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Por que a menopausa está diretamente ligada ao declínio da saúde cardiovascular

Glogo - Ciência A Sociedade Europeia de Cardiologia divulgou estudo sobre o impacto das alterações hormonais durante o climatério Na semana passada, a Sociedade Europeia de Cardiologia fez um alerta que interessa a todas as mulheres: as alterações hormonais que ocorrem no climatério, isto é, a fase que compreende a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, estão diretamente relacionadas ao declínio da saúde cardiovascular feminina. A pesquisa, publicada na revista científica “European Journal of Preventive Cardiology”, que pertence à entidade, indica que os níveis do mau colesterol sobem durante a menopausa e 10% dessa oscilação para cima estão atrelados à queda na produção o estrogênio, o hormônio protetor feminino, e ao aumento do FSH (hormônio folículo-estimulante). As mulheres costumam entrar na menopausa entre os 48 e 52 anos e estudos anteriores já haviam assinalado a elevação do risco para doença cardiovascular. Menopausa: as alterações hormonais que ocorrem no climatério estão diretamente relacionadas ao declínio da saúde cardiovascular feminina Vic_B para Pixabay “Não se pode evitar a menopausa, mas é possível diminuir os fatores de riscos através de atividade física e alimentação saudável”, afirmou Eija Laakkonen, PhD em gerontologia e professora da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia. “As mulheres devem prestar atenção na qualidade das gorduras que constam de sua dieta e fazer exercício para manter sua aptidão cardiorrespiratória. A reposição hormonal é uma opção a ser discutida com o médico”, acrescentou. A pesquisa contou com 218 participantes que se encontravam na perimenopausa e não faziam uso de reposição hormonal. Além do estrogênio e FSH, foram medidos os níveis de 180 metabólitos, entre lipídios, lipoproteínas e aminoácidos – termo que se aplica aos produtos do metabolismo de uma molécula. Essas mulheres se submeteram a exames de sangue a cada três ou seis meses e foram monitoradas até a pós-menopausa. Ao longo do estudo, 35 delas passaram a fazer reposição. A doutora Laakkonen explicou que houve uma mudança significativa de 85 metabólitos, com impacto no LDL, o chamado mau colesterol, e nos triglicerídeos. Uma segunda análise exploratória revelou que a reposição hormonal diminuía o LDL e aumentava o HDL, o bom colesterol. “Nossa investigação indicou que iniciar a terapia de reposição hormonal no período de transição para a menopausa oferece uma maior proteção cardiovascular, mas não podemos tirar conclusões definitivas dado o pequeno número de participantes. As mulheres devem discutir o assunto com os profissionais de saúde a que têm acesso”, concluiu. Veja Mais

'Fuga de jalecos': a onda de profissionais da saúde que trocam Brasil pelos EUA

Glogo - Ciência Carência de dentistas, médicos, enfermeiros e fisioterapeutas no país e promessas de salários altos têm despertado movimento de migração. Os Estados Unidos encerraram o mês de março com 11,5 milhões de vagas de emprego abertas - o maior número já registrado na história do país Getty Images via BBC A enfermeira Thaysa Guimarães, de 32 anos, relata que já chegou a emendar sete plantões, ou mais de 96 horas de jornada seguidas, em seu trabalho em uma unidade de saúde pública em Goiás. Mãe solteira de três filhos, ela concilia o emprego em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade de Anápolis com plantões algumas vezes por mês em um hospital universitário em Uberlândia, Minas Gerais. "Já cheguei a ter três empregos ao mesmo tempo para conseguir manter a renda da família - e mesmo assim fica tudo muito apertado", conta. Por isso, assim que ficou sabendo que colegas de profissão estavam emigrando para os Estados Unidos com ofertas de salário atrativas em dólar, além de jornadas consideravelmente menores do que no Brasil, Thaysa se interessou imediatamente. Após alguma pesquisa, descobriu que existe um mercado aberto nos EUA para trabalhadores da área da saúde dispostos a revalidar seus diplomas emitidos no exterior - e decidiu seguir o mesmo caminho. "Tinha vontade de me mudar para os Estados Unidos desde que fiz uma viagem a turismo em 2019, mas só comecei a enxergar uma possibilidade real quando vários colegas deram entrada no processo e conseguiram arrumar emprego e visto", diz a goiana. Segundo especialistas em imigração e profissionais ouvidos pela BBC News Brasil, uma grande oferta de vagas em hospitais e consultórios, somadas a salários atrativos, estão motivando uma onda recente de imigração de profissionais qualificados da área da saúde para terras norte-americanas. Estudo do American Immigration Council mostra que o setor de saúde é o que mais tem participação de imigrantes na força de trabalho, com 15,6%. Na média nacional, os estrangeiros representam 13,7% da população. E parte dessa força está vindo do Brasil. Um levantamento realizado pelo escritório de advocacia AG Immigration com dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA mostrou que a quantidade de brasileiros que se tornaram cidadãos americanos bateu recorde no ano fiscal de 2021: foram 12.281, um total 47,5% superior ao de 2020. As emissões de green cards, como são chamados os vistos de residência permanente que garantem o direito de morar e trabalhar nos EUA, também aumentaram e atingiram o seu segundo maior patamar da história, com 17.952 novas expedições para brasileiros. Em 2020, 44% dos brasileiros que receberam green cards no país obtiveram o documento por meio de contratos de trabalho. Para Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration, os dados são sintoma de uma nova onda de "fuga de cérebros e profissionais qualificados" para os EUA. "Temos visto um casamento entre um mercado extremamente carente de profissionais e uma imigração brasileira cada vez mais capacitada", diz. Segundo um levantamento do think tank Migration Policy Institute usando dados do censo americano de 2019, 42,5% dos brasileiros nos Estados Unidos tem pelo menos um diploma de graduação - um percentual superior ao da população de imigrantes em geral, que é de 32,7%, e até dos nascidos nos Estados Unidos, que está em 33,3%. Thaysa Guimarães e os três filhos: "Pensei muito nos meus filhos, nas oportunidades e na educação de qualidade que irão encontrar por lá", diz Arquivo pessoal Entre os recém-chegados (que imigraram para os EUA há até cinco anos) do Brasil, há ainda mais profissionais qualificados: 52,8% do total completou pelo menos o ensino superior. De acordo com Rodrigo Costa, entre os que vão estão muitos médicos, enfermeiros, dentistas e fisioterapeutas que esperam encontrar mais reconhecimento, melhor qualidade de vida e novas experiências nos Estados Unidos. Foram exatamente esses fatores que influenciaram a decisão de Thaysa de se mudar definitivamente para os EUA. "Pensei muito nos meus filhos, nas oportunidades e na educação de qualidade que irão encontrar por lá", conta. A goiana iniciou o envio de documentos para a organização responsável pelo processo de revalidação do diploma em abril de 2020. Em março deste ano, foi aprovada no exame nacional exigido para todos os profissionais de enfermagem e obteve seu certificado para trabalhar, tudo sem sair do Brasil. "Três dias depois de ser aprovada no exame, recebi minha primeira oferta de emprego. Decidi aguardar outras oportunidades e já recebi outras cinco ofertas", diz Thaysa, que tem planos de se mudar permanentemente para os EUA até março de 2023. A empresa escolhida pela enfermeira será responsável por dar início e arcar com os custos do processo imigratório. "Alguns hospitais me ofereceram bônus em dinheiro, passagens aéreas, seguro saúde completo, três meses de aluguel para começar a vida e até carta de crédito para comprar um carro - tudo para que eu assinasse o contrato com eles o mais rápido possível", relata Thaysa sobre as conversas que teve com os empregadores durante as entrevistas de emprego. Rafael Hernandez Martin vai fazer residência nos EUA Arquivo pessoal 'A Grande Renúncia' A corrida para contratar relatada pela brasileira reflete o momento delicado enfrentado pelo mercado de trabalho americano. Os Estados Unidos encerraram o mês de março com 11,5 milhões de vagas de emprego abertas - o maior número já registrado na história do país. E a demanda continua crescendo mais do que a disponibilidade de profissionais. Desde o início da recuperação pós-pandemia, o país presenciou um êxodo maciço de trabalhadores do mercado. O movimento é motivado por diferentes fatores, entre elas a busca por salários melhores, o conforto de benefícios para desempregados e um boom de aposentadorias. O fenômeno apelidado de "The Great Resignation" (A Grande Renúncia, em tradução livre) atinge com força o setor da saúde. O governo americano estima que o país precisa atualmente de mais de 16 mil trabalhadores de cuidado primário (médicos e enfermeiros), 11 mil novos dentistas e 7 mil profissionais da área da saúde mental para acabar com a falta de mão de obra especializada na área. Os dados são da Administração de Serviços e Recursos Humanos (HRSA), agência federal americana responsável por ampliar o acesso da população local a serviços de saúde. E a demanda não para de crescer. Segundo a Associação Americana de Hospitais (AHA, na sigla em inglês), os EUA ainda vão enfrentar uma escassez de 124.000 médicos até 2033 e precisarão contratar pelo menos 200.000 novos enfermeiros por ano para atender ao aumento da demanda e substituir os profissionais que se aposentarão. Segundo a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos EUA, serão ainda gerados, em média, cerca de 5.000 vagas para dentistas e 15.600 para fisioterapeutas a cada ano, em média, ao longo da próxima década. Ana Paula com colegas de trabalho na clínica que trabalha em Miami, nos EUA Arquivo pessoal 'Os empregadores têm pressa' É por tudo isso, segundo as fontes consultadas pela BBC, que muitos têm visto nos imigrantes uma solução mais rápida para o problema enfrentado pelos Estados Unidos. "Recebemos pedidos e consultas de diversas empresas do setor da saúde que desejam contratar estrangeiros para as vagas não ocupadas pelos americanos. Eles querem saber quando nossos clientes vão chegar nos EUA, porque têm pressa", diz Rodrigo Costa, cujo escritório de advocacia presta consultoria para brasileiros e cidadãos de outras nacionalidades que desejam imigrar. A procura cresceu de tal forma que a empresa afirma que tem conseguido emitir uma modalidade especial de vistos para profissionais brasileiros da área de saúde qualificados e com bom histórico. O chamado EB-2 NIW é um green card direcionado para profissionais que são considerados de "interesse nacional" para os Estados Unidos, ou seja, podem ocupar vagas que beneficiam a economia, o sistema educacional ou de saúde ou algum outro aspecto da sociedade americana. Esse tipo de green card não requer uma oferta de trabalho ou uma empresa patrocinadora, o que por vezes torna o processo imigratório mais fácil e rápido. Todos os green cards dão direito a 10 anos de permanência nos Estados Unidos, mas após cinco anos no país o cidadão já fica elegível para uma cidadania americana. A fisioterapeuta Ana Paula Rocha, de 37 anos, teve seu visto permanente na categoria EB-2 NIW aprovado neste ano. Mas antes mesmo de receber o documento a mineira natural de Diamantina ganhou uma permissão de trabalho, com a qual pôde começar a trabalhar nos EUA em julho de 2020. "O processo de revalidação do diploma durou dois anos e aproveitei esse tempo para completar o doutorado à distância em uma universidade americana. Pude fazer tudo do Brasil e só tive que ir aos EUA para fazer a prova que garante a licença de fisioterapeuta no país", conta. "Quando estava com meu registro validado me mudei em definitivo". Ana mora em Miami, na Flórida, com o marido. Atualmente ela faz atendimento como fisioterapeuta ortopédica em duas clínicas da região, depois de ter trabalhado com um serviço de telemedicina durante a pandemia. "Demorei alguns meses para conseguir o primeiro emprego porque comecei a busca justamente no auge da covid-19, mas posso dizer que desde então eu tenho podido escolher onde trabalhar, analisando salários e horários que são mais convenientes", diz. "Decidi sair do Brasil porque não via muitas perspectivas na minha carreira como fisioterapeuta e me sentia estagnada. Por aqui me sinto muito valorizada e nunca experimentei nenhum preconceito ou dificuldade por ser estrangeira atendendo americanos", relata. "Não pretendo voltar a trabalhar no Brasil". Cristian Brutten: "O profissional brasileiro, além de ser muito qualificado, também é conhecido por aqui por suas habilidades sociais e empatia", diz Arquivo pessoal Mas o EB-2 NIW não é a única opção para os profissionais de saúde brasileiros, segundo Ana Barbara Schaffert, advogada e consultora da AG Immigration. "Há outras modalidades de green card ou vistos de trabalho que podem ser solicitados após a assinatura do contrato", explica. "O processo de emissão de um green card pode demorar de 10 a 26 meses, mas em março a imigração americana anunciou uma expansão das regras do que chamamos de processamento premium, que permitem o pagamento de uma taxa adicional para agilizar o trâmite". "Com isso, um brasileiro pode conseguir um green card em cerca de 45 dias. Essa é uma mudança grande e que determina o tom favorável à imigração do atual governo dos Estados Unidos", diz Schaffert. Mil dentistas até o fim de 2022 Para aproveitar o momento, a AG Immigration lançou uma iniciativa para levar mil dentistas brasileiros para os EUA em 2022. Segundo a consultoria, já existem cerca de 300 profissionais com o processo encaminhado. "Em geral, os profissionais de odontologia brasileiros são muito bem avaliados nos Estados Unidos. Uma grande parcela dos que imigram tem especialização, além de boa experiência clínica e trato humano com os pacientes", diz Rodrigo Costa. A consultoria explica que ter diplomas avançados (mestrado, doutorado, especializações etc.) ou mais de cinco anos de atuação na área são alguns dos fatores que ajudam na aprovação do visto, seja para dentistas ou outros profissionais da saúde. Já no momento da revalidação do diploma, o processo varia de acordo com a profissão e o currículo de cada imigrante. Uma das maneiras que os dentistas podem conseguir a revalidação é por meio da participação do profissional já formado em um programa de educação odontológica credenciado pela comissão de odontologia americana, como uma residência. A dentista Hetienne Macedo, de 40 anos, está atualmente em Nova York fazendo justamente isso. Formada em uma faculdade de Fortaleza, a cearense conseguiu uma vaga no programa de residência em odontologia geral da Universidade de Rochester. Hetienne já foi aprovada na prova obrigatória para a emissão da licença que permite a atuação de dentistas no país e conta que pretende começar a trabalhar assim que encerrar o curso. "Deixei meu consultório no Brasil funcionando, mas pretendo permanecer em Nova York ou me mudar para o norte da Flórida quando terminar as aulas", diz a brasileira, que se mudou para os Estados Unidos no ano passado com o marido e os três filhos. "Mas recebo e-mails semanalmente de empresas questionando sobre quanto tempo falta para me formar na residência e interessadas em contratar", relata. A cearense afirma ainda que tem notado um fluxo cada vez maior de dentistas brasileiros interessados em seguir o mesmo caminho que o seu. "Na minha turma de 40 residentes, 5 são brasileiros", diz. 'Processo longo e caro' Mas os processos para revalidação do diploma e emissão de visto para trabalho nos EUA nem sempre são simples ou baratos. Assim como no caso dos dentistas, médicos brasileiros que desejem atuar na área clínica geralmente também precisam passar por uma residência em uma instituição credenciada, mesmo que já tenham feito o período de experiência no Brasil. Há ainda duas provas obrigatórias, além de um teste de conhecimento de inglês. Rafael Hernandez Martin, de 23 anos, está no último ano da faculdade de medicina na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora e pretende fazer sua residência diretamente nos Estados Unidos. "Sempre tive vontade de morar fora e fui atraído pela estabilidade e segurança profissional que colegas que já atuam nos Estados Unidos dizem ter", diz. Natural de Juiz de Fora, ele está atualmente estudando para uma prova clínica que é exigida no processo de seleção da residência. "Já fui aprovado em uma primeira prova, mais teórica, e depois da segunda avaliação vou ainda prestar um teste de conhecimento de inglês específico para profissionais da saúde", relata. O estudante pretende aproveitar sua mudança para os EUA e se envolver em projetos de pesquisa, que são muito bem-conceituados no país. "Minha intenção é mesmo morar e trabalhar de forma permanente nos EUA", diz. "Mas o processo todo realmente não é barato. Acho que no mínimo se gasta R$ 30.000 ou 40.000 com as taxas e provas para conseguir entrar na residência". Já os enfermeiros e fisioterapeutas formados no Brasil passam por uma checagem rigorosa de seu currículo escolar e profissional e, caso sejam aprovados, podem ser isentos de novos cursos ou períodos de experiência. Ainda assim, é necessário passar pelas provas oficiais das categorias que concedem uma licença oficial para atuar. Nem todas as licenças são válidas em todo o território americano. Isto é, alguns estados exigem uma licença própria. Por tudo isso, os profissionais que decidem imigrar precisam de uma reserva considerável em dólares para pagar taxas, inscrições e, quando necessário, a mensalidade dos cursos. Os procedimentos para emissão de visto também são pagos. Diante dos gastos e do tempo hábil gasto no processo de revalidação, muitos acabam desistindo da ideia. Outros preferem se empregar em funções que não exigem uma licença ou a confirmação da formação no Brasil. Segundo Jeanne Batalova, analista sênior do Migration Policy Institute, esse cenário dá origem a muitos casos de trabalhadores imigrantes subutilizados em suas profissões. "Muitos imigrantes formados como médicos, cirurgiões, enfermeiros e dentistas extremamente qualificados não conseguem revalidar sua educação internacional nos EUA por conta das muitas barreiras e do processo longo e caro", diz. "Mas isso não significa que eles não podem trabalhar em empregos que exigem menor qualificação. Assim, muitos trabalham como auxiliares de enfermagem ou funcionários de casas de repouso, ocupações que nem sempre exigem uma revalidação do diploma, mas tendem a ser mais precarizadas". "Na área da odontologia, profissionais que não conseguem passar por todo o processo de revalidação de seus diplomas se empregam muitas vezes como assistente de dentista ou higienista dental, trabalhos que por vezes não exigem a conversão da formação ou que tem menos burocracia para isso", explica Batalova. O paulista João Antônio Costa, de 48 anos, trabalha desde 2018 como dentista em um centro comunitário em Hyannis, Massachusetts, mas com licença limitada. Formado no Brasil, ele preferiu não enfrentar a revalidação e procurar alternativas de emprego em sua área que aceitassem um diploma estrangeiro. "Há algumas alternativas, que variam de estado para estado. No meu caso, consegui trabalho no centro comunitário com a condição de ser sempre supervisionado por um dentista formado nos Estados Unidos. Mas essa é uma permissão concedida apenas pelo estado de Massachusetts". "No centro comunitário, oferecemos muitos tratamentos gratuitos ou com custo reduzido. Para mim é um privilégio e satisfação muito grande fazer o que eu sei e o que eu gosto para quem realmente precisa", diz. João afirma que até recentemente nunca havia considerado a possibilidade de iniciar a revalidação do diploma, mas foi incentivado pelo irmão, que também é dentista e conseguiu uma licença permanente no Canadá, a melhorar sua situação. "Por isso, no ano passado fui aprovado na prova exigida para tirar a licença americana e nos próximos meses vou começar a me inscrever para os cursos de residência e especialização que também são necessários", diz o brasileiro natural de São José dos Campos, que está documentando toda sua jornada em um blog pessoal. "Há uma demanda muito grande por serviços de odontologia e quero poder ajudar outros dentistas brasileiros que queiram vir aos Estados Unidos trabalhar". Dinheiro no bolso Mas apesar das burocracias e investimentos necessários para realizar o sonho de trabalhar em solo americano, muitos brasileiros têm optado por seguir o caminho da imigração por conta da promessa de salários mais altos do que no Brasil. Segundo dados de maio de 2021 da Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos EUA, um dentista ganha em média cerca de US$ 163.000 (R$ 834.000) por ano no país. Já enfermeiros são pagos na média de US$ 77.000 (R$ 390.000) por ano, enquanto um fisioterapeuta ganha cerca de US$ 95.000 (R$ 485.000) anuais. A média salarial de um médico nos Estados Unidos é de US$ 208.000 por ano. Em comparação, de acordo com o Guia Brasileiro de Ocupações, a média de salário mensal de um médico clínico no Brasil é de R$ 10.788, ou cerca de R$ 140.000 anuais, considerando 12 meses e o 13º salário. O valor varia para mais ou para menos, a depender da especialização. Já os dentistas ganham em média R$ 83.000 anuais no país, enfermeiros R$ 68.000 e fisioterapeutas R$ 50.000, também de acordo com o Guia Brasileiro de Ocupações. "Muitos dos profissionais brasileiros chegam nos EUA já com pós-graduação, o que faz a remuneração crescer bastante acima da média. Não é raro ouvirmos casos de sucesso de pessoas ganhando mais de sete vezes o salário que recebiam no Brasil e até empreendendo por conta própria", diz Rodrigo Costa. Cristian Brutten, odontopediatra brasileiro que fundou empresa dedicada a auxiliar dentistas estrangeiros com o processo de revalidação de diploma e alocação no mercado de trabalho americano, confirma a percepção. "Quase todos os dentistas brasileiros que trabalham nos EUA com que converso e lido diariamente ganham mais do que a média. O profissional brasileiro, além de ser muito qualificado, também é conhecido por aqui por suas habilidades sociais e empatia - qualidades essenciais na área da saúde", diz. O dentista natural de Natal mora nos Estados Unidos desde 2008 e, após completar duas residências no país para validar seu diploma, abriu um consultório próprio com um sócio. Também decidiu se dedicar a auxiliar outros brasileiros que desejam seguir o mesmo caminho. "A migração de estrangeiros para os EUA é uma realização profissional para essas pessoas, mas também uma mais valia para o país, porque os EUA precisam urgentemente de profissionais de saúde", diz Brutten. Mas o professor Eduardo Siqueira, especialista em imigração brasileira nos EUA da Universidade de Massachusetts Boston, lembra que a partida de alguns desses profissionais representa um prejuízo para o mercado de trabalho e ambiente acadêmico brasileiros. "Quanto maior é o grau de qualificação dos profissionais que saem, mais difícil fica recuperar sua perda", diz. "Temos visto muitos indivíduos extremamente qualificados, com pós-doutorado e pesquisas importantes sendo desenvolvidas, deixarem o Brasil para vir para os Estados Unidos em busca especialmente das melhores condições na área científica", afirma Siqueira. "Nem todos serão uma perda definitiva para o Brasil, mas uma pessoa tão especializada pode demorar 10 ou mais anos para chegar a esse nível. Ou seja, vai demorar para encontrar um substituto". Veja Mais

Por que chove muito nas florestas tropicais? #shorts

Por que chove muito nas florestas tropicais? #shorts

 Minuto da Terra Tem floresta porque chove ou chove porque tem florestas? Descubra por que chove TANTO na Amazônia e outras florestas tropicais! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira: contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Histórias de reinvenção: Patricia, professora de universidade sênior em Portugal

Glogo - Ciência Demitida um mês antes de completar 50 anos, ela abraçou o empreendedorismo, deu a volta por cima e hoje compartilha suas experiências Depois de contar as histórias de Claudia Gazel e Daniela Campos, fecho a série de três colunas sobre mulheres que se reinventaram em outros países com Patricia Braga que, diga-se de passagem, já foi tema desse blog. Em 2019, escrevi sobre a dura experiência que teve ao ser demitida de um cargo executivo um mês antes de completar 50 anos. “Descobri que estava velha demais para qualquer vaga”, me contou na época. Foi motorista de aplicativo, fez artesanato e vendeu doces numa bicicleta decorada – sim, ela não se deu por vencida e abraçou o empreendedorismo. Patricia Braga com seus alunos da Universidade Sênior de Mafra Acervo pessoal Aos 56 anos, vive há dois em Mafra, cidadezinha a 30 quilômetros de Lisboa, com o marido, Walter, de 68 anos, e a filha, Annie, de 16: “estamos a meia hora da capital e a cinco minutos do mar”, descreve. A família deixou o Brasil fugindo da falta de segurança que atinge inclusive a valorizada Zona Sul do Rio de Janeiro – “os tiroteios em Botafogo, onde morávamos, eram quase diários”, lembra – e em busca de uma oportunidade para a adolescente ter acesso a uma universidade europeia. “Em uma semana tinha certeza de que havia sido a melhor decisão que poderíamos ter tomado”, avalia. O casal se valeu do chamado “visto para aposentado”, que, em Portugal, possibilita a residência de quem tem renda garantida e pode viver no país com esses recursos. Patricia pesquisou o ranking de escolas públicas e se encantou com o nível de ensino: “além disso, tudo é grátis. O estudante recebe os livros, notebook e o pacote de dados para navegar na internet”. A família chegou junto com a situação de emergência da pandemia e ela aproveitou o período de isolamento para confeccionar e doar máscaras. Assim que a situação permitiu, fez um curso para se tornar corretora de imóveis e seu foco é o público brasileiro, mas quis conciliar a atividade remunerada com um trabalho voluntário, por isso se ofereceu para dar palestras na Universidade Sênior de Mafra (Usema), que tem cerca de 1.200 alunos. Sua história encantou a direção, que a convidou para ser professora. Criou a disciplina “Reinventar-se na idade sênior” e, nas aulas, uma vez por semana, discorre sobre resiliência, positividade e até sobre como livrar-se das tralhas e abraçar um estilo de vida mais minimalista. Mesmo com a agenda cheia, se inscreveu para ser voluntária no magnífico Palácio Nacional de Mafra, tem planos de abrir um negócio em breve e, depois que a filha ingressar na universidade, vai comprar um trailer (que lá é chamado de caravana) para viajar com o marido. É bem possível que esse blog ainda volte a falar de dela... Percorrendo trilhas da região: paixão recente Acervo pessoal Veja Mais

Pesquisadores da UFU e UFTM publicam trabalho que pode aprimorar o diagnóstico do vírus da hepatite C

Glogo - Ciência Entre os principais benefícios está o baixo custo e a pequena estrutura necessária para realizar coleta no paciente, o que permite ampliar o diagnóstico em países de baixa e média renda, onde há mais incidência da doença. Victória Groshe, à direita, realiza testes no Laboratório de Virologia da UFU UFTM/Divulgação Uma pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com a Universidade de Nottingham, no Reino Unido, com a colaboração da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), apresentou uma nova técnica de análise de soro coletado dos pacientes que poderá aprimorar o diagnóstico e até o tratamento para o vírus da hepatite C. Responsável por mais de 180 milhões de infecções em todo o mundo, o vírus é caracterizado pelo processo inflamatório persistente do fígado. Transmitido por qualquer forma de contato com sangue contaminado, a hepatite C é majoritariamente identificado em países de baixa e média renda. A pesquisa das universidades do Triângulo Mineiro tem entre os principais benefícios está o baixo custo e a pequena estrutura necessária para realizá-lo, permitindo que o diagnóstico seja ampliado nesses países. “Quanto mais publicarmos este tipo de método, mais pessoas podem reproduzi-lo e estudá-lo, tornando-o cada vez mais acessível a diversas comunidades”, explicou a doutoranda em Microbiologia pela UFU, Victória Grosche. A pesquisa Grosche conduziu o trabalho que foi publicado no periódico científico britânico “Access Microbiology”, vinculado à Microbiology Society, com a coordenação da professora Ana Carolina Gomes Jardim, do Laboratório de Pesquisa em Antivirais da UFU, em parceria com o professor Patrick McClure, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. O estudo também contou com a colaboração do professor Diego Pandeló José, do campus Iturama da UFTM, nas análises e interpretação dos resultados. O novo método A pesquisa coletou amostras de soro - sangue - de um grupo de 80 pacientes em diferentes instituições de saúde em cidades do noroeste paulista para realização da genotipagem (examina a sequência de DNA) do HCV, o agente etiológico da hepatite C. A novidade foi a técnica utilizada denominada “Dried Serum Spots” (DSS), em tradução livre, “Gotas de Soro Secas”, que consiste na deposição de uma gota de material biológico - neste caso, soro - em um papel filtro especial para a realização dos experimentos. Os soros dos pacientes, após serem colocados no papel e aguardado o tempo de espera, foram enviados para o Laboratório Adolf Lutz, onde foi possível realizar o sequenciamento genético das amostras biológicas coletadas. Através do sequenciamento genético realizado na Universidade de Nottingham, Reino Unido, foi possível identificar em amostras de diferentes pacientes a presença de mutações nos aminoácidos de resistência ao tratamento. “Esses resultados são importantes por diversos motivos, inclusive um diagnóstico mais preciso para orientação do tratamento adequado. Foi possível observar também possíveis rotas de contágio e transmissão, por meio das análises e informações coletadas nas instituições de saúde”, explicou Diego. Para o professor Diego, o estudo mostrou pela primeira vez no Brasil que o conjunto de medidas contra o HCV, como diagnóstico, genotipagem e a análise de resistência a fármacos, pode ser realizado por meio da técnica de DSS. “Os dados apresentados destacam a relevância do estudo das variantes circulantes para melhor compreensão da variabilidade do HCV e da resistência à terapia”. A partir do diagnóstico será possível propor um tratamento adequado como forma de combater as moléculas resistentes, utilizando antivirais específicos de ação direta (DAAs) e que causem menos danos aos pacientes. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Veja Mais

CNPEM cria app para avaliar perda de água das plantas e acelerar diagnóstico sobre nível de hidratação

Glogo - Ciência Estudo, que levou dois anos para ser concluído e está publicado em uma revista internacional, já foi aplicado no plantio de soja e cana-de-açúcar. Sensor tem custo de R$ 22 por unidade. Aplicativo faz diagnóstico precoce sobre hidratação de plantações agrícolas O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), desenvolveu um aplicativo que avalia a perda de água das plantas. O objetivo, segundo os pesquisadores, é acelerar - e baratear - o diagnóstico sobre o nível de hidratação das espécies para proporcionar a melhor saúde na agricultura. O sistema foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Química da Unicamp e o CNPEM, que abriga o superlaboratório Sirius. O estudo, que levou dois anos para ser concluído e está publicado em uma revista internacional, já foi aplicado no plantio de soja e cana-de-açúcar. "São dois cultivares importantes para a balança comercial do país, com diferenças de morfologias, o que demonstra a aplicabilidade do método, e que o dispositivo tem sim potencial para ser aplicado em outros cultivares", explicou o pesquisador do CNPEM, Renato Souza Lima. Lavouras agrícolas podem ser beneficiadas por aplicativo criado por pesquisadores em Campinas Reprodução/EPTV Como funciona? O dispositivo é uma placa metálica à base de níquel, presa por um adesivo. O sensor fica ligado a uma espécie de caixa, que trabalha com campos elétricos, e permite identificar os minerais presentes na estrutura interna da folha. Depois disso, o sistema envia informações através de bluetooth para um aplicativo de celular que, por meio de inteligência artificial, gráficos e dados, aponta o nível de hidratação da planta. A bateria tem dez horas de duração. Sensor é capaz de identificar perdas de água em Campinas Reprodução/EPTV "Ele permite que, enquanto as medidas forem feitas no campo, a gente pode monitorar ela de qualquer lugar pelo celular, inclusive de casa", explicou a pesquisadora Júlia Adorno Barbosa. O princípio da tecnologia é o mesmo dos smartwatches, que medem pulsação e perda de calorias. O sensor agrícola tem custo inicial de R$ 22 por unidade e pode ter preço reduzido se for feito em larga escala. A ideia é oferecer o sistema como uma alternativa aos métodos que já existem, como amostragem de solo e uso de drone, que são processos mais caros e demorados. "O diagnóstico a partir do uso de drones acontece em fases mais avançadas da doença da planta. O nosso dispositivo possui uma alta sensibilidade para o monitoramento dessa perda de água, então ele possibilita o diagnóstico precoce", completou Renato. Pesquisadores do CNPEM pretendem auxiliar diagnóstico sobre nível hídrico das plantas Reprodução/EPTV VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

Estudo traz novas descobertas sobre reduzir a ingestão de sal

Glogo - Ciência Principal benefício é a melhora dos sintomas para pacientes com insuficiência cardíaca Não é novidade que pessoas com problemas cardiovasculares são orientadas a diminuir o consumo de sal, mas havia pouca evidência científica por trás da recomendação. Agora, o maior ensaio clínico randomizado – quando se compara o efeito e o valor de uma intervenção em relação a um grupo de controle – sobre a relação da redução de sal na dieta e o impacto num quadro de insuficiência cardíaca traz algumas descobertas sobre a questão. Embora mudanças na ingestão do condimento não tenham baixado o número de hospitalizações e mortes, o que os pesquisadores puderam constatar é que houve melhora dos sintomas, como inchaço, fadiga e tosse, proporcionando mais qualidade de vida aos doentes. Sal: redução do consumo não diminui número de internações, mas melhora qualidade de vida dos pacientes Mkupiec7 para Pixabay O estudo acompanhou 806 pacientes de 26 centros médicos em países como Canadá, Estados Unidos, Chile, Colômbia, México e Nova Zelândia. Todos sofriam de insuficiência cardíaca, uma condição na qual o coração se torna muito fraco para bombear o sangue com eficiência. Metade deles recebia um aconselhamento nutricional tradicional para evitar o condimento, enquanto os demais eram encorajados a adaptar receitas típicas de suas regiões, substituindo temperos por alternativas mais leves, e a evitar comidas processadas. “O que se pode garantir é que qualquer coisa que esteja numa caixa ou numa lata tem mais sal do que se imagina”, afirmou o cardiologista Justin Ezekowitz, professor da Universidade de Alberta. Qualquer coisa que esteja numa caixa ou numa lata tem mais sal do que se imagina" O objetivo era fazer com que as pessoas utilizassem no máximo 1.500 miligramas de sal por dia, o equivalente a dois terços de uma colher de chá. Antes do estudo, os pacientes consumiam, em média. 2.217 miligramas/dia. Um ano depois, o grupo que teve aconselhamento personalizado havia restringido o uso para 1.658 miligramas, enquanto o restante ainda ingeria 2.072 miligramas. Os pesquisadores compararam os números relativos a internações e mortes dos dois times, mas não encontraram diferença significativa. No entanto, na avaliação de qualidade de vida, os parâmetros eram superiores para os que tinha conseguido reduzir o consumo. O trabalho foi divulgado na 71ª. Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia e publicado na revista científica The Lancet. É importante lembrar que o sal de cozinha é o cloreto de sódio e cada grama contém 0,4g de sódio que, em excesso, sobrecarrega o sistema cardiovascular. Para indivíduos saudáveis, a dose máxima deveria ser de 5 mil miligramas, ou 5 gramas diárias, mas o brasileiro consome o dobro disso. O cardiologista Justin Ezekowitz, professor da Universidade de Alberta YouTube Veja Mais

O diabo da tasmânia pode transmitir câncer entre si #shorts

O diabo da tasmânia pode transmitir câncer entre si #shorts

 Minuto da Terra O tumor facial do diabo-da-tasmânia é um dos únicos cânceres contagiosos do mundo - que eles transmitem entre si quando mordem o rosto um do outro - o que, infelizmente, é uma das coisas que eles mais gostam de fazer. A doença devastou a população e cientistas chegaram a pensar que eles entrariam em extinção, mas ultimamente eles mostraram que é possível se recuperar e continuar atazanando por aí. #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Covid: Brasil está pronto para declarar o 'fim' da pandemia?

