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Intenção de consumo das famílias tem maior nível desde início da pandemia

G1 Economia Indicador cresceu 1,1% na passagem de julho para agosto, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 1,1% entre julho e agosto, com expansão de 17% ante agosto de 2021, para 82,1 pontos, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (18). Com o aumento, o ICF atingiu maior patamar desde abril de 2020 (95,6 pontos), ou seja, desde começo de pandemia de covid-19, pontuou a entidade. De acordo com a CNC, o desempenho foi impulsionado por famílias com renda mais alta, mais otimistas e dispostas a consumir em agosto. Dos sete tópicos usados para cálculo do indicador, seis apresentaram alta em agosto, como emprego atual (0,9%); renda atual (1,9%); acesso ao crédito (1,3%); nível de consumo atual (2,8%) perspectiva de consumo (0,8%) e momento para duráveis (1,2%). Nessa comparação, o único recuo foi observado em perspectiva profissional (-0,3%). Também na comparação com agosto de 2021 seis tópicos mostraram aumento. É o caso das elevações observadas, nessa comparação, em emprego atual (26,1%), perspectiva profissional (27,3%), renda atual (23,8%), acesso ao crédito (4,9%), nível de consumo atual (18%) e perspectiva de consumo (10,4%). A única queda foi registrada em momento para duráveis (-1,3%). A CNC destacou que, em agosto, as famílias com maior renda – com ganhos mensais acima de dez salários mínimos, na faixa de renda pesquisada pelo levantamento – se mostraram satisfeitas com o acesso ao crédito, com indicador acima dos 100 pontos, o que não acontecia desde março deste ano. “Apesar do aumento do auxílio para as famílias de menor renda, esses consumidores estão cautelosos, principalmente pela inflação em nível ainda elevado, alto endividamento e custo do crédito crescente”, ressaltou a economista responsável pela pesquisa Catarina Carneiro. Pesquisa aponta consumo maior de alimentos industrializados Outro item destacado pela CNC no comunicado foi indicador Nível de Consumo Atual em agosto, com crescimento de 2,8% ante julho, o maior dos últimos seis meses nessa comparação. Ele é medido a partir das respostas dos entrevistados a respeito do quanto as famílias estão comprando em relação ao ano passado (mais, menos ou a mesma quantidade), detalhou a confederação. “Importante destacar que esse item foi o que obteve o maior crescimento em ambos os grupos de renda”, afirmou, em comunicado, o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Veja Mais

Para onde vai o preço da gasolina?

G1 Economia Preço do combustível começou a cair em junho, após disparada desde meados de 2021. Mas o que esperar para os próximos meses? Imagem mostra carro sendo abastecido em posto de combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil O preço da gasolina começou a disparar em meados do ano passado – e só recentemente começou a dar sinais de alívio ao bolso dos consumidores. Veja perguntas e respostas sobre os preços dos combustíveis no Brasil Mas para onde vai o preço do combustível agora? Por que os preços estão caindo? Enquanto a alta foi puxada pela retomada da economia global após o tombo provocado pela pandemia da Covid, aliada à forte alta do dólar frente ao real e aos efeitos da guerra na Ucrânia, a queda recente veio principalmente na esteira do corte da tributação sobre o produto. Em meados de junho, entrou em vigor a legislação que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) que incidem sobre itens considerados essenciais – como combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. O ICMS é um imposto estadual, compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país e é responsável pela maior parte dos tributos arrecadados pelos estados. A mesma lei também zerou as alíquotas dos tributos federais incidentes sobre a gasolina – que, em junho, representavam cerca de 10% do preço do combustível vendido ao consumidor, segundo dados da Petrobras. Como estão os preços hoje? A entrada em vigor da nova lei teve efeito rápido: no mesmo mês, o preço da gasolina vendida ao consumidor recuou 0,72%. E, em julho, o tombo foi de 15,48%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado em 12 meses, depois de 16 meses seguidos com alta na casa dos dígitos, a gasolina finalmente voltou a ter uma alta discreta no mês passado, de 5,64%. O litro da gasolina, que chegou a ser vendido no primeiro semestre, em média, a R$ 7,39 (embora em alguns locais tenha passado a casa dos R$ 10) – recuou para R$ 5,74 no final de julho. Uma tentativa de ataque aos sistemas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que realiza esse levantamento de preços, no entanto, deixou indisponíveis dados mais recentes. A expectativa é que, quando a divulgação for retomada, a pesquisa mostre nova queda – já que a Petrobras reduziu mais uma vez, nesta terça-feira (16), o preço da gasolina vendida às distribuidoras, acompanhando um alívio nos preços internacionais do petróleo. Gasolina fica mais barata nas distribuidoras E como fica daqui pra frente? A expectativa é que preço do litro da gasolina se estabilize – ou até continue caindo por mais algum tempo. "A nossa perspectiva é de que não ocorram novos aumentos do preço de gasolina esse ano", diz o líder de análise da Warren Investimentos, Frederico Nobre. "É possível que a gasolina se mantenha nos patamares atuais ou até caia um pouco mais no decorrer de 2022", completa. "Tudo vai depender do ritmo da economia mundial", aponta André Braz, economista e coordenador dos índices de preços da Fundação Getulio Vargas (FGV). Braz explica que o mundo ainda vive um período de inflação em alta, o que deve fazer com que bancos centrais das principais economias sigam elevando suas taxas de juros para deter a alta de preços. Esse movimento 'esfria' a economia, e dificulta uma alta de preços das commodities – incluindo o petróleo. "Para essas matérias primas mais baratas, incluindo aí o petróleo, a tendência é que os preços não subam tão fortemente ou até caiam", diz o economista. Ele lembra que, em dólar, o preço do barril já caiu em torno de 20%, o que abriu espaço para as recentes reduções no preço da gasolina vendida pela Petrobras. E que, se essa tendência continuar, há chances de novas quedas nos preços da gasolina e do diesel. Entenda por que a queda internacional do petróleo não significa recuo dos preços dos combustíveis no Brasil O economista aponta, no entanto, que essas expectativas podem ser revertidas, por conta das eleições marcadas para outubro, e por conflitos geopolíticos, como a guerra na Ucrânia e a tensão entre os Estados Unidos e a China em relação a Taiwan. "Então vai depender exatamente de como o mundo vai se comportar. Só que nesse momento o que eu descrevi [a estabilidade ou queda de preços] parece ser a tendência, o que a gente deve ter a maior probabilidade de acontecer", aponta. Um levantamento da XP estima que a gasolina tenha deflação, dentro do IPCA, de 8,28% em agosto, seguida de outra, bem mais suave, em setembro (-0,67%). No último trimestre do ano, leves altas devem fazer o preço subir cerca de 5%. Mas a expectativa da instituição financeira é que, ao final de 2022, o litro esteja sendo vendido cerca de 15% mais barato do que era no início de janeiro. Se isso se concretizar, o brasileiro pode entrar no próximo ano pagando, em média, pouco mais de R$ 5,60 por litro da gasolina. E em 2023? O alívio deste ano, no entanto, pode ter fôlego curto: isso porque, caso não haja mudança, a partir de janeiro os tributos federais voltam a incidir sobre a gasolina – e a pressionar o bolso dos motoristas. "Para 2023 é outra conversa. Acho que tem que esperar um pouco mais para a gente conseguir se aprofundar. Existe uma eleição aí no meio do caminho que pode modificar a medida do ICMS, a questão toda da PEC dos benefícios, enfim, então preferimos esperar para entender", diz Nobre, da Warren. Veja Mais

Governo leiloou Congonhas e mais 14 aeroportos nesta quinta-feira

G1 Economia Os 3 blocos foram arrematados; governo garantiu uma arrecadação de mais de R$ 2,7 bilhões. Governo leiloou Congonhas e mais 14 aeroportos nesta quinta-feira Os 3 blocos foram arrematados; governo garantiu uma arrecadação de mais de R$ 2,7 bilhões. Leilão aconteceu na B3, em São Paulo,. Foram oferecidos 15 aeroportos divididos em 3 blocos. Expectativa é que vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões nos terminais Veja Mais

Ibovespa opera sem direção definida nesta quinta-feira

G1 Economia Na quarta-feira, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,17%, a 113.708 pontos. Imagem ilustrativa sobre a alta do dólar e o mercado de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera sem direção definida nesta quinta-feira (18), após quatro avanços consecutivos, com movimentos de realização de lucros prejudicando o desempenho da bolsa paulista. Às 14h13, o Ibovespa recuava 0,19%, a 113.494 pontos. Veja mais cotações. Entre os destaques, Petrobras subia mais de 1%, acompanhando a alta dos preços do petróleo que operam com avanço de mais de 2% nesta quinta. Na quarta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,17%, a 113.708 pontos, renovando a máxima desde 20 de abril. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular avanço de 10,22% no mês. No ano, a alta é de 8,48%. Parte relevante das altas recentes no pregão paulista têm sido atribuída à perspectiva de que o Banco Central encerrou ou deve concluir em breve o ciclo de alta da taxa básica de juros. Congonhas e outros 14 aeroportos devem passar para a iniciativa privada O que está mexendo com os mercados? No exterior, as bolsas tinham viés de alta em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed) poderá seguir um caminho menos agressivo no ritmo de elevação da taxa de juros na maior economia do mundo. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 2.000, para 250.000 na semana encerrada em 13 de agosto, informou nesta quinta-feira o o Departamento do Trabalho. A ata da última reunião do Fed reforçou as apostas de que o BC dos EUA deve elevar a taxa básica de juros americana em 50 ponto percentual na próxima reunião, em setembro,, e encerrar o ciclo de altas até o fim deste ano – em 3,25% ao ano. Desde março, o Fed já aumentou sua taxa de juros em 2,25 pontos percentuais. A ata da reunião de 26 e 27 de julho, publicada na quarta-feira, mostrou que, embora as autoridades do Fed "tenham observado que o mercado de trabalho permaneceu forte", muitos também notaram "que havia alguns sinais iniciais de um abrandamento das perspectivas para o mercado de trabalho". Por aqui, a agenda econômica do dia tem como destaque o leilão de concessão do aeroporto de Congonhas e mais 14 aeroportos. O governo prevê investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões durante os 30 anos da concessão. Veja Mais

Governo leiloa nesta quinta-feira Congonhas e mais 14 aeroportos

G1 Economia Anac prevê investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões durante os 30 anos da concessão. Se os 3 blocos forem arrematados, governo garantirá uma arrecadação inicial de ao menos R$ 938 milhões. Movimentação no aeroporto de Congonha, na cidade de São Paulo, SP, em imagem de arquivo RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza nesta quinta-feira, a partir das 14h, o leilão de concessão de 15 aeroportos – incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais ainda não administrados por operadores privados. A expectativa do governo federal é que os vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas – a "joia da coroa" do leilão. Os 15 aeroportos da 7ª rodada de concessões da Anac estão divididos em 3 blocos. Quem arrematar Congonhas, por exemplo, também terá de administrar outros 10 aeroportos localizados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. O lote deve ser o mais disputado, e terá lance mínimo de R$ 740 milhões. Se os 3 blocos forem arrematados, o governo garantirá uma arrecadação inicial de ao menos R$ 938,4 milhões. Com leilão desta quinta, tráfego nacional privatizado deve passar de 90% Veja lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada Esta será a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em 6 estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Veja no mapa abaixo: Regras do leilão Vencerá cada bloco a concessionária que oferecer o maior valor de contribuição inicial mínima. Um mesmo proponente poderá arrematar mais de um bloco. O requisito mínimo de habilitação técnica será a comprovação de experiência de processamento, em pelo menos um dos últimos 5 anos, de um 1 milhão de passageiros para o Bloco Norte II e 5 milhões de passageiros para os blocos SP-MS-PA-MG. No caso do Bloco Aviação Geral, o número exigido será de no mínimo 200 mil passageiros ou, alternativamente, 17 mil pousos e decolagens. Além da contribuição inicial a ser paga ao governo na assinatura dos contratos, as novas concessionárias terão que pagar uma outorga variável sobre a receita bruta – estabelecida em percentuais crescentes calculados do 5º ao 9º ano do contrato, tornando-se constantes a partir de então até o final da concessão. Os valores projetados para os contratos contemplam uma receita estimada de R$ 15,2 bilhões para os 15 aeroportos, sendo R$ 11,6 bilhões para o Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 1,7 bilhão para o Bloco Aviação Geral; e R$ 1,9 bilhão para o Bloco Norte II. As regras do edital estabelecem investimentos mínimos a serem realizados nos 5 primeiros anos de concessão. Composição dos 3 blocos Bloco SP-MS-PA-MG Lance inicial mínimo: R$ 740,1 milhões Investimentos previstos: R$ 5,8 bilhões Congonhas/São Paulo (SP) Campo Grande (MS) Corumbá (MS) Ponta Porã (MS) Santarém (PA) Marabá (PA) Carajás/Parauapebas (PA) Altamira (PA) Uberlândia (MG) Uberaba (MG) Montes Claros (MG) Bloco Aviação Geral Lance inicial mínimo: R$ 141,4 milhões Investimentos previstos: R$ 552 milhões Campo de Marte/São Paulo (SP) Jacarepaguá/Rio de Janeiro (RJ) Bloco Norte II Lance inicial mínimo: R$ 56,8 milhões Investimentos previstos: R$ 875 milhões Belém (PA) Macapá (AP) Os 15 aeroportos concentram cerca de 15% do tráfego de passageiros Segundo a Anac, os três blocos da 7ª rodada concentram o equivalente a 15,8% do total do tráfego de passageiros do país, o equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano. Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Segundo a Anac, se os 3 lotes do leilão desta quinta-feira forem arrematados, o percentual de passageiros pagos movimentados no mercado brasileiro atendidos por operadores privados chegará a 91,6%. A expectativa do mercado é de que a 7ª rodada atrairá interessados nos 3 lotes. O grupo CCR, no entanto, que já detém a concessão de diversos aeroportos no país, anunciou na terça-feira que decidiu ficar de fora do leilão e focar nas entregas de obras e operações dos aeroportos que administra. Para Maysa Abrahão Tavares Verzola, do escritório Gasparini, Nogueira de Lima e Barbosa Advogados, a inclusão de Congonhas em bloco de aeroportos menos expressivos ou rentáveis pode acabar resultando em pouca competitividade no leilão e ausência de outros grandes operadores. "É provável que as concessões sejam arrematadas pelo lance mínimo", avalia. 'Principal fator de mudança com a desestatização é agilidade em algumas transformações', diz especialista sobre leilão de aeroportos Próximos da fila Se o leilão tiver sucesso, entre os aeroportos sob gestão da Infraero vai restar só o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na fila da privatização. Os demais aeroportos são estaduais ou municipais. A previsão é que o aeroporto Santos Dumont seja leiloado no segundo semestre de 2023, junto com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão, que será relicitado após a concessionária RIOGaleão pedir para devolver a administração do aeroporto. Outro aeroporto que será relicitado e aguarda um próximo leilão é o de Viracopos. Veja Mais

Anac inicia leilão de 15 aeroportos na B3; bloco com Congonhas foi arrematado por R$ 2,45 bilhões

G1 Economia São 3 blocos reunindo terminais localizados em 6 estados; expectativa do governo federal é que os vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza nesta quinta-feira (18) o leilão de concessão de 15 aeroportos — incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais ainda não administrados por operadores privados. A sessão pública começou às 14h, na sede da B3, na capital paulista. ACOMPANHE AO VIVO A expectativa do governo federal é que os vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas – a "joia da coroa" do leilão. É a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em 6 estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Com leilão desta quinta, tráfego nacional privatizado deve passar de 90% Veja lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada VEJA OS BLOCO LEVADOS A LEILÃO Bloco SP-MS-PA-MG Vencedor: Aena Desarrollo Internacional Valor: R$ 2,45 bilhões Ágio: 231,02% Lance inicial mínimo: R$ 740,1 milhões Investimento previsto: R$ 5,8 bilhões Congonhas/São Paulo (SP) Campo Grande (MS) Corumbá (MS) Ponta Porã (MS) Santarém (PA) Marabá (PA) Carajás/Parauapebas (PA) Altamira (PA) Uberlândia (MG) Uberaba (MG) Montes Claros (MG) Bloco Aviação Geral Vencedor: XP Infra IV FIP Infraestrutura Valor: R$ 141,4 milhões Ágio: 0,01% Lance inicial mínimo: R$ 141,38 milhões Investimentos previstos: R$ 552 milhões Campo de Marte/São Paulo (SP) Jacarepaguá/Rio de Janeiro (RJ) Bloco Norte II Em andamento Lance inicial mínimo: R$ 56,8 milhões Investimentos previstos: R$ 875 milhões Belém (PA) Macapá (AP) Regras do leilão Vence cada bloco a concessionária que oferecer o maior valor de contribuição inicial mínima. Um mesmo proponente poderá arrematar mais de um bloco. O requisito mínimo de habilitação técnica é a comprovação de experiência de processamento, em pelo menos um dos últimos 5 anos, de um 1 milhão de passageiros para o Bloco Norte II e 5 milhões de passageiros para os blocos SP-MS-PA-MG. No caso do Bloco Aviação Geral, o número exigido será de no mínimo 200 mil passageiros ou, alternativamente, 17 mil pousos e decolagens. Além da contribuição inicial a ser paga ao governo na assinatura dos contratos, as novas concessionárias terão que pagar uma outorga variável sobre a receita bruta – estabelecida em percentuais crescentes calculados do 5º ao 9º ano do contrato, tornando-se constantes a partir de então até o final da concessão. Os valores projetados para os contratos contemplam uma receita estimada de R$ 15,2 bilhões para os 15 aeroportos, sendo R$ 11,6 bilhões para o Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 1,7 bilhão para o Bloco Aviação Geral; e R$ 1,9 bilhão para o Bloco Norte II. As regras do edital estabelecem investimentos mínimos de modernização nos aeroportos a serem realizados já nos 5 primeiros anos de concessão. Congonhas e outros 14 aeroportos devem passar para a iniciativa privada Veja Mais

Auxílio Brasil e vale-gás: parcela de agosto está liberada para quem tem NIS final 8; veja o calendário

G1 Economia Veja onde obter mais informações sobre os benefícios, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. Se aprovada, a PEC liberará, no total, R$ 93 bilhões para o governo investir no Auxílio Brasil GETTY IMAGES via BBC Beneficiários do Auxílio Brasil recebem nesta quinta-feira (18) a parcela de agosto dos benefícios. Terão direito aos pagamentos as pessoas que tenham Número de Identificação Social (NIS) com final 8. O mesmo grupo também recebe o vale-gás com valor integral do botijão. Os beneficiários dos grupos com NIS final 1 a 7 já receberam os pagamentos. O benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados (veja calendário abaixo). LEIA TAMBÉM: Auxílio 2022 pode reduzir pobreza, mas conta para os mais pobres virá depois, alerta economista da FGV Governo e Congresso driblam regras eleitorais e orçamentárias às vésperas da disputa nas urnas Um total de 20,2 milhões de beneficiários em condição de vulnerabilidade social vai receber o mínimo de R$ 600 neste mês referente ao Auxílio Brasil. O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 400 para R$ 600, será válido entre agosto e dezembro deste ano. Esse acréscimo no valor do Auxílio Brasil está dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em medidas de auxílio à população pobre e a algumas categorias profissionais. Auxílio Brasil bate recorde de buscas em julho Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa Novo cartão começa a ser entregue; veja perguntas e respostas TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O investimento total para o pagamento do Auxílio Brasil em agosto de 2022 é superior a R$ R$ 12,1 bilhões. O valor médio é de R$ 607,88. Além do benefício principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Informações por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Informações por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Auxílio Gás O Auxílio Gás manteve as datas de depósitos do Auxílio Brasil, que funcionam de acordo com o fim do Número de Inscrição Social (NIS). No valor de R$ 110 a parcela se refere ao mês de agosto e irá beneficiar 5,6 milhões de famílias. 5,6 milhões de famílias irão receber o auxílio gás no valor de R$ 110 em agosto. Reprodução/RBS TV O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. Veja no calendário abaixo: Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Consulta É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121. Veja Mais

China tenta 'semear chuva' para aliviar seca extrema

G1 Economia Autoridades estão realizando operações de semeadura de nuvens no centro e sudoeste da China. Autoridades realizam operações de semeadura de nuvens na Província de Hubei CHINA DAILY VIA REUTERS Autoridades chinesas estão tentando induzir chuvas em partes do centro e sudoeste da China em meio a uma seca severa e uma onda de calor recorde. O rio Yangtze, a hidrovia mais longa da Ásia, está agora em níveis recordes de baixa. Em alguns trechos, houve menos da metade das chuvas habituais. Entenda: o arriscado plano da China de 'semear nuvens' em mais da metade de seu território Os reservatórios hidrelétricos estão atualmente reduzidos pela metade, segundo autoridades. Ao mesmo tempo, um aumento na demanda por ar-condicionado colocou as empresas de energia sob extrema pressão. A onda de calor de dois meses é a mais longa já registrada na China, de acordo com o Centro Nacional do Clima. As províncias ao redor do rio Yangtze, atingido pela seca, recorreram a operações de semeadura de nuvens para combater a falta de chuva, com Hubei e várias outras províncias lançando 'foguetes' transportando produtos químicos para o céu, segundo a mídia local. Mas a falta de cobertura de nuvens paralisou os esforços em algumas áreas que buscam fazer a mesma operação. Enquanto isso, as temperaturas em Sichuan e nas províncias vizinhas ultrapassaram 40°C. Nesse contexto, os escritórios do governo em Sichuan foram solicitados a manter os níveis de ar condicionado em não inferiores a 26°C, de acordo com o jornal Sichuan Daily, citado pela agência de notícias Reuters. Os trabalhadores também foram orientados a usar escadas em vez de elevadores, sempre que possível. Milhões de moradores também foram atingidos por apagões na província. Na cidade de Dazhou, onde vivem cerca de 5,4 milhões de pessoas, os apagões duram até três horas, informou a mídia local. Os relatos são de que as fábricas da província foram forçadas a cortar a produção ou interromper o trabalho como parte das medidas de emergência para redirecionar o fornecimento de energia para as residências. - Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62589828 Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis em Araripina e Salgueiro nesta quinta-feira (18)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de Trabalho Divulgação/prefeitura de Rio das Ostras Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta quinta-feira (18) em Araripina e Salgueiro no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho, em Salgueiro, ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Últimos dias

