levar a mercados populares de Quito. Susana Yánez está há mais de 30 anos à frente de sua barraca no mercado de Las Cuadras, onde exibe meio corpo de uma lhama esfolada. Embora a vendedora veja um aumento nas encomendas de restaurantes e hotéis, admite que a carne de lhama "não vende muito", mesmo tendo um preço semelhante (US$3,50 o quilo, com osso) à carne de porco e de borrego. No Mercado Central de Quito, Ana Taco, uma das vendedoras da carne, diz que compram "principalmente os restaurantes onde vêm estrangeiros". Nas montanhas andinas do Peru e da Bolívia, o consumo de lhama é mais frequente. Os equatorianos preferem carne de porco, cuy ou mariscos da costa. Em troca, as lhamas, com seus pescoços longos e orelhas no formato de banana, são vistas como mascotes no campo, atração turística ou como um animal sagrado. Já para o jantar, não são tão procuradas. O chef de cozinha crê que se deve à uma "erosão cultural" e às práticas estrangeiras. "É um momento de adotar uma agricultura mais antiga com métodos totalmente enraizados na nossa cultura". 'Ecologicamente correto' Gabriel Barriga, da associação de criadores de lhamas Intiñan, estima sua população em 20.000 animais entre as províncias de Imbabura, Pichincha, Tungurahua, Chimborazo, Bolívar e Azuay. Na serra andina, é considerado um animal "ecologicamente correto": suas patas acolchoadas não danificam os solos das charnecas como as vacas e seus dentes cortam a grama ao invés de arrancar como as ovelhas, diz Barriga. As famílias indígenas quíchuas são responsáveis pelos pequenos rebanhos. Elas também os comem, especialmente secos com sal no estilo "charqui", conservadas por anos dessa forma. Por mais de 30 anos Intiñan financiou a compra de lhamas em Chimborazo, em um projeto que incluiu visitas de veterinários e até aulas de culinária baseadas no animal. Entretanto, por conta da pandemia, o projeto foi encerrado no final de 2020. Agora, a aposta de cozinheiros como Acuña é popularizá-lo e levar diretamente para as casa. "Não apenas um restaurante", diz o chef, "mas estar nos supermercados; mais cedo ou mais tarde estará lá". Veja Mais

A empresa com lucro recorde maior que o PIB de mais de metade dos países do mundo

G1 Economia O lucro impressionante foi registrado em meio à disparada dos preços do petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A gigante petrolífera saudita Saudi Aramco bateu seu próprio recorde com um lucro de US$ 48,4 bilhões no segundo trimestre de 2022. É um aumento de 90% em relação ao ano anterior — e representa o ganho mais alto do maior exportador de energia do mundo desde sua entrada na Bolsa há três anos. Para efeito de comparação, a cifra é maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) de mais da metade dos países do mundo. Vista geral da refinaria de óleo da Aramco em Ras Tanura, na Arábia Saudita, em foto de arquivo de maio de 2018 Ahmed Jadallah/Reuters/Arquivo Se fosse uma nação, a companhia ocuparia a 88ª posição no ranking do Banco Mundial que lista o PIB de 207 países (em 2021) — mais especificamente, entre a República Democrática do Congo (US$ 53,9 bilhões) e a Tunísia (US$ 46,8 bilhões). A invasão da Ucrânia pela Rússia fez os preços do petróleo e do gás dispararem. A Rússia é um dos maiores exportadores do mundo, mas as nações ocidentais se comprometeram a reduzir sua dependência do país em relação a suas necessidades energéticas. De acordo com a Bloomberg, os números da gigante petrolífera saudita representam "o maior lucro trimestral ajustado de qualquer empresa listada na Bolsa". Além dos lucros recordes, a gigante estatal de energia saudita anunciou que manteria seus dividendos inalterados em US$ 18,8 bilhões no terceiro trimestre. A companhia disse que continuaria expandindo para satisfazer a demanda. "Embora a volatilidade do mercado global e a incerteza econômica permaneçam, os acontecimentos durante o primeiro semestre deste ano sustentam nossa visão de que o investimento contínuo em nosso setor é essencial, tanto para ajudar a garantir que os mercados permaneçam bem abastecidos quanto para facilitar uma transição energética ordenada", declarou o presidente e CEO da Aramco, Amin Nasser. "Na verdade, esperamos que a demanda por petróleo continue crescendo pelo resto da década, apesar da queda nas pressões econômicas segundo as previsões globais de curto prazo", acrescentou. Os preços do petróleo já estavam subindo antes da guerra na Ucrânia, quando as economias começaram a se recuperar da pandemia de covid-19, e a demanda superou a oferta. Os maiores produtores de petróleo do mundo, incluindo ExxonMobil, Chevron e BP, registraram lucros enormes este ano — levando a pedidos crescentes aos governos para que imponham um imposto extraordinário em meio a um aumento alarmante do custo de vida. Em junho, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que a Exxon havia ganhado "mais dinheiro do que Deus este ano". A Arábia Saudita é o maior produtor individual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), grupo que representa os maiores produtores de petróleo do mundo. Na semana passada, a Opep+ — que inclui a Rússia —concordou em aumentar ligeiramente a produção em um esforço para ajudar a aliviar os altos preços do petróleo. No entanto, o aumento mais recente da produção está em um ritmo muito mais lento do que nos últimos meses. A decisão foi um golpe para líderes mundiais, incluindo Biden, que fizeram um apelo pela intensificação da produção. - Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62546862 Veja Mais

Loja de brindes para fãs é relançada com foco em NFT e projeção de faturar R$ 10 milhões

G1 Economia Empresa oferece colecionáveis de celebridades e pretende futuramente ingressar no metaverso. A Fanstation, uma loja de brindes e serviços para fãs de arte, cultura e esportes, decidiu se reinventar após iniciar as atividades de maneira tímida em 2019 e enfrentar uma pandemia logo no início das operações. A empresa agora vai focar na venda de Tokens Não-Fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) de artistas e celebridades e já tem R$ 6 milhões em produtos no catálogo, com projeções de faturar, no mínimo, R$ 10 milhões este ano. Dentro da nova estratégia, a companhia já acertou parcerias com nomes como Buchecha, MC Gui, Netinho de Paula, Emerson Fittipaldi, Túlio Maravilha, o pentacampeão Luizão e o técnico Joel Santana. Andréa Farias, COO da Fanstation, disse que decidiu entrar no mundo cripto após muita pesquisa, aproveitando-se da oportunidade de desenvolver uma plataforma que pudesse ser usada pelo público leigo, que ainda não possui carteira digital. “Nosso line-up de celebridades no começo era 100% brasileiro, então nossa prioridade era desenvolver uma plataforma em que o usuário pudesse pagar pelos NFTs com PIX”, afirma. NFT: 5 pontos sobre a tecnologia que torna um arquivo digital ‘único’ Os NFTs da Fanstation foram criados em cima da blockchain Ethereum e futuramente usarão também a Avalanche. De acordo com Andrea, a Avalanche foi escolhida para viabilizar a comercialização de colecionáveis de menor valor, uma vez que as taxas da rede Ethereum são muito elevadas. Para o cliente comprar os tokens, ele precisa primeiro entrar na plataforma e selecionar seu NFT. Depois, ele pode depositar seus reais com PIX para trocá-los pela stablecoin atrelada ao real Bitfan, a criptomoeda da plataforma. Uma vez de posse do token, ele consegue completar a aquisição do NFT. “A carteira fica dentro da plataforma e o NFT fica disponível para você dentro da plataforma da fanpage, sem precisar de uma wallet externa”, explica. Os benefícios dos NFTs vendidos consistem em memorabilia, acesso a eventos e entrada em clubes privados. “Fazemos um trabalho de pesquisa de toda a carreira de uma celebridade e exploramos os produtos que podemos comercializar como NFT. Teremos clubes privados no Discord, dando desconto em ingresso e sorteio de ingressos, além da conversa com celebridades, que por contrato terão que fazer contato com os fãs em horário marcado.” Para o futuro, a empresa deve também entrar no metaverso, oferecendo desde a criação do avatar até a criação do espaço. “Se uma cliente quiser ter um ambiente no metaverso a equipe da Fanstation faz esse desenvolvimento”, diz. Entre funcionários próprios e parceiros, a Fanstation tem 30 pessoas trabalhando com desenvolvimento. Em termos de divulgação, Andrea espera que os filhos ensinem os pais sobre o que são NFTs principalmente no caso de celebridades que são mais conhecidas principalmente por um público mais velho. “Estamos fazendo um trabalho de divulgação com a base de fãs, então começamos o trabalho falando do Túlio Maravilha dentro da torcida do Botafogo. Por isso precisamos dessa sinergia entre as gerações.” Veja Mais

Onde consultar o PIS?

G1 Economia Número do PIS é gerado no primeiro emprego do trabalhador. Número do PIS é gerado no primeiro emprego do trabalhador Marcos Santos/USP Imagens O número do PIS é gerado no primeiro emprego do trabalhador. Você pode encontrar o número na Carteira de Trabalho, nos extratos de seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no seu Cartão Cidadão ou ser obtido em qualquer agência da Caixa. Caixa: No site da Caixa, a consulta é possível pelo CPF. Para saber se tem direito e quando e quanto vai receber do abono salarial, o trabalhador pode ligar para o número 158 ou consultar a carteira de trabalho digital. LEIA MAIS: Como consultar o PIS? Abono salarial PIS/Pasep: está com dificuldade para consultar? Veja os motivos e como resolver Cerca de R$ 25 bi estão à espera de trabalhadores que contribuíram com PIS/Pasep Cnis: Acessando o site do Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis), clique em "Cidadão", e em seguida na palavra “Inscrição” no canto superior esquerdo do menu. Depois, escolha a opção “Filiado”. Preencha os dados de forma idêntica ao que está em sua carteira de trabalho e clique em "Continuar". Se os dados estiverem corretos, aparecerá uma mensagem em vermelho, no canto superior da tela, informando que seus dados já constam na base do CNIS e o número do NIT, que é o mesmo do PIS. Pis-Pasep: R$ 25 milhões estão disponíveis para os trabalhadores MEU INSS: Clique em Entrar (no canto superior direito) Selecione Cadastre-se Preencha os dados solicitados (CPF, data de nascimento, nome, e-mail, celular, nome da mãe e estado) Clique em Próxima Anote a senha que o sistema vai criar para você Informe seu CPF e a senha Faça o login e altere a senha para uma de sua preferência Acesse novamente, desta vez com a sua senha Também é possível consultar por aplicativos: Carteira de Trabalho Digital: Na CTPS digital, é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados. O aplicativo da CTPS está disponível para download na versão Android ou versão iOS. FGTS: Assim como na CTPS digital, é possível conferir o número do PIS no app do FGTS dentro de um dos contratos registrados. O aplicativo da CTPS está disponível para download na versão Android ou versão iOS. Caixa Trabalhador e Caixa Tem: A Caixa disponibiliza, nestes aplicativos, os dados referentes ao PIS. Veja Mais

Auxílio Brasil e vale-gás: quem tem NIS final 5 recebe benefícios nesta segunda; veja o calendário

G1 Economia Veja onde obter mais informações sobre os benefícios, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. Calendário de saque das contas inativas do FGTS começa em março Marcos Santos/USP Imagens Está liberada, nesta segunda-feira (15) a parcela do Auxílio Brasil e do vale-gás aos portadores do Número de Inscrição Social (NIS) final 5. O Auxílio Brasil deste mês terá valor mínimo de R$ 600. Já o vale-gás é de R$ 110, valor integral do botijão. Os pagamentos tiverem início na terça-feira (9) para o grupo com o NIS final 1. O benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados ((veja calendário abaixo). LEIA TAMBÉM: Auxílio 2022 pode reduzir pobreza, mas conta para os mais pobres virá depois, alerta economista da FGV Governo e Congresso driblam regras eleitorais e orçamentárias às vésperas da disputa nas urnas Um total de 20,2 milhões de beneficiários em condição de vulnerabilidade social vai receber o mínimo de R$ 600 neste mês referente ao Auxílio Brasil. O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 400 para R$ 600, será válido entre agosto e dezembro deste ano. Esse acréscimo no valor do Auxílio Brasil está dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em medidas de auxílio à população pobre e a algumas categorias profissionais. Auxílio Brasil bate recorde de buscas em julho Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa Novo cartão começa a ser entregue; veja perguntas e respostas TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O investimento total para o pagamento do Auxílio Brasil em agosto de 2022 é superior a R$ R$ 12,1 bilhões. O valor médio é de R$ 607,88. Além do benefício principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Informações por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Informações por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Auxílio Gás O Auxílio Gás manteve as datas de depósitos do Auxílio Brasil, que funcionam de acordo com o fim do Número de Inscrição Social (NIS). No valor de R$ 110 a parcela se refere ao mês de agosto e irá beneficiar 5,6 milhões de famílias. 5,6 milhões de famílias irão receber o auxílio gás no valor de R$ 110 em agosto. Reprodução/RBS TV O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. Veja no calendário abaixo: Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Consulta É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121. Veja Mais

Mais chaves PIX do que brasileiros: número de cadastros para transferências é o dobro da população

G1 Economia Dados do Banco Central mostram que até julho deste ano foram registradas mais de 478 milhões de chaves no sistema de pagamento instantâneo, 95% delas são de pessoas físicas. PIX Marcello Casal Jr/Agência Brasil O número de chaves PIX cadastradas já é o dobro da população brasileira. Segundo dados do Banco Central do Brasil (BC), até julho deste ano foram registradas 478 milhões de chaves, duas vezes mais que os 214,9 milhões de brasileiros. A grande maioria das chaves (95%) são de pessoas físicas. Segundo o BC, a quantidade de operações via PIX já ultrapassa outros meios como cartão pré-pago, transferência intrabancária e débito direto. O PIX é um sistema de pagamento instantâneo e gratuito desenvolvido pelo Banco Central para facilitar transações financeiras. A ferramenta começou a ser desenvolvida em 2018 e foi lançada em novembro de 2020. De la para cá, o número de usuários cadastrados triplicou – passando de 41 mil para 131 mil. Entenda o que é o PIX Saiba como usar o PIX O tipo de chave preferido dos usuários é o aleatório, no qual uma combinação de números e letras é fornecida para a realização da transação. São mais de 190 milhões de chaves aleatórias – 39,8% do total, seguidas pelo CPF (22,7%), número de celular (21%) e endereço de email (14,7%). VEJA TAMBÉM: 'Não é verdade que os bancos perdem dinheiro com PIX', diz presidente do Banco Central Em julho deste ano, o sistema movimentou R$ 933 bilhões em mais de 2 trilhões de transações. A adesão às funcionalidades PIX Saque e o PIX Troco, que foram lançadas em novembro do ano passado, ainda é mais baixa na comparação com o total de transações, mas também vem crescendo. Em julho, ambas modalidades somaram 270 mil transações. Com as funcionalidades, os usuários podem fazer saques em estabelecimentos comerciais, não apenas em caixas eletrônicos. A questão é que a oferta destes produtos, no entanto, é opcional e depende de adaptação dos sistemas das lojas. Veja Mais

Como fazer o cadastro do Auxílio Brasil?

G1 Economia Veja ainda como obter mais informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo O Auxílio Brasil usa os mesmos cadastros do Bolsa Família e do CadÚnico. Assim, só quem não é inscrito no CadÚnico, mas tem direito ao benefício, precisa providenciar o cadastramento. Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Atualmente, 17,5 milhões de famílias são atendidas pelo programa. No início do ano, 3 milhões foram incluídas. Famílias em situação de pobreza também podem receber o benefício desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as consideradas em situação de pobreza têm renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Preciso me cadastrar? Quem já recebia o Bolsa Família e era elegível ao Auxílio Brasil foi automaticamente incluído, em outubro de 2021, no programa, sem necessidade de recadastramento. Assim, somente quem não é inscrito no CadÚnico e não recebe o Bolsa Família precisa fazer cadastro para ter acesso ao benefício. Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Há três possibilidades para receber o Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: o Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está inscrito no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Como obter informações Por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Calendário de pagamento Os pagamentos do Auxílio Brasil utilizam os mesmos cadastros dos beneficiários do Bolsa Família. Com isso, foram mantidas as mesmas datas de depósito do programa, que funcionam levando em consideração o fim do Número de Inscrição Social (NIS). Confira o calendário abaixo: Calendário de pagamentos do Auxílio Brasil em 2022 Economia/g1 Veja Mais

O que é o auxílio gás?

G1 Economia Programa social para compra de botijão de gás, insumo que subiu de preço durante a pandemia de Covid-19, tem duração de 5 anos. Pagamentos serão feitos a cada dois meses e a previsão é de que sejam pagas 30 parcelas. 5,6 milhões de famílias vão receber o benefício em agosto. Reprodução / RBS TV O vale gás — ou auxílio gás — é um benefício social criado para ajudar famílias de renda mais baixa a comprar gás de cozinha. O preço do insumo disparou durante a crise causada pela pandemia do coronavírus. Inicialmente, os beneficiários recebiam, a cada dois meses, o valor correspondente a pelo menos 50% do preço médio nacional de revenda do botijão de 13 kg. Na última terça-feira (9), o pagamento foi turbinado e subiu para 100% do valor do botijão, de R$ 110. O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. O acréscimo no valor do benefício faz parte do pacote social pré-eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze, promulgada pelo Congresso no dia 14 de julho. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. O programa tem duração de 5 anos. Assim, como o pagamento será a cada dois meses, a previsão é de que sejam pagas 30 parcelas. Para averiguação do valor do benefício, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publica em seu site mensalmente, até o décimo dia útil do mês, o valor da média dos seis meses anteriores referentes ao preço nacional do botijão de 13kg de GLP. Como consultar Para consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121. Como acessar o Caixa Tem Como acessar o aplicativo Auxílio Brasil Quem tem direito Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional (R$ 606); Famílias que tenham entre seus membros residentes no mesmo domicílio quem receba o Benefício de Prestação Continuada da assistência social, o BPC, que prevê um salário mínimo mensal (R$ 1.212) à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem a família; A lei estabelece que o auxílio será concedido "preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência". Como é feito o pagamento Os pagamentos do vale-gás são feitos nos meses pares, nas mesmas datas das parcelas do Auxílio Brasil – que se baseiam no final do Número de Identificação Social (NIS). Assim, os beneficiários devem olhar as datas dos meses de agosto, outubro e dezembro de 2022. Veja o calendário abaixo: Como o governo antecipou o pagamento do Auxílio Brasil, as parcelas começaram a ser pagas no dia 9 de agosto em vez do dia 18 e vão até o dia 22 em vez do dia 31. Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale-gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Veja Mais

Tatá Werneck diz ser vítima de ameaça e tentativa de extorsão após hacker acessar 'conversas íntimas'

G1 Economia Em postagem em uma rede social, apresentadora afirma já ter realizado um boletim de ocorrência. Tatá Werneck relata ataque hacker em postagem em rede social. Reprodução/Twitter Tatá Werneck usou as redes sociais nesta sexta-feira (12) para fazer uma denúncia sobre um ataque hacker. A apresentadora disse estar sendo ameaçada por um hacker que acessou conversas privadas dela. A atriz afirmou ainda que sofre tentativa de extorsão pelo hacker e que já fez um boletim de ocorrência. "Qualquer veículo de comunicação que divulgar informações provenientes de uma extorsão será conivente com o crime", escreveu ela. Initial plugin text LEIA TAMBÉM: Como proteger as redes sociais de hackers e vírus? O que é preciso fazer após ser vítima de hackers para proteger os dispositivos e contas? Especialista explica o que fazer ao ter perfil hackeado ou desativado Segundo o Código Penal, o crime de extorsão caracteriza-se pelo ato de constranger alguém, por meio de violência ou grave ameaça, com o objetivo de obter para si ou para outros indevida vantagem econômica. A pena pode variar de quatro a dez anos de reclusão e multa. Ataques hackers podem colocar em risco dados bancários, cartões de crédito, senhas e informações pessoais. Em muitos casos, hackers se valem de técnicas como extração e raspagem de dados de redes sociais para, cruzando informações sobre perfis, aplicar golpes. Facebook atribui vazamento de dados de 530 milhões de usuários a 'raspagem' Hackers: 'Roubei os dados de 700 milhões de usuários do LinkedIn por diversão' Perfis da Disneylândia no Instagram e Facebook sofrem ataque hacker Empresas, mesmo gigantes como a americana Colonial Pipeline, que detém a maior rede de oleodutos dos Estados Unidos, também têm sido vítimas de ataques cibernéticos. Um relatório da Chainalysis, empresa que analisa o uso de criptomoedas em transações criminosas, mostra que em 2020 houve um aumento de 311% nos pedidos de resgate por dados sequestrados, e pelo menos US$350 milhões de dólares foram pagos a grupos criminosos. Veja Mais

Como consultar o PIS pelo CPF?

