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Outras doenças também têm versões “longas”? (com Pirula!)

Outras doenças também têm versões “longas”? (com Pirula!)

 Minuto da Terra A COVID não é o único vírus a causar sintomas duradouros. Outros vírus - incluindo a gripe - podem ter efeitos semelhantes no nosso corpo. Não deixe de visitar o @Canal do Pirulla! Quer saber mais sobre esse assunto? Pesquise por essas palavras-chave: - Sequelas: Complicações crônicas de uma condição aguda; - VSR: Vírus sincicial respiratório, que infecta a maioria das crianças antes dos dois anos de idade; - SARS: Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma doença respiratória causada por coronavírus responsável por um surto em 2002-2003; - Tempestade de Citocinas: Um aumento repentino de citocinas pró-inflamatórias que causa uma reação imunológica grave; - Fibrose: cicatrização patológica de feridas que leva à formação de tecido cicatricial. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Narração: Paulo Miranda Nascimento (Pirula) Tradução: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Vídeo original: Do Other Diseases Have "Long" Versions? https://www.youtube.com/watch?v=a8LZJgdRGWc Fontes (em inglês) Sigal, M. (2021) What is causing the ‘long-hauler’ phenomenon after COVID-19? Cleveland Clinic Journal of Medicine. 88 (5): 273-288. https://www.ccjm.org/content/88/5/273 Wu, P., & Hartert, T. V. (2011). Evidence for a causal relationship between respiratory syncytial virus infection and asthma. Expert review of anti-infective therapy, 9(9), 731–745. https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1586/eri.11.92 Gao, B., Xiang, X. (2019) Interleukin-22 from bench to bedside: a promising drug for epithelial repair. Cell Mol Immunol 16, 666–667. https://www.nature.com/articles/s41423-018-0055-6 Haseltine, W. (2022). New Clues To Long Covid: Prolonged Inflammatory Response. Forbes. https://www.forbes.com/sites/williamhaseltine/2022/01/25/new-clues-to-long-covid-prolonged-inflammatory-response/?sh=f8a5639765c1 Marshall, M. (2020). The lasting misery of coronavirus long-haulers. Nature. 585, 339-341. https://www.nature.com/articles/d41586-020-02598-6 Cipolla EM, Huckestein BR, Alcorn JF. (2020) Influenza sequelae: from immune modulation to persistent alveolitis. Clin Sci (Lond). 2020 Jul 17;134(13):1697-1714. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32648583/ Alcorn, John. (2022) Personal Communication. University of Pittsburgh, Department of Immunology. https://www.immunology.pitt.edu/person/john-f-alcorn-phd Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Uma pontuação de saúde que leva em conta a pessoa como um todo

Glogo - Ciência Medição criada relaciona variáveis não médicas que avaliam o bem-estar do paciente em diferentes esferas Em inglês, chama-se “Whole Person Health Score”. Trata-se de uma ferramenta de pontuação de saúde que computa variáveis não médicas associadas a um quadro de bem-estar do indivíduo nas diferentes esferas da sua existência, uma abordagem da maior relevância já que sabemos como as dificuldades socioeconômicas afetam a qualidade de vida e contribuem para desfechos clínicos negativos. Ferramenta criada pela equipe da Riverside University Health System leva em conta variáveis não médicas que avaliam o bem-estar do paciente Myrians para Pixabay Renda, educação, condições de trabalho, segurança alimentar, habitação, desenvolvimento na primeira infância, inclusão. Os chamados determinantes sociais de saúde são reconhecidos como fatores relacionados à longevidade, mas não costumam ser levados em conta no atendimento primário. Por isso seria importante que a adoção de um sistema de avaliação como esse ganhasse escala mundial. A ferramenta, que foi criada e vem sendo aprimorada pela equipe da Riverside University Health System, na Califórnia, foi destaque mês passado na revista “NEJM Catalyst Innovations in Care Delivery”. O questionário é composto de 28 perguntas que englobam seis domínios cujas primeiras letras formam a palavra PERSON (pessoa): Physical health (saúde física), Emotional health (saúde mental), Resource utilization (utilização de recursos médicos, como idas à emergência do pronto-socorro e uso de medicamentos), Socioeconomics (dados de educação, emprego, habitação e finanças), Ownership (algo como capacidade de gestão de si mesmo, com uma autoavaliação da própria eficácia) e Nutrition and lifestyle (nutrição e estilo de vida). Os conjuntos foram escolhidos, com base numa ampla revisão da literatura especializada, como fatores que influenciam a expectativa de vida, mortalidade e longevidade. Em cada domínio, o paciente recebe uma letra que vai de A (a melhor pontuação) a Z (a pior) e há também um sistema de cores com base na severidade do quadro e da necessidade de intervenção, variando do vermelho (problemático), passando pelo amarelo (intermediário), até o verde (satisfatório). Entre agosto de 2020 e outubro de 2021, foram realizadas mais de dez mil avaliações. Os campos com situação mais crítica foram os de nutrição e estilo de vida e saúde emocional. Veja Mais

Últimos dias

Pesquisa mapeia preconceito contra trabalhadores mais velhos no Brasil

Glogo - Ciência As organizações reconhecem que são etaristas e 80% não dispõem de política de combate à discriminação por idade em seus processos seletivos Na quinta-feira, no MaturiFest 2022, evento voltado para o trabalho e empreendedorismo maduro, será divulgada a pesquisa “Por que pessoas 50+ não são consideradas como força de trabalho em um país que envelhece?”. A abordagem faz todo sentido porque os números gritam: 26% da população brasileira passou dos 50 anos e, em 2040, 57% da mão de obra terá mais de 45 anos. Realizado pela EY Brasil e pela plataforma Maturi, o levantamento ouviu 191 empresas de 13 setores, entre dezembro de 2021 e janeiro deste ano, sendo que 43% eram de grande porte. O setor de serviços foi o de maior peso (25%), seguido por saúde (16%) e tecnologia (15%). Preconceito contra a mão de obra sênior: 80% das empresas não têm política de combate à discriminação por idade em seus processos seletivos Bruce Emmerling para Pixabay O primeiro ponto: as organizações são etaristas. Essa é a percepção de 78% das empresas participantes. Um bom exemplo da falta de ações concretas é que 80% não possuem políticas específicas e intencionais de combate à discriminação por idade em seus processos seletivos. Embora o discurso corporativo aponte o assunto como relevante, a pesquisa mostrou que 33% não praticam nenhuma ação voltada ao tema. Mesmo as que estão dando os primeiros passos neste sentido costumam realizar ações pontuais, como palestras de conscientização e a criação de “grupos de afinidade” para discutir a questão. Boa parte ainda se vale da chamada aposentadoria compulsória, abrindo mão do capital humano sênior no ambiente de trabalho. É preocupante que os próprios líderes, muitos com mais de 50 anos, sejam uma barreira para o avanço do tema. Praticamente dois em cada cinco representantes da alta liderança não têm uma visão clara sobre o assunto, 30% não o consideram prioritário e 17% não acreditam que lidar com o envelhecimento seja importante para o futuro do negócio. Para 42% das companhias ouvidas, diversidade, equidade e inclusão não são prioridades na estratégia do negócio. Entre as que já adotaram práticas nessa área, os principais temas endereçados são gênero e étnico/racial – ambos com 75% de citações. Apenas 45% se dedicam à questão etária/geracional. Para um país que envelhece rapidamente, é muito pouco. A propósito: amanhã, estarei num painel no dia de abertura da MaturiFest, às 18h, discutindo etarismo e trabalho no Brasil e em Portugal. Na roda de conversa, José Carreira, criador do movimento Stop Idadismo, e Michelle Queiroz, fundadora da Rede Longevidade. Veja Mais

COMO NÃO ENLOUQUECER VIVENDO NO BRASIL? #shorts

COMO NÃO ENLOUQUECER VIVENDO NO BRASIL? #shorts

 Minutos Psíquicos Atualmente, é rir para não chorar aqui no Brasil, né? Tá difícil, mas o vídeo é só uma brincadeira. Não se automedique, procure um profissional se necessário e por favor, escolha bem os seus votos em outubro. #shorts #creatorsboost Veja Mais

Quantas xícaras de café podem te matar? #shorts

Quantas xícaras de café podem te matar? #shorts

 Minuto da Terra O que acontece se você tomar MUITO café? Existe risco no consumo exagerado de cafeína? Pois é, café em excesso pode matar você - mas olha, tem que ser um dia daqueles MESMO pra tomar tanto café assim! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

A patrulha do intestino

Glogo - Ciência Estudo mostra como funciona a barreira natural que aciona o sistema imunológico contra patógenos Com uma superfície de aproximadamente 300 metros quadrados, graças às suas microvilosidades, o epitélio intestinal é composto de células que funcionam como uma barreira natural a toxinas e microrganismos patogênicos, evitando que cheguem a outros tecidos e órgãos. Cientistas do Instituto de Imunologia La Jolla, da Califórnia, divulgaram uma pesquisa fascinante mostrando como essas células enviam mensagens para as células T, do sistema imunológico, para que elas se mobilizem para deter potenciais infecções. Intolerância alimentar: sintomas mais frequentes são gases, dores abdominais, diarreia, náusea, refluxo e cansaço Mohamed Hassan para Pixabay “A pesquisa mostra como as células da barreira intestinal, que são elementos estruturais do tecido, se comunicam com as do sistema imunológico para providenciar a defesa do organismo. As células T circulam próximas às células epiteliais como guardas de segurança, como se estivessem patrulhando a área. Elas recebem um sinal de alerta que equivale a algo como ‘fiquem aqui e façam seu trabalho’”, comparou Mitchell Kronenberg, diretor do instituto e principal autor do estudo. O processo depende da interação entre vários componentes, sendo que uma proteína chamada HVEM tem papel decisivo para que tudo funcione. Outro estudo revelou que pacientes com distúrbios intestinais podem ter um risco maior de desenvolver Doença de Alzheimer. Cientistas da Edith Cowan University (Austrália) analisaram amostras genéticas de cerca de 400 mil pessoas e descobriram que pacientes com Alzheimer e aqueles com alterações intestinais têm genes específicos em comum. Embora não se possa afirmar que uma enfermidade leve à outra, os resultados são considerados uma vitória da ciência. Segundo o professor Simon Laws, supervisor do trabalho, “o achado nos traz evidências para corroborar o conceito do eixo cérebro-intestino, uma ligação de mão dupla entre a saúde cognitiva e emocional e o funcionamento dos intestinos”. Um ponto importante que chamou a atenção dos pesquisadores: níveis anormais de colesterol são apontados como fator de risco tanto para o Alzheimer quanto para as doenças do intestino. Zelar pela saúde da nossa microbiota vem ganhando cada vez mais atenção dos cientistas e a adoção de hábitos saudáveis e ajustes na dieta alimentar poderão fazer toda a diferença. Aqui vão algumas recomendações para cuidar melhor do “eixo cérebro-intestino”: Tente controlar seus níveis de estresse, utilizando técnicas de relaxamento e meditação Durma bem Coma devagar, saboreando o alimento Mantenha-se hidratado Fique atento a sinais de intolerância alimentar. Os sintomas mais frequentes do problema são: gases, dores abdominais, diarreia, náusea, refluxo e cansaço Faça mudanças em sua dieta: não consuma alimentos ultraprocessados e aumente a ingestão de fibras, presentes em feijões, grãos integrais, nozes, frutas e vegetais. Alimentos fermentados são uma boa fonte de probióticos: por exemplo, iogurte, kefir e kombucha Veja Mais

“A contenção do idoso é uma manifestação de etarismo”, diz especialista

Glogo - Ciência O enfermeiro Rômulo Delvalle faz parte do Ministério Público do Rio e trabalha para mudar prática adotada em instituições “Eu mesmo aprendi técnicas de contenção no curso de enfermagem. A prática é banalizada e não se fala de seus malefícios”, afirma Rômulo Delvalle, enfermeiro especialista em gerontologia e técnico pericial do GATE (Grupo de Apoio Técnico Especializado) do Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele faz parte de uma equipe multidisciplinar que assessora tecnicamente os promotores de justiça e explica: “a intenção não é criminalizar logo de saída, e sim procurar entender os motivos de a prática estar sendo utilizada e mudar essa cultura”. Rômulo Delvalle, enfermeiro e especialista em gerontologia, faz parte de do Ministério Público do Rio e trabalha para conscientizar instituições sobre os riscos da prática de contenção dos idosos Mariza Tavares Sua dissertação de mestrado mostra que a cartilha da contenção não é exclusividade brasileira. Por aqui, a estimativa é de que 7.45% de indivíduos que estão em instituições de longa permanência (ILPIs) sejam submetidos a algum tipo de imobilização durante o dia inteiro. No Japão, o índice é de 9%; chega a algo entre 15% e 17% nos Estados Unidos e na França; e alcança estratosféricos 40% na Espanha, onde o movimento “Desatar” tenta mudar a situação. E qual a justificativa para manter alguém preso a um assento, cadeira de rodas ou cama, com faixas, ataduras de crepom, cintas e lençóis? O risco de queda. No entanto, em nome da segurança, não se leva em conta o bem-estar do idoso. “Trata-se de um círculo vicioso. A contenção é feita para evitar uma queda, mas provoca declínio funcional, hipocinesia, que é a redução do movimento, mais instabilidade funcional e, claro, risco aumentado de queda”, explica Delvalle. Manter alguém atado também causa lesões de fricção (skintears) e por pressão (úlcera de decúbito), pela impossibilidade de mudar de posição. “Acaba se transformando numa síndrome geriátrica: o idoso sofre com uma lesão e pode ter escaras. Num quadro de fraqueza muscular, passa a usar fraldas e as infecções urinárias se tornam mais frequentes”, completa. É comum que pacientes com demência, que apresentam agitação psicomotora, sejam contidos para impedir que perambulem pela instituição, ainda que não haja risco para sua integridade física. O próprio Delvalle já presenciou a cena inúmeras vezes – e tem um arquivo com fotos impactantes – mas é otimista. “O que vejo é que 80% querem acertar, mas falta informação e as pessoas não conhecem a cultura da não contenção. Se você sugerir que os gestores pensem em alternativas, intuitivamente eles farão o que é melhor para o idoso, mas o que vigora é um protocolo operacional que precisa ser repensado”, analisa. Com esse objetivo, a Universidade Aberta da Terceira Idade (UnAti) da UERJ realiza, todo ano, seminário de capacitação para profissionais de ILPIs. Nos hospitais, impera a cultura da segurança. “Os núcleos de segurança do paciente querem risco zero e aplicam o mesmo procedimento para todos, até para os que não precisam. A contenção do idoso é uma manifestação de etarismo que afeta a recuperação daquele indivíduo que está internado”. Delvalle é membro do Grupo da Tríplice Aliança, que reúne profissionais de três países (Brasil, Argentina e Itália) dedicados a promover essas ideias. A entidade segue a filosofia do psiquiatra italiano Franco Basaglia, que iniciou, na década de 1960, o maior movimento mundial de reforma psiquiátrica. Trieste, onde o médico nasceu, conseguiu se transformar, em 2013, numa “cidade livre da contenção” depois de anos de discussões e treinamento dos profissionais de saúde. A proposta é que esta seja sempre a última opção – por exemplo, para evitar a remoção de cateteres e tubos. Nas instituições, o ambiente é cuidadosamente adaptado, com piso antiderrapante e rampas. Em vez de camas comuns, leitos baixinhos, para não haver necessidade de grades. No chão, é colocado um colchão para que o idoso não se machuque se cair. Há ainda estações de atividades para distrair os pacientes com demência. É importante encerrar a coluna com um alerta: tratei apenas da contenção mecânica, que é a imobilização com algum tipo de material. Há outro tipo de contenção, a química, ou farmacológica, mais sutil e complexa. Fica para uma próxima. Veja Mais

Não é fácil ser vampiro! | Minuto da Terra

Não é fácil ser vampiro! | Minuto da Terra

 Minuto da Terra A vida de quem gosta de beber sangue tem mais desafios do que você pode imaginar. Quer saber mais sobre esse assunto? Pesquise por essas palavras-chave: - Hematofagia: a prática de algumas espécies de se alimentar do sangue de outros animais. - Hemoglobina: uma proteína nos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio. - Radicais livres: átomos instáveis que podem danificar as células. - Anticoagulante: substância que inibe a coagulação do sangue. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Vídeo original: Vampire Life is Hard https://www.youtube.com/watch?v=WH4CQh0pRkE Fontes (em inglês) Akhoundi M, Sereno D, Marteau A, Bruel C, Izri A. (2020). Who Bites Me? A Tentative Discriminative Key to Diagnose Hematophagous Ectoparasites Biting Using Clinical Manifestations. Diagnostics 10: 308. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7277957/ Benoit JB, Denlinger DL. (2010) Meeting the challenges of on-host and off-host water balance in blood-feeding arthropods. Journal of Insect Physiology 56(10):1366-76. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2918697/ Graça-Souza AV, Maya-Monteiro C, Paiva-Silva GO, Braz GR, Paes MC, Sorgine MH, Oliveira MF, Oliveira PL. (2006). Adaptations against heme toxicity in blood-feeding arthropods. Insect Biochemistry % Molecular Biology 36(4):322-35. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16551546/ Gillespie RD, Mbow ML, Titus RG (2000) The immunomodulatory factors of bloodfeeding arthropod saliva. Parasite immunology 22: 319–331. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1046/j.1365-3024.2000.00309.x Kakumanu R, Hodgson WC, Ravi R, Alagon A, Harris RJ, Brust A, Alewood PF, Kemp-Harper BK, Fry BG. (2019). Vampire Venom: Vasodilatory Mechanisms of Vampire Bat (Desmodus rotundus) Blood Feeding. Toxins 11(1):26. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6356263/ Pishchany G, Skaar EP. Taste for blood: hemoglobin as a nutrient source for pathogens. PLoS pathogens. 8(8). https://journals.plos.org/plospathogens/article?id=10.1371/journal.ppat.1002535 Toh, SQ, Glanfield, A, Gobert, GN et al. (2010). Heme and blood-feeding parasites: friends or foes?. Parasites Vectors 3:108. https://parasitesandvectors.biomedcentral.com/articles/10.1186/1756-3305-3-108 Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

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Esse camarão tem SUPER PODERES! #shorts

Esse camarão tem SUPER PODERES! #shorts

 Minuto da Terra Camarão-mantis, lacraia-do-mar, lagosta-boxeadora… esse animal - além de vários nomes - tem uma verdadeira super visão! #shorts #shortsvideo #shortsfeed #shortsyoutube #short Vídeo relacionado: Como pode um camarão custar mais do que um carro? https://www.youtube.com/watch?v=34E389VUEYU Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Como o preconceito contra os mais velhos impacta os cuidados na saúde

Glogo - Ciência A inteligência artificial precisa de informações para melhorar diagnósticos e a qualidade dos serviços, mas idosos são considerados “minoria” e estão sub-representados nos bancos de dados Através de exames de ressonância magnética do cérebro, é possível constatar que expectativas positivas – por exemplo, a crença de que uma medicação vai ser eficaz – podem produzir mudanças químicas e hormonais no organismo, ainda que o tal remédio não tenha ingredientes ativos. Isso é o que ocorre no chamado efeito placebo: uma substância inócua é empregada como se tivesse alguma eficácia e, de acordo com pesquisadores, em um terço dos casos provoca a melhora de sintomas. Da mesma forma que um sentimento de otimismo pode desencadear respostas favoráveis em nosso corpo, o contrário também acontece e tem nome: efeito nocebo, que define os eventos adversos associados a expectativas negativas. Imagine um contexto no qual a pessoa recebe, com frequência, informações negativas sobre a situação na qual se encontra: infelizmente, trata-se de algo recorrente para os idosos. O preconceito contra os velhos é tão arraigado em nossa sociedade que alimenta (ou envenena?) o envelhecimento com visões negativas, tanto para quem vive como para quem convive com a experiência. Preconceito contra os idosos alimenta o processo de envelhecimento com visões negativas Traphitho para Pixabay Na área da saúde, ele impede que um sobrevivente de acidente vascular encefálico de 70 anos tenha à sua disposição o mesmo nível de suporte de alguém de 35 anos com quadro semelhante. Diminui as opções oferecidas a idosos para alcançar uma recuperação plena, como se, para esses, bastasse o mínimo. O exame citopatológico, conhecido como preventivo ou Papanicolau, utilizado para detectar o câncer de colo de útero, só é agendado no SUS para mulheres até 64 anos. Falemos de tecnologia de ponta: a inteligência artificial se baseia em bancos de dados para melhorar diagnósticos e a qualidade dos serviços, mas os mais velhos são considerados “minoria” e estão sub-representados em pesquisas e levantamentos. Como beneficiar esse grupo acossado pela exclusão? Em 2020, publiquei coluna a respeito do maior estudo já realizado sobre as consequências do preconceito na saúde dos idosos. O trabalho, liderado pela psicóloga e epidemiologista Becca Levy, professora da Universidade Yale, reuniu dados de 7 milhões de pessoas em 45 países. A análise consistiu na revisão de 422 estudos publicados no mundo todo, entre 1970 a 2017, e 96% mostravam evidências de efeitos adversos do preconceito no acesso a cuidados de saúde. Também ficava claro que os estereótipos culturais afetam o bem-estar dos mais velhos. Os pesquisadores mapearam que o preconceito impactava as chances de pacientes mais velhos receberem tratamento médico adequado. Além disso, foram observadas evidências de que o acesso à saúde havia sido negado a idosos e, em 92% das pesquisas internacionais, havia indicação de que influía nas decisões médicas. Veja Mais

É por isso que a mineração de Bitcoin usa TANTA energia #shorts

É por isso que a mineração de Bitcoin usa TANTA energia #shorts

 Minuto da Terra A mineração de criptomoedas causa um enorme consumo de energia. Por que será que isso acontece? #shorts Saiba mais: "Bitcoin explicado" https://www.youtube.com/watch?v=Gi-LdiiC4PA Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Sonecas podem ser um fator de risco para hipertensão

Glogo - Ciência Pesquisa divulgada hoje pela Associação Americana do Coração alerta para possível relação entre o hábito e um pior quadro de saúde Estou antecipando a coluna que normalmente sai às terças por uma boa causa: acaba de ser liberada pesquisa da Associação Americana do Coração (American Heart Association), publicada na revista “Hypertension”, mostrando que o hábito de tirar uma soneca está associado ao risco aumentado para hipertensão e acidentes vasculares encefálicos, conhecidos popularmente como derrames. Este é o primeiro estudo a usar não apenas informações sobre indivíduos acompanhados por um longo período, mas também um tipo de método chamado randomização mendeliana. Pausa para explicação: trata-se de uma análise na qual variantes genéticas, associadas a uma determinada exposição – no caso, os cochilos – são utilizadas para investigar seu efeito sobre algum desfecho. Pesquisa divulgada hoje pela Associação Americana do Coração alerta para possível relação entre o hábito de tirar uma soneca e o risco aumentado para hipertensão Thomas H. para Pixabay “Os resultados são especialmente importantes uma vez que milhões de pessoas adotam tal hábito”, afirmou o líder do trabalho, E Wang, médico e professor do hospital universitário da Central South University, na China, que está entre as 100 melhores instituições de ensino da medicina no mundo. Os pesquisadores usaram o UK Biobank, com informações de mais de 500 mil indivíduos entre 40 e 69 anos que fornecem amostras de sangue, urina e saliva. Além dos dados genéticos e de saúde, todos respondem a questionários detalhados sobre seu estilo de vida. Entre 2006 e 2019, foram realizados quatro levantamentos sobre cochilos ao longo do dia. Excluídos os registros dos que já apresentavam um quadro de hipertensão e/ou haviam sofrido um derrame, sobraram 360 mil perfis para serem analisados. Os pesquisadores procuravam uma associação entre o costume de dormir durante o dia e o primeiro relato dos problemas de saúde citados. Com este objetivo, criaram três conjuntos relacionados ao hábito: nunca ou raramente; às vezes; e com frequência. Três quartos dos participantes se mantiveram na mesma categoria. O que o estudo mostrou: Um maior percentual de pessoas que tiravam um cochilo era composto de homens de menor grau de instrução e renda que também fumavam, bebiam durante o dia, sofriam de insônia e roncavam. Se comparados com os que nunca tiravam uma soneca, os que tinham esse hábito apresentavam 12% mais chances de desenvolver um quadro de pressão alta e risco aumentado em 24% de sofrer um derrame. Aqueles com menos de 60 anos que dormiam durante o dia manifestavam 20% mais chances de sofrer de hipertensão, se comparados com os da mesma idade sem esse hábito. Depois dos 60, a soneca estava vinculada a um risco 10% maior de hipertensão em relação aos que nunca cochilavam. A randomização mendeliana mostrou que, entre uma categoria de frequência de sonecas para a outra, o risco crescia 40%. Quem cochilava mais tinha uma propensão genética atrelada à hipertensão. “Embora tirar um cochilo não seja prejudicial, muita gente tem esse hábito por causa de dificuldades para dormir à noite, condição que está associada a um quadro pior de saúde. O estudo complementa outros achados que mostram que sonecas refletem um aumento de risco para problemas cardiovasculares”, afirmou Michael Grandner, professor da Universidade do Arizona, especialista em sono e coautor do guia “Life´s essential 8 cardiovascular health score” (“Oito métricas essenciais para a saúde cardiovascular”). Em junho, a Associação Americana do Coração adicionou o sono como o oitavo item para a pontuação que mede a saúde do coração e do cérebro. Outra pesquisa liberada hoje acompanhou mais de 100 mil participantes durante 30 anos e reforça a relação entre um volume maior de atividade física e o aumento da expectativa de vida. A orientação atual da Associação Americana do Coração é de pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana ou 75 minutos de intensidade vigorosa. Adultos que se exercitavam de duas a quatro vezes mais do que essa recomendação tinham uma redução entre 26% e 31% do risco de mortalidade em comparação com o padrão de 150 minutos de atividade moderada, e entre 21% e 23% em comparação com o padrão de intensidade vigorosa. Veja Mais

Em meio a aumento de casos, estado de SP avalia compra de vacinas contra varíola dos macacos

Glogo - Ciência Casos de monkeypox, a varíola dos macacos, triplicaram em duas semanas no estado de São Paulo. Vacina contra a varíola humana voltou a ser produzida na Dinamarca e já está sendo adquirida por países da União Europeia e pelos EUA. Casos de varíola dos macacos triplicou em duas semanas em SP, e governo quer vacina Após os casos de monkeypox, a varíola dos macacos, triplicarem em duas semanas no estado de São Paulo, o governo do estado passou a estudar a compra de vacinas contra a doença, segundo declarou nesta quinta (21) o secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, David Uip. "O governador já determinou que tomássemos providências, no sentido de aquisição de vacina, que vai ser feita pelo Butantan, ou até em algum momento, se for possível, a produção de vacinas. [ele também determinou] que [se] estabeleça [quais são] as formas mais adequadas de prevenção", disse Uip. "Nem gosto muito da palavra campanha porque é falando todo dia, é o que estamos fazendo, vamos ter que voltar a falar dessa e de outras doenças diariamente", disse Uip. O estado confirmou 425 casos da doença até a tarde desta quinta-feira. A grande maioria ocorreu na região metropolitana: 358 deles são na capital e 50 em outras cidades da Grande SP. Hoje, três em cada quatro registros da doença no brasil estão em São Paulo. A vacina contra a varíola humana voltou a ser produzida na Dinamarca e já está sendo adquirida por países da União Europeia e pelos EUA. Em nota, a Anvisa declarou que não recebeu solicitação de registro para vacinas ou medicamentos específicos para monkeypox até o momento. Já o Ministério da Saúde disse que "está em contato com a OMS e aguarda o avanço das tratativas com o fabricante para que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) possa definir o quantitativo a ser adquirido e a estratégia de imunização para o Brasil" (veja as notas completas abaixo). O infectologista do Emílio Ribas, Jamal Suleiman, explicou que a descrição clássica da doença começa por aumento dos gânglios, conhecidos como ínguas. Os pacientes também podem ter febre. No entanto, de acordo com o médico, em muitos casos, estes sintomas nem têm aparecido, então é importante observar o aparecimento de lesões no corpo. "O ponto central é que as lesões elas são polimórficas, o que significa que podem se apresentar de maneiras distintas. A sequência de lesão da pele pra monkypox é primeiro uma mancha vermelha arredondada. Essa mancha vermelha adquire discreta altura que a gente chama de papula. Na sequencia, isto rompe as camadas da pele e forma a vesícula, que é uma bolha. O próximo passo é que esta bolha adquire pus, chamada de pústula. A fase final da doença é a casquinha, a crosta", explicou Suleiman. Comitê de SP No começo do mês, o governo de São Paulo criou um comitê para acompanhar os casos de varíola dos macacos no estado. Varíola dos macacos é semelhante à varíola que já foi erradicada, mas menos severa e menos infecciosa Science Photo Library Foram nomeados nove especialistas da Fundação e do Instituto Butantan para analisar, realizar estudos e monitorar os casos em São Paulo. O comitê também avalia a criação de uma vacina contra a doença. Nos anos 70, o Instituto Butantã desenvolveu uma vacina para a varíola humana, que é mais grave que a varíola dos macacos, mas tem um vírus parecido. Veja as notas completas abaixo: Anvisa A Anvisa não recebeu solicitação de registro para vacinas ou medicamentos específicos para monkeypox. A Anvisa recebeu pedido da empresa Biomedica para registro de teste específico para detecção da monkeypox. O pedido está em análise. Em relação as ações de fronteira, não há indicação de mudanças de abordagem neste momento. Com base nas informações disponíveis até o momento, não é recomendada nenhuma restrição para viagens e comércio para países que identificaram casos dessa doença. O Ministério da Saúde divulga periodicamente a lista de países com casos confirmados. Ademais, se encontram vigentes a RDC nº 584/2021 e RDC nº 456/2020 que estabelecem medidas de controle sanitário em portos e aeroportos, respectivamente, em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Considerando que a transmissão do vírus SARS-CoV-2 também ocorre por meio de gotículas do trato respiratório, as medidas relativas a uso de máscaras, etiqueta respiratória, distanciamento e higienização de superfícies atualmente preconizadas nesses regulamentos atuam de forma sinérgica para reduzir o risco de disseminação de ambos os vírus. A Anvisa participa da Sala de Situação montada pelo MS para monitoramento da doença. Ministério da Saúde O Ministério da Saúde informa que, até o momento, 607 casos de monkeypox foram confirmados no Brasil, sendo 438 procedentes do estado de São Paulo, 86 do Rio de Janeiro, 33 de Minas Gerais, 12 do Distrito Federal, 10 do Paraná, oito do Goiás, cinco na Bahia, dois do Ceará, três do Rio Grande do Sul, dois do Rio Grande do Norte, dois no Espírito Santo, três em Pernambuco, um em Mato Grosso do Sul e um em Santa Catarina. A Pasta segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes. No Brasil, ainda não há vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra a doença . O Ministério da Saúde está em contato com a OMS e aguarda o avanço das tratativas com o fabricante para que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) possa definir o quantitativo a ser adquirido e a estratégia de imunização para o Brasil. Butantan O Instituto Butantan informa que, conforme portaria publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 30/06, foi instaurado um Comitê Contingencial Técnico de Especialistas do Butantan para analisar a disseminação da varíola ocasionada pelo vírus Monkeypox. O grupo, cujo objetivo principal é apresentar estudos e propostas a respeito do assunto, também avalia a produção de um imunizante contra o vírus. É importante ressaltar que a primeira e mais eficaz medida de saúde pública é a contenção do contágio, por meio do isolamento das pessoas contaminadas. O Butantan, como faz há 121 anos, segue trabalhando a serviço da vida, em prol da saúde pública do povo brasileiro. Secretaria da Saúde de SP A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que tem desenvolvido ações, em parceria com os municípios, de orientação e controle da Monkeypox no Estado. Antes mesmo do surgimento dos primeiros casos em SP, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) tem atuado com total transparência, alinhando as diretrizes técnicas com toda a rede de saúde e informando a população quanto ao cenário epidemiológico e as medidas de prevenção e controle da doença. As iniciativas de capacitação desenvolvidas pelo CVE, e que tiveram a participação da Organização Panamericana de Saúde (Opas), já alcançaram mais de 3 mil profissionais de saúde de todas as regiões do Estado. SP tem 425 casos confirmados da Monkeypox, sendo 358 em São Paulo, um em Bady Bassit, três em Barueri, três em Cajamar, três em Campinas, um em Carapicuíba, dois em Cotia, quatro em Diadema, um em Embu, um em Embu das Artes, três em Guarulhos, dois em Indaiatuba, um em Itapecerica da Serra, sete em Itapevi, um em Itaquaquecetuba, um em Itarare, um em Jundiaí, quatro em Osasco, três em Ribeirão Preto, um em Santa Bárbara D'Oeste, cinco em Santo André, dez em São Bernardo do Campo, um em São Caetano do Sul, um em São Carlos, um em São José dos Campos, dois em Sertãozinho, um em Suzano, dois em Taboão da Serra e um em Vinhedo. O vírus da Monkeypox faz parte da mesma família da varíola e é importante salientar que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. A transmissão ocorre entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual. Vídeos: Tudo sobre São Paulo e região Metropolitana Veja Mais

Como irmãos podem aprender a cuidar dos pais sem brigas

Glogo - Ciência Terapeuta familiar ensina regras para evitar conflitos cuja origem está na infância Barry Jacobs, psicólogo e terapeuta familiar há décadas, é autor de “O guia da sobrevivência emocional para os cuidadores” (“The emotional survival guide for caregivers: looking after yourself and you family while helping an aging parent”) e está acostumado a lidar com pessoas que enfrentam o desafio de cuidar de parentes idosos, muitos com demência. Pela sua experiência, uma das questões mais delicadas é a relação entre irmãos que se veem diante da fragilidade dos pais. Há muitas variáveis em jogo: a dor de assistir ao declínio de entes queridos, a angústia de ter que lidar com a inversão de papéis (quem cuidava agora tem que ser cuidado), o medo de encarar o próprio envelhecimento e, por fim, a dinâmica construída na infância que pode resultar em conflitos que só dificultarão que o objetivo principal, garantir o bem-estar de pai, mãe ou ambos, seja alcançado. Num artigo escrito para a AARP, a associação dos aposentados dos EUA, ele listou cinco pontos para guiar quem está vivendo essa experiência: Irmãos devem trabalhar em parceria para garantir o bem-estar dos pais idoso Anemone123 para Pixabay Focar na qualidade do cuidado que seus pais merecem: não perder de vista que, quando os irmãos conseguem se unir em torno desse objetivo, os principais beneficiados serão eles. Além disso, se há conflitos, aumentam as chances de os idosos notarem o clima de animosidade, o que será pior para seu bem-estar. Deixar as picuinhas de infância para trás: ao serem obrigados a dividir tarefas e tomar decisões juntos, é comum que antigas rivalidades venham à tona. Os irmãos podem começar a competir e é importante lembrar que padrões de comportamento que marcaram suas infâncias têm que ser deixados de lado. Todos devem se tratar com respeito – como fariam com um outro adulto – e, em vez de perder tempo brigando uns com os outros, é fundamental reservar energia para cuidar dos pais. Livrar-se de estereótipos sexistas: as responsabilidades com o cuidado não têm que obedecer a uma lógica de gênero, totalmente ultrapassada, que joga nos ombros das mulheres tal encargo. Irmãos não devem esperar que caberá às irmãs o peso dessa atribuição, a ser dividida entre todos. Fazer escolhas sensatas: embora o ideal seja dividir o trabalho igualitariamente, nem sempre isso será possível, devido a compromissos profissionais e familiares. Será preciso avaliar todas as questões envolvidas: quem mora mais perto certamente desempenhará um papel mais ativo no dia a dia, quem ganha mais deverá arcar com um volume maior de despesas. Nesse caso, a “desigualdade” é apenas aparente, porque o cuidado estará estruturado para garantir o bem-estar dos idosos. Reuniões a intervalos regulares servirão para aparar arestas e ajustar expectativas: é importante que todos tenham consciência das contribuições de cada um, demonstrando apreço pelo esforço coletivo. Cultivar a gentileza e o carinho entre irmãos: ser um cuidador é trabalho duro, desgastante, que testa a paciência e os limites de todos. Com frequência, nos casos de demência, o idoso poderá ter um comportamento rude, pouco grato, o que torna ainda mais necessária a união da família, para contrabalançar a situação de tristeza e frustração. Veja Mais

Por que mosquitos picam mais algumas pessoas que outras

Glogo - Ciência Os mosquitos e as doenças que eles transmitem já mataram mais pessoas do que todas as guerras da história humana juntas. As pessoas infectadas pelo parasita causador da malária são mais atraentes que os indivíduos saudáveis para os mosquitos vetores da doença WIKIMEDIA COMMONS/CDC/JAMES GATHANY Os mosquitos e as doenças que eles transmitem já mataram mais pessoas do que todas as guerras da história humana juntas. As estatísticas indicam que o mosquito é, de longe, a criatura mais mortal do mundo para os seres humanos. Somente em 2018, o inseto foi responsável por cerca de 725 mil mortes. Naquele mesmo ano, o segundo animal mais mortal foram exatamente os seres humanos, causando a morte de 437 mil semelhantes. E fomos seguidos (com larga distância) pelas agressões combinadas de cobras, cachorros, caracóis venenosos, crocodilos, hipopótamos, elefantes, leões, lobos e tubarões. Após aumento dos casos de dengue, veja como combater mosquito causador da doença Casos de dengue em Niterói caem 70% com a ajuda de mosquitos modificados Esta situação naturalmente é preocupante e levou a Assembleia Mundial da Saúde - evento anual de tomada de decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) - a aprovar, em 2017, a Resposta Global para o Controle de Vetores (GVCR, na sigla em inglês) 2017-2030. Trata-se de uma atuação dirigida a orientar estrategicamente os países para o fortalecimento urgente do controle dos vetores, entre os quais se destacam os mosquitos. Esta percepção é fundamental para evitar doenças e reagir aos surtos infecciosos emergentes. Afinal, os mosquitos podem transmitir inúmeras doenças, como a febre do Nilo ocidental, zika, dengue, febre amarela, chikungunya, encefalite de São Luís, filariose linfática, encefalite La Crosse, doença de Pogosta, febre oropouche, doença do vírus Tahyna, febre do vale do Rift, infecção pelo vírus do bosque Semliki, febre de Sindbis, encefalite japonesa, febre do rio Ross, febre do bosque Barmah ou malária - esta, responsável por 627 mil mortes, apenas em 2020. Daí vem o interesse em entender o que faz com que os mosquitos decidam picar justo a nós e não à pessoa ao nosso lado. Dióxido de carbono e odores corporais Os mosquitos, machos e fêmeas, poderiam viver sem picar outros animais. Mas as fêmeas precisam do sangue para completar seu ciclo reprodutivo. Há quase um século, o dióxido de carbono (CO2) foi identificado como sendo atraente para os mosquitos. E esse gás foi empregado para capturar as fêmeas dos mosquitos, que procuram o sangue necessário para adquirir nutrientes para a ovogênese - a geração de ovos. Mas não existem evidências disponíveis que indiquem que o CO2 atue como medidor do diferencial de atração. Também os níveis de emissão de dióxido de carbono não explicam por que os mosquitos preferem sistematicamente uma pessoa em vez da outra. Qual é o motivo, então? Existem outros sinais físico-químicos que condicionam a atração do mosquito por pessoas determinadas, particularmente o calor, o vapor d'água, a umidade, sinais visuais e, o mais importante, os odores exalados pela pele. Ainda não se sabe ao certo quais aromas atraem mais os mosquitos, mas diversos estudos indicam moléculas como indol, nonanol, octenol e ácido láctico como principais suspeitos. Uma equipe de pesquisadores chefiada por Matthew DeGennaro, da Universidade Internacional da Flórida, nos Estados Unidos, identificou um receptor de odor único, conhecido como receptor ionotrópico 8a (IR8a), que permite que o mosquito Aedes aegypti identifique o ácido láctico. Como se sabe, esse mosquito é o transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. Quando os cientistas promoveram uma mutação do receptor IR8a, encontrado nas antenas dos insetos, descobriram que os mosquitos eram incapazes de detectar o ácido láctico e outros odores ácidos exalados pelos seres humanos. O 'Aedes aegypti' atua como transmissor da dengue, da chikungunya e da zika SHUTTERSTOCK/KHLUNGCENTER Acetofenona: o 'perfume' que atrai os mosquitos Uma pesquisa recente indicou que os vírus da dengue e da zika alteram o odor de ratos e seres humanos infectados, para torná-los mais atraentes para os mosquitos. É uma estratégia interessante, pois contribui para que os insetos piquem o hospedeiro, retirem seu sangue infectado e transportem o vírus para outro indivíduo. Os vírus conseguem fazer isso modificando a emissão de uma cetona aromática - a acetofenona - que é especialmente atraente para os mosquitos. Normalmente, a pele dos seres humanos e roedores produz um peptídeo antimicrobiano que limita as populações bacterianas. Mas comprovou-se que, em ratos infectados com dengue ou zika, a concentração desse peptídeo é reduzida, e proliferam-se bactérias do gênero Bacillus, que ativam a produção de acetofenona. Nos seres humanos, ocorre um fato similar: odores coletados das axilas de pacientes com dengue continham mais acetofenona que os de pessoas saudáveis. O interessante é que isso pode ser corrigido. Alguns dos ratos infectados com dengue foram tratados com isotretinoína, que reduziu as emissões de acetofenona. Com isso, os ratos ficaram menos atraentes para os insetos. Micróbios que alteram o odor Este não é o único caso em que um micro-organismo manipula a fisiologia dos mosquitos e de seus hospedeiros humanos para favorecer sua transmissão. As pessoas infectadas pelo parasita causador da malária, Plasmodium falciparum, por exemplo, são mais atraentes que os indivíduos saudáveis para os mosquitos Anopheles gambiae, vetores da doença. O motivo ainda é desconhecido, mas pode estar relacionado ao fato de que Plasmodium falciparum produz um precursor isoprenoide, chamado pirofosfato de (E)-4-hidróxi-3-metilbut-2-enila (HMBPP, na sigla em inglês). Esse precursor afeta os comportamentos de busca e alimentação de sangue do mosquito, bem como sua susceptibilidade à infecção. Concretamente, o HMBPP ativa os glóbulos vermelhos humanos para aumentar a liberação de CO2, aldeídos e monoterpenos, que juntos atraem com mais força o mosquito e o convidam a "chupar nosso sangue". E a adição de HMBPP a amostras de sangue aumenta significativamente a atração despertada em outras espécies de mosquitos, como Anopheles coluzzii, Anopheles arabiensis, Aedes aegypti e espécies do complexo Culex pipiens/Culex torrentium. Compreender quais são os fatores intervenientes na preferência manifestada pelos mosquitos para picar esta ou aquela pessoa ajudará a determinar e reduzir o risco de propagação de doenças infecciosas transmitidas por vetores. * Raúl Rivas González é professor de Microbiologia da Universidade de Salamanca, na Espanha. Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62153902 Veja Mais