Câmara de Comércio Exterior formaliza redução de 10% na Tarifa Externa Comum do Mercosul

G1 Economia Medida foi selada pelos países do bloco no mês passado. A Camex também aprovou a redução do imposto de importação de proteínas do soro do leite e de airbags para motos . O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) formalizou nesta quarta-feira (17) a redução em 10% das alíquotas da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. A TEC é uma tarifa de importação usada nos países que compõem o Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A ideia de uma tarifa única é evitar disputas tarifárias dentro do grupo. A redução da alíquota em até 10% já tinha sido aprovada pelo bloco em julho. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro não compareceu à cúpula dos líderes do bloco. Ele enviou um vídeo no qual defendeu a redução da tarifa. Agora, a Camex incorporou a redução na norma brasileira. A resolução entra em vigor no dia 1º de setembro. Países do Mercosul se reúnem presencialmente pela 1ª vez após a pandemia, mas Bolsonaro escolhe participar virtualmente Segundo o Ministério da Economia, a decisão “busca estabelecer uma estrutura tarifária mais eficiente para ampliar a inserção dos países do Mercosul no comércio internacional, além de aumentar a competitividade e a integração das economias do bloco”. Ainda segundo a pasta, a redução atinge a “maior parte do universo tarifário, resguardadas as exceções já existentes no bloco”. Na prática, o Brasil já estava trabalhando com uma Tarifa Externa Comum reduzida. Isso porque o governo anunciou dois outros cortes no imposto de importação. Em novembro de 2021, aprovou um corte permanente de 10%. Em maio deste ano, outro de 10%, mas com duração até o final de 2023. A Camex também aprovou a redução do imposto de importação de sete produtos, dentre eles, airbags para proteção de motociclistas, proteínas do soro do leite, e complementos alimentares. Com a medida, esses produtos passam a integrar a Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec). As alíquotas serão reduzidas a partir de 1º de setembro. As tarifas de importação desses itens serão zeradas ou reduzidas a 4%. Até agora, variavam de 11,2% a 35%. Veja Mais

Senado aprova projeto que permite produção de energia em alto-mar

G1 Economia Regulação da geração de energia eólica em alto-mar é um dos focos do projeto, que segue agora para a Câmara. Texto também estabelece contribuição e divisão dos recursos arrecadados. A comissão de Serviços e Infraestrutura do Senado aprovou nesta quarta-feira (17) projeto que libera a exploração de energia em alto-mar, lagoas e espelhos d’água. A proposta cria um marco regulatório para as chamadas eólicas "offshore", que são campos a serem instalados em alto-mar para geração de energia por meio do vento. O texto, porém, também trata da regulação de parques solares, entre outras fontes de energia. O projeto torna possível a realização de concessões de blocos exploratórios. A norma será válida para parques fora da costa brasileira, como o mar territorial. A proposta tramitava em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de ser apreciada pelo plenário do Senado. O projeto, de autoria do senador Jean Paul Prates (PT/RN), segue agora para o Câmara dos Deputados. Tributação e partilha De acordo com o projeto, empresas pagarão a partir de 1,5% de alíquota de participação, a partir da energia gerada. Dos recursos arrecadados: 50% serão destinado à União; 12,5% para os estados das áreas exploradas; 12,5% para os municípios dos locais explorados; 20% serão dividido entre os fundos de participação dos municípios e estados; 5% serão destinados para projetos de comunidades afetadas, como as comunidades pesqueiras e ribeirinhas. "Vamos angariar investimentos nacionais e estrangeiros, neste novo eldorado que será a geração de energia 'offshore'. Se houver disputa entre empresas, não há como fugir da licitação. Desta forma, vamos remunerar o Brasil, os estados e as cidades, permitindo o investimento em infraestrutura", afirmou o relator da matéria, senador Carlos Portinho (PL/RJ). VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Salários no comércio tiveram queda real de 5,7% com pandemia, diz IBGE

G1 Economia Patamar de salário médio mensal do trabalhador do setor ficou em 1,8 salário-mínimo em 2020, abaixo dos 1,9 salário-mínimo de 2019 e repetindo patamar observado em 2012. Os salários no comércio caíram 5,7% em 2020 ante 2019 em termos reais, ou seja, descontada a inflação, na leitura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quarta-feira (17) a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2020. A instituição informou ainda que, na comparação com 2014, o recuo em 2020 foi mais intenso, de 7,8%, nos salários em termos reais. Vendas do comércio crescem 0,1% em maio, mas alta é a menor do ano, mostra IBGE Ainda de acordo com o instituto, na evolução por salários-mínimos, o patamar de salário médio mensal do trabalhador do setor ficou em 1,8 salário-mínimo em 2020, abaixo dos 1,9 salário-mínimo de 2019; e repetindo patamar observado em 2012. Economia brasileira cresce 4,6% em 2021 e recupera perdas da pandemia No estudo, o IBGE chama atenção para a queda de salário em comércio, veículos, peças e motocicletas. Nesse setor, os salários tiveram queda de 8,9% em 2020 ante 2019. Na comparação com 2014, o recuo foi de 20%, acrescentaram ainda os pesquisadores do instituto. Na retração de salários, o destaque negativo ficou com comércio varejista, detalharam ainda os analistas do instituto. No varejo, as quedas de salário foram de 7,2% em 2020 ante 2019, com recuo de 7,6% ante 2014. Em contrapartida, no setor atacadista, o saldo negativo foi menos intenso, pontuou o IBGE. No atacado, os salários caíram 0,7% na passagem de 2019 para 2020. Na comparação com 2014, a retração de salários no setor atacadista foi de 3,3% no ano em que a pandemia começou. Empregos por empresa No estudo, o IBGE informou que, em 2020, cada empresa do comércio empregou, em média, sete pessoas. Entretanto, o número de empregados por empresa difere de acordo com a categoria da companhia comercial. Na prática, empresas de maior porte demandam número médio de empregados maior, pontuou o IBGE. Assim, em 2020, hipermercados e supermercados empregaram, em média, 134 pessoas por empresa; comércio por atacado de mercadorias em geral, tiveram média de 27 pessoas empregadas; e comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes, tiveram média de 22 trabalhadores, naquele ano. Essa análise por setores no número de empregados permitiu ao IBGE realizar algumas análises, em termos de concentração de empresas, no comércio. Os pesquisadores apontam que a atividade de hipermercados e supermercados registrou aumento médio em número de empregados, de 91 para 134 pessoas em 2020 ante 2019. Esse resultado, no entendimento dos pesquisadores, foi consequência de uma redução no número de empresas, de 5,1 mil, nessa área no período. Isso pode indicar maior prevalência da concentração das operações de hipermercados e supermercados em estabelecimentos maiores, afirmaram os técnicos do IBGE. Veja Mais

As sanções da UE contra a Rússia estão funcionando?

G1 Economia À DW, o chefe da diplomacia da UE avaliou que, mais cedo ou mais tarde, a economia da Rússia vai desmoronar. É uma opinião compartilhada por vários pesquisadores, mas outros não estão tão convencidos. Desde a invasão russa da Ucrânia no final de fevereiro, a União Europeia (UE) cortou quase completamente as relações econômicas com seu antigo parceiro comercial ao impor seis pacotes de sanções. Mas há exceções: gás, petróleo fornecido por meio de oleodutos, alimentos, cereais e certos tipos de fertilizantes não estão sujeitos às sanções. LEIA TAMBÉM: Economia russa encolhe 4% no segundo trimestre sob peso de sanções UE e Reino Unido estendem sanções contra a Rússia por mais seis meses Como sanções mudaram dia a dia na Rússia Economia sob bloqueio: brasileiros contam como têm 'driblado' os impactos das sanções à Rússia O Conselho da União Europeia, o órgão que representa os 27 países-membros, informa que foram impostas sanções contra 1.212 indivíduos e 108 empresas e outras entidades. Os indivíduos incluem o presidente russo, Vladimir Putin, seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e diversos oligarcas do círculo de influência do Kremlin. Sanções levam Rússia a 1º calote de dívida externa desde 1918; Kremlin nega Metade das reservas do Banco Central da Rússia foi congelada, os bancos russos foram cortados do sistema de pagamento internacional Swift. As exportações de itens de tecnologia ocidental, aeronáutica, eletrônica e artigos de luxo foram proibidas. Mais de mil empresas ocidentais retiraram-se da Rússia. Além da UE, os EUA, Canadá, Japão, Suíça e Reino Unido também impuseram sanções contra a Rússia. Em seu Monitor de Sanções, a rede de pesquisa Correctiv enumerou 6.825 medidas tomadas pela comunidade internacional desde o início da guerra de agressão russa. Nunca na história foram impostas tantas sanções contra um único país. Efeitos A questão agora é: como funcionam essas sanções, e elas podem levar a uma mudança no curso da guerra do Kremlin? O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, disse em entrevista à DW na última sexta-feira que as sanções estão atingindo "duramente" a economia russa. "A produção econômica russa está diminuindo em 10%. Eles sofrerão a pior recessão desde o final da Segunda Guerra Mundial". A UE ainda depende do abastecimento energético russo, admitiu Borrell, mas acrescentou que isso deve mudar dentro de alguns meses. "Continuamos a comprar gás, mas já reduzimos as importações pela metade. Não podemos fazer milagres". Mesmo com os lucros da venda de gás, os russos não podem mais comprar nada no Ocidente, como, por exemplo, tecnologia para seus tanques, aponta Borrell. "Eles têm dinheiro, mas não conseguem comprar nada." Vários estudos de universidades e institutos de pesquisa econômica abordam os possíveis efeitos das sanções e seu impacto na Rússia e nos países do Ocidente que as impuseram. Todos indicam declínio no desempenho econômico da Rússia neste ano. Em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a contração do PIB russo poderia chegar a 8,5%. Mais recentemente, o fundo revisou sua previsão para 6%, indicando que o país tem conseguido contornar parte dos problemas gerados pelas sanções. A economista Maria Shagina, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em Zurique, projeta um declínio de 6%. Setores afetados "A Rússia continua a vender petróleo e gás a preços recordes e assim enche seu cofre de guerra, algo que já vinha fazendo antes mesmo da guerra. É por isso que temos esta situação única que indica que a Rússia não está sendo particularmente afetada por sanções", diz Shagina, do IISS. "No nível microeconômico, entretanto, o quadro parece bastante diferente, especialmente na indústria automobilística e aeronáutica. Nelas são observados declínios de 80-90%", afirma. A Rússia tem agora que mudar seu modelo econômico pela falta de acesso ao capital e mercado financeiro ocidentais, diz a pesquisadora. "A Rússia terá uma reversão da industrialização. A grande questão é com qual rapidez a Rússia poderá lidar com isso e unir forças com a China ou a Índia", diz. Poucas alternativas As sanções contra a Rússia estão tendo efeito, afirma Julian Hinz, do Instituto Kiel para a Economia Mundial. A opinião de que o Ocidente sofre mais com suas próprias medidas do que a Rússia é incorreta, avalia. "Se você olhar para as estatísticas, verá que a economia russa está sofrendo maciçamente com as sanções. Muito mais do que a economia europeia. Não há comparação", diz. Ele também aponta que será difícil para a Rússia produzir alternativas nacionais às mercadorias importadas, porque a indústria local necessita de matérias-primas e conhecimento técnico do exterior. Finz ainda avalia que o Kremlin terá dificuldades para encontrar compradores para o petróleo e o gás que não estão sendo mais enviados para a UE e os EUA. "Não há oleodutos disponíveis [para outros mercados]. Há alguma capacidade de oleodutos indo para a China, mas eles não chegam a 10% da capacidade do que poderia ser enviado para a Europa ao mesmo tempo. Nada disso, em termos de capacidade, é capaz de substituir os oleodutos que vão para a Europa." Borrell: "Putin não se importa com seu povo". Borrell argumenta que a Rússia vai acabar isolada. "Uma economia moderna não pode funcionar se o vínculo com o resto [dos] poderes econômicos e poderes tecnológicos for cortado. Isso prejudicará muito a economia russa - não amanhã: a guerra continuará, infelizmente continuará. Mas a economia vai sofrer muito", disse o chefe da diplomacia europeia. "Putin terá que escolher se quer ter armas ou manteiga para seu povo. E sei que ele não se importa muito com seu povo." A questão crucial, então, é se as sanções econômicas acabarão ajudando a mudar a vontade política do regime autoritário em Moscou. Alexander Libman, professor de política russa e do Leste Europeu na Universidade Livre de Berlim, está cético. Recentemente, ele disse à emissora pública alemã Deutschlandfunk que Putin não está impressionado com os danos à economia russa. "As sanções não mudarão nada dentro de semanas ou meses", avaliou Libman. "É preciso ser honesto: as sanções são um instrumento – há muita pesquisa sobre isso – que geralmente não funciona. Na maioria dos casos, as sanções não influenciaram o comportamento dos Estados sancionados." Veja Mais

Viracopos tem queda no volume de carga movimentada em julho, mas acumulado do ano segue em alta

G1 Economia Aeroporto de Campinas recebeu ou despachou 30.875 toneladas pelo Terminal de Cargas no 7º mês de 2022, retração de 0,89% diante das 31.155 movimentadas no mesmo mês de 2021. Terminal de Cargas de Viracopos, o aeroporto de Campinas Aeroportos Brasil Viracopos O Aeroporto Internacional de Viracopos, de Campinas (SP), teve queda no volume movimentado pelo Terminal de Cargas em julho. A retração de 0,89% em relação ao mesmo mês de 2021, no entanto, não foi suficiente para interromper o aumento no acumulado do ano. O aeroporto vive um processo de relicitação e o governo federal sustenta que fará a nova concorrência ainda neste ano. No entanto, o edital está há cinco meses no Tribunal de Contas da União (TCU). Relicitação de Viracopos: entenda o que ainda falta para o aeroporto ter um novo leilão Nos primeiros sete meses de 2022, o terminal recebeu ou despachou 210.163 toneladas - volume acumulado 5% maior que no ano passado. Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, este foi o melhor resultado para movimentação de cargas desde o início da concessão, 2013. "Neste período, se destacaram, novamente, os setores farmacêutico, metalmecânico, químico, de tecnologia, automotivo e de vestuário. Hoje, Viracopos é o maior aeroporto em importação de carga do país, movimentando 40% de toda a carga aérea que chega ao Brasil", afirma a concessionária. Já nos 31 dias de julho, o aeroporto movimentou 30.875 toneladas, contra 31.155 toneladas no mesmo mês de 2021. Ainda que tenha ocorrido retração, o resultado de julho deste ano foi o quarto melhor de 2022. Passageiros Passageiros no Aeroporto de Viracopos, em Campinas Aeroportos Brasil Viracopos Já em relação ao número de passageiros, o mês de julho foi o mais movimentado desde o início da concessão. Embarcaram ou desembarcaram no terminal 1.058.194 pessoas. O recorde anterior havia sido registrado em maio também deste ano, com 1.018.456. Na comparação entre julho de 2021 e julho de 2022, a alta foi de 16,7%. No ano passado, foram 906.434 passageiros ante os 1.058.194 deste ano. Em meio ao recorde de passageiros, a Delegacia da Polícia Civil no Aeroporto Internacional de Viracopos registrou, no primeiro semestre de 2022, aumento de furtos de 65% de janeiro a junho, no comparativo com o mesmo período de 2021. Leia mais aqui. A relicitação O aeroporto encerrou 2021 com lucro líquido de R$ 276 milhões e registrou, pela primeira vez desde a concessão para a iniciativa privada, superávit financeiro em um exercício. A concessionária sempre reivindicou reequilíbrios no contrato de concessão por parte da Anac. De acordo com a empresa, a agência descumpriu itens que contribuíram para a perda de receita da estrutura. Em 2017, a concessionária manifestou pela primeira vez o interesse da devolver o aeroporto, mas emperrou na lei 13.448/2017, que regulamenta as relicitações de concessões aeroportuárias, ferroviárias e rodoviários do Brasil e só teve o decreto publicado em agosto de 2019. Por isso, apostou na recuperação judicial para solucionar a crise. A Aeroportos Brasil protocolou o pedido em 7 de maio de 2018 na 8ª Vara Cível de Campinas. Viracopos também foi o primeiro aeroporto do Brasil a pedir recuperação. Entre os pedidos de Viracopos, estavam o valor de reposição das cargas em perdimento - que entram no terminal e ficam paradas por algum motivo -, além da desapropriação de áreas para construção de empreendimentos imobiliários, um dos principais motivos apontados pela concessionária para a crise financeira, e um desacordo no preço da tarifa teca-teca, que é a valorização de cargas internacionais que chegam no aeroporto e vão para outros terminais. A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. Os outros 51% são divididos entre a UTC Participações (48,12%), Triunfo Participações (48,12%) e Egis (3,76%), que formam a concessionária. Os investimentos realizados pela Infraero correspondem a R$ 777,3 milhões. VÍDEOS: destaques da região de Campinas Veja mais notícias da região no g1 Campinas Veja Mais

Governo cancela leilão de energia nova por falta de demanda de distribuidoras

G1 Economia Cancelamento do A-6 decorre de medidas como a proposta de abertura do mercado livre de energia e a expansão da geração distribuída. O Ministério de Minas e Energia informou na noite de segunda-feira (15) que cancelou a realização do leilão de energia nova A-6 deste ano devido à ausência de demanda por parte das distribuidoras de energia. O leilão contrataria projetos novos de geração eólica, hidrelétrica e termelétrica (biomassa, gás natural e RSU) para fornecimento a partir de 1º de janeiro de 2028. O comunicado foi feito na véspera à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), juntamente com o envio de proposta de preços-teto para o certame do tipo A-5, que está mantido. Segundo o governo, o cancelamento do A-6 decorre de diversas medidas em curso, como a proposta de abertura do mercado livre de energia, a expansão da geração distribuída e a descotização das usinas hidrelétricas da Eletrobras após a privatização. Esses fatores vêm reduzindo o mercado cativo, atendido pelo portfólio de contratos das distribuidoras, e ampliando o consumo de energia no mercado livre, no qual consumidores negociam a energia diretamente com geradores e comercializadores. Com isso, não houve, por parte das distribuidoras, declaração de necessidade de compra de energia elétrica para o A-6 deste ano. "A medida representa economia administrativa e dos recursos dos agentes privados, na medida em que o certame meramente revelaria que, embora haja oferta de projetos, não há demanda para contratação no ambiente regulado", disse a pasta, em nota. Já o leilão A-5 será realizado em 16 de setembro. Poderão participar empreendimentos eólicos, solares, hidrelétricos e térmicos movidos a biomassa, a carvão e biogás, e de aproveitamento de resíduos sólidos urbanos. Veja Mais

MP que flexibiliza regras trabalhistas em caso de calamidade pública é promulgada e vira lei

G1 Economia Segundo a medida, podem ser adotados home office, antecipação de férias, redução da jornada de trabalho e suspensão de contrato. Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil A Medida Provisória (MP) que flexibiliza regras trabalhistas em caso de calamidade pública municipal, estadual ou nacional foi promulgada nesta terça-feira (16) e agora é a Lei Nº 14.437. A promulgação foi publicada no "Diário Oficial da União (DOU)". O Senado aprovou a MP dia 3 de agosto, um dia após a Câmara aceitar a proposta. O texto foi editado pelo governo no dia 28 de março e precisava ser aprovado pelo Congresso até o próximo dia 7 de agosto para não perder a validade e virar lei permanente. O texto-base da medida provisória foi aprovado por 51 votos a 17. Na sequência, um destaque, proposto pelo PT, foi rejeitado por 39 votos a 19. Pressionados pelo prazo, deputados e senadores evitaram promover alterações no conteúdo da medida provisória a fim de encurtar a tramitação e facilitar a aprovação. Aprovada sem mudanças em relação ao que foi enviado pelo Executivo, a MP foi à promulgação pelo Congresso. O texto autoriza o Poder Executivo federal a adotar, em situações de calamidade pública, medidas trabalhistas alternativas e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, que prevê a redução proporcional da jornada de trabalho e do salário, ou suspensão temporária do contrato de trabalho, mediante acordo entre empregador e empregado, com pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). As regras do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda já haviam sido adotadas em 2020 e 2021, em meio à pandemia da Covid-19. A lei permite, em caso de calamidade pública: adoção do regime de teletrabalho (home office ou trabalho remoto); antecipação de férias individuais; concessão de férias coletivas; aproveitamento e antecipação de feriados; regime diferenciado de banco de horas; suspensão da exigência dos recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O prazo permitido para adoção das regras é de até 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública. Ao enviar a MP para o Congresso, em março deste ano, o governo argumentou que, com as mudanças, "pretende-se preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades laborais, empresariais e das organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, e reduzir o impacto social oriundo da ocorrência de estado de calamidade pública nos entes federados". Já o senador Paulo Paim (PT-RS) criticou a medida. Segundo o parlamentar, o texto possibilita a realização de uma 'reforma trabalhista' nos casos de calamidade pública. "É uma reforma trabalhista antecipada. Cada estado de calamidade é uma realidade. Ora, município X ou Y decide lá que é estado de calamidade. Se ele tiver o aval da União, ele pode fazer uma reforma trabalhista, negando os direitos dos trabalhadores. Uma medida provisória como esta, pelo menos naquele caso da pandemia, foi amplamente discutida por todos nós, com votos contrários e a favor. E como que agora nós vamos deixar a boa vontade lá do município de decretar o estado de calamidade e automaticamente nós teremos aí uma série de direitos que desaparecerão", disse o petista. Veja as medidas: Facilitação do regime de teletrabalho O empregador poderá alterar o regime de trabalho presencial para home office (teletrabalho ou trabalho remoto), além de determinar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho. Essa alteração será notificada ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico. Antecipação de férias individuais O empregador informará ao empregado sobre a antecipação de suas férias com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico. As férias antecipadas não poderão ser gozadas em períodos inferiores a 5 dias corridos e poderão ser concedidas por ato do empregador, ainda que o período aquisitivo a que se referem não tenha transcorrido. O empregado e o empregador poderão, adicionalmente, negociar a antecipação de períodos futuros de férias, por meio de acordo individual escrito. O adicional de um terço relativo às férias concedidas poderá ser pago após a sua concessão, a critério do empregador, até a data em que é devido o pagamento do 13º salário. No caso de pedido de demissão, as férias antecipadas gozadas serão descontadas das verbas rescisórias devidas ao empregado. Concessão de férias coletivas O empregador poderá conceder férias coletivas a todos os empregados ou a setores da empresa, mas deverá notificá-los, por escrito ou por meio eletrônico, com antecedência mínima de 48 horas. Não se aplicam o limite máximo de períodos anuais e o limite mínimo de dias corridos previstos na CLT, ou seja, é permitida a concessão por prazo superior a 30 dias. Aproveitamento e antecipação de feriados Os empregadores poderão antecipar o aproveitamento de feriados federais, estaduais, distritais e municipais, incluídos os religiosos, e deverão notificar, por escrito ou por meio eletrônico, o conjunto de empregados beneficiados, com antecedência de, no mínimo, 48 horas, com a indicação expressa dos feriados aproveitados. Os feriados poderão ser utilizados para compensação do saldo em banco de horas. Regime diferenciado de banco de horas Ficam autorizados a interrupção das atividades pelo empregador e o regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, em favor do empregador ou do empregado, estabelecido por meio de acordo individual ou coletivo escrito, para a compensação no prazo de até 18 meses. A compensação de tempo para recuperação do período interrompido poderá ser feita por meio da prorrogação de jornada em até duas horas, a qual não poderá exceder 10 horas diárias, e poderá ser realizada aos finais de semana. Essa compensação do saldo de horas poderá ser determinada pelo empregador independentemente de convenção coletiva ou de acordo individual ou coletivo. Suspensão da exigência dos recolhimentos do Fundo de Garantia O Ministério do Trabalho e Previdência poderá suspender a exigibilidade dos recolhimentos do FGTS de até quatro competências, relativos aos estabelecimentos dos empregadores situados em municípios em estado de calamidade pública reconhecido pelo Poder Executivo federal. Os depósitos das competências suspensas poderão ser realizados de forma parcelada, em até seis vezes, sem a incidência da atualização, da multa e dos encargos previstos. Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda A medida provisória prevê que o governo federal poderá instituir o programa de redução da jornada e a suspensão dos contratos de trabalho para o enfrentamento das consequências sociais e econômicas do estado de calamidade pública em âmbito nacional ou em âmbito estadual, distrital ou municipal reconhecido pelo Poder Executivo federal. O prazo para adoção do programa será de até 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública. Pelo programa, os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso receberão da União o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), proporcional ao valor do seguro-desemprego. Há uma "garantia provisória" do emprego pelos meses em que a jornada e os salários forem reduzidos ou o contrato suspenso e por igual período quando as atividades e pagamentos forem normalizados. Por exemplo: se houve uma redução de jornada durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. VÍDEOS: notícias sobre política Veja Mais