Glogo - Ciência O Ministério da Saúde estuda revogar algumas das medidas que marcaram os dois últimos anos, como o uso de máscaras em locais fechados. Entenda se decisão faz sentido e se o país pode aprender algo com o que aconteceu em outros lugares, que liberaram as restrições um pouco antes. Teste RT-PCR é realizado no Amazonas. Divulgação O Governo Federal estuda revogar nos próximos dias uma série de medidas que marcaram os últimos dois anos, como a obrigatoriedade do uso de máscaras em alguns estabelecimentos, as regras sanitárias para a entrada de estrangeiros e a restrição na exportação de insumos médicos e hospitalares. Esse movimento de flexibilização, que ainda precisa ser confirmado pelo Ministério da Saúde, acontece na esteira do que foi feito em muitos países da Europa, como Reino Unido, Dinamarca, França e Espanha, que a partir de fevereiro e março começaram a relaxar muitas das políticas públicas de saúde que marcaram 2020 e 2021. Governo revoga uso obrigatório de máscaras em Sergipe Leonardo Barreto/ g1 Ainda no cenário internacional, a ideia da "covid zero", que tentava acabar com qualquer surto da doença logo no início, foi praticamente abandonada em locais como Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul — o último bastião desta política é a China, que ainda faz lockdowns rigorosos nas regiões em que é detectado um aumento de casos da infecção pelo coronavírus. Nas últimas semanas, porém, é possível notar um aumento em casos, hospitalizações e mortes por covid em alguns desses países que reabriram completamente. Coronavírus Getty Images via BBC Por ora, Brasil vive uma situação relativamente estável em relação à pandemia. As médias móveis de casos e mortes estão em queda desde o início de fevereiro e, até agora, as aglomerações registradas no carnaval e a liberação do uso de máscaras em muitos Estados não resultaram numa reversão dessa tendência, com uma piora significativa dos índices. Diante de todos esses elementos, será que é hora de declarar o fim da pandemia? E o que o Brasil (e os brasileiros) podem aprender com situação pós-abertura observada em outros países? A palavra final é da OMS A epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo, lembra que a prerrogativa de declarar o início e o fim de uma pandemia é da Organização Mundial de Saúde (OMS). Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS DENIS BALIBOUSE / REUTERS Portanto, não são os países que vão "rebaixar" o status da covid-19 e definir que ela se tornou uma doença endêmica. SAIBA MAIS: Mapa da vacinação contra a Covid-19 CORONAVÍRUS: Média móvel de mortes no Brasil e nos estados O que o Ministério da Saúde pode fazer é acabar com a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), o que permitiria aliviar muitas das medidas adotadas desde que o coronavírus começou a se espalhar país adentro. A BBC News Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde para ter um posicionamento oficial a respeito da discussão e saber se as medidas contra a covid-19 serão revogadas ou não. Como resposta, a assessoria de imprensa enviou um vídeo de um evento realizado em 30 de março. Nele, o ministro Marcelo Queiroga diz que a decisão sobre o alívio de todas as restrições ainda "depende de uma série de análises". "Primeiro, [precisamos analisar] o cenário epidemiológico, que felizmente ruma para um controle maior, com queda de casos e óbitos sustentadas na última quinzena. A segunda é a estrutura do nosso sistema hospitalar, da nossa atenção primária às unidades especializadas. [...] O terceiro ponto é ter determinados medicamentos que possuem ação mais eficaz no combate da covid-19 na sua fase inicial, para impedir que a doença evolua para formas graves", discursou. "O presidente [Jair Bolsonaro] me pediu prudência. O que nós estamos fazendo é harmonizar as medidas que já estão sendo tomadas por Estados e municípios", complementou. "Me parece complicado e preocupante acabar com decretos nacionais enquanto a OMS ainda classifica a situação toda como uma pandemia", avalia Maciel. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante anúncio da inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, na cidade de Brasília, DF, nesta quarta feira, 05. CLÁUDIO MARQUES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A OMS, inclusive, lançou na quarta-feira (30/3) um planejamento estratégico para o mundo conseguir alcançar o fim da fase aguda da pandemia ainda em 2022. No documento, a instituição leva em conta três possibilidades para os meses que virão: Cenário otimista: as próximas variantes do coronavírus serão significativamente menos severas e a proteção contra quadros mais graves de covid será mantido sem a necessidade de doses de reforço ou a atualização das vacinas já disponíveis. Cenário pessimista: uma variante mais virulenta e com alta capacidade de transmissão aparecerá e conseguirá derrubar a efetividade das vacinas. A proteção contra quadros graves e mortes por covid despencará, especialmente nos grupos mais vulneráveis, o que demandará atualização dos imunizantes e novas doses de reforço nos grupos de risco. Cenário realista: o coronavírus continuará a evoluir, porém a gravidade da infecção se reduzirá significativamente e haverá imunidade suficiente na população contra quadros mais graves e mortes, o que levará a surtos cada vez menos severos. Aumentos periódicos na transmissão viral continuarão a ocorrer, o que exigirá campanhas de vacinação ao menos para os grupos mais vulneráveis. Para garantir que o cenário realista (ou até o otimista) se concretize e a pandemia chegue ao fim, a OMS destaca duas ações estratégicas básicas: Reduzir a controlar a transmissão do coronavírus para proteger a população mais vulnerável e diminuir o risco de surgirem novas variantes agressivas Prevenir, diagnosticar e tratar a covid-19 com medidas não farmacológicas, vacinas e remédios, para diminuir o máximo possível a mortalidade e as consequências de longo prazo da doença. Maciel entende que o Brasil ainda precisa reforçar a resposta nos dois eixos estratégicos antes de pensar no fim da pandemia. "Quando acabamos com todas as medidas preventivas e não promovemos campanhas de comunicação para conscientizar e proteger as pessoas, especialmente as mais vulneráveis, falhamos em reduzir a transmissão do coronavírus", diz. "Para completar, nossa capacidade de testagem e vigilância continua ruim e só incorporamos o primeiro tratamento contra a covid-19 na rede pública esta semana", completa a especialista. O remédio mencionado pela epidemiologista é o baracitinibe, da farmacêutica Eli Lilly. Ele começará a ser distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS), mas só estará disponível para os casos mais graves, em que há necessidade de hospitalização e oxigenação complementar. Ensinamentos que vêm da Ásia e da Europa Países como Alemanha, Áustria, Reino Unido, Coreia do Sul e China registraram aumentos significativos de casos de covid nessas últimas semanas. A retomada das infecções em alguns países europeus e asiáticos acontece em um momento em que a BA.2, uma variante "prima-irmã" da ômicron (a BA.1) se tornou dominante no mundo inteiro. Reino Unido quer transformar a Covid em uma doença administrável Getty Images via BBC Para ter ideia, a BA.2 apareceu em 88,8% das amostras que foram sequenciadas no Reino Unido entre os dias 13 e 20 de março. A ômicron "original" representou 10,5% dos casos no mesmo período. Esse padrão de crescimento da linhagem BA.2 pode ser observado em outros países, como Áustria, Coreia do Sul e Alemanha. O mesmo fenômeno começa a ocorrer no Brasil: até fevereiro, a BA.2 aparecia em menos de 1% dos sequenciamentos genéticos. A partir de março, porém, o Instituto Todos pela Saúde observou um aumento significativo das amostras positivas para essa nova linhagem. Ela foi encontrada em 27,2% dos casos analisados em laboratório. Há poucas semanas, a BA.1 reinava absoluta em muitos desses locais. Mas a variante perdeu a dianteira porque, de acordo com o Instituto Sorológico da Dinamarca, a BA.2 tem uma capacidade de transmissão 1,5 vez maior em comparação com a BA.1 — e olha que a BA.1 já era um dos vírus mais contagiosos que surgiram no último século. "Todas as ondas que vimos nesta pandemia tiveram um componente em comum: o surgimento de uma nova variante do vírus", interpreta o médico Marcio Sommer Bittencourt, professor associado da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. A BA.2 é mais agressiva? A boa notícia é que a BA.2 não parece estar relacionada a um quadro mais grave do que o observado até agora com a BA.1. "As análises preliminares não encontraram evidências de um risco maior de hospitalização após a infecção com a BA.2, em comparação com a BA.1", escreve a Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido num relatório publicado no dia 25 de março de 2022. Vale lembrar que probabilidade de sofrer complicações da covid também está relacionada à quantidade de vacinas que um indivíduo tomou ou às infecções prévias. Ou seja: quem tem pouca ou nenhuma imunidade contra o coronavírus pode experimentar consequências muito piores do que alguém que está com as doses em dia, especialmente se considerarmos os grupos de risco (como idosos e portadores de doenças crônicas). Uso de máscara não será mais obrigatório em locais abertos em Porto Alegre Giulian Serafim/PMPA Outro aspecto que traz uma perspectiva otimista para esse novo aumento de casos é que ele tende a subir e cair rapidamente, a exemplo do que ocorreu com a BA.1: em países onde a BA.2 virou dominante há algumas semanas, como Dinamarca e Holanda, o registro diário de infecções já entrou em queda novamente. No entanto, uma elevação de casos também pode suscitar um aumento de hospitalizações e óbitos, ainda mais nos lugares com uma grande parcela da população suscetível pela baixa cobertura vacinal ou pela ausência de ondas maiores até então. Em muitos dos países que tiveram aumento de casos recentemente, já é possível notar uma subida nas curvas de internações e mortes, embora elas estejam num patamar bem abaixo do observado em outros momentos mais graves da pandemia. "Vemos que esse aumento de casos é mais intenso nos países que não têm uma taxa de vacinação adequada ou não tiveram grandes ondas anteriormente", observa Bittencourt. É o caso, por exemplo, de Alemanha e Coreia do Sul. Já Portugal e Espanha, que estão com uma alta cobertura vacinal e tiveram mais casos de infecção prévia, parecem possuir uma "bagagem imunológica" maior e não experimentam um aumento de casos tão grande agora. Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil entendem que não dá pra dizer que esse mesmo cenário de aumento de casos pela BA.2 no exterior também se repetirá no país. Em outros momentos da pandemia, coisas que impactaram profundamente o Brasil — como a variante gama — não tiveram o mesmo efeito no cenário internacional. E o inverso também aconteceu: embora tenha sido avassaladora na Índia e nos Estados Unidos, a variante delta não foi tão desastrosa do ponto de vista da mortalidade nas cidades brasileiras. "A gente precisa acompanhar de perto essa subida da BA.2, para ver como isso impacta o número de casos por aqui", conta Maciel. "As próximas duas ou três semanas serão importantes para observar como isso acontecerá na prática", complementa a epidemiologista. Liberou geral Embora a alta transmissibilidade da BA.2 seja a principal explicação para esse repique de casos em muitas partes do mundo, existe um segundo elemento que precisa ser considerado: o fim de quase todas as medidas restritivas que marcaram os últimos dois anos. Em alguns países, o uso de máscaras deixou de ser obrigatório em lugares abertos e fechados, não há mais políticas de testagem em massa, nem a recomendação de que pacientes infectados com o coronavírus fiquem em isolamento. A Áustria, inclusive, chegou a anunciar o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados, mas voltou atrás no dia 18 de março. O ministro da Saúde local, Johannes Rauch, classificou como "prematura" a reabertura completa do país. De forma geral, a mudança nas políticas públicas estimulou mais encontros e aglomerações, contextos onde o vírus consegue se espalhar em escala geométrica e criar novas cadeias de transmissão. E isso, junto com a maior taxa de contágio da BA.2, ajuda a explicar essa nova subida de casos em algumas partes do mundo. É cedo ou chegou a hora? Como citado anteriormente, a política de "covid zero", seguida à risca em lugares como Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Austrália e Nova Zelândia, foi abandonada na maioria dos países. O único local que continua apostando nessa estratégia é a China, que recentemente chegou a decretar o confinamento de 25 milhões de habitantes de Xangai, uma das maiores cidades do país. Mesmo entre os pesquisadores da área, soa quase como uma utopia a ideia de eliminar completamente a covid-19 de uma região através de medidas como o lockdown no atual contexto. "Do ponto de vista da saúde pública, o fechamento total das atividades pode até fazer sentido. Mas o custo de parar tudo também traz custos sociais e econômicos muito grandes", pondera Bittencourt. "No início da pandemia, com o risco da doença muito alto, o fechamento era necessário, por mais caro e custoso que isso fosse", diferencia o médico. "Atualmente temos vacinas e muitas pessoas foram infectadas, então o risco é menor, logo as medidas podem ser calibradas para essa situação." Isso não significa que o extremo oposto dessa postura — a liberação completa de todas as restrições — faça sentido. Para explicar esse ponto de vista, a médica Lucia Pellanda, professora de epidemiologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, faz um paralelo entre a covid-19 e o futebol. "Às vezes, sinto que a pandemia se assemelha a uma partida, em que estamos ganhando de 1 a 0 e simplesmente abandonamos o campo antes de o juiz dar o apito final", compra. "Quando as coisas começam a melhorar um pouco, há uma pressa para dizer que a covid não é mais um problema e podemos acabar com todas as medidas preventivas." "E o que a experiência nos mostra é que não existe uma solução simples para dar um fim de verdade à pandemia. Precisamos insistir com as vacinas, as máscaras e o cuidado com as aglomerações até o final desta partida", conclui a especialista. Já o bioinformata Marcel Ribeiro-Dantas, pesquisador na área de saúde do Instituto Curie, na França, entende que muitos países fizeram tudo o que podiam e o relaxamento das medidas era um passo natural e razoável. "Houve um esforço grande do governo e da população de muitos países europeus para conter a pandemia. Os primeiros lockdowns aqui na França foram drásticos e todo mundo ficou trancado em casa", lembra o pesquisador. "Com a estafa natural após dois anos de restrições e a ampla disponibilidade de vacinas e tratamentos efetivos, parece inevitável que alguns países diminuam as restrições." "A questão é conseguir transformar obrigações da lei em recomendações que as pessoas sigam no dia a dia. Quando você consegue conscientizar a população sobre a necessidade do uso de máscaras em alguns ambientes, por exemplo, isso passa a fazer parte de uma nova cultura daquele local", completa o especialista. Como fica o Brasil no meio de tudo isso? Trazendo todo esse debate sobre a reabertura para a realidade brasileira, Bittencourt entende que, diante de uma situação mais estável da pandemia, "é hora de discutir algumas medidas e ajustar a intensidade delas". "É claro que isso não significa abandonar completamente o uso de máscaras. Elas são necessárias no transporte público, mas não precisam ser usadas em lugares abertos." "Mas precisamos ter em mente também que o Brasil flexibilizou a maior parte das medidas há tempos. Shoppings, restaurantes e casas noturnas estão funcionando normalmente", completa. Pellanda acredita que o desafio é fazer essa comunicação sobre o manejo e a prevenção da covid de forma adequada e contextualizada. "As pessoas precisam avaliar o risco individual e de cada local em que elas estiverem", diz. "É errado encarar as máscaras como algo ruim e limitador. Elas precisam ser incorporadas em algumas situações, da mesma maneira que fizemos com o uso do cinto de segurança nos carros e com a proibição de fumar em estabelecimentos fechados", argumenta. Maciel reforça que o momento atual exige campanhas para empoderar as pessoas sobre avaliação do risco de contágio para cada contexto "Num momento em que o Estado retira as políticas públicas, a população precisa ser informada sobre como se proteger em algumas situações, especialmente quando pensamos em idosos e imunossuprimidos, que têm mais risco de sofrer com as complicações da covid", aponta. Entre o fim da pandemia e uma nova piora no número de casos relacionada à BA.2 e ao relaxamento das medidas de prevenção, o caminho mais adequado e seguro em qualquer país do mundo continua bem parecido: acompanhar o que está acontecendo e adequar os cuidados à situação de momento. Veja Mais

“Precisamos criar uma cultura de vacinação para todas as faixas etárias”, diz especialista

Glogo - Ciência Além de prevenir doenças, a imunização protege de complicações decorrentes das enfermidades Com as raras exceções de pais que preferem acreditar em teorias conspiratórias e deixam de vacinar os filhos, a maioria sabe que, com a caderneta de vacinação em dia, as crianças terão uma infância mais saudável e protegida. No entanto, conforme envelhecemos, minimizamos o valor da imunização na fase adulta – e mudar esse quadro é o objetivo de médicos e cientistas, como explicou Rodrigo Schrage Lins, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro. “Este é um novo conceito: precisamos criar uma cultura de vacinação para todas as faixas etárias. As vacinas não se limitam a prevenir doenças, mas também diversas condições de saúde que não parecem estar associadas com a imunização, mas estão”, afirmou. Vacinas previnem não apenas doenças, mas também evitam complicações de longo prazo Divulgação: GSK / Alejandra Rodriguez O doutor Lins participou, na semana passada, de seminário on-line sobre os benefícios da vacinação de adultos que contou com especialistas estrangeiros e dados de sobra para contextualizar a argumentação. Trago alguns deles: a expectativa de vida deve aumentar 4.4 anos entre 2016 e 2040 e, em 2050, o número de pessoas acima dos 60 vai superar o daquelas na faixa entre 10 e 24 anos. Como os idosos apresentam um risco maior de complicações decorrentes de infecções, o envelhecimento global vai exigir novas abordagens em termos de saúde pública. Basta lembrar que quase 75% das mortes por doença pneumocócica invasiva e influenza ocorrem entre os indivíduos acima dos 65. Para os especialistas, o sucesso das vacinas para conter a pandemia foi um divisor de águas, porque conscientizou a população sobre sua eficácia e segurança, e é de extrema importância detalhar o papel da imunização para evitar complicações de longo prazo que são menos conhecidas. Num quadro severo de influenza, ou gripe, as artérias se inflamam e estreitam, aumentando as chances de um evento cardiovascular para pacientes que já têm uma placa de gordura obstrutiva (ateroma). Prevenindo a infecção aguda através da vacina, a pessoa fica mais protegida desses riscos. Da mesma forma que a influenza, o herpes zóster pode levar a complicações como o infarto do miocárdio e derrame; a Covid-19 inclui, além do infarto e derrame, insuficiência cardíaca e embolia pulmonar. Outra frente de trabalho tem como objetivo aumentar a eficácia das vacinas para os idosos, de forma a contornar o declínio do sistema imunológico. Yannick Vanloubbeeck, chefe do setor do departamento de pesquisa e desenvolvimento voltado para descobertas e ensaios pré-clínicos da gigante farmacêutica GSK, adiantou que a combinação de tecnologias terá um papel decisivo para dar mais um passo nesta direção: “na verdade, caminhamos para uma medicina personalizada e de precisão, que levará em conta a genética do indivíduo e o ambiente no qual ele está inserido, porque esses são fatores que interagem com o patógeno e demandam uma solução sob medida”. Produção de vacinas: especialistas afirmam que é preciso criar uma cultura de imunização para todas as faixa etárias Divulgação: GSK / Alejandra Rodriguez Veja Mais

O animal que pesa menos do que uma moeda de 5 centavos! #shorts

O animal que pesa menos do que uma moeda de 5 centavos! #shorts

 Minuto da Terra O menor roedor do mundo é o Jerboa Pigmeu do Baluquistão, que pesa menos do que uma moeda de 5 centavos. Esse animal paquistanês ficou famoso na internet em 2009, quando esse vídeo viralizou. E essas pernas longas não são apenas de enfeite: o pequeno bichano consegue pular até 3 metros de altura quando quer fugir das câmeras. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução: Leonardo Gonçalves de Souza Narração: Ricardo Gonçalves de Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

O solo é um ser vivo? | Minuto da Terra

O solo é um ser vivo? | Minuto da Terra

 Minuto da Terra O chão em que pisamos não parece estar "vivo", mas funciona como um ser vivo de várias maneiras. - Saúde do solo: a capacidade contínua do solo de funcionar dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra para sustentar a produtividade biológica, promover a qualidade do ar e dos ambientes aquáticos e manter a saúde das plantas, animais e humanos. - Serviços ecossistêmicos: também conhecidos como Serviços Ambientais, são os benefícios que a natureza fornece ao homem e que são indispensáveis à sua sobrevivência, estando associados à qualidade de vida e bem estar da sociedade. Vídeo relacionado: Como (literalmente) salvar a Terra? https://www.youtube.com/watch?v=CNBPKQPD5G0 Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução: Leonardo Gonçalves de Souza Narração: Maria Carolina Passos Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Is Soil Alive? https://www.youtube.com/watch?v=bIISMpJKEAU FONTES (em inglês) Harshberger, JW. (1911) The Soil, A Living Thing. Reprinted from Science, N.S. vol. 33 No. 854. 469.1 https://www.science.org/doi/10.1126/science.33.854.741 Minami K. (2021) “Soil is a living substance”. Soil Science and Plant Nutrition 67: 26-30. https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/00380768.2020.1827939 Rattal Lal, personal communication (11/19/21) Asmeret Berhe, personal communication (12/2/21) Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Sedentarismo e longo tempo em frente à TV afetam sono dos idosos

Glogo - Ciência A recomendação é de se levantar pelo menos de hora em hora e movimentar-se por cinco minutos Novamente tenho o prazer de compartilhar o resultado do trabalho de pesquisadores brasileiros. Nesse caso, cinco pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que avaliaram dados de mais de 43 mil idosos participantes da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. O quinteto analisou o comportamento sedentário – que engloba atividades nas quais os indivíduos estejam sentados, reclinados ou deitados – nas seguintes categorias: tempo assistindo à TV; lazer, que inclui, entre outras ações, lidar com computadores e dispositivos móveis; e tempo sedentário total, que soma os dois primeiros conjuntos. Os idosos que relataram permanecer mais de seis horas por dia vendo TV, ou mais de três horas de tempo sedentário total, apresentaram maior probabilidade de ter problemas de sono. Evidências científicas apontam que a dificuldade para dormir está associada a declínio cognitivo, depressão e aumento do índice de massa corporal. As autoras do estudo: excesso de horas na frente da TV e comportamento sedentário afetam o sono de idosos Reprodução O estudo foi publicado no dia 9 de março na revista “Cadernos de Saúde Pública”. A professora Núbia Carelli Pereira de Avelar é a coordenadora do Laboratório de Envelhecimento, Recursos e Reumatologia do campus Araranguá da UFSC, que fica no extremo sul do estado. Além dela, são coautoras as também professoras Ana Lúcia Danielewicz e Kátia Jakovljevic Wagner, e as estudantes Jaquelini Betta Canever (doutorado) e Letícia Martins Cândido (mestrado). Há nove anos, Núbia Carelli, fisioterapeuta por formação, pesquisa questões relacionadas ao envelhecimento. Ela afirma que um bom começo é fazer interrupções regulares para se exercitar: “o idoso deve fragmentar o período de comportamento sedentário a cada hora, movimentando-se por cinco minutos”. A prevalência de distúrbios do sono foi semelhante em todas as faixas etárias, explicou Ana Lúcia Danielewicz: “entre 60 e 69 anos, ficou em 40%; entre os 70 e 79, 42%; acima dos 80 anos, 43%, ou seja, todos eram afetados pelo problema”. No entanto, dispositivos móveis e computadores demonstraram ser menos danosos ao sono do que a mídia televisiva. Uma das explicações possíveis, segundo a doutora Núbia, é que a pessoa, ao utilizar esses dispositivos, se movimenta mais, porque se levanta com maior frequência do que quando assiste à TV. O estudo acena para a necessidade da implementação de estratégias para a redução do comportamento sedentário. Quem quiser conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelas pesquisadoras pode conferir em: https://lerer.paginas.ufsc.br/; e @lererufsc, no Instagram. O time do Laboratório de Envelhecimento, Recursos e Reumatologia do campus Araranguá da UFSC Acervo pessoal Veja Mais

Menino com ‘síndrome do cabelo impenteável’ faz sucesso nas redes sociais; veja fotos

Glogo - Ciência Aos 10 meses, Locklan foi diagnosticado com doença genética rara que torna os fios impossíveis de 'domar'. Condição geralmente melhora ou se resolve na puberdade. Locklan Samples foi diagnosticado com 'síndrome do cabelo impenteável' aos 10 meses Reprodução/Instagram No ano passado, a americana Katelyn Samples postou no Instagram uma foto de seu filho mais novo, Locklan, e ficou preocupada ao receber a mensagem de um estranho, perguntando se o garoto sofria de “síndrome do cabelo impenteável’. A mãe de 33 anos nunca tinha ouvido falar do quadro, apesar de notar que havia, sim, algo de diferente nos cabelos do filho, muito loiros e espetados. “No começo, você vê ‘síndrome’ e fica tipo: ‘Oh, meu Deus’. Há algo errado com meu bebê? Ele está com dor ou algo assim?”, contou ela ao programa “Good Morning America”, da rede americana ABC. Locklan Samples foi diagnosticado com 'síndrome do cabelo impenteável' aos 10 meses Reprodução/Instagram Katelyn correu para levar o menino ao médico e, numa consulta com um dermatologista, Locklan, então com 10 meses, foi diagnosticado com a tal síndrome. Trata-se de uma doença genética raríssima, que geralmente aparece em cabelos claros e deixa os fios desordenados e impossíveis de “domar”. A síndrome aparece com mais frequência em crianças entre três e 12 anos. “Quando você olha no microscópio, pode ver que, em vez de ter cabelos em forma de cilindro, a haste do cabelo é, na verdade, mais triangular”, disse Carol Cheng, dermatologista pediátrica da Universidade da Califórnia, à ABC. Os cientistas conhecem apenas cerca de 100 casos do tipo. Não há tratamento definitivo, mas a condição geralmente melhora ou se resolve assim que a puberdade começa. Apesar da síndrome, Locklan está se desenvolvendo normalmente, segundo a mãe. O único sintoma que apresenta, além do cabelo despenteado, é a “pele extremamente sensível”. Após o diagnóstico, Katelyn seguiu o conselho do marido e lançou uma conta no Instagram com fotos de Locklan e de seu cabelo. Atualmente, o menino tem mais de 27 mil seguidores. Locklan Samples foi diagnosticado com 'síndrome do cabelo impenteável' aos 10 meses Reprodução/Instagram Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja Mais

Muito prazer, menopausa

Glogo - Ciência Esta é uma fase da vida que não se limita, nem pode ser definida, como uma condição médica Para começar, vamos fazer as devidas apresentações. Sem medo, encarando de frente essa “acompanhante” que nos escoltará por décadas. E ninguém deve se sentir só: em 2025, haverá cerca de um bilhão de mulheres no planeta entre a pré e a pós-menopausa. Esta é abertura do meu novo livro, “Menopausa – o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida” (Editora Contexto). Em 2020, depois de lançar “Longevidade no cotidiano: a arte de envelhecer bem”, ficou claro para mim que, em todas as etapas da vida adulta, podemos dar novo rumo à existência. No climatério, temos tempo para refletir e tomar decisões cruciais cujo impacto fará diferença na saúde física, emocional e psíquica nas décadas que temos pela frente. De acordo com o IBGE, em 1960, a expectativa de vida de uma brasileira estava em torno de 55 anos; em 2019, já tinha pulado para 80 anos. O que antes se caracterizava como uma experiência até breve, porque a menopausa se confundia com o limite da vida, estendeu-se com a mudança do perfil demográfico. Entretanto, não queremos que seja apenas longa, e sim que também seja rica e tenha significado. Entre a pré e a pós-menopausa, há tempo para refletir e tomar decisões cruciais cujo impacto fará diferença na saúde física, emocional e psíquica nas décadas que virão Psychconsultants para Pixabay Gerações de mulheres que nos precederam sofreram caladas com sintomas que afetaram a qualidade de suas vidas. Perderam o prazer de fazer sexo ou simplesmente abdicaram dele e, embora tivessem a preocupação de conversar com suas filhas sobre menstruação e gravidez, cobriram a menopausa com um manto de silêncio, alimentando o tabu em relação à situação. Nos consultórios, com frequência o atendimento costuma focar no controle de sintomas, como ondas de calor ou mudanças de humor, quando, na verdade, precisamos de uma bússola para navegar por esse oceano desconhecido. Peça a qualquer mulher, na faixa dos 40, para fazer uma lista de suas atribuições. Há quem tenha filhos ainda pequenos, com um roteiro que inclui acompanhamento escolar, atividades extracurriculares, eventuais aulas de reforço, aniversários. Se são adolescentes, o embate sobre limites se soma às questões acadêmicas. Também cresce o grupo que está na dúvida se resta tempo para embarcar na experiência da maternidade. Casamentos estão começando, outros singram mares tormentosos de crise. Profissionalmente, a inexperiência dos primeiros anos deu lugar a uma maior desenvoltura. Imagine ter tudo isso na cabeça e, no meio de uma reunião, ficar encharcada de suor por causa de uma onda de calor que não apenas traz desconforto intenso, mas pode arruinar sua apresentação? Vamos combinar o seguinte: esta é uma fase da vida na qual alcançamos um estágio de maior independência e autoconfiança, nos campos sexual, afetivo e profissional. Ela não se limita – e nem deve ser definida – como uma condição médica. O livro está dividido em cinco seções: o corpo, as emoções, as relações, o sexo e o segundo ato, que abrange trabalho e a luta pelos nossos direitos. Contei com a ajuda valiosa de mulheres que foram extremamente generosas em compartilhar suas experiências, dores, temores e alegrias. Cada trajetória e forma de lidar com essa fase é uma espécie de impressão digital, única. Entretanto, embora as vivências sejam diferentes entre si, ao mesmo tempo nos irmanam nos pontos que têm em comum. Este é um convite para transformar a menopausa num movimento! Capa do livro “Menopausa – o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida” Reprodução Veja Mais

Risco de incapacidade física é menor para donos de cães

Glogo - Ciência Animal estimula o tutor a se exercitar e contribui para sua aptidão, sugere pesquisa realizada com 11 mil idosos Para início de conversa, apesar de amar os cães e ter tido duas vira-latas, um beagle rabugento e uma labradora trapalhona, me rendi ao encanto dos gatos – portanto, essa não é uma coluna contra felinos, como você constatará ao final da leitura. Dito isso, pesquisadores do National Institute for Environmental Studies de Tsukuba (Japão) acabaram de divulgar estudo que sugere que idosos que têm um cachorro apresentam menor risco de incapacidade física. Risco de incapacidade física é menor para donos de cães: animal estimula o tutor a se exercitar e contribui para sua aptidão Jack Brind, Unsplash Não se trata do primeiro trabalho nesta área. Estudos anteriores haviam estabelecido uma relação entre um nível maior de atividade física de idosos donos de cães e um risco menor de enfrentar a chamada síndrome de fragilidade – que se caracteriza por perda de peso, fraqueza, diminuição da velocidade de marcha e do equilíbrio. Desta vez, 11.233 japoneses, com idades entre 65 e 84 anos, responderam a um questionário e os pesquisadores coletaram dados demográficos e de saúde das pessoas, cobrindo o período entre 2016 e 2020. Descobriram que os proprietários de cachorros tinham uma probabilidade 50% maior de não exibir um quadro de incapacitação física, se comparados com tutores de gatos ou com aqueles sem qualquer animal de estimação. O Japão tem 28% da sua população composta de idosos e todas as alternativas que possam auxiliar no envelhecimento saudável são investigadas à exaustão. A Associação Americana do Coração (American Heart Association) endossa a recomendação: ter um animal, especialmente um cão, pode prevenir doenças cardiovasculares. Somente o fato de sair para passear com o totó obriga o indivíduo a andar, além de ajudar a quebrar o gelo e aumentar o convívio social. No entanto, é importante pensar na responsabilidade de adotar um pet, já que haverá mudanças na rotina, principalmente para quem gosta de viajar. Outras perguntas necessárias: você tem como sustentar o bicho? Além de ração, é preciso considerar os custos com vacinação e idas ao veterinário. E, se não puder cuidar dele, haverá alguém disposto a acolhê-lo? Outro alerta na hora de escolher uma companhia de quatro patas quando se é idoso: nos EUA, estima-se que, anualmente, mais de 85 mil quedas sejam causadas por cães (quase 88% dos casos) e gatos. Animais mais velhos que precisam de adoção podem se tornar uma excelente opção. Cães e gatos que se encontram há tempos num abrigo, ou com um cuidador, com frequência passaram por maus tratos. Optar por um animal nessas condições vai fazer toda a diferença para a vida dele, que com certeza se mostrará grato pelo acolhimento e retribuirá com afeição e lealdade. Por último, sou testemunha: apesar da fama de independentes, os gatos se apegam aos tutores e são um poderoso antídoto contra a solidão e a depressão. Veja Mais

Fogos de artifício, raios ou vacinas? #shorts

Fogos de artifício, raios ou vacinas? #shorts

 Minuto da Terra Ninguém gosta muito de tomar vacina, e o problema não é só a agulha – toda essa conversa de que vacinas fazem mal acaba deixando as pessoas desconfortáveis e com medo. Mas a percepção humana do que é arriscado nem sempre tá certa. Nós costumamos menosprezar os riscos que corremos diariamente e nos preocupamos demais com aqueles que provavelmente nunca irão acontecer. Mas, na realidade, os riscos decorrentes da vacinação são muito, muito pequenos. Na verdade, como as vacinas são medidas preventivas aplicadas em pessoas saudáveis, elas são projetadas para serem mais seguras e ter menos efeitos colaterais do que tratamentos como a medicação ou cirurgia. No entanto, o efeito colateral mais comum da vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola, que é uma febre baixa e inofensiva, ocorre em uma em cada seis pessoas apenas. Menos de uma em 20 sofrem uma irritação na pele. E reações mais sérias são ainda mais raras: menos de uma em milhões de pessoas sofrem de uma reação alérgica grave. Pra falar a verdade, durante toda a sua vida, você tem três vezes mais chances de ser morto por fogos de artifício descontrolados e 80 vezes mais chances de ser atingido por um raio do que ter uma reação grave à vacina da tríplice viral. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Entenda o que é a arremetida na aviação e por que ela é segura

Glogo - Ciência Condições meteorológicas ou mesmo a presença de obstáculos na pista podem levar o piloto a abortar o pouso, em um procedimento corriqueiro e normal na aviação civil. Veja perguntas e respostas. Manobra de arremetida de aviões Elcio Horiuchi/Arte/G1 Arremetidas acontecem quando o avião precisa interromper o pouso por alguma razão. O o procedimento é SEGURO e NORMAL na aviação. Na quinta, dois aviões arremeteram no aeroporto de Guarulhos. O piloto de avião Mateus Ghisleni explicou ao G1 o que isso significa: "É um procedimento executado pelos pilotos na aproximação para o pouso em que se decide não mais pousar naquele momento. Isso pode acontecer tanto quando o avião ainda está voando quanto quando ele já tocou o solo", diz. "O piloto, então, decide que é mais seguro o avião voltar a voar do que continuar o pouso ou parar sobre a pista", completa Ghisleni. Assista abaixo ao VÍDEO de uma arremetida no Rio de Janeiro, em 2018 Com pista molhada, avião arremete no Aeroporto Santos Dumont Veja abaixo perguntas e respostas sobre a arremetida de aviões Por que aviões arremetem? Avião se aproxima para o pouso HAL9001/Unsplash São vários os motivos que podem levar o piloto a decidir pela interrupção do pouso. Os mais comuns, segundo Ghisleni, são os seguintes: Mudança repentina na direção ou na velocidade do vento Chuva forte sobre o aeroporto Presença de algum obstáculo na pista, como um animal ou mesmo pedras "Turbulências muito fortes na aproximação também levam o piloto a decidir pela arremetida", explica o especialista. "Às vezes o próprio controle de tráfego aéreo, na torre, pede para arremeter por algum procedimento como a medição da quantidade de água na pista", enumera. Neblina encobre a pista do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de SP, em julho de 2018 Marília da Silva/Arquivo Pessoal É seguro um avião arremeter? SIM, muito seguro. Aliás, é uma manobra feita justamente para aumentar a segurança do voo, que já é alta. Muitas vezes, o piloto sequer seria obrigado a arremeter e poderia continuar normalmente o pouso, mas apenas por uma precaução adicional e para seguir os altos padrões das companhias, decide-se pela interrupção, explica Ghisleni, que dá outro exemplo: "Às vezes, um piloto percebe que está descendo com velocidade um pouco mais alta do que o padrão. Vai acontecer algo grave se ele decidir pousar assim mesmo? Não. Mas, como a companhia estabelece uma outra velocidade padrão de decida, o piloto decide arremeter e voltar". Decolagem de avião Unsplash/Dominik Scythe Além disso, pilotos são frequentemente treinados para esse tipo de situação. De seis em seis meses, os profissionais passam por treinamentos em simuladores que ajudam na tomada de decisão e na melhor execução das arremetidas. E se o avião arremeter mais de uma vez? Aí o piloto pode decidir aguardar outro momento para pousar ou pode alternar: isto é, voar até outro aeroporto. Isso é mais comum quando as condições meteorológicas não estão muito favoráveis: muita chuva, muito vento, muita névoa. Nesse cenário, também não há motivo para preocupação: aviões que fazem voos comerciais regulares no Brasil precisam no plano de voo ter combustível suficiente para isso. É comum, inclusive, que as aeronaves tenham combustível para ir e voltar ao aeroporto de origem. Com isso, o único transtorno para o passageiro será, provavelmente, o atraso na chegada. "O passageiro tem que ter em mente que, se o piloto resolveu não pousar e arremeter, é porque foi a melhor medida a ser tomada", explica Ghisleni. "Para muitos, pode não parecer. Mas, para quem trabalha no setor de aviação, arremeter é algo simples." Veja Mais

Depois de um infarto, declínio das habilidades cognitivas é mais rápido

Glogo - Ciência Pesquisadores se basearam em dados de 31 mil participantes de seis estudos de longo prazo “Precisamos nos conscientizar de que há uma relação íntima entre o que acontece no coração e no cérebro. Por isso, quando controlamos os fatores de risco para um infarto, também estamos protegendo o cérebro. As informações mostram que, quando uma pessoa sofre um ataque cardíaco, isso é prejudicial para seu cérebro ao longo do tempo”, afirmou Michelle C. Johansen, professora de neurologia na Universidade Johns Hopkins e principal autora de um trabalho apresentado no começo do mês na conferência internacional da Associação Americana de Acidente Vascular Encefálico. Michelle C. Johansen, professora de neurologia na Universidade Johns Hopkins: “os dados mostram que, quando uma pessoa sofre um ataque cardíaco, isso é prejudicial para seu cérebro ao longo do tempo” Divulgação A pesquisa é especialmente relevante porque examinou o impacto de um evento cardíaco súbito nas habilidades cognitivas, tanto no curto quanto no longo prazo. Foram analisados os dados de seis estudos de longo prazo, realizados entre 1971 e 2017, com um total de 31.377 norte-americanos: 56% eram mulheres e a idade média era de 60 anos quando foi feita a primeira avaliação. Para ser incluído, o participante não podia ter sido vítima de um infarto, nem sido diagnosticado com demência. Eram aplicados testes de memória, função executiva (para medir a capacidade de planejar e tomar decisões complexas) e cognição global, que abrangia questões tanto de memória quanto de função executiva. As pessoas foram acompanhadas por um período que variou de 4.9 a 19.7 anos – em média, 6.4 anos – e 1.047 delas infartaram. Esse grupo, em comparação com quem que não tinha tido problemas, não apresentou nenhum declínio cognitivo significativo logo após o evento. Entretanto, o declínio na memória, nas funções executivas e na cognição global se ampliava nos anos seguintes ao ataque cardíaco. Os especialistas acreditam que alguns mecanismos podem ser atribuídos a esta associação: danos ao cérebro causados por derrames silenciosos, isto é, pequenos a ponto de não serem reconhecidos como um acidente vascular encefálico, mas capazes de prejudicar o suprimento de sangue e oxigênio; ou a possibilidade de um infarto mudar a estrutura do coração e acentuar o risco de coágulos diminutos chegarem ao cérebro. Mês passado, um outro levantamento, da Sociedade Europeia de Cardiologia, alertava para o fato de um em cada cinco pacientes com doença cardiovascular utilizar drogas como antidepressivos e outros medicamentos psiquiátricos, o que dobraria a chance de morte prematura. A pesquisa, baseada em informações sobre 12 mil indivíduos, foi publicada no “European Journal of Cardiovascular Nursing”. “Nosso estudo mostra que é comum que pacientes com doenças cardiovasculares façam uso de psicotrópicos. Na verdade, um em cada três tem sintomas de ansiedade e todos deveriam ser periodicamente avaliados para o mapeamento de algum tipo de desordem mental. No entanto, é importante lembrar que a prescrição de um psicotrópico indica um problema que, eventualmente, pode contribuir para o risco aumentado de morte”, comentou seu autor sênior, Pernille Cromhout, do Hospital Universitário de Copenhague. Sempre vale a pena reforçar duas questões que abordei em diversas colunas e que voltam à berlinda em pesquisas recém-saídas do forno. A primeira diz respeito ao isolamento e à solidão, que aumentam em até 27% o risco de doenças do coração em mulheres mais velhas – de acordo com estudo da Universidade da Califórnia, San Diego, realizado com quase 58 mil mulheres. John Bellettiere, um dos autores, explica: “o isolamento social é estar afastado fisicamente das pessoas, sem ver, conversar ou tocar os outros; já a solidão pode ser vivida mesmo por quem mantém contato com amigos e familiares”. Entre os adultos acima de 65 anos, 25% relatam enfrentar isolamento e um terço dos que têm 45 ou mais se descrevem como solitários. A segunda é sobre o tabagismo: quem fuma tem pior desempenho nos testes cognitivos, ainda que não apresente outros fatores de risco, como hipertensão e diabetes. Recapitulando: o que é ruim para o coração, também é ruim para o cérebro. E vice-versa. Veja Mais

Como a ciência explica pais que já esqueceram filhos no carro - e o que fazer para evitar

