Meu Feed

Hoje

BC: volume total de crédito bancário sobe em setembro e juro médio recua

G1 Economia Operações de crédito avançaram 1,9% no mês passado, para R$ 3,8 trilhões. Taxa média de juros para pessoa física caiu para 38% ao ano. Inadimplência também recuou em setembro. O volume total do crédito ofertado pelos bancos cresceu 1,9% em setembro, para R$ 3,809 trilhões, segundo números divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. A taxa média de juros caiu no mês passado, englobando operações com cartão de crédito (que, mesmo assim, segue acima de 300% ao ano). No caso do cheque especial das pessoas físicas, houve aumento. (veja detalhes mais abaixo nessa reportagem). Em setembro, de acordo com o BC, houve aumento de 2,6% no volume total de crédito para as empresas, com saldo atingindo R$ 1,688 trilhão, e de 1,4% em pessoas físicas (estoque de R$ 2,121 trilhões no fim do mês passado). Em doze meses, informou a instituição, o crescimento do volume total do crédito bancário acelerou de 12,2% para 13,1%, estimulado pelas operações com empresas, que tiveram aceleração de 16,6% para 18,3%, e também nas operações com pessoas físicas - cuja expansão passou de 8,9% para 9,3%. As concessões totais de crédito somaram R$ 367 bilhões em setembro, acrescentou o Banco Central, o que representa uma elevação de 6,5% no mês passado. O aumento no crédito bancário no acumulado deste ano está relacionado às medidas adotadas pelo Banco Central para liberar às instituições financeiras mais recursos destinados a empréstimos em meio à pandemia do novo coronavírus. Ainda há relatos de dificuldades por parte de pequenos empreendedores no acesso a linhas de crédito emergenciais, ofertadas pelos bancos com garantia do governo federal, mas o acesso está aumentando nos últimos meses. A segunda fase do Pronampe, a principal linha de crédito para micro e pequenos empreendedores, já está praticamente esgotada, e o área econômica confirmou recentemente que pretende lançar a terceira rodada de empréstimos por meio do programa (que conta com garantia de recursos orçamentários). A taxa de inadimplência média dos bancos do crédito, por sua vez, passou de 2,6% para 2,4% de agosto para setembro. No caso das operações com pessoas físicas, a inadimplência passou de 3,3% em agosto para 3,1% no mês passado, e nas empresas, caiu de 1,8% para 1,5% na mesma comparação. Juros bancários Os juros bancários médios com recursos livres (sem contar habitacional, BNDES e rural) de pessoas físicas e empresas, por sua vez, recuaram de 26,5% ao ano, em agosto para 25,7% ao ano no mês passado. Somente para pessoas físicas, a taxa passou de 39% para 38% ao ano na mesma comparação. A queda do juro bancário no mês passado não englobou as operações com cheque especial, cuja taxa passou de 112,9% ao ano em agosto (6,5% ao mês) para 114,2% ao ano no mês passado, o equivalente a 6,6% ao mês. Nesse caso, o BC adotou um teto para os juros. No caso das operações com cartão de crédito rotativo, os juros bancários cobrados das pessoas físicas recuaram de 310,2% ao ano, em agosto, para 309,9% ao ano em setembro. Deste modo, mesmo com a pequena queda, a taxa segue em patamar proibitivo. O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente. Essa é uma das linhas de crédito mais caras do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. A queda dos juros bancários médios e das operações com pessoas físicas acontece em um momento de recuo da taxa básica de juros da economia. Em agosto, houve nova queda, para 2% ao ano (mínima histórica), patamar que foi mantido em setembro deste ano. De acordo com o BC, o chamado "spread" bancário (diferença entre quanto bancos pagam pelos recursos e quanto cobram dos clientes) médio com recursos livres passou de 22,1 pontos percentuais, em agosto, para 21,1 pontos percentuais em setembro – uma queda de um ponto percentual. Nas operações com pessoas físicas, houve redução de 34,2 pontos em agosto para 32,8 pontos em setembro deste ano. Com isso, mesmo com o repasse da queda do juro básico da economia na parcial deste ano, o "spread" bancário ainda segue em patamar elevado para padrões internacionais. O "spread" é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros. Veja Mais

Educação Financeira #112: depois da rentabilidade negativa, ouça se ainda vale a pena investir em Tesouro Selic

G1 Economia Com a queda da taxa básica de juros, o Tesouro Selic passou a ser recomendado por analistas como um produto ideal para compor a reserva de emergência. Mas em setembro, papel teve rentabilidade negativa, o que não ocorria desde 2002. Ao longo dos últimos meses, com a queda da taxa básica de juros, o Tesouro Selic passou a ser recomendado por analistas como um produto ideal para compor a reserva de emergência. O Tesouro Selic é um título considerado de baixo risco, oferece remuneração próxima da taxa básica juros e tem liquidez diária. Mas em setembro, esse papel teve rentabilidade negativa, um movimento que não era observado desde 2002. Neste episódio do podcast Educação Financeira, a planejadora financeira Myrian Lund e o coordenador do Laboratório de Finanças do Insper, Michael Viriato, explicam o movimento observado na rentabilidade do Tesouro Selic e comentam se esse papel ainda pode compor a reserva de emergência do investidor brasileiro. Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no G1, no GE.com e no Gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Assista às últimas notícias de economia: Veja Mais

Bovespa abre semana em queda acompanhando exterior

G1 Economia Na sexta-feira, o Ibovespa recuou 0,65%, a 101.259 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, começou a semana operando em queda, acompanhando o dia negativo nos mercados externos, diante do aumento generalizado dos casos de coronavírus nos Estados Unidos e na Europa. Às 10h03, o Ibovespa tinha queda de 0,05%, a 101.205 pontos. Veja mais cotações. Na sexta-feira, a bolsa teve queda de 0,65%, a 101.259 pontos. Com isso, acumulou alta de 3,05% na semana. Na parcial do mês, já subiu 7,08%. No ano, ainda tem perda de 12,40%. BDRs são liberados para pequenos investidores na B3; entenda Na Europa, depois da Espanha, a França ultrapassou um milhão de casos Cenário externo e local Na cena externa, permanecem as preocupações com uma nova onda de coronavírus no mundo, após Itália e Espanha imporem novas restrições para controlar o ressurgimento dos casos de Covid-19. Os investidores seguem de olho também impasse nos Estados Unidos sobre o próximo pacote de ajuda fiscal prejudicavam as perspectivas econômicas antes da eleição presidencial em 3 de novembro. No cenário local, o foco continua nas incertezas sobre a sustentabilidade das contas públicas e andamento da agenda de reformas em meio à pandemia. Na agenda de indicadores, a confiança do comércio caiu em outubro após 5 altas consecutivas, mostrou a Fundação Getulio Vargas. Já o mercado financeiro passou a estimar um tombo do PIB menor que 5% em 2020, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. A projeção de retração da economia neste ano passou de 5% para 4,81%. Já a expectativa de inflação para 2020 subiu de 2,65% para 2,99%. Os analistas elevaram também a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 de R$ 5,35 para R$ 5,40. Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

País tem mais 90 concursos abertos para preencher 8 mil vagas

G1 Economia Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. Pelo menos 93 concursos públicos estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (26) para preencher quase 8 mil vagas. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. País tem mais de 90 concursos abertos Divulgação Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES Nesta segunda, ao menos cinco órgãos abrem inscrições para preencher quase 1.050 vagas. O maior concurso é o da prefeitura de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. São 982 oportunidades. Veja os concursos com inscrições abertas nesta segunda: Prefeitura Municipal de Cabo Frio (RJ) Inscrições: até 13/12/2020 982 vagas Salários de até R$ 5.018.98 Cargos de nível fundamental, médio, técnico e superior Veja o edital Hospital Universitário da USP Inscrições: até 07/11/2020 11 vagas Salários de até R$ 3.836,09 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura Municipal de Indaial (SC) Inscrições: até 30/10/2020 2 vagas Salários de até R$ 2.642,55 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura Municipal de Pará de Minas (MG) Inscrições: até 27/10/2020 55 vagas Salários de até R$ 13.116,60 Cargos de nível fundamental e médio Veja o edital Prefeitura Municipal de Nazareno (MG) Inscrições: até 28/10/2020 4 vagas Salários de até R$ 3.103,67 Cargos de nível superior Veja o edital VÍDEOS: Últimas notícias de Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia| em G1 / Economia Veja Mais

Importações de soja brasileira pela China disparam 51% em setembro

G1 Economia Maior compradora mundial de soja trouxe 7,25 milhões de toneladas do Brasil no último mês, ante 4,79 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. Exportação de soja no Porto de Paranaguá (PR) Appa/Divulgação As importações de soja do Brasil pela China aumentaram 51,4% em setembro em relação ao ano anterior, mostraram dados no domingo (25), à medida que as cargas compradas anteriormente passaram pela alfândega. Por que produtores já estão vendendo a soja que só vai ser colhida em 2022 A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 7,25 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em setembro, ante 4,79 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, segundo a Administração Geral da Alfândega. Os esmagadores chineses encomendaram grandes volumes de grãos brasileiros anteriormente, com margens elevadas pela forte demanda para ração, enquanto o plantel suíno chinês se recupera do impacto de um surto de peste suína africana. No total, a China trouxe 9,8 milhões de toneladas de soja de todas as origens no mês de setembro, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. A China importou 1,17 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, queda de 32,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando chegaram os carregamentos feitos durante uma trégua na disputa comercial EUA-China. Espera-se que as importações gerais diminuam nos próximos meses, disseram analistas e traders, à medida que os embarques do Brasil se reduzem, com os brasileiros na entressafra. Os estoques de soja na China caíram para 7 milhões de toneladas na semana de 18 de outubro, após atingirem um pico próximo a 8 milhões de toneladas no início de setembro. Os estoques de farelo de soja da China estavam em 937,9 mil toneladas, abaixo do recorde de 1,27 milhão de toneladas alcançado no início de setembro. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira (26) no Sertão de PE

G1 Economia As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As oportunidades são pra Petrolina e Salgueiro As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Beatriz Braga/G1 Petrolina As vagas de emprego disponíveis para os município de Petrolina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, foram divulgadas nesta segunda-feira (26). As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871 - 8467 Vagas disponíveis GR1 de sábado, 24 de outubro Veja Mais

BTG Pactual compra corretora Necton por R$ 348 milhões

G1 Economia Intenção é manter a marca e a operação independentes, de acordo com o banco. O banco BTG Pactual comunicou nesta segunda-feira (26) que uma de suas controladas comprou a corretora Necton Investimentos por R$ 348 milhões. Escritório do BTG Pactual, em São Paulo BTG/Divulgação "Esta aquisição faz parte da estratégia de expansão do BTG Pactual no segmento de varejo de investimentos", afirmou o banco, acrescentando que a sua intenção é manter a marca e a operação independentes. Ainda segundo o comunicado, a Necton Investimentos S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Commodities tem R$ 16,1 bilhões em ativos sob custódia. A conclusão e fechamento da operação estão sujeitos à verificação de determinadas condições, incluindo a obtenção de todas as aprovações regulatórias, inclusive do Banco Central. Assista as últimas notícias de economia Veja Mais

Produção encarecida, burocracia e incerteza: calçadistas de Franca avaliam impactos de ajuste fiscal

G1 Economia Para não pagar até 18% de ICMS, empresas precisam se enquadrar em decretos com regras específicas e contrapartidas que dividem o setor em Franca. Vendas de calçados cai no mundo inteiro e impacta indústrias de Franca (SP) Reprodução/EPTV Impostos mais altos para compra de matéria-prima e venda de produtos, burocracia e um impasse contábil para quem exporta estão entre os efeitos de recentes mudanças na política fiscal decretadas pelo Governo do Estado de São Paulo, segundo representantes do setor calçadista de Franca (SP). Dois decretos publicados desde o final de 2019, entre os quais um editado no dia 16 após ser aprovado pela Alesp, estabelecem novas normas de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo que incide diretamente sobre os insumos e as vendas. Para não pagar alíquotas que podem chegar a 18%, as empresas da cidade conhecida como Capital do Calçado Masculino precisam se enquadrar em regimes especiais de tributação com regras específicas e contrapartidas que dividem o setor. (veja as principais mudanças abaixo). De acordo com José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), além de ampliar os custos em toda a cadeia, da produção à comercialização, as mudanças pioram a competividade do sapato paulista em relação a outros estados e despertam incertezas no segmento, que no começo do mês apresentou uma retomada nas contratações após uma crise agravada pela pandemia do novo coronavírus. "Além da burocracia e aumento da carga tributária, temos uma situação proveniente da pandemia. Com o coronavírus em março, as indústrias sofreram um impacto violento com a paralisação. Terminamos julho com dez mil funcionários. Em 2013 tínhamos 30 mil, estamos com 20 mil fora. Para recuperar isso era necessário o governo criar condições", afirma. Em nota, a Secretaria de Comunicação do Estado informa que as mudanças na política fiscal não foram adotadas para prejudicar o setor, mas sim para equilibrar as contas, com um déficit estimado em R$ 10,4 bilhões, e recuperar a capacidade de investimentos, de geração de empregos e de renda. "Os benefícios somam R$ 40 bilhões em renúncia fiscal, o que equivale aos orçamentos de educação e segurança somados", comunicou. Como era até 2019 A base de cálculo prevista em lei para o ICMS no estado é de 18%, mas, por meio de decretos editados ao longo dos últimos anos, até o final do ano passado, as indústrias do setor calçadista pagavam 7% sobre as mercadorias que produziam. No entanto, elas tinham um desconto referente ao ICMS que deixava de ser cobrado na compra da matéria-prima. Este abatimento variava geralmente entre 0% e 18%, de acordo com o insumo, com o porte e a origem da empresa. Para calçados destinados à exportação, havia crédito de ICMS na compra de matéria-prima e garantia de isenção do tributo na venda do produto final, o que tornava a atividade com o mercado externo uma forma de melhorar a situação contábil das empresas. Costura de calçado em fábrica de Franca (SP) Guilherme Galembeck/ Divulgação Democrata Como ficou a partir de 2020 Com a publicação do decreto 64.630/2019, válido desde março deste ano, o ICMS sobre a produção subiu de 7% para 12%. Em compensação, o governo permitiu que as empresas aderissem a um regime especial em que pagariam somente 3,5%, o chamado crédito outorgado, uma espécie de subvenção econômica concedida pelo governo na saída da mercadoria das fábricas sem a garantia imediata de crédito na entrada da matéria-prima, como antes. "Quando nós compramos a matéria-prima nos creditamos do ICMS. A partir desse decreto que reduziu para 3,5%, nós não creditamos mais", afirma Brigagão. Por outro lado, o governo sujeitou a concessão desse benefício na compra de materiais como couro e borracha à adesão de outra modalidade especial, o diferimento de ICMS, mas estabeleceu critérios - essas empresas não podem, por exemplo, ter dívidas com o Fisco - que, segundo o setor, tornaram o processo burocrático e lento. Com isso, efetivamente o desconto na entrada da matéria-prima nem sempre tem acontecido, segundo os representantes das indústrias, e a produção do sapato fica mais cara. "Ele [o empresário] está tendo o crédito do governo, está pagando menos ICMS, mas está tendo aumento da matéria-prima. Ou seja, ele faz apuração de ICMS e está pagando menos, mas a matéria-prima aumentou", explica Fábio Moreira, consultor especialista em gestão de negócios e professor de empreendedorismo pela Fundação Vanzolini. Para exportações e e-commerce, o decreto também criou um impasse: as empresas que aderirem ao regime especial com o intuito de obter redução de ICMS no mercado interno perdem isenção nos negócios com o exterior. Como fica a partir de 2021 Com o novo decreto 65.255, publicado na última semana e com previsão de entrar em vigor em 2021, o ICMS a ser pago nas vendas pelo regime especial passou de 3,5% para 4,3% nos negócios fechados com São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais - localidades onde a alíquota original é de 12%. A medida, segundo o estado, entra em vigor em 2021 e deve durar dois anos. Nos demais estados, nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, além do Espírito Santo, a tributação garantida dentro dessa modalidade subvencionada pelo governo permaneceu em 3,5%. A mesma publicação também acabou com a redução da base de cálculo do ICMS para matérias-primas e mercadorias destinadas a micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional, ou seja, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Com isso, na avaliação dos representantes calçadistas, as fábricas que não aderirem ao regime especial tributário terão que pagar 18% de imposto, o que causa uma reação em cadeia nos preços. Grande parte dos calçadistas, entre fabricantes, prestadores de serviços e lojistas, é formada por pequenas empresas. "O governo jogou o problema para as empresas privadas e para o povo. Quem vai pagar a conta é a empresa e o povo, e isso são em 32 setores econômicos do estado de são Paulo, não é só calçado", afirma Moreira. Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca Veja Mais

Últimos dias

Por que tem tanto gado na Amazônia?

G1 Economia Pecuária foi incentivada pelo governo federal em uma época em que não havia preocupação com desmatamento. Na década de 1970, anúncios convocavam produtores a ocupar 'o maior pasto do mundo'. Publicidade do governo em que incentivava a migração para a Amazônia, de dezembro de 1971 Reprodução/ Acervo O Globo "Toque sua boiada para o maior pasto do mundo", dizia uma propaganda do governo federal nos anos 1970, que incentivava produtores rurais a ocuparem a Amazônia. A iniciativa deu certo. Atualmente, os estados da região concentram 41,6% do rebanho bovino do Brasil, segundo o IBGE. Criação de gado no Brasil em 2019 Rodrigo Sanches/G1 A chegada da produção agropecuária na Amazônia já era estimulada pelo governo desde a década de 1950, segundo pesquisadores. A intenção era ocupar uma região extensa do país, para evitar que fosse invadida por estrangeiros. Na época, não havia a preocupação com o desmatamento e seus efeitos, diferentemente do que ocorre desde os anos 1990. A plataforma Mapbiomas aponta que, entre 1985 e 2018, 41,9 milhões de hectares de floresta viraram pastagem. Isso significa que 88% do incremento da área de pecuária na região veio da derrubada de florestas. Desmatamento na Amazônia entre 1985 e 2018 Rodrigo Sanches/G1 Os dados não separam o que foi desmatamento ilegal e o que foi abertura de área, como é chamado o desmatamento legal. Produtores e especialistas ouvidos pelo G1 dizem que foi o incentivo do governo brasileiro no passado que contribuiu para o crescimento da pecuária na região. Ocupação Com o lema "integrar para não entregar", a ditadura militar (1964-1985) prometia facilidades para a compra de terras públicas para quem migrasse para a região amazônica. “O governo tinha uma política de ocupação da Amazônia e as pessoas iam para lá por causa da terra barata. Você teve uma ocupação mais ou menos desordenada, isso é uma das raízes do problema”, contextualiza Marcelo Stabile, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Entre 1985 e 2018, 41,9 milhões de hectares, uma área maior do que a Alemanha, de florestas viraram pastagens, segundo a plataforma Mapbioma. Quando o sistema mostra aparecimento de pastagens é um indicativo de que há atividade pecuária no local. Atualmente, segundo o Mapbioma, a Amazônia tem 52,9 milhões de hectares em pastos, cerca de 10% da área total do bioma (cerca de 550 milhões de hectares). Os pesquisadores do Mapbioma estimam que 80% das áreas desmatadas na Amazônia nos últimos 33 anos foram usadas para a formação de pastos. Os dados do Mapbiomas não separam o que foi desmatamento ilegal e o que foi abertura de área, como é chamado o desmatamento legal. Stabile, do Ipam, explica que, na época da ocupação, não havia preocupação com os efeitos ao meio ambiente que o desmatamento poderia provocar, consciência que começou a surgir nos anos 1980 e que ganhou fôlego após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente no Rio de Janeiro (Rio 92). Em 1981, o governo federal começou a monitorar o desmatamento da Amazônia por satélite, para avaliar o avanço da derrubada da floresta e seus efeitos Nos anos 2000, a ocupação da Amazônia e as consequências do desmatamento começaram a ser ainda mais estudadas e o tema ganhou urgência. Em 2012, o governo federal aprovou o novo Código Florestal, que é a legislação ambiental do país. Ele trouxe regras para a produção agropecuária na Amazônia. De acordo com a lei, o produtor rural da região tem direito a desmatar 20% da fazenda para a atividade. Os outros 80% devem ser preservados. O Código Florestal também deu anistia de multas e punições para produtores rurais que desmataram antes do dia 22 de julho de 2008. Depois desta data, o agropecuarista que desmatou ilegalmente deverá ser punido. A pecuária e o desmatamento Guilherme Pinheiro e Amanda Paes/G1 Já em 2019, a ligação entre agropecuária e o desmatamento da Amazônia ganhou proporções internacionais. Ameaças de boicote e até o fim das compras de produtos brasileiros foram vistos no ano passado. E para evitar a fuga de investidores no país, o governo anunciou no início do ano o Conselho da Amazônia, comandando pelo vice-presidente Hamilton Mourão. O objetivo do colegiado é organizar ações entre ministérios para "proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia". A criação do conselho foi comemorada por lideranças do agronegócio. Elas acreditam que a medida mostrará o compromisso do Brasil contra o desmatamento, especialmente o associado ao setor. Desde a criação do Conselho da Amazônia, Mourão se reuniu com investidores e empresários que pediram mais rigor no combate ao desmatamento. Tática comum para a grilagem Um dos motivos apontados pelos produtores rurais é de que a pecuária é escolhida porque é a forma de produção mais simples de se implementar, devido à falta de infraestrutura da região amazônica. O setor pecuário argumenta que esses grileiros não são produtores profissionais e não fazem criação de gado com objetivo comercial. Desmatamento na Amazônia Paulo Whitaker/Reuters Segundo Marcelo Stabile, pesquisador do Ipam, a maior parte da ocupação ilegal de terras costuma ser feita com a criação de gado. "O gado vem andando, para produzir soja, neste caso, não teria infraestrutura para levar maquinário e insumos", afirma Stabile. Neste contexto, grileiros usam o gado para “esquentar” a área, ou seja, para escapar da fiscalização e conseguir o título da terra, eles simulam que a área é uma propriedade rural sem registro. “Desmatar não é fácil e nem barato. A pecuária acaba sendo a forma menos complicada e de baixo investimento para ocupar uma área para especulação e grilagem. É uma desculpa para o grileiro justificar o uso da terra (e conseguir o título da área)”, explica Stabile. Conquistando a posse da terra, o grileiro consegue vender a área para um produtor rural ou empresa do setor. Tornando a prática lucrativa. “No fim, o ganho dele (grileiro) não é com a produção de carne, mas com a venda da terra”, diz o pesquisador. Neste cenário, a medida provisória de regularização fundiária – que o governo editou em dezembro e que perdeu validade em maio – gerou temor de brecha para legalizar grileiros na região. O texto agora é discutido em forma de projeto de lei e restringe boa parte das críticas feitas por ambientalistas. Após o vencimento da MP, o governo anunciou que vai começar a fazer a regularização fundiária de produtores rurais da Amazônia com o uso de georreferenciamento e baseada na lei atual (que foi criada em 2009). Mais boi do que gente Hoje, mais de 40% do rebanho brasileiro está nos estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão). São mais de 89 milhões de animais e cerca de 29 milhões de pessoas. O Brasil tem, segundo dados do IBGE, mais de 214 milhões de bovinos, isso dá quase mais de um animal por cidadão do país (somos 212 milhões de pessoas). Homens tocam gado em fazenda ao longo da Rodovia Transamazônica perto de Uruará (PA) Nacho Doce/Reuters A pecuária é a principal atividade do agronegócio no bioma Amazônia (característica de vegetação que compreende boa parte dos estados da Amazônia Legal). Veja Mais

Pandemia aumenta busca por profissionais autônomos e freelancers no país; veja serviços com maior demanda

G1 Economia Workana registrou 293 mil novos freelancers brasileiros desde o início da pandemia; GetNinjas aponta cerca de 400 mil profissionais autônomos cadastrados entre março e setembro. Freelancer Divulgação Opção de renda em meio à pandemia e ao desemprego recorde, plataformas que reúnem profissionais autônomos e freelancers registraram aumento tanto no número de trabalhadores cadastrados como na procura por seus serviços. A Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas, registrou um aumento de 32% no número de cadastros de profissionais brasileiros durante a pandemia. Hoje ela conta com mais de 3,2 milhões de freelancers, sendo que 50% desse total são brasileiros. Já o aplicativo de contratação de serviços GetNinjas registrou cerca de 400 mil novos profissionais na plataforma entre março e setembro deste ano - aumento de 62% em relação ao ano anterior. Design e multimídia têm maior demanda de freelancers A plataforma Workana registrou 293 mil novos freelancers brasileiros desde o início da pandemia. No total, são 1,6 milhões de profissionais cadastrados. Além disso, em setembro, houve crescimento de 18,39% no volume de projetos publicados na plataforma em setembro na comparação com o ano passado. A expansão no número de projetos é diretamente ligada à busca das empresas por freelancers. A média de projetos publicados mensalmente na Workana atualmente gira em torno de 30 mil, sendo que o mês de maio teve o maior volume no ano: 37 mil. O crescimento em relação a abril foi de 31,7%, e em relação a fevereiro, chegou a 39%. De acordo com a plataforma, nos últimos meses, o mercado freelance cresceu exponencialmente, devido à própria escolha dos profissionais por trabalharem à distância e por conta própria e pelo aumento do desemprego no Brasil. As categorias mais contratadas em setembro foram: Design & Multimídia: 34,52% TI & Programação: 25,87% Tradução & Conteúdos: 22,73% Marketing & Vendas: 12,14% Engenharia e Manufatura: 1,4% Suporte Administrativo: 1,19% Finanças & Administração: 1,15% Legal: 1% Serviço de pedreiro é o mais demandado O GetNinjas registrou mais de 2,4 milhões de serviços solicitados pelos brasileiros entre março e setembro, crescimento de 86% em relação ao mesmo período de 2019. O aplicativo credita o aumento à maior demanda de serviços em casa por conta do isolamento social e a necessidade de reparos e reformas. Entre os mais de 500 tipos de serviços oferecidos pelos mais de 1,7 milhão de profissionais cadastrados, o pedreiro foi o mais demandado no país, somando mais de 119 mil solicitações entre março e setembro deste ano. A segunda e terceira posições são ocupadas, respectivamente, por profissionais que realizam mudanças e carretos (108 mil pedidos) e técnicos de celular (105 mil pedidos). Em quarto lugar, com mais de 98 mil solicitações, está o técnico de televisão. De acordo com Eduardo L’Hotellier, fundador e CEO do GetNinjas, o aumento na demanda por profissionais como pedreiro, montadores de móveis e eletricista é uma consequência direta da pandemia. "Por conta da reclusão e de adaptações como o home office e estudos remotos, as pessoas começaram a usar mais eletroeletrônicos e buscar melhorias em casa para terem mais conforto, seja para fins de lazer ou trabalho. Elas passaram a notar que os cômodos não eram tão funcionais e problemas que antes eram facilmente esquecidos na correria do dia a dia se tornaram inadiáveis", analisa. Veja os profissionais mais demandados entre março e setembro no país: Pedreiro Mudanças e Carretos Técnico de Celular Técnico de Televisão Montador de Móveis Eletricista Diarista Técnico de Geladeira e Freezer Advogado Encanador Marceneiro Psicólogo Técnica de Notebooks Marido de Aluguel Técnico de Lava roupa Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Clima eleva custo da criação de bois em SP, mas preço da arroba compensa produtores

G1 Economia Com a estiagem no noroeste paulista, pecuaristas tiveram que suplementar a alimentação dos animais com ração, que está mais cara. Por outro lado, arroba chegou ao patamar histórico de R$ 270. Clima eleva custo da criação de bois em SP, mas preço da arroba compensa produtores A estiagem no noroeste do estado de São Paulo elevou os custos de produção dos bois, mas os pecuaristas estão sendo compensados pelo alto preço da arroba do boi. Em uma fazenda no município de Guararapes, por exemplo, onde há 400 animais na recria e na engorda, não houve chuva por quase 120 dias, o que prejudicou o pasto e, com isso, a alimentação dos bois. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Diante desse cenário, os pecuaristas tiveram que comprar ração para reforçar a alimentação. Porém, ela está mais cara. “Nessa mesma época do ano passado, nós estávamos trabalhando com um saco de milho na casa de R$ 42. Hoje, ele está se aproximando de R$ 80 na nossa região e isso impacta diretamente na formação de custo”, diz o pecuarista Homas Rocco. Por outro lado, o preço da arroba chegou a R$ 270. "Está compensando sim, porque R$ 270 é um preço histórico. É o preço mais alto que tivemos na arroba", diz o pecuarista João Flávio Ramos Alves. Saiba mais no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Saiba como transformar lixo caseiro em adubo para as plantas

G1 Economia Publicação da Embrapa ensina a montar uma composteira doméstica. Saiba como transformar lixo caseiro em adubo para as plantas Nesse período de pandemia, muitas pessoas começaram a criar plantas ou pequenas hortas em casa. E, para ajudar quem está começando, existe a possibilidade de transformar lixo em adubo. Uma publicação da Embrapa ensina a montar uma composteira caseira, onde o lixo doméstico se decompõe e vira adubo orgânico. Para baixar a cartilha, clique aqui. Veja Mais

Startup aluga móveis de escritório para trabalhar em home office

G1 Economia Empresa já conta com 500 assinantes e teve crescimento nas assinaturas durante a pandemia. Startup aluga móveis de escritório para trabalhar em home office O isolamento social para combater a pandemia de coronavírus fez muitas pessoas deixarem o escritório para trabalhar de casa, mas nem sempre é possível comprar toda a estrutura ideal. Uma startup traz como solução para esse público o aluguel de móveis de escritório. Sem revelar investimento e nem o faturamento, a empresa já tem 500 assinantes com um pagamento médio de R$ 490. Veja todos os vídeos do PEGN “A gente tem uma plataforma que você pode digitalmente escolher o mobiliário que você quer para sua casa: mesa, cadeira, sofá, geladeira", explica Pamela Paz, empresária. O cliente entra no site escolhe quais móveis quer alugar e por quanto tempo. O valor pode variar, quanto maior a duração, mais barata fica a assinatura. Para fechar é preciso assinar um documento eletrônico e depois agendar a instalação, que é por conta da startup. Escritório em casa Marina Del’Arco é advogada e está com a família em quarentena desde 17 de março. Sem parar de trabalhar, a solução foi criar um escritório na sala de brincar das crianças. Só que mobiliar o novo escritório era um desafio. “A gente achava que isso ia ser em junho. Em junho, a gente achava que ia voltar em agosto, setembro”, relembra Marina, sobre a duração da pandemia. Ela então procurou a solução na internet e aderiu à assinatura de móveis da startup da Pamela Paz, cujo o foco é exatamente esse: alugar para pessoa física. “Alugar era a solução mais prática e econômica, sem dúvida, né?", disse Marina. A empresa lançou o serviço no fim do ano passado. Com as pessoas em casa, a busca pelo serviço cresceu. Tuim - Móveis por Assinatura São Paulo - SP Site: www.tuim.com.br E-mail: contato@tuim.com.br WhatsApp: 11 94287-9729 Instagram: https://instagram.com/tuim.br Facebook: https://www.facebook.com/tuim.br/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/tuimbrasil Conheça empreendedores que se reinventaram na pandemia Veja Mais

Auxílio Emergencial: 3,7 milhões de nascidos em setembro recebem nova parcela neste domingo

G1 Economia Entre os que recebem neste domingo, 1,4 milhão de trabalhadores ainda têm direito às parcelas de R$ 600. A Caixa Econômica Federal (CEF) paga neste domingo (25) mais uma parcela do Auxílio Emergencial a 3,7 milhões de trabalhadores nascidos em setembro, e que não fazem parte do Bolsa Família. Entre os beneficiários, estão 2,3 milhões que vão receber a primeira parcela do Auxílio Emergencial extensão, de R$ 300. Outros 1,4 milhão ainda vão receber alguma das parcelas de R$ 600 - entre eles, trabalhadores que fizeram a contestação entre os dias 20 de julho e 25 de agosto, e que receberão a primeira das 5 parcelas de R$ 600 do benefício. Já para os beneficiários do Bolsa Família estão recebendo a 2ª parcela da ajuda de R$ 300 - o calendário vai de 19 a 30 de outubro (veja mais abaixo nesta reportagem). Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Confira as datas para o pagamento da nova fase do Auxílio Emergencial de R$ 300,00 A ajuda paga neste domingo será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito neste domingo serão liberados no dia 28 de novembro (veja nos calendários mais abaixo). VEJA QUEM RECEBE NESTE DOMINGO: 1,4 milhão de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em setembro, recebem a próxima parcela de R$ 600: - aprovados que já receberam 4 parcelas recebem a quinta parcela; - aprovados que já receberam 3 parcelas recebem a quarta parcela; - aprovados que já receberam 2 parcelas recebem a terceira parcela; - aprovados que já receberam 1 parcela recebem a segunda parcela; - novos aprovados recebem a primeira parcela. 2,3 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em setembro, recebem a primeira parcela de R$ 300: - trabalhadores que já receberam as 5 parcelas de R$ 600 recebem a primeira de R$ 300 Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial - Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial Já para os beneficiários do Bolsa Família estão recebendo a 2ª parcela da ajuda de R$ 300 - o calendário a próxima parcela do auxílio – a segunda de R$ 300 – será paga a partir de 19 de outubro. Veja Mais

