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Oxford anuncia que vacina induziu 'fortes respostas imunes' em voluntários idosos em testes de fase 2

Glogo - Ciência Etapa verifica a segurança e a capacidade da vacina de gerar uma resposta do sistema de defesa. Laboratório parceiro da universidade britânica afirmou que resultado é 'encorajador'; vacina está na última fase de testes no Brasil. Vacina de Oxford produz resposta imunológica em idosos A Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca anunciaram, nesta segunda-feira (26), que a vacina que estão desenvolvendo contra a Covid-19 induziu "uma forte resposta imune" em idosos durante testes de fase 2 feitos no Reino Unido. Os resultados preliminares dos testes serão publicados "nas próximas semanas" em revista científica, segundo Oxford. A vacina de Oxford é uma das quatro que passam por testes de fase 3 no Brasil – a última etapa antes que possa ser liberada para uso geral. VACINA BRASILEIRA: Corrida por vacina nacional contra a Covid tem Butantan, Fiocruz, USP, UFMG e UFPR em 11 projetos na fase inicial de estudos ESPECIAL: conheça as candidatas a vacina para a Covid-19 No Reino Unido, ela foi testada em pessoas com idades de 56 a 69 anos e em um segundo grupo, com 70 anos ou mais. Os resultados preliminares dos testes foram discutidos pelo pesquisador Andrew Pollard, um dos coordenadores do estudo na universidade, em uma conferência. Em julho, a universidade já havia divulgado resultados em voluntários mais novos, com idades de 18 a 55 anos de idade. A fase 2 dos testes de uma vacina verifica a segurança e a capacidade dela de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários. Já a fase 1 é feita em dezenas de pessoas, e a 3, em milhares (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem). A AstraZeneca afirmou que o resultado é "encorajador". "É encorajador ver que as respostas de imunogenicidade foram semelhantes entre adultos mais velhos e mais jovens e que a reatogenicidade [geração de efeitos adversos] foi menor em adultos mais velhos, nos quais a gravidade da Covid-19 é maior", disse um porta-voz do laboratório. Resposta imune Pesquisadora de Oxford faz análise da vacina desenvolvida para o coronavírus, em 25 de junho John Cairns, University of Oxford via AP A resposta imune foi vista "em ambas as partes do sistema imune", segundo Oxford. As vacinas em testes contra a Covid-19 têm buscado estimular duas respostas do sistema de defesa: uma é a geração de anticorpos que neutralizem o novo coronavírus (Sars-CoV-2), e a outra é a resposta do sistema imune celular, que envolve as células T. IMUNIDADE CONTRA O CORONAVÍRUS: tire dúvidas sobre como anticorpos e células T atuam contra a Covid-19 QUATRO TIPOS: os quatro tipos de vacina contra Covid-19 e o que falta para ficarem prontas De acordo com Oxford, os ensaios que ainda estão ocorrendo vão fornecer mais dados sobre a vacina, mas o resultado inicial "representa um marco importante e nos garante que a vacina é segura para uso e induz fortes respostas imunológicas em ambas as partes do sistema imunológico em todos os grupos de adultos". Morte de voluntário Na semana passada, um voluntário brasileiro que participou dos testes da vacina morreu de Covid-19. O voluntário, entretanto, não recebeu a vacina que está sendo testada, e sim um placebo (uma substância inativa). Em testes randomizados (aleatórios), como são feitos os da imunização de Oxford, uma parte dos voluntários recebe a vacina e a outra, um placebo. A determinação de quem vai receber o quê é feita de forma aleatória (como diz o nome). Normalmente, os dois grupos têm a mesma quantidade de participantes (ou números muito próximos). Além de randomizados, os testes também são feitos com "duplo-cego" – em que nem os pesquisadores, nem os voluntários sabem quem recebeu ou não a vacina. O grupo que não recebe a imunização é chamado de "grupo controle", e serve para que os cientistas possam comparar os resultados vistos nos outros voluntários, que tomaram a vacina de fato. Como funcionam as 3 fases Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo. ETAPAS: por que a fase 3 dos testes clínicos é essencial para o sucesso e a segurança das vacinas Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo. Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos. Veja VÍDEOS sobre a corrida pela vacina contra a Covid-19: Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 26 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 157.168 óbitos registrados e 5.393.920 diagnósticos de Covid-19. O Brasil tem 157.168 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (26), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de domingo (25), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 157.168 mortes confirmadas 5.393.920 casos confirmados No domingo, às 20h, o balanço indicou: 157.163 mortes, 237 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 468, variação de -17% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de queda nas mortes por Covid. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia até a noite de domingo, 5.393.759 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 12.535 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos nos últimos 7 dias foi de 23.031 por dia, uma variação de -1% em relação aos casos registrados em 14 dias. Progressão até 25 de outubro Apenas dois estados apresentam indicativo de alta de mortes: Amazonas e Amapá. Outros 12 estados têm curvas que apontam queda. Não houve publicação de números novos do Rio Grande do Sul e, portanto, considera-se a situação do dia anterior, que era estável. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados Subindo (2 estados): AM e AP Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (12 estados e o DF): PR, RS, SC, ES, DF, AC, PA, RR, TO, MA, PB, PE e SE. Em queda (12 estados): MG, RJ, SP, GO, MS, MT, RO, AL, BA, CE, PI e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Somente o Amazonas e o Amapá registram alta no número de mortes Arte/G1 Estados que têm estabilidade no número de óbitos. RS não divulgou novos dados neste domingo e, portanto, considera-se a situação do dia anterior, que era estável. Arte/G1 Estados que registram queda no número de óbitos por Covid-19 Arte/G1 Sul PR: +10% RS: SC: +2% Sudeste ES: +14% MG: -23% RJ: -18% SP: -31% Centro-Oeste DF: -6% GO: -28% MS: -20% MT: -20% Norte AC: 0% AM: +84% AP: +25% PA: 0% RO: -35% RR: +11% TO: 0% Nordeste AL: -17% BA: -23% CE: -28% MA: -7% PB: -12% PE: -12% PI: -16% RN: -44% SE: -7% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Brasil registra 398 mortes por Covid em 24 horas Veja Mais

Últimos dias

Os surpreendentes benefícios de se aprender a respirar mais devagar (e como fazer isso)

Glogo - Ciência Desenvolver mais controle sobre nossos pulmões pode trazer diversos benefícios para nossa saúde física e mental. Desenvolver mais controle sobre nossos pulmões pode trazer diversos benefícios para nossa saúde física e mental Getty Images/BBC Dez segundos depois de nascer, o impacto da chegada ao admirável mundo novo faz os pulmões de um bebê entrarem em ação e ele respira pela primeira vez. A partir de então, seus pulmões não param mais de trabalhar. Um adulto em repouso respira em média cerca de 16 vezes por minuto (ou 23 mil vezes por dia). Aos 30 anos, você inspirou e expirou aproximadamente 250 milhões de vezes. Como dormir melhor (e em menos tempo) 3 truques para se manter calmo mesmo sob pressão Era de se supor que, com toda essa prática, seríamos todos especialistas em respiração. Será então que poderíamos aprender algo novo sobre esse instinto tão básico? A resposta é: sem dúvida. Pesquisas científicas recentes mostram que a respiração rápida, superficial e sem foco pode contribuir para uma série de problemas, incluindo ansiedade, depressão e pressão alta. Mas, por outro lado, desenvolver um controle maior sobre nossos pulmões pode trazer muitos benefícios para nossa saúde física e mental. Curiosamente, os cientistas estão descobrindo que uma determinada frequência de respiração de cerca de seis expirações por minuto pode ser especialmente restauradora, desencadeando uma "resposta de relaxamento" no corpo e no cérebro. Além de inspirar gurus de saúde e bem-estar, o exercício respiratório também começou a atrair a atenção de grandes empresas, que esperam que a prática possa ajudar os funcionários a manter a mente focada e lidar com o estresse diário do trabalho. 'Rampa para acelerar o relaxamento' Assim como a atual onda mindfulness (atenção plena), a terapia respiratória foi inspirada em ensinamentos de textos antigos, especialmente nas escrituras hindu e védicas, que exaltam a importância do controle da respiração por meio de práticas como pranayama, exercícios respiratórios de ioga. Você presta atenção na sua respiração? Getty Images/BBC Você pode estar se perguntando se os exercícios respiratórios são simplesmente outro nome para mindfulness, uma vez que muitos cursos de meditação incentivam os participantes a focar sua atenção no ato de inspirar e expirar. Mas enquanto a atenção plena costuma envolver observação passiva ("observar sua respiração"), as terapias respiratórias exigem que você mude ativamente a maneira como respira. Isso inclui respirar com o diafragma (em vez de movimentar o peito) para encher os pulmões com mais ar e, ao mesmo tempo, diminuir conscientemente o ritmo da respiração em repouso. De acordo com quem pratica, essas respirações lentas e profundas desencadeiam respostas fisiológicas em cascata que aceleram sua jornada a um estado de relaxamento mais completo, em comparação com exercícios mindfulness mais passivos. Um laboratório de defesa indiano experimenta técnicas de ioga para ajudar os soldados em ambientes hostis Getty Images/BBC "Atua como uma rampa para ganhar velocidade na prática da meditação, ajudando a acalmar a mente mais rápido para que você tire o maior proveito enquanto medita", explica Richie Bostock, técnico de terapias respiratórias e autor do livro Exhale ("Expire", em tradução livre), lançado neste ano. "Na verdade, eu chamo algumas séries que ensino de 'meditação com combustível de foguete', devido ao profundo efeito que elas têm em acalmar rapidamente a mente e levar você para aquele lugar sem pensamentos." A evidência científica parece respaldar isso. Em uma pesquisa, participantes com hipertensão apresentaram redução de curto prazo na pressão arterial após exercícios guiados de respiração lenta, efeito que parece ir além dos benefícios da prática mindfulness, sem controle ativo da respiração. Um outro estudo recente descobriu que a respiração lenta e profunda pode ajudar a aliviar sintomas de depressão e ansiedade, além de contribuir para atenuar a insônia. E um estudo do pesquisador Hassan Jafari, da Universidade King's College London, no Reino Unido, mostrou que a respiração profunda pode melhorar o controle da dor. Vários estudos sugerem que a respiração profunda tem efeitos positivos para a saúde Getty Images/BBC Dados esses benefícios, alguns cientistas sugerem que as técnicas de respiração podem ajudar pacientes a lidar até mesmo com doenças crônicas, como artrite. Mas atenção: se você tem qualquer problema de saúde, deve consultar um médico antes de tentar qualquer terapia nova. 'Amplificando ritmos básicos' Ainda não está claro exatamente por que a respiração lenta e profunda provoca todas essas mudanças, embora algumas hipóteses tenham sido levantadas. Uma teoria promissora se concentra nos nervos localizados no tórax, cujos efeitos sentimos toda vez que enchemos os pulmões de ar. "Basta respirar fundo para ver até que ponto é um ato mecânico", explica Donald Noble, da Universidade Emory, nos Estados Unidos. Essa sensação de pressão é proveniente de um conjunto de sensores de elasticidade que medem a expansão dos pulmões. O movimento do tórax produzido pelo relaxamento do diafragma quando expiramos também exerce pressão sobre os vasos sanguíneos que chegam ao coração, o que acaba por ativar outro conjunto de sensores (chamados barorreceptores) em nossas artérias. Ambos os tipos de sensores alimentam o tronco encefálico, e Noble explica que, quando respiramos profundamente, a atividade em outras regiões pode ser sincronizada com essa estimulação constante e repetitiva. As ondas cerebrais lentas resultantes desse ato nos levam a um estado de alerta relaxado. As respirações mais rápidas e superficiais por si só não estimulam esses nervos, tampouco o cérebro, de maneira tão efetiva. Você precisa de inspirações e expirações prolongadas para gerar os ritmos adequados ao cérebro. O nervo vago ajuda o corpo a atenuar as reações de luta e fuga quando não há mais uma ameaça iminente Alamy/BBC Igualmente importantes são os barorreceptores sensíveis à pressão, nas artérias ao redor do coração, que alimentam o nervo vago. É um elemento essencial do sistema nervoso que acredita-se ser particularmente importante para atenuar a reação de lutar ou fugir depois que uma ameaça desaparece. "Permite que o corpo se concentre em coisas restauradoras ou nutritivas", diz Noble. Ao estimular repetidamente o nervo vago durante expirações longas, a respiração lenta pode levar o sistema nervoso a um estado de descanso, resultando em mudanças positivas, como diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial. Curiosamente, as pessoas que praticam a terapia respiratória parecem encontrar um ponto ideal em torno de seis respirações por minuto. Isso parece produzir um relaxamento significativamente maior por meio de um tipo de ciclo positivo de retroalimentação entre os pulmões, o coração e o cérebro. "Você está meio que desbloqueando ou promovendo a amplificação de um ritmo fisiológico básico", diz Noble. O especialista acredita que essa frequência pode ser encontrada nas ações repetitivas de muitas práticas espirituais, como a Ave Maria rezada nos terços e o canto de mantras de ioga, que talvez tenham evoluído para levar as pessoas a um estado mental relaxado, porém focado. Além de melhorar a saúde cardiovascular, a frequência respiratória mais lenta de seis respirações por minuto também parece ser ideal para o controle da dor, de acordo com o estudo de Jafari. Isso pode acontecer tanto devido ao bem-estar psicológico que advém da respiração lenta, quanto a qualquer mudança fisiológica direta na sensibilidade à dor. "Acreditamos que os efeitos psicológicos, sobretudo da mudança do foco de atenção e de expectativas, desempenham um papel importante no efeito analgésico dessas técnicas", diz ele. Cerca de seis respirações por minuto é a frequência que proporciona mais relaxamento e é um ritmo encontrado nas ações repetitivas de práticas espirituais Getty Images/BBC A tecnologia pode ajudar? Havendo cada vez mais evidências sobre os benefícios da respiração profunda, ouvimos falar mais no poder da respiração controlada em livros e revistas, em programas de televisão e até mesmo no trabalho, à medida que mais empresas tentam ensinar técnicas respiratórias para ajudar os funcionários a gerenciar o estresse. Bostock é um dos muitos que oferecem retiros para respiração e oficinas corporativas. Ele diz que o interesse "explodiu" recentemente, atraindo clientes como grandes bancos, empresas de consultoria e de tecnologia. Em parte, eles são atraídos pela simplicidade da técnica, acredita Bostock. "Não é necessária experiência prévia em meditação ou mindfulness. Uma vez que você aprende como a respiração afeta seu corpo e sua mente, você tem uma maneira rápida e fácil de mudar seu estado, seja para reduzir o estresse e o nervosismo, aumentar seu foco e energia, e até mesmo ajudar na solução criativa de problemas." No futuro, nossa jornada rumo ao relaxamento profundo pode ser guiada por dispositivos que registram as respostas fisiológicas aos exercícios respiratórios. Por exemplo, um experimento recente colocou os participantes em uma praia de realidade virtual ao pôr do sol. A variabilidade da frequência cardíaca deles foi ilustrada por nuvens no horizonte: quanto mais relaxados ficavam, mais claro ficava o céu. O feedback imediato pareceu facilitar a jornada deles rumo ao relaxamento e, assim que chegaram lá, uma fogueira acendeu na praia, reforçando a sensação de terem alcançado seu objetivo. Isso, por sua vez, os ajudou a voltar ao estado de relaxamento durante um teste cognitivo posterior, aumentando sua concentração. Já existe uma infinidade de aplicativos para smartphone que se propõem a funcionar de maneira semelhante, embora nem todos tenham sido rigorosamente testados em relação à eficácia. Obviamente, os praticantes de ioga vêm colhendo esses benefícios há milênios sem ajuda da tecnologia. As pesquisas científicas mais recentes simplesmente nos ajudam a compreender as razões pelas quais essas práticas são tão benéficas, fora de seu contexto religioso ou espiritual, e a encontrar novas maneiras de potencializá-las. Se você sofre de estresse regularmente, pode ter chegado a hora de dar um longo suspiro (de alívio!). Veja os vídeos mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 24 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 156.529 óbitos registrados e 5.356.035 diagnósticos de Covid-19. Brasil registra 156.529 mortes e 5.356.035 casos de Covid-19, aponta consórcio de veículos O Brasil tem 156.529 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (24), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de sexta-feira (23), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 156.529 mortes confirmadas 5.356.035 casos confirmados Na sexta-feira, às 20h, o balanço indicou: 156.528 mortes, 566 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 471, e volta a ser a menor marca desde o dia 7 de maio (quando estava em 460). O dado aponta variação de -22% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de queda nas mortes por Covid. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.355.650 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 29.968 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 22.011 por dia, uma variação de -12% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, está pelo 4º dia seguido na faixa que aponta estabilidade, após 7 dias em queda. Progressão até 23 de outubro Apenas dois estados apresentam indicativo de alta de mortes: Amazonas e Roraima. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Outros 14 estados e o DF têm curvas que apontam queda. Estados Subindo (2 estados): AM e RR Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (10 estados): PR, RS, ES, RJ, AC, AP, TO, PB, PI e SE Em queda (14 estados + o DF): SC, MG, SP, DF, GO, MS, MT, PA, RO, AL, BA, CE, MA, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -4% RS: +2% SC: -20% Sudeste ES: -7% MG: -31% RJ: -14% SP: -32% Centro-Oeste DF: -16% GO: -40% MS: -33% MT: -28% Norte AC: 0% AM: +83% AP: 0% PA: -24% RO: -60% RR: +22% TO: 0% Nordeste AL: -17% BA: -21% CE: -48% MA: -24% PB: -10% PE: -31% PI: +4% RN: -21% SE: +3% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Chimpanzés ficam mais seletivos com amizades durante o envelhecimento, diz estudo

Glogo - Ciência Pesquisa publicada nesta quinta-feira (22) pela revista 'Science' mostra evidências de primatas não humanos selecionando com quem socializar quando ficam mais velhos. Pesquisadores descobriram ainda que os bichos querem amigos com 'energia mais positiva'. Três machos juntos em fila - Likizo (um macho mais jovem) trata de Big Brown (um macho mais velho), que cuida de Lanjo (outro macho mais jovem) John Lower Como as pessoas se tornam tão exigentes com a amizade ao longo da vida? Um estudo feito com chimpanzés e publicado na revista "Science" nesta quinta-feira (22) pode ter a resposta. Isso porque os chimpanzés, junto com os bonobos, compartilham 99% de seu DNA com os humanos. A equipe de pesquisadores, composta por psicólogos e primatologistas, percebeu que os chimpanzés mais velhos preferiam passar mais tempo com semelhantes que desenvolveram amizades mútuas ao longo dos anos. Como os humanos mais velhos em busca de paz e sossego, os chimpanzés também mostraram uma mudança de interações negativas para mais positivas à medida que envelheciam. Aos 57 anos, chimpanzé Bob recebe novo companheiro de recinto no Zoo de Curitiba Dinastias: a saga do chimpanzé Virgílio para manter a liderança do seu bando “O que é realmente legal é que descobrimos que os chimpanzés estão mostrando esses padrões que refletem os dos humanos”, disse Alexandra Rosati, professora assistente de psicologia e antropologia da Universidade de Michigan e uma das principais autoras do artigo. Os pesquisadores analisaram as interações sociais de 21 chimpanzés machos, com idades entre 15 e 58 anos, entre os anos de 1995 e 2016. O estudo mostra o que pode ser a primeira evidência de animais não humanos selecionando ativamente com quem se relacionam durante o envelhecimento. Estudo mostra que chimpanzés preferem cooperar a competir Por que os chimpanzés são tão mais fortes que os seres humanos Os chimpanzés que caminham como humanos após anos de maus-tratos Os chimpanzés de 15 anos tinham, em média, 2,1 amizades unilaterais e 0,9 amigos em comum, enquanto os chimpanzés de 40 anos quase não se importavam com amizades unilaterais (média de 0,6), mas tinham muitos amigos comuns – uma média de 3. “Esses chimpanzés mais velhos têm essas amizades mútuas, eles realmente investem nesses relacionamentos”, disse Zarin Machanda, professora na Tufts University e principal autora do artigo. Alexandra Rosati acrescentou que pesquisas futuras podem ajudar a determinar se esses comportamentos constituem o curso normal ou bem-sucedido que o envelhecimento deve seguir. "Há uma necessidade urgente de entender a biologia do envelhecimento. Mais humanos estão vivendo mais do que no passado, o que pode mudar a dinâmica do envelhecimento", completou Rosati. Os pesquisadores não ficaram totalmente surpresos com suas descobertas. Parte disso é porque chimpanzés e humanos já são muito parecidos em termos de organização social e escolhas sociais. “Isso levanta a possibilidade de estarmos vendo sistemas comportamentais que foram compartilhados evolutivamente de volta ao nosso ancestral comum, cerca de sete ou oito milhões de anos atrás”, disse o primatologista e também autor do estudo Richard Wrangham. VÍDEOS: Natureza e meio ambiente Veja Mais

Doença de Günther: como é viver com condição devastadora que ataca tecidos e órgãos

Glogo - Ciência Viver com a porfiria eritropoiética congênita, uma doença rara e agressiva, significa dor e sacrifício; Fide Mirón, que sofre desde criança, fala sobre sua luta inspiradora. Fide não tem tempo para aqueles que não veem a mulher que ela se tornou Fide Mirón Fide Mirón tinha 18 anos no dia em que sofreu provocações e perseguições de um grupo de adolescentes no metrô de Barcelona. Ela conta que eles a perseguiram e usaram como diversão do dia. 'Parei de comer há 2 anos por causa de doença rara, mas não sou revoltada' Jovem com doença rara tem movimentos limitados: 'Não consigo pentear o cabelo' Onde estão os pacientes com doenças raras no Brasil? Eles a seguiam por causa de sua aparência, já que Fide tem o rosto marcado por uma doença conhecida como porfiria eritropoiética congênita, ou doença de Günther, um mal raro e agressivo com a qual ela convive desde criança. Quinze anos depois, a jovem recebeu uma mensagem inesperada. Era de um dos que caçoaram dela naquele dia, desculpando-se pela "infantilidade" — como descreve agora — que cometeu quando era adolescente. O arrependido reconheceu Fide em uma entrevista à imprensa na qual ela contava sobre sua luta contra a doença de Günther. Mas ela não gosta de falar sobre "experiências desagradáveis". Isso não importa mais. O que a motiva é que sua condição recebe atenção e esforços para ajudar a encontrar uma cura ou tratamento que mitigue seus efeitos. É uma doença devastadora, que causa danos ao fígado, anemia e úlceras na pele. O tecido acaba apodrecendo e caindo, por isso também o chamam de porfiria mutilante. Mirón está com 46 anos e este é o relato de toda uma vida com essa doença. 'Uma dor contínua, excruciante, desalentadora' As primeiras feridas apareceram aos seis meses e na época muito pouco se sabia sobre a doença Fide Mirón Isso dói muito. As feridas apareceram aos seis meses, quando eu era apenas um bebê. Meus pais me levaram ao médico, mas naquela época muito pouco se sabia sobre a doença. Os médicos só disseram o nome da doença. Não havia tratamento — e nem há um agora — e não se sabia como a doença poderia evoluir. O que se sabia é que era uma doença terrivelmente difícil, então minha vida não seria normal. Eu teria que evitar me machucar a todo custo, não poderia me expor ao sol. Como a doença me deixou anêmica, precisei de transfusões de sangue a cada 15 dias. Passei minha infância recebendo sangue. Essa doença ataca por surtos, dia após dia. Eu acordava de manhã e descobria uma nova ferida. Devido aos ferimentos, perdi minhas mãos, minhas características faciais. Era uma dor contínua, excruciante e desalentadora. Aos 14, meu corpo parou de repente de precisar de transfusões. A doença cedeu. Ainda está lá, mas é como se estivesse me dando uma trégua. Continua doendo, mas não tanto quanto na minha infância. É mais esporádico. Um rosto marcado Fide Mirón tem 46 anos e não conhece outra vida senão a de luta Fide Mirón Estou diferente por causa das sequelas. É muito visível. Sei que pode gerar rejeição. Mas nunca presto muita atenção nisso. Quem quer me conhecer sabe como sou e do que sou capaz. Quem ficou com a Fide doentia e delicada não entendeu que esta vida e as dores me fortaleceram. Claro que me senti mal quando aqueles caras de Barcelona me assediaram no metrô. A gente só quer sair por aí sem ser incomodada, sem ninguém ficar te olhando. Mas, naquela tarde, eu fui a brincadeira deles. Mas, olha, isso foi um pouco infantil e foi bonito que um deles se desculpou comigo tantos anos depois. Sem respostas O pior não é a dor, é a solidão. Não me refiro à solidão pessoal, mas à falta de respostas, de orientação. Tenho médicos que me apoiam, mas nunca houve um tratamento específico. São os momentos que mais pesam e doem, quando você sente que os caminhos estão fechados e você não sabe para onde ir. Quando peço respostas, é como se criasse problemas. Meu caso é muito complexo e como todos nós andamos tão rápido, às vezes só prestamos atenção nas coisas que achamos que podemos resolver. Não há muitos como eu. Fide adora viajar com amigos, como Oscar Millet (de camisa listrada) Fide Mirón Desde muito jovem comecei a procurar mais pessoas na minha situação para promover pesquisas e encontrar um tratamento. Conheço um caso que visitei em Cuba, outro no Brasil e outro nos Estados Unidos. Conheço oito pessoas na Espanha. A maioria está estável, mas no verão passado uma amiga morreu. Sua doença complicou-se. Você nunca sabe como isso vai evoluir. Por isso estou focada em dar visibilidade e buscar uma solução. Em uma de minhas investigações, encontrei o Dr. (Oscar) Millet e começamos a caminhar juntos para encontrar um medicamento. Esse caminho nos rendeu frutos e há dois anos foi descoberto um composto que atua sobre a doença. Está aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos e agora estamos aguardando os ensaios clínicos para ver se evolui nos pacientes. É uma porta de ilusão e esperança. 'Tudo o que acontece na vida pode se tornar uma lição. Eu sinto que posso voar', diz Fide Fide Mirón 'Eu sinto que posso voar' Minha família tem sido um elo muito importante. Meu pai me dava o sangue de que eu precisava para sobreviver, mas aos nove anos ele morreu em um acidente de trânsito. Sua ausência marcou a todos nós, mas principalmente a mim. Meu apoio se foi, minha referência, a pessoa que me dava seu sangue. A vida é muito frágil. Você está aqui hoje e não amanhã. Tive que lutar muito pela minha vida, para seguir em frente. Minha mãe, por outro lado, sempre me apoiou e carregou grande parte do fardo da doença. Ela é muito forte e nunca estabeleceu metas para mim. Obviamente tenho que me cuidar muito, mas nas horas vagas adoro viajar, conhecer pessoas e compartilhar. Agora eu mudei minha vida. Quando jovem, não pude estudar devido à agressividade da doença e à dureza dos tratamentos, comecei uma carreira, faço trabalhos sociais. Tudo o que acontece na vida pode se tornar uma lição. Eu sinto que posso voar. O que é e como se desenvolve a porfiria eritropoiética de Günther? "É uma doença muito rara: para desenvolvê-la, ambos os pais do paciente devem ter uma mutação desestabilizadora", explica Óscar Millet, especialista em doenças hereditárias para a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC). Para que os sintomas apareçam, você deve ter as duas metades, da mãe e do pai. Apenas uma não é suficiente. Se for assim, a doença existe, mas não se desenvolve, explica. Parece tudo altamente improvável, mas no caso de Fide Mirón foi isso que aconteceu. "Nichos de mutação se formaram em regiões diferentes e, por coincidência, ocorre que dois parentes distantes se casam, têm ascendência comum e herdam o (mesmo) gene", diz Millet. Mundialmente, a Associação Espanhola de Porfíria estima que existam entre 200 e 300 casos do tipo "mutilante". Além de causar úlceras na pele, a 'mutilação' da porfiria destrói a cartilagem e os ossos, principalmente nas mãos e no rosto Fide Mirón A mutação faz com que a enzima responsável pela produção do grupo hemo, que dá cor ao sangue, seja defeituosa. "Daí a anemia e a liberação de porfirinas, uma série de compostos altamente tóxicos que, diante de estímulos como a luz visível, queimam a pele e a apodrecem. Também prejudicam o fígado e o baço", diz o especialista. A Associação Espanhola de Porfiria descreve que o primeiro sintoma é geralmente o aparecimento de urina vermelha em bebês. Em seguida, surge uma extrema sensibilidade ao sol que se manifesta com lesões muito intensas, dolorosas e repetidas, que atacam ossos e cartilagens, principalmente no rosto e nas mãos. O motivo pelo qual a doença deu uma trégua a Fide é porque o organismo muda e nem sempre funciona da mesma maneira. "Ele tem um mecanismo de excreção de porfirinas. Quando mais são expelidos do que produzidos, um estado estacionário é alcançado." Mas se Mirón fica estressada, exposta à muita luz ou seu metabolismo muda, as porfirinas são reativadas, os sintomas aparecem e as feridas regressam. VÍDEOS: Mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Voluntário brasileiro que participava dos testes de Oxford tomou placebo, não a vacina

Glogo - Ciência TV Globo confirmou informação com fontes ligadas aos testes. Voluntário brasileiro que participava de testes de vacina morre por complicações da Covid João Pedro Feitosa, que teve morte confirmada nesta quarta-feira (21) e participava dos testes da vacina de Oxford no Brasil, tomou o placebo - ou seja, não recebeu uma dose do imunizante em desenvolvimento. As informações foram enviadas por fontes da TV Globo. O que se sabe sobre o caso Voluntário tinha 28 anos e era médico recém-formado Ele morreu devido a complicações da Covid-19 Após avaliação de comitê independente, testes não foram suspensos AstraZeneca e Oxford alegam cláusulas de sigilo para não divulgar mais detalhes do caso Desenvolvedores dizem que comitê não viu preocupações de segurança relacionadas ao caso Anvisa disse que processo permanece em avaliação, mas não determinou suspensão do estudo A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter sido notificada do óbito em 19 de outubro, e que foi informada que o comitê independente que acompanha o caso sugeriu o prosseguimento do estudo. "O processo permanece em avaliação", disse a agência (veja íntegra da nota abaixo). Voluntário era ex-aluno da UFRJ; centro acadêmico lamenta vazio e saudades Estudos mantidos Tanto os desenvolvedores (AstraZeneca e Universidade de Oxford) quanto os envolvidos na aplicação dos testes (Unifesp e IDOR) ressaltam que estão impedidos de dar mais detalhes por questões éticas, mas ressaltaram que não houve indicação para suspensão do estudo. Além disso, lembraram que a pesquisa é baseada em um "estudo randomizado e cego, no qual 50% dos voluntários recebem o imunizante produzido por Oxford". Em nota, a Universidade de Oxford ressaltou que os incidentes com participantes do grupo controle são revisados por um comitê independente e que a "análise cuidadosa" não trouxe preocupações sobre a segurança do ensaio clínico. A farmacêutica AstraZeneca informou ao G1 que também não pode fornecer detalhes extras por causa das cláusulas de confidencialidade, mas ressaltou que todos os processos de revisão foram seguidos. "Essas avaliações não levaram a quaisquer preocupações sobre a continuidade do estudo em andamento", informou a empresa em nota. 'Pode não ter absolutamente nada a ver com a vacina', diz Natália Pasternak A microbiologista Natália Pasternak diz que é preciso ter cautela e analisar com tranquilidade o ocorrido. "Pessoas que participam dos testes clínicos são pessoas, elas podem morrer pelas mais diversas causas. Pode não ter absolutamente nada a ver com vacina", explicou a cientista, que ainda apontou que a investigação do caso pode ser demorada e levar dias. Segundo Pasternak, a decisão de abrir as informações fica a critério do pesquisador e do patrocinador de cada pesquisa. O comitê independente, que recebe e analisa as informações sobre os testes, pode recomendar se vai abrir ou não dados sobre o caso. "Por enquanto, é um efeito grave, lógico que morte é um efeito grave, mas isso é normal em testes clínicos e precisa ser avaliado", completou. Testes e acordo no Brasil A vacina desenvolvida em parceria entre o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford é a principal aposta do governo federal para uma futura campanha de vacinação contra o novo coronavírus. O estudo está na fase 3 dos testes, e eles começaram no Brasil em junho. Nesta fase, a eficácia da vacina é verificada a partir do monitoramento de milhares de voluntários. No país, 8 mil voluntários já participam do estudo. Antes da fase 3, sua segurança foi verificada em pesquisas com um número menor de voluntários e nenhuma reação grave foi verificada, somente reações leves (leia mais abaixo). O Ministério da Saúde prevê o desembolso de R$ 1,9 bilhão para o projeto AstraZeneca/Oxford, e espera oferecer 100 milhões de doses no primeiro semestre da vacina, caso os estudos confirmem sua eficácia e segurança. Além disso, prevê produzir mais 165 milhões de doses no Brasil no segundo semestre. Segurança da vacina de Oxford Um estudo com resultados preliminares da vacina de Oxford (AZD1222) foi publicado em 20 de julho, na revista científica "The Lancet". A pesquisa cita reações consideradas leves e moderadas e não fala sobre efeitos colaterais graves: Dor após a vacinação: 67% sem paracetamol; 50% com paracetamol. Fadiga: 70% sem paracetamol; 71% com paracetamol. Dor de cabeça: 68% sem paracetamol; 61% com paracetamol. Dor muscular: 60% sem paracetamol; 48% com paracetamol. Os testes iniciais, das fases 1 e 2, foram realizados na Inglaterra, com 1.077 voluntários, divididos em dois grupos: 543 pessoas receberam a vacina experimental, e outras 534 receberam uma vacina de meningite (o grupo controle) – 56 participantes da vacina experimental receberam paracetamol profilático. Nota da Anvisa sobre a morte do voluntário Abaixo, veja a íntegra do posicionamento divulgado pela Anvisa: "Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação. Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes. A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância. A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira." VÍDEOS: novidades sobre a vacina Initial plugin text Veja Mais

Morre voluntário brasileiro que participava dos testes de Oxford; laboratório não diz se ele recebeu vacina ou placebo

Glogo - Ciência O voluntário João Pedro Feitosa tinha 28 anos, era médico recém-formado e morador do Rio de Janeiro. Morre voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina de Oxford O médico João Pedro Feitosa, que participava como voluntário dos testes da vacina de Oxford, morreu em decorrência de complicações da Covid-19. O caso foi revelado nesta quarta-feira (21) pelo jornal "O Globo". O que se sabe sobre o caso Voluntário era médico recém-formado Ele morreu devido a complicações da Covid-19 Não foi informado se ele recebeu a vacina ou o placebo Após avaliação de comitê independente, testes não foram suspensos AstraZeneca e Oxford alegam cláusulas de sigilo para não divulgar detalhes do caso Desenvolvedores dizem que comitê não viu preocupações de segurança relacionados ao caso Anvisa disse que processo permanece em avaliação, mas não determinou suspensão do estudo A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter sido notificada do óbito em 19 de outubro, e que foi informada que o comitê independente que acompanha o caso sugeriu o prosseguimento do estudo. "O processo permanece em avaliação", disse a agência (veja íntegra da nota abaixo). Voluntário era ex-aluno da UFRJ; centro acadêmico lamenta vazio e saudades O voluntário tinha 28 anos, era médico recém-formado e morador do Rio de Janeiro. Alegando "compromissos de confidencialidade ética", a Anvisa não esclareceu se o voluntário tomou a vacina ou o placebo. Estudos mantidos Tanto os desenvolvedores (AstraZeneca e Universidade de Oxford) quanto os envolvidos na aplicação dos testes (Unifesp e IDOR) ressaltam que estão impedidos de dar detalhes por questões éticas, mas ressaltaram que não houve indicação para suspensão do estudo. Além disso, lembraram que a pesquisa é baseada em um "estudo randomizado e cego, no qual 50% dos voluntários recebem o imunizante produzido por Oxford". Em nota, a Universidade de Oxford ressaltou que os incidentes com participantes do grupo controle são revisados por um comitê independente e que a "análise cuidadosa" não trouxe preocupações sobre a segurança do ensaio clínico. A farmacêutica AstraZeneca informou ao G1 que também não pode fornecer detalhes por causa das cláusulas de confidencialidade, mas ressaltou que todos os processos de revisão foram seguidos. "Essas avaliações não levaram a quaisquer preocupações sobre a continuidade do estudo em andamento", informou a empresa em nota. 'Pode não ter absolutamente nada a ver com a vacina', diz Natália Pasternak A microbiologista Natália Pasternak analisa que é preciso cautela e analisar o ocorrido com tranquilidade. "Pessoas que participam dos testes clínicos são pessoas, eles podem morrer pelas mais diversas causas. Pode não ter absolutamente nada a ver com vacina", explicou a cientista, que ainda apontou que a investigação do caso pode ser demorada e levar dias. Testes e acordo no Brasil A vacina desenvolvida em parceria entre o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford é a principal aposta do governo federal para uma futura campanha de vacinação contra o novo coronavírus. O estudo está na fase 3 dos testes, e eles começaram no Brasil em junho. Nesta fase, a eficácia da vacina é verificada a partir do monitoramento de milhares de voluntários. No país, 8 mil voluntários já participam do estudo. Antes da fase 3, sua segurança foi verificada em pesquisas com um número menor de voluntários e nenhuma reação grave foi verificada, somente reações leves (leia mais abaixo). O Ministério da Saúde prevê o desembolso de R$ 1,9 bilhão para o projeto AstraZeneca/Oxford, e espera oferecer 100 milhões de doses no primeiro semestre da vacina, caso os estudos confirmem sua eficácia e segurança. Além disso, prevê produzir mais 165 milhões de doses no Brasil no segundo semestre. Segurança da vacina de Oxford Um estudo com resultados preliminares da vacina de Oxford (AZD1222) foi publicado em 20 de julho, na revista científica "The Lancet". A pesquisa cita reações consideradas leves e moderadas e não fala sobre efeitos colaterais graves: Dor após a vacinação: 67% sem paracetamol; 50% com paracetamol. Fadiga: 70% sem paracetamol; 71% com paracetamol. Dor de cabeça: 68% sem paracetamol; 61% com paracetamol. Dor muscular: 60% sem paracetamol; 48% com paracetamol. Os testes iniciais, das fases 1 e 2, foram realizados na Inglaterra, com 1.077 voluntários, divididos em dois grupos: 543 pessoas receberam a vacina experimental, e outras 534 receberam uma vacina de meningite (o grupo controle) – 56 participantes da vacina experimental receberam paracetamol profilático. Nota da Anvisa sobre a morte do voluntário Abaixo, veja a íntegra do posicionamento divulgado pela Anvisa: "Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação. Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes. A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância. A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira." VÍDEOS: novidades sobre a vacina Initial plugin text Veja Mais

O que é um zeptosegundo, a menor unidade de tempo já medida

Glogo - Ciência A bilionésima parte de um bilionésimo de segundo é um zero e uma vírgula seguidos por 20 zeros. Cientistas calcularam o tempo que uma partícula de luz leva para passar por uma molécula de hidrogênio Sven Grundmann/Goethe University Frankfurt (via BBC) Se você acha que um segundo passa rápido demais, imagine quão rápido a bilionésima parte de um bilionésimo de segundo pode passar... isto é, um zero e uma vírgula seguidos por 20 zeros e um 1 (0,000000000000000000001 segundo). É a menor unidade de tempo já registrada (e medida) até hoje e os cientistas a chamam de zeptosegundo. Mas o que pode ser medido em zeptosegundos? O físico Reinhard Dörner e seus colegas da Universidade Goethe em Frankfurt, na Alemanha, encontraram a resposta na luz. CIÊNCIA: É possível viajar no tempo em um buraco negro? Dörner e sua equipe fizeram história calculando pela primeira vez o tempo que uma partícula de luz leva para passar uma molécula de hidrogênio (H2), que é de 247 zeptosegundos, para ser exato, de acordo com os resultados de seu trabalho, publicado no dia 16 de outubro na revista Science. Para medir esse fragmento de tempo, eles pegaram raios-X do Petra 3, um acelerador de partículas em Hamburgo, e observaram o tempo que o fóton (uma partícula de luz) leva para viajar de um átomo a outro. "Observamos pela primeira vez que a camada de elétrons de uma molécula não reage à luz em todas as partes ao mesmo tempo", disse Dörner em comunicado. Ao fixar a energia dos raios-X, os pesquisadores fizeram um fóton eliminar os dois elétrons da molécula de hidrogênio (que tem dois prótons e dois elétrons). O fóton rebateu os elétrons para fora da molécula como uma pedra rebatendo na água de um lago, criando um padrão de onda denominado padrão de interferência. "Usamos a interferência das duas ondas de elétrons para calcular com precisão quando o fóton atingiu o primeiro átomo de hidrogênio e quando atingiu o segundo", disse Sven Grundmann, coautor do estudo na Universidade de Rostock, na Alemanha, em um comunicado. Graças a um microscópio especial, um detector de partículas altamente sensível capaz de registrar reações atômicas e moleculares extremamente rápidas, Dörner e sua equipe registraram o tempo que leva para tal interferência ocorrer. No entanto, embora tenha sido um marco ter sido capaz de calcular esse tempo usando essa medida, a descoberta do zeptosegundo não é nova. Do femtossegundo ao zeptosegundo Foi em 2016, quando pesquisadores usaram lasers para medir o tempo de até 850 zeptosegundos, de acordo com a revista científica Nature Physics. Essa precisão foi um avanço em relação ao trabalho do ganhador do Prêmio Nobel de 1999 Ahmed H. Zewail, um químico egípcio-americano e professor universitário que usou flashes de raio laser para medir o tempo em femtossegundos. Um femtossegundo é um intervalo de tempo equivalente a 10-15 segundos, ou seja, 0,000000000000001 segundo, ou a milésima parte de um bilionésimo de segundo. Nobel de Física 2020: Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez vencem por descobertas sobre buracos negros Agora sabemos que são necessários femtossegundos para que as ligações químicas se quebrem e se formem, mas leva zeptosegundos para a luz viajar através de uma única molécula de hidrogênio. Veja os vídeos mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias: Veja Mais

Telemedicina pode ser aliada do envelhecimento, mas inclusão digital dos idosos é urgente

Glogo - Ciência “Jornada do paciente passará a ser híbrida, com uma parte remota e outra presencial”, afirma especialista O tema entrou na ordem do dia com a pandemia e conta com o respaldo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que encara a telemedicina como uma ferramenta poderosa para garantir cobertura de saúde para o maior número de pessoas, principalmente em locais menos favorecidos. Não se trata mais de pesar prós e contras, porque chegamos a um ponto onde não há caminho de volta – a questão é como viabilizar um novo salto tecnológico e cultural. Esse foi o tom das palestras do Global Summit Telemedicine & Digital Health 2020, realizado na semana passada. Gostei especialmente da apresentação da médica Micaela Seemann Monteiro, diretora de transformação digital de uma rede de hospitais em Portugal, que foi incisiva ao declarar que se trata de uma transformação urgente: “vivemos uma pandemia de doenças crônicas, como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, com um custo altíssimo para o sistema de saúde dos países. Temos que mudar o foco do cuidado episódico, que é reativo, centrado na doença, no hospital, na situação aguda. A saída é focar na saúde gerenciada, que é preventiva, proativa, personalizada. O atendimento digital consegue, simultaneamente, ser personalizado e aplicado em grande escala, mas precisa de dados, inteligência artificial, robótica, internet das coisas, ciências biológicas”, afirmou. Telemedicina: ferramenta para garantir cobertura de saúde para o maior número de pessoas, principalmente em locais menos favorecidos https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=telemedicina&title=Special%3ASearch&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Pablo_Jarr%C3%ADn_4.jpg Quando se pensa em longevidade, que é a matéria-prima desse blog, prevenção é a chave para lidar com o progressivo envelhecimento da população mundial. A telemedicina pode ser a grande aliada, é o que prega a doutora Micaela Monteiro: “a jornada do paciente passará a ser híbrida, com uma parte remota e outra presencial, e ele trafegará de uma para a outra”. E como fica a resistência dos profissionais de saúde em adotar o atendimento remoto? “Médicos e enfermeiras deveriam perceber que terão mais tempo para os pacientes que necessitam mais deles. Não é a tela que compromete o atendimento ou a comunicação. Na verdade, como se comunicar com o paciente é um tema cuja importância continua não sendo endereçada nas faculdades”, enfatizou. Bart Demaerschalk, professor de neurologia e diretor médico do Centro de Cuidados Conectados da Clínica Mayo, mostrou como a instituição conseguiu, através de consultas por vídeo e da utilização de tablets, garantir o atendimento dos doentes e preservar os profissionais de saúde. Apresentou dados impressionantes: entre 14 de março e 19 de abril, a linha de emergência para a Covid-19 atendeu a mais de 27 mil ligações. O tempo de espera era de, no máximo, oito segundos, e apenas 1% de ligações era abandonada. Agora a equipe analisa os diagnósticos remotos de 2 mil novos pacientes, que não tinham passado antes pela instituição, para comparar se foram tão precisos quanto os presenciais. Na pandemia, os atendimentos psiquiátricos se mostraram bastante eficazes e quebraram antigas resistências. Sobram aspectos positivos na utilização da telemedicina: especialistas de grandes centros poderão ajudar médicos de cidades pequenas em casos de difícil diagnóstico – o que já é feito por hospitais de ponta. Pacientes com doenças crônicas serão beneficiados com o telemonitoramento, para serem motivados a seguir o tratamento à risca; e haverá a possibilidade de telereabilitação para os que os se submeteram a cirurgias. No entanto, há dois pontos da maior relevância que não devem ser descuidados: zelar pela segurança dos dados dos indivíduos e promover a inclusão digital dos idosos. Os que tinham intimidade com a tecnologia antes da pandemia se mostraram mais bem preparados para lidar com o isolamento e o distanciamento social. Todos têm que ter a mesma oportunidade. Veja Mais

'A segunda onda está chegando', alerta diretor de emergências da OMS

Glogo - Ciência Entidade demonstrou preocupação com o início do inverno na Europa e América do Norte. Ainda nesta segunda-feira (19), OMS informou que 184 países aderiram à iniciativa Covax. OMS declarou pandemia de coronavírus em março de 2020. Nesta segunda (19), afirma que mundo pode estar na segunda onda da pandemia. Fabrice Coffrini/AFP O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, demonstrou nesta segunda-feira (19) preocupação com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, em especial na Europa e nos Estados Unidos. "Na sexta-feira, falamos da fase preocupante em que a pandemia da Covid-19 entrou. À medida que o Hemisfério Norte entra no inverno, vemos os casos se acelerarem, principalmente na Europa e na América do Norte", afirmou Tedros durante coletiva. O diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, também lembrou da Ásia, onde alguns países têm registrado aumento nas infecções e afirmou que o mundo está entrando em uma segunda onda da pandemia. "A segunda onda está chegando", afirmou Ryan. "Quando vemos a Ásia, vemos que países que foram pouco afetados na primeira onda estão sendo mais afetados agora", alertou o diretor de emergências da OMS. A líder técnica, Maria van Kerkhove, afirmou que "não há uma a segunda onda inevitável", mas lembrou que, neste momento da pandemia, os países e os sistemas de saúde já sabem o que fazer e como achatar a curva de transmissão nas comunidades. "Este vírus opera em clusters e precisa das pessoas para se propagar", lembrou van Kerkhove, pedindo que os países evitem eventos coletivos e reuniões presenciais, principalmente em lugares fechados. "Temos que estar preparados para abrir mão do que gostamos neste momento [para conter a segunda onda]", completou Ryan. A OMS reforçou que os sistemas de saúde testem todos os casos suspeitos, rastreiem os contatos e isolem por 14 dias os infectados. "Temos que rastrear e localizar todos os casos", afirmou van Kerkhove. "Os indivíduos infectados devem ser quarentenados fora de casa [se vivem com outras pessoas] e por 14 dias. Isso significa não sair de casa, não ir trabalhar, não receber visitas." Covid-19: países europeus ampliam medidas para conter segunda onda de infecção Aliança Covax Ainda nesta segunda, a OMS informou que 184 países aderiram à aliança internacional Covax, uma iniciativa liderada pela entidade que irá garantir a compra equitativa da futura vacina contra a Covid-19. O último número anunciado havia sido de 171 países. Os últimos países a aderirem, segundo Tedros, foram Uruguai e Equador. A entidade voltou a afirmar que espera que as vacinas adquiridas pela Covax cheguem aos idosos e demais grupos de risco até o início de 2021. O Brasil faz parte da iniciativa Covax. No dia 7, o governo federal anunciou que prevê adquirir pela aliança 42 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. A quantidade é suficiente para a cobertura de 10% da população brasileira, o que equivale a cerca de 21 milhões de pessoas (considerando a necessidade de dose dupla). Governo edita medidas provisórias para aderir à aliança Covax Mais de 40 milhões de infectados O mundo alcançou a marca de 40 milhões de casos confirmados de coronavírus, segundo o monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins nesta segunda. O número de mortos pela Covid-19 desde o início da pandemia em todo o planeta passa de 1,1 milhão. Segundo o levantamento, o país com o maior número absoluto de casos continua sendo os Estados Unidos, com mais de 8,1 milhões. Em seguida, vem a Índia, com mais de 7,5 milhões. O Brasil aparece em terceiro lugar, com mais de 5,4 milhões de registros do coronavírus desde o início da pandemia. Os três países concentram mais da metade dos casos no mundo. VÍDEOS: Reportagens sobre o coronavírus do JN Initial plugin text Veja Mais

Nasa escolhe Nokia para instalar internet 4G na Lua

Glogo - Ciência Empresa finlandesa vai construir a primeira rede de celular lunar no final de 2022, com planos de migrar para o 5G no futuro. Nokia oferece equipamentos de telecomunicações para diversas operadoras do mundo. REUTERS/Sergio Perez A empresa finlandesa Nokia foi escolhida pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, para construir a primeira rede de celular na Lua. De acordo com o anúncio feito nesta segunda-feira (19) pela companhia, o primeiro sistema de comunicação de banda larga sem fio no espaço será construído na superfície lunar no final de 2022, antes que humanos voltem para lá. A Nasa pretende mandar humanos novamente à Lua até 2024 e trabalhar para uma presença de longo prazo no satélite por meio do programa Artemis. Como são os planos da Nasa para levar a primeira mulher à Lua até 2024 Nasa testa foguete que ajudará a levar homem de volta à Lua A companhia fará parceria com uma empresa privada de design de naves espaciais sediada no Texas, a Intuitive Machines, para entregar o equipamento na Lua por meio de um módulo lunar. A rede se configurará sozinha e estabelecerá um sistema de comunicações 4G/LTE na Lua, segundo a Nokia, embora o objetivo seja no final mudar para 5G. A rede dará aos astronautas capacidades de comunicação por voz e vídeo e permitirá a troca de dados biométricos e telemétricos, para medição e a comunicação de informações entre sistemas, bem como a implantação e o controle remoto de veículos lunares e outros dispositivos robóticos, de acordo com a empresa. Ela será projetada para suportar as condições extremas de lançamento e pouso lunar e para operar no espaço. Os equipamentos terão que ser enviados à Lua de uma forma extremamente compacta para atender às rígidas restrições de tamanho, peso e energia das cargas espaciais. A Nokia disse que a rede utilizará 4G/LTE, em uso mundial na última década, em vez da mais recente tecnologia 5G, em razão do maior conhecimento sobre a primeira, bem como confiabilidade comprovada. A empresa também "buscará aplicações espaciais da tecnologia sucessora do LTE, o 5G". Veja os vídeos mais vistos do G1 Veja Mais

Corrida por vacina nacional contra a Covid tem Butantan, Fiocruz, USP, UFMG e UFPR em 11 projetos na fase inicial de estudos