A verdade em decadência

A verdade em decadência

 Minuto da Terra Estamos vivendo uma decadência da verdade. em parte, devido à abundância de conteúdos baseados em OPINIÕES; por isso, precisamos desenvolver melhores hábitos na hora de consumir informações e, quem sabe, conseguir recuperar uma compreensão compartilhada do que é verdade. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Vídeo original: Truth Decay https://www.youtube.com/watch?v=o5RZwqgDYnQ Fontes (em inglês) RAND: Truth Decay Is a Threat to Democracy. Here’s What You Can Do to Help Stop It | https://www.rand.org/blog/2022/03/truth-decay-is-a-threat-to-democracy-heres-what-you.html RAND's Analysis of News in the Digital Age: Three Takeaways | https://www.rand.org/blog/2019/05/rands-analysis-of-news-in-the-digital-age-three-takeaways.html Why Can’t We Agree on the Facts? | https://www.rand.org/research/projects/truth-decay/why-cant-we-agree-on-the-facts.html What Americans Think of the News—and What That Means for Democracy | https://www.rand.org/blog/articles/2020/04/what-americans-think-of-the-news--and-what-that-means.html Facts Versus Opinions | https://www.rand.org/pubs/research_briefs/RB10059.html The Drivers of Institutional Trust and Distrust | https://www.rand.org/pubs/research_reports/RRA112-7.html OUTROS: This Video Will Make You Angry by CGP Grey | https://www.youtube.com/watch?v=rE3j_RHkqJc Post-Truth by Veritasium | https://www.youtube.com/watch?v=dvk2PQNcg8w What We're Missing in the Fight Against Misinformation by Dietram Scheufele | https://www.youtube.com/watch?v=9Pm37Fksr60 Why every social media site is a dumpster fire by Carlos Maza, Vox | https://www.youtube.com/watch?v=wZSRxfHMr5s Flat Earth "Science" -- Wrong, but not Stupid by Sabine Hossenfelder | https://www.youtube.com/watch?v=f8DQSM-b2cc The Social Dilemma by Netflix | https://www.netflix.com/watch/81254224 The Science Behind How We Perceive Truth by Hilary McQuilkin and Meghna Chakrabarti | https://www.wbur.org/onpoint/2020/02/25/science-behind-truth Why Can’t we Agree on Facts? by This Place | https://www.youtube.com/watch?v=ZB-Iwuq5VN4 Why do we believe things that aren't true? by Philip Fernbach | https://www.youtube.com/watch?v=jobYTQTgeUE There is No Algorithm for Truth by Tom Scott | The Royal Institution | https://www.youtube.com/watch?v=leX541Dr2rU What to trust in a "post-truth" world by Alex Edmans | https://www.youtube.com/watch?v=rpJx5VLQMxk Social Media Manipulation Playlist by SmarterEveryDay | https://www.youtube.com/playlist?list=PLjHf9jaFs8XVAQpJLdNNyA8tzhXzhpZHu The Illusion of Understanding by Phil Fernbach | https://www.youtube.com/watch?v=2SlbsnaSNNM I accept scientific consensus — and you prob should too by Adam Ragusea | https://www.youtube.com/watch?v=gpdsbpCZVZw Who's Afraid of the Experts? by PhilosophyTube ft. Adam Conover | https://www.youtube.com/watch?v=LRNkDZy30xU I'm a Journalist Who Hates The News by Johnny Harris | https://www.youtube.com/watch?v=BkUH2tP8PYw Somebody once told me.... by vlogbrothers | https://www.youtube.com/watch?v=f3pIEKE1Jqk Respectability by Robert Miles | https://www.youtube.com/watch?v=nNB9svNBGHM Factfulness by Hans Rosling | https://www.amazon.com/Factfulness-Reasons-World-Things-Better/dp/1250107814?pldnSite=1 Amusing ourselves to death by Neil Postman | https://www.amazon.com/Amusing-Ourselves-Death-Discourse-Business/dp/014303653X/ref=sr_1_1?dchild=1&keywords=amusing+ourselves+to+death&qid=1594074228&sr=8-1 The Righteous Mind: Why Good People Are Divided by Politics and Religion by Jonathan Haidt | https://www.amazon.com/Righteous-Mind-Divided-Politics-Religion/dp/0307455777 You Are Not So Smart (Why You Have Too Many Friends on Facebook, Why Your Memory Is Mostly Fiction, an d 46 Other Ways You're Deluding Yourself) by David McRaney | https://www.amazon.com/You-Are-Not-So-Smart/dp/1592407366/?pldnSite=1 Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Estudo comprova associação entre pré-diabetes e risco maior de infarto

Glogo - Ciência Pacientes com esta condição apresentaram 25% mais chances de sofrer um ataque cardíaco No Endo 2022, encontro anual da Sociedade de Endocrinologia realizado no meio do mês passado, um novo estudo apontou que o pré-diabetes deve ser considerado, isoladamente, um fator de risco para a ocorrência de infarto. Essa é uma condição na qual os níveis de glicose são mais altos do que o normal, mas não o suficiente para haver um diagnóstico da doença. No entanto, a probabilidade de progressão para a enfermidade aumenta significativamente para quem tem valores de glicemia em jejum entre 100 e 125mg/dL, ou de hemoglobina glicada entre 5.7% e 6.4%. O Brasil tem perto de 17 milhões de diabéticos, sendo que metade desconhece tal fato, e calcula-se que pelo menos 40 milhões sejam pré-diabéticos. Pré-diabetes: alimentação pouco saudável e falta de atividade física podem agravar o quadro Skica911 para Pixabay A médica Geethika Thota, principal autora do trabalho, afirmou que a associação entre o pré-diabetes e problemas cardíacos ainda não estava bem fundamentada, mas que os pesquisadores analisaram dados referentes a quase 1.8 milhão de hospitalizações de vítimas de infarto: “fazendo os ajustes dos fatores de risco, os pacientes com pré-diabetes tinham 25% mais chances de sofrer um ataque cardíaco”. Na sua opinião, isso só reforça a necessidade de endereçar o assunto para que integre as políticas de saúde: “precisamos estimular todos os que estão nesta condição a adotar uma dieta saudável e fazer 150 minutos de atividade física por semana”, frisou. De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, as mortes causadas pela doença, no mundo, superam as por HIV e câncer de mama somadas. A estimativa é de que 425 milhões de pessoas tenham a enfermidade, total que deverá alcançar 600 milhões em duas décadas. Se os sintomas iniciais são fome e sede excessivas, as complicações a longo prazo podem ser devastadoras: acidente vascular cerebral, infarto, falência renal, cegueira, amputação de membros. Veja Mais

Como as conchas do mar se formam? #shorts

Como as conchas do mar se formam? #shorts

 Minuto da Terra Por que será que encontramos muito mais conchas na beira da praia do que no fundo do mar? Será química ou magia? #shorts Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Médicos recomendam: dormir é um ótimo remédio

Glogo - Ciência A Academia Americana de Medicina do Sono lançou campanha mostrando que descansar é indispensável para a saúde. Confira dez dicas que vão te ajudar! No começo do mês, a Academia Americana de Medicina do Sono lançou uma campanha para conscientizar os norte-americanos sobre a importância de dormir para garantir uma boa saúde. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês), um em cada três adultos daquele país descansa menos de sete horas por noite. “Sabemos que a privação crônica do sono está associada a um quadro de prejuízo para o estado geral de qualquer indivíduo, diminuindo sua imunidade e aumentando o risco do surgimento de inúmeras doenças. Não dormir também interfere na regulação do humor e na saúde mental”, afirmou Jennifer Martin, professora na faculdade de medicina da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles). Carneirinhos fora da cartilha da higiene do sono: não leve aparelhos eletrônicos, como celulares e tablets, para o quarto Pixabay Se você sofre de insônia, não está só. A atriz Jennifer Aniston, a inesquecível Rachel de “Friends”, recentemente veio a público para falar que o problema a acompanha há décadas, mas que demorou para procurar um médico: “me dei conta de que estava letárgica, comendo mal, sem vontade de me exercitar e com grandes olheiras”. A Coreia do Sul é um dos países com os maiores índices de privação de sono do mundo, com efeitos devastadores sobre sua população. Segundo reportagem da BBC, o vício em remédios para capotar se tornou uma epidemia nacional. Estudo da Universidade de Northwestern mostra que, quando dormimos, a exposição à luz, mesmo moderada, prejudica a função cardiovascular e aumenta a resistência à insulina. “Os resultados indicam que apenas uma noite com o quarto moderadamente iluminado é capaz de alterar a regulação cardiovascular e da glicose no organismo”, explicou Phyllis Zee, chefe do departamento de medicina do sono na instituição. A investigação provou que os batimentos cardíacos aumentavam e os indivíduos apresentavam resistência à insulina pela manhã. Os participantes não tinham conhecimento das alterações que ocorriam à noite, mas os pesquisadores comprovaram os distúrbios. “É como se esse sono fosse leve e fragmentado”, disse a doutora Daniela Grimaldi, uma das autoras do trabalho. Seguem dez recomendações dos especialistas em higiene do sono: Exercite-se durante o dia, mas não nas duas horas que antecedem a ida para a cama. Não tire sonecas durante o dia. À noite, evite cafeína e álcool. Refeições pesadas e excesso de líquidos também atrapalham. Crie uma rotina para desacelerar à noite. Tome um banho morno, ouça música relaxante, leia um livro. Diminua a temperatura do quarto. Não deixe luzes acesas no cômodo. Cerre as cortinas, instale blackouts e use uma máscara para dormir se precisar. Nada de aparelhos eletrônicos, como celulares e tablets, perto da cama. Assista à TV apenas na sala. Invista no conforto: um bom colchão e travesseiro (s) fazem toda a diferença. Visualize coisas ou lugares que te façam feliz. Utilize o método de relaxamento criado pelo médico Andrew Weil conhecido como 4-7-8 (neste vídeo, ele próprio ensina como fazer). Siga o passo a passo, mas não se preocupe se não conseguir segui-lo à risca: vá no seu ritmo! Coloque sua língua delicadamente atrás dos seus dentes superiores Solte todo o ar pela boca Em seguida, inspire pelo nariz, num total de 4 segundos Segure a respiração durante 7 segundos Expire pela boca durante 8 segundos, fazendo um som como “shuuuu”, até que todo o ar tenha sido expelido Repita o processo quatro vezes Veja Mais

Não aumentaram apenas os anos de velhice, mas também os da meia-idade, diz especialista

Glogo - Ciência No livro “The super age”, Bradley Schurman afirma que precisamos da mão de obra sênior para manter a economia de pé No inglês, a palavra “age” pode significar tanto idade quanto era, período. Por isso, o título escolhido por Bradley Schurman para seu livro, “The super age”, é um achado, ao apresentar uma sociedade com características que nunca vimos antes, graças à mudança do perfil demográfico. “Estamos diante de duas megatendências: a queda nas taxas de natalidade e a expansão da longevidade. O envelhecimento da população se deu de forma silenciosa nos últimos 200 anos, mas agora está aí, em toda a sua magnitude. Trata-se de um evento sísmico que vai alterar as relações sociais, políticas, culturais e econômicas nos países mais desenvolvidos do planeta”, afirmou na conferência AgeAction 2022, realizada semana passada. Bradley Schurman, autor de “The super age”: a mudança do perfil demográfico nos apresenta uma sociedade com características que nunca vimos antes Reprodução A obra foi lançada no começo do ano e, desde então, o autor, que há décadas estuda o fenômeno demográfico, vem pregando sobre a necessidade de mudanças robustas não apenas nas políticas públicas, mas também nas empresas. Em 2018, o mundo registrou, pela primeira vez, mais gente acima dos 64 anos do que abaixo dos cinco. Outros dados amealhados por Schurman são impactantes. Em 2030, pelo menos 35 das 195 nações terão, no mínimo, um em cada cinco habitantes acima dos 65 anos. Nos próximos dois anos, nos Estados Unidos, aqueles com 65 ou mais se igualarão em número aos abaixo dos 18. Em 2050, um em cada seis habitantes do planeta terá mais de 65 – e, nos EUA e na Europa, a proporção será de um em cada quatro. Por fim, o grupo que mais cresce, o dos octogenários, vai triplicar: de 143 milhões, em 2019, para 426 milhões em 2050. “Há mais gente madura deixando o mercado do que jovens entrando. Precisamos da mão de obra sênior ou teremos um sério problema de falta de braços e pressão sobre os salários, com risco de estagnação econômica”. Lembrou que, no Japão, o contingente de aposentados acima dos 65 anos já representa um terço da população. Na sua visão, não aumentou somente o número de anos de velhice, mas também os vividos numa meia-idade prolongada, mais saudável e ativa. “Será imprescindível dar apoio às pessoas para que todas tenham acesso à requalificação, ao aprendizado contínuo. E faço questão de incluir a necessidade de suporte às mulheres que estão na fase da menopausa, para que não abandonem o trabalho”, analisou. Schurman reconhece o enorme desafio para evitar que os sistemas de previdência dos países quebrem e chama a atenção para a miopia do ambiente de negócios em relação à revolução da longevidade: “as empresas terão que ajustar seu foco num novo público consumidor. O marketing, que usou toda a sua energia nas últimas décadas para alcançar os jovens, terá que se reinventar. Os CEOs sabem que algo está acontecendo, mas ainda não pararam para pensar no que deve ser feito”. Como exemplo, cita que os americanos cinquentões respondem por dois terços das compras de carros zero. Sobre o preconceito contra os mais velhos, sua receita é não deixar de combater até as microagressões do dia a dia: “não devemos ter medo do confronto, já fazemos isso quando nos deparamos com o preconceito racial, o sexismo, a homofobia. Na minha opinião, cometemos dois grandes erros: tirar do mercado a mão de obra sênior e reduzir a convivência intergeracional, quando as famílias tinham a oportunidade de ter várias gerações debaixo do mesmo teto”. Veja Mais

Ritual de despedida pode aliviar o luto

Glogo - Ciência Em seu novo livro, o psicanalista Moises Groisman ensina a lidar com as perdas e reflete sobre a própria finitude O psiquiatra e psicanalista Moises Groisman, um dos pioneiros da terapia familiar no país, acaba de lançar seu 14º. livro, “Terapia familiar do luto: da morte à vida”. O assunto tem um significado especial para ele, que completou 82 anos: “coincide com a etapa final da minha vida, apesar de não ter ideia de quando ela se encerrará”. Depois de fazer seu testamento, reconheceu que se tratava de admitir objetivamente a finitude: “o tempo cronológico me acena com a vinda da morte e há um estreitamento de projetos, nosso alimento emocional”. O psiquiatra e psicanalista Moises Groisman, um dos pioneiros da terapia familiar no país, autor de “Terapia familiar do luto: da morte à vida” Divulgação Embora saibamos que a morte faz parte da existência, é difícil afirmar que alguém esteja preparado para morrer – e também conviver com a perda de entes queridos. Esse é o tema do livro e, como diz o psicanalista, “é fundamental a aceitação por parte dos que ficam, do contrário ocorre uma paralisia em seu tempo evolutivo”. A terapia familiar do luto funciona como uma cerimônia de encerramento e, como ele acrescenta, “para que algum tipo de sintomatologia não se manifeste tardiamente”. Seja a morte precoce e inesperada, ou tardia, elaborar a perda é sempre dolorido. Groisman explica que a terapia é finalizada com uma espécie de ritual: uma carta de despedida de cada um dos integrantes daquele círculo impactado pelo luto, para ser lida à beira do túmulo, ou no local onde as cinzas são depositadas. “A cerimônia de despedida, com os envolvidos no processo, será um espaço onde as emoções dos participantes afluirão. A morte deve ser superada por todo o sistema familiar e não apenas do ponto de vista individual”. Lembra que, apesar de, ao crescer, acreditarmos que nos tornamos “seres originais, desvinculados da família”, estamos intrinsecamente conectados às nossas origens: “a morte de um membro da família nuclear ou extensa afetará e se irradiará por toda a rede relacional”, analisa. E ensina que, além do luto total, causado pela morte, há lutos parciais, objetivos ou subjetivos. O luto parcial é quando não há morte, mas uma ruptura significativa. Pode ser objetivo, quando há um diagnóstico de câncer – às vezes, por exemplo, acompanhado pela retirada de uma mama, ou uma cirurgia de próstata. Ou subjetivo, em sentimentos de perda mais difusos: como a menopausa (fim da juventude), o envelhecimento, os filhos saindo de casa. “Enquanto a dependência dos filhos é evidente, a dos pais em relação aos filhos é oculta, difícil de perceber”, discorre. O livro traz ainda casos clínicos e seu fecho se compõe das reflexões de Groisman sobre o próprio envelhecimento. “Quanto às perdas que sofri, totais (morte de pai e mãe – perda da família de origem – e de irmão) e parciais/individuais (envelhecimento, comprometimento físico: artrose dos joelhos, prostatectomia total para cura de câncer de próstata, seguida de neuropatia periférica pós-radioterapia desse câncer), procuro reagir a elas me adaptando e utilizando os recursos científicos disponíveis. Um minuto, ia me esquecendo de mencionar (não foi um mero esquecimento) a perda da família que constituí no passado com a minha ex-esposa, em virtude do divórcio, da qual resultaram três filhos, e a interrupção de um casamento de 17 anos. Ainda não se falou o suficiente, nem foi considerado pelos teóricos sistêmicos, sobre a importância do divórcio do casal e a perda daquela família”. Que o leitor reflita, é o seu convite. Capa de “Terapia familiar do luto”, 14º. livro do autor: ritual de despedida pode aliviar a dor Reprodução Veja Mais

Por falha geológica, Tarauacá é a cidade do Acre com mais registros de terremotos, diz pesquisador

Glogo - Ciência Tarauacá fica dentro de uma grande depressão e sofre com abalos sísmicos, segundo estudo. Na noite dessa terça-feira (7), cidade registrou um terremoto com magnitude 6.5 na escala Richter. Imagem do Centro Sismológico Euro-Mediterrânico mostra o epicentro do terremoto no Acre na noite dessa terça (7) CSEM A cidade de Tarauacá, interior do Acre, foi surpreendida por mais um terremoto na noite dessa terça-feira (7). O abalo sísmico com magnitude 6.5 na escala Richter foi sentido por alguns moradores, mas não há registro de feridos. LEIA TAMBÉM: Após terremoto no AC, igreja em Tarauacá sofre rachaduras Terremoto no Peru de magnitude 7,2 é sentido em Rio Branco Terremoto de magnitude 6,5 atinge fronteira do Peru com o Brasil Ao g1, o professor e doutor em geografia da Universidade Federal do Acre (Ufac), Waldemir Lima dos Santos, explicou que o município é o que mais registra terremotos e com grandes magnitudes no estado acreano. O professor é autor do projeto "Eventos Tectônicos no Acre: Levantamento e caracterização inicial da ocorrência de terremotos", desenvolvido no laboratório de geomorfologia e sedimentologia da Ufac. O material estuda abalos sísmicos no estado acreana entre 1950 e 2016. Segundo o estudo, entre os anos 2000 a 2016 foram registrados 38 terremotos no Acre com magnitude acima de 5 graus. A maioria na cidade de Tarauacá. A explicação para esses eventos, conforme o especialista, seria uma possível falha geológica porque o município fica dentro de uma grande depressão. Ele complementa o seguinte: "A cidade está dentro de uma grande depressão, então, temos lá o Platô de Cruzeiro do Sul, que é parte alta, e depois descemos Tarauacá, Feijó, até Sena Madureira [cidades do interior], onde tem uma grande depressão no estado, que chamamos de depressão Juruá/Iaco. Depois temos uma planície que pega Rio Branco até Acrelândia. É possível que nessa região, como os terremotos ocorreram em linha, se você olhar no mapa vai estar alinhados, pressupõe que haja uma falha geológica naquele município, que corta, inclusive, o Acre ao meio", frisou. Um dos maiores terremotos já registrados O especialista destacou que o terremoto registrado em Tarauacá na noite dessa terça foi um dos maiores, mas não o maior já registrado. Em 2015, a cidade teve uma ocorrência com magnitude de 6.7. Esse foi o quarto registrado apenas naquele ano no município. "Queria fazer um registro, um histórico dos sismos que acontecem no Acre e não tínhamos dados. Montei um projeto e fizemos a caracterização. Levantamos quantos tem, qual a localidade mais atingida dentro do Acre por sismos e depois a gente foi fazendo a caracterização com base na profundidade e a magnitude. Descobrimos que Tarauacá acaba sendo o município que mais tem ocorrências de terremoto", relembrou. Gráfico mostra profundidade e magnitude dos terremotos registrados no Acre até 2016 Reprodução Onda dissipada Apesar de o último terremoto ter magnitude acima de 5 na escala Richter, a profundidade do evento foi muito grande e a onda foi dissipada sem causar danos à superfície. O epicentro do terremoto foi a cerca de 111 km de Tarauacá, registrado às 21h55, horário de Brasília, pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. A profundidade do abalo foi de 621 km. "Apesar de serem terremotos superiores a 5, 6 e 7 graus, as profundidades são maiores do que 500 quilômetros. Então, isso, de certa forma, acaba dissipando a onda quando ocorre a movimentação da placa, ocorre a dissipação e essa onda, por ser muita profunda, já chega de uma forma amenizada na superfície não causando grandes danos para as pessoas", argumentou. Moradores sentiram: 'tremeu tudo' A professora aposentada Maria Monteiro conta que sentiu o tremor de terra. Ela estava na sala assistindo a um jogo de futebol com o filho quando sentiu uma sensação estranha e foi até a cozinha. No cômodo, ela falou que viu os copos que estavam em cima da pia se movimentarem. "Tinha lavado uma louça que estava em cima da pia e começou a tremer os copos. Era cedo ainda da noite. Estava tudo tremendo, balançando. Foi tudo muito rápido, foi forte, mas não foi como da outra vez, que deu no Peru", recordou. Outra moradora que também afirma ter sentido o terremoto foi Jeane de Souza. "Tremeu tudo e foi bem forte porque as coisas que tenho no rack começaram a cair. Foi tipo quando o som está muito alto na casa e vai tremendo", garantiu. Evento andino O professor e doutor Waldemir dos Santos acrescentou que o terremoto de Tarauacá ocorreu devido à movimentação das placas tectônicas Sulamericana e de Nazcar, na região da Cordilheira dos Andes. "Ocorre um movimento, que chamamos de movimento de compreensão, a placa de Nazcar, mais pesada, acaba mergulhando por essa outra, que é a Sulamericana, que tem um material mais leve, e acaba se suspendendo por conta desse rebaixando da placa de Nazcar. Na hora que ocorre o movimento de acomodação de placas, o planeta está em movimento, é o gatilho para ocorrer os terremotos na superfície", pontuou. Conforme o estudo, entre 2000 a 2010 foram registrados 12 terremotos acima de 5 graus na escala Richter. Entre 2013 a 2016 foram 21. Em 2015, foram 17 ocorrências, sendo que 13 foram sentidos na cidade de Tarauacá. Em 2016, foram 21. Nesse mesmo ano, inclusive, houve um terremoto de 7. 6 na escala Richter na cidade, segundo o especialista. "É em função dessas placas tectônicas que ocorrem os terremotos. O que é mais interessante é que as pessoas, às vezes, pensam que Cruzeiro do Sul tem mais terremotos por estar muito próximo dos Andes, mas, na verdade não é, é Tarauacá. Isso a gente fez o estudo e ficou bem caracterizado, inclusive com dados da USGS [serviço geológico dos EUA]", concluiu. Reveja os telejornais do Acre Veja Mais

Anvisa recebe dados adicionais do pedido de ampliação do uso da vacina Coronavac para crianças de 3 a 5 anos

Glogo - Ciência Solicitação de inclusão desse grupo na vacinação contra Covid foi feita em março pelo Instituto Butantan, mas Agência exigiu dados adicionais durante avaliação dos documentos. Profissional de saúde de SP segura ampola de CoronaVac, imunizante contra Covid-19 Divulgação/Ascom/GESP A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse nesta quinta-feira (2), por meio de nota, que o Instituto Butantan enviou dados adicionais referentes ao pedido de autorização da vacina Coronavac para crianças de 3 a 5 anos nesta quarta (1°). A solicitação de inclusão do grupo tinha sido feita pelo Butantan em março deste ano. Durante análise dos documentos, foram exigidos mais dados. De acordo com a Agência, em reunião realizada no dia 25 de maio, o Instituto Butantan se comprometeu a submeter formalmente os dados adicionais para que a Anvisa pudesse dar seguimento à avaliação do pedido. Butantan afirma que CoronaVac é segura para uso em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos A Anvisa afirma que irá iniciar a análise técnica e avaliará a necessidade de nova discussão com as sociedades médicas. A Agência diz ainda que mantém o seu compromisso na avaliação das vacinas, fundamentando as suas ações na legalidade e nos parâmetros estabelecidos em suas normas, convergentes com as principais autoridades estrangeiras e com os princípios científicos. Histórico vacinação infantil A vacinação contra a Covid em crianças de 5 a 11 anos de idade no Brasil começou no dia 14 de janeiro. A imunização das crianças com a vacina da Pfizer havia sido autorizada em 16 de dezembro pela Anvisa. No dia 20 de janeiro, a agência aprovou o uso da CoronaVac em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, desde que não tenham problemas no sistema imunológico. Davi Seremramiwe Xavante, 8 anos, da tribo Xavante, primeira criança a receber a primeira dose da vacina contra Covid-19 da Pfizer, no Hospital das Clinicas, em São Paulo, nesta sexta-feira (14) Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão conteúdo Veja Mais

O Super Segredo do Esgoto | Minuto da Terra

O Super Segredo do Esgoto | Minuto da Terra

 Minuto da Terra Em 2020, muitas cidades começaram a monitorar suas águas residuais em busca de vírus - mas existem outras razões não relacionadas para elas continuarem fazendo isso. - Microbioma: os microrganismos em um determinado ambiente (incluindo o corpo ou uma parte do corpo). - Águas residuais: águas que foram utilizadas em casa, num negócio, ou como parte de um processo industrial. - Excreção viral: liberação de um vírus no ambiente através de espirros, tosse ou fezes. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Vídeo original: The Super Secrets of Sewage https://www.youtube.com/watch?v=NpXL_khUXQQ Fontes (em inglês) Anis, E., et al. “Insidious Reintroduction of Wild Poliovirus into Israel, 2013.” Euro Surveillance: Bulletin Europeen Sur Les Maladies Transmissibles = European Communicable Disease Bulletin, vol. 18, no. 38, 19 Sept. 2013, p. 20586, pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24084337/, 10.2807/1560-7917.es2013.18.38.20586. CDC. “National Wastewater Surveillance System.” Centers for Disease Control and Prevention, 21 July 2021, www.cdc.gov/healthywater/surveillance/wastewater-surveillance/wastewater-surveillance.html. Graber, Cynthia. “Why an MIT Robot Is Collecting Poop from Our Sewers - the Boston Globe.” BostonGlobe.com, www.bostonglobe.com/magazine/2017/01/19/why-mit-has-robot-collecting-samples-sewer/g1EhuRPbVR2VtwwJuo2DTN/story.html. Hellmér, Maria, et al. “Detection of Pathogenic Viruses in Sewage Provided Early Warnings of Hepatitis a Virus and Norovirus Outbreaks.” Applied and Environmental Microbiology, vol. 80, no. 21, 1 Nov. 2014, pp. 6771–6781, aem.asm.org/content/80/21/6771.short, 10.1128/AEM.01981-14. Hovi, T., et al. “Poliovirus Surveillance by Examining Sewage Specimens. Quantitative Recovery of Virus after Introduction into Sewerage at Remote Upstream Location.” Epidemiology & Infection, vol. 127, no. 1, 1 Aug. 2001, pp. 101–106, www.cambridge.org/core/journals/epidemiology-and-infection/article/poliovirus-surveillance-by-examining-sewage-specimens-quantitative-recovery-of-virus-after-introduction-into-sewerage-at-remote-upstream-location/EB531F077E4C87FD7284B143352EEEAD, 10.1017/S0950268801005787. Accessed 5 May 2022. Julian, Tim. (2022). Personal communication. Group Leader of Pathogens and Human Health, Swiss Federal Institute of Aquatic Science and Technology,https://www.eawag.ch/en/aboutus/portrait/organisation/staff/profile/tim-julian/show/ Metcalf, T. G., et al. “Environmental Virology: From Detection of Virus in Sewage and Water by Isolation to Identification by Molecular Biology--a Trip of over 50 Years.” Annual Review of Microbiology, vol. 49, 1995, pp. 461–487, pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8561468/, 10.1146/annurev.mi.49.100195.002333. Raphael, Therese. “Where Will We Find the next Covid Outbreak? Check the Sewers.” Bloomberg.com, 8 Jan. 2022, www.bloomberg.com/opinion/articles/2022-01-08/covid-omicron-sewers-are-our-early-warning-system-for-future-virus-outbreaks. Wells, Chad R., et al. “Prosocial Polio Vaccination in Israel.” Proceedings of the National Academy of Sciences, vol. 117, no. 23, 26 May 2020, pp. 13138–13144, 10.1073/pnas.1922746117. Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Quem são os imortalistas, que pretendem romper os limites da longevidade

Glogo - Ciência Livro conta como bilionários e cientistas se uniram numa corrida para driblar a morte O imortalismo acredita na imortalidade da alma e é o alicerce de inúmeras religiões. Já os imortalistas a que me refiro têm outra meta, nada espiritual: expandir, quase indefinidamente, os limites da longevidade através da ciência. O tema, tão fascinante quanto polêmico, é o objeto de estudo do jornalista Peter Ward, que acaba de lançar o livro “The price of immortality – the race to live forever” (“O preço da imortalidade – a corrida para viver para sempre”), ainda sem tradução para o português. Imortalistas: cientistas e investidores pretendem expandir os limites da longevidade Pixabay Cientistas, bilionários do setor de tecnologia e grupos que cultuam a ideia compartilham a certeza de que a humanidade tem a chance de chegar a algo perto da imortalidade. Ward mapeou essa rede de “devotos”, começando pela Church of Perpetual Life (Igreja da Vida Perpétua), na Flórida, cujos fieis são adeptos entusiastas da criogenia humana. Conhecida cientificamente como criônica, trata-se da técnica que permite refrigerar o corpo a uma temperatura de até menos 196 graus Celsius, suspendendo o processo de deterioração durante anos. Isso tornaria possível sua reanimação no futuro, isto é, se a pessoa morre hoje vítima de uma doença incurável, poderá ser reanimada quando for possível salvá-la. A tese defendida pelos imortalistas é a seguinte: se a ciência conseguir estender a expectativa de vida em 20 ou 30 anos, ou seja, para algo entre 110 ou 120 anos, os avanços que se darão nesse campo darão um salto exponencial que vai mudar a História da humanidade. Um dos pioneiros na área foi o cientista britânico Aubrey de Grey, que trabalha com a proposta de uma medicina regenerativa, capaz de “derrotar” o curso do envelhecimento. Prevê que, em menos de duas décadas, haverá tratamentos capazes de reparar os danos causados pelo passar dos anos antes que se transformem em patologias. A teoria soou como música para os bilionários do Vale do Silício. Sergey Brin e Larry Page (Google) e Jeff Bezos (Amazon) têm despejado muito dinheiro em pesquisas relacionadas à longevidade. Peter Ward, autor do livro sobre como os imortalistas tentam driblar a morte Divulgação Na mitologia grega, como Ward escreve, o mito de Orfeu foi criado para ensinar aos homens as consequências nefastas de desafiar a morte. Quando sua amada Eurídice morre, ele desce ao submundo para onde vão as almas dos mortos, disposto a trazê-la de volta. Sua dor comove o deus Hades, senhor desse domínio, que permite que Eurídice volte com uma condição: o casal não deve, em hipótese alguma, olhar para trás. Já perto da superfície, Orfeu quer ter certeza de que a mulher o acompanha e se vira – é o bastante para que ela desapareça. Felizmente, a ciência prefere explorar seus limites. Numa de suas últimas edições, a revista “MIT Technology Review” mostrou que drogas antienvelhecimento estão sendo testadas para combater a Covid-19. A enfermidade é mais letal à medida que se envelhece e uma das razões é o enfraquecimento do sistema imunológico para combater infecções. Portanto, por que não utilizar drogas que rejuvenescem o organismo para deter sua progressão? Os cientistas preferem não usar a expressão antienvelhecimento por causa da carga negativa que traz em relação à velhice, mas sabemos que este é um fator de risco concreto. A degradação do sistema imunológico também pode afetar indivíduos mais jovens cuja idade biológica está acima da idade cronológica, devido a doenças crônicas como, por exemplo, diabetes ou hipertensão. O que só comprova a beleza da ciência em sua eterna luta para se superar. Veja Mais

Ex-BBB Flay desabafa sobre chip da beleza: 'Destruiu minha pele'; implante não é recomendado por especialistas

Glogo - Ciência Implante hormonal foi criado para tratar sintomas menstruais, mas popularmente é usado para fins estéticos. O chip da beleza não é recomendado por especialistas, e efeitos colaterais podem causar alteração no clitóris e mudança de voz. Flayslane no clipe de 'Osmar' Divulgação A ex-BBB Flayslane publicou um desabafo sobre o 'chip da beleza' nesta terça (17) em seu perfil no Instagram. O implante hormonal, que não é recomendado para fins estéticos, teria deixado o rosto da influenciadora coberto de espinhas. O implante hormonal promete tratar sintomas da menstruação, menopausa, doenças dependentes do estrogênio ou contracepção. Mas acabou se tornando popular devido aos 'efeitos colaterais' , que envolveriam aumento da libido, emagrecimento e ganho de massa muscular. Flay desabafou sobre o efeito em sua pele quando um seguidor perguntou se o implante tinha lhe causado muitas espinhas. "Muita espinha? Destruiu minha pele. Agora não tem mais espinhas, estão só algumas manchinhas e eu estou tratando. Agora o efeito do chip acabou, graças a Deus. Eu nunca tive espinhas no rosto na minha vida inteira, nunca! Eu tive nas costas na puberdade, no rosto nunca..." A ex-BBB também disse que o implante não causou emagrecimento, e que só começou a sentir resultado quando aderiu ao jejum intermitente. "Pelo contrário", disse. "Inchei igual a um baiacu nos primeiros meses. Aí decidi mudar tudo." Ex-BBB Flayslane diz que chip da beleza deixou seu rosto cheio de espinhas Reprodução Veja 10 perguntas e respostas sobre implante hormonal Chip da beleza O 'chip da beleza' é o nome popular dado aos implantes de gestrinona, um hormônio sintético da progesterona, que faz com que a testosterona (hormônio masculino) aumente. Chip da beleza: implante hormonal para fins estéticos pode causar danos irreversíveis São implantes de aplicação subcutânea, ou seja, sob a pele, que liberam um determinado hormônio lentamente no organismo. Em nota divulgada no dia 8 de setembro de 2021, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) afirmou que não existem dados suficientes que validem o uso do dispositivo, seja para fins estéticos ou não. "Não há nenhuma indicação formal para implante de gestrinona, para nenhuma doença. Antigamente usávamos a gestrinona via oral em algumas doenças, como a endometriose, mas isso já caiu por terra. Não usamos nem via oral e nem por outras vias, devido aos efeitos colaterais e por termos medicações com melhor tolerabilidade e menos efeitos adversos", explica a ginecologista Gabriela Pravatta Rezende. Efeitos colaterais podem alterar clitóris e mudar voz O uso do hormônio masculino também está relacionado ao aparecimento de efeitos colaterais reversíveis (que desaparecem após o uso do implante ser descontinuado) e irreversíveis (que são permanentes) não tão desejados pelas mulheres. Entre os efeitos colaterais reversíveis estão o inchaço, a queda de cabelo, aumento da acne e dos pelos corporais. "Há também o risco da paciente adquirir efeitos colaterais irreversíveis, como o aumento do clitóris e alteração na voz. São efeitos mais raros, mas podem acontecer, principalmente se a quantidade de hormônio for suprafisiológica, ou seja, uma quantidade de hormônio muito grande", explica a ginecologista Ana Lúcia Beltrame. Veja Mais

Superlaboratório Sirius 'abre as portas' ao público com visita virtual guiada; veja como participar

