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Crise do coronavírus deve provocar aumento da pobreza no Brasil

G1 Economia Piora das condições do mercado de trabalho deve ser o principal fator do agravamento das condições socais do país. Especialistas pedem urgência ao governo para que ajuda chegue aos mais vulneráveis. 13,5 milhões de brasileiros vivem na pobreza; número deve crescer Fernando Frazão/Agência Brasil A crise econômica provocada pelo coronavírus deve deixar um rastro de aumento de pobreza e desigualdade no Brasil. A deterioração social tende a ocorrer em duas frentes: colocando novas pessoas entre os mais pobres do país e piorando a condição da população já vulnerável. Na leitura dos especialistas, o quadro que se desenha com a pandemia reforça a necessidade de que o poder público haja com rapidez para mitigar os efeitos sociais da crise. O governo federal tem anunciado uma série de medidas ao longo das últimas semanas, sendo a mais importante delas um auxílio emergencial de R$ 600 por mês para trabalhadores informais. No entanto, ainda há dúvidas sobre a capacidade do governo de fazer chegar esse novo benefício aos mais afetados. Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas “A crise deve provocar um aumento acelerado da pobreza e da desigualdade no país”, diz o professor titular e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes Filho. "Se as medidas não forem colocadas em prática rapidamente, uma parcela da população não vai ter nenhuma renda." A piora esperada para o mercado de trabalho deve ser o grande detonador do aumento da pobreza e da desigualdade. O Brasil tem um grande contingente de trabalhadores desempregados e na informalidade. São grupos diretamente afetados pela paralisação da economia com a prática do isolamento social, considerada, no entanto, fundamental para que o país supere o surto. Em janeiro, no último dado disponível, eram 11, 9 milhões de desempregados e 38,3 milhões de trabalhadores na informalidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "O impacto vai ser duro, não vai ser simples. O Brasil vai ter uma recessão profunda, e o desemprego vai aumentar", afirma o economista-chefe da Genial Investimentos, José Marcio Camargo. Estimativa do banco Santander aponta que, no pico da crise, número de desempregados no Brasil pode subir em 2,5 milhões. O tamanho do impacto do coronavírus na economia ainda é difícil de ser estimado e vai depender do tempo necessário para que o isolamento social funcione. Nas contas da Genial, se o período de distanciamento durar 40 dias, o Produto Interno Bruto (PIB) deve recuar 1,1% neste ano. Mas num cenário pessimista, de 70 dias de isolamento, a queda pode chegar a 7,7%. "O quadro emprego até vinha melhorando, mas agora devemos ver um aumento forte do desemprego", afirma Camargo. Por ora, ele estima que o desemprego deve encerrar o ano em 14,3%. Desigualdade já vinha piorando A crise chega num momento social bastante delicado no país. Com a recessão e a lenta retomada da economia dos últimos anos, o Brasil registrou uma piora dos índices sociais. Em 2018, segundo dados do IBGE, a concentração de renda voltou a piorar. O índice de Gini avançou para 0,509, depois de ficar no ano anterior, em 0,501. O número apurado para o índice de Gini foi o maior da série iniciada em 2012 e leva em conta o rendimento médio dos brasileiros para todos os trabalhos. O índice varia de zero a 1 – quanto mais próximo de 1, mais desigual é uma sociedade. Índice de Gini de todos os trabalhos Economia G1 “Se a gente analisa o passado, os mais pobres foram muito afetados com a combinação da recessão e da lenta retomada da economia brasileira”, afirma o diretor da FGV Social, Marcelo Neri. O comportamento da renda nos últimos anos deixa bem evidente como a crise reforçou a desigualdade no país. Entre 2014 – ano de início da recessão – e 2018, a renda de toda a população caiu 2%, enquanto a dos 5% mais pobres do país desabou 39%. Nesse período de quatro anos, 4,5 milhões de brasileiros também entraram na pobreza, aumentando para 13,5 milhões a quantidade de pessoas que vive nessa condição. Encontrar os mais pobres Para lidar com a deterioração do quadro social, o grande desafio do governo é mapear a população mais vulnerável, identificar quais serão os novos pobres do país e, sobretudo, fazer a ajuda financeira chegar de forma rápida durante o período da pandemia. Quanto mais cedo todo esse processo for realizado e implementado, melhor pode ser o desempenho do país, segundo analistas. Uma parte da população mais vulnerável está mapeada no Cadastro Único. Já é possível, portanto, identificar e chegar a uma fatia grande de brasileiros que deve ser beneficiária dos R$ 600 mensais – ao todo, o governo espera que esse auxílio beneficie 54 milhões de pessoas. Como saber se estou no Cadastro Único? Brasil é suficientemente rico para garantir ajuda aos afetados pelo coronavírus, diz um dos criadores do Bolsa Família "O Cadastro Único tem um potencial muito grande de ser o pivô da política social, sobretudo nesse período de emergência”, afirma Ricardo Henriques, um dos idealizadores do Cadastro Único e atual superintende-executivo do Instituto Unibanco. Governo publica auxílio emergencial de R$ 600 para informais no Diário Oficial O que os analistas têm debatido é a lentidão para que a ajuda mensal alcance a população mais vulnerável. O calendário para o pagamento do auxílio aos informais será anunciado nesta segunda-feira. "Parece que há (no governo) pouco conhecimento da máquina pública e um baixo sentido de urgência. Tudo isso gera uma letargia, o que não é adequado com o cenário de emergência que o país está vivendo", afirma Henriques. Segundo o governo, um aplicativo de celular vai ajudar a identificar os trabalhadores informais que não estão nos banco de dados do governo. Também será possível fazer o cadastro por meio de um telefone (a ser divulgado) e por um site (ainda em desenvolvimento). Boletim: governo vai lançar aplicativo para cadastrar informais que têm direito a auxílio Veja Mais

Sob quarentena, comércio do Rio tem o pior resultado da história, apontam entidades do setor

G1 Economia Segundo CDLRio e SindilojasRio, vendas no varejo tiveram queda de 85% em março. Diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus, expectativa é que 40% das lojas sejam fechadas na capital fluminense. Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, tem lojas fechadas e poucos trabalhadores na rua durante a quarentena Marcos Serra Lima/ G1 Rio O comércio carioca registrou, em março, o pior resultado da história. É o que apontam o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio). As duas entidades preveem que, diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, 40% das lojas sejam fechadas na capital. De acordo com o CDLRio e o SindilojasRio, as vendas do comércio varejista tiveram queda de 85% em março, quando as lojas ficaram abertas por cerca de 15 dias antes do início da quarentena, medida de isolamento social para tentar conter a disseminação do vírus causador da Covid-19. Aldo Rebelo, que preside as duas entidades, disse que se a quarentena perdurar por mais dois meses o comércio carioca poderá ter 40% de suas lojas fechadas, levando ao desemprego metade dos trabalhadores do setor. Segundo ele, cada dia parado representa um prejuízo de cerca de R$ 405 milhões em vendas. “O comércio é um dos principais pilares da economia, e responde por cerca de 10% do PIB fluminense e por mais de 850 mil postos de trabalho. Proteger o comércio, em particular as empresas lojistas de pequeno e médio portes, significa, acima de tudo, neste momento de incertezas, evitar a falência dos negócios e proteger os empregos, impedindo o colapso social e econômico do nosso estado já tão combalido”, enfatizou Gonçalves. Diante do cenário, as duas entidades cobram medidas de socorro ao comércio, sobretudo aos micro e pequenos empreendimentos comerciais. Elas enfatizaram a urgência de medidas de proteção ao comércio diante do novo decreto da prefeitura do Rio, publicado nesta segunda-feira (6), que estabelece novas medidas para combate ao coronavírus. Restrição de horário para comércio e indústria Entre as principais medidas estabelecidas no novo decreto estão novos horários de funcionamento para os estabelecimentos autorizados a abrir as portas. Enquanto a cidade estiver em estado de emergência, o comércio que continua funcionando só pode abrir as portas a partir das nove da manhã. Na indústria, o trabalho deve ter início antes das seis da manhã. Os novos horários começam a valer a partir desta terça-feira (7). Para a prefeitura, essa mudança no horário de entrada dos funcionários de cada setor vai diminuir as aglomerações principalmente no transporte público. Aglomerações no transporte público Nesta segunda-feira, mais uma vez, as estações de ônibus ficaram cheias pela manhã. No terminal de Santa Cruz do BrT, na Zona Oeste, a aglomeração de pessoas começava do lado de fora. Na estação do Recreio, mais corredores cheios. No domingo (5), durante uma transmissão pela internet, o prefeito Marcelo Crivella voltou a pedir que motoristas não dirijam com ônibus lotados. “Senhor motorista, por favor, não pare o ônibus se estiver com bancos lotados. Ao parar o ônibus, se entrar uma multidão o senhor não é obrigado a continuar dirigindo”, disse o prefeito, sugerindo aos condutores se recusarem a prosseguir viagem com o coletivo lotado. Crivella também pediu que trabalhadores dos serviços essenciais que tenham sintomas ou sejam do grupo de risco fiquem em casa. 'Efeito calateral' Além do CDLRio e do SindilojasRio, a Federação do Comércio do Rio também se mostrou preocupada com a restrição de funcionamento de estabelecimentos comerciais na cidade. Em nota, a entidade disse que qualquer alteração que diminui o horário de funcionamento tem efeito colateral, principalmente em supermercados, podendo haver aglomeração. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) declarou que pretende conversar com o prefeito Crivella hoje para propor alterações no horário de trabalho definido no decreto. Veja Mais

Grupo de WhatsApp, treinamento, ajuda da polícia: como montadoras estão consertando respiradores

G1 Economia Ao menos 9 marcas participam de força-tarefa centralizada pelo governo federal. Na primeira semana, 6 delas receberam cerca de 80 aparelhos para reparar em MG, PE e SP. Fiat recebeu 16 respiradores para consertar na fábrica de Betim (MG), na primeira semana de força-tarefa com governos e montadoras Divulgação As linhas de montagem de carros estão paradas. As atenções em algumas fábricas de veículos do Brasil agora se voltaram para máquinas bem diferentes: os respiradores hospitalares. 33% das cidades brasileiras têm no máximo 10 respiradores mecânicos Chevrolet, Fiat, Ford, Honda, Jaguar Land Rover, Jeep, Renault, Scania e Toyota confirmaram que aderiram a uma recém-criada força-tarefa para o conserto desses equipamentos fundamentais para o tratamento de doentes graves de Covid-19. O trabalho começou no meio desta semana. O objetivo é reparar cerca de 3 mil aparelhos fora de uso mapeados em todo o Brasil, um número que pode ser ainda maior. Até esta sexta, 6 das 9 marcas que confirmaram participação tinham recebido cerca de 80 respiradores, segundo levantamento do G1. Mas como transformar quem entende de máquina de fazer carros e caminhões em reparador de máquinas hospitalares? "A base nós temos, que é o conhecimento de eletrônica", explicou Marcos Túlio Sousa, supervisor de manutenção da Fiat em Betim (MG). "Equipamento industrial e médico possuem o mesmo componente." "É muito gratificante conseguir ajudar utilizando aquilo que eu sei fazer. Se conseguisse reparar 1, para mim já teria valido todo o trabalho", descreve Sousa. Ao embasamento técnico foi agregado um treinamento específico - e virtual, é claro - com especialistas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (Abeclin). Coronavírus em SP: montadoras de carros consertam respiradores Além disso, as experiências são trocadas diariamente em uma rede de compartilhamento de informações por mensagens de WhatsApp formada por técnicos, profissionais de saúde e outras empresas, como as de transporte e de certificação dos aparelhos. E não é um apertar de parafuso: o tempo entre receber cada respirador e devolvê-lo, consertado, se possível, e certificado, é de pelo menos 3 dias. Antes de qualquer contato com os técnicos, os respiradores passam por uma espécie de "quarentena", ficando isolados por 24 dias, informou a Toyota. Os especialistas também trabalham protegidos com luvas, máscaras e óculos. Os primeiros desafios Dezesseis respiradores vindos de hospitais de MG chegaram às mãos de Sousa nesta primeira semana, cheia de desafios: alguns, parados há mais tempo, nem têm um histórico para se saber qual é o defeito. Apenas dois estavam em testes finais até a última sexta (3), quando ele conversou com o G1. Sousa e os oito técnicos que participam dessa ação pela Fiat se depararam com situações mais simples, como um aparelho em que aparentemente bastou trocar a bateria, até outra que ainda permanecia um mistério. "Ontem, dois técnicos ficaram com o respirador das 6h às 15h e não conseguiram identificar o problema. Vão continuar amanhã (sábado)", contou o supervisor da Fiat. Técnico trabalha no conserto de respirador na fábrica da Fiat, em Betim (MG) Divulgação Quando a questão envolve reposição de peças, algumas podem ser feitas com impressora 3D, explica Sousa. A troca de mensagens com os demais participantes também ajuda a ganhar tempo: "Conseguimos em 20 minutos o manual de um equipamento, graças ao grupo", destacou. Depois do reparo, é preciso testar o aparelho por cerca de 12 horas, para se ter certeza de que ele funciona dentro de todos os parâmetros necessários. De onde vêm os respiradores? Quem centraliza a operação é o Ministério da Economia, explicou Leonardo Amaral, responsável pela coordenação na Fiat. O governo federal informou as secretarias de estado sobre a iniciativa, e elas enviaram um ofício que explica o procedimento para cada unidade de saúde. Hospitais de campanha, produção de máscara: outras ações de montadoras Os pedidos são chegam por e-mail ao Ministério da Economia, que distribui as demandas entre as fábricas, respeitado a ordem de chegada das solicitações, disse Amaral. Os aparelhos de MG são distribuídos entre a Fiat e o Senai. Quem transporta esses respiradores são empresas de logística e outras que contribuem na força-tarefa. Às vezes, o próprio hospital. "Nossa expectativa era de receber mais 50 aparelhos na semana que vem. Mas, agora, entendo que o número vai aumentar porque a polícia de MG está autorizada a retirar esses equipamentos também", afirmou Marcos Sousa, supervisor de manutenção da montadora. Na última quinta (2), o comandante-geral da Polícia Militar do estado disse que a meta era arrecadar respiradores em mais de 1,3 mil pontos em 24 horas. Assim como a Fiat, que também faz o mesmo trabalho em Pernambuco, as demais fabricantes de veículos que anunciaram participação na iniciativa atendem unidades de saúde onde têm produção: os estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. 80 em conserto O G1 procurou as 9 marcas na última sexta para saber quantos aparelhos elas receberam nesta primeira semana da força-tarefa. Cinco delas tinham cerca de 70 respiradores para consertar. A General Motors, dona da Chevrolet, já havia informado ao SPTV que recebeu 10 e consertou 2. No começo da semana, a montadora disse ao G1 que iria disponibilizar todas as suas fábricas para a ação. Além dos 16 aparelhos que estão em Betim, a Fiat e a Jeep, que fazem parte do mesmo grupo, têm outros 15 em Pernambuco, vindos da Paraíba - a empresa atenderá também a este estado. A Honda recebeu cerca de 20 respiradores em sua fábrica de Sumaré (SP) e 1 já estava em fase de testes nesta sexta para voltar a ser usado. A empresa destacou aproximadamente 30 funcionários, entre engenheiros e técnicos, para a tarefa. A mesma quantidade de pessoas está trabalhando em instalações construídas em um ginásio esportivo da Scania, fabricante de caminhões, em São Bernardo do Campo (SP), para consertar os respiradores. A primeira remessa, com 22 equipamentos, foi retirada de forma voluntária de um hospital de São Paulo. Nesta sexta, a empresa recebeu outros 15, vindos da Baixada Santista. A Toyota recebeu os primeiros 3 respiradores na última quinta e eles ainda passam pela "quarentena". Doze técnicos vão atuar nos reparos, que serão feitos na unidade de Sorocaba (SP). No Paraná, a Renault treinou 4 funcionários para trabalharem na manutenção dos respiradores. A empresa afirma que os equipamentos serão enviados primeiramente para o Senai de Maringá. Lá, será feita uma triagem, para, então, serem repassados para a fabricante. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que existem, ao todo, 25 pontos de manutenção, dos quais 10 são unidades do Senai e 15 estão em unidades das montadoras citadas na reportagem e também da ArcerlorMittal e da Vale. Esses "pontos da iniciativa + manutenção de respiradores" estão em 13 estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte , Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Initial plugin text Veja Mais

Dólar opera em queda em dia positivo nos mercados

G1 Economia Na sexta, moeda norte-americana bateu novo recorde, encerrando o dia vendida a R$ 5,2652. O dólar opera em queda nesta segunda-feira (6), dia mais positivo nos mercados externos, incentivados pela esperança de que o pico da epidemia do novo coronavírus seja atingido em breve, uma vez que os países mais afetados da Europa registram uma queda no número de mortes. Às 9h19, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,2902, em queda de 0,70%. Veja mais cotações. Na sexta-feira, o dólar engatou o sexto dia seguido de alta, subindo 1,18%, a R$ 5,3274, novo recorde nominal de cotação (sem considerar a inflação). Foi a sétima semana consecutiva de valorização na cotação da moeda, que acumulou alta de 4,38%. No ano, a alta é de 32,86%. Veja as últimas notícias sobre os mercados Cenário interno No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou a chamada PEC do "orçamento de guerra", que separa do orçamento principal os gastos com o enfrentamento da crise do coronavírus. Cenário externo Espanha, Itália e França registraram no últimos final de semana uma esperançosa redução no número de mortos devido à pandemia da COVID-19, que já matou mais de 70.000 pessoas em todo o mundo. "Os mercados europeus estão (...) focados" em um certo otimismo gerado "pela diminuição da taxa de mortalidade pelo coronavírus", aponta o analista Naeem Aslam, da AvaTrade, segundo a France Presse. "Os investidores reagiram positivamente aos informes de uma desaceleração no número de mortos na Itália e na Espanha", disse Yoshihiro Ito, especialista da Okasan Online Securities, em nota informativa. "Mas ainda não está claro se o surto será contido", acrescentou. De fato, no Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe está se preparando para declarar estado de emergência em algumas partes do país, incluindo Tóquio, onde o número de infectados continua a aumentar. No entanto, "os mercados adotam um tom mais otimista, porque certos governos determinaram que a Páscoa marcará o início de um alívio dos confinamentos", assegura Jasper Lawler, analista do London Capital Group. "Os investidores veem isso como o sinal precursor de uma saída do túnel da paralisia econômica", acrescenta ele. Mas a semana se anuncia muito difícil para os Estados Unidos, onde o desemprego subiu para 4,4% e 700.000 empregos foram destruídos, o que terá um impacto em todo o planeta em geral e nos mercados em particular. Para Tangi Le Liboux, estrategista da corretora Aurel BGC, "uma nova fase do ioiô", com altos e baixos, parece se anunciar para os mercados. Além disso, "o fim do confinamento será longo e trabalhoso e não é absolutamente certo que a economia retorne ao nível pré-crise, mesmo por meses, se o vírus continuar a circular", acrescenta. Dólar 03.04.20 Economia G1 Veja Mais

Últimas notícias sobre mercados de 6 de abril

G1 Economia Bolsas na Ásia e na Europa reagem positivamente à desaceleração do número de mortes na Itália, Espanha e França. A Bolsa de Valores de Tóquio fechou com alta de 4,2% nesta segunda-feira (6), estimulada pela ligeira desaceleração nas mortes diárias da pandemia de coronavírus registrada na Europa neste domingo (5). O índice de referência Nikkei 225 ganhou 756,11 pontos e terminou em 18.576,30 pontos. O índice Topix, de todas as ações, fechou 3,86%, para 1.376,30 pontos. "Os investidores reagiram positivamente a relatos de desaceleração no número de mortos na Itália e na Espanha. Mas ainda não está claro se o surto será contido", disse Yoshihiro Ito, especialista da Okasan Online Securities, em nota informativa. Espanha, Itália e França registraram uma esperançosa redução no número de mortes por coronavírus nas últimas horas, mas a pandemia, que já matou 68 mil pessoas em todo o mundo, está se espalhando nos Estados Unidos, onde os cidadãos estão se preparando para a "semana mais difícil". No Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe está se preparando para declarar estado de emergência em algumas partes do país, incluindo Tóquio, onde o número de infectados continua a aumentar. Europa As ações europeias se recuperam nesta segunda-feira (6), com a desaceleração das mortes por coronavírus na França e na Itália, aumentando as esperanças de que as restrições começassem a mostrar resultados. O índice STOXX 600 de referência subia 2,9%, depois de terminar a sexta-feira com seu sexto declínio semanal em sete, com a crise da saúde paralisando a atividade comercial. As bolsas italianas e francesas cresciam 3,5% e 3,4%, respectivamente. Veja Mais

Coronavírus: ministro diz que governo estuda isentar de conta de luz consumidor de baixa renda

G1 Economia Bento Albuquerque, de Minas e Energia, disse que medida valeria durante a crise do coronavírus para quem consumisse menos de 220 kw por mês. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta segunda-feira (6) que o governo está estudando um projeto para isentar consumidores de baixa renda do pagamento da conta de luz durante crise do coronavírus. O ministro participou no início desta tarde de uma live nas redes sociais. Segundo Bento, é preciso garantir “condições mínimas de sobrevivência” para a população que está em isolamento em razão da pandemia. Ele explicou que, de acordo com os planos do governo, ficarão isentos os consumidores de baixa renda, que usam até 220 kw ao mês, o que nos cálculos do ministro fica em torno de R$ 150. "Nós estamos estudando já em fase final para o pessoal da tarifa social, ou seja, o consumidor de baixa renda, até 220 kw, que dá em torno de R$ 150 a conta de luz, que esses consumidores sejam isentos do pagamento de conta de luz", afirmou o ministro. Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas Bento disse que a decisão é do governo, mas que outros agentes, como as distribuidoras estão sendo ouvidos no processo de construção da medida. Ainda de acordo com o ministro, as distribuidoras não terão problemas com o caixa, porque o governo federal vai arcar com os custos com dinheiro do Tesouro e o “remanejamento de outras verbas existentes”. O ministro da Economia, Bento Albuquerque Reprodução/GloboNews Bento não detalhou quais verbas serão remanejadas e não deu um prazo para que a medida seja implementada. "Neste momento em que boa parte da população está isolada em casa, ela tem que ter a luz, tem que ter a energia, tem que ter o combustível, tem que ter o botijão de gás para que ela possa ter as condições mínimas de sobrevivência", afirmou o ministro. Initial plugin text Veja Mais

Pedidos de renegociação aos bancos chegam a R$ 200 bilhões, diz Febraban

G1 Economia Levantamento de Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander ainda é parcial e atinge todas as linhas de crédito. SÃO PAULO - Região da Rua 25 de Março, comércio popular no centro de São Paulo, é vista praticamente deserta na manhã de sábado (4) Nelson Antoine/Estadão Conteúdo A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nesta segunda-feira (6) um levantamento parcial dos pedidos de renegociação de dívidas protocolados nas principais instituições financeiras do país. Foram contabilizados 2 milhões de pedidos, que somam R$ 200 bilhões. As dívidas em questão passam por todas as linhas básicas de crédito, seja pessoal, imobiliário, com garantia de imóveis, para aquisição de veículos e para capital de giro. A carência é de dois a três meses no vencimento das parcelas. A Febraban havia anunciado no último dia 16 a intenção de atender pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados, em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus. “Os bancos estão totalmente sensibilizados com a necessidade de os recursos chegarem rapidamente na ponta e continuarão agindo com foco para que o crédito seja dado nas mãos das pessoas físicas e das empresas”, diz nota da Febraban. “Ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez, não estamos observando um empoçamento de liquidez, mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior”, continua o texto. “Além disso, os bancos internacionais cortaram as linhas que dispúnhamos, o que estreitou mais ainda a liquidez do sistema”. A federação divulgou também o levantamento de valores para cada banco: Banco do Brasil: 200 mil pedidos, em valor equivalente a R$ 60 bilhões; Bradesco: 635 mil pedidos, que representam 1.036.000 contratos; Caixa: 1 milhão de pedidos em contratos habitacionais, com oferta de R$ 111 bilhões em créditos e carências de até 90 dias; Itaú: 302,3 mil pedidos, com saldo de R$ 12,1 bilhões e parcelas já prorrogadas em valor financeiro de R$ 679 milhões; Santander: 80,9 mil pedidos, em valor equivalente a R$ 11 bilhões; Na linha CAIXA Hospitais, foram disponibilizados recursos da ordem de R$ 5 bilhões para 2020. Antecipação de crédito A Febraban diz ainda que os bancos iniciam nesta segunda a disponibilização de linhas de crédito para financiamento de folha de pagamento de pequenas e médias empresas, antecipando-se aos repasses de recursos por parte do governo federal. A linha de crédito anunciada pelo governo beneficiará empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, com o limite de dois salários mínimos por trabalhador. Programa para financiar salários de pequenas e médias empresas é criado e aguarda regulamentação O governo responderá por 85% do dinheiro das operações, com outros 15% de recursos dos bancos que atuarem no programa. O governo informou que a linha de crédito terá, ao todo, R$ 40 bilhões. A medida irá beneficiar até 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores. Os empréstimos serão concedidos à taxa fixa de 3,75% ao ano, com seis meses de carência e prazo de 36 meses de pagamento. Quem aderir ao programa de crédito fica impedido de demitir o funcionário sem justa causa durante os dois meses da medida e por dois meses após o fim do programa. Initial plugin text Veja Mais

CMN veda distribuição de resultados e aumento de salário de dirigentes de bancos

G1 Economia Medida é temporária e faz parte de pacote de enfrentamento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Objetivo é garantir mais recursos para empréstimos. O Conselho Monetário Nacional (CMN) baixou regra para impedir, temporariamente, a distribuição de resultados e o aumento da remuneração de administradores das instituições financeiras, informou o Banco Central nesta segunda-feira (6). A remuneração de dirigentes de bancos está vinculada aos resultados obtidos, de maneira geral. Além do salário mensal, normalmente há distribuição de valores variáveis, como bônus e participação nos resultados. A decisão do CMN impacta todos esses pagamentos. A medida, que faz parte de um conjunto de ações que o Banco Central está adotando para enfrentar os potenciais efeitos da Covid-19 na economia, foi regulamentada por meio de resolução. De acordo com o o BC, o objetivo da regulamentação é "evitar o consumo de recursos importantes para a manutenção do crédito" e também evitar "eventual absorção de perdas futuras", ou seja, que os bancos optem por deixar os recursos parados para cobrir eventuais prejuízos. Segundo a instituição, as vedações serão aplicadas aos pagamentos referentes às datas-bases compreendidas entre o começo de abril e 30 de setembro de 2020, e aos pagamentos a serem realizados durante a vigência da norma. Nas últimas semanas, o BC tem anunciado uma série de medidas para injetar recursos nos bancos, de forma que eles possam emprestar ao setor produtivo nesse momento de impacto do novo coronavírus no setor de saúde e na economia do país, que caminha para uma recessão. Se forem consideradas medidas já adotadas, a estimativa é que possa ser injetado R$ 1,216 trilhão no mercado financeiro. Apesar dessas medidas, os bancos têm sido criticados por empresários por reter empréstimos em meio ao cenário de incerteza na economia. Também tem sido registrada alta nos juros cobrados pelas instituições financeiras. Bancos com níveis 'confortáveis' de capital Segundo o BC, os montantes retidos não podem constituir obrigação futura nem serem vinculados de qualquer forma a pagamentos de dividendos no futuro, garantindo assim a disponibilidade de reservas no sistema pelo período de incidência das vedações", acrescentou o BC. A instituição informou ainda que as instituições financeiras apresentam níveis confortáveis de capital e de liquidez, bem acima dos requerimentos mínimos estabelecidos. "Porém, dada a incerteza da magnitude do choque provocado pela Covid-19, julga importante adotar, de forma proativa, requisitos prudenciais complementares mais conservadores", explicou. A prerrogativa de vedação à distribuição de resultados e ao aumento da remuneração de administradores é um dos instrumentos previstos pelo Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, informou o Banco Central. Empréstimos aos bancos O Banco Central também informou que regulamentou os empréstimos a instituições financeiras mediante a emissão de Letra Financeira Garantida, uma Linha Temporária Especial de Liquidez (LTEL). Essa medida, que tem o potencial de aumentar em até R$ 650 bilhões a chamada "liquidez" do sistema financeiro, ou seja, os recursos disponíveis para que os bancos façam empréstimos, está no pacote de R$ 1,2 trilhão em liberação de recursos aos bancos anunciado pela instituição. De acordo com o Banco Central, a partir do dia 13 de abril, as instituições financeiras poderão iniciar o processo de depósito e documentação, para, no dia 20 deste mês, solicitar os empréstimos, que serão liberados em até 2 dias úteis. Banco Central anuncia novas medidas para injetar quase R$ 1 trilhão na economia Veja Mais

Produção de veículos cai 21% em março com impacto do coronavírus, diz Anfavea

G1 Economia Entidade diz não ter segurança para revisar as projeções para 2020 pela gravidade da crise. Produção de veículos Divulgação/Hyundai A produção nacional de veículos caiu 21,1% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pela associação das fabricantes, a Anfavea, e apontaram o impacto da pandemia do coronavírus no país. Indústria automotiva do Brasil para completamente com pandemia do coronavírus Coronavírus: perguntas e respostas Foram produzidas 189.958 unidades, contra 240.763 no mesmo período de 2019. Em relação a fevereiro deste ano, quando foram feitos 204.200 exemplares, a queda foi de 7%. Já no acumulado de janeiro a março, a redução foi de 16%. Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a queda não foi causada por falta de componentes, mas diretamente pela parada da produção. No mês de março, toda a indústria automotiva brasileira suspendeu suas operações como prevenção à Covid-19. "A situação vai ser mais impactante no mês de abril", apontou Luiz Carlos. Exportações seguem queda Já em queda há algum tempo, especialmente pela crise econômica da Argentina, as exportações também sofreram com o coronavírus, com 21,1% a menos. Foram exportadas 30.772 unidades em março deste ano, contra 39.018 do mesmo período em 2019. Em relação a fevereiro, a queda foi de 18,3%, com cerca de 7 mil unidades a menos. No acumulado, a queda de 14,9% já é maior do que a previsão para o ano todo. Projeções para 2020 Mesmo com a crise do coronavírus, a Anfavea disse que, por ora, não pretende revisar as projeções divulgadas em janeiro para 2020. "É uma crise muito profunda. Afeta o consumidor final, afeta a produção, afeta investimentos, o mercado financeiro, e a gente não tem condições de, com segurança, tentar fazer uma estimativa do que vai acontecer em 2020", justificou o presidente da Anfavea. As últimas projeções da entidade mostravam crescimento de 7% na produção de veículos leves e queda de 10,4% nas exportações. Esta matéria está em atualização. Initial plugin text Veja Mais

Olinda abre seleção simplificada para médicos com 22 vagas e salários de até R$ 7 mil

G1 Economia Inscrições podem ser feitas entre esta segunda (6) e a quinta (9), na internet. Há vagas para clínico de urgência e emergência, psiquiatra e especialista em saúde da família. Seleção simplificada em Olinda busca médicos para atuar na pandemia da doença Covid-19 Ascom-UFCG/Divulgação A Secretaria de Saúde de Olinda abriu uma seleção simplificada com 22 vagas para médicos de três especialidades atuarem no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. As inscrições podem ser feitas na internet, entre esta segunda-feira (6) e quinta-feira (9). Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Coronavírus: confira perguntas e respostas Saiba como estão os serviços no estado Há duas vagas para plantonista clínico de urgência e emergência e duas vagas para psiquiatra, ambos com salários de R$ 6,5 mil, e 18 vagas para médico especialista em saúde da família, com salário de R$ 7 mil. Do total de vagas ofertadas, 5%, ou no mínimo uma vaga, é reservada para pessoas com deficiência. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail secretariasaudeolindarh@yahoo.com, anexando uma série de documentos e a ficha de inscrição, que deve ser preenchida com letra de forma, sem rasuras. Essa seleção simplificada, que teve o edital disponibilizado na internet, é realizada em uma única etapa: avaliação curricular. O resultado tem previsão de ser divulgado no dia 13 de abril, no site da prefeitura. Documentos necessários Para se inscrever, é preciso anexar ao e-mail uma foto 3x4, além dos seguintes documentos: RG, CPF, carteira de habilitação (se houver), título de eleitor, certidão de nascimento/casamento, comprovante de residência, registro no órgão de classe e certificado de reservista (para homens). Também é necessário anexar diploma, comprovantes e declarações de experiência, certificado ou declaração de conclusão de curso de pós-graduação e certificado ou declaração de conclusão de residência multiprofissional em área da saúde. Quando for o caso, também é preciso anexar artigo publicado, como autor, em periódico nacional ou internacional, ou comprovação de coautoria em bibliografia na área da especialidade pretendida, além de certificados de cursos de capacitação em áreas correlatas às atividades do cargo e do currículo. Initial plugin text Veja Mais

