Meu Feed

Hoje

Miley Cyrus nega traição a Liam Hemsworth: 'Não tenho nada a esconder'

G1 Pop & Arte Cantora voltou a falar sobre separação, ao escrever desabafo em suas redes sociais. Liam Hemsworth e Miley Cyrus posam depois da cerimônia do Oscar 2019 Danny Moloshok/Reuters Miley Cyrus negou nesta quinta-feira os rumores nas redes sociais que culpam sua recente separação do ator australiano Liam Hemsworth a uma infidelidade da cantora. "Posso aceitar que a vida que escolhi significa que devo viver completamente aberta e transparente com meus fãs que eu amo e com o público, 100% do tempo. O que não posso aceitar é que me digam que estou mentindo para encobrir um crime que não cometi. Não tenho nada a esconder", escreveu a cantora de 26 anos no Twitter. A estrela foi taxativa quanto às versões das redes sociais: "Posso admitir muitas coisas, mas me nego a admitir que meu casamento terminou por causa de uma infidelidade. Liam e eu ficamos juntos durante uma década. Eu já disse isso antes e ainda é verdade, eu amo o Liam e sempre vou amá-lo". "Mas neste momento eu tive que tomar uma decisão saudável para deixar minha vida anterior para trás", acrescentou Cyrus. A cantora e o ator se casaram em dezembro passado numa cerimônia privada após uma relação de uma década cheia de idas e vindas. No dia 12 de agosto, Hemsworth emitiu um comunicado para confirmar a separação e "desejar nada mais que saúde e felicidade no futuro" para Cyrus. Veja Mais

Ministro nega censura e diz que governo tem direito de definir temas em editais de cinema

G1 Pop & Arte Osmar Terra falou sobre a suspensão de um edital que havia selecionado séries sobre diversidade de gênero e sexualidade a serem exibidas nas TVs públicas. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, negou nesta quinta-feira (22) que a suspensão de um edital que havia selecionado séries sobre diversidade de gênero e sexualidade a serem exibidas nas TVs públicas tenha sido um ato de censura. Ele justificou a decisão dizendo que o edital foi lançado no governo passado e que a atual gestão tem o direito de opinar sobre os “temas que são mais importantes” nos editais do setor audiovisual que envolvam recursos públicos. "Por que os temas tem que ser propostos por um funcionário do governo passado e temos que aceitar tudo? É essa a discussão. Não tem nada de censura", afirmou em entrevista a jornalistas em São Paulo. “Todo mundo pode fazer o filme que quiser. Só que se vai receber recurso público, temos o direito de opinar sobre os termas que são as importantes, até para não ter um filme que vai receber um recurso e que não tem importância nenhuma para a sociedade”, completou. Conheça séries pré-aprovadas no edital Questionado se temáticas LGBT não são consideradas importantes para o governo e se obras que envolvem essa abordagem sofreram algum tipo de barreira nos próximos editais, o ministro desconversou, destacando que “não tem nada contra o tema LGTB”. “Pode ser, pode não ser. Eu não tenho nada contra tema de LGTB, nem nada. Eu só quero saber se tem alguma coisa que é prioritária do que isso. Eu tenho o direito de debater isso.” O ministro disse também ter sido surpreendido pela afirmação do secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, que disse ter tomado a decisão de sair do cargo após a decisão do governo de suspender o edital após as críticas do presidente Jair Bolsonaro. “Fiquei surpreso até porque ele nunca falou nada sobre isso. Nunca me trouxe nada. Pelo contrário, apoiou todas as medidas que estávamos tomando, e não tem nada de censura”, afirmou, reafirmando que o secretário foi, na verdade, demitido. “É uma questão de perfil de gestão. Ele não tem o perfil para a gestão da secretaria, e disse para ele que ele iria sair”, explicou. “Todas as discussões que tivemos sobre cinema e teatro, ele participou e apoio. Nunca tinha me falado nada sobre isso. Acho que ele criou um enredo para justificar a saída, que era inevitável”, completou. Veja Mais

10 anos após polêmica com Kanye West e Taylor Swift no VMA, bastidores são revelados por revista

G1 Pop & Arte Choro de artistas e revelação prévia de prêmio final de Beyoncé foram algumas das histórias contadas pela Billboard após conversa com produtores e executivos. Kanye West e Taylor Switf, durante incidente no último Video Music Awards Reuters Dez anos após o polêmico MTV Video Music Awards marcado por Kanye West interrompendo o discurso de Taylor Swift para dizer que quem merecia o prêmio era Beyoncé, histórias dos bastidores do evento foram revelados pela Billboard. A revista conversou com produtores, repórteres e funcionários da MTV que presenciaram o caos em primeira mão e eles deram detalhes daquela noite. Antes, relembre o caso: Ao receber o prêmio de Melhor Vídeo Feminino por "You Belong With Me", Taylor Swift teve o agradecimento interrompido por Kanye West. "Estou feliz por você, mas Beyoncé fez um dos melhores vídeos de todos os tempos", disse o artista, depois de tirar o microfone das mãos da premiada, deixando-a totalmente sem reação. Na época, Taylor tinha 19 anos de idade. No palco, Taylor era um combo de emoções e parceria estar ao mesmo tempo chocada, assustada e envergonhada enquanto segurava seu troféu. A câmera ainda mostrou Beyoncé, visivelmente chocada com o amigo e balbuciando “Oh, Kanye!”. Quando recebeu o prêmio de Vídeo do Ano, Beyoncé chamou Taylor Swift ao palco para terminar seu agradecimento. Mais tarde, Kanye West pediu desculpas à cantora, aos fãs e à mãe dela em seu blog. "Ela é muito talentosa. Errei por ter ido ao palco e roubado o momento dela!", escreveu Os bastidores Segundo a Billboard, Kanye West chegou ao tapete vermelho do evento com uma garrafa de conhaque nas mãos. E quando questionado se estava bem, respondeu apenas: "Estou aqui vivendo minha melhor vida". Outro detalhe revelado pela publicação é que Kanye estava sentado na primeira fileira da premiação quando avançou no palco, mas aquela não era sua posição correta. Dias após o incidente, um dos produtores foi checar qual era a poltrona de Kanye e verificou que o lugar reservado para o rapper originalmente era diversas fileiras para trás. Aparentemente, na oitava fila. O rapper foi passado para frente após os produtores perceberem que não havia homens suficiente para os momentos de corte de câmera e transferiram o artista na última hora para a primeira fileira. E como a produção estava preocupada com o que estava sendo transmitido pela TV, optou por não deixar nenhum segurança próximo ao palco. Quando Kanye subiu ao palco, “Várias pessoas estavam realmente nervosas e queriam tirá-lo do palco, mas como fazer isso?”, questionou-se Hamish Hamilton , diretor do VMA naquele ano. Ele contou que, assim como o público, todos nos bastidores ficaram sem reação com o que estavam vendo. Produtores contaram ainda que assim que deu o intervalo, a cantora Pink se levantou e foi falar com Kanye. Ela estava visivelmente nervosa e apontando o dedo na cara do cantor. Choro de Taylor e Beyoncé As três perguntas que surgiram entre toda a equipe a partir daquele ponto foram: “O que fazer com Kanye? Como ter certeza que Taylor está bem? E como ter certeza que Beyoncé está bem?”. E todos sabiam que Taylor deveria voltar ao palco para a apresentação de um número musical. O presidente da Viacom Van Toffler contou que, por ter uma relação próxima com Taylor, foi o responsável por conversar com a cantora. “Ela e a mãe dela estavam chorando e eu me desculpei, afirmando que não sabíamos de nada”. Ele ainda afirmou que a equipe estava conversando com o rapper e lamentou: “Desculpe por arruinar seu momento”. Enquanto ele conversava com Taylor, outro executivo pedia para Kanye se retirar do local e o rapper parceria chocado. Quando Van Tofler foi para trás do palco, encontrou Beyoncé acompanhada do pai e a cantora estava chorando. “Me sinto mal por ela”, dizia a cantora. “Foi quando deu um clique na minha cabeça, e talvez na dela, sobre potencialmente fechar o ciclo daquela noite”. "Em certo momento, deixei ela saber que provavelmente ela subiria ao palco ao final para um prêmio. E não seria legal se Taylor voltasse para ter o momento dela?". "Normalmente eu não diria nada, mas eu tinha duas artistas chorando”, disse ele, revelando a quebra de protocolo em premiações. Veja Mais

Trio de Salomão Soares dá 'colorido urbano' a temas autorais no primeiro álbum do grupo

G1 Pop & Arte Pianista paraibano é uma das revelações da música instrumental brasileira. Pianista paraibano de 28 anos que vem se impondo desde 2017 como uma das revelações da cena de música instrumental brasileira, Salomão Soares lança dois álbuns em edições quase simultâneas. Chão de flutuar é disco gravado e assinado pelo músico com a cantora Vanessa Moreno. Já Colorido urbano é o primeiro álbum do Salomão Soares Trio, formado pelo pianista com o baterista Paulo Almeida e com o baixista Thiago Alves. Capa do álbum 'Colorido urbano', do Salomão Soares Trio Lorena Dini Gravado em estúdio paulistano ao longo do dia 1º de outubro de 2018 e editado no formato de CD através do selo Blaxtream, o álbum Colorido urbano apresenta nove inéditas composições autorais de Salomão Soares e uma abordagem da canção norte-americana My favorite things (Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, 1965). O tema-título Colorido urbano foi composto com inspiração na obra do norte-americano Jean Michel Basquiat, artista de rua que ganhou visibilidade ao pintar grafites na cidade de Nova York (EUA). Com a liberdade e a influência do jazz, e também com a bagagem brasileira dos músicos, o Salomão Soares Trio toca temas como Arrumação, Ciclos, Muganga, Na bica da matriz e Ponto cego. Veja Mais

AO VIVO: Siga os shows no palco Arena da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Siga os shows no palco Arena da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

Chef Andrea Zamperoni morre aos 33 anos

G1 Pop & Arte Italiano era o principal chef do renomado restaurante Cipriani Dolci em Nova York e estava desaparecido desde domingo (18). Chef italiano Andrea Zamperoni foi encontrado morto aos 33 anos Reprodução/Instagram/Cipriani O chef Andrea Zamperoni morreu aos 33 anos, em Nova York. O comunicado foi feito pelas redes sociais da rede de restaurantes Cipriani nesta quinta (22). Ainda não se sabe a causa nem o dia exato da morte, mas Zamperoni estava desaparecido desde domingo (18). "Ficamos sabendo da triste notícia de que Andrea Zamperoni, um membro respeitado e querido da equipe do Cipriani por muitos anos, que desapareceu no último domingo, foi encontrado morto", explica o comunicado. Veja Mais

Jornalista Lourival Sant'Anna fala de conflitos internacionais e relação com o medo em novo livro

G1 Pop & Arte 'Minha guerra contra o medo' fala sobre as três décadas de trabalho cobrindo conflitos internacionais e sua própria relação com o medo. Jornalista Lourival Sant'Anna lança novo livro O jornalista Lourival Sant’anna lançou nesta quarta-feira (21) seu novo livro “Minha guerra contra o medo”. A obra fala sobre as três décadas de trabalho cobrindo conflitos internacionais e sua própria relação com o medo. “Eu conto detalhadamente como foram essas coberturas que eu fiz dessas guerras. Mas eu também tiro conclusões sobre o funcionamento do medo”, disseo autor do livro. O correspondente fez coberturas de guerras, invasões e terremotos nos últimos anos. Ele percorreu o mundo atrás da notícia e, na maior parte das vezes, sob condições assustadoras. “É muito comum você ficar sob bombardeio nas coberturas de guerra. E eu já fui na estrada com um avião israelense nos bombardeando. Mas não para nos atingir, só para desacelerar o nosso carro”, contou Sant’anna. Lourival Sant’anna juntou experiência de vida com neurociência para escrever o livro. O jornalista propõe sete passos, sete questões para responder um dilema comum da vida: quando avançar, quando retroceder? Ao ser perguntado se é um homem de coragem, o autor nega. “Eu tenho muito medo. Eu não gosto de sentir medo, não gosto de correr riscos. Eu não ando de montanha russa, por exemplo. Dirijo devagar. Eu não gosto de sentir medo. Eu vou para a guerra, apesar do medo”, disse. Veja Mais

Ceumar soa como Ná Ozzetti no primeiro single do álbum que lança em setembro

G1 Pop & Arte Cantora e compositora mineira festeja 20 anos de carreira com disco em que dá voz a parcerias com Juliano de Holanda, César Lacerda e a galega Uxia. À primeira audição, a gravação de Descalço remete de imediato ao canto de Ná Ozzetti. Incômoda, a sensação se repete nas audições seguintes da música. Mas não é Ná quem está cantando a composição inédita de autoria de Ceumar em parceria com Lauro Henriques Jr. É a própria Ceumar que soa como Ná ao dar voz a versos como "Quando a cola do sapato enfim sair do seu encalço / E você estiver de pé / E você estiver descalço não se acanhe na incerteza / Pisa firme com leveza". Com lançamento programado para sexta-feira, 23 de agosto, Descalço é o primeiro single do oitavo álbum da discografia dessa cantora e compositora mineira que debutou há 20 anos no mercado fonográfico com Dindinha (1999), álbum produzido por Zeca Baleiro. Sem lançar álbum solo desde Silencia (2014), disco editado já há cinco anos, Ceumar apresenta em setembro, através do Selo Circus, álbum gravado sob direção artística do César Lacerda, com músicas inéditas e com produção musical de Fábio Pinczwoski. Conterrâneo de Ceumar, Lacerda é parceiro da artista em uma das composições do repertório majoritariamente autoral. Além de Descalço, o também mineiro Lauro Henriques Jr é o parceiro de Ceumar em Amanheceu. Sozinha, Ceumar assina O sal dos seus olhos. Já Tô aqui é da lavra do compositor mineiro Sérgio Pererê. O pernambucano PC Silva é o autor de Todas as vidas. O repertório também inclui parcerias de Ceumar com o pernambucano Juliano de Holanda, com Madhav Bechara e com a galega Uxia, coautora de canção escrita em galego. Veja Mais

Do 'Porta dos Fundos' ao cinema: Thati Lopes estrela 'Socorro, virei uma garota' e prepara mais filmes

G1 Pop & Arte Atriz de 29 anos vive adolescente nerd preso no corpo da garota mais popular da escola. 'Conseguimos educar quando tocamos em assuntos sérios por meio do humor', diz ao G1. Thati Lopes é protagonista do longa 'Socorro, virei uma garota' Divulgação/Paprica Fotografia Em "Socorro, virei uma garota", que estreia nesta quinta-feira, um garoto nerd não usa bem as palavras diante de uma estrela cadente e acorda como a garota mais popular do colégio. Thati Lopes, que você deve conhecer do "Porta dos Fundos", interpreta a tal menina. A garota tem momentos de tensão e vulnerabilidade. A atriz de 29 anos, ao contrário, parece inabalável: não liga para haters, não parece nervosa com sua primeira protagonista no cinema e lida bem com a perda da mãe, que morreu quando ela era pequena. Thati faz piada sobre tudo. E planeja mais quatro filmes para os próximos meses. Mas não confunda a leveza com frieza ou insensibilidade. Ela parece bem resolvida. Em uma das cenas, sua personagem reencontra a mãe que morreu. Thati não se abalou. Diz ter usado a própria experiência para atuar. "Por eu ter passado por isso, foi mais fácil acertar esse momento de alguma forma." 'Socorro, virei uma garota': assista ao trailer Ela também se controla com questões sociais ou políticas: “Eu acredito que conseguimos educar quando tocamos em assuntos sérios por meio do humor. Têm muitos vídeos [do ‘Porta dos fundos’] que eu mando pras pessoas. Elas ficam resistentes de ler matérias, mas aceitam as esquetes. É gratificante." Socorro, virei uma protagonista Foi o diretor Leandro Neri que ligou para convidá-la. "Quando li o texto, achei legal a possibilidade de trabalhar várias nuances, momentos engraçados, tristes, emocionantes. Quando descobri o elenco, fiquei mais encantada - só amigos e meu namorado." Apesar de ser um filme para jovens, o time é experiente: Vanessa Gerbelli, Nelson Freitas, Kayky Brito e Bruno Gissoni. O roteiro é de Paulo Cursino (“De pernas para o ar”). Mas os personagens só existem do jeitinho que são pelos toques de Thati e Victor Lamoglia (de outro canal do YouTube, o Parafernalha). Os atores interpretam o mesmo personagem e namoram há cinco anos. "Criamos coisas juntos e elas foram aceitas. Foi um processo livre e leve." Thati Lopes e Victor Lamoglia Reprodução/Instagram O filme se propõe a quebrar estereótipos de gênero, mas escorrega em alguns conceitos. Em um dos momentos, uma personagem quer dizer à amiga que ela não precisa se vestir para agradar outras pessoas. Mas cai na armadilha de dizer que um decote mais fundo é vulgar. Em outro, a personagem diz que é mais fácil ser mulher do que homem. Questionada, Thati não titubeia. "É a visão de um homem sobre o que é ser mulher. A gente não está super levantando bandeira. É um filme sobre aceitação e amor, sobre ser quem é e amar quem quiser." "Não é fácil. Eu lido todo dia com diversas situações, na vida e no trabalho. Eu tenho a sorte de estar no ‘Porta’ com um grupo que nos escuta, com roteiristas mulheres. Leio os comentários e fico chocada." "O que vem das redes ignoro porque consome muito, mas quando acontece algo pessoalmente eu me imponho e faço a pessoa perceber que está errada”. Humorista não, atriz Thatiane é bem-humorada desde pequena e não perde a oportunidade de comediar a vida - mesmo em 25 minutos de entrevista pelo telefone. Mas apesar de ser grata, ela não quer ser rotulada como comediante: “Não que me incomode, mas eu faço de tudo. Prefiro ser conhecida como ‘a atriz Thati Lopes’”. De olho na versatilidade, ela se aproxima cada vez mais do cinema. Gravou, com Luís Lobianco e Thiago Rodrigues, o filme “Carlinhos e Carlão”. Com Marcelo Serrado e Luís Miranda, “Liberdade Mata” tem previsão de estreia para o ano que vem. Agora, se prepara para fazer mais dois. Começa a filmar neste mês a comédia romântica “Cedo demais”, dirigida por José Lavigne. Em janeiro, parte para os Estados Unidos para filmar “Diário de intercâmbio” com Larissa Manoela. E, é claro, continua gravando Porta dos Fundos. “Estou exatamente como eu queria. Boto a cabeça no travesseiro e sou genuinamente feliz.” Tem ainda planos de fazer outra novela ano que vem e voltar para para o teatro, em algum musical. Thati, que estrelou “Se eu fosse você” e “Confissões de adolescente”, “morre de saudade” de soltar a voz, mas não consegue conciliar o trabalho com as longas temporadas que os musicais costumam ficar em cartaz. Ela também não pensa em matar a saudade com um álbum. “Eu sou atriz que canta, mas não cantora. Fazer single, clipe, emplacar hit? Não é comigo." Expulsa por padre Atriz Thati Lopes Divulgação/Montenegro Talents Quem vê Thatiane desbocada no Youtube não imagina que ela passou a infância na igreja evangélica e a adolescência na católica. No ano passado, viveu sua experiência religiosa mais intensa: foi expulsa de um encontro de jovens católicos por um padre quando este descobriu sua participação no “Porta”. “Aquela igreja que se diz acolhedora acabou. Mas continuo com minha fé. Sou muito Jesus Cristo, só não acredito nos dogmas. Prefiro fazer o bem." Jogo da vida No momento em que conversava com o G1, a atriz recebia o encanador para ligar o gás do apartamento para o qual está se mudando com o namorado. Ela se apaixonou quando o viu no palco. “Victor é bem humorado e brincalhão. E ele é tão bom, tem coisa que eu fico tentando copiar. E é muito leve trabalhar com ele, fizemos dois filmes, fizemos teatro. As pessoas dizem que é atrapalha a relação, mas com ele é perfeito." O namoro entre dois artistas de comédia tem lá sua graça. “No momento, estamos com mania de fazer rimas zoando um ao outro. De forma saudável. Ou não! O tempo fecha só na hora do jogo”, diz rindo. O casal é viciado em jogos de tabuleiros e compartilha mais de 100 deles. No novo apartamento, há uma sala especialmente para guardar os xodós e receber amigos. “Antes dele, eu já andava com cartas na bolsa. E ele é bem nerd. Uma vez fomos a um bar de jogos em São Paulo e desde então virou nossa obsessão. Agora temos um Instagram só para isso. É o que mais fazemos no tempo livre.” Initial plugin text Veja Mais

Tantinho da Mangueira canta samba-enredo no disco em que Maria Bethânia louva a escola verde e rosa

G1 Pop & Arte Tantinho da Mangueira é intérprete convidado do disco 'Mangueira, a menina dos meus olhos', de Maria Bethânia Reprodução / Instagram Tantinho da Mangueira Em 2015, quando a escola de samba Mangueira abriu a disputa para eleger o samba-enredo com que homenagearia a cantora Maria Bethânia no Carnaval de 2016, Tantinho de Mangueira era um dos candidatos mais fortes. Ele era o intérprete e compositor – em parceria com Alípio Carmo, André Braga, Guilherme Sá, Jansen Carvalho e Marcos Tulio – de melodioso em samba em tom maior criado com fidelidade ao enredo Maria Bethânia – A menina dos olhos de Oyá, idealizado pelo carnavalesco campeão Leandro Vieira. Embora concentrasse certo favoritismo, o samba de Tantinho perdeu a disputa. Mas permaneceu na lembrança da própria Maria Bethânia. Tanto que a cantora convidou o próprio Tantinho para cantar o samba-enredo preterido no álbum Mangueira, a menina dos meus olhos, gravado pela intérprete para louvar a agremiação carioca em agradecimento pela homenagem recebida há três anos. Tantinho interpreta sozinho o samba-enredo no disco em que Bethânia canta sambas como Mangueira (Assis Valente e Zequinha Abreu, 1935), Luz negra (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, 1961), Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968) e A Mangueira é lá no céu (Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho, 1970). Veja Mais

Estúdio dono de 'Peppa Pig' é comprado pela Hasbro por US$ 4 bilhões

G1 Pop & Arte Fabricante de brinquedos, que já era dona de marcas como 'Transformers' e 'My little pony', planeja usar habilidades de mídia da Entertainment One. Cena de 'Peppa Pig' Divulgação A fabricante de brinquedos Hasbro anunciou nesta quinta-feira (22) a compra do estúdio Entertainment One, dona do desenho "Peppa Pig", por US$ 4 bilhões. Com isso, a personagem infantil passa a fazer parte do catálogo da empresa, que já conta com outras marcas que fizeram transições milionárias de brinquedos para a TV e o cinema, como "Transformers" e "My little pony". "A aquisição da eOne adiciona marcas familiares focadas em história amadas globalmente que entregarão retornos operacionais ao portfólio da Hasbro, e oferece um acesso à criações novas de histórias para famílias, que agora incluem as marcas originais da Hasbro", afirmou o diretor-executivo e presidente do conselho da fabricante, Brian Goldner, em nota. "Estamos animados em receber os talentosos funcionários da eOne de todo o mundo à família Hasbro." Veja Mais

Famosos fazem campanha pela preservação da Amazônia e falam sobre queimadas: 'Triste, revoltante'

G1 Pop & Arte Taís Araújo, Bruna Marquezine, Anitta e muitos outros famosos falaram sobre o tema nas redes sociais. Amazônia é o bioma mais afetado por incêndios florestais neste ano, diz Inpe Reuters Taís Araújo, Bruna Marquezine, Anitta e muitas outras celebridades nacionais e internacionais usaram suas redes sociais para fazer uma campanha pela preservação da Amazônia e teceram comentários sobre o número crescente de queimadas na região. Queimadas aumentam 82% em relação ao mesmo período de 2018 "Já passou da hora de nos importarmos e salvarmos o que ainda nos resta do amanhã. Falar sobre isso é apenas o primeiro passo", escreveu a atriz Taís Araujo ao longo de um texto publicado em seu Instagram. “Houve uma comoção mundial quando a catedral de Notre Dame estava pegando fogo. Por que não há o mesmo nível de revolta pelo fogo destruindo a Floresta Amazonica?”, questionou a atriz Thaina Duarte. "As pessoas que tentam lutar para que isso acabe, um grande exemplo, Dorothy Stang, são assassinadas. Nesses lugares, a polícia, a fiscalização, não é tão forte como na cidade grande não são tão fortes. Nesses lugares existem matadores de aluguel e pessoas que silenciam essas pessoas que têm menos voz. Ninguém vai me silenciar e estou pouco me lixando para todos vocês que vão tentar fazer alguma coisa contra mim", afirmou Anitta em uma série de vídeos sobre o assunto. Lewis Hamilton, piloto de F1, também compartilhou uma mensagem e escreveu: "O mundo precisa se unir e ajudar". "Desde o começo do ano até agora, as queimadas aumentaram 83% quando comparamos ao mesmo período do ano passado. São mais de 72 mil pontos de incêndios. É triste, revoltante e não são fake news", citou Camila Pitanga. Confira estes e outros depoimentos de famosos: Camila Pitanga, atriz Initial plugin text Thainá Duarte, atriz: Initial plugin text Leandra Leal, atriz Initial plugin text Bruna Marquezine, atriz Initial plugin text Taís Araújo, atriz Initial plugin text Jaden Smith, ator Initial plugin text Lewis Hamilton, piloto de F1 Initial plugin text José de Abreu, ator Initial plugin text Pabllo Vittar, cantora Initial plugin text Letícia Sabatella, atriz: Initial plugin text Simone, cantora sertaneja Initial plugin text Isis Valverde, atriz Initial plugin text Gisele Bündchen, modelo Initial plugin text Paolla Oliveira, atriz Initial plugin text Veja Mais

Celso Piña, músico mexicano, morre aos 66 anos

G1 Pop & Arte Conhecido como o 'rebelde do acordeão', ele sofreu um ataque cardíaco em Monterrey. Celso Piña, músico mexicano, morre aos 66 anos. Na imagem, ele se apresenta durante o festival internacional Santa Lucia, em Monterrey, em 2008 REUTERS/Tomas Bravo/File Photo O músico mexicano Celso Piña, conhecido como o "rebelde do acordeão" por misturar estilos ecléticos com a cúmbia tradicional colombiana, morreu nesta quarta-feira (21) após um ataque cardíaco em sua cidade natal de Monterrey, afirmou sua gravadora La Tuna Records. O músico tinha 66 anos. Com interesse em gêneros que iam desde o ska ao hip-hop, Piña colaborou com uma série de artistas de rock mexicanos, incluindo Cafe Tacvba, Lila Downs, e Julieta Venegas. Em 2002, seu disco solo "Barrio Bravo" foi indicado ao Grammy Latino.  Initial plugin text O compositor e cantor começou a tocar música com seus irmãos durante a infância em Monterrey, cidade próxima à fronteira norte com os Estados Unidos, de acordo com seu site oficial. Ele começou no acordeão enquanto se aproximava dos 30 anos de idade, e, ainda em Monterrey, aprendeu o famoso estilo vallenato colombiano, central no dançante ritmo da cúmbia.  "Ninguém pode resistir à cúmbia", escreveu Piña em seu último tuíte antes de sua morte, que ocorreu antes de uma série de shows planejados nos Estados Unidos, um dos 30 países pelos quais excursionou, de acordo com seu perfil na plataforma de streaming de música Spotify.  "O rebelde do acordeão nos deixou. Sua música uniu culturas latino-americanas e cativou americanos", escreveu a Embaixada dos Estados Unidos no México no Twitter.  Initial plugin text Veja Mais

'Veneza', dirigido por Miguel Falabella, ganha trailer; ASSISTA

G1 Pop & Arte Filme com Eduardo Moscovis, Carol Castro, Dira Paes e Danielle Winits vai ser exibido no Festival de Gramado nesta quinta (22) e nesta sexta (23). 'Veneza', dirigido por Miguel Falabella, ganha trailer O filme "Veneza", dirigido por Miguel Falabella, ganhou trailer nesta quinta-feira (22). A produção será exibida no mesmo dia no Festival de Gramado, às 20h30. Uma nova sessão acontece na sexta-feira (23), às 9h, seguido de um debate com participação de elenco e do diretor. O filme tem participação de Eduardo Moscovis, Dira Paes, Carol Castro e Danielle Winits, além da atriz espanhola Carmen Maura. Ela interpreta a cafetina conhecida como Gringa, que vai atrás do sonho de encontrar o único homem que já amou na cidade italiana do título. A história é uma adaptação da peça "Venecia", do escritor argentino Jorge Accame, e foi gravada no Uruguai e na Itália. Filme 'Veneza' ganha pôster Divulgação Veja Mais

MPF no RJ abre investigação para apurar se houve censura em edital da Ancine

G1 Pop & Arte Na quarta-feira (21), o governo Bolsonaro suspendeu o edital que havia selecionado séries sobre diversidade de gênero e sexualidade que seriam exibidas nas TVs públicas. Cena do curta-metragem 'Afronte' Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro abriu um procedimento para investigar vetos do governo federal a produções audiovisuais com temas LGBT. A informação sobre a abertura do inquérito civil foi divulgada nesta quinta-feira (22) pelo órgão. Conforme informou o MPF no Rio, se confirmadas as informações de que o governo censurou as produções, o caso pode configurar violação de regras de editais e discriminação, o que é proibido pela Constituição Federal. Ministro nega censura e diz que governo tem direito de definir temas "Se confirmadas, tal ameaça ou discriminação podem importar em inobservância das regras editalícias, de caráter vinculante para a administração pública, bem como em discriminação constitucional vedada", segundo consta na portaria que determinou a abertura do procedimento. O MPF também destacou que o edital, publicado em março de 2018, já estava na fase final, mas acabou suspenso por ato do ministro da Cidadania, Osmar Terra. Segundo comunicado pelo MPF, foram expedidos ofícios ao Ministério da Cidadania e à Ancine solicitando informações – que deverão ser respondidas em dez dias – sobre a suspensão do edital. Também foram pedidas informações sobre suposta decisão governamental de não aprovar projetos audiovisuais relacionados a temáticas LGBT. Suspensão e demissão de secretário Na quarta-feira (21), o governo Bolsonaro suspendeu o edital que havia selecionado séries sobre diversidade de gênero e sexualidade que seriam exibidas nas TVs públicas. No mesmo dia, o secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, informou ao G1 que deixaria o cargo. "Eu tenho o maior respeito pelo presidente da República, tenho o maior respeito pelo ministro, mas eu não vou chancelar a censura", afirmou o, agora, ex-secretário. O ministro Osmar Terra negou nesta quinta-feira que a suspensão do tenha sido um ato de censura. Ele justificou a decisão dizendo que o edital foi lançado no governo passado e que a atual gestão tem o direito de opinar sobre os "temas que são mais importantes" nos editais do setor audiovisual que envolvam recursos públicos. Publicação no DOU e críticas do presidente A decisão de suspender os projetos foi publicada no "Diário Oficial da União" (DOU), após o presidente Jair Bolsonaro ter falado mal, na semana passada, de algumas produções pré-aprovadas, todas com temas LGBT. A portaria assinada na quarta por Osmar Terra, ministro da Cidadania, suspendeu o edital por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 180. Segundo a publicação, houve "necessidade de recompor os membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual – CGFSA". "Após a recomposição do CGFSA, fica determinada a revisão dos critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do FSA, bem como que sejam avaliados os critérios de apresentação de propostas de projetos, os parâmetros de julgamento e os limites de valor de apoio para cada linha de ação." Bolsonaro havia afirmado, na quinta-feira (15), que não iria permitir que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) liberasse verbas para algumas produções com temas LGBT que tentam captar recursos. "Conseguimos abortar essa missão", comentou o presidente. As quatro obras citadas por ele participaram de um edital realizado pela Ancine, pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Elas seriam financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), diretamente. Veja Mais

