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Após negociações comerciais com os EUA, China avança em compras de soja do Brasil

G1 Economia Embora os brasileiros sejam o maior fornecedor de soja do país asiático, grandes compras do grão são incomuns nesta época do ano. Brasil movimentou é o principal exportador mundial de soja Fábio Scremim/APPA Os importadores chineses estão ocupados realizando novas compras de soja do Brasil nesta semana, apesar do anúncio da Casa Branca de que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos anualmente durante as negociações comerciais ocorridas na semana passada. Dois operadores disseram que a China encomendou pelo menos oito carregamentos, ou 480 mil toneladas, com valor de US$ 173 milhões, de soja brasileira desde segunda-feira (14). Embora o Brasil seja o maior fornecedor de soja para a China, grandes compras do produto brasileiro são incomuns nesta época do ano. A falta de compras dos EUA até aqui nesta semana mostra que a China não tem pressa para adquirir produtos norte-americanos após a fase 1 do acordo comercial, anunciada na semana passada e que o presidente dos EUA, Donald Trump, espera que seja assinada no próximo mês. Trump disse no Twitter no domingo que a China já começou a fazer compras agrícolas nos EUA. No entanto, três exportadores de soja norte-americana disseram que não houve vendas dos EUA para a China desde as negociações da semana passada em Washington, e que nenhuma compra chinesa foi confirmada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). "Eu não tive nenhuma sondagem sobre (embarques dos) EUA", disse um dos exportadores. "Havia alguns barcos para novembro comprados no Brasil e vários outros da nova safra sul-americana, mas nada aqui." Outro exportador dos EUA disse que uma queda no valor da soja brasileira gerou nova demanda de compradores que por mais de um ano foram incapazes de importar lucrativamente o produto norte-americano, a não ser que contassem com isenções tarifárias. As empresas estatais Cofco e Sinograin, que estão isentas das taxas retaliatórias de 25% sobre as importações dos EUA, têm "pouco apetite" para comprar, a menos que os preços nos EUA caiam ainda mais, disse um segundo exportador norte-americano. Antes da guerra comercial, a China importava a maior parte de sua soja nos EUA entre outubro e janeiro e voltava-se para a América do Sul por volta de fevereiro. Os preços da soja dos EUA carregada para a China nos terminais da Costa do Golfo, para novembro e dezembro, neste momento estão perto da paridade com os preços brasileiros. Mas quando os valores da soja dos dois principais fornecedores são semelhantes, os importadores chineses tendem a favorecer o grão brasileiro devido ao seu maior teor médio de proteínas. A importadora chinesa Hopefull Grain & Oil comprou 10 carregamentos de soja brasileira na semana passada, antes das negociações entre EUA e China, e pelo menos outras três cargas nesta semana, disseram duas fontes comerciais. A Wilmar também esteve entre as compradoras, com cerca de cinco a seis carregamentos adquiridos do Brasil nesta semana, de acordo com um exportador dos EUA e dois traders, um deles com base em Pequim e um trabalhando em uma trading chinesa. Hopefull e Wilmar se recusaram a comentar. Acredita-se que nas recentes ondas de aquisições, as empresas tenham usado suas isenções para compras dos EUA sem tarifas, disseram um exportador e um importador chinês. O assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, reconheceu na quinta-feira que o "compromisso sério" da China para comprar até 50 bilhões de dólares em produtos agrícolas dependeria em parte de empresas e condições de mercado. Veja Mais

Professor: Saiba como funciona o processo de aposentadoria

R7 - Economia O trabalho é algo corriqueiro na vida de qualquer pessoa, é por via dele, de maneira coletiva e conjunta, além de organizada que buscam  satisfazer as necessidades da sociedade, trabalhar dignamente portanto é algo especial e emblemático para a vida em sociedade. Contudo, o envelhecimento afeta a todos, e numa certa etapa da vida os […] O post Professor: Saiba como funciona o processo de aposentadoria apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Carreira Contábil: Mitos e verdades sobre as competências necessárias de um contador

R7 - Economia O Contador experiente precisa ter um conhecimento amplo sobre negócios/impostos/folha de pagamento realmente são muito importantes pois tudo isso acaba gerando números que serão registrados na contabilidade invariavelmente, e como contador que assina o Balanço da empresa de fato é necessário que ele tenha conhecimentos em múltiplas áreas para ter a segurança na hora de […] O post Carreira Contábil: Mitos e verdades sobre as competências necessárias de um contador apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Decred e Bitcoin forte simbiose

R7 - Economia Abreviação de “Crédito Descentralizado”, Decred é um sistema híbrido que utiliza o protocolo de Prova de Trabalho e Prova de Participação. Ele foi projetado para resolver os dois maiores problemas que o Bitcoin tem – escalabilidade e governança. A principal proposta de valor que a Decred traz é quase idêntica a do Bitcoin – um […] Veja Mais

Liderança: Frases para te inspirar no ambiente de trabalho

R7 - Economia Existem muitas frases com mensagens poderosas que podem nos motivar e inspirar em vários aspectos de nossa vida, entre eles, o profissional. As mensagens de liderança são inspiração tanto para líderes, quanto para o profissional que deseja se sentir empoderado a subir cada vez mais alto em sua carreira. Por isso, listamos as melhores frases […] O post Liderança: Frases para te inspirar no ambiente de trabalho apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Com preços em queda, é hora de comprar tomate e batata

Com preços em queda, é hora de comprar tomate e batata

R7 - Economia Preço do tomate caiu 15,96% em outubro, segundo o Dieese Leandro Santos Lobo/Embrapa O tomate deixou de ser o grande vilão da cesta básica do brasileiro para se transformar em um dos itens que mais vem contribuindo para a redução de preços do custo com alimentação no país, segundo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A fruta, normalmente usada como legume em saladas e pratos quentes, registrou queda de 15,96% no preço de acordo com o ICV (Índice do Custo de Vida) do município de São Paulo, medido pelo Dieese. Preço da batata caiu 7,83% em outubro, de acordo com Dieese Reprodução/Alan's Fruit Entre as raízes e tubérculos, a baixa mais expressiva foi no preço da batata (-7,83%). Leia também: Índice do Custo de Vida em SP cai 0,11% em setembro, diz Dieese O R7 ouviu dois especialistas para falar sobre como aproveitar o bom preço do tomate e da batata para incrementar o seu cardápio. Para George Sales, professor da Faculdade Fipecafi, por serem dois alimentos perecíveis, seu armazenamento deve ser feito com cautela. “Quem é produtor ou dono de restaurante, lanchonete ou outro estabelecimento que faz e comercializa comida, pode produzir extrato de tomate ou purê de batata ou usar os alimentos de forma bastante variada na composição do seu cardápio, seja em saladas ou nos pratos quentes”, diz Sales. O consumidor comum, segundo ele, pode investir na criatividade para produzir os mais variados pratos e armazenar também. “Além de colocar uma opção de alimento fresco na mesa, pode usar diversas formas de armazenamento para aproveita-lo”, comenta o economista. A chef funcional Lidiane Barbosa selecionou uma série de receitas para aproveitar a temporada de baixa do preço do tomate e da batata. “A família dos vermelhinhos é mais interessante para ser consumida aquecida”, ressalta Lidiane, que também é consultora, presidente e idealizadora do Projeto Crescer e Semear, realizado pela ONG – Instituto Alice Henrique de Campos Gonçalves. Confira as dicas da especialista: Tomate seco e molho Lave os tomates, corte pela metade e coloque as partes em uma assadeira viradas para cima. Acrescente sal, azeite, uns dentes de alho e leve ao forno durante até secar. Quem prefere fazer o tomate seco sem a polpa, pode retirá-la com uma colher e separar para fazer molho, com a semente mesmo. Esse molho pode ser feito na hora ou congelado para ser consumido em outra ocasião. Deixe no forno com a temperatura mais baixa durante 40 e 50 minutos. Ketchup caseiro Refogue cebola e alho no azeite de oliva. Depois, abra o tomate ao meio e coloque na panela com uma colher de sopa de açúcar mascavo, duas colheres de sopa de vinagre de maçã, polpa de uma maçã e uma colher de chá de sal. Deixe na panela até soltar toda a água. Quando o molho já estiver grosso, é só bater no liquidificador. Tomate congelado Também é possível cortar o tomate em pedaços e congelar para usar como tempero ou em sopas. Batata congelada O ideal é cozinhar a batata antes de congelar. Dá para fazer isso com o tubérculo ainda com casca. No entanto, se descascá-lo, é possível fazer chips com as cascas. Basta lavá-las e levá-las ao forno com azeite, alecrim e sal. Com a batata cozida congelada é possível fazer purê, sopa, creme, além de pão de queijo vegano. Dá para criar receitas com batata doce, inglesa ou, até, mandioquinha (que registrou baixa de 6,46% no mês). Confira: Pão de queijo vegano • Cozinhe e amasse três batatas e despeje em uma vasilha • Acrescente duas xícaras de polvilho doce, uma de polvilho azedo e meia xícara de azeite extra virgem ou óleo de girassol • Em seguida, coloque uma colherzinha de alho em pó e cebola em pó. • Depois, despeja um ovo e sal. • Misture tudo até que vire uma massa, faça bolinhas e coloque no forno de 180 graus por 25 minutos. Veja Mais

Manual de Contas Contábeis: Entenda a sua importância

R7 - Economia Podemos conceituar Plano de Contas como sendo o conjunto de rubricas contábeis criado pela empresa, visando atender às necessidades de registro dos fatos contábeis, de forma a atender não só exigências fiscais, mas também societárias. Revisando alguns conceitos, temos que as contas são classificadas entre “Patrimoniais” e as de “Resultado”. As patrimoniais não interferem no […] O post Manual de Contas Contábeis: Entenda a sua importância apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Como funciona a Aposentadoria para pessoa de baixa renda e BPC para idosos?

R7 - Economia Você sabia que atualmente existem mais de 22 programas sociais em todo Brasil? E que mais de 57 milhões de pessoas recebem algum pagamento diretamente de Governo Federal? E se engana quem pensa que esses números se resumem só ao Bolsa Família. Pelo contrário, nestes programas estão incluídos o BPC e a lei nº 12.470, que garante uma […] O post Como funciona a Aposentadoria para pessoa de baixa renda e BPC para idosos? apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Reforma da Previdência: Ainda vai compensar se aposentar pela Aposentadoria especial?

R7 - Economia Ainda que esteja prevista no texto da PEC 06/2019, fica difícil afirmar que a aposentadoria especial vai continuar existindo depois da aprovação da Reforma da Previdência. Isso porque, além do nome, poucos detalhes nos farão lembrar do atual benefício. A vantagem de poder se aposentar mais cedo, com benefício integral e sem incidência do fator […] O post Reforma da Previdência: Ainda vai compensar se aposentar pela Aposentadoria especial? apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Falha no leitor de digitais do Galaxy S10 desbloqueia celular que tem película de tela

G1 Economia Fabricante sul-coreana anunciou que vai lançar atualização de software para corrigir a vulnerabilidade. A Samsung anunciou que vai lançar uma atualização de software para corrigir uma brecha de segurança no leitor de impressões digitais ultrassônico do Galaxy S10, um dos seus modelos topo de linha. "A Samsung está ciente do caso de mal funcionamento do reconhecimento de digital do S10 e logo lançará uma correção de software", disse a empresa à agência Reuters. O leitor biométrico desses aparelhos fica localizado sob a tela do celular e identifica os sulcos da digital por meio de ondas ultrassônicas. Segundo um relato publicado no jornal "The Sun", uma britânica descobriu que uma película de silicone chinesa comprada por menos de R$ 15 fazia o leitor reconhecer qualquer digital como válida, inutilizando o bloqueio de tela. Modelo S10 se diferencia de aparelhos anteriores da série Galaxy com leitor de digitais sob a tela. Thiago Lavado/G1 A britânica notou o problema quando conseguiu desbloquear o celular com qualquer dedo, não apenas os cadastrados no telefone. Depois, verificou que seu marido e sua irmã também podiam desbloquear o aparelho. 'Buraco' na tela, 5G, celular carregador e modo Instagram: os novos Galaxy S10 A Samsung orienta que consumidores adquiram apenas acessórios autorizados pela marca e que o uso de películas não oficiais ou resíduos na tela podem interferir com o funcionamento do sensor. Como o sensor fica debaixo da tela, películas adicionam uma camada entre a tela e o dedo usuário, interferindo no processo de leitura. É possível que a fabricante da película tenha buscado algum método de tornar seu produto compatível com o sensor, mas acabou quebrando a segurança do telefone. A Samsung informou que o problema acontece quando uma digital é registrada após a aplicação da película. A fabricante recomenda a remoção de películas de silicone e o recadastramento das digitais para evitar riscos. Segundo a empresa, a recomendação vale para os modelos S10 e Note10 (incluindo S10+ e Note10+) até que seja instalada a atualização, programada para a próxima semana. Sensor derrotado por impressão 3D e cola quente Esse é o terceiro problema encontrado no leitor ultrassônico da Samsung. A tecnologia foi lançada em março pela empresa em seus modelos topo de linha, substituindo os sensores tradicionais que normalmente ficavam na traseira ou nas bordas dos telefones. No início de abril, um mês após o lançamento do Galaxy S10, o sensor foi inicialmente derrotado por uma impressão 3D produzida a partir de uma foto de celular de uma digital. Pouco menos de dois meses depois, no fim de maio, o canal de YouTube Max Tech conseguiu enganar o sensor com uma digital duplicada com cola quente. De acordo com o vídeo do canal, o experimento foi motivado por uma atualização da Samsung que acelerou o desbloqueio do telefone pela impressão digital – mas isso aparentemente diminuiu a segurança do dispositivo. Reconhecimento facial é mais inseguro O Galaxy S10 tem um recurso de reconhecimento facial, mas não dispõe dos sensores necessários para a leitura do rosto em 3D, como acontece no iPhone da Apple e no recém-anunciado Pixel 4 do Google. Testes já demonstraram que o reconhecimento facial, quando feito sem esses sensores, pode ser derrotado até por uma foto ou vídeo do dono do celular. Reconhecimento facial do Pixel 4 desbloqueia celular mesmo com os olhos fechados Por essa razão, apesar das falhas no reconhecimento de impressão digital, ela ainda é a melhor opção biométrica para os donos do aparelho. A alternativa é utilizar uma senha ou desenho de padrão, como em modelos sem nenhuma opção de biometria. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1 Veja Mais

Jornada de trabalho: Você sabe porque é tão importante ter um bom gerenciamento?

R7 - Economia Você sabe quantos tipos de jornada de trabalho existem, e porque é tão importante ter um bom gerenciamento delas? Várias empresas enfrentam sérios problemas quando o assunto é jornada de trabalho. Isso porque muitas vezes, elas não possuem um bom sistema de controle e gerenciamento dos horários trabalhados. E a falta de um sistema desses […] O post Jornada de trabalho: Você sabe porque é tão importante ter um bom gerenciamento? apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Emprego: mutirão em São Paulo oferece 600 vagas neste sábado

Emprego: mutirão em São Paulo oferece 600 vagas neste sábado

R7 - Economia Mutirão tem vagas para as áreas da construção civil, vendas, entre outros Divulgação Um mutirão do emprego no bairro da Penha, na capital paulista, oferece neste sábado (19) 600 vagas para profissionais de alguns setores, entre eles, o da construção civil e vendas. As oportunidades são para os cargos de armador de ferros, carpinteiro, encanador, ajudante de obras, eletricistas, entre outros. Leia também: Brasil abre 157 mil vagas com carteira assinada em setembro Há, ainda, chances para telemarketing, motorista, açougueiro, cozinheiro geral e para as áreas de vendas. Os salários vão de R$ 1.281 a R$ 2.206. A ação é promovida pela Secretária de Desenvolvimento Econômico e Emprego. Quem passar pelo local, ainda encontrará atendimento gratuito dos órgãos municipais como saúde, habitação, assistência social, além de ações de zeladoria. As chances para cozinheiro geral, motoristas, açougueiro, aplicador de silkscreen, entre outros, são para bairros da zona leste, como Itaquera, Belenzinho, Penha, Mooca, Vila Bela e Vila Zelina.  Leia mais: Número de empregos cresce 0,7% em 2018, mas salários caem 0,4% As vagas para o cargo de operador de empilhadeira e marceneiro exigem ensino médio completo, comprovação de seis meses na carteira e pagam salários de até R$ 2.051. O maior salário, de R$ 2.206, é para eletricista que conta com cinco vagas. Para o cargo de vendedor, são oferecidas 250 vagas com salários entre R$ 1.405 e R$ 1.622. É preciso ter ensino médio completo e experiência na área. Desse total, 50 postos são para atuar na região do Brás e Centro. 26 vagas para portadores de deficiência O mutirão também ofertará 26 oportunidades para profissionais com algum tipo de deficiência. Entre elas, estão: vendedor, atendente de lanchonete e serviços de limpeza. Em todas é necessário ter ensino fundamental ou médio completo e não há exigência de experiência no segmento. Os salários chegam a R$ 1.281. O mutirão será realizado das 9h às 15h. Para participar é preciso levar RG, CPF, carteira de trabalho, número do PIS e laudo médico, no caso de pessoas com deficiência. Leia mais: Desigualdade no Brasil atinge maior nível desde 2012, afirma IBGE Durante o evento, também haverá emissão de PIS e carteira de trabalho. Basta apresentar uma foto 3x4. No caso de segunda via, é necessário levar também um boletim de ocorrência ou declaração, caso se trate de roubo, furto, perda ou extravio. Orientação sobre empreendedorismo Quem pensa em abrir o seu próprio negócio, pode consultar a equipe da Ade Sampa (Agência São Paulo de Desenvolvimento), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, durante o evento. ServiçoEvento: 27º Mutirão nos Bairros – PenhaData: 19 de outubro - sábadoHorário: 9h às 15hEndereço: Rua Atuai (ao lado do Metrô Vila Matilde) Veja Mais

Agências da Caixa abrem neste sábado para saques do FGTS

G1 Economia No total, 4,1 milhões de pessoas nascidas em janeiro devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão neste 1º lote; prazo dos saques para todos que têm direito vai até 31 de março de 2020. Tira-dúvidas sobre os saques do FGTS Parte das agências da Caixa Econômica Federal abre neste sábado, até as 15h, para os trabalhadores que queiram fazer saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O atendimento nas agências inclui ainda acertos de cadastro, emissão da senha do Cartão Cidadão e solução de dúvidas. A Caixa liberou na sexta-feira (18) os saques de até R$ 500 do FGTS para não correntistas do banco nascidos em janeiro. Trata-se de uma nova etapa de saques, que começaram em setembro e alcançaram primeiro os correntistas da Caixa, com crédito automático em conta. Neste primeiro lote de não correntistas, 4,1 milhões de pessoas devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão, segundo previsão do banco. No total, incluindo todos os lotes, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. O saque imediato de até R$ 500 não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo). SAIBA TUDO SOBRE A LIBERAÇÃO DOS SAQUES DO FGTS Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. Além de abrir neste sábado, a Caixa estendeu o horário de 2.302 das 4.132 unidades na sexta (18) e continua a ampliação nesta segunda (21) e terça-feira (22): As agências que têm horário de abertura às 10h abrirão às 8h; As agências que têm horário de abertura às 9h abrirão uma hora mais cedo e terão o horário de funcionamento estendido em 1 hora; As agências que têm horário de abertura às 11h abrirão às 9h; As agências que têm horário de abertura às 8h permanecem abrindo às 8h e terão horário de funcionamento estendido em 2 horas. A lista das agências com horário especial de atendimento está no site fgts.caixa.gov.br. A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019 Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019 Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019 Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019 Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019 Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019 Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020 Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020 Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020 Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020 Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020 Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020 Começam na 6ª feira (18) os saques do FGTS para quem não tem conta na Caixa Saques de correntistas da Caixa De acordo com balanço da Caixa, cerca de 36,9 milhões de correntistas tiveram liberados R$ 15,2 milhões na conta nos três lotes de pagamento. A maior parte dos saques foi na região Sudeste: 17,4 milhões sacaram R$ 7,5 bilhões, seguida da região Nordeste, onde R$ 3 bilhões foram sacados por 8,1 milhões de trabalhadores. Os correntistas que não quiserem fazer a retirada têm até o dia 30 de abril de 2020 para informar ao banco que prefere manter o dinheiro no Fundo de Garantia. Nesse caso, mesmo que o crédito tenha sido feito na conta, a Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS. Todos os trabalhadores, independente do aniversário, sendo correntistas ou não da Caixa, podem sacar o dinheiro até o dia 31 de março de 2020. A Caixa alerta, entretanto, que à medida que o trabalhador vai adiando seu saque, ele ficará sujeito ao efeito cumulativo dos outros calendários, o que acumulará mais pessoas para receber e portanto poderá enfrentar mais filas. Saiba como consultar o saldo do FGTS dentro do limite de R$ 500 Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS De acordo com balanço do Ministério da Economia, a liberação dos saques de até R$ 500 do FGTS será maior nos meses de setembro e outubro - serão R$ 17,7 bilhões liberados para 44,3 milhões de pessoas, de um total de R$ 39,8 bilhões para 96,5 milhões de pessoas. Os meses de setembro e outubro englobam os depósitos automáticos para correntistas da Caixa e o início dos saques para quem não é correntista e nasceu em janeiro e fevereiro. O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas como inativas. Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja mais exemplos abaixo: Exemplos de saques de até R$ 500 por contas do FGTS Reprodução/Caixa Como serão os saques para quem não tem conta poupança na Caixa Valores de até R$ 100 por conta: saque será feito nas lotéricas, com CPF e documento de identificação. Valores de até R$ 500 por conta: saque nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e Senha Cidadão ou Cartão Cidadão e senha. Caso não possua o Cartão do Cidadão, poderá sacar nos caixas eletrônicos da Caixa utilizando o CPF e a Senha Cidadão. Em caso de saque na agência, deve apresentar documento de identidade com foto, número do CPF e Carteira de Trabalho ou Cartão Cidadão e senha. O saque imediato no valor de até R$ 500 não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor, bem como não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave. Ninguém é obrigado a sacar o dinheiro do FGTS. Se não houver a retirada, o dinheiro permanece no fundo, ganhando rentabilidade. No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente. Saque-aniversário Trabalhadores já podem aderir ao saque-aniversário do FGTS O recebimento do saque imediato de até R$ 500 por conta de FGTS não gera adesão ao saque-aniversário. Os interessados em aderir a esses saques anuais podem comunicar a decisão à Caixa Econômica Federal desde o dia 1º de outubro deste ano. Entenda o saque-aniversário do FGTS Nesse caso, os saques serão anuais e começarão em abril de 2020, de acordo com o mês em que o beneficiário nasceu. Veja o calendário do saque aniversário: Nascidos em janeiro e fevereiro – saques de abril a junho de 2020; Nascidos em março e abril – saques de maio a julho de 2020; Nascidos em maio e junho – saques de junho a agosto de 2020; Nascidos em julho – saques de julho a setembro de 2020; Nascidos em agostos – saques de agosto a outubro de 2020; Nascidos em setembro – saques de setembro a novembro de 2020; Nascidos em outubro – saques de outubro a dezembro de 2020; Nascidos em novembro – saques de novembro de 2020 a janeiro de 2021; Nascidos em dezembro – saques dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. A partir de 2021, o saque deverá ser feito no mês do aniversário até os dois meses seguintes. O valor do saque anual será um percentual do saldo de todas as contas do trabalhador. Para contas com até R$ 500, será liberado 50% do saldo, percentual que vai se reduzindo quanto maior for o valor em conta. Para as contas com mais de R$ 500, os saques serão acrescidos de uma parcela fixa. Portanto, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores. Limite dos saques anuais do FGTS Reprodução/Ministério da Economia O trabalhador ficará impedido de retirar o valor integral do FGTS na rescisão do contrato de trabalho. No entanto, ele continua tendo direito ao pagamento da multa dos 40% em cima do valor total. Em caso de arrependimento, o trabalhador só poderá retornar ao chamado saque-rescisão após dois anos a partir da data de adesão ao saque-aniversário. No entanto, o trabalhador que optar pelo saque-aniversário continuará tendo direito à retirada o saldo do FGTS para a casa própria, em caso de doenças graves, de aposentadoria e de falecimento do titular e para as demais hipóteses previstas em lei para o saque. Initial plugin text Veja Mais

SIGAC/SIGEPE: Como emitir o contracheque do Servidor Público Federal pela internet?

R7 - Economia Servidores Públicos Federais ativos, inativos e pensionistas podem contar com a tecnologia para facilitar o seu dia. Com o SIGAC/SIGEPE, é possível obter várias informações importantes, na palma da mão, incluindo a consulta prévia ao contracheque. Consultar a prévia do contracheque no SIGEPE é muito simples, basta: Acessar o SIGEPE pelo SIGAC; Clicar em “Prévia do Contracheque”; […] O post SIGAC/SIGEPE: Como emitir o contracheque do Servidor Público Federal pela internet? apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

A Aposentadoria por Tempo de Contribuição vai mesmo acabar?