5 empresas abrem vagas de estágio e trainee; veja lista

G1 Economia Empresas com seleções abertas são Alpargatas, Novelis, Wine, Grupo Sotreq e Tupy. As empresas Alpargatas, Novelis, Wine, Grupo Sotreq e Tupy estão com vagas de estágio e trainee abertas. Veja abaixo os detalhes dos processos seletivos: Veja mais vagas pelo país Alpargatas A Alpargatas, detentora das marcas Havaianas, Osklen e Dupé, abriu inscrições para seu programa de estágio. São 31 vagas, sendo 21 em São Paulo, seis remotas e quatro no Rio de Janeiro, em áreas como finanças, marketing e jurídico. As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de novembro pela plataforma de seleção de pessoal Eureca. O link para se inscrever é http://bit.ly/estagio-alpa-2021. Os pré-requisitos são ser universitário com formação prevista até dezembro de 2022, ter inglês intermediário e conhecimentos no Pacote Office. O programa considera diferenciados os candidatos que tiverem feito iniciação científica ou pesquisa, que possuam experiência internacional, vivência em empresa júnior e participado de trabalho voluntário. O processo seletivo será todo à distância e acontece entre os meses de novembro e dezembro. Mesmo após a pandemia, as vagas de tecnologia continuarão remotas, abrindo possibilidade para que participantes de todo o Brasil concorram nessa área. A lista de benefícios inclui vale-refeição, vale-transporte, 13º salário, participação nos resultados, férias e assistência médica e odontológica, além de poder sair mais cedo em dias de prova e ter folga no dia do aniversário. Novelis A Novelis, empresa de laminados e reciclagem de alumínio, está com as inscrições abertas para seu Programa de Estágio 2021. São mais de 50 vagas voltadas para estudantes de níveis técnico e superior em áreas diversas, para atuação nas cidades de São Paulo, Santo André e Pindamonhangaba (SP). A empresa destina 50% das vagas a estudantes que se autodeclarem pretos ou pardos. Para o nível superior, as oportunidades são para estudantes com formação prevista entre dezembro de 2021 e dezembro de 2023, nos seguintes cursos: Administração de Empresas, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Ciências da Computação, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Direito, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia da Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Materiais, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica, Engenharia Metalúrgica, Jornalismo, Logística, Psicologia, Relações Públicas, Tecnólogo em Processos Metalúrgicos e Tecnólogo em Recursos Humanos. Já para estudantes de ensino técnico, é necessária previsão de formatura entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022, e as vagas são para: Mecânica, Administração, Elétrica, Eletroeletrônica, Eletrotécnica e Segurança do Trabalho. As vagas se destinam apenas à atuação na cidade de Pindamonhangaba. O período de inscrições se encerra em 20 de novembro pelo site https://trabalheconosco.vagas.com.br/estagio-novelis. O processo seletivo inclui: teste online, dinâmica de grupo ou entrevista online com a área de Recursos Humanos da empresa e entrevista online com o gestor. O estágio oferece bolsa-auxílio além de benefícios como seguro de vida, assistência médica e odontológica, vale-refeição (ou restaurante no local), auxílio transporte e Gympass. Wine A Wine, clube de assinatura de vinhos, abriu as inscrições para o seu Programa de Estágio Wine Tech. São 15 vagas e todas focadas para atuação em tecnologia, no escritório de Vitória, no Espírito Santo. As inscrições vão até 5 de novembro e podem ser feitas no site http://vinho.me/WineTech. Para participar do processo seletivo, os estudantes precisam ter a conclusão do curso prevista até dezembro de 2021. Os cursos contemplados são os de tecnologia e engenharia. O processo seletivo acontecerá no mês de novembro e contempla dinâmicas e entrevistas. Os candidatos selecionados deverão iniciar as atividades em dezembro deste ano. Todas as vagas de estágio da Wine oferecem como benefícios: bolsa de estágio, ticket alimentação ou refeição, vale-transporte ou combustível, premiação por resultados, descontos na Loja Wine e Clube Wine, acesso ao outlet exclusivo da marca, horário flexível e possibilidade de atuar no modelo home office. Grupo Sotreq O Grupo Sotreq abriu o Programa de Trainee Grupo 2021. As inscrições devem ser feitas no site http://sotreq.com.br/trainee2021. Os candidatos devem preencher os seguintes pré-requisitos: Ter completado o curso superior de Engenharia, tendo até 2 anos de formado; Nível de inglês avançado; Conhecimento do Pacote Office (intermediário); Disponibilidade para viagem. Tupy A Tupy, empresa do setor de metalurgia, com sede em Joinville (SC), abriu processo seletivo para trainees. Podem concorrer às vagas candidatos formados entre dezembro de 2018 e dezembro de 2020 em Administração, Economia e Engenharia Mecânica, de Produção, Metalúrgica, de Materiais, de Automação, Mecatrônica e Civil. A primeira parte do processo seletivo será online, facilitando a participação de candidatos de todo o Brasil. Interessados podem buscar mais informações, ver os pré-requisitos e se inscrever até o dia 8 de novembro pelo site www.tupy.com.br. Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Sine de Campina Grande recebe currículos para seleção em três vagas de emprego

G1 Economia Sine-CG oferece vagas para atendente, passadeira de roupas e costureira. Carteira de trabalho Divulgação O Sistema Nacional de Empregos de Campina Grande (Sine-CG) oferece três vagas de trabalho a partir desta sexta-feira (23), disponíveis em Campina Grande. As oportunidades são para atendente, passadeira de roupas e costureira. Os candidatos devem apresentar carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e currículo atualizado. O atendimento entre 8h e 12h na sede do Sine Municipal, localizado no Museu Vivo da Ciência e Tecnologia, localizado na rua Santa Clara, s/n, próximo ao Terminal de Integração, no entorno do Açude Novo. Mais informações sobre as vagas podem ser obtidas no local ou na rede social de Sine-CG. Confira as oportunidades abaixo: Vagas disponíveis no Sine Municipal de Campina Grande Vídeos mais assistidos do G1 Paraíba Veja Mais

CVM vai analisar reclamação sobre oscilações de papéis da MMX e OSX, de Eike Batista

G1 Economia Papéis chegaram a acumular alta de 3.094% em menos de um mês. O empresário Eike Batista, controlador das empresas, foi condenado por manipulação do mercado Vinícius Loures/Câmara dos Deputados A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que irá analisar a reclamação apresentada pela Associação Brasileira de Investidores (Abradin) sobre eventuais responsabilidades em relação “às oscilações extraordinárias” das ações da MMX e OSX, em outubro. A entidade, que representa investidores minoritários, pede que a CVM investigue possível cometimento de atos ilegais e práticas não-equitativas nas operações de compra e venda dos papéis, aplicando-se as penalidades previstas em lei. De acordo com a reclamação apresentada pela Abradin, representada por seu presidente, Aureliano Valporto, o comportamento das ações no mercado mostra um “efeito manada e especulação pura”. “Essa valorização pode parecer maravilhosa à primeira vista, mas esta volatilidade anormal, sem embasamento fático, certamente arruinou muitos bolsos, principalmente os novos investidores, recém-chegados na bolsa de valores, que desconhecem o histórico de golpes aplicados por meio destas bolhas, fruto de movimentos especulativos”, cita a reclamação da Abradin. “A CVM confirma o recebimento da consulta mencionada em sua demanda, que será analisada pela Autarquia. A CVM não comenta casos específicos”, informou o órgão. Segundo a Abradin, o papel da MMX, que era negociado em torno de R$ 1,80 no dia 5 de outubro e movimentava diariamente cerca de R$ 50 mil, desde então começou a subir. No último dia 14, as ações da mineradora chegaram a ser negociadas a R$ 58,45 (alta de 3.094% em relação ao dia 5) durante o pregão — quando fecharam o dia cotadas a R$ 17 — e o volume diário de negociação já era de R$ 110 milhões. Já as ações da OSX subiram de R$ 4,4 em 5 de outubro para R$ 44 de máxima intradiária em 14 de outubro e o volume de negócios, que antes ficava em torno de R$ 5 mil por dia, se aproximou dos R$ 45 milhões. A Abradin destaca ainda que tanto OSX quanto MMX estão há anos em recuperação judicial e seu controlador, o empresário Eike Batista, foi condenado por manipulação do mercado. A Abradin relembra o histórico de Eike que, segundo peça elaborada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, quando da operação Segredo de Midas, em julho de 2019, simulava por meio de terceiros operações de compra e venda de ações e em “manobra fraudulenta, com o fim de burlar regras legais e de compliance dos órgãos reguladores e instituições financeiras oficiais”. Veja Mais

Arezzo anuncia compra de rede de moda Reserva em operação de R$ 715 milhões

G1 Economia Acionistas da Reserva receberão uma parcela em dinheiro e participação societária na Arezzo correspondente a 8,7%. Logomarca da rede de moda Reserva Reprodução/Instagram/Reserva A Arezzo anunciou nesta sexta-feira (23) que seu conselho de administração aprovou acordo de combinação de negócios com a rede de moda Reserva, que foi avaliada em R$ 715 milhões na transação. O acordo prevê um aumento de capital da Vamoquevamo, que tem participação na Tífere, dona da marca Reserva, com a Arezzo subscrevendo a totalidade das ações emitidas. Os acionistas da Reserva receberão uma parcela em dinheiro e participação societária na Arezzo correspondente a aproximadamente 8,7%. O atual sócio fundador, Rony Meisler, e os executivos e sócios minoritários da Reserva, Fernando Sigal, Jayme Nigri e José Alberto da Silva, continuarão trabalhando para a companhia. A efetivação da operação está condicionada à verificação de determinadas condições suspensivas, incluindo a aprovação definitiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Por volta das 10h30, as ações da Arezzo subiam cerca de 10%. Vídeos: veja últimas notícias de economia Veja Mais

Reino Unido assina acordo comercial pós-Brexit com Japão

G1 Economia Acordo, que inclui setores que vão do têxteis a novas tecnologias, passando por queijos e autopeças, reproduz parte do existente entre a UE e o Japão. O Reino Unido e o Japão assinaram um acordo comercial bilateral nesta sexta-feira (23), o primeiro grande tratado pós-Brexit desse tipo para Londres. O Reino, no entanto, ainda negocia a saída com a União Europeia (UE). O acordo, que inclui setores que vão do têxteis a novas tecnologias, passando por queijos e autopeças, e que havia sido anunciado em 11 de setembro em Londres, reproduz em grande parte o acordo existente entre a UE e o Japão, que deixará de valer no Reino Unido a partir de 1º de janeiro. Para Londres, o acordo aumentará o comércio com o Japão em 15,2 bilhões de libras esterlinas (US$ 19,9 bilhões). O acordo entrará em vigor em 1º de janeiro para coincidir com o final do período de transição com a UE pós-Brexit, que teve início em 31 de janeiro de 2020. O Reino Unido e a UE retomaram as difíceis negociações sobre suas futuras relações comerciais na quinta-feira (22), após uma semana de paralisação das conversas. O acordo com o Japão foi assinado em uma breve cerimônia pela ministra do Comércio Internacional do Reino Unido, Liz Truss, e pelo ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi. O Parlamento japonês terá de ratificar o acordo até ao final do ano. O comércio entre o Reino Unido e o Japão totalizou mais de 30 bilhões de libras no ano passado, lembrou o governo britânico. No entanto, é muito pouco se comparado ao comércio entre Londres e a UE, que em 2019 era de quase 700 bilhões de libras (US$ 915 bilhões). Veja Mais

Banco Central aprova figura de iniciador de transação de pagamento

G1 Economia Por meio do serviço, consumidor dá uma ordem para que instituição financeira realize o pagamento diretamente ao lojista com débito em conta, eliminando intermediários. Banco Central aprova figura de iniciador de transação de pagamento Reprodução/JN O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (22) que aprovou a constituição de uma nova modalidade de instituição de pagamento, denominada iniciador de transação de pagamento. Segundo o BC, o serviço consiste "em uma transação de pagamento ordenada pelo usuário final, relativamente a uma conta de depósito ou de pagamento, comandada por instituição não detentora da conta". Na prática, o consumidor dá uma ordem para que a instituição em que é correntista realize o pagamento diretamente ao lojista, sem a necessidade de acessar o aplicativo, com débito em sua conta de depósito ou de pagamento. Ou seja, intermediários, como cartão de crédito, são eliminados. Serviço na prática Um exemplo dado pelo BC é o de pedido de comida por aplicativo. Em uma operação tradicional, o cliente teria de pagar pelo próprio app ou utilizar o cartão ao receber o pedido. Com a nova modalidade, o aplicativo poderá conectar o consumidor a um único iniciador de transação de pagameno e ele poderá solicitar à instituição financeira que transfira o recurso diretamente para a conta do restaurante. Em nota, o BC defendeu que a nova instituição permitirá a ampliação da abrangência do open banking e informou que, pelo baixo risco associado à atividade de iniciação de pagamento, a instituição que prestar serviço exclusivamente nessa modalidade terá um processo de autorização para funcionamento próprio e mais rápido. O BC disse ainda que qualquer instituição iniciadora de transação de pagamento poderá comandar uma transação do PIX — sistema de pagamentos instantâneos que começará a funcionar em novembro — em qualquer instituição detentora de conta de depósito ou de pagamento. De acordo com o BC, isso significa que a instituição estará apta a ser um participante direto, mas ainda terá que cumprir as regras do arranjo PIX. Questionado se o Whatsapp seria considerado iniciador de transação de pagamento em seu pedido para operar no Brasil, o BC respondeu que "cada situação deve ser avaliada especificamente". O BC suspendeu o serviço anunciado pelo Whatsapp, o Facebook Pay, em 23 de junho. Emissoras de moeda eletrônica Em resolução desta quinta-feira, o BC também instituiu a exigência de que, a partir de março de 2021 as instituições de pagamento emissoras de moeda eletrônica passem a ser previamente autorizadas pelo BC a funcionar. Veja Mais

PIX chega a 50 milhões de 'chaves' cadastradas, diz Banco Central

G1 Economia Cliente poderá usar número de telefone e CPF, por exemplo, para ser identificado. Até o momento, 762 instituições foram aprovadas para oferecer o serviço. 762 instituições são aprovadas para ofertar o PIX, segundo Banco Central O Banco Central informou no fim da tarde desta quinta-feira (22) que chegou a 50 milhões de cadastros de "chaves" de identificação para uso do PIX, o novo sistema de pagamentos e transferências desenvolvido pela instituição, que começa a operar no dia 16 de novembro. A entidade informou também nesta quinta-feira que recebeu 43 reclamações de clientes de instituições financeiras por registro indevido de chave com dados dessas pessoas. A partir de 3 de novembro, começará uma fase de testes do PIX, em que o serviço será disponibilizado para alguns clientes selecionados; 'Chave' PIX A "chave PIX" é a informação que vai identificar um cliente e a conta bancária dele no sistema. Essa chave poderá ser um número de celular, um e-mail, o CPF ou o CNPJ. Leia mais abaixo neste texto como cadastrar uma chave para usar o PIX. O cadastramento é necessário para aqueles que pretendem utilizar o PIX em transações financeiras, mas não é obrigatório. PIX: veja perguntas e respostas sobre o novo sistema de pagamentos Veja a página especial do G1 sobre o PIX PIX: conheça as vantagens para quem fizer o pagamento digital A expectativa é que o PIX seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser gratuito, instantâneo e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana. A previsão é que a maioria das transações seja aprovada e finalizada em até 10 segundos. Como vai funcionar o PIX - pagamento instantâneo Editoria de Arte / G1 De acordo com o BC, 762 instituições financeiras já foram aprovadas para oferecer o serviço a clientes e iniciar nesta semana o cadastro das chaves. Embora muitas instituições financeiras tenham lançado um pré-cadastro, elas terão que confirmar a partir desta segunda com os clientes o efetivo registro das chamadas das chaves. De acordo com Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, não foram registrados problemas de cadastramento das chaves nesse início do prazo. "A gente teve questões pontuais com algumas instituições, muito poucas tiveram questões de conectividade na primeira hora, algo normal de um sistema que está entrando em funcionamento. Mas o sistema está totalmente operante", disse. Para o representante do BC, o PIX chega para oferecer uma dinâmica de pagamento que suporta novos modelos de negócios. "Essa intensidade no uso da tecnologia que a gente vê sendo algo que está fazendo cada vez mais parte do nosso dia a dia, agora a gente terá um meio de pagamento capaz de suportar essa nova realidade", avaliou. Segurança O BC confirmou que as instituições financeiras poderão reter transferências e pagamentos feitos por meio do PIX por até uma hora em caso de suspeita de fraude. O chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro, Carlos Eduardo Brandt, informou nesta segunda-feira que "todas as ações estão sendo direcionadas" para evitar problemas. Ele acrescentou que o BC está avalia como fazer o estorno de valores em caso de fraudes. "Ocorrendo fraude, estamos construindo essa dinâmica de devolução da operação. Está sendo trabalhado dentro com o grupo técnico de segurança, mas terá uma opção para trabalhar com situações atípicas", disse ele. Entenda o que é e como vai funcionar o PIX Como cadastrar a 'Chave PIX'? Para usar o PIX, basta que o cliente peça ao banco ou instituição financeira onde possui conta corrente, conta poupança ou carteira digital. A instituição vai fazer no Banco Central o cadastramento da "chave" escolhida pelo cliente, e que vai identificar a ele e à conta dele. Os quatro tipos de chaves Pix que poderão ser usadas e cadastradas são: Número de CPF; Número do CNPJ; Endereço de e-mail; Número do telefone celular Já para usar o PIX, ou seja, para fazer transferências ou pagamentos usando o sistema, será necessário acessar o aplicativo, site ou o caixa eletrônico do banco, assim como é feito atualmente com o DOC e o TED, por exemplo. Ao invés de digitar uma série de informações, como nome completo, dados bancários e CPF, com o PIX basta inserir a chave da pessoa ou empresa que vai receber o pagamento ou transferência. Ao digitar a chave, os dados da conta do destinatário aparecerão automaticamente na hora de realizar a transação, bastando conferir a identificação e digitar os valores antes de confirmar a operação. Não será possível, porém, vincular uma mesma chave a mais de uma instituição financeira ou a mais de uma conta bancária. Ou seja, se no banco A o cliente cadastrar um email, no banco B terá que cadastrar um outro email ou então o número de celular ou o CPF. Independente do cadastro de uma chave, o sistema vai permitir receber ou enviar um PIX usando a opção inserção manual. Nessa situação, será necessário informar os dados de banco, agência, conta, CPF e nome do favorecido, de forma semelhante à que acontece hoje com TEDs e DOCs. Veja mais detalhes sobre como fazer o cadastro Uso de QR Code As transações pelo PIX poderão ser feitas também por meio de QR Code, o que permitirá que o cliente tanto efetue um pagamento no comércio ou gere um código próprio para receber uma transferência, podendo inclusive já definir o valor da transação. No lugar de informar os dados de uma conta para depósito, bastará por exemplo enviar um QR Code por email ou aplicativo de troca de mensagens. O QR Code possuirá dois formatos no PIX: Estático: que poderá ser utilizado para transferências ou compras no comércio, quando as informações para pagamentos tem preço fixo (Exemplo: vendedor de água de coco) Dinâmico: que poderá ser utilizado quando as informações para pagamentos muda (Exemplo: supermercado, quando o valor de cada compra é diferente) O Banco Central não fixou um valor máximo para as transações que forem feitas pelo PIX. Os bancos e participantes estão autorizados, entretanto, a estabelecer limites máximos para as operações, visando diminuir o risco de fraudes. Assim, as instituições financeiras e de pagamento poderão estabelecer limites por usuário pagador, por transação, por dia ou por mês. Segundo a Febraban, num primeiro momento, os limites deverão ficar em linha aos que hoje são permitidos para TED e compras com cartão de débito. Veja mais detalhes sobre como usar o PIX Assista as últimas notícias de economia Veja Mais

Mais de 700 economistas assinam manifesto contra a reeleição de Donald Trump

G1 Economia No documento, economistas dizem que a abordagem de Trump prejudicou a relação do país com parceiros comerciais e afirmam que o atual presidente dos EUA não conseguiu cumprir com as promessas de campanha. Mais de 700 economistas assinaram um manifesto pedindo que os eleitores norte-americanos não votem pela reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No manifesto, os economistas afirmam que a abordagem "caótica e ineficaz" de Trump prejudicou a relação dos EUA com parceiros comerciais e interrompeu as cadeias de abastecimento. Trump na Casa Branca, na tarde desta quarta-feira (21). AP Photo/Alex Brandon Eles também afirmam que a "incompetência gerencial" de Trump afetou a credibilidade e eficiência do setor público e dizem que o atual presidente dos Estados Unidos não conseguiu cumprir as promessas feitas na campanha de 2016 - os déficits ficais e comerciais continuam crescendo. Revista 'Time' substitui logotipo pela 1ª vez: título da publicação desta semana é 'Vote' Os economistas ainda criticam a liderança de Trump no combate ao coronavírus - os EUA são o país com o maior número de mortos pela doença. Eleições Americanas: Trump e Biden se encontram para último debate nesta quinta (22) "Ele (Trump) realizou um ataque contínuo às instituições democráticas, colocou seus familiares no comando de funções importantes do governo durante uma pandemia, pediu que seus oponentes políticos fossem jogados na prisão, normalizou a corrupção e enfraqueceu a recuperação econômica com comportamento egoísta e imprudente", dizem os economistas "Por essas razões, recomendamos fortemente que o eleitorado faça o que ninguém mais pode: reivindicar sua democracia votando para remover Donald Trump do cargo", afirmam. A eleição presidencial dos Estados Unidos está marcada para 3 de novembro. Trump enfrenta o democrata o democrata Joe Biden. Veja vídeos das eleições nos EUA Veja Mais

Redução nos juros para crédito imobiliário da Caixa passa a valer nesta quinta; veja novas taxas

G1 Economia Taxas passaram a ser de 6,25% a 8% mais TR ao ano. Até o fim de 2020, banco espera conceder mais de R$ 14 bilhões em financiamento imobiliário. Agência da Caixa na Asa Norte, no DF Agência Brasil Começa a valer nesta quinta-feira (22) a redução na taxa de juros para financiamento da casa própria para pessoa física, com recursos da poupança, anunciada pela Caixa Econômica Federal na semana passada. O piso agora é de 6,25% mais a taxa referencial (TR) ao ano e o teto, de 8% mais TR. Além da redução, clientes que contratarem financiamento de imóveis novos até 30 de dezembro de deste ano terão a opção de carência de seis meses para iniciar o pagamento das parcelas de juros e amortização. De acordo com a Caixa, devem ser concedidos mais de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário com uso de recursos da poupança até o fim deste ano. Caixa anuncia pacote para mutuários da casa própria Redução de taxas Piso: de 6,5% para 6,25% mais a taxa referencial (TR) ao ano; Teto: de 8,5% para 8% mais TR ao ano. Simulação de crédito Durante o anúncio das taxas na quarta-feira passada (14), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, fez uma simulação de um financiamento de R$ 200 mil em 30 anos. Se fosse levada em conta a taxa cobrada em dezembro de 2018, que era a TR mais 8,75%, a prestação inicial estaria em R$ 1.958,48. A partir de agora, será de R$ 1.568,52, queda de 25% em relação à taxa daquele ano. Pela taxa IPCA mais 2,95%, que o banco passou a oferecer em agosto de 2019, a prestação seria de R$ 1.040,70, queda de 46% em relação à taxa de 2018. Renovação da pausa na prestação Na semana passada, a Caixa anunciou também a renovação da pausa de 6 meses nas prestações da casa própria para contratações até 30 de dezembro deste ano. Essa prorrogação valerá para novos contratos destinados ao financiamento de imóveis novos. Assim, os clientes pessoas físicas poderão iniciar o pagamento do encargo mensal, composto de juros e amortização, após seis meses da contratação, mas apenas para aquisição de imóveis novos. Nesse período, eles pagarão seguros e taxa de administração do contrato. A Caixa prevê que mais de 30 mil clientes serão beneficiados até o fim do ano. Pagamento parcial das prestações Outra medida anunciada foi o pagamento parcial da prestação para apoiar famílias com dificuldade para retomar o pagamento integral do encargo mensal. Haverá duas possibilidades: pagar 75% da prestação por até 6 meses; pagar entre 50% e 75% da prestação por até 3 meses. Essas opções estarão no aplicativo Habitação da Caixa. Mais de 620 mil clientes poderão ser beneficiados com a medida, segundo a Caixa. Feirão da casa própria será virtual Pedro Guimarães informou que a Caixa Econômica realizará este ano o feirão da casa própria em formato virtual neste mês e e novembro por causa da pandemia. Segundo ele, o banco espera atender ao público com as novas medidas anunciadas. Crédito habitacional online Na segunda-feira (19), a Caixa passou a permitir também a contratação de financiamento imobiliário pelo aplicativo Caixa Habitação. O app está disponível para os sistemas operacionais Android e iOS e pode ser baixado gratuitamente nas lojas Google Play ou App Store. O cliente só precisará ir à agência para assinar o seu contrato. Veja Mais

Com crise provocada pelo coronavírus, desigualdade piora nas regiões metropolitanas

G1 Economia Segundo estudo Observatório das Metrópoles, o coeficiente de Gini subiu de 0,610 para 0,641 entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Mais pobres tiveram queda de 32% nos rendimentos e mais ricos, redução de 3,2%. Com o impacto da pandemia de coronavírus, a desigualdade de renda piorou nas regiões metropolitanas do país, de acordo com um levantamento realizado pelo Observatório das Metrópoles. Segundo o estudo, o coeficiente de Gini subiu de 0,610 para 0,641 entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano no conjunto de 22 regiões metropolitanas pesquisadas. No segundo trimestre de 2019, o Gini também marcou 0,610. O coeficiente varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 0, mais igual é uma o sociedade. Na análise regional, o levantamento do Observatório das Metrópoles apurou a desigualdade só não piorou na região metropolitana de Maceió. Desigualdade piora Economia G1 Desigualdade de renda no Brasil atinge o maior patamar já registrado, diz FGV/Ibre Piora econômica deve empurrar 3,8 milhões de domicílios para as classes D e E neste ano Pobres tiveram perdas maiores No recorte por rendimento elaborado pelo estudo, o conjunto dos 10% mais ricos de cada região metropolitana teve redução de 3,2% nos rendimentos. Para os 40% mais pobres, essa queda foi bem mais expressiva, de 32,1%. Os mais ricos apresentaram crescimento da renda em nove regiões metropolitanas: Manaus, Belém, Rio de Janeiro, Goiânia, Grande São Luís, Natal, João Pessoa e Curitiba. Na outra ponta, entre os 40% mais pobres, houve perda em todas as regiões metropolitanas. "Em todas a regiões metropolitanas houve perda de rendimentos para o estrato mais pobre, sendo as maiores perdas nas RMs (regiões metropolitanas) de Salvador (-57,4%), João Pessoa (-50,6%) e Rio de Janeiro (-47,6%). As menores perdas se verificaram nas RMs de Natal (-8,6%), Curitiba (-9,8%) e Florianópolis (-14,4%)", apontou o estudo coordenado pelos pesquisadores Marcelo Gomes Ribeiro e André Salata. "Esses valores indicam que, embora os rendimentos médios tenham caído de forma generalizada no país, o perfil de sua divisão por estrato indicou um aumento da desigualdade de renda, com perdas proporcionalmente maiores para os mais pobres e perdas inferiores para os grupos com maiores rendimentos." Estudo aponta aumento da desigualdade em SP por causa da pandemia Desigualdade racial O levantamento também apurou a diferença de rendimento entre brancos e negros. Pelo estudo, no segundo trimestre, os negros tinham um rendimento médio correspondente a 57.4% do rendimento dos brancos. No mesmo período do ano passado, essa relação era de 56,3%. Apesar da melhora, os autores do estudo apontam que "não é possível afirmar que esse é um fenômeno que se replica da mesma forma em todas as regiões metropolitanas." "Em algumas delas os dados indicam um cenário de aumento gradual e constante da renda relativa dos negros nos últimos anos, como no caso de Manaus (de 43.9% para 61.1%), Teresina (de 53.7% para 60.6%) e Belo Horizonte (de 52.4% para 56.4%). Por outro lado, em metrópoles como Grande Vitória (de 54.8% para 51%), Rio de Janeiro (de 53.4% para 47.4%) e São Paulo (de 46.1% para 42.8%), os dados indicam uma tendência de aumento das desigualdades raciais." Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA voltam a cair

G1 Economia Pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 787 mil na semana passada, contra 842 mil na semana anterior. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos somaram 787 mil na semana passada, contra 842 mil na semana anterior, informou nesta quinta-feira (22) o Departamento do Trabalho dos EUA. Embora ainda elevado, o número veio abaixo da previsão de 860 mil em uma pesquisa da Reuters. Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA voltam a cair Economia G1 Os resultados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano alimentavam o apetite por risco dos mercados nesta quinta, enquanto as negociações de um novo pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos e preocupações com o aumento dos casos de Covi-19 continuavam no radar. A presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta quinta-feira que os negociadores estavam fazendo progresso nas conversas e que a legislação poderia ser elaborada "em breve". Na semana encerrada no dia 14 e março, antes das medidas de restrição para conter o avanço da pandemia de coronavírus, os pedidos somavam 282 mil. Nos EUA, pelo menos dez estados apresentaram recorde no número de internações por Covid-19 Vídeos: veja últimas notícias de Economia Veja Mais

Orçamento 2021: proposta prevê contratação de mais de 50 mil servidores nos três poderes

G1 Economia Maior parte das contratações previstas é de professores, pelo Executivo. Consultorias de orçamento da Câmara e do Senado estimaram custo de mais de R$ 2 bilhões em 2021. A proposta de orçamento federal, enviada pelo governo ao Congresso no fim de agosto, prevê a contratação de mais de 50 mil servidores pelos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em 2021. O documento ainda tem de ser aprovado pelo Congresso Nacional. Até o momento, porém, sequer a Comissão Mista de Orçamento foi instalada, e a demora na aprovação das propostas pode levar o governo a suspender gastos no ano que vem. Somente no Poder Executivo, segundo dados oficiais, a proposta do governo prevê a contratação de 48,1 mil servidores no ano que vem, sendo: 33,8 mil para o banco de professores do Ministério da Educação; 1,1 mil militares (egressos das academias militares); mil policiais e bombeiros, pelo governo do Distrito Federal. Governo envia proposta de orçamento para 2021 ao Congresso Além disso, também há 12,2 mil "cargos vagos", ou seja, funções e gratificações, que podem ser de preenchimento exclusivo de funcionários públicos ou cargos de comissão de livre provimento (como DAS, por exemplo). A autorização para preenchimento desses 12,2 mil "cargos vagos" só é possível devido a um parecer de junho da Advocacia Geral da União (AGU). Nele, a AGU avalia que as restrições da lei complementar 173, que proíbe a contratação de servidores e o aumento de salários do funcionalismo até o fim de 2021, “tem por marco temporal inicial a data de início de vigência” da lei, ou seja, 28 de maio deste ano. Com isso, foi autorizado o preenchimento desses cargos, que estavam vagos antes da edição da LC 173. Despesa pode chegar a R$ 4,5 bi em 2022 Quando a proposta de orçamento de 2021 foi enviada ao Congresso Nacional, no fim de agosto, o Ministério da Economia informou que havia previsão de vagas somente para reposição de professores em licença, além de novos cargos para as Forças Armadas. De acordo com cálculo realizado pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados e pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal, as autorizações para provimento, admissão ou contratação de pessoal tem um impacto financeiro programado para o exercício de 2021 de R$ 2,4 bilhões, distribuídos em todos os Poderes. "Desse montante, R$ 2,1 bilhões dos recursos [previstos para 2021] estão reservados para aplicação pelo Poder Executivo (...) A partir de 2022, o impacto anualizado da citada despesa será de R$ 4,5 bilhões", estimaram as consultorias. A previsão de aumento de gastos com servidores públicos vem em um momento de fortes restrições orçamentárias. Para o ano que vem, há risco de que os serviços públicos sejam afetados devido à falta de recursos para investimentos e às limitações impostas pela regra do teto de gastos, mecanismo que impede que a maior parte das despesas do governo cresça, em um ano, acima da inflação do ano anterior. Secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, fala sobre teto de gastos e o cenário fiscal para 2021 Para tentar abrir espaço no orçamento e garantir mais recursos para investimentos, o governo quer aprovar a PEC da emergência fiscal. Entre as medidas previstas por ela estão "gatilhos" que podem ser acionados pelo governo para impedir o aumento de despesas obrigatórias, como salário de servidores. De acordo com estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, os gatilhos podem levar o governo a economizar R$ 40 bilhões ao longo de dois anos. Por conta das fortes restrições orçamentárias estimadas para 2021, com base na proposta de orçamento, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou recentemente que há um “risco muito grande" para o governo se o Orçamento da União para 2021 for aprovado antes da chamada PEC Emergencial. “É impossível abrir o próximo ano ou aprovar um Orçamento para o próximo ano antes de aprovar a PEC emergencial, a PEC da regulamentação do teto. É impossível. Do meu ponto de vista, é impossível você ter o Orçamento aprovado para 2021 este ano se a emenda constitucional não estiver aprovada. Do meu ponto de vista, é um risco muito grande para o governo", disse Maia, na ocasião. Veja Mais

Bovespa opera perto da estabilidade com atenções voltadas para EUA

G1 Economia Na quarta-feira, Ibovespa fechou com variação de 0,01%, a 100.552 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, opera com pequenas variações nesta quinta-feira (22), em meio a um cenário misto no exterior, com alta de commodities, mas fraqueza nas bolsas internacionais, enquanto segue o impasse sobre mais estímulos nos Estados Unidos. Às 10h36, o Ibovespa subia 0,16%, a 100.708 pontos. Veja mais cotações. Na quarta-feira, o índice de referência da bolsa fechou com variação de 0,01%, a 100.539 pontos. Na parcial do mês, acumula alta de 6,29%. No ano, ainda tem perda de 13,05%. BDRs são liberados para pequenos investidores na B3; entenda Cenário externo e local Nos Estados Unidos, seguem as incertezas relacionadas a um novo pacote de estímulos no país. As negociações sobre um novo projeto de lei de auxílio à crise do coronavírus sofreram um revés na quarta-feira, quando o presidente Donald Trump acusou os democratas de não estarem dispostos a fazer um acordo aceitável. Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA foram menores do que esperado na semana passada, mas permanecem extremamente altos, o que corrobora a cautela nos negócios. Entre as commodities, os futuros do minério de ferro na China fecharam em alta, enquanto os preços do petróleo buscavam uma recuperação nesta sessão. Na cena local, o foco segue nas incertezas fiscais e nas tensões políticas em torno da vacina da Sinovac após o presidente Jair Bolsonaro desautorizar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e dizer que não pretende fazer a compra de 46 milhões de doses da "vacina chinesa", contrariando anúncio feito anteriormente pelo ministro. No radar dos investidores também está o novo leilão de títulos do Tesouro Nacional com vencimentos de curto e longo prazo. "Vale lembrar que na semana passada foi feito um leilão com apenas 38% dos papéis ofertados sendo adquiridos pelos investidores e hoje será mais um teste da confiança do investidor x risco fiscal", destaca a equipe da Mirae Asset. Miriam Leitão fala da politização sobre a vacina chinesa Variação do Ibovespa em 2020 Economia G1 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia x Veja Mais

