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Como as medidas contra o coronavírus estão fazendo a Terra vibrar menos

Glogo - Ciência Isolamento social fez com que 'ruído sísmico' causado por seres humanos fosse reduzido nas últimas semanas. A Terra está vibrando menos por causa das medidas contra o coronavírus Getty Images/BBC A Terra está em pausa. Enquanto nós, humanos, enfrentamos o medo e o caos da pandemia de coronavírus, o planeta apresenta uma quietude incomum. As medidas de confinamento que se espalharam pelo mundo fizeram bilhões de pessoas ficarem em casa. É um acontecimento sem precedentes, cujas consequências os cientistas estão começando a medir. As ruas estão vazias, as lojas fechadas, os carros estacionados. Tudo isso reduziu o que os geólogos chamam de "ruído sísmico" gerado pelos seres humanos. É o termo usado para descrever as vibrações que nossas atividades diárias causam na crosta terrestre. O que está ocorrendo? O que acontece pode ser comparado a várias pessoas pulando em um colchão ao mesmo tempo... e, de repente, todos param. O fenômeno foi registrado por Thomas Lecocq, um sismólogo no Observatório Real da Bélgica. Há três semanas, quando as medidas de contenção foram implementadas, Lecocq começou a perceber que seus equipamentos indicavam uma drástica diminuição nas vibrações. "Tudo está calmo e as estações sísmicas também sentem essa tranquilidade", diz Lecocq à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. O sismólogo observou o efeito em Bruxelas, mas desde que publicou suas medições, ele começou a receber relatos de que algo semelhante está acontecendo em várias partes do mundo. Um mundo mais calmo As medições de Lecocq mostram que, desde que as medidas de confinamento começaram a ser aplicadas, o ruído sísmico gerado pelo homem foi reduzido em cerca de um terço. "Diariamente está em níveis como os dos dias em torno do Natal, quando as escolas estão fechadas e as pessoas estão em casa", diz Lecocq. Depois que Lecocq compartilhou suas medidas no Twitter, colegas de lugares como Zurique, Londres, Paris e Los Angeles também relataram reduções no ruído sísmico. Lecocq afirma que também recebeu relatórios semelhantes do Japão, Itália, Costa Rica e Chile. "As estações sísmicas mostram que as pessoas estão de fato em casa e estão fazendo a Terra vibrar menos", diz o sismólogo. Boa notícia A diminuição do ruído sísmico é uma boa notícia para os sismólogos. À medida que há mais silêncio e quietude, os dispositivos sísmicos se tornam mais sensíveis e podem detectar outros movimentos que os alcançavam anteriormente com um sinal menos claro. "Podemos notar mais terremotos pequenos e melhorar os estudos da crosta terreste porque há menos ruído e a qualidade do sinal é melhor", diz Lecocq. A diminuição do ruído, segundo ele, tem um significado importante não apenas para os cientistas. "Como sismólogos, estamos testemunhando a boa vontade do povo em respeitar as medidas", diz Lecocq. "Todo ser humano pensa que o que ele faz não é importante, mas quando milhões de pessoas fazem isso ao mesmo tempo, a superfície da Terra percebe." "Espero que continuemos em casa e respeitemos as regras para sairmos juntos dessa crise", conclui o sismólogo. Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal! https://www.youtube.com/watch?v=mRm3tfj2pds https://www.youtube.com/watch?v=tcrZd5uxajw https://www.youtube.com/watch?v=WEMpIQ30srI Veja Mais

A matemática das UTIs: 3 desafios para evitar que falte cuidado intensivo durante a pandemia no Brasil

Glogo - Ciência Vários países correm contra o tempo para aumentar leitos de UTIs a pacientes que dependem dela para sobreviver à covid-19; Brasil tem estoque relativamente alto, por causa do alto número de vítimas de acidentes de trânsito e violência urbana. Médicos da China cuidam de paciente com Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus Governo da China Na região italiana da Lombardia, onde o novo coronavírus colocou o sistema de saúde em situação de colapso, o número de pacientes com Covid-19 que precisaram de cuidado intensivo chegou a dobrar em intervalos de dois a quatro dias. Esses pacientes passaram, em média, 15 dias em um leito de UTI, a unidade de terapia intensiva. Em pouco tempo, a região precisou criar uma grande quantidade de novos leitos para pacientes críticos: dos menos de 650 que havia no início da crise (fevereiro) para mais de 900 até 20 de março. Esses dados, que constam de um relatório feito pela Sociedade Europeia de Anestesiologia, ajudam a evidenciar a alta da demanda por vagas de UTI em meio ao pico da pandemia e a importância delas para os pacientes mais vulneráveis à Covid-19. Queda no número de leitos e pico de internações por doenças respiratórias em abril e maio são desafios diante de coronavírus em SP 'Guerra' entre países por respiradores mecânicos e produção nacional insuficiente são entrave para o combate ao coronavírus no Brasil É na UTI que são atendidos os pacientes em situação mais grave, que precisam de monitoramento 24 horas por dia e uso de respiradores e monitores cardíacos. "É uma assistência complexa, que exige uma equipe altamente especializada e múltiplas especialidades atuando em conjunto – por exemplo, pneumologista e infectologista", explica à BBC News Brasil Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emilio Ribas, em São Paulo. A complexidade aumenta, diz ele, pelo fato de que grande parte dos pacientes mais críticos são idosos com doenças pré-existentes. Estima-se que entre 5% e 15% do total de infectados pelo novo coronavírus estejam entre esses casos mais graves. Embora a porcentagem seja pequena, a dimensão da crise faz com que os números absolutos sejam muito grandes: já são mais de 1 milhão de casos confirmados no mundo. Além disso, embora proporcionalmente poucos pacientes fiquem em estado crítico, "para eles é muito importante (ter cuidado especializado), porque a fase aguda da doença é muito grave", explica o médico Hugo Urbano, diretor científico da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Esses pacientes vão para a UTI quando seu quadro respiratório se agrava – na prática, quando a frequência respiratória fica muito alta e a saturação de oxigênio, muito baixa – ou quando a infecção do pulmão causada pelo coronavírus desencadeia problemas cardiovasculares, por exemplo. Os dados disponíveis indicam que a Itália não tinha inicialmente uma média alta de leitos de UTI se comparada, por exemplo, à Alemanha, aos EUA ou mesmo ao Brasil. Aqui, aliás, nosso estoque relativamente alto de UTIs se deve às altas taxas de violência urbana e letalidade no trânsito. A BBC News Brasil conversou com especialistas e coletou dados para entender quais são os pontos fortes e os gargalos dos centros de terapia intensiva brasileiros no enfrentamento à Covid-19 – e o papel da sociedade inteira para ajudar a mantê-los disponíveis. Dados do Brasil Um levantamento recém-publicado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) calcula que o Brasil tem 48.848 leitos de UTI, sendo 22,8 mil no SUS (Sistema Único de Saúde) e 23 mil na rede privada. São cerca de 20 leitos por 100 mil habitantes, índice pouco inferior ao da Alemanha, um dos mais altos da Europa, e considerado satisfatório e dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde, que recomenda de 10 a 30 camas de terapia intensiva para cada 100 mil habitantes, diz a Amib. "Por que o Brasil, um país mais pobre, tem tantos leitos? O motivo é a nossa epidemia de violência e a endemia de acidentes de trânsito, que exigiram muitos leitos de UTI", explica Urbano, da AMIB. Em entrevista coletiva em 28 de março, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e seu secretário-executivo, João Gabbardo, elogiaram a estrutura de UTI do país e disseram que 15 mil leitos adicionais estão sendo estruturados, junto à compra de mais 17 mil respiradores. Também afirmaram que, se necessário, a rede pública recorrerá a eventuais leitos vagos na rede privada. Mas será que esse total de leitos será suficiente para atender à demanda crescente da atual pandemia? Isso dependerá de alguns fatores. Vejamos, a seguir, os possíveis gargalos brasileiros: Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal Secretaria de Saúde/Divulgação 1 - Disparidades regionais Primeiro, é preciso destacar que há diferenças regionais. Segundo o relatório da Amib, o Sudeste concentra 24 mil leitos, ou 60% do total. Embora seja também a mais populosa do país, a região tem proporção maior de leitos (27 por 100 mil habitantes) em relação à região Norte (9 por 100 mil habitantes, um pouco abaixo do índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde). Essa escassez da região Norte já foi maior, explica Hugo Urbano, mas reduziu-se nos últimos anos à medida que cresceu a demanda por atendimento de saúde, ante o aumento do fluxo populacional provocado por grandes obras de infraestrutura na região amazônica, como as hidrelétricas. Por enquanto, a região Sudeste tem concentrado a maior quantidade de casos de coronavírus, mas, à medida que ele avance em outras regiões, os sistemas de saúde locais terão proporcionalmente menos leitos (particularmente Norte e Nordeste) com os quais contar. Um manuscrito recém-publicado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard e da UFMG e por membros do próprio Ministério da Saúde alerta que "à medida que o número de casos crescer no Brasil, há uma preocupação de que o sistema de saúde possa ficar sobrecarregado, resultando em escassez de camas de hospital, leitos de UTI e ventiladores mecânicos", em diferentes graus diante das diferenças regionais. "O 'timing' da escassez provavelmente vai variar geograficamente, a depender do ritmo de transmissão, da disponibilidade de recursos e das ações tomadas. (...) "Os leitos de UTI são, de longe, a necessidade mais premente"." A previsão, porém, não é otimista: o manuscrito aponta que todas as regiões do país podem enfrentar esgotamento de recursos, com variações a depender da estrutura de saúde local e do avanço da epidemia em cada região. O estudo adverte que essa escassez pode começar a ser vista ainda no começo de abril e pede que o governo tome mais medidas para expandir a disponibilidade de leitos, com a criação de hospitais de campanha, intensificar o isolamento social e aumentar a testagem da população. A presidente da Amib, Suzana Lobo, afirma que vai ser preciso gerir de modo eficiente os leitos, de modo a tirar o máximo proveito deles. "Em média, o tempo de permanência de um paciente comum em uma UTI no hospital público é em torno de 6,5 dias. No caso de um paciente grave com covid-19, ele pode permanecer de 14 a 21 dias. Para que não haja colapso no sistema de saúde, é necessário que instituições, profissionais e infraestrutura trabalhem com a maior eficiência possível, para poder absorver o aumento da demanda", diz em comunicado. 2. O número limitado de profissionais Profissionais de saúde prestam atendimento a paciente com a doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), na chegada dele ao Hotel Melia Barcelona Sarria, nesta quinta-feira (2); o local foi transformado em 'centro médico' para tratar de doentes em estado crítico Pau Barrena/AFP O médico Hugo Urbano lembra, porém, que o principal gargalo brasileiro não é tanto de estrutura física, mas sim de pessoal: a crise deve exigir um número grande de profissionais de saúde altamente especializados para gerir essas UTIs. Ministério da Saúde cadastra médicos veterinários e mais 13 categorias para combater coronavírus MEC abre cadastro para estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia atuarem no combate ao coronavírus Suleiman, do Emilio Ribas, tem opinião semelhante. "(O atendimento de alta complexidade) não é algo que se treina a fazer em dois minutos, porque são múltiplas especialidades atuando em conjunto", diz. Além disso, a facilidade com a qual o coronavírus se prolifera tem reduzido a disponibilidade de profissionais de saúde. Até 31 de março, apenas no Estado de São Paulo, mais de 600 desses profissionais tiveram de ser afastados por estarem infectados ou sob suspeita de infecção. A expectativa é de que esse número aumente. Urbano afirma que a Amib tem elaborado planos para lidar com o excesso de demanda, con treinamentos extras e planos de contingência, por exemplo colocando profissionais como cirurgiões e anestesistas, menos experientes em UTIs, sob a supervisão dos mais experientes. 3 - O achatamento da curva de infectados Mas tudo isso – gestão de leitos e recrutamento de profissionais – só adiantará, segundo os médicos consultados pela reportagem, se conseguirmos achatar a curva de contágio, ou seja, evitar que uma quantidade enorme de pacientes se infecte ao mesmo tempo e precise de tratamento médico simultaneamente. "Não é por outro motivo que batemos tanto na tecla da quarentena", diz Suleiman. "O isolamento das pessoas pressupõe (ao prevenir ou reduzir o ritmo das infecções) uma redução da pressão sobre o sistema de saúde. Paralelamente, reduz também a demanda, ao prevenir acidentes de carro, por exemplo." Por isso, Suleiman pede que as pessoas saiam o mínimo possível de casa, para evitar o contágio e também para minimizar as chances de se acidentarem. Uma nota técnica do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps) calcula que, em um cenário em que 20% da população brasileira seja infectada pelo novo coronavírus, e 5% desses infectados necessitem de atendimento em UTI por cinco dias, grande parte da rede brasileira teria sua capacidade esgotada. Mas, segundo o mesmo estudo, essa situação pode ser amenizada se o ritmo de infecções for mais lento. No exemplo hipotético, se 20% da população for infectada ao longo de 18 meses, em vez de ao longo de 12 meses, cairia consideravelmente o número de redes com a capacidade de leitos esgotada. O contrário, porém, também é válido: se 20% da população for infectada em apenas seis meses, praticamente todo o país ficaria em situação de superlotação de UTIs. Em um cenário como esse, diz Urbano, os médicos seriam obrigados a fazer as (difíceis) escolhas de quais pacientes receberão o atendimento de terapia intensiva, a partir da probabilidade de cura de cada um deles. Problemas semelhantes no mundo Dilemas como esses foram vividos por médicos italianos, ante a incapacidade de atender todos os doentes - fazendo com que alguns idosos fossem encaminhados a cuidados paliativos em vez de para a UTI. Em situações-limite, os médicos precisam fazer essas escolhas porque "se colocamos mais pacientes (do que o sistema comporta), a mortalidade geral aumenta", argumenta Urbano. São muitos os países que estão vendo com preocupação o aumento da pressão sobre o sistema de saúde, como Estados Unidos e o Reino Unido. Entre os britânicos, o NHS (serviço público de saúde), com uma capacidade de 4 mil leitos de UTI no início de março, precisou aumentar esse número às pressas para receber o que tem sido chamado de um "tsunami" de pacientes, concentrados sobretudo em Londres. Os EUA, por sua vez, já tinham um grande estoque de leitos de UTI (96,5 mil, ou quase o dobro do Brasil, segundo dados cedidos pela Sociedade Americana de Cuidados Críticos à BBC News Brasil), mas, mesmo assim, profissionais de saúde de Nova York, grande foco atual da pandemia, precisaram correr atrás de mais camas para dar conta da demanda. A Alemanha, em contrapartida, é vista como um exemplo relativamente bem-sucedido até agora: tem conseguido manter seu número alto de leitos de UTI (cerca de 34 por 100 mil habitantes, segundo levantamento do site Statista publicado na Forbes) relativamente vazios graças testes em massa e isolamento rápido de pessoas infectadas. "Tudo depende de achatarmos a curva", conclui Hugo Urbano ao comentar a situação brasileira perante a pandemia. "Se deixarmos o vírus livre, chegaremos ao colapso e vamos perder vidas que poderiam ser poupadas e que nos ajudariam a reconstruir o país mais tarde." PODCAST VÍDEOS Balanço do Ministério da Saúde mostra que falta de leitos de UTI é ainda mais preocupante Initial plugin text Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 6 de abril

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 11.281 infectados em todos os estados e 488 mortos. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h26 desta segunda-feira (6), 11.281 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 488 mortes pela Covid-19. Apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins. Na noite de domingo (5), o Pará registrou a segunda morte pela doença, uma mulher de 50 anos que morava em Belém. Não há informações se ela tinha doença preexistente. Um boletim epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde na sexta (3) diz que Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição para uma fase de aceleração descontrolada da pandemia. O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de domingo (5), aponta 11.130 casos confirmados e 486 mortes. MAPA DO CORONAVÍRUS: veja o n° de casos no Brasil por cidade O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados. MEDIDAS ECONÔMICAS: veja perguntas e respostas CORONAVÍRUS NO MUNDO: Espanha tem menor número de mortes nos últimos 10 dias PERGUNTAS E RESPOSTAS: como lidar com as crianças durante o isolamento GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção Initial plugin text Veja Mais

Últimos dias

Tigre tem teste positivo para coronavírus em zoológico de Nova York

Glogo - Ciência De acordo com o 'The New York Times', esta pode ser a primeira infecção do vírus em um animal nos EUA e também a primeira em um tigre no mundo. Nadia, uma tigresa malaia de 4 anos, no Zoológico do Bronx, em Nova York, em imagem se data; a instituição informou, em 5 de abril de 2020, que o animal testou positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) Reuters Um tigre de 4 anos testou positivo para o coronavírus Sars-CoV-2 no zoológico do Bronx, em Nova York. Este pode ser o primeiro caso de infecção pelo vírus em um animal nos Estados Unidos e também o primeiro em um tigre no mundo, de acordo com o "The New York Times". A fêmea Nádia passou a apresentar alguns sintomas em 27 de março. De acordo com o zoológico, o animal está em recuperação e estável. O local está fechado para visitantes desde 16 de março. Infecção em cachorro Em 28 de fevereiro, exames em um cão em Hong Kong também detectaram a presença de coronavírus, de acordo com um porta-voz do Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação do território semiautônomo da China. Cão com máscara em área comercial de Shanghai Aly Song/Reuters Os níveis detectados no cachorro eram baixos, e o animal não apresentou sintomas. Ainda não está claro se o vírus do animal pode infectar humanos. Além disso, novos exames adicionais serão feitos para comprovar se o cão está realmente infectado pelo vírus ou se o resultado do exame se deve à contaminação ambiental do nariz e boca do animal. Veja Mais

Brasil tem 486 mortes e 11.130 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência Balanço da pasta divulgado neste domingo (5). Houve 54 novas mortes em relação aos dados divulgados no sábado (4). Taxa de letalidade está em 4,4%. Casos de coronavírus no Brasil Reprodução O balanço dos casos de Covid-19 divulgados pelo Ministério da Saúde neste domingo (5) aponta: 486 mortes 11.130 casos confirmados 4,4% é a taxa de letalidade No sábado (4), havia 432 mortes e 10.278 casos confirmados. Em relação ao balanço anterior, foram acrescentadas 54 mortes (aumento de 12,5%) e 852 casos confirmados (aumento de 8,28%). CRONOLOGIA: 22 tuítes da OMS mostram como o mundo virou de ponta-cabeça em 3 meses SEU BOLSO: Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas Initial plugin text Veja Mais

As lições de três eventos catalisadores do novo coronavírus na Europa

Glogo - Ciência Evitar concentrações e implementar distanciamento social são medidas benéficas, e um número pequeno de infectados pode contaminar grandes grupos. Pessoas usam máscaras em um shopping de Taiwan, sexta-feira, 31 de janeiro de 2020 Chiang Ying-ying/AP Apesar do tom mais moderado em pronunciamento sobre a pandemia de Covid-19 na terça-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou nas últimas semanas sua preferência pelo fim do isolamento da maior parte da população. Em meio a atritos com governadores que implementaram medidas de distanciamento social em seus Estados, o presidente participou de eventos com aglomerações e decretou igrejas como serviços essenciais, consentindo que realizassem celebrações em espaços lotados. O argumento de Bolsonaro sobre o retorno à vida normal para preservar a economia e empregos encontrou repercussão em parte do setor empresarial, que organizou carreatas em diversas cidades brasileiras pedindo a reabertura do comércio na semana passada. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por outro lado, continua recomendando o "distanciamento físico" em países com transmissão comunitária do vírus, caso do Brasil. Qual, então, seria o melhor caminho a seguir? Uma partida de futebol em Milão, na Itália, uma festa em uma boate de Berlim e celebrações de Carnaval no distrito de Heinsberg, na Alemanha, podem ensinar ao Brasil algumas lições sobre a rápida propagação do Sars-CoV-2 em diferentes ambientes e a necessidade de isolamento social. O prefeito de Bergamo afirmou na última semana de março que o jogo da Liga dos Campeões entre Atalanta, um pequeno time da cidade do norte italiano, e Valencia ajudou a espalhar o vírus no país e na Espanha — apesar de haver outros fatores envolvidos. Cerca de 40 mil torcedores assistiram à partida das oitavas de final da competição europeia no estádio San Siro, em Milão, em 19 de fevereiro. Nas semanas seguintes, mais de um terço dos jogadores e da comissão técnica do Valencia testaram positivo para o vírus, assim como diversos fãs. "O estádio estava lotado e, depois [da partida], os bares também. Com certeza naquela noite houve uma grande intensificação do contágio", disse Giorgio Gori. A Lombardia, onde Bergamo e Milão estão localizadas, é a região italiana mais afetada pela pandemia, com 8.656 mortes confirmadas até este sábado (4), mais da metade do total registrado no país. No Brasil, Bolsonaro contrariou as recomendações de seu próprio ministro da Saúde para que a população evitasse aglomerações e visitou comércios em Brasília, onde chegou a posar para fotos com apoiadores. "[Um evento ao] ar livre não é uma dificuldade para a propagação do vírus se houver contato muito próximo e se alguém estiver, por exemplo, gritando ou expelindo secreções em cima de outras pessoas", explica à BBC News Brasil o especialista em higiene e medicina preventiva Paolo Bonanni, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Florença, na Itália. Sabe-se que o Sars-CoV-2 se espalha, em geral, pela saliva ou secreções de pessoas infectadas que entram em contato com as mucosas de indivíduos saudáveis. "Quem tiver gotículas de saliva sobre si, tocará o nariz e os olhos, porque geralmente fazemos isso entre duas ou três vezes por minuto, mesmo sem perceber. Isso ajuda a espalhar o vírus mesmo em espaços ao ar livre, como em um desfile de carnaval", completa o médico. E foi durante festividades de carnaval que diversos casos do Estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália se originaram. Os dois primeiros identificados na região foram um casal assintomático que participou durante alguns dias de eventos no distrito de Heinsberg. Cerca de 300 pessoas estiveram na mesma festa. De imediato, três indivíduos próximos do homem e da mulher foram contaminados. As autoridades locais tentaram rastrear uma grande quantidade de pessoas com quem eles tiveram contato, incluindo crianças e funcionários de um jardim de infância onde a mulher trabalhava. Ao todo, cerca de mil moradores foram colocados em quarentena e escolas e prédio públicos fecharam. O vírus, contudo, se espalhou por toda a Renânia do Norte-Vestfália. Atualmente, o Estado tem o segundo maior número de casos (18.735) da Alemanha, atrás da Bavária (23.846), de acordo com os dados divulgados neste domingo (5) pelo Robert Koch Institute (RKI), agência do Ministério da Saúde responsável pelo controle de doenças no país. O distrito de Heinsberg, localizado na região, tem um dos piores índices de casos por 100 mil habitantes. Entre 12 e 30 de março, foi o único em todo o país considerado uma "área particularmente afetada" pelo RKI, que abandonou a classificação uma vez que o vírus "está espalhado por toda a Alemanha" e "há surtos em muitos distritos". Sem multidões A OMS recomenda que países com transmissão comunitária considerem adiar ou reduzir eventos que possam provocar aglomerações. Em uma breve análise de estudos relevantes para a pandemia do SARS-CoV-2, o Centro de Medicina Baseada em Evidências (CEBM) da Universidade de Oxford identificou algumas evidências sobre a eficiência de algumas medidas para desacelerar a transmissão de vírus semelhantes. Dentre os achados, estão a quarentena daqueles que tiveram contato com infectados, fechar escolas e a proibição de reuniões públicas – que, "em combinação com outras intervenções, por uma média de 4 semanas, poderia reduzir a taxa de mortalidade semanal". No dia 25 de março, o presidente brasileiro informou que o governo federal recomendava o "isolamento vertical" da população, afastando do convício social apenas idosos e pessoas com doenças pré-existentes. Uma afirmação que gerou críticas entre especialistas, para os quais um isolamento amplo é mais adequado para desacelerar a propagação do vírus. "A recomendação é que todos aqueles com sintomas fiquem em casa. Não apenas os idosos ou aqueles com sistema imunológico comprometido. A razão para isso é que as pessoas que estão em boa forma e que se infectam com um caso leve podem transmiti-lo a grupos vulneráveis'', explica David Nunan, pesquisador sênior do CEBM. "No momento, não há outra opção. Sem um distanciamento social severo, haverá problemas. Temos que ganhar tempo para que muitas pessoas não acabem na emergência dos hospitais", completa Bonanni. Uma festa em Berlim A propagação do novo coronavírus é ainda mais eficiente em locais fechados, conforme a famosa vida noturna de Berlim pôde confirmar pouco depois de o primeiro caso ser identificado na capital alemã. Uma festa em 6 de março na boate Kater Blau, uma das mais famosas da cidade, foi o foco de diversas contaminações. Segundo a emissora alemã Welt, um homem que havia retornado da China com sintomas da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, esteve por diversas horas no local. Uma jovem e dois amigos que visitaram a boate naquele dia testaram positivo. Assim como o homem que os contaminou, eles mantiveram contato com dezenas de pessoas na festa e nos dias seguintes. Um deles trabalhava em um mercado, onde expôs centenas de clientes ao vírus. Somente no dia 14, após não conseguir respostas de autoridades locais, a boate anunciou que alguém contaminado esteve na festa. Logo depois, a cidade postou um pedido para que os participantes do evento festa entrassem em contato. Mais de mil pessoas responderam. Em uma entrevista ao "Welt", a jovem mencionada anteriormente disse que cerca de metade das 30 pessoas com quem teve contato ficaram doentes, mas não fizeram o teste. E essa não foi a única boate com casos de Covid-19 registrados na cidade. Uma pessoa infectada contaminou ao menos outras 50 em um local chamado Trumpet. "Para o coronavírus, uma pessoa, em média, contaminará outras três. Mas, se houver alguém infectado em um ambiente muito fechado em que alguém esteja em contato com 50 pessoas, todas elas poderão estar contaminadas", explica Bonanni. "Devemos considerar ainda que, especialmente para os coronavírus, existem pessoas consideradas 'supertransmissoras'. Elas replicam muito mais vírus que a média. Nesse sentido, se alguém em uma boate for supertransmissora, ela é capaz de contaminar o meio e muitas pessoas. Não há limite para o número que se pode contaminar em ambientes fechados", diz. Riscos em áreas densamente povoadas Conforme os primeiros casos do novo coronavírus são confirmados nas favelas brasileiras, muitas delas densamente habitadas, os especialistas mostram preocupação com a velocidade com a qual o vírus pode se espalhar. Seria um cenário semelhante ao de uma boate se os habitantes dividirem casas pequenas com muitos moradores. "Sabemos que áreas grandes e densamente povoadas com pobreza generalizada são mais vulneráveis a pandemias suspensas no ar. Creio que a Covid-19 se espalharia rapidamente se não houvesse medidas de contenção nessas comunidades", argumenta Nunan. Para Bonanni, nesse cenário são altas as chances de toda a família ser infectada e seria muito difícil conter o "número de pessoas com uma doença grave". "Para fazer uma comparação, a Itália só descobriu o problema quando o incêndio já era grande. Espero que o incêndio seja menor no Brasil. Mas se for tão grande quanto no final de fevereiro na Lombardia, será um problema muito, muito grande para as pessoas que vivem em espaços restritos." Um levantamento da BBC News Brasil indica que o Brasil teve mais mortes por dia do que a Itália, atualmente o país com mais vítimas pela pandemia, desde que o primeiro óbito foi registrado. "Se a situação do Brasil fosse muito semelhante à da Itália, eu ficaria muito preocupado em não fazer um distanciamento muito claro. Se fosse o mesmo que em alguns países europeus, deveria fechar tudo", diz Bonanni. "É um equilíbrio difícil entre saúde e economia, mas acho que o primeiro dever de qualquer governo é a saúde e a segurança de seu povo", afirma Nunan. Os três exemplos europeus indicam a necessidade de se agir rápido e que não se deve menosprezar como o vírus se espalha por meio de poucas pessoas. 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Casos de coronavírus no Brasil em 5 de abril

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 10.361 infectados em todos os estados e 445 mortos. Brasil tem 432 mortes e mais de 10.200 casos de coronavírus As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 8h deste domingo (5), 10.361 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 445 mortes pela Covid-19. Apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins. No início da tarde deste sábado (4), um homem de 60 anos morreu de coronavírus no Hospital de Emergência de Macapá; ele estava internado com pneumonia. Foi a primeira morte do Amapá. Na manhã deste sábado, a Bahia registrou a 7ª morte por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Rio Grande do Sul também confirmou a sétima morte. O Amazonas confirmou mais 5 mortes, somando 12. O Distrito Federal também confirmou a sétima morte. Pernambuco registrou mais quatro mortes de pacientes com coronavírus (Sars-Cov-2), neste sábado (4). Com isso, subiu para 14 o número de óbitos de pessoas com a Covid-19, doença causada pelo novo vírus. Um boletim epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde nesta sexta (3), diz que Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição para uma fase de aceleração descontrolada da pandemia. MAPA DO CORONAVÍRUS: Brasil confirmou 2.000 casos em dois dias; veja cidades O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de sábado (4), aponta 10.278 casos confirmados e 432 mortes. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados. LIVES DO DOMINGO: principais shows que serão transmitidos ao vivo MEDIDAS ECONÔMICAS: veja perguntas e respostas CORONAVÍRUS NO MUNDO: Espanha tem menor número de mortes nos últimos 10 dias PERGUNTAS E RESPOSTAS: como lidar com as crianças durante o isolamento GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção Casos no mundo O número de mortes por coronavírus na Espanha caiu neste domingo (5) pelo terceiro dia seguido, com 674 vítimas em 24 horas, elevando o saldo total para 12.418 pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar da alta, foi o menor número de mortos nos últimos 10 dias. O país é o segundo com mais vítimas, atrás apenas da Itália. No Reino Unido, a rainha Elizabeth II gravou uma mensagem dirigida à nação que será transmitida na noite deste domingo (5) na qual pede aos britânicos que superem o tempo de "dor" e "enormes mudanças" que a nova pandemia de coronavírus trouxe. Em um fragmento de seu discurso adiantado pelo Palácio de Buckingham, a soberana britânica de 93 anos admite que a doença está causando sofrimento entre os cidadãos pela perda de vidas, bem como "dificuldades financeiras para muitas e enormes mudanças diárias na vida de todos". O Reino Unido tem, até o momento, 4,3 mil mortos e quase 42 mil infectados pelo coronavírus. Na Alemanha, o número de mortes por coronavírus aumentou para 1.342, informou a agência de controle e doenças do país, o Instituto Robert Koch. Foram 184 vítimas a mais no sábado. Agora, a Alemanha possui 91.714 casos de coronavírus, um aumento de 5.936 em 24 horas. A Grécia colocou em quarentena uma segunda instalação de migrantes depois que um homem de 53 anos deu positivo para o novo coronavírus, informou o Ministério da Migração neste domingo. O homem afegão vive com sua família no campo de Malakasa junto com centenas de requerentes de asilo. Ele foi transferido para um hospital em Atenas. Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: as respostas para as perguntas mais buscadas pelos brasileiros no Google

Glogo - Ciência Buscador compilou as principais dúvidas pesquisadas desde 26 de fevereiro, quando foi registrado oficialmente o primeiro caso no país. Buscador compilou as principais dúvidas pesquisadas desde 26 de fevereiro, quando foi registrado oficialmente o primeiro caso no país Getty Images via BBC Com a pandemia causada pelo novo coronavírus veio uma enxurrada de informações sobre a doença que tem deixado muita gente confusa. Entre as perguntas mais buscadas pelos brasileiros no Google desde o dia 26 de fevereiro, quando foi confirmado no Brasil o primeiro caso de Covid-19, há desde dúvidas sobre a origem do vírus a questões de ordem prática, como o que fazer caso os sintomas apareçam. A ferramenta do Google Trends mostra como cada país tem buscado sobre a doença — os americanos, por exemplo, têm pesquisado, entre outros assuntos, sobre os cheques que o governo enviará aos cidadãos para aliviar o impacto econômico negativo da pandemia; os alemães, sobre como o novo coronavírus surgiu e o que ele faz no nosso corpo. A seguir, a BBC News Brasil responde a algumas das dúvidas mais frequentes dos brasileiros no buscador. O que é e de onde veio e como surgiu o coronavírus? A humanidade conhece a família dos coronavírus já há bastante tempo. Ela foi identificada pela primeira vez em 1937 e descrita especificamente como corona em 1965, quando se conheceram suas características morfológicas. O nome "corona" veio a partir da observação do vírus no microscópio: sua imagem se assemelha à de uma coroa. Existem dezenas de tipos de coronavírus — a maioria deles infecta apenas animais. Mas coronavírus foram causa de duas epidemias recentes que provocavam síndromes respiratórias graves em seres humanos: a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), de 2003, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), de 2015. A atual pandemia é causada por um coronavírus novo, batizado de Sars-Cov-2, que começou a infectar humanos na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019. A resposta sobre sua origem ainda não é definitiva — essa é uma das várias questões sobre o novo coronavírus e a covid-19 que a Ciência tem tentado desvendar. A hipótese que tem ganhado mais fôlego é de que o vírus teria sido transmitido para seres humanos pelo pangolim, um animal parecido com o tatu e ameaçado de extinção. Ele é um dos animais silvestres mais traficados do mundo, consumido tanto pela carne quanto pelas escamas, usadas na medicina tradicional chinesa. Um estudo publicado na revista "Nature" em 26 de março aponta que é grande a probabilidade de que os morcegos sejam o chamado reservatório natural do Sars-Cov-2 e que o pangolim seja hospedeiro intermediário. Assim, o morcego teria transmitido o novo coronavírus para os pangolins que teriam, por sua vez, passado para os seres humanos. A principal evidência nesse sentido vem da análise do genoma do coronavírus que causa a Covid-19, que tem se mostrado muito semelhante àquele encontrado nesses animais. Diante do resultado, os pesquisadores ressaltaram no trabalho a importância de se considerar proibir a venda desses animais nos chamados "wet markets" — traduzidos no Brasil muitas vezes como mercado de peixes, mas que vendem diferentes tipos de carne de animais silvestres. O provável epicentro do novo coronavírus em Wuhan é um desses mercados. Isso significa que o vírus não foi criado em laboratório. Um estudo da "Nature Medicine" de 17 de março chama atenção para isso. Nele, cientistas fizeram uma análise do genoma do vírus e da forma como ele interage com as nossas células e viram que isso acontece de uma maneira que a ciência ainda não havia previsto — o que torna remota a chance de que algum cientista o tenha desenvolvido. Quando entra no nosso corpo, o novo coronavírus se acopla a uma proteína presente na superfície das nossas células chamada de ECA-2 como uma chave em uma fechadura. É por ali que ele consegue entrar e fazer com que as nossas células trabalhem para ele, replicando seu material genético e infectando nosso corpo. Como se pega o coronavírus, quais os sintomas e como se proteger? O novo coronavírus é transmitido quando alguém infectado tosse ou espirra, por exemplo, expele gotículas contaminadas com o vírus e essas gotículas acabam entrando no nosso sistema respiratório. Essas gotículas também podem recair sobre superfícies — o banco do ônibus, o móvel de casa —, e qualquer pessoa que coloque as mãos sobre elas e depois as leve às mucosas do corpo (boca, nariz, olhos) também pode ser infectado. Os principais sintomas da Covid-19 são tosse, febre e falta de ar. Mas o que isso quer dizer? A febre é considerada apenas quando a temperatura corporal estiver igual ou superior a 37,8ºC — aferida com termômetro. A tosse, em geral, é seca, sem muita secreção. "A falta de ar pode ser um conceito bem subjetivo, que varia de uma pessoa para outra", ressalta o médico pneumologista do HCor Fernando Didier. Enquanto alguns relatam algo parecido com uma sensação de afogamento, por exemplo, outros chamam a falta de ar de cansaço, quando o peito chia. Mas o especialista chama atenção para um detalhe: repare se você tem maior dificuldade para realizar esforços diários aos quais está acostumado — subir uma escada, varrer o quintal e até tomar banho. Se você tiver os outros sintomas característicos da Covid-19 e observar que está perdendo o fôlego mais facilmente fazendo suas atividades do dia a dia, esse pode ser um sinal de que a doença está evoluindo para uma pneumonia. Apesar de mais recorrentes, tosse, febre e falta de ar não são os únicos sintomas: alguns pacientes infectados tiveram diarreia, congestão nasal, mal estar, cansaço, dor de cabeça; outros não apresentaram febre, por exemplo. Mais recentemente, também tem se colocado a perda do paladar e do olfato como possível sintoma de Covid-19. A Sociedade Britânica de Otorrinolaringologia chamou atenção para isso em um comunicado. A chamada ageusia, perda do paladar, e anosmia, perda do olfato, foram observadas em pacientes na Coreia do Sul, na China, na Itália, na Alemanha e, segundo Didier, do HCor, também têm se manifestado aqui no Brasil. "Mas são sintomas transitórios", diz. "Depois que o paciente se recupera eles desaparecem." O que fazer diante de tantas possibilidades de sintomas? A recomendação do Ministério da Saúde é que qualquer um que apresente sintomas de gripe fique em isolamento domiciliar por 14 dias e só procure o hospital se o quadro piorar, se houver falta de ar. Isso é para evitar que o sistema de saúde seja sobrecarregado. O novo coronavírus infecta muita gente ao mesmo tempo — entre outras razões, porque ele é transmissível mesmo quando o sujeito infectado não apresenta sintomas. É possível estar infectado mesmo sem apresentar qualquer um dos sintomas listados anteriormente, o que facilita o contágio. Essa alta transmissibilidade do novo coronavírus se reflete nos números: em três meses, mais de um milhão de pessoas no mundo foram diagnosticadas com covid-19 e mais de 60 mil morreram por causa da doença. O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse em uma coletiva que o novo coronavírus não ataca apenas o corpo, mas também o sistema de saúde. O comentário foi feito quando o titular da pasta explicava sobre a importância das medidas de distanciamento social. Quando se reduz a mobilidade e o contato entre as pessoas, um paciente infectado que passaria o coronavírus para outros seis, por exemplo, transmite apenas para duas. E, com um curva de infecção mais suave, maior a probabilidade de que os leitos de UTI disponíveis deem conta de tratar os doentes. O que fazer se estiver com os sintomas leves? O Ministério da Saúde recomenda o isolamento domiciliar e, em paralelo, aponta como referência para esses pacientes as unidades básicas de saúde, as UBS e postos de saúde. Os hospitais deveriam ficar restritos àqueles que apresentarem sintomas mais graves — a falta de ar. O médico pneumologista Fernando Didier, do HCor, faz uma recomendação: o ideal, para quem apresenta sintomas leves, é tentar administrá-los em casa, repousando, tomando bastante líquido. Procure as unidades básicas se não tiver alívio dos sintomas — uma dor de cabeça muito forte que não vai embora, dor intensa no ouvido. Até porque você pode estar sendo acometido por outro tipo de síndrome gripal, causada por outro vírus, e pode precisar de um medicamento específico para aliviar os sintomas. Como idosos e pessoas com doenças crônicas estão no grupo de risco para a Covid-19, também deveriam recorrer à UBS ou a um posto de saúde se identificarem sintomas da doença, ainda que mais leves, para que sejam acompanhados e orientados. E se o dignóstico de Covid-19 for confirmado? Segundo o Ministério da Saúde, o paciente deve ser isolado dos demais moradores da casa. Isso vale também para os casos suspeitos, já que no Brasil há uma escassez de testes e muitos casos leves não estão sendo diagnosticados. O ideal é que a família tome todas as precauções para evitar que outras pessoas que dividem o mesmo espaço fiquem doentes. Assim, a pessoa com sintomas deve transitar pelos espaços compartilhados de máscara e evitar partilhar utensílios domésticos — talheres, copos, toalha, cadeiras. Ela deveria ainda dormir em um quarto separado, com boa ventilação, que permanecesse com a porta fechada. Para milhões de brasileiros, entretanto, não é trivial seguir essas recomendações, seja porque dividem o imóvel com muitos parentes ou porque vivem em uma casa de um cômodo só. E é aí que as medidas de prevenção se tornam ainda mais importantes: lavar as mãos com frequência, evitar levá-las aos olhos, nariz e boca, usar o álcool gel para higienizar as mãos quando não for possível lavá-las e manter as superfícies da casa limpas. Na maioria dos casos, o corpo consegue lutar contra o novo coronavírus e a recuperação acontece sem a necessidade de tratamento específico. E se começar a sentir falta de ar? Procure a rede hospitalar, um pronto socorro. Lá, os médicos vão auscultá-lo, checar sua oxigenação sanguínea para avaliar se ela está dentro dos parâmetros de normalidade e eventualmente fazer uma tomografia dos pulmões para avaliar se há algum tipo de comprometimento. Dependendo do resultado, se confirmado um quadro de pneumonia, por exemplo, os médicos podem optar pela internação. Guia de isolamento domiciliar por causa do novo coronavírus Arte/G1 O que fazer na quarentena? Ao lado das perguntas sobre o vírus e sobre a doença, essa é uma das mais buscadas pelos brasileiros no Google desde o fim de fevereiro. A quarentena no Brasil, ao contrário de outros países, não proíbe as pessoas de saírem de casa. A recomendação é que se evite o máximo possível, mas as pessoas ainda podem ir ao supermercado e à farmácia, por exemplo. Assim, a maioria tem passado muito mais tempo em casa. Tem muita gente aproveitando para fazer aquela faxina na casa, telefonar mais para os familiares, fazer videochamadas entre os amigos — há vários aplicativos com esse tipo de função. E tem gente acumulando o teletrabalho com os cuidados com filhos e a casa. Para se divertir, para quem gosta de arte, a oferta é variada. O Google Arts & Culture, por exemplo, reúne acervos de vários museus pelo mundo. Dá para fazer visita virtual percorrendo os corredores de vários deles e olhar algumas obras no detalhe, em alta definição. A Filarmônica de Berlim, por sua vez, liberou todo o seu conteúdo. Com um cadastro simples dá para ter acesso a mais de 600 concertos realizados nas últimas seis décadas. Várias instituições de ensino também abriram o conteúdo online para quem quer aproveitar o tempo livre para se qualificar: Senai, Casa do Saber, a escola de negócios da ESPM e a Saint Paul, a FGV, por exemplo. Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: média diária de mortes no Brasil já é 3 vezes a da gripe

Glogo - Ciência Desde que começou a circular no país, novo vírus já matou 9,2 pessoas por dia contra 3,1 da influenza no ano passado. Microscópio mostra amostra de primeiro caso do coronavírus Sars-Cov-2 nos EUA, isolado em laboratório. Hannah A Bullock; Azaibi Tamin/CDC A Covid-19, a síndrome respiratória aguda grave causada pelo novo coronavírus, já matou três vezes mais do que a gripe matou por dia, em média, em 2019. Segundo um levantamento da BBC News Brasil a partir de dados do Ministério da Saúde, no ano passado, o país registrou 1.122 óbitos pelos três tipos de influenza (H1N1, influenza B e H3N2), ou uma média de 3,1 por dia. Neste ano, até o dia 14 de março, foram 29 mortes, ou média de 0,4 por dia. Em 2019, a influenza A (H1N1) foi responsável pelo maior número de mortos, mais de 700. Já o novo coronavírus matou até esta sexta-feira (3 de abril) 359 pessoas, ou uma média de 9,2 por dia, desde que começou a circular no território nacional, em 25 de fevereiro. Sintomas do novo coronavírus são como de gripe Naquela data, um homem de 61 anos que mora em São Paulo e que esteve na Itália teve diagnóstico positivo para o vírus. Ele não foi internado e se recuperou da doença em casa. Embora ainda seja cedo para dizer com certeza qual a taxa de mortalidade da Covid-19, estudos preliminares mostram que ela é significativamente maior do que o da gripe comum, que gira em torno de 0,1%, de acordo com o CDC, órgão de prevenção de doenças dos EUA. Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade da Berna, na Suíça, com base em dados da China, estimou a letalidade em 1,6%. Segundo a Universidade Johns Hopkins, morreram 57 mil pessoas em decorrência do novo coronavírus em todo o mundo, 5,3% dos mais de 1 milhão de casos confirmados. Já no Brasil, foram 359 mortes entre 9.056 casos confirmados — uma taxa de mortalidade de aproximadamente 4%. Esse cálculo, porém, tende a superestimar a mortalidade porque não leva em conta o alto número de subnotificações, ou seja, casos muitos leves da doença que não foram detectados pelos sistemas de saúde por meio de testes. Além disso, sabe-se que o novo coronavírus é mais contagioso que a gripe comum. Enquanto infectados por influenza podem passar o vírus para, em média, 1,3 pessoas, no caso do novo coronavírus, esse número varia de 2 a 3. 'Gripezinha' Os dados voltam a colocar em xeque declarações do presidente Jair Bolsonaro que, em mais de uma ocasião, minimizou os riscos do novo coronavírus e o comparou com uma simples gripe. "(...) caso fosse contaminado pelo vírus, [eu] não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito acometido de uma gripezinha ou resfriadinho", disse ele, em pronunciamento na TV no último dia 24 de março. Campanha contra gripe Em 23 de março, Ministério da Saúde iniciou campanha de vacinação em todo o país Getty Images via BBC No último dia 23 de março, o Ministério da Saúde iniciou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O objetivo é vacinar 67,6 milhões de pessoas em todo o país. Em uma primeira etapa, os públicos prioritários são idosos e profissionais de saúde. A vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus, mas, segundo o Ministério da Saúde, "irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para coronavírus, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde". De acordo com a pasta, estudos e dados apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos, "grupo que corresponde a 20,8 milhões de pessoas no Brasil. Por isso, a primeira etapa da campanha contempla esse público". Initial plugin text Veja Mais

Máscaras de pano evitam que assintomáticos transmitam coronavírus, diz Sociedade Brasileira de Infectologia

Glogo - Ciência As recomendações são para a população em geral. Profissionais de saúde devem usar máscaras cirúrgicas. Medidas como distanciamento social, higienização das mãos e evitar tocar olhos, bocas e nariz seguem sendo necessárias. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiu nota informando que as máscaras de pano podem diminuir a disseminação do novo coronavírus por pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas. Segundo a entidade, as máscaras são uma barreira mecânica para evitar que as gotículas da fala, tosse ou espirro atinjam outras pessoas ou superfícies – mas não evitam que a pessoa com a máscara se contamine. Quem deve usar máscara? Tire dúvidas Transmissão por pessoas sem sintomas pode responder por até 60% do total, avaliam estudos Uso de máscaras diminui vírus no ambiente e pode frear 2ª onda de contaminação por coronavírus no Brasil, diz médica Por isso, é necessário seguir com as medidas de distanciamento social, higienização das mãos e evitar tocar olhos, bocas e nariz. O uso de máscaras caseiras é uma alternativa para a população em geral. No caso de profissionais de saúde, é imprescindível o uso de máscaras cirúrgicas, afirma a SBI. Estudos apontam que até 60% das transmissões do novo coronavírus (Sars-CoV-2) ocorrem por meio pessoas sem sintomas da doença Covid-19, ou seja, casos assintomáticos. "O infectado que não tem sintomas não toma os cuidados necessários com secreções e em momentos de tosse e espirro, porque ele não sabe que está doente e isso aumenta o risco potencial de infecção", diz professor Gonzalo Vecina Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Confira a íntegra da nota: "A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda, sempre que possível, o uso da máscara cirúrgica durante a permanência do profissional no serviço de saúde ou hospital. Ademais, é desejável que as máscaras sejam trocadas por ocorrência de sujidade ou excesso de umidade. Principalmente em instituições de referência para atendimento de pacientes com Covid-19, preocupa-nos a possibilidade de transmissão da infecção entre profissionais de saúde (transmissão intra-hospitalar), como já descrito em outros países. Com a escassez dos equipamentos de proteção individual (EPI) em face da pandemia, avalia-se o uso das máscaras de pano. Porém, em serviços de saúde, elas não devem ser usadas sob qualquer circunstância, de acordo com o mesmo documento citado anteriormente. Para a população que necessita sair de suas residências, a máscara de pano pode ser recomendada como uma forma de barreira mecânica. Conquanto, há de ser destacada a importância da manutenção das outras medidas preventivas já recomendadas, como distanciamento social, evitar tocar os olhos, nariz e boca, além de higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool gel 70%. A máscara de pano pode diminuir a disseminação do vírus por pessoas assintomáticas ou pré-sintomáticas que podem estar transmitindo o vírus sem saberem, porém não protege o indivíduo que a está utilizando, já que não possui capacidade de filtragem. O uso da máscara de tecido deve ser individual, não devendo ser compartilhado." VÍDEOS Ministro da Saúde volta a sugerir que pessoas usem máscaras caseiras Máscaras caseiras recomendadas por Mandetta precisam seguir série de orientações Initial plugin text Veja Mais

Ministro afirma que profissionais de saúde podem ser convocados para atuarem em diferentes Estados

