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Após negociações comerciais com os EUA, China avança em compras de soja do Brasil

G1 Economia Embora os brasileiros sejam o maior fornecedor de soja do país asiático, grandes compras do grão são incomuns nesta época do ano. Brasil movimentou é o principal exportador mundial de soja Fábio Scremim/APPA Os importadores chineses estão ocupados realizando novas compras de soja do Brasil nesta semana, apesar do anúncio da Casa Branca de que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos anualmente durante as negociações comerciais ocorridas na semana passada. Dois operadores disseram que a China encomendou pelo menos oito carregamentos, ou 480 mil toneladas, com valor de US$ 173 milhões, de soja brasileira desde segunda-feira (14). Embora o Brasil seja o maior fornecedor de soja para a China, grandes compras do produto brasileiro são incomuns nesta época do ano. A falta de compras dos EUA até aqui nesta semana mostra que a China não tem pressa para adquirir produtos norte-americanos após a fase 1 do acordo comercial, anunciada na semana passada e que o presidente dos EUA, Donald Trump, espera que seja assinada no próximo mês. Trump disse no Twitter no domingo que a China já começou a fazer compras agrícolas nos EUA. No entanto, três exportadores de soja norte-americana disseram que não houve vendas dos EUA para a China desde as negociações da semana passada em Washington, e que nenhuma compra chinesa foi confirmada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). "Eu não tive nenhuma sondagem sobre (embarques dos) EUA", disse um dos exportadores. "Havia alguns barcos para novembro comprados no Brasil e vários outros da nova safra sul-americana, mas nada aqui." Outro exportador dos EUA disse que uma queda no valor da soja brasileira gerou nova demanda de compradores que por mais de um ano foram incapazes de importar lucrativamente o produto norte-americano, a não ser que contassem com isenções tarifárias. As empresas estatais Cofco e Sinograin, que estão isentas das taxas retaliatórias de 25% sobre as importações dos EUA, têm "pouco apetite" para comprar, a menos que os preços nos EUA caiam ainda mais, disse um segundo exportador norte-americano. Antes da guerra comercial, a China importava a maior parte de sua soja nos EUA entre outubro e janeiro e voltava-se para a América do Sul por volta de fevereiro. Os preços da soja dos EUA carregada para a China nos terminais da Costa do Golfo, para novembro e dezembro, neste momento estão perto da paridade com os preços brasileiros. Mas quando os valores da soja dos dois principais fornecedores são semelhantes, os importadores chineses tendem a favorecer o grão brasileiro devido ao seu maior teor médio de proteínas. A importadora chinesa Hopefull Grain & Oil comprou 10 carregamentos de soja brasileira na semana passada, antes das negociações entre EUA e China, e pelo menos outras três cargas nesta semana, disseram duas fontes comerciais. A Wilmar também esteve entre as compradoras, com cerca de cinco a seis carregamentos adquiridos do Brasil nesta semana, de acordo com um exportador dos EUA e dois traders, um deles com base em Pequim e um trabalhando em uma trading chinesa. Hopefull e Wilmar se recusaram a comentar. Acredita-se que nas recentes ondas de aquisições, as empresas tenham usado suas isenções para compras dos EUA sem tarifas, disseram um exportador e um importador chinês. O assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, reconheceu na quinta-feira que o "compromisso sério" da China para comprar até 50 bilhões de dólares em produtos agrícolas dependeria em parte de empresas e condições de mercado. Veja Mais

Todo o conteúdo do Yahoo Grupos será apagado até dezembro

G1 Economia Novas publicações estão limitadas até o dia 28 de outubro. A partir de 14 de dezembro, todo o conteúdo publicado nos grupos será apagado. O Yahoo Grupos será descontinuado, duas décadas depois da criação. A plataforma mais tradicional para o gerenciamento de listas de discussão terá o conteúdo apagado em breve. Conforme comunicado oficial do Yahoo!, os grupos mantidos no serviço terão o conteúdo removido e novas postagens bloqueadas. Yahoo Grupos chega ao fim e terá todo conteúdo apagado. Reprodução Numa primeira etapa, as novas publicações estão limitadas até o dia 28 de outubro. A partir de 14 de dezembro, todo o conteúdo publicado nos grupos será apagado. Isso significa que arquivos, enquetes, pastas, fotos, históricos de mensagens, serão eliminados dos sistemas do Yahoo!. Após a remoção do conteúdo, o Yahoo Grupos ainda poderá ser acessado pelos usuários por meio de grupos privados. No entanto, eles terão configurações limitadas, sem qualquer tipo de interação realizada no site do Yahoo Grupos. A única forma de comunicação entre os membros dos grupos, será apenas através de mensagens enviadas por e-mail — opção que existe desde o lançamento da plataforma. Os usuários que quiserem salvar o conteúdo compartilhado nos grupos em que estiverem inscritos, deverão seguir os passos indicados abaixo: Download de fotos Na página principal do seu grupo, clique em "Fotos"; Passe o mouse sobre uma imagem; Clique no ícone "Download", representado por seta para baixo. Baixar arquivos Na página principal do seu grupo, clique em "Arquivos"; Clique no arquivo que deseja baixar; Selecione "Salvar arquivo" e clique em OK; Verifique o arquivo de download do seu navegador para abrir, renomear ou movê-lo. Selo Ronaldo Prass Ilustração: G1 Veja Mais

Agências da Caixa abrem neste sábado para saques do FGTS

G1 Economia No total, 4,1 milhões de pessoas nascidas em janeiro devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão neste 1º lote; prazo dos saques para todos que têm direito vai até 31 de março de 2020. Tira-dúvidas sobre os saques do FGTS Parte das agências da Caixa Econômica Federal abre neste sábado, até as 15h, para os trabalhadores que queiram fazer saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O atendimento nas agências inclui ainda acertos de cadastro, emissão da senha do Cartão Cidadão e solução de dúvidas. A Caixa liberou na sexta-feira (18) os saques de até R$ 500 do FGTS para não correntistas do banco nascidos em janeiro. Trata-se de uma nova etapa de saques, que começaram em setembro e alcançaram primeiro os correntistas da Caixa, com crédito automático em conta. Neste primeiro lote de não correntistas, 4,1 milhões de pessoas devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão, segundo previsão do banco. No total, incluindo todos os lotes, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. O saque imediato de até R$ 500 não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo). SAIBA TUDO SOBRE A LIBERAÇÃO DOS SAQUES DO FGTS Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. Além de abrir neste sábado, a Caixa estendeu o horário de 2.302 das 4.132 unidades na sexta (18) e continua a ampliação nesta segunda (21) e terça-feira (22): As agências que têm horário de abertura às 10h abrirão às 8h; As agências que têm horário de abertura às 9h abrirão uma hora mais cedo e terão o horário de funcionamento estendido em 1 hora; As agências que têm horário de abertura às 11h abrirão às 9h; As agências que têm horário de abertura às 8h permanecem abrindo às 8h e terão horário de funcionamento estendido em 2 horas. A lista das agências com horário especial de atendimento está no site fgts.caixa.gov.br. A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019 Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019 Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019 Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019 Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019 Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019 Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020 Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020 Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020 Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020 Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020 Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020 Começam na 6ª feira (18) os saques do FGTS para quem não tem conta na Caixa Saques de correntistas da Caixa De acordo com balanço da Caixa, cerca de 36,9 milhões de correntistas tiveram liberados R$ 15,2 milhões na conta nos três lotes de pagamento. A maior parte dos saques foi na região Sudeste: 17,4 milhões sacaram R$ 7,5 bilhões, seguida da região Nordeste, onde R$ 3 bilhões foram sacados por 8,1 milhões de trabalhadores. Os correntistas que não quiserem fazer a retirada têm até o dia 30 de abril de 2020 para informar ao banco que prefere manter o dinheiro no Fundo de Garantia. Nesse caso, mesmo que o crédito tenha sido feito na conta, a Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS. Todos os trabalhadores, independente do aniversário, sendo correntistas ou não da Caixa, podem sacar o dinheiro até o dia 31 de março de 2020. A Caixa alerta, entretanto, que à medida que o trabalhador vai adiando seu saque, ele ficará sujeito ao efeito cumulativo dos outros calendários, o que acumulará mais pessoas para receber e portanto poderá enfrentar mais filas. Saiba como consultar o saldo do FGTS dentro do limite de R$ 500 Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS De acordo com balanço do Ministério da Economia, a liberação dos saques de até R$ 500 do FGTS será maior nos meses de setembro e outubro - serão R$ 17,7 bilhões liberados para 44,3 milhões de pessoas, de um total de R$ 39,8 bilhões para 96,5 milhões de pessoas. Os meses de setembro e outubro englobam os depósitos automáticos para correntistas da Caixa e o início dos saques para quem não é correntista e nasceu em janeiro e fevereiro. O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas como inativas. Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja mais exemplos abaixo: Exemplos de saques de até R$ 500 por contas do FGTS Reprodução/Caixa Como serão os saques para quem não tem conta poupança na Caixa Valores de até R$ 100 por conta: saque será feito nas lotéricas, com CPF e documento de identificação. Valores de até R$ 500 por conta: saque nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e Senha Cidadão ou Cartão Cidadão e senha. Caso não possua o Cartão do Cidadão, poderá sacar nos caixas eletrônicos da Caixa utilizando o CPF e a Senha Cidadão. Em caso de saque na agência, deve apresentar documento de identidade com foto, número do CPF e Carteira de Trabalho ou Cartão Cidadão e senha. O saque imediato no valor de até R$ 500 não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor, bem como não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave. Ninguém é obrigado a sacar o dinheiro do FGTS. Se não houver a retirada, o dinheiro permanece no fundo, ganhando rentabilidade. No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente. Saque-aniversário Trabalhadores já podem aderir ao saque-aniversário do FGTS O recebimento do saque imediato de até R$ 500 por conta de FGTS não gera adesão ao saque-aniversário. Os interessados em aderir a esses saques anuais podem comunicar a decisão à Caixa Econômica Federal desde o dia 1º de outubro deste ano. Entenda o saque-aniversário do FGTS Nesse caso, os saques serão anuais e começarão em abril de 2020, de acordo com o mês em que o beneficiário nasceu. Veja o calendário do saque aniversário: Nascidos em janeiro e fevereiro – saques de abril a junho de 2020; Nascidos em março e abril – saques de maio a julho de 2020; Nascidos em maio e junho – saques de junho a agosto de 2020; Nascidos em julho – saques de julho a setembro de 2020; Nascidos em agostos – saques de agosto a outubro de 2020; Nascidos em setembro – saques de setembro a novembro de 2020; Nascidos em outubro – saques de outubro a dezembro de 2020; Nascidos em novembro – saques de novembro de 2020 a janeiro de 2021; Nascidos em dezembro – saques dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. A partir de 2021, o saque deverá ser feito no mês do aniversário até os dois meses seguintes. O valor do saque anual será um percentual do saldo de todas as contas do trabalhador. Para contas com até R$ 500, será liberado 50% do saldo, percentual que vai se reduzindo quanto maior for o valor em conta. Para as contas com mais de R$ 500, os saques serão acrescidos de uma parcela fixa. Portanto, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores. Limite dos saques anuais do FGTS Reprodução/Ministério da Economia O trabalhador ficará impedido de retirar o valor integral do FGTS na rescisão do contrato de trabalho. No entanto, ele continua tendo direito ao pagamento da multa dos 40% em cima do valor total. Em caso de arrependimento, o trabalhador só poderá retornar ao chamado saque-rescisão após dois anos a partir da data de adesão ao saque-aniversário. No entanto, o trabalhador que optar pelo saque-aniversário continuará tendo direito à retirada o saldo do FGTS para a casa própria, em caso de doenças graves, de aposentadoria e de falecimento do titular e para as demais hipóteses previstas em lei para o saque. Initial plugin text Veja Mais

O que está por trás do sucesso econômico da Bolívia de Evo Morales?

G1 Economia O líder indígena assumiu em 2006 com uma política de nacionalizações. Mais de uma década depois, empresas privadas e estatais convivem em um modelo de crescimento ancorado na exploração dos recursos do setor de óleo e gás — que, para alguns, vem dando sinais de esgotamento. Evo Morales tenta se reeleger para o quarto mandato em meio a polêmica em torno das manobras que fez para se manter no poder Manuel Claure/Reuters A economia da Bolívia deve registrar neste ano o maior crescimento da América do Sul. A última projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgada em outubro, sinaliza um avanço de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Não é exatamente uma situação nova. Na última década, o país vem crescendo em média a 5% ao ano. O ciclo, que já foi chamado de "milagre econômico boliviano", começou em 2006, quando Evo Morales chegou ao poder. Uma das primeiras e principais medidas do presidente, que tenta se reeleger neste domingo para um quarto mandato, foi a nacionalização do petróleo e do gás natural. Disputa acirrada e incerteza sobre 4º mandato de Evo marcam eleição na Bolívia neste domingo Parte das empresas privadas foi transferida para as mãos do Estado. As multinacionais tiveram que renegociar os contratos com a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos para continuarem operando no país e passaram a pagar mais para explorar jazidas. Mais de uma década depois, entretanto, o cenário que se desenhava no início do governo do primeiro líder indígena a ascender ao poder no país é outro. Multinacionais, empresas privadas e estatais convivem na Bolívia em um modelo de crescimento ancorado na exploração dos recursos do setor de óleo e gás — que, para alguns, vem dando sinais de esgotamento. Evolução do PIB BBC Bolsa Família à boliviana A onda do boom de commodities que sustentou o crescimento de parte da América Latina até a crise financeira de 2008 também passou pelo país e patrocinou uma melhoria sem precedentes nas condições de vida de milhões de bolivianos. No caso da Bolívia, o período de bonança da economia se manteve mesmo depois da queda nos preços das commodities e o fim do boom — que se deu por volta de 2014 e, não por acaso, coincide com a desaceleração da economia brasileira. Isso se deve em parte à política fiscal expansionista do governo boliviano, que segue financiando as políticas de transferência de renda e os programas que reduziram a miséria no país quase pela metade. O percentual da população abaixo da linha de pobreza na Bolívia caiu de 63% para 35% entre 2005 e 2018, de acordo com o Banco Mundial. Entre os principais programas que existem hoje na Bolívia estão o Bono Juancito Pinto, com foco nos estudantes, o Renta Dignidad, voltado para idosos, e o Bono Juana Azurduy, pago a mulheres grávidas ou com filhos pequenos. Brasil e Argentina são destino de 32% das exportações de gás natural da Bolívia Getty Images O Bono Juancito Pinto foi um dos primeiros a serem implementados, em outubro de 2006. Com o objetivo de incentivar a matrícula e permanência das crianças na escola, ele paga um benefício de 200 bolivianos (cerca de R$ 120) por ano a estudantes de escolas públicas que tenham mais de 80% de presença nas aulas. O Renta Dignidad, vigente desde 2007, paga um complemento de renda aos cidadãos com mais de 60 anos — 250 bolivianos (R$ 148) àqueles que já recebem aposentadoria e 300 bolivianos (R$ 178) àqueles que não recebem o benefício — porque, por exemplo, trabalharam como informais e não conseguiram contribuir durante a vida produtiva. É financiado a partir da arrecadação de um imposto cobrado sobre os recursos de óleo e gás, o Impuesto Directo a los Hidrocarburos, e de dividendos de empresas públicas. O Bono Juana Azurduy, por sua vez, é bancado com recursos do Tesouro e pago a mulheres grávidas ou com filhos de até 2 anos em situação de vulnerabilidade social. Está condicionado ao cumprimento do calendário de vacinação e de consultas médicas. O programa foi lançado em abril de 2009, meses depois de uma missão boliviana visitar o Brasil para conhecer a experiência do Bolsa Família. 'Economia pural' Apesar de começar com uma política de nacionalizações, tipicamente identificada com governos de esquerda mais radicais, o modelo de crescimento boliviano não excluiu as empresas privadas. Pelo contrário. Além das multinacionais de óleo e gás, o país também teve a um aumento da presença de marcas internacionais em setores que vão de alimentação a moda e entretenimento, interessadas no incremento de renda no mercado doméstico resultado, em boa parte, das políticas de transferência de renda. O modelo foi batizado de "economia plural", com a participação tanto setores tradicionais quanto aqueles antes alijados, como as pequenas e médias empresas e os grupos indígenas. É uma espécie de modelo misto, com forte presença do Estado de um lado, tanto no controle dos recursos naturais quanto nas políticas de transferência de renda para os mais pobres, e um ambiente bem mais amistoso do que se poderia imaginar à atuação de grandes empresas, muitas multinacionais. Rival de Evo, Carlos Mesa é jornalista e foi presidente do país entre 2003 e 2005 Aizar Raldes/AFP Políticos de oposição como o empresário Samuel Medina dizem que, na prática, o presidente "governa com capitalismo para os amigos e com socialismo para os inimigos". O adversário diz que o presidente favorece setores como o agronegócio e os produtores de coca, por exemplo, que são mais próximos a ele, enquanto empresários de outros ramos têm dificuldade para fazer negócios no país por conta de entraves burocráticos e de insegurança jurídica. Medina disputou e perdeu a disputa presidencial em 2014, vencida por Morales Evo com folga no primeiro turno. Eleições Às vésperas das eleições, Evo está à frente nas pesquisas de intenção de voto, mas a distância em relação ao oponente, Carlos Mesa, diminuiu nas últimas semanas. Polêmicas envolvendo as investidas do atual presidente para tentar se manter no poder reduziram sua popularidade entre setores que formam uma base de apoio importante, como a classe média. O pano de fundo para a situação política atual do presidente remonta a 2009, quando o país promulgou uma nova Constituição, aprovada em um referendo popular, que permitia a ele se reeleger duas vezes — o que aconteceu em 2010 e 2014. Em 2016, seus correligionários tentaram mudar a Constituição para permitir que concorresse a um quarto mandato em 2019 — o projeto não previa limites para a reeleição de um presidente. A proposta foi rejeitada pela maioria dos eleitores por uma margem estreita, configurando a primeira grande derrota eleitoral de Morales em uma década. Ainda assim, o presidente recorreu à Suprema Corte e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deram sinal verde para sua quarta candidatura, sob forte protesto da oposição e de vários setores da sociedade boliviana. Mas essa não é a única polêmica que engrossou o caldo da corrida eleitoral neste ano. Opositores acusam Morales de fazer vista grossa para a corrupção e criticam sua política ambiental. O último tema foi bastante discutido em meados deste ano, no auge das queimadas na Amazônia: em julho, o governo boliviano ampliou as áreas em que agricultores podem fazer queimadas controladas de 5 para 20 hectares. Morales foi criticado por líderes indígenas e ambientalistas, que acusaram sua administração de aprovar leis para anistiar desmatadores e promover a expansão da fronteira agrícola. O presidente disse na época que o controle das queimadas era importante, mas argumentou: "De que vão viver as pequenas famílias, os pequenos produtores sem o 'chaqueo'"? Aumento do déficit público Contas públicas da Bolívia BBC Em 13 anos de governo, Morales conseguiu manter o nível de crescimento da Bolívia e controlar a inflação, que vem desacelerando e ficou perto de 2% em 2018. O desempenho de alguns indicadores, entretanto, acenderam sinal de alerta. Um deles são as contas públicas, que estão no vermelho desde 2014 e vêm se deteriorando. Em 2018, o déficit chegou a 8,3% do PIB — para efeito de comparação, no Brasil, o déficit foi de 1,7% do PIB no mesmo período. Os recursos vindos da exploração de commodities como o gás natural, que responde por 32% dos embarques, têm diminuído, com a recuada dos preços e a desaceleração de parceiros importantes como Brasil e Argentina. Os dois países compram cerca de um terço de tudo o que a Bolívia vende ao exterior. O governo tem tentado diversificar a economia com a exploração de recursos como estanho e o cultivo de soja, além de ensaiar a exploração das jazidas de lítio na região do Salar do Uyuni. Mas não tem sido suficiente para reverter a tendência. Como tem mantido seu nível de gastos, o endividamento também vem crescendo. Passou de 36,8% do PIB em 2008 para 53,8% em 2018, nível ainda inferior ao de vizinhos como o Brasil, que chegou a 80% do PIB neste ano. Veja Mais

Falha no leitor de digitais do Galaxy S10 desbloqueia celular que tem película de tela

G1 Economia Fabricante sul-coreana anunciou que vai lançar atualização de software para corrigir a vulnerabilidade. A Samsung anunciou que vai lançar uma atualização de software para corrigir uma brecha de segurança no leitor de impressões digitais ultrassônico do Galaxy S10, um dos seus modelos topo de linha. "A Samsung está ciente do caso de mal funcionamento do reconhecimento de digital do S10 e logo lançará uma correção de software", disse a empresa à agência Reuters. O leitor biométrico desses aparelhos fica localizado sob a tela do celular e identifica os sulcos da digital por meio de ondas ultrassônicas. Segundo um relato publicado no jornal "The Sun", uma britânica descobriu que uma película de silicone chinesa comprada por menos de R$ 15 fazia o leitor reconhecer qualquer digital como válida, inutilizando o bloqueio de tela. Modelo S10 se diferencia de aparelhos anteriores da série Galaxy com leitor de digitais sob a tela. Thiago Lavado/G1 A britânica notou o problema quando conseguiu desbloquear o celular com qualquer dedo, não apenas os cadastrados no telefone. Depois, verificou que seu marido e sua irmã também podiam desbloquear o aparelho. 'Buraco' na tela, 5G, celular carregador e modo Instagram: os novos Galaxy S10 A Samsung orienta que consumidores adquiram apenas acessórios autorizados pela marca e que o uso de películas não oficiais ou resíduos na tela podem interferir com o funcionamento do sensor. Como o sensor fica debaixo da tela, películas adicionam uma camada entre a tela e o dedo usuário, interferindo no processo de leitura. É possível que a fabricante da película tenha buscado algum método de tornar seu produto compatível com o sensor, mas acabou quebrando a segurança do telefone. A Samsung informou que o problema acontece quando uma digital é registrada após a aplicação da película. A fabricante recomenda a remoção de películas de silicone e o recadastramento das digitais para evitar riscos. Segundo a empresa, a recomendação vale para os modelos S10 e Note10 (incluindo S10+ e Note10+) até que seja instalada a atualização, programada para a próxima semana. Sensor derrotado por impressão 3D e cola quente Esse é o terceiro problema encontrado no leitor ultrassônico da Samsung. A tecnologia foi lançada em março pela empresa em seus modelos topo de linha, substituindo os sensores tradicionais que normalmente ficavam na traseira ou nas bordas dos telefones. No início de abril, um mês após o lançamento do Galaxy S10, o sensor foi inicialmente derrotado por uma impressão 3D produzida a partir de uma foto de celular de uma digital. Pouco menos de dois meses depois, no fim de maio, o canal de YouTube Max Tech conseguiu enganar o sensor com uma digital duplicada com cola quente. De acordo com o vídeo do canal, o experimento foi motivado por uma atualização da Samsung que acelerou o desbloqueio do telefone pela impressão digital – mas isso aparentemente diminuiu a segurança do dispositivo. Reconhecimento facial é mais inseguro O Galaxy S10 tem um recurso de reconhecimento facial, mas não dispõe dos sensores necessários para a leitura do rosto em 3D, como acontece no iPhone da Apple e no recém-anunciado Pixel 4 do Google. Testes já demonstraram que o reconhecimento facial, quando feito sem esses sensores, pode ser derrotado até por uma foto ou vídeo do dono do celular. Reconhecimento facial do Pixel 4 desbloqueia celular mesmo com os olhos fechados Por essa razão, apesar das falhas no reconhecimento de impressão digital, ela ainda é a melhor opção biométrica para os donos do aparelho. A alternativa é utilizar uma senha ou desenho de padrão, como em modelos sem nenhuma opção de biometria. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1 Veja Mais

Últimos dias

Preço da gasolina nos postos tem leve queda após 5 semanas de avanço, diz ANP

G1 Economia Já o valor médio do diesel para o consumidor subiu novamente, registrando o sétimo avanço semanal consecutivo. Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo. gasolina, preço da gasolina, frentista, álcool, diesel, combustíveis, reajuste, aumento. -HN- Marcelo Brandt/G1 O preço médio da gasolina nos postos terminou a semana em leve queda, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (18) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi o primeiro recuo após 5 altas consecutivas. Enquanto isso, o preço do diesel teve sua sétima alta seguida. De acordo com o levantamento, o valor médio por litro da gasolina nas bombas foi de R$ 4,382 para R$ 4,379 - uma queda de 0,07%. Já o diesel teve um aumento de 0,08%, de R$ 3,70 para R$ 3,703. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em diferentes cidades pelo país. Por isso, os preços podem variar de acordo com a região. No acumulado de 2019, o preço da gasolina para o consumidor final tem alta de 0,8%. O avanço é bem menor que o do diesel, que até agora já subiu 7,3% para os motoristas. A ANP também acompanha o preço do etanol, que nesta semana teve alta de 0,38%, para R$ 2,903. O aumento foi de aproximadamente R$ 0,01. No ano, há alta acumulada de 2,83%. Já o preço do botijão de gás de cozinha caiu 0,03%, ou R$ 0,02, para a média de R$ 68,78. No ano, há queda acumulada de 0,62%. Veja Mais

Estado do RJ deve receber R$ 14,8 bilhões em royalties de petróleo em 2020

G1 Economia Valor é 10% superior ao que deverá ser arrecadado este ano. Governador mencionou aumento de receita de royalties como um dos fatores para manter o Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal. Estado deverá receber R$ 14,8 bilhões pela extração de petróleo em 2020. Reuters/Sergio Moraes O Estado do Rio deverá receber R$ 14,8 bilhões de royalties da extração de petróleo no território fluminense em 2020 – atualmente, cerca de 70% da receita de R&PE do Estado do Rio de Janeiro tem sua origem em campos pré-sal. A expectativa de arrecadação é da Secretaria de Estado de Fazenda. O valor representa um aumento de 10% em relação ao que se pretende arrecadar até o fim deste ano: R$ 13,4 bilhões. Na quarta-feira (16), o governador Wilson Witzel mencionou o aumento dos recursos dos royalties em 2020 como um dos argumentos para manter o Rio no Regime de Recuperação. Foi uma resposta ao Conselho de Supervisão Fiscal - pela primeira vez, o órgão afirmou que o Rio não conseguirá cumprir cinco das 20 metas estabelecidas para permanecer no programa. Até o momento, o Rio arrecadou R$ 10,4 bilhões em 2019. Esse valor não inclui o montante do leilão do excedente da cessão onerosa - rateio entre estados e municípios de parte dos recursos do leilão de petróleo dos excedentes de barris de petróleo do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro. Nele, o Estado pretende receber mais R$ 2,3 bilhões. Por meio de nota, a Secretaria de Fazenda informou que "Todo o montante que o Rio recebe de royalties, após as deduções constitucionais e legais, é destinado ao Rioprevidência. As deduções obrigatórias são: Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), Fundo Estadual de Investimentos e ações de Segurança Pública e Desenvolvimento social (Fised), transferência aos municípios e obrigações de crédito com a União". Conselho decide nesta sexta Witzel: "Não se pode crucificar o Rio de Janeiro". Reprodução/TV Globo As cinco metas não alcançadas pelo Estado do Rio são as seguintes: Concessão de linhas de ônibus intermunicipais; Extinção de estatais; Revisão da metodologia de cálculo de preço do gás; Antecipação da concessão da CEG; Emissão de títulos da dívida ativa. Essas medidas representariam uma economia de R$ 4 bilhões em três anos. O Rio também pode perder o direito de participar do Plano de Recuperação Fiscal por outro motivo: uma medida aprovada no fim do ano passado que criou nova despesa para o Estado – a revisão do plano de carreira dos funcionários da Uerj. Em contrapartida, para tentar fechar as contas, o Estado ofereceu a revisão dos contratos de fornecimento de comida para os presídios. O governador Wilson Witzel disse que já vinha apresentando alternativas para adiar o início do pagamento à União. "Se atingimos 80% das metas, isso é mais que satisfatório. Não se pode crucificar o Estado do Rio de Janeiro, diante de toda a crise que passou, se não cumprir 100% das metas. Algumas eram inexequíveis. Uma delas, por exemplo, era aumentar impostos. O Regime de Recuperação Fiscal tem dois momentos: um técnico e outro político. O técnico vai me dizer que não cumpriram 100% das metas, o político é da alçada do ministro da Fazenda e do presidente – eles irão dizer se o Rio não poderá permanecer no Regime de Recuperação Fiscal. O presidente pode tomar uma decisão política, mas eu entendo ainda que a decisão do presidente está sujeita a um processo decisório no Congresso Nacional", disse o governador. A decisão do Conselho Fiscal sobre o caso estava prevista para ser tomada nesta sexta-feira (18). Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei que retira prazo para inscrição no Cadastro Ambiental Rural

G1 Economia De acordo com o texto, CAR continua obrigatório e produtores têm até o fim de 2020 para fazer a regularização ambiental da fazenda com benefícios. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (18) a lei que retira o prazo para que os agropecuaristas façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR), mas, embora ele continue obrigatório, a nova redação do texto não deixa claro se, para ter acesso ao financiamento rural, o produtor ainda precisa realizar o cadastramento. Desde o início de 2018, o cadastro é exigido para a obtenção do crédito agrícola. O G1 questionou o Ministério da Agricultura às 12h45 e aguarda resposta. O Cadastro Ambiental Rural foi criado em 2012 e faz parte do Código Florestal (leia mais abaixo), mas a ferramenta só entrou em funcionamento em 2014. Desde então, o prazo final para a adesão ao sistema foi prorrogado por várias vezes. A última data-limite foi 31 de dezembro de 2018. Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro, órgão responsável por compilar os dados do CAR, até 31 de julho de 2019, já foram cadastrados 6,1 milhões de imóveis rurais, totalizando uma área de 527,60 hectares, número bem acima da área estimada pelo governo, de 397,83 milhões de hectares, que foi baseada no Censo Agropecuário de 2006. Para especialistas, o número extra pode indicar sobreposição de áreas ou, até mesmo, uma expansão que ocorreu após o Censo. Prazo para ter direito a benefício O texto publicado no Diário Oficial diz também que somente os proprietários rurais que se registrarem no CAR até 31 de dezembro de 2020 poderão aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que vai definir o que o produtor precisa fazer para recuperar o meio ambiente dentro da propriedade rural. Quem seguir esse prazo terá benefícios como isenção de multa para quem desmatou até 22 de julho de 2008, desde que faça a recuperação ambiental, e prazo de até 20 anos para fazer o reflorestamento. Se o agricultor não seguir este calendário, ele terá que seguir um cronograma mais rígido e poderá ser multado. De acordo com o Ministério da Agricultura, algumas regiões do país ainda não conseguiram a adesão integral dos produtores rurais ao PRA por causa da "insegurança jurídica que pairava sobre o Código (Florestal)". Segundo o governo, a situação foi solucionada com a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal quanto ao julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) do Código Florestal. "Agora há um claro entendimento por parte dos órgãos estaduais e dos produtores quanto às regras para devida adequação à legislação", disse em nota o ministério. Código Florestal O Cadastro Ambiental Rural foi criado juntamente com o Código Florestal, que é a Lei 12.651 aprovada em 2012. Tem como meta reunir dados para combater o desmatamento. A lei prevê que todas as propriedades sejam inscritas em órgão ambiental municipal ou estadual, e estipulava datas para o cumprimento da medida. O cadastro, que é autodeclaratório, é o primeiro passo para um programa de regularização mais amplo previsto no Código Florestal. Nele, o produtor passa as coordenadas da fazenda e apresenta a documentação relativa ao imóvel. O segundo passo é o PRA, que ocorre após a análise dos dados do CAR. Este programa avalia se o agropecuarista invadiu áreas de Reserva Legal ou terras indígenas e se ele está respeitando o percentual mínimo vegetação nativa dentro da propriedade. Se o agricultor não estiver com o mínimo de mata nativa estabelecido, ele negocia com o governo um prazo para recuperar a área que falta. Quais são os percentuais mínimos? Caso o imóvel estiver localizado dentro da Amazônia Legal (Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá, Mato Grosso e parte de Tocantins, Goiás e Maranhão): 80% do imóvel situado em área de florestas 35% do imóvel situado em área de cerrado 20% do imóvel situado em área de campos gerais Imóvel localizado nas demais regiões do país: 20% do imóvel situado em área de campos gerais Veja Mais

Projeto de privatização da Eletrobras será entregue ao Congresso até início de novembro, diz ministro

G1 Economia Bento Albuquerque diz que pretende entregar texto pessoalmente, 'tendo a vista a relevância do assunto'. Um projeto de lei do governo para a privatização da Eletrobras deverá ser levado ao Congresso Nacional até o fim deste mês ou no início de novembro, disse nesta sexta-feira (18) o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Proposta do governo para privatização da Eletrobras não prevê 'golden share', diz ministro "Vamos ver como isso será feito. Vou conversar ainda com algumas lideranças do Congresso Nacional e eu pretendo entregar esse projeto ao Congresso pessoalmente, tendo em vista a relevância do assunto", disse o ministro a jornalistas na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em São Paulo, onde ocorre nesta sexta-feira o leilão de energia A-6. Mais cedo neste mês, o ministro havia afirmado que o projeto seria enviado aos parlamentares ainda em outubro. Veja Mais

Campinas divulga notas do 2º dia de provas para concurso público de 2019; veja listas de classificação

G1 Economia Ao todo, 266 vagas são ofertadas. Foram divulgados também resultados de pedidos de recursos. Áreas contempladas são médicos, saúde geral, guarda municipal, agente fiscal tributário, auditor fiscal tributário municipal e auditor de controle interno. Prefeitura divulga notas de parte dos inscritos no concurso público de 2019 Carlos Bassan / Prefeitura A Prefeitura de Campinas (SP) divulgou, nesta sexta-feira (18), as notas do 2° dia de provas para o concurso público de 2019, que oferta 266 vagas no total com salários de até R$ 8.232,52. As áreas contempladas na publicação no Diário Oficial são: Medicina Saúde geral Guarda Municipal Agente fiscal tributário Auditor fiscal tributário municipal Auditor de controle interno A lista de classificação prévia foi divulgada para médicos, profissionais de saúde geral, agente fiscal tributário e auditor fiscal tributário. No caso das vagas para Guarda Municipal, a relação de aprovados para o exame físico também foi publicada. Veja as listas por nome do candidato e nº de inscrição no suplemento do Diário Oficial Os candidatos podem conferir também os resultados de recursos e mudanças nos gabaritos. Os exames foram aplicados no dia 15 de setembro. Reveja resultados do 1º dia de provas e mudanças nos gabaritos para as áreas: educação, exatas, administração e instrutor de surdos Publicações separadas por edital Médicos - Edital 03/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Alteração dos gabaritos após recursos Resultados das provas objetivas Classificação prévia Saúde geral - Edital 04/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Alteração dos gabaritos após recursos Resultados das provas objetivas Classificação prévia dos cargos em que não há etapa adicional Guarda municipal - Edital 05/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Resultados das provas objetivas Agente fiscal tributário - Edital 06/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação da prova realizada em 8 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 11 de setembro Resultado da prova objetiva Classificação prévia Auditor fiscal tributário municipal - Edital 07/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação da prova realizada em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Resultado da prova objetiva Classificação prévia Auditor de controle interno - Edital 09/2019 Resultado da prova objetiva Concurso 2019 Mais de 103 mil candidatos concorrem às vagas para cargos diversos na administração municipal, uma média de 389,29 pessoas/vaga. Os mais concorridos são: Agente tributário - 2.655 candidatos por vaga Auditor fiscal - 2.203 candidatos por vaga Enfermeiro - 1.389 candidatos por vaga Agente administrativo - 1.129 candidatos por vaga O salário-base varia de R$ 2.156,00 a R$ 8.232,52. Os admitidos terão auxílio-alimentação de R$ 1.041,51 e vale-transporte, que é opcional. "Para algumas categorias, também são pagos adicionais, o que está previsto em lei e também nos editais", afirma a prefeitura. Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Bovespa opera com pequenas variações

G1 Economia Na véspera, Ibovespa fechou em queda de 0,39%, a 105.015 pontos, interrompendo uma sequência de 6 altas seguidas. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera com pequenas variações nesta sexta-feira (18). Às 10h39, o Ibovespa subia 0,05%, a 105.020 pontos. Veja mais cotações. Entre os principais destaques, Banco do Brasil subia quase 2%. Já Bradesco recuava ao redor de 3%. Na véspera, a Bolsa fechou em queda de 0,39%, a 105.015 pontos, interrompendo uma sequência de 6 altas seguidas. Na parcial da semana, porém índice ainda acumula ganhos de 1,14%. No acumulado no mês, a alta é de 0,26%. No ano, o avanço é de 19,49%. Às vésperas do início da safra de balanços de companhias brasileiras, a XP Investimentos disse que aguarda uma temporada relativamente fraca, citando um cenário ainda desafiador para a atividade econômica. No noticiário do dia, destaque para a desaceleração da economia chinesa. Pequim divulgou que o PIB da China subiu 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase três décadas, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. Veja Mais