Governo regulamenta programa para financiar salários de pequenas e médias empresas

G1 Economia Linha de crédito de R$ 40 bilhões visa ajudar empresas durante crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Empresa que aderir não poderá demitir empregados por dois meses. O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou a concessão de empréstimos do Programa Emergencial de Suporte a Empregos, informou nesta segunda-feira (6) o Banco Central. Com isso, o programa entra em operação e as empresas poderão buscar os recursos nas instituições financeiras. A linha de crédito de R$ 40 bilhões, destinada a pequenas e médias empresas, foi criada por medida provisória e tem por objetivo ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses, visa aliviar a pressão financeira sobre pessoas e empresas durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Sou micro-empresário, como posso me beneficiar das novas linhas de crédito? Como faço? Do valor total, a União, por meio do Tesouro Nacional, aportará até R$ 34 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuará como agente financeiro do governo. Seguindo a proporcionalidade, as instituições financeiras aportarão até R$ 6 bilhões no programa. De acordo com o BC: o financiamento estará disponível para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano; o dinheiro será exclusivo para folha de pagamento; a empresa terá 6 meses de carência e 36 meses para pagar o empréstimo; os juros serão de 3,75% ao ano. Governo cria programa para financiar folha de pagamento de pequenas e médias empresas Segundo o governo, a previsão é que sejam beneficiadas pela medida 1,4 milhão de pequenas e médias empresas do país, num total de 12,2 milhões de pessoas. As instituições financeiras participantes poderão conceder operações de crédito no âmbito do programa até 30 de junho de 2020. O crédito se restringirá ao pagamento de salários na parcela dos salários até o valor de dois salários-mínimos. As empresas beneficiárias, em contrapartida, não poderão demitir sem justa causa empregados por até 60 dias depois do recebimento do crédito. Para assegurar a destinação dos recursos aos trabalhadores, o BC informou que as empresas beneficiadas deverão ter as folhas de pagamento processadas pelas instituições financeiras participantes. Também devem se comprometer a prestar "informações verídicas" e a "não utilizar os recursos para finalidades distintas do pagamento de seus empregados". "Os recursos tomados serão depositados diretamente nas contas dos funcionários", acrescentou. Veja Mais

Ministra diz que China habilitará novos frigoríficos brasileiros para exportação ainda este ano

G1 Economia Autorização de novas indústrias para vender aos chineses está paralisada por conta do coronavírus. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse neste domingo (5) que a China deve habilitar novos frigoríficos brasileiros para exportar para lá ainda este ano. Segundo ela, o Brasil já enviou todas as informações solicitadas pelas autoridades sanitárias chinesas para as plantas em processo final de credenciamento, mas a autorização será feita no "tempo deles", devido à readaptação das atividades com a pandemia do novo coronavírus, Ao todo, oito plantas aguardam a aprovação final do governo chinês: seis de carne bovina, uma de aves e outra de suínos. A expectativa também é que, com a normalização das operações, outros estabelecimentos sejam credenciados ao longo de 2020. Ministra Tereza Cristina participou de evento em Londrina Reprodução/RPC A retomada das atividades econômicas na China e a volta à normalidade do trabalho do GACC (Administração Geral de Alfândegas), órgão responsável pelas habilitações, que havia concedido profissionais para atuarem em outras áreas – como saúde pública – durante o pico da pandemia no país asiático, são indicativos positivos na visão da ministra para a aprovação dos frigoríficos. A ministra afirmou ao Valor que não há anormalidade por parte da China. Para ela, as habilitações das oito plantas são uma questão de tempo e de adaptação às dificuldades geradas pela pandemia do coronavírus. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Ribeiro, disse que houve um "descasamento nas situações internas dos dois países" por conta da Covid-19, o que causou a interrupção de algumas atividades. Mesmo com a implementação das habilitações por videoconferência, ele vê empecilhos neste momento em "reunir equipes, tradutores, fiscais agropecuários, os próprios estabelecimentos e a contratação de serviços que podem não estar disponíveis". Ribeiro informou que foi realizada uma videoconferência em dezembro de 2019, na qual os chineses solicitaram informações adicionais e retificação de oito estabelecimentos brasileiros. As respostas foram enviadas em fevereiro deste ano ao GACC, de quem o Ministério da Agricultura aguarda uma reação. "Assim que a gente conseguir superar essa fase e as coisas voltarem ao normal, nós poderemos falar em novas habilitações além desses oito que já estão na mesa da GACC, prontos para serem avaliados e aprovados no tempo deles", pontuou Ribeiro. Entre os estabelecimentos que aguardam a palavra final da China, seis são de carne bovina: duas unidades da JBS (um em Vilhena/RO e outro em Campo Grande/MS), Frisa, de Colatina/ES, Frigorífico Astra, de Cruzeiro do Oeste/PR, Frigorífico Silva, de Santa Maria/RS, e Frigorífico Irmãos Gonçalves, de Jaru/RO. Um planta é de carne de aves, a Aviva Alimentos Ltda, de São Sebastião do Oeste/MG, e outra é de carne suína, a Frigoestrela, de Tupã/SP. Veja Mais

Três cidades da região somam 25 vagas de empregos abertas nos PATs com cadastro online para seleção

G1 Economia Orientação dos municípios é para que interessados manifestem interesse pelos cargos pela internet, diante da necessidade de enfrentamento do novo coronavírus. Profissionais da região que estão procurando emprego podem consultar vagas pela internet. Getty Images Os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) em Americana (SP), Indaiatuba (SP) e Espírito Santo do Pinhal (SP) estão com 25 vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira (6), segundo boletins divulgados pelas prefeituras. Diante da necessidade de enfrentamento ao novo coronavírus, os interessados devem acessar a lista de oportunidades online, pelos sites oficiais. Veja abaixo a lista de cargos. Indaiatuba A cidade tem 8 vagas disponíveis no PAT. A orientação da administração municipal é para que o interessado busque os serviços prestados pelo PAT de forma online ou pelos aplicativos SINE Fácil e CTPS Digital. Repositor (a) de mercadorias - 1 vaga Assistente de vendas - 1 vaga Cozinheiro (a) - 1 vaga Fiscal de loja - 1 vaga Soldador (a) - 1 vaga Vendedor (a) - 1 vaga Técnico (a) em nutrição - 1 vaga Farmacêutico (a) - 1 vaga Americana O posto do município reúne 13 oportunidades de emprego. Os interessados devem acessar o portal da prefeitura e preencher o cadastro de vagas. Entre os empregos em aberto estão: Assistente de vendas (têxtil) - 1 Controlador (a) de frota - 1 Costureira (o) (overlock e galoneira) - 5 Gerente de vendas - 1 Motorista carreteiro (CNH-E) - 4 Operador (a) de centro usinagem - 1 Espírito Santo do Pinhal O PAT de Espírito Santo do Pinhal (SP) tem 4 vagas de emprego disponíveis. Os interessados devem ligar no (19) 3661-2114 para obter mais informações. Além disso, podem ter acesso as ofertas de emprego no site ou pelos aplicativos SINE Fácil e CTPS Digital. Padeiro (a) - 1 vaga Auxiliar de escritório (PCD) - 1 vaga Operador (a) de empilhadeira - 1 vaga Farmacêutico (a) - 1 vaga Veja mais oportunidades da região no G1 Campinas Veja Mais

Mercado financeiro passa a estimar retração de 1,18% no PIB em 2020

G1 Economia Analistas dos bancos também baixaram previsão de inflação deste ano e passaram a prever corte maior dos juros em maio. Estimativas foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central. Os economistas do mercado financeiro reduziram, pela oitava semana seguida, a estimativa para o PIB neste ano e também passaram a prever um corte maior da taxa básica de juros, a Selic, no mês de maio. As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, a previsão, que antes era de uma queda de 0,48%, passou a ser uma contração maior neste ano: de 1,18%. A nova redução da expectativa para o nível de atividade acontece em meio à pandemia do coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Nas últimas semanas, tanto o Ministério da Economia quanto o Banco Central também revisaram suas estimativas e passaram a prever estabilidade (sem alta, mas também sem contração) do PIB neste ano. Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Entenda os impactos do avanço do coronavírus nas economias global e brasileira Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,50%. Corte maior na Selic O mercado financeiro também passou a prever um corte maior na taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente na mínima histórica de 3,75% ao ano. Até então, a expectativa dos economistas dos bancos era de que, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no começo de maio, a taxa seria reduzida em 0,25 ponto percentual, para 3,5% ao ano. Na semana passada, porém, os analistas passaram a projetar um corte maior, de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, para 3,25% ao ano, no começo de maio. A previsão é que a taxa permaneça nesse patamar até o fim de 2020. Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic recuou de 5% para 4,75% ao ano, o que pressupõe alta do juro básico no ano que vem. Inflação Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 2,94% para 2,72%. Foi a quarta redução seguida do indicador. A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%. Com isso, a previsão do mercado para a inflação deste ano começa a se aproximar do piso da meta. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2021, o mercado financeiro baixou a estimativa de inflação de 3,57% para 3,50%. Essa também foi a quarta redução seguida. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%. Outras estimativas Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu estável em R$ 4,50 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,30 por dólar para R$ 4,40 por dólar. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 recuou de US$ 35 bilhões para US$ 34,10 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado caiu de US$ 35,30 bilhões para US$ 35 bilhões. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, recuou de US$ 80 bilhões para US$ 76,50 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas passou de US$ 81,40 bilhões para US$ 80 bilhões. Veja Mais

Pico da crise do coronavírus deve ter 2,5 milhões a mais desempregados no país, prevê Santander

G1 Economia No cenário-base do banco, o PIB deve recuar 2,2% neste ano. Mas queda da atividade pode chegar a 6% se isolamento social só for relaxado a partir de junho. Desempregados fazem fila em mutirão de emprego no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo Werther Santana/Estadão Conteúdo O Santander prevê que o desemprego no Brasil vai aumentar em 2,5 milhões de pessoas no pico da crise econômica provocada pelo coronavírus. Em revisão de cenário divulgada nesta segunda-feira (6), o banco avalia que o pior momento do mercado de trabalho ocorrerá ao fim do segundo trimestre. Com a expectativa de alguma melhora da atividade econômica a partir do terceiro trimestre, o mercado de trabalho, segundo o banco, deve ter alguma resposta positiva, mas o contingente de desocupados ainda vai encerrar este ano com acréscimo de 1,5 milhão de trabalhadores. Com isso, a taxa média de desemprego deve ficar em 12,3%, acima da observada 2019, quando foi de 11,9%. Em janeiro, na última leitura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 11,9 milhões de desempregados. "Vamos sair com a economia machucada desse processo inevitável para salvar o maior número de vidas", disse a economista-chefe do banco Santander, Ana Paula Vescovi. "É importante que o Brasil consiga manter os fundamentos de longo prazo para que se recupere depois de passada essa crise." Ana Paula Vescovi, economista do Santander Celso Tavares/G1 No cenário-base do Santander, o Produto Interno Bruto (PIB) deve recuar 2,2% neste ano - a previsão anterior era de alta de 1%. No entanto, há um risco de que o desempenho da atividade econômica possa ser ainda pior. Para esse cenário-base se concretizar, o isolamento social tem de ser afrouxado ao fim deste mês Se o isolamento social tiver de ser ampliado para ajudar a conter o número de infectados pela doença e só começar a ser relaxado a partir da metade de junho, o PIB pode despencar 6%. "O nosso cenário-base é de uma recuperação mais gradual, com a economia chegando ao fim de 2021 praticamente no nível pré-crise, só 0,4% abaixo", afirmou Ana Paula. Inflação e juros em queda Levando-se em conta o cenário-base, o banco prevê que a inflação fique bastante baixa neste ano, abrindo espaço para o Banco Central promover novos cortes na taxa de juros. Segundo o Santander, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano a 2,2%, abaixo dos 3% previstos anteriormente. "O cenário de inflação deve permanecer comportado, vemos esse choque do coronavírus como deflacionário", disse Ana Paula. Diante desse quadro inflacionário, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a Selic para 3% - atualmente está em 3,75%. Um corte 0,5 ponto percentual deve ocorrer na reunião de maio e, em junho, haverá uma nova redução de 0,25 ponto, de acordo com o banco. Rombo das contas públicas As medidas de estímulo fiscal anunciadas pelo governo para ajudar a mitigar os efeitos da crise e a queda na arrecadação provocada pela desaceleração da economia devem levar o Brasil a encerrar o ano com um déficit primário do setor público de R$ 452,5 bilhões, o equivalente a 6,2% do PIB, segundo banco. O endividamento do país deverá chegar a 83,9% do PIB. “No nosso cenário-base, o país sai da crise com uma sinalização de solvência da dívida pública e a convergência para patamares menores ainda que gradualmente”, diz Ana Paula. Em 2021, por exemplo, o Santander avalia que o déficit primário será bem menor, de R$ 148,3 bilhões ou 1,9% do PIB. Veja Mais

Bovespa opera em alta seguindo exterior

G1 Economia Na sexta, Ibovespa caiu 3,76%, a 69.537 pontos. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta segunda-feira (6), apoiada no sinal positivo de outras praças acionárias no exterior, após mais uma semana de perdas, na esteira das dúvidas e preocupações com a pandemia de Covid-19. Às 10h08, o Ibovespa tinha alta de 0,91%, a 70.173 pontos. Veja mais cotações. Na sexta, a bolsa recuou 3,76%, a 69.537 pontos. Acompanhe as últimas notícias sobre os mercados Entenda os impactos do avanço do coronavírus na economia global e brasileira Volatilidade Para analistas da Terra Investimentos, o mercado acionário brasileiro tende a continuar bastante volátil, embora algum ânimo no exterior com a redução da velocidade de expansão da pandemia em alguns países europeus possam fornecer algum suporte positivo, segundo a Reuters. No fim de semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, expressou esperança de que os EUA estavam passando por um "nivelamento" da crise de coronavírus em algumas das regiões mais afetadas do país, mas alguns de seus principais consultores médicos adotaram uma visão mais moderada. Variação do Ibovespa em 2020 Economia/G1 Initial plugin text Veja Mais

Guedes: Plano Mansueto precisa ser expandido para fazer frente a 'caso agudo de emergência fiscal'

G1 Economia O ministro da Economia, Paulo Guedes, articula pessoalmente uma modificação no chamado Plano Mansueto, o plano de ajuda fiscal aos estados desenhado no ano passado pelo secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, para ampliar o limite de endividamento dos governadores ao longo de 2020, como resposta à crise da pandemia do coronavírus. Guedes disse ao blog nesta segunda-feira (6) que o Plano Mansueto precisa ser expandido porque o Brasil vive um “caso agudo de emergência fiscal”. O ministro terá uma reunião virtual com o relator do texto na Câmara, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ). No final de semana o ministro fez uma reunião com a bancada do DEM, que teve a participação de Pedro Paulo. Ele afirmou, na teleconferência, ser contra o perdão da dívida dos estados. Defendeu ainda a limitação de regras que permitam mais gastos para o ano de 2020, enquanto durar o estado de calamidade no país, e que os recursos não acarretem em aumento de despesas permanentes. O ministro falou ainda sobre a defesa do congelamento dos salários de servidores públicos por dois anos. Ele se mostrou contrário ao corte de salários dos servidores, proposta aventada na Câmara dos Deputados. Segundo assessores do ministro, este não seria um momento de causar desentendimento entre os poderes. Na manhã desta segunda-feira, Paulo Guedes também irá se reunir por teleconferência com os senadores do MDB. Especialistas comentam o acordo da dívida dos estados Initial plugin text Veja Mais

Rússia afirma que está pronta para cooperação no mercado de petróleo

G1 Economia Preço do barril é negociado em queda nesta segunda-feira (6) após reunião entre Rússia e Opep ser adiada para quinta-feira. A Rússia está pronta para uma coordenação com outros importantes exportadores de petróleo com vistas a ajudar a estabilizar o mercado global da commodity, disse o governo russo nesta segunda-feira (6). O chefe do fundo soberano russo, Kirill Dmitriev, disse mais cedo nesta segunda-feira à CNBC que a Arábia Saudita e a Rússia estão "muito, muito perto" de um acordo sobre cortes de produção. "Moscou está pronta para cooperar e interessada em interagir com países para estabilizar os mercados de energia", disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, em uma coletiva de imprensa diária por telefone com jornalistas. Peskov também afirmou que conversas entre a Opep e outros importantes produtores, um grupo conhecido como Opep+, foram postergadas para quinta-feira por questões técnicas e que os preparativos estão em andamento para a reunião. Perto das 8h (horário de Brasília), o barril de petróleo WTI era negociado em queda de 3,74%nos EUA, a US$ 27,28. Em Londres, o petróleo Brent caía 3,49%, a US$ 32,92 o barril. Mais cedo, o Brent chegou a cair mais de 3 dólares, quando os mercados na Ásia abriram, mas ele recuperou algum terreno em meio a esperanças de que um acordo entre os principais produtores ainda possa ser alcançado. "Talvez seja melhor que o encontro tenha sido adiado, para que os produtores firmem um mínimo terreno comum antes que as discussões reais aconteçam na quinta-feira", disse o analista do BNP Paribas Harry Tchilinguirian. Ele destacou, no entanto, que um desapontamento inicial com o adiamento derrubou os preços na abertura dos negócios na Ásia. Veja Mais

Últimos dias

Governo poderá antecipar Plano Safra 2020/21, diz ministra da Agricultura

G1 Economia Setor teme menor oferta de crédito diante dos impactos da pandemia do coronavírus. Tereza Cristina deve se reunir nesta semana com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O governo poderá antecipar o Plano Safra neste ano "para dar um horizonte" aos agricultores brasileiros que tomam esses recursos, em meio a temores com menor oferta de crédito para a futura safra devido ao cenário econômico complicado com o novo coronavírus, afirmou neste domingo (5) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. No entanto, a ministra ponderou que o programa governamental de financiamento aos agricultores brasileiros, familiares e empresariais não é suficiente para atender às necessidades do setor e que irá se reunir nesta semana com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a situação. Ministra Tereza Cristina durante evento em Dourados (MS) TV Morena/Reprodução "Estamos pensando em tentar antecipar o Plano Safra para dar um norte para aqueles que tomam esse recurso. Mas a gente sabe que ele é 40% só do que se precisa para tocar uma safra do tamanho da safra brasileira, para que essa engrenagem toda trabalhe. Então, realmente esse é o assunto número um das minhas preocupações e da minha gestão", disse Tereza Cristina. A declaração foi dada durante videoconferência transmitida na internet com representantes do setor do agronegócio e conduzida pelo agrônomo Xico Graziano, professor de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV). A preocupação ocorre apesar da aprovação pelo Senado, no mês passado, da chamada MP do Agro, editada para modernizar o financiamento rural. A medida, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), ainda depende de sanção presidencial. A fala da ministra veio após afirmação do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi ter afirmado, durante a videoconferência, ver "dificuldade de ter os volumes de recursos necessários para que no ano que vem nós possamos ter essa super safra". Veja Mais

Coronavírus: venda de carros novos cai 32% em Campinas no mês de março, diz Fenabrave

G1 Economia Economista da PUC cita efeito da Covid-19 e prevê impactos maiores para o setor na retomada pós-pandemia. Venda de carros novos tem queda em Campinas durante a quarentena contra o coronavírus. Fábio Tito/G1 A venda de carros novos em Campinas (SP) caiu 32% em março na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da associação das concessionárias, a Fenabrave. Os números foram afetados pela crise do novo coronavírus, que provocou cenário de incertezas no início do mês, com o avanço da epidemia, culminando com o fechamento de pontos de venda com o decreto de quarentena. O balanço da Fenabrave mostra que foram vendidas 1.248 unidades de carros de passeio, contra 1.852 em março de 2019. No trimestre, o balanço de 2020 também é negativo: queda de 15,8% nos novos emplacamentos. O economista Paulo Oliveira, do Observatório PUC-Campinas, destaca que os indicadores são graves para a economia regional. "O setor automobilístico tem participação importante na atividade econômica da Região Metropolitana de Campinas, e já estava em nível reduzido de atividade pela crise na Argentina", pontua. O professor explica ainda que o setor deve sentir o impacto por mais tempo após o fim da crise do coronavírus. "Com o cenário de incerteza, o consumidor não tem incentivos para comprar bens duráveis, como automóveis. Esse tipo de produto demora um pouco mais para responder à retomada." Outros veículos A maior volume de queda nas vendas de veículos em Campinas foi entre os automóveis de passeio, mas o relatório mensal da Fenabrave mostra reflexos da crise que em todos os itens analisados no período na comparação com março de 2019. Entre os comerciais leves, a redução foi de 27,9%; o emplacamento de caminhões novos caiu 39,6%; já na venda de motos, a queda foi de 8,1%. Venda de veículos novos em Campinas Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Rota de saída do agronegócio, portos aumentam o monitoramento para evitar o coronavírus

G1 Economia Acompanhamento médico e limpeza são algumas das atitudes tomadas para evitar paralisações no trabalho de um serviço essencial do país. Rota de saída do agronegócio, portos aumentam o monitoramento para evitar o coronavírus A pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil no auge do escoamento da safra recorde de grãos, onde boa parte segue para exportação. Assista a todos os vídeos do Globo Rural No porto de Paranaguá, no Paraná, uma das principais portas de saída da soja brasileira, todo o cuidado é pouco para evitar a Covid-19. E para não prejudicar a movimentação no porto, em um período tão importante, foi preciso tomar algumas medidas. Além dos banheiros químicos higienizados frequentemente, foram montadas tendas com médicos e enfermeiros, que fazem uma triagem. Os cuidados já começam no pátio. cada caminhoneiro que chega passa por uma avaliação de saúde, algo que era inédito. “O atendimento médico é exatamente para a identificação de pacientes suspeitos de infecção. E daí tomar as devidas condutas, como encaminhamento de quem está com suspeita”, explica o médico Angelo Bortolli. Monitoramento dos navios Nos navios, os cuidados também aumentaram. Agora, quem entra na embarcação precisa usar a máscara e preencher um formulário médico. O diretor da associação que representa os terminais do porto diz que em tempos de crise é preciso se reinventar. Afinal, se a agricultura brasileira não para, o porto também não pode parar. Exportações Os produtos agrícolas representam 91% noventa e um por cento de tudo que é exportado no porto de Paranaguá, com destaque para a soja. Atualmente, a soja que sai de lá vai para 13 países, e o principal destino é a China. Com a safra recorde no país, o movimento de caminhões aumentou quase 60% por cento, em relação ao mesmo período do ano passado. Veja notícias do Agronegócio no G1 Veja Mais

Com shoppings fechados, lojistas negociam para manter os negócios

G1 Economia Veja o que os lojistas estão fazendo para reduzir custos e garantir o emprego dos funcionários. Com shoppings fechados, lojistas negociam para manter os negócios Mais de três milhões de brasileiros trabalham em shopping centers. Além da manutenção dos empregos, há outra preocupação: a sobrevivência dos negócios com o fechamento das lojas. Ao todo, são 577 shoppings brasileiros com as portas fechadas. Eles abrigam mais de 110 mil lojas. Só poucos serviços essenciais estão abertos, como farmácias, supermercados e laboratórios. “Setenta por cento das lojas são de pequenos empresários, em situação difícil, corremos perigo de ter muitas fechadas”, afirma o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun. “Abertura e fechamento shopping é complexo, é um transatlântico, não é lanchinha. Nosso desejo é abrir rápido, mas com responsabilidade e ajudando o país e negócios a crescerem e não causar caos”, diz Glauco Humai, presidente da Abrasce. As duas associações não têm poder de decisão, mas vão orientar os shoppings sobre a cobrança de taxas nesse período. Uma das opções é o fundo de promoção. Os shoppings estão reduzindo ou isentando o lojista desse pagamento. As associações também sugeriram que os shoppings reduzam o valor do condomínio pago mensalmente pelos lojistas. A cobrança do aluguel foi o item mais difícil de se chegar a um consenso. A sugestão é cobrar parte do aluguel de março e negociar os demais meses. As duas associações também estão solicitando a prefeituras que reduzam o IPTU para dar mais fôlego aos negócios. ALSHOP - Associação Brasileira de Lojistas de Shopping Telefone: (11) 4871-3960 E-mail: contato@alshop.com.br www.alshop.com.br ABRASCE - Associação Brasileira de Shopping Centers Telefone: (11) 3506-8300 www.abrasce.com.br ABF - Associação Brasileira de Franchising Avenida das Nações Unidas, 10.989 - 9º andar Conj. 92 - Vila Olímpia São Paulo - SP / CEP: 05425-070 Telefone: (11) 3020-8800 E-mail: relacionamento@abf.com.br www.abf.com.br Facebook: @abfoficial Instagram: @abfoficial SLICE CREAM Facebook: @slicecreamoficial Instagram: @slicecream_oficial www.slicecream.com.br Veja Mais

Coronavírus: Equipe do PEGN conta a rotina de trabalhar em casa

G1 Economia Saiba como a equipe trabalhou nos últimos dias e confira dicas de uma especialista para potencializar o trabalho em casa. Coronavírus: Equipe do PEGN conta a rotina de trabalhar em casa O Pequenas Empresas & Grandes Negócios deste domingo (5) está diferente. Nós, como a maioria das empresas brasileiras, estamos trabalhando em casa. Tivemos que fazer quarentena porque a repórter Paula Monteiro pegou o novo coronavírus. Por isso, toda a equipe precisou entrar em uma quarentena de 14 dias e a redação passou a trabalhar no formato home office. “Pegar o novo coronavírus foi uma surpresa. Não faço parte do grupo de risco. Tenho 33 anos e pratico muito esporte. Foram 14 dias em casa sem contato com ninguém. Amigos e parentes me levaram comida até a porta do apartamento”, conta Paula. Enquanto Paula se recuperava, a equipe do programa transferiu todo trabalho cada um para sua casa. Com ajuda da tecnologia, as reuniões da equipe do PEGN durante esse período de quarentena foram feitas por videoconferência. Existem vários serviços, alguns gratuitos. O escolhido foi uma plataforma fácil e intuitiva. Uma recomendação que sempre passamos nas reportagens e constatamos na prática: trabalhar em casa exige foco. “O bom do home office é que a gente trabalha à vontade, mas o desafio é manter a concentração”, conta o repórter Marcelo Baccarini. Durante a quarentena, a Paula fez um diário e anotou os sintomas para relatar para o pessoal da vigilância, que ligou todos dias para fazer o monitoramento à distância. Passado o período de quarentena obrigatória para evitar o contágio, a equipe do PEGN voltou a trabalhar na redação, tomando as precauções recomendadas pelas autoridades. Mas os profissionais que usam transporte público continuam a trabalhar em casa. Os repórteres na rua mantém a distância dos entrevistados e os microfones são sempre higienizados. Dicas para o trabalho remoto Como uma empresa leva para casa toda gestão e operação de seu negócio? Como se preparar para essa mudança? A consultora Roberta Vasconcellos dá algumas dicas. Ela tem uma consultoria que dá suporte a empresas e autônomos trabalharem de forma remota. Com exceção de indústrias e alguns serviços, ela acredita que muitos negócios podem ser tocados de casa nesse período. Dar estrutura para os colaboradores, como computador e telefone. Criar um canal de comunicação entre todos e adotar ferramentas diferentes das já usadas para conversas pessoais. Definir horário de trabalho e horário para videoconferência. Verificar fuso horário quando a empresa tem clientes fora do Brasil. Manter uma rotina. Criar rituais como palestra e apoio psicológico. Definir colaborador para dar suporte tecnológico. Roberta tem uma plataforma que ajuda empresas a encontrarem coworkings adequados a cada tipo de negócio. É uma forma de quebrar o isolamento. Mas nesse momento, ela diz que dá pra fazer isso até estando em casa: “Tem que criar rituais na empresa para se aproximar das pessoas mesmo estando distanciadas. Se pudesse resumir trabalho remoto seria: confiança, comunicação com contexto e disciplina”. CONSULTORA ROBERTA VASCONCELOS ESPECIALISTA EM TRABALHO REMOTO BEER OR COFFEE www.beerorcoffee.com Veja Mais

Coronavírus: Guedes diz que negocia testes em massa com parceiro da Inglaterra

G1 Economia Ministro frisou que momento é de isolamento social e que testagem é pensada para o futuro; segundo ele, parceria pode render 40 milhões de testes ao mês. Guedes também disse, sem detalhar, que governo autorizou antecipação dos feriados. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste sábado (4) que negocia com um parceiro da Inglaterra a implementação do que chamou de "passaporte da imunidade". Sem detalhar a medida, Guedes disse que está em discussão pelo governo a disponibilização para o Brasil de 40 milhões de testes para o coronavírus. A declaração foi dada em uma videoconferência com empresários do setor varejista, organizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). "Hoje de manhã conversávamos com um amigo na Inglaterra que criou o passaporte de imunidade. Ele faz 40 milhões de teste. Ele coloca disponíveis para nós, brasileiros, 40 milhões de testes por mês", disse Guedes aos empresários. Segundo o ministro, a proposta já foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Com a testagem em massa, segundo o ministro da Economia, quem comprovadamente não estiver contaminado pelo coronavírus poderá deixar o isolamento. Isso, segundo Guedes, seria para os "jovens". Os idosos seguiriam em casa. "Veja bem, isso não é agora. Agora, nós estamos em isolamento. Nós estamos planejando uma saída", destacou. O ministro afirmou que o país enfrentará duas "ondas": a primeira seria a da saúde e a segunda, econômica. E o responsável por coordenar este primeiro momento, de isolamento social, disse Guedes, é o ministro da Saúde, Mandetta. "Lá na frente vem uma segunda onda, que é econômica, e nós vamos ter que furar a segunda também", completou. Guedes disse que as negociações com o "amigo" da Inglaterra estão pensando "lá na frente". "As pessoas vão sendo testadas, pode ser semanalmente, quem estiver livre continua trabalhando, os mais jovens, os idosos ficam em casa. E fazendo o teste você consegue ir girando a economia", afirmou. Feriados em 2020 Durante a videoconferência, um empresário sugeriu a Guedes que o governo antecipe os feriados para que, quando passar a crise do coronavírus, os pequenos e microempresários possam abrir mais dias e, assim, vender mais. O ministro, então, disse que a ideia era "excelente". "Essa proposta de antecipação dos feriados, trazer tudo para agora e deixar o Brasil para retomada e para a recuperação, é uma excelente sugestão. Pegar os feriados do ano inteiro e jogar para essa fase, já que estamos no isolamento. Estamos passando nossos sábados, domingos e feriados juntos, de uma vez. Até porque, quando sairmos, vamos ter vontade de sair, comprar, abraçar os amigos, ir para restaurantes, vamos precisar disso, até do ponto de vista de ressurreição espiritual", respondeu o ministro. Pouco tempo depois, ainda na videoconferência, Paulo Guedes disse que a medida já foi adotada pelo governo e que ele soube da ideia há cerca de três semanas. "Nós já autorizamos a antecipação dos feriados. Foi pedida agora, nós já tínhamos autorizado", disse o ministro aos empresários. Sem dar detalhes, Paulo Guedes acrescentou: "É com satisfação que digo que a antecipação dos feriados, que foi sugerida aqui, que eu fiquei animado, fico animado com uma boa ideia, fiquei animado com essa ideia três semanas atrás, e já foi antecipado. Então, para você ver que grande notícia. Já aconteceu." Initial plugin text Veja Mais