Glogo - Ciência Ministro da Saúde disse em coletiva que cadastro para a mobilidade não é obrigatório. O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta quinta-feira (02) que se necessário médicos de diferentes Estados poderão ser convocados para atuarem em outros locais do país. O ministro afirmou que a convocação será iniciada com aqueles que têm disponibilidade. "Se você entende que voce pode sair da sua cidade e pode atender em outra cidade a qualquer momento. O Ministério da Saúde vai saber através do cadastro que você pode fazer parte de uma força tarefa que vai ajudar ". "Estou dizendo para quem quer enfrentar. Não é uma convocação e não é obrigatória. Mas é previsto em lei que pode convocar", Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde. Ação contra a portaria Segundo o ministro, o Conselho Regional de Madicina do Rio de Janeiro (Cremerj) entrou com uma medida jurídica contra a portaria. O ministro afirmou que o Rio de Janeiro deve ser um dos estados que vai necessitar do apoio de outros Estados. "Esse ano uma das cidades que mais pode haver necessidade é o Rio de Janeiro" Em nota, o Cremerj afirmou que "a Declaração de Emergência em saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial da Saúde não pode se sobrepor ao direito constitucional do cidadão e dos Médicos". "Não faltam médicos no país e nos dando equipamentos de proteção obrigatórios, boas condições de trabalho e segurança trabalhista não nos furtaremos a atuar juntos com o Ministério da Saúde para debelar a pandemia" - diz a nota. Ministro da Saúde em coletiva realizada nesta quinta-feira (2). Reprodução/TV Brasil Convocação O Ministério da Saúde publicou uma portaria que determina o cadastro de profissionais de 14 categorias da área da saúde para realizar capacitação, em caráter emergencial, para trabalhar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no combate ao novo coronavírus (Sars-Cov-2). A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (2). Médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais de educação física e até veterinários foram convocados. A possibilidade de o Ministério da Saúde requisitar profissionais, garantido o pagamento posterior, está prevista na lei 13.979/2020, que trada das medidas a serem adotadas durante a emergência de saúde pública causada pelo novo coronavírus. Ao todo 100 profissionais foram contratados emergencialmente para prestar atendimento no Centro de Combate ao Coronavírus (CCC), em Guarulhos Divulgação/Prefeitura de Guarulhos Lista das categorias convocados serviço social biologia biomedicina educação física enfermagem farmácia fisioterapia e terapia ocupacional fonoaudiologia medicina medicina veterinária nutrição odontologia psicologia técnicos em radiologia Initial plugin text Veja Mais

Transmissões do coronavírus por pessoas sem sintomas podem responder por até 60% do total, avaliam estudos

Glogo - Ciência Impacto das pessoas sem sintomas na pandemia é uma das justificativas de especialistas para o uso de máscaras por toda a população. Até 66% das transmissões do coronavírus são feitas por pessoas que estão sem sintomas da doença, os chamados casos assintomáticos. Esses dados têm sido obtidos por meio de pesquisas científicas recentes e são endossados por especialistas ouvidos pelo G1. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem o registro de 19 pesquisas sobre transmissões assintomáticas e pré-sintomáticos (por pessoas que não manifestaram sintomas na hora da transmissão, mas desenvolveram posteriormente). Os resultados apontam que: 6,4% das 157 pessoas monitoradas haviam sido infectadas por pacientes pré-sintomáticos. Nesse caso, a transmissão ocorreu de 1 a 3 dias antes da manifestação dos sintomas pelo paciente-fonte, segundo uma pesquisa divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos em 16 de março; Na China, os assintomáticos foram responsáveis por transmissões de 46% a 62% dos casos, segundo pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, em um estudo publicado em 16 de março com base em dados coletados e um modelo de metapopulação; 48% das transmissões em Singapura e 62% na cidade de Tiajin, na China, até aquele momento, tiveram origem em pessoas assintomáticas, segundo estudo desenvolvido por pesquisadores holandeses e belgas, publicado em 18 de março. A OMS diz que o “risco de contrair Covid-19 de alguém sem sintomas é muito baixo”, mas que está “avaliando pesquisas em andamento sobre o período de transmissão do Covid-19 e continuará a compartilhar descobertas atualizadas.” Uso de máscaras diminui vírus no ambiente e pode frear 2ª onda de contaminação por coronavírus no Brasil, diz médica Outros materiais estão sendo produzidos, mas ainda estão nas fases de pré-print (quando o artigo ainda não passou pela revisão por pares). China começa a divulgar número de casos de assintomáticos do novo coronavírus Por que ocorre transmissão antes dos sintomas? De acordo com o epidemiologista André Ribas, o vírus consegue se replicar na mucosa nasal e bucal (fora da mucosa respiratória) e por isso está presente na saliva e nas secreções antes que o infectado passe a manifestar os sintomas. “A mucosa da via respiratória alta (nariz) expressa o gene do vírus, por isso ele se replica bastante nessa região.” Um estudo de pesquisadores alemães e publicado na revista Nature nesta quarta (1º) analisou nove casos e provou a replicação do vírus nos canais respiratórios superiores e constatou uma alta dispersão do vírus nas primeiras semanas. O professor Gonzalo Vecina Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), explica que isso se deve à concentração do vírus na orofaringe (região da garganta). “Conforme o paciente avança para estágios mais graves, o vírus entra na árvore brônquica e fica mais distante dos canais de saída”, diz Neto. O comportamento é diferente do registrado pela Síndrome Respiratória Aguda Grave, Sars-CoV-1, que causou um surto na China entre 2002 e 2003. Segundo Vecina Neto, este vírus (da mesma família do novo coronavírus) se replicava no pulmão. “A transmissão do Sars antigo só começava depois que o pulmão estava afetado. Portanto, só transmitia em período sintomático. Por isso foi mais fácil ser controlado”, explica. O epidemiologista Ribas afirma que essa não é uma característica exclusiva do novo coronavírus, já que o mesmo ocorre com os vírus que causam dengue e Influenza. “Mas com a dengue a Influenza, a transmissão pré-sintomática é muito baixa, seu pico ocorre no período sintomático. O problema é que a parte pré-sintomática de transmissão do novo coronavírus é muito alta, como têm apontados as pesquisas”, afirma. Segundo o médico, como é impossível precisar a proporção de assintomáticos em toda a população, a porcentagem nas transmissões pode ser ainda maior. “A transmissão assintomática só é rastreável quando tem um contexto para que se saiba sua origem.” Infectologista afirma de 80% dos casos de Coronavírus serão assintomáticos Cuidados As evidências apresentadas mudaram as orientações de prevenção do vírus. A transmissão assintomática reforça o isolamento social como maneira mais eficaz de barrar a transmissão e faz especialistas revisarem as orientações sobre o uso de máscaras, que está recomendado, segundo a OMS, apenas para pessoas com sintomas ou profissionais da saúde. “O infectado que não tem sintomas não toma os cuidados necessários com secreções e em momentos de tosse e espirro, porque ele não sabe que está doente e isso aumenta o risco potencial de infecção”, diz Vecina Neto. China aumenta controle de pacientes assintomáticos ao coronavírus Gente com o vírus, mas sem os sintomas, pode transmitir a doença? Initial plugin text Veja Mais

4 DICAS SOBRE PRODUTIVIDADE EM CASA

4 DICAS SOBRE PRODUTIVIDADE EM CASA

 Minutos Psíquicos Sua produtividade foi afetada pela pandemia? Está precisando trabalhar de casa e tendo dificuldades? Hoje vamos dar algumas dicas para tentar te ajudar a melhorar sua produtividade! Agradecimento especial aos nossos apoiadores no YouTube, no Patreon e no APOIA.SE: Mathias Gheno Azzolini Marco Aurélio Roncatti Eloa Gabriele Paulo André Batista Araújo Daniel Francener Marcia V Pinto Carlos Henrique Oliveira Elisangela de Moura Gonçalves Carla Nascimento Renan Fernandes Vinícius Xavier do Amaral Mathias Gheno Azzolini Uriel Marx Jose Caetano Fernando da Silva Trevisan Victor Augusto Martins Ribeiro Ingrid Philigret Inoue Elisangela Da Silva Cláudio Toma Monique Aguilar Estefânia Dias Jussara Robson Túlio Furtado Rodrigues Inês Cozzo Olivares Nildson de Avila Thaís Amaral do Canto Sanderson Quixabeira Da Silva Nildson de Avila Silva Integrity Assessoria em Auditoria e Compliance Kaissés Costa Sedrês Raquel Alves de Sene Josue Spier do Nascimento Guinevere Ingrid Barcellos Soares Odair Silva Carmen Adell Gordinho 90 Luciana Xavier Felipe Gandra Katyanne Melo Kleber Pereira de Souza Caio Henrique Cupertino Guarido Karen Castro Safira Atiele Pereira Cunha Maneirinho Diniz Eduardo Valença Mateus Mtsl Marisa Silva Danielle Lima Lucas Aciole Gustavo Barros ERICA VITORIA DE SOUZA FAGUNDES Juliana Belko Barros Jorge Gomes John Darceno Maria Betânia Ferreira Itamar Koling Bruno Andrade Silva Gustavo de Brito Gomes Itamar Koling Tania Cristina Gomes Molinari Cíntia da Silva Pereira Pedro Lucas dos Santos Você pode apoiar a gente no Patreon: http://www.patreon.com/minutospsiquicos Ou no APOIA.se: https://apoia.se/minutospsiquicos Ou no YouTube (clica no botão "SEJA MEMBRO" logo abaixo do vídeo ou no link a seguir): https://www.youtube.com/channel/UCFiEI1kDHlO9UQtxx0wj-XA/join Se gostou do vídeo, curta, compartilhe ele com mais pessoas e inscreva-se no nosso canal! Siga as páginas do Minutos Psíquicos nas redes sociais para acompanhar os próximos vídeos e falar com a gente: Facebook: https://www.facebook.com/minutospsiquicos/ Twitter: https://twitter.com/minutopsiquicos Instagram: https://www.instagram.com/minutospsiquicos/ Créditos Pesquisa, roteiro e narração: André Rabelo (http://minutospsiquicos.com/) Edição: Lucas Carvalho (https://www.instagram.com/lucascarvc_/) Ilustração: Pedro Tavares (Chicão) (https://www.facebook.com/pfranciscotavares/?fref=ts) Música: Hello Mr. Princeton - Otis McDonald REFERÊNCIAS E RECOMENDAÇÕES https://www.cnbc.com/2020/03/23/how-to-deal-with-productivity-related-anxiety-during-covid-19.html https://www.cnbc.com/2020/03/20/coronavirus-tips-for-protecting-your-mental-health-during-quarantine.html https://www.nature.com/articles/d41586-020-00933-5 https://hbr.org/2020/03/15-questions-about-remote-work-answered https://www.unicef.org/coronavirus/6-ways-parents-can-support-their-kids-through-coronavirus-covid-19 https://www.theatlantic.com/family/archive/2020/03/activities-kids-coronavirus-quarantine/608110/ https://www.apa.org/practice/programs/dmhi/research-information/pandemics https://qz.com/1812664/the-psychology-of-coronavirus-fear-and-how-to-overcome-it/ https://www.independent.com/2020/03/05/coronavirus-disease-covid-19-psychological-implications/ https://www.psychologytoday.com/us/blog/loving-bravely/202003/under-one-roof-home-together-during-the-coronavirus-pandemic https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0005789414001014?via%3Dihub #psicologia #produtividade #pandemia Veja Mais

Idosos que vivem em instituições estão em situação mais vulnerável

Glogo - Ciência A grande maioria apresenta comorbidades em estágio avançado Nessa pandemia do novo coronavírus, uma das maiores preocupações dos médicos geriatras é a situação de vulnerabilidade de idosos que vivem em instituições de longa permanência, as ILPIs. A médica Ana Cristina Canêdo, que integra o Núcleo de Atenção ao Idoso da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e é presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) seção Rio de Janeiro, afirma que o risco é enorme. “Frequentemente são idosos frágeis, com comorbidades em estágio avançado, que passam muito tempo em ambientes fechados e com outros indivíduos igualmente vulneráveis”. Como ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus? Coronavírus: como evitar a transmissão em instituições para idosos A médica Ana Cristina Canêdo, que integra o Núcleo de Atenção ao Idoso da Uerj e é presidente da SBGG seção Rio de Janeiro Acervo pessoal Em tese, todas as ILPIs deveriam montar planos de ação e de vigilância com o objetivo de evitar o surgimento da doença no local. Isso inclui treinamento do pessoal, reforço dos protocolos de higiene e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como gorros, máscaras e luvas. “O problema é que as ILPIs no Brasil representam um universo bastante heterogêneo, com grande disparidade em termos de de infra-estrutura, organização e recursos humanos”, reconhece a médica. Como regra geral, todos os funcionários deveriam medir sua temperatura antes de iniciar jornada, afastando-se do trabalho no caso de apresentar sintomas. Os residentes também têm que ter temperatura medida de manhã e à noite e, no caso de apresentarem sintomas, devem ficar isolados, idealmente com banheiro próprio e precaução de contato. Um time multidisciplinar de geriatras ligados à USP (Universidade de São Paulo) e UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) criou um roteiro, que inclui slides para auxiliar essas instituições, que é composto de cinco etapas. São elas: preparação dos profissionais; comunicação aos idosos residentes, para que esses tenham um sentimento de proteção e cuidado, evitando o pânico; compra de insumos; comunicação aos familiares, para não criar revolta diante de eventuais medidas restritivas de acesso aos pacientes; comunicação à sociedade, de órgãos regulatórios a apoiadores financeiros. O que não podemos deixar acontecer é o que vem ocorrendo na Espanha, país duramente afetado pelo vírus: lá, militares que foram convocados para desinfetar casas de repouso encontraram idosos abandonados e, em alguns casos, mortos em suas camas. Como afirmou em nota a Congregação da Faculdade de Saúde Pública da USP sobre a evolução da pandemia de Covid-19 no Brasil: “a situação dos idosos merece particular atenção. A banalização da ideia da prescindibilidade de suas vidas no discurso político constitui afronta inadmissível à dignidade humana. A subsistência dos idosos deve merecer políticas específicas, pautadas por preceitos éticos”. Veja Mais

Mandetta diz que 'qualquer pessoa' pode fazer sua máscara de pano contra o coronavírus

Glogo - Ciência Ministério da Saúde mudou orientação: antes, indicação de uso das máscaras era apenas pessoas com sintomas ou profissionais da saúde. Mandetta fala sobre produção de máscaras caseiras O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quarta-feira (1º) que "qualquer pessoa" pode fazer sua máscara de pano contra o coronavírus Sars-Cov-2. Antes da sugestão de Mandetta, a recomendação do governo era para que somente profissionais de saúde e pessoas com sintomas ou com casos confirmados da Covid-19 usassem o equipamento de proteção. Na terça-feira, o ministério já tinha sinalizado que trabalhava em um protocolo para ampliar o uso do equipamento. Mandetta disse que estava articulando com a indústria têxtil ações para que máscaras feitas com TNT sejam produzidas e oferecidas no mercado para a população em geral. Agora, o ministro também reforçou que há possibilidade de uso de máscaras caseiras. "Qualquer um pode fazer sua máscara de pano" - Luiz Henrique Mandetta Durante apresentação nesta noite, o ministro pediu aos técnicos da pasta que divulguem ainda na manhã de quinta-feira as orientações sobre o tema. Segundo o ministro, o que antes ele mesmo apresentou como "protocolo" serão na verdade recomendações simples sobre quais os tipos de tecido usar, tempo de uso e como lavar as máscaras para reutilização. "Acho que máscaras de pano para os comunitários funciona muito bem como barreira. Não é caro de fazer, faça você mesmo, tem na internet, faça você mesmo e lave com água sanitária, ou o nome que você conhece. Lave por 20, tenha 4 ou 5 de uso pessoal, você mesmo lava, reaproveite. Agora é lutar com as armas que a gente tem. Não adianta a gente ficar agora lamentando que a china não tá produzindo. Vamos ter que criar as nossas armas e as nossas armas vão ser aquelas que nós tivermos", disse Mandetta. Initial plugin text Veja Mais

Diretor-executivo da OMS diz que sistemas de saúde vão receber 'pancada' com a Covid-19 e pede seriedade

Glogo - Ciência Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 100 milhões de casos sejam confirmados nos próximos dias e reforça a importância de manter o distanciamento social. OMS diz que o número de casos do novo coronavírus chegará a 1 milhão em breve A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quarta-feira (1) que os países devem tratar a pandemia da Covid-19 com seriedade e manter medidas de distanciamento social para evitar o aumento do número de casos. Nos próximos dias, a Organização estima que o número de mortos por Covid-19 no mundo deve chegar a 50 mil, com mais de 100 milhões de casos confirmados. VÍDEOS: perguntas e respostas sobre o novo coronavírus Sintomas do coronavírus: estou com a Covid-19? Michael Ryan, diretor-executivo da OMS, foi questionado sobre o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro sobre a pandemia, e ressaltou a importância de manter medidas de isolamento e para evitar a transmissão massiva do novo vírus. "Precisamos de uma estratégia compreensiva baseada em monitoramento, intervenções de saúde pública, detecção de casos, testes, isolamento, quarentena, e fortalecimento dos nossos sistemas de saúde para absorver a pancada", disse Ryan. "É muito importante que todos os países levem isso a sério, fiquem prontos, preparem o sistema de saúde, fortaleçam a arquitetura de saúde pública, envolvam as comunidades, eduquem as comunidades envolvidas, e tragam as comunidades para dentro, e não deixem ninguém para trás" - Michael Ryan, diretor-executivo da OMS O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus reforçou que está preocupado com as consequências econômicas dos países e informou que está em contato com governos de países mais vulneráveis para "implementar medidas de bem-estar social para garantir que as pessoas mais pobres ​​tenham alimentos e outros itens essenciais durante esta crise". Máscaras Tedros Ghebreyesus informou que mantêm a posição de que máscaras e luvas são de uso prioritário para profissionais da saúde na linha de frente do combate ao vírus. "Estamos estudando a eficiência do uso das máscaras como medida de proteção para todos, no entanto, a recomendação oficial é de que as máscaras devem ser utilizadas prioritariamente por profissionais da saúde", disse Tedros. A OMS recomenda o uso de máscaras para pessoas infectadas e para quem tem contato direto com essas pessoas e informou que está debatendo as medidas sobre o uso geral. Initial plugin text Veja Mais

Tudo o que você precisa saber sobre fazer sexo em meio à pandemia do coronavírus

Glogo - Ciência Médico e jornalista especialista em sexo respondem às perguntas mais frequentes sobre sexo e coronavírus. Não adianta usar máscaras na cama; especialistas respondem a perguntas sobre sexo e coronavírus Getty Images/ BBC Você pode ser infectado com coronavírus fazendo sexo? É possível que você já tenha pensado nessa possibilidade, mas não se atreveu a perguntar. Para separar os mitos da realidade, consultamos dois especialistas em saúde que esclareceram algumas dúvidas sobre sexo e o novo coronavírus. Alex George é um médico de pronto-socorro em Londres e ex-concorrente do Love Island, um reality show britânico popular em que aspirantes a modelos e influenciadores se juntam para encontrar o amor. E Alix Fox é jornalista especializada em sexo e apresentadora de um programa de rádio da BBC. É seguro fazer sexo durante o surto do coronavírus? George: Se você está em um relacionamento, vivendo com essa pessoa e compartilhando o mesmo ambiente, sua situação não deve mudar. No entanto, se um de vocês apresentar sintomas de coronavírus, o outro precisará adotar a distância social e isolar-se, mesmo em casa. Em um mundo ideal, todos devem estar a dois metros de distância, mesmo em casa, mas isso pode não ser viável. Fox: Também é muito importante que você não assuma que, por ter tido sintomas leves de coronavírus, seu parceiro também terá. Se você apresentar algum sintoma, tente ficar longe do seu parceiro. E o sexo com novos parceiros sexuais? George: Eu certamente não recomendaria buscar novos parceiros sexuais agora, porque existe o risco de que você possa contrair o vírus. Fox: Não esqueça também que algumas pessoas portadoras do vírus não apresentam sintomas. Portanto, mesmo se você se sentir absolutamente bem, ainda poderá transmitir a infecção a alguém e ela a outras pessoas, seja por meio de um contato próximo ou por um beijo. Beijei alguém que conheci recentemente e essa pessoa desenvolveu sintomas. O que faço? Você não deve manter nenhum contato com um parceiro com quem não estiver vivendo Getty Images/ BBC George: Se você beijou ou entrou em contato com alguém que acha que contraiu o novo coronavírus, fique isolado. Observe seus sintomas. Se você tiver sintomas, tenha muito mais cuidado. Se seus sintomas forem muito graves, procure apoio médico. Fox: Devemos ser responsáveis ​​um pelo outro e por nós mesmos em nossos relacionamentos. Se você desenvolveu sintomas e sabe que beijou pessoas recentemente, notifique-as. E mesmo que você tenha beijado alguém e essa pessoa tenha sintomas, mas você não, você também deve se isolar. Eu não estava usando camisinha com meu parceiro antes do coronavírus, devo começar agora? Se antes você estava se expondo a uma infecção sexualmente transmitida, agora há ainda mais motivos para você usar preservativos Getty Images/ BBC Fox: A resposta depende de por que você não estava usando preservativo. Se você não os estava usando porque ambos fizeram exames de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) ou se está em um relacionamento heterossexual antes da menopausa e o casal usa outra forma de contracepção para evitar uma gravidez não planejada, tudo bem. Mas se você não estava usando preservativo porque confiava no método "coito interrompido", por exemplo, ou se estava se expondo a uma infecção sexualmente transmissível, é ainda mais importante usar preservativos agora. Posso me contagiar com coronavírus tocando a vagina ou o pênis de outra pessoa? George: Se você está tocando os órgãos genitais do seu parceiro, é provável que vocês também estejam se beijando, e sabemos que o vírus é transmitido pela saliva. Essencialmente, qualquer interação da boca para as mãos, para os órgãos genitais ou para a boca de outra pessoa aumenta o risco de transmissão do coronavírus. Queremos reduzir isso a um mínimo absoluto, por isso é realmente importante que você não tenha nenhum contato com um parceiro com quem não esteja morando. Como posso manter um relacionamento em um momento como este? Não quero ficar solteiro agora. Fox: Essa pandemia está levando muitas pessoas a repensar o que é uma boa vida sexual e o que constitui uma troca agradável e prazerosa. Eu ouvi falar de casais escrevendo histórias eróticas. Ouvi falar de pessoas que estão namorando, mas também se conhecendo durante essa quarentena, estando em lugares diferentes e aproveitando o tempo e a distância. Muitas pessoas se tornaram criativas. Se você usar um pouco sua imaginação, existem muitas maneiras de se divertir sem ficar cara a cara com alguém. Também é importante lembrar que, neste momento, algumas pessoas podem estar descobrindo que elas ou seus parceiros têm libidos diferentes. Você pode se encontrar em uma situação em que anteriormente só tinha um encontro por semana e de repente se vê vivendo sob o mesmo teto. Você pode descobrir que deseja sexo quando seu parceiro não quiser ou vice-versa. É importante comunicar isso de maneira respeitosa e compreensiva. Viver juntos não significa que você tem o direito de fazer sexo quando quiser. E para quem se encontra em uma relação sentimental, mas não está confortável - porque se sente forçado a fazer sexo -, existem canais de ajuda disponíveis para isso. Tenho maior risco de contrair coronavírus se tiver HIV? Fox: O médico Michael Brady, do Terrence Higgins Trust, uma ONG britânica que ajuda pessoas vivendo com HIV, deu bons conselhos sobre isso. Se você já está tomando medicamentos regulares para controlar o HIV e tem uma boa contagem de glóbulos brancos para combater infecções e uma carga viral indetectável, não deve ter um sistema imunológico enfraquecido. Isso significa que você não corre nenhum risco adicional de contrair coronavírus. Se você é HIV positivo, continue tomando seus medicamentos como antes. E não deixe de seguir as mesmas regras de isolamento que todos os outros. Initial plugin text Veja Mais

Mandetta diz que ministério prepara protocolo que vai indicar máscaras também para quem não tem sintomas de coronavírus

Glogo - Ciência Atualmente, órgãos de saúde só recomendam o uso por profissionais da saúde e por pessoas que estão com sintomas. Ministério da Saúde prepara recomendação para ampliar o uso de máscaras Pessoas que não trabalham diretamente na área da saúde ou que não têm os sintomas da Covid-19 devem receber a indicação para o uso de máscaras em algumas situações, de acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O ministro disse nesta terça-feira (31) que sua equipe prepara um protocolo que vai indicar diretrizes para produção das máscaras com TNT e também orientação para o uso do equipamento. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que apenas profissionais de saúde e pessoas com coronavírus ou com sintomas devem usar as máscaras. A restrição na indicação do uso vem sendo justificada por causa do risco de a manipulação inadequada das máscaras ampliar a transmissão e também pela escassez do produto no mercado nacional. Por causa da falta do item, o próprio Ministério da Saúde já tinha dito que máscaras caseiras poderiam ser utilizadas por pessoas que estão com sintomas. A alternativa caseira busca deixar que as máscaras cirúrgicas - que estão em falta - sejam usadas somente para profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e atendentes em geral). Máscaras cirúrgicas devem ser usadas somente por profissionais da saúde Reprodução/TV Globo Nesta terça, Mandetta sinalizou que estuda contar com outro tipo de máscara no esforço de contenção do coronavírus para a população em geral e para apoio a profissionais de outras áreas. "A gente mandou pesquisar primeiro, para saber se ela tem eficácia, ela serve perfeitamente bem", disse Mandetta. O ministro disse ter conversado com a indústria têxtil para uma "grande articulação" que permita que o item seja oferecido para pessoas que precisam "de reforço de barreira por conta da profissão". "A gente vai fazer esse protocolo, vai divulgar, para a gente usar no ônibus, no ir e vir, pessoal que está na parte de menor contato, que fica mais na questão do isolamento social, mais no distanciamento, mas que precisa de reforço de barreira por conta da profissão, por conta da atividade." - Mandetta, ministro da Saúde Máscaras feitas de TNT Divulgação O ministro incluiu as máscaras de TNT (tecido não tecido) entre os itens que são necessários para enfrentar a epidemia, como a organização do transporte público, oferta de respiradores, telemedicina e mapeamento dos casos pelo Brasil, entre outros. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes "O que a gente acha também é que (a oferta de máscaras) vai ser mais uma das condicionantes para que a gente possa abastecer o sistema de saúde e ao mesmo tempo manter um padrão social equilibrado em relação a essas questões", disse Mandetta. Máscaras no mundo Nesta terça (31) o jornal Washington Post informou que funcionários do Centro de Controle e Prevenção a Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão considerando alterar orientações oficiais sobre o uso de máscaras simples para todas as pessoas, inclusive as que não manifestaram sintomas da Covid-19. No entanto o CDC não divulgou nenhuma nota oficial sobre o assunto, e as recomendações nos EUA sobre o uso de máscaras se mantêm somente para profissionais de saúde e pessoas que apresentam sintomas. Especialistas ouvidos pelo jornal informam que o uso de máscaras simples, até mesmo feitas de pano, podem ajudam a achatar a curva de transmissão e diminuir o número de casos. Na Áustria, o governo passou a exigir que funcionários e consumidores passem a utilizar máscaras cirúrgicas obrigatoriamente em supermercados, como uma tentativa de diminuir a disseminação da Covid-19 no país. O chanceler do país informou à Reuters que as máscaras serão entregues em supermercados a partir de quarta-feira (1). Máscaras só devem ser usadas por profissionais de saúde e os contaminados Médicos falam sobre uso de máscaras contra o coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 201 mortes e 5.717 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência Região Sudeste tem 3406 casos da Covid-19. Casos em São Paulo chegam a 2.339 e total de mortes vai a 136. O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (31) o mais recente balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 201 mortes 5.717 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade No levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (31), o Brasil tinha 159 mortes e 4.579 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. De acordo com o balanço do ministério, o balanço aponta o maior acréscimo no total de casos confirmados e de mortes desde o começo da epidemia. Foram registrados mais 1.138 casos em relação ao boletim de segunda-feira, um aumento de 24%. No caso das mortes, o aumento foi de 42 casos, o que significa um crescimento de 26%. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Estados do Nordeste criam comitê científico para orientar ações contra Covid-19 Bolsonaro cita discurso de diretor da OMS e omite trecho sobre assistência Initial plugin text Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 31 de março

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 4.661 infectados em todos os estados e 165 mortos. Brasil tem 165 mortes por coronavírus e mais de 4.600 casos confirmados As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h desta terça-feira (31), 4.661 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 165 mortos. São Paulo registra 113 mortes e o Rio de Janeiro tem 18 casos fatais da doença. Chega a 18 o número de mortes causadas pela Covid-19 no RJ A secretaria estadual de Saúde do Rio Grande do Sul a quarta morte no estado. Já o governo de Minas registrou a primeira morte pela doença e o numero de casos chegou a 261. Pernambuco registra mais uma morte e chega a seis no total. Rondônia registrou a primeira morte pela Covid-19. A Bahia registrou o segundo caso fatal da doença na noite desta segunda-feira. Piauí já tem quatro mortos. Santa Catarina confirmou a segunda morte pelo vírus no estado. O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde de segunda-feira (30), informando que o Brasil tem 159 mortes e 4.579 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: Infectados no mundo já são 724 mil com 34 mil mortos PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Initial plugin text Veja Mais

Unicamp e USP desenvolvem teste rápido e barato para identificar coronavírus

Glogo - Ciência Exame que prevê resultados em 5 minutos conta com tecnologia nacional e vai custar até 50% menos que os importados. Previsão é que esteja disponível em maio. Pesquisadores da Unicamp desenvolvem teste mais barato e mais completo para a Covid-19 Pesquisadores da Unicamp estão desenvolvendo um teste rápido para Covid-19, capaz de confirmar a infecção em cinco minutos, até 50% mais barato que as opções disponíveis no mercado e mais completo. Previsto para estar disponível em maio, ele é elaborado em parceria com a USP, inclusive com os cientistas que fizeram o sequenciamento genético do novo coronavírus. Coronavírus: veja perguntas e respostas MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil O professor Rodrigo Ramos Catharino, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (SP), explica que foi preciso fazer uma espécie de "impressão digital" do novo coronavírus para a criação do teste. "A gente pode chamar isso de impressão digital, e esse desenho tem uma impressão digital clara das moléculas que existem na doença com relação ao Covid-19, e isso que a gente detecta e determina como sendo Covid-19", explica. A partir das informações coletadas, os cientistas utilizam um programa de inteligência artificial para localizar esses biomarcadores que identificam a presença do Covid-19. Os pesquisadores aproveitaram e inseriram no banco de dados outros biomarcadores, como do H1N1, o que facilita o diagnóstico para o tratamento médico. Novo teste em desenvolvimento na Unicamp funciona com biomarcadores, que indicam se o paciente tem Covid-19 Ricardo Custódio/EPTV De acordo com Catharino, falta uma aprovação do Comitê de Ética para que possam ser feitos testes com humanos e a expectativa é que ele esteja disponível para uso em meados de maio. Segundo os pesquisadores, o novo teste, 100% nacional, deve custar cerca de R$ 40, metade do valor do produto existente no mercado - atualmente, todos são importados. Os cientistas avisam que assim que ficar pronto, a tecnologia do teste pode ser utilizada em outras cidades pelo Brasil. "É possível fazer um número maior de testes com essa mesma tecnologia, inclusive com o SUS", completa Catharino. Trabalho na Unicamp é realizado em parceira com cientistas da USP Ricardo Custódio/EPTV Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Brasil tem 159 mortes e 4.579 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência Sudeste concentra 55% dos pacientes com a Covid-19. O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (30) o mais recente balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 159 mortes 4579 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade Sudeste tem 2.507 casos, 55% do total São Paulo tem 1.451 casos No levantamento anterior, divulgado no domingo (29), o Brasil tinha 136 mortes e 4.256 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Initial plugin text Veja Mais

Agência americana autoriza uso limitado de remédios contra a malária para tratar coronavírus

Glogo - Ciência Agência autorizou uso emergencial dos remédios após Departamento de Saúde e Serviços Humanos ter recebido mais de 30 milhões de doses para tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19. A agência que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos autorizou neste domingo (29) o uso limitado e em caráter de emergência de dois medicamentos usados contra a malária para o tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Estudo da OMS busca avaliar resposta de medicamentos no tratamento do coronavírus Últimas notícias de coronavírus de 30 de março A autorização foi dada pela agência Food and Drug Administration (FDA) após o Departamento de Saúde e Serviços Humanos ter recebido doações de mais de 30 milhões de doses para seu estoque nacional estratégico. Os medicamentos poderão ser usados em pacientes diagnosticados com a Covid-19 que estejam hospitalizados e também em ensaios clínicos, disse o Departamento de Saúde e Serviços Humanos em nota – ainda não foram feitas pesquisas científicas que atestem a eficácia do medicamento e preveja as reações ao produto. O documento afirma que a FDA permitiu que os dois medicamentos "sejam distribuídos e prescritos pelos médicos para pacientes adolescentes e adultos hospitalizados com Covid-19, de maneira apropriada, quando um ensaio clínico não estiver disponível ou viável". Apesar de os medicamentos terem apresentado resultados positivos durante alguns testes já feitos, médicos e cientistas têm pedido à população americana que tenha cautela até que os testes sejam conclusivos, informou a agência de notícias France Presse. Ainda de acordo com a agência, dois órgãos americanos de saúde estão desenvolvendo testes clínicos com possíveis terapias, incluindo os dois remédios já usados contra malária e doenças autoimunes. Nesta segunda-feira (30), os Estados Unidos registram mais de 143 mil casos do novo coronavírus e mais de 2,5 mil mortes, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de 3,4 milhões de unidades do medicamento para que médicos avaliem o uso em pacientes graves – e sob supervisão de profissionais de saúde. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Denizar Viana, afirmou que o uso será restrito, já que o medicamento não é indicado para casos leves ou para prevenção. VÍDEO Drauzio Varella alerta para os perigos da automedicação Initial plugin text Veja Mais

Espanha tem 812 mortes por Covid-19 em 24 horas; total supera as 7,3 mil

Glogo - Ciência 7.340 pessoas morreram pela doença no país; número de casos saltou de 78,8 mil no domingo para mais de 85,1 mil. Rua em Pamplona, norte da Espanha, vazia em razão da quarentena Alvaro Barrientos/AP Photo A Espanha teve 812 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, divulgou o Ministério da Saúde do país nesta segunda (30). O número é levemente menor que os dos últimos dois dias: no sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, e no domingo (29), o número mais alto até então com 838 mortes. Últimas notícias de coronavírus de 30 de março Freiras cantam em uma igreja quase vazia em Barcelona, na Espanha, no domingo (29) Pau Barrena / AFP Ao todo, 7.340 pessoas morreram por Covid-19 no território espanhol. O número é o segundo maior no mundo, menor apenas que o da Itália - que teve 10.779 mortes, segundo o Ministério da Saúde italiano. Países com mais mortes por Covid-19 Nesta segunda, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 85.195 na Espanha, 6.398 a mais do que as registradas até domingo, quando havia 78.797 casos. A quantidade de registros da doença na Espanha é a quarta maior do mundo - atrás de Estados Unidos, Itália e China. Países com mais casos de Covid-19 Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Itália começa a mirar 'fase dois' em meio à redução de mortos por Covid-19

Glogo - Ciência País registrou o menor número de mortes em duas semanas e começa a pensar em estratégia para momento de reduzir isolamento. Autoridades ainda exigem que cidadãos fiquem em casa. Vista da Praça Duomo, em Milão, na Itália, neste domingo (5) Claudio Furlan/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo A Itália registrou neste domingo (5) o menor número de mortes por Covid-19 em mais de duas semanas. As autoridades do país começaram a planejar uma segunda fase da batalha contra o coronavírus. A ideia é traçar medidas para quando for possível reavaliar o isolamento em segurança. O número de mortes no país chegou a 15.887, soma que corresponde a quase um quarto do total registrado no mundo. Porém, o aumento de 525 óbitos em relação ao dia anterior foi o menor balanço diário desde 19 de março. Há menos pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI) pelo segundo dia consecutivo. "A curva atingiu um pico e começou a descer", disse Silvio Brusaferro, diretor do Istituto Superiore di Sanità, o principal instituto de saúde da Itália. "É um resultado que temos que alcançar dia após dia." "Se isso for confirmado, precisamos começar a pensar na segunda fase e continuar contendo a propagação desta doença". Os números deste domingo mostram indícios de que as rígidas restrições à circulação e às reuniões públicas impostas em 9 de março na Itália conseguiram conter a epidemia, mas as autoridades alertam: "Não abaixe a guarda, fique em casa", disse Angelo Borelli, chefe do departamento de Proteção Civil, em um briefing diário. Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus e migrantes: Grécia determina isolamento total em 2 acampamentos

Glogo - Ciência A Grécia acaba de colocar um segundo acampamento de migrantes em quarentena obrigatória. Malakasa, localizado a 38 quilômetros de Atenas, foi colocado em 'confinamento sanitário total'. Um cidadão afegão de 53 anos de idade, afetado pela Covid-19, apresentou-se à clínica no acampamento de Malakasa depois de sentir os sintomas. Ele já possuía uma comorbidade. Localizado a 38 quilômetros a nordeste da capital Atenas, o local foi colocado "em confinamento sanitário total" por 14 dias, com proibição total de entradas ou saídas, declarou o Ministério das Migrações da Grécia. O paciente foi levado para um hospital em Atenas, onde testou positivo para o coronavírus. Sua família foi colocada em confinamento total, e um controle geral do acampamento está em andamento. O ministro  grego Notis Mitarachi advertiu que quaisquer infratores do isolamento seriam processados. Preocupação com ilhas gregas no mar Egeu Na quinta-feira (2), uma fonte de infecção da Covid-19 já havia sido identificada no acampamento de imigrantes de Ritsona, 80 km ao norte de Atenas, onde 28 pessoas testaram positivo. Os campos de imigrantes na Grécia hospedam dezenas de milhares de requerentes de asilo em condições precárias. Difícil respeitar as instruções de "distanciamento social" e gestos de proteção quando se precisa fazer fila para tomar banho. Há uma preocupação especial com as cinco ilhas do mar Egeu, perto da Turquia - Lesbos, Samos, Quíos, Kos e Levros - que abrigam cerca de 36.000 migrantes em locais planejados para receber seis vezes menos pessoas. Confinamento do país prorrogado por três semanas As autoridades gregas anunciaram neste sábado (5) a prorrogação de três semanas até 27 de abril das medidas de confinamento existentes. “Semanas difíceis nos esperam. Se relaxarmos nossos esforços, o vírus nos destruirá ”, disse Nikos Hardalias, vice-ministro da Proteção Civil. A Grécia tem hoje quase 1,7 mil casos de contaminação e 68 mortes. O governo grego espera impedir o deslocamento de pessoas por ocasião da Páscoa ortodoxa, que cai este ano em 19 de abril. Initial plugin text Veja Mais

Mortes por coronavírus no Canadá aumentam mais de 20%, e governo oferece emprego a reservistas das Forças Armadas

Glogo - Ciência Total de óbitos no país chegou a 258 neste domingo (5). Em entrevista, primeiro-ministro Justin Trudeau afirmou: 'Reforçar as fileiras dos militares ajudará a compensar algumas das consequências econômicas da Covid-19'. O número de pessoas mortas por coronavírus no Canadá saltou pouco mais de 20%, para 258 em um dia, disseram autoridades neste domingo (5), enquanto o governo ofereceu empregos em tempo integral a reservistas nas Forças Armadas. Na manhã deste domingo, o número total de diagnosticados com coronavírus havia subido quase 12%, para 14.426, informou a agência de saúde pública local. Na véspera, esses números eram, respectivamente, 214 e 12.924. O surto parece levar a economia à recessão, e o governo do primeiro-ministro Justin Trudeau já anunciou medidas de estímulo, no total de US$ 74 bilhões em gastos diretos – isso equivale a 5% do produto interno bruto. Trudeau disse que seu governo estava entrando em contato com reservistas de todo o país para lhes oferecer empregos em período integral nos próximos meses. "Reforçar as fileiras dos militares ajudará a compensar algumas das consequências econômicas da Covid-19 e garantirá que nossas comunidades sejam bem apoiadas", afirmou Trudeau em uma entrevista diária. O país tem cerca de 31 mil reservistas, a maioria dos quais serve uma noite por semana e um fim de semana por mês. Há pouco mais de 67 mil membros em tempo integral das Forças Armadas. Initial plugin text Veja Mais

Da produção musical aos orgânicos em tempos de coronavírus

Glogo - Ciência Aos 58 anos, Tula colhe os frutos de uma vocação descoberta na maturidade Essa é uma história bacana para animar o domingo. Durante 30 anos, Arthur Minassian dedicou-se à sua produtora musical, a Play it Again. O sítio Riacho Doce, em Joanópolis, cidadezinha de 12 mil habitantes a 150 quilômetros de São Paulo, era um refúgio para os fins de semana. No entanto, Tula, como os amigos o conhecem, se aborrecia ao ver frutas apodrecendo no terreno: “chegava e encontrava ameixa, goiaba, caqui, tudo caído no chão, só os passarinhos aproveitavam, era um desperdício”. Tula, em primeiro plano, com funcionário e crianças no sítio Riacho Doce: no mercado de orgânicos Acervo pessoal Em 2016, os negócios deram um solavanco e ele recebeu a recomendação de vender o sítio. “Decidi que ia fazer aquilo se pagar”, lembra. Primeiro vieram as pimentas, que adora. Plantou diversas variedades e passou a fazer conservas para os amigos. Em seguida, foram os temperos e, quando se deu conta, entregava semanalmente cestas de produtos para uma lista crescente de clientes. A produção se ampliou com verduras e legumes e Tula se associou aos produtores orgânicos da região. Os filhos, André e Pedro, de 27 e 25 anos, já tinham começado a tocar a empresa e o pai foi para os bastidores, no papel de mentor: “passava três ou quatro dias no sítio e, nos outros, funcionava como uma espécie de coach dos garotos, tanto que eles me apelidaram de mestre Yoda”, diverte-se. Na verdade, Tula andava meio cansado do dia a dia dos negócios. “Alguns fundamentos sobre os quais eu construí a empresa não eram mais valorizados pelas agências como, por exemplo, a utilização de músicos, cantores e maestros nas produções. Nas reuniões, me sentia no meio de um choque de gerações. Preconceito por que eu era mais velho? Talvez sim, não quis pagar para ver”, conta. Em janeiro, abriu um pequeno empório em Joanópolis. Atualmente tem cinco funcionários e atende a seis restaurantes em São Paulo. A pandemia do novo coronavírus acabou dando um impulso aos negócios: está entregando o dobro de cestas de produtos orgânicos e artesanais e os restaurantes mantiveram os pedidos, porque estão trabalhando com delivery e, através de doações, fornecem quentinhas a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Na média, são cerca de 300 quilos de produtos por semana. Aos 58 anos, afirma que sua vida mudou completamente: “o convívio com a natureza me fez passar a respeitar o tempo das coisas. Tenho que esperar 45 dias para colher a abobrinha, não adianta eu querer pressionar para que ela cresça mais rápido, simples assim”. Acorda às seis, toma um suco detox com o que colhe na horta e aproveita para dar uma receita: “bata no liquidificador maracujá, cúrcuma, gengibre, couve, laranja, maçã e manga com um toque final de alecrim. É ótimo para reforçar a imunidade”. Veja Mais

Hotéis da Espanha oferecem quarentena cinco estrelas para pacientes com coronavírus

Glogo - Ciência Em Madri, 704 pacientes estão espalhados por 11 hotéis; em Barcelona, setor colocou 2,5 mil 'leitos' à disposição. Pandemia já deixou mais de 11,7 mil mortos no país. Profissionais de saúde prestam atendimento a paciente com a doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), na chegada dele ao Hotel Melia Barcelona Sarria, nesta quinta-feira (2); o local foi transformado em 'centro médico' para tratar de doentes em estado crítico Pau Barrena/AFP Um motorista de ambulância vestido com um traje branco entra na recepção de um hotel de Barcelona para anunciar a chegada de três novos "clientes". São Josefa, Julián e Juan, pacientes com coronavírus recém-saídos do hospital para ali passarem sua quarentena. "Bom dia! Como vocês estão? Eu me chamo Enrique Aranda e sou, provavelmente, a primeira pessoa fora da área de saúde que você vê em vários dias", diz o encarregado das "boas-vindas", na porta da ambulância. Ele é o diretor do Hotel Meliá Sarriá, um estabelecimento cinco estrelas na zona nobre de Barcelona que, em colaboração com a rede de ambulatórios da cidade, adaptou suas instalações em três dias para se transformar um espaço "medicalizado". "Alguns pacientes vêm achando que vão ser tirados do hospital para serem deixados morrer. Tem muita gente assustada. Eu tento fazê-los esquecer de tudo isso", explica Aranda à AFP, de roupa "normal", mas protegido com máscara e luvas. "Não os deixo sair da ambulância até conseguir um sorriso. Quero que entrem de outra maneira, que vejam que isso aqui não é um hospital. É um hotel", completou. CORONAVÍRUS NO MUNDO: Alemanha envia respiradores para a Espanha PERGUNTAS E RESPOSTAS: como lidar com as crianças durante o isolamento GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção Na chegada, os novos "hóspedes" são recebido por um grupo de enfermeiros protegidos de jaleco, luvas e máscara – verde ou azul. Na entrada, a temperatura é verificada, e o histórico clínico, revisto. Os profissionais de saúde também perguntam se algum familiar precisa ser informado para, somente a partir daí, levarem a pessoa ao quarto, onde permanecerá isolada em quarentena. Fechados por decreto do governo como medida para lutar contra a pandemia, que já deixou mais de 11,7 mil mortos na Espanha, vários hotéis se transformaram em "centros médicos" para aliviar a saturação dos hospitais. Em Madri, a região mais castigada e a primeira a adotar a medida, 704 pacientes estão espalhados por 11 hotéis. Em Barcelona, o setor colocou 2,5 mil "leitos" à disposição. Em operação desde domingo, o Meliá Sarriá tem 107 "hóspedes" e receberá 50 por dia até ocupar seus 307 quartos. "São casos que já estão bem, que passaram por todo processo hospitalar e que fazem a última etapa de recuperação aqui no hotel", explica a enfermeira Gemma Fanlo. "Em outras circunstâncias, se não tivesse essa pandemia, poderiam estar em casa", completa ela, diretora-adjunta do ambulatório CAP Montnegre, situado perto deste estabelecimento. No hotel, os contatos são mínimos. Há um elevador para os profissionais de saúde e outro para pacientes. Em seus luxuosos corredores, com cheiro de hospital, reina o silêncio. As quatro refeições diárias são deixadas na porta de cada quarto. O entregador bate, e o paciente tem de contar até cinco antes de abrir. Todos que entram no quarto devem ser submetidos a um controle de temperatura corporal prévio, e os familiares, que levam roupa e material de distração como computadores e revistas, não passam da porta. Initial plugin text Veja Mais

Ministro diz que prepara projeto para favelas e afirma que Covid-19 ainda não entrou nos 'bairros operários'

Glogo - Ciência Ministro pediu que população siga cumprindo as recomendações das autoridades de saúde para o sistema ter tempo de se preparar. Plano para favelas e comunidades deve ficar pronto no fim de semana, diz Mandetta O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira (03) que o coronavírus ainda não chegou nas pessoas pobres do país e que é importante que a população continue seguindo as recomendações das autoridades de saúde, para o sistema ter tempo de se preparar. "Peço que as comunidades segurem, não deixem entrar em espiral antes de o sistema estar mais preparado para atender. Já que começou pelas classes a e b, passou um pouquinho pela classe média, mas não entrou nos bairros operários" - Luiz henrique Mandetta, Ministro da Saúde. Mandetta disse que o Ministério está construindo um plano de manejo para as favelas e comunidades. "Estamos trabalhando com muita preocupação. Ainda estamos estudando um trabalho de manejo com favelas e comunidades. É um quebra-cabeça difícil. Esperamos até o fim de semana terminar esse que deve ser um projeto de maior complexidade. E, por enquanto, a gente pede as comunidades para continuarem com o comportamento que estão." Central Única das Favelas (Cufa) está recebendo doações para auxiliar as comunidades Reprodução/RBS TV Manaus Durante a coletiva, o ministro também revelou a preocupação com Manaus que vem tendo um crescimento rápido de casos. Mandetta afirmou que a Secretaria Estadual do Amazonas solicitou apoio ao Governo Federal para conseguir respiradores. Ele disse que uma rede privada do Rio de Janeiro disponibilizou 15 aparelhos para o Estado, que foram levados por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Vídeos: Quarentena na favela Quarentena na favela: moradores tentam respeitar isolamento em barracos apertados e cheios Initial plugin text Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 3 de abril