Glogo - Ciência Evento está programado para segunda-feira (16), a partir das 10h, e celebra o Dia Internacional da Luz. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon O Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração, instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), realiza na segunda-feira (16) uma visita virtual guiada por dentro do acelererador de elétrons brasileiro. O evento celebra o Dia Internacional da Luz. A transmissão ao vivo está programada para começar às 10h, pelo canal do YouTube do CNPEM. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil Os visitantes virtuais poderão conhecer técnicas e recursos utilizados para desvendar a estrutura dos mais diversos materiais. Líderes das diversas linhas de luz, que são estações de pesquisa que estão entre as mais avançadas da ciência e disponíveis atualmente em poucos lugares do mundo, serão os guias dos visitantes. Estação de pesquisa Manacá, primeira a ficar pronta e operacional no Sirius, em Campinas (SP) CNPEM/Divulgação Sirius em operação Maior projeto científico brasileiro, o Sirius realizou em julho de 2020 os primeiros experimentos ao obter imagens em 3D de estruturas de uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do novo coronavírus. Em setembro de 2020, um grupo do Instituto de Física da USP de São Carlos utilizou o acelerador na busca por uma "chave" para desativar o novo coronavírus. Foi o primeiro experimento de pesquisadores externos no Sirius. Em outubro, a linha de luz batizada de Manacá, a primeira das 14 previstas na primeira fase, passou a operar oficialmente e a aceitar propostas de outros objetos de estudo que não a Covid-19. Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius, superlaboratório instalado em Campinas (SP) Sirius/CNPEM/Divulgação O que é o Sirius? Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1 Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Golpes financeiros têm novas modalidades e não param de crescer

Glogo - Ciência As fraudes de engenharia social, que manipulam os usuários para que forneçam dados confidenciais, respondem por 70% dos casos Dia sim, dia não, recebo uma proposta para trabalhar em casa no meu computador ou celular, com possibilidade de ganhar entre 350 e 800 reais por semana. Claro que não é preciso ter “conhecimento avançado”, como diz o texto da mensagem que reproduzo na coluna. Claro que há um link para “Renda Em Casa Net”. Tudo muito simples, exatamente porque se trata de mais um golpe, aproveitando o aflitivo cenário de desemprego e endividamento da população. No fim, uma observação: “caso não tiver interesse, recomende para alguém que esteja precisando”, ou seja, a vítima ainda pode fazer com que outras pessoas caiam na armadilha. É impressionante a “criatividade” do mal... O golpe do falso trabalho em casa: a orientação é descartar a mensagem e nunca clicar no link Reprodução Embora já manjado, o golpe do falso sequestro, no qual bandidos dizem que sequestraram alguém próximo e pedem resgate, ganhou uma variante no WhatsApp e duas ou três vezes tentaram me fisgar com textos quase idênticos. O golpista se fazia passar por meu filho, escrevia que havia perdido o celular e estava temporariamente usando aquele número – a farsa é tão bem engendrada que a foto era a do aplicativo! Como ele perdeu o aparelho em mais de uma ocasião, não desconfiei até que o marginal pediu dinheiro para um conserto do carro. Claro que o sinal de alerta piscou e dei a conversa por encerrada. Aliás, uma medida simples para evitar a clonagem do WhatsApp é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” (Configurações/Conta/Confirmação em duas etapas), na qual será possível cadastrar uma senha. Um dos golpes que acontecem no WhatsApp: bandidos enviam mensagem dizendo que uma pessoa conhecida mudou de número Reprodução As tentativas de golpes financeiros contra os idosos cresceram 60% em 2020, durante a pandemia, segundo a Federação Brasileira dos Bancos. Durante o período de isolamento, explodiu o número de ataques de phishing, os e-mails que carregam vírus ou links que levam o usuário para sites de araque. Outra modalidade era a do falso motoboy, na qual os criminosos se faziam passar pelo banco para comunicar transações suspeitas com o cartão de crédito do cliente. Informavam que um motoqueiro seria enviado para recolher o cartão e até orientavam a vítima a cortá-lo ao meio para inutilizar a tarja magnética. No entanto, o chip permanecia intacto, permitindo que os bandidos fizessem compras. Outro levantamento da entidade apontou o crescimento de 165% nas fraudes de engenharia social para o público em geral no primeiro semestre de 2021, em relação ao semestre anterior. São justamente aquelas que manipulam os usuários para que forneçam seus dados. O motoboy trambiqueiro se manteve em alta: teve um salto de 271%. O golpe da falsa central aumentou 62% e sobre esse também posso dar meu depoimento: a ligação clona o número da agência bancária e o roteiro dos vigaristas é o de um atendente solícito, querendo ajudar porque foram detectadas movimentações suspeitas na conta. O passo seguinte é pedir informações confidenciais. Atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social e nunca é demais repetir: nenhum banco liga para o cliente pedindo senha, número do cartão, ou qualquer tipo de pagamento. Se receber uma ligação dizendo que ele foi clonado, desligue na hora e entre em contato com a instituição bancária, através do telefone que está no verso, para esclarecer o que houve. Para finalizar, siga algumas regras básicas de segurança: Mantenha o computador atualizado e rodando com um antivírus – há diversos de boa qualidade e de graça. Não clique em links que lhe foram enviados. Em vez disso, vá aos websites digitando seu endereço eletrônico. Se receber um SMS ou e-mail do banco com um link, delete imediatamente. Verifique o website: o certificado é como uma carteira de motorista e é bem fácil de checar. Nos sites seguros, há um pequeno cadeado ao lado do endereço eletrônico. Clique nesse cadeado e selecione “certificado”: ali aparecerão as informações de validação. Prefira fazer compras em sites conhecidos e não use computadores públicos para nenhum tipo de transação. Não compartilhe sua senha em hipótese alguma, nem forneça dados pessoais. Veja Mais

Novas sublinhagens da ômicron podem evitar imunidade de infecções passadas, diz estudo

Glogo - Ciência Em pessoas não vacinadas que já haviam sido expostas a linhagem original da ômicron houve uma diminuição de quase oito vezes na produção de anticorpos quando expostas às novas sublinhagens. Imagem de pesquisadora na Cidade do Cabo, na África do Sul Shelley Christians/Reuters Duas novas sublinhagens da variante Ômicron do coronavírus podem evitar anticorpos de infecções anteriores o bastante para desencadear uma nova onda, mas são muito menos capazes de se desenvolver no sangue de pessoas vacinadas contra a Covid-19, descobriram cientistas da África do Sul. Cientistas de diversas instituições do país estavam examinando as sublinhagens BA.4 e BA.5 da Ômicron, adicionadas no mês passado pela Organização Mundial da Saúde à lista de monitoramento. Compartilhar pelo WhatsApp Compartilhar pelo Telegram Eles coletaram amostras de sangue de 39 participantes previamente infectados pela Ômicron assim que a variante apareceu pela primeira vez no final do ano passado. Quinze deles estavam vacinados --oito com a vacina da Pfizer; sete com a da Janssen-- enquanto os outros 24 não estavam. "O grupo vacinado mostrou uma capacidade de neutralização cerca de 5 vezes maior, e estarão mais protegidos", apontou o estudo, cuja prévia foi lançada neste fim de semana. Pesquisa indica que subvariante da ômicron pode ser agressiva Nas amostras de pessoas não vacinadas, houve uma diminuição de quase oito vezes na produção de anticorpos quando expostas às sublinhagens BA.4 e BA.5, em comparação com a linhagem original BA.1 da Ômicron. O sangue das pessoas vacinadas mostrou essa diminuição em até três vezes. A África do Sul pode estar entrando em uma quinta onda de Covid mais cedo do que o esperado, disseram autoridades e cientistas na sexta-feira, culpando um aumento sustentado nas infecções que parece ser impulsionado pelas subvariantes BA.4 e BA.5 da Ômicron. Apenas cerca de 30% da população da África do Sul (60 milhões de pessoas) está totalmente vacinada. "Com base no escape de neutralização, BA.4 e BA.5 têm potencial para resultar em uma nova onda de infecção", disse o estudo. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Veja Mais

Histórias de reinvenção: Claudia, de advogada a guia em Paris

Glogo - Ciência Ela deixou o mundo corporativo para trás e diz: “hoje não enxergo mais amarras, nem limites” Hoje dou início a uma série de três colunas sobre mulheres que se reinventaram em outros países, deixando para trás as referências profissionais que as guiavam no Brasil. Cada uma viveu diferentes desafios para se adaptar, mas todas conseguiram encontrar um caminho próprio, com significado muito especial para suas vidas. Parecia um roteiro de um comercial de margarina: a carreira como advogada de um grande banco em ascensão, casamento feliz, apartamento próprio. “Só que volta e meia eu me pegava pensando: será que é isso mesmo que a gente quer?”, lembra Claudia Gazel, acrescentando que o marido, Marco, compartilhava suas dúvidas e angústias. Em 2008, o casal começou a pensar em morar fora do Brasil, até que surgiu a oportunidade de ele fazer um mestrado na área de psicologia financeira, na França. Alugaram o imóvel em São Paulo em tempo recorde e deixaram para trás duas trajetórias estabilizadas: ela, na área do direito; ele, como economista e sócio de uma corretora. Claudia Gazel: há 12 anos na França, ela deixou a carreira de advogada para trás e se tornou guia em Paris Acervo pessoal A caminho de fazer 45 anos e há 12 morando em Paris, enumera resoluções que tomou: “deixei minha profissão para trás, coisa que ninguém na minha família havia feito, e junto veio também a decisão de não termos filhos. De repente, o roteiro que havíamos escolhido era completamente diferente do que as pessoas esperavam de nós”. Desde 2009, Claudia mantinha um blog, “A viagem certa”, com dicas de hotéis, restaurantes e passeios. Em setembro de 2010, o que antes era um hobby se transformou em sua principal ocupação: “eu simplesmente tinha Paris inteira na minha mão!”. Seu trabalho não passou despercebido e a secretaria de turismo parisiense lhe garantia acesso aos eventos culturais da cidade. O passo seguinte foi criar tours personalizados para turistas brasileiros, como piqueniques em Versalhes e visitas a lojinhas que garimpava em suas andanças. Mas Claudia queria mais e, em 2017, inscreveu-se num curso de dois anos para obter a licença profissional de guia, com direito a documento emitido pelo Ministério da Cultura francês. “Hoje em dia, não enxergo mais amarras, nem limites”, analisa. Tanto que ampliou os roteiros para incluir experiências feitas sob medida para o público infantil. “As pessoas ainda acham que as crianças não vão se interessar ou acompanhar programas culturais na Europa, mas há inúmeras formas de abordagem para conquistá-las. No Louvre, por exemplo, uso a entrada que leva às ruínas da muralha de um castelo medieval, e vejo o olhar de fascinação delas ao se depararem com algo tão impactante”. Paris reinventou Claudia e, em troca, ela traduz Paris para os brasileiros. "Interagindo" com uma obra da coleção Pinault, no antigo prédio da Bolsa de Valores Acervo pessoal Veja Mais

Homens e mulheres: sobre diferenças e semelhanças

Glogo - Ciência Mapeamento de variáveis biológicas pode ajudar na prevenção e no tratamento de doenças Nesta segunda-feira, foi divulgada pesquisa da American Cancer Society mostrando que a maior incidência de casos de câncer ocorre entre os homens. Pesquisadores liderados pela PhD Sarah Jackson avaliaram o risco para 21 tipos de câncer acessando dados de 171 mil homens e 122 mil mulheres, entre 50 e 71 anos, participantes de um estudo entre 1995 e 2011. Nesse período, houve quase 18 mil casos de câncer entre eles e 8.742 entre elas. O achado sugere que diferenças biológicas – fisiológicas, imunológicas e genéticas – entre os gêneros podem desempenhar um papel relevante no surgimento da doença. Homens e mulheres se igualam no risco para câncer diante de dois fatores: envelhecimento e tabagismo Stephane Mignon, Wikimedia A incidência de câncer só foi menor na população masculina em tumores na tireoide e na vesícula. Nos demais, a ocorrência chegava a ser de três vezes (laringe e bexiga) a dez vezes maior (esôfago). No entanto, homens e mulheres se igualam no risco para câncer diante de dois fatores: envelhecimento e tabagismo. É o que aponta levantamento da American Cancer Society, que também relaciona gordura corporal elevada e histórico familiar como alguns dos critérios de atenção que merecem intervenção precoce. O estudo acompanhou mais de 400 mil pessoas, sem histórico da doença, por cinco anos. Para as mulheres, a menopausa precoce, antes dos 40 anos, está associada ao risco aumentado para insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, apontou estudo liberado semana passada pela European Society of Cardiology. Durante o climatério, período que compreende a passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva, o declínio na produção do estrogênio, hormônio que tem função vasodilatadora, torna as mulheres suscetíveis a problemas cardiovasculares. Para aquelas que enfrentam tal situação, é ainda mais importante adotar um estilo de vida saudável que inclua exercícios e alimentação balanceada. Por fim, queria compartilhar outro trabalho, divulgado dia 3, que mostra como alguns indivíduos com placas amiloides em seus cérebros, que são associadas ao Alzheimer, não apresentam sinais da doença. Para a American Academy of Neurology, há fatores que serviriam como uma espécie de barreira, protegendo a memória e habilidades cognitivas, tais como participar de grupos, sejam de esportes ou religiosos, e estar envolvido em atividades artísticas. A pesquisa sugere que o chamado aprendizado contínuo – quando nos engajamos em atividades que demandam nosso intelecto – é extremamente benéfico, mas também é essencial cultivar conexões sociais e manter-se fisicamente ativo. Vale para todos, todas e todes! Veja Mais

A importância dos mais velhos para atenuar o trauma coletivo da Covid

Glogo - Ciência “A convivência intergeracional mostrou que os avós tiveram papel da maior relevância para diminuir o estresse dos netos”, afirma especialista O título parece um tanto pomposo, mas corresponde à realidade, de acordo com a avaliação da psicóloga Rajita Sinha, professora da faculdade de medicina de Yale e diretora do centro de estresse da universidade. Num painel virtual sobre os desdobramentos emocionais da pandemia realizado pelo Projeto Longevidade, da Universidade Stanford, foi enfática: “Assistimos a um grande sofrimento de crianças, adolescentes, adultos e idosos, todos vítimas de ansiedade e depressão. Ainda vivemos um estresse planetário, um trauma coletivo cujo impacto, físico e mental, atravessa diferentes recortes. Inclui não somente a doença, mas perdas, luto, insegurança financeira e suporte social, cujos efeitos são de longo prazo”. Rajita Sinha, professora da faculdade de medicina da Universidade Yale Yale University Na universidade, pesquisadores estão empenhados em detalhar as consequências da Covid-19 na diminuição da expectativa de vida dos norte-americanos. “Sabemos que o estresse crônico é um fator de aceleração do envelhecimento e afeta a expectativa de vida. Nossa idade biológica, ou seja, a do organismo, avança em relação à idade cronológica, nos tornando mais velhos do que consta no documento de identidade. Queremos quantificar esse processo através de marcadores de envelhecimento em indivíduos de meia-idade e idosos no cenário da pandemia. Dependendo da forma como a pessoa vem conseguindo lidar ou não com os desafios que a cercam, sua expectativa de vida pode ter uma redução de seis meses a cinco anos”, afirmou Sinha. Aliás, no Brasil, a expectativa de vida caiu 4,4 anos em 2021, em consequência da pandemia: de 76 para 72,3 anos. A psicóloga, uma referência mundial sobre a relação entre quadros severos de estresse e comportamentos de dependência e violência, lamenta o crescimento do número de suicídios de crianças nos EUA e analisa: “a situação familiar foi comprometida como um todo. Temos um conjunto de fatores que vai do isolamento a laços sociais rompidos, da perda de entes queridos à insegurança financeira. A escola e os professores, que têm um papel significativo em situações de crise, também foram impedidos de atuar no auge da pandemia, o que só aumentou o trauma”. No entanto, ela aponta para a importância dos avós como agentes capazes de atenuar esse sofrimento: “a população afrodescendente foi duramente atingida pela Covid, mas os mais velhos funcionaram como um poderoso ponto de apoio, capaz de amortecer o impacto do trauma". "A convivência intergeracional mostrou que os avós tiveram papel da maior relevância para diminuir o estresse dos netos”. Entretanto, fez uma ressalva: eles funcionaram como um porto seguro para crianças e adolescentes em ambientes familiares onde havia o convívio entre gerações: “o idoso isolado e sozinho se torna vulnerável, o que mostra que todos precisam uns dos outros”, resumiu. Na opinião da professora Rajita Sinha, a telemedicina pode ajudar na superação desse trauma coletivo provocado pela Covid-19. Sugere o emprego da terapia de curto prazo, mas adverte que é fundamental que a iniciativa seja encampada pelos governos, que deveriam preparar centros comunitários para atender a casos de estresse: “é preciso que as famílias tenham todo o suporte necessário. Nos Estados Unidos, um indivíduo leva, em média, até 11 anos para receber tratamento para problemas emocionais e mentais”. No mesmo evento on-line, Kelly Greenwood, fundadora da Mind Share Partners, empresa de consultoria voltada para a criação de uma cultura de apoio à saúde mental no ambiente de trabalho, salientou que é uma responsabilidade organizacional que o clima pós-Covid seja acolhedor: “antes, bastavam ações de conscientização para superar o estigma em relação a dificuldades emocionais. Agora, o comando da empresa deve ter atenção redobrada para questões como microagressões, longas jornadas e insegurança profissional. O racismo estrutural leva minorias a serem alvos de uma carga ainda maior”. Greenwood citou dois levantamentos realizados pela Mind Share com trabalhadores em tempo integral que mostram a delicadeza da situação: em 2019, 59% relatavam ter sofrido de algum problema emocional ou mental; em 2021, o percentual tinha saltado para 76%. “O aspecto positivo é as pessoas estarem falando mais abertamente sobre o assunto. A participação do principal líder pode ser uma ferramenta poderosa para mudar a cultura da organização. Se abordar o assunto com seus colaboradores, inclusive compartilhando dificuldades que já tenha enfrentado, pessoalmente ou com alguém próximo, ele se transformará num agente de mudanças”. Veja Mais

Paciente gay com suspeita de varíola dos macacos relata preconceito: 'Você tem doença? Qual é a sua sorologia?', questionou médico

Glogo - Ciência Médico de UPA de Santo André não aceitou quando paciente respondeu que era HIV negativo, e insistiu na pergunta. Prefeitura lamentou caso e disse que conduta do profissional será apurada, Na quarta, diretor da OMS aconselhou que homens que fazem sexo com homens reduzam número de parceiros, mas reforçou que 'estigma e discriminação podem ser tão perigosos quanto qualquer vírus'. Fachada da UPA Central de Santo André, na Grande São Paulo Reprodução/Google Maps Um paciente gay com suspeita de varíola dos macacos relatou ter sido vítima de preconceito durante o atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santo André, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira (25). Após negativa, o médico insistiu em querer saber se ele era portador do vírus HIV. O caso ocorreu na UPA Central de Santo André, onde o paciente Matheus Góis, de 23 anos, esteve após ser encaminhado pelo Centro Médico de Especialidades da Vila Vitória, também em Santo André. Varíola dos macacos: como se transmite e quais são os sintomas OMS declara monkeypox como emergência global Matheus foi direcionado à UPA Central após uma médica do Centro de Especialidades informá-lo da suspeita de monkeypox, também conhecida como varíola dos macacos, já que o Centro de Especialidades não tem testes para esse tipo de diagnóstico. Em entrevista ao g1, Góis contou que o médico da UPA Central perguntou o que ele fazia no Centro Médico de Especialidades da Vila Vitória, e questionou se ele "tem doença", em referência à infecção pelo vírus HIV. "A primeira pergunta que ele fez foi: o que você estava fazendo lá [no Centro de Especialidades]? Aí eu falei, nada, eu fui me consultar para fazer a testagem de sífilis. Aí ele falou: você tem doença? Qual é a sua sorologia?", contou Góis. "Eu na mesma hora falei assim, ó, eu sou negativo, HIV negativo. Aí ele falou: 'tem certeza que você é? Porque se você estava lá [no Centro de Especialidades], você tem alguma doença? Eu perguntei assim: que doença?' Aí ele disse: 'é, doença, mas deixa pra lá, eu vou mandar para a enfermeira aqui, e ela vai saber resolver. E sai, sai, sai da minha sala, por favor, sai", contou o paciente. O g1 questionou a prefeitura de Santo André sobre o atendimento recebido pelo paciente com suspeita de monkeypox na UPA Central. Em nota, a prefeitura disse que "lamenta o ocorrido" e que "se comprovada conduta preconceituosa, o médico será severamente punido" (veja a nota completa abaixo). Paciente gay com suspeita de varíola dos macacos relata preconceito em UPA em Santo André Na última quarta, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselhou que homens que fazem sexo com homens – como gays, bissexuais e trabalhadores do sexo – reduzam, neste momento, o número de parceiros sexuais para diminuir o risco de exposição à varíola dos macacos (monkeypox). Na fala de abertura em uma entrevista sobre a doença, Tedros Adhanom Ghebreyesus também reforçou que "estigma e discriminação podem ser tão perigosos quanto qualquer vírus e podem alimentar o surto". Varíola dos macacos: veja o que se sabe sobre a vacinação Encaminhamento médico Matheus procurou inicialmente a UPA Vila Luzita, também em Santo André, na manhã de segunda (25), com sintomas como dores nas costas e na região anal, além de feridas espalhadas pelo corpo. Na unidade, a equipe suspeitou de sífilis, e o direcionou para o Centro de Especialidades Vila Vitória para que ele realizasse um exame da doença. No Centro de Especialidades Vila Vitória, a equipe começou a suspeitar de varíola dos macacos, e orientou o paciente a ficar em isolamento. Matheus foi informado sobre o resultado negativo do exame de sífilis, e encaminhado para a UPA Central para fazer o teste de monkeypox. O jovem já fazia acompanhamento no Centro de Especialidades para receber a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), medicamento que previne a infecção do vírus HIV e é indicado para grupos considerados de maior risco, como gays, homens que fazem sexo com outros homens (HSH), profissionais do sexo, homens trans, mulheres trans e travestis. Ele acredita que o tratamento que recebeu do médico na UPA Central ocorreu, em parte, porque ele havia sido encaminhado por uma unidade de saúde que atende pacientes com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), entre outros públicos. "Já no meu prontuário estava dizendo que eu vim do Centro de Especialidade, e esse centro trata de ISTs, entre outras coisas. Tanto que eu estava fazendo um acompanhamento de Prep também", contou Matheus. "Ele logo me perguntou se eu tinha 'doença', então ele sabia que eu era gay, ele sabia já", disse. Diagnóstico de monkeypox Após o atendimento do médico, que pediu que ele saísse da sala, Matheus foi recebido por enfermeiras da UPA Central, que coletaram uma amostra para o exame de varíola dos macacos e o orientaram a ficar em isolamento. O ator, de 23 anos, contou que não recebeu nenhuma prescrição médica para tratar, em casa, a dor ou as feridas pelo corpo. Ele foi orientado apenas a ficar isolado, e aguardar o resultado do exame, que chegou nesta sexta (29) e foi positivo pra monkeypox. "Eu não tenho orientação, não tem um 'passa uma pomadinha, toma um remedinho, faz assim'. Eles não me orientaram a isso, então você fica assustado. Você se automedica na dor que você sente", disse Matheus. Na noite de quinta-feira (28), ele postou nas redes sociais um relato do diagnóstico de monkeypox e também do atendimento médico que recebeu em Santo André. Ao g1, Matheus disse que, após a publicação, recebeu apoio de muitos desconhecidos, mas também foi novamente alvo de preconceito de outros internautas. "Eu fiz esse relato e a comunidade também me apoiou. Me senti acolhido ali, mas eu vi muitos relatos cruéis também", disse. "Tinha comentários falando que tá transando demais, tá saindo muitas pessoas, e eles nem sabem a quantidade de parceiros. Foi três semanas atrás que eu tinha transado com a última pessoa, mas mesmo assim as pessoas já vão associando essa doença com uma suposta promiscuidade, com uma libertinagem que os gays têm, e vão reforçando sempre esse discurso", afirmou. Orientação da OMS Nesta semana, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselhou que homens que fazem sexo com homens – como gays, bissexuais e trabalhadores do sexo – reduzam, neste momento, o número de parceiros sexuais para diminuir o risco de exposição à varíola dos macacos (monkeypox). Esta orientação, no entanto, foi criticada por ativistas do movimento LGBTQIA+, que destacaram o risco de estigmatização deste público durante a epidemia de varíola dos macacos. Tedros Adhanom destacou que, "embora 98% dos casos até agora estejam entre homens que fazem sexo com homens, qualquer pessoa exposta pode pegar a varíola dos macacos". OMS afirma que situação da varíola dos macacos é muito preocupante no Brasil Além da transmissão por contato sexual, a doença também pode se espalhar nas residências por meio do contato próximo entre as pessoas, como abraços e beijos, e em toalhas ou roupas de cama contaminadas. Em entrevista ao g1, o paciente da UPA Central, Matheus Góis, também questionou a orientação da OMS, mas disse que é importante que haja uma comunicação eficaz dos métodos de prevenção da doença. Para ele, o atendimento que recebeu do médico reflete a estigmatização do público LGBTQIA+ como portadores de doenças. "É importante, sim, saber tomar cuidado", afirmou. "Acho que a discussão deve ser sobre a forma que isso é dito. A gente não tá falando de não cuidar de uma questão sanitária, mas a forma que é dita. Acho que a gente vive um momento em que temos ter, sim, cuidado com as palavras, ainda mais hoje", disse Matheus. Veja a nota da Prefeitura de Santo André: A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, lamenta profundamente o ocorrido e esclarece que, assim que tomou conhecimento dos fatos, iniciou processo de apuração do ocorrido. Se comprovada a conduta preconceituosa no atendimento, o médico será severamente punido. Informamos, ainda, que temos três pacientes que obtiveram completo sucesso no tratamento contra Monkeypox e se recuperaram plenamente, outros 11 seguem em isolamento domiciliar, em tratamento integral e monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde. Todos os atendimentos são realizados com total discrição, responsabilidade, humanidade e acolhimento. Há um mês profissionais da rede de saúde pública e privada receberam capacitações sobre os protocolos, condutas e encaminhamentos a respeito da Monkeypox oferecidas por nossa Secretaria Municipal de Saúde. Importante informar também que o primeiro caso registrado em nossa cidade, no dia 2 de junho, teve acompanhamento e tratamento integral oferecido pela Secretaria de Saúde de nosso município, tendo o paciente o completo sucesso no tratamento. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Veja Mais

Por que pessoas grávidas vomitam tanto #shorts

Por que pessoas grávidas vomitam tanto #shorts

 Minuto da Terra Pra muita gente, é normal enjoar durante a gravidez. Por que isso acontece? #shorts Veja Mais

Caso de poliomielite é detectado pela primeira vez em décadas nos EUA

Glogo - Ciência Vírus foi registado pela última vez nos Estados Unidos em 1993 e pode ter sido levado por viajante que estava fora do país. Sede do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos em Atlanta REUTERS/Tami Chappell O Departamento de Saúde do Estado de Nova York (EUA) informou a detecção de um caso de poliomielite no Condado de Rockland, subúrbio da cidade. Esta é a primeira vez em pelo menos três décadas que uma ocorrência da doença é registrada. Em nota divulgada nesta quinta-feira (21), as autoridades afirmam que testes feitos até agora sugerem que o caso do vírus altamente contagioso pode ter se originado fora do país. "Estamos monitorando a situação de perto e trabalhando com o Departamento de Saúde de Nova York e com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) para responder a essa questão emergencial de saúde pública para proteger a saúde e o bem-estar dos moradores do condado", disse a comissária de Saúde do Condado de Rockland, Patricia Schnabel Ruppert, em nota. Segundo o CDC, embora nenhum caso de pólio tenha surgido nos Estados Unidos desde 1979, o vírus já foi trazido para o país por viajantes com a doença. A última vez que isso aconteceu foi em 1993. A poliomielite, que não tem cura, invade o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível em questão de horas. No final dos anos 1940, surtos do vírus causavam deficiências em cerca de 35 mil norte-americanos por ano, principalmente em crianças que viviam em áreas com baixa cobertura de saneamento básico. Graças à criação da vacina contra a doença em 1953, o número de casos de poliomielite caiu substancialmente ao redor do mundo, sendo erradicada em muito países desde então. No Brasil, a doença é considerada erradicada desde 1994 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Veja Mais

Você ainda sente culpa em relação aos filhos?

Glogo - Ciência Acredite que fez o melhor e abra espaço para uma nova versão sua, mais leve e de bem com a vida Cooper Raiff tem apenas 25 anos e dois filmes no currículo: “O calouro” (“Shithouse”), de 2020, e “Cha Cha Smooth” (“O próximo passo”), vencedor do prêmio do público de melhor drama do Festival de Sundance no começo do ano. Já se tornou uma festejada revelação do cinema americano ao conciliar as atividades de protagonista, roteirista e diretor. Começo a coluna falando dele porque sua obra de estreia mostra a dura adaptação de um jovem que entra na universidade e pela primeira vez se vê longe da mãe e da irmã, um núcleo familiar mais unido do que nunca depois da morte do pai. Num dos muitos telefonemas – que invariavelmente acabam em choro – para casa, a mãe não tem dúvidas: manda o filho, que estuda na Califórnia, voltar imediatamente para o Texas. A cena me tocou na hora: quantas de nós não tiveram reação semelhante ao nos deparararmos com o rebento em apuros, num misto de aflição e culpa pela situação? Mãe e filha apreciam a paisagem: prepare-se para substituir a carga de culpa por um relacionamento mais leve Don White para Pixabay Assumo que sou uma culpada convicta, com um histórico de longas jornadas de trabalho. No entanto, se a convivência não era do tipo 24 horas por dia, sete dias na semana, havia um motivo: minha vida profissional sempre foi de grande importância para mim e as escolhas não eram fáceis. Aproveitei para pedir depoimentos para mulheres entre 45 e 80 anos e eles mostram que, para uma boa parte delas, mesmo quando os filhos crescem, saem de casa e constituem suas próprias famílias, o alerta não se apaga. Ao menor sinal de problema, seja profissional, financeiro, ou de relacionamento, ficamos nos perguntando onde erramos, como se essa fosse a razão para o imbroglio estar ocorrendo. Será que dá para “desligar? “Para mim, maternidade e culpa andam juntas. Sempre que decidimos colocar alguém nesse mundo doido, nossa tarefa passa a ser fazer daquele serzinho uma pessoa de caráter, do bem, e feliz. Só que as coisas nem sempre acontecem do jeito que imaginamos ou gostaríamos e aí bate a culpa”, diz Sonia (todos os nomes são fictícios). “Quando minha filha era pequena, sentia culpa demais e o gatilho eram as ausências decorrentes do trabalho, principalmente as viagens. Quando ela tinha 4 anos, durante seis meses trabalhei em São Paulo de segunda a sexta, e só a via nos fins de semana. Achei que tinha sido um grande trauma e nem falava sobre isso. Só fui conversar sobre o assunto quando ela tinha uns 25 anos, mas sua resposta me surpreendeu: me disse que nem se lembrava dessas ausências, ou seja, o trauma era meu!”, conta Heloísa. “Talvez tenha amado demais e isso atrapalhou seu amadurecimento. Quis que estudasse fora, ele se recusou. Falhei? Não posso obrigar, está fora do nosso controle. Rezo todo dia pedindo saúde, emprego, felicidade”, afirma Cláudia, que não acredita que sofra de culpa materna. Nesses três depoimentos, os filhos estão na casa dos 30 anos. Joana, que é mãe de adolescente, diz que seu coração agora está “em paz”: “a gente erra e tenta não errar de novo. Já sofri muito porque me dei conta de que não deveria ter brigado tanto, me desgastado durante um período complicado para estabelecer limites”. Ana Lúcia, com 84 anos, também tem uma avaliação positiva: “fiz tudo que achava certo e não me sinto responsável por nada. Pode ser até que eu tenha feito tudo errado, mas acho que deu certo, meus filhos são ótimos”. Às vezes nos deparamos com um sentimento de autodepreciação (“não fui boa o bastante”), ao observar a forma como nossos netos são criados e imaginar que falhamos. Ou quando episódios do passado nos atormentam com memórias de nossas ausências. Não fomos péssimas mães, tampouco os filhos têm essa avaliação – talvez seja apenas a constatação de que a perfeição não existe. Para se reconciliar com a experiência da maternidade, você pode tentar escrever sobre ela e as circunstâncias que enfrentava. Por exemplo, a idade em que se tornou mãe, seu grau de maturidade na época, se o dinheiro era curto, se recebeu ajuda de outras pessoas ou estava só. Se achar que vale, escreva uma carta para seus filhos, contando sobre as dificuldades e os arrependimentos. Entretanto, não se esqueça de fazer uma lista dos bons momentos que viveram juntos e peça que compartilhem contigo as lembranças que consideram inesquecíveis. Comece a dar os primeiros passos para substituir a carga negativa de culpa e abra espaço para uma nova versão sua, mais leve e de bem com a vida, cuja única obrigação é ser a melhor mãe (e avó) possível daqui para a frente. Veja Mais

As salamandras ladras de esperma #shorts

As salamandras ladras de esperma #shorts

 Minuto da Terra Cuidado para não confundir cleptogênese com cleptomania! #shorts Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Por que é tão importante construir pontes entre as gerações

Glogo - Ciência Projetos intergeracionais vão de podcasts a empresa que aproxima jovens adeptos do veganismo de executivos do setor de alimentação Marc Freedman é um apaixonado defensor do convívio entre gerações. Em 2018, escrevi sobre seu livro “Como viver para sempre” (“How to live forever”), que pregava: a fonte de juventude está em conviver com os mais jovens. Foi da teoria à prática ao criar a Encore, cuja proposta é justamente construir pontes entre pessoas de todas as idades. No dia 29 de junho, assisti à rodada 2022 de projetos com esse objetivo, chamada Gen2Gen. O evento on-line foi aberto com um magnífico exemplo do que pode ser feito: uma apresentação da Young Heroes Intergenerational Brass Band, de Nova Orleans, que reúne músicos entre 12 e 61 anos (confira o vídeo aqui). Fernande Raine: PhD em História por Yale e criadora do podcast UnTextbooked Reprodução Fiquei encantada com alguns dos projetos selecionados, todos voltados para a questão da intergeracionalidade, e começo pelo da professora Fernande Raine, PhD em História por Yale. UnTextbooked é um podcast cuja terceira temporada está prevista para outubro, no qual adolescentes entrevistam historiadores, tratando de temas que mobilizam a juventude mas que, com frequência, não têm espaço na grade curricular – como o ativismo negro no século XIX e até a produção do etanol brasileiro. Grace Hampton: o projeto Weaving Wisdom resgata a identidade cultural através de tecidos e vestes Divulgação Grace Hampton, professora emérita de arte e estudos africanos na Penn State, contou como surgiu o Weaving Wisdom: “cresci na Maxwell Street, em Chicago, num caldeirão cultural com pessoas de diferentes nacionalidades. Ficava encantada com as roupas que usavam e as histórias que contavam”. Foi assim que sua proposta tomou forma, ao reunir grupos para resgatar sua identidade cultural através das vestes e dos tecidos utilizados pelos seus ancestrais. Samantha Derrick tornou-se vegana na adolescência e decidiu que sua causa poderia ganhar escala global: a Plant Futures Initiative se propõe a deslanchar carreiras nessa área e fazer a ponte entre estudantes e executivos do setor de alimentação. Sua ideia foi acolhida pela University of California, Berkeley, que já realizou dois simpósios sobre a importância da transição para uma economia baseada em plantas, capaz de fazer frente a desafios como as mudanças climáticas e a escassez de alimentos no planeta. Samantha Derrick e a Plant Futures Initiative: incentivo a carreiras no setor de alimentação baseado em plantas Divulgação Cristina Rodriguez começou a tocar violoncelo aos 10 anos e, aos 14, era voluntária num hospital. Hoje está à frente da Mind&Melody, que leva experiência musical para portadores de demência: “essa é uma linguagem universal, música é um medicamento potente”, diz. A parceria com a FAU Honors College, universidade onde estudou, teve início em 2014 e já realizou mais de 6 mil sessões musicais em instituições. “Todos precisamos de interação com os outros. Imagine o que é viver no isolamento, sem estabelecer conexões. Os idosos não se limitam a ouvir música, eles tocam os instrumentos, cantam e dançam. Quem mal abria os olhos acaba nos brindando com enormes sorrisos”, afirma, empolgada. Veja Mais

Por que somos mais sujeitos a tonturas ao envelhecer

Glogo - Ciência Acima dos 60 anos, 20% apresentam algum tipo de limitação de capacidade funcional por causa do problema Tontura, desequilíbrio, visão turva, vertigem. A sensação varia, sempre assusta e se torna mais frequente à medida que envelhecemos. Mas a boa notícia é que, na maioria das vezes, não se trata de nada grave, como afirma a otorrinolaringologista Patricia Ciminelli, mestra e doutora pela UFRJ e coordenadora do ambulatório de zumbido e otoneurologia do hospital universitário da universidade. A otorrinolaringologista Patricia Ciminelli, coordenadora do ambulatório de zumbido e otoneurologia do hospital universitário da UFRJ Acervo pessoal O que é a tontura? Em primeiro lugar, é importante explicar que tontura não é doença, é um sintoma que deve ser investigado porque há diversas causas para sua ocorrência. Há alguns anos, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia fez inclusive uma campanha para as pessoas deixarem de se referir a qualquer problema de tontura como se fosse labirintite – essa, sim, uma enfermidade que se caracteriza pela inflamação do labirinto. Cada um vai descrever o que sente de forma subjetiva, por isso nós, médicos, valorizamos duas coisas. A primeira é a questão temporal, ou seja, a frequência e duração dos episódios. A segunda são os gatilhos que provocam a tontura. Acontece quando o paciente se deita ou se vira na cama? Ou somente quando se levanta? Por que idosos ficam tontos com maior frequência? Para começar, vale uma explicação sobre nosso equilíbrio, que está baseado num tripé. O primeiro eixo é o labirinto, uma região da orelha interna responsável pela detecção do movimento: é dali que partem as informações para o cérebro quando nos mexemos ou nos deslocamos. O segundo é a visão, que nos mostra o ambiente no qual estamos. A terceira parte do tripé é a propriocepção, a capacidade de reconhecer a localização espacial do próprio corpo. Essa habilidade depende de vários fatores, como força muscular, firmeza das articulações, tato da planta do pé, enfim, trata-se de um conjunto de mensagens para o cérebro. O envelhecimento afeta todo o sistema. O labirinto envelhece e deixa de funcionar tão bem como nosso “radar”. Há diminuição da acuidade visual e incluiria o impacto da perda de audição. No que diz respeito à propriocepção, perdemos massa e força muscular, surgem problemas nas articulações. Ainda é preciso levar em conta as doenças reumatológicas e o diabetes, que compromete a sensibilidade dos pés, por causa das neuropatias periféricas. Entre os idosos, 20% dos acima de 60 anos apresentam algum tipo de limitação funcional por causa das tonturas. O emocional também desempenha papel relevante: o sentimento de ameaça e a insegurança geram mais tonturas. Há alguma boa notícia para os mais velhos? Sim! A maioria vai precisar apenas de ajustes e exercícios, existe fisioterapia para o labirinto e melhora dos reflexos. Musculação é fundamental para recuperar força e massa muscular. Outra frente na qual atuamos é tentar diminuir o excesso de medicamentos, conhecido como polifarmácia, que pode provocar sonolência e comprometer o equilíbrio. Normalmente as doenças de labirinto são benignas. Quando há algum distúrbio, a percepção sobre o movimento fica alterada e temos uma ilusão rotatória, a sensação de tudo estar girando ao nosso redor. A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é a causa mais comum de tontura em todas as idades e aumenta com o envelhecimento. Uma manobra feita no consultório resolve o transtorno, sem necessidade de medicação. Enxaquecas podem se manifestar no labirinto, assim como a síndrome de Ménière, que é acompanhada de tontura e zumbido, por causa da compressão do líquido, chamado endolinfa, que existe no interior do labirinto. Que sintomas devem servir de alerta sobre algo mais grave? O que merece atenção imediata é a tontura com outros sintomas neurológicos, como alteração na mobilidade, na mímica facial, se a pessoa tem dificuldade para falar, ou para deglutir. Qualquer quadro agudo de vertigem, súbita e incapacitante, também é caso de emergência. Qual a melhor forma detectar precocemente tais distúrbios? O ideal é ir ao otorrinolaringologista anualmente. Uma boa audição nos ajuda a nos localizarmos, auxilia no controle postural. Boa parte dos idosos que cai já tinha um transtorno de labirinto que não havia sido detectado. Qualquer problema diagnosticado e tratado precocemente traz mais benefícios do que quando isso dá num estágio mais avançado. Veja Mais