Glogo - Ciência Na maioria dos casos, incidentes desse tipo não são causados por negligência, mas por mudanças na rotina e pela forma como nosso cérebro funciona. Alguns truques simples e novas tecnologias podem ajudar a prevenir esses lapsos. Ana com o caçula Gabriel. Na época do incidente o menino tinha 10 meses de idade Arquivo Pessoal "Eu me senti a pior mãe do mundo." É assim que Ana Nunes, de 44 anos, descreve o dia em que esqueceu seu bebê dentro do carro. Foi há seis anos. Ela conta que, como em todas as tardes, tinha saído para levar seu filho mais velho, Miguel, à escola. Ana costumava deixar o mais novo, Gabriel, na época com 10 meses, em casa com o pai. Mas quebrou a rotina naquele dia e levou o bebê junto, para ele dar um passeio de carro. Depois de se despedir de Miguel, ela decidiu passar no mercado. Dirigiu até a loja, estacionou o carro e saiu caminhando para entrar no supermercado. "Uns cinco minutos depois, eu me dei conta de que tinha deixado o Gabriel na cadeirinha no banco de trás. Voltei correndo e encontrei meu filho distraído com um brinquedo na mão", conta. O episódio atormentou Ana por muito tempo. "Passei meses me culpando e pensando na tragédia que evitei por pouco, porque o dia estava muito quente e eu tinha estacionado o carro na rua, embaixo do sol." Mas, aos poucos, a angústia deu lugar à empatia por pais que já passaram pela mesma situação. "Aconteceu comigo e pode acontecer com qualquer um, porque estamos muito acostumados a cumprir as tarefas no piloto automático, na pressa." Por que os pais esquecem os filhos no carro? A neurociência tem uma explicação para o esquecimento dos pais Getty Images via BBC É consenso entre especialistas que, na maioria dos casos, pais não esquecem os filhos no carro por negligência. O psicólogo e neurocientista David Diamond, da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, dedica parte de sua carreira ao estudo desses episódios. Ao longo dos anos, o pesquisador entrevistou e conversou com cerca de 50 famílias que viveram o trauma de perder uma criança nessas condições e identificou um padrão de comportamento. "Todos os pais relatam ter sofrido de um lapso de memória. E quase todos eles esqueceram seus filhos no carro após mudarem sua rotina, seja porque decidiram fazer um trajeto diferente ou porque tiveram que levar os bebês para a creche mais cedo", diz Diamond em entrevista à BBC News Brasil. Segundo o especialista, é comum isso ocorrer quando alguém faz algo que não é habitual. "Não são só pais que passam por essa situação: há registros de pilotos de avião que, por estarem tão acostumados a conduzir o mesmo modelo de aeronave, se envolvem em acidentes quando são designados a pilotar outro tipo", diz. "Por isso usamos agendas, alarmes e post-its para lembrar de tarefas novas. Nosso cérebro precisa de ajuda para não esquecer." Diversas partes do cérebro são usadas no processo de armazenar e ativar memórias. Nos casos citados, porém, duas áreas distintas e concorrentes são acionadas. A pesquisa de Diamond destaca os gânglios basais como o primeiro mecanismo dessa engrenagem da mente. Essa parte do cérebro opera em um nível subconsciente, ou seja, permite que habilidades já adquiridas ou informações armazenadas no passado sejam utilizadas sem precisar pensar ativamente sobre elas. "Os gânglios basais são nosso piloto automático: nos permitem, por exemplo, dirigir sem pensar sobre os movimentos nos pedais ou caminho exato para o trabalho", diz o neurocientista. Ao mesmo tempo, também utilizamos frequentemente o hipocampo e o córtex frontal, responsáveis por processar e reter informações novas. Esse sistema de memória é completamente diferente e independente do primeiro, de acordo com Diamond. Enquanto os gânglios basais funcionam de forma automática, o hipocampo precisa ser ativado conscientemente para que os dados armazenados voltem a fazer parte de nossos pensamentos. Isso pode ser feito por meio de um lembrete escrito ou de um fator externo, mas, em alguns casos, simplesmente não acontece. Quando Ana saiu da rotina, seu hipocampo foi ativado para processar a nova informação. Mas como ela não estava acostumada com a situação, os gânglios basais fizeram com que agisse no automático e fosse para o supermercado sem se lembrar do filho que estava no banco de trás. "De certa forma, os gânglios basais e o hipocampo competem dentro de nosso cérebro. E, quando uma mãe esquece seu filho no carro, significa que o hipocampo perdeu a batalha", explica Diamond. Esse tipo de situação pode acontecer com qualquer pessoa, mas pais que estão sob estresse ou em situação de privação de sono - o que é muito comum nos primeiros meses de um bebê - estão ainda mais sujeitos a isso. Em situações de cansaço e nervoso, o hipocampo é prejudicado, mas os gânglios basais continuam a funcionar normalmente, explica Diamond em sua pesquisa. 'Síndrome do bebê esquecido' Mariana Lopes, de 34 anos, viveu meses complicados depois do seu segundo filho nascer. Sebastião, hoje com 4 anos, sofria de refluxo e alergia ao leite de vaca, demandando muito cuidado. Mariana e os dois filhos, Vicente e Sebastião: 'Hoje em dia não desço do carro sem olhar pelo menos uma vez para o banco de trás' Arquivo Pessoal "Fiquei meses seguidos sem uma noite de sono e ainda precisava cuidar da casa e do meu menino mais velho, Vicente, que na época tinha 3 anos." Quando Sebastião completou 4 meses, o marido de Mariana decidiu levá-la para dar uma volta em uma praça para tentar aliviar seu estresse. Deixaram Vicente com a avó e trouxeram o caçula com eles. "Era a primeira vez que saía de casa desde o parto e estava exausta", conta Mariana. "Desci do carro atravessei a rua e fui em direção ao banco da praça. Foi quando ouvi meu marido me chamar, pois tinha esquecido que o bebê estava na cadeirinha." Mariana relata que quis voltar para casa imediatamente, tamanha a culpa que sentiu naquele momento. "Se estivesse sozinha provavelmente não teria me lembrado do Sebastião", diz. "Hoje em dia, não desço do carro sem olhar pelo menos uma vez para o banco de trás para ter certeza de que não esqueci meus filhos." Episódios de bebês esquecidos em carros se tornaram tão comuns - e temidos - nos Estados Unidos, que o fenômeno ganhou até um nome oficial entre cientistas e autoridades: síndrome do bebê esquecido. Há organizações que se dedicam exclusivamente à prevenção e monitoramento dos casos. A ONG NoHeatstroke é uma delas e calcula que 906 crianças morreram desde 1998 depois de terem sido esquecidas em veículos fechados no país, onde 90% dos lares têm pelo menos um carro. Ou seja, foram em média 37 episódios assim por ano. Não há dados atualizados sobre esses incidentes no Brasil, mas um levantamento feito por uma pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora identificou 59 casos de crianças deixadas sem supervisão no carro entre 2006 e 2018. Em 80% dos casos, elas foram esquecidas, e, em 17%, as crianças entraram nos veículos sozinhas e ficaram presas. Nanna Pretto, de 42 anos, viveu há cinco anos o pânico que as famílias experimentam nesse tipo de situação. Ela conta que, em uma manhã atribulada, mudou sua rotina e alterou a ordem em que deixava os filhos na escola todos os dias. Mas, depois de entregar o mais velho, em vez de seguir para a creche de Rafael, na época com 1 ano de idade, esqueceu-se completamente que ele dormia na cadeirinha no banco de trás e foi direto para o banco, sua próxima parada. "Já estava a caminho do caixa eletrônico quando percebi que precisava da carteira, que estava no carro. Quando voltei para pegar, vi a mochila do Rafael no banco e me lembrei que ele ainda estava na cadeirinha", lembra. "Me senti péssima, como se não amasse meu bebê o suficiente para me dar conta de sua existência no banco de trás", relata Nanna. Quando o pior acontece Felizmente, nada grave aconteceu, mas, para outras famílias, o pior ocorre, e a criança não resiste ao calor de um carro fechado. Em agosto de 2021, o caso em Bauru, no interior de São Paulo, de um menino de 2 anos esquecido no carro por uma cuidadora foi notícia dos principais jornais do país. Arthur Oliveira dos Santos ficou por mais de três horas no veículo e morreu. Aquele foi até então o dia mais quente do ano, quando os termômetros marcaram mais de 35°C. Segundo a NoHeatstroke, nos casos em que a criança é deixada por longos períodos de tempo no carro fechado, a causa da morte quase sempre é insolação. Quando a temperatura corporal excede cerca de 41ºC, as células são danificadas, e os órgãos internos começam a se desligar, explica a ONG em sua página oficial. Essa sequência de eventos pode levar rapidamente à morte. A cuidadora responsável pelo menino Arthur comandava uma creche irregular em sua casa, onde recebia outras 9 crianças. Ela teve a prisão preventiva decretada e foi acusada de homicídio com dolo eventual, quando se assume um risco que pode levar a morte de alguém. O processo ainda corre na Justiça, e a cuidadora aguarda o julgamento em liberdade condicional desde setembro Segundo o advogado Carlos Nicodemos, que é especializado em direito da criança, se uma autoridade policial é chamada para prestar socorro a crianças esquecidas em carros, o conselho tutelar é acionado imediatamente - mesmo que se trate de um esquecimento repentino. "Se é determinado que não houve omissão intencional e tudo não passou de um acidente, se aplica uma medida protetiva, e os pais são encaminhados para acompanhamento familiar e programa assistencial", explica o advogado. "Mas, quando há negligência repetitiva, o caso passa a ser classificado como abandono de incapaz e entra na esfera penal." No segundo caso, os pais ou tutores podem ser condenados a penas de prisão ou penas alternativas, a depender das circunstâncias e de seu histórico criminal. As famílias ainda podem perder a guarda da criança. Como evitar? Uma recomendação para que casos assim não aconteçam é que os pais estejam cientes de que isso pode ocorrer com qualquer um. "É importante que eles saibam que casos assim são comuns, para que nunca deixem de checar pelo menos duas vezes se a criança ainda está no carro antes de fechar as portas", diz Erika Tonelli, coordenadora do Instituto Bem Cuidar e da organização Aldeias Infantis SOS. Há outras formas de evitar o esquecimento. As mães entrevistadas nesta reportagem desenvolveram, por exemplo, algumas técnicas que aplicam no dia a dia. A mais simples é manter um objeto que ajude a lembrar da criança por perto, no banco do carona ou preso na chave ou celular - pode ser uma chupeta, um brinquedo ou até uma fralda de pano. A função 'Lembrete de Criança' do Waze envia uma notificação quando o motorista chega ao destino final Divulgação Também é útil criar o hábito de colocar a bolsa ou os pertences pessoais no banco de trás do carro, ao lado da cadeirinha onde o bebê costuma ser transportado. As mães ainda recomendam a instalação de um espelho no carro, para que o bebê possa ser observado mesmo quando a cadeirinha estiver na posição de costas, como determina o Código de Trânsito para crianças de até 1 ano de idade. Por fim, foram desenvolvidas nos últimos anos diversas tecnologias que podem facilitar muito a vida de pais e mães. O aplicativo de navegação Waze possui a função 'Lembrete de Criança', que pode ser ativada nas configurações. Há ainda outros programas próprios para isso, como como o Kars 4 Kids e o BabyOnBoard. Eles são conectados ao GPS do celular e emitem alertas sonoros assim que o motorista estaciona. O aplicativo Backseat ainda pode ser programado para enviar SMS automáticos a contatos pré-estabelecidos sempre que o carro é desligado. As mensagens relembram que a criança pode estar no banco de trás. E alguns modelos de cadeirinha mais modernos têm sensores que avisam ao motorista por meio do celular ou avisos sonoros que a criança ainda está no assento. Veja Mais

3 motivos para um SUPERVULCÃO entrar em erupção

3 motivos para um SUPERVULCÃO entrar em erupção

 Minuto da Terra Os vulcões mais poderosos do mundo - aqueles que podem gerar catástrofes globais e extinção em massa com uma erupção - precisam de três coisas para causar esse estrago. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Mitos e verdades sobre vacinas #shorts

Mitos e verdades sobre vacinas #shorts

 Minuto da Terra Quando a Organização Mundial de Saúde, a Campanha de Vacinação ou o seu médico falar que uma vacina é segura, eles não estão dizendo que ela jamais terá alguma reação adversa; eles querem dizer que os riscos de isso acontecer são incrivelmente menores quando comparados aos benefícios que elas podem trazer. E as vacinas são extremamente benéficas – a picada contra a tríplice viral, meningite e catapora reduzem o risco de adoecer em pelo menos 85%. Além do mais, a vacinação de pessoas saudáveis previne que germes desagradáveis perambulem por aí infectando aqueles que são muito jovens ou doentes para serem vacinados. No geral, as vacinas reduziram o número de casos de coqueluche nos Estados Unidos em 97.5%, a incidência mundial de poliomielite em mais de 99% e erradicou a varíola. Mas esse sucesso também tem seu próprio efeito colateral: como cada vez menos pessoas sofrem dos efeitos dessas doenças desagradáveis, fica mais fácil focar nos riscos das vacinas do que reconhecer seus benefícios. Assista ao vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=tUjSyGuprTs "Vacinas são mesmo perigosas pra você?" #shorts Veja Mais

Os superalimentos desprezados que poderiam ajudar a reduzir a fome no Brasil

Glogo - Ciência Abundantes e ricas em nutrientes, várias espécies alimentícias nativas têm perdido espaço em lares e supermercados brasileiros enquanto o país sofre com inflação de alimentos e fome crescente. Ora-pro-nóbis integra culinária típica de Minas Gerais, mas é pouco conhecida em vários outros Estados. PREFEITURA DE BH A cada ano, entre 60 e 70 milhões de toneladas do fruto mais rico em carotenoides do mundo amadurecem no Brasil, mas só uma ínfima parcela é aproveitada por humanos. A informação está em "Frutas comestíveis na Amazônia", livro do botânico Paulo Bezerra Cavalcante, lançado em 2010. A estimativa trata do buriti, fruto de uma palmeira abundante na Amazônia e no Cerrado, mas desprezado pela indústria alimentícia. As propriedades antioxidantes do buriti ajudam a prevenir câncer e outras doenças. Versátil, ele pode ser consumido in natura ou transformado em farinha, doces e pães. Ainda assim, o fruto é uma das várias espécies alimentícias nativas do Brasil que têm perdido espaço em lares, restaurantes e mercados ao mesmo tempo em que a fome cresce e a comida encarece no país. Leia também: Recordes no agronegócio e aumento da fome no Brasil: como isso pode acontecer ao mesmo tempo? Seca, geada e menos boi no pasto: a variação dos preços dos alimentos em 2021 explicada pelo campo Muitas dessas espécies produzem frutos comestíveis. Outras são hortaliças que nascem espontaneamente em campos agrícolas e canteiros, mas são vistas como ervas "daninhas". Em comum, muitas delas são considerados superalimentos por terem grande quantidade de nutrientes - como minerais, vitaminas e antioxidantes. 'Matos' comestíveis Resistentes, várias hortaliças espontâneas comestíveis toleram grandes variações climáticas e dispensam cuidados especiais. Um exemplo é o caruru, que tem folhas com propriedades semelhantes às do espinafre e sementes com 17,2% de proteínas. Outra planta é a beldroega, rica em ômega-3 e nas vitamina B e C, além de ter propriedades antioxidantes. Todos os anos, porém, muitos agricultores recorrem a herbicidas para destruir grandes quantidades de caruru e beldroega antes de substituí-las por espécies exóticas. E, em muitos casos, as novas espécies plantadas têm menos nutrientes que as anteriores, são mais sujeitas a pragas e são dependentes de fertilizantes, cujos preços também estão em alta. Pesquisador do ramo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) dedicado a hortaliças, o agrônomo Nuno Rodrigo Madeira diz à BBC News Brasil que hortaliças como o caruru e a beldroega têm mais nutrientes que várias verduras convencionais justamente por serem mais resistentes. "Como elas não são adubadas, elas disparam processos metabólicos para conseguir viver na adversidade e aguentar calor e seca, e isso faz com que fiquem mais nutritivas para a gente", afirma. Beldroega é provavelmente originária da África, mas se tornou espontânea em solos de todo o Brasil. KEW SCIENCE Para Madeira, o desprezo por essas espécies se deve ao "afastamento entre a sociedade e a origem do alimento". "Nós nos distanciamos da produção, só entendemos mercados, e o ente mercado quer que a gente gaste mais, senão o PIB reduz", afirma. Vender nos supermercados hortaliças que crescem sozinhas como "matos", diz ele, não seria tão lucrativo quanto vender as verduras convencionais - daí a resistência do setor em incorporar esses itens. Só a lógica comercial, segundo Madeira, explica que em uma cidade quente como Manaus agricultores recorram a pedras de gelo para conseguir cultivar hortaliças como a alface, enquanto tantas espécies nativas adaptadas ao calor são deixadas de lado. E isso não ocorre só no Brasil. Caruru cresce espontaneamente em jardins e canteiros agrícolas de todo o Brasil. KEW SCIENCE Professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) em Manaus, o botânico Valdely Kinupp diz à BBC que 90% do alimento mundial hoje vem de 20 tipos de plantas - embora se estime que até 30 mil espécies vegetais tenham partes comestíveis. Os números soam ainda mais paradoxais no Brasil, país que abriga entre 15% e 20% das espécies vegetais do planeta, mas alimenta a maior parte de sua população com o mesmo cardápio limitado - e majoritariamente estrangeiro. São estrangeiros quase todos os principais produtos agrícolas do país, como a soja (China), o milho (México), a cana-de-açúcar (Nova Guiné), o café (Etiópia), a laranja (China), o arroz (Filipinas) e a batata (Andes). Entre as raras plantas que fizeram o caminho inverso, saindo do Brasil para ganhar outras partes do mundo, estão a mandioca, o cacau e o amendoim. "É muito pouco", diz Kinupp. "Vivemos um imperialismo agroalimentar." No livro "Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil", que Kinupp lançou com o colega botânico Harri Lorenzi em 2014, são listadas 351 espécies alimentícias "subutilizadas, mal conhecidas e negligenciadas" pela população brasileira. Muitas delas são nativas; outras, espécies exóticas já naturalizadas e aclimatadas ao país. Várias são conhecidas por uma série de nomes populares distintos (para evitar confusão, listamos no fim desta reportagem os nomes científicos das principais espécies citadas nesta reportagem). Kinupp é um dos principais líderes no Brasil de um movimento pela valorização das PANC, o acrônimo que batiza seu livro. Nos últimos anos, embalados pelo movimento, alguns mercados e feiras ampliaram a oferta de PANC, chefs as incorporaram em restaurantes, e cozinheiros criaram contas no Instagram e YouTube para compartilhar receitas. Mas ele afirma que ainda falta muito para que essas plantas deixem de ser consideradas "não convencionais". No caso das espécies silvestres presentes na lista, por exemplo, é preciso que agricultores e instituições de pesquisa se dediquem a estudá-las - assim como fazem há milênios com plantas como o arroz e o trigo. E quando a planta só existe em ambientes naturais, como o buriti, deve-se trabalhar com comunidades tradicionais e pequenos agricultores para apoiar redes de coleta, beneficiamento e comercialização com preço justo. O que é PANC Kinupp esclarece que algumas plantas do livro são consumidas em partes do país, mas ignoradas em outras. Uma das espécies que mais o entusiasmam é o cará-de-espinho, uma trepadeira nativa das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste que produz tubérculos comestíveis que podem ultrapassar 180 kg. "Essa planta é a solução para a agricultura no trópico úmido", afirma. Segundo o pesquisador, os tubérculos podem ficar armazenados por até 120 dias fora da geladeira sem apodrecer e podem ser consumidos como a batata (frita, cozida, em purê) ou virar farinha. Hoje, no entanto, ele afirma que a espécie só é consumida em aldeias indígenas e em comunidades rurais no Baixo Amazonas. Outras espécies citadas no livro têm mais penetração popular ou já foram mais consumidas - caso da ora-pro-nóbis, um arbusto com frutos, flores e folhas comestíveis originário do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, e que pertence à culinária típica de Minas Gerais. Seus frutos são ricos em carotenoides e vitamina C, e as folhas, quando desconsiderada a água, têm até 35% de proteína. Outro exemplo é o babaçu, palmeira nativa do Mato Grosso e de vários Estados do Nordeste, cuja castanha pode ser consumida cru ou torrada, além de processada para extração de leite ou transformada em farinha para pães e mingaus. Essa castanha contém de 60% a 70% de óleo rico em ácido láurico, similar ao presente no óleo de coco e no azeite de dendê. Em 1984, a Embrapa identificou a existência de 12 a 18 milhões de hectares de babaçuzais no Brasil. Na página de seu livro dedicada à espécie, Lorenzi e Kinupp afirmam que o babaçu tem "grande potencial alimentício" e "deveria estar no mercado". E houve uma época em que o fruto de fato esteve nas prateleiras. Na década de 1990, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 300 mil famílias trabalhavam com o fruto. Em 2017, no entanto, o número havia despencado para 15 mil famílias. Pesquisadora em agricultura familiar e desenvolvimento sustentável da Embrapa Cocais, no Maranhão, a agrônoma Guilhermina Cayres diz que hoje quase toda a extração atual é destinada à indústria de cosméticos e materiais de limpeza. Ela afirma à BBC que o Maranhão chegou a ter várias indústrias dedicadas à produção de óleo de cozinha de babaçu. Porém, o setor não foi capaz de competir com o óleo de soja, mais barato, e tem sofrido com a expansão da pecuária sobre os babaçuzais. Além disso, Cayres afirma que muitos trabalhadores deixaram o babaçu por associá-lo à pobreza e por considerar a atividade extenuante. Grande parte do serviço das famílias consiste em quebrar artesanalmente o coco que abriga as castanhas, função desgastante e normalmente assumida por mulheres. A pesquisadora diz esperar que o cenário mude com o desenvolvimento pela Embrapa de uma ferramenta que facilita a quebra do coco. A invenção, que já está sendo fabricada por uma pequena empresa local, foi finalista de um prêmio sobre tecnologias sociais da Fundação Banco do Brasil em 2021. Cayres também aposta no desenvolvimento de produtos com maior valor agregado à base de babaçu, como biscoitos e sorvetes. Comida que vai para o lixo Também são consideradas PANC espécies que são consumidas nacionalmente, mas têm partes comestíveis descartadas pela maioria. Um exemplo é o miolo do mamoeiro, que pode ser transformado em doces e farinha. Outro, o mangará ("coração") da bananeira, que pode ser servido refogado ou como recheio de pastéis. Hoje, porém, quase todas as plantações comerciais de mamão e banana do país desprezam os itens. Até mesmo a polpa de um fruto bastante popular, o caju, é descartada às toneladas no Nordeste por indústrias que processam a castanha da fruta, diz à BBC News Brasil o sociólogo Carlos Alberto Dória, autor de vários livros sobre gastronomia. "Os galhos (dos cajueiros) são usados como lenha, e a castanha é torrada e exportada", ele diz. "O resto, a polpa, vai para o lixo em quantidade expressiva", afirma. Um dos sócios do Lobozó, restaurante em São Paulo inspirado nas antigas culinárias caipira e caiçara do Estado, Dória diz que o movimento pela valorização das PANC tem alcance limitado. "É uma coisa de classe média que quer experimentar novidade e que se angustia com o desprezo pela diversidade", afirma. Diz ainda que ingredientes regionais, que só sejam produzidos ou consumidos em partes do país, tendem a desaparecer das prateleiras porque a indústria privilegia produtos de alcance nacional. "A exceção talvez seja o açaí, um produto regional que virou uma commodity, mas isso é muito raro", afirma. Agricultura urbana Que meios então haveria para não só preservar mas também ampliar o acesso a alimentos tão ricos, que exigem tão pouco e ocorrem em abundância no Brasil? O pesquisador Nuno Rodrigo Madeira, da Embrapa Hortaliças, sugere três caminhos. O primeiro seria incentivar o cultivo de plantas alimentícias não convencionais, oferecendo apoio técnico aos agricultores, criando feiras para a venda desses itens e espaços para a troca de conhecimentos. O segundo seria aprofundar o debate sobre a comida nas escolas; ensinar às crianças desde cedo a importância de consumir produtos frescos e nutritivos, fazê-las se questionarem sobre a origem dos alimentos e entenderem como a comida é feita. Ele diz que o movimento em torno das PANC não é só sobre alimentação, mas também sobre aprender a observar a natureza, conseguir identificar as espécies que nos rodeiam, sentir-se parte de um sistema vivo e integrado. O terceiro caminho para diversificar e baratear a comida, segundo o pesquisador, seria reaproximar a produção de alimentos da população - especialmente a população que vive nas cidades. Pessoas que morem em casas com quintais poderiam se tornar quase autossuficientes em hortaliças, diz ele, se cultivassem alguns pés de espécies como ora-pro-nóbis, chaya ou moringa - todas elas árvores ou arbustos perenes que produzem folhas comestíveis em abundância o ano todo. Mas como nem todos têm espaço em casa para produzir, o pesquisador defende que as cidades destinem espaços para a criação de hortas urbanas. Ele afirma que é possível cultivar hortaliças para todos os habitantes de uma cidade em 10% de sua área - iniciativa que já vem sendo adotada com sucesso, segundo Madeira, em cidades como Detroit (EUA), Havana (Cuba) ou mesmo em Sete Lagoas, em Minas Gerais. A escolha das espécies levaria em conta as aptidões de cada local, mesclando plantas convencionais e não convencionais. Ele diz que a produção de alimentos dentro das cidades reduziria os custos deles, pois se economizaria com o transporte dos itens até os mercados, e poderia ocupar moradores de rua e outros grupos marginalizados. "Não faz sentido gastar um mundaréu de combustível para levar cenouras de um Estado para o outro, como é feito hoje no Brasil", diz. Madeira diz que o cultivo de alimentos foi justamente o que propiciou o surgimento dos primeiros núcleos urbanos da história, conforme famílias se agruparam em torno de plantações. "As cidades se formaram por causa da agricultura, e a agricultura não pode estar longe das cidades", diz. Principais espécies citadas na reportagem Babaçu (Attalea speciosa) Beldroega (Portulaca oleracea) Buriti (Mauritia flexuosa) Cará-de-espinho (Dioscorea chondrocarpa) Caruru (Amaranthus deflexus) Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) Veja Mais

O mito do pinheiro de Natal! #shorts

O mito do pinheiro de Natal! #shorts

 Minuto da Terra A maioria das fotos que aparecem no Google quando você pesquisa por pinheiros, não são pinheiros. #shorts Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=eF3I6_NlE-4 https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

O paradoxo do plâncton | Minuto da Terra

O paradoxo do plâncton | Minuto da Terra

 Minuto da Terra O Princípio da exclusão competitiva (ou Lei de Gause) prevê que deveriam existir apenas algumas espécies de plâncton, mas, em vez disso, existem milhares! SAIBA MAIS ************* - Princípio da exclusão competitiva: A ideia de que duas espécies semelhantes não podem habitar o mesmo nicho ecológico; - Fitoplâncton: Flora microscópica que flutua com as correntes oceânicas; - Equações Competitivas de Lotka-Volterra: Um modelo simples da dinâmica populacional de espécies competindo pelos mesmos recursos. AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join REDES SOCIAIS ***************** https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: The Plankton Paradox https://www.youtube.com/watch?v=MI7mM7vQrX0 FONTES (em inglês) ********************* Scheffer, M., Rinaldi, S., Huisman, J. et al. (2003) Why plankton communities have no equilibrium: solutions to the paradox. Hydrobiologia 491, 9–18. Retrieved from: https://doi.org/10.1023/A:1024404804748 Nicholas R. Record, Andrew J. Pershing, Frédéric Maps (2014) The paradox of the “paradox of the plankton”, ICES Journal of Marine Science, Volume 71, Issue 2,Pages 236–240. Retrieved from: https://doi.org/10.1093/icesjms/fst049 Harden, Garrett. (1960). The Competitive Exclusion Principle. Science. 131. 3409 (1292-1297). https://www.esf.edu/efb/schulz/seminars/hardin.pdf Shovonlal Roy, J. Chattopadhyay, (2007) Towards a resolution of ‘the paradox of the plankton’: A brief overview of the proposed mechanisms. Ecological Complexity, Volume 4, Issues 1–2 (26-33). https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1476945X07000165 Susan Harrison, Howard Cornell and Kara A. Moore (2010) Spatial niches and coexistence: testing theory with tarweeds. Ecology, Vol. 91, No. 7 pp. 2141-2150 http://www.jstor.org/stable/25680467 Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Casal de idosos se torna símbolo de resistência em paraíso turístico

Glogo - Ciência Iuda e Libório mantêm casinha de taipa em região rodeada de empreendimentos de luxo No início do mês, passei uma semana em Alagoas e de lá trago uma história de protagonismo e resistência. Em São Miguel dos Milagres, pequeno município que integra a rota ecológica do estado e vem atraindo turistas de todos os cantos do país, Iuda e José Libório são apresentados como um dos casais mais antigos da região. Ele tem 75 anos e, ela, 66 e, provavelmente, não são os mais velhos da cidade, mas é o bastante para terem se transformado nos idosos “instagramáveis” do pedaço, com direito a muitas fotos e quase 5.400 seguidores. Iuda e José Libório: moradores da Praia de São Miguel dos Milagres, destino turístico em Alagoas Mariza Tavares Os bugueiros que realizam passeios pelos pontos turísticos incluem uma parada no Sítio do Coconha, onde os visitantes são recebidos pela dupla com um abraço e histórias sobre sua vida. O terreno fica em frente à Praia de São Miguel dos Milagres, área valorizada que empurrou o casal para o centro de uma disputa judicial. Libório, que foi pescador a vida toda, ergueu sua modestíssima casa no terreno há 40 anos, mas a ocupação foi questionada na justiça – a especulação imobiliária e a privatização das praias feita por pousadas de luxo são o pano de fundo da briga – e o caso se arrastou por quatro anos. No começo de 2022, eles obtiveram a primeira vitória pela posse da terra porque, como explica Iuda, “nós tínhamos a verdade e o juiz viu isso. Doze pessoas foram testemunhar que sempre vivemos aqui!”. Hoje não moram mais na minúscula casinha de taipa, construída com barro e madeira. Mudaram-se para o centro da cidade, mas “dão expediente” no local, que se tornou ponto turístico. A parceria com os bugueiros começou há cerca de oito anos, lembra Aristeu Cavalcante Marques, um dos motoristas: “os poderosos queriam tirar os dois de lá e foi dona Iuda que mobilizou a gente. Passamos a levar os turistas no Coconha e aquela palhocinha virou um meio de sustento”. Vendem de tudo: doces, bebidas, artesanato, entre outras quinquilharias, e complementam a renda da aposentadoria dele e da pensão de Iuda, que tem quatro filhos de uma primeira união, cinco netos e uma bisneta. Estão juntos há 35 anos e se casaram há 11. Ela diz que prefere ficar ali, com a vista para o mar e a brisa constante, e se orgulha dos seguidores. Mais reservado, Libório só se preocupa quando, como conta, os visitantes “querem misturar turismo e política” na rápida passagem por seu sítio. A única explicação possível: a pequena bandeira do Brasil que adorna um dos balcões improvisados onde ficam os itens à venda, na entrada da casa. Cozinha da casa de taipa de Iuda e José Libório Mariza Tavares Veja Mais

Mulheres com depressão demoram a buscar ajuda

Glogo - Ciência Segundo pesquisa, seis em cada dez relatam que o problema foi ignorado ou minimizado por parceiros, amigos ou a família Duas em cada três mulheres diagnosticadas com ansiedade ou depressão dizem ter chegado ou estar à beira do limite no que tange à sua saúde mental. Entre aquelas sem um diagnóstico, quatro em cada dez afirmam se encontrar no mesmo tipo de situação. Ainda assim, 51% esperam até um ano antes de buscar tratamento e seis em cada dez relatam que o problema foi ignorado ou minimizado por parceiros, amigos ou a família. Esse é o resultado de uma pesquisa nacional realizada nos Estados Unidos, entre fevereiro e março, realizada pelo GeneSight Mental Health Monitor, ligado à Myriad Genetics – a empresa é especializada em testes genéticos e tem um braço para analisar o impacto dos medicamentos prescritos por psiquiatras de acordo com o DNA de cada indivíduo. Ansiedade e depressão: 51% das mulheres esperam até um ano antes de buscar tratamento Engin_Akyurt para Pixabay Quando se sentem sobrecarregadas emocionalmente, 72% das mulheres declaram que “apenas precisam de um descanso”, enquanto 31% acreditam que têm que se esforçar mais. Somente 13% dizem que pensaram em procurar um médico. “As mulheres se sentem na obrigação de dar conta de tudo e às vezes nem conseguem admitir que estão enfrentando sérias dificuldades. Se você está chorando debaixo do chuveiro ou no chão, arremessando coisas ou gritando no travesseiro, esses são sinais de que o limite foi ultrapassado e está na hora de buscar ajuda”, analisou a psiquiatra Betty Jo Francher, com mestrado em psicofarmacologia e doutorado em ciência médica. De acordo com o levantamento, as razões que as entrevistadas alegaram com mais frequência para não procurar um especialista foram: "Pensei que era só uma fase que eu conseguiria superar sozinha” – 60% “Não queria que ninguém soubesse que estava passando por dificuldades” – 50% “Não queria tomar nenhum tipo de medicação” – 31% “Não podia bancar um tratamento” – 26% “Não tive tempo” – 18% A relutância de ir atrás de auxílio, ainda segundo o trabalho, pode estar associada à forma como os problemas mentais são vistos pela família e pelos amigos. Apenas 44% delas conversam sobre o assunto para diminuir os níveis de estresse e ansiedade. Esse manto silêncio só traz resultados negativos: apesar das diversas opções de tratamento, menos de duas em cada dez acreditam que conseguirão se livrar dos sintomas. A pesquisa é norte-americana, mas acho que muitas brasileiras se identificarão com o quadro descrito. No livro “Menopausa: o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”, que lancei em março, escrevo sobre o termo expossoma, cunhado em 2005 para designar a totalidade das situações a que o ser humano fica exposto durante a sua trajetória, da concepção à morte. O conceito se baseia em três domínios, começando pelo interno, que é exclusivo do indivíduo: idade, fisiologia, genoma. Os outros dois são as condições externas gerais (socioeconômicas e sociodemográficas); e as externas específicas, como dieta alimentar, ocupação, estilo de vida. Esse é o campo de estudo da médica norte-americana Amy Kind, professora do departamento de geriatria e gerontologia da Universidade de Wisconsin, que argumenta que não se pode ignorar a associação entre o acúmulo de influências do ambiente e as respostas biológicas. É também o ponto defendido pelo Women´s Brain Project, criado em 2016, que quer aprofundar a discussão sobre as diferenças de gênero e sua relação com problemas neurológicos e psiquiátricos. Quem está na linha de frente da iniciativa é a médica Antonella Santuccione Chadha, sua cofundadora e CEO, que levanta dúvidas sobre o que está por trás do fato de as mulheres serem mais afetadas pelo Alzheimer: “temos que investigar para distinguir o que é biológico e o que é social – e se temos uma combinação dos dois fatores”, enfatiza em entrevistas. Veja Mais

Dez sugestões para tornar a casa mais acolhedora para quem sofre de demência

Glogo - Ciência Adaptações simples são capazes de diminuir a ansiedade e o estresse dos pacientes A coluna de terça-feira mostrou que continuar vivendo em casa até o fim da existência é não somente um desejo da maioria das pessoas, mas igualmente um mercado em expansão. A rotina do dia a dia pode ser bastante desafiadora para um portador de demência, mas algumas pequenas adaptações são capazes de tornar a casa mais acolhedora e, o cotidiano, menos difícil. A progressão da doença também leva a pessoa a ter problemas para lembrar de coisas simples e processar informações – por isso é tão importante fazer ajustes que diminuam a ansiedade e o estresse de quem já não pensa com clareza. Outras dicas podem ser encontradas no site Dailycaring.com. Idosa sentada: rotina do dia a dia pode ser bastante desafiadora para um portador de demência Gerd Altmann para Pixabay Deixe o ambiente minimalista, removendo itens desnecessários que costumam confundir o paciente e dificultar que ele encontre aquilo de que precisa. Use cores fortes para identificar objetos do dia a dia: por exemplo, o prato utilizado nas refeições pode ser vermelho, sobre um jogo americano branco. No entanto, evite padrões contrastantes, com excesso de informações, como listras e florais. Mantenha as portas dos cômodos abertas, porque o indivíduo com demência talvez não se lembre da sua disposição. Se a pessoa se perde, cole cartazes para identificar os espaços com uma seta: cozinha (ou comida); banheiro; quarto. Ter um calendário grande na parede ou um relógio digital com informações como hora, dia da semana e data aumentam o senso de orientação, reduzindo a ansiedade. Tenha fotos ou objetos que remetam a boas lembranças a mão, distribuídos pela casa. No banheiro, considere a possibilidade de ter um vaso sanitário de cor chamativa, para ser facilmente localizado. Também é importante que o assento seja elevado, com ou sem barras de apoio. Para os homens, ter um alvo para dirigir o jato de urina facilita a vida dos cuidadores: jogue no vaso um desenho num pedaço de papel higiênico, um biscoitinho ou cereal colorido. Identifique as torneiras de água quente e fria. Se a pessoa costuma utilizar a cozinha, deixe à vista o que é mais usado. As portas dos armários podem ter fotos dos objetos que estão guardados lá dentro. Guarde bem os itens que não devem ser manuseados. Talheres e copos precisam atender às necessidades dos portadores de demência. Os primeiros têm que ser fáceis de segurar ou ter alças para ficarem presos à mão; no lugar de copos comuns, canecas com alça dupla e tampa evitarão que o líquido seja derramado. Veja Mais

Como é feito o mel? #shorts

Como é feito o mel? #shorts

 Minuto da Terra Será verdade que o mel é vômito de abelha? O mel é bem gostoso, mas ele também desempenha um papel importantíssimo na hora de transformar a luz solar em vida. Esse processo começa com as angiospermas, que são muito boas em transformar a luz do sol em açúcar e conseguem sobreviver em montanhas, desertos, no alto e no chão das florestas. Mas essas plantas geralmente dependem de insetos como abelhas para espalhar seu pólen por aí e se reproduzir. As abelhas são atraídas por esse pólen, que pra elas é o alimento perfeito, e também pelo néctar açucarado, que elas levam de volta pra colméia. Lá as abelhas melíferas seguram o néctar em suas línguas pra secar e colocam o que restou em uma estrutura hexagonal de cera - o favo. É assim que as abelhas produzem o mel. Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Ações inspiradoras para combater o preconceito contra os mais velhos

Glogo - Ciência Todos os esforços para derrubar estereótipos e integrar idosos à sociedade são bem-vindos e deveriam ser amplificados Tive o prazer de conhecer o trabalho da Changing the Narrative, (Mudando a Narrativa), organização que vem batalhando em várias frentes de ações afirmativas contra o ageísmo, ou etarismo. A entidade criou um certificado para as empresas amigas do idoso, ou seja, as que realmente se engajam no compromisso de incluir a mão de obra sênior – e a diversidade – no ambiente corporativo. Trata-se de um bom exemplo a ser seguido, mas não para por aí. Uma coleção de fotos, como a que ilustra a coluna, é fruto de uma parceria com o banco de imagens Unsplash. Está disponível para download e retrata pessoas acima dos 50 fugindo dos estereótipos negativos, mesmo em situações desafiadoras como, por exemplo, em casos de incapacidade física. E ainda idealizou uma campanha pedindo que artistas produzissem cartões de aniversário celebrando o envelhecimento, deixando de lado as infames piadinhas sobre ficar mais velho. Aproveito para também utilizar um deles, cujo texto diz: “dizem que idade é apenas um número, mas eu afirmo que, a cada ano que passa, você fica mais fabuloso!”. Quem sabe alguém se anima a fazer o mesmo no Brasil? Mulher com chapéu de palha: imagem de empoderamento dos mais velhos Juan Encalada on Unsplash Num seminário recente sobre etarismo, assisti à palestra de Heather Tinsley-Fix, que trabalha como consultora da associação de aposentados norte-americanos, a AARP, que reúne quase 40 milhões de participantes. Sua função é buscar meios para que os membros da organização sigam ativos profissionalmente. Ela afirmou que é preciso estar atento para os filtros dos programas de inteligência artificial, que “podem estar contaminados por algoritmos ageístas e sexistas”. Durante o debate, sugeriu mudanças nos dados fornecidos por candidatos a vagas de forma que o fator idade não fique disponível: “informações do currículo como a data de graduação de um candidato podem fazer com que seja descartado por ser mais velho”, exemplificou. A própria AARP tem um site de empregos para os 50 mais e uma parceria com empresas amigas da mão de obra sênior: uma espécie de selo de reconhecimento chamado de Employer Pledge Program. Cartão de aniversário criado pela artista Nikki LaRochelle Reprodução Na frente contra o preconceito contra trabalhadores maduros, toda ação conta. No mesmo evento, Becky Canterbury, gerente do banco de imagens Shutterstock, disse orgulhar-se da sua atual empresa, que promove a diversidade em seus quadros e reúne os funcionários em palestras ou encontros informais. No entanto, reconhece que na sua área, de tecnologia de informação, os mais velhos são vistos com desconfiança: “já tive o desprazer de indicar o nome de amigos muito qualificados para vagas e me deparar com dúvidas do recrutador sobre se essas pessoas, acima dos 50 anos, seriam capazes de atender às demandas do cargo”. Veja Mais

Por que a água dissolve (quase) tudo que existe? | Minuto da Terra

Por que a água dissolve (quase) tudo que existe? | Minuto da Terra

 Minuto da Terra A água pode dissolver mais substâncias do que qualquer outra coisa na Terra - é literalmente o solvente universal! Então por que ela não dissolve a gente e tudo mais? SAIBA MAIS ************* - solvente: também conhecido como dissolvente ou dispersante, são uma substância que dissolve um soluto, resultando em uma solução. São geralmente líquidos, mas também podem ser um sólido, um gás ou um fluido supercrítico. A quantidade de soluto que pode se dissolver em um volume específico de solvente varia com a temperatura. - solubilidade: ou coeficiente de solubilidade, é a quantidade máxima que uma substância pode se dissolver em um líquido, e expressa-se em mols por litro, gramas por litro ou em percentagem de soluto/solvente. Esse conceito também se estende para solventes AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending REDES SOCIAIS ***************** https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Why Water Dissolves (Almost) Everything https://www.youtube.com/watch?v=lIs7PAW0mlM FONTES (em inglês) ********************* Govorov, A. (1.28.2022), personal communication USGS (2018). Water, the Universal Solvent. https://www.usgs.gov/special-topics/water-science-school/science/water-universal-solvent Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Espiritualidade, exercício e café: o que os especialistas aconselham para o coração