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 8.066 infectados em todos os estados e 327 mortos. Espírito Santo e Sergipe registram suas primeiras mortes. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h desta sexta-feira (3), 8.066 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 327 mortes pela Covid-19. Na noite de quinta-feira, o Amazonas confirmou duas novas mortes pela Covid-19, chegando ao total de cinco. A secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte também registrou a terceira morte. O Ceará registra 21 mortes e é o terceiro estado com maior número de casos fatais, atrás de São Paulo, que contou 208, e Rio de Janeiro, que tem 41 fatalidades. Sobe para 21 o número de mortes pela Covid-19 no CE Sergipe confirmou as duas primeiras mortes pela doença no estado: uma mulher de 61 anos que era diabética, hipertensa, com histórico de doença vascular periférica; e um homem de 60 anos, hipertenso, que havia chegado de São Paulo há 15 dias. Duas pessoas morrem com a Covid-19 em Aracaju MAPA DO CORONAVÍRUS: Brasil confirmou 2.000 casos em dois dias; veja cidades O Ministério da Saúde atualizou seus números nesta quinta-feira (2), informando que o Brasil tem 299 mortes e 7.910 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados. CORONAVÍRUS NO MUNDO: Coreia do Norte afirma não ter nenhum caso e causa desconfiança PERGUNTAS E RESPOSTAS: como lidar com as crianças durante o isolamento PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção 23 mil testes à espera do resultado Covid-19: Brasil tem ao menos 23 mil testes de coronavírus à espera do resultado O Brasil tem ao menos 23,6 mil testes do novo coronavírus (Sars-CoV-2) ainda à espera do resultado. Esse número é 3,4 vezes maior que o total de casos confirmados (6,9 mil) neste balanço das secretarias de Saúde. Para especialistas ouvidos pelo G1, tal discrepância indica que pode haver muito mais gente com a doença Covid-19 no país. O G1 procurou as Secretarias de Saúde de todos os Estados e do Distrito Federal para saber quantos testes estão na fila. Apenas dez responderam até o início desta manhã: Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Veja mais na reportagem. Essa subnotificação de registros tem duas causas: a falta de testagem maciça no Brasil e e a demora para finalizar essas análises já iniciadas mas não concluídas. Pesquisadores explicam que a quantidade de kits insuficiente e o gargalo na hora de analisar as amostras coletadas dificultam a realização de cálculos que mostrem o real avanço do surto no país. E fazem um alerta: como o Ministério da Saúde recomenda que sejam testados apenas pacientes graves, existe a chance de ser considerável o percentual de "positivos" nesse universo de pessoas já submetidas ao exame. Einstein quer testar novo tratamento O Hospital Albert Einstein espera autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para começar a fazer testes clínicos para tratamento de doentes em estado grave com plasma de pacientes que já se recuperaram do coronavírus. A pesquisa ainda não teve início e o protocolo para os testes dependem de avaliação prévia da comissão. Nos Estados Unidos, a agência que regulamenta medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou o tratamento experimental contra a Covid-19 usando plasma de pacientes que já se recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus. Um estudo feito com cinco pacientes graves internados em um hospital da China, usando o mesmo método, já demonstrou eficiência. Initial plugin text Veja Mais

Ministério da Saúde diz que primeiro caso de coronavírus no Brasil foi identificado no fim de janeiro

Glogo - Ciência Antes, primeiro caso considerado era de um homem de 61 anos, que mora em São Paulo, fez viagem para a Itália entre 9 e 21 de fevereiro. Ministério não deu detalhes do novo primeiro caso, que ainda está sob investigação. O Ministério da Saúde afirmou nesta quinta-feira (2) que o primeiro caso de coronavírus registrado no Brasil foi verificado em 23 de janeiro. De acordo com a pasta, a investigação mostra que o coronavírus Sars-Cov-2 já estava em circulação no país antes do anúncio do primeiro caso. Até então, o primeiro caso caso positivo de coronavírus no Brasil tinha sido anunciado em 26 de fevereiro. Tratava-se de um homem que mora em São Paulo, tem 61 anos, e veio da Itália. Quando o caso foi confirmado, à época, havia outros 20 casos em investigação e 59 suspeitas já foram descartadas. "Lembrem-se que estamos fazendo a investigação de casos internados. Muitos desses casos estão com material colhido, e nós tivemos a partir de investigação retrospectiva a identificação do primeiro caso confirmado, ele é da semana epidemiológica 4, de 23 de janeiro", disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. Investigação também no zika O secretário afirmou que fato semelhante ocorreu com o vírus da zika. "Isso foi feito também no Zika vírus. Inicialmente achávamos que os primeiros casos eram de abril de 2015 e, um ano depois, com investigação retrospectiva, verificamos que tinha caso de Zika vírus identificado em banco de sangue na região amazônica desde abril de 2014", disse Wanderson. Ministério da Saúde confirma primeiro caso do novo coronavírus no Brasil Initial plugin text Veja Mais

Uso de máscaras diminui vírus no ambiente e pode frear 2ª onda de contaminação por coronavírus no Brasil, diz médica

Glogo - Ciência Ministério da Saúde ampliou a indicação de medidas preventivas e incluiu o uso de máscaras para evitar a propagação de novos casos de Covid-19. 30 de março - Trabalhador usa máscara em rua deserta no Centro do Rio de Janeiro. Marcos Serra Lima/ G1 O uso de máscaras diminui a presença do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no ambiente e pode frear uma possível segunda onda de casos de Covid-19 no Brasil, de acordo com a médica do Hospital das Clínicas de São Paulo, Jaqueline Scholz. "A principal medida para evitar a propagação do vírus é o isolamento social. A recomendação para todos usarem máscaras é para quando houver a transição do isolamento social para o isolamento vertical [quando ficam em quarentena apenas os grupos de risco]", afirma Scholz. "O uso de máscara é imperioso para evitar uma segunda onda de contaminação", alerta. Quem deve usar máscara? Tire dúvidas Nesta quarta-feira (1º), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que as máscaras de proteção podem servir como barreira eficiente para a população em geral contra o coronavírus. A sugestão do ministro é o uso de máscaras alternativas, preservando as cirúrgicas e as N95 para os profissionais de saúde. Mas, por que toda a população deveria usar máscaras para evitar a propagação do coronavírus? De acordo com Scholz, isso ocorre porque o número de pessoas que estão infectadas e não apresentam sintomas está aumentando com o avanço da pandemia. "Os assintomáticos são os grandes disseminadores. Quem tem sintoma, todo mundo fica longe, mas quem não apresenta sintoma continua por aí, falando, espirrando, tossindo, fazendo com que haja uma transmissão enorme. As gotículas emitidas com o vírus ficam no ambiente e vão contaminando mais pessoas", afirma Scholz, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor. Segundo Scholz, a recomendação inicial do Ministério da Saúde de evitar o uso de máscaras não foi um erro do governo. "O Brasil está no 'timing' certo, a pandemia está em curso. Agora, viram que a questão tem que ser reconsiderada", afirma. A Organização Mundial de Saúde (OMS) segue com a orientação de que o uso de máscaras deve ser feito apenas por quem está com sintomas ou está cuidando de doentes – a ideia é que não falte material de proteção para profissionais de saúde. No entanto, Scholz reforça que a máscara é eficiente para criar uma barreira mecânica e evitar a contaminação do ambiente com o vírus, já que ele sobrevive em superfícies por 3 a 20 dias, de acordo com a temperatura ambiente ou o tipo de material da superfície onde o vírus se deposita. Ela cita um estudo feito em 2010 com um outro vírus da família coronavírus. Nele, há indicação de que em temperaturas médias de 4ºC, o vírus sobrevive 28 dias na superfície; na média de 20ºC, sobrevive 7 dias; na média de 40ºC, fica quatro horas no ar. Plástico, aço, papelão: veja quanto tempo o coronavírus sobrevive em superfície Evidências científicas provenientes da análise de como o vírus se espalhou na China, o país onde a pandemia surgiu, aponta que duas em cada três infecções do novo coronavírus foram causadas por pessoas que não apresentavam sintomas ou não foram diagnosticadas com a doença. "Os casos não detectados podem expor uma parcela muito maior da população ao vírus", afirmou no fim de março Jeffrey Shaman, professor de Ciências da Saúde Ambiental da Universidade Columbia e coautor da pesquisa. Como usar a máscara? Scholz recomenda que a máscara é um item a mais de proteção – a rotina de higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel deve ser mantida. Ela afirma que o indicado é usar máscara cirúrgica. A "vida útil" da máscara cirúrgica é de duas horas – após este período, a umidade da respiração passa para o material da máscara e compromete a barreira de proteção. Ela poderá ser usada de novo, desde que higienizada corretamente. Scholz recomenda que a máscara seja submetida a máquinas que emitem vapor ou ao vapor do bico de uma chaleira de água fervente por 10 minutos. Confira as dicas: Antes de colocar as máscaras, higienize as mãos Nunca toque o tecido: o ajuste deve ser feito com os elásticos Cubra nariz e queixo, verifique se há um ferro de ajuste no nariz e aperte Após duas horas, retire a máscara sem tocar o tecido Esterilize o material colocando por 10 minutos sob vapor de água, como no bico de uma chaleira VÍDEOS SOBRE MÁSCARAS Márcio Gomes explica como é fácil fazer uma máscara de pano Infectologista explica como máscaras poderiam impedir a contaminação do coronavírus Médico faz recomendação para quem optar pelo papel toalha como máscara de proteção Entenda a diferença da máscara cirúrgica e a máscara de pano Initial plugin text Veja Mais

Como fazer máscaras contra o coronavírus: veja vídeo e dicas

Glogo - Ciência Aprenda a fabricar, em casa, uma máscara que diminua o risco de contaminação. Ela pode ser usada em transportes públicos ou em farmácias e supermercados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o uso da máscara para combater o novo coronavírus seja feito apenas por profissionais de saúde, pacientes contaminados, cuidadores ou pessoas com sintomas respiratórios. No entanto, na última quarta-feira (1º), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que máscaras simples, feitas em casa, podem ser usadas por qualquer pessoa, como forma de diminuir o risco de contaminação. E reforçou que as cirúrgicas, já em falta, devem ser exclusivas dos hospitais. O Ministério da Saúde publicará, ainda nesta quinta (2), recomendações para a produção caseira dos equipamentos -- determinando, por exemplo, o tecido ideal. Especialistas reforçam que não há evidências científicas, por ora, que comprovem a total eficácia das máscaras de tecido. Mas, segundo eles, os equipamentos podem criar um anteparo que impeça a disseminação de gotículas contaminadas e o contato do vírus com as mucosas da boca e do nariz. Eles serão úteis principalmente em transportes públicos e em locais de aglomeração, como supermercados e farmácias. Mas atenção: o uso da máscara não dispensa a importância da lavagem correta das mãos. E o isolamento social continua sendo uma recomendação. No vídeo abaixo, é possível aprender a fazer uma máscara usando materiais simples: um pedaço de tecido e dois elásticos de cabelo. Assista: Márcio Gomes explica como é fácil fazer uma máscara de pano Cuidados necessários Com as mãos lavadas, é preciso colocar a máscara sobre o rosto de modo que cubra tanto o queixo, quanto o nariz. A máscara não pode ficar frouxa no rosto. Para isso, o ideal, quando possível, é usar um acessório de metal na parte superior da máscara, de modo que ela fique próxima ao nariz e evite a entrada e a saída de ar. Durante o uso, não se deve tocar na máscara, nem colocá-na na testa, como se fossem óculos de sol. Não a remova nem para falar. Quando for retirar a máscara, não se deve encostar a mão no tecido, apenas nas alças laterais que ficam acopladas à orelha. A higienização, antes e depois do uso, deve ser feita com água e sabão. O uso de água sanitária também é permitido. Veja Mais

Quem deve usar máscara? Ministério amplia indicação e recomenda até a produção caseira; tire dúvidas

Glogo - Ciência Máscaras eram recomendadas somente para pessoas com sintomas e profissionais da saúde. Agora, Ministério faz ressalvas, mas diz que elas podem ser usada por toda a população. Esculturas de Jorge Amado e Zélia Gattai, em Salvador, amanheceram na terça-feira (31) com máscaras cirúrgicas. André Uzêda / TV Bahia O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse na quarta-feira (1º) que máscaras de proteção podem servir como barreiras eficiente para a população em geral contra o coronavírus. A sugestão de Mandetta tem como foco no uso de máscaras alternativas, preservando as máscaras cirúrgicas e as N95 para os profissionais de saúde. O G1 ouviu especialistas e consultou órgãos como Anvisa e OMS para montar um tira dúvidas, incluindo os pontos positivos e negativos do uso das máscaras pela população em geral. Por que antes as máscaras não eram recomendadas para a população em geral? O que afirmam os que são a favor do uso geral das máscaras descartáveis? Por que especialistas afirmam que a máscara pode ser vetor de contaminação? Não tenho Covid-19. A máscara pode me proteger? Como devo usar a máscara? A máscara é descartável? De quanto em quanto tempo devo trocar? As máscaras caseiras podem ser usadas? Quais os cuidados de higiene com as máscaras caseiras? Como devo descartar a máscara usada? Como outros países usam as máscaras? O que diz a Anvisa sobre o uso de máscaras descartáveis? O que diz a OMS sobre o uso de máscaras descartáveis? Por que antes as máscaras não eram recomendadas para a população em geral? Seguindo orientações da OMS, o Ministério da Saúde e a maioria dos especialistas apontavam o risco de um uso irregular das máscaras pela população em geral. Não utilizada da maneira correta, a máscara pode ficar contaminada e expor as pessoas ao coronavírus. Outra preocupação da pasta era quanto à falta do produto no mercado, já que inúmeros profissionais da saúde denunciavam que não estavam tendo acesso às máscaras e outros itens de segurança individual. A dificuldade na importação dos produtos da China é um ponto de atenção. O que afirmam os que são a favor do uso geral das máscaras descartáveis? As máscaras descartáveis foram recomendadas para uso geral em outras epidemias na Ásia, como a de H1N1, depois que estudos mostraram que o item, quando associado com lavar as mãos e evitar aglomerações, diminuía as transmissões de gripe. Isso porque, mesmo que seja uma barreira de baixa proteção, ainda é uma barreira, se usada da maneira correta e junto das demais medidas de proteção. Além disso, no caso do coronavírus, como muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas e não sabem que estão com a Covid-19, a máscara para uso geral pode ajudar a conter a transmissão causada pelas pessoas que não têm sintomas. Por que a máscara cirúrgica pode ser vetor de contaminação? Bolsonaro colocou e tirou a máscara diversas vezes durante a entrevista Reprodução Um dos motivos pelos quais a máscara pode ser vetor de contaminação é o uso inadequado dela. “As pessoas podem se sentir incomodadas porque não estão acostumadas ao uso, levando as mãos ao rosto com maior frequência e de forma errada”, diz o especialista do Serviço de Alergia/Imunologia da Santa Casa do Rio de Janeiro, Thiago Luiz Bandeira. Segundo o alergista Marcello Bossois, a máscara também pode desmobilizar as pessoas em relação à higienização periódica das mãos por uma “falsa sensação de maior proteção durante o uso”. Não tenho Covid-19. A máscara cirúrgica pode me proteger? De forma limitada, mas pode. Isso porque o coronavírus é transmitido através de gotículas eliminadas por meio da tosse, espirro ou pela fala. Apesar de não filtrarem o ar, a máscara descartável pode servir de barreira para impedir que essas gotículas entrem em contato com as mucosas da boca e do nariz. “A máscara também ajuda a evitar que a pessoa encoste a mão no rosto”, diz o epidemiologista André Ricardo Ribas Freitas, professor da Faculdade São Leopoldo Mandic. Mandetta defende a produção e o uso de máscaras caseiras "Acho que máscaras de pano para os comunitários funciona muito bem como barreira. Não é caro de fazer, faça você mesmo, tem na internet, faça você mesmo e lave com água sanitária, ou o nome que você conhece", disse Mandetta na quarta-feira (1°) Como devo usar a máscara? Independentemente de quem fizer uso do acessório, tendo ou não sintomas, a Anvisa alerta que é fundamental higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool 70% antes e após usar a máscara. Com as mãos lavadas, é preciso colocar a máscara sobre o rosto de modo que cubra tanto queixo quanto nariz; A máscara não pode ficar frouxa no rosto. Para isso, uso o acessório de metal na parte superior da máscara para aderi-la ao nariz para evitar entrada e saída de ar. Durante uso, não se deve tocar na máscara. Por isso, não é recomendado que se tire e coloque a máscara e nem que ela seja removida durante a fala. Quando for retirar a máscara, a pessoa não deve encostar a mão no tecido, apenas nas alças laterais que ficam acopladas à orelha. Coronavírus: máscara cirúrgica deve ser usada conscientemente De quanto em quanto tempo devo trocar a máscara? Todas as máscaras de uso caseiro, sejam as descartáveis ou de tecido, precisam ser substituídas assim que ficarem úmidas. “Quando a máscara fica úmida, perde a capacidade filtrante e precisa ser trocada”, diz Freitas. “Por isso, se a pessoa passa uma boa parte do tempo fora de casa, é ideal ter 4 máscaras para fazer a troca”, diz Freitas. Quanto às máscaras cirúrgicas, segundo Bandeira, o tempo médio de eficácia é de duas horas, devendo ser descartada após esse período. Apesar disso, a recomendação é para que esses itens sejam deixados de preferência para uso dos profissionais de saúde, já que elas estão em falta no mercado. As máscaras caseiras são seguras? Segundo Freitas, as máscaras caseiras impedem a entrada e saída de gotículas desde que sejam feitas com um tecido filtrante, como o TNT, e em três camadas: externa, intermediária filtrante e interna. Elas também devem ter o suporte de ferro na parte superior onde encosta no nariz, para garantir que a máscara fique bem presa ao rosto. “Os melhores materiais são os filtrantes. Se não tiverem, podem ser tecidos a base de algodão, que também tem capacidade filtrante”, explica. Uso de máscaras pode conter disseminação de doenças? Segundo Bandeira, as máscaras feitas com apenas uma camada de tecido não devem ser utilizadas. Além disso, elas precisam ser lavadas assim que ficarem úmidas durante o uso (veja abaixo como higienizar a máscara caseira). Costureira produz e doa máscaras de tecido a idosos em Ribeirão Preto (SP) Angélica Faleiros/Acervo pessoal Como devo descartar a máscara usada? Ao ser retirada, a máscara precisa ser imediatamente colocada em um saco plástico hermeticamente fechado ou bem amarrado antes de ser descartada no lixo comum. Além disso, a pessoa deve lavar as mãos com água e sabonete após tocar na máscara usada. Máscaras devem ser descartadas após o uso Quais os cuidados de higiene com as máscaras caseiras de tecido? As máscaras de tecido precisam ser lavadas com água e sabão toda a vez que forem usadas e, depois de secarem, devem ser passadas à ferro quente. O que diz a Anvisa sobre o uso de máscaras cirúrgicas? A Anvisa orienta que as máscaras devem ser de TNT e seu uso deve ter prioridade para profissionais da saúde e pessoas sintomáticas. “Usar máscaras quando não indicado pode gerar custos desnecessários e criar uma falsa sensação de segurança que pode levar a negligenciar outras medidas como a prática de higiene das mãos”, diz um documento da entidade. Para os casos sintomáticos, o mesmo documento afirma que “usar uma máscara é uma das medidas de prevenção para limitar a propagação de doenças respiratórias, incluindo o novo coronavírus.” Luvas e máscaras são indicados a pacientes com coronavírus e profissionais de saúde O que diz a OMS sobre o uso de máscaras? A OMS orienta que as máscaras sejam usadas apenas por profissionais da saúde e por pessoas sintomáticas. A entidade alerta para o perigo de contaminação nos casos em que as máscaras não são utilizadas e descartadas de maneira segura pela população assintomática e afirma que o item oferece baixa proteção contra o coronavírus. No caso dos profissionais da saúde, a organização reforça que a máscara é eficaz porque é utilizada com outros itens de segurança individual, como óculos, luvas e capote. Além disso, igual a Anvisa, a OMS teme que o uso indiscriminado possa levar à falta das máscaras para quem realmente necessita utilizá-las. Como outros países usam as máscaras? O diretor-geral do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, George Gao, disse na sexta-feira (27) que não usar máscaras é o grande erro dos EUA e da Europa no combate à Covid-19. "O grande erro nos EUA e na Europa, na minha opinião, é que as pessoas não estão usando máscaras. Este vírus é transmitido por gotículas e contato próximo. Gotículas desempenham um papel muito importante - você precisa usar uma máscara, porque quando você fala, sempre há gotículas saindo da sua boca. Muitas pessoas têm infecções assintomáticas ou pré-sintomáticas. Se eles estão usando máscaras, isso pode impedir que gotículas que levam o vírus escapem e infectem outras pessoas", disse Gao em entrevista à Science. Na terça (31) o jornal Washington Post informou que funcionários do Centro de Controle e Prevenção a Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão considerando alterar orientações oficiais sobre o uso de máscaras simples para todas as pessoas, inclusive as que não manifestaram sintomas da Covid-19. No entanto, o CDC não divulgou nenhuma nota oficial sobre o assunto, e as recomendações nos EUA sobre o uso de máscaras se mantêm somente para profissionais de saúde e pessoas que apresentam sintomas. Especialistas ouvidos pelo jornal informam que o uso de máscaras simples, até mesmo feitas de pano, podem ajudam a achatar a curva de transmissão e diminuir o número de casos. Na Áustria, o governo passou a exigir que funcionários e consumidores passem a utilizar máscaras cirúrgicas obrigatoriamente em supermercados, como uma tentativa de diminuir a disseminação da Covid-19. O chanceler do país informou à Reuters que as máscaras serão entregues às pessoas na entrada dos supermercados. Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: Unicamp negocia com estado para realizar até 180 mil testes

Glogo - Ciência Reitor Marcelo Knobel anunciou que alunos podem trancar o semestre sem ônus acadêmico e defendeu o papel do professor no atual momento, com critica a Jair Bolsonaro, a quem definiu como 'um presidente que vive em um universo paralelo'. Pesquisador da Unicamp com frasco contendo o novo coronavírus (Covid-19) Liana Coll/Unicamp O reitor da Unicamp informou em reunião do Conselho Universitário (Consu), divulgada nesta quarta-feira (1º), ações da universidade de Campinas (SP) no enfrentamento da crise do coronavírus. Além da possibilidade aos alunos de trancarem o semestre sem ônus acadêmico, Marcelo Knobel disse que negocia com o governo de São Paulo a realização de até 180 mil testes para detecção da Covid-19. MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil Coronavírus: veja perguntas e respostas "A gente começou hoje a fazer os testes, e em pouco tempo, a gente está negociando com o governo do estado para termos a possibilidade de fazermos 180 mil testes aqui", disse Knobel. O exame, que segue o "padrão ouro" da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a Unicamp, foi desenvolvido a partir de amostras do primeiro paciente infectado pelo coronavírus no Brasil pela equipe do Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) do Instituto de Biologia (IB). De acordo com a Unicamp, além de pesquisadores do LEVE, o desenvolvimento do teste conta com a colaboração de outros docentes do Instituto de Biologia, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio). Equipe da Unicamp espera ter o teste para detecção do coronavírus em Campinas nesta quarta-feira Liana Coll/Unicamp Aulas Sobre a paralisação de parte das atividades acadêmicas - a Unicamp foi a primeira universidade do país a suspender as aulas -, e eventuais dificuldades que alguns universitários têm em realizar ou manter os estudos on-line no período, Knobel destacou que a ideia é não prejudicar nenhum estudante. Portanto, anunciou a possibilidade aos que desejarem, de fazer o pedido de trancamento do semestre das disciplinas que estavam cursando desde o começo do ano. Os pedidos devem ser feitos até 15 de julho, sem qualquer ônus acadêmico aos alunos. "Os estudantes que não se sintam à vontade, não queiram, são contra, que não tenham condições socioeconômicas, que não tenham computador, que não tenham condições nas famílias para trabalhar e fazer os trabalhos, eventualmente seguir uma ou duas disciplinas, que possam trancar o semestre sem problema algum." O reitor ressalta ainda que o chamado coeficiente de rendimento (CR) não será computado nesse semestre "para não prejudicar eventualmente no futuro dos estudantes". Marcelo Knobel, reitor da Unicamp Mirela Von Zuben/G1 Criticas ao presidente Em sua fala na reunião do Consu, Knobel reforçou a importância dos estudos que são realizados na Unicamp e em outras instituições, e que esse é o papel das universidades, que não podem parar em um momento crítico apesar de serem atacadas diariamente. "Temos um presidente que vive em um universo paralelo, como outros, que tem uma equipe administrativa, não só no governo federal, onde as universidades públicas atacadas diariamente. Qual nossa resposta? É parar? Qual vai ser a reação da universidade:? Vai ser muito mais grave. Tem gente falando em reduzir nossos salários. Para opinião pública, nós vamos estar parados", argumentou. Em outro ponto do discurso, o reitor fala sobre a contribuição dos professores à sociedade diante do momento de crise. E voltou a citar o presidente. "Acreditamos que sendo professores, contribuímos para tornar o mundo melhor, mais justo (...) E são nestes momentos de crise que a gente deve continuar fazendo aquilo que acredita, e da melhor maneira para contribuir com nosso país. Trabalhando para ajudar a esclarecer a população que não podemos ter contato social, que a gente precisa acreditar na ciência, apesar do presidente dizer ao contrário". Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Internações por problemas respiratórios cresceram na última semana, mas em ritmo menor, diz Fiocruz

Glogo - Ciência Coordenador do levantamento diz que combinação de fatores pode estar por trás da variação, desde as medidas de isolamento até a dificuldade para incluir o elevado número de casos nos bancos de dados. Monitoramento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que, na semana entre 22 e 28 de março, o número de internações por problemas respiratórios cresceu no Brasil, mas em ritmo menor que na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (1º). Para o pesquisador Marcelo Gomes, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que coordena o levantamento, a queda no ritmo de crescimento se deve a uma combinação de fatores, desde as medidas de isolamento adotadas para combater a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, até a dificuldade para incluir as internações nos bancos de dados. "Pode sim já ser efeito das medidas de isolamento, mas pode também ter um efeito relacionado a um eventual maior tempo para digitação das internações no banco de dados, em função de sobrecarga nas unidades de saúde", avalia Gomes. "Ao final desta semana, quando entrarem mais casos referentes à semana passada que ainda não foram inseridos no sistema, poderemos ter uma melhor noção". Na semana passada, entre os dias 15 e 21 de março, o Brasil havia registrado 9 vezes a média histórica semanal de internações para este período do ano. Coronavírus: Fiocruz alerta que dispararam internações por insuficiência respiratória Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 1° de abril

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 5.812 infectados em todos os estados e 202 mortos. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h desta quarta-feira (1°), 5.812 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil. Número de mortes por coronavírus passa dos 200 O governo do Amazonas confirmou a terceira morte no estado e em Minas Gerais constatada a segunda morte pela doença. A primeira morte também foi confirmada em Alagoas, assim como na Paraíba. O Distrito Federal registra três casos fatais da Covid-19 e o Mato Grosso do Sul teve seu primeira morte. Pernambuco confirmou sete mortes. Com isso, chega a 202 o número de mortos pela Covid-19 no país. São Paulo registra 136 mortes e o Rio de Janeiro tem 23 casos fatais da doença. Amazonas registra duas mortes por causa do novo coronavírus em menos de 24 horas O governo do Pará também atualizou os números nesta manhã e agora são 32 casos da doença no estado. Minas Gerais tem 275 casos confirmados e subiu para 10 o número de casos no Amapá. O governo de Sergipe confirmou mais dois casos nesta terça e Pernambuco chegou aos 87 casos confirmados. O Rio Grande do Sul atualizou o número de casos para 305. Goiás chegou a 65 casos e o Rio Grande do Norte tem 82 infectados pela doença. Bahia tem 217 casos confirmados, o Distrito Federal tem 333 e Santa Catarina registra 235 casos. O Ministério da Saúde atualizou seus números nesta terça-feira (31), informando que o Brasil tem 201 mortes e 5.717 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: mais de 3 mil mortes foram registradas nos EUA PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Initial plugin text Veja Mais

UFTM produz viseiras em impressora 3D para profissionais de saúde que atuam no combate ao coronavírus em Uberaba

Glogo - Ciência Material é produzido no Serviço de Mídia em Extensão e Cultura. Doações de matéria-prima são aceitas; veja como ajudar. Impressora 3D usada na produção de viseiras na UFTM Luana Caroline Campos Cunha/Unid. Comunicação/HC-UFTM/EBSERH O Serviço de Mídia em Extensão e Cultura (Semec), vinculado ao Departamento de Desenvolvimento Cultural da Pró-Reitoria de Extensão Universitária (Proext), da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, disponibilizou uma impressora 3D para produção de viseiras. O material será destinado aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate ao coronavírus. Segundo o Semec, a impressora tem funcionado ininterruptamente, em escala de revezamento. A matéria-prima é um filamento, um material plástico que derrete e se molda no formato necessário. O estoque de filamento está limitado, por isso, doações são aceitas e podem ser comunicadas pelo e-mail semec.proext@uftm.edu.br. Initial plugin text Veja Mais

Pacientes tratados com plasma de pessoas já recuperadas da Covid-19 podem apresentar melhoras, aponta estudo

Glogo - Ciência Substância é a parte líquida do sangue. Agência americana liberou o método para tratamento de casos graves, enquanto as pesquisas seguem sendo desenvolvidas. Equipe médica coloca paciente com Covid-19 em ambulância em Nova York, nos Estados Unidos, em 28 de março. Stefan Jeremiah/Reuters A agência que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), está testando um tratamento experimental contra a Covid-19 usando plasma de pacientes que já se recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus. Um estudo feito com cinco pacientes graves internados em um hospital da China, usando o mesmo método, já demonstrou eficiência. O plasma é a parte líquida do sangue. O uso desta substância retirada de pacientes recuperados já foi usado com sucesso em surtos de outras infecções respiratórias, incluindo a pandemia do vírus influenza H1N1, que ocorreu entre 2009 e 2010; a epidemia de Síndrome Aguda Respiratória (chamada de Sars-CoV-1), em 2003; e a epidemia de síndrome respiratória do Oriente médio (Mers-CoV), de 2012. Em meio à urgência da pandemia, a FDA está liberando o uso emergencial de plasma de pacientes recuperados para serem usados naqueles que estão com o quadro grave da doença, enquanto estudos mais completos ainda estão sendo desenvolvidos. "Esse processo [liberado pela agência] permite o uso de um medicamento sob investigação para o tratamento de um paciente individual feito por um médico licenciado, mediante autorização da FDA. Isso não inclui o uso de plasma convalescente da Covid-19 para a prevenção de infecção", afirma a instituição. Segundo a agência americana, "embora promissor, o plasma convalescente não demonstrou ser eficaz em todas as doenças estudadas." De acordo com a FDA, "é importante determinar, por meio de ensaios clínicos (...) o que é seguro e eficaz de fazer." Coronavírus: Técnica do plasma sanguíneo já é utilizada com outras doenças sem tratamento Experiência na China Na China, cinco pacientes em estado grave diagnosticados com a Covid-19 apresentaram melhora após o tratamento com plasma de pessoas que adquiriram o novo vírus e se recuperaram. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita por um hospital da China, e divulgada nesta segunda (30) pela revista de pesquisa científica Jama. A pesquisa foi realizada pelo departamento de doenças infecciosas do hospital, Third People's Hospital em Shenzhen no sudoeste do país, em cinco pacientes que apresentaram pneumonia grave com progressão rápida e a carga viral da Covid-19 continuamente alta. Todos estavam respirando por meio de aparelhos. O estudo foi realizado de 20 de janeiro a 25 de março deste ano. Os pacientes, com idades entre 36 e 73 anos, receberam a transfusão de plasma com um anticorpo específico neutralizados do Sars-Cov-2, o nome científico do novo coronavírus. O plasma convalescente, rico em anticorpos, vem sendo usado por décadas para tratar doenças infecciosas, como o ebola e a influenza. Após a transfusão, a temperatura corporal de quatro pacientes normalizou em três dias, e as cargas virais também diminuíram 12 dias após a transfusão. Três dos cinco pacientes tratados voltaram a respirar sem a ajuda de aparelhos dentro de duas semanas após a transfusão. Eles receberam alta hospitalar após permanecerem internados cerca de 50 dias. Os outros dois estão em condição estável após 37 dias da transfusão. Os doadores de 18 a 60 anos haviam se recuperado da infecção e consentiram em fazer a doação sanguínea para a pesquisa. Segundo os pesquisadores, a limitação de testes impede a afirmação definitiva sobre a eficácia do tratamento. No Brasil, o Hospital Albert Einstein informou em entrevista ao Fantástico que em breve irá começar os ensaios clínicos para o tratamento de pacientes com a mesma técnica no estado de São Paulo. Initial plugin text Veja Mais

Como evitar a ansiedade e a depressão causadas pelo isolamento

Glogo - Ciência Especialista recomenda fazer atividade física e respeitar as horas de sono Há 190 anos a Academia Nacional de Medicina realiza, semanalmente, sua reunião científica. Em tempos de pandemia, agora esses encontros são virtuais e acompanhei o da última quinta-feira (26), cujo tema, como não poderia deixar de ser, era o novo coronavírus. O psiquiatra Antonio Egidio Nardi, que também é membro da Academia Brasileira de Ciências e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), discorreu sobre o risco de depressão nesse período de isolamento social. Ele afirmou que, apesar de todos os desafios que o mundo está enfrentando, é um erro colocar a saúde mental em segundo plano: “é natural que as pessoas só falem do novo coronavírus e da crise, mas é importante buscar outros assuntos. Essa saturação temática gera pensamentos obsessivos, fóbicos, hipocondríacos, que podem levar a um quadro de transtorno de ansiedade e depressão”. O psiquiatra Antonio Egidio Nardi, membro da Academia Nacional de Medicina e professor titular da UFRJ Acervo pessoal O estresse do confinamento por um período cuja duração ainda desconhecemos e o medo de encarar uma doença que pode levar à morte têm forte impacto em nosso equilíbrio, principalmente para quem mora sozinho – segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 4.3 milhões de idosos vivendo nesta situação. “A solidão é fator de risco para a depressão e para o abuso do consumo de álcool”, alertou o psiquiatra, que listou diversos cuidados que devem ser observados: 1) A atividade física é indispensável para manter a saúde mental. Mesmo dentro de casa, todos devem tentar se exercitar. 2) Respeitar as horas de sono também é fundamental. Sem sair, muita gente acaba virando a noite vendo TV e altera seu relógio biológico. 3) Ter uma alimentação saudável. 4) Conversar diminui bastante o estresse, mas ele lembra que, quando a família inteira divide o confinamento, é igualmente necessário garantir momentos de privacidade. 5) Tentar se engajar em atividades lúdicas e fazer coisas prazerosas, como ler, assistir a uma série ou procurar cursos on-line, inclusive porque há diversos grátis. “É importante evitar pensamentos negativos. Há muitas informações equivocadas na internet, é imprescindível escolher fontes confiáveis para se informar”, ressaltou. Para os pacientes que fazem tratamento, o doutor Nardi disse que não haverá falta de medicamentos e que o atendimento presencial ainda está sendo feito. “São muitos os desafios, como a convivência em ambientes pequenos e o longo período de confinamento. Nos sentimos frágeis, ameaçados e sem controle e precisamos nos cuidar, porque não há saúde sem saúde mental”, finalizou. VÍDEOS RJ2 conversa com especialista sobre depressão durante a quarentena Exercícios que ajudam a respirar melhor são aliados para combater a ansiedade Initial plugin text Veja Mais

'Se todo mundo fizer, vai acabar em um dia', diz ministro sobre testes rápidos que irão para os estados

Glogo - Ciência Ministério da Saúde diz que primeiro lote com 500 mil testes importados da China chegou nesta segunda e será distribuído aos estados. Compra de equipamentos da China é suficiente para 60 dias, diz Mandetta O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira (30) que será preciso racionar o uso dos testes rápidos que o governo federal importou da China e cujo primeiro lote chegou nesta noite no Brasil. "Nós já compramos 5 milhões. Esse avião está chegando com 500 mil e, quando dividir, vai ser um pouquinho para cada local. Os senhores profissionais entendam, leiam o protocolo, e se todo mundo fizer o teste vai acabar em um dia e não é assim que vai funcionar", alertou Mandetta. Um dia após passeio de Bolsonaro, Mandetta defende 'máximo grau de distanciamento social' durante surto do coronavírus Para enfrentar pico da epidemia, Brasil precisa ter até 7 vezes mais testes de coronavírus do que o número atual, diz Ministério da Saúde O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, reforçou que os testes rápidos comprados pelo governo serão usados prioritariamente em profissionais da saúde e da segurança. "Esse teste só é aplicado a partir do sétimo dia de início dos sintomas. Ele não é para a identificação de um caso no início da doença. Ele é para auxiliar a vigilância na identificação dos pacientes que podem ser positivos no âmbito de profissionais de serviços de saúde, não são só profisisonais de saúde, ou seja, aqueles profissionais que estão atuando no serviço de saúde, além dos profissionais de segurança", disse Wanderson. Testes para diagnosticar coronavírus podem levar de 15 minutos a 7 dias; veja os diferentes tipos Testes para coronavírus: entenda por que nem todos os casos são testados, como é o diagnóstico e como está a produção de testes no Brasil Casos no Brasil O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (30) o mais recente balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 159 mortes 4579 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade Sudeste tem 2.507 casos, 55% do total São Paulo tem 1.451 casos No levantamento anterior, divulgado no domingo (29), o Brasil tinha 136 mortes e 4.256 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. O aumento no total de mortes foi de 17% e de 7,9% no total de casos. Evolução dos casos de coronavírus no Brasil até 30 de março Cido Gonçalves/DF VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Autoridades e sociedade civil unem esforços para desinfecção de ruas em Goiás Initial plugin text Veja Mais

Pesquisadores e empresas anunciam testes experimentais de vacinas contra a Covid-19

Glogo - Ciência Universidade de Oxford convoca 510 voluntários; empresa Johnson & Johnson quer liberar 1 bilhão de doses no início de 2021. Ao menos 35 mil pessoas morreram em todo o mundo com a Covid-19 até esta segunda-feira (30). Estudiosos tentam desenvolver vacina contra coronavírus. CDC/Unsplash Empresas e centros de pesquisas anunciam que estão preparando testes experimentais de vacinas contra a Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Até esta segunda-feira (30), ao menos 35 mil pessoas haviam morrido da doença em todo o mundo. A Covid-19 ainda não tem tratamento ou medicação específica para conter a doença – por isso, o avanço das pesquisas é tão importante para imunizar a população mundial. Nesta segunda-feira, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, anunciou a convocação de voluntários para testar uma vacina; e a empresa Johnson & Johnson divulgou que começará testes em humanos até setembro deste ano – e afirmou que quer colocar 1 bilhão de doses no mercado no início de 2021 (leia mais abaixo). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até agora ao menos 54 pesquisas de vacinas estão em andamento em todo o mundo – 52 em fase pré-clínica e 2 em fase clínica. OMS diz que desenvolvimento de vacina contra coronavírus deve demorar mais de 18 meses Sem chance de vacina rápida, OMS usa plataforma para reunir estudos com medicamentos contra o coronavírus Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas. Entre elas está a pesquisa básica – que é o levantamento do tipo de vacina que pode ser feita. Depois, passam para os testes pré-clínicos, que podem ser in vitro ou em animais, para demonstrar a segurança do produto; e depois para os ensaios clínicos, que podem se desdobrar em outras quatro fases: Fase 1: feita em seres humanos, para verificar a segurança da vacina nestes organismos Fase 2: onde se estabelece qual a resposta imunológica do organismo (imunogenicidade) Fase 3: última fase de estudo, para obter o registro sanitário Fase 4: distribuição para a população Na China, pesquisadores tiveram o aval de desenvolver testes em humanos para uma vacina experimental contra a Covid-19. Nos Estados Unidos, voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pela doença, também começaram a receber doses da vacina experimental. Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) o teste faz parte de um estudo que vai acompanhar 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, e deve durar ao menos seis semanas. Universidade de Oxford convoca voluntários Nesta segunda-feira (30), a Universidade Britânica de Oxford anunciou que está convocando 510 voluntários para receber doses de uma vacina experimental contra a Covid-19. A instituição procura pessoas saudáveis, de 18 a 55 anos, para participar do estudo. Empresa quer entregar 1 bilhão de doses até 2021 A empresa Johnson & Johnson anunciou nesta segunda-feira (30) que irá testar até setembro deste ano uma vacina experimental contra a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Os testes serão feitos em humanos. O objetivo é fornecer mais de 1 bilhão de doses até o início de 2021. Empresa afirmou que irá destinar mais de US$ 1 bilhão para financiar a pesquisa de vacinas, ao lado da agência norte-americana Biomedical Advanced Research and Development Authority (Barda). VÍDEOS OMS diz que desenvolvimento de vacina contra coronavírus deve demorar mais de 18 meses Cientistas do Brasil e de Oxford sequenciam genoma do coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: 3 questões que os cientistas ainda não sabem responder

Glogo - Ciência Na luta por uma cura ou vacina, os cientistas se deparam com diversas questões sem resposta; neste vídeo, listamos algumas delas. Cientistas ainda não sabem responder várias questões sobre o novo coronavírus BBC Há muitas questões que os cientistas ainda não sabem responder sobre o novo coronavírus. Entre elas, estão perguntas que surgem conforme a pandemia avança e são analisados dados sobre a doença. Não se sabe, por exemplo, por que os homens aparentam ser muito mais afetados com gravidade que mulheres, e qual o papel dos pacientes com pouco sintomas ou assintomáticos na transmissão. Clique aqui e veja o vídeo. Initial plugin text Veja Mais

Últimas notícias de coronavírus de 30 de março

Glogo - Ciência Espanha já registra mais de 7,3 mil mortes provocada pelo novo coronavírus. Zimbábue dá início nesta segunda-feira a 21 dias de quarentena. A Espanha registrou 812 novas mortes por complicações provocada pelo novo coronavírus nas 24 horas e o balanço de mortes supera 7,3 mil no país, informou nesta segunda-feira (30) o Ministério da Saúde local. O número de mortes entre domingo (29) e esta segunda é inferior ao número recorde de 838 registrado no balanço anterior. O Zimbábue dá início nesta segunda-feira (30) a 21 dias de quarentena em um esforço para conter a expansão da pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. A Malásia, no sudeste asiático. só irá permitir que as lojas que vendem artigos de uso diário funcionem das 8h às 20h. A determinação vale para supermercados e postos de gasolina. Sob regras isolamento desde 18 de março, serviços essenciais, como saúde, transporte e indústria de alimentos, estão funcionando. O país já registrou mais de 2,4 mil casos do novo coronavírus. Passa de 724 mil o número de infecções pelo novo coronavírus e de 34 mil mortes em todo o mundo, segundo a universidade americana Johns Hopkins. Mais de 152 mil se recuperaram da doença. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas SÉRIE DE VÍDEOS: coronavírus, perguntas e respostas Initial plugin text Veja Mais

Com corpos de mortos por coronavírus nas ruas, cidade do Equador recebe doação de mil caixões de papelão

Glogo - Ciência Associação de Papeleiros de Guayaquil, que está com o sistema funerário em colapso, entregou itens a dois cemitérios locais; material não atende às normas sanitárias do governo para enterro de vítimas de Covid-19. Caixões convencionais estão em falta e muito acima do preço. Profissionais de saúde com roupas e equipamentos de proteção carregam o corpo de uma pessoa morta por coronavírus no hospital Teodoro Maldonado Carbo em Guayaquil, no Equador, em imagem de 3 de abril de 2020 Vicente Gaibor del Pino/Reuters Guayaquil, cidade mais castigada pelo novo coronavírus no Equador, tenta responder com caixões de papelão à alta demanda provocada pela pandemia, informou neste domingo (5) a Associação de Papeleiros. O município recebeu uma doação de mil caixões de papelão prensado da associação, que foi entregue a dois cemitérios da localidade. "É para que possam cobrir a demanda de caixões, que estão em falta na cidade ou são extremamente caros", disse um porta-voz do conselho de Guayaquil à AFP. A província de Guayas, que está militarizada e cuja capital é Guayaquil, registra a maior incidência da Covid-19 no país, com 2.524 infectados e 126 mortos. Os caixões estão em falta na cidade, assinalou Santiago Olivares, dono de uma funerária. "Vendi 40 que tinha na sucursal do centro e outros 40 da sede de Durán. Pedi mais dez para o fim de semana e já acabaram." Os caixões no porto de Guayaquil, motor econômico do Equador, são vendidos por um preço a partir de US$ 400. Mas, na cidade, os fornecedores não conseguem atender à demanda. "Devido ao toque de recolher, não há fornecimento suficiente de material", explicou Olivares, lembrando que um caixão de papelão não atende às normas sanitárias do governo para o enterro de vítimas da Covid-19. Os caixões de papelão "serão de grande ajuda para proporcionar uma sepultura digna aos mortos durante esta emergência sanitária", publicou no Twitter a prefeitura de Guayaquil, onde famílias imploram para que as autoridades removam os corpos de residências e ruas. O Equador, que reportou 3.646 casos de Covid-19, e 180 mortos, está sob um toque de recolher de 15 horas. O governo equatoriano também decretou estado de exceção. Sistema funerário de Guayaquil, Equador, entra em colapso; corpos são abandonados nas ruas Initial plugin text Veja Mais

Covid-19: o drama dos médicos especializados em 'fim de vida' na França

Glogo - Ciência 'Não é porque estamos em um período centrado em emergências que devemos esquecer a humanidade', dizem os profissionais especializados em 'cuidados paliativos' no fim da vida, uma categoria importante da medicina francesa. Os especialistas neste tipo de cuidado também estão na linha de frente da pandemia galopante de coronavírus para tentar evitar qualquer 'submersão' ao desespero, sobretudo para os pacientes em estado grave da Covid-19. Para os agentes de saúde responsáveis ​​pelo alívio de pessoas com formas graves de Covid-19, que enfrentam ansiedade, dor e asfixia, e que não serão capazes de se beneficiar da reanimação artificial, o desafio é aprender com o que aconteceu na Alsácia, uma região muito afetada pela doença na França. Em Mulhouse, em particular, as equipes não estavam preparadas para a chegada maciça de pacientes, disse o professor Régis Aubry, ex-presidente da Sociedade Francesa de Cuidados Paliativos (SFAP), que trabalha em uma unidade de um hospital universitário na região de Bourgogne Franche Comté (centro). De repente, o SFAP, em consulta com outros especialistas (geriatras, ressuscitadores, pneumologistas) foi mobilizado para ajudar e treinar colegas de saúde. Para alguns pacientes, a reanimação pode ser inalcançável: "Fazer uma triagem? É isso que os médicos da reanimação fazem o tempo todo", lembra o professor Olivier Guerin, presidente da sociedade francesa de gerontologia e geriatria (SFGG ) Garantir 'apaziguamento' Assim, mesmo antes da era do Covid-19, para certas doenças crônicas, como "insuficiência respiratória grave, sabe-se que a ressuscitação ou reanimação não é benéfica a longo prazo, não faremos com que sofram por nada", diz o Dr. Thibaud Soumagne, ressuscitador do Hospital Universitário de Besançon, que também é pneumologista. Neste hospital, como em outros lugares, foi criada uma unidade de cuidados paliativos para a Covid-19. Mas se as necessidades de ressuscitação excederem em muito a oferta disponível no país, as pessoas que poderiam se beneficiar delas correm o risco de serem privadas. Aconteça o que acontecer, as abordagens terapêuticas oferecidas a todos os estabelecimentos de saúde e médico-sociais, mas também em casa, no contexto da epidemia na França, não visam a eutanásia, lembra o SFAP, que publicou propostas emitidas e folhas de conselhos terapêuticos de emergência para locais afetados pela saturação hospitalar ou que provavelmente serão saturados em breve. O objetivo é "proporcionar alívio aos pacientes mais afetados" em caso de dificuldades respiratórias ou angústia. No entanto, com "a escassez de midazolam (Hypnovel) para adormecer, a falta de morfina assim como de seringas elétricas", o Dr. Bernard Devalois, médico em cuidados paliativos em Bordeaux alerta contra "a tentação da eutanásia" que os cuidadores de lares de idosos podem sentir quando confrontados com os mesmos mergulhados em sofrimentos horríveis, como a asfixia. Bernard Devalois lamenta, a esse respeito, "a ausência de um estoque estratégico de midazolam", que ele afirma ter "proposto constituir, quinze anos atrás, no caso de uma pandemia". 'Cuidado digno' Morfina para aliviar dores e dificuldades respiratórias (dispnéia), midazolam (Hypnovel) para sedação (adormecer) e um medicamento para congestão brônquica, combinados, servem para amenizar o fim da vida, de acordo com o SFAP. Na ausência do Hypnovel, outros produtos injetáveis, como Valium ou Rivotril, são possíveis, mas "é um procedimento degradado", julga o Dr. Devalois. “Os sintomas respiratórios são muito provocadores de ansiedade. Os ansiolíticos melhoram o conforto do paciente. Alguns por via oral são úteis, mas não podem mais ser usados ​​nos estágios finais do desconforto respiratório. Na fase de asfixia, a urgência é implementar sedação profunda muito rapidamente”, recomenda o Dr. Devalois. As agências regionais de saúde (ARS) devem pedir às farmácias dos hospitais que forneçam estoques suficientes dos medicamentos necessários para asilos e pequenos hospitais, sugere ele. O professor Claude Jeandel, presidente do Conselho Nacional de Geriatria Profissional, solicitou ao Ministro da Saúde o acesso aos medicamentos recomendados pelo SFAP "para tratamento digno da angústia respiratória asfixia do grande número de residentes que não têm hospitalização e que morrerão em asilos ".  O modelo atual não está adaptado ao atendimento estruturado de idosos e pessoas com doenças crônicas na cidade, observa o professor Guérin, culpa segundo ele, da ausência de médicos coordenadores nos asilos, com poderes para prescrever em situações de emergência e de enfermeiros noturnos. Initial plugin text Veja Mais