A vida depois de uma doença grave

Glogo - Ciência Aprenda a superar os sentimentos negativos e a cuidar da saúde física e mental Relatório divulgado semana passada pela Sociedade Americana do Câncer (ACS na sigla em inglês) mostra que, no começo de 2022, o número de sobreviventes da doença bateu a marca de 18 milhões naquele país, sendo que dois terços têm mais de 65 anos – 53% haviam sido diagnosticados nos últimos dez anos. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se a ocorrência de 620 mil novos casos por ano. Entre os homens, a maior incidência é a do câncer de próstata, que responde por 29,2% do total; entre as mulheres, o de mama representa 29,7%. Como explicou a chefe da divisão de vigilância e análise de situação do Inca, Marianna Cancela, “a estimativa é de que tenhamos cerca de 1.4 milhão de pacientes que receberam o diagnóstico nos últimos cinco anos e estão vivos”. Uma boa notícia é que os dois tipos de câncer mais comuns, próstata e mama, têm boas chances de cura se diagnosticados precocemente. Ruptura biográfica: angústia durante o tratamento conduz a um processo de reformulação e estreitamento dos laços afetivos entre o paciente e familiares InstagramFotografin para Pixabay Tanto lá, quanto aqui, as desigualdades sociais traduzem um desafio enorme para a prevenção e o tratamento precoce. Mesmo assim, um contingente cada vez maior fica curado. Aproveitando os dados recém-divulgados, quis escrever sobre o que acontece na vida das pessoas depois da vitória sobre uma doença grave. Segundo outro estudo do Inca, os pacientes e até seus familiares tendem a adotar hábitos saudáveis, o que inclui a prática de exercícios e uma dieta balanceada. Os pesquisadores atribuíram as mudanças à dura experiência do diagnóstico e tratamento: a angústia e o sofrimento conduzem a um processo de reformulação de valores e comportamentos que é conhecido como ruptura biográfica. Apesar de questões preocupantes, como o impacto econômico para quem deixou de trabalhar, ocorre um estreitamento dos laços afetivos com familiares e com os grupos que foram solidários durante o processo. Embora o estigma do câncer seja maior, toda enfermidade séria traz repercussões emocionais e mentais, e ainda podem surgir limitações físicas. O luto é real. Perdemos uma parte de nós, da vida como a conhecíamos. Aqui estão algumas recomendações que a médica Alisa Sabin listou em artigo que escreveu para o site SixtyAndMe: servem para lidar com os sentimentos negativos e aprender a superá-los. Aceitar: é preciso encarar de forma realista o que mudou, reconhecer se surgiu alguma incapacidade, temporária ou permanente. Tente focar no que é possível controlar. Conectar-se: mantenha contato e aprofunde o relacionamento com as pessoas que lhe deram acolhimento nos momentos difíceis. Lembre-se que você também é capaz de ajudar amigos e familiares com sua presença e disposição para ouvir, e não recuse auxílio se estiver precisando. Cuidar-se: a saúde física alimenta a saúde mental. Não descuide da alimentação, da atividade física e do sono de qualidade. Aprenda a manejar a ansiedade e o estresse com técnicas de relaxamento, como meditação ou mindfulness. Encontrar-se: cerque-se de coisas e atividades que lhe deem prazer e tragam propósito à sua existência. Pode ser um hobby, um trabalho voluntário, uma nova atividade. Celebrar e agradecer: crie metas simples e festeje cada pequena vitória. Alimente-se com histórias inspiradoras e não se deixe abater pelo desânimo. Transforme-se em seu melhor amigo/amiga! Veja Mais

Vem aí a nutrição de precisão

Glogo - Ciência O objetivo é criar dietas sob medida, que funcionem de acordo com as características e circunstâncias vividas por cada indivíduo Alguns (ou muitos) quilos a mais? Taxas altas de colesterol? Quem enfrenta esse tipo de desafio quase tem que se satisfazer com uma dieta de restrições – e conheço gente que não pode mais ver peito de frango grelhado com salada... No entanto, se depender da Sociedade Norte-Americana de Nutrição (ANS em inglês), em poucos anos uma revolução mudará os parâmetros da alimentação. No encontro anual da entidade, realizado entre 14 e 16 de junho, a grande vedete das discussões foi a nutrição de precisão. Como o nome diz, trata-se de um novo campo de pesquisa cujo objetivo é criar dietas sob medida, que funcionem de acordo com as características e circunstâncias vividas por cada indivíduo. Nutrição de precisão: objetivo é criar dietas sob medida, de acordo com as características de cada indivíduo Carlos Silva para Pixabay Os mais otimistas talvez já estejam salivando com a perspectiva de não terem que abandonar seus quitutes preferidos, mas ainda há um longo caminho pela frente. Ele começa com o projeto “All of us” (“Todos nós”), que pretende montar um enorme banco de dados sobre um milhão de americanos. Para participar, basta ter 18 anos e concordar em compartilhar informações médicas, responder a questionários e fornecer amostras de sangue, urina e saliva para exames laboratoriais e de DNA. Os cientistas querem aprender não apenas sobre a biologia dessas pessoas, mas também sobre seu estilo de vida e o ambiente no qual vivem. O motivo? Quanto maior a diversidade do material, mais perto estarão de formular tratamentos personalizados. A iniciativa é da agência governamental de pesquisa biomédica dos EUA (National Institutes of Health), cuja meta é tornar a medicina de precisão – que leva em conta todo o ambiente no qual o indivíduo está inserido – uma realidade para a população. O primeiro grande movimento será na área da nutrição e, com o volume de dados do banco biológico que está sendo criado, o passo seguinte será desenvolver algoritmos que mapeiem padrões dietéticos e prevejam respostas individuais aos alimentos. “A nutrição será vista como a soma de biologia, comportamento, influências sociais e meio ambiente. Poderá se transformar num grande passo no combate à obesidade, um dos maiores fatores de risco para as doenças cardiovasculares e o diabetes”, enfatizou o médico Bruce Lee, professor da City University of NY (CUNY). Essa é a beleza do deep learning: com uma grande quantidade de dados processados por algoritmos, os computadores aprendem sozinhos e são capazes de realizar previsões de forma progressiva. “Vamos usar todos os tipos de biomarcadores e daremos sequência a um estudo de três fases sobre desafios alimentares e intervenções de precisão. Serão recomendações individualizadas para moderar ou otimizar esses biomarcadores”, afirmou Holly Nicastro, coordenadora do programa. A primeira etapa contará com 10 mil participantes, além de todos os que integram o “All of us”, para mapear sua dieta e as respostas fisiológicas; na segunda, serão avaliadas três intervenções de curta duração em comunidades; por fim, os ajustes nutricionais serão feitos em domicílios. O início está previsto para 2023. Nesse admirável mundo da ciência, um novo estudo com 6 mil adultos mostrou que os genes ligados à percepção do sabor desempenham papel relevante nas escolhas alimentares que fazemos. Exemplificando, uma pessoa pode descartar certos tipos de comida devido a seu perfil genético e, sabendo dessa particularidade, poderia incorporá-los à dieta com temperos que diminuíssem a rejeição. Veja Mais

Como o vinho pode ter cheiro de chocolate? #shorts

Como o vinho pode ter cheiro de chocolate? #shorts

 Minuto da Terra Você consegue identificar os aromas do vinho? Eu adoro vinho, mas infelizmente não sou nenhuma especialista. E eu admito que, mesmo depois de pesquisar bastante, eu ainda não sou boa em identificar os aromas do vinho. Mas saber que eles existem e de onde eles vêm me faz apreciar cada taça. E, na verdade, comida de forma geral, já que talvez a coisa mais interessante sobre os compostos aromáticos do vinho é que eles não estão apenas no vinho. O cheiro apimentado de alguns vinhos vem da mesma molécula encontrada nos grãos de pimenta. Pão produz diacetil, a molécula responsável pelo sabor amanteigado da pipoca de cinema - e também de alguns Chardonnays. E café e chocolate - que têm quase tantos compostos aromáticos quanto o vinho - são cheios de aromas que você talvez reconheça de outros lugares. Agora quando eu sinto um cheiro de rosas no meu molho de tomate, ou fumaça em uma xícara de café, eu lembro de como tudo, na cozinha, tá conectado. Esse foi o Minuto da Comida - uma deliciosa série do Minuto da Terra. Veja Mais

Um ovo = uma célula | Minuto da Terra

Um ovo = uma célula | Minuto da Terra

 Minuto da Terra Você provavelmente come a maior célula da Terra no café da manhã. Quer saber mais sobre esse assunto? Pesquise por essas palavras-chave: - Célula: a menor unidade que pode executar todas as atividades necessárias à vida; - Ovo: o recipiente orgânico que contém o zigoto no qual um embrião se desenvolve até que possa sobreviver por conta própria; - Fertilização: a união de gametas masculinos e femininos durante a reprodução sexual para formar um zigoto. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Vídeo original: An Egg Is Just One Cell https://www.youtube.com/watch?v=bfGJw-t706o Fontes (em inglês) Alberts B, Johnson A, Lewis J, et al. (2002). Eggs. Molecular Biology of the Cell (4th edition). New York: Garland Science. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK26842/ Gilbert S. (2013). ""Early Development in Birds"". Developmental Biology (10th ed.). Sunderland: Sinauer Associates. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK10070/ Marshall WF, Young KD, Swaffer M, Wood E. (2012) What determines cell size? BMC Biololgy 10: 101. https://bmcbiol.biomedcentral.com/articles/10.1186/1741-7007-10-101 Starck J (2020) Morphology of the avian yolk sac, Journal of Morphology 282:7, (959-972). https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/jmor.21262 Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Quem voa mais rápido: um dragão ou um avião? #shorts

Quem voa mais rápido: um dragão ou um avião? #shorts

 Minuto da Terra Se dragões existissem, quão rápido eles voariam? Ou, pelo menos, qual a velocidade mínima que eles teriam que voar para permanecer no ar? O Minuto da Terra tem um laboratório online onde você pode descobrir! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Por que o hemisfério norte tem mais terras que o sul?

Por que o hemisfério norte tem mais terras que o sul?

 Minuto da Terra A maior parte terrestre da Terra fica atualmente no hemisfério norte porque existimos em uma época em que o aquecimento desigual no manto empurrou muitas placas continentais praquela direção. Quer saber mais sobre esse assunto? Pesquise por essas palavras-chave: - Deriva continental: uma teoria que tenta explicar a formação e disposição atual dos continentes em que se afastam ou se aproximam na dependência dos deslocamentos das placas tectônicas em que se inserem. - Hipótese tetraédrica: uma teoria que tentou explicar o arranjo dos continentes e oceanos da Terra com base na geometria de um tetraedro. - Placas tectônicas: A teoria geralmente aceita de que a superfície da Terra é composta por uma série de placas tectônicas que se movem lentamente no topo do manto terrestre. - Pangea: O mais recente supercontinente a se formar na Terra, durante o final da era paleozóica. - Grande Vale do Rifte: ou Vale da Grande Fenda, é uma série de trincheiras geográficas contíguas entre duas placas tectônicas onde os humanos evoluíram pela primeira vez. - Aurica: um possível supercontinente previsto para se formar em cerca de 200 milhões de anos. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Vídeo original: Why Is There So Much Land In The North? https://www.youtube.com/watch?v=ZXfdXEonKtk Fontes (em inglês) Yoshida, M., Hamano, Y. (2015). Pangea breakup and northward drift of the Indian subcontinent reproduced by a numerical model of mantle convection. Scientific Reports 5, 8407. https://doi.org/10.1038/srep08407 Morton, M.C. (2017). When and how did plate tectonics begin on Earth? Earth Magazine. https://www.earthmagazine.org/article/when-and-how-did-plate-tectonics-begin-earth/ Fisher, R. (2022). How the next supercontinent will form. BBC Future. https://www.bbc.com/future/article/20220401-how-the-next-supercontinent-will-form Maslin, M. (2013). How Climate Change and Plate Tectonics Shaped Human Evolution. https://www.scientificamerican.com/article/how-climate-change-and-plate-tectonics-shaped-human-evolution/ Green, W.L. (1875). Vestiges of the Molten Globe. https://archive.org/details/vestigesmolteng00greegoog Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Por que a saúde pélvica é fundamental para nossa qualidade de vida

Glogo - Ciência Fortalecimento da região previne problemas de incontinência e melhora o sexo A fisioterapeuta pélvica Renata Miranda, com especialização e mestrado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), já está acostumada com o desconhecimento das pessoas sobre o que é saúde pélvica – até entre profissionais da área da saúde. A pelve é uma estrutura complexa, que tem a forma de uma bacia e é composta de ossos como o sacro, ílios, ísquios e púbis. Suporta o peso da porção superior do corpo, abriga e protege os órgãos, além de dar sustentação às vísceras. “A fisioterapia pélvica reabilita as funções da região”, explica a fisioterapeuta. “Embora os problemas sejam mais comuns à medida que envelhecemos, não são exclusivos da velhice”, completa. O importante, enfatiza, é não encarar como “normais” disfunções como, por exemplo, as relacionadas ao aparelho urinário: perda involuntária de urina, infecções de repetição, ou levantar-se inúmeras vezes à noite para fazer xixi. Constipação, perda de fezes e não conseguir segurar o pum estão entre outros distúrbios tratados – com sucesso – pela especialidade. A fisioterapeuta pélvica Renata Miranda, com especialização e mestrado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Divulgação O assoalho pélvico é fundamental nesse equilíbrio no organismo. Como o nome diz, funciona como um piso formado por músculos que se localizam na região do períneo, entre a sínfise púbica (acima dos genitais externos) e o sacro, conectando-se às estruturas ósseas que amparam os órgãos. “Como ele funciona como uma rede de sustentação, tudo o que aumenta a pressão intra-abdominal pode apresentar riscos”, afirma Renata, listando fatores como o excesso de peso e a gravidez, mas também o esforço físico provocado por esportes de impacto, como, por exemplo, as corridas. E por que o risco é maior para as mulheres? Por uma característica biomecânica feminina, que é a abertura da vagina e nossa dependência do estrogênio, cuja produção começa a declinar na perimenopausa. Quando não se trabalha o fortalecimento do assoalho pélvico, há mais chances de ocorrer o chamado prolapso genital, conhecido como “bexiga caída”: os músculos perdem a capacidade de sustentar os órgãos – que podem, inclusive, acabar “escapando” pela vagina ou pelo ânus. “A região do períneo é estrógeno dependente e vai sofrer na menopausa. A mulher perde massa muscular, por isso é tão relevante um trabalho preventivo, mas cerca de 50% das pessoas não sabem contrair o assoalho pélvico corretamente, prejudicando o fortalecimento da musculatura”, avalia a fisioterapeuta, acrescentando que manter a saúde pélvica não se resume a controlar urina, fezes e puns: “ela está relacionada a uma melhor resposta sexual, porque essa musculatura é fundamental para o prazer”. Seu projeto de fim de curso foi sobre a resposta sexual durante o climatério, isto é, na transição da fase fértil para a pós-menopausa, quando as queixas se amontoam: ressecamento da vagina, dor durante o sexo, fissura vaginal mesmo sem relações, além de infecções urinárias de repetição. “É possível melhorar o tecido com laser ou radiofrequência, principalmente nos casos de pacientes impedidas de fazer reposição hormonal. Mas também devemos treinar nossa libido, através da masturbação e de brinquedos eróticos, que ajudam na irrigação da área. É importante gozar até o fim da vida”, ensina. Para quem quiser fazer uma experiência sobre sua capacidade de contração do assoalho pélvico, aqui vai um tutorial simplificado: faça o movimento de segurar um pum, contraindo a região do períneo, e notará que há uma aproximação dos orifícios do ânus e da vagina. Introduzindo o dedo na vagina, você sentirá que ele é “puxado” para cima. Tão importante quanto contrair é manter a contração (por três, cinco segundos, o que for possível) e, em seguida, relaxar. Veja Mais

Fatores de risco que estão por trás do suicídio de idosos

Glogo - Ciência “Normalmente eles ficam isolados, o que faz diminuírem as chances de serem socorridos a tempo, além de estarem mais determinados a conseguir seu intento”, diz especialista Nos Estados Unidos, maio é o mês da conscientização sobre a saúde mental, o que levou o National Council on Aging, entidade criada em 1950, a realizar um seminário on-line focado nos idosos e, especificamente, sobre uma questão delicada: o suicídio. Foi assim que conheci, virtualmente, Jeffrey Shultz, um homem de 63 anos, fala mansa e uma sofrida história de vida. A carreira promissora no setor de vendas, que o levara a galgar cargos executivos, foi abalroada por um evento dramático: o suicídio de Phil, seu filho caçula, em 2012. “Eu já havia desacelerado o ritmo para poder me dedicar a ele, que sofria de depressão severa. Depois da sua morte, me vi num quadro de estresse pós-traumático. Em meio à dor e à culpa, afundei na depressão, e sabia que quem perde um filho é mais suscetível a cometer suicídio”, contou. Em 2019, acabou saindo da empresa e a situação só piorou, porque a insegurança financeira se somava ao isolamento. “Tinha até um plano para que minha morte parecesse acidental e minha mulher não perdesse o seguro. Terapia e o trabalho como voluntário, para evitar que outros trilhem esse caminho, me salvaram”, completou. Suicídio entre idosos: normalmente eles estão isolados, o que faz diminuírem as chances de serem socorridos a tempo Engin Akyurt para Pixabay Para o médico Yeates Conwell, professor de psiquiatria da Universidade de Rochester, há cinco Ds (em inglês) que funcionam como fatores de risco para o suicídio de idosos: depression (depressão), disconnectedness (falta de conexão, isolamento), disease (doença), disability (incapacidade) e deadly means (acesso a meios para fim à vida). “Os idosos são mais frágeis fisicamente e, portanto, o risco de morte aumenta quando tentam suicídio. Normalmente também ficam isolados, o que faz diminuírem as chances de serem socorridos a tempo, além de estarem mais determinados a montar um plano para conseguir seu intento. Por isso as intervenções devem ser assertivas e a prevenção é chave”, alertou. O doutor Conwell informou que as armas de fogo respondem por 70% dos suicídios entre idosos norte-americanos e que os problemas geralmente estão interligados: “uma dor crônica impede a pessoa de trabalhar ou de realizar suas atividades, provoca seu isolamento e, consequentemente, leva à depressão”. Enfatizou a importância de os serviços de saúde fazerem uma avaliação rotineira para detectar um estado depressivo, através de testes de rastreio como o PHQ-9 (questionário sobre a saúde do paciente); GDS (escala de depressão em geriatria); ou CES-D (Center for Epidemiological Scale-Depression). O paciente deve responder se perdeu o interesse nas atividades que antes lhe davam prazer; se convive com um sentimento de desânimo e desalento; se tem dificuldade para dormir ou vem dormindo em excesso; se acredita ter decepcionado a família ou si mesmo, entre outras perguntas. “Neste caso, é preciso tomar medidas preventivas para garantir a segurança do indivíduo, como a utilização de medicamentos, psicoterapia e uma rede de apoio”, ressaltou o médico, que quis encerrar sua apresentação com a história do empresário George Eastman, criador da Kodak: “ele se matou em 1932, com 77 anos, deixando um bilhete para os amigos: ‘my work is done, why wait?’ (‘meu trabalho está feito, por que esperar?´). À primeira vista, pode parecer que foi um homem decidido a ditar as regras da própria vida até o fim, mas sabe-se que sofria de dores muito fortes, provavelmente causadas por uma estenose espinhal, que é um estreitamento que afeta o canal da medula espinhal. Não tinha filhos, se afastara do convívio social, e é possível que estivesse deprimido”. Este blog já tratou do tema em entrevista com o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, membro da Academia Brasileira de Ciências e professor da UFRJ, que frisou: “não passa de mito achar que falar sobre o assunto estimula o suicídio. É exatamente o oposto e deveríamos abordar a questão durante o ano inteiro, para que as pessoas se sintam motivadas a buscar assistência”. Segundo ele, há duas faixas etárias que merecem atenção especial: jovens e idosos. Enquanto os primeiros são foco prioritário das campanhas, os mais velhos acabam relegados a uma posição secundária. “Entre os jovens, para cada 200 tentativas de suicídio, uma tem êxito, enquanto, entre os idosos acima dos 65 anos, em cada quatro tentativas, uma dá certo”, afirmou. Veja Mais

O Departamento de Redundâncias Redundantes | Minuto da Terra

O Departamento de Redundâncias Redundantes | Minuto da Terra

 Minuto da Terra A redundância pode parecer um desperdício - afinal, quem precisa de várias coisas que fazem o mesmo trabalho? Bom, aparentemente, todos nós. SAIBA MAIS Para se aprofundar nesse assunto, pesquise por essas palavras-chave: - Redundância funcional: fenômeno ecológico em que várias espécies representando uma variedade de grupos taxonômicos podem compartilhar papéis semelhantes na funcionalidade do ecossistema; - Leguminosa: um grupo alimentar que inclui frutos e sementes da família de plantas conhecida cientificamente por Fabaceae. Alguns exemplos são o feijão preto, a soja, o grão de bico ou o amendoim. As leguminosas são ricas em fibras, proteínas, minerais e antioxidantes, como flavonoides e saponinas.; - Fixação de nitrogênio: o processo químico pelo qual o nitrogênio atmosférico é assimilado em compostos orgânicos. AJUDE O MINUTO DA TERRA - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em gostei ???? - Compartilhando nas redes sociais e com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no https://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal em https://youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas: https://lolja.com.br/minuto-da-terra (tem várias estampas e tamanhos para presentear!) REDES SOCIAIS https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução: Leonardo Gonçalves de Souza Revisão e Narração: Maria Carolina Passos Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: The Department of Redundancy Department https://www.youtube.com/watch?v=JU4Vbw4rF64 FONTES (em inglês) Cardinale BJ, et al. (2011). The functional role of producer diversity in ecosystems. Am. J. Bot., 98 (2011), pp. 572-592. https://bsapubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3732/ajb.1000364 Clarke DM & Hollister I. (2010) Introduction to Redundancy. Safety and Reliability 30:4, 4-15. https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/09617353.2010.11690919 Huda AN, Salmah MRC, Hassan AA, Hamdan A, Razak MNA. 2015. Pollination services of mango flower pollinators. Journal of Insect Science 15: 113. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4672212/ Naeem, S. (1998) Species Redundancy and Ecosystem Reliability. Conservation Biology, 12, 39-45. https://conbio.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1523-1739.1998.96379.x Paine, RT (1966). Food web complexity and species diversity. American Naturalist 100: 65– 75. https://www.jstor.org/stable/2459379 Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Por que a menopausa está diretamente ligada ao declínio da saúde cardiovascular

Glogo - Ciência A Sociedade Europeia de Cardiologia divulgou estudo sobre o impacto das alterações hormonais durante o climatério Na semana passada, a Sociedade Europeia de Cardiologia fez um alerta que interessa a todas as mulheres: as alterações hormonais que ocorrem no climatério, isto é, a fase que compreende a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, estão diretamente relacionadas ao declínio da saúde cardiovascular feminina. A pesquisa, publicada na revista científica “European Journal of Preventive Cardiology”, que pertence à entidade, indica que os níveis do mau colesterol sobem durante a menopausa e 10% dessa oscilação para cima estão atrelados à queda na produção o estrogênio, o hormônio protetor feminino, e ao aumento do FSH (hormônio folículo-estimulante). As mulheres costumam entrar na menopausa entre os 48 e 52 anos e estudos anteriores já haviam assinalado a elevação do risco para doença cardiovascular. Menopausa: as alterações hormonais que ocorrem no climatério estão diretamente relacionadas ao declínio da saúde cardiovascular feminina Vic_B para Pixabay “Não se pode evitar a menopausa, mas é possível diminuir os fatores de riscos através de atividade física e alimentação saudável”, afirmou Eija Laakkonen, PhD em gerontologia e professora da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia. “As mulheres devem prestar atenção na qualidade das gorduras que constam de sua dieta e fazer exercício para manter sua aptidão cardiorrespiratória. A reposição hormonal é uma opção a ser discutida com o médico”, acrescentou. A pesquisa contou com 218 participantes que se encontravam na perimenopausa e não faziam uso de reposição hormonal. Além do estrogênio e FSH, foram medidos os níveis de 180 metabólitos, entre lipídios, lipoproteínas e aminoácidos – termo que se aplica aos produtos do metabolismo de uma molécula. Essas mulheres se submeteram a exames de sangue a cada três ou seis meses e foram monitoradas até a pós-menopausa. Ao longo do estudo, 35 delas passaram a fazer reposição. A doutora Laakkonen explicou que houve uma mudança significativa de 85 metabólitos, com impacto no LDL, o chamado mau colesterol, e nos triglicerídeos. Uma segunda análise exploratória revelou que a reposição hormonal diminuía o LDL e aumentava o HDL, o bom colesterol. “Nossa investigação indicou que iniciar a terapia de reposição hormonal no período de transição para a menopausa oferece uma maior proteção cardiovascular, mas não podemos tirar conclusões definitivas dado o pequeno número de participantes. As mulheres devem discutir o assunto com os profissionais de saúde a que têm acesso”, concluiu. Veja Mais

'Fuga de jalecos': a onda de profissionais da saúde que trocam Brasil pelos EUA

Glogo - Ciência Carência de dentistas, médicos, enfermeiros e fisioterapeutas no país e promessas de salários altos têm despertado movimento de migração. Os Estados Unidos encerraram o mês de março com 11,5 milhões de vagas de emprego abertas - o maior número já registrado na história do país Getty Images via BBC A enfermeira Thaysa Guimarães, de 32 anos, relata que já chegou a emendar sete plantões, ou mais de 96 horas de jornada seguidas, em seu trabalho em uma unidade de saúde pública em Goiás. Mãe solteira de três filhos, ela concilia o emprego em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade de Anápolis com plantões algumas vezes por mês em um hospital universitário em Uberlândia, Minas Gerais. "Já cheguei a ter três empregos ao mesmo tempo para conseguir manter a renda da família - e mesmo assim fica tudo muito apertado", conta. Por isso, assim que ficou sabendo que colegas de profissão estavam emigrando para os Estados Unidos com ofertas de salário atrativas em dólar, além de jornadas consideravelmente menores do que no Brasil, Thaysa se interessou imediatamente. Após alguma pesquisa, descobriu que existe um mercado aberto nos EUA para trabalhadores da área da saúde dispostos a revalidar seus diplomas emitidos no exterior - e decidiu seguir o mesmo caminho. "Tinha vontade de me mudar para os Estados Unidos desde que fiz uma viagem a turismo em 2019, mas só comecei a enxergar uma possibilidade real quando vários colegas deram entrada no processo e conseguiram arrumar emprego e visto", diz a goiana. Segundo especialistas em imigração e profissionais ouvidos pela BBC News Brasil, uma grande oferta de vagas em hospitais e consultórios, somadas a salários atrativos, estão motivando uma onda recente de imigração de profissionais qualificados da área da saúde para terras norte-americanas. Estudo do American Immigration Council mostra que o setor de saúde é o que mais tem participação de imigrantes na força de trabalho, com 15,6%. Na média nacional, os estrangeiros representam 13,7% da população. E parte dessa força está vindo do Brasil. Um levantamento realizado pelo escritório de advocacia AG Immigration com dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA mostrou que a quantidade de brasileiros que se tornaram cidadãos americanos bateu recorde no ano fiscal de 2021: foram 12.281, um total 47,5% superior ao de 2020. As emissões de green cards, como são chamados os vistos de residência permanente que garantem o direito de morar e trabalhar nos EUA, também aumentaram e atingiram o seu segundo maior patamar da história, com 17.952 novas expedições para brasileiros. Em 2020, 44% dos brasileiros que receberam green cards no país obtiveram o documento por meio de contratos de trabalho. Para Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration, os dados são sintoma de uma nova onda de "fuga de cérebros e profissionais qualificados" para os EUA. "Temos visto um casamento entre um mercado extremamente carente de profissionais e uma imigração brasileira cada vez mais capacitada", diz. Segundo um levantamento do think tank Migration Policy Institute usando dados do censo americano de 2019, 42,5% dos brasileiros nos Estados Unidos tem pelo menos um diploma de graduação - um percentual superior ao da população de imigrantes em geral, que é de 32,7%, e até dos nascidos nos Estados Unidos, que está em 33,3%. Thaysa Guimarães e os três filhos: "Pensei muito nos meus filhos, nas oportunidades e na educação de qualidade que irão encontrar por lá", diz Arquivo pessoal Entre os recém-chegados (que imigraram para os EUA há até cinco anos) do Brasil, há ainda mais profissionais qualificados: 52,8% do total completou pelo menos o ensino superior. De acordo com Rodrigo Costa, entre os que vão estão muitos médicos, enfermeiros, dentistas e fisioterapeutas que esperam encontrar mais reconhecimento, melhor qualidade de vida e novas experiências nos Estados Unidos. Foram exatamente esses fatores que influenciaram a decisão de Thaysa de se mudar definitivamente para os EUA. "Pensei muito nos meus filhos, nas oportunidades e na educação de qualidade que irão encontrar por lá", conta. A goiana iniciou o envio de documentos para a organização responsável pelo processo de revalidação do diploma em abril de 2020. Em março deste ano, foi aprovada no exame nacional exigido para todos os profissionais de enfermagem e obteve seu certificado para trabalhar, tudo sem sair do Brasil. "Três dias depois de ser aprovada no exame, recebi minha primeira oferta de emprego. Decidi aguardar outras oportunidades e já recebi outras cinco ofertas", diz Thaysa, que tem planos de se mudar permanentemente para os EUA até março de 2023. A empresa escolhida pela enfermeira será responsável por dar início e arcar com os custos do processo imigratório. "Alguns hospitais me ofereceram bônus em dinheiro, passagens aéreas, seguro saúde completo, três meses de aluguel para começar a vida e até carta de crédito para comprar um carro - tudo para que eu assinasse o contrato com eles o mais rápido possível", relata Thaysa sobre as conversas que teve com os empregadores durante as entrevistas de emprego. Rafael Hernandez Martin vai fazer residência nos EUA Arquivo pessoal 'A Grande Renúncia' A corrida para contratar relatada pela brasileira reflete o momento delicado enfrentado pelo mercado de trabalho americano. Os Estados Unidos encerraram o mês de março com 11,5 milhões de vagas de emprego abertas - o maior número já registrado na história do país. E a demanda continua crescendo mais do que a disponibilidade de profissionais. Desde o início da recuperação pós-pandemia, o país presenciou um êxodo maciço de trabalhadores do mercado. O movimento é motivado por diferentes fatores, entre elas a busca por salários melhores, o conforto de benefícios para desempregados e um boom de aposentadorias. O fenômeno apelidado de "The Great Resignation" (A Grande Renúncia, em tradução livre) atinge com força o setor da saúde. O governo americano estima que o país precisa atualmente de mais de 16 mil trabalhadores de cuidado primário (médicos e enfermeiros), 11 mil novos dentistas e 7 mil profissionais da área da saúde mental para acabar com a falta de mão de obra especializada na área. Os dados são da Administração de Serviços e Recursos Humanos (HRSA), agência federal americana responsável por ampliar o acesso da população local a serviços de saúde. E a demanda não para de crescer. Segundo a Associação Americana de Hospitais (AHA, na sigla em inglês), os EUA ainda vão enfrentar uma escassez de 124.000 médicos até 2033 e precisarão contratar pelo menos 200.000 novos enfermeiros por ano para atender ao aumento da demanda e substituir os profissionais que se aposentarão. Segundo a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos EUA, serão ainda gerados, em média, cerca de 5.000 vagas para dentistas e 15.600 para fisioterapeutas a cada ano, em média, ao longo da próxima década. Ana Paula com colegas de trabalho na clínica que trabalha em Miami, nos EUA Arquivo pessoal 'Os empregadores têm pressa' É por tudo isso, segundo as fontes consultadas pela BBC, que muitos têm visto nos imigrantes uma solução mais rápida para o problema enfrentado pelos Estados Unidos. "Recebemos pedidos e consultas de diversas empresas do setor da saúde que desejam contratar estrangeiros para as vagas não ocupadas pelos americanos. Eles querem saber quando nossos clientes vão chegar nos EUA, porque têm pressa", diz Rodrigo Costa, cujo escritório de advocacia presta consultoria para brasileiros e cidadãos de outras nacionalidades que desejam imigrar. A procura cresceu de tal forma que a empresa afirma que tem conseguido emitir uma modalidade especial de vistos para profissionais brasileiros da área de saúde qualificados e com bom histórico. O chamado EB-2 NIW é um green card direcionado para profissionais que são considerados de "interesse nacional" para os Estados Unidos, ou seja, podem ocupar vagas que beneficiam a economia, o sistema educacional ou de saúde ou algum outro aspecto da sociedade americana. Esse tipo de green card não requer uma oferta de trabalho ou uma empresa patrocinadora, o que por vezes torna o processo imigratório mais fácil e rápido. Todos os green cards dão direito a 10 anos de permanência nos Estados Unidos, mas após cinco anos no país o cidadão já fica elegível para uma cidadania americana. A fisioterapeuta Ana Paula Rocha, de 37 anos, teve seu visto permanente na categoria EB-2 NIW aprovado neste ano. Mas antes mesmo de receber o documento a mineira natural de Diamantina ganhou uma permissão de trabalho, com a qual pôde começar a trabalhar nos EUA em julho de 2020. "O processo de revalidação do diploma durou dois anos e aproveitei esse tempo para completar o doutorado à distância em uma universidade americana. Pude fazer tudo do Brasil e só tive que ir aos EUA para fazer a prova que garante a licença de fisioterapeuta no país", conta. "Quando estava com meu registro validado me mudei em definitivo". Ana mora em Miami, na Flórida, com o marido. Atualmente ela faz atendimento como fisioterapeuta ortopédica em duas clínicas da região, depois de ter trabalhado com um serviço de telemedicina durante a pandemia. "Demorei alguns meses para conseguir o primeiro emprego porque comecei a busca justamente no auge da covid-19, mas posso dizer que desde então eu tenho podido escolher onde trabalhar, analisando salários e horários que são mais convenientes", diz. "Decidi sair do Brasil porque não via muitas perspectivas na minha carreira como fisioterapeuta e me sentia estagnada. Por aqui me sinto muito valorizada e nunca experimentei nenhum preconceito ou dificuldade por ser estrangeira atendendo americanos", relata. "Não pretendo voltar a trabalhar no Brasil". Cristian Brutten: "O profissional brasileiro, além de ser muito qualificado, também é conhecido por aqui por suas habilidades sociais e empatia", diz Arquivo pessoal Mas o EB-2 NIW não é a única opção para os profissionais de saúde brasileiros, segundo Ana Barbara Schaffert, advogada e consultora da AG Immigration. "Há outras modalidades de green card ou vistos de trabalho que podem ser solicitados após a assinatura do contrato", explica. "O processo de emissão de um green card pode demorar de 10 a 26 meses, mas em março a imigração americana anunciou uma expansão das regras do que chamamos de processamento premium, que permitem o pagamento de uma taxa adicional para agilizar o trâmite". "Com isso, um brasileiro pode conseguir um green card em cerca de 45 dias. Essa é uma mudança grande e que determina o tom favorável à imigração do atual governo dos Estados Unidos", diz Schaffert. Mil dentistas até o fim de 2022 Para aproveitar o momento, a AG Immigration lançou uma iniciativa para levar mil dentistas brasileiros para os EUA em 2022. Segundo a consultoria, já existem cerca de 300 profissionais com o processo encaminhado. "Em geral, os profissionais de odontologia brasileiros são muito bem avaliados nos Estados Unidos. Uma grande parcela dos que imigram tem especialização, além de boa experiência clínica e trato humano com os pacientes", diz Rodrigo Costa. A consultoria explica que ter diplomas avançados (mestrado, doutorado, especializações etc.) ou mais de cinco anos de atuação na área são alguns dos fatores que ajudam na aprovação do visto, seja para dentistas ou outros profissionais da saúde. Já no momento da revalidação do diploma, o processo varia de acordo com a profissão e o currículo de cada imigrante. Uma das maneiras que os dentistas podem conseguir a revalidação é por meio da participação do profissional já formado em um programa de educação odontológica credenciado pela comissão de odontologia americana, como uma residência. A dentista Hetienne Macedo, de 40 anos, está atualmente em Nova York fazendo justamente isso. Formada em uma faculdade de Fortaleza, a cearense conseguiu uma vaga no programa de residência em odontologia geral da Universidade de Rochester. Hetienne já foi aprovada na prova obrigatória para a emissão da licença que permite a atuação de dentistas no país e conta que pretende começar a trabalhar assim que encerrar o curso. "Deixei meu consultório no Brasil funcionando, mas pretendo permanecer em Nova York ou me mudar para o norte da Flórida quando terminar as aulas", diz a brasileira, que se mudou para os Estados Unidos no ano passado com o marido e os três filhos. "Mas recebo e-mails semanalmente de empresas questionando sobre quanto tempo falta para me formar na residência e interessadas em contratar", relata. A cearense afirma ainda que tem notado um fluxo cada vez maior de dentistas brasileiros interessados em seguir o mesmo caminho que o seu. "Na minha turma de 40 residentes, 5 são brasileiros", diz. 'Processo longo e caro' Mas os processos para revalidação do diploma e emissão de visto para trabalho nos EUA nem sempre são simples ou baratos. Assim como no caso dos dentistas, médicos brasileiros que desejem atuar na área clínica geralmente também precisam passar por uma residência em uma instituição credenciada, mesmo que já tenham feito o período de experiência no Brasil. Há ainda duas provas obrigatórias, além de um teste de conhecimento de inglês. Rafael Hernandez Martin, de 23 anos, está no último ano da faculdade de medicina na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora e pretende fazer sua residência diretamente nos Estados Unidos. "Sempre tive vontade de morar fora e fui atraído pela estabilidade e segurança profissional que colegas que já atuam nos Estados Unidos dizem ter", diz. Natural de Juiz de Fora, ele está atualmente estudando para uma prova clínica que é exigida no processo de seleção da residência. "Já fui aprovado em uma primeira prova, mais teórica, e depois da segunda avaliação vou ainda prestar um teste de conhecimento de inglês específico para profissionais da saúde", relata. O estudante pretende aproveitar sua mudança para os EUA e se envolver em projetos de pesquisa, que são muito bem-conceituados no país. "Minha intenção é mesmo morar e trabalhar de forma permanente nos EUA", diz. "Mas o processo todo realmente não é barato. Acho que no mínimo se gasta R$ 30.000 ou 40.000 com as taxas e provas para conseguir entrar na residência". Já os enfermeiros e fisioterapeutas formados no Brasil passam por uma checagem rigorosa de seu currículo escolar e profissional e, caso sejam aprovados, podem ser isentos de novos cursos ou períodos de experiência. Ainda assim, é necessário passar pelas provas oficiais das categorias que concedem uma licença oficial para atuar. Nem todas as licenças são válidas em todo o território americano. Isto é, alguns estados exigem uma licença própria. Por tudo isso, os profissionais que decidem imigrar precisam de uma reserva considerável em dólares para pagar taxas, inscrições e, quando necessário, a mensalidade dos cursos. Os procedimentos para emissão de visto também são pagos. Diante dos gastos e do tempo hábil gasto no processo de revalidação, muitos acabam desistindo da ideia. Outros preferem se empregar em funções que não exigem uma licença ou a confirmação da formação no Brasil. Segundo Jeanne Batalova, analista sênior do Migration Policy Institute, esse cenário dá origem a muitos casos de trabalhadores imigrantes subutilizados em suas profissões. "Muitos imigrantes formados como médicos, cirurgiões, enfermeiros e dentistas extremamente qualificados não conseguem revalidar sua educação internacional nos EUA por conta das muitas barreiras e do processo longo e caro", diz. "Mas isso não significa que eles não podem trabalhar em empregos que exigem menor qualificação. Assim, muitos trabalham como auxiliares de enfermagem ou funcionários de casas de repouso, ocupações que nem sempre exigem uma revalidação do diploma, mas tendem a ser mais precarizadas". "Na área da odontologia, profissionais que não conseguem passar por todo o processo de revalidação de seus diplomas se empregam muitas vezes como assistente de dentista ou higienista dental, trabalhos que por vezes não exigem a conversão da formação ou que tem menos burocracia para isso", explica Batalova. O paulista João Antônio Costa, de 48 anos, trabalha desde 2018 como dentista em um centro comunitário em Hyannis, Massachusetts, mas com licença limitada. Formado no Brasil, ele preferiu não enfrentar a revalidação e procurar alternativas de emprego em sua área que aceitassem um diploma estrangeiro. "Há algumas alternativas, que variam de estado para estado. No meu caso, consegui trabalho no centro comunitário com a condição de ser sempre supervisionado por um dentista formado nos Estados Unidos. Mas essa é uma permissão concedida apenas pelo estado de Massachusetts". "No centro comunitário, oferecemos muitos tratamentos gratuitos ou com custo reduzido. Para mim é um privilégio e satisfação muito grande fazer o que eu sei e o que eu gosto para quem realmente precisa", diz. João afirma que até recentemente nunca havia considerado a possibilidade de iniciar a revalidação do diploma, mas foi incentivado pelo irmão, que também é dentista e conseguiu uma licença permanente no Canadá, a melhorar sua situação. "Por isso, no ano passado fui aprovado na prova exigida para tirar a licença americana e nos próximos meses vou começar a me inscrever para os cursos de residência e especialização que também são necessários", diz o brasileiro natural de São José dos Campos, que está documentando toda sua jornada em um blog pessoal. "Há uma demanda muito grande por serviços de odontologia e quero poder ajudar outros dentistas brasileiros que queiram vir aos Estados Unidos trabalhar". Dinheiro no bolso Mas apesar das burocracias e investimentos necessários para realizar o sonho de trabalhar em solo americano, muitos brasileiros têm optado por seguir o caminho da imigração por conta da promessa de salários mais altos do que no Brasil. Segundo dados de maio de 2021 da Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos EUA, um dentista ganha em média cerca de US$ 163.000 (R$ 834.000) por ano no país. Já enfermeiros são pagos na média de US$ 77.000 (R$ 390.000) por ano, enquanto um fisioterapeuta ganha cerca de US$ 95.000 (R$ 485.000) anuais. A média salarial de um médico nos Estados Unidos é de US$ 208.000 por ano. Em comparação, de acordo com o Guia Brasileiro de Ocupações, a média de salário mensal de um médico clínico no Brasil é de R$ 10.788, ou cerca de R$ 140.000 anuais, considerando 12 meses e o 13º salário. O valor varia para mais ou para menos, a depender da especialização. Já os dentistas ganham em média R$ 83.000 anuais no país, enfermeiros R$ 68.000 e fisioterapeutas R$ 50.000, também de acordo com o Guia Brasileiro de Ocupações. "Muitos dos profissionais brasileiros chegam nos EUA já com pós-graduação, o que faz a remuneração crescer bastante acima da média. Não é raro ouvirmos casos de sucesso de pessoas ganhando mais de sete vezes o salário que recebiam no Brasil e até empreendendo por conta própria", diz Rodrigo Costa. Cristian Brutten, odontopediatra brasileiro que fundou empresa dedicada a auxiliar dentistas estrangeiros com o processo de revalidação de diploma e alocação no mercado de trabalho americano, confirma a percepção. "Quase todos os dentistas brasileiros que trabalham nos EUA com que converso e lido diariamente ganham mais do que a média. O profissional brasileiro, além de ser muito qualificado, também é conhecido por aqui por suas habilidades sociais e empatia - qualidades essenciais na área da saúde", diz. O dentista natural de Natal mora nos Estados Unidos desde 2008 e, após completar duas residências no país para validar seu diploma, abriu um consultório próprio com um sócio. Também decidiu se dedicar a auxiliar outros brasileiros que desejam seguir o mesmo caminho. "A migração de estrangeiros para os EUA é uma realização profissional para essas pessoas, mas também uma mais valia para o país, porque os EUA precisam urgentemente de profissionais de saúde", diz Brutten. Mas o professor Eduardo Siqueira, especialista em imigração brasileira nos EUA da Universidade de Massachusetts Boston, lembra que a partida de alguns desses profissionais representa um prejuízo para o mercado de trabalho e ambiente acadêmico brasileiros. "Quanto maior é o grau de qualificação dos profissionais que saem, mais difícil fica recuperar sua perda", diz. "Temos visto muitos indivíduos extremamente qualificados, com pós-doutorado e pesquisas importantes sendo desenvolvidas, deixarem o Brasil para vir para os Estados Unidos em busca especialmente das melhores condições na área científica", afirma Siqueira. "Nem todos serão uma perda definitiva para o Brasil, mas uma pessoa tão especializada pode demorar 10 ou mais anos para chegar a esse nível. Ou seja, vai demorar para encontrar um substituto". Veja Mais