América Móvil reduzirá investimentos de US$ 8 bilhões para US$ 6 bilhões em 2020

G1 Economia Presidente do grupo, dono da Claro, diz que isolamento provocado pela pandemia mostrou que as redes são fortes e foram capaz de aguentar o aumento do tráfego. América Móvil é dona da Claro G1 O isolamento total (“lockdown”) provocado pela pandemia de Covid-19 mostrou ao grupo mexicano América Móvil, dono da Claro no Brasil, que suas redes de telecomunicações são muito fortes e que foi possível gerenciar o aumento do tráfego em todos os países. No entanto, a crise dificultou a execução de operações, contribuindo para redução entre 25% e 30% dos investimentos previstos para 2020 em relação ao valor originalmente previsto. Com isso, em vez de US$ 8 bilhões, o grupo deverá investir US$ 6 bilhões. As informações são de Daniel Hajj, presidente da América Móvil, que conversou com analistas por teleconferência para explicar os resultados do terceiro trimestre fiscal. O executivo acrescentou que projetos desnecessários no momento sofrerão um atraso. Hajj não quis revelar qual o volume de investimento que está sendo planejado para 2021, mas afirmou que será certamente maior do o de 2020. O executivo considerou interessante que muitos fornecedores estão reduzindo preços e seguindo para novas tecnologias, o que tem ajudado o grupo mexicano na sua contenção de recursos. “Não perdemos nada [...], não vamos parar de crescer, não estamos perdendo qualidade, não estamos limitando a capacidade, não vamos interromper, o que é muito importante, todas as coisas digitais que estamos fazendo na companhia”, afirmou, sobre o encolhimento do capex. De acordo com o executivo, a resiliência das redes em meio à forte expansão do tráfego é resultado dos investimentos que o grupo vem fazendo ao longo dos últimos três anos na infraestrutura e no trecho final das redes que chegam no domicílio dos clientes. Hajj disse que não sabe o que vai acontecer em 2021, mas que telecomunicação se tornará cada vez mais importante na vida das pessoas e que o “lockdown” acelerou muito o processo digital. “E isso está sendo atendido pelo capex”, afirmou. Indagado por um analista se a companhia vai se afastar de fornecedores tradicionais de rádio (estação radiobase), como Nokia, Ericsson e Huawei, preferindo Fujitsu, por exemplo, o executivo disse que essa mudança talvez não ocorra com rádio, mas em outras linhas, pois estão surgindo novos fornecedores para novas tecnologias. Explicou que rádio é uma parte pequena do investimento, enquanto se emprega muito em backbone e sistemas digitais. Desempenho no 3º trimestre Nos resultados divulgados na noite de ontem, o grupo anunciou receita de 260 bilhões de pesos mexicanos (US$ 11,77 bilhões pela cotação média de setembro) no terceiro trimestre de 2020. O resultado representa crescimento de 4,7% na moeda mexicana frente a igual período de 2019, enquanto a receita de serviços avançou 5,4%. À taxa de câmbio constante, a receita de serviços aumentou 1,5%. A receita de serviços foi impulsionada pelos ganhos com serviços pré-pagos, que tiveram alta de 2,5%, depois da queda de 2% no trimestre anterior. O lucro operacional cresceu 18,4%, para 45,1 bilhões de pesos (US$ 2,04 bilhões), ajudando o lucro líquido aumentar 44,6%, para 18,9 bilhões de pesos no terceiro trimestre (US$ 855,34 milhões). O desempenho foi obtido mesmo com os custos financeiros de 22,4 bilhões de pesos terem crescido 82% em base anual, destacou o grupo mexicano. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de 86,5 bilhões de pesos, com uma alta de 10,1% na moeda mexicana. Pela taxa de câmbio constante, o Ebitda cresceu 7,2%, mais de duas vezes que no trimestre anterior, segundo a companhia. Brasil lidera O grupo encerrou setembro com 281 milhões de assinantes de serviços móveis, após adições líquidas (o saldo entre ganho e perda de clientes) de 3,2 milhões. A base pós-paga cresceu 5,7% operacionalmente. Na rede fixa são 81 milhões de usuários, o que perfaz um total de 362 milhões de linhas de acesso. A América Móvil informou que o Brasil lidera o grupo em termos de crescimento do pós-pago, com 1,8 milhão de assinantes, seguido pela Áustria (241 mil) e Colômbia (142 mil). No encerramento do trimestre, a base pré-paga tinha 186 milhões de assinantes, após adicionar 1,2 milhão no México, cerca de 300 mil na Colômbia e igual número no Equador, e 237 mil no Peru. Na rede fixa, o grupo conquistou 446 mil novos clientes de banda larga. Contudo, no segmento de TV por assinatura, houve 243 mil desligamentos no trimestre, sendo que em telefonia fixa a queda foi de 242 mil. Em relação ao desempenho do grupo Claro no Brasil, a controladora informou que as receitas subiram 1,1%, para R$ 9,8 bilhões ante um ano antes, com as receitas de serviços praticamente estáveis em 0,3%. Já as receitas dos serviços móveis cresceram 8,1% no período, enquanto na telefonia fixa caíram 5,1%. As receitas de serviço móvel foram impulsionadas pela forte recuperação das receitas pré-pagas, que saíram de queda de 1,0% no segundo trimestre para alta de 5,1% no terceiro, e pela continuação do desempenho aquecido das receitas pós-pagas, que tiveram alta de 9% no trimestre. Ainda sobre os resultados no Brasil, o grupo mexicano destacou que, na plataforma de telefonia fixa, as receitas de banda larga continuaram crescendo no mesmo ritmo do segundo trimestre (9,9%). Mas em TV paga, a tendência de queda nas receitas se acelerou para 13,6% (era 11,7% trimestre anterior), acompanhando a redução de acessos em TV por assinatura. Veja Mais

TCU cobra plano estratégico do Ministério da Saúde para combate à pandemia da Covid-19

G1 Economia Ministro relator alertou para necessidade de o país estar pronto para eventual 'segunda onda'. Sobre compra de vacinas, disse que critérios devem ser 'técnicos, científicos e objetivos'. Relatório aprovado nesta quarta-feira (21) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta "falta de planejamento" no enfrentamento à pandemia de Covid-19 pelo governo federal. Segundo o documento, sete meses após ter reconhecido o estado de calamidade pública diante da pandemia, o Ministério da Saúde ainda não tem um plano de estratégia de enfrentamento à crise sanitária do novo coronavírus. O relatório, apresentado pelo ministro Benjamin Zymler, aponta falta de planejamento para compra de insumos, medicamentos e equipamentos e alerta que, apesar de a pandemia no Brasil dar sinais de enfraquecimento, a experiência internacional aponta o risco de uma "segunda onda" – ou até uma "terceira". No acórdão, o TCU determinou que o Ministério da Saúde apresente em 15 dias um plano estratégico de combate à pandemia. O documento deve listar, entre outros pontos, ações para garantir e monitorar o estoque de medicamentos usados para tratamento de casos suspeitos e confirmados de Covid-19. O G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda retorno. Em julho, TCU apontou baixa execução do orçamento voltado ao combate da Covid-19 “Em um primeiro momento, o cenário era de imprevisibilidade, o que impossibilitava uma melhor definição das ações a serem implementadas. No entanto, assim como foi possível definir o orçamento, atualmente no valor de R$ 43,74 bilhões, era de se esperar uma definição dos objetivos e ações em nível macro correspondentes ao valor alocado e, com uma maior assimilação do cenário, o detalhamento das atividades ou dos projetos a serem desenvolvidos”, afirmou o ministro no processo. Zymler também determinou que o Ministério da Saúde apresente, no mesmo prazo, um plano de testagem que inclua: quantidade de testes a serem adquiridos; o público-alvo dessa testagem; a frequência de realização dos testes. Segundo o ministro, a falta de testagem faz com que haja uma subnotificação de casos, o que provoca distorções no índice de mortalidade. Zymler citou como exemplo o Rio de Janeiro – que, segundo ele, tem baixo índice de casos confirmados mas alta mortalidade ligada à Covid-19, o que poderia ser um indício de déficit nos testes. Em junho, TCU já tinha cobrado diretrizes mais claras do governo no combate à pandemia; relembre CoronaVac Benjamin Zymler também comentou, durante a leitura do voto, a polêmica no governo sobre a vacina CoronaVac. Na terça-feira (20) o Ministério da Saúde anunciou um protocolo de intenções de compra de 46 milhões de doses da vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac. Nesta quarta, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que mandou cancelar o acordo – e o Ministério da Saúde fez mudanças no anúncio do dia anterior. "Nem de longe, o tribunal pretende adentar no terreno de avaliação política. Existe um aspecto político que compete apenas aos agentes públicos eleitos, mas o que se espera é que as decisões sejam feitas com critérios técnicos, científicos e objetivos, já que estamos tratando do principal bem jurídico que é a vida humana", afirmou o ministro. Governo federal voltou atrás nesta quarta sobre compra da CoronaVac, vacina desenvolvida na China Ainda no tema, o TCU determinou que o Ministério da Saúde inclua dados oficiais sobre as iniciativas relacionadas às vacinas no site da pasta. E que diga, junto com essas informações, qual o papel do ministério em cada uma das iniciativas. As determinações fazem parte de uma auditoria do TCU que avalia a atuação do Ministério da Saúde no combate ao novo coronavírus. Veja Mais

Recuperação dos EUA segue lenta e alguns setores enfrentam dificuldades, diz Livro Bege do Fed

G1 Economia Consumidores voltaram a comprar casas e aumentaram os gastos, mas o quadro variou muito de segmento para segmento. Segurança passa em frente a uma imagem do Fed Reuters/Kevin Lamarque A economia dos Estados Unidos continuou a se recuperar em um ritmo leve a modesto até o início de outubro, com os consumidores comprando casas e aumentando os gastos, mas o quadro variou muito de setor para setor, disse o Federal Reserve nesta quarta-feira (21). As informações constam no Livro Bege, espécie de sumário das condições econômicas dos EUA feito com base em pesquisa do Fed. A mais recente foi realizada em seus 12 distritos de setembro a 9 de outubro. "Os distritos caracterizaram as perspectivas dos contatos como de forma geral otimistas ou positivas, mas com um grau considerável de incerteza", disse o Fed nos resultados da sondagem com as empresas. Depois de um declínio entre o final de julho e o início de setembro, as infecções por coronavírus estão aumentando novamente nos Estados Unidos. Trinta e quatro dos 50 Estados viram aumento de novos casos por pelo menos duas semanas consecutivas, acima de 29 na semana anterior, de acordo com uma análise da Reuters. A queda nas temperaturas neste período do ano pode levar mais consumidores a ambientes internos, potencialmente aumentando o número de casos. Restaurantes e outras empresas que se beneficiaram de atividades com mesas ao ar livre durante os meses de verão também podem enfrentar outro contratempo se o tráfego de clientes diminuir. A presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, reiterou nesta quarta-feira (21) que está "otimista" com a possibilidade de o Congresso apresentar outro pacote de ajuda para ajudar famílias e empresas em dificuldades antes da eleição de 3 de novembro, mas as dúvidas persistem se os republicanos vão concordar. Os formuladores de política monetária do Fed prometeram na reunião de setembro manter as taxas de juros perto de zero até que a inflação esteja a caminho de ficar moderadamente acima da meta de 2% do banco central por algum tempo e até que o mercado de trabalho esteja mais perto do pleno emprego. As autoridades do Fed devem se reunir novamente logo após a eleição presidencial, concluindo seu próximo encontro em 5 de novembro. Veja Mais

Demanda por voos domésticos recua 55,2% em setembro, aponta Abear

G1 Economia Oferta de assentos teve queda de 54,5%, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Grande São Paulo Fepesil/Estadão Conteúdo A demanda por voos domésticos no Brasil em setembro, medida em passageiros por quilômetro transportado, recuou 55,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A oferta de assentos em voos domésticos teve queda de 54,5% na mesma base de comparação. A taxa média de ocupação dos voos atingiu 80,4%, com recuo de 1,3 ponto percentual. Ao todo, foram transportados 3,05 milhões de passageiros no país, queda de 61%, comparado a setembro de 2019. Em comparação com o mês de agosto, houve aumento de 850 mil passageiros. No acumulado do ano, o transporte doméstico de passageiros apresenta retração de 56%. Gol é líder No mês, a Gol manteve a liderança de mercado, com 38,5% de participação. A empresa registrou, em setembro, queda de 54,6% no transporte de passageiros. A Latam é a segunda colocada, com 33,7% de participação e uma queda de 58,5% no transporte de passageiros. A Azul ficou em terceiro lugar, com 27,4% do mercado. No mês, a companhia registrou queda de 51,6% no transporte de passageiros, a menor queda entre os concorrentes. No acumulado do ano, a Gol detém 37,9% de participação, seguida pela Latam, com 36,3%, e pela Azul, com 25,4%. Transporte internacional e de cargas A demanda por voos internacionais, por sua vez, encolheu 90,7% em setembro em comparação com o mesmo mês de 2019. A oferta de assentos foi 79,5% menor. A taxa de ocupação dos aviões foi de 39,2%, retração de 47 pontos percentuais. No mês, foram transportados 140,5 mil passageiros. O transporte de cargas e correio no país teve queda de 24,3% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. No mercado internacional, o transporte de cargas diminuiu 11,5%. Veja mais notícias de economia: Veja Mais

O que criadores de gado e frigoríficos fazem para evitar o desmatamento na Amazônia

G1 Economia Pecuária é a principal atividade do bioma, e falta de controle em etapas da atividade associa o setor ao desmatamento. Criação de gado em Alta Floresta, norte de Mato Grosso, dentro do bioma Amazônia Divulgação/Pecsa A pecuária é a principal atividade econômica da Amazônia, e, por consequência, é a que mais utiliza áreas desmatadas da região. Essa ligação entre criação de gado e Amazônia é antiga, surgiu na década de 1950 e contou com incentivo do governo federal (clique aqui e saiba mais). Atualmente, 41,6% do rebanho brasileiro está nos estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão). São mais de 89 milhões de animais e cerca de 29 milhões de pessoas. O Brasil tem, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 214 milhões de bovinos, isso dá quase mais de um animal por cidadão do país (somos 212 milhões de pessoas). De 1950 para cá, a preocupação com a floresta aumentou e o crescimento da atividade pecuária na Amazônia – especialmente em casos em que há desmatamento ilegal – abalou a imagem do setor perante os consumidores. A Amazônia Legal, região que compreende 8 estados, corresponde a 59% do território brasileiro e teve 964 km² sob alerta de desmatamento em setembro, segundo dados Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desde 2019, esse índice está crescendo. Por outro lado, pesquisadores e produtores afirmam que o uso da criação de gado é uma tática comum para a grilagem e para a especulação imobiliária, não sendo assim uma atividade ligada ao agronegócio. Preocupados com a repercussão negativa, pecuaristas, indústrias, restaurantes e varejo tentam mostrar que é possível conciliar floresta com atividade econômica. O setor diz que apoia a preservação e afirma que tem sido cada vez mais exigente em relação à carne produzida na Amazônia. Além disso, afirma que pretende criar um "cadastro positivo da pecuária" na região até 2025. Ainda assim, hoje em dia, o Ministério Público Federal afirma que ainda não é possível garantir que a carne bovina que chega aos consumidores está livre do desmatamento. Segundo produtores, ambientalistas, procuradores e empresas ouvidos pelo G1, as principais medidas que têm sido tomadas para tornar a atividade mais sustentável são: Investimento em técnicas de produção que aproveitem melhor a propriedade, sem a necessidade de abertura de novas áreas (desmatamento legal); Aumento da exigência dos frigoríficos aos pecuaristas, como garantir desmatamento zero da propriedade; Ministério Público e empresas assumiram compromissos para monitorar e aperfeiçoar a compra de gado na região; Início do monitoramento dos fornecedores indiretos, que são aqueles que podem cometer irregularidades; Discussão de um sistema de pagamento por serviços ambientais que incentive o produtor a preservar áreas acima do que a lei permite. Está mais sustentável, porém... Os criadores profissionais explicam que, dos anos 1950 para cá, a coexistência de pastos e florestas tem se tornado menos danosa em alguns casos, com o surgimento da pecuária sustentável. Mas os problemas não foram eliminados. "Não temos como afirmar que a carne no supermercado está livre do desmatamento", diz o procurador da República Ricardo Negrini, responsável por um dos principais acordos sobre compra de gado do Brasil, feito no Pará. O Pará faz parte da Amazônia Legal e tem o município com o maior rebanho do país (São Félix do Xingu). O estado concentra quase 10% de todo rebanho bovino do país (20,6 milhões de cabeças de gado). Negrini reconhece que, na última década, a fiscalização dos frigoríficos e a mobilização do setor reduziram a associação entre carne e derrubada de árvores. “A compra é muito mais sustentável que há 10 anos, não tem comparação. Cada vez mais imune ao desmatamento, mas não está completamente imune”, afirma Negrini. O secretário-executivo da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (MPF), Daniel Azeredo, diz que é necessário "reconhecer o esforço" dos frigoríficos. Segundo ele, as compras diretas, aquelas entre empresa e pecuaristas, estão praticamente livres do desmatamento. Mas Azeredo aponta que triangulações e fornecimento indireto de gado ainda podem ter ligação com crimes ambientais. É possível ter mais carne sem desmatar? Segundo especialistas, sim. Existem técnicas para intensificar a criação de animais com produtividade e que gere custo-benefício para o pecuarista. Mas ainda são poucos os que adotam por causa do alto investimento. Não existem dados específicos para a Amazônia, mas, segundo levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 2016, cerca de 5% das áreas de pastagens do Brasil (11,5 milhões de hectares) adotam métodos de pecuária sustentável. Como normalmente os pecuaristas têm aversão ao risco, a adesão acaba sendo pequena e demorada. Mas empresas e pesquisadores tentam convencer o homem do campo de que essas iniciativas são comprovadamente mais lucrativas e sustentáveis. Ou seja, vale a pena apostar. O início de tudo vem da ideia de uma pecuária intensiva, que é aquela que se aproveita melhor a área já existente. Pecuária extensiva, intensiva e integrada Roberta Jaworski, Rodrigo Sanches e Aparecido Gonçalves/G1 Vale lembrar que o "arroto" dos bovinos é rico em metano, um gás associado ao efeito estufa. Mas estudos mostram que, com um pasto bem cuidado, é possível capturar boa parte desta emissão. Por fim, se a propriedade não tem condições dessa integração ou o pecuarista não tem como fazer o investimento, existe o modelo de pecuária intensiva, que é muito incentivado por pesquisadores. Neste modelo, a ideia é trabalhar o melhor aproveitamento do pasto. “Existem milhões de hectares de pasto degradado e com produtividade baixa. É possível produzir mais. Não precisa desmatar”, afirma Laurent Micol, diretor da Pecuária Sustentável da Amazônia (Pecsa), fornecedora do McDonald’s. De acordo com a Embrapa, dos pouco mais de 200 milhões de hectares no Brasil, 130 milhões estão degradados. Na Amazônia, pelo menos metade da área de pasto está desgastada ou em processo de degradação. Isso significa que existe muita área de criação que pode ser recuperada, sem a necessidade de abrir novas áreas. Dentro dessa lógica, baseada na pecuária intensiva, a Pecsa é gestora de 6 fazendas na região de Alta Floresta, na divisa entre Mato Grosso e Pará, cujos proprietários viraram sócios da empresa. Pecsa utiliza métodos de pecuária intensiva na sua produção de gado Divulgação/Pecsa "Uma fazenda degradada não produz nada. Se a propriedade perde seu potencial, o produtor não tem dinheiro para investir e nem para onde correr. Nós atendemos fazendeiros que estão nesta situação", explica Micol. Além disso, Pecsa se encarrega de ir atrás da regularização ambiental e checar se o registro do imóvel não foi "grilado". A área ocupada por animais nas fazendas do grupo está em torno de 3 animais por hectare, o triplo da média nacional. E a produtividade também é muito superior. Em Mato Grosso, os pecuaristas produzem 51 kg (3,4 arrobas) por hectare (10 mil m²) anualmente. Nas áreas geridas pela empresa, são 450 kg (30 arrobas) por hectare ao ano. Outro exemplo de que é possível é o do pecuarista Mauro Lúcio Costa, de 55 anos, que cria gado em Paragominas, no Pará. Ele faz uma das etapas da pecuária que é conhecida como recria, ou seja, ele compra bezerros e gado magro e os engorda para vender para os frigoríficos. Mauro está em um ponto sensível da cadeia, pois é nesta fase onde costumam existir mais problemas de desmatamento ilegal associado à pecuária. Segundo procuradores que atuam na Amazônia, o desafio está nos chamados fornecedores indiretos (entenda mais abaixo). Pecuarista da Amazônia conta história na atividade “Quando eu compro o animal, eu peço o CAR (Cadastro Ambiental Rural), faço consulta da propriedade, se está na lista do trabalho escravo, embargo do Ibama…”, conta. Não é prática comum um pecuarista checar a procedência dos animais de outro produtor. “Ninguém costuma fazer isso, eu já faço desde 2017, em um trabalho conjunto com o Ministério Público Federal”, explica Mauro, que mostra produtividade 10 vezes maior do que a média nacional. Alto custo X pequenos produtores Fazenda de Mauro consegue aliar preservação com a criação de gado Arquivo pessoal É possível produzir mais sem desmatar, mas também é mais caro. A recuperação do pasto tem custo estimado em R$ 2 mil por hectare. Se somar a instalação de cercas, bebedouros e outros itens para que a fazenda adote o modelo intensivo, O investimento fica em torno de R$ 3,5 mil por hectare. Ou seja, são necessários cerca de R$ 350 mil para recuperar uma área de 100 hectares. Para um pequeno produtor, é um valor alto com retorno incerto, já que o preço do boi é incerto. Além disso, uma propriedade rural na Amazônia possui outros gastos, sendo o ambiental um dos mais pesado. Como só é possível produzir em 20% da área da fazenda, de acordo com o Código Florestal, o produtor precisa estar bem regularizado, qualquer avanço errado pode ser um crime ambiental. “Os grandes estão no topo da pirâmide de gestão e regularização. Mas existe uma base dessa pirâmide que está à margem de todo esse sistema (de pecuária intensiva)", explica o pecuarista Caio Penido, presidente do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável. Este grupo reúne empresas de alimentos e organização de produtores, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "Se um grande produtor enfrenta dificuldades para estar regular, imagina um pequeno produtor? Não é que ele quer ficar à margem, ele quer uma forma simples de se regularizar", completa Penido. “A gente corre o risco de tanta exigência ambiental para ter um risco social, um êxodo, ficando apenas os maiores e mais tecnificados." Mas o investimento é inevitável Você sabe a diferença entre a pecuária extensiva e a intensiva? O investimento é inevitável, mas é um problema da atividade. Primeiro porque os pecuaristas não costumam ter valores tão altos em mãos e, também, por causa da aversão ao risco dos criadores. "O pecuarista é investidor que preza pela segurança, o perfil de investimento é diferente. Na agricultura, o produtor tem mais capacidade de gerenciamento financeiro e facilidade em captar recursos", explica o analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea) Caio Monteiro. "Já o pecuarista não. Ele trabalha com a liquidez, que é o gado, que ele pode vender a qualquer momento de aperto", completa Monteiro. Porém, os especialistas acreditam que os criadores que não investirem na sustentabilidade da produção vão ficar para trás. O motivo é que a pecuária convencional vai se tornar inviável ao ponto de o criador ter que abandonar a atividade. "A pecuária na Amazônia evoluiu muito. Estamos agora no final da terceira fase (iniciada em meados da década de 1980), na qual a característica principal é a predominância de sistemas menos extensivos e mais eficientes", afirma o pesquisador da Embrapa Moacyr Bernadino Filho. "Já estamos em transição para uma quarta fase na qual predominarão sistemas mais intensivos e menos amadores... seria a 'pecuária profissional', propriamente dita", continua o pesquisador, que acredita que a assistência técnica será fundamental neste processo. Custo-benefício para o pecuarista Além do investimento para tornar a produção mais sustentável, existe também o custo de manutenção da área. O Cepea-USP calculou a diferença no custo-benefício para um pecuarista médio da Amazônia que faz todas as etapas da criação de gado (do bezerro ao abate). Se o pecuarista investe apenas no básico, sem se preocupar em melhorar a qualidade do pasto ou aumentar a quantidade de animais por hectare, o custo fica em torno de R$ 170 por hectare ao ano. Ou seja, se o produtor tiver uma fazenda com 1.000 hectares (uma propriedade considerada de tamanho médio), o gasto dele será em torno de R$ 170 mil por ano. Se o mesmo criador fizer a integração lavoura-pecuária com o cultivo de milho e soja, o custo sobe para R$ 1.600 por hectare. Porém, a margem de lucro líquida da fazenda mais sustentável chega a ser 11 vezes maior em relação a extensiva. Veja o comparativo: Pecuarista extensivo: custo de R$ 170 mil por ano com lucro de R$ 200 mil; Pecuarista intensivo: custo de R$ 500 mil por ano com lucro de R$ 800 mil; Pecuarista integrado: custo de R$ 1,6 milhão por ano com lucro de R$ 2,2 milhões. O custo-benefício de cada tipo de pecuária G1 Agro Ao investir em uma produção intensiva, o gasto é maior, mas o lucro e a sustentabilidade a longo prazo compensam, avaliam os especialistas. Melhor uso da área A pecuária intensiva também expõe um problema da pecuária comum, que é o mal aproveitamento de espaço. Um boi demora cerca de 18 meses para engordar o suficiente para o abate. É um processo demorado e, quanto mais animais, melhor para a preservação e para o criador. Atualmente, a média brasileira é de 1 boi gordo para um 1 hectare. Ou seja, um animal ocupando por 18 meses sozinho uma área maior do que um campo de futebol. É por isso que aumentar o número de animais em um mesmo espaço é necessário. "A gente consegue dobrar ou triplicar a produção de carnes sem precisar abrir áreas. Rotação de pastos, adubação, melhoria de manejo e, na Amazônia, é possível", explica o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Marcelo Stabile. "O produtor, ele quer produzir carne, e o mundo deve aumentar a demanda por proteínas em 60% nos próximos 30 anos. Deve vir do Brasil essa oferta, mas de uma pecuária eficiente", completa. O papel dos frigoríficos Se os produtores buscam soluções no campo, frigoríficos e grandes restaurantes têm o desafio de acompanhar esses fornecedores dentro de um bioma que tem cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados — uma área um pouco menor do que a dos 27 países da União Europeia. Atualmente, essas empresas se valem do monitoramento via satélite do sistema Prodes, do Inpe, para verificar se os pecuaristas estão cumprindo com a legislação brasileira. O acompanhamento precisa ser diário. Algumas exigências dos grandes frigoríficos são: Não desmatar a fazenda após 2009, seja o desmatamento legal ou ilegal; Apresentar a documentação de posse da propriedade; Fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR); Propriedade não pode estar em área de terra indígena, terra pública ou unidade de conservação; Não pode estar embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Não pode estar na lista suja do trabalho escravo da Secretária do Trabalho, antigo Ministério do Trabalho O Ministério Público Federal possui Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com produtoras de carne em 5 estados da Amazônia Legal (Acre, Mato Grosso, Rondônia, Pará e Amazonas). É um compromisso de que não haverá compras de gado de fazendas que estejam irregulares, seja por desmatamento ou por não seguir outros itens da legislação ambiental. As empresas não são obrigadas a entrar no acordo, mas, em caso de irregularidades, podem ter as vendas embargadas e serem multadas. O primeiro TAC foi realizado no Pará, em 2009, onde estão os maiores rebanhos de gado do país, e que conta com 31 empresas. Os dados mais recentes das auditorias foram divulgados em novembro de 2019 e se referem a 2017. Foram vistoriadas 23 empresas e analisadas as compras de 2,19 milhões de cabeças de gado. Do total, 137 mil animais vieram de propriedades que tinham alguma irregularidade (6,25%). Maior produtora de carnes do mundo, a JBS diz que suas compras passam por auditoria externa e que a conformidade é próxima de 100%. “Na Amazônia Legal, nós monitoramos diariamente 50 mil fazendas. Juntando as informações, o sistema cobre 45 milhões de hectares, a área de um país como a Alemanha, são 400 municípios”, afirma Márcio Nappo, diretor de sustentabilidade da empresa. De acordo com os dados mais recentes da JBS, dos 50 mil fornecedores de gado monitorados, 8.875 foram bloqueados, quase todas (8.238) na região do bioma Amazônia. A JBS anunciou neste ano uma parceria com MPF e Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) para aprimorar a checagem dos fornecedores indiretos por meio da plataforma "Boi na Linha", que vai criar diretrizes para melhor checagem dos pecuaristas. A Marfrig, segunda maior empresa de carnes e maior produtora de hambúrgueres do mundo, adotou ainda o monitoramento de focos de calor nas propriedades fornecedoras após a crise das queimadas na Amazônia, ocorridas no meio de 2019. Se for localizado algum ponto de incêndio, o pecuarista deverá checar e informar à empresa qual era o problema, e mostrar provas de que já foi solucionado. Ele não poderá mais vender para o frigorífico até resolver a questão. Das 13.589 propriedades fornecedoras da empresa no bioma Amazônia, 3.194 estão embargadas. “A maioria dos nossos fornecedores que estão no bioma cumpre os critérios. Em grande medida, a produção de carne na Amazônia que vai para a indústria já opera neste sentido. O que é crime, fica clandestino e foge do que é a produção normal”, diz o diretor de sustentabilidade da Marfrig, Paulo Pianez. O problema das compras indiretas O procurador da República Ricardo Negrini, um dos responsáveis pelo TAC com os frigoríficos no Pará, confirma que as compras diretas, entre frigoríficos e pecuaristas, estão, em sua maioria, regulares. O problema, de acordo com a auditoria do MPF, são os fornecedores indiretos: fazendas que estão em situação irregular produzem bezerro ou boi magro e vendem para que outros criadores, estes em dia com a lei, possam fazer a venda para as indústrias. “Nós colocamos um teto de compras: agora as empresas só podem comprar até 2,5 cabeças de gado por hectare, muito acima da média nacional, que é 0,8 cabeça por hectare. Havia casos com fazendas com mais 30 a 50 cabeças de gado por hectare.... Claramente uma fraude”, explica Negrini. Outro problema está relacionado a fraudes no Cadastro Ambiental Rural. O produtor adultera a área da fazenda dentro do sistema do governo, para eliminar a parte do terreno que está irregular. "Grandes frigoríficos têm o poder de influenciar positivamente o comportamento dos produtores diretos e indiretos e de dar o exemplo para todo o setor pecuário. É isso que estamos cobrando deles", afirma Mariana Abreu, pesquisadora da ONG internacional Global Witness. Neste ano, Marfrig e JBS, respectivamente, decidiram criar programas para checar as compras indiretas. As empresas esperam que, até 2025, toda a cadeia de fornecedores na Amazônia esteja monitorada. A ideia é criar um “cadastro positivo da pecuária” (saiba mais aqui). "Os frigoríficos devem estimular o produtor a melhorar produtividade, dar assistência técnica e cobrar a regularidade do imóvel", pede Stabile, pesquisador do Ipam. Restaurantes e supermercados A origem da carne também é cobrada de quem vende o produto diretamente ao consumidor. A Arcos Dourados, responsável pela operação do McDonald’s no Brasil, tem uma política de compras restrita, que segue a linha de exigência dos frigoríficos. Toda a carne utilizada pela rede no Brasil é produzida no país. Em 2010, a empresa decidiu proibir a compra de qualquer produto, como soja e carne, que tivesse origem no bioma Amazônia, mesmo em áreas regularizadas. Elas foram retomadas, gradualmente, a partir de 2016. A empresa não divulga os números, mas disse que, desde 2016, as compras de carne na Amazônia aumentaram em 4 vezes. A gigante tem apenas um fornecedor no bioma: a empresa Pecuária Sustentável na Amazônia (Pecsa). “Vimos projetos que queriam conciliar os aspectos social, econômico e ambiental”, explica o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dourados, Leonardo Lima. “Porque, no bioma, vivem mais de 25 milhões de pessoas. Isso significa que é necessário ter uma economia que sustente essa população. Ao mesmo tempo, temos que preservar a floresta e os biomas existentes”, completa Lima. Mariana, da Global Witness, entende que, além dos restaurantes, as redes de supermercados deveriam ter um papel mais ativo nessa discussão, exigindo mais de seus fornecedores de carne. "Os varejistas têm se comprometido muito pouco e é preciso que eles façam mais”, diz a pesquisadora. "Temos que chamar os supermercados (para a discussão). Hoje, temos tecnologia e instrumentos que poderiam ser implementados com os frigoríficos. Rastreabilidade não é difícil e nem caro", afirma Daniel Azeredo, procurador do MPF. Os varejistas ouvidos pelo G1 dizem que seguem políticas de compra parecida com a dos frigoríficos: com o monitoramento via satélite da área, a exigência de desmatamento zero e o cumprimento das legislações ambiental e trabalhista. O Grupo Pão de Açúcar (GPA) afirma que, desde 2016, tem indicadores específicos para a compra de carne bovina. Os fornecedores que não seguirem a política de compras têm as aquisições bloqueadas. Segundo o grupo, até hoje, 19 fornecedores foram suspensos. "Nossos fornecedores de carne têm o dever de informar a origem da carne ou do gado que ele processa para abastecer as nossas lojas", afirmou o GPA, em nota, completando que, em 2018, mais de 98% do volume de carne vendido teve a origem monitorada. Já o Grupo Carrefour Brasil afirmou que mantém o compromisso de desmatamento zero, por meio de um sistema. Essa plataforma, segundo a empresa, gerencia, entre outras coisas, o desmatamento, a procedência da carne e se o fornecedor segue a legislação ambiental. "Quando inconformidades são identificadas, o fornecedor é notificado para adotar medidas corretivas e, se preciso, bloqueado", disse o Carrefour, também em nota. Outro item que poderia diminuir a relação entre pecuária e desmatamento é a implementação completa do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), um sistema do Ministério da Agricultura que monitora todas as fases da criação de gado, do bezerro ao abate. Uma espécie de "brinco" mostra que o boi foi cadastrado no Sisbov, sistema de monitoramento do governo sobre a origem do gado Divulgação/Pecsa Hoje, os pecuaristas não são obrigados a utilizar o sistema e a reclamação do setor é de que o custo de implementação é muito alto. Pagamento pela proteção da floresta Caio Penido, presidente do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, diz que a crise das queimadas na Amazônia de 2019 e a ameaça de boicotes levantaram um tema que considera importante para a manutenção das florestas e o equilíbrio com a atividade agropecuária: o pagamento por serviços ambientais. Produtores querem mostrar que é possível conciliar preservação e pecuária na Amazônia Divulgação/Pecsa A ideia é que produtores rurais possam receber dinheiro por preservar áreas acima do que a lei exige, com o objetivo de capturar o carbono emitido por multinacionais e países poluidores. “Grandes países poluidores devem remunerar o Brasil, que abriu mão de áreas altamente produtivas para preservar o meio ambiente. A floresta, se ela é tão importante para a sobrevivência da humanidade, para a sobrevivência do planeta, ela tem que ter um valor”, opina o pecuarista. O projeto que trata do assunto avançou no Congresso como resposta à crise de imagem provocada pelas queimadas. A proposta foi aprovada em setembro de 2019 na Câmara dos Deputados e está estacionado no Senado. O Ministério do Meio Ambiente anunciou em julho deste ano a criação do programa Floresta+, que prevê R$ 500 milhões para atividades que melhorem, conservem e recuperem a natureza. O governo afirma que ainda está definindo os critérios de pagamento para colocar a iniciativa em prática. “A gente tem que transformar a biodiversidade em uma fonte de renda. Hoje, ela tem custo e traz muita dor de cabeça. Se a floresta tiver mais valor de pé do que derrubada, ela, consequentemente, vai ser mais preservada”, conclui Penido. Veja Mais