Jaboatão faz seleção simplificada com 25 vagas para médicos e salários de até R$ 10,9 mil

G1 Economia Interessados tem até segunda (6) para enviar currículo e documentação. Contratação é devido à pandemia do novo coronavírus. Médicos selecionados vão atuar em unidades de saúde básica de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife Reprodução/Google Street View A Secretaria de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, abriu uma seleção simplificada para contratar temporariamente 25 médicos, devido à situação de emergência decorrente da pandemia do novo coronavírus. Os salários são de até R$ 10.904,42 e as inscrições devem ser feitas até a segunda-feira (6). Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Coronavírus: confira perguntas e respostas Saiba como estão os serviços no estado Do total de vagas, 16 são para médicos de Estratégia Saúde da Família, cinco médicos clínicos e quatro médicos pediatras. A exigência e a remunerações para cada cargo estão disponíveis no edital, publicado no Diário Oficial do município. Os contratos tem duração de até 12 meses, "observada à época a manutenção dos requisitos da condição de excepcional interesse público que a fundamente", segundo a prefeitura. A seleção é feita através de etapa única de análise curricular. No ato de inscrição, os candidatos devem anexar o formulário de inscrição, documentação pessoal e os certificados profissionais para comprovar a capacitação para exercer os cargos. Os detalhes dos documentos, que devem ser encaminhados por e-mail, estão no edital. O resultado final da seleção está previsto para o dia 14 de abril, com divulgação no Diário Oficial do município e pelo site da prefeitura. Coronavírus em Pernambuco Veja evolução dos casos do novo coronavírus em PE; estado tem 136 confirmações e 10 mortes Até a sexta-feira (3), Pernambuco registrou 136 casos confirmados da Covid-19, sendo um deles o de um bebê de apenas um mês de idade. Este foi o maior aumento do número de confirmações em 24 horas desde o dia 12 de março, quando o estado começou a registrar casos confirmados do novo coronavírus. Também foi contabilizada mais uma morte por Covid-19, subindo para dez o número de óbito (veja vídeo acima). Recife é o município pernambucano com mais casos, totalizando 97 confirmações. A cidade vizinha, Jaboatão, contava com oito pacientes com Covid-19 até a sexta. Dicas de prevenção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja Mais

Site do INSS volta a exibir calculadora que simula aposentadoria; veja como acessar

G1 Economia Caculadora já está adaptada com as novas regras aprovadas na reforma da Previdência. O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) voltou a exibir nesta sexta-feira (3), em seu site, uma calculadora que simula os cálculos de aposentadoria. A calculadora já está adaptada com as novas regras aprovadas na reforma da Previdência. A ferramenta pode ser acessada no portal meu INSS (clique aqui) e por meio dos celulares, nos sistemas Android e iOs. A versão para iOs deve ficar disponível para o usuário até o fim da próxima semana, segundo o instituto. Agência INSS Uberaba Reprodução/TV Integração O simulador permite fazer sete tipos de cálculos, sendo dois de aposentadoria por idade e cinco de aposentadoria por tempo de contribuição. Aprovada no ano passado, a reforma da Previdência promoveu uma série de alterações nas regras de aposentadoria do país, estabelecendo uma idade mínima para solicitar o benefício, por exemplo. Reforma da Previdência é promulgada na manhã desta terça-feira (12) O INSS ressalta que a calculadora é apenas uma ferramenta de simulação. A análise que vale para a aposentadoria é sempre a oficial feita pelo instituto. Initial plugin text Veja Mais

Wall Street fecha em queda após coronavírus destruir empregos nos EUA

G1 Economia Crise do coronavírus encerrou série de 113 meses de crescimento dos empregos nos Estados Unidos. Os principais índices acionários dos Estados Unidos recuaram mais de 1,5% nesta sexta-feira, depois de dados mostrarem que o coronavírus encerrou abruptamente uma série de 113 meses de crescimento dos empregos nos Estados Unidos, intensificando os temores de uma profunda desaceleração econômica. Ainda assim, a perda de 701 mil empregos em março - revelada por números do Departamento do Trabalho - não capturou completamente os danos econômicos causados ​​pelo vírus. A pesquisa considerou os dados apenas até meados de março, antes que amplos bloqueios nos Estados Unidos colocassem mais pessoas fora do mercado de trabalho. Wall Street Lucas Jackson/Reuters "Mesmo que investidores possam se preparar para alguns relatórios econômicos sombrios nas próximas semanas, temos um lembrete muito sóbrio do que está por vir a partir do relatório de empregos de hoje", disse Mark Luschini, estrategista-chefe de investimentos da Janney Montgomery Scott, na Filadélfia. Investidores também permaneceram ansiosos para o fim de semana devido à possibilidade de notícias "particularmente negativas" sobre contagens de casos de coronavírus ou novos focos da doença ao redor de todo o país, disse Luschini. O S&P 500 acumula queda de quase 27% em relação ao seu recorde de fechamento de meados de fevereiro - ou em cerca de US$ 7 trilhões em termos de valor de mercado -, e economistas têm reduzido suas previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. O Morgan Stanley agora prevê contração de 38% no segundo trimestre. O Dow Jones caiu 1,69%, para 21.052,53 pontos, o S&P 500 perdeu 1,51%, para 2.488,65 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 1,53%, para 7.373,08 pontos. Veja Mais

Vai ter dificuldade para pagar o aluguel? Negocie

G1 Economia Pedido vem do setor imobiliário, que já está na mesa de negociação para superar o impacto econômico da pandemia de coronavírus. O regime jurídico emergencial aprovado pelo Senado nesta sexta-feira (3), criado por sugestão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tofolli, para valer durante o período de pandemia do coronavirus no Brasil, trouxe uma mudança que deixou aliviado o setor imobiliário. Foi retirado do texto o artigo que permitia que locatários residenciais pudessem suspender o pagamento do aluguel até 30 de outubro deste ano em virtude das perdas financeiras. O argumento de representantes do setor era de que a permissão para a moratória causasse um efeito cascata, com agravamento da situação financeira para aquelas pessoas que dependem dos aluguéis para complementar renda. Um exemplo usado para convencer os senadores foi uma pesquisa do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo. A pesquisa indica que 80% dos locadores residenciais têm um único imóvel para locação e dependem desse imóvel para aposentadoria ou renda. A regra para quem terá dificuldade para pagar aluguel segue sendo a negociação. E hoje há muita boa vontade dos proprietários de imóveis residenciais e comerciais para negociar. O mercado de locação de imóveis, que florescia no país até a pandemia do coronavirus afetar a economia brasileira, já se adapta à nova realidade. As renegociações de valores de aluguéis, que vão do desconto até a isenção total por um prazo de alguns meses, mobiliza administradores de shopping centers, imóveis comerciais em ruas, galpões logísticos e até mesmo hotéis. Segundo o Secovi, as reduções em todo o país seguem uma média de 20% a 60% e têm como causa a diminuição ou mesmo estagnação da atividade econômica. Em muitas cidades do país, esta é a terceira semana em que o comércio não essencial permanece fechado. E assim deve continuar em quase todo o país pelo mês de abril. Segundo pessoas do setor ouvidas pelo blog, há shoppings centers em que os aluguéis deixaram de ser cobrados pelos meses de abril e maio. Negociações sobre os valores de condomínio estão em curso. A tentativa é salvar os lojistas de uma quebradeira. “Ninguém quer que o contrato seja encerrado. Se é bom pagador, você quer a permanência do bom inquilino. Então, o proprietário tem interesse em sentar e negociar”, diz o vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, Adriano Sartori. “Em muitos casos, o aluguel residencial ou comercial é a única fonte de renda de muitos locadores, que também têm compromissos a quitar. E estamos falando de milhões de proprietários pessoas físicas que dependem de um único imóvel alugado para sobreviver. Por outro lado, existem locatários, que não tiveram seus rendimentos afetados, podem pagar regularmente os aluguéis”, diz. Mas há quem esteja ganhando nesse mercado. Locatários de estabelecimentos considerados essenciais, como supermercados, padarias e farmácias, que permanecem abertos, têm ganho mercado. O mesmo acontece com galpões logísticos utilizados por empresas de e-commerce, que tiveram um crescimento nas vendas. Fundos Também foi atingida em cheio a indústria dos fundos de investimento imobiliários, que ficaram populares com a queda de juros básicos da economia. Com um patrimônio de cerca de R$ 100 bilhões, esses fundos são a fonte de renda alternativa e aposentadoria para um público quase na totalidade pessoas físicas. Em fevereiro, os fundos imobiliários detinham mais de 760 mil CPFs na base de cotistas. Começavam a nascer alguns fundos com lastro em aluguéis residenciais, que devem ser diretamente afetados pela crise econômica. O mercado de securitização de créditos imobiliários também foi afetado. Em 2019, esse mercado emitiu cerca de R$ 21,73 bilhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos de renda fixa que têm como parte de seu lastro, entre outros, aluguéis de operações imobiliárias. Veja Mais

Colher e tomar mate sozinho: coronavírus altera cultura agrícola da Argentina

G1 Economia A luta contra a disseminação da doença mudou os hábitos locais e também afeta o escoamento da produção. Bautista Araoz prepara um mate em província argentina de Salta REUTERS/Javier Corbalan "Meninos, a partir de agora cada um traz seu prato, sua faca e seu garfo. E os mates não são mais compartilhados". A decisão do produtor agrícola Javier Domínguez deve ter ressoado com força entre os funcionários de sua granja localizada em Luján, na província de Buenos Aires, o distrito agropecuário mais importante da Argentina, uma das principais produtoras de alimentos do mundo. Mas em particular, a última sentença: a restrição ao compartilhamento do mate, um bebida consumida através de um único recipiente passado de mão em mão, que é parte vital da figura do argentino. Como em outros países, porém, o coronavírus se expande na Argentina – onde já foram registrados 1.054 casos e 27 mortes –, e a luta contra a disseminação da doença mudou os hábitos locais tanto que o caso dos produtores agrícolas e seus costumes não é uma exceção. "Estou preocupado e por isso estamos seguindo protocolos, como por exemplo não deixar ninguém entrar, exceto aqueles estritamente relacionados à colheita", disse Juan Minvielle, produtor no nordeste de Buenos Aires, pedindo desculpas à Reuters por não poder permitir o acesso da equipe de imprensa ao seu campo, visando evitar riscos de contágio. No campo de Minvielle, as compras de suprimentos agora são tarefa de apenas uma pessoa, e as novas regras impedem também que alguém acompanhe o motorista da colheitadeira -- a carona costuma ser um local privilegiado para se avaliar o estado das lavouras. Enquanto isso, as dificuldades para se transferir os grãos para os portos, devido às restrições municipais ao trânsito de caminhões, obrigaram alguns produtores a armazenar os produtos em sacos, apesar de as condições climáticas não serem adequadas. "Está se formando a tempestade perfeita", disse Domínguez. Embora a colheita ainda não tenha começado em sua fazenda, ele afirmou que quando isso ocorrer, permitirá a entrada dos caminhões. "As precauções devem ser tomadas, mas ninguém pode esperar que entrem em seu campo como se estivessem entrando em um centro cirúrgico", explicou. Veja Mais

Sou micro-empresário, como posso me beneficiar das novas linhas de crédito? Como faço?

G1 Economia Linha emergencial de R$ 40 bilhões financiará salário de trabalhadores pelo período de dois meses com juros mais baixos. Para garantir capital de giro e dar fôlego às pequenas empresas, o governo federal, Banco Centra, BNDES, além de bancos públicos e privados anunciaram novas linhas de crédito, incluindo R$ 40 bilhões para o financiamento de salários. Confira abaixo as medidas anunciadas até o momento e as regras de cada uma delas: Governo anuncia R$ 40 bilhões para pequenas e médias empresas Linha emergencial para custeio de folha de pagamento As pequenas e médias empresas terão à disposição uma linha de crédito emergencial, de R$ 40 bilhões, para financiar o salário dos trabalhadores pelo período de dois meses. O financiamento estará disponível para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano e o recurso será exclusivo para folha de pagamento. Pelas regras da linha, o empresário poderá financiar, no máximo, dois salários mínimos por trabalhador. A empresa terá 6 meses de carência e 36 meses para pagar o empréstimo. Os juros serão de 3,75% ao ano – taxa de juros equivalente ao CDI e mais baixas que as tradicionais. Em contrapartida, os negócios que aderirem não poderão demitir os funcionários. Dos R$ 40 bilhões ofertados, o Tesouro Nacional arcará com 85%, de forma a garantir que os recursos sejam de fato oferecidos pelos agentes financeiros. Os outros 15% serão colocados pelos bancos privados, que também serão os responsáveis por assinar os contratos com as empresas e repassar o dinheiro do financiamento direto para as contas dos trabalhadores. As empresas interessadas nesta linha, porém, terão que ser submetidas à análise de crédito das instituições financeiras. Ajuda do BNDES O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a suspensão de cobrança de empréstimos por 6 meses e R$ 5 bilhões em linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas. O banco estatal também estendeu até setembro a oferta de capital de giro da linha para negócios com faturamento anual de até R$ 300 milhões, com limite de financiamento de até R$ 70 milhões por ano. As empresas não precisarão especificar a destinação dos recursos. Os empréstimos terão carência de até 24 meses e prazo total de pagamento de 60 meses. Para solicitar seu financiamento, o empresário deve procurar um agente financeiro credenciado do BNDES, que pode ser um banco ou uma agência de fomento. Confira aqui a lista dos agentes financeiros credenciados. Já a Caixa Econômica Federal anunciou redução dos juros e a possibilidade de suspensão, por 60 dias, nos pagamentos de prestações de contratos de empréstimo acertados por pessoas físicas e jurídicas, incluindo os habitacionais. O banco estatal informou ter R$ 75 bilhões que pode disponibilizar no curto prazo, sendo R$ 30 bilhões para eventual compra de carteira de bancos médios focada em consignado e automóveis. Outros R$ 40 bilhões estão separados para o segmento de capital de giro, em especial para parte imobiliária e de pequenas e médias empresas, além de mais R$ 5 bilhões para crédito agrícola. BNDES detalha linha de crédito para pequenas e médias empresas Bancos públicos e privados Os grandes bancos do país anunciaram que estão atendendo pedidos de prorrogação, por ao menos 60 dias, dos vencimentos de dívidas e parcelas de empréstimos de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas, para os contratos vigentes e que estejam com o pagamento em dia. A Caixa Econômica Federal anunciou redução dos juros em diversas linhas e a possibilidade de suspensão, por até 90 dias, nos pagamentos de prestações de contratos de empréstimo acertados por pessoas físicas e jurídicas, incluindo os habitacionais. No Banco do Brasil, micro e pequenas empresas poderão prorrogar as próximas duas parcelas de financiamentos junto ao banco para o final do cronograma de pagamento das dívidas. Nessa opção, entretanto, a incidência de juros será diluída ao longo do financiamento. A prorrogação, entretanto, nem sempre é automática. Os pedidos são avaliados caso a caso, de acordo com o relacionamento e histórico de cada cliente. A opção não é oferecida, por exemplo, para quem já tenha contratado outras linhas de crédito nas últimas semanas, como cheque especial. Itaú, Bradesco e Santander têm anunciado reduções nas taxas de juros para pessoas jurídicas e também aderiram ao fundo emergencial para o financiamento da folha de pagamentos das pequenas e médias empresas pelos próximos dois meses. No Santander, clientes com parcelas de dívidas vencidas e não pagas desde o último dia 16 de março, ou que tenham prestações a vencer até 15 de maio, poderão ter o prazo para o pagamento automaticamente prorrogado por até 60 dias, sem qualquer acréscimo. Além da carência, o valor das parcelas será mantido inalterado até o final do financiamento. Veja Mais

Sou MEI. Preciso recolher os tributos do Simples?

G1 Economia Diante da crise provocada pelo coronavírus, microempreendedores terão seis meses de prazo para pagar os tributos de março, abril e maio. Pequenos empreendedores optantes do Simples também são beneficiados com o prazo maior. Para auxiliar micros e pequenos empreendedores diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus, o Ministério da Economia decidiu prorrogar em seis meses o vencimento dos tributos federais do Simples Nacional. A medida é válida para os pagamentos referentes aos meses de março, abril e maio deste ano. De acordo com o Sebrae, a medida vai beneficiar 9,8 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) e 4,9 milhões de empresas optantes pelo Simples Nacional. A prorrogação do prazo de pagamento é válida para os tributos cobrados no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D) e no Programa Gerador do DAS para o MEI (PGMEI). As novas datas para pagamento são: Março de 2020, com vencimento original em 20 de abril de 2020, poderá ser pago em 20 de outubro de 2020 Abril de 2020, com vencimento original em 20 de maio de 2020, poderá ser pago em 20 de novembro de 2020; e Maio de 2020, com vencimento original em 22 de junho de 2020, poderá ser pago em 21 de dezembro de 2020. Para o advogado especialista em direito tributário Rafael Dinoá, sócio do escritório Rennó, Penteado, Reis & Sampaio, a medida “foi um passo bem importante para o pequeno empreendedor, que vai ter um alivio no desembolso de caixa nestes três meses”. No entanto, o especialista alerta que quem puder efetuar o pagamento no prazo original deve fazê-lo. “É importante o empreendedor lembrar que ele vai ter um período de pagamento em dobro, já que as cobranças de outubro, novembro e dezembro serão mantidas”, enfatizou Dinoá. Veja Mais

Jeff Bezzos, CEO da Amazon, anuncia doação de US$ 100 mi para combate à fome nos EUA

G1 Economia Bilionário usou uma rede social para anunciar a doação, que será destinada a uma organização sem fins lucrativos que atua com segurança alimentar. Jeff Bezzos fez o anúncio da doação em seu perfil em uma rede social Instagram/Reprodução O presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezzos, anunciou a doação de US$ 100 milhões para ajudar a combater a fome nos Estados Unidos durante a pandemia do novo coronavírus. Em seu perfil em uma rede social, o bilionário disse que “a insegurança alimentar nos lares americanos é um problema importante” no país e que essa situação está se agravando no atual contexto de isolamento social para conter a disseminação do vírus. Initial plugin text Segundo ele, os bancos de alimentos dependem de doações feitas por restaurantes e que, diante do isolamento social, estes estabelecimentos foram fechados, interrompendo as doações. A doação, segundo Bezzos, é destinada à Feeding America, uma organização sem fins lucrativos que atua com foco em segurança alimentar. Veja Mais

Governo zera tarifa de importação de insumos para combate à pandemia do coronavírus

G1 Economia Objetivo da medida é aumentar a oferta de insumos utilizados na fabricação e operação de respiradores e ventiladores pulmonares e de máscaras de proteção, informou o governo. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou o Imposto de Importação de 25 insumos, componentes e acessórios utilizados na fabricação e operação de respiradores e ventiladores pulmonares e de máscaras de proteção, informou o governo federal. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (3) no "Diário Oficial da União", por meio da resolução 28 da Camex. As tarifas, que chegavam a 26%, ficarão zeradas até 30 de setembro de 2020. A medida, que facilita compra no mercado externo e reduz custo para a fabricação e operação de bens utilizados na luta contra o coronavírus, segundo o governo, tem por objetivo aumentar a oferta de insumos para a produção nacional de bens destinados a combater a pandemia. Nas últimas semanas, o governo zerou tarifas de importação de produtos farmacêuticos e médico-hospitalares, e também adotou medida para facilitar a importação de seringas descartáveis e de tubos de plástico para coleta de sangue, entre outros. Ao todo, 111 itens utilizados no combate à pandemia tiveram imposto de importação zerado até o momento. Os 25 novos produtos com tarifa reduzida pelo governo federal, anunciados nesta sexta-feira (3), vão desde tecidos para fabricação de máscaras de proteção e suporte metálico para circuitos respiratórios, até micromisturador de gases para ventiladores pulmonares, placa de circuito impresso e sensores de fluxo de ar ou oxigênio para aparelhos respiratórios de reanimação. Também são relacionados itens como placa-mãe, placa controladora de touch screen, painel touch screen, monitor LCD e cartão de memória do tipo microSD industrial; motores, baterias chumbo-ácido e de lítio, além de sensores para ventiladores e simulador de complacência pulmonar, para monitorar volumes e pressões ventilatórias. Initial plugin text Veja Mais

Inflação da baixa renda acelera para 0,49% em março, mostra FGV

G1 Economia IPC-C1 permanece acima do índice que mede a variação de preços para famílias mais ricas e acumula alta de 3,88% em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) — que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos — apresentou alta de 0,49% em março, vindo de aumento de 0,02% um mês antes, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, registrou inflação de 0,34% em março, invertendo o sinal em relação ao mês anterior, quando teve queda de 0,01%. Com esse resultado, o IPC-C1 acumula alta de 3,88% em 12 meses, contra 3,44% do indicador geral. Um mês antes, as taxas acumuladas estavam em 4,06% e 3,76%, respectivamente. Entre fevereiro e março, das oito classes de despesa componentes do índice, subiram mais Alimentação (0,51% para 1,63%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,46%) e Comunicação (0,11% para 0,16%). Habitação mudou de direção (-0,54% para 0,26%) enquanto houve um abrandamento na queda em Educação, Leitura e Recreação (-0,32% para -0,17%). Fornecimento de gás continua prejudicado na região metropolitana Em contrapartida, houve desaceleração em Vestuário (0,32% para 0,00%) e Despesas Diversas (0,15% para 0,00%). Transportes ampliaram a queda (-0,03% para -0,08%). A principal diferença entre o IPC-C1 e o IBC-Br está na ponderação da cesta de produtos e serviços para chegar ao indicador final. Para famílias mais pobres, por exemplo, alimentação costuma ter maior relevância e educação particular, menor, dentro do total de despesas. Veja Mais

Bolsas da China terminam semana em baixa após casos globais de coronavírus superarem 1 milhão

G1 Economia Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,57%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,6%. As ações de Xangai fecharam em queda nesta sexta-feira (3) para concluir a semana em baixa, com o sentimento de aversão ao risco fortalecido pela disseminação contínua do coronavírus, com as infecções ultrapassando 1 milhão em todo o mundo. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,57%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,6%. China se preocupa com segunda onda de contágios por doentes assintomáticos O subíndice do setor financeiro recuou 0,9%, o de consumo teve alta 0,52% e setor imobiliário caiu 0,18%, enquanto o subíndice de saúde avançou 1,05%. Os casos globais de coronavírus ultrapassaram 1 milhão na quinta-feira, com mais de 52 mil mortes, uma vez que a pandemia explodiu nos Estados Unidos e o número de mortos avançou na Espanha e na Itália, de acordo com dados oficiais da Reuters. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,01%, a 17.820 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,19%, a 23.236 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,60%, a 2.763 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,57%, a 3.713 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,03%, a 1.725 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,46%, a 96.663 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 2,60%, a 2.389 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,68%, a 5.067 pontos. Veja Mais

Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas

G1 Economia O que muda no trabalho, auxílio de R$ 600, alterações em impostos, benefícios, na relação de empresas com o consumidor e em outras áreas que envolvem seu dinheiro durante a pandemia. Para lidar com a pandemia de coronavírus, a orientação dos principais órgãos e especialistas em saúde é a quarentena, o que mantém escolas, comércios e outras atividades paralisadas. Com isso, a atividade econômica sofre um baque: as estimativas são de que o mundo sofra uma recessão este ano por conta. Para tentar conter os efeitos da crise, o governo lançou uma série de medidas econômicas. Abaixo, confira perguntas e respostas sobre as principais mudanças que a crise provoca na vida econômica dos brasileiros e o que muda com as medidas econômicas já anunciadas. Quais atividades foram suspensas? Quais as medidas já anunciadas? Quem tem direito ao auxílio emergencial de R$ 600? Não estou no Cadastro Único. Posso receber o auxílio emergencial? Quais são as mudanças nas regras trabalhistas? Quais são as medidas para os trabalhadores CLT? Quais são as medidas para os informais, desempregados e MEIs? Quais as medidas para as pequenas e médias empresas? Jornada de trabalho: como fica com a nova MP? Sou CLT. A empresa pode reduzir meu salário? Sou CLT. A empresa reduziu meu salário. Como vai ficar minha remuneração? Sou CLT. Posso ser demitido mesmo que esteja no programa de redução de jornada e salário? Comissões e gorjetas: como ficam com a MP que permite redução da jornada Seguro-desemprego: posso perder o direito? O que muda com a nova MP? Perdi meu emprego. Como peço o seguro-desemprego? Estou desempregado. Vou receber alguma ajuda do governo? Preciso pedir minha aposentadoria/outro benefício no INSS. Como faço? Aula de curso ou escola suspensa: preciso continuar pagando mensalidade? Tinha passagem de avião/pacote de viagem comprado. E agora? Festa ou evento cancelado: posso receber o dinheiro de volta? Tive problemas com uma compra e não posso ir à loja trocar. E agora? 1. Quais atividades foram suspensas? Na maioria dos estados, foram suspensas as atividades consideradas não essenciais. Escolas, shoppings e comércio estão fechados; assim como restaurantes (que podem continuar atendendo por delivery) e lotéricas. Indústrias e construção seguem em operação, assim como os transportes, ainda que de forma limitada. Outros serviços, como farmácias, bancos, supermercados, padarias, pet shops e postos de gasolina seguem abertos, mas muitos com funcionamento e horários alterados. Serviços públicos, como atendimento nas agências do INSS e Receita Federal, estão sendo feitos sem atendimento presencial, ou com restrições. 2. Quais as medidas já anunciadas? O conjunto de iniciativas já anunciadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro e pelo Banco Central (BC) inclui: afrouxamento da meta fiscal apoio à população mais vulnerável flexibilização das lei trabalhistas para manutenção de empregos auxílio para trabalhadores informais e autônomos possibilidade de redução de jornadas e salários prorrogação do pagamento de tributos e contribuições apoio financeiro a estados socorro ao setor aéreo ampliação da liquidez nos mercados ajuda do BNDES e bancos públicos apoio a pequenas e médias empresas com crédito para pagamento de salários adiamento do reajuste dos remédios adiamento do prazo da declaração do Imposto de Renda 3. Quem tem direito ao auxílio emergencial de R$ 600? Uma das medidas do governo federal para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus é o auxílio emergencial de R$ 600 para socorrer quem está desempregado, é trabalhador informal ou Microempreendedor Individual (MEI). Segundo as regras, quem tiver direito ao auxílio receberá R$ 600 por três meses. Mas, para as mulheres que são mães e chefes de família, esse auxílio será de R$ 1,2 mil por mês, também por um período de três meses. Será preciso se enquadrar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, todos os beneficiários deverão: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. 4. Não estou no Cadastro Único. Posso receber o auxílio emergencial? Sim. Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania até o último dia 20 de março é UMA das possibilidades para receber o auxílio emergencial de R$ 600 do governo voltado a quem está desempregado, é trabalhador informal ou Microempreendedor Individual (MEI). Para as inscrições feitas após esta data, este enquadramento não será válido. Ou seja, não adianta se inscrever agora se o seu objetivo for somente receber o auxílio emergencial. Veja aqui quais requisitos devem ser cumpridos para se ter o auxílio. 5. Quais são as mudanças nas regras trabalhistas? As mudanças buscam dar mais flexibilidade ao empregador e ao trabalhador, para evitar demissões. Veja as principais: acordos individuais entre patrões e empregados estarão acima das leis trabalhistas ao longo do período de validade da MP; teletrabalho (home office) sem necessidade de alteração no contrato individual de trabalho; antecipação de férias individuais, notificando o trabalhador com antecedência mínima de 48 horas; concessão de férias coletivas, sem necessidade de comunicação aos sindicatos da categoria; antecipação e aproveitamento de feriados para compensar saldo em banco de horas; compensação de jornada, por meio de banco de horas, em caso de interrupção das atividades – compensação poderá ser feita em até 18 meses, a partir do encerramento da calamidade pública, com prorrogação de jornada em até 2 horas, que não poderá exceder 10 horas diárias; 6. Quais são as principais medidas para os trabalhadores CLT? O governo federal autorizou as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados. O programa prevê a preservação do valor do salário-hora dos trabalhadores e estabelece que as reduções de jornada poderão ser de 25%, 50% ou de 70%. Porcentagens diferentes dessas terão que ser acordadas em negociação coletiva. Porém, a MP estabelece o limite máximo de 70%. Pelo programa, os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso receberão da União um auxílio emergencial. O programa ficará em vigor por 90 dias. 7. Quais são as medidas para os informais, desempregados e MEIs? Essas categorias de trabalhadores deverão receber um auxílio emergencial de R$ 600 por três meses. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber R$ 1,2 mil por mês. Para ter direito ao benefício, será preciso: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. 8. Quais as medidas para as pequenas e médias empresas? O governo anunciou algumas medidas de alívio para as pequenas empresas. A principal delas é a criação de uma linha de crédito de R$ 40 bilhões para financiar os salários dos trabalhadores dessas empresas. Esse crédito vai servir para financiar a remuneração de até 2 salários mínimos por trabalhador. Salários acima desse valor precisarão ser complementados pelo empregador. O financiamento, disponível para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano, terá 6 meses de carência e juros de 3,75%. Pequenas e médias empresas também poderão se beneficiar de outras medidas, como: adoção do teletrabalho ou home office antecipação de férias individuais e concessão de férias coletivas aproveitamento e antecipação de feriados ampliação do uso de banco de horas prorrogação do pagamento do Simples e do recolhimento do FGTS prorrogação do pagamento de dívidas e acesso a crédito do BNDES negociação com fornecedores e revisão de contratos redução das contribuições ao sistema S 9. Jornada de trabalho: como fica com a nova MP? A Medida Provisória 936, do governo federal, diz que: em caso de suspensão completa do contrato de trabalho, cujo prazo máximo é de 60 dias, a jornada fica travada, a empresa não paga salários e não poderá cobrar qualquer tipo de colaboração do funcionário; em caso de limitação de jornada, existem três faixas possíveis de redução: 25%, 50% ou 70%. Os ajustes de salários são proporcionais aos cortes. Para esses casos, o limite de tempo é de 90 dias. O tamanho da redução da jornada deve ser ajustado em acordos individuais ou com sindicatos do setor. O empregador também poderá definir novos horários para ajustar as escalas de sua equipe e otimizar custos. Mas isso deve ser feito em comum acordo com o empregado. Mas a MP não estipula formatos de modificação dos contratos. Então, as mudanças podem ser das mais variadas: dias intercalados, redução de dias de trabalho na semana e até cargas horárias diferentes de um dia para o outro. É preciso observar as restrições de descanso da CLT. As jornadas voltam ao normal em três situações: caso acabe o estado de calamidade pública antes do previsto (31 de dezembro deste ano), ao fim do período de 60 ou 90 dias, ou por vontade do empregador. Em qualquer hipótese, a empresa tem dois dias para restabelecer o contrato como era antes. 10. Sou CLT. A empresa pode reduzir meu salário? Os empregados no setor privado poderão ter o salário reduzido em até 70%, por até 3 meses, mas receberão uma compensação financeira por parte do governo. É o que estabelece a Medida Provisória 936 do governo federal. A MP não afeta os servidores públicos da União, estados e municípios. Já os empregados domésticos que têm carteira assinada também terão direito ao benefício da compensação financeira por parte do governo federal. O empregado que tiver o salário reduzido terá garantia de estabilidade no emprego por igual período em que teve o salário reduzido. A redução deverá ser feita a partir de acordo trabalhista cuja modalidade, individual ou coletiva, segundo regras específicas. Em caso de acordo individual, ele deve ser apresentado ao empregado com antecedência de, no mínimo, 2 dias corridos.A MP não torna obrigatória a adesão do trabalhador ao programa. Mas, neste caso, a empresa não será obrigada a garantir estabilidade a ele. 11. Sou CLT. A empresa reduziu meu salário. Como vai ficar minha remuneração? A Medida Provisória 936 prevê que que redução salarial poderá ser de 25%, 50% ou de 70%. E quem for alvo desta medida receberá uma compensação do governo, que é uma parcela do que seria o seu seguro-desemprego. Veja simulações A MP também permite a suspensão do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador vai receber o equivalente ao total do seguro-desemprego a que teria direito caso fosse demitido. Como ficam os pagamentos: Corte de 25% no salário: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego; Corte de 50% no salário: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego; Corte de 70% no salário: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego; Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego (exceto no caso de funcionário de empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões – neste caso: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego) Segundo a equipe econômica, nenhum trabalhador vai ganhar menos do que um salário mínimo. As reduções de 50% ou 70% valem apenas para quem ganha acima de três salários mínimo (R$ 3.135). 12. Sou CLT. Posso ser demitido mesmo que esteja no programa de redução de jornada e salário? O objetivo da Medida Provisória que permitiu redução temporária de jornada e salário é justamente evitar que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo novo coronavírus. As empresas que aderirem não vão poder demitir os funcionários pelo período em que acordaram a redução proporcional de jornada e salário. E empregador tem a obrigação de garantir a estabilidade do funcionário por um período igual ao da redução de jornada. Por exemplo: se houver redução durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. A MP determina que, mesmo para os que tenham garantia provisória no emprego, é possível a demissão, inclusive sem justa causa, desde que o empregador realize o pagamento de indenização adicional, que variará de 50% a 100% do valor do salário do empregado, de acordo com a forma da redução realizada (saiba mais). A indenização adicional não incide para as hipóteses de demissão por justa causa ou por pedido de demissão. Outro ponto é que as empresas têm liberdade de aderir ou não ao programa e podem, inclusive, suspender temporariamente o contrato de trabalho durante esse período – nesse caso, o trabalhador será compensado com o valor integral da parcela mensal do seguro-desemprego, que pode variar de R$ 1.045 a R$ 1.813,03 (veja mais sobre redução salarial). 13. Comissões e gorjetas: como ficam com a MP que permite redução da jornada A medida provisória que permite a redução de jornada e salários dos trabalhadores não contemplou comissões e gorjetas Na leitura do professor do professor de direito trabalhista da Fundação Getúlio Vargas, Jorge Boucinhas, a MP trata apenas do salário-base, não da remuneração variável. As comissões, por exemplo, têm natureza salarial, mas para cálculos de 13º salário e férias, por exemplo. 14. Seguro-desemprego: posso perder o direito? O que muda com a nova MP? A medida anunciada pelo governo que autoriza as empresas a suspenderem contratos de trabalho e reduzirem, proporcionalmente, a jornada e os salários, prevê uma compensação feita pela União proporcional ao valor mensal do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido (saiba mais). Mas, de acordo com o governo, não haverá nenhum desconto caso o trabalhador seja demitido no futuro. Assim, nada mudará nas regras para requisição do seguro-desemprego. 15. Perdi meu emprego. Como peço o seguro-desemprego? Trabalhadores que perderem seus empregos sem justa causa durante a pandemia do coronavírus deverão pedir o seguro-desemprego exclusivamente por meios eletrônicos, já que as agências da Secretaria do Trabalho dos 26 estados e do Distrito Federal estão fechadas. Isso pode ser feito de duas maneiras: acessando o portal https://www.gov.br/pt-br/temas/trabalho-emprego usando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que pode ser baixado em aparelhos que usam os sistemas operacionais Android e iOS. Nos dois casos, o trabalhador pode dar entrada no pedido do seguro. Isso deve ser feito de 7 a 120 dias após a demissão. Quando aprovado, o saque do seguro-desemprego será pago pela Caixa Econômica Federal. O banco já informou que está trabalhando com operação reduzida, mas esse tipo de atendimento está garantido para quem não tiver cartão cidadão ou conta na instituição. Quem precisar tirar dúvidas, ainda pode usar o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país. 16. Estou desempregado. Vou receber alguma ajuda do governo? Uma das medidas do governo federal para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus é o auxílio emergencial de R$ 600 para socorrer quem está desempregado, é trabalhador informal ou Microempreendedor Individual (MEI). Veja quem deve ter direito e como deve funcionar o auxílio emergencial Segundo as regras, quem tiver direito ao auxílio receberá R$ 600 por três meses. Mas, para as mulheres que são mães e chefes de família, esse auxílio será de R$ 1,2 mil por mês, também por um período de três meses. Outra opção para o desempregado é solicitar o seguro-desemprego, se houver demissão sem justa causa (saiba como). Mas, desta forma, não é possível receber o auxílio emergencial. 17. Preciso pedir minha aposentadoria/outro benefício no INSS. Como faço? O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu o atendimento presencial nas agências até 30 de abril, como medida de enfrentamento da epidemia do coronavírus, e esse prazo poderá ser prorrogado. Nesse período, os pedidos de serviços previdenciários e assistenciais deverá ser feito, exclusivamente, por meio de dois canais: pela internet, em Meu INSS, e por telefone, na central de atendimento 135, que funciona de segunda a sábado de 7h às 22h. Algumas exigências para pagamento de aposentadorias, como prova de vida, foram suspensas temporariamente também. 18. Aula de curso ou escola suspensa: preciso continuar pagando mensalidade? As escolas estão discutindo a flexibilização do calendário letivo durante a pandemia de coronavírus. A natureza desse serviço permite a reposição de aulas em outros períodos e até mesmo o adiamento ou cancelamento de férias. Por isso, de forma geral, elas estão cobrando normalmente as mensalidades, com muitas escolas inclusive desenvolvendo atividades de ensino à distância nesse período de isolamento e fechamento dos estabelecimentos de ensino. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), explica, porém, que o consumidor pode pedir o cancelamento da matrícula, sem pagamentos de multas, e até reembolso em casos específicos, como cursos de curta duração, que ficarão prejudicados pela suspensão de aulas e com "impossibilidade de continuação pelo aluno em períodos posteriores". “A prática mais recomendada, entretanto, é que as partes cheguem a um consenso", afirma o diretor da Proteste, Henrique Lian. 19. Tinha passagem de avião/pacote de viagem comprado. E agora? De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o valor das passagens deve ser reembolsado integralmente, mas há regras. Uma medida provisória publicada pelo governo determinou que as empresas aéreas reembolsem integralmente os compradores em até 12 meses, contando a partir da data da solicitação, em passagens que tenham sido compradas até o dia 31 de dezembro de 2020. Os consumidores que aceitarem a devolução em forma de crédito na companhia ficarão isentos de possíveis penalidades contratuais previstas no momento da compra. O crédito valerá para a compra de novas passagens em até 12 meses após a data do voo cancelado. Para quem preferir realizar o cancelamento total, a companhia poderá executar penalidades, como multas. O dinheiro será devolvido na mesma forma de pagamento da compra. A decisão também vale para passagem do tipo não reembolsável. 20. Festa ou evento cancelado: posso receber o dinheiro de volta? Segundo os órgãos de defesa do consumidor, tanto o cliente como os fornecedores podem decidir pelo cancelamento. "Nesses casos o consumidor pode exigir a devolução do valor, sem pagamento de multa, ou outras alternativas de seu interesse, como a remarcação da data ou crédito para compras futuras. Ainda que as empresas ofereçam apenas uma ou outra solução, é o consumidor quem escolhe a solução que mais lhe atende", afirma Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), citando o artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor. O consumidor tem o direito de escolher entre: o reagendamento do serviço contratado; a substituição por outro produto ou serviço equivalente; a utilização de crédito para ser consumido na mesma empresa O Procon-SP sugere como opção preferencial dos consumidores a conversão do serviço em crédito para ser usufruído em momento posterior. Já nas situações em que há direito a reembolso, recomenda que os consumidores aguardem o encerramento do decreto de calamidade pública do município para exigir o pagamento. 21. Tive problemas com uma compra e não posso ir à loja trocar. E agora? Com parte do comércio fechada em várias regiões do país e a recomendação para que a população não saia de casa durante a epidemia do coronavírus, órgãos de defesa do consumidor dizem que as lojas não podem exigir que a pessoa compareça ao ponto de venda para exercer o direito de troca de produtos com defeito ou em desacordo com a compra. "Nesse caso, recomenda-se que o consumidor encaminhe comunicação por escrito (e-mail com confirmação) apontando o interesse em trocar o produto e questionando os procedimentos e novos prazos da empresa para fazer a troca", orienta Igor Marchetti, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). No caso de compras feitas pela internet, a recomendação é se manifestar até 7 dias após o recebimento do produto. "Não podem ser exigidas medidas impossíveis ou que vão contra a saúde e segurança do consumidor. Isso seria totalmente desproporcional e feriria a boa fé que deve permear as relações de consumo", afirma Marchetti. Veja Mais

Empresas de turismo devem ganhar mais prazo para fazer reembolso de serviços cancelados

G1 Economia Ministro do Turismo afirmou que medida provisória com prazo de 12 meses para o reembolso de serviços já está pronta. Prazo começaria a contar após o fim da pandemia de coronavírus. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo já tem pronta uma medida provisória para permitir que empresas de turismo e de eventos tenham mais tempo para fazer o reembolso por serviços cancelados. O texto da MP, segundo o ministro, foi elaborado pelo Ministério do Turismo e pelo Ministério da Justiça. A MP, afirmou Álvaro Antonio, permitirá que essas empresas reembolsem os clientes ou prestem os serviços contratados em até 12 meses após o fim da pandemia do novo coronavírus. “Essa medida provisória vai desobrigar as empresas a fazer o reembolso imediato, mas também obrigando que façam, no prazo máximo de 12 meses após a pandemia – façam na totalidade, na integralidade, sem custos adicionais ou multas – entregar esses serviços aos consumidores”, afirmou o ministro durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Segundo o ministro, a medida é importante porque muitas empresas de pacotes turísticos e de eventos, sem fluxo de caixa desde o início da pandemia, ainda teriam de desembolsar recursos de cancelamentos. O Ministério do Turismo informou que a medida beneficiará empresas de hospedagem, agências de turismo, parques temáticos, organizadoras de eventos, transportadoras de turismo, além de empresas de shows e eventos culturais. Initial plugin text Veja Mais

Não estou no Cadastro Único. Como me inscrevo? Posso receber o auxílio emergencial?

G1 Economia O CadÚnico só irá auxiliar na verificação da renda de quem está inscrito. Os demais trabalhadores informais também terão acesso. O governo anunciou na quarta-feira (1º) que vai pagar um auxílio emergencial de R$ 600 mensais, por três meses, a trabalhadores informais, desempregados e MEIs. Como saber se estou no Cadastro Único? Quem tem direito ao auxílio emergencial? Uma das possibilidades para receber este benefício é estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério da Cidadania até o último dia 20 de março. Para as inscrições feitas após esta data, este enquadramento não será válido. Ou seja, não adianta se inscrever agora se o seu objetivo for somente receber o auxílio emergencial. O trabalhador, porém, poderá receber o benefício se cumprir UM dos demais requisitos: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, os beneficiários deverão se enquadrar em TODAS as condições abaixo: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. Auxílio na verificação O CadÚnico só irá auxiliar na verificação da renda de quem já estava inscrito até o dia 20 de março. Quem não estiver também poderá receber o benefício, mas a verificação será feita por meio de autodeclaração em plataforma digital. Ainda não foi informado como essa declaração será feita. Pelo que se sabe até o momento, segundo declaração do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, as pessoas que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento. Como me inscrevo no Cadastro Único? De acordo com o governo federal, o cadastro é realizado presencialmente. É preciso procurar o setor responsável pelo Cadastro Único e/ou pelo Bolsa Família na cidade em que mora. É possível buscar essa orientação no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua casa ou buscar no endereço: https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mops/. Em muitas localidades, o próprio CRAS realiza o cadastramento das famílias. Na manhã desta quinta-feira (2), diversos usuários relataram instabilidade e dificuldade para acessar o sistema por meio do site. Procurado pelo G1, o Ministério da Cidadania informou que está trabalhando para aumentar a disponibilidade de acessos múltiplos ao site Consulta Cidadão. O G1 também entrou em contato com o Ministério da Cidadania para saber se esse atendimento está sendo realizado presencialmente, mesmo com a pandemia do coronavírus. Porém, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno. Para tirar dúvidas sobre o Cadastro Único, o Ministério disponibiliza um canal de atendimento por telefone no 0800 707 2003. O serviço de ligação é gratuito, e pode ser feito por um telefone fixo ou móvel. Pode se inscrever no CadÚnico quem cumpre os requisitos abaixo: renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,5); renda mensal familiar total de até três salários (R$ 3.135); pessoas que tenham uma renda acima das duas opções anteriores, mas que estejam vinculadas ou pleiteando algum programa ou benefício que utilize o Cadastro Único em suas concessões; pessoas em situação de rua — sozinhas ou com a família. Detalhes para a inscrição Para a inscrição, é preciso que uma pessoa da família se responsabilize por prestar as informações de todos os demais membros familiares para o entrevistador. Essa pessoa é chamada de Responsável pela Unidade Familiar (RF) e deve ter pelo menos 16 anos e, preferencialmente, ser mulher. O responsável deve procurar o setor responsável pelo Cadastro Único e/ou pelo Bolsa Família na cidade em que mora e prestar as informações ao entrevistador. Veja os documentos necessários para se cadastrar Veja Mais

Petróleo tem maior alta diária já registrada com expectativa de cortes de produção

G1 Economia O contrato do Brent para junho fechou em alta de 17,36%; o WTI para maio terminou em alta de 25,0% Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação Os contratos do petróleo fecharam esta quinta-feira (2) com os maiores saltos em uma única sessão já registrados, com os investidores sendo animados pela perspectiva de um corte coordenado de produção para aliviar uma parte da pressão gerada pela pandemia do novo coronavírus. Os contratos encerram com isso uma sessão de alta volatilidade. No começo do pregão americano, o presidente americano, Donald Trump, disse, pelo Twitter, que espera ver uma redução de pelo menos 10 milhões de barris por dia na produção de petróleo global. "Acabei de conversar com meu amigo [Mohammad Bin Salman, príncipe herdeiro] da Arábia Saudita, que falou com o presidente [Vladimir] Putin, da Rússia. Eu espero e torço que eles estejam cortando aproximadamente 10 milhões de barris e talvez substancialmente mais”, escreveu Trump. Trump diz esperar acordo entre Rússia e sauditas sobre petróleo em breve Os preços da commodity dispararam após os comentários do presidente dos EUA. O contrato do Brent para junho chegou a subir 46,68%, na máxima intradia, tocando os US$ 36,29 por barril, mas fechou em alta de 17,36%, a US$ 29,94 o barril. O do WTI para maio encerrou com valorização de 25,0%, a US$ 25,32 por barril, depois de tocar os US$ 27,39, alta de 34,8%. Os ganhos de hoje representam as maiores altas diárias já registradas para ambas as referências, de acordo com dados da Dow Jones Market Data. A série histórica da Dow Jones vai até 1983 para o WTI e 1988 para o Brent. O petróleo moderou os ganhos depois que Moscou negou que Putin tenha conversado com Bin Salman sobre o assunto, mas se estabilizou em forte alta após comentário de autoridades sauditas de que o reino consideraria cortes significativos em sua produção contanto que outros países do G-20 estejam dispostos a se unir aos esforços. "Esta foi uma surpresa positiva para os mercados, mas ainda estamos muito distantes de vermos cortes significativos reais", disse Gary Ross, executivo-chefe da Black Gold Investors LLC. "A demanda ainda está sendo devastada". Por outro lado, o fato de que a capacidade de armazenamento de petróleo está se esgotando, em meio ao tombo na demanda causado pela pandemia do coronavírus, limita o entusiasmo dos investidores. Muitos analistas dizem que uma trégua da disputa de preços entre os sauditas e a Rússia fariam pouca coisa para mudar esta dinâmica. "É fisicamente impossível para a Arábia Saudita e a Rússia retirarem dos mercados 10 milhões de barris por dia, eles acabariam com as suas reservas em terra e todos os navios petroleiros existentes", disse Edward Marshall, operador de commodities da Global Risk Management. "Mesmo com a Opep ajudando, essa é uma quantidade fenomenal de petróleo, e seria muito difícil alinhar todo mundo." Trump deve se reunir nesta sexta (3) com os principais executivos de algumas das maiores companhias do setor de petróleo nos EUA. Entre os nomes esperados estão os presidentes da Exxon, Chevron e Continental Resources. Veja Mais

Concessionária que vai assumir 1,2 mil km de rodovias abre 102 vagas na região de Piracicaba

G1 Economia Há postos nas áreas de RH, tráfego, atendimento, sinalização, pintura e fabricação de placas. Rodovia SP-308, em Piracicaba: estrada está em lote que foi concedido à iniciativa privada Reprodução/ EPTV O consórcio vencedor da licitação para a concessão Lote Piracicaba Panorama, que abrange 1.273 quilômetros de rodovias, entre Piracicaba (SP) e Panorama (SP), está com 108 vagas abertas em cinco cidades da região de Piracicaba. Para todo o estado, são oferecidos 448 postos em 32 municípios. Na região, há postos nas áreas de RH, inspetor de tráfego, atendimento ao usuário, sinalização, pintura e fabricação de placas: Vagas de emprego disponíveis na região de Piracicaba A habilitação do consórcio foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 13 de março, após análise da documentação apresentada pela licitante sob aspectos jurídicos, econômico-financeiros e técnicos, constatando que a licitante atende a todos os requisitos estabelecidos em edital. A partir desta publicação, o grupo tem até 30 dias para assinar o contrato de 30 anos de concessão. O início de operação está previsto para o primeiro semestre de 2020. As vagas oferecidas pelo consórcio vencedor abrangem desde o nível universitário, como oportunidade para engenheiro eletricista, passando por nível técnico, com vagas para técnicos em sistemas, até nível básico como ajudantes de sinalização, entre outras. Os interessados podem se candidatar pela internet. Seis mil empregos previstos Além das contratações diretas pela nova concessionária, outras vagas serão abertas através da implementação das obras previstas no contrato de concessão. A previsão é de geração de mais de seis mil empregos diretos e indiretos no primeiro ano de contrato, com aumento para sete mil a partir do segundo ano. A concessão A concessão prevê a instalação de três pedágios na região de Piracicaba. De acordo com o projeto, os pedágios serão instalados no km 183,3 da SP-304, em São Pedro (SP), no km 210,8 da mesma rodovia, que também fica em São Pedro, e no km 180,4 da SP-308, em Piracicaba. Todos terão praças nos dois sentidos. Tabela de preços das praças da região de Piracicaba Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba Veja Mais

Chuvas animam produtores do sertão de Pernambuco

G1 Economia Chuva ajudou a recuperar o volume dos 81 reservatórios do estado, que operavam com 10% de sua capacidade em janeiro, e agora trabalham com 36% Chuvas animam produtores do sertão de Pernambuco Começou a temporada de chuvas no sertão nordestino. Em Pernambuco, apesar de alguns estragos, o aguaceiro trouxe esperança para os agricultores. Assista a todos os vídeos do Globo Rural A chuva ajudou a recuperar o volume dos 81 reservatórios do estado, que operavam com 10% de sua capacidade em janeiro, e agora trabalham com 36% e 9 barragens atingiram a cota máxima. Em março choveu 42% acima da média esperada para todo o semiárido. e essa realidade mostra um outro lado: o do agricultor que plantou em tempo e espera colher com fartura. Em Caruaru, no agreste pernambucano, os agricultores estão felizes da vida. "Muita alegria, muita coragem para trabalhar, vamos esperar chuva, que é para gente plantar milho, feijão, que é para colher maduro, se Deus quiser”, diz o agricultor Manoel José da Silva. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1 Veja Mais

Produtores de soja comemoram colheita cheia e bons preços

G1 Economia Chuvas que atrasaram o plantio não afetou a produtividade das lavouras. Produtores de soja comemoram colheita cheia e bons preços A safra de soja deste ano será recorde e entre os agricultores de Goiás o clima é de otimismo com a atividade. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O trabalho nas lavouras do estado vai chegando ao fim. Algumas poucas áreas ainda têm soja para colher. Nesta safra foram plantados 3,54 milhões hectares do grão. Por causa do excesso de chuva em novembro do ano passado, houve atraso no início do plantio da soja em Goiás, e a colheita só está terminando agora. Mesmo assim, a produtividade foi maior. Além disso, outra boa notícia é que muitos agricultores já negociaram suas produções, aproveitando o dólar em alta. Apesar dos bons resultados no campo, a rotina de alguns produtores teve que mudar por causa do novo coronavírus, como evitar o contato social e ir à cidade. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1 Veja Mais

Casal de empresários se adaptam para vender ovos de Páscoa em meio à crise

G1 Economia Andressa Vieira e Will José da Luz têm uma brigaderia gourmet em São Paulo e contam o que estão fazendo no VC no PEGN. Casal de empresários se adaptam para vender ovos de Páscoa em meio à crise Muitos pequenos empresários já estavam se preparando para vender ovos e outros produtos para a Páscoa. Quem tem loja física ou algum ponto de venda na rua está se adaptando a esse novo tempo. Um casal que tem uma brigaderia gourmet agiu rápido. Boa parte da divulgação e vendas agora é tocada em casa. Andressa Vieira e Will José da Luz são de São Paulo e contam o que estão fazendo no VC no PEGN. Os empresários já apareceram no Pequenas Empresas & Grandes Negócios na Páscoa do ano passado, quando venderam 800 ovos. O faturamento médio mensal da empresa era de R$ 15 mil e toda a produção era feita em casa. Foi assim que eles tiveram fôlego para montar uma pequena fábrica e esperavam dobrar as vendas nesta Páscoa. O casal investiu R$ 5 mil na compra de insumos, mas agora, com a cidade parada, tiveram que mudar de estratégia. O casal está com o ponto físico de vendas na Avenida Paulista fechado há 15 dias e conseguiram isenção do aluguel. Na fábrica, que fica no bairro de Santana, conseguiram pagar todas as contas até o momento e o desafio vai começar agora. “Hoje, nossos quatro funcionários estão afastados devido a pandemia e agora a gente voltou como era antes. A maioria dos processos são feitos por mim e pelo Will”, conta Andressa. As encomendas e vendas são feitas pelo WhatsApp e redes sociais. “Estamos estudando a possibilidade de trabalhar com empresas de app de entrega, porém as taxas são altas. Então, pra repassar pro cliente é difícil. Também usamos o chocolate importado e o dólar como está fica difícil esse repasse”, explica Andressa. A produção, por enquanto, continua na fábrica e com cuidado redobrado. “Na fábrica, a gente já tem esse cuidado, que são regras da Anvisa para produção de alimentos. A roupa que a gente vem não é a mesma que a gente trabalha. A gente tem uniforme, troca calçados e, se todo mundo continuar fazendo essas medidas, lavando a mão, logo essa crise vai passar”, diz Will. O casal vai tentar manter a fábrica, mas se não conseguir, já sabe o que fazer. “A gente não tem medo de voltar pra casa a ser como era desde o início, dar um passo pra trás é um impulso pra você ir mais longe. Não pode ter medo. Diante do que estamos vivendo, nossa saúde vale bem mais”, garante Andressa. Para essa Páscoa, eles ainda esperam vender, mas sabem que terão um grande desafio pela frente. FELICIDADE É BRIGADEIRO Whatsapp: (11) 98463-3684 Facebook: @bikefelicidadeebrigadeiro Instagram: @bikefelicidadeebrigadeiro Veja Mais

Nosso Campo exibe reprises de reportagens neste domingo, 5 de abril

G1 Economia Por causa da cobertura sobre o coronavírus no interior de São Paulo, o esforço das equipes de jornalismo da TV TEM está voltado para o tema. O Nosso Campo traz neste domingo (5) um programa especial com reprises de algumas reportagens. Por causa da cobertura sobre o coronavírus no interior de São Paulo, o esforço das equipes de jornalismo da TV TEM está voltado para o tema. No programa desta semana, os telespectadores podem conferir novamente os seguintes assuntos: Análise foliar pode apontar caminho para recuperar produtividade da lavoura Pequenas invenções ajudam a facilitar trabalho na roça Usina de cana-de-açúcar cria estratégia para proteger apiários Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um cuscuz de costela Assista ao programa deste domingo: Confira o 1º bloco do Nosso Campo deste domingo, 5 de abril Confira o 2º bloco do Nosso Campo deste domingo, 5 de abril Confira o 3º bloco do Nosso Campo deste domingo, 5 de abril Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo Veja Mais

Saiba como organizar as finanças da empresa durante a crise do novo coronavírus

G1 Economia Planilha ajuda empresários a organizar a gestão financeira da empresa. Em meio à crise do novo coronavírus, é importante manter a saúde da empresa. Isso significa olhar com cuidado para a gestão financeira. Walter Cavalcante é fundador de uma startup que tem um serviço justamente para ajudar pequenas e médias empresas a superar esse problema. O serviço foi lançado em 2018 para apoiar empresários na gestão das finanças. A startup oferece o trabalho de um diretor financeiro, a partir de R$ 1,5 mil mensais. “O empreendedor é muito focado no produto, em vender esse produto ou serviço e acaba deixando um pouco o back office, a gestão financeira de lado”, explica Walter. Clique aqui e confira a ferramenta para ajudar empreendedores a gerir suas finanças Com a crise gerada pela Covid-19, a empresa oferece planilhas e apoio de graça para o pequeno empreendedor. Walter tem algumas dicas de ações para esse momento. O primeiro passo é planejar: sentar e organizar as contas. Isso vai ajudar no segundo passo, que é fazer uma previsão do que pode acontecer nos próximos meses. “Tem que perguntar: se essa crise durar três meses, como fica o meu caixa? E se forem seis meses? O que a gente tem feito aqui com os nossos clientes é preparar bem para os próximos seis meses”, orienta. João Pedro Montagna tem uma loja de fones de ouvido que está fechada desde o dia 20 de março. As vendas na loja representavam 60% do faturamento. Tem também a venda online, mas não representa muito e não mantem a empresa. Ele é cliente da startup e acha que estar com o caixa organizado ajuda nesse momento. “Principalmente, ser estratégico e ter os dados confiáveis da sua empresa para saber o que fazer”, afirma. Confira outras dicas importantes: Cortar gastos que não são fundamentais para a empresa. Negociar com clientes e fornecedores Negociar com a equipe, se for necessário João, por exemplo, decidiu dar férias para a funcionária e também conseguiu negociar os pagamentos com os fornecedores. “Consigo segurar mais dois meses com o que tenho em caixa”, afirma. Com a orientação da startup, o caminho de ação de João foi definido e mostrou que a venda online e a venda corporativa vão segurar nesses dois meses e ele vai focar 100% nisso. O empresário decidiu levar os últimos produtos pra casa e tocar o negócio de lá, sem a loja estar aberta. Sinapse Finance Rua Paes Leme, 136 - Pinheiros São Paulo / SP - CEP: 05424-010 Telefone: (11) 94599-8767 www.sinapse.finance FONELAND Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1827 Shopping Vitrine - Jardim Paulistano São Paulo/SP - CEP 01452-001 Telefone/WhatsApp: (11) 99614-8914 www.foneland.com.br Instagram: www.instagram.com/foneland_fones Email: contato@foneland.com.br Veja Mais

Coronavírus: Câmara aprova, em 1º turno, texto-base da PEC que cria 'orçamento de guerra'

G1 Economia Proposta cria orçamento separado para destinar recursos exclusivamente ao combate ao coronavírus. Texto precisa ser aprovado em segundo turno antes de seguir para o Senado. Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em sessão de votação do 'orçamento de guerra' Cleia Viana/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta sexta-feira (3), em primeiro turno, o texto principal da proposta de emenda à Constituição que cria um orçamento paralelo, chamado de "orçamento de guerra", para destinar recursos exclusivos às medidas de combate ao coronavírus. Até a publicação desta reportagem, os deputados ainda votavam um destaque à proposta – ou seja, um ponto em que houve pedido para análise em separado. A sessão de votação foi remota para evitar a aglomeração em plenário. Apenas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e alguns deputados compareceram ao plenário. A maior parte participou via videoconferência, e registrou o voto usando um aplicativo eletrônico. Dos 507 votos, 505 foram favoráveis à PEC, e dois, contrários. A matéria terá de ser votada em segundo turno antes de seguir para o Senado. O rito tradicional prevê que haja sessões de intervalo entre os turnos mas, se houver acordo, a votação pode ocorrer ainda nesta sexta. Quando chegar ao Senado, o texto também precisará ser votado e aprovado em dois turnos. A PEC não vai à sanção do presidente, e é promulgada pelo próprio Congresso. Sem amarras fiscais Câmara vota hoje PEC do chamado "Orçamento de Guerra" O objetivo é segregar do Orçamento-Geral da União os gastos emergenciais que serão feitos para enfrentar a doença e, assim, não gerar impacto de aumento de despesa em um momento de desaceleração da economia do país. O “orçamento de guerra” vai vigorar durante o estado de calamidade pública, que já foi aprovado pelo Congresso e tem validade prevista até o dia 31 de dezembro deste ano. O texto permite que o governo gaste os recursos sem as amarras aplicadas ao orçamento regular, como a regra de ouro – que está na Constituição e proíbe o governo de contrair dívidas para pagar despesas correntes, como salários. Essa regra, assim como as restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal, não será aplicada ao orçamento de guerra. Sem esses gatilhos de austeridade, o governo consegue prever gastos maiores e mais rápidos para responder às demandas do sistema de saúde. O Palácio do Planalto chegou a alegar que dependia da aprovação da PEC para fazer o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais. O argumento do governo era de que, sem garantia constitucional, abriria margem para questionamentos judiciais. A avaliação mudou, e o auxílio foi publicado no "Diário Oficial da União" desta quinta (2), junto com uma medida provisória abrindo crédito para os R$ 98 bilhões necessários para os três meses de auxílio. Conselho A PEC aprovada também prevê a criação de um um “Comitê de Gestão da Crise”, que terá a responsabilidade de contratar pessoal, obras, compras e ações. O colegiado será presidido pelo presidente da República e integrado por: ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Saúde, da Economia, da Cidadania, da Infraestrutura, da Agricultura e Abastecimento, da Justiça e Segurança Pública da Controladoria-Geral da União e da Casa Civil; dois secretários estaduais de Saúde, dois de Fazenda e dois da Assistência Social, escolhidos por conselhos nacionais e sem direito a voto; dois secretários municipais de Saúde, dois de Fazenda e dois da Assistência social, escolhidos por representantes de entidades dos setor e sem direito a voto. Ao longo das discussões entre os partidos para construir a proposta, a composição do colegiado foi um dos pontos mais alterados. Em uma das primeiras minutas, o colegiado seria presidido pelo ministro da Saúde e não teria a participação do presidente da República. Na versão final, ficaram de fora o ministro da Secretaria de Governo e representantes da Câmara, do Senado, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, o relator permitiu que o presidente altere os ministérios que compõem o conselho – sem poder, no entanto, aumentar ou diminuir a quantidade de membros. Poder ao Congresso A PEC dá ainda ao Congresso Nacional o poder de suspender qualquer decisão do Comitê de Gestão da Crise ou do Banco Central "em caso de irregularidade ou de extrapolação aos limites". O governo queria a retirada desse ponto, mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixou claro que os deputados faziam questão desse trecho. Segundo parlamentares ouvidos pelo G1, o objetivo é suspender medidas que possam ser tomadas na contramão das recomendações de autoridades sanitárias, como a Organização Mundial de Saúde (OMS). Veja mais pontos da proposta: Medidas provisórias A PEC diz que o Congresso Nacional terá 15 dias úteis para se manifestar sobre as medidas provisórias editadas pelo governo para liberar créditos extraordinários. Banco Central A PEC autoriza o Banco Central a comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, nos mercados secundários local e internacional, e direito creditório e títulos privados de crédito em mercados secundários. O montante de cada operação deverá ser autorizado pelo Ministério da Economia e informado ao Congresso, sendo que será exigido aporte de capital de pelo menos 25% pelo Tesouro Nacional. Além disso, o presidente do BC terá de prestar contas ao Parlamento a cada 45 dias das operaçõe Segundo o presidente da Câmara, a permissão para que o BC compre títulos diretamente, sem passar pelo sistema bancária, irá garantir capital de giro às empresas. Críticos a esse ponto argumentam, porém, que a PEC abre brecha para a compra de "créditos podres", que são dívidas que já estão há bastante tempo vencidas e, portanto, de difícil recuperação. Ações no STJ Ressalvada a competência originária do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior do Trabalho, do Tribunal Superior Eleitoral e do Superior Tribunal Militar, todas as ações judiciais contra decisões do Comitê de Gestão da Crise serão da competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Fiscalização Os atos da gestão do Comitê de Gestão da Crise serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Transparência As atas, decisões e documentos examinados e produzidos pelo comitê devem ser divulgados nos portais de transparência do Poder Executivo e do Poder Legislativo e no do Tribunal de Contas da União. O sigilo dessas informações está proibido “sob qualquer argumento”. Initial plugin text Veja Mais