Por que chove muito nas florestas tropicais? #shorts

Por que chove muito nas florestas tropicais? #shorts

 Minuto da Terra Tem floresta porque chove ou chove porque tem florestas? Descubra por que chove TANTO na Amazônia e outras florestas tropicais! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Histórias de reinvenção: Patricia, professora de universidade sênior em Portugal

Glogo - Ciência Demitida um mês antes de completar 50 anos, ela abraçou o empreendedorismo, deu a volta por cima e hoje compartilha suas experiências Depois de contar as histórias de Claudia Gazel e Daniela Campos, fecho a série de três colunas sobre mulheres que se reinventaram em outros países com Patricia Braga que, diga-se de passagem, já foi tema desse blog. Em 2019, escrevi sobre a dura experiência que teve ao ser demitida de um cargo executivo um mês antes de completar 50 anos. “Descobri que estava velha demais para qualquer vaga”, me contou na época. Foi motorista de aplicativo, fez artesanato e vendeu doces numa bicicleta decorada – sim, ela não se deu por vencida e abraçou o empreendedorismo. Patricia Braga com seus alunos da Universidade Sênior de Mafra Acervo pessoal Aos 56 anos, vive há dois em Mafra, cidadezinha a 30 quilômetros de Lisboa, com o marido, Walter, de 68 anos, e a filha, Annie, de 16: “estamos a meia hora da capital e a cinco minutos do mar”, descreve. A família deixou o Brasil fugindo da falta de segurança que atinge inclusive a valorizada Zona Sul do Rio de Janeiro – “os tiroteios em Botafogo, onde morávamos, eram quase diários”, lembra – e em busca de uma oportunidade para a adolescente ter acesso a uma universidade europeia. “Em uma semana tinha certeza de que havia sido a melhor decisão que poderíamos ter tomado”, avalia. O casal se valeu do chamado “visto para aposentado”, que, em Portugal, possibilita a residência de quem tem renda garantida e pode viver no país com esses recursos. Patricia pesquisou o ranking de escolas públicas e se encantou com o nível de ensino: “além disso, tudo é grátis. O estudante recebe os livros, notebook e o pacote de dados para navegar na internet”. A família chegou junto com a situação de emergência da pandemia e ela aproveitou o período de isolamento para confeccionar e doar máscaras. Assim que a situação permitiu, fez um curso para se tornar corretora de imóveis e seu foco é o público brasileiro, mas quis conciliar a atividade remunerada com um trabalho voluntário, por isso se ofereceu para dar palestras na Universidade Sênior de Mafra (Usema), que tem cerca de 1.200 alunos. Sua história encantou a direção, que a convidou para ser professora. Criou a disciplina “Reinventar-se na idade sênior” e, nas aulas, uma vez por semana, discorre sobre resiliência, positividade e até sobre como livrar-se das tralhas e abraçar um estilo de vida mais minimalista. Mesmo com a agenda cheia, se inscreveu para ser voluntária no magnífico Palácio Nacional de Mafra, tem planos de abrir um negócio em breve e, depois que a filha ingressar na universidade, vai comprar um trailer (que lá é chamado de caravana) para viajar com o marido. É bem possível que esse blog ainda volte a falar de dela... Percorrendo trilhas da região: paixão recente Acervo pessoal Veja Mais

Pesquisadores da UFU e UFTM publicam trabalho que pode aprimorar o diagnóstico do vírus da hepatite C

Glogo - Ciência Entre os principais benefícios está o baixo custo e a pequena estrutura necessária para realizar coleta no paciente, o que permite ampliar o diagnóstico em países de baixa e média renda, onde há mais incidência da doença. Victória Groshe, à direita, realiza testes no Laboratório de Virologia da UFU UFTM/Divulgação Uma pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com a Universidade de Nottingham, no Reino Unido, com a colaboração da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), apresentou uma nova técnica de análise de soro coletado dos pacientes que poderá aprimorar o diagnóstico e até o tratamento para o vírus da hepatite C. Responsável por mais de 180 milhões de infecções em todo o mundo, o vírus é caracterizado pelo processo inflamatório persistente do fígado. Transmitido por qualquer forma de contato com sangue contaminado, a hepatite C é majoritariamente identificado em países de baixa e média renda. A pesquisa das universidades do Triângulo Mineiro tem entre os principais benefícios está o baixo custo e a pequena estrutura necessária para realizá-lo, permitindo que o diagnóstico seja ampliado nesses países. “Quanto mais publicarmos este tipo de método, mais pessoas podem reproduzi-lo e estudá-lo, tornando-o cada vez mais acessível a diversas comunidades”, explicou a doutoranda em Microbiologia pela UFU, Victória Grosche. A pesquisa Grosche conduziu o trabalho que foi publicado no periódico científico britânico “Access Microbiology”, vinculado à Microbiology Society, com a coordenação da professora Ana Carolina Gomes Jardim, do Laboratório de Pesquisa em Antivirais da UFU, em parceria com o professor Patrick McClure, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. O estudo também contou com a colaboração do professor Diego Pandeló José, do campus Iturama da UFTM, nas análises e interpretação dos resultados. O novo método A pesquisa coletou amostras de soro - sangue - de um grupo de 80 pacientes em diferentes instituições de saúde em cidades do noroeste paulista para realização da genotipagem (examina a sequência de DNA) do HCV, o agente etiológico da hepatite C. A novidade foi a técnica utilizada denominada “Dried Serum Spots” (DSS), em tradução livre, “Gotas de Soro Secas”, que consiste na deposição de uma gota de material biológico - neste caso, soro - em um papel filtro especial para a realização dos experimentos. Os soros dos pacientes, após serem colocados no papel e aguardado o tempo de espera, foram enviados para o Laboratório Adolf Lutz, onde foi possível realizar o sequenciamento genético das amostras biológicas coletadas. Através do sequenciamento genético realizado na Universidade de Nottingham, Reino Unido, foi possível identificar em amostras de diferentes pacientes a presença de mutações nos aminoácidos de resistência ao tratamento. “Esses resultados são importantes por diversos motivos, inclusive um diagnóstico mais preciso para orientação do tratamento adequado. Foi possível observar também possíveis rotas de contágio e transmissão, por meio das análises e informações coletadas nas instituições de saúde”, explicou Diego. Para o professor Diego, o estudo mostrou pela primeira vez no Brasil que o conjunto de medidas contra o HCV, como diagnóstico, genotipagem e a análise de resistência a fármacos, pode ser realizado por meio da técnica de DSS. “Os dados apresentados destacam a relevância do estudo das variantes circulantes para melhor compreensão da variabilidade do HCV e da resistência à terapia”. A partir do diagnóstico será possível propor um tratamento adequado como forma de combater as moléculas resistentes, utilizando antivirais específicos de ação direta (DAAs) e que causem menos danos aos pacientes. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Veja Mais

Parceria entre UFSJ e UFJF em pesquisa estuda padrão das mutações do novo coronavírus

Glogo - Ciência Pesquisadores das duas instituições analisaram dados relacionados ao combate à pandemia e efeitos da vacinação. Vírus SARS-CoV-2, foto ilustrativa Reprodução Para entender o padrão de comportamento das variantes do novo coronavírus, pesquisadores e professores das universidades federais de São João del Rei (UFSJ) e Juiz de Fora (UFJF) realizaram uma pesquisa. Saiba mais: Pesquisa inédita no Brasil busca novas variantes da covid-19 Nova variante de Covid: como cientistas brasileiros detectam BA.2 no país Variantes de covid: o estranho caminho da mutação do coronavírus que 'desaparece' e intriga cientistas no Japão De acordo com a professora da UFSJ, Carolina Xavier, os trabalhos mostram o padrão de comportamento das variantes e os impactos: efetividade da vacinação; taxa de reinfecção; letalidade; entre outros. "Tudo isso usando um modelo matemático epidemiológico criado pelo grupo e ajustado via algoritmos de inteligência computacional", explicou. Pesquisa No trabalho, foram analisados dados relacionados ao combate à pandemia da Covid-19, que investiga os efeitos de vacinação combinados à cobertura vacinal, transmissão, letalidade e reinfecção da variante ômicron nos cenários epidemiológicos do Brasil, da África do Sul e da Alemanha. Leia também: veja quem pode ser vacinado hoje e o que fazer As previsões específicas para cada país foram possíveis por causa de adaptações de alguns parâmetros específicos para a Covid-19 na utilização de um modelo clássico de modelagem epidemiológica, conhecido como SIRD. “Matematicamente, os modelos são os mesmos, mas os parâmetros que caracterizam cada país são estimados usando dados reais. Aí desenvolvemos um modelo específico para cada localidade com seus parâmetros distintos, o que nos permite fazer essas comparações entre os países e os parâmetros, além de confrontar o modelo com a realidade em si”, relatou o professor da UFJFJ, Rodrigo Weber. Ao considerarem o número de possíveis indivíduos que poderiam ser infectados novamente, os pesquisadores puderam chegar a dados que correspondiam aos divulgados pelas autoridades nacionais de saúde. Segundo os professores, esse é um demonstrativo de como o modelo desenvolvido é uma ferramenta de importância para órgãos governamentais e autoridades sanitárias. Resultados O contágio desenfreado da variante ômicron significou, em muitos países, um ressurgimento da pandemia, após meses de queda no número de casos e mortes. A pesquisa aponta, ainda, que países com baixas coberturas vacinais, como a África do Sul, por exemplo, com aproximadamente 30% da população completamente vacinada em fevereiro de 2022, sofreram um impacto muito maior no número de casos e mortes pela doença. O estudo também mostrou que pessoas não vacinadas nos países analisados têm três a quatro vezes mais chances de óbito pela doença do que aqueles que se vacinaram. Os pesquisadores explicam que, diante das análises realizadas no estudo que avaliou as consequências da variante delta, foi possível observar uma relação importante entre a perda natural de imunidade e o aumento de infecções na população. Vacinação no Brasil O Brasil atingiu metade da população vacinada no mesmo momento de expansão da variante no mundo, em outubro de 2021, um dos principais fatores para explicar a menor taxa de transmissão no país no mesmo período em que Israel enfrentava o pico dos casos. Outro fator que elucida a ausência de um crescimento vertiginoso no cenário brasileiro da variante delta se deve à alta transmissibilidade da gama, a variante predominante antes no Brasil. O trabalho também foi capaz de avaliar que, no Brasil, a imunização em massa contra a Covid-19 foi responsável por salvar aproximadamente 300 mil vidas. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes Veja Mais

Septuagenárias e rebeldes

Glogo - Ciência Livro da jornalista Helena Celestino resgata a história do Círculo de Mulheres Brasileiras, um grupo feminista criado em Paris por exiladas Radicais nas décadas de 1960 e 70, elas são septuagenárias e até octogenárias que continuam servindo de inspiração para as mais jovens que buscam seu lugar neste mundo ainda tão misógino e desigual. No livro “Envelhecer é para as fortes: as pioneiras que resistiram à ditadura, lutaram por um novo jeito de ser mulher e agora reinventam a velhice”, que será lançado amanhã no Rio, a jornalista Helena Celestino resgata a história do Círculo de Mulheres Brasileiras, um grupo feminista criado em Paris, cidade na qual suas integrantes estavam exiladas durante os anos de chumbo depois do golpe militar de 1964. Helena Celestino, autora de “Envelhecer é para as fortes: as pioneiras que resistiram à ditadura, lutaram por um novo jeito de ser mulher e agora reinventam a velhice” Pedro Pinheiro Guimarães “Me concedi o papel de narradora da história das mulheres desse coletivo feminista que, há mais de 40 anos, desafiam o patriarcado”, explica a autora. A escalada da ditadura, depois do AI-5, em 1968, levou muitos brasileiros a procurar asilo em outros países. Boa parte escolheu o Chile, por causa do governo democrático de Salvador Allende que, derrubado pelos militares em 1973, deu lugar à ditadura sangrenta de Augusto Pinochet. Paris se tornou o refúgio dos sonhos. Para se ter uma ideia, em janeiro de 1974, a França recebeu 1.500 exilados brasileiros. No movimento de maio de 1968, nas barricadas nas ruas parisienses, slogans como “Seja realista, exija o impossível”, causaram uma revolução cultural planetária. No entanto, eram os homens que estavam na linha de frente e cabia às mulheres o papel de coadjuvantes. As feministas mudariam isso, fundando a editora Éditions des Femmes e promovendo encontros e manifestações. O Círculo das Mulheres Brasileiras surgiu em em 1975, na esteira dessa militância. Ajudou inclusive a discutir e combater a caretice da esquerda no exílio, cuja pauta moralista considerava a homossexualidade um desvio pequeno-burguês, contrário à moral revolucionária. Helena relembra a experiência que mesclava “solidão na terra estranha e encantamento com a liberdade reconquistada”. O acolhimento aos refugiados incluía aulas de francês por três meses, diárias de dez francos e carte de séjour (autorização de residência). Bastava apresentar atestado de escolaridade e se matricular nas várias seções da Universidade de Paris, a antiga Sorbonne. Para sobreviver, todo tipo de trabalho era bem-vindo: ser lanterninha de cinema, ajudante de cozinha, babá, faxineira, participar de colheitas de uvas. Há histórias saborosas, como a criação da Escolinha Saci Pererê, para as crianças não perderem o contato com as raízes culturais de suas famílias. A Lei da Anistia, votada em 1º. de setembro de 1979, após 15 anos de ditadura, trouxe, como diz Helena, uma mistura de sentimentos. “Ninguém tinha casa para morar e muito menos trabalho. Tínhamos em torno de 30 anos, a ditadura interrompera nossas carreiras, o Brasil mergulhara na recessão. Era como chegar num país desconhecido e começar tudo de novo”. Na volta, o acervo do Círculo foi usado para criar o Centro de Informação da Mulher (CIM), em São Paulo, e o conteúdo foi compartilhado com organizações feministas brasileiras. Em 2017, 20 companheiras se reencontraram em Paraty, para um fim de semana repleto de recordações. O projeto inicial era o de um filme, que acabou não vingando. Para o livro, Helena selecionou a trajetória de oito mulheres que se cruzaram em Paris, como Glória Ferreira, professora da UFRJ, crítica de arte e fotógrafa; Vera Barreto, modelo, atriz e produtora de filmes; e Vera Magalhães, que morreu de infarto aos 59 e foi uma espécie de musa da geração rebelde. Participou do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick e foi banida para a Argélia, aos 22 anos. Sua imagem numa cadeira de rodas, na frente do avião que levaria os presos políticos, se transformou num ícone. Agora, o preconceito contra a velhice faz parte da militância do grupo. Para essa geração, o que assusta no envelhecimento não é o desgaste do corpo, e sim “vivenciar o apagamento socioafetivo e a vida perder o sentido”, escreve a autora, frisando: “a gente envelhece do mesmo que jeito que viveu. Continuamos insubmissas e malcomportadas”. A propósito, elas criaram um outro coletivo: Peitamos. luta continua. Capa do livro que resgata a história do Círculo de Mulheres Brasileiras, grupo feminista criado em Paris por exiladas Reprodução Veja Mais

Você consegue imaginar uma vida profissional que dure 60 anos?

Glogo - Ciência Modelo de trabalho vigente terá que ser repensado com a mudança do perfil demográfico da população Neste ano, o Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento completa 20 anos – foi a primeira iniciativa global para fazer frente à mudança do perfil demográfico da população. Também estamos no segundo ano da Década do Envelhecimento Saudável: a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que o período entre 2021 e 2030 deveria ser dedicado a facilitar a participação de idosos em suas comunidades e contribuição à sociedade, assim como para garantir o acesso aos cuidados necessários. Há boas ideias de sobra e, infelizmente, esforços efetivos de menos, e o bônus da longevidade nos apresenta um enorme desafio: estamos vivendo mais, mas e a qualidade dessa existência? Faço tal introdução porque o aumento do número de centenários deixou de ser uma expectativa para se transformar em realidade. Segundo o Centro de Longevidade de Stanford, pelo menos metade das crianças norte-americanas com 5 anos chegará aos 100. O desdobramento disso? De acordo com o Centro de Longevidade de Stanford, pode-se considerar razoável que o tempo de vida profissional dos indivíduos chegue a 60 anos Kalamazoo Public Library Pode-se considerar razoável que o tempo de vida profissional dos indivíduos chegue a 60 anos, porque não haverá sistema de previdência que aguente um contingente tão grande fora mercado. Se hoje, com a aposentadoria por volta dos 65, a maioria considera que quatro décadas de labuta são um fardo pesado, o futuro soa apavorante. Em artigo para “The Atlantic”, o jornalista Joe Pinsker alerta que o importante é redesenhar o trabalho, porque o modelo existente se tornará simplesmente inviável. Na verdade, o que se convencionou chamar de meia-idade se converteu numa fase com tantas demandas que uma sensação de esgotamento ronda as pessoas. Abordei a questão em algumas colunas e no meu livro, “Menopausa – o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”: temos que lidar com exigências profissionais mais desafiadoras do que as do início de carreira; cuidar de filhos; e, com frequência cada vez maior, também de pais que passam a depender de nós. O que vem sendo exigido de pais e mães que trabalham é impossível: conciliar dedicação total como empregados e responsáveis pelos filhos. Para Laura Carstensen, diretora do centro de longevidade, a sociedade vai ter que ser flexível e criativa para resolver o impasse: por exemplo, diminuindo a carga horária de casais enquanto os filhos são pequenos, com a possibilidade de essas “horas devidas” serem compensadas no futuro. Inviável do ponto de vista econômico, já que os empregadores teriam que continuar arcando com os custos dos trabalhadores com a jornada reduzida? Talvez seja mais inviável o cenário no qual nos encontramos, com gente sobrecarregada e longe de dar o melhor de si nas empresas. No modelo atual, estudamos durante as primeiras décadas da vida, trabalhamos durante as três ou quatro seguintes e, em tese, “descansamos” nas restantes. Está na hora de imaginarmos uma fase, entre os 50 e 60, para voltar a estudar e ganhar novas habilidades que possam ser aproveitadas no mercado. Isso é fundamental para aqueles que têm uma atividade braçal que não pode ser estendida indefinidamente. Não dar chances de requalificação para esses cidadãos é condená-los à insegurança financeira na velhice. “Somos utilizados em excesso na meia-idade e subutilizados depois dos 65”, resume Carstensen. Veja Mais

Descubra se seus olhos estão precisando de cirurgia plástica

Glogo - Ciência O envelhecimento da região das pálpebras tende a cobrir o campo visual e provocar limitações Problemas na região periorbitária, isto é, em volta dos olhos, podem ser responsáveis pela indicação de cirurgia plástica mesmo para quem nunca se importou com questões estéticas. É o que explica a cirurgiã plástica Renata Francalacci, que dará uma aula relacionada ao assunto na 41ª. Jornada Carioca de Cirurgia Plástica, no começo do mês que vem, e está terminando a dissertação de mestrado nessa área. Uma das queixas mais frequentes é o peso da pálpebra, popularmente conhecida como pálpebra caída, que limita as atividades da pessoa. “O envelhecimento palpebral se caracteriza pela redundância de pele, que pode cobrir o campo visual, comprometendo sua função. Ocorrem a atrofia dos tecidos e o apagamento do contorno da pálpebra, além do surgimento de rugas de expressão. O excesso de exposição à radiação ultravioleta agrava a situação”, explica. A cirurgiã plástica Renata Francalacci, especialista em cirurgia periorbital Mariza Tavares Nesse caso, a cirurgia se chama blefaroplastia superior e é considerada reparadora, com direito a cobertura dos planos de saúde depois da confirmação de comprometimento do campo visual. Apesar de rápida – dura cerca de uma hora – é feita em centro cirúrgico e o pós-operatório inclui diversos cuidados: aplicação de colírio de hora em hora, gel ocular antes de dormir, não usar celular e computador nos primeiros dias e fugir do sol durante algumas semanas. “É indispensável garantir a lubrificação do olho, por isso tantas precauções”, detalha. Durante a cirurgia é possível retirar as bolsas que se formam embaixo dos olhos, estendendo o procedimento para duas horas. A intervenção sempre é bastante delicada, enfatiza a médica: “não se trata de apenas tirar uma pelezinha. É fundamental deixar uma margem de segurança tanto na parte superior quanto na inferior da pálpebra. Nessa região, um milímetro faz muita diferença”. Há ainda a ptose, ou “olho caído”, que pode ser congênita ou senil e também atrapalha o campo visual. Acontece quando o músculo levantador da pálpebra superior apresenta frouxidão, que vai de discreta a severa. Outros distúrbios da área orbital entrelaçam a abordagem estética à funcional. O ectrópio senil (causado pelo envelhecimento) ou cicatricial (resultado de trauma, tumor ou até da retirada excessiva de pele) é um quadro de frouxidão da pálpebra que leva ao lacrimejamento constante, ressecamento ocular e à exposição da conjuntiva. Não é difícil de identificar: a parte inferior se apresenta meio caída e se distancia da posição anatômica normal, deixando a superfície interna exposta. No entrópio, as margens palpebrais e os cílios se projetam para dentro, provocando muita dor. “A córnea é a superfície mais inervada do corpo, mas o paciente já sai do centro cirúrgico com o olho claro, o que é extremamente gratificante”, avalia a doutora Francalacci. A médica diz que, depois da pandemia, notou um aumento na procura para a realização de blefaroplastias, e que, durante o exame clínico, com frequência são mapeadas alterações periorbitais: “o que, inicialmente, tinha como objetivo uma intervenção estética, acaba levando ao diagnóstico de questões funcionais”. Veja Mais

Surpreenda os outros com demonstrações de afeto

Glogo - Ciência Gestos de delicadeza inesperados são ainda mais apreciados e alimentam nossas conexões sociais A língua inglesa tem uma expressão para descrever o comportamento de quem age como se pudesse ter certeza de que o que nos rodeia não vai mudar nunca: “take for granted”. Não usamos muito o termo “tomar como certo”, mas é o que normalmente fazemos nos relacionamentos com nosso círculo próximo. Subestimamos como as pessoas apreciam demonstrações de afeto e atenção inesperadas, ou seja, fora de datas óbvias como aniversários ou as festas de fim de ano. É o que mostra pesquisa publicada no meio do mês na revista científica “Journal of Personality and Social Psychology”, da Associação Americana de Psicologia. Amigos: gestos de delicadeza inesperados são ainda mais apreciados e alimentam nossas conexões sociais Thomas G para Pixabay Além de saúde, segurança financeira e aprendizado contínuo, conexões sociais integram os pilares de um envelhecimento ativo. Os laços familiares e de amizade tecem uma poderosa rede de proteção contra a solidão, mas deveriam ser nutridos: através de um telefonema, ou uma mensagem para dar um simples “oi” – quanto mais inesperado, mais impactante seu efeito. “Somos seres sociais e valorizamos a conexão com outras pessoas”, afirmou Peggy Liu, PhD e professora da University of Pittsburgh, que liderou o estudo. Os pesquisadores conduziram uma série de experimentos envolvendo quase 6 mil participantes. O objetivo era avaliar se as pessoas conseguiam ter noção do valor de uma demonstração de gentileza sem uma razão especial. Na primeira rodada do trabalho, metade tinha que recordar a última vez em que havia feito algo semelhante para alguém do seu círculo depois de um período de afastamento. À outra metade cabia tarefa oposta: lembrar quando se encantara quando um amigo ou conhecido realizara esse tipo de ação. Em seguida, todos davam uma nota, numa escala de 1 a 7, sobre o sentimento de prazer ou gratidão que acompanhou o gesto. Sobre o resultado: aqueles beneficiados pelo contato deram nota mais alta para a experiência do que aqueles que tinham tomado a iniciativa, demonstrando que tendemos a subestimar seu efeito. Em outra prática, os participantes mandaram um bilhete ou pequeno presente para alguém com quem não tinham tido contato durante algum tempo. De forma similar à primeira vivência, quem tomou a iniciativa avaliou o impacto do gesto. Em seguida, os pesquisadores procuraram os indivíduos presenteados para saber a extensão do seu apreço – novamente, as notas eram bem maiores por parte de quem havia sido brindado com a cortesia. “Descobrimos que os indivíduos agraciados com a gentileza deram grande ênfase ao elemento surpresa, o que valorizou a ação. Por outro lado, quem tomava a iniciativa não levava em conta a relevância desse fator. Muitos se afastam de pessoas que foram importantes em suas vidas e acreditam que resgatar um relacionamento é obstáculo difícil de transpor. Entretanto, podemos considerar que o gesto será mais apreciado do que se imagina”, explicou a autora do trabalho, que se aplicou um teste: passou a procurar gente de quem se distanciara durante a pandemia. “cheguei à conclusão de que me relacionava com pessoas que talvez também quisessem retomar o contato, mas que estariam tão hesitantes quanto eu”, ensinou. Veja Mais

Foguete explode na fábrica da SpaceX durante teste de solo: 'Avaliando danos', diz Elon Musk

Glogo - Ciência Explosão foi registrada durante transmissão ao vivo no sul do Texas, Estados Unidos; bilionário comentou o caso nas redes sociais. Foguete explode na fábrica da SpaceX durante teste de solo Um foguete de propulsão desenvolvido pela SpaceX para a espaçonave Starship de última geração pegou fogo durante teste de solo na segunda-feira (11), no sul do Texas, Estados Unidos. Não houve feridos. O teste estava sendo transmitido ao vivo pelo canal NASA Spaceflight. Na imagem, é possível ver o momento que a base do foguete é tomada pelas chamas após a explosão. A câmera de vídeo que registrava o teste até chega a balançar (veja vídeo acima). O foguete Starship é o veículo de lançamento que está no centro das ambições do bilionário Elon Musk para tornar as viagens espaciais humanas mais acessíveis e rotineiras. Foguete é tomado por chamas na fábrica da SpaceX Reprodução/NASA Spacefligh Nas redes sociais, o magnata comentou sobre o acidente. "Sim, na verdade não é bom. A equipe está avaliando os danos. No futuro, não faremos um teste de partida com todos os 33 motores de uma vez”, afirmou Musk no Twitter. Segundo a agência Reuters, a falha ocorreu no meio de uma campanha de testes de fogo estático de um dia do booster, equipado com uma série de 33 motores Raptor para uso em um próximo voo de teste orbital. No início do ano, Musk chegou a falar que o primeiro voo orbital do Starship poderia ser ainda este ano e enumerou os primeiros projetos para o foguete: lançamento de satélites e missões à Lua, entre elas uma privada, com o bilionário japonês Yusaku Maezawa a bordo. Leia mais: Musk aposta em foguete Starship para voo orbital SpaceX: 6 fatos sobre a missão que levou civis para o espaço Voo orbital oferece visão privilegiada do espaço em superjanela Questionada pela Reuters, a SpaceX não comentou sobre a explosão. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) também não informou se investigará a explosão. No final de 2020 e início de 2021, a SpaceX perdeu quatro protótipos da própria nave estelar em uma série de lançamentos de teste de alta altitude quando as tentativas de pouso de retorno terminaram em explosões. O protótipo Starship fez o primeiro pouso seguro em maio de 2021. Foguete explode durante teste na SpaceX Reprodução/ NASA Spaceflight Foguete explode durante teste na SpaceX Reprodução/ NASA Spaceflight Veja Mais

Qual é a diferença entre animais venenosos e peçonhentos? #shorts

Qual é a diferença entre animais venenosos e peçonhentos? #shorts

 Minuto da Terra Cobras são venenosas ou peçonhentas? Descubra a diferença no vídeo novo do Minuto da Terra! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Por que a desigualdade é um fator de risco para o Alzheimer

Glogo - Ciência Ambiente físico e social no qual as pessoas estão inseridas pode aumentar a proteção ou ser ameaça para desenvolver demência Adriana Perez é doutora em enfermagem e professora da University of Pennsylvania. Coordena um grupo multidisciplinar para pesquisar os fatores de risco para demência na comunidade latina nos EUA e tem números assustadores que, segundo ela, costumam deixar as plateias atônitas: “o número de latinos com diagnóstico de Alzheimer vai crescer 800% até 2060, e o ambiente físico e social no qual a pessoa está inserida pode aumentar o risco ou protegê-la da doença”. Idosa com xícara de café: população afrodescendente experimenta deterioração precoce da saúde por causa do racismo Mehmet Kirkgoz para Pixabay Perez abriu a conferência “Addressing health disparities” (“Endereçando as disparidades na saúde”), promovida nos dias 21 e 22 pela Alzheimer´s Association. Afirmou que na Filadélfia, onde mora há sete anos, as comunidades de baixa renda dispõem de poucos recursos para se exercitar, um dos pilares para manter a saúde: “os bairros negros e latinos são os mais densamente povoados, os menos seguros e com menor número de espaços verdes e apropriados para caminhadas. Desigualdades sociais são determinantes para a atividade física”. Adriana Perez, doutora em enfermagem e professora da University of Pennsylvania: incidência de Alzheimer aumentará 800% entre latinos Reprodução Em sua palestra, enfatizou que a exclusão e o racismo estrutural acompanham essas comunidades. “O acesso à saúde é limitado, assim como a oportunidade para participar de ensaios clínicos. Normalmente, é exigida proficiência em inglês e mesmo os latinos que falam bem a língua se sentem desconvidados. É como se o recado fosse: ‘não queremos vocês’. Temos que repensar os testes para medir habilidades cognitivas, que são padronizados e não levam em conta que muitos vieram de outros países e os sistemas educacionais são diferentes. Isso pode resultar numa pontuação baixa sem que o indivíduo sofra de algum tipo de demência”, detalhou. Outra participante do evento, a epidemiologista Kristen M. George, do departamento de saúde pública da University of California, Davis, pesquisa como a desigualdade social eleva as chances de problemas cardiovasculares que, por sua vez, contribuem para o surgimento de demências. As estatísticas que apresentou mostram como a incidência da doença atinge os afrodescendentes: chega a 26.6% entre os idosos negros, enquanto não passa de 19.35% entre os brancos. Seu diagnóstico: “O risco é muito mais alto para hipertensão e obesidade entre a população afrodescendente, que experimenta uma deterioração precoce da saúde pelo peso do racismo, pela marginalização econômica, pelo acúmulo de impactos sociais e políticos”. George explicou que nenhuma comunidade deve ser estudada sem que se leve em conta seu acesso a saúde e educação de qualidade, estabilidade econômica, vizinhança e histórico de violência e trauma. E deu como exemplo o “Stroke belt”, ou “cinturão do derrame”, no sudeste norte-americano. Naquela região, com taxas mais altas de pobreza e baixo nível educacional, é onde ocorre o maior número de acidentes vasculares cerebrais. Estamos falando de latinos e negros norte-americanos, mas os assuntos abordados na conferência guardam inúmeras semelhanças com as mazelas brasileiras. Veja Mais

O mito do abismo entre as gerações

Glogo - Ciência “Clichês e estereótipos alimentam batalhas, como se vivêssemos uma guerra cultural, e nos distraem do que realmente importa”, afirma professor O senso comum sempre aponta para um abismo irreconciliável entre as gerações – e está errado. Esta é a tese do professor de políticas públicas Bobby Duffy, que tive o prazer de conhecer on-line, em palestra que deu ao Instituto de Gerontologia do Departamento de Saúde Global e Medicina Social do King´s College London, onde trabalha. Autor de “O mito geracional: por que quando você nasceu importa menos do que imagina” (“The Generation myth – why when you´re born matters less than you think”), lançado em 2021, é enfático: “Clichês e estereótipos sobre o abismo entre gerações alimentam batalhas, como se vivêssemos uma guerra cultural, e nos distraem do que realmente importa”. Bobby Duffy, professor de políticas públicas do King´s College London Divulgação Cita a questão das mudanças climáticas, na qual a população madura é apontada como o principal vilão da situação: “as gerações mais velhas são as que mais tendem a se engajar em boicotes por motivos sociais. A General Social Survey (ligada à Universidade de Chicago) pesquisou, entre 1993 e 2018, o que os americanos pensavam sobre o assunto. Diante da pergunta sobre se concordavam que o aumento da temperatura no planeta é muito ou extremamente perigoso, o posicionamento dos baby boomers foi subindo ao longo dos anos, encostando no patamar da Geração X”. "Houve uma migração dos idosos para as cidades menores, enquanto os jovens ocuparam os grandes centros. Essa separação é combustível para desentendimentos e interpretações equivocadas". Só para lembrar: baby boomers são os nascidos depois da 2ª. Guerra Mundial, até o começo da década de 1960; a Geração X compreende os que nasceram entre o princípio dos anos de 1960 até 1979; em seguida vêm os Millenials (1980-1995); a partir de 1996, a Geração Z. “Sempre há um gap entre as gerações. No meio da década de 1980, 60% dos nascidos antes de 1945 achavam que as mulheres deviam ficar em casa, e somente 30% dos baby boomers concordavam com isso. Em 2021, 45% dos baby boomers afirmavam ter orgulho do império britânico, sentimento compartilhado por apenas 20% da Geração Z”, discorreu. No entanto, Duffy chamou a atenção para problemas sociais que são profundos e nada têm a ver com um conflito de gerações. Por exemplo, a dificuldade de os mais jovens conseguirem conquistar o sonho da casa própria. “Comparando o volume de patrimônio de baby boomers e da Geração X, na faixa dos 45 anos os primeiros têm o dobro de riqueza dos outros. Mas não se trata de uma guerra na qual os mais velhos são culpados. Na verdade, houve uma escalada de preços dos imóveis e do sinal para a compra, um descolamento enorme entre o custo do imóvel e o rendimento médio”, explicou. Na sua opinião, o século XXI assistiu a uma segregação etária que é prejudicial para todos: “houve uma migração dos idosos para as cidades menores, enquanto os jovens ocuparam os grandes centros. A ‘tensão’ entre gerações não é apenas natural, mas essencial e benéfica. Faz parte do metabolismo demográfico que impede a estagnação. Essa separação é combustível para desentendimentos e interpretações equivocadas. Temos que focar no fim da desigualdade intergeracional e proteger a conexão entre todas as faixa etárias”. Veja Mais