Manejo sustentável da pesca do piracuru ajuda a conservar a espécie no Pará

G1 Economia Com ajuda de ONG, pescadores do Baixo Amazonas garantem reprodução do maior peixe de escama do mundo, que corre risco devido à captura predatória. Manejo sustentável da pesca do piracuru ajuda a conservar a espécie no Pará Pescadores da região do Baixo Amazonas, no Pará, estão fazendo o manejo sustentável da pesca do piracuru, ajudando a conservar a espécie, que corre risco em meio à pesca predatória. Considerado o maior peixe de escama do mundo, o piracuru já não pode ser encontrado em 19% das 81 comunidades ribeirinhas pesquisadas pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Em outras 57%, ele está seriamente ameaçado. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Para garantir a reprodução da espécie, os 30 mil pescadores do Baixo Amazonas realizam uma contagem de piracurus no lago antes de pescar. Eles capturam apenas 30% deles e somente os adultos com, no mínimo, um metro e meio de altura. "Além disso, as comunidades que desenvolvem o manejo do pirarucu fazem a vigilância nesses ambientes aquáticos. Então, quase que diariamente, essas equipes estão indo verificar se não está tendo ação ilegal de outros pescadores", diz Poliana, da ONG Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema), que presta assessoria aos pecadores da região. Saiba mais no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Colheita do trigo no Rio Grande do Sul deve ser menor este ano

G1 Economia Com geada, fazendas gaúchas perderam, em média, 40% da produção. Porém, nesta safra, produtores estão recebendo mais pelo grão. Colheita do trigo no Rio Grande do Sul deve ser menor este ano A colheita do trigo no Rio Grande do Sul deve ser menor este ano, diante do clima desfavorável à cultura. As fazendas gaúchas perderam, em média, 40% da produção por conta da geada. "Nós temos agricultores com perdas de até 80% e temos outros com perdas menores", diz José Vanderlei Battirola Waschburger, gerente regional adjunto da Emater. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Na época do plantio, a Emater estimava que a safra chegaria a 2,100 milhões de toneladas. Porém, com a queda na produção, essa expectativa desse ser reduzida. "Apesar da diminuição da quantidade produzida, o produtor ainda tem uma pequena compensação porque o preço está em torno 70% maior do que na safra anterior", acrescenta Waschburger. O agricultor Arlindo Faoro é um dos agricultores que está contente com o preço. "Setenta reais o saco. Nesse patamar de preço nunca esteve, que eu me lembre", diz. Saiba mais no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Revendedoras de semijoias usam canais online para recuperar a clientela

G1 Economia Número de revendedoras dos acessórios cresceu 50% na crise, de acordo com fabricante. Revendedoras de semijoias usam canais online para recuperar a clientela Com o fechamento temporário de muitas lojas durante a pandemia, revendedoras de semijoias buscaram soluções online para manter a clientela nesse período. A procura por esse tipo de acessório, inclusive, aumentou, de acordo com uma fábrica do ramo. O faturamento de julho chegou a R$ 7 milhões, somando todos os pontos de venda que a fábrica tem no Brasil, e número de revendedoras cresceu 50% desde o início da crise. Veja todos os vídeos do PEGN Mas, para chegar até o cliente final, os meios utilizados são canais digitais. "Eu faço venda pelo Whatsapp, pelo Instagram. Se é no bairro, corre fazer entrega. Se é longe, correio. Então assim, eu passo mais tempo na rua do que na loja", disse Mariana Santos Grazzini, empresária. Dona de loja física há 22 anos, ela buscou alternativa quando se viu obrigada a fechar as portas por mais de 3 meses. O canal criado para ser apenas um complemento da loja física foi a solução para o caixa. “Todo dia marcando presença, pondo vídeo novo, fazendo stories. Isso me ajudou a ganhar visibilidade", comenta Mariana, sobre sua estratégia nas redes sociais. De brinco em brinco, de colar em colar, ela honrou todos os compromissos. O faturamento ainda não está igual ao de antes da pandemia. Caiu de R$ 30 mil por mês para R$ 20 mil. “Eu tô trabalhando mais. E acho que todo empreendedor hoje tá trabalhando mais pra ganhar menos. É natural. A gente tá se reinventando", afirmou Mariana. Curadoria dos produtos Apesar de vender online, a revendedora busca locais onde possa ver os produtos que leva para suas clientes. “Eu gosto de pegar, ver o material, essa é pra tal cliente, esse é pra outra cliente. Você faz uma curadoria de produtos muito mais rica, acho que você dá muito mais atenção pra tua compra e o segredo tá na compra", explica. Ela não é a única revendedora a conferir de perto como são os produtos. Isso é demonstrado pelo showroom cheio de uma das fábricas de semijoias. “Toda semana tem novidade. A gente acompanha muito a moda, as tendências, o que blogueira tá usando, tudo ela encontra aqui", afirma Letícia Vicentini, gerente de showroom. SEMIJOIAS REVENDEDORAS La Folie Complements Avenida Maria Amália Lopes de Azevedo, 89 loja 2- Vila Albertina São Paulo/SP - CEP: 02350-011 Telefone: (11) 22040891 Instagram: @lafoliecomplements Gazin SemiJoias Site: https://gazinsemijoias.com.br/ Instagram: https://www.instagram.com/gazinoficial/ Facebook: https://www.facebook.com/gazinoficial E-mail:sac@gazinsemijoias.com.br SAC: 0800 887 0869 Conheça empreendedores que se reinventaram na pandemia Veja Mais

Película adesiva ajuda a salvar a vida de pássaros

G1 Economia Feita de vinil, ela evita que aves batam em vidraças. Preço é a partir de R$ 72 o metro quadrado. Película adesiva ajuda a salvar a vida de pássaros A área verde de um clube hípico, em São Paulo, é a casa de várias espécies de pássaros. Mas o voo deles ficou mais perigoso depois que a sede foi ampliada e os pássaros começaram a bater nos vidros. O vidro reflete a imagem das árvores e confunde as aves. Para tentar resolver o problema, a coordenadora de meio ambiente do local, Marina Lima, improvisou e colocou fitas adesivas nas portas do prédio, mas o resultado não foi satisfatório. “Essa construção foi feita mais recentemente e começaram a bater pássaros no vidro", explicou Marina. “Uma batida forte mesmo, mata na hora". A solução veio com uma película que evita até 98% das colisões. Feita de vinil e com pequenas figuras impressas, ela conta com 23 modelos. Os adesivos eliminam a ilusão e o problema para os pássaros, desde que a distância entre as figuras fique em até 10 cm umas das outras. Vendas em alta O tipo mais vendido é o de bolinhas, em cinza, uma cor neutra. A empresária Eloiza Besouchet foi quem vendeu a película para a hípica. Segundo ela, a procura pelo produto este ano dobrou em relação ao mesmo período de 2019. “Os relatos que eu recebo dos clientes me deixam muito contente", disse Eloiza. No Brasil, não existem números precisos sobre esse tipo de incidentes com pássaros. Mas, só nos Estados Unidos, a estimativa é a de que quase 600 milhões de pássaros morram, em média, todo ano por choques contra vidros nas cidades. Eloiza terceiriza toda a produção, e só vende pela internet. O preço é a partir de R$ 72 o metro quadrado. Veja todos os vídeos do PEGN Película Chic Rua dos Cumurupis, 121 - Jurerê Internacional Florianópolis/SC - CEP: 88053-464 Telefone: (48) 3232-6471/ (48) 98824-5678 E-mail: atendimento@peliculachic.com.br Site: https://www.peliculachic.com.br Instagram: @peliculachic Reveja vídeos mais assistidos do Pegn: Veja Mais

Morre Lee Kun-hee, presidente da Samsung

G1 Economia Sul-coreano tinha 78 anos e transformou a Samsung em um dos maiores conglomerados de tecnologia do mundo. Lee Kun-hee em foto de arquivo, em Seoul, em 10 de março de 2011. REUTERS/Lee Jae-Won/File Photo O presidente da empesa de tecnologia Samsung, Lee Kun-hee, morreu aos 78 anos neste domingo (25) (horário local), informou a companhia da Coreia do Sul. De acordo com comunicado, Lee, que já estava hospitalizado em Seul, passou os últimos momentos ao lado dos familiares, incluindo seu filho Lee Jae-yong — que, com a doença do pai, lidera a Samsung. Não se sabe a causa da morte. Ele foi hospitalizado em Seul em maio de 2014, quando sofreu ataque cardíaco. Lee, então, recebeu um procedimento para evitar a geração de material tóxico nos vasos sanguíneos ao desacelerar o metabolismo. Na década de 1990, o magnata se recuperou de um câncer pulmonar. "Todos nós na Samsung vamos celebrar sua memória e somos gratos pela jornada que compartilhamos com ele", diz o texto. Crescimento da empresa e problemas na Justiça Nascido em 1942, Lee ajudou a transformar a pequena empresa de seu pai, Lee Byung-chull, no maior conglomerado sul-coreano. Desde que assumiu a liderança da companhia em 1987, ele acompanhou a transição da Samsung como fabricante de televisores rumo à maior produtora de smartphones e chips de memória. Com isso, o magnata se tornou o homem mais rico da Coreia do Sul, com fortuna estimada em US$ 20,7 bilhões, segundo a Bloomberg. Lee também se envolveu em problemas com a Justiça envolvendo pagamentos de propinas a ex-presidentes. Um deles, Lee Myung-bak, que governou a Coreia do Sul entre 2008 e 2013, foi condenado em 2018 a 15 anos de prisão por aceitar US$ 5,4 milhões de propinas da Samsung para conceder perdão ao chefe da empresa por sonegação de impostos. Um dos filhos de Lee Kun-hee, Lee Jae-yong tomou o controle da empresa sem que o pai deixasse a presidência por causa da doença e também se envolveu em problemas na Justiça. O herdeiro foi condenado em 2017 a 5 anos de prisão por pagamento de propinas a outra ex-presidente, Park Geun-hye, que sofreu impeachment. Ele deixou a prisão no ano seguinte. As relações de Lee com o poder da Coreia do Sul transformaram a Samsung em uma das maiores impulsionadoras do desenvolvimento econômico do país asiático: sozinha, a empresa de tecnologia responde por 20% do capital na maior bolsa de valores sul-coreana. VÍDEOS mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

O Assunto #306: ESPECIAL ELEIÇÕES - redes sociais e desinformação

G1 Economia Em 2018, as fake news e os disparos ilegais de mensagens em massa inundaram as redes. Para as eleições municipais deste ano, o TSE e as próprias plataformas adotaram novas regras para barrar a desinformação. Será suficiente? Você pode ouvir O Assunto no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. Na campanha de 2018, notícias falsas e outros expedientes fraudulentos inundaram as redes. Dois anos e muita discussão depois, chegamos às eleições municipais com novas regras, adotadas pelo TSE na tentativa de amenizar o problema. Elas se somam a algumas iniciativas tomadas, sob pressão, pelas próprias plataformas. Mas qual será o peso das redes em uma campanha curta, limitada pela pandemia e pautada mais por questões locais do que por guerra ideológica? E as medidas anunciadas: serão capazes de civilizar a disputa no ambiente virtual ou se trata, no melhor cenário, de enxugar gelo? No quarto episódio da série especial de O Assunto sobre o pleito municipal, Renata Lo Prete debate estas e outras questões com Thiago Rondon e Pablo Ortellado. Thiago, programador, está à frente da Coordenação Digital de Combate à Desinformação do TSE. Pablo, doutor em filosofia, é professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP. A série terá dez episódios, lançados sempre aos sábados. O que você precisa saber: Veja o que as redes sociais anunciaram para conter a desinformação nas eleições de 2020 'Fake news' são motivo de preocupação para 86% dos internautas, diz pesquisa O Assunto #289: ESPECIAL ELEIÇÕES - reeleição na pandemia O Assunto #294: ESPECIAL ELEIÇÕES - PMs e militares nas urnas O Assunto #300: ESPECIAL ELEIÇÕES - violência na política Eleições 2020: como consultar o número do título de eleitor Eleições 2020: conheça regras e saiba o que candidato e eleitor podem e não podem fazer A partir deste sábado (3) vai ao ar, semanalmente, uma edição especial com análises sobre as eleições municipais e convidados especiais. Apresentado por Renata Lo Prete, ‘O Assunto – Especial Eleições’ terá 10 episódios, disponíveis no G1 e em plataformas digitais de áudio. Renata Lo Prete destaca a importância de debater o tema, já que o resultado das eleições municipais tem interferência direta na rotina diária dos brasileiros. “A série ‘Especial Eleições’ vai discutir os temas mais relevantes do pleito deste ano em conversas com cientistas políticos, especialistas em pesquisas e demais profissionais da área. Serão episódios de debates de ideias, voltados para disputas específicas, sem interferência no material que disponibilizamos nos outros dias da semana”, explica a apresentadora. Com mais de 37 milhões de downloads, é uma fonte de informação para o jovem: 40% do seu público tem entre 15 e 34 anos. Desde a estreia do podcast, foram quase 300 episódios com cerca de 400 entrevistados sobre temas como política, economia, meio ambiente, saúde, cultura e educação. O podcast O Assunto é produzido por: Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Giovanni Reginato, Mônica Mariotti, Renata Bitar. Neste episódio colaborou também: Beatriz Souza. Apresentação: Renata Lo Prete Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado. Veja Mais

Bolsas de NY têm perdas na semana, com dúvidas sobre estímulos fiscais nos EUA

G1 Economia Poucos investidores acreditam que um acordo para lançar o pacote de estímulos será aprovado antes da eleição presidencial. Os índices acionários de Nova York fecharam a sessão desta sexta-feira (23) sem direção única, mas encerraram a semana com perdas, interrompendo uma sequência de três semanas consecutivas de alta para o Dow Jones e o S&P 500, e de quatro para o Nasdaq. Após ajustes, o Dow Jones fechou em queda de 0,10%, a 25.335,57 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,34%, a 3.465,39 pontos, e o Nasdaq avançou 0,37%, a 11.548,28 pontos. No acumulado semanal, o Dow Jones recuou 0,95%, o S&P 500 caiu 0,53% e o Nasdaq cedeu 1,06%. As movimentações do mercado acionário americano em grande parte refletiram as expectativas dos investidores em relação às negociações de um novo pacote de estímulos fiscais nos EUA. Hoje, os índices receberam algum suporte dos comentários de ontem da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, que disse que as negociações com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, estavam "quase lá" em termos de resolver algumas das áreas mais espinhosas de desacordo entre as partes. Poucos investidores acreditam, porém, que um acordo consiga ser aprovado - e muito menos implementado - antes da eleição marcada para o dia 3 de novembro, com vários dos senadores republicanos já se declarando contrários a um grande plano de gastos de cerca de US$ 2 trilhões. O líder do Senado, o republicano Mitch McConnell, se recusou ontem a se comprometer com uma votação pré-eleitoral sobre um pacote de estímulos fiscais. Pelosi e Trump trocam acusações sobre estímulo fiscal referente à Covid-19 Os investidores avaliam agora a possibilidade de que uma ampla vitória democrata em novembro, com o partido tomando o controle da Casa Branca e de maiorias na Câmara dos Deputados e no Senado simultaneamente - uma chamada "onda azul" - poderia destravar as negociações, permitindo a aprovação de um pacote bem maior de auxílio no ano que vem. Eleições nos EUA 2020: por que o presidente dos EUA é sempre dos partidos Republicano ou Democrata Em debate mais contido, Trump e Biden divergem sobre pandemia e trocam ataques pessoais As ações do setor financeiro receberam um impulso ontem e fecharam próximas da ponta positiva do S&P 500 após os comentários de Pelosi. Na semana, o setor subiu 1,03% e foi um dos quatro setores que encerraram a semana com ganhos, ao lado das ações de serviços de comunicação (+2,13%), de serviços de utilidade pública (+1,18%) e de energia (+0,52%). Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Juros futuros têm forte alta após IPCA-15; dólar se mantém em leve queda

G1 Economia Alta de 0,94% da prévia de inflação de outubro pegou o mercado de surpresa. Os números de inflação acima do esperado pelo consenso do mercado impuseram alta firme aos juros futuros na manhã desta sexta-feira (23), especialmente nos trechos de prazo mais curto prazo da curva. A alta de 0,94% do IPCA-15 em outubro, acima do teto das expectativas dos analistas consultados pelo Valor, pegou o mercado de surpresa e, agora, os investidores voltam a embutir prêmio na curva de juros. Nos últimos dias, elas haviam exibido queda firme diante dos ruídos menos intensos em torno da questão fiscal. Nos juros mais longos, o processo perde força, ao mesmo tempo em que o dólar opera em queda ante o real, de olho no exterior. Este era o cenário da Taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) por volta de 9h40: Taxa DI para janeiro de 2022 saltava de 3,27% para 3,38%; Taxa DI para janeiro de 2023 subia de 4,65% para 4,75%; Taxa DI para janeiro de 2025 avançava de 6,45% para 6,49%; Taxa DI para janeiro de 2027 passava de 7,37% para 7,38%. No mesmo horário, o dólar era negociado a R$ 5,5834 (-0,18%) no mercado à vista, com os agentes atentos aos movimentos do câmbio no exterior. Se a quinta-feira foi marcada por um aumento da inclinação da curva, que foi pressionada pela oferta mais expressiva de papéis prefixados de longo prazo pelo Tesouro Nacional, a sexta-feira é marcada por uma perda dessa inclinação diante da alta significativa das taxas de curto prazo. Embora o risco fiscal e a inflação de curto prazo mais alta façam com que a curva precifique níveis bastante elevados para a Selic no fim de 2021, analistas mantêm a avaliação de que as pressões inflacionárias devem ter pouca influência na decisão do Copom na próxima semana. “O Banco Central até agora fez poucas menções à alta dos preços de alimentos e suspeitamos que o tom da comunicação deve permanecer o mesmo, diz o economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, William Jackson, que espera a manutenção da Selic em 2% ao menos até o fim de 2021. Com a pressão inflacionária recente, os números de inflação implícita, apurados por meio dos movimentos das NTN-Bs, mostram que os preços de mercado também têm se comportado da mesma forma. Dados da Renascença mostram que a implícita medida pela NTN-B para maio de 2021 está em 4,99%, enquanto a inflação medida pelo papel que vence em agosto de 2022 está em 3,98%. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

O Assunto #305: EUA x Google, duelo de gigantes

G1 Economia Justiça americana acusa a empresa de tecnologia de práticas ilegais para garantir a liderança em buscas e anúncios na internet - o processo promete ser a maior ação antitruste em décadas. Você pode ouvir O Assunto no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. A empresa que virou sinônimo de busca na internet, carro-chefe da quarta holding do mundo em valor de mercado, está na mira da Justiça americana. Naquela que promete ser a maior ação antitruste em décadas, o governo acusa o Google de práticas ilegais, que teriam por objetivo manter sua liderança absoluta como ferramenta de pesquisa e veículo de anúncios na internet. Neste episódio, a jornalista da Globo em Nova York Candice Carvalho resume o contencioso, antecipa os próximos passos e avalia as perspectivas nos tribunais. Renata Lo Prete entrevista também o professor da UERJ Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro. Ele explica as características de um processo antitruste, compara o caso do Google ao da Microsoft, ocorrido no final da década de 90, e aponta possíveis desfechos e consequências. O que você precisa saber: Google é processado pelo Departamento de Justiça dos EUA por monopólio em sistema de buscas Comissão do Congresso dos EUA aponta práticas anticompetitivas de Apple, Amazon, Facebook e Google Japão deve juntar forças com EUA e Europa para regular gigantes de tecnologia Fabricantes chinesas de smartphone se unem para enfrentar Play Store do Google Processo contra o Google nos EUA: veja o que se sabe Práticas de mercado O que configura infração à ordem econômica e à livre concorrência? Como denunciar más práticas de mercado? O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Renata Bitar, Vitor Muniz e Danniel Costa. Apresentação: Renata Lo Prete Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado. Veja Mais

Liberados para o pequeno investidor, negócios com BDRs somam 31,5 mil nesta quinta-feira

G1 Economia Desempenho ficou muito acima da média diária deste ano, que é de 1.060 negócios, segundo um levantamento da Economatica. Já o volume financeiro somou R$ 140 milhões. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP A B3, bolsa de valores de São Paulo, registrou 31,5 mil negócios com BDRs (Brazilian Depositary Receipts) nesta quinta-feira (22), de acordo com um balanço divulgado pela Economatica. O desempenho ficou muito acima da média diária deste ano, que é de apenas 1.060 negócios. Nesta quinta, a B3 abriu a possibilidade de que investidores comuns negociem BDRs. Tratam-se de títulos lastreados em ETFs e ações de empresas estrangeiras negociadas dentro do Brasil. BDRs são liberados para pequenos investidores nesta quinta-feira (22) Essa nova possibilidade permite que se invista em companhias de capital aberto fora do país – como Apple, Amazon, Google e outras – sem a necessidade de abrir conta em corretoras no exterior. Antes da mudança, apenas investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão em investimentos) tinham acesso a esse produto financeiro. Saiba mais sobre BDRs no podcast Educação Financeira. PODCAST: BDRs e outras oportunidades de investimento no exterior Já o volume financeiro registrou um crescimento mais modesto, segundo a Economatica. Somou R$ 140 milhões nesta quinta-feira. A média diária até 21 de outubro foi de R$ 77,3 milhões. Pelo levantamento, a maior quantidade de negócios foi registrada com papéis de Apple (6.010), Tesla (4.525), Alphabet (3.045), Mercado Livre (2.795) e Facebook (2.754). Em volume financeiro, a liderança foi da Tesla (R$ 19 milhões). Na sequência, apareceram Apple (R$ 18,7 milhões), Mercado Livre (13,5 milhões), Alibaba (11,2 milhões) e Amazon (R$ 9 milhões). VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Governo lança eSocial simplificado e anuncia programa para revisar normas trabalhistas

G1 Economia Novo formulário terá menos campos e será mais fácil de preencher, diz Ministério da Economia. Pasta quer consolidar, em até dez documentos, 2 mil regras do antigo Ministério do Trabalho. O governo federal lançou nesta quinta-feira (22) um formulário simplificado para o eSocial – plataforma de registro de informações para o cumprimento de obrigações trabalhistas, tributárias e previdenciárias. Segundo o Ministério da Economia, as mudanças no formulário (veja lista abaixo) simplificam o preenchimento de informações e eliminam campos desnecessários. A pasta diz que o novo formato atende reivindicações do setor produtivo sem prejudicar a manutenção das informações. Durante a cerimônia de lançamento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, revogou 48 portarias e assinou uma nova norma regulamentadora de saúde e segurança do agronegócio. A cerimônia no Palácio do Planalto contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades. O programa de revisão de regras foi nomeado de “Descomplica Trabalhista”. Segundo o Ministério da Economia, o programa de eliminação da burocracia revisará 2 mil documentos do antigo Ministério do Trabalho, que serão consolidados em menos de dez atos. O órgão afirma que a revisão das normas faz parte de um esforço do governo para diminuir o chamado “custo Brasil” e facilitar a vida de trabalhadores e empregadores. Em julho de 2019, o governo anunciou a revisão de 36 regras de proteção da saúde e da segurança de trabalhadores. Em 2019, governo disse que acabaria com o eSocial; relembre Mudanças no eSocial Segundo o Ministério da Economia, o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) passará a ser a única identificação do trabalhador no eSocial. Com isso, o empregador ficará dispensado de fazer referência a outros números cadastrais como PIS e Pasep. Também foram excluídos os pedidos de informações que já constam nas bases de dados do governo federal, como os números do Registro Geral (RG) e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O Ministério da Economia disse que uma parceria do eSocial com as juntas comerciais permitirá registrar os empregados no momento de inscrição da empresa. De acordo com a pasta, os módulos de Empregador Doméstico e do Microempreendedor Individual (MEI) passaram por transformações de facilitação que incluem o lançamento automático do 13º salário e a inclusão de um assistente virtual. Nova norma do agronegócio Na cerimônia desta quinta, o ministro Paulo Guedes assinou a nova norma regulamentadora da saúde e segurança em agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. Segundo o ministério, ela foi aprovada em consenso entre trabalhadores e empregadores na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP). De acordo com o ministério, um dos pontos mais importantes da revisão da norma é o fim da exigência de aplicação de normas urbanas no meio rural sem levar em conta as peculiaridades do setor. Segundo a pasta, esse item causava confusão no produtor rural, que não sabia qual norma atender – o que, para o governo, era um fator de insegurança jurídica. Veja Mais

Google Play Música é encerrado e substituído pelo YouTube Music

G1 Economia Aplicativo não vai funcionar mais no Android e na web, mas usuários têm opção de migrar para outro serviço da empresa. Aplicativo Google Play Música vai deixar de funcionar no Android e na web. FirmBee/Pixabay O Google começou a encerrar o acesso ao aplicativo Play Música no Android e no computador para os usuários no Brasil nesta semana. Ao abrir o app no celular, as pessoas são avisadas de que o app não está mais disponível, junto com a opção de transferir músicas e playlists o YouTube Music, o serviço de streaming do Google. Um segundo botão mostra a alternativa de baixar a biblioteca para o computador ou celular. Aviso no app Google Play Música diz que usuários podem migrar para o YouTube Music. Reprodução Ao acessar o Google Play Música pelo computador, uma página exibe uma mensagem similar. Ainda não está claro se as faixas transferidas terão limitações na versão gratuita do YouTube Music, que toca anúncios entre as músicas e não permite o download para ouvir sem internet. O G1 entrou em contato com o Google e, até a publicação desta reportagem, não obteve resposta. O Play Música deixa de funcionar a partir de agora, mas os usuários podem baixar seus dados e músicas até dezembro. Depois dessa data, o material será apagado. Saiba mais: YouTube Music tenta diminuir distância entre streaming e artistas Os planos de migração tinham sido anunciados pelo Google em agosto, e fazem parte da estratégia da empresa de centrar seus esforços no YouTube Music. Como transferir as músicas Para fazer a migração para o outro serviço do Google, é só apertar no botão "Mudar para o YouTube Music", que aparece ao abrir o aplicativo. De acordo com o Google, são transferidas a biblioteca do Google Play Música, com: as músicas enviadas e compradas; as playlists e várias estações; álbuns e músicas na sua biblioteca; as faixas com marcações "Gostei" e "Não gostei"; as informações de faturamento da assinatura se você for um assinante do Google Play Música. Veja os vídeos mais vistos do G1 Veja Mais

Postos do trabalhador têm 49 vagas com carteira assinada em Piracicaba e Limeira

G1 Economia São 35 vagas em Piracicaba e 14 em Limeira, para diferentes cargos e níveis de escolaridade. Trabalhador segura carteira de trabalho Amanda Perobelli/Reuters Piracicaba (SP) e Limeira (SP) estão com, ao todo, 49 vagas de emprego com processo seletivo em andamento nesta quinta-feira (22). As oportunidades são para diversos setores e escolaridades, mas podem ser encerradas sem aviso prévio. Em Piracicaba são 35 vagas. Para se candidatar é necessário enviar um e-mail para entrevistacatpiracicaba@gmail.com informando a vaga de interesse. É preciso anexar RG e CPF, além dos comprovantes dos requisitos. Os detalhes podem ser conferidos no painel de vagas. Os interessados em se candidatar para qualquer uma das 14 vagas em Limeira (SP) devem enviar o currículo para o e-mail de cada oportunidade. Para mais detalhes, acesse o site da prefeitura. Piracicaba Advogado com OAB; Ajudante de Marceneiro; Ajudante de Obras; Analista de Logística; Analista de Marketing; Aprendiz de mecânico de máquinas agrícolas; Auxiliar de Cortes de Frios; Auxiliar de Cozinha; Caldeireiro I; Caldeireiro II; Carpinteiro; Consultor de Vendas; Mecânico de Carros; Mecânicos de máquinas agrícolas; Motorista Borracheiro; Motorista Carreteiro; Operador de Caixa; Operador de ETE; Operador de Loja; Pedreiro; Revendedor de Lingerie Autônomo; Soldador; Técnico em campo; Técnico em Eletrônica; Técnico em Informática; Técnico Inspeção de Tráfego I; Técnico Inspeção de Tráfego I (PCD); Torneiro Mecânico; Operador De Guincho Leve. Limeira Auxiliar administrativo; Auxiliar de enfermagem; Auxiliar de manutenção predial; Costureira; Cozinheiro; Motoboy; Motorista de caminhão; Operador de caixa; Operador de central de utilidades; Operador de loja; Preparador de máquinas de usinagem; Projetista; Vendedor interno; Vistoriador de automóveis. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba Veja Mais

Pelosi e Casa Branca mostram otimismo sobre negociações para acordo de estímulo fiscal nos EUA

G1 Economia Democratas e republicanos tentam chegar a um acordo sobre um pacote de US$ 2 trilhões antes das eleições presidencial e parlamentar de 3 de novembro. Presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, fala durante uma coletiva de imprensa no Capitólio em Washington nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2020 J. Scott Applewhite/AP A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta quinta-feira (22) que os negociadores estavam progredindo nas tratativas com o governo Trump para outra rodada de ajuda financeira em meio à pandemia de Covid-19 e que o texto legislativo poderia ser elaborado "em breve". Pelosi, o principal nome democrata no Congresso, deve retomar as negociações com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ainda nesta quinta, enquanto os dois lados tentam chegar a um acordo sobre um pacote de US$ 2 trilhões antes das eleições presidencial e parlamentar de 3 de novembro. "Estamos no bom caminho", disse ela em entrevista à MSNBC, acrescentando que vê progresso. "Estamos chegando mais perto." O presidente Donald Trump – que é republicado e recentemente pediu mais estímulo enquanto segue atrás do candidato democrata à Presidência, Joe Biden, em pesquisas nacionais de intenção de voto – pareceu lançar dúvidas sobre um acordo na quarta-feira ao dizer que não via nenhuma maneira de os democratas concordarem com um pacote de estímulo. "O foco principal deles é SOCORRER cidades e Estados democratas mal administrados (e com alto índice de criminalidade)", escreveu Trump no Twitter. Mas na manhã desta quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca Alyssa Farah disse à Fox Business Network: "Este é realmente o mais otimista que já estivemos sobre um acordo." Pelosi disse que os dois lados estão reduzindo as diferenças sobre como atacar a pandemia e também acerca da ajuda aos governos estaduais e locais, fator este que tem sido um grande obstáculo. "Estamos chegando mais perto do que precisamos fazer: acabar com o vírus, honrar nossos heróis, nossos governos estaduais e locais", disse Pelosi. Ela disse que as negociações também se concentraram em créditos fiscais para ajudar os norte-americanos de baixa renda duramente atingidos pela pandemia, que matou mais de 221 mil pessoas e deixou milhões sem emprego. Mas um acordo abrangente enfrenta resistência dos republicanos do Senado, que têm expressado preocupação com o crescente déficit federal. "O projeto de lei sobre isso provavelmente será maior do que eu gostaria, e estou muito desconfortável com isso", disse o senador republicano Marco Rubio à CNBC. "Dito isso, acho que o preço de não fazer algo é ainda mais alto." O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, o principal republicano no Congresso, também não quer levar um grande projeto de lei ao plenário do Senado antes da eleição, já que se concentra em tentar confirmar a indicada para a Suprema Corte, Amy Coney Barrett. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

PIX: 762 instituições são aprovadas para oferecer o serviço na estreia

G1 Economia Segundo o BC, serviço entra em operação no dia 16 de novembro; cadastramento de pessoas físicas segue normalmente. Entenda o que é e como vai funcionar o PIX O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (22) que 762 instituições financeiras foram aprovadas para operar na estreia do PIX, novo sistema de pagamentos instantâneo brasileiro. O serviço começa a operar no dia 16 de novembro, em todo o país. Bancos, fintechs e outras financeiras aprovadas passaram por uma bateria de testes para oferecer o serviço na inauguração com segurança e dentro dos requisitos exigidos. Veja perguntas e respostas sobre o PIX Confira a página especial do G1 sobre o PIX Conheça os procedimentos de segurança As inscrições haviam encerrado no dia 16 de outubro. Segundo o BC, o processo de adesão será reaberto em 1º dezembro, aberto de forma permanente. "A quantidade e a diversidade das instituições que estão aptas a ofertar o PIX reforçam o caráter aberto e universal do arranjo de pagamento, evidenciam a grande competitividade que o PIX traz ao mercado e demonstram o forte engajamento dos diversos agentes para a adoção do PIX", diz o BC em nota. O cadastramento de clientes segue normalmente, sem prazo de encerramento. Para participar, é necessário cadastrar a Chave PIX por meio da plataforma da instituição financeira que o cliente mantém conta. Saiba mais aqui. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Confiança do comércio cresce 10,5% em outubro, diz CNC

G1 Economia Pela primeira vez em seis meses, o índice volta ao patamar de otimismo, acima dos 100 pontos. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), teve crescimento de 10,5% entre setembro e outubro de 2020, para 103,1 pontos. A queda foi de 15,1% na comparação com outubro do ano passado. Contratação de temporários para o Natal será a menor em cinco anos, prevê CNC Pela primeira vez em seis meses, o índice volta ao patamar de otimismo, acima dos 100 pontos. De acordo com a entidade, foram recuperados 36,5 pontos desde junho, quando o indicador registrou o pior resultado da série histórica. “Mesmo no contexto de pandemia, as perspectivas são de melhor desempenho do varejo no último trimestre, que será favorecido pelo aumento do faturamento com datas como a Black Friday e o Natal”, informou o presidente da CNC, José Roberto Tadros, em comunicado. Segundo a CNC, o índice de satisfação de comerciantes com as condições atuais teve aumento importante, chegando a 71,9 pontos. Foram três meses de aumento, renovado pelo aumento de 27,9% em outubro. Ainda assim, o comparativo com 2019 ainda está 25,4% menor que outubro passado. As perspectivas em relação à economia melhoraram 37,7% no mês em relação a setembro, chegando a 57 pontos. A queda durante a pandemia foi de 90 pontos. Contratação de temporários vai exigir novas habilidades para esse Natal O indicador de expectativas para o curto prazo segue em campo positivo, com 147,7 pontos. Em outubro, avançou 4,9%, pelo quarto mês consecutivo. Inclusive, as intenções de investimento subiram 8,2%, em terceira alta seguida e acumulando 89,7 pontos. A contratação de funcionários retornou ao azul, com 117,1 pontos e 14,2% de aumento. Por outro lado, o indicador de estoques foi o único a ter redução em outubro, com queda de 1%. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia| em G1 / Economia Veja Mais