G1 Economia Governo libera R$ 25 bi para o pagamento do PIS dos trabalhadores que atuem com carteira assinada e receba em média de dois salários mínimos por mês. Dinheiro José Cruz/Agência brasil O PIS (Programa de Integração Social) é um direito de todo o trabalhador que atue com carteira assinada e receba em média de dois salários mínimos por mês. Além disso, é preciso que tenha trabalhado pelo menos 30 dias no ano do pagamento e estar inscrito há pelo menos 5 anos no PIS. Outro requisito importante é ter os dados atualizados pela empresa na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou eSocial, conforme categoria da empresa. Abono salarial PIS/Pasep: está com dificuldade para consultar? Veja os motivos e como resolver Como consultar pelo CPF? Previdência Social: ligando para o telefone da Previdência Social (135), é possível consultar o número de seu PIS por meio de seu CPF. Selecionando a opção 5, um atendente vai confirmar os seus dados cadastrais e informar o seu número do PIS. O atendimento está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. Pis-Pasep: R$ 25 milhões estão disponíveis para os trabalhadores Por aplicativos Carteira de Trabalho Digital: Na CTPS digital, é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados. O aplicativo da CTPS está disponível para download na versão Android ou versão iOS. FGTS: Assim como na CTPS digital, é possível conferir o número do PIS no app do FGTS dentro de um dos contratos registrados. O aplicativo da CTPS está disponível para download na versão Android ou versão iOS. Caixa Trabalhador e Caixa Tem: A Caixa disponibiliza, nestes aplicativos, os dados referentes ao PIS. Caixa: No site da Caixa, a consulta é possível pelo CPF. LEIA MAIS: Como consultar o PIS? Como saber o número do PIS? PIS/Pasep: pagamentos dos abonos de ano-base 2019 e 2020 ainda podem ser sacados; veja como Central Alô Trabalho: Para saber se tem direito e quando e quanto vai receber do abono salarial, o trabalhador pode ligar para o número 158 Trabalhadores vinculados ao Pasep também podem fazer a consulta no link do Banco do Brasil. Há também a opção de ligar para a Central de Atendimento do BB (4004-0001, capitais e regiões metropolitanas, ou 0800 729 0001, interior). MEU INSS: Acesse o portal Meu INSS Clique em Entrar (no canto superior direito) Selecione Cadastre-s Preencha os dados solicitados (CPF, data de nascimento, nome, e-mail, celular, nome da mãe e estado) Clique em Próxima Anote a senha que o sistema vai criar para você Informe seu CPF e a senha Faça o login e altere a senha para uma de sua preferência Acesse novamente, desta vez com a sua senha Cnis: Acessando o site do Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis), clique em "Cidadão", e em seguida na palavra “Inscrição” no canto superior esquerdo do menu. Depois, escolha a opção “Filiado”. Preencha os dados de forma idêntica ao que está em sua carteira de trabalho e clique em "Continuar". Se os dados estiverem corretos, aparecerá uma mensagem em vermelho, no canto superior da tela, informando que seus dados já constam na base do CNIS e o número do NIT, que é o mesmo do PIS. Veja Mais

Portaria facilita negociação de dívidas com a Receita, com descontos de até 70%

G1 Economia Para pessoas físicas e MEIs, prazo para o pagamento poderá ser de até 145 meses. A Receita Federal publicou uma portaria nesta sexta-feira (12) em que facilita a renegociação de dívidas com o Fisco e permite descontos de até 70% do montante devido após a incidência de imposto. Em regra, essas transações podem ser quitadas em até 120 meses. Para pessoas física, Microempreendedor Individual (MEI), microempresa, empresa de pequeno porte (EPP), Santas Casas, as sociedades cooperativas e instituições de ensino, o prazo para o pagamento da dívida a ser negociada poderá ser de até 145 meses. Para os débitos das contribuições sociais, este prazo fica limitado a 60 meses. Cofres públicos 'perderam' R$ 210 bi em 22 anos com renegociação de dívidas de empresas e pessoas físicas As novas modalidades de renegociação permitem acordos sobre débitos que estejam em contencioso administrativo fiscal, com valor acima de R$ 10 milhões. Também fazem parte do público-alvo da portaria: devedores falidos, em recuperação judicial ou extrajudicial, em liquidação judicial ou extrajudicial ou em intervenção extrajudicial; autarquias, fundações e empresas públicas federais; e estados, Distrito Federal e municípios e respectivas entidades de direito público da administração indireta. A portaria publicada também permite utilizar precatórios ou direito creditório para amortização de dívida tributária principal, multa e juros. As negociações têm início em 1° de setembro. . A nova legislação estabeleceu modalidades de transação de débitos em contencioso administrativo por adesão, no qual é realizada mediante edital previamente publicado, ou por propostas individuais pelo devedor ou pela Receita Federal. As modalidades por adesão anteriormente previstas relacionadas à transação de débitos em contencioso de pequeno valor ou em contencioso de relevante e disseminada controvérsia jurídica continuam vigentes. Com as novas modalidades de transação será possível celebrar acordos para débitos em contencioso administrativo fiscal. Em regra, estas transações poderão ser realizadas para quitação em até 120 meses. Já para as pessoas físicas, o Microempreendedor Individual (MEI), a Microempresa (ME), a Empresa de Pequeno Porte (EPP), as Santas Casas de Misericórdia, as sociedades cooperativas e demais organizações da sociedade civil (de que trata a Lei nº 13.019/2014), bem como para as instituições de ensino, este prazo poderá ser de até 145 meses. Para os débitos das contribuições sociais, este prazo fica limitado a 60 meses conforme disposição constitucional. Outra novidade trazida pela portaria foi a possibilidade de concessão de descontos nos juros e multas para os créditos classificados como irrecuperáveis ou de difícil recuperação, bem como utilização de créditos de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL, na apuração do IRPJ e da CSLL, (até o limite de 70% do saldo remanescente após a incidência dos descontos). A portaria prevê ainda a possibilidade de usar precatórios ou direito creditório com sentença de valor transitada em julgado para amortização de dívida tributária principal, multa e juros. Veja Mais

Regulação de criptomoedas não deve ser feita 'com mão pesada', diz presidente do BC

G1 Economia Campos Neto participou de evento sobre a regulamentação de criptoativos. Ele disse discordar de modelo de regulação 'forte' e se mostrou preocupado com concentração do mercado. Criptomoedas REUTERS/Dado Ruvic O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira (12) que a regulamentação do mercado de criptoativos não deve ser feita "com mão pesada". Campos Neto disse discordar do formato de regulação mais rigoroso do mercado de criptoativos – modelo que vem sendo defendido por outros países. Para ele, a regulamentação de criptomoedas deve ter a transparência como objetivo e não levar em conta a possibilidade de o produto gerar perdas ao investidor. Os criptoativos são bens virtuais, protegidos por criptografia, com registros exclusivamente digitais — ou seja, não são ativos físicos. As operações podem ser feitas entre pessoas físicas ou empresas, sem a necessidade de passar por uma instituição financeira. Entre os criptoativos, estão, por exemplo, as criptomoedas, como o Bitcoin. A categoria também envolve outros produtos, como tokens (contratos que representam a custódia de algum ativo) e stabelcoins (moedas vinculadas a outros ativos, como o dólar por exemplo), entre outros. "Somos um pouco dissidentes. Boa parte dos banqueiros centrais pensam em regular com mão pesada. Eu entendo, mas não concordo. Acho que esse talvez seja um erro. A gente não deveria deixar para trás os avanços tecnológicos, que estão vindo junto", declarou, em evento transmitido pela internet. Campos Neto, do BC, citou o argumento dos defensores de uma regulação mais forte de que esse mercado teria virado um "cassino", ou que pessoas teriam perdido muito dinheiro com criptoativos nos últimos anos. Ele observou que as empresas de tecnologia também registraram perdas semelhantes. "A gente quer ter certeza que as pessoas saibam o que estão comprando. A tarefa do regulador é da transparência, e não deveria entrar no campo 'se o produto é bom ou não'. As pessoas, diante da informação, é que têm de tomar a decisão. Tem de ter transparência como são criados, negociados, e na forma como são transacionados. É o caminho onde a gente quer ir", declarou. No Brasil, o Senado aprovou em abril um projeto que regulamenta operações com moedas virtuais no Brasil. Para ter validade, porém, ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados. O texto diz que, para atuar no país, as empresas que prestam serviços usando ativos virtuais terão de obter autorização do governo e coibir práticas como a lavagem de dinheiro. Pela proposta, um órgão será escolhido pelo Executivo para fiscalizar o funcionamento dessas prestadoras e disciplinar quais tipos de moedas serão reguladas. Campos Neto se mostrou preocupado com a concentração do mercado de criptoativos. Segundo ele, 80% dos valores são custodiados (mantidos) por quatro empresas, em servidores centralizados – sujeitos a invasões. Ele também informou que 20% a 30% das transações são realizadas por duas plataformas. "Esse é um ponto que regulador deve se preocupar, ao invés de ficar pensando se as pessoas perderam dinheiro", declarou. Segundo dados do BC, a importação de criptoativos disparou nos últimos anos e bateu recorde histórico no ano passado, ao somar US$ 6 bilhões. Em 2021, um quinto da população (22%) utilizou criptomoedas ativamente por meio de investimentos próprios ou por transações comerciais. Evoluções tecnológicas Em evento transmitido pela internet, o presidente do BC também falou sobre as inovações tecnológicas no sistema financeiro. Ele disse acreditar que, no futuro, um único aplicativo reunirá as informações bancárias que hoje estão dispersas por várias instituições financeiras sobre depósitos, crédito e investimentos dos clientes. "Em algum momento, a pessoa vai pegar seu celular, abrir, e vai ter um integrador [de produtos financeiros de vários bancos]. Ninguém vai ter cinco aplicativos de bancos. Esse integrador vai montar toda sua vida financeira virtual [criptoativos] e física em um mesmo lugar", afirmou. Campos Neto explicou que esse aplicativo unificado, em conjunto com a evolução do PIX, sistema do BC que permite a transferência de recursos em tempo real 24 horas por dia, poderá, futuramente, eliminar a necessidade de se ter cartão de crédito. "Eu acredito que [o cartão de crédito] vai deixar de existir em algum momento", acrescentou. Segundo o presidente do BC, algumas instituições financeiras já estão começando a usar o PIX para operações de crédito. Nesse caso, os recursos são sacados da conta corrente no momento autorizado pelo cliente, até mesmo com parcelamento, mas o valor autorizado está ligado ao limite do cartão. Veja Mais

Quatro estatais chinesas vão sair da bolsa de Nova York após aumento das tensões entre países

G1 Economia Companhias se manterão listadas nas bolsas de Hong Kong e da China continental. Quatro empresas estatais chinesas, incluindo a China Life Insurance e a gigante petrolífera Sinopec, anunciaram planos nesta sexta-feira (12) de saírem da bolsa de valores de Nova York (Nyse), em meio a tensões crescentes entre a Washington e Pequim. As empresas, que também incluem a Aluminum Corporation of China (Chalco) e a PetroChina, disseram em comunicados separados que vão pedir a deslistagem de suas ações a partir do final deste mês. As companhias se manterão listadas nas bolsas de Hong Kong e da China continental. China suspende cooperações com EUA Em primeira represália aos EUA, China interrompe diálogo militar de alto nível com Washington Auditorias As empresas foram adicionadas à lista da Lei de Responsabilidade de Empresas Estrangeiras (HFCAA) dos EUA em maio. As companhias foram consideradas em descumprimento de padrões de auditoria dos reguladores do país. "Essas companhias cumpriram rigorosamente as regras e os requisitos regulatórios do mercado de capitais dos Estados Unidos desde sua listagem e fizeram a opção de deslistagem por suas próprias considerações comerciais", disse a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) em comunicado. Algumas das maiores empresas da China, como Alibaba Group, JD Com e Baidu estão entre as quase 270 empresas chinesas na lista e ameaçam se deslistar. "A China está enviando uma mensagem de que sua paciência nestas discussões sobre auditoria está se esgotando", disse Kai Zhan, do escritório de direito Yuanda, especializado em áreas que incluem mercados de capitais dos EUA e compliance. Washington têm exigido há tempos acesso completo aos registros contábeis de empresas chinesas listadas nos EUA, mas Pequim proíbe a inspeção estrangeira de documentos de auditoria por empresas de contabilidade locais, citando preocupações de segurança nacional. As quatro empresas disseram nesta sexta-feira que seu volume de ações negociadas nos Estados Unidos era pequeno em comparação com os de seus outros principais locais de listagem. Um comunicado da PetroChina disse que a empresa nunca levantou capital adicional após a listagem norte-americana e indicou que suas bases em Hong Kong e Xangai eram "alternativas para a empresa porque podem satisfazer os requisitos de captação de recursos da empresa necessários para suas operações comerciais normais e para melhor proteção de os interesses dos investidores”. China Life e Chalco disseram que entrarão com pedido de deslistagem em 22 de agosto, com o processo entrando em vigor 10 dias depois. Sinopec e PetroChina disseram que seus pedidos serão feitos em 29 de agosto. Veja Mais

Dólar opera em queda e caminha para perdas na semana

G1 Economia Na quinta-feira (11), a moeda norte-americana fechou em alta de 1,42%, a R$ 5,1572. Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro Reuters O dólar opera em queda nesta sexta-feira (12), caminhando para uma semana de perdas frente ao real, após a divulgação de dados sobre inflação nos Estados Unidos. Às 10h05, a moeda norte-americana recuava 0,76%, vendida a R$ 5,1179. Veja mais cotações. Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 1,42%, a R$ 5,1572. Com o resultado, passou a acumular queda de 0,19% na semana e de 0,33% no mês. No ano, tem desvalorização de 7,49% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? O foco dos mercados segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos. Dados de inflação dos EUA divulgados nesta semana ficaram abaixo do esperado, impulsionando ativos mais arriscados como ações e enfraquecendo o dólar, já que os mercados interpretaram isso como uma indicação de que o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) poderia ser menos agressivo nos aumentos dos juros. Por aqui, o IBGE divulgou mais cedo dados consolidados do mercado de trabalho no 2º trimestre, que mostraram que a taxa de desemprego caiu em 22 das 27 unidades da federação, na comparação com os 3 últimos primeiros meses do ano Na terça-feira, o instituto mostrou que o IPCA veio negativo em 0,68% julho, em razão dos cortes de preços de combustíveis, e o Banco Central reiterou expectativa do mercado de provável fim do ciclo de alta dos juros. O cenário de juros altos, desemprego ainda elevado, preocupações com a trajetória da dívida pública e o risco de uma recessão global têm dificultado uma retomada mais consistente da economia brasileira. Mesmo com a indicação de que o pior já passou para a inflação, o BC elevou na semana passada a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, a 13,75% – maior patamar em 6 anos. E a perspectiva é que os juros permaneçam em patamar elevado por um bom tempo. ‘Tem um problema de excesso de gasto público em relação à arrecadação’, explica professor de Economia sobre inflação em alta na Argentina Veja Mais

Próximo de Moraes, Temer articulou com Lula presença de Dilma na posse no TSE

G1 Economia Os ex-presidentes Michel Temer, Lula, José Sarney e Dilma Rousseff na posse de Moraes na presidência do TSE Antonio Augusto/Secom/TSE O ex-presidente Michel Temer ajudou a costurar a ida de outros dois ex-presidentes à posse de Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Próximo de Moraes, Temer foi o responsável pela indicação do ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017. Temer conversou com o ex-presidente Lula para garantir que ele iria à posse. A presença de Lula era considerada importante porque o presidente Jair Bolsonaro havia confirmado que estaria na cerimônia. Mas Temer também pediu ajuda a Lula para que Dilma estivesse no evento, mesmo sabendo da resistência dela em estar num mesmo evento que ele – a quem, há poucos dias, Dilma voltou a chamar de golpista pelo processo de impeachment que cassou o mandato da petista. Próximo de Moraes, Temer agiu para ajudar a dar peso institucional ao evento – representada pela presença de ex-presidentes – mesmo sabendo que a presença próxima de ambos poderia causar constrangimentos e fotos. Temer e Dilma sentaram na mesma fileira, separados por Lula e pelo também ex-presidente José Sarney, mas não se cumprimentaram. Dois ex-presidentes não compareceram: Fernando Collor, aliado de Bolsonaro, e Fernando Henrique Cardoso, que enviou uma mensagem e não viajou por motivos de saúde. Veja Mais

Maior fundo soberano do mundo perde o equivalente a R$ 833 bilhões no semestre

G1 Economia Fundo norueguês teve uma rentabilidade negativa de 14,4% de janeiro a junho. O maior fundo soberano do mundo, o da Noruega, perdeu quase 1,68 trilhão de coroas (cerca de R$ 833 bilhões) no primeiro semestre, arrastado principalmente pelas ações de tecnologia, informou o Banco Central da Noruega. O fundo soberano é uma categoria de investimento que é criado e administrado pelo governo federal de um país, ao qual pertencem os recursos. Alimentado pelas receitas petrolíferas do Estado norueguês, o fundo registrou uma rentabilidade negativa de 14,4% nos primeiros seis meses do ano. Seu valor caiu para 11,65 trilhões de coroas no final de junho. "O mercado foi atingido por juros crescentes, inflação alta e a guerra na Europa", disse o diretor do fundo, Nicolai Tangen, em comunicado. O parlamento de Oslo, em imagem de arquivo Tahiane Stochero/G1 Os principais responsáveis por esta tendência são os investimentos em ações, que causaram uma perda de 17%, uma queda ainda mais acentuada no setor de tecnologia (-28%). A única exceção foi o das ações energéticas, que subiram 13%. As ações representavam 68,5% da carteira no final de junho: o fundo norueguês está presente no capital de cerca de 9.300 empresas e controla cerca de 1,3% da capitalização de mercado global. Nesta quarta-feira, de acordo com o contador do site do Banco Central norueguês (que é atualizado ao vivo), o fundo valia mais de 12,3 trilhões de coroas (R$ 6,1 trilhões). Veja Mais