Brasil teve queda no movimento de parques, comércio e locais de trabalho, diz Google

G1 Economia Ida a cafés, shopping centers e restaurantes caiu 71% no período analisado. Empresa analisou dados anônimos de movimentação de smartphones Android. O Google publicou informações que mostram como o coronavírus afetou a movimentação de pessoas no país, com queda em idas a parques, serviços no comércio, locais de trabalho e estações de metrô e ônibus. A empresa divulgou relatórios para 131 países com gráficos que comparam a movimentação registrada entre 16 de fevereiro e 29 de março em lojas, com um período que abrange janeiro e o início de fevereiro deste ano. As informações dos diferentes países analisados podem ser acessados publicamente. As quedas se acentuaram à medida que governadores tomaram medidas para garantir o isolamento social, diante da pandemia do coronavírus no Brasil. No dia 21 de março, por exemplo, foi decretada quarentena no estado de São Paulo, o que levou shoppings centers, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais a fechar portas. No Brasil, a queda na categoria "recreação" (que inclui cafés, restaurantes e museus, por exemplo) foi de 71%. A categoria "parques", em que estão também praias, teve um pico durante os dias de carnaval, mas ainda assim teve queda de 70% no período analisado. Dados do Google mostram locomação de usuários Android no Brasil. Reprodução A gigante mediu ainda outros locais, como estações de transporte público, como metrô e ônibus, onde o movimentou caiu 62%. Em escritórios e outros locais de trabalho, a queda foi menos abrupta, de 34%. De acordo com a análise, a única categoria que registrou alta foram as residências, de 17%. A ideia era medir como a quarentena e o isolamento causados pela covid-19 afetou a movimentação e os locais de visitas dos usuários. Os dados nos relatórios são de celulares Android com recurso "Histórico de localização" ativado. A empresa disse que adotou medidas para garantir que nenhum indivíduo pudesse ser identificado através dos levantamentos. O Google informou que publicou os relatórios para evitar qualquer confusão sobre os dados que fornece a autoridades, diante do debate global que surgiu sobre o equilíbrio entre proteção à privacidade e a necessidade de evitar a disseminação do vírus. "Esses relatórios foram desenvolvidos para ajudar a cumprir nossos rigorosos protocolos e políticas de privacidade", escreveram Karen DeSalvo, vice-presidente de saúde do Google Health e Jen Fitzpatrick, vice-presidente sênior do Google Geo, em comunicado. De acordo com a agência Reuters, a empresa se recusou a comentar se recebeu alguma solicitação legal para compartilhar dados mais detalhados para ajudar nos esforços de combate da pandemia. Veja Mais

Desaceleração global por coronavírus será 'muito pior' do que crise financeira, diz FMI

G1 Economia Diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, solicitou às economias avançadas que intensifiquem seus esforços para ajudar os países em desenvolvimento a sobreviverem ao impacto econômico decorrente da pandemia de coronavírus. A pandemia de coronavírus tem levado a economia global à estagnação e mergulhado o mundo em uma recessão que será "muito pior" do que a crise financeira global de uma década atrás, disse a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta sexta-feira (3). Durante uma rara coletiva de imprensa conjunta com a líder da Organização Mundial da Saúde (OMS), a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, solicitou às economias avançadas que intensifiquem seus esforços para ajudar os mercados emergentes e os países em desenvolvimento a sobreviverem ao impacto econômico e de saúde decorrente da pandemia. Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva Reuters "Esta é uma crise como nenhuma outra", disse ela a cerca de 400 repórteres em uma teleconferência. "Testemunhamos a economia mundial parada. Estamos agora em recessão. É muito pior do que a crise financeira global" de 2008-2009. Mais de 1 milhão de pessoas foram infectadas com o novo coronavírus e mais de 53 mil morreram, de acordo com uma contagem da Reuters nesta sexta-feira. Georgieva disse que o FMI está trabalhando com o Banco Mundial e com a OMS para adiantar seus pedidos à China e a outros credores bilaterais oficiais para que suspendam a cobrança de dívidas dos países mais pobres por pelo menos um ano até a pandemia amainar. Ela disse que a China tinha se engajado "construtivamente" no assunto, e o FMI elaborará uma proposta específica nas próximas semanas com o Clube de Paris das nações credoras, o Grupo das 20 principais economias do mundo e o Banco Mundial para revisão nas Reuniões Anuais da Primavera, que serão realizadas online em cerca de duas semanas. Os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento foram duramente atingidos pela crise, disse Georgieva, observando que quase US$ 90 bilhões em investimentos já haviam saído de mercados emergentes, valor muito maior do que durante a crise financeira. Alguns países também estavam sofrendo quedas acentuadas nos preços das commodities. Mais de 90 países, quase metade dos 189 membros do FMI, solicitaram um financiamento de emergência ao Fundo para responderem à pandemia, afirmou ela. O FMI e a OMS têm solicitado que a ajuda de emergência seja utilizada principalmente para aperfeiçoar os sistemas de saúde, pagar médicos e enfermeiros e comprar equipamentos de proteção. Georgieva disse que o Fundo está pronto para usar o máximo de seu "baú de guerra", de US$ 1 trilhão, em capacidade financeira, conforme necessário. O FMI começou a desembolsar fundos para os países solicitantes, incluindo Ruanda, com pedidos de mais dois países africanos para serem analisados ​​nesta sexta, disse ela. "Esta é, no curso da minha vida, a hora mais sombria da humanidade --uma grande ameaça para o mundo inteiro-- e exige que permaneçamos elevados, unidos e protegendo os mais vulneráveis ​​de nossos companheiros cidadãos", disse ela. Ela disse que os bancos centrais e os ministros das Finanças já tomaram medidas sem precedentes para mitigar os efeitos da pandemia e estabilizar os mercados, mas é necessário mais trabalho para manter a liquidez fluindo, especialmente para os mercados emergentes. Para esse fim, a diretoria do Fundo irá analisar, nos próximos dias, uma proposta para criar uma nova linha de liquidez de curto prazo para ajudar a fornecer fundos para os países que enfrentam problemas. Ela também instou os bancos centrais, e particularmente o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), a continuarem oferecendo linhas de swap para as economias emergentes. Veja Mais

Produção da cerveja Corona será suspensa temporariamente em meio à pandemia do coronavírus

G1 Economia Produção e comercialização serão suspensas a partir desde domingo (5). O Grupo Modelo, empresa mexicana de bebidas, decidiu suspender temporariamente a produção e a comercialização da cerveja Corona, a partir deste domingo (5), em meio à pandemia da Covid-19, o novo coronavírus. O comunicado foi feito pelo grupo em uma rede social da empresa. A decisão atende a uma determinação do governo do México para que se interrompam as atividades econômicas que não sejam essenciais. O Grupo afirma, no comunicado, que está diminuindo a sua produção ao mínimo necessário para evitar perdas irreversíveis no futuro. Initial plugin text Veja Mais

Brasil espera volatilidade nos preços dos alimentos devido à pandemia, diz secretário

G1 Economia Eduardo Sampaio, do Ministério da Agricultura, disse ainda que o governo prepara medida de apoio para os pequenos produtores rurais. O Brasil deve enfrentar um período de grande volatilidade nos preços de alguns alimentos diante da pandemia de coronavírus, e o governo planeja medidas de apoio aos produtores afetados pela crise, disse à Reuters nesta quinta-feira (2) o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio. Sampaio disse que o governo pretende adiar o pagamento de dívidas agrícolas e aumentar o financiamento a produtores de frutas, vegetais, leite, flores e outros produtos frescos, que tendem a ser os mais afetados pela situação. "Nossa preocupação é não desmontar a estrutura produtiva, para quando isso passar, a gente poder retomar rápido", disse o secretário, acrescentando que espera que as medidas de apoio saiam na próxima semana, embora dependam também do Ministério da Economia. Marques afirmou ainda que o mercado de grãos está se comportando bem, e que dessa forma produtores de soja e milho não serão foco das medidas. Em relação aos preços de produtos agrícolas, o secretário disse que imagina um período de grande flutuação no futuro próximo, tanto para cima quanto para baixo, no mercado interno. Veja Mais

Anvisa autoriza laboratórios do Ministério da Agricultura a realizarem testes do coronavírus

G1 Economia Rede com 84 laboratórios está em 19 estados e será usada conforme orientação do governo federal. Essa estrutura têm capacidade para analisar 76 mil amostras por dia. Laboratórios da Agricultura farão testes do coronavírus Divulgação/Ministério da Agricultura A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na quinta-feira (2) que os laboratórios ligados ao Ministério da Agricultura possam fazer testes do novo coronavírus. A resolução da Anvisa valerá, em princípio, por seis meses, mas pode ser renovada enquanto reconhecida pelo Ministério da Saúde a emergência relacionada à pandemia do novo coronavírus. Segundo a agência, mesmo com a suspensão de algumas exigências, os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária deverão atender os requisitos técnicos para garantir a qualidade e a segurança das análises para o diagnóstico da Covid-19, conforme as diretrizes estabelecidas pelas autoridades de saúde. O ministério havia disponibilizado na semana passada 84 laboratórios das redes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs) e da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac). Neste momento, apenas os LFDAs foram autorizados.Também há previsão da utilização de laboratórios da Embrapa, o que deve ocorrer em uma segunda etapa. De acordo com o Ministério da Agricultura, os laboratórios ainda aguardam a destinação de insumos, como reagentes, para iniciar os testes. Esses locais contam com 89 equipamentos do tipo RT-PCR em operação e capacidade de análise de mais de 76 mil amostras por dia. Essa é a técnica de referência para detecção do coronavírus, segundo o governo. Os laboratórios da rede do Ministério da Agricultura estão em 19 estados e 27 cidades do país. Os equipamentos deverão ser realocados com base na demanda estratégica do Ministério da Saúde. De acordo com as negociações já realizadas entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Agricultura, os laboratórios que irão compor a força-tarefa serão os de Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Initial plugin text Veja Mais

A empresa já tinha reduzido minha jornada e salário. Posso ter a compensação do governo?

G1 Economia Governo libera R$ 51 bi para compensar perda de trabalhadores O governo federal anunciou medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados por até três meses e a suspender contratos de trabalho temporariamente por até dois meses. O objetivo é evitar que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo novo coronavírus. O programa contempla todas as empresas, inclusive os empregadores domésticos, englobando o total de 24,5 milhões de trabalhadores. O prazo máximo para a utilização das medidas é de 90 dias. MP autoriza redução de jornada e salário por até 3 meses; veja perguntas e respostas Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas Os trabalhadores que já haviam tido redução da jornada e do salário poderão entrar no programa do governo anunciado, segundo advogados trabalhistas ouvidos pelo G1. Segundo Ruslan Stuchi, sócio do Stuchi Advogados, a empresa que já havia reduzido a jornada dos empregados, caso decida atender às normas da MP, poderá se adequar. João Gabriel Lopes, sócio do escritório Mauro Menezes & Advogados, ressaltar que, caso a empresa já tenha reduzido anteriormente a jornada de trabalho e o salário, a medida somente será considerada lícita se tiver decorrido de um acordo ou convenção coletiva de trabalho, pois a Constituição proíbe qualquer ajuste individual de redução de salários. “Até mesmo por isso, a medida provisória, que permite o ajuste individual, certamente será questionada no Supremo Tribunal Federal, pois permite que haja esse acerto sem a participação do sindicato, deixando o trabalhador em uma situação vulnerável de negociação direta com o seu patrão”, opina. Para Lopes, a medida provisória, apesar de não deixar claro que funcionários já em situação de redução de jornada possam ter direito ao auxílio emergencial do governo, ele considera que é possível o acesso do trabalhador ao pagamento do benefício, desde que preenchidos os requisitos da MP, ou seja, a redução deve ser de 25%, 50% ou 70% da jornada, sendo que a empresa deverá encaminhar a documentação ao Ministério da Economia, no prazo de 10 dias, a partir da assinatura do acordo. “Caso o empregador desrespeite essa obrigação, o empregado poderá requerer da empresa o pagamento integral do seu salário”, afirma. Acordos para a redução Para trabalhadores que recebem até três salários mínimos, o acordo para redução de jornada e salário pode ser feita por acordo individual. Para quem recebe entre três salários mínimos e dois tetos do INSS (R$ 12.202,12, valor de referência), a redução de jornada e salário terá que ser feita por acordo coletivo, já que nessa faixa a compensação da parcela do seguro-desemprego não compensa toda a redução salarial. As convenções ou acordos coletivos de trabalho celebrados anteriormente poderão ser renegociados para adequação de seus termos, no prazo de 10 dias corridos a contar da publicação da medida provisória. Acima de R$ 12.202,12, a lei trabalhista atual já autoriza acordo individual para redução de jornada e salário. No caso de reduções de 25%, a MP permite que seja feita por acordo individual independente da faixa salarial. Como ficam os pagamentos Corte de 25% no salário: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego Corte de 50% no salário: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego Corte de 70% no salário: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego (exceto no caso de funcionário de empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões – neste caso: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego) Segundo a equipe econômica, nenhum trabalhador vai ganhar menos do que um salário mínimo. As reduções de 50% ou 70% valem apenas para quem ganha acima de três salários mínimo (R$ 3.135). Como ficam os salários com a redução de jornada? Veja simulações Garantia provisória A MP estabelece uma "garantia provisória" do emprego do trabalhador pelos meses em que ele tiver a jornada e o salários reduzidos e por igual período quando as atividades e pagamentos forem normalizados. Por exemplo, se o trabalhador tiver a jornada e o salário alterados por dois meses, a garantia do emprego valerá por quatro meses. Ainda assim, o empregador continua podendo demitir o funcionário durante esse período. Porém, se dispensá-lo sem justa causa, a medida prevê o pagamento pela empresa das verbas rescisórias e de uma indenização. Essa regra não vale para casos de dispensa a pedido ou por justa causa do empregado. O valor desta indenização será de: 50% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; 75% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; ou 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário em percentual superior a 70% ou de suspensão temporária do contrato de trabalho. Veja Mais

Demanda por gasolina já caiu entre 50% e 60%, diz presidente da Petrobras

G1 Economia Segundo Roberto Castello Branco, empresa deverá cortar a produção de alguns ativos devido à queda de demanda no mercado internacional. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse nesta sexta-feira (3) que o mercado brasileiro já registrou, nesse período da crise decorrente da pandemia do novo coronavírus, uma queda de 50% a 60% na demanda por gasolina. No caso do querosene de aviação (QAV), a contração é superior a 80%. Petrobras corta produção em 200 mil barris diários para enfrentar 'pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos' Roberto Castello Branco Reprodução/GloboNews O executivo afirmou que os números da redução desconstroem a visão de que manter-se como uma empresa integrada é garantia de proteção nos momentos de crise dos preços do petróleo. “Ser integrado não significa ter hedge [proteção] natural contra queda dos preços”, afirmou o executivo, durante participação de evento on-line promovido pelo Itau BBA. Castello Branco também disse que a produção de alguns ativos na Bacia de Campos e até mesmo do pré-sal, em alguns casos, pode ser cortada, devido à queda da demanda no mercado internacional. “Se custos variáveis não estiverem sendo remunerados, não vamos exitar em cortar [a produção]. O custo caixa das operações do pré-sal é de US$ 21 o barril. Se o preço [do petróleo] for superior a US$ 21 o barril, continuaremos a gerar caixa. O mesmo não é verdadeiro para algumas operações na Bacia de Campos e algumas operações selecionadas no pré-sal. São candidatos para serem cortados”, afirmou, durante participação de evento on-line promovido pelo Itau BBA. Ele explicou que a opção da companhia por cortar 200 mil barris diários de sua produção, em abril, foi a “única solução para não elevar demasiadamente os estoques”. O executivo afirmou que os cortes começaram pelos ativos em águas rasas porque eles não resistem à queda do preço do petróleo. Veja Mais

Coronavírus: Como evitar comer demais enquanto trabalha de casa

G1 Economia Comer por estresse é uma reação comum e compreensível diante das pressões da vida profissional; mas, a longo prazo, é bom desenvolver algumas estratégias alternativas para lidar com as emoções. 'Muitas pessoas estão tendo dificuldades com a alimentação agora — e provavelmente de maneiras diferentes do que tinham antes', diz a psicóloga clínica Cortney Warren sobre efeitos da pandemia de coronavírus Getty Images Você pode ter visto um meme circulando sobre "os covid-19" - uma referência aos 19 quilos que ganharíamos enquanto observamos o distanciamento social. Esses tipos de piada pode deixar sensíveis pessoas com distúrbios alimentares. No entanto, também revelam uma ansiedade mais geral das pessoas trancadas dentro de casa. G1 faz guia do home office em tempo de coronavírus "Muitas pessoas estão tendo dificuldades com a alimentação agora - e provavelmente de maneiras diferentes do que tinham antes", diz a psicóloga clínica Cortney Warren. "Certamente, há uma grande quantidade de pesquisas que sugerem que, quando as pessoas estão em uma situação de crise, quando estão estressadas, uma das primeiras coisas que mudam é o seu comportamento alimentar." Existem razões fisiológicas para se voltar à comida quando o mundo vira de cabeça para baixo. O corpo tende a desejar alimentos com alto teor calórico e alto teor de açúcar durante períodos estressantes, pois esses alimentos fornecem cargas de energia a curto prazo. O estresse leva a níveis elevados de cortisol, que podem aumentar o apetite. E alimentos açucarados geram dopamina, o neurotransmissor associado à motivação e recompensa. Como outros comportamentos, diz Warren, comer "pode ativar o centro de prazer do seu cérebro, mas também pode psicologicamente removê-lo da emoção negativa que está sentindo naquele momento". Buscar o prazer através da comida é uma estratégia comum. Dos adultos pesquisados pela Associação Americana de Psicologia em 2013, 38% relataram que consumiram demais ou ingeriram alimentos não saudáveis no mês anterior devido ao estresse. Jim Quick, professor de administração da Universidade do Texas em Arlington, diz que (juntamente com conflitos mal administrados) os principais fatores do estresse ocupacional são a incerteza e a falta de controle - duas coisas que estão em alta no momento. Assim, às vezes, comer por emoção é "o único conjunto de ferramentas de sobrevivência que temos - especialmente em épocas como agora", diz Katherine Kimber, nutricionista e porta-voz da Associação Britânica de Dietética. "Não há problema em relaxar um pouco." Fatores únicos de estresse Pode parecer insensível falar sobre comer por estresse agora, com tantas pessoas se preocupando com comida e dinheiro devido à enorme consequência econômica da covid-19. No entanto, preocupar-se com a comida pode, por si só, te levar a comer por emoção. Kimber explica que "a restrição, seja uma restrição física (não ser capaz de acessar fisicamente os alimentos) ou uma restrição emocional (ver os alimentos como coisas ruins), pode ter um efeito reativo e aumentar os comportamentos alimentares desordenados". Esse sentimento de restrição, se as pessoas o têm, agora estará interagindo com outros estressores únicos, vinculados ao isolamento social. Um desses estressores é a perda de rotina para muitas pessoas cujo trabalho e vida social foram restritos. Ter uma rotina ao trabalhar em casa é essencial para manter o bem-estar, incluindo um horário adequado para dormir e um regime de exercícios Getty Images Por exemplo, um funcionário de escritório cujo dia da semana é parcialmente estruturado em torno de uma refeição fria antes do deslocamento, uma refeição comprada no meio do dia de trabalho e uma refeição quente depois de voltar para casa perdeu a maneira familiar de ordenar o dia. Ter que gastar mais energia mental em cada uma dessas decisões pode levar a uma ansiedade maior. Outro estressor é o aumento do tédio, que está relacionado à alimentação por emoção. Ao mesmo tempo, as pessoas não podem recorrer a muitas de suas estratégias habituais de enfrentamento, como encontrar-se com amigos e passar um tempo na natureza. Caroline Kamau, psicóloga organizacional da Birkbeck, da Universidade de Londres, cuja pesquisa vincula esgotamento emocional a compulsão alimentar, aponta para cinco fatores de risco que agora podem tornar alguém especialmente propenso a essa forma comum de comer desordenada: Problemas de saúde mental, especialmente ansiedade e depressão Problemas de imagem corporal, incluindo mudanças frequentes na dieta e no peso Uma personalidade altamente impulsiva, que pode assumir a forma de prática excessiva de jogos de azar ou uso de drogas Alimentação guiada pelo emocional, por exemplo, buscar comida quando está chateado Amigos e parentes com distúrbios alimentares "A maioria das pessoas provavelmente come compulsivamente de vez em quando, mas não seria classificada como tendo transtorno da compulsão alimentar periódica", afirma Kamau. Por exemplo, é comum devorar uma pizza inteira de vez em quando, e isso não seria preocupante. No entanto, uma forma mais branda disso pode estar se tornando mais frequente agora, mesmo que não atinja o limiar de um distúrbio. "Quando você está em uma situação em que está altamente estressado, é mais propenso a praticar uma alimentação desinibida", diz Warren. Embora comer em excesso possa te fazer sentir bem a curto prazo e proporcionar conforto inicial, isso não dura. Essa primeira sensação de bem-estar é frequentemente seguida de culpa, o que aumenta a angústia. Converse com familiares e amigos Estar ciente de seus gatilhos de estresse, como ler notícias, pode ajudá-lo a tomar medidas para substituí-los por atividades mais saudáveis, como ligar para um amigo Getty Images Então como podemos manter um relacionamento saudável com a comida em um momento em que há caminhos limitados para diversão e níveis mais altos de estresse? Kimber também sugere continuar comemorando marcos como aniversários com comida. Isso pode envolver, por exemplo, o compartilhamento de fotos de bolos com pessoas que não podem se conectar pessoalmente, cozinhar a refeição favorita ou dar de presente vouchers de restaurantes para serem usados em um mundo pós-coronavírus. No dia a dia, Kamau enfatiza a importância da rotina como forma de aumentar o bem-estar. "É importante que as pessoas continuem com a rotina, tentando acordar em horários determinados e dormir em determinados horários", diz ela. "As pessoas não devem ficar tentadas a ter um estilo de vida caótico por causa da liberdade que vem de estar em casa". As rotinas devem incorporar sono, exercício, socialização, meditação/ oração/ terapia (para pessoas que as praticam) e, é claro, comida. É óbvio que uma dieta saudável deve incluir muitas frutas e legumes, mas existem outras regras básicas para nutrir nossa psique. "As evidências sugerem que trabalhar em casa pode melhorar o que chamamos de sincronicidade na alimentação da família: fazer as refeições juntos", diz Kamau. Fazer três refeições em família por dia está associado a menos sintomas de depressão. E como uma dieta com pouca gordura pode estar associada a um risco de depressão, a adição de gorduras saudáveis pode ser útil. Isso pode não ser viável para todos, incluindo pessoas temporariamente separadas de suas famílias e pessoas com dificuldades financeiras. Kimber reconhece "a enorme quantidade de privilégios de classe que significa poder seguir conselhos dietéticos específicos, e ainda mais durante esses tempos incertos. Algumas pessoas nem conseguem comer de forma consistente porque não têm dinheiro." De maneira mais geral, Warren aconselha as pessoas a encarar suas emoções, em vez de as sufocar por meio de alimentos. Sobre o mundo em meio à pandemia, ela diz: "Esta é uma 'situação de crise' que dificilmente terminará em breve. Temos que desenvolver algumas estratégias de enfrentamento de longo prazo para lidar com isso." Lide com os gatilhos Uma ferramenta pode ser ter um "tempo de preocupação", no qual você guarda até 30 minutos para apresentar todas as emoções negativas que puder sobre o assunto que o preocupa. Você se permite nesse período sentir suas emoções o mais intensamente possível - gritando, escrevendo em um diário, ligando para um amigo ou fazendo o que for necessário. Posteriormente, como Warren descreve, "você deixa esse sentimento lado até a próxima hora programada de preocupação, porque realmente não dá para suportar essa quantidade de medo, dor e emoção negativa por um dia inteiro". Essa técnica não funcionará para todos, mas Warren incentiva o teste. Outra ferramenta é um exercício que Kimber usa com seus clientes para encontrar alternativas à alimentação por emoção. Isso envolve escrever: O objetivo é entender o que está motivando seu desejo por uma barra de chocolate, por exemplo. Pode não ser o chocolate em si, mas um desejo de relaxamento ou mudança. "Se você estiver procurando por comida quando sabe que não está com fome física, essa é uma ótima informação. Seu corpo está lhe pedindo algo. Então este é um bom momento para se perguntar, o que seria? Kimber explica. Nesse sentido, é importante conhecer nossos gatilhos. O meu tem sido ler as notícias online. Mastigando e mexendo o dedo na tela sem pensar, mal consigo registrar o que estou comendo até que o saco esteja vazio. Portanto, para pessoas como eu, fazer uma refeição satisfatória antes de clicar em um site de notícias (ou simplesmente checar as notícias com menos frequência) pode ser útil. Os alimentos podem ser uma fonte de conforto e conexão durante períodos turbulentos. Mas sua saúde e, mais importante, seus relacionamentos, ficarão mais fortes se você pegar o telefone em vez de comer um biscoito na próxima vez que procurar conforto. E se você conhece alguém que pode estar sofrendo com o autojulgamento sobre a alimentação, diz Warren, "estender a mão enquanto estamos socialmente distantes, ainda tentando permanecer conectado às pessoas, provavelmente será muito benéfico para todos nós". Veja Mais

Dólar opera em alta e bate R$ 5,28

G1 Economia Na véspera, a moeda norte-americana bateu novo recorde, encerrando o dia vendida a R$ 5,2652. O dólar opera em alta nesta sexta-feira (3), batendo novo recorde, com o sentimento de aversão ao risco fortalecido pela disseminação contínua do coronavírus, com as infecções ultrapassando 1 milhão em todo o mundo, e com investidores à espera de dados do mercado de trabalho dos EUA. Às 9h43, a moeda norte-americana subia 0,38%, vendida a R$ 5,2853. Veja mais cotações. Na máxima, o dólar atingiu R$ 5,2873. Na véspera, a moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,2652, em alta de 0,05%. Nesta sessão, o Banco Central realizará leilão de até 10 mil swaps cambiais tradicionais com vencimento em outubro de 2020 e janeiro de 2021, para rolagem de contratos já existentes. Veja as últimas notícias sobre os mercados No radar dos investidores está o relatório de emprego do Departamento do Trabalho norte-americano, que deverá confirmar uma interrupção de 113 meses seguidos de crescimento do emprego, à medida que ações rigorosas para controlar a pandemia de coronavírus fecham empresas e fábricas. Cenário local No Brasil, as medidas econômicas do governo estão no radar dos investidores. Na quarta-feira, foi anunciado na quarta-feira programa de preservação de empregos que permite redução de salário e jornada de até 70% por um período de três meses, com o pagamento de compensação parcial pelo governo aos trabalhadores, ou a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias. Além disso, o Conselho Monetário Nacional, em sessão extraordinária realizada na quarta-feira, autorizou várias medidas para aliviar as consequências da disseminação da pandemia. Dólar 02.04.20 Economia G1 Veja Mais

PIS/Pasep: governo antecipa fim do prazo para saque do abono salarial 2019-2020

G1 Economia Prazo limite para recebimento do dinheiro passou de 30 de junho para 29 de maio. O governo decidiu antecipar em um mês o prazo limite para os saques do abono salarial do calendário 2019-2020, segundo resolução publicada nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial da União. Agora, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 29 de maio. O calendário original previa o prazo até 30 de junho. Veja Mais

Fux suspende pagamento da dívida do município do Rio de Janeiro com a União

G1 Economia Prefeitura pediu ao STF que suspendesse parcelas da dívida com o BNDES, que somam R$ 563,1 milhões. Ministro determinou que recursos sejam aplicados em ações contra coronavírus. Ministro Luiz Fux Fátima Meia/Futura Press/Estadão Conteúdo O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quinta-feira (2) a dívida do município do Rio de Janeiro com a União, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ministro determinou que os recursos deverão ser aplicados em ações de combate ao novo coronavírus. A Prefeitura tinha parcelas a vencer, entre abril e setembro, no valor de R$ 563,1 milhões. As dívidas são resultados de contratos com o BNDES para viabilizar obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de 2016. "Não se pode esquecer que medidas de contenção ao Covid-19 consistem em políticas públicas cujo implemento demanda recursos orçamentários, os quais precisam ser garantidos com a máxima urgência, a justificar, em caráter excepcional, a intervenção desta Corte", afirmou Fux na decisão. No último dia 25, a prefeitura tinha informado à Corte que não tem como honrar os pagamentos neste momento por conta das medidas que vem tomando para o combater a doença. "No presente caso, indubitavelmente, a abstenção judicial ensejaria ao Município do Rio de Janeiro o agravamento de uma crise financeira sem precedentes, como também, em último grau, a perda de mais vidas humanas em decorrência da COVID-19. Essa consequência indesejada pode ser atenuada por este provimento judicial", completou o ministro. Veja Mais

Governo prevê déficit de R$ 419 bi nas contas públicas em 2020, maior valor da série histórica

G1 Economia Segundo secretário de Fazenda, revisão foi motivada por medidas econômicas adotadas para enfrentamento da crise do coronavírus. Déficit previsto no Orçamento era de R$ 124 bi. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou nesta quinta-feira (2) que o governo federal aumentou a previsão de déficit nas contas públicas para R$ 419,2 bilhões em 2020. Waldery deu a informação em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica. O orçamento de 2020, sancionado em janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro, previa déficit de R$ 124 bilhões. Conforme Waldery Rodrigues, o aumento na previsão do déficit foi motivado pelo aumento de gastos relacionado a medidas de combate ao avanço da crise do coronavírus. Segundo o secretário, essas medidas somam R$ 224,6 bilhões. Ainda segundo Waldery, se confirmado o déficit de R$ 419,2 bilhões, o valor será o maior da série histórica. Ele afirmou também que o valor é uma estimativa e pode ser revisada mais adiante. Medidas econômicas Segundo o secretário, entre as medidas adotadas pelo governo, a que causará maior impacto fiscal será o auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais. A medida tem impacto estimado de R$ 98,2 bilhões. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional, e o presidente Jair Bolsonaro já informou ter assinado o texto. Mas a sanção ainda não foi publicada no "Diário Oficial da União". A segunda medida com maior impacto financeiro, segundo o governo, será o programa de manutenção de empregos que prevê a redução de salário e jornada de trabalho. A medida tem um impacto estimado de R$ 51,2 bilhões. Veja Mais

Tinha passagem de avião ou pacote de viagem comprados. E agora?