Inflação no Japão atinge mínima de 2 anos e meio em setembro

G1 Economia Taxa anual que mede preços ao consumidor ficou em 0,3% em setembro, ante avanço de 0,5% em agosto. Pessoas atravessam uma rua no distrito de Ginza, em Tóquio Charly Triballeau/AFP O núcleo da inflação ao consumidor no Japão desacelerou para mínimas em quase dois anos e meio em setembro, pressionado pela queda nos preços da energia e elevando as chances de o banco central ampliar seu já forte estímulo monetário neste mês. Os dados estarão entre os indicadores que o banco central japonês irá avaliar em sua reunião de política monetária de 30 e 31 de outubro. A meta do Banco do Japão é de uma inflação de 2%. O núcleo de preços ao consumidor nacional, que inclui produtos de petróleo mas exclui preços de alimentos frescos, subiu 0,3% em setembro sobre o ano anterior, mostraram dados do governo, igualando a expectativa e desacelerando ante avanço de 0,5% em agosto. Foi o resultado mais fraco desde abril de 2017, quando o índice subiu 0,3%. Destacando a frágil demanda doméstica, o índice que elimina os efeitos dos custos de energia e alimentos frescos, considerado pelo Banco do Japão como importante medida de inflação, subiu 0,5% no ano até setembro, de 0,6% no mês anterior. Veja Mais

Couro biodegradável, costura digital: inovação marca evolução da indústria do calçado de Franca

G1 Economia Ao longo dos anos, atividade que tornou município conhecido em todo o país sofreu influência da tecnologia na qualificação de mão de obra sem deixar de lado o trabalho manual. Máquina de corte automatizada na Carmen Steffens, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 A cada oito segundos, uma máquina troca moldes para produzir calçados completamente distintos na fábrica do empresário Mário Spaniol, em Franca (SP). Em alguns desses processos, o produto que chega às mãos do consumidor é de couro biodegradável, que se desfaz em um tempo cem vezes menor do que o padrão. Reconhecida internacionalmente, a indústria calçadista de Franca evoluiu. Cada vez mais digitalizados, os corredores das cerca de 500 plantas produtoras do município podem ter tanta tecnologia quanto qualquer outra modalidade industrial. “Recentemente adquirimos equipamentos que fazem a programação automática do corte. Antes era tudo manual. Com isso melhorei meu atendimento e minha produtividade”, afirma o proprietário da Carmen Steffens, empresa fundada há 25 anos com 560 lojas espalhadas por 19 países ao redor do globo. Uma transformação que guarda particularidades, como o fato de não abrir mão de etapas artesanais, mas que promete ser inevitável e já dita novas demandas profissionais. "Estamos à beira de uma quarta revolução industrial que deve chegar ao calçado também. Talvez a indústria de calçados demore um tempo, mas vai chegar. Quem perceber isso sai à frente: aos seres humanos vai caber pensar, aos robôs executar o serviço de repetição", analisa Wagner Lopes Muiños, diretor do Senai de Franca, escola que qualifica profissionais para o setor. O G1 publica esta semana a série "Franca Transformação", com matérias sobre as mudanças da economia de Franca, historicamente conhecida como um dos principais polos calçadistas do país. O empresário Mário Spaniol, fundador da Carmen Steffens, de Franca (SP) Igor do Vale/G1 Inovação no calçado Spaniol estima investir em torno de 5% de seu faturamento anual na inovação da Carmen Steffens, empresa de 3 mil funcionários que ganhou espaço no mercado internacional graças aos sapatos femininos, na contramão da vocação histórica da cidade. Os aportes nessa área levaram a empresa a começar a utilizar um material biodegradável em seus artefatos em couro. Em vez de cromo, o curtimento é feito à base de polialdeídos livres de metais pesados. A empresa garante que a qualidade é semelhante à do couro convencional. "Ainda não usamos em todos, mas a tendência é que em dois anos no máximo todos os nossos produtos em couro sejam feitos em couro biodegradável", afirma Spaniol. Os investimentos também se estendem a melhorias nos processos de produção, como uma máquina de corte programável que desempenha com oito pessoas o trabalho realizado por 80 há 15 anos. "Aí tu vai dizer: você está gerando desemprego. Não. A empresa 15 anos atrás tinha 300 empregados, hoje tem 3 mil. Ela ficou mais competitiva, cresceu, vendeu mais e gerou mais empregos", argumenta Spaniol. Máquina troca moldes de calçados a cada oito segundos na Carmen Steffens, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 Outra recente inovação no processo foi a aquisição de 12 máquinas capazes de trocar as formas de calçados a cada oito segundos. Uma tecnologia produzida em Franca, em parceria com italianos, que atende uma das principais características dos produtos hoje vendidos em 19 países: a exclusividade das peças. "A nossa fábrica consegue entregar demanda, não a necessidade de produção. A maioria das fábricas no mundo, não só no Brasil, não consegue fazer isso, tem que produzir por uma semana, 15 dias, um mês, com a mesma forma. Obviamente isso gera grande volume e pequena diversificação, quando na realidade produzimos em pequena quantidade e grande diversificação de produto, porque o mercado quer isso", afirma. Apesar de exemplos como esse, dados do mais recente Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil mostram que o Brasil ainda fica atrás de países como China, Estados Unidos, Taiwan e Itália, no desenvolvimento de inovações voltadas ao setor. Para se ter uma ideia, no acumulado entre 1978 e 2018, o país depositou um total de 2,4 mil pedidos de patentes contra 52,4 mil da China, 33,1 mil dos Estados Unidos, 21 mil da Alemanha e 6,4 mil da Itália. Além disso, nos últimos sete anos, a expedição de invenções tem se reduzido gradativamente. Profissionais do setor descrevem uma situação mista nas fábricas de Franca, com tecnologias adquiridas tanto dentro quanto fora do país. "A indústria brasileira é uma indústria forte, somos a quarta indústria calçadista do mundo e as empresas brasileiras de máquinas fazem parcerias com empresas de outros países. Às vezes uma empresa de outro lugar do mundo desenvolveu uma tecnologia, fazem uma associação e conseguem trazê-la pra cá. Às vezes não: compram direto as máquinas brasileiras desenvolvidas aqui", afirma Marcelo Pauludetto, diretor comercial da Democrata, uma das principais fábricas de calçados masculinos de Franca. Fabricação de calçados na Democrata, de Franca (SP) Guilherme Galembeck/ Divulgação Democrata Da tecnologia ao fator humano Há 36 anos no mercado e clientes em 50 países, a empresa intensificou os investimentos em novas tecnologias nos últimos cinco anos. Com 2,1 mil funcionários e 12 mil pares fabricados por dia, a indústria segmentou seus processos em mini-fábricas, além de automatizar etapas como injeção de sola e costura. "São fábricas menores. Tem fábrica que faz só mocassim, que só faz sapatênis, fábricas que fazem só sapatos sociais e fábrica que só faz sapato artesanal. Essa segmentação da produção fez com que conseguíssemos especializar melhor nossa mão de obra para aquele produto e também ganharmos em produtividade", explica Pauludetto. Ainda assim, o fator humano segue indispensável mesmo quando as etapas se utilizam do computador, como a montagem e o acabamento do sapato, de acordo com o diretor. "O ser humano tem que colocar as peças de couro juntas, passar cola, pra que possa sair a costura, o corte", afirma. O valor do trabalho manual também virou uma forma de segmentação de mercado e está presente na produção 100% artesanal de um dos setores da empresa. "A Democrata conseguiu combinar essas coisas. Temos produtos bastante industrializados, mas ainda mantemos um pouco desses produtos mais artesanais. Claro que é um nicho pequeno de mercado, não é tão grande", explica Pauludetto. Um dos espaços de qualificação profissional do Senai de Franca (SP), fundado inicialmente para suprir a mão de obra da indústria calçadista Igor do Vale/G1 Ganho de produtividade Com o calçado feito à mão ou por uma máquina, a tecnologia por trás da produção é essencial para dar ganho de produtividade às empresas, cada vez mais atentas à redução de custos e de tempo. No Instituto Senai de Tecnologia, polo de inovações para as indústrias da região, algumas dessas soluções permitem que, antes mesmo de chegar à fabricação, já seja possível economizar dias, ou até semanas, em etapas como a formatação do produto. Diferente do que ainda ocorria há dez anos, hoje é possível contar com scanners, impressão 3D e ferramentas virtuais que conferem mais precisão milimétrica e agilidade na elaboração dos protótipos, antes feitos à mão, explica o designer do instituto Osvali Silvestre Junior. "Consigo ter o produto em mãos antes de ter o molde. O ganho de tempo que tenho aqui é gigante se a gente aliar isso ao faturamento da empresa", diz. Qualificação Em meio ao que se modificou graças à tecnologia e ao que se manteve ao longo das décadas, a capacitação requisitada também se transformou. De acordo com o Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria (IE-Acif), em 2017 os profissionais com ensino médio completo representavam a maior fatia dos empregados do setor, com quase dez mil pessoas, 74,7% a mais que em 2006. Nesse mesmo intervalo de tempo, a quantidade de pessoas com ensino superior empregadas nas fábricas saltou 79,4%, de 349 para 626. Essa busca por profissionalização pode ser exemplificada em cerca de 50 cursos do Senai de Franca. Cerca de um terço dos três mil alunos que passam pela escola anualmente é direcionado ao setor calçadista, em áreas como aprendizagem industrial, design, modelagem e pesponto, com módulos de dois meses a dois anos. As funções ensinadas há 45 anos na unidade educacional ainda recebem os mesmos nomes, mas as atribuições mudaram, avalia o diretor do Senai Wagner Lopes Muiños. "Hoje você tem máquinas de pesponto computadorizadas, máquinas de costura programáveis. A tecnologia deu um salto nesse sentido. O profissional continua o mesmo, mas tem que ter outros conhecimentos", afirma. Além de lidar com a automatização, quem atua dentro das indústrias deve ser capaz de compreender o processo como um todo. "É um profissional que consiga perceber o auxílio na produção de um modo geral, articulado, que pode resolver na produção. É um profissional com uma visão sistêmica do processo", diz. Soluções em design de produtos é um dos serviços oferecidos a empresas calçadistas no Senai de Franca (SP) Igor do Vale/G1 O ensino formal, no entanto, é apenas um dos caminhos da qualificação, afirmam os empresários do setor. Segundo os industriários, em muitos dos casos as novas atribuições são desenvolvidas dentro do ambiente fabril, de maneira empírica. Na Carmen Steffens, segundo Mário Spaniol, os melhores profissionais de áreas como corte são treinados a lidar com novas tecnologias sem necessariamente passar por cursos externos. "Ele já trabalha na área do corte, conhece profundamente todas as necessidades, agrega a inteligência da máquina e a capacidade dela de trabalhar com o conhecimento que ele tem, aí o resultado aparece", explica. Quando isso acontece, de acordo com o empresário, a capacitação se reflete em aumento salarial. "A máquina precisa de um programador, de um operador, então em vez de ganhar x, ele ganha 2x", diz Spaniol. Segundo o IE-Acif, o rendimento médio dos trabalhadores calçadistas subiu 39,45% em cinco anos. Em 2013, um funcionário recebia em média R$ 1,4 mil por mês, enquanto que em 2017 passou a receber R$ 2 mil. A ascensão é inferior à observada entre aqueles que atuam no comércio, mas supera o de segmentos como construção civil - 27,4% - e serviços - 28,21%. Mas nem sempre as funções automatizadas são as mais valorizadas. Segundo o diretor comercial da Democrata, como muitas das máquinas absorvidas pelo processo de produção não requerem conhecimentos tão específicos, há casos em que o trabalho manual com solados e saltos, dependentes do talento humano, representa mais ganhos no fim do mês. Costura de sapato na Democrata, de Franca (SP) Guilherme Galembeck/Democrata "Essas máquinas vêm pra facilitar muito o trabalho do operador. Na verdade eles precisam ter uma compreensão de como operar a máquina, não é tão difícil. É até um pouco contraditório às vezes, mas o trabalho artesanal exige mais treinamento do que esse, porque não são máquinas que exigem, elas facilitam, automatizam", afirma. Entre áreas mais ou menos computadorizadas, permanecer empregável no universo calçadista representa uma "seleção natural" na visão do diretor de Senai, em que os que sobrevivem são aqueles que se adequaram e se reciclaram. "Algumas pessoas foram se reciclar, outras saíram do mercado, isso é uma seleção natural, mas muitas pessoas procuram se reciclar evidentemente, tanto é que os cursos que temos de aperfeiçoamento profissional continuam com procura razoável, esse aperfeiçoamento é para profissionais que já estão no mercado e procuram se atualizar." Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca Veja Mais

Novos iPhone 11 chegam ao Brasil; veja primeiras impressões

G1 Economia Novos modelos chegam por valores menores do que em 2018, mas preços ainda são altos. Novos iPhones 11 e 11 Pro chegam ao Brasil nesta sexta-feira (18). Fabio Tito/G1 Os novos modelos de iPhone — 11, 11 Pro e 11 Pro Max — começam a ser vendidos nesta sexta-feira (18) no Brasil. Eles foram lançados no mês passado na Califórnia em evento da Apple e chegam com certa antecedência ao país, já que, geralmente, os novos modelos só vêm para cá em novembro. As principais novidades são: As câmera triplas, restritas às versões mais caras, que permitem gravar em 4K e chamaram atenção durante o lançamento; O "modo noite", que garante fotos com mais detalhes em lugares com baixa iluminação; Bateria maior, que durou até 22h no iPhone 11 Pro Max; O processador A13 Bionic, 20% mais potente do que o anterior e o mais parrudo em smartphones; Carregador rápido, incluso nas versões mais caras. Além dos destaques também chamou a atenção o uso do termo "Pro". Antes exclusiva das linhas de Macs, MacBooks e iPads, essa novidade mostra que a empresa quer dar uma cara profissional também para os smartphones. Esses dois modelos contam com tela OLED, de maior definição. Veja os preços dos novos iPhones no Brasil iPhone 11 Pro Max tem câmeras triplas de 12 MP Fabio Tito/G1 iPhone 11 Pro Max Os iPhone 11 Pro e 11 Pro Max têm telas de 5,8 e 6,5 polegadas, mesmos tamanhos dos antecessores. Essas versões estão disponíveis em quatro cores: verde meia-noite, cinza espacial, dourado e prateado. A tela do iPhone 11 Pro é OLED, que traz pretos fiéis. A Apple diz que o display tem picos mais brilhantes do que outros smartphones para o usuário que quer ver filmes ou acessar as fotos no celular. A primeira parte marcante do aparelho é a bateria — que dura até 5 horas a mais em relação ao modelo anterior (XS Max), segundo a Apple. Nos testes, o aparelho suportou até 22h de uso normal (ligações, redes sociais, algumas fotos), sem precisar ser recarregado e sem ser submetido ao modo de economia de energia. Com a bateria maior, os modelos Pro também ganharam uma mudança de energia: o carregador ficou mais parrudo. Antes os plugs de iPhone tinham 5W, agora têm 18W na versão Pro, o que permite recargas mais rápidas. Carregadores nos iPhones 11 Pro têm entrada USB-C e potência de 18W, que permite cargas mais rápidas. Thiago Lavado/G1 Apesar disso, a Apple não trouxe a entrada do tipo USB-C para o aparelho, como era esperado por muitos usuários, somente para o carregador. Outra novidade da geração são as fotos com maior definição no escuro, com o "modo noite" . Ele é ativado automaticamente quando a câmera detecta ambientes com pouca luz e define um "tempo de exposição" da fotografia, em que o aparelho faz várias imagens durante alguns segundos e depois junta todas elas numa única imagem que é salva. Com as três câmeras, também há mais opções para o enquadramento das imagens e a possibilidade de gravar em 4K em até 60 FPS. O aparelho conta com uma grande-angular, uma ultra grande-angular e uma telefoto — todas com 12 MP. A câmera frontal também consegue ter uma angulação maior na hora de fazer a selfie, permitindo incluir mais pessoas na foto em grupo. Os modelos são salgados já no Pro mais barato (começa por R$ 6.999), que tem 64GB. Esse armazenamento pode ser um problema justamente para usuários profissionais, que precisem filmar e fazer muitas fotos em alta definição. iPhones 11 e 11 Pro Max Fabio Tito/G1 iPhone 11 Este ano, o smartphone "de entrada" da Apple se chama iPhone 11. São seis opções de cores: roxo, verde, amarelo, preto, branco e vermelho. Em relação ao iPhone XR — modelo de entrada da geração anterior e o iPhone que mais vendeu no ano passado — o 11 ganha uma segunda câmera. Em vez da tela OLED da linha Pro, a Apple coloca uma tela LCD de 6,1 polegadas (mesma do XR), que ela chama de Liquid Retina e não tem resolução 1080p. Apesar disso, o brilho é alto e não há prejuízo nos ângulos de visão. Esse modelo não tem a terceira câmera, telefoto, dos 11 Pro e 11 Pro Max, mas conta com as principais características da linha profissional: as lentes de 12MP que gravam até em 4K, o processador A13 Bionic e suporte ao carregamento rápido e wireless. Com uma lente grande-angular e outra ultra-grande-angular é possível fazer modo retrato de pessoas, objetos e animais. Na geração anterior, o XR fazia modo retrato com um software (que só reconhecia pessoas), já que não tinha a câmera extra. O modo noite, para fotos com baixa iluminação, também está presente e não perde em relação aos Pro. Avenida Paulista no modo noite, clicada com o novo iPhone 11 Pro Max. Thiago Lavado/G1 O iPhone 11 tem uma bateria que, segundo a Apple, dura uma hora a mais que o iPhone XR. O lado ruim, é que a empresa deixou o mesmo carregador de 5W dos anos anteriores, tornando o carregador rápido um acessório vendido à parte. Nos testes, foi possível chegar perto de 18 horas com ele longe da tomada em um uso normal: ligações, redes sociais, algumas fotos e até jogos. Também não foi utilizado o modo de economia de energia. O iPhone 11 teve uma redução de R$ 200 em relação ao valor de lançamento do iPhone XR, no armazenamento de 64GB. Apesar disso, é considerado insuficiente por alguns usuários. Grande parte dos smartphones topo de linha Android oferecem logo de cara o armazenamento a partir de, pelo menos, 128GB. Os novos iPhone trazem recursos que já existem em modelos mais caros de Android, como fotos mais nítidas à noite e o carregador rápido já incluso. Mas mantêm o padrão de velocidade dos processadores Apple, que ainda não enfrentam comparativo. Veja os preços da nova geração: iPhone 11 64 GB, por R$ 4.999 128 GB, por R$ 5.299 256 GB, por R$ 5.799 iPhone 11 Pro 64GB, por R$ 6.999 256GB, por R$ 7.799 512GB, por R$ 8.999 iPhone 11 Pro Max 64GB, por R$ 7.599 256GB, por R$8.399 512GB, por R$ 9.599 Veja o comparativo do iPhone 11 Pro com concorrentes vendidos no Brasil. Roberta Jaworski/G1 Veja Mais

Fiscalização do setor de mineração sofre com sucateamento e falta de pessoal

G1 Economia Minas Gerais conta com apenas 3 funcionários para fiscalizar o pagamento de tributo devido por mineradoras para compensar impactos de suas atividades. São Paulo nem sequer conta com fiscais. Usina S11D da Vale, no Pará, que processa minério a seco: Agência Nacional de Mineração tem apenas 900 fiscais no país Ricardo Teles/Divulgação O número de servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) vem caindo desde 2010, quando houve o último concurso para preenchimento de vagas. Em 2014, quando a agência tinha 1.022 vagas ocupadas, metade da sua capacidade, uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) já apontava que "o órgão estava na iminência de um colapso administrativo". Cinco anos depois, o número de servidores do principal órgão de fiscalização mineral do país caiu para 900. ANM interdita 54 barragens de mineração sem estabilidade no país; 33 delas estão em Minas A falta de pessoal atinge departamentos de fiscalização como a Diretoria de Procedimentos Arrecadatórios (Dipar), responsável por analisar e arrecadar a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo devido por empresas do setor. Os principais estados mineradores do Brasil, Minas Gerais e Pará, têm apenas três e quatro fiscais cada um, respectivamente. Em quarto lugar no ranking de estados em volume de produção mineradora, São Paulo não tem fiscalização externa para cobrança de CFEM desde 2014, por causa da falta de servidores. Em ofício encaminhado para a CGU em dezembro do ano passado, a Superintendência da ANM em Minas Gerais explica que o efetivo atual para fiscalização é sete vezes menor do que o mínimo necessário para cumprir a demanda do estado. "Não há pessoal suficiente para as atividades de fiscalização e cobrança de CFEM nem para as demais receitas. Atualmente, quatro servidores atuam na área de CFEM, sendo que três têm competência de fiscalização e cobrança, e um somente para análises processuais de menor complexidade. Estimamos que a ANM/MG necessita de pelo menos 21 servidores para atuar na fiscalização e cobrança", diz o ofício. Citados em um processo que foi ao plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) em fevereiro deste ano, documentos da área técnica do tribunal expuseram a necessidade de "acréscimo imediato de 30% do efetivo e a contratação de 6% ao ano para suprir a demanda prevista no Plano Nacional de Mineração, que estima a duplicação de produção do setor em 15 anos". Compensação de impactos da mineração A maior parte da CFEM é repassada aos municípios que têm produção mineral (60%) e afetados de alguma maneira pelo setor (15%), como cidades onde há linhas férreas construídas para escoamento de minério. Por isso, a arrecadação falha afeta principalmente os locais que deveriam se preparar para compensar os impactos ambientais e sociais da atividade mineradora, explica o professor doutor pela Universidade de Heildelberg, Klemens Laschefski, que há mais de 20 anos leciona sobre projetos ambientais relacionados ao setor de mineração na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O pesquisador alemão também faz um alerta aos gestores municipais sobre o uso desse dinheiro: "A atividade mineradora é finita, então os municípios devem receber a compensação pela exploração para se preparar para esse fim", afirma. "Infelizmente a fiscalização é praticamente inexistente. Também é preciso que as prefeituras gastem melhor quando há o repasse. O que acontece hoje é que a CFEM é usada para despesas normais, então, quando a mineração acaba, a cidade fica sem estrutura para substituir a dependência da exploração", acrescenta. Um exemplo citado por Laschefski é a cidade mineira de Mariana, onde prefeito e outras autoridades pedem o retorno da mineração mesmo após o desastre ambiental de 2015. Tragédia de Mariana não tem punidos após mais de 3 anos, e processo está parado "Não houve reparação do dano causado e ainda se descobriu posteriormente que a lama da Samarco era tóxica, mas as autoridades querem que a empresa volte a operar simplesmente porque não há qualquer opção ou estrutura para fazer a cidade funcionar sem essa atividade econômica", afirma o professor. Autorregulação, sonegação e lavagem de dinheiro A ANM utiliza um sistema chamado Cadastro Mineiro, que reúne informações sobre os processos minerários. No entanto, com a falta de servidores para fiscalização externa, na maioria dos casos a própria empresa mineradora preenche espontaneamente os dados de produção, que depois são usados para o cálculo da CFEM. Mas auditorias da CGU realizadas em superintendências regionais mostram que há falhas no sistema. "Há dificuldade de se entregar notificações de cobrança aos mineradores pelo fato de que, por muitas vezes, o endereço existente no cadastro mineiro não corresponde ao endereço correto ou encontra-se incompleto", informa auditoria na ANM em Minas Gerais, publicada em julho de 2019. No escritório do Pará, os técnicos da CGU verificaram que muitas empresas informam os dados de forma incorreta, reduzindo o volume de produção mineral para pagar menos CFEM. Em alguns casos, o valor real devido chega a ser o dobro do informado. "Especificamente quanto à Gerência Regional da ANM no Estado do Pará, verificou-se que a fiscalização da CFEM vem identificando diferenças significativas, com apuração de débitos superiores a 100% da CFEM recolhida espontaneamente pelos mineradores", expõe o relatório da auditoria sobre a ANM/PA, publicado em setembro deste ano. O processo do TCU sobre a falta de controle indica casos de lavagem de dinheiro, citando operações da Polícia Federal, que encontraram pagamentos de propina a políticos, e a suspeição de sonegação fiscal. Para Waldir Salvador, consultor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Econômico da Associação dos Municípios Mineradores de MG e do Brasil (Amig), casos assim poderiam ser evitados com fiscalização in loco e de forma frequente. Em dezembro de 2017, a legislação passou a prever a possibilidade de administrações municipais ajudaram na fiscalização da CFEM, mas a medida ainda não foi regulamentada pela ANM. Esse atraso na elaboração de um manual de fiscalização também aparece nas auditorias da CGU sobre as superintendências regionais. "Há casos de estados que simplesmente não têm fiscais. Mesmo em Minas Gerais, temos empresas que beneficiam bilhões em mineração e simplesmente ficam até 15 anos sem uma fiscalização no local. Isso poderia melhorar com a ajuda dos municípios, mas tudo depende do manual de fiscalização, pois os técnicos municipais precisam de orientação sobre o que fazer. Já vamos completar dois anos da mudança da lei e ainda não avançamos nessa questão", afirma Salvador, que é ex-presidente da Amig e ex-prefeito de Itabirito, município de Minas Gerais que possui atividade mineradora. Dólar e cotação do minério de ferro mascaram fiscalização falha A lei citada por Salvador é a 13.540, sancionada pelo então presidente Michel Temer no dia 18 de dezembro de 2017. Seu texto modifica as alíquotas a serem aplicadas na cobrança da CFEM, de 3% do valor líquido da produção para uma variação entre 1% e 3,5% da receita bruta de acordo com a substância mineral. O minério de ferro, hoje responsável por mais de 60% da arrecadação de tributos do setor no país, ficou com cobrança de 3,5%, e isso puxou a arrecadação para cima. A desvalorização do real frente ao dólar, moeda utilizada para o cálculo do valor de commodities, e o aumento do preço do minério de ferro após o desastre de Brumadinho empurraram ainda mais o total de CFEM arrecadado para recordes históricos em 2018 e 2019, mesmo com uma fiscalização cada vez mais precária por causa da falta de servidores. "Commodities têm preço dolarizado, então, quando o dólar aumenta frente ao real, isso é sentido no comércio do setor mineral", explica Pedro Galdi, analista da consultora financeira Asset Mirae, que tem empresas do ramo de mineração como clientes. "Outro fator relevante este ano foi o desastre de Brumadinho. Além da tragédia humana que vitimou centenas de pessoas, houve uma perda 30 milhões de toneladas de ferro que deixaram de ser produzidas anualmente. Isso impactou o mercado internacional. A tonelada de ferro que estava em cerca de 60 dólares no começo do ano chegou a custar 120 dólares. Atualmente, está em pouco mais de 90 dólares." A mudança na alíquota da CFEM aliada ao dólar alto e ao aumento da cotação do minério de ferro podem fazer a arrecadação do tributo superar 4 bilhões de reais em 2019, prevê Salvador. De acordo com a legislação, 7% desse total, ou 280 milhões de reais, pertencem à ANM. Mas o governo usa o dinheiro para outros fins. Em 2018 o orçamento para o órgão ficou em torno de 50 milhões de reais, e a previsão orçamentária para 2020 é de 70 milhões de reais. Salvador defende que a ANM tenha direito a mais recursos, pois assim poderia fiscalizar e arrecadar ainda mais tributos. "Várias auditorias realizadas já deixaram claro que se a fiscalização melhorar a arrecadação pode ser bem maior. Então, se a agência tiver mais recursos, ela vai dar retorno à sociedade. O governo não pode mais deixar a fiscalização do setor mineral em segundo plano", diz o consultor da Amig, associação que reúne 40 municípios brasileiros que representam mais de 90% da produção mineral do país. A reportagem da DW tentou entrar em contato com a ANM por e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Veja Mais

Acordo do Brexit pode impulsionar crescimento global, dizem FMI e Banco Mundial

G1 Economia Incerteza sobre saída do Reino Unido da União Europeia tem pesado sobre o comércio do bloco. O presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse nesta quinta-feira (17) que a clareza sobre a saída do Reino Unido da União Europeia reforçará as perspectivas de crescimento global, ajudando tanto os países ricos quanto os em desenvolvimento. "Se houver clareza nessa perspectiva, isso ajudará bastante o ambiente de crescimento", disse Malpass a repórteres durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, depois que a UE e o Reino Unido anunciaram um acordo provisório. Malpass disse que a incerteza do Brexit tem pesado sobre o comércio e as perspectivas econômicas para o Reino Unido e a UE. Resolver a questão trará benefícios para essas economias e os países em desenvolvimento, disse ele. Entenda os principais pontos da nova proposta de acordo para o Brexit e veja o que, segundo os críticos, pode manter entrave Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, chamou o acordo de "boa notícia", e disse esperar que a vontade de concluir o acordo "seja mantida no geral". Ela disse a repórteres que o FMI estima que o Produto Interno Bruto do Reino Unido aumentaria de 3,5% a 5% a menos se saísse da UE sem um acordo, o que reduziria 0,5% do PIB da UE. Mesmo com um acordo, o PIB britânico deve cair 2%, disse Georgieva, embora tenha destacado que grande parte desse impacto já foi absorvido devido ao longo período desde a votação do Reino Unido para deixar o bloco em 2016. 90% dos países terão desaceleração no crescimento em 2019, diz nova diretora-gerente do FMI Veja Mais

Campanha propõe R$0,25 a mais no preço de sanduíche para reduzir sofrimento de milhões de frangos

G1 Economia Segundo estudo, custo adicional permitiria que animais fossem criados com alto nível de bem-estar em vez de passarem por crescimento acelerado e de conviverem em espaços apertados. Frangos criados de maneira convencional Governo do Santa Catarina/Divulgação Basta uma moeda a mais para que milhões de animais de produção tenham uma vida melhor antes de virarem alimento em redes de fast food do Brasil, defende campanha lançada na quarta-feira (16) pela organização internacional Proteção Animal Mundial, que toma como base estudo comparativo de custos de criação de frangos no país. Segundo a entidade, ONG anteriormente conhecida como Sociedade Mundial de Proteção Animal, um sanduíche de uma rede de fast food no Brasil que usa frango criado com alto nível de bem-estar sai R$ 0,25 mais caro que aquele que contém carne de um animal criado em condições que estimulam crescimento acelerado e alta concentração de animais por metro quadrado. A pesquisa, realizada em parceria com a consultoria internacional IHS Markit, analisou custos fixos e variáveis de diferentes sanduíches de carne de frango e outros produtos de frango como nuggets. Segundo o levantamento, a carne de frango representa entre 8% e 11% do custo total do produto. "O Brasil não tem legislação específica sobre bem-estar de animais de produção e aí ficamos à mercê de quem compra os produtos. Quem impulsionará a mudança é quem consome", afirmou à Reuters a coordenadora de bem-estar animal na Proteção Animal Mundial no Brasil, Paola Rueda. A campanha da Proteção Animal Mundial é lançada em um momento de crescimento no número de consumidores que se declaram como vegetarianos ou que têm interesse em produtos alternativos à carne animal. Empresas como Fazenda Futuro, Superbom, Seara e Marfrig lançaram este ano produtos à base de plantas alternativos a itens como hambúrgueres de carne de boi e bife de frango, de olho em um mercado que está movimentando bilhões de dólares nos Estados Unidos. "Nenhuma rede fast food hoje no Brasil tem compromissos de aquisição de produtos que zelam pelo bem-estar dos animais. Estamos procurando comprometimentos no Brasil das grandes redes internacionais, que lá fora têm compromissos firmados", acrescentou ela, referindo-se a frango de corte e citando como exemplos redes como KFC , Burguer King e Subway. Crescimento acelerado Rueda comentou que atualmente o tempo médio de crescimento dos frangos no Brasil até o abate é de 42 dias, ganhando 65 gramas de peso por dia. Segundo ela, essa velocidade causa uma série de problemas aos animais e prejuízo às próprias granjas, uma vez que o desenvolvimento acelerado dos frangos gera dores crônicas e até fraturas, o que leva ao descarte. "Hoje, o frango cresce muito rapidamente por causa de melhoramentos genéticos, mas as articulações não aguentam essa velocidade de crescimento muscular. Um dos nossos pontos é que esses animais tenham um crescimento saudável, um pouco mais lento, passando de 42 para 52 dias antes do abate", disse Rueda. Espaço de criação Além do crescimento acelerado, a entidade também cita um quadro de aumento na densidade das granjas, que podem chegar a destinar um espaço menor que uma folha de papel A4 para cada frango viver. O pedido da Proteção Animal Mundial é para uma redução na média de animais por metro quadrado de 11 para 8,5. Essa redução, além de dar mais espaço às aves, ajudaria, junto com a desaceleração no crescimento, a reduzir o nível de estresse dos frangos, fortalecendo o sistema imunológico dos animais, disse Rueda. "Animal sem estresse crônico fica menos sujeito a ficar imunossuprimido e a possibilidade das bactérias se reproduzirem é menor", disse ela, citando a salmonella como exemplo. Nas contas da entidade, incluir cuidados como instalação de poleiros e fardos de feno nas granjas e garantir seis horas contínuas de escuro por dia para descanso adequado das aves, custariam 38 centavos de real a mais por quilo de ave viva. "A ideia aqui não é defender a criação de frango solto, o que geraria um custo absurdo para os produtores... O que o estudo mostra é que se mexer em todos esses outros aspectos, o bem-estar dos animais melhora muito e o custo não é tão caro." O que os restaurantes fazem? A rede Subway afirmou em comunicado que dá preferência de compra a fornecedores que compartilham do compromisso do grupo com o bem-estar animal e que todo frango servido nas lojas no país vem de aves livres de confinamento em gaiolas. "Nós já iniciamos uma transição para trabalharmos apenas com fornecedores que utilizam ovos de galinhas não confinadas em gaiolas. Nos comprometemos que até 2025 ou antes, 100% dos ovos utilizados nas fórmulas dos produtos nos restaurantes da Subway Brasil, serão de galinhas não submetidas a confinamento." Por sua vez, a KFC Brasil, franquia master da rede KFC, afirmou em comunicado que "embora alguns mercados estejam mais avançados do que outros nessas áreas (de bem estar animal), nosso objetivo é a melhoria contínua dos padrões de cuidados com animais em todo o mundo". A companhia afirmou ainda que sua política global é concentrada em quatro áreas principais de saúde e bem-estar animal: taxas de mortalidade reduzidas, saúde animal aprimorada, mobilidade animal e redução do estresse. O Burguer King Brasil afirmou que "possui políticas rígidas relacionadas ao bem estar animal que precisam ser cumpridas para que um fornecedor seja homologado. A rede reforça o seu compromisso na escolha de seus parceiros para oferecer respeito e qualidade em toda cadeia produtiva". Veja Mais

Pesquisa do IBGE registra que Brasil teve saldo negativo de empresas pelo 4º ano consecutivo em 2017