Taylor Swift planeja regravar músicas compradas por Scooter Braun

G1 Pop & Arte Seis primeiros álbuns da cantora foram comprados pelo empresário em junho. Taylor afirma que foi alvo de bullying de Braun ao longo de sua carreira. Taylor Swift e Scooter Braun chegam a eventos distintos em 2019 Richard Shotwell/AP e Mark Von Holden/Invision/AP Taylor Swift tem planos de regravar suas músicas antigas após ter o direito sobre seus primeiros seis álbuns vendidos ao empresário Scooter Braun em junho. Perguntada se tentaria regravar parte do catálogo durante entrevista ao programa "CBS Sunday Morning", ela respondeu: "Sim, absolutamente". A CBS divulgou um trechinho da entrevista nesta quinta (21), mas a íntegra vai ao ar neste domingo (25). Semana Pop tem briga de Taylor Swift, Kim Kardashian, Gustavo Lima e o novo Jackson Relembre o caso: Os seis primeiros álbuns da cantora pertencem à gravadora Big Machine, fundada por Scott Borchetta; O empresário Scooter Braun, dono da Ithaca Holdings, comprou a gravadora no por mais de US$ 300 milhões. O acordo se tornou público em 30 de junho; Taylor não gosta de Braun e diz que foi alvo de bullying do empresário ao longo de sua carreira. Em longo texto no Tumblr,publicado no dia em que ficou sabendo da compra, ela disse que tentou recuperar os direitos às suas primeiras obras, mas não teve sucesso. Decidiu então deixar a Big Machine, e em 2018 anunciou parceria com a Universal. "Lover", disco que será lançado nesta sexta (23), já sai pela nova gravadora. Taylor Swift começa nova fase com 'Me', com refrão difícil de cantar e pop fácil de ouvir Ela também afirmou que não foi avisada da negociação, e que Braun, um empresário de artistas como Bieber e Ariana Grande, fez bullying contra ela ao longo de sua carreira. Já Scott Borchetta, fundador da Big Machine, escreveu em um blog que avisou a cantora. Segundo ele, Scott Swift, pai de Taylor, é acionista minoritário da gravadora e tinha sido notificado da negociação dias antes do anúncio. Ela nega a participação do pai na reunião. Além disso, Borchetta afirma que tentou negociar um novo contrato com a jovem, no qual ela recuperaria os direitos ao longo do tempo se continuasse na gravadora. No entanto, Swift avisou que preferia deixar a empresa e lançar seus próximos discos em outro lugar. 'Lover' é a música mais careta de Taylor Swift em anos Diversos artistas e amigos da cantora se manifestaram em sua defesa no caso: Halsey, Iggy Azalea, Camila Cabello, Brendon Urie, Cara Delevingne, Jack Antonoff e Alessia Cara, entre outros. O empresário também teve defensores: Justin Bieber, Demi Lovato e Sia. Os defensores de Taylor Swift e de Scooter Braun Roberta Jaworski/G1 Veja Mais

Zé Luiz Mazziotti reafirma a alta categoria vocal em disco com gravações feitas em Roma em 1992

G1 Pop & Arte Celebrado no meio musical, cantor paulista completa 40 anos de carreira fonográfica em 2019. Cantor paulista de afinação e emissão exemplares, Zé Luiz Mazziotti foi à Itália em 1992 rever os amigos feitos quando morou naquele país. Em Roma, o artista ficou hospedado na casa de Cesare Benvenuti, produtor do álbum, Zé Luiz, que lançara Mazziotti no mercado fonográfico em 1979. Teria sido viagem somente de lazer se Benvenuti não tivesse convidado o cantor para experimentar um equipamento então novo que havia comprado para o estúdio que mantinha na cidade. Acompanhando-se ao violão, Mazziotti registrou um punhado de canções brasileiras na capital da Itália. São estas gravações feitas em 1992 que compõem o repertório de A roma, álbum lançado neste mês de agosto de 2019 pela gravadora Kuarup, 27 anos após aquelas inesperadas e improvisadas sessões no estúdio da cidade italiana. Capa do álbum 'A Roma', de Zé Luiz Mazziotti Marizan Fontineli A audição de A Roma faz pensar porque Mazziotti nunca alcançou a merecida popularidade ao longo dos 40 anos de carreira fonográfica, já que as 14 gravações do disco flagram um exímio cantor de registro aveludado em ação. A alta categoria vocal do cantor é reiterada nas abordagens de músicas como Anos dourados (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1986), Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985), Sem companhia (Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro, 1980), Cobras e lagartos (Sueli Costa e Hermínio Bello de Carvalho, 1975) – alvo de interpretação majestosa, no ponto exato do drama da letra – e os sambas Dança da solidão (Paulinho da Viola, 1972), Mar de Copacabana (Gilberto Gil, 1983), Outra vez (Antonio Carlos Jobim, 1954) e Receita de samba (Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro), composição então inédita que somente seria gravada por Joyce quatro anos mais tarde no álbum Ilha Brasil (1996). Entre tantas músicas conhecidas, Mazziotti apresenta composição de lavra própria – Amor ao oficio, com letra de Sérgio Natureza sobre a salvação humana pelo canto – e faz emergir Todos os mares, título então recente, mas ainda obscuro, da parceria de Moacyr Luz com Aldir Blanc. Zé Luiz Mazziotti canta sambas de Gilberto Gil e Paulinho da Viola no álbum 'A Roma' Marizan Fontineli / Divulgação Veja Mais

'Bacurau' brinca com gêneros e expectativas em crônica violenta e sarcástica; G1 já viu

G1 Pop & Arte Filme de Kleber Mendonça Mendonça Filho e Juliano Dornelles com Sônia Braga conta história local de resistência com ressonância mundial, e estreia no dia 29. Não é sempre que o cinema brasileiro consegue equilibrar tão bem o realismo pelo qual é conhecido com diferentes características de filmes de gênero, como ação ou suspense. "Bacurau", primeira produção nacional a ganhar o Prêmio do Júri no Festival de Cannes estreia no próximo dia 29 com uma mistura certeira de crítica, sarcasmo e, em certo grau, diversão pop. Esta é a segunda colaboração da atriz Sônia Braga com o cineasta de "Aquarius" (2016), Kleber Mendonça Filho. Os dois se reúnem também com Juliano Dornelles, que deixa a direção de arte e divide os créditos de direção e de roteiro. Juntos, o trio parte de uma história bem específica sobre um povoado no sertão do Pernambuco em um futuro semi-distópico para contar uma crônica universal de união e resistência. Assista ao trailer do filme Bacurau A caçada mais perigosa Na coletiva de imprensa desta terça-feira (20), Braga pediu para que os jornalistas contassem o menos possível sobre a história. Por mais que "Bacurau" seja um daqueles filmes no qual a viagem é muito mais importante que o destino, é possível respeitar o desejo da atriz – até certo ponto, pelo menos. O título se refere a um pequeno vilarejo no interior do estado que aprendeu a viver à margem do governo local. O problema com o abastecimento de água logo parece um detalhe quando um grupo de forasteiros chega à região com intenções claramente sinistras, e todos percebem que a comunidade desapareceu do mapa. A história de poderosos caçando oprimidos não é exatamente inédita, mas é usada com inteligência pelo roteiro para mostrar como é fácil subestimar aqueles que parecem mais fracos – e o quanto isso é perigoso. Sônia Braga e Udo Kier em cena de 'Bacurau' Divulgação A força do todo Entre uma população constituída dos mais variados tipos, de pistoleiros a professores e prostitutas, todos têm seu papel, e é difícil estabelecer protagonistas claros. Com o tempo, fica claro que o herói é o próprio povoado, mesmo que alguns nomes se destaquem. A participação de Braga é curta, porém brilhante como sempre. Silvero Pereira, que ficou nacionalmente conhecido na novela "A força do querer", também apresenta uma bela atuação como um cangaceiro moderno, procurado pelas autoridades, mas celebrado como herói pelos locais. Do outro lado do embate, o alemão veterano Udo Kier (de filmes como "Melancolia" e "Ace Ventura: Um detetive diferente") cumpre muito bem o papel de esquisitão que você lembra mais ou menos de alguma produção estranha de Hollywood – apesar de não conseguir destacar exatamente qual. Quem rouba mesmo a cena são os rostos mais desconhecidos que povoam o vilarejo. Eles ajudam a construir aquela velha atmosfera familiar a filmes brasileiros do sertão, e aumentam ainda mais o contraste com os aspectos mais característicos de gênero quando os primeiros tiros são disparados. Sônia Braga em cena de 'Bacurau' Divulgação Morte à brasileira Com uma trama que vai do suspense ao ação, "Bacurau" se destaca ao empregar recursos do cinema nacional à narrativa. Ao contrário do que se esperaria de uma aventura hollywoodiana, as inevitáveis mortes servem mais como catarse, e não como espetáculo. Até mesmo quando uma cabeça explode em um dos momentos mais gráficos, em uma cena que remete muito a "Kill Bill: Volume 2" (2004), a visão é ofuscada pela naturalidade – vamos chamar assim – dos heróis. Em um país tão dividido quanto o atual, "Bacurau" usa do sentimento de "nós contra eles" para unir não apenas os personagens, mas o público. O truque também ajuda na imersão do espectador, que dificilmente vai conseguir se conter quando a população mostrar que não é tão indefesa quanto os vilões pensavam. Por mais que o roteiro não resista à tentação de ser um pouco mais explícito em alguns momentos, a sutileza é norma na maior parte das mais de duas horas do filme. Mendonça e Dornelles não estão preocupados em explicar as motivações dos forasteiros ou pregar uma mensagem. Tal abertura em intenções ou em moral é uma das maiores forças da produção. Ao invés de gritar para o público onde quer chegar, a dupla prefere que cada um tire dali suas próprias conclusões. O resultado é um filme tenso mas igualmente bem-humorado, que diverte ao mesmo tempo em que incomoda, com sequências que com certeza serão comentadas por muito tempo em uma época de memes e viralização. "Bacurau" é o resultado dos gêneros pop com um tempero à brasileira. Com sorte, será o primeiro de uma leva que mostra que a arte produzida por aqui pode ser também acessível – e extremamente divertida. Bárbara Colen, atriz de "Bacurau" Edison Vara/Agência Pressphoto Veja Mais

Últimos dias

AO VIVO: Siga os shows no palco Arena da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Siga os shows no palco Arena da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

Secretário de Cultura deixa cargo após governo suspender edital com séries sobre temas LGBT

G1 Pop & Arte Henrique Pires estava no Ministério da Cidadania desde o início do governo e afirmou ao G1 que medida foi 'gota d'água'. Suspensão foi publicada nesta quarta (21) após críticas de Bolsonaro. Henrique Pires (esq.), secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania Clarice Castro/Ministério da Cidadania O secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, informou nesta quarta-feira (21) ao G1 que deixará o cargo e que já acertou a saída com o ministro Osmar Terra. Henrique Pires estava no cargo desde o início do governo Jair Bolsonaro e afirmou que decidiu deixar a secretaria após o ministério suspender um edital que havia selecionado séries sobre diversidade de gênero e sexualidade a serem exibidas nas TVs públicas. "Isso [suspensão] é uma gota d'água, porque vem acontecendo. E tenho sido uma voz dissonante interna", disse Pires. "Eu tenho o maior respeito pelo presidente da República, tenho o maior respeito pelo ministro, mas eu não vou chancelar a censura", acrescentou. O G1 procurou o Ministério da Cidadania e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. Na semana passada, ao fazer uma transmissão ao vivo em uma rede social, Bolsonaro disse que o governo não vai financiar produções com temas LGBT. "Fomos garimpar na Ancine, filmes que estavam já prontos para ser captado recursos no mercado. [...] É um dinheiro jogado fora. Não tem cabimento fazer um filme com esse tema", afirmou o presidente na ocasião (leia detalhes mais abaixo). Ao informar a saída do cargo, o secretário especial de Cultura disse nesta quarta-feira que não concorda com "filtros" na atividade cultural. "Eu não concordo com a colocação de filtros em qualquer tipo de atividade cultural. Não concordo como cidadão, e não concordo como agente público, você tem que respeitar a Constituição", afirmou Henrique Pires. Críticas de Bolsonaro Bolsonaro afirmou na quinta-feira (15) que não irá permitir que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) libere verba para produções com temas LGBT. Na ocasião, o presidente citou quatro obras que participaram de um edital realizado pela Ancine, pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). As produções seriam financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). "Afronte", "Transversais", "Religare Queer" e "O sexo reverso" são projetos de séries anunciados em março como parte de uma seleção preliminar do processo. Veja Mais

Jaloo lança em setembro álbum que tem participações de Céu, Dona Onete e Gaby Amarantos

G1 Pop & Arte Intitulado 'ft', disco também traz o cantor Lucas Santtana, a funkeira MC Tha e o produtor Nave. Anunciado em março do ano passado com o single que apresentou a confessional canção em inglês Say goodbye (Jaloo, 2018), o segundo álbum de Jaloo será lançado em 6 de setembro. Como já revelado na época, o disco se chama ft, título alusivo ao tom gregário do álbum (ft é abreviação de featuring, palavra em inglês que, no dicionário fonográfico, significa colaborações entre dois ou mais artistas). Além de Say goodbye, faixa que conectou o cantor e compositor paraense com a produtora paulistana BadSista, o álbum ft apresenta colaborações de Jaloo com a funkeira paulistana MC Tha (parceira e convidada de Céu azul), o curitibano Nave (produtor de Dói D+), o baiano Lucas Santtana, a cantora paulistana Céu (presente na mesma faixa que o produtor carioca Diogo Strausz), as cantoras paraenses Dona Onete (em música que também tem o toque da guitarra de Manoel Cordeiro) e Gaby Amarantos – trio conterrâneo de Jaloo – e com a cantora paulista Lia Clark, entre outros nomes. O álbum ft chega ao mercado quatro anos após #1 (2015), álbum de estreia do artista. Veja Mais

Raul Seixas ainda é uma lenda 30 anos após a morte do artista

G1 Pop & Arte Duas novas biografias tentam jogar luz sobre a vida e obra deste roqueiro que, além da obra original, deixou uma ideologia. O persistente culto à memória, à obra e à ideologia de Raul Santos Seixas (28 de junho de 1945 – 21 de agosto de 1989) referenda o mais batido dos clichês usados para se referir a artistas que saíram de vida para entrar na história. Sim, Raul Seixas vive! A morte do artista baiano completa 30 anos nesta quarta-feira, 21 de agosto de 2019. Ao sair de cena na cidade de São Paulo (SP), dias após lançar A panela do diabo (1989), álbum gravado com o discípulo Marcelo Nova, o Maluco Beleza já estava debilitado fisicamente e, justamente por conta dos problemas de saúde, já amargava declínio na trajetória artística, ainda que tenha gravado discos com regularidade de 1971 a 1989. Só que, ao morrer, Raul Seixas deixou, além da obra original, uma ideologia. É por elas que o nome do cantor e compositor permanece envolvido em aura mitológica 30 anos após a morte de Raul. Roqueiro brasileiro que idolatrava tanto o seminal Elvis Presley (1935 – 1977) quanto o patrício Luiz Gonzaga (1912 – 1989), rei da nação musical nordestina que curiosamente também saiu de cena em agosto de 1989, Raul Seixas deu identidade nacional ao rock, expondo afinidades do gênero com o baião, para citar somente um exemplo de alquimia sonora. Não foi o primeiro a ter tal atitude, mas, no rastro do caminho tropicalista aberto pelo grupo Os Mutantes entre 1968 e 1972, Raul debutou sozinho no mercado fonográfico em 1973 com álbum solo que ousava cruzar o rock até com estilizado ponto afro-brasileiro na música Mosca na sopa (Raul Seixas, 1973). Raul Seixas tem obra referencial que destaca os quatro primeiros álbuns da discografia solo do artista TV Globo / Divulgação De fato, o artista foi a mosca que pousou na sopa da entronizada MPB da década de 1970. Nesse álbum antológico de 1973, Krig-ha, bandolo! , Raul já iniciou a parceria com Paulo Coelho, conexão que deu o norte do quatro primeiros (e melhores) álbuns da discografia solo do cantor. Mas assinou sozinho Ouro de tolo, pedra mais preciosa do disco pelo jorro verborrágico de letra que, sem dar nomes aos bois, questionou a felicidade proporcionada pelo bens de consumo em plena era do alardeado milagre econômico brasileiro. Raul Seixas foi politizado, metafísico, filósofo, idealista e irônico. Todas essas faces do complexo artista estão entranhadas em cancioneiro autoral que, a partir do álbum O dia em que a terra parou (1977), começou a soar mais irregular. Ainda assim, os acertos eventuais – como Aluga-se (1980), corrosivo rock do álbum Abre-te Sésamo (1980), e como Cowboy fora da lei (1987), ambas músicas assinadas pelo compositor com o parceiro carioca Cláudio Roberto, também coautor do hino Maluco beleza (1977) – contribuíram para a idolatria em torno do nome de Raul Seixas, ainda em vida e sobretudo após a morte do artista. Raul Seixas é tão lenda em 2019 que duas biografias – Raul Seixas – Por trás das canções e Raul Seixas – Não diga que a canção está perdida, escritas pelos jornalistas Carlos Minuano e Jotabê Medeiros, respectivamente – chegam ao mercado literário neste segundo semestre do ano para tentar jogar alguma nova luz sobre a vida e a obra do artista. Atentos às histórias que vieram realimentando o culto ao cantor ao longo desses 30 anos, os seguidores de Raul Seixas ainda se renovam pelos canais da internet. O que talvez explique, em parte, a força da lenda. Não tivesse morrido em 1989, Raul Seixas talvez tivesse tido a chance de festejar 74 anos de vida em 28 de junho de 2019. Idade inferior à do público que o cultua e que grita "Toca Raul!" nos shows de artistas de vários estilos. É por isso que, nesse caso, o clichê é verdadeiro: Raul Santos Seixas vive! Veja Mais

Morte de Raul Seixas completa 30 anos; veja lugares de São Paulo onde o 'Maluco Beleza' viveu

G1 Pop & Arte Após problemas com alcoolismo e outras doenças, 'pai do rock brasileiro' morreu sozinho em seu apartamento em SP em 21 de agosto de 1989. Prédio se tornou ponto turístico para fãs. Morte de Raul Seixas completa 30 anos; veja lugares de São Paulo onde o 'Maluco Beleza' vi O cantor e compositor Raul Seixas morreu há exatos 30 anos, sozinho, dentro do apartamento onde morava em São Paulo. Mas jamais caiu no esquecimento. Desde então, a frente do Edifício Aliança, na Rua Frei Caneca, na região central da cidade se tornou um ponto turístico que atrai fãs do músico, considerado o 'pai do rock nacional' (veja vídeo acima). O corpo do baiano Raul Santos Seixas foi encontrado pela empregada dele, na manhã do dia 21 de agosto de 1989, no quarto, no décimo andar do prédio que ele alugava. Raul tinha 44 anos de idade. Estava deitado sobre a cama. Usava um pijama listrado. Segundo os médicos, foi vítima de parada cardíaca decorrente de doenças como pancreatite aguda, alcoolismo e diabetes. O músico havia deixado de tomar insulina na noite anterior, quando chegou bêbado na porta do prédio. Teve de ser carregado pelo porteiro até o apartamento 1003. Veja abaixo vídeo da reportagem Fã e amigo de Raul Seixas guarda 5 mil objetos pessoais do 'pai do rock brasileiro' em SP: Fã e amigo de Raul Seixas guarda 5 mil objetos pessoais do 'pai do rock brasileiro' em SP Três décadas após a morte do astro, o funcionário e o imóvel estão no roteiro de visitação dos 'raulseixistas', como se autodefinem àqueles que idolatram Raul. Muitos vão até o Aliança exibindo tatuagens do ídolo ou usando roupas, coturnos, boinas, coletes e óculos escuros alusivos ao artista. Mas para tirar fotos com o porteiro ou o apartamento é preciso ter autorização. O funcionário do prédio, que viu Raul vivo pela última vez, continua trabalhando no mesmo local, na portaria do condomínio. Procurado recentemente pelo G1, ele não quis falar sobre o convívio que teve com o cantor. A reportagem não localizou quem mora atualmente no imóvel onde o astro residiu e foi achado morto. Sylvio Passos em frente ao Edifício Aliança, em São Paulo, onde Raul Seixas foi encontrado morto em 21 de agosto de 1989. Fã se tornou amigo do pai do rock nacional Celso Tavares/G1 Sorte do 'maluco beleza' Leonardo Mirio, de 42 anos, que visitou o local quando ele ainda estava vazio a espera de um inquilino. O segurança conseguiu tirar foto com o porteiro e ainda foi autorizado a entrar no apartamento onde seu ídolo esteve. “Eu já entrei dentro do apartamento do Raul, levei uma galera comigo. Todo mundo quer tirar foto porque ali foi a última morada do nosso mestre”, enaltece Leonardo, também autor de uma trilogia sobre Raul: 'Raul Nosso De Cada Dia'; 'Raul Seixas E O Eco De Suas Palavras'; e 'Raul Seixas – Jamais Me Revelarei'. “O Edifício Aliança virou um ponto de peregrinação. As pessoas vão lá tirar foto na frente do edifício. Como se fosse realmente um marco porque Raul morreu naquele lugar. E aquilo ficou famoso por conta disso”, conta Tiago Bittencourt, jornalista e escritor do livro 'O Raul Que Me Contaram'. O segurança Leonardo Mirio em foto tirada em frente a porta do apartamento 1003, onde Raul Seixas morou e foi encontrado morto em 21 de agosto de 1989 Divulgação/Arquivo pessoal O prédio, porém, é evitado pelo fã número 1 do astro. Para o produtor musical e compositor Sylvio Passos, 56 anos, presidente do Raul Rock Club, o local ainda lhe desperta 'emoções boas e tristes'. “Confesso que fiquei um bom tempo sem querer passar por aqui depois da morte dele”, diz Sylvio, que na semana passada esteve na frente do edifício à convite do G1. “Aqui tem uma coisa muito forte. Prefiro não entrar no prédio”. Sylvio tinha 17 anos quando conheceu Raul. Foi atrás dele em São Paulo pedindo autorização para criar o primeiro fã-clube do cantor. Teve o aval do músico e desde então se tornaram amigos. A amizade entre Raulzito e Sylvícola, como ambos se chamavam, rendeu muitas histórias. Leandro Mirio e amigos, todos fãs de Raul, em frente ao Edifício Aliança, onde astro foi encontrado morto em 1989 Divulgação/Arquivo pessoal Raul Seixas morou ao menos seis endereços em São Paulo, entre os anos de 1981 a 1989: Rua Rubi, Brooklin, Zona Sul; Alameda Franca, Jardins, Centro; Rua Itacema, Itaim Bibi, Zona Sul; Rua Pombeva, Butantã, Zona Oeste; Rua Coronel Palimércio de Rezende, Butantã, Zona Oeste; Rua Frei Caneca, Centro. Mapa mostra os locais onde o cantor morou na capital paulista G1 Arte Rua Matias Aires com a Rua Frei Caneca: Raul frequentava o bar dessa esquina, segundo o amigo Sylvio Passos Celso Tavares/G1 Prisão de Raul em Caieiras “Ele só teve de sair de São Paulo em [19]82 porque houve um problema lá em Caieiras [cidade da Grande São Paulo], onde foi confundido com um sósia dele mesmo. E foi ameaçado morte e teve que sair de São Paulo correndo. Voltou para o Rio de Janeiro”, lembra Sylvio, que ficou tomando conta dos pertences do já amigo Raul nesse período. “Quando começou o show eu vi aquele burburinho, o povo começou a ficar agitado. E começaram a jogar garrafas, jogar latas de cerveja. Eu acho que foi um boato que houve que não era eu que estava cantando”, explica Raul, numa entrevista ao Jornal Hoje, da TV Globo, exibida no dia 18 de maio de 1982. Segundo Sylvio, à época o público achou que Raul era um sósia dele mesmo porque o artista estava embriagado. “Tomou umas quatro ou 18 doses antes de subir no palco, então subiu meio 'bebão'”. Devido à confusão, o músico foi parar na delegacia de Caieiras, onde alegou ter sido agredido pelos policiais. Raul Seixas e Sylvio Passos em foto tirada em São Paulo Divulgação/Acervo pessoal Sylvio Passos (Raul Rock Club) 'Mulheres, dinheiro e álcool' “Cara, o Raul gostava de boteco. Mas gostava de um bom restaurante. Vinha muito aqui na Famiglia Mancini”, lembra Sylvio. “Casas do norte, ali em Pinheiros. No Largo da Batata, Mocofava. Ali em Pinheiros também. Ele frequentava muito lá... Rua Augusta”. Raul gostava de frequentar o restaurante da Famiglia Mancini, localizado na Rua Anhavandava, na Bela Vista, região central de São Paulo Bárbara Muniz/G1 Raul foi casado cinco vezes, tendo três filhas com três das esposas. “Mulheres, dinheiro e o álcool. São três problemas na verdade. Saber lidar com as mulheres. Saber lidar com o dinheiro. E saber lidar com o álcool”, acredita Sylvio. “Eu frequentei sessões dos alcoólicos anônimos no fundinho de uma igreja no Butantã com o Raul”, relembra Sylvio. “Ele lutou o tempo todo contra esse vícío. Essa doença. Não é vício. É doença. Alcoolismo é doença. Tem que ficar muito claro isso”. Dessa luta contra o uso abusivo do álcool, Raul compôs em 1987 a música 'Canceriano Sem Lar/Clínica Tobias Blues'. O local ainda existe. Fica no Alto da Boa Vista, Zona Sul de São Paulo. Veja abaixo trechos da canção: “Estou deitado em minha vida E o soro que me induz a lutar Estou na Clínica Tobias Tão longe do aconchego do lar” “All right, man Play the blues Clínica Tobias Blues” Sylvio (sentado) conheceu Raul (em pé) quando tinha 17 anos de idade. Essa foto foi tirada numa casa residências do cantor em São Paulo Divulgação/Acervo pessoal Sylvio Passos (Raul Rock Club) Cantor assistiu Elvis antes de morrer A melhor conversa'Ainda na frente do Edifício Aliança, Sylvio olha para o alto e conta que visitou Raul dias antes dele morrer no apartamento. “Vim fazer uma visita para o Raul. Estava com a TV ligada assistindo Elvis Presley. Sentamos ali. Ficamos os dois assistindo Elvis. Sem uma palavra. Não falamos nada. Levantei e falei: ‘Raul, eu tenho que ir embora’. Raul fala pela fresta da porta: ‘Sylvícola, essa foi a melhor conversa que nós tivemos em toda vida’. Essas foram as últimas palavras que eu ouvi de Raul.” Sylvio ao lado de Raul na última foto que tirada com o cantor antes de sua morte Divulgação/Acervo pessoal Sylvio Passos (Raul Rock Club) “Depois eu só encontrei ele no Anhembi, dentro do caixão”, conta Sylvio sobre o velório de Raul no pavilhão do espaço, na Zona Norte da capital. Posteriormente o corpo seguiu para Salvador, onde o artista foi sepultado. “Por onde ele passava ele era reverenciado”, se recorda Sylvio, que dá sua versão para a morte do amigo. “O Raul morreu por uma overdose de tristeza, doenças acumuladas, por conta, principalmente do alcoolismo e de uma depressão, que ele tinha por conta de questões profissionais e pessoais”. Fãs se despedem de Raul no velório do cantor no Anhembi, em São Paulo, em 1989 Reprodução/Arquivo/Acervo TV Globo 'Pai do rock nacional' Para o fã que guarda consigo mais de 5 mil objetos pessoais do astro e possui uma tatuagem dele no braço direito, o cantor Raul Seixas era um personagem criado pelo cidadão Raul Santos Seixas. “Chegou uma hora que esses dois se confundiram. Quem é agora? A criatura dominou o criador”, sugere Sylvio. “Raul gostava de sair do padrão, sair do convencional. Isso pontua muito a obra do Raul e o comportamento do Raul”. “Eu acho que Raul deixou uma marca na história do Brasil, como crítica social, como músico rebelde, de um músico revolucionário. Um músico que experimentou diversos estilos musicais. Ele realmente marcou época e vem marcando, continua marcando mesmo 30 anos depois de sua morte”, concluiu o escritor Tiago ao falar do 'pai do rock brasileiro'. E qual o maior ensinamento que Raul te deixou, Sylvio? “Seja você mesmo o tempo todo. Nunca queira ser outra coisa senão você mesmo”, responde Sylvio, o fã que teve o privilégio de se tornar amigo do seu ídolo. Sylvio Passos posa ao lado de um amigo e o filho dele, todos raulseixistas: produtor exibe tatuagem que fez no braço direito em homenagem ao amigo Raul Seixas Divulgação/Arquivo pessoal * Colaboraram: Celso Tavares (G1), Ana Renata Ortega e Fábio Lúcio (Acervo TV Globo-SP) e Pedro Adorno (Acervo TV Globo-RJ) Veja Mais

'007: No time to die': Produtores anunciam nome do próximo filme de James Bond, o 25º do espião