R7 - Economia A Reforma da Previdência avança a passos largos no Congresso Nacional, e, provavelmente, será aprovada até o final desse mês de Outubro. Dentre as principais mudanças, a aposentadoria por tempo de contribuição se apresenta como um dos grandes impactos dessa Reforma na vida dos trabalhadores. Hoje, a espécie de aposentadoria conhecida como “aposentadoria por tempo […] O post A Aposentadoria por Tempo de Contribuição vai mesmo acabar? apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Carteira de Trabalho Digital: Quais são as principais mudanças

R7 - Economia Nova carteira de trabalho digital já pode oficialmente substituir a de papel, entenda o que muda e como usá-la. Essa semana a Carteira Digital passou a valer oficialmente como substituta da versão de papel, agora as empresas passam a anotar as contratações, pagamentos e férias dos colaboradores de forma digital mas, vale ressaltar que não […] O post Carteira de Trabalho Digital: Quais são as principais mudanças apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Todo o conteúdo do Yahoo Grupos será apagado até dezembro

G1 Economia Novas publicações estão limitadas até o dia 28 de outubro. A partir de 14 de dezembro, todo o conteúdo publicado nos grupos será apagado. O Yahoo Grupos será descontinuado, duas décadas depois da criação. A plataforma mais tradicional para o gerenciamento de listas de discussão terá o conteúdo apagado em breve. Conforme comunicado oficial do Yahoo!, os grupos mantidos no serviço terão o conteúdo removido e novas postagens bloqueadas. Yahoo Grupos chega ao fim e terá todo conteúdo apagado. Reprodução Numa primeira etapa, as novas publicações estão limitadas até o dia 28 de outubro. A partir de 14 de dezembro, todo o conteúdo publicado nos grupos será apagado. Isso significa que arquivos, enquetes, pastas, fotos, históricos de mensagens, serão eliminados dos sistemas do Yahoo!. Após a remoção do conteúdo, o Yahoo Grupos ainda poderá ser acessado pelos usuários por meio de grupos privados. No entanto, eles terão configurações limitadas, sem qualquer tipo de interação realizada no site do Yahoo Grupos. A única forma de comunicação entre os membros dos grupos, será apenas através de mensagens enviadas por e-mail — opção que existe desde o lançamento da plataforma. Os usuários que quiserem salvar o conteúdo compartilhado nos grupos em que estiverem inscritos, deverão seguir os passos indicados abaixo: Download de fotos Na página principal do seu grupo, clique em "Fotos"; Passe o mouse sobre uma imagem; Clique no ícone "Download", representado por seta para baixo. Baixar arquivos Na página principal do seu grupo, clique em "Arquivos"; Clique no arquivo que deseja baixar; Selecione "Salvar arquivo" e clique em OK; Verifique o arquivo de download do seu navegador para abrir, renomear ou movê-lo. Selo Ronaldo Prass Ilustração: G1 Veja Mais

Saque FGTS: Caixa abre hoje para atender não correntistas

Saque FGTS: Caixa abre hoje para atender não correntistas

R7 - Economia 2.302 agências abrirão das 9h às 15h neste sábado (19) Agência Brasil José Cruz A Caixa Econômica Federal abre 2.302 agências neste sábado (19) para atender trabalhadores que querem efetuar o Saque Imediato do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O valor é de até R$ 500 por conta ativa ou inativa. Leia mais: Tire 35 dúvidas sobre o saque de R$ 500 do FGTS A segunda etapa da liberação do Fundo começou na sexta-feira (18) e contempla trabalhadores não correntistas nascidos em janeiro. Cerca de 4,1 milhões de pessoas serão atendidas nesta fase, com injeção de R$ 1,8 bilhão na economia. O calendário de saques é determinado de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Arte R7 Para facilitar o atendimento, a Caixa trabalhará com horário estendido na segunda (21) e terça-feira (22). Confira: Leia também: App FGTS permite calcular valor do saque-aniversário • As agências que abrem às 8h encerrarão o expediente duas horas depois do que o horário normal; • Agências que abrem às 9h terão atendimento uma hora antes e uma hora depois; • Aquelas que abrem às 10h iniciam o expediente com duas horas de antecedência; • Agências que abrem às 11h também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal; Os saques podem ser feitos até 6 de março de 2020 — no caso de trabalhadores nascidos em dezembro. Como sacar • Até R$ 100 por conta: O trabalhador pode sacar este valor em unidades lotéricas, apresentando CPF e um documento de identificação. • Até R$ 500 por conta: Este valor pode ser sacado em unidades lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e cartão do cidadão com senha. Já nos terminais de autoatendimento é necessário usar o CPF e senha Cidadão. As dúvidas sobre valores e data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800 724 2019, disponível 24 horas. A data limite para saque é 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até essa data, os valores retornam para a conta do FGTS do trabalhador. Veja Mais

FGTS, PIS ou seguro-desemprego, quais desses benefícios o MEI tem direito?

R7 - Economia Se você é MEI ou está prestes a abrir sua empresa, certamente, precisa conhecer os seus direitos. Por exemplo, o MEI tem direito ao FGTS? Tem direito ao PIS? E ao seguro desemprego? Todos esses direitos fazem parte do pacote de benefícios do registro em CLT. No entanto, eles não fazem parte dos direitos de […] O post FGTS, PIS ou seguro-desemprego, quais desses benefícios o MEI tem direito? apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

O que está por trás do sucesso econômico da Bolívia de Evo Morales?

G1 Economia O líder indígena assumiu em 2006 com uma política de nacionalizações. Mais de uma década depois, empresas privadas e estatais convivem em um modelo de crescimento ancorado na exploração dos recursos do setor de óleo e gás — que, para alguns, vem dando sinais de esgotamento. Evo Morales tenta se reeleger para o quarto mandato em meio a polêmica em torno das manobras que fez para se manter no poder Manuel Claure/Reuters A economia da Bolívia deve registrar neste ano o maior crescimento da América do Sul. A última projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgada em outubro, sinaliza um avanço de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Não é exatamente uma situação nova. Na última década, o país vem crescendo em média a 5% ao ano. O ciclo, que já foi chamado de "milagre econômico boliviano", começou em 2006, quando Evo Morales chegou ao poder. Uma das primeiras e principais medidas do presidente, que tenta se reeleger neste domingo para um quarto mandato, foi a nacionalização do petróleo e do gás natural. Disputa acirrada e incerteza sobre 4º mandato de Evo marcam eleição na Bolívia neste domingo Parte das empresas privadas foi transferida para as mãos do Estado. As multinacionais tiveram que renegociar os contratos com a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos para continuarem operando no país e passaram a pagar mais para explorar jazidas. Mais de uma década depois, entretanto, o cenário que se desenhava no início do governo do primeiro líder indígena a ascender ao poder no país é outro. Multinacionais, empresas privadas e estatais convivem na Bolívia em um modelo de crescimento ancorado na exploração dos recursos do setor de óleo e gás — que, para alguns, vem dando sinais de esgotamento. Evolução do PIB BBC Bolsa Família à boliviana A onda do boom de commodities que sustentou o crescimento de parte da América Latina até a crise financeira de 2008 também passou pelo país e patrocinou uma melhoria sem precedentes nas condições de vida de milhões de bolivianos. No caso da Bolívia, o período de bonança da economia se manteve mesmo depois da queda nos preços das commodities e o fim do boom — que se deu por volta de 2014 e, não por acaso, coincide com a desaceleração da economia brasileira. Isso se deve em parte à política fiscal expansionista do governo boliviano, que segue financiando as políticas de transferência de renda e os programas que reduziram a miséria no país quase pela metade. O percentual da população abaixo da linha de pobreza na Bolívia caiu de 63% para 35% entre 2005 e 2018, de acordo com o Banco Mundial. Entre os principais programas que existem hoje na Bolívia estão o Bono Juancito Pinto, com foco nos estudantes, o Renta Dignidad, voltado para idosos, e o Bono Juana Azurduy, pago a mulheres grávidas ou com filhos pequenos. Brasil e Argentina são destino de 32% das exportações de gás natural da Bolívia Getty Images O Bono Juancito Pinto foi um dos primeiros a serem implementados, em outubro de 2006. Com o objetivo de incentivar a matrícula e permanência das crianças na escola, ele paga um benefício de 200 bolivianos (cerca de R$ 120) por ano a estudantes de escolas públicas que tenham mais de 80% de presença nas aulas. O Renta Dignidad, vigente desde 2007, paga um complemento de renda aos cidadãos com mais de 60 anos — 250 bolivianos (R$ 148) àqueles que já recebem aposentadoria e 300 bolivianos (R$ 178) àqueles que não recebem o benefício — porque, por exemplo, trabalharam como informais e não conseguiram contribuir durante a vida produtiva. É financiado a partir da arrecadação de um imposto cobrado sobre os recursos de óleo e gás, o Impuesto Directo a los Hidrocarburos, e de dividendos de empresas públicas. O Bono Juana Azurduy, por sua vez, é bancado com recursos do Tesouro e pago a mulheres grávidas ou com filhos de até 2 anos em situação de vulnerabilidade social. Está condicionado ao cumprimento do calendário de vacinação e de consultas médicas. O programa foi lançado em abril de 2009, meses depois de uma missão boliviana visitar o Brasil para conhecer a experiência do Bolsa Família. 'Economia pural' Apesar de começar com uma política de nacionalizações, tipicamente identificada com governos de esquerda mais radicais, o modelo de crescimento boliviano não excluiu as empresas privadas. Pelo contrário. Além das multinacionais de óleo e gás, o país também teve a um aumento da presença de marcas internacionais em setores que vão de alimentação a moda e entretenimento, interessadas no incremento de renda no mercado doméstico resultado, em boa parte, das políticas de transferência de renda. O modelo foi batizado de "economia plural", com a participação tanto setores tradicionais quanto aqueles antes alijados, como as pequenas e médias empresas e os grupos indígenas. É uma espécie de modelo misto, com forte presença do Estado de um lado, tanto no controle dos recursos naturais quanto nas políticas de transferência de renda para os mais pobres, e um ambiente bem mais amistoso do que se poderia imaginar à atuação de grandes empresas, muitas multinacionais. Rival de Evo, Carlos Mesa é jornalista e foi presidente do país entre 2003 e 2005 Aizar Raldes/AFP Políticos de oposição como o empresário Samuel Medina dizem que, na prática, o presidente "governa com capitalismo para os amigos e com socialismo para os inimigos". O adversário diz que o presidente favorece setores como o agronegócio e os produtores de coca, por exemplo, que são mais próximos a ele, enquanto empresários de outros ramos têm dificuldade para fazer negócios no país por conta de entraves burocráticos e de insegurança jurídica. Medina disputou e perdeu a disputa presidencial em 2014, vencida por Morales Evo com folga no primeiro turno. Eleições Às vésperas das eleições, Evo está à frente nas pesquisas de intenção de voto, mas a distância em relação ao oponente, Carlos Mesa, diminuiu nas últimas semanas. Polêmicas envolvendo as investidas do atual presidente para tentar se manter no poder reduziram sua popularidade entre setores que formam uma base de apoio importante, como a classe média. O pano de fundo para a situação política atual do presidente remonta a 2009, quando o país promulgou uma nova Constituição, aprovada em um referendo popular, que permitia a ele se reeleger duas vezes — o que aconteceu em 2010 e 2014. Em 2016, seus correligionários tentaram mudar a Constituição para permitir que concorresse a um quarto mandato em 2019 — o projeto não previa limites para a reeleição de um presidente. A proposta foi rejeitada pela maioria dos eleitores por uma margem estreita, configurando a primeira grande derrota eleitoral de Morales em uma década. Ainda assim, o presidente recorreu à Suprema Corte e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deram sinal verde para sua quarta candidatura, sob forte protesto da oposição e de vários setores da sociedade boliviana. Mas essa não é a única polêmica que engrossou o caldo da corrida eleitoral neste ano. Opositores acusam Morales de fazer vista grossa para a corrupção e criticam sua política ambiental. O último tema foi bastante discutido em meados deste ano, no auge das queimadas na Amazônia: em julho, o governo boliviano ampliou as áreas em que agricultores podem fazer queimadas controladas de 5 para 20 hectares. Morales foi criticado por líderes indígenas e ambientalistas, que acusaram sua administração de aprovar leis para anistiar desmatadores e promover a expansão da fronteira agrícola. O presidente disse na época que o controle das queimadas era importante, mas argumentou: "De que vão viver as pequenas famílias, os pequenos produtores sem o 'chaqueo'"? Aumento do déficit público Contas públicas da Bolívia BBC Em 13 anos de governo, Morales conseguiu manter o nível de crescimento da Bolívia e controlar a inflação, que vem desacelerando e ficou perto de 2% em 2018. O desempenho de alguns indicadores, entretanto, acenderam sinal de alerta. Um deles são as contas públicas, que estão no vermelho desde 2014 e vêm se deteriorando. Em 2018, o déficit chegou a 8,3% do PIB — para efeito de comparação, no Brasil, o déficit foi de 1,7% do PIB no mesmo período. Os recursos vindos da exploração de commodities como o gás natural, que responde por 32% dos embarques, têm diminuído, com a recuada dos preços e a desaceleração de parceiros importantes como Brasil e Argentina. Os dois países compram cerca de um terço de tudo o que a Bolívia vende ao exterior. O governo tem tentado diversificar a economia com a exploração de recursos como estanho e o cultivo de soja, além de ensaiar a exploração das jazidas de lítio na região do Salar do Uyuni. Mas não tem sido suficiente para reverter a tendência. Como tem mantido seu nível de gastos, o endividamento também vem crescendo. Passou de 36,8% do PIB em 2008 para 53,8% em 2018, nível ainda inferior ao de vizinhos como o Brasil, que chegou a 80% do PIB neste ano. Veja Mais

Sociedade: Tentar empreender sozinho ou buscar um sócio para minha empresa?

R7 - Economia Escolher um sócio para sua empresa é uma questão delicada e bastante comum no mundo dos negócios. Para aqueles que estão pensando em iniciar uma empresa ou para quem está vivendo um momento difícil com o sócio, este conteúdo pode ser muito útil. Tentar empreender sozinho ou buscar um sócio para minha empresa? Uma sociedade […] O post Sociedade: Tentar empreender sozinho ou buscar um sócio para minha empresa? apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Brasileiros costumam pedir empréstimo mais de uma vez no mesmo dia

R7 - Economia  A Azulis, plataforma que oferece soluções para MEIs e pequenas e médias empresas, traçou o perfil dos brasileiros que solicitam empréstimo com a finalidade de empreender ou investir no próprio negócio. O resultado se deu por meio de um estudo realizado em parceria com a Quero Empréstimo, plataforma que oferece empréstimos de mais de dez fintechs, digitalmente, por meio […] O post Brasileiros costumam pedir empréstimo mais de uma vez no mesmo dia apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Sete de cada dez contratados em 2019 recebem menos de R$ 1.500

Sete de cada dez contratados em 2019 recebem menos de R$ 1.500

R7 - Economia 55% dos contratados recebeM entre R$ 999 e R$ 1.497 Reuters - 17.01.1999 Mais de 68% dos 12,2 milhões de profissionais contratados para trabalhar com carteira assinada no Brasil entre janeiro e setembro firmaram acordo com as empresas para receber até R$ 1.497, valor equivalente a um salário mínimo e meio. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), 55,4% (6,784 milhões) dos contratos assinados nos primeiros nove meses do ano pagam entre R$ 999 e R$ 1.497. Outros 1,642 milhão de profissionais (13,4%) faturam até um salário mínimo (R$ 998), sendo que mais de 189 mil das vagas formais abertas ofereceram remuneração mensal inferior a R$ 500 mensais. Leia mais: Desigualdade no Brasil atinge maior nível desde 2012 O professor Estevão Garcia de Oliveira Alexandre, da Faculdade Fipecafi, avalia a baixa remuneração paga na maioria das contratações como um reflexo do tipo das ocupações requisitadas no mercado de trabalho. Veja também Metade dos brasileiros vive com apenas R$ 413 por mês Desigualdade no Brasil atinge maior nível desde 2012 Renda da mulher cresce mais que a do homem, mas ainda segue menor “São trabalhos mais operacionais, para pessoas que estão em início de carreira. Cargos de supervisão, gerência e diretoria estão mais estagnados”, observa ele. A fala de Garcia pode ser constatada na avaliação de que os cargos abertos com remuneração entre sete (R$ 6.987) e mais de 20 (R$ 19.960) salários mínimos representam 143 mil novos funcionários ou apenas 1,1% do total de contratações. Arte/R7 No acumulado do ano até setembro, o Ministério do Trabalho mostra que 12.416.563 trabalhadores foram admitidos e 11.654.787 desligados no período. As contratações maiores do que as demissões ao longo dos nove primeiros meses de 2019 representam um aumento de 761.776 no número de postos de trabalhos com carteira assinada no Brasil. Apesar da abertura do número de vagas em 2019, o nível de desempregados segue alto, com 12,6 milhões de pessoas em busca de uma colocação no mercado de trabalho, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Veja mais: Quase 25% das famílias vivem com menos de 2 salários mínimos Ao mesmo tempo, 41,1% da população ocupada encontra-se em postos informais "O que se tem visto é que muitas pessoas estão indo para o subemprego”, lamenta Garcia. Arte/R7 Veja Mais

Últimos dias

Preço da gasolina nos postos tem leve queda após 5 semanas de avanço, diz ANP

G1 Economia Já o valor médio do diesel para o consumidor subiu novamente, registrando o sétimo avanço semanal consecutivo. Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo. gasolina, preço da gasolina, frentista, álcool, diesel, combustíveis, reajuste, aumento. -HN- Marcelo Brandt/G1 O preço médio da gasolina nos postos terminou a semana em leve queda, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (18) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi o primeiro recuo após 5 altas consecutivas. Enquanto isso, o preço do diesel teve sua sétima alta seguida. De acordo com o levantamento, o valor médio por litro da gasolina nas bombas foi de R$ 4,382 para R$ 4,379 - uma queda de 0,07%. Já o diesel teve um aumento de 0,08%, de R$ 3,70 para R$ 3,703. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em diferentes cidades pelo país. Por isso, os preços podem variar de acordo com a região. No acumulado de 2019, o preço da gasolina para o consumidor final tem alta de 0,8%. O avanço é bem menor que o do diesel, que até agora já subiu 7,3% para os motoristas. A ANP também acompanha o preço do etanol, que nesta semana teve alta de 0,38%, para R$ 2,903. O aumento foi de aproximadamente R$ 0,01. No ano, há alta acumulada de 2,83%. Já o preço do botijão de gás de cozinha caiu 0,03%, ou R$ 0,02, para a média de R$ 68,78. No ano, há queda acumulada de 0,62%. Veja Mais

Reconhecimento facial do Pixel 4 desbloqueia celular mesmo com os olhos fechados

G1 Economia Google recomenda guardar telefone em local seguro, com uma bolsa ou bolso frontal. Pixel 4 traz vários sensores na borda superior e aposta no desbloqueio por reconhecimento facial. Divulgação/Google O Pixel 4, o mais recente smartphone da linha Pixel anunciado esta semana pelo Google, pode ser desbloqueado por qualquer pessoa que colocar o telefone na frente do rosto do dono do aparelho, mesmo enquanto ele estiver dormindo. O reconhecimento facial do aparelho — que depende de sensores presentes em uma borda acima da tela — aparentemente não verifica se a pessoa está de olhos abertos, o que abre diversas possibilidades de abuso. O problema foi percebido pelo repórter da "BBC" Chris Fox, que gravou um vídeo de demonstração. No entanto, o comportamento é intencional e está descrito na documentação do Pixel, que recomenda que os consumidores guardem o telefone em um local seguro, "como no bolso da frente ou na bolsa". "Seu smartphone também poderá ser desbloqueado por outra pessoa se for direcionado para seu rosto, mesmo que você esteja com os olhos fechados", diz a página de ajuda do Pixel. Para manter a segurança do telefone durante o sono, deve-se ativar o "bloqueio total", que desliga o reconhecimento facial e reverte para o uso de senha ou desenho de padrão. Porém, não é possível agendar o "bloqueio total" para ser ativado automaticamente durante a noite, o que obriga o usuário a lembrar disso todos os dias. O Pixel 4, assim como os modelos anteriores da série, não deve ser comercializado oficialmente no Brasil. Mas a tecnologia usada no celular ainda pode chegar ao Brasil: como é projetado pelo próprio Google, que é responsável pelo Android, o Pixel funciona como uma referência da plataforma e das funções que poderão ser adotadas pelos demais fabricantes. Bloqueio total precisa ser habilitado nas configurações do Android e ativado manualmente com o botão liga/desliga. Reprodução Comparação com FaceID da Apple Por enquanto, o Pixel 4 está apenas nas mãos de jornalistas e influenciadores que receberam o aparelho do Google para testes e análises. Especialistas em segurança não puderem adquirir o telefone para realizar testes, então os detalhes da tecnologia de reconhecimento facial do Google ainda são desconhecidos. O funcionamento do "FaceID" da Apple, lançado com o iPhone X em 2017, já foi estudado por pesquisadores. A tecnologia do iPhone verifica se o olho está aberto, mas o uso de óculos associado a um ambiente pouco iluminado, que pode ser simulado com fita preta, também pode permitir o desbloqueio do aparelho. Os óculos precisam ser colocados no dono do celular para fazer o desbloqueio. Par de óculos criado por especialistas da Tencent engana sensor do iPhone que verifica se o olho está aberto. Tencent Pelo que se sabe da tecnologia do Google, um par de óculos como este não seria necessário, já que o olho aberto não é levado em conta na análise do rosto. Tecnologias de autenticação biométrica — que reconhecem a pessoa pela voz, rosto ou impressão digital — devem verificar se a pessoa está consciente para que a trava de segurança digital não coloque em risco a segurança física do indivíduo. Isso é normalmente um desafio para esses sistemas, principalmente quando é necessário equilibrar a segurança com a conveniência de uso. Assim como o Android possui o bloqueio total, o iOS dispõe do SOS de Emergência para desligar os sensores biométricos (FaceID e TouchID). Impacto na segurança dos aplicativos Enquanto alguns telefones com Android possuem reconhecimento facial simulado por software, que é inseguro, o Pixel 4 traz os sensores necessários para o reconhecimento 3D do rosto, da mesma forma que o FaceID da Apple ou o Windows Hello da Microsoft. Por outro lado, o Pixel 4 não tem um leitor de impressão digital como outros smartphones com o sistema do Google. O reconhecimento facial é a única opção de biometria nesse aparelho. Muitos aplicativos — inclusive de pagamentos e internet banking — aceitam o reconhecimento de digital para desbloquear tokens, autorizar transferências e outras atividades. Como o Pixel 4 não possui leitor de digital, esses apps seriam obrigados a migrar para o reconhecimento facial para não sacrificar a conveniência aos usuários. Na prática, qualquer fragilidade no reconhecimento facial também compromete os aplicativos que dependem dessa tecnologia. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1 Veja Mais

Sem horário de verão, Google pede a usuários que tirem atualização automática do relógio no Android

G1 Economia Mudança de horário foi revogada pelo governo em abril deste ano e não vai mais acontecer neste final de semana. Mas celulares podem fazer atualização do relógio automaticamente. Os aparelhos que não fizerem a mudança já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas operadoras de telefonia. Divulgação/Google O Google publicou um anúncio oficial em seu blog,nesta sexta-feira (18), recomendando que usuários de Android no Brasil alterem as configurações automáticas de data e hora. Segundo a empresa, isso deve ser feito para não correr o risco de perder a hora no domingo, caso os telefones atualizem para o horário de verão, que não está mais em vigor no país. Bolsonaro assina decreto que acaba com o horário de verão O horário de verão do brasileiro deveria acontecer entre este sábado (19) e domingo (20), com os relógios sendo adiantados em 1 hora, mas foi revogado presidente Jair Bolsonaro, em um decreto assinado em abril. Para fazer a alteração siga estes passos: Entre no menu de configurações; Entre na opção "Sistema" (segundo o Google, dependendo do aparelho este passo pode ser pulado); Escolha as opções de "Data e Hora"; Desativa as funções “Data e hora automáticas” e “Fuso horário automático”. Essas configurações podem ser mantidas até o dia 16 de fevereiro, quando o horário de verão chegaria ao fim, se ainda estivesse em vigor. "Na prática, isso significa que alguns celulares possivelmente não tenham a informação necessária para evitar que o relógio dos aparelhos seja alterado automaticamente", afirmou a empresa. Segundo o Google, a mudança no horário de verão brasileiro impacta o banco de dados da Autoridade para Atribuição de Números de Internet (IANA), responsável por passar as informações para os smartphones. Alguns aparelhos podem não ser impactados neste final de semana, mas no dia 3 de novembro, por causa de mudanças que aconteceram no ano passado, durante as eleições. De acordo com o Google, valem as mesmas recomendações. Os aparelhos que não fizerem mudanças no horário, segundo o Google, já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas redes das operadoras de telefonia. Horário de verão No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então Presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932. No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto. O período de vigência do horário de verão era variável, mas, em média, durava 120 dias. No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países — e atinge cerca de um quarto da população mundial. O horário de verão é adotado em países como Canadá, Austrália, Groenlândia, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai. Rússia, China e Japão, por exemplo, não implementam esta medida. Veja Mais

Intenção de consumo das famílias aumenta 0,2% em outubro, aponta CNC

G1 Economia Indicador reflete uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros em queda e reação do mercado de trabalho, segundo entidade. Porém, alto endividamento pode represar intenções de compra. Resultado de intenção de consumo em outubro reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre, diz CNC Divulgação/PortalIbre A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 0,2% de setembro para outubro, para 93,3 pontos, e teve avanço de 7,7% na comparação com o antepenúltimo mês de 2018, informou nesta sexta-feira (18) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a entidade, o resultado positivo reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre do ano, após longo período de queda do índice, que durou de março a julho de 2019. "O ICF está refletindo uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros primários em queda e a reação do mercado de trabalho", informou José Roberto Tadros, presidente da CNC, em comunicado. Análise detalhada No levantamento, dos sete tópicos usados para cálculo do indicador, cinco apresentaram saldo positivo na passagem de setembro para outubro. É o caso de perspectiva profissional (0,7%); renda atual (0,1%); compra a prazo (0,3%); nível de consumo atual (0,5%) e momento para duráveis (3,1%). Na mesma comparação, no entanto, apresentaram recuos emprego atual (-0,4%); e perspectiva de consumo (-1,7%). No entanto, na comparação com outubro de 2018, todos os tópicos tiveram aumento. É o caso das elevações registradas em emprego atual (2,5%); perspectiva profissional (3,8%); renda atual (6,8%); compra a prazo (12%); nível de consumo atual (8,5%); perspectiva de consumo (11,8%) e momento para duráveis (13,6%). Embora tenha destacado o desempenho como positivo, a entidade faz uma ressalva. Mesmo que o prosseguimento de taxas de inflação menos intensas de alguns produtos acarrete melhor arranjo dos itens do orçamento, e que o recebimento de recursos do FGTS e PIS/Pasep promova algum alívio nas contas, pode ser que o alto endividamento das famílias "represe" um pouco as intenções de compra. Para atingir o patamar de fevereiro deste ano (98,5 pontos), o ICF teria que subir 5,6% no próximo bimestre. Isso, na análise da entidade, pode ser considerado pouco provável diante das perspectivas de crescimento vagaroso da economia. Veja Mais