Sine de Porto Velho oferta 40 vagas de emprego nesta quarta, 17

G1 Economia Há cargos para manicure e vendedor. Cadastro pode ser realizado pela internet. Manicure Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está com 40 vagas de emprego em aberto nesta quarta-feira (17). Há cargos para manicure e vendedor. Veja a lista abaixo: Recepcionista Secretária (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Recepcionista Atendente (vagas: 1) Técnico em Segurança do Trabalho(vagas: 1) Barista (vagas: 1) Estoquista (vagas: 1) Promotor de Vendas (vagas: 1) Auxiliar de Pizzaiolo (vagas: 1) Auxiliar de Serviços Gerais (vagas: 1) Zeladora (vagas: 1) Pedagoga (vagas: 1) Gerente de Loja (vagas: 1) Motorista Categoria D (vagas: 1) Montador de Móveis (vagas: 1) Marceneiro (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Vendedor (vagas: 1) Vendedor (vagas: 2) Cabeleireiro (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Oficial de Cozinha PCD (vagas: 1) Técnico em Refrigeração (vagas: 1) Esteticista (vagas: 1) Podóloga (vagas: 1) Manicure (vagas: 2) Operador de Trator (vagas: 1) Auxiliar de Logística PCD (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Pizzaiolo (vagas: 2) Cozinheiro (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Mecânico Montador (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Caldeireiro (vagas: 1) Primeiro Emprego (vagas: 1) Como se candidatar? Para se candidatar a uma das vagas, o morador precisa realizar um cadastro online e apresentar documentos como carteira de trabalho, registro geral, comprovante de residência e currículo atualizado. Clique aqui e faça o cadastro. Os atendimentos presenciais serão realizados das 07h30 às 13h30 para os que não possuem acesso à internet. O Sine Municipal atende em dois pontos em Porto Velho, sendo: Sine Centro: rua General Osório, nº 81, Centro. Sine Leste: rua Antônio Fraga Moreira, nº 8250, bairro Juscelino Kubitschek Para mais informações, os telefones para contato são: (69) 998473-3411 (WhatsApp) e (69) 3901-3181 e o e-mail: sinemunicipalpvh@gmail.com. Veja outras notícias de Rondônia Veja Mais

Com leilão de Congonhas e mais 14 aeroportos, tráfego nacional privatizado deve passar de 90%

G1 Economia 7ª rodada do programa de concessões de aeroportos acontece na quinta-feira (18). Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Movimentação de passageiros em Congonhas, em SP; aeroporto será leiloado nesta quinta-feira (18) com outros 14 terminais Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai leiloar à iniciativa privada, na quinta-feira (18), mais 15 aeroportos – incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais que ainda não é administrado por operadores privados. A expectativa do governo federal é que os vencedores do leilão invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas. Os 15 aeroportos da 7ª rodada de concessões da Anac estão divididos em 3 blocos. Quem arrematar Congonhas, por exemplo, também terá de administrar outros 10 aeroportos localizados em Minas, Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Segundo a Anac, se os 3 lotes do leilão desta quinta-feira forem arrematados, o percentual de passageiros pagos movimentados no mercado brasileiro atendidos por operadores privados chegará a 91,6%. Governo vai leiloar 15 aeroportos nesta quinta (18) Esta será a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em seis estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Veja no mapa abaixo: Composição dos 3 blocos Bloco SP-MS-PA-MG: liderado pelo Aeroporto de Congonhas (SP), é composto ainda pelos aeroportos Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará (PA); Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais (MG). O lance inicial mínimo é de R$ 740,1 milhões Bloco Aviação Geral: formado pelos aeroportos de Campo de Marte, em São Paulo (SP) e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), e tem lance mínimo inicial fixado em R$ 141,4 milhões Bloco Norte II: reúne os aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP), e tem contribuição inicial mínima R$ 56,9 milhões Os 15 aeroportos concentram cerca de 15% do tráfego de passageiros Segundo a Anac, os três blocos da 7ª rodada concentram o equivalente a 15,8% do total do tráfego de passageiros do país, o equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano. O percentual, porém, considera os números da movimentação pré-pandemia, de 2019. Já um cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), considerando os dados de 2021, mostra que os 15 aeroportos do leilão desta quinta representaram 11,7% da movimentação de passageiros no país e que os terminais já administrados pela iniciativa privada respondem por fatia de 78,7%. Ou seja, o tráfego nacional privatizado chegaria a 90,4%. De todo modo se o leilão tiver sucesso, entre os aeroportos sob gestão da Infraero, restaria só o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na fila da privatização. Os demais aeroportos são estaduais ou municipais. "A expectativa da CNI é de que a 7ª rodada de leilões seja bem-sucedida. Acreditamos que, a partir das concessões, os 15 aeroportos incluídos nessa rodada serão rapidamente modernizados e se tornarão mais eficientes", afirma o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso. 'Principal fator de mudança com a desestatização é agilidade em algumas transformações', diz especialista sobre leilão de aeroportos Próximos da fila Este novo lote de concessões aeroportuárias foi aprovado pela Anac em dezembro de 2021 – na época, ainda estava incluído no pacote o aeroporto Santos Dumont, no Rio. Em fevereiro, porém, o governo atendeu a um pedido do governo do Rio de Janeiro e retirou o Santos Dumont do pacote. A previsão é que o aeroporto Santos Dumont seja leiloado no segundo semestre de 2023, junto com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão, que será relicitado após a concessionária RIOGaleão pedir para devolver a administração do aeroporto. Outro aeroporto que será relicitado e aguarda um próximo leilão é o de Viracopos. Lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada Veja abaixo os 44 terminais leiloados nas últimas 6 rodadas de concessão da Anac, e os respectivos operadores atuais: São Gonçalo do Amarante (RN) - Inframérica Brasília (DF) - Inframérica Campinas (SP) - Aeroportos Brasil Viracopos S.A Guarulhos (SP) - GRU Airport Confins (MG) - BH Airport Galeão (RJ) - RioGaleão Florianópolis (SC) - Floripa Airport Fortaleza (CE) - Fraport Brasil S.A. Porto Alegre (RS) - Fraport Brasil S.A. Salvador (BA) - Concessionária do Aeroporto de Salvador S.A. Recife (PE) - Aena Desarrollo Internacional Maceió (AL) - Aena Desarrollo Internacional João Pessoa (PB) - Aena Desarrollo Internacional Aracajú (SE) - Aena Desarrollo Internacional Campina Grande (PB) - Aena Desarrollo Internacional Juazeiro do Norte (CE) - Aena Desarrollo Internacional Cuiabá (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Sinop (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Rondonópolis (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Alta Floresta (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Vitória (ES) - Zurich Airport Macaé (RJ) - Zurich Airport Manaus (AM) - Vinci Airports Tabatinga (AM)- Vinci Airports Tefé (AM) - Vinci Airports Rio Branco (AC) - Vinci Airports Cruzeiro do Sul (AC) - Vinci Airports Porto Velho (RO) - Vinci Airports Boa Vista (RR) - Vinci Airports Goiânia (GO) - CCR Aeroportos Palmas (TO) - CCR Aeroportos Teresina (PI)- CCR Aeroportos Petrolina (PE) - CCR Aeroportos São Luís (MA) - CCR Aeroportos Imperatriz (MA) - CCR Aeroportos Curitiba (PR) - CCR Aeroportos Foz do Iguaçu (PR) - CCR Aeroportos Londrina (PR) - CCR Aeroportos Bacacheri (PR) - CCR Aeroportos Navegantes (SC) - CCR Aeroportos Joinville (SC) - CCR Aeroportos Pelotas (RS) - CCR Aeroportos Uruguaiana (RS) - CCR Aeroportos Bagé (RS) - CCR Aeroportos Veja Mais

Falta de demanda leva governo a cancelar um dos três leilões de energia marcados para setembro

G1 Economia Segundo diretor da Aneel, cancelamento reflete previsão das distribuidoras de crescimento do mercado livre, em que consumidores podem comprar energia de qualquer fornecedor. O governo decidiu cancelar o leilão de energia chamado de A-6, que seria realizado em setembro deste ano para que as distribuidoras pudessem contratar energia elétrica de novos empreendimentos de geração. O início do fornecimento seria a partir de 2028. O leilão de energia A-6 era um dos três previstos para setembro. Os demais ainda permanecem marcados (leia mais abaixo). A decisão foi comunicada pelo governo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na noite de segunda-feira (15), véspera da reunião em que a diretoria da agência iria deliberar sobre o edital do leilão. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o cancelamento foi necessário devido à ausência de demanda por parte das distribuidoras. "A medida representa economia administrativa e dos recursos dos agentes privados, na medida em que o certame meramente revelaria que, embora haja oferta de projetos, não há demanda para contratação no ambiente regulado", diz o ministério, em nota. Mercado cativo Na reunião da diretoria da Aneel nesta terça, o diretor Ricardo Tili comentou que o cancelamento do leilão por falta de demanda demonstra que as distribuidoras não vislumbram crescimento do mercado cativo de energia. Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Divulgação É chamado de mercado cativo os clientes atendidos pelas distribuidoras de energia. Nesse mercado, os preços são regulados pela Aneel e as distribuidoras atendem os clientes conforme a sua área de concessão. Já no mercado livre, os consumidores podem comprar energia de qualquer fornecedor e negociam os preços livremente. O mercado livre está hoje disponível somente para indústrias, porém deve ser expandido ao longo do tempo para todo tipo de consumidor de energia, conforme tratativas já em curso no Congresso e no Ministério de Minas e Energia. "Os distribuidores estão enxergando a abertura de mercado [livre de energia], por isso não estão declarando demanda daqui a seis anos. Esse é um sinal importante. É um sinal claro das distribuidoras de que não enxergam uma expansão do mercado cativo", afirmou Tili. Ele também disse que é um sinal de que a expansão do sistema elétrico acontecerá pela demanda que vier do mercado livre, e não mais pelo mercado regulado, como vinha sendo até anos atrás. Em nota, o Ministério de Minas e Energia também avalia que o cancelamento do leilão A-6 decorre de diversas medidas, como a proposta de abertura de mercado livre de energia, a expansão da geração distribuída (quem gera a própria energia que consome, como no uso de painéis solares) e a descotização das usinas Eletrobras, que passarão a vender energia a preço de mercado. Leilão A-5 Com o cancelamento do leilão de energia A-6, a diretoria da Aneel aprovou nesta terça-feira somente o edital do leilão A-5, também destinado a contratar energia de novos empreendimentos de geração, mas com início de fornecimento a partir de 2027. O edital será publicado no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (17) e o pregão será realizado em 16 de setembro. Pelas regras aprovadas, poderá ser contratada a energia a ser geradas por novas: usinas hidrelétricas, incluindo as de pequeno porte; eólicas; solares fotovoltaicas; e termelétricas a biomassa, a resíduos sólidos urbanos, a carvão mineral nacional, a biogás e a gás natural. Serão negociados contratos de compra de energia em duas modalidades: quantidade, sendo prazo de fornecimento de 20 anos para hidrelétricas e de 15 anos para usinas eólicas e solares; e disponibilidade, sendo destinado à contratação de térmicas, com prazo de suprimento de 20 anos. Em todos os casos, o início do fornecimento é em 1º de janeiro de 2027. O edital também prevê a reserva de 50% da demanda para contratação de hidrelétricas de até 50 MW, conforme determina a lei que autorizou a privatização da Eletrobras. Além do leilão A-5, o governo deve realizar em 30 de setembro um leilão para contratação de novas usinas termelétricas movidas a gás natural. Foi uma imposição da lei que autorizou a privatização da Eletrobras, com o objetivo de levar térmicas para regiões do país em que ainda não há infraestrutura. O edital ainda está em avaliação pela Aneel e deve ser apreciado nas próximas semanas pela diretoria. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Dólar opera em alta e volta a ficar acima de R$ 5,10

G1 Economia Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,38%, vendida a R$ 5,0916. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar opera em alta nesta terça-feira (16), em meio à cautela dos investidores com o esfriamento da economia global, depois de dados decepcionantes vindos da China. Às 10h08, a moeda norte-americana subia 0,50%, vendida a R$ 5,1170. Veja mais cotações. Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,38%, a R$ 5,0916. Com o resultado desta segunda, passou a acumular recuo de 1,60% no mês. No ano, tem desvalorização de 8,67% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? No exterior, o foco dos investidores segue na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nos temores de uma recessão global. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início oficial da campanha eleitoral e para as pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulga o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de junho. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central indicou que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Projeções do mercado Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Boletim Focus: estimativa da inflação para este ano cai pela sétima semana seguida Veja Mais

PF faz operação contra hackers suspeitos de ataque que tirou ConecteSUS do ar

G1 Economia Agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão, em quatro estados; ordens são da Justiça Federal no DF. Segundo corporação, ataques foram cometidos por 'uma organização criminosa transnacional dedicada à prática de crimes dessa natureza'. ConecteSUS Reprodução/GloboNews A Polícia Federal começou a cumprir, nesta terça-feira (16), oito mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso suspeito de invadir sistemas do Ministério da Saúde e de outros órgãos do governo federal. Segundo a corporação, eles foram responsáveis pelo ataque que, em dezembro do ano passado, comprometeu o site Conecte SUS, responsável pelo Certificado Nacional de Vacinação (veja detalhes abaixo). Os mandados estão sendo cumpridos nos estados da Paraíba, de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina. Segundo a PF, os envolvidos integram uma "organização criminosa transnacional dedicada à prática de crimes dessa natureza, visando entidades públicas e privados no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Colômbia". De acordo com as investigações, um ambiente em nuvem do Ministério da Sáude foi atacada e arquivos, dados e instâncias da pasta foram deletados. A ação acabou, então, comprometendo o ConecteSUS. A Polícia Federal afirma que o grupo também acessou indevidamente o ambiente virtual dos seguintes órgãos: Controladoria-Geral da União (CGU); Ministério da Economia; Instituto Federal do Paraná (IFPR); Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Escola Nacional de Administração Pública (Enap); Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT); Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL); Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal; Polícia Rodoviária Federal (PRF). A PF apura os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, interrupção ou perturbação de serviços telegráficos, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento, corrução de menores, e lavagem de capitais. Fora do ar Aplicativo do ConecteSUS é invadido e deixa de apresentar dados sobre vacinação Em dezembro do ano passado, usuários do ConecteSUS relataram que os comprovantes de vacinação não estavam aparecendo no aplicativo. Outros disseram que não conseguiam sequer entrar na plataforma. O ConecteSUS é o aplicativo responsável pela emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19. A queda no sistema causou transtornos em várias cidades onde o comprovante de vacinação era exigido para acessar locais públicos. O problema também afetou o sistema de notificação de casos da Covid-19 e a página que compila dados de vacinação para outras doenças no país (SI-PNI), segundo o Ministério da Saúde. À época, o Ministério da Saúde informou que a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional foram acionados para investigar o caso. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garantiu que os dados não seriam perdidos e chamou o incidente de "atitude criminosa". Leia mais notícias sobre a região no g1 DF. Veja Mais

Plantio sem uso do solo: conheça o sistema hidropônico

G1 Economia Metodologia aplica água e nutrientes diretamente nas raízes. Técnica é sustentável e usa um esquema cíclico da solução, sem desperdícios. Transplante de mudas de alface no sistema hidropônico. Celso Tavares / g1 Já pensou fazer todo um plantio e não precisar de nem um pouquinho de terra? Isso é possível com o sistema hidropônico. Ele usa uma solução contendo água e nutrientes direto nas raízes do cultivo. GENTE DO CAMPO: produtor cadeirante investe no plantio sem uso do solo e vira referência em Goiás DE ONDE VEM: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' Dá para plantar alface, rúcula, agrião e vários tipos de hortaliças. O tempo de produção até a colheita não muda muito do método tradicional, de solo, mas a sua vantagem está na sustentabilidade. Isso porque a solução com água passa pelas plantas de forma cíclica. O cultivo na hidroponia acontece em estufas montadas em declive. Dentro delas, é feita uma estrutura de bancadas com canos, por onde a água corre. A ideia é que a solução siga o seu curso, graças à gravidade. Por fim, o líquido segue para uma caixa d'água e é bombeado novamente pelos canos, formando um ciclo e reaproveitando a água Entenda o sistema hidropônico Wagner Magalhães / g1 Bom até para a coluna As vantagens de se usar a hidroponia são diversas, segundo o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Goiás Ricardo Pereira. O processo, além de sustentável, permite o cultivo em pequenos espaços. A hidroponia também ajuda a coluna do agricultor: a bancada fica na altura ideal, deixando de ser necessário que ele fique se abaixando. Somada à economia de água, que pode ser entre 70% e 90% na comparação com o plantio no solo, a construção em um terreno íngreme também ajuda o produtor a economizar energia, já que a água é bombeada apenas no retorno aos canos. Sistema hidropônico é favorecido pelo terreno íngreme, que ajuda o ciclo d'água. Celso Tavares / g1 Leia também: De onde vem o que eu como: série do g1 mostra caminho da comida até a sua mesa Gracyanne Barbosa consome 40 ovos por dia; ela dá receita de pudim de clara no novo podcast do g1 Saúde da planta Periodicamente, quando as plantas apresentam alguma característica de que não está tudo bem, como folhas amareladas, é interessante que o produtor colete amostras da solução usada e envie para um laboratório. Assim ela é analisada e pode indicar se o cultivo tem algum problema e quais mudanças são necessárias. Vale se atentar de que cada espécie possui um pacote de nutrientes importantes diferentes, por isso não existe uma combinação padrão. Uma solução adequada pode ser reaproveitada por até 5 anos, explica Anizio Silotti, produtor da fazenda Quintal da Coruja. Horta hidropônica pode ser montada em estufas. Celso Tavares / g1 Colheita Para realizar a colheita e o plantio é muito fácil: basta inserir as mudas ou retirar o alimento pronto dos canos, que possuem buracos para encaixar cada produto. Após a colheita, é importante higienizar o sistema, evitando que as próximas plantas que vão ali fiquem expostas a doenças. Colheita de alface em horta hidropônica em Mogi das Cruzes (SP) Celso Tavares / g1 Higienização do sistema hidropônico após colheita. Celso Tavares / g1 De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' Initial plugin text De lavrador a produtor: como o café especial mudou a vida do Ivan Gente do campo: mulheres transformam fibra da bananeira em artesanato no Vale do Ribeira Veja Mais