G1 Economia Levantamento do órgão aponta que país perdeu 22.932 empresas em 2017. Pesquisa mostra também que 6 em cada 10 empresas abertas em 2012 encerraram atividades em 5 anos Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil registrou saldo negativo de empresas formais – houve mais empresas fechadas que abertas no país. O levantamento faz parte Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a pesquisa, em 2017 o saldo de empresas - registrado pela diferença entre entradas e saídas – permaneceu negativo, da mesma forma como ocorreu em 2014, 2015 e 2016. Em 2017, as saídas de empresas do mercado totalizaram 699,4 mil e as entradas somaram 676,4 mil. Ou seja, naquele ano o país perdeu um total de 22.932 empresas. A pesquisa analisa a dinâmica empresarial através de indicadores de entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas no mercado, pessoal ocupado assalariado, estatísticas das empresas de alto crescimento e gazelas, além de indicadores relativos às unidades locais das empresas e atividades. De 2014 a 2017, o país perdeu 316,6 mil empresas, segundo o IBGE. Em 2014, foram 217.687 empresas a menos. Em 2015, 4.984 fecharam as portas. Em 2016, 71.077 empresas deixaram de existir. As 22.932 empresas que passaram a não operar mais em 2017 consolidaram o quarto ano negativo em sequência. Quantidade de empresas fechadas Arte/G1 "Os números de 2017 são melhores que os de 2016, mas ainda estão muito aquém dos índices que tínhamos no início da década de 2010, quando o número de empresas que entravam no mercado era muito maior", explicou a técnica da Coordenação de Cadastro e Classificação, Denise Guichard Freire. O ano de 2017 marcou o início da recuperação da economia brasileira, após mais de 2 anos de recessão. Em 2017, o PIB do país registrou alta de 1,1%, após retração de 3,5% em 2015 e de 3,3% em 2016. Em 2017, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava 4,5 milhões de empresas ativas, que ocupavam 38,4 milhões de pessoas, sendo 31,9 milhões (83,1%) como assalariadas e 6,5 milhões (16,9%) como sócio ou proprietário. Taxa de sobrevivência após 1 ano foi de 84,8% A taxa de sobrevivência das empresas ativas no Brasil em 2017 - que estiveram em operação entre 2016 e 2017 – foi de 84,8%, o que representa 3,8 milhões de empresas. Já a taxa de entrada ficou em 15,2% e a de saída, 15,7%. Com isso, o saldo de empresas foi negativo (menos 22,9 mil). As regiões Sul (86,6%) e o Sudeste (85,0%) registraram as maiores taxas de sobrevivência de empresas, enquanto as maiores taxas de entrada e saída foram observadas nas regiões Norte (19,0% e 18,8%), Centro-Oeste (17,2% e 16,4%) e Nordeste (16,9% e 16,9%). Eletricidade e gás foi a atividade que apresentou a maior taxa de entrada de empresas no mercado em 2017 (23,3%), enquanto construção registrou a maior taxa de saída (20,8%). Do total de pessoas ocupadas (38,4 milhões) em 2017, 95,6% estavam nas empresas sobreviventes; 4,4%, nas entrantes e 3,6%, nas que saíram do mercado. O percentual de pessoal ocupado assalariado masculino foi maior nas empresas sobreviventes (60,9%) do que nas que entraram (57,6%) e nas que saíram (59,5%). Já a participação do pessoal assalariado sem nível superior foi de 85,7% nas empresas sobreviventes, 91,3% nas que entraram no mercado e 92,4% nas que saíram. 6 em cada 10 empresas abertas em 2012 encerraram atividades em 5 anos A pesquisa mostra também que seis em cada dez companhias abertas em 2012 encerraram suas atividades em 5 anos. Entre as empresas que nasceram em 2012, a taxa de sobrevivência foi de 78,9% após 1 ano de funcionamento (2013), 64,5% após 2 anos (2014), 55% após 3 anos (2015), 47,2% após 4 anos (2016) e 39,8% após 5 anos (2017). As empresas que nasceram em 2008 tiveram as maiores taxas de sobrevivência num período de cinco anos. Do total de empresas que nasceram em 2008 (558,6 mil), 81,5% sobreviveram até 2009, 70,8% sobreviveram após dois anos, 61,0% após três anos e 47,8% após cinco anos. Já as menores taxas de sobrevivência foram observadas dentre as empresas que nasceram em 2013: 71,9% sobreviveram após 1 ano, 61,0% após 2 anos, 51,5% após 3 anos e 42,6% após cinco anos. Número de assalariados No comparativo com 2016, 2017 registrou um decréscimo de 0,5% no número de empresas que fecharam e de 0,4% tanto no pessoal ocupado total (163 mil) quanto no pessoal ocupado assalariado (134,9 mil). Em 2017, as entradas de empresas no mercado representaram 829,4 mil pessoas assalariadas no mercado de trabalho formal, um ganho de 2,6%. As saídas, por sua vez, corresponderam a um total de 469,4 mil pessoas assalariadas, o que gerou uma perda de 1,5%. A diferença entre entradas e saídas resultou em um saldo positivo de pessoal assalariado de 360 mil pessoas. Na comparação com 2016, as entradas de empresas no mercado foram 4,3% maiores e ocasionaram um acréscimo de pessoal ocupado assalariado de 12,2%. As saídas de empresas, por sua vez, foram 2,8% menores e, no pessoal ocupado assalariado, redução de 7,4%. Entre as empresas sobreviventes em 2017, quase 60% têm pelo menos uma pessoa assalariada. “Já a maioria das empresas que fecham é formada apenas pelos donos e sócios”, explicou a analista da pesquisa, Denise Guichard. Empreendedorismo Em relação ao empreendedorismo, o número de empresas de alto crescimento (20.306) foi o menor da série iniciada em 2008 (30.954), enquanto o maior foi registrado em 2012 (35.206). Entre 2016 e 2017, houve redução do número de empresas de alto crescimento, tanto em termos absolutos (692 empresas) como relativos (3,3%). As empresas de alto crescimento representavam 0,5% das empresas ativas, 0,8% das empresas com pessoas ocupadas assalariadas e 4,5% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas. A Região Sudeste apresentou a maior concentração de unidades locais e de pessoal ocupado, tanto nas empresas de alto crescimento (49,2% e 50,8%) como nas empresas com 10 ou mais pessoas assalariadas (49,5% e 52,9%). Do total de empresas de alto crescimento, 11,9% eram as chamadas "gazelas", que crescem muito e rápido (2.422) – estas empregavam 198,8 mil pessoas assalariadas. A maioria dessas empresas estava na faixa de 10 a 49 assalariados (59,9%). Entre os assalariados, a maior participação era de homens (64,5%) e de pessoas sem nível superior completo (89,7%). Mobilidade Em 2016, 38,6% das empresas estavam na faixa de 0 pessoas ocupadas assalariadas; 50,4%, na faixa de 1 a 10; 9,1%, na faixa de 11 a 49; e 1,8%, na faixa de 50 ou mais. Já em 2017, o percentual era: 40,7% (faixa de 0 pessoas ocupadas assalariadas), 47,7% (faixa de 1 a 10), 8,6% (faixa de 11 a 49) e 1,7% (faixa de 50 ou mais). Com relação à mobilidade das empresas sobreviventes de 2016 para 2017, 86,3% das empresas se mantiveram na faixa de pessoal ocupado assalariado, 5% mudaram para faixa superior e 7,3% caíram para faixa inferior de pessoal assalariado. Veja Mais

Bolsas da Europa sobem com anúncio de acordo sobre o Brexit

G1 Economia Já a libra esterlina saltou mais de 1% em relação ao dólar. Reino Unido e União Europeia chegam a acordo sobre o Brexit Os mercados acionários europeus avançavam nesta quinta-feira (17), com destaque para as ações britânicas, depois que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e autoridades da União Europeia disseram que chegaram a um acordo sobre o Brexit. Por volta das 8h (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,49%, a 1.550 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,51%, a 395 pontos, tendo alcançado mais cedo a máxima desde maio de 2018. O índice de mid-caps do Reino Unido chegou a subir mais de 1,1%, enquanto o francês CAC 40 chegou ao nível mais alto em 12 anos. Após o anúncio do acordo, a libra esterlina saltou mais de 1% em relação ao dólar. A moeda do Reino Unido avançou 6% contra o dólar nas últimas seis sessões, maior série de ganhos desde outubro de 1985, de acordo com dados da Refinitiv. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que o Reino Unido e a UE fecharam um novo acordo do Brexit, e que ele recomenda à cúpula da UE que endosse o acordo. Em LONDRES, o índice Financial Times avançava 0,62%, a 7.212 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,57%, a 12.742 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 ganhava 0,19%, a 5.707 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de 0,55%, a 22.550 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava alta de 0,63%, a 9.446 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizava-se 0,71%, a 5.035 pontos. Veja Mais

Confecções diversificam economia de Franca e dão base a novo polo na Capital do Calçado Masculino

G1 Economia Depois de 15 anos em fábricas de sapatos, coordenadora de produção encontrou vocação para área têxtil. 'Aprendi aqui mesmo', diz. Com alta do mercado fitness, setor busca reconhecimento nacional. Elaine Cristina de Oliveira Melo, coordenadora de produção da Larulp, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 Elaine Cristina de Oliveira Melo tem 41 anos, 15 deles dedicados ao trabalho em oito indústrias de calçados de Franca (SP), da colagem ao pranchamento. Há cinco, é coordenadora de produção em uma fábrica, não de sapatos, mas de roupas fitness e casuais. "Eu já vim direto para costurar. Aprendi aqui mesmo, na prática", diz. O setor que hoje a emprega, segundo o Ministério da Economia, movimenta 562 empresas e é um dos que protagonizam, ao lado do setor de serviços, uma diversificação da economia na Capital do Calçado Masculino. O G1 publica esta semana a série "Franca Transformação", sobre as mudanças da economia de Franca, historicamente conhecida como um dos principais polos calçadistas do país. Confecção da Larulp, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 Não é recente a atuação das confecções da cidade, que inclusive conta com uma faculdade de moda. Mas foi a partir de 2013 que seu protagonismo ficou mais evidente por meio de iniciativas como a criação de um núcleo de desenvolvimento específico, o de Indústrias Confeccionistas de Franca (Incofran), que aos poucos tenta estabelecer um polo reconhecido em todo o país. Hoje, o grupo é formado por 12 empresas, focadas em moda fitness, casual e lingerie. "A gente vê que existe esse potencial, tanto que a gente tem apoiado muito o segmento com vários tipos de ações. Em Franca, as pessoas quiseram sair da zona de conforto, sair do calçado para ter outro meio de sobrevivência. Muitos que eram pespontadores foram para o setor de confecção", afirma Cláudia Neves, gestora do Incofran. Diretora comercial da Larulp, Mariana Zani aprendeu o ofício com os pais, fundadores da empresa há 15 anos, e hoje comanda os negócios direcionados à produção de roupas de academia, moda casual e king size. Diretora comercial da Larulp, Mariana Zani, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 Com clientes concentrados no interior de São Paulo e Sul de Minas Gerais, a fábrica de médio porte tem 60 funcionários que produzem até 20 mil peças de roupas por mês, além de 350 consultores espalhados que impulsionam as vendas, 99% delas direcionadas ao público feminino. No primeiro trimestre, a empresa registrou crescimento de 14% em relação ao ano passado e espera fechar o ano com um faturamento na casa dos R$ 7 milhões. O otimismo, concretizado nos números que destoam das projeções do universo calçadista, convive com as incertezas da política e da macroeconomia, mas ganha força em fatores de consumo, avalia Mariana. O apelo das vendas direcionadas por meio das consultoras também contribui, segundo ela. "Hoje a roupa de academia vai além da academia. É uma praticidade que as mulheres têm, por exemplo, com uma calça legging preta. Você põe, faz uma caminhada de manhã, vai ao supermercado, vai ao banco, faz toda a sua rotina. Hoje o nosso foco é conforto", diz. Entre altos e baixos da economia, o potencial de consumo dentro do segmento feminino levou a empresária Elizabeth Moraes a iniciar há dez anos as atividades da Joyce Prado, confecção focada em moda praia. A empresária Elizabeth Moraes, da confecção Joyce Prado em Franca (SP) Igor do Vale/G1 "Passamos por momentos bons, ruins, e agora é como se o avião já estivesse levantando voo. A gente teve que se adequar devido à demanda do mercado, às políticas econômicas", afirma. Com três funcionários e uma capacidade instalada de produzir duas mil peças por mês, a confecção dela é pequena no porte, mas não nas estimativas de crescimento, que são da ordem de 30% em relação a 2018. "A gente vê que as mulheres gostam muito de estar sempre na moda, sempre comprando algo. Tem cliente que chega aqui, quer levar algo e acaba levando muito mais do que acaba querendo", diz. Confecções ganham espaço em Franca (SP) na crise do calçado Igor do Vale/G1 Mão de obra Em uma cidade onde grande parte da população já passou pelo chão de uma fábrica de sapatos ou pelos corredores de uma banca de pesponto, essa migração soa quase que natural e parece ser vantajosa, mas não garante uma qualificação imediata nas funções desempenhadas em uma confecção. "A contratação de mão de obra não é fácil. Existe inclusive potencial de mercado e não tem mão de obra qualificada, apesar de na cidade ter o Senai que oferece cursos", afirma Cláudia, do Incofran. A fabricação têxtil é uma das capacitações atualmente mais procuradas pelos alunos do Senai, fundado há 45 anos inicialmente com o intuito de atender a indústria calçadista, confirma o diretor Wagner Lopes Muiños. "A diversificação da economia de Franca tem se notado nos últimos anos. Nós temos uma demanda grande pela área de vestuário", diz. Na Larulp, 40% dos funcionários já passaram por uma produção calçadista. Pessoas em sua maioria de até 40 anos que viram no setor uma oportunidade de traçar uma carreira um pouco mais estável, afirma o gerente de produção Márcio Antônio Ferreira. Os conhecimentos acumulados em processos industriais ajudam, mas, via de regra, precisam ser atualizados, segundo ele. O gerente de produção Márcio Antônio Ferreira, da Larulp, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 "A única coisa que é mais ou menos semelhante é o funcionamento das máquinas. A pessoa às vezes já trabalhou e vai saber como operar uma máquina de confecção, só que vai ter que começar do zero, porque é totalmente diferente a linha de produção", explica. Para Elaine, mudar de área representou lidar com menos produtos químicos. "É mais delicado, é mais gostoso de se trabalhar", diz. Na Joyce Prado, geralmente quem entra tem conhecimentos básicos adquiridos em um curso de nível técnico, mas acaba aprimorando aos poucos, pela prática. "A pessoa está acostumada com o sapato, que talvez seja mais fácil de lidar e o tecido não. A gente trabalha com tecidos leves, são coisas que precisam ter um certo manuseio e a pessoa também tem que gostar", afirma Elizabeth. Confecção da Larulp, em Franca (SP); setor de confecções ganha espaço na terra do calçado Igor do Vale/G1 Há nove anos na confecção de Elizabeth, a costureira Viviane Aparecida Ribeiro Mendonça, de 32 anos, acredita que a fabricação de roupas é um segmento em expansão na cidade. Depois de encarar o fantasma do desemprego, ela acredita que a experiência adquirida na área proporciona mais perspectivas que o calçado. "Hoje eu posso sair e procurar em outro lugar, se eu ficar desempregada, como costureira, porque eu aprendi aqui, faço corte, área de expedição. É um setor mais amplo, que você consegue manter um serviço muito mais fácil", diz. Desfile da edição 2019 do Franca Mais Moda Wilker Maia/Divulgação ACIF Desafios A forte demanda impulsionada por apelos como a moda fitness, a disponibilidade de cursos de capacitação e a busca por aprimoramento abrem caminhos favoráveis para as empresas, mas o setor ainda esbarra na desconfiança, na forte concorrência das grandes marcas brasileiras e nas oscilações da economia, diz Cláudia Neves. "Quando algum fornecedor, alguma pessoa interessada liga para Franca e percebe o DDD 16, já passa aquela insegurança, porque remete ao calçado", afirma. Confecção da Larulp, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 Com o objetivo de reforçar o potencial desse novo polo e de divulgar a qualidade dos produtos, os empresários realizam há três anos o Franca Mais Moda, feira com exposição de marcas, desfiles e rodadas de negócios. Na terceira edição, a visitação registrada foi 16% maior na comparação com 2018 e deixou evidências de que existe um mercado a ser explorado. "A gente quer quer isso tome corpo. A Acif [Associação de Comércio e Indústria] tem feito de tudo pra fortalecer esse evento, para que Franca se torne um polo de confecção forte, reconhecido, para passar credibilidade tanto para a cidade quanto para o estado e para o país", afirma Cláudia. Cláudia Neves, gestora do Incofran, em Franca (SP) Andressa Alves/ACIF Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca Veja Mais

Calendário PIS-Pasep 2019-2020: pagamento de abono salarial para nascidos em outubro começa nesta quinta

G1 Economia Pagamentos irão até junho de 2020. Quem nasceu nos meses de julho a dezembro receberá o benefício ainda no ano de 2019. Calendário do PIS Pasep Reprodução/TV Globo Começa a ser pago nesta quinta-feira (17) o abono salarial PIS do calendário 2019-2020, ano-base 2018, para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em outubro. O PIS é pago na Caixa Econômica Federal. Também será liberado o Pasep, que é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil, para quem tem final da inscrição 2. Quem nasceu nos meses de julho a dezembro ou tem número final de inscrição entre 0 e 4 receberá o benefício ainda no ano de 2019. Já os nascidos entre janeiro e junho e com número de inscrição entre 5 e 9 receberão no primeiro trimestre de 2020. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2020, prazo final para o recebimento. O valor do abono varia de R$ 84 a R$ 998, dependendo do período trabalhado formalmente em 2018. No caso do PIS, mais de 1,8 milhões de trabalhadores receberão o abono em outubro, totalizando R$ 1,3 bilhões, segundo a Caixa. No total, serão cerca de R$ 16,5 bilhões para mais de 21,6 milhões de beneficiários do PIS até o final do calendário. Calendário de pagamento do PIS Reprodução/DOU Calendário de pagamento do Pasep Reprodução/DOU Quem tem direito Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2018. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2018. Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa Econômica Federal, e os servidores públicos, no Banco do Brasil. É preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep. No caso do PIS, para quem é correntista da Caixa, o pagamento é feito 2 dias antes do restante dos outros trabalhadores. Já no caso do Pasep, o crédito em conta para correntistas do Banco do Brasil será efetuado a partir do 3º dia útil anterior ao início de cada período de pagamento. Valor depende dos meses trabalhados O valor do abono é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2018 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2018 completo. Por exemplo, se o período trabalhado foi de 12 meses, vai receber o valor integral do benefício, que é de um salário mínimo (R$ 998). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 83), e assim sucessivamente. Para saber se tem direito e como sacar Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação. Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos. Veja como localizar o número do PIS na internet Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil. Veja Mais

Eletrobras estima entrada de até R$ 5,1 bilhões com eventual aumento de capital

G1 Economia Nesse cenário, um mínimo de R$ 4,05 bilhões seria integralizado pela União, controladora da empresa. A Eletrobras estimou nesta quarta-feira (16) que poderá levantar até R$ 5,1 bilhões com um planejado aumento de capital por subscrição de até R$ 9,98 bilhões, segundo uma apresentação da empresa divulgada ao mercado. Nesse cenário, um mínimo de R$ 4,05 bilhões seria integralizado pela União, controladora da empresa, por meio da capitalização de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFACs). O montante máximo inclui a participação de fundos do governo, BNDES/BNDESpar e 100% dos minoritários. No cenário em que 60% dos minoritários participem, além da União, a entrada de recursos seria de 1,9 bilhão de reais. Na véspera, a estatal informou a aprovação pelo seu conselho de administração de convocação de assembleia de acionistas em 14 de novembro para deliberar sobre o tema. A estatal havia informado antes que as ações emitidas na operação terão preço unitário de R$ 35,72 para novos papéis ordinários e de R$ 37,50 para os preferenciais de classe B. O valor foi definido com base na média ponderada dos últimos 30 pregões da bolsa B3 antes de 7 de outubro pelo volume de ações negociadas no período, considerando-se deságio de 15%. Os acionistas terão direito de preferência para subscrevernovas ações na proporção de suas participações da companhia. A Eletrobras adicionou que os novos recursos levantados com a operação visam a reforçar o caixa e fazer frente a seu Plano de Negócios e Gestão 2019-23, incluindo despesas com planos de desligamento, reperfilamento de dívida e desalavancagem. Na apresentação desta quarta, a Eletrobras reforçou a opção de acionistas com direitos a dividendos referentes a 2018 ainda não pagos usem esses créditos para subscrever ações no aumento de capital, o que pode evitar desembolso de caixa pela empresa. No melhor cenário, a saída de caixa evitada, com dividendos capitalizados, seria de R$ 801 milhões. Na outra hipótese, mais conservadora, a saída evitada seria de R$ 322 milhões. Além da aprovação pela assembleia, a operação depende da emissão de decreto presidencial, que deve ser emitido até a data da assembleia, segundo proposta da administração da Eletrobras. Pelo cronograma, a conclusão do processo do aumento de capital acontecerá em dezembro. A Eletrobras negou notícias de que o aumento de capital ocorrerá por falta de apoio no Congresso ao processo de desestatização da empresa, previsto para 2020. Veja Mais

Tire dúvidas sobre a MP que permite a negociação de dívidas com a União

G1 Economia Na cobrança da dívida ativa, MP prevê descontos de até 70% do total do débito para pessoa física e micro ou pequena empresa, com parcelamento em até cem meses. O presidente Jair Bolsonaro assinou na quarta-feira (16) uma medida provisória com regras para incentivar acordos entre a União e seus devedores, a fim de quitar dívidas tributárias. A “MP do Contribuinte Legal”, como o governo a batizou, regulamentou a “transação tributária”. No caso de cobrança da dívida ativa, a medida prevê descontos de até 50% sobre o total do débito, percentual que poderá chegar a 70% para pessoa física e micro ou pequena empresa. A MP valerá como lei ao ser publicada no “Diário Oficial da União”, o que está previsto para esta quinta (17). A medida terá de ser aprovada em 120 dias por deputados e senadores, sob o risco de deixar de valer. Perguntas e respostas O que é transação tributária? A MP regulamenta a "transação tributária", prevista no Código Tributário Nacional. Segundo o artigo 171 do código, a lei permite que credor e devedor, no caso União e contribuinte, negociem um acordo a fim de efetivar o pagamento da dívida tributária. Quem poderá participar da negociação? Pessoas físicas e jurídicas poderão negociar com a União, autarquias e fundações. A negociação, com pagamento parcelado e descontos, prevê condições mais favoráveis para pessoa física e micro ou pequenas empresas. Já é possível fechar acordos? Ainda não. A MP assinada por Bolsonaro autoriza que os órgãos da União façam as negociações com os devedores. Segundo o governo, cada órgão precisará definir as regras e condições para buscar o acordo com os contribuintes. Qual a intenção do governo? O governo pretende receber ao menos parte de uma dívida trilionária – o estoque da dívida ativa é de cerca de R$ 2,2 trilhões, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A negociação também visa reduzir o número de processos no âmbito administrativo e judicial. Como funcionará a transação tributária? A União poderá celebrar acordos com os devedores em duas modalidades: cobrança da dívida ativa da União e contencioso (litígio) tributário. Nesse caso, as duas partes terão de ceder para fechar o acordo. Segundo o governo, as negociações poderão ser feitas de forma individual ou por adesão na cobrança da dívida ativa e por adesão nos casos de contencioso. O Ministério da Fazenda e a PGFN ainda definirão parâmetros para permitir as negociações. Quanto o governo pretende arrecadar? Segundo o Ministério da Economia, em uma estimativa “conservadora”, a transação tributária poderá arrecadar cerca de R$ 15 bilhões em três anos, menos de 1% do total devido. R$ 5,5 bilhões em 2020 R$ 5 bilhões em 2021 R$ 4,4 bilhões em 2022 O que é dívida ativa da União? O termo “dívida ativa da União” corresponde a todas as dívidas cobradas e não pagas dos contribuintes com o governo federal. Esses débitos podem ser tributários (Imposto de Renda de Pessoa Juríca, Cide, Confins, PIS-Pasep, ISS ou outro imposto federal) ou não tributários (empréstimos compulsórios, foros, laudêmios, alugueis e custas processuais, por exemplo). Quando a fatura é inscrita em dívida ativa, isso significa que a Fazenda Nacional não conseguiu cobrar aquela fatura pelas vias normais. Com isso, passa a incidir uma multa de 20% sobre o valor original. Se o pagamento for feito entre a inscrição e a judicialização, o contribuinte pode descontar metade dessa multa. Qual o perfil do devedor para negociação da cobrança da dívida ativa? O governo prioriza nesse tipo de acordo débitos com menores chances de pagamento, classificados como “C” ou “D” no rating da dívida ativa da União (o ranking vai de A a D, conforme a chance de pagar a dívida). Os devedores não podem ter praticado atos fraudulentos ou de concorrência desleal, devem reconhecer expressamente o débito junto à União e não podem ter alienado bens ou direitos sem prévia comunicação ao fisco, quando exigido por lei. O governo informou que os acordos poderão auxiliar na regularização das dívidas de 1,9 milhão de devedores, cujos débitos com a União superam R$ 1,4 trilhão. Qual o desconto máximo na negociação da dívida? A negociação não inclui multas criminais ou decorrentes de fraudes fiscais. O desconto será de até 50% do total da dívida, percentual que poderá chegar a 70% para pessoa física e micro ou pequena empresa. Esse desconto só envolve os acréscimos da dívida (juros, multas e encargos), sem perdoar o valor original do débito. Assim, o desconto máximo vai depender de como essa dívida é composta. Se a maior parte do débito for resultante de juros e multas, o contribuinte poderá receber um abatimento maior. Se a maior parte for o valor “original” da fatura, o desconto tende a ser menor. No caso de uma dívida total de R$ 1 mil, por exemplo, o desconto poderá chegar a até R$ 700 – desde que haja R$ 700 pendentes de juros, multas e encargos. Se desses R$ 1 mil, R$ 800 forem o valor “original”, o desconto máximo ficará em R$ 200 (os 20% adicionais). O desconto não poderá incidir sobre os R$ 800 da dívida original. Em quantas parcelas será possível fazer o pagamento da dívida ativa? O parcelamento poderá ser feito em até 84 meses. Micro ou pequena empresas poderão parcelar os débitos em até cem meses. O governo prevê a possibilidade de conceder um período de carência para o início do pagamento. O que é contencioso tributário? O "contencioso tributário" se dá quando o contribuinte aciona o poder público para contestar uma cobrança, tributária ou não. Quando o governo lança essa cobrança, o contribuinte tem 30 dias para contestar a fatura. Ele pode fazer isso em um processo administrativo (impugnação) ou pela via judicial. Qual o público para negociação de contencioso tributário? As negociações contemplarão dívidas tributárias que estão em discussão no âmbito administrativo e judicial, nos casos em que as controvérsias são consideradas “relevantes e disseminadas”, em razão da complexidade do sistema tributário do país. O Ministério da Economia avalia que poderá encerrar “milhares de processos”, que envolvem valor superior a R$ 600 bilhões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Ainda há outros R$ 40 bilhões referentes a processos judiciais, garantidos por seguro ou fiança. Em quantas parcelas será possível fazer o pagamento do acordo de contencioso? Editais que serão lançados pela União poderão prever descontos e prazo de até 84 meses para pagamento. Os editais definirão as teses que serão alvo da negociação de litígios administrativos e judiciais e as condições de adesão. A negociação não poderá contrariar decisão judicial definitiva e não autorizará a restituição de valores já pagos ou compensados. Veja Mais

WhatsApp traz novidades para iPhone: tocar áudio pela notificação e envio de memojis

G1 Economia Outra novidade é que as edições de foto agora podem ser feitas depois do envio da imagem. A nova versão do WhatsApp no iOS, sistema operacional dos iPhones, traz facilidades para os usuários e incorpora também recursos da Apple ao aplicativo. As novidades estão disponíveis na versão 2.19.100 do aplicativo, que já pode ser baixada na App Store. Quem é fã dos áudios não precisa mais nem abrir o aplicativo pra ouvir: quando receber uma mensagem desse tipo é só clicar pressionar por um pouco mais de tempo a notificação (o que a Apple chama de "3D Touch"), que será possível reproduzir o áudio ali mesmo. Agora é possível ouvir áudios do WhatsAppa partir de uma notificação no iOS. Reprodução Também é possível editar fotos depois do envio. Basta clicar na foto e no ícone de edição, que é simbolizado por um rabisco, na parte debaixo da tela. Isso vai permitir usar o lápis na imagem, cortar ou escrever um texto. Após a edição, o aplicativo reenvia uma novo foto automaticamente. A última adição ao app para Android transforma em figurinhas os memojis — espécie de emojis que a Apple permite que o usuário crie e customize. Originalmente feitos para serem usados no iMessage, mensageiro da Apple que já vem no iPhone, eles agora podem ser importados pelo WhatsApp automaticamente. Para usá-los é só clicar no botão de emojis na conversa, que eles vão aparecer do lado esquerdo do teclado. WhatsApp permite enviar os Memojis como figurinhas no iOS. Reprodução Veja Mais

Governo autoriza refinanciamento de dívidas rurais contratadas até dezembro de 2017

G1 Economia Ministério da Economia vai oferecer até R$ 1 bilhão com juros de 8% ao ano para que agropecuaristas quitem financiamentos contratados até 28 de dezembro de 2017. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou que produtores rurais e cooperativas que tiveram problemas climáticos ou de comercialização poderão ter acesso a uma nova linha de crédito para refinanciar empréstimos contratados até o dia 28 de dezembro de 2017, de acordo com comunicado do Ministério da Economia na terça-feira (15). Segundo o Ministério da Agricultura, a medida vai beneficiar especialmente os produtores de arroz. Essa modalidade, chamada de composição de dívidas, os bancos concedem novo crédito para a liquidação integral de débitos. Ao todo, o governo vai oferecer até R$ 1 bilhão para a composição de dívidas de empréstimos de custeio e investimento rural contratadas até 28 de dezembro de 2017. Cada produtor só poderá contrair até R$ 3 milhões para a composição de dívidas, com juros efetivos de 8% ao ano e prazo de pagamento de até 12 anos. O beneficiário terá 36 meses de carência, só começando a pagar a nova linha de crédito três anos depois da contratação. Em nota à Agência Brasil, o Ministério da Economia informou que a composição de dívidas pretende permitir que os produtores e as cooperativas alonguem os prazos financiamentos contratados anteriormente, cujo cronograma original de pagamento foi dificultado por imprevistos climáticos ou problemas na venda da produção. Veja Mais

Vendas para o Dia das Crianças têm crescimento, apontam Serasa e Boa Vista

G1 Economia Entidades apontam inflação baixa, saques do FGTS e melhora da renda como fatores. Comércio em Itapeva (SP) para o Dia das Crianças Reprodução/TV TEM As vendas para o Dia das Crianças tiveram crescimento em relação ao ano anterior, segundo dados da Serasa Experian e Boa Vista SCPC. De acordo com a Boa Vista, as vendas do comércio para o Dia das Crianças cresceram 3,1% em relação a 2018. O aumento foi maior do que o observado em 2018, quando as vendas para a data cresceram 2,2% na comparação com 2017. O Dia das Crianças também registrou o melhor desempenho do ano em relação às demais datas comemorativas. Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais registraram crescimento das vendas de 1,7%, 1,4% e 1,2%, respectivamente, na comparação com 2018. O indicador de atividade do comércio Dia das Crianças da Serasa Experian mostrou que as vendas na semana de 5 a 11 de outubro tiveram alta de 1,7% com relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho superou o crescimento do Dia dos Pais, Dia dos Namorados e Dia das Mães. No fim de semana que antecedeu a data (4 a 6 de outubro), houve queda de 3,2% quando comparado com os dias equivalentes de 2018 (5 a 7 de outubro). Fatores Segundo a Boa Vista, "apesar do desemprego ainda elevado e do fraco crescimento da renda, a inflação em queda, o aumento das concessões de crédito e os resgastes dos recursos do FGTS são os principais fatores por trás do bom desempenho das vendas na data, e que devem colaborar para o aquecimento do movimento do comércio até o final do ano". Segundo os economistas da Serasa Experian, "o resultado reflete a melhora no setor varejista já apontada pelos dados de atividade de setembro. O comércio no Dia das Crianças ainda foi positivamente impactado pelo aumento na massa de rendimentos da população brasileira, ou a soma da renda das pessoas, que, aliada à queda dos juros e da inflação, acabam beneficiando o varejo". Veja Mais

Bolsonaro assina MP para incentivar regularização de dívidas junto à União

G1 Economia MP do Contribuinte Legal regulamenta a transação tributária. Ministério da Economia estima que, na cobrança da dívida ativa, 1,9 milhão de devedores poderão regularizar débitos com a União. O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (16) uma medida provisória que visa estimular acordos e a regularização da situação de contribuintes com dívidas junto à União. Assinada em uma cerimônia no Palácio do Planalto, a medida é chamada pelo governo de “MP do Contribuinte Legal”. O Ministério da Economia informou que a MP tem o objetivo de “estimular a regularização e a resolução de conflitos fiscais entre a Administração Tributária Federal e os contribuintes com débitos junto à União”. De acordo com a pasta, a medida regulamenta a “transação tributária”, prevista no Código Tributário Nacional. No artigo 171, o código estabelece que a lei pode “facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de litígio e consequente extinção de crédito tributário”. A MP tem valor de lei ao ser publicada no “Diário Oficial da União”, mas precisa ser aprovada em 120 dias por deputados e senadores. Do contrário, deixa de ter validade. De acordo com o Ministério da Economia, a transação tributária “representa uma alternativa” fiscal mais “justa” do que os seguidos programas de refinanciamento de dívidas, os chamados refis. De acordo com a pasta, a negociação para o pagamento da dívida será aplicada em duas possibilidades: Transações de cobrança da dívida ativa Transações de contencioso tributário 'Segunda chance' Em discurso, Bolsonaro celebrou a MP. Na opinião do presidente, a medida “visa atender a quem produz” no país. O presidente ainda destacou que as pessoas que desejam empreender perceberão que o Estado “está menos em cima” dos cidadãos. O presidente chamou a medida de “MP da segunda chance”. Ele afirmou que o governo deseja dar “uma segunda chance”, assim como em relacionamentos amorosos, para pessoas que tenham dívidas.  O presidente afirmou que o governo não pode observar o empreendedor apenas como uma “fonte de renda”. “Não podemos nós, Estado, olhar para o contribuinte e termos uma ideia de que ali tem uma fonte de renda para nós”, disse. Bolsonaro também disse no discurso que investidores recuperam a confiança no Brasil em razão do país deixar, “cada vez mais” de ser “socialista”. “Estão [os investidores] acreditando em nós. Isso vem de onde? Do reestabelecimento da confiança, de cada vez mais nós deixarmos de sermos socialistas na economia [...]O Brasil não pode ser socialista na economia. É. Uma interferência enorme por parte do Estado em cima de quem produz”, afirmou.  Veja Mais

Bovespa opera em queda, com exterior no radar

G1 Economia No dia anterior, o Ibovespa subiu 0,18%, aos 104.489 pontos. Bovespa Nelson Almeira/AFP O principal indicador da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quarta-feira (16), em meio à cautela de investidores ante as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Às 10h24, o Ibovespa caía 0,74%, a 103.715 pontos. Veja mais cotações. No dia anterior, o Ibovespa subiu 0,18%, aos 104.489 pontos. No mês, o índice acumula queda de 0,24%, mas no ano o avanço é de 18,89%. Veja Mais

Renova Energia entra com pedido de recuperação judicial com dívida de R$ 3,1 bilhões

G1 Economia Movimento acontece após o fracasso de uma tentativa da companhia de vender à AES Tietê seu parque eólico Alto Sertão III, que tem uma dívida de quase R$ 1 bilhão com o BNDES. Complexo eólico Alto Sertão III, da Renova Energia Divulgação A Renova Energia, empresa de geração limpa que tem entre seus controladores a estatal mineira Cemig, entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (16), informou a companhia em comunicado. O pedido de recuperação judicial contempla obrigações totais de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 834 milhões correspondentes a débitos "intercompany" e R$ 980 milhões a débitos com os atuais acionistas. O movimento acontece após o fracasso neste mês de uma tentativa da companhia de vender à AES Tietê seu parque eólico Alto Sertão III, que está paralisado por falta de recursos após 90% das obras concluídas. O empreendimento ainda tem uma dívida de quase R$ 1 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Criada em 2001, a Renova chegou a ser vista como uma das mais promissoras empresas do setor de energia limpa do Brasil e atraiu em 2011 aportes da Cemig e de sua então controlada Light, que queriam utilizar a companhia como veículo para expansão em renováveis. Mas a empresa passou a sofrer dificuldades após o fracasso em 2015 de uma associação com a norte-americana SunEdison, o que levou a um longo processo de reestruturação e vendas de ativos. Após o mais recente contratempo, com o fim das negociações com a AES Tietê, a Light, que não é mais controlada pela Cemig desde uma oferta de ações em julho, anunciou na segunda-feira que vendeu sua fatia de 17% na Renova por 1 real ao fundo CG 1, que reúne participações em empresas dos fundadores da Renova, Ricardo Lopes Delneri e Renato do Amaral. Nesta quarta-feira, a Renova disse que o plano de recuperação "pretende restabelecer seu equilíbrio econômico-financeiro e honrar os compromissos assumidos com seus diversos stakeholders e, em um futuro próximo, retomar uma trajetória de crescimento sustentável, dentro das reais possibilidades operacionais e financeiras da Renova e de seus acionistas". O bloco de controle da Renova é formado pela Cemig e pelo fundo CG I, dos fundadores da companhia, que ainda tem como acionistas relevantes o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar), com 5% do capital, e o FIP Caixa Ambiental, com 3,93%. Veja Mais

Petrobras vai provisionar R$ 3,2 bilhões relativos a três processos

G1 Economia Litígios envolvem a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e participação especial e royalties relacionados à ANP. A Petrobras informou nesta sexta-feira (18) que vai provisonar R$ 3,2 bilhões por litígios envolvendo a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e litígios de participação especial e royalties relacionados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a petroleira, o efeito do provisionamento será reconhecido no resultado consolidados do terceiro trimestre, com as informações sendo apresentadas em seu balanço do trimestre subsequente. "A companhia permanece em defesa de seus interesses nos processos em curso", disse a Petrobras em nota. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters Veja Mais

Trump espera que acordo entre EUA e China seja assinado até meados de novembro

G1 Economia Presidente norte-americano espera que acordo seja assinado durante as reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no Chile em 16 e 17 de novembro. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse acreditar nesta sexta-feira (18) que um acordo comercial entre Estados Unidos e China será assinado durante as reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no Chile, nos dias 16 e 17 de novembro. "Acho que será assinado com facilidade, espero que até a cúpula no Chile, em que estaremos o presidente Xi e eu", disse Trump a repórteres na Casa Branca, sem dar mais detalhes. "Estamos trabalhando com a China muito bem", disse Trump. "Muitas coisas boas estão acontecendo." Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático Jason Lee/Reuters A Casa Branca anunciou que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente, como parte da primeira fase de um acordo comercial, embora pareça que a China mostre lentidão para levar isso adiante. A chamada fase 1 do acordo foi apresentada na Casa Branca na semana passada, durante visita do vice-premiê chinês, Liu He, como parte de uma tentativa de acabar com a guerra comercial entre os dois países. Autoridades dos EUA disseram que uma segunda fase de negociações pode tratar de assuntos mais espinhosos como transferência forçada de tecnologia e serviços não-financeiros. Veja Mais

Brasil vive 'obscurantismo' e agenda econômica não será suficiente para destravar atividade, diz Arminio Fraga