Glogo - Ciência Pesquisas envolvem instituições públicas de pesquisa em 4 estados; mas a maioria tem obstáculos por causa de limitações tecnológicas do país, segundo os pesquisadores. Ilustração mostra cientista com seringa na mão olhando para frascos Guilherme Luiz Pinheiro/G1 O Brasil tem, ao menos, 11 projetos de candidatas a vacina contra a Covid-19, de acordo com levantamento do G1. Todos estão sendo desenvolvidos em universidades e instituições de pesquisa públicas do país. Os projetos para criar um imunizante nacional contra a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) ainda estão em fases iniciais de pesquisa. Não há previsão de que entrem em testes com humanos ou de que tenham seus estudos concluídos antes das candidatas estrangeiras que já passam por ensaios clínicos no país. Os entraves são vários: desde a dificuldade do acesso a parte da tecnologia necessária até a falta de vontade política, segundo os pesquisadores que lideram os projetos mapeados pelo G1. Outro fator é a a falta de parcerias com a iniciativa privada – em parte por causa do risco da empreitada, já que potenciais investidores não têm como prever se os estudos vão dar certo. Se uma das candidatas funcionar, será a primeira vacina desenvolvida totalmente do zero no Brasil. Nesta reportagem, você lerá sobre: Os projetos: quais são e onde estão os centros de pesquisa? As candidatas: como são os projetos de pesquisa? Os obstáculos: que cenário os cientistas precisam enfrentar para obter avanços? Abaixo, veja os detalhes: Onde estão? Os 11 projetos têm participação de ao menos 9 instituições de pesquisa – em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná: Instituto Butantan (SP): 3 projetos + 1. Este último é desenvolvido em parceria com a Fiocruz em Minas Gerais, a UFMG e o Instituto de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV), também em Minas. Também tem participação do Instituto de Ciências Biomédicas e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ambos ligados à USP. Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP: 3 projetos Fiocruz/Manguinhos (RJ): 2 projetos Universidade Federal do Paraná (UFPR): 1 projeto Instituto do Coração (Incor) da USP: 1 projeto As candidatas As vacinas pesquisadas em todo o mundo (não só no Brasil) contra a Covid-19 apostam, basicamente, em quatro processos de manufatura, ou seja, quatro plataformas: vetor viral, proteínas, a genética e a de vírus inativado (que é a da maioria das vacinas no mercado hoje, contra qualquer doença). Entenda mais sobre elas. Infográfico mostra quatro plataformas de desenvolvimento de vacinas e quais institutos brasileiros trabalham em quais propostas Guilherme Luiz Pinheiro/G1 Apesar de ser uma referência mundial em produção de vacinas – com transferência de tecnologia, principalmente, para Butantan e Manguinhos –, o Brasil nunca conseguiu desenvolver, do zero, uma vacina 100% nacional. Os entraves são vários: desde a dificuldade do acesso a parte da tecnologia até a falta de vontade política, segundo os pesquisadores que lideram os projetos mapeados pelo G1. Também há a questão do risco para quem investe em uma vacina – que o faz sem saber se ela vai dar certo. Abaixo, você verá detalhes sobre as pesquisas em andamento no país. Ao final da reportagem, poderá ler mais informações sobre os entraves que elas precisam encarar. Butantan Foto mostra o Instituto Butantan, em São Paulo Marcos Santos/USP Imagens Dos 4 projetos do Butantan, 2 são baseados em ovo – um dos quais está mais adiantado e é feito em parceria com a rede de hospitais Mount Sinai, nos Estados Unidos, com apoio do governo americano e da fundação Bill e Melinda Gates. Essa versão usa o vírus inativado. "É o mesmo princípio da vacina da gripe – você inocula uma cepa viral no ovo, que cresce no ovo embrionado e, depois, ele [o vírus] é purificado a partir desse ovo. Então, na verdade, a fábrica da vacina é o ovo – o embrião da ave, o pintinho, que produz os vírus que depois são transformados em vacina", explica Dimas Covas, diretor do Butantan. O projeto em parceria com os americanos já foi testado em camundongos e aguarda a próxima fase, a ser feita em macacos. A vacina apresentou uma “resposta interessante” nos roedores, de acordo com Covas. A segunda proposta baseada em ovo está sendo feita em parceria com as institutições de Minas Gerais (veja abaixo). As outras apostas, menos avançadas, combinam uma proteína do coronavírus com uma da BCG – a vacina da tuberculose –, mas ainda está em fase bastante inicial, segundo o diretor. A quarta pesquisa recombina o coronavírus com o vírus Influenza, e também ainda é inicial. Butantan + Fiocruz-Minas: Foto da fachada da Fiocruz MG Fiocruz O foco da pesquisa é o uso de vetores virais, explica o pesquisador da Fiocruz-Minas e plataforma Fiocruz-FMRP/USP, Ricardo Tostes Gazzinelli, que lidera o grupo. A proposta da vacina inclui o gene da proteína S (de "spike"), que o Sars-CoV-2 usa para infectar as células, no genoma do vírus Influenza, que causa a gripe. Do Influenza são usadas duas outras proteínas: a hemaglutinina e a neuraminidase (na sigla H1N1, por exemplo, o H representa a hemaglutinina e o N, a neuraminidase). Ambas mudam muito de ano para ano, diz Gazzinelli, e, por isso, é preciso fazer a vacinação da gripe todos os anos. Ricardo Tostes Gazzinelli, pesquisador da Fiocruz-Minas e que lidera grupo da Fiocruz-FMRP/USP que pesquisa uma das potenciais vacinas brasileiras. Ricardo Tostes Gazzinelli/Arquivo Pessoal "A hemaglutinina é importante para o vírus entrar na célula, e a neuraminidase é importante para o vírus sair da célula", explica Gazzinelli. "Nós pegamos o gene da neuraminidase e cortamos. No lugar dele, colocamos o gene que codifica a proteína spike. Ele [o vírus] entra, mas não sai da célula, então não gera vírus de replicação – mas é capaz de induzir a resposta imunológica", afirma. A ideia, de acordo com o pesquisador, é que a vacina seja bivalente – que sirva tanto para o Influenza como para o Sars-CoV-2. Aluna de doutorado Julia Castro, que desenvolve tese sobre projeto da vacina influenza/SARS-CoV2, da Fiocruz-Minas. Ricardo Tostes Gazzinelli "Escolhemos o vírus Influenza porque ele infecta muito bem as células das vias aéreas. São as mesmas células que o coronavírus infecta. Se conseguir induzir uma imunidade local, talvez induza uma proteção maior", diz Gazzinelli. No momento, o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP faz testes de proteção com o Sars-CoV-2 em camundongos, que têm um gene alterado para que possam ser infectados com o novo coronavírus. A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, também da universidade paulista, testa o imunizante em roedores com comorbidades pulmonares. UFMG pesquisa uso da vacina BCG como base para imunização contra Covid-19 Os testes são necessários para que os pesquisadores definam a melhor forma de aplicar a vacina, o melhor vírus e o melhor regime de vacinação – em uma ou duas doses. Nas próximas semanas, a candidata será enviada para o Butantan para testes de farmacocinética e segurança. Instituto de Ciências Biomédicas da USP Prédio do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) no campus Cidade Universitária, em São Paulo Marcos Santos/USP Imagens O ICB tem 3 estratégias, todas em condição experimental e que estão sendo testadas em camundongos, segundo o diretor, Luís Carlos Ferreira: Os pesquisadores colocam a informação genética do Sars-CoV-2 em bactérias para que elas produzam três proteínas do vírus: A, S e N. A vacina é combinada com adjuvantes (que reforçam o efeito imunizante) e testada nos animais. As nanovacinas: as proteínas são organizadas em nanopartículas – em vez de ser a proteína "pura", é como se fosse um complexo – e testadas em animais. As vacinas genéticas: com material genético. São duas plataformas: uma usa DNA (de plasmídeos, uma molécula que ocorre normalmente em bactérias) e a outra, um tipo de RNA (mensageiro). "Todas foram testadas em camundongos e são seguras e geram uma resposta imunológica", afirma Luís Carlos Ferreira. "A próxima etapa é mostrar que a vacina confere proteção". Fiocruz/Manguinhos (RJ) Castelo da Fiocruz, em Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro Reprodução Em Manguinhos, há duas propostas: Uma é a de uma vacina sintética, com base em pequenas moléculas sintéticas de proteínas do Sars-CoV-2 capazes de induzir a produção de anticorpos específicos e ativar as células T, um tipo de célula de defesa do corpo, contra o coronavírus. A outra é uma vacina de subunidades, que utiliza (outros) pedaços de proteínas capazes de estimular a resposta imune. Essa versão testa diferentes construções da proteína S, que é a que o novo coronavírus usa para infectar as células do paciente. A ideia é que o corpo crie os anticorpos necessários para se defender quando tem contato com essa proteína. Segundo o vice-diretor de desenvolvimento tecnológico de Manguinhos, Sotiris Missailidis, ambas já passaram por uma primeira etapa de estudos pré-clínicos, com camundongos, e foram seguras para os animais. Agora, os cientistas avaliam a geração de anticorpos e as respostas das células de defesa dos animais. A melhor das construções e das doses testadas vai para estudo de desafio – quando cientistas infectam os animais com o vírus e verificam se a vacina conferiu proteção. O próximo teste será em hamsters, previsto para novembro, e depois vêm, possivelmente, os macacos. "Se a gente conseguir achar laboratório que faça, seria já em dezembro [o teste] em macacos. No final do ano ou em janeiro podia completar a fase pré-clínica", diz Missailidis. Ele avalia que é difícil dizer quando seriam os testes clínicos, porque pode haver atrasos. Universidade Federal do Paraná Prédio histórico da UFPR, em Curitiba WikiCommons/Reprodução O grupo da UFPR retira uma proteína do Sars-CoV-2, e transfere para uma bactéria, que produz mais proteínas. Depois, associa as proteínas a uma molécula grande (polímero) chamada de polihidroxibutirato (conhecida pela sigla PHB). Segundo o líder da pesquisa, o professor Marcelo Müller, o uso do PHB tem 3 motivos: Para que a proteína do vírus não entre "sozinha" nos animais. "Normalmente, quando você injeta o antígeno – no caso, essa proteína – sem estar fixada em algum material, ela pode ser rapidamente degradada", afirma Müller. Para que a proteína seja reconhecida mais facilmente pelo corpo. "Quando o antígeno está fixado em alguma superfície, ele vai ficar muito mais próximo do que naturalmente se encontra no vírus. Então é como se nós estivéssemos mimetizando o vírus sem utilizar o vírus", diz o pesquisador. O terceiro motivo ainda não é totalmente estabelecido, mas há estudos que indicam que o próprio PHB pode reforçar o efeito da vacina. Os cientistas já estão fazendo testes em camundongos para descobrir o melhor composto capaz de induzir a resposta imune. A previsão é que os resultados saiam até o final do ano. Depois, os pesquisadores vão precisar de parcerias para infectar os animais com o Sars-CoV-2 e descobrir se os anticorpos gerados protegem os animais (veja detalhes mais abaixo). Instituto do Coração (Incor) Fachada do Incor em São Paulo Divulgação/USP O projeto do Incor também aposta nas proteínas do Sars-CoV-2. "Nós estudamos a resposta de anticorpo e celular de mais de 200 pessoas que tiveram a doença e selecionamos os melhores alvos que desencadeiam uma resposta [imune] eficaz contra esses fragmentos virais – que chamamos de peptídeos. Tem pedaços da spike [proteína S] também", explica Jorge Kalil, que chefia o Laboratório de Imunologia do Incor e lidera a pesquisa. O composto ainda está sendo testado em camundongos para que os pesquisadores cheguem ao melhor protótipo. Depois, eles pretendem desenvolver uma versão nasal da vacina – ao invés de intramuscular – que Kalil pretende que seja a definitiva contra a doença. "A gente quer desencadear uma resposta bem forte, além de para todo o orgnanismo, para o sistema respiratório, tanto na produção de anticorpos que são específicos da resposta de mucosa – o tecido aveludado que forma todo o sistema respiratório – como também para estimular a resposta das células de defesa que estão no sistema respiratório", explica. "Buscamos uma vacina que dê uma grande cobertura – que tenha uma eficácia muito grande em muitas pessoas e que seja muito eficaz porque tem uma resposta local muito importante", afirma. Quais os obstáculos? Ricardo Tostes Gazzinelli avalia que o problema é estrutural: quem investe em vacinas – as farmacêuticas, os empresários, o Estado – não quer correr riscos, e, por isso, aposta em países que já têm experiência e expertise para desenvolver vacinas do zero. Ele afirma que esse temor é um erro. "Se tiver um investimento e sair com um produto seu, você vai ter um retorno grande. O empresário brasileiro não quer ter risco, quer garantia. Ninguém sabe se essas vacinas [de fora] vão funcionar e quão bem vão funcionar – por que não investir numa ideia brasileira?", questiona. O investimento é caro: o projeto de Gazzinelli, por exemplo, já recebeu financiamento de R$ 4,6 milhões – vindos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), da própria Fiocruz e das fundações estaduais de apoio à pesquisa de Minas (Fapemig) e São Paulo (Fapesp). Outros R$ 4,5 milhões, também do MCTI, foram destinados à pesquisa no Incor, e, no Paraná, o aporte do ministério foi de R$ 2,4 milhões. Em Manguinhos, são mais R$ 2 milhões. (A importação da tecnologia também sai cara: ao anunciar a compra da vacina da CoronaVac, o Ministério da Saúde previa um gasto de R$ 2,6 bilhões). Outro gargalo é a tecnologia, aponta Luís Carlos Ferreira, diretor do ICB-USP. "Por isso tanto Butantan como Fiocruz são totalmente dependentes de transferência de tecnologia: ou compram de fora ou licenciam e tentam produzir a vacina aqui. Todas as vacinas que nós produzimos são assim – ou compra ou importa tecnologia. Não tem condições de fazer a cadeia completa", afirma o diretor do ICB. Ele aponta como exemplo a falta de capacidade de produzir antígenos com o grau de pureza necessário para fazer testes da vacina. Segundo o diretor, apenas Butantan e Fiocruz têm condições de fazer isso – mas ambos estão comprometidos com a produção de vacinas de fora. Sotiris Missailidis, da Fiocruz, entende que é importante que o Brasil apareça na corrida pela vacina como um ator importante. "O Brasil tem cientistas de peso, com conhecimento tecnológico para levar esses produtos. Eu acho que é muito importante chegar, registrar, produzir nosso produto e ficar no mapa mundial como um dos grandes players que podem dar esse tipo de resposta para apoiar a saúde publica do país e da América Latina ou mundial nesse acordo de fornecimento", opina. Quem são as brasileiras que sequenciaram o genoma do novo coronavírus VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Veja Mais

Principal insumo para a produção da vacina da Universidade de Oxford vem da China

Glogo - Ciência Informação foi confirmada por pesquisador da Fiocruz, onde o medicamento será fabricado. Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que não compraria a Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo, porque o imunizante é chinês. China é responsável por insumos para produzir vacinas O principal insumo para a produção da vacina da empresa Astrazeneca, produzida no Brasil em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fioruz), é fabricado na China. A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo ela, 15 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) virão da China para o Brasil em dezembro, para a fabricação das primeiras doses da vacina desenvolvida por Oxford no Instituto Bio-Manguinhos, ligado à Fiocruz. A informação foi confirmada pelo infectologista e pesquisador da Fiocruz, Júlio Croda, durante entrevista à GloboNews. "Ela tem componente chinês como qualquer produto, né? As máscaras que a gente usa, respiradores que foram importados, a maioria dos produtos médicos hoje são da China. Então é normal que a maioria das vacinas possua algum componente chinês. A gente não pode ser xenofóbico de discriminar um produto pela sua origem. A gente tem que avaliar os estudos e a Anvisa avaliar realmente esses resultados independente da origem do país e identificar se são resultados que comprovem a segurança é a eficácia da vacina". O IFA é o princípio ativo da vacina - a vacina concentrada. O fármaco de Oxford está na fase três, com testes em voluntários. A Astrazeneca já recebeu quase R$ 2 bilhões em investimentos do governo federal. Produção de vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford Rede Globo A vacina Coronavac, produzida pela farmacêutica Sinovac, está na mesma fase do imunizante produzido pela Astrazeneca. O Butantan produzirá as vacinas nacionalmente, com insumos importados da China, depois da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Compra cancelada Nesta semana, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a anunciar a intenção e compra da Coronavac, mas em seguida o presidente Jair Bolsonaro disse que não compraria a vacina da China e mandou cancelar o acordo. "Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela, a não ser nós. Não sei se o que está envolvido nisso tudo é o preço vultoso que vai se pagar por essa vacina sobre a China". Na quinta-feira (22), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou ao Jornal Folha de S. Paulo na internet que a Anvisa está demorando para autorizar a importação da matéria-prima da farmacêutica Sinovac para produção da vacina Coronavac no Brasil. Em entrevista à TV Globo, Dimas Covas disse que espera que a agência agilize a autorização. VÍDEOS: Os mais assistidos no G1 nos últimos dias Veja Mais

Supercondutores: o material que promete uma revolução energética

Glogo - Ciência Encontrar um material supercondutor de energia e que funcione à temperatura ambiente é o desejo dos cientistas há um século. Em um laboratório, eles finalmente conseguiram. Um dispositivo de alta pressão chamado bigorna de diamante foi usado para o experimento J. Adam Fenster A ciência finalmente encontrou o primeiro material com uma propriedade buscada por quase um século: a supercondução à temperatura ambiente. Um material supercondutor permite que a corrente elétrica flua por ele com perfeita eficiência, sem desperdiçar energia. Até agora, grande parte da energia que geramos é perdida devido à resistência elétrica, que é dissipada na forma de calor. Portanto, materiais supercondutores em temperatura ambiente podem revolucionar a rede elétrica. No passado, atingir a supercondutividade exigia o resfriamento de materiais a temperaturas muito baixas. Quando esta propriedade foi descoberta em 1911, ela ocorria a uma temperatura próxima do chamado zero absoluto (-273,15° C). Desde então, os físicos encontraram materiais que podem ser supercondutores em temperaturas mais altas, mas ainda assim muito frias. A equipe por trás desta última descoberta observou a propriedade supercondutora em um composto de hidreto de enxofre carbonáceo a uma temperatura de 15° C. No entanto, a propriedade só apareceu em pressões extremamente altas de 267 bilhões de pascais — cerca de um milhão de vezes mais altas do que a pressão típica dos pneus de um carro. Isso obviamente limita sua utilidade prática. O que é a 'luz proibida', descoberta que pode revolucionar a física quântica O que é a fusão nuclear, que promete ser a energia limpa que o mundo procura Os cientistas foram capazes de observar o comportamento supercondutor em temperatura ambiente J. Adam Fenster Busca continua "Devido aos limites da baixa temperatura, materiais com propriedades tão extraordinárias não transformaram o mundo da maneira que muitos poderiam imaginar", diz o físico Ranga Dias, da Universidade de Rochester, em Nova York, que fez parte da equipe. "No entanto, nossa descoberta quebrará essas barreiras e abrirá a porta para muitas aplicações potenciais." O próximo objetivo será encontrar maneiras de criar supercondutores em temperatura ambiente em pressões mais baixas, o que tornará mais econômico produzi-los em maior volume. Dias diz que quando isso for descoberto "poderá mudar definitivamente o mundo como o conhecemos". Nos Estados Unidos, as redes elétricas perdem mais de 5% de sua energia no processo de transmissão. Portanto, evitar essa perda poderia potencialmente economizar bilhões de dólares e até mesmo afetar o clima do planeta. Esses materiais podem ter muitas outras aplicações. Isso inclui uma nova maneira de impulsionar trens magnéticos, como os Maglevs que "flutuam" nos trilhos do Japão e da China. A levitação é uma característica de alguns materiais supercondutores. Outra aplicação seria na eletrônica para torná-la mais rápida e eficiente. "Com este tipo de tecnologia, podemos nos tornar uma sociedade supercondutora onde você nunca mais precisará de coisas como baterias novamente", disse o coautor do estudo, Ashkan Salamat, da Universidade de Nevada em Las Vegas. VÍDEOS: Ciência e Saúde Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 22 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 155.460 óbitos registrados e 5.300.896 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde. O Brasil tem 155.460 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (22), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de quarta-feira (21), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 155.460 mortes confirmadas 5.300.896 casos confirmados No balanço das 20h de quarta-feira, eram 155.459 óbitos desde o começo da pandemia, 571 nas últimas 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 526. Isso significa uma variação de -14%, o que aponta tendência de estabilidade, quando não houve queda ou aumento significativo em relação aos dados registrados em 14 dias. O Brasil se mantém na estabilidade nos óbitos pelo 2º dia, após 8 dias de indicativo de queda nesse número. No mês passado, os registros indicaram queda nas mortes durante a semana iniciada pelo feriado de 7 de setembro. Neste mês, os 8 dias de queda coincidiram com a semana do feriado de 12 de outubro. Nos finais de semana e em feriados prolongados é comum se ver queda nos registros devido às menores equipes de plantão. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.300.649 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 25.832 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 22.736 por dia, uma variação de -12% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também está pelo 2º dia seguido na faixa que aponta estabilidade, isso após 7 dias em queda. Brasil: 21 de outubro Apenas dois estados apresentam indicativo de alta de mortes: Amazonas e Rio Grande do Norte. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No RN, a média estava em 3 e foi para 18 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 611%. Isso ocorreu após a inserção de 111 mortes na última sexta-feira no boletim do estado. No AM, a média foi de 8 para 15 em duas semanas, resultando na variação de 84%. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Outros 14 estados têm curvas que apontam queda. Estados Subindo (2 estados): AM e RN · Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (10 estados + o DF): PR, RS, ES, RJ, DF, RR, TO, MA, PB, PI e SE · Em queda (14 estados): SC, MG, SP, GO, MS, MT, AC, AP, PA, RO, AL, BA, CE e PE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +14% RS: -3% SC: -18% Sudeste ES: -14% MG: -17% RJ: -7% SP: -23% Centro-Oeste DF: -14% GO: -34% MS: -36% MT: -24% Norte AC: -25% AM: +84% AP: -33% PA: -41% RO: -22% RR: +8% TO: -13% Nordeste AL: -19% BA: -33% CE: -23% MA: -11% PB: +5% PE: -25% PI: -6% RN: +611% SE: 0% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Covid persistente: quem está mais propenso a sofrer com o problema

Glogo - Ciência Estudo sugere que a idade avançada aumenta o risco, assim como a asma, o excesso de peso e ser do sexo feminino. Vicky Bourne Depois de ter ficado doente em março, Vicky Bourne ainda apresenta alguns sintomas em outubro A idade avançada e uma ampla gama de sintomas iniciais aumentam o risco da chamada "Covid prolongada", segundo cientistas. Estudo do King's College London, no Reino Unido, estima que uma em cada 20 pessoas fique doente por pelo menos oito semanas. A pesquisa mostra que ser do sexo feminino, ter excesso de peso e a asma aumentam o risco. O objetivo dos pesquisadores é desenvolver um sinal de alerta que possa identificar os pacientes que precisam de cuidados extras. As descobertas vêm de uma análise de pessoas que inserem seus sintomas e resultados de testes no aplicativo britânico Covid Symptom Study. Os dados do aplicativo são compartilhados diariamente com pesquisadores do King's College London e do serviço público de saúde do Reino Unido, NHS. Cientistas analisaram os dados em busca de padrões que pudessem prever quem teria uma doença de longa duração. Os resultados, que devem ser publicados online, mostram que por muito tempo a Covid persistente pode afetar qualquer pessoa, mas algumas características aumentam os riscos. O que aumenta o risco? "Ter mais de cinco sintomas diferentes na primeira semana foi um dos principais fatores de risco identificados", explicou Claire Steves, do King's College London, à BBC News. Covid-19 é mais do que apenas uma tosse, e o vírus que a causa pode afetar órgãos por todo o corpo. Uma pessoa que teve tosse, fadiga, dor de cabeça e diarreia e perdeu o olfato (que são todos sintomas potenciais) correria maior risco do que alguém que teve apenas tosse. O risco também aumenta com a idade, especialmente acima dos 50 anos, assim como ser do sexo feminino. "Vimos nos primeiros dados que os homens correm muito mais risco de doenças muito graves e, infelizmente, de morrer por Covid, e parece que as mulheres correm mais risco de ter Covid persistente", diz Steves. Nenhuma condição pré-existente foi associada à Covid persistente, exceto asma e doenças pulmonares. Como é a Covid persistente? Os sintomas precisos da Covid prolongada variam de um paciente para outro, mas a fadiga é comum. Vicky Bourne, de 48 anos, começou com febre e uma 'tosse patética' em março, que se tornou 'absolutamente apavorante' Vicky Bourne Vicky Bourne, de 48 anos, começou com febre e uma "tosse patética" em março, que se tornou "absolutamente apavorante" quando ela teve dificuldade para respirar e precisou receber oxigênio por um paramédico. Ela não foi internada no hospital, mas ainda está (em outubro) vivendo com Covid persistente. A saúde de Vicky está melhorando, mas sua visão mudou e ela ainda tem "ondas" de doenças mais graves. Até uma tarefa como levar o cachorro para passear exige tanto dela que ela não consegue falar ao mesmo tempo. "Minhas juntas estão estranhas, quase artríticas e, estranhamente, duas semanas atrás perdi o paladar e o olfato novamente, simplesmente desapareceram completamente", disse à BBC. "É quase como se houvesse uma inflamação em meu corpo que fica oscilando e não consegue se livrar dela, então simplesmente surge e depois vai, aí volta e vai embora..." Vicky não está sozinha. O estudo traz as seguintes estimativas: Os pesquisadores do King's College London criaram um código de computador para identificar, desde o início de uma infecção por coronavírus, quem está sob risco da Covid prolongada. Ele não é perfeito — identifica corretamente 69% das pessoas que desenvolverão Covid persistente, mas também consegue apontar que cerca de um quarto das pessoas que se recuperariam rapidamente também desenvolverão Covid persistente. "Achamos que isso será muito importante, porque então poderíamos identificar essas pessoas, talvez dar-lhes estratégias preventivas, mas também, crucialmente, acompanhá-las e garantir que recebam a reabilitação de que precisam", disse Steves. O professor Tim Spector, que lidera o Covid Symptom Study, disse: "É importante que, além de nos preocuparmos com o excesso de mortes, também levemos em consideração aqueles que serão afetados pela Covid persistente se não controlarmos a pandemia logo." O secretário de saúde britânico Matt Hancock disse que os achados do estudo de sintomas da Covid são um alerta inclusive para os mais jovens. "Os resultados do Covid Symptom Study são claros e devem ser um lembrete forte para o público, inclusive para os jovens, de que a Covid-19 é indiscriminada e pode ter efeitos de longo prazo e potencialmente devastadores." O governo britânico lançou um novo vídeo com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os sintomas prolongados da Covid. E o NHS, sistema público de saúde, anunciou um pacote de 10 milhões de libras (R$ 73 milhões) para tratamento de Covid prolongada na Inglaterra. Initial plugin text Veja Mais

Como o teste de gravidez pode ajudar a vencer a pandemia? | Minuto da Terra

Como o teste de gravidez pode ajudar a vencer a pandemia? | Minuto da Terra

 Minuto da Terra Um simples teste de farmácia (como o de gravidez) emprega uma tecnologia tão genial que pode ser usado para descobrir rapidamente se há nozes em nosso chocolate ou até se temos COVID. SAIBA MAIS ********** - Teste de gravidez: um teste de fluxo lateral simples que testa a presença de um determinado hormônio na urina. - Teste de fluxo lateral: teste simples em que a amostra de um líquido utiliza da ação capilar e anticorpos coloridos para demonstrar um resultado positivo ou negativo. - Ação capilar: o movimento de líquidos à base de água dentro de pequenos tubos graças às forças de coesão, adesão e tensão superficial. - Anticorpo: proteína do sangue produzida pelo sistema imunológico em resposta a um antígeno específico. - Antígeno: substância estranha que produz uma resposta imunológica dentro do corpo. - Falso positivo: um resultado que indica falsamente a presença de um antígeno específico. - Falso negativo: um resultado que indica falsamente que um determinado antígeno está ausente. AJUDE O MINUTO DA TERRA *********************** Se você gosta do que fazemos, pode nos ajudar: - Tornando-se um um membro do canal por apenas R$ 2,99 por mês https://bit.ly/clubeyt - Fazendo uma doação http://bit.ly/doarMDT - Compartilhando esse vídeo com seus amigos - Deixando um comentário (eu leio!) CRÉDITOS ******** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e dublagem: Leonardo Gonçalves Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Can Pregnancy Tests Help Beat The Pandemic? https://www.youtube.com/watch?v=Une9D_XlXpI FONTES (em inglês) ******************** Koczula, K., and Gallotta, A. (2016) Lateral Flow Assays. Essays in Biochemistry, 60: 111-120. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4986465/ Seo, K., Holt, P., Stone, H. and Gast, R. (2003). Simple and rapid methods for detecting Salmonella enteritidis in raw eggs. International Journal of Food Microbiology, 87: 139-144. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12927716/ Bishop, J., Hsieh, H., Gasperino, D., and Weigl, B. (2019). (1997). Sensitivity enhancement in lateral flow assays: a systems perspective. Lab On A Chip, 19: 2486-2499. https://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2019/lc/c9lc00104b#!divAbstract O’Farrell, B. (2008). Evolution in Lateral Flow–Based Immunoassay Systems. Nature Public Health Emergency Collection. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7119943/ Collins, F. (2020). Charting a Rapid Course Toward Better COVID-19 Tests and Treatments. NIH Director’s Blog. https://directorsblog.nih.gov/2020/08/06/charting-a-rapid-course-toward-better-covid-19-tests-and-treatments/ Shen, A. Personal Communication (2020). Director, Micro/Bio/Nanofluidics Unit at Okinawa Institute of Science and Technology. https://groups.oist.jp/mbnu Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Nasa transmite pouso em asteroide 'testemunha' da formação do Sistema Solar e ameaça para a Terra

Glogo - Ciência Sonda Osiris-Rex, que já orbita asteroide, tentará coletar amostras com grande potencial para estudo científico na Terra. Na missão desta terça-feira, deverá ser realizada uma manobra chamada TAG, sigla para 'Touch-and-Go', em que a sonda rapidamente pousa e decola com poucos segundos de intervalo. NASA/GODDARD/UOA via BBC A Nasa tentará pousar nesta terça-feira (20/10) uma sonda em um asteroide, em uma missão de "engenharia complexa", segundo a agência espacial americana. A missão, em que a sonda Osiris-Rex tentará coletar amostras do asteroide Bennu, será transmitida a partir de 18h no horário de Brasília no site da agência, com aterrissagem prevista para 19h12. Conhecido desde 1999, o Bennu contém material do início do Sistema Solar e pode ter moléculas orgânicas portadoras de carbono, ingredientes essenciais para a vida na Terra, assim como minerais contendo ou formados por água. Os pesquisadores acreditam que corpos celestes como Bennu podem ter semeado a Terra com os químicos necessários para a vida. Por isso, a coleta de seu material tem grande importância para a comunidade científica. Na missão desta terça-feira, deverá ser realizada uma manobra chamada TAG, sigla para "Touch-and-Go", em que a nave rapidamente aterrissa e decola com poucos segundos de intervalo — neste caso, o necessário para coletar através de um braço mecânico uma amostra pelo menos 60 gramas, o objetivo da missão. Se tiver sucesso, a missão poderia trazer a maior amostra extraterrestre desde que astronautas da missão Apollo coletaram rochas da Lua, há 50 anos. O Bennu contém material do início do Sistema Solar e pode ter também precursores moleculares da vida e dos Oceanos terrestres. NASA/GODDARD/UOA via BBC A Osiris-Rex, com tamanho comparável a uma van para 15 passageiros, está orbitando Bennu desde 2018, a 200 milhões de milhas (321 milhões de quilômetros) da Terra. Já o Bennu tem a altura do prédio Empire State, em Nova York, e tem o potencial de atingir a Terra no século 22, por volta do ano 2135 — segundo a Nasa, com uma pequena chance de 1 em 2.700. Ele possivelmente carrega materiais orgânicos, carbonatos, silicatos e água absorvida que podem ser muito úteis para investigações científicas na Terra. Se, nesta terça-feira, a coleta falhar, a missão poderá fazer uma nova tentativa. De qualquer forma, espera-se que, pela distância, as amostras só cheguem à Terra a partir de 2023. Sonda Osiris-Rex da Nasa captura imagem que mostra o azul profundo dos oceanos Veja Mais

Mamadeira é uma grande fonte de ingestão de microplásticos, diz estudo

Glogo - Ciência Resultado demonstra que algumas mamadeiras liberam até 16 milhões de microplásticos por litro e que a temperatura desempenha um papel importante. Mamadeira em excesso pode causar obesidade, dizem médicos Reprodução/TV Morena Um bebê ingere todos os dias entre meio e mais de um milhão de micropartículas de plástico de sua mamadeira, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (19) que sugere algumas recomendações para reduzir essa ingestão, cujo impacto na saúde ainda é desconhecido. Os autores do estudo apresentado na revista científica "Nature Food" submeteram modelos de mamadeiras de polipropileno ao processo de preparação recomendado pela Organização Mundial da Saúde: esterilização e preparação do leite materno com água aquecida a 70ºC, para eliminar as bactérias perigosas. Oito hábitos de higiene para mulheres e homens após o sexo Em descoberta inédita no mundo, cientistas brasileiros encontram parasita preservado dentro de ossos de dinossauro O resultado demonstra que algumas mamadeiras liberam até 16 milhões de microplásticos por litro e que a temperatura desempenha um papel importante. Se a água para preparar o leite é aquecida a 95ºC, a presença de plásticos pode aumentar para 55 milhões por litro; e diminui para pouco mais de meio milhão com a água a 25 graus. Um bebê de 12 meses ingere, portanto, em média todos os dias 1,5 milhão de microplásticos, segundo os cálculos dos pesquisadores. A exposição cotidiana é mais forte nos países desenvolvidos onde a amamentação tem menos peso: 2,3 milhões de microplásticos na América do Norte e 2,6 milhões na Europa. "A última coisa que queremos é alarmar em excesso os pais, principalmente porque não temos informação suficiente sobre as consequências potenciais dos microplásticos na saúde dos bebês", comentou um dos autores da pesquisa, John Boland. "É muito provável que (as partículas) simplesmente atravessem muito rápido o nosso corpo"; afirmou o professor do Real Instituto de Tecnologia de Melbourne, Oliver Jones, citado pelo organismo Science Media Centre. Recomendações Apesar de tudo, os autores deixam recomendações para limitar a exposição dos bebês: lavar a mamadeira três vezes com água esterilizada fria, preparar o leite em pó em um recipiente não-plástico antes de despejar o líquido resfriado na mamadeira, não agitar a mamadeira em excesso e não colocá-la no microondas. E para aquecer a água, não usar uma chaleira elétrica de plástico que libera "uma quantidade semelhante de microplásticos". "Estudar o destino e o transporte dos microplásticos através do organismo é nossa próxima etapa", afirmaram os pesquisadores à AFP. VÍDEOS: Mais assistidos do G1 Veja Mais

'Milagre' de Varsóvia: como judeus confinados em gueto contiveram epidemia com medidas de saúde pública

Glogo - Ciência Pesquisadores analisaram como foi possível acabar com grave epidemia de tifo no gueto de Varsóvia, onde, na 2ª Guerra, centenas de milhares de judeus foram confinados sob condições desumanas. Cerca de 450 mil judeus foram presos no Gueto de Varsóvia, onde os nazistas planejavam exterminá-los por fome e doenças Getty Images via BBC Oitenta anos atrás, entre outubro e novembro de 1940, a Alemanha nazista, que havia invadido e anexado a Polônia um ano antes, transformou uma seção da capital polonesa, Varsóvia, em uma grande prisão onde quase meio milhão de judeus foram confinados. O Gueto de Varsóvia, o maior da Europa, abrigava boa parte da enorme população judia da Polônia e também judeus deportados da Alemanha, de onde muitos foram despachados para o campo de concentração de Treblinka. Sobrevivente do Holocausto de 94 anos toca bateria em show em SP e lembra a guerra: 'O que eu passei eu não desejo a um inimigo' As aproximadamente 450 mil pessoas presas no Gueto de Varsóvia representavam cerca de 30% da população total da capital polonesa, mas o tamanho do lugar onde moravam — uma área de 3,4 km quadrados — era equivalente a apenas 2,4% da cidade. Havia, em média, cerca de 9 pessoas por quarto, e os nazistas reduziram as rações de comida para 10% do que seria uma dieta normal. Foi nesse contexto de superlotação e fome que eclodiu uma grande epidemia de tifo. A doença, causada por bactérias transmitidas por piolhos e outros artrópodes, provoca febre alta, dores musculares e erupções cutâneas — e, na época, matava entre 10% e 40% dos infectados. Uma das vítimas mais famosas do tifo durante a Segunda Guerra Mundial foi Anne Frank, que morreu da doença no campo de extermínio nazista de Bergen-Belsen em 1945. Anne Frank reprodução Globo News Já durante a Primeira Guerra Mundial, o tifo atingiu fortemente as tropas na Frente Oriental, matando mais de 3 milhões de pessoas em países como Rússia, Polônia e Romênia. Nesse contexto, tudo sugeria que o tifo devastaria a população presa no gueto de Varsóvia. O 'milagre' Mas pouco antes de o inverno chegar, em outubro de 1941, depois que cerca de 100 mil pessoas contraíram a doença e mais de 25 mil morreram, ocorreu algo que muitos viram como um "milagre". Quando todos esperavam que o frio gerasse um pico de infecções, aconteceu o contrário: elas começaram a diminuir exponencialmente e a epidemia foi interrompida. No contexto da atual pandemia de coronavírus, um grupo de pesquisadores australianos quis descobrir como o tifo era tratado em condições tão difíceis. Para tanto, pesquisadores da RMIT University usaram modelos matemáticos e documentos da época que descreviam a vida no gueto para estudar o progresso da doença. Assim, puderam constatar que o principal fator que deteve a epidemia foram as medidas de saúde pública implementadas pelos médicos do gueto, ferramenta que hoje também é considerada a chave para conter a disseminação da Covid-19. 'Distanciamento social' O estudo, intitulado "Redução extraordinária da epidemia maciça de tifo no gueto de Varsóvia", revelou que as pessoas no gueto tentavam seguir o distanciamento social. Cerca de meio milhão de pessoas viviam em uma área de apenas 3,4 km quadrados, dificultando o isolamento social RICHARD SOWERSBY-BBC "A dinâmica de transmissão do tifo no gueto de Varsóvia se deu geralmente pelo contato ou proximidade com um indivíduo já infectado, pois isso permitia que os piolhos passassem de hospedeiro para hospedeiro no gueto densamente povoado", observa o trabalho. "O distanciamento social era considerado senso comum básico por todos, embora não fosse imposto de forma obrigatória", destaca. No entanto, a superlotação tornava muito difícil isolar-se dos outros. Além da falta de espaço, outras condições do gueto, como falta de higiene, sujeira e frio multiplicaram a presença dos piolhos, vetores do tifo. Enquanto isso, a letalidade da doença aumentava drasticamente devido à desnutrição, o que significava que as pessoas infectadas não tinham um sistema imunológico forte para ser capaz de combater a infecção. Muitos dos que conseguiram se recuperar do tifo "morreram de fome durante a convalescença", dizem os autores, que estimam que, no total, cerca de 100 mil pessoas morreram devido à combinação de tifo e fome. Nutrição Mas um acontecimento fortuito permitiu que os médicos do gueto melhorassem as condições alimentares, fortalecendo o sistema imunológico. Em maio de 1941, os alemães decidiram que a força produtiva representada pelos judeus do gueto não deveria ser desperdiçada e aumentaram as rações para alguns para que esses pudessem trabalhar. Eles também fizeram vista grossa para o contrabando de alimentos. Isso permitiu que líderes do gueto organizassem um "programa de alimentação" que consistia em uma rede de cozinhas comunitárias. Assim, a nutrição geral foi melhorada. Por outro lado, muitos cursos foram organizados para educar sobre saúde e higiene e foram formadas brigadas para fiscalizar as casas. Foi até criada uma universidade clandestina para formar jovens estudantes de medicina e realizados estudos científicos sobre fome e epidemias. "Em última análise, o Departamento de Saúde e o Conselho Judaico desenvolveram programas e medidas de saneamento complexos e elaborados com o objetivo de erradicar o tifo", dizem os pesquisadores. Sobreviventes do gueto lembram que uma das estratégias de prevenção utilizadas foi o uso de um pente fino, que servia para pegar e matar as lêndeas, os ovos dos piolhos. De acordo com o estudo, todas essas medidas combinadas conseguiram conter o tifo. "Não há outras hipóteses alternativas razoáveis para explicar o desaparecimento precoce da epidemia no início do inverno", concluem os pesquisadores australianos em seu trabalho publicado em julho passado na revista Science Advances. Desculpa para matar A história de como os judeus do Gueto de Varsóvia conseguiram derrotar o tifo é particularmente comovente se considerarmos que os nazistas prendiam judeus usando a justificativa antissemita de que eles seriam portadores da doença e que o resto da população precisava ser protegido. Foi a partir de uma epidemia anterior, iniciada em 1939, que em outubro de 1940 os nazistas criaram a Seuchensperrgebiet ou área fechada por causa de doenças, a área cercada por um muro de três metros de altura e 18 metros de comprimento que posteriormente se tornaria o gueto. Medo, reações escapistas e busca por culpados durante epidemias já ocorreram em outros momentos da história, explicam historiadores Pior ainda, os alemães sabiam que a fome alimentaria a epidemia e usaram o tifo como arma genocida, afirmam os pesquisadores da RMIT University. Quando as condições aberrantes no gueto causaram a propagação do tifo, os nazistas usaram isso como prova de que suas acusações contra os judeus eram verdadeiras. "Em outubro de 1941, quando a epidemia se alastrava no gueto de Varsóvia, Jost Walbaum, o diretor de saúde do governo geral (da Polônia ocupada), fez a infame acusação: 'Os judeus são esmagadoramente os portadores e disseminadores da infecção por tifo'", dizem os pesquisadores. Mais tarde, essa mesma desculpa seria usada para justificar a aniquilação dos judeus. "A mais alta autoridade administrativa alemã no governo geral, o governador-geral Hans Frank, alegou em 1943 que o assassinato genocida de 3 milhões de judeus na Polônia 'era inevitável por razões de saúde pública'", lembram eles em seu trabalho. No entanto, os pesquisadores se concentram no incrível trabalho que os médicos do gueto fizeram para combater a epidemia. Segundo seus cálculos, sem as intervenções de saúde pública, as infecções no gueto de Varsóvia seriam "duas a três vezes maiores", de modo que as medidas de prevenção conseguiram evitar "uma catástrofe". Veja os vídeos mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias: Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus em 19 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 153.912 óbitos registrados e 5.233.677 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde. Brasil registra 153.912 mil mortes pela Covid-19, diz consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 153.912 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (19), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de domingo (18), 2 estados atualizaram seus dados: CE e GO. Veja os números consolidados: 153.912 mortes confirmadas 5.233.677 casos confirmados No domingo, às 20h, o balanço indicou: 153.885 mortes confirmadas desde o começo da pandemia, 195 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 483. Essa volta a ser a menor marca registrada desde o dia 7 de maio. A variação foi de -27% em relação aos dados registrados em 14 dias, ou seja, apontando tendência de queda. O país completa uma semana com a curva de mortes indicando queda, após 28 dias em estabilidade. Em casos confirmados, eram 5.232.541 brasileiros que já tiveram ou têm o novo coronavírus desde o começo da pandemia, com 8.874 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 19.795 por dia, uma variação de -28% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta queda. Assim como ocorreu em setembro, a atual tendência de queda na média móvel de mortes ocorre numa semana com feriado (o de 12 de outubro). No mês passado, a média móvel ficou em baixa entre os dias 7 e 13. Nos finais de semana e em feriados prolongados é comum se ver queda nos registros devido às menores equipes de plantão. Os estados de Goiás, Rondônia e Minas Gerais não divulgaram novas atualizações até as 20h. As secretarias de GO e RO reportaram instabilidade no sistema oficial de notificação do Ministério da Saúde. Já em MG, a secretaria parou de divulgar boletins aos domingos. Brasil: 18 de outubro Apenas dois estados apresentam indicativo de alta de mortes: Paraíba e Rio Grande do Norte. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No RN, a média estava em 4 e foi para 19 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 440%. Isso ocorreu após a inserção de 111 mortes na sexta-feira no boletim do estado. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Outros 18 estados têm curvas que apontam queda, considerando os dados do dia anterior para GO, MG e RO. Estados Subindo (2 estados): PB e RN Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (6 estados + o DF): ES, RJ, DF, AL, MA, PI e SE Em queda (18 estados): PR, RS, SC, MG*, SP, GO*, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO*, RR, TO, BA, CE e PE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -36% RS: -32% SC: -46% Sudeste ES: -10% *O estado de MG não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de sábado (17), estava em -17% RJ: -7% SP: -30% Centro-Oeste DF: -15% *O estado de GO não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de sábado (17), estava em -46% MS: -31% MT: -22% Norte AC: -50% AM: -40% AP: -57% PA: -52% *O estado de RO não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de sábado (17), estava em -29% RR: -54% TO: -34% Nordeste AL: -5% BA: -35% CE: -36% MA: -15% PB: +25% PE: -49% PI: +5% RN: +440% SE: +8% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 25 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 156.929 óbitos registrados e 5.381.321 diagnósticos de Covid-19. Brasil registra 400 mortes por Covid-19 em 24 horas O Brasil tem 156.929 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste domingo (25), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de sábado (24), 1 estado atualizou seus dados: GO. Veja os números consolidados: 156.929 mortes confirmadas 5.381.321 casos confirmados No sábado, às 20h, o balanço indicou: 156.926 mortes, 398 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 462, variação de -22% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de queda nas mortes por Covid. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.381.224 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 25.574 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos nos últimos 7 dias foi de 22.508 por dia, uma variação de -12% em relação aos casos registrados em 14 dias. Progressão até 24 de outubro Apenas o estado do Amazonas apresenta indicativo de alta de mortes. Outros 12 estados têm curvas que apontam queda. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados Subindo (1 estado): AM Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (13 estados e o DF): PR, RS, ES, RJ, DF, AC, AP, PA, RR, BA, TO, MA, PB e SE Em queda (12 estados): SC, MG, SP, GO, MS, MT, RO, AL, CE, PE, PI e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Somente o Amazonas apresenta indicativo de alta de mortes Arte/G1 Estados com número de mortes em estabilidade Arte/G1 Número de estados com número de mortes em queda Arte/G1 Sul PR: -3% RS: +3% SC: -17% Sudeste ES: +1% MG: -32% RJ: -15% SP: -32% Centro-Oeste DF: -15% GO: -43% MS: -24% MT: -21% Norte AC: 0% AM: +71% AP: +11% PA: -10% RO: -52% RR: +11% TO: -7% Nordeste AL: -17% BA: -15% CE: -49% MA: -12% PB: -13% PE: -21% PI: -18% RN: -27% SE: -3% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Brasil registra 398 mortes por Covid em 24 horas Veja Mais

Como o aquecimento global levou a uma corrida de arqueólogos por tesouros antes congelados

Glogo - Ciência À medida que a temperatura global aumenta, artefatos pré-históricos preservados no gelo das montanhas estão derretendo e se deteriorando. Uma equipe de arqueólogos parte em expedição até o acampamento base das montanhas Teton, nos EUA Matt Stirn/BBC Acordei no meio da noite com cristais de gelo caindo no meu rosto. De dentro da barraca, em meio às cobertas, ouvi um ruído distante que parecia ser de um animal farejando. Ainda atordoado, abri o zíper do saco de dormir e sentei. Comecei a prestar atenção nos barulhos lá fora, sem tirar o olho da lata de spray para espantar ursos que estava na minha frente. Arqueólogos encontram duas tumbas e tesouro de mais de 3,5 mil anos na Grécia Egito anuncia descoberta de 59 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos; FOTOS Mudanças climáticas: 6 patrimônios culturais da África sob ameaça Ouvi as corredeiras de um riacho próximo e o relinchar de um de nossos cavalos, que pastava nos arredores do Parque Nacional de Yellowstone. Até que escutei o barulho de gravetos quebrando, à medida que alguém – ou algo – se aproximava. Abri a barraca, me deparei com a névoa branca que cobria a pradaria e, logo em seguida, avistei as pegadas frescas de um lobo no chão, a poucos centímetros de onde eu estava dormindo. Uma colega que estava junto à fogueira contou que um grupo de quatro lobos passou cheirando a minha barraca. "Eram apenas as montanhas dizendo bom dia", acrescentou ela, colocando a chaleira de volta na brasa. "Depois de uma visita como essa, teremos um dia extraordinário." Em 15 anos trabalhando com cientistas nas Montanhas Rochosas dos EUA, fiquei cara a cara com ursos pardos, escapei de incêndios florestais, cruzei rios transbordando a cavalo e descobri aldeias pré-históricas. Mas nunca pensei na visita de um lobo como uma bênção. No entanto, à medida que a luz avermelhada do sol iluminava as cordilheiras acima da gente, eu olhei para os campos cobertos de neve e me perguntei que histórias as montanhas nos revelariam hoje. Como arqueólogo das montanhas, estudo como culturas passadas viviam em grandes altitudes e ambientes cobertos de neve acima da chamada linha das árvores - altitude máxima onde a vegetação consegue crescer. Os turistas geralmente descrevem os penhascos e desfiladeiros congelados da paisagem alpina como hostis e assustadores. Mas, por ter sido criado aos pés da Cordilheira Teton, no Wyoming, bem no coração das Montanhas Rochosas, sempre me senti em casa aqui. Na verdade, a 3 mil metros de altura é onde me sinto mais vivo. Um pedaço de madeira antigo emerge do degelo nas montanhas do Wyoming Matt Stirn/BBC No entanto, só quando comecei a explorar meu quintal com um olhar diferente que percebi que as montanhas escondem muitas histórias que conectam o homem à natureza. 'Hostis demais' Quando era adolescente, passava os verões guiando montanhistas por todo o Wyoming. E, durante um passeio à Cordilheira Wind River, encontrei uma ponta de flecha perto das nossas barracas. A ideia de que 2 mil anos antes outra pessoa havia acampado no mesmo local, me fez pensar em por que as montanhas sempre atraíram a humanidade. Quando comecei a faculdade naquele outono, tentei pesquisar sobre a história das montanhas de Wyoming, mas só consegui encontrar uma referência em uma revista arqueológica antiga: "a região montanhosa era hostil demais para abrigar povos pré-históricos". Vários meses depois, fiquei sabendo que um arqueólogo de Wyoming chamado Richard Adams tinha acabado de descobrir uma aldeia pré-histórica inteira a apenas alguns quilômetros de onde eu encontrara a ponta da flecha. Entrei em contato com ele, e fui convidado a participar do projeto de escavação da aldeia. Adams me ensinou que as montanhas guardavam segredos antigos à espera de serem revelados. Decidi então trocar minha corda de escalada por uma espátula, e comecei uma nova e emocionante carreira em busca daquele passado misterioso. Hoje eu gerencio projetos nas montanhas da América do Norte – de escavações arqueológicas a pesquisas por satélite para localizar aldeias pré-históricas. Uma aventura fascinante. E, às vezes, custo a acreditar que tudo começou com uma descoberta casual aos 17 anos de idade. Como muitos arqueólogos consideraram por muito tempo as regiões montanhosas hostis demais para abrigar povos antigos, a maioria das cordilheiras permanece imensamente inexplorada. No entanto, para aqueles que começaram a trabalhar entre os picos mais altos do mundo, as altitudes elevadas são terras desconhecidas apaixonantes que estão apenas começando a ser compreendidas. No verão, meus colegas e eu caminhamos até as profundezas das Montanhas Rochosas, dos picos gelados da Cordilheira de Wyoming até as altas planícies do Colorado. Estávamos em busca de aldeias desconhecidas, aparatos de caça, pedreiras e outras evidências de vida desde aproximadamente 13.000 a.C. (quando acredita-se que o homem tenha chegado pela primeira vez à América do Norte) até hoje. Mas, diferentemente da arqueologia de uma maneira geral, há algo peculiar no nosso trabalho: as pistas que encontramos nem sempre estão enterradas no solo; às vezes, elas estão congeladas, presas debaixo do gelo. Nas cadeias de montanha ao redor do mundo, os povos antigos usavam os campos cobertos de neve, as geleiras e as placas de gelo para caçar, armazenar alimentos e servir como pontes em terrenos inacessíveis. Assim como os montanhistas de hoje, esses andarilhos antigos de vez em quando deixavam cair itens pessoais que, com o passar do tempo, ficaram presos e preservados no gelo. Fragmentos do esqueleto de um bisão americano, outrora preservados no gelo, também sugerem que esses animais já viveram em altitudes muito mais altas Matt Stirn/BBC Enquanto descobrimos muitos artefatos pré-históricos de pedra, e não biodegradáveis, nossas descobertas mais fascinantes são os chamados "artefatos de placas de gelo", como flechas de madeira, couro e outros materiais orgânicos que teriam entrado em decomposição se não tivessem sido enterrados em um freezer natural. Esses artefatos incrivelmente raros oferecem pistas inestimáveis sobre diversos aspectos – de padrões de migração nos primórdios da humanidade à culinária pré-histórica, além de indicar como o ambiente e o clima mudaram ao longo de milênios. Mas, embora haja tanta informação científica retida nas camadas de gelo, elas correm o risco iminente de desaparecer para sempre. Corrida contra o tempo À medida que as temperaturas globais aumentam, o gelo das montanhas está derretendo a um ritmo sem precedentes, e esses artefatos perecíveis que permaneceram preservados por milhares de anos estão descongelando e se desintegrando rapidamente. Portanto, procurar relíquias em placas de gelo não é apenas algo emocionante – mas uma verdadeira corrida contra o tempo. Em 2007, Craig Lee, da Universidade Estadual de Montana, nos EUA, descobriu uma vara de formato estranho em um pedaço de gelo que estava derretendo a 3.200 metros de altura no norte de Wyoming. Após uma análise mais detalhada, ele percebeu que a vareta era, na verdade, o dardo de uma lança feita há 10.300 anos. Até o momento, é o artefato congelado mais antigo já encontrado no mundo. A descoberta inesperada de Lee ressaltou a urgência de salvar esses artefatos do degelo – e levou a uma corrida nas Montanhas Rochosas para resgatá-los. À medida que mais arqueólogos se aventuraram na tundra alpina americana na última década, uma série de artefatos foram descobertos – de flechas de 1.300 anos a cestas trançadas de vime e arcos de madeira, revelando descobertas surpreendentes. A análise da madeira mostrou, por exemplo, que grupos pré-históricos preferiam certas espécies de árvores para fazer suas flechas; o pólen congelado ofereceu dados paleoclimáticos detalhados, indicando que a linha das árvores costumava ser muito mais alta; e sementes de dejetos descongelados mostraram que, diferentemente de hoje, o bisão americano vivia a mais de 3 mil metros de altura. Um mundo de novas descobertas se abriu, mas essa janela não permanecerá aberta para sempre. Dado o grande número de placas de gelo e sua localização remota, nunca conseguiremos alcançá-las a tempo. Numa época em que computadores e satélites substituíram machetes e capacetes, muitos exploradores lamentam que a era dos descobrimentos tenha terminado. No entanto, nossas expedições reproduziram as práticas de muitos povos que viveram nos primórdios da América do Norte. Como nos aventuramos nas profundezas das montanhas de um dos lugares mais remotos dos EUA, precisamos usar cavalos para transportar equipamentos e alimentos pelas encostas. Montamos acampamentos selvagens com vista para lagos azul-turquesa, colhemos plantas comestíveis de prados próximos, assamos na fogueira carne de caça fresca, como alces ou carneiros selvagens, e dormimos sob as estrelas. De muitas maneiras seguir os mesmos passos dos povos antigos que estamos estudando nos ajuda a entendê-los melhor. Nunca se sabe que pedaços de gelo podem revelar itens pré-históricos, por isso passamos os dias caminhando pela montanha e explorando a cordilheira em busca de pistas. Quando avistamos artefatos ou ossos de animais protuberantes em meio ao degelo no verão, os extraímos com cuidado e envolvemos com gaze e plástico para protegê-los na viagem de volta a cavalo. No laboratório, fotografamos, fazemos datação por radiocarbono e identificamos cada artefato antes de congelá-lo novamente em um repositório de museu ou universidade. A emoção de descobrir uma tigela de pedra pré-histórica ou uma ponta de lança de 8.000 anos em campo é sempre emocionante. Mas é no laboratório que podemos conhecer as fascinantes histórias por trás desses artefatos – como as refeições que foram preparadas nesses recipientes e para onde os povos antigos viajavam em busca das pedras que usariam como arma. Apesar das incontáveis bolhas no pé, noites geladas e hordas de mosquitos, sou grato por chamar as montanhas de meu escritório. Toda vez que encontro algum artefato à beira do gelo, lembro da minha pequena participação na preservação das montanhas e da história da humanidade. Quando era um jovem alpinista, passei infinitos dias explorando os picos das Montanhas Teton e, naquela época, diria a você que sabia tudo sobre elas. Mas, nos últimos 15 anos, aprendi que não importa se você está em um ambiente familiar ou desconhecido, sempre haverá algo mais a ser descoberto. Em todos os cantos do mundo, há uma nova e fascinante história à espera de ser contada. VÍDEOS: Ciência e saúde Veja Mais