9 coisas que os cientistas ainda não sabem sobre o coronavírus

Glogo - Ciência Alguns aspectos básicos do Sars-Cov-2 e pandemia de covid-19 causada por ele ainda não foram completamente compreendidos, e isso é fundamental para combater sua propagação. Imagens do laboratório da Fiocruz onde acontecem pesquisas sobre coronavírus Reprodução/TV Globo Parece foi há muito tempo, mas o mundo só tomou conhecimento do novo coronavírus em dezembro passado. Apesar dos esforços de cientistas em todo o mundo, ainda há muito que não entendemos sobre ele e, agora, todos de certa forma fazemos parte de um experimento em todo o planeta na busca por essas respostas. Aqui estão algumas das principais questões pendentes: 1. Quantas pessoas foram infectadas É uma das perguntas mais básicas, mas também uma das mais cruciais. Há mais de um milhão de casos confirmados em todo o mundo, mas isso é apenas uma fração do total de infecções. E os números são ainda mais confusos por causa do contingente ainda desconhecido de casos assintomáticos — pessoas que têm o vírus, mas não se sentem doentes. Os testes que detectam anticorpos permitirão aos pesquisadores saber se alguém já teve o vírus. Somente então entenderemos quão longe ou quão facilmente o coronavírus está se espalhando. 2. Quão letal o novo coronavírus realmente é Até sabermos quantos casos houve, é impossível ter certeza da taxa de letalidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 3,4% das pessoas infectadas pelo vírus morrem, mas há cientistas que estimam que esse índice gire em torno de 1%. Mas, se houver um grande número de pacientes assintomáticos, a taxa pode ser ainda menor. 3. Quais são todos os sintomas Os principais sintomas do coronavírus são febre e tosse seca. Dor de garganta, dor de cabeça e diarreia também foram relatados em alguns casos, e há indícios crescentes de que alguns perdem o olfato. Mas a questão mais importante é se sintomas leves da gripe, como coriza ou espirros, estão presentes em alguns pacientes. Estudos apontam que essa é uma possibilidade e que, assim, pessoas estariam infectadas pelo novo coronavírus sem saber disso. FEBRE: entenda o que é e quando se preocupar DIFICULDADE RESPIRATÓRIA: entenda o que é e quando se preocupar TOSSE: entenda o que é e quando se preocupar 4. O papel que as crianças desempenham na propagação do vírus As crianças podem definitivamente pegar o coronavírus. No entanto, geralmente desenvolvem sintomas leves, e há relativamente poucas mortes entre crianças em comparação com outras faixas etárias. As crianças normalmente são superdisseminadoras de doenças, em parte porque entram em contato com muitas pessoas (geralmente no playground), mas, com esse vírus, não está claro até que ponto elas ajudam a espalhá-lo. 5. De onde exatamente veio o vírus O novo coronavírus surgiu em Wuhan, na China, no final de 2019, onde havia um conjunto de casos com origem relacionada a um mercado de animais. Oficialmente chamado Sars-CoV-2, ele está intimamente ligado a vírus que infectam morcegos. No entanto, acredita-se que tenha sido passado de morcegos para uma espécie animal misteriosa, que depois o transmitiu às pessoas. Esse "elo perdido" permanece desconhecido e pode ser uma fonte de mais infecções. 6. Se haverá menos casos no verão do hemisfério norte Gripes e resfriados são mais comuns nos meses de inverno do que no verão, mas ainda não se sabe se o clima mais quente alterará a propagação do vírus. Os consultores científicos do governo do Reino Unido alertaram que não está claro se haverá um efeito sazonal. Se houver, eles acham que é provável que seja menor do que o de resfriados e gripes. Se houver um grande declínio dos casos do novo coronavírus durante o verão, há o risco de eles voltarem a aumentar no inverno, quando os hospitais também precisarão lidar com um fluxo de pacientes gerado por doenças comuns do inverno. 7. Por que algumas pessoas têm sintomas muito mais graves A covid-19 é uma infecção leve para a maioria das pessoas. No entanto, cerca de 20% desenvolvem formas mais graves, mas por quê? O estado do sistema imunológico de uma pessoa parece ser parte do problema, e também pode haver algum fator genético. Compreender isso pode levar a maneiras de impedir que as pessoas precisem de cuidados intensivos. Veja quais grupos são mais vulneráveis ao coronavírus e por quê 8. Quanto tempo dura a imunidade e se você pode adoecer duas vezes Tem havido muita especulação, mas poucas evidências de quão durável é qualquer imunidade ao vírus. Os pacientes devem construir uma resposta imune, se conseguirem combater o vírus com sucesso. Mas, como a doença existe há apenas alguns meses, faltam dados mais robustos. Os pacientes que aparentemente foram infectados duas vezes podem ter sido testados incorretamente, o que apontaria incorretamente que estavam livres do vírus. A questão da imunidade é vital para entender o que acontecerá a longo prazo. 9. Se o vírus sofrerá mutação Vírus sofrem mutação o tempo todo, mas a maioria das alterações em seu código genético não faz uma diferença significativa. Como regra geral, você espera que os vírus evoluam para ser menos mortais a longo prazo, mas isso não é garantido. A preocupação é que, se o vírus sofrer mutação, o sistema imunológico não o reconhecerá mais, e uma vacina específica deixará de funcionar (como acontece com a gripe). Initial plugin text Veja Mais

Twitter coloca aviso de sanção em post de Osmar Terra que critica isolamento

Glogo - Ciência Post de deputado federal diz que 'quarentena aumenta os casos' da doença. Rede social também aplicou novas restrições a publicações de outros políticos, inclusive do presidente Jair Bolsonaro. Post do Osmar Terra com aviso de sanção do Twitter Twitter/Reprodução O Twitter incluiu um aviso de sanção em um post publicado pelo deputado federal Osmar Terra neste sábado (4). O post dizia que " a quarentena aumenta o número de casos do coronavírus". A informação é contrária ao posicionamento do Ministério da Saúde e também da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em nota, o Twitter diz que "anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir Covid-19." "Entre as medidas que podemos tomar em caso de violação a essas regras está a aplicação do aviso de interesse público nos casos em que líderes violam nossas diretrizes específicas para Covid-19. À medida que a pandemia evolui, queremos garantir que estamos usando nosso aviso para manter um registro público, oferecendo às pessoas mais contexto sobre o que seus líderes estão dizendo e garantindo que eles sejam capazes de se responsabilizar por seus comportamentos." Jair Bolsonaro também publicou informações que feriram as regras do Twitter. No último domingo (29), o Twitter excluiu dois posts do presidente. Nesta sexta-feira (3), publicações do pastor Silas Malafaia também foram retiradas do ar. Twitter apaga duas postagens do presidente Jair Bolsonaro Initial plugin text Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 4 de abril

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 9.216 infectados em todos os estados e 365 mortos. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 20h50 desta sexta-feira (3), 9.216 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 365 mortes pela Covid-19. Apenas três estados ainda não registraram mortes: Acre, Amapá e Tocantins. Até a tarde de sexta, Roraima registrou a primeira morte pelo vírus. O Rio Grande do Sul confirmou a sexta morte no estado. Na Bahia, a secretaria de saúde contabiliza seis mortes. O Rio Grande do Norte e o Espírito Santo também alcançaram o número de quatro mortes cada um. São Paulo registra 219 mortes e 4.048 casos confirmados e o Rio de janeiro chegou a 47 casos fatais da doença e 1.074 casos. O Mato Grosso registrou a primeira morte pela manhã de sexta: um homem de 54 anos, que foi internado no dia 29 de março. Ele era hipertenso e diabético e estava internado com síndrome respiratória aguda. O Ceará registra 658 casos e 22 mortes. Em Pernambuco chegou a dez o número de mortos pela Covid-19. O Amazonas registrou a sétima morte e alcançou os 260 casos confirmados e, em Minas Gerais, são 6 mortos pela doença. O município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, divulgou a primeira morte pela Covid-19. A secretaria estadual de Saúde ainda não confirmou o caso. Também aumentou o número de infectados no Amapá, na Paraíba, em Mato Grosso do Sul, no Pará e no Rio Grande do Sul na manhã desta sexta-feira. MAPA DO CORONAVÍRUS: Brasil confirmou 2.000 casos em dois dias; veja cidades O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de sexta-feira (3), aponta 359 mortes e 9.056 casos confirmados de coronavírus no Brasil. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados. LIVES DA SEXTA: principais shows que serão transmitidos ao vivo MEDIDAS ECONÔMICAS: veja perguntas e respostas CORONAVÍRUS NO MUNDO: Alemanha envia respiradores para a Espanha PERGUNTAS E RESPOSTAS: como lidar com as crianças durante o isolamento GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção Datafolha: Bolsonaro é aprovado por 33% na gestão da crise Bolsonaro tem aprovação de 33% e reprovação de 39% na gestão da crise do coronavírus, diz pesquisa do Datafolha publicada nesta sexta-feira pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Aprovação do Ministério da Saúde é mais que o dobro, 76%, e a reprovação é de 5%. Instituto fez a pesquisa entre a quarta-feira (1º), após pronunciamento de Bolsonaro que mudou o tom sobre o isolamento social, e a manhã desta sexta (3). Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 359 mortes e 9.056 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência Número de mortes informadas aumentou 20%. O balanço dos casos de Covid-19 divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (3) aponta: 359 mortes 9.056 casos confirmados 4% é a taxa de letalidade Na quinta-feira (2) havia 7.910 casos confirmados e 299 mortes. OMS e FMI dizem que escolher entre salvar vidas ou salvar empregos é um falso dilema Arte Coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja Mais

'A gente está se bicando há algum tempo', diz Bolsonaro sobre ministro Mandetta

Glogo - Ciência Nesta terça-feira (2), presidente concedeu entrevista a rádio na qual abordou pandemia do novo coronavírus e também disse que ministro da Saúde 'extrapolou'. Ministério não vai comentar o assunto. Bolsonaro diz que ele e o ministro da Saúde andam ‘se bicando há algum tempo’ em rádio O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (2) em uma entrevista que ele e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, estão se "bicando há algum tempo". Procurado, o Ministério da Saúde informou que não vai comentar o assunto. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente afirmou também que não vai demitir ninguém "no meio da guerra", mas acrescentou que Mandetta teria "extrapolado", sabendo que existe uma hierarquia. "O Mandetta já sabe que a gente está se bicando há algum tempo, já sabe disso, eu não pretendo demiti-lo no meio da guerra, não pretendo. Agora, ele é uma pessoa que [...] em algum momento, ele extrapolou. Ele sabe que tem uma hierarquia entre nós, eu sempre respeitei todos os ministros", afirmou o presidente. Nas últimas semanas, Bolsonaro e Mandetta deram opiniões diferentes sobre o combate ao novo coronavírus. Enquanto o ministro defende o isolamento, assim como orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS), Bolsonaro tem defendido o fim do "confinamento em massa" e a reabertura do comércio. Nenhum ministro é 'indemissível' Segundo Bolsonaro, as declarações dadas nesta quinta-feira não são uma "ameaça" e, se Mandetta se sair "bem", "sem problema". O presidente acrescentou que nenhum ministro é "indemissível". Na entrevista, Bolsonaro também disse que Mandetta deveria "ouvir mais" o presidente da República, que está faltando um pouco mais de humildade para conduzir o Brasil neste momento e que Mandetta é necessário para que o país vença a batalha com o menor número possível de mortes. "Ninguém, nenhum ministro meu é indemissível, nenhum, nenhum. Todo mundo pode ser demitido, uns cinco já foram embora, infelizmente, por motivos que não cabem discutir aqui. Agora, eu acho que o Mandetta, em alguns momentos, ele teria que ouvir um pouco mais o presidente da República", afirmou. Initial plugin text Veja Mais

Número de casos confirmados de novo coronavírus passa de 1 milhão, diz levantamento

Glogo - Ciência Total pode ser ainda maior, uma vez que autoridades de saúde reforçam necessidades de se fazer testes para se saber o real espalhamento da Covid-19. Após desacelerar na China, pandemia explodiu na Europa e nos EUA em março. Hospital de campanha montado em centro de convenções em Madri, na Espanha, recebe pacientes com novo coronavírus nesta quinta-feira (2) Sergio Perez/Reuters O número de casos confirmados de Covid-19 no mundo superou a marca de 1 milhão nesta quinta-feira (2), informa levantamento da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos). O total de mortos pelo novo coronavírus Sars-Cov-2, segundo o estudo, passa de 50 mil. Os diagnósticos da nova doença explodiram no último mês: em 2 de março, o mundo registrava cerca de 92 mil casos. Ou seja, o número de registros de Covid-19 aumentou em quase 1.000% em 31 dias. Entretanto, o número real de casos pode ser bem maior porque nem todos são diagnosticados e reportados. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de testar o máximo de pessoas possível. Coronavírus: quais os sintomas e quando devo procurar um médico? A disparada no número de casos e a transmissão sustentada do novo coronavírus em praticamente todos os continentes levou a OMS a declarar pandemia em 11 de março. VÍDEOS: Médicos tiram dúvidas sobre a Covid-19 ASSINTOMÁTICOS: Transmissão por pessoas sem sintomas podem responder por até 60% do total Na ocasião, os contágios na China — primeiro epicentro da doença — começavam a estagnar. No entanto, os registros de Covid-19 na Europa, especialmente na Itália, disparavam. Foi ainda no início de março que diversos governos europeus decretaram medidas para forçar o distanciamento social, como restrições na circulação de pessoas nas ruas e fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos. Funcionário confere 64 camas para atender pacientes com coronavírus em hospital em Manhattan, Nova York REUTERS/Andrew Kelly Os Estados Unidos também viram um aumento considerável no número de casos de Covid-19. A doença apareceu inicialmente na Costa Oeste, em estados como Washington e Califórnia. Porém, Nova York registrou explosão do novo coronavírus e se tornou o principal epicentro da epidemia no país. Nesta quinta, inclusive, os Estados Unidos tinham o maior número de casos de novo coronavírus em todo o mundo: mais de 230 mil. A Itália, entretanto, registrou mais mortes pela Covid-19, com quase 14 mil vítimas da doença. Veja os 10 países com mais casos do novo coronavírus às 16h50 desta quinta-feira, segundo a Universidade Johns Hopkins Estados Unidos — 236.339 casos Itália — 115.242 casos Espanha — 110.238 casos Alemanha — 84.600 casos China — 82.432 casos França — 59.929 casos Irã — 50.468 casos Reino Unido — 34.164 casos Suíça — 18.827 casos Turquia — 18.135 casos Novo coronavírus no Brasil Boletim JN: Brasil tem 252 mortos e 7.031 infectados pelo coronavírus O Brasil tem mais de 7 mil casos confirmados do novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com o governo brasileiro, há transmissão sustentada da doença no país: ou seja, não é possível rastrear qual a origem da infecção e o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior. Entretanto, o número de casos no Brasil pode ser ainda maior: o país tem ao menos 23,6 mil testes à espera do resultado. Essa subnotificação de registros tem duas causas, segundo especialistas ouvidos pelo G1: a falta de testagem maciça no Brasil e a demora para finalizar as análises já iniciadas mas não concluídas. Veja abaixo a cronologia da Covid-19 no Brasil. 4 de fevereiro — Mesmo antes dos primeiros registros, Governo decreta emergência sanitária por causa da doença 26 de fevereiro — Brasil confirma primeiro caso do novo coronavírus, em São Paulo 17 de março — São Paulo registra primeira morte no Brasil causada pela Covid-19; vítima era um homem de 62 anos 20 de março — Com mais de 900 casos, Ministério da Saúde declara transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o país Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: Unicamp começa testes rápidos com resultados em até 48h para diagnóstico da Covid-19

Glogo - Ciência Testagem desenvolvida pelo Instituto de Biologia já foi realizada com sucesso em dez pacientes. Diagnóstico pela universidade de Campinas é alternativa diante da sobrecarga do Instituto Adolfo Lutz, que acumula 16 mil exames na fila. Unicamp e USP desenvolvem teste rápido e barato para identificar coronavírus A Unicamp, em Campinas (SP), já começou a realizar o teste rápido para diagnóstico do novo coronavírus, com resultados em até 48 horas. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2), a universidade também informou que dez pessoas do Hospital de Clínicas (HC) realizaram o procedimento com sucesso, e que a média por semana será de 300 testes. A região concentra, até esta manhã, 60 casos confirmados de Covid-19. Credenciada pelo estado, a Unicamp está em negociação com a Saúde de São Paulo para realizar até 180 mil testes. O HC é referência no combate ao coronavírus. Mais insumos são esperados para a próxima semana, o que elevará a capacidade dos laboratórios. "Esse teste pretende diagnosticar as pessoas internadas aqui e, como a gente já viu dados epidemiológicos, quanto mais testes a gente fizer, maiores serão as nossas chances de conseguir controlar essa pandemia. A nossa ideia é aumentar a quantidade de testes", explica Marcelo Mori, coordenador geral da Força-Tarefa da Unicamp. Os resultados dos dez testes realizados não foram divulgados pelo hospital, que ressaltou que as respostas dessas análises ficaram prontas em menos de 24 horas. Primeiramente, os testes vão atender aos funcionários da Unicamp, profissionais da saúde e, em seguida, pessoas internadas no HC. 02/04: Coletiva de imprensa no HC da Unicamp sobre testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. Paulo Gonçalves/EPTV O trabalho faz parte da Força-Tarefa contra a Covid-19 da Unicamp, que segue o "padrão ouro" preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O teste do HC usa amostras de narinas e faringe. O exame foi desenvolvido a partir de amostras do primeiro paciente infectado pelo coronavírus no Brasil pela equipe do Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) do Instituto de Biologia (IB). O diagnóstico na universidade estadual é alternativa para reduzir a sobrecarga no Instituto Adolfo Lutz, referência em SP, que acumula 16 mil exames na fila aguardando análise para Covid-19. Em todo o Brasil, ao menos 23 mil testes estão na mesma situação, segundo reportagem do G1 publicada nesta quinta. O número de casos de coronavírus em SP nesta quinta é de 2.981, com 164 mortes confirmadas. Em todo o Brasil já são mais de 7 mil pessoas infectados pela doença, e 252 óbitos. HC da Unicamp começa a realizar testes de diagnóstico de Covid-19. Lícia Mangiavacchi/EPTV Credenciamento junto ao Adolfo Lutz O processo de credenciamento do HC da Unicamp para a realização dos testes para diagnóstico de Covid-19 foi concluído nesta quarta-feira (1). Sendo assim, todo o processo de coleta e análise será realizado pelo HC. Segundo o reitor da universidade, Marcelo Knobel, a negociação com o estado para os 180 mil testes envolve financiamento para bancar os custos dos exames, estimados em R$ 70 cada. A meta é que a Unicamp amplie a capacidade para realizar até 5 mil exames por dia. "Estamos buscando apoio, recebendo doações, e conseguimos encaminhar a compra dos equipamentos. Agora, estamos negociando o financiamento desses exames", disse o reitor. Equipe da Unicamp trabalha no teste rápido para diagnosticar a Covid-19. Liana Coll/Unicamp Outro teste terá resposta em 5 minutos Até maio, a Unicamp pretende concluir um teste ainda mais rápido, com resultados em cinco minutos. Ele é elaborado por pesquisadores em parceria com a USP, inclusive com os cientistas que fizeram o sequenciamento genético do novo coronavírus. A previsão é que ele seja até 50% mais barato que as opções disponíveis no mercado e mais completo. Coronavírus na região de Campinas Campinas - 39 Paulínia - 4 Valinhos - 3 Indaiatuba - 2 Itapira - 2 Americana - 2 Vinhedo - 2 Louveira - 1 Jaguariúna - 1 Hortolândia - 1 Holambra - 1 Mogi Guaçu - 1 Sumaré - 1 Dicas de prevenção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Brasil tem ao menos 23 mil testes de coronavírus à espera do resultado; número é mais que o triplo de casos confirmados

Glogo - Ciência G1 questionou estados e Distrito Federal sobre análises pendentes, e nove responderam. Ministério da Saúde orienta que só pacientes com quadro graves de suspeita sejam testados; falta de distribuição maciça de kits dificulta cálculo de como a Covid-19 se espalha no país. O Brasil tem ao menos 23,6 mil testes do novo coronavírus (Sars-CoV-2) ainda à espera do resultado. Esse número é 3,4 vezes maior que o total de casos confirmados (6,9 mil) no balanço mais recente das Secretarias de Saúde. Para especialistas ouvidos pelo G1, tal discrepância indica que pode haver muito mais gente com a doença Covid-19 no país. Essa subnotificação de registros tem duas causas: a falta de testagem maciça no Brasil; e a demora para finalizar essas análises já iniciadas mas não concluídas. Pesquisadores explicam que esse cenário – quantidade de kits insuficiente e gargalo na hora de analisar as amostras coletadas – dificulta a realização de cálculos que mostrem o real avanço do surto por aqui. E fazem um alerta: como o Ministério da Saúde recomenda que sejam testados apenas pacientes graves, existe a chance de ser considerável o percentual de "positivos" nesse universo de pessoas já submetidas ao exame. O G1 procurou as Secretarias de Saúde de todos os Estados e do Distrito Federal para saber quantos testes estão na fila. Nove responderam: Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo (veja os números na tabela abaixo). Fila de testes VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou mais de dez tipos diferentes de testes para detectar o coronavírus. Eles podem levar de 15 minutos (com uma picada no dedo para tirar o sangue) ou até sete dias (com uma coleta de material do nariz e da faringe por meio de cotonete). Clique aqui para ler mais sobre os testes. Modelos que projetam o volume de casos para os próximos dias sugerem que o ritmo da pandemia está mais lento -- apesar do recorde de confirmações em um só dia (1.138) nesta terça-feira (31) e do acréscimo considerável (outros 1.119 casos) nesta quarta-feira (dia 1º), segundo o Ministério da Saúde. Ao G1, pesquisadores de três grupos de monitoramento da pandemia no país — cada um com uma metodologia distinta — admitiram que a possível tendência de queda de contágio pode não retratar a realidade, tamanha a subnotificação. "O número de casos notificados é muito afetado pela capacidade de processamento dos testes diagnósticos", afirmou Roberto Kraenkel, do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). “Como há represamento, poucos testes ficam prontos, e o número de casos fica artificialmente pequeno." O físico é integrante do Observatório Covid-19 BR, que reúne pesquisadores de outras seis instituições – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade de Berkley (nos Estados Unidos) e Universidade de Oldenburg (na Alemanha). Em São Paulo, por exemplo, a demanda de testes no Instituto Adolfo Lutz é o triplo da capacidade atual de análise. Nesta quarta, o instituto informou que 16 mil análises aguardavam resultados. Do total de exames recebidos na semana passada, apenas 0,4% foi processado e liberado. Essa avaliação de que o número de casos deve ser significativamente maior é compartilhada por equipes do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS), que agrega cinco instituições, e do MonitoraCovid-19, da Fiocruz. Aumento do número de casos de coronavírus no Brasil dia após dia Arte/G1 Testes e subnotificação Em entrevista coletiva nesta quarta, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou: "Prestem atenção que o número de casos confirmados – a partir desta semana, eles vão começar a ter um aumento. O que significa esse aumento? A testagem que está represada, (...) estamos começando a fazer algumas máquinas em automático, vai chegar um momento [em] que vamos ter megamáquinas automatizadas, e esses números vão crescer muito". Ele acrescentou: "O número de casos está muito menor que o número de casos [real] que está circulando dentro da nossa sociedade". De acordo com o ministro, "provavelmente hoje a gente já estaria em espiral de casos mesmo fazendo esse isolamento [distanciamento social]". De acordo com o NOIS, a pandemia no Brasil evolui "de forma mais controlada" em comparação com uma "cesta de países" – China, Coreia do Sul, Irã, Alemanha, Itália, Espanha, França e Estados Unidos. "No entanto, por mais que as medidas de contenção tenham sido tomadas logo no início da epidemia, o que se mostrou eficaz para outros países, não se pode atribuir o crescimento mais lento do Brasil exclusivamente a este fato", ponderam os pesquisadores. "Outros fatores podem estar contribuindo [para o ritmo mais lento de contágio no Brasil com relação a outros países], como as subnotificações e o baixo número de testes." Eles detalham: "Um exemplo da influência destes fatores pôde ser visto no dia 31 de março, quando o Brasil apresentou um aumento de 25% em comparação ao dia 30 de março, sendo que em São Paulo esse aumento foi de 54%". O tema da subnotificação foi abordado por Helio Gurovitz em seu blog no G1 nesta quarta: "faltam testes, mesmo para os casos graves". "Todo número, portanto, não passa de uma ilusão", escreveu. Assista, abaixo, a uma reportagem desta terça no Jornal Nacional: Números da Covid-19 no país podem ser maiores porque quantidade de testes é insuficiente Dificuldade para testar em SP Alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, têm problemas para testar casos suspeitos de coronavírus, mesmo seguindo a recomendação do Ministério da Saúde de fazer testes apenas nos pacientes mais graves. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, cerca de 1,2 mil testes chegam por dia ao laboratório Adolfo Lutz. "Hoje, nós temos um limite de 400 testes por dia no Adolfo Lutz", afirmou nesta segunda-feira (30) Paulo Menezes, coordenador de Controle de Doenças de São Paulo, nesta segunda (30). "A partir da semana que vem, nós vamos ampliar no Lutz pra 1,8 mil testes por dia. Vamos contar também com o Instituto Butantan produzindo mais mil testes por dia e, em 15 dias, nós conseguiremos atingir 10 mil testes por dia no estado de São Paulo para o SUS [Sistema Único de Saúde]." Nesta quarta, uma reportagem do G1 relatou que o Instituto Butantan aguarda há uma semana a certificação para começar a realizar testes. A certificação tem de ser dada justamente pelo Adolfo Lutz, que é vinculado à Secretaria Estadual de Saúde. Também nesta quarta, o instituto autorizou mais três laboratórios do interior de São Paulo a fazer os exames. Subnotificação de 1 para 50 no RJ A Prefeitura do Rio de Janeiro estima que os casos de coronavírus já passem de 4 mil na cidade, por conta do número reduzido de testes e das subnotificações. O secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Edmar Santos, afirmou nesta terça que, para cada caso confirmado no Brasil, pode haver outros 50 que não foram notificados. Segundo ele, a quantidade de testes irá aumentar no Rio nas próximas semanas – um lote de 400 mil kits deve chegar em breve ao estado. Santos avalia que, mesmo considerando a taxa atual de testagem, as medidas restritivas contra o coronavírus começam a dar sinais positivos no estado e estão "achatando a curva" de contágio. "Já salvamos mil vidas que poderiam estar na projeção da morte com esse movimento da curva que conseguimos juntos", disse ele ao Bom Dia Rio. Também há dificuldades no processamento de kits em outras regiões do país: em Rondônia, os exames que atestam o novo coronavírus pararam de ser feitos por conta da instabilidade de fluxo aéreo que afeta o país. Com isso, novos kits ainda não chegaram a Porto Velho. no Ceará, a espera por resultados de testes de coronavírus chega a durar 17 dias. Ritmo artificialmente lento no Brasil Um dados extraídos pelo Observatório Covid-19 BR dos boletins diários do Ministério da Saúde é o tempo de duplicação da pandemia no Brasil — ou seja, quanto tempo demora para duplicar o número de infectados. Esse número, no entanto, deixou de ser divulgado pelo grupo — e um comunicado no site explica por quê. "No momento, não é possível estimar tempos de duplicação da epidemia, pois há um enorme acúmulo de testes moleculares sem resultados. Essa demora faz com que os números disponíveis publicamente cresçam de maneira artificialmente lenta", afirmam os pesquisadores no comunicado. “A evolução dos números oficiais informa hoje sobre a dinâmica de notificação, não da epidemia. Seria irresponsável seguir divulgando medidas de propagação da epidemia no Brasil com esses números”, concluem. Uma reportagem do G1 mostrou que, em dia 20 de março, o volume de contaminados no país dobrava a cada dois dias. Nesta segunda-feira (28), esse tempo chegou a uma semana, segundo o Observatório. Mas o físico Roberto Kraenkel, da Unesp, faz uma ressalva: o freio também pode estar relacionado às medidas restritivas. "A curva do tempo de duplicação é pouco informativa neste momento. Há demora de notificações, por um lado, e medidas de afastamento social já há uma semana. Qual é mais importante para o tempo de duplicação de casos confirmados, ninguém ainda sabe", pontuou o pesquisador. Taxa de contágio ficou mais lenta, diz Fiocruz De acordo com o estudo do MonitoraCovid-19, a taxa de duplicação subiu no Brasil subiu de 2,8 dias para 4,7 dias entre segunda e terça. "Nós utilizamos um modelo exponencial para este cálculo, truncando os dados até a data da maior incidência. A queda do número de casos após esta data no Brasil pode estar mais relacionada a uma menor disponibilidade de testes do que a uma queda efetiva do número de infectados”, explicou Raphael Saldanha, cientista de dados da Fiocruz, sobre a taxa divulgada na terça. Diogo Xavier, que também é um dos responsáveis pelo projeto, diz que por ora o grupo está monitorando a tendência de queda na curva de novos casos de Covid-19, mas as informações que disponibilizadas apontam um modelo de crescimento. Segundo ele, ainda está sendo criado um "indicador que aponte a variação dos dias para dobrar casos e óbitos diariamente". *Com G1 SP, G1 AC, G1 AL, G1 CE, G1 ES, G1 MG, G1 PB, G1 PE e G1 RN Initial plugin text Veja Mais

Concorrência entre países derruba entregas de equipamentos que Brasil comprou da China, diz ministro

Glogo - Ciência Luiz Henrique Mandetta afirma que contratos para compra de máscaras e respiradores foram cancelados. Ele citou que EUA enviaram 23 aviões cargueiros à China para buscar material. Mandetta alerta para escassez de respiradores e equipamentos de proteção nos hospitais O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quarta-feira (1º) que a concorrência com outros países fez com que fornecedores de equipamentos na China cancelassem contratos de venda de equipamentos médicos, incluindo máscaras e respiradores. França e EUA brigam por máscaras chinesas O ministério tinha a previsão de uma entrega de 200 milhões de equipamentos de proteção que foi cancelada. Mandetta culpou a concorrência entre países, que cobrem ofertas para levar a produção já contratada por outros. "Às vezes chegam pessoas e falam para quem vendeu: 'olha, você vendeu por quanto? vendeu por 10. E a multa? É tanto, 20%. Bom então tá, então eu pago a multa, pago os 10 e pago mais tanto para você vender pra mim'. Então a coisa está dessa maneira", disse Mandetta. "Hoje os Estados Unidos mandaram 23 aviões cargueiros para a China para levar o material que eles adquiriram. As nossas compras, que nós tínhamos expectativa de concretizá-las para poder fazer o abastecimento, muitas caíram." - Mandetta Mandetta usou a compra de respiradores com exemplo da instabilidade nas relações de compra e venda com a China. OMS: Diretor diz que sistemas de saúde vão receber 'pancada' LEITOS: Governo pode precisar controlar hospitais privados, diz estudo ROBÔ: Ministério fará ligação telefônica para monitorar casos DISCURSO: Bolsonaro mudou o tom sobre isolamento; veja frases "Hoje, nós conseguimos fazer uma possível compra. Assinamos e empenhamos, adiantamos, uma possível compra de 8 mil respiradores. Queremos receber. Ele tem 30 dias para nos entregar. Se entregar, ótimo, ótimo. O cenário muda nos respirador, porque 8 mil respiradores, eu acalmo SP, MG, RJ. Acalmo as capitais. A coisa anda", disse. "(Mas) eu não quero vir aqui e falar: 'Eu tenho tanto. Está comprado'. Está havendo uma quebra entre o que você compra, assina e o que, efetivamente, você recebe", disse Mandetta. "O nosso problema é que este vírus ele foi extremamente duro e derrubou, machucou, inutilizou, parou a produção dos equipamentos de proteção individual que os hospitais utilizam no mundo todo", disse Mandetta. O ministro afirma que espera a regularização do mercado. "A gente espera que a China volte a ter uma produção mais organizada e a gente espera que os países que fizeram, que exercem o seu poder de compra, que eles já tenham se organizado, e tenham se saciado das suas necessidades para que o Brasil possa entrar e comprar também para proteger o nosso povo", disse o ministro. Sobe para 242 o número de mortes pelo coronavírus no Brasil Initial plugin text Veja Mais

Câmara aprova projeto que libera remédios sem registro da Anvisa para combate ao coronavírus

Glogo - Ciência Texto define que medicamentos devem ter registro em agências internacionais e que prazo para início da distribuição será de 72 horas após pedido. Proposta vai ao Senado. Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz sessão virtual nesta quarta-feira (1º) Cleia Viana/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1) o projeto que autoriza o governo a importar e distribuir quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante a pandemia do novo coronavírus. O texto foi votado em sessão virtual e define que esses medicamentos e equipamentos deverão ser validados por agências internacionais. O projeto segue para análise do Senado. O texto estabelece, ainda, prazo de 72 horas, a partir da solicitação feita à agência, para que os artigos sejam liberados para a distribuição ou importação. Atualmente, o prazo legal para decisão final da Anvisa nos processos de registro de medicamento varia de 490 a 1.286 dias, dependendo da categoria da medicação "Apesar de reconhecermos a importância da análise cuidadosa da Anvisa, estamos passando por um período de exceção que exige medidas temporárias urgentes" disse o relator da proposta, Hiran Goçalves (PP-RR). Segundo a proposta aprovada, os produtos sem registro na agência brasileira poderão ser usados por brasileiros desde que validados por uma das agências abaixo: Food and Droug Administration (FDA) – Estados Unidos; European Medicine Agency (EMA) – Europa; Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA) – Japão; National Medical Products Administration (NMPA) – China. Moedida 'razoável' O relator ressaltou que, no contexto da atual pandemia, é "razoável" ter confiança no trabalho desempenhado pelas agências de controle sanitário de outros países. De acordo com o deputado, os brasileiros só terão à disposição artigos já liberados para ser comercializados nos respectivos países de origem das agências internacionais. “Com isso, garantimos que a agência tenha aprovado a distribuição do produto para seus próprios cidadãos, e não apenas liberado sua exportação”, diz o relatório. O objetivo do projeto, ainda de acordo com o relator, é simplificar o processo de autorização para a importação e distribuição dos novos produtos. Pela proposta, o médico que prescrever ou ministrar algum medicamento para combater o coronavírus sem registro na Anvisa deverá informar ao paciente ou ao seu representante legal que o produto ainda não tem aprovação da agência brasileira e que foi liberado por ter sido registrado por autoridade sanitária estrangeira. Veja Mais

Minuto da Terra explica: TAMANHOS

Minuto da Terra explica: TAMANHOS

 Minuto da Terra Nessa coleção de vídeos antigos do Minuto da Terra, vamos tratar da ciência do TAMANHO! A série "Minuto da Terra Explica" foi originalmente criada para outro projeto, mas sabemos que muitos de vocês são novos por aqui e também estão procurando por conteúdo educacional online que seja BOM e DIVERTIDO - além de algo pra parar um pouco de pensar em tudo de ruim que está acontecendo. Aproveitem! Episódios desse compilado: 0:24 Qual é o maior organismo da Terra? https://www.youtube.com/watch?v=NBgslK5iokc 3:19 Por que os animais pré-históricos eram gigantes? https://www.youtube.com/watch?v=Xy2W1kuJXlc 6:03 Aquele que escapou (tamanho importa!) https://www.youtube.com/watch?v=Tlg_eXZHhQ8 8:40 O segredo das gotas de chuva https://www.youtube.com/watch?v=74ClGRATu5U Contato: leonardo@escarlatte.com Ajude o Minuto da Terra a continuar existindo por apenas R$ 7,99 por mês! https://www.youtube.com/channel/UCB0zinWfy-dS_NqcOINYo3A/join Patrocine o Minuto da Terra! https://apoia.se/minutodaterra Faça uma doação e ajude o canal a crescer: http://bit.ly/doarMDT Vídeo anterior: Como dar nome a uma doença? https://www.youtube.com/watch?v=I0W-Ny4-rUo Vídeo original: MinuteEarth Explains: Size https://www.youtube.com/watch?v=DME1vicSb1M Tradução e dublagem: Leonardo Gonçalves Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves Souza Tradução oficial e autorizada do canal Minute Earth, criado por Henry Reich: http://www.youtube.com/user/minuteearth Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais #SVBR em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Plataforma se mobiliza para aumentar número de doações

Glogo - Ciência Projeto tem mais de 2 mil ONGs parceiras e também lançou o movimento Vizinho Amigo. Para quem quiser doar durante a pandemia do novo coronavírus, o G1 já publicou uma lista de instituições. A elas se soma a plataforma on-line Atados, criada em 2012 por quatro jovens universitários que compartilhavam uma angústia: como juntar organizações que dependiam de ajuda e pessoas que não sabiam como e onde poderiam atuar como voluntários? Oito anos depois, a iniciativa tem quase 30 funcionários, escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, e conta com mais de 2.100 ONGs parceiras. A equipe faz a curadoria dos participantes e realiza visitas regulares às entidades. Além disso, atua no segmento do voluntariado corporativo, montando projetos para empresas que querem estimular que seus empregados tenham algum tipo de trabalho social. O novo coronavírus mudou um pouco a forma de atuar do Atados. Normalmente as ONGs abrem vagas de voluntariado presencial, mas, temporariamente, elas são remotas, para garantir a segurança de quem quer colaborar – o que não impede que designers, arquitetos ou profissionais de TI, por exemplo, possam ajudar entidades trabalhando de casa. No entanto, o foco passou a ser estimular doações. O site traz informações sobre as organizações que precisam de itens de higiene e cestas básicas a auxílio financeiro, disponibilizando os dados bancários para depósitos. Foi criado também o movimento Vizinho Amigo, iniciado em Portugal para mobilizar voluntários que se disponham a prestar serviços para pessoas do grupo de risco que não podem sair de suas casas. A relação de tarefas vai de compras no supermercado e farmácia a passear com o bicho de estimação. Conversar pelo telefone com quem se sente sozinho está na lista. Basta se cadastrar, receber o pedido de alguém que mora perto e fazer a boa ação. Atados: plataforma on-line para estimular o trabalho voluntário Divulgação Veja Mais

Governo anuncia acordo com indústria para adiar por 60 dias reajuste dos remédios

Glogo - Ciência O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (31) por meio de uma rede social um acordo com a indústria farmacêutica para que o reajuste anual de todos os remédios seja adiado por 60 dias. O reajuste entraria em vigor nesta terça-feira. Havia uma cogitação de que o adiamento valesse somente para medicamentos relacionados ao tratamento do coronavírus, mas Bolsonaro afirmou que valerá para todos. "Em comum acordo com a indústria farmacêutica decidimos adiar, por 60 dias, o reajuste de todos os medicamentos no Brasil", escreveu o presidente. Durante entrevista coletiva com ministros na tarde desta terça (31) no Palácio do Planalto, o ministro Walter Souza Braga Neto, da Casa Civil, reafirmou o anúncio feito pelo presidente. O G1 procurou o Sindicato da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma) para obter mais detalhes sobre o acordo, e, até a última atualização desta reportagem, aguardava a divulgação de uma nota sobre o assunto. Veja Mais

ESQUECIMENTO, PIADAS SOBRE ALZHEIMER E CURA - MINUTOS PSÍQUICOS RESPONDE #11

ESQUECIMENTO, PIADAS SOBRE ALZHEIMER E CURA - MINUTOS PSÍQUICOS RESPONDE #11

 Minutos Psíquicos Hoje irei comentar sobre alguns comentários de vocês nos nossos vídeos! Selecionamos alguns pra comentar hoje e, se vocês gostarem do vídeo, podemos selecionar outros comentários em vídeos futuros! Diz pra gente o que achou do vídeo na sessão de comentários ;) Vídeos citados: 4 MITOS SOBRE O ALZHEIMER - https://youtu.be/8jtzU-JCnsQ 5 FATOS SOBRE O SONO - https://youtu.be/PbzI1rqgZX4 Resenha Psíquica #2 Livro "Por que nós dormimos" de Mathew Walker - https://youtu.be/Kh_YBUfUw7w Maconha - https://youtu.be/GwTh6cEs17s Álcool - https://youtu.be/g-wvvYIFPr8 Álcool x maconha - https://youtu.be/MhRf4a1-m3w Agradecimento especial aos nossos apoiadores no YouTube, no Patreon e no APOIA.SE: Mathias Gheno Azzolini Marco Aurélio Roncatti Eloa Gabriele Paulo André Batista Araújo Daniel Francener Marcia V Pinto Carlos Henrique Oliveira Elisangela de Moura Gonçalves Carla Nascimento Renan Fernandes Vinícius Xavier do Amaral Mathias Gheno Azzolini Uriel Marx Jose Caetano Fernando da Silva Trevisan Victor Augusto Martins Ribeiro Ingrid Philigret Inoue Elisangela Da Silva Cláudio Toma Monique Aguilar Estefânia Dias Jussara Robson Túlio Furtado Rodrigues Inês Cozzo Olivares Nildson de Avila Thaís Amaral do Canto Sanderson Quixabeira Da Silva Nildson de Avila Silva Integrity Assessoria em Auditoria e Compliance Kaissés Costa Sedrês Raquel Alves de Sene Josue Spier do Nascimento Guinevere Ingrid Barcellos Soares Odair Silva Carmen Adell Gordinho 90 Luciana Xavier Felipe Gandra Katyanne Melo Kleber Pereira de Souza Caio Henrique Cupertino Guarido Karen Castro Safira Atiele Pereira Cunha Maneirinho Diniz Eduardo Valença Mateus Mtsl Marisa Silva Danielle Lima Lucas Aciole Gustavo Barros ERICA VITORIA DE SOUZA FAGUNDES Juliana Belko Barros Jorge Gomes John Darceno Maria Betânia Ferreira Itamar Koling Bruno Andrade Silva Gustavo de Brito Gomes Itamar Koling Tania Cristina Gomes Molinari Cíntia da Silva Pereira Pedro Lucas dos Santos Você pode apoiar a gente no Patreon: http://www.patreon.com/minutospsiquicos Ou no APOIA.se: https://apoia.se/minutospsiquicos Ou no YouTube (clica no botão "SEJA MEMBRO" logo abaixo do vídeo ou no link a seguir): https://www.youtube.com/channel/UCFiEI1kDHlO9UQtxx0wj-XA/join Se gostou do vídeo, curta, compartilhe ele com mais pessoas e inscreva-se no nosso canal! Siga as páginas do Minutos Psíquicos nas redes sociais para acompanhar os próximos vídeos e falar com a gente: Facebook: https://www.facebook.com/minutospsiquicos/ Twitter: https://twitter.com/minutopsiquicos Instagram: https://www.instagram.com/minutospsiquicos/ Créditos Apresentação e edição: André Rabelo (http://minutospsiquicos.com/) Músicas: Church of 8 Wheels - McDonald Lord of the Rings - The Shire Sweet Dreams - Eurythmics Para ver nossas referências e mais informações sobre o tema do vídeo, como artigos, livros e materiais de referência, acesse: http://minutospsiquicos.com/ #psicologia #alzheimer #memória Veja Mais

35% dos países da África têm mortes por Covid-19; especialistas alertam para possível 'hecatombe'

Glogo - Ciência Dos 54 países no continente africano, 19 registraram mortes até 30 de março. Em outros oito, não houve casos reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS). 30 de março: Moradores de Eldorado Park, próxima a Joanesburgo, na África do Sul, observam enquanto membros do exército e da polícia aplicam quarentena de 21 dias no país, determinada para frear a disseminação do coronavírus. A África do Sul é o país com mais casos no continente africano. Siphiwe Sibeko/Reuters Dezenove dos 54 países do continente africano registraram ao menos uma morte por Covid-19 até 30 de março. Em outros 35 países, não houve vítimas reportadas à Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo os dados mais recentes da entidade. Os balanços ainda apontam que oito não verificaram casos da doença provocada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Em um continente com cerca de 1,3 bilhão de pessoas, há 137 mortes, que representam 0,4% do total das vítimas de Covid no mundo. Mas os números não significam que o cenário africano seja favorável. No sábado (28), o ginecologista congolês Denis Mukwege, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2018, disse em entrevista ao jornal francês "Le Monde" que é preciso agir rápido para evitar uma "hecatombe" pela doença. A palavra, usada de forma figurada, significa "uma grande perda de vidas". "Nós sensibilizamos a população à noção de distanciamento social. Um comitê de resposta foi criado. As províncias também estão se organizando, e células de crise estão sendo criadas em todos os lugares. É preciso agir rápido se quisermos evitar uma hecatombe", disse, referindo-se às medidas adotadas em seu país natal, a República Democrática do Congo. Até o dia 30, o país tinha 8 mortes por Covid-19 reportadas à OMS. Apenas 8 países africanos não reportaram casos de Covid-19 à OMS até 30/03 Wagner Magalhães/G1 O epidemiologista Paulo Andrade Lotufo, da Faculdade de Medicina da USP, usa a mesma palavra que Mukwege para descrever a possível situação do continente africano quando os casos de Covid-19 aumentarem. "Quando aquilo aparecer, vai ser uma hecatombe. As condições de atendimento lá são mais do que precárias", avalia Lotufo. Para Mukwege, a África "claramente não tem meios de enfrentar a praga" da Covid-19. "Alguns países são mais afetados que outros, notadamente a África do Sul, com mais de 400 casos, Argélia, com 230 casos, Marrocos, com 143 casos, Senegal, com 79 casos. A doença está, portanto, progredindo extremamente rápido e estou muito preocupado", declarou o médico congolês. Países africanos com mais casos de Covid-19 Desde a entrevista de Mukwege ao Le Monde, o número de casos na África do Sul, o país africano mais atingido, subiu para 1.326; na Argélia, para 584; no Marrocos, para 556; e para 162 no Senegal até a noite de segunda-feira (30), de acordo com monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que atualiza os dados em tempo real. "A África do Sul, Joanesburgo, tem um hospital, que é o maior, e, se eu achava que o pronto-socorro brasileiro era lotado, eu descobri que não é, perto do que é aquilo", relata Paulo Lotufo. "E não são [hospitais] descentralizados, são vários hospitais grandes, a chance de contaminação é grande. A África do Sul torna o Brasil um exemplo de igualdade social", afirma o epidemiologista. No dia 15, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, declarou a Covid-19 um "desastre nacional". O país adotou uma série de medidas para conter o vírus, incluindo o fechamento de escolas, restrições a viagens e proibições de aglomerações. Até o dia 30, uma morte havia sido registrada no território sul-africano pela doença. Continente africano está em alerta com o aumento de casos do novo coronavírus Mas as restrições também adotadas em vários outros países africanos – inclusive em alguns que nem registraram casos, como Serra Leoa e Malaui –, se tornam difíceis em lugares com pouca infraestrutura. Moçambique, por exemplo, ainda se recupera do ciclone Idai, um ano depois. Outro fator pode agravar a situação africana é a alta incidência de outras doenças infecciosas, como tuberculose e HIV. "A sorte da África é que, economicamente, eles não têm muito contato, em termos de trocas, [então] o contágio ficou bem menor", pondera Lotufo. Até 30 de março, o continente concentrava, oficialmente, 0,67% dos casos da pandemia. Precariedade e subnotificação 27 de março: Família assiste televisão no início do toque de recolher dentro de uma casa na favela de Kibera, em Nairóbi, no Quênia. Medida foi imposta para conter o avanço da Covid-19 no país. Thomas Mukoya/Reuters De acordo com a OMS, os países da região africana estão capacitados para realizar testes para a Covid-19. Mas não há detalhes sobre a quantidade de testes disponíveis. Também no sábado (28), o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em entrevista à agência RFI que teme milhões de casos de Covid-19 no continente africano. "A África tem necessidade urgente de kits, máscaras, ventiladores [mecânicos], equipamentos de proteção para profissionais de saúde", alertou. "Ainda podemos evitar o pior na África, mas, sem uma mobilização massiva, teremos milhões e milhões de pessoas contaminadas, o que significa milhões de mortes", alertou. 30 de março: Agente de saúde mede a temperatura de uma mulher para detectar a Covid-19 entre as cidades de Abuja e Nassarawa, na Nigéria. Afolabi Sotunde/Reuters Guterres também acrescentou que a população jovem africana também não seria poupada - segundo a revista científica "Science", a idade média na África subsaariana é de menos de 20 anos de idade. Além disso, apenas 3% das pessoas naquela região têm mais de 65 anos – comparada a 23% na Itália, por exemplo, país com a maior quantidade de mortes pela Covid-19. Até agora, pesquisas têm indicado que a doença atinge os mais velhos de forma mais severa. A Covid-19 demorou certo tempo para se espalhar em todas as regiões da África. O primeiro caso foi registrado no Egito, no norte, em 15 de fevereiro. Na África do Sul, o primeiro caso foi registrado somente no dia 6 de março. Outros países, como Guiné-Bissau e Mali, só reportaram o primeiro caso à OMS no dia 26. Esse fator, explica Lotufo, também contribui para que os países africanos ainda tenham um baixo número de mortes comparada com o tamanho da população. “Lugares que têm casos há mais tempo têm pessoas mais doentes, mais hospitalizadas, em estado grave, que vão ter ‘tempo de morrer’. Considerando o tempo de incubação, de 7 a 10 dias, que a pessoa vai pro hospital, fica um tempo internada na enfermaria, vai para a UTI – é um tempo prolongado, de 15 a 20 dias. Isso não é novidade, a gente já viu em outras equações”, afirma. 22 de março: Agente público desinfecta globo contra a Covid-19 em jardim público em Algiers, na Argélia. Ramzi Boudina/Reuters O epidemiologista também explica que, de uma forma geral, só será possível saber a quantidade de mortes por Covid-19 na África e no resto do mundo daqui a um tempo. "Há uma enorme chance – e isso eu falo da Finlândia até a Nigéria – de ter subnotificação de óbitos no mundo inteiro", lembra Lotufo. "Vão tendo outros casos de Covid-19 que estão com outro diagnóstico: um que já estava velhinho, infartou, teve AVC, aí você vai ver e foi Covid. Quem está na linha de frente – a OMS, as secretarias, o Ministério da Saúde – está fazendo o melhor possível nessa situação. Hoje, não temos por que discutir isso. Somente daqui a um, dois anos, a gente vai ver qual é o real impacto, ao olhar a curva histórica e ver se houve um aumento da mortalidade geral [no mundo]", explica. África tem 136 mortes e mais de 4 mil infectados pelo coronavírus OMS alerta que África vive evolução dramática da pandemia de coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Agência dos EUA libera remédios para malária contra o coronavírus, mas não aprova definitivamente o uso