Glogo - Ciência Som da voz também pode ser analisado e prever doença coronariana, mostraram pesquisadores em evento do Colégio Americano de Cardiologia Em se tratando de coração, qualquer novidade é consumida com avidez, por isso aproveito para escrever sobre quatro estudos recém-divulgados. O primeiro trata de um tema que ganha cada vez mais espaço nos congressos médicos: a espiritualidade, associada à descoberta de um significado e propósito para a existência, mas sem estar necessariamente vinculada a qualquer religião. Pacientes com insuficiência cardíaca enfrentam sintomas como falta de ar (dispneia), dor no peito, fadiga, dificuldade para dormir, ansiedade e depressão, que limitam suas atividades físicas e sociais. Para Rachel Tobin, médica do Duke University Hospital, “diferentemente de outras doenças crônicas, trata-se de uma condição que pode levar ao isolamento e à desesperança”. Ela é um dos pesquisadores que fizeram uma revisão de 47 artigos e constataram que o bem-estar espiritual havia trazido uma significativa melhora na qualidade de vida desses indivíduos. Espiritualidade: bem-estar espiritual traz melhora na qualidade de vida dos pacientes Devanath para Pixabay A reboque, emendo com o segundo estudo, sobre como a atividade física ajuda a ativar partes do cérebro que se contrapõem ao estresse. Dessa forma, exercitar-se é ainda mais vantajoso para as pessoas que sofrem de ansiedade e depressão. A pesquisa apontou que indivíduos que praticavam exercícios com regularidade tinham um risco 17% menor de sofrer um evento cardiovascular de grandes proporções. Esse benefício se ampliava, e chegava à diminuição de risco de 22%, para quem tinha lidava com um quadro de ansiedade e depressão. Na linha de frente da inteligência artificial, trabalho apresentado na 71ª. Sessão Científica do Colégio Americano de Cardiologia mostrou que um programa de computador, baseado em algoritmos, conseguia prever a probabilidade de uma pessoa sofrer problemas cardiovasculares devido ao entupimento de artérias baseado no seu registro de voz. Os pesquisadores recrutaram 108 participantes e cada um deles enviou três gravações de 30 segundos: a primeira era a leitura de um texto; na segunda, se falava livremente sobre uma experiência positiva; e a terceira era também um discurso livre, mas sobre uma experiência negativa. O aplicativo Vocalis Health é capaz de analisar 80 características das amostras, sendo que seis delas estão relacionadas com doença cardiovascular. Um terço dos pacientes exibiu pontuação alta, de maior risco; dois terços, uma pontuação baixa. O grupo foi monitorado por dois anos e, entre os que tinham sido apontados como de risco, 58.3% tiveram algum tipo de evento cardiovascular. A tecnologia ainda não está disponível para uso clínico, mas tem enorme potencial na telemedicina. “Estratégias não invasivas e que possam ser utilizadas remotamente ganharam importância durante a pandemia”, afirmou Jaskanwal Deep Singh Sara, cardiologista da Mayo Clinic. “Enviar uma amostra de voz é algo simples e até divertido, além de permitir aos médicos aperfeiçoar o monitoramento dos pacientes”, acrescentou. Café: duas ou três xícaras por dia estão associadas a uma chance menor de doença cardiovascular ou arritmias Engin Akyurt para Pixabay Para encerrar, uma boa notícia para os amantes de café: duas ou três xícaras por dia estão associadas a uma chance menor de doença cardiovascular ou arritmias. “Como o café pode acelerar os batimentos cardíacos, algumas pessoas se preocupam que a bebida pode ser um gatilho ou piorar uma condição cardíaca, mas nossos dados sugerem que o consumo diário de café não deveria ser desencorajado, e sim fazer parte da dieta de indivíduos com ou sem doença cardiovascular”, disse o médico Peter Kistler, professor do Baker Heart Institute, na Austrália. Seu time utilizou as informações do UK BioBank, com dados de 500 mil britânicos que foram acompanhadas por pelo menos dez anos, e mapeou a relação entre a ingestão de café (de uma a seis xícaras diárias) e arritmias, insuficiência cardíaca e derrames. No primeiro levantamento, os pesquisadores examinaram dados de mais de 382 mil pessoas sem diagnóstico de problemas cardíacos para ver se beber café representaria algum perigo nos dez anos de monitoramento da sua saúde. Os participantes tinham, em média, 57 anos, e metade era composta de mulheres. Nesse grupo, beber de duas a três xícaras de café estava associado à diminuição de risco de 10% a 15% de doenças do coração. O segundo estudo incluiu 34 mil indivíduos com algum tipo de distúrbio cardíaco e o consumo da mesma quantidade de café também estava atrelado a menores chances de complicações. Veja Mais

Anvisa aprova registro definitivo de vacina da Janssen

Glogo - Ciência Imunizante já tinha aprovação para uso emergencial. Novo registro, que já foi concedido à Pfizer/BionTech, à AstraZeneca/Oxford e à Coronavac, libera a venda da vacina sem ter que passar antes pela agência. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta terça-feira (5), o registro definitivo da vacina da Janssen-Cilag contra a Covid-19. Com isso, todos os imunizantes atualmente aplicados no Brasil passam a ter esse tipo de autorização, que permite a comercialização e distribuição das vacinas dentro do país, tanto no sistema público quanto no privado. A aprovação do registro inclui também a dose de reforço da Janssen, que, diferente das outras, era aplicada em dose única. A vacina da Janssen já estava aprovada para uso emergencial havia um ano. Agora, o imunizante recebe o "padrão ouro" da Anvisa, segundo classificou o gerente-geral de Medicamentos e Insumos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes. “É a consolidação da análise dos melhores dados disponíveis e de forma completa, com informações mais robustas dos estudos de qualidade, eficácia e segurança, bem como do plano de mitigação dos riscos e da adoção das medidas de monitoramento”, declarou, em nota emitida pela Anvisa. Leia também: Vacinados com a Janssen: duas doses significam esquema vacinal completo? Ainda há reforço previsto? Tira-dúvidas: o que esperar da vacinação no Brasil em 2022 Veja Mais

Escritora diz que querer a morte da mãe é uma heresia, mas que há meses ansiava por sua partida

Glogo - Ciência Em seu novo livro, a psicanalista Betty Milan questiona o prolongamento da vida e afirma: “também escrevo para saber quando e como desejo ir embora” Em 2016, a psicanalista Betty Milan lançou “A mãe eterna”, livro que se debruçava sobre a situação da mãe quase centenária que, depois de uma queda seguida de cirurgia, inicia, aos 97 anos, um severo processo de declínio físico e cognitivo. Agora, em “Heresia – tudo menos ser amortal”, a escritora, que acabou de assumir uma cadeira na Academia Paulista de Letras, retoma o tema a partir da morte da anciã. Avisa aos leitores que vai atribuir o que escreve a uma outra narradora, criando uma fricção entre o real e o imaginário, e assume, sem pudor: “o nome pode ser Lúcia. Com ela eu vou em frente sem medo de dizer o que sinto. Sei que desejar a morte da mãe é uma heresia. Há meses eu desejava a partida. Se me perguntassem por que, eu responderia que não suportava mais o que restou dela”. A psicanalista e escritora Betty Milan, autora de “Heresia – tudo menos ser amortal” Divulgação: Lailson Santos São palavras duras e fortes, mas quem já conviveu com a decadência física e mental de um ente querido, que nem sequer nos reconhece, sabe que sentimentos contraditórios nos acompanham. É exatamente por esse caminho que Betty nos conduz. A mãe morreu de mãos dadas com ela, que descreve: “no fim, de tão mirrada, parecia uma anã”. E questiona o esforço de estender indefinidamente a vida: “prolongar a juventude é uma coisa, impedir um fim que não para de se anunciar é desumano”. “Há muito eu digo que me separei da mãe. Me ‘separei’ desde que perdeu a noção do tempo e a duração da minha ausência deixou de ter significado”, pontua em outro trecho. A psicanalista avalia a perda de independência e o quadro demencial e se pergunta o que é, afinal, uma “morte natural”. Reproduz uma frase dita pela idosa – “como era bom o tempo em que eu vivia” – e instiga: “mamãe foi uma quase amortal. Mas eu passei a ter com ela uma relação só de respeito. O único amor possível era o incondicional, um amor que tiraniza. Mamãe nunca foi tirânica, porém sua sobrevivência era”. Sua experiência lhe dá uma certeza: “com meu filho, não vou fazer o que ela fez comigo”. Ela própria uma septuagenária, deixa claro que este é um exercício para o futuro: “também escrevo para saber quando e como desejo ir embora”. Para marcar o lançamento, Betty, que é autora de romances, ensaios e peças de teatro, fará uma live nesta terça, dia 5, às 19h, no canal do YouTube da Livraria da Travessa, com participação do crítico literário Manuel da Costa Pinto, que assina a orelha do livro. Capa do novo livro de Betty Milan Reprodução Veja Mais

Que tal embarcar na roda da juventude?

Glogo - Ciência Personal trainer lança manual com dez pontos para manter a vitalidade “Tive um sábio professor na faculdade chamado Paulo Micoski que sempre falava: ‘Eu não sou velho, a única diferença é que sou jovem há muito mais tempo que vocês’”. Com mais de um milhão de seguidores em seu canal do YouTube, onde ensina exercícios simples para serem feitos em casa, Aurélio Alfieri acaba de lançar “Manual prático para ser jovem por mais tempo: a roda da juventude” (Editora Appris). Escolhi esse trecho para abrir a coluna de hoje porque dá o tom motivacional da obra. Aurélio Alfieri, autor de “Manual prático para ser jovem por mais tempo: a roda da juventude” Divulgação: Guilherme Rocha de Oliveira Profissional de educação física, Alfieri começou a trabalhar em academias há 20 anos. Desde então, seu principal foco foi achar uma maneira de tornar a atividade física mais eficiente, segura e divertida. Logo de saída, faz uma lista das desculpas que ouve dos alunos: falta de tempo para se exercitar; falta de dinheiro para ir a uma academia; alimentação saudável custa caro. E rebate as três, afirmando: “em apenas dez minutos por dia é possível se exercitar; fazer exercícios não custa nada e, além disso, vai te fazer economizar; e os alimentos saudáveis são mais baratos que os alimentos que fazem você engordar!”. A roda da juventude e suas dez categorias Reprodução Então, vamos à roda da juventude, que envolve dez categorias: aliados, propósito, caminhada, sono, disposição, postura, alimentação, peso corporal, exercícios físicos e flexibilidade. “Perceba que tudo está conectado. Quando você faz exercícios, começa a dormir melhor, mantém um peso saudável e consegue melhorar sua animação. Quando encontra aliados que podem te ajudar a fazer escolhas melhores, fica mais fácil se alimentar bem”, escreve. Para explicar a importância dos aliados, conta a história de uma aluna cujo sobrepeso estava comprometendo a saúde. Ela decidiu que não tomaria mais bebidas que tivessem calorias, principalmente as alcoólicas, mas teve grande dificuldade em obter o apoio dos amigos. “Sugeri que conversasse com eles dizendo que estava com problemas e que queria muito emagrecer. Assim talvez tivessem um pouco de sensibilidade e pudessem apoiá-la. Mas também recomendei que participasse de um grupo de caminhada e corrida pois, além de queimar calorias, faria novos amigos com objetivos semelhantes. Você consegue imaginar qual das duas orientações foi mais eficiente?”, pergunta para estimular a reflexão e mudanças de hábitos. Sobre o que é ter um propósito, ilustra com o caso de outro aluno, de 55 anos, que lhe disse que não queria viver muito, somente enquanto tivesse saúde e disposição. “Dessa forma, fica parecendo que esses são dons que já estão predestinados às pessoas. Isso me fez pensar: será que quero viver enquanto tiver saúde para desfrutar ou quero cuidar da minha saúde para poder aproveitar mais tempo de vida com qualidade?”, sugere Alfieri. Sua fórmula é a simplicidade, por isso elege a caminhada como uma atividade perfeita, por ser simples, eficiente e barata. Propõe um aumento gradual do número de passos por dia: por exemplo, de 2 mil para 3 mil, mantendo o novo patamar por uma ou duas semanas até o corpo se adaptar. A mesma proposta se aplica aos demais pontos da roda da juventude. Não custa nada tentar... Lançamentos: 31/3 na Livraria da Vila do Shopping Higienópolis, em São Paulo, 19h; 8/4 na Livraria da Vila do Shopping Batel, em Curitiba, 19h. Capa do livro Reprodução Veja Mais

Entenda como a mamografia pode indicar risco de doença cardiovascular

Glogo - Ciência Seis dicas ajudam a adotar um estilo de vida saudável, a melhor arma para a prevenção A mamografia, um exame que faz parte da rotina de acompanhamento da saúde feminina, pode servir para detectar sinais de doença coronariana, e funcionar como alerta para as mulheres procurarem a ajuda de um especialista. De acordo com estudo publicado no dia 15 na revista científica “Circulation: Cardiovascular Imaging”, da Associação Americana do Coração, calcificações vasculares encontradas na mama estão vinculadas a um risco maior de doença cardiovascular para as que se encontram na pós-menopausa. As calcificações se caracterizam pelo depósito de partículas de cálcio que se apresentam em formato sólido, em diferentes tamanhos e formas. Na mamografia, aparecem como linhas brancas e geralmente são benignas. Somente quando são irregulares, e de alta densidade, é que existe a possibilidade de haver nódulo ou tumor associado. A calcificação vascular da mama – um acúmulo de sais de cálcio na camada média da parede arterial presente na mama – também costuma ser benigna e aparece com frequência depois dos 40 anos. Entretanto, esse achado está relacionado a um risco 51% maior de desenvolver doença coronariana ou sofrer um acidente vascular cerebral, por se tratar de um marcador de aterosclerose, o enrijecimento das artérias, que leva a seu estreitamento. Mamografias podem indicar risco de doença cardiovascular Penn Medicine, Lancaster General Health Não se trata do primeiro estudo sobre o problema, mas as conclusões ratificam pesquisas anteriores e corroboram a necessidade de que as mulheres sejam acompanhadas por um cardiologista. Apesar de o câncer de mama ser a enfermidade que mais assusta o sexo feminino, são as doenças cardiovasculares que matam mais. Adotar um estilo de vida saudável é a melhor arma para a prevenção. Não custa nada lembrar: Se você fuma, pare. Se não fuma, nunca comece. Fumantes têm o dobro de chance de sofrer um infarto. Monte uma dieta com muitas verduras, frutas, grãos integrais e carnes magras. Fuja das gorduras saturadas e dos alimentos ultraprocessados. Exercite-se pelo menos 30 minutos por dia. Se vier de um período longo de sedentarismo ou tiver alguma enfermidade, peça orientação ao seu médico sobre como começar. Procure um médico se notar que seus batimentos cardíacos estão irregulares. Mantenha as doenças crônicas sob controle: diabetes, hipertensão e altos níveis de colesterol aumentam o risco cardiovascular. O sobrepeso obriga seu coração a trabalhar mais, fique de olho na balança. Veja Mais

OMS adia avaliação da Sputnik V por causa da guerra na Ucrânia, diz jornal

Glogo - Ciência Inspetores da OMS não puderam fazer uma viagem que estava marcada para o dia 7 de março. OMS pede que ataques contra centros de saúde sejam suspensos A Organização Mundial da Saúde (OMS) teve que adiar a avaliação do processo de manufatura da vacina Sputnik V, da Rússia, por causa das dificuldades criadas pela invasão da Ucrânia pelas forças russas, de acordo com uma reportagem publicada na quarta-feira (16) pelo jornal “The New York Times”. A OMS ainda precisa tomar uma decisão sobre a aprovação emergencial do uso da Sputnik V. Compartilhe pelo WhatsApp Compartilhe pelo Telegram Imagem de frascos da vacina Sputnik V feita no Brasil divulgada pela Embaixada da Rússia no Brasil Reprodução/Facebook/Embaixada da Rússia no Brasil Mariângela Simão, assessora do diretor geral da OMS, afirmou que funcionários da OMS deveriam fazer uma inspeção na Rússia no dia 7 de março, mas que essa visita foi adiada para uma data ainda não definida. “A avaliação e as inspeções foram afetadas por causa da situação”, ela afirmou. Há problemas para agendar voos para a Rússia e também para usar cartões de crédito. A maioria dos países do Ocidente proibiu aviões da Rússia de entrar em seu espaço aéreo. Segundo Mariângela Simão, a OMS vai marcar novas datas assim que possível. Mariângela Simão, diretora adjunta para acesso a medicamentos da Organização Mundial de Saúde Reprodução/OMS OMS ainda não aprovou A OMS ainda não aprovou a aplicação da Sputnik V. A documentação e os resultados de testes da Sputnik V, que tem a aprovação de mais de 70 países, estão sendo revistos pela OMS e pela agência europeia de medicina (EMA, na sigla em inglês). Se as duas entidades aprovarem, a Sputnik V terá as portas abertas para mais mercados. Em julho do ano passado, a OMS disse que havia encontrado alguns problemas na forma como a Rússia preenchia as ampolas em uma das fábricas. O fabricante, o Instituto Gamaleya, disse que já resolveu os problemas que preocupavam a organização internacional. Veja Mais

Quanto mais álcool, menos cérebro...

Glogo - Ciência Pesquisadores analisaram dados de 36 mil adultos e constataram associação entre bebida e envelhecimento Sabemos que cérebro e bebida não mantêm relações amigáveis, e quase todos têm alguma história constrangedora para contar sobre o assunto. No entanto, o problema não se resume a viver uma situação embaraçosa. De acordo com um novo estudo, mesmo o consumo de álcool num nível considerado modesto – de algumas cervejas ou taças de vinho por semana – traz riscos que não podem ser ignorados. Pesquisadores da Universidade da Pennsylvania analisaram dados de mais de 36 mil adultos e comprovaram uma associação entre beber de forma leve a moderada e a redução do volume do cérebro. De acordo com um novo estudo, mesmo o consumo de álcool num nível considerado modesto – de algumas cervejas ou taças de vinho por semana – traz riscos que não podem ser ignorados Pexels para Pixabay Conforme aumenta o consumo de álcool, a relação de causa e efeito vai se tornando cada vez mais evidente. Como exemplo, indivíduos na faixa dos 50 anos que passaram de uma dose diária (o equivalente a meia cerveja) para duas doses (meio litro de cerveja ou uma taça de vinho) sofreram alterações no cérebro que correspondiam a dois anos de envelhecimento. Para quem saltou de duas para três doses, o ônus é maior: três anos e meio de envelhecimento. “Nossa descoberta vai na contramão das diretrizes divulgadas pelo governo sobre os limites seguros para beber”, afirmou Henry Kranzler, diretor do Penn Center for Studies of Addiction e um dos autores do trabalho. Em muitos países, recomenda-se, para as mulheres, o limite de um drinque por dia, enquanto, para os homens, seriam dois. Estudos anteriores não deixavam dúvida sobre a relação entre o consumo pesado e danos à saúde cerebral, mas a ingestão moderada não era julgada nociva – na verdade, havia até uma indicação de que beber comedidamente poderia beneficiar o cérebro dos mais velhos. A diferença é que nenhuma outra pesquisa examinara um banco de dados tão volumoso. O time usou o UK Bank, que reúne dados de saúde de meio milhão de britânicos, e analisou exames de ressonância magnética de mais de 36 mil pessoas, capazes de calcular o volume de substância branca e cinzenta de diferentes áreas do cérebro. Os participantes responderam a questionário sobre a quantidade de álcool que ingeriam, numa escala que ia entre a abstenção e mais de quatro drinques por dia. Passar de abstêmio a um drinque diário equivalia a seis meses de envelhecimento; entretanto, a variação de zero para quatro ou mais drinques correspondia a mais dez anos na idade biológica. O estudo foi publicado no começo de março na revista científica “Nature Communications”. Veja Mais

Médico lança livro para tornar as informações sobre o câncer de mama mais acessíveis

Glogo - Ciência Membro da Academia Nacional de Medicina, Maurício Magalhães Costa afirma que, quanto mais bem informada, maior a adesão da paciente ao tratamento As mamas são o símbolo da sexualidade feminina e qualquer ameaça à sua integridade provoca enorme impacto emocional, por isso escolhi o Dia Internacional da Mulher para tratar desse tema tão difícil quanto relevante. A boa notícia que tenho para comemorar a data de hoje é o livro “Câncer de mama: aprendendo a prevenir e superar”, no qual o ginecologista e mastologista Maurício Magalhães Costa, membro da Academia Nacional de Medicina, oferece explicações acessíveis que são uma ferramenta valiosa para quem enfrenta a doença. Numa linguagem clara e com muitas fotos e ilustrações, a obra cobre do diagnóstico à reabilitação. O médico Maurício Magalhães Costa, membro da Academia Nacional de Medicina Acervo pessoal No Brasil, são diagnosticados 66 mil casos por ano mas, apesar do medo que inspira, houve uma tremenda evolução no tratamento do câncer nos últimos anos. Autor de outras cinco obras sobre a saúde das mamas e ex-presidente da Sociedade Internacional de Senologia (que é sinônimo de mastologia), o doutor Maurício Magalhães Costa explica que 70% das mulheres acometidas com câncer de mama não apresentam um fator de risco claramente identificável. A idade é um deles – 60% das pacientes têm mais de 60 anos – assim como histórico familiar; primeira menstruação precoce (antes dos 12) e menopausa tardia (após os 55); lesões benignas conhecidas como precursoras; anticoncepcionais hormonais; terapia de reposição hormonal; e obesidade, entre outros. Uma das seções que mais me encantou foi a das perguntas que devem ser feitas ao médico: no momento do diagnóstico; antes e depois da cirurgia; sobre os tipos de tratamento e as alternativas. “Em 40 anos de prática, sei quais são as dúvidas das pacientes e o que é importante que elas saibam para que tomem as melhores decisões”, disse ele, acrescentando que quanto mais bem informada, maior a adesão ao tratamento – que deve ser personalizado e participativo para aumentar as chances de sucesso. Na obra, aborda assuntos que, com frequência provocam dúvidas como, por exemplo, o que é a classificação BI-RADS, que padroniza as análises das características de lesões. Detalha como é feita a cirurgia, quais são os cuidados pré e pós-operatórios, a reconstrução mamária (que é garantida pelo SUS e planos de saúde), além dos esquemas de quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. Também ressalta que a atividade física durante o tratamento ajuda no controle de peso, na diminuição de inchaço e retenção de líquidos causada pelo uso de corticoides. O livro ainda apresenta cada especialista do time multidisciplinar envolvido no combate ao câncer: além do mastologista, cirurgião plástico, oncologista clínico, radiologista, rádio oncologista, patologista, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo. “O médico não deve se impor. Seu papel é de interface do conhecimento, para garantir que a paciente não apenas sobreviva, e sim que tenha qualidade de vida”, finaliza. Informação com empatia, na medida certa para enfrentar um desafio tão grande. Capa do livro “Câncer de mama: aprendendo a prevenir e superar” Reprodução Veja Mais

Nostalgia pode aliviar a dor

Glogo - Ciência Pesquisa mostra que ver imagens relacionadas à infância diminui a percepção de um incômodo de grau moderado Mergulhar em memórias agradáveis produz um efeito que vai além do sentimento de bem-estar e da sensação de ser transportado no tempo: é também capaz reduzir a percepção da dor. De acordo com estudo recém-publicado na revista científica “The Journal of Neuroscience”, ou simplesmente “JNeurosci”, a nostalgia diminui a atividade em áreas do cérebro relacionadas com a dor. Pirulitos: imagem associada à infância Skitterphoto para Pixabay Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências submeteram adultos a exames de ressonância magnética funcional, que mede a atividade cerebral detectando alterações associadas a variações no fluxo sanguíneo, enquanto exibiam dois tipos de imagens para esses indivíduos. Havia uma categoria de cenas e objetos nostálgicos, que remetiam à infância, como desenhos de TV, balas ou brincadeiras da hora do recreio na escola; e outra de representações da vida contemporânea. Simultaneamente, as pessoas recebiam estímulos térmicos na pele que causavam desconforto. Os participantes tinham que classificar o nível de nostalgia que cada figura despertava e avaliar o estímulo térmico a que eram expostos. National Kid: aventuras do herói japonês foram exibidas no Brasil até a década de 1970 Reprodução As imagens nostálgicas tinham o poder de diminuir o incômodo do estímulo térmico – que provocava dor de baixa intensidade – se comparadas com as figuras de controle, ou seja, do seu cotidiano. Elas também reduziam a ação do giro lingual esquerdo e do giro para-hipocampal, duas regiões do cérebro vinculadas à percepção da dor. Os pesquisadores constataram ainda um incremento na atividade no tálamo, parte do cérebro envolvida em transmitir informação para o córtex cerebral, que se associava tanto à nostalgia quanto à avaliação de dor, sugerindo que este possa ser um canal de comunicação. O melhor é imaginar que sessões nostálgicas venham a substituir medicamentos para tratar dores moderadas. Fita cassete: símbolo das trilhas musicais que teve seu auge nos anos de 1980 Pexels para Pixabay Veja Mais

Como o diabetes pode afetar sua audição

Glogo - Ciência Pacientes têm risco dobrado de surdez em comparação com indivíduos da mesma idade que não são portadores da doença Quando se fala em surdez, a associação com a velhice é imediata. E quando se fala em diabetes, logo vêm à cabeça complicações como o comprometimento da visão, renal ou neuropatias que provocam lesões nos pés. No entanto, a doença também afeta a audição, porque os níveis de açúcar no sangue podem danificar os nervos auditivos, que transmitem sinais do ouvido interno para o cérebro – é ali que os impulsos elétricos são “traduzidos” para o som que reconhecemos. Diabetes: níveis de açúcar no sangue descontrolados podem danificar os nervos auditivos e afetar a audição Williamsje1 para Pixabay Pacientes diabéticos têm o dobro de chances de perder a audição, em comparação com indivíduos da mesma idade não portadores da doença. Quem tem pré-diabetes também apresenta um risco aumentado em 30% para surdez. Nesse estágio, os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de diabetes tipo 2, mas metade em tal condição acaba desenvolvendo a enfermidade. No Brasil, há cerca de 17 milhões de diabéticos e estima-se que, para cada doente, outras três pessoas estão ameaçadas de enfrentar problema similar. O controle da glicemia é fundamental porque taxas muito baixas de glicose no sangue são igualmente prejudiciais à audição. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC em inglês), agência que traça as diretrizes de saúde nos EUA, alerta que alguns medicamentos para o controle do diabetes podem afetar a audição e recomenda que o paciente converse com o médico a respeito. A surdez é uma condição que se agrava gradualmente, e está associada a ansiedade, isolamento e depressão. Como tende a passar despercebida no início, é bom prestar atenção em alguns sinais: 1) Pedir com frequência para os outros repetirem o que acabaram de falar. 2) Ter a impressão de que as pessoas estão apenas murmurando, num tom de voz abaixo do habitual. 3) Dificuldade para acompanhar a conversa num grupo ou para ouvir o que é dito em lugares barulhentos. 4) Esforçar-se para entender o que é dito no telefone. 5) Aumentar o volume de aparelhos a ponto de incomodar quem está à sua volta. Veja Mais

Quanto custa o preconceito contra os trabalhadores mais velhos

Glogo - Ciência Nos EUA, a previsão é de que, sem a mão de obra madura, a perda em produtividade chegue a 3.9 trilhões de dólares em 2050 Na última edição da “Generations Today”, publicação da Sociedade Americana para o Envelhecimento (ASA, em inglês), o tema foi a discriminação contra os trabalhadores mais velhos. Em 2020, 78% dos norte-americanos maduros haviam presenciado ou sido vítimas de etarismo no ambiente profissional, segundo pesquisa da AARP, entidade que reúne cerca de 38 milhões de aposentados. No Brasil, de acordo com a consultoria Hype50+, 39% daqueles acima dos 55 anos se sentem descartados pelo mercado de trabalho, mas metade da mão de obra brasileira terá mais de 50 anos até 2040! Times multigeracionais já se mostraram produtivos porque há um intercâmbio entre as diferentes habilidades de cada faixa etária Fahribaabdullah para Pixabay Nos EUA, a Equal Employment Opportunity Commission é uma comissão para garantir oportunidades iguais para todos e inclui quem tem mais de 40 – sim, o problema começa cedo! – para proteger essa mão de obra experiente que, no entanto, vem sendo preterida em contratações, benefícios e promoções. Em 2020, a comissão recebeu mais de 14 mil reclamações de discriminação por idade, tendo conseguido 76 milhões de dólares em compensação para os reclamantes. Os dados mostram que o preconceito não está concentrado num determinado setor e o fato de estar tão disseminado faz muito mal à economia: de acordo com The Economist Intelligence Unit, braço da revista britânica dedicado a pesquisas, cerca de 850 bilhões de dólares foram perdidos em produtividade, somente em 2018, por causa do etarismo ou ageísmo. A previsão é de que, se não forem tomadas medidas eficazes, tal cifra chegue a 3.9 trilhões de dólares em 2050. Quando esse grupo, cada vez mais numeroso graças ao aumento na expectativa de vida, perde o emprego ou aceita uma posição inferior, o consumo se retrai e o país perde na geração de riqueza. Em entrevista a este blog, a economista Ana Amélia Camarano já havia alertado para a inatividade dos homens entre 50 e 64 que são empurrados para fora do mercado, ficam à margem da Previdência e se veem numa situação de risco social. A situação ainda é pior para as mulheres, que enfrentam o preconceito de gênero e de idade. O interessante é que, em 90% das empresas brasileiras, os gestores acreditam que os profissionais acima dos 50 demonstram maior equilíbrio, mas apenas 11% delas mantêm programas de contratação de mão de obra sênior, aponta levantamento do Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas (FGV-Eaesp). No artigo, são listadas algumas iniciativas para dar fim ao desperdício desse capital humano. A primeira delas é reconhecer que a discriminação existe e rever as práticas de contratação, para alimentar um ambiente inclusivo. Há perguntas que só são feitas para os 50 mais, como: “você sabe navegar na internet?”; “tem boa memória?”; “é saudável e tem vida social?”. Outra frente de ação é derrubar estereótipos negativos relacionados ao envelhecimento. Funcionários maduros tendem a ser mais engajados, diminuindo a rotatividade da mão de obra. As empresas também deveriam investir em treinamento – sem privilegiar os jovens, como normalmente acontece – e criar horários flexíveis para quem quer trabalhar, mas prefere jornadas menos longas. Times multigeracionais já se mostraram produtivos porque há um intercâmbio entre as diferentes habilidades de cada faixa etária, com ganhos para todos. Veja Mais

Entenda o que é carfentanil, 'anestésico de elefante' identificado na cocaína envenenada na Argentina

Glogo - Ciência Opioide é muito mais forte que seu similar fentanil. Perigo é tão grande que agência de combate às drogas dos EUA recomenda que agentes fiquem longe da substância em suas ocorrências. Homem é admitido no Hospital Bocalandro após consumir cocaína adulterada em Loma Hermosa, na província de Buenos Aires, na Argentina, na quinta-feira (3) Tomas Cuesta/AFP As autoridades da Argentina informaram à imprensa do país que a substância tóxica misturada à “cocaína envenenada” distribuída na região de Buenos Aires, causando mais de 20 mortes, é o carfentanil, um opioide extremamente poderoso usado como tranquilizante e analgésico de elefantes e outros animais de grande porte. Visualmente, o produto pode se assemelhar a cocaína em pó ou heroína. No entanto, a droga é 10 mil vezes mais potente que a morfina e 100 vezes mais poderosa que o fentanil, outro opioide que causa muitas mortes em países com alto consumo desse tipo de analgésico, como os EUA. O carfentanil é tão perigoso que a DEA, a agência americana de combate às drogas, já publicou um comunicado orientando agentes a não manusearem drogas se desconfiarem que contêm essa substância. "O carfentanil e outros compostos relacionados ao fentanil são um sério perigo para a segurança pública, socorristas, médicos, tratamento e pessoal de laboratório. Essas substâncias podem vir em várias formas, incluindo pó, papel mata-borrão, comprimidos e spray. Podem ser absorvidas pela pele ou inalação acidental de pó no ar", alerta a DEA. O manuseio inadequado do carfentanil tem consequências mortais, destaca a agência. “A dose letal para carfentanil em humanos é desconhecida. No entanto, como observado, ele é aproximadamente 100 vezes mais potente que o fentanil, que pode ser fatal na faixa de 2 miligramas, dependendo da via de administração e de outros fatores”, detalha a DEA. A recomendação é que só equipe treinadas e devidamente paramentadas com equipamentos adequados mexam com essa droga. Os sintomas incluem: diminuição ou parada respiratória sonolência desorientação sedação pupilas fechadas pele úmida O início dos sintomas geralmente ocorre poucos minutos após a exposição. O atendimento médico deve ser procurado imediatamente. Se inalado, é importante levar a vítima para um local arejado. Se ingerido e a vítima estiver consciente, deve-se lavar os olhos e a boca da vítima com água fria. Outra medida possivelmente necessária, segundo a DEA, é a administração de naloxona, um antídoto para overdose de opióides. A administração imediata de naloxona pode reverter uma overdose de carfentanil, fentanil ou outros opióides, embora possam ser necessárias múltiplas doses, explica agência americana. Veja Mais

A receita de quatro mulheres na faixa dos 70 para dividir uma casa sem aborrecimentos

Glogo - Ciência Elas são conhecidas como as “Golden girls” e conseguiram até uma mudança na legislação para facilitar o modelo de cohousing no Canadá “Estamos muito felizes com a forma como organizamos nossa convivência. Têm havido poucos desentendimentos e, quando eles ocorrem, são resolvidos através de uma conversa franca, direta. Sempre fazemos questão de nos lembrar como este arranjo é ótimo se comparado com as alternativas de que dispúnhamos: instituições para idosos, impor nossa presença na casa de familiares ou viver só, com todos os problemas de segurança e solidão relacionados com essa opção”. É assim que Louise Bardswich me descreve, por e-mail, a solução de moradia que encontrou ao lado de Beverly Brown, Sue Micklewright e Sandy McCull. As quatro, conhecidas como as “Golden girls” (Garotas douradas), estão na faixa entre 70 e 75 anos e dividem uma casa em Port Perry, cidadezinha com cerca de 10 mil habitantes localizada a 85 quilômetros de Toronto, no Canadá. Louise foi diretora de uma faculdade de artes aplicadas e tecnologia; Sue, executiva da área de TI; enquanto Beverly e Sandy são enfermeiras aposentadas. Em sentido horário, as garotas douradas: Beverly Brown, Sue Micklewright, Louise Bardswich e Sandy McCully Patricia LeRoux O imóvel foi comprado em 2016 e cada uma tem 25% dele, graças a uma mudança na legislação. Em 2019, foi aprovada a Golden Girls Act, que leva o apelido do quarteto. Trata-se de uma disposição legal que facilita a compra de uma propriedade para cohousing, ou seja, para o compartilhamento de moradia de indivíduos que não são da mesma família. “O Código de Direitos Humanos de Ontário já previa a criação de uma ‘família’ sem laços de sangue, por isso as objeções do conselho municipal foram derrubadas, mas a disputa foi emocionante”, conta. A reforma levou em conta demandas futuras em caso de declínio físico das ocupantes: portas e corredores largos (para a passagem de uma cadeira de rodas), banheiros acessíveis e elevador. Há também uma suíte extra caso seja preciso contratar um cuidador. Quatro pilares nortearam o projeto, que listo aqui porque são de uma simplicidade e eficiência exemplares: 1) Segurança: cada uma zela pelo bem-estar da outra, de forma que as famílias podem ser acionadas se houver algum sinal de problema; 2) Convívio social: há sempre uma companhia para conversar ou compartilhar o jantar, embora todas levem suas vidas com independência; 3) Finanças: as despesas mensais são bem mais baixas do que quando cada uma vivia sozinha; 4) Controle: elas estão no comando de suas existências, não há ninguém para organizar ou decidir o que cada uma vai comer ou fazer. O quarteto na porta de casa Patricia LeRoux No Canadá, 93% dos adultos acima dos 65 anos moram em suas casas e 87% querem continuar vivendo assim pelo maior tempo possível. O país tem investido em serviços para garantir que esse grupo tenha o apoio necessário para manter sua autonomia, como um programa de paramédicos comunitários que garante visitas de enfermeiros para o acompanhamento de doenças crônicas e a realização de testes, a fim de diminuir o risco de eventos que levem os idosos às emergências dos hospitais. Na Holanda, pesquisadores analisaram oito comunidades de cohousing, nas quais os residentes têm seus próprios apartamentos, mas compartilham algumas atividades. Também determinam com que frequência recebem algum tipo de cuidado externo, e o trabalho mostrou que poucos se queixavam de solidão. Na Finlândia, um outro estudo se debruçou sobre um complexo criado para atender indivíduos com no mínimo 55 anos, que dispõe de unidades de manutenção simples, áreas comuns com espaços verdes e serviços, além de acesso ao transporte público, com um coordenador (ou facilitador) em meio período. A conclusão é de que o modelo estimula que os idosos se mantenham fisicamente ativos e independentes, garantindo segurança e convívio social para o grupo. Veja Mais

“É você que está no comando da sua programação?”

Glogo - Ciência No livro “Responsabilidade curativa”, a engenheira Rebeca Virgínia, de 75 anos, conta como passou a cuidar do seu bem-estar sem medicamentos A engenheira civil Rebeca Virgínia teve uma trajetória profissional de sucesso e nunca descuidou da saúde: conseguiu conciliar maternidade, carreira e uma rotina de atividade física regular – e, com o passar dos anos, uma dieta vegetariana e a prática de meditação. Mesmo assim, depois de completar 70 anos, começou a sentir dores no joelho esquerdo e recebeu o diagnóstico de artrose. Submeteu-se a uma infiltração, mas o alívio durou apenas alguns meses; depois de uma segunda infiltração, a dor se manifestou no quadril e o incômodo foi se agravando. Num curto espaço de tempo, estava diante da perspectiva de ter que pôr uma prótese no joelho e, no médio prazo, também no quadril. “A partir de uma determinada idade, rugas, cabelos brancos e artrose, todos teremos”, a frase que ouviu de uma médica foi o que mais a incomodou, pelo conformismo que representava. Foi quando decidiu que sua experiência na gestão de empresas e projetos deveria ser aplicada em sua vida: fez uma especialização em psicologia analítica; assistiu a palestras sobre saúde quântica; participou de retiros de meditação; iniciou a prática de ioga; e estudou técnicas de terapias energéticas. Rebeca Virgínia, autora de “Responsabilidade curativa: como a física quântica, a medicina holística e as constelações familiares podem ajudar você a construir uma vida saudável” Divulgação “Passei a me dedicar literalmente de corpo e alma à saúde, à expansão da consciência e à espiritualidade. Decidi, assim, assumir a responsabilidade pelo controle da minha própria cura”, conta no livro “Responsabilidade curativa: como a física quântica, a epigenética, a medicina holística e as constelações familiares podem ajudar você a construir uma vida saudável” (Editora Gente). Rebeca completou 75 anos em dezembro e escreve sobre como está envelhecendo sem cirurgias, antibióticos, anti-inflamatórios, ansiolíticos e soníferos. Prioriza uma visão sistêmica do organismo – “cada órgão só pode exercer sua função em conexão com os demais do sistema” – que encara com reservas o arsenal farmacológico que normalmente é indicado aos idosos, mas enfatiza que suas escolhas são pessoais e não devem ser vistas como uma indicação ou conselho. O mais impactante é a descrição da sua jornada de autoconhecimento: “estava me deixando abater por sentimentos e emoções negativas, me sentindo desvalorizada e assumindo o papel de vítima”, lembra, relatando inclusive arestas no relacionamento com os filhos. Detalha o roteiro do aprendizado para “rebobinar” o cérebro: “ele é estimulado a buscar novos conhecimentos sem preconceitos? Tem autorização para transgredir crenças limitantes? É você que está no comando da sua programação? Quais pensamentos, hábitos, sentimentos e emoções estão configurando o seu destino?”, reflete. As mudanças positivas em sua vida a levaram a escrever o livro, “para despertar o mesmo nas pessoas”, diz. Rebeca alterna relatos de suas vivências com ensinamentos que colecionou com leituras e cursos. Enfatiza a importância da contemplação da natureza e da meditação, mas simplifica sua prática, afirmando que pode ser feita praticamente em qualquer lugar. Sobre a ciência quântica, defende que ela nos mostra como corpo e mente estão interligados e que entender essa conexão é fundamental. Para enfrentar ressentimentos e traumas, propõe mergulhar nas experiências negativas que tivemos para superá-las: “não seja escravo das memórias, use-as a seu favor!”. Veja Mais

Risco cardiovascular pode significar pior prognóstico cognitivo para mulheres na meia-idade

Glogo - Ciência Estudo acompanhou 1.857 pessoas, entre 50 e 69 anos, que se submeteram a avaliações periódicas para medir sua aptidão mental Embora os homens de meia-idade sejam mais propensos a ter doenças cardiovasculares, somando fatores de risco como tabagismo, pressão alta e diabetes, o impacto dessas condições na capacidade cognitiva das mulheres, na mesma faixa etária, pode ser mais negativo. Trata-se do resultado de trabalho divulgado no começo do mês pela Academia Americana de Neurologia, que congrega 36 mil membros. O estudo acompanhou 1.857 pessoas, entre 50 e 69 anos, que não apresentavam sinais de demência no início do monitoramento. O grupo realizou exames a cada 15 meses durante três anos, incluindo testes de memória, linguagem e habilidade espacial, de forma a calcular uma pontuação cognitiva, que mede a aptidão da capacidade mental do indivíduo. Risco cardiovascular pode significar pior prognóstico cognitivo para mulheres na meia idade Gerhard Bögner para Pixabay Dos participantes, 79% tinham pelo menos um dos fatores de risco citados anteriormente: 83% dos homens e 75% das mulheres manifestavam algum problema. O que os pesquisadores descobriram é que, para elas, havia uma relação bem mais forte entre condições cardiovasculares alteradas e um impacto negativo nas funções cognitivas. Por exemplo, no caso de doença coronariana, dobrava a probabilidade de a pontuação cognitiva feminina ser menor. O estudo não garante que, necessariamente, as mulheres com fatores de risco enfrentarão declínio cognitivo na meia-idade, mas aponta uma associação entre esses elementos. As mudanças hormonais ocorridas no climatério também podem ter papel no processo. De acordo com Michelle M. Mielke, PhD da Clíncia Mayo Clinic e membro da Academia Americana de Neurologia, é preciso investigar as diferenças de gênero e sua relação com biomarcadores de enfermidades no cérebro. Divulgado ontem, outro estudo lança luz sobre as diferenças de gênero. De acordo com o setor da American Heart Association dedicado aos AVEs (acidentes vasculares encefálico, popularmente conhecidos como derrames), as mulheres até 35 anos têm 44% mais chances de um acidente vascular isquêmico – que é causado pela obstrução dos vasos sanguíneos – que os homens de faixa etária similar. Trata-se do resultado da revisão de 16 trabalhos publicados entre 2008 e 2021, com quase 70 mil pessoas. Depois de um derrame, as mulheres jovens também apresentam risco aumentado de duas a três vezes para algum tipo de comprometimento funcional. Entretanto, vale registrar que apenas 15% desses eventos ocorrem em adultos com menos de 50 anos. Veja Mais

É por isso que a pandemia não tem fim #shorts

É por isso que a pandemia não tem fim #shorts

 Minuto da Terra Existem quatro vieses cognitivos que deixaram a pandemia muito pior. Primeiro, nós, humanos, costumamos subestimar a capacidade de propagação de uma doença. Além disso, nossos cérebros não apenas subestimam o risco de uma pessoa ficar doente, como também subestimam as chances de que essa pessoa seja nós! Nós, humanos, também não sabemos lidar direito com o futuro. Em geral, somos capazes de fazer um balanço das coisas e decidir que inconveniências temporárias, como o distanciamento social, superam os prazeres temporários, como se aglomerar por aí. Mas o desejo por gratificação instantânea do nosso cérebro acha justificável fazer o que quiser - e o Léo do futuro que se vire. E por último, sem ser novidade pra alguém, nós, humanos, não gostamos de ouvir o que não devemos fazer - principalmente vindo de uma figura de autoridade falando pra você "não ver sua família" ou "não sair de casa sem máscara". Vídeo completo: "4 motivos por que nosso cérebro não sabe lidar com uma pandemia" https://www.youtube.com/watch?v=48vLCxySlGQ #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

A diferença entre bonobos e chimpanzés #shorts

A diferença entre bonobos e chimpanzés #shorts

 Minuto da Terra Era uma vez uma população de macacos que vivia no meio da selva, com comida à vontade nas plantas do chão e que de vez em quando subiam nas árvores pra dar uma variada na alimentação. Mas à medida que rio Congo, que passava por ali, começou a ficar mais largo e profundo, a população de macacos foi dividida em duas: e embora o norte e o sul do rio tivessem exatamente o mesmo tipo de macacos, eles agora estavam pra sempre separados. Graças a evidências fósseis, nós sabemos que os dois locais nem eram tão diferentes assim um do outro; o que acontece é que o que ficava ao sul do rio tinha muito mais plantas e o que ficava ao norte do rio tinha muito mais gorilas. A maioria dos pesquisadores acredita que essas duas pequenas diferenças fizeram com que os grupos de macacos acabassem se dividindo em duas espécies: uma violenta e a outra super carinhosa. #shorts Vídeo completo: "Como esse rio tornou chimpanzés violentos?" https://www.youtube.com/watch?v=_oOx88DYjD0 Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Leonardo Gonçalves de Souza, Ricardo Gonçalves de Souza e Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Por que o dia mais longo do ano não é o mais quente?