Auxílio taxista: 245 mil motoristas recebem R$ 2 mil nesta terça; veja tira-dúvidas

G1 Economia Têm direito ao benefício os motoristas de táxi com Carteira Nacional de Habilitação válida e alvará em vigor no dia 31 de maio de 2022. Governo começa a pagar Auxílio Taxista nesta terça-feira (16) Motoristas de táxi de todo o país recebem nesta terça-feira (16) as duas primeiras parcelas do Benefício Emergencial aos Motoristas de Táxis – BEm Taxista, conhecido com auxílio taxista. Ao todo, serão pagos R$ 490,4 milhões a 245.213 taxistas, que vão receber R$ 2 mil cada um. Segundo o Ministério do Trabalho, 300.771 taxistas foram inscritos no programa pelos municípios até o dia 2 de agosto – mas 49.515 foram considerados inelegíveis ao benefício (veja nas perguntas e respostas quem tem direito à ajuda). Os taxistas cujos dados tenham sido inscritos pelas prefeituras entre os dias 3 e 15 de agosto, e que sejam considerados elegíveis, receberão as duas parcelas no dia 30 deste mês. Veja abaixo o tira dúvidas sobre o benefício. O que é o auxílio taxista? Assim como o auxílio caminhoneiro, o chamado Benefício Emergencial aos Motoristas de Táxis – BEm Taxista será pago aos profissionais para compensar os efeitos do aumento no preço dos combustíveis. Qual o valor do benefício? As parcelas têm valor previsto de R$ 1 mil. Se o número de beneficiários ultrapassar os 333 mil, no entanto, o valor do benefício terá que ser reduzido em pagamentos posteriores. Isso porque a emenda constitucional que aprovou o auxílio taxista não prevê um valor para a parcela mensal – mas estabelece que o gasto máximo com esses pagamentos este ano será de R$ 2 bilhões. Quem tem direito? De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, têm direito ao benefício os motoristas de táxi com Carteira Nacional de Habilitação válida e alvará para prestação do serviço cadastrado nas prefeituras em vigor no dia 31 de maio de 2022. Quantos trabalhadores serão beneficiados? O governo não divulgou o número de taxistas beneficiados, pois depende de informações que serão fornecidas pelas prefeituras referentes aos profissionais que têm alvará para atuar nos municípios. As informações deverão ser prestadas pelos 5.570 municípios brasileiros. Como esses trabalhadores serão escolhidos? As prefeituras deverão enviar os cadastros levando em conta um calendário estipulado pelo governo. Numa primeira etapa, o cadastro feito até o dia 2 de agosto neste link. Uma nova oportunidade foi aberta às prefeituras que não conseguirem atender ao primeiro prazo, entre os dias 5 a 15 de agosto. A data limite para envio dos cadastros será 11 de setembro. Entre as etapas, o sistema ficará fechado para o envio de informações para que a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, faça a análise e o cruzamentos dos dados recebidos, para identificar os profissionais elegíveis a receber o benefício. O que os taxistas precisam fazer? Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, não há necessidade de qualquer ação por parte dos taxistas. A prestação das informações é de responsabilidade das prefeituras. Eventual consulta sobre a inclusão dos motoristas na relação informada pelo município deverá ser feita diretamente à prefeitura. Só estar cadastrado na prefeitura garante o benefício? O simples cadastramento dos taxistas não garante o pagamento do BEm Taxista. Os dados enviados serão analisados pela Dataprev para identificação dos profissionais elegíveis. Quando o benefício será pago? As duas primeiras parcelas, referentes aos meses de julho e agosto, estão sendo pagas em 16 de agosto. Uma segunda data de pagamento das duas primeiras parcelas foi determinada para o dia 30 de agosto – nesse dia, vão receber os taxistas das cidades cujas prefeituras perderem o primeiro prazo para enviar os dados dos trabalhadores ao governo. A previsão é que o pagamento das parcelas do auxílio aos taxistas de todo o país seja realizado até dezembro. Veja o calendário previsto: Calendário de pagamento do auxílio do governo federal para os taxistas Divulgação/Ministério do Trabalho Como será feito o pagamento? O pagamento será feito por meio de poupança social digital, cujo depósito é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, por meio do aplicativo Caixa Tem. Os valores serão depositados em conta digital por CPF do profissional, de maneira automática pela Caixa. Não há necessidade de cadastro ou de envio de dados de conta para o depósito. Os recursos não movimentados no prazo de 90 dias, contados da data do depósito, retornarão para a União. O valor e o total de parcelas do benefício poderão ser ajustados de acordo com o número de beneficiários cadastrados, respeitando o limite global disponível para o pagamento do auxílio, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência. O auxílio a taxistas poderá ser pago a motoristas que não são os proprietários do alvará? Sim. O auxílio mensal para taxistas de todo o país poderá ser pago também a profissionais que atuem na profissão, mas não sejam os proprietários do alvará que autoriza a atividade. O benefício será devido aos taxistas detentores dessas concessões, permissões, licenças ou autorizações e que atuam na profissão e também àqueles que têm autorização para trabalhar e estejam vinculados a um desses alvarás. Veja abaixo: os motoristas que tenham registro para exercer a profissão, emitido pelo órgão competente da localidade da prestação de serviço até 31 de maio de 2022; e sejam motoristas de táxi titulares de concessão, permissão, licença ou autorização emitida pelo poder público municipal ou distrital em regular e efetivo exercício da atividade profissional; ou sejam motoristas de táxi com autorização emitida pelo poder público municipal ou distrital, em regular e efetivo exercício da atividade, e vinculado ao cadastro do item anterior. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? motorista que esteja com o CPF pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; motorista que tenha seu CPF vinculado, como instituidor, à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou motorista seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; será considerado inelegível o motorista de táxi beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente com o auxílio caminhoneiro. Os dados dos taxistas serão revisados periodicamente? Para verificação dos requisitos, serão utilizadas as informações disponíveis nas bases governamentais no momento do processamento. A elegibilidade poderá ser revisada todos os meses subsequentes. As informações deverão ser prestadas pelos 5.570 municípios brasileiros mensalmente. De onde vem o dinheiro para o pagamento? O benefício faz parte do pacote social pré-eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze, promulgada pelo Congresso no dia 14 de julho. Entre outros pontos, a emenda constitucional aumentou o valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, ampliou o vale-gás e criou um "voucher" para caminhoneiros e um auxílio para taxistas. O custo total do pacote pré-eleitoral chega a R$ 41,2 bilhões. No caso dos taxistas, o total liberado é de R$ 2 bilhões. E se houver irregularidades no pagamento? Se houver irregularidades que levem ao pagamento indevido do benefício, poderão ser adotadas as seguintes medidas: o cancelamento do benefício irregular; a notificação ao motorista de táxi beneficiário para restituição voluntária dos valores recebidos indevidamente, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU) emitida por sistema próprio de devolução; municípios poderão ser chamados para ajudar no cumprimento dessas providências; caso o motorista beneficiário não restitua os valores voluntariamente, será observado rito próprio de constituição de crédito da União. Veja Mais

Entidades assinam nota em defesa dos vulneráveis e pedem adiamento do empréstimo consignado atrelado ao Auxílio Brasil

G1 Economia A oferta de crédito consignado por meio do Auxílio Brasil tem sido criticada por especialistas. Operação deve ser iniciada até o início de setembro. Entidades jurídicas, de defesa do consumidor e personalidades de diferentes setores assinaram a "Nota em Defesa da Integridade Econômica da População Vulneráveis" para pedir o adiamento do empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil. A oferta de crédito consignado por meio do Auxílio Brasil tem sido criticada por especialistas. Eles alegam que a medida é perigosa, porque os recursos do programa de transferência de renda costumam ser utilizados para gastos básicos de sobrevivência. Com o empréstimo, no entanto, o cidadão pode ter até 40% do benefício descontado antes do pagamento. Crédito consignado atrelado a programas como Auxílio Brasil: veja riscos e cuidados O decreto que regulamenta o crédito consignado a quem ganha o Auxílio Brasil foi assinado na sexta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Cidadania, Ronaldo Bento. A operação deve ser iniciada até o início de setembro. Bolsonaro sanciona lei que libera empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil "A concessão de crédito consignado para beneficiários de programas de transferência de renda, no presente momento, tende a trazer ainda mais dificuldades para essa população. Se os valores atuais são insuficientes para garantir uma vida digna, a possibilidade de comprometer até 40% desse valor com empréstimos condenará essas famílias ainda mais à miséria", diz a nota. Entre os apoiadores da nota, estão o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP - por meio do Programa de Apoio ao Endividado. No documento, as entidades pedem o adiamento do "início da comercialização do crédito para o Auxílio Brasil e outros programas de transferência de renda, para elaboração de estudos e manifestação técnica dos especialistas e da sociedade civil, como necessário para elaboração de toda política pública." Ao fim da campanha, a nota será entregue ao Ministério da Cidadania. Até a tarde desta segunda-feira (15), o documento reunia 300 assinaturas. Veja Mais

Ibovespa opera em queda após dados fracos da China

G1 Economia Nesta semana passada, bolsa acumulou alta de 5,91%. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta segunda-feira (15), após dados econômicos fracos vindos da China. Às 10h26, o Ibovespa recuava 1,32%, a 111.270 pontos. Veja mais cotações. Na sexta-feira, a bolsa fechou em alta de 2,78%, a 112.764 pontos. Com o resultado, o Ibovespa subiu 5,91% na semana e acumula avanço de 9,31% no mês. No ano, a alta é de 7,58%. O que está mexendo com os mercados? No exterior, os mercados eram pautados pela cautela após dados econômicos fracos da China reacenderem os temores de uma desaceleração econômica na segunda maior economia do mundo. O banco central chinês cortou as principais taxas de empréstimo em uma ação inesperada após dados mostrarem que a economia desacelerou em julho. O foco dos investidores segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nas grandes economias. Por aqui, o Banco Central informou nesta segunda-feira que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), indica que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Veja Mais

Dólar opera em alta, negociado acima de R$ 5,10

G1 Economia Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 1,64%, vendida a R$ 5,0725. Notas de dólar Reuters O dólar opera em alta nesta sexta-feira (15). Às 10h27, a moeda norte-americana subia 0,67%, vendida a R$ 5,1066. Veja mais cotações. Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 1,64%, a R$ 5,0725 – menor patamar de fechamento desde 15 de junho deste ano (R$ 5,0265). Com o resultado, passou a acumular recuo de 1,97% no mês. No ano, tem desvalorização de 9,01% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? A semana começou com temores renovados sobre a saúde da economia global na esteira de dados fracos sobre a atividade da China, que levaram investidores a redirecionar recursos para ativos considerados seguros. O banco central chinês cortou as principais taxas de empréstimo em uma ação inesperada após dados mostrarem que a economia desacelerou em julho. O foco dos investidores segue nas expectativas de inflação de médio prazo e na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nas grandes economias. Por aqui, o Banco Central informou nesta segunda-feira que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), indica que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Estímulos fiscais deixam BC isolado no combate à inflação; entenda e veja análises Veja Mais

B3 quer que empresas expliquem falta de diversidade em diretoria e conselho

G1 Economia Uma das regras prevê que as companhias listadas tenham ao menos uma mulher e um integrante 'de comunidade minorizada' na diretoria ou conselho de administração. A operadora da bolsa brasileira B3 disse nesta quarta-feira (17) que colocou em audiência pública um conjunto de regras sobre representatividade em empresas listadas, incluindo a previsão de que as companhias tenham que explicar ao mercado a falta de diversidade nos cargos mais altos. Uma das regras prevê que as companhias listadas tenham ao menos uma mulher e um integrante "de comunidade minorizada" na diretoria ou conselho de administração, disse a B3 em comunicado à imprensa. Quem descumprir, porém, terá apenas que comunicar ao mercado os motivos. Museu do mercado de capitais 'estreia' na B3 com passeio pela história das bolsas e foco em educação financeira A B3 considera comunidade minorizada pessoas pretas ou pardas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ ou pessoas com deficiência. Serão utilizados critérios de autodeclaração. Além disso, se uma mesma pessoa se enquadrar em ambos os critérios – uma mulher com deficiência, por exemplo –, a empresa também já estaria enquadrada na regra, segundo a B3. Das mais de 400 empresas listadas, 60% não têm nenhuma mulher na diretoria estatutária, e 37% não possuem participação feminina no conselho, de acordo com a operadora da bolsa. A B3 afirmou não ter dados amplos sobre raça e etnia, mas um levantamento com 73 companhias mostrou que 79% delas responderam ter entre zero e 11% de pessoas negras em cargos de diretoria. A audiência pública, onde podem ser sugeridas mudanças, vai até 16 de setembro e a previsão da B3 é que o texto comece a vigorar em 2023. Além das normas para representatividade em conselho e diretoria, o conjunto de regras proposto ainda engloba a inclusão de indicadores sociais, de governança e ambientais nas remunerações variáveis (condicionadas ao desempenho) dos conselheiros das companhias listadas. A série de regras vale para empresas listadas em todos os segmentos. Os prazos de implementação são distintos, com tempo de carência até 2026, por exemplo, para a norma de representatividade nas lideranças das companhias, sendo que em 2025 as empresas já precisariam comprovar a eleição de uma das posições. As companhias que listarem ações na B3 após a vigência das novas normas também terão um tempo de adaptação às regras. Veja Mais

Ibovespa opera em queda seguindo exterior

G1 Economia Na terça-feira, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,43%, a 113.512 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta quarta-feira (17), acompanhando o clima negativo nas bolsas do exterior, à espera de novas pistas sobre os rumos da taxa de juros nos Estados Unidos. Às 10h04, o Ibovespa recuava 0,41%, a 113.044 pontos. Veja mais cotações. Na terça-feira, a bolsa fechou em alta de 0,43%, a 113.512 pontos, renovando a máxima desde 20 de abril. Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 10,03% no mês. No ano, a alta é de 8,29%. O que está mexendo com os mercados? Os mercados aguardam nesta quarta-feira a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), atrás de mais pistas sobre o ritmo de alta da taxa de juros nos EUA. O documento pode ajudar a esclarecer o que levaria as autoridades do Fed a adotar um terceiro aumento de 0,75 ponto percentual em sua reunião de 20 e 21 de setembro, e o que poderia levá-los a limitar os próximos aumentos a 0,5 ponto. Dados desde a última reunião do Fed mostraram que a inflação anual ao consumidor diminuiu em julho para 8,5%, de 9,1% no mês anterior, um fato que levou a maioria dos investidores a esperar um aumento de 0,5 ponto nos juros no próximo mês. Na Europa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre foi revisado de 0,7% para 0,6% na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início da campanha eleitoral e para as primeiras pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostraram nesta quarta-feira que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,69% neste mês, na primeira deflação desde o final do ano passado, refletindo a queda nos preços das commodities e a redução do ICMS sobre os setores de energia elétrica e combustíveis.. Veja Mais

Dólar opera em alta e volta a passar de R$ 5,20

G1 Economia Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,95%, a R$ 5,14. O dólar opera em alta nesta quarta-feira (17), à espera da divulgação, esperada para a tarde, da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), que pode dar pistas sobre os rumos da taxa de juros norte-americana. Às 10h05, a moeda norte-americana subia 1,16%, vendida a R$ 5,1997. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,2133. Veja mais cotações. Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,95%, a R$ 5,14. Com o resultado desta terça, passou a acumular recuo de 0,66% no mês. No ano, tem desvalorização de 7,80% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? Os mercados aguardam nesta quarta-feira a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), atrás de mais pistas sobre o ritmo de alta da taxa de juros nos EUA. O documento pode ajudar a esclarecer o que levaria as autoridades do Fed a adotar um terceiro aumento de 0,75 ponto percentual em sua reunião de 20 e 21 de setembro, e o que poderia levá-los a limitar os próximos aumentos a 0,5 ponto. Dados desde a última reunião do Fed mostraram que a inflação anual ao consumidor diminuiu em julho para 8,5%, de 9,1% no mês anterior, um fato que levou a maioria dos investidores a esperar um aumento de 0,5 ponto nos juros no próximo mês. Na Europa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre foi revisado de 0,7% para 0,6% na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início da campanha eleitoral e para as primeiras pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostraram nesta quarta-feira que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,69% neste mês, na primeira deflação desde o final do ano passado, refletindo a queda nos preços das commodities e a redução do ICMS sobre os setores de energia elétrica e combustíveis. Prévia do PIB sobe 0,69% em julho; índice avança 2,18% em 12 meses Veja Mais

Preço da melancia sobe 53% no atacado em julho; banana teve alta de 15%

G1 Economia Relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra os valores médios nas Ceasas em dez capitais do país. Preço da melancia sobe 53% no atacado em julho. Divulgação O preço médio das principais frutas teve alta no atacado em julho em relação a junho, enquanto os valores da maioria dos legumes e verduras caíram no mesmo período, mostra um relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O documento coletou informações de produtos comercializados nas Centrais de Abastecimentos do país (Ceasas) em dez capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Fortaleza e Rio Branco. Veja a seguir detalhes dos principais alimentos: Frutas Melancia (+53,5): houve queda na comercialização, aumento das cotações e da rentabilidade dos produtores. A colheita começou a aumentar no fim do mês no Tocantins. O plantio já começou no sul baiano. As exportações estão no seu intervalo, mas com números positivos no ano; Banana (+15,6%): ocorreu aumento de preços junto à diminuição da produção da variedade nanica e prata, com tendência não uniforme de comercialização no atacado a depender da situação da demanda local e da proximidade com os centros produtores. As exportações caíram; Maçã (+9,84%): foi registrada ligeira queda na comercialização. Houve queda dos estoques nas câmaras frias, o que provocou maior controle da oferta e preços mais elevados, principalmente para as maçãs graúdas. A rentabilidade continua positiva. As importações devem permanecer elevadas por causa da baixa oferta nacional; Mamão (+5%): Houve demanda estável e regular, elevação das cotações e queda da quantidade comercializada, com o arrefecimento dessa tendência por causa do aumento das temperaturas. As exportações continuaram em níveis mais baixos em relação a 2021 por causa da menor produção em 2022; Laranja (+0,9%): estabilidade das cotações, principalmente na parte final do mês, junto com pequenas variações na comercialização, devido ao tempo mais quente e à maior absorção da laranja pela indústria, diminuindo a oferta para o varejo. As exportações devem ter melhor desempenho para a próxima temporada. Precisamos lavar verduras, legumes e frutas antes de comer? Plantio sem uso do solo: conheça o sistema hidropônico De onde vem o que eu como: banana Legumes e verduras Legumes e verduras com propriedades similares e que são da estação, podem ser ótima opção para dieta equilibrada, segundo nutricionista do Sistema Hapvida/RN Sáude, Igor Oliveira Freepik Tomate (-25%): continuação da queda de preços foi observada nos mercados em julho, movimento iniciado após o ápice de preços registrados em abril deste ano. A oferta se manteve em elevação. Os danos e perdas causados pelas chuvas do final de 2021 e início de 2022 foram superados, com as áreas produtoras ofertando de forma suficiente para atender a demanda. Batata (-16,3%): continuação da queda de preços iniciada em maio, depois de um período de alta no início do ano. A safra da seca ainda no mercado e a entrada da safra de inverno fizeram com que a oferta permanecesse em níveis elevados, bem como o perfil dela modificasse, tornando o Centro-Oeste e o Sudeste como os principais abastecedores. Alface (-15,4%): o movimento em julho foi de queda de preços. Oferta também diminuiu principalmente nos mercados da região Centro-Oeste. A demanda ficou reduzida pelo período de férias escolares. Tendência de alta de preços em agosto nas Ceasas do Nordeste devido as chuvas intensas na região produtora. Cenoura (-12,7%): nova queda de preços em julho foi observada para a cenoura, mantendo os níveis deles em patamares baixos. O preço médio ponderado na comparação com junho teve queda de 12,75%. A oferta vem se mantendo em patamares elevados, pois os estados produtores aumentaram seus envios aos mercados, não mais pressionando a oferta mineira. Cebola (+3%): apesar de pequena intensidade, os preços tiveram viés de alta, diferentemente do ocorrido em 2021. Os preços em relação a julho de 2021 estão bastante elevados. A boa qualidade produto e a menor oferta advinda do Nordeste pode estar segurando os preços em nível mais altos. De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' Veja Mais