Projeto de privatização da Eletrobras será entregue ao Congresso até início de novembro, diz ministro

G1 Economia Bento Albuquerque diz que pretende entregar texto pessoalmente, 'tendo a vista a relevância do assunto'. Um projeto de lei do governo para a privatização da Eletrobras deverá ser levado ao Congresso Nacional até o fim deste mês ou no início de novembro, disse nesta sexta-feira (18) o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Proposta do governo para privatização da Eletrobras não prevê 'golden share', diz ministro "Vamos ver como isso será feito. Vou conversar ainda com algumas lideranças do Congresso Nacional e eu pretendo entregar esse projeto ao Congresso pessoalmente, tendo em vista a relevância do assunto", disse o ministro a jornalistas na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em São Paulo, onde ocorre nesta sexta-feira o leilão de energia A-6. Mais cedo neste mês, o ministro havia afirmado que o projeto seria enviado aos parlamentares ainda em outubro. Veja Mais

Há "sinais leves" de supervalorização nos mercados, diz Draghi

R7 - Economia "Existem sinais leves de supervalorização na zona do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões", alertou o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, em comunicado divulgado pela autoridade monetária preparado para a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acontece em Washington.No documento, Draghi destaca ainda que o setor financeiro não bancário da zona do euro continua tomando risco, mas pontua que a resiliência do setor bancário permanece "sólida", apoiada por políticas macroprudenciais e microprudenciais. "Vulnerabilidades relacionadas aos riscos de liquidez e financiamento, incluindo aquelas atreladas às atividades do dólar, diminuíram em meio a custos mais baixos de crédito e acesso mais amplo aos mercados de títulos bancários", comenta Draghi. Segundo ele, a taxa de inadimplência de crédito caiu de 3,8% no fim de 2018 para 3,6% no primeiro semestre de 2019. "No entanto, a rentabilidade dos bancos na zona do euro permanece baixa devido a fatores estruturais e cíclicos, com algum enfraquecimento desde o início do ano devido ao menor crescimento econômico", ressaltou.Para Draghi, o ambiente de estabilidade financeira continua desafiador, devido à deterioração das perspectivas econômicas globais. "Nesse ambiente, é particularmente importante garantir que o setor financeiro mantenha sua resiliência e tenha colchão de liquidez suficientes para serem usados em momentos de estresse". Veja Mais

Membros do FMI endossam manutenção de recursos e adiamento de mudanças nas cotas

R7 - Economia WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta sexta-feira que seus 189 países-membros concordaram em manter o valor de 1 trilhão de dólares do FMI no total de recursos para empréstimos enquanto adiam mudanças em sua estrutura acionária até dezembro de 2023.A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, anunciou a decisão nas reuniões do FMI e do Banco Mundial, dizendo que a medida dará confiança de que o fundo pode apoiar adequadamente os membros conforme eles lidam com a desaceleração do crescimento global.(Por Heather Timmons) Veja Mais

Conta digital gratuita: Neon zera taxas para transferências e depósitos

R7 - Economia A Neon Pagamentos informou nesta sexta-feira (18) que vai zerar as tarifas de transferências (TED) e depósitos, tornando sua conta digital 100% gratuita para os clientes. A partir de hoje, será permitido transferir dinheiro para qualquer banco e realizar depósitos via boleto sem precisar pagar taxa. “Tornamos a conta grátis para quem não usa mais […] Veja Mais

George, do Fed, diz que economia dos EUA não exige cortes de juros

R7 - Economia WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve não deveria cortar mais os juros e afrouxar a política monetária, já que o seguro contra riscos econômicos aumenta a instabilidade financeira em um momento do ciclo empresarial em que as autoridades têm espaço limitado para manobra, afirmou nesta sexta-feira a presidente do Fed de Kansas City, Esther George."Meu próprio cenário para a economia não pede uma resposta de política monetária", disse George em declarações preparadas para uma conferência."Embora a fraqueza na manufatura e no investimento empresarial seja evidente, não está claro que a política monetária é a ferramenta apropriada para compensar os riscos enfrentados pelas empresas nesses setores quando comparada aos custos que podem ser associados a essa ação."O banco central dos EUA reduziu os custos de empréstimo para uma faixa de 1,75% a 2,00% na reunião de setembro. Foi o segundo corte de juros neste ano, depois de julho, conforme o Fed busca sustentar a economia dos EUA em meio à desaceleração do crescimento global e a tensões comerciais.George votou pela manutenção dos juros em ambas as ocasiões junto com o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren.(Reportagem de Lindsay Dunsmuir) Veja Mais

FGTS: Saques de até R$ 500 para nascidos em janeiro começa hoje

FGTS: Saques de até R$ 500 para nascidos em janeiro começa hoje

R7 - Economia FGTS: Saques de até R$ 500 para nascidos em janeiro começa hoje Contábeis A Caixa Econômica Federal libera a partir desta sexta-feira, 18, os saques de até R$ 500 do FGTS para não correntistas nascidos em janeiro. Nesta fase, a liberação ocorre conforme calendário de nascimento dos trabalhadores. Serão cerca de 4,1 milhões de pessoas, com injeção de R$ 1,8 bilhão na economia do país. No total, incluindo todos os lotes, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. Onde sacar Os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem tem senha do cartão cidadão. Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento. No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto. Segundo a Caixa, mais de 20 milhões de trabalhadores podem fazer o saque só com o documento de identificação nas lotéricas. Quem não tem senha e cartão cidadão e vai sacar mais de R$ 100, deve procurar uma agência da Caixa. Horário para atendimento Para facilitar o atendimento, a Caixa vai abrir 2.302 agências em horário estendido hoje, segunda-feira (21) e terça-feira (22). As agências que abrem às 8h, terão o encerramento do atendimento duas horas depois do horário normal de término. As que abrem às 9h, terão atendimento uma hora antes e uma hora depois. Aquelas que abrem às 10h, iniciam o atendimento com duas horas de antecedência. E as que abrem às 11h, também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal. A lista das agências com horário especial de atendimento pode ser consultada no site da Caixa. Essas agências também abrirão no sábado (19), das 9h às 15h (horário local), para fazer pagamentos, tirar dúvidas, fazer ajustes de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão. Calendário de pagamento A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário do Trabalhador Data da Liberação do FGTS Janeiro 18 de outubro de 2019 Fevereiro 25 de outubro de 2019 Março 8 de novembro de 2019 Abril 22 de novembro de 2019 Maio 6 de dezembro de 2019 Junho 18 de dezembro de 2019 Julho 10 de janeiro de 2020 Agosto 17 de janeiro de 2020 Setembro 24 de janeiro de 2020 Outubro 7 de fevereiro de 2020 Novembro 14 de fevereiro de 2020 Dezembro 6 de março de 2020   Informações: Agência Brasil Portal Contábeis Veja Mais

Líderes da UE confirmam nomeação de Lagarde como presidente do BCE

G1 Economia Ex-diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) substituirá Mario Draghi no comando da instituição financeira mais poderosa do bloco. Christine Lagarde, que comandava o Fundo Monetário Internacional, chega para fórum no México, em 30/05/2019 Carlos Jasso/Reuters Líderes da União Europeia (UE) confirmaram nesta sexta-feira (18) a nomeação de Christine Lagarde como a nova presidente do Banco Central Europeu (BCE), substituindo Mario Draghi a partir de 1º de novembro. A confirmação da ex-diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) para um mandato não renovável de oito anos vem depois de os líderes da UE a nomearem para o cargo em 2 de julho. Os líderes da UE selecionaram a ex-advogada antitruste para substituir Mario Draghi no comando da instituição financeira mais poderosa do bloco. Lagarde diz que tensões comerciais são maior ameaça à economia global No lugar de Lagarde no comando do FMI, Kristalina Georgieva assumiu o cargo no último dia 1º, para um mandato de cinco anos. A economista búlgara era executiva-chefe do Banco Mundial e é a primeira mulher de um país emergente a liderar o Fundo. Veja Mais

Oferta de ações do Banco do Brasil movimenta R$ 5,8 bilhões

G1 Economia Banco precificou oferta secundária de ações a R$ 44,05 por papel. Homem caminha em frente a uma agência do Banco do Brasil na Zona Sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 O Banco do Brasil precificou na véspera oferta secundária de ações a R$ 44,05 por papel, em operação que movimentou R$ 5,8 bilhões, de acordo com documento disponibilizado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (18). A oferta contempla 132.506.737 ações, tendo como acionistas vendedores o próprio banco (64.000.000 ações), que se desfez de ações em tesouraria, e o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS (68.506.737 ações). O BB também confirmou que uma fatia de 30% da oferta ficou com investidores não institucionais, sendo 22% para varejo e 8% para o segmento private. Caixa Econômica Federal, BB Investimentos, Credit Suisse, Itaú BBA, JPMorgan e XP Investimentos são os coordenadores da operação. Até o lançamento da oferta, havia expectativa de adesão da União como vendedora, mas não houve aprovação no BNDES, responsável por intermediar a venda, destaca o Valor Online. A falta de consenso resultou no pedido de licença de André Tosello Laloni, diretor de mercado de capitais do BNDES. Nesta quinta, ele foi demitido em votação extraordinária do conselho. Veja Mais

Órgão internacional de combate a lavagem de dinheiro expressa 'sérias preocupações' com restrição ao uso de dados do Coaf nas investigações

G1 Economia Em julho, Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu todas as apurações que usassem informações do órgão de inteligência financeira sem aval judicial, após um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República. A decisão de Dias Toffoli de restringir o uso dos relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em investigações atrapalha a capacidade do Brasil de combater lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, afirmou, em um comunicado publicado nesta sexta-feira (18), a Força Tarefa de Ação Financeira (Fatf, na sigla em inglês), um órgão multilateral criado em 1989 para prevenir esses crimes. Em julho, Toffoli atendeu um pedido do senador Flávio Bolsonaro e impediu que a polícia e o Ministério Público usem dados do Coaf sem autorização da Justiça. Esta reportagem está em atualização. Veja Mais

Empresas têm dificuldade para achar profissionais qualificados, mas não contratam pessoas com mais de 50, diz pesquisa

G1 Economia 46% dos entrevistados avaliam a tarefa como difícil; 69% não contrataram profissionais com mais de 50 anos em 2019, segundo levantamento da Robert Half. Empresas têm dificuldade em encontrar profissionais qualificados, mas ainda resistem em contratar pessoas com mais de 50 anos Fred R. Conrad/The New York Time Pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento e seleção de cargos de média e alta gerência, mostra que quase 60% dos recrutadores têm enfrentado algum nível de dificuldade para encontrar profissionais qualificados. Destes, 46% avaliam a tarefa como difícil e 13% a classificam como muito difícil. E, nos próximos seis meses, 69% dos entrevistados acham que a situação estará igual. A pesquisa, que traz um recorte com perguntas sugeridas pelo G1, mostra ainda que 69% dos entrevistados não contrataram profissionais com mais de 50 anos em 2019. O principal fator são os altos salários. A pesquisa foi realizada entre 2 de julho e 2 de agosto. Os dados fazem parte da 9ª edição do Índice de Confiança Robert Half, estudo trimestral que mapeia o sentimento dos profissionais qualificados com relação ao mercado de trabalho atual e futuro. Candidatos jovens e atualizados têm maior preferência no mercado de trabalho, diz pesquisa Veja abaixo os resultados da pesquisa: Contratar profissionais qualificados hoje está: Difícil: 46% Normal: 20% Muito difícil: 13% Fácil: 17% Muito fácil: 4% Nos próximos 6 meses, você acredita que contratar profissionais qualificados estará: Igual: 69% Um pouco mais difícil: 18% Um pouco mais fácil: 7% Muito mais difícil: 4% Muito mais fácil: 2% Quais são as três habilidades mais observadas ao recrutar para funções plenas e sêniores? Trabalho em equipe/relacionamento interpessoal: 50% Experiência: 48% Pró-atividade: 40% Boa comunicação: 32% Olhar estratégico: 32% Postura de dono: 28% Flexibilidade: 22% Habilidade de negociação: 19% Perfil empreendedor: 13% Estabilidade: 7% Inglês: 6% Outro: 2% Você contratou um profissional sênior (+50 anos) em 2019? Não: 69% Sim: 31% Quais os principais benefícios de contratar um profissional sênior (+50 anos)? Pode marcar mais de uma opção. Experiência/bagagem corporativa: 86% Conhecimento: 66% Resiliência/inteligência emocional: 43% Contribuição para a diversidade da organização: 30% Outro: 2% Quais os receios de contratar um profissional sênior (+50 anos)? Pode marcar mais de uma opção. Alto salário: 31% Não há receio: 21% Pouca flexibilidade: 18% Profissional desatualizado: 12% Ampliar o conflito de gerações no ambiente de trabalho: 7% Outro: 13% Excesso de mão de obra sem qualificação De acordo com Leonardo Berto, gerente de recrutamento da Robert Half, existe um excesso de mão de obra sem qualificação e ao mesmo tempo falta de mão de obra especializada. “Profissionais que trabalham em funções operacionais, como aqueles ligados à construção civil, setor automotivo, indústria e infraestrutura, foram os mais impactados pelo momento econômico ruim”, analisa. Por outro lado, segundo ele, as empresas sentem falta de profissionais especializados, principalmente quando se trata do domínio de novas tecnologias e de educação continuada, ou seja, o aprofundamento em determinada área, fluência em outro idioma, certificações e desenvolvimento técnico e pessoal dentro da carreira. Questionado sobre como os recrutadores lidam com o excesso de mão de obra causado pelo alto índice de desemprego atual e ao mesmo tempo com a falta de mão de obra especializada, ele afirma que uma saída utilizada pelas empresas é identificar profissionais com um perfil aproximado ao da vaga aberta e trabalhar no desenvolvimento das competências que faltam. “É claro que isso demanda tempo e investimento da organização, que deve estar disposta a treinar o profissional. Além disso, existem posições nas quais não é aplicável, pois determinadas competências específicas são essenciais”, explica. Apesar de a pesquisa mostrar o alto índice de recrutadores que não contrataram profissionais com mais de 50 anos neste ano, Berto afirma que o aproveitamento de profissionais sêniores tem sido sim uma das alternativas encontradas pelas empresas para suprir a lacuna de mão de obra especializada. “Já vemos essa tendência aplicada nas empresas, que estão abrindo espaço para profissionais com 50 anos ou mais. Existem muitas pessoas altamente qualificadas nessa faixa etária, e as empresas estão aproveitando sua maturidade e resiliência. O receio das empresas fica por conta dos altos salários, a possível falta de atualização ou adaptação ao modelo e cultura da companhia”, diz. Berto afirma que, para ajudar na sua reinserção no mercado, muitos profissionais sêniores estão optando por trabalhar por projeto. “Assim, a empresa utiliza o conhecimento técnico e comportamental desse profissional e eles podem aproveitar a oportunidade como uma porta de entrada para reingresso no mercado de trabalho.” Questionado se as empresas estão adequando o orçamento, com redução nas remunerações, por causa do cenário econômico incerto, Berto diz que esse cenário já passou. “O momento de cortes e redução de salários e cargos aconteceu em 2014, 2015 e 2016. Hoje, o cenário das empresas é de estabilidade de cargos, com tendência de crescimento em setores e carreiras específicos, como posições ligadas à área de tecnologia, engenharia, marketing digital e supply chain, por exemplo”, afirma. Veja Mais

Produção de petróleo da Petrobras no Brasil cresce 16,9% no 3º trimestre

G1 Economia Alta ocorre em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A produção média de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras no Brasil cresceu 16,9% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2018, para 2,264 milhões de barris por dia (bpd), em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal, informou a companhia nesta quinta-feira (17). Na comparação com o segundo trimestre, houve um avanço de 10,3% da produção de petróleo e LGN, segundo relatório de produção e vendas trimestral da companhia. Somando a produção total de óleo, LGN e gás natural, no Brasil e no exterior, houve uma alta de 14,6% entre julho e setembro ante o mesmo período do ano passado, para 2,878 milhões de barris de óleo equivalente ao dia. Em relação ao segundo trimestre, a produção total cresceu 9,3%. Veja Mais

Cade aprova compra de 10% da Qualicorp pela Rede D’Or

G1 Economia Dona de hospitais e administradora de planos de saúde anunciaram transação em agosto. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra, pela Rede D’Or, de uma participação na Qualicorp, maior administradora de planos de saúde por adesão do país. A transação foi anunciada em agosto. Ao todo, a Rede D´Or — maior grupo hospitalar do Brasil — levou cerca de 10% da Qualicorp. Dona de 45 hospitais em sete Estados, a Rede D’Or está diversificando suas atividades. Além da entrada na Qualicorp como acionista minoritária, a empresa é dona de cerca de 35 clínicas oncológicas, mais de 10 laboratórios de medicina diagnóstica e unidades de diálise. Sua receita no ano passado somou R$ 11 bilhões, crescimento de 16% sobre 2017. A Qualicorp apurou receita líquida de R$ 1,9 bilhão em 2018, uma queda de 2,1% sobre um ano antes. Veja Mais

LPS Brasil anuncia oferta primária de ações; valor pode chegar a R$ 209 milhões

R7 - Economia A Lopes Brasil (LPS Brasil (LPSB3)) comunicou ao mercado ontem (16) que o Conselho de Administração da companhia aprovou a realização de uma oferta pública primária de, inicialmente, 21 milhões de ações ordinárias. A quantidade de papéis ofertados pode apresentar acréscimo de 35% – ou 7,3 milhões de ações. Considerando a cotação do fechamento de […] Veja Mais

Campos Neto destaca nos EUA choques internacionais que afetaram PIB de 2019

R7 - Economia O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou nesta quinta-feira, durante apresentação em eventos em Washington, nos Estados Unidos, que o crescimento do Brasil foi afetado por "choques importantes" em 2019. Uma apresentação de Campos Neto, publicada no site do BC, mostra que a projeção do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 é de 0,87%. Sem os choques, este crescimento poderia chegar a 1,54%, conforme os dados do Banco Central. Da diferença de 0,67 ponto porcentual nas projeções, o choque trazido pela crise econômica da Argentina é responsável pela perda de 0,18 ponto porcentual de crescimento do País. A Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.O segundo choque citado por Campos Neto é o trazido pela desaceleração global, responsável por 0,29 ponto porcentual da perda de PIB do Brasil. Já o choque gerado pelo rompimento da represa da Vale em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, em janeiro, impactou negativamente a projeção para o PIB de 2019 em 0,20 ponto porcentual.Em sua apresentação, Campos Neto também incluiu gráficos que tratam do efeito da incerteza comercial na atividade econômica global. Os gráficos têm por base trabalho acadêmico intitulado "The Economic Effects of Trade Policy Uncertainty", de Dario Caldara, Matteo Iacoviello, Patrick Molligo, Andrea Prestipino e Andrea Raffo.A apresentação de Campos Neto traz a estimativa de que a incerteza comercial reduziu em 0,8 ponto porcentual a atividade global em 2019. Além disso, uma baixa de 1 ponto porcentual se acumularia de 2019 para 2020.Em outro gráfico, com dados da unidade de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a apresentação de Campos Neto destaca que a probabilidade de recessão nos Estados Unidos chegou a 35% em outubro deste ano. O crescimento da probabilidade vem ocorrendo desde 2018. Antes disso, os porcentuais se mantinham abaixo de 10%, conforme o gráfico apresentado. Política monetáriaNa apresentação preparada para os eventos nos EUA, Campos Neto retomou ideias contidas nos documentos mais recentes do BC. O presidente da instituição repetiu que "a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo" - ou seja, redução adicional da Selic (a taxa básica de juros), hoje em 5,50% ao ano. Ao mesmo tempo, Campos Neto reiterou na apresentação que "os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação".Campos Neto permanece em Washington até o dia 20. Na cidade, ele participará de eventos ligados à Reunião Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, além das reuniões de Ministros da Fazenda e Presidentes de BCs do G-20 e do Brics. O presidente do BC participará ainda de reuniões com investidores. Veja Mais

Receita Federal publica regulamento sobre PIS e Cofins

R7 - Economia INSTRUÇÃO NORMATIVA A Receita Federal publicou na segunda-feira (14/10), no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa (IN) RFB nº 1.911, de 11 de outubro de 2019, consolidando toda a legislação da Contribuição para o PIS/Pasep, da Cofins, da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação. Centenas de normas esparsas foram condensadas em um único ato […] O post Receita Federal publica regulamento sobre PIS e Cofins apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

FMI e Banco Mundial vêem impulso de acordo do Brexit a perspectivas de crescimento global

R7 - Economia WASHINGTON (Reuters) - O presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse nesta quinta-feira que a clareza sobre a saída do Reino Unido da União Europeia reforçará as perspectivas de crescimento global, ajudando tanto os países ricos quanto os em desenvolvimento."Se houver clareza nessa perspectiva, isso ajudará bastante o ambiente de crescimento", disse Malpass a repórteres durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, depois que a UE e o Reino Unido anunciaram um acordo provisório. [nL2N2720AW]Malpass disse que a incerteza do Brexit tem pesado sobre o comércio e as perspectivas econômicas para o Reino Unido e a UE. Resolver a questão trará benefícios para essas economias e os países em desenvolvimento, disse ele.Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, chamou o acordo de "boa notícia", e disse esperar que a vontade de concluir o acordo "seja mantida no geral".Ela disse a repórteres que o FMI estima que o Produto Interno Bruto do Reino Unido aumentaria de 3,5% a 5% a menos se saísse da UE sem um acordo, enquanto tal medida reduziria 0,5% do PIB da UE.Mesmo com um acordo, o PIB britânico deve cair 2%, disse Georgieva, embora tenha destacado que grande parte desse impacto já foi absorvido devido ao longo período desde a votação do Reino Unido para deixar o bloco em 2016.(Por David Lawder e Andrea Shalal) Veja Mais

Lucro da Neoenergia sobe quase 20% no 3º tri, para R$599 mi

R7 - Economia SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica Neoenergia, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, reportou nesta sexta-feira lucro líquido de 599 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 19,7% ante mesmo período do ano passado.A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou 1,5 bilhão de reais, alta de 15% na comparação anual.A receita líquida atingiu 6,9 bilhões de reais, praticamente estável ano a ano.Segundo a companhia, os números do trimestre refletem o crescimento do mercado de distribuição de energia em suas áreas de concessão, além de controle de custos, ganhos de eficiência e disciplina na alocação do capital.A energia distribuída (cativo + livre) pelas distribuidoras da Neoenergia (Coelba, Celpe, Cosern e Elektro) somou 14.010 GWh, acréscimo de 1,9% em relação ao mesmo período de 2018.O grupo encerrou setembro com investimento total de 1,16 bilhão de reais, alta de 7,3% na mesma comparação.O indicador de dívida total líquida/Ebitda caiu de 3,49 vezes no fim de 2018 para 3,33 vezes em 30 de setembro passado, apesar de o endividamento líquido ter crescido de 15,8 bilhões para 17,5 bilhões de reais no período.None (Por Roberto Samora) Veja Mais

Leilão de energia A-6 supera expectativas e contrata 2,9 gigawatts

G1 Economia Volume contratado deverá representar investimentos de R$ 11,16 bilhões. Operações estão previstas para começar em 2025. O leilão de energia A-6 contratou nesta sexta-feira (18) usinas que somarão 2,9 gigawatts em capacidade instalada, um volume que superou expectativas de analistas e deverá representar investimentos de R$ 11,16 bilhões para implementação dos projetos, que deverão iniciar operações em 2025. Após quase quatro horas e meia de disputa, o certame registrou preço médio de R$ 176,09 por megawatt, o que representou deságio de 33,73% frente aos preços máximos definidos pela licitação, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A expectativa de contratação variava entre 500 MW e 800 MW, bem abaixo dos quase 3 GW contratados. "Estamos hoje festejando, os analistas de mercado de energia até ontem estimavam um volume muito abaixo. Conseguimos uma compra quase duas, três vezes dos valores previstos", disse o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, a jornalistas. Segundo ele, com essa contratação, haverá energia suficiente para atender o crescimento do país. Para o secretário, o nível de contratação do leilão desta sexta-feira poderá se repetir a partir de 2020 ou até aumentar. "Nossa expectativa para 2020 é que se mantenha nesse patamar, até porque estamos hoje com reforma da Previdência ainda incompleta, reforma tributária por vir, reforma administrativa... em 2020 vamos estar com outro nível de situação no país. E aí não se trata de nenhum ufanismo, nenhuma visão mais otimista, é em cima dos dados de que dispomos", destacou. Entre as empresas vencedoras, apareceram a brasileira Eneva, com a térmica Nova Venécia, de 92,2 megawatts; a francesa Voltalia, com ao menos dois parque solares, num total de 80 megawatts; e a norueguesa Statfrakt, com projeto eólico de 75,6 megawatts, entre diversas outras, segundo relatório da CCEE. Usinas eólicas foram a fonte com maior volume negociado, com 1,04 gigawatt em capacidade, seguidas pelas termelétricas a gás, com 734 megawatts, e pelos parques solares, com 530 megawatts. Mas a licitação também contratou 445 megawatts em usinas hídricas e cerca de 230 megawatts em térmicas a biomassa. Veja Mais