Glogo - Ciência Medicamentos poderão ser prescritos por profissionais de saúde para adultos ou adolescentes com mais de 50 kg e internados devido à doença. Coronavírus: Anvisa alerta que automedicação pode representar grave risco à saúde A FDA, agência norte-americana de vigilância sanitária, liberou o uso do fosfato de cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2. A medida, no entanto, está no escopo do combate à pandemia e não é permanente. Regras para uso: Fosfato de cloroquina e sulfato de hidroxicloroquina devem ser administrados por um profissional de saúde com uma receita médica; Os medicamentos só podem ser usados no tratamento de adultos ou adolescentes com mais de 50 kg e em internação devido à Covid-19; Deve-se usar o estoque estratégico disponibilizado para o tratamento específico da Covid-19. A medida, na prática, libera o uso dos medicamentos para o combate ao coronavírus mesmo que não haja um registro da FDA oficial e permanente para a Covid-19, evitando problemas judiciais aos hospitais. De acordo com carta expedida pela agência no sábado (28), o uso "será efetivo até que existam circunstâncias que justifiquem a autorização emergencial de medicamentos". MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: Infectados no mundo já são 724 mil com 34 mil mortos PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem A FDA justifica a liberação devido à "condição séria ou com risco de vida" causada pelo Sars-Cov-2. Além disso, o texto diz que "com base na totalidade das evidências científicas disponíveis é razoável acreditar que o fosfato de cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina podem ser eficazes no tratamento da Covid-19". "Quando usados [os remédios] nas condições descritas nesta autorização, os benefícios potenciais e conhecidos do fosfato de cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 superam os riscos conhecidos e potenciais". Por enquanto, não há um tratamento disponível e totalmente testado contra a doença causada pelo novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde acompanha as pesquisas científicas sobre novos medicamentos contra a Covid-19, com potenciais riscos ainda em estudo. A automedicação não é recomendada para nenhuma doença, incluindo a causada pelo coronavírus. Estudo da OMS busca avaliar resposta de medicamentos no tratamento do coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: como evitar a transmissão em instituições para idosos

Glogo - Ciência Especialistas explicam como diminuir a chance de que pessoas que vivem em instituições para idosos serem contaminadas pelo novo coronavírus. Senhora observa a sala de recreação em asilo, em Grevenbroich, na Alemanha, que assim como Brasil, restringiu a visitação de familiares durante pandemia REUTERS/Thilo Schmuelgen As preocupações e cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus se tornam ainda frequentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), também conhecidos como casas de repouso ou asilos. São locais em que há grande número de pessoas, com a saúde debilitada, e que correm o risco de terem muitos casos de transmissão. Nos Estados Unidos, os primeiro casos de morte pela Covid -19, doença causada pelo novo coronavírus, aconteceram justamente em uma instituição destas: 9 idosos morreram pela doença. Na França, cerca de 150 instituições tiveram algum caso da Covid-19. Como ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus? Quais os cuidados as pessoas com deficiência devem tomar para não serem infectadas com o novo coronavírus? No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou orientações para evitar a propagação da doença nestes locais. Entre elas, estão o monitoramento de sintomas da doença, reforço na limpeza e incentivo à higienização das mãos com água e sabão e álcool em gel, reforço e checagem da vacinação, e redução no número de visitas. "Nas visitas às instituições, a vigilância irá observar se as recomendações realizadas no manual estão sendo realizadas. A fiscalização torna-se mais rigorosa quando, na instituição, existem casos suspeitos ou confirmados de coronavírus", afirma a gerontóloga Jullyanne Marques. Segundo Izabel Maior, especialista em medicina física e reabilitação e ex-secretária nacional de promoção dos direitos da pessoa com deficiência, as pessoas que vivem em algum tipo de abrigo são bastante vulneráveis ao novo coronavírus e devem ser alvo de constante preocupação e cuidado. Maior afirma que, neste momento, é importante que as secretarias de saúde mandem suas equipes para estes abrigos para ver como as pessoas estão sendo cuidadas. "Um dos riscos dos idosos é justamente a falta de supervisão adequada do poder público. Parte da rede é da assistência social e a outra é da Saúde. Municípios e Estados são os responsáveis, mas há muitas falhas e omissões na prática". "Pessoas idosas, com deficiência, e crianças que estão abrigadas – longe da supervisão da família e vivendo agrupadas – precisam de atenção do poder público, das secretarias de saúde. É preciso que as camas sejam separadas, que a higiene seja redobrada e que todos os cuidados sejam feitos na tentativa de dizer que nós somos humanos e que a vida de cada um tem o mesmo valor" – Izabel Maior, especialista em medicina física e reabilitação e ex-secretária nacional de promoção dos direitos da pessoa com deficiência. Quais são os riscos? Marques diz que a população idosa que reside nas ILPI é mais vulnerável – há níveis variados de dependência e necessidades complexas. O mais difícil, segundo a especialista, é ter total controle se quem entra e sai cumpre da instituição todas as recomendações para evitar a entrada do vírus. "Em uma ILPI, nós temos os residentes, os cuidadores e os profissionais que trabalham nesses estabelecimentos. Ou seja, o fato de ser um local fechado, no qual a maioria que reside é o grupo de risco, e o restante circula fora e depois volta à instituição, o controle se torna mais difícil" – Jullyanne Marques, gerontóloga. Como diminuir os riscos? Para Marques é fundamental que instituições façam um monitoramento diário dos residentes, quanto a febre, sintomas respiratórios e outros sinais e sintomas da Covid-19. Para ela, é preciso orientar e estimular os residentes e profissionais a higienizarem as mãos com água e sabonete líquido ou álcool gel a 70%. A gerontóloga pontua algumas ações para diminuir os riscos: Os profissionais devem estar muito bem orientados em relação à prevenção e controle de infecções pelo novo coronavírus. Os profissionais devem estar aptos a ensinar aos residentes as técnicas de higiene correta. As instituições devem disponibilizar álcool gel 70% para a higiene das mãos nos corredores, nas recepções e nas áreas comuns. As instituições devem garantir a limpeza correta e frequente das superfícies, das áreas comuns, dos dormitórios e de outros ambientes utilizados pelos residentes. As famílias devem reduzir, ao máximo, o número de visitas, assim como a frequência e a duração da visita. A instituição deverá estabelecer um cronograma de visitas para evitar a aglomerações. É recomendável que os familiares fale com um profissional da instituição, e combine um horário para ligar diariamente, para que os idosos não fiquem abalados com a redução das visitas. Os cuidadores que tenham contato com pessoas com sintomas de infecções respiratórias ou contato com pessoas que sejam suspeitas ou confirmadas para o novo coronavírus, fora da instituição, não devem ter contato com os residentes ou circular nas mesmas áreas. Apresentando algum sintoma o cuidador deverá se ausentar do trabalho e permanecer em quarentena. As ILPIs devem implementar políticas de licença médica, que não sejam punitivas, para permitir que profissionais e cuidadores que apresentem sintomas de infecção respiratória, fiquem em casa. Vídeos: Coronavírus: redes sociais ajudam idosos a enfrentar isolamento social RJ1 dá dicas de exercícios para idosos fazerem em casa Médico Geriatra fala sobre cuidados com idosos em pandemia de coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Ao menos 14% dos 85,1 mil infectados por coronavírus na Espanha são profissionais da saúde

Glogo - Ciência 7.340 pessoas morreram pela doença no país; número de casos saltou de 78,8 mil no domingo para mais de 85,1 mil. Profissional de saúde usando máscara e vestes protetoras contra a Covid-19 em Madri, na Espanha, no dia 28 de março. Sergio Perez/Reuters As autoridades espanholas anunciaram nesta segunda (30) que quase 12,3 mil dos infectados pelo novo coronavírus no país são profissionais da saúde. O número é cerca de 14% do total de casos de Covid-19 no país ibérico que chegou a mais de 85 mil confirmações. O número de infectados coloca o país no terceiro lugar no ranking de casos, superando a China e atrás apenas de Estados Unidos e Itália. A Espanha é o segundo país com mais mortos pela doença (7.340), atrás apenas da Itália (10.779 mortos) e tendo ultrapassado a China (veja tabela abaixo). Só nas últimas 24 horas foram 812 mortes por Covid-19, divulgou o Ministério da Saúde espanhol. O número é levemente menor que os dos últimos dois dias: no sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, e no domingo (29), o número mais alto até então, com 838 mortes. Últimas notícias de coronavírus de 30 de março Freiras cantam em uma igreja quase vazia em Barcelona, na Espanha, no domingo (29) Pau Barrena / AFP Países com mais mortes por Covid-19 Nesta segunda, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 85.195 na Espanha, 6.398 a mais do que as registradas até domingo, quando havia 78.797 casos. A quantidade de registros da doença na Espanha é a terceira maior do mundo – atrás de Estados Unidos e Itália. Países com mais casos de Covid-19 Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Os cientistas brasileiros que bancam pesquisas com o próprio bolso

Glogo - Ciência Escassez de recursos e falta de financiamento no país obrigam muitos cientistas a pagar para trabalhar. A luta por recursos para realizar suas pesquisas faz parte da rotina da grande maioria dos cientistas brasileiros Arquivo Pessoal A luta por recursos para realizar suas pesquisas faz parte da rotina da grande maioria dos cientistas brasileiros. Boa parte do tempo é gasto na corrida atrás de financiamento, muitas vezes sem sucesso. Nem por isso eles desistem de realizar seus estudos e de formar novos pesquisadores. Não são raros os que arregaçam as mangas e lançam mão do próprio bolso. Não é a solução ideal, pois limita suas pesquisas — além de causar um rombo no orçamento pessoal —, mas é uma maneira de seguir em frente e progredir na carreira. Um exemplo é a geóloga Ariadne Marra de Souza, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). "Usei dinheiro próprio em todos os projetos de extensão na área de geodiversidade que coordenei", conta. "Todo material impresso e de coleta de amostras, além do deslocamento, foram financiados por mim. Também comprei um projetor multimídia, que utilizo nas minhas aulas e para realizar as palestras nas escolas." Ela também teve que fazer isso em dois projetos de pesquisa. Em um, relacionado a prospecção mineral, Ariadne custeou diversos deslocamentos, algumas análises químicas e material de coleta. Em algumas situações, os alunos também se deslocaram por conta própria, para que pudessem utilizar uma parte do estudo no trabalho de conclusão de curso. "Em outro, sobre paleoambiente, o material para coleta e viagens foram financiados por mim", diz. "Nesse caso, a universidade concedeu a bolsa de extensão do aluno de graduação." Caso parecido é o da bióloga e microbiologista Fabienne Ferreira, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que diz financiar praticamente 100% dos seus projetos de pesquisa e extensão com seu próprio salário. "Não tenho nenhum tipo de auxílio financeiro governamental ou institucional no momento." "Uma parcela do custeio dos projetos vem também de colaborações com outros docentes ou pesquisadores. Isso significa que eles permitem que os estudantes sob minha supervisão, e que estão vinculados aos respectivos projetos de pesquisa, utilizem reagentes e equipamentos de seus laboratórios sem cobrar por isso." Até fevereiro, Fabienne estava com seis estudantes sob sua supervisão, cada um com um projeto de pesquisa individual. Eram dois de mestrado (pós-graduação) e quatro estudantes de iniciação científica (graduação). "Cinco desses trabalhos foram financiados pelo meu salário", diz. "Para o outro, conto com auxílio financeiro de uma empresa privada brasileira (startup), mas apenas para compra de reagentes." O geólogo Alexandre Raphael Cabral, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também faz parte do time dos cientistas que pagam para trabalhar. "Custeio do meu próprio bolso o transporte, a alimentação e a acomodação dos trabalhos de campo." "Os custos analíticos têm sido pagos por colegas europeus, que, em troca, entram nas publicações como coautores." Para diminuir custos, Cabral tem escolhido áreas de estudo próximas a Belo Horizonte, onde se localiza a universidade. Ele tem realizado pequenos projetos para estudantes de graduação, que necessitam fazer uma dissertação para obter o diploma de bacharelado em Geologia. "O último, sobre mineralização de manganês na Serra da Moeda, teve a parte de campo integralmente paga com dinheiro próprio por mim e três estudantes." O farmacêutico, mestre em Química e doutor em Biologia Celular e Molecular Hugo Verli, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é outro pesquisador que se enquadra na categoria. Ele já usou seu próprio dinheiro para comprar peças e pagar a manutenção de computadores e aparelhos de ar condicionado, além de viagens dele e de estudantes a congressos. Assim como para seus colegas, são gastos que pesam no bolso. "É um investimento financeiro que não está dentro do orçamento pessoal, feito unicamente pela crença de que nosso trabalho é importante e que devemos nos sacrificar por ele, e que esse dispêndio se justificará no final", explica. "Mas isso gera um rombo nas finanças pessoais e, por vezes, limita os gastos familiares." Para Fabienne, a prática também é um peso. "Perco parte do meu salário pessoal para financiar pesquisa." "Além disso, como não posso gastar muito do meu dinheiro com isso, acabo limitando muito os tipos de experimentos e projetos que posso realizar, prejudicando o desenvolvimento de estudos mais abrangentes e completos. Acabam sendo pesquisas mais simples, que não são competitivos na escala da ciência mundial." O problema é que para os cientistas que fazem isso parece não haver alternativa. "Se eu não tivesse usado meu próprio dinheiro, minhas pesquisas teriam sofrido sérias limitações ou sido paralisadas", justifica. "Usamos computadores e, se eles não funcionam, todo o trabalho é interrompido." De acordo com Fabienne, é uma situação que, além de prejudicar o desenvolvimento da ciência brasileira e de estudantes da área, cria obstáculos na progressão da carreira nas universidades. "Trabalhamos em um sistema de pontos para avançar, que é dependente do desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão e da orientação de estudantes", explica. O que se pergunta é por que, afinal, os pesquisados brasileiros têm que pagar para trabalhar? "É um assunto amplo, que passa desde o óbvio, que é a falta de recurso, até a definição do que 'merece' ou não ser financiado", pondera Ariadne. "Os valores disponibilizados pelos órgãos de fomento são limitados e os cientistas que apresentam maior produção acadêmica têm mais probabilidade de consegui-los." Segundo ela, o mesmo ocorre nas universidades, cujos recursos para pesquisa são ainda mais restritos, havendo maior investimento no ensino. "Temas de impacto menos visível que, muitas vezes, servem de base para outros estudos, ou que não estão em voga no momento, podem não ser elegíveis para uma proposta de financiamento, ainda que o pesquisador que o propõe saiba da relevância do trabalho", pontua. Para Fabienne, parte da explicação passa pelo fato de que há uma enorme limitação de recursos públicos para o custeio de pesquisa no país. "Não há interesse em desenvolver ciência no Brasil", diz. "Os investimentos são praticamente inexistentes, mas a cobrança por publicações científicas continua a mesma. A universidade quer que a gente publique e oriente estudantes, mas praticamente sem nenhuma ajuda financeira. A conta não fecha. Por isso, muitos financiamentos têm que vir de órgãos estrangeiros, do nosso bolso e de colaborações com outros pesquisadores. Sem isso não sobrevivemos.” A engenheira de alimentos Simone Hickmann Flôres, diretora do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTA), da UFRGS, pensa de maneira semelhante. "A ciência não é valorizada no Brasil", critica. "Nossas universidades, os professores e pesquisadores têm sido atacados e menosprezados perante a sociedade. Atualmente, não temos editais de fomento abertos e as pesquisas estão sendo sucateadas." Hoje, acrescenta, há poucas bolsas de pesquisa, o que impede o início de novos projetos. "Não temos dinheiro para a manutenção de equipamentos caros e estamos tendo que propor alternativas para os estudos", explica. "Os pesquisadores estão desanimados, e isto vai causar um baque na pesquisa brasileira. Se nada mudar, dificilmente conseguiremos competir com outros países em relação à inovação." Veja Mais

Possível tratamento contra novo coronavírus usa sangue de pacientes curados; entenda técnica e saiba quem pode ser doador

Glogo - Ciência Apenas homens serão aceitos, já que mulheres podem apresentar anticorpo potencialmente perigoso para doenças pulmonares. Técnica pode diminuir tempo de internação de doentes. Einstein e Sírio-Libanês recebem autorização para usar plasma de pacientes curados de coronavírus para tratar casos graves Reprodução/TV Globo Um consórcio entre três hospitais paulistas – Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Hospital das Clínicas – recebeu a autorização de iniciar testes clínicos de um possível tratamento contra a Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus). A técnica, aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), baseia-se no plasma de um paciente curado. Como funciona? O plasma é a parte líquida do sangue, na qual estariam os anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. Os médicos esperam que, ao receber o plasma com os anticorpos, o doente tenha uma recuperação mais rápida. O risco de mortalidade diminuiria e o tempo de internação seria reduzido, disponibilizando leitos para outros infectados. “Precisamos descobrir se a técnica realmente funciona para o novo coronavírus. Se, por acaso, o paciente fizer o tratamento e ficar dois dias na UTI, e não uma semana, já teremos um ganho enorme”, afirma Silvano Wendel, diretor do banco de sangue do Sírio-Libanês (SP). “Queremos diminuir a gravidade da patologia e o tempo de permanência nos hospitais.” Wendel explica que ainda há detalhes do procedimento que precisam ser acertados, como a quantidade de plasma aplicada no paciente e o número de doses necessárias para que o sistema imunológico reaja. Sangue de pacientes curados da Covid-19 pode ajudar no tratamento de casos graves Quem poderá doar? É possível que algumas exigências variem de acordo com a instituição de saúde. No Einstein, no Sírio e no Hospital das Clínicas, o voluntário que doará o plasma precisa ter o seguinte perfil: Ser homem (entenda mais abaixo). Ter de 18 a 60 anos. Pesar mais de 55 kg. Ter feito o teste PCR, com resultado positivo para o novo coronavírus – não basta afirmar que manifestou os sintomas típicos da Covid-19. Ter apresentado um quadro moderado da doença. Pacientes que ficaram entubados ou internados por muitos dias na UTI podem não ter se recuperado completamente. Nunca ter tido hepatite B e C, doença de Chagas, Aids e sífilis. Segundo Wendel, há um fenômeno raro em mulheres que já engravidaram (mesmo que tenham sofrido um aborto): a produção de anticorpos contra leucócitos. “Em uma parcela muito pequena de indivíduos, esses anticorpos podem causar reações pulmonares em quem receber o plasma”, afirma. Como a Covid-19 já é uma doença respiratória, o quadro poderia se agravar. Mas por que deixar de lado as mulheres que nunca engravidaram? De acordo com o especialista, mais exames seriam exigidos para comprovar que, de fato, a gestação não ocorreu - o que levaria tempo. “Não podemos correr o risco, por menor que ele seja. Preferimos ser mais criteriosos, diz Wendel. Como participar? Voluntários que possuam as características acima devem ligar para o banco de sangue do hospital e manifestar interesse em participar dos testes. No Sírio-Libanês, os números são: (11) 3394-5260 ou e (11) 3394- 5261. Eles receberão uma ligação de um médico, que fará uma entrevista inicial. Caso sejam aprovados, farão um primeiro exame de sangue. “Vamos analisar em laboratório, pela amostra, se há os chamados anticorpos neutralizantes, que combateriam o vírus”, explica Wendel. Ainda não há, segundo o especialista, como fazer testes em larga escala. Ele espera que, em duas semanas, já tenha selecionado voluntários para começar a aplicar o plasma em pacientes. Mas reforça: é apenas uma previsão, que pode ser revista. Com parcimônia Embora a técnica com plasma já tenha dado certo com outras doenças, como a H1N1, é preciso ter cautela. Não há, por ora, como saber se será aplicável na Covid-19. “Vamos tomar uma série de cuidados. Queremos, por exemplo, injetar no plasma uma substância que inativaria qualquer bactéria ou vírus existentes no sangue do doador. Ou seja: trataríamos o plasma antes de aplicá-lo”, menciona o diretor do banco de sangue do Sírio. “Não estamos dizendo que vai dar certo. É uma técnica altamente experimental, mas que merece ser avaliada. Algo precisa ser feito para combater a pandemia”, completa. Doação de sangue não era proibida? Uma norma técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde havia determinado que pessoas com diagnóstico do novo coronavírus não poderiam doar sangue durante 30 dias, contados a partir do desaparecimento de sintomas. A regra, no entanto, não se aplica aos testes de plasma. Wendel explica que, nas doações de sangue comuns, não se sabe para quem o material doado será destinado. “Não é o caso do nosso procedimento, que recebeu autorização especial de uma agência regulatória”, diz. “Especificamos exatamente o que será feito com o plasma e para quem ele será direcionado.” LEIA MAIS: Pacientes tratados com plasma de pessoas já recuperadas da Covid-19 podem apresentar melhoras, aponta estudo Initial plugin text Veja Mais

'Guerra' entre países por respiradores mecânicos e produção nacional insuficiente são entrave para o combate ao coronavírus no Brasil

Glogo - Ciência Em quadros graves de Covid-19, equipamento é essencial para aumentar chances de sobrevivência do paciente. Sem ele, falta de ar intensa pode levar à falência de órgãos. Ventiladores mecânicos são usados para auxiliar pacientes com insuficiência respiratória. Rodrigo Sanches/Arte G1 Diante da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), o Brasil enfrenta grande dificuldade para aumentar o número de ventiladores mecânicos, equipamentos essenciais para tratar os casos mais severos da doença Covid-19. Esse entrave tem três causas principais: a concorrência com países ricos, que aceitam pagar mais caro pelos equipamentos; a baixa capacidade de produção das empresas nacionais, frente à alta demanda; e a complexidade da fabricação dos aparelhos. Indústrias nacionais e estrangeiras alegam que o número de encomendas de respiradores mecânicos disparou desde o início da pandemia. O mundo inteiro quer comprá-los. O motivo é óbvio: o aparelho é decisivo para garantir a sobrevivência de pacientes com falta de ar intensa (entenda mais abaixo). Segundo o Ministério da Saúde, há 65.411 ventiladores mecânicos no Brasil, sendo que 46.663 estão no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, 3.639 encontram-se em manutenção ou ainda não foram instalados. Não é viável prever, com exatidão, de quantos aparelhos o país necessitará nas próximas semanas – isso dependerá do número de contaminações. Mas a distribuição dos respiradores é desigual: em 33% dos municípios, há no máximo dez respiradores disponíveis. Se o ritmo de infecções seguir a tendência de países como a Itália, não haverá aparelho suficiente para todos os doentes graves. A seguir, entenda quais são três principais obstáculos para aumentar o número de ventiladores mecânicos no Brasil: 1 – Uma 'guerra' entre os países O Ministério da Saúde espera adquirir 17 mil respiradores para o Brasil. Mas a pasta enfatiza que o principal problema para comprar os aparelhos é a chamada "lógica de mercado" – a concorrência com países mais ricos dificulta a negociação. Em coletiva de imprensa, o ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou, nesta quarta-feira (1º), que não é possível assegurar sequer a entrega de 8 mil ventiladores que já foram comprados. De acordo com ele, mesmo após a assinatura do contrato, existe o risco de a fábrica receber uma oferta melhor e desistir de vender para o Brasil. Ao G1, o ministério explicou o que pode ocorrer: O Brasil procura uma fábrica internacional e oferece, em média, US$ 15 mil por respirador. Se o fornecedor aceitar a oferta, o contrato é assinado. Na negociação, é estipulada uma multa a ser paga pela empresa, caso ela não forneça os aparelhos dentro de determinado prazo. Antes da entrega dos respiradores, outro país cobre a oferta: oferece mais de que os US$ 15 mil e ainda aceita pagar a multa. O resultado é que, mesmo após a assinatura do contrato, o Brasil não recebe os equipamentos. Precisa, então, buscar outra fábrica. Empresas como a alemã Dräger não estão conseguindo suprir a procura crescente pelos ventiladores – o número de pedidos triplicou. "Na área de equipamentos hospitalares, estamos produzindo quase duas vezes mais do que o habitual", afirma a marca. Fernando Silveira Filho, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde (Abimed), diz que há uma "demanda mundial explosiva" pelos ventiladores mecânicos: “O Brasil está concorrendo com todos os outros países para tentar comprar os mesmos equipamentos”. Segundo Silveira Filho, há ainda: as restrições nos voos internacionais, que dificultam o transporte de insumos e de equipamentos e o deslocamento de técnicos especializados; e as mudanças nas normas de exportação de cada governo. De acordo com o Global Trade Alert, até esta sexta-feira (3), 76 países haviam tomado alguma decisão de limitar ou proibir a exportação de equipamentos de saúde. Índia, China e Alemanha baixaram 130 determinações do tipo. Respirador de unidade de saúde Prefeitura de Araraquara/Divulgação 2 – Fabricação nacional não cobre demanda Segundo dados da consultoria Websetorial obtidos pela Abimed, o Brasil importou 3.881 respiradores mecânicos em 2019. A produção nacional, ainda de acordo com a associação, é centralizada em quatro fábricas principais. O representante de exportações de uma delas, que pede anonimato, afirma que a demanda por aparelhos aumentou de forma significativa. Normalmente, a marca produz, em média, cerca de 100 respiradores por mês. “Hoje, se produzíssemos mil produtos por dia, os mil seriam vendidos. Fomos procurados por mais de uma centena de países”, diz o funcionário. De acordo com ele, o Ministério da Saúde enviou um ofício que impede a fábrica de vender para outros países. Toda a produção deve se destinar à demanda interna. De fato, em março, a pasta havia comunicado que vetaria a exportação de equipamentos essenciais para o atendimento de pacientes com Covid-19. Para tentar aumentar a produção, a empresa contratou mais mão de obra e ampliou os horários de funcionamento. A mesma iniciativa foi tomada pela Vent Logo, fábrica de ventiladores mecânicos de Vitória (ES). De menor porte, com cerca de 12 funcionários, a empresa está operando em três turnos, durante a semana inteira. "Estamos fazendo uma parceria com uma associação importante do setor médico, para expandir nossa capacidade produtiva", afirma Eduardo Val, representante da área comercial. "Daríamos a concessão da tecnologia para eles, para tentarmos chegar ao número de ventiladores necessários no Brasil. A indústria nacional está se mobilizando." Dos três tipos de aparelho que a Vent Logo, o que é mais requisitado atualmente é o de tecnologia avançada – justamente aquele cujo processo de fabricação é mais demorado. A demanda por ele triplicou, segundo Val. O preço aproximado é de R$ 50 mil. 3 – A produção do aparelho é complexa Silveira Filho, da Abimed, explica que a fabricação de ventiladores mecânicos é complexa: demanda testes de segurança e cuidados na instalação. O representante de uma das maiores fábricas no Brasil reforça que o processo de produção não tem como ser tão rápido: "São muitas peças, algumas importadas. Não dá para montar e pronto, como uma televisão. Existe um rigor, uma necessidade de teste e de reteste. Está ligado à vida de uma pessoa. Para fazer produção em massa, é difícil". Ele explica que os compradores dos aparelhos precisam estar habilitados para receber produtos tão delicados. "Em geral, são distribuidores que compram. Eles têm engenheiros que treinam os hospitais e ensinam a equipe médica a usar os respiradores", afirma. Como os ventiladores mecânicos funcionam? Para explicar o funcionamento de um ventilador mecânico, o primeiro passo é entender o mecanismo básico da nossa respiração. De forma simples: há uma troca de gases. Nós respiramos o ar, cuja composição é de 21% de oxigênio, e ele entra pelas vias superiores, até chegar a um tubo chamado traqueia. De lá, segue para os pulmões. Neles, há pequenos saquinhos de ar, chamados de alvéolos, cheios de vasos sanguíneos bem fininhos, onde o oxigênio é absorvido e o gás carbônico, liberado. O sangue oxigenado é, então, bombeado para todos os órgãos. Quando o paciente está com insuficiência respiratória, a troca gasosa fica comprometida. Os músculos tentam acelerar o ritmo da respiração, para conseguir garantir a entrada do oxigênio e a saída do gás carbônico. "Nas doenças respiratórias graves, o esforço muscular excessivo leva à fadiga. Aí é que entra a importância da intervenção médica, para não sobrecarregar o coração", afirma Paulo Cesar Bastos Vieira, coordenador da UTI da disciplina de pneumologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O aparelho chamado "ventilador mecânico" vai exercer uma pressão para dentro de nossos pulmões, para que a troca gasosa se mantenha. "É como encher uma bola de futebol. No começo, é mais difícil, precisamos fazer uma força inicial maior. Depois, com menos esforço, dá para terminar de encher”, exemplifica Vieira. O princípio do aparelho é o mesmo da bola. "Regulamos o aparelho com uma pressão inicial que vença a resistência do tórax e das vias respiratórias. Depois, o ventilador deve exercer uma pressão menor, para não correr o risco de estourar o pulmão do paciente. Se você distender demais o órgão, o organismo libera substâncias inflamatórias que pioram o quadro." O paciente é sedado, para não ficar desconfortável. O ventilador, em geral, é colocado na boca, e o tubo vai até a traqueia. Depois de alguns dias, o médico pode avaliar a necessidade de trocar pela traqueostomia (procedimento cirúrgico no qual é feito um pequeno buraco no pescoço do paciente, para que a conexão com a traqueia seja direta). Pelo ventilador, os profissionais de saúde podem escolher a porcentagem de oxigênio no ar fornecido ao paciente – índices maiores que o atmosférico, de 21%. Quanto mais comprometidos estiverem os alvéolos (aqueles saquinhos de ar do pulmão), mais oxigênio será necessário. "Quando a pessoa está sedada, o cérebro não manda que ela respire, está 'desligado'. Tudo vai depender do respirador. Controlamos a quantidade de oxigênio, a frequência respiratória, a pressão", explica André Nathan, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês. “Conforme o paciente for melhorando, poderá assumir algumas funções. Ele puxa o ar, o ventilador percebe e só ajuda a exercer a pressão." Os médicos devem seguir avaliando a pessoa e monitorando principalmente o nível de oxigenação do sangue (por um exame chamado oximetria). Com base nos resultados, alteram os parâmetros do respirador. É importante entender que o aparelho não é um tratamento. Ele apenas poupa o organismo do esforço de respirar, até que o sistema imunológico reaja e combata o vírus, no caso da Covid-19. Por que os respiradores são tão importantes para pacientes com Covid-19? Nos casos mais graves, o novo coronavírus agride os alvéolos pulmonares. "A agressão vai inchar a membrana. Os vasos sanguíneos vão dilatar e ficar mais largos e porosos. Com isso, a troca de gases é prejudicada", explica Vieira. Leonardo José Rolim Ferraz, médico intensivista e clínico-geral do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), afirma que a chamada "síndrome de desconforto respiratório agudo" faz com que o paciente não receba a quantidade de oxigênio que os tecidos necessitam. A pessoa passará a sentir falta de ar – uma sensação descrita como "se afogar no seco". "É puxar o ar, tentar respirar, mas não parecer suficiente. Em geral, a frequência respiratória aumenta, dá para notar. O fôlego fica curto", explica Ferraz. Sem oxigênio no corpo, haverá falência de órgãos. "O organismo vai desligando: rim, coração, cérebro", descreve Nathan, do Sírio-Libanês. Com o respirador mecânico, o pulmão pode “repousar”, já que o nível de oxigênio no sangue será controlado pelo aparelho. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 431 mortes e 10.278 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência Balanço da pasta divulgado neste sábado (4) listou 72 mortes a mais, que representam um aumento de 20%. Tava de letalidade está em 4,2%. Casos de coronavírus no Brasil Reprodução O balanço dos casos de Covid-19 divulgados pelo Ministério da Saúde neste sábado (4) aponta: 431 mortes 10.278 casos confirmados 4,2% é a taxa de letalidade Nesta sexta-feira (3), havia 9.056 casos confirmados e 359 mortes. Em relação ao balanço anterior, foram acrescentadas 72 mortes, o que significa um aumento de 20%. CRONOLOGIA: 22 tuítes da OMS mostram como o mundo virou de ponta-cabeça em 3 meses SEU BOLSO: Medidas econômicas na crise do coronavírus: veja perguntas e respostas Initial plugin text Veja Mais

Pico da pandemia: entenda os cenários no Brasil e como o isolamento afeta projeções sobre o coronavírus

Glogo - Ciência Veja perguntas e respostas sobre o pico da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus que já teve mais de 1 milhão de casos ao redor do mundo. 3 de abril: agente de saúde em equipamento protetor tira amostra de paciente possivelmente infectado com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, em Turku, na Finlândia. Roni Lehti / Lehtikuva / AFP Com mais de 1 milhão de casos de Covid-19 ao redor do mundo, as perguntas sobre quando a doença atingirá seu pico no Brasil se tornam cada vez mais comuns. Com mais de 9 mil casos confirmados da infecção até sexta-feira (3), o que os especialistas dizem sobre o cenário futurno no país? Além disso, é possível dizer que alguns países já passaram pelo pior? Pode haver uma nova onda de casos na China? O isolamento pode influenciar o ritmo e o pico da pandemia? Entenda, abaixo, o que se sabe até agora sobre essas e outras perguntas: Quando a doença atingirá o pico no Brasil? Segundo previsão feita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a infecção pela doença deve disparar neste mês e continuar crescendo até junho, quando essa curva deve começar a desacelerar. O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, também previu que o país terá "dias difíceis" em abril. Mas determinar de forma exata quando a pandemia atingirá o ápice no país não é tão fácil, afirmam especialistas ouvidos pelo G1. Isso ocorre por vários fatores. Um deles é a demora para os resultados dos testes. Só o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, tem 16 mil amostras na fila de análise para Covid. "Na hora que o exame é colocado na linha do tempo, ele precisa ser colocado na data que foi coletado", explica o epidemiologista Paulo Lotufo, da Faculdade de Medicina da USP. Caso contrário, explica o professor, pode se ter a falsa impressão de que um grande número de casos novos ocorreu em um dia quando, na verdade, os resultados se referem a exames que estavam aguardando há mais tempo, 10 ou 15 dias, na fila. Essa demora nos testes faz com que a "decolagem" dos números ainda não tenha sido percebida, explica o físico Vitor Sudbrack, do Instituto de Física Teórica da Unesp, apesar de o Brasil viver, hoje, a fase de crescimento exponencial da Covid-19, representado pelo crescimento vertiginoso do número de novos casos de infecção. (Entenda mais aqui). E os testes não são os únicos que demoram: as notificações de óbitos por Covid-19 e de internações também estão levando tempo para serem computadas. Dados da Fiocruz divulgados na quarta (1º) apontaram uma queda no ritmo de crescimento de internações por problemas respiratórios no Brasil. Mas o cientista Marcelo Gomes, que coordena a pesquisa da fundação, explica que, pela demora em colocar essas informações nos bancos de dados ao redor do país, só se poderá ter uma melhor noção dessa queda na semana que vem. Existe, ainda, um terceiro ponto: as regiões brasileiras enfrentarão os picos da doença em momentos diferentes. Primeiro, explica Paulo Lotufo, serão São Paulo e Rio de Janeiro, que registraram os primeiros casos e têm maior número de infecções. Depois, segundo relatório divulgado pela Fiocruz em de março, correm risco os centros urbanos de Brasília, Recife, Salvador, e, então, a região litorânea entre Porto Alegre e Salvador e várias microrregiões de Paraíba, Ceará e Pernambuco. Outras áreas com risco alto são as microrregiões no entorno de Cuiabá, Goiânia e Foz do Iguaçu, no Paraná, de acordo com o relatório. "Isso se não acontecer uma imensa bobagem, que é: São Paulo se resolve, por exemplo, e aí você abre as fronteiras [para outros estados] – todo mundo pode vir para cá", ressalva Lotufo. "Isso aconteceu na China, Hong Kong, outros lugares. Aí você volta com os infectados", diz o epidemiologista, que prefere não fazer previsões para um pico da pandemia no Brasil. "Tem um monte de gente que fala com muita certeza quando vai ser o pico. Eu não ouso falar, até porque não é um experimento natural, observacional – muito pelo contrário: está sendo feita uma baita intervenção, com o isolamento. Há um paradoxo: quanto mais efetiva for a nossa ação, nós vamos tender a prolongar um pouco mais – esse pico vai demorar mais", explica Lotufo. Mas, alerta Lotufo, se as medidas tiverem efeito, esse pico pode nem chegar a existir. "Talvez não tenha um pico, tenha um platô – aquela coisa que vai achatando e depois caindo, não vai ter uma espícula", pondera o epidemiologista. As medidas de isolamento vão atrasar o pico da pandemia no Brasil? Os especialistas ouvidos pelo G1 foram unânimes em dizer que as medidas de isolamento social podem interferir na disseminação do vírus no país. E esse efeito pode significar duas coisas: que o pico da pandemia no país pode ser adiado, dando mais tempo ao sistema de saúde para se preparar e atender mais pessoas; que esse pico pode não ser tão alto quanto seria se as medidas de isolamento fossem suspensas e as atividades no país fossem retomadas normalmente. "Acho que [o isolamento] já é consenso de toda a comunidade científica – acho que quem está discordando disso é quem não está enxergando e olhando para todas as variáveis", pondera Diógenes Justo, matemático e mestre em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor na Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), em São Paulo. SÃO PAULO - Um homem caminha por uma rua comercial vazia no centro de São Paulo nesta terça-feira (24) depois que o governo da cidade decretou o fechamento de lojas como medida de precaução contra a disseminação do novo coronavírus Nelson Almeida/AFP O professor é parte de uma equipe de pesquisadores voluntários, de várias universidades e empresas no Brasil e no exterior, que criou um monitoramento para tentar prever quando será o colapso do sistema de saúde de São Paulo, levando em conta as medidas de isolamento e os leitos de UTI disponíveis na cidade. Eles montaram quatro possíveis cenários: no primeiro, com nenhuma intervenção para isolamento, o sistema de saúde entraria em colapso no dia 23 de abril; no segundo, com redução de 25% do contato social, o colapso seria em 1º de maio; no terceiro, com redução do contato social à metade, o colapso seria adiado para 17 de maio; no quarto, com redução de 65% do contato social, o colapso só ocorreria em 17 de junho. Os especialistas escolheram estudar a capital paulista por ser a que tem maior número de casos e a maior quantidade de dados, mas também pretendem estender o monitoramento para outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza. 24 de março: Avenida vazia em São Paulo, que está em quarentena REUTERS/Amanda Perobelli "Se a gente empurrar [o pico da pandemia] para a frente, não estamos dizendo que vão ser os mesmos infectados, só que ao longo do tempo. A gente está falando, também, que, [se as medidas de isolamento forem suspensas], vai ter um número maior de infectados", explica Justo. Coronavírus: países europeus prolongam medidas de distanciamento social Nos cenários avaliados pelos pesquisadores, mesmo com o número maior de leitos anunciados pelo governo, o sistema de saúde em São Paulo não conseguiria acompanhar a velocidade de novas infecções. Os especialistas destacam que as previsões vão mudando conforme as novas medidas adotadas e elas não indicam que o isolamento deve ser suspenso. "Não é um argumento para a imunidade de rebanho – primeiro, porque a gente vai ter um colapso muito mais cedo. Tendo um colapso muito mais cedo, não teve nem a chance de acionar mais mil, 2 mil leitos que sejam. A gente está falando de mil, duas mil vidas", lembra Justo. O Hospital de Campanha H.M Camp, no Pacaembu, será uma unidade de portas fechadas para pacientes transferidos da rede municipal da saúde TV Globo/Divulgação A chamada "imunidade de rebanho" é a proteção indireta de uma doença infectocontagiosa que ocorre quando uma população se torna imune a uma doença ou por vacinação ou por já ter sido contaminada com ela. Uma vez que ela tenha sido estabelecida por um tempo, a capacidade da doença de se espalhar é diminuída. "Se a gente deixa tudo liberado, deixa infectar e fazemos essa imunidade de rebanho, o colapso vai ser muito maior e o sistema vai demorar muito mais tempo para se reerguer. A questão do colapso é qual o grau desse colapso", explica João Visoci, que também integra a equipe do monitoramento e é Ph.D. em Psicologia Social pela PUC-SP e professor na Universidade Duke, nos Estados Unidos. "O nosso cenário tenta chegar a 65% de controle da transmissão – mas pode haver um cenário maior, com mais restrição, e que potencialmente diminua isso. Se a gente achata isso, dá fôlego pro sistema, o tamanho desse colapso e o tamanho do problema podem ser muito menores, e [podemos] dar mais habilidade para o sistema de se reaver", avalia Visoci. Ele também lembra que outras partes do Brasil podem ter cenários completamente diferentes dos de São Paulo. "Existe uma chance de o Brasil não colapsar tanto assim se aprender com o que está acontecendo fora do país, se levar em consideração esses monitoramentos e tentar diminuir o impacto que isso vai ter a longo prazo. Daqui a pouco, outras partes do país podem tentar absorver o impacto do que está acontecendo em São Paulo – mas só se tiver um certo movimento do país enquanto entidade, e não simplesmente ações individuais", pondera Visoci. Sem isolamento e ações contra a Covid-19, Brasil pode ter até 1 milhão de mortes na pandemia, diz estudo Mas, lembra Paulo Lotufo, da USP, ainda há um outro fator em jogo: a proporção de leitos de UTI nos setores público e privado e a quantidade de pessoas que têm ou não planos de saúde variam ao redor do país. "A proporção de leitos do SUS é maior em São Paulo, a população com plano de saúde é maior. Em outros lugares, é uma desproporção muito grande. Vai ser mais uma briga", prevê Lotufo. Mostrando essa disparidade regional, levantamento feito pelo G1 constatou que, em 861 cidades brasileiras, há apenas um ventilador mecânico disponível. Cinco capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife – concentram 26% dos respiradores do Brasil. Já em outros lugares, como o Amapá, a quantidade de habitantes por respirador passa dos 9 mil. Quais países já passaram pelo pior? 31 de março: agente desinfecta Praça do Domo, em Milão, contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Na data, o governo italiano anunciou que havia atingido o pico da pandemia no país. Piero Cruciatti / AFP Na quarta-feira (31), o governo italiano anunciou que o país havia atingido o pico das infecções. Nesta sexta (3), a Itália tinha quase 14,7 mil mortes pela Covid-19, segundo dados da agência de proteção civil italiana. Na Espanha, o ministro da Saúde, Salvador Illa, disse na semana passada que aquela seria uma semana difícil, na qual o país poderia chegar ao pico da pandemia. A Espanha registrou pelo menos dois recordes diários de mortes em dois dias da semana passada, com mais de 10,9 mil mortes até esta sexta-feira. "Chegar ao pico da epidemia não significa resolver o problema. A segunda etapa é dobrar a curva [de transmissão] e a terceira, vencer o vírus. Pedimos que sigam cumprindo o conjunto de medidas, que são das mais restritas da Europa", pediu Illa, no dia 23 de março, segundo o jornal espanhol "El País". Nos Estados Unidos, que têm mais de 6,9 mil mortes registradas, o estado de Nova York, o mais atingido, se prepara para um pico de casos até o começo de maio, segundo o governador, Andrew Cuomo. Autoridades da cidade de Nova York afirmam estar a dias de um "Dia D", quando os hospitais não terão mais capacidade de responder à pandemia. Na quarta-feira (1º), o principal especialista de Trump para Covid-19, Anthony Fauci, disse que o país poderia afrouxar as medidas de distanciamento social quando não registrasse mais nem novos casos, nem novas mortes, mas que o verdadeiro "ponto de virada" só viria com uma vacina. No Reino Unido, o governo declarou nesta sexta (3) que ainda é "cedo para dizer" quando o país terá seu pico de infecções. Segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, 3.611 mortes haviam sido registradas em solo britânico. Na China, o governo anunciou no dia 11 de março que o país já havia passado do pico da pandemia. Os maiores números de novas infecções em solo chinês foram registrados entre o fim de janeiro e o começo de março. É possível haver uma nova onda de casos na China? 31 de março: na foto, integrante de uma equipe médica de combate à Covid-19 em Wuhan, na província de Hubei, epicentro da doença na China, é recebida pela filha na volta para casa em Huaian, na província de Jiangsu. STR / AFP As autoridades do país temem que sim. Nesta sexta (3), autoridades de Wuhan, cidade chinesa onde os primeiros casos de Covid-19 foram registrados, pediram que as pessoas continuem vigilantes e evitem sair de casa. A cidade se prepara, aos poucos, para suspender as medidas de isolamento que proibiam que os moradores saíssem de casa desde 23 de janeiro. A preocupação do governo chinês, agora, também é com a transmissão da doença por pacientes sem sintomas (veja vídeo). Estudos apontam que essas pessoas podem ser responsáveis por até 60% das transmissões. China se preocupa com segunda onda de contágios por doentes assintomáticos Em Hubei, província onde fica Wuhan, parte do comércio e dos transportes já está funcionando, mas, na província vizinha, Henan, os 600 mil habitantes do município de Jia foram isolados pela segunda vez. Só lá, o governo investiga pelo menos dez casos de doentes assintomáticos. Outra preocupação é com a chegada de pessoas infectadas de fora do país. Na quinta-feira (2), a China confirmou 35 novos casos da doença, todos de pessoas que chegaram de fora. Esse receio, como mostrou a reportagem do JN, afeta cidades como Xangai, centro financeiro chinês onde vivem mais de 160 mil estrangeiros. Para evitar os casos importados, atrações turísticas fecharam de novo. Elas tinham sido abertas no meio de março. Na semana passada, a China já havia proibido a entrada de estrangeiros na tentativa de evitar uma segunda onda de contaminação. Initial plugin text CORONAVÍRUS× Veja Mais

Coronavírus: por que o Brasil ainda não conseguiu fazer testes em massa?