G1 Pop & Arte Anúncio do novo título foi feito nesta terça-feira. Filme estreia em abril. Elenco do novo filme de James Bond reunido na Jamaica Reprodução/Instagram "007: No time to die" ("007: Sem tempo para morrer", em tradução livre), será o título do próximo filme de James Bond, a 25ª parte da saga. O anúncio do novo título foi feito pelos produtores nesta terça-feira. A estreia será nos dias 3 de abril no Reino Unido e 8 do mesmo mês nos EUA. No fim de abril passado, o diretor do filme, o americano Cary Fukunaga, havia anunciado em um evento transmitido da Jamaica o elenco da nova aventura do lendário espião britânico e alguns detalhes da trama. Rami Malek, premiado este ano com o Oscar por sua interpretação do cantor Freddie Mercury em "Bohemian Rhapsody", interpretará o vilão do filme. Rami Malek concorre ao Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por 'Bohemian Rhapsody' Jordan Strauss/Invision/AP Ana de Armas, que em 2017 brilhou em "Blade Runner 2049" e no fim deste ano deve aparecer junto a Craig no thriller "Knives Out", será uma nova Bond girl. A filmagem começou há meses, mas sofreu vários contratempos, como uma explosão no estúdio britânico de Pinewood em junho e uma pequena cirurgia de Craig no tornozelo. A estreia do filme estava prevista para o fim de 2019, mas o projeto foi atrasado quando o veterano Danny Boyle - diretor de "Trainspotting - Sem limites" e "Quem quer ser um milionário?" - anunciou que sua saída por "diferenças criativas" com os produtores. Em setembro, os produtores anunciaram a contratação de Fukunaga, conhecido por ter escrito e dirigido a primeira temporada da série "True Detective", pela qual ganhou um Emmy em 2014. Veja Mais

Péricles lança o primeiro single de álbum gravado ao vivo na Bahia

G1 Pop & Arte 'Ninguém ama' é uma das nove músicas inéditas do repertório do disco. Péricles apresenta nesta terça-feira, 20 de agosto, o primeiro single do álbum ao vivo Mensageiro do amor, gravado em 6 de julho em show feito na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). Composição inédita de autoria de Douglas Lacerda e Marquinhos de Moraes, Ninguém ama foi a música escolhida para iniciar os trabalhos promocionais do registro audiovisual do show. Com 26 músicas, o roteiro do show captado ao vivo na Bahia contabiliza nove composições inéditas. Casal maluco, Como seria, Ele e ela, Faz, Hawaii, a música-título Mensageiro do amor, a mencionada Ninguém ama, Noite perfeita e Nunca foi sorte, sempre foi Deus são as novidades do repertório, cujo foco reside nos sucessos do artista paulista e no cancioneiro do último álbum do cantor de pagode, Em sua direção (2018), lançado no ano passado. E não faltam os convidados, sempre presentes em gravações do gênero. Em Mensageiro do amor, Péricles divide a interpretação de músicas com Jeniffer Nascimento, Jorge Vercillo, Tiie e Xanddy. Veja Mais

Bruna Marquezine celebra estreia como protagonista no cinema e cita 'desgaste físico' em gravações

G1 Pop & Arte 'Projeto foi transformador e por isso mesmo árduo', afirmou a atriz, que protagoniza o longa 'Vou nadar até você' de Klaus Mitteldorf. Bruna Marquezine protagoniza filme "Vou nadar até você" Reprodução/Instagram Bruna Marquezine, aos 24 anos de idade, já fez diversos trabalhos para a TV e algumas participações no cinema. Mas agora, a atriz faz sua estreia como protagonista de um longa. Estrela de “Vou nadar até você”, filme de Klaus Mitteldorf, Bruna compartilhou nas redes sociais um pouco sobre o projeto para os cinemas. “Eu sempre senti (e acho que sempre sentirei) uma necessidade artística de fazer cinema. Quando Ophelia me encontrou (acredito que muitas vezes as personagens escolhem a gente e não o contrário) eu decidi que era o momento certo”. “Tive a alegria de encontrar um diretor, uma equipe e grandes parceiros de cena que me deixaram livre pra descobrir e ser a minha Ophelia, sem limitações. E juntos criamos um universo único, delicado, mas potente, lúdico, mas consistente, palpável”. Initial plugin text A atriz ainda citou algumas dificuldades do novo desafio profissional. “Esse projeto foi transformador e por isso mesmo árduo. Me desafiou em tantos lugares: do meu próprio processo de atuação, muito intuitivo, ao desgaste físico que é rodar um filme nadando por horas, nos horários mais distintos”. “Ophelia mergulha, literalmente, sem querer numa jornada de autoconhecimento, e eu fiz o mesmo.” “Ela fez com que eu me percebesse mais forte, mas também me apresentou pontos de fragilidade internos e sentimentos que eu ainda não tinha acessado. E isso, para um ator, é um presente”. “Vou nadar até você” foi exibido no Festival de Gramado na noite desta segunda-feira (19) e na manhã desta terça-feira (19). “É um filme de sutilezas, de beleza estética única. É o resultado do trabalho de uma equipe com muita vontade de fazer arte. Agradeço imensamente a todos que caminharam e/ou nadaram do meu lado nessa aventura”, elogia a atriz. Veja Mais

'Descendentes 3' mostra força da fórmula da Disney e domina ranking de mais vistos do YouTube

G1 Pop & Arte Com diretor de 'High School Musical', músicas do terceiro e último filme bateram marca de 235 milhões de views. Elenco perdeu Cameron Boyce, que morreu aos 20 anos em julho. Cameron Boyce, Dove Cameron, Sofia Carson e Booboo Stewart em cena de 'Descendentes 3' Divulgação A onda mais recente da Disney com potenciais estrelas da música se chama "Descendentes". A franquia tem três filmes, lançados desde 2015. Os sete clipes mais vistos no YouTube de "Descendentes 3", lançado no Disney Channel neste mês, acumulam mais de 235 milhões de visualizações: "Queen of Mean" - Sarah Jeffery - 67 milhões de visualizações "Night Falls" - 50 milhões de visualizações "Good to Be Bad" - 37 milhões de visualizações "Break This Down" - 25 milhões de visualizações "One Kiss" - Sofia Carson, Dove Cameron, China Anne McClain - 26 milhões de visualizações "Do What You Gotta Do", Dove Cameron, Cheyenne Jackson - 20 milhões de visualizações "My Upon a Time", Dove Cameron - 9,5 milhões de visualizações Os números são desta segunda-feira (19), mesmo dia em que “Queen of Mean” e “Night Falls” ficaram entre os vídeos mais vistos do YouTube. Fórmula pronta? O estilo de filme segue uma aposta já feita pela Disney nos anos 2000. “Camp Rock” e “Os Feiticeiros de Waverly Place” projetaram nomes como Demi Lovato, Jonas Brothers e Selena Gomez. Hoje, eles seguem revelantes na música pop. "Hannah Montana", por sua vez, revelou Miley Cyrus. "High School Musical" também é um exemplo de trilogia bem sucedida que mistura histórias infanto-juvenis e números musicais, assim como "Descendentes". Na nova franquia, os personagens são filhos de vilões da Disney, e cantam e dançam juntos músicas nos filmes. A pegada é semelhante aos anteriores, com músicas bem assobiáveis. Uma diferença é o acréscimo de batidas eletrônicas. O pop rock dançante da trilha está mais pop do que rock. Qual é a história de ‘Descendentes’? Depois do casamento de Bela e A Fera todos vivem em paz nos Estados Unidos de Auradon, pátria de todos os heróis da Disney, e os vilões foram banidos para a Ilha dos Perdidos. Vinte anos depois, a decisão de Ben (Mitchell Hope), o novo príncipe, permite que quatro filhos de vilões passem a viver em Auradon para estudar. Booboo Stewart, Dove Cameron, Sofia Carson e Cameron Boyce em "Descendentes 3" Divulgação/Disney A partir disso, se desenrolam as histórias de Mal, Evie, Carlos e Jay, os quatro protagonistas que tentam roubar a varinha da Fada Madrinha para liberar a barreira mágica que separa os outros vilões do resto do mundo. Quem são os personagens? Mal (Dove Cameron) é a filha da Malévola, de Bela Adormecida Evie (Sofia Carson) é a filha da Rainha Má, de Branca de Neve Carlos (Cameron Boyce) é filho da Cruella de Vil, de 1001 Dálmatas Jay (Booboo Stewart) é filho de Jafar, de Aladdin Vale mencionar a personagem Audrey (Sarah Jeffery), a ex-namorada do príncipe Ben que ganha destaque no terceiro filme. Ela canta a a música "Queen of Mean", a que tem o melhor desempenho no YouTube. Este é o primeiro grande papel da carreira da atriz que se dedica aos musicais desde criança. Sarah Jeffery em cena de "Descendentes 3" Divulgação Morte de ator Cameron Boyce foi encontrado morto em casa no dia 6 de julho. O ator de 20 anos sofria de epilepsia, doença que foi considerada a causa da morte. Ele participou dos três filmes da franquia e de séries como "Jessie", "Jake e os piratas da Terra do Nunca" e "Bunk'd" no canal da Disney. A estreia do filme "Descendentes 3" foi adiada em respeito a morte do ator. Ele também ganhou uma homenagem no final de "Descendentes 3". Cameron Boyce em "Descendants", em 2015 Divulgação Quem é o diretor? O americano Kenny Ortega dirigiu os três filmes de "Descendentes" e de "High School Musical", o que já explica bastante das similaridades entre as obras. Além de dirigir, Ortega é um experiente coreógrafo e o primeiro trabalho que teve destaque foi o filme "Dirty Dancing Ritmo Quente" (1987). O clipe de "Material Girl", de Madonna, e a cena clássica do filme "Curtindo a Vida Adoidado" foram coreografadas por ele. Nos anos 90, coreografou duas turnês de Michael Jackson e era o responsável pela turnê comemorativa de 50 anos, "This Is It". Com a morte do cantor em 2009, ele reuniu o material gravado nos ensaios no documentário sobre os shows. Entre os trabalhos de Kenny Ortega se destacam 'High School Musical', 'Descendentes' e o documentário 'This Is It' JC Olivera/Getty Images North America/AFP Veja Mais

Doze filmes brasileiros entram em disputa para representar o Brasil no Oscar 2020

G1 Pop & Arte Entre os pré-selecionados estão 'Bacurau', 'Simonal' e 'A vida invisível de Eurídice Gusmão'; veja a lista completa. A Academia Brasileira de Cinema divulgou uma lista dos doze filmes que estão na disputa para representar o Brasil no Oscar 2020. O escolhido final para tentar uma indicação a melhor filme estrangeiro será divulgado no dia 27 de agosto. Cada país envia o nome de um filme para entrar no processo de escolha dos indicados para a categoria. A Academia de Hollywood vai divulgar os indicados no dia 13 de janeiro de 2020. O Oscar 2020 vai acontecer no dia 19 de fevereiro, em Los Angeles. Os titulares da comissão brasileira deste ano para selecionar o representante do país são o crítico Amir Labaki, a diretora Anna Muylaert, o diretor e roteirista David Schurmann, a produtora e curadora Ilda Santiago, o roteirista Mikael de Albuquerque, a produtora Sara Silveira, a produtora Vânia Catani, o diretor de fotografia Walter Carvalho e o produtor e diretor Zelito Viana. Veja a lista dos 12 filmes pré-selecionados: "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho "Simonal", de Leonardo Domingues "Los silencios", de Beatriz Seigner "A vida invisível de Eurídice Gusmão", de Karim Aïnouz "Sócrates", de Alex Moratto "A última abolição", de Alice Gomes "A voz do silêncio", de André Ristum "Bio", de Carlos Gerbase "Legalidade", de Zeca Brito "Humberto Mauro", de André Di Mauro "Espero tua (re)volta", de Eliza Capai "Chorar de Rir", de Toniko Melo Veja Mais

Casa dedicada à série 'Friends' traz exposição que reproduz cenários da atração

G1 Pop & Arte Casa Warner será inaugurada em 18 de setembro com direito a supermaratona para celebrar os 25 anos da série. Fachada Casa Warner Divulgação A Casa Warner by Friends vai abrir as portas no dia 18 de setembro trazendo cenários e objetos de cena do seriado que estreou há 25 anos na TV. O projeto será uma experiência de imersão dos fãs no mundo dos seis amigos de Nova York: Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross. O espaço terá dois andares totalmente dedicados à série. As dez temporadas completas serão exibidas em uma supermaratona, que começa no dia 18 de setembro, a partir das 12h. A Casa terá também outros cenários do universo Warner Channel, além de uma loja com produtos para quem é fã das séries do canal. Casa Warner by “Friends”: Data: De 18 de setembro a 6 de outubro Horário: 10h às 22h Local: Rua Pamplona, 145 – Bela Vista – São Paulo – SP Ingressos: vendas a partir de 21 de agosto - de R$ 15 a R$ 30 Veja Mais

Mariah Carey manda mensagem para Anitta após cantora falar sobre inspiração desde a infância

G1 Pop & Arte 'Espero te conhecer em breve, quem sabe até no Brasil', escreveu Mariah em resposta à publicação. Mariah Carey responde postagem de Anitta nas redes sociais Reprodução/Instagram Mariah Carey mandou uma mensagem para Anitta após a cantora brasileira revelar ser fã da americana desde a infância e por influência de sua família. No sábado (17), Anitta fez um relato na rede social, explicando que começou cedo a dizer que queria ser cantora por causa de Mariah. "Para aqueles que não sabem, minhas duas tias e minha mãe eram obcecadas por ela. Então, quando nasci, fui a melhor aluna que poderia ser e me tornei um fã ainda melhor. É por isso que comecei a dizer que queria ser cantora tão cedo na vida". "Meu tio costumava nos apresentar todo Natal com um novo CD da Mariah e nós sempre usamos para celebrar loucamente (Porque naquele tempo não tínhamos dinheiro para comprar)", relembrou Anitta. Mariah Carey responde Anitta nas redes sociais Reprodução/Instagram A cantora brasileira garantiu que não estava fazendo o relato na tentativa de uma parceria musical. "Não estou tentando nenhum feat., não estou tentando um encontro, não estou tentando uma resposta dela aqui... Na verdade, eu não estou tentando nada. Eu só estou compartilhando o quão louco é a vida. Eu cresci com ela no meu coração todos os dias como minha inspiração de muito longe e agora ela sabe quem eu sou", escreveu Anitta, após relatar que Mariah começou a segui-la nas redes sociais. Mariah viu o post e respondeu: “Anitta, eu não sei nem o que dizer! Muito obrigado pelo carinho com a minha carreira. Estou muito orgulhosa por você ter tornado seus sonhos realidades. Espero te conhecer em breve, quem sabe até no Brasil – um dos meus lugares favoritos no mundo. Muito amor para você e sua família”. Initial plugin text Veja Mais

AO VIVO: Quarta noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Quarta noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

Um romance sobre identidades em conflito

G1 Pop & Arte Em 'Marrom e Amarelo', Paulo Scott constrói personagens marcados pela discriminação racial Capa de “Marrom e Amarelo” (Alfaguara, 160 pgs. R$ 49,90), do escritor gaúcho Paulo Scott Divulgação Nascidos na periferia de Porto Alegre, os irmãos Federico e Lourenço cresceram marcados por episódios de violência e discriminação racial, mas, com temperamentos e tons de pele muito diferentes, um e outro assimilaram e processaram de formas distintas essa circunstância social – determinante, em vários aspectos, da vida interior e da vida exterior dos dois personagens. Este é o ponto de partida do romance “Marrom e Amarelo” (Alfaguara, 160 pgs. R$ 49,90), do escritor gaúcho Paulo Scott, também autor de “Habitante irreal” e “O ano em que vivi de literatura”, entre outros livros. Nesta entrevista, ele fala sobre seu processo de criação, sobre questões raciais e sobre a função social da literatura. Leia aqui um trecho do romance “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott O escritor gaúcho Paulo Scott, autor de "Marrom e Amarelo", “Habitante irreal” e “O ano em que vivi de literatura” Divulgação Blog do Luciano Trigo - Por que e em que contexto você decidiu transformar a questão da discriminação racial em matéria-prima de um romance? Paulo Scott - Venho tratando da discriminação racial desde meu primeiro trabalho, o “Histórias curtas para domesticar as paixões dos anjos e atenuar os sofrimentos dos monstros”. Lá está um poema que pode ser lido como uma espécie de embrião da história narrada no “Marrom e Amarelo”. No romance “Voláteis”, o protagonista, Fausto, é um mestiço indígena argentino; no mesmo livro, uma das personagens de apoio é Machadinho, um mestiço negro pardo de pele clara com fenótipo muito parecido com o de Federico, protagonista do "Marrom e Amarelo". Não dá para dizer que a discriminação racial surgiu de uma hora para outra no horizonte que anima minha produção literária, é algo que vem de anos, desde minha adolescência, eu poderia dizer. Penso, no caso deste livro, que a decisão de iniciá-lo de verdade veio em conversa que tive com meu editor, Marcelo Ferroni, no final de 2012, quando arrolei meus projetos de romances, informando que entre os enredos rascunhados o que mais me interessava era o da história que contemplava e se desdobrava a partir das peculiaridades, dos conflitos, de uma família negra, mestiça, de classe média alta, na qual um dos dois filhos tivesse a pele muito clara – alguém que se identificava como negro mesmo tendo um fenótipo não imediatamente relacionável ao fenótipo negroide – e o outro, o mais novo, pele retinta. Uma história que partiria de uma realidade muito próxima da minha biografia familiar, mas que em momento algum refletiria o meu histórico familiar. No quadro geral, penso que o ponto de partida deste livro é o mesmo de todos os meus romances: a identidade. A busca por arcos narrativos que contemplem afirmação, consolidação, questionamento em torno de identidades possíveis que poderiam ser mais bem escrutinadas, investigadas, parece que permanece no centro da minha escrita. Nisso tem um pouco da minha leitura de cidadão brasileiro que enxerga em seu país, no povo do seu país, incluída nesse caldo a elite, uma dificuldade enorme, e terrível, de se encarar no espelho. Nós brasileiros, todos nós brasileiros, não somos brancos, não somos norte-americanos, não somos europeus, estamos cercados por peculiaridades, por evidências e riquezas que temos dificuldade de assumir e projetar como sendo a nossa identidade. Blog do Luciano Trigo - Fale sobre o seu processo criativo: o que veio primeiro? Os personagens? A voz do narrador? Alguma cena específica? Paulo Scott - Sempre parto das personagens, de perfis, de contradições e buscas que valham a pena, que estejam em alguma situação-limítrofe, cercados por idiossincrasias trágicas, por singularidades, por vezes abissais, pequenas realidades pessoais pelas quais eu me apaixone e com as quais eu consiga conviver por alguns anos, os anos da criação do livro. Blog do Luciano Trigo - Embora seja um problema nacional, a questão da discriminação no Rio Grande do Sul parece ter contornos próprios e, talvez, mais violentos. A que você atribui isso? Paulo Scott - O sul sempre foi, explícita e expressamente, mais agressivo em termos de discriminação racial, mas não acho que seja muito mais cruel do que o racismo que eu pude testemunhar de perto quando morei por oito anos no Rio de Janeiro – o racismo no Rio é melhor elaborado, submetido a uma máquina mais complexa, melhor pensada. O Brasil é enorme, tem muitos racismos. Há o racismo da Bahia, que é quase inexplicável para quem observa de fora. Como pode um estado onde há uma maioria esmagadora de pessoas negras, pretas, retintas, se submeter a meia dúzia de brancos? É assustador que mesmo nas artes preponderem nomes de artistas de pela branca como até hoje acontece lá, naquele lugar que, sob vários aspectos, é tão maravilhoso. No sul, vale observar, há um racismo mais escancarado, mas, ao mesmo tempo, é onde se encontram algumas das lideranças – boa parte delas – mais consistentes hoje no Brasil, pessoas, sobretudo mulheres, que detêm um discurso sólido, bem embasado, articulado, uma linguagem capaz de enfrentar qualquer linguagem bem composta, qualquer argumentação cínica de eventuais brancos racistas mais bem preparados, de brancos que sempre há em vários setores da sociedade, no mercado, nas universidades, nos espaços sociais e até ocupando episodicamente a presidência da República. Blog do Luciano Trigo - Você entende que a literatura deve ter um papel de crítica social e política? Até que ponto uma ficção pode ou deve ser ferramenta de um ativismo? Paulo Scott - Penso que uma obra literária não deva ter esse compromisso. Muitos leitores se decepcionam com essa minha resposta, mas, de fato, não acho que a literatura tenha de ser crítica, politicamente engajada – tenho enorme receio da chamada literatura produzida sob propósito do protesto, com a missão de protestar. Literatura não pode ser panfletária, o fato de eu ser um cidadão sensível às tragédias sociais brasileiras e militante, um ativista, não me autoriza, na condição de escritor de narrativa longa de ficção, ou mesmo como poeta, a produzir uma literatura politicamente engajada. Isso não pode ser primordial, não para mim. Não fiz isso com o “Habitante irreal”, não fiz isso com o “Marrom e Amarelo”, que são, ao que tudo indica, meus livros mais fáceis de serem recepcionados e apreendidos sob o rótulo de literatura política. Penso que a construção de uma boa história não pode ser reduzida a um alvo específico, à intenção de fornecer respostas, interpretações, soluções; a arte é sempre mais do que isso, deve se colocar além disso. Respeito a posição de quem pensa o contrário, mas como escritor é nesse entendimento que me localizo. Blog do Luciano Trigo - O personagem Federico é chamado para participar de uma comissão sobre o preenchimento de cotas raciais nas universidades. De que forma o personagem reflete a sua própria visão sobre o tema? Paulo Scott - Se há algo meu nesse romance, posso garantir, não é a minha visão sobre o problema do racismo no Brasil; no máximo, meus questionamentos, minhas dúvidas, minhas observâncias e perplexidades, a consciência de que é um caminho longuíssimo – um verdadeiro problemão – esse do colorismo, um caminho ainda de poucas vitórias, mas de muitas novas verdades, de muitos novos enfretamentos e facetas, de muitas novas possíveis afirmações e soluções. Blog do Luciano Trigo - Federico tem sua vida adulta – incluindo suas relações amorosas – marcada pela discriminação e pelos episódios de violência vividos na infância, no subúrbio de Porto Alegre. Fale um pouco sobre isso. Paulo Scott - Nos subúrbios está a dinâmica dos excluídos, dos rejeitados, dos impedidos pela lógica dos que realmente dominam o país, como, por exemplo, os bancos, os banqueiros, os donos e os sócios dos bancos que escravizam o país. Penso que há distâncias severas e criminosamente cruéis a serem urgentemente eliminadas – talvez a literatura possa inspirar mentes que eventualmente possam promover, no campo político e social, alguma transformação ou, ao menos, impedir os retrocessos iminentes deste nosso tempo. O entrelaçamento de duas linhas narrativas – não foi à toa que escolhi o dia 10 de agosto de 1984 – se organiza a partir da intenção de mostrar que a violência, sobretudo a institucional, não é necessariamente estrondosa, extraordinária, ela faz parte de normalidades, pode vir aos poucos, de pequenos encaixes que, em perspectiva temporal, nos machucam, nos traumatizam, nos furtam a dignidade, e, às vezes, apesar de todas as evidências, nós nem sequer percebemos, nem sequer processamos como deveríamos. Blog do Luciano Trigo - Fale sobre sua relação com Porto Alegre e com o Rio de Janeiro: o que te atrai e o que te assusta nas duas cidades? Paulo Scott - Ainda estou processando minha leitura exata dessas duas cidades que tanto amo. Blog do Luciano Trigo - O mercado editorial vive um momento de grave crise: isso já afeta a vida concreta de um escritor profissional? Ainda é possível "viver um ano de literatura"? Como você analisa a crise atual e que caminhos enxerga para sairmos dela? Paulo Scott - A crise do mercado editorial afeta a todos que com ele se relacionam. Tive a sorte de viver por longos seis anos exclusivamente daquilo que escrevi – não há dúvida que foi uma situação de exceção – não tenho certeza de que algo parecido vá se repetir na minha vida, não penso muito nisso, para ser sincero. A solução é uma só: apostar na educação pública de qualidade, longe dessa conversa cretina de escola sem partido, longe da premissa autoritária de que professor é perigo e não a resposta para a carência geral histórica do povo brasileiro. Blog do Luciano Trigo - Embora já tenha um lugar consolidado na ficção brasileira contemporânea, você não é uma presença frequente na Flip e em outros eventos literários. Como você lida com essa necessidade de cultivar uma imagem pública em eventos assim: o dom para o marketing pessoal se tornou um talento indispensável para os escritores? Paulo Scott - A idade me trouxe esta clareza: a de que o que preciso mesmo é contar minhas histórias. Penso que as boas histórias se afirmam, levam um tempo, mas se afirmam, foi assim com o “Habitante irreal”. Bons livros se afirmam. Se ficarão por muitas décadas, já é outra conversa. Trabalho sempre com a ideia de que nada, absolutamente nada, do que está sendo produzido hoje ficará, nada sobrará. Se uma das minhas contemporâneas, dos meus contemporâneos, ficar, penso que será uma alegria enorme, mesmo eu já não estando mais aqui para testemunhar. Isso – para qualquer um que esteja envolvido de verdade com eventuais, e sempre precários, dada a instabilidade inerente, processos de criação –, o que poderia ser chamado de inevitável desaparecimento, é libertador. A mitologia em torno de um nome independe do esforço imediato, o aval do tempo escapa a qualquer gerência pessoal porque é soma e combinação de muitos movimentos. No plano do imediato, o que sei é que um escritor, um artista, não pode negar visibilidade ao que produz – em algum momento talvez lhe seja dada a oportunidade de escolher entre produzir ou promover o que produz. Esse desafio não é novidade, não é de hoje, sempre houve curadorias e endossos, eleições, apostas; a maioria delas parte do processo de desaparecimento a que me referi antes. Penso que se um livro ao ser lançado, ao se tornar público, encontrar uma dezena de leitores de verdade já é empreitada de sucesso, o resto é fumaça, parte de um jogo inevitável, um jogo do momento que exige, sim, entusiasmo, presença e generosidades de todos nós envolvidos com a escrita e, sobretudo, com a leitura de obras de todos os tempos. Veja Mais

AO VIVO: Terceira noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Terceira noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

Disco raro de Almir Guineto, do fim da fase áurea do artista, volta ao catálogo em CD

G1 Pop & Arte Almir de Souza Serra (12 de julho de 1946 – 5 de maio de 2017) – o partideiro carioca de alta estirpe conhecido pelo nome artístico de Almir Guineto – viveu o auge artístico e comercial da carreira nos anos 1980. Cinco dos sete álbuns gravados pelo artista ao longo dessa década de apogeu já foram reeditados em CD. Faltavam dois, A chave do perdão (1982) e Jeito de amar (1989). Agora falta somente o obscuro disco de 1982. O álbum Jeito de amar ganha a primeira edição em CD neste mês de agosto de 2019, pelo selo Discobertas, 30 anos após a edição original em LP. Produzido por Milton Manhães, o disco de 1989 apresentou, no bom repertório, sambas de lavras alheias como Lado a lado (Sereno e Noca da Portela), Negra negrita (João Rios e Roque Ferreira) e Barquinho branco (David Correa). Com o parceiro Adalto Magalha, Almir Guineto assinou o samba-título Jeito de amar, Lugar ao sol (com a adesão do bamba Arlindo Cruz), Mãe natureza e Trabalho gigante. Contudo, o álbum Jeito de amar obteve moderada repercussão. O boom mercadológico do pagode carioca – responsável pela projeção nos anos 1980 de toda a geração de sambistas revelados nos fundos de quintais na quadra do bloco Cacique de Ramos – já perdia fôlego. Tanto que, no alvorecer da década de 1990, quem dominou as paradas pagodeiras foi a geração surgida com o grupo paulista Raça Negra, cujo samba dava ênfase ao toque dos teclados. Ainda assim, a edição em CD do álbum Jeito de amar – com tiragem limitada de 300 cópias – é item de colecionador pela raridade deste título da discografia do alto partideiro Almir Guineto. Veja Mais

Semana Pop tem férias do BTS, cantora acusada de assédio e fim do casal Miliam; ASSISTA

G1 Pop & Arte Programa fala ainda sobre caso de A$AP Rocky e hino de Anitta, Cardi B e Mr. Catra. Entenda assuntos em alta no entretenimento em poucos minutos. Semana Pop tem o caso do rapper A$AP Rocky, pausa do BTS, Anitta e Cardi B e mais O Semana Pop deste sábado (17) vai explicar o caso do rapper A$AP Rocky, que envolveu Kanye West, Kim Kardashian e até Donald Trump. Tem ainda a pausa do BTS, que desesperou os fãs, e uma acusação de assédio contra Katy Perry. O programa vai ao ar toda semana, com o resumo do que anda bombando no mundo do entretenimento. Tem música, cinema, TV, games, quadrinhos e internet. Tudo em poucos minutos. Veja todas as edições Ouça em podcast Desta vez, os temas são: Pausa: Essa notícia quase fez os fãs de BTS terem um ataque. Mas não é o que parece. Adeus, Miliam! Já os fãs de Miley Cyrus e Liam Hemsworth têm, sim, motivos para ficar com o coração partido. Condenado A$AP: Entenda a condenação do rapper, no caso que envolveu Kanye, Kim e Trump. Acusada de assédio: 9 anos depois do lançamento, um clipe rendeu uma acusação de assédio para Katy Perry. Vem, hino: Anitta, Cardi B, Mr. Catra, Papatinho... estamos vivendo ou só esperando esse hino? Veja Mais

AO VIVO: Segunda noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Segunda noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

Marília Mendonça contra a sofrência, Taylor Swift careta e a 'Shallow' do funk estão no G1 Ouviu