'Hard seltzer': os perigos dos refrigerantes alcoólicos que estão na moda nos EUA

Glogo - Ciência A bebida, um refrigerante com 'baixo' teor de álcool, virou febre nos EUA e agora chega a vários países da América Latina. Os "hard seltzers" são uma das bebidas da moda, especialmente entre os mais jovens Getty Images via BBC Se você ainda não sabe o que são as "hard seltzers", fique atento, pois é provável que logo eles apareçam em algum supermercado perto de você. As hard seltzers são uma bebida cuja composição principal é água gaseificada com sabor e álcool. Ou seja, eles são uma espécie de refrigerante com baixo teor alcoólico — entre 3 e 5 por cento —, e baixa concentração de calorias. VEJA TAMBÉM: A relação entre álcool, síndrome metabólica e obesidade Nos Estados Unidos, eles estão na moda. Somente entre a primavera e o outono de 2019, essas bebidas atraíram mais de 7,5 milhões novos consumidores, e geraram US$ 1,5 bilhão em vendas no mesmo ano, de acordo com a consultoria de dados norte-americana Nielsen CGA. Muitos fabricantes mergulharam neste negócio em crescimento. A Corona, popular marca de cerveja do conglomerado mexicano Grupo Modelo, começou a vender hard seltzers nos Estados Unidos no início de 2020. A Corona, fabricante mexicana de cerveja, está investindo no produto nos Estados Unidos Getty Images via BBC E a Coca-Cola, uma das marcas de bebidas mais poderosas do mundo, já anunciou sua intenção de entrar nesse mercado em breve. O grupo Heineken México, por outro lado, também fará sua estreia nessa categoria no país latino-americano, vendendo essas bebidas aromatizadas "com 4,5% de álcool e 99 calorias". No entanto, nutricionistas consultados pela BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, pedem cautela sobre essa nova campanha de marketing que tanto atrai "jovens e pessoas que querem desfrutar de bebidas alcoólicas sem acrescentar tantas calorias à alimentação". Afinal, dizem eles, "é uma bebida alcoólica como qualquer outra", com todos os danos à saúde que isso acarreta. A BBC News Mundo solicitou entrevistas com vários fabricantes de seltzer para discutir o assunto, incluindo Heineken México, Grupo Modelo e White Claw, mas não obteve resposta. O 'melhor pior' marketing do mundo Mais da metade das vendas de seltzer no ano passado nos Estados Unidos foi monopolizada pela fabricante de bebidas White Claw, introduzida no país em 2016 pelo conglomerado Mark Anthony Brands. Desde então, eles tinham mantido um crescimento estável, mas que explodiu no ano passado. Outros fabricantes, sejam multinacionais ou empresas locais, já comercializam a bebida em várias partes do mundo. A venda dos hard seltzers explodiu no ano passado, apoiado por uma extensa campanha de publicidade e marketing Getty Images via BBC Os anúncios dessas bebidas em geral usam os clichês associados a diversão e alto astral: praias, festas, sol, frescor. As mensagens aparecem continuamente em redes sociais como YouTube ou Instagram. Elas são comercializadas em formatos semelhantes ao da cerveja ou de refrigerantes, em lata ou engarrafadas. VEJA TAMBÉM: OMS pede a governos que limitem acesso a bebidas alcoólicas durante pandemia de novo coronavírus Mas seus fabricantes insistem na naturalidade de seus sabores (geralmente frutas), seu efeito refrescante, número reduzido de calorias e a possibilidade de combiná-lo com uma dieta sem glúten. "Este é o 'melhor pior' marketing do mundo: vestir o lobo com pele de cordeiro", disse Juan Revenga, nutricionista e professor da Universidade San Jorge, em Zaragoza, na Espanha. 'Hard seltzer é um eufemismo para mascarar o que elas são: bebidas alcoólicas', diz nutricionista Getty Images via BBC Segundo o especialista, a forma como se faz propaganda das hard seltzers é comum na indústria alimentícia, principalmente quando se tenta encontrar "conotações positivas para um produto que faz mal à saúde". Porque este produto, diz Revenga, pertence "sem dúvida à categoria de bebida alcoólica". "O que chamamos de hard seltzer é puro marketing, um esforço publicitário para introduzir um produto que, aliás, também não é novo. A novidade é só o nome", acrescenta Revenga. A terminologia seltzer, pelo menos nos Estados Unidos, é frequentemente usada para se referir à água com gás. Ao adicionar hard ("forte") à frente, funciona como uma espécie de eufemismo "para evitar chamá-lo do que é: álcool", concorda Julio Basulto, do Colégio de Dietistas e Nutricionistas da Catalunha, Espanha. Menos calorias e mais nutrientes? As empresas de hard seltzers afirmam que o produto tem poucas calorias, cerca de 100 para cada 355 mililitros ou mais. Para efeito de comparação, a mesma quantidade de cerveja tem cerca de 150 calorias. Já uma lata de refrigerante padrão tem em torno de 140. Os fabricantes de hard seltzers insistem que seus produtos usam ingredientes naturais, e em seu baixo teor calórico Getty Images via BBC "Ser um produto de baixa caloria ou não calórico depende, sobretudo, da comparação com outro produto. Sim, os hard seltzers podem ter menos calorias do que um refrigerante convencional ou outra bebida alcoólica, mas isso não significa que a qualidade dessas calorias seja boa", explica Basulto, que escreveu recentemente um livro sobre a indústria de bebidas. "Outra forma de mascarar esses produtos é anunciar que foram adicionados potássio, magnésio ou outros nutrientes a eles. É irritante, porque são componentes que podem ser encontrados sem recorrer a essas bebidas. Dizem que dão saúde, mas elas cobram muito mais saúde do que os que vendem a você", acrescenta Revenga. Inundação de propaganda Tanto Basulto quanto Revenga expressaram preocupação com a poderosa campanha publicitária que os fabricantes dessas bebidas realizam. Ambos estão preocupados que o tipo de marketing implantado pelas empresas acabe atraindo os mais jovens, principalmente pelo alcance dos anúncios nas redes sociais. O Instagram está inundado com mensagens destinadas a públicos vulneráveis, como adolescentes para consumir bebidas alcoólicas, energéticas e açucaradas' Getty Images via BBC "Dentro do sindicato dos nutricionistas nos preocupamos com o risco que essa moda pode representar para os mais jovens. Os fabricantes, com toda a consciência, estão voltados para o público mais jovem porque, quanto mais cedo os recrutam, mais fidelidade eles geram para a vida", Revenga diz. Basulto, por outro lado, é cauteloso quando se trata de afirmar que a mania pela bebida está conseguindo capturar as pessoas mais cedo. "É difícil saber com certeza, mas, na minha opinião, o Instagram está inundado de mensagens voltadas para públicos vulneráveis, como adolescentes que consomem bebidas açucaradas, energéticas e alcoólicas", diz o especialista. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Planejando uma aposentadoria que vai durar 30 anos

Glogo - Ciência Mesmo que de forma modesta, dê o primeiro passo: crie um objetivo para daqui a seis meses O Centro de Longevidade de Stanford preparou, em parceria com o Wells Fargo Wealth & Investment Management, um roteiro para o planejamento da aposentadoria na era da longevidade: um período que pode durar algo em torno de 30 anos e que, segundo especialistas, caminha para atingir em breve a marca de quatro décadas! Nos últimos cem anos, a expectativa de vida nos Estados Unidos foi de 53 anos, em 1920, para 79 anos, atualmente. O Brasil não fica longe: quem nasce em 2020 deve passar dos 76 anos, 30 a mais que os nascidos em 1940. Esse é um prêmio que está sendo concedido a um grande número de países, mas, se temos a oportunidade de passar mais tempo com as pessoas que amamos, também precisaremos nos organizar desde cedo. Pesquisa realizada pelo Projeto Longevidade, com 2.200 adultos, mostrou que dois terços dos norte-americanos apontam a segurança financeira como um elemento chave para a longevidade, mas apenas um terço avalia que está poupando o que deveria para a aposentadoria. Infelizmente, nossos números são muito piores. Relatório global do sistema previdenciário, realizado pelo Grupo Allianz e divulgado no meio do ano, deixava o Brasil em 43º. lugar entre 70 países pesquisados. As cinco primeiras posições são ocupadas por Suécia, Bélgica, Dinamarca, Nova Zelândia e EUA, mas um dado é ainda mais preocupante: 90% dos brasileiros acima dos 25 anos não poupam pensando na aposentadoria. Poupança: o ideal é começar o quanto antes, porque todo investimento se beneficia do fator tempo TheDigitalWay para Pixabay Apesar do cenário de enorme desigualdade, teremos que fazer um esforço extra para dar os primeiros passos para ampliar o hábito da poupança. Para começar, há perguntas incômodas para serem respondidas: quanto anos acho que vou viver? Quanto deverei gastar com minha saúde? Conseguirei continuar a trabalhar depois da aposentadoria? O desafio é grande, mas quem tem um perfil planejador consegue, inclusive, ser mais otimista sobre suas chances de fazer um pé de meia. Em primeiro lugar, não desista diante da perspectiva de que essa poupança deve durar 30 anos. Apenas comece, mesmo que de forma modesta: crie um objetivo para daqui a seis meses, tente planejar sua vida financeira no horizonte de um ano. Outra providência: converse com outras pessoas sobre dinheiro. Temos uma cultura arraigada de não falar sobre o assunto, mas ela não traz qualquer vantagem. Se você não tem acesso a um consultor financeiro, pode se aconselhar com seu chefe, com um parente ou amigo que esteja em situação mais estável. Terceiro ponto: comece o quanto antes, porque todo investimento se beneficia do fator tempo. Se sua empresa tem algum plano de previdência privada, no qual há uma contrapartida do empregador, nem pense duas vezes: participe e faça a maior contribuição possível. Quando mudar de emprego, certifique-se de transferir esse patrimônio para o novo trabalho. Se já se convenceu sobre esses cinco conselhos, não perca de vista o sexto: aceite que, em se tratando de dinheiro, algo pode dar errado. É a chamada volatilidade dos mercados, que sofrem com crises políticas e econômicas. Ou sanitárias, como a pandemia do novo coronavírus. Vamos ao sétimo mandamento: antes tarde do que nunca. Quando perguntados sobre o que teriam feito de diferente em relação às suas finanças, 52% disseram que deveriam ter poupado mais e 42% afirmaram que gostariam de ter começado a se planejar antes. Oitavo e nono pontos: considere a hipótese de trabalhar por mais tempo. Além de esticar o prazo que tem para poupar, a decisão vai permitir que sua aposentadoria engorde um pouquinho. E pense num arranjo flexível para a pós- aposentadoria, com uma atividade remunerada numa jornada menor. A lista de recomendações se encerra com um plano de despoupança: muito cuidado para não torrar o que custou tanto a acumular. Veja Mais

Bolsonaro inaugura linha de pesquisa do Sirius e ministro projeta laboratório de biossegurança 4 em Campinas

Glogo - Ciência Presidente falou da possibilidade da região se transformar em 'Vale do Silício de Biotecnologia' e que pode sugerir à Petrobras que destine recursos para isso; elogiado pelo chefe do Executivo, superlaboratório ainda precisa de R$ 180 milhões para concluir 1ª fase em 2021. Presidente Jair Bolsonaro durante visita ao Sirius, no CNPEM, em Campinas Ricardo Custódio / EPTV O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) inaugurou nesta quarta-feira (21) a primeira linha de pesquisa do Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração instalado em Campinas (SP). Maior investimento da ciência brasileira, o acelerador de partículas prevê a montagem de 14 linhas de luz na 1ª fase, mas a conclusão dessa etapa em 2021 depende ainda da liberação de recursos pelo governo federal - veja mais abaixo. Dizendo-se "apaixonado" pela estrutura que visitou pela primeira vez, e que já opera em caráter emergencial desde julho, para auxiliar no combate à Covid-19, Bolsonaro projetou, apesar de citar dificuldade por por recursos, a possibilidade da região se transformar em um Vale do Silício da Biotecnologia, já que deve abrigar o primeiro laboratório de biossegurança nível 4 (NB4) do Brasil - o projeto foi contratado e anunciado pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. "Faltam palavras pra definir essa obra. Ela materializa para todos nós o futuro. Conversando há pouco com o José Roque [diretor do CNPEM], dado a excelência das empresas que circunvizinham essa obra, porque não temos aqui o Vale do Silício da Biotecnologia. E ele falou a palavra mágica: recurso. E também Petrobras. Eu não posso interferir na Petrobras, mas a título de sugestão, porque não destinar recursos para essa obra?", disse o presidente. Em seu pronunciamento, o presidente defendeu que é através da tecnologia que pode-se buscar "a independência da nação", e citou a Amazônia como uma das regiões mais fartas e abundantes para o campo da biotecnologia. 'Aqui realmente podemos buscar a independência da nossa nação. Quando se fala em Vale do Silício de Biotecnologia, temos a mais farta e abundante tecnologia do mundo, não só na região Amazônica, que é nossa e não pega fogo, assim como nosso Cerrado." 'Resposta a futuras pandemias' Durante o evento, o ministro Marcos Pontes defendeu que a criação do laboratório de biossegurança máxima (NB4) dentro do Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), que abriga o Sirius, será uma resposta do Brasil para futuras pandemias. "Vão acontecer outras e a gente tem que estar preparado. Aumentamos 14 laboratórios de Nível de Biossegurança 2 para Nível de Biossegurança 3 para poder tratar com pandemia. Mas, do México para baixo, na América Latina, a gente não tem nenhum NB4. E isso é necessário. Se entrar um vírus ou alguma coisa de alta letalidade, alta periculosidade, um Ebola por exemplo da vida, alguma coisa desse tipo, nós não temos instalação para isso por enquanto. Mas nós teremos. Aqui", disse. Segundo Pontes, o ministério já contratou, com os recursos disponibilizados para o combate à Covid-19, a fase de projeto do NB4. Somente após essa etapa que o governo terá detalhes da construção, custo e prazos. Presidente Jair Bolsonaro visita acelerador de partículas Sirius, no CNPEM, em Campinas Ricardo Custódio / EPTV Verbas para o Sirius Com a cerimônia desta quarta-feira, a linha de luz batizada de Manacá é a primeira das 14 previstas na primeira fase do Sirius a operar oficialmente e passa a aceitar propostas de outros objetos de estudo que não a Covid-19. Diretor-geral do CNPEM e do projeto Sirius, Antônio José Roque da Silva afirmou que a organização social vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) tem recursos garantidos para a montagem de seis dessas 14 linhas de luz. "Precisaria de algo em torno de R$ 180 milhões no ano que vem, mas os recursos estão em negociação, ainda estamos no Congresso com o projeto de leio orçamentária. Somente após esse trâmite podemos saber ao certo sobre os recursos, mas o ministério entende que é uma obra prioritária e o presidente deu a entender que tem prioridade", disse Silva. Aberto aos pesquisadores Dedicada a técnicas de Cristalografia de Proteínas por Raios X, a estação de pesquisa Manacá pode ajudar cientistas no avanço de pesquisas em áreas como biotecnologia industrial, biorrenováveis, biocombustíveis, biologia vegetal, agricultura, nutrição, busca de novos candidatos a medicamentos e doenças, como Alzheimer, câncer, esquizofrenia, cardiopatias, dentre outras. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil Uma força-tarefa vem sendo realizada desde o início da pandemia para entregar as primeiras linhas de luz do Sirius. Depois da Manacá, a expectativa dos cientistas é colocar em operação, ainda neste ano, a Cateretê. Outras quatro linhas devem ser montadas até o fim de 2020, mas o comissionamento deve ocorrer no primeiro semestre de 2021. Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius, superlaboratório instalado em Campinas (SP) Sirius/CNPEM/Divulgação Funcionalidade O Sirius realizou em julho os primeiros experimentos ao obter imagens em 3D de estruturas de uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do novo coronavírus. Em setembro, um grupo do Instituto de Física da USP de São Carlos utilizou o acelerador na busca por uma "chave" para desativar o novo coronavírus. Foi o primeiro experimento de pesquisadores externos no Sirius. O circo e a mexerica... Para ser ter uma ideia do que os cientistas que trabalham no Sirius tentam "enxergar" e entender com a ajuda do superlaboratório, basta ver a comparação feita pela pesquisadora do CNPEM, Daniela Trivella. "Se uma célula humana fosse do tamanho de um circo, o vírus seria o equivalente a uma mexerica." Com as linhas de pesquisa, os cientistas esperam ver e distinguir a interação do vírus em tanto espaço. E com a potência do equipamento será possível enxergar, inclusive, até os pequenos "gominhos da fruta", estruturas menores que as proteínas do Sars-Cov-2, por exemplo. Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação O que é o Sirius? Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Percentual da população acima de 20 anos considerada obesa mais que dobrou em 16 anos, aponta IBGE

Glogo - Ciência No período, a prevalência da obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2%, enquanto a masculina subiu de 9,6% para 22,8%. Segundo a SCBMC foram 6.692 procedimentos para tratamento da obesidade no Paraná, em 2018 Reprodução/RPC O percentual da população brasileira com mais de 20 anos considerada obesa mais que dobrou entre 2003 e 2019, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado mais recente, divulgado nesta quarta-feira (21), aponta que, no ano passado, 26,8% dos brasileiros nesta faixa etária eram considerados obesos, enquanto o percentual era de 12,2% há 16 anos. No período, a prevalência da obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2%, enquanto a masculina subiu de 9,6% para 22,8%. Obesidade aumenta em até 4 vezes o risco de morrer por Covid, especialmente homens e menores de 60 anos Obesidade é doença e pode ser causada por vários fatores CALCULADORA: calcule o IMC do seu filho Os dados são parte da segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que investigou dois pontos: a prevalência da obesidade entre a população e o perfil dos que recorreram aos serviços de atenção primária em 2019 no Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa foi conduzida por cerca de 1,2 mil entrevistadores do IBGE que tinham a previsão de visitar mais de 108 mil domicílios distribuídos em 2.167 municípios. Ela foi realizada em convênio com o Ministério da Saúde e em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). No caso do comparativo sobre a obesidade entre 2003 e 2019, o IBGE considerou edições anteriores de outro levantamento, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que cobre o período citado. Cálculo baseado no IMC A classificação do IBGE teve como base o IMC ou Índice de Massa Corpórea dos entrevistados, no qual o peso em quilos é calculado em razão da altura em metros. Por exemplo, uma pessoa de 1,70 metro pesando 70 kg faria a seguinte conta para chegar ao seu IMC: 70 dividido por 1,70 = 41,17, e depois dividiria este número de novo por 1,70 e chegaria ao IMC 24,22. Os IMCs entre 25 e 29,9 são considerados indicadores de sobrepeso, enquanto valores entre 30 e 39,9 de obesidade e, acima de 40, obesidade grave. Dra. Ana Escobar ensina a calcular o IMC Obesidade em 1 a cada 4 A primeira edição da PNS foi divulgada pelo IBGE entre 2014 e 2015. À época, a pesquisa mostrou que 20,8% dos brasileiros estavam obesos. Nesta nova edição, a de 2020, o número passou para 25,7%. Ou seja, 1 a cada 5 pessoas estavam com IMC acima de 30 e, agora, a proporção é de 1 a cada 4 pessoas. A pesquisa atual aponta que, em relação ao gênero, 29,5% das mulheres e 21,8% dos homens foram classificados como obesos no ano passado. A obesidade foi verificada em 6,7% dos adolescentes: 8% no sexo feminino e 5,4% no sexo masculino. Sobrepeso em 60% da população A pesquisa também mostra qual o percentual da população que não é considerada obesa, mas que tem sobrepeso ou excesso de peso. Ao todo, em 2019, 60,3% da população de 18 anos ou mais de idade (96 milhões de pessoas) foram consideradas com excesso de peso, sendo 62,6% das mulheres e 57,5% dos homens, de acordo com o IBGE. Ainda de acordo com a pesquisa, o excesso de peso também ocorria em 19,4% dos adolescentes de 15 a 17 anos de idade, sendo 22,9% das moças e 16% dos rapazes. Dia do Combate à Obesidade: dois a cada dez brasileiros estão obesos Atenção primária Em relação ao perfil dos brasileiros que recorreram aos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) em 2019, o IBGE aponta que: 94,4% não tinham plano de saúde 69,9% eram mulheres 60,9% eram pretas ou pardas 53,8% não tinham ocupação (trabalho) 64,7% tinham renda domiciliar per capita inferior a um salário mínimo 32,3% inseriam-se na faixa de 1 a 3 salários mínimos O Ministério da Saúde define a atenção primária à saúde como o "primeiro nível de atenção". É a principal porta de entrada do SUS, que deve receber o paciente para encaminhamentos específicos e garantir prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde individual e coletiva. VÍDEOS: novidades de ciência e saúde Veja Mais

'Meramente ilustrativo', diz ministro da Ciência sobre gráfico sem dados usado em apresentação sobre medicamento

Glogo - Ciência Marcos Pontes afirmou, em uma rede social, que medicamento seria capaz de reduzir a carga viral de pacientes com Covid-19, mas não apresentou estudos ou números que comprovassem afirmação. Assessoria da pasta já havia afirmado que a imagem era 'meramente ilustrativa'. O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou, na segunda-feira (19), que o gráfico apresentado pela pasta que mostrava, supostamente, a eficácia de um remédio contra a Covid-19 era "meramente ilustrativo". A imagem divulgada pelo ministro não continha dados que comprovassem a afirmação e era semelhante às disponíveis em um serviço de banco de imagens (veja imagem abaixo). "Enquanto isso, se contrairem covid, lembrem-se da conclusão dos estudos apresentada hoje. Isso é o importante", disse Pontes, em uma rede social, às 23h55 (horário de Brasília) de segunda. "Nota: obviamente, como facilmente deduzido pelos eixos e pela fala da pesquisadora responsável, o gráfico da apresentação de hoje era meramente ilustrativo." Animação mostra gráfico utilizado por vídeo do Ministério da Ciência e Tecnologia disponível no banco de imagens Shutterstock Reprodução/Ministério da Ciência e Tecnologia; Reprodução/Shutterstock As afirmações sobre o gráfico e a eficácia do remédio foram feitas depois que a assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) já havia informado que "o gráfico usado no vídeo apresentado no evento de anúncio dos resultados dos ensaios clínicos com a nitazoxanida não faz parte dos dados do estudo e aparece apenas de forma ilustrativa". (Veja íntegra da nota ao final desta reportagem). Sem dar detalhes dos resultados ou apresentar a íntegra do estudo, o governo informou que os testes clínicos com voluntários mostraram que o medicamento reduziu a carga viral quando foi tomado em até 3 dias depois do início dos sintomas. A pesquisa ainda não foi publicada em nenhuma revista científica, segundo Pontes. "Os gráficos e números da pesquisa serão apresentados depois do artigo publicado", escreveu o ministro na rede social. Veja íntegra da nota do MCTI: "O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) esclarece que o gráfico usado no vídeo apresentado no evento de anúncio dos resultados dos ensaios clínicos com a nitazoxanida não faz parte dos dados do estudo e aparece apenas de forma ilustrativa. O resultado qualitativo apresentado hoje é, obviamente, baseado em dados e estudos completos de posse dos pesquisadores responsáveis. No momento, o MCTI e os coordenadores do estudo não podem divulgar ainda os números e cálculos do estudo para preservar seu ineditismo, já que ele foi submetido a uma revista internacional, o que limita a publicação. Entretanto, a Covid-19 continua a avançar no Brasil e, no papel de médicos e cientistas, foi feita a decisão de não omitir o resultado qualitativo de um estudo de extrema importância, que pode ajudar a salvar vidas enquanto aguardamos a vacina. Depois da publicação do artigo científico, faremos uma apresentação técnica para os interessados, mostrando todos os números, cálculos, equações, métodos etc." Medicamento com receita A nitazoxanida é um medicamento utilizado no país pelos nomes comerciais Azox e Annita, e faz parte do grupo dos antiparasitários e vermífugos. O remédio também tem ação antiviral e é receitado em casos de rotavírus. Para evitar automedicação, a droga passou a ser vendida apenas com prescrição médica em abril deste ano. Entretanto, uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 1º de setembro retirou a exigência de retenção da receita. O medicamento contendo nitazoxanida, disponibilizado comercialmente, não tem a indicação para o coronavírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Brasil registra 154.243 mortes pela Covid-19 VÍDEOS: coronavírus, perguntas e respostas Veja Mais

A volta para casa de gêmeas siamesas após cirurgias de separação

Glogo - Ciência Safa e Marwa, de 3 anos e meio, foram submetidas a três grandes operações, passando mais de 50 horas em cirurgia. Safa e Marwa tiveram alta do hospital cinco meses após a cirurgia, mas continuaram morando em Londres por um tempo BBC Duas meninas gêmeas que nasceram unidas pela cabeça e foram separadas com sucesso no ano passado por uma equipe do Hospital Great Ormond Street, em Londres, voltaram para casa no Paquistão nesta semana. Safa e Marwa Bibi, de 3 anos e meio, foram submetidas a três grandes operações, passando mais de 50 horas em cirurgia. A mãe delas, Zainab Bibi, disse à BBC que estava muito satisfeita em finalmente levá-las de volta para casa para ficar com resto da família. "As meninas estão muito bem. Marwa fez um bom progresso e só precisa de um pouco de apoio", disse ela. "Vamos ficar de olho em Safa e cuidar bem dela. Se Deus quiser, as duas logo vão começar a andar." Foi necessária uma equipe de 100 pessoas do hospital londrino para cuidar do caso das irmãs paquistanesas. Além de cirurgiões e enfermeiras, a equipe envolvida no cuidado e separação das gêmeas inclui bioengenheiros, modeladores 3D e um designer de realidade virtual. As gêmeas foram levadas a Londres para serem operadas BBC As gêmeas foram separadas em fevereiro de 2019 e, desde então, moram com a mãe e o tio em Londres. Todos os seus custos médicos e de estadia — mais de 1 milhão de libras — foram pagos por um doador, o empresário paquistanês Murtaza Lakhani. Gêmeos siameses desenvolvem-se a partir de um único óvulo fertilizado e, portanto, são sempre idênticos e, mais frequentemente, conectados pelo peito, abdômen ou pelve. Gêmeos siameses são raros e casos em que eles são unidos pela cabeça são mais raros ainda. Apenas um em cada 20 casos de gêmeos siameses a união é pela cabeça, com o crânio de ambos fundido — caso conhecido como gêmeos craniópagos. A grande maioria não sobrevive à infância. Existem duas teorias sobre por que são unidos. Ou a divisão em dois embriões acontece mais tarde do que o habitual, e os gêmeos se dividem apenas parcialmente ou, após a separação, partes dos embriões permanecem em contato e essas partes do corpo se fundem à medida que crescem. A batalha para separar Safa e Marwa As meninas, agora com três anos e meio, fazem fisioterapia regular para tentar melhorar sua mobilidade. Ambas têm dificuldades de aprendizagem. A mãe chama a equipe cirúrgica de "heróis" e diz que seus outros sete filhos no Paquistão estão ansiosos para ajudar a cuidar de Safa e Marwa. O cirurgião-chefe, Owase Jeelani, disse à BBC que ele e a equipe estavam "muito satisfeitos" pela família, mas que ainda tinha algumas dúvidas sobre o resultado. "Acho que Marwa se saiu muito bem e continua fazendo grandes progressos. Quando olho para toda a família, sim, provavelmente foi a coisa certa a fazer. Mas para Safa como indivíduo, não tenho tanta certeza." Neurocirurgião extremamente experiente, Jeelani ainda tem preocupações com as consequências da escolha quase impossível que ele e sua equipe tiveram de fazer na sala de cirurgia. A difícil decisão do cirurgião A fisiologia específica de Safa e Marwa apresentou um conjunto único de desafios para a equipe médica. As meninas era unidas pelo topo de suas cabeças, voltadas para direções opostas. Eles nunca tinham visto os rostos uma do outra. Safa e Marwa voltaram com a mãe para morar com o resto da família no Paquistão BBC As gêmeas tinham um labirinto de vasos sanguíneos compartilhados que nutriam os cérebros de ambas. Apenas uma delas poderia receber alguns dos principais vasos sanguíneos. Estes foram dados a Marwa, que era a gêmea mais fraca. Mas, como resultado, Safa teve um derrame. Ela agora tem danos permanentes no cérebro e pode nunca conseguir andar. Jeelani disse que essa questão estará para sempre com ele. "É uma decisão que tomei como cirurgião. É uma decisão que tomamos como equipe. É uma decisão com a qual temos que conviver", conta. Ele acredita que o resultado para Safa e Marwa provavelmente teria sido melhor se elas tivessem sido separadas antes. A família demorou bastante tempo para levantar os fundos necessários para pagar os custos cirúrgicos. Isso levou Jeelani e seu colega cirurgião David Dunaway, a criarem uma instituição de caridade para tentar aumentar a conscientização e obter dinheiro para cobrir os custos de separação de gêmeos craniópagos. Em janeiro de 2020, a mesma equipe cirúrgica do hospital separou com sucesso meninos gêmeos da Turquia que eram unidos pela cabeça: Yigit e Derman Evrensel. Eles também passaram por três operações, mas o processo foi muito mais rápido do que com Safa e Marwa. Os gêmeos voltaram para casa, na Turquia, antes de seu segundo aniversário, e os cirurgiões acreditam que eles terão um progresso muito rápido. Recuperação A recuperação das duas meninas foi lenta — elas só tiveram alta do hospital cinco meses depois de separadas, e mesmo assim continuaram em Londres para os tratamentos e exames posteriores. Elas precisaram de fisioterapia diariamente para ajudá-las a alcançar alguns marcos fundamentais — aprender a rolar, a sentar e a manter a cabeça erguida. Ambas também precisaram de enxertos de pele na parte de trás de suas cabeças. A mão das meninas disse à BBC, no ano passado, que estava segura de que separar as meninas foi o correto a fazer. "Estou muito feliz. Com a graça de Deus, posso segurar uma por uma hora e, depois, a outra. Deus respondeu às nossas orações", disse ela. Veja Mais

Oito hábitos de higiene para mulheres e homens após o sexo

Glogo - Ciência Higiene sexual é fundamental para evitar infecções e doenças, mas nem sempre recebe a atenção que merece; confira as principais recomendações dos especialistas. Você mantém bons hábitos de higiene sexual? Getty Images via BBC Lavar as mãos é mais importante hoje do que nunca, mas você faz isso antes e depois de fazer sexo com alguém? Pode ser desconfortável — como interromper o ato e perguntar ao seu parceiro sexual: "querida, você lavou as mãos?" — mas os sexólogos insistem que essa regra de higiene pessoal é essencial nos relacionamentos íntimos. É um passo simples para evitar, por exemplo, uma candidíase (infecção genital causada por um fungo). "Limpar as mãos, boca e dentes é vital, já que esses órgãos costumam intervir durante as relações sexuais", diz à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Thamara Martínez Farinós, psicóloga e sexóloga do Instituto Espill, em Valência, na Espanha. Além das mãos, você deve limpar os órgãos genitais diariamente. Mas aqui uma "lavagem rápida" não adianta, esclarece a especialista. "A higiene sexual é de primordial importância, pois pode frear as doenças sexualmente transmissíveis (DST)", diz Vicente Briet, psicólogo clínico e especialista em sexologia, à BBC News Mundo. Briet é chefe da área de sexologia da Universidade de Alicante, Espanha. Sexo em tempos de pandemia traz dilemas éticos, diz socióloga: como fazer, com quem e como se proteger Ele considera que a higiene é "um poderoso afrodisíaco e um estimulador da libido". E "o cultivo do erotismo começa com a importância que atribuímos ao cuidado do nosso corpo e a atenção que prestamos à nossa higiene sexual e pessoal". Abaixo, algumas dicas de como colocar isso em prática. Os homens... Sua higiene sexual afeta não só você, mas também seu parceiro. Getty Images via BBC O Serviço de Saúde Pública do Reino Unido (NHS) explica em seu site como homens e mulheres devem cuidar adequadamente de suas áreas íntimas. Para os homens, os médicos recomendam lavar o pênis com água morna todos os dias durante o banho, dando atenção especial à área sob o prepúcio para evitar o acúmulo de esmegma, um agente antibacteriano que também atua como lubrificante. "O principal tratamento para o esmegma é baseado em bons cuidados de higiene peniana", diz Briet. Se acumular, pode começar a cheirar mal e se tornar o terreno ideal para a proliferação de bactérias. Isso pode se traduzir em vermelhidão e inchaço da cabeça do pênis, que é chamado de balanite. "É muito surpreendente quantos homens não lavam embaixo do prepúcio. Eles não apenas tendem a ter complicações derivadas da falta de higiene, mas também é muito desagradável para sua parceira sexual", escreve Patrick French, médico especialista do site do NHS na saúde sexual. Briet concorda: "A higiene íntima masculina nem sempre recebe a atenção que merece." Novo coronavírus não é transmitida por via sexual "Seja por falta de informação ou por desconhecimento, alguns homens cometem o erro de não lavar bem os órgãos genitais, apesar das consequências negativas que isso pode trazer: cheiros, mal-estar e infecções", diz à BBC Mundo. "A região genital do homem é propícia ao aparecimento de infecções e outros problemas urológicos", indica. "Não só porque por meio dele expulsamos urina e sêmen, cujo acúmulo pode causar infecções, mas também porque é a pele que é especialmente sensível à fricção." "E a tudo isso se acrescenta que nele acumulamos suor, o que facilita a proliferação de bactérias e fungos se não for lavado diariamente." O NHS desaconselha o uso de sabonete e gel de banho em excesso; água morna é suficiente. Mas se o sabão for usado, ele deve ser "suave ou sem cheiro para reduzir o risco de irritação da pele". Briet diz que não basta limpar a superfície do pênis, mas que o prepúcio precisa ser retraído para que a água e o sabão também atuem na região da glande. "Principalmente nas partes do pênis mais escondidas pelo frênulo peniano, é conveniente usar um sabonete neutro para limpar os órgãos sexuais e enxaguar com bastante água." Mulheres... Quanto às mulheres, os especialistas em saúde sexual concordam que há desinformação, apesar da enorme indústria dedicada à higiene vaginal. "A vagina é projetada para ser mantida limpa com a ajuda de secreções naturais (corrimento vaginal). Não precisa de duchas ou lenços vaginais", diz o site do NHS. "Existem muitas bactérias dentro da vagina que estão lá para protegê-la", acrescenta. Na verdade, muitos sexólogos consideram esses produtos não apenas desnecessários, mas também perigosos. "A vulva (a parte externa da genitália feminina) pode ser limpa com sabonetes e produtos especializados para a área", comenta Thamara Martínez. "Ainda assim, dependendo da pessoa, podem causar irritação e aumentar o risco de infecções. O que eu recomendo é lavar com água pelo menos uma vez ao dia." Em relação à parte interna, a sexóloga desaconselha a ducha: "Os riscos são muito maiores do que os benefícios que oferecem, por isso recomendamos não utilizá-los". Entre os possíveis riscos ou reações adversas, ela lista o seguinte: mudanças no PH (o potencial de hidrogênio da pele) ardor e coceira diminuição do muco cervical (que é responsável pela lubrificação da vagina) reações alérgicas maior risco de desenvolver infecções complicações que podem surgir durante a gravidez, como o aumento do risco de parto prematuro "Nosso corpo é tão sábio que sabe manter sua higiene interna", finaliza a especialista. Briet afirma que, embora existam cremes hidratantes ou reparadores para combater a irritação ou coceira na região íntima feminina, "o que se deve evitar são aquelas tendências inúteis de perfumar suas partes com desodorantes, colônias ou sabonetes com odores que favoreçam a irritação de pele e torná-la mais vulnerável a possíveis ataques bacterianos". Ele também desaconselha o uso de duchas higiênicas ou absorventes perfumados. "A vagina normalmente se limpa sozinha. As paredes produzem seu próprio fluido que carrega células mortas e outros microrganismos para fora do corpo", esclarece. "E os cuidados íntimos devem ser tomados com mais cuidado nos dias da menstruação." Homens e mulheres Uma dica de sexologistas para homens e mulheres é urinar antes e depois da relação sexual. "Urinar após a relação sexual é uma das melhores medidas para evitar contrair infecções indesejadas, seja na forma de micróbios, bactérias ou secreções", diz Martínez. "Ir ao banheiro no final das relações sexuais ajuda a expulsar tudo o que surgiu, purificando-o e evitando que chegue a órgãos sensíveis como a bexiga", explica. "E urinar antes é de vital importância, principalmente para ter relacionamentos satisfatórios e não ter sensações desconfortáveis." Briet acrescenta que essa prática é "um bom preventivo de algumas infecções do trato urinário, mas não de todas". O sexólogo recomenda urinar "imediatamente após a relação sexual" para nos proteger de doenças e reduzir as chances de contrair uma infecção. "Na verdade, deixar de fazer isso é uma das causas mais comuns de infecções do trato urinário", acrescenta. Segundo a especialista, as mulheres são mais propensas a esse tipo de infecção e devem se acostumar a urinar 15 minutos após a penetração. Pesquisa publicada no The Journal of Family Practice (2002) diz que mulheres saudáveis que urinam 15 minutos após a relação sexual podem ter uma probabilidade ligeiramente menor de desenvolver uma infecção do trato urinário do que aquelas que não o fazem. "E embora aparentemente não haja nenhuma razão médica para ir direto para o chuveiro ou bidê depois do sexo, ainda é saudável ter um protocolo pós-sexo em mente", conclui Briet. Principais recomendações: Limpeza diária dos órgãos genitais com água Limpeza das mãos, boca e dentes Use roupa íntima limpa e, se possível, não de tecido sintético Consulte o seu médico e faça exames de rotina uma vez por ano Autoexame por observação direta e palpação para identificar mudanças na forma, coloração, secreções, tamanho e / ou textura Uso de preservativos nas relações sexuais Se você optar pelo sexo anal, deve evitar inserir o pênis no ânus e posteriormente na vagina, pois isso favorece o desenvolvimento de infecções Raspar todos os pelos pubianos não é recomendado, pois os pelos geralmente são uma proteção para os genitais, é melhor apará-los, mas não removê-los completamente Fonte: Thamara Martínez Farinós, psicóloga e sexóloga do Instituto Espill Veja Mais

A cineasta que transforma a velhice em arte

Glogo - Ciência Ana Luiza Azevedo, diretora de “Aos olhos de Ernesto”, se dedica ao tema da longevidade A pandemia criou uma trajetória singular para “Aos olhos de Ernesto”, o mais recente filme da cineasta gaúcha Ana Luiza Azevedo. Premiado pela crítica na 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e pelo público no 23º Festival Internacional de Cine de Punta del Este, a obra ficou sem salas de cinema para ser exibida, mas entrou nas plataformas de streaming e o boca a boca lhe deu visibilidade. No exterior, está em cartaz no Japão desde julho, e em breve participará de outros dois festivais na América do Sul: Viña del Mar, de 2 a 11 de novembro, e o de Montevidéu, de 21/11 a 5 de dezembro. Protagonizado pelo ator uruguaio Jorge Bolani, conta a história de um homem de 78 anos que está perdendo a visão, mas não o amor à vida. Seu encontro com a jovem e carente Bia, interpretada por Gabriela Poester, será um marco para ambos. Ana Luiza Azevedo dirige o ator uruguaio Jorge Bolani no filme “Aos olhos de Ernesto” Fábio Rebelo Não é a primeira vez que Ana Luiza trata da velhice. Em 2002, seu curta “Dona Cristina perdeu a memória” ganhou diversos prêmios. Em 2015, a série “Doce de mãe”, que escreveu com Jorge Furtado e dirigiu, ganhou um Emmy. Quero saber por que o tema é tão recorrente em sua filmografia: “talvez pelo fato de ter convivido muito com idosos. Tive avós longevos, minha mãe tem 89 anos, meu pai, 94. Meus filhos conviveram com seus bisavós. E os filmes acabam tendo relação com o que estou vivendo”, analisa, a um mês de completar 61 anos. Depois do primeiro, foram muitos os convites para debater o assunto com plateias maduras – e as histórias chegavam de todos os cantos. O próprio Ernesto foi inspirado no fotógrafo italiano Luigi Del Re, que vivia em Porto Alegre e já não conseguia se corresponder com a irmã, que morava na França. O filho dele trabalhou com Ana Luiza no seu primeiro longa, “Antes que o mundo acabe”, e contou o drama que o pai enfrentava. Esse foi o ponto de partida para o roteiro feito a quatro mãos com Jorge Furtado. Além de Ernesto fazer questão de ser protagonista da sua história e manter a autonomia, o filme trata da riqueza do convívio entre gerações. “Bia leva Ernesto para uma roda de slam (uma espécie de competição na qual poetas leem ou recitam seus trabalhos) na rua, uma experiência que tive com meu filho, há uns três anos. As pessoas não deveriam se isolar, é importante ter contato com gente de todas as idades. Podemos comparar as taxas de glicose ou colesterol com quem está na nossa faixa etária, mas também abrir espaço para conviver com aqueles que nem pensam no assunto”, brinca Ana Luiza, referindo-se a uma cena na qual Ernesto e seu vizinho travam uma animada discussão sobre seus exames médicos. Gabriela Poester e Bolani contracenam Fábio Rebelo Sobre o próprio envelhecimento, diz que não gosta de eufemismos, como a expressão “melhor idade”, e muito menos de abordagens que infantilizem os idosos. “Temos que encarar os benefícios e as limitações da idade. As pessoas ignoram que se possa viver intensamente na velhice. A atriz italiana Anna Magnani dizia: ‘não queiram retocar ou tirar minhas rugas, levei muito tempo para consegui-las’. Segundo meu pai, o segredo é rir”, ensina. Reconhece que ser uma mulher cineasta mais velha é desafiador: “também no cinema há uma hipervalorização da juventude”, e cita Alice Guy Blaché, uma pioneira no cinema francês no século 19, cuja trajetória foi praticamente apagada pelos homens. No entanto, Ana Luiza, que integra a Casa de Cinema de Porto Alegre, segue à toda e se dedica a um novo projeto de série. Formada em artes plásticas, conta que gostava de desenhar, mas descobriu que não seguiria carreira nessa área porque não sabe trabalhar sozinha. “Preciso trocar com o outro e o cinema tem essa característica maravilhosa. Minhas limitações são superadas pelo talento dos demais”. Veja Mais

EUA autorizam uso do antiviral remdesivir em pacientes com Covid-19

Glogo - Ciência Apesar da aprovação, pesquisa conduzida pela OMS aponta que medicamente não é eficaz contra a Covid. FDA aprova Remdesivir para tratar pacientes graves com Covid-19 nos EUA A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) deu plena autorização nesta quinta-feira (22) para que o antiviral remdesivir seja usado no tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19, confirmando a autorização condicional acordada em maio, informou o fabricante Gilead. O remdesivir apresentou resultados satisfatórios em testes preliminares, o que levou países europeus a adotarem o medicamento na condição de "uso emergencial". Porém, após meses de pesquisa, a Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que o medicamento não é eficaz contra a Covid. OMS anuncia a ineficácia de quatro medicamentos contra o coronavírus Apesar da conclusão da OMS, o laboratório Gilead anunciou que recebeu autorização nos EUA para o medicamento e ressaltou que, por enquanto, é o único tratamento específico contra Covid-19 aprovado após um processo de verificação mais rigoroso e definitivo. Outros tratamentos receberam autorizações de uso de emergência, que são temporários e concedidos com base em dados parciais. As autorizações emergenciais podem ser revogadas ao final do estado de urgência sanitária. As ações da farmacêutica Gilead subiram 4% na Bolsa de Valores de Nova York após o anúncio. Com a decisão dos EUA sobre o remdesivir, o medicamento poderá ser dado a adultos e crianças a partir de 12 anos e pesando mais de 40 quilos, caso precisem de hospitalização, e só poderá ser administrado por via injetável em um centro médico ou meio equivalente. Outra autorização emergencial foi acordada paralelamente para crianças com menos de 12 anos que pesem pelo menos 3,5 quilos. O presidente americano, Donald Trump, que teve Covid-19 no começo de outubro, recebeu remdesivir durante cinco dias, além de outros tratamentos. Initial plugin text VÍDEOS: Perguntas e respostas sobre o coronavírus Veja Mais

Cientistas dizem ter descoberto por acaso órgão misterioso no centro da cabeça humana

Glogo - Ciência Pesquisadores na Holanda acreditam ter encontrado um novo par de glândulas salivares ocultas atrás do nariz, em encontro com a garganta. As novas glândulas ficam atrás do nariz, no encontro com a garganta VALSTAR, ET. AL./RADIOTHERAPY AND ONCOLOGY via BBC Uma equipe de pesquisadores na Holanda acredita que pode ter encontrado um novo conjunto de órgãos no corpo humano. Eles identificaram o que acreditam ser novas glândulas localizadas atrás do nariz, no encontro com a garganta. Os pesquisadores dizem que a descoberta provavelmente se trata de um quarto par de glândulas salivares (partes do corpo responsáveis por produzir saliva). Se o achado for comprovado como verdadeiro, essa glândula oculta seria a primeira identificação desse tipo em cerca de 300 anos. Hoje conhecemos estas três principais glândulas salivares: uma inserida perto das orelhas, outra abaixo da mandíbula e outra sob a língua. Estas setas mostram onde os pesquisadores encontraram os 'órgãos' VALSTAR, ET. AL./RADIOTHERAPY AND ONCOLOGY via BBC Os pesquisadores encontraram o que pode ser reconhecido como novas glândulas enquanto examinavam imagens em uma máquina capaz de mostrar tecidos corporais em detalhes. Eles queriam saber mais sobre o que haviam encontrado, então examinaram um pouco de tecido. E descobriram que é muito semelhante às glândulas que temos sob a língua. "O local não é muito acessível e você precisa de imagens muito sensíveis para detectá-lo", disse Wouter Vogel, um dos autores do estudo. Yvonne Mowery, oncologista de radiação na Duke University, disse que "ficou bastante chocada por estarmos em 2020 e ter uma nova estrutura identificada no corpo humano". Quão certos estão os cientistas sobre a descoberta? A equipe de pesquisadores identificou as glândulas por acaso, já que estava focada em outros tratamentos quando as encontrou. Na verdade, eles estavam examinando pacientes com câncer de próstata com um tipo avançado de exame, que, combinado com injeções de glicose radioativa, destaca tumores no corpo. Assim, mais estudos serão feitos para determinar qual é exatamente o papel dessas glândulas — os médicos disseram que é preciso mais pesquisa e uma seleção mais ampla de pessoas. VÍDEOS: Mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

O Assunto #304: Vacina - avanços, dúvidas e disputa política

Glogo - Ciência Enquanto testes clínicos são realizados e a Anvisa reforça que qualquer vacina só será autorizada após rigorosa avaliação, autoridades prometem datas irreais e batem cabeça em esfera federal. Você pode ouvir O Assunto no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. Nada no mundo é tão aguardado hoje quanto a imunização contra o Sars-CoV-2. O desenrolar dos testes clínicos é sujeito a fatalidades - como a morte do voluntário brasileiro que recebia placebo no experimento com o produto de Oxford - e imprevistos, o que leva a maioria dos cientistas a situar o início da vacinação em larga escala no segundo semestre de 2021. Ao passo que governantes -interessados em se autopromover e detonar adversários- acenam com datas bem mais próximas, até neste ano. O descompasso entre a ciência e a política, enquanto a população enfrenta as aflições da pandemia, é abordado nas duas entrevistas deste episódio, com o biólogo Gustavo Cabral e o jornalista da TV Globo Álvaro Pereira Jr. Cabral, que lidera os trabalhos de desenvolvimento de vacinas anti-Covid no departamento de Imunologia da USP, esclarece o grau de eficácia que podemos esperar da primeira vacina e quem dará a palavra final sobre sua liberação. Álvaro desfaz mitos e ilusões dessa discussão, além de alertar para a necessidade de combater não apenas o vírus, mas também a desinformação. O que você precisa saber: Morre voluntário brasileiro que participava dos testes de Oxford 'Não há intenção de compra de vacinas chinesas', diz Ministério da Saúde Ministério anuncia compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac Em meio a disputa sobre vacina para Covid, presidente da Anvisa nega 'influência externa' Veja quais são as vacinas contra a Covid-19 que estão em teste em humanos ao redor do mundo Calendário Nacional de Vacinação Veja aqui as datas e as vacinas indicadas para cada faixa etária O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Renata Bitar, Vitor Muniz e Danniel Costa. Apresentação: Renata Lo Prete Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado. Veja Mais

Ministério da Saúde retira do ar comunicado sobre compra de vacina e republica, falando em 'possível aquisição'

Glogo - Ciência Novo texto retira parte que falava de medida provisória para adquirir o imunizante; um trecho da publicação continuou, entretanto, igual ao da anterior. Texto publicado na terça falava em 'protocolo de intenções para adquirir' 46 milhões de doses da CoronaVac; nova versão fala em 'possível aquisição'. O Ministério da Saúde retirou do ar e republicou com alterações, nesta quarta-feira (21), um comunicado à imprensa que falava sobre a aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac contra a Covid-19. O imunizante é motivo de embates entre a própria pasta, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). (Entenda). Ofício mostra intenção do governo de adquirir vacina do Butantan, mas secretário nega; veja íntegra Na primeira versão, divulgada na tarde de terça-feira (20), o texto tinha o título "Brasil negocia aquisição de 46 milhões de doses contra a Covid-19 com Instituto Butantan", e, no primeiro parágrafo, dizia que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, "assinou protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da Vacina Butantan - Sinovac/Covid-19, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan". (Veja imagem abaixo). Primeira versão do comunicado do Ministério da Saúde Reprodução/Site Ministério da Saúde Depois das declarações desta quarta-feira (21) de Bolsonaro sobre a CoronaVac, entretanto, o comunicado foi retirado do ar (veja imagem abaixo) e republicado, com um conteúdo diferente. Página onde primeira versão do comunicado havia sido publicada foi retirada do ar Reprodução/Site Ministério da Saúde Na segunda versão, que aparece no site da pasta como atualizada nesta quarta (21), o texto dizia que o ministro havia assinado, na terça-feira, o protocolo, "para possível aquisição de 46 milhões de doses da Vacina Butantan-Sinovac/Covid-19, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan" (veja imagem). Segunda versão do comunicado do Ministério da Saúde fala em 'possível aquisição' da CoronaVac. Reprodução/Ministério da Saúde Também foi retirado um trecho que falava da edição de uma medida provisória "para disponibilizar crédito orçamentário de R$ 2,6 bilhão" para comprar as doses. Mais abaixo, entretanto, um dos parágrafos continuou igual em ambas as versões: "Além das vacinas já adquiridas previamente (AtraZeneca e Covax), o Governo Federal assinou protocolo de intenções para a compra de 46 milhões de doses da Butantan-Sinovac. O Ministério da Saúde já havia anunciado, também, o investimento de R$80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan – o que auxiliará na produção de vacinas." Mais abaixo, entretanto, um dos parágrafos do texto continuou igual em ambas as versões. Reprodução/Site Ministério da Saúde Embates O anúncio do Ministério da Saúde sobre uma negociação para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac causou embate entre a pasta e o presidente Jair Bolsonaro – e que envolve também o governador de São Paulo, João Doria. O governo de São Paulo já havia fechado um contrato, no fim de setembro, com a Sinovac, para adquirir as mesmas 46 milhões de doses compradas pelo governo federal. O acordo previa que a farmacêutica enviasse 6 milhões de doses da vacina já prontas até dezembro, enquanto as outras 40 milhões teriam o processamento finalizado (o envasamento) no Butantan. Na terça (20), o Ministério da Saúde anunciou as negociações para compra. O presidente Jair Bolsonaro, entretanto, afirmou na manhã desta quarta (21) em uma rede social que o país não compraria "a vacina da China". "Já mandei cancelar", disse o presidente sobre o protocolo assinado pelo ministério. ‘Já mandei cancelar’, diz Bolsonaro sobre protocolo de intenções da vacina CoronaVac O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse, em pronunciamento feito entre as declarações do presidente, que "não há intenção de compra de vacinas chinesas". As falas de Bolsonaro repercutiram com os governadores do país, inclusive o de São Paulo – que disse que "não devemos avaliar origem da vacina, mas sua eficácia". Veja os VÍDEOS mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias: Veja Mais