Nubank nomeia Youssef Lahrech como presidente, mas fundador segue como CEO

G1 Economia Banco informa que David Vélez continuará a orientar e manter a supervisão da gestão operacional, da liderança, cultura e reputação. Outros executivos, incluindo a cofundadora e presidente do Brasil, Cristina Junqueira, vão se reportar a Lahrech. Youssef Lahrech, novo presidente do Nubank Divulgação/Nubank O Nubank anunciou nesta segunda-feira que um de seus principais executivos acumulará o novo cargo de presidente, assumindo parte das funções do fundador e presidente-executivo David Vélez, a quem se reportará. O banco digital afirmou que Youssef Lahrech, diretor de operações da companhia há dois anos, "administrará diretamente a operação, orçamento e o desempenho das métricas-chave para os produtos globais, as plataformas globais, as operações de mercado e as funções corporativas". Outros executivos do Nubank, incluindo a cofundadora e presidente do Brasil, Cristina Junqueira, vão se reportar a Lahrech. "David Vélez continuará a orientar e manter a supervisão da gestão operacional, da liderança, cultura e reputação" do Nubank, afirmou a companhia. Vélez "priorizará a estratégia de longo prazo, incluindo o desenvolvimento de produtos, a expansão para novos mercados e novas aquisições". Vélez afirmou que, ao passar parte das suas atribuições cotidianas a Lahrech, terá mais tempo para cuidar de estratégias de longo prazo do Nubank, inclusive em relação a oportunidades de crescimento via aquisições e por meio de parcerias com empresas não financeiras. "Recentemente surgiram grandes oportunidades em M&A (fusões e aquisições)", disse ele em entrevista à Reuters. "Podemos também fazer parcerias com marketplaces, mas isso requer bastante atenção e foco." O anúncio, uma semana após o banco ter anunciado a saída da cantora Anitta de seu conselho de administração, veio no momento em que o Nubank divulgou seus resultados do segundo trimestre, com lucro líquido ajustado de US$ 17 milhões. A previsão média de analistas ouvidos pela Refinitiv era de US$ 23,3 milhões. David Vélez, fundador do Nubank Fabio Tito/G1 O grupo criado em 2013, que estreou na Nasdaq em dezembro passado, vem enfrentando crescente escrutínio de analistas, no momento em que a combinação de juros e inflação altos têm pressionado a renda das famílias no Brasil e ditado uma postura mais cética do mercado com empresas de alto crescimento. O Nubank, porém, apresentou nova rodada de expansão no segundo trimestre, tanto da base de clientes quanto receita. O banco fechou junho com 65,3 milhões de usuários, incluindo Brasil, México e Colômbia, um aumento de 57% em 12 meses.  A receita total cresceu 230%, para US$ 1,2 bilhão. A receita média por cliente subiu 105% ano a ano, a US$ 7,80, enquanto o custo médio por cliente foi de US$ 0,80, estável.  No Brasil, seu principal mercado, o Nubank chegou a 62,3 milhões de clientes no fim de junho, alta de 51% sobre um ano antes. "Isso provavelmente posiciona o Nu como a quinta maior instituição financeira do Brasil em número de clientes", afirmou o banco em comunicado. Embora não tenha mencionado nomes, o Nubank supera o Santander Brasil, que recentemente divulgou que tinha 56,1 milhões de clientes no fim de junho. As ações do Nubank encerraram o dia com alta de 10,1%, cotadas a US$ 4,68, na bolsa de Nova York. Crédito Um dos principais pontos de atenção de investidores em relação aos balanços de bancos brasileiros do segundo trimestre, a qualidade da carteira de crédito do Nubank também mostrou deterioração, com o índice de inadimplência acima de 90 dias subindo de 3,5% para 4,1%. Segundo Vélez, porém, como o índice de 15 a 90 dias ficou estável em 3,7%, o banco tem espaço para continuar ampliando as operações de crédito, ainda que esteja observando essa operação "com bastante cuidado", diante do cenário de juros mais altos. Sem citar números, Vélez disse também que o Nubank tem tido boa evolução na captação de recursos, mesmo após ter anunciado no mês passado que os depósitos de clientes não mais renderiam durante os primeiros 30 dias. "É melhor para nós e para os clientes", disse ele à Reuters, alegando que boa parte da rentabilidade dos primeiros 30 dias era levada pela incidência de IOF. Veja Mais

Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina

G1 Economia Valor do litro vendido às distribuidoras terá queda de 4,8% a partir de terça-feira (16). No ano, combustível ainda acumula alta de 14,24%. Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina A Petrobras informou nesta segunda-feira (15) que vai reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras em 4,85%. A partir de terça-feira (16), o preço do litro passará de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Os preços dos demais combustíveis não foram alterados. O litro da gasolina é vendido às distribuidoras a R$ 3,71 desde a última redução, em 29 de julho. No ano, o combustível ainda acumula alta de 14,24%. No mês de julho, a gasolina ficou em média 15,48% mais barata nas bombas, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Em 12 meses, no entanto, ainda acumulava alta de 5,64%. A queda de preços no mês foi puxada principalmente pela imposição de um limite para as alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre o combustível. O levantamento semanal de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no entanto, não é divulgado há duas semanas, após uma tentativa de ataque aos sistemas da agência. Preços da gasolina nos EUA caem abaixo de US$ 4 pela 1ª vez desde março "Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio", diz a estatal em nota. A Petrobras esclarece ainda que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,70, em média, para R$ 2,57 a cada litro vendido na bomba. Veja Mais

Ibovespa opera em queda após dados fracos da China

G1 Economia Nesta semana passada, bolsa acumulou alta de 5,91%. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta segunda-feira (15), após dados econômicos fracos vindos da China. Às 10h26, o Ibovespa recuava 1,32%, a 111.270 pontos. Veja mais cotações. Na sexta-feira, a bolsa fechou em alta de 2,78%, a 112.764 pontos. Com o resultado, o Ibovespa subiu 5,91% na semana e acumula avanço de 9,31% no mês. No ano, a alta é de 7,58%. O que está mexendo com os mercados? No exterior, os mercados eram pautados pela cautela após dados econômicos fracos da China reacenderem os temores de uma desaceleração econômica na segunda maior economia do mundo. O banco central chinês cortou as principais taxas de empréstimo em uma ação inesperada após dados mostrarem que a economia desacelerou em julho. O foco dos investidores segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nas grandes economias. Por aqui, o Banco Central informou nesta segunda-feira que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), indica que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Veja Mais

Dólar opera em alta, negociado acima de R$ 5,10

G1 Economia Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,64%, vendida a R$ 5,0725. Notas de dólar Reuters O dólar opera em alta nesta sexta-feira (15). Às 10h27, a moeda norte-americana subia 0,67%, vendida a R$ 5,1066. Veja mais cotações. Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 1,64%, a R$ 5,0725 – menor patamar de fechamento desde 15 de junho deste ano (R$ 5,0265). Com o resultado, passou a acumular recuo de 1,97% no mês. No ano, tem desvalorização de 9,01% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? A semana começou com temores renovados sobre a saúde da economia global na esteira de dados fracos sobre a atividade da China, que levaram investidores a redirecionar recursos para ativos considerados seguros. O banco central chinês cortou as principais taxas de empréstimo em uma ação inesperada após dados mostrarem que a economia desacelerou em julho. O foco dos investidores segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nas grandes economias. Por aqui, o Banco Central informou nesta segunda-feira que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), indica que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Estímulos fiscais deixam BC isolado no combate à inflação; entenda e veja análises Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis em Petrolina e Salgueiro nesta segunda-feira (15)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho Jorge Júnior/Rede Amazônica/Arquivo g1 Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira (15) em Petrolina e Salgueiro no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho, em Salgueiro, ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Educação Financeira #206: como dar o preço ao meu trabalho como freelancer ou autônomo (parte 1)

G1 Economia Podcast traz dois episódios especiais para esclarecer as dúvidas financeiras de quem deixou a carteira assinada. Ao deixar a CLT, o trabalhador sempre tem dúvidas de quanto precisa cobrar pelo serviço que passará a fazer como autônomo. O podcast Educação Financeira traz dois episódios especiais para esclarecer as dúvidas de quem deixou a carteira assinada. Nesta primeira parte, a conversa é com Caio Zaplana, gerente de conteúdo da Workana, que explica como um freelancer deve se organizar financeiramente para a renda variável e como se posicionar no mercado, levando em conta a sua experiência e aptidões. Na segunda parte, o especialista em empreendedorismo do Sebrae Enio Pinto fala sobre a precificação e posicionamento de micro e pequenas empresas, considerando a análise da concorrência e formulação de diferenciais de produto. Ouça também nos tocadores Spotify Amazon Apple Podcasts Google Podcasts Castbox Deezer Logo podcast Educação Financeira - matéria Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Veja Mais

Mulheres da periferia de SP transformam lixão em horta urbana

G1 Economia O Grupo de Agricultura Urbana garante comida saudável a moradores do bairro de União de Vila Nova, no extremo leste da cidade de São Paulo. Mulheres da periferia de SP transformam lixão em horta urbana "Orgânico é para todos. Isso é direito de todos", diz a agricultora Joelma dos Santos. Ela é uma das nove mulheres do Grupo de Agricultura Urbana (GAU), que mantém uma horta com mais de 300 espécies no bairro de União de Vila Nova, extremo leste da cidade de São Paulo. Assista a todos os vídeos do Globo Rural De onde vem: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' O local é chamado de Viveiro Escola das Mulheres do GAU, uma esquina que já chegou a abrigar um lixão, que servia de descarte para materiais de construção. Com os anos, as mulheres conseguiram transformar a paisagem e criar um dos únicos espaços verdes do bairro. Elas plantam de tudo um pouco e misturado: tem laranja com alface, com cana-de-açúcar, com cacau. E muito reaproveitamento na cozinha: biscoitos de casca tangerina e casca de banana que vira pão e patê. O Viveiro também um é local terapêutico para essas mulheres. Foi lá, por exemplo, que a agricultora Vilma Martins, presidente do GAU, encontrou acolhimento para superar a violência doméstica. "O Viveiro Escola é um local muito importante para a nossa comunidade para tratar todas essas doenças, tanto a violência doméstica, como a depressão". Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Água da criação de peixes é usada para melhorar qualidade do capim

G1 Economia Em uma propriedade do centro-oeste do estado de São Paulo, a água usada na criação de peixes vem sendo usada para melhorar a qualidade do capim. Água da criação de peixes é usada para melhorar qualidade do capim Reprodução/TV TEM Em uma propriedade do centro-oeste do estado de São Paulo, a água usada na criação de peixes vem sendo usada para melhorar a qualidade do capim. Além disso, o produtor utiliza o sistema de pastejo rotacionado. A integração da piscicultura com a pecuária por meio da irrigação pode trazer economia de até 20% nos gastos com adubo. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 14/08/2022) Água da criação de peixes é usada para melhorar qualidade do capim E para não desperdiçar cerca de 350 mil litros por dia, o sistema de vazão foi adaptado, criando um novo curso, que passa pelo reservatório e pela bomba de captação. A economia vira investimento na adubagem para acelerar o crescimento do pasto. Após mais de 40 dias sem chuva na região, o pasto contínuo está baixo e com boa parte seca. Mas o cenário é bem diferente nas outras áreas, onde a água cai todos os dias e fica quase 30 dias sem nenhum animal. São 4,8 metros quadrados divididos em 14 piquetes para o pastejo rotativo. Atualmente, cada um recebe 60 cabeças de gado anelorado por dois dias. A criação de gado no Brasil tem média de um animal de 450 quilos por hectare. A propriedade chegou a manter 15 vezes bois por hectare com pastejo rotativo, irrigação com reuso de água e preparação do solo. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

Quem tem direito ao Auxílio Caminhoneiro?

G1 Economia 'Voucher' será pago em seis parcelas para cerca de 900 mil transportadores autônomos de cargas. Caminhoneiros Thomaz Silva/Agência Brasil O auxílio caminhoneiro começou a ser pago em 9 de agosto. Serão seis parcelas, pagas a cerca de 900 mil trabalhadores autônomos. Mas quem tem direito ao benefício, e como fazer para recebê-lo? Veja abaixo o tira dúvidas sobre o benefício. Quem tem direito? Têm direito ao benefício os transportadores autônomos de cargas devidamente cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) até 31 de maio de 2022. Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos. O pagamento mensal do benefício no valor de R$ 1 mil será feito independentemente do número de veículos que eles possuírem. Os profissionais não precisarão apresentar comprovantes de compra de óleo diesel para ter direito ao valor. Quem estiver com situação cadastral "pendente" ou "suspenso" poderá regularizar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e se habilitar para ter direito ao auxílio. Quantos trabalhadores serão beneficiados? O BEm Caminhoneiro deve beneficiar cerca de 900 mil transportadores autônomos de cargas, estima o governo. Como faço para receber? Não é necessária nenhuma ação por parte dos caminhoneiros. Os dados dos trabalhadores são repassados ao Ministério do Trabalho e Previdência pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ligada ao Ministério da Infraestrutura. Antes de liberar os recursos, o ministério verifica quais profissionais têm direito ao benefício. A Dataprev, empresa de tecnologia parceira do governo federal, será responsável pela análise, cruzamento e checagem dos dados recebidos da ANTT com informações disponíveis em bases de dados do governo federal. O objetivo é identificar os profissionais elegíveis a receberem o benefício de acordo com os critérios estabelecidos. A relação dos transportadores autônomos de cargas que se encontram ativos no RNTR-C será encaminhada mensalmente para o Ministério do Trabalho e Previdência. Quando o benefício será pago? As duas primeiras parcelas, referentes aos meses de julho e agosto, foram pagas em 9 de agosto. O pagamento das demais quatro parcelas do auxílio será realizado até dezembro, que é quando o benefício termina. Veja o calendário abaixo: De onde vem o dinheiro para o pagamento? O benefício faz parte do pacote social pré-eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze, promulgada pelo Congresso no dia 14 de julho. Entre outros pontos, a emenda constitucional aumentou o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, ampliou o vale-gás e criou um "voucher" para caminhoneiros e um auxílio para taxistas. O custo total do pacote pré-eleitoral chega a R$ 41,2 bilhões. No caso dos caminhoneiros, o total liberado é de R$ 5,4 bilhões. Como será feito o pagamento? O auxílio será pago por meio de poupança social digital, cujo depósito é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, por meio do aplicativo Caixa Tem. Como saber se estou apto a receber? Para consultar a situação no RNTRC, basta fazer a consulta no site da ANTT, neste link. A busca pode ser feita a partir de informações do transportador, da localidade ou do veículo. O transportador inscrito no RNTRC pode ainda atualizar os seus dados cadastrais, como endereço, contatos, vínculos ou informações específicas de acordo com a categoria. Os pedidos de alteração de dados cadastrais devem ser efetuados por meio do RNTR-C Digital ou pessoalmente, nos pontos de atendimento credenciados pela ANTT (clique aqui para consultar). As informações sobre os resultados do processamento e os pagamentos realizados poderão ser consultados na página eletrônica https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/beneficiocaminhoneiro. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? O BEm Caminhoneiro não será pago nas seguintes situações: se o caminhoneiro estiver com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; caso o caminhoneiro tenha seu CPF vinculado à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou caso o caminhoneiro seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos, ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente com o auxílio taxista. O que acontece em caso de irregularidade? Em caso de irregularidades pelo pagamento indevido do benefício, o Ministério do Trabalho e Previdência fará o cancelamento e a notificação do beneficiário para restituição voluntária dos valores, por meio de Guia de Recolhimento da União emitida por sistema próprio de devolução. Caso o beneficiário não restitua os valores voluntariamente, será observado rito próprio de constituição de crédito da União. MEI Caminhoneiro está incluído? Sim. A categoria de MEI Caminhoneiro poderá, como transportador autônomo de cargas cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), receber o benefício. Esse registro deve ter sido feito até 31 de maio de 2022. A categoria de MEI Caminhoneiro foi criada em dezembro de 2021, colocando os caminhoneiros no rol de profissões que podem se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs) e garantir os direitos previdenciários, sociais e tributários da categoria. Caminhoneiros podem aderir ao MEI; veja regras e como fazer Veja Mais

Museu do mercado de capitais 'estreia' na B3 com passeio pela história das bolsas e foco em educação financeira

G1 Economia Museu quer atrair estudantes e familiares de funcionários e possui diversos espaços interativos para explicar sobre investimentos. MuB3 Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3 Confusão, nervosismo e gritaria. Essa é a imagem clássica que as bolsas de valores têm no nosso imaginário. Apesar de as negociações não serem assim há mais de uma década, é possível sentir um gostinho desta atmosfera no bem mais moderno e 'instagramável' Mub3 - Museu da Bolsa do Brasil, inaugurado nesta sexta (12) e patrocinado pela B3 no centro de São Paulo. A exposição que abre o espaço conta a relação da bolsa com a história do país e a vida dos brasileiros desde 1890. Por lá, é possível conhecer as primeiras negociações de capitais e ver objetos que foram usados ao longo do tempo para compra e venda, como os telefones amarelos e vermelhos do antigo pregão viva-voz – aquele, antigo, o da gritaria. Negociadores tensos no pregão da BM&F, no momento em que foi acionado um "circuit breaker" em 29 de setembro de 2008 Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo/Arquivo Há tabelas com cotações antigas de empresas que já foram queridinhas na bolsa, como a Souza Cruz (atual Bat Brasil), e outras que estão até hoje na composição do Ibovespa, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Exposição conta a história do mercado de capitais Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3 Em uma das interações mais instrutivas, o cafezinho de cada dia é usado para contar como o mercado de capitais está presente em todas as etapas produtivas e comerciais de um produto: a operação por trás das compras no cartão de crédito, as debêntures que viabilizam o transporte, o investimento em fundos imobiliários que sustenta o armazenamento e até as transações complexas que garantem a plantação do grão nas fazendas. Em uma das interações mais instrutivas, o cafezinho de cada dia é usado para contar como o mercado de capitais está presente em todas as etapas produtivas e comerciais de um produto. Gustavo Augustin/Divulgação/Mub3 Aula de mercado Também é objetivo do museu ser uma aula sobre o mercado de capitais brasileiro. No 'túnel', uma coleção dos investimentos disponíveis no mercado de capitais Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3 Ela conta história de como o ouro, o café e o algodão ajudaram a criar o sistema financeiro no país. A exposição é formada por vários ambientes: uma praça pública de 1890, um escritório mercantil, um pregão de 1930, a era da pedra, um painel de negociações dos anos 1970 e os últimos pregões presenciais. E segue até os dias atuais. No fim da exposição, o visitante pode aprender (e participar) de um toque de campainha da bolsa. Exposição mostra móveis e objetos históricos do mercado de capitais Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3 Em um painel interativo, é possível aprender sobre os principais tipos de investimento disponíveis, como tesouro direto, ações, fundos imobiliários e letras de crédito, por exemplo. E quem são as empresas e órgãos que compõem o mundinho financeiro do país, como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários. 4 décadas de visitas Desde a década de 1980, a bolsa recebia visitas de estudantes e possuía um acervo de mais de 100 mil arquivos. Foi dessa junção entre material e procura que surgiu a ideia da criação do museu. A equipe do grupo Sintonize, que atuou na concepção do local, levou dois anos para colocar tudo de pé. Antigos telefones da bolsa em exposição Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3 Dentre as ações pensadas para atrair o público, estão parcerias com escolas públicas e privadas da capital paulista e o incentivo para os funcionários levarem suas famílias à exposição. Felipe Paiva, diretor de relacionamento com o cliente da B3, diz que há ações pensadas especialmente para as crianças, com contação de histórias e oficinas para que elas criem sua própria cédula. "Queremos democratizar o acesso à história e à educação financeira", conta Paiva. Ele diz que esse é mais um dos desafios da proposta de popularização da bolsa de valores, necessária diante da entrada de mais investidores, mais jovens e detentores de pequenos aportes. Maquete mostra como era o pregão viva voz na bolsa paulista Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3 "Essa nova realidade nos desafia em vários aspectos. Mudança de comunicação, educação e planejamento financeiro, reformulação das taxas e tarifas para investir, espaço acessível para monitorar os investimentos e a rentabilidade da carteira são algumas das transformações pelas quais passamos", explica o diretor. O diretor diz que o objetivo essas iniciativas é "furar a bolha" dos investidores e atrair quem ainda aplica seu dinheiro na poupança. Maquete mostra pregão viva-voz da antiga BM&F. Gustavo Augustin/Divulgação/MuB3 Veja Mais

Como vai ser pago o Auxílio Caminhoneiro?