Auxílio Emergencial: 5,4 milhões terão acesso a parcela do benefício nesta quinta

G1 Economia Beneficiários do Bolsa Família com NIS final 4 vão receber 2ª parcela de R$ 300. Caixa também libera saques e transferências para trabalhadores fora do programa aniversariantes em novembro. Mais 5,4 milhões de pessoas terão acesso a parcelas do Auxílio Emergencial nesta quinta-feira (22). Vão receber a 2ª parcela de R$ 300 os 1,6 milhão de trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, cujo número final do NIS é 4. Também nesta quinta, a Caixa Econômica Federal (CEF) libera saques e transferências de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 3,8 milhões de beneficiários do programa que não fazem parte do Bolsa Família, que tiveram o dinheiro creditado em poupança social digital no último dia 28 de setembro. Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Para quem é do Bolsa Família, o auxílio é pago da mesma forma que o benefício original. Outras duas parcelas de R$ 300 ainda serão pagas, em novembro e em dezembro. Para os trabalhadores fora do Bolsa, os saques são de parcelas do benefício original, de R$ 600. Os beneficiários já podiam usar os recursos para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual (veja no calendário mais abaixo). Auxílio emergencial: veja as mudanças em 1 minuto Parcelas extras de R$ 300 No final de setembro, o governo divulgou as datas de pagamento das parcelas extras do Auxílio, de R$ 300, para beneficiários fora do Bolsa Família. Veja aqui como ficou o calendário, e aqui para tirar dúvidas sobre as novas parcelas. VEJA QUEM PODE MOVIMENTAR A PARTIR DESTA QUINTA: Trabalhadores do Bolsa Família cujo número do NIS termina em 4: vão receber a 2ª parcela de R$ 300 Trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app poderão sacar ou transferir: 3,8 milhões de nascidos em novembro: - aprovados no primeiro lote poderão sacar a quinta parcela; - aprovados no primeiro lote, mas que tiveram o benefício suspenso, poderão sacar a quinta parcela - aprovados no segundo lote poderão sacar a quarta parcela; - aprovados no terceiro lote poderão sacar a terceira parcela; - aprovados no quarto lote poderão sacar a terceira parcela; - aprovados no quinto lote poderão sacar a segunda parcela; - aprovados no sexto lote poderão sacar a segunda parcela; - aprovados no sétimo lote poderão sacar a primeira parcela; - reavaliados (que tiveram o benefício suspenso em agosto) poderão sacar todas as parcelas já recebidas em poupança digital Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Clique aqui para ver o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial. Veja os últimos vídeos sobre o Auxílio Emergencial t Veja Mais

Pelosi diz que ainda há perspectiva para um pacote de auxílio nos EUA

G1 Economia Nesta quarta-feira (21), a presidente da Câmara dos Estados Unidos seguiu em negociação com o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin. Acordo pode sair depois da eleição presidencial. A presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta quarta-feira (21) que ainda há a perspectiva de um acordo sobre mais auxílio em resposta à Covid-19, apesar da resistência dos republicanos do Senado, e acrescentou estar otimista de que um consenso será alcançado, mas disse que isso pode não acontecer antes das eleições. Pelosi, que atualmente ocupa o mais alto cargo entre os democratas eleitos, continuou as tratativas com o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, na tarde desta quarta-feira, e um porta-voz da presidente afirmou que eles estavam mais perto de "colocar tinta no papel", em referência à elaboração de um texto legislativo. Mais cedo, em entrevista à MSNBC, Pelosi afirmou querer que o projeto fosse aprovado antes das eleições de 3 de novembro, embora o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, não tenha sido um entusiasta apoiador. "Estou otimista, porque mesmo com o que Mitch McConnell diz -'Não queremos fazer isso antes das eleições' - vamos continuar trabalhando para que possamos fazer isso depois das eleições", disse ela à MSNBC. "Queremos isso antes, mas, novamente, quero que as pessoas saibam, a ajuda está a caminho." O presidente Donald Trump, que está atrás nas pesquisas nacionais de intenção de votos a apenas dias da data das eleições, tem cada vez mais pedido por medidas, mas uma proposta de alívio abrangente tem encontrado resistência entre os republicanos do Senado. Joe Biden lidera intenções de voto com margem de 9 pontos percentuais sobre Trump Pacote de trilhões Pelosi e Mnuchin estão acertando detalhes de um pacote de alívio que pode ficar na casa dos US$ 2,2 trilhões, montante pelo qual os democratas têm pressionado por meses. McConnell não quer apresentar ao Senado um grande projeto de alívio relacionado ao coronavírus antes das eleições, disse um assessor republicano, enquanto tenta confirmar a nomeação da indicada de Trump para a Suprema Corte, Amy Coney Barrett. Um homem passa por uma loja que está fechando devido à crise provocada pela pandemia de coronavírus em Winnetka, Illinois, nos EUA, em foto de junho de 2020 Nam Y. Huh/AP O chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, afirmou nesta quarta-feira que a Casa Branca agora mira US$ 1,9 trilhão em alívio. Meadows conversou com a Fox News após almoçar com senadores republicanos, os quais, segundo ele, estão preocupados com política, bem como com o custo de um novo pacote. "Não acho que nossas chances melhoram após a eleição", disse Meadows à Fox. Alguns republicanos do Senado também disseram nesta quarta-feira que pode ser mais difícil conseguir que um pacote de alívio seja aprovado após as eleições. "Se vamos fazer isso neste ano, acho que é agora ou nunca", disse o senador Roy Blunt. Outros republicanos continuaram a expressar preocupação com as propostas em discussão. O senador Steve Daines, que está numa acirrada campanha por reeleição pelo Estado de Montana, disse que um "grande ponto de discórdia" são os gastos propostos pelos democratas em ajuda aos governos estaduais e locais e que se opõe à ideia de que alguns Estados com problemas orçamentários sejam "resgatado" por outros. "Queremos que algo seja aprovado, mas fazer com que os contribuintes de Montana salvem a Califórnia e Nova York não é a coisa certa a se fazer." Os republicanos do Senado propuseram um auxílio menor e direcionado para ajudar uma economia que ainda se recupera da pandemia, que infectou 8,3 milhões de norte-americanos. Mas os democratas parecem igualmente determinados a não concordar com propostas de auxílio direcionado, à medida que um acordo abrangente mais amplo parece próximo. Um plano de auxílio republicano de US$ 500 bilhões não conseguiu superar uma obstrução processual no Senado nesta quarta-feira, quando os democratas votaram para bloqueá-lo. O porta-voz de Pelosi, Drew Hammill, escreveu no Twitter que Pelosi e Mnuchin conversariam novamente na quinta-feira. Depois de aprovar rapidamente mais de US$ 3 trilhões em alívio meses atrás, com o objetivo de enfrentar o grave dano humano e econômico causado pela pandemia de Covid-19, o Congresso não passou nenhuma nova medida desde abril para responder a uma doença que matou mais de 221 mil norte-americanos. Trump insiste que um acordo bipartidário entre Pelosi e Mnuchin receberia o número de votos necessários para a aprovação no Senado, onde os republicanos detêm uma maioria de 53 a 47. Com pesquisas de opinião mostrando eleitores culpando Trump pela forma como tem lidado com a pandemia, os republicanos também correm o risco de perder a maioria no Senado. Isso fez com que alguns membros voltassem às tradicionais preocupações republicanas sobre disciplina fiscal. Eleição nos EUA 2020: como Trump ainda pode ganhar a disputa pela Presidência Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

Vendas de máquinas agrícolas no Brasil podem crescer até 10% em 2020, diz especialista

G1 Economia Após incertezas em meio à pandemia, setor pode fechar o ano no azul, diante da necessidade de renovação de frotas e retomada de investimentos, diz vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul, Rafael Miotto. Trator na lavoura de soja em Mato Grosso Reprodução/TVCA Depois de um período de incertezas pela pandemia, a indústria de máquinas agrícolas do Brasil pode fechar o ano no azul, com alta de 5% a 10% nas vendas ao agricultor, puxada pela necessidade de renovação na frota de tratores e colheitadeiras, e pela retomada de investimentos do setor de grãos. É o que estima o vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul, Rafael Miotto, citando que há uma "recuperação consolidada" na venda direta aos agricultores. De onde vem o que eu como: à frente dos carros, máquinas agrícolas já estão próximas da autonomia completa Para as vendas a concessionárias, no entanto, o executivo vê um processo mais lento e um avanço mais modesto no desempenho anual, em torno de 5%. "Temos uma base de demanda... necessidade de renovar o parque de máquinas (para atualizar a tecnologia) e esse momento de remuneração muito boa, com a safra sendo vendida antecipadamente, e bons preços", afirmou à Reuters. Segundo ele, 2020 tinha potencial para ser um ano de recorde nas vendas de máquinas, considerando o cenário atual de preços das commodities, mas os impactos do coronavírus que ocorrem "fora da porteira" limitam a ampliação de investimentos. "A pandemia não afeta o produtor, mas afeta todo o entorno dele. Ele está sendo cuidadoso", acrescentou. Comércio de máquinas agrícolas aumentam em 2020 Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que, entre janeiro e setembro, foram vendidas no mercado interno 33,28 mil unidades de máquinas agrícolas e rodoviárias, aumento de 0,9% ante mesmo período do ano anterior. Até o primeiro semestre, a comercialização recuava 1,3% na comparação com o intervalo equivalente de 2019, para 19,64 mil unidades, pressionada pelos meses de pico da Covid-19. Se por um lado a pandemia trouxe incertezas no primeiro semestre, por outro, o surto da doença impulsionou o dólar que, por sua vez, tornou as commodities agrícolas mais competitivas para exportação. Soma-se a isso uma forte demanda, principalmente da China por soja, e o agricultor disparou na comercialização antecipada --fator determinante para a reação no mercado de máquinas. "Este cenário mostra que já temos potencial para crescimento no ano que vem. Temos que ter um pouco de cautela, mas minha opinião é de otimismo. Não consigo ver forma de não melhorar", disse Miotto, sem arriscar um número para a projeção de alta em 2021. No Brasil, maior produtor e exportador de soja do mundo, as lavouras estão em fase de plantio, com mais da metade da produção esperada já comercializada. Em Mato Grosso, principal fornecedor do grão no país, as vendas chegam a 60%. Instabilidade Do ponto de vista de produção, os dados são menos animadores. Segundo a Anfavea, houve queda de 19,6% nos nove primeiros meses deste ano e a fabricação de máquinas agrícolas atingiu 33,18 mil unidades. No início de junho, o executivo da New Holland disse à Reuters que o setor passava por problemas com fornecimento de peças importadas e a alta do dólar levaria as companhias a aplicarem reajustes de portfólio. Agora, Miotto afirmou que o fornecimento de peças "melhorou muito", mas ainda existem alguns gargalos devido à segunda onda do coronavírus em alguns países. "Temos componentes suficientes para manter a capacidade máxima de produção das unidades, mas temos dificuldade para formar o mix de produção", explicou, lembrando que parte das peças era trazida do exterior por via aérea, logística que se tornou muito mais escassa durante a pandemia. Devido à tecnologia embarcada nas máquinas, a importação pode variar de 15% a 50% do custo de produção da indústria e, como a desvalorização do real continua pesando nesta conta. Por isso, ele não descarta novos reajustes no portfólio. "Houve aumento de preços, tivemos que repassar porque os custos foram muito grandes, isso ainda é uma preocupação para a cadeia", admitiu. "Podem vir novos repasses de custo sim, se continuar a tendência de valorização (do dólar)... Têm coisas que são inviáveis", completou. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio Veja Mais

Brasil será quinto produtor de petróleo, mas não ingressará na Opep, diz ministro

G1 Economia Segundo Bento Albuquerque (Minas e Energia), país terá interação e discussão com os integrantes do cartel liderado pela Arábia Saudita. O ministro de Minas e Energia Almirante Bento Albuquerque Aleam O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, avalia que o Brasil, apesar da projeção de aumento expressivo de sua produção de petróleo nos próximos anos, deve continuar interagindo com os grandes produtores mundiais sem entrar, por enquanto, na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cartel liderado pela Arábia Saudita. “Não é uma questão de filiação ou não filiação. É uma questão de cooperação, é uma questão de estar presente [nas discussões com os grandes produtores]”, disse o ministro durante o encontro empresarial promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). A declaração foi dada em resposta a provocação feita pelo presidente da federação, Flávio Roscoe. Albuquerque afirmou que tem participado de reuniões da Opep com ministros de energia do grupo dos vinte países mais ricos (G20). “Nessas reuniões, o Brasil tem sido reconhecido como um país que tem superado as dificuldades e tem sido muito bem sucedido nas ações que estão sendo implementadas nos setor”, afirmou. O ministro reiterou que nos próximos anos o Brasil alcançará as posições de quinto maior produtor e quarto maior exportador de petróleo do mundo. Atualmente, disse ele, o país ocupa a oitava e nona posição respectivamente. "Nossa produção de petróleo e gás vai crescer exponencialmente”, comentou. Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia do Brasil, descartou intenção de entrar na Opep. Veja Mais

Agência do Trabalho oferece 176 vagas de emprego em nove cidades do Grande Recife e da Zona da Mata

G1 Economia Nesta quarta (21), há duas oportunidades para pessoas com deficiência e 63 vagas temporárias. Interessados devem agendar atendimento nas agências. Carteira de trabalho Heloise Hamada/G1 Profissionais que estão em busca de uma oportunidade de emprego têm 176 vagas disponíveis nas Agências de Trabalho de Pernambuco nesta quarta-feira (21). Através do sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), as oportunidades ficam localizadas em nove municípios do Grande Recife e Zona da Mata pernambucana. Há vagas no Recife (71), Cabo de Santo Agostinho (67), Camaragibe (1), Goiana (4), Igarassu (3), Ipojuca (21), Nazaré da Mata (3), Paudalho (3) e Vitória de Santo Antão (3). Do total de oportunidades, duas são reservadas para pessoas com deficiência e 63 são temporárias. Os interessados devem procurar uma das Agências do Trabalho do estado. O atendimento ocorre apenas com agendamento prévio, feito pelo site da secretaria ou pelo Portal Cidadão. Confira as vagas: Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Reforma da assistência rural em SP preocupa técnicos e agricultores do estado

G1 Economia Governo propõe digitalização dos serviços e substituição das 645 Casas da Agricultura por 16 escritórios de Defesa Agropecuária e outros 16 de Desenvolvimento Rural. Produtores têm receio de que mudanças acabem com as visitas presenciais de agrônomos e veterinários. Reforma da assistência rural em SP preocupa técnicos e agricultores do estado A reforma do modelo de assistência técnica rural, proposta pelo governo do estado de São Paulo, tem preocupado técnicos e agricultores, antes mesmo de sair do papel. O texto completo do decreto que irá regulamentar as mudanças ainda não foi publicado, mas uma das propostas é digitalizar todos os serviços hoje prestados pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Assista a todos os vídeos do Globo Rural Porém, entre os produtores rurais, há um receio de que a reestruturação acabe com as visitas presenciais dos agrônomos, veterinários e pesquisadores. Os técnicos, por sua vez, temem demissões. O governo paulista propõe também substituir as 645 Casas da Agricultura da CATI - que, por quase 80 anos, deram suporte a pequenos agricultores - por 16 escritórios de Defesa Agropecuária e outros 16 de Desenvolvimento Rural. Além disso, deverá ser criada uma central de atendimento ao agricultor. “Na verdade é uma modernização. A ideia é trazer o serviço público ao mesmo estágio de desenvolvimento do agronegócio. Principalmente em São Paulo, onde o agronegócio se desenvolveu muito”, diz o secretário de Agricultura, Gustavo Junqueira. Receio da digitalização Wilson Diego Kodel é um dos agricultores paulistas que se assustou com a reforma. “Olha, eu sou o básico do básico mesmo. Facebook, WhatsApp, bem complicado, eu sou bem devagar. Isso que eu sou um dos mais novos em casa. Os mais velhos sem chance. Pai, mãe, sem a mínima chance. Atender um celular é complicado”, diz. Já o veterinário Júlio Silva diz que a informatização do setor é necessária, mas que esse processo deveria ser feito de forma gradual. “É lógico que tem que ter uma evolução (...) Mas o que o produtor sabe é produzir. Essa evolução tecnológica tem que ser gradativa”, diz. O governo paulista garante, por sua vez, que ainda haverá assistência técnica presencial nas fazendas. “Não tenho nem dúvida (de que haverá visitas presenciais). A relação entre as pessoas é fundamental, apesar da gente conseguir fazer muita coisa de maneira remota”, ressalta Junqueira. Casas da Agricultura As Casas da Agricultura da CATI sempre ofertaram diversos serviços gratuitos aos agricultores paulistas, como consultorias de veterinários e agrônomos, com o intuito de incentivar a produção no campo. Essas unidades ajudaram a desenvolver regiões importantes. Em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, por exemplo, elas mudaram a vocação produtiva de uma comunidade inteira, ao estabelecer, na região, o cultivo do arroz. Na década de 1960, os técnicos do município desenvolveram um projeto que irrigou toda a região para manter os arrozais. “A CATI foi muito importante para o desenvolvimento de semente no nosso Vale. Nossa produtividade dobrou em 40 anos de pesquisa”, conta o agricultor Ademar Ligabo. “Mas não é só pesquisa. A extensão rural também é importante. (...) O produtor procura as casas de lavouras e tem acesso a novas técnicas. Isso é muito importante, principalmente para quem está começando. (...) A CATI tem um corpo de técnicos muito experientes”, acrescenta. Diminuição da assistência técnica Ao longo dos anos, muitas unidades da CATI deixaram de funcionar por falta de funcionários. As Casas de Agricultura, que já chegaram a ter 10 mil servidores, tem hoje apenas 3.223 técnicos na ativa, segundo dados da Associação Paulista de Extensão Rural (Apaer) . Os servidores foram se aposentando e o governo do estado não abriu mais concursos para repor as vagas, de acordo com a Apaer. “Houve realmente então um desmonte, um sucateamento”, diz o presidente da associação, Antônio Marchiori. No município de Itobi, por exemplo, a unidade da CATI está fechada há, pelo menos, cinco anos. O imóvel está abandonado e se deteriorando. “O pequeno produtor é o cara que tem menos escolaridade, menos informação e menos recursos. Tudo o que ele necessitava, ele ia na Casa de Agricultura”, lembra o agricultor Ademir Vedovatto. Em sua propriedade, eram feitas pesquisas sobre o cultivo da cebola que chegaram a ser publicadas fora do país. Atualmente, sem dinheiro para bancar assistência técnica, Ademir parou com o cultivo de hortaliças e planta somente um pouco de milho e mantém animais para a sua própria subsistência. “As grandes propriedades plantam commodities, soja, cana-de-açúcar. Esses produtores têm como pagar uma assistência técnica, uma consultoria. Mas os pequenos produtores da agricultura familiar não têm como pagar por esse trabalho. Então eles necessitam do apoio do estado”, diz Sérgio Diehl, presidente da Associação dos Assistentes Agropecuários do Estado de São Paulo (Agroesp). Medo de demissões Um outro receio dos técnicos é de que a reestruturação reduza ainda mais o número de funcionários. Sobre isso, o secretário de Agricultura de SP afirma que não haverá demissões e que todas as mudanças serão graduais. “Esse programa não é um programa de redução do tamanho do estado. É um programa de adequação do estado à estrutura que nós temos. Ou seja, hoje nós temos 3.300 servidores e a estrutura montada na secretaria é uma estrutura de 1993. É uma estrutura montada para dez mil funcionários, em um momento completamente diferente", ressalta Junqueira. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Falta de chuvas frustra a produção de milho em Santa Catarina

G1 Economia Segundo a federação de agricultura do estado, a previsão de colher 2,5 milhões de toneladas não deverá se concretizar nesta safra. Falta de chuvas frustra a produção de milho em Santa Catarina A falta de chuva está dificultando a vida de agricultura de Santa Catarina, e, com isso, a produção de milho no estado deve ser menor que a estimativa inicial. Em setembro choveu cerca de 43 mm no oeste catarinense, apenas um quarto do volume normal para o mês, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária estadual (Epagri). E o armazenamento de água no solo é um dos menores dos últimos anos de monitoramento. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Com isso, alguns produtores estão atrasando o plantio da safra, na esperança de que haja mais períodos de chuva, porém ainda não existe previsão de quando será. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), a previsão de colher 2,5 milhões de toneladas de milho nesta safra não deve se concretizar. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Apesar de poucas chuvas, produtores de MT correm para finalizar o plantio da soja

G1 Economia Expectativa no estado é de que a safra seja 3% maior do que a da última temporada. Apesar de poucas chuvas, produtores de MT correm para finalizar o plantio da soja Mesmo com poucas chuvas em Mato Grosso, os trabalhos no campo estão intensos. Tudo para não perder a janela de cultivo da soja, principal produto do agro brasileiro. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Apesar da baixa umidade no solo ter atrasado o plantio, a expectativa do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), estima que a safra no estado seja recorde, com mais de 35 milhões de toneladas produzidas, crescimento de 3% em relação à última temporada. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Ateliê faz bonecas a partir de fotografias de clientes

G1 Economia Feito artesanalmente, produto custa R$ 150 em sua versão mais simples. Rosana e sua mãe começaram a oficina em 2014. Ateliê faz bonecas a partir de fotografias de clientes Buscando uma nova maneira de "eternizar momentos", um ateliê em Andradas (MG) faz produtos mais que personalizados para seus clientes. A partir de fotografias, duas empresárias criam bonecas e bonecos para retratar a cena especial. Rosana Serelo e sua mãe, Célima Serelo, são as responsáveis pela costura criativa. “Aqui eu já começo a identificar quem são cada um na foto e também as particularidades de cada personagem aqui, que vai virar os bonecos. Por exemplo, essas mãozinhas abertas, o sorriso, a mãozinha no ombro da irmã", explica Rosana, sobre o seu processo de trabalho. O tempo de fabricação varia de acordo com a complexidade do cenário, assim como o preço: o mais simples custa R$ 150. Na loja, Rosana vende outros produtos artesanais. No ano passado, o ateliê faturou R$ 75 mil. Com a pandemia, precisou se adaptar. Entre os novos produtos estão máscaras com bordados de animaizinhos de estimação. “Os consertos também aumentaram muito nesse período em que as pessoas preferem economizar devido às incertezas", afirma a empresária. Como tudo começou O ateliê levou cerca de três meses para ser planejado. Rosana fez pesquisas nas ruas com as pessoas. "Eu fui a campo mesmo, fazer pesquisas nas ruas sobre o que as pessoas, futuros clientes, sentiam necessidade nessa área de ateliê de costura e personalizados", relembra. Em 2014, o ateliê já estava funcionando a todo vapor. Começaram com um investimento de R$ 2 mil e os maquinários que a mãe de Rosana já tinha por ser costureira há mais de trinta anos. Veja todos os vídeos do PEGN Costurinha Andradas Rua Major Bonifácio, 140 – Centro Andradas/ MG - CEP: 37795-000 Telefone: (35) 99108-2902 Email: costurinhandradas@outlook.com Instagram: www.instagram.com/costurinhandradas Conheça empreendedores que se reinventaram na pandemia Veja Mais

Franquias de audiovisual criam novos negócios na pandemia

G1 Economia Empresa entrega conteúdo completo para os clientes, desde a criação até distribuição do vídeo. Franquias de audiovisual criam novos negócios na pandemia Depois de 15 anos em uma carreira como executiva de uma grande empresa, Maristella Moraes enxergou uma oportunidade de negócio numa franquia de audiovisual. Sem necessitar de uma grande estrutura, a empresa trabalha com estrutura mais simples para produzir vídeos rápidos. Os principais serviços oferecidos são: vídeos para redes sociais, cursos online, animações e transmissões ao vivo. Veja todos os vídeos do PEGN “Eu achei muito mais vantagem investir neste negócio que já estava encaminhado, né, mais fácil pra quem quer ser um franqueado", disse Maristella Moraes. No começo da pandemia, a demanda por vídeos tradicionais caiu 50%. Para driblar a crise, a rede investiu em novos produtos. Lives e outros produtos baratos reforçaram o faturamento. Bruno Rodrigues e Felipe Palmeira são os fundadores da rede de audiovisuais, com sede em Mogi das Cruzes, na grande São Paulo. “Isso acaba sendo um grande diferencial, essa entrega da solução completa para o nosso cliente, desde a criação até a distribuição do vídeo”, afirmou Bruno Rodrigues, fundador da franquia. Novos negócios durante a pandemia A estratégia da empresa de franquias é ganhar na quantidade. A rede fechou mais de 120 negócios durante a pandemia. Com 3 modelos de serviço, a empresa oferece ao franqueado uma plataforma de mais de 400 profissionais. Maristella escolheu o mais enxuto, com investimento de R$ 30 mil, incluindo a taxa de franquia e capital de giro; o faturamento médio é de R$ 7 mil. A rede possui 6 unidades em São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas a meta é fechar o ano com 15 franquias e chegar a 30 em 2021. Artes Filmes Rua Francisco Afonso de Melo, 230, Parque Santana Mogi das Cruzes/SP - CEP: 87171-130 Telefone: (11) 2896-9232 E-mail: artesfilmes@artesfilmes.com.br Site: https://artesfilmes.com.br// Facebook: https://www.facebook.com/artesfilmes Instagram: https://www.instagram.com/artesfilmes_mogidascruzes/ Reveja vídeos mais assistidos do Pegn: Veja Mais

Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (25/10/2020)

G1 Economia Programa vai mostrar vai mostrar uma novidade que pode trazer benefícios para o agricultor e para a natureza. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (25.10.2020) O Globo Rural deste domingo (25) vai mostrar uma novidade que pode trazer benefícios para o agricultor e para a natureza: a bioanálise, um teste que mede o nível de vida do solo. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda informações sobre o plantio da soja em Mato Grosso, a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, o manejo do pirarucu no Pará e mais notícias do campo. Não perca, a partir das 8h30. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

ONS vê carga de energia subir 3,3% em outubro com reabertura da economia

G1 Economia Projeção, no entanto, desacelerou ante a alta de 4,7% vista na semana anterior. A alta demanda de energia deve ser puxada pela região Sul, com carga estimada em 6,7%. GloboNews A carga de energia do Brasil deve avançar 3,3% em outubro ante igual período do ano passado, em meio ao processo de reabertura da economia após medidas de isolamento contra a pandemia do novo coronavírus, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta sexta-feira (23). A projeção, no entanto, desacelerou ante a alta de 4,7% vista na semana anterior. "Os percentuais positivos (na variação anual) são reflexos da recuperação das atividades econômicas (produção industrial, comércio, serviços, entre outros), pós-efeito do isolamento social em função da pandemia, o que tem se refletido positivamente no comportamento da carga", disse o ONS em nota. A alta deve ser puxada pela região Sul, com carga estimada em 6,7%, seguida pelo Norte, com aumento de 5,9%. O Nordeste avança 4,3%, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste terá a menor alta entre os subsistemas, com 1,7%. No subsistema Norte, o retorno do consumo de um consumidor livre da rede básica justifica, em parte, a taxa de crescimento observada na região, acrescentou o levantamento. Na semana anterior, o ONS via o percentual de 5,8% para o Sul e Norte, e, na outra ponta, o Sudeste crescia 4,4%. Em abril, primeiro mês sob impacto das quarentenas e medidas de isolamento adotadas contra a Covid-19, a carga de energia chegou a desabar 12%. Veja Mais

Comissário diz que União Europeia e Brasil se comprometem a resolver 'preocupações' em acordo

G1 Economia Europeus demonstraram incômodo com a situação ambiental para caminhar com a parceria entre o bloco e o Mercosul. O Brasil e a União Europeia se comprometeram a aprofundar as discussões para resolver “preocupações” envolvendo o acordo de livre comércio UE-Mercosul, sinalizou nesta sexta-feira (23) o comissário de comércio europeu, Valdis Dombrovskis depois de sua primeira conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo. O comissário fez um tuíte falando de "discussão boa e produtiva sobre as relações comerciais UE-Brasil com o ministro das Relações Exteriores @ernestofaraujo". Conforme Vladis, "comprometemo-nos a trabalhar mais para resolver as preocupações em torno do Acordo Comercial #Mercosul da UE." Acordo entre Mercosul e União Europeia: o que prevê o texto Como o Valor publicou, os dois lados tentam salvar o acordo birregional. A UE já deixou claro para o Brasil que precisa ver ações concretas da parte do Brasil na área ambiental, na fase ainda de pré-ratificação do acordo. Países europeus cobram Brasil por medidas para conter o desmatamento na Amazônia No Parlamento Europeu, uma parte dos deputados mantém posição dura e exige que a UE reabra o acordo com o Mercosul para prever sanções no caso de quebra de compromissos ambientais, trabalhistas e de direitos humanos. Vejas as últimas notícias de economia Veja Mais

Pelosi e Trump trocam acusações sobre estímulo fiscal referente à Covid-19

G1 Economia Congresso já aprovou US$ 3 trilhões em auxílio, mas nenhum dinheiro foi liberado desde a primavera nos EUA. Nancy Pelosi estende a mão para cumprimentar Trump e é ignorada pelo presidente Americano REUTERS/Leah Millis A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta sexta-feira (23) que ainda é possível obter outra rodada de ajuda relacionada à Covid-19 antes das eleições de 3 de novembro, mas que cabe ao presidente Donald Trump agir, inclusive conversando com relutantes republicanos do Senado. Trump e o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disseram que Pelosi precisa estar comprometida com um pacote de alívio, mencionando que diferenças significativas permaneciam entre o governo republicano e os democratas. "Agora estamos conversando e veremos o que ocorre, mas, neste momento, eu diria que realmente acho que Nancy prefere esperar até depois das eleições", disse Trump, que estava com Mnuchin, a repórteres ao aparecer no Salão Oval. "Se ela quiser se comprometer, haverá um acordo", disse Mnuchin. A expectativa era que Pelosi, a principal democrata no Congresso, em algum momento retomasse as negociações com Mnuchin, enquanto os dois lados tentam chegar a um acordo sobre estímulos que podem chegar a US$ 2 trilhões antes das eleições presidenciais e parlamentares de 3 de novembro. Mas os republicanos do Senado estão céticos quanto a um possível acordo que custe trilhões de dólares. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, o principal republicano no Congresso, não quer levar um grande projeto de lei ao plenário do Senado antes da eleição. O Congresso já aprovou US$ 3 trilhões em auxílio, incluindo recursos para desempregados e pequenas empresas. Mas nenhum dinheiro foi liberado desde a primavera (nos EUA), e membros de ambos os partidos dizem que é preciso mais agora. Em entrevista ao MSNBC, Pelosi afirmou que as diferenças ainda poderiam ser resolvidas. "Podemos fazer isso antes das eleições se o presidente quiser", disse ela. "Ele (Trump) tem que falar com os republicanos do Senado." Na Casa Branca, Mnuchin disse que houve muito progresso, mas "diferenças significativas permaneciam" entre ele e Pelosi, enquanto Trump reiterou que não apoiava mais auxílio financeiro federal para Estados e cidades norte-americanas governados por democratas. "Ela quer socorrer Estados democratas mal administrados — eles são mal administrados tanto em termos de criminalidade quanto em termos econômicos. E nós simplesmente não queremos isso. Queremos (auxílio) relacionado à Covid", disse Trump. Pelosi e Mnuchin não conversaram na quinta-feira. Ela disse a jornalistas na quinta que estava esperando receber de presidentes de comitês do Congresso orientações sobre questões pendentes. O assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse à Fox Business Network nesta sexta-feira (23) que os republicanos que lideram os comitês relevantes no Senado dos EUA e seus pares democratas que comandam painéis da Câmara dos EUA continuavam a conversar. Mas ele afirmou à Fox News que as negociações do coronavírus não estão progredindo rapidamente e que será muito difícil chegar a um acordo com os democratas sobre um pacote de ajuda antes da eleição de 3 de novembro. "(A negociação) não está progredindo muito rapidamente agora. Existem diferenças políticas importantes que ainda permanecem", disse Kudlow à Fox News. "O tempo está passando" em direção à eleição, acrescentou ele, "e será muito difícil fazer isso (ter um acordo)". Vídeos: veja mais notícias de economia Veja Mais

Governo autoriza o registro de 12 genéricos usados na formulação de agrotóxicos

G1 Economia Produtos serão utilizados como matéria-prima para o desenvolvimento de pesticidas para os agricultores. São 327 registros publicados no Diário Oficial em 2020. Aplicação de agrotóxico feita por avião GloboNews O Ministério da Agricultura liberou nesta sexta-feira (23) o registro de mais 12 agrotóxicos para utilização industrial, ou seja, produtos que serão usados como matéria-prima na elaboração de pesticidas para os agricultores. Já são 327 registros anunciados neste ano (leia mais abaixo). Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? Todos os princípios ativos são genéricos de produtos já autorizados no Brasil. Entre as substâncias genéricas liberadas está um registro para o princípio ativo fipronil, um inseticida associado à morte de abelhas. O produto é autorizado com restrições na União Europeia e está em reavaliação nos Estados Unidos, onde é comum a revisão de pesticidas. Outro produto aprovado é o inseticida bifentrina, um dos mais vendidos nos EUA e que não tem registro na UE. Os europeus proibiram a substância por matar insetos que não deveriam ser alvo da aplicação, como as aranhas. Por fim, houve 4 registros para a substância tiodicarbe, outro inseticida autorizado para uso em diversas culturas no Brasil, como soja, cana, café e milho. Nos Estados Unidos, o produto está em reavaliação, enquanto a UE baniu o produto em 2007 por causa do risco que o produto pode causar aos trabalhadores que o aplicam. Registros no ano Ao todo, são 327 registros de novos agrotóxicos em 2020, segundo publicações no Diário Oficial da União, que é por onde o G1 se baseia. Desde 2005, quando o governo começou a compilar os dados de registro de pesticidas, 2020 perde apenas para 2018 e 2019 – ano em que o país teve liberação recorde de agrotóxicos. Até agora, são 5 princípios ativos inéditos no ano: 4 pesticidas biológicos e 1 químico. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Os outros 322 registros são de genéricos, sendo: 146 ingredientes químicos de agrotóxicos que são vendidos aos agricultores; 56 pesticidas biológicos vendidos aos agricultores; 120 princípios ativos para a indústria formular agrotóxicos. Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou a forma de divulgação do registro de agrotóxicos. Até 2019, o ministério anunciava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do "Diário Oficial da União". A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, leva em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Como reduzir os resíduos de agrotóxicos antes de comer frutas, legumes e verduras Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo "dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto". "Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas", completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: "cópias" de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final "genérico". VÍDEO: últimas notícias sobre agrotóxicos Initial plugin text Veja Mais