CoronaVac: 7 perguntas para entender a vacina do Butantan

Glogo - Ciência Segundo governo, testes feitos no Brasil confirmaram que vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com Instituto Butantan é segura, mas ainda é preciso provar sua eficácia contra a Covid-19. O governador de São Paulo, João Doria, mostra uma embalagem da CoronaVac durante entrevista coletiva em setembro de 2020 Bruno Escolastico/Photopress/Estadão Conteúdo O governo de São Paulo anunciou na segunda-feira (19/10) os primeiros resultados dos testes feitos no Brasil da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com Dimas Covas, diretor do Butantan, a CoronaVac se mostrou segura, mas ainda será necessário esperar pelos resultados dos testes de eficácia, que indicarão se a vacina protege ou não contra o novo coronavírus. A expectativa de Covas é ter esses resultados até o final deste ano, embora especialistas ouvidos pela BBC News Brasil digam ser improvável cumprir essa meta. A comprovação de eficácia será fundamental para obter o registro da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dar início à vacinação. Exclusivo: Fantástico entra na fábrica da CoronaVac, na China Com mais de 40 milhões de infectados e 1,1 milhão de mortos no mundo por causa da Covid-19, há uma grande expectativa em torno não apenas dessa, mas das 196 vacinas que estão sendo desenvolvidas atualmente no mundo contra a Covid-19, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Desse total, 44 já estão sendo testadas em humanos, das quais 10 estão na última fase desta etapa de pesquisa, a chamada fase 3, quando se verifica a eficácia. Entre elas está a CoronaVac, que está sendo testada não apenas no Brasil, mas também na Turquia e na Indonésia. A BBC News Brasil preparou uma série de perguntas e respostas para esclarecer o que se sabe sobre essa vacina até o momento. Confira a seguir. O que foi divulgado sobre efeitos adversos? Governo de SP divulga dados sobre segurança da vacina contra a Covid da Sinovac O governo de São Paulo divulgou que, entre os 9 mil voluntários que já participam dos testes da CoronaVac no Brasil, 35% deles tiveram efeitos adversos. Os mais comuns foram dor, edema e inchaço no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga. Não foram detectados efeitos colaterais graves. Na coletiva de imprensa em que foi feito o anúncio, foi apresentado um comparativo com outras quatro vacinas também em teste no Brasil, desenvolvidas pelas empresas Moderna, BioNTech/FoSun/Pfizer, CanSino e AstraZeneca/Oxford. Nestas quatro vacinas, a incidência de efeitos adversos variou entre 77% e 100%. "Portanto, [a CoronaVac] é a vacina mais segura não só no Brasil, mas no mundo", disse Covas. João Doria: 'CoranaVac foi a que apresentou o menor índice de efeitos adversos' No entanto, esses resultados já eram esperados, de acordo com especialistas. Por que já se esperava que os testes no Brasil apontassem que a CoronaVac é segura? Há dois motivos. O primeiro é que ela usa uma tecnologia bastante tradicional, diz o imunologista Aguinaldo Pinto, professor da Universidade Federal de Santa Catarina. Essa vacina utiliza uma versão inativada do vírus. Isso quer dizer que o vírus foi exposto ao calor ou a produtos químicos para não ser capaz de se reproduzir. Uma vez injetado na corrente sanguínea, o vírus é detectado pelo sistema imunológico, que desenvolve formas de combatê-lo. Mas, como o vírus é incapaz de se reproduzir, não consegue deixar uma pessoa doente. "Não há nada de novo na tecnologia por trás dessa vacina. Ela existe há várias décadas. Temos muitas vacinas de vírus inativados sendo comercializadas hoje, como as contra a gripe, por exemplo. E sabemos que elas são bastante seguras", afirma Pinto. Enquanto isso, as outras vacinas comparadas à CoronaVac na coletiva de imprensa usam tecnologias ainda inéditas em vacinas e cujos efeitos são mais incertos. O segundo motivo é que os testes no Brasil apenas confirmaram o que já havia sido comprovado em etapas anteriores da pesquisa, como o próprio governo de São Paulo indicou. Antes de ser testada aqui, a CoronaVac foi testada na China para verificar sua capacidade de gerar uma reação do sistema imune e sua segurança e obteve bons resultados em ambos os critérios. Naquela ocasião, o estudo concluiu que esta vacina teve índices bastante semelhantes ou mesmo menores de participantes com efeitos adversos. "Essa conclusão é apenas um reforço dos resultados de fases anteriores. Se tivesse surgido algum efeito adverso grave, a segurança da vacina já teria sido contestada e, possivelmente, ela nem teria chegado à fase 3", explica Pinto. Mas o imunologista alerta que uma vacina ser segura (ou a mais segura) não significa que ela seja eficaz. Afinal, a CoronaVac protege contra a Covid-19? É exatamente isso que os testes de fase 3 estão investigando. Estes testes estão sendo realizados não só no Brasil, mas também na Indonésia e na Turquia. No Brasil, os testes de fase 3 serão feitos pelo Butantan com 13 mil profissionais de saúde voluntários com idades entre 18 e 59 anos, dos quais 9 mil já foram recrutados. Eles são divididos em dois grupos: um recebe a vacina e outro, placebo. Nem os participantes nem os pesquisadores sabem em qual grupo está cada voluntário. Ao fim do estudo, será analisada a proporção de pessoas que receberam a vacina e ficaram doentes para atestar sua eficácia. De acordo com o governo de São Paulo, uma análise preliminar de eficácia poderá ser feita quando ao menos 61 casos de Covid-19 forem confirmados entre os participantes, o que, segundo o governo de São Paulo, ainda não foi atingido. Um comitê de especialistas terá acesso aos dados e poderá saber de qual grupo fazem parte essas pessoas que ficaram doentes para avaliar se a vacina funciona ou não. Uma segunda análise poderá ser feita quando houver 151 casos de Covid-19 ou mais. Se nestas análises a maioria dos que ficaram doentes estiver no grupo que tomou placebo, o comitê poderá concluir que a eficácia foi comprovada, o que permitirá apresentar esses resultados à Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para solicitar o registro da vacina. No entanto, a mesma tecnologia que faz da CoronaVac uma alternativa segura não conta a favor de sua eficácia. "Vacinas de vírus inativados não geram uma resposta do sistema imune tão forte e duradoura quanto vacinas de vírus atenuados [que conseguem se reproduzir, embora lentamente], por exemplo", diz Pinto. Qual é a taxa de eficácia que uma vacina deve ter? A imunologista Cristina Bonorino, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, diz que, em geral, uma vacina deve ter uma taxa de eficácia de 70%, ou seja, ser capaz de proteger sete em cada dez pessoas que a tomarem. "Porque aí a gente consegue atingir a chamada imunidade de rebanho, e há uma chance maior de proteger a população como um todo", afirma Bonorino. 'Imunidade de rebanho': o que é e quais os riscos de deixar a pandemia correr seu curso Dimas Covas disse, no entanto, que o governo de São Paulo deve pedir o registro à Anvisa caso a CoronaVac tenha uma eficácia de ao menos 50%. A própria Anvisa já indicou que pode aceitar uma eficácia neste patamar, diante da situação de emergência criada pelo novo coronavírus, contra o qual não existe ainda uma vacina. "Neste momento, a regra mínima é 50%, mas já seria de grande utilidade uma vacina com 40% de eficácia. Já seria suficiente para reduzirmos a mortalidade e as internações. Se tivéssemos uma vacina com 40% de eficácia, eu seria o primeiro a tomá-la", disse Covas. A CoronaVac pode ficar pronta ainda neste ano? O governo de São Paulo afirmou que espera poder fazer uma primeira análise de eficácia até novembro. Também anunciou anteriormente que a vacinação de profissionais de saúde teria início em 15 de dezembro. Para isso, o Butantan deverá começar a produzir a CoronaVac ainda em outubro para ter 46 milhões de doses prontas para serem aplicadas até dezembro. "Aí aguardaremos o processo de registro da vacina", disse Covas. Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor), considera esse cronograma pouco factível. "Mostrar que a vacina é segura não quer dizer nada. Para registrar uma vacina, o mais importante é a eficácia. Precisa ver se ela protegeu contra a doença, se ela deixou a doença mais branda, e para observar isso precisa de tempo", afirma Kalil. O imunologista destaca que, até agora, o estudo do Butantan ainda não conseguiu recrutar todos os 13 mil voluntários previstos. Além disso, o governo de São Paulo também afirma que foram aplicadas até o momento apenas 12 mil doses entre os 9 mil voluntários que já participam dos testes. Isso significa que a maioria deles ainda não recebeu a segunda das duas doses previstas da vacina. "Também tem muito pouco tempo de observação pós-vacinal. Isso não é aceito internacionalmente", afirma Kalil. Bonorino concorda: "Não tem como demonstrar eficácia a não ser daqui a vários meses, porque precisa deixar as pessoas terem Covid-19." A imunologista acredita que existe um fator político por trás do desenvolvimento acelerado das vacinas contra a Covid-19. Por sua vez, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse não estar em uma "corrida eleitoral ou ideológica, mas em uma corrida para salvar vidas". "As vacinas que salvam vidas são as que cumprem todos os protocolos de testes e têm eficácia comprovada", diz Bonorino. Quem vai tomar a vacina primeiro? Isso ainda não foi divulgado oficialmente pelo governo de São Paulo. Mas João Gabardo, coordenador-executivo do centro de ontingência da Covid-19 de São Paulo, afirmou que são usados normalmente critérios de vacinação no Brasil que levam em conta o grau de exposição a uma doença e os grupos para os quais ela representa um maior risco de morte. Isso inclui profissionais de saúde e segurança, portadores de doenças crônicas, idosos, pessoas que têm alguma imunodeficiência. Dimas Covas reafirmou esse entendimento ao dizer que, "em uma vacinação no meio de uma pandemia, se deve proteger quem tem mais risco". "Num primeiro momento, a vacina vai ser priorizada para esses grupos", disse o diretor do Butantan. Vai ser obrigatório tomar a vacina? João Doria disse na sexta-feira (16/10) que a vacina contra a Covid-19 será obrigatória em todo o Estado. Segundo Doria, somente quem tiver um atestado médico que comprove que ele não pode ser imunizado será liberado. "Adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido", disse o governador. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), adversário político de Doria, afirmou que quem oferecerá a vacina será o Ministério da Saúde, mas "sem impor ou tornar a vacina obrigatória". Na segunda-feira, Bolsonaro voltou tratar do assunto. Em conversa com apoiadores, afirmou que a vacina contra a Covid-19 "não será obrigatória e ponto final" e criticou o rival. FATO OU FAKE: É #FAKE que governo não pode obrigar pessoas a se vacinar contra Covid-19 LEI: Governo tem poder de tornar vacinação obrigatória e dever de incentivá-la, dizem juristas e médicos "Tem um governador aí que está se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela [a vacina] será obrigatória. Repito que não será." Veja os VÍDEOS mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias: Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 20 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 154.243 óbitos registrados e 5.251.416 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto a secretarias estaduais de Saúde. O Brasil tem 154.243 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta terça-feira (20), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de segunda-feira (19), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 154.243 mortes confirmadas 5.251.416 casos confirmados Na segunda-feira, às 20h, o balanço indicou: 154.226 mortes confirmadas, 341 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 502, novamente voltando a ficar acima da marca de 500. Isso significa uma variação de -23% em relação aos dados registrados em 14 dias, ou seja, apontando tendência de queda. O país chega ao 8º dia com a curva de mortes indicando queda, após 28 dias em estabilidade. Em casos confirmados, eram 5.251.127 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus desde o começo da pandemia, com 18.586 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 21.218 por dia, uma variação de -22% em relação aos casos registrados em 14 dias. Brasil: 19 de outubro Apenas dois estados apresentam indicativo de alta de mortes: Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No RN, a média estava em 3 e foi para 19 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 500%. Isso ocorreu após a inserção de 111 mortes na última sexta-feira no boletim do estado. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Outros 17 estados têm curvas que apontam queda, considerando os dados do dia anterior para RR. Estados Subindo (3 estados): PB, PI e RN Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (7 estados): RS, ES, RJ, RO, AL, MA e SE Em queda (16 estados + o DF): PR, SC, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RR*, TO, BA, CE e PE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -39% RS: -9% SC: -33% Sudeste ES: +5% MG: -27% RJ: -7% SP: -31% Centro-Oeste DF: -18% GO: -34% MS: -31% MT: -18% Norte AC: -64% AM: -35% AP: -50% PA: -42% RO: -12% *O estado de RR não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de domingo (18), estava em -54% TO: -20% Nordeste AL: -10% BA: -36% CE: -38% MA: -13% PB: +27% PE: -43% PI: +16% RN: +500% SE: +3% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Festas clandestinas de brasileiros nos EUA reúnem multidões e ignoram Covid-19

Glogo - Ciência Os eventos chegam a reunir até três mil pessoas, segundo os organizadores. Maioria dos frequentadores de festas clandestinas é jovem, não usa máscaras e ignora distanciamento social Reprodução "O coronavírus nunca me afastou", anuncia um dos convites que se espalham em grupos de brasileiros nos arredores de Boston, nos EUA. O chamado é para uma das festas organizadas por DJs e produtores brasileiros em estacionamentos, terrenos vazios e postos de gasolina de cidades do estado de Massachusetts. Intensificados desde o início da pandemia em resposta a restrições impostas por governos locais a aglomerações, os eventos chegam a reunir até três mil pessoas, segundo os organizadores. Em perfis de produtores em redes sociais, vídeos e fotos mostram multidões dançando em volta de caixas de som instaladas nos porta-malas de caminhonetes. A maioria dos frequentadores é jovem, não usa máscaras e ignora recomendações de distanciamento social. Na última semana, os encontros ganharam atenção de jornais e televisões locais. Descritos como "superdisseminadores" do coronavírus, eles viraram tema de discussão nos gabinetes de prefeitos e mobilizam a polícia. Desde o início de setembro, pelo menos dois brasileiros que participam dos eventos foram presos. As aglomerações costumam acontecer em locais distantes dos centros de cidades como Everett Framingham, Saugus, Sommerville e Revere, todas nos arredores de Boston, onde se concentra a maior comunidade de brasileiros nos Estados Unidos. "A preocupação é a aglomeração de pessoas sem máscaras e o fato de as pessoas estarem se comportando como se tudo estivesse normal. Estamos em meio a uma pandemia e a cidade de Everett é a quarta com mais contaminações no Estado", diz à BBC News Brasil a vereadora Stephanie Martins, que tem cidadanias brasileira e americana. "Os números estão voltando a subir, porém dessa vez entre a população com menos de 60 anos, o que reflete uma correlação com tais eventos. E a comunidade acaba passando uma má impressão de desrespeito por parte do nosso povo." 'Desrespeito' As festas foram tema da reportagem principal de um jornal da cidade de Everett, que fica a apenas 6 km de Boston, com o título "Um desrespeito". O texto aponta que "as festas são principalmente destinadas à comunidade brasileira na região da grande Boston" e alerta que a cidade está classificada como "zona vermelha, o que não permite que os comércios e organizações da cidade possam evoluir para o estágio de reabertura". Eventos costumam ser realizados em locais distantes dos centros de cidades nos arredores de Boston Reprodução Recentemente, parques da região voltaram a fechar por conta da alta no número de contaminações pelo coronavírus. Todas as escolas a região continuam fechadas e as aulas acontecem à distância. Segundo as regras locais, reuniões em áreas abertas com mais de 50 pessoas estão proibidas e qualquer encontro deve respeitar regras de distanciamento e uso de máscara. A multa para quem desrespeita as regras pode chegar a US$ 490 (ou R$ 2.750). A BBC News Brasil conversou com um dos divulgadores do chamado "Baile do Monstro", um dos eventos organizados em estacionamentos que reúnem mais pessoas na região. O jovem brasileiro tem milhares de seguidores nas redes sociais, onde divulga festas em locais públicos e privados e publica fotos nos eventos alvo de controvérsia. "Eu não sei sobre esses eventos, apenas divulgo", disse o rapaz à BBC News Brasil. "Faço eventos privados. Nas ruas, apenas divulgo como todo mundo." Quando questionado sobre as críticas e a falta de distanciamento e máscaras entre os presentes, o jovem deixou de responder às perguntas da reportagem. Procurado, o prefeito de Everett, Carlo DeMaria Jr., disse à BBC News Brasil que "esses eventos vão contra as regras da cidade e do Estado". "Não haverá tolerância em nossa comunidade para este tipo de evento ou festa. As polícias de Everett, do Estado e em nível federal estão trabalhando ativamente em conjunto para combater este assunto", disse DeMaria Jr. 'Car meetings' Em nota, a polícia de Westborough, outra cidade da região, disse que "tem recebido diversas ligações com reclamações entre 1h e 3h da manhã. A principal reclamação é a música alta e aglomerações". "Os eventos costumam reunir 100 pessoas e por volta de 40 ou 50 carros. Eles dispersam rapidamente quando chegamos" A reportagem mapeou pelo menos 3 grupos de produtores brasileiros organizando eventos na região. A origem dos encontros é antiga - e se baseia em uma cultura de "car meetings", ou encontros de carros, nos quais donos de carros esportivos se reúnem em postos de gasolina e exibem seus veículos embalados por caixas de som potentes e bebida. Estes eventos são organizados em grupos fechados no Facebook e no WhatsApp. Os organizadores costumam ganhar fama por meio da organização dos encontros gratuitos ao ar livre. Quando se tornam conhecidos, começam a promover eventos pagos em locais fechados. Os episódios dividem a comunidade brasileira "As festas dos hispânicos estão sempre lotadas e ninguém fala nada. Não dá para controlar o número de pessoas em evento ao ar livre, a festa é do povo", diz um mineiro em uma publicação em redes sociais sobre o tema. "Que vergonha. É por isso que brasileiro tem estigma no exterior", diz uma moradora da área. A vereadora Stephanie Martins diz que "a festa dos estacionamentos é totalmente fora dos padrões, com música, dança, bebida a céu aberto, e menores tendo acesso a tudo isso e sem nenhuma proteção". "A mensagem é que a pandemia ainda não acabou. E, se queremos voltar à normalidade mais rápido, precisamos colaborar e evitar eventos de aglomeração e usar as nossas máscaras. Quanto mais pessoas respeitarem as regras, mais rápido sairemos de tudo isso. Vamos mandar uma mensagem positiva de que a nossa comunidade é um povo consciente e que queremos ser um exemplo positivo na nossa cidade", diz. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid-19 Veja Mais

Em descoberta inédita no mundo, cientistas brasileiros encontram parasita preservado dentro de ossos de dinossauro

Glogo - Ciência Pesquisadores da UFRN, da UFSCar e da Unicamp identificaram microrganismo em 'dino zumbi' que sofria de osteomielite aguda, doença que até hoje afeta animais e também humanos. Ilustração mostra titanossauro com osteomielite aguda, infecção óssea que deforma os ossos e que provavelmente causou muita dor aos dinos. Hugo Cafasso Uma equipe de cientistas brasileiros encontrou, em uma descoberta inédita no mundo, um parasita sanguíneo preservado dentro dos ossos de um dinossauro. A pesquisa foi publicada na quinta-feira (15) no "Cretaceous Research". Os pesquisadores – da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Unicamp – acharam o parasita nos ossos de um titanossauro (os dinos de pescoço comprido) que sofria com uma doença chamada osteomielite aguda, uma infecção óssea que até hoje atinge animais e humanos. Antes da descoberta dos brasileiros, parasitas pré-históricos só haviam sido encontrados dentro de insetos preservados em âmbares ou em fezes fossilizadas – ou seja, nenhum dentro de um hospedeiro. Como foi feita a descoberta? Em 2017, enquanto fazia seu pós-doutorado, a cientista Aline Ghilardi, da UFRN, autora sênior da pesquisa, notou que um dos ossos dos dinossauros que estudava tinha caroços esponjosos. A equipe resolveu, então, estudá-lo mais a fundo. No ano seguinte, o pesquisador Tito Aureliano, que fazia mestrado na Unicamp, decidiu estudar os ossos com um microscópio – e, depois, com uma tomografia, feita na Faculdade de Medicina da USP. Com as análises, foi feito o diagnóstico da osteomielite aguda, uma infecção que pode causar deformações nos ossos e que, provavelmente, causava muita dor ao titanossauro [veja detalhes mais abaixo]. Depois, os cientistas fizeram uma biópsia do material – algo que ninguém nunca tinha feito antes – para ver o desenvolvimento da doença. (A maioria das pesquisas do tipo descreve as amostras a olho nu ou com uma radiografia simples – o máximo que fazem é uma tomografia, explica Tito Aureliano, que é o primeiro autor do estudo). Foi aí que veio a surpresa. A paleontóloga Fresia Ricardi-Branco, da Unicamp, detectou a presença de um microfóssil dentro dos canais vasculares do osso do dinossauro. Ao examiná-lo, Aureliano achou mais de dez microrganismos fossilizados. Entrou em cena, então, a paleoparasitóloga Carolina Nascimento, da UFSCar, para analisar detalhadamente a amostra. Ela conseguiu achar mais de 70 microrganismos similares preservados dentro do osso do titanossauro, e determinou que eles eram algum tipo de parasita sanguíneo. "Quando descobrimos que era um parasita e que estava dentro dos canais do dinossauro, começamos a ficar nervosos para sermos os primeiros [a publicar]", relata Tito Aureliano. "Não acreditamos que nunca tinham feito isso [a biópsia]". Os pesquisadores ainda não sabem, entretanto, se foram os parasitas que causaram a osteomielite. Isso porque eles encontraram, também, uma colônia de bactérias no fóssil. Os cientistas brasileiros esclareceram como a inflamação no dinossauro evoluiu até a formação dos caroços e identificaram, até mesmo, o momento em que a ferida se abriu e foi colonizada por bactérias (na imagem). Tito Aureliano, Carolina S.I.Nascimento, Marcelo A.Fernandes, Fresia Ricardi-Branco, Aline M.Ghilardi "Não sabemos se esses parasitas compridinhos causaram a doença ou se a doença causou a presença deles", diz Aureliano. "O máximo que a gente se atreveu a dizer é que é um parasita – um pouco maior do que os que são encontrados em âmbar – e que mais estudos são necessários", afirma. A equipe trabalha nesses próximos resultados, que deverão ser publicados em breve. Dino sentiu muita dor Ilustração de reconstrução mostra titanossauro com osteomielite aguda, infecção óssea que deforma os ossos e que provavelmente causou muita dor aos dinos. Hugo Cafasso O que os pesquisadores podem determinar, por enquanto, é que o titanossauro "sentiu dor – e muita dor – para morrer", diz Aureliano. "Ele estava apodrecendo vivo", afirma. Em um vídeo em que explicam a pesquisa, Aureliano e Ghilardi dizem que, considerando como essa doença age em organismos atuais, o dinossauro deve ter sofrido muito até atingir o estado grave que eles viram – com a formação de feridas abertas expelindo pus pelas pernas, braços e corpo. "Neste fóssil recuperado, o estágio da doença estava tão agressivo que a gente apelidou esse espécime de 'Dino Zumbi'", diz Aureliano. Eles conseguiram determinar também que, quando morreu, o titanossauro era idoso. Analisando as feridas, esclareceram como a inflamação evoluiu até a formação dos caroços e identificaram, até mesmo, o momento em que a ferida se abriu e foi colonizada por bactérias. Os pesquisadores perceberam que a lesão ia desde a parte mais interna do osso até a parte de fora – onde formava os caroços esponjosos vistos por Ghilardi. Reconstrução em 3D da tomografia (em azul e verde) permitiu aos cientistas enxergar que a lesão ia desde a parte mais interna do osso até a parte de fora Tito Aureliano, Carolina S.I.Nascimento, Marcelo A.Fernandes, Fresia Ricardi-Branco, Aline M.Ghilardi "Esses dados todos serão muito importantes para o avanço da compreensão da doença na medicina atual e no tratamento em humanos", afirma Ghilardi. Os achados dos pesquisadores só foram possíveis graças a um processo chamado fosfatização, que garantiu uma "fossilização excepcional" ao dino. "A fossilização é um processo muito destrutivo – é raro ter essa preservação excepcional, quando se preserva partes moles. A química dentro do osso petrificou muito rápido os microrganismos", explica Aureliano. A descoberta foi um conjunto de fatores certos na hora certa: os cientistas encontraram o titanossauro "certo" e que morreu "do jeito certo" – mantendo o grau de preservação alto necessário para exame no microscópio. Contribuições "Esse trabalho foi inovador pois uniu, pela primeira vez, os campos da histologia, patologia e parasitologia aplicados aos fósseis, o que abrirá novas possibilidades para a paleontologia de agora em diante", diz Ghilardi. "É, também, um exemplo de como a ciência de base pode acabar causando impacto na medicina moderna, contribuindo para a compreensão de doenças que até hoje acometem animais, inclusive a espécie humana", acrescenta. "Estamos muito satisfeitos, muito felizes, de fazer uma contribuição sólida na nossa área, de abrir novas possibilidade para a paleontologia. Agora a gente sabe que pode tirar parasitas de amostragens, incluindo nossos ancestrais humanos", lembra Aureliano. Veja os vídeos mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias: Veja Mais

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A mulher com autismo que aprendeu com os gorilas as regras do comportamento humano

Glogo - Ciência Dawn Prince-Hughes conta como uma ida ao zoológico mudou sua vida, levando-a a se tornar uma respeitada antropóloga especializada em etologia e primatologia. Ao ver os gorilas pela primeira vez, Prince-Hughes conta que teve uma epifania Jo Fidgen/BBC Dawn Prince-Hughes diz que aprendeu a ser humana com os gorilas. Ela tem Síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo, e desde criança apresentava dificuldade de interação social. À medida que crescia, foi vítima de bullying na escola, se envolveu com drogas e acabou indo morar na rua, se tornando dançarina de shows eróticos para sobreviver. Em entrevista à jornalista Jo Fidgen, do programa de rádio Outlook, da BBC, Prince-Hughes conta como uma ida ao zoológico mudou sua vida. Autismo: as descobertas recentes que ajudam a derrubar mitos sobre o transtorno 'Como escondi o meu autismo por décadas para me encaixar na sociedade' Ela não só aprendeu com os gorilas as regras sociais do comportamento humano, como acabou se tornando uma respeitada antropóloga especializada em etologia e primatologia, autora de vários livros. Aos 36 anos, a americana Dawn Prince-Hughes foi diagnosticada com Síndrome de Asperger, condição também conhecida como autismo de alto desempenho. Embora tenha as habilidades intelectuais preservadas, quem tem Asperger pode apresentar dificuldade de interação social - sobretudo, de interpretar o comportamento de outras pessoas. O diagnóstico dela pode ter sido tardio, mas desde a infância Prince-Hughes teve que lidar com os desafios impostos pela condição, como a sensibilidade sensorial. Prince-Hughes foi diagnosticada com Síndrome de Asperger aos 36 anos Jo Fidgen/BBC "Tudo era mais intenso para mim do que para as outras pessoas. A luz era mais brilhante; o som mais alto; o toque, doloroso; minhas roupas arranhavam, embora o tecido fosse macio." Ela também apresentava padrões repetitivos de comportamento: "Eu queria que as coisas fossem muito previsíveis, a gente tinha que fazer tudo num determinado horário, pegar um determinado caminho para a escola", relembra. E acabou se tornou um alvo fácil para outras crianças que praticavam bullying na escola. "Eles pensavam que eu era uma aberração. E entrei em uma espécie de espiral decadente, à medida que me sentia cada vez mais rejeitada. Quanto mais estranha eu me tornava, mais eles me rejeitavam." O fato é que o bullying foi se tornando mais agressivo, o que levou Prince-Hughes a beber como forma de lidar com a situação - ela conta que tomava vinho entre uma aula e outra. 'Os gorilas me deram meu lado humano', diz Prince-Hughes Jo Fidgen/BBC "Eu bebia muito. As coisas se tornaram perigosas para mim na escola. As pessoas começaram a me atacar fisicamente, ameaçando me matar." Foi assim que, aos 16 anos, ela acabou largando os estudos e indo morar na rua. "Eu simplesmente comecei a vagar por aí, ia para qualquer lugar com qualquer pessoa que tivesse uma casa ou me oferecesse drogas e álcool", conta. "Eu só queria ficar drogada ou chapada. Era tudo o que eu queria fazer até morrer. Só ficava olhando meu relógio esperando a hora de morrer." E por cinco anos, essa foi sua vida. Até que foi convidada para ser dançarina de um Peep Show. "As pessoas colocavam moedas em uma máquina, e uma janela se abria - por 25 centavos você teria, sei lá, 20 segundos, para ver as dançarinas nuas no palco", explica. "Eu era a mulher selvagem. Costumava usar peles de animais, um biquíni micro e corria como um animal selvagem; me lembro de saltar pelo palco." E, quando recebeu seu primeiro pagamento, ela decidiu ir ao zoológico. "Eu estava apavorada. Para alguém com Asperger, a ideia de pegar um ônibus, receber o troco certo, interagir com outras pessoas - todas essas pequenas coisas são aterrorizantes. Mas consegui chegar ao zoológico." Ela só não podia imaginar que sua vida estava prestes a dar uma grande guinada. Ao avistar os gorilas pela primeira vez, ela conta que teve uma epifania. 2 de setembro - Um gorila-das-montanhas chamado Segasira é visto enquanto descansa embaixo de uma árvore no Parque Nacional Vulcões, em Ruanda Felipe Dana/AP "Imediatamente percebi que eram seres que me entenderiam, e que eu os entenderia. Ali, perto deles, com todas as informações sensoriais chegando, o som que era muito alto, a luz demasiado brilhante - tudo apaziguou. E eu descansei pela primeira vez na minha vida", revela. Prince-Hughes percebeu que tinha algo em comum com os gorilas: "Eles são muito lentos. Fazem tudo de forma deliberada. A comunicação humana acontece rápido demais, e não há nada de frenético em relação aos gorilas." "Sempre achei difícil o contato visual porque quando você olha realmente para alguém, a quantidade de informação que vai e volta é uma experiência intensa. Quando vi os gorilas pela primeira vez, eles ficavam apenas olhando para mim por cima do ombro. Era nessa velocidade que eu precisava ir", afirma. Depois daquele dia, Prince-Hughes voltaria ao zoológico sempre que podia. E começou a devorar toda informação que encontrava sobre gorilas. "Eu só queria estar com eles. É engraçado porque as pessoas que estão no espectro (do autismo), quando se interessam por algo, precisam saber tudo sobre aquilo. É por isso que deve ter tantos professores dentro do espectro que não foram diagnosticados", brinca. Gorila resgatado pelo Centro de Vida Selvagem de Limbe, em Camarões Reprodução/Instagram/@limbewildlifecentre Logo, ela começaria a trabalhar como voluntária no zoológico. E foi por meio da observação dos gorilas que ela diz ter aprendido as regras sociais da convivência humana: "Eu senti, observando os gorilas, que a interação social podia ser muito significativa. Tive essa sensação de repente de querer compartilhar mais com outras pessoas. E copiei o que os gorilas faziam." "Por exemplo, quando vi que um gorila estava triste, e outro gorila veio e deu um tapinha nas costas dele. Só isso bastou, e ele foi embora. Eu copiei esse comportamento e usei em uma situação na minha vida, funcionou muito bem. Foi a primeira vez que me senti realmente confortável estendendo a mão e tentando confortar alguém, fazendo esse tipo de contato", explica. E um dos momentos mais marcantes da sua relação com os gorilas a pegou de surpresa. Ela conta que estava concentrada colocando morangos na jaula para alimentá-los, quando de repente um dos animais - chamado Congo - tocou seu dedo. "Foi simplesmente o momento mais mágico da minha vida. Senti que o toque era algo maravilhoso e essencial, e até então eu não gostava. Soube naquele momento que era possível apreciar o toque de outro ser vivo." Foi assim que um mundo novo se abriu para Prince-Hughes - um mundo em que o contato com outros humanos e regras sociais não parecia mais tão aterrorizante. Ao mesmo tempo, seu profundo conhecimento sobre o comportamento dos gorilas começou a chamar atenção. E o diretor de pesquisa do zoológico a procurou para saber quais eram seus planos para o futuro: "O futuro? Meus planos? Eu nunca tinha pensado nisso. E ele disse: 'Você deveria ir para a escola'. Minha reação imediata foi muito negativa. Eu nunca voltaria para a escola, aquele lugar horrível e cruel." "Mas ele falou: 'Vamos ver o que podemos fazer. Por que você não faz alguns cursos básicos? Sem compromisso, só para ver como vai ser'. E com a ajuda dele, comecei a faculdade", relembra. Prince-Hughes é hoje doutora em Antropologia, especializada em etologia e primatologia. Ela escreveu ainda vários livros sobre seu trabalho com os gorilas e a experiência de ser diagnosticada com autismo. "É engraçado que fui acusada de antropomorfizar gorilas. Mas acho que, na verdade, o que fiz foi atribuir características dos gorilas aos seres humanos. Eu não via todos esses atributos maravilhosos nos seres humanos até enxergá-los nos gorilas", avalia. "Os gorilas me deram meu lado humano." VÍDEOS mais vistos da semana Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus em 17 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 153.265 óbitos registrados e 5.202.395 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa. G1 no É de Casa: Brasil tem 153.265 mortes e 5.202.395 casos confirmados de Covid-19 O Brasil tem 153.265 mortes e 5.202.395 casos de coronavírus confirmados até as 8h deste sábado (17), segundo o consórcio de veículos de imprensa. Mortes: 153.265 Casos: 5.202.395 O último balanço consolidado, divulgado às 20h de sexta (17), registrava 153.229 mortes, 716 delas em 24 horas, e 5.201.570 casos confirmados, 30.574 em 24 horas. Desde então, Goiás, Piauí e Roraima divulgaram novos dados. A média móvel de mortes por dia está em 505, redução de 23% em 14 dias, o que indica tendência de queda pelo 5º dia seguido, segundo o balanço consolidado das 20h de sexta. O número, porém, voltou a ficar acima de 500 após 3 dias abaixo dessa marca. A média móvel de novos casos também está em queda. Segundo o balanço consolidado das 20h de sexta, o indicador está em 20.626 por dia, redução de 23% em relação aos casos registrados em 14 dias. Assim como ocorreu em setembro, a atual tendência de queda na média móvel de mortes ocorre numa semana com feriado (o de 12 de outubro). No mês passado, a média móvel ficou em baixa entre os dias 7 e 13. Nos finais de semana e em feriados prolongados é comum se ver queda nos registros devido às menores equipes de plantão. 3 estados com mortes em alta Apenas três estado apresentavam indicativo de alta de mortes no balanço das 20h de sexta: Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Mas há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No RN, a média estava em 4 e foi para 19 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 337% (as médias móveis são arredondadas para facilitar a apresentação dos dados). Isso ocorreu após a inserção de 111 mortes nesta sexta no boletim do estado. Outros 18 estados têm curvas que apontam queda. Brasil: 16 de outubro Total de mortes: 153.229 Registro de mortes em 24 horas: 716 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 505 por dia (variação em 14 dias: -23%) Total de casos confirmados: 5.201.570 Registro de casos confirmados em 24 horas: 30.574 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 20.626 por dia (variação em 14 dias: -23%) Estados Subindo (3 estados): PB, PI e RN Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (5 estados + o DF): MG, RJ, DF, AL, MA e SE Em queda (18 estados): PR, RS, SC, ES, SP, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE e PE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -24% RS: -25% SC: -35% Sudeste ES: -20% MG: -9% RJ: -14% SP: -25% Centro-Oeste DF: +2% GO: -43% MS: -20% MT: -18% Norte AC: -55% AM: -44% AP: -62% PA: -43% RO: -24% RR: -58% TO: -33% Nordeste AL: +5% BA: -43% CE: -45% MA: +5% PB: +26% PE: -56% PI: +17% RN: +337% SE: +14% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 16 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 152.531 óbitos registrados e 5.171.461 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde. O Brasil tem 152.531 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (16), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de quinta-feira (15), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 152.531 mortes confirmadas 5.171.461 casos confirmados Na quinta-feira, às 20h, o balanço indicou: 152.513 mortes confirmadas, 734 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 497, uma variação de -26% em relação aos dados registrados em 14 dias. É o 4º dia seguido com a curva de mortes indicando tendência de queda, após 28 dias em estabilidade. Em casos confirmados, eram 5.170.996 brasileiros que já tiveram ou têm o novo coronavírus desde o começo da pandemia, com 29.498 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 20.208 por dia, uma variação de -25% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta queda. Vale ressaltar que, no mês passado, o período de uma semana de queda visto nas mortes pela doença coincidiu com a semana do feriado de 7 de Setembro. Depois desse período, a curva voltou a apontar estabilidade por quase um mês. Assim como nos finais de semana, em feriados prolongados é comum se ver queda nos registros devido às menores equipes de plantão. Por isso, a sensação de baixa nas mortes pode ser enganosa, após o feriado desta semana. Brasil: 15 de outubro Apenas dois estado apresenta indicativo de alta de mortes: Paraíba e Piauí. Outros 19 estados têm curvas que apontam queda. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados Subindo (2 estado): PB e PI Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (5 estados + o DF): RJ, DF, MT, AL, MA e SE Em queda (19 estados): PR, RS, SC, ES, MG, SP, GO, MS, AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -32% RS: -23% SC: -44% Sudeste ES: -16% MG: -17% RJ: -11% SP: -25% Centro-Oeste DF: -7% GO: -40% MS: -20% MT: -15% Norte AC: -20% AM: -54% AP: -64% PA: -42% RO: -35% RR: -50% TO: -28% Nordeste AL: +5% BA: -43% CE: -47% MA: -7% PB: +19% PE: -59% PI: +36% RN: -23% SE: +14% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Covid-19 persistente se manifesta com sintomas de 4 síndromes diferentes

Glogo - Ciência Segundo estudos, sintomas afetam a respiração, o cérebro, o coração, o sistema cardiovascular, os rins, o fígado, a pele e o intestino. Os sintomas persistentes do coronavírus. SCIENCE PHOTO LIBRARY via BBC A Covid-19 persistente, na qual pacientes enfrentam sintomas por meses, pode estar afetando as pessoas de quatro maneiras diferentes de uma só vez. E isso pode explicar porque pacientes com esses sintomas persistentes não estão recebendo tratamento adequado. Além disso, pode haver um enorme impacto psicológico nos pacientes com essa Covid-19 longa, aponta uma revisão de estudos feita pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde do Reino Unido. Essas pessoas precisam de mais apoio, e os profissionais de saúde, de mais informações. Experiências transformadoras Em geral, a grande maioria das pessoas infectada por uma forma moderada da Covid-19 enfrenta sintomas por até duas semanas. Nos quadros mais graves, os sinais demoram até três semanas para passar. Covid-19 persistente: os pacientes que continuam com sintomas mesmo após meses Coronavírus: os sintomas e as sequelas mais comuns e que duram semanas, segundo 60 mil pacientes Mas há milhares de pessoas hoje com a Covid-19 persistente, e o número não para de crescer. Segundo estudos recentes e entrevistas com 14 pessoas que fazem parte de grupos de apoio para a Covid prolongada no Facebook, a revisão feita pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde apontou que sintomas afetam a respiração, o cérebro, o coração, o sistema cardiovascular, os rins, o fígado, a pele e o intestino. Esses sintomas aparecem em forma de quatro grandes síndromes: dano permanente aos pulmões e ao coração síndrome pós-terapia intensiva síndrome de fadiga pós-viral sintomas contínuos de Covid-19 Alguns dos afetados por essa forma prolongada da doença passaram um longo período no hospital com Covid-19 grave. Mas outros tiveram uma forma moderada da doença ou não chegaram nem a ser testados ou diagnosticados. A revisão do órgão de saúde afirma que há pesquisas em andamento para permitir um melhor suporte a esses pacientes. "Está ficando claro que, para alguns, a infecção por covid-19 é uma doença de longo período", afirma o estudo. "Para parte dessas pessoas, ela está relacionada à reabilitação que segue à admissão no hospital. Mas outros estão relatando experiências transformadoras que começam com uma infecção que pode ser administrada em casa, mas com sintomas que se agravam ao longo do tempo." Elaine Maxwell, médica que assina o estudo do órgão de saúde, afirmou que antes pensava que a covid persistente atingia mais as pessoas que ficaram gravemente doente e menos quem não estava no grupo de risco da doença. Mas seu estudo apontou que ela estava errada. "Agora sabemos que as pessoas sem registro de ter tido covid-19 estão sofrendo mais que as pessoas que ficaram em respiradores por semanas." Segundo ela, esses efeitos debilitantes representam um fardo tanto para pacientes quanto para o sistema de saúde. Dados coletados por meio do aplicativo Covid Symptom Study, que conta com mais de 4 milhões de usuários, apontam os sintomas mais comuns ligados a essa condição. Os dois sinais mais relatados são fadiga crônica (98%) e dor de cabeça (91%). 'É como se eu estivesse sempre gripada'; recuperados da Covid-19 relatam fadiga muscular e cansaço respiratório 'Depois de 12 semanas, continuo sem forças': a síndrome da fadiga crônica causada pelo coronavírus A síndrome de fadiga crônica é uma condição debilitante de longo prazo no qual a pessoa afetada sente uma série de sintomas. O mais importante deles é um esgotamento que não melhora com repouso ou sono e que afeta os pacientes em todos os aspectos da sua rotina. Em segundo lugar, o grupo de sintomas mais comuns em pacientes com covid-19 prolongada inclui tosse persistente, falta de ar e perda de olfato (que afeta também o paladar). Veja mais abaixo a lista completa de sintomas ligados a esse quadro de saúde. 'Meus filhos tiveram que assumir a cozinha e a limpeza' Jo House, professora na Universidade de Bristol, no Reino Unido, ainda não conseguiu voltar a trabalhar mais de seis meses após ser infectada. Seu quadro de saúde começou com uma tosse forte e dificuldade de respirar, mas depois ela passou a enfrentar fadiga, dor de cabeça, problemas cardíacos e dores musculares. "Outro dia eu acordei, estava bastante confusa, desmaiei e acabei no pronto-socorro." Ainda que seu coração acelerado e sua falta de ar tenham diminuído, os sintomas ainda têm um grande impacto na sua vida e na de sua família. Seu parceiro, Ash, também está apresentando sintomas que não vão embora. Como resultado, seus filhos adolescentes passaram a cuidar do preparo das refeições e da limpeza da casa. "Muitas pessoas são classificadas como tendo sintomas leves, mas na verdade não são nada leves. Precisamos de apoio", diz. Embora ela tenha tido pneumonia, ela nunca foi testada para o vírus e não foi internada no hospital. "Nós dois fizemos testamentos quando estávamos muito doentes. Foi assustador." VÍDEOS: O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O CORONAVIRUS Veja Mais

Programa federal de genomas prevê a criação de banco de dados de 100 mil brasileiros

Glogo - Ciência Projeto lançado hoje possibilitará acesso a tratamentos personalizados no SUS, segundo o Ministério da Saúde. principal meta do “Genomas Brasil” é a criação de um banco de dados nacional com 100 mil genomas completos de brasileiros. Crédito: Freepik O governo federal lançou nesta quarta-feira (14) o “Genomas Brasil”, programa que, segundo o Ministério da Saúde, aperfeiçoará o entendimento das variações genéticas típicas da população brasileira, possibilitando acesso a tratamentos personalizados no Sistema Único de Saúde (SUS). Projeto liderado por cientista da USP pretende mapear genoma de 15 mil pessoas para prever e tratar doenças Ainda de acordo com a pasta, o projeto de saúde de precisão permitirá, por exemplo, identificar suscetibilidades do indivíduo em desenvolver determinadas doenças antes mesmo dos primeiros sintomas. O investimento previsto para os primeiros quatro anos é de, pelo menos, R$ 600 milhões. A principal meta do “Genomas Brasil” é a criação de um banco de dados nacional com 100 mil genomas completos de brasileiros. Esse banco permitirá compreender a relação entre genes e doenças na população, trazendo para o SUS melhorias como o acesso a diagnósticos mais precisos, a capacidade de prever e prevenir doenças e a personalização do tratamento com base na informação genética. O projeto sequenciará genes de portadores de doenças raras, cardíacas, câncer e infectocontagiosas, como a covid-19. A escolha das doenças levou em conta a quantidade de casos no país e o alto custo que geram ao SUS. A primeira fase do “Genomas Brasil” é voltada ao fortalecimento de áreas de ciência e tecnologia no Brasil, apoiando financeiramente a execução de pesquisas e formação de pesquisadores. O Ministério da Saúde firmou acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) este ano em que disponibilizou mais de R$ 71 milhões do seu orçamento para viabilizar ações de fomento à pesquisa e à capacitação de pesquisadores. A segunda etapa visa estabelecer um projeto piloto de pesquisa para avaliar a viabilidade de implementação de serviço de genômica e saúde de precisão no SUS, além de qualificar os profissionais da rede pública para a medicina personalizada e de precisão. Esse projeto é inspirado no 100.000 Genomas do Reino Unido, iniciado em 2012. A terceira fase consiste em fortalecer e estimular a indústria brasileira de genômica e saúde de precisão, com a criação de um programa de pré-aceleração de startups. A iniciativa irá criar um consórcio pré-competitivo de inovação com empresas nacionais e internacionais, a fim de agregar valor aos dados genômicos do programa. VÍDEOS: os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Por que o esgoto dessas cidades está transbordando? | Minuto da Terra

Por que o esgoto dessas cidades está transbordando? | Minuto da Terra

 Minuto da Terra Os antigos sistemas combinados de esgoto não são páreo para as mega tempestades modernas e as superfícies impermeáveis das grandes cidades. SAIBA MAIS ********** - Sistema de Esgoto Combinado: esgotos projetados para coletar esgoto doméstico e escoamento pluvial na mesma tubulação. - Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR): ou Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), é uma instalação onde as águas residuais (esgoto sanitário) passam por vários processos com o objetivo de separar ou diminuir a quantidade da matéria poluente da água para, depois, serem escoadas para o mar ou rio com um nível de poluição aceitável através de um emissário submarino. - Transbordamento de esgoto combinado: quando a água residual em um sistema de esgoto combinado excede um certo limite, ela ultrapassa a estação de tratamento e vai diretamente para os cursos d'água próximos. - Eventos de precipitação extrema: tempestades que causam os dias mais chuvosos do ano em uma determinada área geográfica. - Espécies invasoras: qualquer tipo de organismo que é apresentado a um novo ambiente e causa danos. Penetra e se aclimata em uma região onde não era encontrado antigamente (espécie introduzida), prolifera sem controle e passa a representar ameaça para espécies nativas e para o equilíbrio dos ecossistemas (que vai ocupando e transformando a seu favor). - Projeto Deep Tunnel: megaprojeto de engenharia civil de 3 bilhões de dólares projetado para reduzir inundações na área metropolitana de Chicago. AJUDE O MINUTO DA TERRA *********************** Se você gosta do que fazemos, pode nos ajudar: - Tornando-se um um membro do canal por apenas R$ 7,99 por mês https://bit.ly/clubeyt - Fazendo uma doação http://bit.ly/doarMDT - Compartilhando esse vídeo com seus amigos - Deixando um comentário (eu leio!) CRÉDITOS ******** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e dublagem: Leonardo Gonçalves Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Why Sewers Around the World Keep Overflowing https://www.youtube.com/watch?v=FxRZhQMdWG8 FONTES (em inglês) ****************** Tibbets, J. (2005). Combined Sewer Systems: Down, Dirty, and Out of Date. Environmental Health Perspectives. 113(7): A464–A467. Retrieved from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1257666/ Olds HT, Corsi SR, Dila DK, Halmo KM, Bootsma MJ, McLellan SL. (2018). High levels of sewage contamination released from urban areas after storm events: A quantitative survey with sewage specific bacterial indicators. PLoS Med. 15(7): e1002614. Retrieved from: https://journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1002614 Walsh, J., D. Wuebbles, K. Hayhoe, J. Kossin, K. Kunkel, G. Stephens, P. Thorne, R. Vose, M. Wehner, J. Willis, D. Anderson, S. Doney, R. Feely, P. Hennon, V. Kharin, T. Knutson, F. Landerer, T. Lenton, J. Kennedy, and R. Somerville. (2014) Ch. 2: Our Changing Climate. Climate Change Impacts in the United States: The Third National Climate Assessment, J. M. Melillo, Terese (T.C.) Richmond, and G. W. Yohe, Eds., U.S. Global Change Research Program, 19-67. Retrieved from: https://nca2014.globalchange.gov/report/our-changing-climate/heavy-downpours-increasing Melosi, Martin. (2000). The Sanitary City: Urban Infrastructure in America from Colonial Times to the Present. Johns Hopkins University Press. Grabar, Henry. (2019). Tunnel Vision. Slate. Retrieved from: https://slate.com/business/2019/01/chicagos-deep-tunnel-is-it-the-solution-to-urban-flooding-or-a-cautionary-tale.html Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Reino Unido relata primeiro caso de perda auditiva repentina devido à Covid-19

Glogo - Ciência Caso foi publicado na 'The BMJ'. Médicos dizem que a condição não é comum, mas conhecimento da sequela para tratamento imediato é importante. Foto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus NIAID via Nasa Relatório publicado nesta terça-feira (13) pela revista científica "BMJ Case Reports" relata o primeiro caso de um paciente com a Covid-19 com perda repentina da audição no Reino Unido. De acordo com os especialistas, a condição não é comum, mas é importante detectá-la para conseguir tratar imediatamente e reverter o quadro. Covid-19, gripe ou resfriado? Confira os sintomas Veja o que estudos recentes descobriram sobre efeitos do novo coronavírus no corpo Sintomas: tosse e febre continuam no topo, mas veja outros sinais do coronavírus no corpo Os autores explicam que a perda de audição é observada por otorrinolaringologistas em uma frequência que varia entre 5 a 160 casos por 100 mil pessoas. As causas ainda não foram 100% comprovadas, mas o sintoma já havia sido relatado após algumas infecções virais, como herpes e gripe. O relato dos médicos apresentado pela "BMJ" não é o primeiro que relaciona a Covid-19 à perda de audição - outros casos na Tailândia, Estados Unidos e China já foram registrados, sendo o primeiro confirmado ainda em abril. Este é, na verdade, o primeiro caso no Reino Unido. Pessoas com sintomas de Covid-19 devem procurar um médico O paciente Os médicos descreveram o paciente como um homem de 45 anos com asma. Ele estava internado e precisou ser levado para o setor de garganta, nariz e ouvido devido à falta inesperada de audição. Segundo o relato dos especialistas, o paciente buscou atendimento após 10 dias com os sintomas da doença em casa. Ele precisou ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido à dificuldade para respirar. O homem precisou respirar com a ajuda de ventilação mecânica por um mês. Além da perda auditiva, o paciente também desenvolveu outras complicações recorrentes da infecção pelo novo coronavírus. Ele foi tratado com o remdesivir - remédio ainda em fase de análise no Brasil –, anti-inflamatórios e precisou de transfusão de sangue. Uma semana após a remoção do tubo de respiração, no entanto, ele percebeu o zumbido no ouvido esquerdo e, em seguida, uma perda auditiva súbita. O homem nunca havia apresentado problemas de audição. Os especialistas que cuidaram do caso dizem no artigo que fizeram exames nos canais auditivos, mas o paciente não tinha obstruções ou inflamação. O teste de audição, por outro lado, revelou que ele tinha perdido boa parte do sentido do ouvido esquerdo. Os exames para artrite reumatoide, gripe e HIV deram negativo e levaram os médicos a relacionar o problema ao novo coronavírus. "Apesar da literatura existente já considerável sobre a Covid-19 e seus vários sintomas associados, há uma falta de discussão sobre a relação da doença com a audição", disseram os autores. "Perda auditiva e zumbido são sintomas observados em pacientes com a Covid-19 e também vírus Influenza, mas eles não foram destacados ainda". VÍDEOS: o que se sabe sobre o coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Live do Minuto da Terra 12/10 14h