Cade investiga tabelamento de preço de medicamentos e materiais usados em hospitais

G1 Economia Processo vai investigar se hospitais usam preços publicados em revistas para tabelar preço. Cade afirmou ainda que valores cobrados estão acima do praticado no mercado. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um processo nesta sexta-feira (18) para investigar um possível tabelamento de preços de medicamentos e materiais usados em procedimentos feitos nos hospitais. Segundo informações do conselho, há fortes indícios de que entidades representativas estariam orientando hospitais e prestadores de servido de saúde a seguirem os preços publicados nas publicações Brasíndice e Simpro. O Cade indicou ainda que, além de prejudicar a concorrência ao tabelar preços, as tabelas publicadas nas duas revistas têm valores superiores aos praticados no mercado, o que estaria causando prejuízo aos consumidores. O processo investiga as duas publicações especializadas, uma federação e dois sindicatos (Pernambuco e Mato Grosso do Sul). Segundo a Superintendência-Geral, uma nota técnica do Cade aponta que a maioria dos hospitais do país utiliza os valores previstos nas tabelas divulgadas pelas revistas para efetuar a cobrança pelos medicamentos e materiais hospitalares utilizados em procedimentos médicos. Segundo a nota técnica, as publicações serviriam como ponto focal para a uniformização dos preços que devem ser pagos pelas operadoras de planos de saúde. Com a abertura do processo, as revistas e associações citadas serão notificadas para apresentar defesa. O G1 entrou em contato com as duas publicações e não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Veja Mais

Índice de Confiança do Empresário Industrial fica estável pelo 3º mês

Índice de Confiança do Empresário Industrial fica estável pelo 3º mês

R7 - Economia Índice incorpora informações do comércio, indústria, serviços e agropecuária Arquivo / Agência Brasil / CP Memória O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) ficou praticamente estável em 59,3 pontos em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, informou nesta sexta-feira (18) a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Leia mais: Intenção de consumo das famílias cresce pelo terceiro mês Para a entidade, esse resultado mostra que a confiança do empresário industrial segue elevada. Veja também Caixa libera R$ 500 do FGTS para não correntistas nascidos em janeiro Bolsonaro prevê menos de 10 milhões de desempregados em 2022 Bolsonaro garante 13º do Bolsa Família nos próximos anos Com a queda de apenas 0,1 ponto frente a setembro, o ICEI está 4,7 pontos acima da média histórica e 5,6 pontos superior ao registrado em outubro do ano passado. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes. O indicador de condições atuais alcançou 52,1 pontos e está, pelo terceiro mês consecutivo, acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa da avaliação favorável para a desfavorável. O indicador de expectativas subiu para 62,8 pontos e está 5 pontos acima do registrado em outubro do ano passado, mostrando que os industriais estão otimistas com o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses. Índice sobe nas grandes indústrias A confiança é maior entre as grandes indústrias. Nesse segmento, o índice ficou em 60,2 pontos. Nas médias empresas foi de 59,1 pontos e, nas pequenas, de 57,5 pontos. Nas regiões geográficas, o ICEI é maior entre os empresários do Norte (62 pontos) e do Centro-Oeste (61 pontos). No Nordeste, o indicador ficou em 59,8 pontos, no Sul em 59,2 pontos e, no Sudeste, em 57,9 pontos. O ICEI antecipa tendências da economia. Empresários confiantes têm mais propensão a fazer investimentos, aumentar a produção e contratar trabalhadores. Tudo isso é fundamental para acelerar o crescimento da economia, explica a CNI. Esta edição do ICEI foi feita entre 1º e 11 de outubro, com 2.452 empresas. Dessas, 978 são pequenas, 892 são médias e 582 são grandes. Veja Mais

Intenção de consumo das famílias cresce pelo terceiro mês

Intenção de consumo das famílias cresce pelo terceiro mês

R7 - Economia Expansão foi de 7,7% em comparação com 2018 Marcelo Camargo/Agência Brasil A ICF (Intenção de Consumo das Famílias) cresceu 0,2% no país na passagem de setembro para outubro deste ano e chegou a 93,3 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. É a terceira alta consecutiva do indicador, medido pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Na comparação com outubro de 2018, a expansão foi ainda maior (7,7%). De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a ICF tem refletido uma melhora gradual da economia, “com inflação baixa, juros primários em queda e a reação do mercado de trabalho”. Na comparação com setembro deste ano, cinco dos sete componentes da ICF tiveram alta, com destaques para a compra de bens duráveis (3,1%) e perspectiva profissional (0,7%). Os dois componentes em queda foram perspectiva de consumo (-1,7%) e emprego atual (-0,4%). Veja Mais

Wall St busca direção em meio a dados fracos da China e resultados corporativos positivos

R7 - Economia Por Shreyashi Sanyal(Reuters) - Wall Street buscava direção nesta sexta-feira, com as notícias favoráveis sobre os lucros das empresas compensando o nervosismo com a economia global depois que a China registrou a expansão mais fraca em quase 30 anos, com a Johnson & Johnson também pesando sobre o Dow Jones.Às 12:02 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,31%, a 26.942 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,302207%, a 2.989 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 0,6%, a 8.108 pontos.Os investidores estão acompanhando de perto a saúde da China, enquanto a amarga guerra comercial com os Estados Unidos alimenta o medo de uma recessão global. [nL2N27307S]Enquanto as ações globais caíam devido aos dados da China no terceiro trimestre, uma série de resultados robustos da Coca-Cola e da Schlumberger melhorava o clima.As ações da Coca-Cola subiam 1,7% depois de a fabricante de bebidas superar as expectativas dos analistas em vendas trimestrais. A empresa era o principal impulso para o setor de produtos básicos para consumo, que avançava 0,4%, o líder entre os 11 principais setores do S&P.A Johnson & Johnson caía 3,5% e pressionava o Dow Jones."O movimento é uma mistura de muitas coisas que não são nem tão negativas nem tão positivas. Será um dia tranquilo, principalmente por causa de alguns balanços", disse Randy Frederick, vice-presidente de negociação e derivativos da Charles Schwab. Veja Mais

Alta recente do dólar não bateu em canal de inflação, diz presidente do BC

G1 Economia Campos Neto reiterou que o câmbio é flutuante e que ao BC só faz intervenções quando há 'gap' de liquidez no mercado. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central Reuters O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou nesta sexta-feira (18) que a alta recente do dólar frente ao real não bateu no canal de inflação e reiterou que a política monetária tem que ser estimulativa, com espaço para corte na Selic. Em coletiva de imprensa em Washington, onde participou de eventos por ocasião da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), Campos Neto também afirmou que o câmbio é flutuante e que a autoridade monetária só faz intervenções quando há 'gap' de liquidez no mercado. Sobre o crescimento da economia brasileira, o presidente do BC avaliou que o aumento de participação do setor privado começou a ter resultado. "Se você hoje imaginar que o PIB brasileiro tem um pedaço público e um pedaço privado, o pedaço privado na ponta está crescendo a 2% e o público está caindo", disse. "Então na verdade o que eu tenho dito é que o crescimento está um pouco mais lento, mas tem uma qualidade muito melhor", acrescentou. Veja Mais

Proposta do edital para leilão de 5G recebe pedido de vista

R7 - Economia A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não tomou decisão na quinta-feira, 17, sobre 5G. Na reunião do Conselho Diretor foi pedido vista para a proposta de edital de licitação para a disponibilização de espectro de radiofrequências a serviços de 5G.O pedido de vista adia a abertura de consulta pública para o edital do leilão, que ainda não tem data definida. Em entrevista ao Broadcast publicada na quinta, o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini (PSDB-SP) afirmou que a intenção do governo é realizar o certame o mais rápido possível, mas não se comprometeu com uma data exata. "Dentro do ano que vem, tem o leilão." Tampouco há definição dos valores das outorgas e das obrigações, embora o relator do edital na Anatel, Vicente Aquino, tenha anunciado previsão de movimentar R$ 20 bilhões. "Ninguém tem essa posição ainda. Quem fala isso (em números), está falando da sua própria cabeça", disse Semeghini, que avalia que pode até "dar mais, se o Brasil mantiver essa perspectiva de crescimento".O secretário ainda antecipou que o leilão poderá trazer novidades em relação aos compromissos de cobertura, como o atendimento a áreas rurais, o que ficou de fora em certames anteriores. Além disso, Semeghini afirmou que não haverá restrições para empresas participarem da infraestrutura do 5G do Brasil. Isso vale, inclusive, para a Huawei, empresa chinesa fornecedora de equipamentos que tem sido alvo de vetos dos Estados Unidos. Veja Mais

Draghi, do BCE, alerta para risco de bolha financeira na zona do euro

R7 - Economia WASHINGTON (Reuters) - Há "sinais leves" de supervalorização nos mercados financeiro e imobiliário da zona do euro, criando um risco para a estabilidade em um momento em que a economia está desacelerando, disse o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, nesta sexta-feira."O ambiente de estabilidade financeira continua desafiador, pois as perspectivas econômicas globais se deterioraram", disse Draghi a outras autoridades do Comitê Internacional Monetário e Financeiro em Washington."Existem sinais leves de valorizações exageradas na área do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões".(Por Balazs Koranyi) Veja Mais

FGTS: Saques de até R$ 500 para nascidos em janeiro começam hoje

FGTS: Saques de até R$ 500 para nascidos em janeiro começam hoje

R7 - Economia FGTS: Saques de até R$ 500 para nascidos em janeiro começam hoje Contábeis A Caixa Econômica Federal libera a partir desta sexta-feira, 18, os saques de até R$ 500 do FGTS para não correntistas nascidos em janeiro. Nesta fase, a liberação ocorre conforme calendário de nascimento dos trabalhadores. Serão cerca de 4,1 milhões de pessoas, com injeção de R$ 1,8 bilhão na economia do país. No total, incluindo todos os lotes, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. Onde sacar Os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem tem senha do cartão cidadão. Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento. No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto. Segundo a Caixa, mais de 20 milhões de trabalhadores podem fazer o saque só com o documento de identificação nas lotéricas. Quem não tem senha e cartão cidadão e vai sacar mais de R$ 100, deve procurar uma agência da Caixa. Horário para atendimento Para facilitar o atendimento, a Caixa vai abrir 2.302 agências em horário estendido hoje, segunda-feira (21) e terça-feira (22). As agências que abrem às 8h, terão o encerramento do atendimento duas horas depois do horário normal de término. As que abrem às 9h, terão atendimento uma hora antes e uma hora depois. Aquelas que abrem às 10h, iniciam o atendimento com duas horas de antecedência. E as que abrem às 11h, também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal. A lista das agências com horário especial de atendimento pode ser consultada no site da Caixa. Essas agências também abrirão no sábado (19), das 9h às 15h (horário local), para fazer pagamentos, tirar dúvidas, fazer ajustes de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão. Calendário de pagamento A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário do Trabalhador Data da Liberação do FGTS Janeiro 18 de outubro de 2019 Fevereiro 25 de outubro de 2019 Março 8 de novembro de 2019 Abril 22 de novembro de 2019 Maio 6 de dezembro de 2019 Junho 18 de dezembro de 2019 Julho 10 de janeiro de 2020 Agosto 17 de janeiro de 2020 Setembro 24 de janeiro de 2020 Outubro 7 de fevereiro de 2020 Novembro 14 de fevereiro de 2020 Dezembro 6 de março de 2020   Informações: Agência Brasil Portal Contábeis Veja Mais

Confiança do empresário da indústria segue estável e elevada em outubro, diz CNI

G1 Economia De acordo com pesquisa da entidade, índice de confiança do empresário ficou em 59,3 pontos neste mês. Valores acima de 50 pontos indicam empresários 'confiantes'. No mês de outubro, empresários da indústria continuaram confiantes, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta sexta-feira (18). A conclusão tem por base pesquisa feita entre 1º e 11 de outubro, com 2.452 empresas do país. De acordo com o levantamento, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou estável em 59,3 pontos neste mês. Foi o terceiro mês consecutivo que o indicador permanece no mesmo patamar. O indicador também está 4,7 pontos acima da média histórica e 5,6 pontos superior ao registrado em outubro do ano passado, acrescentou a entidade. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão "confiantes", informou a CNI. "A alta da confiança veio com os avanços da reforma da Previdência na Câmara em julho. Avanços adicionais na agenda das reformas alavancarão ainda mais a confiança do empresário da indústria", afirmou o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Detalhamento De acordo com a entidade, a pesquisa mostra uma pequena melhora na percepção dos empresários em relação à situação atual das empresas e da economia e uma queda nas expectativas para os próximos seis meses. O indicador de condições atuais alcançou 52,1 pontos e está, pelo terceiro mês consecutivo, acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa da avaliação favorável para a desfavorável, informou a CNI. Desempenho da economia Já o indicador de expectativas subiu para 62,8 pontos e está 5 pontos acima do registrado em outubro do ano passado, mostrando, segundo a entidade, que os industriais estão otimistas com o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses. Grandes indústrias O levantamento mostrou, ainda, que a confiança é maior entre as grandes indústrias. Nesse segmento, o ICEI ficou em 60,2 pontos. Nas médias empresas foi de 59,1 pontos e, nas pequenas, de 57,5 pontos. Regiões Na distribuição por regiões, a CNI informou que o ICEI ficou maior entre os empresários do Norte (62 pontos) e do Centro-Oeste (61 pontos). No Nordeste, o indicador ficou em 59,8 pontos, no Sul em 59,2 pontos e, no Sudeste, em 57,9 pontos. Veja Mais

Dólar opera em queda e é negociado na casa de R$ 4,15

G1 Economia Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,4%, a R$ 4,17, maior cotação desde 21 de setembro. Notas de dólar Hafidz Mubarak/Reuters O dólar opera em queda nesta sexta-feira (18), após ter fechado na véspera a R$ 4,17 em meio às preocupações com a desaceleração da economia global e diante de incertezas sobre a oferta de moeda no país. Às 9h35, a moeda norte-americana caía 0,47%, a R$ 4,1506. Veja mais cotações. Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,4%, a R$ 4,17, na maior cotação de encerramento desde 21 de setembro (R$ 4,1714), acumulando avanço de 1,85% na semana. Na parcial do mês, a alta é de 0,36%. No ano, a valorização é de 7,64% frente ao dólar. No noticiário do dia, destaque para a desaceleração da economia chinesa. Pequim divulgou que o PIB da China subiu 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase três décadas, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. Na véspera, o comportamento do câmbio no Brasil ficou descolado do exterior, influenciado por incertezas a respeito do desfecho do Brexit, comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a respeito da política cambial e a perspectiva de um diferencial de juros menor entre o Brasil e o exterior, que reduz a atratividade da moeda nacional. Cena doméstica O mercado aguardava ainda falas do presidente do Banco Central, gue em Washington participando de eventos relacionados a reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Em evento nos EUA, Campos Neto reiterou que os leilões de dólares são feitos para atender a uma demanda do mercado à vista, mas disse também que a autoridade monetária pode atuar na outra ponta, caso necessário, se notar algum fluxo extraordinário. “Isso é um fato novo porque o BC vende, mas nunca falou em comprar. Para os operadores, isso entra na equação”, disse ao Valor Online Marcelo Giufrida, gestor da Garde Investimentos. Outro ponto de atenção dos investidores, mas que ainda não estaria influenciando na negociação, é a crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o comando de seu partido, o PSL. Segundo Giufrida, o tema “entrou na equação, mas ainda tem pouca probabilidade de ameaçar a agenda do Congresso”. Veja Mais

PIB da China cresce 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase 30 anos

G1 Economia Economia chinesa avançou 6% de julho a setembro, na comparação anual, contra 6,2% no 2º trimestre. Trata-se do ritmo mais fraco desde de 1992. PIB da China tem crescimento mais lento no 3º trimestre em 27 anos O crescimento econômico da China desacelerou mais que o esperado no 3º trimestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) registrando um avanço de 6%, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o piso da meta do governo chinês para 2019. Trata-se do ritmo mais fraco em quase três décadas, segundo a Reuters, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. A expansão do PIB no terceiro trimestre foi a mais lenta desde o primeiro trimestre de 1992, primeiros dados trimestrais disponíveis, e ficou abaixo da expectativa de crescimento de 6,1% em pesquisa da Reuters. No segundo trimestre deste ano, a alta tinha sido de 6,2%, em relação ao mesmo período de 2018. No acumulado de janeiro a setembro de 2019, o PIB da China teve avanço de 6,2% em relação aos nove primeiros meses do ano passado, ainda dentro da meta estabelecida por Pequim para 2019: entre 6% e 6,5% (contra 6,6% em 2018). As bolsas chinesas fecharam em queda nesta sexta, no pior dia em um mês. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,42%, enquanto o índice de Xangai teve baixa de 1,32%. Na semana, o CSI300 recuou 1,1%, enquanto o SSEC caiu 1,2%. Dados fracos da China nos últimos meses têm destacado a demanda mais fraca interna e externa. Ainda assim, a maioria dos analistas diz que o escopo para um estímulo agressivo é limitado em uma economia já com um grande volume de dívida após ciclos anteriores de afrouxamento. Guerra comercial A disputa comercial entre China e Estados Unidos vem causando preocupações em todo o mundo desde o começo de 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Desde então, foram feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução. Guerra comercial: entenda as tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial Na semana passada, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos chegaram à primeira fase de um acordo comercial com a China. Mas, nesta quarta, Trump afirmou que não deve assinar qualquer acordo comercial com a China até se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, no Fórum da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) no Chile. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, delineou a "fase 1" de um acordo em 11 de outubro e suspendeu um aumento tarifário planejado, mas autoridades de ambos os lados disseram que muito mais trabalho precisa ser feito. A expectativa é que alguym acordo seja assinado entre os presidentes dos dois países em uma cúpula de 16 e 17 de novembro dos países da Apec em Santiago, no Chile. Veja Mais

EUA adotam tarifas para produtos da UE que totalizam US$ 7,5 bi

G1 Economia Mas União Europeia poderá ser autorizada a impor tarifas sobre os produtos americanos. Os Estados Unidos iniciaram nesta sexta-feira (18) a aplicação de tarifas sobre produtos da União Europeia, que totalizam US$ 7,5 bilhões, incluindo aviões da Airbus, vinhos franceses e uísques escoceses. As tarifas entraram em vigor à 0h01 de Washington (1h01 em Brasília) e foram impostas apesar dos esforços de funcionários europeus e das ameaças de represálias do ministro francês da Economia, Bruno Le Maire. Os EUA removeram artigos de couro - entre outros itens - de sua lista original, poupando marcas de luxo como Givenchy e Louis Vuitton. A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou na segunda-feira (14) Washington a impor tarifas à UE, em retaliação aos subsídios concedidos à fabricante europeia de aeronaves Airbus. No início de outubro, a OMC autorizou o estabelecimento de tarifas de US$ 7,5 bilhões sobre bens e serviços europeus importados todos os anos. A decisão, porém, deveria ser aprovada pelo Órgão de Solução de Litígios (OSD) da organização. A UE reagiu à decisão afirmando que "lutará até o fim" para dissuadir os americanos de impor sanções alfandegárias. A organização ainda quer encontrar uma solução negociada com Washington para, assim, evitar a escalada das atuais tensões comerciais. Se as discussões falharem, a UE poderá ser autorizada a impor tarifas sobre os produtos americanos. Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei que define distribuição dos recursos do megaleilão de petróleo

G1 Economia Leilão está marcado para novembro, e governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões. Texto define que estados ficarão com 15% dos recursos, e os municípios, com mais 15%. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (17) a lei que define como será a distribuição dos recursos do megaleilão de petróleo. O texto da lei foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União". O leilão está marcado para novembro, e o governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões. O projeto que trata do tema foi aprovado pelo Senado nesta semana e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com o texto sancionado por Bolsonaro, os recursos serão distribuídos da seguinte maneira: 15% para os estados e para o Distrito Federal (dois terços via Fundo de Participação dos Estados e um terço via Lei Kandir) 15% para os municípios via Fundo de Participação dos Municípios; 3% para os estados onde estiverem geograficamente localizadas as jazidas de petróleo. Quando o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional, a estimativa era a seguinte: R$ 10,95 bilhões para os estados e o Distrito Federal; R$ 10,95 bilhões para os municípios; R$ 2,19 bilhões para o estado do Rio de Janeiro, onde estão as jazidas; R$ 48,9 bilhões para a União; R$ 33,5 bilhões para a Petrobras. O megaleilão Em 2010, a União e a Petrobras assinaram um acordo que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos. À época, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões. A estimativa do governo federal, porém, é que a área pode render mais 6 bilhões de barris e, diante disso, a União fará um megaleilão do volume excedente. Quanto os estados receberão? A Agência Senado, veículo de comunicação oficial da Casa, divulgou nesta semana uma tabela com os seguintes valores que cada estado receberá com o mega leilão com base na Consultoria de Orçamento: Distribuição dos recursos Veja Mais

Brasil cria 157 mil empregos formais no melhor mês de setembro em 6 anos

G1 Economia Na parcial do ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. A economia brasileira gerou 157.213 empregos com carteira assinada em setembro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Ministério da Economia. O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. Em setembro, o país registrou 1.341.716 contratações e 1.184.503 demissões. De acordo com informações do Ministério da Economia, essa foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2013, ou seja, em seis anos. Veja abaixo Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais. Parcial do ano Os números oficiais do governo mostram também que, nos nove primeiros meses deste ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada. Com isso, houve aumento de 5,93% frente ao mesmo período do ano passado - quando foram abertas 719.089 vagas formais. Esse também foi o maior saldo, para o período de janeiro a setembro, desde 2014 (904.913 vagas formais abertas). Os números de criação de empregos formais do primeiros nove meses do ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e agosto. Os dados de setembro ainda são considerados sem ajuste. Segundo o Ministério da Economia, nos últimos 12 meses foram criados 548.297 postos de trabalho formais. Já o estoque de empregos formais na economia somou 39,172 milhões no final de setembro, contra 38,624 milhões no mesmo mês de 2018. Por setores Os números do governo revelam que, em setembro, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados foi registrado no setor de serviços. Já os serviços industriais de utilidade pública foram o único setor que demitiu no período. Indústria de Transformação: +42.179 Serviços: +64.533 Agropecuária: +4.463 Construção Civil: +18.331 Extrativa Mineral: +745 Comércio: +26.918 Serviços Industriais de Utilidade Pública: -448 Administração Pública: +492 Dados regionais Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em setembro deste ano. Sudeste: +56.883 Centro-Oeste: +10.073 Norte: +9.352 Nordeste: +57.035 Sul: +23.870 O governo informou ainda que todas 27 unidades da federação criaram empregos formais em setembro. A abertura de vagas no mês é liderada por São Paulo (+36.156), seguido por Pernambuco (+17.630) e Alagoas (+16.529 vagas). Os estados que menos abriram vagas, no mês passado, foram Amapá (+182), Tocantins (+424) e Acre (+492). Trabalho intermitente e parcial Segundo o Ministério da Economia, foram registradas 12.169 admissões e 6.154 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em setembro deste ano. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 6.015 empregos no período. O trabalho intermitente é aquele esporádico, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. O mês de setembro registrou ainda 6.609 admissões na modalidade de regime de trabalho parcial e 4.802 desligamentos, gerando saldo positivo de 1.807 empregos. As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.604,60 em setembro. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 2,99% no salário de admissão, ou de R$ 46,54; na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a agosto de 2019, houve uma queda real de 0,74%, ou de R$ 12, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia. Veja Mais

Para banqueiro francês, as criptomoedas precisam de mais regulação e padronização

R7 - Economia O diretor do Banco Central francês Denis Beau disse terça-feira na reunião do Fórum Oficial de Instituições Financeiras e Monetárias (OMFIF) em Londres, que as criptomoedas precisam de mais regulação e padronização para serem incorporadas aos sistemas de pagamento e políticas monetárias dos bancos antes de serem aceitas. Ao discutir as quatro maneiras pelas quais […] Veja Mais

Johnson se diz confiante de que parlamentares britânicos apoiarão acordo do Brexit

R7 - Economia (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse estar confiante de que os parlamentares britânicos apoiarão o acordo do Brexit que ele acertou com a União Europeia (UE) em uma votação parlamentar no sábado."Estou muito confiante de que, quando meus colegas no Parlamento estudarem este acordo, eles vão querer votar a favor dele no sábado e depois nos dias seguintes", disse Johnson a repórteres."Há, como eu digo, argumentos muito bons para os parlamentares de toda a Câmara dos Comuns expressarem a vontade democrática do povo, como já dissemos muitas vezes para fazerem, e ter isso concluído.""Acho que não há motivo para atrasos. Devemos prosseguir e finalizá-lo até 31 de outubro", completou.(Por Elizabeth Piper) Veja Mais

Acordo do Reino Unido sobre Brexit aponta para laços comerciais mais distantes com UE