G1 Economia Para ex-presidente do Banco Central, instabilidade política atual deixa empresário cauteloso para investir no país. "Para destravar mais (a economia) seria necessário mais do que a área econômica consegue fazer sozinha", diz Fraga Reprodução Globo News O Brasil vive um momento de "obscurantismo" no atual governo e mesmo uma agenda econômica boa não será suficiente para fazer a economia deslanchar, avaliou nesta sexta feira o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga. Para ele, a instabilidade política atual deixa o empresário ainda mais cauteloso para investir no país. "A atitude geral sinaliza um obscurantismo e libera energias que não deveriam ser liberadas. É uma coisa mais truculenta e menos tolerante e, no fundo, menos positiva", disse ele a jornalistas em evento no Rio de Janeiro. Fraga destacou ainda que o governo precisa entender que a economia "não caminha sozinha no vácuo" e que é preciso criar um ambiente amplo e favorável para crescimento, geração de emprego, renda e melhor bem-estar social. "Para destravar mais (a economia) seria necessário mais do que a área econômica consegue fazer sozinha. Estou incluindo temas de natureza distributiva que vão além do moral. As reformas são importantes, mas precisamos ir muito além", avaliou. "(A instabilidade política das últimas semanas) deixa o empreendedor ainda mais apreensivo. A lição que temos que aprender, e já deveríamos ter aprendido, é que a economia não funciona no vácuo. Ela precisa se conectar ao social, à realidade e às nossas dificuldades gerais, inclusive políticas." Apesar das preocupações, o ex-presidente do BC acredita que a economia brasileira poderá registrar crescimento ao longo dos próximos anos, embora em um ritmo lento e gradual. As projeções do governo apontam uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,85%, de acordo com projeção divulgada em setembro pela secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia. "É difícil prever quanto vai ser (o crescimento lento e gradual). Prever economia é difícil, ainda mais num ambiente político complicado, polarizado e muito envenenado", completou Fraga. Veja Mais

Moedas digitais como a libra do Facebook não devem ser lançadas até que riscos sejam resolvidos, diz G7

G1 Economia Pressão de autoridades e reguladores continua forte sobre plano da Libra, enquanto apoiadores como Visa e Mastercard começam a deixar projeto. Libra, criptomoeda do Facebook, só deve ser lançada em 2020 Dado Ruvic/Reuters Os planos do Facebook de lançar a criptomoeda libra enfrentaram um novo obstáculo na quinta-feira (17), depois que o G7, grupo dos países mais ricos, disse que as chamadas "stablecoins" (moedas digitais geralmente apoiadas por dinheiro tradicional e outros ativos) não deveriam ser lançadas até que os riscos internacionais que representam sejam resolvidos. Facebook anuncia criptomoeda Libra Quando lançadas em larga escala, as stablecoins podem ameaçar o sistema monetário e a estabilidade financeira do mundo, disse um grupo de trabalho do G7 em um relatório para ministros de finanças reunidos em Washington para reuniões do FMI e do Banco Mundial. A tecnologia emergente, que atualmente não é regulamentada, como outras criptomoedas, também pode dificultar os esforços internacionais para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, além de criar problemas de segurança cibernética, tributação e privacidade, de acordo com o relatório. Libra levanta 'preocupações sérias', diz presidente do Fed "O G7 acredita que nenhum projeto global de stablecoin deve entrar em operação até que os desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão" sejam abordados, disse o grupo de trabalho, presidido pelo membro do conselho do Banco Central Europeu Benoit Coeure. "Espera-se que as entidades do setor privado que elaboram acordos sobre stablecoins abordem uma ampla gama de desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão", acrescentou o relatório. G7 exige regime rigoroso para Libra e propõe imposto mínimo Em resposta, a Associação Libra que foi criada para reger a criptomoeda disse que está comprometida em trabalhar com reguladores. Em meio a um rigoroso controle regulatório, as 21 empresas que apoiam a libra se comprometeram, na segunda-feira (14) a avançar com o projeto, ignorando a deserção de um quarto de seus membros originais, incluindo as gigantes de pagamentos Visa e Mastercard. A libra foi projetada para respeitar a soberania nacional sobre a política monetária, bem como as regras contra a lavagem de dinheiro e outros esforços para impedir finanças ilícitas, afirmou a entidade em comunicado. Veja Mais

Receita notifica 330 mil contribuintes com inconsistências no Imposto de Renda 2019

G1 Economia Cartas estão sendo enviadas aos contribuintes desde meados de outubro. Caso o contribuinte não aproveite a oportunidade de se autorregularizar, poderá ser intimado formalmente para explicar das divergências, diz Fisco. A Secretaria da Receita Federal informou nesta sexta-feira (19) que está notificando cerca de 330 mil contribuintes com "indícios de inconsistências" no Imposto de Renda Pessoa Física 2019 (ano-base 2018) a verificarem suas declarações. Essas pessoas ficaram retidas na malha fina do leão. "Trata-se de ação destinada a estimular os contribuintes a verificarem o processamento de suas Declarações de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e a providenciarem correção, caso constatem erro nas informações declaradas ao Fisco", informou o órgão. De acordo com a Receita Federal, a notificação está sendo feita por meio do envio de cartas aos contribuintes. O órgão explicou que, neste primeiro momento, esses contribuintes não estão sendo autuados, o que implicaria no lançamento de multa. Mas advertiu que, caso o contribuinte não aproveite a oportunidade de se "autorregularizar", poderá ser intimado formalmente para explicar as divergências encontradas. "Após receber intimação, não será mais possível fazer qualquer correção na declaração e qualquer exigência de imposto pelo Fisco será acrescida de multa de ofício de, no mínimo, 75% do imposto que não foi pago pelo contribuinte, ou que foi pago em valor menor do que o devido", explicou o Fisco. Como proceder O contribuinte que receber a notificação da Receita Federal deve consultar a situação de sua declaração do Imposto de Renda 2019 no site do órgão, no serviço “Extrato da DIRPF”, utilizando código de acesso ou certificado digital. Para isso, é preciso gerar um código de acesso, a partir do número do CPF, data de nascimento e recibos de entrega das duas últimas declarações. A declaração retida em malha fina apresenta sempre mensagem de "pendência", informou o Fisco. Junto com a pendência, são fornecidas orientações de como proceder no caso de erro na declaração apresentada. Neste caso, o contribuinte deve encaminhar uma declaração retificadora do Imposto de Renda e recolher os valores devidos. Caso não concorde com a análise do Fisco, o contribuinte pode aguardar ser chamado pela fiscalização, ou até mesmo agendar um atendimento presencial nas unidades da Receita Federal, e apresentar os documentos que comprovem sua posição. Modelo da carta enviada pelo Fisco Receita Federal Veja Mais

Caixa Seguridade anuncia saída de Laloni do conselho de administração

G1 Economia Executivo renunciou ao cargo e será substituído por Thays Cintra Vieira, eleita em assembleia geral extraordinária. Laloni era diretor da área de mercado de capitais do BNDES e foi demitido na véspera. A Caixa Seguridade informou que André Tosello Laloni renunciou como membro do conselho de administração. Em assembleia geral extraordinária, foi eleita para substituí-lo Thays Cintra Vieira. Thays é graduada em administração pela Universidade de Brasília, além de possuir pós-graduação em gestão de projetos e mestrado em governança e tecnologia pela Universidade Católica de Brasília. Atualmente, exerce o cargo de diretora na diretoria executiva de canais da Caixa. Anteriormente, ocupou o cargo de gerente nacional na mesma área. Laloni esteve no centro de uma discussão sobre a oferta subsequente de ações do Banco do Brasil ("follow-on"), realizada ontem (17) e que levantou R$ 5,8 bilhões. A operação foi secundária, tendo como acionistas vendedores o próprio BB, que se desfez de ações em tesouraria, e papéis detidos pelo FI-FGTS, administrado pela Caixa. Até o lançamento da oferta, havia expectativa de adesão da União como vendedora, mas não houve aprovação no BNDES, responsável por intermediar a venda. A falta de consenso resultou no pedido de licença de Laloni, diretor de mercado de capitais do BNDES. Ontem, ele foi demitido em votação extraordinária do conselho. Veja Mais

Se acordo para Brexit não sair, Brasil pode perder anualmente mais de US$ 700 milhões em exportações, calcula CNI

G1 Economia Segundo a CNI, a União Europeia já anunciou que, com a saída do Reino Unido, serão eliminadas 11 cotas específicas que o bloco tem de importação fixa de produtos brasileiros. CNI estima uma perda de exportações de 112 mil toneladas já no primeiro ano. Primeiro-ministro Boris Johnson disse ter chegado a um 'ótimo novo acordo' sobre o Brexit PA Media Nas próximas semanas, empresários e exportadores brasileiros deverão acompanhar com grande atenção os capítulos finais da novela do Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia. Isso por que, a depender de como o processo de retirada do bloco aconteça até 31 de outubro, a indústria brasileira poderá amargar perdas anuais de até US$ 736 milhões em exportações nos cenários mais pessimistas, segundo projeções divulgadas nesta sexta-feira (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme os dados divulgados pelo Ministério da Economia, no mês de setembro de 2019, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,2 bilhões, retração de 59,9% frente ao valor alcançado no mesmo período do ano anterior, de US$ 5,5 bilhões. Na quinta-feira (17), o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciaram ter chegado a um acordo sobre o Brexit apenas algumas horas antes de uma reunião entre líderes europeus em Bruxelas. A saída do bloco foi decidida em um referendo de julho de 2016, mas ainda não se concretizou por falta de acordo sobre os detalhes de como isso se dará. Se nenhum consenso for aprovado pelos parlamentos do Reino Unido e de cada país membro da União Europeia, em 31 de outubro o Brexit acontece sem acordo. Se o acordo anunciado por Johnson for aprovado, o Reino Unido inteiro deixará o regime alfandegário da União Europeia, o que abre espaço para que o governo britânico possa fechar acordos comerciais com outras nações no futuro — inclusive com o Brasil, se depender das expectativas da CNI. Ainda que a União Europeia seja um mercado crucial para muitos países latino-americanos, o comércio com o Reino Unido é mais reduzido. O Brasil é maior exportador regional para os britânicos, o volume negociado corresponde a apenas 2% das exportações totais brasileiras. O que deixaremos de exportar? Segundo a CNI, a União Europeia já anunciou que, com a saída do Reino Unido, reduzirá suas cotas preferenciais fixas que mantém com outros países. Serão eliminadas 11 cotas específicas que o bloco tem de importação de produtos brasileiros. Caso isso se confirme, a CNI estima uma perda de exportações de 112 mil toneladas já no primeiro ano. As exportações de frango salgado, por exemplo, sofreriam queda de quase 30%, as vendas de cana de açúcar para refino cairíam em cerca de 8% e as de carne processada de aves seriam reduzidas em 33,7%. Segundo o gerente-executivo de Assuntos Internacionais da CNI, Diego Bonomo, o "mundo ideal" desejado pelos exportadores brasileiros é que o Brexit ocorra com acordo. Além disso, que a perda das 11 cotas de exportação que a União Europeia tem com o Brasil — pelo qual o bloco garante a compra de produtos brasileiros — seja rapidamente substituída por cotas do Reino Unido para a compra de produtos brasileiros. E, em uma terceira frente estratégica, que sejam iniciadas rapidamente as negociações para buscar um acordo de livre comércio com o Reino Unido. "A possibilidade de um acordo já foi sondada pelo próprio Reino Unido. E de nossa parte, pelo menos do setor privado, há muito interesse", diz o executivo. Segundo Bonomo, o Brasil exporta para o Reino Unido principalmente matérias-primas agrícolas, produtos agropecuários processados e manufaturados como autopeças e componentes de máquinas. E se não sair acordo? O pior cenário, na visão da CNI, é justamente se as lideranças não conseguirem a aprovação de seus parlamentos, e o Brexit ocorrer sem um acordo. Nesse caso, o pessimismo da CNI se baseia nas projeções divulgadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estima que um Brexit sem acordo representaria para o Reino Unido uma retração econômica de 3% e queda de 0,6% para a União Europeia. A previsão da CNI é de que, nesse mesmo cenário, cada 1% de queda no PIB global representaria uma retração de 2,1% nas exportações do Brasil. Nesse cálculo, o Brexit sem acordo resultaria numa perda acumulada em 12 meses de US$ 736 milhões para o Reino Unido e a União Europeia. Com a saída do Reino Unido, a União Europeia divulgou uma lista reduzindo em 28,7% o número total de cotas. Atualmente, o Brasil tem 11 cotas específicas que cairiam, na previsão da UE. Nessa negociação, a reivindicação da entidade industrial brasileira, que representa 700 mil empresas, é que as cotas perdidas sejam totalmente recuperadas na União Europeia. Entre as grandes economias latino-americanas, a Colômbia é a mais dependente das compras britânicas, mas mesmo assim o total de suas exportações com destino a Londres e adjacências é de apenas 2,5%. Em 2018, o Brasil vendeu US$ 42,1 bilhões para a União Europeia, o que significou 17,6% das exportações do país. Em 1998, a quantia era menor, de US$ 152,7 bilhões, mas correspondia a 30% do total embarcado. Para sair do papel, a negociação ainda precisa de aprovação dos parlamentos do Reino Unido e da União Europeia. Johnson tem que conseguir aprovar seu acordo no Parlamento até sábado se quiser evitar ter que pedir à União Europeia uma nova extensão do prazo limite para a concretização do Brexit, que por enquanto — depois de outros pedidos de extensão— é 31 de outubro. Por que o Reino Unido está deixando o bloco? Num plebiscito em 23 de junho de 2016, os britânicos foram perguntados se o Reino Unido deveria permanecer ou deixar a UE. A maioria — 52% contra 48% — decidiu que o país deveria deixar o bloco. Mas a saída não aconteceu de imediato, foi agendada para o dia 29 de março de 2019. "Chegamos a um ótimo novo acordo que nos devolve o controle", escreveu hoje o primeiro-ministro Boris Johnson no Twitter. "Agora o Parlamento deve finalizar o Brexit no sábado para que nós possamos seguir com outras prioridades." "Onde há vontade, há acordo — E nós temos um! É um acordo justo e equilibrado para a União Europeia e o Reino Unido e é uma prova do nosso compromisso em encontrar soluções. Recomendo que o Conselho Europeu respalde esse acordo", publicou Juncker no Twitter. Tanto ele quanto Johnson urgiram seus respectivos parlamentos a apoiarem o acordo. Os dois lados estavam trabalhando na parte legal do texto, mas a negociação ainda precisa de aprovação dos parlamentos do Reino Unido e da União Europeia. Johnson tem que conseguir aprovar seu acordo no Parlamento até sábado se quiser evitar ter que pedir à União Europeia uma nova extensão do prazo limite para a concretização do Brexit, que por enquanto — depois de outros pedidos de extensão — é 31 de outubro. Com o encontro de líderes em Bruxelas, eles podem dar sua aprovação política ao texto que foi trabalhado para ficar pronto justamente a tempo de ser lido na reunião. No entanto, em nota, o partido norte-irlandês DUP, que forma uma coalizão com o Partido Conservador, mas tem sido o principal entrave para a aprovação do Brexit, já informou não apoiar o acordo. O texto, divulgado antes do anúncio de Johnson, dizia que o partido não poderia apoiar as propostas "da maneira como estão". Depois do anúncio do primeiro-ministro, disseram que a declaração "ainda vale". Pelo acordo, o Reino Unido inteiro deixará o regime alfandegário da União Europeia. Haverá uma fronteira alfandegária entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda (esta permanecerá na UE). Mas, na prática, a fronteira alfandegária será entre a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda, com a checagem de mercadorias em seus "pontos de entrada" na Irlanda do Norte. O líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que o acordo parecia "ainda pior" do que o negociado pela ex-premiê Theresa May e "deve ser rejeitado" por membros do Parlamento. As propostas de Johnson para um novo Brexit se baseavam em se livrar do "backstop", a solução negociada entre May e a União Europeia para resolver os problemas na fronteira entre a República da Irlanda (país independente e membro da União Europeia) e a Irlanda do Norte (parte do Reino Unido) depois da saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, há quem entenda que o novo projeto confere um tratamento diferente à Irlanda do Norte em relação ao Reino Unido, com regras e regulações aduaneiras diferentes do resto —algo que preocupa o DUP. O principal negociador da União Europeia, Michel Barnier, afirmou que o novo acordo se baseia em quatro elementos: A Irlanda do Norte permanecerá alinhada a uma série de regras da União Europeia, notadamente as relacionadas a movimentação de produtos; A Irlanda do Norte permanecerá no território aduaneiro do Reino Unido, mas vai continuar sendo "um ponto de entrada" para o mercado comum da União Europeia; Há acordo para manter a integridade do mercado único e satisfazer os desejos legítimos do Reino Unido em relação a sua taxação sobre produtos; Representantes da Irlanda do Norte poderão decidir se continuam aplicando ou não as regras da união audaneira na Irlanda do Norte a cada quatro anos. Veja Mais

Política brasileira para o trabalho é generosa, mas não inteligente, diz Ricardo Paes de Barros

G1 Economia Economista que ajudou a idealizar o Bolsa Família lidera grupo de estudos do governo federal sobre relações do trabalho. Ele defende alterar regras do FGTS e do abono salarial, e mudanças na qualificação profissional. O Brasil possui uma série de incentivos no mercado de trabalho que são mal alocados e, muitas vezes, não geram o resultado esperado, diz o economista e professor do Insper Ricardo Paes de Barros. Em setembro, ele começou a comandar um grupo de estudos do Ministério da Economia sobre as relações de trabalho, com o objetivo de estimular a geração de empregos no País. Numa avaliação pessoal e ainda sem especificar as medidas que eventualmente possam ser propostas ao governo, Paes de Barros diz que é preciso alterar as regras do abono salarial e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Também avalia que deve ser revista a forma como os trabalhadores brasileiros são qualificados e que o país precisa repensar o seu sistema educacional, porque o avanço da escolaridade da população não tem se traduzido em ganhos de produtividade. "A política brasileira pode ser classificada como hipergenerosa, mas não muito inteligente", afirma Paes de Barros, um dos idealizadores do programa Bolsa Família. Entre 2011 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff, foi subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. "Não tem solução possível para a pobreza, para a desigualdade se não houver emprego decente, mais produtivo para todo mundo em idade ativa que queira trabalhar", afirma. Brasil precisa traduzir ganhos de escolaridade em produtividade, diz Paes de Barros Sérgio Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo A seguir os principais trechos da entrevista. O sr. integra um grupo criado pelo governo federal para analisar o mercado de trabalho. Qual é a leitura que o sr. faz do emprego e das relações trabalhistas? Não tem solução possível para a pobreza, para a desigualdade se não houver emprego decente, mais produtivo para todo mundo em idade ativa que queria trabalhar. A nossa missão é tentar desenhar uma legislação trabalhista e de políticas de emprego e renda que entenda os incentivos e, portanto, que seja uma política que promova o crescimento e gere mais trabalho decente e produtivo para todos. A política brasileira pode ser classificada como hipergenerosa, mas não muito inteligente. Quais incentivos que o senhor considera que são exagerados? Isso não falta. Um exemplo típico é que o país tenta gastar uma quantidade enorme de recursos qualificando quem está desempregado. Só que o desempregado não sabe exatamente o que ele vai fazer quando conseguir o emprego. Ele pode ser formado para um trabalho, mas pode conseguir emprego em outra coisa. O que a gente vê nos programas de qualificação é que muitas vezes o cara nem termina curso porque conseguiu emprego em outra área. Ou muitas vezes ele termina o curso, arranja emprego, mas não usa o que aprendeu na qualificação. Como resolver essa questão da qualificação? Uma das maneiras é dar ao trabalhador desempregado o direito a uma qualificação. Mas, em vez de exercer esse direito enquanto está desempregado, ele só vai exercer na hora em que tiver uma oferta de trabalho. O empregador vai receber um trabalhador que tem um vale-qualificação e que, portanto, na hora em que for empregado, os dois em conjunto podem decidir no que o trabalhador vai ser qualificado e quando vai ser qualificado. Uma outra questão que falta no Brasil é a certificação. Muitos trabalhadores têm qualificação, mas não são reconhecidos por terem uma. Às vezes, você está querendo qualificar alguém que é garçom, pedreiro, carpinteiro, mas você não reconhece as habilidades que essa pessoa tem. Durante o desemprego, você pode certificar o trabalhador de tudo o que ele sabe fazer. Quem for empregá-lo já sabe que ele foi certificado e que tem aquelas competências. O que o sr. diz que é que esse trabalhador não precisa estudar aquilo que já sabe? Ele tem de provar (o que sabe) e há várias maneiras de se avaliar. E uma vez que esse trabalhador já foi certificado, você sabe que ele precisa de um curso de nível três, por exemplo, porque o nível um e dois ele já tem. Certificar é o primeiro ponto para fazer a formação. Remuneração do FGTS deve ser alterada, diz Paes de Barros Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo Quais outras medidas são necessárias? O Brasil consegue ter políticas públicas extremamente modernas. O FGTS é uma coisa moderna, porque tem uma ideia de seguro-desemprego com base numa poupança individual. O FGTS é fantástico, mas ele tem um problema grave, não rende os juros de mercado. É preciso valorizar essa poupança e pagar uma taxa de juros de mercado para o trabalhador ter o incentivo de manter essa poupança, e não ter o incentivo de retirar aquela poupança que, às vezes, ele só consegue sendo demitido. O abono salarial é um outro exemplo. Ele é pago um ano ou um ano e meio depois que o cara trabalhou. Agora, se é um trabalhador pobre, mas com um incentivo que vem um ano ou um ano e meio depois que ele trabalhou, será que há o incentivo para a pessoa a trabalhar naquele mês? Uma maneira muito mais óbvia de incentivar seria pagar o abono no mês que ele trabalhou e não um ano e meio depois. Houve um desperdício na qualificação profissional do país? Há uma tremenda discussão se o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) ajudou em alguma coisa, ainda é bastante discutível. Tem estudos que mostram que ajudou muito pouco, outros mostram que ajudou um pouco mais. Mas certamente não ajudou muito. É um programa que qualifica quase que cegamente o trabalhador sem saber o que a empresa precisa. Cada empresa precisa de uma coisa. É possível, então, gastar a mesma coisa e fazer melhor? A ideia toda desse grupo é a seguinte: é claro que eu tenho de preparar os trabalhadores para que eles se beneficiem mais da atividade econômica, mas eu tenho de me preocupar também em ter mais atividade econômica. Se o país tiver mais atividade econômica e os trabalhadores estiverem mais preparados para se beneficiar disso, vou ter mais emprego. Isso pode ser feito com os recursos que a gente tem, sendo um pouco mais delicado e mais respeitoso com os incentivos. E como a atividade vai melhorar e resolver a questão do mercado de trabalho? Nós temos de melhorar o nosso ambiente de negócios. O país tem uma legislação tributária, trabalhista e fiscal muito complexa. É uma complexidade enorme e que não ajuda a promover o crescimento econômico. Não é uma questão de reduzir, eliminar direitos, de reduzir tanto a carga tributária. É uma questão simplificar essa coisa toda. Mas também tem uma parte que é a seguinte: nós queremos mais empregos para jovens e para trabalhadores pobres. E a gente cobra impostos. Por exemplo, o salário-educação é um imposto cobrado sobre o trabalhador que ganha um salário mínimo. Por que eu quero cobrar um imposto de alguém que emprega um trabalhador que ganha um salário mínimo? A gente tem de bater palma para quem emprega o trabalhador que ganha um salário mínimo, não cobrar imposto. Eu vou cobrar imposto do cara que ganha 10 salários mínimo. É preciso reduzir, então, essa disparidade? A gente devia reduzir a cunha fiscal dramaticamente para aqueles trabalhadores mais pobres, de tal maneira, que as empresas tenham mais incentivo para contratá-los, além de dar uma simplificada geral. Muito da legislação trabalhista é mais confusão do que legislação. E isso se percebe em toda política social brasileira. Toda política social brasileira é baseada na ideia de que o Estado é capaz de resolver conflitos, resolver problemas, tomar decisões. E que localmente, individualmente, as pessoas são muitos vulneráveis para poder fazer isso. O Brasil dificulta que acordos sejam feitos diretamente entre o trabalhador e a empresa, entre o sindicato e a empresa. Mesmo com a reforma, a legislação trabalhista avançou pouco, então? Ela avançou pouco, mas está avançando. O que nós precisamos no Brasil é a capacidade de resolver os problemas localmente. Não queremos a judicialização de tudo, queremos acreditar que as pessoas sabem resolver conflitos. A legislação trabalhista tem de avançar na direção de dar mais poder aos sindicatos, aos trabalhadores e para as empresas com o objetivo de que seja possível resolver os seus problemas e que eles não precisem ser levados para a Justiça. A desoneração da folha de pagamento combinada com a criação de um tributo sobre transação financeira chegou a ser defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Desonerar a folha de pagamento dos mais pobres seria um caminho? O Brasil é estranho. Existe o abono salarial concedido para o trabalhador que ganha um salário mínimo, mas também cobra-se do trabalhador uma contribuição para a Previdência. Numa mão estamos dando, mas com a outra tirando. A ideia é que o Brasil deveria ser mais generoso cobrando menos impostos dos trabalhadores que ganham um salário mínimo ou próximo disso. E compensando de quem ganha mais? De quem exatamente vai se cobrar mais vai depender de uma reforma tributária mais abrangente para que isso seja feito de uma maneira inteligente. Evidentemente, não é inteligente para o Brasil que tem uma taxa de desemprego alta e quer reduzir a pobreza cobrar imposto sobre quem emprega essa gente (que ganha um salário mínimo). A sociedade está disposta a encarar esse debate, de quem ganha mais ter de pagar mais? Ao longo dos últimos 15 anos, 20 anos, o Brasil, talvez, seja um dos países que mais reduziu a desigualdade. Apesar disso, o Brasil ainda tem os níveis de desigualdade entre os mais elevados do mundo. Eu acho que a sociedade brasileira tem de estar desejosa, ansiosa, desesperada para ter, pelo menos, mais uma ou duas décadas de acentuada redução da desigualdade. Uma acentuada redução na desigualdade significa os pobres pagando menos impostos, e os riscos pagando mais impostos, assim como as de despesas públicas sendo mais focalizadas nos mais pobres, e os riscos recebendo menos benefícios do setor público. A qualificação é o ponto que o país mais deve atacar para reduzir a desigualdade? Na verdade, a desigualdade está espalhada para todo lado, entre o setor formal e o setor informal. Antes, se o país focasse muito na educação, teria muito avanço, mas hoje está mais disperso. Mas certamente a primeira infância é uma das maneiras mais importantes para se reduzir a desigualdade. Na primeira infância, as crianças são inacreditavelmente sensíveis a como elas são atendidas. E, qualquer desigualdade que se criar ali, vai sobreviver a vida inteira. O Brasil precisa repensar toda a sua política educacional de uma maneira significativa. E não vai ser aumentando tanto o volume de recursos porque já o país já chegou a 6% (de investimento do PIB). O sr. não acha que o corte de recursos é um ponto negativo e que pode prejudicar a educação? A educação agradece se ela tiver mais recursos. O que a gente tem de ter em mente é que na Coreia (durante o Fórum Mundial de Educação), em 2015, quando os países se reuniram para traçar o rumo da educação para os próximos 15 anos, eles concordaram de que 4% a 6% do PIB era a meta que os países deveriam ter para gastar com educação pública. E o Brasil já cumpriu isso. O grande problema da educação brasileira é a qualidade do gasto. Ricardo Paes de Barros, professor do Insper Ricardo Correa/ÉPOCA O baixo nível educacional do Brasil é um grande obstáculo para um crescimento mais rápido do país. Como se resolve esse problema? O Brasil tem dois problemas. Um problema é fazer com que a educação funcione melhor. O outro é fazer que o que a educação ensina seja significativo para a atividade econômica e que a atividade econômica valorize aquilo que a educação está fazendo. O Chile aumentou a escolaridade e a produtividade do trabalho da seguinte maneira: cada vez que a escolaridade aumentava em um ano, a produtividade no Chile cresceu US$ 3 mil por trabalhador. Na Coreia, que também aumentou a escolaridade da força de trabalho, cada ano virou US$ 7 mil. E o caso brasileiro, como se comportou? No Brasil, a escolaridade cresceu mais do que o Chile, mas a produtividade não aumentou. A educação é um direito humano, então, eu poderia dizer que ela não precisa servir ao sistema produtivo. Mas é bom que sirva. Se a gente quer traduzir educação em salário, a gente precisa traduzir educação em produtividade. Sem produtividade no longo prazo, nós não vamos ter aumento salarial. E o Brasil tem muita dificuldade de fazer isso. Então, não adianta só melhorar a educação, tem de entender porque ela não está falando direito com o nosso sistema produtivo. O que sr. propõe é que as empresas indiquem quais são os profissionais que estão sendo demandados? A gente sempre tem de escutar isso, mas em certo sentido o mercado de trabalho aponta nessa direção. Mas todo o sistema educacional, a formação do currículo, o Ensino Médio, que se tornou uma coisa muito mais flexível, pode beneficiar muito mais uma interação com as empresas. Nós temos que também trabalhar na capacidade de converter mais educação em melhor produtividade e condições de vida. Temos de começar a ser cuidadosos nos mecanismos que convertem educação em produtividade, em saúde e numa série de coisas. No Brasil, a tradução de educação em produtividade é um caso clássico que não está funcionando. Pode parar tudo para reexaminar porque não está funcionando. Veja Mais

Saques de até R$ 500 do FGTS para não correntistas da Caixa nascidos em janeiro começam hoje

G1 Economia No total, 4,1 milhões de pessoas nascidas em janeiro devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão neste 1º lote; prazo dos saques para todos que têm direito vai até 31 de março de 2020. Tira-dúvidas sobre os saques do FGTS A Caixa Econômica Federal libera a partir desta sexta-feira (18) os saques de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para não correntistas do banco nascidos em janeiro. Trata-se de uma nova etapa de saques, que começaram em setembro e alcançaram primeiro os correntistas da Caixa, com crédito automático em conta. Neste primeiro lote de não correntistas, 4,1 milhões de pessoas devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão, segundo previsão do banco. No total, incluindo todos os lotes, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. O saque imediato de até R$ 500 não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo). SAIBA TUDO SOBRE A LIBERAÇÃO DOS SAQUES DO FGTS Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. A Caixa estendeu o horário de 2.302 agências nesta sexta (18) e na segunda (21) e terça-feira (22), além de abrir no sábado (19), para realizar os pagamentos, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir a senha do Cartão Cidadão: As agências que têm horário de abertura às 10h abrirão às 8h; As agências que têm horário de abertura às 9h abrirão uma hora mais cedo e terão o horário de funcionamento estendido em 1 hora; As agências que têm horário de abertura às 11h abrirão às 9h; As agências que têm horário de abertura às 8h permanecem abrindo às 8h e terão horário de funcionamento estendido em 2 horas; No sábado, as agências abrem das 9h às 15h. A lista das agências com horário especial de atendimento está no site fgts.caixa.gov.br. A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019 Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019 Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019 Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019 Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019 Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019 Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020 Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020 Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020 Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020 Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020 Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020 Começam na 6ª feira (18) os saques do FGTS para quem não tem conta na Caixa Saques de correntistas da Caixa De acordo com balanço da Caixa, cerca de 36,9 milhões de correntistas tiveram liberados R$ 15,2 milhões na conta nos três lotes de pagamento. A maior parte dos saques foi na região Sudeste: 17,4 milhões sacaram R$ 7,5 bilhões, seguida da região Nordeste, onde R$ 3 bilhões foram sacados por 8,1 milhões de trabalhadores. Os correntistas que não quiserem fazer a retirada têm até o dia 30 de abril de 2020 para informar ao banco que prefere manter o dinheiro no Fundo de Garantia. Nesse caso, mesmo que o crédito tenha sido feito na conta, a Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS. Todos os trabalhadores, independente do aniversário, sendo correntistas ou não da Caixa, podem sacar o dinheiro até o dia 31 de março de 2020. A Caixa alerta, entretanto, que à medida que o trabalhador vai adiando seu saque, ele ficará sujeito ao efeito cumulativo dos outros calendários, o que acumulará mais pessoas para receber e portanto poderá enfrentar mais filas. Saiba como consultar o saldo do FGTS dentro do limite de R$ 500 Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS De acordo com balanço do Ministério da Economia, a liberação dos saques de até R$ 500 do FGTS será maior nos meses de setembro e outubro - serão R$ 17,7 bilhões liberados para 44,3 milhões de pessoas, de um total de R$ 39,8 bilhões para 96,5 milhões de pessoas. Os meses de setembro e outubro englobam os depósitos automáticos para correntistas da Caixa e o início dos saques para quem não é correntista e nasceu em janeiro e fevereiro. O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas como inativas. Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja mais exemplos abaixo: Exemplos de saques de até R$ 500 por contas do FGTS Reprodução/Caixa Como serão os saques para quem não tem conta poupança na Caixa Valores de até R$ 100 por conta: saque será feito nas lotéricas, com CPF e documento de identificação. Valores de até R$ 500 por conta: saque nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e Senha Cidadão ou Cartão Cidadão e senha. Caso não possua o Cartão do Cidadão, poderá sacar nos caixas eletrônicos da Caixa utilizando o CPF e a Senha Cidadão. Em caso de saque na agência, deve apresentar documento de identidade com foto, número do CPF e Carteira de Trabalho ou Cartão Cidadão e senha. O saque imediato no valor de até R$ 500 não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor, bem como não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave. Ninguém é obrigado a sacar o dinheiro do FGTS. Se não houver a retirada, o dinheiro permanece no fundo, ganhando rentabilidade. No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente. Saque-aniversário Trabalhadores já podem aderir ao saque-aniversário do FGTS O recebimento do saque imediato de até R$ 500 por conta de FGTS não gera adesão ao saque-aniversário. Os interessados em aderir a esses saques anuais podem comunicar a decisão à Caixa Econômica Federal desde o dia 1º de outubro deste ano. Entenda o saque-aniversário do FGTS Nesse caso, os saques serão anuais e começarão em abril de 2020, de acordo com o mês em que o beneficiário nasceu. Veja o calendário do saque aniversário: Nascidos em janeiro e fevereiro – saques de abril a junho de 2020; Nascidos em março e abril – saques de maio a julho de 2020; Nascidos em maio e junho – saques de junho a agosto de 2020; Nascidos em julho – saques de julho a setembro de 2020; Nascidos em agostos – saques de agosto a outubro de 2020; Nascidos em setembro – saques de setembro a novembro de 2020; Nascidos em outubro – saques de outubro a dezembro de 2020; Nascidos em novembro – saques de novembro de 2020 a janeiro de 2021; Nascidos em dezembro – saques dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. A partir de 2021, o saque deverá ser feito no mês do aniversário até os dois meses seguintes. O valor do saque anual será um percentual do saldo de todas as contas do trabalhador. Para contas com até R$ 500, será liberado 50% do saldo, percentual que vai se reduzindo quanto maior for o valor em conta. Para as contas com mais de R$ 500, os saques serão acrescidos de uma parcela fixa. Portanto, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores. Limite dos saques anuais do FGTS Reprodução/Ministério da Economia O trabalhador ficará impedido de retirar o valor integral do FGTS na rescisão do contrato de trabalho. No entanto, ele continua tendo direito ao pagamento da multa dos 40% em cima do valor total. Em caso de arrependimento, o trabalhador só poderá retornar ao chamado saque-rescisão após dois anos a partir da data de adesão ao saque-aniversário. No entanto, o trabalhador que optar pelo saque-aniversário continuará tendo direito à retirada o saldo do FGTS para a casa própria, em caso de doenças graves, de aposentadoria e de falecimento do titular e para as demais hipóteses previstas em lei para o saque. Initial plugin text Veja Mais

Zuckerberg defende Facebook por não remover anúncios políticos em discurso sobre liberdade de expressão

G1 Economia Presidente da empresa afirmou que é preciso dar voz às pessoas e chegou a dizer que plataforma não está na China por questões de liberdade na internet. Mark Zuckerberg falou de liberdade de expressão em discurso na Universidade Georgetown, em Washington Reprodução O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, falou esta quinta-feira (17) na Universidade Georgetown, em Washington, onde deu um discurso sobre liberdade de expressão na internet. Ele defendeu as ações que o Facebook tem tomado para retirar opiniões nocivas e discursos de ódio das plataformas da empresa — WhatsApp, Instagram e Facebook. O executivo também defendeu a decisão recente de não retirar anúncios políticos das redes sociais, mesmo que contenham mentiras. Zuckerberg falou ainda sobre a "voz" que redes dão às pessoas, sobre o direito ao contraditório e até criticou a China por problemas com liberdade de expressão on-line, citando o aplicativo TikTok, rede social chinesa em ascensão. O salão da Universidade Georgetown foi escolhido a dedo para o discurso: lá já discursaram presidentes dos EUA e outros líderes políticos, como Barack Obama, Hillary Clinton e até o cantor Bono Vox. Polêmica com anúncios políticos A decisão da empresa de não fazer checagem em anúncios políticos gerou bastante polêmica nos EUA no último mês. Zuckerberg defendeu a atitude do Facebook, afirmando que "não é certo que uma companhia privada censure políticos ou notícias em uma democracia". Facebook impõe novas regras para anúncios políticos nos EUA "Nós não checamos os fatos em anúncios políticos. Não fazemos isso para ajudar políticos, mas porque nós acreditamos que as pessoas deveriam ver por elas mesmas o que os políticos estão dizendo", afirmou. O executivo disse que considerou banir esse tipo de anúncio, e que essa decisão seria acertada do ponto de vista dos negócios, já que o faturamento com propaganda política é baixo. Mas escolheu permitir os anúncios para "dar voz" a políticos que não têm alcance na mídia. Responsabilidades do Facebook O discurso também abordou questões que tem sido usadas em críticas à rede social nos últimos meses: desinformação, boatos e conteúdos ofensivos. Na visão do executivo, a empresa tem duas responsabilidades: remover conteúdo que poderia causar "perigo real" da maneira mais efetiva possível, e lutar para que a definição de liberdade de expressão seja o mais abrangente possível, enquanto luta para que a definição do que é considerado perigoso não seja expandida além do que é preciso. "Embora eu me preocupe com a erosão da verdade, eu não acredito que a maioria das pessoas quer viver em um mundo onde você só possa publicar coisas que as empresas de tecnologia julguem ser 100% verdade", disse. Cutucada no TikTok Zuckerberg aproveitou o discurso também para falar da liberdade de expressão na China, um tema que voltou à tona recentemente com os protestos em Hong Kong pedindo por democracia. Segundo ele, até recentemente, a internet na maioria dos países era definida por plataformas americanas com "valores de liberdade de expressão fortes". Zuckerberg afirmou que há 10 anos, quase todas as maiores plataformas da internet eram americanas e que "agora 6 das 10 maiores são chinesas". "Enquanto nossos serviços, como o WhatsApp, são usados por manifestantes e ativistas por causa da criptografia forte e proteção da privacidade, no TikTok, o aplicativo chinês que cresce mais rápido no mundo, menções a esses protestos são censuradas, até mesmo nos EUA. Essa é a internet que queremos?", perguntou. De acordo com ele, essa é uma das razões que as plataformas não funcionam na China. Apesar disso, sobram notícias sobre os planos dele e do Facebook de entrar no mercado chinês. Em 2016, a empresa teria até mesmo desenvolvido um mecanismo de censura geográfica para impedir o bloqueio do país. O Facebook também conta com um projeto chamado Lasso, que pretende ser um competidor do TikTok. Zuckerberg já falou das estratégias da empresa em lidar com o aplicativo, em áudios vazados de uma reunião com funcionários. Os protestos em Hong Kong já envolveram empresas americanas, que tiveram que lidar com pressões chinesas. A Apple, por exemplo, chegou a retirar da App Store um aplicativo que era usado por manifestantes. Veja Mais