Live do Minuto da Terra 12/10 14h

 Minuto da Terra Vamos aproveitar o feriado pra bater um papo? http://bit.ly/estacaonmdterra1 #ESTACAON @netflixbrasil https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://bit.ly/clubeyt https://bit.ly/doarMDT~ contato@escarlatte.com Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 10 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 149.713 óbitos registrados e 5.057.517 diagnósticos de Covid-19. O Brasil tem 149.713 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h deste sábado (10), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de sexta-feira (9), dois estados atualizaram seus números: GO e RR. Veja os números consolidados: 149.713 mortes confirmadas 5.057.517 casos confirmados Na sexta-feira (9), o balanço indicou: 149.692 mortes, 658 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 609, uma variação de -13% em relação aos dados registrados em 14 dias. A média se aproxima da marca de 600 e bate a marca da véspera, sendo o menor índice desde o dia 10 de maio. Desde o dia 14 de setembro, a tendência na média móvel de mortes segue em estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Antes disso, o país passou por um período de uma semana seguida com tendência de queda no registro de mortes por Covid. Sobre infectados, eram 5.057.190 brasileiros com o novo coronavírus, 27.651 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 24.994 por dia, uma variação de -8% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta estabilidade. Essa é a menor média móvel de infectados por Covid registrada desde o dia 13 de junho. Apenas um estado apresenta indicativo de alta de mortes: Acre. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No Acre, a média estava em 1 e continuou em 1 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 33%. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Progressão até 9 de outubro Total de mortes: 149.692 Registro de mortes em 24 horas: 658 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 609 por dia (variação em 14 dias: -13%) Total de casos confirmados: 5.057.190 Registro de casos confirmados em 24 horas: 27.651 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 24.994 por dia (variação em 14 dias: -8%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 149.058 mortes e 5.029.896 casos; e às 13h, com 149.189 mortes e 5.035.744 casos confirmados.) Estados Subindo (1 estado): AC Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (14 estados): RS, ES, MG, RJ, SP, GO, MS, AM, AP, TO, AL, MA, PI e SE Em queda (11 estados + o DF): PR, SC, DF, MT, PA, RO, RR, BA, CE, PB, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estado com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estado com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -30% RS: +2% SC: -38% Sudeste ES: -10% MG: -7% RJ: -9% SP: -2% Centro-Oeste DF: -21% GO: -10% MS: -5% MT: -23% Norte AC: +25% AM: -8% AP: +9% PA: -40% RO: -33% RR: -54% TO: -12% Nordeste AL: +8% BA: -30% CE: -30% MA: +3% PB: -33% PE: -36% PI: +7% RN: -25% SE: -3% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Brasil se aproxima das 150 mil mortes por Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa

Glogo - Ciência País tem 149.058 óbitos registrados e 5.029.896 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde. Brasil se aproxima das 150 mil mortes por Covid, segundo consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 149.058 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (9), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de quinta-feira (8), dois estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 149.058 mortes confirmadas 5.029.896 casos confirmados Na quinta-feira, às 20h, o balanço indicou: 149.034 mortes confirmadas, 730 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 610, uma variação de -12% em relação aos dados registrados em 14 dias. A média se aproxima da marca de 600 e bate a marca da véspera, sendo o menor índice desde o dia 10 de maio. Desde o dia 14 de setembro, a tendência na média móvel de mortes segue em estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Em casos confirmados, eram 5.029.539 brasileiros infectados desde o começo da pandemia, com 27.182 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 25.759 por dia, uma variação de -8% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta estabilidade. Essa é a menor média móvel de infectados por Covid registrada desde o dia 18 de junho. Brasil: 8 de outubro Apenas um estado apresenta indicativo de alta de mortes: Amapá. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No Amapá, a média saltou de 1 para 2 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 33%. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados Subindo (1 estado): AP Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (13 estados): RS, ES, MG, RJ, SP, GO, MS, AC, AM, AL, MA, PI e SE Em queda (12 estados + o DF): PR, SC, DF, MT, PA, RO, RR, TO, BA, CE, PB, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -26% RS: -1% SC: -26% Sudeste ES: -5% MG: -4% RJ: -8% SP: -10% Centro-Oeste DF: -17% GO: -2% MS: -2% MT: -16% Norte AC: +14% AM: +12% AP: +33% PA: -39% RO: -32% RR: -50% TO: -20% Nordeste AL: +13% BA: -21% CE: -30% MA: +1% PB: -37% PE: -32% PI: -2% RN: -33% SE: 0% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 8 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 148.318 óbitos registrados e 5.002.690 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde. Brasil tem mais de cinco milhões de casos confirmados de Covid-19 O Brasil tem 148.318 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (8), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de quarta-feira (7), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 148.318 mortes confirmadas 5.002.690 casos confirmados Na quarta-feira, às 20h, o balanço indicou: 148.304 mortes confirmadas, 733 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 631, uma variação de -9% em relação aos dados registrados em 14 dias. É o 15º dia seguido com essa média abaixo da casa dos 700. Também é a menor média móvel de mortes desde o dia 11 de maio. Desde o dia 14 de setembro, a tendência na média móvel de mortes segue em estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.002.357 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 31.404 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 26.967 por dia, uma variação de -7% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta estabilidade. Em comparação com outros países, o Brasil aparece em 3º no mundo em número de infectados, atrás dos Estados Unidos, com 7,5 milhões, e da Índia, com 6,7 milhões. Esses dados são do balanço da Universidade Johns Hopkins. Brasil: 7 de outubro No total, 4 estados apresentam alta de mortes: Espírito Santo, Acre, Amazonas e Amapá. No Amazonas, a média móvel de mortes voltou a ser impactada por mortes de meses anteriores cujas causas foram revisadas para Covid pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. Na quinta-feira (1º), 114 mortes por Covid que ocorreram em abril e maio foram somadas à conta após reclassificação, o que deve refletir na média de mortes do estado na semana. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados Subindo (4 estados): ES, AC, AM e AP Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (12 estados + o DF): RS, SC, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AL, BA, CE, MA e SE Em queda (10 estados): PR, RJ, PA, RO, RR, TO, PB, PE, PI e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -17% RS: -8% SC: -13% Sudeste ES: +20% MG: -7% RJ: -17% SP: -13% Centro-Oeste DF: -13% GO: +8% MS: -2% MT: -3% Norte AC: +29% AM: +162% AP: +30% PA: -38% RO: -18% RR: -25% TO: -25% Nordeste AL: +13% BA: -14% CE: 0% MA: +1% PB: -35% PE: -18% PI: -16% RN: -39% SE: 0% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

UFJF publica normas para uso excepcional de laboratórios de pesquisa

Glogo - Ciência A resolução foi aprovada pelo Conselho Superior da instituição nesta semana e tem duração válida até o final da pandemia da Covid-19. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou nesta quarta-feira (7) a resolução que contém as normas para o uso excepcional de laboratórios de pesquisa da instituição. As medidas foram aprovadas durante uma reunião do Conselho Superior (Consu) da UFJF. De acordo com a instituição, a Resolução nº 51/2020 do Consu “confere prioridade máxima às atividades de pesquisa dos projetos em curso dos laboratórios que utilizam experimentos com organismos vivos, cuja manutenção da suspensão acarretaria perda irreversível destes e prejuízo irreparável ao andamento do projeto”. Além disso, a resolução se refere, especificamente, aos estudantes de pós-graduação, não sendo permitido o envolvimento de alunos e alunas de graduação nas atividades dos laboratórios. A ampliação da abertura se dará em três níveis de prioridade: Projetos que tenham vinculação direta ou indireta ao combate à pandemia de Covid-19; Projetos em andamento da pós-graduação, definidos a partir de critérios internos em cada Programa de Pós-Graduação; Projetos voltados direta ou indiretamente para prestação de serviços, aprovados na UFJF, com fomento externo e prazo de execução definido. Para a autorização do uso, será criada a Câmara de Especialistas do Conselho Setorial de Pós-graduação e Pesquisa (CSPP), que vai receber as solicitações, avaliar e emitir decisão. A Resolução nº 51/2020 do Consu é válida durante a pandemia da Covid-19 e deve seguir as recomendações da Comissão de Infraestrutura, Biossegurança e Saúde e do Comitê de Monitoramento e Orientação de Conduta sobre a doença da UFJF. Veja Mais

Novo caso de doença próxima da varíola intriga autoridades e cientistas no Alasca

Glogo - Ciência Segundo pesquisadores, desde a erradicação da varíola humana, em 1977, foram descobertos diversos vírus do gênero Orthopoxvirus que causam infecções em humanos e animais domésticos. A e B: lesões da paciente em julho e agosto de 2015; C, D e E: imagens microscópicas do vírus Oxford University Autoridades do Estado americano do Alasca identificaram o segundo caso de uma doença causada por um novo vírus que pertence ao mesmo gênero daquele que causa a varíola - os Orthopoxvirus. A origem da infecção ainda intriga pesquisadores e autoridades da área de saúde. Estima-se que ela seja transmitida por alguma espécie de roedor selvagem, mas não se sabe qual nem como. Varíola: o que podemos aprender com a única erradicação de doença infecciosa no mundo SP já enfrentou surto de varíola e epidemia da gripe espanhola O primeiro sintoma da paciente, diagnosticada em agosto, foi uma lesão acinzentada no braço esquerdo, cerca por um eritema (uma inflamação ruborizada da pele). Depois surgiram adenopatia (aumento dos gânglios linfáticos), dor no ombro, fadiga e febre noturna. A lesão praticamente se curou depois de seis semanas, e a área lesionada virou uma cicatriz. A paciente não deixou o Estado nos últimos três anos, e nenhum de seus familiares próximos viajou para fora do país recentemente. Ninguém de sua família desenvolveu sintomas como ela. Não há evidências de que a doença passe de uma pessoa para outra. Há 40 anos, humanidade vencia a varíola A família tem dois gatos, que costumam capturar pequenos roedores no entorno da residência, mas a paciente disse não ter tido contato com nenhum desses animais mortos. Seus filhos também costumam levar para casa carcaças de esquilos que caçam com arma de ar comprimido na região. As autoridades de saúde também analisaram dezenas de objetos pessoais para saber se a transmissão pode ter ocorrido por contato com algo contaminado, mas nada foi encontrado. A análise de mais de uma dezena de animais encontrados nas redondezas também não trouxe novas pistas. Febre e fadiga O primeiro caso dessa nova doença, batizada por virologistas de Alaskapox (alusão ao nome em inglês da varíola, Smallpox), foi descoberto em 2015. Uma moradora da cidade de Fairbanks apareceu com uma pequena úlcera de bordas esbranquiçadas cercada por eritema, além de febre e fadiga. Foram seis meses até que a lesão chegasse ao fim. Nenhuma das duas pacientes precisou ser hospitalizada. Estima-se que existam diversas variações desconhecidas de poxvírus circulando entre mamíferos na América do Norte. Não está clara ainda qual é a gravidade da doença. Segundo pesquisadores, desde a erradicação da varíola humana (Variola virus), em 1977, foram descobertos diversos vírus do gênero Orthopoxvirus que causam infecções em humanos e animais domésticos. A primeira vacina da história, aliás, foi desenvolvida pelo médico britânico Edward Jenner no fim do século 18 a partir do uso do vírus da varíola bovina (Cowpox virus) para gerar imunidade nas pessoas contra a varíola humana. Até ser erradicada, a varíola humana matou quase 300 milhões de pessoas no século 20, segundo estimativas. De acordo com boletim divulgado pelo órgão de epidemiologia do Alasca, pelo que se conhece de outros poxvírus, a principal hipótese é que o Alaskapox virus circule entre uma ou mais espécies de mamíferos que vivem no interior do Estado, e que humanos são contaminados por essa zoonose apenas raramente. Apesar da distância de cinco anos entre eles, os dois únicos casos da doença ocorreram em áreas com floresta entre o meio e o fim do verão, período do ano em que há um pico na população de mamíferos e em que os humanos passam mais tempo ao ar livre. Por ora, segundo as autoridades, a avaliação é de que a doença tem impacto limitado na saúde pública, principalmente porque não há evidência de transmissão entre humanos. Como a rota de transmissão não está clara, o órgão recomenda que as pessoas tomem os cuidados básicos adotados para qualquer tipo de animal selvagem: não os toque, não se aproxime, não os alimente e lave as mãos regularmente. O alerta serve também para que médicos da região possam identificar eventuais casos da doença, e incrementem a pesquisa sobre a incidência, os fatores de risco e o espectro da doença. Pessoas que tiverem lesões parecidas devem manter as feridas secas e cobertas e não compartilhar qualquer item com familiares até o diagnóstico completo. VÍDEOS: mais notícias de ciência e saúde Veja Mais

Pandemia de Covid-19: A polêmica estratégia do Japão de 'conviver' com o coronavírus

Glogo - Ciência Estratégia do Japão tem se mostrado única por mesclar abordagem científica, flexibilidade e senso comum. O Japão conseguiu conter o vírus com uma estratégia única Getty Images via BBC No Japão, oito meses depois de registrar os primeiros casos do novo coronavírus, ainda não há confinamentos obrigatórios, multas ou quarentenas. Por outro lado, a vida volta pouco a pouco ao normal. Escolas, restaurantes e bares estão abertos, os pontuais trens voltaram a estar cheios e o governo implementou campanhas nacionais para incentivar a população a viajar dentro do país e também estimulando a comer fora de casa, como estratégias para recuperar a economia. ENTENDA: por que os japoneses já usavam máscaras muito antes da Covid-19 É, segundo suas autoridades, o resultado de uma "abordagem única" à pandemia que os ajudou a manter o vírus sob controle e reduzir o impacto econômico. Segundo dados oficiais, o país asiático havia registrado até 7/10 cerca de 1.500 mortes e pouco mais de 82 mil casos. A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes girava em torno de 1, enquanto que nos EUA chega a 64 e no Brasil, passa de 70. O país não chega a ter o melhor resultado entre países asiáticos: Tailândia, Coreia do Sul ou Vietnã, que adotaram medidas mais drásticas, registraram menos casos. Mas a nova estratégia do Japão tem se mostrado única por mesclar abordagem científica, flexibilidade e senso comum. "No Japão, estamos usando uma abordagem diferente da que tem sido usada na maior parte do mundo", afirma Hitoshi Oshitani, professor de virologia da Tohoku University School of Medicine, em entrevista à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC). "Na maior parte do mundo, a estratégia tem sido tentar conter o coronavírus. Desde o início, não tínhamos esse objetivo. Optamos por algo diferente: decidimos aprender a conviver com esse vírus", completa. Segundo Oshitani, para isso, "procuramos reduzir ao máximo a transmissão, mantendo as atividades sociais e econômicas". "Aceitamos que esse vírus é algo que não pode ser eliminado. Na verdade, a grande maioria das doenças infecciosas não pode ser eliminada, então entendemos que a melhor forma de combatê-lo era convivendo com ele", afirma. Agora que uma segunda onda ameaça a Europa e as previsões de novos casos são cada vez mais preocupantes para o inverno, o Japão espera que sua experiência possa ajudar outros países a pensar em novas maneiras de lidar com a pandemia e, ao mesmo tempo, tentar salvar a economia. Japão passa a marca dos 50 mil casos desde o início da pandemia do novo coronavírus Abordagem japonesa Segundo Oshitani, um dos elementos que levaram o Japão e outros países asiáticos a estar mais bem preparados para fazer frente ao coronavírus é que, ao longo da histórias, eles sofreram com outras epidemias e estão localizados bem próximos da China. "Como estamos relativamente perto de Wuhan, que foi onde a pandemia teve origem, nos preparamos muito rapidamente porque sabíamos que poderíamos ter muitos casos", lembra o especialista, que foi um dos principais assessores do governo na estratégia contra o coronavírus. Poucas semanas depois que o vírus veio à público na China, o Japão também registrou seu primeiro caso. Era apenas 16 de janeiro e não demorou muito para que a situação no país fosse agravada por um cruzeiro marítimo, o Diamond Princess, que se tornou fonte de infecções no porto de Yokohama. "Então, em meados de março, tivemos outro surto, que foi desencadeado por viajantes que chegavam da Europa, do Oriente Médio, da América do Norte e de muitos outros países", lembra Oshitani, que também já atuou como ex-assessor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para doenças transmissíveis. "Este surto estava sob controle em meados de maio. O governo decretou estado de emergência e suspendeu naquele mês, mas a essa altura outra onda de infecções havia começado em Tóquio, que agora está começando a diminuir", acrescentou. Foi nesse contexto, lembra Oshitani, quando as autoridades no Japão entenderam que precisavam de uma forma diferente de abordar a Covid-19 "Sabíamos pelo que aconteceu em Wuhan que é possível conter o vírus, mas é extremamente difícil fazê-lo. No Japão, porém, não tínhamos como implementar uma quarentena ou forçar as pessoas a ficar em casa", diz. O país, apesar de ser um dos mais desenvolvidos da Ásia, também não tinha capacidade para produzir e fazer testes em massa, como fazia a vizinha Coreia do Sul. "Ficou claro que precisávamos de uma abordagem diferente", diz Oshitani. Em maio, o então primeiro-ministro, Shinzo Abe, suspendeu o estado de emergência e, ao mesmo tempo, anunciou que a estratégia do Japão para enfrentar o vírus seria "um novo estilo de vida" no qual o coronavírus começaria a ser visto como parte do cotidiano. "Agora, vamos nos aventurar em novo território. Portanto, precisamos criar um novo estilo de vida. Precisamos mudar nossa forma de pensar." As exigências, no entanto, eram parte do senso comum: usar máscara, manter distanciamento social, lavar as mãos, não gritar, não conversar em voz alta, não beijar ou dar as mãos. As bases científicas Segundo Oshitani, o raciocínio por trás da estratégia japonesa de conviver com o vírus não foi motivado apenas por razões políticas ou de infraestrutura. "Foi baseado em nosso conhecimento sobre o vírus e no que estávamos descobrindo sobre ele", diz. Embora hoje o papel de pacientes assintomáticos na transmissão de Covid-19 seja um fato conhecido em todo o mundo, ele foi a base da estratégia do Japão antes de ela ser aceita em outros lugares. Desde meados de fevereiro, a equipe do Oshitani recomendava levar em consideração que o vírus poderia ser transmitido por pessoas aparentemente saudáveis. "Sabíamos da existência de muitos casos assintomáticos ou com sintomas muito leves. Isso torna muito difícil localizar todos os casos positivos. E por isso, nosso propósito não era contê-los desde o início, mas tentar suprimir as transmissões o máximo que pudéssemos." Oshitani lembra que a experiência do Japão com o navio Diamond Princess os levou a entender melhor como o vírus funcionava. "Sabíamos que a maioria dos infectados com o vírus, quase 80%, não o transmite para ninguém. Em vez disso, uma pequena proporção infecta muitos outros", afirma. O efeito, atualmente conhecido como "eventos de supercontágio" e que posteriormente foram documentados em outros países, levou a equipe de Oshitani a entender que "a transmissão deste vírus não pode ser contida se os clusters de infecções não forem controlados (grupo de eventos de saúde semelhantes que ocorreram na mesma área ao mesmo tempo)". "O controle desses grupos também tem sido a base de nossa estratégia de conviver com o vírus", afirma. Especialistas do Japão logo também chegaram a outra conclusão que alguns países ainda não aceitam e que a OMS, embora não tenha descartado, também não reconheceu categoricamente: que o coronavírus pode ser transmitido por via aérea. Foi assim que surgiu a estratégia conhecida como "san mitsu", uma recomendação de saúde pública que se tornou regra de ouro para conviver com o vírus: Como parte desse princípio, os eventos esportivos, por exemplo, são permitidos, mas as pessoas não podem gritar. Em muitos bares e restaurantes se pede aos clientes que falem em voz baixa ou ouçam música em vez de conversar. Questão cultural Para Oshitani, diversos aspectos culturais e idiossincráticos do Japão também têm contribuído com a resposta local para aprender a viver uma vida "normal" durante a pandemia. "É sabido que nós japoneses somos mais propensos a manter mais distância física do que no Ocidente, e outro elemento que tem tido bastante impacto é a pressão social, e ninguém no Japão gostaria de ser apontado como responsável pela transmissão do vírus." Segundo um estudo da Faculdade de Psicologia da Universidade de Doshisha, o uso generalizado de máscara no país não está ligado ao desejo de prevenir a propagação do vírus, mas sim a uma pressão social: a maioria dos japoneses prefere não ser questionado por não usá-la. "A pressão social sem dúvidas tem ajudado a conter o vírus no Japão, mas também tem criado situações de discriminação contra pessoas doentes ou trabalhadores do setor de saúde", afirma Oshitani. O lado obscuro A estratégia japonesa, no entanto, tem sido bastante impopular: pesquisas de opinião mostram uma insatisfação generalizada da população com o governo central, sob acusação de que há uma resposta lenta e confusa. O patamar baixo de testes para detectar o vírus precocemente e os obstáculos que ainda existem para seu acesso também levaram muitos meios de comunicação e especialistas locais a afirmarem que têm sido um entrave para o rastreamento eficaz da doença. E com as Olimpíadas adiadas até, idealmente, 2021, os olhos do mundo acompanharão por meses a fio como o país continua lutando contra a pandemia. No entanto, Oshitani duvida que, apesar dos resultados e da estratégia de conviver com o vírus, o Japão possa realizar um evento esportivo dessa magnitude no próximo ano. "Não estamos lutando contra esse vírus pelas Olimpíadas, porque sabemos que para algo assim, devemos considerar também o que os outros países fazem. Ou seja, sabemos que sem o controle desse vírus na maior parte do mundo não é possível ter as Olimpíadas" ele aponta. "Se formos sediar os Jogos Olímpicos, temos que o fazer de forma segura e encontrar o melhor modo de fazer. E, neste momento, não tenho a certeza se temos capacidade para fazer isso", acrescenta. VÍDEOS: Veja mais vídeos sobre coronavírus Veja Mais

Nobel de Química 2020 vai para Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna por desenvolvimento do Crispr, método de edição do genoma

Glogo - Ciência Anúncio foi feito nesta quarta-feira (7). Prêmio em Medicina foi divulgado na segunda e o de Física, na terça. Vencedores em Literatura e Paz também serão conhecidos nesta semana. A láurea em Economia será entregue na próxima segunda. Imagem mostra datas de anúncio dos Prêmios Nobel em 2020: 5 a 12 de outubro. Reprodução/Site Nobel Prize Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna são as ganhadoras do Prêmio Nobel 2020 em Química, anunciou a Academia Real de Ciências da Suécia nesta quarta-feira (7), por desenvolvimento do Crispr, método de edição do genoma. As vencedoras dividirão o valor de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões). Nobel 2020 A láurea em Medicina foi a primeira a ser anunciada, na segunda (5), para a descoberta do vírus da hepatite C. O prêmio em Física, divulgado na terça (6), foi para pesquisas sobre buracos negros. Os prêmios em Literatura e Paz serão entregues também nesta semana; já a láurea em Economia será divulgada na próxima segunda (12). Veja o cronograma: Medicina: segunda-feira, 5 de outubro Física: terça-feira, 6 de outubro Química: quarta-feira, 7 de outubro Literatura: quinta-feira, 8 de outubro Paz: sexta-feira, 9 de outubro Economia: segunda-feira, 12 de outubro Esta reportagem está em atualização. Veja mais informações em instantes. Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus em 18 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 153.690 óbitos registrados e 5.224.637 diagnósticos de Covid-19, segundo consórcio de veículos de imprensa. Média móvel de novas mortes está em queda. Brasil chega a 153.690 mortes por Covid, diz consórcio de veículos de imprensa O Brasil em 153.690 mortes e 5.224.637 casos de coronavírus confirmados até as 8h deste domingo (18), segundo o consórcio de veículos de imprensa. Mortes: 153.690 Casos: 5.224.637 Ceará e Roraima divulgaram novos dados desde o último balanço consolidado, divulgado às 20h de sábado (20). Naquele momento, o Brasil tinha 153.690 mortes, 461 confirmadas em 24 horas, e 5.223.667 casos, 22.097 confirmados em 24 horas. Segundo esse último balanço consolidado, a média móvel de novas mortes está em 493 – o que significa que, nos últimos 7 dias, houve em média 493 registros de óbitos por coronavírus por dia no Brasil. Essa média móvel de mortes é a menor desde 7 de maio e representa uma redução de 25% em 14 dias, o que indica tendência de queda nos óbitos por coronavírus no Brasil. O indicador está em queda desde 12 de outubro. Antes, tinha ficado estável por 28 dias. Veja qual é a tendência de mortes por coronavírus em seu estado A média móvel de novos casos, segundo o balanço de sábado, é de 20.261 por dia, uma redução de 22% em 14 dias, o que também indica tendência de queda. Assim como ocorreu em setembro, a atual tendência de queda na média móvel de mortes ocorre numa semana com feriado (o de 12 de outubro). No mês passado, a média móvel ficou em baixa entre os dias 7 e 13. Nos finais de semana e em feriados prolongados é comum se ver queda nos registros devido às menores equipes de plantão. Nos estados Apenas três estado apresentam indicativo de alta de mortes, segundo o balanço consolidado das 20h de sábado (17): Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No RN, a média estava em 4 e foi para 19 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 440% (os números das médias móveis são arredondados para facilitar a compreensão). Isso ocorreu após a inserção de 111 mortes nesta sexta no boletim do estado. Na Paraíba, a média móvel de mortes subiu de 8 para 10. Na Paraíba, de 9 para 10. Outros 19 estados têm curvas que apontam queda. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Brasil: 17 de outubro Total de mortes: 153.690 Registro de mortes em 24 horas: 461 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 493 por dia (variação em 14 dias: -25%) Total de casos confirmados: 5.223.667 Registro de casos confirmados em 24 horas: 22.097 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 20.261 por dia (variação em 14 dias: -22%) Estados Subindo (3 estados): PB, PI e RN Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (4 estados + o DF): RJ, DF, AL, MA e SE Em queda (19 estados): PR, RS, SC, ES, MG, SP, GO, MS, MT, AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE e PE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -28% RS: -26% SC: -42% Sudeste ES: -17% MG: -17% RJ: -12% SP: -28% Centro-Oeste DF: -7% GO: -46% MS: -31% MT: -26% Norte AC: -50% AM: -40% AP: -57% PA: -58% RO: -29% RR: -54% TO: -33% Nordeste AL: 0% BA: -42% CE: -45% MA: -13% PB: +31% PE: -55% PI: +25% RN: +440% SE: +11% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Campanhas nacionais de multivacinação e vacinação contra a poliomielite terão dia D neste sábado

Glogo - Ciência Segundo o Ministério de Saúde, cerca de 11 milhões de crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas contra a pólio. Campanha vai até 30 de outubro. Confira as datas e doenças contempladas na campanha de vacinação As campanhas nacionais de multivacinação e de vacinação contra a poliomielite terão um Dia D neste sábado (17), quando crianças e adolescentes de até 15 anos poderão atualizar a caderneta de vacinação nos postos de saúde. Crianças de até 5 anos de idade incompletos poderão ser imunizadas, também, contra a pólio, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. A multivacinação e a imunização contra a pólio são campanhas separadas que estão ocorrendo ao mesmo tempo; ambas vão até o dia 30 de outubro. Todas as 18 vacinas previstas no calendário serão oferecidas de forma gratuita, pelo SUS. QUEDA: Metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas que deveria em 2020, apontam dados do Ministério da Saúde CALENDÁRIO: Veja o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde As imunizações protegem contra cerca de 20 doenças: BCG (tuberculose); rotavírus (diarreia); poliomelite oral e intramuscular (paralisia infantil); pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenza tipo b – Hib); pneumocócica; meningocócica; DTP; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); HPV (previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais); além das vacinas contra febre amarela, varicela e hepatite A. Neste ano, também passou a integrar o SUS uma nova vacina, já inserida na campanha: Meningo ACWY, que protege contra meningite e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y. Na campanha da pólio, a meta do Ministério da Saúde é vacinar cerca de 11 milhões de crianças de 1 a 5 anos de idade incompletos com a Vacina Oral Poliomielite (VOP) desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças menores de um ano de idade (até 11 meses e 29 dias) deverão ser vacinadas seletivamente, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação, com a VIP. Queda na cobertura Brasil não atinge meta de vacinação em crianças de até um ano Segundo os índices do Programa Nacional de Imunização (PNI), até o início de outubro, a cobertura vacinal estava em 56,68% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e poliomielite. O baixo índice de imunização já tem consequências: dados do Ministério da Saúde mostram que, até o início de agosto, o país tinha 7,7 mil casos confirmados de sarampo. No ano passado, o Brasil perdeu o certificado de erradicação da doença. Para Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o motivo da baixa cobertura é a pandemia de Covid-19, que levou as pessoas a ficarem em casa e não saírem para vacinar os filhos. "Essa situação se repete no mundo inteiro. Houve uma queda entre 30% e 50%", afirma Ballalai. A médica lembra que, apesar das quedas vistas nas taxas de imunização no Brasil nos últimos anos, o país continua com uma das melhores coberturas vacinais do mundo. "Essa cobertura não é simplesmente um número. Sem cobertura vacinal, nós estamos suscetíveis a todas essas doenças – surtos de meningite, retorno da poliomielite", lembra a pediatra. "Essas doenças eliminadas só estão eliminadas por causa da vacinação", pontua Ballalai. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Veja Mais

Estudo liderado pela OMS em mais de 30 países afirma ineficácia de 4 antivirais contra a Covid-19

Glogo - Ciência 'Solidarity Therapeutics Trial' foi feito em 405 hospitais e com 11.266 pacientes. Organização Mundial da Saúde diz que resultados produzem 'evidências conclusivas'. Medicamento remdesivir é produzido em laboratório nos EUA Gilead Sciences via AP O "Solidarity Therapeutics Trial", estudo liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em mais de 30 países, apresentou os resultados em uma pré-publicação nesta quinta-feira (15). A pesquisa, que aguarda a aprovação de revistas científicas e revisão por outros especialistas, afirma que quatro antivirais utilizados contra a Covid-19 são ineficazes: remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir/ritonavir (combinação) e interferon beta-1a. Informações do estudo: O "Solidarity" é um estudo global com mais de 30 países, feito em 405 hospitais; É um ensaio randomizado, padrão ouro, que tem os mais rígidos padrões para coleta de evidências científicas; Participaram 11.266 adultos: 2.750 tomaram remdesivir; 954, hidroxicloroquina; 1.411, lopinavir; 651, interferon mais lopinavir, 1.412, apenas Interferon; e 4.088 fizeram parte do grupo controle, que não recebeu os medicamentos. Resultado: 1.253 mortes foram relatadas durante a pesquisa. As evidências apontam que os medicamentos desempenharam pouco ou nenhum papel na redução da mortalidade ou tempo de internação da Covid-19. De acordo com a OMS, mesmo que o ensaio ainda precise da análise de outros cientistas, ele já produziu "evidências conclusivas" sobre os medicamentos. "O progresso alcançado pelo 'Solidarity Therapeutics Trial' mostra que grandes ensaios internacionais são possíveis mesmo durante uma pandemia, e oferecem a promessa de responder questões críticas de saúde pública relativas ao tratamento de forma rápida e confiável", afirma o texto publicado pela organização. 'Nenhum país fora de perigo' Na segunda-feira (12), o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que dados recentes mostram estabilização e queda dos casos de Covid-19 no Brasil, mas ele alertou que essa tendência ocorre a partir de números "muito, muito altos". "Nenhum país está fora de perigo ainda" - Michael Ryan, diretor na OMS OMS diz que estabilidade da pandemia no Brasil é positiva mas números ainda são altos Na última semana, o Brasil passou das 150 mil mortes causadas pelo novo coronavírus e ainda bateu os 5 milhões de casos de Covid. Apesar dos números altos, a média móvel de mortes ficou abaixo de 600 pela primeira vez desde maio, segundo o consórcio de veículos de imprensa. O chefe de emergências lembrou que o Brasil é um país de proporções continentais e as autoridades locais precisam estar atentas. "Dizer que a doença está caindo no Brasil é uma coisa positiva", disse Ryan. "(Mas) deve haver um alto índice de desconfiança conforme os números (gerais) caem para garantir que sejam detectadas áreas em que eles possam estar aumentando", disse o diretor de emergências da OMS. "Como todos nós aprendemos sob duras penas nos últimos meses, o fato de a doença estar em declínio não significa que ela não se agravará novamente. (...) Precisamos continuar vigilantes" - Michael Ryan, diretor na OMS Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 15 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 151.780 óbitos registrados e 5.142.003 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde. O Brasil tem 151.780 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (15), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de quarta-feira (14), só Roraima atualizou seus dados. Veja os números consolidados: 151.780 mortes confirmadas 5.142.003 casos confirmados Na quinta-feira, às 20h, o balanço indicou: 151.779 mortes confirmadas, 716 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 496, uma variação de -29% em relação aos dados registrados em 14 dias. Essa é a média mais baixa registrada desde o dia 7 de maio. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.141.498 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 26.675 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 19.877 por dia, uma variação de -26% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta queda. É a primeira vez que a média móvel de novos casos de coronavírus fica abaixo de 20 mil desde o dia 29 de maio. Brasil: 14 de outubro Apenas um estado apresenta indicativo de alta de mortes: Piauí. Outros 19 estados têm curvas que apontam queda. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados Subindo (1 estado): PI Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (6 estados + o DF): RJ, DF, AC, AL, MA, PB e SE Em queda (19 estados): PR, RS, SC, ES, MG, SP, GO, MS, MT, AM, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -53% RS: -25% SC: -49% Sudeste ES: -22% MG: -21% RJ: -11% SP: -23% Centro-Oeste DF: -2% GO: -49% MS: -16% MT: -22% Norte AC: 0% AM: -60% AP: -57% PA: -46% RO: -41% RR: -47% TO: -23% Nordeste AL: +11% BA: -43% CE: -49% MA: -7% PB: +1% PE: -65% PI: +55% RN: -45% SE: +14% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Governo lança banco de dados que vai reunir informações genéticas de 100 mil brasileiros

Glogo - Ciência Iniciativa deve ajudar a identificar padrões de predisposição a doenças; governo quer usar banco para personalizar tratamentos do SUS. Projeto custará R$ 600 milhões em quatro anos. O governo federal lançou nesta quarta-feira (14) um programa que pretende armazenar em um banco de dados, nos próximos quatro anos, o sequenciamento genético de 100 mil brasileiros. Segundo o governo, isso permitirá, por exemplo, identificar predisposições de pacientes para determinadas doenças – o que, no futuro, pode resultar no acesso a tratamentos personalizados. O sequenciamento genético é um método utilizado na medicina de precisão que permite a leitura de todo o código genético do indivíduo. Com isso, é possível identificar as partes dessa sequência que podem levar ao aparecimento de determinadas doenças, por exemplo. Cientistas da USP concluem o maior sequenciamento genético de brasileiros De acordo com o Ministério da Saúde, o banco de dados terá genes de portadores de doenças raras, cardíacas, câncer e infectocontagiosas, como a Covid-19. Segundo a pasta, essas doenças foram escolhidas devido à elevada carga de casos no país e aos elevados custos que geram ao Sistema Único de Saúde (SUS). Recrutamento no SUS Os participantes da pesquisa, que terão seus genomas sequenciados, serão recrutados diretamente dos serviços do SUS que cuidam das doenças a serem investigadas. O projeto é inspirado no Projeto 100.000 Genomas do Reino Unido, iniciado em 2012. O programa terá investimento de R$ 600 milhões para nos primeiros quatro anos, segundo o governo. Denominado de Genomas Brasil, ele foi instituído pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em agosto, em uma portaria publicada no “Diário Oficial da União”. De acordo com o documento, o Genomas Brasil será financiado pelo orçamento do Ministério da Saúde, por emendas parlamentares destinadas a ações do setor e por recursos de programas de renúncia fiscal do ministério. O Genomas Brasil vai trabalhar, segundo o governo, com três frentes: fortalecer as áreas de ciência e tecnologia no Brasil, apoiando financeiramente a execução de pesquisas e formação de pesquisadores; estabelecer um projeto piloto de pesquisa para avaliar a viabilidade de implementação do serviço de genômica e saúde de precisão no SUS; e fortalecer e estimular a indústria brasileira de genômica e saúde de precisão. O Ministério da Saúde diz ter firmado acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), este ano, para disponibilizar mais de R$ 71 milhões do orçamento a ações de fomento à pesquisa e à capacitação de pesquisadores. A iniciativa também conta com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que trabalhará na atração e regulação de recursos privados para o programa. Pesquisadoras que estudam edição do genoma levaram Nobel de Química no início deste mês Banco de dados Em setembro, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) concluíram a análise do material genético de 1.171 idosos de São Paulo. O estudo foi voltado para pessoas acima de 60 anos, e a média de idade dos participantes foi de 71 anos. O foco da pesquisa era entender como as células de idosos com mais de 90 ou 100 anos e saudáveis conseguiam se preservar durante tanto tempo. Coronavírus O sequenciamento genético também pode ser utilizado para obter informações sobre os organismos que causam doenças. O sequenciamento genético do novo coronavírus, causador da pandemia de Covid-19, foi feito por duas pesquisadoras brasileiras. As cientistas Jaqueline de Jesus e Ester Sabino usaram uma técnica trazida por Ester ao Brasil, há quatro anos. Na época, o método foi utilizado no enfrentamento à epidemia do vírus da Zika. Cientistas brasileiros sequenciam genoma do novo coronavírus no Brasil Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 14 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 151.078 óbitos registrados e 5.115.061 diagnósticos de Covid-19, segundo levantamento junto às secretarias estaduais de Saúde. Média de mortes pela Covid-19 no Brasil, nos últimos sete dias, fica abaixo de 500 O Brasil tem 151.078 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (14), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de terça-feira (13), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 151.078 mortes confirmadas 5.115.061 casos confirmados Na terça-feira, às 20h, o balanço indicou: 151.063 mortes confirmadas, 354 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 499, uma variação de -28% em relação aos dados registrados em 14 dias. Essa é a média mais baixa registrada desde o dia 7 de maio. É o segundo dia seguido com a curva de mortes apontando queda, após 28 dias em estabilidade. Em casos confirmados, eram 5.114.823 brasileiros que já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 12.220 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 20.553 por dia, uma variação de -23% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta queda. O país não apresentava tendência de queda nas mortes por Covid e no registro de infectados, simultaneamente, desde o dia 13 de setembro. Brasil: 13 de outubro Vale ressaltar que, no mês passado, o período de uma semana de queda visto nas mortes pela doença coincidiu com a semana do feriado de 7 de Setembro. Depois desse período, a curva voltou a apontar estabilidade por quase um mês. Assim como nos finais de semana, em feriados prolongados é comum se ver queda nos registros devido às menores equipes de plantão. Por isso, a sensação de baixa nas mortes pode ser enganosa. Apenas um estado apresenta indicativo de alta de mortes: Piauí. Outros 18 estados têm curvas que apontam queda. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados Subindo (1 estado): PI Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (7 estados + o DF): MG, DF, AC, AM, AL, MA, PB e SE Em queda (18 estados): PR, RS, SC, ES, RJ, SP, GO, MS, MT, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -46% RS: -33% SC: -50% Sudeste ES: -18% MG: -5% RJ: -21% SP: -27% Centro-Oeste DF: -5% GO: -34% MS: -26% MT: -21% Norte AC: 0% AM: +5% AP: -50% PA: -53% RO: -41% RR: -72% TO: -24% Nordeste AL: +11% BA: -40% CE: -58% MA: -7% PB: -13% PE: -63% PI: +28% RN: -53% SE: +8% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Simulador ajuda a encontrar a cidade ideal para envelhecer

Glogo - Ciência Segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade aponta São Caetano do Sul como a melhor opção para idosos Acaba de ser divulgada a segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), que mostra as cidades mais bem preparadas para o envelhecimento da população. Na primeira edição, Santos havia sido apontado como o melhor município, mas foi desbancado por São Caetano do Sul, também em São Paulo. O levantamento é feito pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, e engloba sete variáveis: saúde; bem-estar; finanças; habitação; cultura e engajamento; educação e trabalho; indicadores gerais. Cada variável tem uma série de indicadores, que totalizam uma nota. Por exemplo: em saúde são avaliados, entre outros dados, o número de leitos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos disponíveis. Nos indicadores gerais, contam expectativa de vida ao nascer, violência no trânsito, distribuição de renda e taxa de desemprego. Henrique Noya, diretor-executivo do instituto, afirma que todas as informações vêm de órgãos oficiais, “com validade notória e sem viés político”, enfatiza. Acrescenta que o propósito do estudo é se transformar numa ferramenta útil para as pessoas avaliarem que cidades podem ser mais acolhedoras na fase madura de suas vidas: “o relatório pode ser baixado por qualquer um e, além disso, oferece um simulador. A pessoa responde a um questionário, sobre suas preferências e prioridades, e o sistema gera três opções de cidades que atendam às suas demandas”. O número de municípios analisados dobrou, de 500 para mil, e foram criados dois grupos: o primeiro abrange 300 de grande porte e, o segundo, 700 pequenos. Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon Divulgação Há também três rankings de IDL: para o envelhecimento da população em geral, para pessoas entre 60 e 75 anos e para aquelas acima dos 75. Como explica Noya, o objetivo é ajudar a formular políticas públicas que aperfeiçoem a qualidade de vida e para que empresários identifiquem oportunidades de produtos e serviços. No agregado, ou seja, no cômputo geral dos indicadores, depois de São Caetano do Sul, vêm Santos, Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis, Niterói, Rio de Janeiro, Atibaia, Catanduva e Americana, que ocupam as dez posições de maior destaque. Entre as cidades pequenas, os cinco primeiros lugares são paulistas: Adamantina, Vinhedo, Lins, São João da Boa Vista e Itapira. São Caetano do Sul se distinguiu por ter saneamento básico para 100% dos habitantes, baixa frequência de suicídios, oferta de espaços para condicionamento físico e bom desempenho em finanças e habitação. São Caetano do Sul: cidade com melhor índice de desenvolvimento urbano para longevidade Divulgação “Atualmente, vivemos uma terceira onda para atração de capital, que é a questão da qualidade de vida. As cidades bem avaliadas podem valorizar seus pontos fortes e atrair investimentos. Todas têm pontos para melhorar, que são indicados no levantamento, e essa pode ser uma forma de estimular a participação política dos cidadãos. A transformação demográfica tem um preço e devemos exigir condições para um envelhecimento ativo”, ressalta Noya, que enviará o relatório aos prefeitos eleitos em 2020. Veja Mais

Coronavírus pode sobreviver por até 28 dias em celular e dinheiro, diz estudo

Glogo - Ciência Pesquisadores descobriram que o vírus permanece infeccioso em temperaturas mais baixas. Estudo ressalta a importância de limpar superfícies lisas, como telas de celulares. Foto ilustrativa mostra mãos segurando um celular Marcos Santos/USP Imagens O vírus responsável pela Covid-19 pode sobreviver em notas de dinheiro, telas de celulares e aço inoxidável por até 28 dias, segundo um estudo divulgado pela agência científica nacional da Austrália (CSIRO). A descoberta sugere que o SARS-CoV-2 pode permanecer em superfícies por muito mais tempo do que se pensava. O estudo foi publicado na revista científica “Virology Journal”. VÍDEO: o que as crianças pensam sobre crise, isolamento e volta às aulas LIMPEZA: Qual é a melhor maneira de higienizar o celular e evitar a propagação do coronavírus? Os pesquisadores descobriram que, a 20 graus Celsius (aproximadamente a temperatura ambiente), o vírus SARS-CoV-2 permanece infeccioso por 28 dias em superfícies lisas, como vidro de telas de celulares e cartões plásticos. Quanto tempo o SARS-CoV-2 dura em superfícies diferentes? CSIRO Outros experimentos foram realizados a 30 e 40 graus Celsius, com tempos de sobrevivência diminuindo com o aumento da temperatura. “Nossos resultados mostram que o SARS-CoV-2 pode permanecer infeccioso em superfícies por longos períodos, reforçando a necessidade de boas práticas, como a lavagem regular das mãos e limpeza das superfícies”, alertou a diretora adjunta da Australian Centre for Disease Preparedness (ACDP) Debbie Eagles. Em comparação, o vírus da gripe pode sobreviver nas mesmas circunstâncias por 17 dias. Os experimentos foram realizados no escuro, já que a luz ultravioleta já demonstrou matar o vírus. "Estabelecer por quanto tempo o vírus realmente permanece nas superfícies nos permite prever e mitigar sua disseminação com mais precisão, e fazer um trabalho melhor de proteger o nosso povo", disse o presidente-executivo da CSIRO, Larry Marshall. Veja vídeos sobre o coronavírus Initial plugin text Veja Mais

Após comprarem meteoritos de moradores do sertão de PE, estrangeiros vendem na web até 10 vezes mais caros

Glogo - Ciência Após chuva de pedras, ‘caçadores’ de outros países compraram de moradores do sertão entre R$ 20 e R$ 40 por grama. Agora, vendem na web por até R$ 300 por grama. Porto riquenho vende meteorito que caiu em Santa Filomena, em Pernambuco, por cerca de R$ 5,6 mil. Na cidade, as pedras eram vendidas por moradores entre R$ 20 e R$ 40 por grama. Esta é revendida na web por mais de R$ 300 por grama Reprodução Meteoritos que caíram em Santa Filomena (PE) e foram comprados por "caçadores" estrangeiros das mãos de moradores do sertão, que cobravam entre R$ 20 e R$ 40 por grama, agora estão sendo vendidos a até R$ 300 por grama na internet. As pedras caíram do céu no dia 19 de agosto de 2020. Poucos dias depois, a cidade de 14 mil habitantes viu brotarem pesquisadores e "caçadores de meteoritos" do Brasil e de outros países. A única pousada da cidade virou "centro comercial", onde meteoritos encontrados por moradores eram vendidos aos estrangeiros. No câmbio que se criou no local, a grama da pedra era negociada primeiro a R$ 20, e depois chegou a R$ 40, contaram moradores ao G1. Menos de dois meses depois, ao menos dois dos estrangeiros que estiveram em Santa Filomena vendem as pedras na internet por preços entre R$ 100 e R$ 300 por grama. O maior catálogo é de um norte-americano, Michael Farmer, que oferece pedras no Facebook: Ele comercializa mais de 35 pedras de Santa Filomena, algumas delas já marcadas como vendidas, por um preço médio de R$ 140 por grama. O valor das pedras do norte-americano chega a R$ 168 por grama (peça de 8,98 gramas por U$$ 270, ou cerca de R$ 2.400). A de maior preço total tem 235 gramas e custa US$ 4.700, ou cerca de R$ 26.300 mil. Outro “caçador” porto-riquenho, Raymond Borges, oferece três meteoritos a preços mais variados: Uma das pedras, de 124 gramas, é oferecida por US$ 2.499 (cerca de R$ 14 mil, R$ 113 por grama). Outra pedra do porto-riquenho tem o maior valor por peso encontrado pela reportagem. Ela tem 18,4 gramas e vale US$ 999 (cerca R$ 5,6 mil, ou R$ 300 por grama). Como estão em um site de leilão, os meteoritos podem até receber lances maiores do que os preços estipulados por ele. Meteorito que caiu em Santa Filomena (PE) vendido por porto-riquenho na internet Reprodução A peça mais valiosa do porto-riquenho é identificada, em inglês, como “fully crusted”. Isso significa que ela tem intacta uma camada externa, chamada crosta de fusão, o que indica que a pedra é "fresca" e não sofreu intempéries e contaminações do ambiente terrestre. As peças também podem valer mais por estarem inteiras, sem quebras ou rachaduras e até por sua história de queda. Uma das pedras é exaltada por ter caído perto da igreja e ter ficado “famosa” na cidade. A pedra foi vendida por Edimar da Costa, estudante de administração de 20 anos. Ele contou ao G1 em agosto que estava em casa quando viu o céu se encher de fumaça e o WhatsApp lotar de mensagens dizendo que tinha chovido pedra. Vendedor resignado Edimar saiu para a rua e achou no meio da praça em frente à Igreja Matriz, exatamente no centro da cidade, a pedrinha de 7 cm e 164 gramas. Ele vendeu a Michael por R$ 4990 (R$ 30 por grama), e agora vê anunciada na internet por US$ 4.100 (cerca de R$ 23 mil, quase cinco vezes mais) "Eu vendi consciente de que iam comprar e vender superfaturado, para ganhar um lucro imenso", diz o estudante ao G1 agora. "Mas infelizmente a gente da cidade não tinha como avaliar nem vender para outra pessoa, não sabia como fazer", ele comenta, resignado. "Eu não trabalhei por essa pedra, ela só caiu, e uma pessoa me deu dinheiro por ela. Então não fico pensando em quanto podia ter ganhado a mais", afirma Edimar. Ele vai usar o dinheiro que ganhou para ajudar a pagar a faculdade. Norte-americano oferece para venda pedras que caíram em Pernambuco Reprodução Apesar do assédio dos estrangeiros e de pesquisadores brasileiros, a pedra mais pesada que caiu na cidade, com quase 40 kg, ainda não foi vendida, e continua nas mãos de um morador da cidade que não quer se identificar. O norte-americano, Michael Farmer, chegou a afirmar ao “Fantástico” (veja vídeo abaixo) que não levou pedras do Brasil para os EUA, mas as fotos da venda no Facebook contradizem a informação. O G1 entrou em contato com ele e com o porto-riquenho, mas não teve retorno. Eles avisam nos posts que os preços não incluem os valores de envio. Meteorito de 40 quilos cai em sertão pernambucano e provoca caçada; veja a pedra valiosa Valor para a cidade Não há uma legislação específica no Brasil que determine a posse de um meteorito ou que regulamente o seu comércio. Em Santa Filomena, os meteoritos que caíram em locais públicos, como a Praça da Matriz, ficaram com quem achou primeiro. Os que foram achados perto de casas ficaram com seus proprietários. Ao contrário de países como Argentina e Austrália, onde há uma regra e os meteoros são bens públicos, o Brasil não tem uma legislação sobre a posse e o comércio de meteoritos. "Na prática, o Brasil acaba seguindo o padrão da lei americana, que é o seguinte: o meteorito é de posse do dono do local onde ele caiu", explicou o pesquisador da USP Gabriel Gonçalves Silva, que é membro da Bramon, rede brasileira de observação de meteoros. 'Caçadores' dos EUA comemoram compra de pedra das mãos de morador de Santa Filomena Reprodução / Fantástico Alguns pesquisadores locais criticaram a venda das pedras e sugeriram que elas ficassem na cidade para incentivar o turismo, a educação e a ciência no local. O astrônomo Antônio Carlos Miranda, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, tem um projeto para desenvolver um polo científico na cidade, que ele descreveu ao podcast O Assunto (ouça). O prefeito de Santa Filomena, Cleomatson Vasconcelos (PMN) disse ao G1: "O município não tem condições de comprar as pedras e formar um acervo aqui. A cidade é pobre, não temos indústria, quase toda a renda vem do governo federal.” "O comércio das pedras deixou a população eufórica. E eu não posso falar ‘não vendam’ se não tenho condição de oferecer coisa melhor que os compradores", afirmou o prefeito. Norte-americano oferece para venda pedras que caíram em Pernambuco Reprodução O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, disse ao G1 que a chuva de meteoritos chamou atenção do ministério e servirá de exemplo para o país pensar em uma legislação sobre o tema. "Sabendo que no Brasil existe toda essa insegurança, essa dúvida em relação ao tema, que a gente possa utilizar esse caso [de Santa Filomena] como um exercício para que possamos desenvolver mais conhecimento sobre essa [falta] legislação e, quem sabe, propor uma legislação ou algum tipo de regulação a respeito”, afirmou Marcos Pontes. Porto-riquenho vende pedras que caíram em Pernambuco e mostra no site de vendas que esteve no local Reprodução Veja Mais

'Mulheres não precisam de preliminares': as opiniões da sexóloga que critica a pressa em busca do orgasmo feminino