G1 Economia Valor dos bilhetes deve ser reembolsado integralmente, mas consumidor poderá arcar com eventuais multas contratuais. Reagendamentos não terão custos adicionais. Muitas viagens, sejam elas nacionais ou internacionais, estão sendo canceladas por causa da pandemia do coronavírus. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o valor das passagens deve ser reembolsado integralmente, mas há regras. Veja o que muda nas empresas aéreas e de turismo Festa cancelada, troca de produto: mais sobre direitos do consumidor na pandemia Uma medida provisória publicada pelo governo determinou que as empresas aéreas reembolsem integralmente os compradores em até 12 meses, contando a partir da data da solicitação, em passagens que tenham sido compradas até o dia 31 de dezembro de 2020. Os consumidores que aceitarem a devolução em forma de crédito na companhia ficarão isentos de possíveis penalidades contratuais previstas no momento da compra. O crédito valerá para a compra de novas passagens em até 12 meses após a data do voo cancelado. Para quem preferir realizar o cancelamento total, a companhia poderá executar penalidades, como multas. O dinheiro será devolvido na mesma forma de pagamento da compra. A decisão também vale para passagem do tipo não reembolsável. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) tem discutido diretamente com os fornecedores de passagens e hospedagens para que eles facilitem "remarcações ou reembolso, sem custo, aos passageiros que não se sentirem confortáveis em viajar neste momento". Veja Mais

Estou desempregado. Vou receber alguma ajuda do governo?

G1 Economia As opções disponíveis são o auxílio-emergencial ou o seguro-desemprego, em caso de demissões sem justa causa. Saiba o que fazer em casa uma das opções. O governo federal anunciou uma série de medidas de auxílio financeiro à população e às empresas para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus sobre a economia. Uma delas é o auxílio emergencial de R$ 600 sancionado pelo governo na quarta-feira (1). Este benefício foi desenhado, justamente, para socorrer, quem está desempregado, é trabalhador informal ou Microempreendedor Individual (MEI). Veja quem deve ter direito e como deve funcionar o auxílio emergencial de R$ 600 Segundo as regras, quem tiver direito ao auxílio receberá R$ 600 por três meses. Mas, para as mulheres que são mães e chefes de família, esse auxílio será de R$ 1,2 mil por mês, também por um período de três meses. A advogada Gisela Freire, sócia em Trabalhista do Cescon Barrieu Advogados, diz que solicitar o auxílio será a melhor opção para quem está desempregado. A outra seria pedir o seguro-desemprego, mas, neste caso, só vale para quem foi demitido. Resumindo, as opções são: 1) Solicitar o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal 2) Solicitar o seguro-desemprego se houver demissão sem justa causa “Não sobram opções além dessas alternativas, até este momento”, diz Gisela. “Porém, o auxílio emergencial já vai atender muita gente”. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 59 milhões de pessoas irão se enquadrar nas exigências do auxílio emergencial. Auxílio Emergencial Para receber o auxílio emergencial, é preciso se encaixar em uma das condições abaixo: ser titular de pessoa jurídica (Micro Empreendedor Individual, ou MEI); estar inscrito Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia dia 20 de março; cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020; ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social. Além disso, os beneficiários deverão cumprir todos os requisitos abaixo: ter mais de 18 anos de idade; ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50); ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família; não receber benefício previdenciário, assistencial ou seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. Veja mais informações sobre o auxílio emergencial aqui Seguro-desemprego A outra opção para quem está desempregado devido a uma demissão recente sem justa causa é solicitar rápido o seguro-desemprego. Ao solicitar o seguro-desemprego, não é possível receber o auxílio emergencial. O seguro-desemprego pode ser solicitado diretamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal www.gov.br. Todas as unidades da Secretaria do Trabalho nas 27 unidades da Federação estão com atendimento presencial suspenso em razão da pandemia de coronavírus. Durante o período em que o atendimento presencial estiver interrompido, a recomendação é para que os trabalhadores busquem o portal de serviços do governo federal ou o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país. O que não puder ser resolvido por estes canais ficará temporariamente suspenso. Quem tem direito ao seguro-desemprego? Tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa, inclusive em dispensa indireta – quando há falta grave do empregador sobre o empregado, configurando motivo para o rompimento do vínculo por parte do trabalhador. Também pode requerer o benefício quem teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, o pescador profissional durante o período de defeso e o trabalhador resgatado da condição semelhante à de escravo. Não é permitido receber qualquer outro benefício trabalhista em paralelo ao seguro nem possuir participação societária em empresas. Como funciona e quanto tempo dura? O trabalhador recebe entre 3 a 5 parcelas, dependendo do tempo trabalhado. O trabalhador recebe 3 parcelas do seguro desemprego se comprovar no mínimo 6 meses trabalhado; 4 parcelas se comprovar no mínimo 12 meses; e 5 parcelas a partir de 24 meses trabalhado. Para solicitar o seguro-desemprego pela 1ª vez, o profissional precisa ter atuado por pelo menos 12 meses com carteira assinada em regime CLT. Para solicitar pela 2ª vez, precisa ter trabalhado por 9 meses. Já na 3ª e demais, no mínimo 6 meses de trabalho. O prazo entre um pedido e outro deve ser de, pelo menos, 16 meses. Veja Mais

Governo diz ao STF que rebaixamento da nota de crédito de SP não foi 'represália'

G1 Economia Tesouro diz que todos os estados que se declararem judicialmente em crise financeira deverão ter suas notas revisitadas. AGU e Tesouro criticaram interferência do Judiciário. O governo federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o rebaixamento da nota de crédito do estado de São Paulo pelo Tesouro Nacional não foi uma “represália” ao governo estadual. Na sexta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes anulou o rebaixamento pelo Tesouro da nota de crédito do estado, impedindo o governo paulista de obter novos empréstimos e financiamentos com a garantia da União. Moraes afirmou que o Tesouro descumpriu sua decisão liminar (provisória) que paralisou o pagamento da dívida do estado com a União, por 180 dias, para que os recursos sejam investidos no combate ao coronavírus. Ao Supremo, o governo estadual afirmou que o entendimento do Tesouro paralisou pedidos de empréstimos de mais de R$ 4 bilhões, incluindo um financiamento junto ao BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) no valor de US$ 100 milhões, para medidas de combate ao coronavírus. O ministro pediu explicações ao governo, que foram apresentadas neste domingo (5) pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo Tesouro. O governo pede que a decisão de Moraes seja derrubada e que a restrição ao estado seja mantida. A AGU defendeu que o corte na nota considerou a grave situação fiscal do estado e os possíveis impactos da crise do coronavírus na economia local, a partir de informações do próprio governo de São Paulo, como a estimativa de perda na arrecadação de R$ 10 bilhões em 2020. “A nota da CAPAG [Capacidade de Pagamento] do Estado deve refletir, do modo mais verossímil possível, a situação fiscal concreta vivenciada momentaneamente pelo ente. Uma nota de CAPAG elevada não condiz com o cenário de crise descrito categoricamente na petição inicial pelo Estado de São Paulo e a distorção da nota expõe a União – e, assim, o País todo no cenário macroeconômico internacional – a um risco fiscal não admitido no regime jurídico brasileiro”, escreveu a AGU. Segundo informações do Tesouro Nacional, todos os entes que se declararem judicialmente em crise financeira deverão ter suas notas de CAPAG revisadas. “Esse provimento não se trata de uma represália da União e não guarda relação direta com a suspensão de dívidas. Nesse sentido, os entes que solicitarem em juízo a suspensão do pagamento de dívidas como a União com base no princípio da isonomia ou para antecipar os efeitos da renegociações já anunciada pelo Governo Federal não terão sua capacidade de pagamento revista, apenas os que se declararem em crise financeira”, afirmou. De acordo com o governo, a avaliação da nota representa uma proteção para a União, evitando que sejam concedidas garantias aos Estados que não apresentam boas perspectivas de honrar com seus compromissos futuros. O governo pondera que as regras para concessão de garantias precisarim ser revistas para se adaptar ao novo contexto, e não a metodologia de classificação de capacidade de pagamento dos entes. Na visão do governo, esse método tem, sim, "refletido adequadamente a situação financeira dos estaos e municípios". A AGU e o Tesouro criticaram ainda a interferência do Judiciário. Para o governo, tal postura poderia afetar o diagnóstico econômico do país. “Decisões judiciais que intercedam na construção desse indicativo de saúde financeira dos entes federativos incorrem em sério risco de provocar distorções no diagnóstico econômico da Federação, sujeitando-se a exceder o mero controle de juridicidade, invadindo a esfera do próprio mérito do ato administrativo, em violação ao princípio constitucional da Separação de Poderes”, afirmou a AGU. O Tesouro afirma que “alterações sem o devido embasamento técnico na avaliação da capacidade de pagamento não são a maneira adequada para se atacar o problema em questão”. O governo pede a derrubada da decisão de Moraes e argumenta que a "distorção" nota de crédito não se presta ao enfrentamento da crise gerada pelo coronavírus e dificulta a a definição das medidas fiscais apropriadas para cada caso específico. O Tesouro afirma que "se dispõe a discutir com o Estado de São Paulo sua real situação fiscal e os efeitos tanto das medidas de combate ao coronavírus na economia local quanto do suporte financeiro que está sendo oferecido pelo governo federal ao Estado”. Veja Mais

Coronavírus muda rotina de agroindústrias e vendas internas caem

G1 Economia Empresas adotaram medidas para evitar o contágio da doença. Segundo o setor, as exportações para a China estão conseguindo manter o negócio rentável. Coronavírus muda rotina de agroindústrias e vendas internas caem Com a pandemia do coronavírus, o trabalho em grandes cooperativas e frigoríficos mudou bastante. Um exemplo está em uma agroindústria de abate de suínos e aves no oeste do Paraná. Assista a todos os vídeos do Globo Rural A cooperativa localizada em Cascavel, uma das maiores do país, implementou diversos cuidados para evitar a expansão da doença. A movimentação de trabalhadores dos frigoríficos está diferente, dos 3 mil funcionários, 400 deixaram de trabalhar por fazer parte do grupo de risco da Covid-19 e estão cumprindo quarentena. Vendas menores Por outro lado, a venda de carne suína e de frango para o mercado interno caiu em torno de 20% em março, impacto da pandemia. É que com restaurantes, bares e hotéis fechados, a procura é menor. Quanto às exportações, o volume para Europa e parte da ásia reduziu 20% de janeiro a março, se comparado com os primeiros três meses do ano passado. Mas o aumento de 20% nas vendas para a china e a valorização do dólar no ano equilibram o setor. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1 Veja Mais

Saiba como se prevenir do novo coronavírus no campo

G1 Economia Publicações auxiliam produtores de aves, suínos e café. Saiba como se prevenir do novo coronavírus no campo Mesmo com a crise provocada pelo novo coronavírus, o agronegócio brasileiros não pode parar. Porém, todo cuidado é pouco. Para ajudar os produtores que acompanham o Globo Rural, separamos três cartilhas. Duas delas são da Embrapa suínos e aves: uma voltada para o produtor de porcos e outra para os avicultores. as cartilhas trazem orientações para que os criadores se previnam do coronavírus em suas granjas. Para fazer o download dos cuidados para criadores de suínos, clique aqui. Para baixar as dicas para os avicultores, clique aqui. A terceira, da Secretaria de Agricultura do Espírito Santo, é voltada para o cafeicultor. O livreto traz dicas para colher e transportar o café evitando o contágio. Para baixar, clique aqui. Veja Mais

Pequenos empresários precisam se reinventar para superar crise

G1 Economia É preciso reduzir gastos, renegociar, refinanciar e fazer mudanças para lidar com a realidade do país em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Pequenos empresários precisam se reinventar para superar crise Calçadas vazias, lojas fechadas. Isolamento social que salva vidas, mas derruba a economia. Como vender, se o consumidor não aparece? E como pagar as contas, se não vende? Hora de reduzir, renegociar, refinanciar e, mais do que nunca, se reinventar. Existem saídas, sim. Mas o pequeno empresário precisa de ajuda nessa hora. Para uma rede de lojas de chocolates seria a melhor Páscoa dos últimos cinco anos. Mas, com o fechamento do comércio por causa do novo coronavírus, o sonho virou pesadelo. Foi o que aconteceu com o empresário Manoel Landmann. A empresa dele tem 33 anos e produz todos os chocolates em uma fábrica própria. Ele esperava vender 12 toneladas neste mês. Passado o choque, Manoel foi rápido. Entrou com um pedido de financiamento de R$ 1 milhão numa nova linha criada pelo Governo do Estado de São Paulo para ajudar empresas em dificuldade. Ele fez o pedido online pelo site do Desenvolve SP. “Micro e pequena empresa, especificamente pra esses segmentos, nós lançamos capital de giro com 42 meses para amortização e nove meses de carência”, explica Nelson de Souza, presidente da Desenvolve SP. O programa deve ajudar, pelo menos, mil empresas no estado a enfrentar os impactos financeiros da pandemia. As taxas de juros são a partir de 1,20 ao mês. No Governo Federal, entre outras medidas, e depois de muitas críticas, o governo enviou nesta semana uma polêmica medida provisória que autoriza a redução da jornada de trabalho, com corte proporcional do salário do empregado. Parte das perdas será compensada pelo Governo. “Existem dois efeitos principais: a preservação do poder de compra de ampla maioria da população, o que vai fazer com que a economia continue girando, e a preservação em si das empresas, porque até então grande parte delas não vinham sendo atendida pelas medidas oferecidas”, explica Rubens Massa, professor de empreendedorismo da FGV-SP. O empresário Manoel também pretende aumentar as vendas da loja virtual da rede, responsável por 10% do faturamento. Ele mudou a ferramenta de busca do site, diminuindo o peso das fotos para agilizar a navegação. A empresa tem 57 funcionários e não demitiu ninguém, apenas mudou os funcionários de área. Por exemplo, o pessoal que trabalhava nas lojas foi para o setor de telemarketing, que quadruplicou de tamanho. Duas semanas depois do decreto que fechou o comércio na capital paulista, mais da metade da fábrica do Manoel continua parada. Mas a pequena produção que restou está ativa, atendendo as entregas, que dobraram na última semana. Um pequeno, mas promissor começo. Desenvolve SP - O Banco do Empreendedor Rua da Consolação, 371 – República São Paulo/ SP CEP - 01301-000 Telefone: (11) 3123-0464 E-mail: atendimento@desenvolvesp.com.br www.desenvolvesp.com.br Fanpage: www.facebook.com/agenciadesenvolvesp FGVcenn - Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios https://eaesp.fgv.br/centros/centro-empreendedorismo-e-negocios-fgv-eaesp Fanpage: https://www.facebook.com/FGVcenn/ Chocolat du Jour Telefone / WhatsApp: (11) 3168-2720 Instagram: @chocolatdujour Facebook: www.facebook/chocolatdujour Email: atendimento@chocolatdujour.com.br Veja Mais

Entrar num regime de quebra de contratos pode ser danoso para o país, diz presidente do BC

G1 Economia Na avaliação de Campos Neto, é preferível que o Brasil tenha uma política fiscal mais frouxa 'para colocar dinheiro na mão das pessoas' nesse momento de crise. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou neste sábado (4) que um eventual regime de quebra de contratos desencadeado pela crise do coronavírus seria danoso para a economia brasileira no médio e longo prazo. Na avaliação de Campos Neto, é preferível que o país tenha uma política fiscal mais frouxa "para colocar dinheiro na mão das pessoas" e, assim, tentar evitar uma interrupção no pagamento de contratos. Com a crise do coronavírus e a paralisação de boa parte da atividade econômica do país, muitas empresas deixaram de ter geração de caixa e já sinalizam dificuldade para quitas os seus compromissos. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado "Nós preferimos ter um (regime) fiscal um pouco pior para colocar dinheiro na mão das pessoas para que elas possam honrar os contratos. Se nós entrarmos em regime de quebra de contrato, vai ser muito danoso para a economia no médio e longo prazo", afirmou Campos Neto durante uma live promovida pela XP Investimentos. "A gente vê que algumas empresas estão dizendo: 'olha, com essa dificuldade, eu não posso pagar o meu contrato, não posso pagar o aluguel, não posso pagar a energia'", ressaltou. Na tentativa de mitigar os efeitos da crise, o governo tem anunciado uma série de medidas com o objetivo de dar algum respiro para as empresas. Na semana passada, o BC lançou uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias companhias destinada a pagar os salários dos funcionários pelo período de dois meses. Ao todo, serão disponibilizados R$ 40 bilhões. Governo anuncia R$40 bi para financiar salário do trabalhador de pequena e média empresa "Entendo que a situação é difícil e que cada dia é muito importante na vida de uma empresa porque, como não tem caixa entrando, fica limitado o que ela consegue fazer", disse Campos Neto. O presidente do BC também afirmou que a autoridade monetária agiu com rapidez para adotar ações de enfrentamento ao avanço da crise do coronavírus. Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas Câmbio flutuante Campos Neto voltou a afirmar que o câmbio é "flutuante" no Brasil, mas disse que o BC pode aumentar a intervenção se observar algum movimento especulativo, por exemplo. Na sexta-feira, o dólar subiu 1,18%, a R$ 5,3274, e marcou novo recorde nominal de cotação (sem considerar a inflação). Em 2020, a alta já é de 32,86%. Veja Mais

Seleção oferece 114 vagas para reforçar equipes de diagnóstico do novo coronavírus em Pernambuco

G1 Economia Inscrições podem ser feitas até a terça-feria (7), pela internet. Há vagas para níveis superior e médio no Laboratório Central (Lacen) do estado. Laboratório Central de Pernambuco (Lacen) Reprodução/TV Globo Estão abertas entre este sábado (4) e a terça-feira (7) as inscrições para uma seleção simplificada para contratar 114 profissionais de níveis médio e superior para o Laboratório Central (Lacen) de Pernambuco. As vagas foram abertas para reforçar o efetivo devido à pandemia do novo coronavírus no estado. Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Coronavírus: confira perguntas e respostas Saiba como estão os serviços no estado O Lacen é um dos responsáveis por realizar os exames que detectam a doença Covid-19, no estado. No fim de março, o governo do estado anunciou o aumento de 770 para 2.170 na capacidade de testagem. Os salários variam entre R$ 1.045 e R$ 1.770, em regime de trabalho de plantão e de diárias. As vagas são para biomédicos, farmacêuticos, bioquímicos, sanitaristas e técnicos de laboratório. As inscrições podem ser feitas pela internet. No mesmo portal, foi publicado o edital do certame. O resultado preliminar do concurso foi previsto para ser divulgado no dia 14 de abril. É possível interpor recursos até as 23h59 do dia 16. A seleção ocorre em etapa única, que consiste em avaliação curricular. É preciso comprovar toda a escolaridade e experiência declarada. No caso dos certificados e diplomas de conclusão de curso, só serão aceitos documentos emitidos por instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação. No ato da contratação, é preciso apresentar originais e cópias do RG, CPF, carteira do PIS/Pasep, título de eleitor com comprovante de votação na última eleição, quitação do serviço militar, diploma ou conclusão de graduação ou certificado de conclusão do curso na função que concorre, carteira do conselho profissional, carteira profissional, uma foto 3x4 e cartão ou contrato de abertura de conta corrente no banco Bradesco. Confira as vagas disponíveis Biomédico diarista: 29 Biomédico plantonista: 8 Farmacêutico/bioquímico diarista: 24 Farmacêutico/bioquímico plantonista: 8 Sanitarista: 10 Técnico em laboratório diarista: 19 Técnico em laboratório plantonista: 16 Coronavírus em Pernambuco Veja evolução dos casos do novo coronavírus em PE; estado tem 136 confirmações e 10 mortes Até esta sexta-feira (3), Pernambuco registrou 136 casos confirmados da Covid-19, sendo um deles o de um bebê de apenas um mês de idade. Este foi o maior aumento do número de confirmações em 24 horas desde o dia 12 de março, quando o estado começou a registrar casos confirmados do novo coronavírus. Também foi contabilizada mais uma morte por Covid-19, subindo para dez o número de óbitos (veja vídeo acima). Dicas de prevenção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja Mais

Empresa que reduzir jornada e salário também poderá financiar parte da folha, diz governo

G1 Economia Ministério informou que MP para financiamento da folha de pagamento já está pronta para ser assinada. Medida beneficia empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirmou nesta sexta-feira (3) que as empresas que reduzirem a jornada e o salário dos trabalhadores também poderão aderir ao programa de financiamento da folha de salário para financiar o restante do salário dos funcionários. O governo detalhou nesta sexta a medida provisória anunciada na semana passada que abrirá uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas a fim de ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses em razão da crise do coronavírus. “Pode [aderir aos dois programas]. Especialmente quando ela faz uma redução de jornada com a consequente redução do salário, ela pode tranquilamente financiar o pagamento da folha, financiar a sua própria folha”, afirmou. O programa de parcelamento vai beneficiar empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, com o limite de dois salários mínimos por trabalhador. Governo autoriza redução de jornada e salários em até 70% Segundo o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, a MP já está pronta para ser assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Guaranys afirmou que a medida pode ser implementada poucas horas depois de assinada pelo presidente já que só será necessária uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). “Nós podemos fazer a reunião extraordinária [do Conselho Monetário] no fim de semana, assim que nós tivermos toda a documentação pronta, para que então o programa seja regulamentado e para a implementação imediata dos bancos. Assim que for publicada a resolução [do CNM], os bancos, no começo da semana que vem, já podem implementar o programa”, afirmou o secretário em apresentação no Palácio do Planalto. Segundo o diretor de Regulação do Banco Central, Otavio Damaso, a medida terá um custo de R$ 20 bilhões por mês, dos quais 85% serão recursos do Tesouro Nacional e 15% dos bancos privados. Assim, o custo da medida para o Tesouro será de R$ 34 bilhões em dois meses. Guaranys afirmou que o principal objetivo do financiamento da folha é manter empregos. "Estamos tentando aqui fazer o máximo possível para que as empresas tenham fôlego para manter as pessoas empregadas, que os empregados não percam os seu salários e que a gente continue fazendo a economia funcionar mesmo neste momento difícil que estamos vivendo", disse. Condições do programa O que prevê o programa de financiamento da folha: podem participar empresas com faturamento de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano; o empréstimo financiará até dois salários mínimos por dois meses. As empresas serão responsáveis por complementar o salário de quem recebe mais de dois salários mínimos; o dinheiro será depositado diretamente na conta do trabalhar; a empresa que fizer o financiamento não poderá demitir o funcionário sem justa causa durante os dois meses da medida e por dois meses após o fim do programa. os juros serão de 3,75% ao ano, com seis meses de carência; o programa estará disponível até 30 de junho. Veja Mais

Governo gastará em 3 meses com auxilio o orçamento de um ano dos ministérios, diz Guedes

G1 Economia Segundo ministro da Economia, auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais custará R$ 98 bi, enquanto orçamento dos ministérios para despesas discricionárias é de R$ 95 bi. O ministro da Economia, Paulo Guedes, ao conceder entrevista coletiva no Palácio do Planalto nesta sexta (3) Reprodução/GloboNews O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (3) que os gastos do governo federal por três meses com o auxílio emergencial para trabalhadores informais irão superar o orçamento deste ano previsto para os ministérios. Guedes deu a declaração em uma entrevista coletiva no Planalto. O auxílio foi aprovado pelo Congresso Nacional, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro e será pago durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo Paulo Guedes, o auxílio de R$ 600 representará R$ 98 bilhões em gastos para o governo, enquanto o orçamento dos ministérios para despesas discricionárias neste ano será de R$ 95 bilhões. "Esse gasto que é maior que toda a programação anual. Em três meses vamos gastar mais do que toda a programação anual de todos os ministérios. Os R$ 95 bilhões de despesas discricionárias que nós tínhamos", afirmou. "Só esse programa de auxílio aos informais excede todo o valor de gastos discricionários desse ano, que toda as despesas que todos os ministérios teriam esse ano", enfatizou o ministro. 'Oportunismo' Durante a entrevista coletiva, o ministro também firmou que os programas anunciados pelo governo para combater a crise do coronavírus podem chegar a R$ 1 trilhão. Paulo Guedes também chamou de "oportunismo político" as críticas sobre o tempo que o governo levou para anunciar medidas. "Muita gente criticando, mas a grande verdade é que em três ou quatro semanas saímos de zero para mais de R$ 800 bilhões em recursos. Qualquer crítica que houve demora no programa eu considero oportunismo político, não considero coisa séria", afirmou. Initial plugin text Veja Mais

Pequenas empresas de SP têm média de 12 dias de caixa, aponta Sebrae

G1 Economia Pesquisa realizada pelo Sebrae-SP mostra que empresários contam com ajuda do governo para não fecharem as portas. SÃO PAULO - Pessoas passam pela rua 25 de março, em São Paulo, com o comércio fechado nesta sexta-feira (20) para evitar a propagação do novo coronavírus Marcelo Brandt/G1 Enquanto o Ministério da Economia formula medidas de incentivo às empresas para que não quebrem durante a crise causada pelo novo coronavírus, o aperto fica mais latente entre os empresários. A pesquisa “As finanças dos pequenos negócios paulistas em tempos de coronavírus”, do Sebrae-SP, mostra que as pequenas e médias empresas do estado têm, em média, disponibilidade de caixa para apenas 12 dias com faturamento comprometido. A reportagem do G1 teve acesso antecipado aos números. Há setores, contudo, que têm ainda menos margem para segurar a renda. Trabalhadores de serviços domésticos e de construção, por exemplo, têm quatro dias de disponibilidade. As empresas mais bem posicionadas são de Informação e Comunicação, que chegam à média de 35 dias. Os Microempreendedores Individuais (MEI) são os que mais sofrem, com cerca de oito dias de caixa. Em seguida, vêm as Micro Empresas (ME), com 14 dias, e Empresas de Pequeno Porte (EPP), com 21 dias. Sou MEI. Preciso recolher os tributos do Simples? O Sebrae-SP estima que existam mais de 4,2 milhões de pequenos negócios empresariais no estado, que geram 5 milhões de empregos com carteira assinada. Para a pesquisa, o órgão coletou as respostas de 2.696 delas, em questionários realizados entre 27 e 29 de março. Na data, mais de 54% estavam fechados em virtude das determinações do Governo do Estado de São Paulo. Como alternativas de venda, cerca de 35% disseram estar operando por WhatsApp. Por redes sociais eram 23,5% e por telefone, 22,9%. Sou empresário. Preciso recolher o FGTS dos funcionários? A pesquisa mostra também a baixa digitalização dos negócios para além das plataformas sociais. Apenas 9,8% usam sites próprios para venda e 8% recorrem a marketplaces. Apenas 26% disseram ter serviços próprios de entrega. “Esses números precisam melhorar. Com o passar da crise, o home office vem para ficar e o empresário tem que achar formas de vender para o público remoto”, afirma Wilson Poit, diretor superintendente do Sebrae-SP Planejamento de crise A maior parcela dos empresários mostra consciência de que a redução das atividades não é medida de curto prazo. Quase 54% acreditam que a crise não durará menos que 45 dias. Por isso, quase 40% dos entrevistados disse que espera ter recursos para pagar dívidas por meio de algum auxílio do governo. Do total, 23% admite que pretende não pagar seus compromissos e quase 15% têm demissões no radar. “As medidas do governo estão no caminho certo, mas precisamos ajudar o dinheiro a chegar muito rápido na mão do micro e pequeno empresário”, diz Poit. “Nosso conselho é não ter vergonha de renegociar com fornecedores e tomar crédito. É preciso sobreviver às próximas semanas.” A pesquisa do Sebrae é inspirada em um modelo criado pelo banco JP Morgan que avaliou o preparo de pequenas empresas americanas para crises. Nos Estados Unidos, a média foi de 27 dias de disponibilidade de caixa — mais que o dobro da situação no Estado de São Paulo. Initial plugin text Veja Mais

Sou empresário, como posso negociar salário dos empregados?

G1 Economia Medida provisória permite redução de jornada e salário e também suspensão do contrato de trabalho O empresário afetado pela crise provocada pelo coronavírus tem algumas alternativas para conseguir negociar o salário dos empregadores ou até mesmo interromper o contrato de trabalho. Uma medida provisória do governo possibilita, por exemplo, a redução da jornada e do salário em até 70% – com possibilidade até de suspensão dos contratos de trabalho. Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas Veja abaixo o caminho possível para a redução de salário: Redução da jornada e salário Possibilidade de redução de jornada O governo liberou a redução da jornada de trabalho em redução poderá ser de 25%, 50% ou de 70% e vigorar por até 90 dias. Quem tiver a jornada e o salário reduzidos receberá um auxílio do governo proporcional ao valor do seguro-desemprego. Como ficam os salários com a redução de jornada? Veja simulações Assim, quem tiver uma redução de 50% por parte da empresa vai receber uma parcela de 50% do que seria o seu seguro-desemprego caso fosse demitido. Corte de 25% no salário: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego Corte de 50% no salário: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego Corte de 70% no salário: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego Como fazer a negociação Para trabalhadores que recebem até três salários mínimos, o acordo para redução de jornada e salário pode ser feita por acordo individual ou coletivo. Para quem recebe entre três salários mínimos e dois tetos do INSS (R$ 12.202,12, valor de referência), a redução de jornada e salário terá que ser feita por acordo coletivo, já que nessa faixa a compensação da parcela do seguro-desemprego não compensa toda a redução salarial. Acima de R$ 12.202,12, a lei trabalhista atual já autoriza acordo individual para redução de jornada e salário. Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho Garantia de estabilidade A MP estabelece uma "garantia provisória" do emprego do trabalhador pelos meses em que ele tiver a jornada e o salários reduzidos e por igual período quando as atividades e pagamentos forem normalizados. Por exemplo, se o trabalhador tiver a jornada e o salário alterados por dois meses, a garantia do emprego valerá por quatro meses. Ainda assim, o empregador continua podendo demitir o funcionário durante esse período. Porém, se dispensá-lo sem justa causa, a medida prevê o pagamento pela empresa das verbas rescisórias e de uma indenização. Essa regra não vale para casos de dispensa a pedido ou por justa causa do empregado. O valor desta indenização será de: 50% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; 75% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; ou 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário em percentual superior a 70% ou de suspensão temporária do contrato de trabalho. Suspensão do contrato de trabalho O governo também passou a permitir para algumas empresas específicas que estão praticamente paradas a suspensão do contrato de trabalho. Nesse caso, os trabalhadores também receberão uma compensação do governo de até 100% do seguro-desemprego. O prazo máximo para suspensão do contrato de trabalho é de 60 dias. No período de suspensão, os salários não são pagos, e o empregado não poderá permanecer trabalhando para o empregador, ainda que parcialmente, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou trabalho à distância. Como aderir Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, será utilizado o empregadorweb, já usado pelas empresas. As empresas deverão preencher as informações pelo sistema, com a forma como os contratos foram reduzidos. Uma vez recebidos os dados das empresas, inclusive com os dados bancários, o governo fará o depósito diretamente nas contas dos trabalhadores. Veja Mais

JBS anuncia contratação de 3 mil funcionários no Brasil

G1 Economia A companhia afirmou que vai manter investimentos previstos para os próximos cinco anos no país, no valor de R$ 8 bilhões. Decisão não tem relação com o coronavírus. O grupo de alimentos JBS anunciou a contratação de 3 mil funcionários no Brasil, em plano de admissões que, segundo a companhia, não tem relação com medidas para garantia de produção em meio à epidemia de coronavírus. A companhia dona de marcas como Seara, Friboi e Swift já emprega 120 mil funcionários no Brasil e informou que as vagas serão abertas em todas as regiões do país. A companhia afirmou na semana passada que vai manter investimentos previstos para os próximos cinco anos no país, no valor de R$ 8 bilhões. Na quarta-feira (1º), a rival BRF, das marcas Sadia e Perdigão, anunciou a contratação de 2 mil funcionários em todas as regiões em que tem operações no mundo, a maioria no Brasil, em estratégia para manter a produção caso seja necessário imposição de quarentenas a membros de sua força de trabalho. A JBS afirma que tem operações em cerca de 100 cidades do Brasil, sendo principal empregadora em mais de 70% deles. Veja Mais

Sou aposentado ou beneficiário do INSS. Quando vou receber o 13º?