Glogo - Ciência OMS recomenda testar toda pessoa suspeita de ter se infectado, mas faltam materiais para testes e demanda supera capacidade dos laboratórios. Aumentar testagem é fundamental para saber tamanho real da epidemia e elaborar estratégias de combate ao vírus. Governo começou a distribuir 500 mil testes rápidos que detectam anticorpos contra o novo coronavírus Ministério da Saúde/ BBC A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu há duas semanas que países façam testes em massa em suas populações para combater a pandemia do novo coronavírus. O diretor-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que testar qualquer caso suspeito de covid-19, a doença causada por esse vírus, é essencial para identificar e isolar o máximo de pessoas infectadas e saber quem pode ter entrado em contato com elas para que se possa quebrar a cadeia de transmissão. Um dos melhores exemplos disso veio da Coreia do Sul, que era, há algumas semanas, o segundo país mais afetado pelo novo coronavírus. A Coreia não chegou a entrar em quarentena, como outros lugares do mundo, mas testou milhões de pessoas, o que, junto com outras medidas, reduziu drasticamente o número de novos casos e mortes. O virologista Anderson Brito, do departamento de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, diz que a testagem em massa também é necessária para tomar medidas de acordo com o estágio da propagação do novo coronavírus em cada país. "Sem saber a real dimensão da epidemia, um governo pode agir atrasado ou adiantar medidas drásticas sem que sejas necessárias", afirma Brito. O governo brasileiro disse a princípio que estava surpreso com a recomendação da OMS, porque a agência sabe dos gargalos que os países enfrentam para aumentar a testagem. A brasileira Ana Paula Coutinho-Reyse, que lidera a área de prevenção e controle de infecções do programa de emergências da OMS na Europa, diz que, ainda assim, é essencial fazer isso. "O teste é o primeiro passo para conter o vírus. É obvio que existem dificuldades para testar todo mundo. Mas não é impossível. O que temos pedido é que os governos identifiquem diferentes modelos de como fazer estes testes", afirma Coutinho-Reyse. O Ministério da Saúde anunciou desde então algumas medidas para tentar atender a recomendação da OMS, mas o Brasil não conseguiu até o momento cumprir isso à risca. O que impede o país fazer testes em massa no momento? E o que vem sendo feito para mudar essa situação? Materiais para testes estão em falta e com preços inflacionados Ministério da Saúde afirma ter distribuído mais de 50 mil testes laboratoriais para Sars-Cov-2 até agora Fiocruz/ BBC Os testes aplicados no Brasil até agora são os chamados testes moleculares, também conhecidos como RT-PCR, que são realizados em laboratório. As amostras de secreções coletadas do nariz ou da garganta de uma pessoa são colocadas em máquinas que identificam a presença do código genético do novo coronavírus neste material. Leandro Pereira, gerente-geral de tecnologia de produtos para saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), explica que os resultados levam cerca de oito horas para ficarem prontos e que seu índice de precisão é muito próximo de 100%. "Ele pode ser aplicado desde o início da infecção e é o melhor tipo de teste para fazer o diagnóstico da Covid-19", diz Pereira. O Ministério da Saúde afirma que já foram distribuídos 54 mil testes RT-PCR para os estados, mas a pasta disse que não consegue precisar quantos foram de fato realizados até agora. Em 24 de março, o governo anunciou que foram comprados 4,3 milhões de testes moleculares, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de empresas privadas, além de mais 600 mil doados pela Petrobrás. Outros 10 milhões estão sendo negociados. No entanto, o Ministério da Saúde havia informado que esperava que a Fiocruz entregasse 2 milhões de testes até o último dia 30. Mas, até o início de março, a instituição era capaz de produzir apenas cerca de 80 mil kits por mês. A Fiocruz afirma que está ampliando sua capacidade de produção para atender o governo. Um dos entraves para a produção destes testes é a alta demanda generalizada pelas substâncias químicas que permitem identificar o vírus na amostra neste momento. Mais de 180 países já foram afetados pelo novo coronavírus, o que aumentou muito a demanda pelos materiais usados nos exames. "Não há insumos, reagentes e materiais bioquímicos, disponíveis no mercado nacional ou internacional por causa da crise que a pandemia gerou. Sem eles, os testes não podem ser feitos", afirma Brito. A grande procura também aumentou o preço do que ainda existe no mercado. Muitos dos insumos são importados e, mesmo com alta do dólar e do euro, encareceram. Demanda supera a capacidade dos laboratórios Outro elemento fundamental para a capacidade do Brasil de realizar testes em massa é o número de laboratórios habilitados para analisar as amostras. Até o meio do mês passado, havia apenas três: a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas, no Pará. Em 18 de março, o Ministério da Saúde anunciou que os laboratórios centrais de saúde pública (Lacens) dos 26 Estados e do Distrito Federal também estavam aptos. Ainda assim, com o aumento exponencial do número de casos nas últimas semanas, a necessidade de testes excede em muito a capacidade, o que vem gerando um acúmulo de amostras a espera de serem analisadas. Só no Instituto Adolfo Lutz, que consegue testar 1,2 mil amostras por dia, há 16 mil na fila — e esse número vem crescendo rapidamente: eram 12 mil no final da semana passada. O Ministério da Saúde disse no último dia 24 que o país conseguia então realizar 6,7 mil testes por dia e que seria necessário chegar a 50 mil para lidar com o pico da epidemia. O governo vem buscando fazer isso ao habilitar laboratórios privados e também de instituições públicas, como da Universidade Federal de Minas Gerais e do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas. Isso deve fazer não só com que mais exames sejam realizados diariamente no país, mas também desafogar os laboratórios públicos, diz Benedito da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). "Os exames que eram antes feitos nestes locais precisavam passar por uma contraprova em um laboratório do governo. Agora, não precisam mais", afirma o infectologista. Coronavírus: como são a febre, a tosse e a falta de ar Governo vai usar testes rápidos contra a pandemia O aumento do número de casos, a falta de insumos para testes moleculares e o limite da capacidade dos laboratórios levaram o governo a restringir os testes apenas aos casos mais graves e aos profissionais de saúde e segurança. Brito afirma que essa estratégia não é ideal para lidar com a pandemia, porque estudos apontam que pessoas infectadas são capazes de contagiar outras alguns dias antes dos primeiros sinais da Covid-19 aparecerem. "Entendo que, na situação atual, a prioridade são os casos graves, mas o ideal é testar todo mundo, porque muitas pessoas que não estão visivelmente doentes continuam a circular por aí e a transmitir o vírus", diz ele. Uma forma do governo contornar esses problemas é aplicar um outro tipo de teste na população. Os testes sorológicos identificam em uma amostra de sangue a presença de anticorpos criados pelo organismo para combater o novo coronavírus. Esses testes verificam a presença de dois tipos de anticorpo: um que é produzido para combater a infecção e outro que serve de memória imunológica para o organismo combater melhor a ameaça se for infectado novamente. "Se tiver só do primeiro tipo de anticorpo ou mais deste tipo do que do segundo, é uma infecção recente. Se for o inverso, a infecção ocorreu há mais tempo ou o corpo tem apenas uma memória daquela doença", diz Pereira, da Anvisa. Nestes testes, uma ou duas gotas de sangue entram em contato com reagentes químicos para indicar se há anticorpos contra o novo coronavírus. O resultado sai em 15 a 30 minutos, por isso, eles também são conhecidos como testes rápidos. O governo começou a distribuir 500 mil unidades para os Estados nesta semana. É o primeiro lote de um total de 5 milhões que foram doadas pela Vale. O governo também espera contar com mais 3 milhões comprados da Fiocruz. Testes que detectam anticorpos têm limitações Mandetta, ministro da Saúde Reprodução/TV Brasil Pereira explica que estes testes têm a vantagem de não exigirem laboratórios para serem processados nem um profissional treinado para operar máquinas complexas e, por isso, podem ser aplicados onde não há esse tipo de infraestrutura. Mas os testes rápidos têm limitações. Aqueles que serão aplicados no Brasil foram avaliados pela Anvisa. A agência apontou que sua sensibilidade, como é chamada a capacidade de identificar os anticorpos, é de 80 a 85%, menos do que os testes moleculares. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou em uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (1/4) que, em alguns destes testes, esse índice pode cair pela metade. Os testes rápidos também não devem ser usados para diagnosticar um paciente, porque nosso corpo leva cerca de sete dias para desenvolver anticorpos contra um vírus. "Se ele for aplicado logo no começo da infecção, a tendência é o resultado dar negativo", diz Pereira. Mandetta explicou que tudo isso está sendo levado em conta pelo governo e afirmou que os testes sorológicos serão usados em profissionais de saúde e de segurança, para garantir que estão aptos a trabalhar, e em parcelas da população para, por meio de cálculos estatísticos, estimar quantas pessoas já se infectaram no país. O ministro disse que isso deve fazer o número de casos aumentar substancialmente nas próximas semanas e reduzir a taxa de letalidade do novo coronavírus no Brasil, atualmente em 3,8%. No entanto, Benedito da Fonseca, da USP, diz que o uso destes testes ainda é motivo de debate entre profissionais de saúde. "O problema é que ninguém tem experiência com eles no país. Não adianta comprar um monte deles e serem ruins, com sensibilidade baixa", afirma o infectologista. "Tivemos uma experiência muito ruim com testes rápidos para zika, por exemplo. O ministério gastou muito dinheiro, mas depois vimos que não serviam para nada, porque geravam mais dúvidas do que certezas para o diagnóstico, e foram simplesmente inutilizados." Initial plugin text Veja Mais

Ministério da Saúde divulga manual para fazer máscara caseira

Glogo - Ciência O Ministério divulgou também que vai lançar uma campanha digital para incentivar a população a fazer as próprias máscaras de pano. Ministério da Saúde muda orientação e indica o uso de máscaras de pano O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (02) um manual para as pessoas fazerem as suas próprias máscaras de tecido. O texto reforça a indicação para o uso de máscaras para quando a população for sair de casa. Quem deve usar máscara? Ministério amplia indicação e recomenda até a produção caseira Como fazer máscaras contra o coronavírus: veja vídeos e dicas "Além de eficiente, é um equipamento simples, que não exige grande complexidade na sua produção e pode ser um grande aliado no combate à propagação do coronavírus no Brasil, protegendo você e outras pessoas ao seu redor" - diz o manual divulgado pelo Ministério da Saúde. O Ministério disse, ainda, que vai fazer uma campanha virtual para incentivar a população a fazer as próprias máscaras de pano. A nota afirma que, para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir as seguintes especificações: Ter pelo menos duas camadas de pano Ser individual. Serem feitas com algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos Devem ser bem higienizadas (o ministério indica água e sabão ou água sanitária) Serem feitas nas medidas corretas: cobrindo totalmente a boca e nariz e serem bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais. O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a máscara caseira faz uma barreira tão eficiente quanto as outras máscaras. "A diferença é que ela tem que ser lavada pelo próprio indivíduo para que se possa manter o autocuidado. Se ficar úmida, tem que ser trocada". "Pode lavar com sabão ou água sanitária, deixando de molho por cerca de 20 minutos. E nunca compartilhar, porque o uso é individual. Máscaras de pano para uso comunitário funcionam muito bem e não são caras de fazer" - Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde. Máscaras estilizadas no combate à pandemia Mirella Brandão/Aruivo pessoal Veja as dicas do Ministério: Em primeiro lugar, é preciso dizer que a máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc. Então se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter a sua máscara, ou máscaras; A máscara deve ser usada por cerca de duas horas. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano; Mas atenção: a máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, é preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face; Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto; Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar; Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de dez minutos; Para cumprir essa missão de proteção contra o coronavírus, serve qualquer pedaço de tecido. Todos devem usar máscara de tecido Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 299 mortes e 7.910 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência 58 novas mortes foram acrescentadas ao balanço. Em SP, há 188 vítimas da Covid-19. O balanço mais recente do Ministério da Saúde aponta nesta quinta-feira (2): 299 mortes, eram 241 na quarta 7.910 casos confirmados 3,8% é a taxa de letalidade Na quarta-feira (1), o país tinha 6.836 casos confirmados e 241 mortes. O novo balanço mantém o estado de São Paulo no topo da lista dos mais afetados pelo novo coronavírus: SP tem 3.506 casos confirmados e 188 mortes. Painel dos casos de novo coronavírus no Brasil em 02/04/2020 Reprodução/Ministério da Saúde MÁSCARAS: Ministério agora recomenda até produção caseira; tire dúvidas FILA: Brasil tem ao menos 23 mil testes de coronavírus à espera do resultado REFORÇO: Veterinários e mais 13 categorias são convocadas para combater coronavírus RESPIRADORES: 33% das cidades brasileiras têm no máximo 10 respiradores mecânicos Brasil pode mandar aviões à China para trazer equipamentos para enfrentar a pandemia Initial plugin text Veja Mais

Ministério da Saúde convoca veterinários, dentistas e profissionais de educação física no combate ao novo coronavírus

Glogo - Ciência Profissionais ficarão à disposição do ministério. Eles passarão por curso obrigatório de capacitação para trabalharem no enfrentamento à Covid-19. Ministério da Saúde convoca 15 categorias de profissionais da saúde para atuarem no combate ao coronavírus. Divulgação/Prefeitura de Guarulhos O Ministério da Saúde publicou uma portaria que convoca cerca de 15 categorias da área da saúde para realizar capacitação, em caráter emergencial, para trabalhar pelo Sistema Único de Saúde, SUS, no combate ao coronavírus. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2). Médicos e enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e até veterinários e profissionais de educação física foram convocados. Veja lista completa abaixo. Em um documento publicado pelo Ministério da Saúde em 31 de março sobre a convocação, a pasta explica que esses profissionais "poderão ser requisitados por estados, municípios ou Distrito Federal para atuar na assistência aos usuários do SUS, em todos os níveis de atenção", mas não especifica que tipo de assistência será prestada. O texto da portaria informa que a convocação tem como base a "Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde em 30 de janeiro de 2020", e na "Emergência em Saúde Pública de importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo novo coronavírus (COVID-19), declarada por meio da Portaria nº 188/GM/MS, de 3 de fevereiro de 2020". O presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Francisco Cavalcanti, explicou, por meio de nota da entidade, que os profissionais ficarão à disposição do Ministério da Saúde para “auxiliar no que for necessário, com capacitação para cuidar da saúde animal, humana e do meio ambiente, e vasto conhecimento sanitário para ajudar o país a superar essa pandemia.” Cavalcanti lembrou na nota que, por se tratar de uma situação de emergência de saúde pública, o Ministério da Saúde pode convocar e capacitar esses profissionais de maneira obrigatória. Convocação obrigatória Segundo a portaria publicada no DOU, os profissionais de saúde devem obrigatoriamente preencher um cadastro online do Ministério da Saúde. Ao final do preenchimento, o profissional receberá um link para fazer um curso à distância de capacitação, com base nos protocolos oficiais de combate ao coronavírus aprovados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (Coes). O curso também é obrigatório. O profissional que não finalizar o cadastro e o curso de capacitação será reportado ao conselho federal de sua categoria. Lista dos profissionais convocados serviço social biologia; biomedicina; educação física; enfermagem; farmácia; fisioterapia e terapia ocupacional; fonoaudiologia; medicina; medicina veterinária; nutrição; odontologia; psicologia; técnicos em radiologia Initial plugin text Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 2 de abril

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 6.931 infectados em todos os estados e 245 mortos. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h35 desta quarta-feira (2), 6.931 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 245 mortes pela Covid-19. Sergipe confirmou a primeira morte pela doença no estado. A vítima tinha 61 anos. O governo de Pernambuco confirmou mais duas mortes, Minas Gerais contabilizou o terceiro morto pela doença e, na noite de terça-feira (31), um homem de 23 anos morreu infectado pelo coronavírus no Rio Grande do Norte. Ele é a vítima mais jovem do coronavírus no Brasil até o momento. São Paulo chegou aos 2.981 infectados. O Amazonas registra 200 casos confirmados da Covid-19 e o Distrito Federal registra 370. O Rio Grande do Sul tem 316 casos da doença, Santa Catarina tem 247 e o Espírito Santo tem 122 casos confirmados. MAPA DO CORONAVÍRUS: veja a situação nas cidades brasileiras e nos países O Ministério da Saúde atualizou seus números nesta quarta-feira (1º), informando que o Brasil tem 241 mortes e 6.836 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 3.000 casos de 27 a 31 de março, quando a contagem acumulada bateu quase 6.000 infectados. CORONAVÍRUS NO MUNDO: Coreia do Norte afirma não ter nenhum caso e causa desconfiança PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Por conta da falta de testes, números da Covid-19 podem ser maiores Números da Covid-19 no país podem ser maiores porque quantidade de testes é insuficiente A quantidade de testes em pessoas com suspeita da Covid-19 ainda é insuficiente no Brasil. Por esse motivo, muitos especialistas acham que as taxas de contaminação e de mortalidade podem ser maiores do que os números oficiais. Existem dois tipos principais de testes para o novo coronavírus. O mais preciso é o RT-PCR: amostras de secreção do nariz e garganta são coletadas com uma haste flexível. A análise demora pelo menos 12 horas e detecta, com 90% de certeza, se o vírus está ativo, mesmo em pacientes que começaram a apresentar sintomas há apenas um dia. O segundo tipo é o teste rápido, feito com uma amostra de sangue, uma picada no dedo. Na última segunda-feira (30), 500 mil kits desta modalidade chegaram ao país, vindos da China. Eles serão analisados pela Fiocruz antes de serem distribuídos aos estados. Em dez minutos, o teste rápido detecta os anticorpos que o organismo produz para se defender do novo coronavírus. Mas, como esse tempo varia de pessoa para pessoa, o teste é indicado apenas a partir de sete dias depois do início dos sintomas. IgM indica que a pessoa está doente. IgG, que já teve a doença. Initial plugin text Veja Mais

Mandetta diz que 'qualquer pessoa' pode fazer máscara de pano contra o coronavírus

Glogo - Ciência Ministério da Saúde mudou orientação: antes, indicação de uso das máscaras era apenas pessoas com sintomas ou profissionais da saúde. Mandetta fala sobre produção de máscaras caseiras O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quarta-feira (1º) que "qualquer pessoa" pode fazer máscaras de pano como barreira contra o coronavírus Sars-Cov-2. Antes da afirmação de Mandetta, a recomendação do governo federal era para que somente profissionais de saúde e pessoas com sintomas ou com casos confirmados da Covid-19 usassem o equipamento de proteção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda mantém essa restrição. "Qualquer um pode fazer sua máscara de pano" - Luiz Henrique Mandetta Na terça-feira, o ministério já tinha sinalizado que trabalhava em um protocolo para ampliar o uso do equipamento. Mandetta ressaltou que há estudos científicos que indicam o uso e disse que conversa com a indústria têxtil para que máscaras feitas com TNT sejam produzidas e oferecidas para a população em geral. Nesta quarta, o ministro também reforçou que há a possibilidade de uso de máscaras caseiras e pediu para que as máscaras cirúrgicas ou N95, que oferecem maior proteção, sejam deixadas apenas para o uso de profissionais da saúde. Durante apresentação nesta noite, o ministro pediu aos técnicos da pasta que divulguem ainda na manhã de quinta-feira as orientações completas sobre o tema. Segundo o ministro, o que antes ele mesmo apresentou como "protocolo" serão na verdade recomendações simples sobre quais os tipos de tecido usar, tempo de uso e como lavar as máscaras para reutilização. "Acho que máscaras de pano para os comunitários funciona muito bem como barreira. Não é caro de fazer, faça você mesmo, tem na internet, faça você mesmo e lave com água sanitária, ou o nome que você conhece. Lave por 20, tenha 4 ou 5 de uso pessoal, você mesmo lava, reaproveite. Agora é lutar com as armas que a gente tem. Não adianta a gente ficar agora lamentando que a china não tá produzindo. Vamos ter que criar as nossas armas e as nossas armas vão ser aquelas que nós tivermos", disse Mandetta. Initial plugin text Veja Mais

Brasil tem 240 mortes e 6.836 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência Em São Paulo há 164 mortes e 2.981 pacientes com resultados positivos nos testes para a Covid-19. Estados do Sudeste concentram 62% dos casos. O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (1º) o mais recente balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 240 mortes 6.836 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade No levantamento anterior, divulgado na terça-feira (31), o Brasil tinha 201 mortes e 5.717 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. OMS: Diretor-executivo diz que sistemas de saúde vão receber 'pancada' LEITOS DE UTI: Governo pode precisar controlar hospitais privados, diz estudo ROBÔ: Ministério da Saúde fará ligação telefônica para monitorar casos DISCURSO: Bolsonaro mudou o tom sobre isolamento social; compare frases OMS diz que o número de casos do novo coronavírus chegará a 1 milhão em breve Especialista fala da dificuldade de diagnóstico do coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Cientistas chineses anunciam descoberta de 'anticorpos eficientes' no tratamento e prevenção da Covid-19

Glogo - Ciência Pesquisador sugere que remédio feito com anticorpos como os que sua equipe descobriu pode ser usado no tratamento de pacientes com coronavírus. Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP Um grupo de cientistas chineses isolou vários anticorpos que diz serem "extremamente eficientes" para impedir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar como para prevenir a Covid-19. Atualmente, não existe tratamento comprovadamente eficaz para a doença, que surgiu na China e está se proliferando pelo mundo na forma de uma pandemia que já infectou mais de 850 mil pessoas e matou 42 mil. Pacientes tratados com plasma de pessoas já recuperadas da Covid-19 podem apresentar melhoras, aponta estudo Pesquisadores e empresas anunciam testes experimentais de vacinas contra a Covid-19 Zhang Linqi, da Universidade Tsinghua, de Pequim, disse que um remédio feito com anticorpos como os que sua equipe descobriu poderia ser usado de forma mais eficaz do que as abordagens atuais, incluindo o que ele chamou de tratamentos "limítrofes", como o plasma. O plasma contém anticorpos, mas é limitado pelo tipo de sangue. Pacientes recuperados No início de janeiro, a equipe de Zhang e um grupo do 3º Hospital Popular de Shenzhen começaram a analisar anticorpos do sangue colhido de pacientes recuperados da Covid-19, isolando 206 anticorpos monoclonais que mostraram o que ele descreveu como uma capacidade "forte" de se ligar às proteínas do vírus. Depois eles realizaram outro teste para ver se conseguiam de fato impedir que o vírus entrasse nas células, disse ele em entrevista à Reuters. Entre os cerca de 20 anticorpos testados, quatro conseguiram bloquear a entrada viral, e destes dois foram "imensamente bons" para fazê-lo, disse Zhang Busca por anticorpos poderosos Agora a equipe se dedica a identificar os anticorpos mais poderosos e possivelmente combiná-los para mitigar o risco de o novo coronavírus sofrer uma mutação. Se tudo der certo, desenvolvedores interessados poderiam produzi-los em massa para testes, primeiro em animais e futuramente em humanos. O grupo fez uma parceria como uma empresa de biotecnologia sino-norte-americana, a Brii Biosciences, na tentativa de "apresentar diversos candidatos para uma intervenção profilática e terapêutica", de acordo com um comunicado da Brii. "A importância dos anticorpos foi provada no mundo da medicina há décadas. Eles podem ser usados para se tratar câncer, doenças autoimunes e doenças infecciosas" – Zhang Linqi, pesquisador da Universidade Tsinghua, de Pequim Os anticorpos não são uma vacina, mas existe a possibilidade de aplicá-los em pessoas do grupo de risco com o objetivo de impedir que contraiam a Covid-19. Normalmente não transcorrem menos de dois anos para um remédio sequer obter aprovação para uso em pacientes, mas a pandemia da Covid-19 acelera os processos, disse ele, e etapas que antes seriam realizadas sequencialmente agora estão sendo feitas em paralelo. Initial plugin text Veja Mais

Pouco conhecida, doença pulmonar afeta parte da população e aumenta grupo vulnerável ao coronavírus

Glogo - Ciência Comum entre os brasileiros, apenas 12% dos casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica são diagnosticados no país. Acostumados a tosse e dificuldade para respirar, pacientes de DPOC podem não perceber que estão com Covid-19. Reprodução em plástico do pulmão Robina Weermeijer/Unsplash Pessoas com doenças respiratórias crônicas, como bronquite ou asma, estão entre os grupos mais vulneráveis ao novo coronavírus, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vez que a infecção causada pelo vírus ataca principalmente o sistema respiratório. Dentre as doenças respiratórias crônicas, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC, chama a atenção dos especialistas no Brasil neste momento de pandemia por causa do baixo diagnóstico da doença: apenas 12% dos casos de DPOC no país são diagnosticados. Apesar da baixa identificação da doença, pelo menos 6 milhões de pessoas tem DPOC no Brasil, de acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Entre os poucos diagnosticados, somente 18% seguem o tratamento médico. Por mais da metade desses doentes crônicos pulmonares nem saberem que tem a doença, a SBPT alerta que essas pessoas podem não se considerar grupo de risco ao coronavírus, não tomando os devidos cuidados de isolamento social. Além disso, por estarem acostumados a tossir e ter dificuldade para respirar no seu dia a dia, a Sociedade salienta que portadores de DPOC podem não identificar que estão com Covid-19, uma vez que a infecção causa sintomas parecidos. Diretor científico da SBPT, o médico pneumologista José Antônio Baddini Martinez alerta que o contrário também pode acontecer. “Os médicos devem ter cuidado para não classificar erroneamente como Covid-19 um caso grave de DPOC não diagnosticado”, diz. Por que quem tem doenças respiratórias crônicas está entre os mais vulneráveis ao coronavírus? Pacientes com DPOC, especialmente os mais graves, “exibem uma menor reserva respiratória por causa da lesão pulmonar ocasionada pela doença”, explica Martinez. Como o novo coronavírus ataca os pulmões, “pessoas com DPOC vão ter mais dificuldades em tolerar uma segunda agressão pulmonar causada pela Covid-19”, podendo resultar em morte. Para os casos já diagnosticados, o pneumologista afirma que o melhor conselho aos pacientes com DPOC nessa época de pandemia é: “mantenham o uso das suas medicações de base e não saiam de casa.” Pneumologista tira dúvidas sobre riscos para asmáticos devido ao novo coronavírus Também é preciso lembrar que doenças crônicas deixam o sistema imunológico mais enfraquecido. Por isso, os pacientes crônicos precisam manter a doença controlada seguindo os tratamentos de costume, além de estar em dias com as vacinas, especialmente as de pneumonia e gripe no caso das doenças respiratórias. O que é DPOC Também chamada de bronquite crônica e enfisema, Martinez explica que pessoas com DPOC têm muita dificuldade de respirar, principal sintoma da doença. “No início, a falta de ar é apenas para atividades físicas. Em fases avançadas, a falta de ar aparece mesmo quando a pessoa está em repouso.” Cansaço, tosse e catarro também são frequentes nesses pacientes, segundo o pneumologista da Faculdade de Medicina do ABC, Franco Martins. Saiba diferenciar doenças respiratórias dos sinais do coronavírus no organismo Os grupos mais afetados por DPOC são idosos, fumantes e ex-tabagistas. “A enfermidade também é mais comum em homens com mais de 40 anos”, aponta o professor. Em casos menos frequentes, pessoas que expostas por muito tempo a fumaça de fogão à lenha também costumam desenvolver a DPOC. Dificuldade de diagnóstico A dificuldade em diagnosticar a DPOC no Brasil está no fato das doentes não interpretarem os sintomas como uma doença. Coronavírus: veja perguntas e respostas “Muitos idosos atribuem o cansaço e falta de ar ao envelhecimento, não reconhecendo que estão, na verdade, doentes”, explica Martinez. “O mesmo acontece com fumantes, que atribuem a tosse e o pigarro aos cigarros, mas não à doença provocada pelos cigarros. Eles acreditam que quando pararem de fumar tudo vai voltar ao normal, o que não é verdade”, completa o diretor científico. Martins também acrescenta que “muitas cidades não têm acesso ao exame que identifica a DPOC, que é o exame de espirometria, também chamado de Prova de função pulmonar, o que dificulta ainda mais o diagnóstico dessa doença no Brasil.” Mortalidade do 2019 n-CoV junto a outras doenças Cido Gonçalves/G1 Veja também Idosos, diabéticos e fumantes fazem parte do grupo de risco; veja cuidados essenciais Initial plugin text Veja Mais

Profissionais de saúde e agentes de segurança devem ter prioridade em testes para Covid-19; entenda

Glogo - Ciência OMS recomenda prioridade. Risco de transmitir doença a pacientes e perda desnecessária da força de trabalho são fatores importantes. Hospitais em SP já tiveram de afastar mais de 500 funcionários. 31 de março: Profissionais de saúde empurram maca de paciente em Lausanne, na Suíça, em meio à pandemia de Covid-19. Laurent Gillieron/Pool via Reuters Apenas nos últimos dois dias, três hospitais de São Paulo anunciaram o afastamento de pelo menos 530 funcionários por suspeita ou confirmação de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A situação reforça, na visão de especialistas ouvidos pelo G1, a necessidade de que os profissionais que trabalham em hospitais devam ter prioridade nos testes diagnósticos. "Não tenho a menor dúvida [de que devem ser priorizados]. Primeiro, porque é uma força de trabalho importantíssima, que precisa cuidar de pessoas, e cuidar de pessoas significa que eles não podem representar risco para essas pessoas", avalia o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da USP. O problema, segundo Suleiman, é que os testes não estão sendo feitos em quantidade suficiente nem nesses profissionais. "Que há dificuldade de acesso para o teste é fato. Mas tem que ter uma prioridade para que essas pessoas pelo menos saibam se elas podem ou não cuidar de outras. Esse é o ponto principal", pondera. Suleiman destaca que a prioridade deve ser não somente para os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, mas, também, para os seguranças e as equipes de limpeza de hospitais. "São todos. Circulo pelo hospital e meu olhar é menos em relação a médicos e mais em relação a essas pessoas – que, apesar de trabalharem em hospitais, não estão familiarizadas com isso. As pessoas que fazem a higienização dos espaços – o meu olhar é voltado predominantemente para essas pessoas, porque são vulneráveis, têm o domínio técnico mais precário da importância da proteção, e acabam ficando vulneráveis. E, se faltarem, são tão importantes quanto médico, quanto enfermeiro. Sem a presença deles, não tem limpeza, eu não posso usar a sala", lembra. Ele defende que quem trabalha nessas áreas, que chama de "críticas e essenciais", tem que ter acesso aos exames de maneira rápida. Se isso for feito, explica, no cenário atual, de crise, as pessoas que têm sintomas semelhantes aos da Covid-19 mas que não têm a doença poderiam continuar trabalhando – tornando desnecessário o afastamento delas por 14 dias e a perda da força de trabalho. Por outro lado, argumenta a infectologista Anna Sara Levin, chefe da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas (HC) da USP, "o profissional de saúde está acostumado a trabalhar independente do que ele sente. A gente não pode ter mais isso, porque pode ser Covid. É importante, para nós, dar apoio aos profissionais de saúde, que vão cuidar de outras pessoas e que se sentem expostos", avalia. A médica também lembra que, apesar dos afastamentos, os profissionais são substituídos por outros, tanto nas equipes de saúde como em outros serviços, como a limpeza. "O que está ocorrendo é que você afasta esse servidor e não tem a resposta", avalia Jamal Suleiman. Se a pessoa em questão tiver um resfriado, por exemplo, um afastamento por tempo menor, de 5 ou 7 dias, seria suficiente, explica o infectologista. "Mas como não tem teste e o período [de isolamento] para a Covid são 14 dias, vencem os 14 dias e eu nem sei se a pessoa teve ou não", lamenta. Segundo orientações de entidades internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), em locais onde há transmissão comunitária da doença, como o Brasil, a prioridade nos testes deve ser dada a pacientes vulneráveis e a profissionais de saúde. O CDC, equivalente da Anvisa nos Estados Unidos, também recomenda priorizar profissionais de saúde nos diagnósticos. Para tentar resolver o problema da falta de diagnósticos, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 5 milhões de testes rápidos para a Covid-19, que deverão ser usados, com prioridade, em profissionais de saúde e também em agentes públicos de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis. Na segunda-feira (30), chegaram ao país as primeiras 500 mil unidades, segundo a pasta. Os testes, entretanto, não servem para detectar a infecção pelo novo coronavírus logo no início, como os do tipo PCR. Eles conseguem, entre o sétimo e o décimo dia da infecção, mostrar anticorpos criados pela sistema de defesa do organismo contra o vírus. "Esse teste vai ser fundamental para a gente saber se aquela enfermeira, aquele médico ou o profissional de segurança, que teve uma gripe ou que está com uma gripe, testou positivo para coronavírus. Se sim, vamos tratar de um jeito. Se não, poderá retornar ao trabalho”, esclareceu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O sentido dos testes rápidos, explica Suleiman, é que, se a pessoa teve um sintoma respiratório leve, é preciso saber se ela já teve Covid-19 e produziu anticorpos para a doença. "Se produziu anticorpos, você vai para a frente de batalha e vai tocar o barco. Se não foi, você redobra o cuidado para continuar sem se contaminar", diz. Cientistas ao redor do mundo vêm tentando descobrir se é possível pegar a Covid-19 mais de uma vez, mas ainda não há uma conclusão sobre o assunto. No HC, segundo Levin, não faltam testes para os profissionais de saúde – eles passam pelo exame do tipo PCR, que detecta o genoma do vírus no corpo e não os anticorpos produzidos pela pessoa, que levam um tempo para surgir. Por isso, o PCR pode ser feito já no terceiro dia da infecção. "Desde o começo estamos dando prioridade", afirma Levin. "Tanto porque o profissional se expõe e tem que ser bem cuidado como por causa da possibilidade de transmitir para os pacientes". Hospital das Clínicas da USP — Foto: Banco de Imagens do HCFMUSP Banco de Imagens do HCFMUSP A política do HC, segundo a médica, é de que qualquer profissional de saúde que tenha sintomas respiratórios seja avaliado pelo médico no mesmo dia, e, então, receba uma licença de três dias. "O teste [PCR] tem muito falso negativo antes de 3 dias. Daí ele volta e, se não tiver sintomas, volta a trabalhar. Se ainda tiver, faz o teste e fica afastado até sair o resultado: se for positivo, afasta mais um tempo. Se for negativo e ele ficar melhor, volta ao trabalho", explica Levin, acrescentando que todos os profissionais afastados do hospital até agora têm quadros leves e que todos foram contaminados fora do HC. O G1 perguntou ao hospital se funcionários de outras áreas, como da limpeza e da segurança, também estão sendo priorizados nos testes. A assessoria informou que checaria a informação, mas, até a publicação desta reportagem, ainda não havia dado retorno. Agentes de segurança 31 de março: policial anota informações de trabalhadores migrantes que foram transferidos para abrigo durante quarentena nacional de 21 dias decretada pelo governo, em Ahmedabad, na Índia. Amit Dave/Reuters Para Jamal Suleiman, além dos funcionários de hospitais, também devem ser priorizados os agentes de segurança pública, conforme anunciado pelo Ministério da Saúde. A pasta considerou que essas pessoas, assim como os profissionais de saúde, têm atividades consideradas essenciais. "Sem eles, os agentes, a gente não consegue trabalhar. Essa epidemia vai mostrar de novo para todo mundo que não somos ilhas. Um depende do outro no trabalho", avalia o médico. Ele relata o caso, recente, de um bombeiro cuja filha atendeu e que foi diagnosticada com pneumonia. Por não conseguir testar nem o pai, nem a filha, precisou afastar os dois por precaução, apesar de o bombeiro não ter sintomas. Essas situações podem fazer com que a mesma pessoa seja, inclusive, afastada mais de uma vez – a primeira por motivos familiares, por exemplo, e uma eventual segunda pelos próprios sintomas, lembra o infectologista. Sargento da PM morre por Covid-19 em SP, diz corporação "A gente já sabia que as pessoas iam ficar pelo meio do caminho. É uma onda. Quando você tem 100 pessoas, hoje você afasta 5 – ficam 14 dias. Amanhã, mais 10 por 14 dias. Fica um hiato grande sem força de trabalho", explica o médico. A falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde é outro fator que aumenta as chances de contágio para os que estão no combate à pandemia. No domingo (29), o Fantástico mostrou que as denúncias de falta desses materiais passam de 4 mil. Profissionais de saúde relatam falta de equipamentos de proteção; denúncias passam de 4mil "Tenho dito: não quero ser herói, não quero que ninguém seja herói – quero fazer o meu trabalho", diz Suleiman. "Mas tem uma coisa que move quem trabalha. Você precisa ter esse material –mas, se falta um deles, você não deixa de trabalhar", explica o médico. "Não comprem máscara para ficar desfilando em supermercado. Está faltando em estruturas hospitalares. Eu fico vulnerável e você fica desfilando no mercado? Você está protegendo quem?", questiona. Initial plugin text Veja Mais

Últimas notícias de coronavírus de 31 de março

Glogo - Ciência Mais de 3 mil mortes por complicações de Covid-19 foram registradas nos EUA. País já tem o dobro do número de casos de contaminação pelo novo coronavírus do que a China. Os Estados Unidos têm o dobro do número de casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus do que a China, onde eclodiu a pandemia do patógeno no final de 2019. Mais de 3 mil mortes por complicações de Covid-19 foram registradas em território americano até esta terça-feira (31), segundo balanço da Universidade Johns Hopkins. Quanto ao número de infecções, os EUA estão à frente de Itália (101.739), Espanha (87.956) e China (82.240) e são o país com o maior número de pessoas que contraíram o novo vírus. O que vem impressionando nos Estados Unidos é a velocidade da propagação do coronavírus Sars-Cov-2. A marca de 100.000 infecções havia sido atingida na última sexta-feira. Porém, acredita-se que a alta acentuada tenha relação com a expansão do programa de testes do país para o coronavírus. O governo do presidente Donald Trump vinha sendo duramente criticado por ter minimizado o risco de contágio. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas SÉRIE DE VÍDEOS: coronavírus, perguntas e respostas A Rússia registrou 500 novos casos de infecção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. A capital Moscou está em seu segundo dia de confinamento, que não tem ainda previsão para acabar. O primeiro-ministro já pediu para que outras regiões do país se preparem para adotar medidas que favoreçam o isolamento social. Hospital de campanha sendo montado no Central Park, em Nova York Mary Altaffer/AP Photo Initial plugin text Veja Mais

Crescimento exponencial e curva epidêmica: entenda os principais conceitos matemáticos que explicam a pandemia de coronavírus

Glogo - Ciência Veja como a matemática ajuda a entender como se comportam as novas transmissões ao longo do tempo. Número de casos do novo coronavírus acelera a uma taxa exponencial, diz OMS Enquanto cientistas correm contra o tempo para desenvolver tratamentos e vacina contra o coronavírus (Sars-CoV-2) matemáticos simulam cenários com impactos da pandemia. Uma das projeções mais recentes a ganhar destaque foi um estudo liderado pelo Imperial College de Londres. Ele estimou que o Brasil pode ter mais de 1 milhão de mortes por Covid-19 e cerca de 187 milhões de infectados em 2020 se não houver nenhuma estratégia de isolamento social e de enfrentamento do surto. Mas como são feitos esses cálculos? Segundo o professor de matemática e autor de material didático Ricardo Suzuki, é possível fazer essas estimativas porque epidemias seguem um padrão matemático chamado função exponencial, usada para representar fenômenos que se multiplicam muito rapidamente ao longo do tempo. "Na função exponencial, você vai multiplicando o número por ele mesmo. Nessa função, temos o crescimento exponencial, em que o valor inicial de um evento vai dobrar a cada período de tempo.”, explica Suzuki. O professor dá como exemplo um cenário de uma epidemia em que o número de novos casos dobra a cada 3 dias. "No primeiro dia você tem 1 caso; no terceiro dia terá 2 casos. Levou três dias para dobrar o valor inicial. No sexto dia serão 4 casos, no nono dia serão 16, e assim por diante." Ele compara: "No começo da função exponencial, o crescimento parece pequeno, se assemelha com uma função linear". Diferentemente da exponencial, na função linear o número anterior é somado – e não multiplicado. Por isso, o crescimento linear é representado no gráfico por uma reta; já o crescimento exponencial é uma curva acentuada. "Ao longo do tempo, o crescimento exponencial atinge valores exorbitantes", diz Suzuki. No caso de um surto como o do coronavírus, o cenário é assustador, já que o número de infectados do dia anterior é sempre muito menor que o atual. O aumento exponencial de novos casos em uma epidemia é apenas uma fase de um ciclo de três etapas. Essas etapas formam o conceito matemático da curva epidêmica, que torna possível prever o ritmo do aumento de casos, o pico das transmissões e o decaimento delas (leia mais abaixo). No estágio atual da pandemia do coronavírus, a maioria dos países do mundo e o Brasil estão na fase do crescimento exponencial, em que todos os dias são registrados números maiores de novos casos que na véspera. Veja abaixo como é feito o cálculo das epidemias: Entenda o crescimento exponencial nas epidemias O físico Silas Poloni, no Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que dizer que uma doença cresce exponencialmente significa na prática que "cada infectado é capaz de infectar mais de uma pessoa ao mesmo tempo”. Por isso, segundo o físico Vitor Sudbrack, também da Unesp, quanto mais doentes por Covid-19 existirem, mais pessoas irão adoecer pelo vírus, já que o "crescimento exponencial é aquele em que, quanto mais se tem [infectados], mais se cresce [o número de contaminados]". Sudbrack e Poloni são membros do Observatório Covid 19 BR, um site colaborativo feito por pesquisadores de diversas universidades brasileiras para observar os dados da pandemia de coronavírus. De acordo com Suzuki, o problema do crescimento exponencial é que ele pode acelerar de forma imprevisível, uma vez que "não temos controle sobre o valor da base [o tempo que leva para os casos se multiplicarem] dessa função". É o que tem acontecido com o crescimento dos casos de coronavírus no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou para o aumento da velocidade do crescimento: os primeiros 100 mil casos de Covid-19 foram registrados em 67 dias mas foram necessários apenas mais 11 dias para dobrar e atingir 200 mil casos outros quatro dias para chegar a 300 mil casos e somente mais dois dias para somar 100 mil novos casos – superando a marca de meio milhão de infectados Entenda as etapas da curva epidêmica "As pessoas acham que matemática é trabalhar com números, mas na verdade é trabalhar com padrões", afirma Sudbrack, da Unesp. "Conseguimos calcular epidemias porque elas, em todos os lugares, seguem um padrão matemático semelhante, chamado de curva epidêmica." Antes de entender o que é essa curva, é preciso entender o ciclo que uma epidemia segue, ou seja, a evolução dela ao longo do tempo. O ciclo epidêmico é formado por três fases, que juntas formam uma "onda da epidemia": Crescimento exponencial – representado pelo crescimento vertiginoso do número de novos casos de infecção Saturação – ocorre quando a epidemia alcança um pico de casos Decaimento exponencial – estágio em que a quantidade de pessoas que se recuperam da doença é maior que a de novas infectadas O padrão da curva epidêmica é justamente a onda no gráfico (veja abaixo). Ela representa o número de novos casos ao longo do tempo. Quanto maior o número de novos casos em um menor intervalo de tempo, mais acentuada a curva. Quanto menor o número de novos casos em um maior intervalo de tempo, menos acentuada a curva. Gráfico mostra a curva da epidemia de coronavírus Reprodução/Globo Ambas as curvas – tanto a mais e quanto a menos acentuada – alcançam um crescimento exponencial. "Mas quando conseguimos aumentar o tempo de transmissão de uma pessoa a outra, demoramos mais a alcançar o pico da curva. Ou seja, o crescimento da doença vai acontecer de maneira mais lenta”, explica Poloni. A lógica do crescimento exponencial no caso do coronavírus, contudo, é mais complexa porque, de acordo com Sudbrack, “a transmissão do vírus no mundo conta não só com uma dinâmica de espalhamento por contágio [de uma pessoa a outras pessoas], mas também por uma dinâmica de espalhamento de epicentros [vários países se tornam centro da doença]". Por isso, o resultado final da pandemia de coronavírus é uma curva que cresce mais rápido do que as curvas de cada país. Matemático explica crescimento exponencial do novo coronavírus Isolamento social 'desacelera' pandemia O físico Silas Poloni explica que, matematicamente falando, o objetivo das autoridades de saúde neste momento não é o de zerar a transmissão, mas o de diminuir a velocidade com que isso ocorre. Ou, como se tem chamado, de "achatar a curva epidêmica". VÍDEOS: série especial mostra perguntas e respostas "A ideia de isolar as pessoas uma das outras é justamente a de reduzir o número de novas transmissões em um determinado tempo – o máximo que der. Ou seja, o isolamento é capaz de desacelerar o crescimento exponencial da pandemia", explica Poloni. "O objetivo é que o crescimento de novos casos da doença não atinja de uma só vez um número de infectados que o sistema de saúde não suporte atender." Para Sudbrack, o melhor exemplo de como o isolamento e distanciamento social podem ser eficazes para frear o tempo de transmissão vem da Itália. "Após quase duas semanas de medidas de restrição social, o número de novos casos vem desacelerando. O tempo para o número de casos dobrar passou de 3 dias para 5,5 dias. Acredito que esse seja o maior exemplo da eficiência da quarentena na Itália", afirmou Subrack em entrevista a G1 na semana passada. Na Itália, transmissão cai duas semanas após quarentena Escultura de vidro representando o coronavírus é apresentada no estúdio do artista britânico Luke Jerram, na Inglaterra. Escultura faz tributo ao esforço médico e científico para combater a pandemia Adrian Dennis/AFP Decaimento exponencial Assim como o crescimento de uma epidemia é exponencial, a diminuição dos novos casos também será, porque a lógica é a mesma: quanto menos pessoas se infectam por dia, menor o número de doentes. "O decaimento exponencial vai acontecer quando o número de curados por dia for maior que o número de novos infectados por dia", explica Sudbrack. É essa a fase da pandemia na qual a China está neste momento – o país vem registrando número de novos infectados sempre menor que no dia anterior. Sudbrack afirma, no entanto, que ainda não é hora de a China comemorar, segundo a lógica matemática, já que é o país poderá viver uma segunda onda da epidemia. “Uma segunda onda de epidemia pode acontecer quando alcançamos o pico não porque saturou o número de infectados e o número de pessoas suscetíveis está baixo, mas, sim, porque as medidas de distanciamento social fizeram efeito", explica o físico. Por isso, no caso em que o decaimento exponencial é alcançado graças à eficiência do isolamento social, se as pessoas forem colocadas novamente em contato, abre-se a possibilidade de um segundo pico epidêmico. "Para isso não acontecer, os novos infectados precisam continuar sendo identificados e devidamente isolados do resto da população ainda está suscetível a ser infectada", alerta Sudbrack. O melhor exemplo, segundo os físicos, é o da Coreia do Sul, onde "o tempo de duplicação de novos casos é tão alto, que podemos dizer que eles não estão mais na fase exponencial; eles atingiram uma estagnação na transmissão". SÃO PAULO - Um homem caminha por uma rua comercial vazia no centro de São Paulo nesta terça-feira (24) depois que o governo da cidade decretou o fechamento de lojas como medida de precaução contra a disseminação do novo coronavírus Nelson Almeida/AFP China não registra novo caso de transmissão local do coronavírus Initial plugin text Veja Mais

'Por enquanto, mantenham as recomendações dos estados', diz Mandetta sobre pandemia do coronavírus

Glogo - Ciência 'Temos dialogado com os secretários dentro do que é técnico, cientifico do que é preciso ter na Saúde para que a gente possa imaginar qualquer tipo de movimentação que não é essa que a gente está', disse ministro da Saúde em entrevista coletiva nesta segunda-feira. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, recomendou nesta segunda-feira (30) que sejam mantidas as recomendações dadas pelos estados em meio à pandemia do novo coronavírus no Brasil. "Temos dialogado com os secretários dentro do que é técnico, cientifico do que é preciso ter na Saúde para que a gente possa imaginar qualquer tipo de movimentação que não é essa que a gente está. Por enquanto, mantenha as recomendações dos estados. Porque ainda temos deficiências nos sistema", disse ele.  Nesta segunda-feira (30), o Ministério da Saúde divulgou balanço nacional sobre os casos de Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais dados são: 159 mortes 4579 casos confirmados 3,5% é a taxa de letalidade Sudeste tem 2.507 casos, 55% do total São Paulo tem 1.451 casos No levantamento anterior, divulgado no domingo (29), o Brasil tinha 136 mortes e 4.256 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Initial plugin text Veja Mais

OMS reforça necessidade de isolamento social e testes para conter velocidade das transmissões de coronavírus