Indústrias relatam dificuldade para comprar insumos e matéria-prima, diz levantamento da CNI

G1 Economia Dificuldade é menor entre as empresas que precisam de insumos importados. Indústrias consultadas também apontaram aumento no preço dos insumos. Depois de paralisar a produção por causa das medidas de distanciamento social adotadas para combater o avanço da pandemia da Covid-19, a indústria brasileira enfrenta dificuldades para adquirir insumos e matéria-prima. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 68% das empresas consultadas revelam dificuldades para comprar insumos ou matérias-primas no mercado doméstico e 56% no mercado internacional. A CNI consultou 1.855 empresas entre os últimos dias 1º e 14. No levantamento, 82% das indústrias consultadas relataram alta nos preços — 31% falaram em “alta acentuada”. Segundo o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, a economia reagiu em uma velocidade acima da esperada, o que provocou um descompasso entre oferta e procura por insumos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial brasileira cresceu pelo quarto mês mês consecutivo em agosto. Além do descasamento entre oferta e demanda de insumos, Abijaodi destaca ainda como fator de dificuldade a alta do dólar, que aumentou o preço dos insumos importados. Setores da indústria enfrentam dificuldades para atender demanda A pesquisa apontou ainda que 44% das empresas consultadas estão com problemas para atender aos clientes. Entre as razões estão: falta de estoque (47%); demanda maior que a capacidade de produção (41%); incapacidade de aumentar a produção (38%). O problema de dificuldade para comprar matéria-prima é maior entre as pequenas empresas, segundo o levantamento. Nesse segmento, informou a CNI, 70% das indústrias foram afetadas pela falta de insumos ante 66% entre as grandes empresas. VÍDEOS: últimas notícias de Economia Veja Mais

Bolsas dos EUA fecham em alta com sinais positivos sobre estímulos nos EUA

G1 Economia O Dow Jones fechou em alta de 0,54%, enquanto o S&P 500 subiu 0,52% e o Nasdaq avançou 0,19%. Os índices acionários de Nova York conseguiram se firmar em terreno positivo durante a tarde desta quinta-feira (22) e anotaram ganhos na sessão, com os investidores ainda atentos às negociações em torno de um novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos. O Dow Jones fechou em alta de 0,54%, a 28.363,66 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,52%, a 3.453,49 pontos, e o Nasdaq avançou 0,19%, a 11.506,01 pontos. Os três índices de Nova York abriram a sessão em queda, mas começaram a reverter as perdas depois que a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, afirmou que os democratas e a Casa Branca estão "quase lá" nas negociações sobre novos estímulos fiscais e que houve progresso durante toda a semana. Wall Street Lucas Jackson/Reuters As ações do setor financeiro tiveram uma das melhores performances na sessão, em meio ao otimismo, subindo 1,88% no S&P 500, com apenas três dos 11 setores do índice amplo de Wall Street encerrando em queda. Os maiores ganhos, porém, foram anotados pelo setor de energia, que subiu 4,16% hoje, apoiado por ganhos significativos dos preços do petróleo. Dados econômicos O otimismo recebeu algum suporte também dos dados econômicos acima do esperado. De manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA reportou que o número de novos pedidos de seguro-desemprego no país caiu a 787 mil na semana passada. O dado ficou bem abaixo da expectativa dos economistas consultados pelo "Wall Street Journal," que esperavam 875 mil pedidos. Apesar dos aparentes avanços nas negociações entre os democratas e a Casa Branca, porém, o Senado americano continua sendo um grande obstáculo para a aprovação e implementação de estímulos antes da eleição, com os republicanos se mostrando resistentes à aprovação de um grande pacote de estímulos fiscais, como querem os democratas. Tristan Hanson, gerente de fundos multimercados da M&G Investments, disse que os investidores obcecados com um novo pacote de estímulos antes da eleição são "francamente bem míopes, na realidade. Parece que, independentemente de quem ganhe, teremos alguma forma de estímulos fiscais a caminho nos próximos meses". A expectativa cada vez mais forte é de que a eleição termine em uma chamada "onda azul" — cenário em que o Partido Democrata toma o controle simultâneo da Casa Branca e das maiorias na Câmara dos Deputados e no Senado dos EUA, nas eleições marcadas para o dia 3 de novembro. Caso este cenário se confirme, a expectativa é de que uma ampla vitória democrata nas eleições de novembro levaria a uma grande expansão dos gastos federais e a uma elevação da carga tributária para financiá-la. Por outro lado, os investidores esperam que um governo democrata seja capaz também de aprovar um pacote de estímulos bem maior no ano que vem, o que ajudaria a dar suporte aos mercados financeiros. Vejas as últimas notícias de economia Veja Mais

Petróleo fecha em alta, mas reverte menos da metade da queda de quarta

G1 Economia A negociação sobre o pacote de estímulos fiscais nos EUA foi o que mais atraiu a atenção dos investidores nesta quinta. Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (22), revertendo parte das perdas acentuadas da sessão de ontem, com os investidores atentos ainda às negociações de estímulos fiscais nos Estados Unidos. O contrato do petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 1,74%, a US$ 42,46 por barril, na ICE, em Londres, revertendo menos da metade da queda de ontem, quando o contrato recuou 4,00%. Já o contrato do WTI para o mesmo mês subiu 1,52%, a US$ 40,64 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York, também revertendo menos da metade das perdas de 3,31% de quarta (21). Campo de exploração de petróleo no RN Getúlio Moura/Petrobras/Divulgação “Os preços do petróleo caíram por causa das preocupações com as condições de mercado. O ressurgimento da pandemia na Europa e o retorno um tanto surpreendentemente rápido das exportações da Líbia, provavelmente, estão desacelerando o processo de normalização", afirmou, em nota, o chefe de pesquisa econômica do Julius Baer, Norbert Rücker. "Dito isso, a produção continua restrita, o estoque está visivelmente diminuindo e a demanda está se recuperando globalmente. Reduzimos nossas previsões ligeiramente para refletir que o mercado está fazendo uma pausa temporária no caminho de volta ao normal", acrescentou. Hoje, o petróleo acompanhou uma melhora do humor dos investidores, depois que a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, afirmou que os democratas e a Casa Branca estão "quase lá" nas negociações sobre novos estímulos fiscais às empresas e famílias americanas e que houve progresso durante toda a semana. O otimismo com a recuperação econômica também recebeu algum suporte do dado melhor do que o esperado do mercado de trabalho americano. Mais cedo, o Departamento do Trabalho dos EUA reportou que o número de novos pedidos de seguro-desemprego no país caiu a 787 mil na semana passada. O dado ficou bem abaixo da expectativa dos economistas consultados pelo "Wall Street Journal", que esperavam 875 mil pedidos, mas não foi suficiente para impulsionar os contratos futuros a terreno positivo. Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

TRT-15 vê 'abuso' e condena Latam a pagar R$ 500 mil de indenização por demissões em Viracopos sem negociação prévia

G1 Economia Decisão ocorre após MPT constatar dispensas de 44 funcionários da companhia aérea no aeroporto de Campinas, em 2015, sem discussões com sindicato. Empresa pode recorrer. A sede do TRT-15, em Campinas Denis Simas / TRT 15 A companhia aérea Latam foi condenada a pagar R$ 500 mil de indenização por dano moral coletivo após o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas (SP), considerar que houve abuso na decisão dela em demitir 44 funcionários que atuavam no Aeroporto Internacional de Viracopos, em 2015, sem prévia negociação coletiva com o sindicato da categoria. Cabe recurso. Segundo acórdão publicado na quarta-feira (21), o valor deve ser revertido ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e tem liberação condicionada à existência de projetos voltados às crianças-adolescentes em vulnerabilidade social e envolvidos com o trabalho precoce. As propostas devem ser escolhidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e precisa de aval da Justiça. A decisão do TRT-15 considerou jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considera negociação coletiva imprescindível para a dispensa em massa de trabalhadores. Com isso, houve alteração da sentença determinada em primeira instância pela 2ª Vara do Trabalho de Campinas. Apurações De acordo com o MPT-15, com sede em Campinas, a ação do órgão foi ajuizada após o procurador Marco Aurélio Estraiotto apurar sobre as demissões de 44 funcionários pela Latam no setor de carregamento e descarregamento de bagagem e carga da empresa em Viracopos. Segundo a instituição, as dispensas ocorreram em setembro e outubro de 2015. "As demissões não foram precedidas de negociação com o sindicato representativo da categoria profissional, sendo que apenas três empregados, que eram detentores de estabilidade provisória de emprego, não tiveram seus contratos rescindidos", diz texto da assessoria. O que diz a Latam? Procurada pelo G1, a assessoria da companhia informou que se manifestará nos autos do processo. Reflexos da pandemia A Latam confirmou, em junho, suspensão de voos com passageiros incluindo Viracopos como rota de embarque ou desembarque. À época, a companhia alegou baixa na demanda provocada pela pandemia do novo coronavírus e, até então, operava somente a rota entre Campinas e Brasília (DF). Ao todo, 34 funcionários foram demitidos. "Sua retomada [voos com passageiros] será reavaliada de acordo com a demanda e os desdobramentos da pandemia", diz nota da assessoria. A companhia destaca, porém, que mantém as operações com cargas no terminal. Veja mais notícias da região no G1 Campinas. Veja Mais

Ações europeias fecham acima das mínimas após novas medidas de estímulo do Reino Unido

G1 Economia Bolsas recuaram pelo quarto dia consecutivo, mas reduziram as perdas depois que o ministro das Finanças britânico revelou bilhões de libras a mais em ajuda financeira para empresas afetadas pela pandemia. As ações europeias recuaram pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (22), embora tenham reduzido as perdas depois que o ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, revelou bilhões de libras a mais em ajuda financeira para empresas afetadas pela pandemia. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,15%, a 1.393 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,14%, a 360 pontos. "O anúncio (de Sunak) destaca a esperança de que outras nações também continuem apoiando adequadamente de forma a evitar o colapso econômico", disse Joshua Mahony, analista de mercado sênior da operadora online IG. COVID-19 avança na Europa com uma série de recordes diários O setor de viagens e lazer da Europa, a pior vítima da pandemia, saltou 1,6%, com as britânicas Trainline , a casa de apostas GVC Holdings e a proprietária da British Airways International, a Consolidated Airlines liderando os ganhos. O índice alemão DAX alemão fechou em queda depois que uma pesquisa mostrou que o sentimento do consumidor na maior economia da Europa caiu em novembro. Com os casos de Covid-19 subindo na Europa, na próxima semana todos os olhos estarão voltados para o próximo movimento do Banco Central Europeu. A Espanha se tornou o primeiro país da Europa Ocidental a ultrapassar 1 milhão de infecções na quarta-feira, enquanto a Itália registrou um aumento recorde de casos diários. O número de casos confirmados na Alemanha saltou para mais de 10 mil pela primeira vez em um único dia. Vejas as últimas notícias de economia Veja Mais

Em meio a pressão por gastos, secretário de Fazenda defende que despesa caia ao nível de 2019

G1 Economia Previsão do Ministério da Economia é de que as despesas recuem para 19,8% do PIB em 2021, depois de aumentarem para o equivalente a 28,4% do PIB neste ano, devido à pandemia. Waldery Rodrigues, secretário de Fazenda do Ministério da Economia Clauber Cleber Caetano/PR Depois de elevar as despesas neste ano para combater a pandemia do novo coronavírus, a área econômica pretende promover uma forte redução nos gastos públicos em 2021, informou nesta quinta-feira (22) o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Segundo o secretário, a expectativa é de que o valor total das despesas no ano que vem retorne ao patamar de 2019, antes da pandemia. Rodrigues deu as informações durante videoconferência promovida pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A previsão do Ministério da Economia é de que as despesas recuem para 19,8% do PIB em 2021 depois de aumentarem para o equivalente a 28,4% do PIB neste ano, devido à pandemia. "Haverá um pós-pandemia, e um dos melhores remédios é dar transparência aos gastos públicos e voltar ao ponto que tínhamos em 2019, com a busca do equilíbrio fiscal para a união, estados e municípios", declarou Waldery Rodrigues. Com a redução de gastos no ano que vem, frente ao ano de 2020, a expectativa é de que haverá fortes restrições orçamentárias. Para o ano que vem, há risco de que os serviços públicos sejam afetados devido à falta de recursos para investimentos e às limitações impostas pela regra do teto de gastos, mecanismo que impede que a maior parte das despesas do governo cresça, em um ano, acima da inflação do ano anterior. Para tentar abrir espaço no orçamento e garantir mais recursos para investimentos, o governo quer aprovar a PEC da emergência fiscal. Entre as medidas previstas por ela estão "gatilhos" que podem ser acionados pelo governo para impedir o aumento de despesas obrigatórias, como salário de servidores. Impasse sobre financiamento do Renda Cidadã eleva risco fiscal De acordo com estudo a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, os gatilhos podem levar o governo a economizar R$ 40 bilhões ao longo de dois anos. Pressão por mais gastos A "Coalizão Direitos Valem Mais" um grupo formado por mais de 200 associações e consórcios de gestores públicos, fóruns e conselhos, se posicionou recentemente pelo aumento de recursos no orçamento de 2021 para as áreas saúde, educação e assistência social. De acordo com a entidade, a ampliação dos gastos nessas áreas serviriam como instrumento para o "enfrentamento do dramático contexto da pandemia e de suas consequências nas condições de vida da população". Na nota técnica, a coalizão propôs o estabelecimento de um "piso mínimo emergencial" para as áreas de saúde, educação, assistência social e segurança alimentar que "interrompa a deterioração orçamentária acelerada dessas políticas desde 2015". Secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, fala sobre teto de gastos e o cenário fiscal para 2021 Pela proposta, o piso mínimo de gastos nessas áreas seria de R$ 665 bilhões, contra os R$ 374,5 bilhões previstos na proposta de orçamento de 2021. Segundo o documento, direcionado ao Congresso Nacional e à sociedade brasileira, é importante garantir "condições para o enfrentamento do rápido crescimento do desemprego, da miséria e da fome em nosso país, acirrado pela pandemia". Com o aumento de despesas, a coalização argumenta que será possível que: O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrente o contexto da pandemia e do pós-pandemia, com a aquisição de medicamentos e vacinas; que considere os efeitos crônicos de saúde gerados pela Covid-19; responda à demanda reprimida por saúde de 2020, decorrente do adiamento de cirurgias eletivas e exames de maior complexidade, bem como da interrupção no tratamento de doenças crônicas; A política de educação se organize para a retomada das escolas com menor número de alunos por turma (segundo a OCDE, o Brasil é um dos países com o maior numero de estudantes por turma), maior número de profissionais de educação, adequação das escolas para o cumprimento de protocolos de segurança e proteção, ampliação da cobertura de acesso à internet de banda larga para os estudantes da educação básica e ensino superior no país, retomada dos programas de assistência e permanência estudantil na educação básica e no ensino superior; Retomada das condições de manutenção dos serviços e a ampliação da cobertura do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) para atender a demanda gerada pela pandemia, aumento do desemprego e de "diversas violações de direitos", bem como garantir maior efetividade do programa Bolsa Família por meio de uma rede de serviços integrados; Enfrentamento do crescimento acelerado da fome e da desnutrição no país por meio da retomada das condições de financiamento do Programa Aquisição de Alimentos (PAA); do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que atende cerca de 41 milhões de estudantes no país; e de recursos federais para a manutenção de 152 restaurantes populares no país, que fornecem alimentação para famílias de alta vulnerabilidade social, entre outros. Para Waldery Rodrigues, do Ministério da Economia, não há divergência entre estabilização das contas públicas, por meio da retomada de restrições orçamentárias, e justiça social. “As duas coisas, de forma sustentável, têm de caminhar em conjunto. Um fiscal robusto é condição necessária para um social são", declarou ele. Avaliações Neste mês, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a dívida pública brasileira se aproximará de 100% do PIB no fim deste ano, acima da média de outros países emergentes (cerca de 60% do PIB), e avaliou que, por conta disso, o "compromisso inarredável das autoridades com o teto de gastos é positivo". Porém, também analisou que, caso a evolução das condições sanitárias, econômicas e sociais seja pior do que o esperado, as autoridades "devem estar preparadas a prestar mais apoio fiscal" (aumentar os gastos), e recomendou continuidade das reformas na economia brasileira. "Embora alguns indicadores recentes sejam animadores e as autoridades esperem uma forte recuperação no próximo ano, pode levar algum tempo até que o emprego, a renda e a pobreza retornem aos níveis pré-Covid. A evolução da pandemia está envolta em um grau excepcionalmente elevado de incerteza, e a retirada do apoio fiscal no final do ano adicionará pressão sobre um hiato do produto [ociosidade de sua capacidade produtiva] já expressivo", informou o FMI. Veja Mais

WhatsApp terá função de compras dentro do aplicativo

G1 Economia Opção ainda não tem data para começar a funcionar, e produtos serão oferecidos por empresários que usam a versão 'Business' do app. WhatsApp vai permitir que pessoas façam compras dentro do app. AFP O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (22) que vai oferecer compras e serviços de hospedagem dentro do aplicativo. Os recursos serão opcionais para empresas, que utilizam a versão "Business" do app. Todo o processo de compra poderá ser realizado dentro do WhatsApp, desde a escolha do produto, passando pelos detalhes de um pedido, até chegar ao pagamento. Para realizar compras, as pessoas precisarão iniciar uma conversa com uma conta comercial que ofereça os seus produtos no aplicativo. Contas comerciais poderão vender produtos direto do WhatsApp. Diviulgação/WhatsApp Ainda não foi revelado quando essa ferramenta estará disponível, nem se os empresários pagarão taxas ou comissões pelas transações realizadas. A companhia diz que "ação ajudará as pequenas empresas que foram mais afetadas neste momento [de pandemia]." Serviços de hospedagem O WhatsApp disse ainda que vai oferecer hospedagem em integração com o Facebook, empresa que é dona do app. Segundo um comunicado, as empresas que utilizam as ferramentas do Facebook gerenciar seus serviços terão uma opção de integração para as mensagens no WhatsApp Business, e as mensagens poderão ser armazenadas no servidor da rede social. A novidade deve concorrer com soluções de atendimento ao cliente como o Zendesk. A data para a disponibilização dessa ferramenta também não foi revelada, mas ela será gratuita. Saiba mais: Facebook anuncia integração com Instagram e Messenger para pequenas empresas A companhia afirmou que irá cobrar por outros serviços que oferecem aos clientes comerciais, sem detalhar quais serão. Veja os vídeos mais vistos do G1 Veja Mais

Salles não comunicou Braga Neto e Guedes sobre interrupção de combate a incêndios

G1 Economia Apesar de ter se reunido na tarde desta quarta-feira (21) com o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Neto, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, o titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não comunicou que faltavam recursos para o Ibama e que o trabalho de brigadistas no combate a incêndios florestais seria interrompido no país. Salles, Braga Neto e Guedes estiveram juntos na tarde desta quarta na reunião do Comitê Interministerial sobre Mudanças do Clima. O vice-presidente da República e presidente do Conselho da Amazônia, Hamilton Mourão, integra o comitê, mas não participo do encontro. Segundo relatos dos presentes na reunião, entre os temas discutidos estava justamente a repercussão negativa no exterior das queimadas e do desmatamento, além da cobrança de investidores nacionais e estrangeiros. Mesmo assim, Salles não comunicou, segundo os participantes, a decisão que seria tomada horas depois pelo Diretor de Planejamento, Administração e Logística do Ibama – braço do Ministério do Meio Ambiente –, ou sequer pediu recursos para permitir a continuidade dos trabalhos de brigadistas. Veja Mais

BDRs são liberados para pequenos investidores nesta quinta-feira

G1 Economia Nova possibilidade permite que se invista em companhias de capital aberto fora do país – como Apple, Amazon, Google e outras – sem a necessidade de abrir conta em corretoras no exterior. A B3, bolsa de valores de São Paulo, abre nesta quinta-feira (22) a possibilidade de que investidores comuns negociem BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Tratam-se de títulos lastreados em ETFs e ações de empresas estrangeiras negociadas dentro do Brasil. Essa nova possibilidade permite que se invista em companhias de capital aberto fora do país – como Apple, Amazon, Google e outras – sem a necessidade de abrir conta em corretoras no exterior. Antes da mudança, apenas investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão em investimentos) tinham acesso a esse produto financeiro. Saiba mais sobre BDRs no podcast Educação Financeira. PODCAST: BDRs e outras oportunidades de investimento no exterior A B3 determinou que só serão acessíveis os BDRs não patrocinados e de "mercados reconhecidos". Inicialmente, foram assim classificados a Nyse (New York Stock Exchange) e da Nasdaq Stock Market (“Nasdaq”). Segundo a B3, serão avaliados posteriormente a inclusão de outras bolsas estrangeiras. O acesso aos BDRs era um pedido antigo de entidades do mercado, em especial depois que empresas brasileiras muito esperadas na bolsa decidiram abrir capital fora do país, como a XP Inc, PagSeguro e Stone. A Comissão de Valores Mobiliários havia aprovado a abertura de negociação de BDRs em agosto, mas a B3 pediu mais tempo para criar um regulamento próprio. Ibovespa volta a ultrapassar 100 mil pontos, com declarações feitas por Guedes e Maia O intervalo também serviu para que corretoras adaptassem os seus canais para que os serviços de home brokers pudessem oferecer a alternativa ao público de varejo. Nesta terça-feira (20), a CVM deu aval à alteração do Regulamento para Listagem e do Manual do Emissor da B3, permitindo que se abram as negociações. Em nota, a B3 afirma que a expectativa é "fomentar o mercado nacional, aumentando a diversidade de produtos disponíveis ao investidor local, incluindo o varejo, que demanda uma crescente diversificação de portfólio e exposição a ativos estrangeiros, e também incrementar as oportunidades de captação de recursos pelos emissores”. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Pronampe: programa de apoio a pequenas terá nova rodada e deve ser transformado em programa permanente

G1 Economia Segundo o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Nova, etapa da linha de crédito especial para micro e pequenas empresas terá juros mais altos e menor garantia do governo. O governo prepara também um Sistema Nacional de Garantias, para dar apoio às operações de crédito. Sebrae Pará O governo vai lançar a terceira fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), com mudanças em relação às duas primeiras etapas. A informação é foi dada nesta terça-feira (21) pelo secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, em live com entidades representativas das micro e pequenas empresas. A taxa de alavancagem dessa nova etapa será de quatro vezes e a perda a ser coberta pelo governo será de 25%, em vez dos 85% da carteira atuais. A taxa de juros será mais elevada que a atual (Selic mais 1,25% ao ano), mas não ultrapassará um dígito, disse. Pronampe: maioria dos grandes bancos não tem mais crédito para oferecer para micro e pequenas empresas Pequenas empresas sofrem com crédito escasso durante a pandemia A subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato, Antonia Tallarida, disse que a cobertura de 25% será suficiente para dar segurança aos bancos porque o maior nível da taxa de inadimplência das micro e pequenas empresas, registrado em 2017, foi de 21%. "O Pronampe será um programa permanente", disse Da Costa. O governo prepara também um Sistema Nacional de Garantias, para dar apoio às operações de crédito. Segundo Antonia, o projeto está sendo construído pelas secretarias de Produtividade, Emprego e Competitividade, de Política Econômica e o Banco Central. O projeto tem apoio da Corporación Andina de Fomento (CAF) e um decreto regulamentador deverá ser publicado até o fim do ano. O secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, diz que a intenção do governo é tornar o Pronampe em programa permanente VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio Veja Mais

Monsanto perde último recurso em caso de acidente com agricultor francês que inalou herbicida

G1 Economia Decisão foi tomada pela Suprema Corte da França e abre caminho para que outro tribunal defina indenização. Paul François inalou o agrotóxico Lasso em 2004 e argumenta que produto causou problemas neurológicos. Logo da Monsanto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), no dia 9 de maio REUTERS/Brendan McDermid A Monsanto, divisão da alemã Bayer, perdeu nesta quarta-feira (21) seu último recurso em uma longa batalha jurídica na França, na qual a produtora de agroquímicos foi considerada responsável pela inalação acidental de um herbicida por um agricultor. A Monsanto vinha tentando anular a sentença proferida em 2019 por um tribunal de apelações, que considerou as informações de segurança do produto da empresa inadequadas em relação ao acidente ocorrido com o produtor Paul François em 2004. Bayer fecha acordo bilionário nos EUA para encerrar processos contra agrotóxico mais vendido no mundo Quais são e para que servem os ingredientes dos agrotóxicos mais vendidos A suprema corte da França, porém, rejeitou o último recurso da companhia em uma decisão publicada nesta quarta-feira (21), abrindo caminho para que outro tribunal defina a indenização que deverá ser paga a François. O agricultor argumenta que a fumaça que inalou do herbicida Lasso, um produto posteriormente retirado do mercado francês, causou problemas neurológicos, incluindo perda de memória, desmaios e dores de cabeça. A Bayer disse em comunicado enviado por email que está analisando a decisão do tribunal. A empresa acrescentou que especialistas médicos indicados pela corte haviam apontado que o incidente não causou a doença citada por François. Produtos de proteção agrícola "não apresentam riscos à saúde humana se utilizados sob as condições de uso definidas no contexto da autorização de comercialização", afirmou a Bayer. Veja Mais

O que muda no currículo para conquistar vagas temporárias neste ano? Veja dicas

G1 Economia Com o crescimento do comércio eletrônico em função da pandemia, qualificações relacionadas a tecnologia, e-commerce e atendimento virtual devem ser priorizadas no currículo, diz especialista. Quinhentas mil vagas temporárias serão geradas este ano no Brasil Os últimos meses do ano trazem milhares de oportunidades temporárias para atender à demanda de final de ano, em especial nos setores de comércio e serviços. Projeção da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) é de que cerca de 400 mil vagas temporárias devem ser criadas no último trimestre. Em tempos de desemprego recorde, o trabalho temporário é uma chance de os desempregados voltarem ao mercado de trabalho. Por isso, ajeitar o currículo para essas vagas é essencial, segundo especialistas. De acordo com Rogerio Bragherolli, economista especialista em capital humano e empregabilidade, com o crescimento do comércio eletrônico em função da pandemia, qualificações relacionadas a tecnologia, e-commerce e atendimento virtual devem ser priorizadas no currículo. Veja as dicas de Bragherolli para elaborar o currículo digital: Destaque as habilidades com tecnologia e softwares digitais logo no topo da apresentação profissional. O modelo de trabalho remoto e as habilidades com o novo mundo digital vêm se consolidando, sendo parâmetros de diferenciais. Priorize informações relacionadas à flexibilidade profissional e de horário. Hoje é de suma importância o candidato apresentar disponibilidade para trabalho em formato home office, presencial ou como for melhor para a empresa. Crie um currículo digital com no máximo duas folhas, com linguagem simples e leitura amigável, layout profissional e convidativo. Isto é, com bom espaçamento entre linhas e destaques em negrito somente para as informações que devem ser ressaltadas, pouco sublinhados para não poluir. Atenção à comunicação. A vaga pode ser para atendimento virtual e vai se destacar o candidato que demonstrar a melhor maneira de se expressar, sem usar gírias, abreviações e outros vícios de linguagem que as redes sociais acabam incorporando. É fundamental demonstrar proatividade, interesse em aprender e trabalhar em equipe. Isso fará a diferença. Inclua o endereço do Linkedin e outras redes sociais que possam contribuir com sua imagem pessoal e profissional. Por isso, é fundamental que as informações estejam alinhadas com o currículo. Mas, antes de enviar o currículo, o candidato deve analisar se o seu perfil é compatível com a empresa e a função que será desempenhada. As vagas temporárias não exigem tantos requisitos quanto as oportunidades para cargos mais específicos. Por isso, o profissional tem maior liberdade para descobrir novas áreas e se desenvolver profissionalmente, aproveitando para ganhar aprendizado. Mas é importante o candidato avaliar as suas próprias características e analisar em que funções gostaria de trabalhar. Bragherolli alerta ainda sobre os cuidados nas mídias sociais. “Além do currículo, o recrutador irá recorrer à internet para obter mais informações, principalmente sobre comportamento. Atualmente, as redes sociais são filtros importantes”, diz. Ele aconselha evitar comentários religiosos, políticos e que envolvam assuntos polêmicos que possam levar ao questionamento de postura do candidato. Segundo ele, até mesmo um comentário “despretensioso” pode colocar tudo a perder. Outras dicas para o currículo Veja dicas gerais da Luandre Soluções em Recursos Humanos e da especialista em recolocação e carreira Taís Targa para elaboração do currículo: Simplicidade Informações claras e objetivas na ordem correta deixam o currículo mais atrativo e fácil de ser analisado pelo recrutador. Comece pelo objetivo Qual é sua área, cargo de interesse e expertise? Deixe claro o que você procura. Não adianta colocar várias opções, isso só dificulta a busca do recrutador. Abaixo dos objetivos, coloque uma nota informando a disponibilidade para trabalhos temporários e/ou freelancers. Especifique sua formação e experiência Algumas vagas exigem certo tempo de experiência. Se você já atuou por bastante tempo no mercado, em diferentes lugares, especifique, mas pode resumir as atividades executadas. As últimas experiências profissionais devem ser informadas da mais recente para a mais antiga. Caso ainda não tenha experiência, crie um tópico com suas habilidades (proatividade, fácil aprendizado e boa comunicação) e mencione no objetivo o grande interesse em entrar no mercado de trabalho temporário. Não minta sobre a fluência em idiomas Dependendo do perfil, local e público atendido, algumas lojas exigem fluência em inglês ou outra língua. Por isso, seja claro e honesto quanto às suas habilidades. Nunca esqueça de inserir dados pessoais e contatos Por mais óbvio que possa parecer, muitos esquecem de acrescentar ou atualizar essas informações e, por isso, perdem grandes oportunidades. O ideal é que essas informações estejam no topo do currículo, facilitando o trabalho de triagem. Veja abaixo um modelo de currículo disponibilizado pela consultora Taís Targa: Modelo de currículo sugerido pela consultora Taís Targa Reprodução Continuação do modelo de currículo sugerido pela consultora Taís Targa Reprodução Devo ou não colocar no currículo que perdi meu emprego por causa da pandemia? Entenda o trabalho temporário O trabalho temporário é prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços ou cliente. E essa contratação é somente para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços. A duração do contrato de trabalho máxima é de até 180 dias, com a possibilidade de ser prorrogado uma única vez por até 90 dias corridos, independentemente de a prestação de serviço ocorrer em dias consecutivos ou não. Ou seja, o prazo deve ser contado de forma corrida, considerando a contagem também dos intervalos contratuais, e não apenas considerando só os dias efetivamente trabalhados. Direitos trabalhistas previstos no contrato temporário jornada de trabalho de, no máximo, oito horas diárias - mas poderá ter duração superior na hipótese de a empresa tomadora de serviços utilizar jornada de trabalho específica; as horas que excederem à jornada normal de trabalho serão remuneradas com acréscimo de, no mínimo, 50%; acréscimo de, no mínimo, 20% da remuneração quando o trabalho for noturno; descanso semanal remunerado; remuneração equivalente à dos empregados da mesma categoria da empresa tomadora de serviços, calculada à base horária, garantido, em qualquer hipótese, o salário-mínimo regional; pagamento de férias proporcionais, calculado na base de um 1/12 do último salário; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); benefícios e serviços da Previdência Social; seguro de acidente do trabalho; anotação da condição de trabalhador temporário na Carteira de Trabalho e Previdência Social Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

E-mails grosseiros de trabalho podem causar estresse e problemas de sono, diz pesquisa

G1 Economia Estudo mostra que há a grosseria ativa, envolvendo comentários humilhantes ou desrespeitosos, e a passiva, em que os e-mails não são respondidos. E-mails grosseiros de trabalho podem causar estresse e problemas de sono Com o aumento de pessoas trabalhando em casa por causa da pandemia, a comunicação remota se tornou essencial para a execução do trabalho. Mas uma pesquisa da Universidade de Illinois, em Chicago, nos EUA, alerta que a troca de e-mails com conteúdo grosseiro pode levar ao estresse prolongado para os trabalhadores. Dois estudos mostram que e-mails rudes e indelicados podem afetar negativamente as responsabilidades de trabalho e a produtividade dos funcionários. As pessoas que lidam com essas trocas de mensagens também podem começar a sofrer de insônia, o que afeta seu estado emocional no dia seguinte. “Dado o uso predominante de e-mails no local de trabalho, é razoável concluir que esse problema está se tornando uma preocupação crescente”, diz Zhenyu Yuan, um dos autores do estudo, em um comunicado da universidade. Para 96,7%, home office será diferencial na hora de escolher um emprego, diz pesquisa MPT estabelece 17 recomendações para trabalho em home office; advogado diz que normas não têm força de lei Dois tipos de e-mails rudes Yuan e a equipe entrevistaram 233 funcionários nos Estados Unidos sobre suas experiências no tratamento de e-mails com conteúdo grosseiro. Em seguida, examinaram os efeitos colaterais dessas comunicações sobre o bem-estar e os hábitos de sono dos funcionários. Os autores descobriram que há dois tipos principais de e-mails rudes no local de trabalho. A grosseria ativa no e-mail envolve comentários humilhantes ou desrespeitosos do remetente ao destinatário. A grosseria passiva de um e-mail pode ser mais difícil de diagnosticar. Isso ocorre quando os e-mails de um remetente não são respondidos, fazendo parecer que uma opinião ou solicitação está sendo intencionalmente ignorada. Os resultados revelam que a grosseria ativa tende a criar fortes emoções negativas nos destinatários. A grosseria passiva deixa os remetentes com mais sentimentos de incerteza e resulta em mais problemas de sono. “Como os e-mails são armazenados com segurança, as pessoas podem ter a tendência de revisitar um e-mail perturbador ou verificar constantemente se há uma resposta solicitada, o que só pode agravar o problema da grosseria do e-mail”, explica Yuan. Aprendendo a deixar ir Os pesquisadores dizem que os funcionários precisam se “distanciar psicologicamente” após receber e-mails de trabalho negativos. Outra solução é desligar os dispositivos de trabalho após o expediente. O estudo também sugere que os gerentes devem definir padrões e limites claros sobre as expectativas de sua empresa para responder a e-mails de trabalho. “Deve-se observar que os esforços para lidar com a grosseria do e-mail não devem ser interpretados como o mesmo que criar pressão para que funcionários e gerentes sempre verifiquem seus e-mails e respondam a e-mails”, destaca Yuan. “Pelo contrário, estabelecer normas de comunicação claras e razoáveis pode ser eficaz para ambos”, conclui. Troca de e-mails, home office, escritório, trabalho Georgia de Lotz/ Unsplash Assista a mais notícias de Economia: Veja Mais