G1 Pop & Arte Programa também tem Normani sem Fifth Harmony e Barão Vermelho sem Frejat; G1 mostra e comenta novidades musicais da semana em VÍDEO e PODCAST. Marília Mendonça na anti-sofrência, Taylor Swift careta e a 'Shallow' do funk: G1 Ouviu A edição dessa semana do G1 Ouviu tem Taylor Swift, Marília Mendonça, Normani sem Fifth Harmony e Barão Vermelho sem Frejat. E também um sucesso fictício que pode virar real. Todos os programas em vídeo Todos os programas em podcast MC Doni - "Te amo sem compromisso" A música está na série "Sintonia”, do diretor Kondzilla para a Netflix. Não é só trilha, mas parte da história. É o hit do personagem Doni, que sonha em ser estrela do funk. É um estilo pegador, mas bonzinho, que é a cara do Kevinho. Um funk pop mais acessível. O Doni é um pouco um Kevinho de laboratório O intérprete é o MC Jottapê, ator da série. Ele fez o “Menino da Porteira” quando criança e também virou funkeiro. O Jottapê está estourado com a música “Sentou e gostou”, versão de Old Town Road. Mas quem escreveu “Te amo sem compromisso” foi o MC EZ, que não é estrela, mas é conhecido nos bastidores do funk por paródias e composições originais. Ele é o autor de “Olha a explosão”, do Kevinho. Quem coordenou a produção e a composição dessa faixa e de toda a trilha original da série foi a dupla Tropkillaz, parceiros da Anitta e de muitos mais. Assim como “Shallow”, de “Nasce uma Estrela”, da Lady Gaga, tem tudo para sair de hit da ficção para sucesso da vida real. Taylor Swift - "Lover" Essa música é mais uma que antecipa o disco “Lover”, que a Taylor Swift lança na semana que vem. Depois de dois pops felizes e cantaroláveis, ela agora lança essa canção melancólica, mesmo que seja sobre amor. Tem muita gente dizendo que é uma volta às raízes country dela. Mas é mais uma volta ao som barzinho e violão do circuito de Nashville, onde ela surgiu, uma terra cheia de barzinhos e estúdios com gente usando chapéu de cowboy. É mais uma balada de rádio AM, meio sessentista, meio Shania, uma das músicas mais caretas da carreira da Taylor. É legal ver que ainda existe uma Taylor séria, romântica. A Paula Fernandes deles é bem melhor do que a nossa. Marília Mendonça - "Supera" A música está na série “Todos os cantos”, já no terceiro volume, em que a Marília viaja pelo Brasil lançando só hinos. Essa foi em Manaus. Ela está muito intensa, canta com se estivesse chorando e sem perder o controle. Mas não é sofrência pessoal, pelo contrário, é um pedido para a amiga parar de sofrer. É um safanão musical: mulher, supera. Até comprova a análise dos professores de canto em uma matéria recente do G1. Eles dizem que a voz dela está ainda mais potente. Ela emagreceu e aprimorou a técnica de tirar a sofrência lá do fundo do pulmão. Barão Vermelho e BK - "Eu nunca estou só" Esta música estará no primeiro disco do Barão depois da saída do Frejat. É impressionante como o Barão consegue manter essa identidade meio blueseira, esse jeito de cantar quase falado. A parte instrumental também é bem característica, seja com o Cazuza, com o Frejat ou agora com o Rodrigo Suricato. Dá para falar também que o Suricato deu uma mudada no estilo de cantar, virou um mini Frejat, com a voz mais grave. Para mim, o destaque não é ele, e também não é a participação do rapper carioca BK. O trunfo desse primeiro disco de inéditas do Barão Vermelho após 15 anos é a presença dos remanescentes: Fernando Magalhães, Maurício Barros e Guto Goffi. E eu quero ver agora como essas novas músicas vão soar ao vivo… Normani - "Motivation" A Normani lançou sua primeira música solo, sem parceiro. A ex-integrante do Fifth Harmony, mesma girl band de onde saiu a Camila Cabello, mostra que vale a pena apostar as fichas nela. Ela está bem solta no clipe e é uma das compositoras dessa música. E por mais que ela esteja solo, segue bem acompanhada. O sueco Max Martin, em busca de seu vigésimo terceiro sucesso no primeiro lugar na parada americana, e a Ariana Grande estão entre os autores desse pop dançante, com instrumentos de sopro, coreografias divertidas. Enfim, ótima canção para sextar. Veja Mais

Ivete Sangalo vai apresentar temporada 2020 do 'Música Boa ao Vivo'

G1 Pop & Arte Thiaguinho, Anitta e Iza já estiveram no comando do programa do Multishow. Estreia está prevista para 24 março. Ivete Sangalo vai ser a apresentadora do 'Música Boa' em 2020 Divulgação/Rafa Mattei Depois de Iza, Anitta e Thiaguinho é a vez de Ivete Sangalo apresentar o “Música Boa Ao Vivo”. A informação foi divulgada pela assessoria da cantora nesta sexta-feira (16). No ar desde 2014, o programa promove o encontro de artistas de diferentes estilos nas noites de terça no canal Multishow. A sétima temporada está prevista para estrear em 24 de março de 2020 com a cantora baiana.Cada apresentador costuma ficar por dois anos na atração. O último programa com Iza no comando foi exibido na terça (6), com Gloria Groove, Simone e Simaria e Matheus e Kauan. Ivete fará show no Palco Mundo do Rock in Rio no dia 29 de setembro. Atualmente, a cantora também é jurada do programa "The Voice Brasil", na TV Globo. Veja Mais

50 anos de Woodstock: Depois da festa, as dívidas e uma marca de maconha

G1 Pop & Arte Há 50 anos, começava o festival, um encontro da cultura hippie dos anos 1960. Foram três dias e três noites caóticas de 'música e amor', que marcaram o mundo e o século 20, mas que também arruinaram seus organizadores. Festival de Woodstock em agosto de 1969 Reuters/TedBerard No final de julho, o anúncio do cancelamento do concerto de aniversário do festival teve o mesmo efeito da ruptura da corda da guitarra de Jimi Hendrix durante o solo febril de Red House, em 1969. O show comemorativo foi anulado na última hora por causa de uma série de reviravoltas, como as sucessivas desistências de artistas e a recusa de muitos municípios em sediar o evento. Michael Lang, um dos quatro fundadores históricos da primeira edição, e que participava da organização da versão de 2019, anunciou que havia guardado as velas do bolo no armário. Da mesma forma que Woodstock 1969 provou ser uma armadilha financeira para seus instigadores, a tentativa de organizar um concerto semelhante no estado de Nova York enfrentou um financiamento doloroso. A empresa Amplifi Live, filial do grupo japonês Dentsu e principal patrocinadora da festa, retirou-se do projeto "duvidando de sua viabilidade", levando com ela os US$ 18 milhões inicialmente investidos. Nada foi fácil na organização do Festival de Woodstock, meio século atrás. Originalmente, o encontro foi imaginado por quatro jovens americanos interessados em retorno financeiro. Hoje, existe uma tendência a se esquecer que o fato mais importante do movimento cultural hippie e de protesto dos anos 1960 e 1970 nasceu de um projeto capitalista. 50 anos de Woodstock: festival gerou prejuízo de US$ 3 milhões para organizadores No início de janeiro de 1969, John Roberts e Joel Rosenman, ambos com 24 anos na época, colocaram um anúncio nas colunas do Wall Street Journal (WSJ), no qual se apresentam como "dois jovens com capital ilimitado à procura de oportunidades de investimento e outras propostas comerciais". Após a publicação desse anúncio, que gerou milhares de respostas, Roberts e Rosenman conheceram dois jovens hippies idealistas, Michael Lang e Artie Kornfeld, experientes na promoção de concertos. Enquanto os dois sócios capitalistas vestiam terno e gravata, os parceiros hippies andavam sem camisa, apenas com jaquetas de couro abertas no peito e cabelos compridos ao vento. O primeiro projeto de negócio que eles imaginaram foi a compra de um estúdio de gravação, o Media Sounds, localizado na pequena Woodstock, uma localidade tranquila do condado de Ulster, no interior do Estado de Nova York. Apesar da promessa inicial do anúncio do WJS de "capital ilimitado", os quatro amigos precisavam de dinheiro para comprar o estúdio dos seus sonhos. E a melhor ideia que veio à cabeça para levantar os fundos necessários foi organizar um festival, um grande evento musical, reunindo os melhores artistas do momento. Olhar Em Pauta: festival Woodstock completa 50 anos Woodstock foi escolhido como local uma vez que vários músicos, incluindo Bob Dylan e Jimi Hendrix, tinham casas na cidade. Dylan, que tinha aversão ao movimento hippie, se recusou, no entanto, a participar do evento. Já Jimi Hendrix escreveu uma das páginas mais bonitas do festival. Perdas perto de US$ 10 milhões A recém-formada empresa Woodstock Ventures Inc., criada pelos quatro rapazes, enfrentou a resistência de vários municípios – Woodstock em primeiro lugar. As autoridades não queriam saber de recepcionar 50 mil "beatniks" cabeludos em suas ruas pacatas. Por US$ 50.000, os organizadores conseguiram alugar 250 hectares de campos de alfafa pertencentes a um fazendeiro chamado Max Yasgur, na localidade de Bethel, uma aldeia agrícola não muito distante de Woodstock. Eles adicionaram uma reserva de US$ 75.000, depositados para a restauração das instalações após o festival. "Estávamos esperando promover o festival e arrecadar os lucros, mas o que aconteceu na sequência foi a desventura de uma vida", admitiu no ano passado Joel Rosenman à revista especializada em música Classic Rock. "Dizer que Woodstock foi um poço sem fundo é uma maneira leve de ver as coisas, porque se adicionarmos todas as dívidas com a evolução da inflação, os prejuízos foram próximos dos US$ 10 milhões", confiou o ex-organizador. Festival de Woodstock em agosto de 1969 The Museum at Bethel Woods/Reuters As perdas foram geradas, entre outros erros de planejamento, pelos cachês pagos aos artistas, acima do valor de mercado na época, a fim de garantir a presença deles no evento. Cada participante foi brindado com US$ 15.000 de cachê. Jimi Hendrix aceitou receber US$ 18.000, longe dos US$ 50.000 que tentou cobrar. Mas, à medida que a programação foi preenchida, formou-se o rombo colossal no caixa da Woodstock Ventures Inc. Chuva torrencial O festival, que manteve o nome de Woodstock, embora não tenha ocorrido na localidade, reuniu Hendrix, The Who, Janis Joplin, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Santana, Jefferson Airplane, Joe Cocker, Joan Baez, entre outros. Todos se apresentaram sob uma chuva torrencial que logo transformou os campos em uma enorme piscina de lama, como se fosse um sinal de alerta do pântano financeiro que tragaria seus organizadores nos anos seguintes. Após a impressão do cartaz que prometia "Três dias de música e paz", era hora de pensar na logística do evento. Montar o palco, alugar as grades para delimitar as áreas de acesso, criar os pontos de venda de ingressos, instalar sanitários, camarins para os artistas… Foto de agosto de 1969 mostra participantes do Festival de Woodstock em Nova York Associated Press Um conjunto de despesas que não foram devidamente planejadas. Uma semana antes da abertura, as equipes que trabalham na montagem das instalações avisaram que o palco não ficaria pronto a tempo. Os organizadores cometem, então, a maior loucura: decidem que o festival será gratuito. Os 50.000 participantes iniciais se transformaram em meio milhão de espectadores. Onze anos para pagar as dívidas No dia 19 de agosto de 1969, menos de 24 horas após a apresentação memorável de Hendrix no encerramento da programação, Michael Lang recebeu um telefonema irado do banco que havia financiado a maior parte do empreendimento. Os quatro sócios não dão o braço a torcer e tentam uma última cartada para reembolsar o empréstimo. Na corrida caótica dos preparativos, Artie Kornfeld havia feito um acordo de última hora com o estúdio Warner Bros, que filmou o festival em forma de documentário. Menos de 48 horas antes do início do evento, as filmagens foram confiadas ao cineasta Michael Wadleigh, que montou uma equipe com a participação de um jovem calouro da Escola de Cinema de Nova York, um certo Martin Scorcese. O filme “Woodstock” acabou vencendo o Oscar e se tornou um dos filmes mais lucrativos de sua categoria, especialmente para a Warner Bros. Enforcados pelas dívidas, os sócios da Woodstock Ventures Inc. vendem os direitos do documentário ao estúdio de Hollywood por US$ 100.000. Dez anos depois, a Warner já havia embolsado US$ 500 milhões com a exploração do filme e do álbum de vinil triplo, segundo estimativas da revista Rolling Stone. Por outro lado, a Woodstock Ventures Inc. apenas conseguiu se livrar de suas dívidas colossais a partir de 1980, onze anos após o festival! Michael Lang, produtor do festival Woodstock, durante mostra que celebra os 50 anos do evento em Nova York REUTERS/Alicia Powell Ressuscitando a lenda "Eu não sei se você já esteve envolvido em um projeto de capital de risco – eles são sempre excitantes. Eu diria que o fator estresse foi divertido, e o projeto gratificante para trabalhar. Ele assumiu um significado quase religioso", disse Joel Rosenman em 1994 ao jornal "Washington Post". Em seu livro de memórias intitulado The Road to Woodstock, Michael Lang diz que "Woodstock não deveria ser visto como uma mina de ouro que aparece depois de um arco-íris, mas como um arco-íris em si". Arruinada e tendo finalmente liquidado suas dívidas, a Woodstock Ventures Inc. tenta, desde então, explorar o legado do legendário festival, uma vez que ainda detém a propriedade intelectual do nome, assim como o famoso logotipo da pomba empoleirado no braço de uma guitarra. A cada aniversário, eles tentam repetir o feito do mega festival de 1969, com mais ou menos sucesso, como evidenciado pelo recente cancelamento do 50° aniversário. Em 1994, por ocasião dos 25 anos de Woodstock, foi realizado um primeiro concerto em oposição total à aventura original, financiado principalmente por multinacionais. Mais do que a música ao vivo, hoje o merchandising constitui o produto financeiro mais rentável para os idealizadores de Woodstock, com camisetas, toalhas de praia e bonés impressos com o logotipo do festival. Neste 50° aniversário da grande festa hippie foi lançada a maconha da marca Woodstock, à venda nos estados norte-americanos que permitem o consumo recreativo da droga. Veja Mais

Anitta diz que fará show antológico no Rock in Rio 2019

G1 Pop & Arte Cantora se apresenta no dia 5 de outubro, no Palco Mundo. Anitta vai visitar a Cidade do Rock antes de estrear no Rock in Rio no Brasil O "RJ2" acompanhou uma visita especial à Cidade do Rock e conversou com a cantora Anitta, uma das atrações do Palco Mundo no festival. Ela falou da expectativa de se apresentar pela primeira vez no Rock in Rio do Rio de Janeiro. "Vai ser a primeira vez minha fazendo show aqui. Vou fazer um show bem antológico, que fala muito sobre a minha vida e a minha carreira. Eu já vim uma vez, tentei curtir o show e não consegui. Era muita gente a cada cinco segundos, muita gente pedindo foto e eu vi que não ia dar para assistir e fui pra casa, era o show da Beyoncé", conta ela. Anitta sobe ao palco no dia 5 de outubro, mesmo dia que H.E.R., Pink e Black Eyed Peas se apresentam. "Os funks serão os grandes momentos, os auges. Alegria ou revolta, mas revolta eu também estou preparada", revela. Veja Mais

Grupo armado invade gravação de clipe de rapper francês e fere equipe com tiros e socos

G1 Pop & Arte Cerca de 15 pessoas participaram do ataque, que ocorreu pouco antes da meia-noite de terça-feira (20). Booba é conhecido por polêmicas e não estava no local. O rapper francês Booba Divulgação/Facebook do artista Um grupo com armas de fogo e tacos de beisebol feriu várias pessoas durante as filmagens de um videoclipe do polêmico rapper francês Booba. Cerca de 15 pessoas participaram do ataque, que ocorreu pouco antes da meia-noite de terça-feira (20), no subúrbio parisiense de Aulnay-sous-Bois. Um homem foi atingido com um tiro na coxa, mas não corre risco de morte.   Além deste, várias outras pessoas ficaram feridas, como o diretor do clipe, Chris Macari, e um técnico que foram espancados. As filmagens aconteciam em uma zona industrial da cidade e Booba, de 42 anos, não estava no local no momento do ataque. O músico é um dos maiores astros do rap na França. O Ministério Público de Bobigny abriu uma investigação para apurar o incidente, pelo qual ninguém foi preso até o momento. Na véspera, o cantor esteve nas gravações ocorridas em Nanterre, para o clipe de “Glaive”. Na música, ele insulta o rapper belga Damso, com quem tem divergências. Confronto no aeroporto Booba – que vive em Miami – já havia se envolvido em um caso policial no ano passado, quando protagonizou um escândalo com outro rapper, Kaaris, de 39 anos, seu maior concorrente. Os dois brigaram a socos no aeroporto parisiense de Orly e tiveram de passar três semanas na prisão, além de pagar uma multa de € 500 mil cada. Booba e Kaaris marcaram então um encontro na Suíça para um combate de MMA, para resolver suas diferenças. Mas as autoridades suíças anunciaram nesta semana que retiraram a autorização inicialmente concedida para a realização do confronto. Kaaris, de origem marfinense, prometeu que beberia o sangue de seu rival, ao que Booba respondeu: "Vou te matar a golpes". Atividades diversificadas A exemplo do americano Jay-Z, Booba diversificou as atividades e abriu a grife de roupas Unkut, uma marca de whisky e outra de perfume, nas quais exibe o visual musculoso e tatuado. Desde 2002, Elie Yaffa – seu verdadeiro nome – já lançou nove álbuns e vendeu mais de 2 milhões de discos, apesar das letras conhecidas pela violência e a misoginia. Veja Mais

Demi Lovato vai atuar em 'Eurovision', seu primeiro filme em 10 anos

G1 Pop & Arte Cantora vai estrelar comédia musical da Netflix com Will Ferrell. Roteiro é sobre concorrente islandês no famoso show de calouros. Demi Lovato Reprodução/Instagram Demi Lovato vai se juntar a Will Ferrell na comédia musical “Eurovision” para a Netflix. Esse será o primeiro filme da cantora em 10 anos. Sua última aparição nas telas foi em “Camp Rock 2: The Final Jam”, lançado em 2010. Em "Eurovision", Demi Lovato será Katiana, uma das melhores e mais angelicais cantoras de toda a Islândia. Demi vai se juntar a Ferrell e Rachel McAdams, que farão os aspirantes a músicos islandeses Lars e Sigrit Ericksdottir. Ferrell confirmou a notícia em um vídeo em que aproveitou para parabenizar Lovato, que completou 27 anos na terça-feira (20). Initial plugin text "Eurovision" conta a história de Lars e Sigrit. Os dois que têm uma oportunidade única de representar seu país e lutar por um sonho na maior competição musical do mundo. O longa se inspira em uma competição musical real, que recentemente atingiu sua 64ª edição em Israel e contu com a polêmica apresentação de Madonna. Veja Mais

'Brinquedo Assassino' volta aos cinemas apostando em Chucky robótico e menos assustador

G1 Pop & Arte Veja diferenças entre remake do filme de terror, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (22), e o original lançado em 1988. Mark Hamill é elogiado ao dar voz ao boneco. Sai o boneco aterrorizante surgido em 1988, entra um robô muito menos assustador. O Chucky do novo "Brinquedo Assassino", que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22), é tecnológico e nada supernatural: No original, a alma de um assassino em série era transferida para o famoso brinquedinho Agora, ele é apenas um boneco com defeito que fere e mata por querer proteger seu dono Trailer de "Brinquedo assassino" Mark Hamill dá voz ao brinquedo e passou ileso pelas críticas. Após dublar o Coringa de "Batman: The Animated Series", o Luke Skywalker da franquia "Star Wars" é elogiado de novo. Para a revista "Rolling Stone", o ator "manda bem em cada segundo de humor e malícia" do personagem. Assista ao trailer de 'Brinquedo Assassino', de 1988 Levando em conta que este é o oitavo filme da franquia, era de se esperar essa tentativa de dar uma atualizada na história. Os produtores são os mesmos do retorno de "It - A Coisa". Mas abandonar a premissa absurda dos primeiros filmes acaba sendo uma manobra arriscada. "É um remake sem alma", resumiu o jornal "The New York Times". Chucky antes não tinha razão para cair matando: era um assassino na carcaça de um brinquedo. Agora, tudo parece mais previsível, certinho. "Brinquedo Assassino" virou uma metáfora sobre o perigo da inteligência artificial. E os críticos não gostaram desse terror atualizado. O jornal "The Guardian" definiu o filme como "entretenimento de muito mau gosto". A revista "Entertainment Weekly" apostou que o fã de terror que for ao cinema vai rir mais do que levar sustos. O elenco tem Aubrey Plaza ("Legion") e Gabriel Bateman ("Quando as Luzes se Apagam"). O diretor é Lars Klevberg ("Morte Instantânea") e o roteiro é de Tyler Burton Smith ("Kung Fury 2"). Cena do 'Brinquedo Assassino' de 1988 Divulgação Veja Mais

Melim lança inédito single autoral, 'Gelo', propício a derreter nas playlists

G1 Pop & Arte Em cena desde 2015, o trio fluminense Melim apresenta single inédito, Gelo, um ano após lançar o primeiro álbum de estúdio, Melim (2018). Insossa, a composição é parceria dos irmãos niteroienses Diogo Melim, Gabriela Melim e Rodrigo Melim com Jhama e Nano Amorim. Música e letra têm tão baixo poder de sedução – mesmo para os padrões rasos do pop industrializado produzido correntemente no mercado – que o clipe filmado no Chile, sob direção de Thiago Calviño, chama mais atenção. Embora seja a rigor corriqueiro, o clipe de Gelo tem o diferencial de ter sido gravado em cenário natural decorado pela neve chilena. Em qualquer clima, tudo indica que Gelo – a canção arremessada nas plataformas na terça-feira, 20 de agosto, simultaneamente com o clipe – logo vai derreter nas playlists... Capa do single 'Gelo', do trio Melim Divulgação Veja Mais

'Matrix 4' é confirmado e terá Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss, diz revista

G1 Pop & Arte Lana Wachowski vai escrever, produzir e dirigir quarto filme da franquia. O ator Keanu Reeves, de 'Matrix', visita SP para discutir gravação de série Erik Teixeira/Raw Image/Estadão Conteúdo O filme "Matrix 4" foi confirmado nesta terça (20) com Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss nos papéis de Neo e Trinity, segundo a Variety. Lana Wachowski, criadora da história com a irmã Lily Wachowski, está escalada para escrever, produzir e dirigir o filme. "Não poderíamos estar mais animados com a volta de 'Matrix' com Lana", disse Toby Emmerich, diretor do grupo Warner Bros. Pictures. "Lana é uma verdadeira visionária - uma diretora criativa e original - e estamos muito animados de dizer que ela está escrevendo, dirigindo e produzindo este novo capítulo do universo de 'Matrix'", afirmou Emmerich. A companhia vai produzir e distribuir o filme globalmente. Veja Mais

Pink fatura US$ 397,3 milhões ao longo da turnê 'Beautiful Trauma'

G1 Pop & Arte De acordo com os dados da Billboard Boxscore, turnê entrou para a lista das dez com as maiores bilheterias da história. Cantra Pink ganha estrela na "Calçada da Fama", em Los Angeles REUTERS/Mike Blake A turnê "Beautiful Trauma" rendeu para a cantora Pink US$ 397,3 milhões (cerca de R$ 1,60 bilhão) e vendeu mais de três milhões de ingressos ao longo de quase dois anos. Os dados são da Billboard Boxscore. Com esses números, Pink assumiu a décima posição na lista de turnês com maiores bilheterias da história do ranking. A cantora também assumiu o posto de segunda melhor bilheteria de uma artista feminina, ficando atrás apenas de Madonna, que ao longo da turnê "Sticky & Sweet" (2008-2009), somou US$ 408 milhões (R$ 1,64 bilhão). Pink anunciou que sairia em turnê em outubro de 2017. No mesmo mês, também lançou o disco que deu nome para a série de shows. O álbum também se saiu muito bem e estreou no topo da lista da Billboard 200. Ao todo, foram 156 apresentações. A cantora ainda trará o show de "Beautiful Trauma" para o Brasil, no dia 5 de outubro, quando se apresenta no Rock in Rio. Veja programação completa do festival. A artista já está com novo projeto. Em abril, ela lançou "Hurts 2B Human", álbum que mostra ser várias cantoras em uma, sem mostrar uma identidade própria. Pink repete parceria e fórmula em 'Walk me home', mas fica longe de suas baladas mais inte Veja Mais

Katia B arquiteta para 2020 álbum com músicas do compositor Antonio Saraiva

G1 Pop & Arte Single 'Samsara' antecipa sonoridade do disco que será produzido pelo britânico David Brinkworth. Embora Katia B tenha conhecido Antonio Saraiva ainda na década de 1980, a cantora carioca e o compositor começaram a cruzar os caminhos profissionais somente nestes presentes anos 2010. No quarto álbum solo da artista, Pra mim você é lindo (2012), Katia B gravou valsa de Saraiva, Sem história, com a participação do compositor carioca. Sete anos após a edição deste disco, Katia B arquiteta álbum somente com composições de Saraiva. Em princípio, o repertório será composto por 12 músicas feitas especialmente para o disco. Parceiros na vida, cantora e compositor convidaram o inglês – residente no Brasil – David Brinkworth para orquestrar a produção musical do disco ao lado do próprio Saraiva. Juntos, eles formaram o trio Winter Flowers. É esse grupo que assina a produção de Samsara, single que Katia B lança na quinta-feira, 22 de agosto. A música é de autoria de Antonio Saraiva, que toca diversos instrumentos (piano, baixo, guitarra, violão de 12 cordas e flauta) na gravação, mas, em princípio, estará ausente do álbum que Katia B planeja lançar em 2020. De todo modo, Samsara antecipa a sonoridade do álbum. Veja Mais

'Criança Esperança 2019' tem Sandy & Junior, Ivete Sangalo e Tony Ramos; FOTOS

G1 Pop & Arte 34ª edição da campanha conta com uma rede de 31 mobilizadores, entre atores, cantores, influenciadores digitais e jornalistas. Sandy e Junior cantam no 'Criança Esperança 2019' Paulo Belote/Globo O "Criança Esperança 2019" acontece nesta segunda-feira (19) com a participação de atores, cantores, jornalistas e influenciadores digitais como Tony Ramos, Erika Januza, Thaynara OG e Caco Barcelos. A 34ª edição da campanha vai ser apresentada por Leandra Leal, Dira Paes, Fernanda Gentil, Flavio Canto e Jonathan Azevedo. Entre as atrações estão Sandy & Junior, Anitta, Ivete Sangalo, Marília Mendonça, Lulu Santos, entre outros. Desde junho, 31 mobilizadores da campanha vêm visitando as 91 instituições beneficiadas nas cinco regiões do Brasil. O "Criança Esperança" é uma parceria entre a Globo e a Unesco e já beneficiou mais de 4 milhões de crianças e jovens. As doações por telefone poderão ser realizadas através dos números 0500 2019 007 (R$7); 0500 2019 020 (R$20) e 0500 2019 040 (R$40). Também é possível doar qualquer valor, a partir de R$ 1, pelo site. Veja mais fotos do show do 'Criança Esperança': Ivete Sangalo canta no 'Criança Esperança 2019' Paulo Belote/Globo Caco Barcellos, Thaynara OG, Jeniffer Nascimento, Erika Januza, Paola Antonini, Ailton Graça, Fernando Fernandes, Astrid Fontenelle, Ariel Goldenberg, Fabrício Boliveira e Tony Ramos se preparam para participação no 'Criança Esperança 2019' João Miguel Júnior/Globo Fabrício Boliveira, Erika Januza, Aílton Graça, Jonatan Azevedo, Tia Má, Jeniffer Nascimento, Camila Pitanga e Kenia Maria se preparam para participar do 'Criança Esperança 2019 João Miguel Júnior/Globo Tatá Werneck e Letícia Colin se preparam para o 'Criança Esperança 2019' Estevam Avellar/Globo Ingrid Guimarães e Fernanda Torres vão participar do 'Criança Esperança 2019' João Miguel Júnior/Globo Silvero Pereira, Fernando Fernandes e Tony Ramos vão participar do 'Criança Esperança 2019' João Miguel Júnior/Globo Veja Mais

Zeca Baleiro apresenta 'Sete vidas', primeiro single do segundo volume do álbum 'O amor no caos'

G1 Pop & Arte Cantor adianta que a sequência do disco terá repertório 'menos pop e mais emocionado'. Zeca Baleiro ainda está aprontando o segundo volume do álbum O amor no caos, previsto para ser lançado ainda neste ano de 2019. Enquanto finaliza o disco, o artista maranhense já apresenta na sexta-feira da próxima semana, 30 de agosto, o primeiro single deste segundo volume, Sete vidas. Composição inédita assinada somente por Baleiro, Sete vidas é balada introspectiva, gravada com os toques serenos do piano e rhodes de Adriano Magoo, do baixo de Fernando Nunes e do violão e guitarra a cargo do próprio Baleiro. Capa do single 'Sete vidas', de Zeca Baleiro Divulgação "O volume 1 tem canções mais supostamente radiofônicas. O segundo é bem diferente – mais acústico, menos pop e mais emocionado", compara o cantor e compositor, ao anunciar a sequência do álbum. O álbum O amor no caos – Volume 1 foi lançado em maio pelo mesmo selo do artista, Saravá Discos, que irá editar o segundo volume. Veja Mais

Marcia Castro quer reavivar 'axé music' em álbum produzido por Letieres Leite e Lucas Santtana

G1 Pop & Arte A ideia é gravar repertório inédito, de compositores como Silva e Carlinhos Brown, com ênfase na percussão. A Bahia vive outra era de efervescência musical com a banda BaianaSystem à frente do movimento de renovação. Fora de sintonia com essa ebulição, o som projetado nos anos 1980 e 1990 como o cartão-postal musical do estado – o som afro-pop-baiano-caribenho rotulado como axé music – amarga período de baixa produtividade e visibilidade zero. Com a intenção de reavivar o clima original desse afro-pop de natureza percussiva, a cantora Marcia Castro – nascida em Salvador (BA), epicentro do estouro do gênero – grava álbum intitulado Axé sob a direção artística de Marcus Preto. A intenção é apresentar repertório inédito com a embalagem clássica do gênero. Em bom português, com voz e percussão em primeiro plano. O toque de originalidade fica por conta da arregimentação de dois baianos projetados em contextos musicais distintos para assinarem juntos a produção musical do disco gravado na cidade de São Paulo (SP) a partir deste mês de agosto de 2019. Letieres Leite (maestro e mentor da exuberante e inovadora Orkestra Rumpilezz) e Lucas Santtana (cantor e compositor de som cosmopolita) se dividem na produção musical do álbum Axé, o quinto de Marcia Castro. O repertório inclui músicas como Bolero lero (de Russo Passapusso e Seko Bass, integrantes da BaianaSystem), Coladinha em mim (Fábio Alcântara, Marcelo Flores e Marcia Castro), Holograma (Tiago Simões) e Namorar no mar (Pedro Pondé), entre composições de Silva e Teago Oliveira. Carlinhos Brown também estará presente com música inédita no repertório do disco, simbolizando a era áurea da axé music. A propósito, estão previstas as participações no álbum de três artistas associados ao gênero. A ideia do álbum Axé é boa e, se bem formatada em estúdio, poderá revigorar a discografia de Marcia Castro, (boa) cantora que vem de dois álbuns artificiais, Das coisas que surgem (2014) e Treta (2017), ambos recebidos sem o entusiasmo direcionado ao álbum, Pecadinho (2007), que projetou nacionalmente a artista há 12 anos. Veja Mais

'Bons Meninos' lidera bilheteria de fim de semana dos cinemas nos EUA e soma US$21 milhões