G1 Economia Benefício será pago para cerca de 900 mil transportadores autônomos de cargas por meio de poupança social digital. Saiba como é feito o pagamento do Auxílio Caminhoneiro Thomaz Silva/Agência Brasil O Auxílio Caminhoneiro é pago por meio de poupança social digital, cujo depósito é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, por meio do aplicativo Caixa Tem. A poupança social digital está em vigor no país desde o pagamento do Auxílio Emergencial - saiba como acessar o Caixa Tem. Os valores não movimentados no prazo de 90 dias, contados da data de depósito, retornarão para a União. O chamado Benefício Emergencial aos Transportadores Autônomos de Carga (BEm Caminhoneiro) está sendo pago a transportadores autônomos de carga para compensar os efeitos do aumento no preço dos combustíveis. Estão previstas, no total, seis parcelas de R$ 1 mil até dezembro. O auxílio começou a ser pago na última terça-feira (9). Foram liberadas duas parcelas, referentes aos meses de julho e agosto. Por isso, o primeiro pagamento totalizou R$ 2 mil. Caminhoneiros começam a receber auxílio de R$ 1 mil Como fazer para receber? Nesta primeira etapa, receberam o benefício os transportadores que, além de estarem com cadastro ativo no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 31 de maio de 2022, tiveram operações de transporte registradas na ANTT em 2022. Ao todo, foram beneficiados 190.861 caminhoneiros, somando um volume de recursos de aproximadamente R$ 381,8 milhões, de acordo com Ministério do Trabalho e Previdência. Porém, os demais caminhoneiros, também ativos no RNTR-C, mas sem operações registradas neste ano, deverão realizar no Portal Emprega Brasil ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital a Autodeclaração do Termo de Registro do TAC, específico para fins de recebimento do benefício, a fim de garantir que estão aptos a realizar operações de transportes. O período para que os caminhoneiros façam esta autodeclaração começa na segunda-feira (15) e vai até 29 de agosto, sendo que o pagamento da primeira e da segunda parcelas está previsto para 6 de setembro. Os transportadores de carga que atenderem às exigências após esse período somente terão direito a receber o benefício a partir da parcela três (não sendo possível o pagamento de período retroativo). Quem tem direito? Têm direito ao benefício os transportadores autônomos de cargas com a situação cadastral "Ativo" no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C). Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos. O pagamento mensal do benefício no valor de R$ 1 mil será feito independentemente do número de veículos que eles possuírem. Os profissionais não precisarão apresentar comprovantes de compra de óleo diesel para ter direito ao valor. Quem estiver com situação cadastral "pendente" ou "suspenso" poderá regularizar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e se habilitar para ter direito ao auxílio. De onde vem o dinheiro para o pagamento? O benefício a caminhoneiros faz parte do pacote social pré-eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze, promulgada pelo Congresso no dia 14 de julho. Entre outros pontos, a emenda constitucional aumentou o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, ampliou o vale-gás e criou um auxílio para taxistas. O custo total do pacote pré-eleitoral chega a R$ 41,2 bilhões. No caso dos caminhoneiros, o total liberado é de R$ 5,4 bilhões. Como saber se estou apto a receber? Para consultar a situação no RNTRC, basta fazer a consulta no site da ANTT, neste link. A busca pode ser feita a partir de informações do transportador, da localidade ou do veículo. O transportador inscrito no RNTRC pode ainda atualizar os seus dados cadastrais, como endereço, contatos, vínculos ou informações específicas de acordo com a categoria. Os pedidos de alteração de dados cadastrais devem ser efetuados por meio do RNTR-C Digital ou pessoalmente, nos pontos de atendimento credenciados pela ANTT (clique aqui para consultar). As informações sobre os resultados do processamento e os pagamentos realizados poderão ser consultados na página eletrônica https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/beneficiocaminhoneiro. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? O BEm Caminhoneiro não será pago nas seguintes situações: se o caminhoneiro estiver com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; caso o caminhoneiro tenha seu CPF vinculado à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou caso o caminhoneiro seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos, ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente com o auxílio taxista. MEI Caminhoneiro está incluído? Sim. A categoria de MEI Caminhoneiro poderá, como transportador autônomo de cargas cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), receber o benefício. Caminhoneiros podem aderir ao MEI; veja regras e como fazer A categoria de MEI Caminhoneiro foi criada em dezembro de 2021, colocando os caminhoneiros no rol de profissões que podem se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs) e garantir os direitos previdenciários, sociais e tributários da categoria. Veja Mais

Economia russa encolhe 4% no segundo trimestre sob peso de sanções

G1 Economia Contração do PIB não foi tão profunda quanto o esperado; analistas chegaram a prever queda de 7%. A economia russa encolheu 4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, no primeiro trimestre completo inserido no que a Rússia chama de "operação militar especial" na Ucrânia, mostraram dados preliminares do serviço federal de estatísticas Rosstat nesta sexta-feira (12). A economia está mergulhando em recessão, depois que Moscou enviou suas forças armadas para a Ucrânia, em 24 de fevereiro, provocando amplas restrições ocidentais a seus setores de energia e financeiro, incluindo o congelamento de reservas russas mantidas no exterior, levando dezenas de empresas ocidentais a abandonar o mercado russo. Russos fazem fila para tirar dinheiro após sanções de outros países por causa da guerra na Ucrânia Victor Berzkin/AP Photo Economia sob bloqueio: brasileiros contam como têm 'driblado' os impactos das sanções à Rússia Sanções levam Rússia a 1º calote de dívida externa desde 1918; Kremlin nega e fala em inadimplência artificial A Rosstat não forneceu mais detalhes, mas analistas disseram que a contração foi causada pela fraqueza na demanda do consumidor e pelas consequências das sanções. "Os dados de junho sugerem que a contração da economia russa parece ter chegado ao fundo do poço, já que a situação em alguns setores está se estabilizando", disse Sergey Konygin, economista do Sinara Investment Bank. A contração do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre não foi tão profunda quanto o esperado. Analistas consultados pela Reuters previam, em média, que o PIB encolheria 7% sobre um ano antes no período de abril a junho, após crescimento de 3,5% no primeiro trimestre. Analistas do banco central russo esperavam que o PIB recuasse 4,3% no segundo trimestre sobre o mesmo período de 2021, dizendo que estava a caminho de cair 7% no terceiro trimestre. O banco central projeta que a economia começará a se recuperar no segundo semestre de 2023. Putin diz que sanções do Ocidente não tiveram efeitos sobre a Rússia Dado o ambiente político altamente volátil, as previsões oficiais para a profundidade da recessão da Rússia variam. O Ministério da Economia disse em abril que o PIB pode cair mais de 12% este ano, após um crescimento de 4,7% em 2021, no que seria a maior contração desde meados da década de 1990. Mas as previsões melhoraram desde então, à medida que a Rússia resiste às restrições. O banco central russo previu em abril que o PIB encolheria de 8% a 10% em 2022, mas no mês passado revisou isso para uma contração de 4% a 6%. "A contração do PIB atingirá seu ponto mais baixo no primeiro semestre de 2023", disse o vice-presidente do banco central, Alexei Zabotkin, nesta sexta-feira. "A economia se moverá em direção a um novo equilíbrio de longo prazo." Veja Mais

Ministro da Cidadania diz que consignado do Auxílio Brasil começa 'em breve', mas não dá prazo

G1 Economia Ronaldo Bento visitou agência da Caixa em Brasília, na manhã desta sexta-feira (12). Questionado sobre bancos que vão oferecer crédito, disse que 'várias instituições' estudam medida, mas não detalhou quais; Itaú e Bradesco já rejeitaram possibilidade. Ministro da Cidadania, Ronaldo Bento Myke Sena/MS O ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, afirmou que a concessão de empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil terá "prosseguimento em breve", mas não deu um prazo de quando isso deve acontecer. A declaração ocorreu durante visita a agência da Caixa Econômica Federal no Paranoá, no Distrito Federal, na manhã desta sexta-feira (12). Também nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou o decreto que regulamenta o crédito consignado do Auxílio Brasil (veja detalhes abaixo). Especialistas alertam que a medida pode levar a riscos de endividamento para as famílias de baixa renda. LEIA TAMBÉM: Como fazer o empréstimo do Auxílio Brasil? Consignado no Auxílio Brasil não é o produto certo para público vulnerável, diz presidente do Itaú Crédito consignado atrelado a programas como Auxílio Brasil: veja riscos e cuidados Questionado sobre quais bancos vão oferecer os empréstimos, o ministro disse que "várias instituições" estudam a medida, mas não citou quais. Dois bancos, o Itaú e o Bradesco já anunciaram que não vão operar a linha de crédito. "As tratativas com as instituições financeiras vão dar prosseguimento. Várias instituições financeiras já estão falando, fazendo seus estudos iniciais para verificar as condições para oferecer o crédito para essa população", afirmou. "Muito em breve a gente já está com as instituições devidamente habilitadas para conceder o benefício." Ronaldo Bento também confirmou que o limite de descontos no valor do benefício, para pagamento do crédito, vai ser de até 40%. No entanto, não informou a alíquota exata a ser determinada pelo Ministério da Cidadania. Regras do consignado A lei que permite a contratação de empréstimo consignado com o Auxílio Brasil foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 3 de agosto. O texto também autoriza a modalidade a beneficiários de outros programas de transferência de renda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O decreto que regulamenta a norma, publicado nesta sexta, permite desconto até 40% do valor do benefício para pagamento de empréstimos e financiamentos. No entanto, o texto diz que o Ministério da Cidadania poderá, em ato próprio, diminuir o limite máximo de margem consignável. O beneficiário também poderá ter mais de um desconto relativo a empréstimo ou financiamento, desde que não seja superior ao limite previsto em lei, observado, no momento da contratação, o comprometimento desse percentual. E, na hipótese de o valor das consignações ultrapassar, de forma isolada ou combinada com consignações anteriores, o limite máximo previsto em lei, serão descontadas prioritariamente as parcelas relativas aos contratos mais antigos. Riscos e cuidados Governo regulamenta crédito consignado no Auxílio Brasil O crédito consignado significa que quem pegar esse empréstimo terá até 40% do benefício descontado antes do pagamento. Por exemplo, quem tem direito a R$ 400 do Auxílio Brasil passaria a receber apenas R$ 240, no limite. Os outros R$ 160 ficariam retidos para pagar a dívida. Com isso, a renda dessas famílias ficaria menor por um longo período, lembra a planejadora financeira Myrian Lund. E, como consequência, elas teriam que apertar mais ainda seus gastos para caberem na nova renda. "É uma medida extremamente perigosa. Se você está fazendo uma transferência de renda para uma pessoa que precisa desse dinheiro para sobreviver e vai fazer um consignado em cima daquilo, como ela vai viver? É meio surreal", critica a planejadora. Além disso, por ser atrelado ao pagamento, o beneficiário não consegue negociar melhores condições com o banco, como uma taxa menor ou prazo. "Não existe possibilidade de negociação, o máximo que se consegue fazer é uma portabilidade para outra instituição financeira. Você fica na mão da instituição", diz Lund. O valor menor recebido por mês pode levar à falta de dinheiro para pagar as contas essenciais como água, luz e gás, alerta a planejadora. "Então, ela vai começar a alternar, pagar uma conta em um mês e ter débito em outras", diz. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF. Veja Mais

Três em cada dez desempregados no Brasil seguem em busca de trabalho há mais de 2 anos, aponta IBGE

G1 Economia País encerrou o segundo trimestre com 10,1 milhão de desempregados dos quais cerca de 3 milhões tentam se recolocar no mercado, pelo menos, desde maio de 2020. Cerca de 4,3 milhões desistiram da busca e estão desalentados. Trabalhadores desempregados aguardam atendimento no Sine de Porto Alegre (RS) em registro feito em maio de 2020. Alex Rocha/Prefeitura Municipal de Porto Alegre Embora o desemprego tenha diminuído no Brasil, a melhora no mercado de trabalho ainda não foi suficiente para reduzir a proporção de trabalhadores que espera há muito tempo por uma recolocação no mercado. Dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que aproximadamente três em cada dez desempregados permanecem em busca por trabalho há mais de dois anos. Desemprego recua para 9,3% em junho, mas número de informais é recorde, aponta IBGE Desemprego cai em 22 estados no 2º trimestre; Bahia e Pernambuco têm as piores taxas De acordo com o levantamento, ao final do 2º trimestre de 2022 o número de trabalhadores desempregados há mais de 2 anos era de 2,985 milhões, cerca de 29,6% do total de desempregados no país, estimado em 10,080 milhões. Na comparação com o 1º trimestre, diminuiu em cerca de meio milhão o número de desempregados que tentavam nova oportunidade há mais de dois anos. Todavia, proporcionalmente não houve variação significativa, ou seja, essa condição permaneceu atingindo quase 1/3 dos desempregados no país. Só é considerado desempregado aquele trabalhador que não está ocupado no mercado de trabalho, tem disponibilidade para trabalhar e está, efetivamente, em busca de uma vaga. A análise trimestral dos dados sugere que, quanto mais tempo o trabalhador fica desempregado, maior a dificuldade dele em conseguir uma recolocação no mercado de trabalho. A grande maioria dos trabalhadores que buscava nova oportunidade de trabalho ao final do 2º trimestre deste ano estava na fila do desemprego há mais de um mês, mas a menos de um ano -proporção 2 pontos percentuais maior que a observada no 1º trimestre. Segundo o IBGE, historicamente é na faixa entre mais de 1 mês e menos de 1 ano que se concentra a maior parcela dos desempregados no país. No segundo trimestre de 2020, auge da crise provocada pela pandemia, os desempregados nesta faixa representavam 58% do total, proporção recorde de toda a série histórica da pesquisa. Já a menor parcela (12,2%) estava na fila há mais de 1 ano, mas há menos de 2 anos. Os que buscavam nova vaga há menos de 1 mês somavam 15,7% do total de desempregados. Veja Mais

Senado aprova projeto que permite produção de energia em alto-mar

G1 Economia Regulação da geração de energia eólica em alto-mar é um dos focos do projeto, que segue agora para a Câmara. Texto também estabelece contribuição e divisão dos recursos arrecadados. A comissão de Serviços e Infraestrutura do Senado aprovou nesta quarta-feira (17) projeto que libera a exploração de energia em alto-mar, lagoas e espelhos d’água. A proposta cria um marco regulatório para as chamadas eólicas "offshore", que são campos a serem instalados em alto-mar para geração de energia por meio do vento. O texto, porém, também trata da regulação de parques solares, entre outras fontes de energia. O projeto torna possível a realização de concessões de blocos exploratórios. A norma será válida para parques fora da costa brasileira, como o mar territorial. A proposta tramitava em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de ser apreciada pelo plenário do Senado. O projeto, de autoria do senador Jean Paul Prates (PT/RN), segue agora para o Câmara dos Deputados. Tributação e partilha De acordo com o projeto, empresas pagarão a partir de 1,5% de alíquota de participação, a partir da energia gerada. Dos recursos arrecadados: 50% serão destinado à União; 12,5% para os estados das áreas exploradas; 12,5% para os municípios dos locais explorados; 20% serão dividido entre os fundos de participação dos municípios e estados; 5% serão destinados para projetos de comunidades afetadas, como as comunidades pesqueiras e ribeirinhas. "Vamos angariar investimentos nacionais e estrangeiros, neste novo eldorado que será a geração de energia 'offshore'. Se houver disputa entre empresas, não há como fugir da licitação. Desta forma, vamos remunerar o Brasil, os estados e as cidades, permitindo o investimento em infraestrutura", afirmou o relator da matéria, senador Carlos Portinho (PL/RJ). VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Salários no comércio tiveram queda real de 5,7% com pandemia, diz IBGE

G1 Economia Patamar de salário médio mensal do trabalhador do setor ficou em 1,8 salário-mínimo em 2020, abaixo dos 1,9 salário-mínimo de 2019 e repetindo patamar observado em 2012. Os salários no comércio caíram 5,7% em 2020 ante 2019 em termos reais, ou seja, descontada a inflação, na leitura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quarta-feira (17) a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2020. A instituição informou ainda que, na comparação com 2014, o recuo em 2020 foi mais intenso, de 7,8%, nos salários em termos reais. Vendas do comércio crescem 0,1% em maio, mas alta é a menor do ano, mostra IBGE Ainda de acordo com o instituto, na evolução por salários-mínimos, o patamar de salário médio mensal do trabalhador do setor ficou em 1,8 salário-mínimo em 2020, abaixo dos 1,9 salário-mínimo de 2019; e repetindo patamar observado em 2012. Economia brasileira cresce 4,6% em 2021 e recupera perdas da pandemia No estudo, o IBGE chama atenção para a queda de salário em comércio, veículos, peças e motocicletas. Nesse setor, os salários tiveram queda de 8,9% em 2020 ante 2019. Na comparação com 2014, o recuo foi de 20%, acrescentaram ainda os pesquisadores do instituto. Na retração de salários, o destaque negativo ficou com comércio varejista, detalharam ainda os analistas do instituto. No varejo, as quedas de salário foram de 7,2% em 2020 ante 2019, com recuo de 7,6% ante 2014. Em contrapartida, no setor atacadista, o saldo negativo foi menos intenso, pontuou o IBGE. No atacado, os salários caíram 0,7% na passagem de 2019 para 2020. Na comparação com 2014, a retração de salários no setor atacadista foi de 3,3% no ano em que a pandemia começou. Empregos por empresa No estudo, o IBGE informou que, em 2020, cada empresa do comércio empregou, em média, sete pessoas. Entretanto, o número de empregados por empresa difere de acordo com a categoria da companhia comercial. Na prática, empresas de maior porte demandam número médio de empregados maior, pontuou o IBGE. Assim, em 2020, hipermercados e supermercados empregaram, em média, 134 pessoas por empresa; comércio por atacado de mercadorias em geral, tiveram média de 27 pessoas empregadas; e comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes, tiveram média de 22 trabalhadores, naquele ano. Essa análise por setores no número de empregados permitiu ao IBGE realizar algumas análises, em termos de concentração de empresas, no comércio. Os pesquisadores apontam que a atividade de hipermercados e supermercados registrou aumento médio em número de empregados, de 91 para 134 pessoas em 2020 ante 2019. Esse resultado, no entendimento dos pesquisadores, foi consequência de uma redução no número de empresas, de 5,1 mil, nessa área no período. Isso pode indicar maior prevalência da concentração das operações de hipermercados e supermercados em estabelecimentos maiores, afirmaram os técnicos do IBGE. Veja Mais

As sanções da UE contra a Rússia estão funcionando?