Glogo - Ciência Organização Mundial da Saúde também alertou que é responsabilidade dos governos socorrerem os que perderam emprego e garantir serviços essenciais, como saneamento básico. OMS reforça necessidade de países adotarem medidas de isolamento social. Reprodução A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta segunda-feira (30) para o crescimento de mortes evitáveis nos sistemas de saúde que foram afetados pela pandemia de coronavírus. A entidade voltou a reforçar a necessidade de testar todos os suspeitos e de adoção de medidas de isolamento social. O diretor executivo da OMS, Michael Ryan, alertou que a transmissão em vários partes do mundo está "passando das ruas" para "dentro das famílias". Ele voltou a falar da necessidade de isolamento social de toda a comunidade. Ryan reforçou a necessidade de se frear a velocidade das novas infecções "isolando e testando cada suspeito, e colocando em quarentena todos os casos". Segundo ele, também é necessário que todos aqueles que tiveram contato com os contatos devem ficar em quarentena em casa. A OMS tem pedido desde fevereiro que os países afetados pela Covid-19 testem todos os suspeitos e adotem medidas de isolamento social para ganharem tempo a fim de fortalecer seus sistemas de saúde. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, ressaltou que, mesmo com as medidas de isolamento, os "governos precisam garantir o bem-estar das pessoas que perderam sua renda e precisam desesperadamente de comida, saneamento e outros serviços essenciais". O diretor-geral também pediu que "os governos mantenham seu povo informado sobre a duração prevista das medidas e forneçam apoio a idosos, refugiados e outros grupos vulneráveis." Aumento das mortes evitáveis Tedros também alertou nesta segunda que a Covid-19 está afetando todo o sistema de saúde e os doentes que dependem dele. "Surtos anteriores demonstraram que, quando os sistemas de saúde são sobrecarregados, as mortes devido a condições evitáveis e tratáveis pela vacina aumentam drasticamente." Tedros pediu que os países continuem campanhas de vacinação, serviços de pré-natal e atendimentos da saúde da família. "Mesmo estando em meio a uma crise, os serviços essenciais de saúde devem continuar. Os bebês ainda estão nascendo, as vacinas ainda precisam ser entregues e as pessoas ainda precisam de tratamento que salva vidas para uma série de outras doenças", disse o diretor-geral. Bolsonaro e Twitter Após o ministro da Saúde defender isolamento, Bolsonaro sai pra passear em Brasília O presidente Jair Bolsonaro voltou a contrariar a recomendação da OMS no final de semana. No domingo (29), Bolsonaro caminhou pelas ruas do Distrito Federal cumprimentando pessoas e tirando fotos com apoiadores. Ao postar os vídeos da caminhada no Twitter e mais uma vez se posicionar contra o isolamento para conter a Covid-19, a rede social derrubou o conteúdo do perfil de Bolsonaro, afirmando que os vídeos contrariam as regras da plataforma sobre coronavírus. Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 30 de março

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 4.316 infectados em todos os estados e 139 mortos. As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 7h desta segunda-feira (30), 4.316 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 139 mortos, 98 deles em São Paulo, de acordo com a secretaria de Saúde do estado. SP tem 98 mortos por coronavírus e 1451 casos confirmados Em São Paulo, duas mortes foram confirmadas: uma por um hospital e outra por uma universidade, somando 98. Os casos ainda não foram contabilizados pela secretaria. O Rio de Janeiro confirmou mais 42 casos e quatro mortes neste domingo. O total é de 17 mortes e 600 casos no estado. Sobe para 17 o número de mortos no estado do Rio Na Bahia, foi confirmada na manhã de domingo (29) a primeira morte por coronavírus no estado. Um paciente de 74 anos que fazia diálise e estava em um hospital particular. O número de casos no estado está em 156. Foi confirmado o primeiro caso em uma criança. O governo do Distrito Federal também teve o registro da primeira morte: uma mulher de 61 anos. O DF tem 298 casos do novo coronavírus. Secretaria de Saúde confirma 298 casos de coronavírus no DF Também foi registrada a primeira morte no Maranhão neste domingo: um paciente de 49 anos internado com hipertensão em São Luís. Subiu para 22 o número de casos no Maranhão, segundo informou o governador do estado em rede social na noite de sábado. E também aumentou para 73 os casos de infectados em Pernambuco, além das 5 mortes já registradas. O Rio Grande do Norte, que tem 68 casos confirmados da doença, teve o primeiro registro de morte na noite de sábado. No Amazonas, o número de infectados no domingo chegou a 140. Minas Gerais tem 231 casos de coronavírus confirmados segundo a secretaria de saúde. Até o momento, nenhuma morte foi registrada no estado e 20 mortes suspeitas estão em investigação. E o Rio Grande do Sul passou a 239 casos neste domingo. O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde de domingo (29), informando que o Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos confirmados de coronavírus. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: Infectados no mundo já são 724 mil com 34 mil mortos PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Initial plugin text Veja Mais

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Brasil tem 136 mortes e 4.256 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (29) o mais recente balanço dos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais números são: 136 mortes 4.256 casos confirmados 3,2% é a taxa de letalidade O balanço acrescentou 22 mortes ao total. No balanço anterior, de sábado (28), o Brasil tinha 114 mortes. Foi o mesmo acréscimo de sábado, em que tinham aumentado 22 mortes em relação à sexta. O número de casos confirmados aumentou em 352 no balanço deste domingo. Até o sábado, eram 3.094 confirmados. A taxa de letalidade subiu de 2,8% até o sábado para 3,2% neste domingo. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus GRUPOS VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Initial plugin text Veja Mais

Escolas fechadas, hospitais lotados, eventos cancelados: o Brasil da meningite de 1974

Glogo - Ciência No auge da epidemia da doença, o regime militar proibiu médicos de dar entrevistas e jornalistas de publicar reportagens. Vista de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, em 1974, ano em que o Brasil enfrentava a pior epidemia de meningite da sua história. Arquivo Nacional/Domínio público Aulas suspensas e eventos esportivos transferidos, algumas das consequências da atual pandemia do novo coronavírus, já marcaram a história recente do Brasil, por conta de outra doença: a meningite. Em 1974, durante o período da ditadura militar, o Brasil enfrentava a pior epidemia contra a meningite de sua história. O país já tivera dois surtos da doença - um em 1923 e outro em 1945 -, mas, nenhum deles tão grave ou letal. Isso porque o Brasil foi vítima não de um, mas de dois subtipos de meningite meningocócica: do tipo C, que teve início em abril de 1971, e do tipo A, em maio de 1974. Para evitar o contágio, o governo tomou medidas drásticas: decretou a suspensão das aulas e suspendeu eventos esportivos. Os Jogos Pan-Americanos de 1975, que estavam marcados para acontecer em São Paulo, tiveram que ser transferidos para a Cidade do México. Hospitais, como o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ficaram superlotados. A que viria a ser a maior epidemia de meningite da história do Brasil teve início em 1971, no distrito de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Logo, a população mais carente começou a se queixar de sintomas clássicos, como dor de cabeça, febre alta e rigidez na nuca. Nos bairros mais pobres, muitos morreram sem diagnóstico ou tratamento. Em novembro daquele ano, o que parecia ser um surto restrito a uma determinada localidade logo se alastrou e, aos poucos, ganhou proporções epidêmicas. Dali, não parou mais. Em setembro de 1974, a epidemia atingiu seu ápice. A proporção era de 200 casos por 100 mil habitantes. Algo semelhante só se via no "Cinturão Africano da Meningite", área que hoje compreende 26 países e se estende do Senegal até a Etiópia. Das regiões mais carentes, a epidemia migrou para os bairros mais nobres. Até julho daquele ano, um único hospital em São Paulo atendia pacientes com meningite. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas tinha 300 leitos disponíveis, mas chegou a internar 1,2 mil pacientes. "Não houve quarentena porque o período de incubação da meningite é muito curto", explica a epidemiologista Rita Barradas Barata, doutora em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Na época, Rita trabalhava como aluna do internato em medicina no Emílio Ribas. "O atendimento foi além de sua capacidade máxima. Trabalhávamos muitas horas por dia", recorda. De agosto em diante, outras 26 unidades passaram a fazer parte de uma rede de atendimento a pacientes com sintomas de meningite. "Depois de um ou dois dias recebendo tratamento injetável, os casos mais leves eram transferidos para outras unidades, onde recebiam a medicação oral. Já os pacientes mais graves permaneciam no Emílio Ribas", complementa a médica. Atentados, passeatas e epidemias eram assuntos vetados na imprensa Até então, uma pequena parcela da população, quase nula, sabia da existência da epidemia. O governo procurou escondê-la ao máximo, segundo explica quem acompanhou o caso de perto. "Assim que surgiu, foi tratada como uma questão de segurança nacional, e os meios de comunicação proibidos de falar sobre a doença", afirma a jornalista Catarina Schneider, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora da tese A Construção Discursiva dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo sobre a Epidemia de Meningite na Ditadura Militar Brasileira (1971-1975). "Essa tentativa de silenciamento impediu que ações rápidas e adequadas fossem tomadas". Durante os anos da ditadura, alguns temas foram proibidos de serem divulgados - através de notícias, entrevistas ou comentários - em jornais e revistas, rádios e TVs. A epidemia de meningite que castigou o Brasil na primeira metade da década de 1970 foi um deles. Sob o pretexto de não causar pânico na população, a censura proibiu toda e qualquer reportagem que julgasse "alarmista" ou "tendenciosa", sobre a moléstia. Em 1971, quando foram registrados os primeiros casos, o epidemiologista José Cássio de Moraes, doutor em Saúde Pública pela USP e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, integrava uma comissão de médicos de diferentes áreas, como epidemiologistas, infectologistas e sanitaristas. Juntos, detectaram um surto da doença e procuraram alertar as autoridades. Não conseguiram. Em tempos de 'milagre econômico', o governo se recusou a admitir a existência de uma epidemia. "Os militares proibiram a divulgação de dados. Pensavam que conseguiriam deter a epidemia por decreto. Se eu não divulgo, é como se não existisse. Não sabiam que o vírus era analfabeto e não sabia ler Diário Oficial", ironiza o médico. Dali por diante, médicos de instituições públicas foram proibidos de conceder entrevistas à imprensa. O jeito era dar declarações em "off" para jornalistas de confiança, como Demócrito Moura, do Jornal da Tarde. Mesmo assim, as poucas matérias publicadas, alertando a população dos riscos da meningite, eram desmentidas pelas autoridades. "Ao governo não interessava a divulgação de notícias negativas. Negar a existência da epidemia foi um erro porque facilitou sua propagação e atrasou a adoção de medidas necessárias ao seu combate. Numa situação dessas, quanto mais rapidamente essas medidas forem adotadas, menores serão as perdas de vidas e os danos à economia", afirma o historiador Carlos Fidelis Ponte, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Medo Em 1974, quando a verdade veio à tona, pelo menos sete Estados totalizavam 67 mil casos - 40 mil deles só em São Paulo. A população, quando soube da epidemia, entrou em pânico. Com medo da propagação da doença, as pessoas evitavam passar na frente do Emílio Ribas. De dentro de carros e ônibus, fechavam suas janelas. Na falta de remédios e de vacinas, recorriam a panaceias milagrosas, como a cânfora. "Naquela época, não havia rede social, mas já existiam 'fake news'. A boataria atrapalhou bastante", recorda José Cássio. O governo suspendeu as aulas e mandou os estudantes de volta para casa. Quando era registrado algum caso nas dependências das escolas, as autoridades sanitárias passavam formol nas mesas e carteiras. Em algumas cidades, as escolas públicas foram transformadas em hospitais de campanha para atender os doentes. Nos hospitais, a epidemia sobrecarregou especialistas em doenças infecciosas. Médicos de outras áreas, para evitar a contaminação, usavam capacetes, óculos e botas. Outros, ao contrário, atendiam pacientes sem qualquer tipo de proteção. Um terceiro grupo preferiu mudar para o interior, com suas famílias. Uma das primeiras medidas foi prescrever sulfa. Na esperança de deter o avanço da epidemia, a população passou a tomar o antibiótico por conta própria. "O estoque acabou rapidamente e a bactéria ficou resistente", recorda José Cássio. Todos os dias, a comissão médica da qual o médico fazia parte procurava atualizar os números e divulgá-los no quadro de avisos do Palácio da Saúde, onde funcionava a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Os setoristas da área até tinham acesso às informações, mas não podiam divulgá-las. Os números de casos e de óbitos são contraditórios. O estudo A Doença Meningocócica em São Paulo no Século XX: Características Epidemiológicas, de autoria de José Cássio de Moraes e Rita Barradas Barata, calcula que, no período epidêmico, que durou de 1971 a 1976, foram registrados 19,9 mil casos da doença e 1,6 mil óbitos. Já a edição de 30 de dezembro de 1974 do jornal O Globo divulgou que, só naquele ano, a epidemia deixou um saldo de 111 mortos no Rio Grande do Sul, 304 no Rio de Janeiro e 2,5 mil em São Paulo. Ministério censurado Em março de 1974, o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência no lugar do general Médici. Para ministro da Saúde, ele nomeou o médico sanitarista Paulo de Almeida Machado. Naquele ano, a jornalista Eliane Cantanhêde, então na revista Veja, conseguiu uma exclusiva com o ministro, em Brasília. Pela primeira vez, uma autoridade admitia publicamente que o Brasil vivia uma epidemia. Mais que isso. Ele alertou sobre os riscos da meningite e ensinou medidas de higiene à população. De volta à redação, Cantanhêde começou a bater a matéria e a enviá-la, via telex, para a sede da Veja, em São Paulo. Dali a pouco, ficou sabendo que a entrevista tinha sido censurada. Motivo? "Não havia vacina para todo mundo", explica Eliane. "As pessoas não sabiam o que era meningite. Muitas delas morriam e, por falta de informação, não sabiam do quê". No dia 26 de julho de 1974, o jornalista Clóvis Rossi também teve um de seus textos censurados. No espaço reservado ao artigo A Epidemia do Silêncio, a direção da Folha de S. Paulo se viu obrigada a publicar um trecho do poema Os Lusíadas, de Luís de Camões. "Desde que, há dois anos, começaram a aumentar em ritmo alarmante os casos de meningite em São Paulo, as autoridades cuidaram de ocultar fatos, negar informações e reduzir os números a proporções incompatíveis com a realidade", alertou Rossi no artigo censurado. Naquele mesmo ano, o governo brasileiro assinou um acordo com o Instituto Pasteur Mérieux e importou em torno de 80 milhões de doses da vacina contra meningite. "O laboratório francês precisou construir uma nova fábrica porque a que existia não comportava uma produção tão grande", relata o historiador Carlos Fidelis. "Foi a partir dessa emergência que se criou, na Fiocruz, a fábrica de fármacos, a Farmanguinhos, e a de vacinas, a Bio-Manguinhos". Vacinação Em 1975, o Brasil deu início à Campanha Nacional de Vacinação Contra a Meningite Meningocócica (Camem). Foi quando, para estimular a ida em massa da população aos postos de saúde, o governo passou a divulgar os números da doença. "A letalidade da meningite é de 10%, mas, no auge da epidemia, caiu para 2%", afirma Rita Barradas Barata. "O diagnóstico era feito de maneira precoce e o tratamento com antibiótico reduzia o risco de morte". Em apenas quatro dias, foram aplicadas 9 milhões de doses na região metropolitana de São Paulo. Logo, estenderam a campanha para outros municípios e estados. A imunização não era feita com seringa e agulha e, sim, com uma "pistola" injetora de vacina. "Conseguimos uma cobertura vacinal de quase 90% da população", orgulha-se José Cássio. Além de superlotar hospitais e de fechar escolas, a epidemia de meningite teria causado outros "estragos". Um deles é a transferência dos Jogos Pan-Americanos de 1975, da cidade de São Paulo para a do México. Bem, pelo menos essa é a versão oficial. A extraoficial é contada pelo advogado Alberto Murray Neto. "Em 1975, o número de casos já tinha reduzido e o que se dizia é que a epidemia estava controlada. Em tese, a meningite não seria um impeditivo para os Jogos", revela Alberto. Seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, era o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e vice do Comitê Olímpico Internacional (COI). Durante reunião em Brasília, foi avisado pelo ministro da Educação, Ney Braga, que não teria recursos do governo federal para os Jogos. Em suma: o Pan deveria ser cancelado, a três meses de sua realização. "Meu avô cancelou os Jogos, sem esconder que a questão crucial era o corte de verbas", relata Alberto. Os Jogos Pan-Americanos de 1975 deixaram para a cidade o velódromo, a raia olímpica e o Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP)". Veja Mais

Últimas notícias de coronavírus de 29 de março

Glogo - Ciência A Espanha registrou 838 novas mortes, seu recorde diário até agora, enquanto a Suíça teve 257 vítimas. No mundo, o total de pessoas infectadas já chega a quase 670 mil. Funcionários municipais desinfectam ruas em Cascais, Portugal, neste sábado (28), para evitar a disseminação do novo coronavírus. O mundo bateu a marca dos 600 mil casos de Covid-19. Rafael Marchante/Reuters Já são quase 670 mil a quantidade de pessoas infectadas com a Covid-19 no mundo, de acordo com levantamento da universidade Johns Hopkins, neste domingo (28). São 669.312 infectados, com 30.982 mortes registradas até as 7h35. Já se recuperaram da doença 142.100 pessoas. Com 838 mortos nas últimas 24 horas, a Espanha registrou um novo recorde diário de vítimas, somando 6.528. Além disso, o número de casos positivos subiu para 78.797. O Uruguai anunciou neste sábado a primeira morte no país provocada por coronavírus. A vítima era o ex-ministro da Corte Eleitoral, Rodolfo González Rissotto, de 71 anos, que foi filiado ao Partido Nacional. A Itália bateu hoje a marca de 10 mil mortos em decorrência da Covid-19. Só nas últimas 24 horas 889 pessoas morreram por causa do novo coronavírus. É o país na Europa com o maior número de casos da doença: 92.472. Mesmo com o aumento dos números, a Espanha continua como o segundo país com mais número de mortes até o momento, atrás apenas da Itália, com mais de 10 mil vítimas da doença. O país também é o segundo com o maior número de pacientes recuperados, 12.285, atrás apenas da China. EUA têm mais de cem mil casos do novo coronavírus A África do Sul deu início a um bloqueio de 21 dias aos seus 57 milhões de habitantes em uma tentativa de conter a expansão da Covid-19. País registrou suas duas primeiras mortes e mais de 1.000 casos de infecção por Sars-Cov-2. Na manhã deste sábado, a polícia sul-africana usou balas de borracha para dispersar uma aglomeração de aproximadamente 300 pessoas em frente a um supermercado de Joanesburgo, a maior cidade do país. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas As últimas notícias deste sábado: Número de infectados no mundo passa de 600 mil, segundo universidade; Espanha registra recorde diário de mortes: 832. Ao todo, são 5.690 mortos no país pela Covid-19; Salvador, na Bahia, suspende o funcionamento do comércio de rua; Soldados realizarão a limpeza e desinfecção de estações de trem e asilos, na Espanha; Vietnã registra 11 novos casos no país. Total vai para 174, sem registros de mortes; Jacarta, capital da Indonésia, estende prazo do estado de emergência em duas semanas, até 19 de abril; Piauí tem a primeira morte por coronavírus e mais dois casos confirmados; Rússia anuncia o fechamento total de fronteiras México tem 131 novos casos de coronavírus, elevando o total para 848 casos. O total de mortes chegou a 16. A Coréia do Sul reportou 105 novos casos de coronavírus, aumentando para um total de 9.583. A China registrou 45 novos casos de coronavírus no continente, contra 54 no dia anterior, com todos, exceto um, envolvendo viajantes de outros países. Sem-teto observam agente de segurança da África do Sul que fazem patrulha nas ruas de Joanesburgo nesta sexta-feira (27), primeiro dia de um bloqueio nacional de 21 dias para tentar conter o surto de Covid-19 Siphiwe Sibeko/ Reuters SÉRIE DE VÍDEOS: coronavírus, perguntas e respostas Coronavírus: quais os sintomas e quando devo procurar um médico? No Brasil De acordo com o mais recente balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, tem 3.904 casos confirmados de pessoas com o novo coronavírus no Brasil. Até este sábado, foram contabilizadas 114 mortes. A taxa de letalidade, até aqui, é de 2,8%. O governador do estado de São Paulo, João Dória, criticou as últimas ações do presidente Jair Bolsonaro, que se mostrou a favor do fim do isolamento social como está sendo feito atualmente. "Quase metade da população do planeta está em casa. O mundo inteiro está em casa e o único certo é o presidente Jair Bolsonaro? Será essa é a racionalidade: só um certo e o mundo inteiro errado? Reflitam sobre isso. O Ministério da Saúde defende o isolamento. A campanha que o governo federal está lançando hoje nas emissoras de tv e nas redes sociais prega o contrário. Afinal temos um governo federal ou dois governos?", questionou Doria. Segundo as secretarias estaduais de saúde, o Brasil já tem 3.546 casos confirmados de Covid-19 e 94 mortes pela doença, até às 13h30 deste sábado. Pelo mundo Mundo registra mais de 530 mil infectados pelo coronavírus Os Estados Unidos chegaram aos 100 mil casos de contaminação em seu território. É o país mais contaminado no planeta. Em segundo lugar aparece a Itália, com 86.498 casos. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste sábado (28) que avalia determinar quarentena obrigatória em Nova York, em New Jersey e partes Connecticut para conter a o avanço do novo coronavírus. "Nós gostaríamos de ver Nova York em quarentena, pois é um foco - Nova York, New Jersey, talvez uma parte de um ou dois outros lugares, uma parte de Connecticut, em quarentena", o presidente disse em frente à Casa Branca. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva sobre o coronavírus, na Casa Branca, em Washington, na sexta-feira (27) Jim Watson/AFP Singapura anunciou penas de até seis meses para quem permanecer próximo de outra pessoa de forma intencional nas filas ou em locais públicos. A medida pretende garantir o "distanciamento social", enfoque aplicado em todo o mundo para deter a propagação de Covid-19. A Armênia registrou sua primeira morte relacionada à doença. Uma mulher de 72 anos foi diagnosticada com Covid-19, teve complicações e não resistiu, de acordo com porta-voz do Ministério da Saúde. O país tem pouco mais de três milhões de habitantes e já registrou 290 casos. O número total de mortes no Irã aumentou para 2.517, de acordo com as últimas informações do Ministério da Saúde. São mais de 35 mil contaminados em território iraniano. Deste total, 3.206 pacientes estão em estado crítico. Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban anunciou que o país terá um bloqueio de duas semanas a partir deste sábado para retardar a propagação da doença em seu território. O pico do surto do novo coronavírus é aguardado para junho ou julho, segundo ele. A polícia vai fiscalizar os cidadãos, que poderão trabalhar, fazer compras e exercícios em espaços limitados fora de suas casas. Pessoas com mais de 65 anos, só podem fazer compras entre às 9h e o meio-dia. São mais de 300 casos e dez mortes confirmadas no país. Foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 em um funcionário da administração do Kremlin, de acordo com Dimitry Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin. Segundo Peskov, Putin não teve contato com o infectado e, por isso, poderá seguir normalmente sua rotina de trabalho. As fronteiras serão totalmente fechadas no território russo. O primeiro-ministro sueco Stefan Lofven proibiu reuniões e encontros públicos de mais de 50 pessoas na Suécia. São quase 3 mil contaminados no país. O sérvio Novak Djokovic anunciou a doação de um milhão de euros ao seu país para ajudar no combate ao novo coronavírus. A doação é destinada à compra de respiradores e outros equipamentos de saúde. Residente de Mônaco, o tenista número 1 do mundo está em Marbella, na Espanha, com a família. Initial plugin text Veja Mais

Sair do isolamento agora é querer voltar a mundo que não existe mais, diz virologista Atila Iamarino

Glogo - Ciência Preocupação deveria ser em preparar a economia para resistir à quarentena. Isolamento é forma de ganhar tempo para pensar outras medidas, diz biólogo especialista em vírus. Virologista Atila Iamarino Reprodução/BBC Interromper agora as medidas de isolamento contra o novo coronavírus é querer voltar a uma realidade que não existe mais, alerta é o biólogo e divulgador científico Atila Iamarino. O mundo (e o Brasil) mudaram com a disseminação do novo coronavírus, e a preocupação de governos e empresas agora deveria ser a de se preparar para esta nova realidade, diz ele em entrevista à BBC News Brasil. Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e alguns empresários têm insistido na necessidade de restabelecer o funcionamento do comércio e de outros serviços. Carreatas com essa bandeira foram organizadas em diversas cidades brasileiras. O argumento é de que os danos econômicos serão irreversíveis caso o país continue parado por muito tempo. O consenso entre cientistas da área, no entanto, é de que é fundamental manter medidas de isolamento social por enquanto, diz Atila — inclusive para ganhar tempo a fim de trabalhar em alternativas. "Manter as medidas que a gente tem agora é o que vai fazer dar tempo para buscarmos outras medidas lá na frente. Na verdade, parar agora é ganhar o tempo para fazer escolhas", diz ele. Doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP), Atila concluiu dois pós-doutorados estudando a disseminação (ele prefere o termo "espalhamento") dos vírus e a forma como esses organismos evoluem. Um desses pós-doutorados foi na própria USP, e o outro na Universidade Yale, nos Estados Unidos. Em sua carreira, o pesquisador de 36 anos estudou vírus como ebola e HIV. A ideia desse tipo de pesquisa, explica ele, é analisar o material genético dos vírus para entender como eles se propagam entre os humanos. Atila se tornou conhecido por sua participação no canal de YouTube do Nerdologia, um dos maiores do país. Nos últimos dias, tem feito transmissões ao vivo sobre o novo coronavírus. Uma delas atingiu a marca de 5,2 milhões de visualizações em menos de uma semana e fez com que o nome do biólogo chegasse à lista de assuntos mais comentados pelos brasileiros no Twitter. Atila conversou com a BBC News Brasil por telefone, na última quarta-feira (25/03). Confirma a seguir alguns dos principais trechos da entrevista. BBC News Brasil - À luz do que já se sabe sobre a pandemia, o que você acha das últimas intervenções presidente da República, Jair Bolsonaro, dizendo que o país precisa "voltar à normalidade"? Atila Iamarino - Eu acho que não importa (o discurso do presidente). Felizmente, isso vai contra o que todos os países estão fazendo. Quase que sem exceção. Todos os países sobre os quais estou informado estão tomando medidas na direção contrária, de fechar em diferentes graus, e até de deixar a população em casa, como a Índia acabou de fazer com mais de 1 bilhão de pessoas. Então, em relação às políticas internacionais, não faz sentido (o discurso de Bolsonaro). E, aqui dentro do país, não nos importa, porque os Estados e as cidades estão tomando medidas para fechar em diferentes graus. Todos os Estados adotaram medidas para restringir o comércio não essencial, e restringir a circulação das pessoas. Estão de acordo com a orientação internacional. Portanto, em última análise, tanto faz o que o presidente falar, desde que as cidades e os Estados continuem agindo como estão agindo. A esta altura, dado o pouco tempo que a gente tem, a gente precisa focar, na verdade, em atitudes. O país, os Estados e as cidades estão tomando atitudes que vão proteger as pessoas? Estão. Então, tá ótimo, tanto faz o que estão falando. A gente tem três, quatro meses para agir, dado qualquer estudo sobre como é o espalhamento desse vírus. BBC News Brasil - A exemplo do presidente da República, outras pessoas se mostram preocupadas com o efeito econômico do isolamento. Nesta semana você disse ao podcast Xadrez Verbal que essa perspectiva é um tanto "inocente". Por quê? Iamarino - Existe uma preocupação séria com a economia, claro. E uma preocupação legítima seria a de como adequar a economia a essa nova realidade (imposta pelo vírus). O que a gente pode fazer para que os comércios consigam vender online e fazer entregas da melhor maneira possível; o que a gente pode fazer para que as pessoas consigam trabalhar à distância da melhor maneira possível. Que medidas econômicas a gente pode tomar para que as pessoas continuem em casa e continuem com uma vida produtiva, e tenham condições de se manter, porque nem todo mundo pode continuar trabalhando de casa. Existe um problema econômico, muitos países estão cientes e tomando medidas sérias para saná-lo. Isso é diferente de ter uma preocupação econômica de não deixar a situação mudar. Isso pra mim é muito mais um luto do que uma preocupação séria. E não acho que seja uma decisão deliberada das pessoas fazer isso. Mas quem ainda está pensando em não deixar a economia atual desandar, na verdade, está tentando resgatar um mundo que não existe mais. Que é o mundo de janeiro de 2020. O mundo mudou, e aquele mundo (de antes do coronavírus) não existe mais. A nossa vida vai mudar muito daqui para a frente, e alguém que tenta manter o status quo de 2019 é alguém que ainda não aceitou essa nova realidade. BBC News Brasil - Mas o que será diferente? Por que você diz que o mundo do fim de 2019 "acabou"? Iamarino - Bem ou mal, involuntariamente, o mundo inteiro está passando por um experimento agora. A gente está vendo como diferentes regimes políticos, sistemas de organização social e diferentes medidas funcionam contra o coronavírus e grandes problemas de saúde pública. A gente está vendo países que jamais cogitariam isso em outras situações, como os Estados Unidos, aceitando que é necessário dar um suporte financeiro grande para seus cidadãos e distribuindo dinheiro. Empresas descobrindo o quanto as pessoas produzem ou não trabalhando de home office. Escolas descobrindo o quanto os alunos aprendem ou não por conta própria, em casa, e qual o valor ou não de usar o ensino à distância. A gente está descobrindo o que são os serviços essenciais, e estamos voltando a entender o valor de ciência, da mídia (profissional) e dos serviços de saúde. E de sistemas que são fundamentais desde sempre, mas que, em períodos de bonança, são fáceis de negligenciar. O sistema de saúde de vários países vai ter que ser reavaliado. Garanto para você que o sistema de saúde norte-americano vai ter um estresse maior que o do resto do mundo, inclusive pelo modelo (sem saúde publica universal) de tratamento que eles seguem. A gente vai descobrir quais são as vulnerabilidades que o regime de trabalho moderno, com terceirização, com trabalho por aplicativo, cria num momento desses. A gente vai descobrir mais cedo também a importância de se usar sistemas de venda online, de pagamentos sem contato e outras coisas. Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses. Então, independentemente da progressão da pandemia e das mortes que podem acontecer ou não, só as mudanças para se adaptar a ela já estão adiantando ou atrapalhando alguns passos que a humanidade daria nas próximas duas décadas. E ainda tem — e isto está em aberto e a resolver — qual vai ser o trauma das pessoas. O que é que este período de confinamento fará conosco, se a relação entre os familiares aumenta ou diminui. Como as pessoas vão suportar esse período de isolamento, que valor que a gente vai dar para uma reunião, um almoço, uma festa, algo assim. Tudo isso vai ser muito diferente quando a gente sair do surto. BBC News Brasil - O que aconteceria com a economia se nada fosse feito? Iamarino - Vamos supor que a gente seguisse a recomendação de alguns e, no máximo, isolasse os idosos ou fizesse algo assim. Numa realidade dessa, se você é dono de uma empresa e os seus funcionários pegam a covid-19, em menos de um mês a empresa inteira estaria contaminada, pelo menos 10 a 20% dos seus funcionários precisariam ser hospitalizados. Os outros 80% vão ter graus diferentes de complicação, e alguns vão precisar trabalhar de casa, ou parar de trabalhar por causa de febre, dor de cabeça, dor no corpo. Então, mesmo se a gente não fizer nada, se a covid-19 chega numa empresa, parte dos funcionários some. Parte não vai ter condições de trabalhar, e a parte que ficar trabalhando não vai ter nem a moral, nem o estado de saúde para render o que rendia. Mesmo que a gente não fizesse nada, a economia já ia sofrer e muito com a queda de produtividade. Então, é uma realidade que nos foi imposta, na verdade. Quem está tentando manter a economia de 2019 está se recusando a aceitar essa realidade. Na verdade a gente já deveria estar virando a chave e tentando entender como sair do outro lado. Dando um exemplo meu: tem um restaurante aqui perto de casa que frequento regularmente. Não cheguei para eles e falei "Olha, quando o covid-19 vier, não feche". Porque eu sei que não existe essa possibilidade. Eu falei para eles: "Avise seus clientes que você faz entrega. Já vai testando os diferentes aplicativos de entrega para ver quem cobra a melhor taxa. Já prepara as pessoas que trabalham na cozinha para revezar turnos, e se prepara financeiramente, por que vai ser um impacto grande". Tenho que aceitar que isso aconteceu e mudou. BBC News Brasil - A Coreia do Sul parece estar tendo sucesso com uma abordagem que combinou testes em massa, uso de aplicativos de celular e isolamento dos doentes. E que permitiu manter a economia funcionando. Algo parecido teria sido feito no Japão. Uma abordagem desse tipo seria viável aqui? Iamarino - Ela pode ser viável. A questão é que a gente ainda não tem a infraestrutura pronta aqui no Brasil para produzir o volume de testes necessário. E importar esses testes leva tempo, porque o mundo inteiro está tentando comprá-los agora. Então, parar, manter as pessoas em casa, manter essa quarentena, manter esse isolamento e esse distanciamento dá o tempo necessário para a gente poder chegar nessa situação, inclusive. Tem diferentes respostas, e parar o país não precisa ser a única coisa que a gente vá fazer. A questão é que, em qualquer estimativa de crescimento da covid-19, o problema vai se impor em questão de meses, até o fim de agosto provavelmente, se nada for feito. Manter as medidas que a gente tem agora é o que vai fazer dar tempo para buscarmos outras medidas lá na frente. Na verdade, parar agora é ganhar o tempo para fazer escolhas. BBC News Brasil - Dias atrás, seu nome chegou aos assuntos mais comentados do Twitter, depois que você mencionou a possibilidade de 1 milhão de mortos no país. Que avaliação você faz hoje desse episódio? Atila Iamarino - Essa experiência me mostrou como uma mensagem pode ser fragmentada e pulverizada na internet. Porque, por mais que tenha feito um vídeo com todos os cuidados, para dizer "isso não é um destino, não é uma profecia, é o cenário em que nada é feito, ou pouco é feito, e o que a gente quer é não ter esse cenário". Não estava fazendo previsões, estava extrapolando (para o Brasil) os números de um estudo que estava prevendo o que acontece. E são números com os quais o Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde (de Estados e municípios) estão trabalhando também. Se você leva em conta quando eles falam, por exemplo, que até metade do país pode pegar, isso é o consenso (científico), na verdade. Pelo menos metade das pessoas precisaria pegar covid-19 e se imunizar para o problema se resolver sozinho. Na falta de uma vacina, na falta de uma solução de larga escala, a transmissão começa a cair quando pelo menos metade das pessoas pega o vírus. E tende a acabar quando lá pelos 60, 70, 80% (das pessoas desenvolveram imunidade), dependendo da simulação. Isso é o consenso, e digo que é porque já foi inclusive dito pelo Ministério da Saúde. E quando você lida com esses números e imagina o que é 1% de mortalidade de 50% dos brasileiros, fica evidente que a escala é essa mesmo. Está todo mundo lidando (com estes números). O choque do que eu falei foi simplesmente colocar isso 'na lata' e falar para as pessoas de uma forma que, por mais que estivesse dentro de um contexto ali, foi picotado e espalhado de outra forma na internet. O grande problema é em quanto tempo isso (as mortes) tendem a acontecer. Vou pegar um exemplo que está todo mundo dando. "Acidentes de carro matam 300 mil pessoas por ano e nem por isso a gente diz para as pessoas não andarem de carro." Com razão: a gente toma uma série de medidas para proteger as pessoas, para diminuir esse número. Agora, se todas essas mortes acontecessem num intervalo de um mês, de uma semana, em uma única região, isso com certeza seria uma coisa traumática e preocupante. Esse é o ponto da covid-19: se ela for espalhada ao longo de um ano, de dois anos, porque a gente tomou medidas para que isso, porque deu tempo de surgir uma vacina, deu tempo de um tratamento ser validado, isso é uma coisa que a sociedade absorve e sai do outro lado como se fosse uma gripe mais séria mesmo. Mas, para que isso seja uma gripe mais séria, a gente tem que trabalhar muito. Meu ponto era esse, na verdade. Estava querendo comunicar não o número (de um milhão de mortes), que pode mudar, mas a ideia de que esse número mude. As medidas que foram tomadas no dia seguinte ao que eu falei (como o fechamento do comércio) já contribuem, e muito, para isso, para mudar o cenário, para que este número não aconteça. O importante era que as pessoas entendessem que a situação mudou. E que elas não estão ficando em casa porque é só um probleminha, é que a vida de muita gente depende disso. E a gente tem que começar a trabalhar e pensar sobre como viabilizar essa nova vida de uma maneira que seja mais próxima do normal que a gente tinha antes. Porque aquele normal não existe mais. BBC News Brasil - Brasília foi uma das primeiras cidades a fechar o comércio, em 19 de março. Muita gente na época considerou essa medida precipitada, diante da possibilidade de vários meses de isolamento. Hoje ainda dá para dizer isso? Iamarino - Pelo contrário. A diferença entre a Itália e a China foi de menos de uma semana, do momento em que passaram de cem casos para o momento do isolamento. E a Itália foi pelo caminho que foi. Esse é o problema, na verdade. A covid-19 se espalha muito rápido. E causa problemas muito cedo. O ideal é que a gente pare o quanto antes e, depois, revise para ver se aquilo era o ideal de ter sido feito ou não. No caso dessa doença, pela velocidade com que ela se espalha, é preferível errar pela (pelo excesso de) precaução, na verdade. A gente tem o privilégio, aqui no Brasil, de ter recebido poucos visitantes de fora, de estarmos distantes o suficiente da China para a doença não chegar aqui antes. Então, a gente está a um mês, vinte dias, dez dias atrás da situação de vários países, de modo que a gente pode acompanhar o crescimento deles e ver o quanto poderemos ser afetados. Um exemplo bem prático e muito direto para o Brasil: o nosso crescimento do número de casos, até aqui pelo menos (quarta-feira, 25 de março) está dobrando a cada três dias. Esse é um ritmo de crescimento pior do que o da Itália. E muito parecido, muito próximo do da Espanha. Que demorou até mais tempo que a Itália, desde os cem casos, para parar (as atividades). Então, a gente já tem uma régua para medir. A gente está 11 ou 12 dias atrás da Espanha em termos epidemiológicos, em número de casos e evolução da doença. E a gente leva um tempo para ver se as medidas funcionaram. Se daqui a um mês, no começo de abril, a gente estiver crescendo menos que o surto espanhol cresceu até lá, a gente vai saber que as medidas estão funcionando. Tem outros países que entraram no surto antes da gente e que estão em situação melhor ou pior e nos quais a gente pode se espelhar. Se nosso crescimento deixar de ser um dos piores, como o da Espanha, e passar a ser um dos melhores ou cair para outro patamar, a gente tem como saber que as nossas medidas funcionaram, porque já temos a experiência deles para comparar. Também vamos ver a diferença entre regiões. Se Brasília, que adotou medidas antes, tiver um crescimento menor do que em São Paulo, ou do Rio, que levou um pouco mais de tempo, ou de outro lugar, a gente vai saber disso. E, de repente, podem voltar a relaxar mais cedo, porque a coisa funcionou. Mas o ponto é: parar antes te dá essa liberdade de olhar, respirar, ver o que aconteceu e decidir. Não parar é o que a Itália fez. E, se você não para, a covid-19 para você. BBC News Brasil - Uma quarentena formal, com a polícia impedindo as pessoas de saírem de suas casas, seria apropriado ou necessário? Iamarino - Talvez seja necessário, mas não sei se seria apropriado. Foi o que a China fez, e o corpo técnico e científico da Organização Mundial de Saúde que avaliou a resposta chinesa classificou a ação deles como a mais coordenada, a mais rápida, mais agressiva e intensiva que a humanidade já viu para conter uma doença. Acho inclusive que isso descalibrou o que o mundo esperava da covid-19. Não estando na realidade da China, é difícil entender a escala massiva do que eles fizeram. O que os outros cientistas que leram esse relatório técnico questionaram é quais são os princípios humanos e éticos violados para isso. E quem questiona isso diz que justamente o resto do mundo não necessariamente toleraria alguma coisa nessa escala. O que a Europa está tentando agora é alguma coisa próxima disso, dentro do que a realidade europeia permite. E a gente tem como acompanhar, de um mês atrás ou vinte dias atrás, o quanto está sendo efetivo ou não. Talvez seja necessário, mas eu sinceramente não sei dizer. A gente vai descobrir com a Itália e a Espanha agora. A Itália tomou meias medidas e está conseguindo reduzir um pouco da mortalidade, mas não necessariamente conter (a epidemia). Talvez a gente descubra com o tempo que seja a única saída (a quarentena). Mas, de novo: precisamos ganhar tempo para poder descobrir isso antes de ter um problema maior. BBC News Brasil - Por enquanto, a abordagem brasileira é a de reservar os testes para quem está internado, em mau estado de saúde, e para os profissionais de saúde. Essa estratégia não seria contraproducente, no sentido de que poderemos acabar gastando mais com UTI depois? Iamarino - Não chamaria de estratégia, na verdade. Isso é o último recurso. Quando você não tem testes suficientes, é obrigado a reservar eles para o pior momento, que é quem está sendo internado. Ou, se a situação ficar mais crítica e o volume de testes continuar sendo pequeno, para diagnosticar quem morre, na verdade. Não acho que essa situação seja uma opção. É o que a gente consegue fazer com os poucos recursos que a gente tem. Daí (a importância de) ganhar mais tempo para produzir e distribuir esses testes por aqui. Porque se a gente comprar agora 200 milhões de kits para testar cada brasileiro, mas os kits levarem 3 meses para chegar, quando eles chegarem, a gente arrisca que boa parte dos brasileiros esteja com covid-19. Por isso meu pragmatismo. A única saída agora é tentar ganhar tempo para buscar novas soluções. Qualquer coisa que não contribui para isso não importa mais. BBC News Brasil - Como a sua percepção sobre o novo coronavírus mudou desde o começo da crise? Qual informação ou detalhe fez você mudar de ideia? Iamarino - Tudo o que a gente estava entendendo sobre o espalhamento da covid-19 no mês de janeiro era baseado na experiência de um país, a China, que implementou uma solução que é impraticável (na maioria dos lugares) e inédita no mundo. Então, as estimativas de número de casos, de contágios, de número de mortos e qualquer coisa do tipo que a gente tinha no primeiro mês foram feitas dentro de um cenário que é impraticável para o resto do mundo. A gente estava muito descalibrado do que esperar da covid-19. Quando ela saiu da China para a Itália, para a Coreia do Sul e para o Irã, a coisa explodiu nos países todos. (A exceção é) a Coreia do Sul, que já teve problemas com a Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) e, por isso, estava muito preparada para a covid-19 agora. Foi aí (com a chegada aos outros países) que a gente teve noção do tamanho do problema, de fato. E aí a estimativa de quanto tempo ia levar para a covid-19 se espalhar num país, que poderia ser de até um ano, dois anos, caiu para três a cinco meses. Esse é um tempo que não dá nem para distribuir qualquer coisa, mesmo que a gente já tivesse uma solução na manga. Minha opinião mudou muito, mesmo, quando começaram a sair os primeiros grandes estudos olhando para o espalhamento da doença fora da China e dizendo que ela toma conta da população em três a cinco meses. Isso é menos que qualquer tempo de resposta de qualquer país, de qualquer infraestrutura, a não ser da China. Minha opinião mudou muito não quanto ao perigo do vírus — sobre isso a gente já tinha estimativas boas —, não sobre a seriedade de um problema desses, porque eu já estudo espalhamento de vírus há muitos anos, mas quanto ao tempo de resposta que a gente tem. BBC News Brasil - O que se sabe até agora sobre a imunidade ao vírus? Uma vez que você tenha a doença e se cure, você para de transmitir? Iamarino - O que a gente sabe é que, para a maioria das pessoas, em até 14 dias depois dos sintomas surgirem você está curado. E não transmite mais. A China, por precaução, prorrogou esse período para 28 dias, porque algumas pessoas continuavam com o vírus incubado no corpo por mais tempo e acabavam desenvolvendo os sintomas mais na frente. Eles não viram muita transmissão (vindo) destas pessoas, mas, para poder garantir a interrupção da cadeia de transmissão, eles as estavam isolando de qualquer forma. O que a gente entendeu, olhando para as pessoas, é que acontece de elas testarem negativo para o vírus, depois de 14 dias, mas mesmo assim ter uma produção pequena de vírus no pulmão e depois de um tempo voltarem a testar positivo. A gente não pode fazer experimentos em pessoas para saber se a imunidade protege 100%. Mas, em macacos, já fizeram, e eles estavam totalmente imunes ao Sars-Cov-2. O macaco rhesus (primata originário da Índia e amplamente usado em laboratórios) que pega a covid-19, quando se cura, não pega mais. E tem uma possibilidade, que é o que acontece com a Mers, também causada por (um outro tipo de) coronavírus. Por volta de um ano ou dois depois que a pessoa pega, ela pode voltar a contrair, mas desenvolve sintomas muito mais leves. Esse é o precedente que a gente tem, mas ainda não tem um ano de covid-19 para saber se isso vai acontecer com a gente. Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Principal especialista de Trump para Covid-19 prevê que haverá de 100 a 200 mil mortes pela doença nos EUA

Glogo - Ciência Anthony Fauci, um dos infectologistas mais respeitados no mundo, faz parte da força-tarefa montada pelo presidente americano para tentar conter a doença, que já tem mais de 125 mil casos e 2 mil mortes nos Estados Unidos. O infectologista Anthony Fauci, atrás de Trump, em foto de coletiva de imprensa no dia 25 de março. Mandel Ngan/AFP O infectologista Anthony Fauci, um dos mais respeitados do mundo, declarou neste domingo (29) em um programa da rede de televisão americana CNN que calcula que haverá entre 100 e 200 mil mortes por Covid-19 nos Estados Unidos. Fauci faz parte da força-tarefa montada por Donald Trump para tentar conter a doença. "Eu diria entre 100 mil e 200 mil casos", disse Fauci, que em seguida se corrigiu para dizer que se referia ao número de mortes. "Teremos milhões de casos", disse, acrescentando que não queria ficar preso aos números porque a pandemia é um "alvo em movimento". Até as 13h20 deste domingo (29), os EUA haviam registrado mais de 125 mil casos de Covid-19 no mundo, o maior número de infecções, e 2.197 mortes, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins. Nova York, o estado mais atingido, tem mais de 53 mil casos e pode ficar sem equipamentos médicos. No sábado (28), Trump chegou a considerar uma possível quarentena para o estado, mas, depois, desistiu da medida. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março No dia 16 de março, o governo Trump anunciou orientações, para cerca de metade do país, para frear a disseminação do vírus, incluindo o fechamento de escolas. O presidente também pediu às pessoas que evitassem grupos de mais de 10 pessoas, viagens, bares, restaurantes e praças de alimentação. A cada 3 pessoas nos EUA, uma está vivendo sob ordens de governos estaduais ou municipais para que fique em casa, diz a Associated Press. EUA têm mais de 100 mil casos de coronavírus, e Trump pede que as pessoas fiquem em casa Agora, o governo americano considera se vai ou não afrouxar as regras de distanciamento social em áreas que não foram tão atingidas pelo novo coronavírus. Trump chegou a falar em encerrar o distanciamento social até a Páscoa, no dia 12 de abril, mas, nos últimos dias, profissionais de saúde têm alertado que o prazo é curto demais para as áreas urbanas do país, bastante afetadas, diz a agência Associated Press. Segundo o jornal americano "The New York Times", 19 dos 50 estados do país têm pelo menos 1.000 casos de Covid-19. Mas mesmo os estados com poucos casos até agora têm que se preparar, alertou a chefe da força-tarefa da Casa Branca para conter o vírus, Deborah Birx. Deborah Birx, chefe da força-tarefa da Casa Branca para conter a Covid-19, em coletiva no dia 23 de março. Drew Angerer/Getty Images/AFP "Nenhum estado, nenhuma região metropolitana será poupada", disse Birx em entrevista à NBC. Fauci disse que só apoiaria o afrouxamento das medidas de distanciamento social em áreas menos atingidas se mais testes forem produzidos para monitorar esses locais. Na Louisiana, no sudeste do país, o governador alertou que "continuamos numa trajetória para sobrecarregar a nossa capacidade de fornecer cuidados médicos". O estado é um dos que têm mais casos da doença - eram 3.315 até a última atualização do "The New York Times"). Profissionais de saúde fazem testes para Covid-19 em Nova Orleans, na Louisiana, sudeste dos Estados Unidos, na sexta-feira (27). Kathleen Flynn/Reuters "No fim da primeira semana de abril, acreditamos que o verdadeiro problema serão os ventiladores [mecânicos]. E achamos que, no dia 4 ou 5 de abril ou antes, não conseguiremos colocar pessoas em ventiladores em Nova Orleans", disse o governador, John Bel Edwards. "E aí, alguns dias depois, não teremos mais camas". Edwards disse que as autoridades do estado têm pedidos para mais de 12 mil ventiladores, mas, até agora, só foram recebidos 192. 'Negação' no início foi 'mortal', diz líder da Câmara A líder da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, em coletiva na sexta-feira, 27 de março. Alex Edelman/AFP A líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que a "negação" inicial de Trump em relação à Covid-19 foi "mortal". Ela disse, ainda, que o presidente não deveria remover as medidas de distanciamento social tão rápido. "Deveríamos estar tomando todas as precauções. O presidente, a negação dele no começo foi mortal", disse Pelosi à rede de televisão americana CNN neste domingo (29). No início dos casos nos EUA, Trump minimizou a extensão que a crise teria repetidas vezes. Quando questionada sobre isso, Pelosi disse acreditar que isso custou vidas americanas. "Agora, eu acho que a melhor coisa seria evitar mais perdas de vidas em vez de abrir as coisas, porque nós simplesmente não sabemos", declarou. Initial plugin text Veja Mais

Bebê de menos de um ano de idade com Covid-19 morre nos EUA, diz departamento de Saúde de Illinois