G1 Pop & Arte Filme supera 'Velozes e furiosos' na bilheteria norte-americana e surpreende, tendo a melhor estreia para comédia do ano. "Bons Meninos" estreia nos EUA e lidera bilheteria Reprodução/Instagram Os Meninos do Saco de Feijão, apelido dado pelo trio de melhores amigos a eles mesmos no filme "Bons Meninos", do estúdio Universal, estão conquistando muito mais do que o sexto ano na escola. Eles também estão liderando a bilheteria nos EUA, tendo superado as expectativas e arrecadado US$21 milhões (R$ 84 milhões) no fim de semana de estreia. "Bons Meninos" ("Good Boys" no título original), exibido em 3.204 cinemas nos EUA, é uma vitória importante para uma comédia original, gênero que tem sofrido nas bilheterias ultimamente. O filme produzido por Seth Rogen e Evan Goldberg é a primeira comédia com classificação R (Restrita - quando menores de 17 anos precisam estar acompanhados de adulto) a ficar em primeiro lugar na estreia em três anos (desde "A Chefa", em 2016). O longa também foi a melhor estreia para comédias deste ano. A estreia do filme no resto do mundo teve uma bilheteria de US$2,1 milhões (R$ 8,4 milhões), levando o valor global a US$ 23,1 milhões (R$ 92,5 milhões). Com dobradinha no ranking, a Universal também levou o segundo lugar neste fim de semana, com "Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw". Antes líder, o filme levou US$14,1 milhões (R$ 56,4 milhões) de bilheteria em sua terceira semana, somando US$133 milhões (R$ 532 milhões) em arrecadação doméstica total com o filme até agora. Veja Mais

AO VIVO: Quarta noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Quarta noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

Maurício Manieri banca o crooner em disco com 'covers' de hits românticos internacionais

G1 Pop & Arte Sucessos de Air Supply, Barry Manilow, Commodores e Phil Collins figuram no repertório do álbum 'Classics' Cantor e compositor paulista que alcançou sucesso nacional no fim dos anos 1990, com diluição pop brazuca da soul music norte-americana, Maurício Manieri iniciou em 2017 um projeto intitulado Classics. Trata-se de trabalho voltado para regravações de sucessos românticos internacionais lançados sobretudo nas décadas de 1970 e 1980. No exterior, fórmula similar ajudou a revitalizar a carreira fonográfica de Rod Stewart nos anos 2000 – no caso do cantor escocês, com abordagens de standards da canção norte-americana – e foi seguida com menor repercussão por nomes como Barry Manilow. Após render show de Manieri que percorre cidades do Brasil desde 2018, o projeto gera álbum também intitulado Classics e lançado na sexta-feira, 16 de agosto. Capa do álbum 'Classics', de Maurício Manieri Divulgação / ONErpm Pela foto de Manieri exposta na capa do disco, dá para perceber que o cantor investe na imagem classuda e clichê do crooner, tal como Rod Stewart. Já as dez gravações do disco mostram que o cantor se limita a fazer covers sem identidade de baladas adocicadas, com interpretações e arranjos clonados das gravações originais de artistas como o já mencionado Barry Manilow – de quem Manieri revive o sucesso Mandy (Scott English e Richard Kerr, 1971), regravado em 1974 pelo cantor norte-americano – e Phil Collins, de cujo repertório autoral o crooner paulista escolheu a balada Against all odds (Take a look at me now), hit mundial em 1984. A seleção do álbum Classics inclui hits de Lionel Richie – Easy, balada lançada por Richie em 1977, ainda como integrante do grupo Commodores – e Air Supply, duo australiano de quem Manieri rebobina All out of love (Clive Davis e Graham Russell, 1980). Veja Mais

AO VIVO: Terceira noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Terceira noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

Ana Costa e Zélia Duncan contam com Alcione e Daniela Mercury em disco feminista

G1 Pop & Arte Elenco do álbum autoral das artistas também inclui Fabiana Cozza, Joyce Moreno e Teresa Cristina. Cantora engajada que vem se fazendo ouvir na luta pelos direitos da população LGBTQIA+, Daniela Mercury figura no time de convidados do disco arquitetado por Ana Costa e Zélia Duncan com viés feminista. Inteiramente feminino, o elenco do projeto é estelar. Além de Daniela Mercury e das idealizadoras do disco, parceiras na composição do inédito repertório autoral que inclui o samba Não é não, o álbum reúne as vozes ativas de Alcione, Áurea Martins, Fabiana Cozza, Joyce Moreno, Mônica Salmaso e Teresa Cristina. Todas aderiram felizes a esse disco de caráter ideológico e já em fase de gravação, com lançamento previsto para o fim deste ano de 2019. A militância de Zélia Duncan, aliás, também dá o tom do atual show da artista, Tudo é um, baseado no álbum homônimo de espírito folk lançado em 31 de maio. Veja Mais

Semana Pop #51 - Férias do BTS, cantora acusada de assédio e fim do casal Miliam

G1 Pop & Arte Programa fala ainda sobre caso de A$AP Rocky e hino de Anitta, Cardi B e Mr. Catra. Entenda assuntos em alta no entretenimento em poucos minutos. O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas - inclusive no G1, no GloboEsporte.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel. Arte G1 Veja Mais

Bolsonaro diz que não vai financiar produções com temas LGBT; conheça séries citadas

G1 Pop & Arte G1 conversou com diretores e produtores sobre 'Afronte', 'Transversais' e 'O sexo reverso', mencionadas pelo presidente em transmissão no Facebook. Cena do curta-metragem 'Afronte' Divulgação O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (15) que não vai permitir que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) libere verbas para algumas produções com temas LGBT que tentaram captar recursos. O G1 ouviu diretores e produtores de três das quatro produções citadas pelo presidente. Veja abaixo. As quatro obras citadas por ele participaram de um edital realizado pela Ancine, pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). "Afronte", "Transversais", "Religare Queer" e "O sexo reverso" são projetos de séries que foram anunciadas em março como parte de uma seleção preliminar do processo. "Fomos garimpar na Ancine, filmes que estavam já prontos para ser captado recursos no mercado", afirmou o presidente em transmissão no Facebook. O edital do qual as produções participavam investiria diretamente nelas. "É um dinheiro jogado fora. Não tem cabimento fazer um filme com esse tema." 'Transversais' "Um chama 'Transversais'. Olha o tema: 'Sonhos e realizações de cinco pessoas transgêneros que moram no Ceará'. O filme é isso daqui, conseguimos abortar essa missão", afirmou Bolsonaro. O diretor e roteirista da série, Émerson Maranhão, conta ao G1 que a produção foi inscrita no edital na categoria diversidade de gênero. Ela será um documentário em cinco episódios, baseado no curta-metragem "Aqueles dois", de 2018. "Na prática são cinco documentários. Cada capítulo vai contar a história de uma pessoa, de diversas origens sociais", afirma. "A ideia é mostrar que há diversidade dentro da diversidade". Mesmo sem a aprovação do governo, ele diz que ainda planeja realizar a série, apesar de ainda não saber como. Cena de 'Aqueles dois' Divulgação 'Afronte' "'Afronte'. 'Mostrando a realidade vivida por negros homessexuais no Distrito Federal'", leu Bolsonaro. "Eu não entendi nada. Olha, a vida particular de quem quer que seja ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer um filme sobre isso, confesso que não dá para entender. Então mais um filme que foi pro saco aí." Um dos diretores da série, Bruno Victor, conta que a produção tem uma história parecida com a de "Transversais". Além de ter sido inscrita na mesma categoria, também é baseada em um curta realizado anteriormente. Neste caso, o trabalho de conclusão de curso de Victor com Marcus Azevedo. Ao longo de cinco episódios, a série, que mistura documentário com ficção, vai contar a rotina de pessoas LGBT no Distrito Federal. Serão histórias que podem ser baseadas em fatos, com relatos reais. "Nós trabalhamos com um método de pesquisa juntos aos personagens, onde não trabalhamos só com depoimentos. Às vezes pegamos essas histórias reais e ficcionamos", conta Victor ao G1. 'O sexo reverso' "Outro filme aqui. 'Sexo reverso'. 'Bárbara é questionada pelos índios sobre sexo grupal, sexo oral e sobre certas posições sexuais'", afirmou o presidente. "É o enredo do filme. Com dinheiro público. E outra, geralmente esses filmes não têm audiência. Não têm plateia. Têm meia dúzia ali. E o dinheiro é gasto. São milhões gastos." O produtor Maurício Macêdo diz ao G1 que a série é baseada na pesquisa da antropóloga Bárbara Arisi, que visitou a tribo dos Matis, no Amazonas. Lá, ela foi surpreendida ao participar de uma pesquisa dos próprios indígenas sobre as práticas sexuais dos brancos. Na série, a ideia é expandir essa experiência de troca de experiências. "Em um [capítulo], aprofundaríamos o debate sobre a curiosidade pelo sexo entre brancos. Em outro, a relação dos membros da tribo com produtos audiovisuais de cunho pornográfico, etc", conta. Segundo ele, a tribo seria envolvida diretamente na produção, tanto na equipe que filma, quando na que edita. "O último episódio seria com a tribo vendo e comentando os episódios anteriores e a experiência toda." 'Religare Queer' "O nome eu não sei pronunciar. 'Religare Queer'. O filme é sobre uma ex-freira lésbica. Ok? E daí, são vários episódios", disse o presidente. "Tem a ver com religiões tradicionalmente homofóbicas ou transfóbicas. Tudo tem a ver. Sexualidade LGBT com evangélicos, católicos, espíritas, testemunhas de Jeová, umbanda, budismo, candomblé, judaísmo, islamismo e Santo Daime." O G1 tentou contato com a produção da série, a Válvula Produções, mas não teve retorno. A empresa já produziu documentários sobre a quadrinista Laerte e sobre a cantora Linn da Quebrada. Veja Mais

Série 'Suits' faz piada sobre destino de Meghan Markle, sua ex-estrela

G1 Pop & Arte Meghan anunciou que deixaria a série americana pouco depois de ficar noiva, para se dedicar aos compromissos reais. Meghan Markle deixou a série 'Suits' antes de se tornar a duquesa de Sussex Divulgação Meghan Markle ficou famosa por interpretar a advogada Rachel Zane na trama exibida nos Estados Unidos, atuando desde o seu lançamento em 2011 até seu último episódio em 2018. O marido de Rachel, Mike Ross, interpretado por Patrick J. Adams, também saiu, mas voltou para um episódio da nova série e foi perguntado sobre como ela estava. Initial plugin text "Se eu te dissesse quão bem ela está, você provavelmente não acreditaria em mim", ele respondeu. A conta oficial do programa de TV no Twitter continuou a piada twittando: "Acontece que Rachel está indo MUITO bem". Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Na série, Mike e Rachel foram vistos se casando antes dos personagens se mudarem para Seattle. Adams estava entre as estrelas de Suits no casamento real em maio passado, quando Meghan se casou com o duque de Sussex no Castelo de Windsor. Meghan anunciou que deixaria a série americana pouco depois de ficar noiva, para se dedicar aos compromissos reais. Patrick J. Adams, ator que também participou da série Suits, e sua mulher Troian Bellisario Ian West/pool photo via AP Abigail Spencer, atriz de Suits, veste azul marinho e Priyanka Chopra, atriz de Bollywood Chris Jackson/AP Principe Harry e Meghan Markle deixam a igreja em Windsor, no Reino Unido, após casamento real Damir Sagolj/Reuters Veja Mais

Miley Cyrus lança balada triste 'Slide away' após separação de Liam Hemsworth

G1 Pop & Arte Letra fala sobre fim de um relacionamento. Cantora e ator confirmaram separação no último sábado (10). Liam Hemsworth e Miley Cyrus posam depois da cerimônia do Oscar 2019 Danny Moloshok/Reuters Miley Cyrus está triste no single "Slide away", lançado nesta sexta-feira (16). O motivo da sofrência na letra é o fim do amor. O motivo por trás da canção pode ser o mesmo. A cantora confirmou, neste sábado (10), o fim do casamento de oito meses com o ator Liam Hemsworth. "Era uma vez o paraíso/ Acordamos um dia, virou pó / Baby, nós fomos encontrados, mas agora estamos perdidos / Então é hora de deixar ir", ela canta. Em outro trecho, faz referência à idade que tinha quando conheceu o ex-marido. "Siga em frente, nós não temos 17 / Eu não sou quem eu costumava ser / Você diz que tudo mudou / Está certo, nós crescemos agora." Separação De acordo com nota enviada por um representante da cantora, "Liam e Miley concordaram em se separar neste momento. Sempre em evolução, mudando como parceiros e indivíduos, eles decidiram que isso é o melhor, enquanto ambos se concentram em si mesmos e suas carreiras." "Eles ainda são pais dedicados a todos os animais que compartilham, enquanto passam esse tempo separados. Por favor, respeitem seu processo e sua privacidade." A cantora de 26 anos e o ator de 29 estavam casados desde dezembro de 2018, mas tinham uma relação de 10 anos entre idas e vindas. Eles se conheceram durante as filmagens do longa "A Última Música", em 2009. Veja Mais

Alok e Romana Novais fazem chá revelação e descobrem sexo do bebê

G1 Pop & Arte DJ e a mulher serão papais de um menino. ‘Estamos muito felizes’, escreveu Romana no Instagram após o evento. Alok e Romana Novais fazem chá revelação e descobrem sexo do bebê Reprodução/Instagram Alok e Romana Novais serão papais de um menino. O casal descobriu o sexo do bebê durante um chá revelação, que aconteceu na noite desta quinta-feira (16). “My rainbow baby...it’s a boy (meu bebê arco-íris...é um menino)! Estamos muito felizes”, escreveu Romana nas redes sociais, citando o nome dado a um bebê gerado após a mulher sofrer um aborto. Em maio de 2018, Alok anunciou que a então namorada havia perdido o bebê. “A luz que surgiu trazendo o verdadeiro sentido das nossas vidas se foi”, escreveu o DJ na época. Romana explicou que o motivo "bebê arco-íris" deu o tom do chá revelação. “Trocamos o rosa e azul, escolhemos a cor do arco-iris, que representa nosso filho”. O responsável por chegar com as famosas bexigas usadas nesse tipo de evento foi Apollo, o cachorro do casal. Alok compartilhou um vídeo em que o casal aparece furando as bexigas e descobrindo o sexo do bebê. Apollo chega com bexigas para o chá revelação de Alok e Romana Novais Reprodução/Instagram Alok e Romana se casaram em janeiro de 2019 em uma cerimônia ao nascer do sol aos pés do Cristo Redentor, no Rio. O DJ anunciou que seria papai durante show no Tomorrowland da Bélgica, em julho. Initial plugin text Initial plugin text Veja Mais

Dwayne Johnson lidera lista de atores mais bem pagos

G1 Pop & Arte Ex-lutador, antes conhecido como The Rock, recebeu US$ 89,4 milhões entre junho de 2018 e junho de 2019, segundo a revista 'Forbes'. Chris Hemsworth e Robert Downey Jr. completam top 3. Dwayne Johnson em 'Arranha-céu: Coragem Sem Limite' Reprodução Dwayne Johnson, estrela das franquias "Jumanji" e "Velozes e Furiosos", encabeçou a lista anual de atores mais bem pagos do mundo, informou a revista "Forbes" nesta quarta-feira. Johnson, ex-lutador antes conhecido como The Rock, recebeu US$ 89,4 milhões entre junho de 2018 e junho de 2019, disse a publicação. Isso inclui seu salário e uma fatia dos lucros dos filmes, US$ 700 mil por episódio da série "Ballers", da HBO, e mais direitos autorais de sua linha de roupas, sapatos e fones de ouvido. Veja o top 10: Dwayne Johnson (US$89.4 milhões) Chris Hemsworth (US$ 76,4 milhões) Robert Downey Jr. (US$ 66 milhões) Akshay Kumar (US$ 65 milhões) Jackie Chan (US$ 58 milhões) Bradley Cooper (US$ 57 milhões) Adam Sandler (US$ 57 milhões) Chris Evans (US$ 43.5 milhões) Paul Rudd (US$ 41 milhões) Will Smith (US$ 35 milhões) Spin-off de "Velozes e Furiosos" estreia nos cinemas No ano passado, Johnson só ficou atrás de George Clooney, que lucrou com a venda de sua fabricante de tequila. Os dois seguintes da lista são dois astros de "Vingadores: Ultimato", o filme mais lucrativo da história. Chris Hemsworth, que interpretou Thor, recebeu US$ 76,4 milhões, e Robert Downey Jr., que encarnou o Homem de Ferro, US$ 66 milhões, disse a "Forbes". Semana Pop tem mulher mais bonita do mundo, Vingadores e cirurgia de Jojo Todynho Outros colegas de elenco, como Bradley Cooper, Chris Evans e Paul Rudd, também ficaram entre os 10 mais bem remunerados. Mas a maior parte dos ganhos de Cooper veio de "Nasce Uma Estrela", drama musical que dirigiu, produziu, coescreveu e estrelou ao lado de Lady Gaga – US$ 40 milhões dos 57 milhões de que recebeu vieram desse filme, segundo a revista. As cifras não contemplam as deduções de impostos nem as remunerações de agentes, empresários e advogados, detalhou a revista. Veja Mais

Fãs de Raul Seixas se reúnem no Centro de SP para passeata em homenagem a cantor morto há 30 anos

G1 Pop & Arte Concentração ocorre tradicionalmente em todo dia 21 de agosto em frente ao Theatro Municipal. Casal conta como confecciona bonecos do 'pai do rock nacional' morto em 1989. Morte de Raul Seixas completa 30 anos Fãs de Raul Seixas se reuniram na tarde desta quarta-feira (21) em frente ao Theatro Municipal, no Centro de São Paulo, para participarem de uma passeata em homenagem ao cantor morto há 30 anos na capital paulista. Raul mantém 'idolatria' após morte: 'fenômeno raríssimo', diz pesquisador Mauro Ferreira: Além da obra original, cantor deixou ideologia A concentração ocorre tradicionalmente em todo dia 21 de agosto, data da morte do ‘pai do rock nacional’. Raul morreu sozinho em 1989. Teve uma parada cardíaca decorrente de uma pancreatite aguda. Além disso, também lutava contra o alcoolismo e era diabético. A previsão é a de que a passeata saia do teatro em direção à Praça da Sé, por volta das 18h. O ato será encerrado lá, possivelmente com shows com as músicas do artista baiano. Fãs de Raul Seixas se concentram em frente ao Theatro Municipal para homenagear cantor morto há 30 anos Luciano Matioli/TV Globo Endereços de Raul em SP O cantor e compositor morou em pelo menos seis endereços na capital paulista entre os anos de 1981 a 1989: • Rua Rubi, Brooklin, Zona Sul; • Alameda Franca, Jardins, Centro; • Rua Itacema, Itaim Bibi, Zona Sul; • Rua Pombeva, Butantã, Zona Oeste; • Rua Coronel Palimércio de Rezende, Butantã, Zona Oeste; • Rua Frei Caneca, Centro. Fãs de Raul se preparam para tradicional passeata em homenagem ao cantor, morto há 30 anos Luciano Matioli/TV Globo Fã de Raul participa de homenagem ao artista no Centro de São Paulo Luciano Matioli/TV Globo Casal faz bonecos do cantor Entre os fãs de Raul estão Rosimeire Gonçalves e Aristeu de Lima do Prado. O casal é responsável por produzir os bonecos do cantor em tamanho real. As estátuas costumam estar presentes nas passeatas promovidas pelos ‘raulseixistas’, como os fanáticos fãs de Raul se definem. “Fui buscar ela no trabalho, sempre ia buscar, e acabei dando uma notícia desagradável na hora”, lembra Aristeu do dia em que soube pela TV que Raul foi encontrado morto no apartamento do Edifício Aliança, na Rua Frei Caneca, Centro da cidade. “Senti um vazio, tristeza bem grande”, se recorda Rosimeire da data da morte do ídolo. E foi justamente após a lacuna deixada pelo cantor no cenário do rock brasileiro que os dois tiveram a ideia de criar bonecos de isopor e resina de Raul. “Um jeito de dizer que ele continua vivo na obra que deixou”, diz o casal. Casal produz bonecos de Raul Seixas para manter viva a lembrança da obra do cantor Luciano Matioli/TV Globo Initial plugin text Veja Mais

Jonatta Doll & Os Garotos Solventes retratam a loucura de São Paulo com a lucidez do punk no corrosivo álbum 'Alienígena'

G1 Pop & Arte Ava Rocha e Clemente Magalhães participam do disco produzido por Fernando Catatau. Jonatta Doll já era um alienígena no universo pop cearense quando, em 2010, formou uma banda de protopunk em Fortaleza (CE), uma das mecas nacionais do forró eletrônico. Em 2019, esse Iggy Pop brazuca – um punk andrógino distante dos padrões sociais da normalidade – soa ainda mais fora da ordem no terceiro álbum de estúdio do grupo Jonatta Doll & Os Garotos Solventes. Justificadamente intitulado Alienígena, o disco chega ao mercado fonográfico nesta quarta-feira, 21 de agosto, pelo Selo Risco, com dez músicas escritas com inspiração na vivência de Doll na cidade de São Paulo (SP), onde o artista atravessou noite de inverno no Vale do Anhangabaú, visitou o fantasmagórico Edifício Joelma (devorado por incêndio em 1974) e travou contato com pessoas em tratamento de doenças psicossociais. Capa do álbum 'Alienígena', de Jonatta Doll & Os Garotos Solventes Yve de Oliveira Como se indicassem os roteiros de dez clipes, as letras repletas de imagens cinematográficas – como a do rock Edifício Joelma (Jonatta Doll e Edson Vagn Gogh) – traçam a inquietude desse alien de alma punk que não consegue ficar indiferente debaixo do céu de Sampa. Neste filme, há cenas noturnas de amor e sexo explícito como as retratadas nos versos de Baby (Jonatta Doll), faixa que evoca na introdução a atmosfera musical do grupos vocais dos anos 1960. Produzido por Fernando Catatau, guitarrista cearense que também migrou para São Paulo, o álbum Alienígena soa corrosivo já no hardcore punk que abre o álbum, Matou a mãe (Jonatta Doll), em cuja letra Doll traça o perfil do cidadão instigado a se sentir à vontade para "fazer piada de preto e gay" e a comprar revólver para "atirar num pobre no sinal". A sonoridade punk remete aos primórdios do gênero em contraste com a temática atual da letra, flash do Brasil extremista de 2019. Essa ponte que liga o som do passado às angústias do presente também é erguida em Volume morto (Jonatta Doll e Biagio Picorelli), punk rock gravado com a adesão vocal de Clemente Magalhães, ícone dos primórdios do punk paulista. "As Rebordosas estão caretas, com as calcinhas estampando a bandeira / Ontem puderam se vestir de nazista e desfilar pela Paulista", constatam Doll e Clemente, desolados com a deselegância já nada discreta de algumas minas de Sampa. Jonatta Doll & Os Garotos Solventes apresentam dez inéditas músicas autorais no terceiro álbum de estúdio Yve de Oliveira / Divulgação Música gravada com a voz de Ava Rocha e o sopro do trompete de Guizado, Trabalho trabalho trabalho (Jonatta Doll) reveste a sonoridade punk de aura psicodélica para traçar o roteiro de dia comum e entediante na vida de engravatado corretor imobiliário cuja sensibilidade vem sendo diluída no cotidiano opressivo. A psicodelia também dá tom de Vale do Anhangabaú (Jonatta Doll). "Sou um ruído que sempre sujou a imagem crua que você nunca mostrou", se perfila o alienígena punk em verso de Filtra-me (Jonatta Doll). Com arranjos que evidenciam as guitarras amplificadas por Edson Van Gogh, Léo Breedlove e o próprio Jonatta Doll, o álbum Alienígena exala energia e inconformismo já escassos na cena roqueira do Brasil. Esse vigor poético e instrumental atenua a irregularidade de repertório composto por (algumas) músicas em si medianas como Derby azul (Jonatta Doll & Os Garotos Solventes) – envolta nas cores da recorrente psicodelia do disco – e Vai vai (Jonatta Doll), faixa que evolui para o hardcore punk. Faixa iniciada no tom suave de balada, antes de ganhar a pressão do rock, Música de caps (Jonatta Doll) ativa alucinações que reiteram a paradoxal lucidez com que Jonatta Doll retrata a vida, louca vida da selva da cidade de São Paulo (SP) neste álbum conceitualmente coeso em que o Iggy Pop brazuca parece dizer o tempo todo que "louco é quem me diz / E não é feliz...". (Cotação: * * * *) Veja Mais

Raul Seixas tem audiência morna na era do streaming, mas mantém 'idolatria' 30 anos após morte

G1 Pop & Arte Cantor perde para Cazuza, Renato Russo e Chorão em números nos serviços de música. Mas mobilização dos fãs ainda hoje é 'fenômeno raríssimo' na cultura, diz pesquisador. A lápide discreta de Raul Seixas, em Salvador, ainda recebe dezenas de fãs saudosos todos os anos. Mas, trinta anos após sua morte, completados nesta quarta-feira (21), a obra do Maluco Beleza - pioneira no rock brasileiro - não desperta tanto interesse na era do streaming, quanto as de outros ícones do gênero no país. Há mais de 30 discos de Raul no Spotify (14 dos seus 15 álbuns de estúdio e uma série de compilações). Eles atraem pouco mais de 940 mil ouvintes mensais no Spotify: No YouTube, computando os últimos 12 meses, Raulzito sobe uma posição no mesmo ranking de roqueiros mortos: O número também é baixo se comparado ao de artistas da atual geração, influenciados pelo cantor, como Pitty (1,3 milhão) e Detonautas Roque Clube (1,1 milhão). “A garotada de hoje escuta música de uma maneira diferente. Mas, quando você para pra ouvir Raul, você realmente para pra ouvir. É um artista de obra, não de músicas circulando em playlists, que aumentam os números de streaming", avalia Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas. Ele acrescenta: “A música de Raul é hereditária, passada de pai para filho. Apesar de isso não se refletir nos números, reflete no dia a dia.” Esses pais e filhos formam um "fenômeno raríssimo" na música popular, na opinião do pesquisador Ricardo Cravo Albin, que foi amigo do cantor. Ele cita Raul como um dos artistas brasileiros com mais associações e fã-clubes criados em sua homenagem. Ele define: "É o que eu chamo de idolatria póstuma." "Poucos artistas no mundo tiveram o que Raul experimentou em termos de legado póstumo. No Brasil, nem mesmo os grandes mitos da era do rádio tiveram essa ardência da memória. São fãs absolutamente presentes e atentos, como eu nunca vi na música popular." A primeira associação de fãs de Raul foi fundada em 1981. O Raul Rock Club se autointitula como o primeiro fã-clube brasileiro a editar um LP: "Let me sing my rock' n' roll" (1985), com pérolas do acervo do cantor. 'Indignado e iconoclasta' Para Cravo Albin, um dos fatores que explicam a continuidade da adoração ao cantor é a "atualidade de seu comportamento, entre indignado e iconoclasta". "Os jovens da época absorveram isso, e passaram aos seus filhos." A postura e a trajetória de Raul também ajudaram a torná-lo mais lembrado hoje em pesquisas no Google. Ele ganha de Cazuza e do Charlie Brown Jr. Perde apenas para o Legião em número de buscas nos últimos cinco anos. No período, o pico de procura pelo nome dele foi em 2015, ano em que o cantor completaria 70 anos, e quando foi lançado “O baú do Raul – 25 anos sem Raul Seixas”. O álbum tem sucessos cantados por artistas como Tico Santa Cruz, Zeca Baleiro e Marcelo Nova. Vivi Seixas, filha do Raul Seixas, junto a fãs que se reuniram em frente ao Theatro Municipal para homenagear o cantor, em 2017 Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo Além dos álbuns de homenagens, Raul já foi lembrado no documentário “Raul - O início, o fim e o meio” (2012) e em mais de 30 biografias. “Nenhuma reproduz a verdadeira trajetória”, diz a filha do cantor, a DJ Vivi Seixas. Ela alfineta: “Todas [as biografias foram] escritas por pessoas bem intencionadas - ou não - , mas poucas com qualidade e veracidade.” Vivi ajuda a conservar o legado do pai através do próprio trabalho. Em 2013, lançou “Geração da luz - Clássicos de Raul Seixas metamorfoseados”, com remixes de canções dele. Para a DJ, Raul deixou registrado um jeito único de fazer música, impossível de copiar. “Não posso apontar nenhum artista que tenha conseguido exprimir o estilo e a qualidade da obra do meu pai.” Mesmo assim, sua influência acabou diluída pelo tempo no rock nacional, opina Santa Cruz. “As bandas que estão nascendo hoje estão expostas a uma diversidade musical maior. Os artistas mais novos são de uma geração que, talvez, tenha tido mais contato com os anos 90, alguns com os anos 80”, analisa o cantor. “Se aparecesse um artista hoje com uma influência mais próxima do Raul, poderia chamar a atenção do público.” Ele acrescenta que a obra do cantor o inspira, principalmente, na “abordagem filosófica”. “É um artista que está além da música. Está no comportamento, na visão do mundo.” Veja Mais

Da grande depressão à contracultura

G1 Pop & Arte Peter Fonda em 'Easy rider' Divulgação Dois filmes, duas viagens, dois retratos de uma América cujas complexidades mudam, de tempos em tempos, mas nunca terminam. O primeiro filme, de 1940, intitula-se “As vinhas da ira” e baseia-se no premiado romance homônimo de John Steinbeck, publicado em 1939, pouco antes de John Ford começar a rodá-lo. O segundo, de 1959, é “Sem destino” (no original, “Easy rider”) e tem roteiro original que assinala a chegada ao cinema de uma contracultura envolvente e transformadora. A viagem de “As vinhas da ira” é de uma família de trabalhadores da terra que, durante a grande depressão dos anos 30, mão de obra substituída pela modernidade dos tratores, parte de caminhão de Oklahoma para a Califórnia, em busca de casa, comida, trabalho e autoestima. A de “Sem destino” é de dois jovens contrabandistas de droga que saem de motocicletas de Los Angeles para Nova Orleans, tendo como meta chegar em tempo aos festejos do Mardi Gras. A memória desse filme, e a remissão ao de John Ford, nos chegam com a notícia da morte, dias atrás, de Peter Fonda (1940-2019), aqui homenageado. Foi ele o produtor, corroteirista – com Dennis Hopper (1936-2010) e Terry Southern (1924-1995) – e um dos três principais atores de “Sem destino”. Os outros dois são Jack Nicholson (nascido em 1937) e o mesmo Hopper, estreando então como diretor. Os dois motoqueiros, Fonda e Hopper, encontram em seu caminho um advogado alcoólatra, Nicholson, que não só se junta a eles como também vai atuar como consciência da contracultura que os dois viajantes representavam sem o saber. Agem todos como autênticos hippies, iguais aos que, menos de dois meses depois, estarão ao vivo em Woodstock. Os três fumam maconha e experimentam o ácido (segundo se soube depois, de verdade, mesmo, durante as filmagens, só a maconha). Muito no clima, a trilha sonora, selecionada por Hopper e o músico Roger McGuinn, autor de “Ballad of Easy Ryder”, é uma coletânea de bons rocks da época. “Sem destino” fez sucesso, como também fizeram, por outros motivos, “As vinhas da ira”, o livro e o filme. São duas obras que retratam dois momentos da vida americana, diferentes um do outro, mas cada qual importante em seu tempo. Dois fatos os aproximam a ponto de dividirem este espaço. Um, serem ambos sobre viagens –– e viagens malsucedidas. A família que segue de caminhão não encontrará na Califórnia o fim de seu drama. E a aventura dos motoqueiros acabará em tragédia. O outro fato é o ator principal de “As vinhas da ira” ser Henry Fonda (1905-1982), pai de Peter. Seja pelo romance de Steinbeck, seja pelo filme de Ford, Tom Joad ficou sendo um dos personagens mais eloquentes da ficção americana. Por sua vontade, sua esperança, sua falta de sorte, seu papel de vítima numa sociedade injusta. É por vê-lo de todas essas maneiras que, por exemplo, artistas do mundo pop o têm saudado com música. É de Woody Guthrie “The ballad of Tom Joad”. E de Bruce Springsteen, “The ghost of Tom Joad”. Vozes a chorar iniquidades de sua História. Tom Joad ganhou em Henry Fonda a vida que o cinema lhe devia. Grande ator em grande papel. Peter, que não era tão bom (nem sequer se aproximava do talento da irmã Jane), também se saiu bem como o motoqueiro hippie, o que já era na vida real. O que não impede de encerrarmos não com ele, Peter Fonda, o homenageado da vez, mas com o pai. Henry Fonda era ator da estatura dos personagens que representava, quando não maior. Há provas. Está preservada em DVD sua performance em “Clarence Darrow”, peça para um ator de David W. Rintels, dirigida em 1974 por John Houseman. Fonda está tão perfeito como o célebre advogado americano, liberal, idealista, corajoso, defensor de causas perdidas, que recebeu de crítico do “New York Times” o seguinte comentário: “Pode ser que Darrow não fosse exatamente como o Henry Fonda da peça. Mas, se não foi, deveria ter sido.” Veja Mais