Caminhoneiros já podem fazer a autodeclaração para receber auxílio

G1 Economia Quem fizer o registro até o dia 29 de agosto receberá as duas primeiras parcelas de R$ 1 mil no dia 6 de setembro. O auxílio tem por objetivo ajudar os transportadores autônomos de carga a enfrentar o estado de emergência que decorre da alta do preço de combustíveis e derivados. Thomaz Silva/Agência Brasil O auxílio caminhoneiro começou ser pago neste mês e trabalhadores autônomos de carga que ainda estão de fora já podem fazer a autodeclaração para ter acesso ao benefício. O período de autodeclaração para recebimento da primeira e da segunda parcelas vai até o dia 29 de agosto. Quem fizer a autodeclaração até o final do mês e se encaixar nas regras do programa receberá as duas primeiras parcelas de R$ 1 mil no dia 6 de setembro. Devem fazer a autodeclaração os profissionais com cadastro em situação “ativo” no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas que não tiveram registro de operação de transporte rodoviário de carga neste ano. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, todos os profissionais nessa situação estão com uma notificação nos sistemas do governo. O preenchimento da autodeclaração pode ser feito no Portal Emprega Brasil, utilizando o login do Gov.br, ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, a fim de garantir que estão aptos a realizar operações de transportes. No primeiro lote, em 9 de agosto, mais de 190 mil foram habilitados a receber as duas primeiras parcelas de pagamento do Benefício Caminhoneiro-TAC,, referentes aos meses de julho e agosto. O governo estima que cerca de 900 mil caminhoneiros autônomos terão direito ao benefício. O chamado Benefício Emergencial aos Transportadores Autônomos de Carga (BEm Caminhoneiro) faz parte do pacotão eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze e será pago a transportadores autônomos de carga para compensar os efeitos do aumento no preço dos combustíveis. Mas, para ter direito ao benefício, os caminhoneiros precisam ficar atentos aos critérios exigidos pelo governo. Veja abaixo quem tem direito e como funciona o Benefício Caminhoneiro-TAC: Entenda como funciona o pagamento do Auxílio Caminhoneiro Quem tem direito e quais as regras? Têm direito ao benefício os transportadores autônomos de cargas devidamente cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) até 31 de maio de 2022 e em situação "ativo" em 27 de julho de 2022. Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos. O pagamento mensal do benefício no valor de R$ 1 mil será feito independentemente do número de veículos que eles possuírem. Os profissionais não precisarão apresentar comprovantes de compra de óleo diesel para ter direito ao valor. Quem estiver com situação cadastral "pendente" ou "suspenso" poderá regularizar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e se habilitar para ter direito ao auxílio. Quem precisa fazer a autodeclaração? Os caminhoneiros com cadastro em situação “ativo” no registro da ANTT mas sem operações registradas neste ano precisam preencher uma autodeclaração específica para fins de recebimento do benefício. Na autodeclaração, o caminhoneiro-TAC deverá afirmar que atende aos requisitos legais exigidos para recebimento do benefício e que está apto a realizar, de forma regular, transporte rodoviário de carga. Também será necessário informar o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) dos veículos cadastrados junto à ANTT. O período para fazer a autodeclaração vai de 15 a 29 de agosto, com pagamento da primeira e da segunda parcela previstos para 6 de setembro. Encerrado o período, a Dataprev fará um novo processamento dos dados para verificar os caminhoneiros a aptos a receber o benefício, se cumpridos os demais requisitos. "Os caminhoneiros-TAC que efetuarem a autodeclaração após 29 de agosto somente terão direito a receber o benefício a partir do mês da realização da autodeclaração, desde que atendidos os demais requisitos legais, sem possibilidade de pagamento retroativo", informa o ministério. Veja o calendário de pagamentos: Como saber se estou apto a receber? Para consultar a situação atual no RNTRC, basta fazer a consulta no site da ANTT, neste link. A busca pode ser feita a partir de informações do transportador, da localidade ou do veículo. As informações sobre os resultados do processamento e os pagamentos realizados poderão ser consultados na página eletrônica https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/beneficiocaminhoneiro. As informações sobre a elegibilidade do caminhoneiro ou as pendências/notificações para ter direito ao benefício estão disponíveis no Portal Emprega Brasil e no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Caso o motivo do indeferimento seja por irregularidade no CPF, o caminhoneiro deverá procurar a Receita Federal para regularizar sua situação. Nos casos de indeferimento por motivo de cadastro em situação “pendente” ou “suspenso” na ANTT, os profissionais deverão procurar a agência a fim de regularizar o registro. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? O BEm Caminhoneiro não será pago nas seguintes situações: se o caminhoneiro estiver com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; caso o caminhoneiro tenha seu CPF vinculado à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou caso o caminhoneiro seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos, ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente ao caminhoneiro que estiver recebendo benefício assistencial (como BPC/LOAS para a pessoa com deficiência), benefício por incapacidade, por invalidez, auxílio-reclusão ou se for elegível ao benefício taxista. MEI Caminhoneiro está incluído? Sim. A categoria de MEI Caminhoneiro poderá, como transportador autônomo de cargas cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), receber o benefício. Esse registro deve ter sido feito até 31 de maio de 2022. A categoria de MEI Caminhoneiro foi criada em dezembro de 2021, colocando os caminhoneiros no rol de profissões que podem se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs) e garantir os direitos previdenciários, sociais e tributários da categoria. Caminhoneiros podem aderir ao MEI; veja regras e como fazer Veja Mais

Auxílio Brasil e vale-gás: parcela de agosto é paga para novo grupo; saiba quem tem direito

G1 Economia Veja onde obter mais informações sobre os benefícios, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. Benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados. MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Será pago nesta terça-feira (16) a parcela de agosto do Auxílio Brasil e do vale-gás para o grupo de beneficiários portadores Número de Identificação Social (NIS) com final 6. O mesmo grupo também recebe o vale-gás com valor integral do botijão. Na semana passada, receberam os benefícios dos grupos com NIS final 1, 2, 3 e 4. O benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados (veja calendário abaixo). LEIA TAMBÉM: Auxílio 2022 pode reduzir pobreza, mas conta para os mais pobres virá depois, alerta economista da FGV Governo e Congresso driblam regras eleitorais e orçamentárias às vésperas da disputa nas urnas Um total de 20,2 milhões de beneficiários em condição de vulnerabilidade social vai receber o mínimo de R$ 600 neste mês referente ao Auxílio Brasil. O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 400 para R$ 600, será válido entre agosto e dezembro deste ano. Esse acréscimo no valor do Auxílio Brasil está dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em medidas de auxílio à população pobre e a algumas categorias profissionais. Auxílio Brasil bate recorde de buscas em julho Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa Novo cartão começa a ser entregue; veja perguntas e respostas TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O investimento total para o pagamento do Auxílio Brasil em agosto de 2022 é superior a R$ R$ 12,1 bilhões. O valor médio é de R$ 607,88. Além do benefício principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Informações por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Informações por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Auxílio Gás O Auxílio Gás manteve as datas de depósitos do Auxílio Brasil, que funcionam de acordo com o fim do Número de Inscrição Social (NIS). No valor de R$ 110 a parcela se refere ao mês de agosto e irá beneficiar 5,6 milhões de famílias. 5,6 milhões de famílias irão receber o auxílio gás no valor de R$ 110 em agosto. Reprodução/RBS TV O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. Veja no calendário abaixo: Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Consulta É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121. Veja Mais

Gasolina fica mais barata para distribuidoras a partir desta terça

G1 Economia Valor do litro vendido às distribuidoras terá queda de 4,8% a partir de terça-feira (16). No ano, combustível ainda acumula alta de 14,24%. A Petrobras reduziu nesta terça-feira (16) o preço da gasolina vendida às distribuidoras em 4,85%. O preço do litro passa de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Os preços dos demais combustíveis não foram alterados. O litro da gasolina era vendido às distribuidoras a R$ 3,71 desde a última redução, em 29 de julho. No ano, o combustível ainda acumula alta de 14,24%. No mês de julho, a gasolina ficou em média 15,48% mais barata nas bombas, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Em 12 meses, no entanto, ainda acumulava alta de 5,64%. A queda de preços no mês foi puxada principalmente pela imposição de um limite para as alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre o combustível. O levantamento semanal de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no entanto, não é divulgado há duas semanas, após uma tentativa de ataque aos sistemas da agência. Preços da gasolina nos EUA caem abaixo de US$ 4 pela 1ª vez desde março Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina "Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio", diz a estatal em nota. A Petrobras esclarece ainda que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,70, em média, para R$ 2,57 a cada litro vendido na bomba. Veja Mais

Movimentação de cargas nos portos cai 3,3% no primeiro semestre, diz Antaq

G1 Economia Setor movimentou 581,3 milhões de toneladas de janeiro a junho. Queda, a primeira desde 2019, foi motivada por 'lockdown' na China e desaceleração da economia global. Movimentação de cargas no Porto de Santos (SP). Divulgação/Santos Port Authority A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) informou nesta segunda-feira (15) que o setor portuário brasileiro movimentou 581,3 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2022, valor que representa uma queda de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado abrange a movimentação de cargas nos portos públicos e nos terminais privados. A última queda registrada no período havia sido no primeiro semestre de 2019, quando a movimentação caiu 2,9%. Segundo a agência, a redução na movimentação de cargas registrada neste ano acontece devido às medidas de lockdown na China e também ao desaquecimento da economia mundial. "Este ano, o primeiro semestre está fechando com um pequeno decréscimo, decréscimo que entendemos que ocorre principalmente em função dos problemas ocorridos nas China, em função de lockdown, de fechamento de indústrias, de portos. Isso impactou nas movimentações de granel sólido mineral e vegetal", afirmou o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery. "Nossos containeres também, cuja principal origem é a China, apresentou uma redução no período", completou Nery. Detalhamento Segundo os dados apresentados pela agência, commodities como minério de ferro, soja e petróleo puxaram a queda na movimentação de granéis, como são chamadas as mercadorias transportadas sem embalagem e em grandes quantidades nos porões dos navios. A queda de granel sólido foi de 4,4% no primeiro semestre, de granel líquido, 4,5%, e de contêineres, 4,4%. Houve aumento de movimentação somente da categoria de carga geral, de 18,6%, puxada por celulose. Já em relação ao tipo de produto transportado, a queda foi de 6,4% para minério de ferro (movimentação de 161,9 milhões de toneladas), 5,6% para petróleo (92,2 milhões) e 11,2% para soja (72,1 milhões), os três principais produtos movimentados pelo setor portuário no Brasil, considerando o número de toneladas. Somente a China, que apresentou restrições no início do ano, importa 60% do minério de ferro extraído no Brasil. Ainda em relação ao tipo de produto, houve aumento apenas na movimentação de fertilizantes (alta de 14,1%, chegando a 18,9 milhões de toneladas), celulose (17%, 12 milhões) e resíduos de óleo de soja (24,2%, 9,8 milhões) no primeiro semestre. Previsão para o ano O diretor-geral da Antaq disse que a agência espera que a perda seja compensada no segundo semestre, de modo a fechar o ano com uma movimentação próxima da ocorrida em 2021, quando foi movimentada 1,214 bilhão de toneladas pelos portos brasileiros. A projeção é que sejam movimentadas 631 milhões de toneladas no segundo semestre, encerrando este ano com 1,212 bilhão de toneladas movimentadas, uma queda de apenas 0,2% em relação ao ano passado. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina

G1 Economia Valor do litro vendido às distribuidoras terá queda de 4,8% a partir de terça-feira (16). No ano, combustível ainda acumula alta de 14,24%. Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina A Petrobras informou nesta segunda-feira (15) que vai reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras em 4,85%. A partir de terça-feira (16), o preço do litro passará de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Os preços dos demais combustíveis não foram alterados. O litro da gasolina é vendido às distribuidoras a R$ 3,71 desde a última redução, em 29 de julho. No ano, o combustível ainda acumula alta de 14,24%. No mês de julho, a gasolina ficou em média 15,48% mais barata nas bombas, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Em 12 meses, no entanto, ainda acumulava alta de 5,64%. A queda de preços no mês foi puxada principalmente pela imposição de um limite para as alíquotas do ICMS, imposto estadual que incide sobre o combustível. O levantamento semanal de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no entanto, não é divulgado há duas semanas, após uma tentativa de ataque aos sistemas da agência. Preços da gasolina nos EUA caem abaixo de US$ 4 pela 1ª vez desde março "Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio", diz a estatal em nota. A Petrobras esclarece ainda que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,70, em média, para R$ 2,57 a cada litro vendido na bomba. Veja Mais

Por que cada vez mais chineses param de pagar hipotecas e causam preocupação global

G1 Economia O setor imobiliário do país está lutando contra uma crise de caixa, forçando os compradores a tomar medidas extremas e interromper os financiamentos. "A construção para, o financiamento para. Entregue as casas e seja pago!" Construções não concluídas se tornaram comuns na China Getty Images via BBC Esse foi um dos gritos que os compradores de apartamentos descontentes na China usaram em um protesto em junho. Mas a ira deles sobre os imóveis inacabados não parou apenas em gestos e cânticos. Centenas deles pararam de pagar as parcelas de suas hipotecas – um passo radical para a China, onde a dissidência não é tolerada. Um jovem casal que se mudou para Zhengzhou, no centro da China, disse à BBC que, depois de receber o adiantamento no ano passado, a construtora desistiu do projeto e a construção parou. "Imaginei inúmeras vezes a alegria de viver em uma casa nova, mas agora tudo parece ridículo", disse a mulher, que não quis ser identificada. Por que o mundo está preocupado com a crise imobiliária na China? Uma outra mulher de pouco mais de 20 anos, que também comprou uma casa em Zhengzhou, disse à BBC que está pronta para parar de pagar o financiamento: "Depois que o projeto for totalmente retomado, continuarei pagando". Muitos deles podem pagar, mas estão optando por parar, ao contrário da crise das hipotecas subprime nos EUA em 2007, quando o dinheiro foi emprestado a pessoas que depois não conseguiam arcar com as dívidas. Na China, essas pessoas compraram casas em cerca de 320 projetos em todo o país, de acordo com uma estimativa de crowdsourcing no Github, onde os proprietários têm publicado sobre a decisão de parar o pagamento. Mas não está claro quantos realmente interromperam. Os empréstimos boicotados podem totalizar US$ 145 bilhões (R$ 735 bilhões), segundo estimativa da S&P Global. Outros analistas dizem que o número pode ser ainda maior. A revolta abalou as autoridades, que passaram a concentrar a atenção em um mercado já sob pressão de uma economia em desaceleração e uma séria crise financeira. Mais alarmante, isso sinalizou uma falta de confiança em um dos principais pilares da segunda maior economia do mundo. "Boicotes de hipotecas, impulsionados pela deterioração do sentimento em relação à propriedade, são... uma ameaça muito séria à posição financeira do setor", disse a think tank Oxford Economics em nota divulgada recentemente. Por que a crise imobiliária da China é preocupante? O setor imobiliário da China representa um terço da produção econômica do país. Isso inclui casas, aluguel e serviços de corretagem, além de indústrias que produzem produtos da linha branca que vão para apartamentos e materiais de construção. Mas a economia da China vem desacelerando - no último trimestre cresceu apenas 0,4% em relação ao ano anterior. Alguns economistas esperam uma estagnação neste ano. Isso se deve em grande parte à estratégia de covid-zero de Pequim - constantes lockdowns e restrições de isolamento afetaram a renda e, por sua vez, a poupança e os investimentos. O tamanho da economia da China significa que uma crise em um mercado crucial – como o imobiliário – pode afetar o sistema financeiro global. Especialistas acreditam que o contágio é a preocupação atual – os bancos não emprestarão se acreditarem que o setor está afundando. "Tudo vai depender da política", diz Ding Shuang, chefe de pesquisa econômica da Grande China no Standard Chartered. "Ao contrário de outras partes do mundo onde as bolhas imobiliárias estouram por causa dos mercados, aqui é por conta do governo." Trinta imobiliárias já perderam o pagamento da dívida externa. A Evergrande, que deu calote no ano passado em sua dívida de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão), é a de maior destaque. A S&P alertou que, se as vendas não aumentarem, mais empresas poderão seguir o mesmo caminho. A demanda por moradias também não está crescendo, pois a China passa por uma mudança demográfica, com a urbanização e o crescimento populacional em desaceleração. "A questão fundamental é que atingimos um ponto de virada no mercado imobiliário na China", diz Julian Evans-Pritchard, economista sênior da Capital Economics no país. Como chegamos a esse ponto? O setor imobiliário responde por cerca de 70% da riqueza pessoal na China – e os compradores de imóveis costumam pagar adiantado por projetos inacabados. Essas "pré-vendas" representam de 70% a 80% das vendas de novas casas na China, disse Evans-Pritchard, acrescentando que as construtoras precisam desse dinheiro porque o usam para financiar vários projetos ao mesmo tempo. Mas muitos chineses jovens e de classe média não estão mais investindo em imóveis, provavelmente por causa de uma economia fraca, perda de empregos e cortes salariais – e agora por medo de que as construtoras não concluam os projetos. "Isso é só parte do problema – as construtoras estavam contando com a entrada de dinheiro novo, e essas novas vendas não estão mais acontecendo", disse Evans-Pritchard. Mais de US$ 220 bilhões (R$ 1,11 trilhão) em empréstimos podem estar vinculados a projetos inacabados, segundo o grupo bancário ANZ. E o crédito - uma importante fonte de dinheiro nos anos de expansão - também secou. Em 2020, o governo da China introduziu as "três linhas vermelhas" - que são medidas contábeis para limitar quanto as construtoras poderiam tomar emprestado. Isso cortou o financiamento e a subsequente falta de confiança no mercado também afetou a disposição dos bancos de emprestar a empresas imobiliárias. O que o governo está fazendo? Por um lado, Pequim está colocando o ônus sobre os governos locais – eles estão oferecendo empréstimos reduzidos, descontos fiscais e subsídios em dinheiro para compradores de casas e fundos de alívio para construtoras. Mas isso tem um custo porque os cofres locais serão atingidos, à medida que as construtoras compram menos terras. "Acho que este é o momento para o governo central e os reguladores intervirem", disse Ding. "Em algum momento ele vai intervir para isolar o problema de algumas empresas e evitar o contágio. O setor é muito importante para a economia." O Financial Times informou recentemente que a China emitiu US$ 148 bilhões (R$ 750 bilhões) em empréstimos para ajudar o setor imobiliário, e a Bloomberg informou que os detentores de hipotecas podem receber um pagamento sem afetar sua pontuação de crédito. Mas, em uma nota recente, a Oxford Economics disse que qualquer intervenção governamental em imóveis e infraestrutura pode fornecer um impulso de curto prazo, mas que "não é ideal para o crescimento de longo prazo da China, pois o governo e o setor financeiro estão sendo forçados a ajudar a sustentar um setor imobiliário improdutivo (e falido)". Esta não é apenas uma crise financeira. O boicote às hipotecas corre o risco de se tornar um sério problema social, disse Ding. E isso pode se tornar um problema para o presidente Xi Jinping antes da realização de um congresso crucial do partido no final deste ano, onde se espera que ele busque um terceiro mandato histórico. O que acontece depois? Analistas dizem que o possível resgate – no valor de US$ 148 bilhões R$ 750 bilhões – pode não ser suficiente. A Capital Economics estima que as empresas precisam de US$ 444 bilhões (R$ 2,25 trilhões) apenas para concluir projetos interrompidos. Também não está claro se os bancos – especialmente os rurais menores – podem absorver o custo da greve das hipotecas. Mesmo que a construção reinicie, muitas construtoras podem não sobreviver porque é improvável que as vendas de casas sustentem o prejuízo. As vendas nas 100 maiores incorporadoras da China caíram 39,7% em julho em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a China Real Estate Information Corp (CRIC). Esta crise é a indicação mais clara de que a economia da China está em uma encruzilhada. "O governo está fazendo o possível para encontrar novas fontes de crescimento, mas isso será desafiador porque a economia depende, nas últimas três décadas, muito de propriedades, investimentos em infraestrutura e exportações", disse Evans-Pritchard. "A era de crescimento muito rápido na China provavelmente acabou... e isso é mais óbvio no setor imobiliário no momento." Reportagem adicional da BBC Pequim. Veja Mais

Sine de Porto Velho oferta 38 vagas de emprego nesta segunda, 15

G1 Economia Há cargos para vendedor e chapeiro de lanches. Cadastro pode ser realizado pela internet. emprego; chapeiro; lanches Artur Tumasjan/Unsplash O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está com 38 vagas de emprego em aberto nesta segunda-feira (15). Há cargos para vendedor e chapeiro de lanches. Veja a lista abaixo: Estoquista (vagas: 1) Promotor de Vendas (vagas: 1) Auxiliar de Pizzaiolo (vagas: 1) Vendedor de Seguros (vagas: 1) Auxiliar de Serviços Gerais (vagas: 1) Zeladora (vagas: 1) Pedagoga (vagas: 1) Gerente de Loja (vagas: 1) Motorista Categoria D (vagas: 1) Montador de Móveis (vagas: 1) Marceneiro (vagas: 1) Lanterneiro de Automóveis (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Vendedor (vagas: 3) Cabeleireiro (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Oficial de Cozinha PCD (vagas: 2) Empregada Doméstica (vagas: 1) Técnico em Refrigeração (vagas: 1) Esteticista (vagas: 1) Podóloga (vagas: 1) Manicure (vagas: 2) Operador de Trator (vagas: 1) Auxiliar de Logística PCD (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 2) Pizzaiolo (vagas: 2) Cozinheira (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Mecânico Montador (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Caldeireiro (vagas: 1) Como se candidatar? Para se candidatar a uma das vagas, o morador precisa realizar um cadastro online e apresentar documentos como carteira de trabalho, registro geral, comprovante de residência e currículo atualizado. Clique aqui e faça o cadastro. Os atendimentos presenciais serão realizados das 07h30 às 13h30 para os que não possuem acesso à internet. O Sine Municipal atende em dois pontos em Porto Velho, sendo: Sine Centro: rua General Osório, nº 81, Centro. Sine Leste: rua Antônio Fraga Moreira, nº 8250, bairro Juscelino Kubitschek Para mais informações, os telefones para contato são: (69) 998473-3411 (WhatsApp) e (69) 3901-3181 e o e-mail: sinemunicipalpvh@gmail.com. Veja outras notícias de Rondônia Veja Mais

Como funciona o Auxílio Caminhoneiro?