Por que o dia mais longo do ano não é o mais quente?

 Minuto da Terra A maneira como vivemos as estações do ano não está necessariamente alinhada com a forma como elas são definidas - entenda o porquê. Estações astronômicas - estações que são definidas por equinócios e solstícios (não temperatura ou clima); Equinócio: a hora/data em que o sol cruza o equador celeste, quando o dia e a noite têm aproximadamente a mesma duração; Solstício: a hora/data em que o sol atinge sua declinação máxima ou mínima, marcada pelos dias mais longos e mais curtos; Atraso sazonal: o fenômeno pelo qual os dias mais quentes/mais frios do ano são atrasados até depois dos dias com mais/menos luz solar. Veja Mais

De onde virá a próxima pandemia? | Minuto da Terra

De onde virá a próxima pandemia? | Minuto da Terra

 Minuto da Terra A causa mais provável da próxima pandemia será fruto da interação entre humanos e um seleto grupo de animais. SAIBA MAIS ************* Para se aprofundar nesse assunto, pesquise por essas palavras-chave: - Zoonose: doença que pode ser transmitida aos humanos por animais. - Reservatório natural: animais que naturalmente abrigam múltiplos agentes infecciosos. - Transbordamento zoonótico: transmissão de uma zoonose de um reservatório animal para um humano. - Teoria de histórias de vida: aspectos biológicos da vida de uma espécie, desde o seu nascimento até a sua morte, descrevendo critérios como a maturação, reprodução, sobrevivência e morte. AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando no joinha ???? (y) - Compartilhando nas redes sociais e com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no https://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal em https://youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas e merchan: https://lolja.com.br/minuto-da-terra (tem várias estampas e tamanhos para presentear!) REDES SOCIAIS ***************** https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição: Ricardo Gonçalves de Souza Tradução e produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Where Will The Next Pandemic Come From? https://youtube.com/watch?v=RCpfuJXQ90s FONTES (em inglês) ********************* Keesing, F., and Ostefld, R. (2021). Impacts of biodiversity and biodiversity loss on zoonotic diseases. PNAS, 118 (17) e2023540118. Retrieved from: https://pnas.org/doi/pdf/10.1073/pnas.2023540118 Han, B., Schmidt, J.P., Bowden, S., and Drake, J. (2015). Rodent reservoirs of future zoonotic diseases. PNAS, 112 (22) 7039-7044. Retrieved from: https://pnas.org/doi/10.1073/pnas.1501598112 Balderrama-Gutierrez G, Milovic A, Cook VJ, Islam MN, Zhang Y, Kiaris H, Belisle JT, Mortazavi A, Barbour AG. (2021). An Infection-Tolerant Mammalian Reservoir for Several Zoonotic Agents Broadly Counters the Inflammatory Effects of Endotoxin. mBio.;12(2):e00588-21. Retrieved from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33849979 Olival, K., Hosseini, P., Zambrana-Torrelio, C. et al. (2017). Host and viral traits predict zoonotic spillover from mammals. Nature 546, 646–650. Retrieved from: https://doi.org/10.1038/nature22975 Martin, L. B., 2nd, Weil, Z. M., & Nelson, R. J. (2007). Immune defense and reproductive pace of life in Peromyscus mice. Ecology, 88(10), 2516–2528. Retrieved from: https://doi.org/10.1890/07-0060.1 Johnson Christine K., Hitchens Peta L., Pandit Pranav S., Rushmore Julie, Evans Tierra Smiley, Young Cristin C. W. and Doyle Megan M. (2020). Global shifts in mammalian population trends reveal key predictors of virus spillover risk. Proc. R. Soc. B .2872019273620192736. Retrieved from: https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rspb.2019.2736 Allen, T., Murray, K.A., Zambrana-Torrelio, C. et al. (2017). Global hotspots and correlates of emerging zoonotic diseases. Nat Commun 8, 1124. Retrieved from: https://nature.com/articles/s41467-017-00923-8 Han, Barbara. (2022). Personal communication. Disease Ecologist, Cary Institute of Ecosystem Studies. https://hanlab.science Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Jovem cientista brasileiro cria marcador que determina a idade biológica com mais precisão

Glogo - Ciência AltumAge é um relógio epigenético capaz de associar o envelhecimento celular ao surgimento de doenças A coluna sempre festeja quando se depara com um avanço da ciência brasileira, mas hoje a comemoração é dupla, dada a idade do cientista. Quero apresentar a vocês um jovem de 23 anos do qual, certamente, ainda ouviremos falar muito. Lucas Paulo de Lima Camillo formou-se em bioquímica pela prestigiosa Brown University, nos Estados Unidos, e agora cursa medicina em Cambridge, no Reino Unido. No dia 19 de abril, a revista científica “npj Aging”, especializada na área do envelhecimento, publicou artigo do qual ele é o primeiro autor, ou seja, o principal colaborador. O trabalho é sobre um biomarcador, criado por Camillo, para medir a idade biológica de um ser humano a partir de qualquer tipo de substância do organismo: sangue, saliva ou amostra de tecido. Lucas Paulo de Lima Camillo, cientista brasileiro de 23 anos que criou o relógio biológico AltumAge, numa das bibliotecas da Universidade de Cambridge Acervo pessoal Vamos por partes para explicar o feito desse jovem cientista. Em primeiro lugar, lembremos que, apesar de termos uma idade cronológica, que é a da data do nascimento, também carregamos uma idade biológica, que reflete o envelhecimento do corpo e seus órgãos vitais. Portanto, uma pessoa de 60 anos pode estar fisicamente bem e ter uma idade biológica inferior. No campo da ciência, há uma corrida para explorar os limites da longevidade – na verdade, como conseguir deter ou até reverter o processo de senescência – que vem mobilizando bilhões de dólares e, inclusive, suscitando debates acalorados sobre a ética de tentar estender indefinidamente nossa existência. Sou otimista. Da mesma forma que investimentos em saúde e infraestrutura conseguiram aumentar a expectativa de vida das pessoas, o que os pesquisadores estão fazendo abre uma nova perspectiva e não devemos rechaçar a experimentação. O que me leva de volta ao trabalho de Camillo, batizado de AltumAge. “O próximo passo da ciência é desenvolver tratamentos que intervenham na biologia do envelhecimento, em nível celular, porque sabemos que o risco de doenças como câncer, diabetes, demência e problemas cardiovasculares está associado à idade. A criação de biomarcadores, que chamamos de relógios epigenéticos, é um avanço neste sentido, porque não precisamos acompanhar indivíduos da juventude à velhice para avaliar como o organismo vai se deteriorando”, detalha. Em 2013, Steve Horvath, professor de Berkley, criou um modelo matemático capaz de prever a idade biológica com uma margem de erro de 3 anos e meio, e já há empresas atuando neste segmento que, se eu fosse “batizar” de um jeito descomplicado, chamaria de medidores do relógio biológico. O que torna o AltumAge tão especial é que ele conseguiu baixar a margem de erro para 2.2 anos! Para chegar a esse resultado, é preciso medir o processo de metilação do DNA em nosso organismo – e agora entra a parte mais excitante e um pouquinho difícil de explicar, por isso vamos a uma breve aula de biologia. A metilação é um processo químico que transfere um átomo de carbono e três átomos de hidrogênio e ocorre em todos os tecidos e células. Camillo se vale de imagens simples para descrever o que acontece: “a base bioquímica da metilação é ligar e desligar um gene, isto é, ativá-lo ou silenciá-lo. Quando a parte de um gene está metilada, ele ‘desliga’, e é importante que tenhamos esse ‘liga-e-desliga’ em nossas células. No entanto, com o passar do tempo, pode haver um ruído no padrão saudável da metilação, algo como um CD que vai ficando arranhado, o que provoca a deterioração do som. Por exemplo, alguns genes neuronais que deveriam estar desligados começam a ser reativados, levando a patologias”. O professor Horvath havia utilizado um modelo linear para essa medição. Em Brown, Camillo desenvolveu sua pesquisa num laboratório de biologia computacional, que usa redes neurais, muito mais complexas. Mergulhou em 142 estudos, depois comparou dados de pacientes com células em laboratórios, e foi assim que começou a desenvolver o algoritmo do AltumAge. Ao medir a idade biológica das células, encontrou uma associação entre o envelhecimento celular e doenças como câncer, esclerose múltipla, diabetes tipo 2 e HIV, entre outras condições. Estamos no limiar de uma era de reprogramação celular e o trabalho de Lucas Paulo de Lima Camillo já se transformou numa valiosa contribuição. Os outros dois autores do artigo são Louis Lapierre e Ritambhara Singh, ambos seus ex-professores em Brown. Veja Mais

O campo da longevidade é excitante para os investimentos, diz investidor

Glogo - Ciência Alan Patricof, uma lenda no segmento do capital de risco, tem 87 anos e pretende chegar aos 114: “muitos serviços e invenções vão me ajudar” Nos últimos 50 anos, Alan Patricof tornou-se uma lenda entre os investidores. São cinco décadas de sucesso no turbulento segmento do capital de risco, uma modalidade de investimento focado em empresas com alto potencial de crescimento, mas que estão começando e ainda têm baixo faturamento. Cerca de 500 companhias tiveram seu apoio antes de terem se transformado em gigantes, como Apple, New York Magazine, Sunglass Hut, Axios – e a lista segue, quilométrica. Aos 87 anos, acabou de lançar o livro “No red lights”, no qual faz um balanço desse meio século do empreendedorismo. Engana-se quem pensa que a obra representa o encerramento de sua carreira, como deixou claro ao participar de uma conferência on-line, no dia 20 de abril, sobre marcas, inovação e tecnologia, organizada pela Universidade de Columbia. Patricof foi o ponto alto do painel sobre longevidade, enfatizando que esta é uma área cuja expansão está apenas começando: “assistimos a um avanço admirável na ciência e o panorama é excitante para os investimentos. Há dezenas de empresas dedicadas ao monitoramento remoto de pacientes e haverá um boom de adaptações nas moradias para que as pessoas possam envelhecer em casa”, afirmou, dando, como exemplo, os banheiros inteligentes equipados com sensores capazes de analisar urina e fezes em tempo real. Também alfinetou a indústria da beleza que, na sua opinião, terá que se reconciliar com o público maduro: “seus produtos e todo o marketing eram voltados para mostrar o envelhecimento como algo a ser combatido, em vez de comemorar a vitória que é viver”. Aos 87 anos, estima que terá mais 27 pela frente – “muitos serviços e invenções vão me ajudar a chegar lá”, diz – e, pelo visto, está no caminho certo. Continua fazendo caminhadas, pedalando e prepara-se para correr a maratona de Nova York, em novembro. Alan Patricof: aos 87 anos, cinco décadas de sucesso no segmento do capital de risco Wikipedia Continuar vivendo em casa até o fim da existência é não somente um desejo da maioria das pessoas, mas igualmente um mercado em expansão, de acordo com os demais participantes do evento. Nirav Shah, professor da Universidade de Stanford e especialista em medicina digital, apontou o problema crônico de falta de mão de obra no setor de cuidados. “A saída é pagar esses cuidadores familiares, que hoje não são remunerados, para viabilizar que os idosos possam permanecer em casa. Nos Estados Unidos, estamos atrás de outros países desenvolvidos. No Japão, há um investimento significativo para utilizar robôs para suprir essa mão de obra”. Sobre o bônus da longevidade, foi crítico: “um terço dos norte-americanos tem curso superior, esse bônus da longevidade não chegou para dois terços da população, mas o acesso digital à saúde já é um primeiro passo”. A socióloga Ilana Horwitz, que faz pós-doutorado no Centro de Longevidade de Stanford, frisou que os mais velhos não são um fardo, e sim um patrimônio: “conforme se envelhece, torna-se mais fácil aprender novas habilidades, graças ao repertório que temos”. Um ótimo exemplo foi a participação de Donald (Don) Sexton, professor emérito de Columbia aposentado depois de 50 anos de magistério. Embora não fizesse parte do painel, sua entrada no chat foi um fecho de ouro: “não tenho tempo de fazer tudo o que eu quero. Aos 79 anos, estou começando uma nova carreira, de stand-up. A velhice pode ser ótima”. Veja Mais

Histórias de reinvenção: Dani, consultora para estudantes na Flórida

Glogo - Ciência Depois de trabalhar com marketing e ser dona de uma marcenaria, ela agora ajuda brasileiros a ingressar nas melhores universidades americanas Na terça-feira, ao contar a história de Claudia Gazel, iniciei uma série de três colunas sobre mulheres que se reinventaram em outros países, deixando para trás as referências profissionais que tinham no Brasil. Hoje é a vez de Daniela Campos, de 52 anos, que há dez vive na Flórida. Depois de uma longa trajetória como executivo, o marido, Rubens, desejava dar uma guinada na carreira. Apesar da formação em administração, a polivalente Dani já havia trabalhado na área de marketing e em design de interiores, quando foi dona de uma marcenaria, e não teve dúvidas sobre as oportunidades que a mudança proporcionaria para o casal e seus três filhos – na época, com 15, 11 e 4 anos de idade. “Quando chegamos, Rafael, o mais velho, estava no Ensino Médio, o high school daqui. Como era um ótimo aluno e jogava tênis, todos diziam que seria fácil conseguir bolsa numa universidade. Só que descobri que o processo não é nada simples, porque é preciso ter registro de todas as atividades do adolescente, como torneios, prêmios, e por aí vai. Quando chegou a vez da Laura, a do meio, estava mais preparada e tinha começado a dar uma assessoria informal a outros brasileiros na mesma situação. Foi quando me dei conta de que isso poderia se transformar num negócio”, lembra. Daniela Campos: há dez anos na Flórida, ela criou a Impacto Acadêmico, consultoria para auxiliar estudantes brasileiros a ingressar nas boas universidades americanas Acervo pessoal Foi assim que nasceu a Impacto Acadêmico, uma consultoria educacional para atingir os melhores resultados possíveis no high school e no ingresso nas universidades. Daniela se associou à psicóloga Patricia Teixeira, especializada em orientação profissional (como agora são chamados os testes vocacionais), que detectara o alto grau de ansiedade dos jovens brasileiros diante de tantos desafios para conseguir uma vaga. Juntas, criaram uma metodologia exclusiva, em 2020, e hoje têm 70 clientes. “Embora as boas notas sejam importantes, é indispensável ter uma vida extracurricular rica, ou seja, fazer esportes e trabalho voluntário, participar de clubes acadêmicos. É uma cultura bem diferente da brasileira, mas boa parte dos pais não sabe disso. A maioria vem para cá em busca de segurança e de um futuro melhor para os filhos, que necessariamente passa pela educação, portanto é fundamental se adaptar”, ensina. Como são os estudantes que montam a grade de matérias, a consultoria os orienta a escolher disciplinas para alcançar uma boa média e a se engajar em experiências que enriqueçam o currículo. Eles ainda recebem indicações de tutores para aumentar a pontuação no SAT, o exame que equivale ao Enem, mas com uma grande diferença: pode ser realizado até oito vezes num ano, possibilitando atingir uma marca melhor. Também aprendem a redigir o “essay” para a universidade, que é o texto no qual o aluno se apresenta à instituição na qual deseja entrar. “O ideal é que a garotada receba as orientações a partir do primeiro ano da high school, para ter tempo de se preparar, mas atendemos até quem está perto de se formar. Os EUA têm cerca de 4 mil instituições ensino superior e 300 são de ótima qualidade, há muitas opções de excelência. No entanto, cada vez mais elas estão interessadas em como os jovens se informam, se distraem, ou socializam, com ênfase na curiosidade intelectual”, diz Daniela. Seus cartões de visita preferidos? Rafael, formado em 2019 em finanças pela prestigiosa University of Notre Dame; e Laura, que cursa comunicação na NYU (New York University). Veja Mais

Por que gostamos mais da vida à medida que envelhecemos

Glogo - Ciência Pesquisa indica que, com a idade, há uma maior liberação da ocitocina, o “hormônio do amor” A ocitocina é conhecida como o “hormônio do amor” porque está associada a comportamentos positivos e amorosos, que vão dos cuidados maternais, como amamentar, ao relacionamento prazeroso de casais. Nosso organismo se encarrega liberar ocitocina para azeitar interações sociais, como as que temos com filhos e parceiros, encarregando-se de reforçar nosso apego aos outros. Produzida pelo hipotálamo, forma, junto com a serotonina e a endorfina, um trio que aumenta a sensação de bem-estar e diminui o estresse – não é à toa que as três também são denominadas de neurotransmissores da felicidade. E por que a “aula” de biologia no começo da coluna? Porque estudo divulgado hoje indica que, conforme envelhecemos, produzimos mais ocitocina, o que pode explicar por que aprendemos a apreciar a vida à medida que os anos passam! Casal maduro: liberação da ocitocina se amplia com a idade e está associada à satisfação com a própria existência Alisadyson para Pixabay O trabalho, publicado na revista científica “Frontiers in Behavioral Neuroscience”, investe em duas frentes. Para começar, indivíduos cujos cérebros fornecem uma quantidade maior de ocitocina tendem a ser mais generosos e satisfeitos com suas próprias vidas. A reboque vem a descoberta que essa liberação aumenta com a idade, sugerindo que, de um modo geral, as pessoas intensificam sua empatia em relação aos demais ao envelhecer. Seu autor principal, Paul J. Zak, criou o Centro de Estudos Neuroeconômicos da Claremont Graduate University e é pioneiro na integração da neurociência com a economia, ao identificar os processos mentais que dão sustentação a comportamentos virtuosos, como confiança e generosidade. Zak se dedica ao tema há mais de 20 anos. Numa palestra TED realizada em 2011, chamou-a de “molécula da confiança”. Em sucessivos experimentos, dos quais inclusive participou como cobaia, confirmou que uma ampliação do seu nível no organismo elevava a generosidade dos indivíduos. “É a ocitocina que mantém nossas conexões sociais, que alimenta a moralidade”, ensina, fazendo uma ressalva: em cerca de 5% das pessoas, essa distribuição do hormônio não ocorre – e há fatores que desempenham um papel inibidor, como estresse, altas doses de testosterona e um histórico de abusos. Paul Zak: criador do Centro de Estudos Neuroeconômicos da Claremont Graduate University, é pioneiro na integração da neurociência com a economia Divulgação Dessa vez, os pesquisadores recrutaram cem indivíduos, entre 18 e 99 anos, e todos assistiram a um vídeo de um menino com câncer, que um estudo anterior confirmara como sendo um indutor da difusão de ocitocina pelo cérebro. Foram retiradas amostras de sangue dos participantes antes e depois da exibição. “As pessoas tinham a opção de fazer uma doação para uma instituição que trabalhasse com crianças com câncer, atitude que media seu comportamento de rápido engajamento social. Além disso, elas eram entrevistadas para nos fornecer informações sobre seu nível de satisfação com a vida. Aquelas que haviam liberado mais hormônio no experimento não apenas tinham uma maior inclinação para a caridade, como também estavam engajadas em outros comportamentos humanitários. Descobrimos ainda que a liberação aumentava com a idade e estava positivamente associada à satisfação com a própria existência”, afirmou Zak. Segundo ele, o achado é consistente com diversas tradições religiosas e correntes filosóficas: servir ao próximo leva o cérebro a nos abastecer com ocitocina e reforça a sensação de empatia e gratidão, num círculo virtuoso. Seu objetivo agora é replicar a pesquisa em grupos étnica e geograficamente diversos e utilizar dispositivos não invasivos que possam ser usados (wearables), permitindo um monitoramento de longa duração. Veja Mais

Como mergulhar em nós mesmos e alcançar o superpoder da consciência

Glogo - Ciência Evento discutiu o excesso de estímulos que vem nos tirando do eixo, seu impacto na saúde mental e o potencial da prática de mindfulness para restaurar o equilíbrio Tive o prazer de acompanhar a edição 2022 do Wisdom 2.0, num modelo híbrido com plateia e transmissão on-line, nos dias 7 e 8. Soren Gordhamer, seu criador, diz que o objetivo da iniciativa é aprender a viver com a tecnologia sem que ela nos engula: “precisa estar casada com o coração”, afirmou na abertura do evento, que contou com a música hipnótica de Laura Inserra. Utilizando instrumentos tradicionais, como flautas e tambores, a artista siciliana se define, sem falsa modéstia, como uma alquimista do som. Seu trabalho é tão impressionante que vale a pena conhecê-lo, clicando aqui. Jon Kabat-Zinn: “só estamos vivos no exato momento no qual nos encontramos” Divulgação E no que consiste o Wisdom 2.0? O encontro de dois dias mergulhou na reflexão sobre o excesso de estímulos que vem nos tirando do eixo, discutiu seu impacto em nossa saúde mental e explorou o potencial da prática de mindfulness para restaurar o equilíbrio. Ao assistir o vídeo que registra o atendimento de estudantes de uma escola do Recife, que foram socorridos durante uma crise coletiva de ansiedade, me veio a certeza de que estamos todos muito necessitados de ferramentas para superar as incertezas e angústias da contemporaneidade. A artista siciliana Laura Inserra durante apresentação no Wisdom 2.0 Reprodução Jon Kabat-Zinn, fundador da Clínica de Redução de Estresse e do Centro de Atenção Plena da faculdade de medicina da Universidade de Massachusetts, realizou a primeira prática: para os participantes, em San Francisco, e todos os que estavam sintonizados – inclusive eu, no Rio de Janeiro. Como pontuou, “temos que transcender a noção convencional de estar presente num cômodo, o ambiente é o planetário”. Desde a década de 1970, quando começou a estudar como a meditação poderia ajudar pacientes com dor crônica a sofrer menos, o médico se tornou a maior referência do mindfulness. Aludindo ao enorme sofrimento no mundo, ao mencionar das mudanças climáticas à invasão da Ucrânia, Kabat-Zinn enfatizou a importância de “mergulhar em nós mesmos em silêncio”, que caracteriza a atenção plena do mindfulness. “Só estamos vivos no exato momento no qual nos encontramos. Quando entramos num estado de silêncio, quietude e atenção, parece, para quem vê de fora, que não está acontecendo nada. No entanto, internamente estamos em contato com nosso verdadeiro superpoder: a consciência”, ensinou, acrescentando que ninguém deve se preocupar em esvaziar a mente, mas sim em deixar pensamentos e emoções fluírem sem julgamento. “Engana-se quem acha que vai ter uma experiência especial, extraordinária, durante o mindfulness. O que a prática nos leva a entender é que, momento após momento, todas as experiências são relevantes. Isso nos ajuda a conviver com as coisas e situações como elas são, com os desafios e dificuldades que existem, mudando a forma de nos relacionar com o que nos cerca”, finalizou. Russell Glass, CEO da Headspace Health: “40% das pessoas sofrem com ansiedade e depressão. Abaixo dos 25 anos, esse percentual chega a 48%” Stanford University Russell Glass, CEO do Headspace Health, resultado da fusão do Headspace, aplicativo voltado para a meditação diária, e do Ginger, que fornece terapia on-line, contou que sua própria trajetória é uma prova do poder do mindfulness: “tinha acabado de vender uma empresa, o que, em tese, indicava meu sucesso, mas me sentia ansioso, não conseguia dormir, nem me dedicar aos meus três filhos. Depois de começar a meditar dez minutos por dia, a mudança foi radical. Era quase como se me visse de fora, observando os gatilhos que, antes, me faziam sair do sério, entrar em conflito”. Glass afirmou que os dados mundiais sobre saúde mental são sombrios: “40% das pessoas sofrem com ansiedade e depressão. Na faixa entre 18 e 25 anos, são 48%. As pesquisas dizem que um em cada três filhos de um casal terá problemas, o que significa que, potencialmente, isso poderá acontecer na minha família”. Para encerrar, lembro que há diversos tutoriais de mindfulness na internet. Vale tentar. Veja Mais

CNPEM desenvolve técnica inovadora e menos invasiva para tratar câncer de próstata

Glogo - Ciência Tecnologia transforma estrutura viral para reconhecer e sinalizar células cancerígenas, e dar impulso para ataque das células de defesa. Estudo teve sucesso em testes com animais e foi publicado em revista americana. Pesquisador do CNPEM Márcio Chaim Bajgelman atuou no desenvolvimento de tecnologia para combate ao câncer de próstata Giancarlo Giannelli/CNPEM Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) , em Campinas (SP), conseguiram modificar a estrutura de um vírus e implementar uma tecnologia aliada no combate ao câncer de próstata. O estudo aponta um caminho menos invasivo para que os tumores sejam identificados e sinalizados, e posteriormente atacados pelas células de defesa do corpo. A técnica é inovadora e foi publicada na revista científica americana Molecular Therapy Oncolytics. Resultados em ensaios feitos com modelos animais garantiram 90% de inibição das células cancerígenas. "A perspectiva é que consigamos transportar para humanos. Acredito que em cerca de 5 anos a gente chegue a um resultado igual ao que tivemos para animais", disse em entrevista ao g1 o pesquisador Márcio Chaim Bajgelman. A estratégia é usar as partículas semelhantes a vírus, conhecidas como VLP e popularizadas na divulgação de técnicas para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. Na estratégia dos pesquisadores de Campinas, a "carcaça" de uma partícula com características de vírus recebe um envoltório "decorado" com proteínas que conseguem se ligar aos marcadores existentes nas células do câncer de próstata, o PSMA. "Desenvolvemos uma nanopartícula que a gente decorou com ligantes. Um dos ligantes vai direcionar a partícula para o sítio tumoral [local específico onde o câncer está]. Se a gente administrar essa partícula na corrente sanguínea, ela vai achar o sitio tumoral" afirmou Chaim. "O câncer de próstata pode ter metástase, e nesse caso a nossa partícula também conseguirá achar focos tumorais em outros locais", completou. Superestímulo às células de defesa Esse envoltório também conta com moléculas que estimulam o sistema imunológico, avisando que os tumores podem ser atacados e evitando que o câncer consiga "enganar" as células de defesa, como ocorre em alguns casos de doenças autoimunes. "As células de câncer vão apresentar na superfície os marcadores, pequenas 'bandeirinhas'. As células do sistema imunológico, como os linfócitos, vão encontrar essa que esta acenando. Todo mundo tem esse repertorio de milhões de linfócitos no organismo. O problema é que só esse reconhecimento não basta, precisa de um empurrão. A nanopartícula vai encontrar esse marcador e dar um segundo sinal para o linfócito ,que vai informar que ele precisa ser ativado agora" "[No futuro] conseguiremos produzir isso num volume bem grande, executar o mecanismo com processo de purificação, formulação, e teria no final um medicamento". Imagens do estudo sobre as nanopartículas contra câncer de próstata mostram aderência de proteínas nas VLPs na superfície da célula Reprodução/CNPEM Menos efeitos colaterais A terapia com esses biomarcadores inovadores também traz uma esperança quanto à redução dos efeitos colaterais nas pessoas que passam pelo tratamento. "Hoje, a pessoa que faz uso de quimioterapia tem muitas reações adversas, cai cabelo, problemas na mucosa gástrica. Tem um problema para o paciente. Quanto mais aumenta a químio, mais desgasta o paciente. Existe um balanço entre matar a célula de câncer e não matar o paciente com o quimioterápico". Com o organismo mais saudável para passar pelo câncer, as chances de cura também se elevam, segundo Chaim. O uso das nanopartículas biológicas pode ser combinado, no futuro, com terapias já existentes, como quimio, radio e imunoterapias. "O câncer voltar é porque tem células que escapam da terapia e do sistema imunológico, e formam um tumor de novo. Quando você tem à disposição outras estratégias, como a imunoterapia, em combinação com outras estratégias, consegue aumentar a eficiência do tratamento". Como foram os testes até aqui Trabalhos começaram em 2012, com o desenvolvimento do conceito, e em 2015 começaram os ensaios clínicos. Os protocolos foram submetidos e aprovados por uma comissão de ética. Linfócitos isolados de camundongos foram usados para receberem células tumorais de câncer de próstata humano, com PSMA. Marcadores foram colocados nas células tumorais para verificar se serão eliminadas. Construíram as nanopartículas com imunomoduladores combinados, com uma potência maior parta eliminar o câncer. Aplicaram a estratégia para as células de defesa, os linfócitos T, não se transformarem em células regulatórias, que poderiam originar uma resposta autoimune. Conseguiram deixar a célula de defesa mais potente, mas eficiente e agressiva, para eliminar o câncer. Nos animais, os tumores cresceram e foram tratados com a tecnologia das nanopartículas desenvolvidas pelo CNPEM. Houve uma inibição de 90%. O estudo com os resultados foi publicado na revista científica americana em 24 de março. Pesquisador do CNPEM, em Campinas, Márcio Chaim Bajgelman Giancarlo Giannelli/CNPEM Próximos 5 anos O estudo, financiado com verba da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), teve bons resultados in vitro e também em camundongos. O CNPEM é uma organização supervisionada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a tecnologia inovadora desenvolvida é nacional. O próximo passo é criar uma realidade mais parecida com a dos humanos, mas ainda em animais, para acompanhar os resultados dentro dos próximos cinco anos. Os testes serão feitos em cultura de células humanas e também serão usados modelos animais humanizados, segundo o pesquisador. "As nossas partículas vão ter que ter ligantes para estimular linfócitos humanos, que têm receptores diferentes. Temos que ter ligantes humanos. A primeira prova de conceito é na placa de cultura. A segunda prova é verificar no animal se elimina tumores humanos. Geramos esses animais em laboratório", explicou Márcio Chaim, ao detalhar que esse é o processo habitual para o desenvolvimento de medicamentos. "Imagino que em 5 anos a gente já tenha partículas humanizadas funcionando no modelo humanizado e testes clínicos realizados", completou. VÍDEOS: veja outros destaques da região Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

Entidades internacionais se unem contra a obesidade e o diabetes

Glogo - Ciência Muitas culturas ainda relacionam o sobrepeso à prosperidade quando, na verdade, trata-se de um fator de risco para inúmeras doenças Na semana passada, assisti ao seminário "Obesity and type 2 diabetes: a joint approach to halt the rise" (em tradução livre, “Obesidade e o diabetes tipo 2: uma abordagem conjunta para deter seu crescimento”). Trata-se da união de forças de duas entidades: a International Diabetes Federation e a World Obesity Federation, que pretendem trabalhar com a Organização Mundial de Saúde, governos, acadêmicos e representantes de pacientes com o objetivo de adotar políticas que possam ser implementadas em escala global. Os números mais recentes, de 2021, dão a dimensão do desafio: aproximadamente 537 milhões de adultos, entre 20 e 79 anos, são portadores de diabetes, contingente que chegará a 643 milhões em 2030 – e há pelo menos 1.2 milhão de crianças e adolescentes diagnosticadas com diabetes tipo 1. Três em cada quatro vivem em países de renda média ou baixa e a doença causou 6.7 milhões de mortes e gastos de 966 bilhões de dólares. Obesidade: fator de risco para o diabetes tipo 2, que causou 6.7 milhões de mortes e gastos de 966 bilhões de dólares em 2021 Cocoparisienne para Pixabay O encontro, virtual, reuniu especialistas e participantes de diversos países e ficou claro que a desinformação continua sendo um sério risco à saúde, principalmente porque muitas culturas ainda relacionam o sobrepeso à prosperidade quando, na verdade, é um fator de risco para inúmeras enfermidades, inclusive o diabetes. Aliás, no Sudeste asiático, a doença é vista como uma decorrência natural, quase inevitável, da senioridade. Wannee Nitiyanant, professora emérita do Royal College of Physicians of Thailand, comentou: “na Tailândia, a riqueza é associada à quantidade de gordura na barriga. Se as crianças são magras, os pais acham que vão ser acusados de não alimentá-las adequadamente”. No chat do evento, participantes do mundo todo compartilhavam informações semelhantes. Na Nigéria, boa parte da população não acredita que alimentos com açúcar tenham relação com a obesidade e acha que os alertas para evitar seu consumo não passam de uma ação para lhes negar acesso a um estilo de vida ocidental. Atividades como caminhar em trilhas são vistas como sinal de pobreza! Em Gana, a obesidade também é sinal de riqueza e mulheres acima do peso representam o padrão de beleza. Mike Lean, professor da Universidade de Glasgow, onde criou o Departamento de Nutrição Humana, afirmou que precisamos de um esforço planetário para estimular a atividade física e frear o ganho de peso: “quando eu era criança, ninguém comia entre as refeições. Éramos até punidos se fizéssemos isso, mas hoje os lanchinhos são a norma. A alimentação deve ter mais nutrientes e menos calorias. O ideal seria voltar aos padrões tradicionais (por aqui, o bom prato de arroz, feijão, salada e alguma proteína), deixando de lado os ultraprocessados que a indústria nos empurra. Temos que conscientizar as novas gerações que o diabetes encurta vidas. Os jovens fumam menos graças às campanhas mostrando que o cigarro provoca câncer. Eles têm que ser alertados sobre o marketing dos alimentos industrializados”. Michael Lean, professor da Universidade de Glasgow YouTube Veja Mais

Uso excessivo de antibióticos na meia-idade pode levar ao declínio cognitivo das mulheres

Glogo - Ciência Pesquisa explora a hipótese de alterações na microbiota estarem associadas ao quadro desfavorável Começo avisando que a coluna não tem nada contra os antibióticos, medicamentos indispensáveis para combater infecções. No entanto, escrevi, em diversas ocasiões, sobre o perigo de consumir remédios sem necessidade – e trabalho publicado em 2019 na revista científica BMJ já mostrava que quase 25% das receitas para antibióticos, prescritas nos Estados Unidos, se enquadravam nessa categoria. Isso posto, vamos à pesquisa divulgada semana passada na também prestigiosa revista PLOS One: num estudo envolvendo 14.542 mulheres nos EUA, aquelas que utilizavam uma quantidade significativa de antibióticos na meia-idade tinham maior probabilidade de enfrentar declínio cognitivo. O grupo analisado integra o Nurses´Health Study, que conta com mais de 100 mil participantes. Risco: o uso excessivo de antibióticos na meia-idade está associado ao declínio cognitivo Volodymyr Hryshchenko, Unsplash, CC0 O uso dos antibióticos foi dividido em quatro conjuntos: utilização zero; de um a 14 dias; de 15 dias a 2 meses; mais de 2 meses. Os motivos mais comuns para a prescrição eram infecções respiratórias, de trato urinário e problemas dentários. A avaliação incluiu uma bateria de testes neuropsicológicos que aferiam quesitos como atenção, aprendizado, memória, rapidez psicomotora e cognição global. Os pesquisadores encontraram uma relação entre o aumento de exposição a antibióticos e menor pontuação em três domínios cognitivos. Para os estudiosos, além de apontar as complicações causadas pelo excesso de medicamentos, o achado é capaz de provocar um avanço na formulação de hipóteses sobre o papel da microbiota na cognição, já que os remédios afetam o equilíbrio desse ecossistema. A microbiota é a complexa associação de trilhões de bactérias, fungos, vírus e archae (seres unicelulares semelhantes às bactérias) em nossos intestinos. Quando ocorre um desequilíbrio, ou disbiose, há alterações da composição bacteriana que dão origem a um quadro de inflamação subclínica crônica, aumentando o risco para o desenvolvimento de uma série de doenças. A possível relação entre uma transformação profunda da microbiota e o declínio cognitivo pode levar à adoção de práticas para minimizar o impacto causado por antibióticos, através da prescrição de probióticos e de uma dieta mais adequada. Como os atuais 50 milhões de pessoas com demência saltarão para 150 milhões nas próximas décadas, é imperioso mapear todos os fatores de risco para tentar controlá-los. Veja Mais

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto faz pesquisa inédita no Brasil para identificar riscos de paciente ter câncer