'Bacurau' foi feito para que as pessoas voltem a conversar, diz Sônia Braga ao lançar filme em SP

G1 Pop & Arte Atriz repete parceria de 'Aquarius' com Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ela participou de evento nesta terça-feira (20). Sônia Braga está no elenco de 'Bacurau', que chega aos cinemas no dia 29 de agosto Edison Vara/Agência Pressphoto Com "Bacurau", filme sobre um pequeno povoado em Pernambuco ameaçado por caçadores misteriosos, Sônia Braga espera abrir um canal de diálogo no Brasil. A produção, vencedora do prêmio do júri no Festival de Cannes 2019, estreia no dia 29 de agosto. "Quando chegamos com 'Aquarius' depois de Cannes [festival], o Brasil estava completamente dividido", conta a atriz, em evento com a imprensa em São Paulo nesta terça-feira (20). Assista ao trailer do filme Bacurau "Bacurau vem para abrir uma discussão. Para que a gente volte a conversar. Para que a gente encontre um caminho. Rápido. Porque se não encontrar o mundo acaba em dez anos." O filme é a segunda colaboração dela com os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que atuou como diretor de arte de "Aquarius" (2016). Além da parceria com os cineastas, a atriz manteve uma relação próxima com os habitantes do povoado de Barras, no Rio Grande do Norte, onde o filme foi gravado. "Eu não queria só estar lá. Não queria fazer só um filme. Eu queria me entender também. Compreendi muito fazendo Domingas. E entender também, fazendo esse trabalho, esse Brasil." Cena de 'Bacurau' Divulgação Conflito e reflexões Para Mendonça, mesmo um filme que retrata um pequeno vilarejo cercado por forças invasoras desconhecidas não precisa necessariamente passar uma moral. "Nunca escrevi nada com a intenção de passar uma mensagem", conta o diretor. "Quando eu escrevo um filme eu não penso em passar uma mensagem. Meus filmes têm conflitos que se anulam." Como exemplo ele dá as armas da história, que servem para ameaçar, mas também para defender. "Por mim estariam todas no museu, como acontece no filme", diz o diretor. "Bacurau é cheio de reflexões sobre a vida do mundo, do Brasil, do nordeste. Da visão do Brasil no mundo e do nordeste no Brasil." Veja Mais

Romero Ferro junta Otto e Zezé Di Camargo & Luciano na ficha técnica do segundo álbum

G1 Pop & Arte Programado para 30 de agosto, disco tem faixa produzida por integrante do grupo Boogarins e dueto com Duda Beat. Música de Elias Muniz e Carlos Colla, lançada em 1993 na voz da cantora Jayne e propagada nacionalmente pela dupla sertaneja Zezé Di Camargo em gravação de 1994, Você vai ver ganha registro de Romero Ferro. O cantor e compositor pernambucano aborda Você vai ver com o que chama de "estética tropical" no segundo álbum, Ferro, programado para ser lançado em 30 de agosto. Idealizado para conectar os universos musicais do brega, do indie pop e da New Wave, o disco tem a participação de Otto na faixa Quando ele perguntar por mim, composição de autoria de Romero. Ao lado do rapper baiano Hiran e de Mel (cantora egressa da Banda Uó), o artista aborda Tolerância zero, parceria de Romero com Felipe Cordeiro e com Barro. Precedido em 2018 pelas edições dos singles autorais Pra te conquistar e Acabar a brincadeira, o álbum Ferro também tem a presença de Duda Beat, convidada e parceira do anfitrião em Corpo em brasa, outra faixa já previamente apresentada em single. Gravado sob direção artística do DJ e produtor Patrick Tor4, o álbum Ferro contabiliza 10 faixas. Nove foram formatadas por Leo. D, tecladista do grupo pernambucano Mundo Livre S/A. Uma foi produzida por Benke Ferraz, do grupo Boogarins. Veja Mais

Zizi Possi domina cena ao afinar teatro e música em denso espetáculo sobre estar 'doente de uma folia'

G1 Pop & Arte Cantora brilha ao dar voz a composições de Chico Buarque e Gilberto Gil em 'À flor da pele'. Denso espetáculo idealizado e roteirizado como monólogo teatral costurado por música, À flor da pele arranca de Zizi Possi um talento insuspeitado dessa grande cantora do Brasil. Ou talvez nem tão surpreendente assim quando se sabe que, antes de se firmar como cantora, Zizi estudou artes cênicas e chegou a atuar em musical intitulado Marilyn Miranda e encenado em Salvador (BA) em meados dos anos 1970. O fato é que, mais de 40 anos após essa juvenil incursão pelo universo teatral, a intérprete acerta o tom de texto confessional sobre a depressão, encenado sob a direção do irmão, José Possi Neto, consagrado diretor de teatro. Com entonações e inflexões precisas, Zizi harmoniza texto e música com a habitual afinação da voz cristalina, ainda em forma. A ponto de parecer que composições como o samba-canção Preciso aprender a só ser (Gilberto Gil, 1973) foram feitas para serem encaixadas no texto construído a partir de relatos da própria cantora, amalgamados por José Possi Neto com escritos de Eduardo Ruiz e até do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844 – 1900). Zizi Possi costura música e textos com precisão no espetáculo 'À flor da pele' Caio Galucci / Divulgação Estreado em 2017 pela cantora paulistana, o espetáculo À flor da pele está sendo reposto em cena neste mês de agosto de 2019 em miniturnê que estreou na cidade de São Paulo (SP) no último fim de semana e que vai passar por cidades como Maceió (AL). Na reestreia no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em 16 de agosto, À flor da pele se impôs como um dos grandes momentos da trajetória de Zizi Possi nos palcos, pela alta costura do texto com a música, pela beleza plástica da cenografia – marca de José Possi Neto como diretor de teatro – e pela densidade alcançada por Zizi na interpretação de canções como Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980) e O que será (À flor da pele) (Chico Buarque, 1976), abordadas no contexto teatral do espetáculo com os toques dos músicos Vinícius Gomes (no violão e na guitarra) e Guilherme Ribeiro (nos teclados e no acordeom). Ao dar voz intensa à letra da música que batiza o espetáculo, O que será (À flor da pele), a cantora sintetiza a dolorida viagem interior feita por quem sofre de depressão. O texto versa sobre "o que queima por dentro", os ardores que atiçam, os tremores que agitam. Zizi experimentou pela primeira vez a sensação de estar "doente de uma folia" em 11 de setembro de 2001, dia do ataque terrorista às torres gêmeas do World Trade Center em Manhattan, epicentro de Nova York (EUA). O relato de À flor da pele parte desse acontecimento que abalou a humanidade porque, a partir desse dia, o mundo de Zizi começou a cair como as torres sem que, de início, ela se desse conta da progressiva implosão que a fez imergir em espessa poeira existencial. Zizi Possi arrebata ao interpretar 'Se eu quiser falar com Deus' no espetáculo 'À flor da pele' Caio Galucci / Divulgação A força motriz do espetáculo reside na perfeita alquimia do roteiro. Enquanto narra a jornada para recuperar o ar e vir à tona (com a ajuda de remédios), Zizi expressa sentimentos tanto pelo texto quanto pelas letras de músicas como Morrer de amor (Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini, 1966) e Amanhece (Ana Carolina, 2017). Essas letras complementam o texto, potencializando a força de relato que, sem a música, talvez perdesse boa parte do teor emocional. E, para que isso aconteça, Zizi e José Possi submetem às canções ao tom do texto. As músicas quase sempre surgem fora das molduras convencionais dos shows. A cantora arrisca outros tons para Admito que perdi (Paulinho Moska, 1995) – redividindo a música em clima bluesy – e descerra Janelas abertas nº 2 (Caetano Veloso, 1971) com dissonâncias no arranjo, além de esboçar insanidade no gestual e na interpretação da Balada do louco (Arnaldo Baptista e Rita Lee, 1972). Mesmo que a tentativa de desanuviar o clima com a espirituosidade da Canção para inglês ver (Lamartine Babo, 1931) seja desnecessária, À flor da pele revelou coesão na volta à cena, provável efeito dos cortes efetuados pelo diretor José Possi Neto na retomada do espetáculo (as canções Béradêro e Pela internet, de Chico César e Gilberto Gil, respectivamente, foram limadas do roteiro na corrente versão). No molde atual, o espetáculo resultou sedutor, até porque a vinda à tona da personagem se dá (também) através da valorização da música e, no caso de Zizi, do canto, celebrado em Sangrando (Gonzaguinha, 1980). Canções como Não tenho medo da vida (Gilberto Gil, 2010), La vida es mas compleja do que lo parece (Jorge Drexler, 2006) e Mon coeur s’ouvre à ta voix (Camille Saint-Saëns, 1877) – ária popular da ópera Sansão e Dalila (1877) que se impõe como um dos momentos mais belos e emotivos do roteiro musical ao lado de Se eu quiser falar com Deus e da música-título – se encarregaram de dar o recado final, sem falso otimismo, sem pieguice e sem autoajuda. A pulsão vital volta e, mesmo sem já estar "doente de uma folia", Zizi Possi arremata o espetáculo com a apoteótica reprise da canção-título O que será (À flor da pele), com o arranjo de tom épico fazendo brotar uma interpretação que bole por dentro do espectador. Até porque, sobre todas as coisas, Zizi Possi é uma das maiores cantoras do Brasil. (Cotação: * * * * *) Zizi Possi canta 15 músicas no espetáculo teatral 'À flor da pele' Caio Galucci / Divulgação ♪ Eis o roteiro seguido por Zizi Possi em 16 de agosto de 2019 na reestreia do espetáculo À flor da pele no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, na cidade de São Paulo (SP): 1. Morrer de amor (Oscar Castro Neves e e Luvercy Fiorini, 1966) 2. Sobre todas as coisas (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) 3. Preciso aprender a só ser (Gilberto Gil, 1973) 4. Admito que perdi (Paulinho Moska, 1995) 5. Amanhece (Ana Carolina, 2017) 6. Janelas abertas nº 2 (Caetano Veloso, 1971) 7. Se meu mundo cair (José Miguel Wisnik, 1992) 8. Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980) 9. O que será (À flor da pele) (Chico Buarque, 1976) 10. Balada do louco (Arnaldo Baptista e Rita Lee, 1972) 11. Canção para inglês ver (Lamartine Babo, 1931) 12. Não tenho medo da vida (Gilberto Gil, 2010) 13. La vida es mas compleja do que lo parece (Jorge Drexler, 2006) 14. Mon coeur s’ouvre à ta voix (Camille Saint-Saëns, 1877) 15. Sangrando (Gonzaguinha, 1980) 16. O que será (À flor da pele) (Chico Buarque, 1976) Veja Mais

Lázaro Ramos é homenageado com troféu Oscarito no Festival de Cinema de Gramado

G1 Pop & Arte Ator baiano, estrela de novelas, filmes e peças de teatro, foi mais um dos homenageados desta edição do festival da serra gaúcha, junto com Carla Camurati, Mauricio de Sousa e Leonardo Sbaraglia. Ator Lázaro Ramos foi o escolhido para ganhar o troféu que homenageia os grandes nomes da atuação do cinema brasileiro em Gramado Edison Vara/Agência Pressphoto O ator Lázaro Ramos recebeu o troféu Oscarito na noite desta segunda-feira (19), na 47ª edição do Festival do Cinema de Gramado, na serra gaúcha. “O Festival de Gramado é um lugar que só morava nos meus sonhos. Eu nunca achei que seria possível passar por esse tapete vermelho, subir aqui, inspirar alguém, ser relevante pra alguém”, disse, ao receber o troféu no Palácio dos Festivais. O ator baiano de 39 anos começou a trajetória no Bando de Teatro Olodum, em Salvador. Madame Satã foi seu primeiro filme como protagonista, iniciando uma trajetória que inclui "Carandiru", "O Homem do Ano", "O Homem que Copiava", "Meu Tio Matou um Cara", "Cidade Baixa", "Ó pai, ó" e "Saneamento Básico, O Filme", além de novelas e peças de teatro. O Oscarito é entregue todo ano para os grandes nomes da atuação que marcaram a história do cinema brasileiro. No ano passado, o homenageado havia sido Edson Celulari. No sábado (17), a atriz e diretora Carla Camurati levou o troféu Eduardo Abelin. Já o Kikito de Cristal, que destaca os nomes do cinema latino-americano, vai para o ator argentino Leonardo Sbaraglia. E o Troféu Cidade de Gramado, entregue para pessoas ligadas à história de Gramado e que contribuíram com a trajetória do festival, vai para Mauricio de Sousa, o criador da Turma da Mônica. Veja Mais

Rolando Boldrin tem reeditado o álbum de 1982 em que conta 'causos' do programa 'Som Brasil'

G1 Pop & Arte Programa exibido pela TV Globo de 1981 a 2013, com músicas e causos de um Brasil orgulhosamente caipira, Som Brasil foi apresentado até 1984 pelo ator, cantor e compositor paulista Rolando Boldrin. A repercussão do programa motivou a gravação e edição, em 1982, de álbum intitulado Poemas do Som Brasil. Título raríssimo da discografia regional brasileira, o álbum está sendo relançado pela primeira vez, em CD, neste mês de agosto de 2019 pelo selo Discobertas. Neste disco, lançado originalmente pela atualmente já extinta gravadora RGE, Boldrin declama não exatamente poemas, mas textos, ao som de fundos musicais instrumentais criados com a execução ou improvisação de temas por músicos como Edu da Gaita (1916 – 1982) – falecido logo após a gravação do disco – e José Béttio (1926 – 2018). Com o talento de ator exercitado em novelas de TV, Boldrin emula a prosódia caipira do homem do campo para contar causos sem humor, indo do sentimentalismo do texto Brinquedo de escondê (Lulu Benencase) à dramaticidade de Final de ato (Marilita Pozzoli). Veja Mais

'Dança dos Famosos' anuncia nomes dos participantes da edição de 2019

G1 Pop & Arte Giovanna Lancellotti, Luísa Sonza, Kaysar Dadour e Jonathan Azevedo são alguns dos artistas que integram o time do reality do ‘Domingão do Faustão’. Time da "Dança dos Famosos" 2019 se reúne em dia de apresentação Fábio Rocha/Globo A 16ª edição da “Dança dos Famosos” tem seu time de participantes formado. E os nomes dos 12 artistas que vão mostrar seus passos no programa foram anunciados neste domingo (18). O grupo completo se reuniu no palco do "Domingão do Faustão", mas a competição, efetivamente, só começa no próximo domingo (25). Nesse dia, o time feminino dá a largada e estreia no ritmo do baladão. O time feminino será composto por: Fernanda Abreu Giovanna Lancellotti Regiane Alves Luísa Sonza Dandara Mariana Luíza Tomé Time feminino da "Dança dos Famosos": Fernanda Abreu, Giovanna Lancellotti, Regiane Alves, Luísa Sonza, Dandara Mariana e Luíza Tomé Fábio Rocha/Globo O time masculino será composto por: Bruno Montaleone Júnior Cigano Matheus Abreu Jonathan Azevedo Luis Lobianco Kaysar Dadour Time masculino da "Dança dos Famosos": Bruno Montaleone, Júnior Cigano, Matheus Abreu, Jonathan Azevedo, Luis Lobianco e Kaysar Dadour Fábio Rocha/Globo Faustão anunciou também os nomes dos professores que vão ajudar os famosos na missão, formando as duplas: Luíza Tomé e Marcus Lobo; Bruno Montaleone e Jaqueline Ciocci; Giovanna Lancellotti e Danniel Navarro; Luis Lobianco e Franciele Pimenta; Dandara Mariana e Daniel Norton; Regiane Alves e Reginaldo Sama; Matheus Abreu e Larissa Lanes; Jonathan Azevedo e Tati Scarletti; Fernanda Abreu e Igor Maximiliano; Luísa Sonza e Léo Santos, Júnior Cigano e Ana Paula Guedes; e Kaysar Dadour e Mayara Araújo. Veja Mais

'Te amo sem compromisso' é a 'Shallow' do funk? Hit fictício em 'Sintonia' é candidata a sucesso real

G1 Pop & Arte Música da série de Kondzilla para a Netflix tem 'ghost writer' de 'Olha a explosão' e a voz do ator e cantor Jottapê, mas é assinada pelo personagem Doni; G1 mostra e comenta em VÍDEO. G1 Ouviu - MC Doni - 'Te amo sem compromisso' “Te amo sem compromisso”, do MC Doni, pode seguir caminho semelhante ao de "Shallow", música de Lady Gaga em "Nasce uma estrela": de hit ficcional a sucesso real. Ouça trecho e veja comentário do G1 Ouviu acima. A música está na série "Sintonia”, do diretor Kondzilla para a Netflix. Não é só trilha, mas parte da história. É o hit do personagem Doni, um dos protagonistas da história, que sonha em ser estrela do funk. A letra tem um estilo pegador, mas bonzinho, que tem a ver com o estilo do Kevinho. É um funk pop acessível. O Doni pode ser considerado um Kevinho de laboratório Mas o intérprete é o MC Jottapê, ator da série. Ele fez o “Menino da Porteira” quando criança e virou funkeiro. O Jottapê está estourado com a música “Sentou e gostou”, versão de Old Town Road. Autor é o mesmo de 'Olha a explosão' Mas quem escreveu “Te amo sem compromisso” foi o Ezequias Rocha Gomes, o MC EZ. Ele é conhecido nos bastidores do funk por paródias de vários hits e também por composições originais. O MC EZ é o autor de “Olha a explosão”, o maior hit do Kevinho, por exemplo. Ele já tem 119 composições cadastradas no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A produção e coautoria é do duo Tropkillaz, parceiros em hits de Anitta, Karol Conka e outras. Eles fizeram toda a trilha original da série. "A gente fez varias sessões juntos pra criar as musicas com a cara dos personagens, ainda antes de começarem as filmagens, porque elas foram usadas em cena", contou ao G1 o produtor Zegon, do Tropkillaz. Recapitulando esse "Inception" do funk "Te amo sem compromisso": é uma música que emula o estilo do MC Kevinho, feita pelo compositor MC EZ, interpretada pelo ator e MC Jottapê, mas o lançamento é assinado como Mc Doni, o personagem. É complicado, mas o resultado é um funk chiclete que pode pegar além de "Sintonia". Ouça abaixo o programa G1 Ouviu completo desta semana, que também teve Marília Mendonça, Taylor Swift, Barão Vermelho e Normani: De 'Menino da porteira' (esquerda) a 'Old time road', JottaPê fez sucesso encarnando jovens caubóis. Agora, tenta a sorte no ambiente urbano em 'Sintonia', nova série de Kondzilla na Netflix Divulgação Veja Mais

Marília Mendonça apresenta a primeira música que compôs para o filho

G1 Pop & Arte Marília Mendonça apresenta música inédita em rede social enquanto promove o recém-lançado terceiro volume do projeto itinerante Todos os cantos, cujo repertório inclui a regravação da música Supera (Hugo Del Vecchio, Henrique Moura, Luan Moura e Montenegro, 2018). Desta vez, a música nova é bem especial para essa cantora e compositora goiana de atuais 24 anos que, nos últimos anos, vem sobressaindo no universo sertanejo. Trata-se da primeira canção feita por Marília para o filho que está esperando e que vai se chamar Léo. “Primeira das milhões de músicas que mamãe ainda escreverá pra ele… o primeiro e único merecedor de toda poesia que guardo no peito… Léo”, escreveu Marília em rede social. Léo é fruto da união da artista com Murilo Huff, cantor goiano que também transita pelo universo sertanejo. Eis a letra da música, ainda sem título: Não imaginava que fosse tão cedo Isso antes de ouvir seu coração bater Hoje o pensamento não é mais o mesmo Como vivi todo esse tempo sem você? Conto os segundos para ver o seu rosto Conto os segundos para te segurar A felicidade que eu buscava tanto Descobri quando te senti chutar Vive dentro de mim um pedaço do céu Enviado por Deus o meu querido Léo Vive dentro de mim um pedaço do céu Enviado por Deus o meu querido Léo Veja Mais

Duda Beat traz o maior sucesso do sambista Agepê para o universo pop brega

G1 Pop & Arte O cantor e compositor Antônio Gilson Porfírio (1942 – 1995), nome do sambista carioca conhecido pelo apelido de Agepê, emplacou de cara um sucesso nacional ao debutar em 1975 no mercado fonográfico. Parceria de Agepê com o compositor Canário, o samba Moro onde não moro ninguém liderou as paradas na gravação lançada em compacto naquele ano de 1975. Contudo, o maior pico de popularidade e vendas de Agepê aconteceria nove anos depois com Mistura brasileira (1984), álbum impulsionado pelo sucesso de Deixa eu te amar (Agepê, Ismael Camillo e Mauro Silva, 1984), samba de tom sensual romântico cantado por todo o Brasil. É este samba que, 35 anos após o registro original de Agepê, a cantora e compositora pernambucana Duda Beat traz para o universo do pop brega recifense em gravação feita para a trilha sonora da novela Bom sucesso – atual atração da TV Globo no horário das 18h – e lançada em single posto em rotação na sexta-feira, 16 de agosto. Artista projetada em escala nacional no ano passado com a edição do primeiro álbum, o autoral Sinto muito (2018), Duda Beat tem sido celebrada no universo pop (com certo exagero...) por jogar a sofrência na pista pop eletrônica. Samba ouvido pela artista na infância, nas serestas dominicais promovidas pelo avô de Duda, Deixa eu te amar foge do tom lacrimoso da sofrência, mas evolui com fluência na voz da cantora em gravação dançante produzida pela dupla Lux & Tróia. Veja Mais

Carla Camurati é a primeira homenageada do 47º Festival de Cinema de Gramado

G1 Pop & Arte Diretora de 'Carlota Joaquina, Princesa do Brasil' recebeu o troféu que homenageia os grandes nomes do cinema nacional. Programação vai até semana que vem, quando serão conhecidos os vencedores dos Kikitos. Diretora carioca, que já havia sido premiada em Gramado como atriz, voltou ao festival para receber a homenagem neste sábado (17) Edison Vara/Agência Pressphoto A diretora, produtora e roteirista Carla Camurati recebeu o troféu Eduardo Abelin, durante o 47º Festival de Cinema de Gramado, na serra gaúcha, na noite deste sábado (17). "Eu tô muito emocionada. Meu coração galopa aqui dentro", disse, momento antes de entrar no Palácio dos Festivais. Carla é diretora de filmes como "Carlota Joaquina, Princesa do Brasil" e "Copacabana". Como atriz, já havia sido premiada em Gramado, nos anos 80. Neste sábado, retornou ao festival, para receber o troféu que homenageia os diretores de cinema brasileiro. No ano passado, o homenageado foi Carlos Saldanha. Atualmente, a diretora carioca trabalha na produção do documentário "História de um Tempo Presente", que retoma, a partir de imagens de arquivo, o período de redemocratização do Brasil, de 1984 até os dias de hoje. "O Festival de Gramado é muito especial. Passei momentos lindos aqui. Foi meu primeiro festival, minha primeira homenagem. E receber esse prêmio é uma honra", afirmou. A programação segue até o próximo fim de semana, quando serão premiados os melhores longas e curtas nas categorias nacional, estrangeiro e gaúcho. Carla foi tietada pelos fãs antes na chegada do Palácio dos Festivais Edison Vara/Agência Pressphoto Próximos homenageados O ator Lázaro Ramos recebe o Troféu Oscarito, destinado a grandes atores do cinema brasileiro. Já o Kikito de Cristal, que destaca os nomes do cinema latino-americano, vai para o ator argentino Leonardo Sbaraglia. E o Troféu Cidade de Gramado, entregue para pessoas ligadas à história de Gramado e que contribuíram com a trajetória do festival, vai para Mauricio de Sousa, o criador da Turma da Mônica. Veja Mais

AO VIVO: Segunda noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019

G1 Pop & Arte AO VIVO: Segunda noite de shows da Festa do Peão de Barretos 2019 Veja Mais

'Motivation' tem Normani mais solta em bom pop dançante com saxofone e coreografia divertida

G1 Pop & Arte Cantora revelada no Fifth Harmony lança sua primeira música sem dividir vocais. Clipe e performance mostram que vale a pena apostar as fichas nela. G1 analisa em vídeo. 'Motivation' tem Normani mais solta em bom pop dançante com saxofone Normani, surgida na banda Fifth Harmony, lançou nesta sexta-feira (15) sua primeira música sem dividir os vocais. A cantora de 23 anos finalmente está sozinha, após hits com suas colegas de grupo, em pausa desde o ano passado, e parcerias com Calvin Harris, Khalid e Sam Smith. Ela nasceu em Atlanta, cidade americana que é o berço do trap (o rap arrastado sempre no topo das paradas dos EUA). Mas não quer saber desse estilo. "Motivation" é um pop quase puro, que investe em instrumentos de sopro, coreografia divertida e referências dos anos 2000 no clipe. Mais solta Normani no vídeo de 'Motivation' Divulgação Ela já disse ao G1 que estava meio ansiosa com a carreira solo. Quem vê o clipe ou ouve a voz dela em "Motivation" não entende esse nervosismo. Já havia mostrado talento no grupo formado no reality americano "The X Factor", que também revelou Camila Cabello. Normani parece cada vez mais solta. Não só para "performar", mas também para escrever. A cantora é uma das autoras da música, ao lado de nomes como Ariana Grande e do sueco Max Martin. Agora, esta é a nova aposta do produtor de Britney Spears, Pink, Backstreet Boys e tantos outros. Martin está em busca de seu vigésimo terceiro sucesso no primeiro lugar na parada americana. A última cartada dele havia sido "I don't care", de Ed Sheeran e Justin Bieber. Mas a música mansa sobre a preguiça de estar em uma festa não chegou ao topo. Será que Normani consegue? Normani no vídeo de 'Motivation' Divulgação Veja Mais

Veja as fotos da primeira noite do 47º Festival de Cinema de Gramado

G1 Pop & Arte Primeira noite da programação teve estreia de 'Bacurau', homenagem aos ex-curadores e presença de muitos nomes do cinema nacional. A 47ª edição do Festival de Cinema de Gramado, na Serra gaúcha, iniciou sua programação na noite desta sexta-feira (16). Fora da competição, o longa "Bacurau", premiado no Festival de Cannes, marcou sua estreia nacional durante a programação. A equipe do filme e o elenco, incluindo a estrela Sônia Braga, participaram da cerimônia. Dando início à exibição da mostra competitiva dos filmes nacionais, "O Homem Cordial" foi exibido no Palácio dos Festivais. A programação vai até a próxima semana, quando serão conhecidos os vencedores. Assista aos trailers dos longas gaúchos do festival Assista aos trailers dos longas nacionais e estrangeiros do festival Confira as fotos da primeira noite Elenco e equipe de "Bacurau", que abriu o festival fora a mostra competitiva Cleiton Thiele/Agência Pressphoto Sônia Braga, uma das estrelas de "Bacurau" Edison Vara/Agência Pressphoto Cláudia Ohana, uma das jurada dos longas-metragens brasileiros Edison Vara/Agência Pressphoto Ator Thiago Lacerda, jurado dos longas-metragens brasileiros Edison Vara/Agência Pressphoto Dedé Santana e o prefeito de Gramado, João Alfredo de Castilhos Bertolucci Edison Vara/Agência Pressphoto Diretora e atriz Carla Camurati, homenageada pelo Troféu Eduardo Abelin Matheus Zanchet / Agência Pressphoto Thayla Ayala, jurada dos curtas metragens brasileiros Cleiton Thiele/Agência Pressphoto Ator e rapper Thaíde, que estrela o filme "O Homem Cordial" Cleiton Thiele/Agência Pressphoto Bárbara Colen, atriz de "Bacurau" Edison Vara/Agência Pressphoto Paulo Miklos, protagonista de "O Homem Cordial" Edison Vara/Agência Pressphoto Homenagem póstuma aos curadores Rubens Ewald Filho e Eva Piwowarski Cleiton Thiele/Agência Pressphoto Veja Mais