Embrapa desenvolve 'exame de sangue da terra' que promete revolucionar a análise de solo

G1 Economia Bioanálise é 100% nacional e é capaz de saber a qualidade de vida da terra. Técnica é resultado de 30 anos de pesquisa. Embrapa desenvolve 'exame de sangue da terra' que promete revolucionar a análise de solo Um dos desafios da agricultura é avaliar a qualidade do solo além dos aspectos físicos e químicos dele. Porém, uma novidade pode dar mais informações para o produtor rural. Depois de 30 anos de estudos, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram um teste capaz de analisar mais informações do terreno, saber como está a saúde área. Assista a todos os vídeos do Globo Rural A análise biológica da terra, um teste que mede o nível de vida do solo, é uma novidade que pode trazer grandes vantagens para o agricultor. Ele funciona como um “exame de sangue” do solo. A tecnologia é 100% nacional e tem um custo acessível (veja os laboratórios que fazem a bioanálise). A biologia do solo O Brasil é um gigante na produção de diversos alimentos e tanta fartura só pode existir se houver riqueza no solo. E entender a vida debaixo da terra é um desafio tão antigo quanto a agricultura. O motivo é que a qualidade da terra é fundamental para qualquer lavoura, é a base de tudo. Além de ser rico em nutrientes, como fósforo ou nitrogênio, o solo também precisa ser saudável, conter fungos, bactérias e outros organismos. “Quando o agricultor mandava a amostra do solo para o laboratório, havia uma grande lacuna nessas análises que era a ausência do componente biológico”, explica Ieda de Carvalho Mendes, pesquisadora da Embrapa. As propriedades biológicas da terra indicam a riqueza da vida do solo. Esses organismos imperceptíveis a olho nu ajudam a decompor a matéria orgânica, reciclam nutrientes e fixam oxigênio para as plantas. Em resumo, vida no solo melhora a vida da lavoura. “Uma grama de solo deve conter em torno de 1 bilhão de células e bactérias, é um universo paralelo que a gente tem embaixo dos nossos pés”, acrescenta Ieda. Diante de tanta importância, a Embrapa Cerrados, criou um teste inovador, chamado de bioanálise ou análise biológica do solo. Durante mais de 20 anos de estudo, os pesquisadores analisaram mais de 30 tipos de substâncias presentes no solo para avaliar como está a saúde dele. Com a nova análise, é possível saber tudo o que já passou pela terra: adubo, agrotóxicos, diferentes culturas, os tipos de manejo, toda a memória que a terra carrega. “A gente consegue acessar essa memória e saber se aquele manejo está favorecendo a saúde do solo ou se está levando à degradação. Da mesma forma que no exame de sangue”, explica a pesquisadora da Embrapa. Como funciona? O teste é rápido, basta coletar amostras de terra e aplicar os reagentes. Os resultados são detectados pela análise de cores. Com uma tabela desenvolvida pela Embrapa, é possível medir as propriedades químicas e biológicas do solo. O estudo ainda avalia três funções do solo: Capacidade de fornecer nutrientes; Capacidade de armazenar esses nutrientes; Capacidade de trocar os nutrientes com a planta. “O agricultor brasileiro vai ser o único do mundo que vai poder acessar como que está o funcionamento do seu solo com relação a suprimento de nutrientes. É uma coisa única no mundo”, comemora Ieda de Carvalho Mendes. Testes já mostram bons resultados Antes de lançar a bioanálise no mercado, os pesquisadores realizaram testes em mais de 100 propriedades rurais. Um dos parceiros do estudo é o agricultor e agrônomo José Mário Ferreira, que produz em 2 mil hectares no município de Padre Bernardo, em Goiás. Ele cultiva milho, entra com o gado na entressafra e depois planta soja. A primeira análise biológica do solo na fazenda foi feita no ano passado, e o resultado mostrou que o manejo na integração entre lavoura e pecuária estava correto, mas era possível melhorar, por exemplo, a cobertura de solo para o cultivo de grãos. Com o resultado em mãos, José Mário decidiu aumentar o tempo do capim, de 6 meses para 1 ano e meio. “Quando a gente plantou a soja, na sequência, a gente percebeu que o vigor da soja estava melhor em relação à área que ficou só 6 meses”, conta. Com a mudança, o produtor hoje produz cerca de 70 sacas de soja por hectare, muito acima da média nacional, sem o uso de fungicidas. Onde fazer? Atualmente, a bioanálise está disponível em 9 laboratórios habilitados pela Embrapa (clique aqui e veja). O teste sai entre R$ 120 e R$ 150 por amostra. No momento, a análise biológica do solo só é realizada no Cerrado, em cultivos anuais, como soja, milho, algodão e feijão. Os pesquisadores trabalham para ampliar a área de cobertura dos testes. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural Veja Mais

Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos de 25/10/2020

G1 Economia Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Franquias de audiovisual criam novos negócios na pandemia Artes Filmes Rua Francisco Afonso de Melo, 230, Parque Santana Mogi das Cruzes/SP - CEP: 87171-130 Telefone: (11) 2896-9232 E-mail: artesfilmes@artesfilmes.com.br Site: https://artesfilmes.com.br// Facebook: https://www.facebook.com/artesfilmes Instagram: https://www.instagram.com/artesfilmes_mogidascruzes/ Veja a reportagem: Película adesiva ajuda a salvar a vida de pássaros Película Chic Rua dos Cumurupis, 121 - Jurerê Internacional Florianópolis/SC - CEP: 88053-464 Telefone: (48) 3232-6471/ (48) 98824-5678 E-mail: atendimento@peliculachic.com.br Site: https://www.peliculachic.com.br Instagram: @peliculachic Veja a reportagem: Startup aluga móveis de escritório para trabalhar em home office Tuim - Móveis por Assinatura São Paulo - SP Site: www.tuim.com.br E-mail: contato@tuim.com.br WhatsApp: 11 94287-9729 Instagram: https://instagram.com/tuim.br Facebook: https://www.facebook.com/tuim.br/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/tuimbrasil Veja a reportagem: Startup cria molhos especiais feitos só de planta 100 Foods Telefone: (11) 4003-1144 Site: www.100foods.com.br Email: contato@100foods.com.br Redes sociais: @100foods The Good Food Institute Site: www.gfi.org.br Email: gfibr@gfi.org Veja a reportagem: Revendedoras de semijoias usam canais on-line para recuperar a clientela La Folie Complements Avenida Maria Amália Lopes de Azevedo, 89 loja 2- Vila Albertina São Paulo/SP - CEP: 02350-011 Telefone: (11) 22040891 Instagram: @lafoliecomplements Gazin SemiJoias Site: https://gazinsemijoias.com.br/ Instagram: https://www.instagram.com/gazinoficial/ Facebook: https://www.facebook.com/gazinoficial E-mail:sac@gazinsemijoias.com.br SAC: 0800 887 0869 Veja a reportagem: Ateliê faz bonecas a partir de fotografias de clientes Costurinha Andradas Rua Major Bonifácio, 140 – Centro Andradas/ MG - CEP: 37795-000 Telefone: (35) 99108-2902 Email: costurinhandradas@outlook.com Instagram: www.instagram.com/costurinhandradas Veja a reportagem: Empresa desenvolve solado inteligente com GPS GPS Smart Sole Site: http://gpssmartsole.com/gpssmartsole/smartsole-videos/ Veja Mais

Startup cria molhos especiais feitos só de planta

G1 Economia Produtos custam entre R$ 12 e R$ 15 e não contam com adição de açúcar e nem sódio, além de não existir nenhum conservante ou colorante artificial na receita. Startup cria molhos especiais feitos só de planta Para atender consumidores que querem reduzir o consumo de alimentos de origem animal, uma startup criou molhos 100% naturais feitos somente à base de plantas. Os produtos não contam com adição de açúcar e nem sódio, além de não existir nenhum conservante ou colorante artificial na receita. A empresa lançou os primeiros produtos em 2018 com valores que custam entre R$ 12 e R$ 15. Veja todos os vídeos do PEGN “O foco do desenvolvimento da nossa tecnologia tá na parte de ingredientes e no mix que a gente faz nos ingredientes para se transformar na fórmula final do produto", explica Paulo Ibri, sócio juntamente com Guilherme Sortino, na startup. Com uma linha que traz catchup, barbecue e mostarda, por exemplo, a ideia é conquistar o público chamado de "flexitariano". “Esse consumidor é um consumidor que busca em alguns momentos ou do seu dia, ou da semana ou em alguns momentos da sua vida reduzir o seu consumo de produtos de origem animal. Mas ele não interrompe completamente", explica a consultora Raquel Casseli. O segredo da maionese Dentre os produtos oferecidos, o carro-chefe é a maionese vegana. Um dos segredos é o uso de ervilha no lugar dos ovos, mas nem todos os ingredientes são revelados. A produção é toda terceirizada, mas os funcionários não têm acesso à fórmula final. Com o sucesso dos molhos, os empresários também estão preparando hambúrguer e nuggets feitos de planta, com gosto similar ao tradicional. Os produtos devem ser lançados ainda este ano. FOODTECH MOLHO 100 Foods Telefone: (11) 4003-1144 Site: www.100foods.com.br Email: contato@100foods.com.br Redes sociais: @100foods The Good Food Institute Site: www.gfi.org.br Email: gfibr@gfi.org Reveja vídeos mais assistidos do Pegn: Veja Mais

Aumento dos custos preocupa produtores rurais no interior de SP

G1 Economia Calor dos últimos meses e tempo seco contribuíram para o crescimento nos custos de produção. Aumento dos custos preocupa produtores rurais no interior de SP Reprodução/TV TEM O alto custo nas produções rurais vem preocupando os produtores do interior paulista. O aumento ocorre devido ao calor feito nos últimos meses e também ao tempo seco. O pecuarista Thomas Rocco, de Araçatuba (SP), conta que, no pasto, apesar do gado comer pouco, a deficiência de nutrientes atrapalha na engorda dos animais. Dessa forma, a saída é reforçar o alimento no cocho. Mas, apesar de ter mais qualidade, o valor é mais alto. Thomas comenta que está pagando R$ 60 no saco de seis quilos e que, em outubro de 2019, o valor não passava de R$ 42. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 25/10/2020) Aumento dos custos preocupa produtores rurais no interior de SP Em uma plantação de uva há mais de 2,3 mil pés e, para que a produção não dê prejuízo para o produtor rural Alberto Figueiredo da Silva na hora da colheita, foi preciso realizar algumas adaptações. Uma delas, por exemplo, foi dobrar a quantidade de água para irrigação. Mas isso tem feito com que a conta de energia aumente. Já em outra produção, para uma bomba captar água do rio e irrigar os 24 hectares com batata doce, foi necessário dobrar a quantidade de combustível, segundo o produtor rural Ricardo Lemes, já que na propriedade não tem bomba elétrica. Aumento dos custos preocupa produtores rurais no interior de SP Reprodução/TV TEM Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo Veja Mais

Apesar de bancar custos e trabalhar além da jornada, trabalhador vê aumento da produtividade no home office

G1 Economia Pesquisa feita pelo Instituto DataSenado aponta ainda que a maioria das empresas não tinha a modalidade de trabalho implantada antes da pandemia. Ministerio Público do Trabalho cria 17 recomendações para home office Pesquisa feita pelo Instituto DataSenado mostra que o home office melhorou a produtividade para 41% dos entrevistados. A maioria, no entanto, não recebeu auxílio da empresa para ter os equipamentos necessários ao trabalho nem ajuda para despesas com energia elétrica e internet. E quase 80% afirmaram trabalhar além do horário normal da jornada. A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 18 de setembro com 5 mil pessoas, em amostra representativa da população brasileira. Produtividade aumentou Para boa parte dos entrevistados, houve aumento de produtividade com o teletrabalho, tanto em relação ao próprio desempenho quanto ao da empresa. Produtividade dos profissionais: Aumentou: 41% Permaneceu igual: 38% Diminuiu: 19% Produtividade da empresa: Aumentou: 37% Permaneceu igual: 34% Diminuiu: 26% Dois terços dos trabalhadores em home office trabalham por hora e um terço, por produtividade. Entre os que trabalham por jornada, 61% dizem receber mensagens, ligações ou e-mails fora do horário regular de trabalho. Além disso, 78% afirmam já ter trabalhado além do horário normal da jornada. Mais da metade dos entrevistados (60%) afirmou que a empresa não tinha essa modalidade de trabalho implantada antes da pandemia, e 42% se julgavam sem preparo para começar a trabalhar remotamente. No entanto, para 70%, foi fácil se adaptar ao teletrabalho. Entre os brasileiros que já trabalharam à distância, dois terços (66%) afirmaram que o trabalho nessa modalidade se deu em razão do isolamento social causado pela pandemia. Sem ajuda para equipamentos e despesas Sete em cada 10 trabalhadores (70%) já possuíam o equipamento necessário para realizar o trabalho em casa. E mais da metade (57%) respondeu que os equipamentos eram próprios. A maioria dos trabalhadores remotos (68%) não recebeu auxílio da empresa para ter os equipamentos necessários ao trabalho. Segundo os resultados, a maior parte dos trabalhadores remotos pagam a energia elétrica e a internet que utilizam para trabalhar em casa. No caso da energia elétrica, 86% pagam a totalidade dos valores. Outros 11% pagam com ajuda da empresa e somente 3% afirmaram que a empresa paga as despesas. Em relação à internet, 84% pagam a totalidade da despesa, 10% pagam com ajuda da empresa e 6% têm o pagamento integral feito pela empresa. Redução de salário e perda de benefícios Aproximadamente um em cada cinco (19%) trabalhadores remotos teve redução de salário ao iniciar o teletrabalho. Além disso, quase um quarto (24%) perdeu algum benefício ou auxílio que era pago no trabalho presencial. Maiores dificuldades e vantagens Em relação às dificuldades enfrentadas ao iniciar o teletrabalho, a mais citada foi a falta de internet de qualidade e conciliar trabalho com tarefas domésticas: Falta de internet de qualidade: 22% Conciliar trabalho com tarefas domésticas: 20% Falta de equipamento de informática adequado: 16% Falta de convívio com colegas de trabalho: 15% Falta de local adequado em casa: 9% Sobrecarga de trabalho: 9% Outro: 5% Não tive dificuldade: 3% Já a vantagem do teletrabalho citada em maior frequência é o horário flexível, seguida de ter mais tempo para a família: Horário flexível: 28% Ter mais tempo parta a família: 24% Não ter deslocamento para o trabalho: 24% Diminuição de despesas: 12% Maior produtividade: 7% Não vejo vantagem: 2% O teletrabalho trouxe benefícios também para a vida pessoal, segundo a pesquisa. A maioria dos entrevistados percebeu aumento no nível de bem-estar pessoal (49%) e melhoria no ambiente familiar (48%). Tempo de deslocamento Antes de começar o teletrabalho, 50% dos entrevistados gastavam mais de 15 minutos a 1 hora no deslocamento até chegar no local de trabalho: Mais que 15 minutos até 30 minutos: 25% Mais que 30 minutos até 1 hora: 25% Até 15 minutos: 17% Mais que 1 hora e meia até 2 horas: 14% Mais que 1 hora até 1 hora e meia: 12% Mais que 2 horas: 4% Gastos diminuem Após entrar em home office, os gastos mensais diminuíram para 36% dos pesquisados, permaneceram iguais para 34% e aumentaram para 29% dos entrevistados. Modelo híbrido de trabalho Mais da metade de quem trabalha em home office afirma que iria preferir um emprego em modelo híbrido, parte em casa, parte presencial, caso recebesse uma proposta de trabalho: Em parte presencial: 56% Totalmente presencial: 21% Totalmente teletrabalho: 19% Recomendações do MPT para o home office O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou uma nota técnica com 17 recomendações para o trabalho em home office para empresas, sindicatos e órgãos da administração pública alegando que o objetivo é garantir a proteção dos trabalhadores. Entre os pontos abordados pelo MPT estão a preservação da privacidade, reembolso de despesas, infraestrutura para o trabalho remoto, informação sobre desempenho, ergonomia, pausa para descanso, ajuste de escala para as necessidades familiares e controle de jornada - veja aqui todos os pontos. Segundo Peterson Vilela, advogado trabalhista do L.O. Baptista Advogados, as recomendações não têm força de lei, mas são uma espécie de 'roteiro' utilizado pelo MPT para as denúncias envolvendo a modalidade de home office. Assista à live Agora é Assim sobre trabalho pós-pandemia: Veja Mais

MPF acusa BHP e Vale de conluio para reduzir pagamentos a vítimas de desastre

G1 Economia Procuradores argumentaram que juiz decidiu caso que prejudicaria vítimas sob sigilo, apesar de pedidos para acesso do Ministério Público Federal. Desalojados no desastre de Mariana ainda não têm casa definitiva; rompimento da barragem ocorreu em 2015 Reprodução/JN O Ministério Público Federal (MPF) acusou as mineradoras BHP e Vale de conluio com um advogado para reduzir a indenização de vítimas do rompimento de uma barragem de rejeitos em Mariana (MG) e interferir em um processo judicial histórico que tramita no Reino Unido contra a BHP. O rompimento da barragem ocorreu em 2015, em uma instalação da Samarco, joint venture de BHP e Vale, liberando uma enxurrada de lama que matou 19 pessoas. O colapso também é considerado o maior desastre ambiental da história do país, contaminando o rio Doce por centenas de quilômetros até o oceano. Em um documento de 91 páginas anexado aos autos do processo na quinta-feira (22), procuradores de Minas Gerais criticaram um juiz que aceitou impor limites de compensação a nove requerentes e, depois, estendeu os limites para todas as vítimas de Baixo Guandu (ES), afetadas pelo rio de lama proveniente do desastre. Detalhes da decisão estão sob sigilo. As reivindicações de danos morais foram limitadas a R$ 10 mil. Baixo Guandu possui cerca de 31 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vale e BHP não responderam de imediato a pedidos por comentários. Os procuradores disseram que o juiz decidiu o caso sob sigilo, sem a devida participação do MPF, apesar dos pedidos para acesso. A decisão colocaria fim às responsabilidades da BHP, Vale e Samarco pelas vítimas que aceitarem a indenização, segundo os procuradores. As vítimas que receberam pagamentos com base na decisão não teriam a oportunidade de pedir uma indenização adicional fora do país. A BHP também é objeto de uma ação judicial de 6,3 bilhões de dólares no Reino Unido, movida por 200 mil pessoas e grupos do Brasil. A mineradora classificou o processo como "sem sentido e perda de tempo." O recurso do MPF é o mais recente de uma série de ações judiciais em andamento contra Vale e BHP pelo desastre, que fizeram com que as empresas realizassem provisões multibilionárias. Veja Mais

Preço do petróleo fecha em queda com aumento de oferta na Líbia

G1 Economia Aumento da quantidade de casos de coronavírus na Europa e nos Estados Unidos também preocupou investidores. O petróleo recuou quase 2% nesta sexta-feira (23), acumulando perdas na semana, com a antecipação de um aumento de oferta na Líbia e preocupações com a demanda causada pela crescente contagem de casos de coronavírus nos Estados Unidos e Europa. Os preços da commodity despencaram após a National Oil Corp (NOC, na sigla em inglês), da Líbia, anunciar que suspendeu a força maior de embarques em importantes portos e que a produção atingirá 1 milhão de barris por dia dentro de quatro semanas. "Assim que essa notícia saiu, o mercado afundou", disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia do Mizuho em Nova York. O petróleo dos EUA (WTI) fechou em queda de 0,79 dólar, ou 1,9%, a US$ 39,85 por barril. O petróleo Brent recuou 0,69 dólar, ou 1,6%, para US$ 41,77 o barril. Na semana, os contratos futuros do WTI cederam 2,5% e o Brent perdeu 2,7%. A Itália e diversos Estados norte-americanos reportaram recordes diários para os números de casos de coronavírus, enquanto a França ampliou toques de recolher para cerca de dois terços de sua população, à medida que a segunda onda da Covid-19 avança pela Europa. Covid-19: governos da Europa adotam toque de recolher "O que está segurando o mercado é a incerteza em relação à demanda - quando teremos uma vacina, quando as coisas vão voltar ao normal, preocupações com mais 'shutdowns'", afirmou Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago. Veja as últimas notícias de economia Veja Mais

CMN adia para 2021 liberação da portabilidade para cheque especial

G1 Economia Regra permite que cliente transfira dívida de um banco para outro que ofereça melhores condições. Liberação, inicialmente prevista para março, já havia sido adiada para novembro. O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou para março de 2021 a entrada em vigor de mudanças na regra da portabilidade de crédito, que permite aos clientes transferir o saldo devedor de uma instituição financeira para outra que ofereça condições mais vantajosas. Entre as mudanças adiadas está a liberação da portabilidade para dívidas no cheque especial. Também foi adiada a permissão para que créditos imobiliários contratados originalmente no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), onde as condições são negociadas livremente entre bancos e clientes, possam ser transferidos para operações dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que por sua vez é regulamentado pelo governo federal. Atualmente, a portabilidade já é possível para financiamentos imobiliário feitos dentro do SFI, ou seja, o cliente pode trocar de instituição financeira, entretanto o financiamento precisa ficar dentro desse sistema. Com juros baixos, portabilidade de financiamento imobiliário dispara 625% no ano até julho As mudanças foram aprovadas em novembro do ano passado e já tiveram a entrada em vigor adiada uma vez, de abril para novembro de 2020. Segundo o Banco Central, esse novo adiamento decorre da necessidade de as instituições reguladas concentrarem esforços, especialmente em tecnologia, nos projetos prioritários e estruturantes para o Sistema Financeiro Nacional: o Pix e o Sistema Financeiro Aberto (Open Banking). Também foi adiada para março de 2021 a criação do “Documento Descritivo de Crédito (DDC)”. Esse documento será fornecido pelas instituições financeiras com as informações solicitadas pelo devedor referentes à operação de crédito contratada. Crédito no exterior O CMN também aprovou uma resolução que facilita a captação de recursos no exterior para operações de repasse. Nesse tipo de operação, o banco brasileiro pega um empréstimo no exterior e repassa a seus clientes nas mesmas condições do empréstimo original, como prazo e taxa de juros. Pelas regras atuais, esse dinheiro precisava ir direto para o banco brasileiro para repasse ao cliente. Com isso, o banco brasileiro precisava captar o dinheiro já com a lista de clientes que receberiam o recurso no Brasil. Com a mudança aprovada, o banco brasileiro poderá abrir uma conta no exterior para receber esse recurso e fazer o repasse à medida que os pedidos de empréstimo no Brasil forem aprovados. A mudança vale para qualquer banco brasileiro, mas apenas para recursos captados de agências de desenvolvimento ou bancos multilaterais de desenvolvimento. “A medida tem como objetivo dar mais eficiência ao mercado financeiro, facilitando as captações externas para os agentes econômicos financiarem seus projetos no País”, afirmou o Banco Central. VÍDEOS: Últimas notícias de economia Veja Mais

Desemprego depois dos 40: como lidar com a discriminação de idade

G1 Economia Profissional deve superar estereótipos como problemas para lidar com mudanças e equipe mais nova e até falta de saúde e energia. Profissionais acima dos 40 devem se preparar para enfrentar preconceito com idade em processos de seleção Andrea Piacquadio/Pexels Em meio ao desemprego recorde, profissionais com mais de 40 anos, além de enfrentar um mercado cada vez mais competitivo, podem ter de entrar na disputa em posição de desvantagem porque precisam também superar a questão da discriminação de idade. Um dos autores do livro “Finding Work After 40: Proven Strategies for Managers and Professionals” (Achando trabalho depois dos 40, estratégias comprovadas para gestores e profissionais, em tradução livre), Robin McKay Bell afirma que esses profissinais devem estar prontos para enfrentar a questão do ageísmo (discriminação por idade) em seleções de emprego. Segundo Bell, antes da entrevista, esse profissional se prepara lembrando detalhes dos empregos anteriores e o quanto se saiu bem em cada um. Só que na “hora H”, o gerente da área com a vaga aberta e o profissional de RH que vão entrevistá-lo são pelo menos 15 anos mais novos. “Há um olhar de surpresa no rosto do gerente. Seu currículo não diz sua idade, mas não tem mais como esconder. Você tem mais de 50 anos e nunca esteve tão consciente disso. A entrevista toma rumos estranhos e, mais tarde, quando se lembra dela, percebe que não conseguirá o emprego e se arrepende de não ter se preparado para a questão da idade”, afirma Bell. Ele e Liam Mifsud propõem na obra que os profissionais façam uma análise sobre os estereótipos e as objeções mais comuns de empregadores em relação aos candidatos mais velhos para estarem melhor preparados para as seleções. Os dois autores chamam de “sete elefantes" os estereótipos em relação aos profissionais mais velhos que influenciam nas seleções. “O desafio é reconhecer e entender cada elefante e responder de forma positiva”, afirma Bell. Depois de vencer essa etapa, segundo ele, é hora de “relaxar, sorrir, olhar os entrevistadores nos olhos, ser você mesmo e não pensar na idade." Veja o que são esses sete elefantes e como lidar com cada um deles: 1. Pessoas mais velhas não trabalham para um chefe mais novo ou com uma equipe jovem Segundo Bell, este é um “elefante grande”. O candidato mais qualificado pode perder o cargo porque os mais jovens não querem uma pessoa mais velha trabalhando abaixo deles. Eles não conseguem aceitar alguém da mesma idade de seus pais se reportando a eles. Nas pirâmides corporativas, há pessoas mais velhas no topo, por isso, a expectativa é que, em uma certa idade, uma pessoa ocupe um lugar específico na hierarquia. Pergunte a si mesmo: o sucesso na função significa ser capaz de se encaixar em uma equipe jovem ou será o resultado do acúmulo de experiências e habilidades técnicas? Se a equipe é jovem, sua idade será um fator a ser pesado. Mas, se o trabalho requer experiência e habilidades que você tem, a idade não deve ser um problema. O que fazer: faça a pergunta mencionada acima na entrevista. É uma maneira de expor a verdade sobre a posição e a cultura da empresa. 2. Pessoas mais velhas são superqualificadas O empregador pode ter receio de que você está aceitando o trabalho para ficar por um tempo até encontrar algo melhor. O que fazer: Sugira que seja feito um contrato com o período mínimo de permanência na empresa e destaque no seu currículo apenas as experiências relevantes para a vaga. Se o seu currículo está repleto de experiências, foi você quem informou a eles que é superqualificado. 3. Pessoas mais velhas não têm energia Mesmo com exercícios regulares, é provável que você esteja menos em forma do que estava há 10 anos. Mas, no local de trabalho, os jovens podem desperdiçar muita energia. Uma pessoa madura muitas vezes realizará mais no mesmo período de tempo, porque a tarefa é realizada de forma mais eficiente e focada. Na história da lebre e da tartaruga, a tartaruga vence porque ela não está distraída, completa a corrida com um ritmo lento e constante. Ela conhece seus limites e trabalha com eles para ter sucesso. O que fazer: Para conseguir o emprego, o empregador deve estar convencido de que você tem a quantidade certa de energia e é capaz de sustentá-la. Mostre entusiasmo pela vaga. Se você correu uma maratona, completou uma corrida de ciclismo ou escalou montanhas, mencione essas práticas esportivas. Mas não importa se não tiver isso para mencionar. O que vale é passar a impressão de que você tem energia e saúde para o entrevistador. 4. Trabalhadores mais velhos têm problemas de saúde Isso se liga à questão da energia, e problemas de saúde podem complicar a vida na meia-idade. Você parece saudável? Sua aparência diz que você está cuidando de si mesmo? Há leis em diversos países (inclusive no Brasil) que impedem os empregadores de discriminar candidatos por motivos de saúde e incapacidade. O que fazer: Você precisa ser honesto consigo mesmo e estar preparado para ser sincero com um potencial empregador. Invista em sua saúde e aparência para demonstrar uma atitude positiva. 5. Trabalhadores mais velhos têm dinheiro, então não precisam do emprego Um recrutador pode pensar que você não está tão motivado quanto alguém mais jovem porque, para você, o dinheiro não é um problema. Porém, você pode precisar do dinheiro mais do que um candidato mais jovem. O que fazer: Mencione na entrevista as razões pelas quais você é o melhor candidato: foque na realização pessoal, no desejo por novos desafios e experiências e na sua motivação para o sucesso, que pode incluir recompensas financeiras. 6. Pessoas mais velhas não são mentalmente ágeis Há evidências na ciência de que, à medida que envelhecemos, nossa inteligência fluida diminui. Essa inteligência é a capacidade de pensar independente do conhecimento adquirido para aplicar lógica à resolução de problemas. Com base nisso, os jovens tendem a pensar que os mais velhos são mais lentos e, portanto, menos ágeis mentalmente. Já a inteligência cristalizada é o conhecimento adquirido pela experiência e inclui habilidades verbais, repertório e capacidade de criar analogias. As habilidades de negociação, por exemplo, dependem da inteligência cristalizada. Evidências mostram que a inteligência cristalizada aumenta com a idade. Portanto, para os autores do livro, a rejeição em não contratar pessoas mais velhas não é baseada na ciência. O que fazer: Prepare-se para a entrevista com informações relevantes sobre a empresa e a área de atuação dela. Com esse conhecimento, você parecerá tão brilhante como um candidato mais jovem. 7. Trabalhadores mais velhos não sabem lidar com mudança Alguns empregadores podem pensar que você não tem habilidade para lidar com mudanças porque eles já têm alguém assim na equipe. Mas pessoas maduras são muitas vezes mais aptas do que seus colegas mais jovens a lidar com mudanças no trabalho porque eles já aprenderam a se adaptar a situações de todos os tipos. Bell cita que profissionais mais velhos não vêm uma recessão como algo novo porque passaram por outras. Assim, a experiência em gerenciar situações em tempos difíceis prova que eles sabem como lidar com mudanças. O que fazer: Relembre vários episódios em que você teve que mudar para atingir novos objetivos e mencione-os durante a entrevista. Quando você entrar na sala de entrevista e perceber que é mais velho que todos os outros, terá um pouco mais de confiança para ganhar a vaga. Preparação para a entrevista Veja dicas do site Glassdoor que podem ajudar na preparação para a entrevista: Estude a empresa: visite o site da empresa para conhecer sobre a história, cultura, valores e seu posicionamento no mercado. Consulte também notícias que saíram na imprensa. Pesquise sobre a vaga que está disputando: estude as atribuições, as tendências mais recentes, o perfil típico de quem ocupa a vaga e a faixa salarial no mercado. Atualize-se constantemente: qualquer profissional deve manter-se atualizado, com cursos, pós-graduações e aulas de idiomas. Veja como os assuntos que você tem estudado podem contribuir para a empresa. Leia também sobre notícias do setor, identificando os desafios e as áreas mais promissoras. Perguntas esperadas Veja as perguntas mais comuns durante uma entrevista de emprego, segundo o Glassdoor: Conte algo sobre si mesmo. O que fez você escolher a sua área? Você tem alguma experiência neste campo? Se sim, por que você deixou o emprego anterior? Quais são os motivos de você ter ficado um longo período fora do mercado de trabalho? Se você já teve um negócio próprio, por que desistiu para conseguir um emprego? Conte-me sobre uma situação que você tenha superado todas as expectativas de trabalho. Como você planeja sua carreira para daqui a 10 anos? Na sua opinião, o que é um funcionário ideal? Você fica satisfeito em trabalhar em equipe ou prefere trabalhar individualmente? Por quê? A recomendação é que o candidato seja verdadeiro, amistoso, valorize suas características e ressalte seus pontos positivos. E pode demonstrar interesse pela empresa, fazendo perguntas sobre o cargo e o setor de atuação. Assista à live Agora é Assim? sobre trabalho pós-pandemia: Veja Mais

Auxílio Emergencial: Caixa paga segunda parcela de R$ 300 a 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família

G1 Economia Benefício será pago nesta sexta-feira a trabalhadores cujo número do NIS termina em 5. A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta sexta-feira (23) a segunda parcela de R$ 300 do Auxílio Emergencial Extensão a 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família cujo número do NIS termina em 5. Os pagamentos são feitos da mesma forma que o Bolsa. O calendário desta parcela segue até 30 de outubro. As duas últimas serão pagas em novembro e dezembro. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Confira as datas para o pagamento da nova fase do Auxílio Emergencial de R$ 300,00 Trabalhadores fora do Bolsa Para os beneficiários do Auxílio Emergencial que não fazem parte do Bolsa Família, a Caixa ainda está pagando parcelas anteriores. O primeiro lote de aprovados (que recebeu a primeira parcela em abril) está recebendo a primeira parcela de R$ 300 - os pagamentos vão até 30 de novembro, de acordo com o mês de aniversário do trabalhador. Aprovados em lotes posteriores ainda estão recebendo as parcelas de R$ 600. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial - Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial Veja Mais

STF decide que cabe a Mato Grosso do Sul cobrar ICMS sobre gás importado da Bolívia