Glogo - Ciência Conversamos com a sexóloga Laura Morán, autora de "Orgas (mitos)", sobre os aparelhos que prometem levar ao clímax em dois minutos, as limitações de focar o prazer imediato e os mitos sobre a sexualidade. Laura Morán é autora de "Orgas (mitos)" Arquivo pessoal - Laura Morán (via BBC) "É o fast food do sexo!" A sexóloga basca Laura Morán refere-se assim à promessa que está em voga hoje em dia de atingir o orgasmo feminino em dois minutos, principalmente com os vibradores para clitóris. Em um momento em que os números apontam para um aumento nas vendas de brinquedos sexuais, conversamos com a autora do livro Orgas (mitos) sobre como esses gadgets realmente são revolucionários e o impacto que podem ter em nossa sexualidade. "Na verdade, não devemos ter pressa, a menos que você tenha que atingir o orgasmo em dois minutos porque sua casa está pegando fogo", disse ela em entrevista à BBC News Mundo, com seu estilo franco e direto. "O tempo tem que ser deixado de fora da equação das relações sexuais. Se você chega ao clímax em dois minutos, maravilhoso. Se fizer isso em 20, ótimo. Se não chegar, conseguirá da próxima vez." BBC News Mundo - De acordo com relatos de sex shops e consultores, durante a pandemia houve um aumento considerável nas vendas de brinquedos sexuais em muitos países, o que é atribuído à falta de opções e ao fato de as pessoas terem mais tempo. Mas isso existe mesmo e está sendo dada mais atenção à privacidade? Laura Morán - Não poder sair, trabalhar em casa e economizar tempo no transporte fizeram com que durante o confinamento muitas pessoas e casais, aqueles que reuniam as condições adequadas de espaço e privacidade, cuidassem da parte sexual de uma forma que antes não podiam. Agora, nos países que saíram da quarentena, gostaria de acreditar que esses casais continuam encontrando tempo para dedicar mais atenção ao prazer. Se eles estão conseguindo, não tenho certeza. Eu mesma estou sobrecarregada de trabalho. Portanto, suspeito que trouxemos os antigos fatores estressantes para o novo normal. SEXO NA PANDEMIA: como fazer, com quem e como se proteger RISCOS: máscara protege da Covid, mas beijar aumenta os riscos com novos parceiros BBC - Um dos brinquedos mais vendidos em vários países são os conhecidos sugadores. Embora seja um produto que está no mercado há anos, recentemente cresceu de maneira significativa. Por que isso ocorreu? É marketing puro? Morán - Eu sou daquelas que preferem chamá-los de estimuladores, porque senão as pessoas imaginam que vão fazer um slurp, como uma espécie de ventosa ou aspirador. Na verdade, mesmo antes do boom desses aparelhos, havia estimuladores clitorianos externos que foram acoplados a um vibrador tradicional projetado para ser introduzido. E havia também o que em minha casa chamamos de "bolinhas do amor", vibradores do tamanho de uma pilha, bem pequenos, para estimular a glande do clitóris. Os fabricantes de vibradores decolaram em uma campanha brutal, aproveitando o fato de que as mulheres têm cada vez menos medo de falar sobre masturbação. Esse sucesso, não tenho dúvidas, foi puro marketing. BBC - Coincide, como dizem, que muitas mulheres começaram a falar com naturalidade e publicamente sobre a masturbação. Existem até mesmo aqueles que afirmam que uma mudança de paradigma está ocorrendo. O que você acha? Morán - Estou de acordo. Estamos diante de uma possível mudança de paradigma, mas de algo que começou há muitos anos. Na revolução sexual dos anos 1960 e 70, a reivindicação do prazer sexual feminino começou a ser incluída na equação. O que acontece é que se reivindicava o prazer feminino desfrutado graças ao trabalho do pênis de borracha ou do parceiro. Tínhamos o direito de sentir, mas dependíamos desse prazer de outra pessoa. Agora, com os brinquedos sexuais que não têm forma fálica e não penetram, que são feitos para o clitóris, podemos falar de uma mudança de paradigma. E esse é o reflexo de uma mudança social e da luta dos movimentos feministas. Se a sociedade não estivesse preparada para abraçar esses tipos de brinquedos, eles teriam sido um fiasco. As pessoas que promovem os vibradores garantem que com eles você pode chegar ao orgasmo em dois minutos. Não está claro para mim se isso é bom ou ruim, se contribui para a revolução sexual das mulheres ou apenas o contrário. O tempo deve ser deixado de fora da equação das relações sexuais. Se você alcançar o orgasmo em dois minutos, maravilhoso. Se você fizer isso em 20, ótimo. Se você não tiver sucesso, terá na próxima vez. Parece-me um erro vender o orgasmo em dois minutos, principalmente para aquelas mulheres que não tiveram a oportunidade de experimentar sua sexualidade sozinhas. Isso as leva a ter essa expectativa e a se perguntar: "O que acontece comigo, já que no anúncio eles dizem...? O que acontece comigo, já que minha amiga disse... e eu não consigo?" Acho que ter objetivos de duração, frequência, número de orgasmos é sempre contraproducente, porque cada pessoa é diferente. Existem tantas sexualidades quanto pessoas, e nisso também há os orgasmos. BBC - Ser capaz de atingir o orgasmo rapidamente é algo tradicionalmente atribuído aos homens. Está se tornando evidente que o corpo feminino tem uma capacidade de prazer que não era conhecida? Ou será que o mito de que as mulheres precisam de preliminares está sendo quebrado? Morán - As mulheres não demoram para chegar ao orgasmo. Na verdade, podemos chegar lá em média em quatro minutos, se fizermos da melhor maneira. E tivemos a capacidade de experimentar esse prazer antes do vibrador. Não quero tirar o mérito dele, mas também não quero que ele leve toda a fama porque isso não corresponde ao aparelho. Sobre as preliminares, o problema não é o que elas abrangem, que vai desde um convite para jantar até o sexo oral, mas o que esse conceito implica. A preliminar é definida como o aquecimento que a mulher precisa para desejar o ato sexual, a penetração. Mas a penetração não é a técnica pela qual uma mulher atinge o orgasmo com mais facilidade. Se alguém da Black & Decker — marca famosa de brocas e furadeiras — está tendo relações sexuais comigo por 30 minutos e o clitóris não é estimulado, não vou chegar ao clímax com ou sem preliminares. As mulheres não precisam de preliminares. O que precisamos é praticar técnicas ou posições sexuais que achamos prazerosas. O sexo oral não é uma preliminar, é sexo. Masturbar-se não é uma preliminar, é sexo. A relação sexual é mais uma técnica. Não acho que o prazer rápido seja uma vantagem para vender mais. Na verdade, não devemos ter pressa, a menos que você tenha que atingir o orgasmo em dois minutos porque sua casa está pegando fogo. No caso dos homens, chegar ao clímax em dois minutos é até mal visto. É considerada uma ejaculação precoce. BBC - Mas estamos realmente priorizando o prazer expresso? É algo que está acontecendo? Morán - A publicidade parece nos encorajar a fazer isso. É o fast food do sexo: assim como o fast food, agora o fast sex. Não acredito que seja uma boa maneira de viver, pois, além da correria e da angústia, a ansiedade de ter que fazer rápido é o principal inimigo da excitação e do orgasmo. BBC - Parece indissociável da lógica de uma sociedade acelerada, a otimização do tempo aplicada à sexualidade: dois minutos de prazer e prontos para a próxima tarefa… Morán - Sim, responde sem dúvida ao ritmo acelerado com o qual vivemos, em que devemos ser autênticas super mulheres. No rol de coisas que as mulheres que trabalham dentro e fora de casa, vão à academia, se cuidam, têm vida social, cuidado estético por e para si mesmas, também está o prazer sexual. E, claro, esse prazer sexual que contamos por orgasmos tem que ser ágil e rápido, porque não temos tempo para nos dedicar a alcançá-lo sem pressa. Não é surpreendente pensar que o orgasmo expresso é a consequência de que tudo em nossa vida é expresso. A questão é dar-se tempo para sentir, para desfrutar, para descobrir quais são as suas zonas erógenas, que técnica sexual mais te excita e vivê-la. Se precisar de cinco minutos, ótimo. Se você precisar de 50 e os tiver, também. Nem todos os nossos encontros sexuais têm que seguir sempre os mesmos padrões. BBC - E sobre o que alguns dizem, que estamos caminhando para uma sexualidade cada vez mais robótica, mais desumanizada. O que você acha? Morán - Acho que estão confundindo ter um liquidificador, o aparelho que te faz purê, com quem você vai se casar ou ter uma relação erótica. Eu amo o liquidificador porque ele é capaz de picar vegetais de uma forma que não poderia ser alcançada de outra maneira, mas isso não o faz substituir um ser humano. Veja VÍDEOS sobre CIÊNCIA E SAÚDE: Veja Mais

Vacina chinesa contra a Covid é segura e não causa efeitos colaterais graves, apontam estudos iniciais

Glogo - Ciência Imunizantes é desenvolvido pelo Instituto de Biologia Médica e supervisionado pela Academia Chinesa de Ciências Médicas. Inicialmente, foi aplicado em 191 pacientes saudáveis com idades entre 18 e 59 anos. O presidente da China, Xi Jinping, visita a Academia Militar de Ciências Médicas de Pequim, e é informado sobre avanços nas pesquisas de vacina contra a Covid-19, em foto de 2 de março Ding Haitao/Xinhua via AP Uma vacina experimental chinesa contra a Covid-19, desenvolvida pelo Instituto de Biologia Médica e supervisionada pela Academia Chinesa de Ciências Médicas, mostrou resultados positivos em testes clínicos no estágio inicial, de acordo com informações divulgadas pelos autores da pesquisa nesta terça-feira (6). Veja quais são as vacinas que estão em teste em humanos ao redor do mundo CORRIDA PELA IMUNIZAÇÃO: Conheça as candidatas a vacina para a Covid-19 Segundo os dados preliminares em pré-print (artigo científico sem revisão de outros cientistas), a aplicação da vacina não apontou reações adversas graves e apresentou um bom índice de segurança. Nesta etapa inicial, o imunizante foi dado a 191 participantes saudáveis com idades entre 18 e 59 anos. Algumas reações adversas foram relatadas, no entanto. As mais comuns foram dor amena, fadiga leve e vermelhidão, coceira e inchaço no local da injeção. A candidata também induziu a uma reação imunológica considerável. "Todos os dados obtidos neste teste apoiam a segurança e a imunogenicidade desta vacina não-ativada no que diz respeito a estudos de sua eficiência no futuro", disse o artigo. A China tem ao menos quatro vacinas experimentais em testes em humanos. No Brasil, o governo de São Paulo está apostando em uma delas, a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Em 23 de setembro, o governador do estado, João Doria (PSDB), afirmou que 94,7% dos mais de 50 mil voluntários que participam dos teste na China não apresentaram efeitos adversos. "Esses resultados comprovam que a Coronavac tem um excelente perfil de segurança e comprova também a manifestação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), indicando a Coronavac como uma das 8 mais promissoras vacinas em desenvolvimento no seu estágio final em todo o mundo", disse Doria. *Com informações da agência Reuters Initial plugin text Veja Mais

Como é possível ouvir o outro lado do mundo? | Minuto da Terra

Como é possível ouvir o outro lado do mundo? | Minuto da Terra

 Minuto da Terra Ondas sonoras podem "velejar" por mais de 15 MIL QUILÔMETROS! Isso é meio caminho andado ao redor do mundo! Entenda como isso é possível :) SAIBA MAIS ************* Refração: é a curvatura de uma onda sonora com base nas mudanças da velocidade da onda AJUDE O MINUTO DA TERRA ****************************** Se você gosta do que fazemos, pode nos ajudar: - Tornando-se um um membro do canal por apenas R$ 7,99 por mês https://bit.ly/clubeyt - Fazendo uma doação http://bit.ly/doarMDT - Compartilhando esse vídeo com seus amigos - Deixando um comentário (eu leio!) CRÉDITOS ******** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e dublagem: Leonardo Gonçalves Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: How To Hear Halfway Around The World https://www.youtube.com/watch?v=uLM7HDxtYsA FONTES (em inglês) ********************* Heaney, K.D., Kuperman, W.A., and McDonald, B. E. (1960). Perth-Bermuda sound propagation: Adiabatic mode interpretation. Journal of the Acoustical Society of America, 90, 2586–2594, 1991. https://asa.scitation.org/doi/10.1121/1.402062 Munk, W.H, Spindel, R.C., Baggeroer, A., Birdsall, T. G. (1994). The Heard Island Feasibility Test, Journal of the Acoustical Society of America, 96, 2330–2342. https://asa.scitation.org/doi/10.1121/1.410105 Payne, R. S., and Webb, D. (1971). Orientation by means of long range acoustic signaling in baleen whales. Annals of the New York Academy of Sciences 188:110–141. https://www.thecre.com/sefReports/wp-content/uploads/2012/12/Payne-R.-Webb-D.-1971.-Orientation.pdf Shockley, R. C., Northrop, J., Hansen, P. G. Hartdegen, C. (1982) SOFAR propagation paths from Australia to Bermuda: Comparision of signal speed algorithms and experiments, Journal of the Acoustical Society of America, 71, 51–60. https://asa.scitation.org/doi/10.1121/1.387250 Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Após proibição, Anvisa discute nesta quarta-feira se autoriza uso de estoques de agrotóxico associado à doença de Parkinson

Glogo - Ciência Paraquate passou a ser vetado no país no último dia 22. Agricultores e indústrias tentam garantir uso dos produtos já comprados para a safra 2020/21, alegando alta no custo da atividade. Aplicação de agrotóxico em trator com cabine aberta não é autorizado para a aplicação do paraquate Reprodução TV Globo A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute nesta quarta-feira (7) o que fazer com o estoque do agrotóxico paraquate, associado à doença de Parkinson, comprado para ser usado na safra 2020/21, que está para ser iniciada nos próximos dias. O pesticida está proibido no país desde o último dia 22. A decisão de banimento foi tomada em setembro de 2017, quando a agência analisou evidências científicas e concluiu que o agrotóxico está associado ao desenvolvimento da doença de Parkinson em quem o manipula. Porém, não existe risco para quem consome alimentos produzidos com o pesticida. Agora, os diretores da Anvisa discutem nesta quarta-feira uma proposta encaminhada pelo diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, que autoriza o uso dos pesticidas já adquiridos pelos agricultores até o dia 31 de julho de 2021. A iniciativa surge como um "meio-termo", após pedido feito por produtores rurais e Ministério da Agricultura, que alegam que não há tempo hábil para substituir o paraquate e que a mudança poderia gerar aumento nos custos da atividade, o que contribuiria para a alta no preço dos alimentos. A proposta tende a ser aprovada, já que, no dia 15 de setembro, em votação apertada, por 3 a 2, a diretoria da Anvisa decidiu manter a proibição do paraquate. Porém, um dos diretores que votaram pela manutenção da retirada se mostrou favorável a permitir o uso dos estoques do pesticida. Na época da decisão pelo banimento, em 2017, a Anvisa deu 3 anos para que o paraquate fosse retirado do mercado, mas abiu a possibilidade para a apresentação de novos estudos científicos que pudessem contestar a proibição. Os agricultores alegam que outros países do mundo, como Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália, permitem o pesticida, desde que quem manipula o produto use equipamentos de proteção, e que, dessa forma, não há risco para a saúde do aplicador. Já a União Europeia baniu o produto em 2003. Apesar dos argumentos, desde 2017, produtores rurais e indústrias não apresentaram nenhum estudo científico para contestar a decisão da Anvisa. O setor alega que as pesquisas foram atrasadas por conta da pandemia e que elas deverão ficar prontas no fim deste ano. Em paralelo às discussões na Anvisa, a bancada ruralista no Congresso já apresentou pelo menos dois projetos para tornar sem efeito a decisão da agência ligada ao Ministério da Saúde. O que está valendo agora? Segundo a decisão da Anvisa, o uso e a comercialização do paraquate já estão proibidos desde o último dia 22. Isso é o que vale no momento. Se o texto discutido nesta quarta-feira for aprovado, agência e o Ministério da Agricultura deverão elaborar uma instrução normativa que vai determinar como será o uso dos estoques do paraquate. Se a proposta não for aprovada, então caberá ao Ministério da Agricultura anular os registros de produtos à base de paraquate, o que ainda não foi feito, e fiscalizar se as indústrias estão seguindo a decisão da agência. No campo, a fiscalização será de responsabilidade dos estados. De acordo com a Lei dos Agrotóxicos, de 1989, quem produzir, vender, transportar e aplicar pesticidas não autorizados no país poderá sofrer multas, interdição da propriedade, destruição da lavoura ou, até mesmo, penas de até 4 anos de prisão. O que é o paraquate Sexto agrotóxico mais vendido do Brasil em 2018 e comum na cultura da soja, o dicloreto de paraquate é um herbicida usado em duas etapas importantes da lavoura: antes do plantio e antes da colheita. No início da safra, ela garante a eficiência de uma técnica chamada "plantio direto", onde os agricultores cultivam os grãos em cima de palha para garantir mais proteção e umidade para o crescimento das plantas. Neste caso, o herbicida atua para eliminar possíveis ervas daninhas que estejam escondidas na palhada. Antes de colher, o paraquate atua para secar as plantas e vagens do grão de soja, a fim de deixar a lavoura uniforme para a colheita (a chamada dessecação). Ele também tem autorização no Brasil para as produções de algodão, arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, citros, feijão, maçã, milho e trigo. O paraquate foi banido na União Europeia ainda em 2003. Nos Estados Unidos, continua autorizado, mas está em reavaliação. Projetos querem anular decisão Em paralelo, o deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso, apresentou em junho um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que anula a decisão da Anvisa. Porém, o texto ainda não foi votado e não há previsão. No projeto, o deputado também apontou aumento nos custos de produção e uma possível perda de competitividade do setor. "O aumento de custos, iniciado na base da produção, acarretará no aumento de preços finais (...) perda de competitividade externa e aumento da inflação." Outro texto, o PDL 404, apresentado em setembro pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), também membro da bancada ruralista, segue o mesmo caminho. Na justificativa, Heinze afirma que decisão da Anvisa teve "viés político" e destacou a importância do produto para a agricultura brasileira. Também Ainda não há data definida para votação. Produtores falam em gasto alto Agricultores argumentam que não há produto no mercado capaz de substituir totalmente o paraquate e que essa mudança poderia gerar um gasto a mais para a atividade e, por consequência, seria mais um fator de alta para o preço dos alimentos. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o custo de produção do setor poderia aumentar em até R$ 500 milhões por safra. A Federação de Agricultura do Paraná (Faep) estima que alternativas ao paraquate custam entre 30% e 150% a mais. O que levou à proibição O paraquate estava em revisão desde 2008. E, em 2017, a Anvisa analisou evidências científicas e concluiu que o agrotóxico está associado ao desenvolvimento da doença de Parkinson – condição neurológica degenerativa que provoca tremor, rigidez, distúrbios na fala e problemas de equilíbrio – em quem o manipula. A agência deu 3 anos para a retirada gradual do produto do mercado. LISTA: quais são e para que servem os agrotóxicos mais vendidos “Há um peso de evidência forte em estudos em animais e epidemiológicos indicando que o Paraquate está associado ao desencadeamento da doença de Parkinson em humanos”, disse a Anvisa à época. Ainda segundo a agência, não há comprovação de que o herbicida deixe resíduo nos alimentos. VÍDEOS: últimas notícias sobre agrotóxicos Initial plugin text Veja Mais

Fóssil de T-Rex é vendido por valor recorde de US$ 31,8 milhões

Glogo - Ciência Valor alcançado é quatro vezes maior que o estimado pela casa de leilões Christie's de Nova York. O fóssil de um Tyrannosaurus Rex entre os mais completos do mundo foi leiloado por US$ 31,8 milhões Reprodução / Christie's de Nova York O fóssil de um Tyrannosaurus Rex entre os mais completos do mundo foi leiloado na terça-feira (6) por US$ 31,8 milhões em uma venda organizada pela Christie's de Nova York, quadruplicando o valor recorde obtido por outro dinossauro em uma venda similar. A estimativa inicial proposta pela Christie's foi de US$ 6 milhões e US$ 8 milhões. O resultado final do leilão, porém, comprovou novamente o fascínio por este tipo de dinossauro. O leilão quebrou o recorde anterior que pertencia a Sue, outro T-Rex vendido em outubro de 1997 pela Sotheby's por US$ 8,4 milhões ao Museu Field de História Natural, de Chicago. Somente cerca de 50 fósseis de T-Rex foram encontrados no mundo desde 1902. Stan, como foi batizado o exemplar de quatro metros de altura e 12 metros de comprimento, pesou de sete a oito toneladas em vida, de acordo com especialistas, e viveu há 67 milhões de anos. Foi descoberto em 1987 perto de Buffalo, na Dakota do Sul. Os paleontólogos do Instituto de Pesquisa Geológica em Black Hills, Dakota do Sul, dedicaram mais de 30.000 horas de trabalho para desenterrar o fóssil e reconstruir seu esqueleto, composto de 188 ossos. Desde então, Stan foi usado em moldes destinados a dezenas de museus pelo mundo, ávidos em adquirir uma cópia deste excepcional exemplar que morreu aos 20 anos de idade, segundo os pesquisadores. A lei autoriza a venda quando o exemplar foi descoberto em terrenos privados, como é o caso de Stan. Veja Mais

Desejo não tem prazo de validade

Glogo - Ciência “O sexo deveria morrer conosco, e não antes de nós”, diz a sexóloga Cristina Scalco No começo do mês, tive o prazer de conhecer, on-line, a ginecologista, sexóloga e terapeuta sexual Sandra Cristina Poerner Scalco, em seminário realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (Ibdfam), do Rio Grande do Sul. O assunto era sexo e como essa é uma manifestação natural e saudável que acompanha a pessoa até o fim da sua vida. Tentando resumir numa frase tudo o que foi dito pelos especialistas durante os dois dias do evento: desejo não tem prazo de validade e sexo não é só penetração. Especialista em sexualidade humana, com mestrado em saúde coletiva e doutorado em epidemiologia, a doutora Scalco explicou que o conceito de funcionalidade sexual engloba a frequência com que se faz sexo; seu resultado, seja orgasmo, prazer ou satisfação; e interesse. Já a disfunção sexual se caracteriza exatamente pela inadequação, pela angústia e pelo incômodo em relação à questão com duração superior a seis meses. Portanto, não se trata de quantidade – quantas vezes se faz sexo ou se atinge o orgasmo – e, sim, sobre a qualidade dessa experiência. Relacionamentos maduros: desejo permanece e vale a pena ampliar o repertório sexual para ter mais prazer Michelle Maria para Pixabay “O sexo deveria morrer conosco, e não antes de nós”, afirmou, acrescentando que as pessoas fecham portas, quando poderiam enriquecer seu repertório na maturidade. “É possível experimentar dentro da área do consentimento e ir expandindo esse território. Não se trata apenas de penetração: valem novas posições, brinquedos eróticos, brincar de personagens”, detalhou. Na sua avaliação, as mulheres, com frequência, se limitam a satisfazer o outro e acabam usando a chegada da menopausa como uma desculpa para fugir do ato: “agem como se fosse uma aposentadoria. A memória de boas experiências nos retroalimenta para dar e ter prazer, mas é preciso atribuir importância ao sexo, que não pode ficar no fim da fila das prioridades”. O geriatra e professor Newton Luiz Terra descreveu situações vividas em seu consultório que ilustram bem a longevidade do desejo. Disse que, inúmeras vezes, ouviu frases como “meu pai é tarado”, proferidas por filhos chocados com o interesse de idosos por sexo. Contou que uma paciente viúva se masturbava com um bibelô, uma daquelas pequenas peças de porcelana que ornamentam a sala, e resumiu: “falar de sexo é falar de vida”. Em sua apresentação, abordou o declínio androgênico do envelhecimento masculino, erroneamente conhecido como andropausa, que vem acompanhado da diminuição do desejo e qualidade da ereção – e inclusive de depressão. “Um em cada três homens com mais de 60 apresenta dificuldade de ereção, e as relações sem penetração também podem ser muito prazerosas. Há nuances de ternura e afeto, outras formas de intimidade”, enfatizou. Para completar, esclareceu que o pico sexual masculino se dá na casa dos 20 anos e depois declina, enquanto, entre as mulheres, acontece na faixa dos 40. Doenças crônicas, como diabetes e síndrome metabólica, e medicamentos, como diuréticos, betabloqueadores, antidepressivos ou antipsicóticos, podem interferir na qualidade do sexo. “A terapia de reposição hormonal pode ser indicada para ambos os sexos, mas implica riscos e só deve ser feita com supervisão médica”, reforçou. Veja Mais

A quase colisão de dois pedaços de lixo espacial observada de perto por radar

Glogo - Ciência Agências espaciais e outros especialistas acompanham com preocupação o acúmulo de restos de foguetes e satélites antigos e os grandes riscos de colisões na órbita terrestre. Aumenta preocupação entre especialistas sobre riscos causados por crescente lixo no espaço Getty Images via BBC Dois pedaços de lixo espacial que deveriam bem perto um do outro escaparam de uma colisão, disse uma empresa que usa radar para rastrear objetos em órbita. A LeoLabs disse que um satélite russo desativado e um segmento de foguete chinês descartado provavelmente ficarão a 25 metros um do outro. Pedaço de foguete lançado há 50 anos em direção à lua pode estar se aproximando da órbita da Terra Segundo a empresa, não havia sinais de destroços sobre a Antártica na manhã desta sexta-feira, 16 de outubro. Outros especialistas estimaram que o Kosmos-2004 e o estágio de foguete ChangZheng passariam com uma distância muito maior. Como os objetos têm uma massa combinada de mais de 2,5 toneladas e velocidade relativa de 14,66 km/s (32.800 mph), qualquer colisão teria sido catastrófica e produzido uma chuva de destroços. E dada a altitude de quase mil km, fragmentos resultantes teriam permanecido em órbita por um tempo extremamente longo, representando uma ameaça aos satélites operacionais. A LeoLabs, uma start-up do Vale do Silício, oferece serviços de mapeamento orbital usando sua própria rede de radar. Moriba Jah, astrodinamicista da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, calculou a distância entre os dois objetos como sendo de 70 m. E a Aerospace Corporation, uma consultoria altamente respeitada, chegou a uma conclusão semelhante. Com mais e mais satélites sendo lançados, há uma preocupação crescente sobre o potencial de colisões. Pesquisadores e 'caçadores' internacionais disputam meteoritos após chuva de pedras no sertão pernambucano A grande preocupação é a crescente população de hardware redundante em órbita — cerca de 900 mil objetos maiores que 1 cm em algumas contagens —, todos eles capazes de causar danos imensos, ou até mesmo destruir, uma espaçonave operacional em um encontro de alta velocidade. Nesta semana, a Agência Espacial Europeia divulgou o seu relatório anual sobre o estado do ambiente espacial, destacando o problema contínuo dos eventos de fragmentação. Isso inclui explosões em órbita causadas por sobras de energia — em combustível e baterias — a bordo de antigas espaçonaves e foguetes. Em média, nas últimas duas décadas, 12 fragmentações acidentais ocorreram no espaço a cada ano, "e essa tendência infelizmente está aumentando", disse a agência. Também nesta semana, no Congresso Internacional de Astronáutica online, um grupo de especialistas, listou o que considerou como os 50 objetos abandonados em órbita mais preocupantes. Uma grande proporção deles eram antigos estágios de foguetes Zenit russos ou dos tempos da União Soviética. VÍDEOS: Astronomia e exploração espacial Veja Mais

'Não descartamos nenhuma possibilidade', diz secretário do Ministério da Saúde sobre vacinas

Glogo - Ciência Governo de SP cobra liberação de recursos para produção de doses extras da CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Elcio Franco em coletiva no Ministério da Saúde TV Brasil/Reprodução O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse nesta quinta-feira (15) que o governo federal não descarta "nenhuma possibilidade" em relação às vacinas em teste contra o novo coronavírus. "A vacina do Butantan está nessa lista, em momento algum se afirmou algo diferente disso", disse Franco. A declaração ocorre um dia após o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, criticar o governo federal por não ter liberado verba para a compra da vacina CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Estados pedem que governo compre 1ª vacina que for aprovada no Brasil Disputa política pode atrapalhar vacinação, alerta infectologista Governo federal não liberou verba para vacina chinesa em SP e só investiu na de Oxford, diz secretário Gorinchteyn afirma que São Paulo já garantiu 61 milhões de doses, mas que a ampliação do lote será "inviável" sem recurso federal. Durante a apresentação de ações de enfrentamento da pandemia nesta quinta, os representantes do Ministério da Saúde disseram que monitoram os avanços nos testes, mas não trataram de um possível o repasse de recursos para o governo de São Paulo. Ministério com Oxford e COVAX O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, ressaltou que o governo federal já definiu a compra da vacina que será produzida pela AstraZeneca/Universidade de Oxford e também aderiu à iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Somadas, as duas fontes devem ser responsáveis por 140 milhões de doses no primeiro semestre. Serão desembolsados R$ 1,9 bilhão para o projeto AstraZeneca/Oxford e outros R$ 2,5 bilhões para bancar o ingresso no programa da OMS. Além disso, Franco afirmou que o governo acompanha outras vacinas em desenvolvimento, avaliando itens como segurança, eficácia, conclusão dos estudos, produção em escala e preço acessível. "Todas as vacinas estão sendo acompanhadas, todas, sem exceções. Com prioridade para as que estão em estágio avançado. Elas precisam ser aprovadas pela Anvisa. Dentre elas, a do Butantan, que é um grande parceiro e vai continuar sendo, inclusive para essa iniciativa", disse o secretário-executivo. "É uma grande possibilidade trabalharmos com várias vacinas simultaneamente", disse Franco. VÍDEOS: novidades sobre a vacina conta a Covid Initial plugin text Veja Mais

Como os mais velhos rejuvenesceram

Glogo - Ciência Estudo mostra que as funções físicas e mentais dos idosos tiveram um incremento significativo nos últimos 30 anos Os velhos de hoje estão em melhores condições físicas e mentais do que seus pares de três décadas atrás. Em outras palavras, é como se tivessem ficado mais jovens! Essa foi a descoberta de um estudo conduzido pela Faculdade de Esportes e Ciência da Saúde, da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia. “Medimos o desempenho das pessoas nas atividades que elas realizam no dia a dia, o que é capaz de refletir a idade funcional do indivíduo”, explicou a professora Taina Rantanen. A pesquisa comparou a performance física e cognitiva de idosos entre 75 e 80 anos com os da mesma faixa etária que viveram nos anos de 1990. Casal na praia: funções físicas e mentais dos mais velhos tiveram um incremento significativo nos últimos 30 anos Dietcheese por Pixabay Força muscular, velocidade de caminhada, fluência verbal, argumentação e memória: em todos esses itens, homens e mulheres se saem bem melhor atualmente. “Um volume maior de atividade e também uma compleição física mais forte explicam o desempenho superior no andar e na força muscular, mas o que nos impressionou foi o resultado cognitivo, associado a mais anos de educação”, avaliou Kaisa Koivunen, uma das pesquisadoras. Nas últimas décadas, foi significativa a evolução em áreas como higiene, nutrição, assistência à saúde, acesso à educação e direitos trabalhistas – mesmo em países menos desenvolvidos. Dessa forma, a expectativa de vida estendida foi acompanhada por avanços na capacidade funcional das pessoas. O estudo comparou dados coletados entre 1989 e 1990, de um grupo de 500 pessoas nascidas entre 1910 e 1914, com informações, obtidas entre 2017 e 2018, de 726 idosos nascidos entre 1938 e 1943. Para a doutora Rantanen, está na hora de mudar a maneira como vemos a velhice, porque ela não retrata a realidade: “do ponto de vista de quem pesquisa a longevidade, o que se constata é que houve um acréscimo no número de anos que se poderia chamar de meia-idade. O aumento da expectativa de vida tem proporcionado um período longo de anos sem limitações. No entanto, no final da existência, indivíduos muito longevos demandam um cuidado maior, porque vão se tornando bastante frágeis”. Veja Mais

Portugal entra em situação de calamidade devido ao agravamento da pandemia de Covid-19 na Europa

Glogo - Ciência País passará do estado de contingência para a situação de calamidade à meia-noite desta quinta-feira (15). Casos de Covid crescem e governo de Portugal aprova novas medidas de restrição O agravamento da pandemia de Covid-19 fez Portugal decretar o status de "situação de calamidade" a partir da meia-noite desta quinta-feira (15). Com a decisão, o país passa a adotar medidas mais rígidas de isolamento social para conter o avanço do Sars-Cov-2 em seu território. A decisão não é isolada: outros países europeus também impuseram novas regras para tentar conter uma segunda onda de infecções. Entre eles está a França, que anunciou o restabelecimento do estado de emergência a partir de sábado (17). Coronavírus em alta: OMS registra alta recorde de infecções diárias; veja onde casos estão subindo mais Segundo informações do jornal "Público", o governo português passará a exigir máscara na rua e limitar as aglomerações em cinco pessoas em lojas, restaurantes e vias públicas. Nos casamentos e outras celebrações pessoais, serão permitidos até 50 convidados. A situação de calamidade será mantida por pelo menos 15 dias após a quinta-feira. "Infelizmente, Portugal não é exceção, e podemos classificar a evolução da pandemia no nosso país como uma evolução grave", declarou o primeiro-ministro António Costa, em Lisboa. Outras medidas Serão proibidas todas as festas universitárias e cerimônias para recepção de novos alunos nas instituições de ensino; As ações de fiscalização serão reforçadas pelas forças de segurança para assegurar o cumprimento das novas regras; A multa aplicada em caso de descumprimento das regras poderá ser de até 10 mil euros. Situação da pandemia em Portugal Até esta quarta-feira (14), Portugal registrava 89.121 casos confirmados e 2.110 mortes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na terça-feira (13) foram 1,2 mil casos, sendo que o recorde de casos confirmados ocorreu na semana anterior, quando foram registrados 1.646 casos. Mesmo com o avanço no total de infectados, o número de mortes não atingiu patamares perto do recorde. Na terça-feira foram 16 mortes, sendo que o recorde de foi em 3 de abril, quando foram contabilizados 37 óbitos. Situação na Europa Os países europeus aumentaram as medidas preventivas para evitar uma alta dos casos de coronavírus — o continente teve os maiores números de novos contágios nas últimas semanas. Além de Portugal, a França também voltou ao estado de emergência e vai impor toque de recolher nas maiores cidades do país. O anúncio foi feito pelo presidente Emmanuel Macron nesta quarta-feira. Na terça-feira (13), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que mais de 700 mil novos casos foram notificados na última semana na Europa. É uma alta de 34% em relação à semana anterior. Mundo chega a 38 milhões de casos de Covid-19 e situação se agrava na Europa O número de novos casos é, em parte, decorrente de mais testes. Mas também houve aumento de mortes, ainda que em uma proporção menor, de 16%. Os médicos alertam que muitas das novas infecções são em jovens, que têm sintomas mais leves da Covid-19. O maior problema, no entanto, é que eles podem transmitir o coronavírus aos mais velhos. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Initial plugin text Veja Mais

O mistério da abundância de ouro no Universo que os cientistas não conseguem resolver

Glogo - Ciência Fora da Terra, há uma quantidade de ouro que supera os cálculos e modelos que astrônomos já conseguiram produzir - e que não se explica apenas pelas colisões de estrelas de nêutrons. De onde vem e qual é a quantidade de ouro no Universo? Cientistas estão em busca destas respostas. Getty Images via BBC O estoque subterrâneo de reservas de ouro no planeta é estimado atualmente em cerca de 50 mil toneladas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Mas, a cada dia que passa, essa reserva só diminui — e, na Idade Média, o árduo trabalho dos alquimistas já mostrou que o metal é impossível de ser recriado sinteticamente. Entretanto, há um "lugar" onde existe sim uma enorme quantidade de ouro: o Universo. Na verdade, a quantidade é tão surpreendente que os cientistas também vêm tentando descobrir a origem desse material no universo há anos. Inclusive, um estudo divulgado essa semana indica que a quantidade de ouro fora da Terra é muito maior do que se pensava antes. A publicação, no Astrophysical Journal, mostra que o principal meio de formação de ouro no Universo, as colisões de estrelas de nêutrons, não é suficiente para explicar a quantidade do metal existente. ESPAGUETIFICAÇÃO: Telescópios registram momento em que estrela é engolida por buraco negro "O ouro e outros metais pesados são produzidos em processos envolvendo muita energia no Universo. Porém, de acordo com cálculos atuais, apenas esses processos não são suficientes para produzir todo o ouro visto no Universo hoje", explicou à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) a astrônoma Chiaki Kobayashi, líder do estudo e pesquisadora da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido. Kobayashi diz que a pesquisa dela e dos colegas visa a buscar as origens deste e de outros metais. "Não se trata apenas do ouro, que faz parte de muitas coisas em nossas vidas. Mas também do cálcio, por exemplo, que também foi criado a partir de uma explosão de estrelas", explica. Como o ouro é produzido no Universo Para formar uma única partícula de ouro, é necessário formar núcleos atômicos compostos por 79 prótons e 118 nêutrons cada. "Isso significa que precisa haver uma fusão nuclear além da capacidade do ser humano. E, embora exista no Universo, não é muito frequente e, principalmente, não em lugares próximos." A colisão de estrelas de nêutrons — corpos que são remanescentes de supernovas antigas ou grandes estrelas — têm a capacidade de criar essas partículas com um número maior de nêutrons do que prótons. Frutos de colisões no Universo, muitos meteoritos contendo ouro acabaram caindo na Terra quando o planeta estava em formação. E essa tem sido a explicação mais aceita até agora para a presença do ouro no Universo e no nosso planeta. No entanto, a pesquisa de Kobayashi indica que deve haver outras fontes do metal. "Outra possibilidade pode ser quando uma supernova se extingue. Sabe-se que essa extinção pode criar uma grande quantidade de ouro por um curto período de tempo, mas, mesmo assim, ainda é insuficiente", explica Kobayashi. "O estudo contém medições e dados de mais de 340 artigos científicos descrevendo como surgem os elementos químicos, por isso pudemos chegar a outras conclusões importantes", diz a cientista. Foi possível explicar a formação de elementos como carbono 12 e urânio, entre outros. "Por exemplo, nosso modelo foi capaz de calcular a quantidade de estrôncio produzida por uma colisão de estrelas de nêutrons." Ouro acessível? O modelo criado pela equipe de Kobayashi também tentou estimar a quantidade total de ouro existente. "De acordo com nosso modelo, a massa de ouro produzida no Universo durante seus 13,8 bilhões de anos é 4,0 × 1042 kg, o que é apenas entre 10% e 20% do que se estima a partir de observações em meteoritos, no Sol e em outras estrelas próximas." E isso, claro, é restrito pelas próprias limitações do conhecimento humano sobre o Universo. "Ele pode ser infinito — não sabemos com certeza —, mas sabemos que só podemos ver uma parte do Universo", diz ele. E, considerando a futura escassez de ouro na Terra, as pesquisas podem abrir caminho para uma exploração extraterrestre de ouro? "É muito difícil", antecipa a especialista. "Porque embora nosso Sol, por exemplo, tenha uma quantidade significativa de ouro, a verdade é que muitas dessas colisões de estrelas que produzem o metal no espaço estão muito longe de nosso alcance." Veja os VÍDEOS mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias: Veja Mais

Anvisa alerta sobre falsa vacina de Oxford vendida em Niterói, no RJ

Glogo - Ciência Agência reguladora esclarece que recebeu denúncia e reitera que nenhuma vacina contra a Covid foi liberada até o momento. Simulação da embalagem da vacina contra a Covid que será desenvolvida pela Fiocruz/BioManguinhos; ainda não há uma vacina autorizada no Brasil Divulgação A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu uma denúncia de venda de uma falsa vacina contra a Covid-19 em Niterói, no Rio de Janeiro. De acordo com informações divulgadas pela reguladora, uma empresa está vendendo o falso imunizante e dizendo que se trata da vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca. ESPECIAL: Candidatas a vacina para a Covid-19 "Anvisa recebeu a denúncia sobre a suposta comercialização irregular da vacina contra a Covid-19 por meio de seus canais oficiais, indicando que estaria sendo disponibilizada por uma empresa localizada em Niterói/RJ a vacina de Oxford contra a Covid-19", disse a Anvisa. "A denúncia foi apresentada no último dia 25 de setembro e no mesmo dia houve avaliação e encaminhamento formal para a Direção Geral da Polícia Federal". A agência reitera que não há ainda uma vacina contra a Covid-19 autorizada para comercialização no Brasil. Até a liberação, a Anvisa pede que não seja adquirido nenhum suposto imunizante contra a doença. "Existem no Brasil vacinas contra a Covid-19, exclusivamente para uso em estudos clínicos. Não há permissão para comercialização e distribuição dessas vacinas", disse a nota da Anvisa. Initial plugin text Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 12 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 150.515 óbitos registrados e 5.094.016 diagnósticos de Covid-19. O Brasil tem 150.515 mortes e 5.094.016 casos de coronavírus confirmados até as 8h desta segunda-feira (12), segundo o consórcio de veículos de imprensa. Mortes: 150.515 Casos: 5.094.016 Segundo o último balanço consolidado, divulgado às 20h de domingo (11), a média móvel de novas morte no Brasil em 7 dias está em 590, o menor número desde 10 de maio e uma variação de -14% em 14 dias, o que indica estabilidade. Nas últimas 24 horas até as 20h de domingo, o país registrou 270 novas mortes, chegando ao total de 150.506 óbitos desde o começo da pandemia. Desde o dia 14 de setembro, a tendência na média móvel de mortes é de estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Antes disso, o país passou por um período de uma semana seguida com tendência de queda no registro de mortes por Covid-19. Veja a tendência de mortes por estado Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.093.979 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 12.139 desses confirmados em 24 horas até as 20h de sábado. A média móvel de novos casos foi de 25.582 por dia, uma variação de -5% em relação aos casos registrados em 14 dias, o também que indica estabilidade. Entre os estados, apenas o Piauí apresenta tendência de alta, segundo o balanço consolidado das 20h de domingo (11).Veja abaixo mais informações sobre o balanço. Brasil, 11 de outubro Total de mortes: 150.506 Registro de mortes em 24 horas: 270 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 590 por dia (variação em 14 dias: -14%) Total de casos confirmados: 5.093.979 Registro de casos confirmados em 24 horas: 12.139 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 25.582 por dia (variação em 14 dias: -5%) Estados Subindo (1 estado): PI Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (10 estados + o DF): RS, MG, RJ, SP, DF, GO, AC, AM, AL, MA e SE Em queda (15 estados): PR, SC, ES, MS, MT, AP, PA, RO, RR, TO, BA, CE, PB, PE e RN Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estado com a média móvel de óbitos subindo Arte G1 Estados com a média de óbitos em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: -24% RS: -3% SC: -36% Sudeste ES: -24% MG: -6% RJ: -4% SP: -6% Centro-Oeste DF: -7% GO: -8% MS: -17% MT: -29% Norte AC: -13% AM: -6% AP: -18% PA: -40% RO: -23% RR: -63% TO: -22% Nordeste AL: +8% BA: -42% CE: -38% MA: +3% PB: -16% PE: -53% PI: +32% RN: -40% SE: +5% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

'Volto rápido' e 'tô apavorado': as últimas mensagens de vítimas da Covid-19

Glogo - Ciência Familiares de pessoas que morreram em razão do coronavírus relatam a saudade e mostram algumas das últimas conversas que tiveram, por meio de mensagens de texto. Pouco antes de ser intubada, a médica Monique Batista enviou mensagens ao noivo Arquivo Pessoal "Eu volto rápido", escreveu a médica Monique Batista, de 29 anos, em mensagem enviada ao marido por meio do WhatsApp, pouco antes de ser intubada. Semanas depois, ela morreu em decorrência das complicações da Covid-19. Monique é uma das milhares de vítimas do novo coronavírus no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país já registrou quase 150 mil mortes pela Covid-19 — o primeiro óbito ocorreu em 12 de março, conforme a pasta. Em todo o mundo, mais de 1 milhão de pessoas já morreram em decorrência da doença causada pelo coronavírus. O Brasil é o segundo país com mais óbitos pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que já registraram mais de 210 mil mortes. Em meio aos números de mortos pelo vírus, há a noiva do Arthur, o irmão da Ana Claudia, o filho mais velho de Elisangela, a madrinha da Clara, a amiga da Cristina e tantas outras histórias. Aos familiares e amigos das vítimas da Covid-19, restam a saudade e as lembranças. Em decorrência do isolamento imposto a pacientes com o coronavírus e da intubação adotada em casos graves, milhares de pessoas não conseguiram dar o último adeus. Para muitos parentes e amigos, as mensagens trocadas por meio de aplicativos estão entre as últimas recordações. À BBC News Brasil, pessoas que perderam entes queridos mostram algumas das últimas mensagens trocadas, que ajudam a dar dimensão humana à tragédia por trás dos números. 'Volto rápido' Monique e Arthur eram noivos e moravam juntos. "A gente se amava muito, nunca imaginei perdê-la", lamenta o rapaz. Arquivo Pessoal Monique Batista se formou em Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em meados de 2019. Desde o início da pandemia de Covid-19, ela estava na linha de frente do combate à doença, na cidade de Campo Verde (MT). "O sonho da vida dela, desde a infância, sempre foi ser médica. Ela era extremamente prestativa e, mesmo sendo asmática, nunca pensou em parar de trabalhar quando a pandemia começou", diz o engenheiro agrônomo Arthur Varmeling, noivo da médica. Em 11 de julho, Monique teve uma intensa falta de ar. Ela acreditou que fosse uma crise de asma. Após passar por exames, foi diagnosticada com a Covid-19 e precisou ser internada. Segundo o noivo, 60% dos pulmões dela já estavam comprometidos. A asma é apontada por algumas entidades médicas como um fator que pode agravar o quadro de Covid-19. Há estudos, porém, que consideram que a doença não costuma representar um risco maior de complicações pelo coronavírus. No caso de Monique, segundo Arthur, os médicos consideraram que a asma agravou duramente a situação dela. Ele conta que a falta de ar foi o principal sintoma da noiva. A situação da médica piorou. Em 14 de julho, ela encaminhou mensagens ao noivo antes de ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Primeiro, Monique pediu que ele cuidasse da irmã caçula dela, Letícia, de 26 anos. "Seja apoio", escreveu. Em seguida, a médica disse que logo retornaria para casa. "Eu volto rápido. Eu prometo", afirmou, por meio de mensagens de texto. Pouco antes de ser levada para a UTI, ela perguntou sobre a mãe, que ainda não sabia que a filha seria intubada. "Estou raciocinando, tentando ser o mais calmo possível para pensar em como falar com a sua mãe", respondeu o noivo. Para Arthur, as últimas mensagens de Monique mostram o quanto ela se preocupava com a família. "Ela era inspiração e força para a mãe e para a irmã", diz o engenheiro agrônomo. Naquela tarde de 14 de julho, Monique foi intubada na UTI de um hospital particular em Cuiabá. Ela permaneceu sob cuidados intensos durante quase um mês. "Foram dias conturbados, de muita oração e lágrimas", resume Arthur, que também teve a Covid-19, mas apresentou sintomas considerados leves. Segundo o noivo, o quadro dela se tornou ainda mais grave após ela contrair uma infecção hospitalar na UTI. Monique morreu em 10 de agosto. "Tem sido um período muito difícil", diz o engenheiro agrônomo. Ele e Monique estavam juntos havia um ano e quatro meses. "A gente se amava muito. Nunca imaginei perdê-la", lamenta. "Por toda a minha vida, vou cuidar da mãe e da irmã dela, como ela havia me pedido", afirma Arthur. 'Tô apavorado' Felipe Garcia, de 36 anos, estava assustado após apresentar sintomas da Covid-19, no início de setembro. Em algumas de suas últimas mensagens, expressou o medo da doença. "Ora por mim. Tô apavorado", escreveu Felipe, em mensagens enviadas à irmã, a auxiliar comercial Ana Cláudia Garcia, na madrugada de 7 de setembro. Na data, o estado de saúde dele havia piorado. Em mensagens enviadas (nos balões brancos) dias antes de morrer, Felipe manifestou medo com os sintomas que teve da Covid-19 Reprodução A família acredita que ele, que era gerente comercial e morava em Tramandaí (RS), contraiu o vírus em uma viagem a trabalho. Dias antes de apresentar os primeiros sintomas, Felipe dormiu na casa da irmã e do cunhado, em Gravataí, também no Rio Grande do Sul. "Depois que o meu irmão foi embora, eu e meu esposo apresentamos sintomas, mas nos recuperamos. Acredito que o Felipe já estava com o vírus, ainda não tinha sintomas e transmitiu para a gente", explica Ana. Logo que apresentou sintomas, Felipe passou a contar aos parentes sobre a sua situação. "Desde os primeiros sintomas, o meu irmão procurou uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Tramandaí, mas foi liberado. Receitaram os remédios e disseram para ele ficar em casa", relata Ana. Uma tomografia apontou, segundo a irmã, que 70% dos pulmões de Felipe haviam sido comprometidos pela Covid-19. "Ele estava gordo e acredito que isso piorou ainda mais a situação. Mesmo com as dificuldades dele, não quiseram interná-lo", critica Ana. Distante do irmão, ela conta que ficou muito preocupada com ele. "Fiquei nervosa e com medo. Até pensei em buscá-lo em Tramandaí, mas ele não quis", relata. "Sempre tive uma ligação forte com o meu irmão. Ele era uma parte de mim. Foi quem me ensinou a andar de bicicleta, dormiu comigo quando eu tive medo e era uma pessoa que eu sabia que podia ligar a qualquer hora", relata. Nos dias 7 e 8 de setembro, Felipe contou à família, por meio de mensagens, que estava com muitas dificuldades para respirar, além de sintomas como febre e vômito. Para Ana, as mensagens nas quais o irmão manifesta o desespero em razão dos sintomas da Covid-19 ilustram as duras consequências que a doença pode ter. "Me senti impotente. Toda a minha família está acabada com tudo isso", lamenta. Ela conta que o ultimo contato que teve com Felipe foi por meio de videochamada, por volta das 18h de 8 de setembro. "No mesmo dia, ele também conversou com a nossa mãe, com uma tia e com o filho dele (de três anos)", detalha Ana. A situação de Felipe piorou. Os parentes contam que ele procurou ajuda médica na UPA de Tramandaí, novamente, na madrugada de 9 de setembro. Horas depois, ele não resistiu e faleceu na unidade de saúde. Na certidão de óbito consta que ele morreu em decorrência de síndrome respiratória aguda grave e cita a suspeita de Covid-19, confirmada dias depois. "Se ele tivesse recebido o atendimento médico adequado, provavelmente teria sobrevivido", declara Ana. "Na UPA, nos disseram que não o intubaram porque ele estava muito gordo. Falaram que fizeram tudo o que podiam pelo meu irmão. Porém, penso que foram muito negligentes com ele", acrescenta. A BBC News Brasil questionou a Prefeitura de Tramandaí sobre o atendimento dado a Felipe, mas não obteve respostas até a conclusão desta reportagem. 'Quero rosas brancas em meu caixão' Entre as últimas mensagens do técnico de enfermagem Klediston Kelps, de 22 anos, havia um pedido sobre o arranjo de flores que ele queria em sua despedida. "Quero rosas brancas enfeitando o meu caixão e apenas uma vermelha", escreveu para a mãe, por meio do WhatsApp, antes de ser intubado na UTI. O jovem disse a ela, em mensagem de texto, que sabia que não sobreviveria à Covid-19. "Está sendo pessimista!", respondeu a mãe dele, a técnica de enfermagem Elisangela da Silva Faria, de 40 anos, em uma tentativa de tranquilizar o filho mais velho. De acordo com a mãe do jovem, as mensagens foram encaminhadas na noite de 18 de julho. Klediston morreu uma semana depois. O rapaz estava na linha de frente do combate à Covid-19 em Primavera do Leste (MT), onde morava. A família acredita que ele contraiu o vírus no trabalho. Ao todo, ele passou um mês internado em uma unidade de saúde de Primavera do Leste. Desde que deu entrada no hospital até momentos antes de ser levado para a UTI, Klediston conversou com frequência com a mãe. "Nunca vou me acostumar a ficar sem o meu filho. É uma dor que nunca vai passar", diz Elisangela. Ela, que tem outros dois filhos, conta que era inspiração para o jovem, que decidiu seguir na mesma profissão da mãe. Klediston, que estava prestes a concluir o curso superior de Enfermagem, tinha diversos sonhos e um dos principais objetivos dele, segundo a mãe, era ser um bom profissional na área da saúde. "Perder meu filho foi pior que perder a minha vida. Ajoelhei e pedi a Deus que me levasse e não levasse ele. Hoje, as pessoas podem me olhar sorrindo e vivendo aparentemente normal, mas eu não sou mais a mesma pessoa", diz à BBC News Brasil. "Quando não estou ocupada, estou chorando. Fico lembrando dele o tempo todo", lamenta. Elisangela conta que não conseguiu levar o arranjo pedido pelo filho quando o enterrou, em um sábado. "Eu tive poucas horas para enterrá-lo. Foi tudo muito rápido", explica. Dois dias depois, ela cumpriu o desejo de Klediston. "Arrumei as flores, como ele tinha pedido, e levei ao cemitério", diz a mãe do jovem. Segundo Elisangela, Klediston escolheu as flores como forma de homenagear a família. "O pai dele, que morreu quando o meu filho ainda era bebê, sempre me dava rosas brancas. Ele (Klediston) sabia dessa história. E a rosa vermelha foi escolhida por causa de uma tatuagem que tenho em meu braço esquerdo", diz. 'Nada de pânico' Em suas últimas mensagens, a médica Terezinha Aparecida de Matos, de 64 anos, confessou à cunhada que estava com medo das consequências da Covid-19. Apesar disso, tentou tranquilizar a irmã, Elizete, e pediu calma. Filha mais velha, Terezinha era considerada um exemplo para os irmãos, Maurício e Elizete, e para o pai, de 90 anos — a mãe já havia falecido. Na juventude, foi técnica de enfermagem. "Com esse trabalho, a doutora Terezinha conseguiu pagar o curso de Medicina e depois a especialização (em Neurologia)", diz a cunhada dela, a professora Elaine Stande. A médica trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo (SP), e estava na linha de frente do combate à Covid-19. A família acredita que ela foi infectada em meio a algum plantão durante a pandemia. Ela foi internada em 11 de maio, quando apresentou problemas de saúde em decorrência da Covid-19. Segundo a família, Terezinha não tinha doença pré-existente. Em 15 de maio, quando já estava na UTI, ela se comunicou com a família pela última vez, por meio do WhatsApp. Nas últimas mensagens enviadas à irmã, a médica contou que dormiu de bruços, técnica que ajuda muitos pacientes no combate a doenças respiratórias graves. Terezinha relatou que, mesmo com a terapia, apresentou saturação baixa de oxigênio e teve de ser levada para a UTI. "Não estou na intubação, claro, mas não descartam", escreveu a médica. Ela pediu calma à irmã e explicou que foi levada à UTI como uma medida de prevenção. "Nada de pânico", disse a Elizete. A médica escreveu que esperava que o seu quadro de saúde não piorasse em decorrência do que ela chamou de "vírus maldito". Pouco após as mensagens para a irmã, Terezinha conversou por mensagens com a cunhada. No diálogo, a médica desabafou sobre o medo que estava sentindo. "Oi, estou na UTI. A Zete (irmã de Terezinha) entrou em pânico. Ela faz perguntas que não tenho como responder. Ninguém conhece essa doença e eu não tenho como ajudá-la agora. Nem sei o que falar. Tô em pânico", escreveu a médica, nas mensagens enviadas a Elaine. Dias depois do último diálogo com a família, Terezinha foi intubada. As complicações da Covid-19 pioraram cada vez mais. Em 10 de junho, ela não resistiu. Elaine considera que as últimas mensagens de Terezinha à irmã mostram o cuidado que a médica tinha com a família. "Ela protegia muito a irmã e o pai. Ela guardava as preocupações e os problemas para protegê-los. Tanto que quando ela foi internada, sempre pediu para a equipe entrar em contato comigo, não com a irmã ou com o pai, para protegê-los", diz. Meses depois da morte de Terezinha, a família ainda vive com a intensa dor da perda. "As lembranças e a saudade vêm muito à tona", diz a cunhada da médica. Filha de Elaine, a pequena Clara, afilhada de Terezinha, ainda está aprendendo a lidar com a saudade. Em sua última mensagem para a tia, a garota, de nove anos, havia desejado melhoras. "E quando melhorar, vamos sair juntas", escreveu a menina. "Se Deus quiser, fofura. E quando tudo isso acabar, tudo será muito diferente", respondeu Terezinha. Apesar do medo, a médica acreditava que poderia receber alta e concretizar um sonho antigo: ver a conclusão das obras de sua casa. "A doutora Terezinha trabalhava muito para terminar essa construção, que era um sonho dela. Ela passou uma década focada nisso, para dar conforto ao pai e à irmã. Mas a doutora não conseguiu ver a entrada da garagem, que era a última coisa que faltava", comenta a cunhada da médica. "A Terezinha não merecia trabalhar tanto e usufruir tão pouco disso", lamenta Elaine. 'Tá pertinho (para a chegada do bebê da amiga)' Em 12 de abril, a médica Carolina Barros Patrocínio, de 29 anos, enviou um áudio à amiga Cristina Abreu, que estava grávida. Na mensagem, encaminhada pelo WhatsApp, Carolina comemorou a aproximação do nascimento do bebê da amiga. "Você fala dia 21 (de abril) e parece tão longe, porque a gente perde a noção do tempo. Mas quando você fala que é na outra terça, sem ser esta, está pertinho", disse no áudio. Carolina tinha lúpus, doença inflamatória autoimune, e teve de se afastar dos atendimentos médicos em abril, em decorrência da pandemia. "Ela tomava imunossupressores fortíssimos. Então, se ela pegasse a Covid-19 poderia ser fatal. Por isso, a médica que a acompanhava pediu que ela se afastasse dos atendimentos", diz Cristina. Quando mandou o último áudio para a amiga, Carolina estava em isolamento em casa, no Rio de Janeiro (RJ). Ela e Cristina se conheciam desde a adolescência e moravam no mesmo condomínio. "A Carol era como uma irmã que eu nunca tive. Quando ela passou no vestibular de Medicina, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi uma alegria absurda. Quando ela concluiu a universidade também foi um momento muito feliz", diz Cristina, que é médica veterinária. O áudio foi o último contato por mensagens de WhatsApp. Depois, as amigas se falaram por diversas vezes por meio de ligações e até pessoalmente. "Como a gente morava no mesmo prédio e eu estava isolada por conta da gravidez, aguardando o parto, nos vimos algumas vezes antes de ela ser internada", comenta Cristina. Em 19 de abril, Carolina foi internada em um hospital particular do Rio de Janeiro, em razão de complicações do lúpus. "Quando ela deu entrada no hospital, foi testada para a Covid-19 e o resultado deu negativo", comenta Cristina. Dias depois, a médica começou a ter febre intensa e passou a ter convulsões constantes, que não conseguiam ser controladas com remédios. Um novo exame, então, atestou que ela havia sido infectada pelo coronavírus. A família acredita que a médica contraiu o vírus no hospital. Em razão das complicações que enfrentava pelo lúpus, a Covid-19 logo se agravou. Carolina foi intubada em 25 de abril. Em 12 de maio, ela morreu. "A minha filha era conhecida pelo sorriso radiante, mesmo nos momentos difíceis. Ela era generosa e fazia amigos por onde passava. Apesar do vazio que ela me deixou, me conforta saber que ela foi feliz durante a sua vida", declara a dona de casa Claudia Barros Patrocínio, mãe da médica. O filho de Cristina nasceu em 21 de abril. Carolina nunca soube da notícia, pois na data já estava inconsciente, em razão dos medicamentos. Cristina lamenta não ter compartilhado um dos momentos mais importantes de sua vida com a amiga. Ela também não conseguiu contar a Carolina uma notícia que estava guardando para compartilhar após o parto. "Eu iria chamar a Carol para ser a madrinha do meu filho", lamenta. "O coronavírus roubou o direito do meu filho de ter uma madrinha e roubou o direito da mãe da Carol de ter a sua filha por perto. Ele roubou a alegria de uma família inteira. Esse vírus é real e as pessoas precisam acreditar nisso", diz Cristina. Veja Mais