50 anos depois de Woodstock, ainda é difícil separar o mito da realidade

G1 Pop & Arte Festival teve peso cultural significativo, mas legado é menos sentido como um subcultura revolucionária e mais como um clichê da cultura pop. Festival de Woodstock em agosto de 1969 The Museum at Bethel Woods/Reuters Uma declaração política que definiu uma geração, uma epifania de paz, três caóticos dias que transformaram a história da música: os símbolos que cercam Woodstock são muitos, e às vezes é difícil separar o mito da realidade. O festival tem um peso cultural significativo, mas o legado de meio milhão de jovens festejando na chuva é menos sentido como um subcultura revolucionária e mais como um clichê da cultura pop. Em 1969, a sociedade americana estava se recuperando de vários acontecimentos, entre eles os protestos contra a guerra do Vietnã, os distúrbios raciais e os assassinatos de figuras como Martin Luther King e Robert Kennedy, o que implicitamente colocou a paz e o amor de Woodstock como antídoto contra a raiva. "O estado de ânimo no país era um pouco como hoje. Havia uma sensação de violência, de verdadeiro ódio e divisão", disse Martha Bayles, acadêmica de música e cultura no Boston College. No entanto, embora Woodstock evoque o sentimentalismo para muitos "baby boomers", algumas gerações mais jovens podem achar que se trata de uma simples reiteração do "narcisismo dos anos sessenta", como Bayles expressou. Apesar da agitação social e política da década, 1969 também foi a última vez que os Estados Unidos estatisticamente registrou um superávit orçamentário até 1998, graças, em parte, às manufaturas relacionadas à guerra. "Essa foi parte da essência de Woodstock em 1969. Ilusória ou não, considerou-se a abundância como certa", escreveu Jon Pareles, um crítico de música pop do jornal The New York Times que esteve no festival. Foto de agosto de 1969 mostra participantes do Festival de Woodstock em Nova York Associated Press "Pensamos que éramos o centro do universo", acrescentou. "E depois, alguém teve que limpar a desordem gigante que deixamos para trás". "Substitui isso por uma analogia ao aquecimento global", sugeriu. Influência política? Apesar de Woodstock ter incluído canções de protesto, Bayles descartou a noção popular de que o festival foi político, o que considera um "mal-entendido". "Nem do movimento contra da guerra, nem do movimento do poder negro... ninguém desse lado viu o Woodstock como algo além de uma piada". Para os ativistas, o Woodstock "era um grupo de hippies drogados que não eram sérios; que não entendiam quão grave era a situação", disse. "Foi visto pela militância política mais rígida como algo bobo e autoindulgente". A artista mais ativa politicamente do evento foi a folk Joan Baez, que recorda do Woodstock como "um festival de alegria". Os três dias "foram algo importante, mas não foram uma revolução", disse ao jornal The New York Times. "Uma revolução ou mesmo uma mudança social não acontecem sem a vontade de correr riscos. E o único risco em Woodstock era não ser convidado", afirmou. Rito musical Bayles considera que o Woodstock exibiu um gênero de rock enraizado nas tradições folclóricas, blues e gospel que deram à geração dos anos sessenta um fio condutor apesar das severas fissuras sociais. "A música uniu todos os diferentes setores dessa geração", disse a especialista. Apesar de a comercialização sustentar o circuito de festivais de hoje, ainda restam indícios do espírito de Woodstock, assegura. Festival de Woodstock em agosto de 1969 Reuters/TedBerard "O poder realmente tinha a ver com a música e a multidão", disse. Era "essa ilusão que a gente tinha de que todos estavam sendo arrastados a algum tipo de experiência coletiva transcendente". O especialista Danny Goldberg, que cobriu o festival para a Billboard com 19 anos, disse que depois de Woodstock se disponibilizaram recursos para promover a música de rock de uma maneira que não se havia feito antes. "Foi um ponto de inflexão na indústria". O começo do fim O lançamento em 1970 de "Woodstock", um documentário de mais de três horas que ganhou um Oscar, mudou a imagem de um caótico festival em meio à lama para a de um povoado utópico de paz. No momento em que Jimi Hendrix interpretou sua agora famosa versão do hino dos Estados Unidos na manhã de segunda-feira, a maioria das pessoas já haviam ido embora. No entanto, seu lugar central no filme deu à atuação um peso simbólico e um fundo político, disse Goldberg. Embora o movimento hippie tenha deixado a sua influência na cultura em massa, como o ativismo ambiental ou a prevalência da ioga, Goldberg assegurou que "cresceu muito para continuar sendo uma subcultura". "Se tornou um objeto de sátira em vez de um objeto de idealismo", disse. "Esse aspecto de contracultura do legado do Woodstock foi o final de algo, mais do que o começo". Veja Mais

O que é o 'alerta presidencial' de Trump, que provocou multa de US$ 400 mil a programa de TV nos EUA

G1 Pop & Arte Sistema por SMS foi criado no ano passado para alertar sobre ameaças graves – como ataques com mísseis, desastres naturais e atos de terrorismo. Jimmy Kimmel Reprodução/YouTube/JimmyKimmelLive O talk show apresentado pelo humorista americano Jimmy Kimmel foi multado em US$ 395 mil (cerca de R$ 1,58 milhão) por simular um "alerta presidencial" no ar. O programa foi transmitido em 3 de outubro do ano passado, quando o alerta foi oficialmente testado em todo o país. Naquele dia, mais de 200 milhões de telefones celulares dos EUA receberam uma notificação de "alerta presidencial". O sistema, criado para alertar sobre ameaças graves – como ataques com mísseis, desastres naturais e atos de terrorismo – é gerido pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês). Um quadro do programa Jimmy Kimmel Live!, transmitido pela rede ABC de televisão, reproduziu três vezes o som do alerta, o que é considerado ilegal, ironizando o sistema. Ao simular o toque do alerta, o programa violou regras de radiodifusão, segundo a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), agência reguladora de televisão nos EUA. De acordo com as normas da FCC, os meios de comunicação são proibidos de reproduzir o sistema de alerta "para evitar confusão quando o toque for usado, evitando a fadiga entre ouvintes e alarmes falsos". A ABC admitiu ter transmitido o alerta em 3 de outubro de 2018, mas afirmou acreditar, à época, que "o uso do toque era permitido". A rede de televisão se comprometeu a não transmitir o programa novamente, destacando que "leva a sério o cumprimento das regras". The Walking Dead Outro programa multado pela mesma razão foi a série The Walking Dead, que usou o som do alerta duas vezes em um episódio exibido em fevereiro. Neste caso, a AMC, rede de televisão que detinha os direitos de transmissão na época, teve que pagar US$ 104 mil (cerca de R$ 417 mil). Qual foi o quadro do programa? A brincadeira com o "alerta presidencial" foi incluída em um quadro curto exibido no programa. A cena mostra uma família andando de carro por uma cidade. Os pais conversam sobre o tempo, enquanto as crianças brigam por algum motivo no banco de trás. "Você não vai acreditar no que Trump acabou de tuitar", diz o marido à mulher, enquanto soa o toque do "alerta presidencial". Com uma música de fundo assustadora, a mulher responde: "Twitter? Achei que a gente tinha bloqueado [Trump]! Todos entram em pânico ao perceber que "Trump havia enviado um SMS" e que podia alcançá-los, mesmo bloqueado nas redes sociais. O "alerta presidencial" é enviado por meio de mensagem de texto, e os usuários não podem desativar seu recebimento. A única coisa que podem fazer para evitar receber os alertas é desligar o celular ou desconectá-lo da rede telefônica. No caso de uma emergência nacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, é o encarregado de determinar que a Fema ative o sistema. Os Alertas de Emergência Sem Fio (WEA, na sigla em inglês) são mensagens SMS como o alerta presidencial que podem ser enviadas por autoridades de segurança pública nacionais e locais, pelo Serviço Meteorológico Nacional, pelo Centro Nacional para Crianças Desaparecidas, além, claro, do presidente dos EUA. Os "alertas presidenciais" tem a aparência de mensagens de texto, mas visam a alertar as pessoas emitindo um som alto e padrão de vibração únicos. Veja Mais

Aviso falso sobre uso de fotos e dados no Instagram engana celebridades

G1 Pop & Arte Boato que circula desde 2012 diz que rede social está mudando a política de privacidade e que usuário deve republicar um texto proibindo que o uso do conteúdo de seu perfil. Um falso anúncio que circula há vários anos sobre mudanças no Instagram acabou enganando diversas celebridades na última terça-feira (20). A cantora Pink, a atriz Octavia Spencer e o ex-governador do Texas Rick Perry, secretário do governo Trump, foram alguns dos famosos que postaram a mensagem em seus perfis. Cantora Pink republicou mensagem falsa sobre mudança nas normas do Instagram Reprodução Uma mensagem semelhante, só que sobre o Facebook, circula pelo menos desde 2012. O boato fala que "amanhã" começa uma nova regra em que o Instagram "pode usar suas fotos". Outra versão diz que tudo o que você postou se tornará público, inclusive mensagens que já tenham sido deletadas. E o falso anúncio termina sempre com uma declaração em que o usuário "proíbe" a rede social de usar seu conteúdo postado. O que é mentira O Instagram não alterou recentemente sua política de privacidade. O documento que está em vigor é de abril de 2018. A rede social não decidiu tornar nenhuma mensagem pública, nem revelar conteúdos que foram apagados. Ela também preserva os direitos autorais do conteúdo publicado pelos usuários. O Instagram não tem autorização para revender as imagens ou utilizá-las de outra forma. Não é possível manifestar discordância parcial com as normas do serviço. Portanto, postar qualquer "aviso de proibição" não tem efeito algum. Quem não concorda com todos os termos de um site ou rede social, não deve usá-lo. Informações ficam guardadas O Instagram, no entanto, precisa armazenar toda a comunicação entre os usuários. Por essa razão, um bate-papo pelo Instagram Direct é diferente de uma conversa no WhatsApp, que só fica armazenada nos smartphones dos participantes e não nos servidores do aplicativo. O Facebook, dono do Instagram, pode ser obrigado pela Justiça a entregar todas as informações que possui sobre um usuário. No caso do Instagram, isso incluiria mensagens e fotos particulares. Em determinadas circunstâncias, é possível que mensagens apagadas recentemente sejam recuperadas. Isso acontece porque os dados apagados ser armazenados por até 90 dias. Essas cópias existem porque o serviço precisa guardar arquivos de recuperação por períodos prolongados para não perder dados de usuários em caso de pane no sistema. No Brasil, o Marco Civil da Internet estipula um prazo mínimo para a guarda de alguns dados para que investigações policiais não sejam inviabilizadas pela falta de informação. Todas essas situações, inclusive as obrigações do Instagram para atender às ordens da Justiça, estão descritas na Política de Privacidade do serviço. Avisadas por seguidores de que se tratava de um boato, algumas celebridades já apagaram o post. Pink, que tem 6,7 milhões de seguidores na rede social, decidiu mantê-lo e editou a legenda, alegando que "é melhor prevenir do que remediar, mesmo que isso seja falso". Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja Mais

Governo Bolsonaro suspende edital com séries de temas LGBT, após críticas do presidente

G1 Pop & Arte Edital havia selecionado produções para TV pública sobre 'diversidade de gênero' e 'sexualidade'. 'Conseguimos abortar essa missão', comentou Bolsonaro na semana passada. O governo suspendeu, nesta quarta-feira (21), o edital que havia selecionado séries sobre "diversidade de gênero" e "sexualidade", a serem exibidas nas TVs públicas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), após o presidente Jair Bolsonaro falar mal de algumas produções pré-aprovadas, todas com temas LGBT. A portaria assinada por Osmar Terra, ministro da Cidadania, suspende o edital por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 180. Segundo a publicação, houve "necessidade de recompor os membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual - CGFSA". "Após a recomposição do CGFSA, fica determinada a revisão dos critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do FSA, bem como que sejam avaliados os critérios de apresentação de propostas de projetos, os parâmetros de julgamento e os limites de valor de apoio para cada linha de ação." Bolsonaro havia afirmado na quinta-feira (15) que não iria permitir que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) liberasse verbas para algumas produções com temas LGBT que tentam captar recursos. "Conseguimos abortar essa missão", comentou o presidente. Cinema no Brasil: veja perguntas e respostas As quatro obras citadas por ele participaram de um edital realizado pela Ancine, pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Elas seriam financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), diretamente. Quais são as séries? "Afronte", "Transversais", "Religare Queer" e "O sexo reverso" são projetos de séries que foram anunciadas em março como parte de uma seleção preliminar do processo. "Fomos garimpar na Ancine, filmes que estavam já prontos para ser captado recursos no mercado", afirmou o presidente em transmissão no Facebook. O edital do qual as produções participavam investiria diretamente nelas. "É um dinheiro jogado fora. Não tem cabimento fazer um filme com esse tema." 'Transversais' "Um chama 'Transversais'. Olha o tema: 'Sonhos e realizações de cinco pessoas transgêneros que moram no Ceará'. O filme é isso daqui, conseguimos abortar essa missão", afirmou Bolsonaro. O diretor e roteirista da série, Émerson Maranhão, conta ao G1 que a produção foi inscrita no edital na categoria diversidade de gênero. Ela será um documentário em cinco episódios, baseado no curta-metragem "Aqueles dois", de 2018. "Na prática são cinco documentários. Cada capítulo vai contar a história de uma pessoa, de diversas origens sociais", afirma. "A ideia é mostrar que há diversidade dentro da diversidade". Mesmo sem a aprovação do governo, ele diz que ainda planeja realizar a série, apesar de ainda não saber como. Cena do curta-metragem 'Afronte' Divulgação 'Afronte' "'Afronte'. 'Mostrando a realidade vivida por negros homessexuais no Distrito Federal'", leu Bolsonaro. "Eu não entendi nada. Olha, a vida particular de quem quer que seja ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer um filme sobre isso, confesso que não dá para entender. Então mais um filme que foi pro saco aí." Um dos diretores da série, Bruno Victor, conta que a produção tem uma história parecida com a de "Transversais". Além de ter sido inscrita na mesma categoria, também é baseada em um curta realizado anteriormente. Neste caso, o trabalho de conclusão de curso de Victor com Marcus Azevedo. Ao longo de cinco episódios, a série, que mistura documentário com ficção, vai contar a rotina de pessoas LGBT no Distrito Federal. Serão histórias que podem ser baseadas em fatos, com relatos reais. "Nós trabalhamos com um método de pesquisa juntos aos personagens, onde não trabalhamos só com depoimentos. Às vezes pegamos essas histórias reais e ficcionamos", conta Victor ao G1. 'O sexo reverso' "Outro filme aqui. 'Sexo reverso'. 'Bárbara é questionada pelos índios sobre sexo grupal, sexo oral e sobre certas posições sexuais'", afirmou o presidente. "É o enredo do filme. Com dinheiro público. E outra, geralmente esses filmes não têm audiência. Não têm plateia. Têm meia dúzia ali. E o dinheiro é gasto. São milhões gastos." O produtor Maurício Macêdo diz ao G1 que a série é baseada na pesquisa da antropóloga Bárbara Arisi, que visitou a tribo dos Matis, no Amazonas. Lá, ela foi surpreendida ao participar de uma pesquisa dos próprios indígenas sobre as práticas sexuais dos brancos. Na série, a ideia é expandir essa experiência de troca de experiências. "Em um [capítulo], aprofundaríamos o debate sobre a curiosidade pelo sexo entre brancos. Em outro, a relação dos membros da tribo com produtos audiovisuais de cunho pornográfico, etc", conta. Segundo ele, a tribo seria envolvida diretamente na produção, tanto na equipe que filma, quando na que edita. "O último episódio seria com a tribo vendo e comentando os episódios anteriores e a experiência toda." 'Religare Queer' "O nome eu não sei pronunciar. 'Religare Queer'. O filme é sobre uma ex-freira lésbica. Ok? E daí, são vários episódios", disse o presidente. "Tem a ver com religiões tradicionalmente homofóbicas ou transfóbicas. Tudo tem a ver. Sexualidade LGBT com evangélicos, católicos, espíritas, testemunhas de Jeová, umbanda, budismo, candomblé, judaísmo, islamismo e Santo Daime." Veja Mais

Ed Sheeran ganha exposição com imagens da infância e itens pessoais do cantor

G1 Pop & Arte Uma carta da escola de música com notas insatisfatórias também faz parte da mostra, que tem curadoria do pai do cantor, John Sheeran. Obra pintada por Colin Davidson após visita ao cantor faz parte da mostra 'Ed Sheeran: Made in Suffolk' em Ipswich Daniel LEAL-OLIVAS / AFP Ed Sheeran ganhou uma exposição especial, que traz um pouco de sua história, antes mantida de forma privada. A "Ed Sheeran: Made in Suffolk" foi aberta nesta terça-feira (20), em Ipswich, na Inglaterra, e fica à disposição do público até maio de 2020. A mostra gratuita tem curadoria de John Sherran, pai do cantor. Quem visitar o espaço poderá ver algumas fotos da infância do cantor e ter acesso a itens pessoais do artista, como seus primeiros instrumentos musicais e cartazes de sua apresentação de estreia. A mostra também traz uma seleção de fotografias feitas por Mark Surridge, que acompanha Ed Sheeran desde o início da carreira, em 2011. Obras feitas pelo pintor irlandês Colin Davidson, que visitou a casa do cantor em 2015, também fazem parte da exposição. Obras feitas à óleo pelo artista na época estão à disposição do público. Um item que chama a atenção é uma carta da Academiade Música Contemporânea na cidade de Guildford, de 2009, que mostra que Ed Sheeran não obteve nota suficiente para aprovação. Sheeran desistiu do curso pouco antes de sua carreira decolar. John Sheeran explicou, em um livro exposto na mostra, que “seu filho ficou desiludido com o curso três semanas após o início”. A cabeça de panda usada por Ed Sheeran no clipe "I Don't Care" e o boneco criado por Steve Troop e BJ Guyer e usado nos vídeos das músicas "Sing" e "Happier" também estão na mostra. Fotografia de Ed Sheeran ainda criança faz parte da exposição 'Ed Sheeran: Made in Suffolk' em Ipswich Daniel LEAL-OLIVAS / AFP Cabeça de panda usada por Ed Sheeran no clipe "I Don't Care" e boneco usado nos vídeos das músicas "Sing" e "Happier" também integram mostra Daniel LEAL-OLIVAS / AFP Veja Mais

Fã e amigo de Raul Seixas guarda 5 mil objetos pessoais do 'pai do rock brasileiro' em SP

G1 Pop & Arte Sylvio Passos tem do primeiro violão a pijama que cantor usou quando morreu de parada cardíaca em 1989. Morte consolidou o ‘toca Raul’ e o ‘raulseixismo’. Fã e amigo de Raul Seixas guarda 5 mil objetos pessoais do 'pai do rock brasileiro' em SP Há 30 anos o produtor musical Sylvio Passos se dedica a preservar em São Paulo o maior acervo que se tem conhecimento sobre Raul Seixas, morto no dia 21 de agosto de 1989 na capital paulista. São 5 mil objetos pessoais daquele que é considerado o 'pai do rock brasileiro' (veja o vídeo acima). “Sou detentor do maior acervo de itens pessoais do Raul, que o próprio Raul me deu. A mãe do Raul me deu”, diz Sylvio, de 56 anos, que de fã se tornou amigo do ídolo. Sylvio tinha 17 anos quando conheceu o baiano Raul na capital paulista. Queria lhe contar que criou o primeiro fã-clube para o músico. Desde então é presidente do Raul Rock Club, detentor de tudo o que se possa imaginar que pertenceu ao astro: do primeiro violão que o cantor ganhou em Salvador aos 9 anos de idade até o pijama listrado que usou quando foi encontrado morto no apartamento onde morava no Centro da capital paulista. Veja abaixo vídeo da reportagem Morte de Raul Seixas completa 30 anos; veja lugares de São Paulo onde o 'Maluco Beleza' viveu: Morte de Raul Seixas completa 30 anos; veja lugares de São Paulo onde o 'Maluco Beleza' vi Colete de 'Gita' Outros itens emblemáticos da coleção são: a certidão de nascimento, o passaporte, a letra de "Gita" escrita à mão numa folha de papel e o colete usado no videoclipe da música para o Fantástico em 1974 entre outros. “Nada disso é produto para estar à venda. Isso aqui é para ser preservado num memorial. Faz parte da história do povo brasileiro. Faz parte da música popular brasileira”, acredita Sylvio, que costuma realizar exposições públicas das peças. “Meu desejo, meu sonho maior é que esse acervo todo fique em algum local, algum espaço cultural. Sabe... um memorial para o Raul Seixas. Para que as pessoas possam ir lá pesquisar, visitar”. Raul tinha 44 anos quando morreu sozinho no apartamento do Edifício Aliança, onde morava. Ele teve uma parada cardíaca decorrente de uma pancreatite aguda. Além de alcoólatra, o cantor e compositor tinha diabetes e outras doenças que debilitaram sua saúde. Primeiro violão; colete e letra da música 'Gita' e o pijama usado por Raul quando foi encontrado morto compõem o acervo de 5 mil itens do cantor Celso Tavares/G1 'Raulseixismo' Nesta quarta-feira (21) sua morte será lembrada com alegria pelos 'raulseixistas', como se definem os devotos mais fanáticos do ídolo. Desde que Raul morreu, fãs se reúnem 'religiosamente' todo dia 21 de agosto, por volta das 12h, em frente ao Theatro Municipal, no Centro da capital paulista. Pessoas sozinhas ou em grupo, famílias, crianças. Cada um com suas convicção política e até ideológica. Mas todos concentrados em torno do 'raulseixismo', estilo de vida seguido pelos fãs que enxergam Raul como uma espécie de 'messias'. Não podem faltar os inúmeros covers do cantor. “Eu vou morrer defendendo o Raul, defendendo o 'raulseixismo'”, fala Sylvio. Bar do Raul tem painel com letras de músicas e frases de Raul Seixas, além de imagens de astros do rock dos EUA que influenciaram o músico baiano Celso Tavares/G1 “Você ser 'raulseixista', você não é de esquerda, você não é de direita, você não é de centro. Você é você mesmo”, explica Kaká Moraes, dono do Bar do Raul. O estabelecimento comercial de Kaká, na Rua Augusta, Centro da capital, tem uma estátua do tamanho de Raul, algo em torno de 1,70m, logo na entrada. “Essa estátua hoje, ela virou um símbolo, um símbolo no meio do 'raulseixismo'”. Estátua de Raul Seixas está na porta do bar, na Rua Augusta Celso Tavares/G1 Para os fãs, Raul é um tipo de 'profeta' desses 'malucos-beleza' no universo 'raulseixista'. Usando tatuagens, roupas, coturnos, coletes, camisetas, óculos escuros e boina alusivos ao astro eles sairão em passeata até a Praça da Sé, também no Centro da cidade. Lá estão previstos shows musicais. “Com a morte dele, essa passeata tornou-se uma coisa religiosa. Existe uma aura messiânica em torno do Raul”, acredita Sylvio, que até se arrisca a estimar o público que estará presente. “Não vem menos do que 5 mil pessoas. Pode estar fazendo sol, chuva, caindo meteoros, a galera está lá. Vem gente do Brasil inteiro para cá, inclusive fora do país”. Qual som vai rolar na passeata? ‘Toca Raul’, é claro. Não faltará repertório. São mais de 400 composições e 40 discos atribuídos ao artista. Kaká Moraes e amigos 'raulseixistas' ao lado da estátua do cantor durante uma das passeatas em homenagem ao músico em São Paulo Divulgação/Arquivo pessoal 'Anarkilópolis' Uma dessas músicas é "Anarkilópolis" (1984), que conta a história de um homem que chega numa cidade para acabar com a criminalidade. Ela foi composta por Raulzito e Sylvícola, como ambos se chamavam. "Anarkilópolis" também é conhecida como "Cowboy Fora da Lei nº 2" por causa do refrão: “Eu não sou besta pra tirar onda de herói Sou vacinado, eu sou cowboy Cowboy fora da lei Durango Kid só existe no gibi E quem quiser que fique aqui Entrar pra história é com vocês” O refrão acima aparece depois em "Cowboy Fora da Lei" de 1987. Kaká Moraes, dono do Bar do Raul, ao da Jukebox 'toca Raul' Celso Tavares/G1 'Toca Raul' “O ‘toca Raul’ me parece que começou... Tem uma lenda que diz no dia 22 de agosto de 1989, tinha um morador de rua louco pelo Raul. Quando estava no velório do raul em salvador, quando desceu o caixão, o maluquinho saiu gritando pelo cemitério: ‘toca Raul, ‘toca Raul!’ Desde então parece que isso começou a replicar em bares, rodinhas de violão na praia, e tomou conta do mundo”, lembra Sylvio, entre risos. Todo mundo já deve ter ouvido a expressão ‘toca Raul' em algum momento da vida. Ela já foi dita, por exemplo até no show do ex-Beatle Paul McCartney, durante o momento em que ele cantava uma música em Londres. No Bar do Raul o que mais se tem é ‘toca Raul'. Aparece até mesmo no nome da Jukebox personalizada com fotos do cantor. Não é preciso nem perguntar o que a máquina toca... “O Raul, a gente não pode ficar mais de uma hora sem ouvir Raul porque é nós estamos aqui num templo 'seixista'”, explica Kaká, que mostra um mural com letras de músicas e pensamentos do ídolo em meio a fotos dele na parede. Sylvio Passos mostra primeiro violão que Raul Seixas ganhou na vida, em 1954, quando tinha 9 anos de idade Celso Tavares/G1 Mais adiante imagens de Elvis Presley, Chuck Berry, Beatles e outros astros da música idolatrando Raul, no centro deles e da chave símbolo da ‘Sociedade Alternativa’, nome de uma composição do brasileiro, que lhe rendeu um autoexílio nos Estados Unidos durante os anos 1970. “A ditadura militar no Brasil achou que o manifesto que Raul lia durante a canção "Sociedade Alternativa" era um plano para criar um grupo subversivo ou algo assim. Após ser preso com Paulo Coelho, seu parceiro na letra, ele se mandou para fora por um tempo e depois voltou”, lembra Sylvio, entoando o trecho: “faça o que tu queres pois é tudo da lei”. “Raul ensinou para o Brasil o que era valentia. O que era não se dobrar às coisas da sociedade, que a sociedade impõe. A 'Sociedade Alternativa’ era justamente isso”, analisa o jornalista Tiago Bittencourt, autor de 'Raul Que Me Contaram’. Veja Mais

'Homem-Aranha' pode deixar de ser produzido pela Marvel, se não houver acordo com Sony

G1 Pop & Arte Herói pode ficar de fora do Universo Cinematográfico da Marvel se impasse sobre a porcentagem na arrecadação dos futuros filmes não for resolvido, dizem sites. Entenda o caso. Tom Holland em cena de 'Homem-Aranha: Longe de casa' Divulgação "Homem-Aranha" pode deixar de ser produzido pela Marvel, se ela não chegar a um acordo com a Sony. A informação foi publicada nesta terça-feira (20) por vários sites americanos. Mas há divergências nas apurações: Segundo o Deadline, não houve acordo e o herói já está fora do Universo Cinematográfico Marvel; Já a revista "Variety" diz que ainda há negociação entre os estúdios: Marvel, parte do conglomerado da Disney, e Sony. Nenhum representante dos estúdios se manifestou sobre o assunto até a publicação desta reportagem. De acordo com os sites, a negociação já vinha acontecendo há alguns meses e está relacionada ao sucesso dos filmes de Kevin Feige, presidente da Marvel Studios. Qual é o impasse? No atual formato, a Disney recebe 5% do valor arrecadado no dia de estreia do filme e o valor de merchandising. O resto vai para a Sony; A Disney exigiu, no entanto, a revisão para que a divisão fosse de 50% entre os estúdios, com Feige no comando das futuras produções. É neste ponto que os estúdios estão discordando, segundo a "Variety". Se o acordo não for feito, Feige não produzirá novos filmes do Homem-Aranha dentro do Universo Marvel. O acordo entre Disney, Marvel e Sony para compartilhar os direitos dos filmes do herói aconteceu em 2015. Foi depois disso que Tom Holland virou o novo "Homem Aranha" e o personagem passou a fazer parte do time da Marvel. Nesta configuração, a Sony ficava responsável pela distribuição dos filmes em que o personagem era o principal, enquanto a Disney cuidava dos outros títulos. Por que Homem-Aranha vale tanto? Feige é responsável pelos maiores sucessos de bilheteria dos últimos anos e bateu dois recordes expressivos. Ter Homem-Aranha em suas mãos seria importante para continuar com bons resultados. "Vingadores: Ultimato" ultrapassou "Avatar" e se tornou a maior bilheteria de todos os tempos; "Homem-Aranha: Longe de casa" superou "James Bond Skyfall" e se tornou o maior sucesso de bilheteria da Sony, ao arrecadar mais de US$ 1,1 bilhão; O time de heróis da Marvel está se renovando e a perda de um herói tão popular pode ser arriscada para a fase quatro da saga; Fontes do Deadline dizem que Feige "ama" o super-herói e que continuaria com ele, se os estúdios se entendessem. Na Comic-Con San Diego deste ano, o painel de uma hora e meia da Marvel foi o grande destaque com o anúncio dos primeiros títulos da fase 4 do do Universo Marvel. Angelina Jolie como a "Viúva Negra", Natalia Portman como "Deusa do Trovão" e Mahershala Ali como o novo "Blade" são apostas do estúdio nos próximos dois anos. Veja Mais

Nasce Bela, filha de Claudia Leitte

G1 Pop & Arte Artista deu à luz na manhã desta terça-feira (20), em Miami, nos Estados Unidos. Claudia também é mãe de Davi, de 10 anos, e Rafael, 7 anos, frutos do relacionamento com o empresário Márcio Pedreira. Initial plugin text A filha de Claudia Leitte nasceu na manhã desta terça-feira (20). A artista deu à luz Bela em Miami, Estados Unidos, em um parto cesáreo. Segundo a assessoria de imprensa da cantora, mãe e filha passam bem e seguem no hospital. O nome da unidade de saúde não foi divulgado. Claudia Leitte faz post 'se despedindo' de barrigão e seguidores ficam em polvorosa: 'Feliz, segura e grata' A assessoria de Claudia não informou o tamanho e peso de Bela. No Instagram, Claudia anunciou discretamente a chegada de Bela, no início da tarde desta terça. “Antes mesmo de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que viesses ao mundo, Eu te separei e te designei para a missão de profeta para as nações!” Seja bem-vinda, minha estrela, minha #Bela", disse a artista na legenda de fotos das lembrancinhas que serão dadas a familiares e amigos que vão visitar a bebê. Além de Bela, Claudia e o marido, o empresário Marcio Pedreira, têm outros dois filhos: Davi, de 10 anos, e Rafael, 7 anos. Claudia Leitte anunciou o nascimento de Bela no Instagram Reprodução/ Instagram Anúncio da gravidez Initial plugin text Claudia Leitte anunciou a gestação de Bela durante participação no programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, em fevereiro deste ano. Na época, ela estava com três meses. No mesmo dia, a artista compartilhou no perfil oficial do Instagram um vídeo com o momento em que a família descobre o sexo da criança. Nas imagens, Claudia apareceu bem à vontade, de vestido solto, listrado e descalça. Rafael e Davi pulam e comemoram muito quando estouram uma bola que solta confetes cor de rosa, indicando que iam ganhar uma irmã. Também pelo Instagram, a artista mostrou um momento com o filho mais velho beijando a barriga dela. Carnaval Já grávida, Claudia Leitte se emocionou no carnaval de Salvador Joílson César/ Ag Haack Quase um mês após o anúncio, aos quatro meses da gravidez, a cantora puxou uma multidão no carnaval de Salvador. O tema dela neste ano foi: “Coração da Amazônia”. Em um dos dias da festa, ela brincou com a gravidez e reclamou do calor. "Rapaz, tem um sol para cada um hoje. Deveria ter vindo de biquíni porque já mostraria minha barriguinha de grávida", disse. Além da brincadeira, o carnaval de Claudia também foi marcado por muita emoção. No último dia da festa, ela se emocionou no início do percurso Barra x Ondina. “Só agradecer”, disse. O encerramento não foi diferente. A artista se despediu da folia baiana emocionada, acompanhada da família. Os dois filhos dela chegaram a dançar no trio ao som do hit “Saudade”. “Já me sinto mãe de Bela” Em abril deste ano, durante um evento em Salvador, Claudia não escondeu a ansiedade pela espera da filha. “Eu já me sinto mãe de Bela. É como se tivesse muito tempo já de relação. O tempo está passando rápido, daqui a pouco vou ter minha filha. Já são seis meses. Tô muito feliz”, disse ela na ocasião. A cantora revelou também que a filha sentia quando os irmãos estavam acordando. "Tem dias que acordo porque ela está mexendo. Ela sempre se mexe de manhã, quando os meninos estão acordando. Ela sempre sabe quando os meninos estão acordando". Dois dias após esse evento, Claudia mostrou a barriguinha para o público, em cima do trio, no encerramento do seu desfile na Micareta de Feira de Santana. Os fãs de Claudinha foram à loucura. Pausa nos shows Depois de uma maratona envolvendo carnaval, micareta de Feira de Santana, além das apresentações pelo país, Claudia anunciou a pausa na carreira, em junho, quando estava com sete meses. Após o anúncio da pausa, a cantora chegou a fazer um show durante um evento em São Paulo. Apesar disso, a previsão é que ela só volte aos palcos com agenda completa após nascimento de Bela. Também em junho, ela compartilhou com os seguidores do Instagram fotos do chá de bebê da caçula. O tema da festa foi ursinho e flores. Já aos oito meses, Claudia mostrou pelas redes sociais dois momentos fofos: com o filho mais velho beijando a barriga e o de um café da manhã surpresa que ganhou da família. Veja mais notícias do estado no G1 Bahia. Veja Mais