G1 Economia Primeiras parcelas começam a ser depositadas no fim do mês; a segunda rodada inicia em maio. Agência do INSS em Niquelândia, em Goiás Reprodução/TV Anhanguera O Ministério da Economia anunciou em meados de março a antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O adiantamento se dá em virtude da crise causada pelo novo coronavírus. Segundo o órgão, o pagamento de benefícios segue o calendário divulgado para o ano de 2020, mas as parcelas do 13º foram trazidas para este mês. O primeiro pagamento será feito entre 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda parcela sai entre 25 de maio e 5 de junho. VÍDEOS: veja perguntas e respostas sobre o coronavírus Agências fechadas Também em virtude do cumprimento de quarentena e em respeito ao isolamento social, o governo interrompeu o atendimento presencial no INSS e suspendeu a necessidade de prova de vida para recebimento dos benefícios. As agências estão fechadas até o dia 30 de abril, com possibilidade de prorrogação do prazo a depender do curso da pandemia de coronavírus no país. O órgão orienta que todos os serviços prestados presencialmente, relativos a aposentadoria, pensões por morte ou auxílio-doença, sejam feitos pelo aplicativo Meu INSS, pelo portal gov.br do governo federal ou pela central de atendimento telefônica 135. Preciso pedir minha aposentadoria ou outro benefício no INSS. Como faço? Já a prova de vida dos beneficiários do INSS está suspensa por 120 dias. A lei prevê que, todos os anos, é necessário que quem recebe os benefícios comprove ao governo que está vivo. A medida evita fraudes e pagamento indevido dos benefícios. Essa comprovação é sempre presencial e pode ser feita em uma agência do INSS, em embaixadas e consulados ou na casa de aposentados e pensionistas com dificuldade de locomoção. Nessa esteira, uma porção de outros procedimentos antes necessários para a manutenção de benefícios também foram suspensos. São eles: bloqueio dos créditos dos benefícios por falta de realização da comprovação de vida aos beneficiários residentes no Brasil ou no exterior; exclusão de procuração por falta de renovação ou revalidação após 12 meses; suspensão de benefício por falta de apresentação de declaração de cárcere; suspensão de benefício por falta de apresentação de CPF; suspensão de benefício por não apresentação de documento que comprove o andamento regular do processo legal de tutela ou curatela quando se tratar de administrador provisório, além do prazo de 6 meses; envio das cartas de convocação aos beneficiários com dados cadastrais inconsistentes ou faltantes identificados pelo Sistema de Verificação de Conformidade da Folha de Pagamento de Benefícios - SVCBEN e disponibilizados no Painel de Qualidade de Dados do Pagamento de Benefícios - QDBEN; e suspensão de benefícios por impossibilidade da execução do programa de Reabilitação Profissional. Initial plugin text Veja Mais

Microsoft envia alerta 'inédito' para hospitais vulneráveis a ataques de hackers

G1 Economia Empresa diz que instituições precisam ser protegidas e que hackers adaptaram técnicas para aplicar novos golpes durante a pandemia do coronavírus. Microsoft enviou alerta para hospitais com problemas de segurança de rede. Roy Andre Tollefsen/FreeImages A Microsoft anunciou o envio de um alerta a hospitais e outras organizações de saúde que estão vulneráveis a ataques de hackers. O alerta foi baseado nas informações coletadas pela rede de inteligência de ameaças e ataques cibernéticos da Microsoft e foi, segundo a empresa, o primeiro do gênero. Embora empresa de segurança e a própria Microsoft publiquem alertas regularmente, não é comum que empresas ou organizações recebam alertas personalizados sobre problemas específicos em sua rede. Foi isso que aconteceu agora com os hospitais. O risco para as instituições se deve ao recente aumento no número de ataques de vírus de resgate operados por humanos. Com a supervisão humana, as pragas digitais conseguem atingir um maior número de sistemas nas redes internas de empresas e organizações, incluindo hospitais. Os operadores humanos também sabem que organizações tendem a pagar o resgate em situações urgentes – e os hospitais estão sob pressão no momento, não havendo tempo para instalar atualizações ou atentar para detalhes nas configurações de rede. Uma gangue, chamada pela Microsoft de "REvil", também conhecida como "Sodinokibi", vem explorando falhas em sistemas de redes privadas virtuais (VPN, na sigla em inglês). Essa tecnologia é usada por empresas para garantir que pessoas foras de suas redes possam acessar sistemas internos e, se não estiver bem protegida, pode viabilizar a entrada de invasores. "Agora, mais do que nunca, hospitais precisam ser protegidos de ataques que podem impedir o acesso a sistemas críticos, causar indisponibilidade ou roubar informações sensíveis", disse a Microsoft. Segundo a empresa, os hackers estão reciclando técnicas e táticas antigas em novos ataques que tiram proveito da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Apesar da ausência de inovações técnicas, no entanto, a Microsoft reforça que criminosos estão recorrendo à engenharia social para criar mensagens falsas que tiram proveito da demanda por informações referentes à Covid-19 e do medo das pessoas. A Microsoft publicou uma série de recomendações que valem para entidades de todo tipo. Elas estão disponíveis em inglês no site da própria Microsoft. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja Mais

Foi contratado? Veja como tirar a carteira de trabalho

G1 Economia Agências da Secretaria do Trabalho estão fechadas em todo o país em decorrência da pandemia de coronavírus. Assim, pedido do auxílio deve ser feito de forma eletrônica. Com os postos da Secretaria do Trabalho fechados em todo o país devido à pandemia do coronavírus, o trabalhador que foi contratado e não possui a carteira de trabalho poderá fazer a solicitação do documento sem sair de casa. Da mesma forma que a entrada no seguro-desemprego, isso pode ser feito de duas maneiras: acessando o portal https://www.gov.br/pt-br/servicos/obter-a-carteira-de-trabalho usando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que pode ser baixado em aparelhos que usam os sistemas operacionais Android e iOS. O Registro Profissional, aquele cadastro do trabalhador no órgão que regulamenta a profissão, também pode ser feito via internet. Nesse caso, o pedido deve ser feito no site da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, com a documentação sendo enviada, posteriormente, para o site de Protocolo Eletrônico. Quem precisar tirar dúvidas, ainda pode usar o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país. Vídeo: MP autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho MP autoriza redução de jornada e salário por até 3 meses; veja perguntas e respostas Seguro-desemprego: posso perder o direito? O que muda com a nova MP? Veja Mais

Bovespa opera em queda nesta sexta-feira

G1 Economia Na quinta-feira, Ibovespa avançou 1,81%, a 72.253 pontos. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta sexta-feira (3), com os mercados globais ainda voláteis, enquanto a pandemia do Covid-19 continua no centro das atenções. Às 10h31, o Ibovespa caía 0,77%, a 71.700 pontos. Veja mais cotações. Na véspera, o Ibovespa avançou a 1,81%, a 72.253 pontos. Já o dólar opera em forte alta, rondando R$ 5,30, após novo recorde de fechamento na véspera. Salto no preço do petróleo O preço do barril de petróleo avançou nesta quinta, por expectativas de um acordo para acabar com a guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia. Para a equipe da Guide Investimentos, a manutenção do cenário de forte incerteza continua promovendo volatilidade adicional nos mercados. O presidente norte-americano Donald Trump disse que conversou recentemente com líderes da Rússia e da Arábia Saudita e que acredita que os dois países chegarão a um acordo para encerrar sua guerra de preços no mercado de petróleo "em poucos dias", reduzindo a produção para apoiar as cotações. Já o número de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA bateu novo recorde. Segundo o Departamento do Trabalho, o número saltou para 6,65 milhões na última semana, ante 3,3 milhões ​​na semana anterior. Na cena doméstica, o governo federal detalhou na véspera a medida provisória (MP) que autoriza as empresas a reduzirem, proporcionalmente, a jornada de trabalho e os salários dos empregados. A MP faz parte das iniciativas para evitar com que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo coronavírus. Ministro da Casa Civil anuncia a sanção de R$ 200 bilhões para economia Empresas listadas na bolsa perderam R$ 1,1 trilhão em valor de mercado em março Acompanhe as últimas notícias sobre os mercados Entenda os impactos do avanço do coronavírus na economia global e brasileira Variação do Ibovespa em 2010 Economia G1 Initial plugin text Veja Mais

IBGE vai investigar incidência de coronavírus e reflexos da pandemia no mercado de trabalho

G1 Economia Levantamento será feito juntamente com Pnad a partir de entrevistas feitas por telefone. Foco da pesquisa será em pessoas que apresentem sintomas de síndrome gripal. A incidência do coronavírus entre a população brasileira e seus impactos no mercado de trabalho serão investigados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde. O levantamento será feito por telefone, juntamente com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Segundo o IBGE, a pesquisa tem como objetivo identificar indivíduos com sintomas do novo coronavírus, bem como a demanda e a oferta de serviços de saúde pública. Também irá levantar informações relacionadas ao mercado de trabalho, buscando identificar a influência da pandemia na dinâmica do trabalho e emprego no país. Além da evolução do emprego e desemprego, o IBGE vai identificar o trabalho em home office, o volume de horas trabalhadas, além de mapear a informalidade. “Será uma pesquisa muito objetiva e rica, mostrando os reflexos do confinamento social no mercado de trabalho brasileiro”, disse o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo. Diante da pandemia de coronavírus, todas as visitas domiciliares feitas pelo IBGE foram suspensas. Assim, toda a coleta de informações da Pnad será feita por meio de entrevistas feitas por telefone. As mesmas pessoas serão entrevistadas por pelo menos três meses e serão selecionadas com base em estatísticas oficiais da Covid divulgadas semanalmente. O objetivo é focar as entrevistas em pessoas que apresentem sintomas de síndrome gripal. 'Tamanho real da epidemia' De acordo com o Secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim, a pesquisa feita pelo IBGE tem caráter estratégico para “identificar o tamanho real da epidemia" no país. Com a informações levantadas, segundo ele, o governo espera orientar o Sistema Único da Saúde (SUS) "a fim de minimizar os efeitos da pandemia na vida das pessoas”. “A pesquisa vai mostrar o percentual da população brasileira com sintomas de Covid, se buscou atendimento e, se foi internada, quais foram os procedimentos adotados. A ideia é que os resultados sejam divulgados semanalmente”, enfatizou o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo. Para que a pesquisa apresente os resultados esperados, o IBGE faz um apelo para que a população colabore quando solicitada. “O grande desafio de todo o processo é que as pessoas atendam o IBGE. A população tem de ter ciência de que é importante atender os pesquisadores do IBGE para que o Brasil conheça qual a prevalência de pessoas com sintomas, pois estamos num período de avanço da doença", enfatizou Azeredo. O pesquisador destacou ainda que é a partir de dados concretos que o governo poderá elaborar políticas públicas de atendimento à população, incluindo os programas de transferência de renda. "Uma vez recebendo uma ligação, a pessoa tem de saber que ao responder à pesquisa, está exercendo um ato de cidadania”, reiterou Azeredo. Ainda não foram definidas as datas de início da coleta e das primeiras divulgações. Veja Mais

PIS-Pasep 2020-2021: divulgado o calendário de pagamento do abono salarial

G1 Economia Pagamentos começam em junho e vão até o final do 1º semestre do ano que vem. Quem nasceu nos meses de julho a dezembro receberá o benefício ainda no ano de 2020. Carteira de trabalho Divulgação/ Reprodução O abono salarial PIS-Pasep 2020-2021, começará a ser pago a partir de 30 de junho e se estenderá até 30 de junho de 2021, de acordo com o calendário publicado nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial da União. O calendário de recebimento leva em consideração o mês de nascimento, para trabalhadores da iniciativa privada, e o número final da inscrição, para servidores públicos. O PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e é pago na Caixa Econômica Federal. O Pasep é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil. Quem nasceu nos meses de julho a dezembro ou tem número final de inscrição entre 0 e 4 receberá o benefício ainda no ano de 2020. Já os nascidos entre janeiro e junho e com número de inscrição entre 5 e 9 receberão no primeiro semestre de 2021. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2021, prazo final para o recebimento. Calendário de pagamento do PIS Calendário de pagamento do PIS Reprodução Calendário de pagamento do Pasep Calendário de pagamento do Pasep Reprodução/D.O.U. Os trabalhadores com direito ao abono salarial e que forem correntistas da Caixa ou do Banco do Brasil terão assegurado o crédito em conta, a partir de 30 de junho de 2020. Qual o valor e quem tem direito? O valor do abono pode chegar a 1 salário mínimo (R$ 1.045) e é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2018 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2019 completo. Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2019. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Para saber se tem direito e como sacar Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação. Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos. Veja como localizar o número do PIS na internet Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil. Veja Mais

Seguro-desemprego: veja como pedir o auxílio após demissão

G1 Economia Agências da Secretaria do Trabalho estão fechadas em todo o país em decorrência da pandemia de coronavírus. Assim, pedido do auxílio deve ser feito de forma eletrônica. Trabalhadores que perderem seus empregos sem justa causa durante a pandemia do coronavírus deverão pedir o seguro-desemprego exclusivamente por meios eletrônicos, já que as agências da Secretaria do Trabalho dos 26 estados e do Distrito Federal estão fechadas. Isso pode ser feito de duas maneiras: acessando o portal https://www.gov.br/pt-br/temas/trabalho-emprego usando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que pode ser baixado em aparelhos que usam os sistemas operacionais Android e iOS. Nos dois casos, o trabalhador pode dar entrada no pedido do seguro. Isso deve ser feito de 7 a 120 dias após a demissão. Quando aprovado, o saque do seguro-desemprego será pago pela Caixa Econômica Federal. O banco já informou que está trabalhando com operação reduzida, mas esse tipo de atendimento está garantido para quem não tiver cartão cidadão ou conta na instituição. Quem precisar tirar dúvidas, ainda pode usar o telefone 158 (Alô Trabalho). A ligação é gratuita de telefone fixo de todo o país. Vídeo: MP autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho MP autoriza redução de jornada e salário por até 3 meses; veja perguntas e respostas Seguro-desemprego: posso perder o direito? O que muda com a nova MP? Veja Mais

Imposto de Renda: calendário de restituição está mantido, informa Receita Federal

G1 Economia Anúncio foi feito em entrevista coletiva no Planalto. Nesta quarta (1º), Receita anunciou adiamento do prazo de entrega da declaração do IR de 30 de abril para 30 de junho. O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo decidiu manter o cronograma de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Com isso, o primeiro lote de restituição está mantido para 30 de maio. Tostes Neto deu a declaração ao conceder uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica. Nesta quarta (1º), o secretário anunciou a decisão do governo de adiar de 30 de abril para 30 de junho o prazo de entrega das declarações do Imposto de Renda. Na entrevista no Planalto nesta quarta, acrescentou que "ficou pendente" o anúncio da restituição. "Ficou pendente para anunciar hoje o cronograma de restituições, tivemos reuniões com o Tesouro. Considerando a situação excepcional, decidimos manter o cronograma de restituições previsto anteriormente. Nos anos anteriores, começava em junho e ia até dezembro. Neste ano já havíamos antecipados para maio e terminando em setembro. Vamos manter esse cronograma previsto inicialmente, mesmo com a prorrogação dos prazos de entrega", afirmou o secretário no Palácio do Planalto. Veja Mais

Tomou multa e quer recorrer? Pandemia de coronavírus faz órgãos mudarem prazos e procedimentos

G1 Economia Órgão responsável pelas leis de trânsito interrompeu período para defesa de infrações e suspendeu envio das notificações. Multas de trânsito estão com prazos de recurso e defesa interrompidos Divulgação A pandemia do coronavírus provocou uma mudança nos processos administrativos dos órgãos de trânsito de todo o país. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu que, por tempo indeterminado, estão interrompidos os prazos para defesa de autuação, recursos de multa, recursos de suspensão de direito de dirigir e cassação do documento de habilitação. Além disso, o conselho também mudou os procedimentos de notificação de multas. Por enquanto, os avisos de autuação não serão enviados ao infrator, apenas inseridos em um sistema eletrônico. Isso quer dizer que quem cometeu a infração não será avisado. Contran suspende prazo de vencimento da CNH Quando a situação for normalizada, o órgão de trânsito deverá enviar as notificações de infrações praticadas a partir de 20 de março, informando a data da infração. A partir daí, o motorista terá um prazo para apresentação o recurso e a indicação do condutor infrator, se for o caso. O mesmo vale para as notificações de penalidade, que só poderão ser expedidas após o término do prazo dado para defesa da autuação e indicação do condutor. Veja Mais

Criadores de Pernambuco investem na produção da manta de bode

G1 Economia Prático típico do sertão nordestino está sendo aprimorado, para agradar ainda mais paladares pelo país. Criadores de Pernambuco investem na produção da manta de bode Bode seco, bode retalhado, manta seca… a manta de bode é uma tradição do Nordeste, um corte típico do animal que é uma comida típica e muito popular no sertão de Pernambuco. Assista a todos os vídeos do Globo Rural De todo rebanho de caprinos e ovinos do Brasil, os estados da região concentram pouco mais de 75% dos assim. Diante disso, um programa de valorização desse prato está melhorando o manejo das criações e a qualidade da carne. Em Petrolina, o número é de cerca de 433 mil. Resultado: além de um grande produtor, o município é também um grande consumidor dessas carnes, com quase 12 kg por pessoas a cada ano, muito acima da média nacional. Tadeu Voltolini é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no semiárido e conhece bem o criador de cabras e ovelhas da região. “É um produtor principalmente de base familiar, e a manta tem um papel de obtenção de renda”, explica. No único abatedouro de caprinos e ovinos de Petrolina, a manta responde por pelo menos 70% do processamento das carnes do local. “É toda uma cadeia que precisa se organizar e a gente está buscando isso. Eu vejo um momento propício, principalmente com o aumento do consumo, e principalmente ainda com o aumento da exigência que o nosso cliente está hoje é procurando”, afirma o diretor do abatedouro Cândido Roberto de Araújo. Em 2018, a manta de bode se tornou patrimônio cultural imaterial de Petrolina, um reconhecimento que alterou a realidade dos criadores da região. O produtor Jorge Ferreira França conta que, atualmente, há mais cuidado no trato dos animais, como o fornecimento de ração para a engorda deles. “Um animal de um padrão melhor para vender melhor também. Assim, nós melhoramos a qualidade dos nossos animais, a qualidade da nossa carne e o nosso nome vai mais longe”, afirma. O ‘Bodódromo’ A fama do bode fez também a fama de um complexo de restaurantes em petrolina, e tem um o sugestivo nome de “Bodódromo”, que serve mais de 20 pratos feitos com as carnes de caprinos e ovinos. e a manta é um dos principais atrativos. Em um desses restaurantes, a carne é retalhada momentos antes de ser servida. a salga, que servia para conservar a carne, hoje é usada apenas como tempero. O tempo de varal (ou cura) também mudou: agora não passa de duas ou três horas. bem menos do que se via antigamente, quando a carne passava a noite estendida. Tudo isso mudou o sabor da manta. “Esse processo vai aprimorando, hoje a quantidade de sal é bem menor, a secagem é por menos tempo e à sombra. Dando um produto aí com mais suculência, mais maciez”, afirma Voltolini. O espeto com a manta de bode ganha as mesas lotadas do restaurante. “A manta de Petrolina realmente é um atrativo, veio para Petrolina, tem que conhecer o Bodódromo”, diz Giliardi Fernandes, gerente de um dos restaurantes do local. Comprando bode por cordeiro Mas nem toda manta de bode é necessariamente… de bode. O pesquisador da Embrapa conta que, historicamente, caprinos e ovinos são conhecidos no Nordeste como bode. “Comercialmente, o cordeiro ele tem destaque. É o que mais se vende nos restaurantes, quase 100% do bode assado acaba sendo de cordeiro. Os caprinos também se transformam em manta, no entanto, eles são mais utilizados na casa.” “O bode leva a fama, mas acaba que o cordeiro é o animal que mais tem apelo comercial, sendo transformado em manta”, explica Tadeu Voltolini. Carne ao gosto do consumidor Para "amaciar" a carne ao gosto do consumidor, principalmente dos ovinos, o técnico em zootecnia Emmanuel de Souza gastou muita saliva em conversas com os criadores. “O que mudou tudo foi os convencimentos tanto de manejo como nutricional como de sanidade, que tudo isso era muito precário. Teve que mudar a mentalidade”, relembra. Ou seja, fora o investimento na genética dos animais, o criador incorporou também uma alimentação balanceada para o rebanho, fornecendo fibras, proteína, energia e minerais na quantidade certa. “Isso faz uma diferença muito grande na qualidade da carne, mais ainda na produtividade.” Foi assim, mudando a mentalidade, que o criador Giomárcio de Macedo apostou no que era novidade por aqui até pouco tempo atrás. “Nós não tínhamos nem essa prática do confinamento. Pensava que era coisa de doido. Ninguém tinha essa visão de de chegar a animais com 8 meses com com esse padrão que está chegando”, conta Macedo. Hoje, Giomárcio faz parte de uma associação que vende algo em torno de 500 animais por mês para atender os restaurantes da região. Essa união dos criadores melhorou o preço e, ao mesmo tempo, exigiu mais responsabilidade. “Temos que entregar. Então, nós temos que controlar a nossa produção, o nosso custo de produção porque eu já sei o meu preço final”, afirma o criador. Nesse processo, de mudar o padrão do rebanho e de ser reconhecido financeiramente por esse trabalho, o criador estabeleceu uma outra relação com a sua lida. Quando a gente não tem conhecimento faz a coisa errada achando que tá certo. Hoje sabemos que não adianta você ter 200 cabeças de animais e só 50 boa”, afirma o criador Jorge Ferreira França. Efeito coronavírus Neste momento, os restaurantes do “Bodódromo” estão fechados por causa das medidas de isolamento. Os produtores estão vendendo menos e segurando os animais no pasto à espera de tempos melhores. Veja notícias do Agronegócio no G1 Veja Mais

Preço da arroba do boi gordo sobe no interior de São Paulo

G1 Economia Para pecuaristas, cenário de valorização deve continuar nas próximas semanas. Preço da arroba do boi gordo sobre no interior de São Paulo O preço da arroba do boi gordo voltou a ultrapassar os R$ 200 no interior de São Paulo. A alta, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea), vários fatores influenciaram para que o valor chegasse a esse patamar, o principal foi o dólar. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Quem está acostumado com o sobe e desce do mercado acredita que no atual cenário o preço da arroba não deve cair. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1 Veja Mais

Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos de 05/04/2020

G1 Economia Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Coronavírus: Equipe do PEGN conta a rotina de trabalhar em casa CONSULTORA ROBERTA VASCONCELOS ESPECIALISTA EM TRABALHO REMOTO BEER OR COFFEE www.beerorcoffee.com Veja a reportagem: Pequenos empresários ajudam na montagem de hospitais de campanha Agência Rodeio Telefone: (19) 98325-0000 Hospital Campanha de Guarulhos Av. Odair Santaneli, 101 - Parque Cecap Guarulhos/SP - CEP: 07190-050 Instituto Medizin de Saúde Rod SP 332, S/N - Km 152 SLJ Sala 3 Jardim Blumenau Artur Nogueira/SP - CEP:13160-000 Telefone: (11) 5566-4454 Veja a reportagem: Saiba como organizar as finanças da empresa durante a crise do novo coronavírus Sinapse Finance Rua Paes Leme, 136 - Pinheiros São Paulo / SP - CEP: 05424-010 Telefone: (11) 94599-8767 www.sinapse.finance FONELAND Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1827 Shopping Vitrine - Jardim Paulistano São Paulo/SP - CEP 01452-001 Telefone/WhatsApp: (11) 99614-8914 www.foneland.com.br Instagram: www.instagram.com/foneland_fones Email: contato@foneland.com.br Veja a reportagem: Pequenos empresários precisam se reinventar para superar crise Desenvolve SP - O Banco do Empreendedor Rua da Consolação, 371 – República São Paulo/ SP CEP - 01301-000 Telefone: (11) 3123-0464 E-mail: atendimento@desenvolvesp.com.br www.desenvolvesp.com.br Fanpage: www.facebook.com/agenciadesenvolvesp FGVcenn - Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios https://eaesp.fgv.br/centros/centro-empreendedorismo-e-negocios-fgv-eaesp Fanpage: https://www.facebook.com/FGVcenn/ Chocolat du Jour Telefone / WhatsApp: (11) 3168-2720 Instagram: @chocolatdujour Facebook: www.facebook/chocolatdujour Email:atendimento@chocolatdujour.com.br Veja a reportagem: Casal de empresários se adaptam para vender ovos de Páscoa em meio à crise FELICIDADE É BRIGADEIRO Whatsapp: (11) 98463-3684 Facebook: @bikefelicidadeebrigadeiro Instagram: @bikefelicidadeebrigadeiro Veja a reportagem: Com shoppings fechados, lojistas negociam para manter os negócios ALSHOP - Associação Brasileira de Lojistas de Shopping Telefone: (11) 4871-3960 E-mail: contato@alshop.com.br www.alshop.com.br ABRASCE - Associação Brasileira de Shopping Centers Telefone: (11) 3506-8300 www.abrasce.com.br ABF - Associação Brasileira de Franchising Avenida das Nações Unidas, 10.989 - 9º andar Conj. 92 - Vila Olímpia São Paulo - SP / CEP: 05425-070 Telefone: (11) 3020-8800 E-mail: relacionamento@abf.com.br www.abf.com.br Facebook: @abfoficial Instagram: @abfoficial SLICE CREAM Facebook: @slicecreamoficial Instagram: @slicecream_oficial www.slicecream.com.br Veja Mais

Pequenos empresários ajudam na montagem de hospitais de campanha

G1 Economia Empresário do setor de eventos atua na montagem de hospital de campanha de Guarulhos e evita falência. Pequenos empresários ajudam na montagem de hospitais de campanha Tem empreendedor descobrindo maneiras de ajudar a saúde pública, ao mesmo tempo que evita a própria falência durante a pandemia do novo coronavírus. Cláudio Ribeiro é dono de uma empresa que monta estruturas para eventos. Como não tem eventos para fazer, ele está montando hospitais de campanha, como o de Guarulhos, na Grande São Paulo. “Fizemos umas adaptações. Eu atuo no segmento de rodeios. Isso é uma estrutura para rodeios. A gente montou a estrutura sobre o espaço que a gente tinha. Eles me deram uma planta na mão, aí eu saí na luta e consegui com os meus parceiros montar o hospital pra eles aqui”, explica. Para ajudar, o empresário fechou negócio com dez empresas. Elas levaram 220 funcionários e juntos fizeram a montagem. O hospital de campanha de Guarulhos ficou pronto em menos de cinco dias. O objetivo é aumentar as vagas hospitalares. O centro de combate ao coronavírus abriu as portas dia 27 de março. Só nos dois primeiros dias de funcionamento foram feitos 700 atendimentos – dez testaram positivo. No total, são 71 leitos. A equipe médica foi contratada pela prefeitura de Guarulhos. É idêntico a um hospital. Eu montei quatro blocos: o drive-thru, que é o atendimento no carro, o atendimento de pedestre, a área vermelha e uma UTI. E tem mais uma sala de espera”, conta Cláudio. A montagem da estrutura salvou a empresa do Cláudio: “A hora em que a gente recebeu a notícia foi um choque. Eu já estava até pensando em fechar o meu CNPJ”. Agência Rodeio Telefone: (19) 98325-0000 Hospital Campanha de Guarulhos Av. Odair Santaneli, 101 - Parque Cecap Guarulhos/SP - CEP: 07190-050 Instituto Medizin de Saúde Rod SP 332, S/N - Km 152 SLJ Sala 3 Jardim Blumenau Artur Nogueira/SP - CEP:13160-000 Telefone: (11) 5566-4454 Veja Mais

GM propõe suspensão de contratos e redução do salário de 90% dos funcionários em São José, diz sindicato

G1 Economia A GM alega que medida é necessária para preservar empregos e que as medidas são temporárias, devendo durar cerca de dois meses, de acordo com a evolução do cenário da pandemia. Após negociações, GM propõe redução do salário de 90% dos funcionários, segundo sindicato. Camilla Motta/ G1 A General Motors (GM), dona da Chevrolet, propôs a suspensão dos contratos de trabalho com redução de salários para 90% dos funcionários da fábrica de São José dos Campos (SP). A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos que encerrou neste sábado (4) uma rodada de quatro negociações com a montadora. As propostas foram feitas com base na Medida Provisória (MP) 936, que autoriza a suspensão dos contratos de trabalhos em empresas, durante a pandemia de coronavírus. A empresa confirma a negociação (leia mais abaixo). Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas A GM tem cerca de 3,8 mil funcionários em São José e pela proposta, somente cerca de 100 funcionários que continuam trabalhando na planta receberiam o salário integral. Os demais teriam os salários reduzidos entre 5% a 25%, de acordo com faixas salariais (veja abaixo): Quem ganha até R$ 2.090,00 – vai receber 95% do salário De R$ 2.090,01 a R$ 5.000 – 90% De R$ 5.000,01 a R$ 10.000 - 85% De R$ 10.000,01 – R$ 20.000 – 80% Acima de R$ 20.000 – 75% O sindicato informou que a proposta final será votada pela internet pelos metalúrgicos nos próximos dias. Por enquanto, todos os trabalhadores estão em férias coletivas, que terminam no dia 12 de abril. "Deixamos na mesa de negociação a proposta de licença remunerada por dois meses, prorrogável por mais dois, e estabilidade por 12 meses. Após o período de coronavírus, já vemos uma recessão vindo. O mais importante para os trabalhadores é a estabilidade. A MP do governo não dá a proteção devida ao trabalhador", disse o vice-presidente do sindicato da categoria em São José dos Campos, Renato Almeida. O sindicato informou ainda que defendeu o lay-off sem redução salarial, mas que a empresa não aceitou. O que diz a GM Em nota, a GM informou que 'vem tomando medidas que visam proteger a saúde dos colaboradores em meio à pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que busca alternativas para garantir o futuro do negócio e que neste sentido, foram implementadas medidas como banco de horas, férias coletivas, planos de redução de custos e, inclusive, adiamento de investimentos'. Entretanto, a montadora informou que 'neste momento de crise sem precedentes que o Brasil e o mundo enfrentam e, num esforço para manter os empregos, a empresa está discutindo com os sindicatos outras medidas, que incluem lay-off e redução de jornada, ambas com impacto de redução salarial'. A GM disse ainda que o pacote foi aprovado pela ampla maioria dos empregados das fábricas de São Caetano do Sul, Gravataí, Joinville e Mogi das Cruzes, e do Campo de Provas de Indaiatuba em assembleia digital promovida pelos sindicatos dos metalúrgicos e que a proposta inclui: Um programa de redução de jornada e salário para empregados que seguem trabalhando em home office, inclusive o Presidente e toda a liderança em diferentes percentuais; Para empregados até nível de gerência: uma hora de redução na jornada diária com 12,5% de redução no salário; Para executivos de nível de diretoria e acima, o impacto será de 25% de redução no salário. Um programa de lay-off que impacta a maior parte dos empregados horistas e mensalistas de todas as área e níveis do Brasil com redução salarial entre 5% e 25% do salário de acordo com faixa salarial. A GM informou que estas medidas terão duração inicial de dois meses com possibilidade de extensão, podendo ser canceladas em caso de retorno da demanda do mercado a uma situação de normalidade e que a montadora está avaliando junto aos sindicatos as oportunidades estabelecidas pela MP 936, com o objetivo de adaptar as medidas aprovadas às novas regras apresentadas pelo governo. Na nota a GM ainda ressaltou que essas medidas são emergenciais e temporárias, tendo como objetivo a preservação dos empregos, contribuindo com os esforços do governo federal e governos estaduais e municipais. Além disso, a empresa disse estar acompanhando a evolução do cenário e que estará pronta para retomar as atividades assim que for possível. Veja Mais