Acordo do Reino Unido sobre Brexit aponta para laços comerciais mais distantes com UE

G1 Economia FMI e Banco Mundial avaliam, porém, que acordo ajudará a reduzir as incertezas sobre o comércio e as perspectivas econômicas. Primeiro-ministro e negociadores da União Europeia chegam a um acordo sobre o Brexit O Reino Unido estará a caminho de laços econômicos mais distantes com a União Europeia, o que tornaria o país mais pobre, caso o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ganhe apoio parlamentar para o acordo do Brexit acertado nesta quinta-feira (17). Entenda os principais pontos da nova proposta de acordo para o Brexit Comparado com o pacto que sua antecessora, Theresa May, alcançou no ano passado - que o Parlamento rejeitou três vezes -, o acordo de Johnson visa menos alinhamento regulatório com a UE e maiores barreiras comerciais entre o Reino Unido e seu maior parceiro comercial. "Isso é mais prejudicial do que o Brexit de Theresa May em termos de impacto econômico", avaliou Anand Menon, diretor para Reino Unido no Changing Europe, escritório sediado em Londres. O Ministério das Finanças do Reino Unido e quase todos os economistas externos prevêem que o aumento das barreiras comerciais fará com que a economia britânica cresça mais lentamente do que se ficasse na UE, e os danos crescem à medida que as barreiras comerciais aumentam. Com base no que se sabia dos planos de Johnson na semana passada, o Changing Europe estimou que eles tornariam os britânicos mais de 6% mais pobres em uma base per capita do que se o Reino Unido permanecesse na UE - o equivalente a 2 mil libras por ano a médio prazo. Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, chamou o acordo de "boa notícia". Já o presidente do Banco Mundial, David Malpass disse que a clareza sobre o Brexit ajudará a reduzir as incertezas sobre o comércio e as perspectivas econômicas para o Reino Unido e a UE. Mesmo com um acordo, o PIB britânico deve desacelerar, segundo Georgieva, embora tenha destacado que grande parte desse impacto já foi absorvido devido ao longo período desde a votação do Reino Unido para deixar o bloco em 2016. O FMI projeta uma alta de 1,2% no PIB do Reino Unido em 2019 e de 1,4% em 2020. Veja Mais

Reforma administrativa tem 'mais consenso' que tributária e pode ser encaminhada ainda neste mês, diz Mansueto

G1 Economia Para secretário do Tesouro Nacional, existe hoje 'um ambiente muito positivo' de discussão sobre os salários do funcionalismo público. 'Nível de engessamento do orçamento brasileiro não tem paralelo no mundo', diz Mansueto Almeida Alan Teixeira/BTG Pactual Divulgação A reforma administrativa tem mais consenso hoje do que a tributária, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. A proposta que altera as regras do serviço público está bem adiantada e poderá ser encaminhada ao Congresso Nacional ainda neste mês, disse em evento nesta quinta-feira (17) em São Paulo. Déficit da União deve fechar ano em R$ 80 bilhões, prevê Paulo Guedes De acordo com o secretário, existe hoje "um ambiente muito positivo de discussão de salários, de regras de aumento salarial" do funcionalismo, por exemplo. "Tudo isso cria um ambiente positivo para se discutir a reforma administrativa", disse a jornalistas após apresentação no Brasil Financial Summit. Segundo Mansueto, a reforma deve incluir medidas para conter o crescimento dos salários de servidores públicos em âmbito federal. "O governo precisa recuperar capacidade de investimento", voltou a dizer. "A despesa obrigatória está crescendo no Brasil R$ 80 bilhões por ano." Déficit primário de 2019 deve ficar abaixo de R$ 100 bi, diz secretário do Tesouro Em sua fala, Mansueto ressaltou que, do orçamento de R$ 1,48 trilhão previsto para o próximo ano, apenas 7%, ou R$ 105 bilhões, podem ter a alocação decidida pelo Congresso, posto que 93% da despesa tem destinação obrigatória. Assim, apenas R$ 19 bilhões deverão ser destinados para investimentos. "O nível de engessamento do orçamento brasileiro não tem paralelo no mundo", disse. Ainda segundo o secretário, a reforma tributária não sairá rapidamente. "A reforma tributária não vai sair rápido, essa reforma é algo muito complexo, que não tem unidade dentro do setor produtivo", disse. "Mas nosso sistema é tão ineficaz, ele tem tantas regras, que temos espaço para, na margem, ir melhorando muita coisa, até que se consiga o consenso para fazer uma reforma tributária mais ampla." Veja Mais

China diz que espera alcançar pacto comercial em fases com os EUA

G1 Economia Expectativa é de que um acordo possa ser assinado durante a cúpula dos países Ásia-Pacífico, no Chile, nos dias 16 e 17 de novembro. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, durante cúpula dos líderes do G20 realizada em junho no Japão Kevin Lamarque/Reuters A China espera chegar a um acordo por etapas na disputa comercial com os Estados Unidos e cancelar tarifas o mais rápido possível, disse o Ministério do Comércio nesta quinta-feira, acrescentando que guerras comerciais não têm vencedores. Um acordo por etapas ajudará a restaurar a confiança do mercado e reduzir a incerteza, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, a repórteres, acrescentando que os dois lados mantêm uma comunicação próxima. "O objetivo final das negociações de ambos os lados é acabar com a guerra comercial e cancelar todas as tarifas adicionais", disse Gao. "Isso beneficiaria a China, os EUA e o mundo inteiro. Esperamos que os dois lados continuem a trabalhar juntos, avancem nas negociações e cheguem a um acordo em fases o mais rápido possível." O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, delineou a "fase um" de um acordo em 11 de outubro e suspendeu um aumento tarifário planejado, mas autoridades de ambos os lados disseram que muito mais trabalho precisa ser feito. Os negociadores comerciais dos EUA e da China estão trabalhando para definir um texto para a "fase um" do acordo comercial, para que seus presidentes assinem no próximo mês, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, na quarta-feira. Mnuchin disse que o "objetivo" do governo Trump é que o acordo seja assinado entre os presidentes dos dois países em uma cúpula de 16 e 17 de novembro dos países da Apec em Santiago, no Chile. Representantes de menor escalão de ambos os países estão trabalhando em detalhes de um acordo agora, disse Gao. Guerra comercial: entenda as tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial A disputa comercial entre China e Estados Unidos vem causando preocupações em todo o mundo desde o começo de 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Desde então, foram feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução. Veja Mais

O que levar em consideração na hora de escolher um smartwatch?

G1 Economia Resistência a água, bateria, funções esportivas e de saúde. Blog apresenta algumas das funções que existem nos smarwatches, para ajudar na escolha de um modelo ideal. Quando os smartphones assumiram protagonismo entre os acessórios, diversos itens se tornaram dispensáveis. Os relógios de pulso, por exemplo, tiveram a função de mostrar as horas incorporada ao celular, o que levou muitos a prever o declínio desse objeto, que era desejo de muitos consumidores. Mas os relógios também se tornaram digitais e tiveram seu conceito reformulado pela indústria: receberam funções que, antes, estavam disponíveis apenas nos smartphones, além de novas características, muito vinculadas a esporte e saúde. Blog apresenta algumas das principais funções dos smartwatches. Fábio Tito/G1 O Apple Watch provavelmente é o wearable mais lembrado quando falamos desse acessório. A primeira geração dele serviu de inspiração para a criação de centenas de modelos similares, e outros fabricantes passaram a investir numa linha de produtos desse tipo. Os primeiros modelos eram úteis, porém limitados. Boa parte das funcionalidades eram dependentes da conectividade com o smartphone — na prática os relógios cumpriam o papel de mostradores de notificações de mensagens recebidas no celular. Nas gerações seguintes os modelos passaram a operar de maneira independente e começaram a ter até conectividade própria, com disponibilidade de rede celular e conectividade com fones sem fio. Na coluna de hoje serão apresentadas características que devem ser levar em conta na hora de escolher o smartwatch ideal. Conectividade com o celular O smartwatch, por mais que ofereça recursos próprios, se torna mais útil quando for capaz de sincronizar dados com o celular. E para que isso ocorra, o smartphone precisa ter um aplicativo compatível com o relógio. Smartwatches mais baratos podem não oferecer aplicativos oficiais. São muitos modelos que indicam sites para baixar o app de sincronia de dados. O problema de baixar esses aplicativos fora das lojas oficiais é que será preciso alterar as configurações de segurança do Android, permitindo a instalação de aplicativos a partir de fontes desconhecidas. No caso da Apple, esse download não é permitido pelo sistema. Resistência a água Um bom relógio não deve estar vulnerável a água, mas isso não significa que, necessariamente, ele tenha que servir como um acessório de mergulho. O ideal é que ele seja capaz de suportar pequenas imersões na água sem que isso comprometa o seu funcionamento. Deve vir indicado no manual do fabricante qual é a capacidade suportada de imersão. Veja as métricas nesses casos: 3 ATM ou 30 metros: suporta respingos de água, como chuva ou no momento de lavar as mãos. 5 ATM ou 50 metros: permite que você tenha um contato um pouco maior com a água, como durante a lavagem do seu carro. 10 ATM ou 100 metros: apesar de não ser indicado para mergulhos em grandes profundidades, possibilita que você entre no mar e na piscina por um período mais prolongado. 15 ATM ou 150 metros: é possível mergulhar (quando não tiver usando equipamentos) em profundidades maiores e também praticar esportes aquáticos. 20 ATM ou 200 metros: muito resistente, permite mergulhar com equipamentos em grandes profundidades. Autonomia de bateria Um dos pontos fracos encontrados na primeira geração de smartwatches, era a autonomia da bateria. Boa parte dos modelos requeriam que a bateria fosse carregada durante a noite. Essa limitação impedia que fosse usada a função de monitoramento do sono, pois para que ela coletasse dados do usuário enquanto ele estivesse dormindo, seria preciso estar usando o relógio. O tempo de duração varia conforme o uso das funções do relógio e a permanência em que ele ficar sincronizando dados pelo Bluetooth. Ajustes no brilho da tela, ativação do display para exibição da hora, entre outras configurações ajudam a economizar energia. Existem alguns modelos que utilizam bateria não recarregável, e que podem ser usados durante meses e após a bateria precisa ser substituída por um relojoeiro. Geralmente esses modelos possuem um display muito semelhante ao de um relógio digital convencional, para poupar energia da bateria. O leitor deve ficar muito atento a esse quesito. Quanto maior for a autonomia da bateria, melhor. Autonomia da bateria depende das características e funções do smartwatch. Thiago Lavado/G1 Durabilidade e materiais A qualidade dos componentes usados na construção do relógio é fundamental para uma maior durabilidade, principalmente o material empregado na construção da tela. Os smartwatches podem ser feitos de vários materiais, como aço inoxidável, alumínio, PVC, fibra de carbono. Isso influencia diretamente no conforto de usá-lo e também na resistência a pequenos impactos. A tela é um dos itens mais sensíveis, e a sua resistência também deve ser levada em consideração. É possível encontrar modelos com tela Gorilla Glass, safira, vidro. A maioria dos modelos de entrada apresentam telas Gorilla Glass. A pulseira também é um item que não deve ser ignorado. Alguns modelos oferecem a possibilidade de opções personalizada, para fazer esportes ou com uma cara mais social, com materiais e cores diferentes. É importante verificar a disponibilidade e custo das peças de reposição. Funcionalidades e aplicativos Não basta ser um relógio bem construído, com uma boa autonomia de bateria, se ele não oferecer funcionalidades relevantes, pois são elas que determinam o quanto ele será útil. Os principais sistemas operacionais que equipam os relógios inteligentes são os seguintes: Android Wear; Tizen for Wearables; WebOS; FitbitOS; WatchOS; Amazfit OS; Cada uma dessas plataforma oferece a possibilidade de instalar os seus aplicativos. Os modelos de relógios mais simples utilizam um sistema operacional capaz apenas de realizar as funções básicas e sincronização de dados com o celular — não é possível baixar e instalar aplicativos no próprio relógio. Poder instalar apps adicionais, aumenta a disponibilidade de funções para o smartwatch. Veja algumas das funções nos aparelhos. Acelerômetro É o sensor principal para a coleta de dados relacionados ao movimento. Essas informações são utilizadas nas funções de controle do sono, contador de passos, exibição de notificações. Aplicativos para prática de esportes Os aplicativos correspondem as funcionalidades do relógio, para quem pretende usá-lo para gerenciar a prática de atividades esportivas (corrida, ciclismo, natação, caminhada), é importante avaliar o funcionamento de cada app. Alguns modelos mais completos permitem baixar e instalar aplicativos adicionais. O monitor de sedentarismo, por exemplo, exibe um alerta baseado no tempo de inatividade do usuário. Já o contador de passos é uma outra maneira de coletar dados e indicar o quanto o usuário é ativo. Especialistas recomendam 10 mil passos por dia. Monitor do sono É um recurso que indica as interrupções que ocorreram durante o período de sono, para a coleta de dados é necessário estar usando o relógio. Os dados são apresentados pelo aplicativo de gerenciamento do dispositivo ou por aplicativos específicos, feitos para esse fim. Esse tipo de indicador serve para aferir a qualidade do sono "profundo". A qualidade do sono representa mais saúde e o relógio ajuda a evidenciar algum tipo de distúrbio na qualidade do repouso. Gravador de voz A opção de gravador de voz não está presente em todos os modelos, pois ela depende de uma capacidade de armazenamento de dados adicional. É preciso verificar no manual do aparelho sobre a disponibilidade desse recurso. GPS É um item indispensável para quem faz caminhadas ou corridas de rua. As informações são coletadas e apresentadas no app que gerencia os recursos do relógio. A precisão do GPS é desejável para fazer um histórico preciso da atividade, apresentar estatísticas do desempenho. Nem todos os relógios oferecem essa função, pois aumenta consideravelmente o preço. Monitor de batimentos cardíacos A medição do número de batimentos é feita com a ajuda dos LEDs, que ficam piscando interruptamente durante centenas de vezes por segundo. Eles servem para identificar a intensidade em que o fluxo sanguíneo corre pelas veias, então o sensor do smartwatch detecta e contabiliza esse número, fazendo o cálculo entre o intervalo de tempo em cada batida. A coleta de dados vitais é um recurso presente em boa parte dos relógios inteligentes. Alguns oferecem a leitura do quantidade de batimentos cardíacos, pressão sanguínea e até eletrocardiograma (ECG). Já existem modelos que contam com um chip de inteligência artificial para a medição e monitoramento da biometria cardíaca — esses podem indicar anormalidades e ajudam na prevenção de doenças. Mas a leitura dos dados vitais, para não haver distorções, requer que o usuário siga todas as instruções do fabricante. Além das funções descritas acima, cada fabricante adiciona os seus próprios recursos, e cabe ao leitor avaliar se vale a pena pagar mais caro em detrimento de funcionalidades que talvez nem serão usadas. Além dos smartwatches, também é possível encontrar smartbands (pulseiras inteligentes), que são dispositivos com as principais funções presentes nos relógios inteligentes. Smartbands têm algumas funções que estão presentes nos smartwatches por um preço mais acessível. André Paixão/G1 Custo e benefício Os recursos de hardware nem sempre são exaltados pelos fabricantes: nos modelos baratos sequer é possível saber a quantidade de memória RAM, modelo de processador, capacidade de armazenamento e até mesmo o sistema operacional. Esse conjunto de especificações, determina quais funções um smartwatch será capaz de executar — quanto mais avançadas, mais caro será o relógio. O material empregado na fabricação influencia, mas são esses detalhes técnicos que determinam os benefícios que um relógio poderá oferecer em termos de funções. As funções básicas são oferecidas por todos, mas maior desempenho, tamanho da tela, recursos avançados, só estão presentes nos modelos mais caros. Selo Ronaldo Prass Ilustração: G1 Veja Mais

O que fazer quando aplicativos são removidos do Google Play?

G1 Economia Blog também responde dúvida sobre uso indevido do número de telefone. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às quintas-feiras. Aplicativos removidos do Google Play Ontem li no G1 a matéria sobre apps removidos do Google Play. Porém, a minha intenção ao abrir a matéria para ler era verificar se por um acaso eu teria algum desses apps instalados no meu celular, mas, me deparei com uma lista que não ajuda o leitor nesse sentido. A matéria ficou um pouco sem sentido e tenho certeza que demais usuários caíram na mesma situação. Enfim, há 172 aplicativos que foram excluídos na loja, que prejudicam os usuários e roubam informações, comprometendo a segurança e não sabemos se usamos algum desses aplicativos. Seria possível informar? – Thiara Marinho Thiara, você leu apenas um texto sobre aplicativos removidos do Google Play. Mas o blog não tratou desse assunto uma única vez, e existem vários outros, que você pode conferir aqui e aqui, por exemplo. Isso significa que são centenas — ou até milhares — de aplicativos sendo removidos, alguns deles com nomes idênticos ou muito parecidos com o de aplicativos oficiais. Na prática, não vale a pena você verificar esses aplicativos manualmente — a lista completa (se existisse uma) seria imensa. De qualquer forma, qualquer lista será sempre incompleta ou terá informações imprecisas. O Play Protect realiza verificações periódicas em busca de aplicativos nocivos instalados no seu smartphone. Não é preciso fazer verificações manuais. Reprodução O que você deve observar é se o seu celular está com alguns dos problemas associados aos aplicativos falsos, tais como anúncios em tela cheia em momentos inoportunos, apps cujos ícones sumiram da lista, contratação de serviços de SMS não solicitados e assim por diante. Novos golpes podem surgir ao longo do tempo — um dos mais recentes é o de assinatura, em que o aplicativo cobra um valor exorbitante por uma função simples. O Android dispõe de um recurso de segurança chamado Play Protect que analisa os aplicativos instalados e aponta aplicativos inseguros ou que podem apresentar comportamento indesejado. O Play Protect realiza verificações automáticas em seu aparelho. Para conferir se ele está funcionando e se algum app nocivo foi encontrado, siga estes passos: Abra o aplicativo da Google Play Store em seu celular; Toque no menu três barras; Clique então em "Play Protect". O Play Protect é de responsabilidade do Google e a lista de aplicativos bloqueados na Play Store ajuda a melhorar o filtro do Play Protect, segundo o próprio Google informa em seus relatórios. Como todo programa de segurança, o filtro do Play Protect não é perfeito. Se você estiver com alguma suspeita específica, procure um segundo programa antivírus para analisar seu telefone. Na maioria dos casos, porém, isso não é necessário. Se você identificar algum problema que persiste apesar desse sistema de proteção, restaure o celular para as configurações de fábrica. Rede de telefonia não dispõe de proteções contra a falsificação de origem de chamada. Se você tiver evidências de que seu número foi usado de forma indevida, procure a polícia. Thiago Lavado/G1 Número de telefone 'roubado' Temos uma linha de celular comercial e, alguém, não sabemos quem e como, usa nosso número para fazer simulação de chamadas, isto é, dá um toque e desliga. A seguir, a pessoa retorna informando que recebeu uma chamada do nosso número querendo saber do se se trata. Isso perdura há mais de 6 meses, com até 10 chamadas ao dia. Já reclamamos com a operadora e ela informa não existir nada de anormal na linha. Acontece que, alguns dão o print da tela, confirmando como "aparentemente ser nosso número". Outras xingam com ofensas temerosas. É uma linha comercial com mais de 10 anos, então não podemos trocá-la. Como agir? – Carlos Infelizmente, você não pode fazer muita coisa sozinho e vai precisar da ajuda de um advogado. Também procure a polícia e registre um boletim de ocorrência. A rede de telefonia não tem muitas proteções para impedir a falsificação do número de origem de uma chamada. Na prática, alguém pode usar seu número mesmo sem usar sua linha. Como as pessoas em geral não sabem disso, você pode ser responsabilizado pelo mau comportamento de algum terceiro. É possível que alguém tenha cometido um engano na configuração do número, mas isso pode ter sido intencional também. É bastante provável que essas chamadas não estejam partindo da sua operadora de telefonia. Para descobrir a origem dessas chamadas, será preciso uma investigação na Justiça. Seu objetivo será chegar à operadora que está realizando essas chamadas, e a operadora (que pode ser um prestador de serviços VoIP, por exemplo) poderá identificar o assinante (cliente) que está usando um número de origem de chamada indevidamente. A data, a hora exata e o número de destino das chamadas vão ajudar a rastrear as ligações, então reúna todos os dados possíveis — inclusive os "prints" que mostram essas informações e as reclamações que você recebeu. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Selo Altieres Rohr Ilustração: G1 Veja Mais

Ministra anuncia antecipação do seguro-defeso para pescadores devido a vazamento de óleo

G1 Economia Defeso é o período em que a pesca é proibida devido à reprodução das espécies. Pedido para receber o benefício deve ser feito pelos governos dos estados atingidos pelo óleo no litoral. Levantamento do Ibama registra 161 localidades afetadas por vazamento de óleo A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, informou nesta quarta-feira (16) que o governo federal antecipou de novembro para este mês o pagamento do seguro-defeso aos pescadores artesanais prejudicados pelo vazamento de óleo que atingiu oo litoral nordestino. O anúncio foi feito no Senado, após reunião da ministra com parlamentares do Nordeste para discutir a situação dos trabalhadores da pesca na região. O seguro é um benefício previdenciário, no valor de um salário mínimo mensal, destinado aos pescadores profissionais que ficam impossibilitados de pescar devido ao defeso (período de reprodução das espécies, quando a pesca é proibida). De acordo com o Ministério da Agricultura, o mês da antecipação depende do período do defeso. Na pesca marinha, varia de acordo com a pasta. O período de defeso do camarão, por exemplo, começa em 12 de dezembro, informou o ministério. “O seguro-defeso que começaria a partir de novembro, nas aldeias e nos estados onde está tendo o problema, nós vamos fazer em conjunto para poder antecipar, para que os pescadores possam parar de pescar esse peixe que não está apropriado ao consumo e também não deixem de ter renda para sua sobrevivência”, declarou Tereza Cristina. De acordo com a ministra, ainda não se sabe quantos profissionais da pesca foram prejudicados pelo vazamento nem o impacto econômico para o setor. Para requerer o benefício, o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior, afirmou que os governos estaduais precisam informar ao Ministério da Agricultura quais localidades foram afetadas pelo óleo, a fim de que a pasta acione o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável pelo pagamento do seguro. “As secretarias dos estados, secretarias de agricultura, precisam acionar o governo federal e a partir daí nós vamos operacionalizar junto ao INSS, ministério da Economia essa antecipação, ou seja, existe uma necessidade da provocação dos estados, porque eles estão nas pontas e sabem as áreas que foram afetadas. Cruzaremos isso com o ministério do Meio Ambiente para fazer o pagamento”, explicou. Veja Mais

Ainda há trabalho a ser feito em acordo comercial com a China, diz secretário do Tesouro dos EUA

G1 Economia Steven Mnuchin afirmou ainda que os EUA não decidiram como lidar com as tarifas sobre US$ 156 bilhões em produtos chineses programadas para entrar em dezembro. Negociadores comerciais chineses e norte-americanos ainda possuem trabalho a fazer no acordo comercial de "fase um" antes da assinatura pelos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, no mês que vem, disse nesta quarta-feira (16) o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. Mnuchin afirmou a repórteres que não houve convite da China para que autoridades norte-americanas viajem a Pequim para mais negociações sobre o acordo, mas que ele e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, estão preparados para viajar caso seja necessário. Ele também disse que o governo Trump não tomou decisões sobre como lidar com as tarifas planejadas sobre US$ 156 bilhões em produtos chineses, programadas para entrar em vigor em 15 de dezembro. Guerra comercial: entenda as tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial 'Início' de um acordo Na semana passada, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos chegaram à primeira fase de um acordo comercial com a China. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, após negociações com o vice-premiê chinês, Liu He. Mas, nesta quarta, Trump afirmou que não deve assinar qualquer acordo comercial com a China até se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, no Fórum da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) no Chile. A disputa comercial entre China e Estados Unidos vem causando preocupações em todo o mundo desde o começo de 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Desde então, foram feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução. Veja Mais

Crise na Venezuela: o que é possível comprar com o novo salário mínimo aprovado por Maduro

G1 Economia O preço de um quilo de queijo à venda em supermercado em Caracas custa quase o valor de um salário mínimo. O governo venezuelano aprovou um novo aumento no salário mínimo, que agora será de 300 mil bolívares soberanos, cerca de 18 dólares ou R$ 75, de acordo com a taxa de câmbio no mercado paralelo, a mais utilizada. O anúncio foi feito no Twitter pelo deputado da Assembleia Nacional Constituinte e ex-ministro do Trabalho Francisco Torrealba. Torrealba explicou que os 300 mil bolívares serão divididos em 150 mil do salário mais outros 150 mil da chamada "cesta ticket socialista", um bônus para comprar alimentos que é entregue aos trabalhadores. O anúncio logo despertou críticas. O líder da oposição Juan Guaidó descreveu a medida como "insuficiente" e disse que "é um salário mínimo que ninguém ganha na Venezuela". Initial plugin text E não faltou quem fizesse piadas nas redes sociais. A Venezuela sofre há anos com a hiperinflação, um forte aumento nos preços que corroeu fortemente o poder de compra da população. O custo das proteínas A BBC News Mundo visitou um supermercado em Caracas nesta terça-feira (15/10) para ver o que pode ser comprado pelo valor do novo salário mínimo. Um litro de leite, para mencionar um item amplamente consumido pelas famílias, custava no estabelecimento, localizado em uma área de classe média da cidade, 38 mil bolívares. Um quilo de arroz custava 21 mil bolívares, enquanto o de sal era 18 mil. Produtos que podem ser comprados com um salário mínimo venezuelano no mercado BBC Comprar proteínas atinge um novo patamar. O quilo do frango picado custava 50 mil bolívares, enquanto a dúzia de ovos, 35 mil. Desta forma, se uma pessoa comprar dez pacotes com 12 ovos cada, o salário mensal acaba. Se alguém quer se dar ao luxo de comprar queijo, as coisas ficam ainda mais complicadas. O único que estava à venda no mercado custava 290 mil bolívares por quilo. Ou seja, um quilo desse queijo consumiria quase toda a renda de um trabalhador que recebe salário mínimo. Embora seja verdade que muitos funcionários venezuelanos recebam quantias mais altas ou outras remunerações por seus serviços, o salário mínimo segue sendo o que, em muitos casos, trabalhadores do setor privado e funcionários públicos recebem em troca de sua mão-de-obra. O preço de 1 quilo de queijo é quase equivalente a um salário mínimo na Venezuela BBC A Venezuela vive há anos uma grave crise, que se reflete na severa contração de sua economia. Segundo o Banco Central da Venezuela (BCV), o país perdeu mais da metade de seu PIB desde que Nicolás Maduro chegou ao poder em 2013. Muitos especialistas, assim como a oposição e seus aliados internacionais liderados pelos Estados Unidos, culpam a má administração econômica do governo pela crise. Já a Venezuela, embora admita erros, diz que o país sofre uma "guerra econômica" liderada pelos Estados Unidos em retaliação a seu compromisso com o socialismo e qualifica de "bloqueio" as sanções impostas pelo governo de Donald Trump. 'Repetitivo e inútil' Uma das consequências dos desequilíbrios da economia é a hiperinflação, que em 2018 subiu para 130.060%, de acordo com os dados do BCV. Para lidar com o aumento descontrolado dos preços, tornou-se comum o governo aumentar o salário mínimo, apesar de muitos especialistas alertarem que essa medida só faz engordar a espiral inflacionária. Para Luis Vicente León, presidente da consultoria Datanálisis, se a medida não for acompanhada de outras mudanças fundamentais na economia, o aumento se torna um "exercício repetitivo e inútil". No atual contexto de hiperinflação, o bolívar se torna cada vez mais escasso. As transações em dólares americanos estão se tornando cada vez mais frequentes na Venezuela, embora o governo não tenha regulamentado seu uso. O acesso à moeda tornou-se uma dificuldade adicional para os venezuelanos mais desfavorecidos. Segundo dados das Nações Unidas, mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país, no que é considerado "o maior êxodo da história recente da América Latina e do Caribe", o que dá uma ideia da magnitude da crise no país da América do Sul. Veja Mais

Após três meses sem quórum, Cade retoma sessão de julgamentos

G1 Economia Três dos quatro conselheiros indicados pelo presidente Jair Bolsonaro tomaram posse. Luis Braido já foi aprovado pelo Senado Federal, mas ainda não foi nomeado. Três meses depois, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) voltou a ter sessão de julgamento nesta quarta-feira (16). A sessão contou com a presença de três novos conselheiros: Sérgio Costa Ravagnani, Luiz Augusto Azevedo de Almeida Hoffmann e Lenisa Rodrigues Prado. Com as posses, o tribunal do Cade está quase completo, com apenas uma cadeira vaga. Luis Henrique Bertolino Braido, que também foi aprovado pelo Senado Federal, ainda não foi nomeado. O Cade estava sem quórum para julgamento desde o dia 16 de julho, com o fim do mandato de Paulo Burnier. Vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Cade é responsável pela análise de fusões de empresas e pelo julgamento de infrações, como a prática de cartéis, a combinação de preços entre empresas. Durante a primeira sessão, Lenisa Prado afirmou que a indicação dos novos conselheiros passou por vários momentos difíceis, mas disse que a divisão que ocorreu antes da indicação não se repetiu na recepção da equipe do Cade. “O Brasil hoje se encontra dividido e a nossa indicação passou por vários momentos muito difíceis. Eu entendo que isso é uma particularidade do momento político, do momento econômico, de vários fatores, mas posso garantir que essa divisão eu não encontrei aqui”, afirmou. As quatro indicações de Bolsonaro para o Cade foram cercadas de polêmicas. Em maio, o presidente chegou a encaminhar dois nomes para o Cade, os dois indicados pelos ministros da Justiça e da Economia. Senadores afirmaram que as indicações não foram discutidas com eles, e não marcaram as sabatinas. No início de agosto, o presidente retirou as indicações e fez as novas. Veja Mais

Concurso da Emdec tem 12,5 mil candidatos e disputa chega a 4,4 mil por vaga; prova será no dia 20 de outubro

G1 Economia Prova objetiva no próximo domingo (20) acontece nos turnos da manhã, para nível superior, e tarde, para níveis médio e técnico. Veja relação candidato/vaga por cargo abaixo. Empresa de trânsito de Campinas realiza provas de concurso público no próximo domingo (20). Reprodução/EPTV As provas do concurso público da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) acontecem no próximo domingo (20) com uma disputa acirrada pelas 18 vagas oferecidas em 15 cargos. Ao todo, 12.581 pessoas se inscreveram. A função de assistente administrativo jr. concentra a maior competitividade, são 4.490 pessoas disputando 1 única vaga. Consulte local, sala e horário de realização da prova Consulte o edital do concurso da Emdec A remuneração varia de R$ 2.127,67, para a função de oficial de manutenção jr., a R$ 6.325,30, para o cargo de analista da mobilidade urbana jr. Veja, abaixo, a relação candidato/vaga dividida entre os cargos oferecidos. Disputa por vagas no concurso público da Emdec Horários das provas Os candidatos farão as provas em dois turnos, sendo os de nível superior na parte da manhã e os níveis médio e técnico, à tarde. Quem organiza o processo seletivo é o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). Manhã (Nível Superior) Abertura dos portões: 8h Fechamento dos portões: 8h45 Início previsto das provas: 9h Tarde - (Nível Médio/Técnico) Abertura dos portões: 13h30 Fechamento dos portões: 14h15 Início previsto das provas: 14h30 Benefícios Os aprovados e convocados para atuar na Emdec receberão auxílio-refeição no valor de R$ 921,84, auxílio-alimentação de R$ 519,90, além das opções de vale-transporte, convênio médico e seguro de vida. Vaga para agente de mobilidade urbana está entre as opções do concurso. Lucas Jerônimo/G1 Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Economia cresceu 0,9% em agosto, aponta monitor do PIB da FGV

G1 Economia No trimestre móvel de junho a agosto, foi registrado crescimento de 0,6% na comparação com o período de março a maio. A economia brasileira cresceu 0,9% de julho a agosto, segundo o Monitor do PIB, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado nesta quarta-feira (16). O número já considera ajustes sazonais. No trimestre móvel de junho a agosto, o crescimento foi de 0,6% em comparação ao período de março a maio. Na comparação interanual, a economia cresceu 0,2% em agosto e teve queda de 0,3% nos três meses encerrados em agosto. O desempenho mensal foi influenciado pelo desempenho da agropecuária e da indústria que apresentaram crescimento de 1,7% e 1,1%, respectivamente, pelos cálculos da FGV. O resultado da indústria deve-se, principalmente, à extrativa e à eletricidade, que cresceram mais do que 4% em agosto. A expansão da indústria extrativa está associada ao aumento na produção de petróleo e também à recuperação dos níveis de produção de minério de ferro, após a retração no início do ano. Na comparação interanual, o avanço de 0,2% foi impulsionado, principalmente, pela agropecuária e pelos serviços. Apesar desse crescimento, vale destacar que atividades de extrema relevância para incentivar a economia (como a transformação, o comércio e os transportes) tiveram retração nesta comparação. Pela ótica da demanda o único componente a crescer, na comparação interanual, foi o consumo das famílias, com uma elevação de 0,3%. Veja Mais

Bolsa Família: MP com 13º salário anual anunciado pelo governo só prevê benefício para 2019

G1 Economia Governo anunciou pagamento anual do benefício, mas medida provisória publicada só faz referência a este ano. Parlamentares poderão incluir pagamento anual durante análise do texto. Medida provisória sobre o 13º salário do Bolsa Família publicada no 'Diário Oficial da União' Reprodução/Diário Oficial da União Embora o governo federal tenha anunciado o pagamento anual do 13ª salário do programa Bolsa Família, a medida provisória que trata do benefício, publicada nesta quarta-feira (16) no "Diário Oficial da União", assegura somente o pagamento da parcela em dezembro deste ano. A assinatura da MP foi feita nesta terça (15) durante cerimônia no Palácio do Planalto, mas o texto da medida provisória só foi disponibilizado nesta quarta. Não há no texto da medida provisória nenhuma referência ao pagamento do benefício nos próximos anos, apesar do anúncio na cerimônia e de ter sido publicado um texto sobre o Bolsa Família no site da Presidência, no qual o governo afirmava que o pagamento seria anual. O texto foi corrigido pela assessoria do Palácio do Planalto às 11h08 desta quarta, depois de publicada a reportagem. Apesar do anúncio de que o benefício seria pago anualmente, o texto da medida provisória contradiz o governo, e diz expressamente que o pagamento será feito apenas em 2019. A MP incluiu na lei que instituiu o Bolsa Família o seguinte artigo: "Art. 2º-B. A parcela de benefício financeiro de que trata o art. 2º relativa ao mês de dezembro de 2019 será paga em dobro". Procurados pelo G1, Palácio do Planalto e Ministério da Cidadania informaram que a parcela do 13º está prevista para 2019. As assessorias, porém, não deram informações sobre o benefício ser pago nos próximos anos e como viabilizar o pagamento. A reportagem ainda aguarda retorno. Tramitação Por se tratar de medida provisória, o ato do presidente já terá força de lei assim que publicado no "Diário Oficial da União". Para se tornar uma lei em definitivo, porém, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, em até 120 dias. Com isso, para que o benefício seja pago anualmente, a medida provisória precisará ser modificada pelos parlamentares durante a tramitação no Congresso Nacional. De acordo com o Ministério da Cidadania, o pagamento do benefício em 2019 custará R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos. Os recursos têm origem no incremento de R$ 2,58 bilhões ao orçamento do ministério, feito em março. O programa De acordo com a Caixa Econômica Federal, o Bolsa Família atende atualmente a 13,9 milhões de famílias de baixa renda em todo o país. São beneficiárias as famílias consideradas: extremamente pobres: com renda mensal de até R$ 89 por pessoa; pobres: com renda mensal de até R$ 178 por pessoa, mas que incluam gestantes ou crianças e adolescentes de até 18 anos. O benefício parte de R$ 89 mensais e pode receber parcelas adicionais de: R$ 41 para crianças, adolescentes e gestantes; R$ 48 para adolescentes de 16 ou de 17 anos. O valor total do pagamento não pode ultrapassar R$ 372 por família. Veja Mais