Glogo - Ciência Caso foi em Chicago. Segundo diretora do Departamento de Saúde Pública do estado, a morte é a primeira desse tipo; causa está sendo investigada. Um bebê de menos de um ano de idade que estava infectado com Covid-19 morreu no sábado (28) em Chicago, no estado americano de Illinois, informou o Departamento de Saúde Pública estadual. A diretora do departamento, Ngozi Ezike, afirmou que a causa da morte do bebê está sendo investigada. O estado não divulgou mais detalhes sobre a criança. “Nunca houve uma morte associada à Covid-19 em uma criança. Uma investigação completa está em andamento para determinar a causa da morte”, disse Ezike. “Devemos fazer tudo o que pudermos para impedir a propagação desse vírus mortal. Se não para nos proteger, mas para proteger aqueles ao nosso redor". Departamento de Saúde de Illinois disse que a criança tinha Covid-19 G1 Initial plugin text Veja Mais

O novo coronavírus levará a um salto na utilização de robôs

Glogo - Ciência Cientistas afirmam que máquinas passarão a realizar o trabalho sujo e perigoso Na História da humanidade, as guerras sempre serviram para produzir saltos tecnológicos. Embora infelizmente o foco seja o poder de destruição das armas, a medicina também se beneficia e um bom exemplo disso ocorreu após a Primeira Guerra Mundial: os mutilados pelo conflito levaram a cirurgia plástica a se tornar uma especialidade de ponta para reparar as sequelas dos sobreviventes. No combate ao novo coronavírus, já está claro para os cientistas que o papel dos robôs nunca mais será o mesmo depois da pandemia: ela servirá como elemento catalisador para uma utilização muito mais ampla das máquinas inteligentes, que ficarão encarregadas do trabalho maçante, sujo e perigoso. A pandemia do novo coronavírus provavelmente levará à ampliação do uso de robôs nas tarefas de maior risco https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28187342 A discussão é o tema central da edição da revista eletrônica “Science Robotics”, lançada na semana passada. Como explica Henrik Christensen, diretor do Contextual Robotics Institute, ligado à Universidade da Califórnia San Diego, os robôs serão fundamentais nos serviços de descontaminação; em todo o processo de logística para recolhimento e manejo de lixo hospitalar; no monitoramento de quarentenas. Seu emprego na telemedicina crescerá exponencialmente. Os pesquisadores afirmam que a eficiência das máquinas é incomparável na tarefa de desinfetar as superfícies contaminadas pela Covid-19. “Já estamos vendo robôs sendo utilizados na higiene de áreas infectadas, na medição de sinais vitais, no monitoramento de controle nas fronteiras e na entrega de alimentos e remédios. As oportunidades são imensas. Novas gerações de robôs, grandes, médios e micro, poderão ser empregadas sem o risco de espalhar a doença”, escreveram. Segundo os cientistas, a pandemia será um ponto de inflexão importante sobre a forma como as organizações operam, com uma progressiva valorização dos encontros virtuais, em detrimento dos presenciais. Será o caminho natural para a humanidade se proteger de agentes patogênicos. Em outra frente tecnológica, espera-se que as máquinas se tornem mais sofisticadas em seu potencial de interação social, depois da dura experiência de isolamento imposta nos quatro cantos do planeta. Estudo publicado também na semana passada mostra a relevância da telemedicina para reduzir o peso da Covid-19 na saúde mental das pessoas. No artigo, Xiaoyun Zhou e coautores enfatizaram que pacientes que tiveram suporte virtual conseguiram lidar melhor com a ansiedade e a depressão que podem acompanhar situações críticas de isolamento, perda de renda e de autonomia. Veja Mais

Coronavírus: Por que testes de anticorpos podem levar a uma guinada na saúde e na economia

Glogo - Ciência Uma aplicação em massa deste tipo de exame pode nos levar a descobrir se os números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg ou não e elaborar estratégias mais eficazes de lidar com a pandemia. Profissionais de saúde fazem testes em drive-thru para a Covid-19 neste sábado (28) em Petaling Jaya, Malásia. Lim Huey Teng/Reuters Onde está a luz no fim do túnel da pandemia de coronavírus, que já infectou em torno de 500 mil pessoas ao redor do mundo? Em que momento quase 3 bilhões de pessoas vão poder sair de casa normalmente sem medo de ficar doente? Para responder isso, precisamos de menos incerteza ao fazer, por exemplo, cada vez mais testes para determinar quem está infectado, medida que pode aplacar a preocupação de muita gente e garantir uma estratégia eficiente de combate ao vírus, como na Coreia do Sul. Mas uma das respostas que podem marcar uma virada nessa pandemia, junto com remédios e vacinas que funcionem, passa não por quantas pessoas estão doentes hoje, mas por quantas já enfrentaram silenciosamente o vírus e sequer perceberam. Uma busca em massa por anticorpos nas pessoas pode permitir descobrir se todos esses números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg. Se for o caso, será possível tirar duas conclusões. A primeira é que a taxa de letalidade, hoje estimada em cerca de 3,4% pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser bem menor do que se sabe. A segunda é que milhões de pessoas podem já ter contraído o vírus, desenvolvido algum grau de imunidade e, portanto, não precisariam ficar isoladas. Essa informação pode influenciar decisões políticas e determinar se o principal "remédio" adotado pelas autoridades contra essa crise — no caso, quarentenas de quase 3 bilhões de pessoas — está na dose certa ou se ele vai ser pior que a doença e matar o paciente, como tem se questionado, a exemplo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. O debate em torno da real gravidade do novo coronavírus, que matou quase 24 mil pessoas desde dezembro, se agrava ainda mais porque trata de vidas humanas. Minoria reage a confinamentos BERLIM - Um casal de idosos atravessa a Pariser Platz deserta, perto do Portão de Brandenburgo, em Berlim, na Alemanha, nesta segunda-feira (23) Odd Andersen/AFP Há uma grande divergência entre basicamente dois grupos. De um lado, uma pequena minoria que inclui os presidentes de Estados Unidos, Brasil e México e alguns especialistas. De outro, amplamente majoritário, estão mais de cem líderes mundiais, a OMS e a maioria dos pesquisadores. O primeiro grupo, no qual estão Donald Trump e Jair Bolsonaro, defende que os dados disponíveis, ainda que escassos, apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral. Ela se parece com a gripe (ou uma "gripezinha") que circula todo ano. Por isso, seria possível contê-la sem tamanha perda econômica. Ou seja, argumentam eles, qual é a necessidade de confinar a população inteira se apenas uma minúscula parcela corre de fato o risco de morrer? No caso, as pessoas com mais de 60 anos e aquelas com condições pré-existentes, como doenças cardíacas e diabetes. Segundo a abordagem defendida por esse grupo minoritário, chamada de isolamento vertical, bastaria proteger os mais vulneráveis e retomar a vida do restante da sociedade até que todo mundo fique imunizado com conta própria. A conta é que, quando mais de 50% da população estiver imunizada, seria como se todos estivessem vacinados. Ocorreria a chamada "imunidade de grupo ou de rebanho", na qual a imunidade de um acaba protegendo o outro por reduzir a cadeia de transmissão do vírus. É importante deixar claro que ainda há dúvidas se de fato as pessoas que tiveram a doença uma vez a não terão de novo, como em geral acontece. Saber isso é chave nesse debate. Os anticorpos são uma espécie de memória de batalha do nosso corpo contra um invasor. Em geral, a gente o derrota uma vez e não se esquece como faz isso. O problema é que essa imunidade nem sempre ocorre ou é completa. O sarampo tem, por exemplo, a capacidade de fazer o corpo se esquecer de como o combater. Por outro lado, a grande maioria das autoridades e de especialistas defende que a falta de dados não permite tirar conclusões precipitadas que podem levar ao colapso do sistema de saúde, mesmo que todo esse confinamento gere enormes custos econômicos. Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Para esse segundo grupo, não se trata de um cenário hipotético baseado em modelos matemáticos, mas da realidade, e equívocos aqui podem levar à morte de milhares ou milhões de pessoas. Ou seja, uma "gripezinha" seria capaz de lotar hospitais ao redor do mundo de uma forma sem precedentes na história recente. Não há até o momento qualquer remédio, vacina ou certezas sobre o novo coronavírus. Por isso, o mundo tem se isolado para evitar que as pessoas transmitam a doença entre umas para as outras e que muita gente fique doente ao mesmo tempo, impedindo que o sistema de saúde tenha a capacidade de atender todo mundo. Anticorpos podem influenciar debate Foto mostra novo exame de sangue para detectar anticorpos à Covid-19 em um laboratório em Los Angeles, na Califórnia, no dia 26 de março. Alan Devall/Reuters Há então como sair desse impasse? Ou essa situação de confinamento durará meses ou até anos? Bem, uma saída que vem sendo discutida em alguns lugares do mundo, principalmente no Reino Unido, é o teste sorológico massivo e controlado, feito a partir de amostras de sangue, para encontrar nas pessoas anticorpos ligados ao novo coronavírus. Diversos países estão desenvolvendo e investindo nesses testes, entre eles o Brasil. Especialistas ressaltam que é essencial que essas análises sejam seguras e confiáveis, sem falsos positivos ou falsos negativos, que poderiam ter consequências catastróficas, como expor à contaminação alguém que acredite falsamente que está imune. O governo britânico decidiu comprar 3,5 milhões de unidades destes testes. A estratégia pode envolver enviar esse material para a casa de habitantes selecionados a fim de tentar descobrir de fato quantas pessoas contraíram o vírus sem saber. Há uma pequena parcela de pesquisadores que estima que o número de pessoas infectadas que podem já ter adquirido imunidade pode ser dez, cem, mil vezes maior. Ou que a doença mata uma pessoa a cada cem, uma a cada mil ou uma a cada dez mil, como uma gripe. Para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o resultado desse experimento pode vir a representar uma grande virada na estratégia de combate à pandemia. Se descobrirmos que a maioria da população já teve contato com o vírus, as medidas de distanciamento social poderiam até ser flexibilizadas ou extintas. Em última instância, no cenário mais otimista, isso poderia levar à reabertura de lojas, escolas e locais de trabalho, por exemplo. Para se ter uma ideia, pesquisadores de Oxford estimaram em um exercício teórico que até metade do Reino Unido já pode contraído o vírus. Mas isso é apenas uma hipótese. Só esses testes massivos e controlados com anticorpos poderão esclarecer isso. Esses testes sorológicos são importantes também para as equipes de saúde serem monitoradas constantemente e evitar que elas contaminem outras pessoas ou sejam contaminadas. E se esse experimento não encontrar um percentual expressivo de pessoas com anticorpos? Isso não deixa de ser uma informação extremamente relevante também. Caso se confirme essa hipótese, teremos ainda mais certezas sobre: a importância do distanciamento social para evitar a disseminação da doença e todas as medidas de higiene recomendas, como lavar as mãos com sabão por ao menos 20 segundos; o investimento e a mobilização inédita em testes clínicos para encontrar possíveis tratamentos, já que nenhum até agora foi aprovado para esse fim; e de que o desenvolvimento de uma vacina é essencial, algo que pode levar no mínimo mais um ano, já que é preciso garantir também que ela funcione e não tenha o efeito contrário, de nos deixar mais vulneráveis ao vírus. Initial plugin text Veja Mais

Brasil deveria fazer 'esforço de guerra' para manter as pessoas em casa, diz economista da Universidade de Chicago

Glogo - Ciência Professor na escola em que o ministro Paulo Guedes se formou, Luigi Zingales critica a postura do governo diante de pandemia e defende renda universal para brasileiros financiada por taxação de riquezas. Universidade de Chicago, nos Estados Unidos Universidade de Chicago O economista italiano Luigi Zingales é professor há quase 30 anos na faculdade de negócios da Universidade de Chicago, celeiro de ideias capitalistas liberais na qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, se orgulha de ter estudado. Os dois discordam, no entanto, sobre os caminhos a seguir diante da pandemia de coronavírus que já contaminou 660 mil pessoas e matou ao menos 30 mil no mundo todo. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março Guedes e sua equipe defendem o isolamento vertical, em que só pessoas consideradas de grupos de risco tem sua circulação restringida, mas têm tido dificuldade de se desvencilhar dos limites do teto de gastos públicos e defenderam uma ajuda às famílias vulneráveis de um quinto de salário mínimo. Zingales afirma que a crise de Covid-19 exige uma resposta dos governos à altura de um esforço de guerra e que deveriam fazer todo possível para manter o maior número possível de seus cidadãos em casa. O economista italiano defende a criação de uma renda emergencial universal, condicionada ao cumprimento do confinamento por semanas. O dinheiro viria da taxação de riquezas, uma pauta historicamente ligada à esquerda no Brasil, e da impressão de moeda, com o cuidado de manter a inflação sob controle. Autor de Saving Capitalism from the Capitalists (2003; Salvando o Capitalismo dos Capitalistas, em tradução livre) e A Capitalism for the People: Recapturing the Lost Genius of American Prosperity (2012; Um capitalismo para o povo: recuperando o talento perdido da prosperidade americana, em tradução livre), o economista é considerado um dos mais importantes pensadores liberais da atualidade. Ele diz que não se baseia em um imperativo moral ao recomendar a quarentena irrestrita. A partir dos dados disponíveis da pandemia, ele calcula que, nos Estados Unidos, se o governo não fizer nada para reduzir a circulação do vírus, isso custaria o equivalente a três vezes o PIB anual americano. Zingales conhece pessoalmente as agruras impostas por pandemias: em 1919, a irmão de seu avô morreu em decorrência da gripe espanhola. Agora, o economista acompanha com aflição o quadro de saúde da filha, que vive em Paris e está infectada pelo Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus. Zingales falou à BBC News Brasil por telefone. Ele tem respeitado quarentena, embora Chicago, onde vive, não seja um epicentro da doença no país. BBC News Brasil - Existe realmente uma escolha entre garantir a saúde das pessoas ou manter a economia dos países nos trilhos? Luigi Zingales - Se você puder conter cedo os efeitos da epidemia, se fizer o que a Coreia do Sul fez, testagem e rastreamento em massa desde o ínício para evitar o espalhamento do vírus, você salva vidas e você salva a economia. Dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. No entanto, conforme as coisas se desenrolam, fica difícil conter o espalhamento do vírus sem alguma forma de confinamento. E confinamento é apenas uma das peças do pacote de ações. Sozinho, ele não é suficiente, mas é sim um passo necessário. E, com o confinamento, você tem algumas repercussões negativas na economia. Não nego isso. Mas o problema fundamental é: se não tomarmos nenhuma precaução pra conter a epidemia, quantas pessoas vão morrer porque temos capacidade limitada nos hospitais? Esse é o maior problema que temos de enfrentar agora. BBC News Brasil - As pessoas que defendem o fim imediato da quarentena porque temem morrer de fome têm razão de se preocupar? Deveríamos voltar à vida normal e aceitar as mortes que virão? Ou isso nos custaria mais caro, se quisermos pensar só economicamente? Zingales - Em primeiro lugar, existem muito mais considerações além da questão econômica nessa decisão de confinar ou não as pessoas. Mas, mesmo se não quisermos mencionar a moralidade do dilema e quisermos nos ater a um cálculo puramente econômico, os economistas criaram uma ferramenta para lidar com essas situações, que se chama análise de custo e benefício. Em termos técnicos, a gente assume que podemos estimar valores para todas as coisas, o que na prática, não é tão simples, claro. Mas, neste raciocínio, a análise de custo benefício vai colocar um valor em cada vida que nós salvarmos. Pra saber se vale a pena manter essas políticas de confinamento, precisamos saber quantas vidas podemos salvar com elas, o que é extremamente difícil de responder, porque temos uma escassez de dados bons, e o desejável seria ter muito mais do que temos no momento. Mas o desafio era esse, e fiz esse cálculo: é claro que há espaço para variações, mas a conclusão é que a quantidade de perdas de vidas é comparável à perda de todo o PIB americano em 3 anos. O valor da estimativa para a vida humana nos Estados Unidos pode variar entre US$ 7 milhões e US$ 10 milhões (nota da redação: Zingales se baseia no valor estimado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, que usa o valor para calibrar medidas antipoluição, por exemplo). Vamos considerar então um valor entre um ponto e outro: US$ 9 milhões. Se você puder salvar um milhão de vidas — na verdade é muito mais — é como se você tivesse deixado de perder US$ 9 trilhões, o que equivale a um terço do PIB. Então, você poderia interromper completamente a atividade econômica dos Estados Unidos por quatro meses para chegar no mesmo nível de perda. (nota da redação: considerando os dados de estimativas de doentes e o percentual de letalidade da doença em sistemas de saúde saturados, Zingales afirma que sem qualquer medida de contenção, a epidemia pode custar US$ 65 trilhões aos Estados Unidos, ou o equivalente a três vezes o PIB anual do país). Mas a boa notícia é que não é preciso paralisar toda a economia para cumprir a quarentena. Muitas coisas hoje seguem funcionando remotamente, mesmo com as pessoas em casa. Claro que haverá sim grandes perdas econômicas, mas, a partir dos cálculos, concluímos que vale a pena encará-las. Existe uma segunda questão da qual vamos ter que cuidar e que é igualmente importante à preservação das vidas: precisamos distribuir os custos do combate à pandemia. Por um lado, sabemos que a doença mata mais os idosos, não apenas eles, mas majoritariamente eles. E, ironicamente, todas as medidas que estamos tomando para parar o vírus, como o distanciamento social, tendem a prejudicar mais economicamente os jovens e os mais pobres. Isso porque os mais velhos costumam ter algum tipo de aposentadoria, então, mesmo trancados em casa, eles estão com essa renda garantida. O mesmo vale pra quem faz trabalho intelectual, que pode ser feito de casa. Mas quem faz trabalho manual vai ser impedido de trabalhar pelo confinamento. Então, vai ser necessário redistribuir essa renda, dos mais velhos pros mais novos, dos mais ricos pros mais pobres BBC News Brasil - Por isso o Congresso americano aprovou o maior pacote de estímulo econômico da história na semana passada, com seus US$ 2 trilhões em orçamento, certo? Zingales - Sim, a redistribuição é uma política necessária. Mas tenho grandes dúvidas se os Estados Unidos estão fazendo isso certo, porque me parece que eles estão mais garantindo subsídios a empresas do que realmente distribuindo para as famílias jovens. BBC News Brasil - Temos hoje governos que prometeram reduzir o tamanho do Estado em países como Estados Unidos, Brasil e Reino Unido, em uma nova abordagem neoliberal. Isso é compatível com o combate de uma crise pandêmica como a atual? Zingales - Acho que, a princípio, é compatível, mas, na prática, não me parece estar sendo bem feito. Em 2003, escrevi um livro chamado Salvando o capitalismo dos capitalistas. Um dos pontos que argumentava ali é que é muito importante ter alguma rede de proteção social, porque, quando há uma crise, como a atual, que força os governos a intervir, os governantes tomarão as medidas sob pressão, e essa intervenção vai ser distorcida pelos grupos de interesse. Se você cria um sistema preventivo de seguridade social, você tende a ter algo mais eficiente. Infelizmente a atual pandemia de coronavírus comprova a minha tese. Países que têm sistemas de bem estar social mais consolidados, como a Dinamarca, o Norte europeu, estão se saindo muito melhor em lidar com a crise, sem a necessidade de uma série de intervenções agudas, como as que estamos vendo nos Estados Unidos, onde não há rede de proteção social. Mas essas intervenções emergenciais são altamente distorcidas, e é por isso que o Senado americano aprova um pacote de US$ 2 trilhões, o que em tese significaria conceder US$ 6 mil por pessoa ou US$ 24 mil por família, mas ninguém vai receber isso tudo de dinheiro (a estimativa é que cada família receba US$ 1,2 mil). E a maior parte desse valor vai ser dado pra empresas, e muita gente vai ganhar muito dinheiro no caminho. Então, isso é um tipo terrível de socialismo corporativista. BBC News Brasil - Muitas pessoas têm questionado o fato de que são cobradas a ter reservas financeiras para viver por 6 meses sem salário, mas que não se cobra das empresas que tenham poupanças para casos de crise como esse. Por que há essa diferença de tratamento dos governos entre pessoas e empresas? Zingales - Infelizmente, é verdade que grupos organizados recebem mais atenção do governo do que indivíduos. Então, as empresas, especialmente as maiores, são as instituições mais organizadas e influentes. Aqui nos Estados Unidos, as empresas sustentam a atividade política. Se meu doador de campanha me diz 'preciso de ajuda', eu vou ouví-lo e vou provalvelmente atendê-lo. Nenhum indivíduo sozinho tem essa força. BBC News Brasil - Pensando na diferença entre países ricos e países pobres, o que você acha que vai acontecer de diferente no combate à crise do ponto de vista tanto da saúde quanto da economia em países como Brasil, Índia, México? Zingales - Na minha visão, as diferenças não se devem tanto à riqueza de um país, mas à qualidade de suas instituições e, infelizmente, há uma grande correlação entre essas duas variáveis. O que vimos até agora foi mais uma divisão mais entre Ocidente e Oriente do que propriamente entre Norte e Sul. Se você pega o jeito como Taiwan, Coreia, Singapura responderam à crise, eles foram muito mais eficientes do que países com governos menos organizados, como Itália e Espanha, que estão protagonizando desastres. Claro que quanto mais cedo a pandemia chega a seu país, menor seu tempo de resposta, e isso pode afetar a qualidade da sua reação. Em parte, acho que a Itália também sofreu por isso. Na América Latina, curiosamente, o problema chegou por último, havia muito tempo para se planejar, mas os países latinos basicamente desperdiçaram essa vantagem. E, para piorar, no Brasil, Bolsonaro não está levando o vírus a sério, então, o país está começando a guerra com uma desvantagem imensa. Infelizmente, a solução para a questão é a mesma para todos os países, desenvolvidos ou não: diminuir o espalhamento da doença por meio do confinamento geral, testar o máximo de pessoas, rastrear e isolar os infectados, tenham eles sintomas ou não. E a capacidade de fazer isso depende de duas coisas: primeiro, da quantidade de infectados, e segundo, da eficiência do governo e da administração pública. Meu medo é que, nos Estados Unidos, a organização pública já não é particularmente eficiente, mas não é tão ineficiente quanto no Brasil. E se você tem um percentual alto de infectados, é praticamente impossível seguir o modelo coreano. Está fora de questão rastrear metade da população. O que me aterroriza é que chegamos a uma situação muito dramática: se você tem muita gente contaminada em meio a uma sociedade aberta, é impossível ter a quantidade de leitos necessária para tratar todo mundo. Então, você tem um aumento na mortalidade. BBC News Brasil - Vamos pensar no Brasil, uma economia que vem de sua pior crise econômica histórica, cujo crescimento do PIB seria de apenas algo em torno de 1,5% esse ano em uma projeção antes da epidemia, cuja moeda vale menos de um quarto de dólar e com 40% dos trabalhadores informais. Se fosse o ministro da Economia do Brasil, o que você faria? Zingales - Essa é uma pergunta muito difícil, não só pelo que você listou, mas, sem querer fazer parecer ainda pior, a economia brasileira depende muito de commodities. Os preços das commodities estão em baixa, e é esperado que continuem assim no futuro próximo. Então, acho que a perspectiva para a economia brasileira não é assim tão boa. Então, se eu fosse o ministro, tentaria dividir as medidas entre o que é necessário imediatamente para vencer o vírus e o que fazer depois pra consertar a economia. Em uma situação de guerra, você resolve primeiro o perigo mais iminente, depois se preocupa com o resto. E o principal problema agora é conter o espalhamento da doença. Então, o Brasil deveria fazer esforço de guerra para manter as pessoas em casa. E, nesse caso, isso significa que você precisa dar alguma forma de seguro desemprego, alguma renda mínima universal ou para uma grande fração da população por um período de tempo, e condicionando isso a ficar em casa. Precisa haver um incentivo muito forte para ficar em casa, e a melhor forma de fazer isso é por meio de um subsídio agora e no futuro próximo, condicionados a você não ser pego perambulando pela rua e arruinando o plano. Se você violar o toque de recolher, você perde o benefício. Se ficar doente, vai para o isolamento em um hospital. Se o governo age dessa maneira, consegue a atenção das pessoas, as sensibiliza. A questão é que não parece haver entendimento político e vontade política para seguir esses passos. E, sinceramente, acho que esse é agora o maior problema no Brasil. Numa situação como essa, quanto mais você espera para fazer o que é necessário, maior será o custo disso. Você começou essa entrevista me perguntando se eu via uma contradição entre salvar vidas e salvar a economia, e o que te disse foi: não há desde que você aja cedo. Mas se você esperar, há sim. O mais triste é que essa crise acontece em um momento muito difícil para (o presidente americano Donald ) Trump, por causa das eleições (presidenciais, em novembro). Mas Bolsonaro tem muito mais tempo de mandato pela frente que Trump e poderia ter entendido isso, tomado uma ação, mesmo que isso afetasse sua popularidade nesse momento, porque o resultado no longo prazo o recuperaria disso. O risco de pandemia era claro e foi subestimado. BBC News Brasil - Seu raciocínio de custo-benefício implica que, de qualquer maneira, o impacto sobre a economia será muito alto. Se a crise custar US$ 2 trilhões a cada dois ou três meses só nos EUA, ou se o Reino Unido vai bancar 80% dos salários pelos meses que a crise durará, qual será o resultado de um endividamento tão grande dos governos depois da crise? Zingales - Sim, você tem razão nesta preocupação, porque, em nosso cálculo, estimamos o valor de vidas humanas, mas não estamos criando renda monetária a partir disso, então, os governos terão que fazer dívidas que terão de pagar em algum momento. E, para países como o Brasil ou a Itália, países que não são desenvolvidos, é muito mais difícil pagar do que para países como Estados Unidos, que, por terem uma moeda forte, podem contrair dívidas altas sem detonar uma crise de confiança. É difícil traçar essa linha para países como o Brasil fazer o que quer que seja necessário para salvar vidas, porque, ao fazer isso, pode se chegar ao ponto em que não se consegue mais dinheiro emprestado. E entra um novo cálculo de custo benefício: quão longe podemos ir com essa política sem que nossa situação fique muito ruim. BBC News Brasil - Mas é muito difícil saber qual é essa linha, afinal. Zingales - Sim, nós não sabemos, e podemos chegar a múltiplos resultados a depender das nossas premissas. Acho que se os Estados Unidos fizessem um pouco mais de financiamento monetário do seu déficit, isso não seria o fim do mundo, teríamos um pouco mais de inflação. No Brasil, a situação é diferente, porque o país tem uma longa história de hiperinflação, e, nos últimos tempos, tem conseguido controlar isso. O risco de retornar à hiperinflação não é trivial. Se você quiser fazer massivos financiamentos da dívida, isso vai ser problemático. Por outro lado, esse nível de crise demanda alta intervenção. Vejo uma provável necessidade de criar impostos sobre grandes fortunas, porque, durante guerras, seus meios de financiar um país são basicamente imprimindo dinheiro ou criando alguma maneira de taxar riquezas. Sou sempre contrário a esse tipo de solução em tempos comuns, mas, em situações extremas, essa pode ser a forma para resolver. Isso traria o benefício de salvar o país do desespero, um bem público geral. Mas quem ganha mais com isso são os ricos, porque não só salvam suas vidas como também preservam muito do valor de sua riqueza. Parece contraditório, mas é simples: imagine um país que perdeu um percentual grande de sua população, um monte de coisas simplesmente perdem o valor ali já que a demanda cai drasticamente. Então, em uma situação como essa, é preciso ao menos criar esse imposto sobre fortunas para poder ser mais agressivo em custear uma redistribuição de renda que permita o confinamento da população. É claro que sempre existe o risco de uma fuga de capitais, de as pessoas simplesmente tirarem seu dinheiro do Brasil, mas é justamente pra isso que o Brasil precisa melhorar seus sistemas de rastreamento de dinheiro. Não sei se o Congresso brasileiro estaria disposto a dar esse passo, mas certamente seria uma linha racional de ação. BBC News Brasil - O senhor é italiano, no seu país há uma epidemia muito grave, com um mortalidade de quase 10%. O que deu tão errado na Itália? Zingales - É sempre uma combinação de fatores. As regiões que se saíram melhor, como Veneto, de onde eu venho, adotaram testes massivos, rastreamento de infectados e um isolamento maior. Na Lombardia, eles foram arrogantes e descuidados. Um pouco como o Bolsonaro. Na verdade, o Prefeito de Milão foi às ruas no fim de fevereiro, com um drink em mãos, pra dizer que ali a doença não os tinha abatido. Isso foi um erro gigante. Initial plugin text Veja Mais

Espanha tem 838 mortes por Covid-19 em 24 horas, segundo recorde em dois dias

Glogo - Ciência 6.528 pessoas morreram pela doença no país; número de casos saltou de 72,2 mil no sábado (28) para quase 78,8 mil neste domingo. A Espanha teve 838 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, divulgou o Ministério da Saúde do país neste domingo (29). O número é o segundo recorde diário nos últimos dois dias: entre sexta-feira (27) e sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, número mais alto até então. Neste domingo, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 78.797 no país, 6.549 a mais do que as registradas até sábado, quando havia 72.248 casos. Esta reportagem está em atualização. Veja Mais

Brasil tem 111 mortes e 3.904 casos confirmados de coronavírus, diz ministério

Glogo - Ciência Balanço acrescentou 19 mortes e 487 casos confirmados ao total. O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (28) o mais recente balanço dos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Os principais números são: 111 mortes 3.904 casos confirmados 2,8% é a taxa de letalidade São Paulo concentra 1.406 casos, e o Rio, 558 O balanço acrescentou 19 mortes e 487 casos confirmados ao total. No balanço anterior, da sexta-feira (27), o Brasil tinha 92 mortes e 3.417 casos confirmados. Das 19 mortes acrescentadas ao total no país neste sábado, o estado de São Paulo teve 16 mortes. São 84 mortes em SP. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus GRUPOS VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Unidades Prisionais de São Paulo já estão produzindo máscaras O número de casos do novo coronavírus no Brasil passa de 3.500 Initial plugin text Veja Mais

Espanha tem 832 mortes por Covid-19 em 24 horas; número é o mais alto registrado em um único dia no país

Glogo - Ciência País tem 5.690 mortes, causada pelo novo coronavírus. Em novo recorde, Espanha registra 832 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas A Espanha registrou 832 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, informou neste sábado (28) o Ministério da Saúde espanhol. É o número mais alto registrado em um único dia desde que o novo coronavírus chegou ao país; desde então, 5.690 pessoas morreram por causa da doença na Espanha. Casos de Covid-19 no mundo ultrapassam os 600 mil, aponta universidade Casos de coronavírus no Brasil em 28 de março Últimas notícias de coronavírus de 28 de março Duas pessoas usam máscaras protetoras contra a Covid-19 em um cemitério durante um enterro em Madri, na Espanha, na sexta-feira (27). O país registrou 832 mortes entre a sexta e o sábado (28). Bernat Armangue/AP O país ultrapassou a marca dos 72 mil casos, com 8.189 novas infecções entre a sexta-feira (27) e este sábado. Segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, o país é o quarto com maior número de casos e o segundo com o maior número de mortos - atrás apenas da Itália. Países com mais casos de Covid-19 Initial plugin text Veja Mais

Coronavírus: os 4 pilares para manter a imunidade em dia

Glogo - Ciência Praticar exercícios físicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimentação balanceada são importantes para manter nosso sistema de defesa funcionando. Coronavírus Sars-CoV-2, que provoca a Covid-19 Amanda Georgia/G1 Responsável pelas defesas naturais do nosso organismo, o sistema imunológico virou o centro das atenções em tempos de coronavírus. Isso porque, como ainda não temos medicamentos ou vacinas para nos proteger desse novo vírus, combatê-lo depende inicialmente da capacidade de resposta de cada indivíduo à doença, conhecida como covid-19. Sendo assim, mesmo que não impeça ninguém de contrair a doença, ter uma imunidade em dia é vital para ajudar na luta contra a infecção e na recuperação do doente, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo eles, são quatro os pilares de uma "boa imunidade": praticar exercícios físicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimentação balanceada. Mas, antes de tudo, os especialistas alertam para outro tipo de combate, contra a "desinformação". O principal mito é a suposição de que podemos "elevar nossa imunidade", dizem. "Não existe essa história de imunidade alta. Existe imunidade normal ou imunidade baixa por algum problema que a pessoa tenha, como doenças ou uso de medicamentos imunossupressores (que reduzem a atividade ou eficiência do sistema imunológico, usados, por exemplo, quando o paciente recebe um órgão transplantado). Imunidade alta não existe, não tem como elevar a imunidade", explica o infectologista Alberto Chebabbo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor-médico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro. "Ou seja, quem tem imunidade normal, tem o risco de contrair a doença e desenvolver os sintomas. Quem tem imunidade baixa, inclusive os idosos, porque seu sistema imunológico já envelheceu, tende a apresentar os sintomas mais graves da doença", acrescenta. Ana Caetano Faria, professor titular de Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concorda. "O que ocorre é que nosso estilo de vida faz com que nossa imunidade caia. Ou seja, existem formas de restabelecer a normalidade de nosso sistema imunológico, mas não elevá-lo", diz. Importância dos quatro pilares Por que esses quatro pilares são tão importantes? Segundo Faria, cada um deles tem um impacto diferente no funcionamento do sistema imunológico. Mas, para isso, é preciso entender o que é o sistema imunológico e como ele funciona. Em linhas gerais, ele é um conjunto complexo de células, tecidos, órgãos e moléculas que cumprem funções específicas em uma resposta coordenada para neutralizar vírus, bactérias, fungos e parasitas — antes que sejam fatais. Diante de uma nova ameaça, o corpo tem de partir do zero e construir as defesas necessárias. Mas, no caso de um vírus, este processo costuma ser mais demorado do que a velocidade com que este tipo de microrganismo se multiplica e infecta células. "É uma corrida, em que o adversário avança mais rápido do que o sistema imunológico é capaz de desenvolver mecanismos de ação para combatê-lo", afirma o imunologista Renato Astray, pesquisador do Instituto Butantan. Isso não significa, no entanto, que a batalha esteja perdida. O sistema imunológico encontra com o tempo formas de acabar com a ameaça, como vem ocorrendo nesta epidemia de coronavírus. Como funciona o sistema imunológico O corpo tem barreiras para impedir a entrada de patógenos, como são chamados os microrganismos que afetam nossa saúde. Elas podem ser mecânicas, como a pele, microbiológicas — por exemplo, a flora de bactérias do intestino —, ou químicas, como as enzimas presentes na saliva ou o suco gástrico do estômago. Se um corpo estranho consegue superar essas barreiras, cabe ao sistema imunológico nos proteger. Todas as pessoas nascem com defesas naturais contra invasores. Esta é a chamada resposta imunológica inata, que é acionada automaticamente quando células detectam que foram infectadas e enviam sinais químicos para avisar que o corpo está sob ataque. Isso faz com que outras células acionem mecanismos para se tornarem menos suscetíveis à infecção e ativem o sistema imunológico, que vai pôr em ação células específicas para combater o invasor. Essas células são fabricadas continuamente pela medula óssea, a partir de células-tronco, que estão em um estágio inicial de desenvolvimento e tem o potencial de se transformar, em um processo de diferenciação, para cumprir funções específicas. Desta forma, as células-tronco se tornam leucócitos — ou glóbulos brancos —, que atuam em nosso sistema imunológico. Uma elevação na quantidade de leucócitos no exame de sangue é indício de uma infecção. Se estiver abaixo do normal, o sistema imunológico está enfraquecido. Os neutrófilos são o tipo de leucócito mais numeroso e atuam como a primeira linha de defesa do organismo. Eles envolvem e eliminam o invasor por meio da fagocitose, produzindo enzimas digestivas que destroem o patógeno. Também liberam sinais químicos que recrutam mais células para atacar a ameaça. Isso gera uma inflamação na região onde está o invasor. Esta área é irrigada com sangue, que traz consigo mais leucócitos para auxiliar no combate. Outro tipo de glóbulo branco, o linfócito conhecido como natural killer (assassino natural, em inglês), age principalmente contra tumores e vírus. Ele libera grânulos de proteína ao redor do alvo que fazem o patógeno se autodestruir. Um terceiro tipo de leucócito, o macrófago, também atua neste estágio fagocitando invasores, mas cumpre outra função importante no próximo estágio da resposta imune. A resposta imune adquirida Quando um invasor é agressivo, resistente ou está presente em maior quantidade, isso exige outro tipo de reação do organismo. A resposta imune adquirida é desenvolvida pelo corpo após entrar em contato com um patógeno. Ela envolve a ação dos linfócitos, células especializadas capazes de combater microrganismos e de nos proteger da mesma ameaça por mais tempo. Os linfócitos ficam armazenados em órgãos como os linfonodos e o baço, à espera de sinais de que devem entrar em ação. Um dos principais alertas é dado pelos macrófagos, que capturam um microrganismo ou parte dele e o transportam até os linfócitos, dando início à resposta imune adquirida. "Os macrófagos atuam como uma ponte entre as duas respostas imunes", explica Astray. Os linfócitos começam então a produzir milhões de cópias de si mesmos e reforçam o sistema imunológico ao gerar anticorpos, proteínas capazes de neutralizar um patógeno. Os anticorpos têm a capacidade de reconhecer e se unir ao invasor, impedindo que ele infecte novas células e se reproduza. Os linfócitos também marcam alvos para neutrófilos, macrófagos e natural killers. "Os linfócitos são como maestros do sistema imunológico, ao fazer com que as células imunes se aglutinem em torno de uma ameaça", diz Portela. Ao final deste processo, a maioria dos linfócitos é destruída, mas alguns se diferenciam e permanecem em nosso corpo por vários anos, formando uma memória imunológica que tornará mais ágil o combate ao patógeno se ele nos infectar novamente. As células imunes se multiplicam mais rapidamente ao detectar a mesma ameaça, o que acaba com aquela desvantagem do sistema imunológico na corrida inicial contra um invasor após a infecção. "Isso nos impede de ficar doentes ou faz com que os sintomas sejam mais leves", afirma Astray. Por este motivo, não contraímos mais de uma vez algumas doenças, como catapora, caxumba, rubéola ou sarampo. Mas isso não impede que tenhamos novas gripes, por exemplo, porque o vírus que a causa, o influenza, sofre mutações facilmente, o que torna a memória imunológica inútil contra suas novas versões. Como nossa imunidade é afetada Sendo assim, Faria, da UFMG, diz que, quando dormimos pouco ou nos alimentamos mal, isso afeta o funcionamento de nosso sistema imunológico de diferentes maneiras. O mesmo ocorre quando deixamos de praticar atividades físicas ou sofremos estresse. "Todos esses pilares são importantes, mas destaco a necessidade de dormimos bem. É durante o sono que temos maior produção de células de defesa pela medula óssea. Estudos mostram que dormir menos de cinco horas por noite aumenta em quatro vezes a chance de desenvolver infecções respiratórias, como gripes e resfriados", diz. "Portanto, se você não está dormindo suficientemente, não está dando ao corpo a chance de se recuperar." Já ao praticarmos atividade física de intensidade moderada, liberamos hormônios que ajudam a regular nosso sistema imunológico. Por outro lado, quando não nos estressamos, nosso corpo deixa de produzir substâncias que o prejudicam. Por fim, ao seguirmos uma dieta balanceada, ajudamos a fornecer energia para o bom funcionamento de nossas células de defesa, resume Faria. Mas o que é uma dieta balanceada? A BBC News Brasil ouviu a nutricionista Julia Granje. Ela alerta "que não existe nenhum alimento ou vitamina que combata o novo coronavírus. Mas, obviamente, quando o sistema imune está ativo e saudável, vai ajudar a lutar a combatê-lo". Confira as dicas dela: • Monte um "prato colorido" Granje recomenda comer dez porções de 80 gramas por dia, sete de legumes e verduras e três de frutas, de cores diferentes. "Cada cor dos alimentos reflete o tipo de micronutrientes que têm neles". "Desafio meus pacientes a colocar pelo menos cinco cores no prato". Em relação aos micronutrientes, ela destaca o zinco e o selênio. "O zinco é encontrado nas carnes vermelhas e no fígado de frango. Também nas ostras, que são muito ricas em zinco." Ela acrescenta que o zinco também está presente nos vegetais, "mas em menor quantidade", como no feijão. "A quantidade de zinco que encontramos no feijão é a metade da de uma carne vermelha. Isso é um alerta importante para quem é vegetariano", assinala. Já o selênio é encontrado na castanha do Pará. "Duas castanhas por dia já são suficientes. A farinha de trigo também é fonte de selênio". Granje também recomenda comer menos carboidratos simples, como massas, arroz branco, pães e bolos. Prefira os carboidratos "complexos", ou seja, aqueles integrais, recomenda. "Não gosto de vilanizar os carboidratos. O problema é que o brasileiro come muito pouca fibra. E sabemos que carboidratos simples, quando ingeridos em excesso, tendem a induzir uma resposta inflamatória do nosso corpo, o que pode ser prejudicial se você já está combatendo uma infecção", acrescenta. • Não esqueça das "vitaminas antioxidantes" Segundo Granje, vitaminas A, C, D e E são muito importantes. Ela ressalva, contudo, que muitos brasileiros vêm se "superssuplementando" de vitamina D. "Não adianta tomar vitamina D sem ter a exposição ao sol. Porque o que ativa a vitamina D é essa exposição ao sol. Como se trata de uma vitamina lipossolúvel, se você toma em excesso, nosso corpo não a excreta. É diferente da vitamina C, que as pessoas também tomam em excesso, mas isso é excretado pela urina", explica. • Cuide de seu intestino Granje destaca que pesquisas mostram a influência da nossa microbiota intestinal em nossa imunidade — nossos intestinos são habitados por 100 trilhões de bactérias de diferentes espécies. Neste sentido, ela reforça a importância do consumo de fibras. "Infelizmente, não prestamos muita atenção a isso." Um imenso estudo conduzido nos Estados Unidos, o Estudo Americano do Intestino, sugere que aqueles cujas dietas incluem mais alimentos à base de plantas têm um microbioma mais diversificado, diz Daniel McDonald, diretor-científico do projeto. • Baixo consumo de álcool e sódio O álcool e o sal em excesso podem ser prejudiciais para o sistema imunológico. Seu consumo deve ser feito com moderação. Segundo pesquisa da Escola Médica da Universidade de Massachusetts (EUA), o consumo exagerado de álcool prejudica a capacidade do organismo de combater infecções virais, especialmente do sistema respiratório, inibindo o funcionamento de proteínas responsáveis pela regulação do sistema imune. *Colaborou Rafael Barifouse Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Casos de coronavírus no Brasil em 29 de março

Glogo - Ciência Secretarias estaduais de saúde contabilizam 3.928 infectados em todos os estados e 113 mortes. Ministério da Saúde informou 3.904 casos e 114 mortes. Casos do novo coronavírus triplicaram em 6 dias no Brasil As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 18h00 deste sábado (28), 3.928 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 113 mortos, 84 deles em São Paulo, de acordo com a secretaria de Saúde do estado. O Piauí registrou a primeira morte provocada pela doença e mais dois casos. A vítima foi o prefeito da cidade de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, de 57 anos. Minas Gerais passou dos 200 casos confirmados. No Distrito Federal, deu negativo para coronavírus um exame para um paciente tido como a primeira morte no estado por Covid-19, divulgado na última sexta-feira. De acordo com a Secretaria de Saúde, "o desencontro de informações se deu em virtude da indicação de suspeita da doença no atestado de óbito que, em si só, não confirma a causa morte". Novos casos também foram registrados no Rio Grande do Norte, que agora tem 45 confirmações da doença, e em Santa Catarina, que já soma 184 casos. Comércio de rua de Salvador está proibido de abrir por causa do novo coronavírus. Naiá Braga / TV Bahia Pernambuco agora tem 5 mortes e 68 casos. Rio Grande do Sul chegou a 200 casos confirmados de coronavírus. Paraná registrou dois mortos na cidade de Maringá. O Amazonas registra 111 casos e o Maranhão chegou a 14 confirmados. O Distrito Federal identificou 260 infectados. Mato Grosso do Sul já tem 31 casos do vírus e Goiás tem 56 casos. O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde deste sábado, informando que o Brasil registra 3.904 casos confirmados do novo coronavírus e que já foram registradas 114 mortes. O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). No entanto, os outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março). MAPA DO CORONAVÍRUS: avanço dos casos nas cidades CORONAVÍRUS NO MUNDO: África do Sul começa bloqueio de 21 dias PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção PERGUNTAS E RESPOSTAS: infectologistas respondem Casos de coronavírus no Brasil - acumulado por UF Até 1 milhão de mortes no Brasil Um estudo liderado pelo Imperial College de Londres faz uma estimativa de como 202 países do mundo seriam afetados pela pandemia do coronavírus. Em caso de nenhuma estratégia de isolamento e de enfrentamento da pandemia, o Brasil poderia ter mais de 1,15 milhão de mortes devido à Covid-19, além de 187,7 milhões de infectados. Em Salvador (BA), começa neste sábado mais uma medida de combate ao coronavírus: o funcionamento do comércio de rua está suspenso. A medida, que vai até 4 de abril, vale apenas para estabelecimentos com área acima de 200 m² e não atinge serviços tidos como essenciais. Espanha tem recorde diário de mortes Passou de 600 mil o número de pessoas infectadas com a Covid-19 no mundo, de acordo com levantamento da universidade Johns Hopkins. Já são mais de 28 mil mortes e 132 mil pessoas recuperadas. Na Espanha, 832 novas mortes foram registradas nas últimas 24 horas - o número é o recorde diário até agora. Também foram anunciados 8.189 mil casos, somando 72.248. Soldados realizarão a desinfecção de estações de trem e asilos por lá. Coronavírus: Primeiro-ministro britânico Boris Johnson testa positivo para a Covid-19 Initial plugin text Veja Mais

'Falta de ar deve chamar atenção', diz David Uip; médico em isolamento por Covid-19 explica os sintomas

Glogo - Ciência Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Uip diz que não tem coriza, mas que doença mudou olfato e paladar. O médico David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do governo do estado de São Paulo, em coletiva de imprensa no dia 17 de março em São Paulo. Governo do Estado de São Paulo O médico David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, enviou um áudio a amigos na sexta-feira (27) e o conteúdo fez que o arquivo circulasse entre médicos: na mensagem, Uip pede atenção à falta de ar como principal sintoma de Covid-19, a doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Uip está em isolamento domiciliar desde que foi diagnosticado com a doença, na segunda-feira (23). "O que deve chamar a atenção de qualquer um, que deve procurar imediatamente o serviço de saúde: é a falta de ar. Aumenta o número de respirações, diminui a amplitude", destacou Uip. "Então isto é um motivo de procura imediata do serviço de saúde - mais do que a febre. A febre já não está tão recorrente como em outros processos virais. O sintoma de agravo e de ida imediata ao sistema de saúde é o desconforto, a insuficiência respiratória", disse Uip. Ele também listou outros sintomas, e disse que a febre nem sempre aparece: "Os sintomas são curiosos. (...) Eu pouco espirrei, não tenho coriza. São fatos novos, do tipo: mudou meu olfato, mudou meu paladar; são dois sintomas novos que eu já vinha vendo nos meus pacientes, agora tô sentindo isso no dia a dia. A febre já não está tão recorrente como em outros processos virais", afirmou Uip. Cansaço e medo O médico diz estar bem em seu 5º dia de isolamento. "A sensação é de que eu estou cansado, mas não tenho tido febre, não tenho tido tosse", diz Uip. O médico declarou ainda que a intenção da mensagem não era gerar medo, mas que ele próprio teve que lidar com temores em relação à doença. "Eu tive medo. Eu acho que, como qualquer outra pessoa, eu tive medo. Mas acho que eu controlei este meu medo de duas formas: uma, com fé. E a outra, paz na alma. Eu acho que ainda tenho uma missão para cumprir, eu acho que preciso voltar a trabalhar e eu acredito que as pessoas podem ajudar umas às outras. É sofrido? É sofrido. É doído? É doído. Mas nós vamos em frente", disse. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Pedido para população: distanciamento social Uip também comenta que acredita que o pico da pandemia deve ocorrer durante o mês de abril e maio. "Teremos grandes dificuldades - tanto pro sistema público como privado de saúde", alerta. "Se nós conseguirmos, através de distanciamento das pessoas, achatar a curva de ascensão, nós teremos menos infectados, menos impacto no serviço de saúde. Se as pessoas não entenderem que esse confinamento nesse momento é importante, nós vamos ter uma subida rápida do pico de doentes e isso vai ter repercussão em todo o sistema. Não tem sistema do mundo que aguente o pico de ascensão de uma pandemia, ainda mais para um vírus que é infectante." - David Uip Uip também é diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da USP. No mesmo dia em que ele foi diagnosticado com a doença, o governador de São Paulo, João Doria, e o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, também foram testados, mas os resultados de ambos foram negativos. Tire suas dúvidas sobre os sintomas do coronavírus Médico David Uip está infectado com coronavírus Initial plugin text Veja Mais