G1 Economia Benefício prevê pagamento de seis parcelas de R$ 1 mil até o fim do ano. Para ter direito, transportador precisa ter registro ativo na ANTT e ter realizado transporte de carga neste ano, além de preencher autodeclaração na internet. O auxílio tem por objetivo ajudar os transportadores autônomos de carga a enfrentar o estado de emergência que decorre da alta do preço de combustíveis e derivados. Thomaz Silva/Agência Brasil O Benefício Emergencial aos Transportadores Autônomos de Carga (BEm Caminhoneiro), também conhecido como Auxílio Caminhoneiro, foi criado para compensar quem trabalha com transporte de carga no país pelos sucessivos aumentos no preço dos combustíveis. Ele é destinado, exclusivamente, aos trabalhadores autônomos. O Auxílio Caminhoneiro faz parte do pacotão eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze e será pago, até dezembro, em seis parcelas de R$ 1 mil. Para ter direito ao benefício, os caminhoneiros precisam ficar atentos aos critérios exigidos pelo governo. Nesta primeira etapa, as parcelas referentes aos meses de julho e agosto foram pagas aos Transportadores Autônomos de Carga que estavam com o Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas – RNTRC em situação “ativa” e que possuem registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de operação de transporte rodoviário de carga realizada no ano de 2022. Os caminhoneiros sem operações registradas neste ano precisam preencher uma autodeclaração específica para fins de recebimento do benefício. Cerca de 900 mil caminhoneiros autônomos terão direito ao benefício, segundo estimativa do governo. Veja abaixo quem tem direito e como se cadastrar: Começam os pagamentos do Auxílio Brasil de R$ 600, Vale Gás e Bem Caminhoneiro Como fazer a autodeclaração? Os caminhoneiros com registro ativo na ANTT, mas sem operações registradas neste ano, deverão fazer uma autodeclaração específica para fins de recebimento do benefício. O preenchimento pode ser feito no Portal Emprega Brasil ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, a fim de garantir que estão aptos a realizar operações de transportes. O período para fazer a autodeclaração vai de 15 a 29 de agosto, com pagamento da primeira e da segunda parcela previstos para 6 de setembro. Encerrado o período, a Dataprev fará um novo processamento dos dados para verificar os caminhoneiros a aptos a receber o benefício, se cumpridos os demais requisitos. Os transportadores de carga que atenderem às exigências após 29 de agosto somente terão direito a receber a partir da terceira parcela, não sendo possível o pagamento de período retroativo. Quem tem direito e quais as regras? Têm direito ao benefício os transportadores autônomos de cargas devidamente cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) até 31 de maio de 2022 e em situação "ativo" em 27 de julho de 2022. Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos. O pagamento mensal do benefício no valor de R$ 1 mil será feito independentemente do número de veículos que eles possuírem. Os profissionais não precisarão apresentar comprovantes de compra de óleo diesel para ter direito ao valor. Quem estiver com situação cadastral "pendente" ou "suspenso" poderá regularizar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e se habilitar para ter direito ao auxílio. Veja o calendário de pagamentos: Como saber se estou apto a receber? Para consultar a situação atual no RNTRC, basta fazer a consulta no site da ANTT, neste link. A busca pode ser feita a partir de informações do transportador, da localidade ou do veículo. As informações sobre os resultados do processamento e os pagamentos realizados poderão ser consultados na página eletrônica https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/beneficiocaminhoneiro. As informações sobre a elegibilidade do caminhoneiro ou as pendências/notificações para ter direito ao benefício estão disponíveis no Portal Emprega Brasil e no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Caso o motivo do indeferimento seja por irregularidade no CPF, o caminhoneiro deverá procurar a Receita Federal para regularizar sua situação. Nos casos de indeferimento por motivo de cadastro em situação “pendente” ou “suspenso” na ANTT, os profissionais deverão procurar a agência a fim de regularizar o registro. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? O BEm Caminhoneiro não será pago nas seguintes situações: se o caminhoneiro estiver com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; caso o caminhoneiro tenha seu CPF vinculado à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou caso o caminhoneiro seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos, ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente ao caminhoneiro que estiver recebendo benefício assistencial (como BPC/LOAS para a pessoa com deficiência), benefício por incapacidade, por invalidez, auxílio-reclusão ou se for elegível ao benefício taxista. MEI Caminhoneiro está incluído? Sim. A categoria de MEI Caminhoneiro poderá, como transportador autônomo de cargas cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), receber o benefício. Esse registro deve ter sido feito até 31 de maio de 2022. A categoria de MEI Caminhoneiro foi criada em dezembro de 2021, colocando os caminhoneiros no rol de profissões que podem se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs) e garantir os direitos previdenciários, sociais e tributários da categoria. Caminhoneiros podem aderir ao MEI; veja regras e como fazer Veja Mais

Bolsonaro fala em manter imposto zero para combustíveis e repete promessa de reajuste a servidores

G1 Economia Governo reduziu taxação até dezembro, mas especialistas veem efeito negativo em 2023. Reajuste foi prometido para este ano e adiado; inclusão no orçamento não garante pagamento. Candidato à reeleição, Jair Bolsonaro discursa em evento com prefeitos em Brasília YouTube/Reprodução O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (17) em evento da campanha à reeleição, em Brasília, que estuda incluir duas medidas no projeto do Orçamento de 2023: a prorrogação do imposto federal zero sobre combustíveis e o reajuste salarial de servidores públicos. O governo chegou a zerar o imposto federal para gasolina, diesel, álcool e gás em 2022 – mas a medida tem validade até 31 de dezembro. Especialistas afirmam que a redução tem efeito temporário na inflação deste ano, mas pode levar a uma pressão ainda maior sobre os preços do setor em 2023. No caso do reajuste do funcionalismo federal, Bolsonaro chegou a prometer a medida para este ano, mas não cumpriu. O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou em um reajuste de 5% para todas as carreiras, mas o percentual desagradou categorias da base eleitoral de Bolsonaro, como as de segurança pública. No fim, nenhum salário foi reajustado pela União. "Hoje, tive mais uma conversa com parte da equipe econômica do Paulo Guedes sobre o PLOA [Projeto de Lei Orçamentária da União], o nosso orçamento para o ano que vem. Garantimos para o ano que vem continuar com zero imposto federal na gasolina, no diesel, no álcool e no gás de cozinha. Pedi para o pessoal ver agora se pode zerar também os impostos no querosene de aviação", disse Bolsonaro. "Dizer aos servidores públicos federais que terão reajuste ano que vem, tá? Não definimos o percentual ainda. Bem como teremos reestruturação de carreiras", afirmou em outro momento. O projeto do Orçamento 2023 deve ser aprovado pelo Congresso Nacional ainda em 2022 – mas só no fim do ano, quando o resultado das eleições já for conhecido. O texto também pode ser alterado em 2023, a depender das mudanças na composição do governo e do Legislativo. Isso significa que, mesmo sem dizer isso textualmente no evento, Bolsonaro fez promessas de campanha que só poderão ser cumpridas em uma eventual reeleição. O presidente e candidato prometeu ainda fixar o valor mínimo de R$ 600 para o Auxílio Brasil nos próximos anos – o que também depende da aprovação do Congresso Nacional. O programa em vigor atualmente paga R$ 600, mas só tem garantia de pagamento até dezembro. Fake news sobre Covid Após a Polícia Federal (PF) ter afirmado em relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao associar a vacina contra a Covid-19 ao risco de desenvolver Aids, o presidente voltou a defender a utilização de remédios sem eficácia contra a Covid-19 no combate à pandemia. "Acredito que fizemos muito, levando-se em conta o que aconteceu na pandemia no Brasil. Eu lamento e muito uma pressão enorme em cima dos médicos contra a sua liberdade. O médico sempre teve liberdade para clinicar, sugerindo medicamentos para o seu paciente em comum acordo com o mesmo ou com a família para que esse medicamento fosse administrado. Pode ter certeza de uma coisa: notícias já começam a aparecer e brevemente nós saberemos que muitas vidas poderiam ter sido evitadas no Brasil se os médicos tivessem realmente a plenitude, a sua garantia de clinicar", afirmou. Após o encontro com os prefeitos, o presidente foi questionado por jornalistas sobre o relatório entregue pela PF ao STF. Apesar de ter sido indagado por várias vezes, o presidente não comentou as conclusões da investigação policial. Varíola dos macacos Durante seu discurso, o presidente criticou a ação movida pelo PSB no STF que pede a montagem de um plano nacional para combater a varíola dos macacos. Na segunda-feira (15), o ministro do STF Alexandre de Moraes abriu prazo de cinco dias para que a União e governos estaduais informem as estratégias adotadas até o momento para enfrentar a varíola dos macacos. O ministro também estabeleceu que a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União também se manifestem em cinco dias. Sem indicar qual posição adotaria, Bolsonaro disse esperar que a decisão sobre como combater a doença seja do presidente da República. Ao longo da pandemia de Covid, Bolsonaro afirmou falsamente inúmeras vezes que o Supremo havia tirado a autonomia do governo federal para enfrentar o vírus. "Começa a se falar da varíola do macaco. Já se fala, tem um partido aí de esquerda, que entrou no Supremo, entre outros pedidos, para que eu compre vacina para essa questão da varíola dos macacos. Estou aguardando para ver qual é a decisão do nosso Supremo Tribunal Federal", disse o presidente. Veja Mais

Empréstimo consignado do Auxílio Brasil deve começar em setembro, diz ministro da Cidadania

G1 Economia 17 instituições financeiras já foram homologadas pelo ministério para operar a linha. Consignado ainda não está disponível devido à falta de normas complementares que ainda serão publicadas pelo governo. O ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, afirmou nesta quarta-feira (17) que o empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil deve começar em setembro. Ele, porém, não cravou um data. A lei que permite esse tipo de crédito -- com desconto direto na fonte -- foi sancionada no começo do mês. Um decreto regulamentando as concessões foi publicado na semana passada, mas ainda não é possível fazer o empréstimo. Governo regulamenta crédito consignado no Auxílio Brasil O Ministério da Cidadania ainda editará normas complementares para que as instituições financeiras possam dar início às operações de crédito. As normas, segundo o ministro, devem ser publicadas até o início de setembro, para que o empréstimo esteja liberado aos beneficiários do Auxílio Brasil no mesmo mês. "A lei foi aprovada, sancionada pelo presidente, logo em seguida o presidente assinou um decreto. A portaria, o sistema para concessão, habilitação, homologação dessas empresas, uma série de documentos também. Acredito que até início do mês que vem seja tudo regulamentado", afirmou o ministro, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. "Em setembro deve estar operacional", completou Bento. 17 instituições financeiras homologadas O ministro negou que não haja interesse do mercado em oferecer crédito vinculado ao Auxílio Brasil. Grandes bancos privados como o Bradesco já informaram que não vão ofertar a linha. "Hoje já temos quase 17 instituições financeiras homologadas pelo ministério da Cidadania aptas à concessão do empréstimo consignado. É um número que mostra o interesse do mercado em estar disponibilizando o crédito consignado a essa população", disse Bento, sem citar nomes das empresas. O ministro defendeu, ainda, a concessão do crédito como uma forma de dar autonomia à população. "O objetivo nosso é democratizar o acesso ao crédito. Com o auxílio, bancarizamos grande parte dessa população para fim de melhoria da sua qualidade de vida. Quando você coloca à disposição o direito ao crédito consignado, você está dirigindo a elas mais uma ferramenta para busca dessa autonomia que elas merecem", defendeu. A oferta de crédito consignado por meio do Auxílio Brasil tem sido criticada por especialistas e entidades. Eles alegam que a medida é perigosa, porque os recursos do programa de transferência de renda costumam ser utilizados para gastos básicos de sobrevivência. Com o empréstimo, no entanto, o cidadão pode ter até 40% do benefício descontado antes do pagamento. Bento afirmou que, muitas vezes, os beneficiários do Auxílio Brasil recorriam a agiotas, sem proteção dos órgãos de defesa do consumidor. Agora, segundo ele, terão acesso à crédito formal com todos os direitos inclusos. "O propósito é isso, democratização do acesso ao crédito formal, com proteção. Quando essas pessoas recorrem ao mercado informal, na mão de agiota, não há sistema de proteção de defesa do consumidor." MEI O presidente do Ipea, Erik Figueiredo, afirmou que, ao ter acesso ao microcrédito, uma das opções para os beneficiários é empreender, principalmente para aqueles que já tinha uma atividade informal, o que pode ajudar na emancipação dessas pessoas. "Pode ser efetivo para superação da pobreza, caso já tenha negócio pregresso." O ministro lembrou que os beneficiários do Auxílio Brasil podem virar Microempreendedores Individuais (MEIs) sem perder o auxílio. Questionado sobre a manutenção do valor mínimo do Auxílio Brasil em R$ 600, Bento disse que essa é a prioridade do governo. Por lei, o valor mínimo é R$ 600, mas uma emenda a constituição ampliou em R$ 200 o benefício até o fim de dezembro. Veja Mais

Rússia prevê que preço do gás para exportação mais que dobrará em 2022

G1 Economia Fluxos de gás da Rússia, principal fornecedor da Europa, estão em níveis reduzidos este ano depois que uma rota foi fechada quando Moscou enviou tropas para a Ucrânia em fevereiro. * Este conteúdo foi produzido na Rússia, onde a lei restringe a cobertura de operações militares russas na Ucrânia. A Rússia prevê que seu preço médio de exportação de gás mais que dobrará este ano, para 730 dólares por 1.000 metros cúbicos, antes de cair gradualmente até o final de 2025, à medida que as exportações de gás via gasoduto diminuem, mostrou uma previsão do Ministério da Economia vista pela Reuters. As sanções da UE contra a Rússia estão funcionando? Os fluxos de gás da Rússia, principal fornecedor da Europa, estão em níveis reduzidos este ano depois que uma rota foi fechada quando Moscou enviou tropas para a Ucrânia em fevereiro. Além disso, alguns países europeus foram cortados do fornecimento por se recusarem a pagar pelo gás em rublos, e uma disputa eclodiu sobre reparos em uma turbina do gasoduto Nord Stream 1, que liga Rússia e Alemanha. Os preços do gás subiram como resultado. O Ministério da Economia da Rússia prevê que as exportações de gás da Gazprom cairá para 170,4 bilhões de metros cúbicos (bcm) este ano, ante previsão de 185 bcm divulgada em maio e contra 205,6 bcm exportados em 2021. A pasta antecipa que os volumes de gás continuarão a cair além deste ano, mas não deu nenhuma explicação. Como resultado de oferta já apertada, o preço médio do gás da Gazprom foi estimado em 730 dólares por 1.000 metros cúbicos (cm) em 2022, mais que o dobro dos 304,6 dólares cobrados no ano passado, e representando um aumento de 40% em relação à previsão anterior de 523,3 dólares. Saída de petróleo aumentando A Rússia começou a aumentar gradualmente sua produção de petróleo após restrições relacionadas às sanções e à medida que os compradores asiáticos aumentaram as compras, levando Moscou a aumentar suas previsões de produção e exportação até o final de 2025, mostrou o documento. A Gazprom também disse que os suprimentos de gás estão aumentando para a China, mas não forneceu detalhes. A Europa continua sendo de longe o maior mercado para o gás russo. Maiores volumes de exportação de petróleo, juntamente com o aumento dos preços do gás, ajudariam a Rússia a ganhar 337,5 bilhões de dólares com as exportações de energia neste ano e 255,8 bilhões de dólares no próximo. O Ministério da Economia não respondeu ao pedido de comentário. Veja Mais

Consignado do Auxílio Brasil: o que pensa quem vai pegar empréstimo e quem vai passar longe