Mundo bate novo recorde de casos de coronavírus registrados em 24h

Glogo - Ciência Mais de 338 mil novos casos foram reportados nesta quinta. Recorde anterior ocorreu menos de uma semana antes. OMS atribui alta à novo surto na Europa. Pessoas apreciam café em Paris em um sábado à noite, em 26 de setembro de 2020, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) Lewis Joly/AP O mundo tem um novo recorde de casos diários de coronavírus, com 338.779 novas infecções registradas em 235 países nesta quinta-feira (8), informa boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, a alta foi puxada, principalmente, por um novo surto na Europa. O recorde global anterior, segundo a OMS, foi de 330.340 casos diários, registrado na sexta-feira (2). O recorde de mortes em 24 horas foi registrado em 17 de abril, quando o mundo teve 12.393 óbitos por coronavírus. Ao todo, o mundo tem mais de 36 milhões de casos e quase 1,5 milhão de mortes registrados em 235 países desde o início da pandemia, segundo a OMS. Novo recorde na Europa Novos casos de Covid-19 disparam na Europa A OMS alertou que, como região, a Europa reportou mais casos diários do que a Índia (78.524), o Brasil (41.906) e os Estados Unidos (38.904), países com o maior número de mortes e casos pela Covid-19. Foram 96.996 novos casos no continente, o maior desde o início da pandemia. A situação é mais crítica na França, que por dois dias seguidos registrou mais de 18 mil casos diários, e no Reino Unido, com mais de 17 mil casos nas últimas 24h. As infecções voltaram a subir também na Alemanha e na Bélgica. VÍDEOS: Novidades sobre as vacinas em teste contra a Covid-19 Veja Mais

Especialistas festejam uma nova era de prevenção, mas alertam sobre adaptação dos sistemas de saúde

Glogo - Ciência Previsão é de que mudanças climáticas terão impacto avassalador para o bem-estar dos mais velhos Na semana passada, “The New England Journal of Medicine” publicou artigo de uma dupla da pesada: Linda Fried, reitora da faculdade de saúde pública de Columbia, e John Rowe, professor da instituição. Com o título “Health in aging – past, present and future” (“Saúde no envelhecimento – passado, presente e futuro”), os dois fizeram um balanço dos estudos sobre a longevidade, por ocasião do Dia Mundial do Idoso, que vale como bússola para todos os que se interessam pelo tema. Os autores afirmam que, nos EUA, desde que a Academia Nacional de Medicina foi criada, há 50 anos, a expectativa de vida veio aumentando, na média, um mês por ano. Segundo eles, um dos maiores avanços da ciência foi elucidar o processo de envelhecimento e as alterações que o acompanham. O resultado disso é que o saber acumulado iniciou uma nova era, a da gerociência, de prevenção e promoção de saúde. Envelhecimento: saber acumulado iniciou uma nova era de prevenção e promoção de saúde, mas mudanças climáticas representam um risco Warpmike para Pixabay Os autores enfatizam que o cuidado com idosos mudou substancialmente porque condições consideradas típicas do “envelhecimento normal” ganharam uma nova leitura e abordagem: agora são identificadas como fatores de risco que demandam intervenção precoce. Um bom exemplo é a queda na mortalidade de doenças cardiovasculares, mas Fried e Rowe citam os progressos na prevenção do diabetes e de alguns tipos de câncer relacionados ao estilo de vida e ao meio ambiente, como o de pulmão. São otimistas ao analisar que, nos últimos anos, houve uma mudança significativa de foco: em vez de a medicina se debruçar sobre cada enfermidade, passou a reconhecer que diversas doenças crônicas coexistem e compartilham os mesmos fatores de risco. São as síndromes geriátricas, que englobam quedas, fragilidade – conceito criado pela própria doutora Fried – e delirium, causando incapacidade, dependência e morte. O envelhecimento da população mundial, graças ao aumento da expectativa de vida, tem se encarregado de derrubar preconceitos. Basta constatar a heterogeneidade na velhice: se há idosos frágeis, há os que continuam ativos até o fim de seus dias. Como resultado, a visão do envelhecimento vem mudando, deixando de ser entendido apenas como um processo de perdas e dependência, podendo se caracterizar também pela aquisição de conhecimento e o desenvolvimento de capacidades psicossociais. À medida que a expectativa de vida cresce e a taxa de fertilidade cai, a maioria dos países vem se tornando nações com mais gente acima dos 65 do que abaixo dos 15 anos. A sociedade, como um todo, e os sistemas de saúde, em particular, não foram desenhados para atender a essa demanda. Fried e Rowe ressaltam a urgência de os governos se adaptarem às transformações demográficas, garantindo a segurança física e financeira dos idosos e os apoiando para que se mantenham produtivos e engajados. Nos EUA, os 65 mais já são quase 20% da população (aqui, os 30 milhões acima de 60 correspondem a 13% dos brasileiros, mas esse número dobrará em 40 anos). Na avaliação de ambos, o cenário exige atenção redobrada com o objetivo de ampliar a força de trabalho. Mesmo naquele país, há menos de 6.700 geriatras – o equivalente a dispor de um médico da especialidade para cuidar de 7.242 norte-americanos. O Brasil não chega a ter 2 mil. Os números relativos aos vários tipos de demência – o Alzheimer, principalmente – representam um dos maiores desafios que o mundo terá pela frente. No entanto, Fried e Rowe comentam que, numa perspectiva mais ampla, as mudanças climáticas terão impacto avassalador para a saúde dos velhos, por causa da ameaça dos efeitos do aquecimento global, insegurança alimentar, poluição atmosférica e migrações forçadas. A ciência do envelhecimento está apenas começando a considerar essas ameaças, alertaram. Veja Mais

Onda de calor: A arquitetura que combate o calor em prédios sem o uso de ar-condicionado

Glogo - Ciência À medida que as temperaturas globais sobem, a demanda por ar-condicionado aumenta – mas há maneiras de resfriar os edifícios sem recorrer ao aparelho. O design intrigante da Academia de Ciências da Califórnia foi desenvolvido para promover a ventilação do edifício Cody Andresen À primeira vista, pode parecer com as casas dos Hobbits, famosos personagens criados pelo escritor britânico J. R. R. Tolkien, sobretudo pelas portas perfeitamente circulares que se abrem para as montanhas. Mas as portas são feitas de vidro e, dentro delas, não há a decoração aconchegante da "toca" dos Hobbits – você encontra apenas uma série de braços e alavancas mecânicas de aço, que mantêm algumas portas entreabertas. Essas colinas fazem parte da cobertura do prédio da Academia de Ciências da Califórnia, em São Francisco, nos EUA. E o telhado verde ondulado é um exemplo de uma série de recursos de engenharia e design que fazem deste edifício um dos maiores espaços passivamente ventilados do país. Isso quer dizer que, mesmo no auge do verão, a maior parte deste prédio conta com a manipulação inteligente destes elementos para se manter fresco, quase sem nenhuma necessidade de ar-condicionado. Arquitetos, engenheiros e designers de todo o mundo estão repensando os edifícios na tentativa de encontrar soluções para mantê-los frescos sem ar-condicionado – e telhados como esse são uma alternativa. Este é um desafio cada vez mais urgente. O verão do ano passado foi mais uma vez escaldante, com ondas de calor registradas na Austrália, no sul da Ásia, na América do Norte e na Europa. Para enfrentar as ondas de calor, mais frequentes por causa das mudanças climáticas, o número de unidades de ar-condicionado deve triplicar no mundo todo até 2050. Além de consumir uma grande quantidade de eletricidade, esses aparelhos contêm fluidos refrigerantes (que passam do estado físico para o gasoso) que são potentes gases de efeito estufa. Na verdade, esses fluidos são a fonte de emissão de gases de efeito estufa que mais cresce em todos os países. Mas o que não falta são alternativas – de projetos de arquitetura testados há 7 mil anos à tecnologia de ponta usada na construção da Academia de Ciências da Califórnia – para criar prédios que permaneçam frescos sem praticamente nenhuma necessidade de energia. Na Academia de Ciências da Califórnia, as redomas gramadas do telhado desviam o fluxo natural de ar para dentro do edifício. À medida que o vento sopra, um dos lados da colina está sob pressão negativa, o que ajuda a sugar o ar para o interior do prédio, por meio de janelas controladas automaticamente do telhado. O fato de o telhado estar coberto de vegetação também ajuda a diminuir a temperatura no espaço abaixo dele, além de fornecer um habitat para diferentes espécies de plantas e animais. "Começamos pensando em quão longe poderíamos ir para projetar o prédio, supondo que não teríamos ar-condicionado", diz Alisdair McGregor, líder global de engenharia mecânica da Arup, que participou do projeto de construção do prédio. Ele acrescenta, no entanto, que é raro conseguir controlar totalmente o clima dentro de um edifício por meio desta abordagem. Pode haver restrições impostas por uma rodovia barulhenta que passa ao lado, por exemplo, tornando inviável a abertura de janelas. Pode ser também que o prédio tenha muitos equipamentos que esquentam ou residentes com necessidades específicas, como no caso de um hospital. Mas pelo menos isso significa que o ar-condicionado, assim como seus custos e emissões, são reduzidos ao mínimo. A Academia de Ciências da Califórnia é a expressão máxima do design sustentável. No entanto, também é um projeto de quase meio bilhão de dólares, assinado por alguns dos melhores engenheiros e arquitetos em desenvolvimento sustentável. E quanto aos edifícios mais banais em que passamos a maior parte do tempo – será que técnicas sustentáveis de resfriamento natural e passivo também podem deixá-los à prova das ondas de calor? Água Uma das formas mais simples de resfriamento passivo utiliza a mudança de temperatura no ar quando a água evapora. A água precisa de energia para passar do estado líquido para gasoso – e retira essa energia do calor do ambiente. "O resfriamento evaporativo é um fenômeno natural", diz a engenheira Ana Tejero González, da Universidade Valladolid, no norte da Espanha. "Podemos ver muitos exemplos na natureza onde isso acontece." Ele pode resfriar tanto uma superfície, quanto uma massa de ar, assim como a pele quando você transpira ou a língua de um cachorro quando ele está ofegante. Na região em que González mora, na Espanha, a moringa utiliza o mesmo princípio. Feita de barro, ela é usada pelos trabalhadores rurais para transportar água potável ou vinho para os campos. Uma pequena quantidade da bebida evapora por meio da superfície porosa do barro, mantendo o líquido fresco mesmo sob o calor do sol. Na arquitetura, o uso do resfriamento evaporativo remonta ao Egito antigo e aos romanos. Mas alguns dos exemplos mais elaborados são da arquitetura árabe, sobretudo de uma estrutura chamada mashrabiya. A mashrabiya é uma treliça de madeira ornamentada, esculpida com desenhos, encontrada na parte interna ou externa de um edifício. Além de proporcionar sombra, a mashrabiya serve no verão para armazenar potes de barro – como moringas – cheios de água. Isso ajuda a esfriar o ambiente, uma vez que a ventilação passa pelo design vazado da mashrabiya e pela superfície porosa dos portes. Mas existem maneiras ainda mais simples de aproveitar o resfriamento evaporativo dentro de um prédio ou espaço externo. Um corpo de água em um pátio – seja um lago, uma fonte ou pequenos canais – desempenha a mesma função. E, no interior das construções, colocar um pote de barro com água perto da janela ou de um local em que haja corrente de ar também pode ajudar a resfriar o ambiente. Terra Se as regiões temperadas do hemisfério norte querem se preparar para enfrentar o calor extremo, há muito a aprender com as construções tanto antigas quanto modernas do hemisfério sul, diz Manit Rastogi, sócio fundador do escritório de arquitetura Morphogenesis, com sede na Índia. "Esta parte do mundo sempre foi quente", explica. Os sistemas de refrigeração passiva são uma necessidade nessa região há milhares de anos. "A maior parte da arquitetura que tradicionalmente fazemos aqui são exemplos fenomenais de como resfriar o ambiente sem meios mecânicos", diz Rastogi. Mesmo em climas quentes e áridos, as temperaturas mais baixas podem estar mais perto do que você imagina. Na cidade de Jaipur, na Índia, as temperaturas chegam a mais de 40°C no verão Getty Imagess via BBC Em Jaipur, capital do Estado de Rajasthan, no norte da Índia, as temperaturas diurnas atingem regularmente mais de 40°C no verão. Mas apenas a alguns metros abaixo do solo, a temperatura permanece mais branda, a 25°C, mesmo com o calor mais intenso do verão. A solução é cavar, diz Rastogi, que projetou a Pearl Academy of Fashion, em Jaipur, usando esse princípio. Ele e os colegas fizeram um poço indiano tradicional, conhecido como baoli, dentro de um dos pátios internos da academia. Essas estruturas escavadas no solo possuem uma série de degraus – e são desenhadas para coletar tanto a água da chuva, quanto a água residual tratada do edifício. O reservatório de água, resfriado pelas temperaturas subterrâneas, absorve uma quantidade substancial de calor do pátio, mantendo o ar fresco. "Cavar a terra é muito, muito eficaz", afirma Rastogi. Embora seja uma solução atraente, não é necessário cavar um poço enorme em sua propriedade para se beneficiar do mesmo fenômeno. Os sistemas comerciais de aquecimento e refrigeração geotérmicos também fazem uso da temperatura mais ou menos estável do solo ao longo do ano bombeando água por meio de uma tubulação que passa por baixo da terra. No verão, a temperatura da água resfria dentro do solo, e é bombeada de volta, sendo distribuída por dutos que vão ajudar a refrescar a casa. No inverno, o mesmo sistema pode ser usado para esquentar a residência. Embora ainda seja pouco usado para aquecimento, o sistema geotérmico está se tornando cada vez mais popular para refrigeração, principalmente em cidades do norte da China no verão. Além do baoli, a Pearl Academy of Fashion, em Jaipur, usa outros truques para manter a temperatura amena. A começar pela simples forma retangular do prédio, que pode não parecer muito elegante, mas oferece a vantagem de maximizar o espaço interno em relação à área de superfície externa, uma vez que cada metro quadrado exposto ao sol absorve calor. O edifício é coberto por um jali, tela de pedra perfurada, que fica a cerca de 1,2 metros das paredes externas, o que ajuda fazer sombra no edifício e atenuar a temperatura. "Muitas dessas estratégias se referem a estar em contato com a natureza e entender como ela funciona", diz Rastogi O resultado é que a temperatura no interior da academia é razoavelmente morna, em torno de 29°C, mesmo nos meses mais quentes, quando as temperaturas externas são frequentemente superiores a 40°C. Isso permite que o ar-condicionado seja usado de maneira moderada quando é necessário. Vento Yazd, no Irã, é conhecida como a "cidade das torres de vento". As torres de vento são um elemento tradicional na arquitetura persa e funcionam como uma espécie de ar-condicionado natural. Elas possuem diversas aberturas em forma de arco e são erguidas no topo de edifícios de telhado plano, de acordo com a direção do vento. Há séculos, capturam o vento que sopra sobre os telhados e canalizam para o interior das moradias. Sua estrutura arquitetônica também ajuda a estimular a circulação de ar, mesmo quando não há uma brisa forte soprando. Às vezes, o ar flui sobre uma bacia ou tanque com água, para refrescar ainda mais o ambiente. As torres de vento de Yazd estão entre as mais variadas e criativas do Oriente Médio, de acordo com uma pesquisa realizada pela professora de arquitetura Mahnaz Mahmoudi Zarandi, da Qazvin Islamic Azad University, em Teerã. Uma análise das torres de vento da cidade mostrou que os modelos mais eficazes são capazes de reduzir de 40°C para 29,3°C a temperatura do ar em ambientes fechados. No caso de prédios que não têm a sorte de ter uma torre de vento acoplada, há outras alternativas, diz McGregor, da Arup. Por exemplo, manter as janelas abertas em diferentes lados de um edifício, em alturas variadas, pode ajudar a canalizar o ar para dentro. "Às vezes, o efeito pode ser um vendaval de ventos uivantes", acrescenta. “Por exemplo, um átrio alto com uma abertura na parte superior e uma porta embaixo. Com várias aberturas, você pode controlar o fluxo de ar pelo edifício.” Selva de concreto Por mais inteligente que o design de um edifício seja, ele só consegue diminuir o termostato até certo ponto. Mas entender como os prédios interagem com o restante da paisagem urbana pode ajudar a reduzir ainda mais a temperatura. O arranha-céu espelhado de Londres conhecido como "walkie-talkie" é uma lição de como não fazer isso. O prédio tem uma face côncava gigante. Embora possa parecer sofisticado, há uma razão para que edifícios com reentrâncias não sejam muito comuns. Antes da conclusão do edifício, descobriu-se que a vasta superfície côncava e brilhante agia como uma lupa, concentrando os raios do sol em uma pequena área. Mais precisamente, em um pequeno trecho da calçada – em frente a um salão de beleza e um restaurante vietnamita. O resultado foi uma temperatura tão alta que derreteu pinturas, entortou peças de carro, estilhaçou azulejos e botou fogo no capacho de uma loja. O problema foi resolvido graças à instalação na última hora de um brise soleil – uma espécie de guarda-sol gigante de lâminas de alumínio. Mas isso mostra como uma mudança no design pode alterar profundamente a temperatura da paisagem urbana. Mesmo que não haja arranha-céus fritando as calçadas, existe o fenômeno urbano da ilha de calor – em que o concreto absorve o calor do Sol e o irradia de volta para os pedestres. Podemos pensar no efeito das ilhas de calor como um mal necessário nas grandes cidades no verão. Mas é possível adaptar os espaços urbanos a fim de reduzir o mesmo. Uma das maneiras mais eficazes é por meio da vegetação. Todo mundo sabe disso intuitivamente – é a diferença entre o frescor das alamedas arborizadas de cidades como Palma, na ilha de Maiorca, e o calor das calçadas descampadas de Nova York. Em Medellín, na Colômbia, as autoridades implantaram 30 "corredores verdes" em partes outrora cinzentas da cidade, usando as margens de 18 estradas e 12 vias fluviais. Esses espaços cobertos de vegetação reduziram as temperaturas em 2°C. Mas um estudo realizado pela ecologista Monica Turner, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, mostrou que uma cobertura de árvores ainda mais ampla pode reduzir a temperatura urbana em até 5°C. Muitas cidades estão adotando medidas semelhantes. As autoridades municipais de Milão, na Itália, planejam plantar três milhões de árvores na cidade até 2030. Melbourne, na Austrália, também iniciou um programa de plantio de árvores para manter a cidade habitável durante futuras ondas de calor. E cidades recém-construídas, como Liuzhou, a "cidade florestal" da China, podem ser concebidas com uma ampla cobertura de plantas e árvores desde o início. Saída estratégica É claro que, mesmo em um edifício passivamente refrigerado de uma cidade bem projetada, às vezes esses recursos de design não serão suficientes. Em um hospital repleto de equipamentos que geram calor e pessoas vulneráveis, haverá requisitos de refrigeração que vão além do que os sistemas passivos são capazes de oferecer. "Neste caso, não nos preocupamos tanto com a energia – precisamos apenas alcançar as condições térmicas adequadas no interior", diz González. Mas o ponto principal é que o ar-condicionado convencional deve ser o último recurso, não uma muleta. Talvez o aspecto mais promissor a respeito do resfriamento passivo, acrescenta McGregor, seja o fato de oferecer uma saída do ciclo vicioso que estamos vivendo atualmente com o ar-condicionado. Veja Mais

'Ele bebe até seis garrafas de vinho por dia': os relatos de quem enfrenta o alcoolismo em tempos de coronavírus

Glogo - Ciência Três britânicos contam as dificuldades em lidar com o vício em um período de medo, isolamento e ausência de grupos de apoio. "O isolamento social e a falta de conexão humana são grandes fatores que levam algumas pessoas a recorrer ao álcool" Getty Images/Via BBC O isolamento, o desemprego e a desorganização de rotinas causados pela pandemia estão levando a um aumento no consumo de álcool em diferentes locais do mundo. No Reino Unido, a organização British Liver Trust reportou um aumento de 500% na quantidade de ligações recebidas por seu centro de apoio ao alcoolismo desde o início da quarentena, em março. No Brasil, uma pesquisa sobre comportamentos realizada pela Fiocruz entre abril e maio identificou, na época, um aumento médio de 18% no consumo de álcool, entre homens e mulheres. A faixa etária com o maior aumento (25%) era a de 30 a 39 anos. Pesquisadores alertam: jovens viciados em celular sofrem mais com depressão e alcoolismo "O aumento no consumo de álcool foi associado à frequência de se sentir triste ou deprimido: quanto maior a frequência, tanto maior o aumento no uso de bebida alcoólica", dizia a pesquisa. "O isolamento social e a falta de conexão humana são grandes fatores por trás da razão que leva algumas pessoas a recorrer ao álcool. Então é claro que a pandemia continua sendo muito dura para muita gente", diz Laura Bunt, da organização britânica de apoio We Are With You. A seguir, a BBC traz relatos de britânicos a respeito das dificuldades em enfrentar a dependência de álcool em plena pandemia. Tracy (nome fictício): 'Consegui uma licença médica, para poder passar a quarentena bebendo' "Com o lockdown (quarentena obrigatória no Reino Unido), pensei que todos fôssemos morrer, então fiquei bêbada durante uma semana inteira. Me protegia para não perder meu emprego. Sabia que ia beber, então liguei para o trabalho (avisando) que eu tinha uma licença médica. A covid-19 era um bom acobertamento: ninguém está te vendo, dá para fazer tudo pelo telefone. Como alcóolatra, sou muito manipuladora. E sou uma ótima mentirosa quando estou bêbada. Comprei seis garrafas de vinho, uma de vodca e uma de conhaque. Eu só queria morrer. Realmente queria me matar. Me sentia um fracasso completo, e que não havia nenhum caminho adiante. Mesmo enquanto bebia, tampava o meu nariz - eu nem gostava do sabor do álcool. Queria só beber rápido para cair no esquecimento. Eu não tenho nenhum plano B. Ninguém vai me socorrer. Não tenho para onde me virar; sequer consigo ir à igreja aqui ao lado. É difícil, mas uma vez que você aceita algo, que não pode mudar, tem que trabalhar com o que você tem. Há muita esperança lá fora, tanta vida a ser vivida sem álcool ou drogas. E tudo o que sobrou na minha lista é a prisão ou a morte, e não quero nenhuma delas. Já perdi empregos por causa dele (álcool), perdi meus filhos, minha casa e minha dignidade. Durante o lockdown, perdi a cabeça durante alguns dias. É o pior tipo de situação para qualquer pessoa, (mas) principalmente para alcóolatras, viciados e pessoas com problemas de saúde mental, na hora de se isolar. Mas consegui retomar meu rumo. Estou sóbria há dois meses. A depressão ainda persiste. Se eu não beber, consigo lidar com ela. Mas, no minuto em que pego um drinque, já era. Passo muito tempo em casa sozinha, e isso é difícil. Já tive recaídas antes, mas hoje em dia eu telefono para um amigo para conversar, eu leio. Graças a Deus a biblioteca foi reaberta, foi a minha salvação. Alguns encontros dos Alcóolicos Anônimos ocorreram, mas restritos a 20 pessoas, por questões sanitárias. Eles estão tendo que ir contra uma de suas poucas tradições, que é a de não recusar (a entrada de) ninguém. No começo (da pandemia), quando eu tive uma recaída, tinha na cabeça que todos íamos morrer. Agora já tenho outra perspectiva, e estou de volta no meu caminho." Joseph Harrington: 'Como a cura do vício é a conexão humana, é muito difícil ficar isolado' Minha experiência com alcoolismo e vício em drogas começou cedo. E se tornou um problema no fim da minha adolescência. Eu acordava toda manhã ou no meio da noite já sentindo a abstinência. Ficava mal constantemente, com coceiras, febres, alucinações e daí vinha uma sensação de luzes claras ao redor da minha visão; antes que eu me desse conta, ficava fora de mim. Quando eu bebia, ficava semiconsciente e paralisado. Aos 29 anos, em tratamento, fui diagnosticado com uma doença chamada ataxia cerebelar, que é uma cicatriz na parte de trás do cérebro que afeta o córtex cerebral - a parte que manda mensagens do cérebro à espinha e ao resto do corpo. Isso me fazia ter convulsões e não conseguia andar. Com 31 anos, eu estava em uma cadeira de rodas. O dano que causei é permanente. Tenho dores crônicas, e as terminações nervosas foram danificadas. É como se eu estivesse coberto de lava, com uma sensação constante de queimação no corpo. Morando sozinho, o lockdown foi muito isolador e difícil. Minha saúde mental não estava boa. Me sentia isolado, preso e solitário. Não podia sair de casa e não havia muito apoio no início. Não havia reuniões (de grupos de apoio, a igreja estava fechada. Foi muito emotivo. Não ver as pessoas cara a cara é uma experiência bastante assustadora. Pessoas com vício não devem se isolar, (porque) a cura é a conexão. Quando você está desconectado de tudo, é difícil. Conheço muita gente querendo voltar às reuniões de apoio. Eu só voltarei quando achar que é seguro. Por enquanto, estou vivendo um dia de cada vez." Susan (nome fictício): 'Meu marido bebe até seis garrafas de vinho por dia' "Meu marido e eu estamos juntos há 19 anos e ele é um homem bom. Não escolheria (beber) se tivesse essa escolha. Quando ele bebe, é como 'o médico e o monstro'. Sóbrio, ele é gentil, generoso, leal, engraçado, amoroso. Assim que pega uma bebida, sua personalidade vira, se torna o oposto. Ele nunca foi fisicamente violento comigo, mas é mentalmente muito abusivo e muito destrutivo daquilo que o rodeia. Ele bebe até vomitar, quando obviamente já não consegue mais continuar bebendo. Ele vai de uma garrafa de vinho por dia até seis garrafas por dia, se não mais, e daí temos de chamar os paramédicos e ir ao hospital. Quando ele volta do hospital, fica sem beber por cerca de um mês e meio. E daí começa tudo de novo. Quando ele está bêbado, tenho que mantê-lo longe de objetos afiados, esse tipo de coisa. É como se eu estivesse cuidando de uma criança pequena. Tivemos um episódio durante o lockdown em que a polícia apareceu. Ele estava chamando uma ambulância por telefone e precisou me dar o aparelho porque não conseguia nem falar. A telefonista o ouviu gritando e chamou a polícia. Claro que a reabertura dos pubs dificultou tudo, agora ele está lá bebendo. E quem bebe muito não lembra de manter o distanciamento social. Sei que não tenho controle sobre o alcoolismo dele, já aceitei que não há nada que eu possa fazer. É a minha escolha. Só porque ele está doente não significa que eu deva deixá-lo. Aproveito os momentos em que ele está sóbrio, porque ele é o amor da minha vida." Veja Mais

Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 7 de outubro, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)

Glogo - Ciência País tem 147.607 óbitos registrados e 4.971.462 diagnósticos de Covid-19, segundo dados das secretarias estaduais de Saúde. O Brasil tem 147.607 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quarta-feira (7), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de terça-feira (6), dois estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 147.607 mortes confirmadas 4.971.462 casos confirmados Na terça-feira, às 20h, o balanço indicou: 147.571 mortes confirmadas, 798 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 652, uma variação de -7% em relação aos dados registrados em 14 dias. É o 14º dia seguido com essa média abaixo da casa dos 700. Desde o dia 14 de setembro, a tendência na média móvel de mortes segue em estabilidade, ou seja, o número não apresentou alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores. Em casos confirmados, eram 4.970.953 brasileiros infectados desde o começo da pandemia, com 30.454 desses confirmados no último dia. A média móvel de novos casos foi de 27.234 por dia, uma variação de -8% em relação aos casos registrados em 14 dias. Ou seja, também encontra-se na faixa que aponta estabilidade. Brasil: 6 de outubro No total, 5 estados apresentam alta de mortes: Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e Ceará. Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Em Roraima, a média saltou de 1 para 3 no intervalo de 14 dias, o que levou a uma variação de 300%. A média é, em geral, em números decimais e arredondada para facilitar a apresentação dos dados. No Amazonas, o número voltou a ser impactado por mortes de meses anteriores cujas causas foram revisadas para Covid pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. Na quinta-feira (1º), 114 mortes por Covid que ocorreram em abril e maio foram somadas à conta após reclassificação, o que deve refletir na média de mortes do estado na semana. Estados Subindo (5 estados): AC, AM, AP, RR e CE Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (17 estados + o DF): PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AL, BA, MA, PE, PI, RN e SE Em queda (4 estados): PA, RO, TO e PB Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -8% RS: -11% SC: -8% Sudeste ES: +3% MG: -7% RJ: -13% SP: -11% Centro-Oeste DF: -15% GO: +1% MS: +1% MT: -10% Norte AC: +22% AM: +147% AP: +33% PA: -38% RO: -23% RR: +300% TO: -24% Nordeste AL: +11% BA: -11% CE: +19% MA: 0% PB: -32% PE: -12% PI: -12% RN: -15% SE: +6% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja Mais

Espécie de dinossauro parecida com papagaio é descoberta por pesquisadores

Glogo - Ciência Sem dente e com dois dedos, a espécie tinha também um bico grande. Vários esqueletos foram desenterrados no deserto de Gobi, na Mongólia. Ilustração de três dinossauros Oksoko avarsan Michael W. Skrepnick Um dinossauro parecido com um papagaio foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Edimburgo, e o estudo foi publicado na revista "Royal Society Open Science". Chamados de Oksoko avarsan, esses dinossauros atingiam cerca de dois metros de comprimento e tinham apenas dois dedos funcionais em cada antebraço. As criaturas tinham um bico grande e sem dentes. Cientistas descobrem embrião preservado de dinossauro que viveu há 80 milhões de anos Esqueleto de Tiranossauro Rex vai a leilão em NY com lances que podem passar os US$ 8 milhões Vários esqueletos completos foram desenterrados no deserto de Gobi, na Mongólia. Os fósseis bem preservados forneceram a primeira evidência de perda de dedos na família de dinossauros de três dedos, conhecidos como oviraptores. “Sua mão com dois dedos nos levou a observar como a mão e o membro anterior mudaram ao longo da evolução dos oviraptores – que não havia sido estudada antes. Isso revelou algumas tendências inesperadas, que são uma peça-chave no quebra-cabeça de por que os oviraptores eram tão diversos antes da extinção que matou os dinossauros”, disse Gregory Funston, que liderou o estudo. A descoberta de que os dinossauros podem desenvolver adaptações para os membros anteriores sugere que o grupo pode alterar suas dietas e estilos de vida, e permitiu que eles se diversificassem e se multiplicassem, explicou a equipe. Os pesquisadores também descobriram que o Oksoko avarsan (como muitas outras espécies pré-históricas) era sociável na "juventude". Os fósseis de quatro jovens dinossauros foram preservados descansando juntos. VÍDEOS: Veja vídeos de ciência e saúde Veja Mais

Uso desenfreado de antibióticos na pandemia pode levar a 'apagão' contra bactérias resistentes

Glogo - Ciência Antibióticos foram muito usados no tratamento para covid-19 para evitar coinfecções de bactérias e fungos — mesmo que estas não tenham sido constatadas. Antibióticos foram muito usados no tratamento para covid-19 para evitar coinfecções de bactérias e fungos — mesmo que estas não tenham sido constatadas. Getty Images Um problema declarado há anos como uma das maiores ameaças para a saúde global se depara agora com uma pandemia. O resultado, como é de se imaginar, deverá ser altamente preocupante. Pesquisadores e médicos atentos ao problema da resistência de bactérias e fungos acreditam que o uso desenfreado de antibióticos no tratamento de covid-19 tornará ainda mais drástico o cenário atual, em que já há falta de antibióticos capazes de combater certas doenças e micro-organismos — que, por vários fatores, têm se mostrado fortes e hábeis em driblar esses medicamentos. Antes da pandemia, a situação já era preocupante: no cenário mais drástico, até 2050, a chamada resistência microbiana (doenças resistentes a antibióticos) poderá estar associada a 10 milhões de mortes anuais, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019. Hoje, acredita-se que pelo menos 700 mil pessoas morrem por ano devido à essa resistência microbiana. Covid-19: como a Argentina se tornou um dos cinco países com mais casos no mundo Muitos problemas comuns de saúde, como pneumonia e infecção urinária, já têm seus tratamentos dificultados por conta da resistência. Há também condições de saúde mais graves afetadas pelo problema, como a tuberculose multirresistente (com resistência a pelo menos dois antibióticos, isoniazida e rifampicina). Mas inúmeros estudos pelo mundo têm mostrado que, mesmo sem eficácia e necessidade comprovadas para combater a covid-19, antibióticos foram amplamente usados durante a pandemia — e a "conta" poderá ser cobrada nos próximos anos com uma resistência microbiana ainda mais aumentada. "Já tínhamos o problema da resistência microbiana antes. Em virtude da covid-19, muitos antibióticos foram receitados. Em um futuro não muito distante vamos ter um problema mais sério do que já teríamos", resume Victor Augustus Marin, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e pesquisador na área de ciências biológicas. "Vamos ver efeitos daqui a seis meses, daqui a um ou dois anos, quando pacientes com outras doenças chegarem ao hospital. O médico vai prescrever um antibiótico que pode não funcionar naquele paciente, ou vai aumentar a resistência (de micro-organismos presentes no grupo da pessoa)", prevê Marin, responsável pelo Laboratório de Controle Microbiológico de Alimentos da Escola de Nutrição (Lacomen) da universidade. OMS anuncia a ineficácia de quatro medicamentos contra o coronavírus Preocupada com esse futuro, a OMS publicou em maio um guia para tratamento de covid-19 que, entre outros pontos, recomendou expressamente a não utilização dos antibióticos no tratamento da nova doença em casos suspeitos ou leves. Mesmo para casos moderados, a entidade indicou que o uso só deve ser feito após indícios de uma infecção bacteriana. "O uso generalizado de antibióticos deve ser desencorajado, uma vez que sua aplicação pode levar a taxas maiores de resistência bacteriana, o que vai impactar o volume de doenças e mortes durante a pandemia de covid-19 e além", diz o documento da OMS. Médico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luciano Cesar Pontes de Azevedo explica que o que se observa nos hospitais e tem sido documentado em pesquisas científicas pelo mundo é o uso de antibióticos com a justificativa não de tratar a infecção causada pelo coronavírus diretamente — mas sim uma eventual infecção concomitante por alguma bactéria. "Isso (uso de antibióticos no tratamento de covid-19) vem muito do fato de que é uma doença nova, e ninguém conhecia a taxa de coinfecção (por bactérias). Para influenza, a gripe comum, pode ter coinfecção em 30 a 40% dos casos. Para covid-19, estudos têm sugerido de 5 a 7,5% de coinfecção", explica Azevedo, que trabalha com medicina intensiva e medicina de emergência e tem doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Aeroporto de Moscou treina cães-farejadores para identificar passageiros com Covid "Quando se sabe que a taxa de coinfecção é baixa, não precisa passar antibiótico para todo mundo com covid — como quem está em ambulatório, ou se tratando em casa." A conduta de médicos e hospitais deve ser receitar antibióticos apenas após uma infecção por bactérias ou fungos realmente ser constatada, preferencialmente por exame de cultura bacteriana e ainda exames que permitem detectar genes de resistência a certos antibióticos. Diversas pesquisas mostram que essa prudência não foi adotada por muitos profissionais e hospitais. Um estudo envolvendo 38 hospitais do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, mostrou que 56,6% de 1.705 pacientes hospitalizados com covid-19 logo receberam antibióticos como terapia "empírica" — quando não há identificação de qual bactéria ou fungo está causando infecção. Dessas pessoas, apenas 3,5% tiveram uma coinfecção bacteriana confirmada por exames. Outro estudo, com dados de 99 pacientes tratados no hospital Jinyintan de Wuhan (cidade chinesa onde começou a pandemia), mostrou que 71% deles receberam antibióticos, mas apenas 1% teve coinfecção por bactéria constatada por exames e 4% por fungos. Covid-19 persistente se manifesta com sintomas de 4 síndromes diferentes Com respostas de 166 médicos de 23 países, outra pesquisa constatou que apenas 29% dos profissionais escolheram não receitar antibióticos para pacientes com covid-19 hospitalizados em leitos (menos graves do que aqueles na UTI). Já na UTI, o antibiótico mais prescrito foi a associação piperacilina/tazobactama. Esta combinação é um antibiótico do tipo inibidor de beta-lactamase, uma classe incluída pela OMS na categoria mais urgente ("criticamente importante") na busca por medicamentos substitutos que consigam driblar a resistência. Há diversas pesquisas pelo mundo mostrando que bactérias originalmente alvos deste antibiótico, como a Escherichia coli e a Klebsiella pneumoniae, estão ficando resistentes a ele. Um tipo da Klebsiella pneumoniae, a KPC — sigla para Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase — ficou conhecida como "superbactéria" por produzir uma enzima capaz de combater os medicamentos mais potentes para tratar de infecções graves, com destaque para os chamados carbapenêmicos. Na pandemia de coronavírus, foi relatado um uso variado de antibióticos, incluindo também a moxifloxacina, medicamentos da classe dos carbapenemas, quinolonas, entre outros. 'Toda vez que a política entra na Saúde, acaba indo na contramão da ciência', diz médico Antibiótico associado à cloroquina Enquanto muitos antibióticos foram usados para evitar coinfecções — independentemente se elas existiam de fato ou não —, houve um antibiótico específico muito usado na pandemia e que teria uma outra função, a de fortalecer o sistema imunológico no combate ao coronavírus. A azitromicina foi o segundo medicamento mais receitado no tratamento da covid-19 por médicos de todo o mundo que participaram de um levantamento da Sermo, uma plataforma mundial usada por estes profissionais. O antibiótico foi prescrito por 41% dos 6,2 mil entrevistados contra o novo coronavírus, atrás apenas dos analgésicos. O médico Luciano Cesar Pontes de Azevedo explica que, normalmente, a azitromicina é usada com antibiótico contra infecções bacterianas nas chamadas vias aéreas superiores, como no nariz e na garganta. Entretanto, para algumas doenças, já foi sugerido que o antibiótico poderia ter também efeito anti-inflamatório, controlando uma reação exagerada do sistema imunológico — que, na covid-19, é um dos principais caminhos para quadros mais preocupantes. Para Azevedo, um grande impulsionador da azitromicina no tratamento de coronavírus foi um estudo da França que mostrou o que seriam resultados benéficos da associação deste antibiótico com a hidroxicloroquina, envolvendo cerca de 30 pacientes. Covid afeta o cérebro e pode causar alterações mesmo em pacientes leves, aponta estudo brasileiro Divulgado em maio na plataforma medRxiv (em que são postados trabalhos sem a chamada revisão dos pares), o trabalho foi dias depois retirado do ar a pedido dos próprios pesquisadores, com a seguinte justificativa: "Por conta da controvérsia sobre a hidroxicloroquina e da natureza retrospectiva desse estudo, os autores pretendem revisar o manuscrito após a revisão dos pares". Em setembro, Azevedo fez parte de uma coalizão de cientistas brasileiros que publicou na prestigiada revista científica Lancet um estudo clínico refutando os benefícios da azitromicina para pacientes graves com covid-19. O mesmo grupo de pesquisadores já tinha afastado antes, com outro trabalho, a utilidade da hidroxicloroquina associada à azitromicina. Esta faz parte da classe dos macrolídeos, que está na categoria de maior urgência na classificação da OMS. A resistência à azitromicina pode afetar o tratamento de doenças como otite e gonorreia. Representando empresas nacionais e internacionais do setor, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) respondeu à BBC News Brasil por e-mail que o uso off label (diferente daquele que está documentado na bula) de medicamentos é "de inteira responsabilidade do médico, que pode achar necessário de acordo com as necessidades clínicas de seu paciente, mesmo sabendo que essa indicação ainda não foi aprovada". Resultado de pesquisa sobre anticorpos pode causar impacto na vacina contra Covid-19 Entretanto, a associação reconheceu também a excepcionalidade da crise sanitária atual, afirmando que "não tendo vacina ou um tratamento eficaz contra a covid-19, alguns protocolos têm adotado o uso off label de antibióticos e outros medicamentos". A Interfarma não respondeu como avalia o uso empírico de antibióticos (sem constatação do micro-organismo causando infecção) e destacou que a OMS "promove o princípio do uso racional de medicamentos, ou seja, que o paciente receba tratamento apropriado para suas necessidades clínicas". Como uso desenfreado de antibióticos para covid-19 teria efeitos negativos, na prática? Os pesquisadores entrevistados pela reportagem explicam que os efeitos preocupantes do amplo uso de antibióticos na pandemia poderiam se expressar tanto nos pacientes individualmente como a nível comunitário, como em hospitais e vizinhanças. Segundo Victor Augustus Marin, receber um antibiótico sem um diagnóstico preciso pode acabar desestabilizando a comunidade de micro-organismos que existe naturalmente em nosso corpo, como na flora intestinal — formando uma "microbiota". "Em condições normais, nossa microbiota está em simbiose. Quando você ingere um antibiótico, o que causa? A disbiose: alguns micro-organismos são eliminados, enquanto outros crescem. Crescem aqueles que têm resistência, e antes estavam inibidos pelo resto da microbiota", explica o pesquisador da Unirio. "Dar um antibiótico sem diagnóstico é como dar um tiro de bazuca em uma mosca — pode até matar a bactéria, mas pode criar resistência em outras que já estavam no organismo (naturalmente). É preciso dar um tiro de chumbinho primeiro para ver se funciona." Luciano Cesar Pontes de Azevedo diz que "com toda a certeza" esse amplo uso de antibióticos durante a pandemia terá também efeitos mais amplos na população. "Esses antimicrobianos que estamos usando indiscriminadamente, como a azitromicina e a claritromicina, aumentam na comunidade a chance de bactérias resistentes, como as que causam pneumonias. Possivelmente, quando chegarem pneumonias de comunidade daqui a dois, três anos, vamos precisar começar usando antibióticos mais fortes", prevê o médico. Pesquisadores costumam falar em micro-organismos resistentes na "comunidade" para quando eles já são detectados fora dos hospitais. Isso porque, dentro destes ambientes, bactérias e fungos resistentes são particularmente preocupantes. ‘Não adianta a gente querer desafiar o vírus’, diz especialista sobre contágio da Covid-19 Uso de antibióticos em casos graves de covid-19 Azevedo acrescenta que, além da coinfecção por uma bactéria ou fungo, existe também a possibilidade de uma superinfecção. "É quando, em uma fase mais tardia da covid-19, o paciente é contaminado por germes hospitalares. Acontece fundamentalmente com pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), graves, que já têm um grau de deficiência do sistema imunológico", explica o médico. Ainda que um paciente no ambiente hospitalar possa estar sujeito a micro-organismos mais resistentes, Azevedo diz que mesmo assim o uso de antibióticos deve ser criterioso — sendo precedido por exames e modulado, se possível, para tempos mais curtos. Uma equipe do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, publicou em agosto dados sobre 72 pacientes com covid-19 que foram internados em UTIs ou receberam cuidados intensivos — mostrando que 84,7% deles receberam antibióticos intravenosos durante a internação, sendo o tipo de medicamento mais usado neste grupo de pacientes. Infectologista do hospital, Fernando Gatti aponta que, enquanto para pacientes com covid-19 em geral a coinfecção pode ser menor que 10%, para pacientes mais graves esse percentual sobe para cerca de 30%. "O que acontece? O vírus tem ação inicialmente lesiva no pulmão. As bactérias que fazem parte da colonização do trato respiratório acabam tendo mais facilidade para invadir o tecido pulmonar", explica Gatti. "A pneumonia pode então ser complicada por uma infecção bacteriana, o que aumenta o tempo na ventilação mecânica, UTI, catéter..." Assim, ele explica que no Albert Einstein o procedimento para pacientes graves com covid-19 é a administração de antibióticos venosos de "amplo espectro" (que atingem uma variedade de patógenos) mesmo sem exames detalhando uma possível coinfecção por bactéria — a chamada terapia "empírica". Depois, com os exames de cultura bacteriana em mãos, a equipe então usa antibióticos mais específicos considerando os micro-organismos e suas resistências. Campanha na Alemanha critica quem não usa máscara É um cuidado tomado justamente para evitar a exposição longa a antibióticos que possam acabar fortalecendo as bactérias e fungos. Luciano Cesar Pontes de Azevedo diz que, para pacientes que tiveram quadros mais graves de covid-19, a resistência se torna um problema ainda mais delicado porque doenças crônicas e sequelas podem deixar mais fraco o sistema respiratório — e, assim, mais vulnerável a novas infecções. Se reconhece que para pacientes graves, a administração de antibióticos é mais "difícil de criticar" pois muitas vezes responde a uma questão de vida e morte, Azevedo diz que o uso generalizado de antibióticos na pandemia mostra que ainda falta adesão a um problema que é na verdade uma ameaça global. "Acho que a pauta da resistência microbiana não foi incorporada por profissionais de saúde e pelos governos. E se trata também de uma pauta que envolve não só o ambiente hospitalar, mas também a agropecuária", destaca o médico. Conforme mostrou a BBC News Brasil em 2019, pesquisadores têm mostrado cada vez mais como micro-organismos e resquícios de antibióticos não têm fronteiras — possivelmente se alastrando pelos alimentos, lixo hospitalar, rios e canais de esgotos. "Infelizmente, a covid-19 não veio para ajudar nisso, pelo contrário", lamenta Azevedo. Conheça boas iniciativas em meio à pandemia do coronavírus p Veja Mais

Menino de 12 anos descobre esqueleto raro de dinossauro no Canadá

Glogo - Ciência Nathan Hrushkin estava caminhando em área preservada com o pai quando se deparou com fósseis de um hadrossauro — que agora desbancou o Tyrannosaurus rex como dinossauro favorito do menino. Nathan e Dion frequentemente fazem caminhadas na unidade de conservação de Alberta Badlands Nature Conservancy of Canada via BBC Com apenas 12 anos de idade, Nathan Hrushkin passou por uma experiência que muitos não terão na vida: encontrou um fóssil de dinossauro de 69 milhões anos. Espécie de dinossauro parecida com papagaio é descoberta por pesquisadores Novo dinossauro 'primo' do Tiranossauro Rex é descoberto em ilha britânica Cientistas descobrem embrião preservado de dinossauro que viveu há 80 milhões de anos Ele estava passeando em um parque na província de Alberta, no Canadá, quando viu ossos próximos a uma pedra. Isto aconteceu em julho, e nesta quinta-feira (15/10) a escavação completa dos fósseis foi finalizada. O menino diz que, quando avistou o material pela primeira vez, ficou "literalmente sem palavras". "Eu não cheguei nem a ficar animado, apesar de saber que eu deveria ter ficado", contou à BBC. "Fiquei em choque." "Caçadores de fósseis" britânicos encontram ossos de nova espécie de dinossauro Nathan, que se interessa por dinossauros desde os seis anos de idade, frequentemente faz caminhadas com o pai na unidade de conservação de Alberta Badlands. "Sempre fui fascinado pelo fato de que os ossos deles, semelhantes aos nossos, se tornam algo como uma rocha sólida." O pai, Dion Hrushkin, conta que de fato os itens pareciam "ossos feitos de pedra". "Parecia o final de um fêmur, saindo diretamente do solo", lembra Dion. Fósseis descobertos por Nathan pertenciam a um hadrossauro Nature Conservancy of Canada via BBC Nathan já sabia que fósseis eram protegidos por lei, então quando ele e o pai voltaram para casa, procuraram o Museu Real Tyrrell, em Alberta, que se dedica ao estudo de itens pré-históricas. A instituição pediu que eles enviassem fotos e coordenadas de GPS do achado. O parque de Badlands abriga muitos fósseis, e dinossauro, batizado albertossauro, foi descoberto ali pelo explorador canadense Joseph Tyrell no final do século 19. Mas a parte em que pai e filho caminhavam não era conhecida por ter tantos fósseis, então o museu enviou uma equipe para explorá-la. Até agora, eles encontraram entre 30 e 50 ossos na parede de um cânion, todos pertencentes a um jovem hadrossauro, com idade estimada de três ou quatro anos. "Eu provavelmente era como a maioria das crianças, tendo o Tyrannosaurus rex como tipo favorito", diz Nathan. "Mas depois da minha descoberta, prefiro definitivamente o hadrossauro." O conjunto encontrado é cientificamente significativo, diz o museu, porque tem cerca de 69 milhões de anos — e registros desse período são raros. "Este jovem hadrossauro é uma descoberta muito importante porque vem de um período sobre o qual sabemos muito pouco em relação aos dinossauros ou animais que viviam em Alberta. O achado de Nathan e Dion nos ajudará a preencher essa grande lacuna em nosso conhecimento da evolução dos dinossauros", disse o curador da paleoecologia do museu, François Therrien, em um comunicado. Nathan diz que gostou de aprender mais sobre como datar ossos de dinossauros e que todo o processo foi "surreal". "Vai ser ótimo ver, depois de meses de trabalho, algo finalmente sair do chão", afirmou o menino. VÍDEOS: Veja vídeos sobre ciência e saúde Veja Mais