Aposentadoria: quais são as maiores preocupações das mulheres

Glogo - Ciência Custos crescentes com a saúde e o desafio de bancar cuidados de longo prazo inquietam a força de trabalho feminina Outra atração da conferência AgeAction 2022, tema da coluna da última quinta-feira, foi um painel sobre o que as mulheres querem (e temem) na aposentadoria. Kristi Rodriguez, vice-presidente sênior do Nationwide Retirement Institute, entidade americana voltada para zelar pelos investimentos de aposentados, afirmou que, diante do bônus da longevidade, essa é uma questão que vem ganhando corpo: “elas estão vivendo mais e se perguntam quais serão os desafios que terão pela frente. Saúde e segurança financeira caminham juntas e 28% temem que os anos que lhes restam superem suas reservas. Todos nós precisaremos de cuidados no fim da vida. Isso pode ocorrer de forma abrupta ou gradual, mas é indispensável se preparar”. Mulher de meia-idade com celular: os custos crescentes com a saúde preocupam a força de trabalho feminina DKatana para Pixabay Pesquisa realizada em março pelo Conselho Nacional do Envelhecimento (NCOA em inglês) mostrava que, entre mulheres aposentadas e que estão se preparando para deixar a força de trabalho, 90% se preocupavam com os custos crescentes com a saúde; 75% se inquietavam diante da perspectiva de arcar com as despesas dos cuidados de longo prazo, quando tivessem alguma limitação física ou mentais; e 41% desejariam ter ajuda para se preparar. Ao envelhecer descobrimos que a ideia de que gastamos menos depois da aposentadoria não passa de um mito... Atribuição essencialmente feminina, o papel de cuidadora também tem implicações na maturidade e velhice. No levantamento do NCOA, 58% das entrevistadas eram ou tinham sido cuidadoras; 70% afirmavam que tal função se transformara num peso financeiro, porque pagavam despesas do próprio bolso, com frequência em detrimento do seu bem-estar; 26% haviam postergado a aposentadoria por esse motivo; e 56% se afligiam com um horizonte sombrio: o de não ter dinheiro suficiente para viver com conforto. Entre os planos para o futuro, 52% disseram que reduziriam seu orçamento, e menos da metade tinha algum plano de previdência privada. No Brasil, 47% das trabalhadoras estão no setor informal, o que quase sempre significa uma velhice de grande precariedade. Fecho a coluna lembrando que é durante o climatério, que abrange o período entre a pré e a pós-menopausa, que a maioria realmente se dá conta do esforço que deve ser feito para garantir sua segurança financeira. No entanto, essa é uma fase que pode ser bastante atribulada, já que o declínio na produção do estrogênio provoca uma série de transtornos. Entre agosto de 2021 e maio de 2022, a femtech brasileira Plenapausa coletou dados de mais de 3 mil mulheres, com idade média de 48 anos. Entre os sintomas relatados, 89% citavam cansaço; 88%, instabilidade emocional; 83%, dificuldade para dormir; 82%, ansiedade ou depressão; 79%, falta de libido. Como frisei no livro “Menopausa: o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”, é preciso um esforço coletivo para reescrever esse roteiro. Veja Mais

Peste Negra: DNA em dentes de 6 séculos revela onde epidemia começou, diz estudo

Glogo - Ciência Pesquisadores acreditam ter descoberto origens da doença que dizimou milhões de pessoas no século 14. A bactéria 'Yersinia pestis' é a causadora da peste bubônica Getty Images via BBC Pesquisadores acreditam ter descoberto as origens da Peste Negra, mais de 600 anos depois de ela ter matado dezenas de milhões de pessoas na Europa, Ásia e norte da África. A catástrofe sanitária de meados do século 14 é um dos capítulos mais significativos em termos de pandemia da história humana. Mas, apesar de anos de pesquisa, os cientistas ainda não haviam sido capazes de identificar onde a peste bubônica começou. Agora, análises sugerem que foi no Quirguistão, na Ásia central, na década de 1330. Uma equipe de pesquisa da Universidade de Stirling, na Escócia, e do Instituto Max Planck e da Universidade de Tubingen, na Alemanha, analisaram amostras antigas de DNA de dentes de corpos enterrados em cemitérios perto do Lago Issyk Kul, no Quirguistão. Eles escolheram essa região depois de notar um aumento significativo nos sepultamentos ocorridos lá em 1338 e 1339. Maria Spyrou, pesquisadora da Universidade de Tubingen, disse que a equipe sequenciou o DNA de sete esqueletos. Eles analisaram os dentes porque, de acordo com Spyrou, contêm muitos vasos sanguíneos e oferecem aos pesquisadores "uma grande chance de detectar patógenos transmitidos pelo sangue que podem ter causado a morte dos indivíduos". A equipe de pesquisa conseguiu encontrar a bactéria da peste, Yersinia pestis, em três deles. "Nosso estudo resolve uma das maiores e mais fascinantes questões da história e determina quando e onde o assassino mais notório e infame dos seres humanos começou", afirmou Philip Slavin, historiador da Universidade de Stirling, sobre a descoberta. A pesquisa tem, no entanto, algumas limitações — incluindo o pequeno tamanho da amostra. Michael Knapp, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, que não estava envolvido no estudo, elogiou o trabalho como sendo "realmente valioso", mas observou: "Dados de bem mais indivíduos, épocas e regiões... ajudariam realmente a esclarecer o que os dados apresentados aqui significam de fato." O trabalho dos pesquisadores foi publicado na revista científica Nature, com o seguinte título: "The source of the Black Death in fourteenth-century central Eurasia" ("A fonte da Peste Negra na Eurásia central do século 14", em tradução literal). O que é a peste bubônica? A peste é uma doença infecciosa potencialmente letal, causada por uma bactéria chamada Yersinia pestis que vive em alguns animais — principalmente roedores — e nas pulgas que carregam em seus pelos. A peste bubônica é a forma mais comum da doença que as pessoas podem contrair. O nome deriva dos sintomas que causa — um inchaço doloroso nos nódulos linfáticos, formando uma espécie de bolha, conhecida como "bubão", na virilha ou axila. De 2010 a 2015, foram reportados 3.248 casos em todo o mundo, incluindo 584 mortes. Historicamente, também foi chamada de Peste Negra, em referência ao fato de causar gangrena em certas partes do corpo, como nos dedos das mãos e dos pés, que acabam escurecendo. Veja Mais

Exponha-se ao novo, seu cérebro vai agradecer

Glogo - Ciência Teste roteiros desconhecidos, leia sobre assuntos que não domina, conheça gente diferente Muito antes de entrar numa sala de aula, as crianças sabem identificar objetos e seres que as rodeiam simplesmente porque convivem com eles no dia a dia. Costumamos, inclusive, dizer que absorvem novidades como esponjas. O que um estudo da Ohio State University quer mostrar é que essa capacidade persiste na idade adulta: as pessoas aprendem a partir de uma exposição acidental a coisas que desconhecem, não dominam e nem sequer estavam tentando entender. “Expor-se ao novo torna os indivíduos mais prontos, mais eficientes para aprender. Frequentemente temos contato com coisas que nos causam uma forte impressão e nos levam a um estado de maior desenvoltura para aprender sobre elas”, afirmou Vladimir Sloutsky, professor de psicologia na universidade e coautor do trabalho, publicado no fim de maio na revista científica “Psychological Science”. Idoso fotografa com celular: o cérebro se alimenta de experiências e, quanto mais complexas, mais estimulam conexões neurais StockSnap para Pixabay A pesquisa foi composta por cinco experimentos diferentes, com a participação de 438 pessoas. Na primeira etapa, durante um jogo simples de computador, surgiam criaturas estranhas e coloridas, sem qualquer explicação para as aparições. Embora os participantes não soubessem, os seres fictícios pertenciam a duas categorias: A e B, com características diferentes – por exemplo, mãos e rabos com cores distintas. Já o grupo de controle assistia a outras imagens. Numa segunda etapa, as pessoas entravam numa fase de aprendizado explícito, durante o qual eram informadas de que as criaturas seriam “flurps” ou “jalets”. Em seguida, deveriam identificar a que categoria cada uma pertencia. O objetivo era mensurar o tempo que os indivíduos demoravam para fazer essa distinção. “Descobrimos que a curva de aprendizado era substancialmente mais rápida para aqueles que tinham visto as duas categorias de seres durante o jogo de computador. Esses participantes estavam familiarizados com as características de cada grupo: os com rabos azuis tinham mãos marrons, enquanto os de rabo laranja tinham mãos verdes”, explicou Layla Unger, aluna de pós-doutorado da instituição. De acordo com os pesquisadores, a simples exposição às criaturas – quando não havia qualquer compromisso com o aprendizado – foi decisiva na fase posterior. Para o professor Sloutsky, o importante foi, através do experimento, mapear esse “conhecimento latente”. O recado está dado: é preciso “provocar” o cérebro, que se alimenta de experiências – quanto mais complexas, mais estimulam conexões neurais. Que tal uma lista para começar? Leia sobre assuntos que não domina, conheça gente diferente, teste roteiros desconhecidos, vá a lugares nunca antes visitados. A disposição para experimentar alimenta nossa reserva cognitiva, uma espécie de “reservatório” que nos ajuda a preservar a capacidade mental. Dá para fazer o paralelo com uma poupança: pessoas com esse tipo de “capital” têm perdas menores e são capazes de achar estratégias e formas alternativas de raciocínio. Veja Mais

Entenda o que é o aborto legal e como ele é feito no Brasil

Glogo - Ciência Procedimento é permitido por lei em casos de gravidez decorrente de estupro, risco à vida da gestante ou anencefalia do feto, e deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Veja quais são as regras no país. Hospital Pérola Byington é referência no atendimento a mulheres para fazer aborto nos três casos previstos em lei no Brasil Bárbara Muniz Vieira/g1 O aborto legal é um procedimento de interrupção de gestação autorizado pela legislação brasileira e que deve ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É permitido nos casos em que a gravidez é decorrente de estupro, quando há risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto. Embora este direito seja previsto em lei há mais de 80 anos, mulheres enfrentam dificuldade para abortar em hospitais brasileiros e precisam, às vezes, viajar mais de 1.000 quilômetros para se submeter ao procedimento de forma legal. Leia também: Cartilha do Ministério da Saúde diz que 'todo aborto é crime' Datafolha: cai de 41% para 32% população que quer vetar aborto 'Foi uma dor na alma', diz mulher que fez aborto após estupro Médicos ouvidos pelo g1 afirmam que esse direito não tem sido garantido pelo estado brasileiro na prática. E ainda há muitas dúvidas, inclusive por parte de autoridades, a respeito do que pode ser feito e como deve conduzido o processo. Veja a seguir as respostas às seguintes perguntas: O que é preciso para fazer o aborto legal? Tem tempo máximo para fazer aborto? O médico tem que contar à polícia que um aborto legal foi feito? Onde ele é feito? Como ele é feito? Para quem recorrer quando o direito é negado? O médico pode se negar a fazer o aborto legal? Quantos abortos são feitos no Brasil? O que é aborto legal? A legislação brasileira que trata do aborto foi criada há mais de 80 anos. O Código Penal Brasileiro, de 1940, tipifica o aborto como crime e prevê que mulheres e médicos sejam punidos penalmente se provocarem um aborto. Há, no entanto, algumas exceções na legislação: estes são os casos de aborto legal. Em que situações é permitido no Brasil? O aborto é permitido em três situações: anencefalia fetal, ou seja, má formação do cérebro do feto; gravidez que coloca em risco a vida da gestante; gravidez que resulta de estupro. Vale lembrar que a gravidez decorrente de estupro engloba todos os casos de violência sexual, ou seja, qualquer situação em que um ato sexual não foi consentido, mesmo que não ocorra agressão. Isso inclui, por exemplo, relações sexuais nas quais o parceiro retira o preservativo sem a concordância da mulher. O que é preciso para fazer o aborto legal? Para os casos de gravidez decorrente de violência sexual, não é preciso apresentar Boletim de Ocorrência ou algum exame que ateste o crime, como um laudo do Instituto Médico Legal (IML). Para o atendimento, basta o relato da vítima à equipe médica. Todos os documentos necessários são preenchidos no próprio hospital. Neles, a mulher opta oficialmente pelo aborto e se responsabiliza pelos fatos narrados à equipe médica. A norma técnica do Ministério da Saúde que regulamenta a prática também recomenda que a mulher seja atendida por uma equipe multidisciplinar, com médico, assistente social e psicólogo, e que pelo menos três profissionais de saúde participem da reunião para definir se a mulher pode realizar o aborto ou não. Já para os casos de gravidez de risco e anencefalia, é necessário laudo médico que comprove a situação. Além disso, um exame de ultrassonografia com diagnóstico da anencefalia também pode ser exigido para o abortamento causado por má formação do feto. Aborto legal: 4 em cada 10 mulheres têm que viajar para fazer procedimento Tem tempo máximo para fazer aborto? A coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública Estadual do Rio de Janeiro, Flávia Nascimento, afirma que existe uma “dúvida geral” nos casos em que a gravidez decorrente de uma violência sexual ultrapassa o prazo de 21 semanas ou quando o feto tem um peso acima de 600 gramas. No entanto, a defensora entende que é possível interromper a gravidez de forma legal mesmo nesses casos. “Há uma dúvida se seria possível realizar os abortos nesses casos. A gente entende que a lei não impõe nenhuma limitação, não tem limitação temporal de tempo gestacional”, explica. Apesar disso, não há consenso nacional sobre a realização de interrupções de gestação após as 22 semanas. A Defensoria Pública Estadual de São Paulo, por exemplo, afirma em uma cartilha que, nos casos de violência sexual, o aborto é permitido até a 20ª semana de gestação, ou até 22 semanas, desde que o feto tenha menos de 500 gramas. Para os abortos justificados por risco de vida à gestante e anencefalia, não há idade gestacional máxima para a realização do procedimento. “Nos casos tanto de inviabilidade de vida extrauterina quanto de risco de vida [da mulher], não há tanto esse questionamento em relação ao tempo gestacional. Até porque os casos dessas síndromes que inviabilizam a vida extrauterina, via de regra, são descobertos já com um tempo gestacional maior”, afirma Nascimento, da Defensoria do Rio de Janeiro. O médico tem que contar à polícia que um aborto legal foi feito? Sim, caso seja uma gravidez decorrente de violência contra a mulher. Desde 2020, uma lei obriga profissionais de saúde a registrar no prontuário médico da paciente e comunicar à polícia, em 24 horas, indícios de violência contra a mulher. Na época da aprovação da portaria que, na prática, ampliou as exigências para médicos que atendem mulheres em busca de aborto por estupro, a necessidade de identificação da vítima sem seu consentimento foi criticada por defensores de direitos das mulheres. O médico Jefferson Drezett, que coordenou o maior serviço de aborto legal do Brasil por mais de 20 anos, no Hospital Pérola Byington, defende que a comunicação à polícia só seja feita com autorização da paciente. Ele afirma que este é um padrão adotado atualmente por serviços de excelência. “A nossa prática é a de que ela deve concordar, ou a comunicação pode ser feita sem a concordância dessa mulher, se eventualmente ela estiver sob o risco de morrer. Aí, sim, o serviço de saúde pode fazê-lo sem autorização”, diz. Carro da Polícia Militar na Vila Aeroporto, em Campinas, no interior de São Paulo, em foto de 18 de janeiro de 2022 LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO Onde ele é feito? Isso varia, mas, em geral, hospitais públicos de grandes cidades oferecem o serviço. O problema é que nem todo estabelecimento que faz aborto legal no Brasil realiza o procedimento nas três situações previstas em lei. Segundo médicos e pesquisadores, é comum que casos de anencefalia encontrem menos resistência que os de violência sexual, por exemplo. Levantamento do g1 encontrou 175 municípios com registro de aborto nos casos previstos em lei entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2022. O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, indica que outros 20 municípios têm estabelecimentos que fazem interrupção de aborto. (Veja a lista no fim do texto). Na dúvida, uma opção é procurar ONGs que auxiliem mulheres a encontrar esses serviços ou a Defensoria Pública da União (DPU). O Hospital Pérola Byington, localizado no bairro da Bela Vista, região central da capital, é referência no atendimento a mulheres vítimas de violência Celso Tavares/G1 Como ele é feito? Segundo a norma técnica do Ministério da Saúde, sempre que possível deve ser oferecida à mulher a opção de escolha da técnica a ser empregada para a interrupção da gestação: abortamento farmacológico, ou seja, induzido por medicamentos; procedimentos aspirativos, como a aspiração manual intrauterina (AMIU); ou dilatação seguida de curetagem. Para quem recorrer quando o direito é negado? A defensora Flávia Nascimento, do Rio de Janeiro, orienta as mulheres que tiveram o direito negado a buscar a defensoria pública, seja ela estadual ou federal. Segundo ela, em geral, não é necessário acionar a Justiça para garantir que a mulher vítima de estupro seja atendida para fazer o aborto legal. “Na maioria das vezes, a gente oficia a unidade de saúde, informando sobre o direito, que não há previsão na lei exigindo Boletim de Ocorrência”, comenta. Nascimento afirma que é mais comum que a defensoria judicialize os casos de síndromes com o diagnóstico de inviabilidade de vida extrauterina, mas que não são anencefalia. “Como não é o caso da anencefalia específico, da decisão do STF, a gente judicializa e faz essa analogia com a hipótese da anencefalia: diante da inviabilidade de vida extrauterina, estaria permitida a interrupção da gestação”, afirma. Ao contrário do aborto previsto nos casos de violência sexual e gravidez de risco, que estão previstas na lei brasileira de 1940, a possibilidade de interrupção da gravidez de aborto anencefálico só foi legalizada em 2012, por conta de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que trouxe essa jurisprudência. Plenário do Supremo durante julgamento de ação que pede liberação de aborto para anencéfalos Carlos Humberto / SCO / STF O médico pode se negar a fazer o aborto legal? Em alguns casos, sim. Para isso, ele precisa alegar objeção de consciência, ou seja, declarar que a prática lhe causaria profundo sofrimento emocional. Segundo o Código de Ética Médica, “o médico deve exercer a profissão com ampla autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços profissionais a quem ele não deseje, salvo na ausência de outro médico, em casos de urgência, ou quando sua negativa possa trazer danos irreversíveis ao paciente”. O código determina que a objeção médica tem limites. Não é possível se recusar a fazer o procedimento caso o abortamento seja por conta de risco de vida para a mulher. Em qualquer outra situação de abortamento juridicamente permitido, o médico também não pode alegar essa objeção se não houver outro médico que o faça, segundo o código de ética da profissão. Quando a mulher puder sofrer danos ou agravos à saúde em razão da omissão, e no atendimento de complicações derivadas de abortamento inseguro, por se tratarem de casos de urgência, também é vetada a objeção do médico, de acordo com o código. Médicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Campanha Ame Barradas, em Heliópolis, na zona sul de São Paulo, em foto de arquivo Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo Quantos abortos são feitos no Brasil? Dados coletados pelo g1 indicam que, de janeiro de 2021 a fevereiro de 2022, 1.823 abortos legais foram feitos no Brasil. O número é considerado pequeno por especialistas e médicos. A título de comparação, a médica Helena Paro cita o número de crianças que têm filhos no Brasil anualmente. “Se a gente for pensar só nas meninas que engravidam antes dos 14 anos, que teriam direito ao aborto, porque são vítimas de estupro de vulnerável, a gente tem 20 mil partos [a média de meninas dessa idade que tiveram filho de 2016 a 2020 é de 20,8 mil] por ano. Elas não são obrigadas [a abortar], mas elas têm esse direito. Você acha que todas queriam manter a gravidez?", afirma. Veja a nota do Ministério da Saúde sobre o tema: "O Ministério da Saúde informa que, em 2020, foram realizados 2.071 procedimentos com excludente de ilicitude. Em 2021, foram registrados 1.997 procedimentos. Em 2022, até o mês de fevereiro, foram registrados 385 (dados preliminares, sujeitos à alteração). Atualmente, o Brasil conta com 111 estabelecimentos de saúde habilitados para realizar procedimento de interrupção da gestação nos casos excludentes de ilicitude. Considerando a complexidade e necessidade de cada caso, ou quando os serviços de saúde locais não dispõem de equipe qualificada para realização dos procedimentos, as mulheres são encaminhadas para outras unidades, com o objetivo de garantir o acesso, a integralidade e a segurança do cuidado previsto em lei." VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Veja Mais

Os benefícios de uma dieta à base de plantas no combate a seis doenças

Glogo - Ciência Todos os profissionais da área da saúde e gestores que formulam políticas públicas deveriam se aprofundar no assunto “A área da medicina, que goza de tanta influência na sociedade, tem se engajado pouco para promover a escolha de hábitos de vida saudáveis”, enfatiza artigo publicado no fim de maio na revista científica “American Journal of Lifestyle Medicine”. De acordo com o texto, todos os médicos – e, por minha conta, incluo os gestores e formuladores de políticas públicas – deveriam estar cientes dos benefícios de uma dieta à base de plantas para enfrentar seis problemas: excesso de peso, doença coronariana, câncer, diabetes, Alzheimer e Covid-19. A médica Saray Stancic, autora de “What´s missing from medicine: six lifestyle changes to overcome chronic illness” (“O que está faltando na medicina: seis mudanças no estilo de vida para superar doenças crônicas”) Divulgação “A consequência desse baixo engajamento se reflete nos números crescentes de doenças crônicas, especialmente obesidade e diabetes”, afirmou a médica Saray Stancic, que assina o texto com outros dois colegas e é autora de “What´s missing from medicine: six lifestyle changes to overcome chronic illness” (“O que está faltando na medicina: seis mudanças no estilo de vida para superar doenças crônicas”). Ela sabe do que fala: em 1995, foi diagnosticada com esclerose múltipla e, em 2003, precisava de uma bengala para se locomover. Tinha restringido ao máximo suas atividades, porque sofria com os efeitos colaterais dos medicamentos. Depois de mudar seus hábitos e adotar uma dieta à base de grãos, legumes, verduras e frutas, conseguiu se livrar dos remédios e chegou a correr uma maratona em 2010! O blog já apresentou, em diversas ocasiões, aspectos da medicina de estilo de vida, que se baseia em seis pilares: alimentação, atividade física, sono, manejo do estresse, relacionamentos saudáveis e controle de tóxicos – de álcool a cigarro, passando por automedicação. Para os autores do artigo, as faculdades de medicina oferecem “um número anêmico de aulas sobre a importância da educação alimentar”. Citam, inclusive, pesquisa realizada com mais de 600 cardiologistas: 90% relataram não ter recebido qualquer treinamento na área de alimentação durante sua formação. Embora ninguém espere que médicos se tornem experts em nutrição, o ideal é que tivessem informações sobre o impacto positivo de uma dieta à base de plantas em seis condições de saúde, a saber: Obesidade e perda de peso: estudo com 70 mil pessoas descobriu que aquelas que seguiam uma dieta vegana pesavam, em média, quatro quilos a menos do que os não adeptos desse tipo de alimentação. Além disso, seu risco de morte era menor. Doença cardiovascular: produtos de origem animal são ricos em gordura saturada e colesterol, que são fatores de risco. Em compensação, seguidores de uma dieta vegetariana têm um decréscimo de 13 mg/dl do LDL, o “mau” colesterol. Quem não come carne também tem 24% a menos de chance de morte por doença cardíaca, em comparação com os onívoros, que comem de tudo. Câncer: a adoção de hábitos saudáveis, o que inclui atividade física e consumir grãos, verduras e frutas, tem o potencial de reduzir o risco de câncer de mama entre 50% e 70%. Enquanto dietas com muitos derivados de leite aumentam as chances de câncer de próstata, as ricas em fibras diminuem o risco de câncer colorretal. Diabetes: estudo realizado na Universidade Harvard concluiu que aqueles que consumiam uma dieta à base de plantas baixavam o risco de diabetes tipo 2 em 34%. Alzheimer: a dieta mediterrânea, ancorada em comidas “boas para o cérebro”, como folhas verdes, feijões, grãos integrais e castanhas, pode reduzir em até 60% o risco de desenvolver a doença. Covid-19: também realizado por Harvard, levantamento feito via smartphones mostrou que indivíduos cuja alimentação era “plant-based” tinham uma redução de 41% do risco de desenvolver a forma mais séria da enfermidade. A doutora Stantic fará uma apresentação intitulada “O que todo médico precisa saber sobre nutrição”, numa conferência internacional que ocorrerá em agosto em Washington, e encabeça o recado: “está na hora de todos os médicos do planeta abordarem a importância de uma alimentação saudável, além de outros bons hábitos. Eles podem aconselhar pacientes, exigir cardápios saudáveis nos hospitais e utilizar as redes sociais para propagar essas ideias”. A doutora Stancic em campanha contra a oferta de fast food em hospitais Divulgação Veja Mais

Especialistas recomendam exercícios para pacientes com osteoporose

Glogo - Ciência Equipe multidisciplinar enfatizou a importância da atividade física para melhorar a saúde óssea e diminuir o risco de quedas Um painel de 12 especialistas bateu o martelo: pacientes com osteoporose não devem ter medo de se exercitar regularmente. Para evitar riscos de fraturas e quedas e melhorar a postura, é importante uma rotina de atividade física que inclua musculação de duas a três vezes por semana e exercícios diários de impacto moderado. Para quem já sofreu uma fratura ou está num estado mais frágil, a orientação é de não exceder o equivalente a 20 minutos diários de caminhada num ritmo rápido. As recomendações, organizadas por quatro fisioterapeutas, três reumatologistas, três pesquisadores e uma enfermeira com especialização na doença, foram publicadas no meio de maio na revista científica “British Journal of Sports Medicine”. Na osteoporose, há uma diminuição da massa óssea que predispõe à ocorrência de fraturas. Histórico familiar, ter artrite reumatoide, fumar e beber em excesso contribuem para o quadro. De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos serão afetados por uma fratura relacionada com a enfermidade – a estimativa é de que 137 milhões de mulheres e 21 milhões de homens sofram com a doença, sendo que a previsão é de que esses números dobrem nas próximas quatro décadas. Atividade física: especialistas recomendam exercícios para pacientes com osteoporose Daniel Reche para Pixabay Apesar dos benefícios da atividade física, persiste entre os médicos a incerteza sobre o tipo de exercício que deve ser prescrito, principalmente na velhice, quando a perda óssea é mais relevante. Na dúvida, boa parte dos pacientes reduz ou até suspende qualquer tipo de atividade. Foi por esse motivo que a equipe multidisciplinar fez uma revisão das evidências existentes, a fim de formular uma lista de sugestões cujo objetivo é maximizar a saúde óssea de pessoas com osteoporose e, ao mesmo tempo, minimizar eventuais riscos de fratura. Aqui vão elas: Musculação com pesos e aparelhos, aumentando a carga paulatinamente. Se isso não for possível, as alternativas são subir escadas, fazer trabalhos domésticos mais pesados, movimentos de sentar-se e levantar-se. Exercícios de impacto moderado, como correr, pular e dançar – a zumba, que tem uma coreografia vigorosa, é a sugestão. O treino progressivo de impacto e resistência busca fortalecer os grandes grupos musculares do corpo. Para melhorar o equilíbrio, e também aumentar a força, tai chi chuan, pilates e ioga – outra opção é participar de programas de prevenção de quedas, imprescindíveis para indivíduos em situação de fragilidade. Evitar posturas que demandem uma curvatura da coluna para a frente, como tentar tocar os pés, curvar-se sobre si mesmo ou inclinar-se para pegar objetos pesados do chão. Para quem sofreu fraturas, o exercício deve ser equivalente a, no máximo, uma caminhada rápida de 20 minutos. O acompanhamento de um fisioterapeuta é altamente recomendado. A fisioterapia pélvica pode atenuar sintomas causados pela cifose torácica, que é o abaulamento das costas provocado pelo aumento da curvatura posterior da coluna. O consenso dos especialistas é de que exercitar-se reduz a dor e melhora a mobilidade e a qualidade de vida, sendo que o ideal é a supervisão de um fisioterapeuta para corrigir os erros de postura. De acordo com o grupo, as evidências indicam que a atividade física não está associada a nenhum dano significativo e que, de um modo geral, seus benefícios superam os riscos. Veja Mais

Dez perguntas para tirar as dúvidas (e o medo) sobre a colonoscopia

Glogo - Ciência Exame é o mais indicado para prevenir o câncer de intestino e deve ser feito a partir dos 45 anos A médica Clarisse Casali, especialista pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia Divulgação A colonoscopia talvez seja o exame que provoca mais ansiedade entre as pessoas. Os motivos? Desconhecimento, preconceito, medo – de passar mal durante o preparo (que realmente não é agradável) ou sentir dor (o que não acontece). São fatores que levam muita gente a postergar o procedimento ou até a evitá-lo, quando ele deveria estar na agenda dos cuidados com a saúde para quem passou dos 45 anos. Trata-se de uma avaliação do intestino grosso que tem como objetivo diagnosticar infecções, pólipos e tumores. Com o paciente sedado, é introduzido pelo ânus um colonoscópio, tubo flexível com apenas um centímetro de diâmetro com uma minicâmera na ponta. O aparelho é guiado até a parte inicial do intestino grosso, o ceco, onde fica a ligação com o intestino delgado, ou até o íleo terminal, parte final do intestino delgado. As imagens registradas pela câmera são reproduzidas num monitor e gravadas. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, conversei com a médica coloproctologista Clarisse Casali, especialista pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Colonoscopia: entenda quem deve fazer e qual a importância do exame Quando as pessoas devem fazer uma colonoscopia? A colonoscopia é indicada a partir dos 45 anos para prevenção do câncer de intestino. Essa é uma orientação que existe desde 2018 e foi reforçada em 2021 através de um protocolo norte-americano. O início do rastreamento mudou em função do aumento expressivo do número de novos casos em pessoas jovens. Além da prevenção, ela nos permite, em algumas situações, tratar o câncer de intestino em fase inicial. Se houver casos de câncer de intestino na família, é importante antecipar a colonoscopia? Sim! Quando há caso de câncer de intestino na família, a recomendação é antecipar para os 40 anos ou 10 anos antes da idade em que foi feito o diagnóstico da primeira pessoa a adoecer. Para esclarecer: caso um parente de primeiro grau tenha sido diagnosticado com câncer aos 45 anos, a indicação é se submeter ao exame aos 35 anos. Por que é preciso fazer um preparo especial antes da realização do exame? Para avaliar a parede do intestino não podemos ter resíduos de fezes ou alimentos, então é preciso que a evacuação esteja líquida e clara. No que consiste o preparo? Em medicamentos laxativos que estimulam a evacuação. É muito importante que o paciente passe por uma consulta antes, para que possamos entender como seu intestino funciona. Assim conseguimos que o preparo seja planejado conforme as características e condições de saúde de cada um, de forma que seja o mais individualizado, confortável e seguro possível. Como prevenir que o paciente passe mal, uma vez que vai ingerir laxativos? Com orientação e cuidados com a alimentação e a ingestão de líquidos, para evitarmos a desidratação. Também utilizamos medicamentos para evitar enjoos. O procedimento é feito com anestesia? É possível sentir dor durante ou depois? O paciente será sedado e não sentirá nenhuma dor, nem durante, nem após o exame. Para sua segurança e conforto, é fundamental que a sedação seja realizada por um médico anestesista. Algumas pessoas têm um pouco de gases logo após, mas melhoram rapidamente. Os pólipos são achados relativamente frequentes na colonoscopia. O que são e qual o risco de evoluírem para um câncer colorretal? Pólipos são crescimentos anormais da parede do intestino que causam protuberâncias e podem, dependendo do tipo de célula, estar associados ao câncer de intestino. A pessoa precisa ficar internada? Deve levar um acompanhante? O preparo pode ser feito em casa ou no hospital, dependendo da idade e das condições de saúde da pessoa. O paciente precisa ficar um tempo no hospital para se recuperar da sedação e alimentar-se, sendo liberado em média uma a duas horas após. Por conta da sedação é importante, por segurança, estar acompanhado no momento da alta. Há alguma restrição alimentar depois do exame? Pedimos para evitar alimentos gordurosos e que possam causar excesso de gases. Com que regularidade é necessário submeter-se a uma colonoscopia se não tiver sido encontrada nenhuma anormalidade? Recomendo a cada 5 anos. No caso da presença de pólipos, esse tempo pode variar de acordo com o tamanho e o tipo. Veja Mais

Cuidadores: como conviver com a frustração de quase nunca receber elogios

Glogo - Ciência A sensação de que a dedicação e os sacrifícios passam despercebidos pode levar a um estado de exaustão Embora já tenha tratado dos desafios de ser cuidador em diversas ocasiões, faz algum tempo que não escrevo sobre o assunto. Provavelmente foi a coluna da quinta-feira passada, sobre como as mulheres demoram a buscar ajuda quando enfrentam um quadro de ansiedade e depressão, que me motivou a voltar ao tema. O motivo? São elas, quase sempre, as cuidadoras de um ente querido que se torna dependente por causa de uma demência ou doença crônica grave. Além de filhos, carreira profissional e da administração da casa, acumulam mais essa atividade, que envolve um alto grau de estresse – e muito pouco reconhecimento. Idosa se diverte com cuidadora: sacrifícios passam despercebidos e os elogios são escassos Sentient Observer para Pixabay A sensação é de que os sacrifícios passam completamente despercebidos, o que alimenta mágoas, ressentimentos e leva a um estado de exaustão: o conhecido burnout. Idosos com sérios problemas de saúde tendem a estar focados em suas próprias dificuldades. O declínio cognitivo dos pacientes com demência pode levá-los a reagir de forma hostil ou impedi-los de manifestar seu apreço pelo zelo que lhe é dedicado. No entanto, é frequente que mesmo familiares não valorizem o duro (e incessante) trabalho, o que aumenta a frustração. Portanto, não espere o reconhecimento alheio e monte uma estratégia para lidar com os sentimentos negativos e preservar seu equilíbrio. Connie Chow tinha um diploma de economista da Universidade da Califórnia e um MBA. Chegou a ocupar uma das vice-presidências do Wells Fargo Bank, mas o fato de ter cuidado da avó durante 20 anos a fez criar o site Dailycaring.com, uma fonte de informações preciosas. São dela os conselhos abaixo para aprender a se doar sem se machucar. Esta foi minha opção: apesar de às vezes achar que não consegue exercer qualquer controle sobre sua vida, tenha em mente que esta foi uma escolha que você fez. Não perca de vista o significado dessa doação. Eu também sou uma prioridade: autocuidado não é um luxo, e sim uma necessidade. É preciso achar um tempo seu, para uma caminhada, um banho relaxante, uma xícara de chá. Não se sinta culpada em se proporcionar “respiros” e, se tiver outras pessoas da família que possam ser acionadas, reserve pequenas férias para recarregar as baterias. O bom humor protege: aprenda a gracejar com a escassez de elogios, lembrando de um jeito leve que um “valeu” e “obrigado” de vez em quando são muito bem-vindos. E, quando receber um, mostre-se grata, para alimentar um círculo virtuoso. A dedicação não pode ser medida pelo estado da pessoa cuidada: a piora da condição de saúde do paciente pode provocar uma onda de recriminações de outras pessoas, que nem sequer participam do dia a dia e desconhecem a gravidade da situação, e desencadear um forte sentimento de culpa. Nem o melhor cuidador é capaz de deter a progressão de uma enfermidade. Os outros têm que saber: é comum, até entre irmãos, que, depois de alguém ser escalado para cuidar do idoso, os demais se sintam desobrigados de acompanhar o que acontece. Para evitar isso, mande relatos periódicos sobre consultas e tratamentos. As informações farão com que possam apreciar seu trabalho. Veja Mais

Casal de idosos se torna símbolo de resistência em paraíso turístico

Glogo - Ciência Iuda e Libório mantêm casinha de taipa em região rodeada de empreendimentos de luxo No início do mês, passei uma semana em Alagoas e de lá trago uma história de protagonismo e resistência. Em São Miguel dos Milagres, pequeno município que integra a rota ecológica do estado e vem atraindo turistas de todos os cantos do país, Iuda e José Libório são apresentados como um dos casais mais antigos da região. Ele tem 75 anos e, ela, 66 e, provavelmente, não são os mais velhos da cidade, mas é o bastante para terem se transformado nos idosos “instagramáveis” do pedaço, com direito a muitas fotos e quase 5.400 seguidores. Iuda e José Libório: moradores da Praia de São Miguel dos Milagres, destino turístico em Alagoas Mariza Tavares Os bugueiros que realizam passeios pelos pontos turísticos incluem uma parada no Sítio do Coconha, onde os visitantes são recebidos pela dupla com um abraço e histórias sobre sua vida. O terreno fica em frente à Praia de São Miguel dos Milagres, área valorizada que empurrou o casal para o centro de uma disputa judicial. Libório, que foi pescador a vida toda, ergueu sua modestíssima casa no terreno há 40 anos, mas a ocupação foi questionada na justiça – a especulação imobiliária e a privatização das praias feita por pousadas de luxo são o pano de fundo da briga – e o caso se arrastou por quatro anos. No começo de 2022, eles obtiveram a primeira vitória pela posse da terra porque, como explica Iuda, “nós tínhamos a verdade e o juiz viu isso. Doze pessoas foram testemunhar que sempre vivemos aqui!”. Hoje não moram mais na minúscula casinha de taipa, construída com barro e madeira. Mudaram-se para o centro da cidade, mas “dão expediente” no local, que se tornou ponto turístico. A parceria com os bugueiros começou há cerca de oito anos, lembra Aristeu Cavalcante Marques, um dos motoristas: “os poderosos queriam tirar os dois de lá e foi dona Iuda que mobilizou a gente. Passamos a levar os turistas no Coconha e aquela palhocinha virou um meio de sustento”. Vendem de tudo: doces, bebidas, artesanato, entre outras quinquilharias, e complementam a renda da aposentadoria dele e da pensão de Iuda, que tem quatro filhos de uma primeira união, cinco netos e uma bisneta. Estão juntos há 35 anos e se casaram há 11. Ela diz que prefere ficar ali, com a vista para o mar e a brisa constante, e se orgulha dos seguidores. Mais reservado, Libório só se preocupa quando, como conta, os visitantes “querem misturar turismo e política” na rápida passagem por seu sítio. A única explicação possível: a pequena bandeira do Brasil que adorna um dos balcões improvisados onde ficam os itens à venda, na entrada da casa. Cozinha da casa de taipa de Iuda e José Libório Mariza Tavares Veja Mais

Mulheres com depressão demoram a buscar ajuda

Glogo - Ciência Segundo pesquisa, seis em cada dez relatam que o problema foi ignorado ou minimizado por parceiros, amigos ou a família Duas em cada três mulheres diagnosticadas com ansiedade ou depressão dizem ter chegado ou estar à beira do limite no que tange à sua saúde mental. Entre aquelas sem um diagnóstico, quatro em cada dez afirmam se encontrar no mesmo tipo de situação. Ainda assim, 51% esperam até um ano antes de buscar tratamento e seis em cada dez relatam que o problema foi ignorado ou minimizado por parceiros, amigos ou a família. Esse é o resultado de uma pesquisa nacional realizada nos Estados Unidos, entre fevereiro e março, realizada pelo GeneSight Mental Health Monitor, ligado à Myriad Genetics – a empresa é especializada em testes genéticos e tem um braço para analisar o impacto dos medicamentos prescritos por psiquiatras de acordo com o DNA de cada indivíduo. Ansiedade e depressão: 51% das mulheres esperam até um ano antes de buscar tratamento Engin_Akyurt para Pixabay Quando se sentem sobrecarregadas emocionalmente, 72% das mulheres declaram que “apenas precisam de um descanso”, enquanto 31% acreditam que têm que se esforçar mais. Somente 13% dizem que pensaram em procurar um médico. “As mulheres se sentem na obrigação de dar conta de tudo e às vezes nem conseguem admitir que estão enfrentando sérias dificuldades. Se você está chorando debaixo do chuveiro ou no chão, arremessando coisas ou gritando no travesseiro, esses são sinais de que o limite foi ultrapassado e está na hora de buscar ajuda”, analisou a psiquiatra Betty Jo Francher, com mestrado em psicofarmacologia e doutorado em ciência médica. De acordo com o levantamento, as razões que as entrevistadas alegaram com mais frequência para não procurar um especialista foram: "Pensei que era só uma fase que eu conseguiria superar sozinha” – 60% “Não queria que ninguém soubesse que estava passando por dificuldades” – 50% “Não queria tomar nenhum tipo de medicação” – 31% “Não podia bancar um tratamento” – 26% “Não tive tempo” – 18% A relutância de ir atrás de auxílio, ainda segundo o trabalho, pode estar associada à forma como os problemas mentais são vistos pela família e pelos amigos. Apenas 44% delas conversam sobre o assunto para diminuir os níveis de estresse e ansiedade. Esse manto silêncio só traz resultados negativos: apesar das diversas opções de tratamento, menos de duas em cada dez acreditam que conseguirão se livrar dos sintomas. A pesquisa é norte-americana, mas acho que muitas brasileiras se identificarão com o quadro descrito. No livro “Menopausa: o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”, que lancei em março, escrevo sobre o termo expossoma, cunhado em 2005 para designar a totalidade das situações a que o ser humano fica exposto durante a sua trajetória, da concepção à morte. O conceito se baseia em três domínios, começando pelo interno, que é exclusivo do indivíduo: idade, fisiologia, genoma. Os outros dois são as condições externas gerais (socioeconômicas e sociodemográficas); e as externas específicas, como dieta alimentar, ocupação, estilo de vida. Esse é o campo de estudo da médica norte-americana Amy Kind, professora do departamento de geriatria e gerontologia da Universidade de Wisconsin, que argumenta que não se pode ignorar a associação entre o acúmulo de influências do ambiente e as respostas biológicas. É também o ponto defendido pelo Women´s Brain Project, criado em 2016, que quer aprofundar a discussão sobre as diferenças de gênero e sua relação com problemas neurológicos e psiquiátricos. Quem está na linha de frente da iniciativa é a médica Antonella Santuccione Chadha, sua cofundadora e CEO, que levanta dúvidas sobre o que está por trás do fato de as mulheres serem mais afetadas pelo Alzheimer: “temos que investigar para distinguir o que é biológico e o que é social – e se temos uma combinação dos dois fatores”, enfatiza em entrevistas. Veja Mais