G1 Economia Beneficiários relatam situações dramáticas que levam à decisão de tomar crédito com juros de até 79% ao ano. 'Evidência de uma falha da sociedade, da política de cuidado e da gestão econômica', diz educadora financeira. Beneficiários do auxílio relatam situações dramáticas que levam à decisão de tomar empréstimo com juros de até 79% ao ano. 'Evidência de uma falha da sociedade, da política de cuidado e da gestão econômica', diz educadora financeira. Getty Images via BBC Mayara quer reformar seu barraco que pegou fogo. Elton pretende arcar com as despesas do nascimento da quarta filha, fruto de uma gravidez de risco que deve deixá-lo fora do mercado de trabalho por algum tempo, enquanto ele cuida da esposa em recuperação. Beneficiários do Auxílio Brasil (programa que substituiu o Bolsa Família), ambos pretendem recorrer ao empréstimo consignado (quando as parcelas são descontadas diretamente da fonte – salário, aposentadoria ou benefício, por exemplo) aprovado pelo governo federal, como parte do pacote de medidas para estimular a economia, às vésperas das eleições de outubro, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta ser reeleito. Com juros de até 79% ao ano, segundo instituições financeiras consultadas pela BBC News Brasil, o valor a ser devolvido pelos beneficiários será quase o dobro do emprestado. Crédito consignado atrelado a programas como Auxílio Brasil: veja riscos e cuidados Quem tem direito ao Auxílio Brasil? Perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL Com renda familiar mensal de até R$ 210 por pessoa, pelos critérios do Auxílio Brasil, eles se dizem cientes dos riscos, mas apostam em uma melhora incerta das condições de vida à frente para pagar parcelas que devem consumir até 40% do benefício durante 24 meses. E isso num momento em que mais de 78% dos lares brasileiros estão endividados e 29% têm contas em atraso, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) referentes a julho desde ano. Ambos os indicadores estão em patamar recorde, no nível mais alto registrado em 12 anos. Quem já decidiu que não vai tomar o crédito consignado cita o medo de se endividar ainda mais e ficar em situação pior à frente como principais motivos por trás da decisão de passar longe da nova modalidade de empréstimo. "Eu até pensei em pegar, mas depois fui analisar e pensei assim: a gente vai contrair uma dívida de dois anos e o auxílio aumentou agora para R$ 600, mas isso só vai até dezembro", diz a diarista Tamires Santos, de 33 anos e moradora de Guaianases, na zona leste de São Paulo. "Vem o dinheiro agora, mas no mês seguinte você vai estar com mais uma dívida, porque esse dinheiro não vai dar para resolver todas as dívidas que você já tem. Então optei por não pegar, porque na realidade eu acho que é uma grande ilusão, você só vai se endividar mais ainda." O governo publicou na sexta-feira (12/8) decreto no Diário Oficial da União regulamentando o empréstimo consignado do Auxílio Brasil (Decreto nº 11.170/2022). A liberação do crédito pelas instituições financeiras ainda depende, no entanto, da regulamentação de normas complementares pelo Ministério da Cidadania, ainda sem data definida. Segundo o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, a expectativa é de que a operação seja iniciada até o início de setembro. Enquanto grandes bancos optam por não conceder o novo empréstimo temendo prejuízos financeiros e de reputação, especialista em finanças pessoais alerta que o consignado do auxílio pode endividar ainda mais os mais pobres, comprometendo com o pagamento de parcelas e de juros um benefício que é usado para sobrevivência. Na segunda-feira (15/8), entidades jurídicas, de defesa do consumidor e personalidades de diferentes setores lançaram uma campanha pedindo o adiamento do consignado do auxílio, até que estudos e análise técnica de especialistas sejam realizados. Entre os apoiadores da "Nota em Defesa da Integridade Econômica da População Vulnerável", estão o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Programa de Apoio ao Endividado da Faculdade de Direito da USP Ribeirão Preto. "A concessão de crédito consignado para beneficiários de programas de transferência de renda, no presente momento, tende a trazer ainda mais dificuldades para essa população. Se os valores atuais são insuficientes para garantir uma vida digna, a possibilidade de comprometer até 40% desse valor com empréstimos condenará essas famílias ainda mais à miséria", diz a nota. 'Vai ficar apertado, mas seja o que Deus quiser' Mayara Cristina Passarinho, de 31 anos e moradora da favela Capadócia, na Brasilândia, região noroeste de São Paulo, quer usar o dinheiro do empréstimo do Auxílio Brasil para reformar seu barraco, que pegou fogo e atualmente tem paredes de madeirite (um tipo de compensado de madeira). 'Pegou fogo na parte de cima do meu barraco e hoje ele é de madeirite. Então eu quero construir o mais rápido possível', diz Mayara Passarinho, sobre por que está decidida a tomar o empréstimo Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC Antes da pandemia, ela trabalhava como diarista, mas perdeu os clientes durante a crise sanitária e agora já está desempregada há quase três anos. Com três filhos, de três, seis e oito anos, a família se sustenta com o Auxílio Brasil e os bicos de ajudante de pedreiro feitos pelo companheiro de Mayara. Esse trabalho esporádico rende a ele cerca de R$ 600 por mês, o que dá à família uma renda mensal de R$ 120 por pessoa, sem o benefício do governo. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda mensal por pessoa abaixo de R$ 210 e R$ 105, respectivamente. A família de Mayara está, portanto, muito perto dessa segunda linha, a dos mais vulneráveis do país. "Quero terminar de construir meu barraco, para ver se eu consigo fazer pelo menos umas paredes de tijolo e pagar algumas dívidas", diz Mayara. Ela conta que tem dívidas de cartão de crédito e de fazer fiado nos mercadinhos do bairro, devido à situação difícil. Pelas regras definidas pelo governo federal, até 40% do valor do Auxílio Brasil poderá ser descontado para pagamento do empréstimo. Para concessão do crédito, as instituições financeiras consideram o valor recebido pela família antes do atual aumento temporário do benefício para R$ 600. Assim, uma família que recebia R$ 400 até julho, por exemplo, pagaria parcelas de R$ 160 por 24 meses. Com isso, se o valor do benefício voltar a R$ 400 em janeiro de 2022, essa família teria R$ 160 descontados na fonte, passando a receber apenas R$ 240, de um benefício utilizado principalmente para a compra de alimentos. E isso se a família continuar no programa durante todo o período, pois caso seja descredenciada do Auxílio Brasil por algum motivo, ainda assim terá que arcar com a dívida contratada. "Eu acho que vai ser um pouco complicado", diz Mayara, sobre o momento em que seu benefício for reduzido pelo pagamento da dívida. "Mas não tem o que fazer, porque há um tempo atrás pegou fogo na parte de cima aqui do meu barraco e hoje ele é de madeirite. Então eu quero construir o mais rápido possível. Tendo a oportunidade de fazer, eu vou ter que fazer", afirma. "Vai ficar [apertado], mas seja o que Deus quiser. Está na mão de Deus. Quem sabe Deus prepara algum emprego bom para mim ou para o meu esposo? Porque pior não pode ficar." Dinheiro extra para enfrentar uma gravidez de risco Elton de Barros, de 39 anos e morador de Conceição da Barra, no Espírito Santo, tem três filhos e sua esposa está esperando a caçula, numa gravidez considerada de risco. Desempregado, faz bicos do que aparecer e ele souber fazer. "Limpo quintal, pinto muro, ajudante de pedreiro, segurança, o que tiver", enumera. Seu último emprego com carteira assinada foi na caldeiraria de uma usina de álcool. 'Como minha esposa está para ganhar neném e eu estou fazendo bico, é um dinheiro que ajudaria na despesa', diz Elton de Barros Getty Images via BBC Natural de Linhares, também no Espírito Santo, a esposa de Elton, que é cabeleireira, ainda tem poucos clientes na cidade do marido, para onde eles se mudaram há cerca de oito meses. Com uma renda de pouco mais de R$ 1 mil para cinco pessoas (que logo serão seis), a família recebe o benefício do governo desde a pandemia, quando ainda era Auxílio Emergencial. "Esse empréstimo me ajudaria bastante. Como minha esposa está para ganhar neném e eu estou fazendo bico, é um dinheiro que ajudaria na despesa", diz Elton. O pai de família simulou o consignado pelo Banco Pan, que ofereceu a ele um crédito de R$ 2.025, a ser pago em 24 parcelas de R$ 160. Assim, ao quitar a dívida, ele terá pagado ao banco R$ 3.840, quase o dobro do valor emprestado inicialmente. Questionado sobre como vai ser quando seu auxílio for reduzido devido ao valor das parcelas descontado na fonte, Elton diz que está sendo cauteloso, e colocando tudo na ponta do lápis para decidir se o empréstimo vai de fato caber no seu orçamento. "É uma preocupação que nós temos, mas como eu tenho meu bico, acredito que não vai pesar muito. E estou fazendo porque é necessário", explica. "A gravidez da minha esposa é de risco, ela não vai ganhar neném aqui na minha cidade. Estou contando com esse dinheiro cair antes do parto, porque vamos ter que nos locomover de uma cidade para outra e ela vai ficar 60 dias de cama", relata. "Eu vou ter que ficar um período com ela também. Calculo que vou ficar parado no mínimo duas semanas cuidando da minha esposa, então não vou ter ganho nenhum. Por causa disso, estou fazendo o empréstimo. E criança pequena de início gasta muito, então seria bem-vindo esse dinheiro. Se eu estivesse trabalhando de carteira assinada, não faria esse empréstimo." 'Eu ia viver só pagando conta' Bruna Pereira, de 30 anos e moradora do Jardim Sapopemba, na zona leste de São Paulo, faz parte de outro grupo dos beneficiários do Auxílio Brasil: aqueles que não pretendem pegar o empréstimo consignado. Com uma filha de 3 anos que ela cria sozinha, Bruna mora com a tia e faz bicos de diarista quando aparece trabalho. Ela cobra R$ 50 por faxina. Por mês, calcula que ganhe cerca de R$ 150 com seu trabalho. Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda mensal por pessoa abaixo de R$ 210 e R$ 105, respectivamente Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC Com uma renda tão restrita, o auxílio que recebe do governo é fundamental para Bruna comprar as coisas de que sua filha necessita, como leite, roupas e produtos de higiene. Mas a tia de Bruna aconselhou a jovem a ficar longe do empréstimo consignado. "Ela disse para eu não pegar, porque o valor que eu vou ter que devolver vai ser muito mais do que eu peguei. E eu não tenho condições [de pagar], porque não estou trabalhando fixo e todo o dinheiro que recebo do auxílio é para comprar as coisas da minha filha", afirma, explicando que, para a alimentação, tem contado com a ajuda de uma doação de cesta básica. "Eu ia viver só pagando conta, entendeu? Porque eu não tenho ajuda do pai da criança e com esse auxílio eu compro todas as coisas para ela. Não dá para eu pegar [o empréstimo], para depois ter que ficar pagando. É essa minha situação." 'Empréstimo é uma ilusão' Tamires Nascimento Santos, a moradora de Guaianases de 33 anos que também decidiu não pegar o empréstimo consignado, acredita que muitos dos que vão contrair essa dívida agora poderão se arrepender mais à frente. Casada e mãe de três filhos – de três, oito e 12 anos –, ela é diarista, assim como Bruna e Mayara. Com poucas diárias desde a pandemia, faz cerca de R$ 600 por mês com o trabalho de limpeza, complementados pelo marido, que faz bicos de pintor. Beneficiária do auxílio federal há cerca de um ano e endividada no cartão, ela não quer saber de uma nova dívida. "Eu ia usar [o empréstimo] para pagar minha dívida, mas aí eu iria contrair outra dívida de dois anos, que é muito pior", avalia. O fato de as parcelas serem descontadas diretamente do auxílio também a desestimulou. "Eu uso esse auxílio para ajudar na alimentação das crianças. Se você compromete, e aí depois, quando ele já vem descontado? Vai ficar elas por elas. Na realidade, é uma ilusão", afirma. Como todos os brasileiros, num momento em que a inflação acumula alta de 10% em 12 meses, mesmo após a deflação de 0,68% registrada em julho, Tamires tem sofrido com os altos preços dos alimentos. "Está tudo muito caro, tudo subiu um absurdo. O leite, tem lugar que está quase R$ 10 o litro", lamenta. "Então está bem apertado nosso orçamento, mas estamos sobrevivendo, economizando um pouquinho aqui, outro ali." Assim, o aumento temporário do Auxílio Brasil para R$ 600 até dezembro é considerado por ela muito bem-vindo. Com o valor adicional, a diarista espera incluir mais frutas, verduras e legumes na dieta da família, pois atualmente tem priorizado arroz, feijão e mistura. Mas Tamires diz que esse aumento do auxílio não vai afetar em nada seu voto em outubro. "Para mim não muda em nada. Eu nunca votei nesse governo, nem vou votar. Para mim não influi em nada, porque a gente tem que ver o que está acontecendo", afirma. "Muita coisa ficou a desejar. A gente que vive nas periferias sente nas questões de saúde, está faltando muito remédio. Além disso, subiu [o preço de] muita coisa. Teve também o auxílio que foi cortado ainda não tinha acabado a pandemia", cita. "Então muita gente está passando necessidade. Porque esses R$ 400 [valor do Auxílio Brasil antes do aumento temporário para R$ 600], para quem não tem outra ajuda, não dá para nada. Ficou muita gente vulnerável mesmo." Grandes bancos dizem não ao consignado do auxílio Alguns dos maiores bancos brasileiros — como Bradesco, Itaú, Santander, Nubank e BMG — indicaram que não devem oferecer o empréstimo consignado do Auxílio Brasil a seus clientes. "Estamos falando de pessoas vulneráveis. Em vez de ser uma boa operação para o banco e para o cliente, entendemos que a pessoa terá mais dificuldade quando o benefício cessar, e por isso preferimos não operar", disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Júnior, durante apresentação de resultados do segundo trimestre. O Itaú deu justificativa similar: "Entendemos que não é o produto certo para público vulnerável. Assim, o banco preferiu não operar", disse Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, em entrevista coletiva sobre resultados. Para Luis Santacreu, analista de setor bancário da Austin Rating, os bancos estão considerando na decisão de não aderir ao consignado riscos financeiros — relacionados à instabilidade do auxílio e às taxas de juros elevadas — e reputacionais, devido à perspectiva de inadimplência dos mais vulneráveis, que pode se tornar um problema para a imagem dos bancos perante a sociedade. "O benefício foi aumentado para R$ 600, mas só até o final do ano. Isso gera imprevisibilidade quanto ao valor que o beneficiário receberá a partir do ano que vem, o que é um fator de incerteza para a concessão de crédito", diz Santacreu. Ele destaca que o prazo de dois anos para a quitação da dívida, que representa a metade de um mandato presidencial, também é um fator de incerteza, já que as próprias regras do programa social podem sofrer mudanças nesse período. "O segundo ponto é que, como não há um limite para as taxas de juros, há aí uma questão de ESG [sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de gestão das empresas], de governança", diz o analista. Juros do consignado BBC "Estamos falando de uma população em situação de vulnerabilidade, que depende em muitos casos desse auxílio para comer. Ao criar um endividamento para essa pessoa, você pode estar asfixiando o tomador de crédito, criando um problema maior para pessoas que não têm uma educação financeira para avaliar se esses juros são compatíveis com seu orçamento familiar", observa. Assim, com a desistência dos grandes bancos, a concessão de crédito consignado para beneficiários do auxílio deverá ser feita por instituições financeiras de médio porte, como Pan, Safra e Facta Financeira. Além dos bancos públicos federais, como Caixa e Banco do Brasil, que, no entanto, ainda não confirmaram se e como participarão da nova modalidade de empréstimo. 'Consignado é um empréstimo perverso' A educadora financeira Evelin Bonfim reforça que o crédito consignado representa um risco para os beneficiários do auxílio e avalia a decisão do governo de conceder esse crédito às vésperas da eleição como uma política pública equivocada. "O consignado, de maneira geral, é um empréstimo perverso, porque ele não dá uma chance para o consumidor de, numa situação de emergência, não pagar a parcela e ficar em atraso", afirma. Isso porque, no empréstimo consignado, o valor da parcela é descontado na folha de pagamento, antes mesmo de a pessoa receber o dinheiro na conta. "Isso é excelente para o banco emprestador, mas significa que o consumidor não tem escolha", diz Evelin. Ela observa que há países onde é possível tirar uma "folga" das dívidas por um período determinado, possibilidade que não existe no consignado brasileiro. A educadora financeira destaca ainda que o Auxílio Brasil é um benefício destinado à parcela mais vulnerável da população, que usa esse dinheiro para subsistência. "A pessoa usa esse dinheiro para sobreviver: para comprar o arroz e feijão, pagar o aluguel e trocar o gás em casa. Então a pessoa vai comprometer [com o pagamento das parcelas] 40% de um benefício que é necessário para ela ter o mínimo", diz Evelin. "A pessoa vai pegar o dinheiro do empréstimo agora e, no próximo mês, as necessidades delas são as mesmas. Mas nesse próximo mês, o benefício dela será menor, porque ela só terá o valor que sobrar depois do pagamento da parcela", explica. E isso considerando que a pessoa continue recebendo o benefício. Evelin lembra que, diferente de uma aposentadoria, o Auxílio Brasil pode acabar, pode ter seu valor reduzido, ou a pessoa pode ser desenquadrada, caso deixe de cumprir os critérios do programa. "Ninguém deveria se endividar para comprar comida, e é isso que vai acabar acontecendo com muitos dos beneficiários", diz a especialista em finanças pessoais. "Isso é uma evidência de uma falha muito grande da sociedade, da política de cuidado com as famílias mais vulneráveis e da gestão econômica como um todo", acrescenta. - Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62527996 Veja Mais

Falta de demanda leva governo a cancelar um dos três leilões de energia marcados para setembro

G1 Economia Segundo diretor da Aneel, cancelamento reflete previsão das distribuidoras de crescimento do mercado livre, em que consumidores podem comprar energia de qualquer fornecedor. O governo decidiu cancelar o leilão de energia chamado de A-6, que seria realizado em setembro deste ano para que as distribuidoras pudessem contratar energia elétrica de novos empreendimentos de geração. O início do fornecimento seria a partir de 2028. O leilão de energia A-6 era um dos três previstos para setembro. Os demais ainda permanecem marcados (leia mais abaixo). A decisão foi comunicada pelo governo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na noite de segunda-feira (15), véspera da reunião em que a diretoria da agência iria deliberar sobre o edital do leilão. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o cancelamento foi necessário devido à ausência de demanda por parte das distribuidoras. "A medida representa economia administrativa e dos recursos dos agentes privados, na medida em que o certame meramente revelaria que, embora haja oferta de projetos, não há demanda para contratação no ambiente regulado", diz o ministério, em nota. Mercado cativo Na reunião da diretoria da Aneel nesta terça, o diretor Ricardo Tili comentou que o cancelamento do leilão por falta de demanda demonstra que as distribuidoras não vislumbram crescimento do mercado cativo de energia. Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Divulgação É chamado de mercado cativo os clientes atendidos pelas distribuidoras de energia. Nesse mercado, os preços são regulados pela Aneel e as distribuidoras atendem os clientes conforme a sua área de concessão. Já no mercado livre, os consumidores podem comprar energia de qualquer fornecedor e negociam os preços livremente. O mercado livre está hoje disponível somente para indústrias, porém deve ser expandido ao longo do tempo para todo tipo de consumidor de energia, conforme tratativas já em curso no Congresso e no Ministério de Minas e Energia. "Os distribuidores estão enxergando a abertura de mercado [livre de energia], por isso não estão declarando demanda daqui a seis anos. Esse é um sinal importante. É um sinal claro das distribuidoras de que não enxergam uma expansão do mercado cativo", afirmou Tili. Ele também disse que é um sinal de que a expansão do sistema elétrico acontecerá pela demanda que vier do mercado livre, e não mais pelo mercado regulado, como vinha sendo até anos atrás. Em nota, o Ministério de Minas e Energia também avalia que o cancelamento do leilão A-6 decorre de diversas medidas, como a proposta de abertura de mercado livre de energia, a expansão da geração distribuída (quem gera a própria energia que consome, como no uso de painéis solares) e a descotização das usinas Eletrobras, que passarão a vender energia a preço de mercado. Leilão A-5 Com o cancelamento do leilão de energia A-6, a diretoria da Aneel aprovou nesta terça-feira somente o edital do leilão A-5, também destinado a contratar energia de novos empreendimentos de geração, mas com início de fornecimento a partir de 2027. O edital será publicado no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (17) e o pregão será realizado em 16 de setembro. Pelas regras aprovadas, poderá ser contratada a energia a ser geradas por novas: usinas hidrelétricas, incluindo as de pequeno porte; eólicas; solares fotovoltaicas; e termelétricas a biomassa, a resíduos sólidos urbanos, a carvão mineral nacional, a biogás e a gás natural. Serão negociados contratos de compra de energia em duas modalidades: quantidade, sendo prazo de fornecimento de 20 anos para hidrelétricas e de 15 anos para usinas eólicas e solares; e disponibilidade, sendo destinado à contratação de térmicas, com prazo de suprimento de 20 anos. Em todos os casos, o início do fornecimento é em 1º de janeiro de 2027. O edital também prevê a reserva de 50% da demanda para contratação de hidrelétricas de até 50 MW, conforme determina a lei que autorizou a privatização da Eletrobras. Além do leilão A-5, o governo deve realizar em 30 de setembro um leilão para contratação de novas usinas termelétricas movidas a gás natural. Foi uma imposição da lei que autorizou a privatização da Eletrobras, com o objetivo de levar térmicas para regiões do país em que ainda não há infraestrutura. O edital ainda está em avaliação pela Aneel e deve ser apreciado nas próximas semanas pela diretoria. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

Ibovespa opera em queda nesta terça-feira

G1 Economia Na segunda-feira, o principal índice da B3 subiu 0,24%, a 113.032 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta terça-feira (16), diante de preocupações com a desaceleração da economia global. Às 10h07, o Ibovespa recuava 0,26%, a 112.741 pontos. Veja mais cotações. Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 0,24%, a 113.032 pontos – maior pontuação desde 20 de abril (114.344 pontos). Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 9,56% no mês. No ano, a alta é de 7,83%. Petrobras anuncia nova redução no preço da gasolina O que está mexendo com os mercados? No exterior, o foco dos investidores segue na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nos temores de uma recessão global. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início oficial da campanha eleitoral e para as pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulga o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de junho. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central indicou que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Veja Mais

Exigência de divulgar salário em vagas de emprego trará foco a plano de cargos e salários de empresas; entenda

G1 Economia Política salarial tem como objetivo definir o que é pago ao trabalhador de acordo com as responsabilidades e exigências dos cargos em relação à realidade do mercado e tem ainda a função de atrair e reter os profissionais. Salários de acordo com plano de carreira Freepik O projeto de lei que determina a divulgação da faixa salarial em anúncios de emprego pode trazer grandes mudanças para as empresas – entre elas, o foco em relação aos funcionários já contratados e a necessidade de uma política transparente de cargos e salários. O projeto de lei 1.149/22, que tramita na Câmara dos Deputados, determina a obrigatoriedade de informar a faixa salarial na divulgação das vagas e vale para empresas públicas e privadas. Em caso de descumprimento, a multa é de cinco salários mínimos. “As empresas terão que se readequar para não ficar em desvantagem no mercado de trabalho, com políticas mais claras de cargos e salários. Ou seja, uma grande mudança com impacto relevante para todas as partes. Vencerá este jogo quem tiver a marca empregadora mais forte”, avalia Ketlhenn Layla Xavier Monteiro, analista de Recursos Humanos da Confirp Contabilidade. Para a especialista, se a lei for aprovada, o foco será em relação a quem já está contratado. “Imagine que para suprir uma vaga complexa a empresa tenha que elevar os valores que paga normalmente para funcionários que atuam na mesma função, mas que recebem menos. Por isso, será de extrema importância realizar o mapeamento das competências juntamente com os cargos e salários para enxergar de forma ampla e criar um plano de ação dentro da organização”, alerta. Segundo ela, as empresas podem ter os melhores benefícios, mas as que pagam mais sempre estarão à frente na visibilidade das vagas no mercado, aumentando a competividade pela mão de obra qualificada. Assim, haverá a necessidade de estabelecer boas políticas de remuneração, com um processo apurado de cargos e salários. LEIA TAMBÉM: 90% são a favor que as empresas informem salário nos anúncios de emprego, aponta enquete Os 10 fatores que definem o ‘salário emocional’ País bate recorde de pedidos de demissão em 12 meses, mostra levantamento A importância da política de cargos e salários Ketlhenn explica que a política de cargos e salários exerce papel determinante no desempenho e no resultado das empresas – ela define a importância e a preocupação que a organização dá ao seu potencial humano e como ela retribuiu o trabalho executado. “Com isso, a construção do plano de cargos e salários torna-se de fundamental importância, pois é somente a partir dele que podemos pensar em outras estratégias como a implantação de um plano de carreira, planos de treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho e outras práticas de remuneração, como programas de remuneração variável, participação nos lucros e resultados, remuneração por habilidades e competências, entre outras”, diz. O que é plano de cargos e salários De acordo com a especialista em RH, a política de cargos e salários é uma estratégia que equilibra os salários, ou seja, paga o trabalhador de acordo com as responsabilidades e exigências dos cargos em relação à realidade do mercado, e tem a função de atrair e reter os profissionais. “É fundamental para que a empresa possa desenvolver uma gestão transparente, por meio do mérito pelos resultados obtidos e pela evolução técnica, a partir de critérios lógicos e bem definidos”, diz. Como implementar Para implementação desse plano de cargos e salários é necessário o alinhamento entre a diretoria e os gestores e o envolvimento de profissionais de RH que conheçam as metodologias de avaliação de cargos e trabalhem no detalhamento de todas as informações de forma clara e objetiva. Definição dos salários A definição dos salários envolve pesquisa de mercado para desenvolver estatisticamente os comparativos e equilibrá-los com a oferta externa e a realidade econômica da empresa, aplicando-os de acordo com a estrutura da companhia. Para chegar a uma remuneração adequada, é feita uma pesquisa de mercado dentro dos cargos semelhantes. São ainda levados em consideração a complexidade das atribuições, o perfil requisitado e o nível hierárquico, além da localidade, do porte e da atividade da empresa. As empresas precisam fazer essa pesquisa de forma rotineira para se adequarem ao momento do mercado. Avaliação dos cargos Dentro do plano de cargos e salários estão descritas as atribuições de cada função, as exigências de formação e de experiência e as faixas salariais. As avaliações dos cargos devem ser feitas de acordo com seu peso de importância na atividade da empresa, sendo que as atribuições de cada um devem ser detalhadas com a participação de gestores, equipe do RH e ocupantes dos próprios cargos por meio de questionários e entrevistas complementares. Como são definidas as faixas salariais Os cargos geralmente são divididos em níveis júnior, pleno e sênior, pois nesse caso é levado em conta o tempo de experiência do profissional. Por isso, as faixas salariais são diferentes para cada nível. O mesmo cargo pode ter grandes variações de salário dependendo do nível de experiência do profissional. Nessa conta entram ainda o quanto a experiência é relevante para o cargo, o que pode aumentar ainda mais a diferença entre o nível júnior e sênior, por exemplo. Além disso, o salário também varia de acordo com o tamanho da empresa. A exigência de formação também determina as faixas salariais. Cargos que estão com grande demanda de mão de obra e escassez de profissionais por justamente pedirem formações, experiências e conhecimentos específicos tendem a ter salários mais valorizados. Nesses casos, eles geralmente são precificados pelo mercado e não pela política salarial da empresa. Veja Mais

Confira as vagas de emprego disponíveis no Sertão de Pernambuco nesta terça-feira (16)

G1 Economia Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho, Goiás Divulgação/Sedec Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta terça-feira (16) em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho, em Salgueiro, ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE Veja Mais

Nota técnica do MPF contesta 'mínimo existencial' de R$ 303 e pede revisão de decreto federal