G1 Economia À DW, o chefe da diplomacia da UE avaliou que, mais cedo ou mais tarde, a economia da Rússia vai desmoronar. É uma opinião compartilhada por vários pesquisadores, mas outros não estão tão convencidos. Desde a invasão russa da Ucrânia no final de fevereiro, a União Europeia (UE) cortou quase completamente as relações econômicas com seu antigo parceiro comercial ao impor seis pacotes de sanções. Mas há exceções: gás, petróleo fornecido por meio de oleodutos, alimentos, cereais e certos tipos de fertilizantes não estão sujeitos às sanções. LEIA TAMBÉM: Economia russa encolhe 4% no segundo trimestre sob peso de sanções UE e Reino Unido estendem sanções contra a Rússia por mais seis meses Como sanções mudaram dia a dia na Rússia Economia sob bloqueio: brasileiros contam como têm 'driblado' os impactos das sanções à Rússia O Conselho da União Europeia, o órgão que representa os 27 países-membros, informa que foram impostas sanções contra 1.212 indivíduos e 108 empresas e outras entidades. Os indivíduos incluem o presidente russo, Vladimir Putin, seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e diversos oligarcas do círculo de influência do Kremlin. Sanções levam Rússia a 1º calote de dívida externa desde 1918; Kremlin nega Metade das reservas do Banco Central da Rússia foi congelada, os bancos russos foram cortados do sistema de pagamento internacional Swift. As exportações de itens de tecnologia ocidental, aeronáutica, eletrônica e artigos de luxo foram proibidas. Mais de mil empresas ocidentais retiraram-se da Rússia. Além da UE, os EUA, Canadá, Japão, Suíça e Reino Unido também impuseram sanções contra a Rússia. Em seu Monitor de Sanções, a rede de pesquisa Correctiv enumerou 6.825 medidas tomadas pela comunidade internacional desde o início da guerra de agressão russa. Nunca na história foram impostas tantas sanções contra um único país. Efeitos A questão agora é: como funcionam essas sanções, e elas podem levar a uma mudança no curso da guerra do Kremlin? O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, disse em entrevista à DW na última sexta-feira que as sanções estão atingindo "duramente" a economia russa. "A produção econômica russa está diminuindo em 10%. Eles sofrerão a pior recessão desde o final da Segunda Guerra Mundial". A UE ainda depende do abastecimento energético russo, admitiu Borrell, mas acrescentou que isso deve mudar dentro de alguns meses. "Continuamos a comprar gás, mas já reduzimos as importações pela metade. Não podemos fazer milagres". Mesmo com os lucros da venda de gás, os russos não podem mais comprar nada no Ocidente, como, por exemplo, tecnologia para seus tanques, aponta Borrell. "Eles têm dinheiro, mas não conseguem comprar nada." Vários estudos de universidades e institutos de pesquisa econômica abordam os possíveis efeitos das sanções e seu impacto na Rússia e nos países do Ocidente que as impuseram. Todos indicam declínio no desempenho econômico da Rússia neste ano. Em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a contração do PIB russo poderia chegar a 8,5%. Mais recentemente, o fundo revisou sua previsão para 6%, indicando que o país tem conseguido contornar parte dos problemas gerados pelas sanções. A economista Maria Shagina, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em Zurique, projeta um declínio de 6%. Setores afetados "A Rússia continua a vender petróleo e gás a preços recordes e assim enche seu cofre de guerra, algo que já vinha fazendo antes mesmo da guerra. É por isso que temos esta situação única que indica que a Rússia não está sendo particularmente afetada por sanções", diz Shagina, do IISS. "No nível microeconômico, entretanto, o quadro parece bastante diferente, especialmente na indústria automobilística e aeronáutica. Nelas são observados declínios de 80-90%", afirma. A Rússia tem agora que mudar seu modelo econômico pela falta de acesso ao capital e mercado financeiro ocidentais, diz a pesquisadora. "A Rússia terá uma reversão da industrialização. A grande questão é com qual rapidez a Rússia poderá lidar com isso e unir forças com a China ou a Índia", diz. Poucas alternativas As sanções contra a Rússia estão tendo efeito, afirma Julian Hinz, do Instituto Kiel para a Economia Mundial. A opinião de que o Ocidente sofre mais com suas próprias medidas do que a Rússia é incorreta, avalia. "Se você olhar para as estatísticas, verá que a economia russa está sofrendo maciçamente com as sanções. Muito mais do que a economia europeia. Não há comparação", diz. Ele também aponta que será difícil para a Rússia produzir alternativas nacionais às mercadorias importadas, porque a indústria local necessita de matérias-primas e conhecimento técnico do exterior. Finz ainda avalia que o Kremlin terá dificuldades para encontrar compradores para o petróleo e o gás que não estão sendo mais enviados para a UE e os EUA. "Não há oleodutos disponíveis [para outros mercados]. Há alguma capacidade de oleodutos indo para a China, mas eles não chegam a 10% da capacidade do que poderia ser enviado para a Europa ao mesmo tempo. Nada disso, em termos de capacidade, é capaz de substituir os oleodutos que vão para a Europa." Borrell: "Putin não se importa com seu povo". Borrell argumenta que a Rússia vai acabar isolada. "Uma economia moderna não pode funcionar se o vínculo com o resto [dos] poderes econômicos e poderes tecnológicos for cortado. Isso prejudicará muito a economia russa - não amanhã: a guerra continuará, infelizmente continuará. Mas a economia vai sofrer muito", disse o chefe da diplomacia europeia. "Putin terá que escolher se quer ter armas ou manteiga para seu povo. E sei que ele não se importa muito com seu povo." A questão crucial, então, é se as sanções econômicas acabarão ajudando a mudar a vontade política do regime autoritário em Moscou. Alexander Libman, professor de política russa e do Leste Europeu na Universidade Livre de Berlim, está cético. Recentemente, ele disse à emissora pública alemã Deutschlandfunk que Putin não está impressionado com os danos à economia russa. "As sanções não mudarão nada dentro de semanas ou meses", avaliou Libman. "É preciso ser honesto: as sanções são um instrumento – há muita pesquisa sobre isso – que geralmente não funciona. Na maioria dos casos, as sanções não influenciaram o comportamento dos Estados sancionados." Veja Mais

Geração Emprego: mais de 420 vagas estão abertas em Rondônia nesta semana

G1 Economia Ferramente gratuita permite que candidatos busquem vagas por cidades rondonienses e cadastrem currículos. Veja as vagas disponíveis. Veja as vagas abertas em Rondônia Jorge Júnior/Rede Amazônica/Arquivo g1 A plataforma Geração Emprego está com mais de 420 vagas abertas nesta semana em empresas de cidades de Rondônia. Veja aqui todas as vagas abertas em Rondônia Na ferramenta virtual e gratuita é possível cadastrar o currículo gratuitamente e ver as vagas que estão abertas, conforme o perfil do profissional e os locais mais próximos da casa da pessoa interessada em emprego. O objetivo do programa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) é que os empregadores divulguem vagas de trabalho disponíveis nos 52 municípios rondonienses. Na plataforma a pessoa pode ver qual empresa está divulgando a oportunidade e, em alguns casos, até o salário ofertado. Abaixo, veja as últimas vagas cadastradas no sistema e em quais cidades: Operador de produção (Pimenta Bueno) Serviços Diversos (Ministro Andreazza) Auxiliar de serviços (Rolim de Moura) Auxiliar de almoxarifado (Cacoal) Estoquista (Cacoal) Empregada (Rolim de Moura) Operador de caixa (Pimenta Bueno) Cozinheiro geral (Porto Velho) Atendente (Ji-Paraná) Auxiliar em vendas (Rolim de Moura) Auxiliar de expedição (Espigão D'Oeste) Como baixar o Geração Emprego? O aplicativo "Geração Emprego" pode ser acessado gratuitamente na versão web ou baixado na Google Play e na App Store. A plataforma que divulga vagas de emprego é uma iniciativa do Governo de Rondônia. O objetivo é que empregador cadastre sua empresa para divulgar as vagas e assim buscar currículos para agendar entrevistas com os candidatos. O "Geração Emprego" também tem uma área de cursos, voltada à qualificação dos trabalhadores. Veja Mais

Globo recebe indicação para o Emmy Internacional de Jornalismo 2022

G1 Economia O Jornal Nacional e o Fantástico concorrem juntos na categoria Notícia pela cobertura do caso Prevent Senio. Jornalismo da Globo acumula agora 27 indicações nos últimos 21 anos. Globo indicada ao Emmy Internacional de Jornalismo com a cobertura sobre caso Prevent Senior A Globo foi indicada nesta terça-feira (16) ao prêmio Emmy Internacional de Jornalismo 2022, considerado o Oscar da TV. Este é o 17º ano consecutivo com ao menos uma indicação. O Jornal Nacional e o Fantástico concorrem juntos na categoria Notícia pela cobertura do caso Prevent Senior , em setembro do ano passado. As equipes denunciaram que a Prevent Senior usou medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 no tratamento de pacientes, e que a operadora ocultou a causa das mortes de doentes de Covid. Depois da reportagem, a CPI da Covid no Congresso encontrou irregularidades na operadora, e 11 pessoas foram indiciadas. O inquérito policial foi arquivado, porém o Ministério Público paulista segue investigando a conduta adotada no tratamento de 200 pacientes. E o Ministério Público do Trabalho propôs à Prevent Senior um termo de ajustamento de conduta, pelas denúncias trabalhistas. O JN e o Fantástico vão disputar o Emmy com produções do Catar, da França e do Reino Unido. Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia em Nova York, nos EUA, no dia 28 de setembro. Globo nos Emmys Com a indicação de hoje, o jornalismo da Globo acumula agora 27 indicações nos últimos 21 anos. Em 2011, o Jornal Nacional ganhou a estatueta, pela cobertura da retomada do conjunto de favelas do Alemão pelas forças de segurança do Rio de Janeiro. Ao todo, a Globo já recebeu outros 18 prêmios Emmy Internacional. O mais recente foi em 2020, para novela "Órfãos da Terra". O primeiro foi o de “Personalidade Mundial da Televisão”, recebido por Roberto Marinho, em 1976, prêmio que receberia novamente em 1983. Seu filho, Roberto Irineu Marinho, recebeu a estatueta em 2014, na mesma categoria. Em 1981, ganhou com o musical 'A Arca de Noé' e em, 1982, com 'Morte e Vida Severina'. A Globo foi premiada oito vezes por “Melhor Novela”, com ‘Caminho das Índias’ (2009), ‘Laços de Sangue’, coprodução com a SIC, exibida em Portugal (2011), 'O Astro' (2012), 'Lado a Lado' (2013), 'Joia Rara' (2014), 'Império' (2015), 'Verdades Secretas' (2016) e Órfãos da Terra (2020). 'A Mulher Invisível' (2012) e 'Doce de Mãe' (2015) venceram na categoria 'Melhor Comédia'. Fernanda Montenegro recebeu o prêmio em 2013 como 'Melhor Atriz' por seu papel em 'Doce de Mãe’. A Globo também recebeu o prêmio de melhor série no Emmy Internacional Kids 2018, com ‘Malhação: Viva a Diferença’. Veja Mais

Governo cancela leilão de energia nova por falta de demanda de distribuidoras

G1 Economia Cancelamento do A-6 decorre de medidas como a proposta de abertura do mercado livre de energia e a expansão da geração distribuída. O Ministério de Minas e Energia informou na noite de segunda-feira (15) que cancelou a realização do leilão de energia nova A-6 deste ano devido à ausência de demanda por parte das distribuidoras de energia. O leilão contrataria projetos novos de geração eólica, hidrelétrica e termelétrica (biomassa, gás natural e RSU) para fornecimento a partir de 1º de janeiro de 2028. O comunicado foi feito na véspera à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), juntamente com o envio de proposta de preços-teto para o certame do tipo A-5, que está mantido. Segundo o governo, o cancelamento do A-6 decorre de diversas medidas em curso, como a proposta de abertura do mercado livre de energia, a expansão da geração distribuída e a descotização das usinas hidrelétricas da Eletrobras após a privatização. Esses fatores vêm reduzindo o mercado cativo, atendido pelo portfólio de contratos das distribuidoras, e ampliando o consumo de energia no mercado livre, no qual consumidores negociam a energia diretamente com geradores e comercializadores. Com isso, não houve, por parte das distribuidoras, declaração de necessidade de compra de energia elétrica para o A-6 deste ano. "A medida representa economia administrativa e dos recursos dos agentes privados, na medida em que o certame meramente revelaria que, embora haja oferta de projetos, não há demanda para contratação no ambiente regulado", disse a pasta, em nota. Já o leilão A-5 será realizado em 16 de setembro. Poderão participar empreendimentos eólicos, solares, hidrelétricos e térmicos movidos a biomassa, a carvão e biogás, e de aproveitamento de resíduos sólidos urbanos. Veja Mais

MP que flexibiliza regras trabalhistas em caso de calamidade pública é promulgada e vira lei

G1 Economia Segundo a medida, podem ser adotados home office, antecipação de férias, redução da jornada de trabalho e suspensão de contrato. Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil A Medida Provisória (MP) que flexibiliza regras trabalhistas em caso de calamidade pública municipal, estadual ou nacional foi promulgada nesta terça-feira (16) e agora é a Lei Nº 14.437. A promulgação foi publicada no "Diário Oficial da União (DOU)". O Senado aprovou a MP dia 3 de agosto, um dia após a Câmara aceitar a proposta. O texto foi editado pelo governo no dia 28 de março e precisava ser aprovado pelo Congresso até o próximo dia 7 de agosto para não perder a validade e virar lei permanente. O texto-base da medida provisória foi aprovado por 51 votos a 17. Na sequência, um destaque, proposto pelo PT, foi rejeitado por 39 votos a 19. Pressionados pelo prazo, deputados e senadores evitaram promover alterações no conteúdo da medida provisória a fim de encurtar a tramitação e facilitar a aprovação. Aprovada sem mudanças em relação ao que foi enviado pelo Executivo, a MP foi à promulgação pelo Congresso. O texto autoriza o Poder Executivo federal a adotar, em situações de calamidade pública, medidas trabalhistas alternativas e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, que prevê a redução proporcional da jornada de trabalho e do salário, ou suspensão temporária do contrato de trabalho, mediante acordo entre empregador e empregado, com pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). As regras do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda já haviam sido adotadas em 2020 e 2021, em meio à pandemia da Covid-19. A lei permite, em caso de calamidade pública: adoção do regime de teletrabalho (home office ou trabalho remoto); antecipação de férias individuais; concessão de férias coletivas; aproveitamento e antecipação de feriados; regime diferenciado de banco de horas; suspensão da exigência dos recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O prazo permitido para adoção das regras é de até 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública. Ao enviar a MP para o Congresso, em março deste ano, o governo argumentou que, com as mudanças, "pretende-se preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades laborais, empresariais e das organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, e reduzir o impacto social oriundo da ocorrência de estado de calamidade pública nos entes federados". Já o senador Paulo Paim (PT-RS) criticou a medida. Segundo o parlamentar, o texto possibilita a realização de uma 'reforma trabalhista' nos casos de calamidade pública. "É uma reforma trabalhista antecipada. Cada estado de calamidade é uma realidade. Ora, município X ou Y decide lá que é estado de calamidade. Se ele tiver o aval da União, ele pode fazer uma reforma trabalhista, negando os direitos dos trabalhadores. Uma medida provisória como esta, pelo menos naquele caso da pandemia, foi amplamente discutida por todos nós, com votos contrários e a favor. E como que agora nós vamos deixar a boa vontade lá do município de decretar o estado de calamidade e automaticamente nós teremos aí uma série de direitos que desaparecerão", disse o petista. Veja as medidas: Facilitação do regime de teletrabalho O empregador poderá alterar o regime de trabalho presencial para home office (teletrabalho ou trabalho remoto), além de determinar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho. Essa alteração será notificada ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico. Antecipação de férias individuais O empregador informará ao empregado sobre a antecipação de suas férias com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico. As férias antecipadas não poderão ser gozadas em períodos inferiores a 5 dias corridos e poderão ser concedidas por ato do empregador, ainda que o período aquisitivo a que se referem não tenha transcorrido. O empregado e o empregador poderão, adicionalmente, negociar a antecipação de períodos futuros de férias, por meio de acordo individual escrito. O adicional de um terço relativo às férias concedidas poderá ser pago após a sua concessão, a critério do empregador, até a data em que é devido o pagamento do 13º salário. No caso de pedido de demissão, as férias antecipadas gozadas serão descontadas das verbas rescisórias devidas ao empregado. Concessão de férias coletivas O empregador poderá conceder férias coletivas a todos os empregados ou a setores da empresa, mas deverá notificá-los, por escrito ou por meio eletrônico, com antecedência mínima de 48 horas. Não se aplicam o limite máximo de períodos anuais e o limite mínimo de dias corridos previstos na CLT, ou seja, é permitida a concessão por prazo superior a 30 dias. Aproveitamento e antecipação de feriados Os empregadores poderão antecipar o aproveitamento de feriados federais, estaduais, distritais e municipais, incluídos os religiosos, e deverão notificar, por escrito ou por meio eletrônico, o conjunto de empregados beneficiados, com antecedência de, no mínimo, 48 horas, com a indicação expressa dos feriados aproveitados. Os feriados poderão ser utilizados para compensação do saldo em banco de horas. Regime diferenciado de banco de horas Ficam autorizados a interrupção das atividades pelo empregador e o regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, em favor do empregador ou do empregado, estabelecido por meio de acordo individual ou coletivo escrito, para a compensação no prazo de até 18 meses. A compensação de tempo para recuperação do período interrompido poderá ser feita por meio da prorrogação de jornada em até duas horas, a qual não poderá exceder 10 horas diárias, e poderá ser realizada aos finais de semana. Essa compensação do saldo de horas poderá ser determinada pelo empregador independentemente de convenção coletiva ou de acordo individual ou coletivo. Suspensão da exigência dos recolhimentos do Fundo de Garantia O Ministério do Trabalho e Previdência poderá suspender a exigibilidade dos recolhimentos do FGTS de até quatro competências, relativos aos estabelecimentos dos empregadores situados em municípios em estado de calamidade pública reconhecido pelo Poder Executivo federal. Os depósitos das competências suspensas poderão ser realizados de forma parcelada, em até seis vezes, sem a incidência da atualização, da multa e dos encargos previstos. Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda A medida provisória prevê que o governo federal poderá instituir o programa de redução da jornada e a suspensão dos contratos de trabalho para o enfrentamento das consequências sociais e econômicas do estado de calamidade pública em âmbito nacional ou em âmbito estadual, distrital ou municipal reconhecido pelo Poder Executivo federal. O prazo para adoção do programa será de até 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública. Pelo programa, os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso receberão da União o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), proporcional ao valor do seguro-desemprego. Há uma "garantia provisória" do emprego pelos meses em que a jornada e os salários forem reduzidos ou o contrato suspenso e por igual período quando as atividades e pagamentos forem normalizados. Por exemplo: se houve uma redução de jornada durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. VÍDEOS: notícias sobre política Veja Mais

Auxílio taxista: 245 mil motoristas recebem R$ 2 mil nesta terça; veja tira-dúvidas