Concentração de renda volta a crescer no Brasil em 2018, diz IBGE

G1 Economia Índice de Gini subiu depois de permanecer estável por dois anos. Rendimento dos 1% mais ricos do país cresceu 8,4%, enquanto os 5% mais pobres perderam 3,2%. Em 2018, renda dos brasileiros mais ricos cresceu. Mais pobres perderam dinheiro. Fernando Frazão/Agência Brasil Num quadro de lenta retomada econômica e elevado desemprego, o Brasil colheu mais uma notícia negativa no ano passado: a concentração de renda voltou a piorar e o índice que mede a desigualdade foi o maior da série histórica, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (16) e têm como base a Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os números do IBGE mostram que o rendimento médio do grupo de 1% mais ricos do país cresceu 8,4% em 2018, enquanto o dos 5% mais pobres caiu 3,2%. No ano passado, o índice de Gini, que mede a concentração e desigualdade de renda, subiu para 0,509, depois de ficar estável nos dois anos anteriores, quando foi de 0,501. O número é o maior da série iniciada em 2012, e leva em conta o rendimento médio dos brasileiros para todos os trabalhos. O índice de Gini varia de zero a 1. Quanto mais próximo de zero, mais perfeita é a distribuição de renda de um país. Quanto mais perto de 1, mais desigual é uma economia. Ao longo dos últimos anos, o melhor resultado para o índice de Gini foi observado em 2015, quando marcou 0,494. “Essas variações no índice de Gini têm muito a ver com as flutuações na renda dos mais ricos”, afirmou a analista do IBGE, Adriana Beringuy. Índice de Gini Arte/G1 No recorte regional, apenas o Nordeste não registrou uma piora da desigualdade no ano passado. O índice de Gini nordestino marcou 0,520, abaixo do 0,531 apurado em 2017. Segundo o IBGE, no entanto, a desigualdade de rendimento no Nordeste só recuou porque os brasileiros com maior rendimento da região tiveram perdas. Apesar da melhora, a região nordestina seguiu ostentando os piores números de concentração de renda do país. Depois do Nordeste, apareceram Norte (0,517), Sudeste (0,508), Centro-Oeste (0,486) e Sul (0,448). Mulheres, pretos, nordestinos e pessoas sem instrução são os brasileiros com renda mais baixa Índice de Gini por região Arte/G1 A pesquisa divulgada pelo IBGE é mais uma a captar o aumento da concentração de renda no país diante da deterioração do quadro econômico dos últimos anos. Em agosto, a Fundação Getúlio Vargas divulgou um estudo que apontou que a desigualdade cresce há 17 trimestre seguidos. 1% mais rico ganha 33,8 vezes mais que os 50% mais pobres A análise detalhada do rendimento de todos os trabalhos ajuda a explicar a piora da desigualdade no ano passado. Segundo o IBGE, houve queda em 2018 nos ganhos das classes que formam os 30% mais pobres, enquanto que nas classes de cima houve alta. Entre os 1% mais ricos do país – ou seja, aqueles que ganham em média R$ 27.744 por mês –, o rendimento médio avançou 8,4% na comparação com 2017. Na outra ponta, os brasileiros que fazem parte da faixa dos 5% mais pobres – com rendimento médio de R$ 158 por mês – perderam 3,2% da renda. Com o resultado de 2018, a renda da elite econômica do país, segundo o IBGE, corresponde a 33,8 vezes o rendimento dos 50% que integram a população de menor rendimento (R$ 820). É a maior distância já apurada pelo instituto. Em 2017, essa relação era de 31,2 vezes. Em 2018, o rendimento médio mensal de todos os trabalhos foi de R$ 2.234, um ligeiro crescimento em relação ao observado em 2017 (R$ 2.107). Rendimento dos 1% mais ricos do país cresceu 8,4% em 2018, enquanto os 5% mais pobres perderam 3,2%. Divulgaç]ao/IBGE 10% da população concentram 43,1% da massa de rendimentos Um outro indicador que ilustra o tamanho da concentração de renda no país pode ser mensurado pela concentração da massa do rendimento médio mensal real domiciliar per capita - nesse quesito, levam-se em conta as várias formas de renda, não apenas a obtida com trabalho. De 2017 para 2018, ela cresceu de R$ 264,9 bilhões para R$ 277,7 bilhões. Desse total de R$ 277,7 bilhões, a fatia de 10% da população com os rendimentos mais baixo possuíam 0,8% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%, segundo o IBGE. Os rendimentos médios mensais dessa elite dos 10% mais ricos superou inclusive a proporção detida por 80% da população (41,2%). Aposentadoria e pensão ganham importância A pesquisa do IBGE também apurou que a participação de aposentadoria e pensão ganhou importância na composição do rendimento médio mensal domiciliar per capital. No ano passado, a aposentadoria e pensão representaram 20,5% do rendimento médio mensal domiciliar. Em 2017, essa fatia era de 19,9%. A maior participação na composição do rendimento médio ainda vem do trabalho (72,4%), seguido por outras fontes (27,6%). Também aparecem outros rendimentos (3,3%), aluguel e arrendamento (2,5%) e pensão alimentícia (1,2%). Composição do rendimento mensal Arte/G1 “A proporção de pessoas com rendimento de trabalho caiu, e isso tem relação com a perda de empregos. Já a proporção de aposentadorias vem aumentando, o que pode estar relacionado a mais pessoas buscando o benefício e por componentes demográficos, tanto que é mais forte no Sul e Sudeste, onde a população está mais envelhecida”, disse a gerente da PNAD Contínua, Maria Lucia Vieira. Bolsa Família em queda A quantidade de famílias que recebe o Bolsa Família diminuiu nos últimos anos. Em 2018, 13,7% dos domicílios do país recebiam o benefício. Em 2012 e 2014, essa fatia era de 15,9% e 14,9%, respectivamente. No Nordeste e no Norte, 28,2% e 25,4% receberam o benefício, respectivamente, no ano passado. Entre os brasileiros beneficiados com o Bolsa Família, o levantamento apurou que 71,7% tinham abastecimento de água de rede em geral, 37,6% tinham tratamento de esgoto, 75,7% contavam com coleta de lixo, e 99,3% possuíam energia elétrica. Ainda segundo o IBGE, entre os domicílios que recebiam o Bolsa Família, 95,3% possuíam geladeira; 30,2% máquina de lavar; 95,2% televisão; e 13,3% microcomputador. Veja Mais

Eletrobras diz que desligamento de 1 mil terceirizados de Furnas custará até R$ 437 milhões

G1 Economia O plano vai gerar uma economia de aproximadamente R$ 200 milhões por ano e, segundo a estatal, o custo das demissões deverá ser recuperado em um ano e meio. A Eletrobras estima que o desligamento de 1.041 funcionários terceirizados de sua subsidiária Furnas demandará até R$ 437 milhões, informou a elétrica estatal em comunicado nesta quarta-feira (16). O desligamento, no âmbito de acordo entre a empresa, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), vai gerar para a companhia uma economia de aproximadamente R$ 200 milhões por ano, acrescentou a Eletrobras, destacando que, com isso, o custo das demissões deverá ser recuperado em um ano e meio. Plano de demissão No último dia 11, a Eletrobras anunciou um novo plano de demissão consensual (PDC). De acordo com a estatal, a meta é o desligamento de 1.681 empregados até 31 de dezembro. O plano será implementado simultaneamente na Eletrobras Holding e nas subsidiárias Furnas Centrais Elétricas (Furnas), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Eletrobras Termonuclear (Eletronuclear), Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte), Amazonas Geração e Transmissão de Energia (Amazonas GT) e Eletrosul Centrais Elétricas (Eletrosul). O PDC consta do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2020, assinado no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no qual foi estabelecido o quadro de referência de empregados da companhia será de 12.500 efetivos a partir de janeiro de 2020 e de 12.088 a partir de maio de 2020. Conforme o comunicado, a economia estimada no plano R$ 510 milhões ao ano, a um custo de cerca de R$ 548 milhões. Para os funcionários de Furnas, a companhia oferecerá indenização aos que aderirem ao PDC, incluindo 40% do saldo para fins rescisórios do FGTS e aviso prévio. Segundo a agência Reuters, o incentivo indenizatório deverá variar de mínimo de R$ 75 mil até máximo de R$ 700 mil. Este é o segundo PDC do ano. Em janeiro, a Eletrobras anunciou um plano de demissão com meta de desligamento de 2.187 funcionários. A Eletrobras está na lista de estatais que o governo já anunciou que pretende privatizar, mediante aumento de capital e venda do controle acionário. Veja Mais

Reconhecimento facial do Pixel 4 desbloqueia celular mesmo com os olhos fechados

G1 Economia Google recomenda guardar telefone em local seguro, com uma bolsa ou bolso frontal. Pixel 4 traz vários sensores na borda superior e aposta no desbloqueio por reconhecimento facial. Divulgação/Google O Pixel 4, o mais recente smartphone da linha Pixel anunciado esta semana pelo Google, pode ser desbloqueado por qualquer pessoa que colocar o telefone na frente do rosto do dono do aparelho, mesmo enquanto ele estiver dormindo. O reconhecimento facial do aparelho — que depende de sensores presentes em uma borda acima da tela — aparentemente não verifica se a pessoa está de olhos abertos, o que abre diversas possibilidades de abuso. O problema foi percebido pelo repórter da "BBC" Chris Fox, que gravou um vídeo de demonstração. No entanto, o comportamento é intencional e está descrito na documentação do Pixel, que recomenda que os consumidores guardem o telefone em um local seguro, "como no bolso da frente ou na bolsa". "Seu smartphone também poderá ser desbloqueado por outra pessoa se for direcionado para seu rosto, mesmo que você esteja com os olhos fechados", diz a página de ajuda do Pixel. Para manter a segurança do telefone durante o sono, deve-se ativar o "bloqueio total", que desliga o reconhecimento facial e reverte para o uso de senha ou desenho de padrão. Porém, não é possível agendar o "bloqueio total" para ser ativado automaticamente durante a noite, o que obriga o usuário a lembrar disso todos os dias. O Pixel 4, assim como os modelos anteriores da série, não deve ser comercializado oficialmente no Brasil. Mas a tecnologia usada no celular ainda pode chegar ao Brasil: como é projetado pelo próprio Google, que é responsável pelo Android, o Pixel funciona como uma referência da plataforma e das funções que poderão ser adotadas pelos demais fabricantes. Bloqueio total precisa ser habilitado nas configurações do Android e ativado manualmente com o botão liga/desliga. Reprodução Comparação com FaceID da Apple Por enquanto, o Pixel 4 está apenas nas mãos de jornalistas e influenciadores que receberam o aparelho do Google para testes e análises. Especialistas em segurança não puderem adquirir o telefone para realizar testes, então os detalhes da tecnologia de reconhecimento facial do Google ainda são desconhecidos. O funcionamento do "FaceID" da Apple, lançado com o iPhone X em 2017, já foi estudado por pesquisadores. A tecnologia do iPhone verifica se o olho está aberto, mas o uso de óculos associado a um ambiente pouco iluminado, que pode ser simulado com fita preta, também pode permitir o desbloqueio do aparelho. Os óculos precisam ser colocados no dono do celular para fazer o desbloqueio. Par de óculos criado por especialistas da Tencent engana sensor do iPhone que verifica se o olho está aberto. Tencent Pelo que se sabe da tecnologia do Google, um par de óculos como este não seria necessário, já que o olho aberto não é levado em conta na análise do rosto. Tecnologias de autenticação biométrica — que reconhecem a pessoa pela voz, rosto ou impressão digital — devem verificar se a pessoa está consciente para que a trava de segurança digital não coloque em risco a segurança física do indivíduo. Isso é normalmente um desafio para esses sistemas, principalmente quando é necessário equilibrar a segurança com a conveniência de uso. Assim como o Android possui o bloqueio total, o iOS dispõe do SOS de Emergência para desligar os sensores biométricos (FaceID e TouchID). Impacto na segurança dos aplicativos Enquanto alguns telefones com Android possuem reconhecimento facial simulado por software, que é inseguro, o Pixel 4 traz os sensores necessários para o reconhecimento 3D do rosto, da mesma forma que o FaceID da Apple ou o Windows Hello da Microsoft. Por outro lado, o Pixel 4 não tem um leitor de impressão digital como outros smartphones com o sistema do Google. O reconhecimento facial é a única opção de biometria nesse aparelho. Muitos aplicativos — inclusive de pagamentos e internet banking — aceitam o reconhecimento de digital para desbloquear tokens, autorizar transferências e outras atividades. Como o Pixel 4 não possui leitor de digital, esses apps seriam obrigados a migrar para o reconhecimento facial para não sacrificar a conveniência aos usuários. Na prática, qualquer fragilidade no reconhecimento facial também compromete os aplicativos que dependem dessa tecnologia. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1 Veja Mais

Sem horário de verão, Google pede a usuários que tirem atualização automática do relógio no Android

G1 Economia Mudança de horário foi revogada pelo governo em abril deste ano e não vai mais acontecer neste final de semana. Mas celulares podem fazer atualização do relógio automaticamente. Os aparelhos que não fizerem a mudança já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas operadoras de telefonia. Divulgação/Google O Google publicou um anúncio oficial em seu blog,nesta sexta-feira (18), recomendando que usuários de Android no Brasil alterem as configurações automáticas de data e hora. Segundo a empresa, isso deve ser feito para não correr o risco de perder a hora no domingo, caso os telefones atualizem para o horário de verão, que não está mais em vigor no país. Bolsonaro assina decreto que acaba com o horário de verão O horário de verão do brasileiro deveria acontecer entre este sábado (19) e domingo (20), com os relógios sendo adiantados em 1 hora, mas foi revogado presidente Jair Bolsonaro, em um decreto assinado em abril. Para fazer a alteração siga estes passos: Entre no menu de configurações; Entre na opção "Sistema" (segundo o Google, dependendo do aparelho este passo pode ser pulado); Escolha as opções de "Data e Hora"; Desativa as funções “Data e hora automáticas” e “Fuso horário automático”. Essas configurações podem ser mantidas até o dia 16 de fevereiro, quando o horário de verão chegaria ao fim, se ainda estivesse em vigor. "Na prática, isso significa que alguns celulares possivelmente não tenham a informação necessária para evitar que o relógio dos aparelhos seja alterado automaticamente", afirmou a empresa. Segundo o Google, a mudança no horário de verão brasileiro impacta o banco de dados da Autoridade para Atribuição de Números de Internet (IANA), responsável por passar as informações para os smartphones. Alguns aparelhos podem não ser impactados neste final de semana, mas no dia 3 de novembro, por causa de mudanças que aconteceram no ano passado, durante as eleições. De acordo com o Google, valem as mesmas recomendações. Os aparelhos que não fizerem mudanças no horário, segundo o Google, já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas redes das operadoras de telefonia. Horário de verão No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então Presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932. No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto. O período de vigência do horário de verão era variável, mas, em média, durava 120 dias. No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países — e atinge cerca de um quarto da população mundial. O horário de verão é adotado em países como Canadá, Austrália, Groenlândia, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai. Rússia, China e Japão, por exemplo, não implementam esta medida. Veja Mais

Intenção de consumo das famílias aumenta 0,2% em outubro, aponta CNC

G1 Economia Indicador reflete uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros em queda e reação do mercado de trabalho, segundo entidade. Porém, alto endividamento pode represar intenções de compra. Resultado de intenção de consumo em outubro reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre, diz CNC Divulgação/PortalIbre A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 0,2% de setembro para outubro, para 93,3 pontos, e teve avanço de 7,7% na comparação com o antepenúltimo mês de 2018, informou nesta sexta-feira (18) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a entidade, o resultado positivo reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre do ano, após longo período de queda do índice, que durou de março a julho de 2019. "O ICF está refletindo uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros primários em queda e a reação do mercado de trabalho", informou José Roberto Tadros, presidente da CNC, em comunicado. Análise detalhada No levantamento, dos sete tópicos usados para cálculo do indicador, cinco apresentaram saldo positivo na passagem de setembro para outubro. É o caso de perspectiva profissional (0,7%); renda atual (0,1%); compra a prazo (0,3%); nível de consumo atual (0,5%) e momento para duráveis (3,1%). Na mesma comparação, no entanto, apresentaram recuos emprego atual (-0,4%); e perspectiva de consumo (-1,7%). No entanto, na comparação com outubro de 2018, todos os tópicos tiveram aumento. É o caso das elevações registradas em emprego atual (2,5%); perspectiva profissional (3,8%); renda atual (6,8%); compra a prazo (12%); nível de consumo atual (8,5%); perspectiva de consumo (11,8%) e momento para duráveis (13,6%). Embora tenha destacado o desempenho como positivo, a entidade faz uma ressalva. Mesmo que o prosseguimento de taxas de inflação menos intensas de alguns produtos acarrete melhor arranjo dos itens do orçamento, e que o recebimento de recursos do FGTS e PIS/Pasep promova algum alívio nas contas, pode ser que o alto endividamento das famílias "represe" um pouco as intenções de compra. Para atingir o patamar de fevereiro deste ano (98,5 pontos), o ICF teria que subir 5,6% no próximo bimestre. Isso, na análise da entidade, pode ser considerado pouco provável diante das perspectivas de crescimento vagaroso da economia. Veja Mais

Alta recente do dólar não bateu em canal de inflação, diz presidente do BC

G1 Economia Campos Neto reiterou que o câmbio é flutuante e que ao BC só faz intervenções quando há 'gap' de liquidez no mercado. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central Reuters O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou nesta sexta-feira (18) que a alta recente do dólar frente ao real não bateu no canal de inflação e reiterou que a política monetária tem que ser estimulativa, com espaço para corte na Selic. Em coletiva de imprensa em Washington, onde participou de eventos por ocasião da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), Campos Neto também afirmou que o câmbio é flutuante e que a autoridade monetária só faz intervenções quando há 'gap' de liquidez no mercado. Sobre o crescimento da economia brasileira, o presidente do BC avaliou que o aumento de participação do setor privado começou a ter resultado. "Se você hoje imaginar que o PIB brasileiro tem um pedaço público e um pedaço privado, o pedaço privado na ponta está crescendo a 2% e o público está caindo", disse. "Então na verdade o que eu tenho dito é que o crescimento está um pouco mais lento, mas tem uma qualidade muito melhor", acrescentou. Veja Mais

Líderes da UE confirmam nomeação de Lagarde como presidente do BCE

G1 Economia Ex-diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) substituirá Mario Draghi no comando da instituição financeira mais poderosa do bloco. Christine Lagarde, que comandava o Fundo Monetário Internacional, chega para fórum no México, em 30/05/2019 Carlos Jasso/Reuters Líderes da União Europeia (UE) confirmaram nesta sexta-feira (18) a nomeação de Christine Lagarde como a nova presidente do Banco Central Europeu (BCE), substituindo Mario Draghi a partir de 1º de novembro. A confirmação da ex-diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) para um mandato não renovável de oito anos vem depois de os líderes da UE a nomearem para o cargo em 2 de julho. Os líderes da UE selecionaram a ex-advogada antitruste para substituir Mario Draghi no comando da instituição financeira mais poderosa do bloco. Lagarde diz que tensões comerciais são maior ameaça à economia global No lugar de Lagarde no comando do FMI, Kristalina Georgieva assumiu o cargo no último dia 1º, para um mandato de cinco anos. A economista búlgara era executiva-chefe do Banco Mundial e é a primeira mulher de um país emergente a liderar o Fundo. Veja Mais

Oferta de ações do Banco do Brasil movimenta R$ 5,8 bilhões

G1 Economia Banco precificou oferta secundária de ações a R$ 44,05 por papel. Homem caminha em frente a uma agência do Banco do Brasil na Zona Sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 O Banco do Brasil precificou na véspera oferta secundária de ações a R$ 44,05 por papel, em operação que movimentou R$ 5,8 bilhões, de acordo com documento disponibilizado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (18). A oferta contempla 132.506.737 ações, tendo como acionistas vendedores o próprio banco (64.000.000 ações), que se desfez de ações em tesouraria, e o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS (68.506.737 ações). O BB também confirmou que uma fatia de 30% da oferta ficou com investidores não institucionais, sendo 22% para varejo e 8% para o segmento private. Caixa Econômica Federal, BB Investimentos, Credit Suisse, Itaú BBA, JPMorgan e XP Investimentos são os coordenadores da operação. Até o lançamento da oferta, havia expectativa de adesão da União como vendedora, mas não houve aprovação no BNDES, responsável por intermediar a venda, destaca o Valor Online. A falta de consenso resultou no pedido de licença de André Tosello Laloni, diretor de mercado de capitais do BNDES. Nesta quinta, ele foi demitido em votação extraordinária do conselho. Veja Mais

Órgão internacional de combate a lavagem de dinheiro expressa 'sérias preocupações' com restrição ao uso de dados do Coaf nas investigações

G1 Economia Em julho, Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu todas as apurações que usassem informações do órgão de inteligência financeira sem aval judicial, após um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República. A decisão de Dias Toffoli de restringir o uso dos relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em investigações atrapalha a capacidade do Brasil de combater lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, afirmou, em um comunicado publicado nesta sexta-feira (18), a Força Tarefa de Ação Financeira (Fatf, na sigla em inglês), um órgão multilateral criado em 1989 para prevenir esses crimes. Em julho, Toffoli atendeu um pedido do senador Flávio Bolsonaro e impediu que a polícia e o Ministério Público usem dados do Coaf sem autorização da Justiça. Esta reportagem está em atualização. Veja Mais

Empresas têm dificuldade para achar profissionais qualificados, mas não contratam pessoas com mais de 50, diz pesquisa

G1 Economia 46% dos entrevistados avaliam a tarefa como difícil; 69% não contrataram profissionais com mais de 50 anos em 2019, segundo levantamento da Robert Half. Empresas têm dificuldade em encontrar profissionais qualificados, mas ainda resistem em contratar pessoas com mais de 50 anos Fred R. Conrad/The New York Time Pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento e seleção de cargos de média e alta gerência, mostra que quase 60% dos recrutadores têm enfrentado algum nível de dificuldade para encontrar profissionais qualificados. Destes, 46% avaliam a tarefa como difícil e 13% a classificam como muito difícil. E, nos próximos seis meses, 69% dos entrevistados acham que a situação estará igual. A pesquisa, que traz um recorte com perguntas sugeridas pelo G1, mostra ainda que 69% dos entrevistados não contrataram profissionais com mais de 50 anos em 2019. O principal fator são os altos salários. A pesquisa foi realizada entre 2 de julho e 2 de agosto. Os dados fazem parte da 9ª edição do Índice de Confiança Robert Half, estudo trimestral que mapeia o sentimento dos profissionais qualificados com relação ao mercado de trabalho atual e futuro. Candidatos jovens e atualizados têm maior preferência no mercado de trabalho, diz pesquisa Veja abaixo os resultados da pesquisa: Contratar profissionais qualificados hoje está: Difícil: 46% Normal: 20% Muito difícil: 13% Fácil: 17% Muito fácil: 4% Nos próximos 6 meses, você acredita que contratar profissionais qualificados estará: Igual: 69% Um pouco mais difícil: 18% Um pouco mais fácil: 7% Muito mais difícil: 4% Muito mais fácil: 2% Quais são as três habilidades mais observadas ao recrutar para funções plenas e sêniores? Trabalho em equipe/relacionamento interpessoal: 50% Experiência: 48% Pró-atividade: 40% Boa comunicação: 32% Olhar estratégico: 32% Postura de dono: 28% Flexibilidade: 22% Habilidade de negociação: 19% Perfil empreendedor: 13% Estabilidade: 7% Inglês: 6% Outro: 2% Você contratou um profissional sênior (+50 anos) em 2019? Não: 69% Sim: 31% Quais os principais benefícios de contratar um profissional sênior (+50 anos)? Pode marcar mais de uma opção. Experiência/bagagem corporativa: 86% Conhecimento: 66% Resiliência/inteligência emocional: 43% Contribuição para a diversidade da organização: 30% Outro: 2% Quais os receios de contratar um profissional sênior (+50 anos)? Pode marcar mais de uma opção. Alto salário: 31% Não há receio: 21% Pouca flexibilidade: 18% Profissional desatualizado: 12% Ampliar o conflito de gerações no ambiente de trabalho: 7% Outro: 13% Excesso de mão de obra sem qualificação De acordo com Leonardo Berto, gerente de recrutamento da Robert Half, existe um excesso de mão de obra sem qualificação e ao mesmo tempo falta de mão de obra especializada. “Profissionais que trabalham em funções operacionais, como aqueles ligados à construção civil, setor automotivo, indústria e infraestrutura, foram os mais impactados pelo momento econômico ruim”, analisa. Por outro lado, segundo ele, as empresas sentem falta de profissionais especializados, principalmente quando se trata do domínio de novas tecnologias e de educação continuada, ou seja, o aprofundamento em determinada área, fluência em outro idioma, certificações e desenvolvimento técnico e pessoal dentro da carreira. Questionado sobre como os recrutadores lidam com o excesso de mão de obra causado pelo alto índice de desemprego atual e ao mesmo tempo com a falta de mão de obra especializada, ele afirma que uma saída utilizada pelas empresas é identificar profissionais com um perfil aproximado ao da vaga aberta e trabalhar no desenvolvimento das competências que faltam. “É claro que isso demanda tempo e investimento da organização, que deve estar disposta a treinar o profissional. Além disso, existem posições nas quais não é aplicável, pois determinadas competências específicas são essenciais”, explica. Apesar de a pesquisa mostrar o alto índice de recrutadores que não contrataram profissionais com mais de 50 anos neste ano, Berto afirma que o aproveitamento de profissionais sêniores tem sido sim uma das alternativas encontradas pelas empresas para suprir a lacuna de mão de obra especializada. “Já vemos essa tendência aplicada nas empresas, que estão abrindo espaço para profissionais com 50 anos ou mais. Existem muitas pessoas altamente qualificadas nessa faixa etária, e as empresas estão aproveitando sua maturidade e resiliência. O receio das empresas fica por conta dos altos salários, a possível falta de atualização ou adaptação ao modelo e cultura da companhia”, diz. Berto afirma que, para ajudar na sua reinserção no mercado, muitos profissionais sêniores estão optando por trabalhar por projeto. “Assim, a empresa utiliza o conhecimento técnico e comportamental desse profissional e eles podem aproveitar a oportunidade como uma porta de entrada para reingresso no mercado de trabalho.” Questionado se as empresas estão adequando o orçamento, com redução nas remunerações, por causa do cenário econômico incerto, Berto diz que esse cenário já passou. “O momento de cortes e redução de salários e cargos aconteceu em 2014, 2015 e 2016. Hoje, o cenário das empresas é de estabilidade de cargos, com tendência de crescimento em setores e carreiras específicos, como posições ligadas à área de tecnologia, engenharia, marketing digital e supply chain, por exemplo”, afirma. Veja Mais

Produção de petróleo da Petrobras no Brasil cresce 16,9% no 3º trimestre

G1 Economia Alta ocorre em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A produção média de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras no Brasil cresceu 16,9% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2018, para 2,264 milhões de barris por dia (bpd), em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal, informou a companhia nesta quinta-feira (17). Na comparação com o segundo trimestre, houve um avanço de 10,3% da produção de petróleo e LGN, segundo relatório de produção e vendas trimestral da companhia. Somando a produção total de óleo, LGN e gás natural, no Brasil e no exterior, houve uma alta de 14,6% entre julho e setembro ante o mesmo período do ano passado, para 2,878 milhões de barris de óleo equivalente ao dia. Em relação ao segundo trimestre, a produção total cresceu 9,3%. Veja Mais

Cade aprova compra de 10% da Qualicorp pela Rede D’Or

G1 Economia Dona de hospitais e administradora de planos de saúde anunciaram transação em agosto. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra, pela Rede D’Or, de uma participação na Qualicorp, maior administradora de planos de saúde por adesão do país. A transação foi anunciada em agosto. Ao todo, a Rede D´Or — maior grupo hospitalar do Brasil — levou cerca de 10% da Qualicorp. Dona de 45 hospitais em sete Estados, a Rede D’Or está diversificando suas atividades. Além da entrada na Qualicorp como acionista minoritária, a empresa é dona de cerca de 35 clínicas oncológicas, mais de 10 laboratórios de medicina diagnóstica e unidades de diálise. Sua receita no ano passado somou R$ 11 bilhões, crescimento de 16% sobre 2017. A Qualicorp apurou receita líquida de R$ 1,9 bilhão em 2018, uma queda de 2,1% sobre um ano antes. Veja Mais

Apple continua sendo marca mais valiosa do mundo; Uber e LinkedIn estreiam na lista

G1 Economia Segundo ranking da Interbrand, 100 maiores marcas são avaliadas em US$ 2,1 trilhões. Facebook deixa 'top 10'. Marca mais valiosa do mundo em 2019 segundo a Interbrand, Apple vale US$ 234 bilhões REUTERS/Stephen Lam Avaliada em US$ 234 bilhões, a Apple continua sendo a marca mais valiosa do mundo, segundo o ranking Marcas Globais Mais Valiosas 2019, divulgado nesta quinta-feira (17) pela consultoria Interbrand. Google e Amazon seguem na segunda e terceira posições. Veja as 10 primeiras da lista: Apple: US$ 234,24 bilhões, alta de 9% sobre 2018 Google: US$ 167,71 bilhões, alta de 8% Amazon: US$ 125,26 bilhões, alta de 24% Microsoft: US$ 108,84 bilhões Coca-Cola: US$ 63,36 bilhões Samsung: US$ 61,09 bilhões Toyota: US$ 56,24 bilhões Mercedes-Benz: US$ 50,83 bilhões McDonald's: US$ 45,36 bilhões Disney: US$ 44,35 bilhões O Facebook, que ocupava a 9ª posição no ano passado, caiu para a 14ª. A marca apareceu no ranking pela primeira vez em 2012, no 69º lugar, e ascendeu posições nos cinco anos seguintes. No seu auge em 2017, ficou em 8° lugar com um valor de US$ 48,18 bilhões. Nesta edição, estrearam na lista o Uber, na 87ª posição, avaliado em US$ 5,71 bilhões, e o LinkedIn, na 98ª, com valor de US$ 4,83 bilhões. A marca que mais ganhou valor de 2018 para este ano foi a Mastercard, com crescimento de 25%, chegando a US$ 9,43 bilhões, no 62º lugar (salto de 8 posições). Juntas, as 100 marcas do ranking somam US$ 2,13 trilhões, alta de 5,7% sobre os US$ 2,01 trilhões apurados em 2018. Veja Mais

Zoológico de Paris exibe organismo unicelular primitivo 'imortal' que pode alcançar até 10 metros

G1 Economia Não é animal, planta, nem mesmo fungo, mas um organismo primitivo, que apareceu há 500 milhões de anos, antes do reino animal. 'Physarum Polycephalum' é conhecido como Blob, organismo unicelular que não é nem planta nem fungo ou animal. Stephane de Sakutin/AFP Ele não tem boca, estômago ou cérebro, mas se alimenta, se locomove e tem capacidade mnemônica. Trata-se do Blob, um curioso organismo unicelular que pela primeira vez será apresentado ao público no zoológico de Paris, anunciou nesta quinta (17) a instituição. Os novos astros do zoológico localizado no Bosque de Vincennes, que fascinam por terem 720 aparelhos sexuais e serem quase imortais, foram instalados no vivário, onde o público poderá vê-los a partir de sábado (19). Fungo resistente a medicações preocupa especialistas pelo mundo Nasa encontra material orgânico em Marte que pode ser evidência de vida no passado "Nossa missão também é mostrar os mistérios da natureza", disse Bruno David, presidente do Museu Nacional de História Natural de Paris e do Parque Zoológico. Instalado ao abrigo da luz, o Physarum polycephalum é uma massa esponjosa, amarela e viscosa, também conhecida como Blob, em alusão ao filme de 1958 com Steve McQueen, sobre uma criatura pegajosa extraterrestre que devora tudo em seu caminho. Organismo unicelular exposto no Zoológico de Paris é capaz de aprender mesmo não tendo neurônios Stephane de Sakutin/AFP Não é animal, planta, nem mesmo fungo, mas um organismo primitivo, que apareceu há 500 milhões de anos, antes do reino animal. "Não sabemos muito bem onde colocá-lo no repertório do reino de seres vivos", explicou Bruno David. Durante um tempo foi considerado um fungo, antes de unir-se nos anos 1990 aos mixomicetos, um grupo de protistas. Como é unicelular, ao iniciar seu ciclo é microscópico e, portanto, difícil de detectar em seu ambiente, à sombra em florestas temperadas ou em locais subterrâneos. Organismo Physarum Polycephalum, conhecido como Blob, exposto no Zoológico de Paris Stephane de Sakutin/AFP Resistente ao micro-ondas Mas tem vários núcleos, que podem se multiplicar ou dividir à vontade. "Blobs de todos os tamanhos podem ser criados, nenhum limite é conhecido", explicou à AFP a etóloga Audrey Dussutour, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França e especialista neste protista. Esse organismo pode atingir até 10 metros em laboratório, onde pode ser subdividido por corte, uma vez que os fragmentos cicatrizam. Nas câmaras de cultura do zoológico, os especialistas criam novos espécimes diariamente, a partir da mesma amostra, para poder apresentar o maior número possível ao público. Marlène Itan, uma "blobicultora" recente, irriga e alimenta todos os dias os "bebês". "Sempre mudam. Você não sabe o que vai encontrar quando chegar!", assegura. Esse organismo realmente não para de surpreender. Pode morrer de várias maneiras, mas também entrar em estado dormente, secando a si mesmo. Blob, organismo primitivo unicelular exposto no zoológico de Paris Stephane de Sakutin/AFP "Nesse estado, é quase imortal. Você pode até mesmo colocá-lo no micro-ondas por vários minutos!", de acordo com Dussutour. Uma vez que é umidificado, pode começar de novo, iniciando seu ciclo do zero, acrescenta a pesquisadora, que possui um laboratório de amostras com mais de 70 anos. Outra curiosidade: graças à corrente que circula em sua rede venosa, o Blob se move, entre um e quatro centímetros por hora. Como observá-lo através de um copo não é muito espetacular, o zoológico concebeu uma museologia interativa para vê-lo em ação através de vídeos de imagens aceleradas. Tela mostra organismo Physarum Polycephalum, no Zoológico de Paris Stephane de Sakutin/AFP Capaz de memorizar Seu sistema vascular complexo apaixona também os físicos. Alguns até tentam se inspirar para aplicá-lo nas redes elétricas. Apesar da ausência de um sistema nervoso, ele é capaz de memorizar. O zoológico mostra uma experiência que mostra como pouco a pouco ele aprende a ignorar o sal (que a priori causa repulsa a ele) colocado no caminho em direção a sua comida. Com seus 720 sexos diferentes, possui uma reprodução sexual semelhante à do fungo. "Como surgiu antes, foram os fungos e os animais que se inspiraram em seus hábitos", segundo Dussutour. O Physarum polycephalum, no entanto, é inofensivo, destacam. Veja Mais

BB Seguridade anuncia renúncia de presidente de conselho de administração

G1 Economia Carlos Motta dos Santos, atual vice-presidente do colegiado, irá assumir o cargo. A BB Seguridade, empresa de seguros e previdência do Banco do Brasil, informou nesta quinta-feira (17) a renúncia do presidente do conselho de administração, Marcelo Augusto Dutra Labuto. "Para exercer tal função, os membros do Conselho de Administração elegeram o Sr. Carlos Motta dos Santos, atual vice-presidente do órgão colegiado", disse em comunicado ao mercado. A BB Seguridade marcou para o dia 30 de outubro uma assembleia geral extraordinária (AGE) para aprovar uma redução de capital de R$ 2,7 bilhões e a possibilidade de vender ações em tesouraria, além de modificações no estatuto. Se aprovado, cada acionista deve receber aproximadamente R$ 1,35 por ação, a ser pago em 60 dias. Veja Mais

Libra se valoriza frente ao dólar após anúncio de acordo para o Brexit

G1 Economia Moeda avançou 6% contra o dólar nas últimas seis sessões. Nota de 50 libras, divulgada pelo Banco da Inglaterra Reprodução A libra saltou mais de 1% contra o dólar nesta quinta-feira (17), após o anúncio de que o Reino Unido alcançou um acordo para o Brexit com a União Europeia A libra avançou 6% contra o dólar nas últimas seis sessões , maior série de ganhos desde outubro de 1985, de acordo com dados da Refinitiv. Entenda a situação da economia britânica diante do Brexit Reino Unido e a União Europeia chegaram a um novo acordo sobre o Brexit, anunciaram na manhã desta quinta-feira (17) o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após uma maratona de negociações para evitar um divórcio sem acordo. O anúncio foi feito horas antes da reunião em Bruxelas que reunirá representantes europeus para apreciar e votar o acordo. Posteriormente, o texto também deve ser aprovado pelo Parlamento britânico. Boris Johnson não conta com o apoio da maioria dos parlamentares para aprovar o novo texto em uma sessão extraordinária que deve acontecer no sábado. O Partido Unionista Democrático (DUP), da Irlanda do Norte, já afirmou que não apoiará o acordo. Veja Mais