G1 Economia Valor mensal que não pode ser comprometido para quitar dívidas é 'irrisório' e aumenta vulnerabilidade dos mais pobres, diz documento. Cifra corresponde a 25% de um salário mínimo. O Ministério Público Federal divulgou nota técnica nesta segunda-feira (15) em que chama de "irrisório" o valor de R$ 303 mensais definido como "mínimo existencial" por um decreto do governo Jair Bolsonaro. Segundo a Lei do Superendividamento, esse valor – equivalente a 25% do salário mínimo atual, de R$ 1.212 – não pode ser comprometido com o pagamento ou a renegociação de dívidas. O decreto que fixou o valor foi assinado por Bolsonaro no fim de julho, mas só entra em vigor em setembro. De acordo com o Ministério Público, no entanto, o valor aumenta a vulnerabilidade dos mais pobres e estimula o superendividamento brasileiro. A nota técnica avalia que o decreto presidencial desvirtuou a intenção da Lei do Superendividamento de preservar os direitos do consumidor e equilibrar as relações de consumo. O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho Consumidor, vinculado à Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do MPF. "É notório que tal valor é irrisório para assunção realizável dos compromissos domésticos mais basilares. Além disso, a ampla margem disponibilizada para endividamento não contribuiria para a sustentabilidade nem das relações de consumo, nem do mercado de crédito", diz a nota. Entidades assinam nota em defesa dos vulneráveis e pedem adiamento do empréstimo consignado atrelado ao Auxílio Brasil O documento aponta como problema, ainda, o fato de o decreto assinado por Bolsonaro prever a reserva de R$ 303 apenas para dívidas ligadas ao consumo. Isso significa que débitos relacionados a financiamentos imobiliários, tributos e crédito consignado, por exemplo, podem incidir sobre esse "mínimo existencial" – reduzindo ainda mais a renda mensal disponível para o devedor. O Ministério Público avalia que essa diferenciação viola o Código de Defesa do Consumidor – que define expressamente a avaliação conjunta de todos os compromissos financeiros assumidos na relação de consumo ao lidar com o tema do superendividamento. Empréstimo consignado: especialistas alertam para superendividamento e aprofundamento da miséria Mínimo existencial A garantia do mínimo existencial é a quantia mínima da renda de uma pessoa para pagar despesas básicas e que não poderá ser usada para quitar as dívidas. Essa medida impede que o consumidor contraia novas dívidas para pagar contas básicas, como água e luz. A ideia não é promover o calote, mas, sim, o pagamento da dívida com uma parte da remuneração, sem haver uma exploração do endividado. Nem todas as dívidas vão ser levadas em conta para o cálculo do mínimo existencial. Parcelas de financiamento imobiliário, por exemplo, não entram na conta. Leia mais: Lei do Superendividamento: saiba o que muda na vida do consumidor 18 meses, 36 ligações e 95% de desconto: como funciona uma negociação de superdívidas Perseguição por agiotas, 10 cartões de crédito e tremedeira: uma reunião de devedores anônimos Saiba identificar os sinais de superendividamento e como não cair nesta situação Veja Mais

Crua ou refogada, lhama se aproxima das mesas no Equador

G1 Economia Chef Mauricio Acuña, do restaurante El Salnés, prepara lombo de lhama cru a clientes. Para ele, Prato com carne de lhama no restaurante El Salnés Reprodução/Instagram Sal e macambo no prato para temperar a carne crua de um mamífero que tem estado ausente das mesas no Equador. Isso até agora, com a inovação do chef Mauricio Acuña de incluir carne de lhama no cardápio. A lã deste parente distante dos camelos é usada para confeccionar roupas, mas sua carne quase não era utilizada na gastronomia. Carne de cavalo é permitida no Brasil? Faz mal? Tire dúvidas Líquido vermelho da carne não é sangue; saiba mais O chef Acuña, que trabalhou nos restaurantes estrelados dos espanhóis Ferran Adrià e Martín Berasategui, está tentando mudar isso. Em seu restaurante El Salnés, no norte de Quito, o cozinheiro de 50 anos oferece lombo de lhama cru para apreciar o sabor diferente. Também serve um pedaço do pescoço, que cozido possui um sabor semelhante ao da carne de porco. A população do único animal de carga da América pré-colombiana aumentou com a expansão do império inca, explica à AFP Carlos Montalvo, arqueólogo do Museu de Arte Pré-Colombiana Casa del Alabado de Quito. Registros arqueológicos revelam que os habitantes das altas terras equatorianas comiam principalmente cuy (porquinho-da-índia) e veados, sem registros de manadas massivas de lhamas. Segundo Montalvo, por não estar "presente na tradição culinária", os animais foram trocados pelas ovelhas, vacas e porcos trazidos pelos europeus. Restaurantes para estrangeiros El Salnés faz parte de uma recente leva de restaurantes em Quito que experimentam ingredientes locais com técnicas modernas. Acuña não é o primeiro chef do Equador a fazer experimentos com carne desse camelídeo. Há uma década, o luxuoso Hotel Casa Gangotena, no centro histórico de Quito, serve bifes da paleta. Com a ajuda do programa Pequenas Doações da ONU, o cozinheiro chegou depois de muitos anos a uma comunidade que produz carne de lhama na província de Chimborazo, no sul, e de lá conseguiu levar a mercados populares de Quito. Susana Yánez está há mais de 30 anos à frente de sua barraca no mercado de Las Cuadras, onde exibe meio corpo de uma lhama esfolada. Embora a vendedora veja um aumento nas encomendas de restaurantes e hotéis, admite que a carne de lhama "não vende muito", mesmo tendo um preço semelhante (US$3,50 o quilo, com osso) à carne de porco e de borrego. No Mercado Central de Quito, Ana Taco, uma das vendedoras da carne, diz que compram "principalmente os restaurantes onde vêm estrangeiros". Nas montanhas andinas do Peru e da Bolívia, o consumo de lhama é mais frequente. Os equatorianos preferem carne de porco, cuy ou mariscos da costa. Em troca, as lhamas, com seus pescoços longos e orelhas no formato de banana, são vistas como mascotes no campo, atração turística ou como um animal sagrado. Já para o jantar, não são tão procuradas. O chef de cozinha crê que se deve à uma "erosão cultural" e às práticas estrangeiras. "É um momento de adotar uma agricultura mais antiga com métodos totalmente enraizados na nossa cultura". 'Ecologicamente correto' Gabriel Barriga, da associação de criadores de lhamas Intiñan, estima sua população em 20.000 animais entre as províncias de Imbabura, Pichincha, Tungurahua, Chimborazo, Bolívar e Azuay. Na serra andina, é considerado um animal "ecologicamente correto": suas patas acolchoadas não danificam os solos das charnecas como as vacas e seus dentes cortam a grama ao invés de arrancar como as ovelhas, diz Barriga. As famílias indígenas quíchuas são responsáveis pelos pequenos rebanhos. Elas também os comem, especialmente secos com sal no estilo "charqui", conservadas por anos dessa forma. Por mais de 30 anos Intiñan financiou a compra de lhamas em Chimborazo, em um projeto que incluiu visitas de veterinários e até aulas de culinária baseadas no animal. Entretanto, por conta da pandemia, o projeto foi encerrado no final de 2020. Agora, a aposta de cozinheiros como Acuña é popularizá-lo e levar diretamente para as casa. "Não apenas um restaurante", diz o chef, "mas estar nos supermercados; mais cedo ou mais tarde estará lá". Veja Mais

Lula deve comparecer à posse de Moraes na presidência do TSE

G1 Economia O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante encontro com empresários na Fiesp, em SP. Bruno Rocha/Enquadrar/Estadão Conteúdo O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ir à posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (16), em Brasília. Fontes da campanha do petista relataram ao blog que Lula quer ir à posse e tentava organizar a agenda. No mesmo dia, ele tem o primeiro ato oficial de campanha em São Bernardo do Campo (SP), onde iniciou na política. A partir desta terça, com o início do período das campanhas eleitorais, os candidatos podem pedir votos a eleitores. O presidente Jair Bolsonaro (PL), que vai lançar sua campanha à reeleição em Juiz de Fora (MG), também indicou que vai à posse de Moraes. Todos os ex-presidentes foram convidados. Michel Temer, que indicou Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017, já confirmou presença. Veja Mais

Próximo de Moraes, Temer articulou com Lula presença de Dilma na posse no TSE

G1 Economia Os ex-presidentes Michel Temer, Lula, José Sarney e Dilma Rousseff na posse de Moraes na presidência do TSE Antonio Augusto/Secom/TSE O ex-presidente Michel Temer ajudou a costurar a ida de outros dois ex-presidentes à posse de Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Próximo de Moraes, Temer foi o responsável pela indicação do ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017. Temer conversou com o ex-presidente Lula para garantir que ele iria à posse. A presença de Lula era considerada importante porque o presidente Jair Bolsonaro havia confirmado que estaria na cerimônia. Mas Temer também pediu ajuda a Lula para que Dilma estivesse no evento, mesmo sabendo da resistência dela em estar num mesmo evento que ele – a quem, há poucos dias, Dilma voltou a chamar de golpista pelo processo de impeachment que cassou o mandato da petista. Próximo de Moraes, Temer agiu para ajudar a dar peso institucional ao evento – representada pela presença de ex-presidentes – mesmo sabendo que a presença próxima de ambos poderia causar constrangimentos e fotos. Temer e Dilma sentaram na mesma fileira, separados por Lula e pelo também ex-presidente José Sarney, mas não se cumprimentaram. Dois ex-presidentes não compareceram: Fernando Collor, aliado de Bolsonaro, e Fernando Henrique Cardoso, que enviou uma mensagem e não viajou por motivos de saúde. Veja Mais

Maior fundo soberano do mundo perde o equivalente a R$ 833 bilhões no semestre

G1 Economia Fundo norueguês teve uma rentabilidade negativa de 14,4% de janeiro a junho. O maior fundo soberano do mundo, o da Noruega, perdeu quase 1,68 trilhão de coroas (cerca de R$ 833 bilhões) no primeiro semestre, arrastado principalmente pelas ações de tecnologia, informou o Banco Central da Noruega. O fundo soberano é uma categoria de investimento que é criado e administrado pelo governo federal de um país, ao qual pertencem os recursos. Alimentado pelas receitas petrolíferas do Estado norueguês, o fundo registrou uma rentabilidade negativa de 14,4% nos primeiros seis meses do ano. Seu valor caiu para 11,65 trilhões de coroas no final de junho. "O mercado foi atingido por juros crescentes, inflação alta e a guerra na Europa", disse o diretor do fundo, Nicolai Tangen, em comunicado. O parlamento de Oslo, em imagem de arquivo Tahiane Stochero/G1 Os principais responsáveis por esta tendência são os investimentos em ações, que causaram uma perda de 17%, uma queda ainda mais acentuada no setor de tecnologia (-28%). A única exceção foi o das ações energéticas, que subiram 13%. As ações representavam 68,5% da carteira no final de junho: o fundo norueguês está presente no capital de cerca de 9.300 empresas e controla cerca de 1,3% da capitalização de mercado global. Nesta quarta-feira, de acordo com o contador do site do Banco Central norueguês (que é atualizado ao vivo), o fundo valia mais de 12,3 trilhões de coroas (R$ 6,1 trilhões). Veja Mais

Sine de Porto Velho oferta 40 vagas de emprego nesta quarta, 17

G1 Economia Há cargos para manicure e vendedor. Cadastro pode ser realizado pela internet. Manicure Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está com 40 vagas de emprego em aberto nesta quarta-feira (17). Há cargos para manicure e vendedor. Veja a lista abaixo: Recepcionista Secretária (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Recepcionista Atendente (vagas: 1) Técnico em Segurança do Trabalho(vagas: 1) Barista (vagas: 1) Estoquista (vagas: 1) Promotor de Vendas (vagas: 1) Auxiliar de Pizzaiolo (vagas: 1) Auxiliar de Serviços Gerais (vagas: 1) Zeladora (vagas: 1) Pedagoga (vagas: 1) Gerente de Loja (vagas: 1) Motorista Categoria D (vagas: 1) Montador de Móveis (vagas: 1) Marceneiro (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Vendedor (vagas: 1) Vendedor (vagas: 2) Cabeleireiro (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Oficial de Cozinha PCD (vagas: 1) Técnico em Refrigeração (vagas: 1) Esteticista (vagas: 1) Podóloga (vagas: 1) Manicure (vagas: 2) Operador de Trator (vagas: 1) Auxiliar de Logística PCD (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Pizzaiolo (vagas: 2) Cozinheiro (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Mecânico Montador (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Caldeireiro (vagas: 1) Primeiro Emprego (vagas: 1) Como se candidatar? Para se candidatar a uma das vagas, o morador precisa realizar um cadastro online e apresentar documentos como carteira de trabalho, registro geral, comprovante de residência e currículo atualizado. Clique aqui e faça o cadastro. Os atendimentos presenciais serão realizados das 07h30 às 13h30 para os que não possuem acesso à internet. O Sine Municipal atende em dois pontos em Porto Velho, sendo: Sine Centro: rua General Osório, nº 81, Centro. Sine Leste: rua Antônio Fraga Moreira, nº 8250, bairro Juscelino Kubitschek Para mais informações, os telefones para contato são: (69) 998473-3411 (WhatsApp) e (69) 3901-3181 e o e-mail: sinemunicipalpvh@gmail.com. Veja outras notícias de Rondônia Veja Mais

Com leilão de Congonhas e mais 14 aeroportos, tráfego nacional privatizado deve passar de 90%

G1 Economia 7ª rodada do programa de concessões de aeroportos acontece na quinta-feira (18). Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Movimentação de passageiros em Congonhas, em SP; aeroporto será leiloado nesta quinta-feira (18) com outros 14 terminais Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai leiloar à iniciativa privada, na quinta-feira (18), mais 15 aeroportos – incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais que ainda não é administrado por operadores privados. A expectativa do governo federal é que os vencedores do leilão invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas. Os 15 aeroportos da 7ª rodada de concessões da Anac estão divididos em 3 blocos. Quem arrematar Congonhas, por exemplo, também terá de administrar outros 10 aeroportos localizados em Minas, Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Segundo a Anac, se os 3 lotes do leilão desta quinta-feira forem arrematados, o percentual de passageiros pagos movimentados no mercado brasileiro atendidos por operadores privados chegará a 91,6%. Governo vai leiloar 15 aeroportos nesta quinta (18) Esta será a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em seis estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Veja no mapa abaixo: Composição dos 3 blocos Bloco SP-MS-PA-MG: liderado pelo Aeroporto de Congonhas (SP), é composto ainda pelos aeroportos Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará (PA); Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais (MG). O lance inicial mínimo é de R$ 740,1 milhões Bloco Aviação Geral: formado pelos aeroportos de Campo de Marte, em São Paulo (SP) e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), e tem lance mínimo inicial fixado em R$ 141,4 milhões Bloco Norte II: reúne os aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP), e tem contribuição inicial mínima R$ 56,9 milhões Os 15 aeroportos concentram cerca de 15% do tráfego de passageiros Segundo a Anac, os três blocos da 7ª rodada concentram o equivalente a 15,8% do total do tráfego de passageiros do país, o equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano. O percentual, porém, considera os números da movimentação pré-pandemia, de 2019. Já um cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), considerando os dados de 2021, mostra que os 15 aeroportos do leilão desta quinta representaram 11,7% da movimentação de passageiros no país e que os terminais já administrados pela iniciativa privada respondem por fatia de 78,7%. Ou seja, o tráfego nacional privatizado chegaria a 90,4%. De todo modo se o leilão tiver sucesso, entre os aeroportos sob gestão da Infraero, restaria só o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na fila da privatização. Os demais aeroportos são estaduais ou municipais. "A expectativa da CNI é de que a 7ª rodada de leilões seja bem-sucedida. Acreditamos que, a partir das concessões, os 15 aeroportos incluídos nessa rodada serão rapidamente modernizados e se tornarão mais eficientes", afirma o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso. 'Principal fator de mudança com a desestatização é agilidade em algumas transformações', diz especialista sobre leilão de aeroportos Próximos da fila Este novo lote de concessões aeroportuárias foi aprovado pela Anac em dezembro de 2021 – na época, ainda estava incluído no pacote o aeroporto Santos Dumont, no Rio. Em fevereiro, porém, o governo atendeu a um pedido do governo do Rio de Janeiro e retirou o Santos Dumont do pacote. A previsão é que o aeroporto Santos Dumont seja leiloado no segundo semestre de 2023, junto com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão, que será relicitado após a concessionária RIOGaleão pedir para devolver a administração do aeroporto. Outro aeroporto que será relicitado e aguarda um próximo leilão é o de Viracopos. Lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada Veja abaixo os 44 terminais leiloados nas últimas 6 rodadas de concessão da Anac, e os respectivos operadores atuais: São Gonçalo do Amarante (RN) - Inframérica Brasília (DF) - Inframérica Campinas (SP) - Aeroportos Brasil Viracopos S.A Guarulhos (SP) - GRU Airport Confins (MG) - BH Airport Galeão (RJ) - RioGaleão Florianópolis (SC) - Floripa Airport Fortaleza (CE) - Fraport Brasil S.A. Porto Alegre (RS) - Fraport Brasil S.A. Salvador (BA) - Concessionária do Aeroporto de Salvador S.A. Recife (PE) - Aena Desarrollo Internacional Maceió (AL) - Aena Desarrollo Internacional João Pessoa (PB) - Aena Desarrollo Internacional Aracajú (SE) - Aena Desarrollo Internacional Campina Grande (PB) - Aena Desarrollo Internacional Juazeiro do Norte (CE) - Aena Desarrollo Internacional Cuiabá (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Sinop (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Rondonópolis (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Alta Floresta (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Vitória (ES) - Zurich Airport Macaé (RJ) - Zurich Airport Manaus (AM) - Vinci Airports Tabatinga (AM)- Vinci Airports Tefé (AM) - Vinci Airports Rio Branco (AC) - Vinci Airports Cruzeiro do Sul (AC) - Vinci Airports Porto Velho (RO) - Vinci Airports Boa Vista (RR) - Vinci Airports Goiânia (GO) - CCR Aeroportos Palmas (TO) - CCR Aeroportos Teresina (PI)- CCR Aeroportos Petrolina (PE) - CCR Aeroportos São Luís (MA) - CCR Aeroportos Imperatriz (MA) - CCR Aeroportos Curitiba (PR) - CCR Aeroportos Foz do Iguaçu (PR) - CCR Aeroportos Londrina (PR) - CCR Aeroportos Bacacheri (PR) - CCR Aeroportos Navegantes (SC) - CCR Aeroportos Joinville (SC) - CCR Aeroportos Pelotas (RS) - CCR Aeroportos Uruguaiana (RS) - CCR Aeroportos Bagé (RS) - CCR Aeroportos Veja Mais

Geração Emprego: mais de 420 vagas estão abertas em Rondônia nesta semana

G1 Economia Ferramente gratuita permite que candidatos busquem vagas por cidades rondonienses e cadastrem currículos. Veja as vagas disponíveis. Veja as vagas abertas em Rondônia Jorge Júnior/Rede Amazônica/Arquivo g1 A plataforma Geração Emprego está com mais de 420 vagas abertas nesta semana em empresas de cidades de Rondônia. Veja aqui todas as vagas abertas em Rondônia Na ferramenta virtual e gratuita é possível cadastrar o currículo gratuitamente e ver as vagas que estão abertas, conforme o perfil do profissional e os locais mais próximos da casa da pessoa interessada em emprego. O objetivo do programa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) é que os empregadores divulguem vagas de trabalho disponíveis nos 52 municípios rondonienses. Na plataforma a pessoa pode ver qual empresa está divulgando a oportunidade e, em alguns casos, até o salário ofertado. Abaixo, veja as últimas vagas cadastradas no sistema e em quais cidades: Operador de produção (Pimenta Bueno) Serviços Diversos (Ministro Andreazza) Auxiliar de serviços (Rolim de Moura) Auxiliar de almoxarifado (Cacoal) Estoquista (Cacoal) Empregada (Rolim de Moura) Operador de caixa (Pimenta Bueno) Cozinheiro geral (Porto Velho) Atendente (Ji-Paraná) Auxiliar em vendas (Rolim de Moura) Auxiliar de expedição (Espigão D'Oeste) Como baixar o Geração Emprego? O aplicativo "Geração Emprego" pode ser acessado gratuitamente na versão web ou baixado na Google Play e na App Store. A plataforma que divulga vagas de emprego é uma iniciativa do Governo de Rondônia. O objetivo é que empregador cadastre sua empresa para divulgar as vagas e assim buscar currículos para agendar entrevistas com os candidatos. O "Geração Emprego" também tem uma área de cursos, voltada à qualificação dos trabalhadores. Veja Mais

Globo recebe indicação para o Emmy Internacional de Jornalismo 2022

G1 Economia O Jornal Nacional e o Fantástico concorrem juntos na categoria Notícia pela cobertura do caso Prevent Senio. Jornalismo da Globo acumula agora 27 indicações nos últimos 21 anos. Globo indicada ao Emmy Internacional de Jornalismo com a cobertura sobre caso Prevent Senior A Globo foi indicada nesta terça-feira (16) ao prêmio Emmy Internacional de Jornalismo 2022, considerado o Oscar da TV. Este é o 17º ano consecutivo com ao menos uma indicação. O Jornal Nacional e o Fantástico concorrem juntos na categoria Notícia pela cobertura do caso Prevent Senior , em setembro do ano passado. As equipes denunciaram que a Prevent Senior usou medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 no tratamento de pacientes, e que a operadora ocultou a causa das mortes de doentes de Covid. Depois da reportagem, a CPI da Covid no Congresso encontrou irregularidades na operadora, e 11 pessoas foram indiciadas. O inquérito policial foi arquivado, porém o Ministério Público paulista segue investigando a conduta adotada no tratamento de 200 pacientes. E o Ministério Público do Trabalho propôs à Prevent Senior um termo de ajustamento de conduta, pelas denúncias trabalhistas. O JN e o Fantástico vão disputar o Emmy com produções do Catar, da França e do Reino Unido. Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia em Nova York, nos EUA, no dia 28 de setembro. Globo nos Emmys Com a indicação de hoje, o jornalismo da Globo acumula agora 27 indicações nos últimos 21 anos. Em 2011, o Jornal Nacional ganhou a estatueta, pela cobertura da retomada do conjunto de favelas do Alemão pelas forças de segurança do Rio de Janeiro. Ao todo, a Globo já recebeu outros 18 prêmios Emmy Internacional. O mais recente foi em 2020, para novela "Órfãos da Terra". O primeiro foi o de “Personalidade Mundial da Televisão”, recebido por Roberto Marinho, em 1976, prêmio que receberia novamente em 1983. Seu filho, Roberto Irineu Marinho, recebeu a estatueta em 2014, na mesma categoria. Em 1981, ganhou com o musical 'A Arca de Noé' e em, 1982, com 'Morte e Vida Severina'. A Globo foi premiada oito vezes por “Melhor Novela”, com ‘Caminho das Índias’ (2009), ‘Laços de Sangue’, coprodução com a SIC, exibida em Portugal (2011), 'O Astro' (2012), 'Lado a Lado' (2013), 'Joia Rara' (2014), 'Império' (2015), 'Verdades Secretas' (2016) e Órfãos da Terra (2020). 'A Mulher Invisível' (2012) e 'Doce de Mãe' (2015) venceram na categoria 'Melhor Comédia'. Fernanda Montenegro recebeu o prêmio em 2013 como 'Melhor Atriz' por seu papel em 'Doce de Mãe’. A Globo também recebeu o prêmio de melhor série no Emmy Internacional Kids 2018, com ‘Malhação: Viva a Diferença’. Veja Mais