Dez sugestões para tornar a casa mais acolhedora para quem sofre de demência

Glogo - Ciência Adaptações simples são capazes de diminuir a ansiedade e o estresse dos pacientes A coluna de terça-feira mostrou que continuar vivendo em casa até o fim da existência é não somente um desejo da maioria das pessoas, mas igualmente um mercado em expansão. A rotina do dia a dia pode ser bastante desafiadora para um portador de demência, mas algumas pequenas adaptações são capazes de tornar a casa mais acolhedora e, o cotidiano, menos difícil. A progressão da doença também leva a pessoa a ter problemas para lembrar de coisas simples e processar informações – por isso é tão importante fazer ajustes que diminuam a ansiedade e o estresse de quem já não pensa com clareza. Outras dicas podem ser encontradas no site Dailycaring.com. Idosa sentada: rotina do dia a dia pode ser bastante desafiadora para um portador de demência Gerd Altmann para Pixabay Deixe o ambiente minimalista, removendo itens desnecessários que costumam confundir o paciente e dificultar que ele encontre aquilo de que precisa. Use cores fortes para identificar objetos do dia a dia: por exemplo, o prato utilizado nas refeições pode ser vermelho, sobre um jogo americano branco. No entanto, evite padrões contrastantes, com excesso de informações, como listras e florais. Mantenha as portas dos cômodos abertas, porque o indivíduo com demência talvez não se lembre da sua disposição. Se a pessoa se perde, cole cartazes para identificar os espaços com uma seta: cozinha (ou comida); banheiro; quarto. Ter um calendário grande na parede ou um relógio digital com informações como hora, dia da semana e data aumentam o senso de orientação, reduzindo a ansiedade. Tenha fotos ou objetos que remetam a boas lembranças a mão, distribuídos pela casa. No banheiro, considere a possibilidade de ter um vaso sanitário de cor chamativa, para ser facilmente localizado. Também é importante que o assento seja elevado, com ou sem barras de apoio. Para os homens, ter um alvo para dirigir o jato de urina facilita a vida dos cuidadores: jogue no vaso um desenho num pedaço de papel higiênico, um biscoitinho ou cereal colorido. Identifique as torneiras de água quente e fria. Se a pessoa costuma utilizar a cozinha, deixe à vista o que é mais usado. As portas dos armários podem ter fotos dos objetos que estão guardados lá dentro. Guarde bem os itens que não devem ser manuseados. Talheres e copos precisam atender às necessidades dos portadores de demência. Os primeiros têm que ser fáceis de segurar ou ter alças para ficarem presos à mão; no lugar de copos comuns, canecas com alça dupla e tampa evitarão que o líquido seja derramado. Veja Mais

Como é feito o mel? #shorts

Como é feito o mel? #shorts

 Minuto da Terra Será verdade que o mel é vômito de abelha? O mel é bem gostoso, mas ele também desempenha um papel importantíssimo na hora de transformar a luz solar em vida. Esse processo começa com as angiospermas, que são muito boas em transformar a luz do sol em açúcar e conseguem sobreviver em montanhas, desertos, no alto e no chão das florestas. Mas essas plantas geralmente dependem de insetos como abelhas para espalhar seu pólen por aí e se reproduzir. As abelhas são atraídas por esse pólen, que pra elas é o alimento perfeito, e também pelo néctar açucarado, que elas levam de volta pra colméia. Lá as abelhas melíferas seguram o néctar em suas línguas pra secar e colocam o que restou em uma estrutura hexagonal de cera - o favo. É assim que as abelhas produzem o mel. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Ações inspiradoras para combater o preconceito contra os mais velhos

Glogo - Ciência Todos os esforços para derrubar estereótipos e integrar idosos à sociedade são bem-vindos e deveriam ser amplificados Tive o prazer de conhecer o trabalho da Changing the Narrative, (Mudando a Narrativa), organização que vem batalhando em várias frentes de ações afirmativas contra o ageísmo, ou etarismo. A entidade criou um certificado para as empresas amigas do idoso, ou seja, as que realmente se engajam no compromisso de incluir a mão de obra sênior – e a diversidade – no ambiente corporativo. Trata-se de um bom exemplo a ser seguido, mas não para por aí. Uma coleção de fotos, como a que ilustra a coluna, é fruto de uma parceria com o banco de imagens Unsplash. Está disponível para download e retrata pessoas acima dos 50 fugindo dos estereótipos negativos, mesmo em situações desafiadoras como, por exemplo, em casos de incapacidade física. E ainda idealizou uma campanha pedindo que artistas produzissem cartões de aniversário celebrando o envelhecimento, deixando de lado as infames piadinhas sobre ficar mais velho. Aproveito para também utilizar um deles, cujo texto diz: “dizem que idade é apenas um número, mas eu afirmo que, a cada ano que passa, você fica mais fabuloso!”. Quem sabe alguém se anima a fazer o mesmo no Brasil? Mulher com chapéu de palha: imagem de empoderamento dos mais velhos Juan Encalada on Unsplash Num seminário recente sobre etarismo, assisti à palestra de Heather Tinsley-Fix, que trabalha como consultora da associação de aposentados norte-americanos, a AARP, que reúne quase 40 milhões de participantes. Sua função é buscar meios para que os membros da organização sigam ativos profissionalmente. Ela afirmou que é preciso estar atento para os filtros dos programas de inteligência artificial, que “podem estar contaminados por algoritmos ageístas e sexistas”. Durante o debate, sugeriu mudanças nos dados fornecidos por candidatos a vagas de forma que o fator idade não fique disponível: “informações do currículo como a data de graduação de um candidato podem fazer com que seja descartado por ser mais velho”, exemplificou. A própria AARP tem um site de empregos para os 50 mais e uma parceria com empresas amigas da mão de obra sênior: uma espécie de selo de reconhecimento chamado de Employer Pledge Program. Cartão de aniversário criado pela artista Nikki LaRochelle Reprodução Na frente contra o preconceito contra trabalhadores maduros, toda ação conta. No mesmo evento, Becky Canterbury, gerente do banco de imagens Shutterstock, disse orgulhar-se da sua atual empresa, que promove a diversidade em seus quadros e reúne os funcionários em palestras ou encontros informais. No entanto, reconhece que na sua área, de tecnologia de informação, os mais velhos são vistos com desconfiança: “já tive o desprazer de indicar o nome de amigos muito qualificados para vagas e me deparar com dúvidas do recrutador sobre se essas pessoas, acima dos 50 anos, seriam capazes de atender às demandas do cargo”. Veja Mais

Um pouco de psicologia positiva para cuidar melhor do dinheiro

Glogo - Ciência Há uma relação entre emoções como ansiedade, raiva e solidão e a autoeficácia financeira, a capacidade de se organizar e atingir metas Sarah Asebedo é diretora da faculdade de planejamento financeiro da Texas Tech University e não tem dúvidas: a psicologia positiva é capaz de desempenhar um papel relevante para as pessoas retomarem o controle de seu dinheiro. Quando nossas finanças vão mal, há boas chances de isso ter um forte impacto negativo em nosso bem-estar mental, o que torna ainda mais importante sabermos lidar com a situação. Em primeiro lugar, o que caracteriza a psicologia positiva é que, em vez de focar na doença, na patologia, ela se apoia nas forças que o indivíduo tem e que podem ser utilizadas na superação das adversidades. Planejamento financeiro: uma avaliação negativa sobre si mesmo traz efeitos adversos para poupar e investir Joel Santana para Pixabay O psicólogo norte-americano Martin Seligman diz que o problema da psicologia tradicional é ter adotado o “modelo da patologia”, deixando de lado a busca da felicidade. Costuma usar como exemplo pessoas que conseguem nutrir um sentimento de bem-estar e otimismo mesmo encarando os reveses que fazem parte de toda trajetória. Ele criou a “cartilha” Perma+, cujas letras correspondem a emoções positivas (positive emotions), engajamento (engagement), relacionamentos (relationships), significado (meaning) e realizações (accomplishment). O sinal + indica que precisamos também de atividade física, alimentação adequada, sono e otimismo. Investir em todas essas frentes é o caminho para superar os três Ps que atravancam nossa vida: permanência, prevalência (ou contaminação) e personalização. Permanência é a crença de que tudo continuará assim para sempre, ainda que a lógica e as evidências indiquem o contrário. Prevalência é a tendência de generalizar e deixar que um fato negativo contamine tudo à nossa volta. Por último, personalização é acreditar que, no fundo, tudo é nossa culpa. Não se trata de um manual para ser feliz em tempo integral. Se um fato provoca impacto negativo, aquilo fica gravado em nossa mente e a tendência é desencadearmos um padrão recorrente de resposta. Se não temos como alterar o que ocorreu, podemos trabalhar para atenuar a influência que determinados eventos têm sobre nós – não estamos fadados ao fracasso! Normalmente, são os momentos ruins que mais mobilizam nossa atenção, por isso acabamos subestimando os bons. Sarah Asebedo é diretora da faculdade de planejamento financeiro da Texas Tech University Divulgação E como essa disposição mental baseada numa visão otimista das coisas pode influenciar a capacidade de planejamento financeiro e evitar comportamentos de risco? As pesquisas da professora Asebedo apontam para uma relação estreita entre sentimentos e emoções como ansiedade, raiva, solidão e contentamento e a chamada autoeficácia financeira (financial self-efficacy, ou FSE), ou seja, a capacidade de cada pessoa se organizar para executar ações e atingir metas. Quando se tem uma avaliação ruim sobre si mesmo, atributos como controle, resiliência e confiança estão em baixa, com efeitos adversos para poupar, investir e pensar a longo prazo. O trabalho de terapeutas financeiros é atividade já bastante disseminada nos Estados Unidos e auxilia não somente quem está em dificuldades com o orçamento, mas também na preparação para a aposentadoria. Um modelo batizado de ABC identifica a ativação de eventos (activating events), crenças (beliefs) e consequências (consequences). Por exemplo, permite que a pessoa mapeie um gatilho (uma compra por impulso) que alimenta suas crenças (de não saber cuidar do próprio dinheiro) e dispara uma consequência emocional, como ansiedade ou desespero. Para sair do círculo vicioso que leva muita gente a se sentir derrotada, é preciso introduzir um contraponto para rebater os pensamentos negativos de ser um perdedor. É o primeiro passo para recuperar a energia e o otimismo necessários para buscar alternativas para voltar aos trilhos. Veja Mais

Prefeitura de Santo André afasta médico acusado de homofobia ao atender paciente gay com suspeita de varíola dos macacos

Glogo - Ciência Médico de UPA de Santo André não aceitou quando paciente respondeu que era HIV negativo, e insistiu na pergunta. Prefeitura lamentou caso, disse que conduta do profissional será apurada e afastou o médico dos plantões em equipamentos municipais durante o processo. Fachada da UPA Central de Santo André, na Grande São Paulo Reprodução/Google Maps A prefeitura de Santo André anunciou neste sábado (30) que afastou o médico que foi acusado de preconceito no atendimento a um paciente gay com suspeita de varíola dos macacos. A prefeitura informou que, "assim que tomou conhecimento dos fatos, iniciou processo de apuração" e que, "durante este processo, o médico permanecerá afastado dos plantões nos equipamentos municipais de saúde". O ator Matheus Góis, de 23 anos, relatou ter sido vítima de homofobia durante o atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santo André, na Grande São Paulo, na segunda-feira (25). Mesmo após negativa, o médico insistiu em querer saber se ele era portador do vírus HIV, e questionou se ele tinha certeza de sua condição. O caso ocorreu na UPA Central de Santo André, onde o paciente esteve após ser encaminhado pelo Centro Médico de Especialidades da Vila Vitória, também em Santo André. Varíola dos macacos: como se transmite e quais são os sintomas OMS declara monkeypox como emergência global Matheus foi direcionado à UPA Central após uma médica do Centro de Especialidades informá-lo da suspeita de monkeypox, também conhecida como varíola dos macacos, já que o Centro de Especialidades não tem testes para esse tipo de diagnóstico. Paciente gay com suspeita de varíola dos macacos relata preconceito em UPA em Santo André Em entrevista ao g1, Góis contou que o médico da UPA Central perguntou o que ele fazia no Centro Médico de Especialidades da Vila Vitória, e questionou se ele "tem doença", em referência à infecção pelo vírus HIV. "A primeira pergunta que ele fez foi: o que você estava fazendo lá [no Centro de Especialidades]? Aí eu falei, nada, eu fui me consultar para fazer a testagem de sífilis. Aí ele falou: você tem doença? Qual é a sua sorologia?", contou Góis. "Eu na mesma hora falei assim, ó, eu sou negativo, HIV negativo. Aí ele falou: 'tem certeza que você é? Porque se você estava lá [no Centro de Especialidades], você tem alguma doença? Eu perguntei assim: que doença?' Aí ele disse: 'é, doença, mas deixa pra lá, eu vou mandar para a enfermeira aqui, e ela vai saber resolver. E sai, sai, sai da minha sala, por favor, sai", contou o paciente. O g1 questionou a prefeitura de Santo André sobre o atendimento recebido pelo paciente com suspeita de monkeypox na UPA Central. Em nota, a prefeitura disse que "lamenta o ocorrido" e que "se comprovada conduta preconceituosa, o médico será severamente punido" (veja a nota completa abaixo). Na última quarta, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselhou que homens que fazem sexo com homens – como gays, bissexuais e trabalhadores do sexo – reduzam, neste momento, o número de parceiros sexuais para diminuir o risco de exposição à varíola dos macacos (monkeypox). Na fala de abertura em uma entrevista sobre a doença, Tedros Adhanom Ghebreyesus também reforçou que "estigma e discriminação podem ser tão perigosos quanto qualquer vírus e podem alimentar o surto". Varíola dos macacos: veja o que se sabe sobre a vacinação Encaminhamento médico Matheus procurou inicialmente a UPA Vila Luzita, também em Santo André, na manhã de segunda (25), com sintomas como dores nas costas e na região anal, além de feridas espalhadas pelo corpo. Na unidade, a equipe suspeitou de sífilis, e o direcionou para o Centro de Especialidades Vila Vitória para que ele realizasse um exame da doença. No Centro de Especialidades Vila Vitória, a equipe começou a suspeitar de varíola dos macacos, e orientou o paciente a ficar em isolamento. Matheus foi informado sobre o resultado negativo do exame de sífilis, e encaminhado para a UPA Central para fazer o teste de monkeypox. O jovem já fazia acompanhamento no Centro de Especialidades para receber a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), medicamento que previne a infecção do vírus HIV e é indicado para grupos considerados de maior risco, como gays, homens que fazem sexo com outros homens (HSH), profissionais do sexo, homens trans, mulheres trans e travestis. Ele acredita que o tratamento que recebeu do médico na UPA Central ocorreu, em parte, porque ele havia sido encaminhado por uma unidade de saúde que atende pacientes com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), entre outros públicos. "Já no meu prontuário estava dizendo que eu vim do Centro de Especialidade, e esse centro trata de ISTs, entre outras coisas. Tanto que eu estava fazendo um acompanhamento de Prep também", contou Matheus. "Ele logo me perguntou se eu tinha 'doença', então ele sabia que eu era gay, ele sabia já", disse. Diagnóstico de monkeypox Após o atendimento do médico, que pediu que ele saísse da sala, Matheus foi recebido por enfermeiras da UPA Central, que coletaram uma amostra para o exame de varíola dos macacos e o orientaram a ficar em isolamento. O ator, de 23 anos, contou que não recebeu nenhuma prescrição médica para tratar, em casa, a dor ou as feridas pelo corpo. Ele foi orientado apenas a ficar isolado, e aguardar o resultado do exame, que chegou nesta sexta (29) e foi positivo pra monkeypox. "Eu não tenho orientação, não tem um 'passa uma pomadinha, toma um remedinho, faz assim'. Eles não me orientaram a isso, então você fica assustado. Você se automedica na dor que você sente", disse Matheus. Na noite de quinta-feira (28), ele postou nas redes sociais um relato do diagnóstico de monkeypox e também do atendimento médico que recebeu em Santo André. Ao g1, Matheus disse que, após a publicação, recebeu apoio de muitos desconhecidos, mas também foi novamente alvo de preconceito de outros internautas. "Eu fiz esse relato e a comunidade também me apoiou. Me senti acolhido ali, mas eu vi muitos relatos cruéis também", disse. "Tinha comentários falando que tá transando demais, tá saindo muitas pessoas, e eles nem sabem a quantidade de parceiros. Foi três semanas atrás que eu tinha transado com a última pessoa, mas mesmo assim as pessoas já vão associando essa doença com uma suposta promiscuidade, com uma libertinagem que os gays têm, e vão reforçando sempre esse discurso", afirmou. Orientação da OMS Nesta semana, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselhou que homens que fazem sexo com homens – como gays, bissexuais e trabalhadores do sexo – reduzam, neste momento, o número de parceiros sexuais para diminuir o risco de exposição à varíola dos macacos (monkeypox). Esta orientação, no entanto, foi criticada por ativistas do movimento LGBTQIA+, que destacaram o risco de estigmatização deste público durante a epidemia de varíola dos macacos. Tedros Adhanom destacou que, "embora 98% dos casos até agora estejam entre homens que fazem sexo com homens, qualquer pessoa exposta pode pegar a varíola dos macacos". OMS afirma que situação da varíola dos macacos é muito preocupante no Brasil Além da transmissão por contato sexual, a doença também pode se espalhar nas residências por meio do contato próximo entre as pessoas, como abraços e beijos, e em toalhas ou roupas de cama contaminadas. Em entrevista ao g1, o paciente da UPA Central, Matheus Góis, também questionou a orientação da OMS, mas disse que é importante que haja uma comunicação eficaz dos métodos de prevenção da doença. Para ele, o atendimento que recebeu do médico reflete a estigmatização do público LGBTQIA+ como portadores de doenças. "É importante, sim, saber tomar cuidado", afirmou. "Acho que a discussão deve ser sobre a forma que isso é dito. A gente não tá falando de não cuidar de uma questão sanitária, mas a forma que é dita. Acho que a gente vive um momento em que temos ter, sim, cuidado com as palavras, ainda mais hoje", disse Matheus. Veja a nota da Prefeitura de Santo André: A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, lamenta profundamente o ocorrido e esclarece que, assim que tomou conhecimento dos fatos, iniciou processo de apuração. Durante este processo, o médico permanecerá afastado dos plantões nos equipamentos municipais de saúde. Informamos, ainda, que temos 3 (três) pacientes que obtiveram completo sucesso no tratamento contra Monkeypox e se recuperaram plenamente, outros 11 (onze) seguem em isolamento domiciliar, em tratamento integral e monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde. Todos os atendimentos são realizados com total discrição, responsabilidade, humanização e acolhimento. Há um mês profissionais da rede de saúde pública e privada receberam capacitações sobre os protocolos, condutas e encaminhamentos a respeito da Monkeypox oferecidas por nossa Secretaria Municipal de Saúde. Importante informar também que o primeiro caso suspeito em nossa cidade, no dia 2 de junho, teve acompanhamento e tratamento integral oferecido pela Secretaria de Saúde de nosso município, tendo o paciente o completo sucesso no tratamento. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Veja Mais

O curioso sistema respiratório das aves #shorts

O curioso sistema respiratório das aves #shorts

 Minuto da Terra Os ossos dos pássaros são ocos, o que os ajuda a voar - mas não pelo motivo que você está pensando. Afinal, o esqueleto de aves pesa tanto quanto o esqueleto de mamíferos do mesmo tamanho; isso acontece porque seus ossos são densos, apesar da falta de conteúdo. A grande questão aqui é que os ossos das aves são vazios por dentro porque elas são capazes de utilizá-los como um espaço pulmonar extra. Quando elas respiram, elas não apenas inflam seus pulmões e sacos aéreos como também enchem seus ossos pneumáticos com oxigênio - o que lhes permite voar sem perder o fôlego. #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Estado de SP tem 538 casos de monkeypox e governo estadual avalia compra de vacinas contra varíola dos macacos

Glogo - Ciência Casos de monkeypox, a varíola dos macacos, chegaram a 538 no estado de SP, segundo dados deste sábado (23). Vacina contra a doença voltou a ser produzida na Dinamarca e já está sendo adquirida por países da União Europeia e pelos EUA. Varíola dos macacos é semelhante à varíola que já foi erradicada, mas menos severa e menos infecciosa Science Photo Library Após os casos de monkeypox, a varíola dos macacos, explodirem no estado de São Paulo, o governo do estado passou a estudar a compra de vacinas. Neste sábado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a doença representa uma emergência global. O estado confirmou 538 casos da doença até a tarde deste sábado (23). A grande maioria ocorreu na cidade de São Paulo: são 442 registros só na capital. Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde registrou 696 casos, ou seja, o estado tem atualmente 77% dos registros da doença no país. Na última quinta (21) o secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, David Uip, disse que o governador, Rodrigo Garcia (PSDB), já orientou a compra de vacinas por parte do estado. "O governador já determinou que tomássemos providências, no sentido de aquisição de vacina, que vai ser feita pelo Butantan, ou até em algum momento, se for possível, a produção de vacinas. [ele também determinou] que [se] estabeleça [quais são] as formas mais adequadas de prevenção", disse Uip. Varíola dos macacos: saiba os primeiros sintomas e como prevenir a doença "Nem gosto muito da palavra campanha porque é falando todo dia, é o que estamos fazendo, vamos ter que voltar a falar dessa e de outras doenças diariamente", disse Uip. A vacina contra a varíola humana voltou a ser produzida na Dinamarca e já está sendo adquirida por países da União Europeia e pelos EUA. Em nota, a Anvisa declarou que não recebeu solicitação de registro para vacinas ou medicamentos específicos para monkeypox até o momento. Já o Ministério da Saúde disse que "está em contato com a OMS e aguarda o avanço das tratativas com o fabricante para que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) possa definir o quantitativo a ser adquirido e a estratégia de imunização para o Brasil". No começo do mês, o governo de São Paulo criou um comitê para acompanhar os casos de varíola dos macacos no estado. Foram nomeados nove especialistas da Fundação e do Instituto Butantan para analisar, realizar estudos e monitorar os casos em São Paulo. O comitê também avalia a criação de uma vacina contra a doença. Nos anos 70, o Instituto Butantã desenvolveu uma vacina para a varíola humana, que é mais grave que a varíola dos macacos, mas tem um vírus parecido. Vídeos: Tudo sobre São Paulo e região Metropolitana Veja Mais

Diarreia, cegueira e sarampo: os perigos da falta de Vitamina A #shorts

Diarreia, cegueira e sarampo: os perigos da falta de Vitamina A #shorts

 Minuto da Terra A deficiência de vitamina A pode causar vários problemas, e muita gente morre disso todos os anos. Felizmente, esse é um problema simples de resolver. #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Inclusão digital dos mais velhos deve ser uma prioridade

Glogo - Ciência Cresce o número de idosos em redes sociais, mas falta desenvoltura para que se beneficiem com o que o mundo cibernético oferece Numa de suas últimas edições, a revista britânica “The economist” detalhava como a Alphabet, holding que está por trás do Google, vem gastando bilhões para se tornar uma potência no setor de saúde. O blog já se debruçou sobre o tema: as gigantes de tecnologia do Vale do Silício estão salivando diante desse mercado turbinado pelo bônus da longevidade, e que antes era território exclusivo de farmacêuticas, seguradoras e hospitais. A caça ao tesouro se justifica porque os países ricos reservam, em média, 10% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para manter a saúde dos cidadãos. Tecnologia a serviço da saúde: atendimento remoto pode se manter personalizado mesmo se aplicado em grande escala, mas baixa inclusão digital dos mais velhos é desafio Gerd Altmann para Pixabay Nos EUA, a Amazon dispõe de farmácia on-line e serviços de telemedicina. No entanto, é a Alphabet que, somente em 2022 injetou 1.7 bilhão de dólares em projetos nas áreas de ciência e saúde, que está na dianteira. Em 2008, o Google lançou um serviço que permitia ao usuário reunir suas informações de saúde num só lugar. Hoje, a empresa trabalha com quatro grandes domínios: wearables (vestíveis), que são os dispositivos que podem carregados, o que inclui de relógios a óculos de realidade virtual; banco de dados; inteligência artificial voltada para a saúde; e pesquisa para ampliar os limites da longevidade. O Fitbit, comprado em 2019 e que monitora atividade física e condicionamento, incorporou um novo sensor que checa mudanças na frequência cardíaca e foi aprovado pelo FDA – o equivalente à Anvisa nos EUA. O Pixel Watch, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre, tem planos de destronar o concorrente da Apple na categoria de relógios inteligentes. A Alphabet também quer conquistar a categoria médica, tanto no suporte para armazenar as informações dos pacientes quanto em ferramentas para auxiliar nos diagnósticos. Com sistemas de saúde sobrecarregados e sucateados, a tecnologia terá papel cada vez mais relevante no manejo de doenças, principalmente as crônicas. Se for devidamente amparado por uma base de dados consistente, o atendimento remoto pode se manter personalizado mesmo se aplicado em grande escala. O desafio é a baixa inclusão digital dos mais velhos. É verdade que sua presença vem crescendo em redes sociais, mas isso não significa que tenham desenvoltura para utilizar e se beneficiar com todas as possibilidades que o mundo cibernético oferece. Como vão acionar aplicativos, gerenciar suas informações, demandar serviços? Por fim, sem conexão de fácil acesso e subsidiada, o cenário de desigualdade existente se tornará ainda mais agudo com a exclusão digital. Estima-se que, no Reino Unido, dez milhões não tenham os requisitos mínimos de alfabetização digital – como acessar uma rede wifi e mandar um e-mail – num país onde entrevistas de emprego, ou receber e encaminhar uma receita médica on-line, se tornaram atividades do dia a dia. “Inclusão digital é sobre as pessoas terem acesso à internet, saberem utilizá-la e entenderem o potencial que isso representa para suas vidas”, declarou Helen Milner, diretora da Good Things Foundation, em reportagem do jornal “The Guardian”. E acrescento: é o passaporte para o exercício da cidadania. Veja Mais

Como o Japão vai diminuir o número de casos de demência

Glogo - Ciência Adoção de hábitos saudáveis produz impacto positivo em qualquer fase da vida Uma simulação utilizando dados de 40 milhões de japoneses projetou, para 2043, um perfil auspicioso dos idosos do país. Um número maior de pessoas viverá mais e os casos de demência diminuirão. O único grupo que parece não ter se beneficiado é o das mulheres de escolaridade mais baixa, que corre o risco de enfrentar uma velhice marcada pelo declínio cognitivo. Como já apontei no blog, o progressivo envelhecimento da população mobiliza todos os governos, e o Japão é considerado um laboratório para ações propositivas. São 30% aqueles acima dos 60 anos e as políticas estimulam a longevidade ativa. Simulação projeta longevidade maior e um número menor de casos de demência no Japão Buffalobrian para Pixabay A simulação foi realizada por pesquisadores das universidades de Tóquio e Stanford (EUA) levando em conta 13 condições crônicas (entre elas doença cardiovascular, diabetes, depressão e dependência de drogas), assim como fragilidade e demência. Detectar grupos que estão sob maior risco ajudará na montagem de políticas públicas direcionadas. Em outra frente – mas que tem relação direta com o prognóstico positivo do quadro – pesquisadores da Universidade de Osaka enfatizaram a importância da adoção de hábitos saudáveis para aumentar a expectativa de vida. O impacto é favorável até para os indivíduos com enfermidades crônicas e, embora o ideal seja fazer ajustes ainda na meia-idade, as mudanças são benéficas inclusive para os idosos. O estudo se baseou em dados de 49 mil japoneses, coletados entre 1988 e 1990. O objetivo inicial era levantar que fatores contribuíam para as mortes causadas por câncer e doença cardiovascular, mas o questionário incluía perguntas sobre exercício, dieta alimentar, tabagismo, sono, ingestão de álcool e índice de massa corporal (IMC). O monitoramento continuou até o fim de 2009, quando perto de 9 mil participantes haviam morrido. “Os resultados eram claros: um grande número de comportamentos modificáveis estava diretamente relacionado ao aumento da expectativa de vida”, afirmou Ryoto Sakaniwa, principal autor do estudo. Reduzir o consumo de bebidas, não fumar, perder peso e melhorar a qualidade do sono tiveram o poder de aumentar em seis anos a longevidade de indivíduos na casa dos 40. Os benefícios alcançavam mesmo octogenários e aqueles com comorbidades. É preciso que os países se mobilizem para zelar pelo envelhecimento da sua população. No mês passado, a Canadian Consortium on Neurodegeneration in Aging, a maior entidade canadense de pesquisa sobre demência, lançou um programa on-line, batizado de Brain Health PRO, com informações sobre a doença e os fatores de risco que podem ser modificados. São eles: exercício, nutrição, sono, saúde do coração, conexões sociais, visão, audição e disposição para o aprendizado. Há vídeos e módulo interativos, para estimular mudanças de comportamento, e os participantes receberão dispositivos para monitorar a atividade física. Prevendo bater a casa de um milhão de demenciados nos próximos 12 anos, o governo determinou que a prevenção é uma prioridade nacional. No Brasil, a estimativa é de que já tenhamos quase 2 milhões de pacientes com algum tipo de demência. Veja Mais

Um livro que contém esperança para todos nós

Glogo - Ciência Obra traz relatos de como o diagnóstico mudou as vidas de 46 pacientes com doenças graves O ponto de partida foi quando a jornalista e escritora Ana Holanda foi convidada a dar uma oficina de escrita para os frequentadores da Casa Paliativa, um espaço de convivência para pacientes com doenças graves e de prognóstico desfavorável. “Oficina dada, acreditei que minha participação se encerrava ali. Ledo engano. Minhas palavras passaram a morar naquelas pessoas. E textos começaram a nascer. Um atrás do outro”, ela conta na introdução do livro “Contém esperança – histórias sobre viver e conviver com uma doença grave”, da editora e-galáxia. No prefácio, a médica Ana Claudia Quintana Arantes, autora do best-seller “A morte é um dia que vale a pena viver”, resume: “tanta vida transborda nessas linhas”. A jornalista e escritora Ana Holanda, organizadora do livro “Contém esperança – histórias sobre viver e conviver com uma doença grave” Divulgação: Carolina Pires São 46 textos que se irmanam em sua paixão pela vida, na ressignificação da existência e no prazer de saborear cada dia, porque todos os momentos são únicos e insubstituíveis. Ao longo do processo de edição da obra, alguns dos autores morreram, mas deixaram um legado para todos nós. São tantos e tão bons os relatos que selecionei alguns para compartilhar com os leitores do blog. Ana Michelle Soares, ou AnaMi, coordena o projeto Casa Paliativa ao lado da doutora Arantes. Tem um câncer de mama e está em tratamento contínuo desde 2011, experiência que rendeu inclusive um livro: “Enquanto eu respirar”. Sobre o câncer, escreve: “ele não tem que ser um espaço de morada. É apenas um diagnóstico, não é o que identifica minha individualidade, meu sentido, minha vida. A escolha foi transmutar tabu em normalidade, dor em significado, cura em decisão. Pessoas morrem todos os dias sem diagnóstico algum. A finitude é crônica, e isso nos coloca em igualdade com qualquer ser vivo sobre a superfície deste planeta”. Ana Michelle Soares, ou AnaMi, coordena o projeto Casa Paliativa Divulgação: Marcelo Naddeo Patrícia de Oliveira recupera a jornada desde o primeiro diagnóstico – uma labirintite – para sua falta de equilíbrio, até receber a notícia de que tinha um glioma cerebral e que o tratamento seria paliativo. “Outro dia, minha filha Thainá, de dez anos, me perguntou: ‘Mamãe, você vai ter coragem de me deixar?’. Fiquei sem resposta, mas minha alma se rasgou e entendi que precisava, a partir daquele momento, ensinar a minha filha que não sou assim tão necessária. Mostrar para um filho que você não é uma mãe necessária e que eles podem e devem seguir pela vida com independência é uma grande prova de amor”, discorre. Elaine Cristina Valente lembra que, em outubro de 2019, recebeu um envelope branco, grande, que anunciava que o câncer de mama vivido em 2016, e teoricamente superado, havia voltado e estava alojado na coluna. “A partir de então, faria parte de todos os minutos subsequentes”, diz ela, afirmando que construiu um relacionamento “saudável” com sua finitude: “esse entendimento trouxe o valor do meu agora. Todo minuto passou a ser sagrado, saboreado e, mesmo quando o gosto é amargo, ainda assim é o meu presente, é o que tenho, onde estou e onde posso ser quem sou”. Natália Garcia se descrevia como “uma passageira desenganada, consciente que as turbulências servem para trazer animação à viagem” e foi um dos autores que morreram antes do lançamento. Conta que, em 2016, faltava uma semana para seu aniversário de 30 anos quando descobriu que tinha um câncer de ovário grau IV. “Até meados de 2019 vivi na expectativa da cura, então a doença evoluiu para metástase, e a cura passou a ser diária. Não vivo cada dia como se fosse o último, vivo como se fosse o único. Gostaria que todo ser humano tivesse a consciência da finitude como um paciente portador de uma doença grave, incurável, que ameaça a continuidade da vida. Vocês merecem viver desenganados assim como nós!”. Uma jornada de superações marca as narrativas. Jussara Del Moral, em tratamento paliativo há 14 anos, criou e apresenta o canal SuperVivente no Youtube. Renata Rodrigues rememora os 20 anos desde o diagnóstico, quando ia completar 18. “Ao longo desse tempo, recebi muitos nãos: resultados de exames, algumas cirurgias, órgãos a menos, efeitos colaterais diversos e muitas dores. Porém a vida me deu uma imensidão de sins, e é neles que quero focar. Quero deixar aqui registrados todos os que a vida em deu: sem invasão de células; vamos nos casar; você está grávida; seu filho nasceu bem; você concluiu a faculdade; você foi selecionada; você está admitida; você está apta; tem tratamento; estamos com você, amiga; estou por você, filha”. Veja Mais

Como acabar com a formiga-louca amarela #shorts

Como acabar com a formiga-louca amarela #shorts

 Minuto da Terra A melhor maneira de combater uma espécie invasora é se armar - de conhecimento.#shorts Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Harvard responderá processo sobre fotos de escravos feitas para pesquisa racista em 1850

Glogo - Ciência Mulher que afirma ser descendente de escravos que foram obrigados a se despir para tirar fotos para um estudo que tentava provar inferioridade dos negros move ação contra famosa universidade. Justiça considerou que instituição deve responder a processo. Em foto de 2019, Tamara Lanier responde a perguntas da imprensa em Nova York. Ela afirma ser descendente de escravos fotografados para um estudo racista de Harvard em 1850 AP/Frank Franklin II A mais alta corte do estado Massachusetts decidiu, nesta quinta-feira (23), que a Universidade Harvard pode ser processada por maltratar uma descendente de escravos que foram forçados a serem fotografados em 1850 para um estudo de um professor que tentava provar a inferioridade do povo negro. A Suprema Corte de Justiça de Massachusetts decidiu que o “papel horrível e histórico” de Harvard na criação das imagens significava que a universidade tinha o dever de responder com cuidado aos pedidos de Tamara Lanier por informação sobre as mesmas, o que, segundo ela, a universidade não fez. Mas o tribunal afirmou que a universidade não precisa entregar as fotos a Lanier, concluindo que, apesar das circunstâncias “escandalosas”, a mulher de Connecticut não tem direito de propriedade sobre elas. A decisão parcialmente ressuscita um processo que Lanier iniciou em 2019. Lanier e seus advogados, Ben Crump e Josh Koskoff, disseram em um comunicado conjunto que a decisão “histórica” permitiria que ela “continuasse esta batalha legal e moral por Justiça”. Harvard, sediada em Cambridge, Massachusetts, disse que estava analisando a decisão. As imagens mostram Renty Taylor e sua filha Delia, escravos em uma plantação da Carolina do Norte que foram forçados a se despir para as fotos tiradas para um estudo racista do professor de Harvard Louis Agassiz. O juíz Scott Kafker escreveu que Harvard havia “descaradamente” descartado as alegações de Lanier sobre um vínculo ancestral e desconsiderou seus pedidos por informação sobre como estava usando as imagens, incluindo quando a universidade usou a foto de Renty na capa de um livro. Entenda o que é racismo estrutural Veja Mais

Como acertar o ponto da carne #shorts

Como acertar o ponto da carne #shorts

 Minuto da Terra Quando você tira a carne do fogo, você pode até achar que ela tá pronto, mas provavelmente não está. A comida de forma geral é um péssimo condutor de calor - sempre que você esquenta alguma coisa, demora até o calor se espalhar por dentro. É como se fosse uma transmissão gradual de calor, entendeu? Além disso, existe a diferença de temperatura entre a superfície quente da carne e o ar mais frio ao seu redor - então um pouco de calor acaba saindo dela. Mas o resto vai continuar entrando - e cozinhando o seu interior. No fim, a melhor maneira de lidar com isso é aceitar. Seja qual for o seu ponto ideal, tire a comida do fogo um pouco antes e deixe a transmissão de calor finalizar o trabalho. Se mesmo assim não der certo, existe uma outra solução: o congelador. Baixar a temperatura ao redor da comida - mesmo que por apenas 1 minuto - pode tirar parte daquele calor residual dentro dela. E apesar da visita talvez achar estranho você tirar o jantar da geladeira, eu acho que é melhor do que servir algo bem passado. Veja Mais

Exponha-se ao novo, seu cérebro vai agradecer

Glogo - Ciência Teste roteiros desconhecidos, leia sobre assuntos que não domina, conheça gente diferente Muito antes de entrar numa sala de aula, as crianças sabem identificar objetos e seres que as rodeiam simplesmente porque convivem com eles no dia a dia. Costumamos, inclusive, dizer que absorvem novidades como esponjas. O que um estudo da Ohio State University quer mostrar é que essa capacidade persiste na idade adulta: as pessoas aprendem a partir de uma exposição acidental a coisas que desconhecem, não dominam e nem sequer estavam tentando entender. Idoso fotografa com celular: o cérebro se alimenta de experiências e, quanto mais complexas, mais estimulam conexões neurais StockSnap para Pixabay “Expor-se ao novo torna os indivíduos mais prontos, mais eficientes para aprender. Frequentemente temos contato com coisas que nos causam uma forte impressão e nos levam a um estado de maior desenvoltura para aprender sobre elas”, afirmou Vladimir Sloutsky, professor de psicologia na universidade e coautor do trabalho, publicado no fim de maio na revista científica “Psychological Science”. A pesquisa foi composta por cinco experimentos diferentes, com a participação de 438 pessoas. Na primeira etapa, durante um jogo simples de computador, surgiam criaturas estranhas e coloridas, sem qualquer explicação para as aparições. Embora os participantes não soubessem, os seres fictícios pertenciam a duas categorias: A e B, com características diferentes – por exemplo, mãos e rabos com cores distintas. Já o grupo de controle assistia a outras imagens. Numa segunda etapa, as pessoas entravam numa fase de aprendizado explícito, durante o qual eram informadas de que as criaturas seriam “flurps” ou “jalets”. Em seguida, deveriam identificar a que categoria cada uma pertencia. O objetivo era mensurar o tempo que os indivíduos demoravam para fazer essa distinção. “Descobrimos que a curva de aprendizado era substancialmente mais rápida para aqueles que tinham visto as duas categorias de seres durante o jogo de computador. Esses participantes estavam familiarizados com as características de cada grupo: os com rabos azuis tinham mãos marrons, enquanto os de rabo laranja tinham mãos verdes”, explicou Layla Unger, aluna de pós-doutorado da instituição. De acordo com os pesquisadores, a simples exposição às criaturas – quando não havia qualquer compromisso com o aprendizado – foi decisiva na fase posterior. Para o professor Sloutsky, o importante foi mapear esse “conhecimento latente”. O recado está dado: é preciso “provocar” o cérebro, que se nutre de experiências – quanto mais complexas, mais elas estimulam conexões neurais. Que tal uma lista para começar? Leia sobre assuntos que não domina, conheça gente diferente, teste roteiros desconhecidos, vá a lugares nunca antes visitados. A disposição para novas vivências alimenta nossa reserva cognitiva, uma espécie de “reservatório” que nos ajuda a preservar a capacidade mental. Dá para fazer o paralelo com uma poupança: pessoas com esse tipo de “capital” têm perdas menores e são capazes de achar estratégias e formas alternativas de raciocínio. Veja Mais

O pássaro que voa dormindo! #shorts

O pássaro que voa dormindo! #shorts

 Minuto da Terra Alguns pássaros, golfinhos e baleias não dormem no ponto! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar... - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" ???? - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Arábia Saudita vai gastar 1 bilhão de dólares por ano em pesquisas para deter o envelhecimento

Glogo - Ciência O primeiro grande estudo poderá ser sobre o potencial da droga metformina, utilizada no tratamento do diabetes, na proteção contra doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e câncer Mês passado fiz uma coluna sobre os imortalistas, cujo objetivo é expandir os limites da longevidade. Bilionários do Vale do Silício, como Jeff Bezos (Amazon) e Larry Ellison (Oracle), já despejaram milhões para financiar estudos, mas agora a corrida para deter o envelhecimento ganhou uma nova escala. A família real saudita criou uma entidade sem fins lucrativos, chamada Fundação Hevolution, cujo orçamento é de 1 bilhão de dólares anuais para pesquisas voltadas para aumentar a expectativa de vida saudável das pessoas. Em reportagem da revista “MIT Technology Review”, o jornalista Antonio Regalado explica que o fundo será administrado pelo endocrinologista Mehmood Khan, que trabalhou na Mayo Clinic. Além da concessão de financiamentos para pesquisa, a organização pode também comprar participação acionária de empresas de biotecnologia. A proposta, endossada por vários cientistas que atuam nessa área, é de que é possível desacelerar o processo de envelhecimento do organismo, retardando o surgimento de doenças e garantindo uma velhice saudável por um período mais longo. Idoso fumando: família real saudita criou uma entidade sem fins lucrativos cujo orçamento é de um bilhão de dólares anuais em pesquisas para aumentar a expectativa de vida saudável das pessoas Pixabay Embora a Hevolution ainda não tenha anunciado que projetos apoiará, há indícios de que o primeiro será uma pesquisa com a droga metformina, empregada no controle do diabetes, com milhares de participantes. O médico Nir Barzilai, diretor do Centro de Pesquisa sobre o Envelhecimento do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, se dedica a estudar centenários e como seus genes os protegem contra problemas cardiovasculares, diabetes e Alzheimer. Numa coluna que escrevi em 2021, sobre um evento científico que acompanhei on-line, reproduzi sua argumentação: “o pior cenário é a longevidade com um longo período de moléstias. Temos que conseguir viver mais com menos anos de enfermidades. A metformina é barata e utilizada há décadas. Atua em todos os marcadores do envelhecimento, aumentando a proteção contra doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e câncer”. Barzilai, que já tentou pôr de pé um ambicioso estudo clínico batizado como TAME (“Targeting Aging with Metformin”, o equivalente a “Envelhecimento na mira com a metformina”), poderá ser um dos beneficiados. É um antigo defensor da droga, mas não está sozinho. Um amplo levantamento realizado na Grã-Bretanha mostrou que pacientes diabéticos estavam vivendo além do previsto – e mais do que indivíduos saudáveis. Uma das motivações do governo saudita é a qualidade do envelhecimento da população do país, que incorporou os hábitos ocidentais, mas não é adepta de atividade física – as taxas de obesidade e diabetes acenderam o sinal vermelho. Outra poderia ser melhorar a reputação do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que teria sido o responsável pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, do jornal “The Washington Post”, em 2018. Como o g1 mostrou em reportagem publicada recentemente, o membro da família real batizou como Vision 2030 um plano para diversificar a economia do maior produtor de petróleo e quer, inclusive, atrair turistas. Talvez até viajantes em busca da juventude... Veja Mais

Menopausa, cabelos de menos e pelos indesejados: o que fazer?