G1 Economia FMI e Banco Mundial avaliam, porém, que acordo ajudará a reduzir as incertezas sobre o comércio e as perspectivas econômicas. Primeiro-ministro e negociadores da União Europeia chegam a um acordo sobre o Brexit O Reino Unido estará a caminho de laços econômicos mais distantes com a União Europeia, o que tornaria o país mais pobre, caso o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ganhe apoio parlamentar para o acordo do Brexit acertado nesta quinta-feira (17). Entenda os principais pontos da nova proposta de acordo para o Brexit Comparado com o pacto que sua antecessora, Theresa May, alcançou no ano passado - que o Parlamento rejeitou três vezes -, o acordo de Johnson visa menos alinhamento regulatório com a UE e maiores barreiras comerciais entre o Reino Unido e seu maior parceiro comercial. "Isso é mais prejudicial do que o Brexit de Theresa May em termos de impacto econômico", avaliou Anand Menon, diretor para Reino Unido no Changing Europe, escritório sediado em Londres. O Ministério das Finanças do Reino Unido e quase todos os economistas externos prevêem que o aumento das barreiras comerciais fará com que a economia britânica cresça mais lentamente do que se ficasse na UE, e os danos crescem à medida que as barreiras comerciais aumentam. Com base no que se sabia dos planos de Johnson na semana passada, o Changing Europe estimou que eles tornariam os britânicos mais de 6% mais pobres em uma base per capita do que se o Reino Unido permanecesse na UE - o equivalente a 2 mil libras por ano a médio prazo. Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, chamou o acordo de "boa notícia". Já o presidente do Banco Mundial, David Malpass disse que a clareza sobre o Brexit ajudará a reduzir as incertezas sobre o comércio e as perspectivas econômicas para o Reino Unido e a UE. Mesmo com um acordo, o PIB britânico deve desacelerar, segundo Georgieva, embora tenha destacado que grande parte desse impacto já foi absorvido devido ao longo período desde a votação do Reino Unido para deixar o bloco em 2016. O FMI projeta uma alta de 1,2% no PIB do Reino Unido em 2019 e de 1,4% em 2020. Veja Mais

Petrobras vai provisionar R$ 3,2 bilhões relativos a três processos

G1 Economia Litígios envolvem a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e participação especial e royalties relacionados à ANP. A Petrobras informou nesta sexta-feira (18) que vai provisonar R$ 3,2 bilhões por litígios envolvendo a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e litígios de participação especial e royalties relacionados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a petroleira, o efeito do provisionamento será reconhecido no resultado consolidados do terceiro trimestre, com as informações sendo apresentadas em seu balanço do trimestre subsequente. "A companhia permanece em defesa de seus interesses nos processos em curso", disse a Petrobras em nota. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters Veja Mais

Estado do RJ deve receber R$ 14,8 bilhões em royalties de petróleo em 2020

G1 Economia Valor é 10% superior ao que deverá ser arrecadado este ano. Governador mencionou aumento de receita de royalties como um dos fatores para manter o Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal. Estado deverá receber R$ 14,8 bilhões pela extração de petróleo em 2020. Reuters/Sergio Moraes O Estado do Rio deverá receber R$ 14,8 bilhões de royalties da extração de petróleo no território fluminense em 2020 – atualmente, cerca de 70% da receita de R&PE do Estado do Rio de Janeiro tem sua origem em campos pré-sal. A expectativa de arrecadação é da Secretaria de Estado de Fazenda. O valor representa um aumento de 10% em relação ao que se pretende arrecadar até o fim deste ano: R$ 13,4 bilhões. Na quarta-feira (16), o governador Wilson Witzel mencionou o aumento dos recursos dos royalties em 2020 como um dos argumentos para manter o Rio no Regime de Recuperação. Foi uma resposta ao Conselho de Supervisão Fiscal - pela primeira vez, o órgão afirmou que o Rio não conseguirá cumprir cinco das 20 metas estabelecidas para permanecer no programa. Até o momento, o Rio arrecadou R$ 10,4 bilhões em 2019. Esse valor não inclui o montante do leilão do excedente da cessão onerosa - rateio entre estados e municípios de parte dos recursos do leilão de petróleo dos excedentes de barris de petróleo do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro. Nele, o Estado pretende receber mais R$ 2,3 bilhões. Por meio de nota, a Secretaria de Fazenda informou que "Todo o montante que o Rio recebe de royalties, após as deduções constitucionais e legais, é destinado ao Rioprevidência. As deduções obrigatórias são: Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), Fundo Estadual de Investimentos e ações de Segurança Pública e Desenvolvimento social (Fised), transferência aos municípios e obrigações de crédito com a União". Conselho decide nesta sexta Witzel: "Não se pode crucificar o Rio de Janeiro". Reprodução/TV Globo As cinco metas não alcançadas pelo Estado do Rio são as seguintes: Concessão de linhas de ônibus intermunicipais; Extinção de estatais; Revisão da metodologia de cálculo de preço do gás; Antecipação da concessão da CEG; Emissão de títulos da dívida ativa. Essas medidas representariam uma economia de R$ 4 bilhões em três anos. O Rio também pode perder o direito de participar do Plano de Recuperação Fiscal por outro motivo: uma medida aprovada no fim do ano passado que criou nova despesa para o Estado – a revisão do plano de carreira dos funcionários da Uerj. Em contrapartida, para tentar fechar as contas, o Estado ofereceu a revisão dos contratos de fornecimento de comida para os presídios. O governador Wilson Witzel disse que já vinha apresentando alternativas para adiar o início do pagamento à União. "Se atingimos 80% das metas, isso é mais que satisfatório. Não se pode crucificar o Estado do Rio de Janeiro, diante de toda a crise que passou, se não cumprir 100% das metas. Algumas eram inexequíveis. Uma delas, por exemplo, era aumentar impostos. O Regime de Recuperação Fiscal tem dois momentos: um técnico e outro político. O técnico vai me dizer que não cumpriram 100% das metas, o político é da alçada do ministro da Fazenda e do presidente – eles irão dizer se o Rio não poderá permanecer no Regime de Recuperação Fiscal. O presidente pode tomar uma decisão política, mas eu entendo ainda que a decisão do presidente está sujeita a um processo decisório no Congresso Nacional", disse o governador. A decisão do Conselho Fiscal sobre o caso estava prevista para ser tomada nesta sexta-feira (18). Veja Mais

Bolsonaro sanciona lei que retira prazo para inscrição no Cadastro Ambiental Rural

G1 Economia De acordo com o texto, CAR continua obrigatório e produtores têm até o fim de 2020 para fazer a regularização ambiental da fazenda com benefícios. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (18) a lei que retira o prazo para que os agropecuaristas façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR), mas, embora ele continue obrigatório, a nova redação do texto não deixa claro se, para ter acesso ao financiamento rural, o produtor ainda precisa realizar o cadastramento. Desde o início de 2018, o cadastro é exigido para a obtenção do crédito agrícola. O G1 questionou o Ministério da Agricultura às 12h45 e aguarda resposta. O Cadastro Ambiental Rural foi criado em 2012 e faz parte do Código Florestal (leia mais abaixo), mas a ferramenta só entrou em funcionamento em 2014. Desde então, o prazo final para a adesão ao sistema foi prorrogado por várias vezes. A última data-limite foi 31 de dezembro de 2018. Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro, órgão responsável por compilar os dados do CAR, até 31 de julho de 2019, já foram cadastrados 6,1 milhões de imóveis rurais, totalizando uma área de 527,60 hectares, número bem acima da área estimada pelo governo, de 397,83 milhões de hectares, que foi baseada no Censo Agropecuário de 2006. Para especialistas, o número extra pode indicar sobreposição de áreas ou, até mesmo, uma expansão que ocorreu após o Censo. Prazo para ter direito a benefício O texto publicado no Diário Oficial diz também que somente os proprietários rurais que se registrarem no CAR até 31 de dezembro de 2020 poderão aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que vai definir o que o produtor precisa fazer para recuperar o meio ambiente dentro da propriedade rural. Quem seguir esse prazo terá benefícios como isenção de multa para quem desmatou até 22 de julho de 2008, desde que faça a recuperação ambiental, e prazo de até 20 anos para fazer o reflorestamento. Se o agricultor não seguir este calendário, ele terá que seguir um cronograma mais rígido e poderá ser multado. De acordo com o Ministério da Agricultura, algumas regiões do país ainda não conseguiram a adesão integral dos produtores rurais ao PRA por causa da "insegurança jurídica que pairava sobre o Código (Florestal)". Segundo o governo, a situação foi solucionada com a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal quanto ao julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) do Código Florestal. "Agora há um claro entendimento por parte dos órgãos estaduais e dos produtores quanto às regras para devida adequação à legislação", disse em nota o ministério. Código Florestal O Cadastro Ambiental Rural foi criado juntamente com o Código Florestal, que é a Lei 12.651 aprovada em 2012. Tem como meta reunir dados para combater o desmatamento. A lei prevê que todas as propriedades sejam inscritas em órgão ambiental municipal ou estadual, e estipulava datas para o cumprimento da medida. O cadastro, que é autodeclaratório, é o primeiro passo para um programa de regularização mais amplo previsto no Código Florestal. Nele, o produtor passa as coordenadas da fazenda e apresenta a documentação relativa ao imóvel. O segundo passo é o PRA, que ocorre após a análise dos dados do CAR. Este programa avalia se o agropecuarista invadiu áreas de Reserva Legal ou terras indígenas e se ele está respeitando o percentual mínimo vegetação nativa dentro da propriedade. Se o agricultor não estiver com o mínimo de mata nativa estabelecido, ele negocia com o governo um prazo para recuperar a área que falta. Quais são os percentuais mínimos? Caso o imóvel estiver localizado dentro da Amazônia Legal (Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá, Mato Grosso e parte de Tocantins, Goiás e Maranhão): 80% do imóvel situado em área de florestas 35% do imóvel situado em área de cerrado 20% do imóvel situado em área de campos gerais Imóvel localizado nas demais regiões do país: 20% do imóvel situado em área de campos gerais Veja Mais

Presidente do BCE alerta para risco de bolha financeira na zona do euro

G1 Economia Segundo Mario Draghi, há sinais lever de 'valorizações exageradas' em segmentos mais arriscados do mercado financeiro e também do imobiliário. O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse nesta sexta-feira (18) que há "sinais leves" de supervalorização nos mercados financeiro e imobiliário da zona do euro, o que cria um risco para a estabilidade em um momento em que a economia está desacelerando. "O ambiente de estabilidade financeira continua desafiador, pois as perspectivas econômicas globais se deterioraram", disse Draghi a outras autoridades do Comitê Internacional Monetário e Financeiro em Washington. "Existem sinais leves de valorizações exageradas na área do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões". Veja Mais

Grande potencial: Desdobramento de ações da Unidas melhorará patamar das cotações

R7 - Economia A XP Investimentos e a Guide Investimentos estão otimistas quanto ao desdobramento das ações da Unidas (LCAM3) na proporção de 3 para 1. “Os papéis devem aumentar ainda mais a liquidez, melhorando o patamar das cotações das ações, tornando-as mais acessíveis aos investidores”, avaliou a Guide. O Conselho de Administração da Unidas aprovou ontem o […] Veja Mais

Modelo da Embrapa corta emissão de carbono de alguns produtos e setores procuram parcerias

R7 - Economia Alguns setores do agronegócio (rações, óleos vegetais e proteína animal) estão se adiantando em conhecer melhor o ciclo de vida de seus produtos, das matéria-primas e suas operações com foco nas emissões de carbono. O objetivo é claro, ganhar mais mercados e mais receita desde que os dados mostrem menor impacto no efeito estufa – […] Veja Mais

Lei libera crédito extra de R$ 3 bilhões para órgãos do governo

R7 - Economia Foi publicada nesta sexta-feira, 18, no Diário Oficial da União (DOU) a Lei 13.888/2019, que abre um crédito extra de R$ 3 bilhões no Orçamento de órgãos do Poder Executivo e facilita o pagamento de emendas parlamentares. A liberação da verba constava de projeto de lei aprovado semana passada pelo Congresso, e foi negociada para a aprovação da reforma da Previdência ainda na etapa de apreciação da proposta na Câmara. Pelo texto da lei, o recurso vai suplementar os orçamentos das pastas da Agricultura, Educação, Saúde, Desenvolvimento Regional, Defesa e Cidadania. Veja Mais

Luiz Cesta: Não pegue o avião errado

R7 - Economia Por Luiz Cesta, da Inversa Publicações Caro leitor Cesta & Fundos! Estava me lembrando ontem de uma situação bem engraçada que aconteceu quando eu tinha perto dos meus 18 anos. Para efeito de comparação, hoje tenho um pouquinho mais de 40. Tenho irmãos que moram nos Estados Unidos há bastante tempo e lá fui eu […] Veja Mais

Intenção de Consumo das famílias sobe 0,2% em outubro ante setembro, diz CNC

R7 - Economia Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em outubro, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na terceira alta consecutiva, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 0,2% este mês em relação a setembro, atingindo 93,3 pontos. Em relação a outubro de 2018, o indicador está em patamar 7,7% superior, segundo a pesquisa da CNC.Na passagem de setembro para outubro, os componentes com destaque positivo foram o de Momento para Duráveis, com alta de 3,1%, e o de Perspectiva Profissional, com crescimento de 0,7%. Já as avaliações quanto à Perspectiva de Consumo (-1,7%) e Emprego Atual (-0,4%) foram negativas.Apesar da terceira alta consecutiva, o indicador de outubro ainda está distante do maior patamar aferido em 2019 (fevereiro, com 98,5 pontos). "Por mais que tenhamos a liberação dos recursos do FGTS e do PIS/Pasep e um cenário promissor, o crescente endividamento social e a lenta recuperação do mercado de trabalho podem fazer com que as intenções de compra sejam atenuadas", diz em nota oficial Antonio Everton Junior, economista da CNC. Apesar de ter apresentado a maior variação negativa do mês, a avaliação das famílias quanto à Perspectiva de Consumo melhorou na comparação com 2018 (11,8%). Em outubro de 2019, 33,7% das famílias reconhecem que as perspectivas de compra são maiores, contra 27,1% no último ano.Além de Perspectiva de Consumo, outros dois itens se destacaram na comparação anual: Momento para Duráveis (13,6%) e Compra a Prazo (12,0%). "Os dados mostram que as famílias têm hoje uma situação mais favorável do que há um ano. Elas se mostram previdentes quanto ao desejo de adquirir bens, embora as perspectivas para o comércio pareçam ser alvissareiras neste fim de ano", ressalta Everton. Veja Mais

Campinas divulga notas do 2º dia de provas para concurso público de 2019; veja listas de classificação

G1 Economia Ao todo, 266 vagas são ofertadas. Foram divulgados também resultados de pedidos de recursos. Áreas contempladas são médicos, saúde geral, guarda municipal, agente fiscal tributário, auditor fiscal tributário municipal e auditor de controle interno. Prefeitura divulga notas de parte dos inscritos no concurso público de 2019 Carlos Bassan / Prefeitura A Prefeitura de Campinas (SP) divulgou, nesta sexta-feira (18), as notas do 2° dia de provas para o concurso público de 2019, que oferta 266 vagas no total com salários de até R$ 8.232,52. As áreas contempladas na publicação no Diário Oficial são: Medicina Saúde geral Guarda Municipal Agente fiscal tributário Auditor fiscal tributário municipal Auditor de controle interno A lista de classificação prévia foi divulgada para médicos, profissionais de saúde geral, agente fiscal tributário e auditor fiscal tributário. No caso das vagas para Guarda Municipal, a relação de aprovados para o exame físico também foi publicada. Veja as listas por nome do candidato e nº de inscrição no suplemento do Diário Oficial Os candidatos podem conferir também os resultados de recursos e mudanças nos gabaritos. Os exames foram aplicados no dia 15 de setembro. Reveja resultados do 1º dia de provas e mudanças nos gabaritos para as áreas: educação, exatas, administração e instrutor de surdos Publicações separadas por edital Médicos - Edital 03/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Alteração dos gabaritos após recursos Resultados das provas objetivas Classificação prévia Saúde geral - Edital 04/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Alteração dos gabaritos após recursos Resultados das provas objetivas Classificação prévia dos cargos em que não há etapa adicional Guarda municipal - Edital 05/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Resultados das provas objetivas Agente fiscal tributário - Edital 06/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação da prova realizada em 8 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 11 de setembro Resultado da prova objetiva Classificação prévia Auditor fiscal tributário municipal - Edital 07/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação da prova realizada em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Resultado da prova objetiva Classificação prévia Auditor de controle interno - Edital 09/2019 Resultado da prova objetiva Concurso 2019 Mais de 103 mil candidatos concorrem às vagas para cargos diversos na administração municipal, uma média de 389,29 pessoas/vaga. Os mais concorridos são: Agente tributário - 2.655 candidatos por vaga Auditor fiscal - 2.203 candidatos por vaga Enfermeiro - 1.389 candidatos por vaga Agente administrativo - 1.129 candidatos por vaga O salário-base varia de R$ 2.156,00 a R$ 8.232,52. Os admitidos terão auxílio-alimentação de R$ 1.041,51 e vale-transporte, que é opcional. "Para algumas categorias, também são pagos adicionais, o que está previsto em lei e também nos editais", afirma a prefeitura. Veja mais notícias da região no G1 Campinas Veja Mais

Bovespa opera com pequenas variações

G1 Economia Na véspera, Ibovespa fechou em queda de 0,39%, a 105.015 pontos, interrompendo uma sequência de 6 altas seguidas. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera com pequenas variações nesta sexta-feira (18). Às 10h39, o Ibovespa subia 0,05%, a 105.020 pontos. Veja mais cotações. Entre os principais destaques, Banco do Brasil subia quase 2%. Já Bradesco recuava ao redor de 3%. Na véspera, a Bolsa fechou em queda de 0,39%, a 105.015 pontos, interrompendo uma sequência de 6 altas seguidas. Na parcial da semana, porém índice ainda acumula ganhos de 1,14%. No acumulado no mês, a alta é de 0,26%. No ano, o avanço é de 19,49%. Às vésperas do início da safra de balanços de companhias brasileiras, a XP Investimentos disse que aguarda uma temporada relativamente fraca, citando um cenário ainda desafiador para a atividade econômica. No noticiário do dia, destaque para a desaceleração da economia chinesa. Pequim divulgou que o PIB da China subiu 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase três décadas, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. Veja Mais

Inflação no Japão atinge mínima de 2 anos e meio em setembro

G1 Economia Taxa anual que mede preços ao consumidor ficou em 0,3% em setembro, ante avanço de 0,5% em agosto. Pessoas atravessam uma rua no distrito de Ginza, em Tóquio Charly Triballeau/AFP O núcleo da inflação ao consumidor no Japão desacelerou para mínimas em quase dois anos e meio em setembro, pressionado pela queda nos preços da energia e elevando as chances de o banco central ampliar seu já forte estímulo monetário neste mês. Os dados estarão entre os indicadores que o banco central japonês irá avaliar em sua reunião de política monetária de 30 e 31 de outubro. A meta do Banco do Japão é de uma inflação de 2%. O núcleo de preços ao consumidor nacional, que inclui produtos de petróleo mas exclui preços de alimentos frescos, subiu 0,3% em setembro sobre o ano anterior, mostraram dados do governo, igualando a expectativa e desacelerando ante avanço de 0,5% em agosto. Foi o resultado mais fraco desde abril de 2017, quando o índice subiu 0,3%. Destacando a frágil demanda doméstica, o índice que elimina os efeitos dos custos de energia e alimentos frescos, considerado pelo Banco do Japão como importante medida de inflação, subiu 0,5% no ano até setembro, de 0,6% no mês anterior. Veja Mais

Couro biodegradável, costura digital: inovação marca evolução da indústria do calçado de Franca

G1 Economia Ao longo dos anos, atividade que tornou município conhecido em todo o país sofreu influência da tecnologia na qualificação de mão de obra sem deixar de lado o trabalho manual. Máquina de corte automatizada na Carmen Steffens, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 A cada oito segundos, uma máquina troca moldes para produzir calçados completamente distintos na fábrica do empresário Mário Spaniol, em Franca (SP). Em alguns desses processos, o produto que chega às mãos do consumidor é de couro biodegradável, que se desfaz em um tempo cem vezes menor do que o padrão. Reconhecida internacionalmente, a indústria calçadista de Franca evoluiu. Cada vez mais digitalizados, os corredores das cerca de 500 plantas produtoras do município podem ter tanta tecnologia quanto qualquer outra modalidade industrial. “Recentemente adquirimos equipamentos que fazem a programação automática do corte. Antes era tudo manual. Com isso melhorei meu atendimento e minha produtividade”, afirma o proprietário da Carmen Steffens, empresa fundada há 25 anos com 560 lojas espalhadas por 19 países ao redor do globo. Uma transformação que guarda particularidades, como o fato de não abrir mão de etapas artesanais, mas que promete ser inevitável e já dita novas demandas profissionais. "Estamos à beira de uma quarta revolução industrial que deve chegar ao calçado também. Talvez a indústria de calçados demore um tempo, mas vai chegar. Quem perceber isso sai à frente: aos seres humanos vai caber pensar, aos robôs executar o serviço de repetição", analisa Wagner Lopes Muiños, diretor do Senai de Franca, escola que qualifica profissionais para o setor. O G1 publica esta semana a série "Franca Transformação", com matérias sobre as mudanças da economia de Franca, historicamente conhecida como um dos principais polos calçadistas do país. O empresário Mário Spaniol, fundador da Carmen Steffens, de Franca (SP) Igor do Vale/G1 Inovação no calçado Spaniol estima investir em torno de 5% de seu faturamento anual na inovação da Carmen Steffens, empresa de 3 mil funcionários que ganhou espaço no mercado internacional graças aos sapatos femininos, na contramão da vocação histórica da cidade. Os aportes nessa área levaram a empresa a começar a utilizar um material biodegradável em seus artefatos em couro. Em vez de cromo, o curtimento é feito à base de polialdeídos livres de metais pesados. A empresa garante que a qualidade é semelhante à do couro convencional. "Ainda não usamos em todos, mas a tendência é que em dois anos no máximo todos os nossos produtos em couro sejam feitos em couro biodegradável", afirma Spaniol. Os investimentos também se estendem a melhorias nos processos de produção, como uma máquina de corte programável que desempenha com oito pessoas o trabalho realizado por 80 há 15 anos. "Aí tu vai dizer: você está gerando desemprego. Não. A empresa 15 anos atrás tinha 300 empregados, hoje tem 3 mil. Ela ficou mais competitiva, cresceu, vendeu mais e gerou mais empregos", argumenta Spaniol. Máquina troca moldes de calçados a cada oito segundos na Carmen Steffens, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 Outra recente inovação no processo foi a aquisição de 12 máquinas capazes de trocar as formas de calçados a cada oito segundos. Uma tecnologia produzida em Franca, em parceria com italianos, que atende uma das principais características dos produtos hoje vendidos em 19 países: a exclusividade das peças. "A nossa fábrica consegue entregar demanda, não a necessidade de produção. A maioria das fábricas no mundo, não só no Brasil, não consegue fazer isso, tem que produzir por uma semana, 15 dias, um mês, com a mesma forma. Obviamente isso gera grande volume e pequena diversificação, quando na realidade produzimos em pequena quantidade e grande diversificação de produto, porque o mercado quer isso", afirma. Apesar de exemplos como esse, dados do mais recente Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil mostram que o Brasil ainda fica atrás de países como China, Estados Unidos, Taiwan e Itália, no desenvolvimento de inovações voltadas ao setor. Para se ter uma ideia, no acumulado entre 1978 e 2018, o país depositou um total de 2,4 mil pedidos de patentes contra 52,4 mil da China, 33,1 mil dos Estados Unidos, 21 mil da Alemanha e 6,4 mil da Itália. Além disso, nos últimos sete anos, a expedição de invenções tem se reduzido gradativamente. Profissionais do setor descrevem uma situação mista nas fábricas de Franca, com tecnologias adquiridas tanto dentro quanto fora do país. "A indústria brasileira é uma indústria forte, somos a quarta indústria calçadista do mundo e as empresas brasileiras de máquinas fazem parcerias com empresas de outros países. Às vezes uma empresa de outro lugar do mundo desenvolveu uma tecnologia, fazem uma associação e conseguem trazê-la pra cá. Às vezes não: compram direto as máquinas brasileiras desenvolvidas aqui", afirma Marcelo Pauludetto, diretor comercial da Democrata, uma das principais fábricas de calçados masculinos de Franca. Fabricação de calçados na Democrata, de Franca (SP) Guilherme Galembeck/ Divulgação Democrata Da tecnologia ao fator humano Há 36 anos no mercado e clientes em 50 países, a empresa intensificou os investimentos em novas tecnologias nos últimos cinco anos. Com 2,1 mil funcionários e 12 mil pares fabricados por dia, a indústria segmentou seus processos em mini-fábricas, além de automatizar etapas como injeção de sola e costura. "São fábricas menores. Tem fábrica que faz só mocassim, que só faz sapatênis, fábricas que fazem só sapatos sociais e fábrica que só faz sapato artesanal. Essa segmentação da produção fez com que conseguíssemos especializar melhor nossa mão de obra para aquele produto e também ganharmos em produtividade", explica Pauludetto. Ainda assim, o fator humano segue indispensável mesmo quando as etapas se utilizam do computador, como a montagem e o acabamento do sapato, de acordo com o diretor. "O ser humano tem que colocar as peças de couro juntas, passar cola, pra que possa sair a costura, o corte", afirma. O valor do trabalho manual também virou uma forma de segmentação de mercado e está presente na produção 100% artesanal de um dos setores da empresa. "A Democrata conseguiu combinar essas coisas. Temos produtos bastante industrializados, mas ainda mantemos um pouco desses produtos mais artesanais. Claro que é um nicho pequeno de mercado, não é tão grande", explica Pauludetto. Um dos espaços de qualificação profissional do Senai de Franca (SP), fundado inicialmente para suprir a mão de obra da indústria calçadista Igor do Vale/G1 Ganho de produtividade Com o calçado feito à mão ou por uma máquina, a tecnologia por trás da produção é essencial para dar ganho de produtividade às empresas, cada vez mais atentas à redução de custos e de tempo. No Instituto Senai de Tecnologia, polo de inovações para as indústrias da região, algumas dessas soluções permitem que, antes mesmo de chegar à fabricação, já seja possível economizar dias, ou até semanas, em etapas como a formatação do produto. Diferente do que ainda ocorria há dez anos, hoje é possível contar com scanners, impressão 3D e ferramentas virtuais que conferem mais precisão milimétrica e agilidade na elaboração dos protótipos, antes feitos à mão, explica o designer do instituto Osvali Silvestre Junior. "Consigo ter o produto em mãos antes de ter o molde. O ganho de tempo que tenho aqui é gigante se a gente aliar isso ao faturamento da empresa", diz. Qualificação Em meio ao que se modificou graças à tecnologia e ao que se manteve ao longo das décadas, a capacitação requisitada também se transformou. De acordo com o Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria (IE-Acif), em 2017 os profissionais com ensino médio completo representavam a maior fatia dos empregados do setor, com quase dez mil pessoas, 74,7% a mais que em 2006. Nesse mesmo intervalo de tempo, a quantidade de pessoas com ensino superior empregadas nas fábricas saltou 79,4%, de 349 para 626. Essa busca por profissionalização pode ser exemplificada em cerca de 50 cursos do Senai de Franca. Cerca de um terço dos três mil alunos que passam pela escola anualmente é direcionado ao setor calçadista, em áreas como aprendizagem industrial, design, modelagem e pesponto, com módulos de dois meses a dois anos. As funções ensinadas há 45 anos na unidade educacional ainda recebem os mesmos nomes, mas as atribuições mudaram, avalia o diretor do Senai Wagner Lopes Muiños. "Hoje você tem máquinas de pesponto computadorizadas, máquinas de costura programáveis. A tecnologia deu um salto nesse sentido. O profissional continua o mesmo, mas tem que ter outros conhecimentos", afirma. Além de lidar com a automatização, quem atua dentro das indústrias deve ser capaz de compreender o processo como um todo. "É um profissional que consiga perceber o auxílio na produção de um modo geral, articulado, que pode resolver na produção. É um profissional com uma visão sistêmica do processo", diz. Soluções em design de produtos é um dos serviços oferecidos a empresas calçadistas no Senai de Franca (SP) Igor do Vale/G1 O ensino formal, no entanto, é apenas um dos caminhos da qualificação, afirmam os empresários do setor. Segundo os industriários, em muitos dos casos as novas atribuições são desenvolvidas dentro do ambiente fabril, de maneira empírica. Na Carmen Steffens, segundo Mário Spaniol, os melhores profissionais de áreas como corte são treinados a lidar com novas tecnologias sem necessariamente passar por cursos externos. "Ele já trabalha na área do corte, conhece profundamente todas as necessidades, agrega a inteligência da máquina e a capacidade dela de trabalhar com o conhecimento que ele tem, aí o resultado aparece", explica. Quando isso acontece, de acordo com o empresário, a capacitação se reflete em aumento salarial. "A máquina precisa de um programador, de um operador, então em vez de ganhar x, ele ganha 2x", diz Spaniol. Segundo o IE-Acif, o rendimento médio dos trabalhadores calçadistas subiu 39,45% em cinco anos. Em 2013, um funcionário recebia em média R$ 1,4 mil por mês, enquanto que em 2017 passou a receber R$ 2 mil. A ascensão é inferior à observada entre aqueles que atuam no comércio, mas supera o de segmentos como construção civil - 27,4% - e serviços - 28,21%. Mas nem sempre as funções automatizadas são as mais valorizadas. Segundo o diretor comercial da Democrata, como muitas das máquinas absorvidas pelo processo de produção não requerem conhecimentos tão específicos, há casos em que o trabalho manual com solados e saltos, dependentes do talento humano, representa mais ganhos no fim do mês. Costura de sapato na Democrata, de Franca (SP) Guilherme Galembeck/Democrata "Essas máquinas vêm pra facilitar muito o trabalho do operador. Na verdade eles precisam ter uma compreensão de como operar a máquina, não é tão difícil. É até um pouco contraditório às vezes, mas o trabalho artesanal exige mais treinamento do que esse, porque não são máquinas que exigem, elas facilitam, automatizam", afirma. Entre áreas mais ou menos computadorizadas, permanecer empregável no universo calçadista representa uma "seleção natural" na visão do diretor de Senai, em que os que sobrevivem são aqueles que se adequaram e se reciclaram. "Algumas pessoas foram se reciclar, outras saíram do mercado, isso é uma seleção natural, mas muitas pessoas procuram se reciclar evidentemente, tanto é que os cursos que temos de aperfeiçoamento profissional continuam com procura razoável, esse aperfeiçoamento é para profissionais que já estão no mercado e procuram se atualizar." Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca Veja Mais