Preço da arroba do boi começa agosto em queda e chega a R$ 258 em Rondônia

G1 Economia Valor caiu 1,52% em relação à semana anterior. Cotação refere-se ao preço médio pago ao produtor rural. O preço médio da arroba do boi gordo apresentou queda em Rondônia, apontou a nova cotação da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-RO). Na segunda semana de agosto, o preço médio da arroba foi de R$ 258,88. Arroba do boi TV TEM No levantamento mais recente, o preço médio foi 1,52% menor do que o comercializado na semana anterior, quando o produto era vendido por R$ 262,89. Além disso, o preço médio também é 11,64% menor do que o comercializado no mesmo período de 2021. A cotação da Emater refere-se ao preço médio pago ao produtor rural. Abaixo, veja os valores pagos em algumas cidades. Cotação do boi gordo à vista em RO O maior preço foi encontrado em Pimenta Bueno, onde o produtor recebe, por arroba, R$ 270. Já o menor valor, foi encontrado em Jaru, onde o produtor recebe R$ 245 por arroba. Veja outras notícias do campo Veja Mais

Dólar opera em alta e volta a ficar acima de R$ 5,10

G1 Economia Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,38%, vendida a R$ 5,0916. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar opera em alta nesta terça-feira (16), em meio à cautela dos investidores com o esfriamento da economia global, depois de dados decepcionantes vindos da China. Às 10h08, a moeda norte-americana subia 0,50%, vendida a R$ 5,1170. Veja mais cotações. Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,38%, a R$ 5,0916. Com o resultado desta segunda, passou a acumular recuo de 1,60% no mês. No ano, tem desvalorização de 8,67% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? No exterior, o foco dos investidores segue na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nos temores de uma recessão global. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início oficial da campanha eleitoral e para as pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulga o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de junho. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central indicou que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Projeções do mercado Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Boletim Focus: estimativa da inflação para este ano cai pela sétima semana seguida Veja Mais

PF faz operação contra hackers suspeitos de ataque que tirou ConecteSUS do ar

G1 Economia Agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão, em quatro estados; ordens são da Justiça Federal no DF. Segundo corporação, ataques foram cometidos por 'uma organização criminosa transnacional dedicada à prática de crimes dessa natureza'. ConecteSUS Reprodução/GloboNews A Polícia Federal começou a cumprir, nesta terça-feira (16), oito mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso suspeito de invadir sistemas do Ministério da Saúde e de outros órgãos do governo federal. Segundo a corporação, eles foram responsáveis pelo ataque que, em dezembro do ano passado, comprometeu o site Conecte SUS, responsável pelo Certificado Nacional de Vacinação (veja detalhes abaixo). Os mandados estão sendo cumpridos nos estados da Paraíba, de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina. Segundo a PF, os envolvidos integram uma "organização criminosa transnacional dedicada à prática de crimes dessa natureza, visando entidades públicas e privados no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Colômbia". De acordo com as investigações, um ambiente em nuvem do Ministério da Sáude foi atacada e arquivos, dados e instâncias da pasta foram deletados. A ação acabou, então, comprometendo o ConecteSUS. A Polícia Federal afirma que o grupo também acessou indevidamente o ambiente virtual dos seguintes órgãos: Controladoria-Geral da União (CGU); Ministério da Economia; Instituto Federal do Paraná (IFPR); Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Escola Nacional de Administração Pública (Enap); Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT); Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL); Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal; Polícia Rodoviária Federal (PRF). A PF apura os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, interrupção ou perturbação de serviços telegráficos, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento, corrução de menores, e lavagem de capitais. Fora do ar Aplicativo do ConecteSUS é invadido e deixa de apresentar dados sobre vacinação Em dezembro do ano passado, usuários do ConecteSUS relataram que os comprovantes de vacinação não estavam aparecendo no aplicativo. Outros disseram que não conseguiam sequer entrar na plataforma. O ConecteSUS é o aplicativo responsável pela emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19. A queda no sistema causou transtornos em várias cidades onde o comprovante de vacinação era exigido para acessar locais públicos. O problema também afetou o sistema de notificação de casos da Covid-19 e a página que compila dados de vacinação para outras doenças no país (SI-PNI), segundo o Ministério da Saúde. À época, o Ministério da Saúde informou que a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional foram acionados para investigar o caso. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garantiu que os dados não seriam perdidos e chamou o incidente de "atitude criminosa". Leia mais notícias sobre a região no g1 DF. Veja Mais

Plantio sem uso do solo: conheça o sistema hidropônico

G1 Economia Metodologia aplica água e nutrientes diretamente nas raízes. Técnica é sustentável e usa um esquema cíclico da solução, sem desperdícios. Transplante de mudas de alface no sistema hidropônico. Celso Tavares / g1 Já pensou fazer todo um plantio e não precisar de nem um pouquinho de terra? Isso é possível com o sistema hidropônico. Ele usa uma solução contendo água e nutrientes direto nas raízes do cultivo. GENTE DO CAMPO: produtor cadeirante investe no plantio sem uso do solo e vira referência em Goiás DE ONDE VEM: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' Dá para plantar alface, rúcula, agrião e vários tipos de hortaliças. O tempo de produção até a colheita não muda muito do método tradicional, de solo, mas a sua vantagem está na sustentabilidade. Isso porque a solução com água passa pelas plantas de forma cíclica. O cultivo na hidroponia acontece em estufas montadas em declive. Dentro delas, é feita uma estrutura de bancadas com canos, por onde a água corre. A ideia é que a solução siga o seu curso, graças à gravidade. Por fim, o líquido segue para uma caixa d'água e é bombeado novamente pelos canos, formando um ciclo e reaproveitando a água Entenda o sistema hidropônico Wagner Magalhães / g1 Bom até para a coluna As vantagens de se usar a hidroponia são diversas, segundo o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Goiás Ricardo Pereira. O processo, além de sustentável, permite o cultivo em pequenos espaços. A hidroponia também ajuda a coluna do agricultor: a bancada fica na altura ideal, deixando de ser necessário que ele fique se abaixando. Somada à economia de água, que pode ser entre 70% e 90% na comparação com o plantio no solo, a construção em um terreno íngreme também ajuda o produtor a economizar energia, já que a água é bombeada apenas no retorno aos canos. Sistema hidropônico é favorecido pelo terreno íngreme, que ajuda o ciclo d'água. Celso Tavares / g1 Leia também: De onde vem o que eu como: série do g1 mostra caminho da comida até a sua mesa Gracyanne Barbosa consome 40 ovos por dia; ela dá receita de pudim de clara no novo podcast do g1 Saúde da planta Periodicamente, quando as plantas apresentam alguma característica de que não está tudo bem, como folhas amareladas, é interessante que o produtor colete amostras da solução usada e envie para um laboratório. Assim ela é analisada e pode indicar se o cultivo tem algum problema e quais mudanças são necessárias. Vale se atentar de que cada espécie possui um pacote de nutrientes importantes diferentes, por isso não existe uma combinação padrão. Uma solução adequada pode ser reaproveitada por até 5 anos, explica Anizio Silotti, produtor da fazenda Quintal da Coruja. Horta hidropônica pode ser montada em estufas. Celso Tavares / g1 Colheita Para realizar a colheita e o plantio é muito fácil: basta inserir as mudas ou retirar o alimento pronto dos canos, que possuem buracos para encaixar cada produto. Após a colheita, é importante higienizar o sistema, evitando que as próximas plantas que vão ali fiquem expostas a doenças. Colheita de alface em horta hidropônica em Mogi das Cruzes (SP) Celso Tavares / g1 Higienização do sistema hidropônico após colheita. Celso Tavares / g1 De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar' Initial plugin text De lavrador a produtor: como o café especial mudou a vida do Ivan Gente do campo: mulheres transformam fibra da bananeira em artesanato no Vale do Ribeira Veja Mais

Nubank nomeia Youssef Lahrech como presidente, mas fundador segue como CEO

G1 Economia Banco informa que David Vélez continuará a orientar e manter a supervisão da gestão operacional, da liderança, cultura e reputação. Outros executivos, incluindo a cofundadora e presidente do Brasil, Cristina Junqueira, vão se reportar a Lahrech. Youssef Lahrech, novo presidente do Nubank Divulgação/Nubank O Nubank anunciou nesta segunda-feira que um de seus principais executivos acumulará o novo cargo de presidente, assumindo parte das funções do fundador e presidente-executivo David Vélez, a quem se reportará. O banco digital afirmou que Youssef Lahrech, diretor de operações da companhia há dois anos, "administrará diretamente a operação, orçamento e o desempenho das métricas-chave para os produtos globais, as plataformas globais, as operações de mercado e as funções corporativas". Outros executivos do Nubank, incluindo a cofundadora e presidente do Brasil, Cristina Junqueira, vão se reportar a Lahrech. "David Vélez continuará a orientar e manter a supervisão da gestão operacional, da liderança, cultura e reputação" do Nubank, afirmou a companhia. Vélez "priorizará a estratégia de longo prazo, incluindo o desenvolvimento de produtos, a expansão para novos mercados e novas aquisições". Vélez afirmou que, ao passar parte das suas atribuições cotidianas a Lahrech, terá mais tempo para cuidar de estratégias de longo prazo do Nubank, inclusive em relação a oportunidades de crescimento via aquisições e por meio de parcerias com empresas não financeiras. "Recentemente surgiram grandes oportunidades em M&A (fusões e aquisições)", disse ele em entrevista à Reuters. "Podemos também fazer parcerias com marketplaces, mas isso requer bastante atenção e foco." O anúncio, uma semana após o banco ter anunciado a saída da cantora Anitta de seu conselho de administração, veio no momento em que o Nubank divulgou seus resultados do segundo trimestre, com lucro líquido ajustado de US$ 17 milhões. A previsão média de analistas ouvidos pela Refinitiv era de US$ 23,3 milhões. David Vélez, fundador do Nubank Fabio Tito/G1 O grupo criado em 2013, que estreou na Nasdaq em dezembro passado, vem enfrentando crescente escrutínio de analistas, no momento em que a combinação de juros e inflação altos têm pressionado a renda das famílias no Brasil e ditado uma postura mais cética do mercado com empresas de alto crescimento. O Nubank, porém, apresentou nova rodada de expansão no segundo trimestre, tanto da base de clientes quanto receita. O banco fechou junho com 65,3 milhões de usuários, incluindo Brasil, México e Colômbia, um aumento de 57% em 12 meses.  A receita total cresceu 230%, para US$ 1,2 bilhão. A receita média por cliente subiu 105% ano a ano, a US$ 7,80, enquanto o custo médio por cliente foi de US$ 0,80, estável.  No Brasil, seu principal mercado, o Nubank chegou a 62,3 milhões de clientes no fim de junho, alta de 51% sobre um ano antes. "Isso provavelmente posiciona o Nu como a quinta maior instituição financeira do Brasil em número de clientes", afirmou o banco em comunicado. Embora não tenha mencionado nomes, o Nubank supera o Santander Brasil, que recentemente divulgou que tinha 56,1 milhões de clientes no fim de junho. As ações do Nubank encerraram o dia com alta de 10,1%, cotadas a US$ 4,68, na bolsa de Nova York. Crédito Um dos principais pontos de atenção de investidores em relação aos balanços de bancos brasileiros do segundo trimestre, a qualidade da carteira de crédito do Nubank também mostrou deterioração, com o índice de inadimplência acima de 90 dias subindo de 3,5% para 4,1%. Segundo Vélez, porém, como o índice de 15 a 90 dias ficou estável em 3,7%, o banco tem espaço para continuar ampliando as operações de crédito, ainda que esteja observando essa operação "com bastante cuidado", diante do cenário de juros mais altos. Sem citar números, Vélez disse também que o Nubank tem tido boa evolução na captação de recursos, mesmo após ter anunciado no mês passado que os depósitos de clientes não mais renderiam durante os primeiros 30 dias. "É melhor para nós e para os clientes", disse ele à Reuters, alegando que boa parte da rentabilidade dos primeiros 30 dias era levada pela incidência de IOF. Veja Mais

Debater alta do gasto público, que pressiona inflação e juros, será 'crucial', diz presidente do BC

G1 Economia Roberto Campos Neto apontou que ações do novo governo, a partir de 2023, terão que levar em consideração sustentabilidade da dívida e impacto na população mais pobre. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Alan Santos/PR O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (15) que o debate sobre o aumento de gastos públicos vai estar presente em 2023, quando terá início um novo mandato presidencial. "Vai ser uma questão crucial. Qualquer tipo de politica vai ter de olhar o lado da sustentabilidade da dívida e o lado social", avaliou, durante evento transmitido pela internet. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que subiu o juro básico da economia para 13,75% ao ano, o mais alto em seis anos, o BC manifestou preocupação com o aumento de gastos promovido por meio da "PEC Kamizaze" — que driblou a lei e turbinou benefícios sociais. Limites driblados pela PEC Eleitoral: Auxílio Brasil de R$ 600 começa a ser pago na terça (9) A instituição avaliou, naquele momento, que o prolongamento dessas políticas "pode elevar os prêmios de risco do país" (resultando em juros mais altos para a população) e pressionar inflação à medida que pioram a trajetória das contas públicas. Em evento promovido pelo Instituto Millenium nesta segunda, o presidente do BC lembrou de uma frase famosa de que "não existe nada mais permanente que um programa temporário do governo”. "Então isso é sempre alguma coisa que nos aflige. O que hoje o mercado tem uma ansiedade em entender é como vai ser o fiscal do ano que vem. Se forem continuados [os gastos da PEC Kamikaze], como vão ser financiados? Existe uma ansiedade se tem de ter uma compensação fiscal, e se vai vir junto com uma reforma tributária. E como vai ser uma politica tributária", declarou. Os dois candidatos à Presidência da República mais bem posicionados na corrida eleitoral deste ano, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, prometem manter em R$ 600 o patamar mínimo para o Auxílio Brasil em 2023. Lula tem falado em terminar com o mecanismo do teto de gastos, mecanismo que limita o crescimento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior, enquanto a equipe econômica de Bolsonaro realiza estudos para sua troca por metas para a dívida pública. Apesar de se mostrar preocupado com o aumento de gastos públicos, o presidente do BC também citou um efeito em sentido inverso, que ajudará a conter a inflação nos próximos anos: a desaceleração da economia mundial, com possibilidade "alta" de recessão, segundo ele. Foco em 2024 O presidente do BC, Roberto Campos Neto, também afirmou que o Copom, responsável por fixar a taxa básica de juros da economia com base no sistema de metas de inflação, preferiu "olhar um pouco à frente", referindo-se à decisão de calibrar a taxa Selic com base nas expectativas de inflação em 12 meses até março de 2024 (que é mais baixa). Ao diminuir a importância do próximo ano no cenário para definição da taxa Selic, o BC indica que a meta de inflação pode ser descumprida em 2023 pelo terceiro ano seguido. Para definir a taxa de juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central reduz a Selic. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano. O Banco Central deixou a porta aberta para uma nova subida dos juros em sua próxima reunião, marcada para meados de setembro, para 14% ao ano. Mas o mercado financeiro, segundo pesquisa realizada na semana passada, acredita que a instituição não subirá mais os juros neste ano. VÍDEOS: notícias de economia Veja Mais

A empresa com lucro recorde maior que o PIB de mais de metade dos países do mundo

G1 Economia O lucro impressionante foi registrado em meio à disparada dos preços do petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A gigante petrolífera saudita Saudi Aramco bateu seu próprio recorde com um lucro de US$ 48,4 bilhões no segundo trimestre de 2022. É um aumento de 90% em relação ao ano anterior — e representa o ganho mais alto do maior exportador de energia do mundo desde sua entrada na Bolsa há três anos. Para efeito de comparação, a cifra é maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) de mais da metade dos países do mundo. Vista geral da refinaria de óleo da Aramco em Ras Tanura, na Arábia Saudita, em foto de arquivo de maio de 2018 Ahmed Jadallah/Reuters/Arquivo Se fosse uma nação, a companhia ocuparia a 88ª posição no ranking do Banco Mundial que lista o PIB de 207 países (em 2021) — mais especificamente, entre a República Democrática do Congo (US$ 53,9 bilhões) e a Tunísia (US$ 46,8 bilhões). A invasão da Ucrânia pela Rússia fez os preços do petróleo e do gás dispararem. A Rússia é um dos maiores exportadores do mundo, mas as nações ocidentais se comprometeram a reduzir sua dependência do país em relação a suas necessidades energéticas. De acordo com a Bloomberg, os números da gigante petrolífera saudita representam "o maior lucro trimestral ajustado de qualquer empresa listada na Bolsa". Além dos lucros recordes, a gigante estatal de energia saudita anunciou que manteria seus dividendos inalterados em US$ 18,8 bilhões no terceiro trimestre. A companhia disse que continuaria expandindo para satisfazer a demanda. "Embora a volatilidade do mercado global e a incerteza econômica permaneçam, os acontecimentos durante o primeiro semestre deste ano sustentam nossa visão de que o investimento contínuo em nosso setor é essencial, tanto para ajudar a garantir que os mercados permaneçam bem abastecidos quanto para facilitar uma transição energética ordenada", declarou o presidente e CEO da Aramco, Amin Nasser. "Na verdade, esperamos que a demanda por petróleo continue crescendo pelo resto da década, apesar da queda nas pressões econômicas segundo as previsões globais de curto prazo", acrescentou. Os preços do petróleo já estavam subindo antes da guerra na Ucrânia, quando as economias começaram a se recuperar da pandemia de covid-19, e a demanda superou a oferta. Os maiores produtores de petróleo do mundo, incluindo ExxonMobil, Chevron e BP, registraram lucros enormes este ano — levando a pedidos crescentes aos governos para que imponham um imposto extraordinário em meio a um aumento alarmante do custo de vida. Em junho, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que a Exxon havia ganhado "mais dinheiro do que Deus este ano". A Arábia Saudita é o maior produtor individual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), grupo que representa os maiores produtores de petróleo do mundo. Na semana passada, a Opep+ — que inclui a Rússia —concordou em aumentar ligeiramente a produção em um esforço para ajudar a aliviar os altos preços do petróleo. No entanto, o aumento mais recente da produção está em um ritmo muito mais lento do que nos últimos meses. A decisão foi um golpe para líderes mundiais, incluindo Biden, que fizeram um apelo pela intensificação da produção. - Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62546862 Veja Mais

Loja de brindes para fãs é relançada com foco em NFT e projeção de faturar R$ 10 milhões

G1 Economia Empresa oferece colecionáveis de celebridades e pretende futuramente ingressar no metaverso. A Fanstation, uma loja de brindes e serviços para fãs de arte, cultura e esportes, decidiu se reinventar após iniciar as atividades de maneira tímida em 2019 e enfrentar uma pandemia logo no início das operações. A empresa agora vai focar na venda de Tokens Não-Fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) de artistas e celebridades e já tem R$ 6 milhões em produtos no catálogo, com projeções de faturar, no mínimo, R$ 10 milhões este ano. Dentro da nova estratégia, a companhia já acertou parcerias com nomes como Buchecha, MC Gui, Netinho de Paula, Emerson Fittipaldi, Túlio Maravilha, o pentacampeão Luizão e o técnico Joel Santana. Andréa Farias, COO da Fanstation, disse que decidiu entrar no mundo cripto após muita pesquisa, aproveitando-se da oportunidade de desenvolver uma plataforma que pudesse ser usada pelo público leigo, que ainda não possui carteira digital. “Nosso line-up de celebridades no começo era 100% brasileiro, então nossa prioridade era desenvolver uma plataforma em que o usuário pudesse pagar pelos NFTs com PIX”, afirma. NFT: 5 pontos sobre a tecnologia que torna um arquivo digital ‘único’ Os NFTs da Fanstation foram criados em cima da blockchain Ethereum e futuramente usarão também a Avalanche. De acordo com Andrea, a Avalanche foi escolhida para viabilizar a comercialização de colecionáveis de menor valor, uma vez que as taxas da rede Ethereum são muito elevadas. Para o cliente comprar os tokens, ele precisa primeiro entrar na plataforma e selecionar seu NFT. Depois, ele pode depositar seus reais com PIX para trocá-los pela stablecoin atrelada ao real Bitfan, a criptomoeda da plataforma. Uma vez de posse do token, ele consegue completar a aquisição do NFT. “A carteira fica dentro da plataforma e o NFT fica disponível para você dentro da plataforma da fanpage, sem precisar de uma wallet externa”, explica. Os benefícios dos NFTs vendidos consistem em memorabilia, acesso a eventos e entrada em clubes privados. “Fazemos um trabalho de pesquisa de toda a carreira de uma celebridade e exploramos os produtos que podemos comercializar como NFT. Teremos clubes privados no Discord, dando desconto em ingresso e sorteio de ingressos, além da conversa com celebridades, que por contrato terão que fazer contato com os fãs em horário marcado.” Para o futuro, a empresa deve também entrar no metaverso, oferecendo desde a criação do avatar até a criação do espaço. “Se uma cliente quiser ter um ambiente no metaverso a equipe da Fanstation faz esse desenvolvimento”, diz. Entre funcionários próprios e parceiros, a Fanstation tem 30 pessoas trabalhando com desenvolvimento. Em termos de divulgação, Andrea espera que os filhos ensinem os pais sobre o que são NFTs principalmente no caso de celebridades que são mais conhecidas principalmente por um público mais velho. “Estamos fazendo um trabalho de divulgação com a base de fãs, então começamos o trabalho falando do Túlio Maravilha dentro da torcida do Botafogo. Por isso precisamos dessa sinergia entre as gerações.” Veja Mais