Programa para financiar salários de pequenas e médias empresas é criado e aguarda regulamentação

G1 Economia Criação foi confirmada com a publicação de Medida Provisória no 'Diário Oficial da União'. Bancos só poderão conceder a linha de crédito após Conselho Monetário fixar normas. O governo federal publicou no “Diário Oficial da União” (DOU) a medida provisória (MP) que cria um programa para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas por dois meses em razão da crise provocada pelo novo coronavírus (Covid-19). A MP que cria o “Programa Emergencial de Suporte a Empregos” foi publicada em edição extra do “Diário Oficial” com data de sexta-feira (3), uma semana após o anúncio da linha de crédito emergencial. Na mesma edição do “Diário Oficial”, o governo publicou outra medida provisória que destina R$ 34 bilhões para essas operações de crédito. As MPs têm valor de lei após as publicação, porém exigem a aprovação do Congresso Nacional. A publicação da MP era necessária para oficializar o programa, que integra o pacote de ações do governo para tentar atenuar os impactos da pandemia na economia. A linha de crédito anunciada pelo governo beneficiará empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, com o limite de dois salários mínimos por trabalhador. O governo responderá por 85% do dinheiro das operações, com outros 15% de recursos dos bancos que atuarem no programa. O governo informou que a linha de crédito terá, ao todo, R$ 40 bilhões. O programa foi detalhado em uma entrevista na sexta-feira (3) no Palácio do Planalto. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, após a publicação da MP, o início das operações ainda exigirá uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). Guaranys afirmou que pode haver uma reunião extraordinária do conselho neste fim de semana para alinhar a regulamentação necessária. Publicadas as normas, afirmou o secretário, os bancos já podem começar a implementar o programa. Condições do programa O que prevê o programa de financiamento da folha: podem participar empresas com faturamento de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano; o empréstimo financiará até dois salários mínimos por dois meses. As empresas serão responsáveis por complementar o salário de quem recebe mais de dois salários mínimos; o dinheiro será depositado diretamente na conta do trabalhar; a empresa que fizer o financiamento não poderá demitir o funcionário sem justa causa durante os dois meses da medida e por dois meses após o fim do programa. os juros serão de 3,75% ao ano, com seis meses de carência e prazo de 36 meses de pagamento. Orçamento impositivo A mesma edição extra do "Diário Oficial" publicou a sanção do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que adapta regras do chamado Orçamento impositivo à crise do coronavírus. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (2). A expressão "orçamento impositivo" se refere à parte do Orçamento-geral da União definida pelos parlamentares e que é de execução obrigatória por parte do governo federal. Ou seja, o governo é obrigado a liberar os recursos para as emendas que, geralmente, destinam dinheiro para obras e ações nos redutos eleitorais dos congressistas. Entre outros pontos, o projeto sancionado estabelece a revisão das projeções de resultado primário para os Estados, o Distrito Federal e os municípios de zero para um déficit de R$ 30,8 bilhões. O projeto de lei também aumenta a estimativa do déficit primário do setor público consolidado, que engloba o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, de R$ 127,9 bilhões para R$ 158,7 bilhões. Os congressistas aprovarama ainda a inclusão na lei de um dispositivo que dispensa, durante o período de calamidade pública, a apresentação de compensações a projetos e emendas que impliquem aumento de despesas. Conselho de Solidariedade O governo ainda publicou um decreto assinado por Bolsonaro que cria o “Conselho de Solidariedade para Combate à Covid-19 e aos seus Efeitos Sociais e Econômicos”, vinculado à Casa Civil. O conselho tem como objetivo orientar ações financiadas por meio de doações destinadas ao enfrentamento ao novo coronavírus. O colegiado é composto por representantes de ministérios, como Casa Civil, Justiça, Economia, Cidadania, Defesa e Saúde. Veja Mais

Exportações de frango sobem 2,6% em março, a 349,5 mil t, diz associação; suíno também avança

G1 Economia Setores movimentaram US$ 718,5 milhões no período. Frigorífico de carne suína Reprodução/TV Morena As exportações brasileiras de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 349,5 mil toneladas em março, alta de 2,6% na variação anual, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta sexta-feira (3). Em março de 2019, o Brasil embarcou 340,5 mil toneladas de carne de frango, ressaltou a associação. A receita do mês passado chegou a US$ 552,5 milhões, recuo de 1,7% ante igual período de 2019, quando foram obtidos US$ 562,2 milhões com as vendas externas de frango. No acumulado do trimestre, foram exportadas 1,021 milhão de toneladas, volume 8,8% maior que as 939 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado.  A receita trimestral ficou em 1,635 bilhão de dólares, alta de 6% na variação anual. “Mesmo com os impactos gerados pelo Covid-19, o setor segue desempenhando seu papel estratégico de auxílio à segurança alimentar”, disse em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra. Carne suína As exportações brasileiras de carne suína, incluindo o produto in natura e processado, totalizaram 72,1 mil toneladas em março, alta de 31,45% ante as 54,8 mil toneladas registradas um ano antes. Com os embarques, o país faturou US$ 166 milhões, avanço de 56,1% em relação aos US$ 106,3 milhões faturados em março de 2019. No trimestre, os embarques do setor chegaram a 208 mil toneladas, alta de 32% na variação anual. Em receita, houve aumento de 62,6%, com 485,1 milhões de dólares faturados de janeiro a março. Veja Mais

Preços dos combustíveis recuam na semana, diz ANP

G1 Economia De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor para R$ 4,298. Bomba de gasolina em posto da zona sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 Os preços dos combustíveis caíram na semana, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (03) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 2,31%, para R$ 4,298. Já o preço do litro do diesel caiu 1,6% no período, para R$ 3,437, em média. O litro do etanol recuou 3,2%, para R$ 3,039. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. Os preços, portanto, variam de acordo com a região. No acumulado do ano, a gasolina tem queda de 5,7%, o diesel já caiu 8,3% e o etanol recuou 3,7%. Neste momento, a queda do valor dos combustíveis se dá pela combinação do baixo patamar do preço do petróleo e pela fraca demanda diante do impacto provocado pelo coronavírus na economia. Guia Prático #74: Aprenda a calcular o consumo de seu carro Veja Mais

Toffoli autoriza MPF a cobrar valores do Fundef que União deve a estados e municípios

G1 Economia Disputa judicial começou em 1999; governo federal argumenta que não cabe ao MP entrar com ações. Presidente do STF diz que verba poderia ajudar a reduzir falhas na educação básica. O presidente do STF, Dias Toffoli, durante discurso na sessão de abertura do ano legislativo no Congresso Will Shutter / Câmara dos Deputados O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, autorizou o Ministério Público Federal (MPF) a cobrar da União o pagamento de verbas complementares do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Os valores, não divulgados, são referentes ao período entre 1998 e 2006 e deveriam ter sido pagos a estados e municípios para complementar investimentos no ensino fundamental. O fundo foi precursor do atual Fundeb, que reúne verbas para todo o ensino básico (infantil, fundamental e médio). Toffoli atendeu a um pedido do MPF e derrubou decisão liminar (provisória) do desembargador Fábio Prieto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Prieto tinha suspendido os efeitos de um julgamento do TRF-3 que mandou liberar os pagamentos. Essa decisão chegou a ser mantida pela ministra Cármen Lúcia, do STF, em um primeiro momento. O MPF voltou a recorrer e, nas mãos de Toffoli, o quadro se inverteu. Na decisão, o atual presidente do STF afirmou que o Supremo tem entendimento pacificado de que há plena vinculação das verbas do Fundef, exclusivamente, ao uso em educação pública e a nenhum outro fim. O ministro afirmou que é mais razoável permitir a atuação do MPF contra a União do que exigir que todos os beneficiários constituam patronos para a defesa de seus interesses. Segundo o ministro, “a delonga em formalizar-se esse pagamento, inegavelmente gera lesão à ordem pública e administrativa dos credores de tais valores, posto que, por cuidar-se de verba cuja utilização está vinculada à educação pública, poderia ser, desde logo, utilizada para implementar melhorias nesse setor sempre tão carente da Administração Pública, na maioria dos municípios e estados brasileiros", escreveu. “Uma educação falha, de baixa qualidade, é uma das causas do retardo no desenvolvimento do país, desenvolvimento esse que apenas pode ser almejado com a formação de cidadãos aptos ao exercício de seus direitos e à efetiva colaboração para o engrandecimento da nação”, disse. Disputa de décadas A disputa judicial em torno dos valores se arrasta desde 1999, quando o MPF ajuizou uma ação civil pública para cobrar a verba da União. Em 2015, a Justiça Federal e o TRF-3 condenaram a União e determinaram a execução da dívida. A União recorreu, argumentando que nem a Justiça Federal teria competência para julgar o conflito, nem o MPF teria legitimidade para representar os estados e municípios no pedido de execução das dívidas. Foi em cima desse recurso que o desembargador Fábio Prieto suspendeu a cobrança das verbas. A partir daí, os recursos foram levados ao Supremo Tribunal Federal. Veja Mais

Coronavírus: Acic estima 14,2 mil desempregados na região de Campinas por causa de quarentena

G1 Economia Projeção vale para mês de março. Primeira quinzena tinha estimativa de 7,1 mil pessoas sem emprego, mas número dobrou com determinação de quarentena. Projeção da Acic mostra 14,2 mil pessoas desempregadas na segunda quinzena de março Uma estimativa da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) aponta que o mês de março pode ter cerca de 14,2 mil desempregados na região por causa da pandemia do novo coronavírus. Antes da quarentena, que obrigou a suspensão temporária nas atividades de comércios e serviços, a projeção era de 7,1 mil pessoas sem trabalho, mas o número dobrou na segunda quinzena do mês após as medidas serem adotadas pelas prefeituras. MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil Coronavírus: veja perguntas e respostas A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, registrou os relatos de três pessoas que perderam o emprego em meio à pandemia de Covid-19. Veja os depoimentos no vídeo acima. Uma das histórias é a da Sueli Fernandes. Ela trabalhava como auxiliar de cozinha de uma montadora de veículos na região e foi dispensada no dia 23 de março. O marido e o filho também perderam os empregos. "As contas chegando... E quando chega, chega um balde cheio. E você olha e fala: meu Deus do céu, de onde vou tirar dinheiro para pagar tudo isso?", relata a mulher. 03/04: Mulher mostra as contas para pagar após perder o emprego na região de Campinas durante a quarentena contra o avanço do novo coronavírus. Reprodução/EPTV Casos de coronavírus na região A região de Campinas tem 80 casos confirmados de coronavírus e três mortes provocadas pela doença, todas na metrópole. Campinas: 53 Paulínia: 4 Vinhedo: 4 Valinhos: 3 Americana: 3 Itapira: 3 Indaiatuba: 2 Águas de Lindoia: 1 Louveira: 1 Holambra: 1 Hortolândia: 1 Jaguariúna: 1 Mogi Guaçu: 1 Sumaré: 1 Pedra Bela: 1 Dicas de prevenção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Bolsas da Europa fecham em queda com impacto econômico do coronavírus

G1 Economia Com países estendendo os isolamentos nacionais, economistas esperam que o PIB real da área do euro encolha até 43% no segundo trimestre. As bolsas europeias recuaram nesta sexta-feira (3), fechando a semana com perdas depois que dados sombrios sobre a atividade empresarial anunciaram uma profunda recessão econômica devido ao surto de coronavírus. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,96%, a 1.219 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,97%, a 309 pontos, com as seguradoras liderando as perdas depois que um órgão regulador da União Europeia pediu que as companhias do setor suspendessem dividendos e recompras de ações para reforçar a liquidez. Homem usa máscara de proteção na frente da bolsa de valores de Londres Toby Melville/Reuters O índice de referência caiu cerca de 0,6% na semana. Ainda assim, parece ter ganhado certa estabilidade após movimentos diários acentuados no mês passado. Dados divulgados mais cedo mostraram que as atividades empresariais na zona do euro recuaram severamente em março, com vários analistas prevendo leituras piores, já que a maioria das economias da região interrompeu a rotina para conter a propagação do vírus. "Estamos entrando em um clima com dividendos baixos ou inexistentes, menos opções financeiras, mas, o mais importante, menos empregos e menor produção", disse Stephen Innes, estrategista da AxiCorp. Com mais de 1 milhão de pessoas agora infectadas em todo o mundo e com países estendendo os isolamentos nacionais, economistas esperam que o PIB real da área do euro encolha até 43% no segundo trimestre. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,18%, a 5.415 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,47%, a 95.525 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,57%, a 4.154 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,67%, a 16.384 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,11%, a 6.581 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,52%, a 3.972 pontos. Veja Mais

Como renegociar dívidas, financiamento imobiliário, aluguel, consórcio, mensalidade escolar, academia e cursos?

G1 Economia Em alguns casos, consumidor tem direito de pedir a suspensão de contrato ou abatimentos, o ideal é que se busque sempre um acordo consensual sobre prorrogação de prazos, descontos ou compensações. A pandemia do coronavírus tem encolhido a renda de muitos brasileiros e tornado mais difícil o pagamento de todos os boletos e compromissos. Por se tratar de uma situação excepcional, em que todo o país está sendo prejudicado pelas medidas de isolamento e pelo fechamento do comércio e empresas, bancos e credores estão se mostrando mais flexíveis e afirmam estar atendendo pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas e parcelas de empréstimos. Em alguns casos, embora o consumidor tenha direito de pedir a suspensão de contrato ou abatimentos, o ideal é que se busque sempre um acordo consensual sobre prorrogação de prazos, descontos ou compensações. O momento é de renegociação e de solidariedade entre as partes. Veja abaixo as orientações de órgãos de defesa do consumidor e de especialistas em direito civil e educação financeira para questões relacionadas a dívidas, escolas, cursos, academia e aluguel. Boletos, mensalidades e dívidas: quais seus direitos durante pandemia do coronavírus Dívidas, financiamentos, consórcios Os maiores bancos do país anunciaram que estão atendendo pedidos de prorrogação, por ao menos 60 dias, dos vencimentos de dívidas e parcelas de empréstimos de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas, para os contratos vigentes e que estejam com o pagamento em dia. Na Caixa Econômica Federal, o prazo da pausa para pagamentos de contratos de empréstimo foi elevado para até 90 dias. O Itaú, por exemplo, informou ter prorrogado mais de 140 mil contratos em março, incluindo as linhas de capital de giro, empréstimo pessoal, crédito imobiliário e financiamento de veículos. A prorrogação, entretanto, não é automática. Os pedidos são avaliados caso a caso, de acordo com o relacionamento e histórico de cada cliente. A opção não é oferecida, por exemplo, para quem já tenha contratado outras linhas de crédito nas últimas semanas, como cheque especial. Quanto às parcelas de consórcios, não foi anunciada nenhuma medida de flexibilização. Assim, qualquer revisão dos contratos depende de negociação entre as partes. A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) disse, em nota, que depende de autorização do Banco Central para tomar quaisquer atitudes em relação ao funcionamento do sistema e que "já encaminhou pleito" ao BC. Pagamento de contas e boletos O prazo para pagamento de contas de serviços como água, luz e gás não foi adiado. Dessa forma, quem não pagar em dia os boletos estará sujeito à cobrança de multa e juros. Por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entretanto, as concessionárias estão proibidas de cortar o fornecimento de energia elétrica em caso de falta de pagamento dos consumidores. A medida vale por 90 dia para todas as residências urbanas e rurais e para os serviços considerados essenciais, como hospitais. Estados como São Paulo decidiram suspender por 90 dias a cobrança da tarifa de água somente para as famílias mais pobres que pagam a chamada tarifa social. Mensalidade de escolas A natureza do serviço de ensino fundamental, médio e superior permite a reposição de aulas em outros períodos e até mesmo o adiamento ou cancelamento de férias escolares. Por isso, de maneira geral, as escolas estão cobrando normalmente as mensalidades, com muitas delas inclusive desenvolvendo atividades de ensino à distância nesse período de isolamento. O consumidor pode pedir, porém, o abatimento do pagamento de atividades extras e serviços adicionais que não estejam sendo usufruídos como refeição e ensino em período integral. "Você não é obrigado a pagar por uma coisa não está usufruindo", explica o diretor-executivo do Procon São Paulo, Fernando Capez, acrescentando que a solução deve ser guiada pelos princípios da boa-fé, razoabilidade, proporcionalidade e transparência, "sendo imprescindíveis equilíbrio e bom senso". Aula de inglês e cursos O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), explica que o consumidor pode pedir o cancelamento da matrícula sem pagamentos de multas e até reembolso em casos específicos, como cursos de curta duração, que ficarão prejudicados pela suspensão de aulas e sem possibilidade de continuação pelo aluno em períodos posteriores. Segundo a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), o direito de suspender o contrato também vale para os cursos de idiomas e outros que não possam ser mantidos como o inicialmente previsto. “A prática mais recomendada, entretanto, é que as partes cheguem a um consenso quanto ao adiamento das atividades ou encerramento antecipado dos contratos. Trata-se de uma situação atípica, na qual todos estão sendo prejudicados sem ter dado causa ao problema", afirma o diretor da Proteste, Henrique Lian. O Procon-SP recomenda que, para garantir a manutenção de empregos, os consumidores avaliem, sempre que possível, a opção de crédito a ser utilizado no futuro em vez do pedido de reembolso ou suspensão de pagamentos. Academia de ginástica Com a suspensão das atividades, muitas academias têm informado que o período de fechamento será acrescido ao final dos contratos, sem qualquer prejuízo aos clientes. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), explica, porém, que o consumidor tem o direito de pedir o cancelamento do contrato desse tipo de serviço, sem multa, e sugere às academias que suspendam a cobrança de mensalidades pelo período em que estiverem fechadas para evitar ações judiciais. Para aqueles que já pagaram antecipadamente um determinado período, uma opção é solicitar um crédito para uso após o fim da quarentena. “Os consumidores podem tentar negociar a suspensão do contrato durante esse período e compensá-lo depois, quando tudo voltar ao normal”, afirma a advogada civil Amanda Saraiva. Aluguéis A revisão de contratos de aluguel depende exclusivamente de negociação entre as partes. Mas em tempos de crise, o inquilino que é um bom pagador deve exercer o seu poder de barganha. Segundo o advogado Mário Inácio Ferreira Filho, da IF Assessoria Empresarial, tem sido cada vez maior os pedidos de descontos ou condições especiais de pagamento de aluguel e condomínio durante o período de crise do coronavírus, principalmente entre micro e pequenas empresas. "Este pagamento integral é injusto para a pequena empresa, já que o imóvel ficará fechado neste período. Isto vale para aluguéis em prédios, lojas e shoppings", afirma. O consultor e educador financeiro, Uesley Lima, diz que é importante abrir um canal de negociação com o proprietário ou imobiliária antes de qualquer atraso no pagamento. "É importante ligar para todos os credores, falar de forma honesta, contar o que está acontecendo e prever a possibilidade de pagamento no futuro. Perguntar se existe a possibilidade de pagar depois e dos juros a serem cobrados serem menores", orienta. Veja Mais

Governo libera o registro de 44 agrotóxicos genéricos e 2 biológicos inéditos para uso dos agricultores

G1 Economia Dos genéricos, 27 são pesticidas químicos e 17 são produtos biológicos, normalmente utilizados na produção orgânica. São 112 registros no ano. O Ministério da Agricultura publicou nesta sexta-feira (3) a liberação de mais 46 agrotóxicos para o uso dos agricultores. Na semana passada, o governo havia autorizado 18 pesticidas para que a indústria possa formular novos produtos. Na soma, são 112 novas autorizações neste ano. Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? Governo abre espaço para registro automático de pesticidas Do total, 2 produtos liberados são inéditos e biológicos, normalmente utilizados na agricultura orgânica. Pela legislação brasileira, tanto produtos biológicos utilizados na agricultura orgânica quanto químicos utilizados na produção convencional são considerados agrotóxicos. Os outros 44 são genéricos de produtos já autorizados no país, sendo 27 pesticidas químicos e 17 defensivos biológicos. Segundo o governo, todos esses princípios ativos, ou seja, a base do agrotóxico, já estavam liberados no país, são os chamados "produtos formulados equivalentes". *Este texto está em atualização Novo método de divulgação Neste ano, o governo alterou o método para anunciar a liberação de agrotóxicos. Até 2019, o Ministério da Agricultura divulgava a aprovação dos pesticidas para a indústria e para os agricultores no mesmo ato dentro do "Diário Oficial da União". A série histórica de registros, que apontou que 2019 como ano recorde de liberações, levava em conta a aprovação dos dois tipos de agrotóxicos: os que vão para indústria e os que vão para os agricultores. Em nota, o Ministério da Agricultura explicou que a publicação separada de produtos formulados (para os agricultores) e técnicos (para as indústrias) neste ano tem como objetivo "dar mais transparência sobre a finalidade de cada produto". "Assim, será mais fácil para a sociedade identificar quais produtos efetivamente ficarão à disposição dos agricultores e quais terão a autorização apenas para uso industrial como componentes na fabricação dos defensivos agrícolas", completou o ministério. Como funciona o registro O aval para um novo agrotóxico no país passa por 3 órgãos reguladores: Anvisa, que avalia os riscos à saúde; Ibama, que analisa os perigos ambientais; Ministério da Agricultura, que analisa se ele é eficaz para matar pragas e doenças no campo. É a pasta que formaliza o registro, desde que o produto tenha sido aprovado por todos os órgãos. Tipos de registros de agrotóxicos: Produto técnico: princípio ativo novo; não comercializado, vai na composição de produtos que serão vendidos. Produto técnico equivalente: "cópias" de princípios ativos inéditos, que podem ser feitas quando caem as patentes e vão ser usadas na formulação de produtos comerciais. É comum as empresas registrarem um mesmo princípio ativo várias vezes, para poder fabricar venenos específicos para plantações diferentes, por exemplo; Produto formulado: é o produto final, aquilo que chega para o agricultor; Produto formulado equivalente: produto final "genérico". Veja mais notícias do Agronegócio no G1 Initial plugin text Veja Mais

Opep debate maior corte na produção de petróleo já realizado; Brent sobe 9%

G1 Economia Preços do petróleo se recuperaram das baixas de US$ 20 por barril esta semana, com o Brent sendo negociado perto de US$ 33 por barril nesta sexta-feira, com alta de cerca de 9%. Os preços do petróleo chegaram a cair para cerca de US$ 20 por barril, ante US$ 65 no início do ano Gregory Bull, File/AP A Opep e aliados estão trabalhando em um acordo para um corte de produção sem precedentes, equivalente a cerca de 10% da oferta global, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter pedido às nações petrolíferas que tomassem medidas para lidar com os efeitos pandemia de coronavírus. Uma reunião da Opep e de aliados como a Rússia foi marcada para segunda-feira, mas os detalhes ainda eram escassos sobre a distribuição exata dos cortes de produção. Os preços do petróleo se recuperaram das baixas de US$ 20 por barril esta semana, com o Brent sendo negociado perto de US$ 33 por barril nesta sexta-feira, com alta de cerca de 9%. Os preços do petróleo chegaram a cair para cerca de US$ 20 por barril, ante US$ 65 no início do ano, à medida que mais de 3 bilhões de pessoas entraram em um isolamento por causa do vírus, reduzindo a demanda global de petróleo em até um terço ou 30 milhões de barris por dia. Trump disse na quinta-feira que havia falado com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, e que eles concordaram em reduzir o fornecimento em 10-15 milhões de barris ao dia (bpd) do suprimento global total de cerca de 100 milhões de bpd. Trump disse que não fez concessões à Arábia Saudita e à Rússia, como concordar com um corte na produção doméstica dos EUA --um movimento proibido pela legislação antitruste dos EUA. Algumas autoridades americanas sugeriram que a produção dos EUA estava programada para um declínio acentuado de qualquer maneira devido aos preços baixos. "Os EUA precisam contribuir com o óleo de xisto", disse uma fonte da Opep. A Rússia há muito expressa a frustração de que seus cortes conjuntos com a Opep estavam apenas emprestando apoio aos produtores de xisto dos EUA de alto custo. Uma segunda fonte da Opep disse que qualquer corte superior a 10 milhões de bpd deve incluir produtores de fora da Opep+, uma aliança que inclui membros da Opep, Rússia e outros produtores, mas exclui nações petrolíferas como Estados Unidos, Canadá, Noruega e Brasil. A segunda fonte acrescentou que a Opep+ estava de olho no resultado de uma reunião entre Trump e empresas petrolíferas ainda na sexta-feira e que um número final sobre cortes depende da participação de todos os produtores de petróleo. Jason Kenney, o primeiro-ministro de Alberta, a principal província produtora de petróleo do Canadá, disse na quinta-feira que Alberta estava aberta a se juntar a um acordo de corte de produção. Veja Mais

EUA perdem 701 mil empregos em março

G1 Economia Taxa de desemprego saltou para 4,4%, ante 3,5% em fevereiro. A economia dos Estados Unidos fechou postos de trabalho em março, encerrando abruptamente um histórico de 113 meses seguidos de crescimento do emprego, à medida que ações rigorosas para controlar a pandemia de coronavírus prejudicam empresas e fábricas, praticamente confirmando uma recessão. O Departamento do Trabalho dos EUA disse que os empregadores cortaram 701 mil vagas no mês passado, depois de criarem 275 mil em dado revisado em fevereiro. Com isso, a taxa de desemprego disparou de 3,5% para 4,4%. Veja Mais

Agronegócio continua trabalhando para o país em meio ao coronavírus

G1 Economia Com procedimentos de segurança reforçados, o agro não para de plantar e colher arroz, feijão soja, milho e outros alimentos da mesa do brasileiro. Agronegócio continua trabalhando para país em meio ao coronavírus Por todo o Brasil, pequenos e grandes agricultores encontram formas para continuar produzindo em meio a pandemia do novo coronavírus. Com procedimentos de segurança reforçados, o agro não para de plantar e colher arroz, feijão soja e milho. Também não parou de produzir leite, ovo, carne, frutas, legumes e verduras. O setor continuar a enviar álcool de cana e biodiesel, para que tudo continue chegando na sua cidade, na sua casa, na sua mesa, para a sua vida. Confiança é agro. Veja Mais

Últimas notícias sobre mercados de 3 de abril

G1 Economia Bolsas europeias abrem em leve baixa nesta sexta-feira (3). As bolsas de valores europeias operam em leve baixa nesta sexta-feira (3). Frankfurt perdia 0,57%. Madria mostrava prejuízo de 0,20%. Milão (1,33%), Paris (1,03%) e Londres (1,08%) tinham perdas semelhantes. O mercado asiático encerrou o pregão com índice bem perto de zero. Tóquio fechou em 0,01%. Seul terminou o dia em 0,03%. Hong Kong perdeu 0,43%. Xangai registrou baixa de 0,60%. Veja Mais

Ministro de Minas e Energia diz que governo pode isentar conta de luz dos consumidores de baixa renda

G1 Economia Segundo Bento Albuquerque, a medida está em fase final e deve ser bancada com recursos do Tesouro Nacional. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal está elaborando uma medida para isentar a cobrança da conta de luz dos consumidores de baixa renda. A proposta se dá num cenário em que o coronavírus tem provado um forte abalo na economia brasileira e, especificamente no setor de energia, há uma grande preocupação com um eventual aumento da inadimplência dos consumidores. De acordo com o ministro, a proposta de isenção já está em fase final de elaboração e, se for adiante, deve ser bancada com recursos do Tesouro Nacional. Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil "Estamos trabalhando na questão da inadimplência (...) para que o consumidor de baixa renda, num primeiro momento, seja isento (da cobrança), e as distribuidoras não tenham inadimplência", afirmou Alburqueque ao participar de um encontro online promovido pela XP Investimentos. Na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) proibiu o corte de luz por falta de pagamento em residências urbanas e rurais e nos serviços essenciais, como hospitais. A suspensão vale por 90 dias. Aneel proíbe cortes de luz por falta de pagamento Veja Mais

Preciso deixar o leitor de luz entrar na minha casa?

G1 Economia Medidas alternativas, como a autoleitura e a média de consumo dos últimos 12 meses, poderão ser adotavas pelas empresas distribuidoras. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou as distribuidoras a buscarem outras formas para a medição do consumo de energia elétrica em virtude da pandemia de coronavírus. A resolução vale por 3 meses, a partir de abril. Entre as alternativas está a possibilidade de que o próprio cliente realize a leitura do relógio de energia. Porém, as empresas precisarão oferecer meios para o envio dos dados. Caso a autoleitura não seja possível, a distribuidora poderá emitir a conta calculando a média de consumo do imóvel considerando os últimos 12 meses. Energia não pode ser cortada por falta de pagamento A resolução da Aneel também prevê outras medidas válidas por 3 meses, como: suspensão dos cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento; suspensão da entrega mensal da fatura impressa; suspensão do descadastramento de famílias da tarifa social; suspensão de atendimento presencial ao público; elaboração de planos de contingência específicos para atender hospitais e locais usados para o tratamento da população. Veja Mais

Bolsas dos EUA fecham em alta com fortes ganhos do setor de energia

G1 Economia O Dow Jones fechou em alta de 2,24%, a 21.413,44 pontos, o S&P 500 subiu 2,28%, a 2.526,90 pontos, e o Nasdaq avançou 1,72%, a 7.487,31 pontos Os índices acionários de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira (2), puxados pelos ganhos do setor de energia, que avançou com a perspectiva de um corte de produção de petróleo coordenado entre a Arábia Saudita e a Rússia, impulsionando os preços da commodity. O Dow Jones fechou em alta de 2,24%, a 21.413,44 pontos, o S&P 500 subiu 2,28%, a 2.526,90 pontos, e o Nasdaq avançou 1,72%, a 7.487,31 pontos. Os ganhos foram puxados em grande parte pelo setor de energia, que liderou com folga os ganhos durante toda a sessão e fechou em alta de 9%, depois de chegar a operar com ganhos de dois dígitos durante o dia. Placa de Wall Street perto da bolsa de Nova York REUTERS/Shannon Stapleton Os ganhos do setor, por sua vez, foram puxados pela disparada dos preços do petróleo. O contrato do Brent para junho chegou a subir 46,68% na máxima intradiária, tocando os US$ 36,29 por barril, mas fechou em alta de 17,36%, a US$ 29,94. O do WTI para maio avançou 25,0%, a US$ 25,32 por barril, depois de tocar os US$ 27,39, com alta de 34,8%. O petróleo chegou às máximas intradiárias já no começo da sessão americana, quando o presidente americano, Donald Trump, disse, pelo Twitter, que espera ver uma redução de pelo menos 10 milhões de barris por dia na produção de petróleo global. “Acabei de conversar com meu amigo [Mohammad Bin Salman, príncipe herdeiro] da Arábia Saudita, que falou com o presidente [Vladimir] Putin, da Rússia. Eu espero e torço que eles estejam cortando aproximadamente 10 milhões de barris e talvez substancialmente mais”, escreveu Trump. O petróleo moderou os ganhos depois que Moscou negou que Putin tenha conversado com Bin Salman sobre o assunto, mas se estabilizou em forte alta após comentário de autoridades sauditas de que o reino consideraria cortes significativos de produção, contanto que outros países do G-20 estejam dispostos a se unir aos esforços. "Esta foi uma surpresa positiva para os mercados, mas ainda estamos muito distantes de vermos cortes significativos reais", disse Gary Ross, executivo-chefe da Black Gold Investors LLC. "A demanda ainda está sendo devastada". A disparada do petróleo foi suficiente para apagar um outro recorde anotado nesta quinta: o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego disparou para 6,64 milhões, dobrando o recorde anterior, anotado na semana passada, de 3,28 milhões. Os futuros dos índices de Nova York até chegaram a cair a terreno negativo após a divulgação, que foi bem pior do que as expectativas dos investidores, mas os índices devolveram todas as perdas ainda na primeira hora de negociações, com os comentários de Trump sobre o petróleo. Veja Mais