Novos iPhone 11 chegam ao Brasil; veja primeiras impressões

G1 Economia Novos modelos chegam por valores menores do que em 2018, mas preços ainda são altos. Novos iPhones 11 e 11 Pro chegam ao Brasil nesta sexta-feira (18). Fabio Tito/G1 Os novos modelos de iPhone — 11, 11 Pro e 11 Pro Max — começam a ser vendidos nesta sexta-feira (18) no Brasil. Eles foram lançados no mês passado na Califórnia em evento da Apple e chegam com certa antecedência ao país, já que, geralmente, os novos modelos só vêm para cá em novembro. As principais novidades são: As câmera triplas, restritas às versões mais caras, que permitem gravar em 4K e chamaram atenção durante o lançamento; O "modo noite", que garante fotos com mais detalhes em lugares com baixa iluminação; Bateria maior, que durou até 22h no iPhone 11 Pro Max; O processador A13 Bionic, 20% mais potente do que o anterior e o mais parrudo em smartphones; Carregador rápido, incluso nas versões mais caras. Além dos destaques também chamou a atenção o uso do termo "Pro". Antes exclusiva das linhas de Macs, MacBooks e iPads, essa novidade mostra que a empresa quer dar uma cara profissional também para os smartphones. Esses dois modelos contam com tela OLED, de maior definição. Veja os preços dos novos iPhones no Brasil iPhone 11 Pro Max tem câmeras triplas de 12 MP Fabio Tito/G1 iPhone 11 Pro Max Os iPhone 11 Pro e 11 Pro Max têm telas de 5,8 e 6,5 polegadas, mesmos tamanhos dos antecessores. Essas versões estão disponíveis em quatro cores: verde meia-noite, cinza espacial, dourado e prateado. A tela do iPhone 11 Pro é OLED, que traz pretos fiéis. A Apple diz que o display tem picos mais brilhantes do que outros smartphones para o usuário que quer ver filmes ou acessar as fotos no celular. A primeira parte marcante do aparelho é a bateria — que dura até 5 horas a mais em relação ao modelo anterior (XS Max), segundo a Apple. Nos testes, o aparelho suportou até 22h de uso normal (ligações, redes sociais, algumas fotos), sem precisar ser recarregado e sem ser submetido ao modo de economia de energia. Com a bateria maior, os modelos Pro também ganharam uma mudança de energia: o carregador ficou mais parrudo. Antes os plugs de iPhone tinham 5W, agora têm 18W na versão Pro, o que permite recargas mais rápidas. Carregadores nos iPhones 11 Pro têm entrada USB-C e potência de 18W, que permite cargas mais rápidas. Thiago Lavado/G1 Apesar disso, a Apple não trouxe a entrada do tipo USB-C para o aparelho, como era esperado por muitos usuários, somente para o carregador. Outra novidade da geração são as fotos com maior definição no escuro, com o "modo noite" . Ele é ativado automaticamente quando a câmera detecta ambientes com pouca luz e define um "tempo de exposição" da fotografia, em que o aparelho faz várias imagens durante alguns segundos e depois junta todas elas numa única imagem que é salva. Com as três câmeras, também há mais opções para o enquadramento das imagens e a possibilidade de gravar em 4K em até 60 FPS. O aparelho conta com uma grande-angular, uma ultra grande-angular e uma telefoto — todas com 12 MP. A câmera frontal também consegue ter uma angulação maior na hora de fazer a selfie, permitindo incluir mais pessoas na foto em grupo. Os modelos são salgados já no Pro mais barato (começa por R$ 6.999), que tem 64GB. Esse armazenamento pode ser um problema justamente para usuários profissionais, que precisem filmar e fazer muitas fotos em alta definição. iPhones 11 e 11 Pro Max Fabio Tito/G1 iPhone 11 Este ano, o smartphone "de entrada" da Apple se chama iPhone 11. São seis opções de cores: roxo, verde, amarelo, preto, branco e vermelho. Em relação ao iPhone XR — modelo de entrada da geração anterior e o iPhone que mais vendeu no ano passado — o 11 ganha uma segunda câmera. Em vez da tela OLED da linha Pro, a Apple coloca uma tela LCD de 6,1 polegadas (mesma do XR), que ela chama de Liquid Retina e não tem resolução 1080p. Apesar disso, o brilho é alto e não há prejuízo nos ângulos de visão. Esse modelo não tem a terceira câmera, telefoto, dos 11 Pro e 11 Pro Max, mas conta com as principais características da linha profissional: as lentes de 12MP que gravam até em 4K, o processador A13 Bionic e suporte ao carregamento rápido e wireless. Com uma lente grande-angular e outra ultra-grande-angular é possível fazer modo retrato de pessoas, objetos e animais. Na geração anterior, o XR fazia modo retrato com um software (que só reconhecia pessoas), já que não tinha a câmera extra. O modo noite, para fotos com baixa iluminação, também está presente e não perde em relação aos Pro. Avenida Paulista no modo noite, clicada com o novo iPhone 11 Pro Max. Thiago Lavado/G1 O iPhone 11 tem uma bateria que, segundo a Apple, dura uma hora a mais que o iPhone XR. O lado ruim, é que a empresa deixou o mesmo carregador de 5W dos anos anteriores, tornando o carregador rápido um acessório vendido à parte. Nos testes, foi possível chegar perto de 18 horas com ele longe da tomada em um uso normal: ligações, redes sociais, algumas fotos e até jogos. Também não foi utilizado o modo de economia de energia. O iPhone 11 teve uma redução de R$ 200 em relação ao valor de lançamento do iPhone XR, no armazenamento de 64GB. Apesar disso, é considerado insuficiente por alguns usuários. Grande parte dos smartphones topo de linha Android oferecem logo de cara o armazenamento a partir de, pelo menos, 128GB. Os novos iPhone trazem recursos que já existem em modelos mais caros de Android, como fotos mais nítidas à noite e o carregador rápido já incluso. Mas mantêm o padrão de velocidade dos processadores Apple, que ainda não enfrentam comparativo. Veja os preços da nova geração: iPhone 11 64 GB, por R$ 4.999 128 GB, por R$ 5.299 256 GB, por R$ 5.799 iPhone 11 Pro 64GB, por R$ 6.999 256GB, por R$ 7.799 512GB, por R$ 8.999 iPhone 11 Pro Max 64GB, por R$ 7.599 256GB, por R$8.399 512GB, por R$ 9.599 Veja o comparativo do iPhone 11 Pro com concorrentes vendidos no Brasil. Roberta Jaworski/G1 Veja Mais

Fiscalização do setor de mineração sofre com sucateamento e falta de pessoal

G1 Economia Minas Gerais conta com apenas 3 funcionários para fiscalizar o pagamento de tributo devido por mineradoras para compensar impactos de suas atividades. São Paulo nem sequer conta com fiscais. Usina S11D da Vale, no Pará, que processa minério a seco: Agência Nacional de Mineração tem apenas 900 fiscais no país Ricardo Teles/Divulgação O número de servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) vem caindo desde 2010, quando houve o último concurso para preenchimento de vagas. Em 2014, quando a agência tinha 1.022 vagas ocupadas, metade da sua capacidade, uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) já apontava que "o órgão estava na iminência de um colapso administrativo". Cinco anos depois, o número de servidores do principal órgão de fiscalização mineral do país caiu para 900. ANM interdita 54 barragens de mineração sem estabilidade no país; 33 delas estão em Minas A falta de pessoal atinge departamentos de fiscalização como a Diretoria de Procedimentos Arrecadatórios (Dipar), responsável por analisar e arrecadar a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo devido por empresas do setor. Os principais estados mineradores do Brasil, Minas Gerais e Pará, têm apenas três e quatro fiscais cada um, respectivamente. Em quarto lugar no ranking de estados em volume de produção mineradora, São Paulo não tem fiscalização externa para cobrança de CFEM desde 2014, por causa da falta de servidores. Em ofício encaminhado para a CGU em dezembro do ano passado, a Superintendência da ANM em Minas Gerais explica que o efetivo atual para fiscalização é sete vezes menor do que o mínimo necessário para cumprir a demanda do estado. "Não há pessoal suficiente para as atividades de fiscalização e cobrança de CFEM nem para as demais receitas. Atualmente, quatro servidores atuam na área de CFEM, sendo que três têm competência de fiscalização e cobrança, e um somente para análises processuais de menor complexidade. Estimamos que a ANM/MG necessita de pelo menos 21 servidores para atuar na fiscalização e cobrança", diz o ofício. Citados em um processo que foi ao plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) em fevereiro deste ano, documentos da área técnica do tribunal expuseram a necessidade de "acréscimo imediato de 30% do efetivo e a contratação de 6% ao ano para suprir a demanda prevista no Plano Nacional de Mineração, que estima a duplicação de produção do setor em 15 anos". Compensação de impactos da mineração A maior parte da CFEM é repassada aos municípios que têm produção mineral (60%) e afetados de alguma maneira pelo setor (15%), como cidades onde há linhas férreas construídas para escoamento de minério. Por isso, a arrecadação falha afeta principalmente os locais que deveriam se preparar para compensar os impactos ambientais e sociais da atividade mineradora, explica o professor doutor pela Universidade de Heildelberg, Klemens Laschefski, que há mais de 20 anos leciona sobre projetos ambientais relacionados ao setor de mineração na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O pesquisador alemão também faz um alerta aos gestores municipais sobre o uso desse dinheiro: "A atividade mineradora é finita, então os municípios devem receber a compensação pela exploração para se preparar para esse fim", afirma. "Infelizmente a fiscalização é praticamente inexistente. Também é preciso que as prefeituras gastem melhor quando há o repasse. O que acontece hoje é que a CFEM é usada para despesas normais, então, quando a mineração acaba, a cidade fica sem estrutura para substituir a dependência da exploração", acrescenta. Um exemplo citado por Laschefski é a cidade mineira de Mariana, onde prefeito e outras autoridades pedem o retorno da mineração mesmo após o desastre ambiental de 2015. Tragédia de Mariana não tem punidos após mais de 3 anos, e processo está parado "Não houve reparação do dano causado e ainda se descobriu posteriormente que a lama da Samarco era tóxica, mas as autoridades querem que a empresa volte a operar simplesmente porque não há qualquer opção ou estrutura para fazer a cidade funcionar sem essa atividade econômica", afirma o professor. Autorregulação, sonegação e lavagem de dinheiro A ANM utiliza um sistema chamado Cadastro Mineiro, que reúne informações sobre os processos minerários. No entanto, com a falta de servidores para fiscalização externa, na maioria dos casos a própria empresa mineradora preenche espontaneamente os dados de produção, que depois são usados para o cálculo da CFEM. Mas auditorias da CGU realizadas em superintendências regionais mostram que há falhas no sistema. "Há dificuldade de se entregar notificações de cobrança aos mineradores pelo fato de que, por muitas vezes, o endereço existente no cadastro mineiro não corresponde ao endereço correto ou encontra-se incompleto", informa auditoria na ANM em Minas Gerais, publicada em julho de 2019. No escritório do Pará, os técnicos da CGU verificaram que muitas empresas informam os dados de forma incorreta, reduzindo o volume de produção mineral para pagar menos CFEM. Em alguns casos, o valor real devido chega a ser o dobro do informado. "Especificamente quanto à Gerência Regional da ANM no Estado do Pará, verificou-se que a fiscalização da CFEM vem identificando diferenças significativas, com apuração de débitos superiores a 100% da CFEM recolhida espontaneamente pelos mineradores", expõe o relatório da auditoria sobre a ANM/PA, publicado em setembro deste ano. O processo do TCU sobre a falta de controle indica casos de lavagem de dinheiro, citando operações da Polícia Federal, que encontraram pagamentos de propina a políticos, e a suspeição de sonegação fiscal. Para Waldir Salvador, consultor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Econômico da Associação dos Municípios Mineradores de MG e do Brasil (Amig), casos assim poderiam ser evitados com fiscalização in loco e de forma frequente. Em dezembro de 2017, a legislação passou a prever a possibilidade de administrações municipais ajudaram na fiscalização da CFEM, mas a medida ainda não foi regulamentada pela ANM. Esse atraso na elaboração de um manual de fiscalização também aparece nas auditorias da CGU sobre as superintendências regionais. "Há casos de estados que simplesmente não têm fiscais. Mesmo em Minas Gerais, temos empresas que beneficiam bilhões em mineração e simplesmente ficam até 15 anos sem uma fiscalização no local. Isso poderia melhorar com a ajuda dos municípios, mas tudo depende do manual de fiscalização, pois os técnicos municipais precisam de orientação sobre o que fazer. Já vamos completar dois anos da mudança da lei e ainda não avançamos nessa questão", afirma Salvador, que é ex-presidente da Amig e ex-prefeito de Itabirito, município de Minas Gerais que possui atividade mineradora. Dólar e cotação do minério de ferro mascaram fiscalização falha A lei citada por Salvador é a 13.540, sancionada pelo então presidente Michel Temer no dia 18 de dezembro de 2017. Seu texto modifica as alíquotas a serem aplicadas na cobrança da CFEM, de 3% do valor líquido da produção para uma variação entre 1% e 3,5% da receita bruta de acordo com a substância mineral. O minério de ferro, hoje responsável por mais de 60% da arrecadação de tributos do setor no país, ficou com cobrança de 3,5%, e isso puxou a arrecadação para cima. A desvalorização do real frente ao dólar, moeda utilizada para o cálculo do valor de commodities, e o aumento do preço do minério de ferro após o desastre de Brumadinho empurraram ainda mais o total de CFEM arrecadado para recordes históricos em 2018 e 2019, mesmo com uma fiscalização cada vez mais precária por causa da falta de servidores. "Commodities têm preço dolarizado, então, quando o dólar aumenta frente ao real, isso é sentido no comércio do setor mineral", explica Pedro Galdi, analista da consultora financeira Asset Mirae, que tem empresas do ramo de mineração como clientes. "Outro fator relevante este ano foi o desastre de Brumadinho. Além da tragédia humana que vitimou centenas de pessoas, houve uma perda 30 milhões de toneladas de ferro que deixaram de ser produzidas anualmente. Isso impactou o mercado internacional. A tonelada de ferro que estava em cerca de 60 dólares no começo do ano chegou a custar 120 dólares. Atualmente, está em pouco mais de 90 dólares." A mudança na alíquota da CFEM aliada ao dólar alto e ao aumento da cotação do minério de ferro podem fazer a arrecadação do tributo superar 4 bilhões de reais em 2019, prevê Salvador. De acordo com a legislação, 7% desse total, ou 280 milhões de reais, pertencem à ANM. Mas o governo usa o dinheiro para outros fins. Em 2018 o orçamento para o órgão ficou em torno de 50 milhões de reais, e a previsão orçamentária para 2020 é de 70 milhões de reais. Salvador defende que a ANM tenha direito a mais recursos, pois assim poderia fiscalizar e arrecadar ainda mais tributos. "Várias auditorias realizadas já deixaram claro que se a fiscalização melhorar a arrecadação pode ser bem maior. Então, se a agência tiver mais recursos, ela vai dar retorno à sociedade. O governo não pode mais deixar a fiscalização do setor mineral em segundo plano", diz o consultor da Amig, associação que reúne 40 municípios brasileiros que representam mais de 90% da produção mineral do país. A reportagem da DW tentou entrar em contato com a ANM por e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Veja Mais

Acordo do Brexit pode impulsionar crescimento global, dizem FMI e Banco Mundial

G1 Economia Incerteza sobre saída do Reino Unido da União Europeia tem pesado sobre o comércio do bloco. O presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse nesta quinta-feira (17) que a clareza sobre a saída do Reino Unido da União Europeia reforçará as perspectivas de crescimento global, ajudando tanto os países ricos quanto os em desenvolvimento. "Se houver clareza nessa perspectiva, isso ajudará bastante o ambiente de crescimento", disse Malpass a repórteres durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, depois que a UE e o Reino Unido anunciaram um acordo provisório. Malpass disse que a incerteza do Brexit tem pesado sobre o comércio e as perspectivas econômicas para o Reino Unido e a UE. Resolver a questão trará benefícios para essas economias e os países em desenvolvimento, disse ele. Entenda os principais pontos da nova proposta de acordo para o Brexit e veja o que, segundo os críticos, pode manter entrave Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, chamou o acordo de "boa notícia", e disse esperar que a vontade de concluir o acordo "seja mantida no geral". Ela disse a repórteres que o FMI estima que o Produto Interno Bruto do Reino Unido aumentaria de 3,5% a 5% a menos se saísse da UE sem um acordo, o que reduziria 0,5% do PIB da UE. Mesmo com um acordo, o PIB britânico deve cair 2%, disse Georgieva, embora tenha destacado que grande parte desse impacto já foi absorvido devido ao longo período desde a votação do Reino Unido para deixar o bloco em 2016. 90% dos países terão desaceleração no crescimento em 2019, diz nova diretora-gerente do FMI Veja Mais

Grupo Eurasia prevê derrota por margem apertada para acordo do Brexit no Parlamento

R7 - Economia WASHINGTON (Reuters) - A empresa de consultoria Eurasia previu nesta quinta-feira que o acordo de Brexit do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, será derrotado por margem estreita em votação no Parlamento no sábado."Sem o Partido Unionista Democrático, Johson parece estar entre 15 e 20 votos abaixo dos 320 votos necessários para garantir a vitória; ele irá concentrar os esforços entre agora e sábado em atrair o Grupo Europeu de Pesquisa, ex-Conservadores, e Trabalhista", disse o grupo.Após vários dias de negociações, o premiê Boris Johnson afirmou nesta quinta-feira que o Reino Unido e a UE concordaram com um "grande" novo acordo do Brexit, mas que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento britânico.O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que vai recomendar a aprovação rápida pela UE do acordo.(Reportagem de Andrea Shalal) Veja Mais

Índices europeus caem com moderação de expectativas sobre o Brexit

R7 - Economia Por Sruthi Shankar(Reuters) - As ações europeias caíram nesta quinta-feira, com resultado forte da sueca Ericsson sendo compensado pela redução do otimismo em relação ao acordo do Brexit, em meio a preocupações dos investidores sobre o apoio ao pacto no parlamento britânico.O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,12%, a 1.541 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,1%, a 393 pontos, depois de ganhar até 0,9%, com os investidores inicialmente comemorando a notícia de que a União Europeia e o Reino Unido fecharam um acordo sobre a saída britânica do bloco.As ações de empresas britânicas e irlandesas com foco doméstico - que passaram a ser vistas como um indicador do sentimento do Brexit - devolveram ganhos depois que o Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP) disse que votará contra o acordo em uma sessão extraordinária no sábado.O índice de mid-caps de Londres fechou apenas com leve alta de 0,16%, enquanto as ações irlandesas caíram 0,9% em meio a dúvidas sobre se o primeiro-ministro Boris Johnson conseguirá a aprovação do parlamento britânico para qualquer acordo."Infelizmente é cedo demais. Eu não adotaria nenhuma direção nesse momento", disse Michael Bell, estrategista do JP Morgan.Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,20%, a 7.182 pontos.Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,12%, a 12.654 pontos.Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,42%, a 5.673 pontos.Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,23%, a 22.375 pontos.Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,50%, a 9.340 pontos.Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,28%, a 5.013 pontos. Veja Mais

MP do Contribuinte Legal permite negociação de dívidas fiscais e desconto de até 70%.