Idosos e crianças primeiro? Como foi distribuída vacina contra H1N1 e quais lições valem para a Covid-19

Glogo - Ciência Mesmo as vacinas que se saírem bem nos testes passarão por uma longa jornada antes de serem aplicadas nas pessoas, incluindo uma estrutura gigantesca para fabricar, envasar e distribuir milhões de doses para todo o planeta. Mesmo as vacinas que se saírem bem nos testes passarão por uma longa jornada antes de serem aplicadas nas pessoas Getty Images via BBC Em meio à ansiedade generalizada para a aprovação de uma vacina segura e efetiva contra a Covid-19, especialistas seguram a expectativa de que uma solução para conter a pandemia estará disponível a toda a população a partir de dezembro de 2020 ou no início de 2021. VACINAS: Conheça as candidatas O recado veio na quarta-feira (14/10) pela cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan. "Para uma pessoa comum, jovem e saudável, talvez seja necessário aguardar até 2022 para ter a vacina". De acordo com a análise, é provável que o mundo tenha um imunizante ainda em 2021, mas ele deverá ficar restrito num primeiro momento a profissionais da saúde, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Em entrevista à emissora CNN Brasil na terça-feira, a sanitarista Mariângela Simão, vice-diretora-geral da OMS, também afirmou que é impossível pensar numa imunização em massa contra o Sars-CoV-2 no Brasil em 2021. "Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para toda a população, então o que a OMS está orientando é que exista uma priorização para profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada", disse a especialista. Atualmente, 213 candidatas à vacina contra a Covid-19 estão em desenvolvimento. Dessas, 36 estão no estágio de pesquisa clínica, que envolve testes com seres humanos — nesse grupo, há nove imunizantes na fase 3 dos estudos, a última etapa antes da aprovação final pelas agências regulatórias dos países. Testes com vacina de Covid-19 da Johnson & Johnson's são pausados após doença de participante Rússia aprova segunda vacina contra Covid-19 após testes preliminares Vacinômetro: acompanhe a corrida pela vacina contra a Covid-19 Apesar de essa corrida contar com muitos concorrentes, os desafios não se limitam aos experimentos científicos: mesmo aquelas vacinas que se saírem bem nos testes passarão por uma longa jornada antes de serem aplicadas nas pessoas. Afinal, é preciso criar uma estrutura gigantesca para fabricar, envasar e distribuir milhões e milhões de doses para todo o planeta. Considerando que a humanidade não terá a capacidade de produzir bilhões de vacinas contra o coronavírus de um dia para o outro, cientistas e autoridades de saúde pública trabalham para responder uma pergunta bastante complicada: quem devem ser os primeiros grupos a serem imunizados? A pandemia de H1N1 que ocorreu entre 2009 e 2010 pode oferecer algumas pistas de como a humanidade lidará com essa questão. Outro vírus, outra história De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o vírus influenza H1N1 responsável pela pandemia de 2009 causou entre 151 mil e 575 mil mortes nos primeiros doze meses. A doença surgiu em meados de abril no México e logo se espalhou para diversos países — a OMS estabeleceu ápice de pandemia no dia 11 de junho daquele mesmo ano. A diferença entre passado e presente está justamente na rapidez (ou na demora) para desenvolver uma vacina: em 12 de junho de 2009, um dia depois do decreto de pandemia pela OMS, a farmacêutica suíça Novartis anunciou que tinha desenvolvido uma primeira versão do imunizante contra a nova cepa do H1N1. Três meses e três dias após essa primeira boa notícia, a Food and Drug Administration (FDA), a agência regulatória americana, aprovou quatro tipos de vacinas contra esse influenza pandêmico. E, em outubro de 2009, uma campanha de imunização massiva já estava em andamento nos Estados Unidos. Vacina contra Covid-19 pode estar pronta até final do ano, diz chefe da OMS Mas como foi possível fazer todo o processo nessa velocidade? "Falamos de uma doença com a qual já tínhamos uma larga experiência de prevenção e tratamento e havia toda uma estrutura montada para fabricação das vacinas", diz o pediatra infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Portanto, como a vacinação contra a gripe já era rotina em muitos países, os especialistas conseguiram utilizar essa expertise para conter a pandemia com relativa rapidez. No Brasil, a imunização contra o H1N1 pandêmico se iniciou em março de 2010 e tinha como principal objetivo conter uma "segunda onda" de casos no início do outono e no inverno a partir de abril e maio daquele ano. Em nota técnica, o Ministério da Saúde definiu cinco grupos prioritários para a vacinação: população indígena aldeada; gestantes; pessoas portadoras de doenças crônicas; crianças maiores de seis meses até dois anos de idade; adultos jovens entre 20 e 39 anos. Ao contrário do que acontece normalmente nas campanhas regulares contra a gripe, os idosos não integraram os grupos prioritários de vacinação para esse influenza específico. "Acredita-se que os indivíduos mais velhos tiveram algum contato com uma variante desse H1N1 em décadas passadas, o que conferiu maior proteção a eles naquele 2009", explica Kfouri. Os dados indicam que essa cepa de influenza acometia os jovens com mais frequência: dados do período calculam que adultos de 20 a 29 anos representaram 24% dos casos de Síndrome Aguda Respiratória Grave (SRAG), uma das manifestações mais graves da gripe. Já os indivíduos entre 30 e 39 anos foram o grupo etário com maior mortalidade pela doença naquele momento — daí a necessidade de proteger essa faixa etária o mais rápido possível. De volta ao presente Enquanto as vacinas contra a Covid-19 não são aprovadas, as autoridades em saúde pública já discutem como definir quem serão os grupos prioritários das campanhas. Por ora, há muitas propostas e ideias, mas poucas definições. Fabricantes devem ter 2 meses de dados dos testes da fase 3 para pedir uso de vacina contra a Covid, diz órgão de saúde dos EUA Uma reportagem publicada no jornal O Globo no dia 10 de agosto aponta que o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, havia proposto que o governo usasse a mesma estratégia das campanhas de imunização contra a gripe na pandemia atual. A ideia suscitou muitas críticas, uma vez que os grupos de risco para gripe e Covid-19 apresentam muitas diferenças. As crianças, por exemplo, fazem parte do público-alvo da imunização contra o influenza. No entanto, as evidências indicam que elas são pouco acometidas pelo coronavírus que está em circulação no momento. OMS acompanha o desenvolvimento de mais de 200 vacinas contra a covid-19 Getty Images via BBC No Estado de São Paulo, o secretário da saúde Jean Gorinchteyn anunciou em entrevista coletiva no dia 5 de outubro que a primeira fase de vacinação no estado incluirá os profissionais da saúde. Na sequência, seriam contemplados os educadores e as pessoas com doenças crônicas. Há até um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados em Brasília que procura estabelecer uma ordem de acesso à vacina contra a Covid-19. De autoria de Wolney Queiroz (PDT-PE), o documento defende que os primeiros contemplados sejam os profissionais essenciais ao controle de doenças e à manutenção da ordem pública, seguidos por pessoas com mais de 60 anos, indivíduos com doenças crônicas, professores e profissionais de apoio em escolas públicas e privadas, trabalhadores que fazem atendimento ao público, jornalistas e, por fim, a população saudável com menos de 60 anos. Por mais que existam muitas ideias em discussão, quem vai bater o martelo é o Ministério da Saúde. "O cenário será desenhado não por governadores ou deputados, mas pelos integrantes de câmaras técnicas, com experiência no programa nacional de imunizações", completa Kfouri. E no exterior? As propostas sobre os grupos prioritários parecem estar um pouco mais adiantadas em órgãos internacionais e alguns países do Hemisfério Norte. Em comunicado publicado no dia 14 de setembro, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage), da OMS, afirma que os imunizantes são um bem público. "O objetivo geral é que as vacinas contra a Covid-19 contribuam significativamente para proteção e promoção equitativas do bem-estar humano entre todos os povos", escrevem os especialistas. Nessa linha, existem iniciativas para que as vacinas sejam ofertadas em primeiro lugar aos grupos prioritários do mundo todo antes de serem disponibilizadas à população geral dos países com melhores condições para fabricar ou comprar as doses. Na prática, profissionais de saúde e idosos de todas as nações seriam imunizados antes dos outros. "Isso exigiria uma grande discussão global, com acordos multilaterais, parcerias e quebras de patentes", prevê Kfouri. No Reino Unido, o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização, que reúne especialistas de diversas universidades, divulgou um parecer em 25 de setembro que define a seguinte ordem de prioridade: Idosos que necessitam de cuidados em casa e seus cuidadores; Todos com mais de 80 anos e profissionais de saúde e de serviço social; Todos com 75 anos ou mais; Todos com 70 anos ou mais; Todos com 65 anos ou mais; Adultos de alto risco com menos de 65 anos; Adultos de risco moderado com menos de 65 anos; Todos com 60 anos ou menos; Todos com 55 anos ou menos; Todos com 50 anos ou menos; O restante da população. No documento, os próprios especialistas admitem que essa estratégia pode ser completamente modificada de acordo com os resultados dos estudos de fase 3 das candidatas à vacina, que devem ser divulgados nos próximos meses. Caso os primeiros imunizantes aprovados se mostrem pouco efetivos nos mais idosos e funcionem bem em adultos jovens, os esquemas serão alterados. Nos Estados Unidos, as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina também traçaram um plano de vacinação contra o coronavírus. A proposta tem modificações importantes quando comparada à versão do Reino Unido: Fase 1a: trabalhadores de alto risco em unidades de saúde e serviços de emergência; Fase 1b: pessoas de todas as idades com doenças crônicas com alto risco de complicações e idosos que vivem com outras pessoas ou em locais com alta concentração populacional; Fase 2: trabalhadores de indústrias e serviços essenciais à economia com alto risco de exposição ao vírus; professores e funcionários de escolas; pessoas de todas as idades com doenças crônicas com risco moderado de complicações; idosos não contemplados na fase 1; indivíduos que vivem em albergues ou em situação de rua; pacientes com deficiência física ou mental; pessoas em prisões e centros de detenção; funcionários de penitenciárias; Fase 3: adultos jovens; crianças; trabalhadores de indústrias e serviços essenciais à economia com risco alto de exposição ao vírus que não foram incluídos na fase 1 ou 2; Fase 4: todos os residentes nos Estados Unidos que não receberam as doses nas fases anteriores. Dá pra copiar? Por mais que os modelos estrangeiros sirvam de inspiração, Renato Kfouri não acredita que seja possível adotar um caminho único para todos os países. "É preciso levar em conta as particularidades de cada local, como a pirâmide etária, a quantidade de idosos e o tamanho da população", aponta o diretor da SBIm. As previsões sobre se a vacinação em massa ocorrerá em 2021 ou 2022 também dependem do tipo de vacina que será aprovada pelas agências regulatórias. "Alguns imunizantes sintéticos podem ser produzidos em larga escala num curto espaço de tempo, enquanto outros, que necessitam de organismos vivos e laboratórios mais complexos, podem demorar", diz Kfouri. Tampouco, no atual cenário, é possível se basear em alguma política adotada para conter a pandemia de H1N1, há cerca de 11 anos. "Naquele momento, não aprendemos a usar máscaras. Os países pouco cooperaram em relação às vacinas. Poderíamos ter aprendido mais com essa experiência de 2009 e desenvolvido estratégias melhores para lidar agora com a pandemia de Covid-19", lamenta o médico. VÍDEOS: Novidades sobre a vacina contra Covid-19 Initial plugin text Veja Mais

‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca

Glogo - Ciência 15/10, Dia do Professor: André Barcellos, premiado no Educador Nota 10 deste ano, fala sobre a importância do ensino da ciência e da formação adequada a quem leciona. O professor André Barcellos, 31 anos, que recebeu o prêmio Educador Nota 10 em 2020 por um projeto de física para o ensino médio. Arquivo Pessoal Foi em meio a uma incursão no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Suíça, que André Barcellos, 31 anos, teve uma espécie de clique, um momento que os gregos clássicos chamaram de "eureca". Ele, professor de física do ensino médio em Brasília, doutorando da UnB, havia sido selecionado para um programa de formação de docentes que incluía a visita pelo local do Grande Colisor de Hádrons, que analisa as partículas mais elementares que formam nossa realidade. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. Em meio a testes e computadores, Barcellos percebeu como as teorias eram colocadas à prova. “Havia duas telas: uma com resultados teóricos e outra com previsões. Na medida em que os resultados iam ganhando relevância estatística, as previsões iam sendo cortadas. São dois, três anos de trabalho indo por água abaixo”, descreve Barcellos. Mas é parte do processo. “Isso me fez pensar: o cientista precisa poder errar para a ciência se desenvolver. A ciência dá saltos em erros, como a descoberta do rádio e da penicilina, que vieram de acasos. Pensa na qualidade deste erro. Agora transporta isso para a sala de aula.” Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia Investigar é fundamental Nasceu ali a força-motriz para o projeto “Óptica com Ciência”, que surgiu antes da pandemia e rendeu a ele o prêmio Educador Nota 10 na edição de 2020 -- todos os anos, 10 educadores são premiados por desenvolverem ações inovadoras nas escolas. Barcellos montou tubos de PVC pintados de preto, com furos laterais de onde saem cordas amarradas internamente. Só é possível inferir a ligação entre elas ao puxar a corda de um lado ou de outro. Professor da rede pública do DF ganha prêmio Educador Nota 10 “Você só vê a causa e o efeito, nunca sabe o mecanismo. Uso isso de metáfora científica. A gente nunca sabe com certeza os mecanismos que regem os fenômenos naturais. O que a gente sabe é a causa e a consequência. Ao imaginar como estão as cordas lá dentro, os alunos estão fazendo o método de investigação. Foi bonito de ver o quanto essas atividades foram capazes de instigar a curiosidade nos alunos.” Para Barcellos, o ensino da ciência nas escolas é primordial para a sociedade. "A ciência faz parte do que significa ser cidadão no século 21", afirma. Na mais recente avaliação internacional de estudantes, o Pisa, o Brasil caiu 3 posições no ranking mundial na aprendizagem em ciência, ficando entre o 66º e 85º lugares (os resultados são apresentados por faixas de evolução). O Brasil somou 404 pontos, enquanto a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é 489. Líderes do ranking, três províncias da China somaram 590 pontos em ciência (regiões chinesas são analisadas separadamente). Ainda há muito a ser feito, declara Barcellos. "É flagrante, diante das posições negacionistas [do aquecimento global] e da proliferação das fake news, que o projeto de ensino de ciência nas escolas falhou. Porque a principal contribuição que a ciência pode dar é uma posição cética em relação a um acontecimento, é ensinar a dúvida e a curiosidade de ir mais a fundo", defende. 'Instigar o pensamento crítico' Em sua visão, ensinar não é dar a resposta, apontar erros ou punir os alunos. Mas sim instigar o pensamento crítico. “Trouxe tudo que vi de melhor do mundo em ciência e educação para dentro da minha sala de aula”, descreve Barcellos. Antes do Cern na Suíça, ele já havia feito outras incursões no Fermilab, laboratório de física de partículas nos EUA, e no Instituto Perimeter, de física teórica, no Canadá. Algumas viagens foram pagas após com vaquinha virtual para custear as passagens. "O que os alunos mais gostam é a oportunidade de investigar. O que eu trazia para a sala de aula? Eram desafios: vamos investigar isso aqui? E deixava usar a criatividade e a imaginação desde que cumprissem algumas regras. A teoria que eles desenvolvessem precisaria imaginar uma resposta, criar modelos e explicações", relata. Para criar esse ambiente é preciso de formação adequada na área. O Plano Nacional de Educação (PNE) havia estipulado que, até 2015, 100% dos professores tivessem se graduado no campo em que dessem aula. Mas a meta ainda não foi atingida. Em 2019, somente 63,3% dos professores tinham alguma graduação na área em que davam aula. “É preciso vivência no campo científico, vivência destes valores. Isso demora, é complicado, não é valorizado, e não é divulgado”, reflete Barcellos. Para reforçar o contato com a área, há um programa federal que oferece um curso ("Ciência É Dez") que tem atualmente 3.579 professores do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, com aulas a distância. Pandemia O projeto de física de Barcellos estava indo bem até que veio a pandemia. "Tivemos que abandonar a percepção do ensino integral de ciência. Porque tudo se baseia em uma ideia simples: é preciso experimentar e no on-line é impossível fazer o método de investigação com certo rigor", relata. Ele relata que a escola em que dá aula se adaptou rapidamente ao ensino remoto. Mas, apesar de suprir as questões técnicas para a educação a distância, Barcellos diz que sente falta do contato com os alunos. "Rapidamente nos organizamos e adaptamos o currículo. Mas a falta de convívio social e de um ambiente que inspire a estudar prejudica demais a aprendizagem dos alunos", afirma. Graduação em física tem uma das maiores evasões entre os cursos de exatas; Barcellos insistiu, se formou, e foi para as salas de aula instigar o pensamento crítico dos alunos. Arquivo Pessoal "Vejo muitas possibilidades. Acredito que, com a volta do presencial, o 'know how' de gravar vídeo e de se expor na internet vai ficar como experiência", aposta. "Tenho esperanças de que o ensino híbrido seja uma das soluções possíveis." Ainda assim, destaca Barcellos, os índices de aprendizagem do Brasil não vão melhorar sozinhos. "Se tiver espaço, equipamento e não souber o que fazer com isso, a educação não vai melhorar", relata. Playslist: Volta às aulas na pandemia Veja Mais

Brasil não deve alcançar meta de redução de casos e mortes por tuberculose, diz OMS

Glogo - Ciência País está entre os 30 com mais altos 'fardos' pela doença no mundo. Estratégia de redução incluía uma diminuição de 20% nos casos e 35% nas mortes; índices alcançados entre 2015 e 2019 em todo o mundo foram de 9% e 14%, respectivamente. Logo da OMS em Genebra Denis Balibouse/Reuters Um relatório global sobre tuberculose divulgado nesta quarta-feira (14) pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o Brasil não deve alcançar as metas globais de redução de casos e mortes pela doença. O país está entre os 30 com os mais altos "fardos" pela doença no mundo (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem). A estratégia de redução, estabelecida em 2014 pela maioria dos países do mundo em conjunto com a OMS, incluía uma diminuição de 20% na incidência da doença (casos por 100 mil habitantes), além de uma queda de 35% nas mortes pela tuberculose entre 2015 e 2020. Tuberculose: tratamento dura, no mínimo, seis meses "Infelizmente, precisamos dizer que o Brasil ainda não está no caminho [de cumprir], e, muito provavelmente, não alcançará as metas de 2020. Isso é uma realidade", declarou Tereza Kasaeva, diretora do programa global de tuberculose da OMS, ao ser questionada sobre a situação do país pelo G1. A OMS não divulgou dados específicos sobre a variação percentual no Brasil, mas apontou que, no ano passado, houve 96 mil casos e 6,7 mil mortes causadas por tuberculose no país. Em 2018, foram 95 mil casos e 4,8 mil mortes. "Surpreendemente, podemos ver, nos últimos dois anos, aumento na incidência de tuberculose no Brasil. É muito preocupante", afirmou Kasaeva. Os dados divulgados pela entidade nesta quarta são referentes ao ano passado. Segundo o documento, entre 2015 e 2019, a redução global foi de 9% nos casos e 14% nas mortes. No mundo, a estimativa é de que 10 milhões de pessoas contraíram tuberculose em 2019 – um número que vem caindo muito lentamente nos últimos anos, diz a OMS. A entidade estima que 1,4 milhão de pessoas morreram da doença no ano passado, sendo 1,2 milhão que não tinham o HIV e outras 208 mil entre as que tinham o vírus. (Ter o vírus é considerado fator de risco para desenvolver a doença). A maior parte dos casos está concentrada no Sudeste Asiático (44%), na África (25%) e no Pacífico Ocidental (18%), com percentagens menores no Leste do Mediterrâneo (8,2%), nas Américas (2,9%) e na Europa (2,5%). Impacto da pandemia A pandemia da Covid-19 ameaça os avanços dos últimos anos no combate à doença, alertou a OMS, que estima que a doença pode matar, em 2020, de 200 a 400 mil pessoas a mais que as 1,4 milhão de vítimas fatais em 2019. Um aumento de 200 mil mortes levaria o mundo de volta a números de 2015; um aumento de 400 mil, a 2012. O progresso feito no combate à doença já era considerado lento demais mesmo antes da pandemia. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva em fevereiro Fabrice Coffrini / AFP "A pandemia de Covid-19 ameaça enfraquecer o progresso feito nos últimos anos. O impacto da pandemia nos serviços de luta contra a tuberculose tem sido severo", resumiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no relatório. Redução A OMS lista 30 países com os mais altos "fardos" pela tuberculose no mundo: desses, 20 têm os números mais altos de casos absolutos (entre eles, o Brasil) e os outros 10 têm as incidências mais altas (número de casos a cada 100 mil habitantes). Entre os 30, apenas 7 (Camboja, Etiópia, Quênia, Namíbia, Rússia, África do Sul e Tanzânia) já alcançaram a meta de redução na incidência dos casos. Outros 3 estão no caminho para atingir a meta (Lesoto, Mianmar e Zimbábue). Sete países com "alto fardo" pela doença já alcançaram a meta de reduzir as mortes: Bangladesh, Quênia, Moçambique, Mianmar, Rússia, Serra Leoa e Tanzânia; o Vietnã já está a caminho de atingir o objetivo. Ao todo, 78 países estão no caminho para alcançar a redução na incidência de casos e 46 estão no caminho para reduzir as mortes pela doença, segundo a OMS. Segundo o relatório, a região europeia é a mais próxima de atingir as metas, com redução na incidência e mortes de 19% e 31%, respectivamente, nos últimos cinco anos. A região africana também obteve ganhos importantes: 16% e 19%, no mesmo período. Tuberculose A tuberculose é uma das 10 principais causas de morte no mundo, segundo a OMS, e a primeira causa de morte por um único agente infeccioso (acima do vírus HIV/Aids). A doença é infecciosa, altamente contagiosa e afeta principalmente os pulmões. O bacilo que causa a doença, o bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), é transmitido por aerossol: ambientes fechados, úmidos e a proximidade com pessoas infectadas facilitam o contágio. O sintoma mais importante para o diagnóstico da doença é a tosse com catarro. Se a pessoa estiver com uma tosse que já dura três semanas ou mais, é preciso investigar. Outros sintomas são: febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento, cansaço e fadiga. A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG. Ela deve ser dada ao nascer ou, no máximo, até 4 anos, 11 meses e 29 dias. O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses. Por ser longo, muitas vezes as pessoas acabam interrompendo o tratamento, o que não é recomendado, já que isso faz com que a bactéria desenvolva outras resistências. A OMS estima que o diagnóstico e o tratamento salvaram 60 milhões de pessoas de 2000 a 2019. O tratamento é gratuito e oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS). Veja os VÍDEOS mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias: Veja Mais

Telescópios registram momento em que estrela é engolida por buraco negro

Glogo - Ciência Quando isso acontece, a estrela é, literalmente, espaguetificada; fenômeno foi detectado por equipamentos do ESO. Pesquisas sobre buracos negros foram premiadas com o Nobel de Física deste ano. Concepção artística de uma estrela sendo desfeita por forças de maré exercidas por um buraco negro Telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês, para European Southern Observatory) em Garching, na Alemanha, registraram o momento em que uma estrela é "espaguetificada" ao ser engolida por um buraco negro supermassivo (veja vídeo acima). A pesquisa com a observação foi publicada na segunda-feira (12) no "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society". O termo "espaguetificação" não é uma metáfora: um buraco negro é um lugar no espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz consegue escapar dela. Qualquer objeto que entra em um deles é esmagado até parecer um espaguete, por causa do chamado "evento de ruptura de maré". Nobel de Física 2020: O que a ciência já sabe sobre buracos negros? "A ideia de um buraco negro 'sugando' uma estrela próxima parece saída da ficção científica. Mas é exatamente o que acontece num evento de ruptura de marés", explicou o pesquisador Matt Nicholl, professor na Universidade de Birmingham, no Reino Unido, e primeiro autor do estudo. O evento foi o mais próximo (ou o menos longínquo) da Terra já registrado: a 215 milhões de anos-luz do nosso planeta, explicou Thomas Wevers, outro autor do estudo e bolsista do ESO em Santiago que trabalhava no Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge quando participou da pesquisa. Impressão artística mostra estrela (em primeiro plano) sendo espaguetificada enquanto é engolida por um buraco negro supermassivo (ao fundo) durante um 'evento de ruptura de maré'. ESO/M. Kornmesser "Quando uma estrela azarada se aproxima demais de um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia, a extrema atração gravitacional exercida pelo buraco negro desfaz a estrela em finas correntes de matéria", afirmou Wevers. Quando alguns desses finos fios de material estelar caem no buraco negro durante o processo de espaguetificação, um clarão brilhante de energia é liberado – o que pode ser detectado pelos astrônomos. “Descobrimos que, quando um buraco negro devora uma estrela, pode lançar uma poderosa explosão de material para o exterior, que obstrui nossa visão,” afirmou Samantha Oates, também da Universidade de Birmingham. Essa explosão de material criava uma cortina de poeira que dificultava a visão do clarão de luz. Dessa vez, os cientistas conseguiram enxergá-lo porque acompanharam o evento de ruptura de marés desde "cedo". Eles observaram o fenômeno por 6 meses. Prêmio Nobel Nobel de Física vai para trio de cientistas por descobertas sobre buracos negros Neste ano, pesquisas sobre buracos negros foram premiadas com o Nobel de Física. Os cientistas Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez dividiram o prêmio, de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões). Penrose, professor da Universidade de Oxford, previu matematicamente que a teoria geral da relatividade levava à formação de buracos negros. Andrea Ghez, Reinhard Genzel e Roger Penrose são os ganhadores do Prêmio Nobel 2020 em Física Royal Academy of Sciences (Genzel e Ghez) e Wikimedia Commons (Penrose) Já Genzel e Ghez deduziram a existência, observando o espaço, de um objeto compacto supermassivo no centro de nossa galáxia. Um buraco negro supermassivo é, hoje, a única explicação conhecida para isso. Genzel é afiliado ao Instituto Max Planck para Física Extraterrestre – que, assim como o ESO, fica em Garching – e à Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Ghez leciona na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA); a cientista é a quarta mulher a ganhar um Nobel em Física na história do prêmio (desde 1901). Initial plugin text Veja Mais

Com hospitais lotados pela Covid-19, mães bolivianas escolhem ter filhos em casa com parteiras

Glogo - Ciência Existem 200 parteiras certificadas no país. Profissionais estão com cerca de 15 partos por mês. Irma Arancibia, que decidiu ter filho na própria casa, amamenta bebê em La Paz, na Bolívia David Mercado/Reuters Irma Arancibia decidiu dar à luz seu sétimo filho em casa, parte de uma tendência que cresce na Bolívia: as futuras mães estão evitando os hospitais, lotados com pacientes da Covid-19. Os primeiros seis filhos de Arancibia nasceram em hospitais públicos, com os custos cobertos por planos de saúde que não se estendem ao parto domiciliar. Mas, com medo do crescimento da pandemia – houve mais de 8.300 mortes por coronavírus na Bolívia até agora –, ela diz que vale a pena pagar por uma parteira para dar à luz seu bebê. "(O bebê) vai nascer aqui em casa sem atendimento médico público", disse Arancibia à Reuters. "Quando a pandemia começou, ficou complicado nos centros de saúde. É difícil ir até eles". Arancibia deu à luz um menino, que se juntou a dois irmãos e quatro irmãs. Na Bolívia, 200 parteiras são certificadas e, há apenas algumas semanas, realizavam apenas alguns partos domiciliares por mês. Agora, cada uma tem uma programação de cerca de 15 por mês. "Antes, havia apenas algumas mães muito bem informadas que já haviam escolhido conscientemente o parto em casa. Agora há muitas que optam por medo de ir para o hospital", disse Lina Svenzen, parteira certificada. Lina Svenzen, parteira certificada conversa com Irma Arancibia após o parto David Mercado/Reuters Alguns hospitais privados prestam atendimento especial às gestantes que não podem ter acesso ao sistema público de saúde, enquanto outros abriram alas para mães com Covid-19, já que 80% das gestantes bolivianas testam positivo para o vírus. O país teve 138 mil casos confirmados do Sars CoV-2 até agora. Veja Mais

Pé na estrada e budismo no coração

Glogo - Ciência Aos 63 anos, a jornalista Nadja Sampaio planeja ir ao Alasca em seu motorhome Próxima parada: Alasca, rodando pelas estradas em seu motorhome. Enquanto a pandemia não dá trégua, Nadja Sampaio organiza o roteiro da nova viagem, cujo itinerário é tão desafiador que terá duas etapas. Na primeira, vai despachar o veículo de navio para o Panamá. Como a travessia do carro por mar deve durar um mês, ela aproveitará esse tempo para conhecer alguns dos países situados em ilhas do Caribe: Cuba, Jamaica, Haiti, República Dominicana e Barbados. Quando seu meio de transporte chegar, subirá a América Central até os Estados Unidos. Estima que alcançará Boston em setembro, cerca de quatro meses depois do início da jornada. Para não enfrentar o inverno rigoroso do Hemisfério Norte, deixará o motorhome aos cuidados de uma amiga que mora lá e voltará para o Brasil. A segunda parte será retomada em abril, quando seguirá pelo Canadá até o destino final. Nadja Sampaio ao lado do marco de Jujuy, na Argentina Acervo pessoal Nadja não é uma jovem temerária na casa dos 20 anos. Tampouco essa é sua primeira expedição. Jornalista aposentada, tem 63 anos, três filhas adultas, dois netos e acabou de lançar, por conta própria, um livro sobre as últimas viagens. Em 2016, percorreu quatro países da América do Sul: Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. Foram mais de três meses e 22 mil quilômetros rodados. Por insistência das filhas, que queriam ter notícias suas regularmente, criou uma página no Facebook, recheada de fotos, que ia alimentando como um diário. Em 2017, o roteiro incluiu Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile. Antes já havia se aventurado pela Patagônia e Europa, quando atravessou os Pirineus num veículo alugado. Os primeiros quilômetros de vida no asfalto foram a bordo de uma Kombi Safári, que comprou no fim de 2001. Num “restaurante” à beira da estrada, na Cordilheira dos Andes, no Chile Acervo pessoal “Na estrada não existe rotina, não há zona de conforto. Todo dia é um quintal novo para desbravar. Tem que checar a parte elétrica, dispensar a água suja, enfrentar condições adversas de trânsito. O cérebro busca soluções para os problemas o tempo todo!”, conta. O livro se chama “Kosen-Rufu nas estradas: diário de viagens” porque Nadja é seguidora do budismo de Nichiren Daishonin. Kosen-Rufu significa paz mundial, a missão de, através do budismo, tornar as pessoas mais felizes e humanistas. No regresso de uma das aventuras, ela recebeu uma orientação do mestre Daisaku Ikeda, que pedia que os discípulos respondessem à pergunta: o que você estará fazendo em 2030? “Minha resposta: viajar de motorhome pelo mundo, semear o Kosen-Rufu e visitar todos os kaikans, que são pontos de encontro de budistas. Só não sabia que eram 192!”, diverte-se com uma gostosa gargalhada, uma de suas marcas registradas. Vista da cidade de Purmamarca, na Argentina, da janela do motorhome Acervo pessoal Os companheiros de jornada variam: já passaram pelo motorhome, que abriga até cinco pessoas, amigos, a filha caçula e a irmã. O aniversário de 60 anos foi na estrada: “estou aprendendo todo dia, não apenas sobre diferentes civilizações, mas também sobre empatia e benevolência com o outro. E vou me permitindo errar – aliás, volta e meia erro o itinerário”, relata. Nadja não reclama das horas ao volante. Faz alongamento e garante que nunca fica doente. “Sempre acredito que conseguirei dar um jeito, que haverá uma saída, e acaba dando certo. O budismo ensina que a gente deve se levantar só, por conta própria. A energia está dentro de nós”, ensina. Veja Mais

Mundo registra mais de 350 mil casos de coronavírus em 24 horas e bate novo recorde de infecções

Glogo - Ciência É o terceiro recorde de casos diários registrado em outubro. OMS tem atribuído alta a novo surto na Europa. Pessoas de máscara na estação Waterloo do metrô Londres na quinta-feira, 24 de setembro de 2020 Victoria Jones/PA via AP O mundo registrou 350.766 novos casos de novo coronavírus nesta sexta-feira (9), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estabelecendo um novo recorde de casos diários desde o início da pandemia. A marca anterior foi registrada um dia antes, na quinta-feira (8). O recorde desta sexta é o terceiro alcançado em outubro: na sexta-feira (2) foram contabilizados 330.340 casos diários, e, na quinta-feira (8), foram 338.779. Vacina contra Covid-19 pode estar pronta até final do ano, diz chefe da OMS Segundo a OMS, os novos recordes têm sido puxados por um novo surto na Europa. Enquanto na quinta-feira o continente registrou 96.996 casos em 24 horas, nesta sexta foram mais de 109 mil novas infecções, o maior número desde o início da pandemia. Ao todo, o mundo tem mais de 36 milhões de casos e mais de 1,5 milhão de mortes registrados em 235 países desde o início da pandemia, segundo a OMS. O recorde de mortes em 24 horas foi registrado em 17 de abril, quando o mundo teve 12.393 óbitos por coronavírus. Casos sobem na Europa Na coletiva de imprensa desta sexta, o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, pediu para os governos europeus conterem o aumento dos casos. "É duro ver muitos países da Europa testemunhando um aumento rápido de casos, e os governos têm que adotar ações decisivas para tentar acabar com a transmissão", disse Ryan. Na quinta, a OMS alertou que, como região, a Europa reportou mais casos diários do que a Índia, o Brasil e os Estados Unidos, países com o maior número de mortes e casos pela Covid-19. Novos casos de Covid-19 disparam na Europa A situação é mais crítica na França, onde os hospitais estão ficando sem leitos de UTI, e na Espanha, que declarou estado de emergência em Madri, de acordo com a agência de notícias AP. As infecções voltaram a subir também no Reino Unido, na Alemanha e na Bélgica. VÍDEOS: Novidades sobre as vacinas em teste contra a Covid-19 Initial plugin text Veja Mais

Prêmio Nobel de Física: o que é a singularidade, o coração dos buracos negros onde todas leis da natureza são quebradas

Glogo - Ciência Nesta terça-feira, a Real Academia Sueca de Ciências decidiu reconhecer três cientistas que ao longo dos anos se dedicaram a estudar buracos negros. Três cientistas vão dividir o prêmio Nobel de Física por descobertas sobre buracos negros Embora suas próprias teorias sugerissem a existência de buracos negros, até o próprio Albert Einstein achava que, na prática, eles seriam muito difíceis de se encontrar. Os buracos negros, centros de extrema gravidade nas profundezas do cosmos, há anos são um dos problemas que mais geram dores de cabeça e incertezas entre os astrônomos. Nobel de Física 2020: O que a ciência já sabe sobre buracos negros? Esta terça-feira (06/10), a Real Academia Sueca de Ciências decidiu reconhecer a importância do tema ao agraciar três grandes especialistas no assunto. Andrea Ghez, Reinhard Genzel e Roger Penrose são os ganhadores do Prêmio Nobel 2020 em Física Royal Academy of Sciences (Genzel e Ghez) e Wikimedia Commons (Penrose) O britânico Roger Penrose, o alemão Reinhard Genzel e a americana Andrea Ghez receberão o Prêmio Nobel de Física em dezembro por suas descobertas sobre buracos negros. "No caso de Genzel e Ghez, suas contribuições foram conseguir demonstrar por meio de observações astronômicas a existência de um buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia", explica Eduard Larrañaga, físico teórico e professor do Observatório Nacional da Colômbia, à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC). "No caso de Penrose, embora entendamos que a Academia também o premia pela questão dos buracos negros, sua contribuição para a física vai muito além", acrescenta. Roger Penrose é um dos ganhadores do Prêmio Nobel 2020 em Física Reprodução/Twitter/Nobel Segundo o físico colombiano, foram as equações e teorias de Penrose que ajudaram os cientistas, há mais de meio século, a entender que os buracos negros previstos pela teoria da relatividade geral de Einstein eram realmente possíveis. "Embora a teoria da relatividade geral remonte a 1916, até a década de 1950 o assunto não era muito abordado, pois até o próprio Einstein pensava que buracos negros não seriam possíveis na natureza por causa de suas características estranhas", lembra. O físico colombiano conta que, na década de 1950, alguns alunos de Einstein começaram a fazer alguns cálculos para explicar como uma estrela, ao morrer, poderia dar origem a um buraco negro. "Porém, os cálculos que se faziam naquela época partiam do pressuposto de que a estrela era totalmente esférica, mas isso é uma idealização do problema, porque na realidade as estrelas não são assim", diz Larrañaga. "O que Penrose faz é mostrar que mesmo estrelas que não tinham um comportamento totalmente esférico, mas tinham perturbações, poderiam sofrer um processo de colapso que levaria à formação de um buraco negro", acrescenta. Nobel de Física Andrea Ghez diz que 'poucas pessoas entendem o que é um buraco negro' Assim, diz ele, a teoria de Penrose provou a possibilidade da existência na natureza desses objetos misteriosos. Segundo o acadêmico colombiano, Penrose também contribuiu para a física com notáveis desenvolvimentos sobre gravitação e cosmologia, mas sua contribuição para o estudo dos buracos negros não concluiu o debate sobre a origem deles. O ganhador do Prêmio Nobel considerava que em alguns pontos do universo e, principalmente no centro dos buracos negros, havia certas "singularidades" que, de alguma forma, questionavam todas as leis da física. Anos depois, seu teorema sobre as singularidades seria aplicado por seu discípulo, Stephen Hawking, para compreender também o momento do Big Bang. Mas do que se trata tudo isso? Singularidade Segundo Larrañaga, Penrose partiu do entendimento de que existem certos pontos, ou condições do espaço-tempo, onde a física para de funcionar. Ou seja, onde as leis que acreditamos ser universais não se aplicam. "Por exemplo, um buraco negro. Você sabe que um buraco negro é um objeto com enorme gravidade. Por que ele tem enorme gravidade? Porque tem muita massa. E acontece que essa massa está concentrada em uma região muito pequena. Toda essa massa chegou a um ponto. Então, nesse ponto a gravidade é infinita, a densidade é infinita e muitas outras quantidades físicas chegam ao infinito", explica. Segundo o cientista, quando isso acontece, esses "infinitos" não podem ser tratados com a matemática normal: "Qualquer equação com infinitos deixa de fazer sentido", diz ele. Isso, diz ele, dá origem a essas "singularidades" no espaço-tempo. "É o ponto do universo em que as equações da física param de funcionar, por algum motivo. Normalmente é porque as quantidades físicas como a massa ou a densidade crescem, vão para o infinito", diz ele. É o que acontece, segundo o cientista, no centro dos buracos negros. Lá "toda a massa é acumulada, então a densidade é infinita. Nesse ponto, as equações da física da relatividade geral não funcionam", ressalta. Segundo Larrañaga, a singularidade é então aquele ponto central dos buracos negros onde se concentra toda a massa. Jorge Pontual: imagem de buraco negro foi a maior descoberta astronômica de 2019 "É o coração, o cerne do buraco negro, onde a densidade é infinita e por isso as equações da física não funcionam, porque onde aparece a densidade tudo cresce. Aí as equações param de funcionar", argumenta. O físico colombiano lembra que essa abordagem foi fundamental, pois ajudou a entender tanto os buracos negros quanto processos cosmológicos como o Big Bang. No entanto, ele explica que sua complexidade e o que isso implica para a física são tão grandes que muitos cientistas questionam sua existência. "Há muitos físicos hoje que acreditam que singularidades não existem, porque se as aceitarmos, as leis da física entram em colapso ali", diz ele. "Portanto, quando nós, como físicos, aceitamos singularidades, estamos aceitando que a física tem um limite." Conheça os vencedores do Prêmio Nobel 2020 Initial plugin text Veja Mais

Morre aos 77 anos o prêmio Nobel mexicano Mario Molina

Glogo - Ciência Engenheiro químico ganhou notoriedade como um dos descobridores das causas do aparecimento de buracos na camada de ozônio. José Mario Molina Reuters/Gerardo Garcia O mexicano Mario Molina, que ganhou o Prêmio Nobel de Química nos anos 1990, morreu nesta quarta-feira (7) aos 77 anos. O engenheiro químico ganhou notoriedade como um dos descobridores das causas do aparecimento de buracos na camada de ozônio. Em 1995, Molina se tornou o primeiro -- e até agora o único-- mexicano a receber o Prêmio Nobel de Química.  Junto do holandês Paul J. Crutzen e do norte-americano Frank Sherwood Rowland, Molina conquistou o prêmio por seu papel em elucidar as ameaças à camada de ozônio da Terra causadas em parte pelos gases cloro, bromo e dióxido de carbono. "Lamento profundamente o falecimento do dr. Mario Molina Henriquez, prêmio Nobel mexicano, cientista comprometido e capaz. Abraço solidário a seus familiares e amigos. Descanse em paz", escreveu o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, em sua conta no Twitter. As pesquisas de Molina, que nasceu no México em 19 de março de 1943, levaram à elaboração do Protocolo de Montreal da Organização das Nações Unidas (ONU), o primeiro tratado internacional que enfrentou com eficiência um problema ambiental de escala global.  "O Dr. Mario Molina se vai sendo um mexicano exemplar, que dedicou sua vida a investigar e a trabalhar a favor da proteção do nosso meio ambiente. Será sempre lembrado com orgulho e agradecimento", disse em nota o Centro Mario Molina, uma associação civil criada para dar continuidade ao seu trabalho.  Vídeos mais assistidos do G1 Veja Mais

UFJF desenvolve software para produção de equipamentos que atuam no combate à Covid-19

Glogo - Ciência A tecnologia faz parte do projeto Fasten Vita, que reúne diversas instituições brasileiras e internacionais. UFJF UFJF/Divulgação Um software responsável pela criação de máscaras e respiradores foi desenvolvido pelo Departamento de Ciências da Computação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), como forma de combate à Covid-19. O programa foi desenvolvido por meio de uma pesquisa em parceria com instituições europeias, 12 universidades brasileiras e mais de 40 pesquisadores voluntários, por meio do projeto Fasten Vita. O projeto é sem fins lucrativos e tem como objetivo a produção de equipamentos de enfrentamento à Covid-19 em vários pontos do país. Leia também: UFJF participa de projeto nacional de produção de equipamentos para combate da Covid-19 Segundo a Universidade, o software foi desenvolvido utilizando a tecnologia de ponta e infraestrutura do Departamento de Ciências da Computação, durante um período de dois meses. Uma vez pronto, tornou-se uma contribuição de escala mundial ao combate contra o novo coronavírus. “Quando se fala em equipamentos e tecnologias, nós temos hoje, no Brasil, uma dependência muito grande com outros países. Dependemos deles para conseguir esses produtos. Mas também temos potencial, tanto em escala nacional quanto aqui em Juiz de Fora", afirmou Mário Antônio Ribeiro Dantas, professor da UFJF e colaborador da pesquisa. Ainda conforme a instituição, a intenção é que a tecnologia seja disseminada para as instituições parceiras, criando uma rede de contribuição e apoio que cruze todo o país. Atualmente, o software está hospedado na UFJF. "Temos que ter essa noção da nossa qualidade e do nosso potencial, porque isso acaba angariando recursos para a própria Universidade. Salvando uma vida, já valeu a pena", finalizou Mário. Veja Mais

Nobel de Química 2020: entenda o que é o Crispr, ferramenta que consegue editar o DNA

Glogo - Ciência Dupla que descobriu a ferramenta foi premiada nesta quarta-feira (7). Pesquisadoras que estudam edição do genoma levam Nobel de Química O Prêmio Nobel de Química 2020, anunciado nesta quarta-feira (7), premiou as duas cientistas que desenvolveram o Crispr, uma ferramenta que consegue editar o DNA, o código genético de seres vivos. Nesta reportagem, você vai entender o que é o Crispr, para que ele serve, para que já foi usado e quais são as polêmicas em torno da sua aplicação. Veja abaixo: O que é o Crispr? Para que ele serve? O Crispr/Cas9 é uma espécie de "tesoura genética", que permite à ciência mudar parte do código genético de uma célula. Com essa "tesoura", é possível, por exemplo, "cortar" uma parte específica do DNA, fazendo com que a célula produza ou não determinadas proteínas. A pesquisa com a descoberta da ferramenta foi publicada na revista científica "Science", uma das mais importantes do mundo, em junho de 2012. Entenda o que é o Crispr Usando o Crispr, cientistas podem alterar o DNA de animais, plantas e microrganismos com extrema precisão. A tecnologia "teve um impacto revolucionário nas ciências da vida", segundo o comitê do Prêmio Nobel, e está contribuindo para novas terapias contra o câncer. A ferramenta também pode tornar realidade o sonho de curar doenças hereditárias (veja infográfico). Entenda o Crispr Betta Jaworski/G1 Para que ele é usado hoje? Como o Crispr é bastante fácil de usar, ele foi amplamente difundido na pesquisa básica. Ele é usado para alterar o DNA de células e de animais de laboratório, com o objetivo de compreender como diferentes genes funcionam e interagem, por exemplo, durante o curso de uma doença. 10 avanços e 1 promessa da técnica Crispr de edição do DNA "A gente consegue derivar linhagens [de células] de pacientes com diferentes doenças genéticas no laboratório e, a partir do sangue, conseguimos fazer células musculares, neurônios, células pulmonares, qualquer tipo. Com essa tecnologia, a gente tenta corrigir o defeito genético para resgatar o quadro clínico [do paciente]. Ou pode criar mutações e ver o que acontece", explica a geneticista Mayana Zatz, que lidera o Projeto Genoma da USP. No laboratório, os cientistas também estão editando genes de porcos para desenvolver órgãos que possam ser transplantados em humanos sem que haja rejeição, segundo Zatz. Além dos usos em humanos, pesquisadores também conseguiram desenvolver plantas capazes de resistir a mofo, pragas e seca, por exemplo, além de criar cães extramusculosos, porcos que não contraem viroses e amendoins antialérgicos. “Há um poder enorme nessa ferramenta genética, que afeta a todos nós. Não só revolucionou a ciência básica, mas também resultou em colheitas inovadoras e levará a novos tratamentos médicos inovadores ”, disse Claes Gustafsson, presidente do comitê do Prêmio Nobel de Química. Quais são os problemas em torno do uso? Uma das polêmicas com a ferramenta é que o Crispr pode "cortar" a parte errada do genoma, ou fazer mudanças que não eram as pretendidas. Por isso, ela não pode ser usada em embriões humanos que vão ser implantados em tratamentos de reprodução assistida, por exemplo. "Não há controle se, ao editar o gene que causa a doença genética, não se está criando mutações, ao acaso, em outros genes, e que não podem ser controladas", explica Mayana Zatz. Em novembro de 2018, um pesquisador chinês usou o Crispr para fazer uma edição genética em embriões humanos de modo torná-los, supostamente, imunes ao HIV. Os embriões foram implantados e deram origem a gêmeas. O experimento foi rechaçado pela comunidade científica internacional, o cientista foi demitido da universidade e, no fim de 2019, condenado a três anos de prisão. Em fevereiro do mesmo ano, um estudo publicado por um cientista do MIT indicou que a alteração provavelmente teria impacto na função cognitiva das bebês. Na época, o pesquisador disse que a edição de DNA em humanos não deveria ser feita justamente porque os efeitos dela eram impossíveis de prever. Zatz defende que pesquisas sejam realizadas em embriões com a técnica, mas apenas nos que não serão implantados em reprodução assistida. "Se conseguirmos corrigir mutações em embriões para doenças genéticas, isso vai ser um avanço. Mas não tem nenhuma seguranca para fazer em embriões que vão ser implantados", afirma. Nobel 2020 A láurea em Medicina foi a primeira a ser anunciada, na segunda (5), para a descoberta do vírus da hepatite C. O prêmio em Física, divulgado na terça (6), foi para pesquisas sobre buracos negros (veja vídeo abaixo). Mulheres somam apenas 5% dos vencedores do Prêmio Nobel desde 1901 Conheça os vencedores do Prêmio Nobel 2020 Os prêmios em Literatura e Paz serão entregues também nesta semana; já a láurea em Economia será divulgada na próxima segunda (12). Veja o cronograma: Medicina: segunda-feira, 5 de outubro Física: terça-feira, 6 de outubro Química: quarta-feira, 7 de outubro Literatura: quinta-feira, 8 de outubro Paz: sexta-feira, 9 de outubro Economia: segunda-feira, 12 de outubro Veja VÍDEOS dos anúncios do Prêmio Nobel em 2020: Initial plugin text Veja Mais

Bolsonaro encaminha ao Senado duas indicações à diretoria da Anvisa

Glogo - Ciência Nomes de Meiruze Souza e Cristiane Rose ainda devem ser aprovados pelos parlamentares. Diretoria da Anvisa toma decisões colegiadas e é formada por cinco diretores. O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Senado os nomes de Meiruze Souza Freitas e Cristiane Rose Jourdan Homes para a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As indicações foram publicadas no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (7). As mensagens enviadas ao Senado citam que Meiruze Souza Freitas ocupará a vaga de Antônio Barra Torres, que foi nomeado diretor-presidente, e que Cristiane Rose Jourdan Homes ocupará a vaga deixada por Renato Alencar Porto, que saiu da diretoria em dezembro de 2019. A diretoria da Anvisa é formada por cinco diretores, que tomam decisões colegiadas. As indicações dos novos diretores ainda tem que passar por aprovação no Senado. Butantan entrega à Anvisa primeiros resultados da vacina chinesa contra a Covid Veja Mais

Vacina da Rússia contra Covid-19 ainda não iniciou testes clínicos no Brasil, diz Anvisa

Glogo - Ciência Agência reguladora disse à Reuters que houve várias reuniões, mas 'nenhum documento da vacina russa se materializou'. Candidatas britânica e chinesa já estão registrando resultados parciais de testes. Rússia planeja produzir 6 milhões de doses mensais da vacina contra a Covid-19 Os testes da vacina russa contra Covid-19, a "Sputnik-5", ainda não começaram no Brasil, de acordo com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponíveis nesta terça-feira (6). Enquanto isso, as candidatas britânica e chinesa avançam com testes em estágio avançado. As conclusões do estudo sobre a vacina russa contra o coronavírus Primeiro lote da vacina russa contra Covid-19 é liberado para a população Segundo informações de uma porta-voz da agência reguladora à Reuters, Paraná e Bahia, que têm acordos de testes, produção ou distribuição da vacina Sputnik-5, ainda não entraram com pedidos de testes clínicos (em humanos). "Houve diversas reuniões, físicas e online, mas nenhum documento da vacina russa se materializou ainda", disse a Anvisa à Reuters. A foto, do dia 6 de agosto, mostra a vacina desenvolvida na Rússia contra a Covid-19, a primeira a ser registrada em todo o mundo contra a doença. Handout / Russian Direct Investment Fund / AFP O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que está comercializando a Sputnik-5, não respondeu a um pedido de comentário até a publicação desta reportagem. Por sua vez, os testes da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, e também da candidata da chinesa Sinovac Biotech, estão sendo realizados em vários locais do país. Dados iniciais estão sendo enviados à Anvisa. "Este ainda não é um pedido formal de registro destas vacinas. Só cogitaremos isso quando todos os documentos tiverem sido apresentados", disse a porta-voz à Reuters. Em 29 de setembro, para acelerar o procedimento, a Anvisa reduziu a exigência da documentação inicial e simplificou o processo para análise dos imunizantes contra o novo coronavírus, que poderão ser enviados pelas empresas de acordo com a evolução dos trabalhos e não somente todos de uma só vez. O novo formato utilizado se chama "submissão contínua". Veja como funciona: Normalmente, para o registro de um medicamento ou vacina, as agências exigem todos os estudos e informações sobre a segurança, eficácia, e conteúdo de uma vez só. Como o planeta passa por uma pandemia, a aplicação da 'submissão contínua' permite que os técnicos da Anvisa, ou outra agência reguladora, já comecem a analisar o que está pronto – resultados de estudos iniciais e outros dados, por exemplo. As pesquisas são submetidas ao longo do tempo até o fim dos testes da fase 3, última etapa para garantir a eficiência de uma vacina em toda uma população. Todos os estudos deverão ser analisados pela Anvisa, com a diferença de que o processo começa antes e em etapas. VÍDEOS: saiba mais sobre a vacina russa Initial plugin text Veja Mais