G1 Economia Têm direito ao benefício os motoristas de táxi com Carteira Nacional de Habilitação válida e alvará em vigor no dia 31 de maio de 2022. Governo começa a pagar Auxílio Taxista nesta terça-feira (16) Motoristas de táxi de todo o país recebem nesta terça-feira (16) as duas primeiras parcelas do Benefício Emergencial aos Motoristas de Táxis – BEm Taxista, conhecido com auxílio taxista. Ao todo, serão pagos R$ 490,4 milhões a 245.213 taxistas, que vão receber R$ 2 mil cada um. Segundo o Ministério do Trabalho, 300.771 taxistas foram inscritos no programa pelos municípios até o dia 2 de agosto – mas 49.515 foram considerados inelegíveis ao benefício (veja nas perguntas e respostas quem tem direito à ajuda). Os taxistas cujos dados tenham sido inscritos pelas prefeituras entre os dias 3 e 15 de agosto, e que sejam considerados elegíveis, receberão as duas parcelas no dia 30 deste mês. Veja abaixo o tira dúvidas sobre o benefício. O que é o auxílio taxista? Assim como o auxílio caminhoneiro, o chamado Benefício Emergencial aos Motoristas de Táxis – BEm Taxista será pago aos profissionais para compensar os efeitos do aumento no preço dos combustíveis. Qual o valor do benefício? As parcelas têm valor previsto de R$ 1 mil. Se o número de beneficiários ultrapassar os 333 mil, no entanto, o valor do benefício terá que ser reduzido em pagamentos posteriores. Isso porque a emenda constitucional que aprovou o auxílio taxista não prevê um valor para a parcela mensal – mas estabelece que o gasto máximo com esses pagamentos este ano será de R$ 2 bilhões. Quem tem direito? De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, têm direito ao benefício os motoristas de táxi com Carteira Nacional de Habilitação válida e alvará para prestação do serviço cadastrado nas prefeituras em vigor no dia 31 de maio de 2022. Quantos trabalhadores serão beneficiados? O governo não divulgou o número de taxistas beneficiados, pois depende de informações que serão fornecidas pelas prefeituras referentes aos profissionais que têm alvará para atuar nos municípios. As informações deverão ser prestadas pelos 5.570 municípios brasileiros. Como esses trabalhadores serão escolhidos? As prefeituras deverão enviar os cadastros levando em conta um calendário estipulado pelo governo. Numa primeira etapa, o cadastro feito até o dia 2 de agosto neste link. Uma nova oportunidade foi aberta às prefeituras que não conseguirem atender ao primeiro prazo, entre os dias 5 a 15 de agosto. A data limite para envio dos cadastros será 11 de setembro. Entre as etapas, o sistema ficará fechado para o envio de informações para que a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, faça a análise e o cruzamentos dos dados recebidos, para identificar os profissionais elegíveis a receber o benefício. O que os taxistas precisam fazer? Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, não há necessidade de qualquer ação por parte dos taxistas. A prestação das informações é de responsabilidade das prefeituras. Eventual consulta sobre a inclusão dos motoristas na relação informada pelo município deverá ser feita diretamente à prefeitura. Só estar cadastrado na prefeitura garante o benefício? O simples cadastramento dos taxistas não garante o pagamento do BEm Taxista. Os dados enviados serão analisados pela Dataprev para identificação dos profissionais elegíveis. Quando o benefício será pago? As duas primeiras parcelas, referentes aos meses de julho e agosto, estão sendo pagas em 16 de agosto. Uma segunda data de pagamento das duas primeiras parcelas foi determinada para o dia 30 de agosto – nesse dia, vão receber os taxistas das cidades cujas prefeituras perderem o primeiro prazo para enviar os dados dos trabalhadores ao governo. A previsão é que o pagamento das parcelas do auxílio aos taxistas de todo o país seja realizado até dezembro. Veja o calendário previsto: Calendário de pagamento do auxílio do governo federal para os taxistas Divulgação/Ministério do Trabalho Como será feito o pagamento? O pagamento será feito por meio de poupança social digital, cujo depósito é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, por meio do aplicativo Caixa Tem. Os valores serão depositados em conta digital por CPF do profissional, de maneira automática pela Caixa. Não há necessidade de cadastro ou de envio de dados de conta para o depósito. Os recursos não movimentados no prazo de 90 dias, contados da data do depósito, retornarão para a União. O valor e o total de parcelas do benefício poderão ser ajustados de acordo com o número de beneficiários cadastrados, respeitando o limite global disponível para o pagamento do auxílio, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência. O auxílio a taxistas poderá ser pago a motoristas que não são os proprietários do alvará? Sim. O auxílio mensal para taxistas de todo o país poderá ser pago também a profissionais que atuem na profissão, mas não sejam os proprietários do alvará que autoriza a atividade. O benefício será devido aos taxistas detentores dessas concessões, permissões, licenças ou autorizações e que atuam na profissão e também àqueles que têm autorização para trabalhar e estejam vinculados a um desses alvarás. Veja abaixo: os motoristas que tenham registro para exercer a profissão, emitido pelo órgão competente da localidade da prestação de serviço até 31 de maio de 2022; e sejam motoristas de táxi titulares de concessão, permissão, licença ou autorização emitida pelo poder público municipal ou distrital em regular e efetivo exercício da atividade profissional; ou sejam motoristas de táxi com autorização emitida pelo poder público municipal ou distrital, em regular e efetivo exercício da atividade, e vinculado ao cadastro do item anterior. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? motorista que esteja com o CPF pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; motorista que tenha seu CPF vinculado, como instituidor, à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou motorista seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; será considerado inelegível o motorista de táxi beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente com o auxílio caminhoneiro. Os dados dos taxistas serão revisados periodicamente? Para verificação dos requisitos, serão utilizadas as informações disponíveis nas bases governamentais no momento do processamento. A elegibilidade poderá ser revisada todos os meses subsequentes. As informações deverão ser prestadas pelos 5.570 municípios brasileiros mensalmente. De onde vem o dinheiro para o pagamento? O benefício faz parte do pacote social pré-eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze, promulgada pelo Congresso no dia 14 de julho. Entre outros pontos, a emenda constitucional aumentou o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, ampliou o vale-gás e criou um "voucher" para caminhoneiros e um auxílio para taxistas. O custo total do pacote pré-eleitoral chega a R$ 41,2 bilhões. No caso dos taxistas, o total liberado é de R$ 2 bilhões. E se houver irregularidades no pagamento? Se houver irregularidades que levem ao pagamento indevido do benefício, poderão ser adotadas as seguintes medidas: o cancelamento do benefício irregular; a notificação ao motorista de táxi beneficiário para restituição voluntária dos valores recebidos indevidamente, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU) emitida por sistema próprio de devolução; municípios poderão ser chamados para ajudar no cumprimento dessas providências; caso o motorista beneficiário não restitua os valores voluntariamente, será observado rito próprio de constituição de crédito da União. Veja Mais

Entidades assinam nota em defesa dos vulneráveis e pedem adiamento do empréstimo consignado atrelado ao Auxílio Brasil

G1 Economia A oferta de crédito consignado por meio do Auxílio Brasil tem sido criticada por especialistas. Operação deve ser iniciada até o início de setembro. Entidades jurídicas, de defesa do consumidor e personalidades de diferentes setores assinaram a "Nota em Defesa da Integridade Econômica da População Vulneráveis" para pedir o adiamento do empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil. A oferta de crédito consignado por meio do Auxílio Brasil tem sido criticada por especialistas. Eles alegam que a medida é perigosa, porque os recursos do programa de transferência de renda costumam ser utilizados para gastos básicos de sobrevivência. Com o empréstimo, no entanto, o cidadão pode ter até 40% do benefício descontado antes do pagamento. Crédito consignado atrelado a programas como Auxílio Brasil: veja riscos e cuidados O decreto que regulamenta o crédito consignado a quem ganha o Auxílio Brasil foi assinado na sexta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Cidadania, Ronaldo Bento. A operação deve ser iniciada até o início de setembro. Bolsonaro sanciona lei que libera empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil "A concessão de crédito consignado para beneficiários de programas de transferência de renda, no presente momento, tende a trazer ainda mais dificuldades para essa população. Se os valores atuais são insuficientes para garantir uma vida digna, a possibilidade de comprometer até 40% desse valor com empréstimos condenará essas famílias ainda mais à miséria", diz a nota. Entre os apoiadores da nota, estão o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP - por meio do Programa de Apoio ao Endividado. No documento, as entidades pedem o adiamento do "início da comercialização do crédito para o Auxílio Brasil e outros programas de transferência de renda, para elaboração de estudos e manifestação técnica dos especialistas e da sociedade civil, como necessário para elaboração de toda política pública." Ao fim da campanha, a nota será entregue ao Ministério da Cidadania. Até a tarde desta segunda-feira (15), o documento reunia 300 assinaturas. Veja Mais

Debater alta do gasto público, que pressiona inflação e juros, será 'crucial', diz presidente do BC

G1 Economia Roberto Campos Neto apontou que ações do novo governo, a partir de 2023, terão que levar em consideração sustentabilidade da dívida e impacto na população mais pobre. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Alan Santos/PR O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (15) que o debate sobre o aumento de gastos públicos vai estar presente em 2023, quando terá início um novo mandato presidencial. "Vai ser uma questão crucial. Qualquer tipo de politica vai ter de olhar o lado da sustentabilidade da dívida e o lado social", avaliou, durante evento transmitido pela internet. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que subiu o juro básico da economia para 13,75% ao ano, o mais alto em seis anos, o BC manifestou preocupação com o aumento de gastos promovido por meio da "PEC Kamizaze" — que driblou a lei e turbinou benefícios sociais. Limites driblados pela PEC Eleitoral: Auxílio Brasil de R$ 600 começa a ser pago na terça (9) A instituição avaliou, naquele momento, que o prolongamento dessas políticas "pode elevar os prêmios de risco do país" (resultando em juros mais altos para a população) e pressionar inflação à medida que pioram a trajetória das contas públicas. Em evento promovido pelo Instituto Millenium nesta segunda, o presidente do BC lembrou de uma frase famosa de que "não existe nada mais permanente que um programa temporário do governo”. "Então isso é sempre alguma coisa que nos aflige. O que hoje o mercado tem uma ansiedade em entender é como vai ser o fiscal do ano que vem. Se forem continuados [os gastos da PEC Kamikaze], como vão ser financiados? Existe uma ansiedade se tem de ter uma compensação fiscal, e se vai vir junto com uma reforma tributária. E como vai ser uma politica tributária", declarou. Os dois candidatos à Presidência da República mais bem posicionados na corrida eleitoral deste ano, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, prometem manter em R$ 600 o patamar mínimo para o Auxílio Brasil em 2023. Lula tem falado em terminar com o mecanismo do teto de gastos, mecanismo que limita o crescimento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior, enquanto a equipe econômica de Bolsonaro realiza estudos para sua troca por metas para a dívida pública. Apesar de se mostrar preocupado com o aumento de gastos públicos, o presidente do BC também citou um efeito em sentido inverso, que ajudará a conter a inflação nos próximos anos: a desaceleração da economia mundial, com possibilidade "alta" de recessão, segundo ele. Foco em 2024 O presidente do BC, Roberto Campos Neto, também afirmou que o Copom, responsável por fixar a taxa básica de juros da economia com base no sistema de metas de inflação, preferiu "olhar um pouco à frente", referindo-se à decisão de calibrar a taxa Selic com base nas expectativas de inflação em 12 meses até março de 2024 (que é mais baixa). Ao diminuir a importância do próximo ano no cenário para definição da taxa Selic, o BC indica que a meta de inflação pode ser descumprida em 2023 pelo terceiro ano seguido. Para definir a taxa de juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central reduz a Selic. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano. O Banco Central deixou a porta aberta para uma nova subida dos juros em sua próxima reunião, marcada para meados de setembro, para 14% ao ano. Mas o mercado financeiro, segundo pesquisa realizada na semana passada, acredita que a instituição não subirá mais os juros neste ano. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Sine de Porto Velho oferta 38 vagas de emprego nesta segunda, 15

G1 Economia Há cargos para vendedor e chapeiro de lanches. Cadastro pode ser realizado pela internet. emprego; chapeiro; lanches Artur Tumasjan/Unsplash O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está com 38 vagas de emprego em aberto nesta segunda-feira (15). Há cargos para vendedor e chapeiro de lanches. Veja a lista abaixo: Estoquista (vagas: 1) Promotor de Vendas (vagas: 1) Auxiliar de Pizzaiolo (vagas: 1) Vendedor de Seguros (vagas: 1) Auxiliar de Serviços Gerais (vagas: 1) Zeladora (vagas: 1) Pedagoga (vagas: 1) Gerente de Loja (vagas: 1) Motorista Categoria D (vagas: 1) Montador de Móveis (vagas: 1) Marceneiro (vagas: 1) Lanterneiro de Automóveis (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Vendedor (vagas: 3) Cabeleireiro (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Oficial de Cozinha PCD (vagas: 2) Empregada Doméstica (vagas: 1) Técnico em Refrigeração (vagas: 1) Esteticista (vagas: 1) Podóloga (vagas: 1) Manicure (vagas: 2) Operador de Trator (vagas: 1) Auxiliar de Logística PCD (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 2) Pizzaiolo (vagas: 2) Cozinheira (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Mecânico Montador (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Caldeireiro (vagas: 1) Como se candidatar? Para se candidatar a uma das vagas, o morador precisa realizar um cadastro online e apresentar documentos como carteira de trabalho, registro geral, comprovante de residência e currículo atualizado. Clique aqui e faça o cadastro. Os atendimentos presenciais serão realizados das 07h30 às 13h30 para os que não possuem acesso à internet. O Sine Municipal atende em dois pontos em Porto Velho, sendo: Sine Centro: rua General Osório, nº 81, Centro. Sine Leste: rua Antônio Fraga Moreira, nº 8250, bairro Juscelino Kubitschek Para mais informações, os telefones para contato são: (69) 998473-3411 (WhatsApp) e (69) 3901-3181 e o e-mail: sinemunicipalpvh@gmail.com. Veja outras notícias de Rondônia Veja Mais

Como funciona o Auxílio Caminhoneiro?

G1 Economia Benefício prevê pagamento de seis parcelas de R$ 1 mil até o fim do ano. Para ter direito, transportador precisa ter registro ativo na ANTT e ter realizado transporte de carga neste ano, além de preencher autodeclaração na internet. O auxílio tem por objetivo ajudar os transportadores autônomos de carga a enfrentar o estado de emergência que decorre da alta do preço de combustíveis e derivados. Thomaz Silva/Agência Brasil O Benefício Emergencial aos Transportadores Autônomos de Carga (BEm Caminhoneiro), também conhecido como Auxílio Caminhoneiro, foi criado para compensar quem trabalha com transporte de carga no país pelos sucessivos aumentos no preço dos combustíveis. Ele é destinado, exclusivamente, aos trabalhadores autônomos. O Auxílio Caminhoneiro faz parte do pacotão eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze e será pago, até dezembro, em seis parcelas de R$ 1 mil. Para ter direito ao benefício, os caminhoneiros precisam ficar atentos aos critérios exigidos pelo governo. Nesta primeira etapa, as parcelas referentes aos meses de julho e agosto foram pagas aos Transportadores Autônomos de Carga que estavam com o Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas – RNTRC em situação “ativa” e que possuem registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de operação de transporte rodoviário de carga realizada no ano de 2022. Os caminhoneiros sem operações registradas neste ano precisam preencher uma autodeclaração específica para fins de recebimento do benefício. Cerca de 900 mil caminhoneiros autônomos terão direito ao benefício, segundo estimativa do governo. Veja abaixo quem tem direito e como se cadastrar: Começam os pagamentos do Auxílio Brasil de R$ 600, Vale Gás e Bem Caminhoneiro Como fazer a autodeclaração? Os caminhoneiros com registro ativo na ANTT, mas sem operações registradas neste ano, deverão fazer uma autodeclaração específica para fins de recebimento do benefício. O preenchimento pode ser feito no Portal Emprega Brasil ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, a fim de garantir que estão aptos a realizar operações de transportes. O período para fazer a autodeclaração vai de 15 a 29 de agosto, com pagamento da primeira e da segunda parcela previstos para 6 de setembro. Encerrado o período, a Dataprev fará um novo processamento dos dados para verificar os caminhoneiros a aptos a receber o benefício, se cumpridos os demais requisitos. Os transportadores de carga que atenderem às exigências após 29 de agosto somente terão direito a receber a partir da terceira parcela, não sendo possível o pagamento de período retroativo. Quem tem direito e quais as regras? Têm direito ao benefício os transportadores autônomos de cargas devidamente cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) até 31 de maio de 2022 e em situação "ativo" em 27 de julho de 2022. Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos. O pagamento mensal do benefício no valor de R$ 1 mil será feito independentemente do número de veículos que eles possuírem. Os profissionais não precisarão apresentar comprovantes de compra de óleo diesel para ter direito ao valor. Quem estiver com situação cadastral "pendente" ou "suspenso" poderá regularizar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e se habilitar para ter direito ao auxílio. Veja o calendário de pagamentos: Como saber se estou apto a receber? Para consultar a situação atual no RNTRC, basta fazer a consulta no site da ANTT, neste link. A busca pode ser feita a partir de informações do transportador, da localidade ou do veículo. As informações sobre os resultados do processamento e os pagamentos realizados poderão ser consultados na página eletrônica https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/beneficiocaminhoneiro. As informações sobre a elegibilidade do caminhoneiro ou as pendências/notificações para ter direito ao benefício estão disponíveis no Portal Emprega Brasil e no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Caso o motivo do indeferimento seja por irregularidade no CPF, o caminhoneiro deverá procurar a Receita Federal para regularizar sua situação. Nos casos de indeferimento por motivo de cadastro em situação “pendente” ou “suspenso” na ANTT, os profissionais deverão procurar a agência a fim de regularizar o registro. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? O BEm Caminhoneiro não será pago nas seguintes situações: se o caminhoneiro estiver com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; caso o caminhoneiro tenha seu CPF vinculado à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou caso o caminhoneiro seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos, ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente ao caminhoneiro que estiver recebendo benefício assistencial (como BPC/LOAS para a pessoa com deficiência), benefício por incapacidade, por invalidez, auxílio-reclusão ou se for elegível ao benefício taxista. MEI Caminhoneiro está incluído? Sim. A categoria de MEI Caminhoneiro poderá, como transportador autônomo de cargas cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), receber o benefício. Esse registro deve ter sido feito até 31 de maio de 2022. A categoria de MEI Caminhoneiro foi criada em dezembro de 2021, colocando os caminhoneiros no rol de profissões que podem se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs) e garantir os direitos previdenciários, sociais e tributários da categoria. Caminhoneiros podem aderir ao MEI; veja regras e como fazer Veja Mais

De onde vem o que eu como #2: Caipirinha

G1 Economia Podcast revela curiosidades sobre a criação dessa bebida 100% brasileira e explica o que a cachaça e a banda Sepultura têm em comum. Episódio também conta como a cana-de-açúcar veio parar no Brasil. Você pode ouvir o "De onde vem o que eu como" no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga o “De onde vem” para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Você sabia que a caipirinha foi inventada para ser usada como remédio? Que o Brasil tem uma Capital Nacional da Cachaça? Neste episódio do podcast “De onde vem o que eu como”, você vai saber os detalhes da criação da caipirinha, as diferenças entre cachaça e aguardente e ainda conhecer pessoas que se dedicam à produção dessas bebidas. O baixista do Sepultura, Paulo Jr, contou o que a banda de heavy metal tem em comum com a cachaça. Banda Sepultura: (da esq. para a direita): o guitarrista Andreas Kisser, o vocalista Derrick Green, o baixista Paulo Jr. e o baterista Eloy Casagrande. Marcos Hermes O sommelier de cachaça Mauricio Maia passou dicas sobre como turbinar a caipirinha (sem complicação!) e o pesquisador Mauro Xavier, do Instituto Agronômico, conta de onde veio a cana-de-açúcar (que está por aqui já faz um tempo). Venha descobrir que você não conhece tanto assim sobre caipirinha, cachaça... cana-de-açúcar... e por aí vai! O podcast '"De onde vem o que eu como" é produzido por: Mônica Mariotti, Luciana de Oliveira, Carol Lorencetti e Eto Osclighter. Apresentação: Luciana de Oliveira e Carol Lorencetti. "De onde vem o que eu como" conta a história da origem da caipirinha no 2º episódio. Comunicação/Globo VEJA MAIS: De onde vem o que eu como: salada toma banho e pode até se afogar Banana tem família e até coração g1 vai à 'capital do morango' e explica por que ele não é fruta Como é o café especial que faz o Brasil ser premiado internacionalmente Veja Mais

Precisamos lavar verduras, legumes e frutas antes de comer?