Prefeitura de Sinop (MT) lança seletivo para contratação de 312 professores

G1 Economia As inscrições serão realizadas no site da prefeitura a partir do dia 21 de outubro até o dia 1º de novembro. Sinop fica a 503 km de Cuiabá Prefeitura de Sinop A Prefeitura de Sinop, a 503 km de Cuiabá, lançou um edital de processo seletivo para contratar 312 professores. A remuneração é de R$ 3.029,29. As inscrições serão realizadas no site da prefeitura a partir do dia 21 de outubro até o dia 1º de novembro. A inscrição será feita pela internet. Segundo a prefeitura, são ofertadas 312 vagas, das quais 300 para licenciados em pedagogia (sendo 30 para pessoas com deficiência), 02 para licenciados em história, 02 para letras, 02 para matemática, 02 para geografia, 02 para ciências e 02 para educação física. A avaliação dos candidatos será realizada por meio de aplicação de provas escritas objetivas, de caráter classificatório/eliminatório, em 1º de dezembro. Os aprovados atuarão no ano letivo de 2020 tanto nas EMEI's quanto nas EMEB's. Veja Mais

BNDES decide executar garantias depois de calote da Prefeitura do Rio

G1 Economia Prestações em aberto somam R$ 282 milhões, sendo R$ 12 milhões referentes a juros e mora por atraso. Sede do BNDES no centro do Rio de Janeiro. REUTERS/Sergio Moraes O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) notificou as instituições financeiras responsáveis por operar as garantias dos financiamentos ao município do Rio de Janeiro, com vistas à sua execução. Em nota, o banco de fomento informou que em 16 de setembro a Prefeitura do Rio não quitou parcelas de contratos de financiamento com a instituição. Ontem, o município deixou de honrar outras parcelas. As prestações em aberto somam R$ 282 milhões, sendo R$ 12 milhões referentes a juros e mora pelo atraso. “Os contratos possuem valores diversos e vencimentos em datas diferentes”, diz a nota do BNDES. A notificação inicial para executar as garantiras foi feita em 23 de setembro, após confirmação da prefeitura de que não quitaria os débitos. Entre as garantias, estão o Fundo de Participação dos Municípios e as parcelas do ICMS e do IPVA que são repassadas pelo Estado do Rio ao município. “O BNDES acredita no seu propósito e continuará trabalhando para oferecer soluções financeiras que possibilitem aos governos municipais e estaduais investirem para melhorar as condições de vida da população. O BNDES reitera que está disposto a negociar, quando os pagamentos forem retomados”, diz o banco em comunicado. Na nota, o BNDES lembra que os recursos foram destinados a investimentos relevantes com benefícios a grande parte da população carioca, sendo a maior parte direcionada a obras de mobilidade urbana por toda a cidade. “Nos últimos anos, o banco e sua equipe não mediram esforços, em parceria com o Tesouro Nacional, para reescalonar a dívida do município do Rio e manteve constantes tratativas para melhor equacioná-las. Assim, as conversas relativas à renegociação da dívida estavam bem avançadas e a contratação do reescalonamento estava prevista para ocorrer até dezembro de 2019, após todas as aprovações necessárias tanto no BNDES quanto no Tesouro Nacional”, diz a instituição. Desde 2004, o BNDES desembolsou cerca de R$ 5,4 bilhões referentes a diversos contratos com a Prefeitura do Rio, com diferentes finalidades. Entre as iniciativas apoiadas estão: a implantação do BRT Transcarioca, do BRT Transolímpica e ligação com o BRT Transbrasil, do BRT Transoeste Lote 0 (ligação da Estação de metrô do Jardim Oceânico com o Terminal Alvorada) e do Terminal de Integração do Metrô com o BRT; duplicação do Elevado das Bandeiras (Elevado do Joá); extensão do Túnel Expresso Marcelo Alencar (Túnel do Porto); ampliação do Parque Madureira; implantação do programa Bairro Maravilha Olímpico (obras de melhorias da infraestrutura urbana em 47 bairros); ampliação do Terminal Alvorada; implantação do Terminal Marechal Fontenelle, na região de Deodoro; melhorias na infraestrutura de mobilidade urbana no entorno do Engenhão; modernização da administração tributária (sistemas de gestão de impostos, recadastramento imobiliário, georreferenciamento etc); projeto de inclusão social e produtiva dos catadores de materiais recicláveis, por meio da ampliação do programa de coleta seletiva; ampliação do sistema de coleta de esgoto sanitário e implantação de unidade de tratamento no bairro de Vila Kennedy; investimentos em projetos de saneamento em comunidades carentes do município. Veja Mais

Melancia era cultivada no Egito há mais de 5 mil anos

G1 Economia Brasil produz 2 milhões de toneladas da fruta todos os anos. Elas geram uma renda de mais de R$ 1 bilhão para os agricultores. Melancia é uma fruta africana: conheça mais sobre ela A melancia é uma fruta africana. No Egito, era cultivada há mais de 5 mil anos. E hoje é produzida em muitos países. Das plantações brasileiras saem, todos os anos, 2 milhões de toneladas. Elas geram uma renda de mais de R$ 1 bilhão para os agricultores. A melancia é hidratante, é fonte de vitaminas e sais minerais, e pode ser consumida como sobremesa, na gelatina, no suco, na salada, na compota. Além disso, das sementes, é possível extrair farinhas para a produção de pães. Veja Mais

Ministério da Agricultura recupera recursos para o seguro rural após desbloqueio de verbas do governo

G1 Economia Com liberação, subsidio aos agricultores passa de R$ 370 milhões para R$ 420 milhões em 2019, mas ainda abaixo do prometido para o ano. Com a liberação de recursos do governo federal anunciada nesta semana, o Ministério da Agricultura informou nesta quarta-feira (16) que recuperou recursos para subsidiar o seguro rural em 2019, passando de R$ 370 milhões para R$ 420 milhões. A definição de como o dinheiro será aplicado ocorrerá no fim do mês. Indenizações do seguro rural subsidiado batem recorde em 2018 O seguro rural indeniza o produtor em caso de prejuízos por problemas climáticos ou derrubada de preços, por exemplo (leia mais abaixo). Orçamento menor O orçamento previsto para o seguro rural este ano era de R$ 440 milhões. Porém, o governo anunciou em março o bloqueio de R$ 70 milhões em março. Com o anúncio desta quarta-feira, restam ainda R$ 20 milhões bloqueados para o subsídio. Para o próximo ano, o governo federal prometeu R$ 1 bilhão para o segundo rural, mas o dinheiro ainda depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020 que está tramitando no Congresso Nacional. Em 2018 (últimos dados fechados), esse mercado movimentou R$ 2 bilhões em apólices no Brasil. A parcela subsidiada somou R$ 862,9 milhões, sendo R$ 370,6 milhões bancados pelo governo e R$ 492,3 milhões pelos segurados. O restante (R$ 1,12 bilhão) foi contratado diretamente pelos agricultores junto às seguradoras, sem ajuda estatal. Como funciona o seguro rural? Assim como o seguro automotivo reembolsa parte do valor do carro ao motorista em caso de roubo ou acidente, o seguro rural garante ao produtor uma indenização por prejuízos na lavoura ou rebanho causados por problemas climáticos ou pela derrubada dos preços, por exemplo. A lógica é a mesma: o beneficiário paga uma quantia anual para ter direito a receber um determinado valor se algo inesperado ocorrer dentro daquele período. O seguro rural no Brasil ganhou relevância no país a partir da instituição da política de subsídios. Em dezembro de 2003, a Lei 10.823 criou o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) – foi quando governo assumiu o compromisso de ajudar o produtor rural a pagar uma parte do valor da apólice do seguro. O percentual de auxílio varia conforme a cultura, a região e riscos envolvidos. Veja Mais

Ministérios da Agricultura e Justiça assinam acordo para combater a 'venda casada' no crédito rural

G1 Economia Segundo governo, instituições financeiras condicionam o empréstimo subsidiado à contratação de outros serviços bancários, o que aumenta os custos da atividade. Sergio Moro e Tereza Cristina durante assinatura da cooperação técnica para evitar a 'venda casada' no crédito rural Marcelo Camargo/Agência Brasil Os ministérios da Agricultura e da Justiça assinaram nesta quarta-feira (16) um acordo de cooperação técnica para ações de combate à venda casada e proteção ao produtor na tomada de crédito agrícola, informaram as pastas em nota. Agricultores terão crédito de R$ 225 bilhões nesta safra De acordo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, apesar de a legislação já prever medidas contra a venda casada, o agricultor se sente constrangido a adquirir outros produtos financeiros para conseguir ter acesso ao crédito com taxa de juros subsidiada. Segundo ela, o combate à venda casada significará redução de custo para o produtor e melhoria da competitividade do agronegócio brasileiro. Na venda casada, instituições financeiras condicionam o crédito rural à contratação de outros serviços bancários, como consórcios e seguros --o que, de acordo com o Ministério da Agricultura, tem "gerado situações de constrangimento ao agricultor nas negociações". "A aquisição indesejada de produtos e serviços financeiros como condição para contratação do crédito rural anula boa parte dos esforços do estado em proporcionar acesso ao crédito para o produtor rural", disse em nota o secretário adjunto de Política Agrícola, José Ângelo Mazzillo Júnior. O acordo entre as pastas visa estimular o produtor a denunciar instituições que promovam a venda casada, acrescentou o comunicado. O ministro Sergio Moro disse que a ideia é proteger a livre escolha do produtor. Ele pediu que os produtores denunciem a prática para que o governo saiba a dimensão do problema. "Esta é uma iniciativa simples que visa proteger o produtor rural de práticas abusivas quando ele está na condição de consumidor de crédito. Ao mesmo tempo, franquear a plataforma consumidor.gov.br para buscar soluções de conflitos”, disse em nota Moro. Veja Mais

Agricultor colhe abóbora gigante com mais de uma tonelada e vence festival na Alemanha

G1 Economia Fazendeiro belga Mario van Geel ganhou a competição com um fruto que pesa 1.013 kg. Cidade da Alemanha organiza competição para premiar maior abóbora A cidade de Ludwigsburg, na Alemanha, reuniu 18 agricultores de 6 países, como Bélgica, Itália, Áustria e Romênia, em um festival que premia a maior abóbora (veja no vídeo acima). O vencedor foi o belga Mario van Geel com um fruto que pesa mais de uma tonelada (1.013 kg). Apesar da vitória, a abóbora de Van Gee não bateu o recorde mundial estabelecido em 2016 pelo agricultor belga Mathias Willemijns, cujo fruto pesava 1.190,5 kg. Ciente disso, o vencedor do festival ainda tem uma projeção cautelosa para 2020: chegar a 1.100 kg. Na segunda posição, ficaram os compatriotas Luc van Heuckelom, cuja abóbora pesava cerca de 979 kg e Jan Biermans com um fruto de 860 kg. A competição faz parte do tradicional Festival da Abóbora de Ludwigsburg. O tema deste ano é o "Mundo dos Contos de Fadas", que apresenta esculturas elaboradas de abóboras, incluindo um dragão, um unicórnio e desenhos animados (veja no vídeo acima). Atualmente, cerca de 450.000 abóboras estão em exibição e podem ser vistas até o início de novembro nos jardins barrocos floridos que cercam o Palácio Ludwigsburg. Veja Mais

Divulgado resultado final e gabarito oficial da prova objetiva do concurso da UFCG

G1 Economia Dia 25 acontece a heteroidentificação dos classificados e resultado para cargos sem prova técnica saem dia 22 de novembro. Inscrições abertas para o vestibular 2018.2 de música da Universidade Federal de Campina Grande, no campus sede Marinilson Braga/UFCG/Arquivo Foi divulgado nesta quarta-feira (16) o gabarito oficial e o resultado final da prova objetiva do concurso da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) para cargos técnico-administrativos. Veja o resultado final da prova escrita do concurso da UFCG. O concurso ofereceu 86 vagas, sendo 67 para ampla concorrência, 12 para negros e sete para pessoas com deficiência. As vagas são para 36 cargos de níveis médio, técnico e superior, com vencimentos que variam de R$ 1,9 mil a R$ 4,1 mil. Os aprovados vão ser nomeados para o cargo em qualquer unidade entre os sete campi da instituição, nas cidades de Campina Grande, Cajazeiras, Cuité, Patos, Pombal, Sousa e Sumé. Próximas etapas Conforme a organizadora do concurso, no dia 25 de outubro está prevista a convocação e divulgação do local e horários onde os candidatos classificados para cargos que não têm prova prática e que se declararam negros vão fazer o procedimento de heteroidentificação. O procedimento acontece nos dias 30 e 31 de outubro. Os recursos contra o resultado da aferição devem ser interpostos até 6 de novembro. No dia 22 de novembro deve ser divulgado o resultado final do concurso para os cargos sem prova prática. Nos dias 30 e 31 de novembro, acontecem as provas práticas para os cargos de tradutor e intérprete de linguagem de sinais e de revisor de textos Braille. Para o cargo de técnico em música-viola, a prova prática acontece em duas etapas. Entre os dias 21 e 21 de outubro, o candidato deve gravar e enviar ou entregar a execução da peça de confronto, que vai servir para a banca organizadora avaliar a performance. Nos dias 12 e 13 de novembro, acontece a prova prática presencial. O resultado final para os cargos com prova prática está previsto para ser divulgado no dia 20 de dezembro. Veja Mais

GPA tem alta de 9,5% nas vendas totais do 3º trimestre puxada por Assaí

G1 Economia Vendas totais do Assaí somaram R$ 7,587 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 18,9%, enquanto as do segmento multivarejo avançaram 0,8%, para R$ 6,982 bilhões, na comparação ano a ano. Loja do Assaí na Avenida Presidente Castelo Branco em Ribeirão Preto, SP Google Street View/Reprodução As vendas totais do GPA atingiram R$ 14,57 bilhões entre julho e setembro, um acréscimo de 9,5% ante o mesmo período de 2018, com o segmento de atacarejo, representado pela bandeira Assaí, novamente em destaque, em trimestre marcado pela evolução da estratégia de expansão e adequação de formatos. As vendas totais do Assaí somaram R$ 7,587 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 18,9%, enquanto as do segmento multivarejo avançaram 0,8%, para R$ 6,982 bilhões, em ambos os casos na comparação ano a ano. Apenas no segmento Assaí foram abertas 5 lojas no período, ao mesmo tempo em que foram realizadas 39 conversões de Extra Super em Mercado Extra, além de 10 lojas que já foram fechadas no trimestre para conversão em Compre Bem. Também foi aberta uma unidade Minuto Pão de Açúcar. "Mais de 10 inaugurações (do Assaí) estão previstas para o quarto trimestre de 2019, adicionando ao redor de 20 novas lojas no ano. A bandeira encerrará 2019 com cerca de 165 lojas", disse a companhia, acrescentando que outras 6 lojas já estão em construção para abrirem em 2020. No multivarejo, o GPA disse que até o final do ano, outras 20 lojas do Pão de Açúcar serão reformadas, enquanto serão convertidas aproximadamente 20 lojas em Mercado Extra e 15 em Compre Bem, além da inauguração de 9 lojas do Minuto Pão de Açúcar. "A perspectiva de melhor tendência do ambiente de consumo, suportado pela liberação do saque do FGTS e possível concretização das reformas da Previdência e tributária, aliada à continuidade das nossas estratégias, nos deixa confiantes para um quarto trimestre mais promissor", afirmou o diretor presidente do GPA, Peter Estermann, no comunicado. Olhando o comportamento das vendas mesmas lojas excluindo calendário, houve alta de 1,7% no desempenho total, com o Assaí mostrando crescimento de 3,2% e o multivarejo registrando acréscimo de 0,3%. A receita líquida das vendas totais alcançou R$ 13,523 bilhões, expansão de 10,3%, com o Assaí mostrando expansão de 18,4%, para R$ 6,945 bilhões, e o multivarejo registrando elevação de 2,9%, para R$ 6,578 bilhões. Quando observado os dados de vendas mesmas lojas, houve expansão de 1,5% no total, com alta de 3% do Assaí e estabilidade no multivarejo. Online Em relação ao comércio eletrônico alimentar, o GPA informou expansão acima de 30%, resultado principalmente do avanço do modelo de entrega Express e Clique & Retire. As modalidades de entrega 'Express' e 'Clique e Retire' já estão presentes em 113 lojas das bandeiras Pão de Açúcar e Extra, sendo que 107 lojas operam ambas modalidades, e registraram crescimento de vendas duas vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior. A previsão da varejista é de que, ao final do ano, serão mais de 120 lojas aderentes aos formatos. O James Delivery expandiu suas operações para as cidades de Sorocaba, Teresina, Recife, Salvador, Niterói, Rio de Janeiro, Palmas e Campo Grande, totalizando 12 cidades, o que, segundo o GPA, está em linha com a perspectiva de expansão planejada até o final de 2020. "Com mais de mil parceiros, a operação já representa cerca de 50% dos pedidos online das 32 lojas onde está presente. No acumulado do ano, James apresenta crescimento acima de 30% mês sobre mês." Veja Mais

Mulheres, pretos, nordestinos e pessoas sem instrução são os brasileiros com salário mais baixo, mostra IBGE

G1 Economia No ano passado, homens tiveram rendimento médio real de R$ 2.460 por mês, enquanto as mulheres receberam, em média R$ 1.938 por mês, ou 21,2% menos. Trabalhador segura carteira de trabalho Amanda Perobelli/Reuters Mulheres, pretos, nordestinos e pessoas sem instrução escolar são os trabalhadores com os menores salários do Brasil, mostram dados divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2018, os homens tiveram rendimento médio real de R$ 2.460 por mês, enquanto as mulheres receberam, em média R$ 1.938 por mês, ou 21,2% menos – índice que se manteve em relação a 2017. Em 2012, início da série histórica, os valores eram de R$ 2.396 e R$ 1.765, respectivamente, uma diferença de 26,3%. O rendimento médio mensal de todos os brasileiros foi de R$ 2.234 em 2018, o que representou um ligeiro crescimento em relação ao observado em 2017 (R$ 2.107). Concentração de renda volta a crescer no Brasil em 2018, diz IBGE Negros na liderança: debates sobre desigualdade racial crescem Mulheres na liderança: as barreiras que ainda prejudicam a ascensão feminina A desigualdade salarial entre gêneros é mais acentuada nas regiões Sul e Sudeste, onde os homens ganham 28,7% e 26,82% mais do que as mulheres, respectivamente. Os números mostram ainda que, apesar de as mulheres serem maioria entre a população em idade de trabalhar (52,3%), os homens representam a maior parcela entre os que de fato trabalham (56,7%). O levantamento do IBGE aponta também que, no ano passado, brancos ganharam 42,7% mais que pardos e 43,5% mais que negros no país. O rendimento mensal médio dos brancos foi de R$ 2.897, enquanto o de pardos foi de R$ 1.659 e o de pretos, de R$ 1.636. Rendimento mensal por cor ou raça Arte G1 Pessoas com ensino superior ganham o triplo daquelas com nível médio Há ainda grandes lacunas salariais entre pessoas com diferentes níveis de escolaridade. Profissionais com ensino superior completo receberam em média R$ 4.997 em 2018, quase três vezes mais que aqueles com ensino médio completo (R$ 1.755) e quase seis vezes mais do que os trabalhadores sem instrução (R$ 856). As disparidades também são relevantes regionalmente. Em 2018, profissionais do Sudeste, do Centro-Oeste e do Sul receberam mensalmente em média R$ 2.572, R$ 2.480 e R$ 2.428, respectivamente. Já os do Norte e Nordeste ganharam e 1.735 e R$ 1.497, respectivamente. A diferença chega a 41,7% entre Sudeste e Nordeste, os dois extremos. No ano passado, o Nordeste foi a única região a ter redução no rendimento médio mensal de todos os trabalhos. A queda foi de 1,3% em relação a 2017. Já o Norte e o Sudeste tiveram as maiores altas, com avanço de 5,6% e 3,8%, respectivamente. Veja Mais

Dólar opera em alta, em dia de cautela no exterior

G1 Economia No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,88%, vendida a R$ 4,1641. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar opera em queda nesta quarta-feira (16), de olho no cenário externo, uma vez que o otimismo em torno de um acordo comercial concreto entre China e Estados Unidos perdeu força, além de preocupações com a desaceleração da economia global. Às 9h29, a moeda norte-americana subia 0,19%, vendida a R$ 4,1721. Veja mais cotações. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,88%, vendida a R$ 4,1641. Na parcial do mês, acumula avanço de 0,82% ante o real. Já no ano tem alta de 6,55%. No exterior, incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China levam cautela aos mercados globais e continuam influenciando o mercado de câmbio. O Fundo Monetário Internacional alertou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China reduzirá o crescimento global de 2019 a seu ritmo mais lento desde a crise financeira de 2008 e 2009, de acordo com relatório publicado na terça. Paralelamente, o FMI também reduziu a projeção de crescimento para o Brasil em 2020 para 2%. As projeções ajudam a afugentar o ingresso de fluxo de capital estrangeiro para o país, considerando que mais cortes na taxa de juros estão por vir, o que ajuda a pressionar o real. O mercado fortaleceu apostas de corte da Selic depois de o Brasil ter registrado inesperada deflação em setembro. Nesta sessão, o Banco Central ofertará 10.500 contratos de swap cambial reverso e até 525 milhões em dólar à vista. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019. Veja Mais

Leilão de energia A-6 supera expectativas e contrata 2,9 gigawatts

G1 Economia Volume contratado deverá representar investimentos de R$ 11,16 bilhões. Operações estão previstas para começar em 2025. O leilão de energia A-6 contratou nesta sexta-feira (18) usinas que somarão 2,9 gigawatts em capacidade instalada, um volume que superou expectativas de analistas e deverá representar investimentos de R$ 11,16 bilhões para implementação dos projetos, que deverão iniciar operações em 2025. Após quase quatro horas e meia de disputa, o certame registrou preço médio de R$ 176,09 por megawatt, o que representou deságio de 33,73% frente aos preços máximos definidos pela licitação, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A expectativa de contratação variava entre 500 MW e 800 MW, bem abaixo dos quase 3 GW contratados. "Estamos hoje festejando, os analistas de mercado de energia até ontem estimavam um volume muito abaixo. Conseguimos uma compra quase duas, três vezes dos valores previstos", disse o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, a jornalistas. Segundo ele, com essa contratação, haverá energia suficiente para atender o crescimento do país. Para o secretário, o nível de contratação do leilão desta sexta-feira poderá se repetir a partir de 2020 ou até aumentar. "Nossa expectativa para 2020 é que se mantenha nesse patamar, até porque estamos hoje com reforma da Previdência ainda incompleta, reforma tributária por vir, reforma administrativa... em 2020 vamos estar com outro nível de situação no país. E aí não se trata de nenhum ufanismo, nenhuma visão mais otimista, é em cima dos dados de que dispomos", destacou. Entre as empresas vencedoras, apareceram a brasileira Eneva, com a térmica Nova Venécia, de 92,2 megawatts; a francesa Voltalia, com ao menos dois parque solares, num total de 80 megawatts; e a norueguesa Statfrakt, com projeto eólico de 75,6 megawatts, entre diversas outras, segundo relatório da CCEE. Usinas eólicas foram a fonte com maior volume negociado, com 1,04 gigawatt em capacidade, seguidas pelas termelétricas a gás, com 734 megawatts, e pelos parques solares, com 530 megawatts. Mas a licitação também contratou 445 megawatts em usinas hídricas e cerca de 230 megawatts em térmicas a biomassa. Veja Mais

Cade investiga tabelamento de preço de medicamentos e materiais usados em hospitais

G1 Economia Processo vai investigar se hospitais usam preços publicados em revistas para tabelar preço. Cade afirmou ainda que valores cobrados estão acima do praticado no mercado. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um processo nesta sexta-feira (18) para investigar um possível tabelamento de preços de medicamentos e materiais usados em procedimentos feitos nos hospitais. Segundo informações do conselho, há fortes indícios de que entidades representativas estariam orientando hospitais e prestadores de servido de saúde a seguirem os preços publicados nas publicações Brasíndice e Simpro. O Cade indicou ainda que, além de prejudicar a concorrência ao tabelar preços, as tabelas publicadas nas duas revistas têm valores superiores aos praticados no mercado, o que estaria causando prejuízo aos consumidores. O processo investiga as duas publicações especializadas, uma federação e dois sindicatos (Pernambuco e Mato Grosso do Sul). Segundo a Superintendência-Geral, uma nota técnica do Cade aponta que a maioria dos hospitais do país utiliza os valores previstos nas tabelas divulgadas pelas revistas para efetuar a cobrança pelos medicamentos e materiais hospitalares utilizados em procedimentos médicos. Segundo a nota técnica, as publicações serviriam como ponto focal para a uniformização dos preços que devem ser pagos pelas operadoras de planos de saúde. Com a abertura do processo, as revistas e associações citadas serão notificadas para apresentar defesa. O G1 entrou em contato com as duas publicações e não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Veja Mais

Presidente do BCE alerta para risco de bolha financeira na zona do euro

G1 Economia Segundo Mario Draghi, há sinais lever de 'valorizações exageradas' em segmentos mais arriscados do mercado financeiro e também do imobiliário. O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse nesta sexta-feira (18) que há "sinais leves" de supervalorização nos mercados financeiro e imobiliário da zona do euro, o que cria um risco para a estabilidade em um momento em que a economia está desacelerando. "O ambiente de estabilidade financeira continua desafiador, pois as perspectivas econômicas globais se deterioraram", disse Draghi a outras autoridades do Comitê Internacional Monetário e Financeiro em Washington. "Existem sinais leves de valorizações exageradas na área do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões". Veja Mais

Petrobras cancela contrato 'injustificável' com McLaren, diz Ministério da Economia

G1 Economia Segundo governo, contrato de patrocínio de cerca de R$ 870 milhões foi encerrado. Petrobras não comentou o assunto. Carro da McLaren, com logo da Petrobras Reprodução/Twitter/McLaren A Petrobras encerrou um contrato de patrocínio com a equipe de Fórmula 1 McLaren, de 163 milhões de libras esterlinas, segundo documento publicado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (17) O contrato, assinado em 2018, marcou o retorno da petroleira estatal às pistas, por meio de uma parceria técnica que previa ainda fornecimento de combustível e óleos lubrificantes, além do compartilhamento de tecnologias entre as duas empresas. "Um injustificável contrato de patrocínio da Petrobras à equipe McLaren de Fórmula 1 -- no valor de 163 milhões de libras esterlinas-- foi encerrado", afirmou o documento, elaborado pela Secretaria de Política Econômica, que detalha as ações do governo em seus primeiros 9 meses. O valor equivale a cerca de R$ 870 milhões, pelo câmbio atual. Segundo uma fonte próxima às conversas entre as duas empresas ouvida pela agência Reuters, o contrato da McLaren com a Petrobras ainda segue em curso, mas seu término de fato está sendo negociado entre as partes. A expectativa é que o fim do contrato por acordo mútuo seja anunciado em breve. Para que isso ocorra, a Petrobras deverá pagar uma taxa à McLaren. Os 163 milhões de libras não correspondem exclusivamente ao patrocínio pago à escuderia pelo direito de ter a marca exposta, que tem "valor substancialmente menor", segundo a Reuters. Motivos não informados O governo não informou os motivos para o encerramento e também não detalhou se houve consequências, como o pagamento de multas. Também não disse se alguma parte do contrato havia sido mantida. A Petrobras não comentou o assunto. Procurada, a McLaren informou via assessoria de imprensa nesta sexta-feira que "os assuntos são comercialmente confidenciais e que, por isso, não poderia fazer comentários adicionais no momento". O presidente Jair Bolsonaro havia publicado em sua conta no Twitter, em maio, que por decisão de seu governo a Petrobras estava buscando uma maneira de rescindir o contrato com a McLaren, também sem apresentar os motivos. A nova gestão da Petrobras aprofundou um programa de cortes de custos e desinvestimentos, para que a empresa possa focar investimentos em ativos essenciais, como a exploração do pré-sal. O contrato foi assinado sob a gestão do então presidente da Petrobras Pedro Parente. À época, a empresa informou que o acordo previa a exposição da marca da empresa nos carros, uniformes e nas instalações da equipe já na temporada daquele ano, e o fornecimento de gasolina e lubrificantes especialmente formulados para a escuderia para uso nas corridas em 2019. O desenvolvimento dos produtos para a McLaren ocorreria, ao longo de 2018, no centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes), na cidade do Rio de Janeiro. A Petrobras não detalhou à época o valor e o prazo total do contrato, limitando-se a dizer que seria uma parceria de "longo prazo". Em uma apresentação, publicada no site da empresa, a petroleira apontou que pelo menos até 2022 haveria fornecimento de produtos a escuderia. No passado, a Petrobras participou na Fórmula 1 a partir de contratos com a equipe Williams, de 1998 a 2008 e de 2014 a 2016. Petrobras cancela patrocínio da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e outros 12 projetos culturais Veja Mais

Confiança do empresário da indústria segue estável e elevada em outubro, diz CNI

G1 Economia De acordo com pesquisa da entidade, índice de confiança do empresário ficou em 59,3 pontos neste mês. Valores acima de 50 pontos indicam empresários 'confiantes'. No mês de outubro, empresários da indústria continuaram confiantes, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta sexta-feira (18). A conclusão tem por base pesquisa feita entre 1º e 11 de outubro, com 2.452 empresas do país. De acordo com o levantamento, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou estável em 59,3 pontos neste mês. Foi o terceiro mês consecutivo que o indicador permanece no mesmo patamar. O indicador também está 4,7 pontos acima da média histórica e 5,6 pontos superior ao registrado em outubro do ano passado, acrescentou a entidade. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão "confiantes", informou a CNI. "A alta da confiança veio com os avanços da reforma da Previdência na Câmara em julho. Avanços adicionais na agenda das reformas alavancarão ainda mais a confiança do empresário da indústria", afirmou o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Detalhamento De acordo com a entidade, a pesquisa mostra uma pequena melhora na percepção dos empresários em relação à situação atual das empresas e da economia e uma queda nas expectativas para os próximos seis meses. O indicador de condições atuais alcançou 52,1 pontos e está, pelo terceiro mês consecutivo, acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa da avaliação favorável para a desfavorável, informou a CNI. Desempenho da economia Já o indicador de expectativas subiu para 62,8 pontos e está 5 pontos acima do registrado em outubro do ano passado, mostrando, segundo a entidade, que os industriais estão otimistas com o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses. Grandes indústrias O levantamento mostrou, ainda, que a confiança é maior entre as grandes indústrias. Nesse segmento, o ICEI ficou em 60,2 pontos. Nas médias empresas foi de 59,1 pontos e, nas pequenas, de 57,5 pontos. Regiões Na distribuição por regiões, a CNI informou que o ICEI ficou maior entre os empresários do Norte (62 pontos) e do Centro-Oeste (61 pontos). No Nordeste, o indicador ficou em 59,8 pontos, no Sul em 59,2 pontos e, no Sudeste, em 57,9 pontos. Veja Mais

Dólar opera em queda e é negociado na casa de R$ 4,15

G1 Economia Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,4%, a R$ 4,17, maior cotação desde 21 de setembro. Notas de dólar Hafidz Mubarak/Reuters O dólar opera em queda nesta sexta-feira (18), após ter fechado na véspera a R$ 4,17 em meio às preocupações com a desaceleração da economia global e diante de incertezas sobre a oferta de moeda no país. Às 9h35, a moeda norte-americana caía 0,47%, a R$ 4,1506. Veja mais cotações. Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,4%, a R$ 4,17, na maior cotação de encerramento desde 21 de setembro (R$ 4,1714), acumulando avanço de 1,85% na semana. Na parcial do mês, a alta é de 0,36%. No ano, a valorização é de 7,64% frente ao dólar. No noticiário do dia, destaque para a desaceleração da economia chinesa. Pequim divulgou que o PIB da China subiu 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase três décadas, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. Na véspera, o comportamento do câmbio no Brasil ficou descolado do exterior, influenciado por incertezas a respeito do desfecho do Brexit, comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a respeito da política cambial e a perspectiva de um diferencial de juros menor entre o Brasil e o exterior, que reduz a atratividade da moeda nacional. Cena doméstica O mercado aguardava ainda falas do presidente do Banco Central, gue em Washington participando de eventos relacionados a reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Em evento nos EUA, Campos Neto reiterou que os leilões de dólares são feitos para atender a uma demanda do mercado à vista, mas disse também que a autoridade monetária pode atuar na outra ponta, caso necessário, se notar algum fluxo extraordinário. “Isso é um fato novo porque o BC vende, mas nunca falou em comprar. Para os operadores, isso entra na equação”, disse ao Valor Online Marcelo Giufrida, gestor da Garde Investimentos. Outro ponto de atenção dos investidores, mas que ainda não estaria influenciando na negociação, é a crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o comando de seu partido, o PSL. Segundo Giufrida, o tema “entrou na equação, mas ainda tem pouca probabilidade de ameaçar a agenda do Congresso”. Veja Mais

PIB da China cresce 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase 30 anos

G1 Economia Economia chinesa avançou 6% de julho a setembro, na comparação anual, contra 6,2% no 2º trimestre. Trata-se do ritmo mais fraco desde de 1992. PIB da China tem crescimento mais lento no 3º trimestre em 27 anos O crescimento econômico da China desacelerou mais que o esperado no 3º trimestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) registrando um avanço de 6%, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o piso da meta do governo chinês para 2019. Trata-se do ritmo mais fraco em quase três décadas, segundo a Reuters, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. A expansão do PIB no terceiro trimestre foi a mais lenta desde o primeiro trimestre de 1992, primeiros dados trimestrais disponíveis, e ficou abaixo da expectativa de crescimento de 6,1% em pesquisa da Reuters. No segundo trimestre deste ano, a alta tinha sido de 6,2%, em relação ao mesmo período de 2018. No acumulado de janeiro a setembro de 2019, o PIB da China teve avanço de 6,2% em relação aos nove primeiros meses do ano passado, ainda dentro da meta estabelecida por Pequim para 2019: entre 6% e 6,5% (contra 6,6% em 2018). As bolsas chinesas fecharam em queda nesta sexta, no pior dia em um mês. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,42%, enquanto o índice de Xangai teve baixa de 1,32%. Na semana, o CSI300 recuou 1,1%, enquanto o SSEC caiu 1,2%. Dados fracos da China nos últimos meses têm destacado a demanda mais fraca interna e externa. Ainda assim, a maioria dos analistas diz que o escopo para um estímulo agressivo é limitado em uma economia já com um grande volume de dívida após ciclos anteriores de afrouxamento. Guerra comercial A disputa comercial entre China e Estados Unidos vem causando preocupações em todo o mundo desde o começo de 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Desde então, foram feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução. Guerra comercial: entenda as tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial Na semana passada, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos chegaram à primeira fase de um acordo comercial com a China. Mas, nesta quarta, Trump afirmou que não deve assinar qualquer acordo comercial com a China até se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, no Fórum da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) no Chile. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, delineou a "fase 1" de um acordo em 11 de outubro e suspendeu um aumento tarifário planejado, mas autoridades de ambos os lados disseram que muito mais trabalho precisa ser feito. A expectativa é que alguym acordo seja assinado entre os presidentes dos dois países em uma cúpula de 16 e 17 de novembro dos países da Apec em Santiago, no Chile. Veja Mais

EUA adotam tarifas para produtos da UE que totalizam US$ 7,5 bi

G1 Economia Mas União Europeia poderá ser autorizada a impor tarifas sobre os produtos americanos. Os Estados Unidos iniciaram nesta sexta-feira (18) a aplicação de tarifas sobre produtos da União Europeia, que totalizam US$ 7,5 bilhões, incluindo aviões da Airbus, vinhos franceses e uísques escoceses. As tarifas entraram em vigor à 0h01 de Washington (1h01 em Brasília) e foram impostas apesar dos esforços de funcionários europeus e das ameaças de represálias do ministro francês da Economia, Bruno Le Maire. Os EUA removeram artigos de couro - entre outros itens - de sua lista original, poupando marcas de luxo como Givenchy e Louis Vuitton. A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou na segunda-feira (14) Washington a impor tarifas à UE, em retaliação aos subsídios concedidos à fabricante europeia de aeronaves Airbus. No início de outubro, a OMC autorizou o estabelecimento de tarifas de US$ 7,5 bilhões sobre bens e serviços europeus importados todos os anos. A decisão, porém, deveria ser aprovada pelo Órgão de Solução de Litígios (OSD) da organização. A UE reagiu à decisão afirmando que "lutará até o fim" para dissuadir os americanos de impor sanções alfandegárias. A organização ainda quer encontrar uma solução negociada com Washington para, assim, evitar a escalada das atuais tensões comerciais. Se as discussões falharem, a UE poderá ser autorizada a impor tarifas sobre os produtos americanos. Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei que define distribuição dos recursos do megaleilão de petróleo