Glogo - Ciência Objetivo do estudo é avaliar amostras de sangue de cerca de 15 mil voluntários para entender quais são os fatores genéticos relacionados à maior chance de desenvolver a doença. Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, SP, inicia estudo inédito sobre câncer Naiana Kennedy/CBN Ribeirão O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) anunciou em coletiva nesta sexta-feira (25) que deu início a uma pesquisa inédita no Brasil sobre câncer. O grupo de mais de 50 pesquisadores visa identificar quais são os fatores genéticos relacionados ao maior risco de desenvolver a doença. O objetivo é recrutar cerca de 15 mil voluntários na região. Eles terão amostras de sangue analisadas para entender como a genética interfere no surgimento do câncer. A expectativa é que com o resultado, estratégias de prevenção individualizadas sejam elaboradas em pessoas com maior risco. Ao mesmo tempo, sejam evitados exames desnecessários em pessoas com pouca chance de desenvolver câncer, economizando recursos públicos e privados da saúde e mudando o foco para talvez outras doenças que o paciente tenha mais risco. “A gente não quer dar menos do que a pessoa precisa, nem mais. Então em uma mulher com baixo risco de câncer, por exemplo, eu posso pensar em não fazer mais mamografias anuais, serem mais espaçadas e, aí, se ela tiver algo mais importante, como um problema cardiovascular, ele pode ser priorizado”, explicou o chefe de oncologia do HC e pesquisador do estudo, Leandro Colli. De acordo com Colli, em dados estimados de estudos similares na Inglaterra, o rastreamento da probabilidade do desenvolvimento reduz em 3% a mortalidade por câncer. Também há uma redução em 10% do custo da prevenção. Cerca de 15 mil voluntários serão recrutados para estudo no HC de Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Estudo O projeto foi aprovado pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) em 2020, passou por uma bateria de avaliações externas e internas do Ministério da Saúde e, posteriormente, captou recursos com mais de 200 empresas do país. Ao todo, são R$ 8,4 milhões investidos no estudo que deve durar três anos. A expectativa é que até o final de 2024 os resultados sejam publicados em periódicos científicos para que, a partir daí, possam ser elaboradas políticas públicas de saúde. Participam da pesquisa a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, o Hospital das Clínicas, a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão (Faepa), a Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério da Saúde. “Esse tema tem sido alvo de grandes estudos mundiais, mas o Brasil não tem pesquisas desse tipo. E quando a gente pega o que foi desenvolvido nos EUA, e aplica na população europeia, funciona 100%. Quando a gente passa para outras populações, como latino-americanas, esse índice cai, porque nossa variação genética é diferente, a gente precisa ter resultados específicos”, diz Colli. De acordo com o pesquisador, o município de Ribeirão Preto foi escolhido como sede da pesquisa devido a sua diversidade populacional que, segundo estudos, faz com que seja um recorte de representação entre 40% a 60% de toda a população brasileira. Como funciona? Na prática, 21 equipes de Saúde da Família do distrito Oeste de Ribeirão Preto serão responsáveis por recrutar os 15 mil voluntários. Para isso, quando os pacientes forem para a unidade fazer algum atendimento cotidiano, o cadastro será oferecido. Caso aceitem, a parte ética será apresentada, com a assinatura do termo do consentimento e esclarecimento de todas as dúvidas. Após o acordo, esses pacientes serão aprovados e, na próxima vez que forem coletar sangue de exames de rotina, um tubo a mais será retirado uma única vez. Voluntários que aceitarem participar de estudo do HC de Ribeirão Preto, SP, precisam assinar termo de consentimento Reprodução/EPTV Essa amostra será encaminhada para o laboratório e lá, por meio de automatização, serão feitos os estudos. De acordo com o oncologista Colli, a ideia de utilizar robôs é para evitar erros humanos e acelerar a divulgação dos resultados e a elaboração das estratégias de prevenção. Uma das voluntárias participantes do estudo é a Maria Lúcia. Ela se interessou pela pesquisa por conta da irmã que teve câncer de mama e descobriu somente quando já estava avançado, precisando passar por cirurgia. “Eu achei muito interessante a gente poder saber antes de ter um câncer. Eu tenho uma irmã que tem câncer de mama e eu sei o tanto que ela sofreu com tudo isso. Eu tenho medo, mas eu prefiro prevenir para não acontecer o que aconteceu com ela, porque é uma doença que judia bastante. Estou muito feliz de estar participando da pesquisa”, contou. Mais de 800 mil variações genéticas serão analisadas em estudo do HC de Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Ciência por trás do projeto Além da amostra de sangue, outra parte fundamental do estudo é a disponibilização dos prontuários médicos dos pacientes. Essas informações serão armazenadas anonimamente em dois bancos de dados para os cientistas estudarem sobre a probabilidade de aparecer a doença ou não. “A gente sabe que tem algumas coisas que nascem com a gente no nosso DNA que aumentam a probabilidade de a gente desenvolver a doença. Então estamos tentando identificar quem que teria um maior risco genético”, explica a médica e pesquisadora do estudo Marina Cormedi. Segundo o oncologista Leandro Colli, 99,99% do DNA é igual para todas pessoas. Contudo, os 0,01% restantes dão as diferenças entre cada indivíduo. Essa parcela que diferencia as pessoas são as variações genéticas. Contudo, há variações que são comuns entre a população, que é onde o estudo irá atuar. Ao todo, serão analisadas 800 mil variações genéticas dentro de cada uma das 15 mil amostras. A partir desses resultados, os cientistas irão comparar os fatores genéticos de pessoas que tem câncer com aquelas que não tem. O médico ainda comenta que essas variações isoladas não explicam por si só a probabilidade de desenvolver câncer, mas a soma desses fatores pode apontar um risco. Essa soma de fatores é chamada de score poligênico, ou seja, uma classificação de risco para determinado câncer. “O score é o agregado dos fatores genéticos que podem levar ao câncer. É uma fórmula matemática. Uma vez que a gente criou o banco de dados e chegou nessas classificações, a gente vai usar isso com novos pacientes, não só com os do estudo. Os cientistas vão poder acessar esses scores poligênicos e dizer se a pessoa tem chance de desenvolver câncer”, explicou Colli. Pesquisadores de estudo do HC de Ribeirão Preto, SP, tem o objetivo de descobrir fatores genéticos que fatores genéticos que influenciam o risco das pessoas em desenvolver câncer Reprodução/EPTV Acesso aberto Segundo Colli, os scores ficarão disponíveis em acesso aberto, assim como todos os outros que existem atualmente no mundo, para demais cientistas e formuladores de políticas públicas de saúde poderem utilizar. “Uma vez encontrado esses scores, eles vão ser aplicáveis para boa parte do Brasil, então as prefeituras e os serviços de saúde precisam conhecer e saber que estamos fazendo um trabalho que será útil para eles”, disse o oncologista. A exemplo, os cientistas poderão baixar o respectivo resultado do câncer de mama e aplicar em uma amostra. “Então a pessoa pode, uma vez que tenha equipamentos de genotipagem e extração, aplicar o mesmo score poligênico que a gente criou”, finalizou Colli. Ainda segundo o pesquisador, como os dados dos prontuários englobam mais de 20 anos de informações de saúde dos pacientes, com registros de infarto, diabetes e AVC, os dados poderão ser utilizados em outras análises das variações genéticas. Para isso, os pesquisadores desejam prosseguir com a pesquisa e aumentar a amostra para 60 mil pessoas e, posteriormente, 500 mil. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região Veja Mais

Todos ganham investindo nos mais velhos e no mercado sênior

Glogo - Ciência Iniciativas de inclusão digital e empresas focadas na longevidade representam um grande filão. O futuro não pode abrir mão da experiência e das habilidades dos mais velhos. Eles não só constituem um capital intelectual que não deve ser descartado, como também representam uma fatia expressiva de consumidores. A importância do grupo sênior é tão grande que é possível mapear uma série de movimentos cujo objetivo é oferecer recursos para a população madura ter um leque de ferramentas para se integrar à sociedade. A associação dos aposentados norte-americanos (AARP), por exemplo, recebeu 10 milhões de dólares do Google para investir no treinamento digital de 25 mil pessoas 50 mais de baixa renda, com foco em mulheres e indivíduos que não sejam brancos. O objetivo é aumentar as chances de segurança financeira e conexões sociais desse contingente, o mais atingido por dificuldades durante a pandemia. O programa vai se estender por dois anos, em oito estados dos EUA, ensinando ferramentas para os aspirantes a empreendedores. Iniciativas de inclusão digital e empresas focadas na longevidade representam um grande filão Stevepb para Pixabay Criada pela bilionária Melinda French Gates, o programa Techstars Future of Longevity Accelerator é uma incubadora que investe em empresas voltadas para necessidades não atendidas de idosos e das pessoas responsáveis por eles. As áreas de atuação englobam, entre outras, viver com independência em casa durante a velhice; apoio aos cuidadores; bem-estar financeiro; e engajamento social. Esse é um mercado estimado em 390 bilhões de dólares que clama por inovação, já que os EUA têm 55 milhões de habitantes acima dos 65 anos e a previsão é de que, em 2031, o número tenha saltado para 74 milhões. O mais interessante da iniciativa é que 50% das startups beneficiadas são comandadas por mulheres 50 mais, mão de obra que também foi duramente atingida durante a pandemia. O programa alavancou companhias como a Kimuni, que funciona como uma espécie de concièrge que agenda consultas ou outros compromissos, cuida das tarefas domésticas, faz a intermediação entre fornecedores de produtos e serviços; a Bright, que produz um aparelho que emite pulsos de luz numa frequência de 40Hz para melhorar a acuidade mental; a BetterColiving, que procura locatários para idosos que queiram alugar um quarto e ter uma renda extra; ou ainda a MyFitPod, que oferece aulas ao vivo e centenas de vídeos de exercícios que podem ser feitos a qualquer hora. No Brasil o ritmo é outro. O blog noticiou, em 2020, que seis negócios sociais voltados para a longevidade haviam sido selecionados para um programa de aceleração da Neo Acelera, pertencente à farmacêutica Neo Química. Em 2021, a Vitasay encabeçou ação semelhante. Levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontava que, no terceiro trimestre de 2020, havia 1.8 milhão de indivíduos acima dos 65 anos que eram donos de negócios. São os empreendedores que mais empregam no país mas, sem ações estruturadas, continuaremos a alimentar o preconceito contra a velhice e a cavar o fosso da desigualdade digital no Brasil. Para fechar com uma boa notícia: a Unidade de Inclusão Digital de Idosos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul está oferecendo um curso on-line grátis de empoderamento digital feminino na velhice. Ele acontece de 31 de março a 30 de junho e terá encontros semanais pelo Google Meet, sempre às quintas-feiras, das 10h às 11h. Para realizar o cadastro é preciso preencher o formulário neste link. Veja Mais

Estudo mostra crescimento do número de casos de osteoartrite no mundo

Glogo - Ciência Envelhecimento da população e epidemia mundial de obesidade são os fatores que mais pesaram para a expansão da doença entre 1990 e 2019 A osteoartrite é uma doença das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens com inflamação. Quem tem, sabe o tamanho da dor que suporta – e sua evolução pode levar ao comprometimento de funções básicas, como o simples ato de caminhar. O envelhecimento da população mundial vem dando um novo status à enfermidade, que está se transformando numa grande preocupação de saúde pública, como aponta análise publicada no começo do mês na revista “Arthritis & Rheumatology”, do Colégio Americano de Reumatologia, com base em dados que cobrem o período entre 1990 e 2019. Envelhecimento da população e epidemia mundial de obesidade são os fatores que mais pesaram para a expansão dos casos de osteoartrite Gundula Vogel para Pixabay O levantamento se baseou nas informações coletadas pelo consórcio conhecido como Global Burden Disease (Carga Global de Morbidade), que reúne 7 mil pesquisadores de mais de 150 países. Seu trabalho tem como objetivo dimensionar o impacto de mortalidade e incapacitação provocado por cerca de 350 doenças e lesões. Há algo em torno de 12 milhões de brasileiros com osteoartrite, o equivalente a 6,3% da população adulta, e a prevalência entre idosos é enorme: depois dos 65 anos, 85% apresentam evidência radiológica da enfermidade. Em termos globais, o número de casos de osteoartrite aumentou 113.25% no período estudado: saltou de 247.5 milhões, em 1990, para quase 528 milhões em 2019. A doença afeta mais as mulheres que os homens, mas há diferenças geográficas: países com maior índice de desenvolvimento exibem uma incidência mais alta, o que pode estar relacionado a diagnósticos precisos e precoces. A osteoartrite do joelho é o problema que mais pesa no índice do Global Burden of Diseases, embora, percentualmente, a osteoartrite de quadril seja a que mais vem crescendo. “O impacto da doença é enorme, causado pelo envelhecimento da população global e pela epidemia de obesidade, que é um fenômeno mundial”, afirmou o médico Jianhao Lin, professor da Universidade de Pequim e um dos autores do estudo. “Precisamos investir na prevenção de fatores de risco, como o ganho de peso dos indivíduos e as lesões nos joelhos, que estão associadas a atividades pesadas de repetição, como levantar peso”, acrescentou, enfatizando a importância dos exercícios de fisioterapia para retardar as perdas funcionais. Veja Mais

Cirurgias para corrigir incontinência urinária em baixa

Glogo - Ciência Levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia mostra que pandemia reduziu em mais de 60% o número de intervenções em 2021 De acordo com dados obtidos com exclusividade pela Sociedade Brasileira de Urologia em consulta ao Ministério da Saúde, houve uma redução média de 61% no número de internações para tratamento cirúrgico de incontinência urinária em 2021. Em 2019, antes da pandemia, o total de internações foi de 6.735; ano passado, esse número caiu para 2.631. A Região Norte foi a mais impactada, com uma queda de 72% nos procedimentos, seguida pelas regiões Sul (69%), Centro-Oeste (61%), Sudeste (59%) e Nordeste (51%). Os estados com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) são os que apresentam menor número de cirurgias por milhão de habitantes. No entanto, mesmo nos estados com maior IDH, o número de operações corrigido pelo tamanho da população é bem inferior ao de países com bom desenvolvimento econômico. Incontinência urinária: o distúrbio atinge 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos Bzndenis para Pixabay O distúrbio atinge 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos e tem forte impacto na qualidade de vida das pessoas, que até se afastam do convívio social para evitar constrangimentos. O pior é que, apesar de haver diversos tipos de tratamento, boa parte das mulheres – o grupo mais afetado pela disfunção – acredita que a condição faz parte do processo de envelhecimento e nem sequer relata o desconforto. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Michigan, quase metade das mulheres acima dos 50 sofre com o problema, mas dois terços não falam sobre isso com seu médico. Por isso, 14 de março foi transformado no dia de conscientização do problema. A médica Karin Jaeger Anzolch, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Urologia, lamentou que tantas pessoas convivam com a incontinência urinária por anos por desconhecer que existem opções terapêuticas e também pelo medo de serem estigmatizadas: “muitas se isolam e não abordam o assunto com seus parceiros, amigos e médicos. Alguns tratamentos são bem simples, através de fisioterapia e medicamentos, além do controle de volume e horário de ingestão de líquidos”. Ela acrescentou que, nos últimos anos, a entidade vem se mobilizando para se aproximar dos estudantes de medicina com o objetivo de proporcionar aos acadêmicos mais informações sobre a especialidade: “é preciso que os jovens médicos saibam perguntar, acolher e orientar os pacientes”. Há vários tipos de incontinência urinária e a mais comum é a por esforço, que ocorre durante um acesso de tosse, de risadas, ou quando se carrega peso. É causada pela incapacidade do esfíncter de manter a uretra fechada durante o aumento da pressão abdominal. Já na chamada incontinência urinária de urgência ou bexiga hiperativa, surge uma vontade repentina e incontrolável de urinar durante o dia e à noite – e sua intensidade pode comprometer a qualidade do sono. Além da idade, entre os fatores de risco estão partos difíceis, diabetes, obesidade, doenças neurológicas e cirurgias de próstata. Além da fisioterapia e de medicamentos, o tratamento pode incluir a aplicação de toxina botulínica – o popular botox, que relaxa a musculatura – e cirurgia para implantação de sling, considerado o padrão ouro para as mulheres com incontinência por esforço. Este é um procedimento minimamente invasivo que consiste na introdução de uma fita de polipropileno, ou de tecido do próprio corpo da paciente, por via vaginal, que é posicionada abaixo da uretra, para aumentar a resistência e reduzir a perda de urina. Para os homens, a opção mais indicada é o esfíncter artificial. Veja Mais

Após morte de enfermeira, Anvisa lista 140 cápsulas emagrecedoras proibidas, mas produtos seguem à venda pela internet

Glogo - Ciência Lista da Anvisa foi divulgada após enfermeira morrer em São Paulo com hepatite fulminante associada ao uso de chá em cápsulas. Marido da cantora Paulinha Abelha, que morreu no dia 23, revelou que esposa também fazia uso de remédios para emagrecer. Produtos para emagrecer banidos pela Anvisa Fernanda Garrafiel/g1 Após a morte da enfermeira Mara Abreu no último dia 3, causada por uma hepatite fulminante ligada ao uso de cápsulas emagrecedoras, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma lista com mais de 140 produtos similares que estão suspensos no país (leia a lista completa abaixo). Desde então, o uso desses produtos foi relacionado ao caso de uma mulher no Ceará que sobreviveu a um transplante de fígado, e pode estar ligado ainda à morte da cantora Paulinha Abelha, que também fazia uso de remédios para emagrecer, segundo o marido revelou em entrevista ao Fantástico no último domingo. Apesar de proibidas, muitas das cápsulas e chás emagrecedores listados pela Anvisa continuam à venda livremente pela internet. O g1 comprou três produtos da lista sem qualquer aviso ou impedimento. Para a médica Maria Edna de Melo, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional São Paulo (Sbem-SP), a venda indiscriminada dos produtos proibidos demonstra que a fiscalização de fitoterápicos no Brasil precisa ser intensificada. Em nota, a Anvisa disse que qualquer produto que faça alegações terapêuticas deve estar autorizado pela agência como medicamento. “Por lei, os medicamentos só podem ser comercializados por farmácias e drogarias, independentemente da categoria (sintético, biológico, fitoterápico, homeopático, dinamizado, entre outros)”, disse. A agência destacou ainda que realiza fiscalizações periódicas, junto com autoridades sanitárias locais, e que, desde 2020, foram publicadas mais de 60 medidas preventivas ou cautelares de produtos similares. Morte de mulher por hepatite fulminante traz alerta Venda indiscriminada Apesar de banidos, diversos produtos da lista ainda podem ser encontrados em sites agregadores, como Mercado Livre e Shopee. Questionada sobre a presença dos itens em lojas virtuais, a Anvisa explicou que as ações de fiscalização sanitária podem ocorrer por conta de programas de monitoramento, durante a realização de atividades programadas, ou como resultado de avaliação de denúncias e queixas técnicas. A fiscalização de produtos sob vigilância sanitária não é realizada apenas pela agência. No caso de vendas em lojas físicas, o acompanhamento cabe às vigilâncias municipais. Já no caso de lojas online, a Anvisa atua como coordenadora do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que é composto pelos órgãos de vigilância sanitária dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Para coibir as vendas virtuais, a Anvisa anunciou, em novembro do ano passado, um projeto-piloto que está monitorando produtos vendidos irregularmente em plataformas de e-commerce. O projeto, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ainda está em fase inicial, e ainda não foram divulgados seus resultados. Em nota, o Mercado Livre declarou que “é proibida a venda de produtos em desacordo com a legislação em vigor” e que, “assim que identificados, tais anúncios são excluídos e o vendedor notificado”. A assessoria de imprensa da Shopee, também em nota, disse que cumpre "as regulamentações locais em todos os mercados onde operamos", exige que "vendedores cumpram tanto as regulamentações locais" quanto políticas do site e que o marketplace "também incorpora várias medidas para identificar violações de listagens que estão sujeitas à remoção imediata" (veja as notas completas no final deste texto). Riscos à saúde Vendidos como naturais, esses produtos listam ervas como chá verde e cavalinha, cujos riscos aos fígado, quando usadas em altas dosagens, já foram comprovadas cientificamente, segundo médicos ouvidos pelo g1. Há toxicidade documentada ainda para ingredientes como melissa, sene, centelha asiática, espirulina e garcínea, que também são encontrados em diversos dos remédios banidos. Substância tóxicas, como chás emagrecedores, podem causar colapso do fígado e até morte Para o médico Aécio Flavio Meireles Souza, diretor na Sociedade Brasileira de Hepatologia, o risco é maior quando diferentes ingredientes são combinados. Ele cita o caso do remédio 50 Ervas Emagrecedor, que era usado pela enfermeira paulistana que morreu no início de fevereiro. "O produto que essa enfermeira usou tem pelo menos 16 substâncias que são potencialmente hepatotóxicas. Tem, por exemplo, a centelha asiática, que é muito utilizada e é uma das piores fórmulas que existe. Tem ainda valeriana, que é um tranquilizante, e que também pode ser prejudicial", explica Souza. Frasco do chá em cápsula "50 Ervas Emagrecedor" encontrado pelos familiares de Mara Abreu Arquivo pessoal "Não da pra saber o que tem ali, porque a composição é em lista, mas não tem o percentual de cada ingrediente", afirma Maria Edna de Melo, endocrinologista da Sbem-SP. "Quanto mais ervas misturadas, mais perigoso. Se você tem uma erva que pode agredir o fígado e você associa a outra, você vai ter o risco associado, amplificado", explica Melo. A médica afirma que, além dos riscos ao fígado nenhum desses produtos têm eficácia comprovada para promover o emagrecimento. "O tratamento da obesidade é estigmatizado, então há esse preconceito com medicamentos aprovados que induz as pessoas a buscar coisas ditas naturais que são apenas uma aventura com promessas milagrosas", diz a endocrinologista. "Não tem justificativa para esse uso. Ou vai ter um risco, ou não vai servir pra nada e vai ser dinheiro jogado fora", completa. Veja a lista completa de produtos proibidos pela Anvisa: 50 Ervas Emagrecedor 50 Ervas Emagrecedor Forte - Natuviva Academia Sense Shot Afina Chá Always Fitness Gold American Fit Bio Slim Biofitslim Bionatti Emagry Bioslim Black Caps Black Extreme Tradicional Nivel 3 Black Extreme Ultra Black Slim Blueelife Cápsula Seca Barriga Com Goji Berry Cápsulas Para Emagrecer O Corpo – Shou Shen Jiao Nang (Vermelho) Cápsulas Para Regular Os Intestinos – Tong Bian Jiao Nang (Verde) Castanha Da Índia Caveirinha Pink Celulite Sense Off Chá 37 Ervas - Denature Chá Barriga Dos Sonhos - Vida Fiber Chá Da Vida Chá Da Vida Diabete Chá Da Vida Diabete - Pró-Ervas Chá Para Emagrecer O Corpo – Shou Shen Chá (Vermelho) Chamomille Emagrecedor Chamomille Extra Forte Composto Emagrecedor Formula 1 Composto Emagrecedor Formula 2 Composto Emagrecedor Formula 3 Composto Emagrecedor Liwaib Composto Seca Barriga Derrete Gordura Liwalib Detox Slim Nature Diet Slim (Extrato De Ervas) Diet+Stronger Drenagem Linfática Em Cápsulas Duromax Elixir Da Vida Emagfit Emagil Fit Emagrecedor Always Fitness Gold Emagrecedor Chamomila Emagrecedor Da Bel Emagrezan 90 Comp 600 Mg Energy Power Enzymax Esbelt Premium Excelência Fitness - Extrato De Ervas Fat Red Burner Finas Gold Fine Nature Finy Sbelt Fit Body Caps Fit Max Black Diamond Fit Max Detox Fit Max Red Gold Fit Max Slim Gummy Sense Redux Power Gym Power Fit Inibidor De Apetite Innovate Ki Fina Corpus Kit Acelerador Extra Forte Kit Emagrecimento (Melhor Dia E Melhor Noite) Melhor Life Kit Limpeza Hepática (Malic Pro + Sal Amargo) Dr Limão Ladyfit Emagracedor Lida Daidaihua Lipo Da Dona Lipo Fit Lipo Fite Pro-Max Lipodiet Blue Emagry Lipodiet Nivel 4 Lipodiet Rosa Emagry Lipoextreme Original Lipofit Pro-One Lipofite Pro Liposculp Sense Lipotril Lipotron Max Master Fit Max Xtreme Meg Ervas Melhor Lithothamnium Melhor Life Moder Diet Moder Diet Gold Mzt Natu Diet Natudrin Natuplus X Natural Dieta New Green New Lip New Redux Dr Limão Original Ervas Phytoplus X Pink Black Pink Black Extrato De Ervas Potencialize Liwalib Powerfite Pratic Line Redutize Redutrol Relax Caps Renova Fit Power Saracura Cará Insulina Seca Barriga 120 Comp 600 Mg Seca Barriga Maxx Seca Tudo Turbo Sense Inibidor Sense Redux Abdômen Sibutina Sibutramin Slim Black Slim Blue Loss Slim Exclusivo Thermo Blend Slim Gold Slim Nature Slim Nature Detox Slim Premium Slim Red Turbo Slim Result Stronger Diet Stronger Diet + Sucureu Super Chá Sb Superchá Sb Original Textotril The Best Slim Todos Os Produtos Da Linha Diet + Todos Os Produtos Listados No Website Www.Emagilfit.Com.Br Unha De Gato Com Uxi Amarelo Uplife Valeriana Vida Ervas Mulher Regulador Menstrual - Vida Ervas Vivendo E Emagrecendo World Slim Xtreme Slim Veja as notas completas das empresas citadas Nota do Mercado Livre: O Mercado Livre esclarece que, conforme preveem os seus Termos de Condições e Uso, é proibida a venda de produtos em desacordo com a legislação em vigor. Diante disso, assim que identificados, tais anúncios são excluídos e o vendedor notificado. A empresa informa que trabalha de forma incansável para combater o mau uso da sua plataforma, a partir da adoção de tecnologia e de equipes que também realizam buscas manuais. Além disso, a plataforma atua rapidamente diante de denúncias, que podem ser feitas por qualquer usuário, por meio do botão “denunciar” presente em todos os anúncios, ou por empresas que integram o programa de proteção à propriedade intelectual da plataforma. Ressalta ainda que, apesar de não ser responsável pelo conteúdo gerado por terceiros, conforme prevê o Marco Civil da Internet e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para plataformas de intermediação, investe e atua no à venda de produtos proibidos, a fim de garantir o cumprimento das suas políticas e da legislação, auxiliar as autoridades na investigação de irregularidades e para oferecer a melhor experiência aos usuários. Nota da Shopee: A Shopee tem o compromisso de proporcionar a todos os nossos usuários uma experiência de compra segura, confiável e divertida. Cumprimos as regulamentações locais em todos os mercados onde operamos, e exigimos que nossos vendedores cumpram tanto as regulamentações locais quanto nossas próprias políticas. O marketplace também incorpora várias medidas para identificar violações de listagens que estão sujeitas à remoção imediata. Gostaríamos também de encorajar os usuários a procurarem a Shopee caso encontrem algum anúncio infrator em nossa plataforma. Eles podem facilmente nos contatar por meio de nosso aplicativo clicando no botão de menu no canto superior direito de qualquer anúncio de produto e clicar na opção "Reportar este produto". VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Veja Mais

Como o TikTok está apresentando a demência

Glogo - Ciência Há bilhões de visualizações que levantam uma questão ética sobre como os idosos são expostos nesses vídeos Há duas semanas, me deparei com uma reportagem perturbadora da revista “MIT Technology Review”, sobre como idosos com demência vêm sendo filmados, e expostos, no aplicativo TikTok, que compartilha vídeos curtos e tem grande audiência entre os mais jovens. Há material útil de cuidadores que tentam divulgar informações para quem está em posição semelhante. Um desses vídeos dá dicas sobre comunicação – por exemplo, como não se deve falar (ou gritar) de longe para oferecer um lanche. Em vez disso, o correto é se aproximar do portador de demência e dar duas opções para ele escolher, sempre num tom de voz acolhedor. No entanto, abundam cenas embaraçosas, como a de um idoso que se atrapalha para tirar o suéter e tem dificuldades para se levantar. Em outras, a pessoa dança sem consciência de estar sendo filmada, o que provoca pena e constrangimento. Em português, há inúmeras postagens, pretensamente cômicas, nas quais o bordão “abstrai e finge demência!” funciona como uma espécie de saída para escapar de situações desagradáveis, ignorando a dor que é viver e conviver com a doença. Lynn, paciente portadora de demência cujo cotidiano a filha documenta em redes sociais Reprodução No Brasil, cerca de um milhão apresentam alguma forma de demência, sendo que a mais comum é a Doença de Alzheimer. No mundo, a Organização Mundial da Saúde estima que sejam 50 milhões, com previsão de que o número triplique até 2050. O estigma acompanha não somente os pacientes e suas famílias, ele também contamina a forma como essas pessoas são retratadas em todas as mídias. Com 2 bilhões de visualizações da hashtag #Dementia, o TikTok não parece estar ajudando a diminuir o problema, ao reforçar os estereótipos e preconceitos que envolvem a enfermidade. Há uma questão ética que envolve o compartilhamento dos vídeos de adultos que não estão cientes da forma como são retratados. Pense: você gostaria de estar em tal situação? Do ponto de vista legal, existe a figura do responsável pela pessoa com demência, mas será que esse papel lhe dá o direito de expor o indivíduo que já não tem condições de responder por seus atos? Os limites entre flagrantes tocantes, como o do pai que sussurra “eu te amo” para a filha que saracoteia ao lado dele, e de humilhação pública parecem cada vez mais frágeis. Jacquelyn Revere está na casa dos 20 anos e deixou suas ambições profissionais para trás em Nova York para ficar com a mãe, Lynn, na Califórnia. Ao relembrar sua jornada como cuidadora, contou que os grupos de apoio dos quais tentou participar eram formados por gente muito mais velha, e por isso não conseguiu se adaptar a eles. Preferiu compartilhar suas experiências em redes sociais e, hoje, com quase 57 mil seguidores no Instagram e meio milhão no TikTok, serve de modelo para outros cuidadores na sua faixa etária, mas se arrepende de algumas postagens. Numa delas, a mãe, completamente desorientada, segura uma embalagem de enxaguante bucal, que estava bebendo como se fosse refrigerante. A imagem tem uma carga dramática que a jovem, em retrospectiva, diz que não liberaria nos dias de hoje. A polêmica só está começando. Veja Mais

Maridos que não se interessam mais por sexo

Glogo - Ciência “Uma boa transa sempre nos leva a desejar a seguinte. Evitar a intimidade sexual e não ter orgasmo tira essa fissura, retroalimenta o desinteresse”, diz especialista Casal visto de costas: a rotina do dia a dia deserotiza a relação pasja1000 para Pixabay Resolvi escrever essa coluna depois de ouvir relatos de mulheres sobre o desinteresse de seus maridos por sexo. Esses homens, na faixa dos 60 ou 70 anos, não têm casos, não são infiéis, mas excluem a intimidade física da vida do casal. E, quando falo de sexo, não me refiro apenas ao ato que envolve penetração – na verdade, eles vão se retraindo e evitam qualquer tipo de toque ou carícia, deixando suas parceiras frustradas e angustiadas. Para destrinchar o assunto, contei com a ajuda inestimável de Cristina Werner, delegada estadual da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana no Rio de Janeiro e mestre em psicologia clínica pela PUC-Rio, com especialização em Gênero e Direito pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Por que há maridos que deixam de fazer sexo? Cada casal tem seu ritmo e frequência de relações, que tende a diminuir com o tempo, mas, acima dos 60, é razoável fazer sexo entre uma vez por semana até a cada 15 dias. Quando os homens apresentam um quadro de total desinteresse, a condição é chamada de disfunção ou transtorno do desejo sexual hipoativo (DSH). É preciso levar em conta que a sexualidade é composta por três elementos: o físico/biológico; o social; e o afetivo. A primeira investigação a ser feita é a dos níveis hormonais, porque a testosterona é fundamental para manter o desejo masculino. Se as taxas esperadas para a faixa etária estiverem baixas, pode ser que ele esteja entrando no chamado distúrbio androgênico do envelhecimento masculino e talvez precise fazer algum grau de terapia de reposição de testosterona. Temos que lembrar que a resposta sexual engloba desejo, excitação e orgasmo e, se há deficiência hormonal, a cadeia toda ficará comprometida. Indivíduos entre 55 e 75 anos foram criados numa cultura na qual o homem toma a iniciativa e procura a mulher para transar. Se deixa de desempenhar esse papel, ela, também acostumada a não procurar, acaba não se sentindo desejada, amada. Mas alguém tem que começar! Uma boa transa sempre nos leva a desejar a seguinte. Evitar a intimidade sexual e não ter orgasmo tira essa fissura, retroalimenta o desinteresse. Pesquisas mostram que os homens levam de três a cinco anos para buscar ajuda, e muitos são levados pelas companheiras. Por que os homens têm tanta dificuldade para expressar seus temores e ansiedades – como o medo da impotência, ou de sofrer um infarto durante a relação – e rechaçam a ideia de procurar um especialista? Como superar o impasse? Desde muito jovens, as mulheres vão ao ginecologista, uma especialidade voltada para a concepção e contracepção, mas também para a sexualidade feminina. Não existe algo equivalente para eles. Embora boa parte dos urologistas já tenha incorporado uma visão da sexualidade em sua atuação clínica, eles não são só médicos de pênis, mas de toda parte do aparelho urinário, inclusive de mulheres! Além disso, ainda há poucos andrologistas. O pior é o homem associar ereção à virilidade e à hombridade, são coisas bem distintas. E quais são os outros fatores que estão por trás desse comportamento de distanciamento? Voltando aos três elementos da sexualidade, além do aspecto físico, temos a questão das relações sociais, que envolvem a vida externa. Quando o homem se aposenta, com frequência enfrenta uma situação de estagnação. Também pode perder amigos, pessoas com as quais compartilhava suas histórias. A pandemia piorou este cenário de isolamento. Sempre sugiro a meus pacientes que busquem uma motivação: um curso, uma nova profissão, trabalho voluntário. Libido é energia de vida, não só sexual, por isso importa tanto o momento que você está vivendo. Por último, o terceiro vértice do triângulo é o afeto. Parceria é dar e receber carinho e o casamento vai sofrendo desgaste natural. Homens têm mais dificuldade em pedir perdão, enquanto as mulheres se desculpam até quando não deveriam, o que gera um nó na relação, porque há mágoas que são carregadas durante anos. Se o antigo olhar de admiração feminino deixa de existir, o marido se sente diminuído. Nós construímos nossa velhice, tijolinho por tijolinho, a cada dia – ela vai depender da argamassa que usamos. Se ele nunca foi atencioso, se nunca esperou que sua mulher tivesse um orgasmo, talvez não encontre mais aquela parceira de antes, resignada e paciente. Na velhice queremos colher dividendos, não dívidas. Há mulheres que se sentem rejeitadas e sofrem; outras dizem não se importar, embora o sexo alimente o relacionamento. Nos dois casos, é comum que os casais se afastem. Como contornar o problema? As pessoas encaram com preconceito o casal dormir em quartos separados, mas a situação pode até ser boa para retomar a intimidade. Cria um clima para o encontro, algo como: “essa noite vou te visitar”! Ter um dia marcado para o sexo alimenta o romance, a expectativa, a sedução. A rotina do dia a dia deserotiza a relação; não deveríamos deixar o sexo para a hora de dormir, quando estamos mais cansados. Isso sem contar os medicamentos utilizados nessa fase da vida, que muitas vezes diminuem a libido. Ainda persiste o tabu em relação aos brinquedos sexuais? Quem tem menos de 40 anos encara seu uso com maior liberalidade. A própria pandemia aumentou a venda dos acessórios em 40%, mas um brinquedo erótico é apenas isso: um acessório para apimentar o relacionamento, e não para competir com a parceria. O corpo do outro não deve ser substituído, e o prazer do outro nunca deveria ser ignorado. Veja Mais

Sono regula células do sistema imune que protegem o cérebro do Alzheimer

Glogo - Ciência Interferências no ciclo circadiano podem estar relacionadas ao surgimento da doença A cada nova pesquisa sobre o sono, mais a comunidade científica se convence de que dormir é uma arma poderosa que o organismo tem para preservar a saúde. Em estudo publicado no dia 10 na revista científica “PLOS Genetics”, pesquisadores relataram que células do sistema imunológico responsáveis por “limpar” uma proteína que se acumula no cérebro de pacientes com a Doença de Alzheimer obedecem ao ciclo circadiano. Aproveito para fazer uma brevíssima pausa para lembrar que o ciclo ou ritmo circadiano é o período de 24 horas durante o qual nosso relógio biológico interno regula o metabolismo. O cérebro recebe diferentes estímulos durante o dia e a noite, o que faz com que o corpo se comporte de maneira diversa durante o sono e a vigília. Entre os fatores que perturbam o ciclo circadiano estão dormir tarde, insônia, uso de medicamentos, mudanças de rotina ou fuso horário. Mulher dormindo: interferências no ciclo circadiano podem estar relacionadas ao surgimento da Doença de Alzheimer Engin Akyurt para Pixabay Voltando à pesquisa: o achado sugere que interrupções no sono podem estar relacionadas ao surgimento do Alzheimer. Os pesquisadores mediram a atividade das células imunes que atuam para evitar a formação de placas da proteína beta-amiloide 42 (AB42) no cérebro, uma característica da enfermidade. Usando culturas dessas células desenvolvidas em laboratório, descobriram que sua função é controlada pelo ciclo circadiano e, se esse equilíbrio é rompido, elas deixam de realizar seu trabalho. Este blog já havia tratado da importância do sono em coluna que mostrava que apenas o cérebro adormecido é capaz de limpar, com eficiência, os produtos residuais gerados durante a vigília. Na ocasião, o médico Einstein Camargos, professor da Universidade de Brasília, afirmou que o resultado de uma meta-análise de 2020 (quando são reunidos estudos independentes sobre uma mesma questão) apontava que dormir menos de seis ou além de 12 horas aumenta em 30% chances de demências. “Precisamos dormir para limpar as proteínas do espaço extracelular do cérebro, ou elas se agregarão, impedirão o fluxo de fluido e potencializarão a polimerização das fibrilas”, explicou, referindo-se às proteínas beta-amiloide, Tau e alfa-sinucleína, que se aglomeram e estão associadas a doenças neurodegenerativas. Na meia-idade, é comum que a qualidade do sono se deteriore, motivo para nos empenharmos em busca de um repouso de qualidade. De acordo com outro trabalho, divulgado no começo do mês, ter duas ou mais doenças crônicas – como hipertensão, diabetes, doença coronariana ou obstrutiva de pulmão, além de depressão – nesta fase da vida aumenta o risco de demência. Os pesquisadores se debruçaram sobre dados de 10 mil britânicos que participavam de um estudo de longa duração iniciado no período entre 1985 e 1988. Na ocasião, o grupo tinha entre 35 e 55 anos e ninguém apresentava sintomas de declínio cognitivo. No entanto, para as pessoas na faixa dos 50 com duas ou mais comorbidades, as chances para demência se mostraram 2.4 vezes maiores do que para aquelas sem enfermidades. Veja Mais

Mudanças na dieta podem significar um ganho de dez anos de vida

Glogo - Ciência Alimentos também têm o potencial de servir como “medicamento” para baixar o colesterol Um adulto jovem pode acrescentar pelo menos uma década à sua expectativa de vida se se afastar da típica dieta ocidental, que inclui carne vermelha e processada e optar por uma alimentação com mais legumes, verduras, grãos e castanhas. Enquanto a longevidade de alguém na casa dos 20 aumenta mais de dez anos, na faixa dos 60, embora o ganho seja menor, não é nada desprezível: em média, oito anos – é o que mostra estudo divulgado anteontem na revista científica “PLOS Medicine”. Seu autor é Lars Fadnes, da Universidade de Bergen, na Noruega, que usou dados do Global Burden Diseases (Carga Global de Morbidade), um programa que conta com 1.800 pesquisadores de 127 países e avalia o impacto de mortalidade e incapacitação causadas por 107 doenças. De acordo com o programa, somente os fatores de risco relacionados à alimentação estão por trás de 11 milhões de mortes por ano. Nozes, grãos e castanhas: mudanças na dieta alimentar podem aumentar a longevidade Explorer Bob para Pixabay No fim de janeiro, um outro estudo, publicado no “Journal of Nutrition”, apontava que utilizar o alimento como “medicamento” pode ser tão eficiente quanto os remédios para baixar o colesterol. Liderado pelo cardiologista Stephen Kopecky, da Clínica Mayo, o trabalho consistiu numa intervenção alimentar. Duas vezes por dia, os pacientes com hiperlipidemia ingeriam uma pequena porção de produtos formulados especificamente para baixar o LDL, o chamado colesterol ruim. Em média, a taxas caíram 9% em 30 dias, com casos de redução de até 30%. Na verdade, os produtos utilizados, chamados Step One Foods – que variam de barras de chocolate a smoothies – são feitos inteiramente de ingredientes naturais, como nozes, amêndoas, chia e berries. Sua formulação inclui fibras, esteróis vegetais, ácidos graxos Ômega 3 ALA (ácido alfa linolênico) e antioxidantes. Os pesquisadores ainda compararam os resultados do Step One Food com marcas disponíveis no mercado que apregoam virtudes para a saúde. O consumo desses produtos similares, realizado durante um mês, não levou a qualquer alteração do colesterol. “Nutrição contribui para cinco dos sete fatores de risco modificáveis para a doença coronariana, mas continua sendo muito desafiador fazer com que os pacientes mudem sua dieta. O estudo mostra que podemos produzir um grande impacto com uma intervenção pequena”, afirmou a médica Elizabeth Klodas. Em outra frente de trabalho, Esra Tasali, diretora do centro de estudos sobre o sono da Universidade de Chicago, e pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison indicaram que dormir pode ser uma ferramenta eficiente para perder peso. Num ensaio clínico randomizado, publicado no dia 7 deste mês na “JAMA Internal Medicine”, ela e seus colegas descobriram que adultos com sobrepeso, que dormiam menos de 6.5 horas por noite, conseguiam aumentar em pouco mais de uma hora o período de descanso depois de receber orientação sobre técnicas de higiene do sono – uma série de recomendações para garantir um repouso de qualidade. O repouso estendido diminuiu, em média, a ingestão de 270 calorias por dia, o que, numa projeção de três anos, significaria uma perda de peso de 12 quilos. A experiência tentou interferir o mínimo possível na vida dos participantes, que dormiram em suas camas, monitoraram o próprio sono com dispositivos digitais e mantiveram a rotina sem qualquer exigência de dieta ou exercício. “Sabemos que situações de restrição do sono têm um efeito na regulação do apetite, levando a pessoa a comer mais. Por isso queríamos investigar qual seria o resultado se conseguíssemos estender o período de descanso”, afirmou a doutora Tasali. Veja Mais