G1 Economia Especialista afirma que sim, mesmo que a embalagem do produto indique que é pré-lavado e pronto para consumo. GETTY IMAGES Após comprar frutas, legumes e verduras, você é daquele tipo que come imediatamente ou daqueles que preferem lavar antes de consumir? Nos últimos anos, uma conscientização maior em relação aos germes deixou muitos de nós cautelosos com a limpeza dos alimentos frescos — e agora há vários produtos de higienização no mercado para ajudar nesse trabalho. Mas, em primeiro lugar, será que realmente precisamos lavar alguma fruta, legume ou verdura? A resposta é sim, de acordo com o cientista de alimentos Stuart Farrimond. "A coisa certa a fazer é lavar suas frutas, legumes e verduras porque pode haver muitos patógenos nocivos e perigosos, bactérias que podem ser prejudiciais", afirmou o especialista ao programa de rádio Mornings, da BBC. "Você não sabe quem manuseou isso, você não sabe quais bactérias e quais germes estão no solo e até mesmo se foi lavado antes de chegar ao supermercado." Farrimond lembra que vale a pena lavar frutas, legumes e verduras porque pode haver resíduos remanescentes de pesticidas em suas superfícies. "Algumas frutas como laranja e melão, por exemplo, não importa o que você faça, ainda haverá agrotóxicos dentro delas, o que é meio deprimente. Os pesticidas que pulverizam sobre eles são chamados de sistêmicos, então passam por toda a planta, e por isso estão no seu interior." "Coisas como uvas, morangos, folhas de salada, vão ter alguns resíduos de pesticidas na superfície. E então [nestes casos] vale a pena lavar porque você vai conseguir tirar um pouco." Você deve usar sabão? Mesmo que a embalagem indique 'pronto para consumo', especialista recomenda lavar novamente GETTY IMAGES/BBC Com inúmeros produtos no mercado, será que vale a pena investir em uma ajudinha extra para se livrar dos germes? De acordo com Farrimond, não. "Não use nenhum tipo de spray ou qualquer tipo de sabão... Porque isso, na verdade, está adicionando mais produtos químicos às suas frutas, legumes e verduras", adverte. "Da mesma forma que você não gostaria de usar detergente na maçã, porque quando você come, pode sentir um pouco o gosto de detergente." "Você não precisa de mais nada além de água corrente e esfregar o produto." Se o alimento for consumido cru, algumas instituições, como o Ministério da Saúde, recomendam mergulhá-los numa bacia que tenha uma mistura de água e hipoclorito de sódio por cerca de 15 minutos. Depois, basta lavar em água corrente e secar antes de comer ou de guardar na despensa ou na geladeira, dependendo do alimento. Para cada litro d'água deve-se acrescentar uma colher de sopa de hipoclorito, orientam os especialistas. Você pode encontrar esse produto à venda em feiras livres, supermercados, farmácias e hortifrutis. Ele também está disponível gratuitamente em alguns postos de saúde. Esse rito de limpeza não precisa ser seguido à risca nos vegetais que são descascados e cozidos, como a batata e a mandioca. O próprio fogo já vai eliminar os micro-organismos potencialmente danosos. E se o produto for pré-lavado? Muitas vezes, os produtos frescos são rotulados como "lavados e prontos para comer" — nestes casos, será que realmente precisamos colocá-los embaixo da torneira também? "Nós provavelmente deveríamos", recomenda Farrimond. Ele observa que não podemos saber se a lavagem foi realizada em ambiente estéril ou se o item foi colocado na água e manuseado novamente. "Se você quer ter segurança, eu diria que lave", acrescenta. "Em última análise, lavar vai te ajudar, [embora] não elimine todos os riscos de tudo." Esta reportagem foi baseada em um episódio do programa de rádio Mornings, da BBC — ouça aqui na íntegra (em inglês). - Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62462529 Veja Mais

Morangos são plantados como se estivessem em uma nave espacial em Piracicaba

G1 Economia Projeto selecionado pela Nasa quer tornar possível o plantio na Lua e em Marte. Concurso teve 180 inscritos no mundo todo. Morangos são plantados como se estivessem em uma nave espacial em Piracicaba Morangos são plantados como se estivessem em uma nave espacial em Piracicaba (SP), no laboratório da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (Esalq). A ideia é tornar possível o plantio na Lua e em Marte. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O projeto conta com um ambiente todo controlado: temperatura, umidade, iluminação e reproduz a natureza de forma artificial. O sistema foi escolhido entre 180 inscritos em um concurso mundial da agência espacial americana, Nasa, sobre métodos para garantir alimentos para os astronautas em viagens de longa duração. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Produtor de cogumelos investe na plantação em contêineres e sacos suspensos

G1 Economia Cogumelos são cultivados dentro de contêineres e em sacos suspensos, o que é um pouco diferente do encontrados em outros locais. Produtor de cogumelos investe na plantação em contêineres e sacos suspensos Reprodução/TV TEM Na zona rural de Jundiaí (SP), cogumelos são cultivados dentro de estruturas de aço, o que dá mais qualidade na produção. Uma das etapas mais importantes nesse tipo de cultivo é a compostagem, a mistura feita com feno, bagaço de cana de açúcar e nutrientes, na qual é colocado o fungo em semente. Após alguns dias, entra o processo de incubação. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 14/08/2022) Produtor de cogumelos investe na plantação em conteiners e sacos suspensos Dentro do contêiner, os sacos com o composto são pendurados e ficam por cerca de 70 dias. O espaço precisa ser fechado, sem nenhum tipo de iluminação. A circulação de ar e a umidade são controladas por esse sistema automatizado. O investimento começou na pandemia da Covid-19 e foi sendo ampliado. Atualmente, são colhidos por dia em media cerca de 20 quilos de cogumelos nas três estufas. Os cogumelos produzidos são limpos, embalados e vendidos direto para o consumidor final. O pacote com um quilo, por exemplo, custa em média R$ 40. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Confira as últimas notícias do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Veja Mais

Quem tem direito ao PIS?

G1 Economia Pagamento do benefício é realizado pela Caixa Econômica Federal anualmente ao trabalhador. Notas, cédulas, dinheiro Reprodução/G1 O pagamento do PIS é realizado pela Caixa Econômica Federal anualmente ao trabalhador que recebe, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias, no ano-base de pagamento. LEIA MAIS: Abono salarial PIS/Pasep: quem tem direito? Qual o valor? Veja perguntas e respostas PIS/Pasep: pagamentos dos abonos de ano-base 2019 e 2020 ainda podem ser sacados; veja como Abono salarial PIS/Pasep: está com dificuldade para consultar? Veja os motivos e como resolver Pis-Pasep: R$ 25 milhões estão disponíveis para os trabalhadores É preciso ainda estar inscrito no PIS-Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou eSocial, conforme categoria da empresa. Veja Mais

O Auxílio Gás de agosto é de quantos reais?

G1 Economia Até dezembro, valor do benefício corresponde à média do valor integral de um botijão de 13 kg, que é R$ 110. Em janeiro, ele volta a ser de R$ 55. 5,6 milhões de famílias vão receber o benefício em agosto. Reprodução / RBS TV O Auxílio Gás pago em agosto já está "turbinado". É a primeira de três parcelas de R$ 110 que serão pagas até o fim do ano às cerca de 5,6 milhões de famílias beneficiárias do programa que tem pagamento bimestral. A próxima parcela com este valor será paga em outubro e a última, em dezembro. O benefício com o no valor começou a ser pago na última terça-feira (9). Ele corresponde à média do preço integral de um botijão de 13 kg. O acréscimo no valor do benefício — que antes correspondia a 50% do valor médio do botijão — faz parte do pacote social pré-eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze, promulgada pelo Congresso no dia 14 de julho. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. A consulta da situação do benefício deve ser feita pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121. Como acessar o Caixa Tem Como acessar o aplicativo Auxílio Brasil Quem tem direito Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional (R$ 606); Famílias que tenham entre seus membros residentes no mesmo domicílio quem receba o Benefício de Prestação Continuada da assistência social, o BPC, que prevê um salário mínimo mensal (R$ 1.212) à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem a família; A lei estabelece que o auxílio será concedido "preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência". Como é feito o pagamento Os pagamentos do vale-gás são feitos nos meses pares, nas mesmas datas das parcelas do Auxílio Brasil – que se baseiam no final do Número de Identificação Social (NIS). Assim, os beneficiários devem olhar as datas dos meses de agosto, outubro e dezembro de 2022. Veja o calendário abaixo: Como o governo antecipou o pagamento do Auxílio Brasil, as parcelas começaram a ser pagas no dia 9 de agosto em vez do dia 18 e vão até o dia 22 em vez do dia 31. Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale-gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Veja Mais

Sistemas da ANP seguem fora do ar após tentativa de ataque; agência não divulga preços de combustíveis

G1 Economia Já são duas semanas seguidas sem a divulgação da pesquisa de preços de combustíveis realizada pela ANP. Agência informou que os sistemas foram retirados do ar como medida de segurança, para avaliação dos riscos. Após uma tentativa de ataque cibernético, os sistemas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) seguem fora do ar – dentre eles o levantamento semanal de preços. Já são duas semanas seguidas sem a divulgação da pesquisa de preços de combustíveis realizada pela ANP. O levantamento costuma ser divulgado às sextas-feiras. Sistemas da ANP seguem fora do ar após tentativa de ataque Marcelo Brandt/G1 Em nota enviada na semana passada, a agência informou que os sistemas foram retirados do ar como medida de segurança, para avaliação dos riscos. Nesta quinta-feira (11), a ANP disse em nota que segue "tomando todas as providências para o retorno dos seus sistemas o mais rápido possível". "O trabalho está sendo feito de forma criteriosa, para que a retomada ocorra com segurança", diz a nota. Na última pesquisa divulgada, a ANP mostrou que os preços dos combustíveis recuaram nos postos do país. O valor do litro da gasolina atingiu o menor patamar em mais de um ano. Initial plugin text Queda nos preços A redução dos combustíveis sente o efeito da limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) adotada pelos estados depois que foi sancionado o projeto que cria um teto para o imposto sobre itens como diesel, gasolina, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Pelo texto, esses itens passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que impede que os estados cobrem taxa superior à alíquota geral que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade. Até então, os combustíveis e outros bens que o projeto beneficia eram considerados supérfluos e pagavam, em alguns estados, até 30% de ICMS. Além disso, nas últimas semanas, a Petrobras tem reduzido o preço de venda dos combustíveis para as refinarias. No fim de julho, a estatal reduziu duas vezes o preço do litro da gasolina. Nesta sexta-feira, a Petrobras também reduziu o preço do diesel vendido às distribuidoras. O litro do diesel passou a ser vendido a R$ 5,19, uma redução de R$ 0,22, ou 4,07%. Foi a segunda queda seguida anunciada no preço do diesel, após uma trajetória de alta que vinha desde julho de 2021: na semana passada, o valor do litro do combustível foi reduzido em 3,57%. Em junho, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004. Veja Mais

Saiba como montar uma composteira para transformar resíduos da lavoura em fertilizante

G1 Economia Manual da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), ensina estratégias para usar o método. Resíduos da lavoura podem ser transformados em fertilizantes por meio de uma composteira. Um manual da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) ensina estratégias para usar o método. Acesse a cartilha gratuitamente aqui. Confira mais cartilhas: Controlando formigas: manual explica como lidar com os insetos Conheça os tipos de abelhas e como vivem Saiba quais cuidados ter no cultivo de hortaliças Ovos caipiras: cartilha mostra boas práticas de produção Saiba como plantar goiaba e lidar com as principais pragas Como começar o cultivo de pitaya Aprenda a montar barraginhas, técnica usada para represar água da chuva nas propriedades Manual mostra como montar um viveiro para plantar mudas de café Vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Como os novos gastos do governo e a redução de impostos deixam o BC isolado no combate à inflação

G1 Economia Economistas dizem que há um conflito entre as ações patrocinadas pelo Executivo e pelo Congresso e a alta de juros promovida pelo Banco Central. Neste ano, principais medidas de estímulo já somam mais de R$ 100 bilhões. Os incentivos fiscais bilionários patrocinados pelo governo Jair Bolsonaro e pelo Congresso Nacional estão dificultando a ação do Banco Central no combate à inflação, afirmam economistas ouvidos pelo g1 e pela GloboNews. Numa tentativa de estimular a economia às vésperas da eleição, os poderes Executivo e Legislativo lançaram mão da redução de tributos e colocaram o país num estado de emergência para turbinar e ampliar os benefícios sociais, sem contrapartidas fiscais. De Olho no Orçamento Arte/g1 Ao todo, as principais medidas adotadas em 2022 devem somar R$ 102,4 bilhões até o fim deste ano, de acordo com um levantamento do banco Credit Suisse. BC aumenta juros para 13,75% ao ano: o que é a taxa Selic e como ela afeta as pessoas Líder em ranking mundial de juros reais, Brasil tem mais do dobro da taxa do 2º colocado Pelo lado da receita, as reduções de tributos abarcaram combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte público. Já pelo lado da despesa, o país ampliou os gastos com o novo valor do Auxílio Brasil e do Vale gás, além de criar benefícios destinados a caminhoneiros e taxistas. Veja na arte mais detalhes. Estímulo fiscal Luisa Blanco e Elcio Horiuchi/Arte g1 Na prática, o que os economistas dizem é que a política fiscal (de tributos) atual está em conflito com a política monetária (de juros). Ao subir a taxa básica de juros (Selic), o Banco Central tenta desaquecer a economia, encarecendo o crédito para famílias e empresas e, consequentemente, inibindo o consumo. Já no momento em que a equipe econômica decide injetar recursos na atividade econômica, incentiva a sociedade a gastar mais. Ou seja, a alta da Selic acaba tendo parte do seu efeito anulado. "Quando há um estímulo da demanda, num ambiente de inflação alta e com o Banco Central subindo os juros, é como se o BC estivesse apertando o freio, mas o governo estivesse acelerando, com impulsos inflacionários", diz a economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour. "Sendo um estímulo fiscal, o Banco Central tem de tratar como um risco inflacionário, e qual é o impacto disso? É que os juros vão ficar altos por mais tempo, porque a inflação vai ficar elevada por mais tempo. O freio do BC não está sendo muito eficiente, porque um outro lado da economia está sendo estimulado", acrescenta. De março do ano passado até a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, a taxa de juros subiu de 2% para 13,75% ao ano, mas o efeito do aperto monetário na inflação não tem sido o esperado. Apesar da disparada da Selic, o país deve descumprir por três anos a meta de inflação. Em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumido Amplo (IPCA) subiu 10,06%, bem acima do teto da meta daquele ano, que era de 5,25%. E mesmo com as recentes medidas de redução de tributos, o estouro da meta deve se repetir em 2022 e 2023, de acordo com as últimas projeções do relatório Focus, do Banco Central. "Se num determinado momento, como agora, a política monetária está sendo contracionista, objetivando trazer a inflação para baixo, há um conflito se o lado fiscal é expansionista", diz José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). No comunicado divulgado na semana passada, o Copom voltou a destacar o risco atrelado às contas públicas. Disse que "a possibilidade de que medidas fiscais de estímulo à demanda se tornem permanentes acentua os riscos de alta para o cenário inflacionário". Na ocasião, o comitê deixou a porta aberta para mais uma alta da Selic na próxima reunião, em setembro. ‘A taxa Selic está indicando uma intenção de desaquecer a economia’, diz economista A influência da política fiscal São três os canais que levam a política fiscal a ter um impacto na inflação. Entenda cada um deles: Atividade econômica. Com mais dinheiro na mão e em circulação na economia, as pessoas tendem a gastar mais, o que aquece a atividade econômica e, consequentemente, incentiva a alta da inflação. "Claro que medidas fiscais que visam beneficiar os menos favorecidos fazem todo sentido e são absolutamente legítimas. O cuidado que precisa se tomar, no entanto, é que, ao implantar programas dessa natureza, a gente tenha um mínimo de segurança de que outros gastos serão contidos. E não é isso o que está acontecendo", diz Senna. Ativos financeiros. A piora das contas públicas, com o excesso de gastos, faz com que a percepção de risco dos investidores em relação ao Brasil piore, levando a um aumento do chamado prêmio de risco. Ou seja, os investidores exigem um retorno maior para aplicar seus recursos no Brasil. "E, quando esse prêmio de risco aumenta, um dos efeitos é uma depreciação da moeda nacional. O real perde valor. Isso encarece os preços de vários tipos de bens e prejudica, portanto, a inflação", afirma o economista. Expectativas. A deterioração das regras fiscais também turva a visão dos agentes financeiros em relação ao futuro das contas públicas, sobretudo porque ocorreram, nos últimos anos, sucessivas mudanças no teto de gastos, a principal âncora fiscal do país. No governo Bolsonaro, já foram realizadas cinco alterações no teto. A última veio com a proposta de emenda à Constituição (PEC) batizada de Kamikaze, que instituiu um estado de emergência no país para abrir espaço - fora do teto - de mais de R$ 40 bilhões e garantir, por exemplo, o novo valor do Auxílio Brasil. "A regra fiscal foi mudada de uma maneira muito fácil no Brasil, e você perdeu o arcabouço fiscal. Quando esse arcabouço é perdido, as expectativas de inflação sobem", diz Solange, do Credit Suisse. Com PEC Eleitoral, teto de gastos sofre 5ª alteração no governo Bolsonaro Ambiente externo e incerteza institucional A incerteza com a política fiscal se dá em um momento delicado, em que existem tanto pressões externas como internas. No cenário global, a alta das commodities e os problemas nas cadeias de produção desencadearam um processo de alta de preços nas principais economias. Nos Estados Unidos, o banco central do país teve de promover duras altas na taxa de juros numa tentativa de segurar os preços. Banco Central dos EUA aumenta juros pela quarta vez no ano Na cena local, nos últimos meses, o país tem lidado com uma série de conflitos institucionais, com ataques ao regime democrático e ao processo eleitoral. Tudo isso, segundo os economistas, também contribui para reforçar o ambiente de incerteza, afastando investidores. "Tudo isso traz insegura e incerteza. E uma sociedade, para prosperar, gerar emprego e animar empresários, precisa de um ambiente politicamente estável. Eu acho que estamos pecando por não ter um ambiente macroeconômico e político adequados", afirma Senna, do Ibre/FGV. VEJA TAMBÉM: Veja Mais

Ibovespa segue exterior e opera em alta

G1 Economia Na quinta-feira, o principal índice de ações da B3 caiu 0,47%, a 109.718 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta sexta-feira (12), caminhando para uma semana de ganhos, acompanhando o dia positivo nos mercados externo. Às 10h04, o Ibovespa subia 0,33%, a 110.079 pontos. Veja mais cotações. Na quinta-feira, a bolsa fechou em queda de 0,47%, a 109.718 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumula ganho de 3,05% na semana e de 6,35% no mês. No ano, a alta é de 4,67%. O que está mexendo com os mercados? O foco dos mercados segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos. Dados de inflação dos EUA divulgados nesta semana ficaram abaixo do esperado, impulsionando ativos mais arriscados como ações e enfraquecendo o dólar, já que os mercados interpretaram isso como uma indicação de que o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) poderia ser menos agressivo nos aumentos dos juros. Por aqui, o IBGE divulgou mais cedo dados consolidados do mercado de trabalho no 2º trimestre, que mostraram que a taxa de desemprego caiu em 22 das 27 unidades da federação, na comparação com os 3 últimos primeiros meses do ano Na terça-feira, o instituto mostrou que o IPCA veio negativo em 0,68% julho, em razão dos cortes de preços de combustíveis, e o Banco Central reiterou expectativa do mercado de provável fim do ciclo de alta dos juros. O cenário de juros altos, desemprego ainda elevado, preocupações com a trajetória da dívida pública e o risco de uma recessão global têm dificultado uma retomada mais consistente da economia brasileira. Mesmo com a indicação de que o pior já passou para a inflação, o BC elevou na semana passada a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, a 13,75% – maior patamar em 6 anos. E a perspectiva é que os juros permaneçam em patamar elevado por um bom tempo. Veja Mais