Glogo - Ciência O declínio da produção de estrogênio, o hormônio protetor feminino, afeta os fios e as unhas A médica Paula Raso, dermatologista titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista em cabelos Mariza Tavares A queda na produção do estrogênio, o hormônio protetor feminino, é um golpe para as madeixas: o número de camadas de queratina depositadas sobre cada fio vai sendo desfalcado e as células dos folículos se tornam menos ativas, deixando os cabelos finos e quebradiços. Por outro lado, é comum que as mulheres se vejam às voltas com indesejáveis pelos faciais. Pode ser um duro golpe para a autoestima e, para lidar com essas mudanças, conversei com a médica Paula Raso, dermatologista titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista em cabelos. Por que os cabelos ficam ressecados e caem em maior quantidade na menopausa? Durante o climatério, que compreende a transição do período reprodutivo feminino para o não reprodutivo, o declínio na produção do estrogênio provoca uma alteração na fisiologia da pele e dos cabelos. Há uma diminuição da atividade das glândulas sebáceas, o que reduz a oleosidade do couro cabeludo, tendo como consequência o ressecamento da fibra capilar. É uma fase na qual as mulheres também se submetem à coloração constante, o que contribui para o dano da fibra capilar: o cabelo se torna mais poroso e suscetível à quebra. Há ainda uma alteração do ciclo normal do folículo piloso, que afeta a produção dos fios. Eles se tornam mais finos e com menor densidade, e a questão é mais relevante em mulheres com tendência genética à calvície. Vale lembrar que há vários tipos de queda e, para cada uma, existe um tratamento específico. O eflúvio telógeno crônico, por exemplo, é caracterizado pela alteração do relógio do ciclo do cabelo; já a alopecia senil seria uma forma de exaustão dos nossos folículos pilosos. E existe um tipo de queda de cabelo cicatricial, isto é, que não pode ser revertida, que é mais rara mas cuja frequência vem aumentando: trata-se da alopecia fibrosante frontal. Surge com a menopausa e precisa ser tratada precocemente para não haver perda irreversível dos fios. Muitas pacientes chegam ao consultório com um quadro avançado do problema porque não tiveram o diagnóstico correto no início. Que tratamentos estão disponíveis para melhorar a situação? Cuidar da fibra do cabelo é de fundamental importância nesta fase em que os fios estão fragilizados por química e pela diminuição do crescimento. Usar xampu com alto grau de detergência pode ressecar ainda mais. Também observo mulheres usando xampus de bebê, que não são adequados para essa idade. Alguns não têm pH adequado, ou agentes condicionantes. Costumo dizer que os cuidados têm que ser equivalentes aos dispensados a um delicado vestido de seda. Tenho algumas recomendações que, na prática, mostram como não devemos manipular os cabelos em excesso: penteá-los delicadamente com escovas macias; usar cremes e óleos específicos para hidratação; evitar a exposição ao sol; evitar o calor de prancha e, ao utilizar o secador, ter atenção ao movimentar o aparelho para manter distância e não superaquecer a fibra capilar. É possível recorrer a implantes, como os realizados por homens? Sim, mas é importante saber que a calvície feminina se processa de maneira diferente da do homem. Em ambos os sexos, primeiro é necessária uma predisposição genética para o quadro. Na mulher, há uma certa preservação da linha frontal do cabelo, ou seja, não ficamos completamente calvas na parte de cima da cabeça, como os homens. Depois da menopausa, a proteção hormonal se reduz, mas, embora as mulheres observem a diminuição da densidade, não ocorre a perda completa dos fios. O que acontece com as unhas, que também se tornam frágeis e quebradiças? Na menopausa, o declínio de estrogênio e a redução da produção de colágeno afetam a lâmina ungueal, que é parte que vemos da unha, deixando-a desidratada. No entanto, unhas frágeis podem ser causadas por dieta alimentar inadequada, deficiência de vitaminas, diabetes e distúrbios da tireoide. A unha possui crescimento correto, mas é danificada posteriormente com a imersão frequente das mãos em água, por conta dos afazeres domésticos, cutilação excessiva, exposição à acetona e unhas de fibra e gel. Há alimentos e suplementos que podem ajudar nos dois casos? Infelizmente, a maior parte dos suplementos não tem evidência científica concreta para fortalecer unhas e cabelos. A verdade é que nutracêuticos exigem um rigor científico muito menor que os medicamentos para serem lançados no mercado. Portanto, antes de usar um suplemento, é preciso consultar um dermatologista para excluir possíveis causas clínicas. A biotina é indicada para as unhas, mas deve ser usada com orientação, porque altera diversos exames laboratoriais. Deixar de pintar cabelos e unhas resolve o problema? Sem dúvida, químicas como coloração e alisamento danificam muito a fibra. Vou listar alguns danos: há perda da parte externa da fibra, levando a falta de brilho, porosidade e ressecamento; perda de proteína, associada à diminuição do volume, e da resistência da fibra, o que torna os cabelos mais fáceis de partir. Portanto, além de crescerem com menos densidade, há uma perda da massa capilar. O estrago só é reparado quando essa fibra é substituída por um fio novo, mas vale comentar um fato curioso. O cabelo branco, assim como a pele clara, é altamente sensível ao sol. Quando uma coloração é aplicada nos fios brancos, a nova coloração pode funcionar como um filtro solar. Portanto, perde-se por um lado, mas ganha-se por outro. A verdade é que as mulheres, em nosso contexto cultural, preferem os cabelos tingidos, mesmo que ressecados. Durante a pandemia assistimos a uma mudança desse comportamento e, em outros países, ser grisalha não é mais tabu. Para as unhas, o perigo mora na exposição química à acetona para remover o esmalte e uma boa dica é hidratá-las com óleos. A cutilação é um hábito que contribui para o enfraquecimento das unhas. Junto com o enfraquecimento dos cabelos, surgem pelos antiestéticos no rosto, em locais como o queixo e o buço, e até ao redor dos mamilos. O que fazer? Mais uma vez, trata-se de uma consequência da perda do efeito protetor dos hormônios femininos. É possível retirar os pelos com pinça, cremes depilatórios e depilação a cera. Se ainda tiverem pigmento, a melhor opção é o laser. Entretanto, como o alvo do laser é o pigmento, se os pelos forem brancos o tratamento não é eficaz. Outra técnica eficiente é a eletrólise. Veja Mais

Imortal denuncia preconceito contra escritores mais velhos

Glogo - Ciência Nélida Piñon acaba de completar 85 anos em plena atividade e sai em defesa de seus companheiros de ofício “Na literatura, estamos assistindo ao envelhecimento estético por conta da idade do corpo do autor. Escritores com uma obra canônica consagrada estão sendo ignorados, postos à margem, por não pertencerem mais ao mercado da beleza e da estética”. Quem denuncia um quadro de etarismo, isto é, de preconceito contra os idosos na cena literária, é a imortal Nélida Pinõn, que, em plena atividade, em momento algum legisla em causa própria. Na verdade, toma a defesa de companheiros de ofício que, na sua avaliação, vêm sendo marginalizados: “os jovens só leem o que produzem. Não aprendem com os mais velhos. E digo isso na condição de escritora que está produzindo e sendo lida”, sentencia. A escritora Nélida Piñon, ocupante da cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras Divulgação Ela acabou de fazer 85 anos e, mesmo com sérios problemas de visão, consegue manter um ritmo de trabalho impressionante. Em 2020, lançou o romance “Um dia chegarei a Sagres” e finaliza um novo livro, que reúne memórias, pensamentos e reflexões. Além disso, tem um de ensaios em preparação. Sua editora relançou, no ano passado, o premiado “Vozes do deserto”, que li tomada por uma profunda angústia ao me deparar com a história de Sherazade sem retoques: Nélida apresenta a encantadora narradora dos contos das mil e uma noites da nossa infância como uma sobrevivente que, estuprada todas as noites pelo califa, sente que suas forças estão no fim e que talvez não consiga atravessar mais uma madrugada. Essa escrita potente continua sendo traduzida em diversos países e, em junho, haverá o relançamento de “A casa da paixão”, obra que completa 50 anos e poderá ser novamente degustada pelo público. Em novembro, será a vez de “Tebas do meu coração”, outro romance da década de 1970. “Por que minhas forças intelectuais não estariam avivadas se, durante a vida inteira, não fiz outra coisa a não ser pensar? Eu acordo criando” Explica que usa um aplicativo no celular para gravar as ideias que lhe vêm à cabeça no começo do dia. Resiste com todas as forças aos limites impostos pela visão depauperada: escreveu “Um dia chegarei a Sagres” à mão e depois uma assistente passou o texto para o computador. Para terminar o novo livro, também conta com ajuda: “duas vezes por semana, me reúno com a professora Fernanda Gentil e trabalhamos durante seis ou sete horas. Ela vai lendo os textos e cubro o rosto com as mãos para ouvir com o máximo de atenção e fazer as correções. Frase boa não se joga fora, todas nascem de um esforço criativo e as respeito, podem ser usadas mais adiante. Num caderno guardo o nome e o número de cada história, com anotações: se deve ser relida, descartada ou guardada para uma outra obra”, detalha. Talvez o segredo para tanta vitalidade venha da curiosidade que a acompanha desde menina: “sempre fui apaixonada pela vida e pelas pessoas. Foram abertas picadas no meu coração por onde passaram amigos de muitos países. Prefiro acreditar no afeto, não começar nenhum relacionamento com desconfiança”, discorre. E complementa: “é preciso acrescentar o que está faltando ao nosso acervo, e isso ocorre até a morte”. Diz que as banalidades também a atraem, tanto que costuma navegar no YouTube: “quero ser surpreendida pela estética alheia, ainda que no final não me agrade. A rotina do cotidiano é extraordinária, mostra como a vida é pródiga”. Ocupante da cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras, traduzida em mais de 20 países e vencedora de dezenas de prêmios, nacionais e internacionais, Nélida compartilha uma sensação que a acompanha há cerca de um mês: “tenho pensado em mim como quem morreu. É como se tivesse saído de mim e agora pudesse observar a história dessa mulher, de forma crítica e imparcial. E a Nélida que observa a outra pergunta: ‘essa mulher foi importante?’. Sim, ela construiu algo, deixou um legado. Exerceu uma resistência amorosa e tenaz que, nesses 60 anos de ofício, rechaçou tudo o que a impedia de escrever”. Trata-se de uma referência ao machismo no próprio meio literário, que ilustra com um episódio: convidada por um crítico para um almoço, ao chegar ele a conduziu para a sala onde estavam as esposas, e não os escritores. Sobre o feminismo, lembra que houve conquistas soberbas e sofridas: “as mulheres não querem ser princesas, nem rainhas do lar, e sim viver sua soberania em condições de igualdade com os homens, mas atualmente vejo um retrocesso. As que expõem e vendem seus corpos, pensando que são senhoras desse privilégio, na verdade estão fazendo o que se espera de uma mulher humilhada, submetida”. Veja Mais

Pesquisa da UFV pode ajudar na descoberta de novo medicamento para tratamento da Covid-19

Glogo - Ciência A descoberta está em fase de registro de patente. Veja o objetivo do estudo, como ele foi feito e os empasses. Rastrear as mutações do vírus é fundamental para combater a pandemia de covid-19 Getty Images via BBC Apesar dos índices de mortes, casos confirmados e hospitalizações em decorrência da Covid-19 apresentarem queda nos últimos meses, a ciência mundial segue na busca por medicamentos preventivos e curativos da doença. Uma equipe de pesquisadores do Departamento de Informática (DPI) da Universidade Federal de Viçosa(UFV) encontrou uma molécula que pode ser eficaz no combate à reaplicação do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19. A descoberta está em fase de registro de patente. Mas o que o ramo de informática tem a ver com combate às doenças? De acordo com a professora da UFV, Sabrina Silveira, o trabalho que está sendo desenvolvido pelo Departamento de Informática é o da bioinformática - área de pesquisa que busca propor novos algoritmos da computação para tratar problemas que são essencialmente biológicos. "Esses pesquisadores criam modelos que “ensinam” as máquinas a selecionar o que lhes interessam em meio a milhões de dados já existentes, por isso, a técnica se chama 'machine learning', que é parte da Inteligência Artificial", explicou. Objetivo do estudo A equipe da UFV partiu de bases de dados de moléculas já conhecidas e aprovadas pela agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (Food and Drug Administration), utilizadas em produtos alimentícios ou farmacêuticos. Os modelos criados pelos pesquisadores da UFV buscaram moléculas com potencial para inibir uma proteína do vírus chamada protease principal (main protease 3CLpro) e que ajuda o vírus a se replicar no interior das nossas células. A técnica que consiste em focar em alvos terapêuticos já é bastante usada na indústria farmacêutica, mas é difícil encontrar moléculas capazes de fazer este trabalho com segurança. “Nosso objetivo é reposicionar fármacos que já são conhecidos, mas podem ter outras utilizações. Nós usamos a estratégia de aprendizagem de máquina para buscar moléculas capazes de inibir o trabalho da protease principal, interferindo especificamente neste processo da replicação do coronavírus”, explicou Sabrina. Fazem parte deste trabalho os seguintes pesquisadores: Charles Santana (UFMG), Leandro Marcolino (Lancaster University - Reino Unido), Leonardo Lima (UFSJ), Raquel Minardi (UFMG), Roberto Dias e Sérgio de Paula, ambos do Departamento de Biologia Geral (DBG-UFV). Como o estudo foi feito? A pesquisadora e estudante de mestrado do programa de pós-graduação em Ciência da Computação da UFV, Isabela Gomes, é a 1ª autora do trabalho, publicado no início do mês de maio na Revista Plos One, orientado pela professora Sabrina. Isabela conta que, de todas as moléculas possíveis, as simulações moleculares computacionais selecionaram apenas 16 com potencial para inibição da proteína que ajuda na replicação do coronavírus. Na revisão de literatura deste material, as pesquisadoras foram afunilando as possibilidades e descobriram que algumas moléculas já eram estudadas por outros grupos de pesquisa. Então, elas focaram na ambenônio, que se mostrou muito promissora nos estudos computacionais, mas ainda pouco estudada para coronavírus. A seleção gerou o pedido de depósito da patente como possível novo uso da substância. Falta de verbas As pesquisadoras realizaram testes in vitro, ou seja, testando a relação da molécula com o vírus em laboratório, mas a falta de verba dificultou o trabalho. “Enquanto as grandes empresas e universidades estrangeiras têm dinheiro para testar todos os compostos que se mostraram promissores, nós precisamos focar apenas em um ou interromper o trabalho na fase de predições experimentais feitas por computadores”, lamentou Sabrina. Com o esforço conjunto da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG), do Departamento de Biologia Geral (DBG) e do DPI, as pesquisadoras conseguiram comprar os insumos para iniciar os ensaios in vitro. Conforme a pesquisadora, para avançar, é fundamental ter uma equipe interdisciplinar, envolvendo especialistas em computação, bioinformática e bioquímica, em especial os experimentalistas, que podem avaliar se as predições computacionais funcionam na prática. "Agora, há um longo caminho pela frente. Se os ensaios in vitro derem certo, o próximo passo será a realização de ensaios em cultura celular e, caso os resultados sejam promissores, em animais (in vivo)", completou. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes Veja Mais

O Caranguejo-Eremita e o sonho da casa nova #shorts

O Caranguejo-Eremita e o sonho da casa nova #shorts

 Minuto da Terra O caranguejo-eremita não para de crescer - por isso, ele tá sempre de olho em conchas vazias pra virar sua nova casa. Às vezes, ele encontra uma do tamanho perfeito - daí, é só se mudar e deixar a antiga pra outro caranguejo. Só que muitas vezes, não é isso que acontece: a concha vazia pode ser bonitona, mas um pouco grande demais. Em vez de seguir em frente, porém, o caranguejo fica esperando por outro caranguejo que talvez caiba nessa concha e deixe pra trás uma levemente menor, que caiba nele. E às vezes, quando a concha perfeita aparece na praia, acontece uma coisa muito incrível: eles se juntam em até VINTE caranguejos e formam uma fila, por tamanho. Quando o caranguejo perfeito pra essa concha finalmente aparece, ele se muda para o seu novo lar. Então, o próximo caranguejo da fila entra na concha dele, o seguinte nessa outra concha, e assim por diante. Pois é - nesse jogo do bicho, todo mundo ganha. #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

De onde virá a próxima pandemia? | Minuto da Terra

De onde virá a próxima pandemia? | Minuto da Terra

 Minuto da Terra A causa mais provável da próxima pandemia será fruto da interação entre humanos e um seleto grupo de animais. SAIBA MAIS ************* Para se aprofundar nesse assunto, pesquise por essas palavras-chave: - Zoonose: doença que pode ser transmitida aos humanos por animais. - Reservatório natural: animais que naturalmente abrigam múltiplos agentes infecciosos. - Transbordamento zoonótico: transmissão de uma zoonose de um reservatório animal para um humano. - Teoria de histórias de vida: aspectos biológicos da vida de uma espécie, desde o seu nascimento até a sua morte, descrevendo critérios como a maturação, reprodução, sobrevivência e morte. AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando no joinha ???? (y) - Compartilhando nas redes sociais e com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no https://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal em https://youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas e merchan: https://lolja.com.br/minuto-da-terra (tem várias estampas e tamanhos para presentear!) REDES SOCIAIS ***************** https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição: Ricardo Gonçalves de Souza Tradução e produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Where Will The Next Pandemic Come From? https://youtube.com/watch?v=RCpfuJXQ90s FONTES (em inglês) ********************* Keesing, F., and Ostefld, R. (2021). Impacts of biodiversity and biodiversity loss on zoonotic diseases. PNAS, 118 (17) e2023540118. Retrieved from: https://pnas.org/doi/pdf/10.1073/pnas.2023540118 Han, B., Schmidt, J.P., Bowden, S., and Drake, J. (2015). Rodent reservoirs of future zoonotic diseases. PNAS, 112 (22) 7039-7044. Retrieved from: https://pnas.org/doi/10.1073/pnas.1501598112 Balderrama-Gutierrez G, Milovic A, Cook VJ, Islam MN, Zhang Y, Kiaris H, Belisle JT, Mortazavi A, Barbour AG. (2021). An Infection-Tolerant Mammalian Reservoir for Several Zoonotic Agents Broadly Counters the Inflammatory Effects of Endotoxin. mBio.;12(2):e00588-21. Retrieved from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33849979 Olival, K., Hosseini, P., Zambrana-Torrelio, C. et al. (2017). Host and viral traits predict zoonotic spillover from mammals. Nature 546, 646–650. Retrieved from: https://doi.org/10.1038/nature22975 Martin, L. B., 2nd, Weil, Z. M., & Nelson, R. J. (2007). Immune defense and reproductive pace of life in Peromyscus mice. Ecology, 88(10), 2516–2528. Retrieved from: https://doi.org/10.1890/07-0060.1 Johnson Christine K., Hitchens Peta L., Pandit Pranav S., Rushmore Julie, Evans Tierra Smiley, Young Cristin C. W. and Doyle Megan M. (2020). Global shifts in mammalian population trends reveal key predictors of virus spillover risk. Proc. R. Soc. B .2872019273620192736. Retrieved from: https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rspb.2019.2736 Allen, T., Murray, K.A., Zambrana-Torrelio, C. et al. (2017). Global hotspots and correlates of emerging zoonotic diseases. Nat Commun 8, 1124. Retrieved from: https://nature.com/articles/s41467-017-00923-8 Han, Barbara. (2022). Personal communication. Disease Ecologist, Cary Institute of Ecosystem Studies. https://hanlab.science Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Jovem cientista brasileiro cria marcador que determina a idade biológica com mais precisão

Glogo - Ciência AltumAge é um relógio epigenético capaz de associar o envelhecimento celular ao surgimento de doenças A coluna sempre festeja quando se depara com um avanço da ciência brasileira, mas hoje a comemoração é dupla, dada a idade do cientista. Quero apresentar a vocês um jovem de 23 anos do qual, certamente, ainda ouviremos falar muito. Lucas Paulo de Lima Camillo formou-se em bioquímica pela prestigiosa Brown University, nos Estados Unidos, e agora cursa medicina em Cambridge, no Reino Unido. No dia 19 de abril, a revista científica “npj Aging”, especializada na área do envelhecimento, publicou artigo do qual ele é o primeiro autor, ou seja, o principal colaborador. O trabalho é sobre um biomarcador, criado por Camillo, para medir a idade biológica de um ser humano a partir de qualquer tipo de substância do organismo: sangue, saliva ou amostra de tecido. Lucas Paulo de Lima Camillo, cientista brasileiro de 23 anos que criou o relógio biológico AltumAge, numa das bibliotecas da Universidade de Cambridge Acervo pessoal Vamos por partes para explicar o feito desse jovem cientista. Em primeiro lugar, lembremos que, apesar de termos uma idade cronológica, que é a da data do nascimento, também carregamos uma idade biológica, que reflete o envelhecimento do corpo e seus órgãos vitais. Portanto, uma pessoa de 60 anos pode estar fisicamente bem e ter uma idade biológica inferior. No campo da ciência, há uma corrida para explorar os limites da longevidade – na verdade, como conseguir deter ou até reverter o processo de senescência – que vem mobilizando bilhões de dólares e, inclusive, suscitando debates acalorados sobre a ética de tentar estender indefinidamente nossa existência. Sou otimista. Da mesma forma que investimentos em saúde e infraestrutura conseguiram aumentar a expectativa de vida das pessoas, o que os pesquisadores estão fazendo abre uma nova perspectiva e não devemos rechaçar a experimentação. O que me leva de volta ao trabalho de Camillo, batizado de AltumAge. “O próximo passo da ciência é desenvolver tratamentos que intervenham na biologia do envelhecimento, em nível celular, porque sabemos que o risco de doenças como câncer, diabetes, demência e problemas cardiovasculares está associado à idade. A criação de biomarcadores, que chamamos de relógios epigenéticos, é um avanço neste sentido, porque não precisamos acompanhar indivíduos da juventude à velhice para avaliar como o organismo vai se deteriorando”, detalha. Em 2013, Steve Horvath, professor de Berkley, criou um modelo matemático capaz de prever a idade biológica com uma margem de erro de 3 anos e meio, e já há empresas atuando neste segmento que, se eu fosse “batizar” de um jeito descomplicado, chamaria de medidores do relógio biológico. O que torna o AltumAge tão especial é que ele conseguiu baixar a margem de erro para 2.2 anos! Para chegar a esse resultado, é preciso medir o processo de metilação do DNA em nosso organismo – e agora entra a parte mais excitante e um pouquinho difícil de explicar, por isso vamos a uma breve aula de biologia. A metilação é um processo químico que transfere um átomo de carbono e três átomos de hidrogênio e ocorre em todos os tecidos e células. Camillo se vale de imagens simples para descrever o que acontece: “a base bioquímica da metilação é ligar e desligar um gene, isto é, ativá-lo ou silenciá-lo. Quando a parte de um gene está metilada, ele ‘desliga’, e é importante que tenhamos esse ‘liga-e-desliga’ em nossas células. No entanto, com o passar do tempo, pode haver um ruído no padrão saudável da metilação, algo como um CD que vai ficando arranhado, o que provoca a deterioração do som. Por exemplo, alguns genes neuronais que deveriam estar desligados começam a ser reativados, levando a patologias”. O professor Horvath havia utilizado um modelo linear para essa medição. Em Brown, Camillo desenvolveu sua pesquisa num laboratório de biologia computacional, que usa redes neurais, muito mais complexas. Mergulhou em 142 estudos, depois comparou dados de pacientes com células em laboratórios, e foi assim que começou a desenvolver o algoritmo do AltumAge. Ao medir a idade biológica das células, encontrou uma associação entre o envelhecimento celular e doenças como câncer, esclerose múltipla, diabetes tipo 2 e HIV, entre outras condições. Estamos no limiar de uma era de reprogramação celular e o trabalho de Lucas Paulo de Lima Camillo já se transformou numa valiosa contribuição. Os outros dois autores do artigo são Louis Lapierre e Ritambhara Singh, ambos seus ex-professores em Brown. Veja Mais

O campo da longevidade é excitante para os investimentos, diz investidor

Glogo - Ciência Alan Patricof, uma lenda no segmento do capital de risco, tem 87 anos e pretende chegar aos 114: “muitos serviços e invenções vão me ajudar” Nos últimos 50 anos, Alan Patricof tornou-se uma lenda entre os investidores. São cinco décadas de sucesso no turbulento segmento do capital de risco, uma modalidade de investimento focado em empresas com alto potencial de crescimento, mas que estão começando e ainda têm baixo faturamento. Cerca de 500 companhias tiveram seu apoio antes de terem se transformado em gigantes, como Apple, New York Magazine, Sunglass Hut, Axios – e a lista segue, quilométrica. Aos 87 anos, acabou de lançar o livro “No red lights”, no qual faz um balanço desse meio século do empreendedorismo. Engana-se quem pensa que a obra representa o encerramento de sua carreira, como deixou claro ao participar de uma conferência on-line, no dia 20 de abril, sobre marcas, inovação e tecnologia, organizada pela Universidade de Columbia. Patricof foi o ponto alto do painel sobre longevidade, enfatizando que esta é uma área cuja expansão está apenas começando: “assistimos a um avanço admirável na ciência e o panorama é excitante para os investimentos. Há dezenas de empresas dedicadas ao monitoramento remoto de pacientes e haverá um boom de adaptações nas moradias para que as pessoas possam envelhecer em casa”, afirmou, dando, como exemplo, os banheiros inteligentes equipados com sensores capazes de analisar urina e fezes em tempo real. Também alfinetou a indústria da beleza que, na sua opinião, terá que se reconciliar com o público maduro: “seus produtos e todo o marketing eram voltados para mostrar o envelhecimento como algo a ser combatido, em vez de comemorar a vitória que é viver”. Aos 87 anos, estima que terá mais 27 pela frente – “muitos serviços e invenções vão me ajudar a chegar lá”, diz – e, pelo visto, está no caminho certo. Continua fazendo caminhadas, pedalando e prepara-se para correr a maratona de Nova York, em novembro. Alan Patricof: aos 87 anos, cinco décadas de sucesso no segmento do capital de risco Wikipedia Continuar vivendo em casa até o fim da existência é não somente um desejo da maioria das pessoas, mas igualmente um mercado em expansão, de acordo com os demais participantes do evento. Nirav Shah, professor da Universidade de Stanford e especialista em medicina digital, apontou o problema crônico de falta de mão de obra no setor de cuidados. “A saída é pagar esses cuidadores familiares, que hoje não são remunerados, para viabilizar que os idosos possam permanecer em casa. Nos Estados Unidos, estamos atrás de outros países desenvolvidos. No Japão, há um investimento significativo para utilizar robôs para suprir essa mão de obra”. Sobre o bônus da longevidade, foi crítico: “um terço dos norte-americanos tem curso superior, esse bônus da longevidade não chegou para dois terços da população, mas o acesso digital à saúde já é um primeiro passo”. A socióloga Ilana Horwitz, que faz pós-doutorado no Centro de Longevidade de Stanford, frisou que os mais velhos não são um fardo, e sim um patrimônio: “conforme se envelhece, torna-se mais fácil aprender novas habilidades, graças ao repertório que temos”. Um ótimo exemplo foi a participação de Donald (Don) Sexton, professor emérito de Columbia aposentado depois de 50 anos de magistério. Embora não fizesse parte do painel, sua entrada no chat foi um fecho de ouro: “não tenho tempo de fazer tudo o que eu quero. Aos 79 anos, estou começando uma nova carreira, de stand-up. A velhice pode ser ótima”. Veja Mais

Histórias de reinvenção: Dani, consultora para estudantes na Flórida

Glogo - Ciência Depois de trabalhar com marketing e ser dona de uma marcenaria, ela agora ajuda brasileiros a ingressar nas melhores universidades americanas Na terça-feira, ao contar a história de Claudia Gazel, iniciei uma série de três colunas sobre mulheres que se reinventaram em outros países, deixando para trás as referências profissionais que tinham no Brasil. Hoje é a vez de Daniela Campos, de 52 anos, que há dez vive na Flórida. Depois de uma longa trajetória como executivo, o marido, Rubens, desejava dar uma guinada na carreira. Apesar da formação em administração, a polivalente Dani já havia trabalhado na área de marketing e em design de interiores, quando foi dona de uma marcenaria, e não teve dúvidas sobre as oportunidades que a mudança proporcionaria para o casal e seus três filhos – na época, com 15, 11 e 4 anos de idade. “Quando chegamos, Rafael, o mais velho, estava no Ensino Médio, o high school daqui. Como era um ótimo aluno e jogava tênis, todos diziam que seria fácil conseguir bolsa numa universidade. Só que descobri que o processo não é nada simples, porque é preciso ter registro de todas as atividades do adolescente, como torneios, prêmios, e por aí vai. Quando chegou a vez da Laura, a do meio, estava mais preparada e tinha começado a dar uma assessoria informal a outros brasileiros na mesma situação. Foi quando me dei conta de que isso poderia se transformar num negócio”, lembra. Daniela Campos: há dez anos na Flórida, ela criou a Impacto Acadêmico, consultoria para auxiliar estudantes brasileiros a ingressar nas boas universidades americanas Acervo pessoal Foi assim que nasceu a Impacto Acadêmico, uma consultoria educacional para atingir os melhores resultados possíveis no high school e no ingresso nas universidades. Daniela se associou à psicóloga Patricia Teixeira, especializada em orientação profissional (como agora são chamados os testes vocacionais), que detectara o alto grau de ansiedade dos jovens brasileiros diante de tantos desafios para conseguir uma vaga. Juntas, criaram uma metodologia exclusiva, em 2020, e hoje têm 70 clientes. “Embora as boas notas sejam importantes, é indispensável ter uma vida extracurricular rica, ou seja, fazer esportes e trabalho voluntário, participar de clubes acadêmicos. É uma cultura bem diferente da brasileira, mas boa parte dos pais não sabe disso. A maioria vem para cá em busca de segurança e de um futuro melhor para os filhos, que necessariamente passa pela educação, portanto é fundamental se adaptar”, ensina. Como são os estudantes que montam a grade de matérias, a consultoria os orienta a escolher disciplinas para alcançar uma boa média e a se engajar em experiências que enriqueçam o currículo. Eles ainda recebem indicações de tutores para aumentar a pontuação no SAT, o exame que equivale ao Enem, mas com uma grande diferença: pode ser realizado até oito vezes num ano, possibilitando atingir uma marca melhor. Também aprendem a redigir o “essay” para a universidade, que é o texto no qual o aluno se apresenta à instituição na qual deseja entrar. “O ideal é que a garotada receba as orientações a partir do primeiro ano da high school, para ter tempo de se preparar, mas atendemos até quem está perto de se formar. Os EUA têm cerca de 4 mil instituições ensino superior e 300 são de ótima qualidade, há muitas opções de excelência. No entanto, cada vez mais elas estão interessadas em como os jovens se informam, se distraem, ou socializam, com ênfase na curiosidade intelectual”, diz Daniela. Seus cartões de visita preferidos? Rafael, formado em 2019 em finanças pela prestigiosa University of Notre Dame; e Laura, que cursa comunicação na NYU (New York University). Veja Mais

Por que gostamos mais da vida à medida que envelhecemos

Glogo - Ciência Pesquisa indica que, com a idade, há uma maior liberação da ocitocina, o “hormônio do amor” A ocitocina é conhecida como o “hormônio do amor” porque está associada a comportamentos positivos e amorosos, que vão dos cuidados maternais, como amamentar, ao relacionamento prazeroso de casais. Nosso organismo se encarrega liberar ocitocina para azeitar interações sociais, como as que temos com filhos e parceiros, encarregando-se de reforçar nosso apego aos outros. Produzida pelo hipotálamo, forma, junto com a serotonina e a endorfina, um trio que aumenta a sensação de bem-estar e diminui o estresse – não é à toa que as três também são denominadas de neurotransmissores da felicidade. E por que a “aula” de biologia no começo da coluna? Porque estudo divulgado hoje indica que, conforme envelhecemos, produzimos mais ocitocina, o que pode explicar por que aprendemos a apreciar a vida à medida que os anos passam! Casal maduro: liberação da ocitocina se amplia com a idade e está associada à satisfação com a própria existência Alisadyson para Pixabay O trabalho, publicado na revista científica “Frontiers in Behavioral Neuroscience”, investe em duas frentes. Para começar, indivíduos cujos cérebros fornecem uma quantidade maior de ocitocina tendem a ser mais generosos e satisfeitos com suas próprias vidas. A reboque vem a descoberta que essa liberação aumenta com a idade, sugerindo que, de um modo geral, as pessoas intensificam sua empatia em relação aos demais ao envelhecer. Seu autor principal, Paul J. Zak, criou o Centro de Estudos Neuroeconômicos da Claremont Graduate University e é pioneiro na integração da neurociência com a economia, ao identificar os processos mentais que dão sustentação a comportamentos virtuosos, como confiança e generosidade. Zak se dedica ao tema há mais de 20 anos. Numa palestra TED realizada em 2011, chamou-a de “molécula da confiança”. Em sucessivos experimentos, dos quais inclusive participou como cobaia, confirmou que uma ampliação do seu nível no organismo elevava a generosidade dos indivíduos. “É a ocitocina que mantém nossas conexões sociais, que alimenta a moralidade”, ensina, fazendo uma ressalva: em cerca de 5% das pessoas, essa distribuição do hormônio não ocorre – e há fatores que desempenham um papel inibidor, como estresse, altas doses de testosterona e um histórico de abusos. Paul Zak: criador do Centro de Estudos Neuroeconômicos da Claremont Graduate University, é pioneiro na integração da neurociência com a economia Divulgação Dessa vez, os pesquisadores recrutaram cem indivíduos, entre 18 e 99 anos, e todos assistiram a um vídeo de um menino com câncer, que um estudo anterior confirmara como sendo um indutor da difusão de ocitocina pelo cérebro. Foram retiradas amostras de sangue dos participantes antes e depois da exibição. “As pessoas tinham a opção de fazer uma doação para uma instituição que trabalhasse com crianças com câncer, atitude que media seu comportamento de rápido engajamento social. Além disso, elas eram entrevistadas para nos fornecer informações sobre seu nível de satisfação com a vida. Aquelas que haviam liberado mais hormônio no experimento não apenas tinham uma maior inclinação para a caridade, como também estavam engajadas em outros comportamentos humanitários. Descobrimos ainda que a liberação aumentava com a idade e estava positivamente associada à satisfação com a própria existência”, afirmou Zak. Segundo ele, o achado é consistente com diversas tradições religiosas e correntes filosóficas: servir ao próximo leva o cérebro a nos abastecer com ocitocina e reforça a sensação de empatia e gratidão, num círculo virtuoso. Seu objetivo agora é replicar a pesquisa em grupos étnica e geograficamente diversos e utilizar dispositivos não invasivos que possam ser usados (wearables), permitindo um monitoramento de longa duração. Veja Mais