Nova técnica com injeções de gordura pode aliviar a fascite plantar

Glogo - Ciência Fisioterapeuta alerta sobre a necessidade da consciência do alinhamento corporal e da eficiência dos movimentos Quem já teve não se esquece: ao acordar e sair da cama, a sensação é de que agulhas estão sendo espetadas na sola dos pés, principalmente na região do calcanhar, e andar é um suplício. Trata-se da fascite plantar, um processo inflamatório que afeta a fáscia plantar, membrana de tecido conjuntivo que recobre a musculatura da sola do pé. No entanto, pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Pittsburgh divulgaram uma notícia auspiciosa: injeções de gordura podem ser utilizadas para aliviar os sintomas. Em estudo publicado na revista científica “Plastic and reconstructive surgery”, o médico Jeffrey Gusenoff, professor de cirurgia plástica da universidade, afirmou que as injeções de gordura – retirada da barriga ou outra área do corpo do paciente – “diminuíram a dor, ajudaram as pessoas a retomar as atividades esportivas e melhoraram sua qualidade de vida”. Somente nos EUA, cerca de 2 milhões sofrem com o incômodo, a maioria na faixa entre os 40 e 60 anos. O problema pode ser contornado com fisioterapia ou palmilhas ortopédicas. Nos casos de dor crônica, há prescrição de anti-inflamatórios e de infiltração de corticoides. A cirurgia é indicada quando as alternativas de tratamento não surtem efeito. A fisioterapeuta e rolfista Katia Klajman: “é preciso fazer uma análise de como a pessoa utiliza as articulações do pé, do joelho e da bacia na hora da caminhada” Mariza Tavares A sobrecarga de atividades esportivas de impacto pode provocar a fascite plantar, assim como o sobrepeso e o sedentarismo. Ainda pouco conhecido pelo grande público, o método chamado Rolfing (que leva o nome de sua criadora, a doutora em bioquímica Ida Rolf) trabalha exatamente as fáscias, que permeiam ossos, músculos, nervos e órgãos, como uma grande teia da estrutura corporal. O profissional realiza toques com pressão para alongá-las e diminuir a rigidez que causava o desconforto. De acordo com a fisioterapeuta e rolfista Katia Klajman, o manejo da fascite plantar, sob a ótica do Rolfing, tem que envolver uma reeducação funcional, para que o paciente tenha consciência do seu alinhamento corporal e da eficiência de seus movimentos. “É preciso fazer uma análise de como a pessoa utiliza as articulações do pé, do joelho e da bacia na hora da caminhada; da força dos arcos medial e lateral dos pés; do tipo de calçado utilizado; e mesmo dos hábitos dentro de casa. Como vamos perdendo o coxim adiposo que absorve o impacto, a gordura injetada certamente ajudará no amortecimento, mas é como se comprássemos um par de tênis, que será gasto com o tempo. Se não mudarmos a carga sobre a fáscia plantar, essa ‘almofada’ vai ser um suporte temporário. Não se pode esquecer que, quando se fala de mobilidade, tudo está interligado: a fáscia plantar é uma continuação da fáscia do tendão de Aquiles, na canela, que também deve estar funcionando, ou o problema ficará camuflado”, explicou. Tratamento para a fascite plantar com injeção de gordura no local Divulgação: University of Pittsburgh Veja Mais

Por que chuvas de granizo adoram shopping centers

Por que chuvas de granizo adoram shopping centers

 Minuto da Terra Um clima extremo às vezes acontece em áreas muito específicas - graças a diferenças extremas de temperatura na superfície. SAIBA MAIS ************* - Evapotranspiração: perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração. É o retorno da água para a atmosfera a partir da superfície do solo; - Troposfera: a camada mais baixa da atmosfera da Terra, estendendo-se geralmente até cerca de 10 quilômetros acima da superfície da Terra; - Tropopausa: limite superior da troposfera; - Área de baixa pressão: região onde a pressão atmosférica é menor do que a das localidades vizinhas, atraindo ar para dentro dela, causando ventos convergentes; - Microclima: clima de uma área relativamente pequena cujas condições atmosféricas diferem da zona exterior; - Ilha de Calor: área urbana que apresenta temperaturas médias mais altas do que seu entorno devido à absorção de calor de materiais como concreto e asfalto. AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join REDES SOCIAIS ***************** https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Why The Weather Is Worse At The Mall https://www.youtube.com/watch?v=wF2PVuQ_s8M FONTES (em inglês) ********************* MIT Concrete Sustainability Hub. Topic Summary: Mitigating Climate Change with Reflective Pavements. (2021). https://cshub.mit.edu/sites/default/files/images/Albedo%201113_0.pdf Randel W. J., Jensen E. J., (2013) Physical processes in the tropical tropopause layer and their roles in a changing climate. Nature Geoscience Vol 6, pp 169. https://doi.org/10.1038/ngeo1733 Kurn, D M, Bretz, S E, Huang, B, and Akbari, H. (1994) "The potential for reducing urban air temperatures and energy consumption through vegetative cooling." United States OSTI, https://www.osti.gov/biblio/10180633-potential-reducing-urban-air-temperatures-energy-consumption-through-vegetative-cooling Lejeune, Q., Davin, E.L., Gudmundsson, L. et al. (2018) Historical deforestation locally increased the intensity of hot days in northern mid-latitudes. Nature Clim Change 8, 386–390. https://www.nature.com/articles/s41558-018-0131-z Ma J., Chadwick R., Seo K. H., Dong C., Huang G., Foltz G. R., Jiang J. H. (2018) Responses of the Tropical Atmospheric Circulation to Climate Change and Connection to the Hydrological Cycle. Annual Review of Earth and Planetary Sciences, Vol. 46:549–580. https://doi.org/10.1146/annurev-earth-082517010102 Terzi, L. (2021). Personal communication. Belgian Nuclear Research Center. Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Saiba dar adeus ao seu antigo eu

Glogo - Ciência Pense se prefere olhar pelo retrovisor e alimentar ressentimentos, ou fazer um pacto para apreciar os anos que você tem pela frente A maioria prefere envelhecer ignorando as mudanças – algumas sutis; outras, nem tanto – que acompanham esse novo ciclo. Não somos mais aqueles adultos na faixa dos 30 ou 40 anos, e acredite: reconhecer isso é um alívio! Em vez de se apegar ao que você já foi, simplesmente se liberte e aprenda a dar adeus ao seu antigo eu. Como toda fase da nossa trajetória, o envelhecimento embute experiências positivas e desafiadoras. Com o tempo, nos tornamos mais seguros e equilibrados, deixamos de nos preocupar com o que vão pensar de nós. No entanto, mesmo adotando um estilo de vida saudável, o corpo não tem o vigor de décadas atrás. Entre ganhos e perdas, acho que vale a pena conhecer as cinco etapas do processo de luto. Por quê? Porque o luto não acontece somente quando uma pessoa querida morre – ele também ocorre quando deixamos para trás a juventude, amigos, casamentos... Idoso andando na praia: reconhecer que não somos mais adultos de 30 ou 40 anos é um alívio Arek Socha para Pixabay A primeira etapa é a negação, quando a gente evita tocar no assunto que provoca tristeza e angústia. Há quem se recuse a falar sobre a velhice, como se a atitude funcionasse como um freio que impedisse a passagem dos anos. Em seguida, vem a raiva: dominado pela frustração e pelo medo, você se irrita quando alguém lhe pergunta como está se preparando para a vida após a aposentadoria, embora saiba que é seu dever de casa (comportamentos autodestrutivos são comuns nesse período). Depois, a barganha, ou negociação: um estágio que se assemelha ao vaivém de uma gangorra: “e se tivesse feito as coisas de tal forma?”; “se fizer isso ou aquilo, talvez possa dar um jeito na situação” são pensamentos recorrentes. Na sequência, a depressão é uma fase de dor intensa, que pode demandar ajuda psicológica, daí a importância ter uma rede de afeto e apoio. Por fim, a aceitação é o momento no qual nos damos conta de que vivemos uma nova realidade. Posso usar, como exemplo, o luto profissional. Até a aposentadoria, nossa identidade está fortemente atrelada ao ambiente de trabalho. A pergunta: “o que você está fazendo?” é o norte de qualquer conversa e muitos se melindram quando não dispõem mais de referência tão relevante. Você pode inclusive continuar atuando e sua profissão nunca deixará de ser parte fundamental da sua trajetória, mas também é preciso valorizar outros papéis, na família, no círculo de amigos, na sociedade. Pense se prefere olhar pelo retrovisor e alimentar mágoas e ressentimentos, ou fazer um pacto para apreciar todos os anos que tem pela frente da melhor maneira possível: cuidando da saúde, compartilhando o que sabe e aprendendo coisas novas, saboreando o que conquistou. Você pode optar por se nutrir ou se esgotar. Veja Mais

Burnout: Veja as diferenças entre a síndrome, o estresse e a depressão

Glogo - Ciência A síndrome de burnout passou a ser considerada uma doença ocupacional por conta da nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1º de janeiro. Burnout Getty Images Desde 1° de janeiro, a Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, passou a ser considerada uma doença ocupacional por conta da nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença foi oficializada como estresse crônico de trabalho. A OMS explica que o esgotamento "se refere especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional e não deve ser utilizado para descrever experiências em outros âmbitos da vida". A mudança na definição da síndrome a torna um fenômeno ligado ao trabalho, não ao trabalhador. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Com isso, o burnout passou a ser tratado de diferentes formas. Os trabalhadores passaram a ter os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários previstos nas demais doenças relacionadas ao trabalho. Uma pesquisa com mais de 30 mil trabalhadores de 31 países, encomendada pela Microsoft para a série The Work Trend Index e divulgada em março do ano passado, mostrou que: 54% dos entrevistados sentem que estão trabalhando em excesso 39% relatam estado de exaustão 41% pensam em pedir demissão No Brasil, uma pesquisa realizada em 2020 mostrou que 83% dos profissionais de saúde demonstram sinais da síndrome de burnout. a síndrome apareceu em 79% dos médicos; 74% dos enfermeiros; e 64% dos técnicos de enfermagem. O dados também apontaram que, quanto mais jovem o profissional, maior a chance de esgotamento, e que a síndrome aparece mais em mulheres (veja vídeo mais abaixo). Veja abaixo as principais características dos três problemas: Burnout: é uma síndrome resultante de estresse crônico e necessariamente tem origem no ambiente de trabalho; Depressão: é uma doença psiquiátrica crônica, que afeta pessoas de todas as idades; Estresse: é uma reação fisiológica automática do corpo a circunstâncias que exigem ajustes comportamentais. Entenda o que são essas condições, seus sintomas e tratamentos: Burnout O que é? Necessariamente relacionado ao trabalho, o burnout é um transtorno que se desenvolve gradualmente por conta de desajustes entre o trabalho e o indivíduo. Ele afeta homens e mulheres que vivem situações de estresse constante ou prolongado no ambiente de trabalho. A síndrome pode ser decorrente de uma carga horária excessiva, falta de reconhecimento dos chefes ou de um cansaço profundo, por exemplo, que não se resolve apenas com descanso ou férias. Outros fatores que podem desencadear o burnout são: Excesso de responsabilidades Pouca autonomia para tomar decisões Falta de justiça no ambiente de trabalho Conflitos de valor no trabalho Sintomas Cansaço extremo, irritabilidade, alterações repentinas de humor: os sintomas do burnout muitas vezes são semelhantes aos de outras condições de saúde como a ansiedade e a depressão. Os principais efeitos do burnout são: Cansaço excessivo físico e mental Dor de cabeça frequente Alterações no apetite Insônia Dificuldades de concentração Alteração nos batimentos cardíacos Por ter sintomas parecidos com os da depressão e da ansiedade, a síndrome muitas vezes não é identificada corretamente. No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que a síndrome de burnout "pode resultar em estado de depressão profunda e, por isso, é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas." Os três elementos principais que caracterizam o burnout e o diferenciam de outras condições são: Exaustão: a sensação de que a pessoa está indo além de seus limites e desprovida de recursos, físicos ou emocionais, para lidar com as situações. Mesmo férias ou licenças por motivos de saúde não resolvem o aparente cansaço. Ceticismo: a reação constantemente negativa diante das dificuldades, a falta de interesse no trabalho, ou, ainda, a falta de preocupação com os resultados. O ceticismo é uma forma de insensibilidade, que pode ser agressiva mesmo em relação a amigos e familiares. Ineficácia: a sensação de incompetência, que ocorre quando a pessoa se sente sempre desqualificada, pouco reconhecida e improdutiva. Dois resultados da presença desses elementos são o "absenteísmo", quando a pessoa começa a faltar demais ao trabalho, ou o "presenteísmo", que ocorre quando o indivíduo vai trabalhar mas está mentalmente ausente ou com o pensamento distante das atividades que realiza. LEIA TAMBÉM: Três sinais de que você pode ter síndrome de burnout OMS define síndrome de burnout como 'estresse crônico' Burnout saiu do mundo do trabalho e invadiu outras esferas da vida, diz escritora Por que geração millenial enfrenta estresse e burnout em cargos de chefia Drauzio Varella explica a síndrome de Burnout Tratamento Assim como outros problemas psicológicos, o burnout precisa ser tratado por um psiquiatra e acompanhado por um psicólogo. Segundo o Ministério da Saúde, "o diagnóstico é feito por psiquiatras e psicólogos após análise clínica do paciente e são eles os profissionais de saúde indicados para orientar a melhor forma de tratamento, conforme o caso". A psicoterapia é o tratamento mais comum, mas o médico psiquiatra pode também prescrever medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos. Parte do tratamento consiste em mudar as condições do trabalho que levaram a pessoa à exaustão profunda. Também costuma-se recomendar atividade física regular, atividades de lazer, passar mais tempo com familiares e amigos, e exercícios para aliviar a tensão, por exemplo. Depressão O que é? A depressão é uma doença psiquiátrica crônica, que pode afetar pessoas de todas as idades, incluindo crianças e idosos. Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da doença, que pode ser uma condição de saúde muito grave, especialmente quando é classificada com intensidade moderada ou severa. Nos piores cenários, a depressão pode levar ao suicídio, que é a segunda maior causa de morte em jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo. Diversos fatores podem contribuir para o aparecimento da depressão. Os três mais comuns são: Predisposição genética Eventos traumáticos Estresse crônico Dra. Ana Escobar, colunista do G1: Síndrome de burnout é um esgotamento físico e mental Esses elementos podem provocar uma diminuição nos níveis da serotonina, que é um neurotransmissor essencial na comunicação entre os neurônios. Ele ajuda a produzir sensações de bem-estar vitais para o bom funcionamento do organismo. Quando o corpo identifica a falta da serotonina no cérebro, as transmissões de impulsos elétricos ficam prejudicadas e, com o passar do tempo, surgem reações em cadeia. A escassez do neurotransmissor pode interferir no humor, no sono, na alimentação, na vida sexual e na produtividade do indivíduo. Sintomas Perda de prazer Irritabilidade Distúrbio do sono Cansaço Falta de vontade de fazer coisas ou esforço extra para fazer as coisas Choro fácil ou apatia Falta de memória e de concentração Tratamento O tratamento para a depressão, segundo a OMS, é dividido em níveis. Para os casos iniciais de depressão ou para pessoas com depressão leve são recomendados tratamentos psicossociais, como terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia interpessoal. Os antidepressivos são eficazes no caso de depressão moderada e grave. Entretanto, os médicos e pacientes devem ficar atentos aos efeitos adversos associados aos medicamentos, como náuseas tonturas, disfunção sexual e aumento de peso. No caso das crianças e adolescentes, o cuidado deve ser ainda maior. Em um estudo britânico publicado no periódico médico “The Lancet” foram identificados cerca de 14 antidepressivos ineficazes em crianças, que podem inclusive ser perigosos se usados na infância. Os medicamentos para depressão também são receitados para combater o desequilíbrio químico no cérebro, restabelecendo a produção de serotonina. Os primeiros efeitos da medicação podem demorar algumas semanas para aparecer e o tratamento completo dura, no mínimo, um ano. É extremamente importante seguir o tratamento de maneira correta para alcançar um resultado positivo. Burnout e a Responsabilidade do Empregador Divulgação Estresse O que é? O estresse, diferente da depressão, é a maneira como o corpo reage diante de diferentes situações de grande esforço emocional. Ele também pode atingir pessoas de todas as idades. Quando o corpo é estimulado, a mensagem chega à parte do cérebro chamada de hipotálamo, que a envia para uma glândula que fica logo abaixo. Ela produz hormônios que se espalham pela corrente sanguínea até chegar a outras glândulas que ficam acima dos rins. São elas que produzem os hormônios adrenalina e o cortisol. A liberação de cortisol é importante para a manutenção da sobrevivência, mas deve ocorrer na dosagem certa. Quando atinge picos, pode causar problemas. O cortisol é considerado o hormônio do estresse crônico porque, diferente da adrenalina, que causa as reações e vai embora, ele permanece no organismo. O cortisol inflama o organismo, que vai responder em vários órgãos: cérebro, intestino, células adiposas. Mesmo situações positivas podem causar estresse, mas nesses casos a liberação de hormônios tende a estimular o indivíduo. No caso de situações negativas, o efeito emocional pode ser bastante nocivo à saúde. As principais causas desse tipo de estresse são: Conflitos no ambiente familiar Dificuldades financeiras Problemas de saúde na família Dificuldades no trabalho ou a falta dele Relacionamentos tóxicos Divórcio Excesso de responsabilidades Uma pesquisa online feita pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS) com 2.195 brasileiros mostrou que 34% dos entrevistados tinham um nível de estresse considerado excessivo. Doenças ligadas aos sistemas nervoso e digestivo, em alguns casos, podem estar relacionadas ao estresse. Apesar de nem sempre levar a transtornos, o estresse contínuo e intenso pode ser um indício de transtornos psiquiátricos. “O estresse em si não é uma doença, mas pode ser o gatilho. O estresse é simplesmente a adaptação que uma pessoa enfrenta por causa de uma situação imprevista, como uma promoção indesejada, por exemplo”, explica Ana Maria Rossi. O problema começa quando essas situações estressantes não podem ser superadas. “Quando essa situação negativa é muito prolongada ou muito frequente, começa a ter sequelas, que podem virar doenças”, afirma a psicóloga. Sintomas Segundo a Sociedade Americana do Coração, comer, fumar ou beber para se acalmar, trabalhar de forma exagerada, adiar tarefas e dormir menos ou mais podem ser os primeiros sintomas do estresse. Em casos de estresse contínuo, alguns sintomas físicos podem surgir com o tempo. Os mais comuns são alergias, doenças de pele, doenças autoimune, refluxo, doenças intestinais, insônia, infecção urinária e aumento de sintomas em pacientes cardíacos. Tratamento Quando a pessoa já está inserida em uma situação de estresse, a orientação é identificar o principal fato estressante e resolvê-lo. A principal forma de tratamento para o estresse é a prevenção das situações que podem causar grande esforço emocional. As formas de fazer esta prevenção são as mais diversas e cada pessoa encontra a melhor forma de relaxar. Entretanto, algumas dicas valem para todas as pessoas, como fazer alimentações saudáveis e, principalmente, atividade física, que é responsável por liberar os hormônios do prazer: endorfina, serotonina e dopamina. Esses hormônios melhoram o humor e trazem a sensação de bem-estar. Veja mais dicas para evitar o estresse: Respire fundo Faça atividades físicas Invista em trabalhos manuais Pratique meditação Durma bem Alimente-se de forma saudável Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) está equipado para oferecer assistência aos pacientes com sofrimento ou transtorno mental, inclusive a síndrome de burnout e a depressão. Na rede pública, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são os locais mais indicados para o tratamento. Veja Mais

Socializar ou não? #shorts

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 Minuto da Terra O ato de socializar pode fortalecer o sistema imunológico - dos necrófagos! Mas o que mais - além dessa imunidade de rebanho que chamamos de vacina - nós temos em comum com eles? #shorts Veja Mais

A alergia mais comum no mundo | Minuto da Terra

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 Minuto da Terra As moléculas de urushiol na hera venenosa têm a capacidade de desencadear uma resposta imunológica prejudicial na maioria das pessoas porque o sistema imunológico erroneamente as rotula como uma ameaça. SAIBA MAIS Alergia: Uma resposta imunológica prejudicial do corpo a uma substância. Alérgeno: a substância que causa a reação alérgica. Urushiol: o alérgeno da hera venenosa e do carvalho venenoso. Dermatite de contato: uma resposta alérgica causada pelo contato com uma substância que causa erupção na pele ou lesões no local da exposição. Célula de Langerhans: uma sentinela imunológica que vive na epiderme da pele, mas pode viajar para os gânglios linfáticos mais próximos. Célula T auxiliar: um tipo de glóbulo branco que ativa as respostas imunológicas no corpo. Sapinho: uma erupção cutânea branca causada pelo fungo candida. Anafilaxia: uma reação alérgica em todo o corpo que pode incluir inchaço da garganta. AJUDE O MINUTO DA TERRA Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join REDES SOCIAIS ***************** https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: The Most Common Allergy In The World https://www.youtube.com/watch?v=3uk8_7VNubo FONTES (em inglês) ********************* Khaled Marwa, Noah P. Kondamudi (2021) Type IV Hypersensitivity Reaction. StatPearls. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK562228/ John Barrat (2014), A Poison Ivy Primer, Smithsonian https://www.si.edu/stories/poison-ivy-primer Florian Winau (2021) Personal Communication. Department of Pediatrics, Harvard Medical School. Tiffany Scharschmidt (2021) Personal Communication. Department of Dermatology, UCSF Medical School. Yesul Kim, Alexandra Flamm, Mahmoud A. ElSohly, Daniel H. Kaplan, Raymond J. Hage Jr, Curtis P. Hamann, and James G. Marks Jr (2019). Poison Ivy, Oak, and Sumac Dermatitis: What Is Known and What Is New? Dermatitis. 30: 3 (183-190). https://journals.lww.com/dermatitis/Abstract/2019/05000/Poison_Ivy,_Oak,_and_Sumac_Dermatitis__What_Is.2.aspx Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Nem todos os animais têm a mesma “sorte” #shorts

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 Minuto da Terra Por que a coruja, a gazela, o morcego e o tatu atravessaram a rua? Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=ESc7DTXOJEM #shorts AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join REDES SOCIAIS ***************** https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Tradução, narração e edição de vídeo: Leonardo Gonçalves de Souza contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Veja Mais

Superlaboratório Sirius 'abre as portas' ao público com visita virtual guiada; veja como participar

Glogo - Ciência Evento está programado para segunda-feira (16), a partir das 10h, e celebra o Dia Internacional da Luz. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon O Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração, instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), realiza na segunda-feira (16) uma visita virtual guiada por dentro do acelererador de elétrons brasileiro. O evento celebra o Dia Internacional da Luz. A transmissão ao vivo está programada para começar às 10h, pelo canal do YouTube do CNPEM. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil Os visitantes virtuais poderão conhecer técnicas e recursos utilizados para desvendar a estrutura dos mais diversos materiais. Líderes das diversas linhas de luz, que são estações de pesquisa que estão entre as mais avançadas da ciência e disponíveis atualmente em poucos lugares do mundo, serão os guias dos visitantes. Estação de pesquisa Manacá, primeira a ficar pronta e operacional no Sirius, em Campinas (SP) CNPEM/Divulgação Sirius em operação Maior projeto científico brasileiro, o Sirius realizou em julho de 2020 os primeiros experimentos ao obter imagens em 3D de estruturas de uma proteína imprescindível para o ciclo de vida do novo coronavírus. Em setembro de 2020, um grupo do Instituto de Física da USP de São Carlos utilizou o acelerador na busca por uma "chave" para desativar o novo coronavírus. Foi o primeiro experimento de pesquisadores externos no Sirius. Em outubro, a linha de luz batizada de Manacá, a primeira das 14 previstas na primeira fase, passou a operar oficialmente e a aceitar propostas de outros objetos de estudo que não a Covid-19. Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius, superlaboratório instalado em Campinas (SP) Sirius/CNPEM/Divulgação O que é o Sirius? Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1 Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Golpes financeiros têm novas modalidades e não param de crescer

Glogo - Ciência As fraudes de engenharia social, que manipulam os usuários para que forneçam dados confidenciais, respondem por 70% dos casos Dia sim, dia não, recebo uma proposta para trabalhar em casa no meu computador ou celular, com possibilidade de ganhar entre 350 e 800 reais por semana. Claro que não é preciso ter “conhecimento avançado”, como diz o texto da mensagem que reproduzo na coluna. Claro que há um link para “Renda Em Casa Net”. Tudo muito simples, exatamente porque se trata de mais um golpe, aproveitando o aflitivo cenário de desemprego e endividamento da população. No fim, uma observação: “caso não tiver interesse, recomende para alguém que esteja precisando”, ou seja, a vítima ainda pode fazer com que outras pessoas caiam na armadilha. É impressionante a “criatividade” do mal... O golpe do falso trabalho em casa: a orientação é descartar a mensagem e nunca clicar no link Reprodução Embora já manjado, o golpe do falso sequestro, no qual bandidos dizem que sequestraram alguém próximo e pedem resgate, ganhou uma variante no WhatsApp e duas ou três vezes tentaram me fisgar com textos quase idênticos. O golpista se fazia passar por meu filho, escrevia que havia perdido o celular e estava temporariamente usando aquele número – a farsa é tão bem engendrada que a foto era a do aplicativo! Como ele perdeu o aparelho em mais de uma ocasião, não desconfiei até que o marginal pediu dinheiro para um conserto do carro. Claro que o sinal de alerta piscou e dei a conversa por encerrada. Aliás, uma medida simples para evitar a clonagem do WhatsApp é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” (Configurações/Conta/Confirmação em duas etapas), na qual será possível cadastrar uma senha. Um dos golpes que acontecem no WhatsApp: bandidos enviam mensagem dizendo que uma pessoa conhecida mudou de número Reprodução As tentativas de golpes financeiros contra os idosos cresceram 60% em 2020, durante a pandemia, segundo a Federação Brasileira dos Bancos. Durante o período de isolamento, explodiu o número de ataques de phishing, os e-mails que carregam vírus ou links que levam o usuário para sites de araque. Outra modalidade era a do falso motoboy, na qual os criminosos se faziam passar pelo banco para comunicar transações suspeitas com o cartão de crédito do cliente. Informavam que um motoqueiro seria enviado para recolher o cartão e até orientavam a vítima a cortá-lo ao meio para inutilizar a tarja magnética. No entanto, o chip permanecia intacto, permitindo que os bandidos fizessem compras. Outro levantamento da entidade apontou o crescimento de 165% nas fraudes de engenharia social para o público em geral no primeiro semestre de 2021, em relação ao semestre anterior. São justamente aquelas que manipulam os usuários para que forneçam seus dados. O motoboy trambiqueiro se manteve em alta: teve um salto de 271%. O golpe da falsa central aumentou 62% e sobre esse também posso dar meu depoimento: a ligação clona o número da agência bancária e o roteiro dos vigaristas é o de um atendente solícito, querendo ajudar porque foram detectadas movimentações suspeitas na conta. O passo seguinte é pedir informações confidenciais. Atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social e nunca é demais repetir: nenhum banco liga para o cliente pedindo senha, número do cartão, ou qualquer tipo de pagamento. Se receber uma ligação dizendo que ele foi clonado, desligue na hora e entre em contato com a instituição bancária, através do telefone que está no verso, para esclarecer o que houve. Para finalizar, siga algumas regras básicas de segurança: Mantenha o computador atualizado e rodando com um antivírus – há diversos de boa qualidade e de graça. Não clique em links que lhe foram enviados. Em vez disso, vá aos websites digitando seu endereço eletrônico. Se receber um SMS ou e-mail do banco com um link, delete imediatamente. Verifique o website: o certificado é como uma carteira de motorista e é bem fácil de checar. Nos sites seguros, há um pequeno cadeado ao lado do endereço eletrônico. Clique nesse cadeado e selecione “certificado”: ali aparecerão as informações de validação. Prefira fazer compras em sites conhecidos e não use computadores públicos para nenhum tipo de transação. Não compartilhe sua senha em hipótese alguma, nem forneça dados pessoais. Veja Mais

Novas sublinhagens da ômicron podem evitar imunidade de infecções passadas, diz estudo

Glogo - Ciência Em pessoas não vacinadas que já haviam sido expostas a linhagem original da ômicron houve uma diminuição de quase oito vezes na produção de anticorpos quando expostas às novas sublinhagens. Imagem de pesquisadora na Cidade do Cabo, na África do Sul Shelley Christians/Reuters Duas novas sublinhagens da variante Ômicron do coronavírus podem evitar anticorpos de infecções anteriores o bastante para desencadear uma nova onda, mas são muito menos capazes de se desenvolver no sangue de pessoas vacinadas contra a Covid-19, descobriram cientistas da África do Sul. Cientistas de diversas instituições do país estavam examinando as sublinhagens BA.4 e BA.5 da Ômicron, adicionadas no mês passado pela Organização Mundial da Saúde à lista de monitoramento. Compartilhar pelo WhatsApp Compartilhar pelo Telegram Eles coletaram amostras de sangue de 39 participantes previamente infectados pela Ômicron assim que a variante apareceu pela primeira vez no final do ano passado. Quinze deles estavam vacinados --oito com a vacina da Pfizer; sete com a da Janssen-- enquanto os outros 24 não estavam. "O grupo vacinado mostrou uma capacidade de neutralização cerca de 5 vezes maior, e estarão mais protegidos", apontou o estudo, cuja prévia foi lançada neste fim de semana. Pesquisa indica que subvariante da ômicron pode ser agressiva Nas amostras de pessoas não vacinadas, houve uma diminuição de quase oito vezes na produção de anticorpos quando expostas às sublinhagens BA.4 e BA.5, em comparação com a linhagem original BA.1 da Ômicron. O sangue das pessoas vacinadas mostrou essa diminuição em até três vezes. A África do Sul pode estar entrando em uma quinta onda de Covid mais cedo do que o esperado, disseram autoridades e cientistas na sexta-feira, culpando um aumento sustentado nas infecções que parece ser impulsionado pelas subvariantes BA.4 e BA.5 da Ômicron. Apenas cerca de 30% da população da África do Sul (60 milhões de pessoas) está totalmente vacinada. "Com base no escape de neutralização, BA.4 e BA.5 têm potencial para resultar em uma nova onda de infecção", disse o estudo. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Veja Mais

Histórias de reinvenção: Claudia, de advogada a guia em Paris

Glogo - Ciência Ela deixou o mundo corporativo para trás e diz: “hoje não enxergo mais amarras, nem limites” Hoje dou início a uma série de três colunas sobre mulheres que se reinventaram em outros países, deixando para trás as referências profissionais que as guiavam no Brasil. Cada uma viveu diferentes desafios para se adaptar, mas todas conseguiram encontrar um caminho próprio, com significado muito especial para suas vidas. Parecia um roteiro de um comercial de margarina: a carreira como advogada de um grande banco em ascensão, casamento feliz, apartamento próprio. “Só que volta e meia eu me pegava pensando: será que é isso mesmo que a gente quer?”, lembra Claudia Gazel, acrescentando que o marido, Marco, compartilhava suas dúvidas e angústias. Em 2008, o casal começou a pensar em morar fora do Brasil, até que surgiu a oportunidade de ele fazer um mestrado na área de psicologia financeira, na França. Alugaram o imóvel em São Paulo em tempo recorde e deixaram para trás duas trajetórias estabilizadas: ela, na área do direito; ele, como economista e sócio de uma corretora. Claudia Gazel: há 12 anos na França, ela deixou a carreira de advogada para trás e se tornou guia em Paris Acervo pessoal A caminho de fazer 45 anos e há 12 morando em Paris, enumera resoluções que tomou: “deixei minha profissão para trás, coisa que ninguém na minha família havia feito, e junto veio também a decisão de não termos filhos. De repente, o roteiro que havíamos escolhido era completamente diferente do que as pessoas esperavam de nós”. Desde 2009, Claudia mantinha um blog, “A viagem certa”, com dicas de hotéis, restaurantes e passeios. Em setembro de 2010, o que antes era um hobby se transformou em sua principal ocupação: “eu simplesmente tinha Paris inteira na minha mão!”. Seu trabalho não passou despercebido e a secretaria de turismo parisiense lhe garantia acesso aos eventos culturais da cidade. O passo seguinte foi criar tours personalizados para turistas brasileiros, como piqueniques em Versalhes e visitas a lojinhas que garimpava em suas andanças. Mas Claudia queria mais e, em 2017, inscreveu-se num curso de dois anos para obter a licença profissional de guia, com direito a documento emitido pelo Ministério da Cultura francês. “Hoje em dia, não enxergo mais amarras, nem limites”, analisa. Tanto que ampliou os roteiros para incluir experiências feitas sob medida para o público infantil. “As pessoas ainda acham que as crianças não vão se interessar ou acompanhar programas culturais na Europa, mas há inúmeras formas de abordagem para conquistá-las. No Louvre, por exemplo, uso a entrada que leva às ruínas da muralha de um castelo medieval, e vejo o olhar de fascinação delas ao se depararem com algo tão impactante”. Paris reinventou Claudia e, em troca, ela traduz Paris para os brasileiros. "Interagindo" com uma obra da coleção Pinault, no antigo prédio da Bolsa de Valores Acervo pessoal Veja Mais

Redefinindo o que é saúde mental

Glogo - Ciência Especialistas propõem uma abordagem mais abrangente que contemple fatores biológicos, psicológicos e sociais No domingo, a coluna foi sobre como o excesso de estímulos vem nos tirando do eixo. Hoje, decidi ampliar a discussão para trazer à baila um debate que ganha corpo entre especialistas: está na hora de redefinir o que é saúde mental, levando em conta uma abordagem que abranja fatores biológicos, psicológicos e sociais. Resumindo, temos que ser vistos sob uma ótica biopsicossocial. Times interdisciplinares do Massachusetts General Hospital e da Faculdade de Medicina de Harvard estão desenvolvendo um novo tipo de intervenção que seja, ao mesmo tempo, focada no indivíduo e holística, para contemplar todas as esferas de sua existência. O objetivo? Prevenir as doenças mentais em vez de apenas tratar os sintomas; promover a funcionalidade do paciente, ou seja, dar ferramentas para que a pessoa continue integrada à sociedade; e melhorar sua qualidade de vida. Especialistas alertam para a necessidade de redefinir o que é saúde mental, levando em conta uma abordagem mais ampla, que contemple fatores biológicos, psicológicos e sociais Geralt para Pixabay Essa é uma mudança significativa num campo que, nas últimas décadas, encarou as enfermidades neurológicas e psiquiátricas exclusivamente do ponto de vista biomédico. O espectro que abrange as doenças mentais tem provocado um aumento substancial do número de mortes e incapacidade no mundo. Foi o que levou os pesquisadores, autores de artigo publicado no NEJM Catalyst, a propor uma abordagem multidimensional e multidisciplinar para substituir a atual. O cérebro é um órgão de enorme complexidade: controla nossos pensamentos, memórias, emoções, habilidades motoras e personalidade. Um cérebro saudável é a chave para viver por mais tempo e com propósito, por isso é tão urgente inovar nessa área. Somente nos EUA, questões relacionadas à saúde mental impactam 100 milhões de americanos e custam 800 bilhões de dólares por ano. O conceito do modelo biopsicossocial, que analisa não apenas o peso das questões biológicas, mas também das psicológicas e sociais para o desenvolvimento de uma doença, foi criado em 1977 pelo psiquiatra George Engel. No entanto, sua utilização não teve o alcance que deveria. Fatores como acesso ao sistema de saúde, relacionamentos, resiliência e preconceitos ou estigmas, entre outros, não eram computados como relevantes para a saúde do cérebro. Vale acrescentar que o termo expossoma foi cunhado em 2005 para designar a totalidade das situações a que o ser humano fica exposto durante a sua trajetória, da concepção à morte. Ele se baseia em três domínios, começando pelo interno, que é exclusivo do indivíduo: idade, fisiologia, genoma. Os outros dois são as condições externas gerais (socioeconômicas e sociodemográficas) e as externas específicas, como dieta alimentar, ocupação, estilo de vida. São conceitos complementares. Uma mudança dessa magnitude exigirá uma política pública de cuidados que proteja o cidadão do útero ao fim da existência. A construção de “fatores de proteção” incluiria campanhas para um estilo de vida mais saudável, apoio para deixar comportamentos de risco, desenvolvimento de habilidades de adaptação e superação, atenção primária para mapeamento precoce de problemas. Promover a funcionalidade do paciente é um caminho para diminuir o estigma e melhorar o bem-estar emocional e a independência das pessoas. Não se trata de uma utopia. Na Finlândia, em 2009, foi realizado o primeiro estudo baseado na intervenção biopsicossocial – que incluía exercício, dieta, atividade social, monitoramento de riscos cardíacos e treino cognitivo – com resultados positivos. Outras iniciativas, como o Barcelona Brain Health, na Espanha, e o APPLE-Tree, no Reino Unido, estão em curso. Que rendam frutos! Veja Mais

Fraqueza e obesidade abdominal podem indicar sinais de declínio funcional em homens

Glogo - Ciência Condição se caracteriza como uma fase de transição para a incapacidade e surge antes da dificuldade para realizar atividades cotidianas Atividades simples, como se sentar e levantar de uma cadeira, se equilibrar parado e andar uma distância curta são funções que, quando alteradas, podem prever precocemente o declínio funcional, especialmente em homens com obesidade abdominal e fraqueza muscular. Esse foi o tema de pesquisa realizada pela doutora Roberta de Oliveira Máximo, sob orientação do professor doutor Tiago da Silva Alexandre, no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos. Homens com o pior desempenho físico foram aqueles que tinham uma combinação de obesidade abdominal e fraqueza muscular Geralt para Pixabay O estudo contou com 3.875 idosos e foi feito em parceria com pesquisadores do University College London, no Reino Unido. Os participantes tiveram seu desempenho avaliado por uma série de testes conhecida como Short Physical Performance Battery, que inclui uma caminhada de 2.4 metros, equilíbrio estático, sentar-se e levantar. O comprometimento dessas funções é considerado uma fase de transição pré-clínica para a incapacidade, isto é, aparece antes da dificuldade para realizar atividades do dia a dia, como fazer compras, cuidar da casa, preparar refeições, tomar banho, vestir-se e se alimentar. “A descoberta precoce do comprometimento poderia evitar incapacidades na vida diária dos idosos”, afirmou Alexandre. Ainda de acordo com o estudo, um grupo de homens apresentou o pior desempenho físico: foi o composto por aqueles que tinham uma combinação de obesidade abdominal e fraqueza muscular, conhecida como dinapenia. Os parâmetros utilizados foram circunferência de cintura maior que 102cm para homens e 88cm para mulheres, enquanto o teste de força de preensão manual era de menos de 26 quilos para homens e de 16 quilos para mulheres. Ao envelhecer, todos apresentam perda de força muscular acompanhada por um acúmulo de gordura abdominal, mas a situação parece pior para eles. “Os homens perdem mais força muscular que as mulheres ao longo da vida e já apresentam uma tendência ao acúmulo de gordura abdominal antes do processo de envelhecimento. A gordura abdominal é mais metabolicamente ativa e gera uma inflamação crônica de baixo grau, levando a repercussões negativas sobre a função muscular”, explicou Máximo, autora principal. O artigo “Combination of dynapenia and abdominal obesity affects long-term physical performance trajectories in older adults: sex differences” foi publicado na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition e pode ser encontrado neste link. Veja Mais