G1 Economia Ministros analisaram ações apresentadas por MS contra SP, SC e RS. Mato Grosso do Sul diz ter direito ao imposto porque abriga Petrobras Corumbá, responsável pela importação. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (22) que cabe ao estado de Mato Grosso do Sul a cobrança do ICMS sobre a importação de gás natural da Bolívia feita pela Petrobras. O ICMS é um tributo de competência dos estados e do Distrito Federal, que incide sobre a circulação de mercadorias, entre outras atividades econômicas. Os ministros decidiram, por 5 votos a 4, uma disputa jurídica iniciada em 2006. O governo de MS acionou o Supremo contra os estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, argumentando que teria direito ao ICMS por abrigar a empresa responsável pelo ingresso do gás natural no país – no caso, a unidade da Petrobras Corumbá. Em resposta, os estados de SP, SC e RS afirmaram que a cobrança deveria ser feita nos estados de destino da mercadoria, ou seja, pelos três governos estaduais. Para eles, o Mato Grosso do Sul seria apenas um "local de passagem" do produto, que é importado via Gasoduto Brasil-Bolívia. O debate sobre o local de recolhimento do tributo tem ampla repercussão econômica. O estado de São Paulo, por exemplo, estimou prejuízo de R$ 15 bilhões em 2019, segundo o procurador do Estado Pedro Luiz Tiziotti. Sessão No julgamento concluído nesta quinta-feira, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, votou no sentido de que a cobrança é tarefa de Mato Grosso do Sul. "Até que seja alterado o destinatário jurídico da importação, o sujeito ativo decorrente do ICMS importação é o estado-membro em que situado o estabelecimento do importador, a Petrobras Mato Grosso do Sul, qual seja, Mato Grosso do Sul, destinatário legal da mercadoria e que deu causa à circulação do gás com a transferência de domínio", afirmou. O ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência, votando contra o pleito de Mato Grosso do Sul. No entendimento do ministro, o estado não tem participação na operação de importação de gás, já que o produto segue direto aos estados destinatários. "Se criou aqui uma verdadeira porteira fictícia com uma finalidade clara, óbvia e, eu diria, lamentavelmente regular politicamente, para favorecer determinado estado com flagrante desrespeito ao princípio da impessoalidade. A Petrobras, com a criação dessa subsidiária, criou uma porteira fictícia do gasoduto para poder pagar pedágio de gás", declarou Moraes. "Essa é a realidade fática, com devido respeito a posições em contrário. Se nós tirarmos do cenário a Petrobras Corumbá, a mesma tecnologia em Mutún para aferição de pesagem, muda alguma coisa? Não muda nada. Os verdadeiros destinatários do produto no caso são Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina", ponderou. Quatro estados entraram na disputa pelo ICMS do gás natural; veja comentário sobre o tema Acompanharam o relator os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Seguiram a divergência os ministros Dias Toffoli, Marco Aurélio e Rosa Weber. A sessão começou sob a presidência do presidente Luiz Fux, mas o ministro teve de deixar o comando dos trabalhos por conta de compromissos no tribunal. A vice-presidente, ministra Rosa Weber assumiu a direção da sessão pela primeira vez e foi saudada pelos ministros presentes. No momento em que o resultado do julgamento foi proclamado, representantes de São Paulo e Santa Catarina chegaram a pedir que o julgamento fosse adiado para aguardar o voto do presidente Fux. O pedido foi rejeitado porque, para a maioria dos ministros, o placar de 5 a 4 já tornava o julgamento concluído. O STF é composto por 11 membros, mas uma das cadeiras está vaga desde a aposentadoria do ministro Celso de Mello, no último dia 13. O sucessor, Kassio Marques Nunes, foi aprovado pelo Senado nesta quarta (21) mas só deve tomar posse em 5 de novembro. Veja Mais

BC diz que 48,5 milhões de chaves do PIX foram cadastradas e que registrou 43 reclamações

G1 Economia Reclamações referem-se a registros indevidos de chaves para uso do serviço, que começa a operar em 16 de novembro e vai permitir pagamentos e transferências instantâneos. Procon de SP recebe reclamações sobre cadastro do PIX sem autorização Banco Central registrou mais de 48,5 milhões de chaves de acesso para o uso do PIX, informou o nesta quinta-feira (22) o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello. De acordo com ele, até o momento a instituição também recebeu 43 reclamações de clientes de instituições financeiras por registro indevido de chave com dados dessas pessoas. “O Banco Central está vigilante, leva muito a sério o cumprimento de sua regulamentação e investigará toda e qualquer denúncia”, afirmou Mello. Segundo o diretor, o baixo número de reclamações demonstra a segurança do sistema de registro de chaves. O novo sistema de pagamento instantâneo criado pelo BC começa a operar no dia 16 de novembro, em todo o país. PIX: conheça as vantagens para quem fizer o pagamento digital Mais cedo nesta quinta, o Banco Central informou que 762 instituições financeiras foram aprovadas para operar na estreia do PIX. Mello destacou que ainda neste mês o BC divulgará o detalhamento de algumas questões relacionadas ao PIX, como a tarifação de usuários finais e o manual de penalidades. O Banco Central já informou que, para as pessoas físicas, as transações serão gratuitas. Para pessoas jurídicas, no entanto, haverá cobrança de taxa para transferências. Acordo com o Secretaria de Trabalho Durante a abertura do fórum, o diretor do BC anunciou que o Banco Central fechou um acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho que vai permitir o recolhimento através do PIX de contribuições do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da contribuição social a partir do lançamento do FGTS Digital, previsto para janeiro de 2021. Veja Mais

Ipea eleva previsão para o crescimento do PIB agropecuário em 2020

G1 Economia Estimativa passou de uma alta de 1,6% para um aumento de 1,9%, puxada pelas melhores projeções das lavouras de soja e café. Pecuária deve ter queda de 1,5%. Plantação de café Reprodução O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou para 1,9% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira em 2020. A projeção anterior era de alta de 1,6%, informou o órgão nesta quinta-feira (22). A revisão veio após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) traçarem expectativas mais positivas para as lavouras do país. A soja e o café são as duas principais culturas que contribuíram para o aumento da projeção. De onde vem o que eu como: café é a 2ª bebida mais consumida no país e é 'queridinha' da pandemia Sabe tudo de café? Faça o TESTE A safra de soja, por exemplo, teve seu crescimento revisado de 6,6% para 7,0%. Já no caso do café, a estimativa de alta para a produção foi subiu de 19,4% para 21,5%. Além do ano ser favorecido pela bienalidade positiva do café, em especial da variedade arábica, o clima é um dos fatores que tem contribuído para o bom resultado da cultura este ano. Com isso, no total, o Ipea prevê crescimento de 3,9% para as lavouras. Safra de grãos deve bater novo recorde em 2020/2021, segundo Conab Já as expectativas para a pecuária são negativas. O instituto estima queda de 1,5% para o setor, devido à forte queda da produção de carne bovina este ano. Por outro lado, o Ipea afirma que o setor começou a se recuperar a partir do terceiro trimestre de 2020, com a produção média passando a ficar acima do patamar pré-Covid, nos primeiros três meses do ano. "Dessa forma, projeta-se que, já no quarto trimestre, a queda interanual da produção de carne bovina deve ser menor, fechando o ano com recuo de 4,3%. Há expectativa de desempenho positivo nos segmentos de suínos (+ 7,8%), ovos (+3,2%) e leite (+0,2%)", afirma o instituto. As projeções para 2021 também foram revistas. A estimativa de crescimento do PIB agropecuário caiu de 2,4% para 2,1%, por conta das estimativas mais otimistas para as safras de soja e de milho deste ano. Isso acaba aumentando a base de comparação e é um indicativo de que, devido ao cenário mais favorável, parte da produção dessas culturas deverão ser antecipadas do início de 2021 ano para o final de 2020. Veja Mais

Bolsonaro diz a Guedes que Brasil não aumentará impostos após a pandemia

G1 Economia Presidente se dirigiu ao ministro da Economia durante cerimônia no Ministério das Relações Exteriores. Guedes tem defendido 'tributos alternativos'. O presidente Jair Bolsonaro se dirigiu nesta quinta-feira (22) ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e afirmou que o Brasil não aumentou impostos durante a pandemia do novo coronavírus nem aumentará quando a pandemia acabar. Bolsonaro e Guedes participaram nesta quinta da cerimônia de formatura de novos diplomatas, no Ministério das Relações Exteriores. No mês passado, o ministro da Economia afirmou que o país tem que desonerar a folha de pagamento das empresas e, para isso, precisa buscar "tributos alternativos". "Estamos simplificando impostos. O nosso país, Paulo Guedes, o governo federal não aumentou impostos durante a pandemia e não aumentará quando ela também nos deixar", declarou Bolsonaro nesta quinta-feira. Em 2 de agosto, Bolsonaro disse em uma entrevista que só haverá novo imposto se não houver aumento da carga tributária. Três dias depois, em 5 de agosto, Guedes afirmou que o sistema tributário brasileiro é um "manicômio" e que não aumentará carga de impostos. 'Nova CPMF' Paulo Guedes já defendeu em outras ocasiões a criação de um imposto sobre transações digitais, o que tem sido chamado de "nova CPMF", em referência à extinta Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contudo, já disse que acreditar que a proposta, se enviada ao Congresso, não será aprovada. Em entrevista à GloboNews, Maia chegou a dizer que avaliava recriar a campanha "Xô, CPMF", lançada em 2007 e que defendia o fim da CPMF. Veja Mais

Imposto de Renda: Receita abre consulta ao ao lote residual de restituição nesta sexta

G1 Economia Dinheiro da restituição será liberado no próximo dia 30. Receita prevê pagar R$ 560 milhões a mais de 273 mil de contribuintes nesse lote. A Receita Federal abre nesta sexta-feira (23), às 10 horas, a consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda 2020. Segundo o órgão, o dinheiro será depositado no dia 30 de outubro. O lote residual será para 273.545 contribuintes, totalizando R$ 560 milhões. Atualização: veja como consultar se sua declaração foi liberada Prazo para entrega terminou em julho; veja o que fazer se você não declarou No site da Receita é possível verificar se a declaração foi liberada. O endereço é https://www.gov.br/receitafederal. Também é possível checar se há inconsistências na declaração e fazer a regularização pelo portal e-CAC, menu Meu Imposto de Renda. A Receita informa que, caso a restituição tenha sido liberada, mas o valor não for creditado, o contribuinte pode ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Consultas Ao realizar a consulta do Imposto de Renda 2020, o contribuinte será informado: que foi contemplado e que receberá os valores na semana que vem; ou que a declaração está na "fila de restituição", ou seja, que está tudo correto (apenas aguardando a liberação dos valores nos próximos meses), ou que está "em processamento", ou na "fila de espera" do órgão. Quando a declaração está "em processamento" ou na "fila de espera", pode ser que haja alguma inconsistência de informações, e o contribuinte pode revisá-la para ter certeza, mas isso ainda não é certo. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia Veja Mais

Apenas uma em cada quatro empresas sobrevive por mais de 10 anos no Brasil, aponta IBGE

G1 Economia Do total de unidades criadas em 2018, somente 25,3% continuaram ativas até 2018. Taxa de sobrevivência das empresas brasileiras teve queda pelo 2ª vez seguida. RJ, 12/05/2020 Comércio fechado na Tijuca, Zona Norte do Rio Marcos Serra Lima/G1 Dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciam o quanto difícil é manter um negócio ativo no Brasil. Apenas uma em cada quatro empresas conseguiram se manter em atividade por mais de 10 anos. De acordo com o levantamento, das cerca de 889,5 mil empresas criadas em 2008, apenas cerca de 225 mil continuavam em operação em 2018. Ou seja, somente 25,3% das empresas conseguiram se manter ativas por mais de uma década. Brasil fecha mais empresas do que abre pelo 5º ano seguido, aponta IBGE Em média, 18,5% das empresas criadas encerram suas atividades em menos de um ano. Isso significa que uma em cada cinco novas empresas não conseguem sobreviver por 12 meses sequer. Taxa de sobrevivência tem 2ª queda seguida De acordo com o levantamento, das cerca de 4,4 milhões de empresas ativas em 2018, 3,7 milhões já estavam em atividade no ano anterior. Com isso, a taxa de sobrevivência das empresas brasileiras foi de 84,1% em 2018, 0,7 ponto percentual menor que o observado em 2017. Esta foi a segunda queda seguida do indicador. No acumulado de cinco anos, entre 2014 e 2018, a taxa de sobrevivência foi de apenas 36,3%. O IBGE enfatizou que "quanto maior o porte, maior a taxa de sobrevivência". Em 2018, 96,5% das empresas com mais de 10 funcionários sobreviveram. Entre os que não tinham assalariados, a taxa de sobrevivência foi de 74,4%. Das com um a nove trabalhadores assalariados, a taxa chegou a 91,4%. Diferenças regionais O IBGE enfatizou que a longevidade das empresas varia entre os estados brasileiros. Enquanto no Amazonas a taxa de sobrevivência das empresas no décimo ano de vida variou 16,4%, em Santa Catarina a variação foi quase o dobro, de 32,1%, no mesmo período. “O ambiente microeconômico nas unidades da federação, como capacidade gestão e acesso ao crédito, é bastante diferenciado. No Amazonas, a taxa de entrada e saída das empresas foi maior, o que indica maior facilidade para se abrir uma empresa, mas também dificuldades de geri-las. Em Santa Catarina, aconteceu o oposto, o empresário parece ter um cenário mais favorável e capacidade maior de gestão”, apontou o gerente da pesquisa, Thiego Ferreira. Assista às últimas notícias de Economia: Veja Mais

American Airlines e Southwest reportam forte prejuízo e renovam pedidos de auxílio

G1 Economia A Southwest disse que irá parar de bloquear as poltronas do meio em dezembro e a American informou que já está vendendo todos os assentos disponíveis. A American Airlines e a Southwest Airlines reportaram nesta quinta-feira (22) prejuízos amplos no terceiro trimestre, mas disseram que vão consumir menos caixa nos próximos meses, já que as viagens de lazer mostram sinais de recuperação do colapso causado pelo coronavírus este ano. As empresas aéreas alertaram, no entanto, que o tráfego de passageiros permaneceria frágil até que uma vacina contra o Covid-19 fosse amplamente disponibilizada, e reiteraram os pedidos para mais 25 bilhões de dólares em auxílios do governo para proteger empregos. A Southwest disse que irá parar de bloquear as poltronas do meio em dezembro, referindo-se a estudos recentes que mostram que a combinação de filtragem de ar em aviões com a utilização de máscaras faciais "torna o risco de respirar partículas de Covid-19 em uma aeronave praticamente inexistente." A American já está vendendo todos os assentos disponíveis. A American registrou prejuízo líquido de US$ 2,4 bilhões, ou 4,71 dólares por ação, no terceiro trimestre, em comparação com lucro de US$ 425 milhões, ou 0,96 dólar por ação, um ano antes. Foi seu terceiro prejuízo trimestral consecutiva. Em uma base ajustada, a empresa perdeu 5,54 dólares por ação. A receita operacional total caiu de US$ 11,91 bilhões no ano anterior para US$ 3,17 bilhões. A American disse que espera que o consumo de caixa caia para cerca de US$ 25 milhões a US$ 30 milhões por dia no quarto trimestre, de cerca de US$ 44 milhões diários no terceiro trimestre e 58 milhões por dia no segundo. A American Airlines encerrou o terceiro trimestre com US$ 13,6 bilhões em liquidez disponível, após garantir um total de US$ 7,5 bilhões em empréstimos federais. A Southwest não utilizou o fundo de empréstimo federal e encerrou o trimestre com US$ 15,6 bilhões em liquidez. A companhia aérea de baixo custo previu média de queima de caixa no quarto trimestre de cerca de US$ 11 milhões por dia, em comparação com US$ 16 milhões por dia no terceiro trimestre e US$ 23 milhões diários no segundo. Associação prevê pior ano da história para o setor aéreo Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo Veja Mais

Veto de Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha será votado no dia 4, diz Alcolumbre

G1 Economia Presidente do Congresso convocou sessão para a primeira semana de novembro. Parlamentares já aprovaram manter desoneração de 17 setores até 2021, mas Bolsonaro vetou medida. O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou nesta quarta-feira (21) que pretende colocar em votação no próximo dia 4 o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação, até 2021, da desoneração da folha de pagamento. Bolsonaro vetou em julho o dispositivo que prorrogava até o ano que vem a desoneração da folha das empresas de 17 setores da economia e que empregam mais de 6 milhões de pessoas. A prorrogação até 2021 foi incluída pelo Congresso na medida provisória que permitiu a redução da jornada de trabalho e do salário em razão da pandemia do novo coronavírus. Com o veto, a desoneração acaba no final deste ano — a não ser que o Congresso derrube o ato do presidente. "A votação na sessão no Congresso prevê a votação do veto da desoneração. Então, dia 4 de novembro, eu pretendo colocar todos os PLNs que estão pendentes na pauta e todos os vetos”, disse Alcolumbre. Na terça, trabalhadores voltaram a pedir derrubada do veto à prorrogação da desoneração da folha O presidente do Senado confirmou a agenda durante a sessão que aprovou a indicação do desembargador Kassio Marques para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao fim, em entrevista, Alcolumbre reafirmou a data. Os PLNs citados pelo senador são projetos de lei do Congresso – em geral, autorizações para o governo incluir gastos no orçamento do ano atual. Eles só podem entrar em votação se não houver vetos presidenciais pendentes "trancando" a pauta. O veto à prorrogação das desonerações, por exemplo, está trancando a pauta do Congresso desde o início de agosto. Alcolumbre disse acreditar que, mesmo com a proximidade das eleições municipais, conseguirá reunir o número mínimo de deputados e senadores para realizar a sessão do Congresso. Será permitida a participação virtual dos parlamentares. A desoneração Lei sancionada em 2018 pelo então presidente Michel Temer estabeleceu a reoneração da folha de pagamento de 39 setores da economia que antes tinham esse benefício fiscal. No entanto, na ocasião, foi mantida a desoneração até o fim de 2020 para empresas de 17 segmentos. O prazo foi estendido pelo Congresso Nacional em texto incluído na medida provisória que reduziu a jornada de trabalho. As empresas desses setores, em vez de contribuírem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a folha de pagamento com alíquota de 20%, pagam um percentual – até 4,5% a depender do setor – sobre o valor da receita bruta. Comissão de Orçamento Davi Alcolumbre também disse que espera conseguir resolver, na mesma semana, o impasse que impede os trabalhos da Comissão Mista de Orçamento, a fim de destravar a discussão do orçamento de 2021. O esforço concentrado na primeira semana de novembro deve incluir, ainda, uma tentativa de votar o projeto que prevê autonomia do Banco Central. Senadores chegaram a pedir que o tema entrasse na pauta desta quarta, mas houve discordância entre os líderes partidários e a votação foi adiada. "Será uma agenda muito importante do ponto de vista da economia. Especialmente, posso falar da votação importantíssima que ficou definida hoje, que é a autonomia do Banco Central", disse. Kassio Marques Alcolumbre avaliou que a aprovação do desembargador Kassio Marques para o STF, com 57 votos a favor e 10 contrários, ocorreu graças à biografia do jurista e as conversas que ele manteve com senadores para se apresentar. Indicação de Kassio Marques para o STF é confirmada pelo Senado "Acho que foi uma votação expressiva pela biografia e pela história do desembargador Kassio, e pela honrosa missão que terá agora de fazer parte da Suprema Corte", disse. Marques foi a primeira indicação de Bolsonaro para o STF. Ele foi sabatinado nesta quarta e aprovado pelo plenário para substituir o ministro Celso de Mello, que se aposentou. Chico Rodrigues Alcolumbre também comentou o pedido de licença do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal com dinheiro na cueca. Senador Chico Rodrigues pede licença de 121 dias "A licença é a autonomia que cada parlamentar tem de escolher o momento de se licenciar do mandato, todos fazem isso", disse Alcolumbre. Quem deve assumir o mandato é o primeiro suplente, Pedro Arthur Ferreira Rodrigues, filho do parlamentar. O ex-vice-líder do governo no Senado foi flagrado com R$ 33 mil na cueca na semana passada, durante uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar. Veja Mais

Processo contra o Google nos EUA: veja o que se sabe

G1 Economia Empresa é acusada de abuso de poder e concorrência desleal por causa do seu sistema de buscas. Especialistas comentam possíveis desdobramentos. Veja 5 pontos sobre do processo contra o Google nos EUA O Google é alvo de um processo aberto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, acusado de usar seu poder de mercado para impedir a concorrência. A ação, iniciada na última terça-feira (20), está relacionada ao domínio do sistemas buscas na internet da companhia. Segundo o processo, o Google abusa do seu poder ao pagar outras empresas – como fabricantes de celulares e operadoras – para manter seu sistema como o padrão. E, assim, também detém o monopólio no mercado de anúncios nessas páginas. A companhia diz que a ação é falha e nega irregularidades. É o maior processo do tipo em 20 anos nos EUA, e pode levar anos para chegar ao fim. Veja o que se sabe até agora sobre a ação. Do que o Google é acusado? A ação se baseia nas leis antitruste, que existem para manter uma concorrência de mercado de um modo saudável, sem que empresas façam uso de poder econômico para gerar monopólios artificiais. Na prática, essas regras evitam distorções nos preços e garantem estímulo à inovação das empresas, explicam especialistas ouvidos pelo G1. Para os procuradores americanos, o Google abusa do seu poder ao pagar outras companhias – como fabricantes de telefones celulares, operadoras e navegadores web – para manter seu sistema de buscas como o padrão. O Departamento de Justiça considera que se trata de uma rede ilegal de acordos comerciais exclusivos e interligados que excluem concorrentes. A Apple, fabricante do iPhone, é citada no processo como uma das empresas que fazem parte desses acordos. No processo, os procuradores afirmam que a companhia é tão dominante que "Google" não é somente um substantivo para identificar a companhia e seu motor de buscas, mas também um verbo que significa fazer buscas na internet. As práticas do Google também teriam permitido à empresa manter um monopólio no mercado de publicidade nas buscas, com o "poder de cobrar mais do que poderia e reduzir a qualidade do serviço", de acordo com o Departamento de Justiça. O mercado de publicidade digital é a principal fonte de receitas da companhia. Monopólio é ilegal? A liderança da empresa no mercado, por si só, não é ilegal, explica Luciana Martorano, secretária geral da comissão de defesa da concorrência da OAB-SP, ao G1. "O monopólio é uma situação econômica, não é um ilícito, já que ele pode ser atingido pela eficiência de uma empresa. O que é ilegal é o abuso do poder de mercado", disse a advogada. Maria Cibele Crepaldi, especialista em direito das relações econômicas, reforça esse caráter de abuso. “No caso do Google, a acusação é que estão pagando para que o produto deles seja sempre o escolhido; o produto deles monopolizaria o mercado porque eles estão pagando”, afirma. Para as autoridades americanas, essas práticas impedem o surgimento "do novo Google". "Se não aplicarmos as leis antimonopólio, que permitem a competição, podemos perder a próxima onda de inovação. E se isso acontecer, os americanos podem nunca chegar a ver o próximo Google", disse Jeffrey Rosen, número 2 do Departamento de Justiça, ao Jornal Nacional. O Google é o buscador mais usado pelas pessoas nos celulares nos EUA: 95% das pesquisas passam pelo sistema da companhia, segundo a empresa de análise StatCounter. Nos computadores, esse percentual é de 81%. O Departamento de Justiça aponta que 60% das buscas em geral passam por "acordos exclusionários", e que quase a metade das pesquisas restantes são realizadas por produtos da própria empresa, como o navegador Chrome. Além dele, o Google também desenvolve sistemas operacionais para celulares, o Android, usado na maioria dos aparelhos vendidos no mundo. O que diz o Google A gigante da tecnologia se defendeu dizendo que o processo é profundamente falho e não vai ajudar os consumidores porque, "ao contrário, ofereceria artificialmente alternativas de baixa qualidade, elevaria o preço dos telefones e dificultaria o acesso aos serviços de busca que as pessoas querem usar". "As pessoas usam o Google porque querem - não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas", disse a empresa. Outro argumento de defesa da gigante da tecnologia foi que “como inúmeras outras empresas”, o Google pagaria para promover os seus serviços. “Outros mecanismos de pesquisa, incluindo o Bing, da Microsoft, competem conosco por esses acordos. E nossos contratos foram avaliados por repetidas avaliações antitruste”, disse o Google. Para Maria Cibele Crepaldi, isso não é uma garantia de que a companhia não tenha realizado práticas ilegais. “O fato de outras empresas fazerem o mesmo não quer dizer nada”, afirma. "Talvez a forma como as outras empresas façam podem não implicar na forma de concorrência. Tudo tem que ser verificado. Da mesma forma como o Departamento de Justiça vai ter que mostrar (que acusações se sustentam)”, acrescentou. Quem encabeça a ação contra o Google? A ação foi movida pelo Departamento de Justiça dos EUA, um órgão equivalente a um ministério, e que está ligado à Presidência daquele país. Os procuradores, por exemplo, possuem partido. E, embora o processo tenha sido aberto sob a tutela do procurador republicano William Barr, durante o mandato de Donald Trump, a ação também tem apoio dos democratas. Arkansas, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Indiana, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Missouri, Montana e Texas, os 11 estados que aderiram à ação até agora, têm procuradores-gerais republicanos. Os procuradores democratas de Nova York, Colorado e Iowa disseram que devem concluir suas próprias investigações sobre o Google nas próximas semanas. Departamento de Justiça dos Estados Unidos abre processo contra o Google O Google já sofreu processos parecidos? A gigante da tecnologia já sofreu ações parecidas na União Europeia. Em 2018, o bloco multou a empresa em 4,3 bilhões de euros por abusar da posição de liderança do Android, seu sistema para celulares e tablets, com o objetivo de garantir a hegemonia de seu serviço de busca on-line. Não foi a única vez que a Europa puniu o Google, que também sofreu multas em 2017 e 2019 por práticas que afetavam o mercado da concorrência. A companhia também está sob o escrutínio de parlamentares americanos. Em julho de 2020, o presidente-executivo da Alphabet (empresa dona do Google), Sundar Pichai, foi interrogado pelo Congresso dos EUA ao lado de Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon) e Tim Cook (Apple). No início do mês, uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA concluiu uma investigação sobre possíveis práticas anticompetitivas de Apple, Amazon, Facebook e Google. Saiba mais: Comissão do Congresso dos EUA aponta práticas anticompetitivas de Apple, Amazon, Facebook e Google De acordo com os parlamentares, as empresas “se tornaram os tipos de monopólios vistos pela última vez na era dos barões do petróleo e magnatas das ferrovias”. A ação atual não está relacionada com as conclusões dessa comissão. O que pode acontecer com o Google? Processos como esse podem levar anos até serem concluídos, e há um longo caminho até que as consequências fiquem claras. "Tudo depende da proporção que a investigação vai tomar, por se tratar de uma empresa relevante, e de uma ação que vai ter uma repercussão imensa, acredito que vá ser um processo demorado, no mínimo de um ano", disse a especialista Luciana Martorano. Para o advogado e economista Renato Opice Blum, especialista em direito digital e proteção de dados, as possíveis punições para o Google podem ser variadas. "Desde a aplicação de multa até a separação de empresas, restrição de atuação em ramos das empresas e daí por diante", disse. É possível que o Departamento de Justiça determine a divisão do Google, mas essa hipótese ainda não foi mencionada com clareza por procuradores. Questionado em uma coletiva de imprensa sobre essa possibilidade, Ryan Shores, do Departamento de Justiça, disse somente que “nada está fora de cogitação”. Ele destaca que existe uma tradição nos EUA sobre esses processos contra grandes empresas. Uma alternativa de acordo também é possível, como aconteceu com a Microsoft em 2001. Atualmente, o Google tem mais de US$ 120 bilhões em caixa, e sua avaliação de mercado está em mais de US$ 1 trilhão. "O desmembramento poderia ser aplicado, mas acho que a autoridade teria sérias dificuldades para fazer essa condenação parar de pé na Justiça dos EUA", afirmou Luciana Martorano. Pode haver repercussão no Brasil? De acordo com os especialistas, os princípios das leis antitruste americanas são parecidas com as do Brasil. "As diferenças principais ocorrem na parte procedimental e na estruturação dos órgãos de proteção à concorrência", explica Opice Blum. Por esse motivo, ações que foram abertas nos EUA e na Europa motivaram ações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas acabaram arquivadas. É o caso daquela em que o Google teria colocado a função "shopping" em posição privilegiada dentro dos resultados de seu buscador na internet, encerrada pela autoridade brasileira em 2019. A advogada Luciana Martorano ressalta, no entanto, que há uma comunicação entre o Cade com outras autoridades antitruste do mundo, principalmente quando empresas multinacionais estão envolvidas. Para a especialista Maria Cibele Crepaldi, é possível que o processo do Departamento de Justiça tenha repercussão no Brasil. “A partir do momento que você tem os mesmos atores (Google e Apple) no Brasil, e se for identificado pelas autoridades, o Cade poderia ingressar com uma ação aqui”, disse. Maior ação em 20 anos nos EUA Essa é a maior ação antitruste em 20 anos nos EUA. Ela é comparável ao processo contra a Microsoft, movido em 1998 – o caso é citado como um precedente pelos procuradores. Na época, o processo estava relacionado com a prática da empresa de forçar fabricantes de computadores tornarem o navegador Internet Explorer o padrão em suas máquinas. Em 2001, o Departamento de Justiça dos EUA decretou a divisão da Microsoft em duas empresas, mas a companhia recorreu, fechando um acordo que determinou o compartilhamento de interfaces de programação do Windows com outras empresas. Veja os vídeos mais assistidos do G1 Veja Mais

China prevê alta de 30% na oferta de carne suína no Ano Novo Lunar

G1 Economia País recuperou produção após prejuízos provocados pela peste suína africana. Com importações e demanda alta, preços devem cair. Vendedor segura peça de carne suína em mercado em Handan, na China REUTERS/Stringer As ofertas de carne suína durante o feriado de Ano Novo Lunar na China, maior consumidora global do produto, serão 30% maiores do que as verificadas há um ano, disse nesta quarta-feira (21) uma autoridade agrícola do país, após esforços significativos para a reconstrução do plantel de porcos dizimado pela peste suína africana (PSA). A recuperação na produção chinesa do animal, somada às amplas importações de carne suína e às mudanças na demanda dos consumidores, deve impulsionar as ofertas da proteína em cerca de 30% na comparação anual, reduzindo os preços frente ao ano passado, afirmou Chen Guanghua, vice-diretor do departamento de veterinária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, em "briefing" à imprensa. O Ano Novo Lunar é o feriado mais importante da China, e a carne suína é tradicionalmente servida em refeições durante as reuniões de famílias para celebrá-lo. A comemoração terá início em 11 de fevereiro de 2021. Veja como foi o Ano Novo Lunar de 2020 no vídeo abaixo: China comemora Ano Novo lunar com dança e lutas marciais sincronizadas Os produtores de suínos da China construíram 12.500 novas fazendas de larga escala e reativaram as operações de mais de 13 mil fazendas nos três primeiros trimestres deste ano, acrescentou Wei Baigang, chefe da divisão de desenvolvimento e planejamento do ministério. Wei disse que a recuperação do plantel de suínos chinês tem sido "melhor que o esperado" após a peste suína africana dizimar pelo menos 40% dos porcos do país em 2019. Em setembro, os estoques dos animais ficaram em torno de 370 milhões de cabeças, ou 84% do nível visto em 2017, antes de a doença atingir o país, enquanto o número de fêmeas chegou a 38,22 milhões, equivalente a 86% dos níveis de 2017, afirmou Wei. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio Veja Mais

Conab não vê grandes compras de milho e soja pelo Brasil apesar de isenção de taxa

G1 Economia Dólar valorizado em relação ao real é visto por analistas como limitador das importações. Segundo a estatal, país deve comprar até 400 mil toneladas neste ano. Produção de soja foi responsável por metade da safra do Paraná em 2019/2020 Jaelson Lucas/AEN O Brasil não deverá realizar importações significativas de soja e milho dos Estados Unidos, apesar de uma isenção de tarifas para compras do produto de fora do Mercosul, afirmou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a Conab, a isenção da tarifa estabelece um novo teto para o patamar de preços, que estão em níveis recordes no caso da soja, após fortes exportações e elevada demanda interna. As cotações do milho também dispararam. "Entretanto, os preços da soja são influenciados pelos preços internacionais e a questão cambial será importante para a evolução dos preços no ano que vem", ponderou a estatal. Câmara de Comércio Exterior zera tarifas de importação da soja e do milho A Conab não detalhou os motivos de sua avaliação sobre as importações, mas o câmbio é visto por analistas ouvidos pela Reuters como um limitador de aquisições no exterior. A companhia disse ainda que a safra brasileira começa a ser colhida no início do ano que vem, o que também limita compras no mercado externo. O governo decidiu zerar no final da semana passada a tarifa de 8% para importação de soja e milho de fora do Mercosul. No caso do cereal, a isenção vai até o final do primeiro trimestre de 2021, enquanto para a oleaginosa é válida até 15 de janeiro. "Para a soja, não se esperam quantidades grandes importadas em curto prazo, mas, sim, limite aos preços. A estimativa da Conab, por enquanto, se mantém entre 300 e 400 mil toneladas até final de dezembro. Em janeiro, já se inicia nova colheita", afirmou. Limitar a alta de preços do milho e da soja no mercado brasileiro é importante para que as carnes brasileiras se mantenham competitivas, acrescentou a Conab. "Sem tarifa, a paridade de importação representa, aos produtores de frango e suíno, compra dos principais insumos a preços em relativa equidade com o pago por outros competidores." A Conab disse ainda que, para a soja, os EUA seriam o único país que poderia exportar soja para o Brasil a um preço competitivo. "Em relação ao milho, importamos principalmente de países membros do Mercosul, mas com a isenção da TEC (Tarifa Externa Comum) poderemos aumentar as importações de milho dos EUA", afirmou. De janeiro a setembro, as aquisições de soja pelo país já somaram 528 mil toneladas, conforme dados do governo, que apontam entre os fornecedores países do Mercosul, principalmente o Paraguai. No caso do milho, as compras pelo Brasil já somaram pouco mais de 700 mil toneladas, com Argentina e Paraguai dominando as vendas. Atraso no plantio Questionada sobre o atraso no plantio de soja da safra 2020/21 em função da seca, se poderia afetar produtividades no maior produtor e exportador global da oleaginosa, a Conab afirmou a equipe de campo "está atenta ao atraso, mas, por enquanto, não se visualiza impacto". "Nos últimos anos, os produtores brasileiros têm investido na capacidade de plantio e isso também pode mitigar os impactos iniciais desse atraso das chuvas. Além disso, o manejo adequado pode reduzir eventuais problemas ao desenvolvimento pleno das lavouras de soja", detalhou. Para o milho verão e o algodão, "acompanhamos com atenção se haverá ou não impacto". Seca prejudica plantio de soja no Paraná Obstáculos Na véspera, o adido do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês) no Brasil publicou relatório no qual disse ver obstáculos às importações de soja e milho dos EUA pelo país, citando o nível dos "spreads" de preços e desafios logísticos e regulatórios. O adido afirmou que cerca de uma semana antes de a decisão relacionada às tarifas ser anunciada, contatos no Brasil apontaram que operadores avaliavam a possibilidade de compras provenientes da América do Norte, mas que os preços não contribuíam para isso, apesar do desconto de 20 dólares a 25 dólares da oferta de soja dos EUA frente à brasileira. Entre os empecilhos regulatórios, o representante do USDA destacou que há uma série de diferenças entre as variedades de soja e milho geneticamente modificadas aprovadas no Brasil e EUA. "Há pelo menos nove variedades biotecnológicas tanto de soja quanto de milho disponíveis comercialmente e aprovadas para cultivo nos EUA que atualmente não são aprovadas no Brasil", afirmou o adido. "Além disso, os terminais portuários de grãos e oleaginosas no Brasil são configurados especificamente para exportações, e a engenharia reversa consome muito tempo e recursos", acrescentou o representante do USDA, que também mencionou a longa distância entre os portos e as unidades de processamento de soja do interior do país, o que "eleva custos e, portanto, também é um fator limitador." VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio Veja Mais