G1 Economia Leilão está marcado para novembro, e governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões. Texto define que estados ficarão com 15% dos recursos, e os municípios, com mais 15%. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (17) a lei que define como será a distribuição dos recursos do megaleilão de petróleo. O texto da lei foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União". O leilão está marcado para novembro, e o governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões. O projeto que trata do tema foi aprovado pelo Senado nesta semana e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com o texto sancionado por Bolsonaro, os recursos serão distribuídos da seguinte maneira: 15% para os estados e para o Distrito Federal (dois terços via Fundo de Participação dos Estados e um terço via Lei Kandir) 15% para os municípios via Fundo de Participação dos Municípios; 3% para os estados onde estiverem geograficamente localizadas as jazidas de petróleo. Quando o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional, a estimativa era a seguinte: R$ 10,95 bilhões para os estados e o Distrito Federal; R$ 10,95 bilhões para os municípios; R$ 2,19 bilhões para o estado do Rio de Janeiro, onde estão as jazidas; R$ 48,9 bilhões para a União; R$ 33,5 bilhões para a Petrobras. O megaleilão Em 2010, a União e a Petrobras assinaram um acordo que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos. À época, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões. A estimativa do governo federal, porém, é que a área pode render mais 6 bilhões de barris e, diante disso, a União fará um megaleilão do volume excedente. Quanto os estados receberão? A Agência Senado, veículo de comunicação oficial da Casa, divulgou nesta semana uma tabela com os seguintes valores que cada estado receberá com o mega leilão com base na Consultoria de Orçamento: Distribuição dos recursos Veja Mais

Brasil cria 157 mil empregos formais no melhor mês de setembro em 6 anos

G1 Economia Na parcial do ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. A economia brasileira gerou 157.213 empregos com carteira assinada em setembro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Ministério da Economia. O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. Em setembro, o país registrou 1.341.716 contratações e 1.184.503 demissões. De acordo com informações do Ministério da Economia, essa foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2013, ou seja, em seis anos. Veja abaixo Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais. Parcial do ano Os números oficiais do governo mostram também que, nos nove primeiros meses deste ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada. Com isso, houve aumento de 5,93% frente ao mesmo período do ano passado - quando foram abertas 719.089 vagas formais. Esse também foi o maior saldo, para o período de janeiro a setembro, desde 2014 (904.913 vagas formais abertas). Os números de criação de empregos formais do primeiros nove meses do ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e agosto. Os dados de setembro ainda são considerados sem ajuste. Segundo o Ministério da Economia, nos últimos 12 meses foram criados 548.297 postos de trabalho formais. Já o estoque de empregos formais na economia somou 39,172 milhões no final de setembro, contra 38,624 milhões no mesmo mês de 2018. Por setores Os números do governo revelam que, em setembro, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados foi registrado no setor de serviços. Já os serviços industriais de utilidade pública foram o único setor que demitiu no período. Indústria de Transformação: +42.179 Serviços: +64.533 Agropecuária: +4.463 Construção Civil: +18.331 Extrativa Mineral: +745 Comércio: +26.918 Serviços Industriais de Utilidade Pública: -448 Administração Pública: +492 Dados regionais Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em setembro deste ano. Sudeste: +56.883 Centro-Oeste: +10.073 Norte: +9.352 Nordeste: +57.035 Sul: +23.870 O governo informou ainda que todas 27 unidades da federação criaram empregos formais em setembro. A abertura de vagas no mês é liderada por São Paulo (+36.156), seguido por Pernambuco (+17.630) e Alagoas (+16.529 vagas). Os estados que menos abriram vagas, no mês passado, foram Amapá (+182), Tocantins (+424) e Acre (+492). Trabalho intermitente e parcial Segundo o Ministério da Economia, foram registradas 12.169 admissões e 6.154 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em setembro deste ano. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 6.015 empregos no período. O trabalho intermitente é aquele esporádico, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. O mês de setembro registrou ainda 6.609 admissões na modalidade de regime de trabalho parcial e 4.802 desligamentos, gerando saldo positivo de 1.807 empregos. As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.604,60 em setembro. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 2,99% no salário de admissão, ou de R$ 46,54; na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a agosto de 2019, houve uma queda real de 0,74%, ou de R$ 12, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia. Veja Mais

Tribunal de Justiça do Pará lança edital de concurso com salários de mais de R$ 10 mil

G1 Economia As inscrições poderão ser feitas no período de 22/10/2019 até 20/11/2019. Tribunal de Justiça do Pará realiza concurso público. Divulgação/TJPA O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) lançou o edital do concurso público para o preenchimento e a formação de cadastro de reserva de 200 vagas para cargos de nível médio e superior. A remuneração chega a mais de R$ 10 mil. As inscrições poderão ser feitas no período de 22/10/2019 até 20/11/2019, às 18h (hora de Brasília-DF). Confira aqui o edital de abertura As vagas são para as seguintes áreas: Analista Judiciário: Administração; Análise de Sistema (Desenvolvimento); Análise de Sistema (Suporte); Arquitetura; Biblioteconomia; Ciências Contábeis; Comunicação Social; Direito; Economia; Enfermagem; Enfermagem do Trabalho; Engenharia Civil; Engenharia do Trabalho; Engenharia Elétrica; Estatística; Fiscal de Arrecadação; Medicina; Medicina do Trabalho; Medicina Psiquiátrica; Odontologia; Pedagogia; Psicologia; Serviço Social; Auxiliar Judiciário: Auxiliar de Consultório Dentário; Programador de Computador; Técnico em Enfermagem; Técnico em Segurança do Trabalho. Há ainda vagas para Oficial de Justiça Avaliador; Auxiliar Judiciário. Seleção A seleção para os cargos terá as seguintes fases: a) provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos; b) prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, somente para os cargos de nível superior; c) avaliação de títulos, de caráter classificatório, somente para os cargos de nível superior. As provas objetivas, para todos os candidatos, a prova discursiva e a avaliação de títulos, somente para os candidatos aos cargos de nível superior, a avaliação biopsicossocial dos candidatos que solicitarem concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência e o procedimento de verificação da condição declarada para concorrer às vagas reservadas aos candidatos negros serão realizadas nas cidades de Altamira, Belém, Marabá, Paragominas, Redenção e Santarém. As provas objetivas e a prova discursiva para os cargos de nível superior terão a duração de 5 horas e serão aplicadas na data provável de 19 de janeiro de 2020, no turno da manhã. As provas objetivas para os cargos de nível médio terão a duração de 3 horas e serão aplicadas na data provável de 19 de janeiro de 2020, no turno da tarde. Veja Mais

Bovespa opera em alta pelo 7º pregão seguido

G1 Economia Na véspera, a Bolsa fechou em alta de 0,89%, a 105.422 pontos – maior patamar de fechamento desde 10 de julho. A Bovespa ensaiava a sétima alta consecutiva nesta quinta-feira (17), em dia de maior otimismo nos mercados internacionais após anúncio de um acordo para o Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia. Às 10h35, o Ibovespa subia 0,17%, a 105.601 pontos. Veja mais cotações. Na véspera, a Bolsa fechou em alta de 0,89%, a 105.422 pontos – maior patamar de fechamento desde 10 de julho. Na parcial do mês, o Ibovespa tem alta de 0,65%. No ano, o avanço chega a quase 20%. O anúncio de que o Reino Unido e a União Europeia chegaram a um novo acordo sobre o Brexit foi feito horas antes da reunião em Bruxelas que reunirá representantes europeus para apreciar e votar o acordo. Posteriormente, o texto também deve ser aprovado pelo Parlamento britânico. Boris Johnson enfrenta, porém, resistência para reunir maioria dos parlamentares para aprovar o novo texto em uma sessão extraordinária que deve acontecer no sábado. Também na cena externa, a China disse que espera chegar a um acordo por etapas na disputa comercial com os Estados Unidos e cancelar tarifas o mais rápido possível, segundo informou nesta quinta o Ministério do Comércio. A expectativa é de que um acordo possa ser assinado durante a cúpula dos países Ásia-Pacífico, no Chile, nos dias 16 e 17 de novembro. Veja Mais

Dólar opera em leve alta em meio a otimismo sobre o Brexit

G1 Economia Na véspera, moeda dos EUA fechou em queda de 0,25%, a R$ 4,1535. Dólar Reprodução/TV Globo O dólar opera com pequenas variações nesta quinta-feira (17), em dia de viés positivo nos mercados internacionais após o anúncio de que o Reino Unido alcançou um acordo para o Brexit com a União Europeia. Às 9h27, a moeda norte-americana subia 0,13%, a R$ 4,1591, após abrir em leve queda. Veja mais cotações. Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,25%, a R$ 4,1535. Na parcial doo mês, o dólar acumula queda de 1,20%, mas no ano há alta de cerca de 7%. A confirmação de um novo acordo do Brexit impulsionava os mercados financeiros da Europa nesta quinta-feira, elevando os principais índices acionários do continente a um pico de um ano e meio. A libra esterlina e o euro se valorizam frente ao dólar. a moeda britânica saltou mais de 1% contra o dólar. Já o euro atingiu níveis mais altos em quase dois meses, o chegou a subir 0,5%, para US$ 1,114. No Brasil, o euro era negociado na abertura do pregão em alta de 0,43%, vendido a R$ 4,6197. O anúncio de que o Reino Unido e a União Europeia chegaram a um novo acordo sobre o Brexit foi feito horas antes da reunião em Bruxelas que reunirá representantes europeus para apreciar e votar o acordo. Posteriormente, o texto também deve ser aprovado pelo Parlamento britânico. Boris Johnson encontra resistência para reunir maioria dos parlamentares para aprovar o novo texto em uma sessão extraordinária que deve acontecer no sábado. Veja Mais

Governo troca presidência do Incra

G1 Economia O antigo presidente do órgão, João Carlos de Jesus Corrêa, é general do Exército e havia sido anunciado por Bolsonaro para o posto no início de fevereiro. Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo Filho assumirá cargo. Foi publicado no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (17) a exoneração de João Carlos de Jesus Corrêa da presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No lugar dele, foi nomeado para o cargo Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo Filho. O Incra é responsável por executar a reforma agrária e o ordenamento fundiário nacional. Desde o início do governo Bolsonaro, o órgão é subordinado ao Ministério da Agricultura. Antes, o instituto era vinculado à Casa Civil. O antigo presidente do órgão é general do Exército e havia sido anunciado por Bolsonaro para o posto no início de fevereiro. Veja Mais

Saques de até R$ 500 do FGTS para não correntistas da Caixa começam na sexta

G1 Economia No total, 4,1 milhões de pessoas nascidas em janeiro devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão do Fundo de Garantia; prazo dos saques vai até 31 de março de 2020. Tira-dúvidas sobre os saques do FGTS A Caixa Econômica Federal libera a partir de sexta-feira (18) os saques de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para não correntistas do banco nascidos em janeiro. Trata-se de uma nova etapa de saques, que começaram em setembro e alcançaram primeiro os correntistas da Caixa, com crédito automático em conta. No total, 4,1 milhões de pessoas devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão. No total, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa e terão direito aos saques somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. O saque imediato de até R$ 500 não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo). SAIBA TUDO SOBRE A LIBERAÇÃO DOS SAQUES DO FGTS Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. A Caixa estendeu o horário de 2.302 agências nesta sexta (18) e na segunda (21) e terça-feira (22) para realizar os pagamentos, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir a senha do Cartão Cidadão: As agências que têm horário de abertura às 10h abrirão às 8h; As agências que têm horário de abertura às 9h abrirão uma hora mais cedo e terão o horário de funcionamento estendido em 1 hora; As agências que têm horário de abertura às 11h abrirão às 9h; As agências que têm horário de abertura às 8h permanecem abrindo às 8h e terão horário de funcionamento estendido em 2 horas; No sábado, as agências abrem das 9h às 15h. A lista das agências com horário especial de atendimento está no site fgts.caixa.gov.br. A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019 Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019 Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019 Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019 Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019 Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019 Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020 Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020 Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020 Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020 Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020 Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020 Começam na 6ª feira (18) os saques do FGTS para quem não tem conta na Caixa Saques de correntistas da Caixa De acordo com balanço da Caixa, cerca de 36,9 milhões de correntistas tiveram liberados R$ 15,2 milhões na conta nos três lotes de pagamento. A maior parte dos saques foi na região Sudeste: 17,4 milhões sacaram R$ 7,5 bilhões, seguida da região Nordeste, onde R$ 3 bilhões foram sacados por 8,1 milhões de trabalhadores. Os correntistas que não quiserem fazer a retirada têm até o dia 30 de abril de 2020 para informar ao banco que prefere manter o dinheiro no Fundo de Garantia. Nesse caso, mesmo que o crédito tenha sido feito na conta, a Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS. Todos os trabalhadores, independente do aniversário, sendo correntistas ou não da Caixa, podem sacar o dinheiro até o dia 31 de março de 2020. A Caixa alerta, entretanto, que à medida que o trabalhador vai adiando seu saque, ele ficará sujeito ao efeito cumulativo dos outros calendários, o que acumulará mais pessoas para receber e portanto poderá enfrentar mais filas. Saiba como consultar o saldo do FGTS dentro do limite de R$ 500 Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS De acordo com balanço do Ministério da Economia, a liberação dos saques de até R$ 500 do FGTS será maior nos meses de setembro e outubro - serão R$ 17,7 bilhões liberados para 44,3 milhões de pessoas, de um total de R$ 39,8 bilhões para 96,5 milhões de pessoas. Os meses de setembro e outubro englobam os depósitos automáticos para correntistas da Caixa e o início dos saques para quem não é correntista e nasceu em janeiro e fevereiro. O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas como inativas. Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja mais exemplos abaixo: Exemplos de saques de até R$ 500 por contas do FGTS Reprodução/Caixa Como serão os saques para quem não tem conta poupança na Caixa Valores de até R$ 100 por conta: saque será feito nas lotéricas, com CPF e documento de identificação. Valores de até R$ 500 por conta: saque nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e Senha Cidadão ou Cartão Cidadão e senha. Caso não possua o Cartão do Cidadão, poderá sacar nos caixas eletrônicos da Caixa utilizando o CPF e a Senha Cidadão. Em caso de saque na agência, deve apresentar documento de identidade com foto, número do CPF e Carteira de Trabalho ou Cartão Cidadão e senha. O saque imediato no valor de até R$ 500 não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor, bem como não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave. Ninguém é obrigado a sacar o dinheiro do FGTS. Se não houver a retirada, o dinheiro permanece no fundo, ganhando rentabilidade. No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente. Saque-aniversário Trabalhadores já podem aderir ao saque-aniversário do FGTS O recebimento do saque imediato de até R$ 500 por conta de FGTS não gera adesão ao saque-aniversário. Os interessados em aderir a esses saques anuais podem comunicar a decisão à Caixa Econômica Federal desde o dia 1º de outubro deste ano. Entenda o saque-aniversário do FGTS Nesse caso, os saques serão anuais e começarão em abril de 2020, de acordo com o mês em que o beneficiário nasceu. Veja o calendário do saque aniversário: Nascidos em janeiro e fevereiro – saques de abril a junho de 2020; Nascidos em março e abril – saques de maio a julho de 2020; Nascidos em maio e junho – saques de junho a agosto de 2020; Nascidos em julho – saques de julho a setembro de 2020; Nascidos em agostos – saques de agosto a outubro de 2020; Nascidos em setembro – saques de setembro a novembro de 2020; Nascidos em outubro – saques de outubro a dezembro de 2020; Nascidos em novembro – saques de novembro de 2020 a janeiro de 2021; Nascidos em dezembro – saques dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. A partir de 2021, o saque deverá ser feito no mês do aniversário até os dois meses seguintes. O valor do saque anual será um percentual do saldo de todas as contas do trabalhador. Para contas com até R$ 500, será liberado 50% do saldo, percentual que vai se reduzindo quanto maior for o valor em conta. Para as contas com mais de R$ 500, os saques serão acrescidos de uma parcela fixa. Portanto, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores. Limite dos saques anuais do FGTS Reprodução/Ministério da Economia O trabalhador ficará impedido de retirar o valor integral do FGTS na rescisão do contrato de trabalho. No entanto, ele continua tendo direito ao pagamento da multa dos 40% em cima do valor total. Em caso de arrependimento, o trabalhador só poderá retornar ao chamado saque-rescisão após dois anos a partir da data de adesão ao saque-aniversário. No entanto, o trabalhador que optar pelo saque-aniversário continuará tendo direito à retirada o saldo do FGTS para a casa própria, em caso de doenças graves, de aposentadoria e de falecimento do titular e para as demais hipóteses previstas em lei para o saque. Initial plugin text Veja Mais

Para ajudar estados, Senado aprova projeto que adia uso de créditos do ICMS por empresas

G1 Economia Início do uso dos créditos do tributo estava previsto para o ano que vem. Projeto adia o início da compensação para 2033. Este é o sexto adiamento do prazo. O Senado aprovou nesta quarta-feira (16), por 57 votos a 1, um projeto que adia o início do uso dos créditos do ICMS por empresas. O texto altera a Lei Kandir, segundo a qual a compensação começaria a ser feita no ano que vem. A proposta aprovada pelos senadores prorroga o início do uso dos créditos para 2033. É a sexta vez que o prazo é adiado, o que faz com que os créditos até hoje nunca tenham sido pagos às empresas. As compensações se referem a gastos com energia elétrica, serviços de comunicação e insumos utilizados pelos estabelecimentos e que não se destinam ao produto final. A proposta, de autoria do senador Lucas Barreto (PSD-AP), segue para análise da Câmara dos Deputados. Defensores do projeto dizem que a medida é necessária porque o início da compensação em 2020 seria “insuportável” às finanças dos estados, principalmente daqueles que enfrentam crises econômicas. Relator do texto, o senador Cid Gomes (PDT-CE) disse que a proposta é um pedido do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que tem entre os integrantes os secretários estaduais de Fazenda. “O estado mais interessado nessa matéria é São Paulo, que tem 20% das exportações brasileiras. E acaba de me dizer agora o senador José Serra (PSDB-SP) que, se essa matéria não for prorrogada, o impacto nas finanças públicas de São Paulo será de R$10 bilhões ao ano”, declarou Cid Gomes. “Nós estamos prorrogando uma situação já posta. Se isso não for prorrogado, os estados terão um impacto [...]. Ainda há tempo de se impedir essa tragédia com os estados brasileiros”, acrescentou o parlamentar do Ceará. A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) criticou a proposta e lembrou que o Senado tem aprovado medidas que aumentam as receitas dos estados, como a divisão de recursos do megaleilão do petróleo, previsto para novembro. “Nós estamos dando mais 13 anos aos Governos para devolverem crédito dos empresários, crédito devido aos empresários, já há bastante tempo. Nós estamos renovando ainda o calote por mais 13 anos para as empresas do Brasil. Eu sei que os governadores estão em dificuldade, mas estão recebendo agora royalties, estão recebendo um monte de benefícios agora desta Casa. E os empresários? Nós vamos dar o que a eles? Menos esperança e menos força?”, indagou a pedetista. Veja Mais

B3 obtém vitória no Carf sobre caso avaliado em R$ 3,3 bilhões

G1 Economia Empresa contestou uma multa aplicada pela Receita Federal, que questionou a amortização do ágio gerado na incorporação da Bovespa pela então BM&F em março de 2008. A B3 informou nesta quarta-feira (16) que obteve decisão favorável no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) envolvendo ágio na incorporação da Bovespa, há cerca de uma década, num processo avaliado em cerca de R$ 3,3 bilhões. Sede da B3, a bolsa brasileira, no Centro de São Paulo Divulgação/B3 A câmara baixa do Carf proferiu decisão favorável ao recurso apresentado pela B3, informou a companhia em comunicado. A empresa contesta uma multa aplicada pela Receita Federal, que questionou a amortização, para fins fiscais, nos exercícios de 2012 e 2013, do ágio gerado na incorporação da Bovespa pela então BM&F, em março de 2008, que deu origem à B3. "Segundo a opinião de nossos assessores legais, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional pode apresentar recurso da decisão", afirmou a B3 no documento. Veja Mais

Governo marca 2 leilões para contratação de termelétricas para março de 2020

G1 Economia Licitação visa substituição de usinas a diesel antigas que estão com contratos por vencer por outras mais eficientes, movidas a gás natural e carvão. O Ministério de Minas e Energia marcou para 31 de março de 2020 dois leilões para contratar termelétricas. As licitações, que serão realizadas "sequencialmente", visam a substituição de usinas a diesel antigas, cujos contratos vencerão nos próximos anos, por unidades mais eficientes e menos poluentes, movidas a gás natural e carvão. Um dos leilões será no formato conhecido como A-4, para entrega dos empreendimentos a partir de 2024, enquanto o outro será um A-5, com prazo de cinco anos para a implementação dos projetos, segundo diretrizes publicadas pela pasta no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16). A concorrência oferecerá contratos para a venda da energia por 15 anos para os empreendimentos vencedores. Poderão participar da disputa tanto usinas existentes, que poderão investir em "retrofit" para aumentar a eficiência e na troca de combustível por opções de menor emissão, quanto novos projetos de gás e carvão. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a iniciativa está alinhada ao programa Novo Mercado de Gás, do governo federal, que vista aumentar a competição no setor de gás e reduzir custos do insumo. Veja Mais

FMI aumenta alerta sobre risco de dívidas feitas por empresas após cortes de juros no mundo

G1 Economia Segundo o fundo, se houver outra crise financeira global, 40% de toda a dívida corporativa nas principais economias do mundo poderá estar em risco, nível acima do observado em 2009. O Fundo Monetário Internacional (FMI) aumentou seus alertas para o mercado de dívida corporativa nesta quarta-feira (16), na medida em que investidores estão buscando por mais retorno em ativos de maior risco após cortes recentes nas taxas de juros por bancos centrais em todo o mundo. O FMI e outras autoridades econômicas manifestaram preocupação com os altos níveis de dívida corporativa no passado. Mas o grupo afirmou nesta quarta-feira que a redução das taxas de juros pelos bancos centrais de diversos países, na tentativa de reduzir de combater os riscos econômicos imediatos, exacerbaram a situação, levando a níveis "preocupantes" de dívida com baixa qualidade de crédito e aumentando as vulnerabilidades financeiras no médio prazo. "Com os juros permanecendo mais baixos por mais tempo, as condições financeiras diminuíram, ajudando a enfrentar os riscos negativos e apoiar o crescimento global por enquanto", disse o diretor de mercados de capitais do FMI, Tobias Adrian. "Mas condições financeiras frouxas incentivaram os investidores a assumir mais riscos." O FMI alertou que 40% de toda a dívida corporativa nas principais economias poderá ser considerada "em risco" em outra crise global, superando os níveis observados durante a crise financeira de 2008-2009. Os investidores podem estar "excessivamente complacentes" com os riscos negativos neste final do ciclo econômico, alertou o FMI. Na terça-feira, o FMI reduziu sua projeção de crescimento global de 2019 para o nível mais baixo desde a crise financeira, em grande parte devido a disputas comerciais em andamento. O FMI, cujas reuniões com o Banco Mundial começam em Washington nesta semana, também alertou que os principais fatores de risco de queda da economia global são as tensões comerciais e a incerteza política. 90% dos países terão desaceleração no crescimento em 2019, diz nova diretora do FMI Um grande evento geopolítico, como a saída do Reino Unido da União Europeia sem um novo acordo, poderá provocar um forte aperto nas condições financeiras, disse o FMI em seu relatório semestral Estabilidade Financeira Global. Veja Mais

Trump diz que não deve assinar acordo comercial com a China até se reunir com Xi Jinping

G1 Economia Dúvidas sobre medidas acertadas e em negociação para pôr fim à guerra comercial permanecem. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (16) que não deve assinar qualquer acordo comercial com a China até se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, no Fórum da Apec no Chile. Falando a repórteres na Casa Branca, Trump afirmou que o acordo comercial parcial anunciado na semana passada está no processo de ser formalizado. Entenda as tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial As expectativas em torno de um acordo comercial concreto entre os dois países chegaram a melhorar após ambos os lados concordaram em trabalhar em um acordo limitado, mas voltaram a perder força na véspera. Após Washington e Pequim acertarem um acordo parcial na última sexta-feira, notícias e declarações de autoridades de ambos os lados no sentido de que é necessário mais trabalho para finalizar o acordo trouxeram novas dúvidas sobre o que realmente foi alcançado. A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou na terça-feira quatro atos legislativos, adotando uma postura dura contra a China devido ao movimento pró-democracia em Hong Kong e a disputa legal em torno da gigante de telecomunicações Huawei. "Algumas novas incertezas no fronte comercial assim como preocupações em relação a resultados corporativos colocaram pressão sobre o mercado hoje", disse à Reuters Gerry Alfonso, analista do Shenwan Hongyuan Securities. EUA e China chegam a acordo preliminar que pode pôr fim à guerra comercial Veja Mais

Fatec de Presidente Prudente e Etec de Adamantina têm processos seletivos com inscrições abertas

G1 Economia Também há oportunidades disponíveis em Prefeituras da região e na Câmara Municipal de Mirante do Paranapanema. Fatec de Presidente Prudente Arquivo/G1 Nesta semana, diversos concursos públicos e processos seletivos estão com inscrições abertas no Oeste Paulista voltados ao preenchimento de vagas e à formação de cadastro reserva. As jornadas de trabalho, os benefícios, as funções e os salários variam de acordo com o cargo pretendido. Confira as oportunidades: Mirante do Paranapanema A Câmara Municipal de Mirante do Paranapanema tem concurso público para a admissão de profissionais de ensino médio e de nível superior. As inscrições estão abertas e vão até 27 de outubro, pela internet. As taxas de participação são R$ 50 e R$ 80. São três vagas disponíveis para os cargos de auxiliar administrativo (1), contador (1) e diretor-geral de secretaria da câmara municipal (1). A carga horária é de 40h semanais, com remunerações que variam entre R$ 1.750 e R$ 4,5 mil ao mês. A aplicação da prova objetiva está prevista para 10 de novembro de 2019, às 9h. O edital já está disponível para consulta. Etec – Adamantina A Escola Técnica Estadual (Etec) Engenheiro Herval Bellusci de Adamantina tem 19 processos seletivos com inscrições abertas para formação de cadastro reserva de professores dos ensinos médio e técnico. Os interessados devem se candidatar até 28 de outubro, na Etec da cidade, localizada na Estrada Seis, sn, Bairro Boa Vista, em Adamantina, das 9h às 12h e das 13h às 17h30. Os editais estão disponíveis no Diário Oficial do Estado de São Paulo, nas edições dos dias 9, 10 e 11 de outubro. Edital nº 063/03/2019: língua portuguesa, literatura e comunicação profissional/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/04/2019: língua estrangeira moderna – inglês e comunicação profissional/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/05/2019: língua estrangeira moderna – espanhol/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/06/2019: artes/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/08/2019: geografia/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/09/2019: química/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/10/2019: biologia/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/11/2019: matemática/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/12/2019: gestão ambiental/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/13/2019: nutrição vegetal, adubos e corretivos com práticas em culturas anuais/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/14/2019: fitossanidade e proteção de plantas com práticas em culturas perenes, semiperenes, paisagismo e silvicultura/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/15/2019: levantamento e representação topográfica/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/16/2019: sanidade e bem-estar animal com práticas em pastagens e animais ruminantes/ agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/17/2019: uso sustentável do solo e da água/agropecuária integrado ao ensino médio. Edital nº 063/18/2019: implantação e gestão de projetos agropecuários/agronegócio. Edital nº 063/19/2019: administração de recursos materiais/agronegócio. Edital nº 063/20/2019: uso sustentável do solo agrícola/agropecuária. Edital nº 063/21/2019: nutrição animal, alimentos e alimentação/agropecuária. Edital nº 063/22/2019: uso sustentável da água/agropecuária. Os contratados terão remuneração de R$ 18,35 por hora-aula e carga horária máxima de 200 horas mensais. As seleções ocorrerão por meio de provas objetiva e de títulos. Prefeitura de Adamantina Também em Adamantina, tem processo seletivo da Prefeitura voltado a profissionais de nível superior. O objetivo é a formação de cadastro reserva para os cargos de educador de Emei – Ciclo I e professores de educação do ensino fundamental – PEB I; educação infantil Emei – Ciclo II; PEB II – educação artística; PEB II – educação especial (DM e DA); PEB II – educação física; educação de jovens e adultos (EJA) e PEB II – inglês. As inscrições devem ser efetuadas até as 20h de 7 de novembro, pela internet. A taxa de participação é de R$ 13,89. Ao serem contratados, os profissionais deverão desempenhar atividades em carga horária de 23h a 40h semanais, com remunerações que varia de R$ 1.715,52 a R$ 2.840,45 ao mês. Mais detalhes podem ser consultados no edital. No site também há disponível uma retificação do documento. A aplicação da prova objetiva está prevista para 1º de dezembro de 2019, em dois períodos diferentes. Fatec Presidente Prudente A Faculdade de Tecnologia de Presidente Prudente (Fatec) tem dois processos seletivos com inscrições abertas cujo objetivo é a admissão temporária de professor. Os interessados devem se candidatar até 28 de outubro na unidade da Fatec que fica na Rua Terezina, nº 75, na Vila Paulo Roberto, de 8h às 12h e de 13h às 17h. As oportunidades são destinadas a profissionais das áreas de análise e desenvolvimento de sistemas: ciência da computação – sistemas de informação (1) e de gestão empresarial: administração e negócios/marketing e publicidade – gestão de marketing (1). Se admitido, o profissional atuará em jornada de 4 horas/aula, com remuneração de R$ 31,03 por hora/aula trabalhada. Os editais estão disponíveis no Diário Oficial do Estado de São Paulo, na edição de 11 de outubro. Monte Castelo A Prefeitura de Monte Castelo tem processo seletivo com inscrições abertas para a formação de cadastro reserva de docentes. A participação deve ser garantida pela internet, mediante ao pagamento da taxa no valor de R$ 45, até 17 de outubro. Os cargos disponíveis são: professor de dança, professor de educação infantil, professor de educação infantil II, professor de ensino fundamental I, professor PEB II – arte, professor PEB II – educação física, professor PEB II – inglês e professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE). A remuneração dos profissionais varia de R$ 12,93 a R$ 14,26 por hora/aula. Para professores da educação básica II e de educação infantil I e II a jornada de trabalho será de 30 horas/aula. A aplicação da prova objetiva está previsa para 10 de novembro de 2019. Mais detalhes podem ser consultados no edital. João Ramalho Foram reabertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de João Ramalho. O prazo agora segue até 18 de outubro. A retificação do edital de abertura e reabertura das candidaturas pode ser consultada na internet. O concurso é voltado ao preenchimento de vagas e à formação de cadastro reserva. As inscrições devem ser garantidas pela internet, mediante o pagamento de taxas que vão de R$ 17,90 a R$ 19,90. As oportunidades são para profissionais com ensino fundamental, médio e superior. As jornadas de trabalho variam de 20h a 40h por semana. Os cargos disponíveis são para agente de combate às endemias (CR), auxiliar de consultório dentário (CR), secretário de escola (1 vaga), secretário do paço municipal (1 vaga), advogado (CR), farmacêutico (CR), médico (1 vaga), nutricionista (CR) e psicólogo (CR). Os vencimentos salariais variam de R$ 1.036,45 a R$ 4.206,18. A previsão é de que a prova objetiva seja aplicada em 3 de novembro de 2019, em dois turnos. Martinópolis A Prefeitura de Martinópolis tem concurso público com inscrições abertas que visa a formação de cadastro reserva de profissionais de diversos níveis de escolaridade. A participação deve ser garantida até 25 de outubro, pela internet, mediante ao pagamento da taxa que varia entre R$12,10 e R$ 12,95. Os cargos disponíveis para formação de cadastro reserva são: agente comunitário de saúde, almoxarife, arquiteto, arrecadador de pedágio, atendente, auxiliar de enfermagem, auxiliar de enfermagem – ESF, bibliotecário, bombeiro municipal, contador, diretor de creche, enfermeiro, engenheiro civil, farmacêutico, fiscal de posturas, médico do trabalho, médico – ESF, médico pediatra, médico psiquiatra, médico psiquiatra plantonista – Caps, motorista, pedagogo – Caps: pedreiro, PEB I – ensino fundamental, químico, secretário da junta do serviço militar, vigilante feminino e vigilante masculino. A carga horária varia de 20 a 40 horas semanais e a remuneração de R$ 998 a R$ 13.352,01. Entre os requisitos estão ter os níveis fundamental, médio e superior completos, além de registro profissional no Conselho de Classe. Mais detalhes podem ser consultados no edital. 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Caixa abrirá parte das agências no sábado para trabalhador que não tem conta no banco sacar FGTS

G1 Economia Instituição inicia na sexta-feira liberação de saques do FGTS para trabalhadores que não possuem conta no banco. Nascidos em janeiro podem sacar R$ 500, se tiverem direito, a partir do dia 18 de outubro. A Caixa Econômica Federal, que inicia na próxima sexta-feira (18) a liberação de saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quem não possui conta no banco, informou que terá horários de atendimento especial para esses trabalhadores - incluindo a abertura de parte de suas agências no sábado. Até março do ano que vem, a instituição está liberando o saque de até R$ 500 por conta vinculada do trabalhador - processo que não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago somente em abril de 2020. A Caixa informou que os trabalhadores deverão levar um documento de identidade para sacar os valores, mas recomendou que eles também tragam sua carteira de trabalho - para agilizar o atendimento. A instituição financeira informou, ainda, que saques de até R$ 100 poderão ser realizados em unidades lotéricas mediante apresentação de documento de identidade original com foto. Cerca de 80% das contas do FGTS têm saldo médio de R$ 100 Os trabalhadores que não são correntistas da Caixa e terão direito aos saques somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. Saiba como consultar o saldo do FGTS dentro do limite de R$ 500 O atendimento estendido começará na próxima sexta-feira (18), acontecerá no sábado (19) - de 9h as 15h -, na segunda (21) e na terça (22). O objetivo, além de realizar os pagamentos aos trabalhadores que têm direito ao benefício, é solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir a senha do Cartão Cidadão. Veja abaixo os horários Horário de saques do FGTS Caixa Econômica Federal De acordo com a Caixa, 2.302 agências da Caixa abrirão em horário estendido nestes dias de atendimento especial (sexta, sábado, segunda e terça), o que representa quase metade da rede de atendimento da instituição financeira, composta por 4.132 unidades próprias (3.374 agências e 762 postos de atendimento). A instituição informou que as agências que participarão do atendimento especial estão no site da liberação dos saques do FGTS. O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas (emprego atual) como inativas (empregos anteriores). Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja abaixo mais exemplos Exemplos de saques de até R$ 500 por contas do FGTS Reprodução/Caixa Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019 Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019 Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019 Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019 Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019 Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019 Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020 Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020 Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020 Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020 Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020 Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020 Saques para correntistas A Caixa iniciou em 9 de outubro os saques de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para correntistas do banco nascidos entre setembro e dezembro. De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira, já foram sacados, até o momento, R$ 15 bilhões para 37 milhões de trabalhadores. O dinheiro das contas ativas e inativas foi depositado automaticamente para quem tem conta poupança individual da Caixa. Para quem tem conta corrente individual, conjunta ou fácil e conta poupança conjunta, o crédito automático ocorreu apenas se esses correntistas fizeram a autorização até o dia 4 de outubro. A liberação antecipada vale somente para contas abertas na Caixa até o dia 24 de julho deste ano. Veja Mais

Fundo PIS: saques foram feitos por 5,4% dos cotistas

G1 Economia O Fundo PIS, cuja liberação começou em 19 de agosto para beneficiários de todas as idades, foi sacado por cerca de 560 mil cotistas, num total de R$ 452 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. A estimativa de pagamento é de R$ 18,3 bilhões para as cotas do PIS, que devem beneficiar 10,4 milhões de brasileiros. Ou seja, 5,4% do total de cotistas retiraram o dinheiro. Tem cotas do PIS somente quem trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada entre 1971 e 1988. Já as cotas do Pasep são detidas por quem trabalhou como servidor público ou militar no mesmo período. O valor existente nesse fundo é pago somente uma vez, ou seja, uma vez retirado o dinheiro por quem tem direito, o saldo é zerado. O Fundo PIS-Pasep tem hoje cerca de R$ 22,8 bilhões em depósitos. A Caixa é responsável pelos pagamentos do PIS, e o BB, pelos pagamentos do Pasep. Quanto ao perfil por faixa etária de quem tem direito aos saques, 27% têm menos de 59 anos, 17% têm entre 60 e 64 anos, 14% têm entre 65 e 69 anos e 42% têm mais de 70 anos. Quando à distribuição das cotas por valor, 49% têm até R$ 1 mil, 45% têm entre R$ 1 mil e 5 mil e 6% têm saldo acima de R$ 5 mil. No estado de São Paulo, cerca de 3,4 milhões trabalhadores com direito às cotas do PIS ainda podem sacar os valores. Até o momento, 134,7 mil cotistas sacaram o benefício, no valor aproximado de R$ 74,5 milhões. Em 24 de julho, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) 889/2019, que regulamentou e trouxe novidades às regras para o saque das cotas do Fundo PIS/Pasep. Todos os participantes cadastrados no PIS até 4 de outubro de 1988 que possuam saldo de cotas podem sacar. O pagamento está disponível para os cotistas de todas as idades. Diferentemente dos saques anteriores, não há prazo final para a retirada do dinheiro. A MP traz como facilidade o saque com declaração na hipótese de morte do titular da conta individual do PIS. Neste caso, o saldo será disponibilizado aos seus herdeiros ou sucessores. Os saques de até R$ 3 mil podem ser feitos com o Cartão do Cidadão e a Senha Cidadão nos terminais de Autoatendimento. Nas lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui, além do Cartão do Cidadão e Senha, o cotista deverá apresentar documento de identificação oficial com foto. Os valores acima de R$ 3 mil devem ser sacados nas agências, mediante apresentação de documento oficial com foto. Veja Mais