A relação entre fatores hormonais e reprodutivos e a demência feminina

Glogo - Ciência Ter engravidado e idade mais avançada ao entrar na menopausa trazem maior proteção à mulher De acordo com estudo publicado no início do mês na revista PLOS Medicine, um longo período de reprodutivo, que é o tempo entre a primeira e a última menstruação; ter engravidado, mesmo que sofrendo um aborto; e uma idade mais avançada ao entrar na menopausa protegem a mulher da demência. Por outro lado, experiências como histerectomia (cirurgia de retirada do útero), primeiro parto e menopausa precoces e a menarca ocorrendo bem antes ou depois da média estão associadas a um risco maior para desenvolver um quadro demencial. O que o trabalho sugere é que fatores hormonais e reprodutivos podem desempenhar papel relevante na saúde mental feminina. Um longo período de reprodutivo, ter engravidado e idade mais avançada ao entrar na menopausa podem proteger a mulher contra a demência SunnyLove108 para Pixabay O número de casos de demência, um guarda-chuva que abrange diferentes enfermidades, vem crescendo no mundo todo, com maior incidência entre as mulheres, mas ainda há poucas evidências da sua relação com fatores hormonais reprodutivos. Esse foi o campo de estudo de Jessica Gong, pesquisadora do The George Institute for Global Health, na Austrália, com colaboradores da Holanda e do Reino Unido: seu objetivo era mapear se eventos que influenciam os níveis de estrogênios – em especial o estradiol, o mais importante deles – no organismo feminino estão ligados ao surgimento da doença. “Sabemos que o risco de desenvolver demência aumenta com a idade, mas não temos certeza de que o problema se manifesta em maior escala entre as mulheres simplesmente porque elas vivem mais. É possível que os aspectos reprodutivos femininos ajudem a explicar a questão”, afirmou Gong. O time analisou informações disponíveis de mais de 270 mil mulheres. Representação em 3D de um corte transversal da coluna vertebral apresentando osteoporose iStock.com/CreVis2 Em outra frente de pesquisa, já é possível determinar se a diminuição da densidade óssea, relacionada à menopausa, está em andamento ou é iminente, através da medição nível de um hormônio que entra em declínio quando a mulher se aproxima da sua última menstruação. Trata-se do hormônio anti-mülleriano (em inglês, AMH), utilizado para estimar a reserva ovariana, cujos níveis declinam à medida que o derradeiro ciclo se aproxima. O mapeamento ajudaria os médicos a reduzir os riscos de condições mais sérias, como a osteoporose. A perda da densidade óssea se inicia na perimenopausa, uma janela de alguns anos antes do fim das regras que se caracteriza por outros sintomas, como ondas de calor, distúrbios de sono e oscilações de humor. O estudo, liderado pelo médico Arun Karlamangla, professor de geriatira da Universidade da Califórnia Los Angeles, também foi publicada no comecinho do mês na revista científica Journal of Bone and Mineral Research. Veja Mais

Alemanha derruba isolamento obrigatório para infectados

Glogo - Ciência A partir de 1º de maio, pacientes com Covid-19 na Alemanha serão apenas aconselhados a manter isolamento por cinco dias. Exceção são profissionais da saúde e cuidadores. Pessoas esperam em fila para fazerem testes rápidos de antígeno de Covid-19 em Duisburg, na Alemanha, em 25 de janeiro de 2022 Martin Meissner/AP O ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, anunciou nesta segunda-feira (4) que, a partir de 1º de maio não será mais obrigatório isolamento para os infectados com o coronavírus. Em vez disso, os pacientes com Covid-19 serão fortemente aconselhados a fazer um isolamento de cinco dias, assim como as pessoas que tiveram contato com eles, além de se submeterem a testes regulares. Compartilhe pelo WhatsApp Compartilhe pelo Telegram A regra, porém, não vale para trabalhadores da área da saúde e para cuidadores, que devem continuar cumprindo isolamento de cinco dias, que poderá ser encerrado após um teste negativo. Veja abaixo uma reportagem de 2020, sobre a identificação de uma mutação do Sars-Cov-2. Alemanha confirma 1º caso de mutação do coronavírus Leia também Uruguai suspenderá estado de emergência sanitária por Covid-19 Cidade de SP aplica 4ª dose da vacina contra a Covid-19 em maiores de 60 anos a partir desta segunda A decisão foi tomada após reunião de Lauterbach com os secretários de saúde dos 16 estados alemães e é baseada em orientações do Ministério da Saúde e do Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental para o controle e prevenção de doenças. Atualmente, a orientação é um isolamento de 10 dias para infectados, que pode ser encerrado ao sétimo dia, após um teste negativo. A nova regulamentação deve ser implementada pelos estados federais. Lauterbach se mostrou cautelosamente otimista com a situação do coronavírus na Alemanha. "O ponto de virada parece ter sido alcançado", disse ele, ressaltando que o número de casos está diminuindo. No entanto, ele destacou que o país ainda está em alerta. Fim da exigência de máscara A partir desta semana, a maioria dos estados alemães não exigirá mais máscaras em estabelecimentos comerciais. A exigência foi oficialmente abandonada em Berlim na sexta-feira e seguida por outros estados nos dias seguintes. No entanto, alguns dos 16 estados expressaram forte oposição à medida. Hamburgo e Meclemburgo-Pomerânia Ocidental continuarão exigindo máscaras. A obrigatoriedade do uso de máscaras em estabelecimentos estava em vigor desde a primavera de 2020. Nesta segunda-feira, os lojistas disseram que a esmagadora maioria dos clientes continuava usando máscara durante as compras. "Existe uma maioria pouco agitada, quieta e razoável que naturalmente usará máscaras quando estiver em espaços fechados", disse Michael Genth, presidente da Associação de Negócio e Comércio de Saarbrücken. "Presumimos que os clientes agirão com responsabilidade e continuarão usando máscaras enquanto fazem compras em ambientes fechados", destacou. Sindicatos criticam medida Grandes redes de supermercados alemãs, como Rewe, Lidl, Aldi e Edeka, a gigante sueca de móveis Ikea, a livraria Thalia e as lojas de roupas H&M e Primark informaram que não exigirão que os clientes usem máscaras nos estabelecimentos. Ainda assim, alguns empregadores manifestaram preocupação com as mudanças, assim como funcionários. O sindicato Verdi, por exemplo, lamentou a decisão e salientou que a regra prejudica os trabalhadores, potencialmente expondo-os à infecção em seu local de trabalho. As máscaras agora só serão exigidas pelo governo federal para quem viaja de avião ou em trens de longa distância. Os estados também podem exigir que os indivíduos usem máscaras em hospitais e clínicas e nos transportes públicos. Lauterbach, porém, aconselhou os cidadãos a continuar usando máscaras em ambientes internos. O Instituto Robert Koch relatou nesta segunda-feira 41.129 novos casos de Covid-19 e 23 mortes relacionadas à doença. Os números tendem a ser menores às segundas-feiras, devido à redução de testes e relatórios nos finais de semana, especialmente aos domingos. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Veja Mais

Qual é o rato mais famoso do mundo? #shorts

Qual é o rato mais famoso do mundo? #shorts

 Minuto da Terra Você já deve tê-lo visto em Harry Potter ou Ratatouille - mas o seu papel principal é no laboratório, onde várias versões suas foram criadas: tem de rato pelado até rato com ossos grandes! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

O que fazer quando se acorda com o corpo todo enrijecido

Glogo - Ciência A chave para se sentir melhor é movimentar-se. Ainda na cama, se espreguice com vontade Morro de inveja da minha gata que, ao acordar – e são muitas sonecas ao longo do dia – se espreguiça com maestria e está pronta para dar um salto. Já nós, pobres humanos, conforme envelhecemos, despertamos com a impressão de que nos transformamos numa obra cubista, cheia de arestas. Pular da cama, como fazíamos quando crianças? Nem pensar! O corpo está todo contraído e a condição tem nome: rigidez matinal. Embora este também seja um sintoma de pacientes que sofrem de artrite reumatoide, e que não pode ser ignorado se causar limitações de mobilidade, acordar enrijecido é praticamente uma experiência planetária. Acordar com o corpo todo contraído tem nome: rigidez matinal Pixabay Esse “emperramento” é causado por alterações na lubrificação das articulações e das fáscias, a rede de tecido conjuntivo que envolve as estruturas do corpo, como músculos, nervos e vísceras, garantindo sua sustentação. Graças a um complexo mecanismo de lubrificação, as diversas camadas das fáscias conseguem deslizar umas sobre as outras, tornando nossos membros flexíveis. No entanto, em determinadas situações, como quando nossa temperatura cai ou estamos imóveis por muito tempo – duas características que acompanham o sono – essa lubrificação se torna mais viscosa e a capacidade de deslizamento é menor, provocando a sensação de enrijecimento. As articulações contribuem para o incômodo porque, durante a noite, as cartilagens absorvem o fluido sinovial que lubrificam as estruturas articulares. Felizmente, há alguns pequenos exercícios capazes de eliminar o desconforto. A chave para se sentir melhor é movimentar-se. Ainda na cama, se espreguice com vontade, abrindo e esticando braços e pernas, mexendo os dedos das mãos e dos pés. Para repor a lubrificação das articulações, dobre e estique seus joelhos e cotovelos. Além disso, faça movimentos circulares com os punhos e tornozelos – e não se esqueça de virar gentilmente a cabeça de um lado para o outro. Se o corpo ainda estiver retesado quando sair da cama, faça uma pequena marcha sem sair do lugar e repita o dobra-e-estica das articulações. Há certas posturas da ioga que trazem alívio e uma delas é a do gato e da vaca, que você pode acompanhar aqui: Comece na posição de quatro apoios, com joelhos e palmas das mãos no chão (se imagine como uma mesa). Os punhos devem estar alinhados com os ombros e os joelhos com os quadris. Os cotovelos ficam para trás, e não virados para a frente. Deixe as costas planas, reduzindo a curva da lombar. Encolher a barriga ajuda a chegar na posição. Inspire trazendo o peito para frente e para cima, com os ombros voltados para fora. Curve a coluna para baixo e erga o cóccix, empurrando o peito para fora. Levante o queixo e tente olhar para cima. Agora expire, desça o cóccix e eleve o abdômen, arqueando a coluna para cima, como fazem os gatos quando se assustam. Deixe a cabeça pender entre os braços em direção ao chão, mas sem encostar o queixo no peito. A outra é a postura da criança, que relaxa a tensão do pescoço e das costas: Postura da criança: relaxa a tensão do pescoço e das costas AndiP para Pixabay Primeiro fique de quatro. Junte os dedões dos pés e separe os joelhos numa distância um pouco maior que os quadris, Traga os quadris em direção aos calcanhares, mantendo os joelhos afastados, e deixe as palmas das mãos apoiadas no chão. Vá levando as mãos para a frente, alongando a coluna. Pode levantar o bumbum para facilitar, o importante é não ultrapassar seus limites. Lentamente, vá se inclinando para a frente até que a testa repouse no chão ou colchonete. Você também pode usar uma almofada para apoiar a cabeça se não conseguir alcançar o colchonete. Deixe as mãos espalmadas, com os dedos abertos, respire e relaxe. Caso tenha dificuldade em visualizar os movimentos, ambas têm vários tutoriais na internet. Aproveite para incorporar exercícios ao longo dia, evitando a imobilidade por longos períodos. Veja Mais

O solo é um ser vivo? | Minuto da Terra

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 Minuto da Terra O chão em que pisamos não parece estar "vivo", mas funciona como um ser vivo de várias maneiras. - Saúde do solo: a capacidade contínua do solo de funcionar dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra para sustentar a produtividade biológica, promover a qualidade do ar e dos ambientes aquáticos e manter a saúde das plantas, animais e humanos. - Serviços ecossistêmicos: também conhecidos como Serviços Ambientais, são os benefícios que a natureza fornece ao homem e que são indispensáveis à sua sobrevivência, estando associados à qualidade de vida e bem estar da sociedade. Vídeo relacionado: Como (literalmente) salvar a Terra? https://www.youtube.com/watch?v=CNBPKQPD5G0 Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução: Leonardo Gonçalves de Souza Narração: Maria Carolina Passos Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Is Soil Alive? https://www.youtube.com/watch?v=bIISMpJKEAU FONTES (em inglês) Harshberger, JW. (1911) The Soil, A Living Thing. Reprinted from Science, N.S. vol. 33 No. 854. 469.1 https://www.science.org/doi/10.1126/science.33.854.741 Minami K. (2021) “Soil is a living substance”. Soil Science and Plant Nutrition 67: 26-30. https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/00380768.2020.1827939 Rattal Lal, personal communication (11/19/21) Asmeret Berhe, personal communication (12/2/21) Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Você já viu um picolé de SAPO? #shorts Minuto da Terra

Você já viu um picolé de SAPO? #shorts Minuto da Terra

 Minuto da Terra Você sabia que alguns animais se congelam para sobreviver ao inverno rigoroso? É um superpoder que apenas algumas espécies têm, como esses sapos da América do Norte! #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo através de uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução, narração e edição de vídeo: Leonardo Gonçalves de Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Por que as ovelhas não encolhem quando se molham? #shorts

Por que as ovelhas não encolhem quando se molham? #shorts

 Minuto da Terra Como todos os pêlos dos mamíferos, as fibras de lã estão sobrepostas em escamas, o que facilita o deslizamento mais em uma direção do que na outra. Quando uma blusa de lã vai pra a máquina de lavar e é jogada de um lado pro outro, essas fibras engatam nas suas vizinhas, fazendo com que elas se movam apenas em uma direção. A água só piora as coisas, inchando as fibras e deixando elas ainda mais próximas, e amolecendo as escamas, o que as deixa mais propensas a grudarem nas fibras vizinhas, mas não molengas o suficiente pra passarem direto. O calor também agrava a situação, deixando a lã mais maleável e ainda mais em contato com as vizinhas. Ao longo do processo de lava e seca, as milhares de pequenas escamas nas milhares de fibras individuais da blusa de lã vão se encontrando e contraindo cada vez mais, encolhendo o tamanho da blusa. Quando as ovelhas tomam um banho de chuva, as fibras do seu casaco incham e as escamas amolecem também, mas a sua lã não é jogada de um lado pro outro de um jeito que elas fiquem presas entre si... a menos, claro, que dê a louca nelas. #shorts CRÉDITOS Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

UFV e IFCE desenvolvem nova tecnologia para produção de hidromel e outras bebidas

Glogo - Ciência A pesquisa resultou na criação de um fermento específico para o hidromel, uma bebida alcóolica ainda produzida no Brasil com leveduras vinícolas, cervejeiras ou de panificação, muitas vezes importadas. Pesquisadores desenvolveram nova tecnologia para produção de hidromel em Viçosa UFV/Divulgação Um trabalho conjunto realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e do Instituto Federal do Ceará (IFCE) resultou no aprimoramento de processos e desenvolvimento de fermentos para produção de hidromel e também outras bebidas. A pesquisa foi iniciada em 2013 e se consolidou com a criação de um fermento específico para o hidromel, uma bebida alcóolica ainda produzida no Brasil com leveduras vinícolas, cervejeiras ou de panificação, muitas vezes importadas. A nova e inédita tecnologia de produção foi anunciada pela professora Monique Eller em 2017 abre perspectivas para que se criasse uma identidade para o hidromel brasileiro, com processos padronizados e custo menor. O conhecimento amadureceu ainda mais e atualmente o produto gerado a partir de leveduras extraídas do pólen e mel de abelhas sem ferrão está disponível para testes em escala industrial, o que possibilita, assim, a ampliação de parcerias. Devido a aspectos legais que impedem o registro de patentes de microrganismos no Brasil, a professora se empenha em obter o registro do direito de uso do fermento. Ela considera que isso se configuraria numa ação importante de extensão, já que permitiria o uso do fermento a um baixo custo pelos produtores, além da possibilidade de captação de recursos para os laboratórios da UFV. Para garantir a propriedade intelectual do produto criado na UFV, os pesquisadores estão realizam o depósito das leveduras no banco de microrganismos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além do sequenciamento e análise dos genomas. Além de professores e estudantes de graduação e de pós-graduação da UFV, a pesquisa tem o apoio e a parceria da professora Mayara Salgado Silva, do IFCE, do pesquisador Eduardo Luís Menezes de Almeida, do Departamento de Microbiologia, e dos docentes da UFV Weyder Santana (Departamento de Entomologia), Luciano Gomes Fietto (Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular) e Alexandre Fontes Pereira (Departamento de Química). Para mais detalhes sobre as leveduras produzidas pela equipe da UFV, a professora Monique Eller disponibiliza o contato pelo e-mail: monique.eller@ufv.br. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e o Campo das Vertentes Veja Mais

O maior animal que já viveu no planeta Terra #shorts

O maior animal que já viveu no planeta Terra #shorts

 Minuto da Terra Existem animais de todos os tipos e tamanhos, mas a maioria deles não cresce muito mesmo após milhares de anos e evoluções. Isso acontece porque, à medida que um animal fica maior, ele fica um pouco mais forte, porém MUITO mais pesado e, eventualmente, não consegue mais carregar seu próprio peso. Mas de vez em quando algo inesperado acontece e permite que um animal fique gigantesco! Quando os ancestrais terrestres das baleias mergulharam de volta no oceano, a água podia suportar o seu peso e eles boiavam; então, podiam continuar crescendo sem se preocupar. E como eles levaram seus pulmões junto, eles podiam respirar o ar - que é rico em oxigênio - em vez de água - que não é. Isso permitiu que esses mamíferos crescessem duas vezes o tamanho dos maiores peixes da época. E aí, alguns milhões de anos depois, mudanças nas correntes oceânicas trouxeram toneladas de nutrientes das profundezas, que alimentaram e aumentaram a quantidade de fitoplânctons, que por sua vez atraíram enormes concentrações de zooplâncton. Com essa nova dieta de krilhões de calorias, a baleia-azul logo se tornou o maior animal que já viveu no planeta Terra. E isso sim é algo pra espalhar por aí. #shorts Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Bitcoin explicado por renas | Minuto da Terra

Bitcoin explicado por renas | Minuto da Terra

 Minuto da Terra O Bitcoin e outras tecnologias de blockchain, como NFTs, funcionam de um jeito bem parecido com o acasalamento de renas. SAIBA MAIS - Bitcoin: uma moeda digital conhecida como criptomoeda, que usa um mecanismo de consenso de prova de trabalho (Proof of work) para validar transações e criar novas unidades de Bitcoin. - Protocolo Prova de trabalho: um mecanismo de consenso descentralizado que exige que os membros de uma rede se esforcem para resolver um quebra-cabeça matemático arbitrário para evitar atividades maliciosas e ataques cibernéticos como DDOS. - Blockchain: um registro descentralizado de transações feitas em Bitcoin ou outra criptomoeda. Também pode ser usado em aplicativos que não sejam de criptomoeda. - Mineração: o processo de validação de transações e criação de novos Bitcoins ou outras criptomoedas. - Seleção sexual: uma forma de seleção natural impulsionada pela competição entre membros de uma espécie de um sexo pelo acesso a parceiros de outro sexo para acasalar, favorecendo algum atributo diferencial que esse contém. AJUDE O MINUTO DA TERRA Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join - Comprando nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending REDES SOCIAIS https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução e narração: Leonardo Gonçalves de Souza Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Produção: Maria Carolina Passos Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: How Reindeer Explain Bitcoin https://www.youtube.com/watch?v=odsCJXE5d0E FONTES (em inglês) Antonopoulos, Andreas M. "Mastering bitcoin." (2019) Brennan, P. “Sexual Selection.” (2010) Nature Education Knowledge 3(10):79 https://www.nature.com/scitable/knowledge/library/sexual-selection-13255240/ Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI), University of Cambridge, https://ccaf.io/cbeci/index. de Vries, Alex. “Bitcoin Energy Consumption Index.” Digiconomist, 6 Nov. 2021, https://digiconomist.net/bitcoin-energy-consumption Goss, Richard J. Deer antlers: regeneration, function and evolution. Academic Press, 2012. Panko, Ben. “Go Big or Go Generic: How Sexual Selection Is like Advertising.” Smithsonian Magazine, Smithsonian Institution, 6 Dec. 2016, https://www.smithsonianmag.com/science-nature/either-go-big-or-go-generic-how-sexual-selection-advertising-180961311/ Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

Divórcios prateados: um baque na situação financeira

Glogo - Ciência Queda no padrão de vida chega a 45% para as mulheres, enquanto, entre os homens, essa variação fica em torno de 21% Os chamados divórcios prateados, entre pessoas acima dos 50 anos, dobraram entre 1990 e 2010 nos Estados Unidos e respondem por uma em cada três separações naquele país. No Brasil, de acordo com o IBGE, a tendência é semelhante: em 2010, foram concedidos, em primeira instância, pouco mais de 42 mil divórcios no quais ambos os cônjuges tinham mais de 50 anos; em 2019, quase 72 mil! A professora de sociologia I-Fen Lin é autora de estudo, publicado no “The Journals of Gerontology, Series B: Psychological Sciences and Social Sciences”, mostrando que as mulheres enfrentam uma queda de 45% em seu padrão de vida, enquanto essa variação fica em torno de 21% para os homens. Depois dos 50, é mais complicado recuperar-se financeiramente: as chances são remotas para quem está fora do mercado e, mesmo quem está na ativa, poderá não dispor de tempo suficiente para juntar um pé de meia. Divórcios prateados, entre pessoas acima dos 50 anos: queda no padrão de vida chega a 45% para as mulheres Pasja1000 para Pixabay O casamento soma rendas, diminui despesas e contribui para atenuar acidentes de percurso, como a perda do emprego de um dos cônjuges. Um divórcio pode ser devastador para as finanças, mas o golpe é especialmente duro para as mulheres. Um novo relacionamento estável, nesses moldes, também é mais difícil para elas: apenas 22% nessa faixa etária arranjam um companheiro, ao passo que o percentual entre os homens chega a 37%. Que fique claro que não estou aconselhando ninguém a manter um casamento infeliz, e sim enfatizando como é importante garantir um mínimo de segurança econômica. Com frequência, quando toma a iniciativa da separação, a mulher se sente culpada e acaba não sendo assertiva na defesa de seus direitos. A grande questão é que, apesar dos avanços nos campos de educação e emprego nas últimas décadas, as mulheres enfrentam uma estrada acidentada até uma aposentadoria segura. Os economistas criaram a expressão “penalidade da maternidade” para descrever a desigualdade salarial que afeta as mães: com frequência, sacrificam a carreira para criar os filhos, deixando de trabalhar por um período ou abrindo mão de posições mais bem remuneradas para ter tempo para as crianças. O resultado é que dificilmente conseguem recuperar a defasagem. Além disso, como sua expectativa de vida é maior, aumentam as chances de doenças crônicas, algum tipo de incapacidade e despesas não programadas com a saúde. Uma pesquisa recente da AARP, a associação de aposentados norte-americanos, mostrou que quase 30% das mulheres acima dos 65 anos se preocupam com sua situação financeira, enquanto o temor é compartilhado por 20% dos homens. Na faixa entre 50 e 64 anos, 49% delas relataram ter tomado decisões de impacto negativo em suas vidas, como deixar de pagar o plano de saúde e comprar medicamentos por causa dos custos; ou priorizar os cuidados com um ente querido em detrimento de si mesma. Entre os homens ouvidos, 44% admitiram desafios semelhantes. Veja Mais

É por isso que você não gosta de brócolis #shorts

É por isso que você não gosta de brócolis #shorts

 Minuto da Terra Se você não gosta de alimentos como brócolis, agrião, rábano, mostarda e nabo, não culpe o cozinheiro, mas sim o seu DNA e uma substância química amarga chamada PTC (ou Feniltiocarbamida) Compre as nossas camisetas! https://www.lolja.com.br/minuto-da-terra/?sort_by=price-ascending https://facebook.com/minutodaterra https://twitter.com/minutodaterra https://instagram.com/ominutodaterra https://tiktok.com/@minutodaterra Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

“Precisamos de uma conferência mundial sobre a desigualdade na saúde”, diz especialista

Glogo - Ciência Sir Michael Marmot, professor de epidemiologia na University College London, afirma que as condições sociais fazem as pessoas adoecerem e impactam na expectativa de vida No fim de janeiro, tive a oportunidade de assistir a um painel on-line sobre a desigualdade na saúde, problema que não afeta apenas os brasileiros. O principal palestrante foi Sir Michael Marmot, professor de epidemiologia na University College London desde 1985 e autor de “The health gap: the challenge of an unequal world” (numa tradução livre, “A desigualdade na saúde: o desafio de um mundo injusto”). Marmot é uma das maiores autoridades mundiais nas determinantes sociais que impactam a saúde dos indivíduos. “As condições sociais fazem as pessoas adoecerem. Em Londres, moradores dos bairros chiques, como Kensington e Chelsea, têm 16 anos além de expectativa de vida em comparação com os de regiões desfavorecidas. Em Baltimore, a expectativa dos mais pobres é de 62 anos; a dos ricos, 78 anos. Esse contingente carente tem renda equivalente à dos habitantes da Costa Rica, mas os cidadãos daquele país da América Central vivem 15 anos a mais do que os da cidade norte-americana que moram em áreas degradadas”, afirmou. Sir Michael Marmot, professor de epidemiologia na University College London desde 1985 e autor de “The health gap: the challenge of an unequal world” Divulgação: IMS/Uerj Sobre a Grã-Bretanha, Sir Marmot, que também é diretor do Institute of Health Equity, disse que, entre 2010 e 2020, a expectativa de vida da população deixou de crescer – “o que nos diz muito sobre o que estamos fazendo como sociedade” –acrescentando: “as pessoas estão adoecendo e, quanto mais pobre a área, maior a redução dos investimentos. A pandemia do coronavírus expôs a desigualdade em toda a sua magnitude. O gradiente de mortes da Covid é social, ela golpeou fortemente as camadas humildes”. Ele explicou que as determinantes sociais acompanham as pessoas desde o seu nascimento e moldam sua trajetória até o envelhecimento. Para mudar tal panorama, propôs uma ação em seis frentes: foco na saúde e desenvolvimento das crianças desde a primeira infância; investimento em educação e aprendizado contínuo; melhora nas condições de emprego; renda mínima; ambientes saudáveis e sustentáveis para viver e trabalhar; empenho na prevenção de fatores de risco em todas as fases da vida. “Não é verdade que os países não possam gastar mais. Todos aumentaram seu nível de endividamento e pioraram sua situação fiscal, mas deveriam gastar com o que importa. Assim como temos as COPs para tratar da questão climática, precisamos de uma conferência mundial sobre a desigualdade na saúde que, por sinal, anda de braços dados com a crise ambiental”, discorreu. Jo Bibby, diretora de saúde da Health Foundation, chamou a atenção para a falta de consciência dos indivíduos sobre a dimensão da precariedade de sua existência. “Eles se sentem capazes por conseguir dar um jeito para sobreviver e não têm ideia de como estão à margem, de como vivem numa realidade de privações. Cria-se um clima de fatalidade, como se uma outra realidade não fosse possível”, analisou. A especialista reconheceu que os próprios serviços de assistência voltados para essa população utilizam uma linguagem de vitimização que, com frequência, afasta quem tem dificuldade de se identificar em tal situação. Afinal, quem está “se virando” não quer ser visto como um incapaz que precisa de auxílio. Sua posição foi endossada por Jabeer Butt, presidente Race Equality Foundation: “o discurso da vitimização afasta as pessoas, que não querem ser estigmatizadas”. Resumo da ópera: o raiz do mal está na desigualdade. Veja Mais

Como fica o sexo depois de um diagnóstico de demência?

Glogo - Ciência O consentimento para a intimidade é uma das questões mais desafiadoras num quadro da doença Se ainda há quem pense que a velhice é totalmente despovoada de sexo, imagine pôr em discussão a questão do consentimento erótico depois de um diagnóstico de demência! No entanto, a situação não é tão incomum. Há estágios da enfermidade que interferem de forma diversa na capacidade do indivíduo concordar com o envolvimento sexual e a fronteira do abuso se torna um problema real. Há casais que estão juntos há muito tempo e alimentam a intimidade. Pode acontecer de quem é paciente ignorar ou rechaçar o desejo do companheiro ou companheira, ou o oposto: demandar relações quando o cônjuge não se vê em outro papel que não o de cuidador ou cuidadora. Sexo e demência: consentimento para a intimidade é uma das questões mais desafiadoras quando a doença é diagnosticada Davi Peixoto para Pixabay O diagnóstico não significa que a pessoa automaticamente perca sua capacidade mental. Além disso, ela pode estar mais consciente e engajada em alguns dias do que em outros. Na verdade, no amplo universo que costumamos chamar de demência, e no qual a Doença de Alzheimer está incluída, há diferentes respostas no campo sexual. A demência frontotemporal leva a comportamentos exacerbados, entre eles a hipersexualidade. A pessoa pode expressar desejo de uma maneira bastante direta, inapropriada ou até mesmo agressiva; empregar linguagem chula; ou se tocar em público, o que é perturbador. Se houver o risco de tal atitude ocorrer diante de uma criança da família, é indispensável tomar medidas para proteger menores e vulneráveis. De acordo com a Alzheimer´s Society, há parceiros que afirmam que os cônjuges se comportam de forma fria e distante; outros relatam que são confundidos com outra pessoa. É importante não encarar isso como algo pessoal e procurar conforto e acolhimento, principalmente se houver ameaça física. Exercitar-se auxilia a aliviar a tensão física e buscar uma terapia é de grande ajuda, assim como acionar uma rede de apoio entre amigos e familiares. Deixando o preconceito de lado, há parceiros que desfrutam de intimidade e sexo em seu relacionamento depois do diagnóstico, mesmo que tais expressões ganhem um novo significado para o casal. Veja Mais

Centro de Pesquisa que abriga Sirius recebe 943 inscrições para curso de graduação em ciências; 72% são de escolas públicas

Glogo - Ciência Curso de bacharelado gratuito em ciência, tecnologia e inovação terá duração de 3 anos. Seleção inclui notas do Enem e aprovados terão moradia, alimentação e transporte custeados pela escola. Prédio da Ilum Escola de Ciências, iniciativa do CNPEM, em Campinas (SP) Reprodução A Ilum Escola de Ciências, iniciativa do Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), onde foi desenvolvido o Sirius, superlaboratório de luz síncrotron, recebeu 943 inscrições para 40 vagas na 1ª turma do curso integral de graduação em Ciência, Tecnologia e Inovação. Do total, 72,6% cursaram ensino médio em escolas públicas; veja abaixo perfil. O curso é gratuito, tem duração de três anos em período integral e pelo menos metade das vagas é destinada para estudantes oriundos de unidades públicas - os aprovados terão moradia, alimentação e transporte custeados pela escola, além de um computador pessoal para uso durante a formação. Na primeira etapa do processo foi requisitada uma manifestação de interesse do candidato e, a partir dela, e análise sobre desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), serão selecionados 200 candidatos para a etapa final, de entrevista individual e on-line, entre 21 e 24 de fevereiro. Já a lista de convocados será divulgada em 25 de fevereiro, segundo a assessoria do CNPEM. "O perfil de alunos que buscamos é o do jovem curioso, com um interesse genuíno pela ciência, que busca respostas para as questões reais que o mundo do século XXI enfrenta. É um projeto baseado na mão na massa e na mente trabalhando. O grande objetivo é a formação de cientistas, com um aprendizado profundo", destacou em nota o diretor da da Ilum, Adalberto Fazzio. Perfil dos candidatos Ensino médio 685 são de escolas públicas - 506 de cursos regulares e 179 de colégios técnicos; 258 são da rede particular - 227 de cursos regulares e 31 de escolas técnicas privadas; Gênero 554 (58,7%) são do gênero masculino 380 (40,3%) são do gênero feminino 5 (0,5%) preferiram não informar 4 (0,4%) declararam outros gêneros Origem São Paulo (53,4%) Minas Gerais (6,6%) Rio de Janeiro (5,2%) Distrito Federal (4,7%) Bahia (4,6%) Pernambuco e Amazonas (2,4%, cada) Pará (2,2%) Goiás (1,8%) Tocantins e Paraná (1,7% cada) Ceará (1,6%) A escola A Ilum fica instalada em um prédio do bairro Santa Cândida, em Campinas, endereço onde na década de 1980 os pesquisadores iniciaram o desenvolvimento do primeiro acelerador de elétrons brasileiros, o UVX, recentemente substituído pelo Sirius. O prédio foi reformado para abrigar a Escola de Ciências. Segundo o CNPEM, o currículo contemplará os seguintes campos: linguagens matemáticas; ciências da vida, ciências da matéria, humanidades e empreendedorismo. Nos dois primeiros anos, haverá aulas teóricas e práticas no prédio sede da Ilum com imersão gradual no CNPEM, enquanto o terceiro ano será dedicado exclusivamente ao desenvolvimento de projetos. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon O que é o Sirius? Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1 VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

Cirurgiões americanos transplantam com sucesso um coração de porco em uma pessoa

Glogo - Ciência David Bennett, de 57 anos, não tinha condições de receber coração humano. Animal doador pertencia a rebanho que passou por procedimento de modificação genética; Órgão permaneceu em máquina para preservá-lo antes da cirurgia, e equipe usou novo medicamento junto com substâncias convencionais para suprimir sistema imunológico e impedir rejeição. Cirurgiões realizam transplante de coração em David Bennett no Centro Médico da Universidade de Maryland, em Baltimore, em foto de 7 de janeiro University of Maryland School of Medicine (UMSOM)/Handout via Reuters Uma equipe de cirurgiões americanos transplantou com sucesso o coração de um porco geneticamente modificado em um humano, algo inédito no mundo, informou a universidade Maryland Medical School nesta segunda-feira (10). Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram A operação foi realizada na sexta-feira e demonstrou pela primeira vez que o coração de um animal pode continuar a bater em um ser humano sem rejeição imediata, explicou em comunicado. O paciente, David Bennett, não tinha condições de receber um coração humano. O residente de Maryland, de 57 anos, está sob vigilância médica para analisar o funcionamento de sue novo órgão. "Era morrer ou fazer esse transplante. Eu quero viver. Eu sei que é um tiro no escuro, mas é minha última opção", declarou Bennett um dia antes da operação. Bennett, que passou os últimos meses acamado e ligado a uma máquina de suporte à vida, acrescentou: "Estou ansioso para sair da cama assim que me recuperar". A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) americana concedeu uma autorização de emergência para a cirurgia na véspera de Ano Novo, como a última chance para um paciente que não estava apto para um transplante convencional. "Esta foi uma cirurgia revolucionária e nos deixa um passo mais perto de resolver a crise de escassez de órgãos", disse Bartley Griffith, que transplantou o coração do porco. "Estamos procedendo com cautela, mas também estamos otimistas de que esta primeira operação cirúrgica do mundo será uma nova e importante opção para os pacientes no futuro", acrescentou. David Bennett posa com o cirurgião Bartley P. Griffith antes de sua cirurgia, no Centro Médico da Universidade de Maryland, em Baltimore, em foto não datada University of Maryland School of Medicine (UMSOM)/Handout via Reuters O porco doador pertencia a um rebanho que passou por um procedimento de modificação genética para remover um gene que produz um açúcar que teria desencadeado uma forte resposta imune de um ser humano e causado a rejeição do órgão. A modificação foi realizada pela empresa de biotecnologia Revivicor, que também forneceu o porco usado em um transplante de rim inovador em um paciente com morte cerebral em Nova York em outubro. O órgão doado permaneceu em uma máquina para preservá-lo antes da cirurgia, e a equipe também usou um novo medicamento junto com outras substâncias convencionais para suprimir o sistema imunológico e impedir que rejeite o órgão. Trata-se de um composto experimental fabricado pela Kiniksa Pharmaceuticals. Cerca de 110 mil americanos estão atualmente esperando por um transplante de órgão, e mais de 6 mil pacientes morrem a cada ano antes de receber um, de acordo com dados oficiais. Para atender à demanda, os médicos há muito se interessam pelo chamado xenotransplante, ou doação de órgãos entre espécies, com experimentos que remontam ao século 17. As primeiras pesquisas se concentraram na extração de órgãos de primatas. Por exemplo, um coração de babuíno foi transplantado em um recém-nascido conhecido como "Baby Fae" em 1984, mas este sobreviveu por apenas 20 dias. Hoje, as válvulas cardíacas de porco são amplamente utilizadas em humanos, e a pele de porco é enxertada em pessoas que sofreram queimaduras. Os porcos são doadores ideais devido ao seu tamanho, crescimento rápido, ninhadas grandes e ao fato de estarem prontamente disponíveis, sendo criados para alimentação. Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias Veja Mais

Manteiga de hiena: tudo o que você gostaria (ou não) de saber!

Manteiga de hiena: tudo o que você gostaria (ou não) de saber!

 Minuto da Terra As hienas se comunicam por meio de algo palpável e cheio de informações - e agora o MinuteEarth também! AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join REDES SOCIAIS ***************** https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Versão Brasileira contato@escarlatte.com Tradução: Leonardo Gonçalves de Souza Narração: Maria Carolina Passos Edição de vídeo: Ricardo Gonçalves de Souza Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Vídeo original: Hyena Butter: Everything You Did And Didn't Want To Know https://www.youtube.com/watch?v=ewCPnPlNdE4 FONTES (em inglês) ********************* Hofer, H., M. L. East, I. Sammang, and & M. Dehnhard. 2001. Analysis of volatile compounds in scent-marks of spotted hyenas (Crocuta crocuta) and their possible function in olfactory communication. Chemical Signals in Vertebrates 9:141–148. https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-1-4615-0671-3_18 Theis, K.R., Venkataraman, A., Dycus, J. A., Koonter, K.D.S., Schmitt-Matzen, E.N., Wagner. A.P., Holekamp, K.E., & Schmidt, T.M (2013) Symbiotic bacteria appear to mediate hyena social odors. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America 110: 19832–19837. https://www.pnas.org/content/110/49/19832 Theis, K. R., Schmidt, T. M. & Holekamp, K. E. (2012) Evidence for a bacterial mechanism for group-specific social odors among hyenas. Scientific Reports 2, 615. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3431069/ MinuteEarth (2021). MinuteEarth Explains: How Did Whales Get So Big? & Other Curious Questions about Animals, Nature, Geology and Planet Earth. https://www.MinuteEarth.com/books Este canal faz parte do Science Vlogs Brasil, um selo de qualidade colaborativo que reúne divulgadores de ciência confiáveis do Youtube Brasil. Conheça todos os canais em youtube.com/sciencevlogsbrasil Veja Mais

É lua ou não é? #shorts

É lua ou não é? #shorts

 Minuto da Terra Quando alguém fala "lua" você pensa no satélite natural de um satélite de uma estrela - é o que a humanidade entrou em acordo para definir o que é uma lua. Mas tem um pequeno problema aí. Essas rochas espaciais existem em vários tamanhos, formas e comportamentos diferentes, a maioria de um jeito que não encaixa nessa definição tradicional. Graças ao avanço tecnológico, rochas cada vez menores são batizadas como luas - só em Saturno são 60 pequenas luas, e algumas não passam de 1km de tamanho, escondidas nos anéis do planeta. Tamanho pode não ser documento, mas nós vamos enxergar pedaços de rocha cada vez menores orbitando os planetas, então precisamos colocar um limite - ou você acha certo chamar de lua as partículas de pó orbitando a Terra? Por outro lado, algumas luas são muito grandes para serem consideradas luas: Plutão e sua "talvez lua" Charon têm um tamanho tão parecido que você poderia dizer que ambos orbitam entre si. Então nesse espectro de diferentes tamanhos ou "quem realmente orbita quem", onde passar a régua e parar de chamar algo de lua? Quem sabe o quão redonda ela é, se pode ser vista da superfície de seu planeta, ou ainda se possui uma órbita elíptica regular. O que você acha? #shorts Veja Mais

Ciência sem fronteiras (MESMO!) #shorts

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 Minuto da Terra Pode parecer meio mórbido e até um pouco depressivo ter que estudar animais atropelados, mas esses cientistas estão apenas seguindo os passos de outros pesquisadores que não perdem uma oportunidade de fazer ciência, como os biólogos marinhos que procuram nas redes dos barcos de pesca por habitantes desconhecidos dos oceanos; ou engenheiros que estudam estruturas danificadas por tempestades para desenvolverem materiais de construção melhores; ou os arqueólogos que escavam cemitérios para revelar os mistérios de civilizações antigas; ou até mesmo os astrônomos que estudam os restos de explosões de estrelas para entender as leis que governam nosso universo. Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=ESc7DTXOJEM #shorts AJUDE O MINUTO DA TERRA ******************************* Se você gosta dos vídeos do Minuto da Terra, pode ajudar: - Deixando um comentário (eu leio!) - Clicando em "Gostei" (y) - Compartilhando com os amigos \o/ - Contribuindo com R$: pode ser uma doação no http://bit.ly/doarMDT ou mensalidade como membro do canal https://www.youtube.com/minutodaterra/join REDES SOCIAIS ***************** https://www.facebook.com/MinutoDaTerra/ https://twitter.com/minutodaterra https://www.instagram.com/ominutodaterra/ https://tiktok.com/@minutodaterra CRÉDITOS *********** Tradução, narração e edição de vídeo: Leonardo Gonçalves de Souza contato@escarlatte.com Tradução oficial e autorizada do canal MinuteEarth, produzido por Neptune Studios LLC https://neptunestudios.info Veja Mais