R7 - Economia Uma Medida Provisória, chamada de “MP do Contribuinte Legal”, foi assinada pelo Presidente no dia 16 de outubro/2019, com o objetivo de contribuir para a negociação das dívidas administrativas perante o CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e de âmbito judicial já em fase de Execução Fiscal. Tal medida permite que o Contribuinte tenha descontos […] O post MP do Contribuinte Legal permite negociação de dívidas fiscais e desconto de até 70%. apareceu primeiro em Jornal Contábil - Um dos Maiores Portais de Notícias do Brasil. Veja Mais

Petrobras vai provisionar R$3,2 bi relativos a três processos

R7 - Economia SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras informou nesta sexta-feira que vai provisonar 3,2 bilhões de reais por litígios envolvendo a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e litígios de participação especial e royalties relacionados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).Segundo a petroleira, o efeito do provisionamento será reconhecido no resultado consolidados do terceiro trimestre, com as informações sendo apresentadas em seu balanço do trimestre subsequente."A companhia permanece em defesa de seus interesses nos processos em curso", disse a Petrobras em nota.None (Por Gabriel Araujo; edição de Roberto Samora) Veja Mais

Trump espera que acordo entre EUA e China seja assinado até meados de novembro

G1 Economia Presidente norte-americano espera que acordo seja assinado durante as reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no Chile em 16 e 17 de novembro. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse acreditar nesta sexta-feira (18) que um acordo comercial entre Estados Unidos e China será assinado durante as reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no Chile, nos dias 16 e 17 de novembro. "Acho que será assinado com facilidade, espero que até a cúpula no Chile, em que estaremos o presidente Xi e eu", disse Trump a repórteres na Casa Branca, sem dar mais detalhes. "Estamos trabalhando com a China muito bem", disse Trump. "Muitas coisas boas estão acontecendo." Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático Jason Lee/Reuters A Casa Branca anunciou que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente, como parte da primeira fase de um acordo comercial, embora pareça que a China mostre lentidão para levar isso adiante. A chamada fase 1 do acordo foi apresentada na Casa Branca na semana passada, durante visita do vice-premiê chinês, Liu He, como parte de uma tentativa de acabar com a guerra comercial entre os dois países. Autoridades dos EUA disseram que uma segunda fase de negociações pode tratar de assuntos mais espinhosos como transferência forçada de tecnologia e serviços não-financeiros. Veja Mais

Brasil vive 'obscurantismo' e agenda econômica não será suficiente para destravar atividade, diz Arminio Fraga

G1 Economia Para ex-presidente do Banco Central, instabilidade política atual deixa empresário cauteloso para investir no país. "Para destravar mais (a economia) seria necessário mais do que a área econômica consegue fazer sozinha", diz Fraga Reprodução Globo News O Brasil vive um momento de "obscurantismo" no atual governo e mesmo uma agenda econômica boa não será suficiente para fazer a economia deslanchar, avaliou nesta sexta feira o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga. Para ele, a instabilidade política atual deixa o empresário ainda mais cauteloso para investir no país. "A atitude geral sinaliza um obscurantismo e libera energias que não deveriam ser liberadas. É uma coisa mais truculenta e menos tolerante e, no fundo, menos positiva", disse ele a jornalistas em evento no Rio de Janeiro. Fraga destacou ainda que o governo precisa entender que a economia "não caminha sozinha no vácuo" e que é preciso criar um ambiente amplo e favorável para crescimento, geração de emprego, renda e melhor bem-estar social. "Para destravar mais (a economia) seria necessário mais do que a área econômica consegue fazer sozinha. Estou incluindo temas de natureza distributiva que vão além do moral. As reformas são importantes, mas precisamos ir muito além", avaliou. "(A instabilidade política das últimas semanas) deixa o empreendedor ainda mais apreensivo. A lição que temos que aprender, e já deveríamos ter aprendido, é que a economia não funciona no vácuo. Ela precisa se conectar ao social, à realidade e às nossas dificuldades gerais, inclusive políticas." Apesar das preocupações, o ex-presidente do BC acredita que a economia brasileira poderá registrar crescimento ao longo dos próximos anos, embora em um ritmo lento e gradual. As projeções do governo apontam uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,85%, de acordo com projeção divulgada em setembro pela secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia. "É difícil prever quanto vai ser (o crescimento lento e gradual). Prever economia é difícil, ainda mais num ambiente político complicado, polarizado e muito envenenado", completou Fraga. Veja Mais

7 erros que devem ser evitados no negócio

7 erros que devem ser evitados no negócio

R7 - Economia Muitos brasileiros sonham em ter o próprio negócio. Mas começar a empreender não é nada fácil: além de conhecer a área de atuação, é preciso ter em mente que as dificuldades sempre vão existir. “Acredito que errar está no DNA do empreendedor, e tem que estar, pois ao buscar soluções, você acaba errando. Faz parte do processo”, afirma Robson Campos, idealizador e CEO da Acqio, uma das maiores redes de franquias do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Robson, que já trabalhou como office boy, sustenta ainda que todo empreendedor precisa buscar inovações. “Não pode abrir um negócio idêntico ao de um grande competidor, ou algo que já existe, porque não funciona. Inovação, criatividade e improviso estão relacionados.” Elaboramos uma lista com os principais erros cometidos pelos empreendedores e dicas para evitá-los. Confira!Não aceitar cartão de crédito e débitoFaz tempo que a moeda de troca não é mais o dinheiro vivo. Inclusive, hoje, nós compramos algo por R$ 3 no cartão e o lojista não reclama. Por isso, não ter maquininha e cobrar mais quando o cliente paga com cartão dificulta a construção de relacionamento e fidelidade. Leia mais: Black Friday 2019: pequenas lojas também podem participarNão dar a opção de parcelar“O brasileiro faz a compra quando vê que o valor da parcela cabe no bolso e não o valor total do produto. Se o vendedor ou prestador de serviço não dá essa possibilidade, ele perde as vendas, pois não está facilitando o pagamento”, explica Haroldo Matsumoto, especialista em gestão de negócios e sócio-diretor da Prosphera Educação Corporativa (SP).Fazer divulgação errada“Não saber quem é seu público e não fazer uma comunicação objetiva, com número de telefone para contato e site, por exemplo, são os principais erros na hora de fazer a divulgação do negócio”, afirma a consultora Regina Nogueira. Por isso, use e abuse das redes sociais. Mas tenha bom gosto: capriche nas fotos, não coloque excesso de informação nas imagens e escreva o português correto. Não ter planejamento financeiroÀs vezes, a pessoa é boa vendedora, mas não é boa com números. E, segundo os especialistas, se você não tem objetivo, não estabelece prazos, não define estratégias nem as revisa constantemente, seu projeto tem grandes chances de dar errado. É preciso, portanto, fazer uma planilha para cuidar de tudo que gasta e recebe. Assim, vai saber se está vendendo pelo preço correto, se está tendo lucro e quanto pode gastar com fornecedores e funcionários.Misturar as despesas pessoais com as da empresaEssa atitude é a causa de sérias complicações financeiras e até mesmo da falência de muitos negócios. Por isso, Haroldo Matsumoto aconselha utilizar contas bancárias separadas, determinar um salário para você, que deve ser justo e compatível com a realidade financeira da empresa, e ter uma reserva mensal para garantir a sobrevivência do negócio caso passe por imprevistos. Esquecer de analisar o mercadoSem análise, como a empresa vai se destacar? Para Regina Nogueira, é importantíssimo achar seu diferencial, comunicar seus benefícios para os clientes, detectar os concorrentes principais e ver como atuam para, assim, buscar oportunidades não exploradas.Não valorizar o funcionárioSe o empresário não definir onde quer chegar, qualquer caminho serve – e isso causa dúvida na equipe, que passa a perder o foco e a motivação. “Faz toda a diferença monitorar, ter a capacidade de detectar qualidades e fragilidades e saber que com treinamento os resultados podem ser transformados faz toda a diferença”, conclui Regina Nogueira.  Veja Mais

Moedas digitais como a libra do Facebook não devem ser lançadas até que riscos sejam resolvidos, diz G7

G1 Economia Pressão de autoridades e reguladores continua forte sobre plano da Libra, enquanto apoiadores como Visa e Mastercard começam a deixar projeto. Libra, criptomoeda do Facebook, só deve ser lançada em 2020 Dado Ruvic/Reuters Os planos do Facebook de lançar a criptomoeda libra enfrentaram um novo obstáculo na quinta-feira (17), depois que o G7, grupo dos países mais ricos, disse que as chamadas "stablecoins" (moedas digitais geralmente apoiadas por dinheiro tradicional e outros ativos) não deveriam ser lançadas até que os riscos internacionais que representam sejam resolvidos. Facebook anuncia criptomoeda Libra Quando lançadas em larga escala, as stablecoins podem ameaçar o sistema monetário e a estabilidade financeira do mundo, disse um grupo de trabalho do G7 em um relatório para ministros de finanças reunidos em Washington para reuniões do FMI e do Banco Mundial. A tecnologia emergente, que atualmente não é regulamentada, como outras criptomoedas, também pode dificultar os esforços internacionais para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, além de criar problemas de segurança cibernética, tributação e privacidade, de acordo com o relatório. Libra levanta 'preocupações sérias', diz presidente do Fed "O G7 acredita que nenhum projeto global de stablecoin deve entrar em operação até que os desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão" sejam abordados, disse o grupo de trabalho, presidido pelo membro do conselho do Banco Central Europeu Benoit Coeure. "Espera-se que as entidades do setor privado que elaboram acordos sobre stablecoins abordem uma ampla gama de desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão", acrescentou o relatório. G7 exige regime rigoroso para Libra e propõe imposto mínimo Em resposta, a Associação Libra que foi criada para reger a criptomoeda disse que está comprometida em trabalhar com reguladores. Em meio a um rigoroso controle regulatório, as 21 empresas que apoiam a libra se comprometeram, na segunda-feira (14) a avançar com o projeto, ignorando a deserção de um quarto de seus membros originais, incluindo as gigantes de pagamentos Visa e Mastercard. A libra foi projetada para respeitar a soberania nacional sobre a política monetária, bem como as regras contra a lavagem de dinheiro e outros esforços para impedir finanças ilícitas, afirmou a entidade em comunicado. Veja Mais

Visão de mercado: Bitcoin e Ether

R7 - Economia As transações em BTC/USD continuaram ganhando força da noite para o dia. Depois de ter caído abaixo dos US$ 8.000 na noite de ontem, o par BTC/USD subiu acima de US$ 8.000 em várias ocasiões, apenas para retornar rapidamente a níveis inferiores a US$ 8.200. Embora, possa ser um bom sinal o fato de não […] Veja Mais

Alta recente do dólar não bateu em canal de inflação, diz Campos Neto

R7 - Economia WASHINGTON (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou nesta sexta-feira que a alta recente do dólar frente ao real não bateu no canal de inflação e reiterou que a política monetária tem que ser estimulativa, com espaço para corte na Selic.Em coletiva de imprensa em Washington, onde participou de eventos por ocasião da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), Campos Neto também afirmou que o câmbio é flutuante e que a autoridade monetária só faz intervenções quando há gap de liquidez no mercado.Sobre o crescimento da economia brasileira, o presidente do BC avaliou que o aumento de participação do setor privado começou a ter resultado."Se você hoje imaginar que o PIB brasileiro tem um pedaço público e um pedaço privado, o pedaço privado na ponta está crescendo a 2% e o público está caindo", disse."Então na verdade o que eu tenho dito é que o crescimento está um pouco mais lento, mas tem uma qualidade muito melhor", acrescentou.None (Por Alex Alper; texto de Marcela Ayres) Veja Mais

Queda na operação das refinarias dos EUA deixa mercado de petróleo em alerta

R7 - Economia Se existe uma época do ano que os investidores do petróleo desejam que acabe, essa época é a temporada de manutenção das refinarias nos EUA. As refinarias geralmente fecham suas plantas durante a primavera e o outono para reparos e atualizações, fazendo com que os estoques de petróleo bruto aumentem e os preços caiam. Desta vez, no entanto, a […] Veja Mais

Petrobras cancela contrato 'injustificável' com McLaren, diz Ministério da Economia

G1 Economia Segundo governo, contrato de patrocínio de cerca de R$ 870 milhões foi encerrado. Petrobras não comentou o assunto. Carro da McLaren, com logo da Petrobras Reprodução/Twitter/McLaren A Petrobras encerrou um contrato de patrocínio com a equipe de Fórmula 1 McLaren, de 163 milhões de libras esterlinas, segundo documento publicado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (17) O contrato, assinado em 2018, marcou o retorno da petroleira estatal às pistas, por meio de uma parceria técnica que previa ainda fornecimento de combustível e óleos lubrificantes, além do compartilhamento de tecnologias entre as duas empresas. "Um injustificável contrato de patrocínio da Petrobras à equipe McLaren de Fórmula 1 -- no valor de 163 milhões de libras esterlinas-- foi encerrado", afirmou o documento, elaborado pela Secretaria de Política Econômica, que detalha as ações do governo em seus primeiros 9 meses. O valor equivale a cerca de R$ 870 milhões, pelo câmbio atual. Segundo uma fonte próxima às conversas entre as duas empresas ouvida pela agência Reuters, o contrato da McLaren com a Petrobras ainda segue em curso, mas seu término de fato está sendo negociado entre as partes. A expectativa é que o fim do contrato por acordo mútuo seja anunciado em breve. Para que isso ocorra, a Petrobras deverá pagar uma taxa à McLaren. Os 163 milhões de libras não correspondem exclusivamente ao patrocínio pago à escuderia pelo direito de ter a marca exposta, que tem "valor substancialmente menor", segundo a Reuters. Motivos não informados O governo não informou os motivos para o encerramento e também não detalhou se houve consequências, como o pagamento de multas. Também não disse se alguma parte do contrato havia sido mantida. A Petrobras não comentou o assunto. Procurada, a McLaren informou via assessoria de imprensa nesta sexta-feira que "os assuntos são comercialmente confidenciais e que, por isso, não poderia fazer comentários adicionais no momento". O presidente Jair Bolsonaro havia publicado em sua conta no Twitter, em maio, que por decisão de seu governo a Petrobras estava buscando uma maneira de rescindir o contrato com a McLaren, também sem apresentar os motivos. A nova gestão da Petrobras aprofundou um programa de cortes de custos e desinvestimentos, para que a empresa possa focar investimentos em ativos essenciais, como a exploração do pré-sal. O contrato foi assinado sob a gestão do então presidente da Petrobras Pedro Parente. À época, a empresa informou que o acordo previa a exposição da marca da empresa nos carros, uniformes e nas instalações da equipe já na temporada daquele ano, e o fornecimento de gasolina e lubrificantes especialmente formulados para a escuderia para uso nas corridas em 2019. O desenvolvimento dos produtos para a McLaren ocorreria, ao longo de 2018, no centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes), na cidade do Rio de Janeiro. A Petrobras não detalhou à época o valor e o prazo total do contrato, limitando-se a dizer que seria uma parceria de "longo prazo". Em uma apresentação, publicada no site da empresa, a petroleira apontou que pelo menos até 2022 haveria fornecimento de produtos a escuderia. No passado, a Petrobras participou na Fórmula 1 a partir de contratos com a equipe Williams, de 1998 a 2008 e de 2014 a 2016. Petrobras cancela patrocínio da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e outros 12 projetos culturais Veja Mais

Receita notifica 330 mil contribuintes com inconsistências no Imposto de Renda 2019

G1 Economia Cartas estão sendo enviadas aos contribuintes desde meados de outubro. Caso o contribuinte não aproveite a oportunidade de se autorregularizar, poderá ser intimado formalmente para explicar das divergências, diz Fisco. A Secretaria da Receita Federal informou nesta sexta-feira (19) que está notificando cerca de 330 mil contribuintes com "indícios de inconsistências" no Imposto de Renda Pessoa Física 2019 (ano-base 2018) a verificarem suas declarações. Essas pessoas ficaram retidas na malha fina do leão. "Trata-se de ação destinada a estimular os contribuintes a verificarem o processamento de suas Declarações de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e a providenciarem correção, caso constatem erro nas informações declaradas ao Fisco", informou o órgão. De acordo com a Receita Federal, a notificação está sendo feita por meio do envio de cartas aos contribuintes. O órgão explicou que, neste primeiro momento, esses contribuintes não estão sendo autuados, o que implicaria no lançamento de multa. Mas advertiu que, caso o contribuinte não aproveite a oportunidade de se "autorregularizar", poderá ser intimado formalmente para explicar as divergências encontradas. "Após receber intimação, não será mais possível fazer qualquer correção na declaração e qualquer exigência de imposto pelo Fisco será acrescida de multa de ofício de, no mínimo, 75% do imposto que não foi pago pelo contribuinte, ou que foi pago em valor menor do que o devido", explicou o Fisco. Como proceder O contribuinte que receber a notificação da Receita Federal deve consultar a situação de sua declaração do Imposto de Renda 2019 no site do órgão, no serviço “Extrato da DIRPF”, utilizando código de acesso ou certificado digital. Para isso, é preciso gerar um código de acesso, a partir do número do CPF, data de nascimento e recibos de entrega das duas últimas declarações. A declaração retida em malha fina apresenta sempre mensagem de "pendência", informou o Fisco. Junto com a pendência, são fornecidas orientações de como proceder no caso de erro na declaração apresentada. Neste caso, o contribuinte deve encaminhar uma declaração retificadora do Imposto de Renda e recolher os valores devidos. Caso não concorde com a análise do Fisco, o contribuinte pode aguardar ser chamado pela fiscalização, ou até mesmo agendar um atendimento presencial nas unidades da Receita Federal, e apresentar os documentos que comprovem sua posição. Modelo da carta enviada pelo Fisco Receita Federal Veja Mais

Caixa Seguridade anuncia saída de Laloni do conselho de administração

G1 Economia Executivo renunciou ao cargo e será substituído por Thays Cintra Vieira, eleita em assembleia geral extraordinária. Laloni era diretor da área de mercado de capitais do BNDES e foi demitido na véspera. A Caixa Seguridade informou que André Tosello Laloni renunciou como membro do conselho de administração. Em assembleia geral extraordinária, foi eleita para substituí-lo Thays Cintra Vieira. Thays é graduada em administração pela Universidade de Brasília, além de possuir pós-graduação em gestão de projetos e mestrado em governança e tecnologia pela Universidade Católica de Brasília. Atualmente, exerce o cargo de diretora na diretoria executiva de canais da Caixa. Anteriormente, ocupou o cargo de gerente nacional na mesma área. Laloni esteve no centro de uma discussão sobre a oferta subsequente de ações do Banco do Brasil ("follow-on"), realizada ontem (17) e que levantou R$ 5,8 bilhões. A operação foi secundária, tendo como acionistas vendedores o próprio BB, que se desfez de ações em tesouraria, e papéis detidos pelo FI-FGTS, administrado pela Caixa. Até o lançamento da oferta, havia expectativa de adesão da União como vendedora, mas não houve aprovação no BNDES, responsável por intermediar a venda. A falta de consenso resultou no pedido de licença de Laloni, diretor de mercado de capitais do BNDES. Ontem, ele foi demitido em votação extraordinária do conselho. Veja Mais

Se acordo para Brexit não sair, Brasil pode perder anualmente mais de US$ 700 milhões em exportações, calcula CNI

G1 Economia Segundo a CNI, a União Europeia já anunciou que, com a saída do Reino Unido, serão eliminadas 11 cotas específicas que o bloco tem de importação fixa de produtos brasileiros. CNI estima uma perda de exportações de 112 mil toneladas já no primeiro ano. Primeiro-ministro Boris Johnson disse ter chegado a um 'ótimo novo acordo' sobre o Brexit PA Media Nas próximas semanas, empresários e exportadores brasileiros deverão acompanhar com grande atenção os capítulos finais da novela do Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia. Isso por que, a depender de como o processo de retirada do bloco aconteça até 31 de outubro, a indústria brasileira poderá amargar perdas anuais de até US$ 736 milhões em exportações nos cenários mais pessimistas, segundo projeções divulgadas nesta sexta-feira (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme os dados divulgados pelo Ministério da Economia, no mês de setembro de 2019, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,2 bilhões, retração de 59,9% frente ao valor alcançado no mesmo período do ano anterior, de US$ 5,5 bilhões. Na quinta-feira (17), o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciaram ter chegado a um acordo sobre o Brexit apenas algumas horas antes de uma reunião entre líderes europeus em Bruxelas. A saída do bloco foi decidida em um referendo de julho de 2016, mas ainda não se concretizou por falta de acordo sobre os detalhes de como isso se dará. Se nenhum consenso for aprovado pelos parlamentos do Reino Unido e de cada país membro da União Europeia, em 31 de outubro o Brexit acontece sem acordo. Se o acordo anunciado por Johnson for aprovado, o Reino Unido inteiro deixará o regime alfandegário da União Europeia, o que abre espaço para que o governo britânico possa fechar acordos comerciais com outras nações no futuro — inclusive com o Brasil, se depender das expectativas da CNI. Ainda que a União Europeia seja um mercado crucial para muitos países latino-americanos, o comércio com o Reino Unido é mais reduzido. O Brasil é maior exportador regional para os britânicos, o volume negociado corresponde a apenas 2% das exportações totais brasileiras. O que deixaremos de exportar? Segundo a CNI, a União Europeia já anunciou que, com a saída do Reino Unido, reduzirá suas cotas preferenciais fixas que mantém com outros países. Serão eliminadas 11 cotas específicas que o bloco tem de importação de produtos brasileiros. Caso isso se confirme, a CNI estima uma perda de exportações de 112 mil toneladas já no primeiro ano. As exportações de frango salgado, por exemplo, sofreriam queda de quase 30%, as vendas de cana de açúcar para refino cairíam em cerca de 8% e as de carne processada de aves seriam reduzidas em 33,7%. Segundo o gerente-executivo de Assuntos Internacionais da CNI, Diego Bonomo, o "mundo ideal" desejado pelos exportadores brasileiros é que o Brexit ocorra com acordo. Além disso, que a perda das 11 cotas de exportação que a União Europeia tem com o Brasil — pelo qual o bloco garante a compra de produtos brasileiros — seja rapidamente substituída por cotas do Reino Unido para a compra de produtos brasileiros. E, em uma terceira frente estratégica, que sejam iniciadas rapidamente as negociações para buscar um acordo de livre comércio com o Reino Unido. "A possibilidade de um acordo já foi sondada pelo próprio Reino Unido. E de nossa parte, pelo menos do setor privado, há muito interesse", diz o executivo. Segundo Bonomo, o Brasil exporta para o Reino Unido principalmente matérias-primas agrícolas, produtos agropecuários processados e manufaturados como autopeças e componentes de máquinas. E se não sair acordo? O pior cenário, na visão da CNI, é justamente se as lideranças não conseguirem a aprovação de seus parlamentos, e o Brexit ocorrer sem um acordo. Nesse caso, o pessimismo da CNI se baseia nas projeções divulgadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estima que um Brexit sem acordo representaria para o Reino Unido uma retração econômica de 3% e queda de 0,6% para a União Europeia. A previsão da CNI é de que, nesse mesmo cenário, cada 1% de queda no PIB global representaria uma retração de 2,1% nas exportações do Brasil. Nesse cálculo, o Brexit sem acordo resultaria numa perda acumulada em 12 meses de US$ 736 milhões para o Reino Unido e a União Europeia. Com a saída do Reino Unido, a União Europeia divulgou uma lista reduzindo em 28,7% o número total de cotas. Atualmente, o Brasil tem 11 cotas específicas que cairiam, na previsão da UE. Nessa negociação, a reivindicação da entidade industrial brasileira, que representa 700 mil empresas, é que as cotas perdidas sejam totalmente recuperadas na União Europeia. Entre as grandes economias latino-americanas, a Colômbia é a mais dependente das compras britânicas, mas mesmo assim o total de suas exportações com destino a Londres e adjacências é de apenas 2,5%. Em 2018, o Brasil vendeu US$ 42,1 bilhões para a União Europeia, o que significou 17,6% das exportações do país. Em 1998, a quantia era menor, de US$ 152,7 bilhões, mas correspondia a 30% do total embarcado. Para sair do papel, a negociação ainda precisa de aprovação dos parlamentos do Reino Unido e da União Europeia. Johnson tem que conseguir aprovar seu acordo no Parlamento até sábado se quiser evitar ter que pedir à União Europeia uma nova extensão do prazo limite para a concretização do Brexit, que por enquanto — depois de outros pedidos de extensão— é 31 de outubro. Por que o Reino Unido está deixando o bloco? Num plebiscito em 23 de junho de 2016, os britânicos foram perguntados se o Reino Unido deveria permanecer ou deixar a UE. A maioria — 52% contra 48% — decidiu que o país deveria deixar o bloco. Mas a saída não aconteceu de imediato, foi agendada para o dia 29 de março de 2019. "Chegamos a um ótimo novo acordo que nos devolve o controle", escreveu hoje o primeiro-ministro Boris Johnson no Twitter. "Agora o Parlamento deve finalizar o Brexit no sábado para que nós possamos seguir com outras prioridades." "Onde há vontade, há acordo — E nós temos um! É um acordo justo e equilibrado para a União Europeia e o Reino Unido e é uma prova do nosso compromisso em encontrar soluções. Recomendo que o Conselho Europeu respalde esse acordo", publicou Juncker no Twitter. Tanto ele quanto Johnson urgiram seus respectivos parlamentos a apoiarem o acordo. Os dois lados estavam trabalhando na parte legal do texto, mas a negociação ainda precisa de aprovação dos parlamentos do Reino Unido e da União Europeia. Johnson tem que conseguir aprovar seu acordo no Parlamento até sábado se quiser evitar ter que pedir à União Europeia uma nova extensão do prazo limite para a concretização do Brexit, que por enquanto — depois de outros pedidos de extensão — é 31 de outubro. Com o encontro de líderes em Bruxelas, eles podem dar sua aprovação política ao texto que foi trabalhado para ficar pronto justamente a tempo de ser lido na reunião. No entanto, em nota, o partido norte-irlandês DUP, que forma uma coalizão com o Partido Conservador, mas tem sido o principal entrave para a aprovação do Brexit, já informou não apoiar o acordo. O texto, divulgado antes do anúncio de Johnson, dizia que o partido não poderia apoiar as propostas "da maneira como estão". Depois do anúncio do primeiro-ministro, disseram que a declaração "ainda vale". Pelo acordo, o Reino Unido inteiro deixará o regime alfandegário da União Europeia. Haverá uma fronteira alfandegária entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda (esta permanecerá na UE). Mas, na prática, a fronteira alfandegária será entre a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda, com a checagem de mercadorias em seus "pontos de entrada" na Irlanda do Norte. O líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que o acordo parecia "ainda pior" do que o negociado pela ex-premiê Theresa May e "deve ser rejeitado" por membros do Parlamento. As propostas de Johnson para um novo Brexit se baseavam em se livrar do "backstop", a solução negociada entre May e a União Europeia para resolver os problemas na fronteira entre a República da Irlanda (país independente e membro da União Europeia) e a Irlanda do Norte (parte do Reino Unido) depois da saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, há quem entenda que o novo projeto confere um tratamento diferente à Irlanda do Norte em relação ao Reino Unido, com regras e regulações aduaneiras diferentes do resto —algo que preocupa o DUP. O principal negociador da União Europeia, Michel Barnier, afirmou que o novo acordo se baseia em quatro elementos: A Irlanda do Norte permanecerá alinhada a uma série de regras da União Europeia, notadamente as relacionadas a movimentação de produtos; A Irlanda do Norte permanecerá no território aduaneiro do Reino Unido, mas vai continuar sendo "um ponto de entrada" para o mercado comum da União Europeia; Há acordo para manter a integridade do mercado único e satisfazer os desejos legítimos do Reino Unido em relação a sua taxação sobre produtos; Representantes da Irlanda do Norte poderão decidir se continuam aplicando ou não as regras da união audaneira na Irlanda do Norte a cada quatro anos. Veja Mais