Katie Holmes e Jamie Foxx se separam após seis anos de relacionamento, diz revista

G1 Pop & Arte De acordo com informações da People, os dois não estariam mais juntos desde maio deste ano. Katie Holmes e Jamie Foxx Reprodução/Instagram Katie Holmes e Jamie Foxx não formam mais um casal. Segundo a revista People, os atores se separaram após seis anos de relacionamento. Segundo uma fonte da publicação, o término aconteceu em maio. Katie e Jamie nunca confirmaram oficialmente a relação, que teria começado em 2013, e sempre mantiveram o romance da forma mais discreta possível. A primeira vez que os dois posaram juntos em um evento público foi durante o Met Gala, que aconteceu em maio deste ano, mês que teria ocorrido o término da relação. Segundo a People, os representantes do casal não comentaram os questionamentos sobre o fim da relação. Os comentários sobre a separação entre Katie Holmes e Jamie Foxx começaram na última semana, quando o ator foi visto ao lado da cantora Sela Vave, em Los Angeles. Uma fonte da revista afirmou que Sela “é apenas uma garota que ele está ajudando, uma jovem cantora”. Veja Mais

Dido vem pela 1ª vez ao Brasil e diz que se diverte mais no palco hoje que auge do sucesso há 20 anos

G1 Pop & Arte Cantora diz que brasileiros vão ver show mais solto que na época de 'Thank you' e fala em turnê dividida, assim como novo disco, entre amor por eletrônica dançante e por folk suave. Dido, cantora inglesa, volta com novo disco e faz turnê após 15 anos Divulgação Há duas bandeiras recorrentes nos shows de Dido: "White flag", a canção na qual ela hesita em levantar o pano branco da paz amorosa, e aquela inconfundível verde e amarela."Sempre tem um fã brasileiro com a bandeira em qualquer lugar", comenta a cantora. Pois a londrina finalmente vai fazer seus primeiros shows no Brasil em novembro (veja detalhes abaixo), após muitos anos tocando para brasileiros espalhados pelo mundo. Ou nem tantos anos assim, já que ela fez uma longa pausa de turnês, entre 2004 e 2019. Dido estourou em 1999 no Reino Unido e na Europa, com "Here with me", e em 2000 nos EUA e no resto do mundo, com ajuda do refrão de "Thank you" incluído em "Stan", de Eminem. No disco seguinte, "Life for rent", de 2003, ainda emplacou a já citada "White flag". Depois deste período que foi, de longe, o de maior sucesso na carreira, Dido até lançou dois discos ("Safe trip home", em 2008, e "Girl who got away", em 2013), mas saiu dos holofotes dos palcos e da mídia. Nesse meio tempo, em 2011, deu à luz o filho Stanley. Dido volta com novo disco após seis anos O Brasil perdeu a chance de vê-la no pico comercial, mas vai curtir Dido no auge da tranquilidade. "O show não é muito diferente de antes", ela admite. "Mas naquela época eu estava sempre muito nervosa. Agora eu não sinto muita pressão e consigo me divertir no palco. É incrível poder viajar o mundo e conhecer tanta gente", diz a cantora de 47 anos. O novo disco, "Still on my mind", reflete bem essa fase que é ao mesmo tempo relax e animada. O álbum foi gravado na casa dela, com produção do seu irmão Rollo Armstrong. "A gente estava muito relaxado, e não se preocupava com o tempo. Nos encontrávamos ocasionalmente, ele passava lá em casa, depois voltava para a dele. O disco aconteceu de maneira natural", ela descreve. Na resenha do G1, o repertório "Still on my mind" foi dividido em duas metades: seis folk românticos docinhos, na linha dos seus maiores hits, e seis eletrônicas, bem trip hop anos 90, com batida mais seca. Show divi-dido Dido diz que não fez esse cálculo de divisão ao planejar o disco, mas gosta da descrição e acha que ela se aplica também para o show que vai mostrar no Brasil. "Amei essa interpretação. E é assim no show também. Eu amo dance music, hip hop, e também gosto muito dessa parte mais acústica. Mas o que tem deixado mais gente surpresa nessa turnê é essa parte que faz todo mundo dançar", adianta Dido. Entre um show e outro, os fones de ouvido de Dido também não pararam lá no início dos anos 2000. Ela diz que está curtindo Anne Marie, Christine and the Queens e Billie Eilish, cantora que nasceu dois anos depois de "Thank You", em 2001. Dido no Brasil 2/11 – São Paulo – Credicard Hall (ingressos inteiros entre R$ 200 e 700) 3/11 – Belo Horizonte – Km de Vantagens Hall BH (ingressos inteiros entre R$ 200 e 600) 6/11 – Curitiba – Teatro Positivo (ingressos inteiros entre R$ 200 e 700) 8/11 – Rio – Km de Vantagens Hall RJ (ingressos inteiros entre R$ 540 e 730) Veja Mais

Billie Eilish é 1ª artista nascida nos anos 2000 a liderar parada de músicas dos EUA

G1 Pop & Arte Com 'Bad guy', cantora de 17 anos interrompeu período recorde de 'Old town road', de Lil Nas X, no topo do Hot 100 da 'Billboard', principal ranking de singles do país. Billie Eilish Divulgação/Universal Billie Eilish se tornou a primeira artista nascida nos anos 2000 a levar uma música ao topo da principal parada dos EUA. "Bad guy" interrompeu o período de 19 semanas seguidas de "Old town road", de Lil Nas X, no 1º lugar do Hot 100 da "Billboard", disse o site da revista nesta segunda-feira (19). As 19 semanas de "Old town road" foram o maior período seguido na liderança da história da parada de singles da "Billboard". Billie Eilish ficou por nove semanas em 2º lugar antes de chegar ao topo, o que também foi um recorde. Nascida em 18 de dezembro de 2001, a artista de 17 anos é também a mais jovem a chegar às paradas desde Lorde, que liderou com "Royals" aos 16 anos. Billie Eilish lançou um remix de "Bad guy" com Justin Bieber (saiba mais no podcast e no vídeo abaixo), mas a versão que chegou ao 1º lugar é a original, sem Bieber. Billie Eilish e Justin Bieber - 'Bad guy (remix)' Veja Mais

Paulo Gustavo e marido comemoram nascimento dos filhos Gael e Romeu

G1 Pop & Arte Humorista e marido, Thales Bretas, contrataram mãe de aluguel. Ator anuncia período de 'recolhimento' após nascimento dos gêmeos. Paulo Gustavo e marido, Thales Bretas Reprodução/Instagram Paulo Gustavo e seu marido, Thales Bretas, anunciaram o nascimento dos filhos Gael e Romeu neste domingo (18). "Agora somos pais de dois meninos lindos! Estamos muito agradecidos com esse presente que a vida nos deu e em êxtase de tanta felicidade." Initial plugin text Paulo Gustavo e Thales aproveitarão o nascimento dos filhos para passar por um momento de "recolhimento". "Queremos viver e aproveitar ao máximo cada momento, cada passo, cada conquista de nossos filhos e nossa, enquanto casal e família. Sendo assim, estaremos particularmente mais recolhidos, atentos à nossa privacidade e voltados para esse momento mágico e único", escreveram em nota publicada no Instagram. Esta foi a segunda tentativa do casal. Em dezembro de 2017, a mãe de aluguel contratada por eles perdeu os bebês no meio da gestação. Veja Mais

'Aquarela do Brasil' chega aos 80 anos com cores esmaecidas por retratar país irreal de era ufanista

G1 Pop & Arte Música exuberante de Ary Barroso simboliza o gênero rotulado como 'samba-exaltação'. Ao compor Aquarela do Brasil em noite chuvosa de 1939, o compositor mineiro Ary Barroso (7 de novembro de 1903 – 9 de fevereiro de 1964) praticamente fundou o subgênero do samba que seria rotulado como samba-exaltação. Posta na letra com a chancela oficial do governo ditatorial de Getúlio Vargas (1882 – 1954), presidente do Brasil na época, a dose farta de civismo com que Ary pintou a Aquarela faz com que o samba chegue com cores pálidas aos 80 anos – festejados neste mês de agosto de 2019, sobretudo na cidade natal do compositor, Ubá (MG), cuja prefeitura criou programação cultural com exposição, musical e outros eventos que celebram o ilustre filho da cidade mineira. Tal esmaecimento não contamina a melodia exuberante de Ary, para sempre tão viva e majestosa que faz com que o samba ainda resista como um dos românticos cartões-postais do Brasil no mundo 80 anos após ter sido gravado pelo cantor Francisco Alves (1898 – 1952) em 18 de agosto de 1939. Nesse sentido, Aquarela do Brasil somente é ombreada com a igualmente célebre Garota de Ipanema (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962), samba-símbolo da carioca Bossa Nova, standard de outra era musical, surgida em momento de prosperidade e modernidade nacional. Se Aquarela do Brasil chega esmaecida aos 80 anos, é porque a letra envelheceu mal. Essa letra podia fazer todo sentido em época de nacionalismo exacerbado como a Era Vargas. Em 2019, soa fora de época, datada, sem vínculo com o Brasil polarizado e poluído em que até a bela natureza natural do país vem sendo destruída por crimes e maus-hábitos ambientais. Tampouco o Brasil pode ser retratado hoje em dia como a "terra do samba e do pandeiro". O samba está vivo, mas abafado nos morros e no asfalto pelo som grave do tamborzão do funk do Rio de Janeiro. Som que já ressoa no resto de um Brasil que, no fim das contas, é mais do sertanejo do que do samba ou mesmo do funk. O "bamboleio que faz gingar" é outro. Mas isso seria detalhe pequeno se o brasileiro tivesse pelo Brasil o sentimento de orgulho cantado por Ary nesse samba que ganhou os Estados Unidos – e, por tabela, o mundo – a partir de 1942, ano em que foi propagado em desenho de Walt Disney (1901 – 1966). Aquarela do Brasil exportou para o mundo a imagem-clichê de um Brasil feliz, tropical, colorido. Um Brasil de suposta igualdade em que o "mulato inzoneiro" personificava a figura do próprio país. A diversidade é de fato uma marca (salutar) do Brasil. Mas ainda é preciso lutar para que ela se imponha em paz no cotidiano nacional. Por ter somente as cores do ufanismo cego, o samba Aquarela do Brasil deve ser entendido – e apreciado pela grandiosidade da composição – sob a luz da época em que veio ao mundo. Mas jamais difundido como o símbolo de um Brasil já sem as cores vivas da cortina do passado. Veja Mais

Quem é Papatinho, produtor que começou gravando em garagem e agora faz feat de Cardi B e Anitta

G1 Pop & Arte Carioca de 32 anos aprendeu sozinho a criar 'beats', fundou ConeCrewDiretoria e usa experiência no rap para internacionalizar o funk: 'Estão virando uma coisa só'. Papatinho não canta. Mas já assinou música com seu nome bem ao lado de Snoop Dogg. É assim em quase todos os seus trabalhos. O carioca de 32 anos levanta a bandeira da valorização do ofício de produtor. E, em breve, vai se ver de novo entre os maiores do rap: é ele o responsável pela batida da recém-anunciada parceria de Anitta com a estrela americana Cardi B. Initial plugin text "Nos anos 90, queria saber quem produzia as músicas e não tinha [essa informação]. Comecei a ver acontecendo lá fora. Quando passei a produzir para os artistas, comecei a fazer questão de assinar", conta ao G1. Por isso, ele nunca foi um nome por trás do ConeCrewDiretoria, fenômeno da música independente que o lançou no cenário do rap brasileiro. Sempre esteve à frente, citado como integrante ao lado dos MCs. A banda surgiu em 2005, quando Papatinho deu forma às primeiras músicas do grupo no estúdio na garagem de um amigo. O grupo ConeCrewDiretoria, com Papatinho no centro Divulgação "Nunca tinha entrado num estúdio na vida. Levei meus três primeiros beats e um monte de papeis cheios de letras", lembra. "Saímos de lá com um CD gravado e pedimos para um amigo, que tinha som no carro, tocar. Aí fu***. Depois disso, não teve uma noite que não tenha tentado fazer beat." O interesse por música surgiu depois da paixão por tecnologia. Na adolescência, Papatinho gostava de fuçar softwares de edição na internet. Foi assim que aprendeu a criar batidas por conta própria. "Não tinha onde estudar, não existiam tutoriais como hoje." 'A galera do pop' O trabalho no ConeCrew abriu portas para parcerias com nomes como Gabriel O Pensador, Marcelo D2, Criolo e Black Alien - com o último, em um dos discos mais elogiados de 2019. De repente, começou a aparecer também "a galera do pop". "O rap está muito inserido no pop americano hoje. Rihanna e Beyoncé têm produtores que são do rap. Quando Anitta e Ludmilla me procuram, é isso que elas querem. Essa galera não quer uma coisa careta", explica. Com as duas brasileiras, Papatinho trabalhou em "Onda diferente", música do álbum mais recente de Anitta que tem a participação de Snoop Dogg. O produtor já conhecia o rapper desde 2015 - ele já havia escutado seu som no ConeCrew. Para a nova parceria com a cantora, ele disse ter trabalhado por 18 horas em busca do beat perfeito. Cardi B escolheu justamente um que tem uma participação póstuma de Mr. Catra (1968-2018), ícone do funk. "Agora o rap e o funk estão muito unidos, estão virando uma coisa só", analisa. Os dois gêneros também se unem no estúdio do selo de gravação criado por Papatinho, o Papatunes. Além de Anitta e Ludmilla, estão entre os frequentadores do espaço MV Bill, MC Marcinho, Gabriel O Pensador, Kevin O Chris - até Cleo Pires, que jogava videogame enquanto o produtor falava com o G1. Só falta Cardi aparecer por lá. Veja Mais

Teago Oliveira, voz da banda Maglore, promove o primeiro álbum solo com última música a entrar no disco

G1 Pop & Arte Teago Oliveira já tinha aprontado o primeiro álbum solo, na segunda quinzena de julho, quando veio a inspiração e compôs a música que seria intitulada Corações em fúria (Meu querido Belchior). Graças à agilidade do produtor do disco, Leonardo Marques, a música foi incluída no álbum em tese já finalizado. E, por ironia, essa última composição a ser gravada, em estúdio de Belo Horizonte (MG), foi escolhida para ser o primeiro single do primeiro álbum solo deste artista baiano residente na cidade de São Paulo (SP) e projetado ao longo dos últimos dez anos como cantor, guitarrista e principal compositor da banda soteropolitana Maglore. O single Corações em fúria (Meu querido Belchior) será lançado nesta segunda quinzena de agosto, dando o pontapé inicial na trajetória individual do artista. Só que, a propósito, Teago Oliveira inicia carreira solo sem deixar a banda Maglore. Veja Mais

Em 'Supera', Marília Mendonça engole o choro e faz hino contra a sofrência

G1 Pop & Arte Música tem súplica para que a amiga deixe de sofrer por amor. Composição é de homens e foi 'traduzida' para o feminejo por Marília; ouça trecho e veja comentários do G1. G1 Ouviu - Marília Mendonça - 'Supera' "Supera" está na série de álbuns “Todos os cantos”, já no terceiro volume, em que a Marília Mendonça viaja pelo Brasil lançando só hinos. Essa foi em Manaus. Ela canta de forma intensa e sem perder o controle. Mas não é sofrência pessoal - pelo contrário: é um pedido para a amiga parar de sofrer. É um safanão musical: "mulher, supera". A música comprova a análise dos professores de canto em uma matéria recente do G1. Eles dizem que a voz de Marília está ainda mais potente e avaliam que ela passou a controlar melhor a respiração depois de perder peso. Chamou o Hugo A música é de cantor chamado Hugo Del Vecchio. É um paranaense que se mudou para Goiânia e está se firmando como compositor e cantor. O maior sucesso dele é em parceria com a Marília, “O que você viu em mim”. “Supera” foi escrita por Hugo junto com os parceiros Henrique Moura, Luan Moura e Montenegro. Hugo já tinha até lançado a música com sua voz em 2018. 'Tradução para o feminejo' Mas Marília muda a letra. Hugo cantava: “Você é forte, mulher, supera”. Ela trocou para "De mulher para mulher, supera”. A versão original parecia um "mansplaining da sofrência" - uma explicação masculina condescendente a uma mulher sofrendo por amor. Ainda por cima, dava um sinal de que ele apenas queria ficar com a moça em questão. Já a versão da Marília é pura empatia feminina, e isso faz toda diferença: um feminejo ressignificado nota 10. Marília Mendonça Érico Andrade/G1 Veja Mais

Richard Williams, animador de 'Roger Rabbit', morre aos 86 anos

G1 Pop & Arte Canadense também trabalhou na franquia de 'Pantera Cor de Rosa' e venceu três Oscars. O animador Richard Williams, conhecido pelo trabalho em "Uma Cilada para Roger Rabbit" (1988), morreu nesta sexta (16), aos 86 anos. Segundo o comunicado da família, ele estava em casa em Bristol, no Reino Unido. O animador tinha um diagnóstico de câncer, mas segundo a filha Natasha Sutton Williams, ele "trabalhou até o último dia de sua vida". Williams nasceu em 19 de março de 1933 em Toronto, no Canadá, mas mudou para a Inglaterra nos anos 50. A vontade de desenhar é atribuída à Branca de Neve, que viu quando tinha cinco anos. "Eu sempre quis, quando criança, ir para a Disney. Eu era um garotinho esperto, então peguei meus desenhos e acabei entrando", afirmou à BBC em 2008. Além de animar e criar os personagens de "Roger Rabbit", Williams também participou da franquia "Pantera Cor de Rosa", nos anos 70, e do filme "Casino Royale". Ao longo da carreira ganhou três Oscars e três BAFTA Awards, maior prêmio do cinema inglês. Estrelado por Bob Hoskins, o live-action Roger Rabbit conquistou dois Oscars e um Bafta. Williams foi o responsável pela criação dos personagens Roger e Jessica Rabbit. O filme "The Little Island" (1958), estreia de Williams, rendeu um Bafta. O primeiro Oscar que ganhou foi em 1971 pela adaptação do livro "A Christmas Carol", de Charles Dickens. Veja Mais

Arnaldo Antunes grava, em São Paulo, álbum solo previsto para ser lançado em novembro

G1 Pop & Arte Arnaldo Antunes grava álbum solo, na cidade de São Paulo (SP), pouco mais de um ano após ter lançado RSTUVXZ (2018), disco autoral de repertório inédito calcado na alternância entre rock e samba e na exposição de afinidades e contrastes entre os dois gêneros musicais. O próximo álbum solo do multimídia artista paulistano tem lançamento previsto para novembro. Trata-se do 18º título da discografia iniciada pelo cantor e compositor em 1993 no rastro da saída do grupo Titãs, no qual foi projetado nacionalmente na década de 1980. Essa conta fonográfica pode subir de 18 para 21 se forem incluídos os três discos lançados por Arnaldo como integrante do trio Tribalistas, formado em 2002 com Carlinhos Brown e Marisa Monte. Veja Mais

Erasmo Carlos é enfocado por lente romântica em documentário sobre o artista

G1 Pop & Arte É sabido nos bastidores da música brasileira que, de mau, Erasmo Carlos tem somente a fama alimentada pela rebeldia esboçada na época da Jovem Guarda. Conhecido inclusive pelo epíteto de Gigante Gentil, o cantor, compositor e músico carioca de atuais 78 anos sempre foi um romântico. Temperado com sensualidade, esse romantismo tem pautado a vida e a obra do artista. É sob esse foco romântico sensual que a cineasta Sandra Werneck vai enquadrar Erasmo em documentário idealizado para ser exibido pelo Canal Curta! com exclusividade. Com imagens e depoimentos inéditos de Erasmo, o documentário começa ser produzido pela Cineluz no ano em que a história inicial do Tremendão gerou filme de ficção, Minha fama de mau (2019), estrelado pelo ator Chay Suede e focado sobretudo na década de 1960, com ênfase no apogeu do cantor na era da Jovem Guarda. Veja Mais

Peter Fonda, ator de 'Easy rider', morre ao 79 anos

G1 Pop & Arte Ator ficou conhecido por papel no filme de 1969, com título em português 'Sem destino', pelo qual foi indicado ao Oscar de roteiro. Ele também concorreu por atuação em 'O ouro de Ulisses' (1997). Peter Fonda em 'Easy rider' Divulgação O ator Peter Fonda, que ficou famoso pelo filme "Easy rider", com título traduzido no Brasil como "Sem destino", morreu nesta sexta-feira (16) aos 79 anos. Segundo a revista "People", ele tinha câncer de pulmão e teve insuficiência pulmonar. Parte de uma família de atores, Peter nasceu em Nova York e era filho de Henry Fonda e irmão de Jane Fonda. Ele começou a carreira na Broadway no começo dos anos 1960. O filme que impulsionou sua carreira, "Easy rider", teve também sua participação no roteiro e produção, além de atuação. "Easy rider" foi um marco na contracultura do final dos anos 1960, e também teve no elenco Dennis Hoppe e Jack Nicholson (que concorreu a melhor ator coadjuvante no Oscar). A trilha sonora tinha a famosa faixa-título, com a banda Stephenwolf. Peter Fonda concorreu ao Oscar pelo roteiro de "Easy rider". Mais tarde, ele também foi indicado pela atuação no filme "O ouro de Ulisses", de 1997. Ele ganhou o Globo de Ouro por "O ouro de Ulisses" e também por pela minissérie "The passion of Ayn Rand", em 2000. Peter deixa dois filhos: Justin Fonda e a atriz Bridget Fonda. O ator Peter Fonda em 2016 AP Veja Mais

A perenidade de 'Kind of Blue'

G1 Pop & Arte Capa do disco 'Kind of Blue', de Miles Davis Reprodução Há 60 anos – 17 de agosto de 1959 – a Columbia Records lançava em Nova York um novo LP de Miles Davis. Intitulava-se "Kind of Blue" e tinha apenas três faixas em um lado e duas no outro. Pelo que conta Eric Nisensen, autor do livro "The making of Kind of Blue", nenhum dos seis homens que dele participaram saiu do estúdio da Rua 30 com a sensação de ter acabado de criar uma obra-prima. Sequer pensavam nas possibilidades de o disco ser um fenômeno de venda (4 milhões de exemplares só nos Estados Unidos). Sabiam, apenas, que tinham acabado de gravar, em dois dias, 2 de março e 22 de abril, um bom e original disco de jazz. O fato de haver um livro –– na verdade, mais de um –– contando a história de “Kind of blue”, já demonstra sua excepcionalidade. Ou melhor, perenidade. Quantas obras musicais em disco mereceram tais atenções? Quantas continuam vivas por tanto tempo? Ao falar dela, Nisensen não economiza elogios. E explica o resultado como uma lógica simplista: os homens que o gravaram eram gênios em sua melhor forma. Miles Davis (1926-1991), trompetista, líder e compositor dos cinco temas (dois deles em parceria), já era uma celebridade em 1959, personagem maior na história do jazz e um dos mais influentes artistas do século XX. Bill Evans (1929-1980), pianista e parceiro de Miles nos dois temas, brilhante intérprete e compositor, era músico completo. O sax tenor John Coltrane (1926-1967) e o sax alto Julian “Cannoball” Adderley (1928-1975), principalmente o primeiro, gozavam nos seus instrumentos de prestígio à altura do que Miles tinha no trompete. Paul Chambers (1935-1969), baixista, inovador, muito imitado, era o mais jovem dos seis. Jimmy Cobb, excelente baterista, fez 90 anos em janeiro e, baquetas aposentadas, é o único sobrevivente de um momento raro. O 17 de agosto dos 60 anos de “Kind of Blue” coincide com o que seria o nonagésimo aniversário de nascimento de Bill Evans, o cúmplice ideal da Miles Davis naquela aventura (alguns autores acreditam que sejam somente de Evans “Blue in green” e “Flamenco sketches”, os dois temas que ele assina com Davis). Cúmplice ideal porque, com suas invenções harmônicas e transgressões rítmicas, era também um experimentador ligado no que se entendia por jazz modal. Havia muito que Miles Davis tentava fugir do bebop, do hard bop e de outras aproximações adotadas em seus LPs anteriores. Influenciado por “Lydian chromatic concept of tonal organization”, livro que o pianista George Russell lançara em 1953, propondo que as improvisações do jazz se fizessem a partir de acordes e mudanças de acorde, Miles começou a construir as bases do que seria ouvido em “Kind of blue”. Na faixa título de um LP anterior, “Milestones”, já havia sinais de sua aproximação do caráter modal de composição. A parceria com Evans vem da mesma combinação de intenções sugeridas por Russell. Daí ter Miles contratado Evans –– o único branco da turma –– para substituir Wynton Kelly (1931-1971), o pianista titular de seu sexteto. Quase como uma compensação, seria dada a Kelly a oportunidade de ocupar novamente seu lugar numa das faixas do disco, “Freddie Freeloader”, e apenas nela. E assim, com os integrantes do sexteto criando, improvisando, praticamente “compondo” a partir das variações harmônicas sugeridas por Miles e Evans, “Kind of blue” foi gravada em duas sessões, “So what”, “Freddie Freeloader” e “Blue in Green”, no primeiro dia, e “All Blues” e “Flamenco Sketches”, no segundo. O resultado, sensação imediata. O disco teria aprovação unânime da crítica e se tornaria o mais vendido da história do jazz. Perpetuam-se nele 46 minutos de perfeita integração de músicos então jovens em torno de um jazz ainda jovem aos 60. Os seis ou sete ainda obteriam outros sucessos em suas carreiras, juntos ou separados. Mesmo que a maioria deles morresse cedo. Miles ainda viveu até os 62, Evans até os 51, mas Coltrane, Adderley e Kelly não passaram da faixa dos 40, e Chambers, o caçula, se foi aos 33. É claro que elevar “Kind of blue” às alturas de “maior disco de jazz de todos os tempos”, como tantos querem, é exagero cometido em nome do entusiasmo de jazzófilos que sempre viram nele, por seu caráter inovador e influente, a obra-prima de Miles Davis e um dos grandes acontecimentos do jazz. Por tudo isso, é disco obrigatório que jamais deixará de ser editado, mesmo que o streaming venha a ser o único som do futuro. A edição em CD comemorativa de seus 50 anos, lançada antecipadamente em 2008, reúne em dois volumes, além das cinco faixas originais, várias alternativas, conversas de estúdio durante a gravação e seis bônus colhidos na discografia de Davis e seu sexteto. Pena que, tão barato lá fora, os brasileiros já não o encontremos por aqui. Veja Mais

Mortes e mortes

G1 Pop & Arte Rio registrou a morte violenta de seis jovens pobres e moradores de comunidades em cinco dias. Na foto, comunidade da Rocinha, na zona Sul da cidade Reuters Esta semana o Rio de Janeiro, mais uma vez, registrou a morte violenta de seis jovens pobres e moradores de comunidades. Outros também morreram, mas, segundo informações divulgadas pela imprensa eram “traficantes”. Assim os brasileiros dividem os jovens ainda iniciando a vida. Os primeiros não merecem morrer. São trabalhadores e pessoas de bem. A vizinhança e os familiares em profunda dor se revoltam, como aconteceu esta semana na Grota em Niterói. Os segundos, embora muitas vezes da mesma idade, não merecem viver. Não têm a solidariedade dos vizinhos e só a mãe, o pai, a namorada ou os filhos lamentam suas mortes e com o rosto crispado de dor dizem que mesmo errados não mereciam esse tratamento. Os policiais envolvidos nos casos de assassinato de inocentes sempre declaram que foram recebidos à bala e que o jovem morto não era inocente. Quando a vítima é traficante há um silêncio que denota a certeza de que estão fazendo o trabalho deles, estão em guerra às drogas. O drama da violência que ceifa a vida de inocentes e ditos traficantes se abate sobre a cidade como um todo. O medo, o sofrimento e o inefável destino dos jovens espalham-se pela comunidade e fazem a vida cada dia mais difícil. O enredo se complica porque, de fato, a guerra contra as drogas é uma ideologia que tem a concordância da população. Traficar drogas ilícitas é proibido e a polícia tem licença para matar, ainda mais nos dias que correm porque os governantes reforçam essa tenebrosa forma de insistir em uma guerra perdida. O governador do Rio de Janeiro fala abertamente em matar os traficantes com uma bala na cabeça. Os tiros desferidos pelos helicópteros da polícia contra os ditos traficantes atingem todos os que vivem na comunidade alvo e inocentes são mortos porque a polícia está à cata dos bandidos. Essa tenebrosa coincidência entre o que a maioria das pessoas pensa sobre as drogas ilícitas e o que pensa a polícia faz com que haja um silêncio ensurdecedor sobre a barbárie que se instalou no Brasil e no mundo desde que os EUA e a ONU nos anos 1960 resolveram decretar esta guerra suja contra as drogas. Quem mata e quem morre nesta guerra são os que estão do lado mais fraco. Os poderosos, os que decidem como e quando matar estão confortavelmente instalados em seus escritórios e andam de carro blindado. Na próxima semana trarei uma entrevista que certamente lançará mais luz nesse triste breu em que estamos todos metidos. Veja Mais