Política brasileira para o trabalho é generosa, mas não inteligente, diz Ricardo Paes de Barros

G1 Economia Economista que ajudou a idealizar o Bolsa Família lidera grupo de estudos do governo federal sobre relações do trabalho. Ele defende alterar regras do FGTS e do abono salarial, e mudanças na qualificação profissional. O Brasil possui uma série de incentivos no mercado de trabalho que são mal alocados e, muitas vezes, não geram o resultado esperado, diz o economista e professor do Insper Ricardo Paes de Barros. Em setembro, ele começou a comandar um grupo de estudos do Ministério da Economia sobre as relações de trabalho, com o objetivo de estimular a geração de empregos no País. Numa avaliação pessoal e ainda sem especificar as medidas que eventualmente possam ser propostas ao governo, Paes de Barros diz que é preciso alterar as regras do abono salarial e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Também avalia que deve ser revista a forma como os trabalhadores brasileiros são qualificados e que o país precisa repensar o seu sistema educacional, porque o avanço da escolaridade da população não tem se traduzido em ganhos de produtividade. "A política brasileira pode ser classificada como hipergenerosa, mas não muito inteligente", afirma Paes de Barros, um dos idealizadores do programa Bolsa Família. Entre 2011 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff, foi subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. "Não tem solução possível para a pobreza, para a desigualdade se não houver emprego decente, mais produtivo para todo mundo em idade ativa que queira trabalhar", afirma. Brasil precisa traduzir ganhos de escolaridade em produtividade, diz Paes de Barros Sérgio Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo A seguir os principais trechos da entrevista. O sr. integra um grupo criado pelo governo federal para analisar o mercado de trabalho. Qual é a leitura que o sr. faz do emprego e das relações trabalhistas? Não tem solução possível para a pobreza, para a desigualdade se não houver emprego decente, mais produtivo para todo mundo em idade ativa que queria trabalhar. A nossa missão é tentar desenhar uma legislação trabalhista e de políticas de emprego e renda que entenda os incentivos e, portanto, que seja uma política que promova o crescimento e gere mais trabalho decente e produtivo para todos. A política brasileira pode ser classificada como hipergenerosa, mas não muito inteligente. Quais incentivos que o senhor considera que são exagerados? Isso não falta. Um exemplo típico é que o país tenta gastar uma quantidade enorme de recursos qualificando quem está desempregado. Só que o desempregado não sabe exatamente o que ele vai fazer quando conseguir o emprego. Ele pode ser formado para um trabalho, mas pode conseguir emprego em outra coisa. O que a gente vê nos programas de qualificação é que muitas vezes o cara nem termina curso porque conseguiu emprego em outra área. Ou muitas vezes ele termina o curso, arranja emprego, mas não usa o que aprendeu na qualificação. Como resolver essa questão da qualificação? Uma das maneiras é dar ao trabalhador desempregado o direito a uma qualificação. Mas, em vez de exercer esse direito enquanto está desempregado, ele só vai exercer na hora em que tiver uma oferta de trabalho. O empregador vai receber um trabalhador que tem um vale-qualificação e que, portanto, na hora em que for empregado, os dois em conjunto podem decidir no que o trabalhador vai ser qualificado e quando vai ser qualificado. Uma outra questão que falta no Brasil é a certificação. Muitos trabalhadores têm qualificação, mas não são reconhecidos por terem uma. Às vezes, você está querendo qualificar alguém que é garçom, pedreiro, carpinteiro, mas você não reconhece as habilidades que essa pessoa tem. Durante o desemprego, você pode certificar o trabalhador de tudo o que ele sabe fazer. Quem for empregá-lo já sabe que ele foi certificado e que tem aquelas competências. O que o sr. diz que é que esse trabalhador não precisa estudar aquilo que já sabe? Ele tem de provar (o que sabe) e há várias maneiras de se avaliar. E uma vez que esse trabalhador já foi certificado, você sabe que ele precisa de um curso de nível três, por exemplo, porque o nível um e dois ele já tem. Certificar é o primeiro ponto para fazer a formação. Remuneração do FGTS deve ser alterada, diz Paes de Barros Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo Quais outras medidas são necessárias? O Brasil consegue ter políticas públicas extremamente modernas. O FGTS é uma coisa moderna, porque tem uma ideia de seguro-desemprego com base numa poupança individual. O FGTS é fantástico, mas ele tem um problema grave, não rende os juros de mercado. É preciso valorizar essa poupança e pagar uma taxa de juros de mercado para o trabalhador ter o incentivo de manter essa poupança, e não ter o incentivo de retirar aquela poupança que, às vezes, ele só consegue sendo demitido. O abono salarial é um outro exemplo. Ele é pago um ano ou um ano e meio depois que o cara trabalhou. Agora, se é um trabalhador pobre, mas com um incentivo que vem um ano ou um ano e meio depois que ele trabalhou, será que há o incentivo para a pessoa a trabalhar naquele mês? Uma maneira muito mais óbvia de incentivar seria pagar o abono no mês que ele trabalhou e não um ano e meio depois. Houve um desperdício na qualificação profissional do país? Há uma tremenda discussão se o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) ajudou em alguma coisa, ainda é bastante discutível. Tem estudos que mostram que ajudou muito pouco, outros mostram que ajudou um pouco mais. Mas certamente não ajudou muito. É um programa que qualifica quase que cegamente o trabalhador sem saber o que a empresa precisa. Cada empresa precisa de uma coisa. É possível, então, gastar a mesma coisa e fazer melhor? A ideia toda desse grupo é a seguinte: é claro que eu tenho de preparar os trabalhadores para que eles se beneficiem mais da atividade econômica, mas eu tenho de me preocupar também em ter mais atividade econômica. Se o país tiver mais atividade econômica e os trabalhadores estiverem mais preparados para se beneficiar disso, vou ter mais emprego. Isso pode ser feito com os recursos que a gente tem, sendo um pouco mais delicado e mais respeitoso com os incentivos. E como a atividade vai melhorar e resolver a questão do mercado de trabalho? Nós temos de melhorar o nosso ambiente de negócios. O país tem uma legislação tributária, trabalhista e fiscal muito complexa. É uma complexidade enorme e que não ajuda a promover o crescimento econômico. Não é uma questão de reduzir, eliminar direitos, de reduzir tanto a carga tributária. É uma questão simplificar essa coisa toda. Mas também tem uma parte que é a seguinte: nós queremos mais empregos para jovens e para trabalhadores pobres. E a gente cobra impostos. Por exemplo, o salário-educação é um imposto cobrado sobre o trabalhador que ganha um salário mínimo. Por que eu quero cobrar um imposto de alguém que emprega um trabalhador que ganha um salário mínimo? A gente tem de bater palma para quem emprega o trabalhador que ganha um salário mínimo, não cobrar imposto. Eu vou cobrar imposto do cara que ganha 10 salários mínimo. É preciso reduzir, então, essa disparidade? A gente devia reduzir a cunha fiscal dramaticamente para aqueles trabalhadores mais pobres, de tal maneira, que as empresas tenham mais incentivo para contratá-los, além de dar uma simplificada geral. Muito da legislação trabalhista é mais confusão do que legislação. E isso se percebe em toda política social brasileira. Toda política social brasileira é baseada na ideia de que o Estado é capaz de resolver conflitos, resolver problemas, tomar decisões. E que localmente, individualmente, as pessoas são muitos vulneráveis para poder fazer isso. O Brasil dificulta que acordos sejam feitos diretamente entre o trabalhador e a empresa, entre o sindicato e a empresa. Mesmo com a reforma, a legislação trabalhista avançou pouco, então? Ela avançou pouco, mas está avançando. O que nós precisamos no Brasil é a capacidade de resolver os problemas localmente. Não queremos a judicialização de tudo, queremos acreditar que as pessoas sabem resolver conflitos. A legislação trabalhista tem de avançar na direção de dar mais poder aos sindicatos, aos trabalhadores e para as empresas com o objetivo de que seja possível resolver os seus problemas e que eles não precisem ser levados para a Justiça. A desoneração da folha de pagamento combinada com a criação de um tributo sobre transação financeira chegou a ser defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Desonerar a folha de pagamento dos mais pobres seria um caminho? O Brasil é estranho. Existe o abono salarial concedido para o trabalhador que ganha um salário mínimo, mas também cobra-se do trabalhador uma contribuição para a Previdência. Numa mão estamos dando, mas com a outra tirando. A ideia é que o Brasil deveria ser mais generoso cobrando menos impostos dos trabalhadores que ganham um salário mínimo ou próximo disso. E compensando de quem ganha mais? De quem exatamente vai se cobrar mais vai depender de uma reforma tributária mais abrangente para que isso seja feito de uma maneira inteligente. Evidentemente, não é inteligente para o Brasil que tem uma taxa de desemprego alta e quer reduzir a pobreza cobrar imposto sobre quem emprega essa gente (que ganha um salário mínimo). A sociedade está disposta a encarar esse debate, de quem ganha mais ter de pagar mais? Ao longo dos últimos 15 anos, 20 anos, o Brasil, talvez, seja um dos países que mais reduziu a desigualdade. Apesar disso, o Brasil ainda tem os níveis de desigualdade entre os mais elevados do mundo. Eu acho que a sociedade brasileira tem de estar desejosa, ansiosa, desesperada para ter, pelo menos, mais uma ou duas décadas de acentuada redução da desigualdade. Uma acentuada redução na desigualdade significa os pobres pagando menos impostos, e os riscos pagando mais impostos, assim como as de despesas públicas sendo mais focalizadas nos mais pobres, e os riscos recebendo menos benefícios do setor público. A qualificação é o ponto que o país mais deve atacar para reduzir a desigualdade? Na verdade, a desigualdade está espalhada para todo lado, entre o setor formal e o setor informal. Antes, se o país focasse muito na educação, teria muito avanço, mas hoje está mais disperso. Mas certamente a primeira infância é uma das maneiras mais importantes para se reduzir a desigualdade. Na primeira infância, as crianças são inacreditavelmente sensíveis a como elas são atendidas. E, qualquer desigualdade que se criar ali, vai sobreviver a vida inteira. O Brasil precisa repensar toda a sua política educacional de uma maneira significativa. E não vai ser aumentando tanto o volume de recursos porque já o país já chegou a 6% (de investimento do PIB). O sr. não acha que o corte de recursos é um ponto negativo e que pode prejudicar a educação? A educação agradece se ela tiver mais recursos. O que a gente tem de ter em mente é que na Coreia (durante o Fórum Mundial de Educação), em 2015, quando os países se reuniram para traçar o rumo da educação para os próximos 15 anos, eles concordaram de que 4% a 6% do PIB era a meta que os países deveriam ter para gastar com educação pública. E o Brasil já cumpriu isso. O grande problema da educação brasileira é a qualidade do gasto. Ricardo Paes de Barros, professor do Insper Ricardo Correa/ÉPOCA O baixo nível educacional do Brasil é um grande obstáculo para um crescimento mais rápido do país. Como se resolve esse problema? O Brasil tem dois problemas. Um problema é fazer com que a educação funcione melhor. O outro é fazer que o que a educação ensina seja significativo para a atividade econômica e que a atividade econômica valorize aquilo que a educação está fazendo. O Chile aumentou a escolaridade e a produtividade do trabalho da seguinte maneira: cada vez que a escolaridade aumentava em um ano, a produtividade no Chile cresceu US$ 3 mil por trabalhador. Na Coreia, que também aumentou a escolaridade da força de trabalho, cada ano virou US$ 7 mil. E o caso brasileiro, como se comportou? No Brasil, a escolaridade cresceu mais do que o Chile, mas a produtividade não aumentou. A educação é um direito humano, então, eu poderia dizer que ela não precisa servir ao sistema produtivo. Mas é bom que sirva. Se a gente quer traduzir educação em salário, a gente precisa traduzir educação em produtividade. Sem produtividade no longo prazo, nós não vamos ter aumento salarial. E o Brasil tem muita dificuldade de fazer isso. Então, não adianta só melhorar a educação, tem de entender porque ela não está falando direito com o nosso sistema produtivo. O que sr. propõe é que as empresas indiquem quais são os profissionais que estão sendo demandados? A gente sempre tem de escutar isso, mas em certo sentido o mercado de trabalho aponta nessa direção. Mas todo o sistema educacional, a formação do currículo, o Ensino Médio, que se tornou uma coisa muito mais flexível, pode beneficiar muito mais uma interação com as empresas. Nós temos que também trabalhar na capacidade de converter mais educação em melhor produtividade e condições de vida. Temos de começar a ser cuidadosos nos mecanismos que convertem educação em produtividade, em saúde e numa série de coisas. No Brasil, a tradução de educação em produtividade é um caso clássico que não está funcionando. Pode parar tudo para reexaminar porque não está funcionando. Veja Mais

Saques de até R$ 500 do FGTS para não correntistas da Caixa nascidos em janeiro começam hoje

G1 Economia No total, 4,1 milhões de pessoas nascidas em janeiro devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão neste 1º lote; prazo dos saques para todos que têm direito vai até 31 de março de 2020. Tira-dúvidas sobre os saques do FGTS A Caixa Econômica Federal libera a partir desta sexta-feira (18) os saques de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para não correntistas do banco nascidos em janeiro. Trata-se de uma nova etapa de saques, que começaram em setembro e alcançaram primeiro os correntistas da Caixa, com crédito automático em conta. Neste primeiro lote de não correntistas, 4,1 milhões de pessoas devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão, segundo previsão do banco. No total, incluindo todos os lotes, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. O saque imediato de até R$ 500 não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo). SAIBA TUDO SOBRE A LIBERAÇÃO DOS SAQUES DO FGTS Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. A Caixa estendeu o horário de 2.302 agências nesta sexta (18) e na segunda (21) e terça-feira (22), além de abrir no sábado (19), para realizar os pagamentos, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir a senha do Cartão Cidadão: As agências que têm horário de abertura às 10h abrirão às 8h; As agências que têm horário de abertura às 9h abrirão uma hora mais cedo e terão o horário de funcionamento estendido em 1 hora; As agências que têm horário de abertura às 11h abrirão às 9h; As agências que têm horário de abertura às 8h permanecem abrindo às 8h e terão horário de funcionamento estendido em 2 horas; No sábado, as agências abrem das 9h às 15h. A lista das agências com horário especial de atendimento está no site fgts.caixa.gov.br. A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019 Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019 Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019 Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019 Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019 Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019 Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020 Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020 Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020 Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020 Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020 Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020 Começam na 6ª feira (18) os saques do FGTS para quem não tem conta na Caixa Saques de correntistas da Caixa De acordo com balanço da Caixa, cerca de 36,9 milhões de correntistas tiveram liberados R$ 15,2 milhões na conta nos três lotes de pagamento. A maior parte dos saques foi na região Sudeste: 17,4 milhões sacaram R$ 7,5 bilhões, seguida da região Nordeste, onde R$ 3 bilhões foram sacados por 8,1 milhões de trabalhadores. Os correntistas que não quiserem fazer a retirada têm até o dia 30 de abril de 2020 para informar ao banco que prefere manter o dinheiro no Fundo de Garantia. Nesse caso, mesmo que o crédito tenha sido feito na conta, a Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS. Todos os trabalhadores, independente do aniversário, sendo correntistas ou não da Caixa, podem sacar o dinheiro até o dia 31 de março de 2020. A Caixa alerta, entretanto, que à medida que o trabalhador vai adiando seu saque, ele ficará sujeito ao efeito cumulativo dos outros calendários, o que acumulará mais pessoas para receber e portanto poderá enfrentar mais filas. Saiba como consultar o saldo do FGTS dentro do limite de R$ 500 Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS De acordo com balanço do Ministério da Economia, a liberação dos saques de até R$ 500 do FGTS será maior nos meses de setembro e outubro - serão R$ 17,7 bilhões liberados para 44,3 milhões de pessoas, de um total de R$ 39,8 bilhões para 96,5 milhões de pessoas. Os meses de setembro e outubro englobam os depósitos automáticos para correntistas da Caixa e o início dos saques para quem não é correntista e nasceu em janeiro e fevereiro. O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas como inativas. Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja mais exemplos abaixo: Exemplos de saques de até R$ 500 por contas do FGTS Reprodução/Caixa Como serão os saques para quem não tem conta poupança na Caixa Valores de até R$ 100 por conta: saque será feito nas lotéricas, com CPF e documento de identificação. Valores de até R$ 500 por conta: saque nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e Senha Cidadão ou Cartão Cidadão e senha. Caso não possua o Cartão do Cidadão, poderá sacar nos caixas eletrônicos da Caixa utilizando o CPF e a Senha Cidadão. Em caso de saque na agência, deve apresentar documento de identidade com foto, número do CPF e Carteira de Trabalho ou Cartão Cidadão e senha. O saque imediato no valor de até R$ 500 não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor, bem como não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave. Ninguém é obrigado a sacar o dinheiro do FGTS. Se não houver a retirada, o dinheiro permanece no fundo, ganhando rentabilidade. No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente. Saque-aniversário Trabalhadores já podem aderir ao saque-aniversário do FGTS O recebimento do saque imediato de até R$ 500 por conta de FGTS não gera adesão ao saque-aniversário. Os interessados em aderir a esses saques anuais podem comunicar a decisão à Caixa Econômica Federal desde o dia 1º de outubro deste ano. Entenda o saque-aniversário do FGTS Nesse caso, os saques serão anuais e começarão em abril de 2020, de acordo com o mês em que o beneficiário nasceu. Veja o calendário do saque aniversário: Nascidos em janeiro e fevereiro – saques de abril a junho de 2020; Nascidos em março e abril – saques de maio a julho de 2020; Nascidos em maio e junho – saques de junho a agosto de 2020; Nascidos em julho – saques de julho a setembro de 2020; Nascidos em agostos – saques de agosto a outubro de 2020; Nascidos em setembro – saques de setembro a novembro de 2020; Nascidos em outubro – saques de outubro a dezembro de 2020; Nascidos em novembro – saques de novembro de 2020 a janeiro de 2021; Nascidos em dezembro – saques dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. A partir de 2021, o saque deverá ser feito no mês do aniversário até os dois meses seguintes. O valor do saque anual será um percentual do saldo de todas as contas do trabalhador. Para contas com até R$ 500, será liberado 50% do saldo, percentual que vai se reduzindo quanto maior for o valor em conta. Para as contas com mais de R$ 500, os saques serão acrescidos de uma parcela fixa. Portanto, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores. Limite dos saques anuais do FGTS Reprodução/Ministério da Economia O trabalhador ficará impedido de retirar o valor integral do FGTS na rescisão do contrato de trabalho. No entanto, ele continua tendo direito ao pagamento da multa dos 40% em cima do valor total. Em caso de arrependimento, o trabalhador só poderá retornar ao chamado saque-rescisão após dois anos a partir da data de adesão ao saque-aniversário. No entanto, o trabalhador que optar pelo saque-aniversário continuará tendo direito à retirada o saldo do FGTS para a casa própria, em caso de doenças graves, de aposentadoria e de falecimento do titular e para as demais hipóteses previstas em lei para o saque. Initial plugin text Veja Mais

Zuckerberg defende Facebook por não remover anúncios políticos em discurso sobre liberdade de expressão

G1 Economia Presidente da empresa afirmou que é preciso dar voz às pessoas e chegou a dizer que plataforma não está na China por questões de liberdade na internet. Mark Zuckerberg falou de liberdade de expressão em discurso na Universidade Georgetown, em Washington Reprodução O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, falou esta quinta-feira (17) na Universidade Georgetown, em Washington, onde deu um discurso sobre liberdade de expressão na internet. Ele defendeu as ações que o Facebook tem tomado para retirar opiniões nocivas e discursos de ódio das plataformas da empresa — WhatsApp, Instagram e Facebook. O executivo também defendeu a decisão recente de não retirar anúncios políticos das redes sociais, mesmo que contenham mentiras. Zuckerberg falou ainda sobre a "voz" que redes dão às pessoas, sobre o direito ao contraditório e até criticou a China por problemas com liberdade de expressão on-line, citando o aplicativo TikTok, rede social chinesa em ascensão. O salão da Universidade Georgetown foi escolhido a dedo para o discurso: lá já discursaram presidentes dos EUA e outros líderes políticos, como Barack Obama, Hillary Clinton e até o cantor Bono Vox. Polêmica com anúncios políticos A decisão da empresa de não fazer checagem em anúncios políticos gerou bastante polêmica nos EUA no último mês. Zuckerberg defendeu a atitude do Facebook, afirmando que "não é certo que uma companhia privada censure políticos ou notícias em uma democracia". Facebook impõe novas regras para anúncios políticos nos EUA "Nós não checamos os fatos em anúncios políticos. Não fazemos isso para ajudar políticos, mas porque nós acreditamos que as pessoas deveriam ver por elas mesmas o que os políticos estão dizendo", afirmou. O executivo disse que considerou banir esse tipo de anúncio, e que essa decisão seria acertada do ponto de vista dos negócios, já que o faturamento com propaganda política é baixo. Mas escolheu permitir os anúncios para "dar voz" a políticos que não têm alcance na mídia. Responsabilidades do Facebook O discurso também abordou questões que tem sido usadas em críticas à rede social nos últimos meses: desinformação, boatos e conteúdos ofensivos. Na visão do executivo, a empresa tem duas responsabilidades: remover conteúdo que poderia causar "perigo real" da maneira mais efetiva possível, e lutar para que a definição de liberdade de expressão seja o mais abrangente possível, enquanto luta para que a definição do que é considerado perigoso não seja expandida além do que é preciso. "Embora eu me preocupe com a erosão da verdade, eu não acredito que a maioria das pessoas quer viver em um mundo onde você só possa publicar coisas que as empresas de tecnologia julguem ser 100% verdade", disse. Cutucada no TikTok Zuckerberg aproveitou o discurso também para falar da liberdade de expressão na China, um tema que voltou à tona recentemente com os protestos em Hong Kong pedindo por democracia. Segundo ele, até recentemente, a internet na maioria dos países era definida por plataformas americanas com "valores de liberdade de expressão fortes". Zuckerberg afirmou que há 10 anos, quase todas as maiores plataformas da internet eram americanas e que "agora 6 das 10 maiores são chinesas". "Enquanto nossos serviços, como o WhatsApp, são usados por manifestantes e ativistas por causa da criptografia forte e proteção da privacidade, no TikTok, o aplicativo chinês que cresce mais rápido no mundo, menções a esses protestos são censuradas, até mesmo nos EUA. Essa é a internet que queremos?", perguntou. De acordo com ele, essa é uma das razões que as plataformas não funcionam na China. Apesar disso, sobram notícias sobre os planos dele e do Facebook de entrar no mercado chinês. Em 2016, a empresa teria até mesmo desenvolvido um mecanismo de censura geográfica para impedir o bloqueio do país. O Facebook também conta com um projeto chamado Lasso, que pretende ser um competidor do TikTok. Zuckerberg já falou das estratégias da empresa em lidar com o aplicativo, em áudios vazados de uma reunião com funcionários. Os protestos em Hong Kong já envolveram empresas americanas, que tiveram que lidar com pressões chinesas. A Apple, por exemplo, chegou a retirar da App Store um aplicativo que era usado por manifestantes. Veja Mais

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R7 - Economia Por André Franco Antes de iniciarmos o nosso papo de hoje, quero fazer um convite para você acessar um canal gratuito no Telegram que é uma iniciativa da área de criptoativos da Empiricus. A ideia é trazer insights sobre o mercado cripto quase que diariamente, inclusive aos fins de semana, tudo de graça. Dito isso, […] Veja Mais

Mesmo com lotes a termo saindo, boi em Goiás e Mato Grosso está firme na alta

R7 - Economia Mato Grosso e Goiás observam a alta do boi dentro do mesmo cenário que cerca o setor em praticamente todos os estados. A escassez está dura e lotes a termo que estão saindo de confinamento não dão conforto aos frigoríficos. É acentuado o desbalanço com a demanda exportadora e até leve melhora do mercado interno, […] Veja Mais

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Dólar volta a subir contra o real em meio a ajustes técnicos

R7 - Economia Por Stefani InouyeSÃO PAULO (Reuters) - O dólar passava a subir contra o real nesta quinta-feira, em sessão marcada por volatilidade em meio a ajustes técnicos, apesar de cena externa mais positiva após anúncio de acordo do Brexit entre Reino Unido e União Europeia. Às 14:00, o dólar avançava 0,29%, a 4,1662 reais na venda.A moeda norte-americana chegou a oscilar entre altas e baixas na sessão, tocando o nível de 4,1276 reais na mínima intradia e 4,1825 reais na máxima. Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 0,43%, a 4,173 reais. Para Jefferson Rugik, diretor superintendente da Correparti Corretora, no início da sessão o dólar mostrou queda dado o "desmanche de posições defensivas em função da cena externa", após o Reino Unido fechar um acordo de última hora sobre a separação da União Europeia."No entanto, quando o dólar bateu a mínima, o valor serviu de oportunidade de saída para os fundos estrangeiros que já estão em ritmo de fuga do país", afirmou Rugik.Na quarta-feira, o Banco Central divulgou dados do fluxo cambial do país, que apontaram para um déficit de 3,186 bilhões de dólares entre 7 e 11 de outubro. Os dados marcaram a nona semana consecutiva de fluxo negativo no Brasil, com o país registrando perda de 17,788 bilhões de dólares em termos líquidos no período. Segundo operadores, o fluxo de saída de capital é consequência de uma maior percepção de cortes na taxa básica de juros pelo BC, uma vez que uma nova redução da Selic pode piorar a relação risco/retorno de aplicações na renda fixa doméstica. Veja Mais